Curso de Ciências Contábeis Artigo Original MODELO DE GESTÃO BASEADO NO BALANCED SCORECARD: ESTUDO DE CASO NO MINISTÉRIO DA JUSTICA MODEL-BASED MANAGEMENT IN THE BALANCED SCORECARD: A CASE STUDY ON MINISTRY OF JUSTICE 1 2 Wendella Maria Cézar da Cruz Corrêa de Oliveira , Ely Brasil Silvério Júnior . 1 Aluna do Curso de Ciências Contábeis 2 Professor do Curso de Ciências Contábeis Resumo Nos últimos anos, as organizações públicas têm recebido diversas críticas sobre como regem e definem as suas políticas, recursos e como divulgam os resultados alcançados. Contudo, alguns órgãos governamentais buscaram incorporar ferramentas que outrora eram utilizadas apenas pelo setor privado, motivado é claro pela melhoria na sua gestão. O Balanced Scorecard é uma metodologia de medição e avaliação do desempenho organizacional, incorporado na gestão pública. Apesar disso, há diferenças na forma de atuação de um ente governamental e um privado, fazendo-se necessárias adaptações para alcançar os objetivos. Para este estudo buscou-se analisar o impacto do BSC implantado no Ministério da Justiça (MJ). O estudo caracteriza-se pela pesquisa exploratória, porque visou levantar questões e hipóteses e a pesquisa descritiva, pois se pretendeu descrever os fatos e fenômenos de determinada realidade. Utilizou-se um estudo de caso no MJ, pois este tipo de estudo além de único ou múltiplo, pode investigar fenômenos e contextos que não estão claramente definidos. Como coleta de dados, o instrumento utilizado foi uma entrevista semiestruturada, contendo perguntas abertas para permitir e incentivar o entrevistado a responder livremente sobre o tema. Os resultados obtidos indicaram que há algumas dificuldades no processo de implantação, pois adaptar um objetivo para os colegiados e alinhá-los ao do MJ é o desafio atualmente. Após realização do estudo, pode-se observar que o MJ não conseguiu implantar na sua totalidade o BSC e adotou outras metodologias para acompanhar o planejamento estratégico. Palavras-Chave: Estratégia; Modelo de Gestão; Balanced Scorecard. Abstract In recent years, public organizations have received various criticisms about how to govern and define their policies, resources and how to disseminate the results. However, some government agencies have sought to incorporate tools that were once used only by the private sector, of course motivated by improving their management. The Balanced Scorecard is a measurement methodology and evaluation of organizational performance, embedded in public administration. Nevertheless, there are differences in the performance of a government entity and a private, by making necessary adjustments to achieve the objectives. For this study we sought to examine the impact of BSC implanted in the Ministry of Justice (MOJ). The study is characterized by exploratory research, therefore it aimed to raise questions and hypotheses and descriptive research, and it was intended to describe the facts and given reality of phenomena. We used a case study in MJ, as this type of study as well as single or multiple, investigate phenomena and contexts that are not clearly defined. As data collection, the instrument employed was a semi-structured interviews with open questions to enable and encourage the interviewee to respond freely on the subject. The results indicated that there are some difficulties in the implementation process, because adapting a goal for collegiate and align them to the MJ is the challenge today. After the study, it can be observed that MJ could not implement in full the BSC and adopted other methods to monitor strategic planning. Keywords: Strategy; Management Model; Balanced Scorecard. Contato: [email protected] Introdução No ambiente organizacional, fala-se muito sobre como gerir as empresas de maneira eficiente e eficaz. Consequentemente os gestores devem estar preparados para assumirem a responsabilidade de conduzir de forma adequada e sinérgica, buscando trazer sempre motivação, comprometimento, empenho e competência para que os seus colaboradores desempenhem papéis que conduzam a organização para o mercado econômico de forma competitiva e sustentável. Deve-se levar em consideração que, atualmente, o Brasil encontra-se inserido no mundo globalizado e necessita acompanhar o desenvolvimento geral das tecnologias, dos modelos de gestão utilizados pelas organizações e das tendências mundiais. Nesse cenário inovador, pode-se contar com ferramentas e instrumentos para melhorar o desempenho das instituições, sejam elas privadas ou públicas. A eficiência na administração pública é tão necessária, quanto em qualquer instituição privada; considerando o contexto em que se está inserida e os fatores que contribuirão para alcançar os objetivos estabelecidos. Pode-se destacar que uma dessas ferramentas a ser utilizada para auxiliar na modelagem do alcance dos objetivos propostos é o Modelo de Gestão baseado no Balanced Scorecard (BSC). O BSC é um modelo de gestão adotado por diversas organizações. Divulgado pela primeira 2 vez em 1990 (Instituto Nolan Norton), o BSC apresentou-se como um sistema de alinhamento e de controle estratégico de gestão, baseando-se na premissa de integração dos processos e indicadores, refletindo-se nos quatros pilares básicos deste modelo de gestão: perspectivas clientes, processos internos, aprendizagem e crescimento e resultados financeiros (KAPLAN; NORTON, 1997). Tornando-se um instrumento importante de alinhamento de processos e estratégias, o BSC promove uma geração de comprometimento das pessoas e uma maior vinculação entre os altos níveis hierárquicos com as ações selecionadas pela organização. Prado (2002) afirma que o BSC se diferencia dos outros