UNIVERSIDADE DA AMAZÔNIA
CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE
CURSO DE FISIOTERAPIA
JAQUELINE BENTES DE ARAÚJO
WELLINA OLIVEIRA CUNHA
EFEITOS DE ATIVIDADES TERAPÊUTICAS NO NÍVEL DE
ESTRESSE DE UMA POPULAÇÃO URBANA EM PROCESSO DE
ENVELHECIMENTO
BELÉM - PA
2009
JAQUELINE BENTES DE ARAÚJO
WELLINA OLIVEIRA CUNHA
EFEITOS DE ATIVIDADES TERAPÊUTICAS NO NÍVEL DE
ESTRESSE DE UMA POPULAÇÃO URBANA EM PROCESSO DE
ENVELHECIMENTO
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à
Universidade da Amazônia, para a obtenção do
grau de bacharel em Fisioterapia.
Orientadora: Profa. Ms. Daniela Teixeira
Costa.
BELÉM – PA
2009
A663e
Araújo, Jaqueline Bentes de
Efeitos de atividades terapêuticas no nível de estresse
de uma população urbana em processo de envelhecimento /
Jaqueline Bentes de Araújo, Wellina Oliveira Cunha -Belém, 2009.
60 f.
Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação) –
Universidade da Amazônia, Centro de Ciências Biológicas e
da Saúde. Curso de Fisioterapia, 2009.
Orientadora: Profa. Ms. Daniela Teixeira Costa.
1. Atividade terapêutica. 2. Atividade física.
3. Envelhecimento. I. Cunha, Wellina Oliveira. II. Costa,
Daniela Teixeira. III. Título.
CDD 615.82
JAQUELINE BENTES DE ARAÚJO
WELLINA OLIVEIRA CUNHA
EFEITOS DE ATIVIDADES TERAPÊUTICAS NO NÍVEL DE ESTRESSE DE UMA
POPULAÇÃO URBANA EM PROCESSO DE ENVELHECIMENTO
Trabalho de Conclusão de Curso
apresentado ao curso de Fisioterapia da
Universidade da Amazônia como requisito
para obtenção do grau de Bacharel em
Fisioterapia.
Orientadora: Profa. Ms. Daniela Teixeira
Costa.
Banca Examinadora
___________________________________________________________________
Profa. Ms. Daniela Teixeira Costa
___________________________________________________________________
Avaliador 1
___________________________________________________________________
Avaliador 2
Apresentado em: _____/_____/_____
Conceito: _______________________
BELÉM – PA
2009
A minha mãe.
Jaqueline Bentes de Araújo
Aos meus pais, irmão e namorado.
A minha dupla, Jaque.
A minha orientadora, Daniela.
Wellina Oliveira Cunha
AGRADECIMENTOS
Ao meu bom Deus, por me dar sabedoria e fôlego de vida a cada amanhecer.
Aos meus pais, Jair e Marivone, pela força e incentivo que me deram durante a minha
jornada. Mas, em especial, agradeço a minha querida mãe, que tem sido minha grande amiga,
e juntamente comigo chorou e riu muitas vezes durante todo este percurso da minha vida, com
muito amor e paciência.
Aos meus familiares, principalmente aos tios, tias e minha avó, por me ajudarem e me
apoiarem durante este percurso.
Agradeço as minhas grandes amigas Luciana, Sara e Yliane, que por muitas vezes oraram por
mim, me deram bons conselhos e me ensinaram o valor de uma grande amizade.
Agradeço as minhas duas amigas do grupo de estágio, Caroline e Roselyane, que fizeram
muito produtivos os dois semestres que passamos juntas, por tudo o que me ensinaram e
motivaram.
Ao meu grande amigo Luis Henrique, que por muitas vezes perdeu horas de sono estudando
comigo, por participar de mais este sonho que se realiza em minha vida.
À profa. Daniela Teixeira Costa, orientadora, por nos ajudar com seus ensinamentos,
paciência e por sempre nos mostrar que conseguiríamos vencer esta etapa de nossas vidas.
A minha dupla do TCC, Wellina, por sua amizade e paciência durante esses quatro anos de
muitas vitórias e dedicação.
Às pacientes que contribuíram para a realização deste trabalho, por sua colaboração e carinho.
Jaqueline Bentes de Araújo
A Deus, por permitir a realização de mais um sonho, me dando sabedoria e força nos
momentos de dificuldade ao longo de minha vida.
Aos meus pais, Maria Iris e Antonio Cunha, pelo amor e carinho nos momentos em que
precisei, sempre me incentivando a lutar pelos meus ideais, para que eu conseguisse realizar
os meus sonhos.
Ao meu irmão, Wellington, pelo amor, paciência e generosidade, que, ao seu modo, me fez
ver que a vida é única e que devemos sempre aproveitar as oportunidades com humildade.
A Diego, pessoa mais do que especial em minha vida, que eu amo e que se fez presente
mesmo estando longe, sempre compreensivo e carinhoso.
À família Lira, por sempre acreditar em minha capacidade e à família Picanço, em especial a
Sra. Leuda e Sr. Pedro, por me acolherem em sua casa.
A Clícia, pelas traduções e por toda a amizade.
À amiga Biatriz, pela amizade no momento certo e por tudo o que fez por mim.
Aos amigos conquistados durante o curso, pelos momentos de descontração, especialmente na
casa da Carol, Roselyane e Priscila.
A minha dupla, Jaqueline, pela amizade e perseverança e por acreditar que no final tudo
acabaria bem.
Em especial, agradeço o sucesso desta pesquisa a minha orientadora Daniela, que sempre
acreditou no meu potencial e não me permitiu desistir nos momentos de dificuldade.
Aos participantes da pesquisa que, com dedicação e carinho, contribuíram para o sucesso
deste estudo.
Aos funcionários do CESEP e da Fisioclínica que, direta ou indiretamente, nos ajudaram.
Wellina Oliveira Cunha
“Lâmpada para meus pés é a tua palavra, e
luz para o meu caminho.”
SL 19: 105
RESUMO
O processo de envelhecimento vem crescendo bastante nos últimos tempos e com isso é
considerado um fenômeno de grande importância. Por ser um processo degenerativo, ocasiona
várias mudanças no estilo de vida do indivíduo, e isso faz com que o idoso se torne mais
dependente. Este fato pode vir a ser um fator positivo para gerar o estresse. É considerada a
“doença do século”, conseqüência do somatório de fatores intrínsecos e extrínsecos ao
indivíduo. Nos dias atuais, o que deve ser feito é estimular um estilo de vida ativo para os
idosos, incluindo um programa de atividade física no seu cotidiano, pois assim eles se
tornarão mais independentes e a tensão provocada pelo estresse pode ser minimizada. Esta
pesquisa teve como objetivo analisar a influência de um programa de atividade terapêutica no
nível de estresse de uma população urbana. A pesquisa foi iniciada após as devidas
aprovações. O tipo de estudo foi longitudinal prospectivo, em que os indivíduos tinham idade
a partir dos 40 anos, eram do sexo feminino, e participavam de um projeto de iniciação
científica, da Universidade da Amazônia. Os indivíduos foram distribuídos em dois grupos: o
grupo dos participantes da atividade terapêutica e o grupo controle, com 33 participantes cada.
A atividade terapêutica consistiu em exercícios físicos como caminhada, alongamentos e
exercícios ativos-livres e resistidos. O programa foi realizado duas vezes por semana e os
participantes foram submetidos na 56ª e 74ª semana de atividade ao questionário de estresse
que possui 18 perguntas objetivas relacionadas à saúde física, mental e emocional. Cada
reposta tem as pontuações que ao final são somadas e verifica-se o nível de estresse. Como
resultado observou-se que a média de idade dos participantes da atividade foi de 53,51 e do
grupo controle foi de 54,42. Houve melhora em relação ao nível de estresse dos participantes,
sendo encontrados valores estatisticamente significantes com p< 0,03. Na relação referente ao
nível de estresse houve melhora do grupo de atividade física ao término da pesquisa, em que
foi encontrado o p<0, 02, sendo estatisticamente significante a diferença entre os grupos. Ao
final da pesquisa os indivíduos de ambos os grupos permanecem na mesma categoria, a de
positivo bem-estar. Portanto, conclui-se que os indivíduos que praticam atividades
terapêuticas regularmente apresentam melhores níveis de estresse em relação aos indivíduos
sedentários.
Palavras-Chaves: envelhecimento, estresse e atividade física.
ABSTRACT
The aging process is growing actually, and it is faced as an important happening. In order of
being a degenerative process, it brings many changes on person’s lifestyle, what makes the
person more dependent, causing on that way some stress, what is considered the “century’s
disease”. Actually is indicated to stimulate an active lifestyle to the aged, with a fitness
activity program in order to they become less dependent and the stress tension become lower.
This research has as goal to analyze the therapeutics’ activity program influence in the urban
population’s stress levels. The research began after the due approbations. For this study were
used women aged since 40. They were separated in two groups: the fitness activity group and
the control, with people that didn’t make fitness activities, each group has 33 people. The
therapeutic activity was formed by fitness activities like walk, stretching and active exercises
free and resisted. This program was realized two times for week. The participants were
submitted to a stress questionnaire with 18 objective questions related to the body, mental and
emotional health in the 56th and 74th week. Each answer has a punctuation that at the and were
add giving on that way the stress level. There was improvement related to the participant’s
stress level, finding numbers statistically significant as p<0,03. In relation to the fitness
activity’s group stress level in the end of research was found p<0,02, finding statistically
significant the difference between the groups. At the research’s end the both groups stayed at
the same category of positive well-been. Therefore, we conclude that the people that had the
therapeutic activity program had better levels of stress related to the sedentary.
Key-Words: aging, stress and fitness activity.
