A Grade Curricular de Graduação em Ciências Contábeis diante das alterações à legislação societária – Lei n.º 11638/2007: o desafio dos educadores. Cleide Maria Rodrigues Clímaco Costa e Silva1 [email protected] Resumo A legislação societária brasileira é basilar da prática docente relativa à formação dos profissionais de Contabilidade. A promulgação da Lei n.º 11.638, em 28 de dezembro de 2007, trouxe importantes inovações à Contabilidade executada no Brasil, representando um passo decisivo à padronização com as Normas Internacionais de Contabilidade. No entanto, há muitas questões necessitando de esclarecimentos mais aprofundados sobre a sua aplicabilidade: como a amortização de bens intangíveis e direitos classificados no Ativo Intangível e Ativo Diferido. A adequação deve ser introduzida aos acadêmicos sem demora, pois as alterações serão exigidas a partir de 2008, ou seja, no encerramento do exercício social de 2008 as empresas deverão apresentar sua escrituração e demonstrativos baseados na nova Lei. Os docentes em exercício têm um compromisso com os acadêmicos (sala de aula) e com os profissionais em exercício (atualização profissional). Palavras-chave: Currículo; Graduação; Ciências Contábeis; Lei n.º 11.638/2007. Introdução Em dezembro de 2007 foi promulgada e publicada a Lei n.º 11.638/2007 – a nova Lei das Sociedades Anônimas – que trouxe grandes inovações aos esforços de padronização das normas contábeis brasileiras junto às normas internacionais de contabilidade. Ora, as empresas brasileiras de grande porte – fechadas ou abertas – estavam carecendo de legislação que viabilizasse maior transparência dos atos de gestão. A legislação principal datava de 1976, com umas poucas atualizações ao longo do tempo, mesmo assim 1 Bacharel em Ciências Contábeis, Especialista em Ensino e Mestre em Ciências em Engenharia da Produção. Vinculada ao Centro Federal de Educação Tecnológica do Piauí, na Unidade de Floriano (Contadora Pública); também à Faculdade de Ensino Superior de Floriano (Professora atuante dos Cursos de Graduação em Administração, Ciências Contábeis e Direito). encontrava-se ultrapassada e descontextualizada diante das novas demandas mundiais dos mercados de capitais, bem como dos órgãos controladores da econômica nacional. Segundo Iudícibus, Martins e Gelbcke (2008, p. 6) as mudanças trazidas pela Lei 11.638/2007 focam aspectos como: primazia da essência sobre a forma; primazia da análise de riscos e benefícios sobre a propriedade jurídica e normas orientadas por princípios e não por regras excessivamente detalhadas e formalizadas. Numa rápida pesquisa em editoras da área contábil, como Atlas, Elsevier e Pearson vê-se a escassez de obras atualizadas com a legislação societária em vigor. Isso, por si só representa um entrave para a prática docente em Ciências Contábeis, alie-se a isso o fato de que a linguagem contábil é própria, específica e diferente. São termos vistos e exercidos apenas na Ciência Contábil. Braga e Almeida (2008, p. 146) destacam a criação do Comitê de Pronunciamentos Contábeis2 (CPC) com o objetivo de estudar, preparar e emitir pronunciamentos técnicos sobre procedimentos contábeis, nos mesmos moldes de entidades similares do exterior. Ressaltam também que o Comitê é resultado da necessidade das empresas nacionais apresentarem relatórios de gestão numa linguagem universal (padrão internacional). Numa perspectiva imediatista poderia dizer-se que o CPC emitirá normatizações necessárias à aplicação da nova Lei, pois há inúmeros quesitos a detalhar: identificação das empresas de grande porte; sociedades sobre controle comum; aplicações das sanções e penalidades; pareceres de auditoria independente; etc. 2 O Comitê de Pronunciamentos Contábeis é formado por representantes da ABRASCA - Associação Brasileira das Companhias Abertas, APIMEC - Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais, IBRACON - Instituto dos Auditores Independentes do Brasil, Conselho Federal de Contabilidade, FIPECAFI - Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras e BOVESPA. 2 Os inúmeros cursos de graduação em Ciências Contábeis, ofertados nas IES públicas e privadas do Brasil têm diante de si um desafio semelhante: adaptar ementas, projetos de cursos, atualizar acervo bibliográfico, disponibilizar capacitação para seu corpo docente, ou seja, proporcionar as ferramentas necessárias ao exercício da formação profissional no ensino da Contabilidade diante do cenário atual. 