Sumário Editorial 06 Logística Reversa, artigo de Carla Fernanda Mueller, da Engenharia de Produção Civil na Universidade Federal de Santa Catarina 10 Push Versus Pull - Perception Versus Reality, de Jim Correll & Daniel Druwe Araujo, 2ª parte, sobre as técnicas de gerenciamento da cadeia de suprimento, da consultoria Oliver Wight EXPEDIENTE 14 Logística aquaviária, muito o que Thelma Almeida Santos - Diretora Executiva melhorar Cecília Borges - Editora - Mtb-19.229-SP [email protected] Antonio Carvalho - Editor de Arte Cíntia Luz /Bruno Ferreira - Estagiários Elenita Senger - Publicidade [email protected] Conselho Editorial - Cristiano Cecatto - Laurent Frédéric Bernard - Nelson Rosário - CPIM, CSCP - Rubens E. Brambilla - CPIM, CIRM, CSCP, P. Eng. Contatos: [email protected] R. Fernandes Moreira, 1166 cep 04716-003 - São Paulo - Brasil Tel: 55 (11) 51 84 17 10 20 Express - As novidades dos segmentos de logística e supply chain management 22 Agenda TODAY Logistics & Supply Chain - 03 vó teresa Editorial Editorial Escola de negócios ão instituições de ensino nas suas mais variadas formas, S MBAs, mestrados, extensão, especialização, não importa. São situações de aprendizado em que a mente se dispõe a aprender. Parece evidente, mas não ocorre automaticamente. A mente precisa estar aberta ao conhecimento. Seja com a observação de demonstrações, teses comprobatórias, cientificamente comprovadas, seja com a explanação de casos de empresas bemsucedidas. Assim como os ambientes de seminários, onde tudo ocorre concentradamente. Temos muita sorte na escolha dos seminários a que assistimos. Equipe diminuta, eventos florescendo em muitos lugares, cada tema mais interessante que outro, temos de escolher e escalar quem vai a qual lugar. Na edição deste mês, contamos sobre alguns aspectos da Logística Portuária, discussão do Painel na XI Conferência Nacional de Logística, da Associação Nacional de Logística (Aslog), será que dá para apostar em uma saída marítima? O artigo internacional é a segunda e última parte de Push vs. Pull – Perception vs Reality, de Daniel Araujo e Jim Correll, da consultoria Oliver Wight. Logística Reversa é o tema do artigo de Carla Fernanda Mueller, da Universidade Federal de Santa Catarina. E como sempre, as informações de mercado e a agenda de cursos para os interessados em crescer e aparecer. Lembramos que a partir deste ano a TODAY Logistics & Supply Chain, depois de um ano de distribuição gratuita, passa a ser oferecida em assinatura anual. Pedimos sua colaboração, leitor, pois com seu apoio podemos consolidar nosso projeto e ir muito mais longe. Leiam, critiquem, contribuam, a revista é sua! Boa leitura! Cecília Borges Editora [email protected] TODAY Logistics & Supply Chain - 04 Gerenciamento ciclo dos produtos na cadeia comercial não termina quando, após serem usados pelos consumidores, são descartados. Há muito se fala em reciclagem e reaproveitamento dos materiais utilizados. Esta questão se tornou foco no meio empresarial, e vários fatores cada vez mais as destacam, estimulando a responsabilidade da empresa sobre o fim da vida de seu produto. Numa visão ecológica, as empresas pensam com seriedade em um cliente preocupado com seus descartes, sendo estes sempre vistos como uma agressão à natureza. Desta forma, surge uma Logística Verde baseada nos conceitos da Logística Reversa do Pósconsumo. Numa visão estratégica, a preocupação fica por conta do aumento da confiança do cliente, com políticas de Logística Reversa do Pós-venda ou Administração de Devoluções. Desta forma a empresa se responsabiliza pele troca imediata do produto, logo após a venda. Outro foco dado à logística reversa é o Reaproveitamento e a Remoção de Refugo, feito logo após o processo produtivo. Muitos autores definem a logística reversa de maneiras complementares. O seguinte texto apresenta uma nova análise conjunta destas idéias, com a intenção de proporcionar um maior entendimento do processo2. O O que é Logística Reversa? Logística Reversa pode ser classificada como sendo apenas uma versão contrária da Logística como a conhecemos. O fato é que um planejamento reverso utiliza os mesmos processos que um planejamento convencional. Ambos tratam de nível de serviço, armazenagem, transporte, nível de estoque, fluxo de materiais e sistema de informação. No entanto a Logística Reversa deve ser vista como um novo recurso para a lucratividade. Diferenças Fundamentais Existem diferenças fundamentais entre a Logística convencional e seu sistema reverso, dentre as quais estão: • Na Cadeia Logística convencional os produtos são puxados pelo sistema, enquanto que na Logística Reversa existe uma combinação entre puxar e empurrar os produtos pela cadeia de suprimentos. Isto acontece, pois há, em muitos casos, uma legislação que aumenta a responsabilidade do produtor. Quantidades de descarte já são limitadas em muitos países. • Os Fluxos Logísticos Reversos não se dispõem de forma divergente, como os fluxos convencionais, mas sim podendo ser divergente e convergente ao mesmo tempo. • O processo produtivo ultrapassa os limites das unidades de produção no sistema de Logística Reversa. Os fluxos de retorno seguem um diagrama de processamento pré-definido, no qual os produtos (descartados) são transformados em produtos secundários, componentes e materiais. Os TODAY Logistics & Supply Chain - 06 Este artigo foi escrito por Carla Fernanda Mueller, da Engenharia de Produção Civil na Universidade Federal de Santa Catarina e aborda a evolução dos conceitos de reaproveitamento de materiais e descarte. A pesquisadora integrou um programa de intercâmbio com a Audi, na Alemanha e atualmente participa de uma pesquisa sobre os custos logísticos no Estado de Santa Catarina1 processos de produção aparecem incorporados à rede de distribuição. • Ao contrario do processo convencional, o processo reverso possui um nível de incerteza bastante alto. Questões como qualidade e demanda tornam-se difíceis de controlar. Principais razões que levam as empresas a atuarem em Logística Reversa 1) Legislação Ambiental que força as empresas a retornarem seus produtos e cuidar do tratamento necessário; 2) Benefícios econômicos do uso de produtos que retornam ao processo de produção, ao invés dos altos custos do correto descarte do lixo; 3) A crescente conscientização ambiental Logística do Pós-consumo Os sinais de descarte tornam-se a cada dia mais evidentes: Índices de descarte de alguns produtos comprovam na prática o motivo da preocupação. A produção de plástico no mundo, por exemplo, cresceu de 6 milhões de toneladas em 1960, para 120 milhões de toneladas em 2000. Anualmente, são descartados nos Estados Unidos cerca de 1 milhão de automóveis, mas no Brasil não é diferente. Os sinais de descarte estão presentes e crescem a cada ano. Calcula-se que em 2000 tínhamos 10 bilhões de latas de alumínio e mais 13 bilhões de garrafas PET. O descarte também pode ser visto pela quantidade de lixo produzida pelos grandes centros urbanos. São Paulo produzia em 1985, 4.450 toneladas de lixo por dia, este número subiu para 16.000 toneladas por dia em 2000. (Fonte: Leite consultorias) O aumento do descarte é proporcional à diminuição do ciclo de vida dos produtos. O crescimento do poder de consumo – gerado pelas novas tecnologias de fabricação que barateiam o custo de venda, sistemas Figura 1. Fluxograma Logística Reversa de Pós-Consumo Fonte: Leite consultorias logísticos que buscam cada vez mais a qualidade do serviço garantindo a acessibilidade dos consumidores e o Marketing acirrado em função das vendas – são fatores que aumentam o problema. O perfil do novo consumidor é de preocupação com o meio-ambiente, pois ele tem consciência dos danos que dejetos podem causar em um futuro próximo. A falta de aterros sanitários e o constante aumento de emissões de poluentes, inclusive nos países mais desenvolvidos, geram polêmicas discussões em âmbito mundial. Esta preocupação se reflete nas empresas e indústrias, que são responsabilizadas pelo aumento destes resíduos. E é pensando nestes fatores que surgem políticas de processos que contribuam para um desenvolvimento sustentável. A Logística Reversa de pós-consumo vem trazendo o conceito de se administrar não somente a entrega do produto ao cliente, mas também o seu retorno, direcionando-o para ser descartado ou reutilizado. Após chegar ao consumidor final o produto pode seguir em três destinos diferentes: ir para um local seguro de descarte, como aterros sanitários e depósitos específicos; um destino não seguro, sendo descartado na natureza, poluindo o ambiente; ou por fim, voltar a uma cadeia de distribuição reversa. Este canal de distribuição reversa tem sido utilizado há bastante tempo por fabricantes de bebidas, que precisam retornar suas embalagens, a fim de reutilizá-las. Siderúrgicas já usam parte da sucata produzida por seus clientes com insumo de produção. O retorno de latas de alumínio se torna cada vez mais um negócio rentável, e as indústrias procuram inovar os métodos de proceder