_____________________ A Evolução da Contabilidade e o Sistema de Informações Contábeis: Uma Exigência da Economia Globalizada
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A EVOLUÇÃO DA CONTABILIDADE E O SISTEMA DE INFORMAÇÕES
CONTÁBEIS: UMA EXIGÊNCIA DA ECONOMIA GLOBALIZADA
José Raimundo Oliveira Lima1
Resumo: A intenção desse estudo consiste em possibilitar uma reflexão sobre a evolução da
contabilidade em direção a utilização do sistema de informação contábil, possibilitado pela evolução
tecnológica, essencialmente no campo da informação, tendo em vista as exigências da economia
globalizada. Este trabalho tem como sustentação teórica, áreas que se entrelaçam de forma
multidisciplinar, permitindo, como resultado uma reflexão sobre as novas tecnologias, os sistemas de
informações contábeis, bem como sua utilização nas organizações modernas.
Palavras-chave: Evolução; Contabilidade; Sistema de informação; Tecnologia.
Abstract: The intention of this study consists of making possible a reflection on the evolution of the
accounting in direction the use of the system of countable information, made possible for the
technological evolution, essentially in the field of the information, in view of the requirements of the
globalization economy. This work has with theoretical sustentation areas that if interlace of form to
multidiscipline, allowing, as resulted a reflection on the new technologies, the systems of countable
information, as well as its use in the modern organizations.
Word-key: Evolution; Accounting; System of information; Technology.
1 Introdução
O surgimento da contabilidade, como simples registro, se deu com as trocas de bens e
serviços ainda na antiguidade, Sandroni (1994).Esta vem evoluindo de tal forma que alcança o status
de ciência, mas, ao longo do processo de produção do conhecimento, surgem ramos de
conhecimento que são ameaçados por influências de áreas afins e outros que reforçam sua existência.
O processo tecnológico aliado à tecnologia da informação, segundo Castells (2000), propõe
mudanças nas técnicas de trabalho contábil que dissemina e de certa forma simplifica em muito a
tarefa do contador, contudo, a ligação da ciência contábil à economia e à administração reforça sua
existência para a tomada de decisões de negócios e, propõe a utilização da tecnologia para a criação
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Mestre – Uneb. Professor da Universidade do Estado da Bahia, da Faculdade de Tecnologia e Ciências de Feira de Santana e
Técnico em Contabilidade da Gerência Financeira da Universidade Estadual de Feira de Santana.
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de sistemas de informações contábeis que fortaleçam ainda mais o domínio do conhecimento de
mercado e, não apenas de técnicas de trabalho.
Neste sentido, este trabalho propõe uma reflexão a cerca da contabilidade como ramo do
conhecimento inserido no processo econômico, aliada a tecnologia da informação, bem como sua
trajetória na direção do sistema de informações contábeis.
Desta forma, tem por objetivo fazer uma abordagem sobre a evolução histórica da
contabilidade em uma direção inevitável a um sistema de informação contábil, advinda
essencialmente, das exigências do processo de globalização da economia. Neste sentido,
metodologicamente, tem com sustentação teórica áreas que se entrelaçam de forma multidisciplinar,
permitindo, como resultado uma reflexão sobre as novas tecnologias, os sistemas de informações
contábeis, bem como sua utilização nas organizações modernas. Desta forma, utilizou-se referencias
diversas: artigos, periódicos, livros e, principalmente, o debate sobre o tema desenvolvido em grupos
de estudo, realização de seminários com alunos da graduação na atividade docente.
2 Evolução Histórica da Contabilidade: Um breve relato
A evolução histórica da contabilidade aqui colocada refere-se ao desenvolvimento
progressivo de um conjunto de coisas, de fatos e de idéias porque passa a ciência contábil ao longo
dos anos desde a sua criação. Neste sentido, segundo o conceito clássico, esta ciência pode ser
definida como ramo do conhecimento que cuida da classificação, registro e analise de todas as
transações realizadas por uma empresa ou órgão publico, permitindo desta forma uma constante
avaliação econômico-financeira. Assim sendo, tem por objeto de estudo o patrimônio econômico das
pessoas físicas ou jurídicas, seja no setor de comercio, sociedade civil, público e, de forma geral as
questões financeiras relativas ao patrimônio do estado ou de quaisquer outras organizações. Ou seja,
seu objetivo primordial é permitir o controle administrativo e o fornecimento de informações
precisas a investidores, credores, gestores e ao publico interessado.Envolve todos os aspectos
empresariais ou públicos que possam ser expressos em números, como o ativo (bens e direitos), o
passivo (obrigações), as receitas e despesas, os lucros e perdas.
