RELATÓRIO
DO
Iº
SEMINÁRIO
REGIONAL
SÔBRE
ADOLESCÊNCIA
- REGIÃO
NORDESTE -
* * * *
PROMOÇÃO MINISTÉRIO DA SAÚDE - SECRETARIA NACIONAL DE PROGRAMAS
ESPECIAIS DE SAÚDE – SNPES –
- DIVISÃO NACIONAL DE SAÚDE MATERNO INFANTIL - DINSAMI ORGANIZAÇÃO PANAMERICANA DA SAÚDE / OMS
EXECUÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO
– INSTITUTO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS
HUMANAS
* * * *
RECIFE – PERNAMBUCO – BRASIL
23 a 25 de Novembro de 1978
* * * *
COMISSÃO COORDENADORA
-
MINISTÉRIO DA SAÚDE
– Dr. Ney Barrêto Júnior
– Dra. Maria Lígia Barbosa
– Dra. Yolanda Heloisa de Souza
–
ORGANIZAÇÃO PANAMERICANA DA SAÚDE
– Dra. Elsa Margarita Moreno
–
UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO
– Dr. Paulo da Silva Miranda
– Dra. Tânia Maria Guimarães e Souza Monteiro
– Dra. Ana Maria Barreira Monteiro
– Dra. Maria Hermínia Lira
*****
–
APOIO ADMINISTRATIVO
– Luiz lino da Silva
– Antonio Ventura da Silva
– Telma Cristina Lima Santos
*****
ÍNDICE
I – INTRODUÇÃO .........................................
1
II – PROGRAMA
1 . OBJETIVOS
. GERAIS .......................................
3
. ESPECÍFICOS ..................................
3
2 . PARTICIPANTES ..................................
3
3 . TEMÁRIO ........................................
4
4 . METODOLOGIA ....................................
6
5 . HORÁRIO DOS TRABALHOS ..........................
7
6 . BIBLIOGRAFIA ...................................
8
7 . RELAÇÃO DOS PARTICIPANTES ......................
9
8 . COMPOSIÇÃO DOS GRUPOS DE TRABALHO .............. 14
III – DESENVOLVIMENTO DO PROGRAMA ........................ 16
IV – RELATÓRIOS DOS GRUPOS .............................. 17
V – CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES ......................... 33
VI – AVALIAÇÃO .......................................... 45
VII – ANEXOS - TRABALHOS APRESENTADOS - .................. 49
– NECESSIDADES BÁSICAS DO ADOLESCENTES RECIFENSE ... I
– SITUAÇÃO DO ADOLESCENTE DO NORDESTE – A EDUCAÇÃO . V
– O ASPECTO DA PROBLEMÁTICA DO MENOR ............... X
– O USO, E ABUSO DE DROGAS ......................... XVII
– A PROTEÇÃO AO TRABALHO DO MENOR .................. XXIII
– O ADOLESCENTE E A FAMÍLIA ........................ XXVII
– NECESSIDADE DE UM SERVIÇO DIFERENCIADO DE ATENDIMENTO DO ADOLESCENTE ............................. XXXII
– A ADOLESCENTE GRÁVIDA ............................ XXXIX
– SAÚDE MENTAL DO ADOLESCENTE ...................... XLV
– PROJETO DE ATENDIMENTO AO ESCOLAR - CENTRO SOCIAL
Nº 1
– L. B. A .................................. LXVI
– ATENDIMENTO GRUPAL DE ADOLESCENTES UTILIZANDO MODALIDADES DE ARTESANATO E ARTE POPULAR REGIONAIS . LXVIII
– CENTROS DE COMUNIDADE E ESPORTIVOS ............... LXXI
– IMPLEMENTAÇÃO DOS RESULTADOS DO IIº SEMINÁRIO LATINO-AMERICANO SOBRE A ADOLESCÊNCIA – A ADOLESCÊN
CIA E A UNIVERSIDADE: UMA PERSPECTIVA DE ATUAÇÃO . LXXIV
.1
I – INTRODUÇÃO
Ao traçar as diretrizes gerais para a assistência ao grupo maternoinfantil, consubistanciadas na norma programática apresentada na V Conferência
Nacional de Saúde, em agosto de 1975, a Divisão Nacional de Saúde Maternoinfantil definiu como seu grupo de atendimento, aquele constituído:
- pela mulher em idade fértil (dos 15 aos 49 anos)
- pela criança de 0 a 15 anos
- pelo adolescente do sexo masculino, dos 15 aos 19 anos.
1.
Embora se tenha atribuido prioridade um à assistência materno a a
infantil (Criança menores de 5 anos), em face das elevadas taxas morbimortalidade
verificado
nesses
grupos,
vem
sendo
dispensada
crescente
atuação aos grupos de escolares e adolescentes.
Assim, são incentivadas e apoiadas as ações de saúde dirigidas aos escolares
e
aos
adolescentes
no
sentido
de
que
se
criem,
consolidem
ou
ampliem as condições para o atendimento de suas necessidades de crescimento
e desenvolvimento.
Os adolescentes representam no Brasil, cerca de 25 % da população, o que
confere ainda maior importância a este grupo, cuja relevância intrínseca
decorre do profundo significado deste período na formação da pessoa.
Situada entre a infância e a idade adulta, a adolescência é uma etapa
da vida, de comportamento variável, caracterizada pela exploração ativa de
possíveis orientações, antes da aceitação de compromissos a longo prazo. É
um dos períodos mais formativos da vida, ocupando posição estratégico: não
é demasiado cedo para adotar uma atitude responsável, nem demasiado tarde
para superar a maioria das dificuldades anteriores.
O
adolescente
é,
pois,
um
ser
em
transição,
tendo,
por
isso
de
enfrentar múltiplas e profundas transformações, não só em seu próprio corpo
e
em
seu
psiquismo,
como
no
meio
em
que
que
os
pais,
vive,
em
um
mundo
em
rítmo
acelerado de mudanças.
É
necessário,
enfim,
os
professores,
o
pessoal
dos
serviços de saúde, as instituições sejam orientados quanto a os aspectos
Biopsicossociais do fenômeno da adolescência, para o que é imprescindível
estabelecer uma coordenação cada vez maior entre os serviços de saúde,
educação e sociais.
Ciente
da
problemática
atual
do
adolescente
na
América
Latina,
a
Organização Mundial de Saúde, através da Organização Panamericana da Saúde,
com
a
colaboração
do
Ministério
da
Saúde
e
da
Universidade,
sugeriu
e
realizou dois Seminários Latino-Americanos, sendo um no Rio de Janeiro e
outro em Campinas, com a finalidade de identificar as necessidades básicas
do adolescente no Brasil.
.2
2.
Em
vista
do
êxito
alcançado
naqueles
Seminários
foi
sugerida, pelos seus participantes, a realização de Seminários a
nível Regional.
Foi
enfatizado
paralelamente,
a
necessidade
da
participação de técnicos de diferentes categorias profissionais
e de órgãos e serviços atuantes na área da adolescência de todas
as U.F. da Região.
A
primeira
escolha
recaiu
no
Nordeste
em
vista
da
dimensão de sua população adolescente, como também da gravidade
da problemática desse grupal do estágio socio-cultural da Região
que, no momento, polariza o interesse nacional.
.3
II
–
PROGRAMA
1. OBJETIVOS
1.1 – OBJETIVOS GERAIS
1.1.1. – Identificar
aspectos
Adolescente
no
relevantes
Nordeste,
ligados
do
as
suas
necessidades biopsicossociais.
1.1.2. – Definir
as
linhas
prioritárias
de
ação,
de
acordo com as necessidades identificadas.
1.1.3. – Promover
a
grupos
ação
e
coordenada
pessoas
de
que
entidades,
trabalham
com
Adolescente.
1.2 – OBJETIVOS ESPECÍFICOS
1.2.1. – Estudar
os
aspectos
Sócio-econômico-
culturais:
família,
saúde,
integração
análise
educação,
social
de
dos
Adolescentes
informações
intercambio
de
trabalho
disponíveis
experiências
e
pela
e
o
dos
participantes.
1.2.2. – Traçar as linhas de ação de maior impacto no
Nordeste,
para
satisfação
das
necessidades
de
coordenação
identificadas.
1.2.3. – Propor
entre
alguns
as
mecanismos
Organizações
atuantes
junto
aos
Adolescentes.
1.2.4. – Sugerir
as
ações
que
recomendações
permitam
do
operacionalizar
Seminário,
a
nível
Estadual e Regional.
2. PARTICIPANTES
Participarão
representantes
da
sede
(Estado
de
Pernambuco)
e representantes de cada Estado da Região Nordeste.
Incluem-se
convidados
especiais,
alguns
cargo a exposição de temas selecionados.
dos
quais
terão
a
.4
3. TEMÁRIO
3.1 - O ADOLESCENTE – Painel Coordenadora : Dra. Elsa Margarita Moreno - Assessora de
Saúde Familiar - Organização Panamericana da Saúde.
Política Nacional- Dra. Maria Lígia Barbosa
- Chefe do
Serviço de Supervisão e Avaliação da
Divisão
Nacional
de
Saúde
Materno-
Infantil - Ministério da Saúde –
Socialização- Dra.
Tânia
Maria
Monteiro
-
Coordenadora do Curso de Psicologia da
UFPE,
Vice
Presidente
do
Conselho
Federal de Psicologia.
Dra.
Ana
Maria
Barreira
Vice-Coordenadora
do
Monteiro
Curso
de
Psicologia da UFPE.
Trabalho - Dra.
Maria
Helena
Zanella
-
Coordenadora da Proteção do Trabalho
da Mulher e do Menor - Ministério do
Trabalho Saúde Mental- Dr.
Paulo
José
Coordenador
de
da
Costa
Saúde
Mariz
Mental
da
Secretaria de Saúde de Pernambuco.
Educação – Prof.
Inalda
Maria
Dubeux
A.
de
Oliveira -Psicóloga do Colégio e Curso
Radier e da Faculdade de Filosofia de
Recife - FAFIRE.
Aspectos Jurídicos- Dra. Miriam Guerra e Silva - Assessora
Jurídica
do
Juizado
de
Menores
de
Recife.
3.2 - DIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃO
Nutrição do Adolescente-Dr. Nelson Chaves - Prof. Titular
da UFPE - Departamento de Nutrição.
Necessidades
Básicas
do
Adolescente-Dra.
Monteiro
e
alunos
Psicologia da UFPE.
do
Tânia
Maria
Curso
de
.5
Uso
e
Abuso
de
Drogas
-
Dr.
José
Antonio
Hahn
-
Superintendente da Polícia Federal - PE
3.3 - LINHAS DE AÇÃO E COORDENAÇÃO OPERATIVA
Necessidade de um Serviço Diferenciado de Atendimento ao
Adolescente
- Dr. Juan Carlos Kusnetzoff – Instituto
de Psiquiatria da UFRJ.
Projeto
de
Atendimento
ao
Escolar
-
Prof.
Orlando
Moreira Jordão – Coordenador do Projeto
e Brenda Pessoa Braga
- Estagiária do
Serviço Social - L.B.A. Atendimento
Grupal
de
Adolescentes,
utilisando
modalidades de Artezanato e Arte Popular Regionais.
Dra. Eldione Amorim de Morais - Prof.
Assistente
do
Departamento
de
Psiquiatria da Faculdade de Medicina da
UFPE.
A Adolescente Grávida - Dr. José Leonídio Pereira -Chefe
do
Ambulatório
Maternidade
Escola
da
UFRJ.
Experiencia em Centros Comunitários - Dr. Enio PillaProfessor da UFRGS-Dep.de Pediatria.
Resultados do Seminário de Campinas fev.78 - Dr. Fábio
Antonio Adamo
- Prof. de Psicologia e
Psiquiatria da UNICAMP Protecão ao Trabalho do Menor - Dra. Maria Helena Cunha
Zanella
- Coordenadora
de Proteção ao
Trabalho da Mulher e do Menor/MT.
.6
4. METODOLOGIA
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
METODOLOGIA
1.2.1 – Diagnóstico da Situ
ação
-Painel e Discussão de Grupos
-Reunião Plenária
1.2.2 – Traçar Linhas de
-Exposições curtas sobre expe
riências concretas do País.
Ação Gerais
-Discussão de Grupos
-Reunião Plenária
1.2.3 – Propor Mecanismos
-Exposição Curta
de Coordenação
-Discussão de Grupos
-Reunião Plenária
1.2.4 – Formular Recomendações de Operacionali-
-Discussão de Grupos
-Reunião Plenária
zação
TARDE
MANHÃ
DISTRIBUIÇÃO DOS TRABALHOS
Primeiro dia(23)
Segundo dia(24)
MARCO CONCEITUAL
DIAGNÓSTICO DE
-Política Nacional
-Socialização
-Trabalho
-Saúde
-Educação
-Aspectos Jurídicos
Terceiro dia(25)
PLENÁRIA
SITUAÇÃO
COORDENAÇÃO
PLENÁRIA
OPERATIVA
DIAGNÓSTICO
LINHAS
COORDENAÇÃO
DE
DE
OPERATIVA
SITUAÇÃO
AÇÃO
PLENÁRIA
.7
5. - HORÁRIO DOS TRABALHOS
Dia 23/11/78
08:30 - Abertura - Dr.Paulo da Silva Miranda
- Dra. Elsa Margarita Moreno - OPAS/OMS
- Dr. José Orlando de Paiva Onofre - Delegado Federal
de Saúde de Pernambuco
- Dr. Paulo Maciel - Magnífico Reitor da UFPE.
09:15 - Intervalo
09:30 - O Adolescente - Política Nacional - Socialização
- Trabalho - Saúde Mental - Educação - Aspectos
Jurídicos - ( Painel )
12:30 - Almoço
- DIAGNÓSTICO DE SITUAÇÃO
14:00 - Nutrição do Adolescente
14:30 - Necessidades Básicas do Adolescente
15:00 - Intervalo
15:15 - Trabalho de Grupo sobre Diagnóstico de Situação
18:00 - Volta ao Hotel
20:00 - Jantar de Confraternização
Dia 24/11/78
09:00 - Uso e Abuso de Drogas
09:30 - Trabalho de Grupo sobre Diagnóstico de Situação
11:00 - Plenária
12:30 - Almoço
- LINHAS DE AÇÃO E COORDENAÇÃO OPERATIVA
14:00 - Necessidade
de
um
Serviço
Atendimento ao Adolescente
Diferenciado
de
14:20 - Projeto de Atendimento ao Escolar
14:40 - Atendimento
Grupal
de
Adolescentes
Utilizando
Modalidades de Artezanato a Arte Popular Regionais
15:00 - A Adolescente Grávida
15:20 - Intervalo
15:40 - Experiências em Centros Comunitários
16:00 - Trabalho de Grupo
18:00 - Volta ao Hotel
Dia 25/11/78 08:30 - Continuação dos Trabalhos de Grupos sobre Linhas de
Ação e Coordenação Operativa
12:30 - Almoço
14:00 - Exposição dos Resultados do Seminário de Campinas
14:30 - Plenária e Avaliação
17:30 - Encerramento
18:00 - Volta ao Hotel
.8
6 – BIBLIOGRAFIA
– NECESIDADES DE SALUD DE LOS ADOLESCENTES. Informe de un Comité de
Expertos de la OMS. Serie de Informes Tecnicos nº609 -OMS/Ginebra 1977.
– LAS NECESIDADES DE SALUD DE LA JUVENTUD EN AMÉRICA LATINA Y EL CARIBE.
Extraído del Informe de un.Grupo de Trabajo de la Organizacion
Panamericana de la Salud. Washington DC,9-12 de Diciembre de 1978.
– LA SALUD MENTAL DE LOS ADOLESCENTES
Pública nº41. -OMS/Ginebra 1971.
Y
JOVENES.
Cuadernos
de
Salud
– CAPÍTULO VII DO INFORME FINAL DE LA CONFERENCIA INTERNACIONAL SOBRE
ATENCION PRIMARIA DE SALUD. - Alma Ata, URSS,6-12 de Setiembre de 1978.
– TRABALHO DO MENOR. Decreto Lei nº
Nº66280- Quadro proibido a Menores
5452
-
Lei
5274
- Decreto Lei-
– RELATÓRIO DO SEMINÁRIO LATINO-AMERICANO SOBRE A SAÚDE DO ADOLESCENTE.
Rio de Janeiro 4 a 8 de Outubro de 1977.
– RELATÓRIO
DO
IIº
SEMINÁRIO
LATINO-AMÉRICANO SOBRE
ADOLESCENTE. Campinas - S.Paulo 6 a 9 de Março de 1978.
A
SAÚDE
DO
– IMPLEMENTAÇÃO DOS RESULTADOS DO IIº SEMINÁRIO LATINO-AMERICANO SOBRE A
SAÚDE DO ADOLESCENTE - Campinas - S.Paulo-Dr. Fábio Antonio Adamo.
– A SITUAÇÃO DO ADOLESCENTE NO NORDESTE -Dra. Inalda Maria Dubeux de
Oliveira – Recife - Pe.– PROJETO DE ATENDIMENTO AO ESCOLAR - Prof. Orlando Moreira Jordão e
Brenda Pessoa Braga - LBA - Recife - Pe.– CENTROS DE COMUNIDADE E ESPORTIVOS - Dr. Enio Pilla
Educação Social, Lazer e Recreação - Porto Alegre - RS.-
–
Divisão
de
– ASPECTO DA PROBLEMÁTICA DO MENOR - Dra. Miriam Guerra e Silva - Juizado
de Menores - Recife - Pe.– NECESSIDADES BÁSICAS DO ADOLESCENTE
Monteiro - UFPE - Recife -Pe.-
RECIFENSE
-
Dra.Tânia
Maria
– ATENDIMENTO
GRUPAL
DE
ADOLESCENTES,
UTILIZANDO
MODALIDADES
DE
ARTEZANATO E ARTE POPULAR REGIONAIS - Dra. Maria Isolita Borges Fonseca
-UFPE - Recife - Pe.– O USO E ABUSO DE DROGAS
Recife - Pe.-
- Dr. José Antonio Hahn - Polícia Federal -
– A ADOLESCENTE GRÁVIDA - Dr. José Leonídio Pereira- UFRJ Rio de Janeiro - RJ.– NECESSIDADE DE UM SERVIÇO DIFERENCIADO DE ATENDIMENTO AO ADOLESCENTE Dr. Juan Carlos Kusnetzoff - UFRJ - Rio de Janeiro - RJ.– SAÚDE MENTAL DO ADOLESCENTE - Dr. Paulo José da Costa Mariz -Secretaria
de Saúde de Pernambuco - Recife -Pe.– PROTEÇÃO AO TRABALHO DO MENOR – Dra.Maria H.C.Zanella –Brasília - D.F.
.9
7 – R ELAÇ ÃO
DE
P A RT IC IPA NTES
01. AMARILES DE SOUZA BORBA - Médica Pediatra
End. Residencial - Rua Firmino Pires, 897 - Fone: 222-5260
Coordenadora do Programa Materno-Infantil da Sec. de Saúde do
Estado do Piauí - Rua Areolino de Abreu, 1770 -Fone: 222-1934
222-1932
Terezina - PI - CEP - 64.000
02. ANA MARIA BARREIRA MONTEIRO - Psicóloga
End. Residencial -Rua Samuel Pinto, 90 Ap.502- Fone: 221-4822
Vice-Coordenadora do Dep.de Psicologia da UFPE.
End. Edifício dos Institutos Básicos- 9º andar- Cidade Universitária
- Recife - PE. - CEP -50.000
03. ANITA S.COLLI - Médica Pediatra
End. Resid.- Av. Com.Alberto Bonfiglioli,693-Fone:2100431
Chefe da Seção de Ambulatório do Instituto da Criança do Hospital
das Clínicas da Fac. de Medicina da USP.
Av. Dr. Eneas C. Aguiar S/N - Fone: 881-6311 Ramal 19
São Paulo - SP - CEP - 05403
04. ANTONIO WASCONCELLOS AMARAL - Médico
End. Resid. - Cap. Sampaio Xavier, 175 - Ap.22- Fone:
Médico da SUDENE - Av. Prof. Morais Rego, S/N - Sala 823Fone: 227-0011 -Ramal 424 - Recife - PE.- CEP-50.000
05. BRENDA PESSOA BRAGA - Estudante de Serviço Social
End. Resid. - Rua Joaquim de Brito - 243 Ap.3 Estagiária de Serviço Social da Fundação L.B.A.
End. - Av. Norte, 869 -Fone: 222-3553 - Recife - PE.-CEP-50.000
06. ALDEMIR SEBASTIÃO DOS SANTOS - Estudante do Curso de Pedagogia da
Faculdade de Filosofia do Recife
End. Resid. - Rua Gervásio Pires, 57 - Boa Vista
End. Trabalho - Rua Engenho do Meio-Sala 1318
Recife - PE.- CEP - 50.000
07. CARLOS VICENTE SERRANO - Médico
End. Resid. - Rua Alameda Santos, 721 - Ap.61- Fone: 287-1934
Assessor Materno-Infantil da OPS/OMS
End. - Rua Botucatú, 703 - Fone:719141 – SãoPaulo - SP
08. CARMEM MELO - Psicóloga
End. Resid. - Av. Conselheiro Aguiar, 4252 - Ap.802 -Boa Viagem
Fone: 326-0670
Psicóloga da FEBEM End. - Av.Cons. Aguiar "Casa de Carolina" -S/N
Recife - PE.- CEP-50.000
09. CELESTE AIDA MOURA DE SOUZA CHAVES - Médica Psiquiatra
End. Resid. - Rua Catarina B. Alencar, 875 - Casa Caiada-Olinda-PE
CEP - 20.000
Psiquiatra do Projeto Integrado de Saúde Mental da FUSAM
End. - Rua Osvaldo Cruz, S/N - Boa Vista - Fone: 221-2431 e 221-2430
Recife - PE.- CEP - 50.000
10. CELI DE LOURDES SIMPLÍCIO DOS SANTOS - Assistente Social
End.Resid.- Rua Poeta José da Luz, 106 - Fone:6991
Assessora
Técnica
da
Fund.
Estadual
do
Bem
Estar
do
Menor."AliceAlmeida" End.-Rua Getúlio Vargas,186-Fone:221-9232 e 2214169
João Pessoa - PB.- CEP - 58.000
.10
11. CLAUDIA MARIA BATISTA NASCIMENTO - Socióloga
End. Resid.- Rua Heraclito Graça, 1500 - Fone: 224-2988
Técnica do Programa de Centros Sociais e Urbanos da Secretaria de
Planejamento e Coordenação do Estado do Ceará
End. - Rua dos Tabajaras, 80 -Fone:231-2499 Ramal 38
Fortaleza - CE.- CEP.-60.000
12. CYRO COIMBRA DE RESENDE - Médico Sanitarista
End. Resid.-S.Q.S. 316 Bloco "K" Ap.106 -Fone:242-8669
Diretor da Divisão Nacional de Saúde Materno-Infantil do Ministério da Saúde
End.-Esplanada dos Ministérios Bloco "11" Sala 331 - Fone:225-4057
Brasília - DF - CEP- 70.058
13. DINAMENE RODRIGUES PARENTE - Médica Psiquiatra
End. Resid.-Rua Conde do Bomfim, 685 -Ap.1102 - Fone:238-2252
Psiquiatra da Divisão Nacional de Saúde Mental do Ministério da Saúde - Rua Bernando,02 - Fone:249-7260 - Rio de Janeiro-CEP-20.000
14. DINARTE PAIVA DOS SANTOS - Médico Tocoginecologista
End. Resid.-S.Q.S.316 Bloco "C" Ap.603 -Fone:243:2204
Assessor do Ministério - Rua Esplanada dos Ministérios Bloco "11"
Sala 331 - Fone:225-4057 - Brasília -DF - CEP-70.058
15. EDUARDO SOLER - Antropólogo e Educador
End. Resid.-S.Q.S.410 Bloco "R" Ap.-302 -Fone:243-3049
Consultor da OPS/OMS - Setor de Embaixadas Norte, lote 19
Fone: 225-0555 - Brasília -DF 16. ELDIONE AMORIM DE MORAES - Médica Psiquiatra
End. Resid.-Rua Joaquim Xavier de Andrade,57 -Fone:268-0069
Prof. Assistente do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Me
dicina da UFPE. - Hospital Pedro II
Rua dos Coelhos - Recife-PE. - CEP - 50.000
17. ELSA MARGARITA MORAENO - Médica Pediatra - Sanistarista
End. Resid.-S.Q.S.309 Bloco "A" Ap.-201 - Fone: 243-6114
Assessora de Saúde Familiar da OPS/OMS
Setor de Embaixadas Norte Lote 19 - Fone: 225-0555
Brasília - DF - CEP - 70.000
18. EMILIA PESSOA PEREZ - Médica Pediatra
End. Resid.-Rua Pedro Ernesto, 137 -Fone:227-3854
Prof.Assistente do Instituto Materno-Infantil de Pernambuco
End. - Rua dos Coelhos - Fone: 221-2402 -Recife-PE-CEP-50.000
19. ENIO PILLA - Médico Pediatra
End.Resid.-Rua Ramiro Barcelos, 2073 Ap.113 - Fone:(0512)315678
Chefe do Núcleo de Estatistica e Presidente do COMSABER
End.-Av. João Pessoa,325 – 4º andar - Fone:217158 –UFRGS
Porto Alegre -RS CEP-90.000
20. FÁBIO ANTONIO ADAMO - Médico Psiquiatra
End.Resid.- Rua Santa Cruz, 315 Ap.31 - Fone:511607
Prof. Assistente responsável pelo Setor de Psiquiatria e Psicologia
da Adolescencia - Dep.de Psicologia Médica e Psiquiatria da Faculdade de Ciências Médicas - UNICAMP
End.-Rua José Theodoro de Lima,44 - Fone:25916
Campinas - SP - CEP - 13.100
21. FRANCISCA ROCHÉLE BORGES DE CARVALHO - Assistente Social
End. Resid.-Av.Rosa e Silva,27 Ap.304 - Fone:231-3288
Prof.da Universidade Católica de Pernambuco
Rua do Principe, 526 - Fone:231-3288 Ramal 146-Recife-PE-CEP-50.000
22. GILDETE MEDEIROS - Enfermeira
End.Resid.- S.Q.N 106 Bloco "A" Ap.507 - Fone: 273-0765
Assistente do Diretor da Divisão de Saúde da CORSANE
End.-Esplanada dos Ministérios Bloco"11" - 5 º andar-Fone:225-2425
ramal 375 - Brasília -DF- CEP-70.058
.11
23. GUIOMAR CORREIA DE CASTRO - Inspetor de Trabalho
End. Resid.-Conde Irajá,545 Ap.206
End.Trab.-Av. Guararapes, 253 - Recife - PE -CEP-50.000
24. INALDA MARIA DUBEUX A. DE OLIVEIRA - Psicóloga
End. Resid.-Rua D. João Costa, 257 - Fone: 2221808
Psicóloga do Colégio e Curso RADIER e FAFIRE
End.-Rua Fernandes Vieira, 43 - Fone:221-0029 Recife - PE - CEP50.000
25. IVANILDA MIRANDA COSTA - Psicóloga
End.Resid.-Praça Almeida Couto, 266 Ap.304 -Fone:243-8476-Nazaré
Chefe do Setor Infanto-Juvenil do 4º Centro de Saúde Mental
Av. Dendezeiro,S/N -Fone:226-0080-Salvador-Ba.-CEP-40.000
26. JOÃO LUIZ DE CARVALHO PINTO E SILVA - Médico Tocoginecologista
End.Resid.-Rua Barata Ribeiro, 50 - Fone:88146 Prof.
Assistente do Dep.Tocoginecológico da UNICAMP
End.-Rua Benjamin Constant,1657 -Fone:89499 e 83111-Ramal 27
Campinas - S.P - CEP –13.100
27. JOSÉ ANTONIO HAHN - Func.Público Federal
End.Resid.-Rua Pe. Bernardo Pessoa, 356 Ap.101-Boa Viagem
Superintendente Regional no Estado de Pernambuco
End.-Rua Cais do Apolo,321 – 5º andar -Fone:224-1186
Recife - PE.- CEP-50.000
28. JOSÉ CARVALHO LIMA - Coordenador de Ensino I
End. Resid.-Av. Conselheiro Aguiar, 2286 Ap.303 -Boa Viagem
Coordenador de Ensino I do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - SENAI - Av.Norte,539 - Fone:231-0288 -Recife - PE.29. JOSÉ LEONÍDIO PEREIRA - Medico Tocoginecologista
End. Resid.-Rua Tumcumaque,97-Cavalcante - Fone:229-5840
Chefe do Ambulatório da Maternidade Escola da UFRJ
Rua das Laranjeiras, 180 -Fone:245-8171-72-73
Rio de Janeiro - RJ- CEP-20.000
30. JOSÉ LUIZ PEREZ RODRIGUES - Médico
End.Resid.-Rua Pedro Ernesto, 137 - Fone:227-3854
Coordenador do Programa Matermno-Infantil da Séc. de Saúde de Pernam
buco- FUSAM - Praça Osvaldo Cruz,S/N -Boa Vista
Recife - PE.-50.000
31. JUAN CARLOS KUSNETZOFF - Médico Psiquiatra
End.Resid.-Rua
Bulhões
de
Carvalho,599
Ap.10l
-Fone:247-6404
Prof.Convidado Estrangeiro - Instituto de Psiquiatria da Universidade
Federal do Rio de Janeiro- Rua Venceslau Bras,71-Fone:226-6098
Rio de Janeiro - RJ - CEP - 22290
32. LÊDA PORTO VALENÇA - Servidora Pública
End.Resid.-Rua 21 de Abril,528 Ap.l2
Inspetora do Trabalho da Delegacia Regional do Trabalho
End. -Av. Guararapes,253 – 2º andar -Fone:224-3541
Recife - Pe. - CEP -22290
33. MARIA ALICE WANDERLEY Psicóloga
End.Resid.- Rua 21 de Abril, 315 -Fone:227-2408
Psicóloga da Fundação de Saúde Amaury de Medeiros- Centro de Saúde
Lessa de Andrade - End.-Estrada dos Remédios, S/N -Fone:227-1622
Recife - PE.- CEP-50.000
34. MARIA DO CARMO VIEIRA - Psicóloga
End. Resid.-Rua Amparo, 110 - Fone:429-2744 -Olinda -PE.-CEP-53.000
Chefe do Departamento de Psicologia-CFCH- Cidade Universitária,9ºand.
Recife -PE.-CEP-50.000
35. MARIA HELENE CUNHA ZANELLA-Funcionária Pública Federal
End.Resid.-S.Q.N.106 Bloco"F" Ap.204 -Fone:273-5728
Coord. de Proteção ao Trabalho da Mulher e do Menor
End.-Esplanada dos Ministérios Bl."10"-Sala 624 -Fone:226-2555
Ramais 366 e 365 - Brasília-DF - CEP-70.000
.12
36. MARIA HERMINA DE LYRA -Prof. e Assistente Social
End.Resid.-Rua Gomes Coutinho, 198 -Fone:268-5360
Prof.Adjunto do Departamento de Serviço Social do Centro de Ciencias
Sociais Aplicadas - End.-Cidade Universitária.-Recife - PE.50.000
37. MARIA JOSÉ CAVALCANTI DE ANDRADE -Enfermeira Sanitarista
End. Resid.-Rua Vereador Pedro Paulo de Almeira, 289-Conjunto J.Pessoa
Fone:244-7175
Coordenadora Estadual de Enfermagem da Secretaria de Saúde
End.- Rua D.Pedro II,1826 -Fone:221-5410 e 2215411
João Pessoa - PB - CEP-58.000
38. MARIA LÍGIA BARBOSA - Assistente Social
End.Resid.-S.Q.N.106 Bloco"A" Ap.506 -Fone:273-4314
Chefe do Serviço de Supervisão e Avaliação da DINSAMI/MS
End.-Esplanada dos Ministérios,Bloco"11" sala 335- Fone:225-4057
Brasília - DF - CEP -70.058
39. MARILZA CLEMENTE -Técnica em Assuntos Educacionais
End. Resid.-S.Q.N.105 Bl."B" Ap.604 - Fone:272-4526/272-0746
Assessora do MEC - Sec.Geral -End.-Esplanada dos Ministérios-Bl."I"
Sala 415 - Fone: 225-9105 - Brasília-DF- CEP-70.000
40. MARIA LUIZA AZEVEDO DE FIGUEIREDO LIMA - Assistente Social
End. Resid.-Rua Amélia, 125 - Ap.202 - Fone:221-2439 Assistente Social
da LBA -Rua Conde da Boa Vista,785- Fone:221-2439
Recife - PE - CEP-50.000
41. MARIA NAIR SOUSA E CRUZ - Enfermeira
End.Resid.-Rua Sá e Sousa, 218 Ap.202 - Fone:341-1592
Enfermeira Assistente do Serviço de Avaliação e Normas e Convênios
da Delegacia Federal de Saúde
Av. Conde da Boa Vista, 1570 - Fone:222-6810 e 222-1218
Recife - PE.- CEP-50.000
42. MARIA DA PAZ DE OLIVEIRA PONTES - Assistente Social
End. Resid.-Rua Leonardo Mota, 2611 - Fone:227-7871
Coordenadora do Programa de Atuação Indireta
End.-Travessa Costa Rica,108 - Fone:228-1438-Fortaleza-CE-CEP-60.000
43. MARIA DA SALETE MEDEIROS DE OLIVEIRA - Técnica em Educação
End. Resid.-Rua Quintino Bocaiuva, 298 - Fone:221-8329
Assessor Técnico do Departamento 1º Grau- Centro Administrativo Jaguaribe -1º Bloco – 4º andar - Fone:221-3780
João Pessoa - PB.- CEP-58.000
44. MARIA DO SOCORRO BELMONT SOBREIRA -Enfermeira
End. Resid.-Rua Monteiro Lobato, 55 - Fone:226-2902
Chefe da Seção de Segurança e Medicina do Trabalho da Delegacia Regional do Trabalho - End.-Praça Venâncio Neiva,s/n - Fone:221-0410
João Pessoa - PB.- CEP -58.000
45. MARIA DO SOCORRO SÁTIRO CAVALCANTI - Enfermeira
Rua Boa Vontade,120 Ap.4 B
Instrutora da Área de Saúde do SENAC - Av. Visconde de Suassuna,500
7º andar - Fone:231-1077 - Recife - PE.- CEP-50.000
46. MIRIAM GUERRA E SILVA - Advogada
End.Resid.-Pe.Carapuceiro, 537 Ap.204 - Fone:326-6818 -Boa Viagem
Assessor Jurídico - Juizado de Menores de Recife
End.-Rua Fernandes Vieira,405 - Fone:222-5192 - Boa Vista
Recife - PE.- CEP-50.000
47. NEILTON ARAÚJO DE OLIVEIRA - Médico
End.Resid.-Rua Cel. Pinheiro,1761 - C.P.33-Porto Nacional-GO.–
CEP - 77.500
Médico do Hospital Dr. Francis Ayres da Silva,5195 - Porto Nacional
Goias - FONE:233-2143
48. NEY BARRÊTO JÚNIOR - Médico Pediatra End.Resid.-S.Q.S.106 Bl."H" Ap.301 - Fone:243-2669
Consultor Especialista da DINSAMI/MS -End. Esplanada dos Ministérios
Bloco "11" sala 329 - Fone:225-4057 - Brasília - DF-CEP -70.058
.13
49. ORLANDO MOREIRA JORDÃO - Prof.de Educação Física
End.Resid.-Estrada do Arraial,4183 Ap.4
Coordenador de Projrtos da LBA - Fone:222-5335
End.-Av.Norte,869 - Recife - PE.-CEP-50.000
50. PAULO DA SILVA MIRANDA - Prof. Universitário
End.Resid.-Rua Amélia,4O0 -Aflitos - Fone:222-1831
Diretor do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da Faculdade
de Federal de Pernambuco - End.-Edifício dos Institutos Básicos –
Cidade Universitária- Fone:227-4831 - Recife-PE.-CEP-50.000
51. PAULO JOSÉ DA COSTA MARIZ - Médico Psiquiatra
End.Resid.-Rua Ten.João Cícero,87 Ap.302 - Fone:326-4209
Coordenador de Saúde Mental da Secretaria de Saúde de Pernambuco
Praça Osvaldo Cruz,s/n - Boa Vista- Recife-PE.-CEP-50.000
52. ROSA CÂNDIDA QUEIROZ COSTA - Psicóloga
End. Resid.-Rua Diniz Barrêto,88 -Prado - Fone:227-0551
Psicóloga da Coordenação de Saúde Mental da Secretaria de Saúde
de Pernambuco - End.-Praça Osvaldo Cruz,s/n - Boa Vista
Fone: 221-2430 e 221-2431 - Recife -PE.- CEP.-50.000
53. SOLANGE SINIMBU VIANA DE AREIA LEÃO - Assistente Social
End.Resid.-Av. Vilmarys,2049 -Bairro Jocky -Fone:232-1060
Coordenadora do Programa dos Centros Sociais Urbanos
End.-Praça Mal.Deodoro,732 - Fone:222-7395
Terezina - PI.-CEP-64.000
54. TÂNIA MARIA ANSELMO PAULINO - Pedagogo
End.Resid.- Rua Pe. Lina e Sá,324
Coordenadora Técnica da FEBEM/PE - Rua Barão de São Borja,137
Fone:231-4555 - Recife - PE.- CEP-50.000
55. TÂNIA MARIA GUIMARÃES E SOUZA MONTEIRO -Psicóloga/Advogada
End.Resid.-Rua
Barão
de
Amaragi,911.Fone:341-0048-Jaboatão
Coordenadora do Curso de Psicologia da Universidade Federal de Pernambuco - End.-Edifício dos Institutos Básicos – 9º andar Fone:2274831 - Recife - PE.- CEP -50.000
56. TEREZA CRISTINA CARVALHO CARIBÉ DE ARAÚJO PINHO- Psicóloga
End.Resid.-Av.Euclides da Cunha,139 Ap.801 - Fone:247-2766
Chefe do Setor Infanto-Juvenil do Centro de Saúde Mental"Osvaldo
Camargo" - End.-Rua Itabuna,02 - Rio VermelhoSalvador BA.- Fone:247-0133 - CEP-40.000
57. VERA LUCIA SOARES DA SILVA - Assistente Social
End.Resid.-Rua João Ribeiro,1346 - Fone:429-3920-Bairro Novo-Olinda - PE.- CEP-53.000
Assistente Social - INPS - End.-Av. Conde da Boa Vista,785-Sala 02
Fone:221-2439 - Recife - PE.- CEP - 50.000
58. VERÔNICA COATES - Médica Pediatra
End. Resid. Rua André Dreiffus, 275 - Sumaré - S. Paulo
Fone: 262-0265 - Cep- 01252
Chefe do Serviço de Pediatria e adolescentes do Hospital S. Luiz
Gonzaga - End. Rua Michel Ouchana, 94 - Jaçanã - S. Paulo
Fone: 201-2111 - Cep- 02276
59. Yolanda.Heloísa de Souza - Assistente Social
End. Resid. SQN 106 Bl."A" ap. 402 - Fone: 273-4315
Assistente da DINSAMI /MS - Esplanada dos Ministérios Bl.11 -sala
329 Fone: 225-4057 - Brasília - DF Cep. 70.058
60. ZAINA MARIA GAMA PEREIRA - Psicóloga
End. Resid. Rua Afonso Pena, 332 - Fone: 221-5211
Psocóloga
da
Universidade
Católica
de
Pernambuco
Rua
do
Príncipe,526
Fone: 231-3288 – Recife Pernambuco - CEP 50.000
61. ZULEIDE.CAVALCANTI BARBOSA - Assist. Social e Ed. em Saúde Pública
End.
