Relato de Pesquisa/Research Reports
Biomedicina
ISSN 2176-9095
2176-9095
ISSN
Science in Health
2011 jan-abr; 2(1): 5-10
ESTUDO DO ÍNDICE DE MASSA CORPÓREA POR MEIO DA TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA
Study of body mass index by computed tomography
Marcelly V Palladino*
Damas KF**
Maria José Tucunduva**
Resumo
ABSTRACT
A concentração de gordura no corpo reflete no seu estado
de saúde. O excesso implica no aparecimento de doenças
e sua falta, risco à saúde, pois o corpo necessita de gordura
para funções fisiológicas. Indicadores antropométricos são
muito utilizados para essa avaliação devido ao baixo custo
porém não fornecem acurácia, pois não consideram a variação de gordura corporal em ralação à idade e ao gênero.
Este estudo objetiva avaliar a quantidade de gordura pela
tomografia computadorizada, a qual mostrou ser um método adequado de mensuração, já que avalia separadamente
a concentração de gordura abdominal e subcutânea.
Health could be expressed by the amount of fat found in a
body. The excess of fat in the organism is related to diseases
and the lack of it may present risk once this tissue is necessary to the proper functioning of the body. Anthropometric
indicators are usually used to evaluate this condition due to
their low cost but they are not accurate, once the different
kinds of fat are not presented or related to the age or gender. The aim of this study is to evaluate the amount of body
fat through computerized tomography, which was considered an accurate method since it indicates the abdominal fat
and subcutaneous fat separately.
Descritores: índice de massa corporal • Tomografia compu-
Descriptors: Body mass index • Computed tomography •
tadorizada • Distribuição da gordura corporal.
Body fat distribution
**Aluna de Biomedicina da Universidade Cidade de São Paulo. [email protected]
**Professora de Biomedicina da Universidade Cidade de São Paulo. [email protected] - [email protected]
5
Biomedicina
Relato de Pesquisa/Research Reports
Palladino MV, Damas KF, Tucunduva MJ, Estudo do índice de massa corpórea por meio da tomografia computadorizada
São Paulo • Science in Health • 2011 jan-abr; 2(1): 5-10
ISSN 2176-9095
xos como medidas de dobras cutâneas e bioimpedância elétrica, que utilizam a gordura corporal relativa
(%GC). Estes são amplamente empregados devido à
praticidade e ao baixo custo, apesar de não fornecerem avaliação tão acurada e detalhada, pois não são
capazes de fornecer informações sobre a composição
corporal, apresentando uma capacidade limitada de
refletir a distribuição de gordura corporal já que suas
classificações não levam em consideração a variação
de gordura corporal de acordo com a idade e sexo
do indivíduo e sua etnia9.10.11.
Entre os métodos clínicos, que incluem antropometria e DEXA, pode-se quantificar massa total de
gordura, gordura total livre de massa, e massa óssea.
Esses exames são substitutos para estimar a gordura corporal12.13.14.15.16.17 mas, como dito anteriormente, tais medidas não permitem a avaliação de teor de
gordura visceral. Já os aparelhos de tomografia computadorizada (TC) permitem medir o volume visceral
e depósitos de gordura subcutânea (Borkan et al.18,
1982) sendo considerada o melhor padrão para medir gordura visceral.
Estando o excesso de gordura corporal relacionado ao aumento da morbidez e da mortalidade, para
sua avaliação são necessários métodos precisos e
confiáveis, de baixo custo e grande aplicabilidade em
estudos populacionais e na prática clínica.
Dessa forma, este estudo tem como objetivo avaliar a qualidade da identificação do índice de massa
corporal pela tomografia computadorizada, citada
como um dos melhores métodos de mensuração.
Introdução
A composição corporal é um componente-chave
do perfil de saúde e de aptidão física do indivíduo e
tem recebido importância cada vez maior devido ao
papel dos componentes corporais na saúde humana.
