UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAI – UNIVALI CENTRO DE CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS CURSO DE ADMINISTRAÇÃO André Luis dos Santos Gomes TRABALHO DE CONCLUSÃO DE ESTÁGIO Diagnóstico Estratégico e Abordagem Baseada em Recursos na L.P Log Transportes Ltda. Administração ITAJAI (SC) 2007 2 André Luis dos Santos Gomes TRABALHO DE CONCLUSÃO DE ESTÁGIO Diagnóstico Estratégico e Abordagem Baseada em Recursos na L.P Log Transportes Ltda. Projeto desenvolvido para o Estágio Supervisionado do Curso de Administração do Centro de Ciências Sociais Aplicadas da Universidade do Vale do Itajaí. ITAJAÍ – SC, 2007 3 “Bom mesmo é ir a luta com determinação, abraçar a vida com paixão, perder com classe e vencer com ousadia, pois o triunfo pertence a quem se atreve.. A vida é muita para ser insignificante”. Charles Chaplin. 4 EQUIPE TÉCNICA a) Nome do estagiário André Luis dos Santos Gomes b) Área de estágio Administração Geral c) Supervisor de campo Paulo César Panis d) Orientador de estágio Prof. Valmir Emil Hoffmann, Dr. e) Responsável pelo Estágio Supervisionado em Administração Prof. Eduardo Krieger da Silva, Msc. 5 DADOS DE IDENTIFICAÇÃO DA EMPRESA a) Razão social L.P. Log Transportes Ltda - EPP b) Endereço Rodovia Br 101 – Km 118,5 , nº 7655 – Cordeiros – Itajaí / SC c) Setor de desenvolvimento do estágio Administrativo d) Duração do estágio 300 horas e) Nome e cargo do orientador de campo Paulo César Panis - Diretor f) Carimbo e visto da empresa 6 DECLARAÇÃO DE ACEITE A empresa L.P. Log Transportes Ltda declara, para devidos fins, que concorda com o projeto de estágio apresentado pelo estagiário André Luis dos Santos Gomes, aluno do curso de Administração do Centro de Educação Superior de Ciências Sociais Aplicadas da Universidade do Vale do Itajaí, e se propõe a oferecer as condições necessárias para o bom andamento do mesmo. ITAJAI, 01 de Junho de 2007. _____________________________________ Paulo César Panis 7 RESUMO Este trabalho objetivou avaliar o processo estratégico de uma microempresa, com enfoque na análise interna a partir da identificação das estratégias genéricas, do processo de elaboração de estratégias e os recursos para a vantagem competitiva sustentada, como ferramenta decisiva na administração dos empreendimentos. A forma de abordagem ou delineamento do método deste Trabalho de Conclusão de Estágio, vinculado à natureza do problema, trata-se de uma pesquisa Quantitativa. Quanto à tipologia do trabalho de estágio, em relação aos objetivos propostos, tratase do modelo de consultoria pesquisa-diagnóstico. O foco de estudo foi o ambiente interno entrevistando (questionário) os diretores, gerentes e funcionários operacionais da empresa selecionados pelo critério de dois anos de trabalho na empresa, que responderam sobre o processo estratégico interno. Os resultados apontam que a empresa utiliza estratégia genérica de diferenciação e seu processo de elaboração de estratégia não permite posicionar a um modo de elaboração estratégica, em alguns casos ocorre planejamento racional em outros agem como empreendedor, e em outros momentos de modo incremental, os recursos de vantagem competitiva são: o capital de giro, a localização, a experiência acumulada, a capacidade de realizar mudanças e seu preço competitivo. Os recursos financeiros, humanos e físicos, foram atribuídos mais valor e ao organizacional mais raro e o mercado menor substituição e menor imitabilidade. Palavras-chave: Estratégia, Processo de Elaboração de Estratégia; Estratégias genéricas; Abordagem de Recursos. 8 LISTA DE ILUSTRAÇÕES Quadro 01 – Perfil dos participantes .........................................................................15 Quadro 02 – Objetivos propostos no estudo .............................................................16 Quadro 03 – Alternativas relacionadas ......................................................................18 Figura 01 – Utilizando as competências existentes para a diversificação..................27 Quadro 04 – Comparativo dos tipos de estratégias ...................................................31 Figura 02 – Passos para a análise dos aspectos internos ........................................37 Figura 03 – Cronologia histórica da empresa L.P. Log Transportes Ltda .................42 Gráfico 01 – Faturamento de Outubro de 2004 a Setembro de 2007 .......................42 Quadro 05 – Estratégias genéricas ...........................................................................44 Quadro 06 – Processo de elaboração de estratégias ...............................................46 Tabela 01 – Recursos financeiros .............................................................................48 Tabela 02 – Recursos humanos.................................................................................49 Tabela 03 – Recursos físicos .....................................................................................49 Tabela 04 –Recursos organizacionais .......................................................................50 Tabela 05 – Recursos mercado .................................................................................51 Quadro 07 – Recursos ...............................................................................................51 9 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO.........................................................................................................12 1.1 Problema de Pesquisa / Justificativa................................................................13 1. 2 Objetivos.............................................................................................................14 1.2.1 Objetivo Geral ...................................................................................................14 1.2.2 Objetivos Específicos ....................................................................................... 14 1.3 Metodologia ........................................................................................................14 1.3.1 Caracterização da Pesquisa .............................................................................15 1.3.2 Contexto e Participação da Pesquisa ...............................................................15 1.3.3 Instrumentos de Coleta de Dados ....................................................................16 1.3.4 Análise dos Dados ............................................................................................18 1.3.5 Apresentação dos Dados ..................................................................................19 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA..............................................................................20 2.1 Conceito de Estratégia.......................................................................................20 2.1.2 Formulação de Estratégias ......................................... ..................................21 2.1.2.1 Planejamento Racional ........ .........................................................................22 2.1.2.2 Incrementalismo Lógico..................................................................................22 2.1.2.3 Estratégias Emergentes .................................................................................23 2.1.2.4 Planejamento como um Processo Dirigido de Aprendizagem........................24 2.1.2.5 Estratégias em Organização Empreendedora ...............................................24 2.2 Tipos de Estratégias ..........................................................................................25 10 2.2.1 Estratégia de Liderança no Custo Total.............................................................25 2.2.2 Estratégia de Diferenciação ..............................................................................26 2.2.3 Estratégia de Enfoque ......................................................................................26 2.2.4 Estratégia de Diversificação .............................................................................27 2.2.5 Estratégia de Internacionalização .....................................................................28 2.2.6 Estratégias de Construção, Expansão, Manutenção, Colheita e Desativação .29 2.2.7 Estratégias de Amplitude, Sobrevivência, Crescimento e Desenvolvimento ....31 2.3 Planejamento ......................................................................................................34 2.3.1 Planejamento Estratégico .................................................................................34 2.4 Diagnóstico Estratégico ....................................................................................35 2.5 Componentes do Diagnóstico Estratégico .....................................................36 2.5.1 Visão \ Missão da Empresa ..............................................................................36 2.5.2 Análise Interna ..................................................................................................37 2.6 Visão Baseada em Recursos ............................................................................38 2.6.1 Classificação dos Recursos ..............................................................................41 2.6.2 Recursos para a Vantagem Competitiva Sustentada .......................................41 3 DESENVOLVIMENTO DA PESQUISA DE CAMPO ..............................................42 3.1 Caracterização da Empresa ..............................................................................42 3.1.1 Faturamento ......................................................................................................43 11 3.2 Resultado da Pesquisa de Campo ...................................................................44 3.2.1 Estratégias Genéricas .......................................................................................44 3.2.2 Processo de Elaboração de Estratégias............................................................47 3.2.3 Recursos ...........................................................................................................49 CONSIDERAÇÕES FINAIS.......................................................................................54 REFERÊNCIAS..........................................................................................................57 APÊNDICES ..............................................................................................................59 APÊNDICE A – QUESTIONÁRIO...............................................................................60 APÊNDICE B – PESQUISA APLICADA - RECURSOS ............................................64 12 1. INTRODUÇÃO A margem de lucro e o market share são indicadores de desempenho competitivo que apresentam variações significativas entre as empresas no mercado. No setor de transportes rodoviário de carga em especial, essas diferenças são ainda maiores. Convivem nesse setor tanto empresas grandes e internacionalizadas como empresas pequenas voltadas para o atendimento no mercado interno, com uma carteira de clientes bastante reduzida (MEIRELLLES, 2005). A principal causa da variabilidade de desempenho das empresas no mercado reside na natureza específica dos seus recursos, pois esta especificidade os torna inimitáveis, intransferíveis e insubstituíveis, garantindo, por conseguinte, a obtenção de lucros diferenciados (MEIRELLES, 2005). A visão baseada em recursos, denominada VBR (em inglês, the resourcebased view), reúne um conjunto e reflexões em torno dos condicionantes do desempenho competitivo, a partir de fatores internos à empresa, relacionados às suas características próprias e competências adquiridas e construídas ao longo do tempo. A idéia é que o desempenho competitivo está muito mais relacionado aos recursos que a empresa detém e administra, do que às características do setor ao qual está inserida (BARNEY, 1991, apud MEIRELLES, 2005). O presente trabalho tem como objetivo analisar o processo estratégico interno da empresa. Mais especificamente, busca-se avaliar os recursos da empresa, considerando-os como fonte de vantagem competitiva sustentável, e a parametrização das variáveis condicionantes do desempenho competitivo na empresa L.P. Log Transportes Ltda, desde a ótica da VBR. A pesquisa tem como referenciais as estratégias genéricas competitivas de Porter (1986); e Ansoff (1991); o processo de elaboração de estratégias de Mintzberg; Quinn (2001); Idenburg (1993, apud HOFFMANN, 1997); e as estratégias de recursos para a vantagem competitiva sustentada de Barney (1991); Montgomery e Porter (1998). O trabalho ficou estruturado num primeiro momento da introdução, problema de pesquisa, objetivos e a metodologia de pesquisa. Segue-se apresentando a 13 fundamentação teórica, buscando base teórica que fundamente ao tema em estudo, na seqüência o desenvolvimento da pesquisa, com a caracterização da empresa com um breve histórico e demais informações que identificam e caracterizam a organização. Por fim o resultado da pesquisa realizada com os diretores e funcionários que compõem a organização no que se refere o processo de elaboração de estratégias, aos recursos para a vantagem competitiva e as estratégias genéricas, seguido da conclusão e referências. 