com o retorno destas embalagens. Outro canal de logística reversa de pós-consumo tem se tornado necessário: o retorno de produtos altamente nocivos ao meio ambiente como embalagens de agrotóxicos, pilhas, baterias, assim como produ- Logística reversa Logística reversa dos consumidores; 4) Razões competitivas – Diferenciação por serviço; 5) Limpeza do canal de distribuição; 6) Proteção de Margem de Lucro; 7) Recaptura de valor e recuperação de ativos. TODAY Logistics & Supply Chain - 07 Gerenciamento tos utilizados em pesquisas laboratoriais. Estes produtos contêm compostos químicos tóxicos e compostos químicos radioativos, e nestes casos o perigo, na falta de uma cadeia reversa de recolhimento, é iminente. O retorno de equipamentos tecnológicos tem se mostrado um novo e lucrativo setor. Peças e equipamentos podem ser reutilizados, dentre outras coisas se encontram minérios de alto valor agregado, como cobre, prata e ouro. Logística do Pós-venda Com o aumento da velocidade da própria logística, que permite a entrega dos produtos em um menor espaço de tempo, segue uma nova forma de consumo, juntamente a uma nova visão de canal de distribuição. Para este novo formato, o fornecedor não se preocupa apenas em garantir o produto para o cliente, no menor tempo possível e com total segurança, mas também em estar pronto para um regresso imediato, caso este seja necessário. O ciclo de vida do produto não termina mais ao chegar ao consumidor final. Parte dos produtos necessita retornar aos fornecedores por razões comerciais, garantias dadas pelos fabricantes, erros no processamento de pedidos e falhas de funcionamento. Tem-se um Código do Consumidor bastante rigoroso que permite ao consumidor desistir e retornar sua compra num prazo de sete dias. Várias companhias, por razões competitivas, adotam políticas mais liberais de devolução de produtos. Empresas que não possuem um fluxo logístico reverso perdem clientes por não encontrarem uma solução eficiente para lidar com pedidos Figura 2. Fluxograma Logística Reversa de Pós-Venda - Fonte: Leite consultorias de devolução e substituição rápida de produtos. A ação de preparar a empresa para atender estas exigências minimiza futuros desgastes com clientes ou parceiros. A logística reversa de pós-venda segue o propósito da criação deste determinado setor, agregando valor ao produto e garantindo um diferencial competitivo. A confiança entre os dois extremos da cadeia de distribuição pode ser o ponto chave para efetuação da próxima venda. Os fatores de retorno de produtos são, entre outros: erros de expedição, produtos consignados, excesso de estoque, giro baixo, produtos sazonais, defeituosos, recall de produtos, validade expirada e danificação de trânsito. Empresas de bebidas trabalham com consignação de produtos, que são retornados em seguida, para voltarem ao mercado. Empresas de CDs fornecem aos seus consumidores a responsabilidade de recolherem os produtos com pouca saída. Eletroeletrônicos utilizam o fornecimento de garantias como forma de propaganda, conquistando a confiança do cliente em seu serviço. Qualquer falha do produto implica em devolução, e este se encaminha para o conserto, para ser recolocado no mercado. TODAY Logistics & Supply Chain - 08 Reaproveitamento e Remoção de Refugo A finalidade é possibilitar a utilização das sobras do processo de produção, bem como retirar do local aquilo que não tenha aproveitamento, deixando a área livre e desimpedida. Um subproduto do processo de fabricação e logística é o refugo. Se esse material não puder ser utilizado para produzir outros produtos, deve ser removido de alguma maneira. Qualquer que seja o subproduto, a logística é responsável por seu manuseio, transporte e armazenamento, e, assim como qualquer outro processo realizado dentro de uma empresa, ele deve ser tratado de maneira consciente, a fim de se reduzirem os desperdícios. Logística Reversa no PRM Agregar valor ao produto consiste em valorizá-lo ao máximo com o menor custo possível. Da necessidade de reaproveitamento, barateamento da produção e demais questões ecológicas, surge a administração da recuperação de produtos conhecido por PRM – Product Recovery Management. O objetivo do PRM é obter o mais alto nível da recuperação do produto, tanto em relação aos componentes quanto aos materiais. O nível em que estes produtos podem ser recuperados são: nível de produto, módulo, partes e material e as principais áreas de atuação do sistema PRM são: Tecnologia, Marketing, Informação, Organização, Finanças, Logística Reversa e Administração de Operações. À Logística Reversa cabe o gerenciamento do fluxo reverso para a recuperação destes produtos. Empresas escolhem diferentes opções de recuperação de produtos, portanto o sistema de logística reversa deve ser estabelecido de acordo com as opções de PRM utilizadas. O bom funcionamento da Logística Reversa implica na qualidade do funcionamento do PRM. Comentários finais É visível que as diferentes funcionalidades da Logística Reversa se complementam. As empresas devem dar atenção especial às possibilidades econômicas geradas pela implantação de um canal reverso. Os objetivos traçados para utilização deste processo devem ser cuidadosamente avaliados para que haja uma perfeita conciliação dos atributos da Logística Reversa com as metas principais da empresa. Para isto é preciso determinar um canal próprio de logística reversa e estabelecer o nível de retorno necessário para os produtos. O bom funcionamento do canal reverso é indispensável para a diminuição dos custos de fluxo reverso, e diretamente ligado a isto está o bom funcionamento da Cadeia Logística Normal. A falta de ferramentas tecnológicas auxiliadoras destas tarefas aparece como um dos principais empecilhos de integração funcional entre as duas partes. A solução parcial para isto é, além Tabela 1. Resumo de operações de recuperação de produtos. - Fonte: Krikke (1998, p.35) da criação de um sistema próprio de para o controle do fluxo reverso, a terceirização para empresas especializadas. Juntamente às vantagens competitivas está a questão ecológica da Logística Reversa: Quando a empresa investe neste setor ela garante bons resultados para o futuro, tanto para si como para todos. Cada empresa deve se conscientizar, encontrando a melhor forma de realizar sua Logística Reversa, visando sempre a lucratividade associada principalmente ao desenvolvimento sustentável. Atualmente, junto às atividades do Gelog, realiza Bibliografia bibliografia de Lambert et al.(1998, pp.13-19). consultorias sem fins lucrativos. Durante o ano de 2006, Carla participou de um programa de intercâmbio com a Alemanha, em seis meses de estágio na empresa Audi AG, e em seguida cursou um semestre de Engenharia de Produção na Universidade Técnica de Ilmenau, na Turingia. uma pesquisa na área de custos logísticos, no Estado de Santa Catarina. Os termos Logística Reversa do Pós-consumo e Logística Reversa do Pós-venda são encontradas na bibliografia de Paulo Roberto Leite. Já os termos Reaproveitamento e Remoção de refugo e Administração de Devolução encontram-se na 1 Autora: Carla Fernanda Mueller é estudante de 2 DAHER, Cecílio E., SILVA, Edwin P. S., FON- Engenharia de Produção Civil na Universidade SECA, Adelaida P..Logística Reversa: Federal de Santa Catarina. Nascida em Brusque Oportunidade para Redução de Custos Através (SC), iniciou seus estudos em Florianópolis. Em do Gerenciamento da Cadeia 2004, participou de uma pesquisa na área de Integrada de Valor. Marketing, juntamente com professores e demais ERTHAL, Jacir A..Indicadores para Avaliação alunos, em um laboratório de Ergonomia. Física do Produto. Florianópolis, 2003 No mesmo ano, começou no Grupo de Estudos LEITE, Paulo Roberto; Pearson Education do Logísticos (Gelog), da Universidade, do qual é, Brasil Ltda. 2003. Logística Reversa – Meio atualmente, Membro Máster. Os resultados das pesquisas são inúmeros artigos publicados, participações em eventos, projetos na área e também TODAY Logistics & Supply Chain - 09 ambiente e competitividade. 