Estratégia de saúde da família: atividades gerenciais do enfermeiro Julho/2015 1 Estratégia de saúde da família: atividades gerenciais do enfermeiro Adriana Caixeta Costa/[email protected] MBA em Gestão e Auditoria em Sistema de Saúde Instituto de Pós-Graduação/IPOG Goiânia, GO, 18 de março de 2014 Resumo A prática do enfermeiro, no âmbito da Estratégia Saúde da Família - ESF deve estar voltada a uma ação conjunta de assistência ao individuo, família, comunidade e assistência gerencial. Para isto procurou-se levantar as necessidades de formação para a gestão dos enfermeiros que atuam nas ESF, buscando identificar quais as atribuições relacionadas à gestão do mesmo nesta. Este estudo teve como objetivo identificar as atividades realizadas pelo enfermeiro atuante na ESF, enfatizando as ações gerenciais, tendo como questão norteadora as dificuldades encontradas no desempenho das atividades gerenciais. Trata-se de um estudo descritivo de revisão literária, onde foi realizada considerando artigos científicos, dissertações e livros publicados no período de 1998 a 2013. As bases de dados pesquisadas foram a Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Base de Dados de Enfermagem (BDENF), utilizando os descritores: enfermagem, saúde da família, gerência. A análise das publicações permitiu identificar estudos com diversas temáticas referentes às funções gerenciais do enfermeiro necessárias para se alcançar a integralidade do cuidado no ambiente da ESF e administrativas. Conclui-se que a função de enfermeiro ainda não esta bem definida na ESF, funções dicotômicas, demonstrando as dificuldades em realizar esta tarefa. Palavras-chave: Enfermagem. Saúde da família. Gerência. 1. Introdução O Sistema de Saúde no Brasil sofreu as influências de todo o contexto político-social pelo qual o país passou ao longo do tempo, e na história humana, os maiores problemas de saúde que os homens enfrentaram estiveram relacionados com a natureza da vida comunitária. Anteriormente à Constituição Federal de 1998, o acesso à saúde oferecido pelo Estado ocorria através da Previdência Social apenas para os trabalhadores da economia formal e seus dependentes, não havendo, portanto, caráter universal na atuação (BRASIL, 2007). Instituído em 1988 o Sistema Único de Saúde - SUS, ao qual cabe identificar e divulgar fatores condicionantes e determinantes da saúde; formular políticas de saúde destinadas a promover ações e serviços de saúde; bem como assistir as pessoas por meio de ações de promoção, proteção e recuperação da saúde (BRASIL, 2000). ISSN 2179-5568 – Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - 9ª Edição nº 010 Vol.01/2015 julho/2015 2 Com vista na assistência integral à saúde da população, o SUS busca alternativas para incrementar a qualidade desta assistência. Em 1994 foi implantado pelo Ministério da Saúde, o Programa de Saúde da Família -PSF que, atualmente, tem sido denominado Estratégia de Saúde da Família - ESF, uma vez que não possui caráter programático, e sim características estratégicas de mudança do padrão de atenção à saúde da população, e que vem sendo adotado em nível nacional como estratégia de reorganização da atenção à saúde, com o intuito de fortalecer a proposta de mudança do enfoque curativo para o preventivo e integral, priorizar ações de promoção e educação em saúde e reorganizar os serviços de saúde na busca da universalidade, integralidade e eqüidade (BRASIL, 2003a). A proposta do programa, hoje ESF, segue uma linha de elevada cobertura populacional, facilidade no acesso e atendimento integral dos indivíduos em seu contexto familiar (DUNCAN; SCHMIDT; GIUGLIANI, 2004). As práticas da ESF visam ter como foco do trabalho a família, assim como possuir ações de caráter preventivo sobre a demanda. Dessa forma, constitui uma prática menos reducionista sobre a saúde, avançando para além da simples intervenção médica, que busca a integração com a comunidade, numa atuação interdisciplinar dos profissionais que compõem as equipes de saúde da família (BRASIL, 2003b). A ESF possui, na sua composição mínima, um enfermeiro, um médico, um auxiliar ou técnico de enfermagem e até seis agentes comunitários de saúde. Essa equipe é responsável pela promoção, prevenção da saúde dos usuários assistidos, não se