Resid. Rua Cel. Elísio Sobreira, 157— Fone: 221-0510/221-8061. Cood.
do Serv. Social da SEC de Saúde- Rua D. Pedro II, 1.826
Fones: 221-5410- 221-5411 - João Pessoa - PB Cep. 58.000
.14
8 -
T R A B A L H O
D E
G R U P O
GRUPO I
01. ZAINA MARIA GAMA PEREIRA - Psicóloga
02. FRANCISCA ROCHÈLE BORGES DE CARVALHO - Assistente Social
03. ZULEIDA CAVALCANTI BARBOSA - Assistente Social e Ed.em Saúde Pública
04. NEILTON ARAUJO DE OLIVEIRA - Médico ( Clínico )
05. ANITA S. COLLI - Médica ( Pediatra )
06. MIRIAM GUERRA E SILVA - Advogada
07. TEREZA CRISTINA CARVALHO CARIBÉ DE ARAÚJO PINHO - Psicóloga
08. ORLANDO MOREIRA JORDÃO - Prof. de Educação Física
09. MARIA DA SALETE MEDEIROS DE OLIVEIRA - Técnica em Educação
GRUPO II
01. JOSÉ CARVALHO LIMA - Coordenador de Ensino I do SENAI
02. CARLOS VICENTE SERRANO - Médico Assessor Materno-Infantil OPS/OMS
03. MARIA HELENA CUNHA ZANELLA - Coord. de Proteção ao Trabalho da Mulher
e do Menor - Ministério do Trabalho
04. TÂNIA MARIA GUIMARÃES E SOUZA MONTEIRO - Psicóloga/Advogada
05. SOLANGE SINIMBU VIANA DE ARÊA LEÂO - Assistente Social
06. ELDIONE AMORIM DE MORAIS - Psiquiatra
07. VERÔNICA COATES - Pediatra
08. MARIA DO SOCORRO BELMONT SOBREIRA - Enfermeira
GRUPO III
01. ROSA CÂNDIDA QUEIROZ COSTA - Psicóloga
02. MARIA HERMÍNIA DE LYRA - Professora/Assistente Social
03. MARIA DA PAZ DE OLIVEIRA PONTES - Assistente Social
04. DINARTE PAIVA DOS SANTOS - Tocoginecologista
05. FABIO ANTONIO ADAMO - Psiquiatra
06. AMARILES DE SOUZA BORBA - Pediatra
07. GILDETE MEDEIROS - Enfermeira
08. MARIA ALICE WANDERLEY - Psicóloga
09. CELESTE AIDA MOURA DE SOUZA CHAVES - Psiquiatra
.15
GRUPO IV
01. EMILIA PESSOA PEREZ - Pediatra
02. NEY BARRÊTO JÚNIOR - Pediatra/Tecnico da DINSAMI/MS
03. JOSÉ
LEONÍDIO
PEREIRA
-
Tocoginecologista/Chefe
de
Ambulatório
Adolescente
01. MARIA JOSÉ CAVALCANTI DE ANDRADE - Enfermeira Sanitarista
02. INALDA MARIA DUBEUX A. DE OLIVEIRA - Psicóloga
03. CLAUDIA MARIA BATISTA NASCIMENTO - Socióloga
04. MARILZA CLEMENTE - Tecnica em Assuntos Educacionais/MEC
05. MARIA LUIZA AZEVEDO DE FIGUEIRÊDO LIMA - Assistente Social
06. PAULO JOSÉ DA COSTA MARIZ - Psiquiatra
GRUPO V
01. ANTONIO WASCONCELOS AMARAL - Médico
02. DINAMENE RODRIGUES PARENTE - Psiquiatra
03. GUIOMAR CORREIA DA COSTA - Inspetor de Trabalho
04. JOSÉ LUIS PEREZ RODRIGUES - Médico Coordenador do Programa MaternoInfantil - Sec. Saúde Pernambuco
01. ANA MARIA BARREIRA MONTEIRO - Psicóloga
02. YOLANDA HELOÍSA DE SOUZA - Assistente Social
03. JUAN CARLOS KUSNETZOFF - Psiquiatra
04. MARIA NAIR SOUZA E CRUZ - Enfermeira
05. TÂNIA MARIA ANSELMO PAULINO Pedagoga
GRUPO IV
01. MARIA DO SOCORRO SÁTIRO CAVALCANTI - Enfermeira
02. LÊDA PORTO VALENÇA - Inspetora do Trabalho
03. VERA LÚCIA SOARES DA SILVA - Assistente Social
04. BRENDA PESSOA BRAGA - Estudante de Serviço Social
05. JOÃO LUIS DE CARVALHO PINTO E SILVA - Tocoginecologista
06. ENIO PILLA - Pediatra
07. IVANILDA MIRANDA COSTA - Psicóloga
08. EDUARDO SOLER - Antropólogo/Educador - Assessor OPS/OMS
09. CELÍ DE LOURDES SIMPLÍCIO DOS SANTOS - Assistente Social
de
.16
III - DESENVOLVIMENTO DO PROGRAMA
- ABERTURA -
Na sessão de abertura, a mesa foi presidida pelo Dr. Paulo
da
Silva
Miranda,
Diretor
do
Instituto
de
Filosofia
e
Ciências
Humanas, o qual fez uma alocução ressaltando a grande importância
do
Seminário
e,
em
seguida,
deu
boas
vindas
aos
participantes,
colocando o seu Instituto, no que fosse possível, à disposição dos
mesmos
e
da
Comissão
Coordenadora,
para
o
bom
funcionamento
o
Magnífico
do
Seminário.
Para
formar
a
mesa,
convidou
Reitor
da
Universidade de Pernambuco, Dr. Paulo Maciel, o Dr. Orlando José de
Paiva Onofre, Delegado Federal de Saúde, o qual se fez representar
pela Dra. Maria Nair Sousa e Cruz, o Dr. Cyro coimbra de Resende,
Diretor da Divisão Nacional de Saúde Materno-Infantil, que se fez
representar pela Dra. Maria Ligia Barbosa, a Dra. Elsa Margarita
Moreno, representando a Organização Panamericana de Saúde, e a Dra.
Tânia
Maria
Guimarães
e
Souza
Monteiro,
representando
o
Departamento de Psicologia do Instituto.
Foi dada a palavra à Dra. Elsa Moreno, que discorreu sobre
a
Adolescência
na
América
Latina, dando ênfase à situação desse
grupo no Brasil, fazendo uma correlação entre parâmetros nacionais
e os outros países da América do Sul e os de outros Continentes.
Em seguida, foi dada a palavra ao Magnífico Reitor, o qual
se
congratulou
com
os
promotores,
pela
relevância
do
tema
e
discorrendo brilhantemente sobre a influência das várias correntes
filosóficas e políticas.
- METODOLOGIA DO SEMINÁRIO
Inicialmente, a metodologia foi exposta aos participantes
pela Dra. Tânia Maria Monteiro, a qual esclareceu que as exposições
teriam
um
tempo
máximo
de
15
minutos
por
tema,
sendo
apenas
introdução aos debates nos trabalhos de grupos.
Os 61 participantes, de diversas categorias profissionais,
formaram 6 grupos de trabalho, constituidos cada um por 10 pessoas.
Para que o Seminário alacançasse os objetivos propostos, a
composição dos grupos obedeceu a um critério interinstitucional,
interestadual e multiprofissional.
.17
RELATÓRIO DO GRUPO I
TEMA: - DIAGNÓSTICO DE SITUAÇÃO
COMPOSIÇÃO DO GRUPO:
– 2 Médicos
– 2 Psicólogos
– 2 Assistente Sociais
– 1 Advogado
– 1 Prof. de Educação Física
– 1 Técnico em Educação
A população adolescente que nos propomos discutir é a constituída por
adolescente de baixo nível sócio-econômico.
O ponto alto do nosso trabalho, achamos nós, foi o debate e troca de
experiências pessoais, o que permitiu chegar a uma idéia comum do
adolescente do Nordeste.
Seria muito difícil relatar aqui todo o resultado da discussão em
grupo, no entanto, como pontos de referencia, poderíamos colocar o
seguinte:
1 – ASPECTO DA EDUCAÇÃO - Evidentemente que não só a escola realiza
tarefa de educação, mas no que se refere a ela, a escola,
diríamos que o adolescente está fora da escola ou porque não
entrou, não pôde entrar, ou entrou e saiu, para trabalhar ou
por deficiência física. Essa parcela que está fora da escola
não é a maior parte; portanto é a inadequação da escola o
grande e fundamental fator que falta nesse processo educativo.
Inadequação representada por currículos falhos, despreparo de
professores, falta de material e equipamento.
2 - SAÚDE FÍSICA - O adolescente não está recebendo atendimento ás
suas necessidades básicas (Nutrição, Higiene Física, Prevenção
de agravos, Tratamento, etc.). Há falta de recursos
de
saúde, há falta de programas comprometidos.
3 - TRABALHO - a) Ingresso precoce no trabalho sem maturidade
física e psico-social.
b) Inadequação entre os cursos profissionalizantes
e mercado de trabalho.
c) Inobservância de leis, em termos de trabalho do
menor.
4
5
6
- GRUPO FAMILIAR- A família é instituição primeira e mais
importante, no que diz respeito à vida do adolescente e o
desconhecimento
das
características
do
crescimento
e
desenvolvimento do adolescente leva a um não atendimento das
suas
necessidades
básicas.
Outro
fator
essencialmente
importante é a desestruturação, mais ou menos frequente das
famílias.
- Este é inadequado nas suas condições de
- AMBIENTE FÍSICO
saneamento, estrutura e utilização da habitação, gerando então
agravos
físicos
(enfermidades,
em
especial
infecções
e
parasitoses), e agravos psico-sociais.
- LAZER E DIVERSÃO - Faltam estruturas adequadas quantitativa e
qualitativamente.
NOTA - Constatamos necessidade de podermos contar com mais dados que nos
possibilitassem ter uma visão mais clara e concreta do adolescente do
Nordeste e se esse adolescente é problema, supomos que o problema não é
da adolescência.
.18
RELATÓRIO DO GRUPO II
TEMA: - DIAGNÓSTICO DE SITUAÇÃO
COMPOSIÇÃO DO GRUPO:
–
–
–
–
–
–
3
1
1
1
1
1
Médicos
Enfermeira
Assist. Social
Psicólogo/Advogado
Coordenador de Ensino
Coordenador de Proteção ao Trabalho da Mulher e do Menor
Após a realização dos debates sobre os vários aspectos pelos quais a
Adolescência foi enfocada neste Seminário, durante seu primeiro dia de
trabalho, o consenso do grupo se expressa nas seguintes conclusões:
Inicialmente, devemos salientar que a adolescência não devia ser
tratada como "problema", posição expressada por alguns dos participantes,
na exposição de seus temas.
Assim concluimos, porque a Adolescência é uma fase do ciclo vital
com características próprias e necessidades básicas, de vários aspectos.
As situações que a envolvem, pelo não atendimento dessas necessidades, é
que geram os problemas, os mais diferenciados, conforme as camadas
sociais.
Após estas ponderações, o diagnóstico de situação, elaborado a
partir da premissa de que o adolescente necessita, em síntese, de
ambiente familiar e social adequado àsTocoginecologistasuas necessidades
físico-psico-sociais, próprias e inerentes a esta etapa da vida, revelou
o seguinte quadro:
1 - Nutrição Inadequada
2 - Cuidados
de
Saúde
Física
(Atendimentos
Médicos
globais
preventivos
e
curativos)
e
Psíquica
(relacionamento
interfamiliar de amor, confiança e estimulação, insuficientes.
3 - Não integração da Educação Familiar e Formal.
4 - Necessidade de atuação efetiva das autoridades competentes,
dentro dos limites de suas atribuições, através de ações
individuais coordenadas e integradas.
5 - Necessidade de atividade laboral como fator de integração
social e crescimento individual, através de oportunidades de
trabalho e qualificação profissional.
6 - Necessidade de atividades de lazer, de acordo com as tendências
individuais.
Dando realce ao ambiente familiar, foi opinião unânime do grupo, a
de que na familia a figura principal é a da mãe, como transmissora de
confiança e segurança, fatores indispensáveis ao alcance da autonomia do
jovem.
.19
RELATÓRIO DO GRUPO III
TEMA: - DIAGNÓSTICO DE SITUAÇÃO
COMPOSIÇÃO DO GRUPO:
–
–
–
–
4
2
2
1
Médicos
Psicólogos
Assist. Social
Enfermeira
As discussões gravitaram em torno de dois aspectos básicos: Educação
e baixa Renda. Deu-se ênfase aos problemas relacionados com os
adolescentes de familia de baixa renda, posto que são os de grande
predominância na Região. As conclusões decorreram da discussão da
experiência dos participantes em suas atividades profissionais.
Os participantes deram especial atenção aos seguintes pontos que
consideraram mais decisivos:
1 – DESNUTRIÇÃO - Consequência da baixa renda familiar e deficiência
de educação na área alimentar.
2 - FALTA DE ORIENTAÇÃO ÀS FAMILIAS para utilização plena dos recursos disponíveis na comunidade, uma preocupação no sentido de
fixar a familia e o adolescente na zona rural, evitando a
migração. Considerou-se também o aproveitamento dos recursos
naturais em atendimento às necessidades alimentares.
3 - MIGRAÇÃO do meio rural para os centros urbanos, trazendo como
consequência a desadaptação social do adolescente, levando-o à
vadiagem e, em ultima consequência, à dilinquência.
4 - SISTEMA ESCOLAR - Inadequação do sistema escolar às necessidades
do adolescente, considerou-se que o sistema escolar de todos os
graus não atendem às necessidades e problemas básicos dessa
idade quanto a curriculo, metodologia, horário, sistema de
avaliação, programas extras escolares, normas disciplinares,etc.
Tudo isto contribue para a evasão escolar, o desinterece pelo
estudo, e a conduta anti-social.
5 - EVASÃO ESCOLAR - Contribuindo para a vida de ócio, a
indisciplina e a vadiagem. A evasão escolar vai se refletir num
baixo índice de escolaridade, dificultando posteriormente a
preparação profissional e consequente mercado de trabalho.
6 - FALTA DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL - O grupo considerou a ausência
de um programa sistemático de formação profissional e que
considere o baixo índice de escolaridade da clientela.
7 - DEFICIÊNCIA DO MERCADO DE TRABALHO - Há mais procura do que
oferta, além da recusa das empresas em aceitar menores.
8 - FALTA DE INTEGRAÇÃO DOS PROGRAMAS DE ATENDIMENTO A ADOLESCENTES
Há experiências isoladas, muitas vezes paralelas. Falta um
planejamento global e um sistema de coordenação.
9 - FALTA DE "SERVIÇOS DE ORIENTAÇÃO ÀS FAMILIAS" para enfrentarem a
problemática dos filhos adolescentes. Orientação sob o ponto de
vista psicológico e social, para mães de classe de baixa renda,
pois os que dispõe de recursos econômicos procuram os
consultórios.
O grupo teve dificuldade de iniciar o trabalho,por falta de um
roteiro mais explícito para o debate. Vencidaessa dificuldade inicial, a
discussão esteve animada, cada um participando com um depoimento ou
análise das idéias colocadas.
Outros anglos foram debatidos,como a necessidade de um amplo programa de
educação de base, a influência da sociedade de consumo no comportamento
do adolescente, a estruturação de uma sociedade pelos adultos e para
adultos, sem consideração ao adolescente, o abandono da família, pelo
fato da mãe passar todo o dia fora do lar, a rejeição dos pais aos filhos
que se constituem uma sobrecarga financeira, mas o tempo não permitiu um
aprofundamento destes ânglos.
.20
RELATÓRIO DO GRUPO IV
TEMA: - DIAGNÓSTICO DE SITUAÇÃO
COMPOSIÇÃO DO GRUPO:
−
4 Médicos
−
1 Enfermeira
−
1 Psicólogo
−
1 Assistente Social
−
1 Sociólogo
−
1 Técnico em Assuntos Educacionais
As necessidades básicas do adolescente são praticamente comuns a todas as áreas, porém à medida em que se sai dos problemas básicos,
observa-se que existem diversificações, todas elas ligadas ao nível
sócio-econômico, condições de habitação, lazer, etc... Baseado nisto e na
grande parcela dos adolescente de baixo nível de renda, o grupo acredita
que a problemática do adolescente existe em maior complexidade naqueles
adolescentes deste segmento populacional. Trata-se, portanto, de um
problema complexo e que para um diagnóstico Regional implicaria mais
tempo, maiores reflexões e mais informações que praticamente inexistem em
nível mais global.
Mesmo assim, com base em informações da experiência individual de
cada um dos elementos do grupo,acha-se que nas diversas áreas de
atividades profissionais podem se identificar as seguintes situações:
SAÚDE Em assistência médica - deficiente
- O orgão formador Médico tem deficiência na formação deste
profissional para atender o adolescente;
Em relação ao adolescente propriamente dito:
- Apresenta hipodesenvolvimento físico e intelectual motivado
principalmente pelo passado nutricional e educacional;
- Apresenta morbi-mortalidade alta (Considerada para o grupo)
1º - Acidentes em geral
2º - Doenças evitáveis (infecções: intestinais e respiratórias)
SOCIO-ECONÔMICA A necessidade da inclusão dos jóvens na força do trabalho, tem pêso
significativo na renda familiar. Fato este observado tanto nas
grandes cidades quanto na zona rural onde assume proporções mais
elevadas; Em função disto
− absenteismo escolar
− baixo nível de escolaridade
− altas taxas de evasão e repetência
A estrutura familiar é importante no desenvolvimento do adolescente.
À medida em que os pais têm que se ausentar do lar para participar
ativamente no trabalho, começa a haver um hiato no núcleo familiar,
repercutindo diretamente na formação do adolescente, situação esta
que cria relevantes desajustes no que se refere a:
− rendimento escolar
− carência afetiva
− ausência de "lazer intramural"
As
comunidades,
em
geral,
ressentem-se
da
necessidade
de
formas
de
lazer
organizadas,
implicando:
- em equipamentos sociais
– em áreas de lazer
- em programações educativas
O progresso da ciência e tecnologia vem acarretando no comportamento
humano mudanças de valores, traduzidas em: inquietudes, conflitos,
sentimento
de
vasio,
maiores
interesses
pelos
aspectos
transcendentais; uso abusivo de drogas... que se refletem com grande
intensidade sobre os adolescentes.
______________
.21
EDUCAÇÃO Deficiência na formação dos recursos humanos
- processo formador inadequado à realidade do Nordeste em termos
quantitativos e qualitativos.
A oportunidade de frequentar as escolas é restrita. Embora existam,
cursos profissionalizantes, não há absorção dos elementos formados por
duas razões:
− falta de mercado de trabalho
− qualificação profissional inadequada
Observa-se também que por razões históricas e culturais não existe
conscientização do adolescente e da familia e comunidade, para a
importância deste setor no desenvolvimento global.
.22
RELATÓRIO DO GRUPO V
TEMA: - DIAGNÓSTICO DE SITUAÇÃO
COMPOSIÇÃO DO GRUPO:
– 4 Médicos
– 1 Enfermeira
– 1 Psicólogo
– 1 Pedagogo
– 1 Assistente Social
– 1 Inspetor de Trabalho
1.
A primeira tentativa do grupo foi caracterizar o período
da "adolescência", uma vez que fatores de ordem biológica têm
precipitado seu início de fatores de ordem social retardam sua
finalização.
Em termos mais amplos, a adolescência foi condiderada como
iniciável aos 10 anos e finalizada em torno dos 21 anos. Em
termos mais restritos, os limites variariam entre 12-13 anos e
18 anos.
2. Os níveis econômicos são os fatores que mais caracterizam as
d i f e r e n t e s problemáticas da adolescência. Na região nordeste,
porém, como aspecto específico, pode-se caracterizar com mais
evidência - na classe de recursos econômicos médicos, maior
submissão do adolescente à família e ao autocratismo paterno.
3. Foi
considerado
pelo
grupo
que
os
problemas
da
fase
adolescencial - são muito diversificados, mas foram apontados
como mais importantes as seguintes variantes:
A - Nível econômico-social
B - Regionalização urbana e rural
C – Enfoques:
educacional,
laborativo,
comportamental,
familiar, de assistência médica, etc.
4.Foi
também
reconhecido,
que
as
principais
dificuldades
enfrentadas pela adolescência não são aquisições desta época,
mas representam problemas não corretamente resolvidos nas fases
anteriores de seu desenvolvimento.
5.Em todos os níveis econômicos e quer na região urbana ou rural,
verificamos problemas nos diversos enfoques propostos.
Assim, no enfoque educacional, verificou-se que na classe
pobre há dificil acesso à educação, principalmente nas regiões
rurais.
Nas classes média e rica o padrão de ensino é decadente e
não adequada às aptidões do adolescente e ao mercado de
trabalho existente.
No enfoque laborativo verificamos que na classe pobre o
trabalho
é
inadequado
e
muitas
vezes
adoecedor
ou
então
acontece vadiagem.
Nas demais classes sociais predomina a ociosidade, com
idéias
preconceituosas
quanto
a
numerosas
atividades
profissionais que poderiam ser exercidas pelo jovem.
No plano comportamental parece que o adolescente atual
reage
com
maior
submissão
às
atividades
induzidas
pela
comunicação
de
massa.
Uniformizam-se
os
trajes
(calça
"Lee"...),
os
divertimentos(discotecas...),
a
linguagem
("gíria"...),etc.
No enfoque familiar verifica-se que níveis pobres da vida
afigura do pai pobre não existir ou ser periódica e variante
(mães com vários filhos, um de cada pai), também neste ítem se
incluem
os
adolescentes
"institucionalizados",
isto
é,
atendidos através de programas especiais de recuperação por
problemas de comportamento, ou de proteção social em face de
ausência dos pais.
No aspecto do atendimento médico, não há serviços próprios.
O adolescente encontra-se espremido entre a Pediatria e a
Clínica Médica, entre a Psiquiatria Infantil e a Psiquiatria de
Adultos. Suas características psicofisiológicas, sua maneira de
adoecer são mal conhecidas por todos os especoalistas.
.23
RELATÓRIO DO GRUPO VI
TEMA: - DIAGNÓSTICO DE SITUAÇÃO
COMPOSIÇÃO DO GRUPO:
− 2 Médicos
− 3 Assistente Sociais
− 1 Enfermeira
− 1 Psicólogo
− 1 Antropólogo/Educador
− 1 Inspetor de trabalho
O grupo não teve tempo suficiente para discutir o assunto e chegar a
conclusões bem definidas. Tratando-se de tema tão discutível abordado em
áreas de diferente atuação, apresentamos as idéias gerais.
CONCLUSÕES
Se reconhece que o adolescente como importante grupo etário do ciclo
de vida humana sempre existiu. A sua problemática ultimamente ganha
grande expressão como fruto de uma série de modificações havidas no
mundo:
– Explosão demográfica.
– Urbanização
– Industrialização
– Meios de comunicação de massa
– Deficiência do sistema educacional
– Mercado de trabalho
NUMERO DE ADOLESCENTE NO NORDESTE
1980 - 9.000.000
1990 - 11.000.000
Brasil - 10 a 19 anos = 25%
1980 - 30.000.000
(dados do IBGE)
1990 - 40.000.000
Esta problemática tem conotações físicas, psiquicas e sociais. Ela
sofreu uma fragmentação que a exacerbou. Enquanto os problemas
físicos foram minimizados, (melhoria nas condições de crescimento e
desenvolvimento, expressos numa antecipação de maturação física) as
areas psiquicas e sociais não foram adequadamente atendidas.
No Brasil, o adolescente expressa caracteristicas regionais próprias,
sendo que no Nordeste algumas delas poderiam ser identificadas:
− No físico - a baixa estatura, deficiências nutricionais;
− No psiquico - embotamento intelectual
− No
social
desagregação
familiar,
desempenho
profissional
desempregados,
sub-empregados,
inadequadas
possibilidades de formação profissional, limitada
acessibilidade a rede escolar.
Toda esta constelação de fatores relativos ao adolescente nordestino
favorece e incrementa os problemas psiquicos e sociais, refletindo-se
numa conduta anti-social e gerando um circulo vicioso, sentido por ele
mesmo e pelas gerações seguintes.
.24
RELATÓRIO DO GRUPO I
TEMA: - LINHAS DE AÇÃO E COORDENAÇÃO OPERATIVA
COMPOSIÇÃO DO GRUPO:
−2
−2
−2
−1
−1
−1
Psicologos
Médicos
Assistentes Sociais
Advogado
Professor de Educação Física
Técnico em Educação
DIAGNOSTICO INTEGRADO
Diagnosticar a situação do adolescente em cada sub-região
do Nordeste a partir de formação de equipes multidisciplinares.
II - PLANEJAMENTO
RECURSOS
INTEGRADO
(ENTIDADE
GOVERNAMENTAIS-CANALIZAR
− integração vertical e horizontal
entidades superiores - liberam recursos
- apontam barreiras
III-
EXECUÇÃO INTEGRADA
− treinamento de pessoal
− aproveitamento
dos
recursos
humanos
existentes
− criação de programas comunitários visando:
I - DESENVOLVER UM TRABALHO
NÍVEL
DE
PREVENÇÃO
PRIMÁRIA
visando
diminuir
manifestados na adolescência
ORIENTAÇÃO
ASSISTÊNCIA
−
−
−
−
e
materiais
os
problemas
Gestantes
Lactentes - Saúde
Crianças - Educação
Família
Obs: Saúde (Ministério)
Juridico
II
-
DESENVOLVER
PROGRAMAS
DE
PREVENÇÃO
SECUNDÁRIA
EDUCAÇÃO: Atendimento aos escolares fora
de faixa.
Implantação
de
currículo
mais
adequados.
Implantação
de
um
calendário
especial para zona rural.
.25
RELATÓRIO DO GRUPO II
TEMA: - LINHAS DE AÇÃO E COORDENAÇÃO OPERATIVA
COMPOSIÇÃO DO GRUPO:
−
−
−
−
−
–
3
1
1
1
1
1
Médicos
Enfermeira
Assistente Social
Sociologo/Advogado
Coordenador de ensino
Coordenador de Proteção
menor
ao
Trabalho
da
Mulher e do
Para a solução dos problemas descritos no diagnóstico da
situação atual, relacionada com o adolescente nordestino, o grupo
considerou que existe necessidade premente de introduzir ações,
nos vários setores de bem-estar social, especialmente os de
SAÚDE, EDUCAÇÃO, TRABALHO, e PROMOÇÃO FAMILIAR E COMUNITÁRIA (bem
estar social).
A atuação de cada um destes setores requer um enfoque –
multi-disciplinar, e mesmo, coordenação intersetorial para uma
maior eficiência dos serviços prestados.
No relacionado ao setor Saúde, propriamente dito, o Grupo
concordou que deve ser evitada a criação de programas separados e
de Instituições específicas para assistência ao adolescente. No
entanto, achou ser urgente a programação e introdução nos atuais
programas de saúde, de atividades especiais que, com um enfoque
de saúde familiar, atendam as necessidades de saúde integral do
adolescente nordestino.
Assistência à saúde do adolescente deve ser norteada pelos
seguintes critérios:
1. Ênfase em aspectos de promoção e de prevenção, o que
implica
na
necessidade
de
capacitar
os
níveis
primários
e
secundário dos serviços da rede estadual para assistência de
crescente número de adolescente, bem como a necessidade de
capacitar
níveis
de
maior
complexidade
para
atender
os
adolescentes que apresentam problemas sérios;
2. Enfoque intersetorial na prevenção e solução dos
problemas de saúde física-psíquica e social do adolescente;
3. Continuidade nas ações ítima relação com assistência à
saúde da criança e das etapas posteriores;
4. Enfoque de saúde familiar na prevenção e solução' da
problemática frequente da adolescência;
5. Planejamento das ações baseado em um diagnóstico' dos
problemas
locais
e
regionais
do
adolescente
e,
também,
na
disponibilidade de recursos.
O grupo recomenda a criação de Comissões Estaduais,
intersetoriais encarregadas de:
1º - Planejar as atividades necessárias para proporcionar
uma assistência integral ao adolescente de cada Estado;
2º - Estudo de recursos existentes e adicionais
necessários para o cumprimento das atividades programadas;
3º - Formulação de plano de trabalho que inclua:
a) Cobertura populacional crescente;
b) Instituições participantes;
c) Preparo de recursos humanos;
d) Captação de recursos necessários
O grupo considerou, quanto aos aspectos psicológicos um
trabalho em duas fases:
1 - NA PREVENÇÃO
− Atendimento a família em Centros e Postos de Saúde;
− Grupos de trabalho sobre a problemática do adolescente;
− Palestras, cursos, etc...
− Intervenção junto a Escolas:
.26
–
–
–
–
–
–
–
–
Grupo de pais e Mestres
Grupos de jovens - discussões sobre a adolescência;
Atuação em clubes, Centros Sociais e Comunitários:
Grupo de Pais;
Grupo de jovens
Palestras, Cursos, etc...
Atuação junto a Prefeitura de Interior, Postos de
Saúde, Escolas, quanto à objetivação da conceituação
do que é a adolescência e como trabalhar com ela.
2 - NO TRATAMENTO
Atendimento a família nos
Centros
e
Postos
de
Saúde:
– Grupo de Pais
– Grupo de Jovens
– Atuação na Escola junto ao SOE;
– Grupo de Pais e Mestres
–
Em cidades do interior – atuação junto aos Postos
de
Saúde
e
Escolas
para
que
se
efetivem
no
tratamento psicológico do adolescente – sempre com
atendimento em grupo, pela necessidade jovem em
reunir-se e afirmar-se perante o Grupo Social.
Os programas de saúde podem ser muito beneficiados 1
pela experiência adquirida por estudo operacionais orientados à
procura de tecnologia para solucionar problemas locais e regionais
que afetam seriamente o adolescente.
A participação de Instituições Educacionais será
extremamente útil.
O preparo de recursos humanos para a saúde deve
incorporar,
nos
currículos,
aspectos
relacionados
com
o
adolescente,
de
modo
que
o
futuro
profissional
entenda
as
características, problemas em potencial do adolescente.
Relativamente ao Trabalho, o Grupo verifica que a
adolescente necessita, nesta fase de sua vida, ter atendidas as
necessidades bio-psico-sociais inerentes à adolescência, e que,
para tornar-se um adulto integral, deve também preparar-se e
decidir-se por uma vocação.
Neste aspecto, o Trabalho aparece como atividade que
levaria o jovem a desenvolver seus talentos e aptidões, desde que
realizada
sob
condições
adequadas
que
lhe
possibilitem
o
crescimento pleno.
Assim,
enfocada
a
atividade
laborativa
como
necessária, e tendo presente a problemática existente do trabalho
do menor, apresentada pelos diversos grupos que diagnosticaram a
situação atual, nossas proposições são as seguintes:
1. Estimulação ao exercício de atividades laboral,
aos adolescentes de classe média e alta, ainda pouco participantes
do mercado de trabalho, por razões preconceituosas, através de
informações gerais (noções) sobre os seus aspectos, coordenados e
integrados pelos vários órgãos envolvidos;
2. Atualização da legislação de proteção ao Trabalho
do Menor, principalmente em seus aspectos de formação profissional
e consequente expansão dos serviços dos órgãos encarregados da
formação profissional;
3. Ordenação do mercado de trabalho, de forma a
proporcionar
ao
adolescente,
de
todas
as
classes
sociais,
oportunidades de trabalho, adequadas às suas condições, evitando
ociosidade, desemprego ou subemprego.
