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SIMULADO 5
ESAF
DÉCIO SENA
Leia o texto abaixo para responder às
questões 01 e 02.
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20
Um fato linguístico de que os reformadores
da tradição espelhada nas gramáticas norma tivas fazem estrondosa propaganda é o uso da
preposição em por a depois dos verbos d e
movimento.
Na realidade é este um terreno assaz deli cado de nossa sintaxe ou, para falar com mais
propriedade, da sintaxe românica, pois que,
ao lado de normas que se foram fixando atra vés do tempo com validade para a língua li terária, não se deve m perder de vista certas
derivas de data latina que refletiam entrela çamentos, principalmente, das noções de re pouso e ponto de partida. Acresça -se a isto a
possibilidade de certos empregos estilísticos
de que se servem os escritores na hora em
que o sistema, dando ensejo a esses entrela çamentos nocionais, lhes permite variar a ex pressão e estabelecer sutis matizes semânti cos.
Adaptado de EVANILDO BECHARA,
Na ponta da língua, vol. 2 , Editora Lucerna,
RJ, p. 71.
01 – Em relação ao texto acima, assinal e a
opção incorreta.
a) Em conformidade com o Vocabulário Ortográ fico da Língua Portuguesa, nas palavras sintaxe (l. 7) e fixando (l. 9) observam-se
pronúncias diversas para o fonema indicado
pela letra x.
b) Os vocábulos reformadores (l. 1), estrondosa
(l. 3) e movimento (l. 5) exemplificam
idêntico processo de formação vocabu lar.
c) Os pronome oblíquos postos em próclise nas
linhas 9 e 11 poderiam, observado o rigor
gramatical, surgir em outra localização no
texto.
d) A utilização de sendo favorável a ou considerando exequível em substituição a dando ensejo a (l. 17) preservaria a gramaticali dade
do texto.
e) Na linha 6, o advérbio assaz faz o adjetivo
“delicado” impregnar -se de tom semântico
superlativo.
02 – Em relação ao texto acima, assinale a
opção correta.
a) O grupamento verbal foram fixando (l. 9)
tem por sujeito a palavra normas (l. 9).
b) Seria incorreta a colocação de vírgula na
linha 7, após o vocábulo sintaxe.
c)
Na linha 6, inserção de vírgula após o vocá bulo realidade implicaria deslize de pontua ção no fragmento.
d) Na linha 19, o pronome lhes é referente a
certos empregos estilísticos (l. 15).
e) Na linha 1, o uso da preposição de antecedendo o pronome relativo deve -se a exigência de regime nominal.
Nas questões 03 e 04, cada um dos
conjuntos de cinco períodos constitui um
texto. Assinale a opção em que o trecho foi
transcrito com erro de sintaxe.
03 –
a) A Capes conseguiu ser séria e competente
por meio século, em um país de cartórios e
distribuição política de benesses públicas. Em
períodos cuja memória sumiu, pode haver
dado um ou outro mau passo.
b) Os funcionários sempre vestiram a camisa da
Capes com idealismo e dedicação, qualquer
que fosse seu nível ou salário. Sua
capacidade de operar grandes programas
com poucos funcionários contrasta com noss a
burocracia frondosa.
c) Mas a maior inovação veio de Darcy Closs,
que, em meados dos anos 70, criou
discretamente um sistema de avaliação dos
cursos de pós-graduação, com o objetivo
inicial de dar cotas de bolsas aos melhores
programas nacionais, em vez de julgar, caso
a caso, os candidatos.
d) Em meados dos anos 80, as notas passam a
ser públicas. O acoplamento dos sistemas de
avaliações à distribuição de cotas de bolsas
para os programas fecham o círculo. Quem
mostra competência na avaliação é premiado
com mais bolsas.
e) Mas, completando meio século, é hora
também de dar um balanço, pois mesmo as
senhoras mais virtuosas precisam ajustar -se
aos novos tempos. A Capes não deixou de
sofrer com alguns dos maus momentos
passados por nosso serviço público e, por um
tempo, parou de andar à frente da pós graduação.
Adaptado de CLÁUDIO DE MOURA CASTRO,
Veja.