modelos de gestão, porque agrega os modelos de controle financeiro e não financeiro, propiciando ao administrador, indicadores de desempenho. Para este autor, o BSC “é uma ferramenta útil para dirigir empresas de forma proativa no curto e longo prazo”. Esse modelo de gestão permite que a organização atue no monitoramento; na estruturação das fases do planejamento estratégico e operacional, na execução e controle e na integração dos processos de gestão como um todo: [...] medir é importante e [...] O que não é medido não é gerenciado. [...] Se quiserem sobreviver e prosperar na era da informação, as empresas devem utilizar sistemas de gestão e medição de desempenho derivados de suas estratégias e capacidade (KAPLAN; NORTON, 1997, p. 21). O BSC auxilia na análise das equipes de trabalho, buscando alinhar as metas organizacionais e as individuais e os empregados “alcançam melhores resultados quando são capazes de compreender e atuar sobre as situações de trabalho com base na estratégia” (REZENDE, 2003, p. 44). Neste estudo buscou-se analisar o impacto do BSC implantado no Ministério da Justiça (MJ); identificar os fatores críticos da implantação; as adaptações realizadas; e as contribuições e melhorias efetivas no MJ. Por meio de um estudo de caso, levantou-se a atuação do modelo de gestão baseada no BSC e sua relevância no Ministério da Justiça. Diante do contexto apresentado, buscouse responder a seguinte questão: Até que ponto o modelo de gestão, baseado no Balanced Scorecard, serviu como ferramenta de gestão estratégica para o Ministério da Justiça? A metodologia deste estudo adotou a pesquisa descritiva e exploratória. Foi realizado um estudo de caso e pesquisa bibliográfica. Para a coleta de dados, foi utilizada a entrevista semiestruturada, com roteiro pré-determinado para a interação entre o pesquisador e o pesquisado. Modelo de Gestão baseado no Scorecard Balanced Num ambiente cada vez mais competitivo, utilizar-se de diversas estratégias é um diferencial. Thompson (2008, p. 37) conceitua que: A estratégia de uma empresa consiste, nos passos competitivos e nas abordagens administrativas que os gerentes utilizam para o crescimento do negócio, para atrair e satisfazer aos clientes, para competir de modo bemsucedido e alcançar os níveis almejados d desempenho organizacional (THOMPSON, 2008, p. 37). “As estratégias devem ser planejadas a partir de situações que atendam plenamente ao propósito, ao ambiente e à capacitação da organização” (COSTA, 2002, p. 44). Para Michel (1998, p. 276) “a gestão estratégica uma vez implantada com sucesso e entrando em ‘operação em regime’, deve ser caracterizada como um processo contínuo, cotidiano”. Tavares (2000, p. 149) já define que “o processo de gestão é uma função orgânica básica da administração. É um processo mental de estabelecer o que é desejável e como será desenvolvido”. É necessário criar um arranjo organizacional com finalidade de coordenação para efetivamente ser uma gestão estratégica, e isso deve anteceder todas às demais (TAVARES, 2000, p. 48). Sobre administração estratégica, observa-se a definição de Oliveira (2011, p. 6): Administração Estratégica é a administração do futuro que, de forma estruturada, sistêmica e intuitiva, consolida um conjunto de princípios, normas e funções para alavancar, harmoniosamente, o processo de planejamento da situação futura desejada da empresa como um todo e seu posterior controle perante os fatores ambientais, bem como a organização e a direção dos recursos empresariais de forma otimizada com a realidade ambiental, com a maximização das relações interpessoais (OLIVEIRA, 2011, p. 6). Michel (1998, p. 257) declara que “a inexistência de um bom diagnóstico faz com que as pessoas trabalhem com base em impressões, opiniões pessoais, palpites ou em ideias preconcebidas. Nessas situações, boas ferramentas podem ser usadas para resolver problemas errados”. Baseado nisso, observar-se que o objetivo do BSC é alinhar o planejamento estratégico com as ações operacionais da organização, seguindo essa linha, West (2009) ressalta que o BSC visa “proporcionar significado estratégico para as ações operacionais do dia a dia, e assim para todas as pessoas da organização, é o grande diferencial dessa metodologia”. Monteiro, Castro e Prochnik (2003, p. 3) destacam que “o Balanced Scorecard (BSC) é um Sistema de Gestão Estratégica que utiliza de modo balanceado, indicadores financeiros e nãofinanceiros. Além disso, ele estabelece as relações 3 de causa e efeito entre esses indicadores e as descreve em mapas estratégicos”. De acordo com Kaplan e Norton (2000), o BSC quando desenvolvido numa organização, permite uma visão clara do futuro e do caminho que deve-se percorrer para alcançar os objetivos traçados. Com esse raciocino e visão dos autores, o BSC é responsável pela diferença nos resultados das organizações, que tem utilizado o BSC como ferramenta de gestão estratégica. Tratado inicialmente como um sistema de medição de desempenho baseado em indicadores, o Balanced Scorecard evoluiu e hoje já é possível afirmar que se trata de uma ferramenta de gestão. Apresenta uma ordenação de conceitos e ideias preexistentes de uma forma lógica, objetiva e inteligente. Sua correta aplicação implica uma série de vantagens, como a integração de medidas financeiras e não-financeiras, a comunicação e feedback da estratégia, o vínculo com planejamento e orçamento, maior foco e alinhamento organizacional, entre outros (NALDER, 1993, p. 74). Para alcançar os objetivos traçados pela organização, o BSC auxilia na construção desses objetivos. West (2009) descreve as seguintes ações iniciais para se alcançar tais objetivos: Esclarecer e traduzir a visão