Protocolo Avaliação Nutricional 2014
Miniavaliação Nutricional (ASG)
Nome:_______________________________Genero:______Data:_____________
Idade: _____________Peso (Kg):_________ Altura (cm):__________Leito:____________
Preencher a primeira parte deste questionário, indicando a resposta. Somar os pontos da
triagem. Caso o escore seja igual ou inferior a 11, concluir o questionário para obter o
escore de indicação de desnutrição:
TRIAGEM
Pontos
A. Nos últimos 3 meses, houve diminuição da ingestão alimentar devido à
perda de apetite, problemas digestivos ou dificuldade para mastigar ou
deglutir?
0= diminuição intensa da ingestão
1 = diminuição moderada da ingestão

2 = sem diminuição da ingestão
B. Perda de peso nos últimos meses
0 = superior a 3 quilos
1 = não sabe informar 


2 = entre 1 a 3 quilos
3 = sem perda de peso


C. Mobilidade
0 = Restrito ao leito ou a cadeira de rodas
1 = deambula, mas não capaz de sair de casa 
2 = normal
D. Passou por algum estresse psicológico ou doença aguda nos últimos três
meses?
0 = sim 2 = não 
E. Problemas neuropsicológicos.
0 = demência ou depressão grave. 
1 = demência leve.
2 = sem problemas psicológicos.
F. Índice de massa corporal (IMC = peso [Kg]/estatura [m]²)
0 = IMC < 19
1 = 19 ≤ IMC < 21
2 = 21 ≤ IMC < 23 
3 = IMC ≥ 23
Escore de triagem (Subtotal máximo 14 pontos)
12 pontos ou mais: Normal, desnecessário continuar a avaliação.
11 pontos ou menos. Possibilidade de desnutrição continuar a avaliação.
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AVALIAÇÃO GLOBAL
G. O paciente vive em sua própria casa (não em casa geriátrica ou hospital)?
0 = não 1 = sim 
H. Utiliza mais de três medicamentos diferentes por dia?
0 = sim 1= não 
I. Lesões de pele e escaras?
0 = sim 1 = não 
J. Quantas refeições faz por dia?
0 = uma refeição
1 = duas refeições
2 = três refeições
K. O paciente consome:
- Pelo menos uma porção diária de leite ou derivados (queijo, iogurte)?
Sim Não
- Duas ou mais porções semanais de legumes ou ovos?
Sim Não
- Carne, peixe ou aves todos os dias?
Sim Não
0 = nenhuma ou uma resposta foi “sim”
0,5 = duas respostas “sim” 
1 = três respostas “sim”
L. O paciente consome duas ou mais porções de frutas ou vegetais?
0 = não 1 = sim 
M. Quantos copos de líquidos (água, suco, café, chá, leite) o paciente
consome por dia?
0 = menos de três copos
0,5 = três a cinco copos. 
1 = mais de cinco copos
N. Modo de se alimentar
0 = não é capaz de se alimentar sozinho
1 = alimenta-se sozinho, porém com dificuldade 
2 = alimenta-se sozinho, sem dificuldade
O. O paciente acredita ter um problema nutricional?
0 = acredita estar desnutrido
1 = não sabe dizer 
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2 = acredita não ter problema nutricional
P. Em comparação com outras pessoas da mesma idade, como o paciente
considera sua própria saúde?
0 = não muito boa
0,5 = não sabe informar 
1= boa
2 = melhor
Q. Circunferência do braço (CB) (cm).
0 = CB < 21
0,5 = 21 ≤ CB ≤ 22 
1 = CB > 22
R. Circunferência da panturrilha (CP) (cm)
0 = CP < 31 1 = CP ≥ 31 
Escore de triagem
Avaliação global (máximo 16 pontos)
Escore total (máximo 30 pontos)
Escore de indicação de desnutrição
De 17 a 23,5 pontos: Risco de desnutrição
Menos de 17 pontos: Desnutrição
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Avaliação de Exame Físico (SEMIOLOGIA)
Identificação e Características Gerais do Paciente:
· Identificação do paciente: Nome, idade, sexo, estado civil, profissão, renda familiar e
escolaridade.
· Queixa principal: Exemplo – Dor abdominal, desorientação e falta de ar.
· Diagnóstico principal: Exemplo – Câncer Gástrico.
· História da doença atual: Esse tópico deve incluir um relato claro e cronológico dos
problemas que motivaram a intervenção ou consulta do paciente. Os medicamentos
utilizados também devem ser incluídos. Exemplo – O paciente relata dor na região
epigástrica há cerca de 6 meses, acompanhada de perda de peso (8Kg), náuseas, vômitos e
perda de apetite. Faz tratamento regular para hipertensão.
· História patológica pregressa: Nesse item devem ser incluídas as doenças da infância,
doenças crônicas, (como diabetes mellitus, hipertensão), informações sobre cirurgias
previam, acidentes, lesões e transfusões de sangue. Exemplo – Paciente nega HAS, diabetes
mellitus, DCI ( doenças comum na infância) e relata ter feito cirurgia para a retirada de
apêndice há 10 anos e apresenta gastrite diagnosticada há 5 anos.
· História familiar: Devem ser consideradas a idade e condições de saúde e causa de óbito
de cada membro da família imediata (pais, irmãos, cônjuge e filhos). Exemplo – Pai teve
câncer de intestino, mãe hipertensa, avó materna diabética e irmão teve câncer de esôfago.