3 1. Grade Curricular das Disciplinas Obrigatórias (típicas) Tabela 1 – Quadro das disciplinas antes e depois das alterações legais (Lei n.º 11638/07)3 CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS EMENTAS ORIGINAL DISCIPLINAS Contabilidade Introdutória Contabilidade: conceitos, objetivos, campo de aplicação, noções históricas de contabilidade. Usuário da informação contábil. Especialidades e Mercado de Trabalho do Contador. Estática patrimonial: Equação fundamental do patrimônio, configurações do estado patrimonial, representação gráfica do patrimônio. Variações do patrimônio liquido. Regimes contábeis. Balanços sucessivos. Escrituração: contas, diário, razão, débito e crédito, partidas dobradas. Balancete de verificação (estrutura, finalidade e utilidade); noções preliminares da preparação e estruturação do balanço patrimonial e da demonstração dos resultados do exercício. Princípios de Contabilidade (noções introdutórias). Operações com mercadorias (inventario periódico). Plano de contas (conceitos, características, função, funcionamento, natureza do saldo e classificação das contas); Operações com Mercadorias – Inventario Permanente – ficha de controle de estoque. Critérios de Avaliação de Estoques. (UEPS, PEPS e custo médio ponderado). As deduções das vendas (devoluções de vendas, abatimentos e descontos comerciais); Contabilização de Operações Financeiras. Provisão Para Devedores Duvidosos. Folha de Pagamento, Provisões Trabalhistas, Depreciação, Amortização, Exaustão (aspectos introdutórios). Reservas e provisões. DRE – Estrutura: RCM, Resultado operacional, lucro liquido. ALTERAÇÕES PELA LEI N.º 11.638/2007 • • • ESCRITURAÇÃO: O artigo 177, § 2.º admite que a sociedade elabore na sua escrituração mercantil as demonstrações contábeis para fins tributários, desde que sejam efetuados, em seguida, na escrituração mercantil lançamentos contábeis adicionais para transformar a finalidade tributária em societárias dessas demonstrações financeiras, para encerrar as distorções verificadas entre esses relatórios (tributários e societários). BALANÇO PATRIMONIAL: reclassificação dos bens corpóreos e incorpóreos da empresa (criação do subgrupo Intangível dentro do grupo Ativo Permanente); extinção do procedimento de reavaliação espontânea de bens do ativo imobilizado e formação do grupo de contas de Ajustes de Avaliação Patrimonial; capitalização dos arrendamentos mercantis, decorrentes de operações que transfiram à companhia os benefícios, riscos e controle dos bens; eliminou as reservas de capital de prêmio recebido na emissão de debêntures, reserva de capital relativa a doações e subvenções para investimentos (sendo criada a Reserva de Incentivos Fiscais) Reserva de Incentivos Fiscais: constituído com parcela de lucro decorrente de doação e subvenções governamentais para investimentos, este valor poderá ser excluído da base de cálculo do dividendo obrigatório. 3 Os currículos usados como modelos são os adotados pela FAESF, em 2008, para os cursos de Graduação em Administração e em Ciências Contábeis. Contabilidade Intermediária Operações com mercadorias e os impostos incidentes sobre compras e vendas: ICMS, ISS, IPI, PIS COFIS. Ativo permanente: Imobilizado e diferido (critério de avaliação). Depreciação, amortização e exaustão. Reavaliação de ativo. Empréstimos de curto e de longo prazo. Demonstrações Contábeis: DLPA, DMPL, DOAR. Notas Explicativas. Demonstração do Fluxo de Caixa. • • • • • • As doações e subvenções governamentais serão registradas como Investimentos (antes eram contabilizadas diretamente em reservas de Capital) e levadas ao resultado do exercício como receita. AJUSTES DE AVALIAÇÃO PATRIMONIAL: são as contrapartidas de aumentos ou diminuições de valor atribuído a elementos do ativo e do passivo, em decorrência de sua avaliação a preço de mercado. Os valores serão transferidos a resultado do exercício quando da sua realização. Esta conta está classificada no Patrimônio Líquido. ATIVO DIFERIDO: será formado pelas despesas pré-operacionais e os gastos de reestruturação que contribuirão, efetivamente, para o aumento do resultado de mais de um exercício social e que não configurem tão-somente uma redução de custos ou acréscimo na eficiência operacional. o Fala-se em testes de recuperabilidade