1. Introdução Na sociedade industrial não havia necessidade de inspiração, nem visão crítica, nem de pensamento autônomo- portanto de identidade. Isto porque inovação era uma decisão tão planejada e previsível que o marketing a chamava de “obsolescência planejada”. Entretanto, na sociedade do conhecimento, inovação não é só um projeto, mas uma cultura, um jeito de ser e fazer. É uma atitude crítica de todos, de constante aperfeiçoamento que mantém a empresa com condições de trazer tantos fatos novos ao mercado com a freqüência necessária para manter seu valor e competitividade em ritmo crescente (GUIMARÃES, 2007). Em virtude dessa crescente necessidade organizacional, a qualidade dos relacionamentos de uma empresa pode se tornar sua competência distinta. Criar e manter um ambiente interno favorável às relações de confiança é, portanto, uma opção estratégica que implica a criação de uma forma de vantagem competitiva. Ambientes de alta confiança estimulam a criatividade e o espírito de inovação nas pessoas por se sentirem mais livres e poderem oferecer os seus melhores esforços. A crescente demanda pelo trabalho mais especializado, com aplicação intensiva de conhecimento nos processos produtivos, tem justificado a adoção de mecanismo de gestão mais consensual e cooperativo, baseado em relação de confiança entre os membros da empresa, e entre estes e seus stakeholders (ZANINI, 2008). Pelo fato do principal objetivo da formação das aglomerações produtivas ser o de fomentar a competitividade em mercados cada vez mais acirrados e, ao mesmo tempo, globalizados, fazse necessária a percepção de suas relações de confiança inseridos em seu ambiente organizacional. Para Ramacciotti et al., (2006), os entraves ou gargalos como: deficiência na articulação empresarial e/ou institucional para a implementação de estruturas de governança participativas; fraco adensamento dos pequenos negócios nas suas cadeias produtivas; fragilidades na capacitação empresarial e profissional; inexistência de cultura de cooperação; baixa escala de produção; defasagem de máquinas e equipamentos e limitado processo de aprendizagem e geração de conhecimento entre os colaboradores, estão impossibilitando maior desenvoltura competitiva nas empresas. Nesse contexto, é importante a implementação de estratégias concorrências que possam promover mudanças radicais na estrutura das empresas. Segundo Hess (2003), a proximidade espacial facilita relações baseadas em confiança, visto que a construção da mesma é, usualmente, difícil de se obter de relações distantes, que não gozam dos benefícios da interação face a face. E corrobora Harrisson (1991) na sua ótica de que, graças à confiança, as empresas são capazes de promoverem ações conjuntas. Na visão deste autor, existe uma cadeia de relação causal, em que a proximidade leva à experiência que, por sua vez, leva a confiança, que leva a cooperação, e assim incrementa o crescimento regional. Portanto, esse artigo se propõe fazer uma análise das relações de confiança em aglomerados produtivos e de como essas relações podem otimizar o desempenho nos mercados acirrados e competitivos atuais . Para tanto, utilizou-se o campo de estudo o Aglomerado de Empresas do Setor de Móveis de Metal e Sistema de Armazenagem e Logística de Ponta Grossa-PR, onde pesquisaram aspectos pertinentes aos relacionamentos de confiabilidade nas lideranças empresariais e seus colaboradores. 2. A importância das relações de confiança relacionada à competitividade em aglomerados produtivos No momento econômico vigente, tendo em vista os potenciais cortes no capital humano, as empresas se tornam mais propícias aos traumas culturais, implicando perda de confiança, do senso de pertencimento e da memória organizacional, afetando todos os níveis internos e externos de relacionamentos. Percebe-se então, nesse contexto, ser uma das fragilidades dos aglomerados produtivos em termos de competitividade. No que concerne a inovação, é imprescindível existir em rede, envolvendo as internas (colaboradores) e externas (clientes, fornecedores, distribuidores, entre outros) às empresas (HASHIMOTO, 2007). Um fator diferencial passa a ser o papel desempenhado pelos relacionamentos, formais e informais, entre as empresas e os agentes públicos e privados envolvidos. Evidencia-se que as relações interempresarias e multilaterais são estratégicas e importantes em toda a cadeia produtiva, onde a cultura da cooperação é primordial. Autores como Schimitz, 1998 e Casarotto e Pires, 2001, salientam que a falta de cooperação afeta diretamente a produtividade do setor; por isso, deve haver uma interdependência entre diversos atores, produtores e usuários de bens, serviços e tecnologias, através de ação conjunta, ganhando assim eficiência estratégica. Nota-se que a sinergia impulsionada pelas relações de confiança pode reduzir substancialmente os custos de transação em diversas empresas do aglomerado. Segundo Jarrilo (1998), quando a confiabilidade