COLÉGIO ESTADUAL DR. ADHELMAR SICURO - E.F.M PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO CONTENDA 2011 Sumário 1. JUSTIFICATIVA..........................................................................................................12 1.1 IDENTIFICAÇÃO DO ESTABELECIMENTO...................................................13 1.2 HISTÓRICO DA INSTITUIÇÃO............................................................................14 ........................15 1.3 ORGANIZAÇÃO DO ESTABELECIMENTO DE ENSINO....................................15 1.3.1 Modalidade de Ensino....................................................................................16 1.3.2 Turno de Funcionamento...............................................................................16 2. OBJETIVOS GERAIS.................................................................................................16 3. MARCO SITUACIONAL.............................................................................................17 3.1 Caracterização do Município.................................................................................17 3.2 Caracterização da Comunidade e do Estabelecimento.......................................19 3.3 Nº de Turmas, Alunos, Professores, Funcionários...............................................20 3.4 Ambientes Pedagógicos.......................................................................................24 3.5 Educação Inclusiva...............................................................................................25 3.5.1 Atendimento aos Portadores de Necessidades Educacionais Especiais (PNEE).....................................................................................................................25 3.5.2 Diversidade.....................................................................................................26 3.6 PROJETOS INTEGRADOS AO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO.............27 3.6.1 PROJETO 1....................................................................................................28 3.6.2 PROJETO 2....................................................................................................29 EDUCAÇÃO AMBIENTAL.......................................................................................29 4. DESENVOLVIMENTO......................................................................................30 3.6.3 PROJETO 3...................................................................................................33 3.6.4 PROJETO 4:...................................................................................................35 3.7 QUADROS DEMONSTRATIVO E GRÁFICO DE EVASÃO, APROVAÇÃO E REPETÊNCIA.............................................................................................................36 3.8 ESTÁGIO NÃO OBRIGATÓRIO...........................................................................41 4. MARCO CONCEITUAL..............................................................................................43 4.1 PRINCÍPIOS NORTEADORES DA EDUCAÇÃO.................................................47 4.2 CONCEPÇÃO DE EDUCAÇÃO:...........................................................................48 4.3 CONCEPÇÃO DE AVALIAÇÃO............................................................................49 4.4 CONCEPÇÃO DE MUNDO:................................................................................50 4.5 CONCEPÇÃO DE SOCIEDADE...........................................................................50 4.6 CONCEPÇÃO DE HOMEM..................................................................................51 4.7 CONCEPÇÃO DE INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA..............................................52 ...................................................................................................................................52 O conceito de infância sofreu transformações tanto na literatura pedagógica quanto na legislação e nos debates educacionais.................................................................52 4.8 PROPOSTA DE ARTICULAÇÃO ENTRE EDUCAÇÃO INFANTIL E ANOS INICIAIS, ANOS FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL E ENTRE O ENSINO MÉDIO.........................................................................................................................55 4.9 PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM .....................................................56 .................................................................56 4.10 CONHECIMENTO E CURRÍCULO ESCOLAR.................................................57 4.11 DISCIPLINA........................................................................................................59 5. PROPOSIÇÕES DE AÇÕES OU MARCO OPERACIONAL.....................................60 5.1 ORGANIZAÇÃO DO TEMPO E CURRÍCULO ESCOLAR...................................60 5.2 DIRETRIZES CURRICULARES QUE NORTEIAM A AÇÃO DA ESCOLA.......61 5.3 INSTÂNCIAS COLEGIADAS...............................................................................72 5.3.1 – GRÊMIO ESTUDANTIL...............................................................................73 5.3.2– APMF............................................................................................................73 5.3.3 CONSELHO ESCOLAR:................................................................................74 5.3.4 -CONSELHO DE CLASSE:............................................................................74 5.3.5 REPRESENTANTE DE TURMA:..................................................................75 5.4 INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA EM SALAS DE APOIO.....................................77 5.5 PROCESSO DE AVALIAÇÃO, CLASSIFICAÇÃO E PROMOÇÃO.....................78 5.6 AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL DO PPP..............................................................80 5.7 ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO DO PROJETO POLÍTICOPEDAGÓGICO............................................................................................................81 5.7.1 FICHA DE REFLEXÃO E AUTO AVALIAÇÃO-ALUNO................................81 5.7.2 FICHA DE REFLEXÃO E AUTO AVALIAÇÃO-PAIS.....................................82 5.7.3 FICHA DE REFLEXÃO E AUTO-AVALIAÇÃO PARA PROFESSORES.......83 5.7.4 FICHA DE REFLEXÃO E AUTO – AVALIAÇÃO PARA SERVIÇOS GERAIS .................................................................................................................................84 5.7.5 FICHA DE REFLEXÃO E AUTO – AVALIAÇÃO PARA DIRETORA.............84 5.7.6 FICHA DE REFLEXÃO E AUTO – AVALIAÇÃO PARA SECRETÁRIA........85 5.7.7 FICHA DE REFLEXÃO E AUTO – AVALIAÇÃO PARA PEDAGOGA...........86 5.8 PROPOSTA DE FORMAÇÃO CONTINUADA....................................................87 5.9 ESTRATÉGIAS DA ESCOLA PARA ARTICULAÇAO COM A FAMÍLIA E A COMUNIDADE............................................................................................................89 5.10 MATRIZ CURRICULAR PARA 2012 ................................................................90 5.11 CALENDÁRIO ESCOLAR...................................................................................92 5.12 INCLUSÃO DO PROGRAMA DE EDUCAÇÃO FISCAL NAS AÇÕES EFETIVAS DA ESCOLA.............................................................................................93 6. PROPOSTA PEDAGÓGICA CURRICULAR.............................................................93 6.1 DISCIPLINA DE ARTE DO ENSINO FUNDAMENTAL: ......................................93 3- OBJETIVOS GERAIS:..............................................................................................100 6.1.1 Disciplina de Arte _ Ensino Médio - 1ª e 2ª Série............................................103 6.2 DISCIPLINA DE CIÊNCIAS.............................................................................110 1 - APRESENTAÇÃO ..................................................................................................110 3-OBJETIVOS ESPECÍFICOS:....................................................................................114 Compreender que o nosso Planeta teve uma origem, tem um presente e terá um futuro e que depende de como a humanidade conhece e se relaciona com o Planeta hoje; ......................................................................................................................................114 Compreender a evolução do conhecimento científico nos diferentes tempos da história da humanidade;............................................................................................................114 Estudar as características dos seres vivos, ciclos vitais e da interdependência que existe entre os seres vivos e entre estes e o ambiente; .............................................114 Discutir as relações entre a humanidade e o ambiente e as conseqüências dessas relações;........................................................................................................................114 6.3 DISCIPLINA DE EDUCAÇÃO FÍSICA:.............................................................121 6.4 DISCIPLINA DE ENSINO RELIGIOSO............................................................125 2-OBJETIVOS:..............................................................................................................126 6.5 DISCIPLINA DE GEOGRAFIA..........................................................................130 6.6 DISCIPLINA DE HISTÓRIA.............................................................................139 7º ANO................................................................................................................145 1-As relações de propriedade: .................................................................................145 a propriedade coletiva; a propriedade pública; a propriedade privada....................145 O local e o Brasil.......................................................................................................145 a propriedade coletiva entre os povos indígenas, quilombolas e faxinais no Paraná. ...................................................................................................................................145 a família e o espaço privado.....................................................................................145 a constituição do latifúndio na América portuguesa e no Brasil imperial e republicano................................................................................................................145 as reservas indígenas, a reforma agrária e os assentamentos. ..............................145 A relação com o Mundo............................................................................................146 a propriedade coletiva nas sociedades pré-colombianas.........................................146 A constituição do espaço público na antiguidade.....................................................146 A reforma agrária na antiguidade.............................................................................146 2- O mundo do campo e o mundo da cidade...........................................................146 O local e o Brasil.......................................................................................................146 as primeiras cidades brasileiras e paranaenses.......................................................146 o engenho colonial....................................................................................................146 a conquista do sertão................................................................................................146 A relação com o Mundo............................................................................................146 as cidades na antiguidade oriental e ocidental.........................................................146 a ruralização do Império Romano e a transição para o feudalismo........................146 as transformações no feudalismo europeu: o crescimento comercial e urbano......146 3- As relações entre o campo e a cidade.................................................................146 O local e o Brasil.......................................................................................................146 A relação com o Mundo............................................................................................146 4- Conflitos, resistência e produção cultural campo/ cidade....................................147 O local e o Brasil.......................................................................................................147 A relação com o Mundo............................................................................................147 A relação com o Mundo............................................................................................147 a história do trabalho nas primeiras sociedades humanas......................................147 o trabalho e a vida nas colônias espanholas: mita e encomienda...........................147 o trabalho assalariado...............................................................................................147 O local e o Brasil.......................................................................................................148 a desvalorização do trabalho no Brasil colônia e império........................................148 os saberes nas sociedades indígenas: mitos e -lendas...........................................148 o papel da escola no mundo do trabalho..................................................................148 A relação com o Mundo............................................................................................148 o significado do trabalho na antiguidade oriental e ocidental...................................148 as três ordens da sociedade feudal..........................................................................148 o nascimento das fábricas e a vida cultural.............................................................148 3- O mundo do trabalho............................................................................................148 O local e o Brasil.......................................................................................................148 A relação com o Mundo............................................................................................148 O local e o Brasil.......................................................................................................148 A relação com o Mundo...........................................................................................148 A relação com o Mundo............................................................................................150 o surgimento da monarquia nas sociedades da antiguidade...................................150 a formação dos reinos africanos...............................................................................150 O Estado Absolutista europeu..................................................................................150 O imperialismo no século XIX...................................................................................150 A formação dos Estados nacionais nos séculos XIX a XIX; as ditaduras e as democracias..............................................................................................................150 A constituição dos Estados socialistas.....................................................................150 A formação dos blocos econômicos.........................................................................150 2-Guerras e revoluções: ...........................................................................................150 os movimentos sociais; políticos, culturais e religiosos; as revoltas e revoluções sociais (políticas, econômicas, culturais e religiosas); guerras locais e guerras mundiais....................................................................................................................150 O local e o Brasil.......................................................................................................150 3-METODOLOGIA....................................................................................................151 5-AVALIAÇÃO..............................................................................................................152 4-BIBLIOGRAFIA................................................................................................155 6.7 DISCIPLINA DE L. E. M – INGLÊS:...................................................................162 DESDOBRADOS A PARTIR DE TEXTOS (VERBAIS E NÃO-VERBAIS), PERTENCENTES AOS DIFERENTES GÊNEROS DISCURSIVOS.......................165 Unidades Temáticas................................................................................................166 6.8 DISCIPLINA DE L.E.M. – Espanhol _EM........................................................169 6.9 DISCIPLINA DE LÍNGUA PORTUGUESA........................................................175 6.10 DISCIPLINA DE MATEMÁTICA......................................................................198 CONTEÚDOS ESPECIFICOS..................................................................................209 6.11 DISCIPLINA DE BIOLOGIA.............................................................................217 1-APRESENTAÇÃO........................................................................................217 6.12 DISCIPLINA DE FÍSICA..................................................................................223 6.13 DISCIPLINA DE QÚIMICA..............................................................................231 6.14 PROPOSTA CURRICULAR DA DISCIPLINA DE SOCIOLOGIA....................239 6.15 DISCIPLINA DE FILOSOFIA............................................................................246 7.