7 SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO EDUCACIONAL-PDE UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ Maria da Graça Bastos Lemes O DIRETOR NA DIMENSÃO PEDAGÓGICA DA ESCOLA PÚBLICA: NOVOS DESAFIOS Trabalho orientado pela Profª Drª Leila de Almeida de Locco -UFPR CURITIBA DEZ / 2008 8 O DIRETOR NA DIMENSÃO PEDAGÓGICA DA ESCOLA PÚBLICA: NOVOS DESAFIOS Maria da Graça Bastos Lemes 1 Trabalho de Conclusão apresentado ao Governo do Estado do Paraná, através do Programa de Desenvolvimento Educacional - PDE, como parte das exigências para a obtenção de Certificação, na área de Gestão Escolar, orientado pela Professora, Drª Leila de Almeida de Locco – Coordenadora do Programa na UFPR. CURITIBA 2008 RESUMO 1 Maria da Graça Bastos Lemes, graduação em Letras Português (PUC/PR), Pós-graduada em Metodologia de Ensino, para 1º e 2º Graus (IPBEX) e Pós-graduada em Formação de Docentes para a Modalidade de Educação a Distância (UFPR/PR), funcionária pública da SUDE/DAE/SEED/PR, Professora PDE, área Gestão Escolar, Artigo sobre o Gestor na Dimensão Pedagógica, sob a orientação da Professora drª Leila de Almeida de Locco – UFPR. 9 Este trabalho demonstra aos Diretores, na dimensão pedagógica, a articulação e dinamização de todos os envolvidos no ambiente escolar e demais segmentos da sociedade, para o planejamento, para execução, para incorporação, para a realização de propostas e ações pedagógicas de qualidade e busca fundamentar o trabalho de sua Gestão, quanto à problemática escolar, levando em consideração seu desempenho, sua influência, dinamismo e liderança em todo o processo educacional. ABSTRACT This work demonstrates the Directors, the educational dimension, articulation and promotion of all those involved in the school environment and other segments of society, for planning, implementing, for incorporation into the conduct of proposals and actions of teaching quality and search base the work of its management, about the school issue, taking into consideration their performance, their influence, dynamism and leadership throughout the educational process. Palavras-chave: Gestão Escolar – Diretor e Dimensão Pedagógica – Escola Pública. 10 Afinal o espaço pedagógico é um texto para ser “lido”, interpretado, “escrito” e “reescrito”. Paulo Freire ... consideram-se objeto da ação administrativa as práticas escolares realizadas com o propósito de buscar racionalmente o objetivo pedagógico da escola. Vitor Henrique Paro 11 Dedico este trabalho A minha mãe, Therezinha, meu filho, João Marcelo – (pai) e meu neto, João Marcelo (filho) meus maiores objetivos de vida. 1. INTRODUÇÃO 12 O Diretor do Estabelecimento de Ensino é o articulador, a peça-chave para a conexão da participação de todos os envolvidos no processo educacional, numa Gestão Democrática, que acompanha e coordena o trabalho dos técnicos administrativos e pedagógicos, bem como dos docentes, com o objetivo de incentivar mudanças metodológicas e pedagógicas, para a qualidade de ensino, em benefício da efetiva aprendizagem dos educandos. Este trabalho está voltado para o perfil do Diretor da Rede Pública de Ensino, em sua dimensão pedagógica, considerando-se que em sua prática profissional existe toda uma problemática para o desenvolvimento efetivo de suas ações, tendo em vista que os Diretores, atualmente, estão voltados mais para a Gestão Administrativa do que para a Gestão Pedagógica, e têm, atualmente, o compromisso com a efetivação da Proposta Pedagógica de seu Estabelecimento de Ensino, como um novo desafio. Em conformidade com o Programa de Desenvolvimento Educacional – PDE, desenvolvido nos anos de 2007 e 2008, o presente Artigo, na Área de Gestão Escolar, constitui-se num referencial para abordar o tema escolhido e ao Diretor de Escola Pública Estadual, em sua função e atuação na dimensão pedagógica, contribuindo para o desenvolvimento deste objeto de estudo, que abrange as ações de investigação, intervenção, orientação para a melhoria da realidade escolar e da qualidade de ensino. Partiu-se do diagnóstico da realidade escolar, do diagnóstico dos resultados da Gestão desenvolvida no Estabelecimento de Ensino, da implementação e aplicação da Proposta de Intervenção. O estudo teve por objetivo buscar, refletir, desvelar e contribuir para a melhoria da qualidade do desempenho dos Diretores da Rede Pública de Ensino, em sua perspectiva pedagógica, levando-se em consideração que cada Unidade Escolar está inserida numa realidade; o que torna necessário considerar suas diferenças e suas especificidades refletidas na atuação de cada Diretor. Visou, também, colaborar e estimular o Diretor para que possa articular e dinamizar todos os envolvidos no ambiente escolar e demais segmentos da sociedade, para o planejamento, para execução, para incorporação, e para a realização de propostas e ações pedagógicas de qualidade e fundamentar o trabalho de sua Gestão, 13 quanto à problemática escolar, levando em consideração seu desempenho, sua influência, dinamismo e liderança em todo o processo educacional. A implementação da Proposta de Intervenção foi realizada com Técnicos Pedagógicos da SEED/PR e Gestores da Rede Pública de Ensino do Estado do Paraná, investigando-se a atuação do Diretor e envolvidos no processo educacional, as formas de participação e o potencial comunicativo entre eles, a influência, a articulação e a tomada de decisão do Diretor, visando à obtenção de melhores resultados em sua Gestão. 14 2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Estamos vivendo um momento de aperfeiçoamento das ações educativas. O Diretor de Ensino exerce forte influência na comunidade escolar, entre pais e alunos, sociedade, professores, funcionários e alunos; portanto, muitas propostas positivas, poderão partir dele, para a melhoria dos padrões de qualidade de ensino e desempenho dos alunos. É possível ao Diretor interferir no processo educacional com novas idéias, atividades que envolvem a participação de toda a comunidade escolar, produzir inovações, transformar as ações pedagógicas para obtenção de resultados qualitativos, numa postura ética e autêntica. Poderá ele tornar o seu discurso em ações que trazem resultados eficientes e correspondem às perspectivas atuais da Educação. O Diretor, como articulador nas ações pedagógicas, necessita de liderança, de visão global do processo educacional para avaliar a realidade em que se encontra o ensino-aprendizagem e compreendê-la, considerando que a qualidade na educação redefine os objetivos de seu Estabelecimento de Ensino. É possível ao Diretor construir o conhecimento com todos os envolvidos na comunidade escolar de modo a transformar a realidade, em suas relações poderá encontrar novas verdades e soluções para um ensino de qualidade. O Diretor também é um protagonista da aprendizagem; um aprendiz. Portanto, enfatizam-se as novas descobertas, a participação coletiva, a autonomia e a iniciativa. É preciso que ele tome a iniciativa de perguntar, consultar, experimentar, avaliar de modo crítico com todos os envolvidos no processo. Viabilizar o uso das novas tecnologias da Educação, abrir frente para que os professores e alunos, na prática, obtenham melhoria da qualidade de ensino, e construam o conhecimento, através desses recursos que oferecem grande possibilidade de equacionar suas expectativas e buscar novos caminhos para o ensinoaprendizagem, são novos desafios para o Diretor. Para que a incorporação efetiva das novas tecnologias tenha resultados positivos são necessários um planejamento prévio e a capacitação dos professores, para que possam integrar as novas tecnologias no currículo e em suas práticas 15 pedagógicas. Para isto, o Diretor pode compartilhar, conduzir e estar ativamente engajado neste processo. Portanto, cabe ao Diretor articular e dar início ao desenvolvimento de ações pedagógicas através das novas tecnologias em seu Estabelecimento de Ensino. Como podemos educar a opinião dos Diretores e conscientizá-los dentro das perspectivas das necessidades reais de alunos e professores na sala de aula? O Gestor é componente fundamental para que um Estabelecimento de Ensino seja bem sucedido e, para isto, é preciso investir, concentrar esforços e acompanhamento de sua capacidade de gestão, para fins de evitar conflitos e problemas administrativos mais sérios e inadequados ao exercício de sua função. Um Estabelecimento de Ensino, em sua totalidade, tendo os mesmos