é solidificada nas empresas, os mecanismos elevados dos custos econômicos são diminuídos grandemente. Isso se dá através da prevenção e correção de comportamentos oportunísticos, que destroem a reputação que tem um valor econômico enorme para sustentar relações. E a respeito dessa situação, enfatiza Nooteboom (1999) que, a confiança só fará sentido se vai além do egoísmo, não prejudicando principalmente a inovação em rede. Nesse contexto, ressalta Slack et al., (1998) a necessidade de parcerias verdadeiras que muitas vezes são difíceis de sustentar, sendo primordial um elevado grau de confiança entre eles. De acordo com Zanini (2008), a capacidade de construir o capital social corporativo, de forma a promover a cooperação espontânea, resultará na formação de valor econômico, implicando a redução de custos internos de transação. Isso implicará coordenação das tarefas organizacionais, dispensando instrumentos burocráticos de controle e monitoração. Portanto, a essência de uma parceria ou de alianças estratégicas está na cooperação e não na competição e conflito, gerando como objetivos, a redução do risco global de um projeto, assim como o aumento do retorno sobre o investimento e maximização dos recursos escassos (JARILLO, 1998; GATTORNA & WALTERS, 1996). Por se tratar de um conjunto de empresas inter-relacionadas, nos aglomerados produtivos a cultura de cada empresa precisa ser radicalmente modificada. Para Kidd (1994), coesão e sinergia é a palavra chave. Esse fato é relevante, pois a economia de escopo tem sido considerada um fator mais competitivo do que a economia de escala, onde a qualificação e a criatividade são ignoradas, ou fazem parte de um segundo plano. A economia de escopo exige um diferente tipo de mão-de-obra: treinada, qualificada, motivada, mais adaptável e flexível e menos passiva, onde o conhecimento explícito e tácito é requerido a cada momento em face das inovações. Para Chiavenato (2005), devem-se abandonar métodos antigos de comando autocrático e controle coercitivo sobre as pessoas, e adotar o compartilhamento de idéias e de objetivos comuns, impulsionando os colaboradores ao empowerment. Segundo Migueles (2005), empoderar é dar acesso aos recursos materiais (tempo, acesso a equipamentos e recursos financeiros para agir) e políticos (capacidade de ação coordenada, espaço para propor ações sistêmicas, acesso aos canais de comunicação da empresa) para produzir diferença no nível de interação humana concreta; é preciso trabalhar na construção de relações de confiança com as pessoas. 2 Deve-se promover o fortalecimento das pessoas por meio do trabalho em equipe. Equipes bem-sucedidas apresentam as seguintes características: compromisso com objetivos compartilhados, consenso na tomada de decisões, comunicação aberta e honesta, liderança compartilhada, clima de cooperação, colaboração, confiança e apoio, valorização dos indivíduos pela sua diversidade e reconhecimento do conflito e sua resolução positiva (CHIAVENATO, 2005). De acordo com Zanini (2008), um estilo de gestão baseado em confiança, possibilita perspectiva de continuidade de interações no longo prazo e ênfase nos ganhos de produção por meio de equipes de trabalho cooperativo. Portanto, percebe-se que confiança requer familiaridade e compreensão mútua, e, conseqüentemente, depende da hora certa e contexto, formação de habitat e o desenvolvimento positivo de uma relação. Para que se possa acelerar a inovação, é preponderante envolver a participação de todos os colaboradores, percebendo que o aspecto inovador não está atrelado somente ao produto, e sim a qualquer ponto na organização. Na competição global, não é suficiente um grupo comportar todo o contingente por demanda que requer a era do conhecimento. Isso é produto da interação de todos na empresa (PINCHOT e PELLMAN, 2004; DORNELAS, 2007 e HASHIMOTO, 2007). Segundo Vale (2006), a inovação deve ser entendida como variável exógena ao sistema, mas, antes, como resultante de características endógenas de um dado sistema e altamente dependente de mecanismos de aprendizado e de interação. Pinchot e Pellman (2004) preconizam que as empresas inovadoras são aquelas em que as informações fluem livremente entre os colaboradores e seus líderes. Segundo Drucker (2005), quando a direção chega mais perto dos liderados, ouvindo suas aspirações e escutando o que eles têm a contribuir, aumenta a interação entre eles. Os líderes empresariais devem vender as idéias aos seus colaboradores, tornando-os assim aliados da organização e preocupados em apresentar idéias, sugestões, conquistando parceiros na gestão de negócios. Por isso, afirmam Quin et al.,(2003), deve-se oferecer um ambiente seguro para o fluxo de idéias dos colaboradores. E no entender de Nooteboom (1999), a empresa deve reunir pessoas com propósito e visão compartilhada, aliada as competências e coordenações emparelhadas. Isso é de extrema relevância no desenvolvimento organizacional das empresas que compõem os aglomerados produtivos na concorrência dos mercados. 