e a estratégia; Comunicar e associar objetivos e medidas estratégicas; Planejar, estabelecer metas e alinhar iniciativas estratégicas; e Melhorar o feedback e o aprendizado estratégico (WEST, 2009, p. 21). O BSC é uma ferramenta de gestão que integra tanto os aspectos tangíveis, quanto os intangíveis, em suas perspectivas. Segundo Kaplan e Norton (1997) são 04 (quatro) as perspectivas do BSC, cuja essência é recriar valor para os acionistas. Na ênfase dos autores Kimura e Suen (2003, p. 5) o BSC é importante, porque por meio dele é possível: Identificar a performance empresarial considerando os resultados de rentabilidade e custos, bem como os indicadores de atendimento das necessidades dos clientes, de eficiência de processos internos e de potencial de aprendizado e crescimento da empresa (KIMURA; SUEN, 2000, p. 5). Galas e Forte (2005, p. 92) afirmam que: O Balanced Scorecard é uma ferramenta empresarial que traduz a missão e a estratégia da organização em um conjunto coerente de medidas de desempenho, que propicia a formação de uma estrutura de medição estratégica e de um sistema de gestão eficiente (GALAS; FORTE, 2005, p. 92). Balanced Scorecard: Perspectivas Sobre a perspectiva financeira do BSC, Kaplan e Norton (1997, p. 49) definem que “os objetivos financeiros servem de foco para os objetivos e medidas das outras perspectivas do BSC”. Os autores Almeida e Santini Junior (2011), concordam que a perspectiva financeira precisa ser alinhada aos aspectos intangíveis que, sem dúvida, impactam os resultados financeiros. O BSC conserva a perspectiva financeira, visto que as medidas financeiras são valiosas para sintetizar as consequências econômicas, imediatas de ações consumadas. As medidas financeiras de desempenho indicam se a implementação e execução estão contribuindo para a melhoria dos resultados financeiros (KAPLAN; NORTON, 1997, p. 26). Já a perspectiva de processos internos, Galas e Forte (2005, p. 94) afirmam que esta perspectiva “permite aos executivos a identificação dos processos internos que são críticos para a organização e que, por isso, deve-se ter excelência”. Níven (2003, apud, Galas; Forte, 2005, p. 94) afirma que a chave para o sucesso do BSC “está na seleção e medição daqueles processos que permitem, em última instância, atingir a missão da organização”. Já Campos (1998) descreve que a excelência do desempenho percebida pelos clientes é resultado de processos, ações e decisões que ocorrem dentro da empresa. Segundo Almeida e Santini Junior (2011): A abordagem desta fase demonstrou como a Perspectiva dos Processos internos, envolvida pelo BSC, trabalha o foco da cadeia de valor agregado. Nesta vertente, os processos internos são estudados como um caminho entre as necessidades demandadas – expectativas – e a satisfação dos clientes (ALMEIDA; SANTINI JÚNIOR, 2011). Na definição de Prieto et al. (2006, p. 83) no que tange a perspectiva cliente “pressupõe definições quanto ao mercado e segmentos nos quais a organização deseja competir. A organização deverá traduzir em medidas específicas os fatores importantes para os clientes”. Para Kaplan e Norton (1997, apud, Almeida; Santini Junior, 2011), “a empresa que tenta ser tudo para todo mundo normalmente acaba não sendo nada para ninguém”. Para os autores “na perspectiva dos clientes, a missão e a estratégia devem ser direcionadas a satisfazer e encantar os clientes”. Ao pensar nas estratégias, a organização deve buscar intensamente atender as necessidades e desejos dos clientes, gerando satisfação e competitividade. Dentro desta perspectiva, o BSC apresenta medidas essenciais de resultados com a satisfação, fidelidade, retenção, captação e lucratividade (ALMEIDA; SANTINI JUNIOR, 2011). Arrematando as perspectivas, Galindo (2005, p. 62) descreve que a perspectiva de aprendizado e crescimento é: Calcada na prerrogativa da inovação como principal fonte geradora de vantagem competitiva, lança mão de indicadores que refletem o 4 potencial de inovação (produtos e processos), bem como de melhoria contínua da empresa (indicadores específicos de melhorias para a pontualidade na entrega, duração de ciclos, índices de defeitos e de rendimento dentre outros) (GALINDO, 2005, p. 62). Para Kaplan e Norton (1997, apud, Almeida; Santini Junior, 2011), essa perspectiva propícia o arremate final, pois “todas as outras três perspectivas dependerão da capacidade dos colaboradores, dos sistemas de informações e da motivação interna”. Ainda na literatura de Kaplan e Norton (1997) para se obter a capacidade de se alcançar metas superiores, é necessário que haja uma capacidade organizacional para o aprendizado e crescimento. Os padrões, que determinam como os processos internos e as respostas aos clientes deveriam ser realizados, precisam ser feitos com base na melhoria contínua, embora não sirvam como padrões para o desempenho atual e futuro, exigindo reciclagem dos funcionários para que suas mentes e capacidades criativas sejam mobilizadas no sentido dos objetivos organizacionais (KAPLAN; NORTON, 1997). Implantação do Balanced Scorecard Rezende (2003, p. 114) destaca que a implementação deve ocorrer de forma segura e garantida, pois “a mudança por trás da implementação do BSC é muito maior do que a simples opção por um novo sistema de indicadores”. E segundo Monteiro, Castro e Prochnik (2003, p. 3) “(...) as empresas inovadoras usam o Balanced Scorecard para administrar a estratégia em longo prazo, bem como viabilizar os processos gerenciais críticos”. Kaplan e Norton (1997) afirmam que na implantação do BSC poderá haver incoerência entre a formulação e a implantação das estratégias devido algumas barreiras criadas pelos sistemas gerenciais tradicionais. Tais