descuidando do aspecto curativo, reabilitador e com alta resolubilidade. Para que estas ações ocorram é necessário o desenvolvimento de atividades interdisciplinares e intersetoriais (BRASIL, 2006). Nesta mesma linha de pensamento Sarti et al. (2012) corrobora quando refere que a reformulação de modelo tecnoassistencial sugestionada pela ESF baseia-se pela mudança do olhar sobre o indivíduo e sua patologia para o cuidado integral das pessoas em seu contexto familiar e comunitário, tendo como base teórica e prática, a integralidade da atenção, a promoção da saúde e a vigilância em saúde. E Crevelim, Peduzzi (2005) complementa que a ESF está pautado, dentre outras diretrizes, no trabalho em equipe multiprofissional e na participação social/controle social. As mudanças nas políticas de saúde, nos modelos assistências e nas políticas de recursos humanos em saúde influenciaram o desenvolvimento da concepção de trabalho em equipe (PEDUZZI, 2001). A enfermagem é uma das profissões da área da saúde cuja essência e a especificidade é o cuidado ao ser humano individualmente, na família e ou na comunidade, desenvolvendo atividades de promoção, prevenção de doenças, recuperação e reabilitação da saúde, atuando em equipes (ALMEIDA; ROCHA, 2000). A enfermagem se responsabiliza, através do cuidado, pelo conforto, acolhimento e bem estar dos pacientes, seja prestando o cuidado, seja coordenando outros setores para a prestação da assistência e promovendo a autonomia dos pacientes através da educação em saúde. (ALMEIDA; ROCHA, 2000). Entre as competências do enfermeiro da Unidade de Saúde da Família (USF), estão as atividades de planejamento, gerenciamento, coordenação, execução e avaliação (BRASIL, 2006). As ações gerenciais devem ser integradas com o trabalho da equipe, resultando em transformações em prol da qualidade do cuidado integral e da promoção da saúde da população assistida (GALVÃO, 1998). O trabalho na ESF exige principalmente do enfermeiro, uma liderança capaz de articular estratégias institucionais com enfoque na promoção da saúde e efetivação dos princípios do SUS (XIMENES NETO, 2008). 3 Segundo Souza e Soares (2006) o exercício da liderança é uma das principais responsabilidades do enfermeiro tendo em vista que ser líder e saber administrar são condições absolutamente necessárias para o eficiente desenvolvimento do trabalho do profissional de enfermagem. Assim sendo podemos observar a importância da realização de liderança nos serviços de saúde desenvolvida por enfermeiro. O presente trabalho buscou discorrer sobre a formação do enfermeiro para a gestão em ESF, enfatizando o processo gerencial, fazendo uma correlação teoria e prática, tendo como questão norteadora as dificuldades encontradas pelo mesmo no desempenho das atividades gerenciais. 2. Atividades gerenciais do enfermeiro Segundo Weirich (2009), a gerência deve ser entendida atribuição dos dirigentes na perspectiva de construção de um objetivo a fim de atender às necessidades da população voltada para integralidade de atendimento. O enfermeiro tem basicamente quatro atividades essenciais que norteiam a sua profissão: assistencial, gerencial, educativa e de pesquisa (SPAGNOL, 2005). O autor suparacitado relata que no cotidiano de trabalho, estas atividades não podem ser desenvolvidas separadamente, pois a intersecção entre elas é um fator importante para prestar assistência de enfermagem de forma segura e livre de riscos à população. Mesmo reconhecendo a importância desta articulação, optou-se por destacar a função gerencial do enfermeiro, numa reflexão acerca do seu exercício na prática profissional em USF Nos diversos serviços de saúde, especificamente no âmbito da Saúde Pública, a gerência em enfermagem tem assumido fundamental importância na articulação entre os vários profissionais da equipe, além de organizar o processo de trabalho, buscando concretizar as ações a serem realizadas junto ao individuo, família e comunidade, para atender às suas necessidades de saúde-doença. A Saúde Coletiva tem se constituído em um importante campo de conhecimento que utiliza conceitos e categorias de diversas disciplinas (epidemiologia, biologia, administração, sociologia, antropologia, filosofia, economia, entre outras) para compreender os determinantes