LISTA DE ILUSTRAÇÕES
FIGURA 1 – Um grupo de indivíduos praticando caminhada no ginásio coberto do CESEP 30
FIGURA 2 – Um grupo de indivíduos realizando alongamento de membros superiores
30
FIGURA 3 – Um grupo de indivíduos realizando alongamento de quadríceps
30
FIGURA 4 – Um grupo de indivíduos realizando exercício ativo livre de flexão de cotovelo
30
FIGURA 5 – Um grupo de indivíduos realizando exercício ativo livre de abdução do ombro
31
FIGURA 6 – Um grupo de indivíduos realizando exercício ativo livre para flexão de quadril
31
FIGURA 7 – Um grupo de indivíduos realizando exercício ativo livre para flexão do joelho
31
FIGURA 8 – Um grupo de indivíduos praticando caminhada no ginásio coberto do CESEP 32
FIGURA 9 – Um grupo de indivíduos realizando alongamento de membros superiores
32
FIGURA 10 – Um grupo de indivíduos realizando exercício com bastão de flexão do ombro
32
FIGURA 11 – Um grupo de indivíduos realizando exercício com bastão de flexão-extensão de
ombro e cotovelo
32
FIGURA 12 – Um grupo de indivíduos realizando exercício com bastão de flexão-extensão
do ombro
32
FIGURA 13 – Um indivíduo realizando dissociação de cintura com bastão
32
FIGURA 14 – Um grupo de indivíduos realizando caminhada no ginásio coberto do CESEP
33
FIGURA 15 – Um grupo de indivíduos realizando alongamento de membros superiores
33
FIGURA 16 – Um grupo de indivíduos realizando alongamento de tronco
33
FIGURA 17 – Um grupo de indivíduos realizando alongamento de isquiostibiais
33
FIGURA 18 – Um grupo de indivíduos realizando exercício de abdução de ombro com uso de
caneleira
34
FIGURA 19 – Um grupo de indivíduos realizando exercício de extensão de ombro com uso
de caneleira
34
FIGURA 20 – Um grupo de indivíduos realizando exercício de flexão de quadril com uso de
caneleira
34
FIGURA 21 – Um grupo de indivíduos realizando exercício de extensão de quadril com uso
de caneleira
34
FIGURA 22 – Valores da média do nível de estresse dos participantes do grupo de atividade
física no início e ao término da pesquisa
37
FIGURA 23 – Valores das médias do nível de estresse das participantes do grupo de atividade
física ao término da pesquisa e do grupo controle
39
LISTA DE TABELAS
TABELA 1 – Valores referentes à média de idade e desvio padrão do grupo de atividade
física e do grupo controle
35
TABELA 2 – Valores da porcentagem das faixas etárias das participantes do grupo de
atividade física e do grupo controle
36
TABELA 3 – Valores do nível de estresse em número de participantes do grupo de atividade
física, no início e ao término a pesquisa e do grupo controle em relação ao estado de estresse
40
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO ..................................................................................................................14
2 REFERENCIAL TEÓRICO ............................................................................................17
2.1 ENVELHECIMENTO: UMA PERSPECTIVA DE UM FUTURO SAUDÁVEL .........17
2.2 ESTRESSE: O DESAFIO DO SÉCULO XXI .................................................................21
2.3 ATIVIDADE TERAPÊUTICA: UMA FORMA DE PREVENIR O ESTRESSE ...........25
3 METODOLOGIA ............................................................................................................. 29
4 RESULTADOS E DISCUSSÃO .......................................................................................35
5 CONCLUSÃO ...................................................................................................................41
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................................................................42
APÊNDICE 1: Aceite do orientador .....................................................................................48
APÊNDICE 2: Aceite da instituição..................................................................................... 49
APÊNDICE 3: Aceite do posto médico ................................................................................50
APÊNDICE 4: Termo de consentimento livre e esclarecido................................................ .51
ANEXO 1: Questionário de estresse ......................................................................................54
ANEXO 2: Certificado de aprovação do Comitê de Ética em pesquisa ................................59
1
INTRODUÇÃO
O processo de envelhecimento vem crescendo bastante nos últimos tempos e por isso é
considerado um fenômeno de grande importância. Por ser um processo degenerativo, ocasiona
várias mudanças no estilo de vida do indivíduo e isso faz com que o idoso se torne mais
dependente.
Pode ser definido como um fenômeno biopsicossocial que afeta o ser humano nos seus
aspectos biológicos, psicológicos e sociais bem como a sua existência na sociedade,
manifestando-se em todos os domínios da vida (CHEIK, 2003).
O Brasil apresenta um dos mais agudos processos de envelhecimento populacional
entre os países mais populosos. A proporção de pessoas idosas, ou seja, com sessenta anos ou
mais, aumentou de 6,1% (7.204.517 habitantes), em 1980, para 8,6% (14.536.029 habitantes),
em 2000, correspondendo a um aumento absoluto de 7,3 milhões de indivíduos (IBGE, 2001).
Estima-se que os avanços científicos e técnicos permitirão ao ser humano alcançar de
110 a 120 anos, uma expectativa de vida que corresponderia aos limites biológicos, ainda no
presente século (VERAS, 2004). Com tais avanços, seria possível o ser humano alcançar
esses limites de forma independente, não fragilizado, livre de diversas doenças e com uma
expectativa de vida que se aproxime do limite biológico máximo (VERAS, 2003).
Cinco fatores são importantes para o idoso ter saúde: vida independente, casa,
ocupação, afeição e comunicação. Baixos níveis de saúde associam-se a altos níveis de
depressão, angústia e a baixos níveis de satisfação com a vida e bem-estar.
As dificuldades do idoso em realizar as atividades da vida diária devido a problemas
físicos ocasionam dificuldades nas relações sociais e na manutenção da autonomia trazendo
prejuízos a sua saúde emocional (NERI, 2001 apud FRANCHI E JÚNIOR, 2005). Esses
prejuízos se devem à dependência, fazendo com que os indivíduos se sintam incapacitados,
inúteis e caracterizando uma mudança no seu estilo de vida, o que é considerado um dos
fatores de risco para gerar uma condição denominada estresse.
O estresse tem sido considerado a “doença do século”; é uma consequência do
somatório de fatores intrínsecos e extrínsecos ao indivíduo e, caso esses fatores não sejam
controlados desde seu início, poderão causar uma série de complicações à saúde
(NUNOMURA et al ., 2004).
Há diversas estratégias que auxiliam no controle e na diminuição do estresse. Dentre
elas se destaca a atividade física, que proporciona o alívio da tensão devido ao aumento da
taxa de um conjunto de hormônios denominados endorfinas 1, que agem no sistema nervoso
(VALIN, 2002).
Uma medida que ajuda o idoso a ser valorizado no contexto em que vive é a realização
de atividade física em grupo porque faz com que os idosos encontrem satisfação pessoal e
apoio para a prevenção e a cura do estresse (NERI, 1993).
Cientistas enfatizam que é fundamental para a promoção da saúde um estilo de vida
ativo ou o envolvimento do indivíduo em programas de atividade física, que atuam na
prevenção e minimizam os efeitos deletérios do envelhecimento. Não se pode pensar hoje em
dia em garantir um envelhecimento bem sucedido sem que, além das medidas gerais de saúde,
se inclua a prática de atividade física (MATSUDO, 2006).
Tendo em vista a preocupação com a prevenção, foi desenvolvido, entre os anos de
2006 e 2007, um trabalho de iniciação científica 2 em que se realizou trabalho terapêutico com
pacientes na faixa etária de 40 a 75 anos. Com essa pesquisa, foram obtidas melhoras
consideráveis principalmente quanto à qualidade de vida dos indivíduos. Com a conclusão do
referido projeto, surgiu a necessidade de dar continuidade às atividades desenvolvidas, para
que os dados obtidos durante a pesquisa não fossem perdidos.
O presente trabalho justifica-se, portanto, pelo fato de que é importante dar
continuidade aos ganhos já alcançados na pesquisa supramencionada, bem como, responder a
outros problemas observados na comunidade em estudo. É uma forma de proporcionar uma
melhor interação destas pessoas com a sociedade, aumentando, assim, a importância da
sociedade no bem-estar social.
Acreditando-se que um programa de atividade tem influência no nível de estresse de
uma população urbana, tem-se como problema deste trabalho verificar até que ponto um
programa de atividade terapêutica influencia no nível de estresse de uma população urbana.
1
Endorfina: é um neurotransmissor, uma substância química utilizada pelos neurônios na comunicação do
sistema nervoso, sendo também um hormônio que, quando transportado pelo sangue, se comunica com outras
células. Sua denominação se origina das palavras endo (interno) e morfina (analgésico). Fonte: Dicionário
Wikipédia: A enciclopédia livre.
2
Trabalho de iniciação científica desenvolvido no período de agosto de 2006 a agosto de 2007 por Biatriz
Araújo Cardoso, então aluna do Curso de Fisioterapia da Universidade da Amazônia – Unama, intitulado “A
influência de um programa fisioterapêutico na qualidade de vida de indivíduos residentes no entorno da Unama
Campus Alcindo Cacela”, sob a orientação da profa. Daniela Teixeira Costa.
Esta pesquisa teve como objetivo geral analisar a influência de um programa de atividade
terapêutica no nível de estresse de uma população urbana. E, especificamente, identificar os
níveis de estresse da população em estudo, comparar com os de indivíduos sedentários e
proporcionar-lhes um programa de atividade terapêutica.
2
REFERENCIAL TEÓRICO:
2.1 ENVELHECIMENTO: UMA PERSPECTIVA DE UM FUTURO SAUDÁVEL
“Tudo aquilo que fizermos com cuidado
significa uma força contra a entropia,
contra o desgaste, pois prolongamos a vida
e melhoramos as relações com a
realidade.”