1.1 Problema de Pesquisa / Justificativa Diante de um mercado ágil e instável, as organizações precisam avaliar os impactos dos seus ativos e recursos, considerando como fontes de vantagem competitiva, lucratividade, margem e desempenho de mercado. Segundo Oliveira (1999, p. 175), a estratégia está relacionada à arte de utilizar adequadamente os recursos físicos, financeiros e humanos, tendo em vista a minimização dos problemas e a maximização das oportunidades. Nesse contexto, a análise interna de uma empresa, tem por finalidade colocar em evidência suas deficiências e qualidades. Essa análise deve tomar como perspectiva a comparação às outras empresas do seu setor de atuação, sejam elas concorrentes diretas ou apenas concorrentes potenciais (OLIVEIRA, 1999). A análise interna da empresa é o foco de estudo deste trabalho. Sendo assim surge a seguinte questão problema: Do ponto de vista de análise interna, como está a empresa L.P. Log Transportes Ltda? Justifica-se a realização deste estudo, pois levantará informações importantes para a tomada de decisões estratégicas e gerenciais, sendo uma ferramenta decisiva nos rumos da organização. A pesquisa é viável, pois as informações e pessoas envolvidas na pesquisa são de fácil acesso. Este estudo é relevante para a organização, na adoção de novas posturas nos desafios diários e na superação de suas deficiências internas. Ao mesmo tempo, ele poderá dar início à implantação posterior da ferramenta de planejamento estratégico. 14 Para o acadêmico esse projeto é relevante para ampliar o seu grau de conhecimento e visão de um todo da organização, participando de forma efetiva nas decisões e estratégias da organização. Para o curso esse projeto será fonte de pesquisa futura e poderá auxiliar de maneira efetiva futuros projetos nessa área. 1.2 Objetivos 1.2.1 Objetivo geral Analisar o processo estratégico de uma microempresa, com enfoque na análise interna. 1.2.2 Objetivos Específicos • Determinar estratégia. • Determinar o processo de elaboração de estratégia. • Determinar os recursos para a vantagem competitiva. 1.3 Metodologia Neste item, descreve-se a metodologia que utilizada para o trabalho de conclusão de estágio. 15 1.3.1 Caracterização da Pesquisa A forma de abordagem ou delineamento do método deste Trabalho de Conclusão de Estágio, vinculado à natureza do problema, trata-se de uma pesquisa quantitativa. A utilização da pesquisa quantitativa permite apresentar os dados da pesquisa com base no conteúdo e dados estatísticos. Quanto à tipologia do trabalho de estágio, em relação aos objetivos propostos para pesquisa será utilizado o método de pesquisa - diagnóstico, que segundo Roesch (2005, p.66), é uma estratégia de pesquisa que busca examinar e explorar o ambiente interno e externo organizacional, como também procura levantar e definir problemas. A pesquisa – diagnóstico possibilita-a o pesquisador identificar os problemas e apresentar soluções para o ambiente de estudo. Quanto à tipologia da pesquisa em relação ao objeto que se quer investigar, é uma pesquisa descritiva que, de acordo com Mattar (1999, p. 86), “é utilizada quando o propósito for: descrever as características de grupos, estimar a proporção de elementos numa população específica, descobrir ou verificar a existência de relação entre variáveis”. Ainda ressalta-se o emprego do estudo de caso. O estudo de caso é apenas uma das muitas maneiras de se fazer pesquisa em ciências sociais. De acordo com Roesch (2005), o estudo de caso permite estudar fenômenos em profundidade dentro de seu contexto, e é especialmente adequado a estudos de processos. O ponto forte dos estudos de caso reside em sua capacidade de explorar processos sociais à medida que eles se desenrolam nas organizações. 1.3.2 Contexto e Participação da Pesquisa O contexto deste Trabalho de Conclusão de Estágio foi toda administração e funcionários de uma empresa prestadora de serviços de transportes de cargas. O foco do estudo é o processo estratégico de uma microempresa, com ênfase no ambiente interno da organização, desde uma visão de planejamento estratégico. 16 Participantes Cargo Idade Tempo de Empresa Grau de Escolaridade P1 Diretor 52 anos 5 anos Superior Completo P2 Diretor 46 anos 5 anos Nível médio P3 Gerente 28 anos 3 anos Superior Incompleto P4 Gerente 19 anos 2 anos Superior Incompleto P5 Operador 32 anos 3 anos Nível médio P6 Operador 22 anos 2 anos Nível médio P7 Operador 35 anos 4 anos Nível médio Quadro 01 - Perfil dos participantes Fonte: Pesquisa de campo População envolvida nesta pesquisa totalizou 7 pessoas, dois diretores (os dois são proprietários da empresa), dois gerentes de logística e três funcionários da operação de carga, selecionados por terem mais de dois anos de trabalho na empresa, que responderam sobre o processo estratégico interno. A empresa possui no seu quadro funcional mais 2 funcionários que são motoristas, e não participaram da pesquisa por se tratar de um estudo de análise interna, e este estagiário que ocupa uma gerência e não participa como respondente. 1.3.3 Procedimentos e instrumento de coleta de dados Para a coleta de dados foi utilizado o método de triangulação, que segundo, Yin (2005, p. 124), é “fundamento lógico para utilizar fontes múltiplas de evidências, permitindo ao pesquisador a oportunidade de utilizar muitas fontes diferentes para obtenção de evidências”. O instrumento de coleta de dados da pesquisa foi um questionário (Anexo A) que, para Gil (1999, p. 124), “é uma técnica de investigação composta por um número mais ou menos elevado de questões, tendo como objetivo o conhecimento de opiniões, sentimentos, interesses, expectativas”. 17 OBJETIVO PERGUNTAS DO QUESTIONÁRIO 10. Quais as motivações levam o seu cliente a escolher a empresa? 12. Considerando a maneira como a empresa atua no mercado, você diria que: 13. Falando de produtos e mercados, você diria que a sua empresa procura: Determinar Estratégias 14. As metas na sua empresa, em relação á expansão de atividades, são: 15. Na maior parte de suas compras, o que a sua empresa pretende encontrar nos produtos e/ou serviços de seus fornecedores. 16. Qual a característica que a sua empresa considera ser a mais importante em relação ao mercado que atua: 17. Toda a decisão implica no risco de dar certo ou não. Considerando esses riscos, você diria que na sua empresa: Determinar Processo de 18. Com relação aos concorrentes, você diria que: 19. Com relação a maneira com a empresa toma as suas Elaboração de decisões, em termos de pessoas envolvidas, você diria que: Estratégias 20. Se fosse caracterizar a empresa, você diria que ela: 21. Em termos de objetivo das ações da empresa, você diria que: A) Grau de importância. B) Freqüência de uso. Determinar Recursos C) O recurso está disponível? para Vantagem D) Uso freqüente frente aos competidores. Competitiva Sustentável E) O recurso é substituível? F) O recurso é imitável? Quadro 02: Objetivos propostos no estudo Fonte: Borderes, 2007 baseado em Hoffmann (2003; 2005). 18 A coleta de dados, de acordo Gil (1999, p. 77), tem por finalidade o conhecimento direto da realidade, através de análise e interpretação, visando responder à pergunta de pesquisa, evidenciando “a forma escolhida para proceder à coleta de dados”. Assim, a coleta de dados deste trabalho de conclusão de estágio, foi realizada através da aplicação de um questionário com diretores e funcionários da empresa, visando atender aos objetivos propostos neste estudo, conforme demonstrados no quadro 02. Neste projeto, utilizaram-se as estratégias genéricas de Porter (1986); e Ansoff (1991); o processo de elaboração de estratégias de Mintzberg; Quinn (2001), Idenburg (1993) e pelas estratégias de recursos para vantagem competitiva sustentada de Barney (1991). 1.3.4 Análise dos Dados Para analisar os dados quantitativos da pesquisa, foi utilizada a distribuição de freqüências, que segundo Barbetta (1999) “compreende a organização dos dados de acordo com as ocorrências dos diferentes resultados observados”. Os dados da pesquisa foram analisados parcialmente através da divisão em grupos dos entrevistados. Os grupos foram formados por proprietários, gerentes e funcionários operacionais, a freqüência parcial de cada análise foi confrontada entre os grupos com a possibilidade de uma definição mais clara dos processos e estratégias. Os dados parciais foram confrontados da seguinte maneira: • Proprietários x Gerentes; • Proprietários x Funcionários operacionais; • Gerentes x Funcionários operacionais; 19 A interpretação dos dados identificados nesses confrontos foi apoiado pelos modelos conceituais definidos, conforme o quadro 03. ESTRATÉGIAS GENÉRICAS ALTERNATIVAS RELACIONADAS Liderança de Custo Total 10 a), 12 b), 13 a), 15 a), 16 d), 16 e) Diferenciação 10 b),10 c),12 a),12 c), 13 b), 15 b), 16 b) Enfoque 10 d), 12 d), 13 c), 15 c), 16 a), 16 c) Diversificação 13 e), 14 a), 14 b) ELABORAÇAO DE ESTRATÉGIA ALTERNATIVAS RELACIONADAS Incrementalismo Lógico 17 a), 18 a), 19 b), 20 b), 21 b) Planejamento Racional 17 b), 18 b), 19 c), 20 c), 21 c) Empreendedor 17 c), 18 c), 19 a), 20 a), 21 a) RECURSOS ALTERNATIVAS RELACIONADAS Valor A, B Raridade C, D Grau de Substituição E Grau de Imitação F Quadro 03: Alternativas relacionadas Fonte: Borderes, 2007 baseado em Hoffmann (2003; 2005). Considera-se também a possibilidade de estratégias e processos serem apontados por empate ou aproximação (híbrido), o que levaria a uma classificação híbrida, em termos de estratégia e processo de elaboração. 1.3.5 Apresentação dos Dados Os dados da pesquisa foram apresentados através de tabelas formadas por questões agrupadas pela determinação de maior freqüência, o resultado total de cada item pesquisado, determina os objetivos, as estratégias, e os recursos para a vantagem competitiva da análise em estudo da organização. 20 2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Esta fundamentação está dividida em 3 partes, a primeira parte tem como definições as estratégias, estratégias genéricas e elaboração de estratégias. A segunda parte fundamenta o planejamento estratégico e análise interna. Já na terceira parte aborda a visão baseada em recursos, e a vantagem competitiva sustentável. 2.1 Conceito de Estratégia A palavra estratégia, segundo Mintzberg; Quinn (2001), há muito tem sido usada implicitamente de várias maneiras, mesmo que tenha sido definida tradicionalmente em apenas uma, o reconhecimento explícito de múltiplas definições podem ajudar as pessoas a manobrar pensamentos através deste difícil campo. Strategos referia-se, inicialmente a um papel (um general no comando de um exército). Posteriormente, passou a significar “a arte do general”, ou seja, as habilidades psicológicas e comportamentais com as quais exercia seu papel. Ao tempo de Péricles (450 a.C), passou a significar habilidades gerenciais (administração, liderança, oratória, poder). E, a época de Alexandre (330 a.C.), referia-se à habilidade de empregar forças para sobrepujar a oposição e criar um sistema unificado de governação global. (MINTZBERG; QUINN, 2001, p. 20). Para Oliveira (1999), a estratégia é extremamente importante para a empresa, e o executivo deve saber o momento propício aos movimentos estratégicos é tão importante quanto o movimento em si. Macrimon (1993, apud HOFFMANN, 1997) considera que estratégia é uma série coordenada de ações, tendo um escopo compreensivo, e sendo condicionada aos eventos do meio ambiente e às ações de outros agentes. Uma única ação não pode ser considerada uma estratégia, mas uma série delas, ainda mais quando elas são sistematicamente escolhidas para tentar atingir um objetivo. Porter (1986), por outro lado, diz que estratégia é a escolha deliberada de um conjunto diferente de atividades a fim de fornecer um conjunto único de valores. 