4. Efetiva fiscalização do cumprimento da legislação
protetora do trabalho do adolescente;
EDUCAÇÃO
Sob os aspectos educacionais, sugerimos:
.27
1. Adequação
da
educação
à
realidade,
atendida,
através inicialmente de pesquisas de sua situação sócio-econômica
- Ressalta-se que estas pesquisas devem ser feitas pelos órgãos
ligados a esta área tanto a nível regional e estadual, como
também
a
nível
do
local onde a atividade é desenvolvida,
objetivando-se adequar necessidades e serviços. Para isso tornase necessário sensibilizar e treinar recursos humanos da área
para a adequação do conteúdo do ensino à realidade;
2. Preocupação
com
formação
especial,
mesmo
nas
Escolas carentes de recursos, adequando-se a urilização destes
recursos às necessidades mais urgentes da clientela;
3. Indiscriminação de fator sexual nos cursos de
profissionalização, objetivando facilitar o ingresso da mulher no
mercado de trabalho;
4. Ênfase na educação comunitária. Considera-se que a
E s c o l a é instrumento apropriado para a difusão de conhecimentos,
hábitos e valores na comunidade;
5. Reformulação do ensino religioso não como algo
obrigatório e de imposições, mas através de metodologia que o
enfoque como aspecto da vida humana e de exercício de liberdade;
se há motivações apropriadas, respeitada a liberdade de cada um,
a
religião
pode
tornar-se
um
instrumento
de
identificação
pessoal;
6. Ressalta-se
a
importância
da
existência
de
serviços de atendimento individualizado, nas escolas, como meio
de prestar assistência ao aluno em sua situação bio-psico-social.
Enfatizar-se aqui a atuação de equipes interprofissionais.
7. Capacitar
o
professor
ao
conhecimento
do
adolescente, aos seus valores, potencialidade e problemas.
LAZER:
1. Ênfase na utilização das atividades de lazer como
instrumento de educação para a vida grupal e comunitária; assim
sendo, o lazer pode tornar-se resposta positiva à necessidade do
adolescente de convivência em grupo com os quais se identifica;
2. Preparação de técnicos encarregados em atividades
de lazer para utilizarem-se dos instrumentos de que dispõem
voltados à educação integral;
3. Ênfase na educação física não só indispensável ao
acréscimo físico adequado, mas como instrumento de socialização.
.28
RELATÓRIO DO GRUPO III
TEMA: LINHAS DE AÇÃO E COORDENAÇÃO OPERATIVA
COMPOSIÇÃO DO GRUPO:
–
–
–
–
4
2
2
1
Médicos
Psicólogos
Assistentes Sociais
Enfermeira
O grupo em seus debates limitou-se a sugestões relativas aos
itens abordados no relatório sobre o diagnóstico.
Quanto a desnutrição, ficou proposto paralelamente à ajuda –
supletiva alimentar, desenvolvimento, de programa educativo para que
essa população carente conquiste condições de poder utilizar
plenamente seus recursos próprios, considerando-se que não o utiliza
dada a desinformação.
– Programa visando a educação de base, sobretudo os
aspectos sanitários e alimentares, (por exemplo incentivando culturas
de vegetais e legumes e criação de aves como fonte proteica de fácil
conquista).
– No tocante a zona rural ajuda econômica, assessoramento
técnico permanente ao pequeno e médio agricultor, dentro das
diretrizes do PRONAN, e Emater.
– Quanto à problemática da migração, afora atingí-la
indiretamente com proposição do ítem anterior considerou-se no
sentido prático a necessidade de maior vigilância de menores em seus
deslocamentos isolados que buscam os grandes centros para empregarem
e terminam abandonados, em atividades deliquenciais e prostituição.
– Trabalho de elucidação (informação e mesmo formação) aos
profissionais que trabalham em instituições para menores, no sentido
de expor as características e necessidades da adolescência em nível
social e do adolescente em nível individual.
– Criação de cursos profissionalizantes em curso de nível
secundário em entidades assistenciais particulares e governamentais,
através de programas elaborados a partir das carências e necessidades
detectadas nas comunidades; incluindo orientação nacional para
escolha de profissões adequadas as suas necessidades e interesses.
– Maior flexibilidade e autonomia nas unidades escolares no
sentido de se adequarem às necessidades do aluno adolescente.
– Atenção
especial
à
formação
dos
profissionais
multidisciplinares que no exercício de sua função tenham contacto com
adolescentes.
– Integração das entidades assistenciais, em todos os
níveis, assim como de seus programas, para que se evite iniciativas
isoladas paralelas e profíguas.
– Para operacionalização dos programas, observa-se a
necessidade
do
aproveitamento
das
lideranças
emergentes
das
comunidades, sob supervisão
– Trabalho desenvolvido por equipe interdisciplinares
– Os programas assistenciais de atendimento ao adolescente
devem voltar-se fundamentalmente para ações preventivas, evitando na
medida do possível o aparecimento de desajustes. Isto poderá ser
feito levando em consideração o trabalho com os pais, orientando-os
acerca da importância do ambiente familiar sadio para o futuro
ajustamento do adolescente, ações junto às gestantes informadas sobre
a importância das relações afetivas mãe – filho – para a formação da
personalidade do jovem e outras orientações necessárias expressas
pelos – próprios grupos com os quais se venha a trabalhar.
.29
RELATÓRIO DO GRUPO IV
TEMA: - LINHAS DE AÇÃO E COORDENAÇÃO OPERATIVA
COMPOSIÇÃO DO GRUPO:
–
–
–
–
–
–
4
1
1
1
1
1
Médicos
Enfermeira
Psicologo
Assistente Social
Sociólogo
Técnico em Assuntos Educacionais
Antes de entrar nas definições das linhas de ação, o grupo achou que
deveria fazer uma fundamentação teórica.
O fundamento do trabalho social presente no processo de –
promoção é exatamente romper com o paternalismo e assistencialismo
vigente.
Convêm ressaltar que a concepção paternalista dominante –
expressa que a especificação do problema a ser relacionado deve –
partir do "agente" (técnico), exatamente por considerá-lo mais –
capacitado para fazê-lo. Deste modo, considerada a opinião deste, como
mais capaz, o agente atua determinando quais as atividades a serem
postas em prática.
De certo modo, impõe-se à população considerada carente, os
recursos de sua atuação de modo absolutizado a partir de critérios
precisamente considerados.
Existem diferenças de percepção entre um agente e o outro,
este o "objeto de estudo", exatamente por estarem montadas a partir de
critérios distintos.
Assim, se um dos critérios da fundamentação da promoção –
humana é o de que a escolha dos objetivos da ação seja feita também
por aqueles que estão na situação, isto é, população em causa, muitos
dos problemas considerados exclusivamente pelos agentes, – poderão ser
destacados de forma distorcida da realidade.
Desta maneira, observa-se muitas vezes, como única saída,
declarar que prover é levar uma dada população a manifestar-se de modo
idêntico ao seu, tentando convencê-lo do que considera justo e
adequado.
Contrariamente, o trabalho social só se definirá de todo, se
levar a população e/ou objeto de trabalho, a tomar decisões, a ser
autonôma a seu nível e face a suarealidade.
Habitualmente
observa-se
o
agente
promover
reuniões,
comissões podem ser criadas, a população participar, mas, na verdade a
ocorrência diz respeito a uma população que se mobiliza aguardando o
que estará por vir. Quando se diz que é preciso "motivar" uma
população, o uso de tal palavra já expressa uma ação de fora – para
dentro. O O "motivar" é algo intrínseco da pessoa, donde "motivar" é
toda a resultante de situações que criam condições para o envolvimento
de pessoas.
Neste sentido, caso sejam criados conselhos, comissões e –
círculos, estes por si só, não são suficientes, embora já seja algo a
possibilitar um andamento das situações criadas. O fundamental para a
ocorrência da promoção é que se saiba o que fazer com tal criação. O
ideal seria a criação de situações em que seu surgimento fosse objeto
de decisões.
Como se sabe, a adolescência é um processo de crescimento
bio-psico-social que faz da menina milher e do menino homem.
É
uma
fase
de
características
mentais
próprias
e
particulares, daí a necessidade que os adolescentes têm de uma
educação aprimorada e adequada para que saibam sair inteligentemente
das dificuldades que se deparam.
O jovem que luta para tornar realidade suas potencialidades
corre o risco de enfrentar desapontamentos e frustações. Quanto – mais
empreendedor ele for, mais provável será que seja obrigado a escolhas,
relativas a problemas atuais e futuros, que envolvam conflitos entre
motivos opostos existentes dentro do seu próprio eu.
.30
Esses problemas fazem parte da vida e ninguém pode evitálos, por se tratar de um período de extensa reorganização da
personalidade humana, se refletindo em mudanças maturacionais.
Existem entretanto, alguns problemas que sobrecarregam os
adolescentes. Tais problemas prevalecem, quando um jovem não está
simplesmente envolvido com suas preocupações presentes, ou lutando
contra as incertezas do futuro, mas também, ou principalmente quando
não encontra apoio e condições propícias, para que se sinta ajustado
e feliz em seu meio sócio-econômico-cultural.
Conforme nossa proposição inicial, sugere-se a inclusão dos
adolescentes nas discussões e diretrizes de programas de políticas
para a região, bem como a realização de encontros jovens, quando
seriam debatidos seus problemas e ansiedades, a maneira de solucionálos, assistidos por uma equipe técnica competente e devidamente
capacitada. Consubstanciado no diagnóstico realizado – procurou-se
estabelecer algumas linhas de ação de maior impacto – no Nordeste.
Sabe-se que, na realidade Nordestina, a condição de baixo
nível de renda de grande parte da população, situa-se como ponto
central da problemática; que a renda familiar assume proporções
devidas, ao nível de subsistência.
Neste sentido a participação dos jovens é computada como
imprescindível. A partir daí o sistema educacional e de qualificação
profissional orientados para as peculiaridades e realidades regionais
merecem uma maior atenção no sentido que atinjam seus reais objetos,
como: Sistema Educacional e Profissionalizante.
1º
Incentivar
a
pesquisa
educacional
objetivando
a
identificação de problemas característicos das diferentes
camadas
sociais,
considerando
as
peculiaridades
e
potencialidades do meio na definição de linha de ação.
–
Definição de mecanismos ou formas de ação que garantam:
permanência, rendimento, escolar.
2º
–
Adequar
currículos
e
programas
às
peculiaridades
e
potencialidades do meio, versando sobretudo, a capacitação –
profissional do adolescente e consequente absorção pelo
mercado de trabalho.
3º
Desenvolver atividades educativas, sistemáticas, contínuas
que garantam maior integração na relação escola/aluno,
escola/família, escola/comunidade com vistas a maior
adequação do processo educacional à realidade sócioeconômico.
4º
Definir programas de preparação de recursos humanos
coerentes com os objetivos a que se propõe o sistema
educacional específico, tanto em termos quantitativos quanto
qualitativos.
5º
Sensibilizar o mercado de trabalho com vistas à criação de
empregos que absorvam a mão-de-obra adolescente, e a
facilitação de estágios e visitas como complementação à
formação profissionalizante.
6º
Solicitar da Universidade maior integração com o sistema
educacional, com as agências de saúde e demais serviços
voltados para a área social, no cumprimento de suas funções
de pesquisa e extensão universitária
1
-
1.1 -
2.
-
Sistema de Saúde
Considerando o órgão formador – Universidade: Faculdade
de medicina, nutrição, enfermagem, educação física etc.
Inclusão de conteúdo programático especificamente –
relacionados à saúde do adolescente nos currículos dos
cursos já existentes.
Considerando a assistência tanto em Instituições
formais quanto informais – escolas - minipostos ambulatórios - hospitais - postos de saúde.
.31
2.1
–
Adequação
dos
meios
de
assistencia
formais
e
informais, já existentes, visando:
1º
–
Aperfeiçoamento
da
equipe
de
saúde,
através
de
cursos seminários, estudo de grupo etc...,
2º
–
sensibilização
e
concientização
dos
diferentes
profissionais
da
necessidade
do
atendimento
do
adolescente.
3º
–
introdução
ou
melhoria
do
atendimento
do
adolescente (equipe de saúde como um todo)
2.2 Componentes da assistência
–
Promoção, Proteção e recuperação da Saúde
Promoção de saúde visando;
–
Prevenção de acidentes e de viciados em tóxico
–
Nutrição
–
Prevenção de doenças venéreas
–
Prevenção de gravidez
–
Vacinação
–
Atividades desportivas
Proteção:
Identificação e tratamento precoces de patologias
identificadas.
Recuperação:
2º
Reintegração dos recursos na comunidade
3º
Acompanhamento da gestante adolescente visando a
sua
reintegração,
bem
como
a
do
seu
filho
na
sociedade.
1
Recuperação
das
sequelas
das
patologias
encontradas
–
Recuperação e Lazer
As
características
bio-psico-sociais
do
adolescente
do
nordeste
exigiam
a
organização
de
formas
adequadas de lazer, com significado educativo, favorecendo uma
integração
grupal
e
comunitária
desenvolvimento
intelectual,
emocional etc, com vistas à obtenção e garantia da saúde física
e mental.
A o l i s t a r a s a ç õ e s m e n c i o n a d a s , o grupo teve como
preocupação, apenas registrar as linhas proritárias de atuação,
sem a pretenção de esgotar o tema.
Mecanismo de Coordenação
A
tônica
da
reflexão
do
grupo
foi
a
promoção
social. Isto implica num tratamento global, envolvendo diversos
setores que guardam relação com a problemática do adolescente,
integrando e racionalizando os esforços.
Isto implicaria necessariamente:
1
na definição de uma política de atendimento ao
adolescente,
respeitando
as
necessidades
regionais,
peculiaridades etc.
2
na
elaboração
de
uma
programação
articulada
e
integrada, de órgãos e entidades que atuam em áreas afins.
.32
RELATÓRIO DO GRUPO VI
TEMA: – LINHAS DE AÇÃO E COORDENAÇÃO OPERATIVA
COMPOSIÇÃO DO GRUPO:
– 2 Médicos
– 1 Enfermeira
– 1 Psicólogo
– 3 Assistente Social
– 1 Inspetor de Trabalho
– 1 Antropólogo/Educador
O grupo VI, consciente da ainda insuficiente
informação sobre o Adolescente, e considerando apenas o
desenvolvido ontem, enfatizou os seguintes tópicos:
e dispersa
diagnóstico
A – GERAIS
. NECESSIDADE DE DEFINIR UMA POLÍTICA NACIONAL DO ADOLESCENTE
1.Que seja exequível, correspondendo aos anseios da comunidade
fundamentada em suas peculiaridades regionais (Ex. Nordeste);
2.Que
seja
Hierarquizada,
Dinamizada,
Realista
e
principalmente
sensível às prioridades;
3.Que seja receptível à
todas experiências comunitárias prévias
valorizando-as e colhendo delas as necessárias lições;
4.Que
seja
multidisciplinar,
intersetorial,
coordenada
e
fundamentalmente participativa.
B – ESPECÍFICAS
1.Ser um programa com os pés no chão: simples, não sofisticado,
apresentando proposições ascendentes e autóctones;
2.Preocupar-se com a reorientação do sistema de Formação de Recursos
Humanos para que se ajuste e molde à realidade donde emana;
3.Motivar
o
Adolescente
como
unidade
operacional:
por
suas
características
axiológicas,
tem
uma
grande
potencialidade
criativa, participativa e anseios integracionais que devem ser
devidamente canalizados;
4.Comprometer-se com as diretrizes operacionais institucionais: de um
lado
comforça
participativa
da
comunidade
e
do
outro,
e
principalmente, com a do Adolescente, em toda a história natural do
processo;
5.Valorizar adequadamente as técnicas de atenção primária em toda a
idade evolutiva:
5.1 – período neo-natal - lactentes - infantil e pré-escolar;
5.2 - adolescente - Programa L.B.A. (diretrizes operacionais)
6.Finalmente, valorizar os anseios da comunidade fundamentalmente
como
um
mecanismo
de
retroalimentação
indispensável
para
a
eficiência do Programa.
Para concluir, o grupo
Nacional e Nordestina, sugere:
VI,
côncio
– que a preocupação atualmente demonstrada
seja materializada em mudanças que:
das
com
o
nossas
nosso
realidades
Adolescente
1. repercutam no desenvolvimento integral da comunidade;
2. não seja apenas adaptações comprometidas com o atual estado de coisas.
33
V - CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES
Os
informações
com
base
Grupos
de
disponíveis,
neste,
Estudo,
após
elaboraram
sugestões
para
as
um
análise
dos
Diagnóstico
Linhas
de
dados
e
tentativo
Ação
e
e,
Coordenação
Operativa.
Foram
maior
aprofundamento
estabelecimento
dados
destacadas
e
limitação
de
do
de
tempo
de
sobre
para
dificuldades
Diagnóstico,
Linhas
informações
as
Ação,
o
a
primeiro
devido,
Adolescente
análise
para
dos
obtenção
passo
tanto
à
para
o
falta
Nordestino,
dados
de
de
como
disponíveis
e
à
das
experiências indivividuais e grupais dos participantes.
1. DIAGNÓSTICO TENTATIVO
L.1
ASPECTOS GERAIS
Os
seguintes
pontos
foram
identificados
como
relevantes para uma visão global da situação do adolescente, no
momento histórico que o Nordeste atravessa:
1.1.1
desequilíbrio
do
processo
de
desenvolvimento
econômico-social;
1.1.2
alteração
no
consequente
sistema
mudança
comportamentos,
de
no
valores
quadro
agravada,
em
da
de
parte,
população
e
expectativas
e
pela
influência
dos meios de comunicação;
1.1.3
intensificação da problemática de Saúde, condicionada
pela
desnutrição
e
demais
fatores
ambientais,
em
face, inclusive, do aumento quantitativo da população
adolescente.
1.1.4
precária conscientização da população, como um todo,
e
das
classes
dirigentes,
em
particular,
quando
à
problemática e ao valor da fase da adolescência, para
sua socialização;
1.1.5
deficiência
quantitativa
específicos
de
saúde
e
e
qualitativa
educação
para
de
recursos
atendimento
ao
grupo;
1.1.6
deficiente aproveitamento dos recursos existentes dos
vários
setores,
coerência
entre
como também
devido,
em
necessidades
parte,
básicas
e
à
falta
de
programações,
34
à
falta
de
integração
e
coordenação
no
planejamento,
implantação e implementação de programas e serviços.
1.2 CARACTERIZAÇÃO DO GRUPO
Os
vários
Grupos
de
Estudo
ressaltaram
a
variedade
de conceitos quando aos limites etários da adolescência.
Foi
19
anos.
O
em
face
da
processo
adotada
no
alargamento
dessa
antecipação
de
presente
faixa
que
maturação
documento
se
foi
vem
fisiológica
a
faixa
considerado
verificando
antes
10
a
necessário
do
dos
de
início
10
anos
e
do
o
retardamento da maturação psicossocial por volta dos 21 anos.
Foi
considerada
vital,
enfatizado
como
problema,
caracterizada
físicas
e
que
mas
pela
nem
adolescência
sim,
como
aceleração
psíquicas,
comportamento,
a
que
sempre
fase
do
não
normal
rítmo
condicionam
compreendidas
deve
do
de
ser
ciclo
mudanças
alterações
pela
de
família,
pela
escola e pela comunidade em geral.
A
variedade
falta
de
pseudo
aceitação
desenvolvimento,
latentes,
da
adolescência,
com
a
sua
manifestações, deve ser vista como reação normal à
de
básicas,
patologia
das
como
também
decorrentes
não
só
características
do
naquele
a
não
dessa
carências
atendimento
momento,
como,
fase
e
de
frustrações
de
necessidades
sobretudo,
nas
fases
anteriores da infância.
Tais
adolescência,
frustrações
quando
se
e
ressentimentos
intensifica
a
eclodem
consciência
na
da
individualidade e sua consequente necessidade de afirmação.
Esta
situação
é
agravada
pelas
contradições
de
expectativas quanto ao adolescente, apresentadas pela família e
pela sosociedade, decorrentes de seus sistemas de valores.
Foram
diferenças
da
salientadas
resultantes
localização
urbana
prioridade
devida
favorecidas,
entre
de
social,
proteção
dos
níveis
ou
aos
os
como
quais
significativas
Foi
adolescentes
geralmente
as
sócio-econômicos, como também
rural.
os
tanto
ressaltada,
das
adolescentes
em
regime
ainda,
classes
objeto
de
de
a
menos
medidas
internato.
Sob
esses enfoques foram debatidos os vários tópicos.
A adolescência caracteriza-se ainda, pela oportunidade
que
oferece
de
intervenção
familiar
e
social,
na
orientação
35
e
solução
assim,
de
o
problemática
ingresso
emergente nesta fase, possibilitando,
harmonioso
e
enriquecedor
do
adolescente
no
mundo dos adultos.
1.3
FAMÍLIA
A importância da família na vida do adolescente foi
unanimemente reconhecida pelos Grupos de Estudos, identificandose,
no
entanto,
desempenho
de
os
obstáculos
suas
funções
que
esta
encontra
insubstituíveis;
para
dentre
o
esses
obstáculos destacam-se:
a) situação
sócio-econômica,
condicionando
o
não
atendimento das necessidades básicas da família;
b) desconhecimento
das
características
da
adolescência,
motivando ou agravando situações-problemas;
c) falta
de
também
serviços
de
orientação
deficiente
comunidade,
nos
à
família,
integração
programas
de
como
família-escola-
educação
formal
e
informal;
d) paralelamente
como
ao
reconhecimento
principal
identificou-se
fonte
a
responsabilidades
sobre
Esta
esta,
é
de
educativas
mais
o
figura
materna
segurança
sobrecarga
dificultando
situação
da
e
de
tarefas
econômicas
exercício
frequente
afetiva,
e
de
grave
que
sua
e
pesam
função.
nas
famílias
de baixa renda, onde é mais comum a deserção paterna;
e) a
falta
de
uma
legislação
efetiva
de
proteção
à
família, com ênfase na responsabilidade paterna, foi
apontada como coadjuvante dessa situação;
f) no
momento
histórico,
no
Brasil,
identifica-se
a
falta de assistência à família rural, determinando o
êxodo
para
os
centros
urbanos,
como
um
dos
fatores
responsáveis pela problemática do adolescente, o qual
é
desintegrado
do
seu
ambiente
e
dos
seus
valores,
numa fase, por si só já caracterizada como de crise;
g) no
Nordeste,
ressaltou-se a existência de padrões de
comportamento
familiar
exigência
maior
de
mais
conservadores,
submissão
do
adolescente
com
à
família, sobretudo à autoridade paterna.
h) nas
classes
média
e
alta,
verifica-se
a
falta
de
participação do adolescente nas atividades familiares
e
comunitárias,
criativa, o
numa
perspectiva
mais
dinâmica
e
36
que
bloqueia
seu
desenvolvimento
integral
e
futura
participação social, como adulto responsável;
i) a
utilização
dos
predominância
do
como
condicionante
e
da
da
de
econômico
identificada
família
meios
sobre
fator
destruição
sociedade,
comunicação,
com
o
foi
educativo,
significativamente
de
valores
necessários
básicos
à
da
formação
psicossocial do adolescente;
j) o caráter assistencial-paternalista de grande parte dos
programas de desenvolvimento social, saúde, educação,
recreação,
saneamento,
urbanização
identificado
como
fatores
um
dos
etc...
responsáveis
foi
pela
passividade de certos grupos. Esta atitude transmite-se
ao
adolescente,
prejudicando
o
seu
processo
de
participação.
1.4
SAÚDE
O
necessidades
adolescente
básicas,
o
não
que
está
se
sendo
reflete
atendido
em
negativamente
suas
em
seu
desenvolvimento físico, psíquico, mental e social, comprometendo o
seu futuro como agente de progresso social.
Dentre os fatores responsáveis pela problemática de de
saúde apresentada pelo adolescente destacam-se:
a) deficiência alimentar;
b) precárias
condições
saneamento
habitacionais,
básico,
instalações
quanto
e
a
espaço,
equipamentos
domiciliares;
c) desconhecimento
de
elementos
básicos
para
defesa
e
recuperação da saúde;
d) falta de programas adequados de educação para a saúde;
e) a falta de conhecimento, por parte do pessoal de saúde,
dos
vários
níveis,
adolescência
e
necessidades,
de
das
dos
aspectos
formas
forma
de
característicos
atendimento
integrada,
nos
às
da
suas
programas
de
saúde, em geral;
f) ingresso precoce do adolescente na força de trabalho,
em
condições
geralmente
prejudiciais
ao
seu
desenvolvimento global;
g) falta de oportunidade de lazer e recreação.
Estes fatores, mais graves nas classes desfavorecidas,
estão presentes, em menor intensidade, nas demais classes, on
37
de
ocorrem,
com
frequência,
hábitos
de
alimentação,
repouso
e
atividades recreativas, conducentes e comportamentos negativos.
Os
danos
físicos
e
psíquicos
decorrentes
dessas
situações são agravados pela deficiência de serviços integrados de
saúde, inacessíveis a grande parte da população.
Na
periferia
área
dos
rural
centros
e
nos
agrupamentos
urbanos,
o
melhor
localizados
aproveitamento
na
dos
eventuais serviços de saúde, é bloqueado pela falta de participação
efetiva dos usuários, no equacionamento e solução da problemática
de saúde, o que resulta em defasagem entre as necessidades locais e
os serviços implantados.
Foi
divulgação,
ressaltada,
por
parte
ainda,
dos
a
limitada
responsáveis,
interpretação
inclusive
à
e
nível
decisório, pelos programas de saúde, quanto aos agentes geradores
dessa problemática.
1.5
EDUCAÇÃO
A educação não e função exclusiva da Escola, embora
esta seja a instituição básica no processo educativo formal; cabe à
Família e à Comunidade significativa participação no processo.
Foram
identificadas
as
seguintes
situações
como
frequentes na relação ESCOLA-ADOLESCENTE:
1 - adolescente
escolar
-
com
referência
a
esse
grupo,
verificam-se os seguintes problemas:
a) inadequação
dos
currículos
e
da
metodologia
às
necessidades individuais de grupos específicos e
dos objetivos finais da escolarização;
b) inadequação dos horários escolares;
c) falta de preparação do corpo docente;
d) deficiência
das
instalações
e
do
equipamento
escolar.
2 - o
adolescente
Nordeste,
a
adolescentes
educação.
não
escolar
existência
que
Dentre
não
de
tem
as
-
foi
identificada,
no
parcela
significativa
de
acesso
ao
principais
sistema
causas
formal
de
responsáveis
destacaram-se:
a) inadequação da rede escolar;
b) ingresso
precoce
na
força
de
trabalho,
para
complementação do orçamento familiar;
c) dificuldade de aprendizado, não raro, pela inade
38
quação
já
dos
programas
portador
problemas
de
de
ao
nível
deficit
mental
mental,
desnutrição
e
do
em
falta
grupo,
face
de
dos
estímulos
psicossociais
Qualquer que seja a condição social ou a localização
geográfica
de
do
consumo,
para
os
da
da
ausentes
respectivas
funções
para
sofre
de
falta
do
de
lar
de
atender
a
uma
em
sociedade
ao
apelos
da
sociedade
pelos
paterno
horários
adultos
e,
não
incompatíveis
que
subsistência
aos
influência
modelos
familiares,
necessidades
também
ele
estruturação
adultos,
maternos,
pelas
adolescente,
são
do
compelidos
grupo
forjados
raro
com
as
não
só
familiar,
pela
e
como
sociedade
de
consumo.
1.6 TRABALHO
Na
aos
aspectos
relação
trabalho-adolescência
educativos,
responsabilidades
da
de
vida
preparação
adulta,
com
do
o
foi
dada
primazia
adolescente
favorecimento
para
as
paralelo
de suas potencialidades globais.
Para
tanto,
impõem-se
medidas
de
proteção
ao
trabalho do adolescente, quanto à seleção de tarefas, horários e
ambientes
compatíveis
individuais
dessa
exercício
físico,
fase
com
da
as
vida:
repouso,
características
alimentação,
criatividade
vida
e
gerais
ao
ar
e
livre,
experimentação,
possibilitando a descoberto da vocação e o preparo profissional.
As
seguintes
situações
foram
apresentadas
como
negativas:
1 – ingresso
precoce
desfavoráveis,
na
com
suplementação
do
força
de
trabalho,
finalidade
orçamento
apenas
em
condições
econômica
familiar,
com
para
prejuizos
irreversíveis para sua realização humana;
2 – ausência
de
programas
profissional,
adolescente,
que
objetivos
atendam
adequando
a
às
de
formação
necessidades
formação
profissional
do
às
solicitações flutuantes do mercado de trabalho;
3 – ausência de programas de educação profissional para os
adolescentes
de
baixo
nível
intelectual
ou
de
escolaridade;
4 – falta de conscientização dos empregadores quanto à sua
responsabilidade
social
de
colaborar
na
formação
pro-
39
fissional
do
serviços,
adolescente,
futuro
proporcionando-lhe
produtor
condições
de
bens
adequadas
e
de
participação laboral;
5 – existência
e
alta,
à
preconceitos,
quanto
bloqueando
o
de
a
determinadas
capacidades
ociosidade
sobretudo
e,
atividades
naturais
não
nas
do
raro,
classes
profissionais,
adolescente,
à
média
futura
levando-
inadaptação
profissional.
1.7
RECREAÇÃO E LAZER
Foram identificados:
6 – falta
ou
necessário
grupo
inadequação
ao
das
equilíbrio
familiar,
como
possibilidades
físico
também
de
e
de
psíquico
de
programas
lazer
todo
o
recreativos
complementares ao lazer, da família e, em particular, do
adolescente;
7 – falta
de
dirigida
interesses
possibilidades
no
do
sentido
e
de
adolescente,
de
programas
canalização
responsável,
de
das
recreação
energias
não
vadiagem e ações anti-sociais de certos grupos.
raro,
e
pela
40
2.LINHAS DE AÇÃO E COORDENAÇÃO OPERATIVA
Para
Diagnóstico
atendimento
Tentativo
Nordestino,
os
aos
da
Grupos
problemas
atual
de
identificados
situação
Estudos
do
no
Adolescente
consideraram
a
necessidade
urgente de ação nos setores de:
FAMÍLIA E COMUNIDADE
SAÚDE
EDUCAÇÃO
TRABALHO
LAZER E RECREAÇÃO
Para
uma
POLÍTICA
isso,
impõe-se,
NACIONAL
DO
inicialmente,
ADOLESCENTE,
a
de
definição
acordo
com
de
as
seguintes proposições:
– que
seja
exequível,
fundamentada
nas
necessidades
regionais e considerando as percepções da comunidade;
– que
seja
hierarquizada,
dinamizada,
realista
e,
principalmente, sensível às prioridades;
– que
seja
prévias,
receptiva
às
várias
valorizando-as
e
experiências
colhendo
delas
as
comunitárias
necessárias
contribuições;
– que
seja
multidisciplinar,
intra
e
intersetorial,
coordenada e, fundamentalmente, participativa;
– que
seja
comprometida
institucionais:
de
comunidade
do
e
um
com
lado
as
com
outro,
diretrizes
a
força
operacionais
participativa
principalmente,
com
a
da
do
adolescente, em todo o processo;
– que
a
responsabilidade
atividades
problema
seja
e
de
coordenação
emergencial,
as
segundo
características
e
a
de
programas
predominância
potencialidades
e
do
dos
indivíduos, grupos e populações;
– que
sejam
valorizadas
adequadamente
as
técnicas
de
atenção primária em toda a fase evolutiva, proporcionando
cobertura
real
contínua
e
crescente,
atendendo
aos
princípios de justiça distributiva.
FAMÍLIA E COMUNIDADE
– que
a
através
família
de
e
atitudes
o
ambiente
e
atividades
familiar
que
sejam
objetivem
a
valorizados,
sua
promoção
41
como
um
todo
e
a
sua
capacitação
para
atender
às
necessidades do Adolescente;
− que
todas
as
instituições
sociais
e
os
indivíduos,
pessoalmente, sejam comprometidos com a consecução deste
objetivo;
− que
sejam
valorizados
fundamentalmente
os
como
anseios
mecanismo
de
da
comunidade,
retroalimentação
indispensável à eficácia do programa;
− que a preocupação atualmente demonstrada com o Adolescente
Nordestino seja concretizada em mudanças que repercutam no
desenvolvimento
integral
da
comunidade
e
não
apenas
adaptações comprometidas com o estado atual de coisas.
SAÚDE
− “Saúde” é vista como o somatório de medidas que ultrapassam
este setor e os seus recursos específicos. Isto explica a
precariedade de resultados quando mão há integração dos
demais setores econômicos e sociais;
− a partir dessa premissa, impõe-se urgência nas medidas de
caráter
sócio-econômico
exercício
de
sua
função
que
possibilitem
insubstituível
à
de
família
protetora
o
do
desenvolvimento global e integração social do ser humano;
− dentre
estas
medidas
destacam-se por sua importância no
setor “Saúde”, a alimentação, a habitação, o saneamento
básico, o acesso à educação, a segurança do trabalho, com
ênfase nos aspectos que atingem ao bem estar da família;
− divulgação e a interpretação das necessidades globais do
adolescente devem ser feitas através de programas adaptados
aos diferentes níveis sócio-culturais, de forma dinâmica e
participativa;
− as atividades de assistência à saúde do adolescente devem
ser
inseridas
nos
programas
de
saúde
familiar
e
comunitária;
− esta assistência deve ser planejada e implantada a partir
dos
serviços
básicos
de
saúde,
regionalizada
e
de
complexidade crescente;
− os serviços básicos devem ser organizados prioritariamente,
dando
ênfase
às
atividades
de
prevenção
e
promoção
da
saúde;
− os serviços especializados deverão ser organizados com a
dupla finalidade de atender as patologias mais complexas e
42
oferecer
possibilidades
de
treinamento
a
pessoal
de
todos os níveis;
− a
nutrição,
em
vista
do
seu
caráter
de
urgência,
deve
ser objeto de atenção imediata, através de programas de
suplementação,
produção
local
de
alimentos
e
educação
alimentar;
− a
proteção
devem
e
ser
serem,
a
fiscalização
intensificadas,
não
raro,
do
trabalho
visto
as
prejudiciais
do
adolescente
atividades
ao
seu
laborais
desenvolvimento
físico, psíquico e social.
EDUCAÇÃO
− devem
do
ser
considerados
processo
os
aspectos
educativo,
Escolas/Adolescente,
Escola/Família.
como
também
Escola/Serviços
Assim,
participação
formais
a
das
informais
as
relações
de
Escola
demais
e
Saúde
não
e
dispensa
instituições
a
para
complementação desse processo.
− todas
as
Escola,
instituições
Empresa,
devem
ser
sobre
o
e
entidades
Clubes
utilizadas
de
Serviço
para
adolescente,
disponíveis
e
Recreativos
divulgação
através
de
(Igreja,
de
etc)
conhecimentos
palestras,
debates,
projeções etc, sem a preocupação de programação formal.
− o
processo
educativo
procurando-se
atingir
adolescente
todo,
educação,
as
espirituais,
deve
ser
todos
incluindo,
suas
como
universal
os
global,
adolescentes
mesmo
no
nível
necessidades
alicerce
e
para
e
o
básico
de
emocionais
e
exercício
da
o
liberdade, na construção da sociedade humana;
− o ensino deve ser flexível, compatibilizando programas,
horários
e
individuais,
métodos
grupais
às
e
diferentes
locais,
realidades
como
também
às
formação
de
incluir
os
perspectivas de sua utilização;
− para
a
consecução
professores,
em
conhecimentos
crescimento
os
com
e
os
deste
todos
objetivo,
os
adequados
níveis,
sobre
desenvolvimento
quadros
da
a
deve
caracteristicas
criança
individuais
do
relacionando-
apresentados
na
adolescência;
− tais
do
conhecimentos
professor
adolescente.
no
são
necessários
processo
de
para
o
formação
engajamento
global
do
43
TRABALHO
− o trabalho deve ser valorizado em todas a s classes sociais
e
as
atividades
educativos
–
laborais
devem
valorizar
da
vocação,
descoberta
os
aspectos
expressão,
criatividade, cooperação etc – sobre os econômicos;
− nesta perspectiva, o trabalho aparece como atividade que
levaria o jovem a desenvolver seus talentos e aptidões,
desde
que
realizado
sob
condições
adequadas,
que
lhe
possibilitem o desenvolvimento;
− o adolescente portador de deficiência física ou mental deve
ter
acesso
a
programas
especializados
de
formação
profissional, adequados aos diferentes tipos de limitações;
− a comunidade em geral e as empresas em particular devem ser
sensibilizadas
no
sentido
de
utilizarem
mão-de-obra
adolescente, em condições compatíveis com o seu estágio de
desenvolvimento;
− a
legislação
revisada,
referente
incluindo
preparação
ao
trabalho
dispositivos
profissional,
do
menor
deve
eficientes
aplicação
e
ser
quanto
à
fiscalização
de
medidas protetoras de sua saúde.