Leonardo Boff
Envelhecer é um dos maiores obstáculos para a saúde pública. É um fenômeno
biopsicossocial que afeta o ser humano nos seus aspectos biológicos, psicológicos e sociais
bem como a sua existência na sociedade, manifestando-se em todos os domínios da vida
(CHEIK, 2003). Considerado um processo natural, se tornou um grande desafio para a
humanidade, pois se caracteriza como um processo múltiplo e desigual de comprometimento
e decadência das funções que diferenciam o organismo vivo em função do seu tempo de vida
(TIMO-IARIA, 2003).
O envelhecimento é compreendido como uma série de alterações fisiológicas nas
funções orgânicas e mentais ocasionadas pelos efeitos da idade avançada sobre o organismo,
e, com isso, o corpo humano tem dificuldade em manter a homeostase e, assim, todas as
funções fisiológicas tendem a, gradativamente, entrar em declínio (STRAUB, 2001 apud
PEREIRA et al., 2004).
Ocorre desde o período embrionário até a morte e é acompanhado pela perda das
funções biológicas de diversos órgãos como, por exemplo, rins, coração, pulmão, a tolerância
à glicose, o que pode gerar a diabetes, a diminuição da massa corpórea e da imunidade
celular, além do declínio de atividades intelectuais e motoras (PONTE, 1996 apud
FERREIRA, 2008).
Alterações moleculares e celulares no organismo originam o processo de
envelhecimento, ocasionando perdas funcionais progressivas no indivíduo como um todo. E
isso se torna perceptível ao final da fase reprodutiva bem como na terceira década de vida, em
que ocorre o declínio das funções do organismo (HOFFMANN, 2002).
O processo de envelhecimento traz diversas alterações, tais como atrofia muscular,
fraqueza, descalcificação óssea, aumento da espessura das paredes dos vasos, aumento dos
níveis de gordura, diminuição da coordenação, dentre outras. Contudo, essas alterações
podem ser minimizadas se o indivíduo tiver um estilo de vida ativo (KUHNEN, 2002).
As causas do envelhecimento são multifatoriais e diferentes em países desenvolvidos e
em desenvolvimento, mas as suas consequências são igualmente importantes do ponto de
vista social, médico e de políticas públicas. É um fato recente, universal e inexorável
(PAIXÃO JÚNIOR, 2005).
A definição do envelhecimento saudável preconiza o baixo índice de doenças e de
incapacidades funcionais relacionadas às doenças, um bom funcionamento mental, físico e o
envolvimento ativo com a vida (ROWE & KAHN, 1998 apud CUPERTINO et al., 2006).
Ocorreu primeiramente em países desenvolvidos, onde a população idosa se tornou
numerosa, e, mais recentemente, nos países em desenvolvimento, como é o caso do Brasil
(VERAS & COSTA, 2003).
Segundo VERAS & COSTA (2003), “no Brasil, o número de idosos
≥ 60
( anos de
idade) passou de 3 milhões em 1960, para 7 milhões em 1975 e 14 milhões em 2002 (um
aumento de 500% em quarenta anos) e estima-se que alcançará 32 milhões em 2020. Em
países como a Bélgica, por exemplo, foram necessários cem anos para que a população idosa
dobrasse de tamanho”.
Pode-se, então, observar que o número da população idosa nos países ditos em
desenvolvimento vem crescendo em uma grande proporção e, com isso, a preocupação com o
bem-estar desses indivíduos tem aumentado e esse crescimento da população de idosos tem se
caracterizado como um fenômeno mundial.
O processo de envelhecimento não pode ser considerado um problema, pois se trata de
um processo demográfico resultante do crescimento da população, que tem possibilitado um
aumento da esperança ao nascimento. Entretanto, torna-se essencial levar em consideração
essa transição como um processo complexo que exige mudanças sociais, culturais e
econômicas (GUIMARÃES, 1989).
No século XXI, o envelhecimento tem causado um aumento das demandas sociais e
econômicas em todo o mundo (BRUNDTLAND, 2005). Segundo a Organização Mundial da
Saúde, no ano de 2025 o Brasil será o sexto país do mundo em número de idosos. A falta de
informação sobre a saúde do idoso e o envelhecimento ainda é muito grande e isso gera um
sério problema de saúde pública, pois esses idosos precisam ser acompanhados para que
possam melhorar ou manter a sua saúde e qualidade de vida (SILVA JÚNIOR, 2005).
Envelhecer, sob o ponto de vista fisiológico, depende do estilo de vida que o indivíduo
assume desde a infância ou adolescência, como o hábito de fumar, ingerir bebidas alcoólicas
ou praticar atividade física, ou algum tipo de atividade ocupacional, ingerir alimentos
saudáveis, ou seja, se uma pessoa tem bons hábitos o seu organismo responderá normalmente
às alterações fisiológicas (LEITE, 1990 apud PEREIRA et al., 2004).
As perdas que ocorrem no envelhecimento podem ser compensadas por meio de níveis
de reserva e da capacidade de resiliência e os ganhos podem ser obtidos com a seleção e
otimização das competências geradas pelo envelhecimento (STAUDINGERS, MARSISKE e
BALTES,1995 apud CUPERTINO et al., 2007).
Há indivíduos que encaram o processo de envelhecimento como algo inevitável,
aceitando-o como uma consequência normal da passagem do tempo. Já outros indivíduos
passam a maior parte de suas vidas destinada a deter ou anular os efeitos indesejados do
envelhecimento em si próprios e naquilo que os cerca (HAYFLICK, 1997).
Caracteriza-se por não ser um processo homogêneo. Cada pessoa vivencia essa fase da
vida de uma forma, considerando sua história particular e todos os aspectos estruturais (classe,
gênero e etnia) a eles relacionados, como saúde, educação e condições econômicas
(MINAYO, 2002).
O envelhecimento existe, mas não é uma doença, nem é limitante. Essa é uma etapa da
vida que pode ser tão sã quantas as outras. O que se pode fazer é incentivar um
envelhecimento saudável e obter um enfoque preventivo antes que esse processo se associe a
alguma patologia (MORAGAS, 1997).
Nos dias atuais, há uma atenção voltada para o envelhecimento saudável, em virtude
de este processo estar associado a estados patológicos. Então, se faz necessário pensar em
aspectos preventivos para esse fenômeno que é crônico, degenerativo, depende do tempo e
que tem determinantes genéticos, ou seja, é um processo que todos os seres humanos um dia
irão passar (ARKING, 1998 apud FERREIRA, 2008).
É de grande importância manter o corpo em atividade para conservar o bom
funcionamento do organismo como um todo. Estimular o corpo é manter um bom
desempenho nas atividades diárias, é poder realizar suas atividades com disposição, vitalidade
e, principalmente, com saúde (KUHNEN, 2008). Um estilo de vida ativo ajuda a melhorar a
saúde mental, promove um melhor convívio social e ainda permite que as pessoas idosas
tornem-se o mais independentes possível.
Na década de 60, a atividade física era vista como um agente na prevenção,
tratamento e reabilitação das doenças cardíacas; nas décadas de 70 e 80, a busca pelo
condicionamento físico se intensificou, e a partir dos anos 90, ela passou a ser vista como
objetivo de qualidade de vida. Apesar de seus efeitos benéficos, a maioria da população idosa
não participa regularmente de atividades físicas, devido a influências culturais e sociais que
podem vir a limitar essa participação fazendo com que não ocorram as mudanças necessárias
no estilo de vida para que o indivíduo possa vir a ter uma melhor qualidade de vida
(DUARTE et al ., 2002).
Existem indícios de que os exercícios podem adiar ou reduzir a ocorrência de ataques
cardíacos, angina, diabetes do tipo II, osteoporose e hipertensão, além de reduzir os níveis de
colesterol. Ela também pode produzir uma sensação geral de bem-estar, reduzindo a
ansiedade, depressão, tensão e os outros efeitos sobre o estresse (HAYFLICK, 1997).
Portanto, o envelhecimento trata-se de um conjunto de alterações físicas e psíquicas do
organismo da pessoa e da sua maneira de interagir com o meio social. Causa estranheza,
porém, constatar que esse processo não se passa de forma idêntica em todos. Há pessoas que,
apesar das características físicas da velhice, comportam-se como se não estivessem realmente
nesta fase, com expectativas de vida, energia para prosseguir seus objetivos e ainda
apresentam uma leitura atualizada do mundo; enquanto a maioria dos idosos é desestimulada
para o novo, considera-se no final de uma jornada sem volta, recolhendo-se no passado
(BACELAR, 2002).
2.2 ESTRESSE: O DESAFIO DO SÉCULO XXI
“A saúde não é tudo na vida, mas sem saúde
tudo é nada. “Tudo” na velhice envolve:
amizades, passeios, viagens, encontros, enfim
atividades que envolvem uma forma de se
relacionarem com outras pessoas.”
MEIRELLES, 1997.
Nos dias atuais, o estresse é considerado a “doença do século”, como consequência da
ligação dos fatores intrínsecos e extrínsecos ao indivíduo. Se estes fatores não forem
percebidos e controlados desde o princípio, isso poderá causar sérias complicações à saúde do
indivíduo (NUNOMURA, 2004).
Até o século XVII, o termo estresse era utilizado na literatura inglesa
esporadicamente, com o significado de aflição e adversidade. A partir daí, aparece pela
primeira vez o uso da palavra estresse para denotar o complexo fenômeno composto de
tensão - angústia - desconforto tão característico da sociedade atual. No século seguinte,
houve uma mudança de enfoque e passou a ser utilizada para expressar ação de força, pressão
ou influência muito forte sobre uma pessoa. Assim, esta palavra, que se origina do latim,
passou a ser utilizada no sentido psicológico a partir deste século (LAZARUS & LAZARUS,
1994 apud LIPP, 2003).