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS:......................................................................251 1.1 IDENTIFICAÇÃO DO ESTABELECIMENTO..................................................... 2 1.2 HISTÓRICO DA INSTITUIÇÃO.............................................................................. 2 ..........................3 1.3 ORGANIZAÇÃO DO ESTABELECIMENTO DE ENSINO......................................3 1.3.1 Modalidade de Ensino......................................................................................3 1.3.2 Turno de Funcionamento................................................................................. 3 2. OBJETIVOS GERAIS................................................................................................... 3 3. MARCO SITUACIONAL................................................................................................3 3.1 Caracterização do Município...................................................................................3 3.2 Caracterização da Comunidade e do Estabelecimento..........................................4 3.3 Nº de Turmas, Alunos, Professores, Funcionários.................................................4 3.4 Ambientes Pedagógicos......................................................................................... 6 3.5 Educação Inclusiva................................................................................................. 6 3.5.1 Atendimento aos Portadores de Necessidades Educacionais Especiais (PNEE).......................................................................................................................6 3.5.2 Diversidade.......................................................................................................6 3.6 PROJETOS INTEGRADOS AO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO................6 3.6.1 PROJETO 1......................................................................................................6 3.6.2 PROJETO 2......................................................................................................7 EDUCAÇÃO AMBIENTAL.........................................................................................7 3.6.3 PROJETO 3...................................................................................................10 3.6.4 PROJETO 4:...................................................................................................12 3.7 QUADROS DEMONSTRATIVO E GRÁFICO DE EVASÃO, APROVAÇÃO E REPETÊNCIA............................................................................................................. 12 3.8 ESTÁGIO NÃO OBRIGATÓRIO...........................................................................13 4. MARCO CONCEITUAL.............................................................................................. 14 4.1 PRINCÍPIOS NORTEADORES DA EDUCAÇÃO.................................................15 4.2 CONCEPÇÃO DE EDUCAÇÃO:...........................................................................15 4.3 CONCEPÇÃO DE AVALIAÇÃO............................................................................15 4.4 CONCEPÇÃO DE MUNDO:................................................................................ 16 4.5 CONCEPÇÃO DE SOCIEDADE...........................................................................16 4.6 CONCEPÇÃO DE HOMEM.................................................................................. 16 4.7 CONCEPÇÃO DE INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA.............................................. 16 ...................................................................................................................................16 O conceito de infância sofreu transformações tanto na literatura pedagógica quanto na legislação e nos debates educacionais................................................................. 16 4.8 PROPOSTA DE ARTICULAÇÃO ENTRE EDUCAÇÃO INFANTIL E ANOS INICIAIS, ANOS FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL E ENTRE O ENSINO MÉDIO.........................................................................................................................17 4.9 PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM .....................................................17 .................................................................17 4.10 CONHECIMENTO E CURRÍCULO ESCOLAR................................................. 17 4.11 DISCIPLINA........................................................................................................ 18 5. PROPOSIÇÕES DE AÇÕES OU MARCO OPERACIONAL..................................... 18 5.1 ORGANIZAÇÃO DO TEMPO E CURRÍCULO ESCOLAR...................................18 5.2 DIRETRIZES CURRICULARES QUE NORTEIAM A AÇÃO DA ESCOLA.......18 5.3 INSTÂNCIAS COLEGIADAS............................................................................... 21 5.3.1 – GRÊMIO ESTUDANTIL...............................................................................21 5.3.2– APMF............................................................................................................21 5.3.3 CONSELHO ESCOLAR:................................................................................ 22 5.3.4 -CONSELHO DE CLASSE:............................................................................22 5.3.5 REPRESENTANTE DE TURMA:..................................................................22 5.4 INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA EM SALAS DE APOIO..................................... 23 5.5 PROCESSO DE AVALIAÇÃO, CLASSIFICAÇÃO E PROMOÇÃO.....................23 5.6 AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL DO PPP..............................................................24 5.7 ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO DO PROJETO POLÍTICOPEDAGÓGICO............................................................................................................24 5.7.1 FICHA DE REFLEXÃO E AUTO AVALIAÇÃO-ALUNO................................24 5.7.2 FICHA DE REFLEXÃO E AUTO AVALIAÇÃO-PAIS.....................................25 5.7.3 FICHA DE REFLEXÃO E AUTO-AVALIAÇÃO PARA PROFESSORES.......26 5.7.4 FICHA DE REFLEXÃO E AUTO – AVALIAÇÃO PARA SERVIÇOS GERAIS ................................................................................................................................. 26 5.7.5 FICHA DE REFLEXÃO E AUTO – AVALIAÇÃO PARA DIRETORA.............27 5.7.6 FICHA DE REFLEXÃO E AUTO – AVALIAÇÃO PARA SECRETÁRIA........27 5.7.7 FICHA DE REFLEXÃO E AUTO – AVALIAÇÃO PARA PEDAGOGA ...........28 5.8 PROPOSTA DE FORMAÇÃO CONTINUADA.................................................... 28 5.9 ESTRATÉGIAS DA ESCOLA PARA ARTICULAÇAO COM A FAMÍLIA E A COMUNIDADE............................................................................................................29 5.10 MATRIZ CURRICULAR PARA 2012 ................................................................ 29 5.11 CALENDÁRIO ESCOLAR...................................................................................29 5.12 INCLUSÃO DO PROGRAMA DE EDUCAÇÃO FISCAL NAS AÇÕES EFETIVAS DA ESCOLA............................................................................................. 29 6. PROPOSTA PEDAGÓGICA CURRICULAR.............................................................29 6.1 DISCIPLINA DE ARTE DO ENSINO FUNDAMENTAL: ......................................29 3- OBJETIVOS GERAIS:................................................................................................35 6.1.1 Disciplina de Arte _ Ensino Médio - 1ª e 2ª Série..............................................36 6.2 DISCIPLINA DE CIÊNCIAS............................................................................... 41 1 - APRESENTAÇÃO .................................................................................................... 41 3-OBJETIVOS ESPECÍFICOS:...................................................................................... 42 Compreender que o nosso Planeta teve uma origem, tem um presente e terá um futuro e que depende de como a humanidade conhece e se relaciona com o Planeta hoje; . 42 Compreender a evolução do conhecimento científico nos diferentes tempos da história da humanidade;.............................................................................................................. 42 Estudar as características dos seres vivos, ciclos vitais e da interdependência que existe entre os seres vivos e entre estes e o ambiente; ............................................... 42 Discutir as relações entre a humanidade e o ambiente e as conseqüências dessas relações;..........................................................................................................................42 6.3 DISCIPLINA DE EDUCAÇÃO FÍSICA:...............................................................46 6.4 DISCIPLINA DE ENSINO RELIGIOSO.............................................................. 48 2-OBJETIVOS:................................................................................................................48 6.5 DISCIPLINA DE GEOGRAFIA............................................................................50 6.6 DISCIPLINA DE HISTÓRIA............................................................................... 52 1-As relações de propriedade: ...................................................................................54 a propriedade coletiva; a propriedade pública; a propriedade privada. .....................54 O local e o Brasil......................................................................................................... 54 a propriedade coletiva entre os povos indígenas, quilombolas e faxinais no Paraná. .....................................................................................................................................54 a família e o espaço privado....................................................................................... 54 a constituição do latifúndio na América portuguesa e no Brasil imperial e republicano..................................................................................................................54 as reservas indígenas, a reforma agrária e os assentamentos. ................................54 A relação com o Mundo.............................................................................................. 54 a propriedade coletiva nas sociedades pré-colombianas...........................................54 A constituição do espaço público na antiguidade.......................................................54 A reforma agrária na antiguidade................................................................................54 2- O mundo do campo e o mundo da cidade..............................................................55 O local e o Brasil......................................................................................................... 55 as primeiras cidades brasileiras e paranaenses. ........................................................55 o engenho colonial...................................................................................................... 55 a conquista do sertão..................................................................................................55 A relação com o Mundo.............................................................................................. 55 as cidades na antiguidade oriental e ocidental. ..........................................................55 a ruralização do Império Romano e a transição para o feudalismo. ......................... 55 as transformações no feudalismo europeu: o crescimento comercial e urbano. .......55 3- As relações entre o campo e a cidade................................................................... 55 O local e o Brasil......................................................................................................... 55 A relação com o Mundo.............................................................................................. 55 4- Conflitos, resistência e produção cultural campo/ cidade. ..................................... 55 O local e o Brasil......................................................................................................... 55 A relação com o Mundo.............................................................................................. 55 A relação com o Mundo.............................................................................................. 55 a história do trabalho nas primeiras sociedades humanas........................................ 56 o trabalho e a vida nas colônias espanholas: mita e encomienda. ............................ 56 o trabalho assalariado.................................................................................................56 O local e o Brasil......................................................................................................... 56 a desvalorização do trabalho no Brasil colônia e império. ..........................................56 os saberes nas sociedades indígenas: mitos e -lendas............................................. 56 o papel da escola no mundo do trabalho....................................................................56 A relação com o Mundo.............................................................................................. 56 o significado do trabalho na antiguidade oriental e ocidental. ....................................56 as três ordens da sociedade feudal............................................................................ 56 o nascimento das fábricas e a vida cultural...............................................................56 3- O mundo do trabalho.............................................................................................. 56 O local e o Brasil......................................................................................................... 56 A relação com o Mundo.............................................................................................. 56 O local e o Brasil......................................................................................................... 56 A relação com o Mundo............................................................................................. 