SUPLEMENTOS
NUTRICIONAIS
Nut. Ms. Maria Helena Weber
Profª da Feevale – Doutoranda da UFRGS
E-mail: helenaweber@feevale.br
O que são “suplementos
Nutricionais”
• De acordo com o Ministério da Saúde (MS), em portaria
de n.33, publicada no Diário Oficial em 1998, suplementos
são só vitaminas e/ou minerais isolados ou combinados
entre si, desde que não ultrapassem 100% da Ingestão
Diária Recomendada (DRIs). Acima dessas dosagens são
considerados medicamentos. Podem ser vendidos
livremente quando não ultrapassam 100% da DRI, e com
prescrição médica acima destes limites.
• Os suplementos vitamínicos e/ou minerais são definidos
como nutrientes que servem para COMPLEMENTAR A
DIETA DIÁRIA de uma pessoa saudável quando na
alimentação NÃO FOR SUFICIENTE.
• Alimentos para praticantes de atividade
física (sub grupo dos alimentos para fins
especiais) de acordo com a portaria de n.222,
publicado no Diário Oficial pelo Ministério da
Saúde em 1998, são definidos como alimentos
especialmente formulados e elaborados para
praticantes de atividade física, incluindo
formulações contendo aminoácidos oriundos da
hidrólise de proteínas, aminoácidos essenciais
usados para atingir o valor biológico e
aminoácidos de cadeia ramificada desde que
não apresentem ação terapêutica ou tóxica.
São divididos da seguinte forma
pelas normas brasileiras:
• Repositores Hidreletrolíticos: produtos formulados a
partir da concentração variada de eletrólitos (sódio e
cloreto), associada às concentrações variadas de
carboidratos, tendo como objetivo a reposição hídrica e
eletrolítica decorrente da prática de atividade física.
(MS exige cálculos ou análise laboratorial comprovando que
o produto atende sua finalidade). Apresentam-se prontos
para consumo, forma líquida ou pó. Ex: Gatorade e Sport
Drink , etc.
• Repositores Energéticos: devem apresentar no mínimo
90% de carboidratos na sua composição, podendo ser
acrescidos de vitaminas e minerais, devem permitir o
alcance ou manutenção dos níveis de energia para atletas.
Formas: líquidas, pó, barra e gel. Ex: Maltodextrina, Sport
Energy, Exceed, Carboplex , Carbo Fuel, Carb Up e outros.
• Alimentos Protéicos: apresentam, em sua composição
predominância de proteínas hidrolisadas e são formulados
com o intuito de aumentar a ingestão destes nutrientes ou
completar a dieta de atletas cuja necessidade protéica não
esteja sendo suprida através da alimentação.
• Devem seguir requisitos como:
Pelo menos 50% das calorias vindas das proteínas;
65% deve ser de alto valor biológico; a adição de
aminoácidos para correção deste valor é permitida;
podem conter vitaminas ou minerais (até DRI);
podem conter carboidratos e gorduras, desde que
sua soma energética não ultrapasse a das proteínas;
• Forma líquida ou pó. Ex: Myoplex , Albumina Pura, WP3,
Whey Protein, Professional Whey Protein-RX; aminoácidos
provenientes de proteínas hidrolisadas, como Sport Amino
Líquid 30.000, Amino Fluid 35.800 e amino 2222.
• Alimentos compensadores (hipercalóricos);
produtos com concentração variada de
macronutrientes (proteínas, carboidratos e
gordura), visando à adequação desses nutrientes
a dieta de praticantes de atividade física,
• Devem seguir requisitos como:
Os CHO devem estar abaixo de 90%
das calorias do produto; 65% de
proteína de alto valor biológico;
gorduras 1:1:1 (saturada, mono e
poliinsaturada); opcional - vitaminas
e minerais seguindo as DRIs. Ex: Critical Mass
3500; Mega Mass e Garners Fuel.
• Aminoácidos de Cadeia Ramificada:
produtos formulados a partir de
concentrações variadas de aminoácidos de
cadeia ramificada (isoleucina, leucina e
valina) isolados ou combinados devem
constituir no mínimo 70% dos nutrientes
energéticos da formulação, e fornecer até
100% das necessidades diárias de cada
aminoácido (10/14/10mg/kg/dia). Ex:
BCAA
• Outros como:
Creatina,
Carnitina e CLA,
HMB
Glicerol
Antioxidantes
Óxido Nítrico
Recursos Ergogênicos
Definição:
 “Recursos nutricionais, físicos, mecânicos,
psicológicos ou farmacológicos capazes de
aprimorar a capacidade de realizar trabalho físico ou
o desempenho atlético.
