INFORMAÇÕES E OPINIÕES
Carlos Pimenta
Apontamento
1. A secção Informações e Opiniões pretende informar de acontecimentos, alertar para situações, mobilizar para causas, lançar reptos, mobilizar associados e
leitores.
O seu conteúdo surge um pouco ao sabor do dia a dia. É a notícia no jornal que
nos desperta. É o artigo numa revista filatélica estrangeira que consideramos digno de reprodução. É o livro ou revista que nos chega com o pedido de divulgação. É a anedota que circula ou que apareceu publicada. É a pergunta que nos é
feita, sobretudo por via da edição electrónica. É a lembrança que activou os
nossos circuitos neuronais. É tudo isto e muito mais.
As limitações de espaço na edição tradicional da revista são grandes. São a expressão das restrições financeiras que fazem com que sejamos comedidos no
número de páginas, na utilização da cor, na paginação. Com o surgimento da
edição electrónica este problema foi grandemente ultrapassado. Aí podemos ter
o luxo do texto completo e a exuberância das cores. Aí podemos com muito
mais liberdade utilizar as mais diversas línguas, respeitando a expressão original.
O texto que surge na edição tradicional é sempre truncado em relação ao que
está publicado na edição electrónica.
Duas sugestões:
− Consulte a edição electrónica de A Filatelia Portuguesa.
− Se tem informações, artigos ou relatos de situação escreva-nos. Olharemos com atenção para os materiais e estamos sempre disponíveis
para publicar.
Por fim o apelo: as perguntas e desafios que deixamos em cada artigo esperam
encontrar resposta. Contamos consigo.
Livros Recomendados
2. A Fundação Albertino de Figueiredo publicou muito recentemente o livro
Carimbos do Porto da autoria do ilustre filatelista português Oliveira PINTO.
O livro tem 212 páginas. O formato do livro permite uma boa apresentação de
muitas peças filatélicas e reproduções várias.
É com satisfação que registamos o interesse editorial da Fundação Albertino Fi-
gueiredo por temáticas e textos portugueses.
Ilude-se quem julgar que este livro só
interessa aos estudiosos da invicta cidade. Se para estes é um livro de leitura
obrigatório, o mesmo se poderá dizer
para todos que se interessam pela história postal do nosso país.
Reproduzimos, de seguida, o texto de
apresentação, divulgado pelo editor, e o
prefácio do Eng. Armando Vieira, constante do próprio livro.
Texto de Apresentação
La Fundación Albertino de Figueiredo para la Filatelia acaba
de publicar el primer libro en
portugués que ve la luz en su
programa editorial. Se trata de
"Carimbos do Porto 18531882", del que es autor el ilustre coleccionista e investigador lusitano
Fernando Oliveira Pinto, uno de los grandes especialistas de la historia
postal de su país.
El estudio culmina tres décadas de esfuerzos ejemplares para recopilar
el acervo de marcas utilizadas en Oporto durante la segunda mitad del
siglo XIX, correspondientes a la primera y segunda reformas postales,
más los matasellos de fecha completa.
Como afirma Albertino de Figueiredo en la presentación del libro, "el
resultado de este esfuerzo es doblemente meritorio y digno de ser divulgado. Por una parte, su autor ha investigado pacientemente en diversos archivos, ha logrado reunir referencias hasta ahora desconocidas, ha sistematizado toda la información y legislación conocida y ha
estructurado su trabajo de una forma útil y didáctica. Por otro, y de
ellos debemos felicitarnos, no ha dudado en poner el resultado de estas
laboriosas indagaciones a disposición del colectivo coleccionista, que
a partir de ahora tendrá una guía segura para orientar sus afanes en el
campo de la marcofilia y la historia postal de la bella ciudad portuguesa".
Por su parte, Armando Mário Oliveira Vieira afirma en el prólogo del
libro que los matasellos de Oporto aparecen descritos e ilustrados sistemáticamente, así como encuadrados en su época y justificados por
las necesidades postales, siempre en evolución. El autor estudia su
procedencia y vida útil, quién los usó y cómo eran aplicados en la correspondencia, las tintas empleadas así como otros muchos aspectos di-
recta o indirectamente relacionados con ellos."
