ÍNDICE - 23/06/2004 Correio Braziliense ....................................................................................................................2 Cidades..........................................................................................................................................2 Notas .................................................................................................................................................2 Anvisa alerta para fraude..........................................................................................................2 O Globo .........................................................................................................................................3 O País............................................................................................................................................3 Polícia investiga falso vendedor de remédio no DF ..................................................................................3 Jornal do Brasil...........................................................................................................................4 Brasília ..........................................................................................................................................4 Golpe da hantavirose............................................................................................................................4 Jornal de Brasília ........................................................................................................................5 Cidades..........................................................................................................................................5 O golpe do hantavírus...........................................................................................................................5 A Gazeta (ES)...............................................................................................................................6 Brasil .............................................................................................................................................6 Anvisa proíbe propaganda irregular ........................................................................................................6 A Gazeta de Cuiabá (MT) ..........................................................................................................7 Cidades..........................................................................................................................................7 14% dos que estão se tratando vão a óbito, diz a Anvisa.........................................................................7 Diário do Nordeste (CE)............................................................................................................8 Cidades..........................................................................................................................................8 Conselho Federal poderá certificar estabelecimentos ..............................................................................8 Correio Braziliense 23/06/2004 Cidades Notas Anvisa alerta para fraude Em nota oficial, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alertou a população que não vende nem concede registro a qualquer produto que combata ou previna a hantavirose. Também garantiu que nenhum funcionário do órgão têm autorização para fazê-lo. De acordo com a nota, desde que foram registrados casos da doença no DF, alguns moradores denunciaram que uma pessoa, passando-se por funcionário da Agência, diz ter autorização para vender um pó que combateria a hantavirose. Além do desmentido, representantes da Anvisa também denunciaram o caso à Polícia Civil. No caso de suspeita da doença, o paciente deve procurar um serviço público de saúde. O Globo 23/06/2004 O País Polícia investiga falso vendedor de remédio no DF BRASÍLIA E SÃO PAULO. A Polícia Civil do Distrito Federal foi acionada ontem pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para investigar denúncias de que um homem que se diz funcionário da Anvisa estaria enganando as pessoas e vendendo falsos remédios contra a hantavirose, doença que matou três moradores da cidadesatélite de São Sebastião, mês passado. Em nota, a Anvisa esclarece que "não comercializa nem concedeu registro a qualquer produto que seja capaz de combater ou prevenir a hantavirose e que não autorizou qualquer funcionário a fazê-lo". A denúncia partiu de moradores que estranharam a atitude do vendedor e telefonaram para a agência. De acordo com a Anvisa, o produto oferecido seria um pó para ser