56 A relação com o Mundo.............................................................................................. 57 o surgimento da monarquia nas sociedades da antiguidade. .................................... 57 a formação dos reinos africanos.................................................................................57 O Estado Absolutista europeu.................................................................................... 57 O imperialismo no século XIX.....................................................................................57 A formação dos Estados nacionais nos séculos XIX a XIX; as ditaduras e as democracias................................................................................................................ 57 A constituição dos Estados socialistas....................................................................... 57 A formação dos blocos econômicos........................................................................... 57 2-Guerras e revoluções: .............................................................................................57 os movimentos sociais; políticos, culturais e religiosos; as revoltas e revoluções sociais (políticas, econômicas, culturais e religiosas); guerras locais e guerras mundiais...................................................................................................................... 57 O local e o Brasil......................................................................................................... 57 3-METODOLOGIA...................................................................................................... 58 5-AVALIAÇÃO................................................................................................................ 58 6.7 DISCIPLINA DE L. E. M – INGLÊS:..................................................................... 63 DESDOBRADOS A PARTIR DE TEXTOS (VERBAIS E NÃO-VERBAIS), PERTENCENTES AOS DIFERENTES GÊNEROS DISCURSIVOS......................... 63 Unidades Temáticas...................................................................................................63 6.8 DISCIPLINA DE L.E.M. – Espanhol _EM.......................................................... 64 6.9 DISCIPLINA DE LÍNGUA PORTUGUESA.......................................................... 66 6.10 DISCIPLINA DE MATEMÁTICA........................................................................ 80 CONTEÚDOS ESPECIFICOS....................................................................................83 6.11 DISCIPLINA DE BIOLOGIA...............................................................................86 6.12 DISCIPLINA DE FÍSICA....................................................................................89 6.13 DISCIPLINA DE QÚIMICA................................................................................95 6.14 PROPOSTA CURRICULAR DA DISCIPLINA DE SOCIOLOGIA....................100 6.15 DISCIPLINA DE FILOSOFIA............................................................................ 101 7.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS:...................................................................... 105 1. JUSTIFICATIVA O Projeto Político- Pedagógico é um instrumento norteador que define a identidade da escola e o papel da comunidade escolar de forma intencional, sistemática, planejada e contínua dos conhecimentos socialmente elaborados e reconhecidos como necessários para um efetivo exercício da cidadania. Quando a comunidade escolar conhece, acessa e participa da construção do projeto político- pedagógico, tem condições de compreender o funcionamento da escola e de reivindicar que os interesses em prol da mesma sejam atendidos. O presente Projeto Político Pedagógico foi elaborado tendo como referencial as Diretrizes Curriculares para o Ensino Fundamental e Médio, uma ampla pesquisa na legislação vigente e referencial bibliográfico acerca deste documento, bem como as Fundamentações Teóricas que embasam as disciplinas em suas particularidades. Todos os segmentos da Comunidade Escolar estiveram envolvidos, cada um com as características de sua função e a visão que tem do todo, participando de forma efetiva e coletiva, sendo protagonistas deste processo. A necessidade de um Projeto Político Pedagógico na escola antecede qualquer decisão política ou exigência legal, já que, enquanto educadores e membros da instituição escolar devemos ter clara a intencionalidade da educação, as formas de operacionalizar o processo ensino/aprendizagem e a sistematização do mesmo. 1.1 IDENTIFICAÇÃO DO ESTABELECIMENTO Estabelecimento de Ensino: COLÉGIO ESTADUAL DR. ADHELMAR SICURO. ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO. Código: 00236 Endereço: Rua Padre José Lopacinski, S/N Telefone: 3638-1180 E-mail: [email protected] Distrito/ CEP: Catanduvas do Sul – 83740 – 000 Município/ UF: Contenda – PR Código: 0620 Dependência Administrativa: Estadual NRE: Área Metropolitana Sul Código: 003 Entidade Mantenedora: Secretaria de Estado da Educação Ato de Autorização do Colégio: Resolução nº 419/01 de 20/02/2001 Ato de Reconhecimento do Colégio: Parecer 639/05 de 25/10/2005, Resolução 2857 DOE 24/11/05 Parecer do NRE de Aprovação do Regimento Escolar: Parecer nº 69/2011 e Ato Administrativo n º 319/11 de 25/08/2011. Distância do Colégio ao NRE: 50 km Local: Zona Rural 1.2 HISTÓRICO INSTITUIÇÃO DA A Escola foi criada pela Resolução nº 419/01, pela Secretária de Estado da Educação Alcyone Saliba, na gestão de Prefeitura do Senhor Wilson Baumel Piel, iniciando seu funcionamento a partir do ano de 2002, com a denominação de Escola Estadual Dr. Adhelmar Sicuro – Ensino Fundamental. A razão dessa denominação foi para homenagear um filho da terra que se formou como o primeiro dentista de Contenda e dedicou sua vida profissional ao povo Contendense, exercendo também o cargo de Prefeito Municipal. Dr. Adhelmar Sicuro colaborou incansavelmente durante muitos anos para o progresso cultural deste município. A intenção foi premiar o esforço e a dedicação desta eminente figura dando o seu nome a nova escola, na esperança de que esta se torne também um baluarte do progresso educacional de Contenda. A escola permaneceu durante o período de 2002 a agosto de 2009 em dualidade administrativa com a Escola Rural Municipal Nossa Senhora das Graças. Nesse período, a escola passou por dificuldades de adaptação e aceitação na comunidade local, visto que, os profissionais designados à implantação da escola não eram da comunidade local, e isso, na época não foi aceito pela comunidade, bastante tradicional. Devido a esse fato houve muitos atritos, divergências de opinião e discussões. Nesse período houve uma fase de carência de disponibilidade material, já que, por ser escola nova não se dispunha de material próprio e não se tinha acesso aos da instituição em que a escola estava inserida. Houve também dificuldade por ausência de funcionários específicos para os cargos necessários ao bom andamento da escola, já que nos primeiros dias de funcionamento se dispunha somente uma secretária e dois professores. Com o passar do tempo foram incorporados os demais funcionários, sendo que a primeira pedagoga foi designada somente após aproximadamente 3 anos de funcionamento. E nesse período foi essencial o apoio recebido pela APM recém eleita, visto que, era essa instituição que subsidiava financeiramente a escola, inclusive com os primeiros salários de alguns funcionários. Outro ponto relevante foi a dificuldade de locomoção, pois mesmo estando a 12 Km do centro da cidade, nos primeiros anos de funcionamento, parte dos funcionários da escola não podia utilizar o transporte escolar, tendo que se organizar com caronas esporádicas ou até mesmo chegar a pé até o local de trabalho. Em 2003, na gestão da professora Ângela Gurski Faot, diretora no período de 2002 a 2005, iniciou-se um processo de compra de um prédio pertencente à MITRA, que fica em frente à instalação municipal, prédio este desocupado e abandonado há alguns anos, em desuso total. Processo tal, que embora tenha gerado expectativas devido a visitas, vistorias, solicitação e tramitação de documentos, não teve retorno da mantenedora. Em 2006, na tentativa de dar continuidade ao andamento do processo, já na gestão da professora Cláudia Sirlei Leiva, que assumiu a partir de 2006 até a presente data, descobriu-se que o processo havia sido negado e arquivado. Então, novo processo foi iniciado, solicitando dessa vez comodato, com o apoio do então Pároco local, Pe. Milton Machniewicz. Por mais 3 anos houve trâmite de documentação, e somente em 2009 é que houve permissão para usar o prédio e consequente liberação da reforma do espaço físico a ser ocupado. Reforma essa que durou aproximadamente 1 semestre, permitindo a mudança efetiva do estabelecimento como um todo em agosto de 2009, deixando ainda sem realizar a transferência do laboratório de informática, Paraná Digital, que necessita de nova obra de infra estrutura no prédio atual. Destacamos, porém que durante a obra, parte das atividades escolares ocorria no prédio em reforma, o que gerava grande preocupação por parte dos profissionais do estabelecimento, que precisavam estar sempre atentos e orientando muito cuidado com a segurança e integridade física dos alunos. Cabe ressaltar ainda que a reforma não atendeu a todas as necessidades da comunidade escolar, visto que não dispomos de Cancha para esportes, dos Laboratórios de Informática, conforme já foi dito, e temos problemas com a sonorização entre um piso e outro, já que a divisória é de madeira. Além disso, não há acessibilidade, visto que há escadas tanto no interior quanto no pátio externo do prédio e nenhuma rampa. Em relação à oferta de ensino, a instituição, a princípio, oferecia apenas o segundo segmento do Ensino Fundamental, sendo que no ano de 2007 foi implantada a oferta de Ensino Médio à comunidade escolar, o que gerou alteração da denominação, passando a ser Intitulado Colégio Estadual Dr. Adhelmar Sicuro – EFM, conforme orientação. Hoje o colégio é referência na comunidade e em todo o município, tanto que há grande e frequente procura por vagas, as listas de espera estão sempre preenchidas. Atende não só a comunidade local, como também alunos do centro de Contenda, Araucária e Quitandinha. 1.3 ORGANIZAÇÃO ESTABELECIMENTO ENSINO 1.3.1 DO DE Modalidade de Ensino O Colégio Estadual Dr. Adhelmar Sicuro - Ensino Fundamental e Médio - oferta os anos finais do Ensino Fundamental no período diurno (manhã e tarde) e Ensino Médio no turno da manhã, organizado em série /ano. 1.3.2 Turno de Funcionamento O horário das aulas do Colégio procura atender aos interesses de aprendizagem e a disponibilidade do transporte escolar: Manhã Tarde 07h20min às 11h45min 13h00min às 17h25min 2. OBJETIVOS GERAIS 1. Ensino Aprendizagem A sociedade atual está vivenciando uma inversão de valores, tudo aquilo que antes era considerado essencial, hoje tem se tornado “antiquado”. E é nesse ambiente e clima que a Escola se mantém efetiva. Seu principal objetivo é socializar a cultura e os saberes historicamente construídos, contribuindo para a democratização da sociedade mais justa e humana. Entendendo-se que a aprendizagem é um processo de construção do conhecimento, no qual o professor tem uma grande importância na intervenção do mesmo, é necessário que nas relações de aprendizagem se promovam o espírito criativo e inovador, a capacidade de síntese e análise lógica. Assim, o aluno deve ser visto tal como ele é, com sua realidade, suas necessidades, suas possibilidades e expectativas, e o professor juntamente com o aluno deverá construir o tipo de ensino - aprendizagem ideal. E, com base nos dados captados, utilizar de forma flexível os mais variados recursos didáticos, atendendo as características de cada situação. A Escola deve propiciar situações de aprendizagem que façam alunos pensar, provoquem a reorganização de seus conhecimentos prévios para modificá-los gradativamente. 2. Permanência do Aluno na Escola Refletir a prática pedagógica como um fator condicionante e buscar meios que possibilitem aos docentes para contribuir com ações eficazes para a permanecia do aluno na escola e a redução da repetência escolar. Desenvolver um trabalho de sensibilização e envolvimento da comunidade escolar e da sociedade em geral nos trabalhos desenvolvidos pela escola. Inovar as práticas pedagógicas, desenvolvendo atividades atrativas, que motivem o aluno, a permanecer na escola, elevando assim o seu desempenho e elevando a imagem da escola perante a sociedade, onde o Ensino de qualidade, seja a meta principal, na formação do cidadão consciente e capaz de atuar como agente transformador da sociedade, procurando sempre interagir Escola e Comunidade. 3. Gestão Democrática Reconhecer a necessidade e capacidade da escola em planejar e organizar a sua dimensão política e pedagógica a partir da gestão participativa em todos os segmentos da comunidade escolar no processo dinâmico e articulado, sendo uma das oportunidades de atingir melhores resultados na aprendizagem dos alunos e de todos os envolvidos no processo educativo de acordo com suas necessidades e culturas específicas enfocando a construção coletiva. 3. MARCO SITUACIONAL 3.1 Caracterização Município do Contenda está situada no 1º planalto de Curitiba, fazendo parte integrante da Área Metropolitana, localizando-se a 40 km ao sul da Capital do Estado do Paraná, sendo atravessada pela BR 476 e tendo como limites os municípios de Balsa Nova, Araucária, Quitandinha, Lapa e Mandirituba. A área territorial do Município de Contenda é de 344, 758 km². Sua população é de aproximadamente 20.000 habitantes. Altitude de 878,17m acima do nível do mar, latitude 25º 43” e longitude 40º 30”. Nosso clima é o subtropical, com umidade relativa do ar elevada. Sua temperatura média é de 15º a 20ºC. O solo apresenta declive variável, classificado como forte - ondulado. A presença de rochas sedimentares formou solos com desiguais texturas. Existem solos arenosos, porém o predomínio é do solo argiloso. Rios principais: Iguaçu, Contenda e Isabel Alves. As condições climáticas e do solo contribuem para o desenvolvimento de florestas, ficando o campo em segundo lugar. Predomina a floresta subtropical, que se apresenta, em geral, em três níveis, sendo o superior constituído por Araucárias, Imbuia, Cedro e Canela. Grande parte do Município já foi desmatada e restam quase que exclusivamente as áreas de preservação, os locais de difícil acesso e os de grande declive, guardando a vegetação nativa e pequenos capões. As espécies que aqui habitam são quase que as mesmas distribuídas por toda a Região Sul. Registramos várias espécies de aves, mamíferos, alguns répteis e roedores e uma variedade de peixes em nossos rios. Não se sabe com certeza quem foram os primeiros moradores do nosso solo, porém há indícios de que aqui viviam índios tinguis e guaranis, depois espanhóis e portugueses, depois caboclos, cafuzos e mamelucos. Diz-se também que essas terras faziam parte de uma das quatro sesmarias concedidas por El - Rei de Portugal aos portugueses Ignácio da Costa e Leandro da Costa (1740); Manoel da Luz (1751) e Antônio Gonçalves dos Reis (1767). Registra-se a chegada de colonos poloneses e alemães nesse território, em meados de 1890. Os comerciantes João Soares Franco e Constantino Soares da Silva são considerados os fundadores da cidade, que aqui se estabeleceram com uma casa de comércio de gêneros diversos e compra de cereais e erva mate. Deu-se início a colonização propriamente dita no ano de 1894, com a chegada também dos poloneses na colônia Serrinha, a beira da estrada geral, que ligava Curitiba a Lapa. Em 14 de novembro de 1951, Contenda foi desmembrada do município da Lapa, tornando- se um município autônomo, e em 14 de dezembro de 1952 foi efetuada a posse do primeiro prefeito eleito. Nossa economia gira principalmente em torno da produção agrícola, porém, Contenda está expandindo o progresso na Área Econômica, contando com representação nas atividades pecuárias, industriais, comércio de ferramentas e implementos agrícolas, calçados e vestuários, fertilizantes e adubos. Sendo Contenda uma região de colonização européia, caracteriza-se pela predominância de pequenas propriedades e pela atividade agrícola, na qual predomina o plantio de milho, feijão, batata e soja. A concentração demográfica na área territorial de Contenda é de aproximadamente 19 habitantes/Km. Em relação à Educação, o município de Contenda tem como estrutura educacional atendimento e administração de duas redes de ensino: a rede Pública Municipal e a Estadual. Em relação à rede estadual de ensino, na região central do município funciona o Colégio Estadual Miguel Franco Filho – E.F.M. e o CEEBJA Ziloah de Moura Carvalho, no distrito de Catanduvas do Sul, zona rural, funciona o Colégio Estadual Dr. Adhelmar Sicuro – E.F. M, no distrito de Serrinha, a Escola Estadual Pedro José Puchalski, e no bairro Jardim São João, a Escola Estadual Ver. Dr. Francisco Cordeiro – E.F. (5ª a 8ª séries). 