O CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL NO PROCESSO DE REFORMA PSIQUIÁTRICA 1 No final da década de 70 e início da década de 80 surgiu no cenário social brasileiro o movimento de Reforma Psiquiátrica. Esta foi o resultado da luta de movimentos sociais para uma melhor condição ao portador de transtorno mental e coincidiu com a eclosão do movimento sanitário. Como principal proposta tinha a gradual extinção dos hospitais psiquiátricos e a abertura de novos centros de atenção básica à saúde mental. Esse movimento se fortaleceu na década de 90 com a criação de uma legislação específica para a saúde mental e de serviços que pretendiam romper com a idéia de exclusão e isolamento imposta pela internação em Hospitais Psiquiátricos, dentre eles o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), visando o convívio social, a recuperação da liberdade e autonomia. Diante do estudo realizado percebemos que, no que se refere à proposta da Reforma Psiquiátrica, há ainda muito a se fazer em nosso país. Palavras-chave: Reforma Psiquiátrica; saúde mental; saúde publica; centro de atenção psicossocial. Inez Santana Santos - Acadêmica do quinto ano do Curso de Psicologia da UEM - PR. [email protected]. Roselania Francisconi Borges - Professora. Doutoranda em Subjetividade e Saúde Coletiva pela Unesp de Assis-SP. [email protected]. Thais Sanzovo Macedo - Acadêmica do quinto ano do Curso de Psicologia da UEM - PR. [email protected]. Introdução No decorrer da história da psiquiatria, a estigmatização e o preconceito estiveram todo o tempo associados ao portador de transtorno mental. Este já foi visto como possuidor de possessões demoníacas, de pecados cometidos ou como um animal extremamente perigoso que deveria ser isolado. Essas e outras crenças embasavam os preconceitos e regiam as formas de tratamento. Durante muitos séculos, os hospitais psiquiátricos foram a “salvação” para esse mal, pois além de guardar os doentes mentais, os mantinham longe e isolados do restante da sociedade. Segundo Pessotti (1999), desde a antiguidade até o século XIX a relação com a loucura pouco mudou. Pois, com a instituição dos manicômios a liberdade ficou a mercê do Governo. A partir do século XIX, passaram a ocorrer duas tendências opostas: “uma mentalista, para qual a loucura se deve a processos mentais, com ou sem manifestações orgânicas resultantes; outra, marcada por um organismo que explica a loucura, ora apegando-se aos dados da anatomia patológica, ora postulando processos orgânicos até metafísicos (p. 07). 1 Pesquisa realizada pelo programa institucional de iniciação científica – PIC/UEM/CNPq. De acordo com Boarini (2006) no Brasil, durante a ditadura de Getulio Vargas é sancionado o Decreto nº 24.559, que colocava em poder do Estado e da psiquiatria “os loucos de todos os gêneros”, e, apoiado no Código Civil Brasileiro de 1916 no artigo 5º se pretendia combater “os males sociais” que atingiam o Brasil. Com isso, o Estado brasileiro e a medicina atendem ao apelo social de retirar de circulação as figuras indesejáveis, e por isso, além de portadores de transtorno mental, prostitutas, homossexuais, epiléticos, exilados políticos, eram deixados nesses “depósitos”. Essa forma de pensar a assistência em saúde mental recebeu forte influência dos movimentos higienista e eugenista que vigoraram fortemente no Brasil nas primeiras décadas do século XX, cujos pressupostos estavam ligados à ideia da segregação do diferente ou do considerado inferior ou degenerado. Estes encaminhamentos tinham com objetivo proteger a sociedade de uma possível degeneração mental pela propagação da higiene mental às novas gerações e pelo confinamento dos considerados incapazes de conviver em sociedade, dentre eles, o doente mental (COSTA, 1989). Em outro estudo, Boarini (2000) aponta que até a década de 70, no contexto brasileiro, o atendimento de saúde mental era prioritariamente trabalho para o hospital psiquiátrico ou qualquer tratamento terapêutico