sociais do processo saúde-doença, elaborar e analisar as políticas de saúde, bem como compreender as práticas de gestão dos serviços ( SPAGNOL, 2005). O autor acima, descreve que parte-se do pressuposto que alguns destes conceitos poderão subsidiar a configuração de uma nova prática gerencial na enfermagem, pois entende-se a gerência como uma prática coletiva, ou seja, relacional, que deve compreender o cliente e o trabalhador de saúde como um sujeito social em ação. O sistema de saúde é, principalmente, composto por pessoas. São elas que criam, organizam, comandam e controlam as atividades deste sistema, que deve oferecer serviços, atendendo, da melhor forma possível, as necessidades e as expectativas dos seus usuários (PINHEIRO, 2009). Nesse contexto, o gerenciamento compreende o processo de trabalhar com pessoas, envolvendo diversos outros recursos para realizar os objetivos organizacionais. Assim, o processo de gerenciar, quando adequadamente executado, envolve uma gama de atividades que incluem, entre outras, planejar, avaliar, organizar, liderar e controlar (SOUZA, 2010). Em um cenário de crescentes e profundas mudanças gerenciais e de novos referenciais do 4 sistema de gestão, o enfermeiro deve posicionar-se de forma aberta e sensível para acompanhar a evolução e adequar-se a novos desafios organizacionais, administrativos e assistenciais (BACKES et al., 2008). É de fundamental importância, que os enfermeiros responsáveis pelos processos gerenciais tenham sensibilidade para captar as necessidades emergentes, habilidade para empreender e estimular ações inovadoras e flexibilidade para se adaptar às diferentes situações que se apresentam nas relações e interações do dia-a-dia das organizações do cuidado e gerenciais. A função gerencial pode ser conceituada como sendo um instrumento capaz de política e tecnicamente, organizar o processo de trabalho com o objetivo de torná-lo mais qualificado e produtivo na oferta de uma assistência de enfermagem universal, igualitária e integral (GRECO, 2004). Para Gaidzinski et al. (2004), a gerência é como a arte de pensar, de decidir e de agir; a arte de fazer acontecer e de obter resultados. É um gerenciamento não como um processo apenas científico e racional, mas também como um processo de interação humana que lhe confere, portanto, uma dimensão psicológica, emocional e intuitiva. A liderança é algo essencial no processo de trabalho gerencial do enfermeiro. Trata-se basicamente da coordenação de grupos, destacando que nas organizações, o significado atribuído à liderança, aos líderes e ao grupo refletem a filosofia, a política de pessoal e as propostas de trabalho dessas organizações. O trabalho na ESF exige principalmente do enfermeiro, uma liderança capaz de articular estratégias institucionais com enfoque na promoção da saúde e efetivação dos princípios do SUS (XIMENES NETO, SAMPAIO, 2008). As funções gerenciais desempenhadas pelo enfermeiro são voltadas para a resolução dos problemas de saúde do individuo, da família e do meio ambiente. O gerente, neste ambiente, deve atuar como um pólo gerador de conhecimento, desenvolvendo as competências, incorporando as inovações tecnológicas, definindo suas responsabilidades, visando a eficácia da saúde (LAZAROTTO, 2001). O Ministério da Saúde preconiza como funções específicas do enfermeiro na ESF a realização da assistência integral em todas as fases do desenvolvimento humano conforme protocolos ou outras normativas técnicas estabelecidas; consulta de enfermagem; solicitação de exames complementares; prescrição de medicações; planejamento, gerenciamento, coordenação e avaliação das ações desenvolvidas pelos ACS; participação do gerenciamento dos insumos necessários para o adequado funcionamento da USF, entre outras funções (BRASIL, 2006). Cabe ao enfermeiro ter conhecimento e capacidade estratégica para envolver e comprometer a equipe, utilizando-se de metodologias participativas e reflexivas, capazes de problematizar a realidade concreta na organização dos serviços, com competência técnica e humana (BACKES et al., 2008). No entanto, estudos ressaltam que, na maioria das unidades básicas de saúde, ainda está formalizada a estrutura organizacional da enfermagem baseada no fayolismo (SPAGNOL; FERNANDES, 2004), que tem como foco o fazer técnico e burocratizado (BACKES et al., 2008) e que tem conduzido à intensificação da burocracia, à execução do trabalho por tarefas, o esforço para o desenvolvimento de habilidades técnico-operacionais, o controle dos procedimentos e do comportamento dos trabalhadores (MENDES et al., 2007). As funções gerenciais fazem parte da rotina do enfermeiro, assim como as funções assistenciais, uma vez que ambas estão interligadas. Para que ocorra um bom gerenciamento é necessário planejamento, ou seja, deve-se estabelecer um plano de atuação envolvendo todos os profissionais da equipe Leitão (2001), e a comunidade. 