3.2 Caracterização Comunidade e Estabelecimento da do A comunidade de Catanduvas do Sul, na qual está inserida a Escola, é caracterizada como zona rural, onde a economia gira em torno da agricultura, com pequenos estabelecimentos comerciais, que procuram atender às necessidades de seus habitantes. Sua população é formada, em grande maioria, por descendentes poloneses, mas hoje já começa a se efetivar certa miscigenação. A cultura regional ainda mantém características mais tradicionalistas, família estável e patriarcal, que segue cultos de religião católica. Essa tradição, reservada, muitas vezes, entra em choque com o saber científico, que considera essencial a nitidez e o esclarecimento de toda e qualquer informação. Isso porque, muitas das famílias não têm outra fonte de informação e conhecimento que não a Escola. Isso já gerou alguns transtornos com pais de alunos. A maioria da clientela escolar vem de lugares distantes, mas serve-se dos ônibus de transporte escolar municipal, isso ajuda a minimizar o problema do acesso à escola. No entanto, é crescente o atendimento a alunos residentes no centro da cidade, já que os pais preferem que estudem num ambiente mais calmo. No que se refere às condições sócio- econômicas, há residências de alguns de nossos alunos que apresentam condições precárias de instalações sanitárias, água, esgoto, iluminação e em algumas faltam até cômodos adequados para os familiares, pois pais e filhos dividem o mesmo quarto, e as crianças usam uma mesma cama para dormir. Há os pequenos proprietários, os que vivem de agricultura de subsistência, alguns grandes proprietários e filhos advindos de pais que trabalham em escolas, lojas, empresas, na grande maioria, daqueles que advém do centro da cidade. A grande maioria dos pais dos alunos apresenta nível de escolaridade até a 4ª série do Ensino Fundamental, alguns concluíram até a 8ª série, poucos têm o Ensino Médio concluído, raros os pais que detêm o Ensino Superior, e há ainda os casos de quem não tem nenhuma instrução, que, aliás, são resistentes à participação no Programa Paraná Alfabetizado, oferecido pela escola à comunidade. Contamos com a existência de órgãos colegiados: APMF, Conselho Escolar, Conselho de Classe e Grêmio Estudantil, mas nem sempre podemos contar com a efetiva participação destes nas tomadas de decisões da escola, pois os membros que não são do convívio diário nem sempre se dispõe a atender as necessidades da instituição. Com relação ao ambiente escolar, contamos com 10 computadores do PROINFO em funcionamento parcial, já que não estão conectados à Internet e nem dispõe conexão para impressora, e 16 do Paraná Digital, sendo que 3 foram instalados na área administrativa e pedagógica, e 4 estão disponibilizados para uso dos professores, os demais não estão em condições de uso, pois ficam ainda no prédio municipal. Temos ainda um mimeógrafo, pouco utilizado, um retroprojetor, onze TV's, sendo nove, do modelo Multimídia (TV Pendrive), doadas pelo Governo do Estado, dois DVDs e dois videocassetes não instalados em sala de aula, necessitando de deslocamento e duas impressoras em situação de uso, uma máquina fotocopiadora adquirida pelo PDDE e 2 bebedouros. Todas as salas de aulas são equipadas também com ventiladores de teto. 3.3 Nº de Turmas, Alunos, Professores, Funcionários No período da manhã são ofertadas 7 turmas, sendo assim distribuídas: 2 turmas de 7ª série, 2 turmas de 8ª série, 1 turma de 1º ano, 1 turma de 2º ano e 1 turma de 3º ano; no período da tarde são ofertadas também 7 turmas, sendo assim distribuídas: 4 turmas de 5ª série, 3 turmas de 6ª série. Além das turmas regulares, são oferecidas, em contraturno, as Salas de Apoio para as 5ª e 8ª séries, nas disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática e ainda o Celem para o Ensino Médio. O número de alunos matriculados neste Colégio no ano de 2011 perfaz um total de 339 alunos, sendo 257 de Ensino Fundamental e 82 do Ensino Médio, distribuídos conforme a tabela abaixo. ENS INO FUN DA ME NTA L TUR ALU TUR MA 5ª A 5ª B 5ª C 5ª D SAA Mat emá tica SAA L. Port ugu esa 6ª A NOS NO 24 TAR DE 24 TAR DE 21 TAR DE 24 TAR DE 15 MA 5ª NHÃ série 15 MA 5 NHÃ série 24 6ª B 22 6ªC 22 SAA Mat emá tica SAA L. Port ugu esa 7ª A 15 8ª série 7ª B 25 8ª A 22 8ª B 24 TAR DE TAR DE TAR DE TAR DE 15 TAR 8ª DE série 25 ENS INO MÉ DIO 1º 30 ANO 2º 20 ANO 3º 25 ANO MA NHÃ MA NHÃ MA NHÃ MA NHÃ MA NHÃ MA NHÃ MA NHÃ CEL EM 13 TAR DE Seu quadro de funcionários conta atualmente com 38 profissionais, sendo assim distribuídos: 1 Diretora, 2 Pedagogas, 5 Agentes Educacionais I, sendo 1 Técnico Administrativo e 28 professores atuando diretamente com os alunos. Assim demonstrados no quadro abaixo: NOME FUNÇÃO/VÍNCULO FORMAÇÃO PROFISSIONAL Ângela Gurski Faot Professora/QPM Ciência/Sociologia Grad.: Pedagogia; Ciências Química Pós-grad.: Tecnologias Aplicadas à Educação Antônia do Rocio Padilha Alves Agente Educacional I Ensino Médio Incompleto Antônio Carlos F. Junior Professor PSS/ Ciências Licenciatura em Matemática e Especialização em Ciências Ariane Lima do Vale Professora/QPM Química Grad.: Licenciatura/Bachare em Química Carla Fantin Sass Agente Educacional I QFEB Ensino Médio Celia Leite Ribas Agente Educacional IQFEB Ensino Médio Cláudia Sirlei Leiva Professora/QPM Diretora Grad.: Licenciatura em Letras Português/Espanhol Pós- grad.: Psicopedagogia Clínica/ Institucional; Língua Portuguesa e Literatura Brasileira Cláudio José Figura Professor de Portuguesa / PSS Cleide Cristina Schebeski Professora/QPM Grad.:Licenciatura Ciências Biológicas. Cristiane Baumel Professora/QPM Matemática Grad.: Licenciatura em Matemática e habilitação em Física. Pós-grad.: Matemática Aplicada e Ed. Especial. língua Grad: Licenciatura em Elenice Guterville Professora/ PSS Arte Grad: Licenciatura em Arte Émerson de O Ribeiro Professor/PSS Grad.: Educação Física Fernanda Baumel Szczypior Professor/QPM Biologia Grad: Licenciatura em Ciência Gilson Henrique de Lima Professor de Educação Física/ Licenciatura em Educação PSS Física João Gilmar Fiatkoski Professor/ QPM História/Filosofia Grad.: Licenciatura Plena em Filosofia e Ensino Religioso João Paulo Longo Professor /QPM Matemática- Apoio Licenciatura Plena em Matemática Pós-grad.: Ed. Matemática. Jociana Maria Bill Kaelle Professora/PSS Espanhol Licenciatura em Espanhol e Português (Acadêmica) Josélia Loch Ribeiro Professora/PSS Física Leozira Florêncio Agente Educacional II PSS Acadêmica em Pedagogia Luciana Coelho Fabianski Agente Educacional I QFEB Ensino Médio Luiz Carlos Miguel Professor/PSS Inglês Licenciatura em Português /Inglês. Marceli Cristina Sicuro Pedagoga QPM Licenciatura em Pedagogia e Matemática Pós grad.: Educaçao Especia Maria Aparecida Walter Professora/QPM Arte Licenciatura em Artes Visuais com Ênfase em Computação Gráfica. Pós- grad.: Ed. Especial. Mario César da Silva Cardoso Agente Educacional I QFEB Professora/PSS Inglês Ensino Médio Marli Carneiro Maia Getkoski Educação Licenciatura Física em Licenciatura em Portuguesa e Inglês Educação língua Renato Santos do Rosário Professor/ PSS Geografia Licenciatura curta em História e plena em Geografia Rozinei de Fátima Gonçalves Professora/QPM Stanislovski História Licenciatura Plena em História. Pós Grad.: Metodologia do Ensino de História Sandra Mara Polak Professora/QPM Português Licenciatura Plena Português/Espanhol Sara Gonçalves Professora /PSS Ensino Religioso Licenciatura em Pedagogia Silmara Horning Professora/PSS Português-Apoio em Licenciatura em língua Portuguesa e Licenciatura em Frances Silvana Mildemberg Nunes Pedagoga/ PSS Licenciatura em Pedagogia com habilitação em Orientação e Supervisão. Pós Gestão Escolar e Empreendedorismo Simone Schmitz Professora/ PSS História Licenciatura em História Simone Staron Professora /PSS Português Licenciatura Plena em Língua Portuguesa Tatiana Ceccato Baio Professora/QPM Física Licenciatura Física Tiago Stanczyk Professor/QPM Geografia Licenciatura Geografia Vilma Aparecida Padilha Professora/PSS Português Licenciatura Plena Português/Espanhol. Pós em Psicopedagogia Luciane Binek Professora /PSS Matemática - Apoio 3.4 Pedagógicos Licenciatura Matemática Plena Plena Ambientes Atualmente o Colégio Estadual Dr. Adhelmar Sicuro - EFM, funciona em um prédio de dois pisos, do antigo Seminário pertencente a MITRA. Recentemente parte em em em de sua estrutura foi reformada para o atendimento à comunidade escolar, porém esta não atendeu totalmente as exigências de segurança e qualidade estabelecidas pelo CREA e corpo de bombeiros. As repartições ficaram da seguinte forma: duas pequenas salas para Laboratórios de Informática, uma sala para a Secretaria, uma sala para Coordenação Pedagógica, uma sala para a Direção, uma Sala para os Professores, uma sala para a Biblioteca, cujo acervo bibliográfico é precário, não atendendo às necessidades de nossos alunos, e organização de material, dois banheiros internos para uso dos professores, ficando um no térreo e outro na parte superior, uma Sala de Apoio para português e matemática, que funciona duas vezes durante a semana, em contra turno ao de estudo das 5ªs e 8ªs séries, sete salas de aula, sendo três no térreo e quatro no piso superior. No ambiente externo do Colégio temos uma pequena cobertura, uma cozinha/cantina, na qual é preparada e servida a merenda escolar, uma área de serviços, dois banheiros, sendo um feminino e outro masculino, para os alunos, uma para o laboratório de pesquisa e experiências químicas, dispondo de vidraria, lupa, torso humano, enfim, uma pequena quantidade de material de laboratório, e uma cantina comercial, da APMF. O pátio é parcialmente cercado com alambrado, contendo um portão grande e um pequeno na frente do Estabelecimento, o campo é do lado externo do Colégio, numa área ainda improvisada, sem a devida estrutura. Ainda encontramos muita dificuldade com relação às salas de aula de algumas turmas, que não possuem isolamento acústico entre os andares, visto que o piso superior é de madeira; também seria necessário adequar a escada que dá acesso ao piso superior do prédio, pois é inadequada, muito estreita e com degraus de tamanho fora de padrão, o que faz necessário realizar adaptações para garantir a segurança dos alunos, bem como para incluir, quando necessário for, alunos portadores de necessidades especiais; também não disponibilizamos, ainda, de extintores suficientes ao combate de incêndios. Não dispomos de Sala de Recurso. A Sala de Apoio tornou-se realidade a partir do 2º bimestre de 2008. O Laboratório de Informática encontra-se inativo, sem uso, pois está no aguardo da liberação de obra por parte da Mantenedora para a instalação dentro dos padrões exigidos para o seu funcionamento. Os professores sentem dificuldades para preparar seu material de pesquisa e organização de seu trabalho, além da reprodução das atividades para os alunos na escola, pois não há disponibilidade dos mesmos, sendo utilizados os computadores da secretaria quando estes não se encontram ocupados, pois as TICs (Tecnologias de Informação e Comunicação) têm apresentado problemas técnicos, devido à instalação inadequada para tal finalidade. 3.5 Educação Inclusiva 3.5.1 Atendimento aos Portadores de Necessidades Educacionais Especiais (PNEE) Segundo a LDBEN 9394/96, artigo 58, a educação para portadores de necessidades especiais deve ser oferecida preferencialmente na rede regular de ensino. Para tanto, segundo o artigo 59 da mesma lei, estabelece que as entidades de ensino, para atender esses educandos, necessitam possuir currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e organização específicos, professores com especialização adequada em educação especial para o trabalho, visando a sua efetiva integração na vida em sociedade. A escola, muitas vezes, passa a desempenhar um papel ambíguo frente a essa diversidade, pois ao mesmo tempo em que tenta acolher os alunos com dificuldades, não consegue oferecer as condições necessárias para a sua inclusão e educação. Aquela escola que sonhamos que queremos construir deve ser um espaço acolhedor, que realmente garanta o acesso, a permanência e os avanços efetivos na aprendizagem do aluno. Nela, as diferenças individuais estão sempre presentes e a atenção à diversidade é o eixo norteador da inclusão educacional. Mas a realidade nem sempre é condizente. No que diz respeito à nossa situação, especificamente, quando da implantação da escola, recebemos um educando com necessidades especiais (surdo). Inicialmente o acolhemos e buscamos apoio junto a mantenedora, pedindo ajuda de um profissional com especialização adequada e orientações didático- pedagógicas. Mesmo com todo esforço, tanto dos profissionais da escola quanto do próprio educando, porém sem poder contar com a ajuda solicitada, infelizmente não conseguimos garantir a permanência do referido aluno no estabelecimento de ensino, já que não dispomos de profissionais capacitados para se comunicarem com o aluno. Atualmente nossa escola apresenta alunos com quadro de deficiência física leve e/ou intelectual diagnosticada, porém sem laudos de especialistas, mesmo tendo sido solicitado aos pais dos alunos. Sabemos que a lei prevê que esses educandos precisam estar inclusos na rede regular de ensino, porém se recebermos algum com maiores dificuldades, a estrutura física de nossa escola não está adequada, pois não possuímos rampa de acesso, banheiros adaptados, corrimão, portas e corredores que permitam a mobilidade, mesmo tendo passando recentemente por uma reforma, acompanhada por Engenheiro Responsável da própria Secretaria de Educação. 3.5.2 Diversidade A ideia de diversidade está ligada aos conceitos de pluralidade e multiplicidade. Compreende- se diversidade como sendo diferenças existentes dentro da sociedade, e que não podem ser negadas, porque caracterizam e formam a identidade cultural, social e econômica de cada grupo que convive com os demais, e se não a podemos negar, precisamos considerar que cada um deve ser respeitado dentro das suas individualidades. Vivemos num país multi- racial, em nosso dia-a-dia convivemos com muitas culturas, percebemos diferenças e/ou igualdades entre todo tipo de pessoas e grupos: heteros e homossexuais, pretos e brancos, ricos e pobres, homens e mulheres, sendo que estas diferenças nem sempre são tratadas com naturalidade. A escola deve ser um espaço aberto aos mais variados grupos, assegurandolhes o acesso ao saber historicamente acumulado, assim como propiciando- lhes um ambiente em que sejam respeitadas suas especificidades. E nossa escola, apesar de estar localizada na área rural e atender alunos desta localidade, também recebe um considerável número de alunos oriundos da área urbana, ocorrendo, portanto, uma maior diversidade de sujeitos, tais como os filhos de: agricultores familiares, sitiantes, trabalhadores rurais temporários, afro descendentes, chacareiros, assalariados, bem como adultos e idosos não alfabetizados, bem como alunos vindos do centro urbano e de outras regiões do país. Para atendermos tamanha diversidade, a escola necessita de uma proposta pedagógica que contemple os mais variados conceitos e métodos que possam atingir individualmente estes diferentes sujeitos. E sabendo que o preconceito está presente em nossa sociedade, não é possível dizer que a escola não foge de todo das práticas discriminatórias, pois ocorre em seu interior uma situação conflituosa entre os educandos do campo e os da cidade, e até mesmo entre os próprios alunos da zona rural que se rotulam por falar de determinada maneira, por vestirem- se de forma peculiar, como se alimentarem de certos alimentos. Cabe a escola identificar, planejar e trabalhar estas diversidades, garantindo a todos o direito ao acesso e a permanência no ambiente escolar, mesmo vivenciando uma relação conflituosa entre escola e família, pois na escola temos a fala direcionada para a superação de preconceitos, mas sabemos que quando a criança chega em casa, a prática é outra, na realidade a discriminação aos diferentes é constante. 