A IMPORTÂNCIA DO BRINCAR DAS CRIANÇAS DE QUATRO ANOS
NA ESCOLA EDUCAÇÃO INFANTIL EM SEU DESENVOLVIMENTO:
MOTOR, MORAL, AFETIVO E COGNITIVO.
Autor: Thaeza Silva Trevisi
Orientador: Denise Rocha Pereira
Lins-SP
2009
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A IMPORTÂNCIA DO BRINCAR DAS CRIANÇAS DE QUATRO ANOS
NA ESCOLA EDUCAÇÃO INFANTIL EM SEU DESENVOLVIMENTO:
MOTOR, MORAL, AFETIVO E COGNITIVO.
RESUMO
O brincar faz parte da condição humana, desempenhando uma função essencial no
desenvolvimento infantil. Neste sentido essa pesquisa tem por objetivo investigar
qual é a importância que educadores e pais dão ao brincar na educação infantil.
Utilizou-se uma pesquisa bibliográfica sobre o brincar na idade de quatro anos, e
suas possibilidades na contribuição do desenvolvimento infantil, com pesquisa de
campo e analise qualitativa dos dados. O trabalho evidenciou que os professores
usam o brincar em suas práticas, sem entender seus fundamentos e algumas vezes
de forma errônea sem perceber a contribuição global que esse traz a criança, os
pais ainda tem a concepção que o brincar apenas desenvolve o intelecto e que a
escola é lugar de escrever. Concluiu-se até o momento que é necessário melhorar
em termos de metodologia e prática do cotidiano educacional da infância, a
brincadeira é como algo indispensável na vida da criança.
Palavras-chave: Desenvolvimento Infantil, Educador, Pais.
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INTRODUÇÃO
Quando um bebê começa a conhecer e a explorar a sua volta, agindo com os
objetos, podemos dizer que se iniciam as primeiras manifestações do brincar. Esse
processo de interação com o mundo torna-se determinante no seu desenvolvimento,
pois a criança tenta compreender a sua cultura.
A cada fase da vida a criança imprime um jeito de brincar e segundo Piaget
(2001) a criança de quatro anos está em sua primeira infância, que vai de dois a
sete anos (fase pré-operatório) e é fundamentalmente marcada pelo jogo simbólico.
A criança reflete o que vê da realidade a partir do eu, sendo “um pensamento
egocêntrico em estado quase puro, só ultrapassado pela fantasia e pelo sonho”
(PIAGET, 2001, p. 29)
Faz parte da cultura da Infância o brincar. O que a criança precisa é ter
oportunidade de se soltar e construir seu mundo com suas representações. A forma
mais próxima de se entender a criança e também dela se perceber como sujeito, é
por meio da brincadeira. Quando a criança brinca se solta, criativamente,
observamos que tudo vira um faz-de-conta, uma verdadeira representação do real
pelos olhos de uma criança.
Neste sentido o objetivo desta pesquisa foi investigar qual é a importância que
o educador e pais dão ao brincar na Educação Infantil para a criança de quatro
anos; analisar as concepções e praticas (o tempo destinado e o repertório oferecido)
que o educador traz sobre a brincadeira e desenvolvimento infantil e observar o que
a brincadeira traz para a criança na educação infantil em seu desenvolvimento e
analisar a visão dos pais em relação ao brincar na escola.
O procedimento utilizado além da pesquisa bibliográfica foi analise qualitativa
dos questionários com pais e educadores.
DESENVOLVIMENTO
1. A importância do brincar no desenvolvimento da criança de quatro anos.
“Um homem somente brinca quando é humano[...] e só se torna plenamente
humano quando brinca” (SCHILLER apud ZATS, 2007, p. 11). A brincadeira como
forma natural de desenvolvimento, desempenha uma função primordial no
desenvolvimento emocional, físico, moral, cognitivo da criança.
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Conforme Machado (1994, p.21) “Brincar é nossa primeira forma de cultura
[...] o primeiro parceiro do brincar é a mãe”. A criança começa a observar o que esta
em sua volta, constrói valores e regras, sendo uma forma de comunicação do que
pensa e sente. Na brincadeira abre-se a porta para o investigar, o pensar e a
analisar situações do cotidiano.