5 Dentre as questões gerenciais, a força de trabalho é um aspecto de alta relevância em torno das atuais discussões, visto ser esta uma questão que surge desde a institucionalização do SUS e apresenta conjuntamente com a descentralização, o financiamento e o controle social um aspecto fundamental para a execução do sistema de saúde (MALAGUTTI; BIAGOLINI, 2007). O enfermeiro tem demonstrado nos últimos anos, potencial para implantação, manutenção e desenvolvimento das políticas de saúde, demonstra ser ela o eixo principal para suportar qualquer política de saúde que tenha como objetivo a assistência de qualidade (BARBOSA, 2004). Entretanto, a atuação do enfermeiro como gestor sofre interferências que podem comprometer seu desempenho, dentre as quais se destaca: condições de trabalho insatisfatórias; tensão provocada pela pressão da demanda excessiva; falta de recursos; qualidade insatisfatória e ausência de integralidade no sistema de saúde; precariedade dos sistemas de informação operacionais, dificultando a avaliação de resultados; falta de política de desenvolvimento integrado de recursos humanos; decisões políticas (ingerência política); interesses político-partidários, externo à vida organizacional; falta de conhecimento técnico-científico sobre o sistema de saúde, como também das leis, normas e diretrizes que regem a saúde (ROCHA, 1999). Além disso, são desafios contemporâneos da gestão: superar o modelo tradicional centrado no financeiro e de administração de material, desenvolver linhas diferenciadas com enfoque nas especificidades, superar o reducionismo na atenção a saúde e criar práticas democráticas na dinâmica gerencial (ABRAHÃO; MARTINS; GEISLER, 2008). Alves, Penna, Brito (2004), destaca a tensão existente entre o direito dos pacientes e as prerrogativas dos profissionais, a qual precisa ser equacionada pelo gestor como um dos pontos delicados e centrais da boa assistência à saúde. Assim, é imprescindível que o enfermeiro gestor seja capaz de minimizar as dificuldades a que estão expostos e aprendam a lidar com a nova situação, podendo desempenhar, satisfatoriamente, seu papel na inovação nos serviços de saúde (FELDMAN; RUTHES; CUNHA, 2008). A partir de sua compreensão e comprometimento o enfermeiro deve propor soluções, considerando os princípios do sistema: universalidade, integralidade, eqüidade e participação social, fundamentais na condução do SUS (BERNARDINO; OLIVEIRA; CIAMPONE, 2006). 3. Metodologia Trata-se de um estudo descritivo de revisão bibliográfica, retrospectiva e constituída de artigos científicos, dissertações e livros acerca da temática administração e gerência de enfermagem nos serviços de saúde na estratégia saúde da família. A busca pelos estudos foi realizada no mês de Janeiro a março de 2014 nas bases de dados Literatura LatinoAmericana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Base de Dados de Enfermagem (BDENF), a partir dos seguintes descritores: enfermagem, saúde da família, gerência, no período de 1998 a 2013, recorte esse utilizado devido ao início e término dos achados sobre o tema na referida base de dados. Foram encontrados 35 artigos, que após avaliação crítica dos mesmos com relação à pergunta-guia do estudo, excluiu-se aqueles que não tratavam especificamente do tema em questão. Assim, foram selecionadas e analisadas 15 produções que atendiam aos critérios de inclusão, os quais foram lidos integralmente para a elaboração deste. 