3.6 PROJETOS INTEGRADOS AO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO A Escola tem a obrigação de ter uma visão ampla sobre a sociedade que queremos e o indivíduo que pretendemos formar. Sabemos que a formação integral é imperativa, precisamos resgatar através da educação os valores pessoais, o respeito a si e ao próximo, para que tenhamos cidadãos conscientes de seus direitos e deveres. A sociedade exige indivíduos empreendedores, seguros de si, para tal precisamos ampliar nossa visão educacional e reparar muitas arestas deixadas às vezes pela família, que em nossa realidade luta as duras penas pela sobrevivência. A reparação, cremos, poderá ser feita através de projetos trabalhados paralelamente aos conteúdos programáticos. Como educadores, desta maneira, estaremos exercendo a nossa cidadania, construindo uma sociedade mais justa, onde todos tenham voz e vez. 3.6.1 PROJETO 1 CONHECIMENTO E RESPEITO ÁS REGRAS DA BOA CONVIVÊNCIA. 1 - OBJETIVO 4. Propiciar às crianças e adolescentes situações de auto-estima, para que vivam com consciência e cidadania. 2 - JUSTIFICATIVA. O projeto será desenvolvido no decorrer do ano, ao longo deste período os temas selecionados serão trabalhados com as séries, relacionados de acordo com a curiosidade e maturidade pertinentes a cada faixa etária. No andamento do projeto, além dos temas previamente propostos, pretende-se a mudança de postura dos educandos, levando-os a refletir em situações práticas. Com a mudança das atitudes dos educandos, a escola mudará como um todo. 3 - TEMAS A SEREM TRABALHADOS 6º E 7ºANOS A) A boa comunicação, como posso comunicar-me: Comunicação verbal e comunicação não verbal; O valor da comunicação; O que é ouvir? O que é ponto de vista? Como ser firme e defender o que pensa; A escolha cuidadosa das palavras; B) Quem sou eu? O que posso fazer O que é auto - estima? Eu, como pessoa, com meus defeitos e qualidades; O jogo da auto - estima; Imagem do corpo; C) Valores O que são valores; De onde vêm os valores; A importância dos valores familiares; O que são valores pessoais; Como ser firme para vivenciar e viver meus valores? 8º E 9º ANOS e EM A) O valor da comunicação. B) Quem sou eu, o que posso fazer? C) O que é auto – estima? D) Valores pessoais e familiares. E) Estereótipos - O que são? F) Masculino e Feminino valorização e respeito. G) Sexualidade. H) Doenças sexualmente transmissíveis. I) Gravidez - métodos contraceptivos. J) AIDS, como prevenir. L) Drogas. 3.6.2 PROJETO 2 EDUCAÇÃO AMBIENTAL 1 - JUSTIFICATIVA. Nosso Estabelecimento tem proposto várias iniciativas referentes ao meio ambiente, pois consideramos a questão muito urgente para a sociedade e para o futuro da humanidade. Na perspectiva de contribuir para um trabalho mais efetivo de participação, corresponsabilidade e solidariedade para mudar o comportamento agressivo e descompensado contra a natureza que as sociedades industriais, visando mecanismo do lucro, estão levando ao desastre ecológico. Há previsões denunciadas pelos meios de comunicação de que em 30 anos não haverá mais cobre, ouro e prata na Terra, o ar estará irrespirável, a água contaminada, o solo poluído e os recursos para a vida humana escassos. 2. OBJETIVOS 5. Despertar no indivíduo o interesse pelas questões ambientais. 6. Promover a participação dos alunos dando-lhes a oportunidade de tomar decisões para prevenir os problemas ambientais. 7. Ajudar os alunos a descobrirem os efeitos e as causas reais dos problemas ambientais. 8. Ressaltar a complexidade dos problemas ambientais e, em consequência a necessidade de se desenvolver o sentido crítico e as atividades necessárias para resolvê-los. 9. Aumentar o número de pessoas capazes de uma análise multiplicadora da natureza através da capacitação e da busca de informações. 10.Formar um espírito crítico motivado para a participação e ação. 11.Transmitir conhecimento sobre a interdependência dos elementos da natureza. 12.Conscientizar em relação à racionalidade dos recursos energéticos e naturais. 3 - CONTEÚDOS I - CICLOS DA NATUREZA. 1. Os ciclos da água, seus múltiplos usos, sua história, sua importância para a vida. 2. Os ciclos da matéria orgânica e sua importância para a natureza. 3. As teias e cadeias alimentares (agravantes – substâncias tóxicas presentes na água, solo e ar.) 4. O estabelecimento de relações e correlações entre elementos de um mesmo sistema. II. SOCIEDADE E MEIO AMBIENTE. 1. Diversidade cultural e ambiental. 2. Os limites da ação humana em termos quantitativos e qualitativos. 3. Principais características do ambiente e sua comparação do ambiente com culturas passadas e das gerações futuras. 4. Interdependência ambiental entre as áreas urbana e rural. 5. Análise crítica entre ambientes preservados e degradados. III. MANEJO E CONSERVAÇÃO AMBIENTAL. 1. Campanha e divulgação da reciclagem do papel e reaproveitamento de materiais. 2. A necessidade de formas e tratamento dos detritos humanos (esgoto, lixo, fossa, etc.). 3. Formas de poluição (do ar, água, solo, sonora), atividades que provocam poluição (indústria, postos de gasolina, matadouro, uso intensivo de adubo químico e agrotóxico). 4. Conservação do solo, erosão, cuidados com a saúde, conservação e recuperação ambiental. 5. Práticas que evitam desperdício (água, energia, alimentos, etc.) 4. DESENVOLVIMENTO Um programa de Educação Ambiental deve promover simultaneamente o desenvolvimento e o conhecimento ambiental. Despertar a participação comunitária de forma articulada através da divulgação de conhecimentos necessários à compreensão do seu ambiente, através de atividades como: 1. Promoção de eventos em datas comemorativas como: Dia Mundial do Meio Ambiente (05 de Junho), Dia da Árvore (21 de Setembro). 2. Realização de percursos em áreas para observação sobre a fauna, a flora, as relações ecológicas, poluição, etc.. 3. Cursos de Educação Ambiental destinados a pais, alunos, professores, funcionários em geral. 4. Campanha da separação e da redução do lixo. 5. Reaproveitamento de material. 6. Campanha e montagem de horta caseira. 7. Campanha visando economia de luz, água, combustível, etc. 8. Campanha sobre o conhecimento do seu corpo e o relacionamento com o ambiente sobre sua responsabilidade. 5. TÉCNICAS E RECURSOS DIDÁTICOS. 1. Pesquisa. 2. Coleta de informações com pessoas ( entrevistas, questionários) em livros, revistas, jornais, fitas de vídeos. 3. Trabalho em grupo. 4. Seminário. 5. Palestras. 6. Mesa redonda. 7. Debates. 8. Relatório oral e escrito. 9. Comunicação oral e visual. 10.Reportagem. 11.Conversação dirigida. 12.Leitura e Interpretação de textos. 13.Desenho, pintura, colagem, cartaz, gravuras, painéis, murais, quadros, álbum seriado. 14.História em quadrinhos. 15.Teatro, dramatização, música, mímica. 16.Excursão (visita, passeio orientado). 17.Observação dirigida. 18.Estudo do meio. 19.Estudo do caso. 20.Audiovisuais: Filmes, Transparências. 21.Análise de questões que levam o homem a agir contra o meio ambiente e contra seu próprio organismo. 6. METODOLOGIA. As atividades extracurriculares são coordenadas pela equipe de todos os professores da classe. Os estudantes se organizam e realizam as atividades para examinar e propor alternativas viáveis para determinados problemas ambientais. Cada grupo de estudantes desenvolverá suas atividades fora do horário escolar; podendo ser conjuntas, em dupla ou uma atividade por classe conforme o interesse e necessidade local. Os trabalhos terão por base: o exame, entendimento, compreensão dos problemas e apresentação de soluções alternativas para as dificuldades específicas. Professores e alunos organizam as atividades como: coletas de campo, elaboração de bibliografia, fotografia, realização de vídeos, entrevistas, debates e grupos de sistematização, etc. Além do projeto a Educação Ambiental será articulada às várias disciplinas e a vários experimentos (Ciências Naturais, Ciências Sociais, Artes e Letras, etc.) produzindo uma percepção integrada do meio e conduzindo a uma ação ambiental, apropriada às necessidades sociais mais racionais. O modelo de escolarização dogmática a que os nossos alunos estão habituados solicita muito esforço dos participantes para uma nova estratégia de ensino. O aluno apreende os conhecimentos com base nos esquemas ou estruturas cognitivas que possui, agindo como investigador e obtendo suas conclusões de forma científica. O corpo docente precisa estar preparado para um trabalho cooperativo que estude um dado fenômeno através de abordagens diferentes, porém complementares. A Educação Ambiental será baseada em dados científicos a respeito das questões básicas - A AMBIENTAL E A HUMANA – (aspectos econômicos, políticos, sociais e culturais), como processo interativo numa abordagem interdisciplinar dos problemas, em face de emergência fundamentada em teorias sobre a VIDA em geral. ALGUNS TEMAS PARA ANÁLISE E ESTUDO. Os temas seguem alguns princípios para a elaboração curricular: 1. Avaliação das necessidades. • Análise da situação. • Estabelecimento de prioridades. • Objetivos do processo. • Seleção dos conteúdos. • Organização das estratégias de ensino. • Crescimento populacional. • Alimentação e agricultura. • Diversidade biológica. • Recursos hídricos. • Ar, atmosfera, clima. • Substâncias nocivas. • Gerenciamento do lixo sólido. • Segurança global. • Desenvolvimento sustentável. 7. CRONOGRAMA. Será desenvolvida no decorrer do ano letivo. 8. CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO. Espera-se que o aluno: • Conheça a existência dos processos de transformação e perpetuação da vida, dos processos de renovação dos recursos naturais e de reciclagem dos detritos. • Conheça os elementos de interferência do homem na natureza e contribua para a conservação e a manutenção do ambiente. • Participe de atividades cotidianas de cuidado e respeito dos ambientes coletivos (jogar lixo no cesto, usar corretamente o banheiro, valorizar aspectos estéticos nas dependências da escola, das cidades, etc.) • Reconheça a necessidade de dependência que a humanidade tem dos recursos naturais e sua preservação. • Perceba que a qualidade de vida está ligada às condições de higiene e saneamento básico, à qualidade do ar, da água e do espaço assumindo uma postura crítica diante da própria realidade. • Não desperdice recursos naturais que usa em sua vida diária (água, luz, combustível) alimentos, objetos de uso pessoal, materiais escolares, etc. e discutir hábitos de consumismo na sociedade. 3.6.3 PROJETO 3 SICURINHO 1- JUSTIFICATIVA: Sicurinho é o nome da moeda que circula dentro do Colégio. Trata-se de um projeto elaborado por outra escola (com outro nome) e que foi por nós adaptado e implementado em nosso Colégio. Este projeto tem o objetivo de promover a disciplina dentro e fora da sala de aula, resgatando valores, a responsabilidade o respeito mutuo, que são fatores primordiais que contribuem para uma efetivação de um Ensino de Qualidade. Desde sua implantação que foi efetuada no ano de 2007 e teve uma boa aceitação por toda a comunidade escolar. No projeto constam algumas infrações e valores que são descontados/atribuídos pelos professores ao longo de cada bimestre. No início de cada bimestre é atribuído aos alunos o valor simbólico de um salário mínimo na moeda do Sicurinho. À medida que forem cometendo alguma infração, ou não atingindo a média mínima de (6,0) em cada disciplina, ou ainda comprando materiais escolares como: cadernos, lápis, borracha, caneta etc., vai sendo debitado de seu salário. No final de cada bimestre, é realizada uma Festa onde os alunos gastam seu “Dinheirinho” nas brincadeiras direcionadas, gincanas e lanches que são oferecidos. 2- OBJETIVOS: • Resgatar os valores morais que são indispensáveis no relacionamento dentro e fora da sala de aula; • Observar o comportamento dos alunos com relação aos colegas e professores; • Elaborar juntamente com os alunos, regras que os auxiliem na convivência em grupo; • Proporcionar às crianças e adolescentes atividades que venham a contribuir no processo ensino-aprendizagem; • Estabelecer critérios, juntamente com os educandos, para pontuar cada infração que possa ser cometida pelos mesmos; • Desenvolver o raciocínio lógico-matemático dos alunos; • Incentivar o “bem tratar”, evitando dessa forma que eles percam seus Sicurinhos; • Desenvolver a responsabilidade em nossos alunos, pois terão consciência que, ao trocarem seus pontos por algum material escolar, esses serão descontados. 3 - DESENVOLVIMENTO O projeto é desenvolvido em todas as turmas deste Estabelecimento de Ensino. Os professores, juntamente com seus alunos, elaboram regras e valores (pontos) que deverão ser cumpridas. Qualquer infração que for cometida será registrado na ficha do Sicurinho do professor e descontado o valor (pontos) conforme combinado anteriormente. Quando o aluno necessitar de algum material escolar, também poderá trocar pelos seus Sicurinhos (pontos) que, automaticamente será descontado do montante recebidos. Como forma incentivar os educandos, são atribuídos valores extras, para aqueles que obtiverem 100% por cento de aproveitamento. Ao final do bimestre, quando acontece a confraternização, participam os alunos que possuem Sicurinhos, os demais que perderam, permanecem na sala de aula com atividades reflexivas, com palestras da Patrulha Escolar, Docentes, Coordenação Pedagógica e Direção respeito de seu desempenho, atitudes que levaram os mesmos a perder sua bonificação. 4-RECURSOS: a) HUMANOS: alunos, professores, funcionários. b) MATERIAIS: fichas com os valores dos Sicurinhos, cartelas de bingo, milho, serragem, varas, placas de EVA e outros. c) FÍSICOS: Salas de Aula, TV, DVD, Mesa de Ping-Pong, Laboratório de Informática, Campo e Pátio da Escola. 5- ATIVIDADES QUE SERÃO DESENVOLVIDAS: • Bingo • Pescaria • Jogo de Argolas • Caixa surpresa • Boteco de doces • Cama Elástica • Filmes • Pesquisa Internet • Jogo de Ping-Pong • Vôlei • Futebol • E outras. 6- RESULTADOS ESPERADOS: • Aumentar a integração entre alunos e professores. • Diminuir a agressividade entre eles. • • • • Valorização da pontualidade na entrega das atividades escolares Alunos conscientes dos seus direitos e deveres. Bom raciocínio ao trocar ou perder pontos. Incentivo aos alunos para melhorar seu rendimento escolar. 3.6.4 PROJETO 4: FEIRA DE CIÊNCIAS 1 – JUSTIFICATIVA As atividades experimentais despertam um grande interesse nos alunos e constituem momentos ricos no processo ensino-aprendizagem. A Feira de Ciências é um evento único por preparar os alunos para a compreensão dos conceitos e a importância da montagem, do controle e do método científico. Mesmo que os trabalhos exibidos não sejam tecnicamente bem resolvidos, o importante é a participação dos alunos. Pesquisa, criatividade, interesse e comunicação são pontos importantes desse tipo de evento. 2- OBJETIVOS • Despertar o interesse e a curiosidade dos alunos. • Apresentar e desenvolver conceitos, leis e teorias envolvidas na experimentação. • Valorizar o trabalho em grupo para a construção coletiva do conhecimento. Entender que muitos experimentos não requerem materiais sofisticados, sendo geralmente de fácil acesso. Compreender que um experimento não visa provar algo, pois não existe experimento que dê errado. 3 - PROCEDIMENTO 1) Organização das equipes. 2) Escolha dos experimentos pelas equipes. 3) Testar os experimentos em casa para posterior exposição e experimentação. 