barreiras, depois de identificadas, podem ser superadas com a integração do BSC com o sistema de gestão estratégica. Epstein e Manzoni (1998), já afirmam que a implantação do Balanced Scorecard é um processo difícil, pois significa introduzir uma mudança na organização e mudanças afetam a disponibilidade de informações relacionadas com o desempenho organizacional, representando uma ameaça ao processo. Silva (2007) descreve que o modelo de implantação do BSC desenvolvido por Kaplan e Norton partiu de experiências de outras empresas e listam os seguintes processos sistemáticos: a) transformar missão e estratégia em objetivos e metas claros; b) envolvimento da alta administração no processo; e c) procurar o consenso entre a equipe. Balanced Pública Scorecard: Utilização na esfera O BSC pode ser usado em qualquer tipo de organização, seja ela pública, privada ou sem fins lucrativos. No desenvolvimento do BSC na esfera pública, o topo da hierarquia não deve ser a perspectiva financeira, uma vez que os indicadores financeiros não demonstram se o ente público está ou não cumprindo sua missão. Kaplan e Norton (2000, p. 146-147) afirmam que “considerando que o sucesso financeiro não é o principal objetivo da maioria dessas organizações, é possível reformular a arquitetura para colocar os clientes ou contribuintes no alto da pirâmide”. Para evitar problemas na definição de quem é o cliente da entidade pública na construção do BSC, Kaplan e Norton (2000), Níven (2007) e Zago (2006) sugerem que a perspectiva clientes deve ser dividida em perspectiva do doador e perspectiva do beneficiário da ação pública. As organizações públicas não partem do pressuposto de alcançar o lucro, e sim, busca o atendimento ao cidadão. As estratégias devem ser adotadas para a concretização dos objetivos traçados. São invariavelmente diferentes, por seus resultados terem um cunho social, em sua maioria e subjetivos. A gestão pública encontra dificuldades para a definição estratégica de suas ações (ROSA et al., 2012). Ghelman e Costa (2006) afirmam que na esfera pública, o Balanced Scorecard deve prestar serviços com excelência, priorizando a função social (efetividade); qualidade na prestação de serviço (eficácia) e utilizando-se do menor consumo de recursos possível (eficiência). Mapas Estratégicos Para Rosa et al. (2014), O Mapa Estratégico permite a descrição consistente da tática pré-estabelecida, facilitando a definição e a gestão dos objetivos e indicadores. Representa, portanto, a imprescindível ligação entre a elaboração e a concretização da estratégia. Através do Mapa Estratégico é possível adotar uma estratégia para toda a organização e apresentar de modo claro e objetivo, processos internos críticos, criando valores para clientes e acionistas, além dos ativos intangíveis indispensáveis para respaldá-los (COSTA, 2006). Para Person (2010, apud, Rosa et al., 2014, p. 6-7), há quatro motivos para criar um Mapa Estratégico baseado nas perspectivas do BSC. Sendo eles: a) “versões anteriores do Balanced Scorecard tinham pouca aplicabilidade, tendo em vista que os indicadores costumavam ser escolhidos dentre os que já eram utilizados – muitas vezes formulados sem vinculação com a missão da organização”; b) “nem todos os gestores e colaboradores conhecem de modo efetivo, a estratégia de sua organização”; c) “sem o conhecimento prévio da estratégia, não há feedback sobre o que deu ou não deu certo”; e d) “com a divisão dos 5 objetivos em iniciativas e projetos, fica mais fácil compreender o embasamento por trás da estratégia”. Rosa et al. (2012) ainda observa que o Mapa estratégico realiza a comunicação da estratégia para todos da organização, alinhando os esforços e refinando as ações desenvolvidas. E ainda por meio dos mapas, consegue-se gerir por dados e não por instinto, facilitando a identificação e monitoramento dos objetivos estratégicos e das ações que agregam ou não valor à missão corporativa (ROSA et al., 2014). O desenhar do mapa estratégico é apenas o passo inicial para utilização como ferramenta para acompanhar o cumprimento da estratégia. Não sendo absorvido esse mapa pelos funcionários em seu dia a dia, então ele não tornar-se-á o paradigma para suas ações e acabarão por se desvincular da estratégia. Os mapas estratégicos devem contar o caminho a se percorrer cumprindo a estratégia definida e deve explicitar as hipóteses que os gestores levantaram sobre os relacionamentos de causa e efeito entre as ações e a estratégia (COSTA, 2006). Essas vinculações de causa e efeito definem a trilha que o construtor do BSC percorrerá para alcançar a estratégia (NÍVEN, 2007). Para Kaplan e Norton (2000, p. 81), O mapa estratégico do balanced scorecard explicita a hipótese de estratégia. Cada indicador do balanced scorecard se converte em parte integrante de uma cadeia lógica de causa e efeito que conecta os resultados almejados da estratégia com os vetores que induzirão a essas consequências. O mapa estratégico descreve o processo de transformação de ativos intangíveis em resultados tangíveis para os clientes e, por conseguinte, em resultados financeiros. Essa ferramenta fornece aos executivos um referencial para a descrição e gerenciamento da estratégia na economia do conhecimento (KAPLAN; NORTON, 2000, p. 81). Materiais e Métodos Ander-Egg (1978, p. 28, apud, Marconi; Lakatos, 2003, p. 155) descreve que a pesquisa é como “um procedimento reflexivo sistemático, controlado e crítico, que permite descobrir novos fatos ou dados, relações ou leis, em qualquer campo do conhecimento”. E de acordo com Marconi e Lakatos (2007), são seis passos para o desenvolvimento de um projeto de pesquisa: a) seleção do tópico ou problema; b) definição