LAZER E RECREAÇÃO
− as
atividades
educativas
e
as
laborais
devem
ser
estabelecidas de forma a permitir ao Adolescente o tempo
necessário
ao
sono
e
ao
lazer,
indispensáveis
ao
seu
equilíbrio e desenvolvimento físico e psíquico;
− os programas de urbanização deve prever áreas específicas
para atividades recreativas, expontâneas ou programadas;
− tais
pela
programas,
patrocinados,
conduzidos
ou
estimulados
Escola, por Centros Profissionalizantes, Clubes de
Serviço e outros, deverão favorecer o desenvolvimento e a
saúde
global,
lealdade,
paralelamente
cooperação,
a
valores
moraes,
responsabilidade,
como
solidariedade
grupal e participação social;
− as
tradições,
considerados
contrárias
valores
e
evitando-se
aos
mesmos
ou
recursos
a
locais
introdução
geradoras
de
comportamentos incompatíveis com o meio;
de
deverão
ser
atividades
necessidades
e
44
− as
atividades
recursos
esportivas
locais
adequadas
devem
ser
às
peculiaridades
promovidos
como
e
fatores
contribuintes do desenvolvimento global do adolescente.
Numa
perspectiva
operacional,
apresentam-se,
ainda, as seguintes diretrizes:
− valorização
instrumento
setor,
dos
do
Recursos
processo
Humanos
de
promoção
proprocionando-se-lhe
como
principal
humana,
formação
em
qualquer
adequada
e
possibilidades de satisfação pessoal e profissional;
− preparação
nível,
dos
Recursos
incluindo,
específicos,
noções
gerais
suas
também
processos
diagnósticos
para
qualquer
complementarmente
Adolescente,
os
Humanos
sobre
necessidades
de
atualizados,
e
o
aos
setor
conteúdos
desenvolvimento
percepções
atendimento,
prioridades
e
vitais,
com
locais
como
base
e
do
em
recursos
disponíveis;
− adequada
atenção
à reorientação do sistema de formação de
Recursos
Humanos
para
que
se
ajuste
e
amolde
à realidade
de onde emana;
− maior
integração
com
Agências
de
social,
,
a
as
área
do
sistema
Saúde
no
e
educacional
demais
da
serviços
cumprimento
de
Universidade
voltados
suas
para
funções
de
pesquisa, formação e extensão universitária;
− elaboração de programas de atendimento ao adolescente com
base
não
momento,
só
mas
precedentes.
no
número
também
de
na
adolescentes
população
presentes
dos
grupos
em
dado
etários
45
VI – AVALIAÇÃO
No
último
dia
do
Seminário
foi
solicitado
o
preenchimento de um questionário que se encontra em anexo.
Obtivemos
os
seguintes
resultados
de
participantes:
EXCELENTE
Nº
MUITO BOM/
BOM
%
Nº
%
REGULAR/
SOFRÍVEL
Nº
%
1. ORGANIZAÇÃO/ESTRUTURA
– Local....................
5
13,5
23
62,2
9
24,3
– Horário..................
2
5,4
15
40,6
20
54,0
– Duração..................
4
10,9
23
62,1
10
27,0
– Documentação.............
11
29,8
21
56,7
5
13,5
– Secretaria...............
12
32,5
23
62,1
2
5,4
– Temas Propostos..........
7
18,9
24
64,8
6
16,3
– Composição dos Grupos....
9
24,3
23
62,2
5
13,5
– Funcionamento dos grupos.
7
18,9
23
62,2
7
18,9
–
7
18,9
24
64,8
6
16,3
4
10,9
17
45,9
16
43,2
2. METODOLOGIA
Desempenho
dos
Partici-
pante......................
– Discussões Plenárias.....
37
46
OBSERVAÇÕES GERAIS
– O cumprimento parcial dos objetivos foi devido a:
. Limitação de tempo ............................... 6 particip.
. Falta de informação a nível dos Estados .......... 8
”
. Falta de representação de alguns Estados ......... 5
”
. Falta de representação do Setor Educação ......... 5
”
– As principais dificuldades encontradas foram :
. Falta de tempo por não cumprimento do
horário .......................................... 10 particip.
. Caracteristícas do local ......................... 8
”
– Os pontos mais positivos do Seminário foi:
. A apresentação de experiências concretas ......... 12 particip.
. A participação de várias . disciplinas ............. 8
”
. A viabilidade das propostas ...................... 7
”
. A apresentação da L.B.A .......................... 11
”
. A bibliografia entregue .......................... 12
”
– A deficiência mais evidente:
. Falta de cumprimento dos horários, limitando o trabalho dos grupos ......................... 9 particip.
47
AVALIAÇÃO .
– INTRODUÇÃO
A presente avaliação tem por fim recolher as opiniões dos
participantes,
com
o
objetivo
de
melhorar
a
organização
de
Seminários futuros.
Pedimos que, antes de preenchê-lo, se reflita sobre cada
resposta
e
que
seja
respondida
a
totalidade
das
perguntas,
com
letras e sinais claros.
Este questionário é anônimo – não deve ser assinado.
CATEGORIA PROFISSIONAL _____________________________________________
ATIVIDADE PROFISSIONAL QUE EXERCE E CAMPO DE ATUAÇÃO ________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
ATRIBUA GRAUS:
EXCELENTE MUITO BOM BOM REGULAR SOFRÍVEL
1.ORGANIZAÇÃO/ESTRUTURA
− Local
− Horário
− Duração
− Documentação
− Secretaria
2.METODOLOGIA
− Temas propostos
como introdução
− Composição dos
grupos
− Funcionamento
dos grupos
− Desempenho dos
participantes
− Discussões
plenárias
48
3. OBJETIVO GERAIS
O seminário atingiu os objetivos previstos:
3.1 – Identificar aspectos relevantes do adolescente no Nordeste, ligados
a suas necessidades bio-psico-sociais
SIM
NÃO
PARCIALMENTE
3.2 – Definir as linhas prioritárias de ação de acordo com as necessidades
identificadas
SIM
NÃO
PARCIALMENTE
JUSTIFIQUE: _____________________________________________________________
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
4. RESPONDA OBJETIVAMENTE E JUSTIFIQUE:
–Quais as principais dificuldades encontradas durante o Seminário?
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
–Qual o ponto mais positivo do Seminário?
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
–Qual a deficiência mais evidente?
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
–Que outras considerações julga de interesse apresentar?
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
I
NECESSIDADES BÁSICAS DO ADOLESCENTE RECIFENSE
Tânia Maria Monteiro
O
nosso
trabalho
se
prende
a
uma
reflexão
sobre
necessidades e problemas apresentados por 60 adolescentes de 13
a
18
anos,
estudantil
escolhidos
em
consultado
colégios
tanto
aleatoriamente
particulares,
rapazes,
quanto
dentro
nesta
moças
na
da
classe
amostragem
mesma
foi
proporção.
Os
questionários foram aplicados por alunos do 4º período do Curso
de Psicologia.
Alguns
adolescentes
outros
curiosos
desta
enquete.
responderam
quanto
No
de
uma
inicialmente
ao
questionário
entanto,
forma
ficaram
todos
simples
e
e
desconfiados,
quais
que
os
foram
objetiva,
objetivos
solicitados
atingindo
assim
nosso objetivo.
A
nossa
problemas
que
esta
e
as
pequena
proposição
é
fazer
uma
reflexão
sobre
necessidades
dos
jovens
recifenses,
amostragem,
nos
forneça
dados
os
esperamos
para
uma
maior
generalização.
Dentro
recifenses,
dos
os
mais
problemas
citados
apresentados
foram,
a
pelos
adolescentes
desconfiança
para
com
os
amigos, a dificuldade de relacionamento e diálogo com os pais, a
insegurança consigo mesmo e com os outros, a falta de liberdade
que
impede
suas
iniciativas e a falta de socialização adequada
para os jovens. Num Segundo plano veio a preocupação com a autoafirmação
e
a
crência
de
afeto.
Pouca
atenção
foi
dada
pelos
jovens á, solidão, inibição, drogas, e ao sentimento religioso.
Um
dos
rapazes
maiores
é
a
problemas . relatados tanto pelas moças como pelos
insegurança
frente
a
sua
vida
social.
proporção foi numerado por eles a dificuldade no
com
os
própria
pais,
talvez
formação
importante
a
do
esta
jovem,
desconfiança
dificuldade
já
que
esteja
Na
mesma
relacionamento
influindo
para
a
que ele também coloca como muito
tem
das
pessoas.
A
dificul-
II
dade
do
relacionamento
familiar
faz
com
que
o
nosso
jovem
tam-
bém tenha dificuldades no relacionamento com amigos e colegas.
A
falta
de
socialização
adequada
para
os
adolescentes,
e a falta de liberdade fazem com que os nossos jovens se sintam
tolhidos
pais
na
sua
não
permitem
divertimentos,
Procuram
manifestação
o
uma
que
que
os
social.
saiam,
torna
explicação
Muitos
queixam
frequentem
bastante
para
se
estas
que
os
festinhas
agressivos
atitudes
e
dos
ou
irritados.
pais
e
não
encontram uma razão que as justifique.
Frente
estrutura
ao
apresentado,
educacional
leva
o
adolescente
estejam
nossa
continuar
muito
de
assumir
Os
sempre acham que os filhos são inexperientes e imaturos
se
já
a
capazes
para
que
a
que
dos
a
mesmo
refletir
dependente
pais
pais,
poderíamos
responsabilidade
assumirem
e
não
de
bem
viverem
fornecendo
a
crescidos
por
eles
si
e
mesmo.
condições
apropriadas, para resolverem seus problemas, ficam amarrados ao
esquema
familiar,
sem
condições
de
viverem
independente
dos
pais.
também
A carência de afeto e a
dificuldade em afirmar-se levam
o
preocupação
Acredito
adolescente
aqui
provenientes
a
que
uma
estes
também
da
dois
na
sua
problemas
dificuldade
no
formação.
referidos
relacionamento
são
com
os
pais, onde, não encontrando segurança no afeto dos pais, tentam
se afirmar frente aos colegas como um ser especial, compensando
aquilo que não é no grupo familiar.
Alguns pontos se referiram a dificuldade com a variação
do humor, quando eles mesmo acharam dificil saber por que mudou
tão rápido, sem apresentar razões para isto.
Somente
10%
referiram
a
problemas
com
os
estudos,
em
qualquer colocação que mereça aquí uma reflexão.
Quanto
as
necessidades
exigentes
naquilo
frequencia
o
desejo
amado
desejo
de
ser
amado,
de
entender
que
desejam.
de
e
e
mostraram-se
amar
e
entendido.
ser
mais
Apresentam
compreender
A
entendido,
com
as
necessidade
é
para mais de 50% dos jovens entrevistados.
vista
empenhados
a
mesma
pessoas,
de
como
amar
e
e
e
o
ser
fundamental
III
A
e
a
realização
vontade
de
individual,
curtir
a
a
vida
participação
aparecem
na
também
vida
com
social
um
real
destaque.
A
necessidade
de
socialização e participação em grupos,
faz com que o adolescente mesmo quando se refere a si, termine
por optar por uma participação maior na sociedade.
A
procura
afirmação
de
liberdade
como . uma
aparecem
e
a
necessidade
constante
em
tudo
de
que
auto-
relatam.
Parece estar intrínseco estas necessidades, nos nossos jovens.
Quanto
referiram
a
as
ela
necessidades
talvez
a
sexuais,
inibição
tenha
apenas
dois
reprimido
uma
se
maior
expressão desta busca.
Numa
foram
colocadas
poder
amar
reflexão
viver
e
ser
e
das
pelos
sentir
amado
é
necessidades,
adolescentes
a
vida
uma
no
como
grupo
necessidade
vamos
e
uma
fora
vital
ver
que
elas
exigência
para
dele.
para
O
desejo
eles.
A
de
vontade
de viver, entender e compreender seus semelhantes, surge também
como uma busca fundamental.
Alguns
necessidade
de
jovens,
em
torno
de
.
como básica,
diversão
10%
no
se
referiram
entanto,
a
a
maioria,
sentiu que o conviver, viver em grupo, já a satisfaziam.
Devemos
quanto
Os
que
as
mesmos
ponto,
notar,
entretanto,
necessidades
problemas,
o
jovem
aparecem
aparecem
está
se
que
muitas
também
sentindo
tanto
vezes
com
as
frustado
os
problemas,
como
correlatas.
necessidades.
com
as
Até
exigências
sociais e educacionais, onde os problemas e as necessidades são
quase
os
entender,
também
mesmos.
ser
As
amado
apresentados
maiores
e
por
necessidades
entendido,
eles,
são
como
que
são
amar
e
dos . problemas
geradas
relacionamento
deficiente
com os pais e amigos, a falta de confiança no ambiente familiar
e a desconfiança com os amigos.
A
num
falta
problema
de
liberdade
central,
ao
mesmo
constitui-se
tempo
para
aponta
a
o
adolescente
necessidade
de
liberdade. Parece que o sentimento de liberdade é uma constante.
O
nosso
jovem
sente-se
como
preso,
amarrado
e
dependente
IV
do
contexto
grande
familiar.
insegurança
afirmarem
e
de
se
Todos
que
estes
sentem
realizarem
e
problemas
a
estariam
grande
financeiramente,
gerando
necessidade
só
assim
de
a
se
poderão
comprar sua independencia.
PROBLEMAS
NECESSIDADES
Falta de Liberdade ..............
12
Amar e entender ........
37
Relacionamento c/os pais ........
17
Ser amado e entendido ..
37
Insegurança .....................
17
Liberdade ..............
13
Carência de Afeto ...............
10
Viver a vida ...........
18
Falta de responsabilidade .......
6
Participação Social ....
19
Solidão .........................
3
Auto-afirmação .........
13
Humor variável ..................
7
Amizade ................
12
Falta de socialização ...........
12
Realização Individual ..
21
Inibição ........................
5
Segurança ..............
6
Desconfiança do ambiente familiar
19
Diversão ...............
5
Drogas ..........................
3
Sexo ...................
2
Auto-afirmação ..................
11
Religião ........................
1
Preocupação c/ os estudos .......
6
V
A SITUAÇÃO DO ADOLESCENTE DO NORDESTE
A EDUCAÇÃO
Dra. Inalda Maria Dubeux
Andrade de Oliveira
Falar
nordeste,
painel,
apenas
sem
para
um
sobre
a
fugir
mim
dos
situação
ao
da
limite
significou
educação
de
tempo
abordar,
de
do
proposto
forma
itens
referentes
á
educação:
muito
conhecida
a
lei
adolescente
a
para
muito
do
este
reduzida,
preparação
para
o
vestibular.
Já
é
não
escrita
de
que
todo
brasileiro tem que ser doutor e, quando possível, doutor mesmo:
médico. Não importa se o nordeste precisa ou não de técnicos ou
de
médicos.
estão
O
fato
concorrendo
objetivo
ás
é
5.000
o
que
vagas
vemos:
55.000
oferecidas
candidatos
por
nossas
universidades.
−
Qual é o significado dessa corrida para o
vestibular?
−
Qual o seu resultado para cada adolescente, para o
sistema de ensino, para os cursos de graduação e
para as profissões em si?
−
O que as universidades do nordeste podem oferecer
aos que conseguem chegar a elas?
−
Qual o mercado de trabalho para os que se formam?
Cada
uma
destas
perguntas
daria
forma que aqui proponho apenas abordar
um
painel
em
si,
de
como o adolescente chega
a essa corrida.
Durante
implantar
um
este
serviço
último
de
ano,
psicologia
tive
a
oportunidade
escolar
em
um
de
colégio
exclusivamente de 2º grau e que, como tal, tem como uma de suas
metas prioritárias a preparação para o vestibular.
O
colégio
conta
com
um
total
aproximado
de
2.500
alu-
VI
nos
em
turno
seus
da
embora
turnos
noite).
o
A
número
representativo.
de
manhã
e
maioria
da
tarde
deles
de
alunos
Muitos
vêm
é
das
do
(o
de
serviço
classe
classes
interior
A
média
e
ou
não
C
de
atua
no
inferior,
seja
outros
também
estados
menos desenvolvidos em busca de melhores condições de estudo.
Por
ocasião
questionário
diagnosticar
de
1684
escolha
das
e
a
que
o
1º
das
colégio.
ano,
vestibular:
se
observações
A
456
serviço,
amostra
do
2º
aplicamos
havia
ou
um
objetivando
foi
ano
abordavam
dificultavam.
a
do
dificuldades,
perguntas
referentes
em
de
do
do
fatores
questões
baseadas
364
Algumas
para
implantação
sondagem
realidade
alunos:
cursinho.
área
de
da
e
constituída
861
do
3º
e
específicamente
não
dificuldades
Abordarei
aqui
este
tema
e
feitas
pela
equipe
os
fornecerei
a
nesta
resultados
informações
sobre
o
trabalho
desenvolvido no decorrer deste ano.
1. DÚVIDA QUANTO Á ESCOLHA DA PROFISSÃO:
46%
admitiu
dos
não
percentual
saber
foi
que
eles
o
mais
posteriormente,
procuraram
alunos
que
alto
por
o
se
responderam
escolher
nas
turmas
ocasião
maciçamente
deveriam
que
para
de
das
3º
ao
o
questionário
vestibular.
ano
e
cursinho
inscrições
em
Este
que,
agosto,
serviço solicitando que disséssemos em
inscrever.
As
colocações
eram
do
tipo:"o
importante é entrar na faculdade, não importa em que".
Um
levantar
a
dado
na
hipótese
computação
de
que
o
dos
questionários
percentual
dos
alunos
nos
fez
com dúvidas
era mais alto que 46%, pois grande parte dos que não referiram
dúvidas
solicitou,
no
item
referente
a
sugestões
para
as
atividades do serviço, a informação profissional e a orientação
vocacional.
2. FATORES
QUE
DIFICULTAM
A
ESCOLHA:
os
seguintes
fatores foram apontados como principais determinantes da dúvida:
2.1
referiram
alegando
A
FALTA
dúvidas
não
saber
DE
citou
o
que
INFORMAÇÃO
este
se
fator
faz,
PROFISSIONAL:
como
como
causa
se
de
atua,
mercado de trabalho das diferentes profissões.
45%
dos
que
dificuldades,
qual
o
campo
e
VII
No
falta
decorrer
de
informação
confundem
nosso
é
para
trabalho,
realmente
especializações
vestibular
das
do
com
pediatria),
observamos
assustadora:
profissões
desconhecem
(ex.:
o
que
os
esta
alunos
querem
tipo
de
fazer
atividades
profissões e as confundem entre si. Observamos ainda que o
aluno
de
1º
e
informação,
mas
informação
certa
ano
tem
admite
uma
oferecidos.
forma
letivo,
2º
escolhem
a
está
certa
Só
definidos,
que
no
turma
resistência
3º
pois
desinformado,
ano,
no
por
aos
quando
ato
da
área,
é
já
se
solicita
programas
de
encontram
de
matrícula
que
a
para
alguns
o
ano
começam
a
solicitar a informação.
2.2
DÚVIDA
dificuldade
às
PESSOAL:
dúvidas
48%
pessoais.
dos
As
alunos
respostas
atribuiu
mais
a
frequentes
foram:
–
não
saber
o
que
gosta
ou
achar
que
quer
que
gosta
de
que
acha
que
escolhe
no
muita coisa.
–
diferença
entre
o
e
o
deve.
–
pressões da família.
–
medo da concorrência.
Diante
dessas
dúvidas,
escuro,
baseado
em
à
fantasia
dos
alunos
e
aluno
valores
temores
a
o
e
pressões
pessoais.
seguinte
frequentemente
Por
sócio-culturais, aliados
ex.:
classificação:
“os
é
frequente
inteligentes
ouvirmos
vão
para
a Área II; os que querem ficar ricos vão ser médicos (Área III)
e os que não dão para nada, vão para a Área I. É fácil perceber
como este tipo de percepção influencia a qualidade dos cursos e
das
próprias
profissões
da
Área
I.
Diante
preparado que quer um curso considerado
arquitetura,
administração)
geralmente
dele,
o
aluno
bem
de elite da Área I (ex.
faz
o
3º
ano
em
turmas
de Área II.
este
O
próprio
tipo
de
que
Qual
entrou
na
de
vestibular
classificação,
consequentemente
médias.
sistema
a
é o
sua
profissão)
nível
3º
de
em
pois
opção?
Se
ele
3
opções
valoriza
função
motivação
com
o
de
sua
que
se
espera
já
não
sabia
reforça
curso
(e
procura e suas
de
um
muito
aluno
acerca
VIII
da
3ª?
Por
um
curso
ou
educação
outro
menos
lado,
um
aluno
procurado,
física,
como
realmente
por
dificilmente
interessado
exemplo
o
ciência
colocará
em
lª
em
fazer
biológicas
opção
por
dois motivos:
a) Por
serem
médias,
estes
menos
constituem
Medicina
sendo
procurados
uma
3ª
e
opção
de
menores
natural
consequentemente
para
desvalorizados
e considerados "cursos de 3ª opção".
b) No
caso
do
querer
aluno,
coloca-lo
outros
cursos
colocar
na
em
de
2ª
relevando
1ª
menor
e
3ª
esta
classificação,
opção,
média
opção.
não
e/ou
Terá
terá
dois
procura
para
que
enfrentar
o
vestibular com opção única.
2.3 A FALTA DE ADEQUAÇÃO ENTRE A REALIDADE PESSOAL E O
NÍVEL DE ASPIRAÇÃO:
No
momento
que
aplicamos
o
questionário,
verificamos uma preferência acentuada pelos cursos da área III,
com Medicina muito acima das dos outros: 52% das turmas do 1º e
2º ano e maior número de turmas do 3º ano e cursinho.
Em
relação
a
esta
procura,
a
equipe
observou,
durante o ano, os seguintes aspectos:
Os
alunos
de
1º
e
2º
ano
e
novatos
do
3º
que
vieram de colégios mais fracos, reclamam da falta de base e da
dificuldade
mesmos
em
alunos
acompanhar
estão
o
rítmo
escolhendo
do
cursos
colégio.
que
No
exigem
entanto
um
estes
nível
alto
de conhecimento e que em 1977 apresentou uma concorrência de 13
candidatos para uma vaga.
Esta
qualquer
termos
procura
questionamento
de
mercado
ou
de
quanto
quanto
medicina
parece
à situação
às
real
ser
feita
sem
da
profissão
em
possibilidades
pessoais
em
função das exigências.
A
verifica
Área I.
é
um
medida em que o vestibular se aproxima, o que se
êxodo,
na
hora
da
inscrição,
para
os cursos de
IX
Respondendo,
adolescente
chega
ao
portanto,
vestibular,
de
à
pergunta:
acordo
com
a
como
o
experiência
que vivi, pude constatar:
-
a
maioria
quanto
à
próprias
chega
profissão
muito
em
preferências,
si,
desinformado
mas
também
aptidões,
e
não
quanto
só
às
qualificações
pessoais.
-
Os
do
valores
sócio-culturais
vestibular
contribuem
e
o
para
próprio
sistema
dificultar
percepção clara da situação de escolha.
uma
X
ASPECTOS DA PROBLEMÁTICA DO MENOR
MIRIAM GUERRA E SILVA
A atividade judicante do Juiz de Menores, visa a realização
do Direito, a atuação prática das normas abstratas que integram o Direito
objetivo.
É ampla a atuação do Juiz de Menores, em tudo que esteja
envolvido
o
menor:
–
o
menor
abandonado,
o
menor
problema,
o
menor
exposto, em abandono material e moral e menor vadio, menor mendingo,
menor libertino, em abandono jurídico, o menor infrator.
É
apartada
no
sempre
contexto
mister
social
que
onde
a
atividade
está
inserida,
judicante
para
não
que
o
esteja
Juiz
de
Menores não transforme sua atuação na tarefa mecânica e automática de
tornar concreta a norma abstrata.
A atividade judicante do Juiz de Menores deve estar tocada,
na sua realização prática, por um profundo sentido social e humano, pois
não se compreende que possa exercitar seu papel, exclusivamente, como
técnico
do
Direito.
Na
medida
em
que
classifica
o
objetivo
dessa
atividade e se entra em contato com este Objetivo, mais nítida se mostra
a atividade judicante do Juiz de Menores como a de um especializador em
relação humanas, um Juiz com funções sociais e que, portanto, deve ser
interprete
das
exigências
normativas
e
educativas
do
menor
e
dos
problemas sempre renovados da família e da comunidade.
A estrutura normativa da atividade judicante do Juiz de
Menores está alicerçado no Código de Menores e na Lei de Organização
Judiciária do Estado.
O Curador de Menores tem a função de representar, defender
e proteger o menor indicando os meios para um melhor enquadramento na
sociedade. O Curador decide com a máxima individualização.
I
-
O Código de Menores inicia a matéria pela caracterização dos menores
expostos –
"
Os infantis de 0 a 7 anos de idade, encontrados em estado
de abandono, onde quer que seja. Pelos pais, tutores, responsáveis e
outros casos, como falecimento, meios materiais, ausentes, enfermos,
presos ou entregues à prática de atos contrários e moral e dos bens
costumes
torna-os
impossibilitados
ou
incapazes
de
cumprir
seus
deveres para com o menor – Como abandonados ainda: se encontram em
estado habitual de vadiagem mendicancia ou libertinagem.
XI
II - frequentar lugares de jogos ou de moralidade duvidosa.
III - andam em companhia de gente viciosa e de má vida.
IV - devido a crueldade, abuso de autoridade, negligência ou exploração
dos responsáveis, sejam: - vítima de maus tratos físicos habituais
ou
de
outros
castigos
imoderados;
cuidados
privados
indispensáveis
à
de
habitação,
saúde;
alimentação
empregados
em
e
ocupações
proibitivas.
Nos Artigos 28, 29 e 30 - apresenta os menores vadio, menor
mendigo, menor libertino em abandono material.
Em abandono intelectual ... aulas até 14 anos
Em
abandono
jurídico
...
aquele
menor
que,
inexistindo
parente obrigado a alimentos, não tem responsável legalmente nomeado.
As
medidas
são
várias
...
e
permitem
individualizar
a
atividade judicante, pois diante de uma concreta situação ... problema poderá
o
Juiz
diagnostica-la
conhecer
as
alternativas
de
solução
e
definir-se pela aplicação da medida mais adequada, sempre se baseando nas
informações,
relatórios,
sidicâncias
do
Serviço
Social.
Psiquiatria
Assessoria Jurídica e Curadoria de Menores e agora e equipe da F.E.B.E.M.
Para os menores expostos ... recolhimento, tutela, adoção
termo de guarda.
Para os menores abandonados ... internamento, desligamento,
famílias substitutas.
Para os menores de modo geral, internamento em hospital,
asilo, oficina, escola, colégio, forças armadas e outras medidas sempre
de interesse do menor, e vidando a integração do menor na sociedade.
SITUAÇÃO PROBLEMAS - CONDUTA ANTI-SOCIAL
No
recebeu
o
Código
rótulo
de
de
menor
Menores,
o
menor
de
conduta
anti-social,
deliguente e foi definido como aquele que
"
pratica crime ou contravenções".
Esta caracterização persistiu até 1968, que o conceituaram
como sendo aquele que
"
pratica fatos considerados infrações penais".
Os menores delinquente de acordo com o Código de Menores
eram divididos em faixas etárias de 0 a 14 e de 14 a 18 anos.
De 0 a 14 anos eram estudadas as circustâncias.
De 14 a 18 anos respondiam processo especial.
O
ante-projeto
do
novo
Código
...
o
menor
delinquente
passou a ser chamado de menor infrator e é caracterizado como todo aquele
que pratica
"
ato anti-social previsto nas Leis penais e declarado tal
pela autoridade Judicial"
XII
No
anti-projeto
introduziu
ainda,
ao
lado
do
menor
infrator, o menor em perigo moral, e definiu como aquele que sofre de uma
inadaptação social, doméstica ou escolar: Não deixa de ser uma conduta
anti-social, porém não definida nas Leis penais.
MEDIDAS: ...No Código de Menores vigente e nas Leis que
modificam não diferem as medidas estatuidas para faixas etárias de 0 a 14
anos, embora levando-se em conta higidez-física, psiquica e moral do menor
suas condições pessoais e as dos seus responsáveis, as circunstâncias que
cercaram os fatos e, até mesmo a periculosidade ou não do menor.
A única exceção é o menor portador da doença ou deficiência
física
e
mental, o qual se recomenda tratamento adequado. O Juiz de
Menores, tem amplo arblitio de decidir o melhor para o menor infrator ...
quer internando-o, ou entregando aos pais ou responsáveis.
QUANTO AO MENOR EM SENTIDO AMPLO
No Código de Menores vigente o trabalho do menor e os meios
de
comunicação
social,
são
abordados,
embora
sem
receber
ordenação
e
tratamento adequados. O trabalho do menor foi incorporado na Consolidação
das Leis do Trabalho, Artigos 405 e 406. Autorização do trabalho para
menores de 12 a 18 anos.
Autorização de viagens de menor também foi incorporado.
Ainda em relação ao menor de conduta anti-social mantém a
legislação a noção de
O
"
periculosidade".
menor
perigoso
entra
em
atrito
com
o
Processo
de
maturação do menor que ainda tem sua personalidade ética em formação, e
que não esta capacitado a distinguir o bem do mal.
O menor não atingiu, ainda, condições para entender o que faz
nem para valorizar adequadamente, os motivos que impulsionaram sua vontade,
caráter moral e seu procedimento e as conseguências de sua ação. Além
disso,o menor, em processo de maturação, fica exposto a soma das pressões
sócio-culturais que se multiplicaram na dinâmica da sociedade moderna.
Existe muito pouco em matéria de organização da Justiça de
Menores, e arcáico, inaplicável ineficiente, especialmente paraos dias de hoje.
O
atribuições
Legislador
previstas
para
tem
o
se
Código
preocupado
de
em
Menores,
acrescentar
aumentando-lhe
as
a
competência como em nenhum outro ramo da justiça, sem atender, porém para
a natureza especializada e nitidamente dinâmica da Justiça de Menores,
nem para a necessidade de adequá-la às exigências da realidade econômicasocial do País, tendo em vista o objetivo a que se destina e os objetivos
que se propõem alcançar.
XIII
ATIVIDADES – MEIOS
Para o Juizado de Menores, convergem problemas de todo o
grande Recife, áreas metropolitanas e casos enviados de outras Comarcas
de
Pernambuco.
O
problema
do
menor
em
Recife,
é
por
demais
sombrio.
Depois de feita a triagem no Juizado, os menores de 0 a 18 anos de idade
são enviados a diversas obras da FEBEM.
A Delegacia de Menores cuida da parte da fiscalização e de
menores
infratores
acima
de
14
anos
com
Processo
especial,
que
são
remetidos ao Juiz.
No Juizado de Menores funciona um Comissariado com plantão de
24 horas, onde são encaminhados os casos mais diversos envolvendo o menor.
O problema do menor em Recife, Pernambuco é antes de mais
nada é um problema social-econômico.
A falta de escolas, de trabalho, o abandono que é levado o
menor desde a infância na medicância leva as infrações mais graves.
O problema do menor é social e jamais de polícia. Ajudando
a família ... ajuda-se o menor.
O ideal é o menor permanecer com a família, mais são tantos
os
desajustamentos
que
temos
que
recorrer
ao
internamento;
50%
dos
menores internos através
JUIZADO - FEBEM, têm deficiencias mentais, por
carência
de
afetiva,
falta
alimentação
para
desenvolver-se
filhos
de
alcoolatras débeis, desempregados, etc...
A
inteligência
nossa
superior
média
e
é
média,
de
menores
revela:
infradotados,
oligrofenicos,
fronteirições,
débeis
mentais,
imbecis, idiotas é o que temos em média sem contar com a vivência da
família que é fundamental na redução do menor.
DADOS DO PROBLEMA: Pesquisa do Serviço Social
De 1.544 menores, de 14 anos que deram entrada no Juizado de Menores
do Recife:
- 67,7%...
estavam
vivendo
uma
situação
de
abandono,
perambulando
e
dormindo nas ruas;
– 18,7%...
tinham sido flagados em furtos;
- 12,9%... flagados por motivos de desordem, de bebidas, de jogo e atos
libidianos.
Em pesquisa realizada sob 304 menores, de 14 a 18 anos recolhidos no
CRP (Centro de Recolhimento Provisório):
48% ... viviam em furtos, assalto, arrombamento, tóxico;
XIV
– 09,5% ... eram acusados de atos de violência (ferimentos, homicídios,
desfloramento, estrupos).
A mesma pesquisa constatou que:
– 64% ... dos menores tinham pais separados (comumente por motivo de
bebida de briga, de outro amante);
– 31% ... se dividiam entre menores que tinham os pais falecidos e os que
tinham os pais desaparecidos;
– 57% ... tinham os pais (pai ou mãe incluindo padrasto e madrasta)
desempregados ou vivendo de sub-empregos. E mais, menos de 20% dos
menores não desejam visitar os pais, ou eram visitados por estes.
CARTÓRIO JUDICIAL
ANO DE 1969
Processos civis:
Tutela .............................
81
Patrio Poder .......................
174
G. Responsabilidade ................
14
Abandono ...........................
06
Adoção .............................
04
TOTAL ...
459
ANO DE 1970
Processos civis ...........................................
617
ANO DE 1971
Processos civis ...........................................
122
ANO DE 1972
Processos civis ...........................................
363
ANO DE 1973
Processos civis ...........................................
271
ANO DE 1974
Processos civis ...........................................
295
ANO DE 1975
Processos civis ...........................................
398
ANO DE 1976
Processos civis ...........................................
376
ANO DE 1977
Processos civis ...........................................
344.
XV
PROCESSO CRIME
ANO DE 1969
Homicídio culposo .........................
06
Homicídio ..................................
01
Lesão corporal simples .....................
20
Lesão corporal grave .......................
10
Outros
crimes
como:
furto,
roubo,
TOTAL ....
07
sedução,
prostituição, vadiagem, entorpecentes, violação, etc.
TOTAL .... 153
ANO DE 1970
Homicídio qualificado ......................
01
Homicídio ..................................
02
Homicídio culposo ..........................
01
TOTAL ....
04
TOTAL GERAL 151
ANO DE 1971
Tentativa de Homicídio .....................
01
Homicídio culposo ..........................
03
TOTAL ....
04
TOTAL GERAL 149
ANO DE 1972
Homicídio simples ..........................
04
Homicídio qualificado ......................
05
Homicídio culposo ..........................
03
TOTAL ....
12
TOTAL GERAL 165
ANO DE 1973
Homicídio ..................................
05
Homicídio com autoria mãe ..................
01
Homicídio qualificado ......................
02
Homicídio culposo ..........................
04
TOTAL ....
12
TOTAL GERAL 232
ANO DE 1974
Homicídio ..................................
03
Homicídio qualificado ......................
05
Homicídio culposo ..........................
07
Homicídio tentativa ........................
01
Roubo latrocinio ...........................
01
Lesão corporal grave .......................
04
TOTAL ....
16
TOTAL GERAL 192
XVI
ANO DE 1975
Homicídio culposo .....................
