ATIVIDADES QUE SERÃO DESENVOLVIDAS COM PROFESSORES E PEDAGOGOS NO COLÉGIO ESTADUAL “CASTRO ALVES” –EFMP DURANTE O PROJETO DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA NO ANO LETIVO DE 2009 É PRECISO SENTIR A MUDANÇA LÁ DENTRO ( Adaptação do poema de Antonio Ferreira de Andrade ) Mudar é um ato de coragem. É a aceitação plena e consciente do desafio. É trabalho árduo, para hoje! É trabalho duro, para agora! E os frutos só virão amanhã, quem sabe, tão distante... Mas quando temos a certeza de estarmos no rumo certo, a caminhada é tranqüila. E, quando temos fé e firmeza de propósito, é fácil suportar as dificuldades do dia-a-dia. A caminhada é longa. Muitos ficarão à margem. Outros vão retirar-se da estrada. É assim mesmo. Contudo, os que ficarem, chegarão, disso eu tenho certeza. Olhe bem a seu lado. Estão com você, seus colegas de trabalho. Eles exercem o mesmo papel que você dentro da organização. Eles também têm problemas e dificuldades como você. E têm dúvidas sobre a mudança. Você poderá mostrar-lhes como você sente e pensa a respeito das mudanças na organização e nas pessoas. Não feche a janela em que você está debruçado. Convide seu colega para estar a seu lado, para que vocês possam ter a mesma perspectiva. Nós estaremos com você a todo dia, tentando descobrir novas faces da mudança. Tenho certeza que, se assim procedermos, dentro de algum tempo estaremos Convencidos de que não é tão difícil mudar... UNIDADE TEMÁTICA: PROJETO DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA Reflexão coletiva com professores e pedagogos sobre o CONSELHO DE CLASSE Tema: CONSELHO DE CLASSE APRESENTAÇÃO: Esta unidade temática se destina aos professores e pedagogos do Colégio Estadual Castro Alves- EFMP, da rede pública do Estado do Paraná, na cidade de Cornélio Procópio. Está atividade de intervenção pretende desenvolver a reflexão e a discussão sobre Conselho de Classe, cujo tema apresenta grande fragilidade no embasamento teórico, o que dificulta bastante a sua realização e a efetivação de resultados, pois apesar de ser uma atividade corriqueira no cotidiano escolar, o Conselho de Classe requer maior conhecimento na área por parte dos seus integrantes. Por meio de um trabalho voltado para a reflexão do trabalho desenvolvido, sua finalidade é favorecer uma visão significativa, novos encaminhamentos visando à melhoria das práticas pedagógicas na escola. Por meio de estudo coletivo, buscando traçar diretrizes e elaborar estratégias de superação das dificuldades, uma reflexão do nosso próprio trabalho e com isso buscar o verdadeiro sentido do Conselho de Classe no âmbito escolar. “A prática de pensar a prática é a melhor maneira de pensar certo.” Paulo Freire “A finalidade de qualquer ação educativa deve ser a produção de conhecimentos que aumenta a consciência e a capacidade de iniciativa transformadora do grupo.” Paulo Freire Caro colega! ! ! Nosso objetivo é levar professores e pedagogos a reflexão sobre o que é Conselho de Classe. O que ele representa, como é realizado e qual sua importância para a aprendizagem do aluno. Professor e Pedagogo, em sua caminhada de estudo (formação continuada), os problemas pertinentes ao Conselho de Classe, são discutidos e refletidos, são planejados novos encaminhamentos sobre a sua prática pedagógica e, conseqüentemente, sobre como é realizado hoje na maioria das escolas públicas? As atividades serão desenvolvidas através de Grupo de Apoio à implementação na Escola: 08 encontros de 4 horas = 32 horas com certificação da SEED. Conselho de Classe!!! Momento de refletir ou de finalizar o processo de ensino e aprendizagem? Para começar nosso trabalho proponho a leitura do texto Produção Didático Pedagógica sobre o Conselho de Classe, com o tema: Reflexões sobre o CONSELHO DE CLASSE: Oportunidade de Integração Profissional e Social. Com essas reflexões sobre o Conselho de Classe, dando oportunidade para que o docente reflita e se posicione sobre o seu trabalho, pretendo iniciar nosso diálogo e envolver você neste problema, pois é uma atividade que deve ser refletida no coletivo da escola e nos fazer repensar à função da avaliação no âmbito escolar. Desta forma, para implementação da produção didática na escola será oportunizado o diálogo com professores e pedagogos. O plano de trabalho será apresentado, socializado e discutido, visando à proposta de intervenção no contexto escolar. Com o objetivo de situar o leitor, apresentamos primeiramente o Projeto de Intervenção Pedagógica apresentado ao Programa de Desenvolvimento Educacional da Secretaria de Estado da EducaçãoPDE: ALGUMAS REFLEXÕES SOBRE O CONSELHO DE CLASSE EM PROL DE INTERVENÇÕES QUALITATIVAS NO ENSINO FUNDAMENTAL EM UMA ESCOLA PÚBLICA. A proposta de intervenção trata da resignificação dos Conselhos de Classe, levando em conta a necessidade da realização de uma ação coletiva, dialógica e interativa dos profissionais envolvidos. Tal proposta, contemplando dentro do contexto escolar, buscando a formação continuada dos professores e pedagogos para a melhoria e o desempenho de um trabalho eficiente, eficaz e prazeroso, que tenha como reflexo a uma melhor aprendizagem dos alunos. Para conseguirmos o que estamos propondo, sugiro que todos os participantes do grupo de apoio façam uma reflexão sobre as questões e