· Historia social: Registrar dados sobre tabagismo, uso de álcool, drogas, ocupação e
escolaridade, religião, situação domiciliar (quantas pessoas moram na mesma casa, numero
de cômodos, se apresenta agua encanada, esgoto). Exemplo – Fumante há 15 anos de 1
maço de cigarros por dia, ingere bebida alcoólica (cerveja) diariamente (2 garrafas/dia),
nega uso de outras drogas, mora com 4 pessoas, em casa de alvenaria com 1 quarto, agua
encanada e sem rede de esgoto.
· Avaliação do estado mental: Avaliar se o paciente se encontra LOTE (lúcido e orientado
no tempo e no espaço). Essa avaliação pode ser dar por meio da abordagem do paciente
com questões do tipo: “Onde mora?” “ Qual o seu nome?” “Em que dia da semana
estamos?” “Onde você está?’ “Qual o nome do seu acompanhante?” “Há quanto tempo esta
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internado?” Essa avaliação inicial permite identificar se há alterações de comportamento
no paciente que possam comprometer a ingestão alimentar.
· Avaliação da função intestinal: Pode iniciar-se com perguntas como: “Como funciona o
seu intestino?” “ Quantas vezes evacua por dia? ” “Tem dificuldade na evacuação? ” “Seus
hábitos intestinais mudaram após o aparecimento dos sintomas/ ou diagnóstico da doença?”
(ROSA,2008).
CABEÇA E PESCOÇO
É importante pesquisar atrofia da musculatura temporal, bem como perda da bola
gordurosa de Bichart. Na região do pescoço deve, devem-se analisar perdas musculares
com proeminência das regiões supra – e intra claviculares e da fúrcula esternal (ROSA,
2008).
CABELOS
Avaliar o aspecto do cabelo se apresenta sem brilho e quebradiço. Observar também
se há áreas sem cabelos (alopecia). E perguntar se o paciente tem notado queda de cabelos,
independentemente do uso de produtos químicos (ROSA, 2008).
OLHOS
Conjuntiva e Esclerótica: Peça ao paciente que olhe para cima enquanto você comprime
as pálpebras inferiores com os polegares, expondo a esclerótica e a conjuntiva. Inspecione
em relação à cor. A esclerótica amarela indica icterícia, a coloração normal da mucosa
conjuntiva é róseo-avermelhada. A palidez dessa mucosa, denominada mucosa hipocorada,
é um sinal característico de anemia. O grau de palidez das mucosas pode ser avaliado em
uma escala que varia de uma (+) a quatro (++++) cruzes (ROSA, 2008).
BOCA E FARINGE
Lábios e mucosa oral: Observe a coloração e umidade, a existência de nódulos, ulcerações
e rachaduras nos cantos da boca.
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Gengiva e dentes: Registre a coloração das gengivas, que geralmente é rosada. Inspecione
as bordas das gengivas e as papilas Inter dentárias quanto á presença de edema, ulceração
ou sangramento. E observe se há falta de dentes que possa prejudicar a mastigação.
Língua: Observe o aspecto da língua, se ela se encontra rosada, ligeiramente áspera,
úmida, sem cortes e sem fissuras. A língua lisa, inflamada, magenta (púrpura), dolorosa ou
com atrofia ou hipertrofia de papilas pode sugerir deficiência de riboflavina, niacina, acido
fólico, vitamina B12, piridoxina e ferro.
Salivação: Deve-se questionar o paciente sobre a presença de xerostomia (boca seca) ou
sialorréia (salivação abundante), que podem ser decorrentes de uso de alguns fármacos
(ROSA, 2008).
PELE - HIDRATAÇÃO E ALTERAÇÕES DA COLORAÇÃO
Hidratação: A hidratação da pele pode ser avaliada pelo ser turgor. O turgor é avaliado
pinçando-se a pele com os dedos polegar e indicador. Se essa prega se desfaz lentamente,
pode indicar desidratação. Devem-se considerar pessoas mais idosas normalmente
apresentam turgor diminuído da pele. A integridade da pele também deve ser observada,
devendo-se atentar para presença de descamações e aspereza, que podem ser resultados de
estados carênciais. A decorrência de feridas e escaras na pele deve ser também observadas,
pois sua persistência pode refletir má cicatrização, decorrente de um estado nutricional
inadequado, agravado por internações prolongadas ( ROSA, 2008).
UNHAS
É importante avaliar aspectos tais como: forma, superfície, brilho, consistência, coloração e
algumas classificações feitas com base nesses aspectos.
· Paroníquia: É uma inflamação das pregas ungueais, que ficam vermelhas, edemaciadas
e, com frequência dolorosa.
· Coiloníquia: É a unha em formato de colher, pode indicar deficiência de ferro.
· Unhas de Terry: São, em grande parte, unhas esbranquiçadas. Essas unhas são
observadas com o envelhecimento e em pessoas com doenças crônicas, como cirrose
hepática, insuficiência cardíaca congestiva e diabetes mellitus tipo 2.
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· Linhas de Beau: Depressões transversas das unhas associadas à doença aguda grave.
Permitem ao clinico estimar a cronologia da doença de base.
· Baqueteamento digital: A falange distal dos dedos é a arredondada e bulbosa. A prega
ungueal proximal tem, á palpação, aspecto esponjoso ou flutuante. As causas são muitas,
incluindo hipóxia crônica e câncer pulmonar (ROSA, 2008).
SISTEMA DIGESTÓRIO
· Disfagia: É a dificuldade para deglutir. O paciente apresenta sensação de que o alimento
ou liquido “não descem direito”. É importante descobrir o que pode precipitar a disfagia:
alimentos sólidos, alimentos mais moles ou líquidos quentes ou frios. Deve-se verificar
também quais os sintomas e problemas clínicos associados.
· Odinofagia:É a deglutição dolorosa. Pode acompanhar a disfagia, mas ambos os sintomas
podem ocorrer isoladamente.
