1 BRINCADEIRAS DIRIGIDAS NA PRÁTICA PEDAGÓGICA Juscelina Miguel da Silva Patrícia Guerra de Oliveira Maria Manoela Paes Galindo Universidade Federal Rural da Paraíba - UFRPE Resumo Este estudo aborda a temática das brincadeiras dirigidas na prática pedagógica. No ato de brincar, a criança mobiliza afetos, desenvolve a linguagem e a motricidade, aguça sua percepção do mundo, exercitando a memória e outras funções cognitivas. A pesquisa buscou verificar se a prática dirigida de atividades lúdicas reduz as ocorrências de brincadeiras perigosas realizadas livremente no pátio recreativo. Através de uma pesquisa de campo realizada com uma turma do 4º ano do Ensino Fundamental de uma escola da rede municipal do Recife - Pernambuco - foram eleitos o jogo de queimado e a brincadeira de barra bandeira em que se promoveram as devidas observações. Da análise do resultado, concluiu-se que as brincadeiras dirigidas podem reduzir as ocorrências de brincadeiras perigosas praticadas livremente pelas crianças. Da prática dos jogos, tanto o jogo de queimado quanto a brincadeira de barra bandeira, vimos que proporcionam habilidades fundamentais para a construção do processo de socialização destas crianças independente do gênero, pois meninos e meninas brincam com intensidade, ressalvadas algumas peculiaridades no comportamento das crianças quando jogando em equipe misturada e separada por sexo. Palavras-chave: Brincadeiras dirigidas. Cognição. Educação. Introdução O brinquedo acompanha a história do homem desde longas datas. O jogo simbólico ou a brincadeira de faz-de-conta é ferramenta que favorece a fantasia, permitindo o acesso à autonomia, à criatividade, à imaginação e à representação e conhecimento do mundo. Ao brincar, a criança mobiliza afetos, desenvolve a linguagem e a motricidade, aguça sua percepção do mundo, exercitando a memória e outras funções cognitivas. A brincadeira traz benefícios inquestionáveis à vida infantil, favorecendo o equilíbrio afetivo da criança, contribuindo para o processo de apropriação dos signos 2 sociais, criando condições para o amadurecimento da sua consciência. Oportuniza a compreensão das características do objeto, seu funcionamento, permitindo que a criança construa novas possibilidades de ação no mundo. A utilização do brincar no contexto educativo tem um valor inestimável ajudando a criança na compreensão do mundo dos adultos onde ela está inserida, contribuindo para o desenvolvimento cognitivo infantil, promovendo habilidades social, cognitiva, motora, afetiva de forma evolutiva e estimula a construção do conhecimento. Essa pesquisa de campo buscou verificar se a prática dirigida de atividades lúdicas reduz as ocorrências de brincadeiras perigosas realizadas livremente no pátio recreativo. Os objetivos específicos foram: despertar o interesse das crianças pelas brincadeiras dirigidas por considerarmos que estas favorecem a construção de uma aprendizagem significativa e estimulam a construção de um novo conhecimento; observar as mudanças ocorridas no que diz respeito à conduta das crianças em outras atividades recreativas, decorrentes das atividades dirigidas e observar a redução de brincadeiras perigosas e, consequentemente, seus acidentes. Nossa hipótese era que se as crianças praticassem recreações dirigidas, poderia haver um desestímulo com brincadeiras perigosas realizadas sem intervenção pedagógica e, consequentemente, uma diminuição no índice de acidentes. Para isso, foram eleitos o jogo de queimado e a brincadeira de barra bandeira em que se promoveram as devidas observações. A escolha do tema se deu por observarmos que a escola, campo da nossa pesquisa, não propiciava esse tipo de atividade para as crianças, e por considerar que é por meio dos jogos contidos no brincar que a criança se abre para o mundo e para o conhecimento. Autores como serão sinalizadores desse estudo como Vigtsky (1999), Piaget (1982-1994), Wallon (2007), Kishimoto (2007) entre outros, cada qual contribuindo com seu posicionamento. Ludo-educação 3 A ludo educação diz respeito à utilização de jogos, brinquedos e brincadeiras com o objetivo de tornar o ambiente de aprendizagem mais enriquecedor e prazeroso, não só para as crianças, mas também para os educadores envolvidos nesse processo. Na concepção de Rocha (2005), a atividade