objetivos, sua estrutura e funcionamento terão um desempenho adequado, porém, depende primeiramente, de seu Diretor, da tomada de decisões, abrindo espaço a todos os envolvidos, numa gestão democrática. A ênfase dada ao Diretor em sua atuação na dimensão pedagógica reside da necessidade de fortalecer, criar condições necessárias e fundamentais para melhoria de seu desempenho, planejamento, aperfeiçoamento em sua função, pela qualidade de ensino e desempenho dos alunos, pela autonomia pedagógica e pela atuação efetiva do Conselho Escolar. “ Partindo de um conceito amplo de política – que transcende a mera luta pelo poder e se identifica com prática humano-social com propósito de tornar possível a convivência entre grupos e pessoas – o artigo elabora um conceito também amplo de democracia que, não se restringindo à sua conotação apenas parlamentar ou eleitoral, é entendida como prática social pela qual se constrói a convivência pacífica e livre entre indivíduos e grupos que se afirmam como sujeitos históricos. A seguir, tomada como atualização histórico-cultural, pela qual se processa a construção do homem histórico pela apropriação da cultura, a educação tem destacada sua dimensão política precisamente por essa capacidade de propiciar ao ser humano sua condição histórica e plural, pela qual ele necessariamente deve conviver com outros sujeitos individuais e coletivos. Ao analisar a forma dialógica e reforçadora da subjetividade do educando pela qual a autêntica educação precisa desenvolver-se para ser coerente com sua função de construtora do homem histórico, o trabalho procura evidenciar o caráter do processo educativo não apenas como prática política mas também como prática intrinsecamente democrática. A partir 16 desse quadro, o artigo considera as implicações dessa condição política e democrática para a qualidade do ensino, para a prática administrativa escolar e para os estudos de administração escolar.” (Paro: Artigo Implicações do caráter político da educação para a administração da escola pública v.28, n. 2, S.P., 2002). Quanto às considerações de Paro, podem ser direcionadas ao Diretor que, em sua prática, pode tornar possível a convivência e o bom relacionamento com o seu grupo, oportunizando a união entre todos os envolvidos no processo educacional, no sentido de estabelecer a unidade de trabalho em todas as questões, sejam de caráter administrativo, pedagógico ou financeiro. O diálogo proporciona o envolvimento e participação, e fortalece as relações humanas, a interação e a formação de um ambiente de trabalho favorável à realização dos objetivos educacionais. Desse modo, haverá a possibilidade de um trabalho voltado para uma gestão verdadeiramente democrática. Será preciso que o Diretor administre tendo como horizonte a dimensão pedagógica, bem como, coloque a dimensão administrativa a serviço da dimensão pedagógica, para que ambas sejam mais democráticas, para fins de potencializar a qualidade de ensino. O Diretor, em sua prática, pode tornar possível a convivência e o bom relacionamento com o seu grupo, oportunizando a união entre todos os envolvidos no processo educacional, no sentido de estabelecer a unidade de trabalho. O diálogo proporciona o envolvimento e participação, fortalece as relações humanas, a interação e a formação de um ambiente de trabalho favorável à realização dos objetivos educacionais. “A gerência é a arte de pensar, de definir e de agir; é a arte de fazer acontecer, de obter resultados. Resultados que podem ser definidos, previstos, analisados e avaliados, mas que têm de ser alcançados através das pessoas e numa interação humana constante”. (Motta, 1971). O Diretor pode fazer acontecer e obter resultados. Ele pode buscar soluções, alternativas, para as dificuldades encontradas, no cotidiano e que precisam do refletir, decidir e agir de modo adequado para a consecução de bons resultados. 17 A Lei nº 14.231/03 que define a seleção de Diretores e Diretores Auxiliares da Rede Estadual de Educação Básica do Paraná através de consulta realizada à Comunidade Escolar, em seu Art. 1º dispõe que “A designação de Diretores e Diretores Auxiliares da Rede Estadual de Educação Básica do Paraná é competência do Poder Executivo, a qual fica delegada nos termos desta lei, à Comunidade Escolar, mediante consulta a ser realizada simultaneamente em todos os Estabelecimentos de Ensino”. Algumas vezes ocorrem situações conflituosas no período de eleições de Diretores e Diretores Auxiliares quanto a esta questão. A Comunidade Escolar, pais, alunos, professores e demais envolvidos reelegem o Diretor por várias vezes, porém, sem oportunizar aos outros a possibilidade de eleição e a oportunidade de mudanças efetivas na Gestão, principalmente na questão pedagógica. Existem Diretores que são reeleitos há anos, pelo fato de exercerem forte influência na Comunidade Escolar, com desempenho satisfatório na questão do relacionamento, porém, não exercem, efetivamente, a sua prática na função de Diretor, com qualidade nos aspectos pedagógicos e relacionados às perspectivas de alunos e professores. A Constituição Federal, artigo nº 206, II e III, determina que “O ensino será ministrado com base nos princípios da liberdade – de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber – e do pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas”. É o Diretor que faz cumprir e faz aplicar a legislação em vigor. É ele que busca a atualização, o conhecimento das necessidades dos alunos e faz realizar a ação educacional de modo a conciliar eticamente e, com coerência, às necessidades de todos. É ele que exerce a liderança pedagógica. É o Diretor que acompanha o trabalho dos Especialistas em Educação, docentes e alunos. É ele que incentiva cada um a mudanças para melhoria do ensino. É o Diretor que faz acontecer mudanças e inovações pedagógicas. É o Diretor que viabiliza a formação e participação dos docentes em cursos de capacitação. É o Diretor que atua na comunidade e na família de seus alunos. 18 A própria Legislação Educacional, tanto Nacional como Estadual, vêm apontando novas incumbências de ordem pedagógica que se constituem verdadeiros desafios aos Diretores e que estão aqui elencadas: A Lei das Diretrizes e Bases da Educação Nacional – Lei nº 9394/96, dispõe em seu Art. 12 que “Os estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas comuns e as do seu sistema de ensino, terão a incumbência de: I – elaborar e executar sua proposta pedagógica; II – administrar seu pessoal e seus recursos materiais e financeiros; III – assegurar o cumprimento dos dias letivos e horas-aula estabelecidas; IV – velar pelo cumprimento do plano de trabalho de cada docente; V – prover meios para a recuperação dos alunos de menor rendimento; VI – articular-se com as famílias e a comunidade, criando processos de integração da sociedade com a escola; VII – informar os pais e responsáveis sobre a freqüência e o rendimento dos alunos, bem como sobre a execução de sua proposta pedagógica. A Resolução nº 208/2004 – SEED/PR, com base ao disposto na LDBEN nº 9394/96, Parecer nº 04/98 – CNE/CEB, e Deliberação nº 007/99 – CEE/PR, considera: “.... a necessidade de dar continuidade ao processo de democratização e universalização do ensino e garantir o acesso, a permanência e a aprendizagem efetiva dos alunos; - o princípio da flexibilização, disposto na LDBEN nº 9394/96, segundo o qual cabe ao sistema de ensino criar condições possíveis para que o direito à aprendizagem seja garantido ao aluno; - o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo. - a necessidade de prover meios aos estabelecimentos de ensino para enfrentar as dificuldades de aprendizagem na leitura, na escrita e no cálculo. - a avaliação na sua forma diagnóstica, contínua e cumulativa, como um processo indicativo dos avanços e das necessidades diferenciadas de aprendizagem dos alunos ”. A Deliberação nº 16/99 – CEE/PR, no Capítulo I, Dos Princípios e da Constituição, Art. 2º, dispõe que “A estrutura e o funcionamento do ensino, cuja expressão é o regimento escolar, fundamentar-se-ão nos princípios constitucionais que regem o ensino, observando ainda os seguintes: I – a especificidade da natureza pedagógica da instituição escolar e do seu interesse público; II – a autonomia da escola como unidade coletiva de trabalho; 19 III – a unidade pedagógica e administrativa da escola como instituição orgânica; IV – a representatividade