"No es de extrañar - prosigue - que el ámbito de la presente obra supere con mucho el campo de la marcofilia. Nos habla de los Correos
portugueses en general y de los de Oporto en particular. Llama la atención del lector sobre la localización de las estafetas del correo y, de un
modo general, sobre la dinámica de los servicios postales de una urbe
de gran importancia por su tradicional e intensa actividad comercial".
El índice de la obra se estructura en seis capítulos: Introducción y organización del estudio, Estafetas de Correos, informaciones generales,
Primera reforma, Segunda reforma y Matasellos de fecha completa. La
obra incluye numerosas reproducciones en blanco y negro y color y se
enriquece con una amplia bibliografía sobre el tema del estudio.
El libro tiene 216 páginas y se ha impreso en color, con cubierta de
cartoné plastificada. Su precio de venta al público en Portugal será de
5.000 escudos. Puede solicitarse a AFINSA, Rua Ricardo Jorge, 53,
4º, 4050-514 Oporto (Portugal).
Prefácio de Eng. Armando Vieira
Em coleccionismo, quanto mais fundo se chegar em conhecimentos,
tanto maior será o prazer de coleccionar na prática do seu passatempo.
Esse aprofundar de saber, quando resultado de um esforço individual,
não deverá perder-se, mas antes tomar-se património colectivo, acessível a todos os amadores da modalidade. E a melhor forma de o fazer, é
o de os resultados das pesquisas de cada um passarem ao papel, de maneira a todos dele se aproveitem.
Assim vão progredindo os nossos conhecimentos.
No entanto, no nosso meio filatélico poucos têm enveredado por estes
caminhos.
É, pois, duplamente de saudar o aparecimento do presente trabalho,
fruto de longo e cuidado estudo do seu Autor.
A simplicidade do seu título, porém, está longe de corresponder à vastidão do conteúdo da obra.
O "Carimbos do Porto" não se ficam só por eles. Para além de descritos e ilustrados sistematicamente, são também enquadrados na sua
época e justificados pelas necessidades postais, sempre em evolução.
E determinada a sua procedência e avaliada a sua vida útil, quem os
usava e onde eram apostos nas correspondências, as tintas empregadas, assim como tantos outros aspectos a eles directa ou indirectamente ligados.
Não é, pois, de estranhar que o âmbito da presente obra extravase em
muito o simples campo da Marcofilia. Fala-nos sobre os Correios Portugueses em geral e, nos do Porto, em particular. E, a nosso ver, contém ainda interessantes achegas para a História desta cidade. Chamamos a especial atenção do leitor para o estudo da localização das casas
do Correio e, de um modo geral, para a dinâmica dos serviços postais
de uma urbe a eles sempre tão ligada, dada a sua tradicional e intensa
actividade comercial.
Ao General Oliveira Pinto ficam, pois, devedores não apenas os filatelistas, mas todos quantos se interessam pela nossa História Postal e
pela História do Porto.
E o Autor, embora nascido fora das muralhas do velho burgo, mas
sempre a ele ligado por tradição, fica agora, por mérito, credor do título de "tripeiro" pela produção de tão excelente trabalho.
3. A independência de Angola levou ao agravamento dos conflitos militares entre o MPLA, a FNLA e a UNITA, lançando o país na guerra civil. Simultaneamente movimentos de libertação nacional no sul do continente africano, e de
combate ao apartheid e à discriminação racial na África do Sul encontrava
apoio no governo angolano.
Em 1975 as forças armadas da África
do Sul decidem invadir Angola, tendo
como propósito apoiar os movimentos
armados que lhes eram favoráveis e
combater os restantes. Esta invasão era
oficialmente desconhecida, não convindo àquele país aparecer como responsável por tais acções militares.
Depois de muitas e variadas vitórias as
tropas sul-africanas sofreram uma pesada derrota em Novembro de 1975, às
portas de Luanda, devendo-se essencialmente às tropas cubanas o rumo
dos acontecimentos.
Contudo entre 1976 e 1988 a África do
Sul nunca deixou de dar combate à
SWAPO (South West Africa People’s
Organization), instalada em território
angolano e apoiada pelos cubanos.
O livro Border Mail - Postal History
and Markings of the War in Angola
and Along the Namibian Border 1975-1988, da autoria de George van den Hurk
descreve e análisa a correspondência durante este período no terreno de guerra.