lúdica está fortemente relacionada a três grupos: objeto, ações e mediação social. Afirma a autora que no processo de formação da capacidade lúdica, faz-se necessária a presença de pessoas mais experientes conhecedoras da cultura em que o indivíduo está inserido. Na fase de construção desse processo, a criança se depara com pessoas que estimulam e fornecem experiências ricas em ações a serem compartilhadas, intervindo na brincadeira de modo informal. Sendo assim, a atividade lúdica é, pois, “uma das formas pelas quais a criança se apropria do mundo e pela qual o mundo humano penetra em seu processo de constituição enquanto sujeito histórico” (ROCHA, 2005, p. 66). Dessa forma, a ludo educação pode ser entendida como o conjunto de atividades praticadas pelo aluno que possibilitem a pesquisa, reflexão e compartilhamento, contribuindo assim para a efetiva absorção do conteúdo de forma prazerosa e divertida. Tais atividades proporcionam alegria, participação, respeitando valores éticos, desenvolvendo as potencialidades individuais e do grupo, promovendo a auto-estima eproduzindo conhecimento. O lúdico na legislação brasileira O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), regulamentado pela Lei 8.069 de 13 de julho de 1990, no seu artigo 16, assegura à criança e ao adolescente o direito à liberdade entendida, entre outras coisas, o direito de ir, vir e estar nos logradouros públicos e espaços comunitários ressalvadas as restrições legais, bem como o direito de brincar, praticar esportes e divertir-se (Item I e IV, respectivamente). As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil (DCN Resolução CEB nº 01, de 7 de abril de 1999) – estipula em seu artigo 3º, inciso I, linha c, que as propostas pedagógicas das Instituições de Educação Infantil devem respeitar, 4 entre outros fundamentos norteadores os princípios estéticos da sensibilidade, da criatividade, da ludicidade e da diversidade de manifestações artísticas e culturais. Já a Declaração dos Direitos da Criança, reconhecida pela Assembleia das Nações Unidas desde 20 de novembro de 1959, no seu artigo 7º, determina o seguinte: “(...) A criança terá ampla oportunidade para brincar e divertir-se, visando os propósitos mesmos da sua educação; a sociedade e as autoridades públicas empenhar-se-ão em promover o gozo deste direito”. Como se vê, temos legislação suficiente em termos de Brasil e do mundo, que reconhecem o brincar infantil como uma necessidade a ser respeitada pela família, pela escola e pela sociedade. Porém, para que as crianças possam usufruir desse direito cabe a essas entidades promoverem e incorporar atividades lúdicas no cotidiano educacional. Os jogos na concepção de piaget, wallon e vigotsky Na concepção de Piaget (1982), os jogos e as brincadeiras são indispensáveis ao desenvolvimento da criança, contribuindo para o seu equilíbrio psíquico. Em sua teoria, ele estrutura o jogo em três categorias: jogo de exercício – onde o objetivo é exercitar a função em si. E isso acontece através da repetição de ações e manipulações realizadas com prazer por meio das atividades motoras; jogo simbólico – que funciona como esquema de assimilação e surge juntamente com a representação da linguagem, em que a criança reconhece a própria subjetividade e fantasia, caminhando para a realidade; jogo de regras, marcando a passagem da atividade individual para a socialização. Na pespectiva de Wallon (2007), o jogo se divide em quatro categorias: jogos funcionais que são representados pelos movimentos simples de exploração do corpo, como encolher os braços e pernas, gritar, balançar objetos etc.; jogos de ficção que são caracterizados pelas brincadeiras de faz-de-conta; jogos de aquisição, a criança aprende vendo e ouvindo e se esforça para compreender coisas, conhecer, imitar músicas, gestos, imagens; e os jogos de construção que são aqueles através dos quais a 5 criança se diverte com atividades de reunir, combinar objetos entre si, modificar e criar objetos. Para desenvolvimento Vigotsky (1999), as atividades lúdicas auxiliam no da personalidade infantil, desafiando e motivando os professores a buscarem a exploração, a reflexão, a cooperação e aceitação de modelos de criança mais ativa, interativas, criadoras. Acrescenta o autor que “As maiores aquisições de uma criança são