THEKA Projecto Gulbenkian de formação de Professores para o desenvolvimento de Bibli t Bibliotecas EEscolares l S b S Saber Sentir i As Bibliotecas e as Emoções Amália G. Bárrios SP 18 Faro, 17.05.08 Saber Sentir As Bibliotecas e as Emoções • Saber Sentir – De que falamos Porquê “agora” agora • Bases neuronais – a mente que “pensa” / a mente t que “sente” “ t ” • Inteligência g – alguns g (“novos”) ( ) conceitos • Das Razões das Emoções na Escola / na Biblioteca Saber Sentir As Bibliotecas e as Emoções Falamos de… de Razão / Cognição raciociniu - cálculo cognitione – aquisição de conhecimento pensamento, atenção, percepção, memória, raciocínio, juízo, imaginação, linguagem, conhecimento, inteligência g ((conceito usual inteligência racional) ... Saber Sentir As Bibliotecas e as Emoções Falamos de… de y Emoções / Sentimentos / Afectos emovere – mover para fora sentire – perceber através dos sentidos affectu – que afecta Saber Sentir As Bibliotecas e as Emoções Falamos de… de amor (amizade, (amizade bondade bondade, afinidade, afinidade ...)) prazer(felicidade, alegria, entusiasmo,...) t i t tristeza (d pena, desânimo, (dor, d â i depressão,...) d ã ) ira (cólera, ódio, hostilidade, ...) medo (ansiedade, preocupação, receio, fobia,...) surpresa (espanto, admiração, choque...) aversão (desprezo, troça, repulsa,...) g ((culpa, p , desgosto, g , remorso,...) , ) vergonha Ekman, P.Cognition and emotions (1992) Saber Sentir As Bibliotecas e as Emoções Falamos de… de y Interacção Razão-Emoção Razão Emoção Q q Qualquer um ppode zangar-se g – isso é fácil. Mas zangar-se com a pessoa certa, na justa medida, no momento certo, pela razão certa – isso não é fácil. Aristóteles (384 – 322 AC) Saber Sentir As Bibliotecas e as Emoções Falamos de… de y I t Interacção ã Razão-Emoção R ã E ã (cont.) A função da razão é permitir a expressão de certas paixões a expensas de outras. A moralidade é um conjunto de princípios que restringe as paixões; uma moralidade bem sucedida é a que restringe apenas as paixões estupidificantes, estupidificantes que podem ser fatais, na medida em que arrastam a vítima com o peso da sua estupidez. estupidez Nietzsche (1844-1900) O Crepúsculo dos Deuses Saber Sentir As Bibliotecas e as Emoções Falamos de… de y Interacção Razão-Emoção Razão Emoção (cont.) Aquilo a que se chama “razão” são as paixões esclarecidas, “iluminadas” pela reflexão e apoiadas pela deliberação perspicaz que as emoções na sua urgência normalmente excluem. Robert Solomon The myth and nature of human emotion (1976) Saber Sentir As Bibliotecas e as Emoções Falamos de… de y Harmonia entre Razão e Emoção Inteligência Emocional Conceito proposto por Salovey e Mayer,1990, Imagination Cognition and Personality Imagination, Personality. Há inteligência nas emoções /Sabemos levar inteligência às emoções Saber Sentir As Bibliotecas e as Emoções Porque… Porque As neurociências vieram demonstrar a i impossibilidade ibilid d d de separar a racionalidade i lid d d das emoções. - Corpo-mente - Saber sem Sentir: o caso Elliot António Damásio O Erro de Descartes: Emoção, razão e cérebro humano (1994); O Sentimento de si (2000) Saber Sentir As Bibliotecas e as Emoções Porque… Porque O aproveitamento das nossas capacidades requer um óptimo ó i d tónus de tó emocional. i l Cada tarefa precisa de um certo grau de activação das emoções para que as capacidades racionais funcionem no seu melhor. Não sentir demasiada ansiedade, nem demasiada despreocupação. Saber Sentir As Bibliotecas e as Emoções Porque… Porque A Inteligência Racional pode ser um preditor para o sucesso a nível académico (não um bom preditor). Mas ppara o sucesso na vida (p (profissional,, familiar, social, etc.) a Inteligência Emocional é o melhor preditor. p Saber Sentir As Bibliotecas e as Emoções Porque… Porque As emoções são partes integrantes de nós próprios e, e sejam positivas ou negativas, negativas todas as organizações, incluindo as escolas, estão cheias delas Andy Hargreaves, 1998 Os factores emocionais, não racionais e motivacionais, são especialmente na produção de ideias originais Paul Torrance, 1979 Saber Sentir As Bibliotecas e as Emoções Porque… Porque As organizações se preocupam cada vez mais com talentos em auto-gestão e liderança. p de ggerir as emoções, ç , de Pessoas capazes motivar, inspirar-se e inspirar uma equipa; equilibradas, q na vida ppessoal e pprofissional, mesmo face ao stress... Saber Sentir As Bibliotecas e as Emoções Porque… Porque A sociedade, nos últimos anos, promoveu o d desenvolvimento l i d capacidades de id d essenciais, i i mas esqueceu outras. As crianças e os jovens podem ser cada vez mais ágeis em