Programa de Engenharia química COPPE / UFRJ “Implementação de um Método de Volumes Finitos de Ordem Superior com Tratamento Multibloco Aplicado à Simulação de Escoamento de Fluidos Viscoelásticos” Aluno: Eduardo Moreira de Lemos Orientadores: Evaristo Chalbaud Biscaia Jr. (PEQ/COPPE/UFRJ) Argimiro Resende Secchi (PEQ/COPPE/UFRJ) 20 de Junho de 2011 A Fluidodinâmica Computacional Um fluido é uma substância que se deforma continuamente sob ação de uma tensão de cisalhamento (FOX et al., 2004). O movimento do fluido é causado pela ação de forças externas. A Fluidodinâmica Computacional (Computational Fluid Dynamics – CFD) é definida como o conjunto de metodologias que implementadas em um computador permitem simular o escoamento de fluidos (HIRSH, 2007). A partir da CFD é possível realizar um projeto complexo de engenharia com segurança e confiabilidade de resultados. 2 A Fluidodinâmica Computacional Técnicas numéricas mais comumente aplicadas na CFD: Método de Diferenças Finitas (MDF) Método de Elementos Finitos (MEF) Método de Volumes Finitos (MVF) O MVF é o método mais aplicado na resolução de escoamentos de fluidos (CEBECI et al., 2005). Esta preferência está diretamente relacionada às características conservativas que este método apresenta (MALISKA, 2004). 3 Objetivos Desenvolvimento e implementação computacional de uma nova metodologia numérica para resolução das equações de NavierStokes, com aplicação especial à simulação de escoamentos de fluidos viscoelásticos. Procedimento fundamentado no método de volumes finitos utilizando malhas estruturadas e arranjos co-localizados das variáveis do problema. A grande potencialidade deste procedimento está no acoplamento dos esquemas de alta ordem utilizados nas aproximações dos termos advectivos, difusivos e não lineares e as técnicas de partição multibloco utilizada no refino da malha do problema. 4 O Método de Volumes Finitos vx v y x y x x x x Volume de controle: 5 O Método de Volumes Finitos Integrando a equação no volume de controle adotado: y j 1 xi1 yj xi u dxdy x xi 1 y j 1 xi yj y j 1 xi 1 v dydx y yj xi dxdy x x xi 1 y j 1 xi yj dydx y y Obtém-se a expressão: y j 1 v x yj y j 1 yj i 1 vx i dy v xi 1 y j 1 v y j dx xi dy x i 1 x i xi 1 xi dx y j 1 y j 6 O Método de Volumes Finitos Proposta: Literatura: v v y j 1 y i, j x x y 1 2 y y v dy x yj y 1 i , j y j 1 yj i, j x i 1 2 vx i , j 1 2 y x 1 x i , j 1 i , j 2 dy x i 2 2 Sistema discretizado: y x v y 1 1 v y v vxx ii11,, jj 122 vxx ii,, jj 122 y vy y x v yy 1 i 1, j 1 v i 2 , j 1 2 11 ii 2 ,,jj 2 xx y y x x y x x x y y 1 1 x i i 11, ,jj212 x i ,i1,212 y ii1212, j 1 y ii1212,,jj 7 Esquemas de Interpolação CDS: + 2 QUICK: UDS: vx > 0 -1 vx < 0 3 +6 +3 vx > 0 -1 vx > 0 8 +6 8 8 Esquemas de Interpolação Funções de interpolação mais comumente aplicadas na literatura*: • Aproximação dos termos advectivos – 1ª, 2ª ou 3ª Ordem • Aproximação dos termos difusivos – 2ª Ordem • Aproximação dos termos não lineares – 1ª ou 2ª Ordem • Ordem global da aproximação – 1ª ou 2ª Ordem Metodologia de alta ordem proposta: • Aproximação dos termos advectivos • Aproximação dos termos difusivos • Aproximação dos termos não lineares • Ordem global da aproximação 4ª Ordem *PATANKAR, 1980; MALISKA, 2004; VERSTEEG e MALALASEKERA, 1995; FERZIGER e PERIC, 2002; TANNEHILL et al., 1997; HIRSCH, 2007 9 Esquemas de Alta Ordem Esquemas de alta ordem são assim chamados devido ao grau mais elevado de acurácia obtido por sua aplicação. Apresentam ordem de aproximação superior a dois. A utilização de tais esquemas permite a obtenção de uma solução com melhor acurácia utilizando-se malhas menos refinadas. Promove redução de recursos computacionais empregados na simulação. 