A obesidade é um problema sério de saúde e reduz
a expectativa de vida, caracterizada pela distribuição
da gordura no corpo, sendo gordura visceral e gordura subcutânea (Nagai et al.1, 2008) A distribuição
de gordura é mais importante do que o peso global como um fator de risco cardiovascular (Vague2,
1956), e está associada ao aumento da morbidade
e mortalidade(Calle et al.3, 1999). O tecido adiposo
intra-abdominal tem um papel importante nos fatores
de risco, como resistência à insulina, intolerância à
glicose, podendo gerar Diabetes Mellitus, baixo colesterol (HDL), triglicerídeos aumentados, hipertensão e obesidade (Depres4, 1993) Quando o tecido
adiposo torna-se ampliado produz vários compostos
bioativos como ácidos graxos livres, fator de necrose
tumoral (TNF-α) e leptina. Esses compostos podem
estar diretamente envolvidos com o desenvolvimento das afecções características de gordura abdominal
(Banerji et al.5, 1999).
No entanto, a falta de gordura corpórea também
representa risco à saúde, pois o corpo necessita de
certa quantidade para as funções fisiológicas normais.
Existem inúmeros procedimentos padronizados
de testes para avaliação da composição corporal, que
variam segundo suas bases físicas, custo, facilidade de
utilização, porém é importante conhecer a limitações
deles.
Os métodos mais sofisticados e considerados
mais precisos são: pesagem hidrostática e a absorção
dos raios X de dupla energia (DEXA) que permitem
quantificar os componentes corporais. Esses métodos
oferecem uso limitado na avaliação de grupos populacionais, devido ao elevado custo e à complexidade do
exame, e têm utilização restrita a laboratórios e a situações clínicas muito específicas (Heyward6, 2001).
Em estudos populacionais, indicadores antropométricos são utilizados como: índice de massa corporal (IMC) que é o método mais utilizado (Gus et al.7,
1998; Siani et al.8, 2002) e medida da circunferência da
cintura abdominal. Também são utilizados métodos
de avaliação da composição corporal menos comple-
Metodologia
Para realização deste trabalho de quantificação
da gordura intra-abdominal, utilizou-se tomografia
computadorizada multislice máquina Philips, Brilliance
16 com uma corrente elétrica de 300mAs e tensão
de 120kV tendo um pitch de 2:1, collimatrom 16x
0,75 e reconstrução 3x 1,5 com o filtro médio duro
(Scrothing). Utilizou-se uma amostra de 10 pacientes
posicionados em decúbito dorsal. Foram realizados
cortes axiais da área da cicatriz umbilical, aproximadamente entre as vértebras lombares 4 e 5. A partir
da imagem obtida, delimitou-se uma linha com o cursor sobre a camada do tecido subcutâneo, com intervalo de atenuação medido em unidades Hounsfield
(HU), como mostra a Figura 1, sendo que o tecido
6
Biomedicina
Relato de Pesquisa/Research Reports
Palladino MV, Damas KF, Tucunduva MJ, Estudo do índice de massa corpórea por meio da tomografia computadorizada
São Paulo • Science in Health • 2011 jan-abr; 2(1): 5-10
ISSN 2176-9095
Figura 1. Delimitação da camada de gordura subcutânea.
Figura 2. Delimitação da camada de gordura visceral.
adiposo mostrou uma atenuação de -30 a -190 HU.
O tecido intraperitoneal também foi delimitado pelo
cursor, dentro dessa região de interesse, avaliando-se
a atenuação da gordura visceral em HU representado
na Figura 2.
Dessa forma, calculou-se a área de gordura pelo
número de pixel (Yoshizumi et al.19, 1999) O programa utilizado na realização da análise estatística foi o
software Prisma 5,0, no qual os valores apresentaram como média +/-s.d. linear simples correlações,
Pearsonâ €™s, coeficientes de correlação e parcial
análise de correlação foram realizados. Uma diferença com umP <0,05 foi considerada estatisticamente
significativa (Kobayashi et al.20, 2002).
visceral e subcutânea da gordura abdominal, tendo
sido demonstrada associação da razão > 0,4 ou de
uma área de gordura intra-abdominal > 130 cm2 com
distúrbios do metabolismo glico-lipídico (Willians et
al.23, 1996) Entretanto, a necessidade de equipamento
sofisticado e pessoal especializado, seu alto custo e a
exposição do indivíduo à irradiação, limitam seu uso
na rotina clínica e em estudos epidemiológicos.
