Recebido em: 15/3/2010 Emitido parece em: 9/4/2010 Artigo original ESTRESSE EM ALUNOS DO 4°ANO EXPOSTOS À REALIZAÇÃO DO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO (TCC) Hellen Kleine Camargo Rodrigues, Rafael Cusatis Neto RESUMO Introdução: O nível de estresse em sua fase prejudicial vem crescendo a cada ano, tornando-se um fator agravante na graduação dos profissionais da área da saúde, pois exerce frequentemente efeitos negativos no desempenho acadêmico, na saúde e no bem estar psicossocial dos estudantes. Objetivo: O presente estudo teve como objetivo verificar o estresse em alunos do 4°ano perante a realização do trabalho de conclusão de curso, observar a fase de estresse que se encontram, quantificar os sintomas físicos e psicológicos do estresse e comparar os níveis de estresse na fase de qualificação e entrega final do trabalho de conclusão de curso (TCC). Amostra: Foram participantes da pesquisa 30 alunos do curso de Fisioterapia e 30 alunos do curso de Educação Física, sendo 62% do sexo feminino e 38% do sexo masculino com idades variando entre 22 a 38 anos, amplitude de 16 anos, média de 24,95 ± 3,56 e mediana 22,4 anos. Métodos: O material utilizado foi o questionário do Inventário de Sintomas de Stress de Lipp para Adultos (ISSL). Resultados: Na avaliação do teste 40 alunos apresentaram estresse na fase da qualificação e 41 alunos na fase de entrega final. Quanto aos níveis de estresse, a fase de resistência foi predominante em ambas entregas, com 29 alunos na fase de qualificação e 32 alunos na fase de entrega final. Em relação aos sintomas físicos e psicológicos do estresse na fase de qualificação, a tensão muscular foi 26%, o sintoma físico significante predominante nos alunos, (p ≤ 0,05). Os sintomas psicológicos como: pensar constantemente em um só assunto obtiveram significância em 30,5%%, (p ≤ 0,05) e o cansaço excessivo com 14,3%, não obteve significância. Na fase de entrega final o sintoma físico que se destacou foi a tensão muscular com 21,8% havendo significância entre as variáveis (p ≤ 0,05). Os sintomas psicológicos que se destacaram e foram significantes foram: vontade súbita de iniciar novos projetos em 37,3%, e irritabilidade excessiva em 29,2% dos alunos. (p ≤ 0,05). Conclusão: Quanto a comparação dos níveis de estresse na qualificação e entrega final, os dados permitem concluir que os alunos permaneceram estressados durante toda a realização da pesquisa, não havendo diferença significante entre as etapas do TCC. Palavras-chave: Ensino superior, doença psicofisiológica, estressores. STRESS IN STUDENTS THE 4º LEVEL IN THE REALIZATION OF FINAL ASSIGMENT OF COURSE ABSTRACT Introduccion: The stress level in the ruling phase has been growing every year, making it an aggravating factor in the ranking of occupational health care, it often has negative effects on academic performance, health and psychosocial well-being of students. Purpose: This study aimed to verify the stress in students of 4th year before the completion of the work of graduate, observe the stage of stress that are to quantify the physical and psychological symptoms of stress and compare the stress levels in qualifying and final delivery of the work of graduate (TCC). Sample: Participants were 30 research students of physiotherapy and 30 students of Physical Education, 62% female and 38% of males aged between 22 and 38 years, range 16 years, mean 24, 95 ± 3.56 and median 22.4 years. Methods: The material used was the questionnaire Symptom Inventory Lipp Stress for Adults (LSSI). Results: In the evaluation of the test 40 students from stress during the qualification and 41 students during the final delivery. The levels of stress, the resistance was predominant in both deliveries, with 29 students in qualifying and 32 students during the final delivery. In relation to physical and psychological symptoms of stress in qualifying, the muscle tension was 26%, the significant physical symptom prevalent in students (p ≤ 0.05). Psychological symptoms such as constantly thinking about one subject achieved significance was 30.5% (p ≤ 0.05) and tiredness was 14.3%, did