10 Esquemas de Alta Ordem ANO AUTOR PERIÓDICO TÍTULO 1992 HYMAN et al. "High Order Finite Volume Approximation of Differential Physica D: Nonlinear Phenomena Operators on Nonuniform Grids" 1995 LEONARD et al. "Order of Accuracy of QUICK and Related ConvectionApplied Mathematical Modelling Diffusion Schemes" 1999 HOBAYASHI Computational Physic "On aJournal Class ofofPadé Finite Volume Method" 2001 PEREIRA et al. "A Fourth-Order-Accuracy Finite Volume Compact Method for Journal of Computational Physics the Incompressible Navier-Stokes Solutions" 2004 LACOR et al. "A Finite Volume Formulation of Compact Central Schemes on Journal of Computational Physics Arbitrary Structured Grids" 11 Técnica Multibloco A utilização do tratamento multibloco permite refinar regiões específicas do domínio do problema sem que este refinamento seja estendido a outras regiões desnecessariamente. 12 Técnica Multibloco Blocos coincidentes Blocos sobrepostos Blocos não coincidentes 13 Técnica Multibloco ANO AUTOR PERIÓDICO TÍTULO 1987 BERGER SIAM Journal on Numerical Analysis "On Conservation at Grid Interfaces" 1996 LIU e SHYY "Assessment of Grid Interface Treatments for Multi-block Computers and Fluids Incompressible Viscous Flow Computation" 1997 CHEN et al. "Local Mesh Refinement within a Multi-block Structured-grid Computer Methods in Applied Mechanics and Engineering Scheme for General Flows" 1999 TANG e ZHOU SIAM JournalAlgorithms on Numerical "On Nonconservative for Analysis Grid Interfaces" 2003 DJOMEHRI e BISWAS "Performance Enhancement Strategies for Multi-block Overset Parallel Computing Grid CFD Applications" 2006 CAI et al. Computer Fluids "A parallel Viscous Flow Solverand on Multi-block Overset Grids" 14 Características Principais de Fluidos Viscoelásticos Associação de (viscoelasticidade). características elásticas e viscosas Possuem viscosidade dependente da taxa de deformação aplicada sobre o material. Presença de tensões normais em escoamento por cisalhamento. Somadas as tensões originadas pelo cisalhamento, estes fluidos apresentam tensões extras ao longo das linhas de corrente. Este comportamento reológico deve-se basicamente à sua constituição química. 15 Equações Constitutivas para Fluidos Viscoelásticos • Equação do Movimento U UU p t • Taxa de Deformação: • Fluido Newtoniano: • Fluidos Viscoelásticos: D 1 U U T 2 N 2D S P Não é possível representar as propriedades físicas através de uma constante material. O tensor tensão é descrito utilizando funções materiais. Não é possível, na maioria dos casos, a obtenção de uma relação explícita entre o tensor tensão e os componentes da velocidade. 