3. Procedimentos metodológicos Para atingir o objetivo proposto neste trabalho, foi considerado como método científico de pesquisa o indutivo, pelo qual se buscam generalizações para o universo de interesse em que, segundo Lakatos & Marconi (2001), os resultados obtidos conduzem apenas a conclusões prováveis. Do ponto de vista da sua natureza, trata-se de pesquisa aplicada. A pesquisa é, em princípio, qualitativa, pois lida com opiniões ligadas as ações e relações humanas classificadas segundo uma escala de Likert, mas embute na seqüência aspectos de quantificação para o prosseguimento das análises. O método do procedimento aplicado foi o levantamento (Survey). A amostra utilizada foi a não probabilística por acessibilidade, realizada junto a 12 empresas das 18 que compõem o Setor; sendo 01 de grande porte, 04 de porte médio e 07 de porte menor. A coleta de dados foi realizada in loco, com 239 colaboradores do aglomerado produtivo. O instrumento utilizado na coleta de dados foi um questionário com 20 perguntas para cada um dos 12 líderes e um questionário contendo 20 perguntas para cada colaborador (média aritmética proporcional por empresa), abrangendo relações de confiabilidade em suas empresas. Em seguida, foi elaborado um Quadro utilizando a escala de Likert com cinco opções para os respondentes, para verificar o perfil de confiabilidade por empresa baseado no fato de que existiram 40 perguntas feitas (20 + 20). Depois de respondidos os questionários por cada 3 empresa, foi tirada a média em cada empreendimento. Se considerarmos as respostas médias dadas pelos representantes (líderes) de cada empresa e pelos colaboradores , os seguintes valores de referência podem ser calculados segundo o Quadro 2. Sempre Freqüentemente 4 x 40=160 3 x 40 = 120 Fonte: os autores, dados da pesquisa (2008) Raramente 2 x 40 = 80 Não Sabe 1 x 40 = 40 Nunca 0 x 40 = 0 Quadro 2 - Escala de Likert perfil de confiabilidade por empresa Assim, por exemplo, o valor 160 corresponderia à condição ideal em que todas as respostas, dos representantes das empresas (líderes) e dos colaboradores optassem naquela empresa, pela resposta Sempre. Com base nesses valores de referência foi constituído o Quadro 3, no qual se definem faixas para o perfil de confiabilidade por empresa e suas devidas características. Intervalo Características A empresa já possui um grau de confiança empreendedora sustentável, capaz de 120 a 160 acelerar as parcerias nos seus processos, produtos e serviços e tem tudo para se diferenciar como empresa. Possui somente algumas características de confiabilidade, porém deve melhorar ainda 80 a 119 mais, equilibrando os pontos ainda fracos com os fortes. A empresa não possui relações de confiança empreendedora sustentável no seu ambiente organizacional, e se continuar a agir assim, dificilmente possibilitará mais Menos de 80 parcerias em seus processos, produtos e serviços. Precisa urgentemente reavaliar suas estratégias de confiabilidade. Fontes: os autores, dados da pesquisa (2008) Quadro 3- Características do perfil de relações de confiança por empresa A metodologia propõe a análise do Setor utilizando o mesmo critério usado na análise individual das empresas, apenas multiplicando os limites do Quadro 2 pelo número de empresas que forma o aglomerado a ser analisado. Considerando-se que a amostra da presente pesquisa consta de 12 empresas, o Quadro 4 pode ser construído semelhantemente multiplicando-se por 12 os valores de referência. Sempre Freqüentemente 160 x 12 = 1920 120 x 12 = 1440 Fonte: os autores, dados da pesquisa (2008) Raramente 80 x 12 = 960 Não sabe 40 x 12 = 480 Nunca 0 x 12=(zero) Quadro 4- Escala de Likert perfil de confiabilidade do Setor O Quadro 5 apresenta as faixas para se avaliar o perfil de confiabilidade do Setor e suas devidas características. Intervalo Características O Setor já possui relações de confiança sustentáveis, pois possui as características 1440 a 1920 empreendedoras de confiabilidade nos seus ambientes internos e externos. O Setor possui somente algumas características, porém deve melhorar ainda mais para 960 a 1.439 poder aproveitar as oportunidades de se tornar uma aglomeração produtiva amadurecida. O Setor não possui relações de confiança sustentáveis, e se continuar assim, não Menos de 960 aproveitará os recursos internos e externos através da conectividade nas relações. Possivelmente ofuscará seu melhor desempenho nos mercados arrojados atuais. Fonte: os autores, dados da pesquisa (2008) Quadro 5- Características do perfil de confiabilidade do Setor 4. Apresentação dos resultados Segundo os resultados obtidos no Quadro 6, das 12 empresas analisadas, nenhuma se caracterizou com relações de confiança empreendedora eficientemente sustentável, 9 4 empresas contendo algumas características e 2 apresentaram insuficiência no perfil de relações de confiança. Empresas já com relações de confiança sustentável