04 –
a) O poder público brasileiro, a União, alguns
Estados e alguns municípios violam a Cons tituição sistematicamente, não pagando em
dia os credores nacionais, nem saldando dívidas decorrentes de processos judiciais nos
quais foram derrotados. O calote oficial é
permanente. Credores estrangeiros não so frem os mesmos problemas, resguardados
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pelo temor dos governos, em face das pres sões internacionais.
b) A situação de grave injustiça e as desculpas
esfarrapadas dos governantes, que a mídia
reproduz sem crítica, estão levando o presi dente do Supremo Tribunal Federal, o minis tro Marco Aurélio Melo a, em providência sá bia e urgente, convidar os maus pagadores a
comparecer à sua presença para tratar do
assunto e de resolvê -lo sob pena de se rom per a barragem das intervenções requeridas.
c) As desapropriações milionárias de imóveis na
serra do Mar, que oneram o Estado de São
Paulo, proporcionam uma das desculpas de
que se servem as autoridades paulistas.
Costumam dizer que se trata de valores obti dos graças à corrupção, o que, pelo menos
em alguns casos, parece ser verdade.
d) As autoridades faltam, porém, com seu dever
constitucional de transparência e de morali dade política quando não contam quais são e
quantas são as ações “corrompidas”, quanto
duraram e quais as providências adotadas
contra os responsáveis.
e) Tais autoridades parecem fazer estarem to das as ações envolvidas em malandra gem
coletiva, estendendo a mancha da dúvida a
inocentes e culpados. As responsabilidades
civis, administrativas e penais dos que afir mem a existência de irregularidade exige que
apontem fatos e procedimentos adotados
para punir os culpados.
Adaptado de WALTER CENEVIVA,
Folha de S. Paulo.
05 – Indique a alternativa em que se nota
impropriedade no tocante à sintaxe de
regência.
a) O processo de globalização da economia,
independentemente do juízo que tenhamos
sobre a sua perversidade, acentua -se hoje
com incríveis relações de comunicação imediatas, comutativas, que desmontam qual quer possibilidade de uma lógica política e
econômica de caráter nacional, exclusiva mente determinada por fatores internos.
b) Não creio que hoje exista preliminar mais
importante para a retomada de uma utopia
socialista-humanista do que o reconheci mento de que as bases de sustentação da
esquerda, inspiradas nas condições do
mundo moderno da segunda revolução in dustrial, desapareceram.
c) E esse reconhecimento é o mais difícil e dolo roso de todos, porque implica conceber a vitória da ética, da cultura e do modo de vida
capitalista, após décadas do chamado “socia lismo real”.
d) Qualquer projeto que não tenha como ponto
de partida a contradição de que o próprio li beralismo alimenta não terá condições de
propor um novo projeto, pois suas ideias não
e)
se comunicarão politicamente com o conjunto
da sociedade.
No debate sobre o futuro da esquerda nor malmente interpõe-se a alegação de que a
desigualdade, a opressão e a miséria, au mentaram e isso demonstra que não hou ve
vitória de ninguém.
Adaptado de TARSO GENRO,
Por uma esquerda contemporânea ,
www.tarsogenro.com.br
06 – Assinale a opção que corresponde a
erro gramatical.
Metade dos livros que estão sendo lidos(A)
neste momento no Brasil não foi comprada(B)
pelos leitores, mas ganha, emprestada ou re tirada em bibliotecas. Essa informação, reve lada na primeira pesquisa sobre o hábito de
leitura no País(C), serve de alento ao mercado
editorial em meio a uma série de dados preo cupantes — para não dizer desastrosos — sobre a relação do brasileiro com o livro. “O alto
índice de empréstimo é a maior prova de
que(D) o brasileiro leria mais se pudesse.
Acesso é a palavra-chave dessa pesquisa. Po deríamos dobrar o número de leitores caso os
livros fossem mais baratos e existisse(E) mais
e
melhores
bibliotecas”,
aposta
Raul
Wasserman, presidente da Câmara Brasileira
do Livro.
Adaptado de ANA PAULA SOUSA,
Carta Capital.
a)
b)
c)
d)
e)
A;
B;
C;
D;
E.
04 - Assinale a opção que
corretamente as lacunas do texto.
preenche
A democracia só se tornou realmente do minante como regime político, quando, com o
capitalismo, as classes dominantes não preci saram mais recorrer à força direta _____ se
apropriar do excedente. A partir daí as reivin dicações populares pela democracia se torna ram irresistíveis, ao mesmo tempo em que as
novas instituições democráticas se revelavam
superiores aos regimes autoritário, _____
promover a justiça, _____ garantir a própria
ordem social e o desenvolvimento econômico.