4. Discussão 6 As ações de gerenciamento realizadas na Unidade de Saúde da Família que não estão previstas como função da enfermeira da equipe, mas que surgem como demandas da prática é de responsabilidade de um profissional da rede de saúde municipal indicado pelo Chefe do Distrito de Saúde, que nem sempre consegue encaminhar todas as demandas nessa área. A enfermeira acaba sendo responsabilizada indireta e diretamente por várias ações burocráticas e gerenciais relativas à equipe e até mesmo ao funcionamento da USF. No caso o enfermeiro (a), estar trabalhando na base, mas inquieto, incomodado com a cultura organizacional empregada pela gerência no processo de trabalho da equipe de seu território, ou sempre estar buscando trabalhar com competência e qualidade, foram os motivos ímpares para sua ascensão funcional ao cargo de gerente. A habilidade de liderança e gerenciamento do enfermeiro na Estratégia Saúde da Família é discutida como instrumento de organização do processo de trabalho, tornando-o mais produtivo e com maior qualidade. Neste sentido programas de pós graduação, buscam contribuir e analisar sobre as diferentes abordagens de programação, planejamento e gestão em saúde, em particular através das metodologias estratégicas, como elaboração de projetos assimilando e construindo potencialidades, o que diminui as limitações para os profissionais que atuam na gestão e prestam assistência, instrumentalizando à aplicações de suas práticas em diferentes níveis da realidade de saúde e dos serviços (VALE; GUEDES, 2004). Apesar do espaço conquistado pelo enfermeiro na Atenção Básica e seu destaque na consolidação da Estratégia Saúde da Família, ainda existem dificuldades com relação ao processo de trabalho dentro da Equipe, tornando-se um desafio para o profissional enfermeiro conciliar suas demandas. Conforme a Política Nacional da Atenção Básica (Portaria 648/2006), que aborda as atribuições dos profissionais que compõem a Equipe de Saúde da Família, são atribuições específicas do enfermeiro da Saúde da Família: realizar consultas de enfermagem; planejar, gerenciar, coordenar e avaliar as ações desenvolvidas pelos ACS; supervisionar, coordenar e realizar atividades de educação permanente dos ACS e da equipe de enfermagem; participar do gerenciamento dos insumos necessários para o adequado funcionamento da Unidade Básica de Saúde (BRASIL, 2006). Nesse sentido, a ESF constitui-se de equipes multiprofissionais que devem atuar em uma perspectiva interdisciplinar, de forma que os membros da equipe articulem suas práticas e saberes no enfrentamento de cada situação identificada para propor soluções conjuntamente, inclusive com relação à organização do serviço e participação na gerência. Assim, as ações desenvolvidas seriam de responsabilidade coletiva dos profissionais de saúde (OLIVEIRA; SPIRI, 2006). Entretanto, o enfermeiro é o responsável praticamente pela supervisão do trabalho da Equipe de Saúde da Família, além de conciliar essa função com a assistência às famílias e identificar os fatores que influenciam na qualidade de vida das mesmas, visualizando as peculiaridades de cada uma. A gestão e a tomada de decisão são atividades que por vezes se confundem. Por isso, é importante entender como a organização influencia nesse processo. Nesse sentido, Costa; Silva (2004) reforça a relevância de um efetivo relacionamento do enfermeiro da ESF com a equipe de saúde. No estudo de Spagnuolo (2007), o papel do enfermeiro no exercício da coordenação de uma equipe na ESF, constatou-se dificuldade na condução da equipe multiprofissional aliada à influência que a história da enfermagem ainda tem em suas carreiras, o cotidiano das enfermeiras apresentam seu trabalho sendo avaliado pela produtividade em 7 detrimento da qualidade na medida em que se sentem muito sobrecarregadas em relação a sua prática assistencial (cuidado) e o tempo usado nas atividades de coordenação. Ferraz; Santos (2007) descreve em seu estudo que 84% dos enfermeiros conhecem todas as preconizações do Ministério da Saúde, no entanto não conseguem executar todas devido à falta de controle social e por assumirem responsabilidades e funções além dos recursos disponíveis para sua prática. Diante disso, o enfermeiro encontra dificuldades na realização das atividades que lhe são atribuídas por lei, e o acumulo de funções acarreta outro problema: a falta de tempo para exercer suas funções adequadamente (PAVONI; MEDEIROS, 2009). Outro