No século XIX, especulações passaram a ser feitas sobre uma possível relação entre
eventos emocionalmente relevantes e doenças físicas e mentais, porém, não receberam maior
atenção científica. Já no século XX, o médico Hans Selye introduziu esse termo, em 1926, na
área da saúde e observou que várias pessoas sofriam de doenças físicas e que se queixavam
de fadiga, hipertensão, desânimo e falta de apetite, então designou este conjunto de reações
de síndrome geral de adaptação ou síndrome do estresse biológico (LIPP, 2003).
Após 10 anos de estudos, o endocrinologista Selye identificou que o estresse é
causado por uma síndrome produzida por vários agentes nocivos que levam o organismo a ter
respostas inespecíficas a situações que o debilitam e o enfraquecem, fazendo com que o
organismo adoeça (LIPP, 2003).
Segundo a Organização Mundial da Saúde, o estresse é considerado nos dias atuais
uma epidemia global. De acordo com o Instituto Americano de Estresse, de 75% a 90% de
todas as consultas realizadas com clínicos gerais nos Estados Unidos estão relacionadas aos
distúrbios vinculados ao estresse (CHILDRE & MARTIN, 1999 apud MENDES, 2008).
Sendo o Brasil um país em desenvolvimento, onde ocorrem mudanças sociais, morais,
econômicas e tecnológicas em um ritmo muito acelerado, é de se prever que o nível de
estresse do brasileiro seja significativo. Segundo Lipp et al (1996), foi observado que, em São
Paulo, o nível de estresse, em uma amostra de 1818 indivíduos que circulavam em um
aeroporto da cidade, chegou a 32%.
“O estresse pode ser definido como um desgaste geral do organismo, causado pelas
alterações psicofisiológicas que ocorrem quando o indivíduo é forçado a enfrentar situações
que o irritem, excitem, amedrontem, ou mesmo que o façam imensamente feliz” (ASSIS,
2004). Com isso, o organismo começa a ter respostas anormais ao seu funcionamento como
cansaço, fadiga, irritação, entre outros e isso afeta o seu convívio social.
O termo estresse vem sendo utilizado de forma leiga, como sinônimo de cansaço,
preocupação, e é sempre colocado no sentido negativo sendo assim utilizada como algo do
dia-a-dia, normal. Quando, na verdade, esse termo é utilizado para explicar as respostas do
organismo aos agentes que ameaçam a homeostase. Deste modo, o organismo tende a reagir
independentemente da natureza do estímulo (FRANÇA & RODRIGUES, 1997 apud
VALIM, 2002).
Assim, o estresse é uma resposta não específica do corpo a qualquer demanda, com o
objetivo de manter o equilíbrio do corpo. Desta forma, todos os seres vivos estariam em
constante estado de estresse, porém, alguns indivíduos mais outros menos (CORBIN E
LINDSEY, 1994 apud NUNOMURA et al, 2004).
O estímulo que desencadeia as reações do estresse é chamado de agente estressor que
se origina a partir da interpretação que o indivíduo possa atribuir. Ou seja, às vezes o que é
estressante para algumas pessoas não é tão significante para outras.
Atualmente, estar estressado significa estar sob pressão ou sob ação de um
determinado estressor, e é considerado um dos problemas mais frequentes que atingem o ser
humano, interferindo no equilíbrio do organismo devido a grandes tensões que enfrenta
diariamente (ASSIS, 2004).
Os agentes estressores são ocasionais, ou seja, dependem de uma situação, da
importância dada a um certo evento e de fontes pessoais. Sendo assim, cada indivíduo
responde a sua maneira ao estímulo ocasionado pelo estressor (WEINBERG & GOUL, 1995
apud VALIM, 2002).
Para indivíduos idosos, os agentes estressores podem ser os mais variados, como a
aposentadoria, a morte de entes queridos, mudanças de papéis sociais. No entanto, a forma
como o idoso percebe e interpreta esses estressores é o principal fator de como ele será
afetado pelo estresse (COHEN et al., 1988 apud LUFT, 2007).
Podem ser referidas quatro categorias principais de estressores relacionados a
indivíduos idosos, são elas: problemas de saúde, questões sociais com ênfase em política,
problemas enfrentados por outros familiares como, por exemplo, a saúde do cônjuge,
casamento, carreira, saúde dos filhos e realizações, e a preocupação com problemas de
amigos, vizinhos e a necessidade de ajudá-los (ALDWIM, 1990 apud NERI, 1993).
Tudo o que desencadeia no organismo uma reação, seja ela de euforia ou tristeza, é
ocasionado por algum estímulo, que pode ser positivo, ocasionando reações adaptativas no
sistema nervoso interpretadas pelo organismo sem distinção como, por exemplo, ganhar na
loteria, o nascimento de um filho, a morte de alguém querido, ou discussões com o patrão ou
familiares. Todos esses são fatores que funcionam como um agente estressor e o modo como
cada indivíduo o sente e percebe faz com que o estresse seja desencadeado (VALIM, 2002).
O estresse geralmente é visto como o vilão, que faz mal a saúde e leva a várias
doenças. Todavia, o que faz mal é o seu excesso. Ele funciona como um motivador, um
combustível do indivíduo que busca a sua realização seja no trabalho ou na vida pessoal.
Com isso, a sua falta também é prejudicial e pode levar à formação de um indivíduo
acomodado, despreparado para os desafios da vida, que geralmente se torna uma pessoa de
baixa autoestima (PEREIRA et al., 2004).
Esse estado é caracterizado por fases de acordo com a intensidade e frequência com
que os sinais e sintomas se manifestam. Fase de alerta: em que o estresse começa a se instalar;
Fase de resistência: o organismo começa a reagir contra o agente estressor tentando manter a
homeostase e tem-se como consequência a queda da produtividade; Fase de exaustão: é o
estágio no qual os agentes estressores permanecem agindo sobre o organismo e assim
quebrando a sua resistência e o indivíduo adoece, entra em depressão e perde a concentração.
Porém, nem todos os indivíduos estressados passam por essas fases e nem sempre os
episódios de estresse ocorrem necessariamente nesta ordem (LIPP E ROCHA, 1996).
O estresse muda de acordo com o tempo e ao longo de situações. Por isso, é
importante que o estudo clínico de estratégias para o enfrentamento do estresse deva
considerar o comportamento dos indivíduos em diferentes momentos, como por exemplo,
como era há um ou cinco anos, e em diversos contextos (BURGOS & NERI, 2008).
Há algumas estratégias que auxiliam o controle e a redução do estresse. Especialistas
de diversas áreas têm procurado desenvolver técnicas para ajudar no controle dos níveis de
estresse. Dentre elas destacam-se a psicoterapia, o relaxamento, a utilização de medicamentos
e a prática regular de atividade física, que nos dias atuais é o método mais utilizado no
combate ao estresse (NUNOMURA, 2004).
SAMULSKI (2002, apud LIPP, 2003) destaca em seus estudos a atividade física na
redução do estresse como fator tão efetivo quanto às técnicas utilizadas tradicionalmente,
com o benefício de melhorar, além do estresse, o bem-estar do indivíduo e,
consequentemente, a sua saúde.
Realizar atividades físicas regularmente é um dos meios de lidar com o estresse, sendo
assim, o indivíduo estressado pode restabelecer suas condições normais do organismo que
estavam desequilibradas por fatores psicológicos ou fisiológicos (BERGER, 1994 apud
PEREIRA ET AL., 2004).
Atualmente, tem-se presenciado um crescente interesse pelas questões referentes à
saúde, atividade física e bem-estar, incluindo a preocupação com os momentos de lazer,
tempo livre e qualidade de vida, e é possível observar o crescente número de estudos que
comprovam que a atividade física aumenta o bem-estar, em particular devido à redução da
ansiedade e das tensões (LIPP, 2003).
Portanto, é de grande importância incentivar a prática de atividade física. O ato de se
exercitar precisa ser incorporado não só ao cotidiano dos indivíduos bem como à cultura
popular e aos tratamentos médicos. Desse modo, o indivíduo muda o seu estilo de vida e
torna-se mais ativo o que, consequentemente, fará com que ele realize a promoção da sua
saúde (ARAÚJO & ARAÚJO, 2000).
2.3 ATIVIDADE TERAPÊUTICA: UMA FORMA DE PREVENIR O ESTRESSE
“A terceira idade é uma fase da vida em
que a pessoa passa a viver um dos
momentos mais felizes, em que o único
dever é continuar a ser feliz. Nada mais
digno que um pai e um avô, que uma mãe
e uma avó cheios de idade”.
GOMES, 2008.
Atividade física pode ser definida como qualquer movimento corporal realizado pelos
músculos esqueléticos, resultando assim em um gasto de energia, não se preocupando com a
magnitude deste gasto energético (ARAÚJO &ARAÚJO, 2000).
A realização de atividade física é um excelente instrumento de prevenção e
conservação da saúde em qualquer faixa etária, e especialmente em indivíduos que se
encontram em processo de envelhecimento, levando assim a uma melhora da qualidade de
vida, além de várias adaptações fisiológicas como a melhora da independência funcional, das
funções cognitivas, da composição corporal, da função pulmonar, além de prevenir ou
diminuir a inabilidade (NÓBREGA et al., 1999; FRANCHI & MONTENEGRO JÚNIOR,
2005).
A partir dos 25 anos de idade, o corpo humano já entra em processo de degeneração e,
com isso, ocorrem perdas graduais na capacidade funcional, ocasionando certa limitação na
realização das atividades diárias, e as perdas no domínio motor e as disfunções físicas também
contribuem para a redução da independência do idoso (OKUMA, 1997).