· Pirose ou azia: É a sensação de queimação sentida na região retroesternal e com irritação
do epigástrico para o pescoço. É importante atentar para o que desencadeia ou alivia a dor,
uma vez que os pacientes com doença coronariana podem apresentar dor semelhante.
· Regurgitação: Consiste no retorno do conteúdo esofágico ou gástrico para a boca sem
que seja precedido da ânsia de vomito ou náuseas.
· Flatulência: Manifesta-se por eructação, distensão, plenitude abdominal. É importante
indagar sobre alimentos específicos que aparecem produzidos os sintomas.
· Hematêmese: Caracteriza – se por vomito com sangue vivo ou em “borra de café”
proveniente do esôfago, estomago ou duodeno.
· Melena: O termo melena refere-se a eliminação de fezes negras de consistência pastosa e
odor caraterístico, que indica sangramento nas porções altas do sistema digestório.
· Enterorragia: Consiste na eliminação de sangue vivo pelo ânus, proveniente do reto ou
ânus, intestino delgado ou grosso.
· Fezes negras: Podem decorrer da ingestão de ferro, sai de bismuto e outras substâncias,
caso em que tem significado patológico.
· Hematoquezia: Caracteriza-se pela eliminação retal de fezes misturadas com sangue
proveniente do intestino delgado e grosso (ROSA, 2008).
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VIAS URINÁRIAS
Perguntas Gerais na Anamnese Urinária
Questionar se o paciente apresenta dificuldade para urinar; quantas vezes urina por
dia; se levanta a noite para fazê-lo e com que frequência; se urina muito a cada vez; se tem
alguma dor ou queimação; se o paciente sente quando a bexiga está cheia; qual a cor da
urina (ROSA, 2008).
Abdome–A ordem do exame da região abdominal deve ser: inspeção, ausculta,
percussão e palpação do abdome. O abdome pode ser dividido em quatro quadrantes por
linhas imaginarias que cruzam o umbigo (quadrantes superior e inferior, direito e esquerdo;
QSD, QSE, QID, QIE). Outra divisão anatômica proposta do abdome é e nove regiões, por
meio de duas linhas verticais e duas linhas horizontais (ROSA, 2008).
Inspeção: Observe a presença de cicatrizes, estrias, erupções, veias dilatadas e circulação
colateral (típico em pacientes com hepatopatias). Verifique o contorno abdominal, se o
abdome é plano (normal), globoso (exemplo obesidade e gravidez), em avental (obesidade
mórbida), ou escavado (perda de peso significativa) ou as cístico (acúmulo de liquido as
cístico).
Ausculta: A ausculta do abdome tem utilidade para avaliar a motilidade intestinal e as
queixas abdominais. Ausculte o abdome antes de percuti-lo e a apalpá-lo, pois essas
manobras podem alterar a frequência dos ruídos abdominais. Ausculte os ruídos intestinais
e observe a sua frequência e características. Os ruídos intestinais são amplamente
transmitidos pelo íleo paralitico e na peritonite. Recomenda - se um tempo mínimo de 3
minutos antes de definir um estado de aperistalse.
Percussão: A percussão ajuda a avaliar a intensidade e a distribuição dos gases no abdome,
além de identificar possíveis massas sólidas ou presença de líquido. Percuta suavemente o
abdome em todos os quadrantes e regiões, para avaliar a distribuição do timpanismo e da
maciez. O timpanismo costuma predominar, em função dos gases existentes no sistema
digestório, mas também são típicas regiões de maciez, devido á presença de líquido, fezes
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ou massas. A presença da maciez nos dois flancos, em pacientes deitados, sugere a
presença de ascite.
Palpação:
- Palpação superficial: A palpação suave do abdome é muito útil para identificar
hipersensibilidade abdominal, resistência muscular de alguns órgãos e massas superficiais.
Mantendo a mão e o antebraço no plano horizontal, com os dedos juntos e retos sobre a
superfície abdominal palpe o abdome com movimento leve e delicado.
-Palpação profunda: Em geral, é uma medida necessária para definir massas abdominais.
Mais uma vez, usando as superfícies palmares dos seus dedos, verifique a presença da
massa e registre sua localização. As massas abdominais podem ser classificadas de várias
maneiras: fisiológicas (útero gravídico), inflamatórias (diverticulite de cólon), vasculares
(aneurisma da aorta abdominal), neoplástica (carcinoma de cólon) ou obstrutivas (bexiga
distendida ou alça intestinal dilatada) (ROSA, 2008).
SISTEMA ENDÓCRINO
Além do exame da própria glândula, devem-se observar: fácies mixedematosa,
presença de exoftalmia, características da pele, pelos e cabelos, alteração da voz, distúrbios
do apetite, hipersensibilidade ao frio ou ao calor, tremores, distúrbios menstruais (ROSA,
2008).
Hipertireoidismo: Pacientes com hipertireoidismo costumam apresentar nervosismo;
irritabilidade; insônia; taquicardia; sudorese acentuada; intolerância ao calor; hiperfagia;
perda de peso ponderal; fraqueza muscular; dificuldade de subir escadas e de pentear o
cabelo; tremores; sensação de areia nos olhos; fotofobia; lacrimejamento; fezes pastosas.
Tremor de língua e aumento do volume do pescoço (ROSA, 2008).
Hipotireoidismo: Pacientes com hipotireoidismo costumam apresentar astenia; depressão;
sonolência; “falta de memoria”; intolerância ao frio; obstipação intestinal; ausência de
sudorese; falta de apetite; constipação intestinal; câimbras; surdez; voz rouca; sangramento
menstrual intenso; carotenemia. Ao exame físico, apresenta língua com macroglossia;
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bradicardia dispneia; distenção abdominal; dor e dormência nas mãos; cabelos e unhas
quebradiço; pele seca, áspera e fria (hiperceratose) e fácies mixedematosa (edema de face e
pálpebras) (ROSA, 2008).