como critério para a gestão da escola.” O Capítulo II, da Organização da Comunidade Escolar, Art. 6º, § 4º, preconiza que “O órgão colegiado de direção será presidido pelo diretor do estabelecimento, na qualidade de dirigente do projeto político-pedagógico.” A Lei nº 14436, de 22/06/2004, DOE n º 6756, de 23/06/2004, da Assembléia Legislativa do Estado do Paraná, em seu Art. 1º, dispõe que “Aos estudantes de estabelecimentos de Ensino Fundamental e Ensino Médio, da rede estadual e particular de ensino, fica assegurada a organização de grêmios estudantis, como entidades autônomas representativas dos interesses dos estudantes secundaristas, com finalidades educacionais, culturais, cívicas, desportivas e sociais.” A Instrução nº 02/2004 – SUED, de acordo com a Resolução nº 305/2004 – SEED e a Lei Estadual nº 13.807, de 30/09/2002, instrui, no item 2, com referência à hora-atividade dos professores que “ a correção de atividades discentes, estudos e reflexões a respeito de atividades que envolvam a elaboração e implementação de projetos e ações que visem a melhoria da qualidade de ensino, propostos por professores, direção, equipe pedagógica e/ou NRE / SEED, bem como o atendimento de alunos, pais e (outros assuntos de interesse) da comunidade escolar.” A Instrução nº 13/04 – DIE / SEED que orienta os Estabelecimentos de Ensino quanto ao preenchimento do Livro Registro de Classe, refere-se à responsabilidade do Gestor “conscientizar os professores sobre a importância de registrar, com fidedignidade, todas as informações no Livro Registro de Classe, com o propósito de não gerar dúvidas ou alterações nos registros escolares, contribuindo para a perfeita escrituração da vida escolar do aluno.” A Lei Complementar nº 103, DOE de 15/03/2004, que dispõe sobre o Plano de Carreira do Professor da rede Estadual de Educação Básica do Paraná, no Capítulo II, Dos Princípios e Garantias, art. 3º, institui nos incisos: “V – liberdade de ensinar, aprender, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber, dentro dos ideais da democracia; VI – gestão democrática do ensino público estadual; VII – valorização do desempenho, da qualificação e do conhecimento.” 20 É preciso que o Diretor de ensino potencialize e incentive professores e alunos para a promoção da construção do conhecimento e valorize o potencial de cada um para a obtenção de resultados satisfatórios no ensino-aprendizagem. 21 3. METODOLOGIA Tendo em vista que o Diretor é o articulador, a peça-chave para a conexão da participação de todos os envolvidos no processo educacional, numa gestão democrática, que acompanha e coordena o trabalho dos técnicos administrativos e pedagógicos, bem como dos docentes, com o objetivo de incentivar mudanças metodológicas e pedagógicas, para a qualidade de ensino, em benefício da efetiva aprendizagem dos educandos, o tema de estudo desenvolvido na Proposta de Intervenção foi o Diretor, em sua dimensão pedagógica, como o articulador do desenvolvimento de práticas pedagógicas que favoreçam a melhoria da qualidade de ensino. Foram realizados estudos voltados para o perfil do Diretor da Rede Pública de Ensino, em sua dimensão pedagógica, considerando que em sua prática profissional, existe toda uma problemática para o desenvolvimento efetivo de suas ações. O objeto de estudo ficou definido como a dimensão pedagógica da Gestão expressa na capacidade de influência, de iniciativa, dinamismo e participação do Diretor, na tomada de decisões, frente aos técnicos pedagógicos e professores para fins de implementar ações pedagógicas inovadoras, num trabalho coletivo, que mobilize todos os envolvidos no processo ensino-aprendizagem, pais alunos, comunidade escolar e demais segmentos da sociedade, para a obtenção de resultados positivos e exemplares de um Estabelecimento de Ensino referência da Escola Pública deste Estado. A implementação da Proposta de Intervenção ocorreu no ano de 2008, com base nos estudos realizados, em 2007, de caráter proposital, mas de forma qualitativa, levar o Diretor à compreensão da sua prática, na dimensão pedagógica e administrativa frente às diversidades e necessidades ocorridas no ambiente escolar a uma mudança de paradigma e de efetiva prática em prol da qualidade e melhoria de ensino. Com este intuito, a elaboração dos Cadernos de Apoio, como parte das atividades a serem 22 cumpridas pelo o programa, foi voltada para fins de implementação e validação da Proposta de Intervenção escolar, na área de Gestão. A elaboração dos cadernos teve por objetivo cumprir uma exigência do Programa de Desenvolvimento Educacional – PDE, de caráter individual, porém, para fins de intervenção, visando superação das dificuldades encontradas nas dimensões administrativa e pedagógica da Gestão Escolar, considerou-se a necessidade de desvincular as dimensões supracitadas, para efeitos meramente didáticos, em cumprimento ao quesito do programa, resultando em dois Cadernos de Apoio sobre os temas, e produzidos em colaboração, respeitando-se o enfoque específico dos respectivos objetos de estudo. Foram construídos dois Cadernos de Apoio complementares, sendo que um enfatiza a dimensão administrativa do Gestor Escolar, com a utilização das ferramentas de Gestão para tomada de decisões, elaborado pela professora PDE, Fátima Viúdes Claro, e o outro elaborado pela professora PDE, Maria da Graça Bastos Lemes e professora Drª. Leila de Almeida de Locco, Coordenadora do PDE – UFPR, que enfatiza a dimensão pedagógica do Gestor Escolar. O trabalho coletivo dos temas resultou numa proposta de atuação do Gestor Escolar, como um todo, tanto como uma prática de gerenciamento nas instituições de ensino, abrangendo as dimensões administrativa e pedagógica, como para fins de capacitação de Gestores Educacionais, Equipes Técnico-Pedagógicas, Docentes, Grupos de Trabalho em Rede – GTR’s, funcionários dos Núcleos Regionais de Educação – NRE’s e funcionários da Secretaria de Estado da Educação do Paraná – SEED/PR, podendo ser utilizado em cursos para Gestores Escolares, encontros Pedagógicos e demais atividades dos Estabelecimentos de Ensino. Os Cadernos de Apoio produzidos, individualmente, sendo um direcionado aos Gestores na Dimensão Pedagógica e o outro direcionado aos Gestores na Dimensão Administrativa, são compostos, cada um, em Unidades de Estudos, com apresentação de textos, atividades, avaliação, auto-avaliação, reflexões e dicas. Foram utilizados materiais impressos, na modalidade de Educação a Distância. 23 No decorrer do desenvolvimento da Proposta de Intervenção puderam ser acrescidas ações que por ventura atendessem melhor às necessidades da pesquisa e/ou dos Diretores considerando as políticas implementadas pela SEED/PR. A Proposta de Intervenção teve por objetivo cumprir uma exigência do Programa de Desenvolvimento Educacional – PDE, visando superação das dificuldades encontradas nas dimensões pedagógica e administrativa da Gestão Escolar. Foram abordados temas que conduzem ao repensar da prática do Gestor Escolar, procurando avançar na construção de conhecimentos acerca de seu desempenho nas dimensões pedagógica e administrativa e contribuir para o fortalecimento da atuação do Gestor Escolar, tendo em vista a melhoria da qualidade de Ensino das Escolas Públicas do Sistema de Ensino do Estado do Paraná, numa visão democrática. Para isto elaborou-se um Material Didático de cunho formativo, informativo e instrucional, no formato de “Cadernos de Apoio”. Foram desenvolvidos a partir de experiências das autoras, dos recentes estudos de legislação, de Gestão Educacional e reflexões sobre os desafios e necessidades que se evidenciam na atuação do Gestor. Apresentam-se estruturados em unidades, aulas, textos de apoio, com respaldo teórico-metodológico e legal, atividades, avaliação e auto-avaliação, para subsidiarem a atuação do Gestor Escolar nos aspectos pedagógicos e administrativos. É um dos objetivos efetivarem-se os reajustes que forem aconselhados pelo Programa de Desenvolvimento Educacional - PDE para que assim se possa estar sempre em busca de aperfeiçoamento, porque, a visão geral é trabalhar com qualidade humano-social, propiciando aos Gestores Escolares condições para transformarem-se e, conseqüentemente, interferirem na sociedade, entendendo suas contradições e contribuírem para a melhoria e qualidade de ensino, tendo em mente, que ao interferirem, efetivamente, nas dimensões pedagógica e administrativa estarão no caminho certo de sua Gestão, pois o trabalho de Gestão necessita ser desenvolvido e concebido com sucesso. 