Piaget (2001) em seus estudos destaca que a criança de quatro anos está na
fase pré-operatória, fase que passa do conhecimento prático (sensório-motor) para o
conhecimento simbólico. Piaget também nos revela outra característica da criança
de quatro anos que é o egocentrismo, onde a ela age e pensa como se tudo fosse a
ela, ou seja, uma visão a partir do próprio eu. Com o pensamento heterônomo
(correspondente a fase do desenvolvimento moral),’ e comportamento egocêntrico,
tem dificuldade de descentrar-se: “ser capaz de ver alguma coisa a partir de um
ponto de vista que difere do próprio eu” (KAMII, 1980. p.24 e 25).
O brincar coletivamente inicia um processo de troca de pontos de vista, deve
haver interação com outras crianças, para que essa amadureça seus pensamentos,
pois a interação com o outro faz com que a criança seja coerente em seu raciocínio,
já se esta sozinha seus pensamentos podem ser livres com utopias.
Sabendo da importância da criança se envolver com o outro, foi feita uma
análise através de questionário com onze professores de uma Instituição
Filantrópica e os demais de outras instituições Infantis particulares. Perguntou-se
aos professores como agiriam com uma criança de quatro anos que não se envolve
nas brincadeiras aplicadas na sala de aula. Os onze responderam que dariam mais
atenção a essas crianças. Observou-se que os professores reconhecem que é
importante a criança interagir com o outro e cada um com sua forma particular
tentaria envolver todos na brincadeira, seja através do brinquedo preferido, falando
com a família ou dando uma atenção especial a essas crianças dispersas das
brincadeiras.
Questionou-se aos professores se há diferença entre a criança que é
estimulada a brincar da que não brinca. Pode-se observar que os professores
afirmam que quando o brincar é ausente na vida da criança há diferenças visíveis
em seu comportamento e no desenvolvimento infantil, que o brincar deve ser
introduzido no dia a dia da criança, e que havendo resistência por parte da que não
brinca, o professor precisa criar mecanismos em suas aulas para envolver todas nas
brincadeiras.
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Quando se pensa no desenvolvimento da linguagem, o vocabulário da criança
começa a expandir consideravelmente e seus sentimentos são visivelmente
expressos nas brincadeiras.
A criança com quatro anos já é capaz de falar com clareza dos seus desejos,
do que não quer fazer ou comer, que roupa quer usar, mas ainda está limitada a
algumas compressões básicas como porque dividir meu brinquedo com ele? Por que
vou ter que lavar minha mão antes de comer se ela esta limpa? São perguntas que
para a criança as respostas são complicadas a ponto de resistirem em não obedecer
a regras básicas e higiene e convivência isso porque estão ainda em uma fase
egocêntrica. Conforme Piaget (2001) a linguagem vai impulsionar o desenvolvimento
da criança:
Com o aparecimento da linguagem, as condutas são profundamente
modificadas no aspecto afetivo e no intelectual. Alem de todas as ações
reais ou materiais que é capaz de efetuar, como no curso do período
precedente, a criança torna-se, graças á linguagem, capaz de reconstituir
suas ações passadas sob forma de narrativas, e de antecipar suas ações
futuras pela representação verbal. Daí resultam três conseqüências
essências para o desenvolvimento mental: uma possível troca entre os
indivíduos, ou seja, o inicio da socialização da ação; uma interiorização da
palavra, isto é, a aparição do pensamento propriamente dito, que tem como
base a linguagem interior e sistema de signos, e, finalmente, uma
interiorização da ação como tal, que, puramente perceptiva e motora que
era até então, pode daí em diante se reconstituir no plano intuitivo das
imagens e das “experiências mentais”. (PIAGET,2001 p.24)
Além do brincar contribuir relevantemente no desenvolvimento da linguagem,
sabe-se da importância no desenvolvimento nas dimensões motora, intelectual,
emocional, moral. Perguntou-se aos professores em quais áreas da formação da
criança ele acha o brincar mais atuante, e, percebe-se que as resposta foram
diferenciadas, cada professor citou uma área que em seu ponto de vista o brincar
tem mais influência: contribui para o relacionamento com o outro, na área
psicológica, no lado afetivo do ser humano, na criação de limites e respeito às
regras, no desenvolvimento da imaginação e socialização e um professor não soube
responder. Observa-se que os professores classificam o brincar como atuante no
desenvolvimento da criança, mas que muitas vezes não conseguem enxergar o
sentido global, mas sem fundamentação teórica havendo incoerência nos
raciocínios, ou seja, sabem que é importante o brincar, mas não tem certeza em que
o brincar pode atuar
No que tange ao desenvolvimento motor, com o tempo a criança se bem
estimulada criará firmeza em seus movimentos e o classificará, com isso ela vai se
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conhecendo através da dança, do jogo, das brincadeiras, também explorará sua
cultura corporal. “Ao brincar, jogar, imitar e criar ritmos e movimentos, as crianças
também se apropriam do repertorio da cultura corporal na qual estão inseridas”.