conseguidas no brinquedo, aquisições que no futuro tornar-se-ão seu nível básico de ação real e moralidade” (VIGOTSKY, 1999, p.131). Como podemos observar, muitos são os estudiosos que escrevem sobre a importância do brincar como experiência que favorece o desenvolvimento infantil e cognitivo. Nesse sentido, o brinquedo é significativo porque influencia o desenvolvimento da criança, age na esfera cognitiva, dá oportunidade de dirigir seu comportamento, de separar o significado da ação real. Por isso, constitui um veículo educacional importante, favorecendo inúmeras possibilidades educacionais. A brincadeira e o jogo na atividade escolar Na visão de Kishimoto (2007), o brinquedo utilizado como forma educativa data do Renascimento, porém ganha força com a expansão da educação infantil a partir deste século. Em seus estudos, a autora coloca que: “Quando as situações lúdicas são intencionalmente criadas pelo adulto com vistas a estimular certos tipos de aprendizagem, surge a dimensão educativa”. (KISHIMOTO, 2007, p. 36). Em concordância com a autora é notório que, quando se têm objetivos a serem alcançados a partir das vivências com brinquedos, há uma dimensão educacional. Nesse sentido, Rocha (2005) chama a atenção para o papel do professor nos jogos. A autora defende que a mediação pedagógica ocupa um lugar de destaque na formação dos processos psicológicos. Nesse processo, a escola tem papel importante, pois ela é apontada como uma instituição que tem por finalidade dar condições para que seus integrantes se desenvolvam de forma qualitativamente diferente. 6 Para tanto, o/a professor/a precisa ter objetivos definidos, competências suficientes para identificar os tipos de recursos e materiais fornecidos para o/a aluno/a, os quais variam para cada sujeito e que sejam adequados para cada atividade proposta, além de um planejamento bem estruturado a fim de atingir suas metas. Todas essas reflexões e teorias sobre o brincar parecem dirigidas à faixa etária que antecede a adolescência e têm pouco a dizer sobre as diferenças de gênero. Contudo, ao observarmos através da metodologia empregada e de modo genérico as condutas das crianças, diferenças na condução dos jogos, em sua apreensão e no modelo de participação entre meninos e meninas surgem de modo impossível de se desconsiderar. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS A pesquisa foi desenvolvida com uma turma do 4º ano do Ensino Fundamental de uma escola da rede municipal do Recife - Pernambuco e contou com a participação de aproximadamente 27 crianças com faixa etária entre 9 e 12 anos. Considerando os objetivos deste estudo, utilizamos uma metodologia que consistiu em propor, de forma sistemática, o emprego do jogo de queimado e a brincadeira de barra bandeira que serviu também de instrumento de avaliação das mudanças para observação. A pesquisa foi realizada por um período de oito sessões, sendo uma por semana. As sessões foram divididas em duas etapas: Numa primeira roda de conversas, as crianças foram estimuladas a falar sobre as brincadeiras de que participavam com frequência no pátio da escola. Além disso, foi feita a escolha do jogo de queimado e determinação das regras a serem obedecidas pelos participantes. Após a prática do primeiro jogo, foi realizada a segunda roda de conversa, dessa vez, foi escolhida a brincadeira de barra-bandeira e determinadas as regras. Na etapa seguinte, foram realizados os referidos jogos, orientados pelas pesquisadoras, com regras pré-estabelecidas, espaço previamente demarcado e uma distribuição das equipes que foram escolhidas pelos próprios participantes. As equipes foram divididas em dois grupos. Ora jogavam meninos e meninas juntos, ora jogavam 7 meninos e meninas separados por sexo. Cada jogador/a ostentava uma espécie de crachá com seu nome para facilitar a identificação. Para a realização da pesquisa, foram utilizados instrumentos como: bola, apito e objetos simbolizando a bandeira. Além disso, as atividades foram filmadas com o consentimento da escola, gravadas, transcritas e, por fim, avaliadas através de análise de conteúdos tomando como base as bibliografias estudadas. Análise e discussão A análise dos dados exigiu uma atenção especial do material coletado no que se refere à fala dos participantes e também quando da prática