ROSA, Glorimar. Avaliação Nutricional do Paciente Hospitalizado Uma
abordagem Teórico – Prática. Rio de Janeiro. Guanabarra, 2008.
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ESCALA FECAL DE BRISTOL
A Escala de Bristol ou Escala de fezes de Bristol é uma escala médica destinada a
classificar a forma das fezes humanas em sete categorias. Às vezes referido no Reino Unido
como a “Escala de Meyers”.
A forma e a consistência das fezes dependem do tempo de permanência do mesmo
no cólon.
Interpretação da Escala
Protocolo Avaliação Nutricional 2014
Os sete tipos de fezes são:
1. Caroços duros e separados, como nozes (difícil de passar).
2. Forma de salsicha, mas granuloso.
3. Como uma salsicha, mas com fissuras em sua superfície.
4. Como uma salsicha ou serpente, suave e macio.
5. Bolhas suaves com bordas nítidas (que passa facilmente).
6. Peças fofas com bordas em pedaços.
7. Aquoso, sem partes sólidas, inteiramente líquido.
Tipos 1 e 2 indicam constipação.
Tipos 3 e 4 são consideradas ótimas, especialmente a última, uma vez que estas são mais
fáceis de passar na defecação.
Tipos 5–7 estão associados com tendência de aumento de diarreia ou de urgência.
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Acadêmica: Eduarda Renata Galuppo
Valderes Presotto Bento
ANTROPOMETRIA ADULTO
ADULTOS (≥ 20 anos e < 60 anos de idade)
Cálculo do IMC:
Índice de Massa Corporal (IMC) = Peso (kg) / Altura² (m)
Circunferência da cintura
Este indicador afere a localização da gordura corporal. Em adultos, o padrão de distribuição
do tecido adiposo tem relação direta com o risco de morbi-mortalidade.
Circunferência da Cintura
Circunferência da Cintura
DIAGNÓSTICO NUTRICIONAL
> 80,0 cm
Para Mulheres
> 94,0 cm
Para Homens
Fonte: (WHO, 2000).
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ESTATURA
1º Os pés devem estar juntos, com os calcanhares, nádegas e ombros encostados na barra
escalonada do estadiômetro ou na parede. Os pés devem formar um ângulo reto com as
pernas. Os ossos internos dos calcanhares devem se tocar bem; A pessoa deve estar ereta,
sem esticar ou encolher a cabeça e o tronco, olhando para frente, fazendo com que o topo
da orelha e o ângulo externo do olho formem linhas paralelas ao teto;
2º Os braços devem estar estendidos para baixo, soltos ao longo do corpo, e os pés, unidos
e encostados à parede;
3º Ou seja o indivíduo deve ficar em pé, descalço, com os calcanhares juntos, costas retas e
os braços estendidos ao longo do corpo , com a cabeça ereta e os olhos fixo a frente, na
linha do horizonte.
 A altura do joelho, medida que não é alterada com a idade, é feita como o paciente
em posição supina, formando um ângulo de 90º grau com o joelho e o tornozelo.
 A medida da extensão dos braços é definida pela distância entre as pontas dos
dedos médios quando os braços estiverem abertos no nível dos ombros.
 Estatura Recumbente – medida realizada com o indivíduo no leito. Posição
supina; leito totalmente na horizontal; fazer marcas no lençol no topo da cabeça e base do
pé; com fita métrica fazer a medida das marcas.
CHUMLEA et al. 1985 ( I – idade em anos / AJ-altura do joelho em cm).
PESO
 Peso atual: deve ser obtido em uma balança calibrada de plataforma mecânica ou
eletrônica, sendo que o indivíduo deverá posicionar-se em pé, no centro da balança, com o
peso corporal igualmente distribuído entre os pés, com roupas leves e preferencialmente
sem sapatos.
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 Peso habitual/usual: é utilizado como referência na avaliação das mudanças de
peso. Pode-se verificar se a perda de peso é significativa em relação ao tempo em que
ocorreu (se não há registros).
 Peso ideal ou teórico (PI ou PT): é aquele peso que o indivíduo deveria ter de
acordo com idade, sexo, altura e estrutura óssea. O método mais utilizado para o cálculo é a
partir do Índice de Massa Corporal (IMC) médio proposto pela FAO (1995).
PI = Altura (m²) x IMC médio
(IMC médio F=21kg\m ² M=22kg\m²)
PI = Altura (m²) x IMC desejável
 Após a obtenção do peso atual e do peso ideal, é realizada a adequação do peso. A
adequação do peso indicará se esta adequado ou inadequado o peso atual do indivíduo em
relação ao peso ideal.
Adequação do peso (%) = peso atual x 100
peso ideal
Classificação do Estado Nutricional de acordo com a adequação do peso
 Quando a adequação do peso for inferior a 85% ou superior a 115%, o peso ideal
deve ser calculado usando-se a fórmula de ajuste de peso ideal, já que o peso ajustado é o
que melhor se correlaciona com a massa metabolicamente ativa desses indivíduos:
Protocolo Avaliação Nutricional 2014
Ajuste de peso ideal = (PI-PA) X 0,25 + PA
 Percentual de perda de peso recente Permite identificar o grau de severidade de
perda de peso em relação ao peso usual ou habitual. Dentre os métodos de avaliação da
alteração de peso, a perda de peso recente é o que melhor se correlaciona com a morbidade
e mortalidade, já inclui o tempo no qual ocorreu a alteração ponderal:
% de mudança ponderal recente = peso habitual – peso atual) x 100
Peso habitual
AS
PEN, 1993 (Atenção em caso de edema, alteração no consumo de sódio, crescimento
tumoral maciço).