que pressupunha internamento prolongado somado a medicação. Esta idéia transformou-se em polêmica internacional nas décadas seguintes porque “muito se escreveu a respeito e muitas entidades e associações organizaram-se” (p. 66) com o objetivo de transformar o paradigma do tratamento do doente mental separando da influência do parâmetro judiciário. Este desejo de mudança recebeu influências do movimento de Reforma Psiquiátrica Italiana tendo por principal representante Franco Basaglia, médico psiquiatra italiano, que propôs que o saber da psiquiatria fosse reformulado. Com o processo de redemocratização do pais, importantes movimentos e eventos sociais aconteceram e vêm acontecendo no campo da saúde mental, entre os quais destacamos a realização, em 1987, da I Conferencia Nacional de Saúde Mental na cidade de Brasília/DF e do II Congresso dos Trabalhadores de Saúde Mental, em Bauru, no Estado de São Paulo. Neste último, discutiu-se amplamente o direito da pessoa com transtorno mental, e através do Manifesto de Bauru, reiterou-se radicalmente a impossibilidade da mera transformação institucional no sentido de humanizar os hospitais psiquiátricos e simplesmente modernizar a psiquiatria, chamando-se por uma Sociedade sem manicômio (BOARINI, 2006, p. 39, grifo da autora). Nesse sentido, para Boarini (2000), o processo de desinstitucionalização visa “romper com o atendimento à doença abstraída da pessoa que a possui; significando abandonar o paradigma que faz da razão seu único apoio, valorizando, desta forma, a produtividade, o ajustamento social e a norma” (p. 74). Dentro da proposta de Reforma Psiquiátrica brasileira, paulatinamente foi sendo criada uma rede de serviços substitutivos aos Hospitais Psiquiátricos, haja vista que o usuário precisa de um atendimento especializado e suporte social para garantir sua cidadania. Em função disso foi formulada a rede de serviços oferecidos para amparar o paciente fora do Hospital Psiquiátrico. Esses serviços substitutivos incluem atendimento ambulatorial em Unidades Básicas de Saúde (UBS), Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), Hospital Dia, leitos psiquiátricos em Hospitais Gerais, Serviços de Emergência Psiquiátrica em Hospitais Gerais, Residências Terapêuticas e Centros de Convivência, previstos e descritos na Portaria 224/1992 do Ministério da Saúde. A Portaria 224/1992 prevê que na Atenção Básica seja oferecido atendimento em saúde mental. Esse atendimento deve ocorrer de modo individual, grupal, visitas domiciliares e atividades comunitárias, ressaltando que as atividades devem ser desenvolvidas por equipe interprofissional (BRASIL, 1993). Segundo esta Portaria, os CAPS “são unidades de saúde locais/regionais que contam com uma população adscrita definida pelo nível local e que oferecem atendimento de cuidados intermediários entre o regime ambulatorial e a internação hospitalar” (BRASIL, 1993, p. 03). O usuário pode freqüentar o CAPS, por um ou dois períodos, cada turno contém 4 horas de atendimento por uma equipe multiprofissional. As atividades incluem atendimento individual, em grupos (psicoterapia, grupo operativo, atendimento em oficina terapêutica, atividade socioterápicas, etc, visitas domiciliares, atendimento à família, atividades comunitárias enfocando a integração do doente mental na comunidade e sua inserção social. A equipe profissional é formada por no mínimo 1 médico psiquiatra, 1 enfermeiro, 4 outros profissionais de nível superior, podendo ser psicólogo, assistente social, terapeuta ocupacional, etc , e outros profissionais de nível médio necessários para o desenvolvimento das atividades. Em cada unidade assistencial o Sistema Único de Saúde (SUS) financia até 15 pacientes em duplo turno (8 horas diárias) e 15 pacientes em um turno (4 horas diárias). Como forma de delimitar a atuação do CAPS, em 2002 foi criada a Portaria 336, a qual prevê três modalidades de serviços: CAPS I, CAPS II, CAPS III. Estes são definidos de acordo com o