16 Equações Constitutivas para Fluidos Viscoelásticos Existe um grande quantidade de equações constitutivas. Estas equações podem ser enquadradas em diferentes grupos, de acordo com sua forma, natureza matemática e capacidade de predição de funções materiais. Fluido Newtoniano Generalizado Fluido Viscoelástico Linear Fluido Viscoelástico Não Linear – Modelos Diferenciais Teoria Cinética Teoria de Redes Teoria de Molécula Individual Teoria da Reptação Fluido Viscoelástico Não Linear – Modelos Integrais 17 Equações Constitutivas (Teoria de Redes) Considera uma rede em mutação contínua no qual os pontos de junção são temporários, formados por segmentos adjacentes que se movem juntos por um determinado tempo e então gradualmente se afastam (BIRD et al. 2004). Modelo de Phan-Thien-Tanner (PTT) Simplified PTT (SPPT) Linear PTT (LPPT) Porção de uma rede polimérica formada por junções temporárias (○) (BIRD et al., 2004) Exponential PTT (EPTT) Fixed eta PTT (Feta-PTT) 18 Equações Constitutivas (Teoria de Molécula Individual) A molécula é usualmente representada por meio de um modelo do tipo “esfera-mola”. Representação do modelo “esfera-mola” UCM Oldroyd-B White-Metzer Modelo de moléculas individuais esfera-mola: (a) Solução polimérica diluída e (b) Solução concentrada ou correspondente a um polímero fundido (BIRD et al., 2004) 19 Modelo Matemático para o Escoamento de Fluidos Viscoelásticos Equação da continuidade: U 0 Equações da conservação da quantidade de movimento: U UU p t Equações constitutivas: N P Modelo de Oldroyd-B: f PK 0 τ N 2D P K P P f P 2 P D K K K K K Modelo de SPTT: k f P tr P P K K K 20 Números Adimensionais Característicos Reynolds: Deborah: Weissenberg: UL Re De tc We c O número de Weissenberg é apropriado para descrever os escoamentos que apresentam um estiramento constante ao longo do tempo. O número de Deborah é apropriado para descrever os escoamentos que apresentam estiramentos variáveis ao longo do tempo. (DEALY 2010; BIRD et al., 1987) 21 Fluidos Viscoelásticos ANO AUTOR PERIÓDICO TÍTULO 1992 KEILLER Journal ofInstability Non-Newtonian Fluid Mechanics "Numerical of Time-dependent flows" 2004 ABOUBACAR et al. Journal Computational Physics Flow Problems" "High-Order Finite VolumeofMethods for Viscoelastic 2004 XUE et al. Journal Modeling of Non-Newtonian Mechanics "Numerical TransientFluid Viscoelastic Flows” 2004 FIÉTER e DEVILLE "Time-dependent Algorithms for the Simulation of Viscoelastic Flows Journal of Computational Physics with Spectral Element Methods: Applications and Stability" 2004 VAN OS e PHILLIPS Computational Physics Flow Problems " "Spectral Element Journal Methodsoffor Transient Viscoelastic 2008 MUNIZ et al. Brazilian Journal of Chemical Engineering "High-Order Finite Volume Method for Solving Viscoelastic Fluid Flows" 2008 DUARTE et al. "Numerical and Analytical Modeling of Unsteady Viscoelastic Flows: The Journal of Non-Newtonian Fluid Mechanics Start-up and Pulsating Test Case Problems" 2010 FAVERO et al. "Viscoelastic Flow Analysis Using the Software OpenFOAM and Journal of Non-Newtonian Fluid Mechanics Differential Constitutive Equations" 22 Modelo Matemático para o Escoamento de Fluidos Viscoelásticos vx v y 0 x y Termos Não Lineares Termos com na Parede no Centro do Volume 1ª Ordem Derivada de 2ª de Controle 2 2 Re vx vx vx v y vx p 1 E 2 vx 2 vx xx xy x y y y t x x x 2 2 Re v y vx v y v y v y p 1 E 2 v y 2 v y xy yy x y y y t y x x We 1 xx yy xx We xx vx xx v y xx 2 xx vx 2 xy vx 2 E vx x y x y x t E We 1 xx yy yy We yy vx yy v y yy 2 xy v y 2 yy v y 2 E v y x y x y y t E We 1 xx yy xy We xy vx xy v y xy 2 xx v y 2 yy vx E v y vx x y x y y t x E 23 Esquema de Interpolação