21 Ele completa afirmando que estratégia é a criação de uma única e valiosa posição, envolvendo um conjunto diferente de atividades. Se existisse somente uma posição ideal, não seria necessário estratégia. Estratégia empresarial, segundo Oliveira (1999, p.179); “determinam as necessidades da estrutura organizacional em termos de qualificações, as quais, por sua vez, estabelecem estrutura de pessoas, sistemas, estilo administrativo e valores comuns”. Conforme Mintzberg; Quinn (2001), a estratégia empresarial é um processo organizacional, inseparável da estrutura, do comportamento e da cultura da companhia na qual é realizada. Este é o conceito operacional que se vai adotar para o trabalho. 2.1.2 Formulação de Estratégia A decisão sobre qual estratégia deve ser abordada com empreendimento racional, que dependerá das ligações emocionais, que poderão influenciar as escolhas futuras. Para Mintzberg; Quinn (2001, p.59): A formulação de estratégia como atividade lógica inclui a identificação das oportunidades e ameaças no ambiente da empresa, adicionando-se alguma estimativa ou riscos às alternativas discerníveis. Antes de ser feita uma escolha, os pontos fortes e fracos da empresa devem ser avaliados juntamente com os recursos disponíveis. Sua capacidade atual ou potencial para tirar proveito de necessidades de mercado percebidas ou de lidar com riscos paralelos deve ser estimada de maneira mais objetiva possível. As alternativas estratégicas que resultam de oportunidades equivalentes e capacidades empresariais em um nível aceitável de risco é o que podemos chamar de estratégia econômica. O processo descrito pressupõe que os estrategistas sejam analiticamente objetivos em estimar a capacidade relativa de suas empresas e as oportunidades nos mercados em desenvolvimento. O processo de formulação de estratégias nas organizações obedece certos padrões. A literatura disponível apresenta cinco maneiras diferenciadas. 2.1.2.1 Planejamento Racional 22 Equivalente ao planejamento estratégico e, conforme Oliveira (1999) possui três dimensões operacionais: delineamento, elaboração e implementação. O delineamento compreende a estruturação do processo de planejamento estratégico. A elaboração inclui a identificação das oportunidades e ameaças no ambiente da empresa e a adoção de estimativas e risco para as alternativas estabelecidas. A implementação envolve assuntos organizacionais, os sistemas de informações, os sistemas de incentivos, a competência operacional, o treinamento e a liderança necessária ao desenvolvimento do processo. Para Almeida (2001), o planejamento estratégico quando aplicado às pequenas empresas, necessita de um grande grau de simplificação e enfrenta dificuldade de conseguir que o empresário saia do dia-a-dia, sendo necessário criar um comprometimento de sua equipe para forçá-lo a desenvolver o trabalho. O processo de elaboração de estratégias, através do planejamento estratégico quando aplicado a unidades e indivíduos, possibilita que o pensamento estratégico não fique apenas restrito à organização como um todo, mas desça de forma integrada em seus vários níveis, tornando mais fácil a implementação do plano estratégico em todos os níveis, e na organização em sua totalidade (Almeida , 2001). 2.1.2.2 Incrementalismo Lógico Os processos de mudança estratégica em grandes organizações são tipicamente fragmentados, evolucionários e intuitivos. A estratégia evolui à medida que decisões internas e eventos externos fluem juntos para criar um novo consenso (MINTZBERG; QUINN, 2001). Para Mintzberg; Quinn (2001), as estratégias para a diversificação proporcionam excelentes exemplos do valor de se proceder de forma incremental. Os processos incrementais ajudam os aspectos formais da diversificação (preço e encaixe estratégico) como os aspectos políticos e psicológicos. O processo de elaboração de estratégias, nos moldes incrementais, é contínuo. Quinn (1978, apud HOFFMANN, 1997) afirma que algumas mudanças estratégicas estudadas levaram-se anos para completarem-se, não havendo um 23 começo ou fim definido. O processo de elaboração de estratégias modifica e molda constantemente os conceitos e preocupações dos administradores. É um processo cíclico que sempre retorna a sua origem. A visão incremental é constante e procura sempre ligações entre a organização e o meio ambiente. Requer atenção continua da alta administração para integrar as ações em um todo intangível e coesivo (QUINN, 1978, apud HOFFMANN, 1997). 2.1.2.3 Estratégias Emergentes O processo de elaboração de estratégias não é necessariamente formalizado. Mintzberg (1993, apud HOFFMANN, 1997) afirma que o planejamento formal não é um processo natural pela qual as estratégias surgem. As estratégias surgem de experiências passadas. As estratégias emergentes surgem em uma organização com estruturas flexíveis, pessoas criativas, estratégias que surgem através de subsistemas que contribuem para a estratégia organizacional, na sua implantação são admitidos padrões emergentes. Conforme Mintzberg; Quinn (2001), o processo de implantação emergente e complexa, é necessário que a organização desenvolva formas alternativas de controle e que permitam a existência de processos tanto de estratégias emergentes quanto estratégias deliberadas. 2.1.2.4 Planejamento como um Processo Dirigido de Aprendizagem Admite a formulação de um plano que não garante a mudança da organização, essas mudanças só ocorrerão se houver o envolvimento contínuo por parte das pessoas Idenburg (1993, apud HOFFMANN, 1997). O desenvolvimento de estratégias está ligado com a administração de recursos humanos, segundo Idenburg (1993, apud HOFFMANN, 1997), caso não tenha recursos humanos capacitados ou não se consiga capacita-los, por razões de 24 tempo ou de suporte financeiro, os resultados, ao aplicar-se este modelo, pode ficar aquém da necessidade da organização. Destaca ainda Idenburg (1993, apud HOFFMANN, 1997) que pode ocorrer uma paralisia por análise, caracterizada por uma hierarquia inchada, com profissionais altamente qualificados, um monte de informação e idéias e um excesso de preocupação com a aprendizagem. No entanto esse tipo de formulação requer inspiração e força para manter a ligação entre o processo e os objetivos estratégicos. 2.1.2.5 Estratégias em Organização Empreendedora Conforme Mintzberg: Quinn (2001), a estrutura da organização empreendedora é frequentemente muito simples, normalmente essa organização tem pouco ou nenhum pessoal de staff, uma divisão mal definida e uma pequena hierarquia administrativa. Muito pouco de sua atividade é formalizado, e a organização faz um uso mínimo de procedimentos de planejamento ou rotinas de treinamento. É uma entidade sem estrutura, o poder tende a se voltar para o executivo principal, sem controles formais e com muita flexibilidade. A tomada de decisões é também flexível, a criação de estratégia, naturalmente, é responsabilidade do executivo principal e o processo tende ser altamente intuitivo, com freqüência orientada para a procura agressiva de oportunidades. Portanto explica Mintzberg; Quinn (2001), que a estratégia resultante tende a refletir a visão implícita de que o executivo principal tem do mundo, muitas vezes uma extrapolação de sua personalidade. 2.2 Tipos de Estratégias As estratégias genéricas, segundo Porter (1986), são métodos para superar os seus concorrentes, as empresas devem definir uma estratégia genérica que melhor se adapte a sua estrutura organizacional. São elas Liderança no Custo Total; Diferenciação e Enfoque. 25 Para Ansoff (1991), a estratégia é uma ferramenta potencialmente muito poderosa para lidar com as condições de mudança que cercam hoje em dia, mas é complexa. Sua introdução é dispendiosa e seu uso é caro, não obstante, há indícios de que ela é compensadora. Os tipos de estratégias podem ser a diversificação e a internacionalização, entre outros citados por Ansoff (1991). Na concepção de Hooley; Saunders (1996), as estratégias podem ser de Construção; Expansão do Mercado; Participação no Mercado através da Confrontação com o Concorrente; de Manutenção; Manutenção do Mercado; Defensivas; de Nicho de Mercado; de Colheita; de Desativação / Eliminação. Na visão de Oliveira (1999), as estratégias podem ser estabelecidas de acordo com a situação da empresa: estar voltada à Sobrevivência, Manutenção, Crescimento ou Desenvolvimento. A combinação de estratégias deve ser feita de forma que aproveite todas as oportunidades possíveis, e utilizando a estratégia certa no momento certo. Dentre essas classificações, as discussões centram-se nas classificações de Porter (1986) e Ansoff (1991), pois parece ser que se enquadram melhor nos objetivos do trabalho. 2.2.1 Estratégia de Liderança no Custo Total Segundo Porter (1986), o ponto central da estratégia de liderança no custo total é a empresa fazer com que o seu custo seja menor do que o de seus concorrentes. O custo mais baixo funciona como mecanismo de defesa da empresa contra a rivalidade dos seus concorrentes, especialmente no tocante a guerra de preços. Quando pressionada por fornecedores poderosos, a empresa de custo mais baixo terá mais fôlego para continuar na indústria do que seus concorrentes. Porter (1986) entende que somente pode existir um líder no custo numa indústria, porquanto, de contrário, a batalha por parcela de mercado entre várias empresas que aspiram à liderança em custo levaria a uma guerra de preços que seria desastrosa para a estrutura de longo prazo na indústria. 26 2.2.2 Estratégia de Diferenciação A estratégia de diferenciação pressupõe que a empresa ofereça, no âmbito de toda a indústria, um produto que seja considerado único pelos clientes, ou seja, cujas características o distingam daqueles oferecidos pela concorrência. Para Porter (1986), a diferenciação oferece a empresa uma defesa contra as forças do ambiente, embora de forma diferente daquela permitida pela liderança em custo. A lealdade e diminuição da sensibilidade ao preço isolam, em maior ou menor grau, a empresa da rivalidade de seus concorrentes. Na visão de Porter (1986), pode haver várias empresas perseguindo e obtendo sucesso com uma estratégia de diferenciação, desde que cada uma delas se especialize em características ou atributos distintos dos demais, e que haja um número suficiente grande de clientes que valorizem distintamente cada um destes atributos e características. 2.2.3 Estratégia de Enfoque Segundo Porter (1986), a estratégia de enfoque se baseia no fato de que a empresa será capaz de atender melhor ao seu alvo estratégico do que aqueles concorrentes que buscam atender todo o mercado. O alvo ou o escopo estratégico deve ser suficientemente estreito, de forma a permitir que a empresa o atue mais eficientemente ou mais eficazmente, e pode ser definido sob diversas dimensões: tipo de clientes, linha de produtos, variedade no canal de distribuição, área geográfica. Conforme Porter (1986), o alvo estreito pode ser atendido através de uma posição de custo mais baixo ou de uma posição de diferenciação, mesmo que a empresa não seja capaz de manter uma destas posições em relação ao mercado como um todo. 27 2.2.4 Estratégia de Diversificação Para Ansoff (1991), a diversificação ocorre por meio da aquisição de uma empresa existente ou através de desenvolvimento interno, com a acumulação do conhecimento e dos recursos necessários dentro da empresa. O sucesso neste modo de atuação é observável tanto através de aquisições, quanto pelo desenvolvimento interno que leva a empresa a ingressar em mercados que não atendia anteriormente. A alternativa restante de diversificação é a de ingressar em atividades não relacionadas atuais da empresa, seja por meio de tecnologia, seja por necessidades de mercado. Segundo Mintzberg; Quinn (2001), a diversificação pode ser obtida por desenvolvimento interno ou por aquisição. Uma organização pode entrar para um novo negócio ao se desenvolver ou pela compra de uma organização já em operação. Tanto no desenvolvimento interno como na aquisição envolvem propriedade total e controle formal do negócio diversificado. Para Chatterjee (2006), uma estratégia de diversificação é bem-sucedida apenas se sua empresa for uma forte competidora no mercado em que decidir entrar, com duas exceções. A primeira é quando a empresa escolhe deliberadamente perder dinheiro em um negócio para lucrar com outros. A segunda exceção nos leva ao conceito de competências alavancáveis. Ao tentar competir em um único mercado, a empresa concentra sua atenção no desenvolvimento que chamamos competências específicas do negócio. Para se obter sucesso na estratégia de diversificação, é preciso desenvolver um conjunto de competências que pode ser utilizado em múltiplos negócios. As competências específicas do negócio residem na intersecção de atividades e recursos, uma estratégia de diversificação e o seu sucesso dependem, de como a empresa pode identificar as partes de suas competências existentes, que combinadas, podem ser alavancadas em um novo negócio, afirma Chatterjee (2006). 