depois respondam, discutam e socializem com seus colegas. ATIVIDADE 1 *** Aplicação de uma dinâmica: (Trabalho coletivo) OK? Então vamos trabalhar? == O que é Conselho de Classe para você? Qual o papel dos encaminhamentos metodológicos neste processo? -- Em sua visão, o que acha premente para que se concretize uma transformação significativa na maneira em que hoje realizamos os Conselhos de Classe em nossas escolas? -- Como conduzir o Conselho de Classe, repensando o trabalho pedagógico, a compreensão dialógica sobre a avaliação. Uma avaliação integrada entre o diagnóstico e o processo ensino e aprendizagem? == Analisando o Projeto de Intervenção sobre o Conselho de Classe, quais as possibilidades de colocá-lo em prática, tendo em vista a melhoria do processo ensino e aprendizagem? == Você pensa ser necessário que o professor invista mais em sua formação continuada, no embasamento teórico? == De que forma a avaliação vem sendo conduzida em sua escola? == Frente a tudo isto, em que e como a escola precisa encontrar um caminho, ações concretas para efetivação da mudança nos Conselhos de Classe? == Anote suas expectativas em relação à proposta apresentada sobre o Conselho de Classe no Projeto de Intervenção discutido neste encontro. ATIVIDADE 2 Para saber mais!!! O que pretendemos e idealizamos com este estudo é uma projeção da situação ideal, o que pode vir a ser o Conselho de Classe, pois este é um problema real que acontece na escola e que muito nos incomoda e gostaria muito que esta situação mudasse, por isso gostaria que você caminhasse comigo neste estudo e refletissem, lessem e discutissem esse tema tão polêmico envolvendo o máximo de professores para que juntos conseguíssemos reverter este quadro. Partindo de uma aprendizagem mais significativa, tendo a avaliação como ponto de partida e o aluno como centro do trabalho educativo. O que é possível fazer? O que fazer para mudar? O que seria possível entre o real e o ideal? Traçar metas e direcionamentos. Dar um passo de cada vez. Para começar nosso trabalho leia o texto abaixo. -- CRUZ, Carlos Henrique Carrilho. Conselho de Classe e Participação. Revista da Educação AEC, Brasília, v.24, n.94, p.111-136, jan/mar, 1995 Após a leitura, reflita com seus colegas e comente como acontece o Conselho de Classe na escola em que trabalha. Nesta atividade faremos algumas reflexões acerca das possibilidades e necessidade da fundamentação teórica, pois não podemos desvincular a teoria da prática. a)-Como está o envolvimento da comunidade escolar nas reuniões de Conselho de Classe em sua escola hoje? b)- O Conselho de Classe tem acontecido de modo que auxilie a aprendizagem dos alunos? Justifique. c)- O conselho de Classe revê criticamente e reorienta a atuação dos professores? Explique. d)- O Conselho de Classe oportuniza discussão das possibilidades de construção de uma prática pedagógica dinâmica e democrática? e)- O que nós enquanto educadores podemos fazer concretamente, no interior da escola, na sala de aula, para rever nossos procedimentos, métodos, postura social e ética? f)- Façam uma síntese do que entenderam e expectativas em relação à proposta apresentada sobre o Conselho de Classe. ATIVIDADE 3 Escola, local de socialização do saber elaborado, onde o docente precisa estar sempre buscando, pesquisando, se renovando com o foco voltado sempre ao aluno. Professores e pedagogos precisam planejar, se organizar, ter atitude, com visão para superação dos problemas que surgem no nosso dia-a-dia, num esforço coletivo, no reconhecimento de intenções e organização de táticas para consecução dos objetivos propostos. Devemos nos planejar, resgatar a função de educar, ter clareza da concepção básica do que é educar é determinante do bom êxito do processo pedagógico. Por fim, na real tomada de decisões, para um novo fazer pedagógico, em conjunto durante o Conselho de Classe, o que existe são sugestões, reivindicações, são propostas deixadas em aberto, não se estabelece consenso, não se chega a uma conclusão, no sentido de estabelecer decisões. Entretanto, nenhuma sugestão ou proposta concreta, questões pontuais no sentido de orientar uma atuação por parte dos professores. Em relação a estes problemas, todos pedem solução, mas não conseguem operacionalizar nenhuma decisão. Na realidade, apresentadas no não há Conselho mudanças, de Classe. mudanças Muitos pedagógicas professores têm conhecimento das falhas e limitações, não somente em relação a sua atuação nos Conselhos de Classe, mas a toda sua prática docente. Para refletir!!! **** Leitura dos textos: MATTOS, Carmem Lúcia Guimarães de. O conselho de classe e a construção do fracasso escolar. Educação e Pesquisa: Revista da Faculdade de Educação da USP, São Paulo, v.31, n.2, p.215-228, maio/ago, 2005. ROCHA, Any Dutra Coelho da. Conselho de Classe: burocratização ou participação. Editora Francisco Alves,1982. Com base nos textos acima, reflita como acontece o Conselho de Classe e ainda, sobre o processo avaliativo desenvolvido nas escolas. a)- Com base no texto de Any Rocha, reflita sobre as possíveis mudanças que podem ocorrer e os encaminhamentos sugeridos, que sejam viáveis de serem implementados. b)- No Conselho de Classe hoje em sua escola se discute, vivenciam efetivamente, como oportunidade para discussão de