e diferenciação do problema; c) levantamento de hipóteses de trabalho; d) coleta, sistematização e classificação dos dados; e) análise e interpretação dos dados; e f) relatório do resultado da pesquisa. Complementando os autores, Oliveira (2003, p. 51, apud, Santos; Noronha, 2005, p. 56) ressalta que: A metodologia engloba todos os passos realizados para construção do trabalho científico, que vai desde a escolha do procedimento para obtenção de dados, perpassa a identificação do(s) método(s), técnica(s), materiais, instrumentos de pesquisa e definição de amostra/universo, até a categorização e análise dos dados coletados (OLIVEIRA, 2003, apud, SANTOS; NORONHA, 2005, p. 56). Neste estudo, a metodologia quanto aos objetivos utilizou-se da pesquisa exploratória e descritiva. Exploratória, pois este estudo tem por objetivo proporcionar uma maior familiaridade com o problema proposto e a descritiva, porque o objetivo primordial é a descrição das características de determinada população (DIEHL; TATIM, 2004). No que tange os procedimentos, a pesquisa é bibliográfica, pois buscou-se realizar pesquisas com referenciais teóricos analisados e publicados, segundo descreve Fonseca (2002) e uma pesquisa de estudo de caso. Pois, de acordo com o Yin (2010) o estudo iniciou-se com uma revisão da literatura e pesquisa documental, buscando propor de maneira cuidadosa uma pesquisa dos objetivos propostos pelo estudo. Quanto à abordagem, adotou-se a pesquisa qualitativa, devido esta pesquisa não se preocupar com representatividade numérica e permitir uma maior compreensão de um grupo social ou organização (SILVEIRA; CÓRDOVA, 2009). Como instrumento de coleta de dados, a entrevista foi utilizada seguindo o raciocínio de Severino (2007, p. 124) a entrevista é uma: Técnica de coleta de informações sobre um determinado assunto, diretamente solicitadas aos sujeitos pesquisados. Trata-se, portanto, de uma interação entre o pesquisador e pesquisado. Muito utilizada nas pesquisas da área das Ciências Humanas. O pesquisador visa apreender o que os sujeitos pensam, sabem, representam, fazem e argumentam (SEVERINO, 2007, p. 124). O roteiro da entrevista foi pré-definido, pois conforme o autor Gerhardt et al. (2009, p. 72) retrata “o pesquisador organiza um conjunto de questões (roteiro) sobre o tema que está sendo estudado, mas permite, e às vezes até incentiva, que o entrevistado fale livremente sobre assuntos que vão surgindo como desdobramentos do tema principal”. Discussão e Resultados BREVE HISTÓRICO JUSTIÇA DO MINISTÉRIO DA “Em 03 de julho de 1822, o Príncipe Regente D. Pedro, em decreto referendado por José Bonifácio de Andrada e Silva, criava a Secretaria de Estado de Negócios da Justiça, com nomeação do Ministro Caetano Pinto, dando início à longa história do Ministério da Justiça” (BRASIL, 2014). O MJ tem por missão “garantir e promover 6 a cidadania, a justiça e a segurança pública, por meio de uma ação conjunta entre o Estado e a sociedade” (BRASIL, 2014). No Anexo 1, apresentamos a Estrutura Geral do Ministério da Justiça. IMPLANTAÇÃO DO BSC NO MINISTÉRIO DA JUSTIÇA Na entrevista realizada com o Gestor atual da Divisão de Planejamento e Monitoramento, foram retratados alguns aspectos até então desconhecidos sobre a implantação do BSC no Ministério da Justiça. O gestor informou que a primeira implantação do BSC voltada para o MJ foi direcionada para a Secretaria Executiva, ou seja, apenas uma parte do MJ. O entrevistado não participou da implantação inicial, pois assumiu o cargo de gestor há pouco mais de um ano. Em 2009, a Secretaria Executiva, no comando do Sr. Paulo Barreto, iniciou efetivamente o processo de implantação do Planejamento Estratégico, no entanto não era uma ferramenta e nem um método definido. Tal projeto fora implantado somente na Secretária Executiva e não nos demais órgãos e unidades ligados ao Ministério da Justiça. O gestor informou que para a realização deste trabalho, contratou-se uma empresa de consultoria especializada no método do Balanced Scorecard revestido para o serviço público. Conforme informações coletadas, o MJ necessitava de uma agenda estratégica. Até hoje é utilizada pelo ministério para congregar todas as ações do órgão. Existem diversos negócios dentro do ministério e que cada uma por sua vez, possuem suas linhas de ações. O gestor afirma que o ministério entende que: “Uma agenda que congrega todo mundo e a partir desta agenda, os órgãos específicos, as unidades descentralizadas, as autarquias, fundações, a autarquia, a fundação, fazem o planejamento estratégico vinculado a agenda, ao planejamento estratégico que o ministério definiu” (ENTREVISTADO, 2014). A parte diretiva do ministério utiliza-se da agenda estratégica para dar um norte estratégico para um longo prazo, visto que acompanha-se a legislação do Brasil que utiliza-se do Plano Plurianual (PPA). Afirmando tal procedimento realizado pelo MJ, Rosa et al. (2012) nos elucida com o seguinte texto: O processo de elaboração do planejamento orçamentário dos entes do Poder Público é regido por mecanismos que visam proporcionar, aos gestores e a sociedade, o controle, a transparência e a responsabilização sobre os recursos administrados. Estes mecanismos - Plano Plurianual (PPA), Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), Lei de Orçamento Anual (LOA) e Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) norteiam a aplicação dos recursos públicos arrecadados em determinado período, organizada através do Orçamento Público (ROSA et al., 2012, p. 6). Também em 2009, na Secretária Executiva, conforme retratado pelo gestor, criou-se o programa “Um passo a frente”, que objetivava dar ênfase no ambiente interno e