28 Identifique novas oportunidades no mercado Decida com base na competição – Desenvolva competências objetivos competitivos Figura 1: Utilizando as competências existentes para a diversificação: ciclo virtuoso. Fonte: Chatterjee (2006 p.127). 2.2.5 Estratégia de Internacionalização De acordo com Ansoff (1991), internacionalização é oferecer ao mercado externo os produtos ou serviços tradicionais da empresa. A internacionalização relacionada a necessidades leva à dupla dificuldade de penetração num novo país e oferecimento de uma tecnologia nova a seus mercados. Segundo Ansoff (1991), a internacionalização é muito mais difícil e cara do que a diversificação, isto se deve ao fato de que a internacionalização envolve afastamentos drásticos da experiência e da competência passadas da empresa, apresentando riscos maiores que a diversificação. Explica Teixeira (2003) que no processo de internacionalização, as empresas percorrem diversas fases assumindo uma orientação mais etnocêntrica (empresa internacional com mentalidade doméstica) ou mais policêntrica (empresa multinacional, que tem em conta as diferenças nacionais), ou mista (empresa global). A última fase do desenvolvimento da internacionalização corresponde ao que tem sido designada empresa transnacional, aquela que adapta uma visão global, tendo, no entanto, em vista as diferenças locais. 29 De acordo com Teixeira (2003), entre as diversas formas de internacionalização que maior crescimento têm registrado destacam-se o franchising. As alianças estratégicas e outras formas de cooperação, o que não obstante a verificação de um surto de fusões e aquisições, nos últimos tempos, em alguns setores específicos, traduz a tendência do tipo de concorrência das empresas que se vem deslocando da concorrência direta para a colaboração, da estratégia individual para a estratégia de rede. 2.2.6 Estratégias de Construção, Expansão, Manutenção, Colheita e Desativação As estratégias de construção, expansão, manutenção e nicho de mercado são aplicáveis a produtos e serviços da empresa que oferecem algum potencial futuro, quer de crescimento e geração de receitas. As estratégias de construção são as mais adequadas aos mercados em crescimento. Segundo Hooley; Saunders (1996), durante a fase de crescimento dos mercados, as empresas devem procurar crescer pelo menos com a mesma taxa de crescimento do mercado. As estratégias de construção também fazem sentido em mercados que não estão crescendo, em que há fraquezas exploráveis da concorrência. Na estratégia de expansão de mercados, explica Hooley; Saunders (1996), que ocorre em três situações: novos usuários são as empresas que buscam o crescimento, mas acreditam que seus mercados estabelecidos são incapazes de proporcioná-lo, partem em busca de novos mercados; novos usos, o mercado pode ser expandido através da introdução de novos usos junto aos clientes atuais ou novos; aumento da freqüência, a expansão de mercado se dá pelo incentivo aos usuários existentes, levando-os a usar mais o produto. As estratégias de manutenção de mercado são adequadas para um negócio ou um grupo de produtos geradores de caixa para a empresa, em que o caixa é necessário para investimento em outra área. Conforme Hooley; Saunders (1996), quando a empresa domina seu mercado, ela pode dispor de vantagens de custo oriundas de economias de escalas ou efeitos da experiência que podem ser usadas como base para se defender através de uma redução seletiva de preços. 30 Segundo Hooley, Saunders (1996), as estratégias de nicho de mercado fazem muito sentido para empresas de pequeno e médio porte que operam em mercados dominados por grandes empresas. Os dois aspectos principais da estratégia: é escolher o segmento ou mercado no qual se concentrar e direcionar todos os esforços exclusivamente para esses alvos. As estratégias de colheita e desativação é quando se torna claro que não há vida longa para os produtos ou serviços da empresa. Kotler (1978, apud Hooley; Saunders, 1996), define colheita como: Uma decisão estratégica da administração para reduzir o investimento num negócio na esperança de cortar gastos e\ou a melhorar o fluxo de caixa. A empresa espera que ocorra queda no volume de vendas e\ou declínio da participação do mercado, mas tem a esperança de que a perda de faturamento será mais que compensada pela redução de custos. A administração prevê uma queda eventual das vendas até um nível mínimo de demanda. O negócio sofrerá um desinvestimento se não puder gerar lucro neste nível mínimo de recursos da empresa puderem gerar um resultado melhor em outro negócio qualquer. Depois de tomada à decisão de desativação, explica Hooley, Saunders (1996), e de ponderar cuidadosamente as conseqüências disso para os demais negócios da empresa, a implementação implica sair do negócio de forma mais rápida e barata possível. 2.2.7 Estratégias de Amplitude, Sobrevivência, Manutenção, Crescimento e Desenvolvimento. Conforme Oliveira (1999), a estratégia de amplitude se divide em macroestratégia, estratégia funcional e micro-estratégia e correspondem à ação que empresa vai tomar perante o ambiente, tendo em vista seus propósitos, sua missão, e o resultado do diagnóstico estratégico; forma de atuação operacional com relação ao nível tático da empresa; e atuação operacional em relação a uma meta da empresa. A estratégia de sobrevivência, explica Oliveira (1999), deve ser adotado pela empresa quando não existe outra alternativa, ou seja, quando o ambiente e a 31 empresa estão em situação inadequada ou apresentam perspectivas desfavoráveis em relação aos seus pontos fracos e ameaças externas. Em uma estratégia de sobrevivência, a primeira decisão é parar os investimentos e reduzir o máximo possível às despesas. Para Oliveira (1999), a estratégia de manutenção é uma postura preferível quando a empresa está enfrentando ou espera encontrar dificuldades, e a partir dessa situação prefere tomar uma atitude defensiva diante das ameaças. Ainda segundo Oliveira (1999), a estratégia de manutenção pode apresentar-se de três formas: a manutenção do estado equilíbrio ameaçado ou, ainda o seu retorno em caso de perda; procura dominar um segmento de mercado em que atua concentrando os seus esforços e recursos em preservar algumas vantagens competitivas, portanto a empresa se dedica a um único produto, ou único mercado, e não há interesse em desviar os seus recursos para outras atenções; procura conquistar ou manter a liderança no mercado através da concentração dos esforços em numa única ou em poucas atividades da relação produto/mercado. A principal vantagem é a redução de custos unitários pelo processamento em massa. Para Oliveira (1999), as estratégias de crescimento são quando a empresa ainda tenha predominância de pontos fracos, o ambiente está proporcionando situações favoráveis que podem se transformar em oportunidades, nesta situação a empresa procura lançar novos produtos e aumentar o volume de vendas. Na concepção de Oliveira (1999), o desenvolvimento da empresa se faz em duas direções principais, podem-se procurar novos mercados e clientes, diferentes dos conhecidos atualmente, ou novas tecnologias, diferentes daquela que a empresa domina. A combinação desses dois eixos (mercadológico e tecnológico) permite a empresa construir novos negócios no mercado. Segundo Oliveira (1999), a estratégia mais forte do desenvolvimento de uma empresa corresponde à estratégia de diversificação, normalmente uma empresa procura oportunidades no ambiente para iniciar o processo de diversificação. Salienta Oliveira (1999), que é importante que a empresa escolha a estratégia básica certa para a situação que cada momento apresenta. Mas, 32 naturalmente, esta flexibilidade estratégica não pode ser exagerada, pois a empresa pode perder sua personalidade. A seguir, Quadro O4 comparativo sobre os tipos de estratégias segundo os seus autores: AUTOR ESTRATÉGIA - Liderança no Custo Total Porter (1986) - Diferenciação - Enfoque Ansoff (1991) - Diversificação - Internacionalização - Construção - Manutenção Hooley; Saunders (1996) - Nicho de Mercado - Colheita - Desativação \ Eliminaçao - Amplitude - Sobrevivência Oliveira (1999) - Manutenção - Crescimento - Desenvolvimento Quadro: 04 – Comparativo dos tipos de estratégias Fonte: Borderes, 2007 baseado em Porter (1986); Ansoff (1991); Hooley; Saunders (1996); Oliveira (1999). Seguem-se algumas considerações sobre os tipos de estratégias que foram apresentadas nesta pesquisa bibliográfica sobre Porter (1986), Ansoff (1991), Hooley; Saunders (1996) e Oliveira (1999). Porter (1986) propôs uma tipologia composta de três estratégias genéricas: Liderança no custo total, diferenciação e enfoque. Segundo Porter (1986), as empresas que apresentarem melhor desempenho seriam aquelas que conseguissem aplicar uma das três estratégias genéricas. A empresa que for classificada como 33 meio-termo não significa que ela não aplique alguma estratégia genérica, mas sim carece de consistência interna. A posição de Porter (1986) é em função da indústria, no mercado de oferta e demanda e por seu meio competitivo. Já Ansoff (1991) conceitua as estratégias de diversificação e internacionalização como saída, quando a empresa precisa de maior lucratividade. Examina as condições sob as quais a diversificação é recomendável relacionando a decisão às atitudes da administração em relação ao risco. Ansoff (1991) entende que a internacionalização é uma forma de diversificação no mercado externo, e que essas estratégias são caminhos alternativos para a expansão da empresa. As estratégias de Hooley; Saunders (1996) têm um foco direcionado ao marketing, onde abordam um processo de análise de mercado. Essas estratégias não correspondem ao objetivo principal deste trabalho, mas têm relevância em função de combinarem movimentos de ataque e defesa visando construir uma posição mais forte de mercado. Oliveira (1999) aborda as estratégias de acordo com a fase que a empresa está vivenciando no momento. Para Oliveira (1999), as estratégias se dividem em empresas que estão em um momento não favorável e requer as estratégias de sobrevivência e manutenção, e empresas que estão em uma situação melhor e já utilizam as estratégias de crescimento e desenvolvimento. 2.3 Planejamento O planejamento pode ser definido como o projeto futuro desejado, para Tavares (1991), planejamento é um conjunto previamente ordenado de ações com o fim de alcançar os objetivos. Pode-se dizer então que planejar é um conjunto de ações que estabelecem objetivos comuns a serem atingidos. O planejamento se preocupa com a tomada de decisão, pois ao estabelecer esquemas para o futuro, o planejamento funciona como meio de orientar o processo decisório, dando-lhes maior racionalidade e subtraindo a incerteza a qualquer tomada de decisão (OLIVEIRA, 1999). 