problemas de ensino? c)- O Conselho de Classe exerce a função de avaliação, de orientação para os professores, de orientação pedagógica no sentido de comparar técnicas, métodos e estratégias e, sobretudo atitudes ? d)- A leitura desses textos ajudou a você a compreender melhor o papel do Conselho de Classe? A partir dessas leituras é possível ter uma melhor compreensão sobre a importância de seu papel dentro da Escola? O que você destaca de importante no estudo desses textos? e)- Após análise e reflexão do texto: O Conselho de Classe e a construção do Fracasso escolar de Carmem Lúcia Guimarães. Discuta e socialize com seus colegas do grupo, aponte alguns princípios para que se possa avançar na construção de um Conselho de Classe em uma perspectiva transformadora e que de fato possa atender à finalidade da escola pública. f)- Diante da realidade vivenciada hoje na maioria das escolas, como seria possível a existência de Conselhos de Classe que se constituam em uma participação efetiva e de co-responsabilidade de todos os envolvidos no trabalho pedagógico sobre o processo de trabalho coletivo, a fim de realizar a finalidade social da escola? g)- Aponte suas expectativas em relação à proposta apresentada neste encontro. ATIVIDADE 4 Após tantos anos, podemos constatar que nada mudou. Não temos atingido a finalidade do Conselho de Classe que é avaliar o aproveitamento dos alunos, chegarmos a um conhecimento mais profundo do mesmo e promover a integração dos professores e de todos os elementos da escola, constituindo uma oportunidade de influência real no processo de tomada de decisão e mudança nas relações e procedimentos no interior da escola. Fala-se muito em Escola democrática, gestão democrática, formar alunos críticos e participativos, formar para a cidadania, porém o que infelizmente ainda acontece na maioria das escolas públicas, nas reuniões de Conselho de Classe é uma avaliação excludente, voltada mais para as questões de indisciplina e notas. Discute-se apenas aprovação e reprovação, sem objetivos com relação a real aprendizagem dos alunos, não atendendo as propostas de melhoria pedagógica, onde só o aluno é avaliado. Hoje, nos meios educacionais, existe uma preocupação muito grande com a melhoria qualitativa do processo ensino e aprendizagem e pela adoção de medidas que visam a aperfeiçoar o trabalho educativo da escola. Precisamos entender que cada aluno é uma pessoa, única e diferenciada, ser capaz de visualizar as potencialidades de cada um, sentir que a aferição não se resume na medida de conhecimentos acadêmicos, mas envolve além desta a aquisição de habilidades e a formação de atitudes numa avaliação global do aluno. A escola precisa rever suas práticas, como uma instituição social, num processo dinâmico de renovação de valores, princípios, conteúdos e formas, na perspectiva de uma ação significativa, competente e comprometida com a melhoria de vida da população e com o engajamento num novo tempo. Esta, vive hoje em seu cotidiano, dúvidas, incertezas, descrenças, resistências, entusiasmos, desejos e dificuldades, sentimentos freqüentes entre os gestores, docentes e toda a comunidade escolar, misturados com a expectativa de novas possibilidades para o desenvolvimento do trabalho educativo Dalbem(2004, p.13,14). Leitura e reflexão do ( fragmento) do texto de: - DALBEN, Angela Imaculada Loureiro de Freitas. Trabalho Escolar e Conselho de Classe, 2.ed. Campinas: Papirus, 1994. - DALBEN, Angela Imaculada Loureiro de Freitas- CONSELHO DE CLASSE E AVALIAÇÃO-Perspectiva na Gestão Pedagógica da Escola 3.ed. Campinas: Papirus, 2004. Com base nos textos, reflita como acontece o Conselho de Classe!? Reflita e responda! 1)- Que função deve ter o Conselho de Classe? 2)- O Conselho de Classe pode modificar as relações e procedimentos no interior da escola? 3)- Com base nos textos lidos,faça uma síntese reflexiva a respeito das perspectivas e potencialidades de mudança dos Conselhos de Classe. 4)- De que forma o Conselho de Classe tem contribuído para a exclusão de alguns alunos (mesmo que sem intencionalidade) e quais os reflexos dentro da escola? 5)- Que mudanças são necessárias para que o Conselho de Classe seja efetivamente um momento de discussão acerca da aprendizagem e desempenho dos alunos? Como reformular esta prática a partir das reflexões realizadas? 6)- Como você vê a participação dos professores hoje nos Conselhos de Classe? Dê sugestão, proposta de mudança. Atividade 5 Desatando nós... Refletindo sobre como realizamos o Conselho de Classe em nossa escola. VAMOS CONTINUAR!!! A avaliação é um dos aspectos fundamentais e necessários no processo educativo, nos encaminhamentos didáticos com vistas à aprendizagem real dos conteúdos propostos. Por que avaliar? Refletindo sobre o processo avaliativo... O estudo, a leitura, vem nos enriquecer e nos mostrar novos horizontes na vida pessoal e principalmente na profissional, pois o que aprendemos, o embasamento teórico pode ser aplicado em nosso dia-adia na escola, engrandecendo as atividades educacionais. Estes momentos de reflexões contribuem muito para o nosso crescimento profissional, reforçando com capacitações e pela valorização de nossa atuação no sucesso escolar, pois adquirimos mais competência e segurança. Precisamos ter ousadia para inovar e