Editado recentemente por James Bendon Ltd, pode ser adquirido em PO Box
56484, 3307 Limassol, Cyprus. Também se pode utilizar o seu e-mail
[email protected]. São 346 páginas de tratamento exaustivo do problema.
No próximo número da revista publicaremos um artigo de apresentação da te-
mática escrito pelo autor deste livro, exclusivamente para a nossa revista. Para
despertar o interesse pela sua leitura aqui deixamos a imagem de uma das peças
que então será descrita:
Serpa Pinto souvenir cover (dated 12-4-1976) with rectangular cachet of South African
Department of Defence marked 101 VOG/101 FMA. 101 Task Force was established on
12 November 1975 and the rectangular cachet with abbreviations VOG/FMA (VOOR
ONDERHOUDS GEBIED/FORWARD MAINTENANCE AREA) was extensively
used at FPO Grootfontein from 6 January 1976 until ca. 31 August 1977. Grootfontein
was designated FPO 2 as shown in single circle “Castle”-type date stamp.
Eis a apresentação do livro feita pelo seu editor e o indíce pormenorizado do livro.
Apresentação do editor:
This is a fascinating and original study of South African military
postal history during Angola's civil war. South African troops, guarding the Namibian-Angolan border against guerrilla attacks of the
South West Africa People's Organisation, advanced into Angola in
support of UNITA against Angolan marxist MPLA- government and
Cuban forces. This account is followed by a study of the postal history
emanating from the subsequent low- intensity war which lasted from
1976 to 1988.
Numerous illustrations of postal markings and military frankings and
other cachets, with a chapter covering value and scarcity, interesting
historical background information, and the systematic ordering of the
philatelic data of the period, make this a splendid work of reference.
This work was first published by the author in three volumes in 1990
and 1991 and has now been reprinted by us. A valuable addition is the
inclusion of the recent article "Cuban Military Mails in Angola" by
Mark Piper, which relates the story from a Cuban perspective.
(UK£30.00 / US$50.00)
Índice do livro
Border Mail 1975-1976
1 THE ARMY POST OFFICE IN THE FIELD
2 ANGOLA BECOMES INDEPENDENT
Civil war
Swapo attacks on Namibia
The period before independence
3 WALVISBAY
A South African training base
2 SAI Battalion at Ruacana-Calueque
4 OPERATION SAVANNAH
Task force Zulu, Combat Groups Foxbat, Orange, Xray
Destroy after reading
101 task force
5 MILITARY AREAS AND SECTORS
6 FIELD POST ON THE BORDER - 1976
Censoring
FPO Grootfontein
101 FMA and 101 FRO
Unit cachets
Oshakati
Ondangwa
Rundu
Katima Mulilo
7 PHILATELIC MAIL
8 R.S.A. 1976
Damaged during riots June 76
Visit US Secretary of State, September 1976
9 THE CASTLE TYPE FPO DATESTAMP
10 CENSOR MARKS
11 VALUE AND SCARCITY
LIST OF ABBREVIATIONS
MAP OF ANGOLA
MAP OF NAMIBIA
BIBLIOGRAPHY
More Border Mail 1977-1980
THE BORDER WAR 1977 - 1980
Strategies
Operation Reindeer
Exercise Kwiksilwer
32 Battalion
Attack on Katima Mulilo
To vote is your duty
Political and military action
2 PRISONERS OF WAR
The South African Red Cross
3 SOUTH WEST AFRICA COMMAND
Windhoek - Headquarters
Units and Commando cachets
Commando cachets with group numbers
Border use of SWA command cachet
SWATF
4 FIELD POST ON THE BORDER
FPO 2 and field post sections
Field Records Office
Change from FMA to NLC
FPQ Grootfontein
Ondangwa
Oshakati
The Oshakati - Ondangwa connection
Oshivello - Peace Task Force
Rundu
Katima Mulilo