preparar “o caminho” para implantação dos projetos estratégicos da Secretaria. Em 2011, o Coordenador da Coordenação-Geral de Planejamento Setorial (CGPLAN) entendeu que seria a hora de rever os procedimentos e percebeu a necessidade de expandir para as unidades vinculadas ao MJ. O entrevistado ratifica que o primeiro plano estratégico implantado em 2009 na Secretária Executiva foi para atender as demandas internas e em 2011 se expandiu para as unidades de negócios do MJ. O gestor, ao ser questionado sobre o motivo do BSC ser o modelo de gestão escolhido, retratou a cerca de um estudo realizado e mesmo com a diferença dos métodos, afirma que os resultados podem ser encontrados de qualquer forma. Considerando que o BSC buscar organizar a instituição para alcançar os resultados, essa foi outra característica que motivou o órgão na escolha do modelo de gestão. Cabe ressaltar que o processo de implantação é um desafio a ser vencido, e alguns procedimentos de gestão devem auxiliar a Administração Pública. Com os resultados que o serviço público deseja alcançar, houve-se então o interesse de implantar o BSC, Arretche (2001) afirma que existem três critérios de avaliação de políticas públicas: eficiência, eficácia e efetividade. Machado (2002), ainda afirma que os administradores do setor público precisam de diversas informações gerenciais para atender com eficiência, eficácia e efetividade as políticas públicas. Observado isso, numa visão sistêmica as organizações possuem a definição que a efetividade visa satisfazer às necessidades e o papel institucional da mesma; a eficácia mede o atendimento aos requisitos; e a eficiência tem o foco na produção com otimização de recursos (MALMEGRIM; MICHAUD, 2003). Sobre as mudanças que um modelo de gestão deste porte, como o BSC, poderia alterar e impactar em diversas áreas, o gestor nos respondeu que houve sim mudanças, porém, a dificuldade de implantação se dá por ser um grande colegiado ligado ao MJ e que cada um quer ser visto nas ações estratégicas. E no entendimento do entrevistado, o que deveria ser considerado na construção das estratégias e de um BSC mais robusto, sendo maior, porém, com objetivos mais enxutos, seria considerar as quatro grandes vertentes do MJ: “segurança pública, cidadania e justiça, projetos de combate às drogas e atenção a política indígena”. Outra dificuldade apresentada pelo gestor é a comunicação interna. No processo de implantação do BSC em 2009 na 7 Secretaria Executiva teve-se melhor resultado, uma vez que era apenas na secretaria e os gestores andavam pelos corredores comprando a ideia do modelo de gestão. Já na expansão para todo o MJ em 2011, encontrou-se barreiras para a efetivação da implantação da metodologia. Outra situação apresentada pelo gestor para a falha na implantação é o fato de o MJ não ter realizado concurso público por mais de 20 anos e não há planos de carreira, planos voltados para a gestão de pessoas, e por consequência, não havia pessoas dispostas a enfrentar as mudanças advindas desta implantação. Por fim, o gestor retrata que a história depõe contra, pois é necessário tempo de maturação para que as coisas aconteçam e não houve essa espera e investimento necessário. A implantação do BSC de 2011 de fato não ocorreu, uma vez que, houve-se alterações no ministério. Tais alterações ocorrem nas políticas internas, no quadro de pessoal e na a alta administração. Consequentemente, os objetivos da implantação do BSC mudaram. Segundo o entrevistado, estabeleceram no MJ políticas de projetos prioritários e políticas transversais, interferindo no governo como um todo e na administração das outras ações. De acordo com Kaplan e Norton (1997), após o período de implementação do BSC é necessário ter uma equipe interna voltada, especificamente, para a transição entre os períodos de implementação e de gestão do BSC. Porém, no MJ não houve essa transição por não se ter implantado todas as fases do BSC, não fazendo-se necessário tal equipe. O gestor afirma que possui-se um histórico documental das ações de tentativas de implantação, contudo, as pessoas que participaram dos dois processos (2009 e 2011) já não se encontram mais trabalhando no órgão ou na equipe. INDICADORES No MJ, conforme relato do entrevistado, desde a implantação em 2009 ou na reestruturação do BSC em 2011, nunca foi possível definir indicadores para mensurar os reais impactos da implantação. Rosa et al. (2014, p. 14) descreve que “a seleção dos indicadores compreende à sua associação a cada um dos objetivos definidos anteriormente, buscando captar e comunicar a intencionalidade do objetivo a que se refere”. Como não havia indicadores definidos, não houve a identificação dos resultados e da tendência que medem cada objetivo estratégico. Kaplan e Norton (1997) recomendam que haja a limitação da quantidade de indicadores objetivando viabilizar o processo de monitoramento e controle, porém, no MJ essa limitação de indicadores não foi possível. A falta de acompanhamento não é por culpa das pessoas, afirma o entrevistado, pois os administradores ficam “muito no apagar de incêndios” e não se tem muito que planejar, pois as demandas continuam surgindo à sociedade cobra resultados e não há como parar para desenvolver planos e ações. O gestor ainda afirma que o BSC veio para auxiliar e mostrar que é possível planejar e trabalhar com perspectivas que se completam para que se vejam resultados posteriores. O gestor apresenta que formulação e formatação dos indicadores para os serviços públicos é algo extremamente complicado e difícil, pois medir o serviço público existe diversos viés e as variáveis não são constantes, uma vez que o produto do MJ é promover sensações de