34 Na visão de Bethlem (2004), O planejamento envolve tomar decisões essencialmente pelo reconhecimento que existe um problema, identificando formas alternativas de resolvê-lo, analisando as conseqüências de cada alternativa e comparando essas conseqüências para decidir qual a melhor. Segundo Oliveira (1999), o propósito do planejamento pode ser definido como o desenvolvimento de processos, técnicas e atitudes administrativas, as quais proporcionam uma situação viável de avaliar as implicações futuras das decisões presentes em função dos objetivos empresariais que facilitarão a tomada de decisão de um modo mais rápido e eficiente. 2.3.1 Planejamento Estratégico Na visão de Almeida (2001), planejamento estratégico é: uma técnica administrativa que procura ordenar as idéias das pessoas, de forma que se possa criar uma visão do caminho que se deve seguir (estratégia). Depois de ordenar as idéias, são ordenadas as ações, que é a implementação do plano estratégico, para que, sem desperdício de esforços, caminhe na direção pretendida (ALMEIDA, 2001 p. 13). Para Bethlem (2004), ”planejamento estratégico é o processo de decidir sobre as metas da organização e as estratégias para atingir essas metas”. O planejamento tem inúmeros componentes e exige de quem o pratica uma série de capacidades pessoais, como experiência passada na atividade, bem como criatividade para lidar com as incertezas. O planejamento estratégico demanda ainda atividades prévias, como uma análise cuidadosa dos recursos existentes e de recursos com datas previstas para obtenção; circunstâncias atuais, levantamento de informações e métodos e programas para a elaboração e atualização de planos e acompanhamento de sua execução. Segundo Oliveira (1999), o planejamento estratégico é um processo gerencial que possibilita a empresa estabelecer um rumo, com vistas a obter um nível de otimização em relação ao seu ambiente. O planejamento estratégico é, normalmente, de responsabilidade dos níveis mais altos da empresa e diz respeito tanto à formulação de objetivos quanto a seleção dos cursos de ação a serem seguidos para a sua consecução, levando em conta as condições externas e 35 internas à empresa e sua evolução esperada. Também considera as premissas básicas que a empresa, como um todo, deve respeitar para que o processo estratégico tenha coerência e sustentação. Na concepção de Contador (1995), a metodologia tradicional do planejamento estratégico estabelece a necessidade de se definirem missões, objetivos, filosofias, estratégias e metas. Mas fundamentalmente, preocupa-se em escolher produtos com os quais a empresa competirá e os mercados onde atuará. Atualmente somam-se outras duas decisões: a escolha dos campos e das armas da competição. As técnicas de planejamento estratégico não vão indicar como administrar o dia-a-dia, mas ajudará a organizar e redirecionar suas atividades (ALMEIDA, 2001). 2.4 Diagnóstico Estratégico O diagnóstico estratégico, segundo Oliveira (1999, p. 80), corresponde à primeira fase do processo de planejamento estratégico e procura responder à pergunta “qual a real situação da empresa quanto aos seus aspectos internos e externos?”, verificando o que a empresa tem e bom, de regular ou de ruim no seu processo administrativo. Oliveira (1999) explica que o diagnóstico deverá considerar o ambiente e suas variáveis relevantes no qual está inserida a empresa, este ambiente proporcionará à empresa oportunidades que deverão ser usufruídas e ameaças que deverão ser evitadas. Para enfrentar esta situação ambiental, a empresa deverá ter pleno conhecimento de seus pontos fortes e fracos e este processo de análise interna e externa deverá ser integrado, continuo e sistêmico. Este diagnóstico deve ser efetuado da forma mais real possível, pois qualquer tomada de posição errada nesta fase prejudicará todo o processo de desenvolvimento e implementação do planejamento estratégico na empresa (OLIVEIRA, 1999). 36 2.5 Componentes do Diagnóstico Estratégico Apresenta-se a seguir os componentes do diagnóstico estratégico, conforme Oliveira (1999): 2.5.1 Visão \ Missão da Empresa Para Oliveira (1999), visão é os limites que os proprietários e principais executivos da empresa conseguem enxergar dentro de um período de tempo mais longo e uma abordagem mais ampla. A visão proporciona o grande delineamento do planejamento estratégico a ser desenvolvido e implementado pela empresa. A visão deve ser resultante do consenso e do bom-senso de um grupo de líderes e não da vontade de uma pessoa (OLIVEIRA, 1999). Algumas vezes, explica Oliveira (1999), a visão pode ser configurar de maneira irrealista quanto ao futuro da empresa. Entretanto, a análise interativa da empresa indicará as reais ameaças e oportunidades. Para Almeida (2001), missão é a razão de ser entidade e serve para delimitar seu campo de atuação, como também para indicar suas possibilidades de expansão de suas ações. Podem-se agregar os valores da organização que também nortearão toda a estratégia da empresa. Conforme Oliveira (1999, p. 71), missão é a determinação do motivo central do planejamento estratégico, ou seja, “onde a empresa quer ir”, e deve ser definida em termos de campo de atuação. A missão é verificada através de uma coerência entre aquilo que a empresa se propõe a fazer, e aquilo que realmente está sendo feito. Essa sintonia é que realmente contribuirá para o sucesso da empresa, conforme Almeida (2001). 37 2.5.2 Análise Interna Para Oliveira (1999), A análise interna da empresa tem por finalidade colocar em evidência as deficiências e qualidades da empresa que está sendo analisada, ou seja, os pontos fortes e fracos da empresa deverão ser determinados diante da sua atual posição produto-mercado. Essa análise deve tomar como perspectiva para comparação as outras empresas do seu setor de atuação, sejam elas concorrentes diretas ou apenas concorrentes potenciais. Já para Almeida (2001), a análise dos aspectos internos da entidade é identificada pelos fatores críticos de sucesso no seu ramo de atividade, que levam a empresa ao cumprimento de sua missão. Segundo Almeida (2001), os fatores críticos de sucesso são considerados como chave e seu desenvolvimento é determinante, e principal responsável para que uma empresa se sobressaia em relação às outras. A comparação dos fatores críticos de sucesso entre as empresas, levará uma análise dos seus pontos fortes e fracos. Para os pontos fortes, será indicada uma estratégia que possa tirar vantagem dessa condição, e para os pontos fracos, a estratégia é reduzi-los (ALMEIDA, 2OO1). Seguem-se os passos para análise dos aspectos internos, segundo Almeida (2OO1): Determinação Comparação dos Fatores dos FCS da Críticos de empresa com Sucesso (FSC) concorrentes na empresa Estratégias aproveitar os e Pontos Fracos ou semelhantes Figura 2: Passos para a análise dos aspectos internos Fonte: Almeida (2001) para Pontos Fortes Pontos Fortes e reduzir os Pontos Fracos 38 Salienta Oliveira (1999), que entre as estratégias para se aproveitar os pontos fortes, a empresa deve estabelecer uma vantagem competitiva que identifique os produtos e mercados para qual a empresa tem diferencial de atuação. A vantagem competitiva corresponde àquele algo a mais que faz os clientes comprarem os produtos e serviços de determinada empresa e está relacionada com os fatores críticos para o sucesso de uma empresa na qual é identificada através de uma análise interna (ALMEIDA, 2001). 2.6 Visão Baseada em Recursos A visão com base em recursos destaca que os recursos, acumulados ao longo do tempo, determinam a competência para o desenvolvimento das atividades que, por sua vez, definem os níveis de custo e diferenciação Collis e Montgomey (1995, apud BINDER, 2003). Para Crubellate; Pascuchi (2005), as perspectivas da organização e de mercado para entendimento do posicionamento estratégico focalizam condições externas à empresa. A VBR (Visão Baseada em Recursos), ao contrário, lança seu foco principalmente nas condições internas da firma, analisando como seus recursos são obtidos, combinados e aplicados ou disponibilizados. Neste sentido, acumulação, seleção e aplicação de recursos são entendidos como função da tomada de decisão no âmbito interno da organização, não negando a importância de fatores do contexto externo, mas entendendo tais fatores como passíveis de análise e decisão estratégica, isto é, como sendo objetivos e, deste modo, sujeitos a escolha e planejamento racional. Ambiente, nestes termos e nesta perspectiva, constitui o conjunto objetivo de condições e recursos a serem considerados no planejamento das ações organizacionais, sendo tais ações produto de agentes racionais em busca da maximização de seus objetivos que, por sua vez e na VBR, se dá pela combinação e utilização ótima de recursos (PASCUCHI; CRUBELLATE, 2005). Conforme Barney (1991, apud PIRES; MARCONDES, 2004), os recursos e capacidades mais importantes da firma são aqueles duráveis, difíceis de serem identificados e compreendidos, imperfeitamente transferíveis, não facilmente 39 replicáveis e sobre os quais a firma possui propriedade e controle. Duas características ligadas aos recursos da firma podem se constituir em fontes de vantagem competitiva sustentável para a organização. Essas características referem-se aos recursos da firma que são heterogêneos e imóveis, ou de imobilidade imperfeita. Para que isto aconteça, entretanto, os recursos da firma precisam possuir alguns atributos que precisam ser raros, valiosos, difíceis de serem imitados e para os quais não devem existir substitutos estratégicos equivalentes Barney (1991, apud PIRES; MARCONDES, 2004). Para Meirelles (2005), os três aspectos inimitabilidade, imobilidade e insubstitutibilidade são avaliados tanto do ponto de vista dos recursos produtivos quanto das inter-relações da empresa com seus fornecedores e clientes finais. A inimitabilidade dos recursos é medida a partir do grau de diferenciação dos produtos e dos custos necessários para acumular rapidamente os recursos estratégicos necessários para reduzir a inimitabilidade da firma. Quanto mais flexível for a base tecnológica de uma empresa e mais custoso for o processo de acumulação de competências, menos imitáveis serão os seus ativos produtivos. A imobilidade é medida a partir das atividades de P&D (pesquisa e desenvolvimento) realizadas pela empresa (MEIRELLES, 2005). Quanto maior a importância destas atividades atribuída pela empresa e quanto maior o nível de gastos efetivos realizados na acumulação de conhecimento, mais difícil se torna a transferência de conhecimento por parte dos concorrentes. A não-substitutibilidade das relações com fornecedores e clientes é avaliada a partir dos custos de substituição e da política de compra (no caso de fornecedores) e de investimentos (no caso de clientes) adotada pela empresa, onde se busca avaliar o vínculo e o grau de comprometimento da empresa com seus fornecedores e clientes. Quanto maior a inimitabilidade, a imobilidade e a insubstitutibilidade dos recursos da firma maior (ou melhor) será a performance da empresa (MEIRELLES, 2005). Para Collis e Montgomery (1995, apud BINDER, 2003), através da articulação de diversos argumentos da VBR, defendem que teoria dos recursos explica como os recursos dirigem a performance da empresa em um ambiente competitivo combinando análises internas sobre a empresa com análises externas 40 sobre o ambiente. O sucesso da firma advém da melhor e mais apropriada posse de recursos para seus negócios e estratégias. Conforme Collis e Montgomey (1995, apud BINDER, 2003), testes para identificar o valor dos seus recursos: imitabilidade, durabilidade, apropriação, substituição e superioridade competitiva. Quanto a possibilidade de imitabilidade o teste para o recurso pode ser feito por unicidade física, dependência de padrões, ambigüidade causal e limitação potencial de mercado. O teste da durabilidade consiste em verificar como determinado recurso pode sustentar a performance ao longo do tempo. O teste da apropriação mede como o recurso é capaz de capturar rentabilidade do mercado. O teste da substitubilidade verifica qual a possibilidade de outro tipo de recurso ser utilizado para realizar a mesma finalidade. E, por fim, o teste da superioridade competitiva verifica qual, realmente, é melhor para a empresa. Na concepção Collis e Montgomey (1995, apud BINDER, 2003), os gerentes devem construir as estratégias de suas empresas tendo em vista estas cinco questões. Neste sentido, a estratégia deve procurar criar mecanismos de difícil imitação aproveitando condições históricas que favoreçam seu desenvolvimento. Porém, o papel da firma não é apenas o de alocação de recursos escassos entre finalidades alternativas, mas sim da gestão dos processos de acumulação, coordenação e difusão dos recursos que passam a ser a função primordial da administração de empresas para a performance competitiva. 