destrezas tecnológicas, mas na área sócio-afectiva estão cada vez menos empáticos e menos ágeis no controlo da impulsividade Knorring, K., Emotional Intelligence (2001) Saber Sentir As Bibliotecas e as Emoções Bases Neuronais Saber Sentir As Bibliotecas e as Emoções Bases Neuronais y Cada parte do cérebro trabalha em conjunto com as outras para processar os estímulos constantes, organizar a g informação, memorizar e agir. Bases Neuronais • Sistema límbico Tálamo – Envia informações, de sinais exteriores, para o córtex e as amígdalas (onde chega mais depressa Amígdalas (centro das emoções). Examinam a informação e, perante um sinal de alerta, fornecem indicações a nível neural e químico. Libertam substâncias (catecolaminas) para a circulação sanguínea que activam, dirigem e controlam todo o corpo. Há uma resposta de alarme; reacção impulsiva. Bases Neuronais • Córtex cerebral (sede do pensamento, do raciocínio superior) - permite ponderar sobre as respostas t emocionais i i e controlá-las t lá l trabalhando t b lh d em articulação com as amígdalas e outros circuitos do cérebro emocional. Os lóbulos pré-frontais não sofrem a influencia da acção das amígdalas. amígdalas É ppossível o controlo neuronal. Pensar antes de agir. Saber Sentir As Bibliotecas e as Emoções Bases Neuronais Saber Sentir As Bibliotecas e as Emoções Bases neuronais y Os neurónios passam as mensagens de uma célula para outra, electroquimi- camente, através de junções (sinapses) entre as dendrites e os axónios. O cérebro adapta o sistema neuronal às exigências do meio – esta plasticidade é central para a aprendizagem. “Novos” Novos conceitos de Inteligência y H. Gardner (1983) IInteligências t li ê i múltiplas últi l - Linguística - Lógico-Matemática Ló i M t áti - Espacial - Físico-Cinestésica Físico Cinestésica - Musical - Inteligências pessoais: Intrapessoal e Interpessoal Saber Sentir As Bibliotecas e as Emoções Inteligência Emocional (IE) Capacidade de a pessoa se motivar a si mesma e persistir a despeito das frustrações; de controlar os impulsos e adiar a recompensa; de regular o seu próprio estado de espírito e impedir que o desânimo subjugue a faculdade de pensar, de sentir empatia e de ter esperança. Goleman, D. Inteligência Emocional (1995) Saber Sentir As Bibliotecas e as Emoções Inteligência Emocional (IE) Domínios de IE C h Conhecer as nossas emoções õ em tempo real Capacidades subjacentes Auto-consciência A t iê i (introspecção e reconhecimento h i t d das emoções enquanto estão a acontecer t Saber Sentir As Bibliotecas e as Emoções Inteligência Emocional (IE) Domínios de IE Capacidades subjacentes Gerir as emoções próprias Lidar com as nossas emoções (acalmarmo-nos e afastar emoções negativas) Lidar com fenómenos emocionais como emocionais, “sequestro emocional” e “inundação inundação emocional” emocional . Saber Sentir As Bibliotecas e as Emoções Inteligência Emocional (IE) Domínios de IE Capacidades subjacentes Motivarmo nos Motivarmo-nos a nós próprios Autocontrolo emocional (mobilizar emoções ao serviço de um objectivo) objectivo), adiamento da gratificação, controlo da impulsividade impulsividade, auto-eficácia, entrar em “fluxo” fluxo Saber Sentir As Bibliotecas e as Emoções Inteligência Emocional (IE) Domínios de IE Reconhecer R h as emoções dos outros t Capacidades subjacentes E Empatia ti ((reconhecer h e mostrar que reconhece as emoções õ d dos outros t mas mantendo a objectividade) bj ti id d ) Saber Sentir As Bibliotecas e as Emoções Inteligência Emocional (IE) Domínios de IE Capacidades subjacentes Gerir Gerir emoções de outros relacionamentos (liderar, mediar, relacionarse) gerir fenómenos se), emocionais interpessoais, como “contágio contágio emocional” emocional . Saber Sentir As Bibliotecas e as Emoções Sequestro emocional Bloqueios, por vezes nas alturas menos Bloqueios próprias. Catecolaminas podem ser controladas pelo córtex, mas são de dissipação lenta. Se houver nova activação... + catecolaminas – + susceptível de alarme – + reacções de alarme – + catecolaminas... ...sequestro emocional Saber Sentir As Bibliotecas e as Emoções Inundação emocional Pensamentos P t negativos ti recorrentes, t que podem d levar a sentimentos de melancolia, desesperança, ... d Se procuramos entender as razões, são elas próprias que alimentam a inundação. A consciência estreita-se, centra-se e agudiza apenas algumas imagens, reacções, etc. (A. Damásio, 2001). Saber Sentir As Bibliotecas e as Emoções Estado de fluxo Ser capaz de entrar em estado de Fluxo é saber canalizar toda a nossa concentração e recursos cognitivos para enfrentar uma situação. Competente inconsciente Competente consciente Incompetente consciente Incompetente inconsciente Saber Sentir As Bibliotecas e as Emoções Contágio emocional Sincronia de pensamentos pensamentos, sentimentos e emoções. Enviamos e recebemos estados internos – seja j riso e ternura,, tensão ou rancor. Os neurónios-espelho Saber Sentir As Bibliotecas e as Emoções Inteligência Social y Inteligência geral geral, cognitiva cognitiva, aplicada a situações sociais – Conceito proposto por Thorndike, 1920. 