A diminuição da capacidade funcional é decorrente em grande parte de doenças
hipocinéticas, ou seja, doenças decorrentes da inatividade física. A atividade física pode ser
destacada como elemento de prevenção. Então, quanto mais ativo for um indivíduo, menos
limitações funcionais ele apresenta. Dos diversos efeitos que a atividade física propõe, o
principal é a proteção da capacidade funcional em todas as idades, principalmente nos idosos
(FRANCHI & MONTENEGRO JUNIOR, 2005).
Com a existência do processo de degeneração, há um risco maior no surgimento de
enfermidades, cuja prevenção pode ser realizada pela prática regular de atividade física, que
atua na prevenção e promoção da saúde bem como nas alterações fisiológicas (AMARAL et
al., 2007).
Um dos benefícios da atividade física é o aumento tanto da massa óssea quanto da
massa muscular, favorecendo uma melhor mobilidade articular e sendo de grande importância
para a manutenção de um idoso saudável, que pode realizar suas atividades do cotidiano
normalmente, sem dificuldades. Esses benefícios mostram que a atividade física pode atuar na
prevenção de doenças, tornando-se indispensável a sua inserção na vida das pessoas,
principalmente daquelas que se encontram em processo de envelhecimento (AMARAL et al.,
2007).
A relação entre atividade física, saúde, qualidade de vida e envelhecimento está sendo
discutida e analisada cada vez mais no meio científico. Nos dias atuais, há um consenso entre
os profissionais da área da saúde de que atividade física é de grande importância e funciona
como um fator determinante para o envelhecimento bem sucedido (MATSUDO et al., 2001).
Em uma população em processo de envelhecimento, um dos grandes benefícios da
atividade física é a melhora da qualidade de vida e isso faz com que esses indivíduos tenham
um melhor convívio social e com isso evitar o seu isolamento possibilitando, assim,
mudanças positivas em seus aspectos psicológicos e sociais (MOTA, 2001 apud
FALSARELLA & SALVE, 2006).
De acordo com MEIRELLES (1997), a atividade física direcionada para idosos é o
exemplo que irá contribuir para o prolongamento do tempo de vida, fazendo com que o idoso
que estava em repouso não permaneça sedentário, inerte, mais sim uma pessoa ativa, em
progresso. E, com isso, ele se torne um indivíduo ativo, independente e saudável.
O envolvimento de indivíduos idosos em programas de atividade física é fundamental
para a promoção da saúde. Com isso, hoje em dia não se pode pensar em garantir um
envelhecimento bem sucedido sem a realização da prática de atividade física (MATSDUDO,
2006).
Ela pode ser realizada no intuito de retardar e, até mesmo, minimizar os efeitos do
envelhecimento, pois promove melhoras na capacidade respiratória, na reserva cardíaca, na
força muscular, na memória recente, na cognição, no tempo de reação e nas habilidades
sociais (CHEIK, 2003).
Vale ressaltar que deve ser realizada de forma preventiva, antes de a doença
manifestar as suas reações clínicas. Dessa forma, a atividade física dever ser realizada ao
longo de toda a vida para que o indivíduo possa usufruir dos benefícios que a atividade
proporciona (CHEIK, 2003).
Realizar atividades físicas significa contribuir nas terapias psicológicas tradicionais,
levando a um aumento da autoestima, humor, nos níveis de histamina, a uma redução da
ansiedade, do neuroticismo e estresse (MACIEL &2005).
Essas atividades interferem na saúde principalmente se acompanhadas de maiores
possibilidades de satisfação pessoal e interação social (VICENTE, 2003), favorecendo o
alívio da depressão, o aumento da autoconfiança, melhora da autoestima e dos níveis de
estresse (FRANCHI & MONTENEGRO JUNIOR, 2005).
Devem se praticadas com intensidade moderada e com longa duração de, no mínimo,
30 minutos, para propiciarem alívio da tensão e do estresse, devido a um aumento da
concentração de hormônios como a endorfina, que age sobre o sistema nervoso, reduzindo o
impacto estressor do ambiente (COOPER, 1982 apud STELLA et al ., 2002).
É um dos meios para a cura do estresse, fazendo com que a pessoa estressada possa vir
a ter as condições normais do seu organismo de volta, já que estavam desequilibrados devido
a fatores psicológicos, emocionais ou fisiológicos (BERGER, 1994 apud LIPP & ROCHA,
1996).
Uma medida que ajuda o idoso a ser valorizado no contexto em que se vive é a
realização de atividade física em grupo porque faz com que os idosos encontrem satisfação
pessoal e apoio para a prevenção e a cura do estresse. Porém, as atividades em grupo não são
a única alternativa para a redução do estresse, mas tem, contudo, impacto maior do que as
atividades solitárias, em decorrência da oferta de suporte social, o que pode também influir na
habilidade de solução de problemas (NERI, 1993).
Com isso, o indivíduo pode vir a ter uma maior interação social resultando assim em
um bem-estar biopsicofísico, o que contribui para a redução dos níveis de estresse (CHEIK,
2003).
Um programa regular pode vir a promover mais mudanças qualitativas do que
quantitativas no indivíduo, como por exemplo, alterações quanto à execução do movimento,
quanto à velocidade na execução da tarefa e na adoção de medidas de segurança para se
realizar as tarefas. Porém, um estilo de vida sedentário pode ser a causa primária da
incapacidade para realizar as atividades diárias (FRANCHI & MONTENEGRO JUNIOR,
2005).
Sendo assim, a atividade física é de grande importância para a saúde física e
psicológica do indivíduo, e incentivar essa prática significa reduzir os altos índices de
sedentarismo, doenças cardiovasculares e estresse, sendo estes motivos suficientes para
afirmar que a atividade física produz melhora na qualidade de vida do indivíduo (SOUZA &
JÓIA, 2006).
É de grande importância incentivar os indivíduos em processo de envelhecimento a
serem ativos. Os meios de comunicação têm divulgado bastante os benefícios da atividade
física, todavia, poucos indivíduos se dedicam. Com isso, os riscos atribuídos à inatividade são
elevados e têm sido um sério problema de saúde pública (MEIRELLES, 1997).
Por meio da atividade física, os indivíduos podem alcançar um patamar superior de
qualidade de vida, aprendem a conhecer melhor o seu corpo, a respeitá-lo, a conhecer os seus
potenciais, para viver com mais satisfação. Com isso, as atividades físicas proporcionam uma
melhora como um todo na saúde do indivíduo em processo de envelhecimento (ALMEIDA &
VIANA, 2002).
3 METODOLOGIA
A pesquisa foi iniciada após aprovação da Orientadora (APÊNDICE 1), da Instituição
Centro de Estudos Superiores do Pará - CESEP (APÊNDICE 2), do Posto Médico da
Universidade da Amazônia (APÊNDICE 3), do Comitê de Ética em Pesquisa (CEP), com o
protocolo N°183787/08 (ANEXO 2) e dos indivíduos pesquisados por meio do termo de
consentimento livre e esclarecido (APÊNDICE 4). Foi um estudo de longitudinal
prospectivo, na cidade de Belém, no período de maio de 2008 a fevereiro de 2009.
A amostra foi calculada a partir de um universo de 70 indivíduos com faixa etária de
40 a 75 anos de idade que participavam do Projeto de Iniciação Científica da Universidade da
Amazônia intitulado “A Influência de um programa fisioterapêutico na qualidade de vida de
indivíduos residentes no entorno da Unama Campus Alcindo Cacela”, residentes nos bairros
de Fátima e Telégrafo. Os indivíduos foram distribuídos em dois grupos: o grupo dos
participantes do programa de atividade terapêutica e o grupo controle, com os que não
participavam da atividade.
Foram utilizados como critério de inclusão no programa os indivíduos tanto de sexo
feminino quanto masculino, com idade a partir de 40 anos e que já iniciaram a atividade física
há um ano e novos indivíduos que aceitaram realizar as atividades e que tinham um
documento de encaminhamento do médico declarando-os aptos a realizar atividades físicas.
Como critério de exclusão, os indivíduos que apresentavam sintomas clínicos ou
indicativos de doença cardiovascular ou neurológica, que tinham intervenção cirúrgica recente
e que não tinham o documento de encaminhamento do médico provando que estavam aptos a
realizar atividades físicas. Após cadastro, estes indivíduos foram submetidos à avaliação por
meio de uma ficha em que constavam informações de identificação e se os mesmos possuíam
plano de saúde.
Quando a pesquisa teve início, os participantes do programa fisioterapêutico estavam
na 56ª semana de atividade, sendo os mesmos submetidos ao teste de estresse elaborado por
Oliveira (2002) (ANEXO 1), que contém 18 perguntas objetivas relacionadas à saúde física,
mental e emocional, em que para cada pergunta obtém-se uma resposta referente a um
número, somam-se , então, os pontos do indivíduo e verifica-se qual é o nível de estresse. Se
os pontos forem de 81 a 110 indicam positivo bem-estar; de 76 a 80, baixa positividade; de 71
a 75, marginal (no limite); de 56 a 70 indicam problemas de estresse; de 41 a 55 indicam
sofrimento; de 26 a 40 indicam sofrimento sério e de 0 a 25, sofrimento severo. Ao final das
atividades, os indivíduos estavam na 74ª semana de atividade e foram avaliados novamente,
assim como o grupo de indivíduos sedentários.
O Programa Terapêutico proposto foi distribuído em três momentos:
O primeiro foi composto por aquecimento para o início das atividades, por meio de
caminhada no ginásio coberto do CESEP, no tempo de 20 minutos (o tempo do aquecimento
foi cronometrado, com auxílio do cronômetro do modelo velocímetro sem fio à prova d’água),
com alongamentos de membros superiores e inferiores, antes e depois, e exercícios ativoslivres com três séries de 10 repetições, realizados duas vezes por semana, com intervalos nos
fins de semana e feriados, tendo sido os indivíduos orientados a trajar vestimenta adequada.