Motivação para Uso
• Os atletas gregos, em 580 A.C. já
adotavam dietas especiais (Grandjean
1997);
• No século XIX preconizava-se a
dietoterapia para o tratamento e
prevenção de doenças.
• Atualmente constata-se a importância da
nutrição para a melhoria do desempenho
no esporte.
• Produtos “naturais”
• Crença nas propriedades dos
produtos
• Insatisfação com a medicina
tradicional
• Desejo de controlar a própria
sáude
Drogas Lícitas e Ilícitas
• A comissão médica do COI, tendo em vista
as deficiências da legislação de
vários
países, que repercutiram em deficiente
controle da qualidade de produção,decidiu
alertar para os riscos do consumo destes
produtos.
• Um estudo financiado pelo COI mostrou que
de
634
suplementos
analisados
pelo
Laboratório
Antidoping
de
Colônia,
provenientes de 215 fornecedores de 13
países,
94
deles
(14,8%)
continham
precursores de hormônios, não declarados
em seus rótulos e que poderiam gerar casos
positivos para doping. Dentre eles 24,5
continham testorterona e 24,5 precursores
de nandrolona.
Proteínas
• Albumina: suplemento protéico com a proteína
da clara de ovo desidratada (Albumina), rica em
aminoácidos essenciais.
• Proteína da Soja apresentando 92g de proteína
em 100g do produto isento de Gorduras e
Carboidratos, contém BCAA, arginina e glutamina
• Whey Protein é separado no processo de
transformação do leite em queijo)
Hidrolisado (pré- digerido)
Isolado (zero carb, zero
gordura)
Aminoácidos (aa)
• O exercício exerce um impacto
significativo no pool de aa livres,
mas a s principais mudanças no
músculo e plasma estão relacionados
a alguns aa específicos,
principalmente os aminoácidos
de cadeia ramificada - BCAA
Aminoácidos de Cadeia Ramificada
• LEUCINA, ISOLEUCINA, VALINA
• Conhecidos como BCAA (Brain Chain Amino Acids)
• São aminoácidos essenciais, constituintes naturais
de alimentos ricos em proteínas
• DRI - menos que 3 g/dia. Pode ser facilmente
obtido por uma dieta balanceada
Hipótese da Fadiga Central
Células de
Gordura
Fadiga Central
Serotonina
Ácido Graxos
Livres
AGL
albumina
Trp
Triptofano
Livre
Trp
Trp
Triptofano
Livre
Memb.
MUDANÇA NA RAZÃO DE TRP/BCAA
PODE REDUZIR A FADIGA CENTRAL
1) Pela redução do Triptofano
- O consumo de produtos ricos em CHO durante o
exercício prolongado reduz a liberação dos AGL,
diminuindo quantidade de triptofano livre;
2) Pelo aumento dos níveis de BCAA no sangue
- Com o aumento do BCAA sanguíneo se inicia uma
competição onde o BCAA ganha e o triptofano perde,
podendo causar uma redução da fadiga central
SEGURANÇA
•BCAA é um suplemento relativamente seguro
• Contudo o excesso de BCAA pode inibir a absorção
de outros aminoácidos pelo corpo
• Além disso doses excessivas podem causar uma maior
retenção líquida levando a um mal estar gastrointestinal
• Tem um sabor ruim, pela dissolução da amônia
• Doses seguras estão em torno de 6 g/dia
Custo Metabólico x Quantid.
Protêica
• Dieta normoprotêica –
6,25Kcal/g
• Dieta hiperprotêica –
10,88 Kcal/g
• Dieta Proteína Marginal–
21,38Kcal/g
Então:
• Uso de Proteínas acima da
necessidades diárias resulta
em sobrecarga orgânica =
déficit energético e alteração
da função renal
• Estudo sobre consumo aumentado de
proteína:
da síntese protéica ocorreu
quando o consumo passou de
0,9g/kg/dia para 1,4g/kg/dia
com até 2,4g/kg/dia
Tarnopolski e col. (1994)
AUMENTO DA MASSA MUSCULAR
Músculo
insulina
 cortisol
Síntese
degradação

Corrente sangüínea
Aa, creatina, glicose
• Os processos de síntese protéica são
modulados pela insulina a qual é
secretada na presença de glicose,
então:
 a[ ] de glicose circulante promove a
secreção de insulina  estimula a síntese
protéica.
 a [ ] de glicose circulante promove a
secreção do cortisol  estimula a
degradação protéica.