not achieve significance (p ≤ 0.05). In the final delivery of the physical Coleção Pesquisa em Educação Física - Vol.9, n.2, 2010 - ISSN: 1981-4313 111 symptoms that stood out was the muscle tension that was significance with 21.8% in students. Psychological symptoms that stood out and were significant were: sudden urge to start new projects with 37.3%, and excessive irritability was 29.2% in students. Conclusion: The comparison of stress levels in the qualification and final delivery, the data shows that students remained stressed throughout the research, no significant difference between stages Keywords: Student, graduate, disease psycho physiological, stress. INTRODUÇÃO Nossa existência implica em uma série de mudanças, frustrações e problemas que estão sempre a requerer adaptações do organismo, essas mudanças são efetivas, diversas vezes, em nosso dia-a-dia e nem sempre percebidas. Levar a vida sem estresse é um mito, pois não podemos atuar sem seu estímulo (NUNES, et al. 2005). Para Lipp (2004), muitas vezes o estresse tem a função de motivar, de servir como energia para um indivíduo em busca de suas realizações, que podem ser sentimental, profissional, entre outras. Na ausência do estresse o indivíduo se torna acomodado e desesperado para os desafios diários, geralmente pessoas com baixo autoestima. Porém em excesso os efeitos do estresse são mais prejudiciais à saúde. Selye (1936) apud Greenberg (2002) considera o processo do estresse em três fases, diferente de Lipp, (2000) que no decorrer da padronização do Inventário de Sintomas de Stress para Adultos de Lipp, identifica uma quarta fase, sendo comprovada clinicamente e cientificamente a qual foi dado o nome de fase de quase-exaustão por se encontrar entre a fase de resistência e de exaustão. Os principais sintomas encontrados na fase de alerta e resistência são sensação de estomago embrulhado, mãos e pés com temperaturas baixas, ressecamento da boca, tensão os músculos inseridos na coluna vertebral, aumento súbito da pressão arterial, aumento da ventilação pulmonar, aumento dos batimentos cardíacos, insônia, bruxismo, cansaço constante, falhas na memória, dúvidas quanto a si próprio, falta de concentração, diminuição da libido, herpes simples, problemas estomacais, aumento da sensibilidade emotiva, vertigem ou sensação de estar flutuando, apatia, desânimo e depressão (GREENBERG, 2002) e na fase de exaustão úlcera ou problemas sérios de digestão, hipertensão crônica, problemas dermatológicos, depressão, falta de energia completa, falta de vontade para executar o trabalho, grande irritabilidade, medo, ansiedade, estar constantemente pensando e falando no estressor, dependência de pessoas ao seu redor (LIPP; ROCHA, 1996). Para Gabriel (2005) muitos estudos estão sendo realizados anualmente na tentativa de detectar quais são os agentes estressores do ambiente acadêmico e quais as melhores formas de prevenção, para que possam aprender a lidar com situações estressantes e ter um melhor conhecimento delas. Souza; Menezes (2005) realizaram sua pesquisa com estudantes de Medicina da Universidade Federal do Ceará que mostrou que a prevalência de distúrbios psicológicos em estudantes de Medicina foi de 35,4%, sendo que as mulheres apresentaram um nível de estresse maior do que os homens, compondo 54,64% do grupo de estudantes estressados, sendo que o V semestre apresentou-se com maior percentagem de estresse 51,7%. Amorim, et al. (2002) ao analisarem o estresse em 30 estudantes de fisioterapia de uma universidade privada por meio de um questionário validado, observaram que estavam presentes entre os estudantes o desgaste emocional, a despersonalização e satisfação variada, demonstrando que a questão da qualidade de vida está ameaçada por situações em que o indivíduo, não conseguindo domina-las, esgota-se nas inúmeras tentativas e se depara com seus limites, deixando aflorar suas frustrações e desenvolvendo patologias. Ainda citam que ao longo o quarto ano do curso de fisioterapia os alunos desenvolvem os estágios obrigatórios do curso em grupos, estando submetidos a exigências e desafios da vida em equipe, bem