_____ ocorria nos regimes autoritários, no re gime democrático o bom governo e as boas
instituições não dependem da sorte de con tarmos com monarcas ou elites iluminadas,
_____ se tornam o resultado intrínseco e
inerente ao debate público que se realiza
_____ sociedade civil.
LUIZ CARLOS BRESSER PERE IRA,
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Folha de São Paulo, reprodução parcial
adaptada.
a) apesar de – à procura de – e de – Em vez do
que – e – em nível da;
b) para – sem – nem – Ao contrário do que –
mas – no nível da;
c) com o intuito de – não só – mas também –
Ao invés do que – já que – com a;
d) necessária à
– para
– e para
–
Contrariamente ao que – embora – ao nível
de;
e) indispensável para – quando não – em –
Semelhantemente ao que – porém – em nível
de.
Leia o texto abaixo para responder às
questões 08 e 09.
É evidente que jornalistas e fonte s são seres humanos e, portanto, o tratamento civili zado e cordial é adequado, e aproximações
pessoais acontecem. Se, porém, essa aproxi mação se transforma em uma amizade, o jor nalista precisa acender um sinal amarelo: ele
está caminhando para uma situ ação em que,
mais cedo ou mais tarde, vai acontecer um
conflito de interesses. A amizade, uma das
manifestações nobres da alma, pode toldar,
no profissional, a clara visão de sua missão. É
aí que podem acontecer coisas: talvez aquelas
informações que aquel e empresário amigo
tanto gostaria de ver divulgadas não sejam
suficientemente importantes para o leitor –
mas, que diabo, ele é tão bom sujeito, temos
uma relação tão boa, e afinal de contas não
vai custar nada ... Ou aquele escorregão ético
daquele funcionário da área econômica. Será
que é mesmo tão necessário divulgar isso
para o público? Será que, só por esta vez, não
dá para relevar?
Fragmento colhido em RICARDO A. SERRI,
Exame.
08 – Assinale a opção que está de acordo
com as ideias do texto.
a) Ainda que a amizade inevitavelmente venha
a surgir entre o jornalista e suas fontes, já
que ambos não estão isentos das manifesta ções humanas, aquele deve estar sempre
atento para que o relacionamento amistoso
não desvirtue sua atividade profissional.
b) O desconhecimento das fontes de onde provi eram as informações a serem divulgadas
certamente proporcionará ao jornalista tra tamento justo das matérias que publicará.
c) Cabe ao profissional de jornalismo avaliar até
que ponto sua convivência com fontes de in formação ou mesmo com pessoas às quais
seus textos farão menção o deixa isento de
trabalhar com imparcialidade.
d) Sendo a amizade uma das mais nobres mani festações da natureza humana, é perfeita mente compreensível e, a partir daí, tolerável
que o jornalista se d eixe tomar pelo afeto
que o liga a qualquer pessoa ligada a seu
mister.
e) O correto exercício da atividade jornalística
impõe que haja absoluto distanciamento en tre o jornalista e suas fontes.
09 – Assinale a opção que apresenta uma
sequência coesa e coere nte para o texto.
a) Não é por acaso que colossos de credibilidade
como o jornal The New York Times recomen dam, em seus códigos de ética, que o jorna lista deixe de cobrir a área em que a fonte
tornada amigo atua.
b) Daí surgirem, então, os inevitáveis “fur os”
jornalísticos, muitos deles chegando a provo car até mesmo a deposição de importantes
personalidades do governo, como ocorreu
com o ex-presidente Fernando Collor de
Mello.
c) Não, não dá para relevar. E não dá porque é
da natureza humana a formação de laç os
afetivos que, muitas vezes, ultrapassam o ri gor com que deve ser tratada a atividade
profissional do jornalismo.
d) Evidentemente há casos e casos. Em alguns
deles a imbricação da atividade profissional e
da amizade surgida, não raras vezes, como
resultado de anos de convívio, justifica a no tícia parcialmente divulgada, ou mesmo sub traída.
e) Em nosso país, vêm -se tornando comum esta
concessão à ética. Isto é sinal de que a rele vância com que se tratam diversos temas
jornalísticos, que são polêmicos em sua natureza, controversos por seu aspecto, muitas
vezes, político.