(BRASIL 1988, p15)
A lateralidade vai se formando na hora de pegar no lápis, conduzir um
brinquedo. O movimento faz com que a criança sinta-se capaz e útil, esse
sentimento aumenta conforme a criança se sente segura em sua ação.
É grande o volume de jogos e brincadeiras encontradas na diversas
culturas que envolvem complexas seqüências motoras para serem
reproduzidas, propiciando conquistas no plano da coordenação e precisão
do movimento [...] para desenvolver habilidades no plano motor como
empinar pipas, jogar bolinhas de gude, atirar com estilingue, pular
amarelinha, etc.(BRASIL, 1998, p 24)
“Jogos de regras além de contribuir para o desenvolvimento moral da
criança, são valiosos para o desenvolvimento de capacidades corporais de equilíbrio
e coordenação” [...] (BRASIL, 1998, p. 37), brincadeiras de correr, subir, descer,
escorregar, pendurar, saltar, engatinhar contribuem para o autocontrole do corpo,
cabendo aos professores e familiares estimular a criança, proporcionar um ambiente
explorável e respeitar os limites da cada criança.
Ao se falar da importância da brincadeira não se pode deixar de falar do
brinquedo, esse tem um papel importante para a criança tornar-se parceiro diário em
seu ato de crescimento, pois ela interioriza tão validamente que é normal conversar
com ele, como se fosse humano e sentir o mesmo que a criança sente (fome,
necessidades fisiológicas, dores).
Há muitas criticas e alertas sobre os males que os brinquedos tecnológicos e
modernos podem trazer, são brinquedos tão práticos que impedem que as crianças
desenvolvam habilidades ricas ao seu desenvolvimento físico e intelectual.
Quando perguntou-se aos professores o que eles acham primordial no
brincar, todos de uma maneira geral citaram que o brincar deve trazer prazer, alegria
e estimular a criatividade para a aprendizagem. O brincar é uma necessidade da
criança, isto é, a criança precisa brincar mesmo sem saber de seus benefícios e se
desenvolve nesse ato com prazer. Levando em vista todas essas considerações da
contribuição do brincar e das brincadeiras encontradas na literatura é preciso refletir
sobre como são trazidas essas questões entre os educadores nas instituições de
Educação Infantil, como esses são capazes de enxergar o ato de brincar como uma
alavanca fundamental.
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2 Concepções e definições sobre brincar na escola
O brincar na educação infantil vem ocupando um espaço cada vez maior,
começando a ter uma maior preocupação por parte dos educadores com essa
prática. As brincadeiras nos livros, referenciais, parâmetros e cursos de formação
docente ganham destaque junto ao binômio (cuidar e educar), nas instituições de
Educação Infantil.
Consultando a literatura especializada sobre o brincar, percebe-se a
dificuldade de encontrar consenso entre autores sobre as definições de brincar,
brincadeira, jogos, brinquedo, brincar dirigido, brincar livre, recreação, brincadeiras
tradicionais, brincadeiras de faz-de-conta, entre outros termos. Contudo, para
caminhar nas reflexões é importante especificar algumas características das
subcategorias citadas a cima.