como a supervisão constante que pode aumentar ainda mais a ansiedade e percepção das atividades como intensas e difíceis, concluindo que a junção de todo o conhecimento teórico com a prática pode acarretar aumento dos sentimentos, ou seja, após três anos de teoria o aluno é lançado ao campo de trabalho com seu amplo desafio. Vários fatores contribuem para o desencadeamento do estresse acadêmico como: quantidades excessivas de informações em pequeno intervalo de tempo, a adaptação cotidiana à novas tecnologias, 112 Coleção Pesquisa em Educação Física - Vol.9, n.2, 2010 - ISSN: 1981-4313 o elevado custo da educação médica, a falta de sucesso da profissão e a falta de tempo de conciliar a vida social com atividades de lazer (BAPTISTA; CAMPOS, 2000). Outro estudo a respeito do estresse nesta população, realizado numa faculdade de medicina da Colômbia, mostrou que as principais fontes de estresse para universitários são: exames e provas, abundância de material a ser estudado e sua dificuldade para ser aprendido, seguido de falta de tempo para familiares, amigos e lazer. Esta pesquisa aponta que os primeiros semestres são os de menor estresse e os últimos o de maior estresse (FURTADO, et al. 2003). Para Souza; César (2006) a maior dificuldade enfrentada pelos alunos na elaboração do trabalho de conclusão de curso é a escolha do tema e a escolha da população a ser estudada, estas situações criam no aluno uma angústia, pois eles se sentem incapazes de fazer a escolha. O tema, segundo os autores, pode ser escolhido no 6°semestre o que faz com que o aluno cumpra o cronograma e facilite sua pesquisa. MATERIAL E METODO Para a coleta dos dados foi utilizado o Inventário de Sintomas de Stress para Adultos de Lipp (ISSL), que para Lipp (2000) permite avaliar e identificar a sintomatologia que o indivíduo apresenta os tipos de sintomas presentes, além da fase de estresse em que se encontra. O inventário é constituído por três partes. Primeiro identificam-se os sintomas presentes nas últimas 24 horas, segundo identificamse os sintomas presentes na última semana e terceiro os sintomas presentes no último mês (LIPP; GUEVARA, 1994). O ISSL requer cerca de dez minutos para ser administrado. Ele é composto de três quadros que se referem às quatro fases do estresse (alerta, resistência, quase exaustão e exaustão) sendo o Quadro 2 utilizado para avaliar as fases 2 e 3 (resistência e quase exaustão). Os sintomas listados são os típicos de cada fase. O Quadro 1 corresponde à fase de alerta. Ele é composto de 12 sintomas físicos e três psicológicos, nos quais o respondente assinala F1 ou P1 para os sintomas físicos ou psicológicos que tenha vivenciado nas últimas 24 horas. O Quadro 2 é dividido em duas partes mostrando a divisão entre as fases de resistência e de quase exaustão. Este quadro é composto de dez sintomas físicos e cinco psicológicos, em que o respondente assinala com F2 e P2 os sintomas experiênciados na última semana. O quadro 3, o qual corresponde à fase de exaustão, é composto de 12 sintomas físicos e 11 psicológicos, e o respondente assinala com F3 ou P3 os sintomas experiênciados no último mês. No total, o ISSL inclui 34 itens de natureza somática e 19 de psicológica, sendo os sintomas muitas vezes repetidos, diferindo somente em sua intensidade e seriedade. O número de sintomas físicos é maior que os psicológicos e varia de fase a fase porque a resposta do estresse é assim constituída e é por isto que não se pode simplesmente utilizar o número total de sintomas assinalados para fazer o diagnóstico, sendo necessário consultar as tabelas de avaliação (LIPP, 2000). A pesquisa foi realizada em etapas. Na primeira foi solicitada a autorização da professora Drª Marilda Emmanuel Novaes Lipp para a utilização do Inventário de Sintomas de Stress para Adultos de Lipp (ISSL). Na segunda etapa a Autora solicitou a autorização da Coordenadora dos cursos de Fisioterapia e Educação Física para a realização da presente pesquisa. Na terceira etapa foi feito um sorteio equiprobabilístico simples, segundo a lista de presença de sala, sendo sorteada parte da amostra. A quarta etapa