10 – Assinale a opção que foi transcrita
com problemas na correlação dos tempos
verbais.
a) Sem haver consenso nem mesmo entre os
próprios cientistas, a clonagem humana para
fins reprodutivos encontra restrições em di versos países. Muitos, como a Austrália e o
Canadá, ratificaram a proibição da prática.
Nos Estados Unidos, no dia 26 de abril úl timo, um senador e um deputado republica nos apresentaram projetos de lei que tornam
ilegal a clonagem de células humanas, não
importa se usadas em pesquisas ou para re produção.
b) “Uma hipótese para tentativas fracassadas de
clonagem é o fato de essas informações do
núcleo ficarem atrapalhadas após a repro gramação”, afirma Lygia, que é contrária à
clonagem humana. Um gene que deveria se
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manifestar fica inativo e vice -versa. “Talvez
exista alguma característica inerente à biolo gia dos mamíferos que torne a eficiência da
clonagem tão baixa.
c) Os defensores da prática discordam. “Ao
fazer um clone de algué m, estamos apenas
criando um gêmeo univitelino, mas com al guns anos de diferença”, afirma o médico
Roger Abdelmassih, que ajudou cerca de
2.400 bebês de proveta a nascerem e não vê
problemas em trazer ao mundo outros tantos
por meio da clonagem, no futuro .
d) Para o médico americano Arthur Caplan, do
Centro de Bioética da Universidade da
Pensilvânia, na Filadélfia, o desejo de clonar
um ente querido ou de criar uma duplicata de
si mesmo pode esconder sentimentos como
egoísmo e vaidade. “Não há meios de traze r
de volta uma pessoa morta ou recriar um
atleta. Nem com clonagem. Os clones são
indivíduos únicos, dotados de livre -arbítrio”,
diz ele.
e) Para transformar uma célula de sangue ou de
pele em um novo ser, ou no tecido de algum
órgão, todas as informações pré vias do
núcleo são apagadas para que, no futuro,
quaisquer genes sejam ativados. Durante
esse processo, é provável que os “carimbos”
materno e paterno, fundamentais para o
desenvolvimento
normal
do
embrião,
também desaparecem.
Adaptado de Superinteressante.
Leia o texto abaixo para responder às
questões 11 e 12.
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20
Chamamos de “sistema moral” um con junto complexo e integrado de preceitos, va lores e ideias sobre o que é certo e o que é
errado e com o qual julgamos atos e pensa mentos de indivíduos ou gru pos da mesma
sociedade ou cultura a que pertencemos. Di zemos que um ato é moral, ou imoral, quando
está em acordo, ou em desacordo, como o
nosso sistema moral. O conceito de morali dade está portanto indissoluvelmente ligado
ao processo de avaliação, de j ulgamento.
É óbvio que diferentes culturas podem pos suir diferentes sistemas morais e que essas
diferentes culturas podem conviver em um
mesmo espaço físico. Um mesmo ato, uma
certa prática, pode, portanto, estar em acordo
com um sistema moral e em des acordo com
outro, em um mesmo espaço físico. E, por tanto, pode ser considerado moral por um in divíduo e imoral por outro, de acordo com a
subcultura a que pertençam.
Adaptado de ROGÉRIO CÉZAR DE CERQUEIRA
LEITE, Folha de S. Paulo.
11 – Indique a alterna tiva em que se faz
menção a fato que contraria alguma
argumentação do texto lido.
a) Al Capone era considerado um facínora pelo
cidadão comum americano, mas um bene mérito líder entre seus comandados.
b) O racismo era, na Alemanha hitlerista,
respeitado como ideologia de suporte, abso lutamente legitima e moral, para o governo
de então.
c) O pragmatismo político, traduzido em práti cas tais como o alianças espúrias e compra
de votos, é justificável, ainda que praticado
por políticos de festejada formação intelec tual.
d) Para certos grupos, nos estados do sul dos
Estados Unidos, nos anos 50, o linchamento
de negros era considerado como algo que
não contrariava a moralidade.
e) Na Grécia clássica, o escravismo era admitido
por todos os que se julgavam cidadãos, as sim como, durante o período do esplendor
romano, os patrícios consideravam normal
possuir escravos.