03
Homicídio qualificado .................
02
Lesão corporal ........................
19
Roubo latrocínio ......................
03
TOTAL ....05
TOTAL GERAL 174
ANO DE 1976
Homicídio qualificado .................
03
Homicídio comum .......................
02
Homicídio culposo .....................
04
Homicídio qualificado estrupo .........
02
Lesão corporal grave ..................
09
Lesão corporal simples ................
17
Lesão corporal culposo ................
06
Sedução ...............................
08
TOTAL....11
TOTAL DE CRIMES 68
ANO DE 1977
Homicídio qualificado .................
01
Homicídio culposo .....................
06
Lesão corporal grave ..................
03
Lesão corporal simples ................
20
Sedução ...............................
18
Lesão corporal culposo ................
02
ANO DE 1978
Homicídio ............................
07
TOTAL ....07
TOTAL DE CRIMES 69
XVII
O USO E ABUSO DE DROGAS
Dr. José Antonio Hahn
O uso e abuso de drogas que atuam sobre a mente, com a
finalidade
de
simplismente
antigo
a
satisfaz
sobre
com
quanto
surgido
a
a
história
tropeçara
da
sentiu-se
pois
realidade
de
na
é
um
em
que
É
experimentar
imensa
aquela
e
mas
com
felicidade
homem
que
das
tão
tenha
cavernas
planta
exótica
embriagou-se. Não
alterou-se
cores
química
ou
talvez
possível
floresta
viu-a
vez
problema
um
desconfortável
toda
desconfortável
humanidade.
dia
realidade,
feliz,
toxicômano,
da
daquele
realidade
percepção
uma
hedonísticos,
curiosidade
qual
alterou
a
fins
partir
sua
a
fuga
mais
...
a
sua
favoráveis,
tornou-se
que
se
sentia
infeliz,
consumo
de
drogas
psicoativas
um
repetia
a
experiência.
O
problema
tornando
agudo
do
nas
últimas
décadas
e,
vem
se
particularmente,
preocupante porque esse consumo ocorre quase que exclusivamente
entre a população jovem.
O
não
é
faixa
elemento
sua
situação
etária.
A
constante
entre
social,
cultural
exceção
está
os
entre
consumidores
ou
os
de
econômica,
mas
consumidores
de
drogas
a
sua
bebidas
alcoólicas, que é também uma droga psicoativa, mas, socialmente
vitoriosa,
tornou-se
uma
droga
legal
de
uso
comum
no
convívio
humano.
Como
constantes
universais
entre
os
consumidores
de
organiza-se
um
drogas ilegais, verificamos tratar-se de:
1. Fenômeno URBANO;
2. Fenômeno ETÁRIO;
3. Fenômeno ECONÔMICO;
4. Fenômeno de CRIME ORGANIZADO.
Nas
comércio
uma
grandes
clandestino
população
jovem;
cidades
do
o
de
vício,
tipo
de
todo
que
tem
drogas
o
mundo
como
em
mercado
circulação
consumidor
varia
de
XVIII
acordo
com
demanda
o
é
poder
aquisitivo
atendida
por
desse
criminosos
mercado
consumidor
profissionais
que
e
são
a
os
traficantes de drogas.
Na
raiz
desse
problema
estão
quatro
fatores
fundamentais:
a) O
primeiro
personalidades
psicopaticas
surge
a
desajustadas
que
constitucionais
têm
origem
familiares
partir
ou
em
de
existência
de
imaturas
ou
vulneráveis,
problemas
endógenos ou exógenos;
e
sócio-culturais.
a
partir
Desse fator nasce
a DEMANDA.
b) O
de
drogas
segundo
psicoativas,
personalidades
psíquica”
surge
capazes
desajustadas,
que
lhes
de
da
descoberta
agir
sobre
e
as
fornecendo-lhes a
existência
mentes
“muleta
dessas
químico-
dá uma sensação artificial de ajustamento.
É
o fator PRODUÇÃO.
c ) O terceiro
já citados.
em
que
é um mecanismo de
aproximação dos fatores
É o fator CIRCULAÇÃO, que surge a partir do
bandas
criminosas,
com
o
fim
de
atender
a
momento
DEMANDA,
organizam o tráfico, para suprir os consumidores.
d) É
momento
usuários
em
o
CONSUMO
que,
em
regular
que
determinado
eventuais
e
outros
passa
local,
já
a
existir
haja
um
totalmente
a
certo
partir
do
número de
dependentes
das
drogas.
DEMANDA,
PRODUÇÃO,
CIRCULAÇÃ O
e
CONSUMO,
são, portanto,
os quatro pilares em que se apoia o COMÉRCIO DO VÍCIO.
Dessa
combater
que
constatação
racionalmente
enfrentá-lo
esse
surge
como
problema
simultaneamente
nos
do
corolário
comércio
quatro
do
pontos
que,
para
vício,
há
basilares,
com estratégia que poderia ser assim sintetizada:
DEMANDA:
Prevenção
PRODUÇÃO:
Controles administrativos e repressão
CIRCULAÇÃO:
Repressão
CONSUMO:
Reabilitação
Pior
do
que
não
combater
simultaneamente
os
fatores, é adotar estratégia errada ou táticas incorretas.
quatro
XIX
Exemplo de estratégia errada:
Seria
certamente
educacional
para
para
destruir
eliminar
improdutivo,
repressão
os
e
o
iníquo,
policialmente
de
criminosos
consigo,
um
programa
CIRCULAÇÃO,
como
organizar
é
ou
o
fator
um
programa
ou
de
seja,
DEMANDA
Contudo,
seja,
igualmente
dependentes,
desajustados.
ainda
crime
fator
consumidores
personalidades
absurdo
o
organizar
traficantes,
até
aos
reprimir
improdutivo
ou
esse
as
último
acontece. Veja-se as leis que, ao definir
tráfico,
os
simplisticamente
atos
trazer
individuais
sob
sua
guarda
classificam
de
portar,
etc.;
esses
como
trazer
sistemas
legais levam, forçosamente a ações repressivas contra o
dependente,
pois
este
é
quem
porta,
traz
consigo
etc..
Se a lei existe, deve ser cumprida.
Exemplo de tática errada:
Em
ou
alguns
casos,
confusa
há
de
necessidade
uma
que,
de
espécie
para
de
consciência
reduzir
programas
a
difusa
demanda,
informativos
há
visando
a
conscientizar sobre os malefícios das drogamanias e, ao
invés
de
organizar-se
executado
outros
por
um
profissionais
estabelecimentos
publicitárias
e
têm,
ao
de
educativo,
competentes
adequados,
ou
sensacionalísticos
autores
programa
em
montam-se
final,
um
que
ou
campanhas
programas
promovem
resultado
ser
escolas
realizam-se
televisão,
a
os
negativo,
seus
não
reduzindo a demanda, mas, ao contrário, estimulam-na ao
despertatem
a
curiosidade
juvenil,
com
as
técnicas
sensacionalísticas empregadas.
Os
mútua
e
quatro fatores causadores do comércio do vício estão
permanente
interação.
A
demanda
estimula
a
produção
e
circulação, estas levam ao aumento do consumo e, à medida que o
consumo
se
Contudo,
é
fator
vender
expande,
de
demanda.
tende
evidência
O
geladeiras
Dr.
a
um
aumento
da
demanda.
primária que o fator desencadeante é o
Cutarelli
para
haver
os
costuma
esquimós,
dizer
que
para
é
impossível
terminar
ar-
XX
gumentando que se os jovens nas nossas cidades não quizessem ou
tivessem
desejos
de
consequentemente,
o
tomar
drogas,
comércio
criminosos-traficantes
do
não
haveria
consumo
e,
vício iria à "banca rota" e os
deveriam
estabelecer-se
com
outro
ramo
quase
que
de negócios.
Durante
exclusiva,
a
Narcóticos
muito
atividade
das
Treinamento
de
Nações
dava
objetivando
tráfico,
tempo,
isto
repressão,
Unidas,
cursos
unicamente
é,
deu-se
inclusive
cuja
volantes
preparar
a
ênfase,
Unidade
em
Divisão
para
ilícita
de
Central
diversos
policiais
circulação
na
de
de
países,
combater
drogas.
o
Mais
recentemente passou a haver um início de conscientização de que
é
mais
importante
demanda,
por
ser
montar
essa
a
programas
única
que
maneira
levem
racional
a
redução
tentar
da
eliminar
o problema do uso de drogas com alguma possibilidade de êxito.
Em muitos países e no nosso, mais do que em alguns mas
menos que noutros, não tem havido um enfrentamento lógico desse
problema.
Indivíduos
costumam
ter
racionais " ,
algum
adultos
reações
em
face
reagem
fenecem
e
realizam
ou
questão
ou
as
a
sociedade
emocionais,
da
acontecimento
e
crime
como
"por
das
isso
drogamanias.
traumatizante,
famosas
desaparecem
adulta
ou
as
geral
mesmo
A
não
partir
segmentos
famigeradas
todas
em
sociais
"campanhas",
campanhas,
de
quando
que
definha
e se esvai o impulso emocional que lhe deu causa.
Circula
informação
do
"
também
muita
folclórica".
pipoqueiro
aliciando
desinformação
Uma
"
das
viciados
sobre
estórias
na
de
porta
o
problema
Carochinha"
da
escola.
Quem
ou
é
a
têm
um mínimo de experiência nessa questão, sabe que um problema de
uso de
drogas
em
alguma razão, um
de
drogas,
dos
o
seu
sente
sentimento
desencadeado
para
de
o
o
acontece
de
maconha;
gregários",
o
quase
sempre
assim:
"por
que foi iniciado entre outros tomadores
usuário
"vícios
campanha
viciado,
escola
aluno,
torna-se
chamados
querer
uma
ritual
prazer
culpa,
círculo
isto
do
mórbido
para
uso
de
isso,
vicioso.
é,
e,
o
uso
o
da
maconha é um
praticante
tende
a
além disso, como todo
dividir
alicia
Nesse
o
seu
vício
e
o
companheiros.
Eis
estágio
ini-
XXI
cial
o
abastecimento
distantes,
da
nas
ou
é
conhecidos
feito
em
apenas
do
carrocinha,
ou
passador
imediações
do
colégio
seja,
um
número
de
"bocas-de-fumo" ou "passadores"
usuário
drogas,
quando
suficiente
já
de
inicial.
só
há
passa
uma
O
a
pipoqueiro
fazer
ponto
demanda
constante,
para
valha
consumidores
que
a
pena correr o risco e obter o lucro".
Mesmo
as
assim, essa situação é muito rara. Via de regra,
"bocas-de-fumo"
ermos,
pontos
onde
contravencional
multidão
lhe
criminosa,
e
os
"passadores"
ocorre
ou
outro
ainda
fornece
que
por
isso
são
em
um
tipo
ruas
manto
sua
de
rua
de
de
operam
atividade
muito
natural
própria
em
locais
criminosa
movimento
para
ou
onde
a
essa
atividade
tem
que
natureza
ser
clandestina.
Por
de
solução,
pipocas
em
vendedores
ainda
como
a
de
de
pipócas
até,
quem
de
até
permanência
alí
sadio
sabe,
ridículas
escolas.
ganha
o
e
proibir
proximidades
proporciona
ajudando
inúteis
de
da
evitar
o
propostas
vendedores
grande
honestamente
prazer
a
A
certas
maioria
seu
busca
dos
sustento
guloseima
a
de
ao
de
e
aluno,
satisfações
hedonísticas menos sadias.
Essas
aspecto
da
propostas
"mentalidade
toxicomanias
simplistas
são,
repressiva",
eliminam-se
com
o
na
fruto
verdade,
da
idéia
afastamento
mais
um
que
as
de
do
possível
traficante.
A
Escola
conhecendo-o
de
deveria,
tal
maneira
sim,
que
enfrentar
pudesse
o
problema,
identificar
o
primeiro
sintoma de aparecimento de um caso e, através do seu Serviço de
Orientação
impedir
Educacional,
que
esse
procurar
primeiro
resolvê-lo,
caso
se
ou
pelo
transforme
em
menos,
fóco
de
expansão.
A
ou,
ao
questão
menos,
fundamental,
evitar
o
seu
portanto,
é
crescimento.
reduzir
Para
a
DEMANDA
tal
fim
é
necessário, entre outras coisas:
a)
jovens
Encontrar
possam
sociedade.
Se
o
formas
participar
jovem
não
e
maneiras
ativamente
aprecia
a
através
na
realidade
das
quais
transformação
em
que
vive
e
os
da
não
XXII
tem
condições
de
agir
sobre
ela,
cooperando
para
a
melhora,
talvez procure fugir dela. As drogas são um meio de fuga.
b) Organizar
estabelecimentos
lazer
e
e
recreação
e
manter
locais
nos
que
sadias.
O
grandes
proporcione
ócio
centros
ao
improdutivo
jovem
é
o
urbanos
formas
pai
de
de
todos
os vícios. Há jovens que se drogam apenas para evitar o tédio.
c) Organizar
ou
responsáveis
última
programas
pela
análise,
um
educativos
formação
problema
moral
de
dos
voltados
jovens.
vontade
para
O
cativa,
os
vício
pais
é,
em
estreitamente
vinculado à formação moral do jovem. Na família esta, portanto,
a primeira trinheira do combate às toxicomanias.
d) Organizar
as
suas
útil.
programas
potencialidades
O
Projeto
e
que
seu
Rondon,
permitam
dinamismo,
sem
nunca
ao
jovem
expandir
fazendo-o
ter
falado
sentir-se
em
drogas,
provavelmente, contribuiu mais para o combate contra as drogas,
do
que
todos
os
programas
sensacionalistas
de
televisão
reunidos.
e) Programas
ministrados
por
conhecimento
espécie
de
de
informação
profissionais
global
do
competentes,
problema
responsabilidade
atualizadas
a
todos
os
educacional,
correta,
que
que
para
e
levem
tenham
o
qualquer
torná-los capazes
de detectar o primeiro sintoma do problema e assim evitar a sua
expansão.
(Se
um
o
usuário
fenômeno
organizador
de
drogas,
semelhante
ao
de
já
um
grupo
do
dependente,
que
foi
Projeto
é
Rondon
possível
que
levar
ocorra
explicado em relação as escolas
em geral).
O
objetivo
convenientes
ser
ou
deste
trabalho
necessárias
à
não
redução
é
arrolar
as
.
da DEMANDA,
medidas
quer
apenas
um alerta e um chamamento: O COMÉRCIO DO VÍCIO só pode ser
combatido
com
alguma
esperança
de
êxito,
se
for
dada
alta
prioridade aos programas de redução da DEMANDA. Pretende apenas
dizer
O
QUE
FAZER,
estimulando
as
inteligências
a
responder
O
COMO FAZER.
Para
não
dizer
que
não
usei
APENAS REPRESSÃO. PREVENÇÃO É A SOLUÇÃO.
um
"
slogan " ,
aí
vai:
NÃO
XXIII
I SEMINÁRIO REGIONAL SOBRE A ADOLESCÊNCIA
REGIÃO NORDESTE
RECIFE - 23 a 25.11.1978
A PROTEÇÃO AO TRABALHO DO MENOR
MARIA HELENA C. ZANELLA
1. O Novo Ministério do Trabalho
A
Lei
Nº
desmembramento
do
6
036,
de
antigo
Social em duas Pastas:
1º
de
maio
Ministério
de
do
1974,
Trabalho
estabeleceu
e
o
Previdência
a da PREVIDÊNCIA E ASSISTÊNCIA SOCIAL e a
do TRABALHO.
A
resposta
partir
daí,
eficiente
e
competiria
ficaz
à
ao
Ministério
problemática
do
Trabalho
ligada
ao
a
mundo
laboral, através de ações voltadas para:
- O trabalho - a organização profissional e sindical e a
fiscalização
do
cumprimento
das
normas
tutelares;
-
A
ordenação
do
mercado
de
trabalho
-
políticas
de
emprego, salário e imigração;
- A promoção do trabalhador e melhoria da qualidade de
vida;
-
A
preparação
do
homem
para
o
trabalho
- capacitação
profissional e,
Colaboração com o Ministério Público junto à Justiça do
Trabalho.
Em
síntese,
desenvolvimento
política
da
atribuiu-lhe
área
formulada
pelo
social,
a
pelo
Conselho
responsabilidade
trabalho,
de
de
acordo
Desenvolvimento
com
do
a
Social,
segundo orientação do II Plano Nacional de Desenvolvimento.
Considerando
processo
de
coletividade,
as condições atuais da vida brasileira, em
desenvolvimento,
em
especial
e,
identificadas
dos
as
trabalhadores,
aspirações
o
da
Governo,
reconhecendo-as legítimas, tem se empenhado em atingí-las, através
da execução da programação geral do Ministério do Trabalho, inte-
XXIV
grada pelos programas ou atividades de seus órgãos-fim, ou seja,
das
Secretarias
Promoção
de
Mão-de-Obra,
Emprego
e
Salário,
Imigração,
Social, Segurança e Medicina do Trabalho e Relações do
Trabalho. Esta programação resulta do diagnóstico, por exemplo, dos
seguintes fatos:
-
O
direito
considerado
ao
trabalho
componente
é
assegurado
indispensável
da
e,
o
trabalho,
dignidade
humana.
é
No
entanto, a livre escolha do emprego é limitada pela baixa instrução
e
qualificação
período
de
profissional
sociedade
do
povo,
tradicional,
recentemente
de
base
saído
agrícola,
de
sem
um
o
indispensável ' treinamento para enfrentar os problemas da moderna
tecnologia
alcance
e
do
da
vida
povo
as
urbana.
É
informações
necessário,
sobre
a
não
só,
colocar
ao
do
mercado
de
situação
trabalho, como proporcionar-lhe meios de capacitação profissional.
Por sua vez, não são, ainda, justas e favoráveis as condições
de trabalho em certas regiões onde a presença protetora do Governo
não se faz presente com eficácia e/ou permanentemente.
– A proteção contra o desemprego, igualmente, exige mecanismos
adequados e eficientes para tal tarefa. Na ordenação do mercado de
trabalho,
o
Sistema
Nacional
de
Emprego
(SINE),
recentemente
criado, deverá atuar com este/objetivo.
– Outra meta que o Governo porfia por alcançar é a de igual
remuneração
para
igual
trabalho.
Pesquisas
tem
revelado
que
a
mulher, em média, recebe salários inferiores ao do homem, o que
indica a persistência de preconceitos. Há pressões continuadas de
manter os menores em nível salarial inferior ao dos adultos, sob a
alegação de ingressarem em período de aprendizagem. No entanto,
ambos necessitam adaptação a novas técnicas de trabalho na empresa.
Persiste, desta forma, a tradição medieval das corporações.
E,
o
Ministério
do
Trabalho,
novo
em
sua
instituição
e
conteúdo, tem se estruturado, com o esforço necessário, para que a
estabilidade social seja uma realidade cotidiana, pela harmonia'
entre o capital e o trabalho.
2.Proteção ao Trabalho do Menor
Feitas estas colocações, passamos a analisar a atuação do
Ministério
do
Trabalho
dirigida
ao
trabalhador
menor,
assim
considerado o adolescente entre 12 e 18 anos, nos termos do artigo
402, da Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-
XXV
– Lei Nº 5 452, de 1º da maio de 1943.
Em
nosso
País,
com
elevadíssimo
índice
de
crescimento
demográfico e com a precocidade que a juventude vem apresentando,
merece
significativa
e
atenta
valoração
social
a
participação
do
adolescente na força de trabalho.
O
trabalho
do
menor
merece
especial
proteção
por
várias
razões:
1. Fisiológicas - para que seja possível o desenvolvimento
normal do jovem;
2. De segurança - porque os menores, pelo mecanismo psíquico
de
atenção,
se
expõem
a
riscos
maiores
de
acidente do trabalho;
3. De
-
salubridade
impondo-se
materiais
ou
afastar
locais
os
menores
comprometedores
de
de sua
integridade orgânica;
4. De moralidade - por haver empreendimentos prejudiciais à
moralidade do menor e,
5. De
-
cultura
para
que
lhe
seja
assegurada
instrução
adequada.
Assim,
o
Trabalho
inserido
em
preceito
constitucional
e,
concebido,como anteriormente se afirmou, componente indispensável à
dignidade humana, é fator de integração social.
Garantir
as
condições
favoráveis
para
a
realização
do
trabalho, nesta faixa específica do desenvolvimento humano, é uma das
grandes tarefas do Ministério do Trabalho, sabido que é período de
realização de grande parte da autonomia interna' da criatura.
Porisso,
proteção
os
especial,
menores
trabalhadores
consubstanciada
na
devem
ser
legislação
acercados
de
protetiva
do
trabalho, a qual compete ao MTb fazer cumprir, embora a consecução
dos
objetivos
preocupação
privado)
do
Ministério
compartida
envolvidos
intersetorial
dos
na
com
do
todos
Trabalho,
os
organismos
problemática,
problemas
da
área
deva
dado,
do
constituir-se
(Governo
justamente,
o
e
setor
caráter
trabalho e, em virtude da
interdependência entre a política econômica e social.
A
tarefa
proteção
maior
finalidade,
da
ao
trabalho
SECRETARIA
dentre
DE
outras,
do
menor,
RELAÇÕES
orientar,
na
DO
estrutura
TRABALHO
coordenar,
do
que
MTb,
tem
controlar
é
por
e
supervisionar as atividades relacionadas com a proteção, a inspeção,
a segurança e a medicina do trabalho.
Muitas
medidas
foram
tomadas
para
o
cumprimento
destas
XXVI
atribuições.
No
aperfeiçoamento
entanto,
da
devemos
fiscalização
ressaltar
do
a
cumprimento
expansão
e
normas
de
das
proteção ao trabalho, como também, sua interiorização.
Devemos
preceitos
destacar,
legais
ainda,
protetores
prioritária
do
setor,
necessidade
de
valorizar
integrante
que
a
da
mas,
não
trabalho
só
se
igualmente,
o
programação
desenvolve,
do
que
trabalho
da
através
da
a
de
cumprimento
constitui
dos
atividade
conscientização
do
Secretaria
o
menor,
Relações
Subsecretaria
de
da
é
atividade
do
Trabalho,
Proteção
ao
Mulher
do
Trabalho e suas respectivas Coordenadorias, a saber:
− Coordenadoria da Inspeção do Trabalho e
− Coordenadoria
de
Proteção
ao
Trabalho
da
e
Menor.
Esta última,com as seguintes atribuições:
1. Elaborar normas sobre o trabalho da mulher e do menor;
2. Orientar
e
controlar
o
cumprimento
dos
preceitos
legais relativos ao trabalho da mulher e do menor;
3. Estudar e analisar
assuntos relativos ao trabalho ' da
mulher e do menor;
4. Apreciar
preceitos
recursos
legais
relativos
de
a
proteção
autos
ao
de
infração
trabalho
da
aos
mulher
e
do menor;
5. Realizar
palestras,
conferências
e
exposições
alusivas
ao trabalho da mulher e do menor e,
6. Promover
campanhas,
trabalho
objetivando
extradoméstico
facilitar
da
e
proteger
mulher,
o
inclusive,
instalação de creches.
Resumidamente,
curto,
em
nossa
área
já
que
de
o
tempo
trabalho,
de
esta
é
que
a
dispomos
é
muito'
participação
do
MTb
na proteção ao trabalho do menor ou adolescente.
Nos
pelas
Delegacias
maiores
da
específica,
Menor,
Estados,
atividades
Regionais
Federação,
isto
é,
encarregada
os
do
correlatas
Trabalho,
órgãos
sendo
regionais
são
que,
são
desenvolvidas
nos
dotados
Estados
de
'
seção
Seção de Proteção ao Trabalho da Mulher e do
da
problemática
da
mão-de-obra,
discussão. É o caso deste Estado que nos recebe.
ora
em
XXVII
O ADOLESCENTE E A FAMÍLIA
Tânia Maria Monteiro
Ana Maria Barreira Monteiro
A
social
família
pelo
nordestina
onde . o
patriarcado,
chefe
da
membro
que
deveria
sempre
e
chefe.
Desde
do
pai
família.
orientação
tudo
a
para
figura
solucionar
quanto
como
fará
sempre
pai
dependente
para
se
ora
a
favor
e
chefe
ora
uma
dependencia
à
insegurança
adolescente,
repetindo
figura
entrando
na
às
o
em
de
A
ele
e
sem
adulta,
pai
às
e
um
ordens
recebe
a
pai;
em
resolver
ou
percebe
o
contudo
saber
mãe
aparece
quase
e
pai.
o
favorável
Toma
a
uma
posição
cria no adolescente
por
depois
vista
como
do
sabe
Vamos
comportamento
vida
ordens
comportamento,
autoridade.
este
do
adolescente
situação,
seu
pessoa
oposição
que
adolescente
Esta
de
família
familiar,
contra
ponto
adolescente
único
cedo
o
família.
nordestino,
mesmo
entre
na
o
independente.
dele,
da
o
esquema
tornar
mediadora
como
na
fazer
questionar
Logo
do
sem
nasce,
sem
problemas.
a
marido
que
do
reside
aparece
obedecer,
aparece
como
posição
do
do
mando
adolescente
obedecer
os
está
O
caracteriza-se
bem
ver
anos
de
como
o
uma
nosso
seguidos
adquirir
e
sua
maioridade, continuar dependendo dos pais e da família.
Como
toda
esta
forma
de
ora
comportamento
dependencia
agressão
omisso
sociedade.
na
A
paralelo,
na
dirigida
sua
sentir
uma
à
mostrando-se ora irritado,
expressada
como
por
membro
nosso
inicia
a
O
família,
adolescente
resposta
agressão.
participação
agressão
vamos
desta
uma
pequena
adolescente
é
uma
forma de ir de encontro a todo um esquema de dependencia imposto
pelos
é
pais.
muito
Ela
pode
frequente
ter
em
paralelo
em
adolescentes
outras
que
causas,
vivem
em
no
entanto,
maior
rigor
educacional, onde a autoridade paterno não pode ser questionada.
XXVIII
Esta
adolescente
educação
todo
se
valoriza
se
sentir
sua
sentir-se
que
de
é
membro
adolescente
o
lado
pelos
O
oposto,
que
sua
para
o
rejeição,
tem
a
vê
no
onde
nele,
processo
no
não
necessidade
funcionamento
neste
sentir
desenvolve
família
do
integre
faz
de
adolescente
integrante
se
pais,
sentimento
constatar
o
apresenta
de
fundamental
aceito,
que
processo
personalidade.
aceito,
importante,
com
um
dirigida
alguém
familiar.
familiar,
sistema.
adolescente
A
o
O
faz
rejeição
quanto
ele
é dependente e pouco importante para a família.
O
Terá
nosso
que
vencer
independente
é
sobreviver.
às
adolescente
vezes
por
sente,
estar
que
Portanto,
esta
dos
sendo
busca
O
pais
o
sua
independencia
a
de
uma
e
quer
ser
inaceitação
tolhido
esquema
nos
para
é
ser
poder
dolorosa
independente,
a
esta
seus
familiar
medo.
onde
família,
independencia
jovem
com
autoritário,
abandonar
rechaçado
integra
a
esquema
traumatizante.
parte
acomodar,
um
ter
até
sente
todo
busca
e
mas
tentativa,
intentos.
não
e
Ao
se
aceitando
a
dependencia familiar se vê rechaçado pela família.
O ADOLESCENTE E O GRUPO DE COMPANHEIROS
O
adolescente
emancipação
dos
dos
amigos
e
pais,
surge
em
busca
procura
aquí
um
a
de
ajuda
força
fator
que
de
para
lutar
necessita
primordial
na
pela
companhia
importancia
para
o desenvolvimento do jovem: o grupo.
De repente, os pais que até então tinham o controle sobre
o
filho,
gírias
grupo
vem
que
próprias,
volta
as
ele
se
torna
desobedientes
costas
aos
e
um
estranho,
insolentes.
adultos
e
se
com
maneirismos,
O
jovem
unem
à
na
uma
idade
do
sociedade
separada que se baseia na vizinhança e na escola. A afiliação ao
grupo
de
companheiros
maturidade,
encontro
jovem
própria
aprende
formais,
liderado,
além
da
entretanto
de
sejam
sobre
noções
as
parece
é
o
primeiro
identidade.
primeiras
democráticas
justiça
de
ser
sexo,
ou
e
um
estágio
Isto
noções
ou
número
no
para
no
o
caminho
da
processo
de
porque
é
sobre
estruturas
autoritárias,
injustiça,
um
desvio
sobre
sobre
incontável
grupo
ser
lealdade,
de
que
o
sociais
lider
ou
ideiais,
tópicos
menos
XXIX
elevados.
Nesta
época
os
valores
dos
companheiros
se
tornam
mais
importantes do que qualquer coisa que os pais possam dizer.
O
pelo
daí
qual
os
grupo
de
conhece
o
apelidos,
maioria
dos
companheiros
jovem
que
jovens
e
as
usa
possue
este
se
vezes
o
seu
conhece
perduram
apelido
conjunto
a
si
pela
de
rótulos
mesmo.
vida
orgulhosamente,
Surgem
inteira.
isto
A
porque
o
onde
o
reconhecimento é um distintivo de sua pertinencia.
A
jovem
seus
sociedade
do
grupo
aprende
a
viver
perigos.
A
declaração
afastamento
dos
aprendizagem
adultos
ou
compartilham
fora
é
é
terreno
de
provas,
de
sua
família,
mas
também
de
independencia
não
é
em
parte
condicionamento
pode-se
um
tornar
uma
simples
oposição à eles. Devido a
anteriores,
uma
um
possui
nova
a
independencia
forma
de
que
escravidão,
exigindo uma subserviencia completa ao grupo.
Os
desde
grupos
o
agrupamento
finalidades
gangs
delinquentes
até
temos
membro
morrer
o
cavalo
tais
um
de
pau
a
(muito
times
como
de
sua
graus
conversas,
como:
grupo
provar
de
diferentes
organizadas
de
para
ter
simples
específicas
adolescente
e
podem
combatentes,
em
nossa
clubes
futebol,
forças
ao
organização,
até
de
lealdade
comum
de
de
ou
com
mesmo
combate.
O
deixar-se-á ferir
grupo.
Como
região)
e
exemplo
a
corrida
de automóveis.
A
bases
definição
dos
geográficas:
comunidades
raciais
e
as
o
na
maioria
quarteirão
divisões
classes
grupos
são
sociais:
das
feitas
um
fato
em
que
das
vezes
casas,
mas
termos
de
pode
é
feita
em
em
muitas
preconceitos
perpetuar
as
mesmas
segregações e preconceitos que existem na sociedade adulta.
Os pais devem se adaptar ao fato de que os jovens . estão
comprometidos
com
desenvolvimento
confiança
os
em
estão
costumes
direção
em
perigo.
à
do
grupo
e
que
individualidade
Podem
neste
caso
e
fora
o
do
senso
grupo
de
o
auto-
superidentificar-se
com os valores adultos, podem procurar amigos entre os jovens do
sexo
oposto
e
em
certa
medida
identificar-s e
tornar-se exageradamente individualistas.
com
eles, ou podem
XXX
A
medida
que
vão
se
tornando
mais
velhos,
os
adolescentes podem ampliar o grupo ultrapassando a vizinhança.
O
objetivo
popularidade.
sobre
si
Pelo
mesmos,
impopular
e
companhia
que
período,
estar
os
Ele
o
Quanto
pode
é
de
que
esforçam
que
número
EU
é:
de
está
compreender
a
a
o
julgados
pela
Durante
este
alguém
receber
que
incertos
estável,
Daí
é a
sobrepujar
serão
de
bem.
aplausos
para
e
velhos
tão
amigos).
forte
precisa
ele
mais
não
se
um
mais
frequentemente
sabendo
o
que
dizer
adolescente
serem
popular,
(isto
com
lhe
popularidade.
melhor.
o
carente
satisfeito
para
de
de
adolescentes
adotam
jovem
grupos
fato
cultivar
o
situação
dos
pode
de
não
fora
da
necessidade
da
dos
companheiros
apreciação
dos
outros
é
por sua vez uma busca de aprovação.
valores
gr u p o ,
E
a
e
julgamentos
que
dependencia
se
vocabulário,
ele
adolescente
grupo.
Quando
leva
a
rapidamente.
adolescente
tem
sido
habilmente
transmitem
o
Rígida
um
escravizante
conformidade
Em
ao
numa
da
aos
é a regra do
base
a
e
de
sua
manias
os
adolescente)
tipos
a
cultura
comercial:
do
novos
afirmar
Modas
extensão
época
para
quer
exagero.
alguma
posta
novas,
adolescente
moda
carater
ideias
continua
à roupa, enfeitos, tipo de cabelo, postura,
entonação.
propagam-se
ou
do
estende
individualidade,
(medindo
do
do
adultos
implantam
roupas,
música
etc.
Entretanto
nefasto
prove
e
levar
uma
base
regozijante
fato,
parte
o
o
grupo
diretamente
para
o
sensação
das
adolescentes
à
de
emancipação
delinquente
tradições
pode
delinquencia,
sentimento
de
comportamento
função
de
valor
das
ter
isto
e
vizinhas
porque
ambos
do
e
adultas
incidental
e
alcance
competência
restrições
é quasi
um
e
modo
em
de
uma
e
de
grande
ganhar
prestígio.
Mas,
enquanto
assimilar
as
Porque
última
em
noções
o
de
jovem
vive
conduta
análise,
o
e
jovem
fora
de
do
moral
continua
lar,
dadas
a
não
deixa
pelos
de
pais.
identificar-se com
os adultos significativos mesmo qu a n d o r e s i s t e à eles. E continuam
a
precisar
deles
como
dos
pais
refúgio,
como
adultos
durante
seus
e
não
companheiros.
reajustamentos
Precisam
períodicos,
quan-
XXXI
do estão doentes e também nos momentos em que desejam ser apenas
membros
da
família,
pedindo
informações,
conselhos,
ajuda,
intercambiando notícias e confidencias.
Esta
conhecemos
descrição
mas,
antes
adapta-se
de
a
alcançar
adolescentes
a
maturidade,
que
o
todos
adolescente
enfrenta ainda um outro problema: a preparação para o casamento.
RELACIONAMENTO HETEROSSEXUAL
Os
nossos
adolescentes
são
desde
pequenos
enfluenciados
a cumprir um desejo da sociedade - o casamento.
Passam
Entretanto,
realizada
a
esta
de
juventude
toda
preparação
nem
forma
errada,
se
preparando
sempre
repleta
é
bem
de
para
esta
feita,
as
incorreções,
missão.
vezes
dando
é
ao
adolescente ideias que lhe dão insegurança.
O adolescente aprende que deve cumprir uma obrigação, as
vezes
sem
social.
saber
Quando
encontrando
porque,
se
a
simplesmente
questiona,
solução
para
geralmente
para
seu
efetivar
não
problema,
sabe
um
desejo
responder,
sentindo-se
não
diferente
dos seus amigos.
O namoro não é visto apenas como um encontro casual, mas
como
um
compromisso
numa
formalidade
paquera
os
aparece
jovens.
como
a
O
primário.
a
qual
se
conquista,
espera
que
sempre
está
sociais,
as
a
masculina.
devem
atualmente,
rapaz
nossa
Ela
vê
o
jovem
ainda
nossa
o
ainda
homem
o
menos
Apesar
como
o
se
ao
colocam
outro.
formal
conquistador,
conta
muito
já
um
sociedade.
por
posição.
é
namoro
encontro
como
corram
sua
no
responsabilidade
como
da
iniciativas
de
jovens
apresenta
dentro
seguro
Os
A
do
das
rapaz,
ser
que
sempre
nem
mudanças
da
deve
jovem
que
grandes
dependente
entre
a
jovem
A
vontade
mandar
em
situações
de
tudo, submetendo seus desejos a decisão masculina.