segurança. É importante ressaltar que o gestor informou que foram constituídos e estabelecidos alguns desses indicadores, porém, não foram realizadas as mensurações e acompanhamentos por não terem conseguido realizar uma política de monitoramento e avaliação. ESTRATÉGIAS ATUAIS DO MINISTÉRIO DA JUSTIÇA Como já dito anteriormente, o MJ utiliza-se da Agenda Estratégica, vinculada ao Mapa estratégico em consonância ao PPA. Buscar-se-á implantar futuramente o BSC, reformulado, porém, não houve publicação do documento para divulgação externa, tal informação advém informalmente da entrevista realizada com o gestor da Divisão de Planejamento e Monitoramento. Nos Anexos 2 a 5, pode-se observar a estrutura formulada dos Mapas Estratégicos do Ministério da Justiça atualmente. Os mapas buscou traduzir por meio das perspectivas, os objetivos que o MJ deseja alcançar na eficiência, eficácia e efetividade. Contribuindo sempre com o melhoramento das atividades do órgão. Conclusão: Na gestão pública o planejamento estratégico é essencial, dado que pode-se evitar desperdícios e buscar a excelência e efetividade nos serviços prestados à sociedade. Claro que é necessária a adequação das diretrizes estratégicas e gerenciais para auxiliar na coordenação, compreensão e identificação das atividades administrativas, buscando sempre proporcionar o cumprimento dos princípios constitucionais da Administração Pública. O estudo mostrou que o MJ formulou o Modelo de Gestão Estratégica, baseado no Balanced Scorecard, mas não o implantou. Portanto, pode-se voltar à questão primordial: formulação versus implantação, onde percebeu-se 8 que haviam muitas barreiras para a implantação dessa metodologia acontecer e ainda pode-se afirmar que não houve uma cultura de gestão estratégica no quadro gerencial. Se essa postura não for revista, a implantação não irá evoluir e tenderá ao fracasso, pois tais fatores interferem diretamente na gestão. O sucesso da implantação do BSC depende principalmente do comprometimento das pessoas envolvidas no processo. Por meio deste artigo, pode-se perceber que o Mapa Estratégico baseado nas perspectivas do BSC é uma ferramenta que contribuiu para a gestão do orçamento governamental. Destaca-se que por tratar-se de um modelo de gestão, a utilização do mesmo na Administração pública que contribuirá com o desenvolvimento da missão do órgão, na melhoria dos serviços por ele prestado. Agradecimentos: Ao meu único Deus que me sustentou em todos os momentos de provações na minha caminhada rumo ao crescimento pessoal, profissional e espiritual. À minha querida filha Nicole que é minha razão de lutar todos os dias. À minha família que sempre acreditaram meu sucesso. Ao ICESP/PROMOVE por toda credibilidade e aos seus funcionários dos Campus. Ao orientador deste trabalho, o Professor Ely Brasil, que me ensinou com louvor nesta caminhada. Aos mestres e multiplicadores de conhecimentos, meus avaliadores de banca, professor José Aísio e professora Maria Celeste. Aos meus amigos pela dedicação, carinho, paciência e principalmente pelo amor, pois sem ele, esse trabalho não poderia ser realizado. Referências: ANDER-EGG, Ezequiel. Introdución a las técnicas de investigación social: para trabajadores sociales. 7ª ed. Buenos Aires: Humanitas, 1978. ALMEIDA, Sérgio Roberto Porto de; SANTINI JUNIOR, Nelson. Princípios e ferramentas da estratégia empresarial. São Paulo: Editora Atlas, 2011. ARRETCHE, M. T. S. Tendências no estudo sobre avaliação. In: RICO, Elizabete Melo (org). Avaliação de políticas sociais. São Paulo: IEE, 2001. BRASIL. Portal Ministério da Justiça. Breve História. Disponível em: <http://portal.mj.gov.br/data/Pages/ MJAD82FBF6ITEMID07D2CED700624DFAA5252EF6AB206C92PTBRNN.htm>. Acesso em: 22 nov. 2014. BRASIL. Ministério da Justiça – Governo Federal. Institucional. Disponível em: <http://www.justica.gov. br/Acesso/institucional>. Acesso em: 22 nov. 2014. CAMPOS, José Antônio. Cenário Balanceado: Balanced Scorecard – Painel de indicadores para a Gestão Estratégica dos negócios. São Paulo: Aquariana, 1998. COSTA, Eliezer Arantes da. Gestão Estratégica. São Paulo: Editora Saraiva, 2002. COSTA, Ana Paula Paulino da. Balanced Scorecard. São Paulo: Editora Atlas, 2006. DEIHL, Astor Antônio; TATIM, Denise Carvalho. Pesquisa em Ciências Sociais aplicadas: métodos e técnicas. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2004. EPSTEIN, M.; MANZONI, J. F. Implementing corporate strategy: from tableaux de board to balanced scorecards. In: European Management Journal, v. 16, n. 2, abr., 1998. FONSECA, J. J. S. Metodologia da pesquisa científica (Apostila). Fortaleza: UEC, 2002. GALAS, Eduardo Santos; FORTE, Sérgio Henrique Arruda Cavalcante. Fatores que interferem na Implantação de um Modelo de Gestão Estratégica baseado no Balanced Scorecard: Estudo de Caso em uma Instituição Pública. Revista de Administração Mackenzie, São Paulo, vol. 6, n. 2, 2005, pp. 88111. Disponível em: <http://editorarevistas.mackenzie.br/index.php/RAM/article/view/74>. Acesso em: 15 abr. 2014. GALINDO, Alexandre Gomes. Balanced Scorecard como sistema de alinhamento e controle estratégico da gestão. In: II SIMPÓSIO DE EXCELÊNCIA EM GESTÃO E TECNOLOGIA – SEGeT, Rio de Janeiro, 2005. Disponível em: <http://www.ceap. br/artigos/ART27082009162935.pdf>. Acesso em: 15 mar. 2014. 9 GHELMAN, Silvio; COSTA, Stella Regina Reis da. Adaptando o BSC para o setor público utilizando os conceitos de efetividade, eficácia e eficiência. XIII SIMPEP. Bauru, SP, Brasil, 6 a 8 de Novembro de 2006. Disponível em: <http://www.simpep.feb.unesp.br/anais/anais_13/artigos/137.pdf>. Acesso em: 15 out. 2014. GERHARDT, Tatiana Engel et al. Estrutura do Projeto de Pesquisa. In: GERHARDT, Tatiana Engel; SILVEIRA, Denise Tolfo (org.). Métodos de Pesquisa. Porto Alegre: Editora UFRGS, 2009. KAPLAN, Robert. S.; NORTON, David P. A estratégia em ação: Balanced Scorecard. 