mudar quando necessário. Um profissional compromissado, enriquecido e confiante em um futuro melhor para aqueles que por nós passarem na escola ( alunos), e conseguir ajudar a todos a fazerem uma boa caminhada rumo a aprendizagem efetiva e à boa formação. Para saber mais!!! Leitura e análise compreensiva e crítica do texto abaixo( fragmento). LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da Aprendizagem, ed .11. São Paulo: Cortez, 2001 1)-Diante dos Conselhos de Classe que realizamos hoje nas escolas, muitas incertezas temos para desencadear um processo de transformação da realidade, não temos respostas prontas, porém temos uma urgência em fazer parte da construção de uma escola melhor. a)- O que fazer ? No enfoque, que é a formação do professor reflexivo, em busca de um melhor aperfeiçoamento teórico, uma fundamentação mais consistente para uma melhor qualidade de ensino e aprendizagem nas escolas públicas estaduais. b)- O Conselho de Classe tem um papel fundamental, que é o de dinamizar o processo de Avaliação, por intermédio da riqueza das análises múltiplas de seus participantes( professores) .Como estruturar os trabalhos pedagógicos segundo essas analises coletivas sobre avaliação ? c)- Com base no texto acima de Luckesi, existe clareza quanto aos critérios de avaliação indicados no Plano de Trabalho Docente ? Há relação entre estes e a concepção de Avaliação defendida no PPP? Os critérios de avaliação expressam a intencionalidade dos conteúdos selecionados no PTD? d)- Que posicionamento você, enquanto professor assume diante do cenário e “indefinição” da escola quanto a Avaliação? e)- Diante da nova forma de organização do trabalho pedagógico, qual a relação do Conselho de Classe com o processo de ensino e aprendizagem e a avaliação desenvolvida pela escola ? f)- Analisando a forma como o autor aborda a questão da Avaliação, aponte propostas inovadoras de mudanças para melhoria do trabalho escolar com ampla conscientização, inclusive a formação continuada dos educadores, levando-os a perceber a necessidade de uma mudança de concepção, alcançando resultados qualitativamente mais eficientes. g)- Reflita e registre sobre as possíveis mudanças que poderão ocorrer em sua escola. Por exemplo, a construção de idéias num sistema de cooperação, cada um acrescenta seu ponto de vista num pequeno texto Atividade 6 Pelas pequenas ações, partir da realidade para transformá-la, através do trabalho coletivo, no cotidiano, no dia-a-dia. As mudanças não podem ficar atreladas as ordens, imposições que vem da SEED/NRE. O Projeto Político, na sua maioria, só fica na teoria sem ações concretas da escola. Devemos colocar concretamente o real da escola, situações pontuais, não pode ficar só na intencionalidade. Precisa ser sistemático, básico para um bom trabalho, precisamos transformar nossa realidade em algo bem melhor, Temos que acreditar que podemos fazer melhor. A formação continuada, o aprender contínuo é essencial em nossa profissão. Só uma reflexão sistemática e continuada é capaz de promover a dimensão formadora da prática. A produção de um saber profissional, emergente da prática e de uma reflexão sobre ela. Queremos com este trabalho, contribuir para superar as limitações das práticas dos Conselhos de Classe, oferecendo motivação para refletir e analisar questões vividas no cotidiano escolar, no dia-adia e perceber o entendimento que se tem sobre a Avaliação da aprendizagem hoje em nossas escolas. Para ler e refletir!!! VASCONCELLOS, Celso dos S. Avaliação da Aprendizagem: Práticas de Mudança. São Paulo: Liberdad,1998. Cadernos Pedagógicos, v.6 Após a leitura e o estudo realizado, destaque a importância da avaliação, no sentido de sua dinâmica no processo educacional, por meio de seu aspecto formativo e político. Uma avaliação que visa à verificação da aprendizagem dos alunos, à identificação de suas necessidades e à melhoria do processo ensino e aprendizagem. A intenção dessa atividade é nos questionarmos sobre: == O que você entende por mudança? == Como começar a mudar? == Quais os problemas básicos enfrentados no ano anterior e que nos impediram de realizar um trabalho pedagógico de melhor qualidade? == Quais foram os índices de evasão e retenção em nossa escola? == Existem dados acerca da qualidade do ensino e aprendizagem da escola? == Quais a dificuldades que os docentes enfrentam na sala de aula ( de cada ano)? == O papel do Conselho de Classe é tentar articular as diversas percepções dos profissionais sobre o aluno com o qual trabalha e ainda tentar articular essas visões na tentativa de percebê-lo segundo uma visão de totalidade. Fundamentados nos pressupostos em Vasconcellos, priorizando delinear um novo significado de Avaliação para nossa escola. Descreva o que acredita que possa ser o ponto de partida para a transformação que queremos. == Tão importante quanto analisar os Conselhos de Classe, é compreender as práticas de avaliação que a escola propicia. Assim sendo, inserido num contexto atual, a avaliação é o elemento fundamental para a articulação, reflexão e mudança na atuação sobre a realidade. Que ações pedagógicas deverão ser implementadas para superar os enormes desafios que a escola apresenta hoje na questão Avaliação? Atividade 7 Para saber mais!!! Precisamos refletir sobre o