 Estimativa de peso – Pacientes com Edema e/ou Ascite: Para que os dados de peso
sejam mais precisos em pacientes edemaciados e/ou ascíticos (apresentam retenção
hídrica), deve-se descontar do peso atual, os valores apresentados nas tabelas abaixo (para
que seja encontrado o peso “seco”):
Protocolo Avaliação Nutricional 2014
 Estimativa de peso para pacientes que não deambulam:
HOMENS
(0,98 x circunferência da panturrilha) + (1,16 x comprimento do joelho) + (1,73 x
circunferência do braço) + (0,37 x dobra subescapular) – 81,69Homens
MULHERES
(1,27 x circunferência da panturrilha) + (0,87 x comprimento do joelho) + (0,98 x
circunferência do braço) + (0,4 x dobra subescapular) – 62,19
DOBRAS CUTÂNEAS (utilizada para estimar a gordura corporal)
1º Mensure a dobra sempre que possível com o paciente em pé, com os braços relaxados e
estendidos ao longo do corpo;
2º Padronizar o lado que será utilizado para medição. É importante que o avaliador escolha
um lado para aferição e mantenha-o nas demais medições;
3º Identificar, medir e marcar criteriosamente o local das dobras cutâneas. Segurar
firmemente a dobra, entre o polegar e o indicador da mão esquerda, a 1 cm acima do local a
ser medido;
4º Destacar a dobra de modo a assegurar que o tecido muscular não tenha sido pinçado,
garantido somente a medição da pele e do tecido adiposo;
5º Manter a dobra pressionada durante a aferição;
6º Medir 4 segundos após a pressão ter sido aplicada;
7º Abrir as hastes do adipômetro, para removê-lo do local, e fechá-lo lentamente para
prevenir danos ou perda de calibragem;
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Dobra cutânea triciptal (DCT)
 É necessário localizar com auxílio de uma fita graduada, o ponto médio entre o
acrômio e o olécrano com o braço relaxado e solto junto ao corpo.
 Os resultados são expressos em mm e comparados com o padrão estabelecido de
acordo com o sexo e idade ou de acordo com Jelliffe (1966 como tabela abaixo).
Sua adequação é calculada por meio da seguinte equação:
Adequação da DCT (%) = DCT obtida (mm) x 100
DCT percentil 50
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Dobra cutânea biciptal (DCB)
 Aferição deve ser feita no mesmo nível da DCT e circunferência braquial, na parte
anterior do braço, no ponto de maior circunferência aparente do ventre muscular do bíceps.
 A DCB é utilizada em fórmulas de predição de gordura corporal total.
Dobra Cutânea Subescapular (DCSE)
 A medida é executada obliquamente em relação ao eixo longitudinal, seguindo a
orientação dos arcos costais, sendo localizada a dois centímetros abaixo do ângulo inferior
da escápula.
 O avaliador deve apalpar a escápula até a localização do ângulo inferior, neste ponto
a dobra deve ser destacada na diagonal.
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Dobra Cutânea Suprailíaca (DCSI)
 É obtida obliquamente em relação ao eixo longitudinal, na metade da distância entre
o último arco costal e a crista ilíaca, sobre a linha axilar medial. É necessário que o
avaliado afaste o braço para trás para permitir a execução da medida. Em pacientes
acamados a medida pode ser realizada na posição supina.
Dobra Cutânea Panturrilha Medial
 Para a execução desta medida, o avaliado deve estar sentado, com a articulação do
joelho em flexão de 90 graus, o tornozelo em posição anatômica e o pé sem apoio.
 A dobra é pinçada no ponto de maior perímetro da perna, com o polegar da mão
esquerda apoiado na borda medial da tíbia.
CIRCUFERÊNCIAS
As medidas das circunferências sozinhas ou em combinação com as dobras cutâneas
são medidas de crescimento e podem indicar o estado nutricional e o padrão de gordura
corporal.
Protocolo Avaliação Nutricional 2014
Circunferência do braço (CB)
 É utilizada para estimar a proteína somática e o tecido adiposo. Embora possa ser
considerada uma medida independente, frequentemente é combinada com a dobra cutânea
tricipital para cálculo da circunferência muscular do braço e a área muscular e adiposa do
braço.
1º Para esta medida o indivíduo deve estar de pé com o braço relaxado na lateral do corpo e
a palma da mão voltada para a coxa;
2º É necessário localizar com auxílio de uma fita graduada, o ponto médio entre o acrômio
e o olécrano com o braço flexionado junto ao corpo, formando um ângulo de 90º;
3º A fita métrica deve ser colocada em torno do ponto médio do braço e os valores
comparados com a referência;
4º Adequação do CB pode ser determinada por meio da equação a seguir e o estado
nutricional classificado de acordo com a tabela abaixo.
Adequação da CB (%) = CB obtida (cm) x 100
CB percentil 50
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Circunferência do braço
Circunferência muscular do braço (CMB)
 Avalia a reserva de tecido muscular. Os valores obtidos da CB e da DCT são
utilizados para calcular a CMB, por meio do seguinte cálculo:
CMB (cm) = CB (cm) - {DCT (mm) x 0,314}
Onde: CMB - circunferência muscular do braço;
CB - circunferência do braço;
DCT - dobre cutânea tricipital.