Obs: RNA na sua estrutura é
dependente de glicogênio então
dificilmente ocorre síntese protêica
sem carboidratos.
Lancha Jr. Nutrição e Metabolismo Aplicados à Atividade Física
(2002)
• A insulina é um importante regulador da
síntese protéica e da proteólise no
músculo esquelético, sendo que o balanço
entre estes dois processos fisiológicos
determinam a massa muscular (Smith,
Wong & Gelfand, 1989; Kimball, Vary
& Jefferson, 1994);
• Os efeitos anabólicos da insulina
resultantes do exercício físico podem,
ainda, estimular o transporte de
aminoácidos para dentro da célula e/ou
aumentar, ao nível ribossômico, a
eficiência do processo de tradução,
atuando na etapa de iniciação da síntese
protéica (O’Brien & Granner, 1991). A
redução ou atrofia muscular é uma
característica freqüentemente observada
em indivíduos com deficiência insulínica
severa, como no quadro de diabetes.
Hipercalóricos - Energéticos
• Megamass/Mass3000/6000
• Maltodextrina: polissacarídeo
(amido do milho) pequeno formado
por algumas moléculas de dextrose
• Dextrose: monossacarídeo (molécula
simples) portanto facilmente
quebrada e absorvida pelo organismo.
CREATINA
• É encontrada em alimentos de fonte animal
• Sua ingestão diária é de 1 g
• É formada endogenamente no fígado, rim e pâncreas
a partir dos aminoácidos glicina, arginina e metionina
• Combustível essencial para o sistema ATP-CP
• Previne a fadiga relacionada a rápida diminuição do CP
• Pode estar associada ao aumento da massa muscular
• É excretada pelos rins como creatinina
• Do total de creatina formada endógenamente 60% é
Fosfocretaina ( Cr + P ) e 40% é Creatina livre
CREATINA NOS ALIMENTOS
ALIMENTO
CREATINA g/Kg
PESCADOS
BACALHAU
ARENQUE
SALMÃO
ATUM
3
6,5-10
4,5
4
CARNES
VACA
PORCO
4,5
5
OUTROS
LEITE
0,1
CREATINA NO MÚSCULO
± 125 mmol/kg
Limite de estoque
150 a 160 mmol/kg de
peso (+ 20 a 30 % do
inicial)
Principais funções da Creatina no
músculo
1) Atua na reação da creatina quinase,
ajudando na refosforilação do ADP,
contribuindo para a ressíntese do ATP
durante o exercício de curta duração e alta
intensidade
2) A creatina quinase se localiza nos mesmos
locais intracelulares da síntese
(mitocôndria) e utilização do ATP
(miofibrilas), sendo assim, a Fosfocreatina
(PCr) e a creatina melhoram a capacidade
de difusão do fosfato de alto energia entre
esses locais dentro da célula
CREATINA E INDIVÍDUOS VEGETARIANOS
Vegetarianos
Não-Vegetarianos
Homens
Mulheres
Homens
Mulheres
Creatina mol/L
25.1
32.4
40.8
50.2
Creatinina mg/L
7.7
7.8
8.1
7.6
1062
925
1595
1231
270
281
370
408
Plasma
Urina
Creatinina
mg/24/1,73 m2
Eritrócito
Creatina mol/L
DOSAGEM
20 g/dia 4 a 6 dias
0.3g Cr/kg de peso/dia
ou
3 g/dia por 30 dias
Aumenta o conteúdo
de Cr total no músculo
nas mesmas proporções
20 g/dia 4 a 6 dias
Desnecessária
0.3g Cr/kg de peso/dia
2 g/dia por 30 dias
Suficiente para manter os
estoques intramusculares
de creatina. Além disso,
aumenta em 20% a excreção
de creatinina, similar ao
aumento da Cr muscular
FUNÇÃO RENAL
A suplementação de creatina leva ao
aumento da excreção de creatinina
Porém não há evidências de que a
suplementação de Cr aumente ou altere o
índice de filtração glomerular renal
EFEITOS CITOTÓXICOS DA SUPLEMENTAÇÃO