O brincar é uma atividade não estruturada, espontânea que traz prazer, a
criança ao brincar expõe seu imaginário. Segundo o dicionário Aurélio brincar é: “1.
Divertir-se infantilmente; entreter-se em jogos de crianças. 2. divertir-se , recrear-se,
entreter-se, distrair-se”.
Conforme Guimarães (2003) brincadeira corresponde ao ato de brincar de
jogar, ou seja, brincadeira é uma atividade desenvolvida quando se brinca.
Segundo Gilles Brougère e Jacques Heriot (apud KISHIMOTO 2000, p.16)
definem que o jogo pode ser visto como o resultado de um sistema lingüístico que
funciona dentro de um contexto social, um sistema de regras e um objeto.
Para o brinquedo, baseando-se em Kishimoto (2000) pode-se afirmar que é
um objeto que proporciona a criança uma relação intima, pois não tem regras e
formas de como usar.
Debortoli (2005) faz menção á recreação por ser a função das brincadeiras,
relacionada a uma idéia espontânea, que desperta o interesse da criança ficando em
contato com o ambiente e os objetos.
Este mesmo autor define que o brincar livre não é só um momento em que as
crianças brincam sem intervenção da professora deixando-a livre para escolher as
brincadeiras, brinquedos, como forma de construir a autonomia, mas que o papel do
adulto é importante na brincadeira “liberdade não significa livrar-se uns dos outros“
(DEBORTOLI, 2005, p.71)
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No brincar dirigido Debortoli (2005) refere-se ao momento em que a
professora ensina regras de uma brincadeira, como deve brincar, como agir, o que
pode ou não fazer, mas, que brincar dirigido não quer dizer que o professor tem que
brincar, na verdade, ele pode apenas coordenar o modo da brincadeira.
Ao falar-se das brincadeiras tradicionais Kishimoto (2000) faz relação ao
folclore, brincadeiras adaptada popularmente, que expressam a oralidade como
pular corda, amarelinha, lenço atrás. Quando refere às brincadeiras de faz-de-conta
Kishimoto (2000) conceitua como a representação de papeis, evidencia o imaginário.
“Brincar constitui-se, em uma atividade interna das crianças, baseada no
desenvolvimento da imaginação e na interpretação da realidade, sem ser ilusão ou
mentira” (BRASIL, 1998, p.23)
Com o brincar tão presente na educação perguntou-se aos professores qual é
a concepção de brincar, e, afirmaram que o brincar é um momento de prazer,
criatividade, alegria, descontração, agir de forma lúdica, um momento de transpor
suas fantasias. Pode-se concluir que a concepção geral dos professores é coerente,
e que sabendo o que é o brincar em sua pratica podem aplicá-lo com mais
segurança.
Perguntou-se aos pais também se eles achavam importante os filhos
brincarem e todos responderam que o brincar ajuda no desenvolvimento mental,
percebemos então que os pais apenas preocupam se o brincar desenvolve aspecto
intelecto da criança. O brincar não vem apenas a contribuir para o desenvolvimento
cognitivo, mas a falta de informação e despreparo cultural dos pais que desde a
educação infantil crêem que “o bom é caderno cheio” para o desenvolvimento da
criança tirando o que de melhor o brincar trás para a vida da criança.
A criança na pré-escola começa a aprender musicas de roda, brincadeiras
tradicionais, jogos tradicionais e logo começa a surgir os jogos em grupo onde há
prazer em interagir. Ela começa a relacionar culturas diferentes, surte as linguagens
particulares como: choro, mímica, música, ficar de “mal” ou de “bem”.
Tendo em vista os jogos tradicionais tão utilizadas nas escolas de educação
Infantil, questionou-se aos professores se sabem a concepção de jogos tradicionais
e se utilizam desse recurso em sala de aula havendo uma grande confusão nas
respostas, em analise percebeu-se que confundem jogos de tabuleiro e brincadeiras
tradicionais. Seis professores responderam que são jogos como xadrez, dominó,
dama, e cinco que são brincadeiras trazidas culturalmente de geração, como as
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cantigas de roda, pular corda, lenço atrás, esconde-esconde, pode-se observar o
despreparo e confusão que há em algumas concepções de subcategorias do
brincar, o que contribui para o despreparo nas aulas.