Unit cachets
5 REGISTERED MAIL
Instructions
Incoming mail
Outgoing mail
6 FRANKING CACHETS WITH SLOGANS
Slogans of 1978 and 1979
Slogans of 1980
7 VOLUMES OF BORDER MAIL
8 EXERCISE EAGLE HILL 1
9 MILITARY COURIER
10 DEFENCE BONUS BONDS
11 PHILATELIC MAIL
LIST OF ABBREVIATIONS
MAP OF NAMIBIA
NOTES AND BIBLIOGRAPHY
ADDENDA
Prisoners of War
Field Post on the Border
- Grootfontein
- Ondangwa - Oshakati
- Sector 10
- Rundu
- Katima Mulilo, 13 Subarea
- Katima Mulilo, Sector 70
- 101 Task Force Headquarters
Philatelic Mau
Final Border Mail 1981-1988
PREFACE AND EPILOGUE
ACKNOWLEDGEMENTS
1 NAMIBIA, POLITICAL DEVELOPMENTS
2 THE BORDER WAR
Introduction
Operation Protea
Operation Super
Operation Mebos
PLAN attacks white farms
SADF support for UNITA
Operation Askari
3 FRANKING CACHETS WITH SLOGANS
Cachets with slogans of 1980
Cachets with slogans of 1981
4 UNIT AND AREA CACHETS
5 SINGLE CIRCLE DATESTAMPS WITH FPO NUMBERS
6 SQUARE FRANKING CACHETS WITH FPO NUMBERS
7 THE SOUTH WEST AFRICA TERRITORY FORCE
8 THE SOUTH AFRICAN POLICE
9 CHANGE OF MAIN DISTRIBUTION CENTRE
10 RETURNED LETTERS
Special handstamps
Routing
Returned mau without special handstamps
- FPO Grootfontein
- P.O Grootfontein
- FPO Pretoria (Sector 70)
- Redirected mail to addressee's home address
11 MAIL FROM OTHER BORDER AREAS
Moçambique and Zimbabwe
Swaziland
12 FPO DATESTAMPS AND CACHETS
RSA 20 Festival
PRETORIA - Eastern Caprivi
WALVISBAY
Military exercises
Exercise Thunder Chariot
AREA FORCE UNITS
MILITARY SECTORS AND BASES
THE OPERATIONAL AREA
- A. Sector 20 and Sector 70
- B. Sector 10
NOTES AND BIBLIOGRAPHY
ADDENDA BORDER MAIL
- 1976 Cape Town Highlanders
- 1977 Nr. 1 Noord-TVL-BN.
ADDENDA MORE BORDER MAIL
- Grootfontein
- Military Courier
- Mariental Commando
ADDENDA FINAL BORDER MAIL
- South West African Police
- Operation Merlin
- Grootfontein
Desafios ao Leitor
4. Em 9 de Abril recebemos um e-mail de Mariana Franco que transcrevemos:
Comecei a coleccionar selos por volta dos meus 13 anos mas por falta
de tempo parei pelos 22 e eis que 12 anos depois com a vida um pouco
mais calma estou de volta. Após ter consultado alguns sites na internet
para tentar comprar alguns selos, catálogos e actualizar-me (visto que
lojas nao existem quase nenhumas e a que conheço não tem quase
nada...) cheguei a triste conclusão que as coisas em Portugal não funcionam da melhor maneira. Visitei vários sites estrangeiros os quais
achei muito bons e bem organizados. Porque será que em Portugal isso
não se passa? Será que somos poucos a coleccionar selos?
Será que alguém tem resposta cientificamente fundamentada para esta inquietante questão? Ficamos à espera.
5. Pela Internet chegamos a públicos totalmente diferentes. Enquanto a edição
tradicional da revista é lida por quem já assume a filatelia como um lazer importante na sua vida, a edição electrónica chega a públicos que nem coleccionadores são. Também é à Internet que muitos iniciados se dirigem. E aí depositam
perguntas a que temos a obrigação moral de responder. Respostas pedagógicas,
dirigidas à iniciativa, imaginação e prazer e capazes de elucidar quem as formula.
Aqui ficam algumas perguntas à espera que nos cheguem as respostas para publicação:
− ¿porque a una carta se le coloca estampilla? ¿para que sirven las estampillas? ¿cuales tipos de estampillas hay? ¿de a cuantas estampillas
se le colocan a una carta? ¿porque tienen diferente precios las estampillas?
− Com que selos é que eu devo começar a minha colecção?