de Lagrange Esquema de interpolação de Lagrange: a m y n i k 0 k xy b k 1 xy i k 2 k 0 1 i k 2 em que: y i 1 y y j 1 x, y dy yj xy 1 1 i , j 2 2 1 yx xi 1 yi 1 x, y dxdy xi yi 24 Esquema de Interpolação de Lagrange Aproximação de Lagrange de 4ª ordem para o valor médios na interface: y i 1 xy 12 3 i 2 7 xy 12 1 i 2 7 xy 12 1 i 2 1 xy 12 i 3 2 Aproximação Aproximação de de Lagrange Lagrange de de 4ª 4ª ordem ordem para para as as regiões regiões próximas do contorno: ao contorno: 25 1 xyxy 0 1 12 4 y y 13 23 xy 11 12 22 13 5 xy 3 12 2 11 xyxy 7 5 12 4 2 2 11 xy xy 135 xy xy 2313 xy xy 251 xyxy 7 7 5 5 3 3 N N 1 4 12 N N2 2 1212 N N2 2 1212 N N2 2 124 yy 11 NN 22 25 Esquema de Interpolação de Lagrange Aproximação de Lagrange de 4ª ordem para o valor médio da derivada na interface: y 1 1 xy 12 x x i 5 xy 3 i 4 2 5 xy 1 i 4 2 i 1 2 1 xy 12 3 i 2 Aproximação de Lagrange de 4ª ordem para as regiões próximas do contorno: ao contorno: y y 1 1 255 y y 415 23 161xy xy 4 55 xy xy xy 1 1xy xy 1 xy 1 1 3 3 5 5 7 7 x x xx 6 3 0 1 72 2 9 72 9 72 18 8 2 2 2 2 2 2 2 2 0 1 y xy xy 55 4xy xy 16123xy xy 415 1 1 1 1 1 7 7 5 5 3 3 xyxy 8 18 N N 72 9 N N 72 9 N N 722 x x x 2 2 2 2 2 2 N 1 525 y y 11 N N 36 N N1 22 26 Esquema de Interpolação de Lagrange Aproximação de deLagrange Lagrangepara de os 4ª termos ordemnão para lineares os termos na parede não do lineares volume na de parede controle: do volume de controle: y 2 2 1 y O h O h4 2 12 y x , y y x , y 0 0 0 0 y y y y 1 2 1 i, j 2 i, j i i y 1 2 1 2 i, j i Aproximação de Lagrange de 4ª ordem para os termos não Aproximação de Lagrange para os termos não lineares no centro lineares no centro do volume de controle: do volume de controle: xy xy 11 22 11 11 i i 2, ,j j 2 2 2 y 2 1 12 y xy xy 11 11 11 i i 2, ,j j 2 2 2 2 x0 , y0 y xy xy 22 2 2 1 x O h 1 11 1 x 12 ii 2, ,jj 2 2 2 2 x0 , y0 x x0 , y 0 O h4 x0 , y 0 27 O Tratamento Multibloco Esquema de interpolação de Lagrange de 4a ordem aplicado ao tratamento multibloco, utilizando grau de A ORDEM DE refinamento par. APROXIMAÇÃO NÃO É MANTIDA Esquema de interpolação de Lagrange de 4a ordem aplicado ao tratamento multibloco, utilizando grau de refinamento impar. 28 O Tratamento Multibloco Esquema de interpolação de Lagrange de 4ª ordem aplicado ao tratamento multibloco, para interface onde o bloco apresenta índice de refinamento inferior. Esquema de interpolação de Lagrange de 4ª Esquema de aplicado interpolação de Lagrange de 4ª para ordem ordem ao tratamento multibloco, aplicado ao tratamento para interface interface onde omultibloco, bloco apresenta índice onde de o bloco apresenta índice de refinamento superior. refinamento superior para os volumes não coincidentes. 29 O Tratamento Multibloco Esquema de interpolação de Lagrange de 4ª ordem aplicado ao tratamento multibloco, para parede próxima à interface onde o bloco apresenta índice de refinamento inferior. Esquema de interpolação de Lagrange de 4ª ordem aplicado ao tratamento multibloco, para parede próxima à interface onde o bloco apresenta índice de refinamento superior. 30 Avaliação da Técnica de Partição Multibloco Escoamento entre placas planas e paralelas 31 Avaliação da Técnica de Partição Multibloco Maior refinamento aplicado próximo a entrada – Arranjo 1. Corte em x=5,0 Maior refinamento aplicado próximo vx a saída – Arranjo 2. Corte em y=0,5 Pressão Estrutura de refinamento homogêneo – Solução de Referência. Maior refinamento aplicado próximo a parede – Arranjo 3. Maior refinamento aplicado próximo a simetria – Arranjo 4. 