O
mando,
jovem
apesar
bastante
nem
de
ter
dependente
independencia.
sempre
como
do
preparado
para
imagem
paterna
pai,
que
enfrentar
o
domínio,
dificilmente
é
permite
ainda
sua
XXXII
NECESSIDADE DE UM SERVIÇO DIFERENCIADO DE
ATENDIMENTO DO ADOLESCENTE
Dr. Juan Carlos Kusnetzoff
A
equipe
Psiquiatria
localizado
à
do
SETOR
da
Universidade
Av.
Venceslau
DE
ADOLESCENTES
Federal
Brás
nº
71
do
-
do
Rio
fundos
de
Instituto
Janeiro,
Botafogo/Rio
de
Janeiro, constitui-se dos seguintes técnicos:
+ Andrea Bueno do Prado Bastos Tigre
++ Aurea Clavéria Ramos Paim
(+) Claúdia Garcia Solano Martins
(++) Edson Guimarães Saggese
+ Helena Maria de Freitas Quintes
++ José Carlos Souza Lima
** Juan Carlos Kusnetzzof
* Júlia Maria de Almeida
++ Maria Cecília de Carvalho Tróia
(+) Maria Esther Delgado Leite
+ Maria Lúcia de Amorim Maranhão G. Silva
** Moisés Croissman
++ Ney Heliu
++ Ney Magalhães
+ Psicologas
do
Setor
de
Adolescentes
do
Instituto
da
Instituto
de
UFRJ
++ Médicos
do
Setor
de
Adolescentes
do
Psiquiatria da UFRJ
(+) Psicóloga
sub-coordenadora
do
Setor
de
Adolescentes
do Instituto de Psiquiatria UFRJ
(++) Médico
sub-coordenador
do
Setor
de
Adolescentes
do
de
Adolescentes
do
Instituto de Psiquiatria da UFRJ
* Psicólofa
coordenadora
do
Setor
Instituo de Psiquiatria da UFRJ
** Médicos
Psicanalistas
Adolescentes
do
supervisores
Instituto
de
Universidade Federal do Rio de Janeiro
do
Setor
Psiquiatria
de
da
XXXIII
NECESSIDADE DE UM SERVIÇO DIFERENCIADO DE ATENDIMENTO
AO ADOLESCENTE
Dr. Juan Carlos Kusnetzoff (*)
Falar
do
adolescente
é
falar
da
idade
da
vergonha,
da
idade da revolta, e da idade do crescimento.
Quem
diz
diz
revolta
vergonha,
diz
diz
necessidade
necessidade
de
aparecer.
Quem
de
ocultamento.
diz
Quem
crescimento,
diz diferenciação.
O
oculta.
adolescente
O
se
adolescente
oculta
tem
aparecendo
vergonha
de
e
aparecendo
crescer
e
por
se
isso
desaparece. Quem aparece, é o crescimento, e ele, não é possível
fazer desaparecer.
Nosso
que
forma
a
Instituto
Janeiro,
setor,
parte
de
Como
Alguém
diz
um
de
setor
um
Psiquiatria
cujo
Filho.
é
diretor
todas
que
as
o
o
coisas
setor
atendimento
Instituto
da
é
de
de
têm
Dr.
um
começou
ha
Federal
Eustáquio
começo,
muito
adolescente
Psiquiatria
Universidade
Prof.
ao
o
do
na
Rio
o
de
Portela
Nunes
também
teve.
setor
tempo,
Geral:
idéia
de
seu
diretor; outros dizem que começou quando o Setor de Infância viu
ultrapassada
idéia
de
sua
uma
capacidade:
antiga
Outros
psicóloga
dizem
do
que
Insituto:
começou
numa
Outros
velha
dizem
que
tomou forma quando a Argentina decidiu exportar...
O
começo
do
Setor
adolescentes
mesmos:
migrantes
se
que
detém
de
Adolescente,
Mitológicos.
e
fundem;
em
foi
Idéias
velhos
e
será
que
corpos
como
os
cristalizam,
institucionais
que se modificam e o novo que aparece quase bruscamente...
O
sem
de
não
aparecimento
vergonha.
Quem
adolescentes
tinha
não
nenhum
diz
de
um
Setor
vergonha,
tinha
verba,
"
"
status
de
adolescente,
diz
também
não
tinha
próprio
não
perseguição.
local
dentro
dos
para
se
O
faz
setor
trabalhar,
marcos
intra-
institucionais.
(*)
Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
(I P U F R J ) - (Setor adolescência).
XXXIV
Efetivamente, carecia de identidade.
Duas
um
local,
ou
identidade
andar
"
tendências...
se
só
com
empacotada
o
funciona
que
num
se
esperando
tem,
carimbo,
ou
uma
ou
se
se
"faz
verba
espera
que
caminho
e
a
ao
e se fabricam fábricas de carimbo.
adolescente
crescimento,
que
trabalha
venha
O
final
ou
do
para
ser
caminho
próprio
ele
produzindo
é
viverá
reconhecido,
ele
obtém
se
que
deu
o
esperando,
o
a
que
si
produto
para
revoltado
ter
uma
procurava.
mesmo,
Só
aquilo
aparece.
O
seu
identidade.
que
que
No
compreenderá
ele
contrário
em
é
seria
hoje.
supor
Só
que
a pororoca inventa o mar.
Não
equipe
Eles,
tínhamos
reunir-se,
em
nem,
ocasiões,
com
outros
bem
esta
local.
sensação),
angustiosas...
Como
às
saíam
pacientes.
Local
O
próprio.
vezes,
ao
jardim.
terapeuta
procurava
faço?
para
Nem
para
atender
Brincavam
jovem,
respostas
Interpreto?
nós,
os
ali.
para
pacientes.
Batiam
desconcertado.
precisas
Chamo
a
a
para
papo
(reter
perguntas
família?
Qual
é
a
experiência sua, Sr. supervisor? Onde... Em que livro a procuro?
O
origens.
toma
consultório
O
realidade,
com
(externa
ao
jardim.
Ou
seja,
voltou
às
suas
de . adolescentes, igual a eles, se exogamiza,
terapeuta
contato
saiu
o
meio
enquanto
exterior,
a
outra
tentando
apoderar-se
realidade)
a
interna,
da
muda
vertiginosamente, não lhe pertence, mais ainda: o possui.
Não
empíricos
futuro:
armas
a
antecedentes .
existiam
brasileiros.
retrocedendo,
da
realidade
tratar
passado
É,
assim
como
isto
é,
tomando
infantil
adolescentes
conhecimento
e
instrumentos
próximo,
para
neste
que
os
está
a
estudar
estes
adolescentes,
realidade
envelhecendo.
brasileiros
estrangeiros.
com
Eu
objetos
entram
nova
Nós
com
no
as
entramos
bibliografias,
mesmo
futuro-presente.
projetei
E
meu
ensinamos.
E.supervisionamos...
Com
ensino
e
vezes,
ela
um
colega
supervisão.
nos
A
ensinava,
brasileiro,
primeira
ou
nos
formamos
aluna
foi
uma
a chefe
supervisionava.
Às
sub-equipe
do
Setor.
vezes
os
de
Às
alu-
XXXV
nos
me
ensinavam
crescimento.
uma
nova
através
No
português.
meio
da
realidade:
de
psicopatologia
e
a
troca
discordância
elas
ensinar-me
Foi
sua
psicoterapia,
permitiu
linguística,
aprendendo
própria
que
a
transparecia
tratar
idiossinerasia
aprendendo
adolescentes
e
deles
o
eu
ensinando
esta
realidade
diferente, contrastante ... adolescente.
O
Tão
terapeuta
diferente
"curar"
de
que
pelo
adolescentes
tem
que
próprio
é
um
atrever-se
adolescente.
terapeuta
a
diferente.
deixar-se
Nós
ensinar
ou
isso.
E
aprendemos
ensinamos isso. Ensinamos a curar, deixando-nos curar.
Mas
as
quando
exigências
variados.
E
muitos.
verá
atendimentos
cresce,
O
O
tanto
sentido
a
misturar
começou
que
grupais;
amplo,
receber
dedique
sua
fará
quanto
interesses
Sociais,
se multiplica e
a
se
diversificada
e
em
percepção
Setor
também
Assistentes
a
Setor
individuais
inevitavelmente,
com
corpo
aumentam...
adolescentes,
família,
o
a
tratar
tarefa.
Fará
atendimentos
restrito.
Isso
disciplinares.
Médicos
casos
com
de
leva,
Psícologoa
Educadores...
Interpretações com psicofármacos, Freud com Pestalozzi...
A
como
até
a
identidade
identidade
apagar,
às
psicoterapia?
social...
difusa
difusa
vezes,
Um
pode
a
médico
dar
e
e
em
em
formação
formação
pertença
ou
do
um
do
do
adolescente, assim
Setor,
sujeito.
Que
superpunha
Quem
Psicólogo?
interpretações?
se
E
dirá
deve
a
o
fazer
assistente
Diretor
do
Instituto? Se serve a ele ou ele se serve de nós?
Primeiro:
todo
crescimento,
em
algum
momento,
em
algum
lugar, implica uma confusão. Não há aprendizagem sem confusão.
Segundo:
inalienável
atacado
chefias
para
de
Diretores
jogam
de
todo
que
para
fortificar
clínica
se
monstruosos,
pela
crescimento
janela
duramente construído.
em
abordar
a
abatem
ora
implica
o
débil
situação
de
a
paranóia.
desconhecido,
maior
feitiçaria
se
sobre
força
à
ritual,
Direito
considera
existente.
demoniacamente
aplicam
atos
uma
o
Assim,
Setor,
equipe,
o
e
ora
trabalho
XXXVI
A
instabilidade
cambiante
são
desconcerto,
a
a
emocional
regra
para
incerteza
do
o
e
o
mundo
adolescente.
minuto
seguinte.
perpetuamente
A
sensação
de
São os sentimentos
com que o terapeuta, adolescentólogo, deve conviver...
Nosso
dizer:
cada
Setor,
tem
estudante,
estrutura
cada
universitária.
profissional,
é
uma
Isso
célula
quer
corporal
renovavel rapidamente. É uma estrutura movel em alto grau. É uma
estrutura
chefes
de
de
perdas
equipe
compelidos
a
exogamia,
permanente.
se
educar
arranca
sentem
e
os
Igual
como
criar;
o
ao
os
objeto
pais
movimento
filhos-educandos,
tratar.
a
do
vital,
Os
adolescente:
o
vendaval
deixando-os
da
desarvorados
com cada promoção, com cada formatura.
As
pequenos.
embora,
o
"
vezes,
Os
os
os
adolescentes
adolescentes
alunos
podem
instruem
staff " observa
"
os
ser
têm
pais
novos.
corporificados "
irmãos.
Irmãos
funcionais.
Numa
Antes
verdadeira
muito
de
ir
alucinação,
os conhecimentos e a ideologia
que se transfunde, repetindo-se um novo ciclo vital.
Como
"
os
metastasiam "
educando
adolescentes
pela
teve
que
doente.
Cura
implica
um
implica
História.
contexto
cidade,
não
é
ele
o
conceito
instrumento.
onde
pelos
aprender
um
crescidos,
serviços,
que
é
opera.
do
Não
país,
para
o
preenchido
implica
operador
é
educandos
pelo
cura
isolado,
Instrumento
História
os
possível
a
tudo.
O
adolescente
no
ar.
operador.
mesmo,
se
é
cura
Curar
Operador
História
sem
cura
do
de
contexto.
Contexto familiar imediato, contexto familiar mediato,
contexto social amplo...
O
façanhas
adolescente
inauditas,
de
senha,
além
sonhos
dos
heróicos,
mares.
Bravos
idealizados,
piratas,
bravos
corsários, arrombando portas, libertando virgens...
O
terapeuta
radicais,
idealizadas,
interpretações,
aparentes...
novel
portas
Psicólogos
também
tem
sonhos...
arrombando,
resistenciais
novais
Sonhos
com
para
confiantes
em
curas
maravilhosas
liberar
Freud,
de
nourosos
ferindo
de
morte, delírios complicados... Médicos jovens, quase adolescentes,
crentes
dogmáticos
da
butirafenoma...
Profissionais
iludidos
que
XXVII
ainda
acreditam
falar
...
aprendem,
palavra
Ao
que
...
entusiasmo,
que
só
que
em
final
os
do
a
capacidade
podemos
"
a
a
verdade
os
médicos
acreditar
de
se
curas
está,
dolorosamente,
existem,
começam
atingir
parte
ano,
fármacos
Todos
e
alguma
o
surpreender...
mínimas
"
...
os
sabem
que
e
do
poder
cura
Todos
o
que
psicologos
que
Que
têm
da
é
o
aprendemos
tempo
também
cura. Sobretudo, na adolescência.
O
Setor
cresce.
A
perseguição
consequente,
a
que
espera.
em
E
grupo,
imenso
pais
sentimos
leque
e
fila
também
propormos
e
ir
á
adolescentes,
em
grupo.
transpor
a
...
Com
não
serialidade
medo
e
a
institucionalizar
fila,
esperam
Porque
muito
em
grupo.
abrir
a
Pensamos
fila
sartriana
na
como
um
convivência
socializante de esperar juntos ?
Nasceram,
era
muito
iniciaram,
assim,
"
os
grupos
grande
(dos
sob
coordenação
a
espera "
de
...
profissionais-alunos),
dos
Como
o
medo
os
grupos
se
supervisores,
sempre
na
suposição mitológica do que os supervisores não tinham modo.
De
repente,
querem
abandonar
espera
é
essa:
a
Um
uma
surpresa.
Os
provisioriedade
viver
grupal.
adolescentes
do
O
grupo
de
isolamento
e
os
pais
espera.
não
E
que
a
grande
que
a
comunicação
com
a
é
tão
espera em grupo, é todo o objetivo.
A
exogamia
aumenta.
comunidade,
começando
moradia.
psicologia
Não
há
A
nele
nada
a
Setor
espalhar
do
de
O
os
entra
adolescentes
adolescente,
individual,
em
só
é
uma
seu
ao
seu
lugar
Psicologia
corpo,
e
nós,
de
Social.
não
nos
ocupamos dele.
A
células
equipe
seguem
também
sendo
as
cresceu,
mesmas,
não
mas
em
sim
número,
em
suas
já
que
suas
reinvidicações.
Agora tem um lugar próprio. Começa a ter identidade...
A
apresentou
equipe
dois
aprendeu
em
a
fazer
diferentes
um
trabalho
congressos.
científico,
Tem
tres
e
mais
já
em
andamento.
Neste
momento,
funcionam
no
Setor,
seis
grupos
terapeuticos, 25 tratamentos individuais, tres grupos terapeuticos
familiares,
um
grupo
de
espera
de
pais
e
um
de
espera
de
adoles-
XXXVIII
centes,
além
do
mais,
quatro
grupos
de
pais.
Isto
dá
uma
média
aproximada de 120 pessoas em atendimento.
A
equipe
está composta por um "staff" de duas psicólogas
e um médico, e nove alunos, sendo que quatro deles são médicos e
cinco,
mais,
psicológos
o
Setor
tem
tarefas de ensino
em
e
aulas
de
como
de
um
num
curso
dois
de
treinamento
supervisores
que,
profissional.
como
foi
Além
dito,
do
cumprem
e supervisão. A tarefa do ensino está dividida
programa
de
psicologia
técnica
psicoterapeutica
grupal.
O
ensino
se
com
evolutiva
adolescentes,
completa
com
aulas
da
adolescência
tanto
de
individual
Psicopatologia
Básica da adolescência.
A
suas
equipe
conquistas
trabalho,
que
estruturar
o
morrendo
Setor,
em
de
maturidade.
começa
seus
a
ter
alunos.
estruturou
Setor.
cada
cada
identidade
Cada
sua
vida
Maravilhoso
perda
de
deles
renasce
cada
já
não
leva
da
tomo
uma
profissional,
destino
filial,
Hospital,
um
e
familia
bússola
de
ajudando
a
humana
transformada
Serviço
que
perder
chega
em
que,
cada
à
sua
XXXIX
A ADOLESCENTE GRÁVIDA
José Leonídio Pereira
O
termo
literalmente
crescer
cada
tem
adolescência
crescer,
até
a
desde
desenvolvido
sempre
Seria
então
para
maturidade.
sociedade
quase
e
as
seu
Representa
próprio
de
do
algumas
primitivas
acompanhada
o
deriva
correntes
um
conceito
período
onde
em
definiu
período
até
mitos
as
de
e
latim
significando
de
de
transição
altamente
a
de
infância
e
e
complexas,
adolescência,
cerimoniais
terminaria
pensamento
passagem
iniciação.
findaria
na
período
no
fase adulta.
A
OMS
1974
a
adolescência
como
o
qual:
a) O
das
indivíduo
primeiras
progride
do
características
ponto
de
sexuais
vista
do
surgimento
secundárias
até
a
maturidade sexual.
b) Os
fenômenos
psicológicos
do
indivíduo,
e
os
caminhos
de identificação, se desenvolvem da fase infantil a fase adulta.
c) Ocorre
uma
transição
do
estado
de
total
dependencia
sócio-econômica para o estado de relativa independência.
Pelo exposto a faixa etária mais ou menos correspondente
ao desenvolvimento destes processos é dos 10 aos 20 anos.
A
os
adolescência
valores
caseiros
é
sabidamente
deixam
de
ser
um
período
mutáveis,
de
crise,
onde
os
onde
valores
externos são melhores.
É
de
hoje
um
é
período
que
é
onde
o
viver
importante.
é
Sempre
mais
importante,
houve
onde
alterações
de
o
dia
valores
de geração a geração, nunca os filhos são iguais aos pais, visto
que
a
vida
é
um
momento
histórico
amanhã.
As
motor
de
contínuo
hoje,
afirmativas,
não
no
“meu
de
é
renovação
igual
tempo
ao
era
de
de
valores
ontem,
assim”
ou
nem
“eu
onde
ao
o
de
fazia
assim” não são válidas em momento algum.
O
adolescente
não
é
novo,
ele
iniciou
com
o
início
do
mundo. A s interpretações é que mudaram, a criação, o mundo em si, e/
XL
ou velocidade das mudanças.
A
gravidez
principalmente
então,
crise
é
por
outro
se
acontece
sobre
crise.
lado
num
A
um
momento
período
crise
da
de
também
de
crise,
insegurança,
adolescência
seria
acrescida
da
gestação
em
crise inerente a insegurança causada pela gestação.
Muitos
menores
de
menina
anos,
10
de
Haller,
6
anos,
anos
1971
e
livro,
autores
o
teve
relataram
como
que
caso
um
de
e
a
Anna
vivo
isolados
exemplo,
começou
filho
anomalias
por
casos
curiosidades
Mandelso
menstruar
aos
Mimenthaler
que
aos
6
anos.
da
de
em
5
anos,
de
e
aos
Pyla
descreve
uma
Albrecht
menstruou
Gould
medicina,
1658,
em
o
2
seu
caso
de
Molitis e Lefebrué, em 1878, de uma menina de 8 anos que começou
a
menstruar
aos
4
anos.
Podemos
também,
citar
aqui
o
caso
relatado por Escomel, no Peru, de Lina Medina a mais nova que se
conhece,
caso
que
foi
relatado
século
XIX,
deu
luz
a
mãe
por
de
Anastacia
aos
9
não
foram
resultados
de
colocamos
corresponde
gestação
a
a
cesário
Silva,
da
de
não,
patologia
que
a
patologia
psíquica
precoce,
e
relações
sexuais
com
até
que
estas
a
e
senhores
dizer
sobre
levou
também
o
então,
dos
em
esses
que
todos
a
adolescente
crise
elementos
sua
de
patologia
meninas
na
que
que ao contrário
posta
estas
crianças,
visto
gravidez
teríamos
Uma
os
realidade,
adolescência
aqui
anos
colhidas de jornais do
Vejam
a
4
Xique-Xique, na Bahia, que
Poderia
anteriormente,
crise
em
gemelar.
incestos.
aos
informações
correspondem
indesejada,
patologia.
de
da
anos,
relatados
que
parto
Furtado,
casos
do
por
a
uma
sobre
puberdade
que
grande
tiveram
maioria,
pais, primos, tios ou avós.
Ora
estes
relatos
não
correspondem
a
realidade,
estes
não são fatos comuns.
Se
superior,
anos,
que
nos
da
visto
que
o
potencial
e
no
casavam-se
séculos
acreditavam,
antes
para
voltarmos
não
meio
para
semelhança
X
ao
se
esta
tinha
do
século
essa
ainda
e
também
pai.
Os
com
XV.
que
homens
teria
perdido
de
adolescentes
Eram
menina
criança
exterior,
ser
veremos
habitualmente
que
menina,
tempo,
os
toda
a
sangue,
este
filho
um
grande
casamentos
de
grandes
tivesse
teria
idade
um
10
–
filho
então
prometidos
homem
da
seja
cavaleiro,
11
cavaleiros
energia
ou
bem
mãe,
energia
todo
a
o
imagem
aos
sé-
XLI
culos
XVII
até
aberrações
anos,
a
início
dessas
esculturalmente,
ociosidade
e
os
dos
filhos
a
ler-se
nos
relatos
o
sexual
mantinham
pelos
dos
outras.
grandes
senhores.
neste
famílias,
foram-se
grandes
meios
cidades
do
viviam
razoavelmente
abandonar
seus
permitiam
em
suas
ter
impossível
e
e
os
a
muito
os
de
a
mais
nos
observar
o
precárias
a
eden,
em
acúmulo
a
os
entre
as
Famílias
que
começam
a
este
grandes
suas
grandes
que
aparecer
porém
os
das
prometidos
origem,
que
do
históricas
distâncias
para
de
conceitos
urbanos.
um
financeiras,
os
de
pelas
relacionamento
começam
centros
raro
cobiçados
casamentos
as
as
trabalharem
razões
mudando
modesta
de
lado
é
feitas
e
a
com
Não
porém
locais
outro
sexuais
eram
as
filhos
devido
Por
fato
que
diminuiram
procura
beleza
o
transferirem
vida
começamos
condições
que
seus
se
pelo
rígidas,
grandes
6
expormos
houve,
grandes
condições
uma
que
a
atrocidades
que
de
absolutos.
contraposição
nos
ao
donos
foram-se
em
redutos,
porque
as
e
locomoção
interior
acontecia,
urbanos,
de
sempre
5
iniciações
passados
criações
escasseando,
sua
esculturais,
século,
as
normal
importantes.
eram
Pelo
frutos
consideração que aos 20
toda
escravas,
corpos
adolescentes
Já
quais
a
em
suas
séculos
senhores,
dia
sobejo,
das
foram
tinham
endocrinos
tinham
dos
que
levarmos
perdido
senhores
escravas,
XX,
mulheres,
disturbios
das
dos
se
tinham
filhas
todo
século
principalmente
maioria
mulheres
do
centros
cidades
centros
de
pessoas
de
onde
não
lhes
isto
é
vivendo
viviam.
A
promiscuidade empera nestes locais.
A
filhos
severidade
vai
liberais,
se
filhos
diluindo
ao
socialmente
já
das
ponto
famílias
com
de
o
tradicionais
tempo,
já
nem
com
seus
filhos,
em
tomam
suas
próprias
na
tornando-se
se
suas
criação
cada
permitirem
a
comemorações
iniciativas,
vez
dos
mais
conviver
sociais
impulsionadas
os
pelos
pais que não querem ser quadrados perante eles. E essa liberdade
total
começa
a
repercutir-se
cada
vez
mais
num
relacionamento
sexual precoce, em adolescentes sem o menor preparo, sem a menor
orientação.
Deve-se
mencionar
também
que
as
duas
grandes
guerras
deste século teriam papeis importantes nas mudanças ocorridas
em
todo
os
meios
sociais,
assim
como
a
má
utilização
dos
grandes meios de comunicação. E o que vemos na atualidade, um
número cada vez maior de relações sexuais em idades cada vez
mais
cedo,
e
consequentemente
um
número
cada
gestações indesejadas, em adolescentes sol-
vez
maior
de
XLII
teiras
sem
a
mínima
maioria
desconhece
orientação
os
métodos
em
termos
sexuais.
contraceptivos,
e
se
o
A
grande
usam
não o
foram prescritos e orientados por médicos e sim porque a mãe usa
ou
alguma
colega
rarissimas,
a
que
lhe
grande
ensina,
maioria
porém
estas
desconhecem-nos
situações
ou
não
são
acreditam
que sejam capazes de engravidar.
A
OMS
em
1976
em
60
milhões
de
partos
computados
encontrou uma incidência de 25% de mulheres que pariam com idade
inferior
aos
18
anos,
lembrem-se
que
foram
também
no
somente
partos,
não
se computando os abortos.
Baseado
nestes
ambulatórios,
começamos
adolescentes
permitido
e
a
população
resposta
tais
grávidas,
observar,
também
de
de
situação
quase
"não
Procuramos
históricos
negações
de
3
um
sempre
e
especial,
para
e
ponto
resto
de
tão
cedo
cada
vez
as
tanto
2
trabalho
foi
saíria
foi
resto
da
fato,
estar
isolado.
horário
onde
os
os
nesta
as
momentos
anseios,
um
grupo
de
enfermagem,
as
composto
1
empiricamente
somente
de
a
insinuações
mais
desenvolver
partida
de
estas
nos
este
onde
criamos
a
ao
as
dúvidas,
dia
tratamento,
já
em
auxiliares
começamos
de
do
chacotas,
especial,
onde
ao
sobre
As
grupo
enfermeira,
cujo
o
não
que
juntas
encontrassem,
mesmos,
pediátra
ficavam
horário
se
arredias
a
com
principais
eram
mesma.
dia
lidar
inqueridas
este
mesmas,
1
uma
trabalho
a
um
os
as
como
vergonha
criar
fossem
médicos,
de
nosso
a
coisas
quando
grávidas
fossem
psicólogo
e
tornavam
então
adolescentes
o
das
dificilmente
tenho
etc",
aprender
uma
foi,
que
e
a
e
grávidas
era
como:
dados
o
horário
acordo
com
as
necessidades do grupo.
Logo
ao
nenhum
dos
todos
dentro
componentes
Começamos
muito
a
Por
tinham
tido
de
e
2
e
isso
funções
as
puerpério,
a
que
sua
voltassem
história.
setores
onde
os
o
de
a
reuniões
que
eram
solicitar
ao
Para
dentro
valor
teriam
várias
a
que
tinha
informações
começamos
novos
pediatria,
equipe
após
ao
filhos,
linguagem
criar
suas
que
estabelecemos
da
perceber
parto
velha.
a
de
grandes
gravidez,
sua
início
superior
mesma
que
de
em
tanto
outro,
para
fomos
eram
relação
muito
adolescentes
serviço
das
ao
dúvidas
mulher
atendimento
filhos
programa
importância.
as
recebiam
as
do
a
mais
que
já
contarem
na
obrigados
ginecológico,
adolescentes
o
são
XLIII
atendidos
e
serve
atualmente
de
base
de
ensino
a
como
aleitar,
como cuidar de um recém-nascido etc.
Por
trabalho
outro
da
lado,
psicóloga,
quase
que
agora
desenvolvido
com
a
no
psicóloga,
e
entrevistas
realidade
o
os
a
então
junto
tipo
de
de
base
são
o
sobre
abordagem.
espera
aí
sim
de
consulta,
conversando
realizam
mostrou
sempre
ser
trabalho
a
se
nos
os
mãe.
gravidez,
a
para
As
do
maternidade.
o
pessoas,
O
pacientes,
quase
da
mediante
entrevistar
trabalho
fato
fenomenologia
interrogações
a
solicitam,
para
observar,
a
as
Este
despreparo,
a
adiantava
destinado
estas
problemas
As
também
mudamos
sentada
quando
toda
puerpério.
e
não
local
pessoais.
total
relação
que
obrigatórias,
normalmente,
seja
começamos
as
que
na
mesmos,
ou
dúvidas em
parto
Como
é?
e
do
O
que
existe? O que vai ser feito de mim? Para onde vou quando chegar?
A
resposta
visita
a
entrada,
para
estas
todas
as
que
lhes
o
perguntas,
dependências
mostra
a
foi
da
casa
conseguidas
maternidade,
onde
através
por
morarão
por
de
ordem
um
de
período
curto, é de vital importância, nas transformações futuras.
A visita as adolescentes recem paridas, ainda no serviço
é outro
fator
importante, que lhes mostra de logo a situação real
de uma colega, que conviveu durante a gestação com elas.
Fato
que
nos
chamou
atenção,
foi
o
de
que
não
sabíamos
sua imagem, que nos era mostrado pela paciente dentro do serviço
era
verdadeiro
outras
uma
em
palavras,
imagem
atravessando
tentamos
intramural.
correspondia
paciente,
se
a
atravessando
elaborar
Porém
realidade
os
so
ou
os
muros
todo
um
poderíamos
não
muros
se
da
da
maternidade,
trabalho,
ter
visando
certeza,
fossemos
de
maternidade,
se
a
isso
encontro
e
em
a
observando
qual era a realidade extramural.
Organizou-se
de
perguntas
condições
de
das
vida
da
então
visitas
mais
variadas,
paciente,
seu
domiciliares
com
tentando-se
relacionamento
um
roteiro
analisar
com
a
as
família,
condições econômicas, número de familiares e etc.
Porém
a
determinação
de
um
só elemento para este tipo de
atividade poderia ser falso, dependendo do ponto de vistas do pro
fissional,
talvez
o
seu
valor
maior
fosse
para
a
sua
área.
Por
XLIV
isso
organizamos
elemento
da
resultados
uma
área
foram
equipe
de
médica,
a
excelentes
visitas,
onde
psicóloga
porque
a
e
se
a
realidade
incluem
um
enfermeira.
Os
intra
mural
não
corresponde na sua grande maioria a realidade extra mural.
Encontramos,
nas
início
deste,
cerca
total,
desfavoráveis,
vinte
de
80%
com
visitas
das
uma
feitas
gestantes
média
alta
de
junho
morando
de
78
em
até
o
condições
elementos
convivendo
na insegurança.
Outro
desunião
do
fato
importante
casal,
pois
foi
a
o
de
grande
em
95%
dos
maioria
dos
casos,
haver
pais,
estão
separados.
A
mostra
a
incidencia
realidade
de
destas
gestantes
solteira
pacientes.
Das
70
é
de
98%,
pacientes
o
que
vistas
até
o início de novembro, somente uma era a 2a. gestação nas demais,
todas
estavam
trabalho,
na
podem
sua
ser
primo
gestação.
levantados,
como
Algum
por
resultado
exemplo
o
deste
tipo
de
habitação, com cerca de 60% em morros, morando em barracos sem a
menor
não
de
higiene.
A
renda
familiar
ultrapassa
a
de
salário
alimentação
como
um
também
alimentação
são
básica
de
todas,
mínimo.
péssimas,
o
jantar,
A
na
assim
com
exceção
análise
maioria
mesmo
das
delas
com
de
uma,
condições
so
um
tendo
conteúdo
protéico pobre.
Atualmente
temos
experiência,
meses
após
úteis
no
o
iniciamos
que
parto
é
para
relacionamento
a
se
da
outra
de
atividade
voltarmos
observar
mãe
e
a
se
filho,
a
qual,
visita
os
ainda
domiciliar,
ensinamentos
e
em
não
como
2
foram
estar
a
criança propriamente dita.
Na
pouco
parte
diferente,
revisão
de
assistência
visto
ginecológica,
que,
ginecológica,
embora
orientação
atendamos
as
contraceptiva
o
trabalho
é
puerpéras,
no
pós
um
para
parto.
Criamos um setor de ginecologia infanto puberal, aonde ao lado do
atendimento as adolescentes sexualmente ativas, atendemos a meninas
e adolescentes com outros problemas de natureza ginecológica.
XLV
SAÚDE MENTAL DO ADOLESCENTE*
Paulo Mariz**
Celeste Aida***
Maria Alice Wanderley****
I - INTRODUÇÃO
A adolescência é uma fase evolutiva que vai da infância à idade
adulta. É um período de transformações profundas, único na história do
indivíduo, e se situa em três planos :Biológico, Psicológico e Social.
Biológico – A infra-estrutura do desenvolvimento do adolescente
é
essencialmente
anatômica
e
fisiológica
e
ela
está
em
estreita
dependência de traços hereditários e dos potenciais biológicos. Por outro
lado,
as
modificações
endócrinas
específicas,
bem
como
os
fatores
mesológicos que determinam aspectos como o estado geral de nutrição e sem
dúvida também, dos fatores emocionais, podem retardar ou acelerar o curso
desta evolução.
-
Psicológico
O
Eu
do
adolescente
deve
enfrentar
um
grande
número de dificuldades consideráveis para realizar uma adaptação heterosexual adequada; tornar-se autônomo e afirmar sua identidade.
A
amplitude
das
pulsões
sexuais
e
agressivas
é
reforçada
no
momento em que o indivíduo atinge a maturidade sexual. O Eu deve então
fazer face de um lado, à necessidade de se adaptar a uma situação heterosexual, e de outro lado, o despertar das pulsões edipianas. Os desejos
edipianos
deixam
de
representar
a
imaginação
infantil,
para
entrar
na
esfera da realidade, mais inquietante, pois ela comporta, em poderio as
possibilidades
reais
de
realização.
A
barreira
do
incesto
é
então
vigorosamente reforçada por um relaxamento das relações estreitas com os
pais. Este relaxamento é igualmente expressão da luta do indivíduo jóvem
para
obter
autonomia.
A
identificação
com
o
pai
e
com
outros
adultos
tende a ser substituída por uma nova identificação com os congêneres.
* Trabalho apresentado no Seminário Regional Sobre Adolescência
– Região
Nordeste – Recife, 23 a 25/11/78
**
Coordenador
de
Saúde
do
Projeto
Mental
da
Secretaria
de
Saúde
do
Estado
de
Secretaria
de
Pernambuco.
***
Psiquiatra
Integrado
de
Saúde
Mental
da
Saúde do Estado de Pernambuco.
**** Psicóloga do Centro de Saúde Lessa de Andrade da Secretaria de Saúde
do Estado de Pernambuco.
XLVI
–
Social
O
adolescente
é
também
um
fenômeno
social.
Em
certas culturas, a adolescência marca o início da idade adulta, mas
na nossa civilização sofisticada, é um período de espera psicossocial
entre
a
infância
sociedade
tem
e
a
idade
prolongado
adulta.
Por
numerosas
progressivamente
razões,
este
nossa
período
de
dependência.
Os
jóvens
se
dão
conta
da
ambivalência
dos
sentimentos
hesitantes e dificuldades de seus pais em relação aos valores sócioculturais.
conceitos
Eles
que
vêem
os
adultos
inconcientemente
dedicarem
eles
uma
recusam
falsa
e
daí
afeição
aos
porque
seu
comportamento real agita-se violentamente.
Os
pais
podem t e n t a r
resolver
seus
próprios conflitos e
satisfazerem suas necessidades neuróticas e anti-sociais projetando
inconscientemente a desordem e a psicopatologia da família sobre o
adolescente que serve de "Bode Espiatório".
A sociedade não fornece ao adolescente o suporte de que ele
tanto necessita e que tomaria a forma de sistema de valores e de
crenças bem claras, em relação às quais, ele poderia se situar. Sem
temor, sem que ele formasse seu próprio sistema de valores. Em uma
sociedade caracterizada por uma transformação social rápida,os jóvens
deverão encontrar maior dificuldade de adaptação,especialmente quando
se vive num mundo de incertezas e ambiguidades.
As crises da adolescência são de muita importância para a
saúde mental dos jóvens. Se estas crises são manuseadas e enfrentadas
de uma maneira adequada elas formarão os mecanismos de adaptação e
defesa
para
futuras
isto
não
vulneráveis
aos
transtornos
mentais, tanto é assim que neste período de luta para
conseguir a
adolescentes
poderão
crises.
se
Entretanto,
tornar
mais
se
ocorrer,
os
adaptação entre os conflitos interiores (turbilhão da Adolescência) e
os exteriores ocorre uma série de doenças mentais especialmente as
psicoses endógenas, particularmente as esquizofrenias.
