DIFICULDADES QUE CERCAM ADOLESCENTES QUE ENGRAVIDARAM INDESEJADAMENTE Pedro Henrique Campos do Couto1 Bruna Rodrigues Pinheiro2 RESUMO INTRODUÇÃO: A gestação durante a adolescência é um tema que tem destaque em nível mundial, pois constitui um problema de grande relevância no campo da saúde pública, é um fenômeno complexo, pois se somam as particularidades da gestação com as ocorrências biológicas e emocionais desta fase no ciclo vital humano. OBJETIVO: Ressaltar as dificuldades que cerca a adolescente que é mãe muito nova e sem planejamento. MÉTODOS: Trata-se de um estudo descritivo e seu desenho atende aos pré-requisitos de um estudo de caso. Realizado na área de abrangência do Posto de Saúde da Família Vila Mariana (PSFVM), no bairro Vila Mariana, da cidade de Paracatu – MG. Foi baseado na coleta de informações realizadas na residência da adolescente, durante a disciplina de Interação Comunitária, da Faculdade de Medicina de Paracatu – (FAMEP), em ambiente privado, onde o entrevistado não tivesse muitas interferências, garantindo-se desse modo tranqüilidade na emissão das respostas. RESULTADOS: As entrevistas revelaram que a adolescente grávida vivenciou enormes dificuldades. A começar do seu namorado que foi expulso da sua própria casa. Ela teve que abandonar a escola, pelo fato de se sentir constrangida em aparecer grávida em meio às outras colegas. Dificuldades financeiras, já que a família não estava preparada para receber mais um componente. CONCLUSÕES: Os dados encontrados no presente estudo permitem reconhecer a vulnerabilidade e a exposição da adolescente à gravidez precoce. 1 2 Acadêmico do curso de Medicina da Faculdade Atenas, Paracatu-MG. Professora do curso de Medicina da Faculdade Atenas, Paracatu-MG. PALAVRAS-CHAVE: Adolescente. Gravidez na adolescência. Acompanhamento de adolescente grávida. I – INTRODUÇÃO I.1 – ESTADO DA ARTE E CONHECIMENTO ATUAL A gestação durante a adolescência é um tema que tem destaque em nível mundial, pois constitui um problema de grande relevância no campo da saúde pública, é um fenômeno complexo, pois se somam as particularidades da gestação com as ocorrências biológicas e emocionais desta fase no ciclo vital humano. (7). (ESTEVES). O ser humano ao chegar à adolescência, sofre várias transformações sexuais, chegando à maturidade sexual e culminando com a capacidade reprodutiva. Contudo, muitas vezes, ele fica exposto aos riscos e perigos pertinentes a esta fase da vida. A falta de uma orientação sexual tanto na escola, como na família leva o adolescente à desinformação, e conseqüentemente, ao perigo. (1). (CHALEM. E., MITSUHIRO S. S). Muitas adolescentes provenientes de famílias marcadas pelo processo de exclusão social fazem das ruas seu espaço de sobrevivência e descoberta da sexualidade. Geralmente introduzidas na vida sexual de forma violenta e precoce elas demonstram passividade diante desta, submetendo-se aos acontecimentos na rua. Em meio ao desconhecimento do próprio corpo desvencilham o sexo do desejo e prazer arriscando-se a contrair doenças sexualmente transmissíveis e/ou a vivenciar a gravidez. (3). (GONTIJO D. T., MEDEIROS M. M.). No que concerne à gravidez na adolescência, atualmente no Brasil e nos países em desenvolvimento, é considerada um risco social e um grave problema de saúde pública devido, principalmente, a sua magnitude e amplitude, como também aos problemas que dela derivam. Dentre este se destacam o abandono escolar e o risco durante a gravidez, sendo este derivado muitas vezes pela não realização de um prénatal de qualidade, pelo fato de a adolescente esconder a gravidez ou os serviços de saúde não estarem qualificados para tal assistência. Além disso, têm importância os conflitos familiares que surgem após a confirmação e divulgação da positividade da gravidez, que vão desde a não aceitação pela família, o incentivo ao aborto pelo parceiro e pela família, o abandono do parceiro, a discriminação social e o afastamento dos grupos de sua convivência, que interferem na estabilidade emocional da menina mulher adolescente. Mas