24 Pretende-se realimentar e atualizar os conteúdos dos Cadernos de Apoio para que não haja fragmentação ou venham ter uma visão unilateral, e que isto dificulte as ações metodológicas da Gestão Escolar. O Professor PDE estará sempre atento, avaliando, reorganizando os procedimentos de avaliação, a metodologia, diagnosticando por meio de diálogo, questionários, com os Gestores Escolares e Técnicos Pedagógicos, para fins de cumprir com sucesso e efetivamente a Intervenção, um dos quesitos do Programa. A eficácia da intervenção dependerá de como os Gestores vão colocar em sua prática os conhecimentos pedagógicos e administrativos adquiridos, a fim de contextualizar, polemizar e extrair o melhor de tudo, no decorrer de sua caminhada e por toda sua vida profissional. Os Técnicos Pedagógicos da SEED/SUDE/PR avaliam a eficácia do trabalho. Quanto às possibilidades de desenvolvimento das atividades propostas nos Cadernos de Apoio contribuem para a capacitação do Gestor e sua prática no interior das Unidades Escolares como estudo e fundamentação teórica prática obtida através dos Cadernos de Apoio. Com a Proposta de Intervenção abriu-se um ponto de partida para o Professor PDE, para reflexões constantes, evolução e construção de seu conhecimento, desenvolvimento de estudos e pesquisas, com o objetivo de que possa colher resultados no que se refere ao Gestor Escolar e que todo esse esforço se reflita como mais uma contribuição para a melhoria da qualidade de ensino das Escolas Públicas deste Estado. Abrem-se, também, um ponto de partida para a implementação dos Cadernos de Apoio, análise e parecer dos Técnicos Pedagógicos da SEED/PR e Diretores da Rede Pública de Ensino do Estado do Paraná. Foram realizados muitos estudos e pesquisas, buscando-se referenciais para respostas a muitos questionamentos, durante todo o desenvolvimento do Programa. Questionou-se por que o Diretor não tem assumido a dimensão pedagógica sendo ela parte inerente de sua atuação? O Diretor, além de administrador de uma Instituição de Ensino, tem a função de educador, numa perspectiva coletiva. É ele que exerce a liderança em todo o processo educativo, tomando frente diante de todas as ações a serem desenvolvidas, exerce a tomada de decisões em todas as questões administrativas e pedagógicas. 25 Diante de sua responsabilidade política, é necessário que possua experiência na área educacional e competência para o exercício de sua gestão escolar. Sem dúvida, o Diretor tem o compromisso com tudo o que está relacionado ao processo educativo. Questionou-se como ele direciona o desenvolvimento da organização e funcionamento de um Estabelecimento da rede pública? Existe interatividade entre o Diretor e envolvidos no processo pedagógico e administrativo da Instituição e entre todas as Instituições da rede pública? Quais são as iniciativas que o Diretor deverá tomar para melhorar a qualidade de ensino no Estabelecimento? A prática de sua gestão viabiliza as ações pedagógicas, trazendo resultados satisfatórios aos educandos? Será que todos os Diretores da Rede Pública têm a mesma visão e o mesmo discurso, referente ao processo educacional, e desempenham sua verdadeira função, estabelecendo relações voltadas para o pleno exercício da educação, com liderança e iniciativa, e avaliam, com autenticidade e ponderação, transformando o seu discurso em ações competentes e eficazes? O Diretor está presente em todos os setores do Estabelecimento de Ensino? Será que na prática revela-se o modelo de Gestão Participativa? De que forma se realiza o envolvimento do Diretor nas ações pedagógicas e metodológicas no Estabelecimento de Ensino? Qual é a gestão utilizada nos Laboratórios de Informática e Bibliotecas? Quanto à questão das tecnologias, como o Diretor atua para viabilizar aos professores o trabalho pedagógico? Atualmente, um dos aspectos fundamentais para o desenvolvimento de sua função, na dimensão pedagógica, é a necessidade de aprimorar sua competência técnica, para fins de promover e implementar a incorporação das novas Tecnologias da Comunicação e Informação – TIC, no Projeto Político-Pedagógico de seu Estabelecimento de Ensino, com o objetivo de atender as reais necessidades de alunos e professores. Sugere-se ao Diretor buscar o fortalecimento do desenvolvimento e cumprimento do plano de trabalho de cada docente. É fundamental a sua colaboração efetiva para que os docentes encontrem novas alternativas para a melhoria de seu 26 plano de trabalho. Em face da realidade atual, o Diretor poderá articular e acompanhar a inserção das novas Tecnologias no plano de trabalho dos docentes. Qual é a sua influência para a utilização das novas tecnologias de comunicação e informação no Estabelecimento de Ensino? De que forma e para que finalidades o Diretor disponibiliza as novas tecnologias de comunicação e informação para professores e alunos? Como é a sua participação na questão da avaliação da aprendizagem dos alunos? Como o Diretor dá suporte à Equipe Pedagógica? Quais as ações do Diretor frente às novas metodologias de ensino ou práticas pedagógicas? Como se apresenta a gestão voltada para o desenvolvimento do processo de construção do conhecimento? Como o Diretor direciona o desenvolvimento de novas práticas de ensino? De que forma o Diretor administra os recursos financeiros destinados às novas práticas pedagógicas? Qual é a função do Diretor diante da organização e registro correto da documentação escolar dos alunos? Qual a atuação do Diretor no que se refere às mudanças na metodologia de ensino? Como o Diretor articula e dá suporte ao trabalho da Equipe Pedagógica e Professores? Como o Diretor articula o Trabalho da Equipe Administrativa com a Equipe Pedagógica e Professores? Quais são as suas iniciativas de gestão no espaço educacional? O Diretor investe num trabalho pedagógico, contextualizado e interdisciplinar com os professores? De que forma o Diretor se relaciona com a comunidade escolar? A ênfase dada ao Diretor em sua dimensão pedagógica reside na necessidade de fortalecer, criar condições necessárias e fundamentais para melhoria de seu desempenho, planejamento e aperfeiçoamento em sua função, pela melhoria na qualidade de ensino e desempenho dos alunos, pela autonomia pedagógica e pela atuação efetiva do Conselho Escolar. O Diretor é componente fundamental para que um Estabelecimento de Ensino seja bem sucedido e, para isto, é preciso investir, concentrar esforços e acompanhamento de sua capacidade de gestão, para fins de evitar conflitos e problemas gerenciais mais sérios e inadequados ao exercício de sua função. 27 Alguns aspectos da Gestão Pedagógica ainda exigem aperfeiçoamento, tais como índice de reprovação dos alunos, abandono escolar, pais distantes do Estabelecimento de Ensino, práticas pedagógicas fora do contexto dos alunos, diálogo entre os envolvidos, ausência de vínculo com a comunidade escolar e segmentos da sociedade, resistência a inovações metodológicas, ações pedagógicas descontextualizadas, auto-estima dos envolvidos, falta de dinamismo e motivação aos alunos, desequilíbrio na estrutura e funcionamento do Estabelecimento de Ensino, falta de compromisso com o processo educacional, aplicação inadequada do Projeto Político-Pedagógico e Regimento Escolar, falta de objetivos educacionais e ausência de identidade do Estabelecimento de Ensino. Um dos trabalhos do Diretor é o de dar suporte à Comunidade Escolar. Em sua prática, ainda não tem potencializado o desenvolvimento efetivo de interação com todos os envolvidos. Torna-se um desafio organizar, direcionar e efetivar um relacionamento eficiente, na área educacional, direcionado para uma postura de Gestão crítica, ética e política, bem como tomar iniciativas adequadas e oferecer novas possibilidades de mudanças que possam gerar resultados concretos e que possam constituir ações resultantes de um trabalho coletivo eficiente e necessário para o alcance dos objetivos no processo educacional, em sua totalidade. O Diretor é considerado o elemento fundamental de todo o processo educacional de um Estabelecimento de Ensino. Equipes Pedagógicas e Administrativas, Especialistas em Educação, Docentes, demais funcionários, pais e alunos, enfim, toda a comunidade escolar depende das decisões finais de seu Diretor e, principalmente, o alvo de todas as