PONTOS (120 A 160) Empresas com algumas características de relações de confiança empreendedora PONTOS (80 A 119) Empresas sem relações de confiança empreendedora sustentável PONTOS (Menos de 80) Grande Porte A= 118,45 Pequeno Porte Médio Porte Pequeno Porte B= 104,50 C= 103,45 F= 98,12 H= 89,19 D= 101,56 E= 100,40 G= 96,60 I = 81,96 J= 81,93 NENHUMA L= 70,60 M= 68,46 Fonte: os autores, dados da pesquisa (2008) * A,B,C,D,E,F,G,H,I J,L,M= Empresas que formam o aglomerado produtivo Quadro 6- Resultado do perfil de confiabilidade nas relações no Setor Em relação à pontuação total do Setor em todos os blocos de perguntas, os resultados estão salientados na Tabela 1 no que se refere ao perfil de confiabilidade nas relações sob o prisma dos líderes empresariais. Blocos (1- 5) Pontuação Máxima por Bloco* Pontuação Adquirida no Bloco Porcentagem Adquirida por bloco (%) 1-Inovação 144 = (12x4x3) 85 59,02% 2-Parcerias externas 336=(12x4x7) 125 37,20% 3-Alinhamento de interesses individuais e organizacionais 240=(12x4x5) 101 42,08% 4-Comunicação interna 96=(12x4x2) 54 56,25% Porcentagem Adquirida por Questão (%) 1.1) 54,16% 1.2) 64,58% 1.3) 58,33% 2.1) 06,25% 2.2) 35,41% 2.3) 72,91% 2.4) 60,41% 2.5) 47,91% 2.6) 10,41% 2.7) 27,08% 3.1) 45,83% 3.2) 41,66% 3.3) 20,83% 3.4) 35,41% 3.5) 66,66% 4.1) 72,91% 4.2) 39,58% 5.1) 79,16% 5.2) 75,00% 5.3) 70,83% 5-Flexibilidade organizacional e capac 144=(12x4x3) 108 75,00% de adaptação Total 960 473 (Setor)►Líderes 49,27% * 14 = nº de empresas; 4 = pontuação (sempre); 3 ou 2 = nº de questões. Fonte: Os autores, dados da pesquisa (2008) Tabela 1: Resultado da pontuação obtida nos blocos sob a ótica dos líderes. A Tabela 2 ressalta o resultado sob o prisma dos colaboradores do Setor. Blocos (1- 5) Pontuação Máxima por Bloco* Pontuação Adquirida no Bloco Porcentagem Adquirida por bloco (%) Porcentagem Adquirida por Questão (%) 5 1-Criatividade 240=(12x4x5) 127,35 53,06% 2-Alinhamento de interesses individuais e organizacionais 240=(12x4x5) 146,95 61,22% 3-Qualidade de vida no trabalho 144=(12x4x3) 109,89 76,31% 4-Liderança interna 144=(12x4x3) 108,31 75,21% 1.1) 63,52% 1.2) 55,72% 1.3) 44,91% 1.4) 58,85% 1.5) 42,39% 2.1) 74,35% 2.2) 37,89% 2.3) 68,66% 2.4) 63,12% 2.5) 62,10% 3.1) 72,43% 3.2) 76,70% 3.3) 79,79% 4.1) 74,20% 4.2) 70,43% 4.3) 81,00% 5.1) 74,20% 5.2) 76,64% 5.3) 81,00% 5.4) 93,39% 5-Flexibilidade organizacional e 192=(12x4x4) 156,12 81,31% capacidade de adaptação Total 960 648,62 67,56% (Setor)►Colabor * 12 = nº de empresas; 4 = pontuação (sempre); 5, 4, 3 ou 2 = nº de questões. Fonte: os autores, dados da pesquisa (2008) Tabela 2: Resultado da pontuação obtida nos blocos sob a ótica dos colaboradores Verificou-se que o Setor atingiu uma pontuação de 473 no perfil de relações de confiança sob a ótica das lideranças, conforme Tabela 1, e 648,62 no perfil de relações de confiança sob a ótica dos colaboradores, segundo Tabela 2. Sendo assim, conforme a metodologia aplicada, o Setor pontuou 1121,62, possuindo dessa forma características de confiabilidade, mas ainda não pode ser considerado decididamente com relações de confiança sustentáveis. 5. Análise dos resultados A partir dos dados apresentados nas Tabela 1 e 2, será feita uma análise no aglomerado produtivo do Setor de Móveis de Metal e Sistema de Armazenagem e Logística do Paraná, sendo discutidos os vários blocos da proposta de análise com o referencial teórico abordado anteriormente. Para uma melhor compreensão analítica, os blocos inclusos tanto no questionário aplicado aos líderes, quanto no questionário aplicado aos colaboradores, serão analisados e discutidos conjuntamente. No aspecto da inovação, o Setor apresentou um percentual de 59,02% de abrangência inovativa. Para Zanini (2008), ambientes de alta confiança estimulam o espírito de inovação nas pessoas por se sentirem mais livres em oferecer seus melhores esforços. Na pesquisa em análise, observou-se que de um modo geral a concentração em projetar novidades ao mercado basicamente permeia na responsabilidade dos líderes empresariais ou departamentos específicos. Segundo Pinchot e Pellman (2004), assim como Dornelas (2007), é questão de competência estratégica envolver todos os colaboradores no processo de inovação. Vale ressaltar que a inovação, segundo o IBIE (Instituto Brasileiro de Intraempreendedorismo, 2008), é ampla e deve alcançar o aumento da qualidade, a redução da duração do ciclo de produção, novos métodos para diminuir impactos ambientais e melhor oferta de serviços internos. Para Farell (2001), esse é um dos quatro pilares de uma empresa empreendedora. Nesse aspecto, as empresas de médio e grande porte atuam mais eficientemente em virtude de sua organização da produção, sua constante preocupação com o meio ambiente através de 6 reaproveitamento de resíduos químicos e sólidos, além da implementação de melhorias nos serviços internos. Isso não acontece para a grande maioria das empresas de pequeno porte. A inovação nos