3 Razões apontadas por RevLog e Rogers & Tibben-Lembke(1999) Internacional Push vs. Pull – Perception vs. Reality 2ª e Última Parte By Daniel Araujo e Jim Correll “Push” e “Pull” têm sido associados automaticamente a técnicas de gerenciamento da cadeia de suprimento. Também tornou-se comum preconceber que as técnicas associadas com Pull são avançadas e boas e que as técnicas associadas com Push são ultrapassadas e inadequadas. Neste artigo Jim Correll e Daniel Druwe Araujo propõem restaurar o conceito original de Pull e demonstram que a escolha das técnicas de gestão do suprimento deve ser feita em função das características de demanda e suprimento de cada item. O efeito Pull ou Push ocorrerá em função da competência na escolha e operação das técnicas mais do que em função da lógica de cada técnica em si. Os autores enfatizam também a importância das diferentes características de cada negócio e da estratégia de cada empresa na escolha do modelo de gestão da cadeia de suprimento. Copiar modelo e técnicas de uma empresa, por mais bem sucedida que seja, desconsiderando as diferenças de negócio e da definição estratégica é um grave engano. The Real Choices in Supply Chain Management s explained, Pull will be achieved only if the strategic orientation of the business and the culture of people are Pull, making the choice and the operation of the techniques conditioned to that concept. As we manage the supply chain with the strategic direction selected and by using the most appropriate techniques at each point, we should understand that there are really only two ways to plan for products and materials: looking backward and looking forward. Replacing an item when one unit is taken is considered by many as ‘forward- A looking’ under the assumption that the consumption that just happened will repeat itself in the near future. This assumption, as explained for Kanban, carries inside a hidden forecasting technique which is called “naïve,” as previously noted. There are two problems with this assumption. First, the forecasting model is hidden so it cannot be measured for accuracy and, therefore, cannot be improved. Second, the belief that future demand is represented by what was taken in the past is dangerous. To predict the future, one must look into the future. Still, this model works well in TODAY Logistics & Supply Chain - 10 the short term for highly repetitive, stable, demand items for which the future tends to quickly repeat the past. Nevertheless, even when those conditions are present, the business needs a longer view which must be accomplished by an appropriate forward-looking forecasting process. Many companies, determined to extensively use ‘backward-looking’ as the primary method in their supply chains, work to adapt portions of their businesses to the prerequisites of stable, repetitive demand. A positive way to do this is to recognize that much of the variability of demand is artifi- cially induced rather than inherent to the true market demand. By eliminating distortions in commercial conditions and in inventories throughout the chain, most of the artificial variability can be eliminated. Another way to linearize the demand seen by the supply chain is to buffer it from the true market demand with inventory. In a Class A environment, the S&OP (Sales and Operations Planning especially in its evolved form of Integrated Business Management) and MS (Master Scheduling) processes decide the best balance between the costs of buffering inventories and the costs of letting variability affect the supply chain. In companies fully committed to stable supply chains, the S&OP and MS decisions are always made to buffer variations with inventories. Forward-looking needs to be understood in two basic situations: independent and dependent demand. For products or items in the supply chain where demand is decided directly by the consumer, the only way to determine what the demand will be is by understanding the factors that affect the consumers’ demand: trends, seasonality, events, companion products, fashion, etc. As there are always multiple scenarios possible in the future, any determination of future independent demand must be accompanied by the specific assumptions on which it is based. The risk of the assumptions used determines the potential error of the forecasted demands, and the potential error determines the parameters for the supply chain techniques to use. Should a safety stock or safety time be maintained, and how much? Can a 99-percent customer service level be targeted or is 95 percent already challenging for this market or product segment? It should be noted that this consideration equally applies to backward-looking techniques - the size of a Kanban system directly depends on the size of deviations of demand against the assumed average. Conceptually, only the last step of a supply chain, that is, direct contact with the end consumers, needs to be treated as independent demand. All the previous steps can be treated as having the demand dependent upon that last one. This is a potential advantage because it restricts the large risks of forecasting at every step in every chain. All the previous steps can have the demand calculated using techniques far more reliable than forecasting. This is a major difference between the backward-looking and the forward-looking models. In backward-looking, at every step the demand is forecasted (though not in a visible way) based on the immediate past consumption, with all the risks of forecasting using a naïve technique. The compounded risk of all the Kanban forecasting points throughout the chain tends to be higher than the risk of specialized forecasting at the last step only. The compounded risk of forecasting in all Kanban points is paid with a high buffer inventory between the supply chain and the market, with more restrictive demand management practices on the market or with inventory costs distributed according to the size of the multiple Kanban points. A second difference between the two models is that in a backward-looking model, such as a chain of successive Kanbans, there is a physical delay in recognizing a change in demand and passing it backwards. Assume a very fast-responding supply chain where every step works in daily demand cycles. The market conTODAY Logistics & Supply Chain - 11 sumes, from the last step in the chain, its predicted demand of 100 units but, unknowing to the chain, tomorrow’s demand will be only 50. The previous step interprets today’s consumption of 100 as the order to replenish in that quantity, as if tomorrow’s demand will be 100. One cycle later, in the third-to-last step in the chain, the consumption of 100 in the second-tolast step is interpreted as an order to replenish in that quantity. With the delay inherent to the process time in each cycle, the replenishment order will be passed backward, step by step, eventually reaching the first supplier in the chain. By that time, several early steps may be producing to replenish a demand that occurred several days (or weeks) before, while actual demand in the market already may be quite different. In a forward-looking model, any change in demand input at the end of the chain can be immediately transmitted backwards throughout the entire chain. It is very likely that several steps will not be able to change their schedules for today or even for some of the future days, but the whole system can benefit from knowing that the demand has already changed and begin to make corrections as soon as it is feasible to change the schedules. WallMart is normally considered the top reference for this practice, with the ability to immediately transmit to its suppliers the actual demand observed in the check-outs of the stores. Backward-looking and forward-looking are critical choices to make in supply chain management design as it impacts differently the last steps of the chain, characterized by independent demands, and the earlier steps, which can be treated as Internacional dependent demands if forward-looking is chosen. Where To Meet Your Customer This is another critical choice when selecting forward-looking as it presents three basic options: The first is “make-to-order” which links the product build schedule (and subsequently the assembly schedule) to actual customer orders. “Make-to-stock/assemble-to-order” is the second option. It anticipates what the customer wants in base units and options, orders them at lead time, but only assembles the final product when actual customer orders are received. The advantage is that a limited number of forecasted items can be configured into a huge number of end items. The third option, “make-to-forecast”, anticipates the end items the customer wants and produces them in advance so they are available when the customer orders them. As forecasts always include some error, products are often made to cover for an upside demand or a demand that happens earlier than forecasted. This creates a safety stock effect and, thus, it is also called “make-to-stock”. It is important to note, however, that products are essentially made to a forecasted demand, and the planned inventory should be a conscious decision based on the potential error of forecasts and the targeted customer service level for each product and market segment. Ideally all products would be “make-toorder” because of the reduced inventory carrying costs. However, manufacturing lead time and customer unwillingness to wait often makes this option inadvisable. To determine the correct option, an understanding is required of the characteristics of demand at each stage of the supply chain and for each product and market segment (see Basic Characteristics of Product Families). Conclusion Understanding the differences in demand and supply characteristics is extremely important to determine the appropriate model for managing products. Toyota has addressed this by limiting its product design and market strategy to only Type 1 