Adequação da CMB (%) = CMB obtida (cm) x 100
CB percentil 50
 O cálculo de adequação pode ser realizado por meio da fórmula e o estado
nutricional classificado de acordo com a tabela abaixo:
Protocolo Avaliação Nutricional 2014
Circunferência da cintura, do quadril e abdominal (CC, CQ e CA)
 A concentração de gordura abdominal, independente da gordura total, é um fator de
risco para doenças cardiovasculares e DM;
 Esta medida pode ser usada antes e durante o tratamento para a perda de peso;
 Em casos de pacientes com ascite ou viscero-megalias, esta circunferência é usada
como um parâmetro de avaliação individual do paciente;
 Dois tipos físicos específicos foram descritos com base na distribuição da gordura
corporal (andróide e ginóide):
Circunferência da cintura
 É a medida do ponto médio da distância entre o último arco costal e a crista ilíaca,
no sentido horizontal, ao final de uma expiração normal, sem compressão da pele.
Protocolo Avaliação Nutricional 2014
Circunferência abdominal
 É determinada a redor da protuberância anterior máxima do abdômen, geralmente
ao nível da cicatriz umbilical.
Relação cintura-quadril (RCQ)
 Utilizada com frequencia para identificar a deposição de gordura na região
abdominal, pois consiste em emdidas simples e de baixo custo para a população. Este
índice parece ter um alto poder de predição das DCNT, sendo uma boa justificativa para a
inclusão de tal relação nas rotinas de avaliação nutricional.
Relação cintura quadril = circunferência da cintura (cm)
circunferência da cintura (cm)
HOMEM > 1 CM RISCO AUMENTADO
MULHER > 0, 8 CM RISCO AUMENTADO
Protocolo Avaliação Nutricional 2014
Protocolo de atendimento para adultos e idosos
Data: ___/___/__
Anamnese Alimentar
1.1Dados pessoais
1.2Nome ________________________________________
1.3Data de nascimento _____/ _______/______
1.4Sexo: ( ) Feminino ( ) Masculino
1.5Estado Civil: ( ) solteiro ( )casado
1.6Profissão: _________________________
1.7Cidade em que reside: __________________________
1.8Escolaridade: ( ) Ensino Fund. ( ) Ensino Médio ( ) Graduação ( ) Pós graduação
2. História Clinica
2.13 Atualmente, faz algum tipo de tratamento de saúde? ( ) Sim ( ) Não
2.14 Se positiva a resposta anterior, qual tratamento? _______________________
2.14 Patologia (as): ___________________________________________________
2.15 Medicamento (s):
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
__________________________________________________________
2.2- Patologias existentes na família: ( ) obesidade ( ) Diabete Mellitus ( ) Hipertensão
Arterial Sistêmica ( ) Hipercolesterolemia ( ) outros________________
3- Histórico alimentar e de saúde
3.1- Como é sua mastigação: ( ) boa ( ) regular ( ) ruim ( ) nenhuma
3.2- Dentição ( ) prótese ( ) natural
3.3- Ingestão de líquidos:__________ quais: _______________________
3.4- Líquidos nas refeições : ( ) sim ( ) não ( ) quais __________ Quantidade: _____
3.5- Alimentos preferidos: ______________________________________________
3.6- alimentos que não gosta: _____________________________________________
3.7-Alergias/intolerâncias alimentares: ( ) sim ( )não Qual:____________________
3.8- Atividade física: ( ) sim ( ) não qual:________________
quantas vezes por
semana: _________
duração: __________
3.9- Função intestinal: ( ) normal ( ) constipado ( ) diarréia
3.10- Onde costuma fazer suas refeições: ( )em casa ( ) fora
3.11- quem prepara suas refeições:_________________________
3.12- tipo de gordura utilizada para o preparo das refeições: ( ) óleo qual:__________
) banha
3.13- Ingere bebida alcoólica: ( ) sim ( ) não qual: _______________
Frequência:______________
Quant.:__________________
(
Protocolo Avaliação Nutricional 2014
3.14- E fumante: ( ) sim ( ) não Quantos cigarros dia: _____
Tempo que é fumante:
_________ Já foi: __________
3.15- Alimentos que causam desconforto por causa da patologia:
3.16- Na família há: ( ) obesidade ( ) Diabetes ( ) Hipertensão ( ) doenças cardíacas ( )
outros( ) Quais?______________________________
3.17 – Apetite/ consumo alimentar: ________________________________
4. Exames laboratoriais
Indicadores
Valor de
referência
Valor
encontrado
Datas dos Exames
Creatinina
Uréia
Na+
K+
Glicose
Albumina
Transferrina
Leucócitos
Linfócitos
Hemoglobina
Hematócrito
Colesterol total
VLDL
LDL
HDL
Triglicerídios
Outros:
4 - Recordatório de 24 horas
DESJEJUM
Alimento
HORÁRIO: __________
Medida Caseira
COLAÇÃO
HORÁRIO: __________
Protocolo Avaliação Nutricional 2014
Alimento
Medida Caseira
ALMOÇO
Alimento
HORÁRIO: __________
Medida Caseira
LANCHE
Alimento
HORÁRIO: __________
Medida Caseira
JANTAR
Alimento
HORÁRIO: __________
Medida Caseira
CEIA
Alimento
HORÁRIO: _______
Medida Caseira
Protocolo Avaliação Nutricional 2014
5. Dados Antropométricos:
DADOS
Data
Peso atual (Kg)
Estatura (m)
IMC (Kg/m²)
PCT (mm)
PCB (mm)
PCSE (mm)
PCSI (mm)
PCA (mm)
Somatório PC
Circ. Braço (cm)
Circ. Cintura (cm)
Circ. Quadril (cm)
RCQ
CMB
ResultadoClassificaçãoData
ResultadoClassificaçãoData
ResultadoClassificação
Protocolo Avaliação Nutricional 2014
Protocolo de atendimento para gestantes e crianças
Protocolo gestante:
Nome:_________________________________________________________________
Endereço:________________________________________Telefone:_____________
Data Nasc.: ________________________________
Idade: ______ anos
Estado Civil: Solteira ( ) Casada ( ) Separada ( ) Outro ( )
Escolaridade: 1° grau ( ) 2° grau ( ) Superior ( )
Profissão:_____________________________________________________________
Horário de trabalho/estudo: Matutino ( ) Vespertino ( ) Noturno ( ) Integral ( )
Condições socioeconômicas: Boa ( ) Regular ( ) Ruim ( )
Número de gestações: _______ Número de partos: ______ Número de filhos: ____ N°
de ref/dia: _____ Horário que acorda:__________ Horário que dorme:________
Alergia ou intolerância a algum alimento? Sim ( ) Não ( ) Qual(s)? ___________
Tabagista? Sim ( ) Não ( ) Quantidade: __________________________
Etilista?