CRÔNICA DE CREATINA
FORMALDEÍDO
• Age como elemento de ligação de proteínas e DNA
• Extremamente reativo
• É carcinogênico
• É citotóxico para as células endoteliais
• Leva ao aumento dos níveis de malonodialdeído (PL)
• Um dos responsáveis pela patogênese renal
A suplementação de creatina aumenta o conteúdo de
PCr muscular em aproximadamente 20%,
ou seja, de 70 a 90 para 85 a 105 mmol/kg de músculo
5 a 15% maior nas fibras do tipo II
(fibras de contração rápida)
•A degradação da PCr é maior nas fibras do tipo II nos primeiros
10-30 segundos de atividade de alta intensidade
•Durante a recuperação as fibras do tipo I iniciam a ressíntese de
PCr mais rápido que as fibras do tipo II
EFEITOS DA SUPLEMENTAÇÃO
DE CREATINA
•Nos primeiros dias da suplementação:
- Ocorre uma retenção extensiva de Cr,
principalmente no músculo
(Em homens idosos que consumiram 20g/dia
de creatina durante 5 a 10 dias não houve uma
retenção significativa de creatina e,
consequentemente o aumento da massa
muscular foi pequena (0,5 kg) ou nenhum)
- Retenção de água relacionada com a carga osmótica
causada pela retenção da creatina, o que contribui para o
rápido aumento do peso corporal.
- A capacidade do músculo de extrair a Cr do sangue é
excedida, e o excesso de Cr é simplesmente excretada pela
urina. Desta maneira, a continuidade na ingestão da Cr
contribuirá para o aumento da creatina na urina.
Glutamina
• Aminoácido sintetizado pelo músculo
• Combustível para o sistema imune
(linfocitos e macrófagos)
• OVERTRAINING: Diminui os níveis de
glutamina
Glutamina é a primeira fonte de
combustível para células do sistema
imune.
• Estudo realizado com maratonistas com solução
de 0.1g/Kg de peso de glutamina ministrada 0,
30, 60, e 90 minutos após maratona previne
queda na [ ] plasmática de glutamina, mas não
da função imune.
• Consumo antes e após 2 horas de ciclismo a
60% VO2 máx. não afeta o nº de leucócitos e
não previne a queda da função dos neutrófilos.
BETA HIDROXI BETA METIL BUTIRATO
•Beta Hidroxi Beta Metil Butirato = HMB produto do
metabolismo da leucina
•Leucina  aminoácido constituinte natural da proteína dietética
- fonte normal de produção de HMB - produção média de 2 a 4 g/dia
• HMB  produzido a partir de alimentos que contém BCAA
pode ser usado na síntese de colesterol
pode estimular a síntese protéica nas células
• Principais fontes de HMB  grapefruit
frutas cítricas
“peixe”
BETA HIDROXI BETA METIL BUTIRATO
•Possíveis Efeitos Ergogênicos
• Aumento da massa muscular
• Diminuição da gordura corporal
• Aumento da força e da potência anaeróbia
BETA HIDROXI BETA METIL BUTIRATO
Teorias para sua efetividade
1º - HMB é um componente essencial da membrana celular.
Em situações de estresse o corpo não fabrica HMB suficiente
para satisfazer o aumento dos tecidos musculares. Talvez o
estresse altere as concentrações bioquímicas das enzimas
que regulam a produção de HMB. Se essa hipótese for
verdadeira a suplementação de HMB pode maximizar a
função muscular
2º - O HMB regula as enzimas
responsáveis pela degradação muscular.
Esta teoria é sustentada pela evidência
de que a suplementação diminui os
indicadores bioquímicos da degradação
muscular (CPK e 3 metil-histidina) entre
levantadores de peso.