ações desenvolvidas na Instituição: o educando. O Diretor tem a responsabilidade de incentivar e articular o desenvolvimento das idéias, do conhecimento, dos professores, com a finalidade de implementar novas práticas pedagógicas que visam à melhoria e a qualidade de ensino, dentro dos ideais democráticos. O papel do Diretor é importante na dimensão pedagógica do Estabelecimento de Ensino. Exige procedimentos e atitudes dinâmicas nos aspectos administrativos, pedagógicos, políticos e sociais. É o Diretor que articula e viabiliza a promoção da formação de seus alunos. É o Diretor que enfrenta os maiores desafios no 28 Estabelecimento de Ensino. É o Diretor que conduz as atividades de planejamento, organização, coordenação e controle. É o Diretor que dá início às práticas pedagógicas interativas, participativas e democráticas, estabelecendo a unidade escolar e a organização do Estabelecimento de Ensino. É a partir do Diretor que todos os partícipes do processo educacional desenvolvem a construção do conhecimento, bem como a consolidação de mecanismos que contribuem para a autonomia do Estabelecimento de Ensino. É a partir do Diretor que todos buscam os caminhos da qualidade de ensino. Ele é o articulador para a elaboração do conhecimento e formação de valores. O Diretor é o animador da comunidade escolar. Conduz a Gestão Escolar em todos os aspectos. É o Diretor quem decide, apoiado por todos, sobre a questão da indisciplina dos alunos. É ele que envolve todos para formar e unificar a Comunidade Escolar. É o Diretor que interfere nos diversos setores do Estabelecimento de Ensino. É ele que faz cumprir e faz aplicar a legislação em vigor. É ele que busca a atualização, o conhecimento das necessidades dos alunos e faz realizar a ação educacional de modo a buscar e conciliar, com ética e coerência, as necessidades de todos. É ele quem exerce a liderança pedagógica. É o Diretor que acompanha o trabalho dos técnicos pedagógicos, especialistas, docentes e alunos. É ele que incentiva cada um a mudanças para melhoria do ensino. É o Diretor que faz acontecer mudanças e inovações pedagógicas. O Diretor viabiliza a formação e participação dos docentes em cursos de capacitação. É o Diretor que atua na comunidade e na família de seus alunos. É o Diretor que diz sim às inovações e práticas pedagógicas que trazem resultados positivos. É o Diretor que faz acontecer a Gestão democrática. É o Diretor que dá início ao processo pedagógico coletivo. A palavra final, também, é sempre dele: concorda com todos, ou discorda. Depois de ter discutido e refletido as questões, de modo coerente, busca a certeza do verdadeiro caminho, constrói a educação, numa gestão democrática e compartilhada, onde todos os envolvidos colaboram e participam do processo educacional. Todo o trabalho desenvolvido durante o Programa, teve por objetivo investigar o Diretor em sua dimensão pedagógica, numa perspectiva crítica, buscando- 29 se mecanismos para viabilizar, encontrar alternativas e organizar os procedimentos necessários para o efetivo desempenho de um Diretor, com características de um perfil democrático e comunicativo e que oferece tomada de decisões criativas e conscientes, fundamentando-se em ações da organização escolar, na perspectiva da concretização de um modelo participativo e emancipador, refletindo diretamente para a autonomia do Estabelecimento de Ensino. Verificou-se que o desempenho do Diretor direciona-se mais para a perspectiva da administração do que para a perspectiva pedagógica; esta última, fator fundamental para a efetiva aprendizagem dos alunos. Desse modo, justificou-se o desenvolvimento de um trabalho que vise à melhoria do desempenho e da atuação do Diretor, assumindo efetivamente a dimensão pedagógica, referenciada ao Projeto Político-Pedagógico. Buscou-se também orientar ao Diretor sobre a viabilização, implementação, acompanhamento e avaliação de práticas pedagógicas com a utilização de recursos tecnológicos que contribuem para a melhoria do ensino-aprendizagem como novos desafios ao Diretor. Foram considerados os seguintes objetivos para o desenvolvimento do trabalho voltado para o Diretor na Dimensão Pedagógica: Objetivo Geral: ● Fortalecer a dimensão pedagógica na atuação do Diretor, tendo em vista a melhoria da qualidade de Ensino das Escolas Públicas do Sistema de Ensino do Estado do Paraná. Objetivos Específicos: ● Diagnosticar se as atividades pedagógicas são as que norteiam as práticas educativas na gestão das Escolas Públicas do Sistema de Ensino do Estado do Paraná. ● Repensar os espaços pedagógicos presentes no cotidiano da Gestão Escolar, priorizando Laboratórios e Biblioteca. 30 ● Dinamizar os espaços pedagógicos coletivos, Conselho de Classe, Conselho Escolar, Reuniões Pedagógicas / Administrativas, Horas-Atividade dos docentes e Encontros com a Comunidade. ● Valorizar os órgãos de apoio, Grêmios Estudantis e APMF’s, ressaltando sua dimensão pedagógica. ● Destacar da Legislação Educacional sua dimensão pedagógica. ● Discutir o desempenho e responsabilidade do Diretor em face da inserção das novas Tecnologias de Informação e Comunicação – TIC’s no processo ensino-aprendizagem dos alunos de seu Estabelecimento de Ensino. ● Conscientizar o Diretor sobre a criação de ambientes favoráveis aos alunos e professores para o desenvolvimento e implementação de novas práticas de ensino, incorporando o uso das novas Tecnologias de Informação e Comunicação – TIC’s. ● Incentivar o Diretor para a viabilização de ações pedagógicas desenvolvidas entre professores, alunos, comunidade escolar e demais segmentos da sociedade. ● Articular as equipes técnico-administrativa e pedagógica, numa ação conjunta de trabalho, visando ao desenvolvimento efetivo da Gestão Democrática. ● Apoiar o corpo discente disponibilizando os recursos tecnológicos para a construção e elaboração de trabalhos didático-pedagógicos para a construção de uma aprendizagem significativa. de qualidade 31 ● Possibilitar aos docentes a aplicação de novas técnicas que permitam o desenvolvimento de metodologias de ensino de qualidade e interdisciplinares. ● Favorecer a troca de informações e experiências entre docentes e alunos, equipes pedagógica e administrativa, visando estabelecer um intercâmbio entre os envolvidos no processo educacional, para fins de registro e acervo de produções de alunos e professores. Uma das incumbências do Diretor é articular, acompanhar e intervir na elaboração, execução e avaliação do Projeto Político-Pedagógico, visando o desempenho de qualidade de seu Estabelecimento de Ensino. Levou-se em consideração, também, a forma como o Diretor tem avaliado o Projeto Político-Pedagógico, no sentido de atender às expectativas dos pais e alunos e sua iniciativa para fins de melhoria de atendimento e como tem articulado a participação de todos os envolvidos na construção e execução do Projeto Político-Pedagógico. É importante que o Diretor possa desenvolver coerentemente sua política de administração de pessoal e procedimentos de administração de recursos materiais e financeiros para fins de assegurar a qualidade do processo educacional. Um dos aspectos relevantes é a responsabilidade que o Diretor tem em acompanhar e assegurar o efetivo cumprimento dos dias letivos e horas-aula estabelecidas. Há um distanciamento do Diretor, muitas vezes, no que se refere a esta questão. O Diretor, em sua dimensão pedagógica, poderá avaliar juntamente com os técnicos pedagógicos e docentes os resultados de seus planos de trabalho. A ausência deste procedimento, na prática, é um dos fatores que podem favorecem a má qualidade de ensino. O Diretor poderá incentivar a busca de novas alternativas com o objetivo de encontrar soluções adequadas ao problema. Quanto às formas e meios utilizados para a recuperação dos alunos, o Diretor tem acompanhado efetivamente os resultados obtidos pelos alunos? A participação do Diretor é fundamental para prover os meios necessários e o aperfeiçoamento dos trabalhos de recuperação dos alunos. 