fator dificultador na atividade do enfermeiro inserido na ESF, apontado por Costa; Silva (2004) é o baixo número de enfermeiros com qualificação em nível de especialização, o que promove diminuição na qualidade das ações prestadas. O autor aponta que é preciso considerar ainda que a enfermagem não conta com uma legislação especifica que regulamenta seu piso salarial, o que desmotiva o trabalhador, que encontra muitas vezes em condições precárias de trabalho. Faustino et al (2004) ressaltam também que ações de gerenciamento realizadas na Unidade Saúde da Família (USF) muitas vezes não estão previstas como função da enfermeira da equipe, mas surgem como demanda da prática. O enfermeiro acaba sendo responsável indireta e diretamente por várias ações burocráticas e gerenciais relativa à equipe e até mesmo ao funcionamento da USF. Isso ocasiona má resolubilidade das ações. As principais dificuldades nas atividades gerenciais do enfermeiro referidas no estudo de Ximenes Neto; Sampaio (2008) foram: conciliar às atividades assistenciais as gerenciais, a estrutura física, dificuldades no sistema de informação, a falta de capacitação, a “politicagem”, a pouca autonomia, a falta de compromisso por parte de alguns profissionais e a ausência de apoio da Secretaria da Saúde. No sistema de informação o enfermeiro gerente desenvolve um papel primordial, pois cabe a este profissional fazer com que os indicadores registrados reflitam a consepção de saúde da ESF da qual fazem parte, uma vez que este profissional ao assumir a gerencia de sua unidade, será o responsável pela aglutinação de todos os dados registrados pela equipe, e conseqüentemente o repasse destes dados ao sistema nacional de informação que norteia o SUS (GUTIERREZ, 2012). Porém, sabe-se que os sistemas de informação ainda são considerados pelas políticas públicas de saúde como não prioritários, pois os recursos financeiros e materiais são escassos para toda demanda, e isso pode prejudicar a qualidade de informações dos serviços realmente prestados aos usuários e o planejamento das ações gerenciais. Segundo Santos e Miranda (2007) ao utilizar a informação como um recurso da organização, esta terá crescimento quando entender que planejar controlar, organizar e decidir sobre a sua forma de utilização ocasionará uma redução na incerteza. Munari; Bezerra (2004) refere que com essa política de saúde, o trabalho exercido na Estratégia Saúde da Família, o enfermeiro gestor encontra dificuldades que são várias: uma delas é a falta de recursos para investir na qualificação dos profissionais que fazem parte da equipe, outra é a falta de equipamentos, insumos e estrutura, porém ainda tem sido o melhor resultado de gerenciamento nas avaliações realizadas entre a comunidade e os profissionais. Campos e Campos (2007) apontam a autonomia como um dos objetivos ou finalidades principais da política, da gestão e do trabalho em saúde, seja na área da Clínica ou no campo da Saúde Coletiva. A autonomia permite que os sujeitos atuem em um contexto, a partir de objetivos ou leis estabelecidas de forma democrática. A autonomia caminha junto à democracia 8 participativa e é construída historicamente, como fruto de um processo individual-social. “O sujeito autônomo é o sujeito do conhecimento e da reflexão. Reflexão sobre si mesmo e sobre o mundo. Mas autonomia depende também da capacidade do sujeito de agir sobre o mundo, de interferir sobre sua rede de dependências [...]”. Na realidade, segundo os autores, a “autonomia plena não existe, nem seria bom que houvesse, pois seria um retorno à vida selvagem, em cima das árvores”. Já Cecílio (1999) afirma que “uma pessoa só tem autonomia quando possui o poder de controlar seu próprio trabalho e, decorrente deste controle, é que pode ser responsável pelas ações que desencadeia”. No estudo de Ximenes Neto e Sampaio (2008) o que concerne à burocracia, cinco gerentes referiram o fato como existente e negativo. Ainda referem que a prática da burocracia, este excesso e esta disfuncionalidade administrativa, parece ser tão antiga quanto à história do serviço público brasileiro. No setor saúde a burocracia tem sido utilizada como um meio de travar os processos, de discriminar negativamente o atendimento de interesses, de controlar e reduzir