também são presenciados na comunidade casos em que as famílias apóiam e desejam a natalidade, onde os avós entram num estágio de plena satisfação, assumindo a criança e a mãe, com ou sem o pai da mesma. Outra situação é a que a adolescente ao começar as relações conjugais, oficiais ou não, planeja com seu companheiro a gravidez. (1). (CHALEM. E., MITSUHIRO S. S). Pesquisa realizada no país em 1996 revelou que 18% das adolescentes brasileiras entre 15 e 19 anos já tiveram pelo menos um filho. Anualmente, cerca de um milhão de jovens de 10 a 19 anos de idade se tornam mães. (2). (BERLOFI L. M.,). I.2 – CONTEXTUALIZAÇÃO Considerada de alto risco, a gravidez na adolescência chama a atenção de todos pelos problemas que a jovem mãe acaba tendo durante e após a gestação, e que, muitas vezes, acaba levando por toda fase adulta. Problemas estes, que enquadram toda a família, expondo as dificuldades e comemorando as conquistas que acaba chegando com o nascimento de um bebê forte e saudável. Neste estudo revela-se a experiência de uma jovem de 13 anos, moradora de um bairro de classe médio-baixa, onde foi criada em grande parte da sua vida pela avó materna. É filha de uma mãe que aos 44 anos de idade nunca freqüentou se quer uma escola, sendo obrigada a sair de casa muito nova e procurar emprego em outros locais para tentar ajudar nas despesas familiares. A mãe teve vários parceiros no decorrer de sua vida, sendo este o principal motivo de todos os irmãos serem filhos de pais diferentes. A.B.C., 13 anos, mora com outros três irmãos, sendo eles B.B.C. de 12 anos, L.B.C. de 18 anos e L.B.C. de 19 anos. Também morava na casa o namorado, M.T.S. 18 anos. Todos abandonaram os estudos muito cedo e que acabaram tendo que buscar a sobrevivência em serviços braçais e diários. Apenas o irmão mais novo, de 12 anos ainda tinha interesse em retornar aos estudos, mas estava desde o começo do ano de 2007 sem ir ao colégio. A casa onde todos moravam era constituída de cinco cômodos, com péssimas condições de higiene, sem muita repartição dos cômodos. Não havia saneamento básico completo e os dejetos produzidos na casa eram despejados em uma fossa que existia no quintal da própria casa. Não havia forro no teto e apenas o banheiro tinha porta. Os outros cômodos não tinham portas, sendo que nos quartos havia apenas um cortinado que tampava a entrada. I.2.1 – GENOGRAMA Legenda: P. ? Prob. B.? Adoeceu. N. ? ?, ?. ? – Informante não sabe. Card – Problema no coração. HAS – Hipertensão Arterial Ind. – Indeterminado. – Aborto. – Residentes na mesma casa – Moram Juntos FAMÍLIA DE M. B. C. 06/12/2007 R. ? ?, ?. ? 73 V.? M. ? HAS. M. ? 6 meses Aguamento 1ª GERAÇÃO ? ? ? ? P. ? I. ? 2ª GERAÇÃO A. G. J.G, ? A. G. ? 43 A. S. M. O. Teve Câncer de Útero 20 L. B. C. 41 15 ? ? 18 40 L. B. C. W. ? J. A. C. ? 6 meses, ? ? 3ª GERAÇÃO 19 11 A.B.C J. A. M. ? E.B. 5 meses B. B. C. I.3 – JUSTIFICATIVA Diante da relevância do tema e na constatação do elevado número de casos de gravidezes entre adolescentes em nosso meio e, ainda, considerando a problemática do seu não planejamento com repercussões no decorrer da vida adulta, é necessários a identificação e conhecimentos precisos da magnitude dos problemas, para se estabelecer prioridades e traçar projetos adequados e viáveis a nível de assistência à saúde do adolescente. A diversidade de problemas enfrentados tanto pela adolescente quanto pelos pais, podem ter efeitos profundos na dinâmica familiar, situação esta observada quando os pais não conseguem aceitar esta gravidez e acaba de certa forma culpando a filha, chegando a casos cruéis de agressões físicas e tentativas de aborto. Problemas conjugais e outras dificuldades familiares também poderão resultar da não aceitação do bebê, comprometendo o decorrer da gestação. I.4 – OBJETIVO GERAL Atento a estas questões, o objetivo proposto é o de ressaltar dificuldades que cerca a adolescente que é mãe muito nova e sem planejamento. I.5 – OBJETIVO ESPECÍFICO Tem como finalidade avaliar o impacto desta gestação para a própria adolescente. Também