misturado na água. Na 6 Delegacia de Polícia do Paranoá, cidade vizinha a São Sebastião, foram registradas duas queixas contra o suposto vendedor. A hantavirose é causada por vírus encontrado nas fezes, na urina e saliva de roedores silvestres. O contágio se dá pela inalação de partículas de poeira contaminada. Desde maio, sete casos da doença foram registrados em São Sebastião. Três resultaram em morte, três foram curados e um continua internado no hospital. São Paulo: instituto descarta morte por hantavírus Técnicos do Instituto Adolfo Lutz recolheram cerca de 500 roedores silvestres na região para identificar o tipo do vírus que provocou as mortes. O instituto descartou hipótese de infecção por hantavírus como causa da morte de três pessoas no final de semana em Mauá, na Grande São Paulo. Agora, técnicos investigam as hipóteses de leptospirose, febre maculosa ou intoxicação. Desde a morte das primeiras vítimas, 20 pessoas foram internadas por terem apresentado sintomas parecidos. Apesar da indefinição sobre a causa das três mortes em Mauá, a casa em que viviam as vítimas não havia sido interditada. Cristiano da Silva, irmão de Fábio Júnior da Silva Soares - a primeira vítima da doença misteriosa-, continuava vivendo no local com a família. Do total de 20 pessoas que ficaram em observação no Hospital Nardini entre sábado e ontem, 11 já tiveram alta, pois não apresentaram evolução no quadro. Das nove que até a tarde de ontem continuavam internadas, sete devem ficar em observação até que os sintomas desapareçam. Entre as novas vítimas internadas desde anteontem, está Eloísa, de dois anos e meio, filha de Cristiano da Silva. - Estamos preocupados, mas acompanhamos o caso de perto - disse Cristiano. Eloísa começou a passar mal ontem de manhã, quando estava na creche. De lá, foi levada para o hospital, onde permanece em observação. Jornal do Brasil 23/06/2004 Brasília Golpe da hantavirose Estelionatário vende ''remédio preventivo'' Estelionatários estão se aproveitando do medo da hantavirose para aplicar golpes em moradores de São Sebastião e Paranoá. Fingindo serem funcionários da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os golpistas tentam vender um ''remédio preventivo''. Na segunda-feira, duas ocorrências foram registradas pela polícia, mas ainda não há pistas sobre os criminosos. Ontem, a Anvisa divulgou nota informando que não comercializa, não concede registro a produto capaz de combater ou prevenir hantavirose e que não autorizou nenhum funcionário a assim fazer. Foi o próprio órgão quem procurou a polícia, depois de receber denúncias. Uma das pessoas enganadas foi o aposentado Osvaldo José de Souza, 70 anos. Ele conta que, no último sábado, um homem moreno, usando camisa onde se lia ''Anvisa'' na manga, procurou sua chácara, próxima ao Paranoá. Segundo Oswaldo, o golpista disse que, por causa da hantavirose, precisava analisar a água do poço e do córrego que passa no terreno. Com uma espécie de kit, fingiu examinar a água e deu um diagnóstico. - Ele disse que ela tinha muito lodo e isso destrói todo o iodo da água. Por causa disso, nós poderíamos ter problemas de ''tireodismo'' - disse Oswaldo, que acreditou no diagnóstico sem fundamento. O suposto funcionário afirmou que era necessário aplicar um produto chamado ''pó 50'' na água. Oswaldo comprou 12 potes, pagando R$ 127,50. No dia seguinte, examinou o recibo emitido pelo golpista e desconfiou. Procurou um funcionário da Secretaria de Saúde e este lhe disse que o produto era uma espécie de água sanitária em estado poroso. - Ainda bem que eu não usei o pó - disse Oswaldo. Jornal de Brasília 23/06/2004 Cidades O golpe do hantavírus Homem vende amido de milho no Paranoá como se fosse pó para matar vírus Na esteira do surto de hantavirose em São Sebastião, pelo menos um estelionatário está se aproveitando do medo e da falta de informação dos moradores da região. Na 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá), por exemplo, dois aposentados registraram ocorrência ao caírem no conto do pó que supostamente mataria o vírus transmissor da doença, após aplicação na água. A hantavirose, porém, é transmitida por ratos silvestres e não tem relação com água contaminada. O mal fez três vítimas fatais em São Sebastião e duas em municípios do Entorno (Pirenópolis e Cristalina) este ano. Um morador de São Sebastião que teve a infecção confirmada está internado em observação na UTI do Hospital Regional da Asa Norte há uma semana. Além disso, outras quatro pessoas tiveram o diagnóstico da doença confirmado, mas já receberam alta. O primeiro registro policial foi feito no último dia 9, pelo aposentado Alairto Eneves Callai, 74 anos. Morador