O surgimento da contabilidade, como simples registro, se deu com as trocas de bens e
serviços ainda na antiguidade na Babilônia. Esses registros formavam a base para a cobrança de
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impostos. Em 200 a. C., na República Romana, as contas governamentais eram apresentadas na
forma de lucros e perdas e constantemente fiscalizadas, Sandroni (1994).
Tem-se observado que os dados registrados nas contas governamentais foram aumentando,
mas, só no fim da Idade Média, com os comerciantes italianos, é que, a contabilidade se incorporou
aos negócios privados, que cresciam e se diversificavam. Foi, então, que se desenvolveu o registro
duplo ou por partidas dobradas, utilizadas atualmente, Ribeiro (1995).
Mister se faz, entretanto, compreender a relação da contabilidade através do patrimônio das
entidades e os interessados para produzir informações relevantes, viabilizadas nas técnicas de
registros contábeis.
Com o advento da Revolução Industrial, aumentou o volume de negócios o que leva a
necessidade de aprimoramento do sistema contábil.Neste momento, começam surgir restrições a
pratica da contabilidade por pessoas não qualificadas.
O desenvolvimento do sistema capitalista no século XX, que deu origem as grandes
corporações transacionais, trás consigo novas exigências do ponto de vista do aperfeiçoamento da
contabilidade, atendida basicamente pela introdução do sistema de computação.
Neste contexto, vê-se inserida a evolução da contabilidade enquanto área do conhecimento que
não se distancia de toda rede que faz parte do processo produtivo moderno, inserido na economia
globalizada, como substância integrante da mistura da produção da tecnologia como principal base
da economia dinâmica moderna. Ou seja, neste momento a contabilidade assume postura de efetivo
sistema de informação, sem o qual a evolução dos negócios estaria comprometida, ainda que os
profissionais da área tenham que redimensionar o seu contexto de atuação, tendo em vista o novo
produto emergente: a informação Moscove (2002).
3 Sistemas de Informações
O sucesso de um sistema de informações depende do pessoal que o alimenta e o faz funcionar
e, principalmente, da evolução no campo do conhecimento cientifico por parte do profissional
contabilista, cuja qualificação a que é submetido, pode fornecer elementos indispensáveis para o
funcionamento deste sistema.
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O sistema representa um conduto que recolhe dados em diversos pontos, processa-os e emite,
com base neles; relatórios na outra extremidade.Esses relatórios não podem ser, em hipótese alguma,
de melhor qualidade do que a qualidade dos dados recebidos no início do processamento; podem ser
piores, se o seu manuseio não for absolutamente correto. Mas, todos os dados iniciais quase sempre
dependem de profissionais e, se estes falharem ou não colaborarem, todo o sistema acabará por falir.
O problema mais grave quanto ao trabalho com programas e sistemas, normalmente, reside na
qualidade do pessoal envolvido nas fases iniciais do processamento; os primeiros informes nascem
de diversos apontamentos na produção, onde o nível educacional e o grau de interesse por serviços
burocráticos são notoriamente baixos. Esse nível de educação insuficiente do pessoal que inicia o
processo informacional é, em muitos casos, o grande responsável pelos insucessos dos sistemas de
contabilidade, especialmente, quando refletidos em custos Martins (1998).
Desta forma, os sistemas de informações contábeis, ou a relação da contabilidade com as
organizações através das informações, como querem alguns autores, terão que ser adaptadas à nova
realidade do processo produtivo, no qual a gestão da informação e do conhecimento se torna os
produtos de maior importância para a economia globalizada, onde os países desenvolvidos lançam
mão da informação aliada à tecnologia, como serviços para agregar valor aos seus produtos, estejam
onde estiverem.
No cenário altamente competitivo em que as organizações se encontram, faz-se
preponderante a existência de sistemas que embasem o processo decisório, reduzindo as margens de
incerteza, uma vez que em alguns casos, decisões equivocadas podem levar a grandes prejuízos ou até
ao fim dessas organizações.