Neste trabalho, após aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa (Protocolo de Pesquisa nº
13496391, CAAE- 0013.0.186.000-10) avaliou-se e
quantificou-se a gordura visceral e subcutânea dos pacientes, pelo método de tomografia computadorizada
e foram encontradas uma diferença estatisticamente
significativa em 20% dos pacientes e uma diferença
significativa entre a quantidade de gordura visceral
e subcutânea. Diferentemente do que se esperava a
gordura subcutânea apresentou-se em maior volume
do que a visceral, como mostra a Figura 3. Tendo em
vista que a gordura visceral é mais prejudicial à saúde,
pois induz a síndrome metabólica, sua mensuração é
mais importante e a tomografia computadorizada se
mostrou um método eficaz para tal mensuração.
Comparando o tipo de gordura entre os gêneros
observou-se uma diferença estatística em que as mulheres apresentam o dobro de gordura subcutânea
em relação aos homens, porém estes apresentam o
Resultados e Discussão
A tomografia computadorizada do abdome é considerada o método “padrão-ouro” para determinação
da gordura visceral (Kobayashi et al.20, 2002; Rossner
et al.21, 1990), pois permite a diferenciação do tecido
adiposo subcutâneo e visceral nessa região. A área
de gordura visceral mensurada em um único corte
tomográfico na altura da cicatriz umbilical (L3-L4 ou
L4-L5) mostrou-se fortemente correlacionada ao
volume total de gordura visceral, o que apoiou esta
conduta para diagnóstico da deposição visceral de
gordura22. Pôde ser calculada a razão entre as áreas
7
Biomedicina
Relato de Pesquisa/Research Reports
Palladino MV, Damas KF, Tucunduva MJ, Estudo do índice de massa corpórea por meio da tomografia computadorizada
São Paulo • Science in Health • 2011 jan-abr; 2(1): 5-10
Gorgura Subcutanea
Gordura Visceral
15
Volume cm3
ISSN 2176-9095
10
5
0
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
Pacientes
Figura 3. Relação entre gordura visceral e subcutânea entre os paciente.
dentre os métodos de avaliação da adiposidade corporal, os mais amplamente utilizados na avaliação do
estado nutricional dos indivíduos e dos riscos associados à inadequação delas. O IMC é empregado para
classificação dos graus de obesidade que, em estudos epidemiológicos, se associam ao risco crescente
de morbidade e mortalidade (Organization24, 1997).
Todavia, o IMC é limitado para determinar qual dos
“componentes” corporais (por exemplo, massa gorda
ou massa magra) encontra-se alterado, e ainda, na vigência de excesso de adiposidade corporal, é incapaz
de avaliar a distribuição do tecido adiposo. Devido a
essas limitações, alguns estudos relatam populações
com baixo IMC, mas com alta prevalência da síndrome metabólica, questionando o uso exclusivo desse
índice na classificação do risco cardiovascular em indivíduos obesos25.26.27.
Diante da atual epidemia mundial da síndrome
metabólica e do reconhecido impacto da distribuição
central de gordura para a morbidade e mortalidade
das populações, especialmente em decorrência de
eventos cardiovasculares, é altamente desejável às
autoridades de Saúde o entendimento do papel da
gordura visceral na fisiopatologia da síndrome metabólica, bem como o acesso a métodos práticos,
inócuos, eficazes e de baixo custo para identificação
de indivíduos com adiposidade intra-abdominal e de
Figura 4. Relação entre gordura visceral e subcutânea entre
os diferentes gêneros.
triplo de gordura visceral (Figura 4).