aplicados a bens e direitos dos grupos Imobilizado, Intangível e Diferido. Também em vida útil econômica. Nenhum ativo pode existir por valor que não seja recuperável mediante venda ou uso por parte da empresa. CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO DE ATIVOS E PASSIVOS: Os artigos 183 e 184 introduziram novos critérios contábeis. o Avaliação a valor de mercado de instrumentos financeiros derivativos e de certos instrumentos financeiros ativos (aplicações financeiras em renda fixa e renda variável); o Sendo os instrumentos financeiros ativos ou aplicações financeiras estão segregados em três grupos: disponíveis para negociação imediata; venda futura (intenção de venda) e disposição para manter até o vencimento. o Ajustes a valor presente de direitos e obrigações; o Análise sobre a recuperação de ativos permanentes. LUCROS ACUMULADOS: extinção da conta, todo o lucro apurado no exercício deverá ser destinado conforme disposição legal. Demonstração de Resultado do Exercício: foram excluído das deduções os valores referentes a partes beneficiárias, na lei substituído pela expressão – mesmo na forma de instrumentos financeiros - algumas empresas pagam participações no lucro através de instrumentos financeiros de capital (mediante a entrega 5 • • Contabilidade de Custos Contabilidade Gerencial Teoria da Contabilidade Contabilidade Pública Introdução à Contabilidade de Custos, (conceito, definição, funções). Integração entre Contabilidade de Custos, Contabilidade Financeira e Contabilidade Gerencial. Terminologia de custos. Princípios Contábeis Aplicados a Custos. Classificações e Nomenclaturas de Custos. Esquema Básico da Contabilidade de Custos. Métodos de custeio: custeio direto, absorção. Sistemas de Acumulação de Custos: por Ordens/Encomendas, por Processo/Contínuo. Custeamento da Produção Conjunta. Contabilidade gerencial: disciplina integradora, instrumento de administração e ação administrativa. Contabilidade gerencial e sistema de informação. Custeio variável e Analise da relação custo/volume/lucro: margem de contribuição, ponto de equilíbrio, alavancagem. Custo padrão. Formação do preço de venda. Inflação da empresa. Analise de custo e rentabilidade de produtos. Estrutura conceitual básica da Contabilidade. Origem e Evolução da contabilidade: Escola européia e escola americana. Características qualitativas da informação contábil: compreensibilidade, relevância, confiabilidade, comparabilidade, tempestividade. Princípios Fundamentais da Contabilidade. O princípio da prevalência da essência sobre a forma. Avaliação de Ativos. Mensuração de Passivos. Receitas, Despesas, Perdas e Ganhos. Patrimônio Liquido. Estrutura da administração pública brasileira. Campo de atuação da contabilidade pública, regimes contábeis. Orçamento público. Créditos adicionais. Receita pública. Despesa pública. Suprimento de ações de sua própria emissão aos beneficiários das participações. Partes beneficiárias são instrumentos financeiros passivos e constituem exigibilidades da empresa. De acordo com o art. 176, inciso IV, a DOAR foi substituída pela DFC no rol das demonstrações financeiras obrigatórias para as sociedades. No caso de companhia aberta, foi incluída a Demonstração de Valor Adicionado. Sociedades de Grande Porte: empresas com ativo total maior que R$240 (duzentos e quarenta) milhões ou Receita Bruta Anual superior a R$300 (trezentos) milhões serão obrigadas a escriturar elaborar as demonstrações financeiras e realização de auditoria independente (auditor registrado na CVM), a partir de 2008. Sem alterações. Sem alterações. Considerar as alterações introduzidas às temáticas desenvolvidas na Contabilidade Introdutória, Intermediária e Avançada. • A Portaria MF n.