produtos, processos e serviços alcançou um percentual de 54,16%. Na pesquisa in loco, percebeu-se que a inovação na maioria das empresas do Setor está relacionada mais especificamente ao produto. Nesse aspecto, aborda Hashimoto (2007, p. 34) que, “engana-se quem acha que a inovação só pode existir onde está o produto. Equivoca-se quem acredita que a inovação significa somente novos produtos, novas funcionalidades nos já existentes ou melhorias e correções nesses produtos. A inovação tem espaço em qualquer lugar na empresa”. Para Hashimoto (2007) e Gattorna e Walter (1996), crescer e prosperar exige que cada colaborador faça alguma coisa melhor a cada dia no ambiente empresarial. No tocante às aglomerações produtivas, é imprescindível a fonte de inovação em rede, ou seja, aquelas derivadas de fontes internas que são os seus próprios recursos, englobando colaboradores e departamentos, assim como as fontes externas, envolvendo clientes, fornecedores, distribuidores, prestadores de serviços, universidades, centro de pesquisa, agencias de fomento, governo, dentre outros (HASHIMOTO, 2007). A proximidade espacial é propícia, segundo Hess (2003), para implementar relações baseadas em confiança e acelerar as inovações em rede. No que tange as parcerias externas, esta deve ser premissa para a inovação, o que justifica a adoção de métodos mais cooperativos de relações de confiança com esses stakeholders. Neste aspecto, evidenciou-se que grande parte das empresas atua muito independente, prejudicando a competitividade do aglomerado, já que a maioria (09 empresas) é de pequeno porte. Somente 6,25% cooperam complementando a atividade de inovação entre as empresas e 37,20% tem parcerias externas com fornecedores, clientes, consultores, universidades, agências de fomento, centro de pesquisa e outras instituições de apoio. Nas aglomerações produtivas, é de extrema importância os líderes saberem liderar tanto do lado de “fora das empresas”, quanto internamente. Fonseca et al., (2006) se posicionam de modo contundente salientando que o líder deve ser um ativador de rede, ou seja, um ator com habilidades de relacionamento junto a um grupo de referência, dinamizando e compartilhando informações, construindo, assim, um processo inovador. Para Shimitz (1998) e Casarotto e Pires (2001), a falta de cooperação afeta diretamente a produtividade do Setor; por isso, deve haver uma interdependência entre diversos atores, produtores e usuários de bens, serviços e tecnologias, através da ação conjunta, ganhando eficiência e eficácia estratégica. Segundo Harrisson (1991), graças a confiança, as empresas são capazes de implementarem ações conjuntas incrementando o crescimento regional. No item específico de relacionamento como fornecedores, observou-se um índice extremante deficitário com as bases de fornecimento nas empresas. Somente 10,41% das mesmas têm parcerias com fornecedores especializados de bens e serviços situados na mesma região e 27,80% buscam inovações conjuntas com fornecedores, gerando soluções diferenciadas no mercado. Na visão de Garcia (2006), os fornecedores são responsáveis por incrementarem a competitividade através de máquinas, matéria-prima, equipamentos e outros serviços. Para Souza (2008), deve-se ter uma conexão eficiente entre fornecedor-empresa, pois através dessa interação conjunta, pode-se atender melhor o cliente, pois é nas mãos deles (clientes) que as empresas estão. Para Slack et al., (1998), parcerias são difíceis de se sustentar, sendo importante um elevado grau de confiança entre os parceiros. Na questão de relacionamento com os clientes, é importante a sensibilidade e o comprometimento de todos na empresa com a satisfação do cliente e o atendimento de suas necessidades. No Setor, notou-se que no aspecto fidelização, o índice alcançado foi de 60,41%, onde uma parcela das empresas salientou a importância de se diferenciar no serviço oferecido ao consumidor, já que a comoditização acelerada dos produtos é uma realidade no 7 mercado. Segundo Souza (2008), na era da conectividade, a maior aspiração do empreendimento é conquistar e fidelizar os clientes, oferecendo-lhes soluções integradas. Segundo Christofher (1997), o principal objetivo de qualquer estratégia de serviço ao cliente deve ser a sua fidelização; é a arma mais poderosa na artilharia do marketing. Portanto, a nova regra é: relacionamento com os clientes. Precisa-se também compreender que embora novos clientes sejam sempre bem vindos, o cliente existente proporciona uma contribuição maior de lucro e tem o potencial de aumentar em valor e freqüência das compras. Faz-se necessário provocar situações que o cliente sinta a necessidade de desconsiderar os produtos dos concorrentes. Para tanto, a confiabilidade e a qualidade da entrega de pedido ao cliente emergem como os principais critérios para a sua conquista. No Setor, mais da metade das empresas desenvolve seus custos de produção sem a consideração do que realmente o mercado (consumidor) pode pagar. Somente 47,91% se inserem nessa estratégia competitiva. Para Kim e Mauborgne (2005) e Souza (2008), na era da competição acirrada dos mercados, os preços que os consumidores estão dispostos a pagar é que define os custos de produção. Segundo Jarrilo (1998), quando a confiabilidade é solidificada nas empresas, os mecanismos elevados dos custos econômicos são diminuídos grandemente. Entretanto, na pesquisa observou-se que os empresários não participam de exposições em feiras e marketing conjunto, o que Porter (2001) e Garcia (2006) salientam ser essencial, pois possibilita obter uma melhor imagem do produto e cobertura melhor de mercado. Todavia, o Setor precisa perceber também que quem faz a maior imagem do produto é o cliente. Autores como Souza (2008) e Gattorna & Walters (1996) salientam que é necessário fazer do cliente, que se encontra mais exigente e analítico, o maior vendedor dos produtos e serviços, e não apenas o comprador, pois não existe “um mercado”, mas “o cliente”, cada um específico e único. No contexto de alinhamento de interesses organizacionais e individuais no desenvolvimento da confiabilidade interna nas empresas, o Setor pontuou 42,08% em relação aos líderes e 61,22% no que tange aos colaboradores. Uma relevante diferenciação de 19,14% na comparação dos dois perfis analisados. Foi verificado que 45,83% dos líderes empresariais estimulam o aperfeiçoamento contínuo dos colaboradores, e que 41,66% promovem o aumento da qualificação na contratação ao longo dos anos. Porter (2001) aborda que a falta de investimento em qualificar os colaboradores prejudica grandemente a competitividade dos aglomerados produtivos. Para Chiavenato (2005) e Garcia (2006), as empresas devem ser transformadas em agências de aprendizagem, em decorrência direta dos colaboradores estarem integrados no desenvolvimento organizacional. Isso representa diminuição de custos de desperdícios na geração de produtos e serviços. Em relação à disseminação de informações sobre mudanças estratégicas, interações com clientes, fornecedores e tecnologia, o Setor atingiu um percentual de 35,41% e 37,81% sob a ótica dos líderes e colaboradores respectivamente. Isso pode representar entraves na confiabilidade nos ambientes internos impossibilitando os colaboradores de contribuírem no crescimento das empresas, tornando-os parceiros na gestão do negócio. Para Pinchot e Pellman (2004), as empresas mais inovativas e empreendedoras são as que possibilitam que as informações estratégicas fluam livremente entre todos na empresa nos variados centros de resultados. Quando se perguntou aos líderes se as decisões empresariais são tomadas em ação conjunta com a participação dos colaboradores, o índice atingido foi de 39,58%. Segundo Drucker (2005), quando a direção chega mais perto dos liderados, ouvindo suas aspirações e escutando o que eles têm a contribuir, aumenta a interação entre eles, incentivando-os a apresentar idéias e sugestões. Isso aumenta o comprometimento e a confiabilidade corporativa. Na pesquisa, houve falta de interação entre líderes e colaboradores, quando esses (colaboradores), pontuaram 74,35% em termos de comunicação aberta e de fácil 8 entendimento para eles, conforme análise já demonstrada nesse parágrafo. Em relação à motivação, percebeu-se certo desequilíbrio no aspecto motivacional dos colaboradores, pois, em um momento eles se posicionam afirmando que as empresas estão preocupadas em treiná-los para trabalharem melhor (62,10%); entretanto, quando se perguntou aos líderes se eles têm proporcionado intercâmbio de informações e idéias entre colaboradores e centros de aprendizagem, o índice atingido foi de 20,83% . Isso representa uma queda de 41,27%, muito representativa de baixa confiança nos seus parceiros internos. O que também não se coaduna com o índice de 63,12% em relação às empresas reconhecerem os esforços e talentos dos colaboradores para melhorarem o desempenho nas atividades produtivas das empresas. Para Hunter (2006) e Chiavenato (2006), os fatores motivacionais estão estritamente relacionados com o sentimento de crescimento do indivíduo, do reconhecimento profissional e de suas necessidades de auto-realização. Segundo Whiteners et al., (1998), ambientes de ata confiança promovem as seguintes características em relação à comunicação: informação precisa, transparência nas decisões e abertura ao diálogo. Na maioria das empresas, os índices de alinhamentos de interesses organizacionais e individuais, assim como comunicação interna apresentaram falta de interação mais profícua quando analisados sob o prisma dos líderes e também dos colaboradores. No bloco criatividade também se percebe um decréscimo nos índices demonstrados. O valor mais baixo apresentado foi o que se refere ao trabalho em equipe para elaborar idéias criativas (42,39%). Para se produzir melhor, Katrin et al.,(2006) enfatizam que o elemento motivação é o impulsionador de todo processo criativo. De