12 – Assinale a opção em que a
substituição da palavra sublinhada pela
palavra entre parênteses altera radicalmente
o sentido original do período.
a) “O conceito de moralidade está portanto
indissoluvelmente ligado ao processo de ava liação, de julgamento.” ( ls. 9-11) (inseparavelmente)
b) “É óbvio que diferentes culturas podem pos suir diferentes sistemas morais” ( ls. 12-13)
(manifesto)
c) “com o qual julgamos atos e pensamentos de
indivíduos” (ls. 4-5) (apreciamos)
d) “E, portanto, pode ser considerado moral por
um indivíduo e imoral por outro” (ls. 18-19)
(amoral)
e) “e em desacordo com outro, em um mesmo
espaço físico.” (ls. 17-18) (discordância)
13 – Numere os trechos de forma a
compor um texto coeso e coerente e assinale
a sequência correta.
(
)
(
)
(
)
(
)
(
(
)
)
Uma boa empresa não tem um futuro
promissor se vive do repetido enxu gamento.
Um “bom balanço”, conseguido à
custa da anorexia econômica, é um
tiro no pé, no mercad o futuro.
Pressionados por essa lógica simples
do “dever de casa”, muitos governos
se tornam prisioneiros de uma ciranda
de ajustes ortodoxos, para agradar
aos financiadores, e acabam derrota dos.
O ajuste pelo ajuste não garante o
sucesso.
E tem razão.
É o que está acontecendo com a Ar gentina.
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a)
b)
c)
d)
e)
(
)
(
(
)
)
(
)
gentina.
O mesmo acontece com as economias
nacionais.
Acaba morrendo à míngua.
O economista Paul Krugman alerta
que nem sempre o ajuste é o remé dio.
Dá resultado por um período, mas
logo começam a se acender as luzes
vermelhas do risco de um mergulho
na recessão crônica.
1 – 4 – 6 – 7 – 9 – 10 – 3 – 5 – 2 – 8
4 – 8 – 1 – 7 – 3 – 10 – 6 – 5 – 2 – 9
3 – 4 – 10 – 5 – 6 – 2 – 1 – 7 – 8 – 9
9 – 6 – 4 – 3 – 8 – 5 – 1 – 2 – 7 – 10
10 – 8 – 4 – 6 – 3 – 5 – 2 – 1 – 7 – 9
14 - Assinale a opção em que o trecho foi
transcrito com erro gramatical.
a) A saga da Igreja portuguesa na África –
estendendo-se por mais de 500 anos – aparece como uma sucessão de sacrifí cios, de
sucessos, de dramas e de fiascos. Desde o
século XVI o tráfico negreiro português de sorganizou a obra dos missionários em favor
das populações africanas.
b) No regime salazarista (1928 -1974), a Igreja
portuguesa engajou -se ao lado do autorita rismo, tanto na metrópole como nas colônias
africanas. Com o surgimento dos movimentos
de independências, o Vaticano marcou dis tância do colonialismo obtuso praticado por
Lisboa e, em 1969, o papa Paulo VI recebeu
em audiência os líderes nacionalistas da
África lusófona.
c) Todavia, a independência de Moçambique,
Angola, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e
Guiné-Bissau provocou o êxodo dos colonos
portugueses, levando de roldão boa parte do
clero católico desses países. Estava em pe rigo 500 anos de catequese nas ter ras africanas.
d) Atento às ex-colônias portuguesas, o papa
fez apelo à experiência brasileira, nomeando
para a chefia da Congregação para a Evange lização dos Povos – o ministério do exterior
do Vaticano – monsenhor Agnelo Rossi, ex arcebispo de São Paulo .
e) Tal é a perspectiva mais ampla em que se
insere a nomeação de dom Pedro Carlos Zilli
para o bispado de Bafatá. O novo bispo já
conhece sua diocese, pois missionou na
Guiné-Bissau entre 1985 e 1998. Ele sabe
dos antigos laços que ligavam os guineenses
aos brasileiros.
Adaptado de LUÍS FELIPE DE ALENCASTRO ,
Veja.
Leia o texto abaixo para responder às
questões 15 e 16.
5
10
15
No ano de 1655, na Igreja da Misericórdia
de Lisboa, pregou o grande Padre Antônio Vi eira um dos seus grandes sermões, tomando
como tema a corrupção na vida pública e
como tese a doutrina católica e tomista de
que, sem a restituição do furtado ou roubado,
não pode vir para o pecador o perdão de
Deus.
É o Sermão do Bom Ladrão , riquíssimo,
magnífico e de uma atualidade gritante. Pre parei até uma edição-crítica dessa maravi lhosa peça com a transcrição na grafia atual
(respeitando, porém, religiosamente as for mas da época) e com abundantes notas expli cativas e comentários. Só não a publiquei,
porque não acho editor, uma vez que não é
pornografia nem esquerdismo rançoso.