1920 y Mas, todas as emoções são sociais; não é possível separar a causa de uma emoção do mundo dos relacionamentos. Richard Davidson Laboratory for Affective Neuroscience da Universidade de Wiscousin Saber Sentir As Bibliotecas e as Emoções Inteligência Social y Consciência social Empatia primária – sentir em consonância com os outros; captar sinais emocionais não-verbais Sintonia - escutar com plena receptividade, sintonizar com a pessoa Acuidade empática – compreender os pensamentos, sentimentos i e intenções i õ do d outro Cognição social – saber como funciona o mundo social Goleman D. Inteligência social.(2006) Inteligência social y Facilidade social Sincronia – interagir harmoniosamente a um nível não verbal Auto-apresentação – apresentarmo-nos eficazmente (por vezes “controlar” e “disfarçar” a expressão de emoções) I fl ê i – enformar Influência f (“i (“influenciar”) fl i ”) o d desfecho f h das d interacções sociais Interesse – interessarmo-nos interessarmo nos pelas necessidades dos outros e agirmos em consequência. Goleman D. D Inteligência social.(2006) social (2006) Resiliência y Capacidade de recuperação de problemas e perdas emocionais. O mecanismo cerebral do córtex regula (e controla)) a “cascata” de circuitos das áreas do sistema límbico. Liderança y Saber ouvir é o que distingue os melhores gestores, professores e líderes. Ouvir plenamente maximiza a sincronia fisiológica de modo que as emoções se alinham. Escutar atentamente orienta os nossos circuitos neuronais para a conectividade conectividade, pondo pondo-nos nos no mesmo cumprimento de onda. y A liderança resume-se a uma série de trocas sociais em que o líder pode levar as emoções das outras pessoas para um estado melhor ou pior. pior Goleman D. D Inteligência social.(2006) social (2006) Liderança y Os melhores líderes são pessoas dignas de confiança, empáticas e conectadas, que nos fazem sentir calmos, apreciados e inspirados. (...) Proporcionam uma base estável que permite às pessoas atingir objectivos e ver as dificuldades como desafios, desafios não como ameaças. ameaças Na escola são os professores que desempenham este papel... Goleman D. Inteligência g social.(2006) ( ) Liderança Bom líder Mau líder Sabe ouvir, Encoraja Comunicador Comunicador, Sentido de humor Empático Decidido Empático, Assume responsabilidades Corajoso, Humilde Partilha a autoridade É “como uma parede” Céptico Intimidante Céptico, Cheio de segredos Mau feitio, feitio Egocêntrico Culpa os outros Arrogante Indeciso Não confia em ninguém Eu Isso / Eu-Tu Eu-Isso Eu Tu y Eu-Isso Eu Isso Gama de relações que revelam i dif indiferença emocional: i l vão ã d do desinteresse à exploração explícita. Agêntico – termo que em psicologia designa a maneira fria de abordar os outros, vendo as pessoas como meros para atingir g os nossos fins. instrumentos p Eu Isso / Eu-Tu Eu-Isso Eu Tu y Eu Tu Eu-Tu Conexão empática. Capacidade de sintonização, o d j de desejo d compreender d a realidade lid d interior i t i de d outra t pessoa. “Intersubjectividade” entrelaçamento dos mundos interiores de duas ou mais pessoas. No “Eu-Tu” o relacionamento é um fim em si mesmo Das Razões das Emoções na Escola / na Biblioteca Ambientes de bem-estar emocional e segurança emocional i l SSentido id de d comunidade id d dentro d da d escola/sala l / l de d aula/biblioteca/... Processos de aprendizagem compatíveis com o cérebro Ensinar sendo Das Razões das Emoções na Escola / na Biblioteca y Aprendizagem de Capacidades emocionais – linguagem das emoções, gerir as emoções, controlar impulsos, adiar a gratificação, empatia, resolver conflitos, reduzir o stress... t Capacidades cognitivas – auto-verbalizações, resolução de problemas, problemas conhecimento das normas sociais, auto-eficácia, memória de longo prazo, ... capacidades comportamentais - comunicação verbal e não verbal, escuta, assertividade,.... Das Razões das Emoções na Escola / na Biblioteca y Ensinar sendo Não há talvez Nã l outra matéria é i em que a qualidade lid d do professor importante tanto, uma vez que o modo d como lida lid com as emoções õ é em sii mesmo um modelo, uma lição de facto de competência ê i emocional, i l ou falta f l d dela. l Coleman