As características da ressonância magnética também possibilitam estimar a gordura visceral com acurácia. No entanto, está mais sujeita a artefatos que a
tomografia e seu coeficiente de variação também é
maior (Van der Kooy e Seidell22, 1993). Por ser um
método não-invasivo e isento de irradiação, poderia
ser utilizado no diagnóstico e seguimento de pacientes obesos de maior risco, mas seu custo é ainda mais
alto que a tomografia para uso na rotina clínica e em
pesquisas.
As medidas antropométricas são, sem dúvida,
8
Biomedicina
Relato de Pesquisa/Research Reports
Palladino MV, Damas KF, Tucunduva MJ, Estudo do índice de massa corpórea por meio da tomografia computadorizada
São Paulo • Science in Health • 2011 jan-abr; 2(1): 5-10
alto risco cardiovascular. Essas atitudes poderão representar importantes passos para que, em futuro
breve, identifiquem-se indivíduos de alto risco para
a síndrome metabólica, estabeleça-se seu diagnóstico
precoce e intervenha-se precocemente, minimizando
o impacto sobre a mortalidade decorrente de suas
complicações.
Recentemente, a ultrassonografia foi proposta
como alternativa para avaliação da adiposidade abdominal, diante da boa correlação demonstrada com a
gordura visceral determinada pela tomografia computadorizada (Armellini et al.28, 1990). Dessa forma uma
ISSN 2176-9095
continuidade deste trabalho seria a comparação entre
a avaliação da gordura visceral entre os métodos de
tomografia computadoriza e ultrassonografia.
Conclusão
De acordo com os dados obtidos, foi possível avaliar que o padrão de gordura visceral e subcutânea
varia muito entre os paciente, principalmente entre
os sexos, e que o método de tomografia computadorizada é excelente para identificar a variação do
volume de gordura.
Referências
1.
Nagai M, Komiya H, Mori Y, Ohta T. Developments in estimating visceral fat area from
medical examination data. J Atheroscler Thromb 2008 Aug;15(4):193-8.
2.
ague J. The degree of masculine differentiation of obesities: a factor determining preV
disposition to diabetes, atherosclerosis, gout, and uric calculous disease. Am J Clin Nutr
1956 Jan-Feb;4(1):20-34.
3.
alle EE, Thun MJ, Petrelli JM, Rodriguez C, Heath CW, Jr. Body-mass index and morC
tality in a prospective cohort of U.S. adults. N Engl J Med 1999 Oct 7;341(15):1097105.
4.
espres JP. Abdominal obesity as important component of insulin-resistance syndroD
me. Nutrition 1993 Sep-Oct;9(5):452-9.
5.
anerji MA, Faridi N, Atluri R, Chaiken RL, Lebovitz HE. Body composition, visceB
ral fat, leptin, and insulin resistance in Asian Indian men. J Clin Endocrinol Metab 1999
Jan;84(1):137-44.
6.
eyward V. ASEP methods recommendation: body composition assessment. J Exerc
H
Physiol Online 2001 4(4):1-12.
7.
us M et al. Associação entre diferentes indicadores de obesidade e prevalência de
G
hipertensão arterial. Arq Bras Cardiol 1998 70(2):111-4.
8.
S iani A, Cappuccio FP, Barba G, Trevisan M, Farinaro E, Lacone R, et al. The relationship of waist circumference to blood pressure: the Olivetti Heart Study. Am J
Hypertens 2002 Sep;15(9):780-6.
9.
arn SM, Leonard WR, Hawthorne VM. Three limitations of the body mass index. Am
G
J Clin Nutr 1986 Dec;44(6):996-7.
10.
emben MG, Massey BH, Bemben DA, Boileau RA, Misner JE. Age-related patterns in
B
body composition for men aged 20-79 yr. Med Sci Sports Exerc 1995 Feb;27(2):264-9.
11.
L im S, Joung H, Shin CS, Lee HK, Kim KS, Shin EK, et al. Body composition changes with
age have gender-specific impacts on bone mineral density. Bone 2004 Sep;35(3):792-8.