acordo com Zanini (2008), um estilo de gestão baseado em confiança, possibilita perspectiva de continuidade de interações no longo prazo e ênfase nos ganhos de produção por meio da criatividade e equipes de trabalho cooperativo. Para Hoover e Valenti (2006), é importante plantar a noção de tensão criativa nos colaboradores e Quin et al., (2003) salienta que se deve oferecer um ambiente seguro para o fluxo de idéias dos colaboradores, valorizando o seu comportamento empreendedor. Nesse aspecto, percebeu-se um índice um pouco maior no que se refere à questão da tolerância de erro ou fracasso no processo criativo (58,85%). Em relação a esse fato, Pinchot e Pellman (2004) afirmam que as empresas devem permitir tolerância a erros e falhas e que o segredo para desenvolver produtos econômicos é não evitar erros. No tocante à qualidade de vida no trabalho, houve índices registrados acima de 70,00%. Observou-se na maioria das empresas um ambiente amistoso dos líderes e colaboradores, envolvendo companheirismo, amizade, respeito e prestatividade. Entretanto, apesar dos índices serem relativamente significantes, não se verificou na pesquisa de campo, existir na grande maioria, programas de ações sociais ou comunitários envolvendo colaboradores e sociedade, assim como envolvimento dos familiares em programas de recompensas da empresa. Nesse aspecto, David (2004) salienta que, a qualidade de vida no trabalho não deve ser somente do ponto de vista técnico, mas também do humano. Friedman et al.,(1998) salienta que se deve possibilitar equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, sendo essas instâncias complementares e não concorrentes em termos de prioridades. Para Fernandes (1996, p.43) a qualidade de vida no trabalho abrange a “conciliação dos interesses dos indivíduos e das organizações, ou seja, ao mesmo tempo em que se melhora a satisfação do trabalhador, melhora a produtividade da empresa”. Para Whiteners et al., (1998), ambientes de alta confiabilidade promovem demonstração de preocupação, mostrando consideração para com o bem estar físico e social do indivíduo e procura inibir a exploração. Portanto, o Setor precisa ser mais empreendedor nesse sentido. No aspecto da liderança interna, a ótica dos colaboradores é 74,20% quando perguntados sobre a troca de informações e idéias internamente nas empresas; 70,43% em relação se o líder procura se relacionar de maneira aberta, escutando o que eles têm a dizer e 81,00% a 9 respeito de eles (colaboradores) se desenvolverem nas suas profissões. Entretanto, na visão dos líderes, somente 20,83% afirmaram que permitem intercâmbio de informações e centros de aprendizagem aos colaboradores; 66,66% proporcionam condições para que se manifeste o potencial de liderança e 79,00% incentivam oportunidades e articulações com os colaboradores até obterem informações relevantes. Percebeu-se que o índice mais deficiente apresentado é o da liderança proporcionar maior capacitação aos liderados. Filion (2004) salienta que o líder deve possibilitar treinamentos contínuos dos colaboradores, valorizando a oportunidade de crescerem junto com a empresa. E Dirks e Ferrin (2001), afirmam que isto está relacionado ao grau de confiança nos indivíduos, que exerce conseqüência ao exercício da liderança. No Setor em questão apresenta, em grau variado, há falta de liderança compartilhada em algumas empresas. No contexto da flexibilidade organizacional e individual e capacidade de adaptação, percebeu-se a presença dos maiores índices atingidos pelo Setor. Para os líderes, 79,16% afirmaram que têm a capacidade de transformar o insucesso numa fonte de aprendizagem; 75,00% promovem o hábito de escutar os colaboradores insatisfeitos e 70,83% incentivam a cultura de não evitar as mudanças. Na ótica dos colaboradores, 74,20% se adaptam bem as mudanças ocorridas na empresa; 76,64% se sentem motivados no ambientes de trabalho; 81,00% apresentam calma diante das dificuldades no trabalho, e o mais promissor é a porcentagem de 93,39% dos colaboradores afirmarem que estão abertos ao novo e a criatividade. Esses percentuais apresentados, tanto pelos líderes, quanto pelos colaboradores, podem sinalizar que existe um bom equilíbrio das tensões emocionais nas empresas, como também uma capacidade bastante proativa diante das adversidades. Entretanto, precisa se coadunar mais com os vários blocos analisados anteriormente, principalmente na qualificação e aprendizado dos colaboradores e ao exercício de seu comprometimento como empreendedor corporativo impulsionado pelo incentivo das relações de confiança. 