que fazer para intervir e mudar esta realidade e verificar coletivamente quais as possibilidades reais de intervenção no cotidiano escolar e as mediações necessárias para buscar ações, com questões mais pontuais. Nesta atividade, faremos uma análise reflexiva das sistematizações dos encontros anteriores, retomada e discussão de apontamentos dos textos já estudados, para que juntos, no grupo sejam apresentadas sugestões para a condução dos Conselhos futuros. Agora, penso ser o momento de realmente começar um processo democrático com professores e pedagogos, fazermos juntos uma reflexão sobre o referencial teórico adotado e sua relação com as necessidades de nossa escola, justificando a aplicação do conhecimento, discutir a teoria e fazer relação com a prática. Para que isto possa vir a acontecer realmente, gostaria de propor que na condução do Conselho de Classe, pudéssemos definir prioridades. O Conselho de Classe precisa ser visto como uma possibilidade transformadora, favorecendo a aprendizagem dos alunos, fazendo as possíveis intervenções específicas às necessidades para dar suporte a novos meios de ensino Cruz (1995, p.113). A organização e realização do pré- conselho, e o acompanhamento das medidas propostas no conselho de classe, são imprescindíveis. O pré-conselho possibilita um tempo maior para a investigação e análise dos problemas que interferem no processo pedagógico. Ademais, possibilita um levantamento antecipado dos problemas a serem solucionados, a coleta antecipada de sugestões para o alcance dos resultados, a identificação das dificuldades individuais e coletivas dos alunos, além da reflexão sobre a metodologia de ensino, os instrumentos de avaliação e formas de comunicação dos resultados aos alunos. O pré-conselho deverá ser realizado antecipadamente, com o professor representante de turma e a classe, verificando e especificando junto aos alunos as dificuldades apresentadas de aprendizagem, as solicitações e sugestões dos mesmos. Logo em seguida, o professor representante de turma, utilizará estes dados para repassar aos outros professores em reunião própria, onde irão descrever as dificuldades, informar as medidas já tomadas, apresentar sugestões e analisar o próprio plano de trabalho docente, que seria a teoria e a prática efetivamente. Feito isto, o professor representante repassa para a equipe pedagógica, que fará a preparação para o Conselho de Classe, será a tabulação e análise dos dados do Pré-Conselho dos professores e alunos. No decorrer do Conselho de Classe, será feita a explicitação dos critérios a serem respeitados, apresentação do relato construído pelo pedagogo, com os dados colhidos no pré-conselho, a reflexão coletiva sobre o relato dos problemas evidenciados, apresentação das sugestões de soluções para os problemas, combinação coletiva das ações a serem colocadas em prática, ou seja, os encaminhamentos das soluções posteriormente para o pós conselho. Da mesma forma, o pós conselho, diante desta problemática, procurará encontrar caminhos dando continuidade e concretização das ações que possam sanar os problemas de ensino e aprendizagem, com possibilidades de superação e transformação da educação. Enfim, o conselho e o pré-conselho devem priorizar o levantamento de problemas apresentados e a busca de soluções, a conscientização da responsabilidade de todos envolvidos e a análise coletiva a fim de se alcançar a melhoria da qualidade de ensino. O Conselho de Classe é um espaço que precisa ser discutido e modificado, estabelecendo mecanismos para conceber a pratica de reuniões que permitam a participação ativa dos alunos, como sujeitos responsáveis pelas suas aprendizagens, discutindo e refletindo juntamente com seus professores as questões que ainda não ficaram tão claros e o que fazer para poder efetivar os objetivos propostos pelos trabalhos desenvolvidos de cada disciplina e conteúdo. Este é um grande desafio para professores e pedagogos, com ações comprometidas, dominando o medo do novo e impulsionados pela necessidade de construir, de se estabelecer objetivos a atingir sobre um novo fazer sobre o Conselho de Classe. Porém isto tudo só será possível através do conhecimento. SUGESTÕES: === Eleição do professor conselheiro da turma e suplente. === Eleição do aluno representante da turma e suplente === PRÉ- CONSELHO: + ENTREGA DAS FICHAS ANTECIPADAMENTE AOS PROFESSORES + Reunião do professor conselheiro com a turma + Reunião do professor conselheiro com os demais professores + O professor conselheiro repassa as informações e as fichas para o pedagogo, para que seja feita a tabulação. + Todos os professores da turma deverão entregar o canhoto de notas para secretaria ou pedagogo uma semana antes do Conselho de Classe. + Tabulação e porcentagem das notas pelo pedagogo. + A ficha da turma ficará na sala dos professores durante o bimestre para que seja socializada no coletivo por todos os professore, para as devidas anotações sobre indisciplina,e qualquer outro problema apresentado pelos alunos. + O pedagogo ou o professor conselheiro trabalhará antecipadamente com o aluno sobre o regimento, as atribuições do aluno e normas do Conselho de Classe. Na realização do CONSELHO DE CLASSE: == Explicitação dos critérios a serem respeitados no decorrer do Conselho de Classe; == Apresentação