14ª ed. Rio de Janeiro: Editora Campus, 1997. _______. Organização Orientada para a Estratégia. Rio de Janeiro: Editora Campus, 2000. KIMURA, H.; SUEN, S. Ferramentas de análise gerencial baseadas em modelos de decisão multicriteriais. RAE eletrônica. São Paulo: FGV-EAESP, v.2, n.1, jan-jun. 2003. Internet. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/raeel/v2n1/v2n1a07>. Acesso em 22 maio 2014. MACHADO, N. Sistema de informação de custo: diretrizes para integração ao orçamento público e à contabilidade governamental. Tese de Doutorado em Controladoria e Contabilidade - Faculdade de Economia, Administração Contabilidade, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2002. MALMEGRIM, M. L.; MICHAUD, C. Modelagem organizacional para ação e controle estratégico: guia metodológico. Brasília: 2003. MARCONI, Mariana de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Fundamentos de metodologia científica. 5ª Edição. São Paulo: Editora Atlas, 2003. _______. Fundamentos de metodologia científica. 6ª Edição. São Paulo: Editora Atlas, 2007. MICHEL, Robert. Estratégia: como empresas vencedoras dominam seus concorrentes. 2. ed. São Paulo: Negócio Editora, 1998. MONTEIRO, Paulo Roberto Anderson; CASTRO, Alexandre Ramos; PROCHNIK, Victor. A mensuração do desempenho ambiental no Balanced Scorecard e o caso da Shell. In: VII Encontro Nacional sobre Gestão Empresarial e Meio Ambiente, FGV/USP, outubro de 2003. Disponível em: <http://www.ie.ufrj.br/cadeiasprodutivas/pdfs/a_mensuracao_do_desempenho_ambiental_no_balanced_scor ecard_o_caso_da_shell_brasil.pdf>. Acesso em: 22 abr. 2014. NALDER, D. Arquitetura Organizacional: a chave para a mudança empresarial. Rio de Janeiro: Editora Campus, 1993. NÍVEN, Paul R. Adapting the balanced scorecard to fit the public and nonprofit sectors. Disponível em: <http://www.gmlperformance.com/link/BSC%20to%20Fit%20The%20Public%20and%20Nonprofit% 20Sector.pdf>. Acesso em: 18 ago. 2014. _______. Balanced Scorecard – Passo a Passo: elevando o desempenho e mantendo os resultados. Tradução Nilza Freire, Revisão Técnica Hiparcio Stooffel. Rio de Janeiro: Editora Qualitymark, 2007. OLIVEIRA, Maria Marly de. Como fazer projetos, relatórios, monografias, dissertações e teses. 2ª ed. Rio de Janeiro: Editora Impetus, 2003. OLIVEIRA, Djalma de Pinho Rebouças de. Administração Estratégica na prática: a competitividade para administrar o futuro das empresas. 7ª ed. São Paulo: Editora Atlas, 2011. PERSON, Ron. Balanced scorecard e painéis estratégicos com o Microsoft Excel. Rio de Janeiro: Alta Books, 2010. PRADO, Lauro Jorge. Guia Balanced Scorecard. E-book 1ª ed. Curitiba, 2002. Disponível em: <https://www.uop.edu.jo/Repository/41/Livro%20Balanced%2 0Scorecard.pdf>. Acesso em: 22 jan. 2014. 10 PRIETO, Vanderli Correia et al. Fatores Críticos na implementação do Balanced Scorecard. Gestão & Produção. São Paulo, v.13, n.1, p.81-92, jan./abr. 2006. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/gp/v13n1/ 29578.pdf>. Acesso em: 12 mar. 2014. REZENDE, José Francisco de Carvalho. Balanced Scorecard e a gestão do capital intelectual: alcançando a performance na economia do conhecimento. 2ª Edição. Rio de Janeiro: Editora Elsevier, 2003. ROSA, Marcelo Medeiros da et al. Gestão pública através de Mapas Estratégicos do Balanced Scorecard: um estudo de caso do festival Floripa Teatro Isnard Azevedo. In: V Congresso UFV de Administração e Contabilidade, 2012, Viçosa/MG. Anais do V Congresso UFV, 2012. Disponível em: <http://www.dad.ufv.br/congressodad/anais/201247.pdf>. Acesso em: 12 jun. 2014. _______. Gestão Estratégica aplicada em EAD: o 1º Seminário para melhoria da Gestão Pública. Revista Borges, vol. 4, n.º 1, 2014. Disponível em: <http://www.revistaborges.com.br/index.php/borges/ article/viewFile/59/129>. Acesso em: 12 jun. 2014. SANTOS, Clóvis Roberto dos; NORONHA, Rogéria Toler da Silva de. Monografias científicas: TCC, dissertação, tese. São Paulo: Editora Avercamp, 2005. SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. 23ª ed. São Paulo: Editora Cortez, 2007. SILVA, Lucilene Pereira da. Estudo de fatores que influenciam a mudança na contabilidade gerencial com enfoque na implementação do Balanced Scorecard – Estudo de Multicasos. Dissertação (Mestrado em Administração) – Universidade de São Paulo - Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade, São Paulo, 2007. SILVEIRA, Denise Tolfo; CÓRDOVA, Fernanda Peixoto. A Pesquisa Científica. In: GERHARDT, Tatiana Engel; SILVEIRA, Denise Tolfo (org.). Métodos de Pesquisa. Porto Alegre: Editora UFRGS, 2009. TAVARES, Mauro Calixta. Gestão Estratégica. São Paulo: Editora Atlas, 2000. THOMPSON JÚNIOR, A. A. Administração Estratégica. Rio de Janeiro: Editora Campus, 2008. WEST, Marcos Antônio Moreira. Gestão Estratégica no Ministério da Justiça 2009. Brasília: Secretária Executiva. Ministério da Justiça, 2009. YIN, R. K. Estudo de Caso: planejamento e métodos. São Paulo: Artmed Editora S.A, 2010. ZAGO, Silvio Luis da Silva. Balanced Scorecard como ferramenta na gestão do orçamento público: caso prático DMAE – Porto Alegre. Dissertação de Mestrado Profissional em Economia: Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, 2006. 11 Anexo 1 - Estrutura Geral do Ministério da Justiça 12 Anexo 2 – Mapas Estratégicos: Secretaria Executiva do Ministério da Justiça 13 Anexo 3 – Mapas Estratégicos: Secretaria Nacional de Justiça 14 Anexo 4 – Mapas Estratégicos: SENAD 15 Anexo 5 – Mapas Estratégicos: Departamento Penitenciário Nacional