5.5 Relações de confiança nas empresas com o crescimento de funcionários nos anos de 2005 a 2007 Foi verificado que, das 12 empresas analisadas na pesquisa, 09 delas apresentaram crescimento na geração de emprego quando analisadas entre 2005 a 2007 (estão inseridas nessa classificação 1 empresa de grande porte, 04 de médio porte e 04 de pequeno porte), variando esse crescimento de 200% a 12,5%. Entretanto, para o restante das empresas de pequeno porte, 3 decresceram em relação à geração de emprego, conforme Quadro 7. Pontuação de perfil de confiança por Valor Porte da ordem decrescente * % Empresa Pontuação máxima= 160 pontos Valor nominal A= 118,45 74,00% GP B= 104,50 65,31% MP C= 103,45 64,65% MP D= 101,56 63,47% PP E= 100,4 62,75% PP F= 98,12 61,32% MP G= 96,60 60,37% PP H= 89,19 55,74% MP I= 81,96 51,22% PP J= 81,93 51,20% PP L= 70,60 44,12% PP M= 68,46 42,78% PP Fonte: Os autores, dados da pesquisa (2008) Número de Funcionários em 2005 Número de Funcionários em 2007 474 69 373 8 22 78 22 102 56 60 48 38 750 130 440 24 25 117 30 132 63 19 31 28 Crescimento ou decrescimento percentual Funcionários de 2005 a 2007 58,22% 89,80% 18,10% 200,00% 15,38% 50,00% 36,36% 29,41% 12,51% - 68,75% -36,75% -26,00% 10 * A,B,C,D,E,F,G,H,I J,L,M= Empresas que formam o aglomerado produtivo Quadro 7- Pontuação de perfil de confiabilidade das empresas comparadas com o crescimento e decrescimento em funcionários nos anos de 2005-2007 Percebe-se, conforme o Quadro 7, que a empresa que mais desenvolveu em relações de confiança (A), obteve um crescimento relativamente razoável. Um empresa de médio porte (B) e uma de pequeno porte (D), também se destacou nas relações de confiança, assim como no crescimento em funcionários. Um fato também de destaque é uma empresa de pequeno porte (J), onde as relações de confiança se apresentaram valores um pouco acima da insuficiência de confiabilidade, sendo paralelamente uma das que mais decresceram em relação de emprego nos anos analisados. O fato também do aglomerado produtivo não está ainda amadurecido para a realidade de relações de confiança interna e externa as empresas, já sinaliza fragilidades em algumas empresas de pequeno porte em termos de suas extensão e continuidade. 6. Conclusão Nessa pesquisa, se estabelece a importância das relações de confiança como um fator de competitividade na gestão empresarial, e evidenciam-se as constatações de que investir no desenvolvimento desses aspectos é questão fundamental. Muito se investe em tecnologia, e pouco em gestão de relacionamento. Isso tem se demonstrado um diferencial competitivo essencial na era do conhecimento. A proposta metodológica adotada na pesquisa mostrou-se adequada, permitindo uma análise detalhada do desenvolvimento do perfil de confiança nos ambientes empresariais. A correlação entre o resultado da pesquisa e o desempenho das empresas nos mostra que, por extensão, ser a metodologia adequada para análise outras empresas. O Setor analisado, conforme a metodologia aplicada, apresentou um perfil de relações de confiança moderado, enfatizando-se, porém, em todos os aspectos de análise, as empresas precisam de aprimoramentos substanciais e ações estruturantes mais agressivas para o enfrentamento dos mercados acirrados e competitivos do mundo global. Evidenciou-se que os atributos delineados na metodologia foram constatados como eficientes e eficazes em termos de geração de emprego, pois a maioria das empresas que se sobressaíram, apresentou melhores índices percentuais em empregabilidade. Percebeu-se também que alguns índices maiores demonstrados pelos colaboradores em comparação aos apresentados pelos líderes, acentuam conseqüência imediata da insuficiente qualificação da mão- de-obra, aprendizagem organizacional e ruído na comunicação interna nas empresas. Isso impulsionou-os a um posicionamento passivo diante dos vários questionamentos analisados. Apesar de, em termos proporcionais, ser um dos maiores aglomerados de empresas em beneficiamento de aço no segmento de armazenagem no Brasil, com presença no mercado há quase duas décadas para a maioria das empresas, evidenciou-se, entretanto, que no perfil de relações de confiança está faltando mais visão holística e sistêmica por parte das lideranças empresariais. Isso tem desacelerado o crescimento e a expansão das pequenas empresas que compõem o aglomerado produtivo, pois foram estas as que mais apresentaram fragilidades em suas competências técnicas e organizacionais no que tange a gestão integrada nas relações de confiança. Com o presente trabalho, espera-se haver suscitado o interesse quanto a um importante aspecto das relações humanas nas organizações, em geral pouco abordado em trabalhos práticos e acadêmicos. A questão de relações de confiança, não deve ser relegada a segundo plano nas análises empresariais, sob pena de se deixar de se considerar uma importante fonte de motivação para o aumento da criatividade, inovação, produtividade e competitividade das empresas. 11 Referencias CASAROTTO F, N. & PIRES, L. H. Redes de Pequenas e Médias Empresas e Desenvolvimento Local. São Paulo: Atlas, 2001. CHIAVENATO, I. Gerenciando com as Pessoas. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005 CHRISTOFHER, M. Logística e Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos. 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