E para não ficarmos apenas em dúvidas, uma frase lapidar que nos é enviada
por Osvaldo Margalejo: “a filatelia é simplesmente fascinante, nunca consigo
todas as informações que preciso, ela é um desafio permanente”.
Filatelia em Movimento
6. Em Espanha um anúncio televisivo anunciava o fim do selo. Muitos filatelistas sentiram-se injuriados e consideraram, além do mais, que estavam perante
publicidade enganosa. Em 21 de Junho a Fundação Albertino Figueiredo manifestou em comunicado a sua repulsa e informa que “En nombre de todos los
sectores españoles interesados en la Filatelia, la Fundación Albertino de Figueiredo ha requerido a la empresa VíaPostal para que ponga fin a la campaña de
publicidad centrada en el eslogan «El sello ha muerto» y haga una rectificación
pública del mensaje.”
Compraz-nos registrar que a página web Filatelia em Portugal já antes tinha tomado posição pública, pela voz de Pablo Permisan, Secretario del Club FINUGRADUS. Com efeito mal surgiu o anuncio mandou um texto para a referida
página, manifestando o seu interesse em vê-lo publicado, o que aconteceu quase de imadiato.
O seu conteúdo pode ser aí lido nas “Dicas da Semana”. Tem o título
“Publicidad Insidiosa”. Contudo apresentamos de seguida o seu texto completo:
Varios Amigos me han llamado, muy asustados, para preguntarme, mi
opinión sobre el anuncio de la televisión Española, de promoción publicitaria de un sobre que sin franqueo, servirá dentro de poco, para la
correspondencia postal privada. Hoy e visto el referido anuncio, y desde luego, los creadores del mismo no podían haber escogido para promocionar su sobre un motivo más rechazable por todos los filatelistas
del mundo, ya que basan la eficacia de su campaña en algo que, por
ahora no es cierto, con lo que a mi parecer, están produciendo una publicidad engañosa digna de ser denunciada. Dice el anuncio que el sello de correos ya ha cumplido el cometido que le asigno mister Rowland Hill, y que ahora va a ser sustituido por los citados sobres de franqueo concertado, que el correo privado va a poner en circulación.
Y digo engañosa, en primer lugar, porque yo no se que ningún estado,
haya hecho ya dejación total del servicio publico de correos y de la
emisión de los sellos (estampillas) que fijan la tasa del franqueo de
Correos, Si es cierto sin embargo, que muchos países entre ellos España, pretenden de una forma subrepticia y casi a escondidas de los ciudadanos y de sus instituciones legislativas representativas, ir haciendo
dejación de sus responsabilidades en este importantísimo servicio Publico, a favor de la empresa privada, pero aún cuando se consume este
hecho, que nosotros deseamos y esperamos no se produzca, lo que no
harán creo yo, es permitirse el lujo de perder los enormes recursos que
producen las emisiones de sellos, y que repercuten directamente en el
Tesoro Publico de cada Nación. Así de un tiempo a esta parte se están
incrementando notablemente la emisión de series de sellos, las pruebas
de artista, las de lujo, las hojitas conmemorativas o de recuerdo, y toda
clase de documentos filatélicos, entre las que sobresalen por su poder
de "enganche" las series parciales anuales temáticas. Y los mini pliegos de sellos, de alto valor facial.
Este proceso de dejación de sus deberes públicos en España, ya empezó al transformar el Servicio de Correos y Telégrafos Estatal, en el Ente autónomo de Correos, dando entrada al capital privado en el mismo,
y utilizando cada vez más las licencias del correo de franqueo concertado con las grandes empresas emisoras de ingentes cantidades de
correspondencia diaria. Así pues hoy día, Correos es ya una empresa
mixta Estado - Tabacalera y el Deutsches Bank.
Otro "invento" para permitir la entrada de capital privado, y al propio
tiempo aumentar la rentabilidad del Ente Autónomo, está representado
por la "novedosa" y cada vez más utilizada emisión de etiquetas
adhesivas para el franqueo de las cartas postales, etiquetas que son expedidas por máquinas que al mismo tiempo cumplen otros cometidos,
que hasta la fecha requerían, un gran número de funcionarios con el
evidente ahorro, que supone la incesante disminución de la plantilla de
funcionarios, aún que al Ente Autónomo le importe poco que la eficacia del servicio se haya resentido por ello. Más bien les favorece en su
política de privatización del servicio, el que el ofrecido ahora no vaya
lo bien que debería ir.