do relato construído pelo pedagogo, com dados colhidos no pré- conselho; == Reflexão coletiva sobre o relato- problemas evidenciados no préconselho ou fora dele; == Apresentação das sugestões de soluções para os problemas apresentados; == Combinação coletiva das ações a serem colocadas em práticas. Na realização do PÓS CONSELHO: --- Deverá se efetivar os encaminhamentos apresentados durante o Conselho de Classe no coletivo dos professores; --- Apresentar o retorno aos alunos e professores sobre os encaminhamentos apontados e as intervenções propostas e colocadas em prática pós conselho em sala de aula com os alunos. --- Ter bem claro o que se vai fazer, os fins que se pretende para reorientar professores e alunos, com ação pedagógica concreta para o período seguinte e que possam interferir na prática educativa. FICHA / PROFESSOR 1)-Nome do Professor: _______________________________ 2)- Disciplina:_______________________ Série: ______ Turma: _______ NOME DOS ALUNOS 123456789101112131415161718 19- Descrever as dificuldades Medidas já tomadas Sugestõ es 20212223242526272829303132333436373839404142434445- 4647484950- FICHA / CLASSE 1)- Série: ______ Turma: ______ 2)- Dificuldades de aprendizagem da turma: ( especificar) 3)- Solicitações: 4)- Sugestões: 5)- Encaminhamentos : ________________________________________________________________ ________________________________________________________________ _________________________________________________________________ _________________________________________________________________ _________________________________________________________________ _________________________________________________________________ _________________________________________________________________ Texto de Gilmar Detogni- Professor de Sociologia e História. Artigo publicado em 22 de setembro/2008 e 03/11/08- Jornal Expressão/ RS Um Conselho de Classe quando organizado democraticamente, pode tornar-se um instrumento de valorização das experiências praticadas pelos professores. São os momentos e os espaços existentes de avaliação da própria escola. Conhecida cotidianamente como avaliação participativa, este processo não se restringe apenas a preocupações referendadas nas notas, conceitos ou problemas de determinados alunos. Esse processo cumpre com a finalidade de ajudar na formação e na dinamização do trabalho educativo. Nesse sentido, o professor Carlos Henrique Carrilho Cruz, entende que o Conselho de Classe é um instrumento de ajuda no sentido de que a equipe se conheça melhor como equipe e aja como tal, e ao mesmo tempo possa avaliar sua ação na interação com os alunos, além de descobrir meios para que os alunos cresçam como pessoas de forma pessoal e coletiva. Não podemos imaginar ou vivenciar um Conselho de Classe como um espaço de tristezas e desabafos. É um momento acima de tudo alegre e sério, pois é um momento de manifestação e crescimento da atitude individual e coletiva da equipe. Por outro lado há uma resistência natural à auto-avaliação por parte do corpo docente e administrativo que participa do Conselho. É comum solicitarmos que os estudantes avaliem e reflitam sobre suas falhas. Dificultoso talvez seja de nós mesmos fazermos avaliação de nossas atitudes. Contudo, é uma condição “sine qua non” que devemos ter clareza de que nossas práticas, de um modo geral, educam mais do que nossas próprias palavras. A o mesmo tempo parece ser unânime de que a cultura docente ofereça resistência à avaliação de seu próprio trabalho. Esta resistência poderá ser importante para que se insista na questão da auto-avaliação. Afinal ela pode nos mostrar aspectos ligados às linhas de ações dos professores no trimestre, onde houve avanços, dificuldades enfrentadas, inovações metodológicas, etc. Comumente os conselhos de classe são realizados com a participação de professores, Supervisão Escolar, Coordenação Pedagógica e Direção da Escola. Entretanto é possível realizar com planejamento um conselho de classe a partir da participação de todos os alunos da turma juntamente com os respectivos professores. Nesse sentido, o professor e pesquisador da Universidade Estácio de Sá, do Rio de Janeiro, Carlos Henrique Carrilho Cruz, qualifica esta metodologia como sendo um Conselho Participativo. Segundo Carlos Henrique, o referido método poderá ser posto em prática durante os dias de aula, sem, no entanto, causar prejuízos ao calendário escolar, além de estabelecer o debate nos processos metodológicos na relação entre professores e estudantes. Ocorre, porém a ausência da discussão sobre nota, conceitos e relatórios. A discussão transcorre somente no âmbito do desenvolvimento do trabalho aplicado em sala de aula. A fim de evitar possíveis “perseguições” por parte de professores, prática condenável sob todos os aspectos, os primeiros conselhos participativos podem ocorrer a partir do registro das observações por escrito sem assinatura de papéis no qual é realizado o registro das observações. Em seguida, após todos terem manifestado suas “impressões, ocorre a leitura das observações. Posteriormente após a fala dos alunos, abre-se a palavra aos professores a fim de que expliquem possíveis pontos não esclarecidos em seu trabalho e que podem estar sendo objeto de crítica dos alunos. Muitas