32 A participação do Diretor e os meios utilizados para a articulação com as famílias e a comunidade estabelecem a integração da sociedade com o Estabelecimento de Ensino. O Diretor tem possibilidade de criar condições para o desenvolvimento eficaz das relações entre sociedade e escola. Foi importante investigar os recursos e as ações desenvolvidas pelo Diretor para manter os alunos na escola e para a melhoria do rendimento escolar dos alunos, a execução da Proposta Pedagógica, a forma como os pais ou responsáveis são informados, como o Diretor articula com o pais ou responsáveis a questão da freqüência escolar, qual o índice de desistência de alunos, quais os motivos de desistência de alunos, quais as providências tomadas pelo Diretor nesta questão, como são realizadas as Reuniões Pedagógicas e como o Diretor articula essas reuniões e os Conselhos de Classe. Outro aspecto investigado é o fato de que alunos vão ao Estabelecimento de Ensino para assistirem às aulas, mas faltam professores.Quais são as razões da falta de professores? A LDBEN, nos incisos III e IV, indica que os planos de trabalho dos professores não competem apenas aos docentes, mas necessitam de acompanhamento de um responsável, no caso, é função do Diretor participar dos planos de trabalho dos professores, mas de modo a colaborar e incentivar para a melhoria do ensino-aprendizagem. O Regimento Escolar estabelece a organização do Estabelecimento no que se refere aos aspectos administrativos, didáticos e disciplinares. Orientou-se ao Diretor para que esteja atento ao cumprimento do Regimento Escolar, observando os princípios constitucionais, a legislação em vigor e as normas específicas. É importante que o Diretor acompanhe e zele pela estrutura e funcionamento do ensino, observando os Princípios e a Constituição. O Diretor, na qualidade de dirigente do Projeto-Político Pedagógico e presidente do órgão colegiado, coordena e viabiliza ações para o desenvolvimento e melhoria da qualidade de ensino e estabelece, juntamente com o órgão colegiado, as diretrizes para atender às reais necessidades e finalidades do Estabelecimento de 33 Ensino, em conformidade com o seu Projeto Político-Pedagógico, bem como dinamiza o órgão colegiado para o efetivo cumprimento de seus objetivos. O Conselho Escolar tem por objetivo realizar a Gestão Escolar, na forma de colegiado, promovendo e articulando a Comunidade Escolar, na condição de órgão auxiliar da direção do Estabelecimento de Ensino. O Diretor é o elemento articulador para a movimentação e realização de ações com objetivos educacionais, culturais, cívicas, desportivas e sociais com o grêmio estudantil de seu Estabelecimento de Ensino. O desenvolvimento de ações fortalece a qualidade de ensino e motiva alunos e professores. O Diretor poderá propor, nas horas-atividade dos professores, o planejamento e o desenvolvimento de ações pedagógicas inovadoras, visando à melhoria da qualidade de ensino. Recomenda-se ao Diretor que acompanhe os registros dos professores, no Livro Registro de Classe, pois ainda ocorrem registros incorretos, principalmente, no que se refere aos registros dos conteúdos, comprometendo a garantia dos direitos dos docentes e alunos, sendo este um aspecto pedagógico. É importante que o mesmo conscientize a Equipe Pedagógica e os professores para que os registros sejam mais detalhados, para fins de evitar dúvidas quanto aos aspectos pedagógicos. É de relevante importância a ação do Diretor no aspecto pedagógico. Orientase que ele crie um clima de acompanhamento e controle dos problemas que interferem no processo educacional. É interessante que ele pense, reflita e desenvolva com os envolvidos neste processo ações adequadas para o cumprimento efetivo da aprendizagem dos alunos. Algumas vezes ocorrem situações conflituosas no período de eleições de Diretores e Diretores auxiliares quanto a esta questão. A Comunidade Escolar, pais, alunos, professores e demais envolvidos reelegem o Diretor, por várias vezes, porém, sem oportunizar aos outros a possibilidades de eleição e a oportunidade de mudanças efetivas na Gestão, principalmente na questão pedagógica, que permanece por muito tempo com as mesmas práticas pedagógicas, sem resultados satisfatórios. Ainda, na Escola Pública, existem Diretores que são reeleitos há anos, pelo fato de exercerem forte influência na Comunidade Escolar, com ótimo desempenho, na 34 questão do relacionamento, porém, não exercem efetivamente, a sua prática na função de Diretor, com qualidade nos aspectos pedagógicos e relacionados às perspectivas de alunos e professores. O Diretor poderá incentivar e articular o desenvolvimento das idéias, do conhecimento, dos professores, com a finalidade de implementar novas práticas pedagógicas que visam à melhoria e a qualidade de ensino, dentro dos ideais democráticos. O papel do Diretor é fundamentalmente importante na Dimensão Pedagógica do Estabelecimento de Ensino. Exige procedimentos e atitudes dinâmicas nos aspectos administrativos, pedagógicos, políticos e sociais. É o Diretor que enfrenta os maiores desafios no Estabelecimento de Ensino. É o Diretor que conduz as atividades de planejamento, organização, coordenação e controle. É o Diretor que dá início às práticas pedagógicas interativas, participativas e democráticas, estabelecendo a unidade escolar e a organização do Estabelecimento de Ensino. Ouve-se dizer que o Diretor não necessita interferir e ter o controle nos aspectos pedagógicos, pois basta exercer e controlar a dimensão administrativa e ter, em seu Estabelecimento de Ensino, bons especialistas em Educação, não cabendo a ele, portanto, acompanhar e participar, efetivamente do processo educacional. Mas, mesmo tendo bons especialistas em Educação, se não interferir, não agir, não participar, não dinamizar, não conhecer, não educar e permanecer na neutralidade, neste aspecto estará ele isento do compromisso maior, como Diretor: a Educação. Assim, poderá fragmentar sua gestão. Será ele sempre administrador na qualidade de dirigente. Questiona-se não será esta uma das razões da falta de melhoria da qualidade do ensino e aprendizagem, se ao longo do tempo, ouve-se a mesma voz – “É preciso melhorar a qualidade do ensino e aprendizagem”. Por que razão não há melhoria se existem fundamentos, metodologia, concepções de ensino, enfim, tudo que é necessário para o desenvolvimento de um bom trabalho pedagógico nos estabelecimentos de ensino da rede pública? Mesmo sem recursos suficientes do Sistema de Ensino, em épocas anteriores, houve sempre a possibilidade de criar, motivar, entusiasmar, pois isto não depende de aguardar verbas do Estado. Atualmente, o Estado vem investindo e oportunizando aos estabelecimentos de ensino 35 da rede pública melhoria na qualidade de ensino e aprendizagem. É um momento bastante oportuno para que os Diretores possam exercer efetivamente sua função e voltarem o olhar para a dimensão pedagógica de sua instituição de ensino. A partir do momento em que o Diretor de Ensino assumir a Dimensão Pedagógica, efetivamente, será ele não mais Diretor, e sim, Gestor, pois o que lhe falta, realmente, é exercer a função pedagógica em sua gestão. Um aspecto que se deve considerar é a questão de que o Diretor necessita assumir a responsabilidade ética no exercício de sua função, para que possa estabelecer em sua prática, um relacionamento com base na verdade, na lealdade, na coerência, com todos, desempenhando, decisivamente, uma postura de que está presente em todas as situações e que reflete, que intervém, que dialoga, que age, que pesquisa e que reconhece a necessidade do trabalho coletivo voltado para a ética e para a valorização e formação humana, num ponto de vista democrático e que atua com capacidade crítica e experiência, ciente de sua função de gestor e que realmente a sua função é uma oportunidade para enfrentar grandes desafios. “A vigilância do meu bom senso tem uma importância enorme na avaliação que, a todo instante, devo fazer de minha prática” (FREIRE, 2006, p. 61), cabe ao Diretor que necessita avaliar constantemente a sua prática, com bom senso, para que possa obter resultados satisfatórios em seu trabalho. Paulo Freire, (ibidem, p.66) refere-se ao professor autoritário, ao licencioso, ao competente, ao incompetente, ao irresponsável, ao professor amoroso da vida e das gentes, aquele professor malamado, que tem raiva do mundo e das pessoas, o professor frio, o professor burocrático, racionalista, esses, deixam sua marca nos alunos. O mesmo acontece com o Diretor que deixará sua marca positiva ou negativa em sua gestão de ensino. É preciso que o Diretor não cruze os braços diante das situações que devem ser resolvidas pontualmente, principalmente, em razão de que ele pode refletir e buscar soluções para a melhoria do desempenho de seus professores, que muitas vezes, apresentam