avaliar o impacto desta gestação para o companheiro e para todos de sua família. Observar fatores de ordem econômica, social, pessoal e emocional que interferem neste caso. II – METODOLOGIA II.1 – TIPO DE ESTUDO Trata-se de um estudo descritivo e seu desenho atende aos pré-requisitos de um estudo de caso. II.2 – ÁREA DE ESTUDO A local de estudo foi à área de abrangência do Posto de Saúde da Família Vila Mariana (PSFVM), no bairro Vila Mariana, da cidade de Paracatu – MG. II.3 – COLETA DE DADOS As coletas dos dados foram realizadas na residência da adolescente, durante a disciplina de Interação Comunitária, da Faculdade de Medicina de Paracatu – (FAMEP), em ambiente privado, onde o entrevistado não tivesse muitas interferências, garantindo-se desse modo tranqüilidade na emissão das respostas. As entrevistas tiveram duração média de sessenta minutos. As anotações eram feitas pelos próprios alunos da disciplina e foram registradas em um caderno de bordo, concomitantemente à entrevista. A entrevistada era uma adolescente de 13 anos de idade. Cronograma Abaixo: 17 / 03 / 2006 Início da construção do genograma. 05 / 05 / 2006 Acompanhamento das condições da adolescente na família. 02 / 06 / 2006 Atualização dos cadastros pertinentes à família. 23 / 06 / 2007 Acompanhamento das condições da adolescente na família. 11 / 08 / 2007 Acompanhamento das condições da adolescente na família. 06 / 10 / 2007 Acompanhamento das condições da adolescente na família. 24 / 11 / 2006 Acompanhamento das condições da adolescente na família. 04 / 03 / 2007 Atualização dos cadastros pertinentes à família. Entrevista com a família, atualização do genograma, observação dos principais 22 / 03 / 2007 problemas e levantamento de novas hipóteses de solução. 12 / 04 / 2007 Retomada do novo projeto de intervenção. 14 / 06/ 2007 Acompanhamento das condições da adolescente na família.. 30 / 08 / 2007 Acompanhamento das condições da adolescente na família. 20 / 09 / 2007 Atualização dos cadastros, verificação do projeto e finalização. 25 / 10 / 2007 Levantamento dos últimos dados para a realização final do artigo. II.4 – CRITÉRIO DE SELEÇÃO DOS SUJEITOS. O sujeito do estudo foi selecionado pelo autor, com o auxilio da médica (Dra. Bianca) e das agentes comunitárias do Posto de Saúde Vila Mariana (PSFVM) que selecionaram as famílias a serem acompanhadas na disciplina de Interação Comunitária. II.5 – INSTRUMENTOS E TÉCNICAS UTILIZADAS. O principal instrumento utilizado para reunir as informações colhidas durante as visitas domiciliares foi o caderno de bordo, dos quais todos os relatos da adolescente eram colhidos, além de informações pertinentes a moradia, as pessoas que moravam junto com a entrevistada e outros relatos de moradores vizinhos. Também foi usado com amparo as informações pertinentes a família da jovem, que foram repassadas pelas agentes de saúde que eram responsáveis por fazer visitas naquela microárea. Não foi utilizado nenhum tipo de roteiro que comumente são utilizados para este tipo de acompanhamento. II.6 – ANÁLISE DE DADOS, TRATAMENTO ESTATÍSTICO. Os dados foram analisados durante a disciplina de Interação Comunitária I à Interação Comunitária IV, na Faculdade de Medicina de Paracatu – (FAMEP), ministrada pelo docente Dr. Helvécio Bueno e através de discussões e levantamentos de informações em aulas teóricas, abordando o que era de mais relevante sobre o assunto. III – RESULTADOS III.1 – DESCRIÇÃO Ao investigar e acompanhar a adolescente no decorrer de quase dois anos, observou-se que ela deparou com grandes dificuldades. A começar do seu namorado que foi literalmente expulso da sua casa pela sua mãe e passou a morar junto com toda a família de A.B.C. Ele teve que conseguir um emprego devido às dificuldades financeiras que o casal passava no momento e para atender as necessidades do seu filho(a) que estava preste a nascer. Outro obstáculo foi o fato de abandonar a escola, simplesmente pelo fato de se sentir constrangida em aparecer grávida em meio às outras colegas. Em virtude disso passou a cuidar da