Sim ( ) Não ( )
Freq./Tipo/Quant.:______________________________________________________
Apetite? Bom ( ) Pobre ( ) Mudança recente ( ) Causa: ____________________
Problemas com dentição: Sim (
Deglutição: Sim (
Pirose:
) Não (
) Não (
)_________________________________
) ___________________________________________
Sim ( ) Não ( ) _____________________________________________
Náusea: Sim ( ) Não ( ) ________________________________________________
Dor abdominal: Sim ( ) Não ( ) ____________________________________ Diarreia:
Sim ( ) Não ( ) _____________________________________ Constipação intest.: Sim
( ) Não ( ) ____________________________________ Flatulência Sim ( ) Não ( )
____________________________________________
Outros:
Sim (
) Não (
_________________________________________________
Frequência usual da pressão arterial: ___________________
Patologia atual:_________________________________________________________
)
Protocolo Avaliação Nutricional 2014
Modificação dietética orientada: Sim ( ) Não ( ) Segue: Sim( ) Não ( )
Prática de atividade física: Sim ( ) Não ( )
Tipo/Freq/Duração:_____________________________________________________
ANTROPOMETRIA
Data: _____/_____/_____
Semana de gestação:______________________________ Mês de gestação:_______
Medida
Resultado
Estatura
Peso pré-gestacional
IMC pré-gestacional
Peso atual
IMC atual
Estado
nutricional
conforme
gestacional
semana
(Tabela
ou
gráfico)
Peso Teórico
Circunferência Braquial
Circunferência
Muscular
Braquial
Prega Cutânea Triciptal
Ganho de peso
Classificação
Protocolo Avaliação Nutricional 2014
RECORDATÓRIO 24 HORAS
Refeição/ Horário/ Local
Café da manhã
Colação
Almoço
Lanche da tarde
Jantar
Ceia
Alimentos
Quantidades
Protocolo Avaliação Nutricional 2014
Protocolo criança:
Nome:_________________________________________________________________Ida
de:_________________________________
SEXO: ( )Masculino ( )Feminino Data
de Nascimento:______/______/_________
Endereço:_____________________________________________________________Tele
fone:______________________________________________________________
Peso:________________ Estatura:____________ Perímetro cefálico:____________
CB:_______________ PCT:____________ CMB:____________________
Frequência de mamadas:____________
Histórico alimentar:
Amamentação: ( ) Sim ( ) Não
Fórmulas:
( ) Sim ( ) Não
Alimentos não Lácteos: ( ) Sim ( ) Não
Anamnese:
Queixa
principal:_____________________________________________________________
Histórico da doença atual:________________________________________________
Alterações no TGI:
Constipação: ( ) Sim ( ) Não
Diarreia: ( ) Sim ( ) Não
Distensão abdominal: ( ) Sim ( ) Não
Vômitos: ( ) Sim ( ) Não Frequência: __________
Protocolo Avaliação Nutricional 2014
Classificação Gestação
Calcular a semana gestacional, considerando como semana seguinte a partir de 4 dias.
Ex.15 semanas e 4 dias = 16 semanas;
Ganho de peso recomendado:
Estado Nutricional Pré- Ganho de peso Ganho
gestacional
de
peso Ganho
de
– total (kg) no 1º semanal (kg) no 2º total (kg)
IMC
(Kg/m²)
trimestre
e 3º trimestres
Baixo
2,3
0,5
12,5 a 18
Adequado: 19,8 a 26
1,6
0,5
11,5 a 16
Sobrepeso: 26 a 29
0,9
0,3
7 a 11,5
Obeso: > 29
-
0,3
<7
Peso/adolescente/gemelar
< 19,8
Fonte: Institute of Medicine, 1998
GANHO DE PESO RECOMENDADO – GESTAÇÃO GEMELAR – IOM
Ganho de peso (kg) / Ganho de peso semanal Ganho de peso total (kg)
semana no 1º trimestre
(kg) no 2º e 3º trimestres
-
0,75
16 a 20
Recomendações nutricionais - RDA, 1989
Idade (anos) ou Kcal / Kg
Kcal total / dia
condição
Adolescente
11-14
47
2200
Adolescente
15-18
40
2200
Mulher
19-24
38
2200
Mulher
25-50
36
2200
peso
Protocolo Avaliação Nutricional 2014
Mulher
+51
30
1900
Gestante
1º Trimestre
-
+0
Gestante
2º Trimestre
-
+ 300
Gestante
3º Trimestre
-
+ 300
Lactente
1º Trimestre
-
+ 500
Lactente
2º Trimestre
-
+ 500
Observações:
- Gestantes que iniciem a gravidez baixo peso ou adolescentes devem adicionar + 300 Kcal
já no 1º trimestre;
- Para pacientes eutróficas: usar peso ideal Pré-gestacional;
- Para pacientes desnutridas: usar peso ideal;
- Para pacientes com sobrepeso / obesidade: usar peso atual (Pré- Gestacional) e não
aumentar as calorias.