4) Avaliação pelo professor do processo de execução, a disciplina, a aceitação da responsabilidade e o produto final do experimento. 4 - CRONOGRAMA 15 e 16 de março: Organização das equipes. 22 e 23 de março: Escolha dos experimentos pelas equipes. 23 a 30 de março: Teste dos experimentos em casa. 05 de abril: Exposição e demonstração dos experimentos. Obs. O cronograma poderá ser alterado de um ano para outro. 3.7 QUADROS DEMONSTRATIVO E GRÁFICO DE EVASÃO, APROVAÇÃO E REPETÊNCIA Índice de aproveitamento de escolarização E N S I N O F U N D A M E N T A L A % % % n o d d d e e e A p r o v a ç R e p r o v a E v a s ã o 2 0 0 2 ã ç o ã o 6 3 3 6 0 , , , 1 4 4 2 0 0 3 2 0 0 4 6 8 , 7 7 6 , 1 2 7 4 , 2 1 8 5 , 7 2 0 0 5 2 0 0 6 8 0 , 5 8 3 , 9 1 7 , 5 1 4 , 7 1 , 8 2 0 0 7 2 0 0 8 7 7 , 5 7 9 , 6 1 9 , 5 1 6 , 9 2 , 8 2 0 0 9 2 0 1 0 7 2 4 5 0 , , 2 7 7 2 1 2 6 , , 5 4 9 1 1 , 2 3 , 3 FONTE: http://www4.pr.gv.br/escolas/rendimentos/jsp E N S I N O M É D I O A % % % n o d d d e e e 2 0 0 7 2 0 0 8 A p r o v a ç ã o R e p r o v a ç ã o E v a s ã o 8 3 , 7 8 8 , 1 1 0 , 8 1 , 6 5 , 4 1 0 , 1 2 8 7 4 0 8 , 0 9 2 0 1 0 , 2 9 4 , 7 4 7 5 0 , 4 5 FONTE: http://www4.pr.gv.br/escolas/rendimentos/jsp Q 585858 A %%%%%% 2495350 2612010 2682515 2693530 2891022 2613010 2881220 2693542 2693711 FONTE: http://www4.pr.gv.br/escolas/rendimentos/jsp Partindo do princípio que a educação é um processo dinâmico e contínuo e possui como objetivo a aquisição de conhecimentos por parte dos alunos que assim possibilitará o seu crescimento como sujeito participativo da sociedade onde está inserido, observamos e analisamos o aproveitamento escolar dos alunos de nosso estabelecimento de ensino desde a sua implantação (2002) na comunidade, até o último relatório de rendimento escolar (2009), onde constatamos que os índices de aprovação de 5ª e 8ª séries são discrepantes, pois quando recebemos os alunos oriundos das séries iniciais do Ensino Fundamental, diagnosticamos que apresentam uma defasagem de conteúdos básicos. Mesmo após todo o trabalho desenvolvido ao longo do processo de ensino aprendizagem, não obtivemos os resultados necessários para a sua promoção. Nas séries seguintes observamos uma evolução considerável no índice de rendimento escolar destes alunos, pois ao chegarem na 8ª série há uma excelente taxa de aprovação, fato este que se estende a todo o ensino médio. Lendo e interpretando as tabelas, concluímos que o alto índice de reprovação nas 5ª séries muitas vezes se faz necessária para que o aluno tenha subsídios para o seu sucesso durante sua vida escolar. Com relação à evasão, constatamos que alguns alunos deixam a escola por precisarem ajudar financeiramente em casa, alguns apresentam defasagem idade/série e outros por acharem que os estudos não têm muita importância em suas vidas, isso ocorre muitas vezes com o consentimento da família que segue costumes tradicionais, onde o trabalho na lavoura é mais gratificante que o grau de instrução. A escola tenta fazer o resgate destes alunos, através do estímulo e orientação individual e familiar, o que nem sempre apresenta resultados satisfatórios, sendo assim obrigatório o encaminhamento para os órgãos competentes que também não conseguem resolver essa situação que acarreta muitos problemas e transtornos para a escola, como exemplo temos os alunos que permanecem evadidos, e só retornam as atividades escolares no último bimestre, ou seja, ao final do ano letivo, quando já foram dados como desistentes no sistema SERE. 3.8 ESTÁGIO OBRIGATÓRIO NÃO A inclusão do estágio não obrigatório no Projeto Político Pedagógico (PPP) de nossa escola vem orientar toda comunidade escolar, visto que a Lei nº 11788, de 25 de setembro de 2008 regulamenta e define as relações de estágios. A função social da escola é ser um espaço de apropriação e socialização do saber historicamente construído, produzido e elaborado pela humanidade durante sua história, a educação escolar é um direito de todos e o estágio é meio de preparo para o mercado de trabalho conforme a referida Lei traz em seu texto, cabendo à escola a formação de um cidadão capaz de enfrentar os desafios que a sociedade impõe, uma vez que a escola, por si só, não consegue formar para o mercado de trabalho. Ao entendermos que o estágio é uma preparação para o mercado de trabalho é preciso analisar as relações e contradições que permeiam aquele aluno que não tem oportunidade de realizar os estágios, e como enfrentar tal desafio, “será que este aluno terá menos condições de ser bem sucedido em sua vida profissional?”. A escola deve buscar formar sujeitos capazes de ir além de uma formação técnica que secundariza o conhecimento, sendo preciso conceber e compreender o processo de construção do aprendizado em sua totalidade. Portanto os saberes e conhecimentos escolares são o caminho para se pensar a dimensão que envolve a pratica do trabalho, o que permite ao estudante e futuro trabalhador compreender e atuar no mundo do trabalho de forma mais consciente, autônoma e critica. Devendo- se considerar também que o estagio permite um maior acesso aos conhecimentos do mundo do trabalho, porem não deve ser a única forma de aprendizado visto que nem todos terão o mesmo acesso, nesta perspectiva o aluno estagiário deve trazer para sala de aula suas experiências e socializar junto aos seus colegas com a supervisão de um professor para encaminhar as discussões e experiências de forma a desenvolver ações que permitam a troca de conhecimentos no ambiente escolar onde o grupo possa apropriar-se de mais conceitos e conhecimentos. A escola busca organizar um trabalho voltado para a orientação e o acompanhamento das praticas de estágios realizados pelos alunos, ficando o pedagogo responsável por desenvolver e mediar este trabalho, tanto com os alunos quanto com os professores, uma vez que estes precisam estar informados sobre as praticas de estágios realizados por seus alunos e que estes conhecimentos sejam instrumentos para se compreender como as relações se estabelecem histórica, política, cultural e socialmente na vida do aluno e assim poder contribuir para a sua formação. O estágio não obrigatório é uma atividade curricular desenvolvida pelo estudante de caráter opcional prevista na matriz curricular de cada curso ou ainda podendo ser obrigatório de acordo com o artigo 2º. Da Lei nº 11788/2008, para a carga horária e formação do aluno. Vale lembrar que o estagio não obrigatório é aquele desenvolvido como atividade opcional, estando a disposição dos interessados de acordo com o artigo 1º da citada Lei. A Lei nº. 9394/96 Lei de Diretrizes e Bases ampliou as discussões sobre a flexibilização curricular, a importância da experiência extra-escolar e a relação entre a educação escolar o trabalho e as praticas sociais, o que tem por finalidade aproveitar os conhecimentos, habilidades e competências adquiridas fora do ambiente escolar. A partir da relevância apresentada e a regulamentação com a Lei nº11788/2008 o nosso Colégio Estadual Dr. Adelmar Sicuro - EFM, esta inserindo o estágio não obrigatório no Projeto Político Pedagógico da escola, seguido dos objetivos. OBJETIVOS DO ESTAGIO NÃO OBRIGATÓRIO • Criar um campo de experiências e vivencias para o aluno, possibilitando estabelecer relações entre teoria e pratica. • Desenvolver habilidades e atitudes necessárias para a aquisição de conhecimentos profissionais. • Incentivar o aluno a desenvolver pesquisas, que busque mais conhecimentos, ou aprimorar os mesmos. • Colaborar com o desenvolvimento intelectual do aluno, na fase escolar. • Ajudar no processo de transição entre a vida estudantil e a vida profissional com emancipação e autonomia. • Ampliar e enriquecer as oportunidades para que os estudantes possam fazer suas escolhas. • Propiciar aprendizado no desempenho de diferentes funções em espaços e processos pedagógicos da formação acadêmica. • Buscar contribuir com aquilo que estiver ao alcance da escola e que os alunos precisem naquele momento de sua formação. Na organização desta proposta pedagógica de estágio não obrigatório buscouse estabelecer algumas diretrizes para a realização dos mesmos em conformidade com a Lei nº 11788/2008, visto a relevância que o assunto aborda. Os planejamentos curriculares, em seu texto devem buscar orientar os estudantes quanto aos estágios sua função e relevância para que os alunos tenham claro ao fazer suas escolhas. O resultado das atividades de estágio devem ser trazidos para sala de aula e socializados com o grande grupo, a fim de contribuir para a formação de todos. As opções de estágios devem levar em conta as possibilidades e vivencias do aluno, sem que haja prejuízo ao processo de ensino aprendizado, buscando contribuir com a construção do conhecimento. A escola deve acompanhar orientar pedagogicamente e fiscalizar o cumprimento do que fora estabelecido junto ao contrato, de acordo com a Lei já mencionada, nos artigos 7 e 8, pois a escola tem sua parte de responsabilidade ao fornecer a documentação para a efetivação do contrato de estagio do aluno. Ao destacarmos a importância e relevância que os estágios apresentam, tratase de uma inovação relativamente recente, mas é preciso ter claro que o estágio não obrigatório é um investimento no futuro do aluno, o que a Lei nº11788/2008 teve como preocupação regulamentar esta forma de estágio para que não ocorram abusos nesta modalidade trabalho, visto que seu objetivo é contribuir no desenvolvimento acadêmico / estudantil dos educandos, ficando assim a escola responsável pela articulação e orientação quando se fizer necessário. É preciso trazer mais informações a cerca do tema para um maior conhecimento deste assunto visto que é recente em nossa realidade, e os conhecimentos precisam ser re-elaborados sempre que se fizer necessário. A Escola aplica (final de cada semestre) para toda a comunidade escolar, formulários de reflexão e auto-avaliação (em anexo), com as quais colhe informações importantes sobre tudo o que a Escola lhes oferta, visando com isso melhorar o atendimento, questionar, refletir e fazer as devidas mudanças, atendendo as necessidades básicas dos educandos. O processo ensino-aprendizagem é avaliado de forma continua e permanente, sendo também uma das finalidades do Conselho de Classe realizado ao final de cada bimestre. Dentre outros objetivos que priorizamos no Conselho de Classe se destacam: Acompanhar e aperfeiçoar o processo de aprendizagem dos alunos, bem como diagnosticar seus resultados e atribuir-lhes valor. Analisar os resultados da aprendizagem em relação ao desempenho da turma, à organização dos conteúdos, encaminhamento metodológico verificando se estão coerentes com o referencial pedagógico da escola. Com relação à evasão, constatamos que alguns alunos deixam a escola por apresentarem uma situação financeira desfavorecida, precisando ajudar em casa. Outros apresentam idade incompatível com os demais alunos e acham que os estudos não têm muita importância e ainda, outros abandonam a escola antes do final do ano letivo por considerarem suas notas baixas demais, sentindo-se desestimulados. Como podemos visualizar, abaixo. 4. MARCO CONCEITUAL Presenciamos, na entrada do 3º milênio, um ritmo acelerado dos avanços científicos e tecnológicos, cujos reflexos se fazem sentir na cultura, nas práticas sociais, nas relações familiares onde valores se perderam nas relações de poder e de modo específico, na produção e disseminação do conhecimento. Sendo que na atualidade tem sido atribuída à escola a responsabilidade de incutir valores, hábitos, atitudes que antes eram da responsabilidade da família. Vivemos também uma época de grandes preocupações com a proteção do meio ambiente, pois há uma imensa modificação de espaço geográfico devido a impactos ambientais que levaram ao desequilíbrio e à depredação da natureza, ameaçando a própria vida. De fato vive-se um momento de transição que coloca ao homem certos desafios, convocando-o a agir em nome de seus ideais e suas convicções, buscando saídas e superando a crise pela qual passa toda a humanidade ao atravessar tal período de transição. Exige-se um novo perfil de homem, consoante com os imperativos de nova ordem mundial, caracterizada, sobretudo pela globalização, nova perspectiva econômica, pela privatização das estatais e pela acelerada transformação do espaço. Há necessidade de conscientizar aos estudantes e a comunidade que preservar a natureza é uma questão de sobrevivência, trazendo à tona a discussão sobre a importância de preservação do planeta para que aprendam a respeitar valorizar e proteger a nossa casa, que é linda, porém única: A TERRA. Espera-se formar um sujeito capaz de experimentar, em condições concretas, aquilo que efetivamente sabe: falar, argumentar, convencer, decidir, fazer. Um sujeito capaz de construir com talento, criatividade e competência, seus próprios espaços de busca de informação e de sua transformação em conhecimento. Só o sujeito que tem acesso a muitas informações e sabe lidar com ela é que pode navegar, cabendo à escola auxiliá-lo nesse processo, possibilitando o acesso ao conjunto de conhecimentos socialmente elaborados e necessários ao exercício pleno da cidadania. Num mundo em que a tecnologia revoluciona todos os âmbitos de vida, a escola, ao transmitir informações, deve ampliar possibilidades de escolha, pois precisa estar ancorada em conhecimentos e competências intelectuais que dêem acesso a significados verdadeiros sobre o mundo físico e social. Esses conhecimentos dão sustentação à análise, a visão e solução de problemas, à capacidade de tomar decisões, à adaptabilidade a situações novas, a arte de dar sentido a um mundo em constante mudança. Precisamos desenvolver a capacidade de aprender que será a contribuição decisiva da educação escolar para a igualdade, justiça, solidariedade e responsabilidade para que os jovens possam ver os significados verdadeiros com autonomia, registrá-los, comunicá-los e aplicá-los no trabalho, no exercício da cidadania e no projeto de vida pessoal. Nossa escola busca a identidade com a inserção no meio social, definindo o seu papel e se diversificando ao incorporar as necessidades locais, as características dos alunos na participação dos professores e das famílias. O espaço escolar deve ser visto como espaço de todos e para todos, tendo como função garantir a permanência de todas as crianças e adolescentes no seu interior, oferecendo uma educação de qualidade que possibilite ao educando refletir e saber atuar na sociedade. À escola compete, ainda, exercer um caráter mediador, ou seja, através do domínio do código científico a de suas diversas linguagens, o cidadão escolarizado potencializa suas relações com a natureza e com a sociedade. Pela escola, o cidadão não só avança na capacidade de interpretar a realidade, mas, sobretudo, de fazer-se a si mesmo ao interagir com esta realidade de forma crítica, consciente e produtiva. Assim, procura-se garantir uma sociedade inclusiva compromissada com as minorias, cujo grupo inclui também os portadores de necessidades educativas especiais, que aguardam a oportunidade de participar da vida em sociedade como é seu direito. Compreender o aluno portador de necessidades educativas especiais e respeitá-lo na sua diferença, reconhecê-lo como uma pessoa que tem um determinado tipo de limitação, mas que também possui seus pontos fortes significa oferecer igualdade de oportunidades em meio à diferença, visando o exercício pleno da cidadania de todo e qualquer indivíduo. A diversificação de estudos disponíveis deve estimular alternativas, que a partir de uma base comum ofereça opções de acordo com a necessidade dos alunos e com a demanda do meio social como: atividades culturais, artísticas, científicas, estudos abstratos, conceituais que alternem formação escolar e experiência profissional. O projeto político-pedagógico é a forma como a autonomia se exerce. Sua eficiência está em conseguir pôr em prática um processo permanente de mobilização, para alcançar objetivos compartilhados. É um espaço de decisão privativo da escola e do professor em sala de aula, que deve refletir na aprendizagem dos alunos. Por esta razão, depende da qualificação permanente dos que trabalham na escola para não correr o risco de tornar-se