º 184/25.08.2008 determina que a Secretaria do Tesouro Nacional (por meio da Coordenação de Geral de Contabilidade) envide esforços para promover a convergência às 6 de fundos. Estrutura do patrimônio público. Escrituração contábil na administração pública. Balanços e levantamento de contas. Legislação básica da contabilidade pública. Contabilidade Avançada Avaliação de investimentos: sociedades controladas, coligadas e outros. Ágio, Deságio na aquisição de investimentos. Consolidação das Demonstrações Contábeis. Incorporações, fusões, cisões e extinções de empresas. Contabilidade em moeda de poder aquisitivo constante. Conversão das Demonstrações Contábeis para moeda estrangeira. Contabilidade Rural e Agropecuária Empresa Rural: Peculiaridades do setor agrícola, administração rural. Importância da contabilidade rural. Operacionalização contábil na empresa rural. Depreciação, amortização e exaustão na agropecuária. Custo de produção na empresa agropecuária. Ética geral: Objeto e objetivo da ética, conceito de ética, campo da ética, fonte das regras éticas, comportamento ético. Ética profissional: código de ética profissional, atuação do profissional, o profissional e o exercício da profissão. Normas Brasileiras de Contabilidade: Normas técnicas e normas profissionais. Estrutura do CFC CRC´s. Conceito de sistema e enfoque sistêmico. Abordagem sistêmica do sistema de informações. Classificação e características de sistemas de informações. A empresa como um sistema aberto. Informação, tecnologia da informação e sistema de informação. Sistemas operacionais, sistemas de gestão, e sistemas de suporte a decisão. Ética Geral e Profissional em Contabilidade Sistemas de Informações Contábeis Normas Internacionais de Contabilidade publicadas pela International Federation of Accountants - IFAC e às Normas Brasileiras de Contabilidade aplicadas ao Setor Público editadas pelo Conselho Federal de Contabilidade – CFC. • A Secretaria do Tesouro Nacional promoverá o acompanhamento continuo das normas contábeis aplicadas ao setor público editadas pela IFAC e pelo Conselho Federal de Contabilidade, de modo a garantir que os Princípios Fundamentais de Contabilidade sejam respeitados no âmbito do setor público. • INVESTIMENTOS PERMANENTES EM COLIGADAS E CONTROLADAS: De acordo com o art. 248, no balanço patrimonial da empresa, os investimentos em coligadas sobre cuja administração se tenha influência significativa, ou que participe com 20% (vinte por cento) ou mais do capital votante, em controladas e em outras sociedades que façam parte do mesmo grupo ou esteja sob controle comum serão avaliadas pelo Método da Equivalência Patrimonial. • TRANSFORMAÇÃO, INCORPORAÇÃO, FUSÃO E CISÃO: O art. 226, §3.º prevê que as operações supracitadas quando realizadas entre partes independentes e vinculadas à efetiva transferência de controle, os ativos e passivos da sociedade a ser incorporada ou decorrente de fusão ou cisão serão contabilizados pelo seu valor de mercado. Considerar as alterações introduzidas às temáticas desenvolvidas na Contabilidade Introdutória, Intermediária e Avançada. • • A criação do CPC – Comitê de Pronunciamentos Contábeis e a busca da convergência às Normas Internacionais de Contabilidade. Os pronunciamentos contábeis do CPC estão apresentando as alterações legais na padronização internacional da Contabilidade nacional. Considerar as alterações introduzidas às temáticas desenvolvidas na Contabilidade Introdutória, Intermediária e Avançada. 7 Contabilidade Tributária Contabilidade Social Analise das Demonstrações Contábeis Auditoria Contábil Sistemas integrados. Subsistemas contábeis – integração. Desenvolvimento de sistemas de informações contábeis. Conceitos, princípios e normas. Estrutura tributária e fiscal, nos diferentes níveis de arrecadação. Escrituração de livros fiscais como: Livro Registro de Entradas, Livro Registro de Saídas, Livro de Apuração do ICMS e outros, ênfase no atendimento da legislação do ICMS, IPI, ISS, PIS, COFINS, IRRF, INSS e informações fiscais. Apuração e escrituração do Lucro real e da Contribuição social. Planejamento tributário. Balanço social: conceito e considerações iniciais. Responsabilidade social da empresa. Como elaborar o balanço social. Valor adicionado: importância. Contabilidade ambiental: mensuração de ativos e passivos ambientais. Balanço social no mundo: que países elaboram. Balanço social no Brasil. Indicadores de gestão do balanço social. Estrutura das demonstrações contábeis. Introdução a analise de balanços: analise horizontal e analise vertical. Analise de liquidez e endividamento. Analise de rotatividade. Analise de rentabilidade: giro do ativo, retorno sobre investimento, retorno sobre o patrimônio liquido. Auditoria: conceito e aplicação, origem objeto e fins. Origem e evolução da auditoria. Normas de auditoria. Auditoria independente e auditoria interna. Condições para o exercício da função de auditor. Formas de auditoria. Procedimentos de auditoria. Controles internos. Planejamento