2.6.1 Classificação dos Recursos Segundo Montgomery; Porter (1998), os recursos podem ser classificados resumidamente em três tipos distintos: Ativos Tangíveis: recursos financeiros e bens físicos como equipamentos, propriedades, estoques; Ativos Intangíveis: vantagens ou talentos que incluem propriedade intelectual. Podem ser internos como know how, fórmulas, rotinas e cultura organizacionais, ou vantagens externas como marcas, patentes, contatos comerciais e reputação; Capacitações Organizacionais: a junção dos ativos tangíveis e ativos intangíveis, que possibilitam o desenvolvimento de tarefas/rotinas únicas. 41 2.6.2 Recursos para Vantagem Competitiva Sustentada Segundo Montgomery; Porter (1998), a vantagem competitiva sustentável ocorre quando os concorrentes são afastados devido a uma assimetria de investimento: eles sofreriam uma penalidade se tentassem imitar o líder. Duas condições devem ser satisfeitas, a primeira a empresa tem que estar garantida por melhores termos do que os concorrentes seriam capazes de conseguir no futuro, e a vantagem tem de ser imposta a longo prazo. Para um recurso trazer vantagem competitiva sustentável este deve ser valioso, raro, imperfeitamente imitável e não possuir equivalente estratégico. O recurso valioso é aquele que explora as oportunidades e neutraliza as ameaças do ambiente da firma. O recurso raro é aquele que é escasso e não presente em nenhuma empresa concorrente ou potencialmente concorrente. Estes atributos dos recursos da empresa servem como indicador da heterogeneidade da organização e da imobilidade de seus recursos e, portanto, geram vantagem competitiva sustentável (BARNEY, 1991, apud BINDER, 2003). 3. DESENVOLVIMENTO DA PESQUISA DE CAMPO Nesta fase do estudo contemplam-se os objetivos específicos deste trabalho, que é a apresentação de uma pesquisa quantitativa, visando determinar processo de elaboração de estratégia e determinar os recursos, em uma empresa que presta serviço de transportes rodoviário de carga. 3.1 Caracterização da Empresa Ruan Transportes Ltda, foi fundada em 1988 por Luiz Dalçoquio, na cidade de Itajaí, com a finalidade de agregar o seu único caminhão, um Mercedez-Benz (1981) a Transportes Dalçoquio Ltda. Em 1997, o empresário adquiriu mais 02 caminhões novos que também foram agregados à empresa. Em Outubro de 2004, a empresa muda sua razão social para L.P. Log Transportes Ltda, com uma nova sociedade entre Luiz Dalçoquio e Paulo César 42 Panis, iniciando suas atividades no setor de transportes rodoviário de carga, nas modalidades de contêineres na exportação e baú na importação. No ano de 2005, a empresa começa a ter como clientes exportadores do setor de móveis do oeste catarinense que utilizam o porto de Itajaí e frigoríficos no Rio Grande do Sul que também exportam pelo mesmo porto, ambas utilizam o transporte de contêineres. A empresa também começou a ter um volume considerável de transportes com caminhão baú atendendo empresas que importam seus produtos e distribuem os mesmos para a região de São Paulo. No final de 2005, a L.P. Log Transportes além de se consolidar nos serviços de transportes de contêineres e baú, passou a oferecer também transportes de carga seca, internos (municipais), cargas fracionadas (coletas/entregas), cross docking, unitização e desunitização. Essas informações estão resumidas na figura 3. 1988 1997 2004 2007 Fundação da Ruan Transportes Ltda. Adquiriu 2 Caminhões Novos Nova razão social L.P. Log Transportes Expansão dos modais logisticos Figura 3: Cronologia histórica da empresa L.P. Log Transportes Ltda. Fonte: L.P. Log Transportes Ltda. A empresa atua com uma frota de 35 caminhões agregados tipo contêiner e 15 caminhões agregados com carreta baú para viagens interestaduais, e mais 08 caminhões para fazer o transporte interno e fracionado. A empresa possui 02 caminhões com carreta baú próprios que são utilizados somente para viagens interestaduais. Atualmente a empresa conta com 35 clientes no transporte de contêineres e mais 18 no transporte de baú entre elas destacam-se a Actual Têxtil, Cotrijui, Serpil Móveis, Terra Nova, CCQM, Móveis Finestra, Komeco, CSAV, entre outras. 3.1.1 Faturamento A evolução dos dados de faturamento é demonstrada a seguir através do gráfico 1: 43 FATURAMENTO OUT/O4 A SET/O7 600000 500000 400000 300000 200000 100000 6 t/0 6 de z/ 06 fe v/ 07 ab r/0 7 ju n/ 07 ag o/ 07 ou o/ 0 /0 6 ag 6 ju n r/0 ab fe v/ 06 05 z/ t/0 5 de 5 ou o/ 0 /0 5 ag 5 ju n r/0 05 ab v/ fe z/ de ou t/0 4 04 0 Gráfico 01: Faturamento de Outubro de 2004 a Setembro de 2007. Fonte: L.P. Log Transportes. O gráfico 1 mostra que o faturamento foi iniciado em R$ 60.000 e evoluindo de janeiro a junho, mantendo-se entre R$ 200.000 a R$ 250.000. Nessa fase a empresa estava voltada à necessidade de produzir, conquistar novos clientes e conseqüentemente aumentar o seu faturamento. A partir do segundo ano, houve um incremento em função da ampliação do leque de serviços prestado e o faturamento acompanhou essa diferença estabelecendo-se entre R$ 350.000 a R$ 400.000. No setor de transportes os meses críticos são entre Novembro a Fevereiro, pois neles há um desaquecimento no mercado em função das festas de fim de ano e começo de ano. No seu terceiro ano de operações, a empresa está focada no seu crescimento e consolidação no mercado, adquiriu experiências para minimizar as ameaças e aproveitar seus fatores críticos de sucesso. 3.2 Resultado da Pesquisa de Campo Neste item apresenta-se e faz-se análise das respostas dos entrevistados da empresa em estudo, sobre as estratégias genéricas, sobre o processo de elaboração de estratégias e as estratégias de recurso para vantagem competitiva. 44 3.2.1 Estratégias Genéricas Os participantes da pesquisa foram questionados sobre as estratégias genéricas utilizadas na empresa, as respostas estão demonstradas na Quadro 5. Proprietários Estratégia Genérica Lid. Custo Total Enfoque Diferenciação Diversificação Motivação de Compra 2 - - - Atuação do Mercado (Serviços) - - 2 - Produtos e Mercados - - 2 - Metas de Crescimento - - 1 1 Compras - 2 - - Principal Característica Total 2 1 3 1 6 1 Gerentes Estratégia Genérica Lid. Custo Total Enfoque Diferenciação Diversificação Motivação de Compra 1 - 1 - Atuação do Mercado (Serviços) - - 2 - Produtos e Mercados - - 2 - Metas de Crescimento - - 2 - Compras - 1 - 1 Principal Característica Total Empresa 1 Estratégia Genérica 2 1 9 Funcionários Operacionais 1 Lid. Custo Total Enfoque Diferenciação Diversificação Motivação de Compra 2 - 1 - Atuação do Mercado (Serviços) 2 - 1 - Produtos e Mercados 2 - 1 - Metas de Crescimento - 1 2 - Compras - 1 1 1 1 7 10 2 4 8 6 21 1 3 Principal Característica Total Total Consolidado Quadro 5: Estratégias Genéricas. Fonte: da própria pesquisa (2007). No quadro 05, pode-se observar a estratégia de diversificação, e a estratégia de enfoque foram menos freqüentes entre as respostas dos entrevistados. 45 Relacionando-se as respostas dos proprietários versus gerentes, verifica-se que a estratégia de diferenciação recebeu a maior pontuação. Segundo Porter (1986), a diferenciação oferece a empresa uma defesa contra as forças do ambiente, embora de forma diferente daquela permitida pela liderança em custo. A lealdade isola, em maior ou menor grau, a empresa da rivalidade de seus concorrentes. Esse resultado aponta que os dois proprietários e os dois gerentes principais da empresa estão focados em diferenciar os serviços oferecidos, já que nesse segmento, os valores de fretes são estipulados pelo mercado, e o operador logístico tem que diferenciar os seus serviços para ter maior competitividade. A empresa já vem utilizando essa estratégia, pois oferecem uma diferenciação a seus clientes que importam e armazenam livremente por 21 dias as cargas que são posteriormente transportadas pela empresa. A empresa oferecendo o modal de armazenagem a seus clientes, tem a garantia contratual que transportará todas as suas cargas. A empresa investe nesse tipo de operação, pois toda a despesa gerada com a armazenagem é compensada pelo o volume de transportes originários dessa operação. No segmento de transporte, a estratégia de diferenciação oferecida pelas operadoras de serviços logísticos tem se tornado uma tendência, pois as empresas contratantes cada vez mais querem terceirizar todo o seu modal logístico. Já relacionando os proprietários versus funcionários operacionais, as estratégias de diferenciação e liderança do custo total são mais freqüentes. Os dados demonstram que os funcionários operacionais analisam internamente a empresa focada na estratégia de liderança no custo total que, na concepção de Porter (1986), o ponto central da estratégia de liderança no custo total é a empresa fazer com que o seu custo seja menor do que o de seus concorrentes. Os funcionários operacionais exprimem essa análise baseados principalmente nos custos das operações de fretes, ajudantes de carga e descarga que contratam junto a terceiros, e na elaboração de cotações junto ao seu gerente de operações. Relacionando-se os gerentes versus os funcionários operacionais, também são analisadas as estratégias de diferenciação e liderança no custo total, os funcionários operacionais têm na sua concepção a estratégia de liderança do custo total nas suas operações diárias. Para os proprietários e gerentes da empresa a 46 estratégia de diferenciação principalmente dos serviços modais garantirá a competitividade e sustentabilidade da empresa no mercado. 3.2.2 Processo de Elaboração de Estratégias Quanto ao processo de elaboração de estratégias as respostas dos entrevistados estão demonstradas na quadro 06. Elaboração de Estratégias Visão de Risco Relação Concorrência Tomada de Decisão Características das Ações Objetivo das Ações Total Estratégias Total Consolidado Proprietários Gerentes Func. Operacionais Increm. Empr. Rac. Increm. Empr. Rac. Increm. Empr. Rac. 1 1 1 1 2 1 1 1 1 1 1 2 2 2 3 1 1 1 1 2 3 5 Increm. Empr. Rac. 10 12 13 1 1 2 - 1 3 - 1 5 - 2 1 6 - 6 - 1 2 3 - Quadro 6: Processo de Elaboração de Estratégias Fonte: Pesquisa de campo. Analisando os dados apresentados no quadro 06, pode-se dizer que os proprietários e gerentes entrevistados definiram que os modos de elaboração de estratégias planejamento racional e empreendedor são os que mais se identificam com as características da empresa. O planejamento racional, segundo Almeida (2001), quando aplicado às pequenas empresas, necessita de um grande grau de simplificação e enfrenta dificuldade de conseguir que o empresário saia do dia-a-dia, sendo necessário criar um comprometimento de sua equipe para forçá-lo a desenvolver o trabalho. Esse conceito fundamenta o comportamento organizacional da empresa, o comprometimento dos proprietários e gerentes com as operações é fator chave para a manutenção e crescimento da empresa. O planejamento das operações é necessário devido à complexidade das cargas movimentadas e das exigências dos clientes, e nesse ponto os proprietários e gerentes planejam e executam objetivando resultados positivos. O processo de planejamento das operações é composto por um conjunto de atividades que a empresa realiza, começando no pedido de carga, retirada de contêiner nos terminais, transporta e unitiza o contêiner no cliente e coduz o mesmo já, unitizado, até o Porto de embarque. Esse processo é todo 47 planejado, mapeado e rastreado pela empresa, sendo uma condição fundamental para se obter o controle no processo logístico e obter melhorias. Ainda, relacionando os proprietários e gerentes com o modo empreendedor notam-se ambos os grupos atuam de forma distinta. Os proprietários estão sempre em busca de novos clientes, e que os gerentes buscam as oportunidades na diferenciação dos serviços para os clientes existentes na empresa, os grupos têm o mesmo objetivo que é o aumento do faturamento. Em relação à análise das respostas dos funcionários operacionais, a elaboração de estratégias está focada no incrementalismo lógico e no modo empreendedor. Segundo Quinn (1978, apud HOFFMANN 1997), o incrementalismo lógico é uma técnica administrativa efetiva e útil para melhorar e integrar ambos os aspectos da formulação estratégica, estabelecendo ligações. No modo empreendedor que, para Mintzberg; Quinn (2001), que a estratégia resultante tende a refletir a visão implícita de que o executivo principal tem do mundo, muitas vezes uma extrapolação de sua personalidade. Relacionando os proprietários e gerentes versus funcionários operacionais a tomada de decisão na visão dos funcionários operacionais é de modo empreendedor, pois na sua concepção os proprietários e gerentes estão agindo em de maneira pró-ativa em busca de novas oportunidades. Já para os proprietários e gerentes a tomada de decisão é de forma racional, pois é baseado numa análise interna e em um plano de ação. Analisando os proprietários e gerentes versus funcionários a característica das ações na percepção dos funcionários operacionais é de modo incremental, pois integram de forma estratégica todos os setores da empresa. Já para os proprietários e gerentes, a característica das ações é em alguns momentos de modo empreendedor para os proprietários e racional para os gerentes. Comparando os proprietários e gerente versus funcionários operacionais percebe-se que os funcionários operacionais por trabalharem em equipe, e somente executar as ações, talvez tenham uma visão mais empreendedora e incremental da empresa e os gerentes e proprietários por planejar as ações tenha na sua percepção, a forma de planejamento racional. 