constou da explicação dos objetivos gerais e específicos aos participantes e foi solicitado o preenchimento de um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Os participantes responderam o questionário ISSL na quinta etapa, período de qualificação do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), e a entrega do ISSL foi imediata para evitar a contaminação dos dados. Na sexta etapa, data da entrega final do TCC foi aplicado novamente o ISSL para a verificação do nível de estresse dos alunos, confirmando ou descartando a hipótese de que os alunos do 4° ano de Fisioterapia e Educação Física têm estresse devido ao TCC. Coleção Pesquisa em Educação Física - Vol.9, n.2, 2010 - ISSN: 1981-4313 113 ANÁLISE ESTATÍSTICA Os dados foram processados qualitativamente e quantitativamente por meio de frequência (f) e porcentagem (%), sendo apoiado em teste interferencial não paramétrico. 2 Para verificar a similaridade e homogeneidade entre as variáveis aplica-se o teste de tomando como se por base Ho = 0 e Ha 0. Também foi aplicada a correlação de Sperman para verificar a homogeneidade entre as fases de entregas pesquisadas, sempre partindo de Ho de que não existe diferença significante entre os grupos e Ha de que existem diferenças significantes. Para garantir o saber geral o nível de significância foi estipulado em p ≤ 0,05 aceito na área. AMOSTRA Foram participantes desta pesquisa 60 alunos de uma faculdade situada na região do Alto Tietê, contendo 30 alunos do 4° ano do curso de Fisioterapia e 30 alunos do 4° ano do curso de Educação Física, sendo 65% do sexo feminino e 35% do sexo masculino, com idade entre 22 a 38 anos, amplitude de 16 anos, média de 24,95, mediana 22,4, amodal e desvio padrão 3,56. Entre os participantes da pesquisa 8 alunos foram excluídos do curso de Educação Física e 2 alunos do curso de Fisioterapia por não concluírem o Trabalho de Conclusão de Curso. RESULTADOS Figura 1. Estresse na qualificação e entrega final. A Figura 1 nos mostra que no período da Qualificação 40 alunos apresentaram Estresse e 10 Não estresse, já no período da Entrega Final 41 alunos apresentaram Estresse e 9 Não estresse. Figura 2. Fases do estresse. 114 Coleção Pesquisa em Educação Física - Vol.9, n.2, 2010 - ISSN: 1981-4313 Na Figura 2 quanto as Fases do Estresse no período da qualificação 1 aluno se encontra na fase de Alerta, 29 na fase de Resistência, 7 na fase de Quase-exaustão e 3 na fase de Exaustão, no período de Entrega Final 1 aluno encontra na fase de Alerta, 32 na fase de Resistência, 5 na fase de Quaseexaustão e 3 na fase de Exaustão. Figura 3. Sintomas psicológicos e físicos. Os sintomas Psicológicos e Físicos são demonstrados através da Figura 3 onde do Total de 54 sintomas, na qualificação, 26 eram Psicológicos e 14 Físicos, já na fase da Entrega Final, do Total de 54 sintomas, 25 eram psicológicos e 15 Físicos. Tabela 1. Sintomas Físicos experimentados nas últimas 24 horas. Variáveis Qualificação f % Entrega Final f % Mãos e pés frios 10 6,8 6 Boca seca 14 9,6 Nó no estomago 14 Aumento da sudorese 12 Tensão muscular Aperto da mandíbula Total f % 3 16 4,7 16 8,3 30 8,8 9,6 20 10,4 34 10 8,3 16 8,3 28 8,3 38 26 42 21,8 80 23,6 10 6,8 14 7,2 24 7,1 Diarreia passageira 3 2 10 5,2 13 3,8 Insônia 15 10,3 20 10,4 35 10,3 Taquicardia 5 3,4 10 5,2 15 4,4 Hiperventilação 1 0,7 5 2,6 6 1,8 Hipertensão arterial 1 0,7 2 1 3 0,9 Mudança de apetite 23 15,8 32 16,6 55 16,2 Total 146 100 193 100 339 100 Para verificar se existe correlação foi aplicado o teste de correlação o ro = 0,96, sendo n = 12 e rc = 0,53 o que vale dizer que existe correlação significante, não havendo diferença significante na qualificação e entrega final, quanto aos sintomas físicos apresentados nas últimas 24 horas. Para verificar a similaridade e homogeneidade dos sintomas físicos no período de qualificação e entrega final, foi aplicado o teste χ2. Estabelecendo-se por base Ho= 0 e Ha # 0 mantendo o 2 2 n.significante para p<0,05, sendo no período de qualificação ngl = 6, χ c = 12,59 χ o = 17,14, onde pode- Coleção Pesquisa em Educação Física - Vol.9, n.2, 2010 - ISSN: 1981-4313 115 se