products. For example, instead of adapting the techniques to the defined business strategies, Toyota conditioned its business definition and strategies to the techniques chosen and has excellent discipline throughout its entire supply chain to execute them. Many companies try to apply the Toyota approach without first changing their product design and market strategy to conform to the Type 1 approach, result- ing in poor customer service and high inventory. However, conforming product design and market strategy to Type 1 products in many companies is not a recommended business decision. An increasing number of customers today are asking for more and more choices. Not satisfying their needs can significantly impact sales in a negative manner. To compete in the future, the selection and application of the correct model to the various characteristics is critical for manufacturing companies. This will require more and more companies to better understand the models and the characteristics for their application. And that means going deeper than the usual “Push” vs. “Pull”, Kanban vs. MRP, debate and focusing on the business strategies, the customers’ real requirements, and the actual supply chain characteristics. Evolving from Push to Pull also requires the identification of every element which stands in the way to Pull. Doing it for each item or group of items permits to prioritize the work n plan the journey as illustrated below. Basic Characteristics of Product Families Within a family of products, there are four basic characteristic types: Type 1 - Regular/Predictable/High-Volume Demand. These fit very well in the “make-toforecast” or “make-to-stock” option. Depending on the potential error of forecast and on the customer service policy, higher or lower inventory can be planned (down to zero). Type 2 - Occasional/Unpredictable/Low-Volume Demand. These tend to be too costly and risky to “make-to-stock”, so the “make-to-order” or the “make-to-stock/assemble-toorder” model is applied. Here the customer assumes the risks of forecasting his/her demands and placing the order with enough time for the manufacturer to make and/or assemble it. When used, the “make-to-stock/assemble-to-order” model should be applied upstream in the supply chain until it reaches a stage where demand starts to be predictable (by aggreTODAY Logistics & Supply Chain - 12 gation of several demand sources) or where the needed materials are generic and readily available in the market or there is a willingness to stock selected items. Type 3 - Occasional/Predictable/Low Volume. These should be made to forecast, with the intention of keeping inventory at zero. This model is a variation from Type 1 because, in that mode, the regularity of demand permits the maintenance of stock that soon will be consumed. An example of Type 3 items are those to be consumed in a planned maintenance event. They may be highly predictable as to quantity and timing, and the following demand may be quite far in the future, so maintaining a permanent level of inventory may be unnecessary and costly. Another example may be products to support other specific events, such as a conference with a known number of participants. Type 4 - Occasional/Low Predictability/Immediate Customer Need. If these items are strategically relevant to the business, the customer need will drive to the “make-to-stock” option, in spite of the risks and costs involved. An example of this is service or spare parts. While by most criteria these inventories would be considered of very low performance, the cost of the equipment down time waiting for supply justifies the option to maintain a representative quantity in stock. Another example is one-time-only products that companies like Avon include in a sales campaign. They are a relevant part of the business strategy, but there isn’t any past experience to predict market reaction. If they are not sold during the campaign, they cannot be sold later; if demand exceeds the forecast, there will be lost sales. Other examples include seasonal and perishable products, event dependent products (Super Bowl), time-stamped products (calendars), etc. About this book: This third edition of Gaining Control focuses on the latest concepts, software and processes that exist today and provides detailed explanations and step-by-step instructions on how and where to apply these tools to achieve success in managing and controlling your manufacturing operation. An added feature in this new edition is the introduction of the expectations of excellence as described in the Oliver Wight Class A Business Excellence Checklist, Sixth Edition, along with the associated processes. Highlights of the Book: This book defines such concepts as Finite Capacity Scheduling (FCS) and Advanced Planning and Scheduling (APS) to provide a clear understanding of both their potential and pitfalls. Other concepts explored and updated include Lean and Agile manufacturing, Six Sigma, and customer centricity, all of which can be applied individually or in combination to attain efficient operations in a single- or multi-plant environment. This updated edition includes many practical illustrations, descriptive charts and detailed tables to enhance the learning process. In addition, specific steps are identified to follow along with the formulae for calculating performance metrics. Sobre os autores: Daniel Araujo and Jim Correll are principals of Oliver Wight Americas. Both work with senior management of client companies in the areas of manufacturing planning and behavior changes required to obtain bottom-line results. They have many years of international experience guiding companies to Class A performance. Jim Correll, a principal of Oliver Wight since 1984, served eight years as chairman of Oliver Wight Americas and co-chairman of Oliver Wight International. As a consultant, he has assisted more than 20 companies attain Class A performance. These companies include numerous Caterpillar Divisions, Imperial Tobacco, General Dynamics Land Systems, Martin Marietta Astronautics, Boeing Portland, and Tektronix, Inc. At Tektronix he served as the Class A implementation manager. In that capacity, he developed a new organizational structure, implemented new software, and designed and delivered an effective educational training program for both the new software and the behavior changes required to obtain bottom-line results. He co-authored Gaining Control: Managing Capacity and Priorities, Third Edition. Daniel Druwe Araujo graduou-se em Economia e especializou-se em Administração Empresarial por cursos e experiência profissional no Brasil e internacionalmente. É profissional certificado pela The Association for Operations Management (APICS) e diretor da Associação para Educação em Administração Empresarial (ABAI). Como consultor associado à The Oliver Wight Companies, orienta empresas no Brasil, América Latina, Europa e Estados Unidos na avaliação, implementação e aperfeiçoamento de seus processos estratégicos, de recursos humanos, de aperfeiçoamento contínuo e de planejamento operacional. Daniel tem conduzido inúmeras organizações à certificação pela Oliver Wight, como empresas “Classe A” e “Excelência Operacional”. Trabalha também como professor convidado em cursos de pós-graduação em administração empresarial e palestrante em conferências profissionais. TODAY Logistics & Supply Chain - 13 Portos Saída pelo mar Caos passou a ser uma definição comum para a situação dos transportes aéreos brasileiros depois das constantes crises e graves acidentes nos últimos anos. Diante desse cenário, o transporte marítimo poderia ser uma excelente alternativa. Poderia ... relevância do assunto foi demonstrada com o destaque que teve nos mais recentes grandes eventos técnicos do segmento: A XI Conferência Nacional de Logística, da Associação Nacional de Logística (Aslog), em São Paulo e o XIII Fórum Internacional de Logística, do Centro de Estudos em Logística (CEL), do Coppead/UFRJ, no Rio de Janeiro, onde foi apresentado o ranking dos portos brasileiros, de acordo com pesquisa do CEL. O evento da Aslog discutiu a logística aquaviária, enfocando o futuro e os desafios a serem enfrentados. Com a participação de Nazareno Di Giovanni, gerente de Logística da Norsal; Carlos Schad, presidente da Agência de Desenvolvimento Tietê-Paraná (ADTP), entidade de apoio em infra-estru- A tura; Jonny Kaniak, presidente da Pólo Operadores, grupo de operadores portuários do porto de São Sebastião (SP); Álvaro Fagundes, gerente Nacional da Aliança/Hamburg Sud e coordenador do Comitê de Logística Portuária da Aslog. A primeira colocação é a grande extensão de costa brasileira e o panorama atual dos portos brasileiros (Leia Box sobre os principais portos brasileiros). Ao analisar as instalações portuárias, observa-se a grande incompatibilidade das instalações portuárias com o estágio de desenvolvimento da economia brasileira, assim como as necessidades do comércio exterior. Os portos são mal-equipados sem a necessária dragagem e, até pouco tempo, regidos por leis antiquadas que não atendiam às atuais necessidades. Um exacerbado corporativismo dos porTODAY Logistics & Supply Chain - 14 tuários, protegido por setores governamentais, encarece enormemente a movimentação de cargas nos portos brasileiros. 