de um condomínio rural no Paranoá, ele recebeu a visita de um homem anunciando ser agente de vigilância sanitária da Secretaria de Saúde. Com uma carteira funcional, o suposto servidor disse que analisava a água da região. Na casa do aposentado, o falso agente afirmou que a água estava contaminada. E que seria preciso utilizar o desinfetante "Pó 50", que, por coincidência, ele estava vendendo. falsárioAlairto acabou comprando 20 potes, a R$ 12,50 a unidade, depositada num recipiente de filme fotográfico cada. O golpe chegou a R$ 250,00. Como garantia, o falsário emitiu recibo de prestação de serviços autônomos. A outra ocorrência foi feita pelo aposentado Osvaldo José de Souza, 69, anteontem. No sábado, Osvaldo foi procurado em casa, na área rural do Paranoá, pelo falsário. Ele se identificou como técnico da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Depois de muita conversa, o golpista vendeu 15 potes de "Pó 50" por R$ 8,50 a unidade, no total de R$ 127,50. O pagamento foi feito com um cheque da Caixa Econômica. Como na nota não havia a marca da Anvisa, Osvaldo procurou o órgão e sustou o cheque. Segundo o delegado da 6ª DP, Ricardo Yamamoto, o mais provável é que o "Pó 50" seja, na realidade, amido de milho. Amostras do produto foram encaminhadas para análise. "A população deve desconfiar e pedir a identificação de qualquer pessoa que se diga servidor e ofereça serviços", aconselha Yamamoto. A pena por crime de estelionato pode chegar a seis anos. Por meio de nota oficial, a Anvisa esclareceu que "não comercializa nem concedeu registro a qualquer produto que seja capaz de combater ou prevenir hantavirose". O secretário de Saúde, Arnaldo Bernardino, não quis comentar o assunto. Ele alegou se tratar de um caso de polícia e disse que nenhum servidor de sua pasta está autorizado a vender nada. A Anvisa notificou a 30ª DP (São Sebastião). "Ainda não temos uma ocorrência formal, pois nenhum morador nos procurou, mas estamos atentos ao golpe", disse o de A Gazeta (ES) 23/06/2004 Brasil Anvisa proíbe propaganda irregular A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, pela segunda vez, a suspensão da propaganda do Fybersan Plus, produzido pela empresa Polymar, de Fortaleza (CE), por alegar propriedades terapêuticas de emagrecimento. A propaganda, que é veiculada na TV Bandeirantes, continua irregular, mesmo depois de a Anvisa ter notificado a empresa fabricante, a empresa responsável pela divulgação do site e a emissora de TV. A Gazeta de Cuiabá (MT) 23/06/2004 Cidades 14% dos que estão se tratando vão a óbito, diz a Anvisa Do Gazeta Digital A estimativa da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é que mais de 50 mil doentes renais façam hemodiálise no país. Embora a mortalidade deles esteja calculada em 14%, a gerente de tecnologia da Anvisa, Maria Ângela de Avelar, diz que o número é aceitável e equivale a de outros países. Vale lembrar que, em 1996, cerca de 60 doentes morreram em Caruaru (PE). Eles foram contaminados com a água usada nas máquinas de diálise. Uma das mudanças previstas na resolução da Anvisa é que os laboratórios (que fazem análise desta água) passem a ter cadastro na Rede Brasileira de Laboratórios Analíticos em Saúde (Reblas). Segundo ela, antes os laboratórios possuíam alvará comum. Agora, diz, haverá melhor controle dos serviços prestados aos pacientes. Os laboratórios ainda terão que elaborar dados semestrais sobre mortalidade, saída de pacientes para transplante e infecção.(GL) Diário do Nordeste (CE) 23/06/2004 Cidades Conselho Federal poderá certificar estabelecimentos O Conselho Federal de Farmácia está propondo um projeto, batizado de Farmácia Cruz Verde, de certificação dos estabelecimentos que prestam serviço diferenciado de saúde, com mais qualidade. Um dos autores é Marco Aurélio Schramm, conselheiro federal pelo Ceará. A idéia já foi levada ao ministro da Saúde, Humberto Costa, e à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A expectativa é que o projeto contribua para alertar a população sobre os riscos da auto-medicação e frear os efeitos da propaganda ostensiva promovida pelos laboratórios farmacêuticos. A presidente do CRF/CE também lamenta a banalização no uso de medicamentos. Segundo ela, os medicamentos passaram a ser tratados como bens de consumo convencionais. "E há os remédios da moda, divulgados como se fossem capazes de fazer milagres". Os usuários devem ter a consciência de que cada tratamento é individual. "Tem o medicamento certo, na dose certa, para o paciente indicado. Mas, com a banalização na comercialização, muitas pessoas usam medicamento para combater problemas que se resolveriam com dieta ou alimentação".