de auditoria. Papeis de trabalho. Programas de auditoria. Eventos subseqüente. Relatórios de auditoria: tipos de parecer. Considerar as alterações introduzidas às temáticas desenvolvidas na Contabilidade Introdutória, Intermediária e Avançada. Também deve ser observado a atualização da legislação tributária nacional e mundial. Considerar as alterações introduzidas às temáticas desenvolvidas na Contabilidade Introdutória, Intermediária e Avançada. Considerar as alterações introduzidas às temáticas desenvolvidas na Contabilidade Introdutória, Intermediária e Avançada. • • • • Perícia Contábil Prova pericial, noções introdutórias: conceito, objeto, modalidade de perícia. Exercício da função pericial. Perícia e o Código de Processo Civil. Técnicas de trabalho pericial judicial. Relatórios periciais contábeis: laudo e parecer. Remuneração do trabalho pericial. • • • Considerar as alterações introduzidas às temáticas desenvolvidas na Contabilidade Introdutória, Intermediária e Avançada. A criação do CPC – Comitê de Pronunciamentos Contábeis e a busca da convergência às Normas Internacionais de Contabilidade. Os pronunciamentos contábeis do CPC estão apresentando as alterações legais na padronização internacional da Contabilidade nacional. Considerar as alterações introduzidas às temáticas desenvolvidas na Contabilidade Introdutória, Intermediária e Avançada. A criação do CPC – Comitê de Pronunciamentos Contábeis e a busca da convergência às Normas Internacionais de Contabilidade. Os pronunciamentos contábeis do CPC estão apresentando as alterações legais na padronização internacional da Contabilidade nacional. Considerar as alterações no Código Civil e no Código do Processo Civil. 8 2. Bibliografia publicada disponível atualmente A atualização do material didático disponível está sendo feita aos poucos, pois depende dos pronunciamentos do CPC, das regulações da CVM, atualizações do Conselho Federal de Contabilidade (Normas Brasileiras de Contabilidade), entre outros. Mas as editoras especializadas estão disponibilizando estudos e publicações para os professores em atuação, além da oferta de palestras e eventos voltados ao esclarecimento de temas específicos relativos à aplicação da legislação atualizada relativo à Contabilidade das empresas brasileiras. 3. Considerações Finais A discussão proposta neste trabalho ateve-se às alterações que deverão ser introduzidas no ambiente acadêmico de sala de aula para a atuação dos docentes em exercício. O fazer didático não para, e o material didático disponível para uso de estudantes e professores ainda está escasso, muitos autores ainda não disponibilizaram material atualizado com a nova legislação. Mas enquanto isso, a pesquisa virtual e a participação de discussão (em ambiente virtual ou presencial), sobre os temas explorados na legislação atual relativa à contabilidade empresarial, auxiliam a atualização do profissional responsável pela formação e qualificação dos futuros contadores e também daqueles profissionais já em atuação no mercado. Caberá aos professores e pesquisadores da área contábil debruçarem-se sobre seus livros e pesquisas para atualizarem-se e assim proporcionar um ensino contextualizado à atual realidade que se apresenta no mundo acadêmico das Ciências Contábeis. As editoras dispõem de poucas obras já atualizadas, o que dificultará um pouco a realização dos planos de disciplinas para o momento, mas este será apenas um pequeno obstáculo a ser superado pelos educadores. É necessário implementar as inovações e modernizações propostas à prática do ensino e exercício profissional em Contabilidade face a Nova Lei das SA's. Referências BRAGA, Hugo Rocha; ALMEIDA, Marcelo Cavalcanti. Mudanças Contábeis na Lei Societária. São Paulo: Atlas, 2008. IUDÍCIBUS, Sergio de; MARTINS, Eliseu; GELBCKE, Ernesto Rubens. Manual de Contabilidade das Sociedades por Ações – Suplemento. São Paulo: Atlas, 2008. Sites: 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. Comissão de Valores Mobiliários – www.cvm.gov.br Comitê de Pronunciamentos Contábeis – www.cpc.org.br Conselho Federal de Contabilidade – www.cfc.org.br Editora Atlas – www.editoraatlas.com.br Editora Elsevier (Campus) – www.elsevier.com.br Editora Pearson (Makron Books) – www.pearson.com.br Editora Juruá – www.jurua.com.br Editora Saraiva – www.saraiva.com.br Ministério da Fazenda – www.fazenda.gov.br 10