Na pré-escola a criança precisa ter um ambiente apropriado para suas
brincadeiras, mas principalmente sentir-se familiarizado com o lugar e encontrar
segurança no professor para que então haja aprendizagem nas brincadeiras,
surgindo um elo de afetividade com a escola e o aluno.
Há algumas, interpretações, o que equivocadas que não contribuem para
aprendizado e desenvolvimento da criança. Mas o que será então brincar dirigido?
Brincar livre? Recreação? Esses nomes entre muitos merecem espaço na formação
docente e no planejamento didático desde que bem elaborado e interpretado
corretamente.
Questionou-se os professores o que eles acham do brincar dirigido, para uma
criança de quatro anos e foi afirmada a importância por haver a interação com o
outro, as regras, respeito ao próximo, e dos limites. Percebe-se que apesar de
falarmos da interação, o autoritarismo que o professor demonstra ao falar do brincar
dirigido como se ele soubesse tudo no momento do brincar dirigido e a criança
apenas obedecesse. É importante ressaltar que a criança também pode contribuir
com idéias e soluções nas brincadeiras dirigidas.
As regras começam a ganhar maior significado nas brincadeira e os brincar
dirigido podem ser incluídos no plano de aula, mas não é o professor saber tudo
corretamente e impor como a criança deverá brincar, precisa priorizar valores e ouvir
as crianças, e não o autoritarismo que é comum ser observado na área da
educação.
Por outro lago é incorreto pensar que o brincar não merece intervenção do
educador na organização do espaço, dos materiais, da apresentação das
brincadeiras, pois deixar a criança solta demais, faz com que ela perca algo
essencial que é a relação entre professor e o aluno na troca de experiências, a
criança quando brinca se sai bem ao dividir brinquedos, esperar sua vez para jogar
ou liderar a brincadeira, mas para que isso aconteça tem que haver referencias do
adulto (pais e educadores) mais próximos dela.
É certo que os pais ficam felizes ao ver os filhos absortos em brincadeiras.
Mas sentem-se igualmente felizes em se ocuparem , eles, mesmos com a
brincadeira? se a atividade lúdica do filho é agradável ao pai,
principalmente porque assim ele pode prosseguir em suas atividades
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adultas sem se sentir por não dar atenção ao filho[...]. (BETTELHEIN, 198,
p. 29.)
Cabe aos educadores e os pais incentivar a criança a brincar seja direta ou
indiretamente, pois com a ausência da valorização dos educadores e os pais sobre
as brincadeiras, as crianças podem com o tempo perder o prazer da brincadeira.
Para que isso não aconteça os pais precisam saber da importância do brincar com
os filhos e as escolas inserirem o brincar em seu planejamento diário. Perguntou-se
aos professores como agiriam se trabalhassem em uma escola que não prioriza o
brincar no currículo, e sabendo que o brincar é fundamental a essa faixa etária,
todos afirmaram que introduziram o brincar nas atividades tentariam introduzir as
brincadeiras nas atividades já programadas mas, que não deixariam de aplicar o
brincar em suas práticas didática, nos revela um aspecto positivo na educação pois,
mesmo com pouca informação introduzem o brincar em suas práticas.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Com os estudos pode-se afirmar que o brincar é uma forma de cultura e que a
criança aprende valores, regras, se desenvolve, ou seja, o brincar é um recurso
indispensável na educação Infantil, pois faz parte da vida da criança, seja para
construção cultural (Brougère 2001 ) ou por puro prazer.
Esta pesquisa possibilitou observar melhor como professores e pais
enxergam o ato do brincar no desenvolvimento da criança na educação infantil. Em
uma sociedade não se costuma valorizar as brincadeiras como instrumento de
desenvolvimento e, com a pesquisa qualitativa pode-se observar os pensamentos
em relação a importância do brincar na visão de educadores de educação infantil e
pais.