32 Avaliação da Técnica de Partição Multibloco 20 1.0 20 1.0 4,7681× 10--45 Pvrefxref Pv x 6,8182 ×10 16 0.8 16 0.8 14 0.7 14 0.7 12 0.6 0.6 N12 v 10 0.5 8 0.4 ref x v x 4,7690 ×10 -4-3 Pvref 4,0621× x P 18 0.9 1 ref v xi v xi N i 1 vx VPx VPx 18 0.9 10 0.5 8 0.4 2 6 0.3 6 0.3 Referência Referência Bloco mais refinado Bloco mais refinado 4 0.2 2 0.1 4 0.2 Referência Referência Bloco mais refinado Bloco mais refinado 2 0.1 0 0.0 0 0.0 0 0.0 1 0.1 2 0.2 3 0.3 4 0.4 5 0.5 6 0.6 7 0.7 8 0.8 9 0.9 10 1.0 xy Perfil de develocidade pressão vna interface de x nainterface conexão aplicando o arranjo 3. 1. 0 0.0 1 0.1 2 0.2 3 0.3 4 0.4 5 0.5 6 0.6 7 0.7 8 0.8 9 0.9 10 1.0 xy Perfil de develocidade pressão vna interface de x nainterface conexão aplicando o arranjo 4. 2. 33 Avaliação da Técnica de Partição Multibloco 1.0 16.5 0.9 15.0 Diferença entre as soluções de referência e 13.5 aplicando o procedimento multibloco. 0.8 0.7 12.0 10.5 0.5 P Vx 0.6 0.4 9.0 0.3 7.5 0.2 6.0 0.1 4.5 0.0 0.0 0.1 0.2 0.3 0.4 0.5 0.6 0.7 0.8 0.9 y x=2.0 x=2.0 x=4.0 x=4.0 x=6.0 x=8.0 Referência 1.0 0.0 0.1 0.2 x=2.0 0.3 0.4 x=4.0 0.5 y x=6.0 x=6.0 TEMPO OBTENÇÃO DASx=2.0 SOLUÇÕES : x=8.0 Multibloco x=6.0 PARA x=4.0 0.6 0.7 0.8 0.9 1.0 x=8.0 Referência x=8.0 Multibloco Comparação dos perfis de velocidade Comparação dos perfis de pressão LAG4 (Homogêneo – 3600 Volumes): 770 Segundos vx para diferentes cortes em x para diferentes cortes em x aplicando aplicando a técnica multibloco com a técnica multibloco com arranjo 3 e a LAG4 (Multibloco – 2000 Volumes): 492 Segundos solução de referência. arranjo 3 e a solução de referência. 34 Aplicação da Metodologia ao Escoamento de Fluidos Newtonianos Escoamento “Slip-stick” 35 Resultados (Re=10) Perfil de velocidade vx obtidos para posição y=0,90 pela aplicação do esquema LAG4. Perfil de velocidade vy obtidos para posição y=0,90 pela aplicação do esquema LAG4. 36 Resultados (Re=10) Diferença entre as soluções obtidas pelo esquema LAG4 e para o esquema CDS aplicando diferentes malhas. TEMPO PARA OBTENÇÃO DE SOLUÇÕES : CDS (120X80): 1135 Segundos LAG4 (60X40): 480 Segundos 37 Resultados (Re=10) Estrutura dadamalha computacional malha aplicando aplicando o procedimento multibloco. refinamento homogêneo 120x60. Curva de nível nível para para pressão velocidade vyx obtida obtida pela doaplicação do pela aplicação procedimento procedimento multibloco. multibloco. 38 Resultados (Re=10) Comparação entre os perfis de velocidade vx obtidos para diferentes cortes em y utilizando a malha de refinamento homogêneo (linhas) e malha multibloco (pontos). Comparação entre os perfis de velocidade vy obtidos para diferentes cortes em y utilizando a malha de refinamento homogêneo (linhas) e malha multibloco (pontos). 