PROGRAMA DE CONTROLE MÉDICO E DE SAÚDE OCUPACIONAL – PCMSO Norma Regulamentadora nº 7 do Ministério do Trabalho e Emprego Obrigatoriedade de implantação por Notários e Registradores Antonio Herance Filho* O PCMSO é parte integrante do conjunto mais amplo de iniciativas dos empregadores no campo da saúde dos trabalhadores, devendo estar articulado com o disposto nas demais Normas Regulamentadoras do MTE. Dito programa deve considerar as questões incidentes sobre o indivíduo e a coletividade de trabalhadores, privilegiando o instrumental clínicoepidemiológico na abordagem da relação entre a saúde e o trabalho deles. Deve ter caráter de prevenção, rastreamento e diagnóstico precoce dos agravos à saúde relacionados ao trabalho, além da constatação da existência de casos de doenças profissionais ou danos irreversíveis à saúde dos trabalhadores. É planejado e implantado com base nos riscos à saúde dos obreiros, especialmente os identificados nas avaliações previstas nas demais Normas Regulamentadoras - NR. A serventia extrajudicial não-oficializada está obrigada a implementar o PCMSO, mas estará desobrigada de indicação do médico coordenador, para os fins daquele programa, caso possua menos de 25 prepostos ou auxiliares celetistas. Por relevante, reproduzimos a seguir a íntegra do item 7.1 da Norma Regulamentadora 7 (aprovada pela Portaria MTE nº 3.214, de 1978): NR 7 - Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (107.000-2) 7.1. Do objeto. 7.1.1. Esta Norma Regulamentadora - NR estabelece a obrigatoriedade de elaboração e implementação, por parte de todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados, do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional - PCMSO, com o objetivo de promoção e preservação da saúde do conjunto dos seus trabalhadores. (...) 7.3.1.1. Ficam desobrigadas de indicar médico coordenador as empresas de grau de risco 1 e 2, segundo o Quadro 1 da NR 4, com até 25 (vinte e cinto) empregados e aquelas de grau de risco 3 e 4, segundo o Quadro 1 da NR 4, com até 10 (dez) empregados. 7.3.1.1.1. As empresas com mais de 25 (vinte e cinco) empregados e até 50 (cinqüenta) empregados, enquadradas no grau de risco 1 ou 2, segundo o Quadro 1 da NR 4, poderão estar desobrigadas de indicar médico coordenador em decorrência de negociação coletiva. (original sem destaques) Destarte, analisando o fragmento supra, vê-se que há distinção entre a obrigatoriedade de implementação do programa e a obrigatoriedade de indicação do médico responsável. A desnecessidade de indicação do médico responsável não exime o empregador da implantação do PCMSO. O programa, tal como idealizado, deverá incluir obrigatoriamente, os seguintes Atestados de Saúde Ocupacional (ASO): a) admissional; b) periódico; c) de retorno ao trabalho; d) de mudança de função; e e) demissional. Na próxima edição cuidaremos do PPRA – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais, disciplinado pela Norma Regulamentadora nº 9. *O autor é advogado, especialista em Direito Tributário pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, em Direito Constitucional e de Contratos pelo Centro de Extensão Universitária de São Paulo e em Direito Registral Imobiliário pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Professor de Direito Tributário em cursos de pós-graduação, coautor do livro "Escrituras Públicas – Separação, Divórcio, Inventário e Partilha Consensuais – Análise civil, processual civil, tributária e notarial", editado pela RT, autor de vários artigos publicados em periódicos destinados a Notários e Registradores. É diretor do Grupo SERAC, colunista e co-editor das Publicações INR - Informativo Notarial e Registral. [email protected]