gastos, de exibir poder discricionário dos titulares. Os autores supra citados referenciam que no território da ESF, a burocracia tem sido responsável pelo não cumprimento do planejamento, a demora na distribuição de insumos, a exemplo daqueles próprios da sala de vacina ou de consultório de saúde bucal, que interrompe ações programáticas, resultando em desperdício de carga horária de profissional e em ofensa aos direitos dos membros da comunidade. Outra dificuldade encontrada pelos enfermeiros gestores é o estilo de gestão autoritário e rígido, no qual as ações e projetos são impostos de cima para a base, influenciados por questões político-partidárias, pode provocar a redução no entusiasmo, descontentamento, insatisfação, além de frustrar expectativas, sendo um dos motivos para a rotatividade (MEDEIROS, 2010). A rotatividade não é causa, mas a conseqüência de fenômenos localizados interna ou externamente à organização. Dentre os fenômenos externos, estão a situação de oferta e procura de recursos humanos no mercado, a conjuntura econômica, as oportunidades de empregos no mercado de trabalho (CHIAVENATO, 2000). Robbins (2002) conceitua rotatividade como a permanente saída e entrada de pessoal na organização, voluntária ou involuntariamente. Segundo o autor, toda organização tem alguma rotatividade, que pode ser positiva, à medida que funcionários não essenciais deixam a organização. Entretanto, a rotatividade normalmente implica perda de pessoas estratégicas, gerando fator de ruptura e, consequentemente, prejudicando a eficiência organizacional e gerencia. A estabilidade na ESF é fundamental para a construção de um modelo de trabalho que contemple todos os elementos da integralidade, a rotatividade prejudica a efetividade da ESF. 5. Conclusão Os achados deste estudo permitiram constatar que a mudança no gerenciamento dos sistemas de saúde em todos os níveis organizacionais se faz necessária; porém, devido à inovação, a assimilação da função de gerente tornou-se nebulosa por ser uma função nova, desconhecida, tendo como conseqüência o despreparo dos profissionais enfermeiro. Esse despreparo deve-se a uma formação acadêmica inadequada à realidade de saúde do país e às políticas institucionais distantes da integralidade dos sistemas de saúde. A formação em saúde e o próprio sistema de saúde estão em fase de transformação e, exige do enfermeiro competências de caráter educativo, assistencial, administrativo e político, todas engajadas no compartilhamento de informações e conhecimento, e que o 9 enfermeiro gestor tem que saber articular o político com o técnico-científico na produção de cuidados assistenciais em saúde. Diante do exposto, constitui um desafio para o enfermeiro o trabalho nas unidades de Estratégia Saúde da Família, que se vê cotidianamente tendo que lidar com uma série de problemas e dificuldades que dificultam o pleno desenvolvimento de suas atividades gerenciais e, conseqüentemente, do programa. Essas dificuldades poder se divididas como de natureza estrutural, ou seja, aquelas que diz respeito às condições materiais das unidades de saúde e de trabalho, e aqueles ligadas às relações estabelecidas entre o enfermeiro e o sistema de saúde, mais especificamente os profissionais que compõem a equipe de ESF. Nesse sentido, um dos principais desafios do caráter inovador da Estratégia Saúde da Família relaciona-se à necessidade de se definir o perfil das competências necessário aos profissionais inseridos, sobretudo para o profissional enfermeiro que tem demonstrando ser o ponto central e norteador deste processo, que apesar das dificuldades, sua atuação está diretamente relacionada à consolidação dessa modalidade de atenção à saúde. A quantidade de atribuições próprias dos enfermeiros demonstra uma importante dificuldade encontrada para o cumprimento real de tudo que lhe cabe, porque a prática produtivista inviabiliza momentos de reflexão sobre o cotidiano e suas ações. Conclui-se que este estudo atingiu os objetivos propostos identificar e analisas as competências gerenciais do enfermeiro destacando as dificuldades encontrada pelo mesmo em suas ações gerenciais na ESF. Referências ABRAHÃO, Ana Lucia; MARTINS, Carla Macedo; GEISLER, Adriana. 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