39 Resultados (Re=10) Diferença entre as soluções obtidas pela aplicação da técnica multibloco e as soluções obtidas utilizando o grau de refinamento homogêneo. TEMPO PARA OBTENÇÃO DAS SOLUÇÕES : LAG4 (Homogêneo – 7200 Volumes): 1770 Segundos LAG4 (Multibloco – 3600 Volumes): 851 Segundos 40 Aplicação da Metodologia ao Escoamento de Fluidos Viscoelásticos Escoamento “Slip-stick” 41 Resultados (Re=0,1, We=0,1 e ηE=0,9) 1.0 1.8 0.00 1.2 0.9 CDS-120x80 LAG4-30x10 LAG4-30x20 LAG4-60x10 LAG4-60x20 LAG4-60x40 0.9 0.8 CDS-120x80 LAG4-30x10 LAG4-30x20 LAG4-60x10 LAG4-60x20 LAG4-60x40 CDS-120x80 LAG4-30x10 LAG4-30x20 LAG4-60x10 LAG4-60x20 LAG4-60x40 -0.04DE SOLUÇÕES: TEMPO PARA OBTENÇÃO 1.2 0.6 0.7 0.3 -0.06 0.9 CDS (120X80): 3557 Segundos -0.08 Vy Tyy Txx Vx -0.02 1.5 0.6 0.0 CDS-120x80 LAG4-30x10 LAG4-30x20 LAG4-60x10 LAG4-60x20 LAG4-60x40 0.5 -0.3 0.6 -0.10 LAG4 (60X40): 1242 Segundos 0.4 -0.6 0.3 -0.9 -0.12 0.3 -0.14 0.0 3.5 3.5 4.0 4.0 4.5 4.5 5.0 5.0 5.5 5.5 6.0 6.0 x obtidos para Perfil de de velocidade tensão τxxvx obtidos posição y=0,90 pela aplicação do esquema LAG4. 3.0 3.5 3.5 4.0 4.0 4.5 4.5 5.0 5.0 5.55.5 6.0 6.0 xx Perfil de obtidos para de velocidade tensão τyyvy obtidos posição y=0,90 pela aplicação do esquema LAG4. 42 Resultados (Re=0,1, We=0,1 e ηE=0,5) 1.2 0.8 1.5 1.4 1.0 0.6 1.3 1.2 0.8 0.4 1.1 Tyy Txx Vx 0.6 1.0 0.2 0.9 0.4 0.0 0.8 0.7 0.2 -0.2 0.6 0.0 0.5 -0.4 0.4 -0.2 0.3 -0.6 0.2 -0.4 00 1 2 y=0.1 y=0.1 y=0.1 y=0.1 y=0.1 y=0.1 Estrutura da da malha malhaaplicando aplicandoo refinamento homogêneo procedimento multibloco.60x60. 3 4 y=0.3 y=0.3 y=0.3 y=0.3 y=0.3 y=0.3 5 x y=0.5 y=0.5 y=0.5 y=0.5 y=0.5 y=0.5 6 7 y=0.7 y=0.7 y=0.7 y=0.7 y=0.7 y=0.7 8 99 10 10 y=0.9 y=0.9 y=0.9 y=0.9 y=0.9 y=0.9 Comparação entre entreos perfis os perfis de tensão de τvelocidade diferentes para cortes diferentes em xx obtidos vpara yy x obtidos ycortes utilizando em y autilizando malha de arefinamento malha de refinamento homogêneo homogêneo (linhas) e(linhas) malhae malha multibloco multibloco (pontos). (pontos). 43 Resultados (Re=0,1, We=0,1 e ηE=0,5) Diferença entre as soluções obtidas pela aplicação da técnica multibloco e as soluções obtidas utilizando o grau de refinamento homogêneo. TEMPO PARA OBTENÇÃO DAS SOLUÇÕES : LAG4 (Homogêneo – 3600 Volumes): 1753 Segundos LAG4 (Multibloco – 2000 Volumes): 941 Segundos 44 Resultados (Re=0,1 e We=0,1) 0.0 1.2 0.9 0.6 ne=0.1 ne=0.3 ne=0.5 ne=0.7 ne=0.9 -1.0 Txy 0.3 Txx -0.5 ne=0.1 ne=0.3 ne=0.5 ne=0.7 ne=0.9 0.0 -1.5 -2.0 -0.3 -0.6 -2.5 -0.9 -3.0 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 x Perfil de tensão τxx obtidos pela aplicação do esquema LAG4 para diferentes valores de ηE, usando o modelo de Oldroyd-B. 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 x Perfil de tensão τxy obtidos pela aplicação do esquema LAG4 para diferentes valores de ηE, usando o modelo de Oldroyd-B. 45 Resultados (Re=0,1, We=0,1 e ηE=0,5) 0.8 1.0 0.6 0.2 0.6 Tyy Txx 0.8 0.4 0.0 -0.2 -0.4 0.4 0.2 -0.6 0.0 4.0 4.5 5.0 5.5 6.0 6.5 7.0 x Perfil de tensão τxx obtidos pela aplicação do esquema LAG4 para diferentes valores de ε, usando o modelo de SPTT. 3.5 4.0 4.5 5.0 5.5 6.0 6.5 x Perfil de tensão τyy obtidos pela aplicação do esquema LAG4 para diferentes valores de ε, usando o modelo de SPTT. 46 Resultados (Re=0,1 e ηE=0,5) 1.4 2.0 We=0.10-60x10 We=0.10-60x20 We=0.15-60x10 We=0.15-60x20 We=0.20-60x10 We=0.20-60x20 1.2 1.5 We=0.10-60x10 We=0.10-60x20 We=0.15-60x10 We=0.15-60x20 We=0.20-60x10 We=0.20-60x20 0.5 0.8 Tyy Txx 1.0 1.0 0.6 0.4 0.0 0.2 -0.5 0.0 3.5 4.0 4.5 5.0 5.5 6.0 6.5 x Perfis de tensão τxx obtidos para posição y=0,9 pela aplicação do esquema LAG4 usando malha 60x10 e 60x20 utilizando o modelo de Oldroyd-B. 3.5 4.0 4.5 5.0 5.5 