Observem-se as figuras abaixo.
Figura 1: Grupo caminhando.
Fonte: Dados do Autor, 2009.
Figura 3: Alongamento de quadríceps.
Fonte: Dados do Autor, 2009.
Figura 2: Alongamento de membros superiores.
Fonte: Dados do Autor, 2009.
Figura 4: Exercício ativo livre de flexão do
cotovelo.
Fonte: Dados do Autor, 2009.
Figura 5: Exercício ativo livre de abdução do
ombro.
Fonte: Dados do Autor, 2009.
Figura 6: Exercício ativo livre para
flexão do quadril.
Fonte: Dados do Autor, 2009.
Figura 7: Exercício ativo livre para flexão do
joelho.
Fonte: Dados do Autor; 2009.
O segundo estágio foi composto por caminhada de 20 minutos, alongamentos de
membros superiores e inferiores, antes e depois, exercícios ativos-livres e com bastões da
marca ISP (1,50m) e colchonetes para exercícios da marca ISP (1,83m x 0,66 m). Cada
exercício tinha três séries de 10 repetições, como demonstrado nas fotos a seguir.
Figura 8: Grupo caminhando.
Fonte: Dados do Autor, 2009.
Figura 10: Exercício com bastão de flexão
de ombro.
Fonte: Dados do Autor, 2009.
Figura 12: Exercício com bastão de flexãoextensão de ombro.
Fonte: Dados do Autor, 2009.
Figura 9: Alongamento de membros
superiores.
Fonte: Dados do Autor, 2009.
Figura 11: Exercício com bastão de flexãoextensão de ombro e cotovelo.
Fonte: Dados do Autor, 2009.
Figura 13: Dissociação de cintura com
bastão.
Fonte: Dados do Autor, 2009.
No terceiro momento foi realizada caminhada, também de 20 minutos, exercícios de
fortalecimento para membros superiores e inferiores, com auxílio de caneleiras de confecção
caseira de 0,5Kg; 1,0Kg; 1,5Kg; 2,0Kg; 2,5Kg e 3,0Kg, em que a evolução de peso para os
indivíduos foi realizada de 2 em 2 semanas. Com as caneleiras de 0,5Kg foram realizadas
duas séries de 15 repetições; com as de 1,0Kg, duas séries de 12 repetições; com as de 1,5Kg
e de 2,0Kg, duas séries de 10 repetições; com as de 2,5Kg, duas séries de 8 e com as de
3,0Kg, duas séries de 6 repetições. As atividades foram realizadas no mesmo ginásio. Este
programa foi composto por 8 sessões ao mês, conforme demonstrado nas fotos a seguir.
Figura 14: Grupo caminhando.
Fonte: Dados do Autor, 2009.
Figura 16: Alongamento de tronco.
Fonte: Dados do Autor, 2009.
Figura 15. Alongamento de membros
superiores.
Fonte: Dados do Autor, 2009.
Figura 17: Alongamento de isquiostibiais.
Fonte: Dados do Autor, 2009.
Figura 18: Abdução do ombro com uso de
caneleira.
Fonte: Dados do Autor, 2009.
Figura 20: Flexão de quadril com uso de
caneleira.
Fonte: Dados do Autor, 2009.
Figura 19: Extensão de ombro com uso de
caneleira.
Fonte: Dados do Autor, 2009.
Figura. 21: Extensão de quadril com uso de
caneleira.
Fonte: Dados do Autor, 2009.
A análise estatística dos dados foi realizada por meio do pacote estatístico Biostat 4.0
Ayres (2005), t de Student para as amostra pareadas, sendo considerado o nível alfa de 0,05
para rejeição da hipótese de nulidade.
Para a formatação desse trabalho foram utilizadas as regras contidas no Manual de
Normalização de Trabalhos Científicos da Biblioteca da Universidade da Amazônia (2007).
4 RESULTADOS E DISCUSSÃO
O processo de envelhecimento é natural, progressivo, unilateral e irreversível, e afeta
todos os aspectos da vida do indivíduo podendo ocorrer lentamente ou rapidamente (NAHAS,
2000).
Existem diversos fatores que influenciam o processo de envelhecimento, sendo eles: o
tempo, a hereditariedade e o meio ambiente em que o indivíduo vive, bem como fatores que
agem beneficamente neste processo e aumentam a qualidade de vida e o bem-estar, como a
dieta, o estilo de vida e a atividade física (FALSARELLA & SALVE, 2006).
A velhice 3 é considerada a partir dos 60 anos de idade e é caracterizada como um
prolongamento e fim de um processo representado por um conjunto de alterações fisiológicas,
morfológicas e psicológicas, ininterruptas à ação do tempo (OMS, 1980 apud NAHAS, 2000).
Nos estudos realizados por MATSUDO (2006) observou-se que os indivíduos que se
encontram com 50 anos de idade já estão em processo de envelhecimento e devem ser
estimulados a praticar regularmente atividade física, mesmo que o indivíduo seja sedentário,
já que essas atividades têm grande importância na saúde e na longevidade do indivíduo.
Percebe-se na tabela 1 que a média de idade dos participantes do grupo de atividade
física é de 53,51 anos. E, de acordo com VILELA (2006), indivíduos com idade a partir de 40
anos estão iniciando o processo de envelhecimento e precisam se preparar para velhice.
Observe-se a tabela abaixo.
Tabela 1 – Valores referentes à média de idade e do desvio padrão do grupo de atividade física e do grupo
controle.
Grupo Atividade física
Grupo Controle
Média ± DP
Média ± DP
53,51 ± 7,62
54,42 ± 9,07
Idade
Fonte: Pesquisa de Campo, 2009.
No término desse estudo havia 33 indivíduos, dos 70 iniciantes, que descontinuaram a
atividade por motivo de desistência, problemas pessoais e de saúde. Sendo que estes últimos
participantes foram exclusivamente do sexo feminino
3
Velhice: É definida como o estado ou condição de velho. Fonte: Dicionário: Aurélio.
.
Além da questão cultural, pela qual os homens trabalham fora e as mulheres ficam em
casa, estudos divulgados por ZAGHETTO (2008) no Jornal Diário do Pará relatam que os
homens morrem mais cedo e a feminilização da população paraense se acentua na terceira
idade, o que é reafirmado nesta pesquisa em que todos os participantes da atividade física são
do sexo feminino.
Existem diversas classificações de faixas etárias, porém, uma das mais utilizadas na
educação física é a classificação segundo o rendimento motor, proposta por MEINEK (1984)
apud MOSMANN (2006), que considera os indivíduos com idade entre 45-50 anos a 60-70
anos como sendo da Terceira Idade Adulta.
A tabela 2 apresenta os resultados desta pesquisa em relação à faixa etária. Tem
importantes valores e estão de acordo com a literatura (MATSUDO; MOSMANN, 2006), já
que 55% dos indivíduos do grupo de atividade física têm idade entre 50 e 59 anos e o grupo
controle com 40% entre 40 e 49 anos, faixas etárias nas quais os indivíduos estão passando
pelo processo de envelhecimento e devem começar a realizar atividades físicas.
Tabela 2 – Valores da porcentagem das faixas etárias das participantes do grupo de atividade física e do grupo
controle. p<0,00
40-49 anos
50-59 anos
60-69 anos
70-79 anos
Grupo de Atividade Física
24%
55%
15%
6%
Grupos Controle
40%
36%
18%
6%
Fonte: Pesquisa de Campo, 2009.
A implantação de estratégias de prevenção, como a realização regular de atividade
física, pode levar a uma melhora funcional do idoso, fazendo com que este não envelheça com
deficiências e não se torne dependente, pois a atividade é uma estratégia eficaz, econômica e
capaz de promover melhoras no bem-estar (LUFT, 2007).
SCHWARTZ et al. (1993) apud NADAIL (1995) relatam que os idosos consideram a
prática de atividade física indispensável, devido aos benefícios proporcionados. O bem-estar
durante o envelhecimento pode ser adquirido com sua prática regular associada à alimentação
adequada e ao equilíbrio afetivo-social (MATSUDO, 1999).
A prática regular de atividade reduz o risco de diversas condições crônicas entre
indivíduos em processo de envelhecimento, incluindo doença coronariana, hipertensão,
diabetes, desordens metabólicas, assim como diversos estados emocionais como a depressão e
o estresse (BLAIR & CONNELLY, 1996 apud MOTA, 2006).
É evidenciado, ainda, que melhora a independência e segurança para a realização das
tarefas do dia-a-dia, a composição corporal, a força, flexibilidade e a auto-estima; aumenta a
capacidade aeróbia, a autoconfiança, a qualidade de vida e os laços sociais, além do alívio da
depressão e redução do nível de estresse com a atividade (VICENTE, 2003).
Age diretamente na saúde física, no humor e, indiretamente, na vida social. Além
desses benefícios, outros estudos indicam que a participação dos fatores psicológicos é
importante para que a atividade tenha indicação preventiva e terapêutica (NUNOMURA,
2004).
Observa-se na figura 1 que os indivíduos apresentaram no início da pesquisa o nível
de estresse mais elevado e no término da atividade ocorreu uma redução deste nível,
comprovando que os efeitos da atividade física são benefícios importantes para a redução do
estresse, ratificando os dados de NUNOMURA, 2006.
89
88,18
88
87
86
Grupo Atividade Física
85
84
84,39
83
82
Início
Término
Figura 1 - Valores das médias do nível de estresse das participantes do grupo de atividade física, no início e ao
término da pesquisa. p<0,03.