48 De um modo geral, os resultados não permitem se posicionar exclusivamente para um modo de elaboração de estratégia, em função que existem características na empresa das estratégias de modo empreendedor, incremental e racional, em alguns momentos a empresa pensa e planeja racionalmente, em outros agem de modo empreendedor como faziam no começo da empresa, em outros momentos de forma incremental. 3.2.3 Recursos Os participantes da pesquisa foram questionados sobre quais os recursos possibilitam à empresa gerar vantagem competitiva. Os resultados são demonstrados nas tabelas seguintes: Tabela 01 – Recursos financeiros Capital de giro escala Grau de importância Freqüência de uso O recurso está disponível O recurso é substituível? 1 2 Entrevistados 3 4 5 6 2 1 1 2 O recurso é imitável? 1 1 1 1 2 3 7 5 5 6 Total 7 6 7 5 6 Fonte: Pesquisa de campo. Analisando a tabela 01, percebe-se que os participantes entrevistados identificam o item capital de giro como o recurso classificado como valioso, insubstituível e imperfeitamente imitável. O capital de giro é fundamental para a empresa, pois o fluxo financeiro da empresa depende dele. Os entrevistados classificaram como recurso de valioso em função de sua importância para empresa, como insubstituível e imperfeitamente imitável, e posiciona-se a empresa frente à concorrência, como forma de vantagem 49 competitiva. A empresa mantém uma reserva financeira que garante o seu capital de giro, o que possibilita assumir todas as suas operações no curto prazo. Tabela 02 – Recursos humanos Experiência acumulada escala Grau de importância Freqüência de uso O recurso está disponível O recurso é substituível? 1 2 Entrevistados 3 4 5 6 1 1 1 1 O recurso é imitável? 3 2 3 1 7 5 7 6 2 Total 7 7 7 6 6 Fonte: Pesquisa de campo. Observando a tabela 02, verifica-se que os entrevistados pontuaram a experiência acumulada como valioso, insubstituível e imperfeitamente imitável. Esse recurso é valioso, não é substituível e imperfeitamente imitável em função da experiência dos sócios proprietários, pois antes de serem empreendedores, eles acumularam anos de sua vida profissional no setor de transportes e logística. Os entrevistados apontam que muitas situações que enseja entraves, ocorrem diariamente na empresa são resolvidas através da experiência acumulada, não só dos proprietários, mas também de toda a equipe. Tabela 03 – Recursos físicos Localização geográfica escala Grau de importância Freqüência de uso O recurso está disponível O recurso é substituível? O recurso é imitável? Fonte: Pesquisa de campo. 1 2 1 1 2 Entrevistados 3 4 5 6 1 3 6 3 1 1 2 1 7 3 1 6 Total 7 7 5 7 6 50 A tabela 03 demonstra a estratégia quanto à localização geográfica. Os 7 participantes classificaram como valioso, raro e imperfeitamente imitável. A localização na rodovia Br 101 é um recurso estratégico para empresa, visto que os acessos são facilitados por ficar próximo ao porto de Itajaí, aos terminais de contêineres e ao porto seco. A localização traz vantagens competitivas para a empresa, visto que para se estabelecer próximo à rodovia exige-se das empresas concorrentes um investimento de monta, eliminando entrantes potenciais menos capitalizados. Tabela 04 – Recursos organizacionais Capacidade de realizar mudanças escala Grau de importância Freqüência de uso O recurso está disponível O recurso é substituível? O recurso é imitável? 1 2 1 1 3 Entrevistados 3 4 5 6 1 1 2 1 2 1 5 7 1 1 2 Total 4 5 5 7 7 7 Fonte: Pesquisa de campo. Analisando a tabela 04, verifica-se que os entrevistados optaram pela a capacidade de realizar mudança como recurso de vantagem competitiva raro. O segmento de transportes exige uma constante flexibilidade dos seus prestadores de serviços logísticos. Isso ocorre em função do tipo de operação que deverá ser feita. Notadamente a L.P. Log Transportes tem se esforçado e conseguido atender os seus clientes de forma eficiente, ao adaptar-se às mudanças exigidas pelo mercado. Esse recurso é considerado raro pelos entrevistados, em função de as empresas concorrentes não terem um grau de flexibilidade como recurso disponível e, muitas vezes, repassarem operações para a L.P. Log Transportes por não terem condições de realizar. 51 Tabela 05 – Recursos mercado Preço Competitivo escala Grau de importância Freqüência de uso O recurso está disponível O recurso é substituível? O recurso é imitável? 1 2 Entrevistados 3 4 5 6 3 2 1 2 4 1 2 1 7 2 3 7 2 Total 7 6 7 7 1 4 Fonte: Pesquisa de campo. Na tabela 05 está representada a opinião dos entrevistados em relação aos recursos de mercado (preço competitivo) que foi classificado como recurso de valor, e imperfeitamente imitável. Ter um preço competitivo como vantagem competitiva é algo que a empresa obtém oferecendo ao cliente uma série de serviços agregados ao frete, esses serviços podem ser desde um espaço para que o cliente monte um escritório dentro da empresa, como também armazenagens sem custo ao cliente. A empresa agrega esses serviços ao frete e estabelece preços competitivos como recurso valioso e imperfeitamente imitável. O quadro 07 resume os resultados encontrados: Imperfeitamente Recursos Valor Raro Insubstituível Imitável Capital de giro X X X Experiência X X X Acumulada Localização X X X Geográfica Capacidade de X Realizar mudanças Preço Competitivo X Quadro 7: Recursos Fonte: Pesquisa de campo. X 52 Conforme Barney (1991, apud BINDER, 2003), para um recurso trazer vantagem competitiva sustentável, ele deve ser valioso, raro, imperfeitamente imitável e não possuir equivalente estratégico. O recurso valioso é aquele que explora as oportunidades e neutraliza as ameaças do ambiente da firma. Na L.P Log Transportes os recursos financeiros (capital de giro), humanos (experiência acumulada), físicos ( localização geográfica) e de mercado (preço competitivo) foram identificados como valiosos para empresa. Já o recurso raro é aquele que é escasso e presente em poucas empresas concorrentes ou potencialmente concorrentes. Estes atributos dos recursos da empresa são identificados na capacidade de realizar mudanças em função da flexibilidade no modo de operar e nas parcerias, o que possibilita agilidade no processo logístico, e também na localização estratégica da empresa, o que lhe permite um excelente acesso às vias principais da cidade e servem como indicador da heterogeneidade da organização, além de gerar assim a vantagem competitiva sustentável. Para Meirelles (2005), quanto maior a inimitabilidade, a imobilidade e a insubstitutibilidade dos recursos da firma, maior (ou melhor) será a performance da empresa. Na L.P. Log Transportes, esses recursos são analisados no capital de giro, na experiência acumulada, na localização geográfica e no preço competitivo. A pesquisa demonstra que através de seus recursos a L.P Log Transportes conseguiu se estruturar no mercado por oferecer aos seus clientes serviços logísticos agregados ao transportes, ter experiência de mercado que lhe proporciona direcionar o foco de acordo com o que os clientes necessitam e mantém uma relevante condição financeira. 53 CONSIDERAÇÕES FINAIS Este trabalho de Conclusão de Estágio objetivou avaliar o processo estratégico de uma microempresa, com enfoque na análise interna caracterizando-se como uma pesquisa quantitativa.. Para tanto foi realizada uma pesquisa – diagnóstico no ambiente interno da organização procurando identificar as estratégias, o processo de elaboração de estratégias e os seus recursos da a empresa dentro do seu segmento. A fundamentação teórica foi dividida em três partes, sendo a primeira parte tem como definições as estratégias, as estratégias genéricas e a elaboração de estratégias. Foram estudadas também as estratégias genéricas de liderança no custo total, diferenciação e enfoque Porter (1986). Na segunda parte também se conceituou planejamento. Caracterizou-se planejamento estratégico, diagnóstico estratégico e análise interna. Descreveu-se a terceira parte, a visão baseada em recursos como vantagem competitiva sustentada de Barney (1991) e Collis e Montgomery (1995). Para atender os objetivos específicos desse estudo foi realizado um questionário para determinar as estratégias genéricas, o processo de elaboração de estratégia e determinar os recursos para a vantagem competitiva sustentada. Como resultado, indica-se que, como determinação das estratégias genéricas, os entrevistados apontam a diferenciação, que segundo Porter (1986), a estratégia de diferenciação pressupõe que a empresa ofereça, no âmbito de toda a indústria, um produto que seja considerado único pelos clientes, ou seja, cujas características o distingam daqueles oferecidos pela concorrência.. A empresa adota essa estratégia por agregar valor ao produto, para ter maior competitividade e focar na melhoria continua do seu nível de serviço. Em relação ao processo de elaboração de estratégias, os entrevistados apontaram como processo de planejamento racional, incremental e empreendedor (hibrido), não permitindo se posicionar exclusivamente para um modo de elaboração de estratégia. A empresa por estar buscando melhorias contínuas em seus processos, age com base no planejamento racional, de maneira empreendedora e 54 em outros momentos de forma incremental quando se trata da estratégia da organização. Quanto aos recursos, os entrevistados apontaram como vantagem competitiva, os recursos financeiros (capital de giro), humanos (experiência acumulada), físicos (localização geográfica) e de mercado (preço competitivo) que foram identificados como valiosos para empresa. Segundo Barney (1991, apud BINDER, 2003), para um recurso trazer vantagem competitiva sustentável este deve ser valioso, raro, imperfeitamente imitável e não possuir equivalente estratégico. O recurso valioso é aquele que explora as oportunidades e neutraliza as ameaças do ambiente da firma..A análise desses recursos é baseada na identificação da estrutura da organização e no posicionamento de mercado frente a empresas concorrentes do mesmo porte. Como recurso raro foi considerado a capacidade de realizar mudanças, para Barney (1991 apud BINDER, 2003), o recurso raro é aquele que é escasso e não presente em nenhuma empresa concorrente ou potencialmente concorrente, de fato a empresa por adotar a estratégia de diferenciação, o modo de operar e de se adaptar a novas circunstâncias são fatores que geram vantagem competitiva sustentada. Conclui-se assim, que com este estudo, foi possível identificar as estratégicas genéricas, processo de elaboração de estratégias, recursos para vantagem competitiva sustentada de uma microempresa, em seu processo administrativo interno, respondendo a pergunta desta pesquisa, permitindo demonstrar a importância do processo estratégico, como ferramenta decisiva na administração do empreendimento. O trabalho está limitado por se tratar de um estudo de caso, e assim não ser possível à generalização de seus resultados. A título de contribuição sugere-se iniciativas relacionadas à expansão da empresa, como a ampliação do seu espaço físico o que pode aumentar sua capacidade de armazenagem, agilizar seus processos, e reduzir custos e através da geração de preços competitivos e vantagens operacionais, levando em conta que o modal de armazenamento de cargas faz parte da estratégia de diferenciação da empresa. 