6.0 6.5 x Perfis de tensão τyy obtidos para posição y=0,9 pela aplicação do esquema LAG4 usando malha 60x10 e 60x20 utilizando o modelo de Oldroyd-B. 47 Resultados (Re=0,1 e ηE=0,5) 2.5 2.5 We=0.10 We=0.15 We=0.20 We=0.25 We=0.30 2.0 1.5 Txx Txx 1.5 1.0 1.0 0.5 0.5 0.0 0.0 -0.5 -0.5 3.5 4.0 We=0.10 We=0.15 We=0.20 We=0.25 We=0.30 2.0 4.5 5.0 5.5 6.0 6.5 x Perfil de tensão τxx obtidos para posição y=0,9 pela aplicação do esquema LAG4 com malha 60x10 utilizando o modelo de Oldroyd-B. 3.5 4.0 4.5 5.0 5.5 6.0 6.5 x Perfil de obtidos para de velocidade tensão τxxvy obtidos posição y=0,90 pela aplicação aplicação do y=0,9 pela esquema LAG4. LAG4 com malha 30x40 utilizando o modelo de Oldroyd-B. 48 Escoamento de Fluidos Viscoelásticos Escoamento em Cavidade 49 Resultados (We=0,1, Re=100 e ηE=0,7) Valores das velocidades mínimas e máximas em x=0,5 e y=0,5 para o escoamento em cavidade viscoelástico. 50 Resultados (We=0,1, Re=100 e ηE=0,7) 1.0 0.8 0.05 0.15 0.9 0.7 0.10 0.00 0.8 0.6 0.7 0.05 YAPICI et al., 2009 LAG4-M20x20 YAPICI et al., 2009 LAG4-M40x40 LAG4-M20x20 LAG4-M40x40 0.5 0.4 YAPICI et al., 2009 LAG4-M20x20 LAG4-M40x40 -0.05 0.00 VVyy yy 0.5 0.6 -0.05 -0.10 0.4 0.3 -0.15 0.1 0.1 0.0 -0.20 -0.2 YAPICI et al., 2009 LAG4-M20x20 LAG4-M40x40 -0.10 -0.15 0.3 0.2 0.2 -0.20 -0.20 0.0-0.15 0.2 -0.10 0.4 0.6 -0.05 0.8 0.00 1.0 V Vxx Comparação entre os perfil de velocidade vx na linha vertical central (x=0,5) obtidos pela aplicação do esquema LAG4 e os resultados obtidos por YAPICI et al. (2009). 0.0 0.5 0.1 0.2 0.6 0.3 0.4 0.7 0.5 0.6 0.8 0.7 0.8 0.9 0.9 1.0 x Comparação entre os perfil de velocidade vy na linha horizontal central (y=0,5) obtidos pela aplicação do esquema LAG4 e os resultados obtidos por YAPICI et al. (2009). 51 Conclusões Uma nova metodologia numérica para resolução das equações de Navier-Stokes, com aplicação especial à simulação de escoamentos de fluidos viscoelásticos foi desenvolvida. A metodologia numérica desenvolvida é baseada no método de volumes finitos, utilizando uma malha estruturada e um arranjo colocalizado das variáveis do problema. Os valores médios lineares e não lineares das variáveis nas interfaces dos volumes de controle são aproximados através de esquemas de Lagrange de 4ª ordem. A utilização de esquemas de alta ordem permitiu a obtenção de uma solução com melhor acurácia utilizando malhas menos refinadas. 52 Conclusões A técnica de conexão multibloco desenvolvida foi capaz de conectar adequadamente os blocos de diferentes refinamentos de forma simples e eficiente. O aspecto mais importante deste procedimento é a utilização direta das fórmulas de interpolação, garantindo assim que a ordem global da aproximação seja mantida. Permitindo também que o procedimento possa ser facilmente estendido a outros esquemas. A utilização em conjunto destas duas técnicas permitiu o desenvolvimento de um código computacional associando a melhor acurácia dos esquemas de alta ordem à flexibilidade do tratamento multibloco. 53 Sugestões Implementação de técnicas de tratamento de oscilações numéricas. Implementação de metodologias para resolver escoamento com elevados valores do número de Weissenberg. Estudar a relação entre o número Weissenberg e o grau de refinamento da malha. Testar novas ferramentas numéricas na resolução do sistema discretizado. 