casa, juntamente com a sua avó, já que a mãe estava morando em uma fazenda como o seu novo companheiro. Também ouve resistência da gravidez por parte da avó, que chegou a usar ervas abortivas para tentar impedir a gestação, visando um aborto. Percebeu-se também que a família não estava financeiramente preparada para receber mais um componente, tendo visto todas as dificuldades enfrentadas, tanto na alimentação, que era reduzida e de pouca qualidade, quanto nos tributos de água e energia que estavam em atrasados sob ameaça de suspender os serviços. Ao final do estudo, diante de todo o acompanhamento feito com a adolescente e por conversas com as agentes de saúde da própria microárea, descobriu-se que tanto a mãe quanto a avó eram mulheres de vários parceiros e que estava em plena prática das atividades sexuais. IV – DISCUSSÃO IV.1 – INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS A gravidez na adolescência leva, quase sempre, à destruição de planos e o adiamento de sonhos, introduzindo a mulher adolescente uma situação de (des) ajustamento social, familiar e escolar, podendo levá-la a um momento de crises, que dependendo do grau de ajuste da personalidade, a mesma pode sair desta crise fortalecida ou caminhar para depressão, tentativa de aborto ou suicídio.(4). (DIAS M.S.A., NETO F.R.G.X.). Em relação a este contexto Zagury, fala que quando a realidade se interpõe ao sonho, a desilusão e a frustração tomam conta ... (5). (ZAGURY T). Para a maioria das adolescentes a gravidez não fora planejada, mas decorrente de relacionamentos pouco duradouros e de vínculos frágeis com o parceiro, fatos que refletiram na perda do contato com estes durante a gravidez e a não assunção em relação à paternidade, corroborando valores historicamente construídos em que o controle da contracepção e o cuidado das crianças são atribuídos às mulheres. (3). (GONTIJO D. T., MEDEIROS M. M.). No que se trata dos impactos causados tanto no companheiro quanto na família, observou-se que no decorrer da gestação, e após a adolescente fazer todo o acompanhamento do pré-natal, houve uma maior aceitação e posteriormente um maior auxilia a adolescente, com princípios acolhedores e de grande incentivo pra a mesma. IV.2 – COMPARAÇÃO COM OUTROS ESTUDOS No início da adolescência as transformações de caráter hormonal e biológico levam à primeira menstruação e a capacidade reprodutiva. Com isto, ocorre um aumento da curiosidade e do instinto sexual. (1) (CHALEM. E., MITSUHIRO S. S.) A Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde- PNDS, realizada em 1996, mostra que as adolescentes mais pobres apresentam uma taxa de fecundidade (128 por 1.000 mulheres), mais elevada do que as das adolescentes de segmentos sociais mais elevados, como as de classe média A adolescente que vive em um meio social desprovido de recursos materiais, financeiros e emocionais satisfatórios, pode ver na gravidez a sua única expectativa de futuro, e com isto, acaba vulnerabilizada. (1) (CHALEM. E., MITSUHIRO S. S.) IV.3 – DIFICULDADES E LIMITAÇÕES Uma das limitações encontradas neste testudo foi a captação dos dados. Um trabalho desenvolvido a parir de observações e registros das visitas domiciliares que ocorreram durante a disciplina de Interação Comunitária. Teve que ser coletado os dados no período vespertino, na qual andavam sob um sol escaldante e que demandava um maior empenho, a fim de desenvolver um bom estudo. Também encontramos obstáculos no início das visitas, já que as famílias foram escolhidas pelas agentes comunitárias do Posto de Saúde Vila Mariana (PSFVM). No inicio das visitas a entrevistada não detinha total confiança para nos descrever a real situação da família, sendo mais uma barreira a ser vencida. V – CONCLUSÃO V.1 – SÍNTESE DOS PRINCIPAIS RESULTADOS Os dados encontrados no presente estudo permitem reconhecer a vulnerabilidade e a exposição da adolescente à gravidez precoce. É confirmado pelo presente estudo, a gestação na adolescência é um fenômeno com repercussões significativas para o indivíduo e para a sociedade. Para a adolescente, a gravidez precoce pode marcar e alterar toda a sua vida. Pela perspectiva da comunidade e do governo, esse fenômeno tem uma forte associação com baixos níveis educacionais e um impacto negativo no seu potencial de ascensão econômica.