55 Sugere-se também a implementação da ferramenta do planejamento estratégico, pois atualmente a empresa planeja de forma operacional sem o escopo estratégico. O objetivo do uso dessa ferramenta é definir e implementar estratégias, projetar soluções, integrar informações, e fazer gestão das atividades. 56 REFERENCIAS ALMEIDA, M. I. R. Manual de planejamento estratégico: desenvolvimento de um plano estratégico com a utilização de planilhas excel. 1 ed. São Paulo: Atlas, 2001. ANSOF, H. I. A nova estratégia empresarial. São Paulo: Atlas, 1991. BARBETTA, P. A. Estatística aplicada às Ciências Sociais. 3 ed. Florianópolis: UFSC, 1999. BETHLEM, A. Estratégia empresarial. 5 ed. São Paulo: Atlas, 2004. BINDER, M; Rede de recursos: um modelo desenvolvido a partir do caso gol linhas aéreas. In: 27º ENANPAD. Rio de Janeiro: ANPAD, 2003. CHATTERJEE,S. Estratégias à prova de falhas: como lucrar e crescer correndo riscos que outros evitam. 1 ed. Porto Alegre: Bookman, 2006. CRUBELLATE, J.M; PASCUCCI, L; Visão baseada em recursos legítimos: recursos e padrões Institucionais na formulação de estratégia em organizações. In: 29º ENANPAD. Rio de Janeiro: ANPAD, 2005. GIL, A. C. Métodos e técnicas da pesquisa social. 5 ed. São Paulo: Atlas, 1999. HOFFMANN, V. E. O processo de elaboração de estratégias na Irmãos Fischer S/A [...]. Dissertação de Mestrado em Administração, UFSC, Florianópolis, 1997, Cap.3. HOFFMANN, V. E. Los factores competitivos de la empresa a partir de la perspectiva de los distritos industriales: un estudio de la indústria ceramica de revestimiento brasileña. 2002. HOFFMANN, V. E . Diagnóstico interno. Instrumento de coleta de dados. 2003. HOFFMANN, V. E. Pesquisa sobre estratégias e processo de elaboração de estratégias. Trabalho de conclusão de disciplina, 2003. HOFFMANN, R. A. o processo de informatização da pequena e micro-empresa varejista sob a perspectiva das tipologias do modelo comportamental estratégico de Miles e Snow e da elaboração estratégica organizacional de Mintzberg. Projeto de dissertação. Programa de Mestrado Acadêmico em Administração, 2005. HOOLEY; G. J. SAUNDERS, J. Posicionamento competitivo. Tradução Luiz Liske. São Paulo: Makron Books, 1996. 57 MATTAR, F. N. Pesquisa de marketing: metodologia, planejamento. 5 ed. São Paulo: Atlas, 1999. MEIRELLES, D.S; As contribuições dos recursos específicos da firma no seu desempenho competitivo: uma abordagem da RBV no setor de software. In: 29º ENANPAD. Rio de Janeiro: ANPAD, 2005. MINTZBERG, H. e QUINN, J.B. O Processo da Estratégia. 3 ed. Porto Alegre: Bookmann, 2001. MONTGOMERY, C. A. e PORTER, M.E. Estratégia. Harvard Business Review. Rio de Janeiro: Campus, 1998. OLIVEIRA, D. P. R. Planejamento estratégico: conceitos, metodologia e práticas. 14 ed. São Paulo, 1999. PORTER, M. E. Estratégia competitiva: técnicas para analise de indústrias e da concorrência. Rio de Janeiro: Campus, 1986. ROESCH, S. M. A. Projetos de estágio e de pesquisa em administração: guia para estágios, trabalhos de conclusão, dissertações e estudos de caso. 3 ed. São Paulo: Atlas, 2005. TEIXEIRA, S.L. estratégias de internacionalização. Projeto de dissertação. Programa de Mestrado Acadêmico em Administração, 2003 TAVARES, Mauro C. Planejamento estratégico. 2.ed. São Paulo: Harbra, 1991. YIN, R. K. Estudo de caso: planejamento e métodos. 3 ed. Porto Alegre: Bookman, 2005. 58 APÊNDICES 59 APÊNDICE A – QUESTIONÁRIO HOFFMANN, V.E PESQUISA SOBRE ESTRATÉGIAS E PROCESSO DE ELABORAÇÃO DE ESTRATÉGIAS, 2006². Com alterações. Data: ___/ ___ / ____ 4. Função que ocupa o informante:__________________ 4.1 Tempo na função (anos):____________ 5. Formação Completa do informante: ( ) Fundamental ( ) Médio ( ) Superior ( ) Pósgraduação 10. Quais motivações levam o seu cliente a escolher a empresa (SOMENTE A MAIS IMPORTANTE)? a) ( ) Menor preço; b)( ) Atendimento (relação inter-pessoal), com características distintas das encontradas no mercado; c) ( ) Diversidade de produtos; d) ( ) Localização; f)( )Outras. Quais ? _________________________ 12. Considerando a maneira como a empresa atua no seu mercado, você diria que (SOMENTE A MAIS IMPORTANTE): a) ( ) A empresa tem grande preocupação em oferecer produtos diferentes em relação aos produtos pelos concorrentes; b) ( ) A empresa busca trabalhar com baixa disponibilidade de turmas, abrindo novos horários somente quando necessário e com isso ter um custo mais baixo possível; c) ( ) A empresa procura diversificar, colocando produtos distintos, testando as novidades sempre que elas aparecem, mas sempre atuando no mesmo ramo de negócio. d) ( ) A empresa procura atender um tipo de cliente, direcionando produtos, propaganda e atendimento para esse tipo de cliente (s). 60 13. Falando de produtos e mercados, você diria que sua empresa procura (SOMENTE A MAIS IMPORTANTE): a) ( ) vender sempre com o preço mais baixo que os concorrentes; b) ( ) vender produtos diferentes que os concorrentes não tenham; c) ( ) agradar um tipo de cliente, com faixa de renda somente alta, somente média, ou somente baixa; e) ( ) ter outra empresa(s) que vende produtos ou serviços, diferentes daquilo que é vendido em uma escola típica de meu segmento. 14. As metas na sua empresa, em relação à expansão de atividades, são (RESPOSTA ÚNICA): a) ( ) Conquistar mercados, através da abertura de filiais; b) ( ) Abrir outra(s) empresa(s) com atividade que não esteja relacionada à empresa atual; c) ( ) Permanecer atuando no setor em que está; d) ( ) Nenhuma das alternativas anteriores. 15. Na maior parte de suas compras, o quê a sua empresa pretende encontrar nos produtos e/ou serviços de seus fornecedores (RESPOSTA ÚNICA)? a) ( ) Produtos ou serviços com os quais sua empresa possa vender ao menor preço do mercado; b) ( ) A qualidade nos produtos e/ou nos serviços para a comercialização é o mais importante, o preço é um fator secundário, pois meus clientes assim o exigem; c) ( ) Produto novo ou diferente no mercado, para que minha empresa tenha algo de diferente no mercado em que atuo; d) ( ) Outra resposta? Qual ?__________________________________ 16. Qual a característica que sua empresa considera ser a mais importante em relação ao mercado em que atua (SOMENTE A MAIS IMPORTANTE): 61 a) ( ) Ter um padrão específico de atendimento, lay out de loja, estacionamento, climatização porque considera a importância da lealdade dos clientes em relação a sua marca. b) ( )Atuar em um mercado geográfico (localização da loja) em potencial para poder atender seus clientes de forma mais eficiente que seus concorrentes. c) ( ) Comercializar (ou continuar comercializando) serviços específicos, porque dessa forma consegue atender seus clientes de forma mais eficiente que seus concorrentes. d) ( ) Vender serviços em quantidade considerável com o objetivo de redução de custos. e) ( ) Comprar à vista de seus fornecedores com o objetivo de redução de custos. f) ( ) Outros ? Quais ? __________________________________________________ 17. Toda a decisão implica no risco de dar certo ou não. Considerando esses riscos, você diria que na sua empresa (SOMENTE A MAIS IMPORTANTE): a) ( ) os riscos são evitados, atuando passo a passo; b) ( ) a empresa considera os riscos, através de uma ampla análise; c) ( ) mais que pensar em riscos, a empresa pensa é nas oportunidades; d) ( ) Outras ? Quais ? _____________________________________________ 18. Com relação aos concorrentes, você diria que (SOMENTE A MAIS IMPORTANTE): a) ( ) a empresa considera aqueles casos de sucesso dos concorrentes, procurando aproveitar as melhores idéias; b) ( ) a empresa providencia uma análise de oportunidades e ameaças de maneira periódica; c) ( ) a empresa se importa pouco com os concorrentes; d) ( ) Outras ? Quais ? ___________________________________________ 19. Com relação à maneira como a empresa toma suas decisões, em termos de pessoas envolvidas, você diria que (SOMENTE A MAIS IMPORTANTE): 62 a) ( ) a participação mais intensa é do (s) proprietário (s); b) ( ) todos participam, dando sugestões e propondo soluções; c) ( ) algumas pessoas na empresa decidem periodicamente, e outro grupo põe em prática o que foi decidido. d) ( ) Outras ? Quais ? _________________________________ 20. Se fosse para caracterizar a empresa, você diria que ela (SOMENTE A MAIS IMPORTANTE): a) ( ) age sempre que aparece alguma oportunidade; b) ( ) age sempre que é necessário; c) ( ) planeja, agindo de acordo com um planejamento prévio; d) ( ) Outras ? Quais ? _________________________________________ 21. Em termos do objetivo das ações das empresas, você diria que (SOMENTE A MAIS IMPORTANTE): a) ( ) a empresa procura crescimento como objetivo final de suas ações; b) ( ) a empresa procura manter-se no mercado como objetivo final de suas ações; c) ( ) a empresa muda seus objetivos a partir de amplas análises; d) ( ) Outras ? Quais ? ___________________________________ 2 Adaptado de: HOFFMANN, V.E PESQUISA SOBRE ESTRATÉGIAS E PROCESSO DE ELABORAÇÃO DE ESTRATÉGIAS, Trabalho de conclusão de disciplina, 2003. HOFFMANN, R. A. o processo de informatização da pequena e micro-empresa varejista sob a perspectiva das tipologias do modelo comportamental estratégico de Miles e Snow e da elaboração estratégica organizacional de Mintzberg. Projeto de dissertação, Programa de Mestrado Acadêmico em Administração, 2005. PROCOPIAK FILHO, J. A. Estratégias e Stakeholders em organizações da indústria de construção civil (...); Projeto de dissertação, Programa de Mestrado Acadêmico em Administração, 2005. 63 APENDICE B - PESQUISA DE RECURSOS A) GRAU ESCALA FINANCEIROS Facilidade de captação Capital de giro Pagamento à prazo Planejamento financeiro Controle de custos 1 1 3 1 3 2 2 2 C) O RECURSO B) FREQUENCIA DE IMPORTÂNCIA 1 2 3 4 5 6 5 1 1 7 1 2 DE USO 3 4 5 6 E) O RECURSO D) O USO DO RECURSO FRENTE AOS F) O RECURSO 7 ESTÁ DISPONÍVEL 1 2 3 4 5 6 7 CONCORRENTES INFERIORIGUAL SUPERIOR 1 É SUBSTITÍVEL? 2 3 4 5 6 7 É IMITAVEL? 1 2 3 4 5 6 7 6 7 5 6 5 HUMANOS Treinamento Experiência acumulada relacionamento interno Clima organizacional Ensino formal 1 2 3 4 5 6 7 1 2 3 4 5 6 7 1 2 3 4 5 6 7 INFERIORIGUAL SUPERIOR 1 2 3 4 5 6 7 1 2 3 4 5 6 7 FÍSICOS Equipamentos Tecnologia física Política e manutenção Instalações localização geográfica 1 2 3 4 5 6 7 1 2 3 4 5 6 7 1 2 3 4 5 6 7 INFERIORIGUAL SUPERIOR 1 2 3 4 5 6 7 1 2 3 4 5 6 7 ORGANIZACIONAIS Reputação Lobby Relação com sindicato Relação com poder municipal Capacidade da baixa gerência Capacidade da alta gerência Planejamento Formal Planejamento Informal Cargos e Salarios Capacidade de realizar mudanças 1 2 3 4 5 6 7 1 2 3 4 5 6 7 1 2 3 4 5 6 7 INFERIORIGUAL SUPERIOR 1 2 3 4 5 6 7 1 2 3 4 5 6 7 MERCADO Marca Projeto do produto Diversificação Preço Competitivo 1 2 3 4 5 6 7 1 2 3 4 5 6 7 1 2 3 4 5 6 7 INFERIORIGUAL SUPERIOR 1 2 3 4 5 6 7 1 2 3 4 5 6 7 64 DECLARAÇÃO DE CUMPRIMENTO DE CARGA HORÁRIA DECLARAÇÃO A empresa L.P Log Transportes Ltda. declara, para devidos fins, que o estagiário André Luis dos Santos Gomes, aluno do Curso de Administração do Centro de Educação Superior de Ciências Sociais Aplicadas da Universidade do Vale do Itajaí, cumpriu com a carga horária prevista para o período de 01/06/2007 a 31/10/2007, seguiu o cronograma de trabalho estipulado no Projeto de Estágio e respeitou nossas normas internas. Itajai, 05 de Novembro de 2007. _____________________________________ Paulo César Panis 65 ASSINATURA DOS RESPONSÁVEIS __________________________ André Luis dos Santos Gomes Estagiário __________________________ Paulo César Panis Supervisor de campo __________________________ Prof. Valmir Emil Hoffmann Orientador de estágio ___________________________ Prof. Eduardo Krieger Responsável pelo Estágio Supervisionado