2 50 mil m de cais Jonny Kaniak, da Pólo Operadores lembrou o que acontecia nos portos brasileiros até 1990: os investimentos em portos eram feitos com recursos da União. Comprar máquinas, equipamento, construir cais, pátio ou qualquer obra tinha de ser com o dinheiro do governo. E a tarifa portuária era única e exclusivamente utilizada para custeio, que naturalmente era insuficiente. Com o governo Collor, acabou a Portobrás e o aporte de recursos para os portos. “Ou seja, a falta de investimentos levou ao colapso dos portos”. Aí surgiu a Lei dos Portos, as privatizações, a modernização de equipamentos e de procedimentos, aumento de produtividade e redução de custos. Entretanto, ressalta Kaniak, temos a mesma quantidade de portos que existia há 20 anos, mais ou menos 50 mil m2 de cais, dos quais 15 em Santos, 7 no Rio, e os outros espalhados aí, no máximo 4 mil metros por estado da Federação. “Graças ao contêiner e a essa relativa eficiência das privatizações, o colapso portuário não é maior.” Carlos Schad, presidente da Agência de Desenvolvimento Tietê-Paraná (ADTP) salientou o papel do transporte hidroviário. “O transporte hidroviário no Brasil tem sido relegado a segundo plano. Embora não merecesse porque sempre esteve presente, desde o tempo dos bandeirantes”. O desafio, então, é a inserção do modal hidroviário na cadeia logística, não como complemento, mas como alternativa. “Afinal”, salienta Schad, “O sistema hidroviário do Tietê Paraná tem terminais e tem controle, tem tecnologia, agendamento, horário de abrir e fechar comporta, e tem capitania da Marinha para fiscalizar a qualidade da navegação, acredito que assim vai se colocando como mais e mais viável”. Jonny Kaniak, da Pólo Operadores relata também, que sua atividade, como consultor portuário e empreendedor, é procurar investir em cais e portos no Brasil. “Até hoje o Brasil conseguiu suportar esse crescimento da demanda com equipamentos e com isso, bem ou mal, supriu a demanda. O momento atual necessita de mais investimentos; mas precisa ser já, pois o mercado existe e precisa ser atendido”, conclui. www.aslog.org.br Principais portos brasileiros Porto de Santos (SP) Paraguai. Com isso, Paranaguá vai escoar por dia Administrado pela Companhia 17,5 mil toneladas de líquidos, tornando-se o prin- Docas do Estado de São Paulo cipal canal de escoamento de álcool, biocombus- (Codesp), o Porto de Santos localiza-se no cen- tíveis e etanol paraguaios. De acordo com o tro do litoral do Estado, distando 2 km do Ministério dos Transportes, as principais cargas Oceano Atlântico. É o principal da América embarcadas do porto são produtos alimentícios, Latina, sendo responsável pelas áreas agrope- como açúcar, farelos, milho, soja, café, além de cuária, industrial e agroindustrial do Estado de combustíveis para navios, derivados de petróleo, São Paulo, de também de parte das regiões Sul, óleos vegetais, água para navios, produtos quími- Sudeste e Centro-oeste, bem como dos países cos, algodão, celulose, cerâmica, congelados, do Mercosul. É responsável por 27% do comér- couros, madeira e papel. E as cargas desembarca- cio exterior brasileiro, sendo em 2006 conside- das: algodão, celulose, papel, arroz, cevada, ferti- rado o porto mais moderno do Brasil. Por ano, lizantes, óleos vegetais, derivados de petróleo, movimenta mais de um quarto dos produtos produtos químicos, álcool, trigo e minério. negociados no país. A partir de 2008, a Codesp pretende elevar para 13 e 15 m o calado do Porto de Antonina (PR) porto que, atualmente, é de 12 m. Até o final de A 77 Km de Curitiba e com 8 mil 2007, Santos vai receber investimentos para m de dimensão, o porto da cidade ampliar sua capacidade para atingir 100 de Antonina, litoral do Estado do Paraná é admi- milhões de toneladas. Para 2011, a previsão é nistrado pela autarquia estadual, oferecendo ao que o Porto atinja a marca de 200 milhões de mercado dois terminais portuários: Barão de toneladas. Teffé e Ponta do Félix. Este último abriga navios 2 com até 155 m e calados de 19 pés; movimenta Porto de Tubarão (ES) contêineres e cargas de madeira, açúcar, pneus, Pertencente à Companhia Vale do bem como granéis sólidos como fertilizantes, sal Rio Doce, o Porto de Tubarão tem capacidade e trigo. Já o Ponta do Félix tem cais de 360 m, para receber o maior graneleiro do mundo, o calado de 8 m e espaço para mais de 2 mil contêi- Berge Stahl, com carga moderada. Em mais de neres. Movimenta até 6 mil t de cargas frigorifica- 40 anos de existência, o terminal recebeu cerca das. de 2,2 bilhões de minérios e pelotas. Porto de Itajaí (SC) Porto de Paranaguá (PR) Localizado no litoral de Santa Paranaguá é um dos principais Catarina, o porto de Itajaí é considerado um dos exportadores agrícolas do Brasil. Seu produto de mais operantes do Brasil, devido à boa qualidade destaque é a soja em grãos e em farelo. O termi- de infra-estrutura, equipamentos de ponta e mão- nal conta com um projeto de aprofundamento e de-obra. É o maior exportador de cargas congela- outro de instalação de um terminal de líquidos do das e refrigeradas do País, com crescente número TODAY Logistics & Supply Chain - 15 Portos 2 congelado, azulejos e ladrilhos, manufaturado de minal marítimo, o Portocel e é especializado mentação de produtos em 100 mil m . Com a Brito Fialho, 125 concessões para o setor priva- Porto de Ilhéus (BA) madeira, móveis e colchões, artigos de papel, em movimentar cargas de celulose, sal a granel construção de uma via ligando o Porto de do foram autorizadas. Trata-se do maior porto exportador área coberta para estocagem e 38 mil m de área madeira compensada, pele e couro, fumo, carne, e toras de madeira. Salvador à BR-324, o escoamento será ainda descoberta para armazenamento de contêineres. sucos e arroz são os principais embarcados em Itajaí tem sido destaque, desde 2005, entre os por- São Francisco do Sul. Entres os produtos impor- tos brasileiros, com a marca de melhor desempen- de atracações e redução de tempo de permanên2 cia. Possui instalações de mais de 15 mil m de 2 de cacau do Brasil. Movimenta cerca de 1 milhão mais facilitado. Produtos petroquímicos, side- Porto de Manaus (AM) t por ano de produtos. Atualmente, dedica-se ao Porto de Belém (PA) rúrgicos, bem como granito, celulose, frutas, Localizado no Rio Negro, atende escoamento de grãos. A Codeba pretende melho- tados estão: trigo, soja, fumo, equipamentos, resi- Administrado pela Companhia sisal, veículos e cobre, são movimentados para a aos Estados do Amazonas, Acre, Roraima, rar o fluxo de mercadorias no terminal, tornando- ho, com a movimentação de mais de 1,9 milhão de na, amianto, prolipropileno/polietileno, milho, Docas do Pará, o porto de Belém é localizado na exportação. Além de trigo em grãos, alimentos, Rondônia e Pará. Está entre os maiores portos flu- o mais eficiente. Os produtos que se destacam toneladas, agregando US$ 2,887 bilhões no pri- contêiner vazio, tara de contêiner, produtos quí- capital e está a 120 Km do Oceano Atlântico. produtos químicos, equipamentos, veículos e viais do Brasil, sendo o terceiro maior em expor- são: celulose, grãos, frutas e minérios. Entre as meiro semestre de 2007, crescimento de 11%, com micos, artigos de ferro e aço, óleo de soja, artigos Abrange praticamente todo o Estado, bem como malte, para a importação. tação e o maior da região do Amazonas. A privati- principais cargas embarcadas estão: soja, cacau, relação ao mesmo período do ano passado. de papel e petróleo cru. o sudoeste do Maranhão e o norte de Goiás. zação do porto gerou cerca de mil novos empre- produtos químicos, sisal, grafite, fumo, peles, Dentre suas principais cargas exportadas estão Porto de Ponta da Madeira (MA) gos na região. Atualmente o Porto de Manaus é o cobre, celulose, tara de contêiner, contêiner vazio Porto do Rio Grande (RS) Porto de Suape (PE) gêneros alimentícios, hortifrutigrangeiros, gaso- Trata-se de um porto privado, per- maior porto flutuante do mundo, com satisfató- e equipamento. E entre as cargas desembarcadas O terminal liga a Lagoa dos Patos Trata-se do porto mais avançado lina, querosene de avião, óleo diesel, álcool tencente à Companhia Vale do Rio Doce, próximo rios índices de produtividade. A produção alfan- em Ilhéus temos trigo, amêndoas, chapa de aço, ao Oceano Atlântico, com área de influência em tecnologia do Brasil e o segundo maior em hidratado, soda cáustica, bauxita, óxido de cál- ao Porto de Itaqui. É o único porto que pode rece- degária apresentou, nesse primeiro semestre de contêiner vazio e tara de contêiner. abrangendo os Estados do Rio Grande do Sul e capacidade. É administrado pelo governo do cio, veículos e celulose. E entre as importadas ber os maiores graneleiros do mundo, como