GLADSTONE CHAVES DE MELO, Na ponta da
língua vol. II, Editora Lucerna, RJ, 2000, p. 54,
transcrição parcial.
15 – Indique a alternativa em que não se
faz afirmativa correta, com respeito a
elementos textuais.
a) Deve-se a utilização da inicial maiúscula no
vocábulo “Padre” (l. 2) a relevo estilístico.
b) A preposição “sem” utilizada na linha 6
impregna de nexo semântico condicional o
sintagma que introduz.
c) Na linha 13, o emprego do advérbio
“religiosamente” traduz o envolvime nto do
redator com a Igreja Católica.
d) Na linha 05, a preposição “de” surge por
imposição de regência nominal, fundamen tada no substantivo “doutrina”.
e) Na linha 6 pode-se observar emprego de
vocábulos em classe gramatical que não lhes
é característica, ca racterizando o processo de
conversão (derivação imprópria).
16 – Com respeito a aspectos de
pontuação contidos no texto acima, indique a
alternativa em que se faz registro indevido.
a) Nas linhas 2-3, poder-se-ia utilizar um par de
vírgulas isolando “o gran de Padre Antônio
Vieira”, o que faria caracterizar tal expressão
como aposto.
b) A vírgula empregada na linha 6 não poderia
ser suprimida sem que se incorresse em
desvio de pontuação.
c) Seria admissível emprego de vírgula antes da
conjunção coordenativa adit iva “e” (l. 10),
ficando o texto corretamente pontuado.
d) Caso se desejasse valorizar expressivamente
o vocábulo “até” (l. 11), seria procedente seu
isolamento do texto por um par de vírgulas.
e) Igualmente correta estaria a passagem con tida entre as linhas 1 0 e 15, assim pontu ada: Preparei até uma edição -crítica dessa
maravilhosa peça com a transcrição na grafia
atual — respeitando, porém, religiosa mente
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as formas da época —, e com abundantes
notas explicativas e comentários .
c)
Na tradução mais moderna – de longe, a
mais fácil e agradável de ler –, The Song of
Songs – A New Translation (O Cântico dos
Cânticos – Uma Nova Tradução), lançada em
1995, nos Estados Unidos, os autores Ariel e
Chana Bloch rechassam definitivamente as
antigas leituras de que o fervor retratado no
poema fosse, na verdade, uma alegoria do
amor entre Deus e Israel (na versão judaica),
ou entre Cristo e a Igreja (na versão cristã).
d) Ninguém duvide também que a palavra
“amor” sofreu uma metamoforse tremenda
com a entrada em cena do Novo Testamento.
“Deus é amor”, proclama São João em sua
Primeira Epístola, talvez a manifestação mais
clara de que o term o antes usado para se
referir à atração entre homem e mulher
muda de sentido e é adotado como base de
toda uma nova religião.
e) A ideia das “almas gêmeas” e da “cara
metade” aparece talvez pela primeira vez na
cultura ocidental nesse texto, quando
Aristófanes recorre justamente à mitologia
para explicar o impulso amoroso. Segundo
ele, o ser humano era inicialmente um
andrógino de duas cabeças, quatro pernas e
quatro braços. Temendo que seu poder
ameaçasse os deuses, Zeus dividira essa
estranha criatura em dua s – e desde então
carregamos a sensação de estarmos sempre
incompletos, desejando a união com outro.
17 – Marque a opção em que u m dos
períodos
apresenta
estrutura
sintática
incorreta.
a) A cobrança indevida de tarifas é a principal
reclamação que os clientes dos bancos fazem
ao Banco Central todos os dias. // Cobrança
de tarifas indevida é a principal queixa que
os clientes dos banco s reportam ao Banco
Central todos os dias.
b) O tratamento diferenciado dispensado aque les que não são clientes de determinado
banco ou agência também está entre as prin cipais reclamações. // Tratamentos diferentes
que se dispensam para aqueles que não são
clientes de determinado banco ou agência
também estão entre as principais reclama ções.
c) O código de defesa dos correntistas vai ten tar colocar um fim a esse tipo de mau serviço
praticado pelos bancos. // O código de de fesa dos correntistas tentará pôr fim a esse
tipo de mau serviço praticado pelos bancos.
d) Agora, as punições vão de advertência e
multa até o fechamento do banco. // Agora,
as punições vão da advertência e multa até
ao fechamento do banco.
e) O novo código obriga as instituições a infor mar, de forma clara, para quais serviços são
cobradas tarifas e qual o valor delas. // O
novo código obriga às instituições informar,
de forma clara, para quais serviços são co bradas tarifas e quais os valores delas.