Segundo Oliveira (1999) Sistema é um conjunto de partes interagentes e interdependentes
que, conjuntamente, formam um todo unitário com determinado objetivo e efetuam determinada
função.
Partindo do pressuposto de que sistemas complexos existentes em uma organização podem
ser divididos qualitativamente com a finalidade de análise em vários subsistemas, os quais convergem
para um mesmo fim, como por exemplo: gerir o patrimônio de uma empresa, as partes de um
sistema de informação adquirem tanta importância quanto o todo.
Desta forma, tem-se a formação de vários fluxos que compõem este complexo sistêmico.
Esses fluxos se subdividem quanto à natureza em tangíveis e intangíveis. O fluxo de subsistemas
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intangíveis comporá o Sistema de Informações que tem a finalidade de apoiar as operações, o
gerenciamento, facilitando assim o planejamento, a coordenação e o controle das atividades da
organização como um todo.
O Sistema de Informações Gerenciais surge, então, no processo de alimentação de vários
subsistemas de informações que alimentam outros sistemas.Assim, passa a ter por objetivo principal
atuar nos processos decisórios. Dessa forma, segundo Zambom e Accioly (1998), os SIGs produzem
informações atualizadas e consolidadas, no âmbito corporativo, integrando vários subsistemas de
informações, com o objetivo de gerar subsídios para o gerenciamento da organização.
A interação dos Sistemas de Informação (SI) e dos Sistemas de Informações Gerenciais
(SIG) pressupõe a dependência das relações humanas no âmago das organizações. Deste modo, a
estrutura dos sistemas depende da estrutura hierárquica e do ambiente no qual está inserida uma
organização.
Para Oliveira (2000) a utilização correta de um sistema de informações pode trazer os
seguintes benefícios para uma organização:
a. Redução de custo das operações;
b. Melhoria no acesso às informações, propiciando relatórios mais precisos e rápidos, com menor
esforço;
c. Melhoria na produtividade, tanto setorial quanto global;
d. Melhoria nos serviços realizados e oferecidos;
e. Melhoria na tomada de decisões, por meio do fornecimento de informações rápidas e precisas;
f. Estímulo de maior interação entre os tomadores de decisão;
g. Fornecimento de melhores projeções dos efeitos das decisões;
h. Melhoria na estrutura organizacional, por facilitar o fluxo de informações;
i.
Melhoria na estrutura de poder, propiciando maior poder para aqueles que entendem e
controlam o sistema;
j.
Redução do grau de concentração de decisões na empresa;
k. Melhoria na adaptação da empresa para enfrentar os acontecimentos não previstos, a partir
das constantes mutações nos fatores ambientais;
l.
Melhor interação com fornecedores;
m. Melhoria nas atitudes e atividades dos funcionários da organização;
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n. Aumento no nível de motivação das pessoas envolvidas;
o. Redução dos custos operacionais;
p. Redução da mão-de-obra burocrática; e
q. Redução dos níveis hierárquicos.
Com efeito, percebe-se um elenco importante de benefícios que podem resultar em
elementos indispensáveis para o aumento da produtividade de uma organização econômica moderna,
a partir da boa utilização dos sistemas de informações.
5 A Contabilidade e a Evolução Tecnológica
O acirramento da concorrência se acentua em todos os setores da economia, na industria, no
comercio e também nos serviços. As exigências decorrentes da retomada do crescimento e o
comportamento da gestão empresarial vem sendo modificadas pelas tecnologias da informação que
estão desafiando as fronteiras de diversos setores até então estáveis. Assim, a tecnologia, destaca-se
como a maneira de administrar e planejar, fazendo a diferença no esforço para manter a organização
num mercado cada vez mais competitivo com produtos ou serviços de alta qualidade.
A principal competência da contabilidade, ou seja, o domínio da informação econômicofinanceira, sua coleta e sua formalização, seu processamento e sua utilização analítica, se encontra na
atualidade fortemente ameaçada pelas "profissões da informação" (coleta, tratamento, análise e
difusão). Esta ameaça provem, essencialmente, da própria evolução das tecnologias da informação
que introduz um conhecimento comum da informação contábil, contudo, o conhecimento contábil
ainda é de domínio do profissional contador e pode permanecer a depender da evolução profissional
desta área.