o 2007, um crescimento de quase 26%. Santa Catarina, bem como o Uruguai, sul do Estado de Pernambuco e fica na região metropo- temos trigo, toras de madeira, cevada, juta, bobi- Berge Stahl, com calado entre 21 e 23 m. Paraguai e norte da Argentina. Recentemente, o litana de Recife. Inspirado nos modelos francês e nas de papel, cimento, peças de máquinas, que- Movimenta 45 milhões de t por ano. Destina-se Porto de Macapá (AP) porto foi autorizado a operar 24 horas por dia, japonês, seu projeto baseia-se na união porto- rosene de avião, óleo diesel, enxofre, soda cáus- principalmente à exportação de minério de ferro, Administrado pela Companhia proporcionar maior sustentabilidade e auxiliar no com 40 pés de calado. Dentre as cargas embarca- indústria. As obras de dragagem da bacia de evo- tica e óxido de cálcio. mas a Vale do Rio Doce pretende diversificar a Docas do Pará, o porto de Macapá localiza-se crescimento da região nordeste do País. Localiza- das estão produtos alimentícios, como farelo de lução e do canal de acesso ao Porto de Suape, movimentação de produtos no terminal maran- no rio Amazonas, a 18 km da capital do Estado se no estado do Ceará, na região metropolitana de soja, soja em grãos, milho, arroz, trigo, óleo de foram incluídas no Programa de Aceleração do Porto de Fortaleza (CE) hense. do Amapá. Sua área de influência abrange todo Fortaleza. A partir de setembro será construído soja, sal e óleo de cânola, além de consumo de Crescimento (PAC). Trata-se de um dos principais por- Ponta da Madeira pretende criar um grande pólo o Estado do Amapá mais duas cidades paraen- uma subestação energética em suas dependên- bordo, madeira serrada, tara de contêiner, produ- Porto de Pecém (CE) Esse terminal tem como objetivo tos em navegação de cabotagem do País em siderúrgico, aproveitando o movimento de miné- ses: Chaves e Afuá. Importa e exporta somente cias. Isso faz parte de uma estratégia da tos químicos, álcool metílico e fertilizantes. Já as Porto de Vitória (ES) movimentação de cargas. Recebeu recentemente rio de ferro e da mão-de-obra barata do local. granéis sólidos: adubo e casca de pinus, respec- Petrobras, para mudar as fontes de geração de principais cargas desembarcadas são fertilizan- É o principal terminal marítimo de cerca de R$ 25 milhões em investimentos para tivamente. suas nove plataformas no Ceará. tes, uréia, arroz, milho, ácido fosfórico, trigo, pro- Vitória, no Espírito Santo. Destina-se à movimen- melhorias na infra-estrutura e a expectativa é que dutos químicos e contêiner vazio. tação de derivados de petróleo e álcool, além de o movimento de cargas tenha um crescimento de O porto de Imbituba é administra- Porto de Aratu ( BA) Porto de Itaqui (MA) produtos como algodão, carvão, veículos, fertili- 10%, com obras que visam a sua modernização e do pela Companhia Docas de Imbituba S/A e O terminal é administrado pela Localizado em São Luís, capital Porto de São Francisco do Sul (SC) zantes, malte, mármore/granito, peças de veícu- o recebimento futuro de grandes calados. sua área de influência compreende os Estados Companhia Docas do Estado da Bahia maranhense, o terminal importa combustíveis, Ao nordeste do litoral catarinense e los, produtos siderúrgicos, trigo e bauxita. de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Possui (Codeba) e é localizado na Baía de Todos os GLP, fertilizantes e carga geral. Exporta alumínio, administrado pelo governo de Santa Catarina, o Recebe navios com até cerca de 160 metros. terminal é o quinto maior do Brasil em movimen- Porto de Salvador (BA) Administrado pelo Porto de Imbituba (SC) quatro berços de atracação, com 9,5 m de cala- Santos. No último dia 24 de julho, o ministro- ferro gusa, minério de ferro, minério de man- governo do. Importa fertilizantes, coque, sulfato de chefe da Secretaria Especial de Portos, Pedro ganês e soja. Movimenta anualmente 15.149.003 t tação de contêineres e o sexto em volume de car- Porto Barra do Riacho (ES) Federal, o Porto de Salvador é o segundo maior sódio, milho, sal, barrilha, proteína de soja, Brito, esteve nos portos de Aratu e Candeias e por ano (2001). É o segundo maior porto brasilei- gas. São Francisco do Sul abrange o estado cata- Localizado a 90 Km de Vitória, o em exportação de frutas e um dos maiores em fluorita, açúcar e contêineres. Açúcar também prometeu a construção de uma pista em ro em movimentação de cargas. Em Itaqui, está rinense e parte do gaúcho. O porto, que funciona porto Barra do Riacho destina-se à exportação movimentação de contêineres do Brasil. é exportado nesse terminal, assim como conge- Salvador para ampliar o porto. Segundo o em andamento a construção do Terminal de 24 horas por dia, é um dos mais movimentados de produtos das empresas que o operam – Atualmente, o terminal se prepara para novos lados, fumo, cerâmicas, calçados, móveis e mol- ministro, as obras estão previstas para inicia- Grãos do Maranhão, Tegram, espaço para arma- do sul do Brasil. Sua infra-estrutura marítima per- Aracruz Celulose S/A e a Celulose Nipo investimentos em sua infra-estrutura e tecnolo- duras e contêineres vazio. Outros portos rem no início de 2008, enfatizando que o porto zenar e escoar os grãos, principalmente soja, do mite que o terminal receba 45 navios por mês. Brasileira. O porto abriga um inovador projeto gia, como a construção de dois novos berços seguirão o modelo de Imbituba. De acordo com precisa receber investimentos tecnológicos porto. Os Estados do Maranhão, Piauí, Tocantins, Produtos como soja, óleo de soja, madeira serra- de movimentação de madeira, por meio de bar- para receber navios maiores, de 14 m de calado o para atualizar o maquinário. Mato Grosso do Sul e Pará serão diretamente da, tara de contêiner, peças para veículos, frango caças. Barra do Riacho é composto por um ter- e ampliar seu espaço de armazenamento e movi- Transportes Aquaviários (Antaq), Fernando TODAY Logistics & Supply Chain - 16 presidente da Agência Nacional de beneficiados com esse novo terminal. TODAY Logistics & Supply Chain - 17 Portos Porto de Santarém (PA) Porto do Recife (PE) tação. Localiza-se na costa leste da Baía de produção de sal e o terminal de Areia Branca possibilita um contato constante com Buenos mado Porto Dersa, empresa que o administra. O Porto fluvial localizado à margem Administrado pelo governo do Guanabara, em frente ao Morro do Pão de tem a responsabilidade de movimentar metade Aires. Embarca cargas como soja, celulose, terminal está na terceira melhor região portuá- direita do rio Tapajós, suas principais cargas Estado de Pernambuco, o Porto do Recife movi- Açúcar. Dentro do porto existem dois terminais dessa mercadoria. Deve, nos próximos anos, bobina de ferro/aço, máquinas e aparelhos elé- ria de mundo e movimenta cerca de 400 mil t por movimentadas são: álcool hidratado, veículos, menta trigo, adubo, milho, cevada, papel-jornal e arrendados. alcançar as maiores marcas na movimentação tricos, contêiner cheio, contêiner vazio, petró- ano. A Dersa investe em infra-estrutura. gasolina, óleo diesel, farinha de mandioca, contêiner para a importação. E exporta açúcar, do produto. leo cru, óleo diesel, óleo combustível, benzeno, Recentemente concluiu a construção de dois refrigerantes e madeira, produto predominante granito e contêiner. A direção do porto pretende tolueno e xileno. E desembarca trigo, sulfatos dolphins, que são berços de atracação. O inves- na exportação. Pode receber navios com calado ampliar a profundidade do seu canal de acesso de Porto mais importante do Estado, Porto de Pelotas (RS) diversos, fertilizantes fosfatados, fertilizantes timento de R$ 2,3 milhões permite ao porto rece- de 10 m e, quando da alta do rio, tem capacida- 10,5 para 11,5 m em quatro meses. O projeto já foi localiza-se na costa oeste da Baía de Guanabara. Trabalha com a exportação de gra- potássicos, papel-jornal, fertilizantes nitrogena- ber navios com capacidade de 3,5 mil veículos. de para receber embarcações com até 16 m de aprovado e a verba para a realização da obra origi- Sua área de influência abrange todos os Estados néis sólidos – clínquer, arroz e pedra calcárea – dos, uréia, contêiner cheio, contêiner vazio, O porto embarca produtos siderúrgicos, veícu- calado. O Porto de Santarém exporta grande na-se do PAC, que também prevê R$ 10 milhões da região sudeste do Brasil, mais Goiás e sul da e é administrado pela Superintendência de nafta, petróleo cru, gasolina comum, propeno e los, contêiner cheio e vazio, petróleo, nafta, die- parte da soja da empresa Cargill para países da para recuperar os acessos do porto. Bahia. Seus principais produtos movimentados Portos e Hidrovias (SPH). etileno. sel, gasolina e óleo. E desembarca: barrilha, sul- Europa e Estados Unidos, tornando mais rápi- Porto do Rio de Janeiro (RJ) são granéis sólidos, carga geral em contêiner, pro- do o transporte e diminuindo o custo desse tra- Porto de Angra dos Reis (RJ) balho, antes realizado pelo Porto de Santos. O porto de Angra dos Reis é admi- fato de sódio, pellets