II – CONSIDERAÇÕES SOBRE O DESENVOLVIMENTO EMOCIONAL DO ADOLESCENTE:
Todos
os
adolescentes
devem
resolver
em
algum
momento
Situações relacionadas como:
– A própria imagem, a identidade e o desejo de auto estima.
– A aceitação das modificações em si mesmo;
– Luta para obter independência;
– A relação com os indivíduos de sua idade;
XLVII
− Relação com o sexo oposto;
– Logros cognoscivos e profissionais;
− A
capacidade
para
controlar
os
estados
de
depressão
e
os desejos de ação.
Há
marcado
autores
por
que
conflitos
consideram
e
tensões.
a
adolescência
Outros
um
entretanto,
período
contradizem
essa afirmação, como o fez Newman (1958) ao comparar os resultados
obtidos através da aplicação do teste de Rorschach em um grupo de
jóvens Otomis(indígenas do México).Não foram encontrados sinais de
conflitos,
essas
tensões
ou
agressões,
características
levando
presentes
em
o
autor
jóvens
a
concluir
de
que
determinadas
culturas, poderão estar ausentes em outros, de cultura diferente.
Para
Anna
adolescência.
Freud,
No
mundo
"desarmonia "
a
atual
ela
a
é
vê
o
fator
"
como
um
básico
da
período
de
perturbações, transtorno e rebelião"; entretanto, considera
tensões
e
alterações,
como
sinais
de
um
desenvolvimento
"
essas
normal " .
Representam as manifestações externas de ajustamentos interiores e
mesmo se eles tomarem um rumo patológico, representam um processo
sólido
de
recuperar
a
estabilidade
mental.
Afirma
ainda
que
"um
firme equilíbrio durante esta fase, é nele mesmo anormal".
Um
dos
incessante
traços
para
característicos
estabelecer
sua
do
adolescente
independência
e
é
a
busca
afirmar
sua
i d e n t i d a d e . N e s t a crise de identidade, o adolescente parece sempre
perguntar:
salienta
como
"quem
que
defesas
as
sou
eu?
soluções
contra
as
ou
da
"o
que
poderei
adolescência
dependências
do
ser"?
devem
ego
ser
e
Anna
Freud
classificadas
defesas
contra
os
resolvida
de
crescentes impulsos que experimenta.
A
duas
dependência
maneiras:
infantil
ou
em
relação
aos
pais
pode
ser
esquivando-se da adolescência e fixando-se na fase
através
de
uma
separação
repentina
e
brigas
com
os
pais. Esses comportamentos assumidos são, normalmente, seguidos por
um relacionamento muito intenso comsubstitutos que são escolhidos
por
serem
bastante
diferentes
dos
pais.
Essas
relações
podem
ser
com líderes idealistas, com movimentos de jóvens, ligações homo ou
heterossexuais, ou ainda, com formação de "BANDOS".
Há
alguns
adolescentes
que
apresentam
um
período
de
incapacidade para se relacionar com o ambiente extra familiar. Essa
excessiva interação dentro do grupo familiar, pode levar o adolescente
a problemas de certa gravidade. A hostilidade, muitas vezes presentes
XLVIII
nestes
casos,
quando
exteriorizada,
pode
apresentar-se sob forma
de uma depressão intensa.
Frequentemente,
fisiológica
de
sua
os
jóvens,
muturação
assediados
genital
e
a
pela
incerteza
resolução
dos
papéis
adultos à sua frente, parecem muito preocupados com as tentativas
mais
com
ou
o
menos
que
excêntricas
parece
ser
de
mais
estabelecimento
uma
fase
final
de
do
uma
que
subcultura
uma
e
transitória
ou, de fato, inicial formação de identidade.
Eles se mostram, quase sempre, preocupados com o que eles
próprios julgam ser, e com a questão de como associar os papéis e
aptidões
cultivados
anteriormente
aos
protótipos
ideais
do
dia
a
conformidade
e
dia.
Em
sua
continuidade,
adolescentes
busca
que
de
deve
tiveram
um
novo
incluir
agora
de
sentido
enfrentar
a
de
maturidade
de
novo
as
sexual,
crises
alguns
de
anos
anteriores, antes de poderem instalar idolos e idéias duradouras,
como
de
guardiães
uma
de
uma
"Moratória"
identidade
para
a
final. Eles precisam, sobretudo
integração
dos
elementos
de
identidade
atribuidas às fases da infância, só que, agora, uma unidade mais
vasta,
indefinida
em
seus
contornos
e,
no
entanto,
imediata
em
suas exigências, substitui o meio infantil: "a sociedade".
Se
importante
a
fase
mais
necessidade
claramente,
o
antiga
de
legou
confiança
adolescente
procura
à
em
crise
si
mais
e
de
nos
identidade
outros,
fervorosamente
uma
então,
homens
e
idéias em cujo serviço pareça valer a pena provar que seria digno
de
confiança.
Ao
mesmo
tempo,
porém,
o
adolescente
receia
um
compromisso insensato excessivamente confiante, e, paradoxalmente,
expressará
a
sua
necessidade
de
fé
numa
desconfiança
sonora
e
"clínica".
Quando
necessidade
de
a
ser
crise
de
definido
identidade
o
que
se
se
pode
caracteriza
querer
pela
livremente,
então, o adolescente procura uma oportunidade de decidir.
Ao mesmo tempo, ele tem um medo mortal de ser forçado
a
atividades
em
que
se
sentisse
exposto
ao
ridículo
ou
à
dúvida
sobre si próprio. Isso pode levar a conduta paradoxais como: agir
despudoradamente aos olhos dos mais velhos, por sua livre escolha,
enquanto
sentir-se-ia envergonhado ante qualquer ato, sob coação,
que tivesse de realizar sozinho ou frente a seus amigos.
XLIX
Se uma idealização ilimitada quanto ao que se pode vir a ser é a
herança
da
idade
lúdica,
então
a
disposição
do
adolescente
para
dar
voluntáriamente sua confiança àquelas pessoas que lhe facultam um vasto
âmbito
imaginativo
demais
todas
óbvia.
as
quando
Pelo
não
mesmo
"
limitações
ilusório
–
as
princípio,
pedantes
"
às
suas
ele
aspirações,
objeta
imagens
que
é
por
violentamente
formou
sobre
a
si
próprio e estará pronto a apaziguar qualquer sentimento de culpa que
experimente, acusando seus opositores.
Finalmente, se o desejo de fazer algo funcionar, e fazer
com
que
funcione
bem,
é
a
aquisição
da
idade
escolar,
então,
a
escolha de uma profissão assume um significado que excede a questão
de remuneração e status. É por esta razão, que alguns adolescentes
preferem
não
ingressar
trabalhar,
numa
por
carreira
algum
que,
tempo
sendo
a
se
esforçarem
promissora,
por
ofereceria
perspectiva de êxito mas sem a satisfação de funcionar conforme seu
ideal.
Assim, em qualquer período dado da história, o tempo mais
afirmativamente
juventude
que
econômico
ou
existente
se
será
encontrar
ideológico,
na
desfrutado
onde
de
aparentemente
um
por
aquela
progresso
promissor
de
parte
da
tecnológico,
tudo
o
que
a
vitalidade juvenil poderia desejar.
"
Tempestuosa" naquele segmento da
A adolescência, portanto, é menos
juventude
talentosa
e
bem
treinada
na
exploração
das
tecnológicas em expansão e apta, por conseguinte, a
tendências
identificar-se
com os novos papéis de competência e invenção e a aceitar uma perspectiva
ideológica mais implícita. Quando esta não é facultada, a mente adolescente
torna-se explícitamente ideológica, com o que queremos significar sua busca
de alguma unificação inspiradora da tradição ou das técnicas, idéias
e idéias anteriores. E, com efeito, é o potencial ideológico de uma
sociedade
que
fala
mais
claramente
ao
adolescente
que
está
tão
ansioso por ser afirmado pelos seus companheiros, confirmado pelos
professores e inspirados por "modos de vida " que valham a pena ser
vividos.
privá-lo
Por
outro
lado,
radicalmente
permitiriam
desenvolver
se
de
e
um
todas
jovem
as
integrar
pressentir
formas
o
passo
de
que o meio tenta
expressão
seguinte,
que
ele
lhe
poderá
resistir com o vigor selvático que se encontra nos animais que são
forçados súbitamente, a defender a própria vida.
selva social
Pois de fato, na
da existência humana, não existe sentimento vivencial
sem um sentimento de identidade.
L
III - O ADOLESCENTE DESAJUSTADO COMO SINTOMA FAMILIAR
Os
indivíduo
são
alicerces
lançados
do
na
desenvolvimento
psicossocial
do
família, especialmente nas relações com
os pais.
O pai é a figura central da identificação da criança,
modelador
de
primordial
sua
à
para
o
enquanto
aprendizagem
AJURIAGUERRA)
transmissor
conduta;
consideram
da
do
o
da
amor.
bem
criança
mãe
representa
BAUER
e
outros
o
elemento
autores
(apud
pai o princípio de toda a identidade,
linguagem,
acesso
a
à
como
da
cultura.
realidade,
É o marco inicial
constituindo-se o primeiro
modelo desta e o elemento de ligação entre o mundo e a sociedade
em geral, podendo transformar-se em ideal de ego para a criança.
O papel da mãe é também de grande relevância pois, é
na
união
afetiva
com
ela
que
se
firma
a
base
psicobiológica
do
desenvolvimento infantil.
Anna
incidência
de
determinado
Freud
chama
perturbações
pelas
a
atenção
mentais
nas
circunstâncias
para
o
fato
crianças,
decorrentes
de
por
da
um
que
a
lado
é
dependência
infantil e, por outro lado pelos esforços e tensões em direção ao
desenvolvimento.
Os
de
si
bebês
próprios
dispensam,
nem
perturbações
e
crianças
dependem
sempre
pequenas
dos
cuidados
satisfatórios,
diversos
por
sobretudo
não
que
podendo
nas
poderem
os
adultos
nesse
caso,
esferas
do
cuidar
lhes
surgir
sono,
da
alimentação, da eliminação e da necessidade de companhia.
necessidade
vindo
a
Os
efeitos
de
ou
impulso
básico
enfraquecer
tornando-o
a
tais
eficácia
vulnerável
e
pertubações
frustrado,
e
podem
premência
abrindo
associadas
ser
positiva
caminho
uma
duradouros
do
a
a
impulso,
posteriores
complicações neuróticas na área atingida.
O
criança
Ao
tem
buscar
modelo
a
tratamento
também
outros
independencia
atitude
inadequado
efeitos
e
materna
das
no
necessidades iniciais da
desenvolvimento
auto-confiança,
inicial,
seja
a
criança
ela
patológico.
toma
gratificadora
como
ou
frustradora, recriando-a e m s e u p r ó p r i o e g o . É provável que o ego
desenvolva
protelar,
uma
negar
dos seus desejos.
tendência
ou
para
negligenciar,
o
conflito
sem
interno
necessidade,
a
se
a
mãe
satisfação
LI
De acordo com HESNARAD (apud AJURIAGUERRA) a influência
dos
pais
sobre
comportamento
a
criança
é,
simultaneamente,
estruturadora
do
(formação de caráter e primeira moral) e de índole,
afetiva, traduzindo-se pela aprendizagem do amor.
"
Karen Horney enfatiza a
Angústia Básica " resultante de
insegurança nas relações estabelecidas com pais nas fases iniciais
"
da vida. Esta
Angústia Básica " poderia dar ensejo ao aparecimento
das "necessidades neuróticas" na vida futura, uma vez que a criança
não aprendeu a manejar adequadamente suas
"
necessidades básicas " .
Destacam-se entre muitos outros que se preocuparam com
o relacionamento da criança com os pais Bateson e Wynne. O primeiro
estudou
a
situação
sobretudo
dos
impróprias,
livre
de
pais
com
contendo
escolha,
vínculo
duplo
a
criança,
simultâneas
deixam
na
que
comunicação
familiar,
transmitindo
mensagens
restrições,
transparecer
uma
mesmo
incerteza
aparentando
no
que
diz
respeito às consequências, caso seus desejos sejam transgredidos.
As situações de duplo vínculo têm papel importante na gênese das
esquizofrenias.
Wynne
enfatizou
o
papel
da
pseudomutalidade
nas
relações familiares onde a rigidez ou a ambiguidade nos processos
de
comunicação
e
fragmentados.
interação
Constata-se
vêm
a
transformá-los
ausência
de
em
desunidos
relações
e
realmente
significativas. Embora sejam percebidos elementos como a falsidade
e inadequação, o temor das discordâncias e ruturas, faz com que os
indivíduos envolvidos numa situação de pseudomutualidade a aceitam
implicitamente.
Apreende-se
daí
que
o
papel
dos
pais
é
extraordinariamente importante na determinação do comportamento dos
filhos. Importa aindo o grau de realização das potencialidades de
cada
um
poderá
dos
pais
que
determinar
compreensão
complexo,
da
a
dependerá
saúde
dinâmica
sendo
ou
da
situação
disturbio
familiar
necessário
um
do
grupo
mental
constitue
familiar
e
filho.
A
do
problema
levantamento
bastante
histórico
do
seus
diversos momentos. Dados tais como: motivos do casamento, qualidade
dos
sentimentos
desempenhado
que
levaram
pelos
o
casal
problemas
a
união
matrimonial,
sócio-econômicos,
devem
papel
ser
cuidadosamente obtidos.
O clima emocional reinante na família, a maneira como
se estrutura o grupo e a rede de comunicação intra-familiar e deste
grupo
com
o
meio
social,
constituem
elementos
essenciais
à
compre -
LII
ensão da doença apresentada por um elemento do grupo familiar.
A família enquanto grupo social, envolve um sistema de
relações
nos
interdependentes
seus
membros,
disfunção
no
capaz
podendo
grupo
de
ser
produzir
tensões
potencialmente
familiar
pode
ser
e
conflitos
ansiogênica.
ameaçadora
Uma
aos
seus
componentes, em especial aos mais suscetíveis à desestruturação.
Verifica-se em nossos dias uma crescente desintegração
do grupo familiar que poderia ser atribuida a fatores diversos. As
tensões
decorrentes
do
conflito
entre
gerações,
cujos
padrões
e
valores éticos, morais e sociais são diversificados e às vezes até
contrastantes
pensamento
pelas
condições
humano,
aparecimento
de
etc,
de
podem
evolução
ter
desentendimentos
na
da
papel
esfera
tecnologia,
de
do
destaque
familiar.
Os
no
jovens,
parecem hoje, mais reinvindicadores de previlégios e direitos para
os quais não despertaram seus pais na juventude. Do ponto de vista
dos
pais
é
difícil
emancipação,
os
padrões
quais
esboça
de
muitos
pensamento
aceitar
conduta
ação,
luta
dos
comportamentos
ainda
e
a
vigentes
permanecem
agravam
o
filhos
que,
nitidamente
na
época
de
arraigados.
clima
direção
contrastantes
sua
juventude
Estas
emocional
em
da
com
e
aos
divergências
família,
à
de
gerando
conflitos e desarmonia. O jovem torna-se assim o foco de ansiedade
do grupo familiar.
O adolescente, ao perder a sua relação infantil com os
pais,
precisa
objetos
romper
primários
rompimento
é
os
(mãe
e
dolorosa
vínculos
simbióticos
pai).
percepção
e
A
impõe-se
ao
que
que
ligavam
ele
adolescente
tem
uma
aos
deste
busca
essencial: a desorganização e reestruturação do seu mundo interior.
O conflito primordial
elaboração
desta
da crise da adolescência seria portanto, a
ruptura
ou
"crise
de
dessimbiotização " , o que o
levaria à necessidade de reintrojetar os fragmentos "perdidos", de
seu
Ego
e
elaborar
a
perda
dos
objetos
que
funcionavam
como
depositários de tais fragmentos. Tudo isso aconteceria num clima de
ansiedade e confusão e num processo lento e doloroso.
O
favorecido,
desenvolvimento
retardado
ou
do
participado
jovem
pelas
pode
ser
mitigado,
influências
familiares
e culturais. Todos os conflitos significativos que ele experimenta
são vivenciados no contexto mais restrito da família, como também
no contexto mais amplo da cultura, na qual está inserido.
Excessivo
tornar
sua
vida
rigor
insuportável
disciplinar
no
lar
ou
imposto
na
ao
escola,
jovem,
gerando
pode
desen-
LIII
tendimentos
sociedade
jovens,
e,
a
determinadas
tornar
que
pais,
em
por
medo
confusos
sua
e
ocasiões, conduzindo os pais ou a
vez
ou
podem
reprimir
os
experimentar
ressentimento
para
com
desempenhos
revolta
dos
contra
qualquer
os
figura
de
representar
um
autoridade, acompanhados de ansiedade e apreensão.
O
sintoma
adolescente
do
ambiente
instabilidade
da
desajustado
familiar
família
tem
pode
conturbado
papel
de
e
desarmônico.
destaque
na
A
etiologia,
manutenção e exacerbação de vários problemas de comportamento.
De
acôrdo
fatorpatogeno,
se
não
e
de
desenvolvimento
crises
situacionais
com
Jackson
consegue
atuar
experiência.
em
do
sistema
familiar
distúrbios
comportamentais
em
família
como
unidade
É
famílias
equilíbrio
a
um
constatação
de
quais
havia
jovem,
do
um
de
a
ocasião
ser
fundamental
frequente
nas
por
pode
um
precário
aparecimento
desencadeando
uma
de
perda
deste equilíbrio.
O
grupo
indivíduo
social
uma
familiar.
A
internos,
faz
isso
um
dos
adoece
tendência
crise
ao
desencadeada
emergir
reestruturação
que
e
o
volta
seus
parece
estabelecimento
por
fatos
desequilíbrio
ao
membros
estado
deva
representar
do
estranhos
homeostático
"adoecer".
mesmo
do
outro
depositam
"
o
suas
perseguido "
ansiedades
(família
e
culpas
e
para
então
uma
perseguidores"
doente).
nesse
uma
que
Instala-se,
nova organização na qual se colocam de um lado os
e
problemas
exigindo
"
o
equilíbrio
ou
estrutural
para
Os
último,
primeiros
que
passa
a
representar o sintoma do grupo.
Muitas
surgem
face
a
vezes,
prolongada
necessidades
econômicas,
que
mãe
leva
a
a
uma
em
nosso
ausência
da
meio
do
família
posição
de
conflitos
pai
no
obter
lar
êxito
dominância.
entre
os
pais
para atender as
profissional,
Esta
situação
o
é
vivenciada por ambos de forma culposa e carencial em relação aos
filhos e a si próprios enquanto casal, desencadeando disputas pelo
poder
entre
eles.
O
surgimento
de
um
problema
conductual
nos
filhos pode agravar a situação conjugal, onde cada um dos cônjuges
projeta
também
no
outro
a
culpa
reaproximar
voltarem
sua
o
atenção
ante
casal
para
a
as
dificuldades
emocionalmente
problemática
do
do
filho.
separados,
jovem:
se
Assim,
Pode
ambos
não
é
difícil perceber que as desaptações que o adolescente apresenta às
vezes
desempenham
familiar,
uma
vez
um papel de destaque no reequilíbrio do sistema
que
ele
se
torna
o
depositário
das
ansie-
LIV
dades dos pais.
Em situações nas quais a ausência de um dos pais torna
a criança o ponto de apoio do outro, surge uma relação simbiótica
capaz
de
mobilizar
familiar,
dentre
tornam-se
restritas
ambiente,
determinadas
elas
a
superproteção.
as
possibilidades
aprendizagem
agressivos.
As
possibilidades
e
adequada
necessidades
de
características
Em
um
de
ação,
do
lar
superprotetor
exploração
canalização
impulsivas
da
contexto
dos
do
impulsos
criança
encontram
satisfação imediata em decorrência da ansiedade
destes pais e o comportamento dela passa a ser marcado por reações
catastróficas
ante
as
exigências
da
realidade
que
frustam
seus
internos.
Muitos
filhos
por
ligados
ao
processo
relação
procuram
bloquear
representar
uma
seu
desenvolvimento.
próprio
evolutivo
simbiótica
separação
pais
e
e
as
reativação
da
de
mobilizar
gerar
ansiedade
do
elevado
condutas
desenvolvimento
Impedem,
potencialidades
capaz
o
conflitos
desta
filho,
nível
e
de
regressivas.
dos
forma,
mantendo
uma
ansiedade
As
o
de
atitudes
superprotetoras em geral traduzem mensagens contraditórias que levam
a criança a situações de ambivalencia e confusão na discriminação do
mundo externo, dificultando sua adaptação satisfatória à realidade,
podendo
daí
surgir
uma
conduta
anti-social.
Dessa
maneira,
estabeleceu-se o círculo vicioso no qual, as ações da criança vêm
satisfazer as necessidades de expiração da culpa paterna.
Não
devemos
esquecer
que
os
problemas
emocionais
que
afetam a criança e o adolescente dependem de situações que envolvem
diálogo
"
alienado " entre pais e filhos, bem como de uma divergência
entre as necessidades emocionais do jovem e dos pais.
Na
evidente
a
relações
situação
afetivas
carencial.
do
grupo
familiar
A
identificação
neurótico
projetiva
é
ou
introjetiva substitui o componente afetivo. A excessiva dependência
traz, em consequência, manifestações ambivalentes, na resolução dos
conflitos, fusão e confusão de sentimentos e identidades. Não há uma
autêntica união e as possibilidades de separação mobilizam ansiedade
ou
depressão.
As
dificuldades
do
jovem
expressam-se
como
fator
neurotizante, ao passo que, a família, em certo grau neurotizada,
reage ante a situação com angústia, agressividade, culpabilidade e
rechaço.
criança
Haverá,
na
nessas
utilização
circunstâncias,
dos
mecanismos
sérios
prejuizos
introjetivos,
incorporação de normas satisfatórias de conduta.
para
a
essenciais
à
LV
Os
mentais
filhos
podem
vir
distúrbios
do
internalize
a
relativa
tona
a
cujos
manifestar
são
do
sintomas
neuróticos
Dependendo
de
suas
manifestar
regressões
É
em
a
criança
nível
ou
apresentar
a
que
criança
poderá
posteriores,
adolescência
intenções
distúrbios
que
progenitor,
familiares
na
de
neuróticos
possível
seu
circunstâncias
portadores
sintomas
comportamento.
patologia
por
pais
ser
trazendo
à
ou
na
idade
adulta.
ou
o
jovem
poderão
neurótico
ou
psicótico
como
resultado desse processo patológico.
As
podem
formas
representar
diversas
uma
familiares
da
fase
mãe-filho.
Os
conflitos
fases
manifestações
revivescência
infantil
posteriores
de
e
das
sobretudo
familiares
(adolescencia
da
da
mental
relações
da
relação
infância
ou
doença
vida
intrasibiótica
ressurgem
adulta),
nas
podendo
constituir fatores causais dos distúrbios mentais.
IV - A CLASSIFICAÇÃO DOS TRANSTORNOS MENTAIS NOS ADOLESCENTES
A
adolescentes
classificação
é
uma
empresa
dos
transtornos
perigosa
que
os
mentais
técnicos
nos
em
saúde
mental devem enfrentar, constantemente.
As
imprescisas.
classificações
Uma
das
mais
atuais
utilizadas
é
são
a
de
insuficiente
American
Society
e
of
Adolescent Psychiatry.
1.
comportamento
às
crises
são
SÃS
quais
são
ocorrem
situações.
que
alterações
e
que
determinadas
aqueles
RESPOSTAS
não
-
É
as
Os
e
respostas
durante
o
saber
"
normais
que
dos
condições
é
um
jovens
e
em
sãos,
são
significativa
ou
relativamente
sintomatologia
apresentam
o
"
desenvolvimento
adolescentes
apresentam
funcionais
necessário
de
funcionamento
razoáveis.
2.
sintomas
tomam
TRANSTORNOS
REAGIONAIS
essencialmente
a
-
forma
O
de
comportamento
uma
reação
intensidade patológica, a um evento, uma situação ou
"
ou
com
os
uma
stress". Este
transtorno é a expressão de um conflito antes de tudo consciente
entre as pulsões e sentimentos dos jovens e seu meio social, não se
trata de um processo inconsciente interiorizado mas de um mecanismo
consciente.
conscientes
Os
dos
jovens
seus
pertencentes
sentimentos
e
a
sabem
esta
categoria
para
onde
estes
estão
es -
LVI
tão dirigidos, mas não apresentam reações de defesa.
3.
compreende
podem
as
ser
porque
DESVIOS
DO
variações
do
consideradas
eles
aparecem
DESENVOLVIMENTO
desenvolvimento
como
em
de
superiores
momentos,
em
Esta
categoria
personalidade
às
variações
contextos
ou
em
que
normais
um
grau
insatisfeito durante uma determinada fase do desenvolvimento.
Acredita-se que os fatores que intervem para provocar
estes
desvios
do
constitucional,
desenvolvimento
hereditária
e
sejam
que
de
também
ordem
estariam
biológica,
relacionados
com a maturação. Estes desvios relacionados com o desenvolvimento
são
de
ordem:
motora,
sensorial
ou
verbal,
cognitiva
e
psicossexual.
4.
reservada
REAÇÕES
aos
inconscientes
transtornos
que
-
PSICONEURÓTICAS
aparecem
Esta
provocados
desde
que
os
categoria
pelos
está
conflitos
adoelscentes
manejam
mal
suas pulsões sexuais e agressivas.
Na
adolescência,
suficientemente
permite
a
com
de
um
em
sua
dos
da
de
a
de
formação
de
jovens
tal
e
em
aç ão
sintomas
ou
que
superego,
repressão
mecanismos
com
está
maneira,
do
eliminação
por
de
personalidade
de
consciência
conflitos,
consciência,
processo
estrutura
alguns
interferência
interiorização
afetos
tomada
a
toda
a
a
dos
de
defesa
sua
carga
simbólica.
A avaliação de realidade não está falseada.
5.
pelas
TRANSTORNOS
tendências
representando
DE
patológicas
os
traços
de
- São caracterizadas
PERSONALIDADE
cronicas
caráter
que
ou
estão
permanentes
integrados
na
estrutura da personalidade.
Estas
tendências
ou
traços
de
caráter
não
são
percebidos pelo jovem como fonte de mal-estar intrapsíquico ou de
"
trass"
"
eu".
e
pode-se
Antes
de
dizer
que
o
jovem
está
em
sintonia
com
o
seu
classificar os transtornos nesta categoria, convém
examinar a personalidade como um todo e não um só sintoma ou uma
só
caracteristica
do
comportamento.
Os
transtornos
de
personalidade são muito numerosos.
6.
TRANSTORNOS
PSICÓTICOS
-
Estes
são
caracterizados
por desvios acentuados generalizados, em relação ao comportamento
e
se
"eu".
acompanham
A
psicose
de
uma
mais
grave
perturbação
frequente
entre
os
do
funcionamento
adolescentes
é
do
a
LVII
esquizofrenia que pode ser evidenciado por:
a) um estado de confusão aguda transitória que se
instala de uma maneira bastante insidiosa;
b) uma longa ocorrência, revelada pela anamnese,
de
acidentes
esquizofrenicos
durante
a
infância;
c) em
outros
casos,
o
transtornos
esquizofrenicos
é do tipo do adulto.
TRANSTORNOS PSICOFISIOLÓGICOS - Eles se distinguem
7.
por
uma
forte
interação
entre
os
componentes
somáticos
e
psicológicos, sempre estando presente um sintoma orgânico.
8.
SÍNDROMAS CEREBRAIS:
a) Agudos -
causado por infecções generalizadas,
intoxicações por drogas ou alcoolismo;
b) Cronicas - transtornos provocados essencialmente
por
uma
alteração
difusa
dos
tecidos cerebrais.
A
das
funções
funções
anamnese
de
desses
orientação,
cognitivas,
bem
do
casos
revela
aprendizado,
como,
uma
da
alteração
memória
frequentemente
uma
e
antiga
outras
habilidade
afetiva.
9.
moderados
causados
nos
por
RETARDO
MENTAL:
adolescentes
fatores
têm
psicológicos
Numerosos
uma
e
origem
fatores
casos mais graves são de ordem biológica.
retardos
mesológica
mentais
e
sócio-culturais.
são
Os
LVIII
V - A SAÚDE MENTAL DO ADOLESCENTE
A
saúde
satisfatórias
serviços
de
mental
vida
sociais,
da
do
adolescente
familiar
educação
e
e
dependerá
social,
da
orientação
de
condições
organização
profissional
e
de
da
reabilitação dos inadaptados e deficientes.
Deve
constituir
multiprofissional,
conhecimentos
preocupação
capaz
acerca
de
de
aspectos
sócio-culturais
juvenil.
Vale
entrelaçar
saúde
e
ressaltar
básica
pública,
ainda
também
uma
e
saúde
jurídico
a
de
equipe
intercambiar
mental,educação,
e
penal
contribuição
da
da
conduta
família
e
do
próprio adolescente.
Uma
adolescente
outras
tarefa
é
a
pessoas,
agentes
de
aquisição
acerca
de
transformar
que
lidam
de
adolescência
para
os
direta
psicoprofilaxia.
(orientada)
da
essencial
do
ou
Tais
que
saúde
agentes
de
pessoas
mental
com
podem,
representa
ele,
através
psicológicos,
esta
do
socialização
indiretamente
conhecimentos
e
a
ou
em
da
elementares,
para
o
jóvem,
estimular o seu desenvolvimento no sentido da saúde mental.
A
prevenção
primária
é,
portanto,
o
focoprincipal
para a saúde mental do adolescente.
O modo como interagem as influências sociais,econômicas
e tecnológicas com o adolescente sumamente importante para o estudo
das condições assistenciais que envolvem as suas necessidades, sendo
valiosa
a
contribuição
que
ele
próprio
pode
prestar
à
saúde
e
educação de sua família e da sociedade à qual pertence. Não se pode
nagar a existência de uma tendência espontânea ao desenvolvimento no
jóvem.
A
tarefa
primordial
da
psicologia
é
pois,
aproveitar
eficazmente esta força para que se possa assegurar ao adolescente
condições favoráveis à sua saúde Mental.
As
situações
desenvolvimento
em
S.M.
papel
e,
da
é
são
por
crise
de
adolescência.
As
de
etária
em
uma
faixa
momentos
o
que,
jóvem
não
as
se
vivencia
peculiaridades
e
críticas
do
grande interesse para o enfoque preventivo
isso
que
potencialmente
de
variações
sucessivos,devem
ser
pode
deixar
quando
cada
de
de
sua
indivíduo,
individuais
valorizados
na
enfatizar
passagem
o
pela
representante
mesma
pelos
pessoa,
próprios
adolescentes, suas famílias,técnicos em saúde e pela população em
geral nos esforços em direção à saúde mental.
A ação preventiva não se restringe a um aspecto
LIX
específico do ambiente, mas á sua totalidade,enquanto os obstáculos
do meio podem gerar ou manter dificuldades para o jóvem. Este pode
incorporar a seu ego, condutas favoráveis pessoais ou ambientais,
se
o
processo
de
dissolução
de
obstáculos
se
faz
presente,
preservando assim a saúde mental.Abre-se pois, um leque no campo de
ação para abranger situações escolares, médicas, psicopedagógicas,
recreativas em geral, est. todas elas de relevante influência para
a vida do jovem.
Deve-se
possibilitar
a
satisfação
dos
anseios
e
necessidades do adolescente bem como estimular o desenvolvimento de
suas potencialidades, oferecendo-lhe um ambiente coerente e estável
seja no âmbito familiar, seja no âmbito social.
Acreditar
desenvolvimento
é
no
jovem,
permitindo-lhe
um
auto-
oferecer-lhe condições para o amadurecimento de
sua personalidade de forma saudável.
VI - RECOMENDAÇÕES PROGRAMÁTICAS
Considera-se que o tema principal da adolescência é o
conflito
entre
as
gerações.
Todavia,
para
o
adolescente
contemporáneo, parece que se mais pertubador é o fato de que a imagem
"
da geração
vez
que
madura " dos genitores torna-se-lhe algo obscurecida uma
descobrem
que
os
próprios
pais
frequentemente
estão
envolvidos em sua própria adolescência, ainda incompleta.
THERESE
BENEDEK
(1959)
considera
a
condição
de
pais
como um estágio do desenvolvimento. Evidentemente, muitos genitores
dos adolescentes de hoje não atingiram ainda aquele estágio.
A
tolerância
dos
genitores,
seu
modo
de
ser
maduros
enquanto compreensivos, é, então, encarada apenas como um papel que
oculta
uma
ação
conjunta
real
no
mesmo
nível
dos
seus
filhos.
Aparentemente os pais não estão conscios de que ao darem liberdade
e independência aos filho, os estão expulsando num período em que
essa criança ainda necessitam de orientação e proteção parentais. A
experiência
suas
parece
tentativas
protesto
de
agressivo
provar
que,
alcançar
contra
a
para
a
a
juventude
liberdade,
autoridade,
em
crescimento,
juntamente
deveriam
com
seu
primeiramente
começar em casa e só mais tarde serem empreendidas no campo maior
que é agora a arena da
"
revolução" adolescente. Isto particulamente
válido quanto às moças e sua assim denominada “liberdade sexual”.
A
literatura
sobre
os
problemas
psicológicos
da
LX
adolescencia
aumentou
muito
durante
a
última
década
seguindo
as
diretrizes de duas abordagens fundamentalmente diferentes: uma delas dá
ênfase
ao
aspecto
mais
psicanalise,
a
sociedade
considera
e
aspirações
outra
são
as
individual
encara
o
que
suas
do
problema,
adolescente
ações,
resultantes
de
como
individual
seus
forças
acontece
como
problemas
que
tem
na
membro
e
mesmo
sua
da
suas
origem
nos
desenvolvimentos sociais.
A
questão
problemas
psicológicos
de
ou
duas
expressão
três
-
saber
questão
o
dos
adolescente
apresentados
anteriores,
problemas
uma
se
diferentes
gerações
desses
sociedade
de
mudou
como
bem
com
esta
nosso
pelo
seu
até
que
como
a
tem
do
estrutura
de
ser
tempo
equivalente
ponto
social
respondido
tem
sua
de
de
sua
ambos
os
lados: o do psicológico e do sociológico.
Os
sociólogos
modernos
dizem
que,
além
dos
problemas
pessoais costumeiros do adolescente, existe agora algo a que eles chamam
de
“problemas
da
juventude”.
Alguns
são
da
opinião
de
que
em
nossa
sociedade atual, a geração mais jovem não tem amis nenhum incentivo para
participar
adultos
dos
ou
desenvolvimento
as
rejeitas,
e
sociais.
para
ela,
Ela
os
desconfia
objetivos
das
metas
políticos
dos
sociais
contemporaneos em geral não parecem apresentar idéias que sejam capazes
de satisfazer suas necessidades emocionais e intelectuais.
Sòmente
específicamente
colaborar
os
não
dominantes
como
mas,
“autoridade”,
dos
expressão
de
pequenas
encontram
membros
grupo
as
e
do
civis
simpatia,
em
do
em
pelo
outros
sua
cujas
“sistema”.
e
-
que
metas
são
a
jovens,mais
eles
como
Entretanto,
os
isto
com
desejam
da
opostas
classe
as
da
participação
no
antibélicas,
verbal,
tudo
os
causas:
nem
atividades
menos
países
é
adulto
organizações
“ordem”
direitos
revolucionários
minorias
estudantes
com
da
movimento
nas
bem
as
como
a
atividades
aparentemente
não
basta
para fazer com que qualquer parcela significativa da geração mais jovem
seja
de
fato
adolescentes
decisões
adultos,
parte
se
setem
sociais,
mas
de
das
convulsões
marginalizados
não
suas
atuais
como
no
membros
próprias
seu
da
sociais.
desejo
de
sociedade
organizações.