Adaptado de JOSÉ AUGUSTO LEMOS,
Superinteressante.
Leia o texto abaixo para responder às
questões 19 e 20.
Adaptado de NEY HAYASHI DA CRUZ,
Folha de S. Paulo.
18 - No texto seguinte, marque o período
transcrito
sem erro de ortografia ou
pontuação.
a) O poema de amor mais famoso de todos os
tempos é também um dos livros mais enig máticos da Bíblia. Raros estudiosos acreditam
nisto, mas o Cântico do s Cânticos livro do
Antigo Testamento, começa atribuindo sua
autoria ao rei Salomão. Tendo ou não sido o
autor do poema, Salomão devia entender do
tema – tinha um harém de 700 esposas e
300 concubinas.
b) “Beija-me com teus beijos! Tuas carícias são
melhores que o vinho!”, são os versos que
inauguram o Cântico dos Cânticos, um longo
diálogo entre um jovem casal apaixonado.
Tanto entre judeus quanto entre cristãos não
faltaram polêmicas sobre a inclusão ou não
do poema nas Escrituras Sagradas – assim
como
não
faltaram
traduções
e
interpretações que buscavam minimizar, ou
até eliminar seu erotismo elegante mas
desinibido.
5
10
15
20
25
Deu dez horas ou deram dez horas? Hoje é
quinze ou hoje são quinze? Assisti o filme ou
assisti ao filme?
A vida é cheia dessas dúvidas, principal mente quando se quer dar uma caprichada.
Quem se angustia diante dessas questões vai
ter uma surpresa e um alívio: vem aí um
habeas-corpus para uma infinidade de peca dos gramaticais, principalmente na língua fa lada. Será lançada no segundo semestre a
Gramática do Português Culto Falado no Bra sil, dando um carimbo acadêmico ao verda deiro português utilizado pelos brasileiros.
Preparado por especialistas de doze universi dades, o trabalho não revoga as normas da
boa sintaxe. Apenas identifica a lógica grama tical praticada no dia a dia por pessoas ins truídas até o curso superior. Numa compara ção simples, as gramáticas tradicionais ba seiam suas regras nos textos dos melhores
autores do idioma, enquanto esse novo tra balho desvenda o português que as pessoas
de fato andam falando por aí. Pela tradicional
lei da gramática, trata -se de um compêndio
que analisa a estrutura da fala coloquial. Dit o
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à maneira do estudo: é um livro que mostra o
jeito como a gente conversa.
Adaptado de LEONARDO COUTINHO,
Veja.
19 – O texto permanece correto se forem
feitas as seguintes substituições, exceto
a) “quando se quer caprichar” ( l. 5) / quando
quer se caprichar
b) “Quem se angustia” ( l. 6) / O que se angustia
c) “dando um carimbo” ( l. 12) / a qual dá um
carimbo
d) “que as pessoas de fato andam falando por
aí.” (ls. 22-23) / que as pessoas de fato an dam utilizando-se por aí.
e) “Dito à maneira do estudo” ( ls. 25-26) / Dito
na maneira do estudo
20 – Quanto ao léxico utilizado no texto,
indique a opção em que se faz afirmativa
correta
a) Na linha 5, a substituição de “dar uma capri chada” por falar ou escrever com esmero
preservaria a natureza semântica da infor mação, bem como o nível de linguagem
empregada.
b) O vocábulo
“aí” ( l. 7) porta significado
idêntico ao que se observa no texto: O convidado de honra chegou às duas horas da
tarde, e só aí começaram a servir o almoço .
c) Maiormente é advérbio que substitui, man tendo-se a informação originalmente dis posta, “principalmente”, encontrado na linha
9 do texto.
d) O fragmento “praticada no dia a dia” ( l. 17)
pode ser substituído por praticada diuturna mente e o texto mantém-se, no tocante à
significação, inalterado.
e) O último período do texto exemplifica lingua gem que se ajusta ao nível a que o autor se
refere com o fragmento “quando se quer dar
uma caprichada” (l. 05).
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