A constatação deste fato, está fazendo com que a contabilidade esteja envidando esforços
com vistas à superação desta ameaça. As ações se concentram sobre uma diversificação de atividades,
mais precisamente, sobre a construção de bases de dados que possam auxiliar os gestores contábeis,
em atividade que apresenta forte sinergia com as novas revoluções dentro das atividades tradicionais
da contabilidade.
A contabilidade produz e capta dentro da empresa contemporânea uma infinidade de
informações. A importância da informação cresce de tal forma que se torna, às vezes, o próprio
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cerne da atividade da empresa, desmaterializando por completo o próprio produto objeto do
negócio.
Portanto, para que estas informações se transformem em competência efetiva da empresa é
necessário se passar de uma experiência individual, parcial, dispersa e volátil a uma informação
coletiva, coerente e memorizada. Isto pode ser obtido através de processos que permitam que estas
informações sejam agrupadas, sistematizadas, armazenadas e se tornem comunicáveis.
É nesta tarefa de capitalização das informações que se pode identificar o papel mais
importante desempenhado pelas tecnologias da informação e da comunicação. De fato, a
"industrialização" da informação não teria sido viabilizada sem a contribuição decisiva das novas
tecnologias que graças à informática, as novas maquinas, equipamentos modernos têm dado um salto
relevante no conhecimento e desenvolvimento em diversas as áreas, particularmente na
contabilidade, que apesar das dificuldades discutidas neste trabalho busca também o seu êxito.
6 Sistemas de Informações Contábeis
Muitas empresas utilizam sistemas integrados para a coleta, recuperação, tratamento,
armazenamento e distribuição de informações financeiras e contábeis dos seus fluxos de ativos e
passivos financeiros.Isso analisado sobre um enfoque mais abrangente, pode se verificar que na
maioria das grandes corporações, as áreas financeira e contábil são alocadas geralmente em uma
mesma divisão, em razão da natureza das atividades realizadas em cada um destes setores, por
guardarem uma estreita relação de dependência quanto ao insumo informacional por elas
consumidos e produzidos, na elaboração do processo operacional da empresa, quanto à mutação das
variáveis financeiras por ela realizada.
São os sistemas de informações que garantem às áreas financeira e contábil da empresa
tratarem dados e informações obtidos internamente junto aos demais setores (vendas, produção,
administração etc.), e externamente junto aos demais agentes econômicos que transacionam com a
empresa (governo, clientes, fornecedores etc.). Em seguida estes dados e informações após serem
processados serão devolvidos a qualquer das fontes interessadas que podem ser quaisquer dos atores
anteriormente relacionados.
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Para Laudon e Laudon (1999), um sistema de informação contábil geralmente encontrado em
uma empresa de grande porte, compreende quatro níveis de execução: estratégico, tático, do
conhecimento e operacional.
No nível estratégico, o sistema de informação contábil e financeira suporta informações de
longo prazo, e se destinam a balizar a ação executiva para projeções e alternativas de alcance
temporal maiores, desenvolvendo assim informações que viabilizam a análise estratégica do mercado
financeiro e de capitais, análise de dados de planejamento e orçamento empresarial.
Descendo da hierarquia de escopo e acesso, encontra-se a parte do sistema de informação
contábil e financeira em nível tático, a qual parametriza ações gerencias como as análises de
demonstrativos contábeis e financeiros, a alocação e análise de custos, bem como a execução
orçamentária da organização. Paralelamente a este nível, encontram-se os trabalhadores do
conhecimento, técnicos, analistas, gestores, que viabilizam as pesquisas, análises e estudos para o
desenvolvimento do sistema e da organização como um todo.
Alimentando o nível tático, encontra-se a parte do sistema de nível operacional, onde são
geradas as massas de dados que suportam o sistema em níveis mais superiores, neste nível encontrase a função operativa de contas a receber, contas a pagar, folha de pagamento, livro-padrão e outras
atividades de escrituração contábil e de execução financeira, bem como os sistemas de alimentação
de centro de custos.
Em consonância com as necessidades informacionais nos diversos níveis organizacionais, o
sistema de informação contábil e financeiro, retrata o fluxo operacional da organização, coletando,
recuperando, tratando, armazenando, processando e disponibilizando informações de maneira
organizada e funcional ao cotidiano empresarial.