porte/complexidade e abrangência populacional. Variando entre 20.000 habitantes, o mínimo para se instalar um CAPS, até municípios acima de 200.000 habitantes. Cada tipo de CAPS é formado por uma equipe multiprofissional que atenda a demanda. Há também o CAPSi II, que atende crianças e adolescentes. Para sua instalação também é necessário um número mínimo de 200.000 habitantes, ou uma necessidade específica a ser definida pelo gestor local. O CAPSad II é destinado a pacientes com transtornos decorrentes do uso e dependência de álcool e outras drogas. Esse atendimento se dá em municípios com população superior a 70.000 pessoas (BRASIL, 2004). Neste trabalho realizamos um levantamento bibliográfico a respeito da Reforma Psiquiátrica, com ênfase no dispositivo extra hospitalar CAPS. Desse modo, promovemos uma análise e reflexão sobre o tema, facilitando a ampliação desses conhecimentos, que são essenciais à nossa formação e aos profissionais da saúde de modo geral. Objetivos O presente projeto teve o objetivo básico de realizar um levantamento bibliográfico da literatura produzida a respeito da Reforma Psiquiátrica e de um dos dispositivos extrahospitalares: o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS). Desenvolvimento Para a realização deste estudo, inicialmente foram levantadas produções teóricas publicadas a partir do ano 2000 acerca do tema da reforma psiquiátrica e dos CAPS por meio de levantamento em periódicos científicos, dissertações, teses, além do estudo da Política Nacional de Saúde Mental. Em seguida, foi realizada uma seleção do material utilizado como referência para o estudo do tema. Neste levantamento foram coletados vinte e sete artigos de periódicos nacionais, publicados entre os anos de 2003 e 2009. Esses trabalhos foram sistematizados em forma de catálogo, o qual foi organizado de modo a destacar os seguintes pontos: título, autor(es), área profissional do(s) autor(es), ano e local de publicação, local em que foi desenvolvida a pesquisa e um breve resumo de cada estudo. Resultados e Discussão A partir de leitura sistematizada dos trabalhos catalogados, sete deles foram selecionados e submetidos a uma análise mais aprofundada tendo em vista o conteúdo dos mesmos. Esta seleção teve como critério o fato dos mesmos abordarem aspectos relevantes sobre o tema e oferecerem subsídios importantes para a discussão a respeito dos serviços oferecidos nos Centros de Atenção Psicossocial em nosso país. A maior parte das publicações diz respeito a serviços existentes no Estado de São Paulo, sendo eles, na capital e na cidade de Santos. Esse município é considerado um modelo por sua reforma da atenção psiquiátrica e por sua elaboração de estratégias e modelos de políticas em saúde mental. Com o objetivo de descrever a clientela dos CAPS da cidade foi realizada uma pesquisa com os usuários do serviço. A partir dessa pesquisa foi possível identificar que os CAPS de Santos atendem todos os tipos de transtornos mentais, sendo que os mais freqüentes foram aqueles que são considerados mais graves. Também foi possível perceber que o tratamento oferecido caracteriza-se por um serviço ambulatorial e médico-psiquiátrico (ANDREOLI et al, 2004). Em pesquisa desenvolvida nos CAPS do município de São Paulo com o objetivo de descrever a estrutura física, recursos humanos e modalidades de atenção vigentes nos CAPS, Nascimento e Galvanese (2009) analisaram que os serviços funcionavam em instalações inadequadas e em imóveis alugados. As equipes eram compostas por profissionais diversos e as atividades desenvolvidas também foram heterogêneas, atividades grupais e de artes foram as mais desenvolvidas. Segundo os autores, a partir do estudo desenvolvido, foi possível concluir que há uma variedade quanto a organização e funcionamento dos CAPS do município de São Paulo. Essa diversidade está relacionada à história dos programas de saúde mental implementados no município desde 1980, além disso, essa heterogeneidade do serviço faz