vezes é necessária a mediação da Coordenação Pedagógica e da Direção da Escola para impedir as tensões que possam prejudicar o processo educativo. O Conselho Participativo vem ao encontro dos referencias pedagógicos que defendemos, ou seja, aumentando o espaço de participação, provocando mudanças na cultura docente da escola e gerando tensões e conflitos. Nas palavras de Carlos Henrique: participação que dá certo, gera conflitos, como ensina Pedro Demo. Mas este conflito é positivo na medida em que contribui para o crescimento de alunos e professores. Como educar para um diálogo franco e aberto no processo educativo? Como falar de uma sociedade democrática sem participação e sem mecanismos organizados que criem uma cultura de participação? Como educar para a liberdade satisfazendo-se apenas com espaços de debates eventuais e controlados por quem detém o poder na escola? Estas e outras questões podem ser facilitadas a partir do Conselho Participativo, pois é uma prática em que os estudantes têm voz e crescem em visão política das práticas da escola e em seus comentários sobre a atuação dos professores. O risco poderá se, talvez, a ousadia da mudança. ATIVIDADE 8 Tudo que estamos propondo é com a finalidade de envolver você nesta luta, buscar mudança, a transformação da escola pública, que tem a responsabilidade de formar cidadãos críticos e reflexivos. 1) Assistir o documentário: Pro dia nascer feliz. De João Jardim O filme retrata a realidade, o cotidiano de 5 escolas brasileiras. Fazer uma analise sobre o olhar do pedagogo. Questões gerais que o filme permite discutir: - Sociedade - Escola - Relação escola e sociedade - Juventude e adolescência - Expectativa do jovem com relação à escola - Gestão escolar - Trabalho docente ( formação e trabalho do professor) - Currículo - Avaliação e Conselho de Classe - Fracasso escolar e outras formas pelas quais a escola lida com a questão - Relação professor e aluno == Discutir as questões acima com base na perspectiva do pedagogo como articulador do trabalho pedagógico. == Refletir as formas pelas quais a escola lida com as questões citadas no filme. +++ Trabalho em grupo para discussão dos itens propostos para análise. +++ Discussão e reflexão coletiva +++ Socialização == Refletir sobre como o Conselho de Classe é realizado em sua escola. Qual a sua contribuição, sua responsabilidade pelo desenvolvimento do aluno? Diante da realidade social, qual o papel do professor e da escola ? Dê sugestões que contribuam com a melhoria da formação escolar do aluno. Considerações finais: Espero com estas reflexões ter conseguido provocar e fazer você (professor, pedagogo,direção), perceber a importância, a urgência necessidade de reorganização dos Conselhos de Classe, a avaliação envolvendo toda a comunidade escolar num processo coletivo e democrático. O Conselho de Classe é um espaço que precisa ser discutido e modificado, estabelecendo mecanismos para conceber a pratica de reuniões que permitam a participação ativa dos alunos, como sujeitos responsáveis pelas suas aprendizagens, discutindo e refletindo juntamente com seus professores as questões que ainda não ficaram tão claros e o que fazer para poder efetivar os objetivos propostos pelos trabalhos desenvolvidos de cada disciplina e conteúdo. Os objetivos reais do Conselho de Classe devem ser com base nos estudos realizados: - Orientar o professor na avaliação permanente de cada aluno, de forma que fiquem asseguradas observações concretas e eliminados os padrões pré estabelecidos que rotulam superficialmente o aluno; - Debater o aproveitamento global e individualizado das turmas, analisando especificamente as causas do rendimento das mesmas; - Estabelecer o tipo de assistência para o aluno considerado com aproveitamento insuficiente para o período as metodologia e recursos a serem empregados nas atividades de apoio, de forma que se realizem os reajustes necessários a cada caso, eliminando-se a repetição rotineira do que já foi ensinado; - Aperfeiçoar o trabalho diário do professor e com o aluno através dos subsídios ; - Despertar no professor à consciência de que a auto-avaliação contínua de seu próprio trabalho, com vistas a re-planejamento, promove a aprendizagem mais eficiente do aluno. A escola é um local que reflete a confusão mental do ser humano, pois é um local em que trabalha as relações. É um local de contradição. Alguns professores conseguem conduzir as adversidades da profissão, outros não. Nesta perspectiva, o educador, tenta resistir às pressões do cotidiano escolar, mantendo os objetivos principais da educação. O docente às vezes não consegue discernir entre o real e o ideal; não consegue trabalhar as próprias frustrações, então tentamos superá-las através do autoritarismo ( notas) para com o aluno. Precisamos procurar estratégias para levar o aluno a aprender cada vez mais e melhor. A qualificação do docente é indispensável para a autoridade em sala de aula. Para isso, o professor deve estudar sempre, precisamos do ócio. “ÓCIO, num sentido mais amplo, filosófico, é a pessoa que tem tempo para ler, refletir: pensar com sabedoria” (Jamil Ibrahim Iskandar- Professor da PUC- dezembro /08). As Instituições sociais não conseguem acompanhar as mudanças, precisa haver mais cooperação entre professores e alunos, um