54 Agradecimentos Meus pais Noberto e Diomarina Meus orientadores Evaristo e Argimiro A minha namorada Cristiane Aos grande amigos do LMSCP: João, André, Kese, Fabrício, Pedro e Cauê Aos Amigos de longa data: Leonardo, Renata, Paulo, Thiago, Henrique, Luciana, e Bruno Aos amigos Rogério, Fabiano, José, Márcio, Eduardo, Heloisa, Marcelo e Diego Ao Jovani e a Thais do LTFD Aos professores e funcionários do PEQ A meus professores da PUC-Rio Aos membros da banca Ao CNPq pelo suporte financeiro 55 Acoplamento Pressão-Velocidade (Pseudo-Compressibilidade) Escoamento bidimensional, incompressível, transiente, com viscosidade constante isotérmico e Pseudo-Compressibilidade p vx v y 0 t y x vx vx p vx vx vx v y vx x y x t x x y y v y v y p v y vx v y v y v y x y y t x x y y 56 Acoplamento Pressão-Velocidade (Pseudo-Compressibilidade) Escoamento entre placas paralelas (Água na temperatura de 296K e Re=250) Solução numérica utilizando LAG4 e a pseudo-compressibilidade com Nx=Ny=40. Solução Numérica utilizando o pacote CFX com malha formada por 20945 elementos. 57 Acoplamento Pressão-Velocidade (Compressibilidade Artificial) Escoamento bidimensional, incompressível, transiente, com viscosidade constante isotérmico e t 1 exp t Compressibilidade Artificial p a 2 vx v y 0 t x y p p x x t 2 exp 1 exp ou 2 exp x x t a a p vx vx vx vx vx vy vx t x y x x x y y p v y v y vy vx vy vy vy t x y y x x y y 58 Acoplamento Pressão-Velocidade (Compressibilidade Artificial) Escoamento entre placas paralelas (Água na temperatura de 296K e Re=250) Solução numérica utilizando LAG4 e a compressibilidade artificial com γ=1, τx=10-2 e p0/(a2 ρ)=1 Nx=Ny=40. Solução numérica utilizando LAG4 e a compressibilidade artificial com γ=1, τt=10-2 e p0/(a2 ρ)=1 Nx=Ny=40. 59 Escoamento de Fluidos Viscoelásticos Escoamento em Contração 2:1 60 Resultados (Re=0,1, We=0,1 e ηE=0,5) Estrutura da malha computacional aplicando o procedimento CDS, utilizando 6000 volumes de controle. Estrutura da malha computacional aplicando o procedimento LAG4 multibloco, utilizando 3400 volumes de controle. 61 Resultados (Re=0,1, We=0,1 e ηE=0,5) 1.6 0.00 1.8 5 -0.05 1.2 1.6 GRAU DE REFINO NA REGIÃO PRÓXIMA A -0.10 CONTRAÇÃO: -0.15 4 1.4 0.8 1.2 3 Vy Tyy Vx Txx 1.0 0.4 -0.20 CDS (9000 Volumes): Δx=0,1667 e Δy=0,0125 -0.25 2 0.8 0.0 0.6 1 0.4 -0.30 -0.4 LAG4 (3400 Volumes): Δx=0,1667 e Δy=0,0083 0 0.2 -0.35 -0.8 0.0 -1 8.5 8.5 9.0 9.0 0.15 0.15 0.15 0.15 9.5 9.5 xx 10.0 10.0 10.5 10.5 11.0 -0.40 8.5 8.5 9.0 9.0 9.5 9.5 TEMPO PARA0.75OBTENÇÃO DAS SOLUÇÕES: 0.45 0.60 0.90 0.30 0.30 0.30 0.30 0.45 0.45 0.45 0.60 0.60 0.60 0.75 0.75 0.75 0.90 0.90 0.15 0.15 0.15 0.15 0.30 0.30 0.30 0.30 xx 0.45 0.45 0.45 0.45 10.0 10.0 0.60 0.60 0.60 0.60 10.5 10.5 0.75 0.75 0.75 0.75 11.0 0.90 0.90 CDS Volumes): Segundos entre Comparação entre perfis de tensão entreos perfis os perfis de entreos (9000 os perfis de 2394 Comparação de tensão vy outilizando o esquema τvelocidade esquema oCDS (6000 τvelocidade vx outilizando esquema esquema CDS (6000 xx utilizando yy utilizando LAG4 (3400 Segundos volumes – volumes linhas) e– linhas) o Volumes): esquema CDS (6000 e o CDS (6000 e o 1556 volumes – volumes linhas) e– linhas) o esquema multibloco (3400 volumes esquema multibloco (3400– pontos). volumes – esquema multibloco (3400– pontos). volumes – multibloco (3400 volumes pontos). pontos). 62