12.
osaeus I, Johannsson G, Rosen T, Hallgren P, Tolli J, Sjostrom L, et al. Comparison of
B
methods to estimate body fat in growth hormone deficient adults. Clin Endocrinol (Oxf)
1996 Apr;44(4):395-402.
9
Relato de Pesquisa/Research Reports
Biomedicina
Palladino MV, Damas KF, Tucunduva MJ, Estudo do índice de massa corpórea por meio da tomografia computadorizada
São Paulo • Science in Health • 2011 jan-abr; 2(1): 5-10
ISSN 2176-9095
13.
an TS, Lean ME. Bioelectrical impedance analysis in nutritional research. Nutrition
H
1998 Sep;14(9):707-8.
14.
ajchenberg BL. Subcutaneous and visceral adipose tissue: their relation to the metaW
bolic syndrome. Endocr Rev 2000 Dec;21(6):697-738.
15.
S mith SR, Lovejoy JC, Greenway F, Ryan D, deJonge L, de la Bretonne J, et al. Contributions of total body fat, abdominal subcutaneous adipose tissue compartments, and
visceral adipose tissue to the metabolic complications of obesity. Metabolism 2001
Apr;50(4):425-35.
16.
S nijder MB, Visser M, Dekker JM, Seidell JC, Fuerst T, Tylavsky F, et al. The prediction of visceral fat by dual-energy X-ray absorptiometry in the elderly: a comparison
with computed tomography and anthropometry. Int J Obes Relat Metab Disord 2002
Jul;26(7):984-93.
17.
attsson S, Thomas BJ. Development of methods for body composition studies. Phys
M
Med Biol 2006 Jul 7;51(13):R203-28.
18.
orkan GA, Gerzof SG, Robbins AH, Hults DE, Silbert CK, Silbert JE. Assessment of
B
abdominal fat content by computed tomography. Am J Clin Nutr 1982 Jul;36(1):172-7.
19.
oshizumi T, Nakamura T, Yamane M, Islam AH, Menju M, Yamasaki K, et al. Abdominal
Y
fat: standardized technique for measurement at CT. Radiology 1999 Apr;211(1):283-6.
20.
obayashi J, Tadokoro N, Watanabe M, Shinomiya M. A novel method of measuring
K
intra-abdominal fat volume using helical computed tomography. Int J Obes Relat Metab
Disord 2002 Mar;26(3):398-402.
21.
ossner S, Bo WJ, Hiltbrandt E, Hinson W, Karstaedt N, Santago P, et al. Adipose tisR
sue determinations in cadavers--a comparison between cross-sectional planimetry and
computed tomography. Int J Obes 1990 Oct;14(10):893-902.
22.
v an der Kooy K, Seidell JC. Techniques for the measurement of visceral fat: a practical
guide. Int J Obes Relat Metab Disord 1993 Apr;17(4):187-96.
23.
illiams MJ, Hunter GR, Kekes-Szabo T, Trueth MS, Snyder S, Berland L, et al. IntraW
abdominal adipose tissue cut-points related to elevated cardiovascular risk in women.
Int J Obes Relat Metab Disord 1996 Jul;20(7):613-7.
24.
rganization WH. Obesity: preventing and managing the global epidemic. Report of a
O
WHO consultation on obesity. Geneve: World Health Organization; 1997.
25.
atsuzawa Y. Pathophysiology and molecular mechanisms of visceral fat syndrome: the
M
Japanese experience. Diabetes Metab Rev 1997 Mar;13(1):3-13.
26.
imeno SG, Ferreira SR, Franco LJ, Hirai AT, Matsumura L, Moises RS. Prevalence
G
and 7-year incidence of Type II diabetes mellitus in a Japanese-Brazilian population: an
alarming public health problem. Diabetologia 2002 Dec;45(12):1635-8.
27.
E gger G. The case for using waist to hip ratio measurements in routine medical checks.
Med J Aust 1992 Feb 17;156(4):280-5.
28.
rmellini F, Zamboni M, Rigo L, Todesco T, Bergamo-Andreis IA, Procacci C, et al. The
A
contribution of sonography to the measurement of intra-abdominal fat. J Clin Ultrasound
1990 Sep;18(7):563-7.
10
Download

Estudo do índice de massa corpórea por meio da tomografia