7 As novas tecnologias e os Sistemas de Informações Contábeis são utilizados com todo seu
potencial pelas organizações?
No tocante aos sistemas de informações contábeis, a principal dificuldade para a exploração
massiva das tecnologias disponíveis, reside na necessidade de formalizar a informação antes de
estocá-la, tratá-la ou transmiti-la. Para exemplificar esse universo toma-se como base uma pesquisa
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feita em Curitiba, por Souza (2000), sobre a utilização de relatórios gerenciais no seu planejamento
para as tomadas de decisão.
Os resultados da pesquisa demonstram a necessidade das pequenas empresas serem melhor
orientadas em seus negócios, em respostas múltiplas, a área financeira foi a que mais se destacou,
representando 32%; muito embora, as respostas para vendas e marketing tenham ficado isoladas, a
área de vendas representou 29% e marketing, 28%. Na área de planejamento empresarial, 22% se
manifestaram favoráveis; 11% das empresas disseram que não necessitavam de mais orientação; na
área de informática, houve uma manifestação na ordem de 6% e na área de recursos humanos,
somente 2% responderam que precisavam de mais orientação.
Estes resultados, de certa forma, mostram a falta de conhecimento que geralmente os
gestores deste universo pesquisado tem em relação a força de alavancagem que a informação bem
orientada pode dar ao seu empreendimento, especialmente, porque na visão dos entrevistados, o
contador poderá auxiliá-los apenas nas questões de direito tributário (taxas e impostos), folha de
pagamento e balanço patrimonial. Essa é uma visão atrasada do papel da contabilidade nas empresas,
pois ainda se ver o contador como um mero captador de dados passados que não consegue fazer
parte da vida diária do negocio.
Quanto à utilização de relatórios organizados e elaborados na área gerencial com base em
informações captadas no universo da organização, os resultados foram: 74% das empresas
entrevistadas disseram que tinham estes relatórios detalhados, enquanto 26% disseram que não. Das
74 empresas que responderam sim, procurou-se descobrir quais eram estes relatórios e através de
respostas múltiplas, 51 delas utilizam-se do fluxo de caixa; 48 tomam como base o balancete de
verificação, 25 delas fazem apuração de resultado, uma delas faz balanço físico de estoques e uma
delas faz um controle de comissões.
Observa-se pelas respostas obtidas das empresas que algumas acompanham seus negócios
através destes relatórios, mesmo assim é possível que tenham alguma dificuldade específica, sem falar
dos 26% de pequenas empresas que não têm o detalhamento de suas atividades por falta de
informação, através dos relatórios contábeis gerenciais.
Outro aspecto importante que se verificou também foi que 71% dos empresários não
tiveram assessoria quanto à viabilidade de seus negócios, no momento da sua constituição, sendo que
os principais serviços foram de ordem legal e burocrática, ou seja, atividade econômica não foi
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devidamente projetada através de um estudo de viabilidade, apesar de toda inovação tecnológica
globalmente disponível.
8 Considerações Finais
A reflexão proporcionada por este trabalho mostrou através da evolução histórica da
contabilidade e do processo tecnológico, a importância da informação para a dinâmica dos negócios,
nos quais o SIC passa a ser imperativo.
Contudo, após analise proporcionada, por outros estudos aqui utilizados, pode-se dizer que
ainda é incipiente a utilização da contabilidade como sistema de informações gerenciais e, uma das
razões que mais ficou evidenciada é que os gestores desconhecem as potencialidades desse campo do
conhecimento para os seus negócios, tanto que 42% das empresas tem diminuído seus patrimônios
por não se utilizar de assessoria dos profissionais como o contador gerencial e não ter domínio do
aparato tecnológico disponível, proporcionado pelo avanço da tecnologia, para elaboração e
utilização de um instrumento tão eficaz e indispensável nos negócios como um bom sistema de
informações contábeis, para fazer frente as exigências da competitividade posta pela economia
globalizada que faz da informação um produto em si e, torna os sistemas, instrumentos
extremamente importante para comercializá-la.
Este estudo não tem a intenção de esgotar tema de tamanha relevância, contudo, ao longo
do processo, percebe-se que oferece a possibilidade de reflexão, tendo em vistas sua presença autoimpositiva nas discussões da área.
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