trabalho em grupo e exercícios estimuladores, pois é da criatividade para adquirirmos experiência. Nós professores, precisamos ter representatividade, ser o elo de uma estrutura, o mediador. EX: O jogo de xadrez- pedras isoladas não valem nada, apenas no contexto do jogo, no tabuleiro. Como pensar a escola sem alunos? A relação da função que o aluno exerce em sala de aula: não o aluno individualmente, mas a classe toda. O indivíduo só tem sentido se associado a alguma coisa. A idéia principal não é o sujeito, mas a estrutura que o contém. O nosso intuito,é desafiar professores e pedagogos para que se auto avaliem constantemente, buscando uma fundamentação teórica consistente, tendo um horário para estudar, políticas claras para a hora atividade dentro da escola e participando sempre que possível dos grupos de estudo. Não se educa pela retórica, mas sim pela ação. A nossa proposta neste estudo é a de implementar na escola um Conselho de Classe participativo, visando a re-significação dos processos pedagógicos centrais e configurando-se como um caminho que direciona para uma educação com resultados qualitativos e eficazes. A escola enquanto espaço de uma prática pedagógica realizada pelo conjunto de educadores, deve promover sua auto-avaliação. Refletir sobre auto-avaliação exige de nós educadores a sensibilidade de que não somos inatingíveis nem absolutos, mas de que somos seres que devemos estar permanentemente atentos às mudanças e procurar saber enfrentá-las dentro de um nível de compreensão mínimo, a fim de que nos realizemos nessa tarefa de educar e ao mesmo tempo satisfazer, preencher ou esclarecer os conflitos e incertezas de nossos alunos. Portanto, mudar de forma profunda e produzir efeitos destas mudanças, é um caminho lento, mas para termos os resultados desejados devemos ter também um rumo claro onde e como chegar “( Gilmar Detogni- Jornal Expressão22/09/08). . PERSISTÊNCIA X MUDANÇAS Contam que certa vez, duas moscas caíram num copo de leite. A primeira era forte e valente. Assim, logo ao cair, nadou até a borda do copo. Mas como a superfície era muito lisa e ela tinha suas asas molhadas, não conseguiu sair. Acreditando que não havia saída, a mosca desanimou, parou de nadar e se debater e afundou. Sua companheira de infortúnio, apesar de não ser tão forte, era tenaz. Continuou a se debater, a se debater e a se debater por tanto tempo, que, aos poucos o leite ao seu redor, com toda aquela agitação, foi se transformando e formou um pequeno nódulo de manteiga, onde a mosca tenaz, conseguiu com muito esforço subir e dali alçar vôo para algum lugar seguro. Durante anos, ouvi esta primeira parte da história como elogio à persistência, que, sem dúvida, é um hábito que nos leva ao sucesso, no entanto... Tempos depois, a mosca tenaz, por descuido ou acidente, novamente caiu no copo. Como já havia aprendido em sua experiência anterior, começou a se debater, na esperança de que, no devido tempo, se salvaria. Outra mosca, passando por ali e vendo a aflição da companheira de espécie, pousou na beira do copo e gritou: “Tem um canudo ali, nade até lá e suba por ele.” A mosca tenaz não lhe deu ouvidos, baseando-se na sua experiência anterior de sucesso e, continuou a se debater e a se debater, até que, exausta, afundou no copo de água. Quantos de nós, baseados em experiências anteriores, deixamos de notar as mudanças de ambiente e ficamos nos esforçando para alcançar os resultados esperados, até que afundamos na própria falta de visão? Fazemos isso quando não conseguimos ouvir aquilo que quem está de fora da situação nos diz. ( Mundo das metáforas, 2007) REFERÊNCIAS CRUZ, Carlos Henrique Carrilho. Conselho de Classe e Participação. Revista da Educação AEC, Brasília, v.24, n.94, p.111-136, jan/mar, 1995. DALBEN, Angela Imaculada Loureiro de Freitas. Trabalho Conselho de Classe, 2.ed. Campinas: Papirus, 1994. Escolar e GANDIN, Danilo Cruz; CARRILHO, Carlos Henrique. Planejamento na sala de aula, 6.ed. Petrópolis: Vozes, 2006. HOFFMANN, JUSSARA. AVALIAÇÃO: MITO & DESAFIO: uma perspectiva construtivista, ed. 14 Porto Alegre: Educação Realidade, 1994. _____. AVALIAÇÃO MEDIADORA: Uma prática em construção da pré-escola à universidade, ed. 5 Porto Alegre: Educação realidade, 1994. LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da Aprendizagem, ed .11. São Paulo: Cortez, 2001. MATTOS, Carmem Lúcia Guimarães de. O conselho de classe e a construção do fracasso escolar. Educação e Pesquisa: Revista da Faculdade de Educação da USP, São Paulo, v.31, n.2, p.215-228, maio/ago, 2005. PARO, Vitor Henrique. Gestão democrática da escola pública. ed.3 Editora Ática São Paulo, 2005. ROCHA, Any Dutra Coelho da. Conselho de Classe: burocratização ou participação. Editora Francisco Alves,1982. ROMÃO, José Eustáquio. Avaliação dialógica: desafios e perspectivas, ed. 7. São Paulo: Cortez, 2008. SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO – Superintendência da Educação. Orientações para a organização da semana pedagógica. Curitiba, 2008. SOUZA, Sandra M. Zalia Lian. Conselho de Classe: um ritual burocrático ou um espaço de avaliação. Série idéias, n.25, p.45-49. São Paulo: FDE,1998. VASCONCELLOS, Celso dos S. Avaliação da Aprendizagem: Práticas de Mudança. São Paulo: Liberdad,1998. Cadernos Pedagógicos, v.6.