características semelhantes às dele. Se ele for um Diretor amoroso da vida e das gentes, e seus professores também, os resultados serão benéficos, em sua gestão de ensino, mas, caso contrário, como resolver esta situação? É muito importante refletir que o Diretor tem toda a responsabilidade de tudo que acontece em seu 36 Estabelecimento de Ensino, responsabilidade por todos os envolvidos no processo educacional. Se estiver com raiva do mundo, quais seriam as perspectivas de bons resultados? Os resultados serão negativos em todas as dimensões. Na dimensão pedagógica, irá atingir, sem dúvida, professores, alunos e na qualidade do ensinoaprendizagem, pois faltará a peça chave que deverá motivar e decidir os caminhos a serem trilhados. “É importante salientar que o novo momento na compreensão da vida social não é exclusivo de uma pessoa. A experiência que possibilita o discurso novo é social. Uma pessoa ou outra, porém, se antecipa na explicitação de nova percepção da mesma realidade. Uma das tarefas fundamentais do educador progressista é, sensível à leitura e à releitura do grupo, provocá-lo bem como estimular a generalização da nova forma de compreensão do contexto.” (FREIRE, ibidem, p. 82 a 83). Assim também será o Diretor, com sua experiência, tem possibilidade de mudar seu discurso e compreender o contexto em que está inserido, sob uma nova forma, tendo ciência que seu discurso não é exclusivamente de sua pessoa e sim social. Ainda é preciso salientar, segundo Freire (ibidem, p.97) “... quanto mais solidariedade exista entre o educador e educandos no “trato” deste espaço, tanto mais possibilidades de aprendizagem democrática se abrem na escola.” Por que não estender ao Diretor, também, que poderá ser solidário com todos no ambiente escolar para que surjam possibilidades de aprendizagem democrática? Quando todos os envolvidos no processo educacional têm a mesma postura e princípios, e, efetivamente os mesmos objetivos, principalmente, Diretores educadores, Pedagogos, Educadores, haverá esperança de fortalecimento do processo ensino-aprendizagem. O Diretor, sendo educador, que sem dúvida é sua função, não apenas administrativa, estará assumindo a dimensão pedagógica de seu Estabelecimento de Ensino. “A professora democrática, coerente, competente, que testemunha seu gosto de vida, sua esperança no mundo melhor, que atesta sua capacidade de luta, seu respeito às diferenças, sabe cada vez mais o valor que tem para a modificação da realidade, a maneira consistente com que vive sua presença no mundo, de que sua experiência na escola é apenas um momento, mas um momento importante que precisará de ser autenticamente vivido.” ( Freire, ibidem, p.112 a 113). Este é um exemplo ao Diretor que poderá lutar, respeitar as diferenças, estar consciente de seu valor para modificar a realidade de sua escola e aproveitar o momento, viver autenticamente este momento com todos. 37 “... a democracia é a sociedade verdadeiramente histórica, isto é, aberta ao tempo, ao possível, às transformações e ao novo. ...a sociedade democrática não está fixada numa forma para sempre determinada, ou seja, não cessa de trabalhar suas divisões e diferenças internas, de orientar-se pela possibilidade objetiva (a liberdade) e de alterar-se pela própria práxis.” (CHAUÍ, 2006, p. 406). É muito importante que o Diretor realize uma gestão democrática, dê abertura ao que é possível, às transformações e ao novo. Será preciso trabalhar, no que se refere às divisões e diferenças internas, em seu Estabelecimento de Ensino, tendo como referência a liberdade e perspectiva de alterar sua prática. “Se conhecer é fixar o real em representações (fatos ou idéias), em contrapartida, pensar é acolher o risco do trabalho do acontecimento sem pretender fixá-lo num racional positivo completamente determinado. Se pensar é um momento da práxis social, se é aceitação da diferença entre saber e fazer, se é compreensão dos limites entre a teoria e a prática, talvez, então, nossas discussões não unifiquem nossos pontos de vista, nem nos ensinem simplesmente a conviver com nossas diferenças, mas nos levem também a indagar se o desejo da unidade não seria o maior engano que nos afasta da democracia, em lugar de nos aproximar dela. O olhar separado e a unidade (aparentes atributos do Sujeito do Conhecimento), sabemos que são, nas sociedades modernas, os atributos do Poder. A nós, a tarefa de questioná-los.” (CHAUÍ, p.144, 145, 20006.) Pode-se aferir ao Diretor que no exercício de sua função, conhecer é representar – fatos ou idéias e pensar é um momento da práxis social, é aceitar a diferença entre saber e fazer, é compreender os limites entre a teoria e a prática, e questionar sobre a democracia nas sociedades atuais sobre os atributos do Poder. “É preciso, (...), libertar o diretor de sua marca antieducativa, começando por redefinir seu papel na unidade escolar. À escola não faz falta um chefe, ou um burocrata; à escola faz falta um colaborador, alguém que, embora tenha atribuições, compromissos e responsabilidades diante do Estado, não esteja apenas atrelado ao seu poder e colocado acima dos demais. Para que isso aconteça, é preciso pensar na substituição do atual diretor por um Coordenador Geral de Escola que não seja o único detentor da autoridade, que deve ser distribuída, junto com a responsabilidade que lhe é inerente, entre todos os membros da equipe escolar”. (PARO, 2006. p. 112). Será muito bom que o Diretor firme a esperança de que haverá a compreensão da vida social e suas idéias e ações evidenciem e traduzam a postura de Gestor Educador. E que seu discurso não seja um discurso solitário e sim abrangente na dimensão humana. 38 4. CONSIDERAÇÕES FINAIS Em todo o trabalho desenvolvido levou-se em conta a diversidade cultural e tratando-se com atenção no que se refere a este aspecto, chegou-se à conclusão de que o Gestor necessita participar da elaboração da Proposta Pedagógica de seu Estabelecimento de Ensino. Conhecendo e acompanhando esse processo, constantemente, o desenvolvimento e sua aplicação serão coerentes com os objetivos do Estabelecimento de Ensino e com os objetivos dos educandos. É preciso refletir sobre a estrutura e organização do trabalho pedagógico da Instituição de Ensino, no que se refere à especificidade pedagógica e administrativa, sobre a autonomia da escola como unidade coletiva de trabalho, se existe unidade pedagógica e administrativa e sobre a questão da representatividade para a gestão da escola. O Gestor é o elemento articulador para a movimentação e realização de ações com objetivos educacionais, culturais, cívicos, desportivos e sociais com o grêmio estudantil de seu Estabelecimento de Ensino. O desenvolvimento de ações fortalece a qualidade de ensino e motiva alunos e professores É preciso buscar mecanismos para viabilizar, encontrar alternativas e organizar os procedimentos necessários para o efetivo desempenho de um Gestor Escolar, com características de um perfil democrático, comunicativo e que oferece a tomada de decisões criativas e conscientes, fundamentando-se em ações da organização escolar, na perspectiva da concretização de um modelo participativo e emancipatório, refletindo diretamente para a autonomia do Estabelecimento de Ensino; sendo que o desempenho do Gestor direciona-se mais para a perspectiva da administração do que para a perspectiva pedagógica; esta última, fator fundamental para a efetiva aprendizagem dos alunos. Será preciso trabalhar, no que se refere às divisões e diferenças internas, em seu Estabelecimento de Ensino, tendo como referência a liberdade e perspectiva de alterar sua prática. Pode-se aferir ao Gestor que no exercício de sua função, conhecer é representar – fatos ou idéias e pensar é um momento da práxis social, é aceitar a 39 diferença entre saber e fazer é compreender os limites entre a teoria e a prática, e questionar sobre a Democracia nas sociedades atuais e sobre os atributos do Poder. O papel do Gestor é fundamentalmente importante na Dimensão Pedagógica do Estabelecimento de Ensino. Exige procedimentos e atitudes dinâmicas nos aspectos administrativos, pedagógicos, políticos e sociais. É o Gestor que enfrenta os maiores desafios no Estabelecimento de Ensino. É o Gestor que conduz as atividades de planejamento, organização, coordenação e controle. É o Gestor que dá início às práticas pedagógicas interativas, participativas e democráticas, estabelecendo