um ritual. É uma oportunidade para a tomada de consciência dos principais problemas da escola, das possibilidades de solução e definição das responsabilidades coletivas e pessoais para atenuar ou somar as dificuldades. Atende aos quatro pilares da educação: aprender a aprender; aprender a fazer; aprender a ser e aprender a viver juntos. A ESCOLA: Sendo a escola a segunda instituição na qual a criança está inserida, deve, além de complementar a educação dada pela família e propiciar a socialização de normas e valores, assumir efetivamente o papel de formação de um cidadão empreendedor, onde talento, competência e criatividade se tornem requisitos básicos para a formação integral do indivíduo. Nesse sentido, a escola deve oferecer os instrumentos para a compreensão do meio no qual o sujeito está inserido, promovendo condições para sua ação diante da realidade que o cerca. Deve ser qualitativa e universal, assegurando condições de desenvolvimento iguais para todos, possibilitando o acesso ao saber científico e universal acumulado. A escola precisa desenvolver no aluno a versatilidade, criatividade e a capacidade de aprender, preparando-o para viver de forma plena, consciente, crítica e solidária, exercendo sua cidadania e buscando a construção de uma sociedade mais justa. Podemos considerar que a Escola é uma instituição na medida em que a concebemos como a organização das relações sociais entre os indivíduos dos diferentes segmentos, ou seja, um conjunto de normas e orientações que regem essa organização, e apreender o sentido global de suas estruturas e de seu conjunto de normas, valores e relações, numa dinâmica singular e viva. Tornou-se também o espaço de construção, descoberta, pesquisa e inovação, em que o aluno aprende a aprender e a empreender, e é estimulado a pensar, a buscar e processar informações e observações, a criar, analisar, avaliar, experimentar e a produzir conhecimentos coletivamente, utilizando os recursos da própria mente e da moderna tecnologia. É preciso estar atento, que a finalidade da Escola, que seria a de ensinar, está sendo estendida. Não basta só passar conteúdo, é necessário relacioná-lo à realidade, ao cotidiano, à prática do dia a dia. Por isso, a Escola deve ser um canteiro no qual se aprenda a analisar o mundo, e é essa capacidade que os alunos devem alcançar no maior grau possível ao final de seus estudos. Deve ser um canteiro que permita o germinar de uma pluralidade de ideias e de projetos pedagógicos, onde se consiga uma unidade entre a teoria e prática. É o espaço fundamental para o desenvolvimento e formação sócio-cultural e educacional da criança e do adolescente. Segundo DUBET, é importante ressaltar a função precípua da Escola como “Agência formadora”, não apenas de mentes recheadas de informações e conhecimentos, mas de sujeitos completos, dotados de valores, atitudes, comportamentos, enfim, de qualificações que constituem os recursos básicos para a vida em comum dos cidadãos de uma determinada sociedade. DUBET chama-nos a atenção para o modo como estamos preparados para enfrentar esse desafio, se queremos que a Escola seja mesmo Formadora de TODOS, especialmente daqueles cujas famílias não têm os recursos sociais e culturais necessários para a formação do sujeito cidadão. A Escola não deve selecionar, precisa incorporar todos os alunos, criando várias possibilidades de estudos, amenizando as dificuldades e ao mesmo tempo não deixando de valorar a dedicação e o empenho dos alunos. 4.1 PRINCÍPIOS NORTEADORES DA EDUCAÇÃO Nota-se que a escola está passando por uma fase muito passiva, pessimista, quando sempre deveria propor uma práxis a ser construída conscientemente pelos educadores com propostas alternativas, que resgatem a identidade perdida da escola. Desta forma, construiremos coletivamente um projeto político-pedagógico critico e emancipador, assumindo de forma consciente pelo todo da escola, tendo em vista, a necessidade de coerência entre o falar e o agir. OLIVEIRA (1990) aponta que não basta à escola ter apenas uma identidade, aliada a ela, tem que se fazer presente a qualidade do ensino; é preciso buscar esta qualidade que está perdida, para extinguir a incompetência política com as camadas populares, que têm, na escola, o reconhecimento de seu fracasso. Para isso, é necessário fazer uma seleção, a ordenação de conhecimentos que se tornam orgânicos, significativos para uma práxis transformadora, os educadores precisam desenvolver um trabalho educativo racional, que traga o popular para o interior da escola. Esse popular, também denominado saber cotidiano, são as vivências, as experiências, os saberes que são produtos da vida cotidiana das pessoas. É preciso um projeto de educação que defina os valores que visa promover, tais como: a liberdade, as solidariedade, a democracia, a igualdade, que já são apontados como universais entre outros. VEIGA afirma que esses valores devem ser os princípios norteadores de um efetivo projeto de educação e os define assim: Igualdade de condições para acesso e permanência na escola. Para se conseguir cumprir esse princípio precisa-se distinguir a democracia como possibilidade no ponto de partida e como realidade no ponto de chegada. Segundo a autora, “igualdade de oportunidades requer, portanto, mais que a expansão quantitativa de ofertas; requer ampliação do atendimento com simultânea manutenção da qualidade”. Qualidade para todos. A qualidade implica duas dimensões: a formal ou técnica, que enfatiza os métodos e os instrumentos e não está ligada necessariamente a conteúdos determinados, mas sim, na habilidade de manejar meios, instrumentos, formas, técnicas, procedimentos diante dos desafios do desenvolvimento, e a política, que é a condição da participação e está voltada para os fins, valores e conteúdos. Nesse sentido, a qualidade centra-se no desafio de manejar os instrumentos adequados para fazer a história humana, implica em consciência crítica e capacidade de ação, o saber e o mudar, e tem por obrigação evitar todas as maneiras possíveis a repetência e a evasão. Gestão democrática, que abrange as dimensões: pedagógica, administrativa e financeira. “Implica o repensar da estrutura de poder da escola, tendo em vista sua socialização. A socialização do poder propicia a prática da participação coletiva, que atenua o individualismo; da reciprocidade, que elimina a exploração; da solidariedade, que supera a opressão; da autonomia, que anula a dependência de órgãos intermediários que elaboram políticas educacionais das quais a escola é mera executora. Liberdade, princípio que está associado à idéia de autonomia. “Se pensarmos na liberdade na escola, devemos pensá-la na relação entre administradores, professores, funcionários e alunos, que aí assumem sua parte de responsabilidade na construção do projeto político-pedagógico e na relação destes com o contexto social mais amplo”. Segundo a autora, a liberdade deve ser considerada, também, como liberdade para aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a arte e o saber, direcionados para uma intencionalidade definida coletivamente. Valorização do magistério. A qualidade do ensino ministrado na escola relaciona-se estreitamente com a formação (inicial e continuada), condições de trabalho (recursos didáticos, recursos físicos e materiais, dedicação integral à escola, redução do número de alunos na sala de aula etc.) e remuneração, elementos esses indispensáveis à profissionalização do magistério. OLIVEIRA conclui dizendo que a escola é um instrumento de luta que tem a sua especificidade naqueles educadores que buscam a construção de uma nova sociedade, criada sobre novos projetos, novas bases, que possua uma identidade e que contemple a questão da qualidade durante o processo educativo. 4.2 CONCEPÇÃO EDUCAÇÃO: DE Numa época em que o conhecimento é adquirido em muitos espaços de formação, a educação precisa, muito mais, dar sentido ao conhecimento histórico e socialmente valorizado, e, numa perspectiva emancipadora, ela se constitui num processo que precisa ser estendido a todos. Portanto, se quiser contribuir na construção de outro mundo possível, ela precisa ser preferencialmente inclusiva. O desafio essencial da educação é contribuir para a formação de cidadãos, consciente dos seus direitos, deveres e limites, em prol do bem comum. Educação é o processo que visa a efetivação da aprendizagem nos campos cognitivo, psicomotor e afetivo, buscando o crescimento do indivíduo como criatura consciente, eficiente, criativa e responsável. Consiste em um incessante trabalho de estimular e orientar as aptidões do indivíduo. Por esta razão, a educação pressupõe uma visão de mundo para cuja construção queremos contribuir. Mundo aqui entendido como a terra e seus recursos naturais, a sociedade, as relações entre indivíduos e entre as nações. Mas devemos ter consciência de que uma educação de qualidade depende de um envolvimento comunitário. O ato de educar só se dá com afeto, só se completa com amor. “Educar é impregnar de sentido a vida” (Moacir Gadotti) “Educar é ... ... dar um valioso presente, não um duro dever.” (Albert Einstein) 4.3 CONCEPÇÃO AVALIAÇÃO DE A avaliação se faz presente em todos os domínios da atividade humana. O “julgar”, o “comparar”, isto é, “o avaliar” faz parte de nosso cotidiano, seja através das reflexões informais que orientam as freqüentes opções do dia-a-dia ou, formalmente, através da reflexão organizada e sistemáti ca que define a tomada de decisões (Dalben, 2005, p. 66). Para que a avaliação escolar tenha função relevante e significativa na prática escolar é imprescindível entendê-la como instrumento de análise permanente do processo pedagógico que revela ao professor em que medida os alunos estão ou não se apropriando dos conteúdos trabalhados. Desse modo a avaliação terá a tração diagnóstica, possibilitando ao professor novas ações e ajustes no planejamento, respeitando os limites e as especificidades dos alunos. Para tanto, é necessário ter presente que a finalidade da avaliação é ajudar os educadores a planejar a continuidade de seu trabalho, ajustando-o ao processo educacional de seus alunos, buscando oferecer-lhes condições de superar obstáculos e desenvolver o auto-conhecimento, a autonomia e jamais qualificá-los. A avaliação deve ser concebida como um instrumento para ajudar o aluno a aprender e faz parte integrante do trabalho realizado em sala de aula para, a partir dela, o professor rever os procedimentos que vem utilizando e replanejar o seu trabalho. Para o aluno ela permite ver os avanços e as dificuldades, tem a tração permanente de diagnostico e acompanhamento do processo ensino aprendizagem. A avaliação atravessa o ato de planejar e de executar; por isso, contribui em todo o percurso da ação planificada. A avaliação se faz presente não só na identificação da perspectiva político social, como também na seleção de meios alternativos e na execução do projeto, tendo em vista a sua construção. (...) A avaliação é uma ferramenta da qual o ser humano não se livra. Ela faz parte de seu modo de agir e,por isso, é necessário que seja usada da melhor forma possível (LUCKESI, 2002, p.118). A avaliação deve ser bem planejada e articulada com os objetivos propostos no processo de ensino aprendizagem, ou seja, deve ser coerente com os resultados que pretendemos alcançar. Por outro lado, vários aspectos devem ser considerados na avaliação, não apenas os cognitivos, mas também os afetivos e os psico-motores. Ou seja, deve contemplar o aluno e o processo de aprendizagem na sua integralidade. Para Libâneo (2004, p.253), a avaliação sempre deve ter caráter de diagnóstico e processual, pois ela precisa ajudar os professores a identificarem aspectos em que os alunos apresentam dificuldades. A partir daí, os professores poderão refletir sobre sua prática e buscar formas de solucionar problemas de aprendizagem ainda durante o processo e não apenas no final da unidade ou no final do ano 4.4 CONCEPÇÃO MUNDO: DE O mundo é o local onde ocorre as interações homem/sociedade e homem/meio ambiente, caracterizados pelas diversas culturas e conhecimentos, com a globalização torna-se necessário proporcionar ao homem o alcance dos objetivos materiais, políticos, culturais e espirituais, para que sejam superadas as injustiças, diferenças, distinções e divisões na tentativa de se formar um mundo melhor. A educação não é preparação nem conformidade. Educação é vida, é viver, é desenvolver, é crescer. (DEWEY, 1971:29). 4.5 CONCEPÇÃO SOCIEDADE DE Sobre a relação homem e sociedade Emile Durkheim considerava a compreensão dos aspectos sociais fundamental para se explicar a realidade em que vive o indivíduo. Com uma percepção diferente, Karl Max afirmava que a sociedade só poderia ser explicada a partir do modo como os indivíduos se organizavam para produzir os bens necessários à sua existência. Max Weber, por sua vez, compreendia cada ação social como resultante das influências das ações de outros indivíduos. Durkheim acreditava que a sociedade seria mais beneficiada pelo processo educativo. Para ele, "a educação é uma socialização da jovem geração pela geração adulta". E quanto mais eficiente for o processo, melhor será o desenvolvimento da comunidade em que a escola esteja inserida. Observamos em nossa sociedade atual um quadro de contradições. Pessoas ditas à margem da sociedade devido a sua etnia, religião, condição social, entre outros. Entendemos que enquanto sociedade todos deveríamos ter os mesmos acessos, direitos e deveres independentemente de sua condição. E a escola tem um papel fundamental no processo de formação e principalmente na mudança de paradigma das pessoas das classes marginalizadas As novas gerações têm o grande desafio de utilizar todos os instrumentos do saber humano para construir uma sociedade mais justa, menos desigual, mais humana e feliz. Esse desafio está calcado no agora. Instrumentalizar saberes para interagir com a realidade e articular uma vida mais feliz não é um objetivo distante, conferido para o futuro somente, mas também um desafio do presente. Assim, o conhecimento não pode ser visto distanciados de valores éticos e de dimensões políticas; deve sim ser apresentado como instigador de cidadania, atuante, participativo, reflexivo, a fim de proporcionar aos alunos um novo olhar lançado à sociedade, para que estes possam repensá-la e protegê-la, num amadurecimento individual e coletivo. “Conjunto de indivíduos que tendem para o mesmo fim por meios comuns e vivem sob leis comuns” (Mini dicionário prático pg. 287). 4.6 CONCEPÇÃO HOMEM DE Segundo Vygotsky, o homem se produz na e pela linguagem, isto é, é na interação com outros sujeitos que formas de pensar são construídas por meio da apropriação do saber da comunidade em que está inserido o sujeito. A relação entre homem e mundo é uma relação mediada, na qual, entre o homem e o mundo existem elementos que auxiliam a atividade humana. Estes elementos de mediação são os signos e os instrumentos. O trabalho humano, que une a natureza ao homem e cria, então, a cultura e a história do homem, desenvolve a atividade coletiva, as relações sociais e a utilização de instrumentos. Os instrumentos são utilizados pelo trabalhador, ampliando as possibilidades de transformar a natureza, sendo assim, um objeto social. Compreendemos o homem como ser dotado de capacidades de adaptação em relação ao meio, podendo contribuir de forma positiva ou negativa sobre o mesmo. Vivemos em uma sociedade individualizada, excludente, capitalista na qual se pratica o próprio bem em detrimento do bem comum. Nossa contribuição, enquanto escola para a formação do indivíduo é aquela em que se busca a formação integral levando em consideração a contextualidade e complexidade do meio em que o sujeito está inserido, buscando desta forma a sua emancipação e a contribuição para a formação de uma sociedade mais justa e igualitária. 