de chumbo, contêiner Porto de Porto Alegre (RS) Porto de São Sebastião (SP) cheio, bobinas com fio de aço, produtos siderúr- É um importante elo entre Brasil Localizado no litoral norte de São gicos, máquinas, veículos, petróleo, diesel, meta- e Argentina, pois sua localização geográfica Paulo, o Porto de São Sebastião é também cha- dutos siderúrgicos, veículos, petróleo e derivados. nistrado pela Companhia Docas do Rio de Porto de Forno (RJ) Porto de Vila do Conde (PA) Janeiro e está ao sul do litoral fluminense. Localizado na Praia dos Anjos, lito- Porto marítimo localizado no lito- Trabalha na movimentação de granéis líquidos, ral do Rio de Janeiro, Forno importa sal e exporta ral paraense, opera como um porto graneleiro. exportando petróleo e derivados, e importando sal, barrilha e óleo diesel. O cais de granéis líquidos está sendo expandi- petróleo cru. Melhores e piores Porto de Natal (RN) do em 40 m e, com isso, os berços de atração O Centro de Estudos em Logística do Coppead/UFRJ elaborou o estudo “Diagnóstico dos portos brasileiros” e divulgou no final da primeira quinzena de agosto. Veja a seguir o ranking dos portos brasileiros também serão ampliados em 70 m. As princi- Porto de Itaguaí (RJ) pais cargas movimentadas em Vila do Conde Possui uma retroárea de 10 milhões Companhia Docas do Rio Grande do Norte, des- são: alumina, alumínio, bauxita, coque, óleo de m de área plana e 20 m de profundidade. taca-se na exportação de frutas como melão, combustível, madeira e piche, sendo alumina, Localizado na Baía de Sepetiba – e por isso tam- manga, melancia, uva, mamão e abacaxi, o que caulim e óleo combustível exportadas; e coque, bém conhecido com esse nome – Itaguaí é um ter- representa 30% de movimentação só desse tipo de piche, soda cáustica, fluoreto de alumínio, tijolo minal moderno. Em parceria com a iniciativa pri- produto em seus terminais. Exporta também açú- refratário e blocos catódicos importadas. vada construiu novas instalações, como os termi- car, sal, óleo diesel, gasolina, petróleo cru e tubos considerados da brasileiros, elaborado com base nas avaliações nais de minérios, para atender a crescente deman- AFA, e importa algodão, caixaria/papelão e Madeira(MA), Tubarão (ES) e Suape (PE). de 152 empresas exportadoras. Os únicos que Porto de Cabedelo (PB) da; de carvão; de contêineres, que pode receber contêiner vazio. Sua área de influência abrange Durante o XIII Fórum Internacional de receberam avaliação excelente foram Ponta da Porto fluvial localizado na mar- embarcações das mais modernas com até 8 mil todo o estado do Rio Grande do Norte e também Logística, no Rio de Janeiro, o painel “Portos Madeira, Tubarão e Suape. Os considerados gem direita do rio Paraíba do norte, Cabedelo é TEUs; e a Valesul Alumínio S/A, para atender as os estados da Paraíba, Ceará e Pernambuco. Tem Brasileiros: situação atual e perspectivas futu- ruins foram Salvador, Vitória, Fortaleza e administrado pela Companhia Docas da necessidades desse produto. Atualmente, Itaguaí conexão direta com portos europeus, como o de ras” teve a participação do Ministro da Santos. Na média geral, o conceito dos portos Paraíba e sua área de influência abrande os passa por uma drenagem de 6,4 milhões de m3, Vigo, na Espanha, Sheerness, na Inglaterra e Secretaria Especial de Portos, Pedro Brito; do citados foi regular, com média 6,3 – em uma estados da Paraíba, Pernambuco e Rio Grande como o intuito de recuperar sua capacidade para Roterdan, na Holanda. Diretor Comercial de Desenvolvimento do Porto escala de 0 a 10. O Diagnóstico dos Portos do Norte. Suas principais cargas embarcadas calado de 18,1 m para continuar atendendo à CSN de Santos, Fabrício Piedormenico; do Vice- Brasileiros conclui que os recursos previstos no são: vermiculite, álcool, açúcar,bentonita, e a Companhia Vale do Rio Doce. Porto de Areia Branca (RN) Presidente Executivo do Syndarma – Sindicato Programa de Aceleração do Crescimento O porto de Areia Branca trabalha Nacional das Empresas de Navegação Marítima, (PAC), do Governo Federal, não serão suficien- 2 cordão de sisal e contêiner. Já as importadas O terminal, administrado pela a opinião dos embarcadores, os res- N dade para a apresentação do documento. ponsáveis pelo embarque das cargas, O painel apresentou as principais conclusões somente três portos brasileiros são da pesquisa do CEL, com um ranking dos portos excelentes: Ponta são: malte de cevada, petcoke, óleo vegetal, Porto de Niterói (RJ) com a exportação de sal para o mercado interna- Cláudio Décourt; e do Presidente da ABTP – tes para colocar a infra-estrutura portuária brasi- milho, algodão, contêiner, bentonita, farelo de O porto de Niterói movimenta cional e para indústrias de cloro brasileiras. O Associação Brasileira dos Terminais Portuários, leira em condições competitivas em relação a trigo, tanto para exportação, quanto para impor- estado do Rio Grande do Norte é o principal na Wilen Manteli. O evento foi também a oportuni- outros países. algodão e clínquer. TODAY Logistics & Supply Chain - 18 TODAY Logistics & Supply Chain - 19 nol, nafta, óleo combustível e gasóleo. Excelentes 1º. Ponta da Madeira (MA) (9.3) 2º. Tubarão (ES) (9.0) 3º. Suape (PE)(8.3) Bons 1º. Angra dos Reis (RJ) (7.8) 2º. São Sebastião (SP) (7.5) 3º. Rio Grande (RS) (7.1) 4º. Aratu (BA) (7.1) 5º. Praia Mole (7.0) Regulares 1º. Imbituba (SC) (6.6) 2º. São Francisco do Sul (SC) (6.5) 3º. Paranaguá (PR) (6.4) 4º. Itajaí (SC) (6.4) 5º. Sepetiba (RJ) (6.2) 6º. Rio de Janeiro (6.1) Péssimos 1º. Santos (SP) (5.7) 2º. Fortaleza (CE) (5.7) 3º. Vitória (ES) (5.4) 4º. Salvador (5.1) Express Volume consolidado da ALL cresce 7,6% Hot Line da Cargolift, solução para caos aéreo A Cargolift Logística e Transportes fechou uma parceria com a General Motors, oferecendo o serviço Hot Line, que garante o transporte de cargas expressas de até 1500 kg. Assim, materiais antes só transportados de forma aérea da unidade paulistana poderão chegar até a GM de Gravataí (RS). Nos últimos meses, o caos aéreo que tomou o País tornou impossível remeter as cargas por avião, como de costume. A Cargolift conseguiu, com o serviço, fechar um transit-time de 15horas e 10minutos, operando também em horário alternativo não-atendido pelas empresas aéreas: após as 22 horas. A vantagem é resultado do uso do sistema hot-seat, que consiste na troca rápida dos motoristas que conduzem os veículos, além do uso de vans, muito mais ágeis do que caminhões de pequeno porte, dando precisão nos horários de saída e chegada no destino final. Além da velocidade nas entregas, onde esperam-se 250 a 300 embarques por ano, ainda é possível que a GM acompanhe a carga em tempo real, com o sistema de rastreamento instalado em 100% da frota da Cargolift. Magic Software facilita projetos logísticos Volkswagen lança Worker 9.15OE Para diminuir problemas, como manutenção de frotas e altos preços de fretes, a Magic Software lança no Brasil o iBOLT Integration Suite, que possibilita a construção de uma interface via internet ou intranet, integrando os responsáveis pelos projetos de logística. Com a ferramenta, o operador acessa sistemas legados ou de diferentes fabricantes, com a liberdade de serem alterados e complementados a qualquer momento, devido ao programa possuir mais de 50 componentes de integração compatíveis com diversos aplicativos, evitando erros ocorridos pelo uso de sistemas que não se comunicam. O iBOLT Integration Suite interage com aplicativos como SAP, JD Edwards, Oracle, IBM Lotus Notes, facilita a comunicação com a plataforma iSeries, Lotus Domino, FTP, polling e webservices de empresas como Fedex, UPS etc; e permite a leitura de arquivos e manipulação de e-mails. Toda a ferramenta foi desenvolvida no conceito de integração de aplicações BPM/SOA (Business Process Management / Service Oriented Architeture). A Volkswagen aproveitou o aumento de venda de caminhões decategoria leve, e começou a produzir no último mês o Worker 9.15OE, pretendendo atender consumidores que necessitem de veículos para trechos urbanos ou rodoviários de médias distâncias. A expectativa é que o novo modelo aumente consideravelmente a venda de caminhões deste porte, já que foi projetado para todos os tipos de cargas, desde refrigeradas, gerais até de alta densidade. Inicialmente feito para o Grupo Martins, hoje tem a venda aberta a todo tipo de consumidores. O Worker possui cabine ampla com isolamento termo-acústico, painel de instrumentos e acabamento interno com design moderno. O motor, eletrônico, de modelo Cummins INTERACT 4.0 é de fácil acesso ao motorista, e utiliza o sistema Common Rail, potência de 150 cv, quatro cilindros, turbo intercooler. Todas essas características o transformam em um veículo robusto, desenvolvido com um menor comprimento total. Gefco em novo centro automotivo perto de Casablanca A Gefco inaugurou, em julho, um novo centro automotivo em Marrocos, a 15 quilômetros ao nordeste de Casablanca. Ocupando dez hectares, o local abriga e prepara novos veículos para o mercado