a unidade escolar e a organização do Estabelecimento de Ensino. É preciso que o Gestor não cruze os braços diante das situações que devem ser resolvidas pontualmente, principalmente, em razão de que ele pode refletir e buscar soluções para a melhoria do desempenho de seus professores, que muitas vezes, apresentam características semelhantes às dele. Se ele for um Gestor amoroso da vida e das gentes, e seus professores também, os resultados serão benéficos, em sua gestão de ensino, mas, caso contrário, como resolver esta situação? É muito importante refletir que o Gestor tem toda a responsabilidade de tudo que acontece em seu Estabelecimento de Ensino, responsabilidade por todos os envolvidos no processo educacional. Se estiver com raiva do mundo, quais seriam as perspectivas de bons resultados? Os resultados serão negativos em todas as dimensões. Na Dimensão Pedagógica, irá atingir, sem dúvida, professores, alunos e na qualidade do ensinoaprendizagem, pois faltará a peça chave que deverá motivar e decidir os caminhos a serem trilhados. O Gestor, em sua prática, poderá tornar possível a convivência e o bom relacionamento com o seu grupo, oportunizando a união entre todos os envolvidos no processo educacional, no sentido de estabelecer a unidade de trabalho. O diálogo proporciona o envolvimento e participação, fortalece as relações humanas, a interação e a formação de um ambiente de trabalho favorável à realização dos objetivos educacionais. O Gestor Escolar precisa investir em estratégias que garantam a apropriação do conhecimento do educando, estar atento aos resultados obtidos, estar atendo ao desenvolvimento da capacidade dos educandos, investir numa Educação de qualidade, 40 preocupar-se em oferecer oportunidade a todos os alunos de melhores oportunidades de vida. O acompanhamento e a interação entre Instituição e família, requerem um tratamento especial, o que significa um processo de expressiva qualidade! A família e a escola são espaços que possibilitam o desenvolvimento e aprendizagem das pessoas. É preciso ressaltar que o Gestor incentive aos docentes a utilização das experiências que os alunos trazem de casa, pois isso contribui muito para a formação dos educandos. Espera-se ter contribuído para ressaltar a importância da Dimensão Pedagógica do Gestor Escolar, através desses estudos sobre os fundamentos teóricos necessários para situar e entender um pouco mais das novas condições sóciohistóricas, econômicas e culturais, em que os conhecimentos construídos são avaliados à medida que avançam na articulação de mais conhecimentos. Para o Gestor torna-se difícil administrar sozinho, mas com a força do grupo, estará apto para organizar e desenvolver ações conscientes e democráticas. Isto significa partilhar o poder e possibilitar a participação nos momentos de tomadas de decisões. Não será apenas um discurso democrático e sim, a prática democrática, com atitudes coerentes e sempre a existência do repensar crítico no que se refere às atitudes de todos, buscando o relacionamento onde todos colaboram e são democráticos. Se o Gestor Escolar e Equipe Pedagógica, levarem em consideração a importância da participação de todos os envolvidos na Comunidade Escolar, docentes, alunos, funcionários e pais, para fins de participarem dos objetivos e decisões, haverá condições de melhoria do funcionamento escolar e na Gestão Pedagógica. O Conselho Escolar é um órgão decisivo e instrumento necessário para o desenvolvimento de uma gestão colegiada e estará atuando coletivamente com os interesses da Instituição de Ensino. Ao administrar um Estabelecimento de Ensino da Rede Pública é saber utilizar coerentemente os recursos disponíveis para a realização dos objetivos educacionais. Para isto, é necessário cumprir o processo pedagógico, na perspectiva do desenvolvimento da autonomia do educando. 41 Quanto à administração e acompanhamento do desenvolvimento do trabalho pedagógico, dos docentes, considera-se um trabalho com aspectos essencialmente humano-social, voltado para os valores, para a ética, para o contexto histórico dos educandos, fazendo com que tantos os docentes, como os educandos, produzam e transformem o meio em que vivem de modo que possam conquistar realmente seus objetivos com potencial inteiramente favorável à realidade do processo histórico em todas as dimensões. “a complexidade do processo pedagógico e as dificuldades na aferição dos resultados não devem justificar a omissão na tentativa de se estudar a maneira de exigir padrões de qualidade compatíveis com os interesses dos usuários”. (PARO, 2006, p.90). Portanto, é importante ao Gestor estar presente e contribuir para o desenvolvimento do trabalho pedagógico. Isto auxilia a superação de obstáculos nos aspectos pedagógicos e valida a qualidade, a força do trabalho dos docentes no processo de ensino e aprendizagem. Para a avaliação e registro dos resultados do trabalho foram considerados os objetivos e critérios abaixo relacionados: - Melhoria do processo ensino-aprendizagem; - Desempenho do Diretor; - Os resultados obtidos em todo o processo; - Melhoria da Gestão Escolar; - Desempenho da Comunidade Escolar; - Melhoria da identidade escolar; - Índices de desempenho e produção; - Melhor desempenho para a autonomia do Estabelecimento de Ensino; - Aquisição do conhecimento dos envolvidos no processo educacional; - Melhoria na construção do conhecimento entre professores e alunos; - Produções e desempenho de professores e alunos com o resultado da atuação do Diretor; - Fortalecimento da interatividade entre os envolvidos no processo educacional; 42 - Melhoria da qualidade de ensino; - A capacidade de planejamento pedagógico; - Motivação do Diretor, Equipe Pedagógica, professores e alunos; - Fortalecimento do vínculo do aluno com o Estabelecimento de Ensino; - Aproximação de pais e segmentos da sociedade no Estabelecimento de Ensino; - Melhoria do trabalho coletivo; - Utilização dos recursos tecnológicos nas atividades pedagógicas em benefício do processo ensino-aprendizagem; - Melhoria quanto à execução do Projeto Político-Pedagógico. As ações do Gestor Escolar podem articular-se na co-responsabilidade do colegiado e no desempenho dele, nas demais gestões que convergem para a Gestão Pedagógica, onde a meta a ser atingida é o educando e docentes que estão inseridos no desenvolvimento do processo pedagógico e, principalmente na efetiva formação e aprendizagem do educando: Gestão Ética Gestão de Qualidade Social Gestão Administrativa Gestão Político-legal Gestão HumanoSocial GESTÃO PEDAGÓGICA Gestão Financeira Gestão de Produção Gestão Estratégica Gestão de Recursos Materiais Gestão Democrática Pretende-se que este trabalho abra frente para novas discussões e novas perspectivas voltadas para o Gestor na Dimensão Pedagógica. 43 AGRADECIMENTOS - Governo do Estado do Paraná. - Professora Drª Leila de Almeida de Locco – Coordenadora do PDE da Universidade Federal do Paraná. - Professora Simone Bergman – Coordenadora do Departamento do PDE – SEED/PR. - Dr. Luciano Pereira Menwes – Superintendente de Desenvolvimento Educacional – SEED/PR - Professora Ana Lúcia SUDE/DAE/SEED-PR. de Albuquerque Schullan – Diretora da - Professora Maria Teresinha – Coordenadora do PDE – NRE de Curitiba/PR. - Técnicos Pedagógicos colaboradores da SEED/SUDE. - Prof. Marcos Antonio Morosine – ASS./SUDE - Profª. Antonia Aparecida Soria – SUDE/DAE - Profª. Judith Czuczman – SUDE/DAE - Profª. Rita de Cássia M. Barros e Couto – SUDE/DAE. - Profª.Tânia Abul Iskandar – SUDE/DAE - Profª. Rose Akemi Mori cunha – SUDE/DAE - Prof. Sergio Lange Bueno – SUDE/DAE - Prof. Luiz – SUDE/DAE - Profª. Rosangela das Graças Borosch – SUDE/DAE - Profª. Beatriz Kozichi – SUDE/DAE -Diretores colaboradores da Rede Pública de Ensino do Estado do Paraná. - Professora Maria de Fátima Bastos Querolin, minha irmã, pelo incentivo. - Professora Fátima Viúdes Claro pelo companheirismo durante todo o percurso do Programa. 44 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS GALMEIDA, Maria Elizabeth Bianconcini, Organização. Síntese avaliativa. CONSED/PUCSP/MICROSOFT. 2006. ALVES, R. A gestão do futuro., SP: Papirus, Campinas:1987. ANDRADE, E. G. L. de. O MERCOSUL e as relações de trabalho. S P: 1993. ANDRADE, R. G. L. de. Introdução: Gestão da Escola. In: ANDRADE, Rosamaria Calaes de (org.); ACÚRCIO, Marina Rodrigues B. (coord.). 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