referência à situação socioeconômica e cultural de cada região da grande São Paulo. Foi possível perceber também que a maioria dos CAPS não desenvolvia atividades conjuntas com os outros aparelhos da rede extra-hospitalar, essa foi uma queixa apresentada por vários funcionários do serviço e, segundo eles, essa era a principal dificuldade para promover a alta dos pacientes. Em trabalho realizado no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) Luiz da Rocha Cerqueira em parceria com o Programa Saúde da Família (PSF) de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) da região da Bela Vista, também na cidade de São Paulo, os autores demonstram que, dentre os desafios e iniciativas da Reforma Psiquiátrica, está à inserção da saúde mental na Atenção Básica, especialmente por meio das equipes de Saúde da Família. Nesse sentido, o objetivo da parceria entre CAPS e PSF é de formar as equipes de Saúde da Família como referência para as pessoas da comunidade, e a equipe do CAPS das Ações Territoriais como apoiadores matriciais. Segundo esta organização matricial, o paciente que utiliza um serviço matricial nunca deixa de ser paciente daquela equipe de referência. Sendo assim, a construção de projetos terapêuticos são executados por um amplo conjunto de trabalhadores. Nesse arranjo, a equipe de Saúde da Família compartilha alguns casos com a equipe que oferece o apoio matricial, por meio de reuniões e visitas domiciliares conjuntas. Essa experiência revela que é vital a parceria entre serviços de saúde para os cuidados em saúde mental no território e para operar os processos de reabilitação psicossocial, uma vez que esta articula os desafios da reforma psiquiátrica com a responsabilização das equipes de família (DELFINI; SATO; ANTONELI, 2009). Um estudo realizado no Estado do Espírito Santo procurou investigar as concepções e práticas dos psicólogos atuantes nos CAPS daquele Estado e revelou que “o conceito de desinstitucionalização aparece mais como um elemento de discussão teórica do que como um orientador das práticas nos CAPS” (FIGUEIREDO; RODRIGUES, 2004, p. 173). O atendimento foi predominantemente clínico e poucas das atividades desenvolvidas pelos psicólogos tinham o objetivo de promover a reinserção social dos usuários. Os autores apontam a necessidade de que o psicólogo reconheça a importância de sua atuação no campo social, pois um dos determinantes da doença e da saúde se constitui neste espaço. No Estado do Rio Grande do Norte, foi realizado um estudo junto a trabalhadores de um CAPS II e CAPSad na cidade de Natal-RN sobre o trabalho de matriciamento desenvolvido junto às Unidades de Saúde da Família daquele município. Bezerra e Dimenstein (2008) avaliam que este é precário, havendo a necessidade de repensar a função do CAPS na rede para que este serviço possa efetivamente atuar como um ordenador da rede de cuidados. Outro fator apontado pelos autores é a necessidade de revisão da formação dos profissionais que trabalham nos serviços estudados, haja vista que esta “se revela insatisfatória para o cuidado aos portadores de transtornos mentais” (BEZERRA; DIMENSTEIN, 2008, p. 633). Uma pesquisa realizada na região sul do Brasil procurou avaliar os CAPS daquela região. Este trabalho teve como objetivo conhecer o entendimento dos profissionais que atuam nos serviços sobre o cuidado em saúde mental oferecidos. Os resultados apresentados demonstraram que o cuidado oferecido por estes profissionais estavam além do biológico, pois incluíam a família e a sociedade. Também, foi possível perceber que a equipe está ampliando seu olhar sobre a saúde mental, pois está compreendendo a relevância em trabalhar na reabilitação psicossocial, autonomia e cidadania (MIELKE et al, 2007). De acordo com o Informativo Saúde Mental em Dados 7 publicado pelo Ministério da Saúde em junho de 2010, podemos perceber que houve um avanço quantitativo a favor da reabilitação psicossocial. Os dados revelam que dos 424 CAPS no ano de 