Fonte: Pesquisa de Campo, 2009
O idoso brasileiro experimenta muitas dificuldades, desde questões como suporte
social inadequado até o deficiente atendimento de saúde. A burocracia da aposentadoria, as
dificuldades financeiras, os problemas com o atendimento de saúde, morte de amigos e
familiares e a discriminação social tornam o idoso cada vez mais susceptível ao estresse, pois
esses fatores agem como agentes estressores e ainda podem levá-los a depressão (LUFT et al.,
2007).
Segundo MARGIS (2003) apud SEGATO et al., (2009), qualquer situação a qual
possa provocar uma perturbação no equilíbrio do organismo pode ser considerada como
estresse, que pode levar a alterações orgânicas como a liberação de grandes quantidades de
hormônios na corrente sanguínea, preparando o indivíduo para alguma reação.
ALVES (2004) afirma que o envelhecimento pode ser considerado um fator de risco
para a ocorrência do estresse, devido ao idoso, que antes era um indivíduo ativo,
independente, agora se tornar um ser humano dependente em razão das limitações provocadas
por esta condição. O fato de não poder realizar tarefas simples, como pentear o cabelo,
escovar os dentes ou calçar um sapato, será motivo para gerar o estresse. Dessa forma, a
pesquisa mostra que a atividade física é um ótimo tratamento para o combate ao estresse e
para tornar este indivíduo o mais independente possível.
TRAUSTADÓTTIR et al. (2005) apud LUFT (2007) demonstram que, no
envelhecimento, diferentes estilos de vida podem estar relacionados a diferentes respostas ao
estresse. Os resultados desse estudo sugerem que nas mulheres idosas que não praticam
atividade física, o envelhecimento está relacionado à maior reatividade ao estresse, liberando
mais cortisol frente aos mesmos agentes estressantes.
Relatam OSEI-TUTU e CAMPAGNA (2003) apud LUFT (2007) em seus estudos
que, para que a atividade física tenha benefícios psicológicos, ela deve ser realizada por
períodos estendidos e não de forma acumulada. O significado e a prática regular de atividade
física realizada de forma intencional estão associados aos efeitos mais fortes na saúde e no
bem-estar mental (HARRIS et al., 2003 apud LUFT, 2007). MALMBERG (2003) apud LUFT
(2007) mostra que a saúde percebida estava relacionada apenas com a prática regular de
atividade física de lazer e não com o gasto energético total.
Segundo SENA et al. (2003), quando o indivíduo idoso não realiza atividade física, sua
autoestima fica reduzida, os seus interesses pelas coisas simples da vida diminuem. Todavia,
quando passa a realizar a atividade física, começa a se sentir mais ativo e com grande
entusiasmo para a vida.
Esse fato se confirma pelos relatos colhidos das pacientes durante a pesquisa, segundo
as quais, antes da prática da atividade elas se sentiam desmotivadas para realizar as suas
tarefas diárias, não tinham um bom relacionamento com as pessoas, destacando-se o fato de
que muitas delas eram vizinhas e só se conheceram após o início da atividade; e, iniciada a
prática da atividade, todos esses fatores melhoraram.
O tempo de realização da atividade física neste estudo foi de um ano e seis meses,
caracterizado como um período de longa duração, e o foco era proporcionar momentos de
interação entre os participantes do grupo, independentemente da preocupação com o bemestar físico.
Em um estudo realizado por LAUKKANEN et al (1998) apud MATSUDO et al
(2001), avaliando o nível de atividade física de idosos entre 75 e 80 anos de idade por um
período de 5 anos, observaram claramente que os indivíduos fisicamente ativos apresentaram
melhores condições de saúde e capacidade funcional do que os sedentários, podendo refletir,
dessa forma, em melhor qualidade de vida.
Com base na teoria, os resultados da comparação dos níveis de estresse dos
participantes do grupo de atividade física com os indivíduos sedentários mostram que pessoas
ativas possuem níveis de estresse baixos quando comparados aos indivíduos sedentários,
como pode ser observado na figura abaixo.
90
88,18
88
86
84
81,63
82
80
78
Grupo Atividade Física - Término
Grupo Controle
Figura 2 - Valores das médias do nível de estresse das participantes do grupo de atividade física ao término da
pesquisa e do grupo controle.
Fonte: Pesquisa de Campo, 2009
Para se discutir os resultados das categorias de estresse, é importante lembrar, como
foi mencionado na metodologia, que cada categoria tem uma pontuação. Por exemplo, para a
categoria de positivo bem-estar a pontuação deve ser de 81 a 110 pontos.
Ao término do programa de atividade física, 24 dos 33 participantes permaneceram na
categoria de positivo bem-estar, o que significa que estes indivíduos possuem uma boa
autoestima e estão conduzindo suas vidas da melhor maneira possível. Os 18 indivíduos do
grupo controle permaneceram na categoria de positivo bem-estar, porém, obtiveram uma
pontuação menor no escore do questionário em relação ao grupo ativo, o que mostra que o
sedentarismo é uma predisposição para desencadear o estresse, de acordo com o que pode ser
identificado na tabela abaixo.
Tabela 3 - Valores do número de participantes do grupo de atividade física, no início e ao término da pesquisa e
do grupo controle, em relação ao estado de estresse.
Estado de Estresse
Indica positivo bem-estar
Baixa positividade
Marginal (no limite)
Indica problemas de estresse
Indica sofrimento
Indica sofrimento sério
Indica sofrimento severo
Grupo de
atividade física
- início
22
02
04
05
00
00
00
Grupo de
atividade física término
24
03
03
03
00
00
00
Grupo Controle
18
03
04
06
02
00
00
Fonte: Pesquisa de Campo, 2009.
Estudos realizados por diversos autores, tais como CAPODIECI (2000), DE VITTA
(2000) e MATSUDO (2001) apud RIGO & TEIXEIRA (2005), afirmam que a participação
regular em atividades físicas e sociais tem efeitos que previnem, evitam e diminuem o
estresse, aumentam a resistência às doenças e dão ao idoso uma percepção positiva de bemestar físico e mental.
Com base no referencial teórico e nos resultados encontrados durante a pesquisa,
verifica-se que um programa de atividade terapêutica interfere no nível de estresse de uma
população urbana. Com isso, surge a necessidade de incentivar um estilo de vida ativo aos
indivíduos que estão em processo de envelhecimento.
Então, cabe aos profissionais da área da saúde, educadores, gestores públicos, agir de
maneira efetiva na busca de recursos para a viabilização de projetos que atinjam a meta de
uma população em processo de envelhecimento cada vez mais ativa (FRANCHI &
MONTENEGRO JÚNIOR, 2005).
5 CONCLUSÃO
O processo de envelhecimento é um fenômeno recente, principalmente nos países em
desenvolvimento. Atualmente, o Brasil tem um grande número de idosos e o estado do Pará
tem o maior número de idosos da região norte.
Assim, é de grande importância voltar a atenção para esta parcela da população,
procurando estratégias para minimizar os efeitos deletérios do envelhecimento e as doenças
que possam adquirir durante esse processo, como o estresse, que é considerado o mau do
século e atinge um grande número de idosos. Com isso, estes indivíduos podem vir a ter um
envelhecimento bem sucedido.
Como se pode verificar neste estudo, a inclusão de programas de atividades físicas na
vida de indivíduos idosos proporciona melhoras no organismo como um todo, liberando
substâncias químicas na corrente sanguínea que melhoram o humor, a autoestima e, desta
forma, os efeitos e níveis do estresse no organismo são minimizados.
Portanto, conclui-se que os indivíduos que participam de um programa terapêutico, ou
seja, praticam atividade física regularmente, apresentam níveis de estresse melhores do que os
indivíduos sedentários.
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APÊNDICE 1
APÊNDICE 4
TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE ESCLARECIDO
Título: “Efeitos de atividades terapêuticas no nível de estresse de uma população urbana”
APÊNDICE 4
TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE ESCLARECIDO
Título: “Efeitos de atividades terapêuticas no nível de estresse de uma população urbana”
Você está sendo convidado a participar do projeto de pesquisa acima citado, que tem
como objetivo estudar a influência de um programa fisioterapêutico no nível de estresse de
uma população. O documento abaixo contém todas as informações necessárias sobre a
pesquisa que estamos fazendo.
Para a avaliação do estresse, será aplicado um questionário elaborado por Oliveira
(2002), que contém 18 perguntas relacionadas à saúde física, mental e emocional. Sendo 14
perguntas com seis opções de resposta, cada resposta com pontos que variam de 5 a 0. E as
outras 04 questões o indivíduo terá que dar uma nota de 10 a 0 para determinadas situações,
como o quanto está preocupado ou interessado com a sua saúde, o quanto se sente tenso ou
relaxado, qual a quantidade energia, animação e vitalidade que o indivíduos acha que tem e
quão deprimido ou alegre tem estado. Então, somam-se os pontos do indivíduo e verifica-se
qual é o nível de estresse. Se os pontos forem de 81 a 110 indica positivo bem-estar; de 76 a
80, baixa positividade; 71 a 75, marginal (no limite); 56 a 70 indicam problemas de estresse;
41 a 55 indicam sofrimento; 26 a 40 indicam sofrimento sério e de 0 a 25 pontos indicam
sofrimento severo.