Pero amigos coleccionistas, nosotros somos los niños mimados de todos los servicios filatélicos de los países, y no sufráis, que los sellos,
MINT para vuestras colecciones no van a desaparecer. Antes bien al
contrario, va a acrecentarse la emisión de series yo creo hasta un limite
en que lo grave será que habrá mas oferta que demanda, lo cual inevitablemente repercutirá en la desvalorización de todas nuestras colecciones, ya que por el contrario el sello usado por su rareza ( ya solo se
usan en un 2 ó 3% de los mensajes postales enviados) se va a revalorizar hasta unos precios inimaginables (de hecho ya en la mayoría de
Catálogos el valor del sello MINT y el usado están casi a la par).
Siguiendo pues con esta tendencia, los países adoptarán sus medidas
para que eso no suceda ya que pondrían en peligro sus ingresos por la
emisión y venta de los MINT, para evitar su desvaloración a favor de
los usados, ya existe una solución, que hasta la fecha estos mismos
países rechazaban y descalificaban a los países que la ejercían, y esta
forma de restablecer las diferencias entre el nuevo y el usado solo y
como cualquier otra regla de oro del comercio en general, consiste en
aumentar la oferta de usados reduciendo la demanda de los mismos
pero ? como lo van a hacer si digo que ya casi no hay sellos usados en
las cartas? pues muy fácil, haciendo lo mismo que hasta ahora rechazaban en otros países emisores, la gran emisión de series de
"complacencia" o sea matasellados en su origen y puestos a la venta ya
matasellados, a bajo precio, o sea vendiendo los mismos sellos a dos
precios diferenciados, en MINT Y EN MATASELLADO DE
"PLACET". Y no lo dudéis, en el momento que vean que la cotización
del sello MINT está por debajo del sello usado, tener por seguro que
así se hará.
Con todo ello, la materia prima del coleccionista, no va a dejar de
existir, y el sello no esta muerto como pregona el citado anuncio, si no
más bien al revés, tiene un magnifico porvenir para los coleccionistas,
porque además como un aliciente más para coleccionarlos, ante la cercana competencia de cada País, las Administraciones se cuidarán cada
día más de aumentar su belleza y calidad.
Otro tema es el de si el sello debe o no debe seguir con la función para
la que fue creado, la de señalar la tasa que la recogida, transporte y entrega, requería para cada efecto postal, esto si es más grave, ya que
comporta la privatización de un servicio que yo creo debe ser asumido
por el Estado, ya que es uno de los más importantes servicios que los
ciudadanos utilizan, y que deben ser responsabilidad del Erario Publico sufragar en parte, como una contraprestación del Estado por los impuestos que abonan sus ciudadanos. Pero las directrices que las nuevas
tecnologías utilizadas hoy día y el principio de rentabilidad de los servicios ( también los públicos ) que imperan en el mundo actual, nos
hace predecir, que a menos que todos los que amamos los sellos de todo el mundo no hagamos extensiva nuestra protesta, ciertamente y dolorosamente nos encontraremos que el sello ya se ha jubilado de la
trascendental tarea que le asigno su fundador, y que le impregnaba de
un componente extra a su mero aspecto físico, el de su historia viajera.
7. Foi criada na Universidade de Santiago de Compostela a Cátedra Albertino
Figueiredo de Pensamento Económico e Social. É o resultado da conjugação de
esforços entre o Grupo Afinsa, a Câmara Hispano-Portuguesa de Indústria e
Comércio e a Universidade de Compostela.
Com conteúdo temático e científico mais amplo que os estritamente relacionados com a filatelia, esperamos que venha também a ter impactos no estudo sociológico desta e nas vertentes históricas, antropológicas e económicas com que
aquela se relaciona.
Da Filatelia (Des)Organizada
8. - Quem é o seleccionador nacional?
- De futebol?
- Não, de filatelia!
Eis uma pergunta que nos inquieta. O futebol tem um seleccionador nacional. O
mesmo se poderá dizer de todas as outras modalidades em que Portugal participa de campeonatos internacionais.