DRI, 2002:
Gestantes = GET calculado com a fórmula específica + Reserva energética da gestação
GET: Para meninas de 9 a 18 anos:
GET = 135,3 – 30,8 x idade (a) + Atividade Física (FA*)x (10,0 x peso [kg] + 934 x altura
[m]) + 25 (kcal para crescimento)
FA:
FA = 1,00 (sedentária)
FA = 1,16 (Pouco ativa)
FA = 1,31 (Ativa)
FA = 1,56 ( Muito ativa)
Para mulheres de 19 anos ou mais:
GET = 354 – 6,91 x idade [a] + atividade física (FA**) x (9,36 x peso [Kg] + 726 x altura
[m])
FA
FA = 1,00 (sedentária)
FA = 1,12 (Pouco ativa)
FA = 1,27 (Ativa)
FA = 1,45 ( Muito ativa)
Cálculo simplificado: (VITOLO, 2003)
GET = 36 kcal/kg de peso ideal pré-gestacional
Peso ideal pré-gestacional pode ser determinado por:
Protocolo Avaliação Nutricional 2014
IMC ( 22 – mediano)
Adolescentes Percentil 50 da curva do NCHS (Nacional Center for Health and Statistics)
Observação: gestante obesa e com um fator de risco (hipertensão), utilizar 30 kcal/kg do
peso ideal.
LACTANTES:
Recomendações de energia: IOM 2002
ET= GET calculado com a fórmula do adulto + Gasto da produção de leite
1º- 6 meses = EER para mulheres + 330
6-12 meses = EER para mulheres + 400
Classificação criança
Estatura ao nascer: Classificação da OMS (1997):
Baixo peso ao nascer crianças que nasceram com menos de 2,5Kg
Muito baixo peso de 1,5 a 1Kg de nascimento
Extremo baixo peso com menos de 1Kg
Ganho de peso/dia:
Ganho de peso da criança nascida a termo:
Período
Média de ganho de peso/dia
1º Trimestre
30g/d
2º Trimestre
20g/d
3º Trimestre
15g/d
4º Trimestre
12g/d
2º Ano de vida
8g/d
Recomendações para necessidades energéticas: RDA:
PREMATURA: de 150 a 200 kcal/Kg de peso atual – avaliar as condições – Usar idade
corrigida até os dois anos para realização da avaliação nutricional - O comprimento até os 3
anos e 6 meses, ainda assim pode persistir uma diferença de 1 a 2 cm em relação a
população geral.
Idade corrigida* (IC)= idade cronológica (em semanas) - (40 - idade gestacional)
Prematuro: Polivitamínico 1x a recomendação e ferro 2 mg/Kg/dia (Até 2 meses)
Protocolo Avaliação Nutricional 2014
Crianças: Vit A até 2 anos (inclusive em aleitamento materno)
Crianças: Ferro desde o nascimento se sem aleitamento materno: 1 mg/kg/dia, ou ao
desmame se o alimento não for enriquecido de ferro
Crianças não amamentadas e em uso de leite de vaca não enriquecido: polivitamínico
(1x a recomendação) desde o nascimento.
Criança de 3 meses a 2 anos:
PERCENTIL
DIAGNÓSTICO NUTRICIONAL
< p3
Baixa estatura ou Baixo peso
p 3 e < p 10
Risco de baixa estatura ou RN para baixo peso
≥ p10 e < p90
Eutrófico
≥ p90 e < p97
Sobrepeso
≥ p 97
Alta estatura ou Obesidade
Para o cálculo do VET: RDA:
PREMATURA: Usar idade corrigida até os dois anos para realizar avaliação nutricional e
seguir o cálculo de acordo com o estado nutricional
DESNUTRIDA: Fazer o cálculo com o peso atual e multiplicar pelo fator 1,5
EUTRÓFICA: Fazer o cálculo com o peso atual - SOBREPESO: Fazer o cálculo com o
peso atual
OBESA: Fazer o cálculo com o peso ideal para a estatura
Suplementações necessárias:
Prematuro: Polivitamínico 1x a recomendação e ferro 2 mg/Kg/dia
Crianças: Vit A até 2 anos (inclusive em aleitamento materno)
Crianças: Ferro desde o nascimento se sem aleitamento materno: 1 mg/kg/dia, ou ao
desmame se o alimento não for enriquecido de ferro
Crianças não amamentadas e em uso de leite de vaca não enriquecido: polivitamínico
(1x a recomendação) desde o nascimento.
Crianças de 2 anos a 10 anos:
Protocolo Avaliação Nutricional 2014
PERCENTIL
DIAGNÓSTICO NUTRICIONAL
< p3 Alta estatura ou Obesidade
Baixa estatura ou Baixo peso
>p 3 e < p 10
Risco de baixa estatura ou RN para baixo
peso
≥ p10 e < p90
Eutrófico
≥ p90 e < p97
Sobrepeso
≥ p 97
Alta estatura ou Obesidade
REFERÊNCIAS:
CUPPARI, L. Guias de medicina ambulatorial e hospitalar: nutrição clínica no adulto.
Barueri: Manole, 2002. 406p.
LACERDA, E. M. A. Práticas de nutrição pediátrica. São Paulo: editora Atheneu, 2002.
p. 208.
MAHAN, L. K.; ESCOTT-STUMP,S. Krause: alimentos, nutrição e dietoterapia. São
Paulo: Roca, 2011. P.1157.
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