O programa terapêutico será dividido em três momentos: o aquecimento para o início
das atividades, por meio de caminhadas no ginásio coberto do CESEP, no tempo de 20
minutos, alongamentos de membros superiores e inferiores, antes e depois, e exercícios
ativos-livres com 3 séries de 10 repetições, realizados durante duas vezes na semana. Os
indivíduos são orientados a trajarem vestimenta adequada. O segundo estágio é composto de
caminhada de 20 minutos, alongamentos de membros superiores e inferiores por um tempo
mais prolongado e exercícios ativos-livres e com bastões. No terceiro momento será realizada
a caminhada, também de 20 minutos, o fortalecimento de membros superiores e inferiores
com auxílio de caneleiras de confecção caseira de 0,5Kg; 1,0Kg; 1,5Kg; 2,0Kg; 2,5Kg e
3,0Kg, em que a evolução de peso para os indivíduos será realizada de 2 em 2 semanas. Com
as caneleiras de 0,5Kg serão realizadas 2 series de 15 repetições; com as de 1,0Kg, 2 series de
12 repetições; com as de 1,5Kg e 2,0Kg, 2 series de 10 repetições; com as de 2,5Kg, 2 series
de 8 e com as de 3,0Kg, 2 series de 6 repetições. As atividades acontecerão no mesmo
ginásio.
Este programa será composto, em média, por 08 sessões ao mês. Após a finalização
do período do programa terapêutico, será realizada uma reavaliação semelhante à avaliação
inicial.
Em qualquer momento da pesquisa, os entrevistados terão acesso aos pesquisadores da
pesquisa, para esclarecimento de dúvidas.
A principal responsável é a profa. Daniela Teixeira Costa, que pode ser encontrada na
Rua Diogo Moia, n. 770, apto 502, telefone 32220021, ou na Universidade da Amazônia, no
período diurno, ou pelo celular 81991799.
Caso não seja localizada a profa. Daniela Teixeira Costa, poderá ainda ser contactada a
pesquisadora Wellina Oliveira Cunha, pelos telefones 32594496 ou 81814863.
É garantida às pacientes a liberdade de deixar de participar do estudo a qualquer tempo
e também a desnecessidade de justificar a desistência de colaboração com a pesquisa sem lhe
causar qualquer prejuízo e sem perda do benefício já obtido (art.IV.1,f).
As informações obtidas serão analisadas em conjunto com as de outros pacientes, não
sendo divulgada qualquer informação que possa levar a sua identificação.
O paciente tem direito a se manter informado a respeito dos resultados parciais da
pesquisa. Na avaliação será questionado ao pesquisado se o mesmo possui plano de saúde e,
em caso de alguma intercorrência durante a realização das atividades no ginásio do CESEP,
diretamente provocada pelos procedimentos propostos pelos pesquisadores, o indivíduo será
encaminhado ao Posto de Saúde da Universidade da Amazônia, já autorizado pela médica
responsável Dra. Érica Franco (APÊNDICE 4), para a prestação dos primeiros socorros; em
seguida, os que possuírem plano de saúde serão transportados pela própria autora ao hospital
referente ao seu plano e os indivíduos que não possuírem plano de saúde serão transportados
pela própria autora ao Pronto Socorro Municipal, sem custos para o paciente.
Não há despesas pessoais para o participante em qualquer fase do estudo. Esta
pesquisa será realizada com recursos do próprio autor.
Também não haverá nenhum pagamento por sua participação.
Os pesquisadores utilizarão os dados e o material coletado somente para esta pesquisa,
devendo os participantes dar autorização para publicação em periódicos, revistas médicas e
congressos.
Ao final da pesquisa, as fichas de avaliação serão arquivadas em meio digital e será
mantida a completa integridade dos participantes.
Declaro que compreendi as informações que li ou que me foram explicadas sobre a
pesquisa em questão.
Discuti com as pesquisadoras sobre minha decisão de participar nessa pesquisa,
ficando claros para mim quais são os propósitos da pesquisa, os procedimentos a serem
realizados, os possíveis desconfortos e riscos, as garantias de confidencialidade e de
esclarecimentos permanentes.
Ficou claro também que minha participação não tem despesas, inclusive se optar por
desistir de participar da pesquisa.
Concordo, voluntariamente, em participar deste estudo, podendo retirar meu
consentimento a qualquer momento, antes ou durante o mesmo, sem penalidades, prejuízo ou
perda de qualquer benefício que possa ter adquirido.
Belém - PA, ____, de ___________________de 2008.
____________________________________________
Assinatura do entrevistado
Declaro que obtive de forma apropriada e voluntária o consentimento livre e
esclarecido desta entrevistada para participação no presente estudo.
____________________________________________
Daniela Teixeira Costa
Pesquisador responsável
ANEXO 1
TESTE O SEU NÍVEL DE ESTRESSE
Nome: _____________________________________________________ Idade: _____
Sexo: ( ) Feminino ( ) Masculino
Instruções: As questões seguintes se referem a como você se sente e como as coisas têm
andando no último mês. Para cada questão, marque com um X a resposta mais aplicada a
você. Uma vez que não há respostas corretas ou incorretas, é bom responder rapidamente as
questões, sem largas pausas.
1- Em geral, como você se sente?
( ) Com excelente disposição
( ) Às vezes de bom e outras de mau-humor
( ) Com boa disposição
( ) Desanimado, muitas vezes
( ) Bem, na maioria das vezes
( ) Sempre desanimado
2- Você tem sido incomodado por seus nervos?
( ) Nem um pouco
( ) Mais ou menos
( ) Um pouco
( ) Muito
( ) Algumas vezes
( ) Constantemente, ao ponto de ficar desligado
das coisas e até de não poder trabalhar
3- Você tem tido controle sobre seu comportamento, pensamentos, emoções ou sentimentos?
( ) Sim, absolutamente
( ) Não muito
( ) Sim, na maioria das vezes
( ) Não, e ainda fico às vezes perturbado
( ) Geralmente, sim
( ) Não, e sempre fico muito perturbado
4- Você tem se sentido triste, desencorajado, desesperançado, ou tem tido muitos problemas?
( ) Nada, nada
( ) Realmente, um pouco
( ) Um pouco
( ) Bastante
( ) Às vezes, o suficiente para aborrecer-me
( ) Bastante, ao ponto de muitas
vezes ter vontade de desistir de tudo
5- Você tem sentido estar sob estresse, pressão ou tensão?
( ) Absolutamente não
( ) Sim, um pouco mais do que o comum
( ) Sim, um pouquinho
( ) Sim, sob um pouco de pressão
( ) Sim, um pouco, mas dá para encarar
( ) Sim, quase mais do que posso suportar
6- Quão feliz, satisfeito ou alegre você tem se sentido com relação a sua vida?
( ) Muito feliz, acha que não poderia sê-la mais do que sou
( ) Satisfeito
( ) Muito feliz
( ) Um pouco satisfeito
( ) Moderadamente feliz
( ) Muito insatisfeito
7- Você tem tido razão para temer a perda do controle de sua mente, de seus atos, palavras,
pensamentos, sentimentos ou memória?
( ) Nem pensar!
( ) Pouco, mas tenho me preocupado
( ) Só um pouquinho
( ) Pouco, mas tenho me preocupado
bastante
( ) pouco, mas não o suficiente para
( ) Muito, ao ponto de colocar-me
preocupações
em constante estado de preocupação
8- Você tem estado ansioso, preocupado ou abatido?
( ) De jeito nenhum
( ) Regularmente
( ) Pouquinho
( ) Bastante
( ) Um pouco, o suficiente para importunar-se
( ) Em excesso até, ao ponto de
sentir-me doente
9- Você se levanta, pela manhã, revigorado e descansado?
( ) Todos os dias
( ) Menos que a metade dos dias
( ) Quase todos os dias
( ) Raramente
( ) Com frequência
( ) Nunca
10- Você tem sido incomodado por alguma doença, desordem orgânica, dores ou temores
sobre sua saúde?
( ) Nunca
( ) Durante algum tempo
( ) Um pouquinho
( ) Na maioria das vezes
( ) Às vezes
( ) Sempre
11- Sua vida tem sido plena de coisas interessantes?
( ) Sempre
( ) Algum tempo
( ) Na maioria das vezes
( ) Um pouco
( ) Durante um bom tempo
( ) Nunca
12- Você se sente desanimado e tristonho?
( ) Nunca
( ) Durante um bom tempo
( ) Um pouco
( ) Na maioria das vezes
( ) Algum tempo
( ) Sempre
13- Você se sente emocionalmente estável e seguro de si?
( ) Sempre
( ) Algum tempo
( ) Na maioria das vezes
( ) Um pouco
( ) Durante um bom tempo
( ) Nunca
14- Você se sente cansado, exausto, quebrado, esgotado?
( ) Nunca
( ) Durante um bom tempo
( ) Um pouco
( ) Na maioria das vezes
( ) Algum tempo
( ) Sempre
* Para cada uma das quatro perguntas a seguir, as palavras em cada final descrevem
sentimentos opostos. Assinale com um círculo (O) o número que mais se relaciona ao que
você sentiu no último mês.
15- Quão preocupado ou interessado acerca de sua saúde você tem estado?
10
8
6
4
Nada, nada
16- Quão relaxado ou tenso você tem se sentido?
2
0
Muito preocupado
10
8
6
4
2
Bastante relaxado
0
Bastante tenso
17- Quanta energia, animação e vitalidade você tem tido?
10
8
6
4
2
Muito
0
Nenhuma
18- Quão deprimido ou alegre você tem estado?
10
8
6
4
Muito alegre
2
0
Muito deprimido
* Contagem dos pontos: Some todos os pontos assinalados em cada questão e compare os
resultados com a tabela a seguir.
Estado de Estresse
Indica positivo bem-estar
Baixa positividade
Marginal (no limite)
Indica problemas de
estresse
Indica sofrimento
Indica sofrimento sério
Indica sofrimento severo
FONTE: Oliveira, 2002.
Pontos Qual o seu nível?
81 a 110
76 a 80
71 a 75
56 a 70
41 a 55
26 a 40
0 a 25
ANEXO 2
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efeito do método de reeducação postural global (rpg)