Que saibamos o seleccionador é escolhido e tornado público. Mais, não faz sentido que o seleccionador de futebol, por exemplo, seja um elemento da direcção
da Federação Portuguesa de Futebol ou da Liga . Como diz o ditado popular
“cada macaco no seu galho” (texto confirmado em O Grande Livro dos Provérbios, de José Pedro Machado).
Ora para alguns a filatelia também é um desporto. E tem campeonatos internacionais. E Portugal não só participa como tem “o orgulho de termos sido pioneiros” (título de um artigo da Filatelia Lusitana Série III, nº 2, Junho de 2001,
assinado por Pedro Vaz Pereira).
Participa, e com tácticas. Segundo o articulista “Na selecção da nossa representação optou-se por levar uma participação o mais representativa e diversificada
da nossa filatelia” (pág. 7). Perfeito. Mas desculpem a insistência: “optou-se”?
Quem optou?
Vamos no bom caminho. Ficámos em último lugar mas a culpa foi dos árbitros:
“Nas classificações portuguesas existem duas participações que consideramos
foram classificadas muito abaixo daquilo que efectivamente mereciam, se tivermos em consideração anteriores classificações” (pág. 7).
Desculpem, mas afinal quem é o seleccionador nacional da filatelia?
9. Tomamos conhecimento pela última Portu-Info, que a International Society
for Portuguese Philately decidiu desfiliar-se da Federação Portuguesa de Filatelia. Para percebermos o seu significado precisamos ter em conta que se trata de
uma instituição dinâmica, com uma publicação regular de grande qualidade,
agora com uma página web, localizada numa das sociedades onde a filatelia
tem maior desenvolvimento (EUA). Pelos seus estudos e outras iniciativas
mantem vivo o nome de Portugal e o interesse pela filatelia portuguesa no espaço de língua inglesa.
Reproduzimos o que se diz na página 76, no âmbito da “Mensagem do Presidente”:
A unanimous decision was reached by the ISPP Board of Directors to
resign our association in the Federação Portuguesa de Filatelia. (The
FPF is the equivalent of the APS in the United States.) There were
several reasons for this decision, the main one being a new rule implemented by the FPF requiring every ISPP Director and Officer to obtain
a membership card for a fee which brought the holder no benefit whatsoever. We feel this an unreasonable and unnecessary imposition. [The
Editor would like to note that, even though the ISPP has been a member in good standing with the FPF, still our members have been barred
from exhibiting in Portugal. Membership has yielded nothing except
additional demands for money! ! !]
Talvez seja uma decisão que fortaleça a filatelia portuguesa. Reproduzindo
mais uma vez um ditado (às vezes dá-nos para isto!): por vezes “Deus escreve
direito por linhas tortas”.
Do Clube
10. O Clube Nacional de Filatelia tem a preocupação de divulgar a filatelia junto de sectores que lhe são totalmente alheios. É uma das formas de romper o
circuito fechado em que as organizações filatélicas e os filatelistas se movimentam. Por isso procura utilizar todos os meios de informação para atingir esse
público.
O acesso é importante, mas não basta. Na nossa opinião é necessário utilizar
uma linguagem diferente, é importante despertar o interesse com imaginação e
rigor, impõe-se estabelecer as pontes credíveis e aceitáveis entre os filatelistas
(frequentemente com uma linguagem própria, hermética para terceiros, com interesses e preocupações muito específicas) e o público em geral (que procura
informar-se, aumentar os eus conhecimentos).
Não somos pioneiros neste esforço. Juntamo-nos aos que assim entendem a literatura filatélica para o grande público.
Depois das reportagens para o Acontece, da entrevista na Radio, da entrevista
no Primeiro de Janeiro, temos um contrato de um ano para garantirmos uma
página na revista Mundo Português, publicada nos EUA.
Julho 2001: Os selos, a cultura e nós
Agosto 2001: História(s) nos mares dos Açores
Curiosidades
11. Tem circulado na Internet
esta anedota:
Numa estação de correio o
cliente solicita um recibo da
despesa realizada.
A funcionária pergunta:
- Nome?
O cliente responde:
-Deixe em branco.
Assim é produzido o recibo.
“Nome: DEXIM BRANCO”.
(foram propositadamente
eliminadas
algumas
referências):
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Informações e Opiniões (nº 100