dos jogos. Através destes procedimentos, foram construídas as categorias de análise dentre as quais trazemos à discussão: a relação de gêneros percebida na fala das crianças, as peculiaridades dos participantes quando jogando em equipes misturadas e separadas por sexo e a interação das crianças quando da prática dos jogos. Embora a separação pareça muito binária e pouco relacional, na verdade, as características de gênero ficam expostas justamente no momento da construção relacional. A relação de gêneros percebida na fala das crianças Com o intuito de facilitar o entendimento das questões levantadas na roda de conversa, em que discutiremos a relação de gêneros percebida na fala das crianças, fazse necessário indicar por letras os diferentes participantes no jogo de queimado e na brincadeira de barra-bandeira. M – Sexo feminino; P- Pesquisadoras; H – Sexo masculino. P - Quais as brincadeiras de que vocês mais gostam de praticar aqui na escola? H - Futebol; menino pega menina. P - O futebol as meninas também jogam? M - Não. A gente gosta de pular corda. H – Corda é melhor porque a gente dá cipoada. P - Por que as meninas não jogam o futebol? M - Porque os meninos jogam com força. 8 M - Eles dão chuto na canela, jogam bola forte e não deixam a gente brincar não. P - E as meninas brincam sozinhas de futebol? M - Não, porque a bola sempre fica com eles. P - O que nós podemos aprender no jogo de queimado? H - Dá-lhe bombada! M - A gente aprende a jogar a bola alta, a direção, ser rápida, ter atenção. P - Quem de vocês gostaria de ler em voz alta as regras do jogo? H - Ler Ana (nome fictício). Professora ela sabe ler melhor que os outros. Como se pode observar, a relação de gênero é muito forte na fala das crianças. Na escolha dos jogos, por exemplo, enquanto os meninos preferiram jogar futebol, as meninas escolheram brincadeira de corda. Quando perguntadas por que não jogavam o futebol, a resposta veio confirmar características que, de um modo geral, são próprias do sexo masculino como o uso da força. Além disso, afirmaram que elas nunca jogam sozinhas por que os meninos detêm a bola. Isso nos leva a crer que os meninos consideram a bola como um brinquedo especialmente masculino e o jogo de futebol, por sua vez, é uma prática exclusivamente deles. Essa ideia está inculcada nas crianças desde pequenos pela própria sociedade ao definir bola: brinquedo masculino, boneca: brinquedo feminino. E nos faz perceber o tanto que a transmissão dos papéis sexuais rigidamente postos como de homem e de mulher permeia todos os instantes relacionais, Butler (2003). As peculiaridades dos participantes quando jogando em equipes mistas e separadas por sexo Com relação à segunda categoria referente as peculiaridades dos participantes quando jogando em equipes misturadas e separadas por sexo, nos dois jogos, percebemos que nas primeiras partidas, em que meninas e meninos jogavam na mesma equipe, as meninas se mostravam mais cautelosas quanto à força colocada para arremessar a bola. Ação que parece caracterizar os discursos do feminino. Enquanto que os meninos preferiam armar estratégias para vencer o jogo, atitude essa que predomina no discurso do masculino. 9 Na segunda disputa em que meninos e meninas jogaram separados por sexo, percebemos a presença da rivalidade na equipe masculina. Os desentendimentos entre eles eram constantes. Não respeitavam a vez do colega jogar e cada um disputava a liderança. Por outro lado, a equipe feminina se mostrava mais “organizada”. Todas participavam da jogada, quando havia algum tipo de desintendimento, por exemplo, na disputa da bola, a líder tomava as rédeas da situação entregando-a a quem de direito. Esses dois comportamentos apresentados pelas equipes, além de mostrarem características próprias de cada sexo, também trazem experiências importantes para a construção do processo ensino-aprendizagem. A interação das crianças quando da prática dos jogos Com relação à terceira categoria referente à interação das crianças quando da prática dos jogos, no decorrer das brincadeiras, foi possível observar, em ambos os sexos, uma significativa melhoria em todos os aspectos relacionados aos jogos. Os participantes adquiriram o processo de internalização das regras. Havia uma colaboração recíproca entre os jogadores. O respeito pela