Assim,
Na
verdade
participar
convencional
uma
das
os
das
dos
principais
razões para a atitude “negativa” de nossa juventude parece estar ligada
ao
seu
próprio
escolarização
que,
processo
em
intensivo,
grande
parte,
prolongado
separa
e
competitivo
efetivamente
os
homens
de
e
mulheres jovens de geração mais velha e, assim, impede-os de exercerem
qualquer influência direta na situação sócio-política.
LXI
O
resultado
disto
é
a
tendência
dos
jovens
em
criar
seus próprios grupos sociais onde procuram satisfazer seus desejos
e objetivos, “inconspurcados” pela contaminação adulta”, e mesmo a
impor
estes
própria
objetivos
música,
a
maioria
danças,
dos
teatros,
mais
livros,
velhos.
bem
como
Eles
tem
sua
seus
líderes,
Heróis e suas formas de deliquência.
Entre nossas sugestões fica inicialmente a de que em
futuros
grupo
encontros
de
como
estes
adolescente.
haja
Como
participação
decidir
sobre
efetiva
seus
de
algum
problemas
e
estabelecer programas para assistí-los sem ouvi-los e sem permitir
que eles participem destas decisões?
Segundo,
a
assistência
aos
futuros
pais
e
aos
da
atualidade se impõe no que diz respeito a organização familiar de
acordo
com
suas
articulação
dos
realidades
setores
socio-econômicas.
de
saúde
e
È
imprescindível
educação
como
a
òrgãos
assistênciais que visem a melhoria dos sistemas de vida no que diz
respeito ao desemprego, a sub-alimentação e ao conviver promíscuo,
em que o "stress" a insegurança, e a insatisfação social pesam na
família
como
fator
e
desagregação
tornando
impossível
a
assistência psicossocial à criança e ao adolescente.
Consideramos
de
importância
fundamental
a
integração
dos princípios de saúde mental a qualquer programa que englobe a
saúde
da
criança
e
adolescentes,
tendo
em
vista
a
saúde
como
um
todo, não enfocando seus aspectos físicos ou mentais isoladamente.
A
saúde
dos
adultos
é,
evidentemente,
um
fator
preponderante quando se os consideram como futuros pais ou atuais
genitores de adolescentes. Assim sendo, os programas sanitários a
serem
desenvolvidos
não
devem
ser
omissos
quanto
a
assistência
psicologica ao adulto.
Finalmente,
a
integração
dos
profissionais
ligados
à
saúde e à educação deveria ser apoiado e recomendada pelos órgãos
oficiais
responsáveis
pela
organização
social,
na
tentativa
de
estender as ações de saúde, de maneira preventiva e assistencial a
este amplo estágio do desenvolvimento humano que é a adolescência.
Finalmente,
como
que, o adolescente
pode e
toda
atividade
e
qualquer
última
deve
isoladas ou no contexto social.
recomendação
colaborar,
que
vise
fica
o
lembrete
com os seus meios, em .
trazer-lhe
modificações
LXII
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-
- Área de alagado situada
no Bairro de Santo Amaro
Clientela do 4º estrato
Faixa etária 8 a 19 anos
Oriundos de famílias incompletas
Renda familiar em torno um salário mínimo
- Ocupação frequentes biscates e
serviços domésticos
- Nível de instrução primário incompleto
CARACTERIZAÇÃO DA CLIENTELA
ÁREA DE ATUAÇÃO
-
-
-
-
-
Orlando Moreira Jordão
Brenda Pessoa Braga
Conscientizar os grupos dos problemas comuns a
eles e a sua comunidade
Integrar
as
famílias
nas
atividades
desenvolviDas
Aprimorar o nível educacional
Motivar para o trabalho educacional
Assistir aos infra-dotados
Desenvolver a capacidade criadora
Identificar e acompanhar as lideranças surgidas
Atender as necessidades recreativas dos grupos, envolvendo os clubes da comunidade
Regularização da documentação pessoal.
OBJETIVOS
-
PROJETO DE ATENDIMENTO AO ESCOLAR
CENTRO SOCIAL Nº 1 L.B.A.
LXVI
pesquisa
sócio
– Banheiros
– Visita à comunidade
AVALIAÇÃO
– Nível de participação nas escolas
– Nível de participação da família na escola
vida
dos filhos
– Espectativa
e
procura
em
torno
profissionalização
– Aceitação e respeito às normas do grupo
e
de
na
INTERVENÇÃO
– Realização de ciclo culturais com os grupos
– Reuniões
sistemáticas
com
as
mães
e
visitas
domiciliares
– Engajar a clientela na rêde escolar da comunidade
– Organização de grupos de trabalho
– Encaminhar
os
infra
dotados
as
escolas
especializadas
– Sessões de jogos, desenhos, pinturas e teatros
– Encaminhar a delegacia do bairro
– Elaboração
e
aplicação
de
econômica
– Caracterização da clientela
uma
– Sala
– Reuniões eventuais
DIAGNÓSTICO
MATERIAIS
– Quadra
RECURSOS
– Contatos diários através do lazer
ESTUDO:
M E T 0 D 0 L 0 G I A
– 1 professor de educação física
– 2 trabalhadores
– 1 estagiária
HUMANO
– 1 merendeira
zantes
profissionali-
Centro Social
Escolas
Clubes
Clínicas
– Escolas
–
–
–
–
COMUNITÁRIOS
LXVII
LXVIII
ATENDIMENTO GRUPAL DE ADOLESCENTES UTILIZANDO
MODALIDADES DE ARTESANATO E ARTE POPULAR REGIONAIS
Dra. Maria Iolita Borges da Fonseca
Maria de Fátima de Souza Santos
Dra. Eldione Amorim de Moraes
1 - Tipo de Atendimento Ambulatorial de Adolescentes
OBJETIVO - Observar o comportamento dos adolescentes em grupo,
utilizando como exercício ocupacional modalidades de
artesanato e arte popular regionais.
2 - 0 grupo foi constituido por 12 adolescentes, 8 do sexo masculino e 4 do
sexo feminino, na faixa etária de 12 a 15 anos, pertencentes a um
mesmo nível sócio-econômico, tendo nível intelectual inferior ao termo
médio e que vinham apresentando dificuldades comuns:
A - Dificuldades escolares:
Consideramos como dificuldades escolares, o desinteresse pela
escola (demonstrado pelo gazear aulas, pela desatenção nas
aulas, por não gostar de estudar, pelo abandono do ano
escolar), as reprovações e dificuldades na realização das
tarefas escolares (deveres, provas).
B - Dificuldades de relacionamento escolar e familiar:
Aqui caracterizadas por certas condutas hostis ao ambiente
escolar e familiar (desobediência às normas familiares e
escolares, fugas, badernas, brigas, gestos obscenos), e
inibição na sua comunicação (não gostar de falar com
familiares, colegas e professores, recursar falar em classe,
recursar ir ao quadro negro).
C - Queixas de natureza somato-psíquica:
Caracterizadas por dor de cabeça, tremores, frieza nas mãos,
sudorese, irritabilidade fácil, crises de choro, desmaios.
3 - Pretendeu-se com este tipo de atendimento e pesquisa, verificar se
haveria uma redução destas dificuldades e queixas, possibilitando a
estes adolescentes melhor rendimento escolar, adaptação ambiental e
ajustamento emocional.
4 - Utilizamos modalidades de artesanato e arte popular por ser um tipo de
atividade mais próxima da realidade dos adolescentes sob forma da
expressão da arte regional e por utilizar material de fácil aquisição,
considerando também a realidade sócio-econômica do grupo.
0 barro, o couro, a madeira e fibras naturais foram empregas
por serem materiais básicos do artesão nordestino, além de permitir fácil
manipulação
e
facilidades
de
auto-expressão,
possibilitando
grande
variedade de manifestações criativas.
5
- 0 atendimento do grupo foi realizado uma vez por semana nas 3as.
feiras, sendo destinados 90 minutos para cada sessão (no horário de
12,10 hs às 13,40 hs.). As sessões se realizaram na sala de Terapia
Ocupacional
do
Departamento,
encontrando-se
presentes
além
dos
adolescentes a autora e a colaboradora da pesquisa, as quais
mantiveram durante as sessões uma atividade de observação, sendo feita
algumas interferências de caráter explicativo quando estas se faziam
necessárias. Davamos liberdade de expressão aos menores só sendo
feitas sugestões quando surgia alguma dificuldade na execução dos tra-
LXIX
trabalhos ou quando os menores se mostravam desestimulado para
continuá-los. Procurávamos sempre fazer as sugestões sem ação diretiva
só partindo para a mesma quando havia necessidade.
Durante o período em que utilizaram o barro os menores
modelaram objetivos de decoração (bonecos, jarras, flores, cinzeiros,
animais) e adorno pessoal (broches, fivelas).
Com a madeira os adolescentes fizeram talhas, bonecos,
trabalhos com tachas e pregos em madeira.
Com couro, foram confeccionados carteiras, colares, pulseiras
anéis, broches, enfeites de cabelo, bonecos, marcadores de livros,
sandálias de bonecos.
Com fibras naturais, os adolescentes fizeram trabalhos em
macramê, cintos, pulseiras, colares, coberturas de letras e vidros
vazios, suportes para vasos, bonecos de cordas, enfeites natalinos.
No final de cada sessão, o bservador anotava o que havia se
passado durante a mesma. Foi feita também com o objetivo de controle
quadro onde se anotava frequência, material usado por sessão, e
atitudes dos adolescentes: rivalidade, capacidade de liderança,
dificuldades na realização dos trabalhos, negação, capacidade de
iniciativa, elaboração e confecção.
Após 4 meses de início da atividade grupal, foram realizadas
entrevistas com os familiares a fim de sondarmos como o adolescente se
encontrava na escola e em casa. Estas entrevistas se repetiram 4 meses
depois.
6 - Observação do Grupo
A princípio os adolescentes trabalhavam de maneira isolada e
desistiam facilmente quando diante da primeira dificuldade, chegando
por vezes a destruir os objetos construidos por eles.
Gradativamente estas dificuldades foram superadas, havendo
uma melhora no relacionamento com os demais componentes do grupo
demonstrada pelo falar espontaneamente, tomar iniciativa de trabalhos,
de ajudar o outro na realização dos mesmos, de comentar e dar
sugestões sobre os demais trabalhos, fazer comentários no grupo sobre
problemas pessoais e atividades fora grupo.
7 - Resultados
Ao lado da observação das atividades dos adolescentes no
grupo e de suas motivações na utilização do material fornecido, foi
realizada uma sondagem com os familiares através de entrevistas (em nº
de duas realizadas com intervalo de 4 meses), com a finalidade de se
indagar como os adolescentes estariam fora do grupo e se havia melhora
das queixas e dificuldades referidas na primeira entrevista. Como foi
verbalizado pelos próprios familiares, após as vindas dos adolescentes
para "os trabalhos", se mostraram em casa mais "alegres" e "falantes",
faziam comentários sobre os trabalhos do grupo, mostraram-se menos
inibidos em realizar algumas tarefas impostas pelos familiares, alguns
passaram a sair sozinhos (quando antes só saiam acompanhados) e as
queixas de briga, desobediência, em casa e na escola, diminuíram.
Alguns se mostraram mais atentos na escola e tiveram menos dificuldades
na realização das tarefas escolares. Em alguns dos adolescentes as
queichas somáticas que surgiram na amnese como predominantes, já não
foram mais citadas pelos familiares, nem houve solicitação de medicação
para acalmar os adolescentes, com exceção de um caso.
8 - Encontramos
algumas
dificuldades
na
realização
desta
pesquisa.
Inicialmente tivemos dificuldades em selecionar um grupo com um maior
número de adolescentes e formar um grupo controle pelos seguintes motivos:
(1) O número de adolescentes que procura o nosso Serviço
Ambulatorial vem por imposição familiar (mãe ou substituta)
por estarem no momento apresentando distúrbios graves de
conduta, sendo o Ambula
LXX
tório Hospitalar ainda visto como um meio de solução imediata,
seja por medicação ou internamento.
(2)
O número de familiares que aceitou a vinda do adolescente ao
Ambulatório uma vez por semana para acompanhamento regular,
também
foi
reduzido.
Havia
sempre
alegações
de
impossibilidades econômicas (principalmente para passagem de
ônibus) e de tarefas que o adolescente deveria cumprir em casa
no horário estabelecido para o grupo.
(3)
Mesmo
entre
os
adolescentes
motivados
para
este
tipo
de
dificuldades:
selecionados
e
trabalho,
ainda
familiares
encontramos
a) irregularidade na frequência dos adolescentes ao
ligados a fatores sócio-econômicos já mencionados;
grupo,
b) pouca motivação dos adolescentes ou pela inconstância
demonstrada pelo adolescente quando lhe é feita uma
exigência e o não comparecimento da família quando
solicitada para a entrevista.
(4)
Referências bibliográficas relacionada com praxiterapia
de adolescentes em caráter ambulatorial são escassas.
grupal
LXXI
CENTROS DE COMUNIDADE E ESPORTIVOS
Dr. Enio Pilla
Basicamente,
desenvolvimento
criando-lhe
o
recreativas,
os
Centros
integral
maior
do
número
sociais
e
de
Comunidade,
homem,
atendendo,
possível
de
profissionais
visam
o
ampliando
e
necessidades
para
sua
culturais,
integração
na
comunidade.
Os
centro,
integrantes
têm
da
população
oportunidades
serviços,
os
quais
Formação
Profissional,
de
da
área
participar
assumem
e
aspectos
Núcleo
de
ação
de
cada
desfrutar
de
seus
múltiplos:
de
Centro
Atividades
de
Culturais,
Esportivas e Sociais.
Os Centros visam:
oportunizar
"Prover
o
a
educação
desenvolvimento
de
integral,
todas
as
de
modo
capacidades
a
do
ser
humano";
−
manifestações
Livre
"Enfatizar
o
artísticas,
adquirem
papel
numa
importância
época
cada
da
em
vez
recreação
que
o
maior,
Lazer
e
e
das
o
Tempo
principalmente
em
nossa cidade, de alto índice de crescimento demográfico".
−
Orientar
a
organização
da
vida
comunitária,
integrando o homem à comunidade.
Atualmente
a
PREFEITURA
MUNICIPAL
DE
PORTO
ALEGRE,
através de sua Secretaria Municipal de Educação e Cultura, mantem:
Cinco
Esportivos
Centro
e
Social
ambiente
sadio
(5)
sua
da
de
Centros
experiência
Vila
MAPA,
à criança,
Comunidade,
mais
com
em
que
o
três
recente,
objetivo
predomine
a
(3)
Centros
a
reativação
do
de
oportunizar
um
afetividade
e
o
enriquecimento de experiência;
OS CENTROS DESENVOLVEM VÁRIAS ATIVIDADES:
Na
área
possibilidades
adultos
caracte-
de
de
ambos
das
Oportunidades
ingresso
os
sexos,
na
por
força
meio
Profissionais,
de
de
trabalho
cursos
são
a
dadas
jovens
objetivos
que
e
se
LXXVIII
reflexão e consequente revisão, ajustando-se às reais necessidade,
direitos
e
condições
sociais
do
adolescente,
tais
como:
idade
mínima para admissão no emprego, atual jornada de trabalho, que é
idêntica
a
do
adulto,
conflitando
com
a
obrigatoriedade
de
educação prevista por lei e sem prejuízo de seus salários" (18).
4 -
SAÚDE - "Os serviços Médicos de especialização na adolescência são dia
a
dia
mais
necessários
e
tendem
a
uma
medicina
do
adolescente
(Hebiatria) que exige formação médica e psicológica, de assistência
social, de enfermagem,etc...,especial. Necessidade também de serviços
especiais e hospitais para a atenção integral do adolescente em seus
problemas de saúde" (19).
- "Conclui-se
que
o
que
se
pode
fazer
sob
o
ponto
de
vista
preventivo para a saúde do adolescente são as propostas contidas nas
diversas áreas (social, educação e jurídica), integradas aos serviços
de saúde já existentes" (20).
Em síntese temos a necessidade da consientização da população do
papel da família, da formação de profissionais multidisciplinares em assuntos
sobre a adolescência, a atuação de legisladores especializados para adequar
leis sobre o trabalho do Menor, para que se consiga educar a população sobre o
casamento
e
necessidade
de
serviços
especializados
no
atendimento
de
adolescentes, podendo-se acrescentar a pesquisa de dados sobre a adolescência.
A UNIVERSIDADE: UMA PERSPECTIVA DE ATUAÇÃO
Ao
surgiram
como
me
referir
proposições
em
as
conclusões
mais
de
uma
de
caráter
área,
prático,
falava
dos
que
pontos
relacionados ao papel que a Universidade pode desempenhar no equacionamento
da problemática da adolescência. Assim temos:
1 –
"Considera-se ainda importante, e mesmo decisiva a participação da
Universidade nos programas de ação dos serviços as comunidades,
devendo ser incentivados convênios entre Prefeituras, Universidades,
Instituições
Assistenciais
e
outros
orgãos
Governamentais
com
objetivo de desencadear e desenvolver os planos comunitários" (21).
2 –
"Ressalta-se
conjuntamente
instituições
a
potencialidade
com
entidades
Governamentais
de
da
Universidade
assistenciais
âmbito
em
favorecer
particulares
regional,
estadual
e
e
federal, cursos de formação em diversos níveis, e assessoramento
para as pessoas em con-
(18) (19) (20) ibidem, pp 18 a 20
(21) ibidem, pp 15
LXXIII
tando a profilaxia mental e o inter-relacionamento social.
Equipados
piscinas,
os
com
canha
Centros
para
esportes,
oportunizam
além
do
campo
de
encontro
futebol
das
e
pessoas,
atividades como:
1 – Volibol
2 – Basquetebol
3 – Futebol de campo e de salão
4 – Handebol
5 – Ginástica
6 – Jogos de salão
7 – Recreação Infantil
8 – Cursos Desportivos
9 – Atletismo
10 – Natação
11 – Judô
12 – Dança
RECURSO DE ÁREA
Os
de
outros
Atuam
como
Centros
órgãos
oportunizam
públicos
recursos
de
associações de bairros etc.
o
e/ou
área
desenvolvimento
privados
para
em
escolas,
de
suas
atividades
instalações.
clubes
de
mães,
LXXIV
IMPLEMENTAÇÃO
RESULTADOS
DO
AMERICANO SOBRE ADOLESCÊNCIA
II°
SEMINÁRIO
LATINO-
- A ADOLESCÊNCIA E A UNI-
VERSIDADE: UMA PERSPECTIVA DE ATUAÇÃO.
- Dr. Fábio antonio adamo(*)
INTRODUÇÃO
O
presente
trabalho
visa
mostrar
a
utilização
do
potencial
que
a
Universidade possui, pelas suas características de instituição que reune as
atividades de docência, assistência e pesquisa, para a constituição de um
serviço
assistencial
a
adolescêntes
e
suas
famílias,
a
partir
de
um
referencial teórico psicodinâmico sobre a adolescêdncia.(l), (2)
A ADOLESCÊNCIA
A adolescência sob um ponto de vista psicodinâmico é entendida como uma
etapa do processo de dessenvolvimento do ser humano, considerado como uma
unidade biopsicossocial, com características biopsicológicas universais e
que
se
segundo
conformam,
os
apresentando
fatores
portanto
sócio-culturais,
sua
assim
fenomenologia
como
o
expressiva
momento
histórico
considerado numa determinada cultura. Isto é, a adolescencia é um processo
universal
de
conotações
mudança,
externas
de
desprendimento,
peculiares
de
cada
que
se
cultura
apresentará
que
o
segundo
as
favorecerão
ou
decorrentes
do
dificultarão, conforme as circunstâncias.
Na
puberdade,
a
partir
de
impulsos
biológicos
patrimônio genético transmitido, a criança de até então passa a sofrer
mudanças
em
seu
corpo,
como
o
desenvolvimento
da
musculatura
ou
o
surgimento de coxins gordurosos de localização característica e distinta
para cada sexo, o crescimento dos seios, a pilificação, a ocorrencia de
menarca na menina e o aparecimento do sêmen no menino, evidências concretas
da maturidade sexual biológica, tudo isso acarretando solicitações para
trocas na representação mental do corpo - esquema - corporal. concumitante
a isso, novos papéis sociais
(*)
Prof. Assistente do Departamento de Psicologia Médica e Psiquiatria da
Faculdade de Ciências Médicas- UNICAMP- S.P. - Responsável pelo setor
de Psiquiatria e Psicologia da Adolescência.
(1)
Aberastury,
A.
y
Knobel,
M.
-
La
Adolescência
Normal
-
Ed.Paídos
BuenosAires - 1976
(1)
Aberastury, A. y Cols.- Adolescência - Ed.Kargieman. 1975 - Buenos Aires
LXXV
e
novas
normas
expressão
do
de
conduta
conjunto
passam
dessas
a
ser
mudanças
exigidos.
pelo
Assim,
temos
adolescente
é
que
que
a
irão
caracterizar a identidade adolescente. Porém, é necessário que ao estudála consideremos a sua identidade, não como uma conquista do adolescente de
algo
determinado,
mas
de
algumas
características
que
a
identificam
no
continuum do processo evolutivo do ser humano. (3) Estas características
"
anormais"
que a identificam, e que podemser, muitas vezes, consideradas
sob
referências
familiares
e
sociais
sintetizadas em um quadro denominado
de
nosso
meio
e
que
foram
- "Síndrome da Adolescência Normal"
(4), que é constituído e define a adolescência fenomenizamente, por :
1 - uma busca de se mesmo e da identidade claramente definidos;
2 -
uma acentuada tendência grupal;
3 -
a necessidade de fantasiar ativamente e de recorrer quase
constantemente ao mecanismo da intelectualização, o qual seria
uma forma específica do processo de pensamento nesta idade da
vida;
4 -
crises religiosas nas quais se podem observar indivíduos que
passam alternativamente do ateísmo mais absoluto até o misticismo
religioso mais severo;
5 – desorientação temporal com episódios de franca atemporalidade;
6 - uma evolução sexual evidente desde o auto erotismo até a
genitalidade heterossexual;
7 - uma atitude social reinvidicatória;
8 - contradições sucessivas em todos os aspectos da conduta, que por
sua vez estão guiadas por uma tendência a ação que pode
substituir as formas mais evoluídas de pensamento;
9 - uma luta constante por uma progressiva separação dos pais;
10 - flutuações constantes do humor e do estado de ânimo.
Deve-se resaltar as considerações que tece Knobel(5), quando diz que
"
deliberadamente aceita a contradição que significa o associar síndrome que
implica entidade clínica, com normalidade, que significaria estar fora da
patologia.
Sem
dúvida,
o
conviver
social
e
nossas
estruturas
institucionais
(3)
Knobel, M. - "El sindrome de la adolescencia normal" - Cap. II em La
Adolescencia Normal - Ed.Paidos - Buenos Aires - 1976
(4)
ibidem,pp 44, 45
(5)
ibidem,pp 44, 45
LXXVI
nos fazem ver que as normas de conduta estão estabelecidas, manejadas e
regidas
pelos
indivíduos
adultos
de
nossa
sociedade.
É
sobre
esta
intercorrelação generacional, e a partir da visão regente e diretiva, que
podemos, e devemos, estar capacitados para observar a conduta juvenil como
algo que aparentemente semi-normal ou semi-patológica, mas que sem duvida,
frente a um estudo mais objetivo, do ponto de vista da psicologia evolutiva
e da psicopatologia, aparece realmente como algo coerente, lógico e normal.
Por outro ladoesta maneira de encarar o problema permite aceitar os
desajustes e desencontros, valorizá-los com maior correção e utilizar o
impacto
generacional
não
como
fonte
de
conflitos
negativos,
mas
como
encontro inquietante que facilite o desenvolvimento da humanidade".
CONCLUSÕES DO II° SEMINÁRIO LATINO-AMERICANO SOBRE ADOLESCÊNCIA
As conclusões e proposições do II° Seminário Latino-Americano sobre
Adolescência vieram contribuir de forma valiosa para o direcionamento do
estudo
também
da
problemática
em
nosso
da
meio,
participantes
convidados
significativo,
as
adolescência
na
considerando-se
brasileiros,
questões
peculiares
America
também
Latina,
o
e
grande
refletindo-se
sócio-culturais
assim,
portanto,
número
de
de
modo
brasileiras,
nos
debates, conclusões e nas colaborações, reunidas em quatro áreas: social,
educacional,
jurídica
e
(6)
saúde
,
observando-se
que
algumas
destas
conclusões e proposições, de caracter eminentemente prático, aparecem mais
de uma vez em diferentes áreas (por exemplo: a integração da Universidade
com a comunidade no equacionamento da problemática da adolescência).
Aqui temos algumas conclusões nas áreas:
1 - SOCIAL - Tendo sido lembrado o art.16 § 3 da Declaração dos Direitos
Humanos, da Organização das Nações Unidas - "A família é o núcleo
natural e fundamental da sociedade e tem o direito a proteção da
sociedade e do Estado", e, considerando-se "que o relacionamento
afetivo no lar se reflete diretamente na conduta do adolescente e na
sua visão de valores"
(7)
,foram feitas as seguintes proposições:
- "orientação aos pais para uma maior convivência dos membros da
família,
dentro
e
fora
do
lar,
em
diversões,
desportos,
festividades, ruas de lazer, criatividade artística, em escolas
e locais públicos" (8).
6) Anais do II Seminário Latino-Americano sobre Adolescência
Psicologia Médica e Psiquiatria
- Faculdade de Ciências Médicas - Ed. p/
UNICAMP - Campinas - S.P. - 1978, pp 12 a 20.
7) ibidem, pp 12
8) ibidem, pp 13 - 14
– Dept° de
LXXVII
-
"formação
de
utilizando
escolas,
como
forma
grupos
de
de
clubes
levar
adolescentes
nas
de
outras
serviço
subsídios
e
positivos
familiar, assim como a mobilização da família
comunidades,
entidades,
para
"
o
núcleo
(9).
- "Quanto ao trabalho do menor, ressalta-se: predominância do
pedagógico sobre o econômico, do futuro (preparação) sobre o
imediato
(produção),
do
global
(comunidade)
sobre
o
particular (tal ou qual instituição oficial ou privada), e
considerar os aspectos vocacionais do adolescente" (10).
2 - EDUCAÇÃO - "Todo aquele que lidar com adolescentes e escolares
deverá
preparar-se
para,
em
sua
área,
ministrar
adequada
orientação sexual" (11).
− realização de publicações pedagógicas sob a forma de
manual,
a
exemplo
do
que
existe
para
a
infância
(publicações
especiais do MEC), sob responsabilidade de orgãos federais, para a
distribuição nacional, visando professores e educadores de forma
geral,
abordando
temas
como
psicologia,
conduta,
sexualidade,
recreação. etc...próprias dessa faixa etária" (12).
3 - JURÍDICA – "Proposição do Ministério da Justiça para recomendação
dos Tribunais de Justiça das Unidades Federadas a criação de Varas
de
Menores
nas
cidades
com
mais
de
100.000
habitantes,
com
especialização de Juízes e Curadores neste campo" (13).
− "Necessidade de responsabilização penal dos pais nas
condutas anti-sociais de seus filhos, a exemplo do que existe em
outros países (ex. França)" (14).
(15)
− "Lei tornando obrigatória a formação para o casamento.
−
"Discussão e estudo de salvaguarda legal de médicos
nos casos de problemas relacionados a questões de genitália e
reprodução no atendimento de menores" (16).
− "Lei de regulamentação sobre o uso de áreas de lazer,
recreação
e
jogos
em
condomínios,
áreas
próximas
a
conjuntos
habitacionais, inclusive as consideradas "inaproveitáveis", salas
de jogos, quadras de escolas, que permanecem fechadas em fins de
semana, ou outros períodos da semana"(17).
− "Estudo
da
C.L.T.
e
outros
instrumentos
legais
que
regulamenta o trabalho do menor, uma vez que contém pontos que exigem
___________________________________________________________________________
(9) (10) (11) (12) ibidem, pp 13 - 14
(13) (14) (15) (16) (17) ibidem, pp 18 a 20
LXXVIII
reflexão e consequente revisão, ajustando-se às reais necessidade,
direitos
e
condições
sociais
do
adolescente,
tais
como:
idade
mínima para admissão no emprego, atual jornada de trabalho, que é
idêntica
a
do
adulto,
conflitando
com
a
obrigatoriedade
de
educação prevista por lei e sem prejuízo de seus salários" (18).
4 - SAÚDE - "Os serviços Médicos de especialização na adolescência são dia
a
dia
mais
necessários
e
tendem
a
uma
medicina
do
adolescente
(Hebiatria) que exige formação médica e psicológica, de assistência
social,
de
enfermagem,
etc...,
especial.
Necessidade
também
de
serviços especiais e hospitais para a atenção integral do adolescente
em seus problemas de saúde" (19).
-
"Conclui-se
que
o
que
se
pode
fazer
sob
o
ponto
de
vista
preventivo para a saúde do adolescente são as propostas contidas nas
diversas áreas (social, educação e jurídica), integradas aos serviços
de saúde já existentes" (20).
Em síntese temos a necessidade da consientização da população do
papel da família, da formação de profissionais multidisciplinares em assuntos
sobre a adolescência, a atuação de legisladores especializados para adequar
leis sobre o trabalho do Menor, para que se consiga educar a população sobre o
casamento
e
necessidade
de
serviços
especializados
no
atendimento
de
adolescentes, podendo-se acrescentar a pesquisa de dados sobre a adolescência.
A UNIVERSIDADE : UMA PERSPECTIVA DE ATUAÇÃO
Ao me referir as conclusões de caráter prático, que surgiram
como proposições em mais de uma área, falava dos pontos relacionados ao
papel que a Universidade pode desempenhar no equacionamento da problemática
da adolescência. Assim temos:
1 – "Considera-se ainda importante, e mesmo decisiva a participação da
Universidade nos programas de ação dos serviços as comunidades,
devendo
ser
incentivados
Universidades,
Instituições
convênios
entre
Assistenciais
e
Prefeituras,
outros
orgãos
Governamentais com objetivo de desencadear e desenvolver os planos
comunitários" (21).
2 – "Ressalta-se
conjuntamente
instituições
a
potencialidade
com
entidades
Governamentais
de
da
Universidade
assistenciais
âmbito
em
favorecer
particulares
regional,
estadual
e
e
federal, cursos de formação em diversos níveis, e assessoramento
para as pessoas em con__________________________________________________________________________
(18) (19) (20) ibidem, pp 18 a 20
(21) ibidem, pp 15
LXXIX
tacto
profissional
com
adolescentes,
cumprindo
importantes
objetivos, como os de maior aproximação da comunidade, visando a
educação da mesma, e ao mesmo tempo possibilitar estágio para ser
corpo
discente
dos
últimos
anos,
promovendo
na
sua
formação
profissional a experiência teoria-realidade-prática" (22).
A potencialidade de atuação da Universidade no equacionamento
da
problemática
da
adolescência,
reside
nas
características
desta
instituição que reune as funções de assistência, docência e pesquisa,
e por nela reunirem-se os profissionais com maior e melhor nível de
formação teórica e técnica. E este potencial encontra a possibilidade
de
ser
aplicado,
particulares
ou
através
orgãos
da
do
colaboração
Governo,
conjunta
constituição
e
com
entidades
organização,
na
instituição de serviços especializados, num trabalho de participação
efetiva
dos
profissionais
multidisciplinares
universitários
em
problemas da população.
Para
deverão
isso,
cumprir
os
serviços
objetivos
de:
especializados
sobre
adolescência
assistências aos adolescentes e suas
famílias com uma rotina de serviço implantada de modo a permitir a
pesquisa de dados com o duplo objetivo de efetuar uma auto-avaliação,
e também
através das informações obtidas, aumentar o conhecimento que
se
sobre
tem
a
adolescência
em
geral,
e
especialmente
das
características do adolescente em nosso meio. E, possibilitando, numa
etapa posterior de trabalho, realizar um estudo comparativo dos dados
pesquisados nas diversas regiões, favorecendo o reconhecimento, e o
significado dos vários fatores sócio-culturais regionais, favoráveis e
desfavoráveis
homem,
mais
para
permitindo
acuidada,
região
para
o
a
o
resolução
desta
equacionamento
aproveitamento
outra,
sem
da
das
deixar
etapa
sua
do
desenvolvimento
problemática
experiências
de
se
de
maneira
positivas
considerar
do
de
uma
sempre
as
peculiaridades regionais dos fatores sócio-culturais.
Quanto
cumprimento
de
ao
objetivo
dois
docência,
objetivos.
O
teríamos
primeiro
também
voltado
aqui
para
o
os
profissionais multidisciplinares de todos os níveis, em contacto com
adolescentes, da região de influência onde se localiza a Universidade,
com
desenvolvimento
de
programas
de
formação
e
treinamento
em
assuntos sobre a adolescência; e o segundo objetivo a existência de
tais
serviços
complemento
da
constituir i a m
formação
dos
campo
próprios
para
alunos
o
da
treinamento,
Universidade,
como
dos
últimos anos dos cursos de graduação,
__________________________________________________________________________
(22) ibidem, pp 17
LXV
e também em nível de especialização (pós graduação)
Em
relação
a
praxis
e
a
viabilidade
de
funcionamento
desses
serviços, ressalta-se a importância do referencial teórico que fundamenta
tais serviços, que deve preencher dois requisitos básicos:
a) -
apresentar
correspondente
a
uma
visão
visão
do
da
homem
adolescência
como
unidade
ampla
e
unitária,
biopsicossocial
(não
escotomizando com visões limitadoras apenas biológicas, ou eminentemente
psicológicas ou somente sócio-culturais da adolescência);
b) -
permitir
com
a
visão
apresentada
uma
intervenção
que
possibilite ao adolescente retomar seu desenvolvimento sadio em um breve
lapso de tempo, e considerando as necessidades sociais da assistência, isto
é, o numero de pessoas a serem atendidas.
Todas
as
considerações
aqui
apresentadas,
tem
sua
comprovação
parcial, ou foram inferidas a partir de uma experiência de quase dois anos
de funcionamento do Setor de Psiquiatria e Psicologia da Adolescência do
Departamento de Psicologia Médica e Psiquiatria da Faculdade de Ciências
Médicas da UNICAMP.
Este
Setor
funcionando
a
nível
de
assistência
ambulatorial,
apresentou nos 8 primeiros meses de funcionamento (março-novembro/77) - um
número
de
representaram
consultas
65
e
70
e
%
sessões
psicoterápicas
respectivamente
do
(individual),
movimento
ambulatorial
que
do
Departamento a que pertence, englobando consultas prestadas a crianças,
adolescentes
e
adolescente.
Um
adultos,
outro
evidenciando
fato
também
a
necessidade
significativo
de
assistência
dessa
ao
necessidade,
refletido no mercado de trabalho, foi o número de inscritos para estágio em
Psicologia e Psiquiatria de Adolescentes oferecido a médicos e psicólogos
durante o ano de 1978, com uma procura de tal ordem que houve necessidade
de se estabelecer critérios de seleção para formação de turmas. E para o
ano letivo de 1979, o programa destes estágios, numa extensa e completa,
será desenvolvido a nível de curso de especialização, num reconhecimento da
diretoria da Faculdade e das comissões de ensino da Universidade dessa
necessidade.
BIBLIOGRAFIA
1)
Aberastury, A. y cols. - Adolescência - Ed. Kargieman - Buenos Aires
1973
2)
Aberastury, A. y Knobel, M.
Buenos Aires - 1976
3)
Anais do II Seminário Latino-Americano sobre Adolescência - Ed. p/
UNICAMP - Departamento de Psicologia Médica e Psiquiatria - FCM Campinas (SP) maio - 1978.
- La Adolescência Normal - Ed. Paidos -
Download

Untitled - Ministério da Saúde