EFETIVIDADE
- jogadores de futebol
- Suplementação  3 g/dia de HMB
3 g/dia de HMB + 15,75 g/dia de creatina
28 dias de suplementação
- O HMB e a creatina tem um efeito sinérgico (cooperativo)
- No entanto a creatina não aumentou os efeitos do HMB
- Talvez pelo curto período de suplementação
•Suplementação:
• Sem efeitos adversos com dosagens acima de 4 g/dia
por várias semanas
• Não foi reportado toxicidade com a suplementação
crônica até o momento
• Parece ser aplicável em pessoas que sofrem de perda
muscular (envelhecimento)
• Ainda não foi encontrado efeitos do HMB na potência
aeróbia
OUTROS
RECUROS
ERGOGÊNICOS
CARNITINA
•Cadeia curta do ácido carboxílico, contém N2
• É um composto semelhante as vitaminas
hidrossolúveis
• Existe de várias formas, porém a forma ativa é
a L-carnitina
• Sintetizado no corpo a partir dos aminoácidos
lisina e metionina
• 98% da L-carnitina corporal é encontrada nos
músculos, coração e tecidos corporais
• É um produto final do metabolismo humano e
é excretada pela urina e fezes
FONTES
Carne - leite e seus derivados maioria dos alimentos de fonte animal
CARNITINA
• Promove uma queima metabólica de gordura
• Facilmente obtida pela dieta ou produzida pelo
corpo
• Teoria: - aumenta os níveis de enzimas
envolvidas na queima de gordura
- poupa glicogênio muscular
- diminuindo o ácido lático
CARNITINA
Componente de várias enzimas: carnitina palmitoiltransferase I,
carnitina palmitoiltransferase II e carnitina acilcarnitina translocase
AG de
cadeia longa
Acetil CoA : CoA
Membrana
Mitocondrial
Beta Oxidação
Estimula a atividade da enzima
piruvato dehidrogenase
 Oxidação da glicose
 Acúmulo de ácido lático
EFETIVIDADE & PERDA DE PESO
Sugere-se que a efetividade da carnitina na perda de peso se dá pelo  da
concentração de carnitina livre no músculo que  o índice de oxidação dos
ácidos graxos e leva a uma perda de peso gradual
Autor (ano)
Dose (g/dia)
Período
 da Carnitina
Muscular
Soop et al, 1988
5 g/dia
5 dias
Não
Arenas et al, 1991
2 g/dia
6 meses
Sim
Barnett et al, 1994
4 g/dia
14 dias
Não
Vukovich et al, 1994
6 g/dia
14 dias
Não
Vukovich et al, 1994
6 g/dia
14 dias
Não
SEGURANÇA
•Os protocolos científicos usam doses de 5 a 6 g/dia de
1 dia a 4 semanas, os quais não trazem efeitos adversos
• Doses maiores podem provocar diarréia
• É um suplemento não regulamentado pela FDA e pode
variar em sua composição
• A forma D-carnitina (tóxica) pode fazer parte do suplemento
e interferir no metabolismo humano como favorecer a
excreção da mioglobina, podendo causar anemia
Ácido Linolêico Conjugado-CLA
• Ácido graxo insaturado utilizado para
reduzir a gordura corporal
• As mudanças induzidas pelo CLA tem sido
associadas com um aumento da lipólise nos
adipócitos e aumento da oxidação de ác. Graxos
nos adipócitos e nas céluals musculares.
• Hormônios sensíveis à atividade da lipase
aumentam nos adipócitos, mediante ultilização
do CLA.
• Estudo:
25 homens obesos(idade 39 – 64 anos)
IMC = 32Kg/m2 dividos em 2 grupos
Grupo 1 Placebo
Grupo 2 4,2g CLA/dia (4 semanas)
• Após 4 semanas:
diâmetro abdominal no
grupo c/ CLA
Trabalho não avaliou gordura hepática (vários
trabalhos mostram que aumenta a esteatose hepática)
Fitoquímicos como Antioxidantes
• Os fitoquímicos concedem sabor, aroma, cor e outras
características ao alimentos
• Possível função antioxidante:
• Flavonóides polifenólicos
(Antocianinas, Catequinas, Isoflavonas
Quercitina, Hesperidina, Naringina
entre outros)
• Fontes de Antocianinas: cerejas, morangos, uvas,
chá verde,
• Fontes de catequinas: chá verde (+ abundante),
uva, chocolate preto,
• Fontes de Isoflavonas (daidzeína e ginesteína):
produtos da soja, sementes de romã
• Fontes de Hesperidina e Naringina: Laranjas e
outras frutas cítricas
• Fontes de Quercitina: uvas escuras, maçã, vinho
tinto, chá, aipo, cebola,salsa
Suplementação
Sim ou não????