vez do colega jogar estava presente nas equipes. Mesmo quando um jogador pegava a bola que tinha sido arremessada pela equipe adversária, essa era passada para outro que ainda não tinha participado da jogada. Ao longo das brincadeiras os discentes expressaram enorme euforia, do início ao fim, das derrotas às vitórias, dos deslizes aos acertos. Manifestaram muito interesse pela concretização de tal jogo, envolveram-se em medos e restrições, incorporando o ritmo eletrizante da prática lúdica. Considera-se notável que para eles, essa experiência lúdica foi mais construtiva e, ao mesmo tempo, tida como algo prazeroso, tendo despertado um marcante espírito competitivo em prol da valorização da brincadeira. Essa interação pôde ser percebida tanto nas partidas em que as crianças jogavam misturadas quando nas partidas em que estavam separadas por sexo. Percebemos ainda que, no momento em que houve a internalização das regras, as crianças ficaram mais atentas aos deslizes dos colegas e passaram a se policiar 10 quer jogando em equipes mistas ou separadas por sexo. Foi possível constatar essas mudanças no comportamento, no interesse pela brincadeira, no modo como se comportavam em situações importantes para a equipe na tomada de decisões. Considerando as concepções de Piaget (1994) quando diz que as crianças usam interações sociais como formas de acesso privilegiadas às informações, em outras palavras, aprendem as regras do jogo a partir dos outros, regulando seu comportamento pelas reações. Refletindo a partir de tal concepção, conseguimos entender as atitudes das crianças no desenvolvimento das brincadeiras. Considerações finais O presente estudo evidenciou a importância das brincadeiras dirigidas na prática pedagógica. Sabe-se que no processo de ensino-aprendizagem, o papel do professor é de grande relevância, pois é ele quem cria os espaços, disponibilizando materiais, participando das brincadeiras, fazendo a mediação da construção do conhecimento. Nesse sentido, os professores precisam, antes de formular uma proposta pedagógica, ter consciência de tudo o que a criança construiu no seu ambiente familiar e sociocultural. Devem também utilizar a brincadeira como princípio norteador das atividades didático-pedagógicas. A pesquisa buscou verificar se a prática dirigida de atividades lúdicas reduziria as ocorrências de brincadeiras perigosas realizadas livremente no pátio recreativo. As importantes conclusões a que chegamos são: inicialmente que a ação estruturada dos/as docentes geram uma reflexão sobre regras e vivências sociais que auxiliam na redução da agressividade entre as crianças; que o gênero continua a ser transmitido no mesmo modelo binário e essencialista do sexo (homemXmulher) tornando excludente o que poderia ser relacional; e, por fim, uma construção igualitária com regras bem definidas é possível através da participação relacional desde que seja bem dirigida. 11 Referências BRASIL. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil. Resolução CEB nº 01 de 7 abr. de 1999. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/CEB0199.pdf.>. Acesso em: 10 jun. 2009. ______. Declaração dos Direitos da Criança. Adotada pela Assembléia das Nações Unidas de 20 de nov. de 1959 e ratificada pelo Brasil. Disponível em: <http://www.culturabrasil.pro.br/direitosdacrianca.htm>. Acesso em: 24 agost. 2009. ______. Estatuto da Criança e do Adolescente. Lei nº 8.069 de 13 jul. de 1990. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil/LEIS/L8069.htm>. Acesso em: 15 jun. 2009. BUTLER, Judith. Problemas de gênero. Feminismo e subversão da identidade. Rio: Civilização Brasileira, 2003. KISHIMOTO, Tizuko M (Org.) Jogo, brinquedo, brincadeira e a educação. 10.ed. São Paulo:Cortez, 2007. PIAGET. A psicologia da criança. 7.ed. São Paulo: Difel, 1982. ______. O juízo moral na criança. Trad.: Elzon Lenardon. São Paulo: Summus, 1994. ROCHA, Maria Sílvia Pinto de Moura Librandi. Não brinco mais. 2.ed. Ijuí, RS: Unijuí, 2005. VYGOTSKY, L. A formação social da mente: o desenvolvimento dos processos psicológicos superiores. 6.ed. Trad.: José Cipolla Neto; Luís Silveira Menna Barreto; Solange Castro Afeche. São Paulo: Martins Fontes, 1999. WALLON, Henri. A evolução psicológica da criança. 1.ed. Trad.: Claudia Barliner. São Paulo: Martins Fontes, 2007.