2002, passouse para 1541 CAPS em 2010. Assim, a cobertura territorial que era de 21% hoje é de 63%, considerando-se 1 CAPS para cada 100.000 habitantes. No entanto, o número de CAPS III, apesar de também ter ampliado, ainda é bastante reduzindo em nosso país, sendo apenas 46 em todo o território (BRASIL, 2010). Isso pode indicar que para que o serviço em saúde mental seja totalmente extra-hospitalar, rompendo com a institucionalização em busca do convívio social e da autonomia do portador de transtorno mental, o Brasil tem ainda muito que avançar. Conclusões Com base no levantamento bibliográfico, foi possível conhecer o que vêm sendo feito no Brasil no sentido de efetivação dos dispositivos extra-hospitalares, sobretudo do CAPS, acompanhando alguns modelos que foram bem sucedidos, assim como os problemas e as críticas que se têm a respeito desse dispositivo. A partir da pesquisa desenvolvida por Nascimento e Galvanese (2009) sobre a estrutura dos CAPS na grande São Paulo, é possível pensar que esta realidade observada nos CAPS paulistanos pode representar a situação geral desse serviço em todo Brasil. Pois, considerando as interferências socioeconômicas e culturais presentes no Brasil e a falta de um serviço fiscalizador do trabalho desenvolvido por esses CAPS, é possível inferir que esse serviço, apesar da legislação vigente, faz com que o trabalho ocorra de modo indiscriminado. E como foi observado por Figueiredo e Rodrigues (2004) esses trabalhos podem até mesmo tomarem uma configuração de um atendimento clínico que pouco contribuia para a reinserção social dos usuários. A falta de discussão dessas práticas, de um estudo teórico e possivelmente de uma fiscalização do trabalho desenvolvido pelos CAPS no Brasil pode ser uma das causas dessas disparidades quanto ao serviço oferecido e da postura desses profissionais. Sobre a parceria entre CAPS e PSF, Delfini et al (2009) afirmam que, dentre os desafios e iniciativas da Reforma Psiquiátrica, está a inserção da saúde mental na Atenção Básica. Acreditamos que esta discussão pode ser ampliada para a análise sobre a falta e a necessidade de um trabalho em rede, desde o acompanhamento e a prevenção feitos na Atenção Básica, até a interrelação entre os próprios dispositivos voltados para o tratamento do portador de transtorno mental, de modo que se consolide o processo de reabilitação psicossocial e de desinstitucionalização. A pesquisa apresentada por Mielke et al (2007) aponta uma realidade interessante do sul do país, onde os profissionais, diferentemente do que foi observado por Figueiredo e Rodrigues (2004) no Espírito Santo, estão comprometidos com a reabilitação psicossocial dos usuários. Essa configuração produz um desenvolvimento para os usuários do sul do Brasil, pois é justamente este o objetivo do processo de desistitucionalização: promover uma reintegração social dos usuários dos CAPS através de intervenções no campo social e do apoio à família. Durante o período de estudo formamos um panorama das pesquisas que vem sendo publicadas em nosso país a respeito do Centro de Atenção Psicossocial, através do qual percebemos que as regiões sul e sudeste tem realizado maior número de estudos nesse sentido. Podemos inferir que o número de estudos pode indicar maior preocupação e engajamento com o movimento de Reforma Psiquiátrica e com a efetivação do CAPS nessas regiões do país, além de maior cobertura desses dispositivos extra-hospitalares nestas regiões, percepção esta confirmada pelos dados apresentados no Informativo Saúde Mental em Dados 7, de 2010. Nesse sentido, percebemos também que as regiões nordeste e centro-oeste vêm ampliando seus estudos, o que indica a crescente preocupação com a consolidação da rede de atenção psicossocial, principalmente no nordeste do país. Porém, é importante ressaltar que diante do estudo realizado pudemos perceber que muito ainda precisa ser feito em todas as regiões do país. 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