marroquino. Com o objetivo de alojar veículos das marcas Peugeot e Citroen, a serem distribuídos pela importadora Sopriam, além dos montados pela Renault, Nissan e Honda. Por meio deste centro, a Gefco presta vários serviços que englobam toda a cadeia de suprimento, desde a fábrica até sua entrega ao cliente. Os serviços incluem as operações de transporte marítimo pelo Porto de Casablanca (Casa Port), alfândega e transporte até o centro, onde são armazenados. No novo centro, são realizadas diversas inspeções técnicas e visuais, antes de distribuí-los às filiais e distribuidoras no Marrocos. O novo centro emprega 42 funcionários e prevê o alojamento de 4.500 veículos em armazenagem permanente e a preparação de 30mil novos veículos de todas as marcas, por ano. O novo centro reflete a acentuada expansão das atividades da Gefco, no nordeste da África, sobretudo em Marrocos. TODAY Logistics & Supply Chain - 20 Resultado foi puxado pela performance de produtos industriais, carga de retorno e melhoria operacional na malha norte. Reconhecida como a maior operadora logística da América Latina, a ALL - América Latina Logística anunciou, em agosto, os resultados do segundo trimestre de 2007, com crescimento de 38,1% de EBITDAR (Geração de Caixa Operacional) e Lucro Líquido atingindo R$ 51,8 milhões comparado a um prejuízo de R$ 2,4 milhões no mesmo período do ano anterior. Esse resultado já inclui a operação da Brasil Ferrovias e, para melhor comparabilidade, as variações contra o ano anterior consideram os resultados do 2T06 da ALL combinados com os da Brasil Ferrovias. O volume consolidado cresceu 7,6%, de 8,0 bilhões de TKU para 8,6 bilhões de TKU, com crescimento de 8,9% nos fluxos da ALL Brasil. A movimentação de produtos industriais aumentou 12,3%, fruto do crescimento de 10,4% nos fluxo intermodais e de 13,4% nos ferroviários puros. Conforme afirma Alexandre Campos, Diretor de Produtos Industrializados, “Continuamos nossa trajetória de crescimento nos volumes industriais intermodais, com aumentos de 25,3% em produtos florestais e de 14,1% em carga conteineirizada. Nos fluxos puramente ferroviários, o crescimento foi impulsionado por ganhos de market share na malha norte e pelo aumento da atividade nos setores de construção civil e combustíveis na malha sul”. Os volumes agrícolas aumentaram em 7,6%, com destaque para milho e fertilizantes, que é a principal carga de retorno na ferrovia. “O processo de reestruturação da Brasil Ferrovias continua. Hoje, temos uma base de custo bem mais racional e, no, segundo trimestre, aceleramos o crescimento de volume conforme nosso plano para este ano. Avançamos nos padrões de segurança e na produtividade dos ativos, o que será importante para sustentar o crescimento de médio e longo prazo.”, afirma Bernardo Hees, Diretor-Presidente da ALL. PROFISSIONAIS CERTIFICADOS A tecnologia, disponível em alta escala no mercado, é uma solução fácil, mas esconde muitos problemas. Estes acontecem por falhas na revisão dos processos, muitas vezes realizados por consultores que olham a empresa do lado de fora. A palavra-chave para combater este problema, é sem dúvida alguma, a capacitação dos profissionais da própria empresa, que já conhecem seu funcionamento do dia-a-dia. Profissionais capacitados têm condições de analisar e revisar os processos, transformar dados em informação e diminuir a resistência a mudanças. Para incentivar este caminho, a TODAY Logistics & Supply Chain publica a Novidades Abai, contendo depoimentos de profissionais certificados pelas entidades que possuem as certificações mais reconhecidas no mundo, como PMI (Project Management Institute), APICS (The Association for Operations Management) e ISM (Institute for Supply Management). Nossa primeira entrevista foi realizada com Juliano Fernando Romanato, líder de configuração de SAP para Supply Chain que atua em uma empresa multinacional do ramo alimentício há dois anos e meio, e retirou a mais importante certificação em Supply Chain Management - CPIM (Certified in Production and Inventory Management), oferecida pela APICS. Por que procurou a certificação CPIM? A razão principal para buscar a certificação CPIM foi ajudar no entendimento dos processos de negócio, que só conhecia através de SAP e não na vivência no dia-a-dia. Outra razão muito importante é que tive os cursos dos cinco módulos para a certificação CPIM totalmente pagos pela empresa, o que ajudou bastante na preparação e na compreensão da importância do conhecimento dos processos de Supply Chain. Quais os benefícios de obter essa certificação no dia-a-dia de seu trabalho e em sua carreira? Sem dúvida a certificação ajuda muito a entender as razões de negó- cio para alterações da estrutura de configuração de Supply Chain em SAP. Além disso, ajuda a ter uma visão muito mais abrangente da empresa em si, além de trazer o entendimento das necessidades de negócio em Tecnologia de Informação. Em relação a minha carreira, acredito que futuramente abra caminhos não somente para trabalhar com Tecnologia de Informação, mas também diretamente com processos de negócio em Supply Chain. Quais os benefícios obtidos pela empresa? Acredito que o principal benefício é ter um profissional de Tecnologia de Informação que entenda os processos de negócio em Supply Chain. Isso facilita no entendimento das necessidades que a empresa tenha e que precisam ser adaptadas à estrutura de configuração de Supply Chain em SAP. Além disso, a empresa conta com um profissional interessado na reciclagem de conhecimentos fora da área principal de trabalho, sendo este um exemplo para outros profissionais da mesma empresa. Que dicas você daria para quem está começando agora? Acho que a principal dica é ter a mente aberta. A diversidade de tipos de indústria é tamanha que um processo não utilizado por uma empresa pode ser extensivamente utilizado por outra. Nada deve ser desconsiderado. Outra dica seria dedicação. É fundamental se dedicar ao estudo dos módulos para certificação CPIM, através de cursos, material didático, referências bibliográficas, etc. Outra dica é aprender inglês. O material só é muito bem aproveitado por aqueles que realmente sabem inglês. Também é importante para as provas, que são todas em inglês. E finalmente: paciência. É fundamental não desistir. Durante as provas, temos que nos dedicar inicialmente àquilo que sabemos. Significa responder o que se tem certeza. Depois atacar as questões menos incertas e por último as mais incertas. Isso dá segurança, e deixa tempo suficiente para se dedicar a entender e responder as questões mais complicadas. www.abai.com.br TODAY Logistics & Supply Chain - 21 Agenda Agosto Logística nos Setores Farmacêutico, Cosméticos e Higiene 08 de agosto em São Paulo www.portalsupplychain.com.br IV Fórum Nacional de Gestão de Compras e Suprimentos 14 de agosto em São Paulo www.ebusinessbrasil.com.br Warehouse Management 15 e 16 de agosto em São Paulo 15% de desconto para assinantes TODAY www.iqpc.com.br Técnicas Avançadas em Gestão Logística 18 de agosto em São Paulo www.centrodelogistica.com.br ECO - Execution and Control of Operations (CPIM / APICS) 22 a 25 de agosto na Fundação Vanzolini /SP www.abai.com.br 12º EMTRC / Minastranspor 23 a 24 de agosto em Belo Horizonte / MG www.setcemg.org.br SLA em Compras 23 a 24 de agosto em Belo Horizonte / MG *15% de desconto para assinantes TODAY www.iir.com.br Varejo no Brasil: Experiência da Leroy Merlin e Fnac 24 de agosto em São Paulo [email protected] Formação em Logística Empresarial 25 de agosto no Rio de Janeiro www.centrodelogistica.com.br MPR - Master Planning of Resources (CPIM / APICS) 29 de agosto a 01 de setembro na Fundação Vanzolini / SP www.abai.com.br SMR - Strategic Management of Resources (CPIM / APICS) 29 de agosto a 01 de setembro na Fundação Vanzolini / SP www.abai.com.br Setembro Planejamento Estratégico em Compras 03 a 04 de setembro em São Paulo *15% de desconto para assinantes TODAY www.iir.com.br Certificação Internacional C.P.M. do ISM (Institute for Supply Management)para profissionais de compras e suprimentos 10 a 14 de setembro em São Paulo *Ver anúncio na p. 05 Logística no Setor Hospitalar 10 de setembro em São Paulo www.cebralog.com.br TODAY Logistics & Supply Chain - 22 Modelos de Afretamento Marítimo 12 de setembro no Rio de Janeiro www.ibcbrasil.com.br TODAY GCS - Gestão da Cadeia de Suprimentos 13 a 15 de setembro em São Paulo *Ver anúncio na 4ª capa www.todaylogistics.net www.abai.com.br Curso Intensivo para Analistas e Gestores de Logística e Supply Chain 17 a18 de setembro em Guarulhos / SP www.ceteal.com VIII Congresso Brasileiro de Logística 17 a 18 de setembro em São Paulo www.abml.org.br 5º Encontro Brasileiro de Logística Têxtil 19 de setembro em São Paulo www.clubedelogistica.com.br 5º ELLO - Encontro de Negócios em Suprimentos & Logística 24 a 26 de setembro em São Paulo *15% de desconto para assinantes TODAY www.iir.com.br Gestão Integrada de Cadeias de Suprimentos 25 a 26 de setembro em São Paulo www.centrodelogistica.com.br