afirmar que foi rejeitada a hipótese nula com Tensão muscular que se destacou significantemente em relação as demais. Tabela 2. Sintomas Psicológicos experimentados nas últimas 24 horas. Variáveis Qualificação Entrega Final Total f % f % f % Aumento súbito de motivação 19 31,2 19 37,3 38 33,9 Entusiasmo súbito 18 29,5 13 25,4 31 27,8 Vontade súbita de iniciar novos projetos 24 39,3 19 37,3 43 38,3 Total 61 100 51 100 112 100 Na Tabela 2 foi aplicado o teste de correlação o r o = 0,88, sendo n = 3 e rc = 0,87 o que vale dizer que existe correlação, não havendo diferença significante na qualificação e entrega final, quanto aos sintomas psicológicos experimentados nas últimas 24 horas. 2 2 2 Foi aplicado o teste χ , mantendo o n. significante para p< 0,05, ngl = 2, χ c = 5,99, χ o = 1,66, onde pode-se afirmar que Ho não foi rejeitada, portanto não houve diferença estatisticamente comprovada entre as variáveis. Tabela 5. Sintomas físicos experimentados no ultimo mês. Variáveis Qualificação Entrega Final Total f % f % f % Diarreia frequente 2 2,3 5 4,3 7 3,4 Dificuldades sexuais - - 5 4,3 5 2,5 Insônia 17 19,8 21 18,3 38 18,9 Náusea 11 12,8 12 10,4 23 11,4 Tiques 7 8,1 9 7,8 16 8 Problemas dermatológicos prolongados 12 14 12 10,4 24 12 Mudança extrema de apetite 15 17,4 26 22,7 41 20,4 Excesso de gases 12 14 11 9,6 23 11,4 Tontura frequente 8 9,3 12 10,4 20 10 Ulcera 2 2,3 1 0,9 3 1,5 Enfarte - - 1 0,9 1 0,5 86 100 115 100 201 100 Total Para verificar se existe correlação foi aplicado o teste de correlação o r o = 0,91, sendo n = 11 e rc = 0,55 o que vale dizer que existe correlação, não havendo diferença significante na qualificação e entrega final, quanto aos sintomas físicos experimentados no ultimo mês. 2 2 2 Foi aplicado o teste χ , mantendo o n.significante para p< 0,05, ngl = 6, χ c = 12,59, χ o = 9,82, neste caso não rejeitou-se a hipótese nula. 116 Coleção Pesquisa em Educação Física - Vol.9, n.2, 2010 - ISSN: 1981-4313 Tabela 6 – Sintomas psicológicos experimentados no ultimo mês Variáveis Qualificação Entrega Final Total f % f % f % Impossibilidade de trabalhar 5 2 3 1,1 8 1,5 Pesadelos 10 4 16 6 26 5 Sensação de incompetência em todas as áreas 20 8 17 6,4 37 7,2 Vontade de fugir de tudo 37 14,7 33 12,4 70 13,5 Apatia, depressão ou raiva prolongada 15 6 21 7,9 36 6,9 Cansaço excessivo 36 14,3 35 13,1 71 13,7 Pensar/falar constantemente em um só assunto 21 8,4 34 12,7 55 10,6 Irritabilidade sem causa aparente 34 13,5 32 12 66 12,7 Angústia/ansiedade diária 32 12,7 30 11,2 62 11,9 Hipersensibilidade emotiva 22 8,8 22 8,2 44 8,4 Perda do senso de humor 19 7,6 24 9 43 8,6 Total 251 100 267 100 518 100 Para verificar se existe correlação foi aplicado o teste de correlação o r o = 0,84, sendo N = 11 e rc = 0,55 o que vale dizer que existe correlação, não havendo diferença significante na qualificação e entrega final, quanto aos sintomas psicológicos experimentados no ultimo mês. 2 2 2 Foi aplicado o teste χ , mantendo o n.significante para p< 0,05, ngl = 9, χ c = 16,92, χ o = 8,47, onde pode-se afirmar que H0 não foi rejeitada. CONCLUSÃO Durante a elaboração do TCC os alunos permaneceram estressados, sendo que a fase de resistência foi predominante tanto no período de qualificação quanto no período de entrega final. Os principais sintomas físicos e psicológicos encontrados na fase de qualificação são tensão muscular, sensação de desgaste físico constante e mudança extrema de apetite e os sintomas psicológicos foram vontade súbita de iniciar novos projetos, pensar constantemente em um só assunto e cansaço excessivo. Na fase de entrega final os sintomas físicos predominantes foram tensão muscular, sensação de desgaste físico constante e mudanças extrema de apetite e os sintomas psicológicos foram vontade súbita de iniciar novos projetos, irritabilidade excessiva e cansaço excessivo. REFERÊNCIAS AMORIM, C; OLIVEIRA, G; ALVARENGA, G. M. Síndrome de Burnout em Acadêmicos de Fisioterapia: Um Estudo Preliminar. Rev. Fisioterapia em Movimento. Campinas, v. 13, n. 1, pág. 129-136, abrilsetembro, 2002. BAPTISTA, M. 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