Conforme o questionário, pode-se afirmar que os professores hoje usam o
brincar como fonte de aprendizagem e desenvolvimento da infância, que é um
estimulo ao desenvolvimento da criança. No entanto, teve-se dificuldades em avaliar
a concepções que professores têm sobre as diferenciações do brincar e da
brincadeiras em suas práticas, demonstram valorizar as brincadeiras como algo
importante, sendo inerente a cultura da infância, mas
que não conhecem
profundamente a fundamentação das subcategorias do brincar e onde cada uma
pode atuar no desenvolvimento infantil.
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O professor precisa entende as fases da criança, saber de suas
necessidades, pois como Piaget (2001) classifica nessa fase em que esta a criança
de quatro anos (pré-operatória) há um ritmo próprio de aprendizagem, mudanças de
visão do próprio eu (egocentrismo) e transformações evidentes no comportamento
infantil e com a brincadeira aplicada corretamente auxiliará para o desenvolvimento
global da criança, cabendo ao professor compreender melhor as intervenções do
brincar e planejar aulas estimulantes para que a criança tenha prazer.
Este artigo vem a fazer parte de um trabalho de conclusão de curso que ainda
esta em andamento e que também poderá ser usado como base em futuras
pesquisas.
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A IMPORTANCIA DE JUGAR DE LOS NIÑOS DE CUATRO AÑOS EN LA
EDUCACIÓN INFANTIL DE LA ESCUELA EN SU DESARROLLO: MOTOR,
MORALEJA, AFECTIVO Y COGNITIVO
RESUMEN
El jugar del es parte del humano de la condición, jugando una función esencial en el
desarrollo infantil. En esta dirección esta investigación tiene para que el objetivo
investigue que es la importancia que el educador y los padres dan al jugar en la
educación infantil. Una investigación bibliográfica fue utilizada sobre jugar en la edad
de cuatro años, y sus posibilidades en la contribución del desarrollo infantil, con la
investigación de campo y analiza cualitativo de los datos. El trabajo evidenció que
los profesores prácticos utilizan jugar en su, sin entender sus lechos y algunas veces
del errônea forman sin percibir la contribución global que ésta trae a niño, los padres
todavía tienen el concepto que jugando él desarrolla solamente la intelecto y que la
escuela es lugar a escribir. Fue concluido hasta el momento que es necesario
mejorar en términos de metodología práctica diaria y de la educativa de infancia, el
truco está como algo imprescindible en la vida del niño.
Palabra-llave: Desarrollo infantil, educador, padres.
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REFERÊNCIAS
BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação
Fundamental. Referencial curricular nacional para a educação infantil Brasília:
MEC/SEF, 1998. 253p.
BROUGER, Gilles. Brinquedo e Cultura. Adaptado por Gisela Wayskop. São Paulo:
Cortez 2001. 106p.
CARVALHO, Alyson. Et al. Brincar(es).Belo Horizonte: UFMG, 2005. p.193
GUMARÃES, José Geraldo, organizador. Pedagogia Cidadã: caderno de formação:
caderno de educação infantil. São Paulo: UNESP, 2003. 147p.
KISHIMOTO,Tisuko Morchida (Or.) Jogo, Brinquedo, Brincadeira e a Educação.
São Paulo: Cortez, 2000. 183p.
KAMII, Constance Jogos em grupo na educação infantil: implicação da Teoria de
Piaget. São Paulo: Trajetória Cultural, 1991 355p.
MACHADO, Maria Marcondes. O brinquedo-sucata e a criança: a importância do
brincar; atividades e materiais. São Paulo: Loyola 1994. 111p.
PIAGET, Jean. Seis Estudos de Psicologia. Rio de Janeiro: Forense Universitária,
2001. 136p.
ZATZ, Silvia ( et al) Brinca comigo : tudo sobre o brincar e os brinquedos. São
Paulo :Marco Zero, 2007. 125p.
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Autor:
Thaeza Silva Trevisi – Graduanda em Pedagogia
[email protected] –fone(14) 3532-4179
Orientador:
Profª. Ms Denise Rocha Pereira- Mestre em Educação – área de
concentração : Ensino na Educação Brasileira- UNESP de Marilia.
[email protected] -
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a importância do brincar das crianças de quatro anos