• Estudos .....
• Effects of polyphenolic antioxidants on exerciseinduced oxidative stress. Clin Nutr. 2006 Jun;25(3):444-53. Epub
2006 Jan 19.
• Chronic quercetin ingestion and exercise-induced
oxidative damage and inflammation. Appl Physiol Nutr
Metab. 2008 Apr;33(2):254-62.
• Multivitamin-mineral supplementation prevents
lipid peroxidation during "the Marathon des
Sables". J Am Coll Nutr. 2007 Apr;26(2):111-20.
• Effects of Acute Swimming Exercise on Some
Elements in Rats. Biol Trace Elem Res. 2008 Sep 19.
• Nutritional and plasmatic antioxidant vitamins
status of ultra endurance athletes. J Am Coll Nutr. 2007
Aug;26(4):311-6
Tabela 1 – Porcentagem de calorias e
macronutrientes
Variaveis
Natação
Feminino
Calorias/
kg/dia
75 % ▲
HC g/ kg/dia
87,5 % ▲
12,5 % ▲
28,6 % ▲ 50 % ▲
28,6 % ▲ 20 % ▲
27,5 % #
43 %#
40 % # 26,7% #
62,5 % ▲
57 % ▲
60 % ▲
20 % ▲
25 % #
29 %#
20 % #
26, 7%#
Prot.g/kg/dia
Lipídios %/dia
Natação
Futebol
Masculino
28,6% ▲ 40 % ▲
Vôlei
40 % ▲
10 % #
60 % ▲
20 % ▲
▲ Inferior ou # Superior à recomendação (RDA e SBME)
Tabela 2- Porcentagem de
Inadequação das Vitaminas
Variáveis
Recom. diária % de
Inadecuação
Vitamina A
900 e 700 μg ( M)
(F)
60 % Futebol
Vitamina E
Vitamina C
15 mg
90 % Futebol
90 mg
30 % Futebol
Tabela 3 - Porcentagem de Inadequação dos
minerais
Variáveis
Recomendado /
dia
% de
Inadequação
Ca
1000 e 1300 mg
(M/F)
90 % Natação (F)
Fe
85 % Natação (F)
Mg
11 e 8 ; 15 e 18mg
(M/F)
400 e 360mg (M/F)
Zn
11 e 8 mg(M/F)
85 % Natação (F)
Se
55 mg
90 % Natação
(M/F)
85% Natação (F)
Tabela 4 - Correlação entre a quantidade de
calorias ingeridas e o consumo de
micronutrientes
Variáveis
Calorias ( M)
Media ± SD
2764,08 ± 840
Calorias (F)
Media ± SD
1585 ± 312
Fe
18,27 ± 6,88 (r=0,55)*
10,96 ± 3,37
Ca
1077 ± 542 (r=0,6)*
688,39 ± 254
Zn
17,67 ± 5,12 (r=0,46)*
8,47 ± 3,22
Vit. E
8,11 ± 6,36 (r=0,55)*
6,77 ± 5,74
* significância p< 0,01
• Nutritional and plasmatic antioxidant
vitamins status of ultra endurance athletes
J Am Coll Nutr. 2007 Aug;26(4):311-6
•
RESULTS: First, total energy intake was obviously lower than the energetic
intake usually observed in well-trained endurance athletes. Second,
antioxidant vitamins intake was also insufficient. Indeed, the intake was
lower than the French Dietary Reference Intakes (DRI) for this population
in 18 subjects for vitamin E and 6 subjects for vitamin C, beta-carotene
and Retinol Equivalent. As a significant relationship was found between
total energy intake and the intake of vitamin E (r = 0.73; p < 0.001) and
vitamin C (r = 0.78; p < 0.001), the low total energy intake contributed
partially to the insufficient antioxidant vitamins intake. The dietary
questionnaire analysis also revealed a low intake of vegetable oils, fruits
and vegetables. However, plasma concentrations of these antioxidant
vitamins were similar to the literature data observed in athletes.
CONCLUSION: This study evidenced obvious insufficient energy intake in
ultra endurance athletes associated with a low antioxidant vitamin intake.
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Suplemetos- Mariana Helena.