(6 )( SING S.). V.2 – SUGESTÕES DE NOVAS PESQUISAS Este estudo permitiu abordar apenas uma única adolescente. Isso aponta a necessidade de estar desenvolvendo novos trabalhos a respeito da gravidez na adolescência com o objetivo de elucidas todas as possíveis variáveis que afligem essas jovens e desse modo desenvolver um melhor conhecimento do problema, e saber em que ponto se deve intervir. V.3 – PROPOSIÇÕES (APLICAÇÕES) E RECOMENDAÇÕES DE INTERVENÇÕES Diante das observações e dados presenciados sob a pertinente família, indica-se que o acompanhamento psicossocial deve ser um ótimo trabalho a ser desenvolvido com a adolescente. Tendo visto todas as transformações tanto físicas como psicologias passadas pela a mesma, passará a ser um forte indicativo para fugir das realidades da vida social. Ela necessitara de um total apoio da família e principalmente do seu companheiro, que agora passa a ser pai de seu(a) filho(a). V.4 – RECONHECIMENTO OU AGRADECIMENTOS Priscila e Patrícia Botelho, acadêmicas do curso de medicina, que participaram da coleta de dados durante o ano de 2006, e posteriormente a Renata Telles, também acadêmica do curso de medicina, que no ano de 2007 veio substituir a acadêmica Priscila e dar continuidade a este trabalho. Ao professor Helvécio Bueno que nos auxiliou nas análises e interpretações dos dados, além da elaboração e revisão crítica do artigo. ABSTRACT PURPOSE: Ressaltar the difficulties surrounding the teenage mother who is very new and without planning. METHODS: This is a descriptive study and its design meets the pre-requisites of a case study. Directed in the area of coverage of the post of Family Health Vila Mariana (PSFVM) in the neighborhood Vila Mariana, the city of Paracatu - MG. It was based on the collection of information held in the residence of the teenager, during the discipline of Community Interaction, Faculty of Medicine of Paracatu - (FAMEP), a private environment, where the interviewee had not much interference, assuring themselves that way in the peace issue the answers. RESULTS: The interviews revealed that the pregnant teenager experienced enormous difficulties. The start of her boyfriend who was kicked out of their own home. She had to leave the school, because to feel constrained to appear pregnant in the midst of the other colleagues. Financial Difficulties, since the family was not ready to receive another component. CONCLUSIONS: The results of this study can recognize the vulnerability and exposure of the adolescent pregnancy early. KEYWORDS: Adolescent, Pregnancy in adolescence, monitoring of pregnant teenager. REFERÊNCIAS 1 - CHALEM. E., MITSUHIRO S. S. Gravidez na adolescência: perfil sóciodemográfico e comportamental de uma população da periferia de São Paulo, Brasil. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, v.23, n.1, p.177-186, jan, 2007. 2 - BERLOFI L. M., ALKIMIN E. L. C. Prevenção da reincidência de gravidez em adolescentes: efeitos de um Programa de Planejamento Familiar. Acta Paul Enferm; v.19, n.2, p.196-200. 2006 3 - GONTIJO D. T., MEDEIROS M. M. “Tava morta e revivi”: significado de maternidade para adolescentes com experiência de vida nas ruas. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, v.24, n.2, p.469-472, fev, 2008. 4 - DIAS M. S. A., NETO F. R. G. X., Gravidez na adolescência: motivos e percepções de adolescentes. Rev Bras Enferm, Brasília, v.60, n.3, p.279-85, 2007. 5 - ZAGURY T. O adolescente por ele mesmo. 9a ed. Rio de Janeiro (RJ): Record; 1997. 6 - SING S. Adolescent childbearing in developing countries: a global review. Stud Fam Plann; v.29, p.117-36, 1998. 7 - ESTEVES, A. P. V. S. Gravidez na adolescência: um estudo da incidência no município de Teresópolis entre 2000 / 2006. <<http://webartigos.com.br/articles>> Acessado em 28/06/2008 Disponível em,