4.7 CONCEPÇÃO DE INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA O conceito de infância sofreu transformações tanto na literatura pedagógica quanto na legislação e nos debates educacionais. Segundo Ariès até o fim da Idade Média não existia um sentimento de infância como etapa especifica da vida humana, com características e necessidades próprias. No fim da Idade Média e que se inicia um processo de mudança, pois a infância passa a ser encarada como sinônimo de fragilidade e ingenuidade sendo alvo de atenção dos adultos. Já no século XVIII, a concepção sobre a infância passa pelo disciplinamento e pela moral, exercidas especialmente por um processo educacional impulsionado pela Igreja e pelo Estado. Afirmar que a infância é um conceito construído historicamente significa compreender que esta é uma condição da criança, é uma fase da vida distinta da fase adulta e significa reconhecer que esta condição de criança, a infância, é resultado de determinações sociais mais amplas do âmbito político, econômico, social, histórico e cultural. Significa ainda, considerar, no contexto da práxis pedagógica, que a criança emite opiniões e desejos de acordo com as experiências forjadas nos diferentes grupos sociais e de classe social ao qual pertence. (KUHLMANN, 1998). Para KRAMMER (1995), o conceito de infância se diferencia conforme a posição da criança e de sua família na estrutura socioeconômica em que se inserem. Não há uma concepção infantil homogênea, uma vez que as crianças e suas famílias estão submetidas a processos desiguais de socialização e de condições objetivas de vida. Cabe a escola, reconhecer estes sujeitos como capazes de aprender os diferentes conhecimentos acumulados pela humanidade e sistematizados como conteúdos pela escola, respeitando a singularidade da infância. Segundo VYGOTSKY ( 2007) ao analisar o desenvolvimento humano privilegia a interação social na formação da inteligência e das características essencialmente humanas, e o que é importante analisar criticamente o contexto social, a fim de compreender com que crianças se está trabalhando, quais suas necessidades e como possibilitar que todas as crianças se apropriem dos conteúdos organizados no currículo escolar. Piaget explica que ocorrem diferenças no ritmo do desenvolvimento entre as pessoas e as atribui às variações na qualidade e frequência da estimulação intelectual recebida dos adultos durante a infância e adolescência, aos factores espontâneos e endógenos do indivíduo e à presença de um meio que seja favorável. A propriedade geral mais importante do pensamento operacional formal, a partir da qual Piaget deriva todas as demais, refere-se à distinção entre o real e o possível. Ao contrário da criança que se encontra num período operacional concreto, o adolescente, ao começar a examinar um problema com que se defronta, tenta imaginar todas as relações possíveis que seriam válidas no caso dos dados em questão; a seguir, através de uma combinação de procedimentos de experimentação e de análise lógica, tentando verificar quais destas relações possíveis são realmente verdadeiras. Por volta de onze a doze anos efetua-se uma transformação fundamental no pensamento da criança, que marca o término das operações construídas durante a segunda infância; é a passagem do pensamento concreto para o “formal” (hipotéticodedutivo). Para a maior parte dos estudiosos do desenvolvimento humano, ser adolescente é viver um período de mudanças físicas, cognitivas e sociais que, juntas, ajudam a traçar o perfil desta população. Atualmente, fala-se da adolescência como uma fase do desenvolvimento humano que faz uma ponte entre a infância e a idade adulta. Nessa perspectiva de ligação, a adolescência é compreendida como um período atravessado por crises, que encaminham o jovem na construção de sua subjetividade. Porém, a adolescência não pode ser compreendida somente como uma fase de transição. Na verdade, ela é bem mais do que isso. Adolescência, período da vida humana entre a puberdade e a adultície, vem do latim adolescentia, adolescer. É comumente associada à puberdade, palavra derivada do latim pubertas-atis, referindo-se ao conjunto de transformações fisiológicas ligadas à maturação sexual, que traduzem a passagem progressiva da infância à adolescência. Esta perspectiva prioriza o aspecto fisiológico, quando consideramos que ele não é suficiente para se pensar o que seja a adolescência. Refletindo acerca dos limites identificatórios da adolescência, voltemo-nos à história, buscando elementos que nos ajudem a pensar essas questões. Do mesmo modo que afirmou o caráter moderno da infância, Ariès (1978, p. 46) acredita que a adolescência também nasceu sob o signo da Modernidade, a partir do século XX. Quanto a isso, ele se expressa: O primeiro adolescente moderno típico foi o Siegried de Wagner; a música de Siegried, pela primeira vez, exprimiu a mistura de pureza (provisória), de força física, de naturismo, de espontaneidade e de alegria de viver que faria do adolescente o herói do nosso século XX, o século da adolescência. Para Ariès, somente após a implantação do sentimento de infância, no século XIX, tornou-se possível a emergência da adolescência como uma fase com características peculiares e únicas, distintas dos outros momentos desenvolvimentais. No entanto, a partir de outros autores, como Santos (1996) e Levi; Schmidt (1996), discordo destss teses. Penso que o que hoje denominamos infância e adolescência, enquanto idades cronológicas, sempre existiram. No entanto, para se fazerem concretas, constituíram-se historicamente dentro das sociedades. Sendo assim, não é possível se enquadrarem as coordenadas de diversas histórias social e cultural da adolescência do mesmo modo, uma vez que não falamos de uma homogeneidade entre as histórias ou sequer entre os termos definidores do tempo. Portanto, não podemos compreender a adolescência simplesmente pondo-a em evidência. É necessário buscar não uma definição válida para todos os momentos históricos e sim tentar uma compreensão a partir de sua historicidade. Desse modo, os limites fisiológicos e jurídicos são insuficientes para compreender esse período. É possível sabê-lo melhor, sugerem Levi; Schmidt (1996), a partir de uma antropologia das diversas sociedades humanas, segundo o modo de identificar e de atribuir ordem e sentido ao transitório. Para estes autores, enquadrar as coordenadas de uma história social e cultural da juventude, por diferentes motivos que sejam, torna-se impossível, até mesmo pela não homogeneidade dos termos definidores. Assim, não podemos compreender a adolescência simplesmente pondo-a em evidência, e sim buscando uma compreensão a partir de sua historicidade. 4.8 PROPOSTA DE ARTICULAÇÃO ENTRE EDUCAÇÃO INFANTIL E ANOS INICIAIS, ANOS FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL E ENTRE O ENSINO MÉDIO É sabido que o Ensino Aprendizagem é um processo continuo e permanente, Kramer (1195), cabe a escola reconhecer estes sujeitos como capazes de aprender os diferentes conhecimentos construídos pela humanidade ao longo da história, sistematizando-os como conteúdos, respeitando e adaptando estes a singularidade da criança no processo Ensino Aprendizagem. Processo este que para Vygostski (2007), é caracterizado pelas relações humanas, ou seja, nos tornamos humanos a partir da interação com outros seres humanos, e a escola como espaço socializador de conhecimentos tem como função de efetivar um trabalho articulado e com um conjunto de propósitos educativos para garantir a apropriação dos conhecimentos pela humanidade. Nessa perspectiva é importante salientar a necessidade de Formação Continuada, conforme exposto na LDB, nº 9394/96 nos art. 61 e 67, que garantem a aprofundação dos aspectos teóricos e práticos que garantem a especificidade e a sistematização da práxis pedagógica com a Educação Infantil e Anos iniciais do Ensino Fundamental. Segundo Kulhmann, (1998, pg 06), a fundamentação teórica possibilita avaliar as ações em andamento, permitindo desta forma trazer das abstrações teóricas um entendimento para aperfeiçoar a práxis em sala de aula. De acordo com as Diretrizes Curriculares há um distanciamento entre Educação Infantil e Ensino Fundamental, ou seja, uma lacuna entre um nível de aprendizagem e outro, e para sanar esta fragmentação propõem que os direitos da criança sejam garantidos sem interrupções, que o ensino seja entendido como um processo continuo e diagnóstico, onde os encaminhamentos pedagógicos façam relações e interações entre as diversas áreas do conhecimento, como prevê o parecer nº 04/98 que institui as PCNs para o Ensino Fundamental. Para a efetiva-ação desta integração entre os diferentes conteúdos e conceitos trabalhados pela escola, se faz necessário a realização de uma articulação qualitativa entre os diferentes estágios de aprendizagem que o aluno se encontra. (Kulhmann, 19981), defende a importância de se contemplar na organização do trabalho pedagógico, aspectos que garantam a especificidade de cada nível de estudos, nesse sentido enfatiza a necessidade de relacionar os conceitos entre um estagio e outro, possibilitando desta forma a aproximação e continuidade do fazer pedagógico desde o inicio até o final da vida escolar do aluno, contemplando o ensino aprendizagem como um todo, como um processo integral, levando em consideração toda a complexidade da contextualidade envolvida. O desafio agora é pensar não apenas na criança que ingressa no Ensino Fundamental, mas também no conjunto de alunos que integram este processo de ensino. Assim acredita-se que esta inclusão do Ensino de 9 anos é uma oportunidade para pensar e efetivar uma prática pedagógica que considere o aluno como um todo, sujeito a aprendizagem, levando em conta sua bagagem de saberes e aspectos biopsicossocial e cultural, garantindo desta maneira a aquisição do conhecimento em todas a sua dimensão. 4.9 PROCESSO APRENDIZAGEM ENSINO Na perspectiva construtivista de Piaget, o começo do conhecimento é a ação do sujeito sobre o objeto, ou seja, o conhecimento humano se constrói na interação homem-meio, sujeito-objeto. Conhecer consiste em operar sobre o real e transformá-lo a fim de compreendê-lo, é algo que se dá a partir da ação do sujeito sobre o objeto de conhecimento. As formas de conhecer são construídas nas trocas com os objetos, tendo uma melhor organização em momentos sucessivos de adaptação ao objeto. A adaptação ocorre através da organização, sendo que o organismo discrimina entre estímulos e sensações, selecionando aqueles que irá organizar em alguma forma de estrutura. A adaptação possui dois mecanismos opostos, mas complementares, que garantem o processo de desenvolvimento: a assimilação e a acomodação. Segundo Piaget, o conhecimento é a equilibração/reequilibração entre assimilação e acomodação, ou seja, entre os indivíduos e os objetos do mundo. Entendendo-se que a aprendizagem é um processo de construção do conhecimento, no qual o professor tem uma grande importância na intervenção do mesmo, é necessário que nas relações de aprendizagem se promovam o espírito criativo e inovador, a capacidade de síntese e análise lógica. Assim, o aluno deve ser visto tal como ele é, com sua realidade, suas necessidades, suas possibilidades e expectativas, e o professor juntamente com o aluno deverá construir o tipo de ensino - aprendizagem ideal. E, com base nos dados captados, utilizar de forma flexível os mais variados recursos didáticos, atendendo as características de cada situação. A Escola deve propiciar situações de aprendizagem que façam alunos pensar, provoquem a reorganização de seus conhecimentos prévios para modificá-los gradativamente. 4.10 CONHECIMENTO CURRÍCULO ESCOLAR E LUCKESI (1994) faz algumas considerações a respeito do conhecimento. Segundo ele, conhecimento é a compreensão inteligível da realidade, que o sujeito adquire através de sua confrontação com ela. O que está na raiz do conhecimento é o entendimento, que permite ações adequadas para a satisfação de nossas necessidades, sejam elas físicas, biológicas, estéticas ou outras. Em síntese, o conhecimento é aquele que possibilita uma efetiva compreensão da realidade, de tal forma que permite agir com adequação. Existem duas formas de nos apropriarmos da realidade pelo conhecimento: uma, através da investigação direta dela, outra através da exposição dos conhecimentos já produzidos e apresentados por seus autores. O conhecimento direto da realidade (método de investigação) decorre do esforço que o sujeito faz para um entendimento adequado da mesma. Para tanto, ele deverá assumir uma posição crítica durante todo o processo, com o objetivo de ultrapassar as aparências e chegar às essências. Para enfrentar a realidade criticamente, importa utilizar recursos metodológicos gerais, tais como: não tomar a parte pelo todo; não tomar o particular pelo universal; não esquecer que o passado se faz presente em qualquer situação; outros. O conhecimento indireto da realidade (método de exposição) é o meio pelo qual o investigador expõe os conceitos que conseguiu formular sobre a realidade investigada e é, um caminho aberto e fundamental de uma compreensão da realidade, disponível a todos nós, através dos resultados dos trabalhos de investigação dos pensadores e dos cientistas. LUCKESI (1994) relata a importância dos conteúdos escolares. Para ele, os conteúdos traduzem os objetivos propostos, mediando-os. Deles depende o encaminhamento da proposta pedagógica da prática docente. Os conteúdos não são casuais e nos levam a compreender que não podemos trabalhar aleatoriamente com quaisquer uns e sem uma proposta pedagógica delineada. Na escola que queremos, a pedagogia está preocupada com a aquisição de conhecimentos (resultados críticos da ciência e da filosofia), com a formação de habilidades (modos adequados de agir em determinada situação) e hábitos (modos automatizados de agir que reduzem o tempo e aumentam a perfeição) por parte do educando, assim como a formação das convicções (valores, significados), através de conhecimentos e experiências humanas, delimitados de forma histórico-crítica. Na escola que queremos interessa, sobretudo a cultura elaborada, desde que a cultura cotidiana possa e, efetivamente seja adquirida espontaneamente no dia-a-dia. Assim importa que nós, professores, nos preparemos para exercer a docência, estejamos cientes de que quanto mais nos preparamos em termos de habilidades e conteúdos, tanto maiores serão nossas possibilidades de exercer nossa profissão da melhor forma possível. Devemos estar atentos a versão que estamos dando aos conteúdos, pois a visão política que os informa, assim como a metodologia segundo a qual são abordados, são fundamentais para a formação solidária do educando. Quanto ao livro didático, LUCKESI (1994) afirma que de forma alguma podemos descartá-lo no processo de ensino. Ele é um instrumento importante desde que tenha a possibilidade de registrar e manter registrada, com fidelidade e permanência, a mensagem. Através do livro, o educando terá a possibilidade de se reportar, quantas vezes desejar, ou necessitar, ao conteúdo ensinado em sala de aula. Vale lembrar que nem sempre os conteúdos dos livros escolares são os mais recomendáveis; daí decorre a necessidade de que cada professor selecione criteriosamente o livro didático que vai adotar, mantendo sempre sobre ele uma posição crítica. BARBOSA e SILVA escrevem que o currículo deixou de ser apenas uma área meramente técnica, voltada a procedimentos, técnicas, métodos. Já se pode falar em uma tradição crítica do currículo, guiada por questões sociológicas, políticas e epistemológicas. Nessa perspectiva, o currículo é considerado um artefato social e cultural, por isso não é um elemento inocente e neutro de transmissão desinteressada do conhecimento social, não é um elemento transcendente e atemporal, tem uma história vinculada a formas específicas e contingentes de organização da sociedade e da educação. Outro teórico que auxilia na compreensão do conhecimento e do currículo escolar é SNYDERS (1988), que faz algumas considerações sobre a cultura primeira e a cultura elaborada. Segundo ele, existe uma cultura elaborada que conduz aos valores e as alegrias e que supera, desta forma, a cultura primeira também chamada de cultura de massa, que anseia pelos valores, mas nem sempre os alcança. A cultura primeira visa a alegria de se abrir o mundo e, no entanto, ela é ameaçada de ser uma cultura de evasão, já a cultura elaborada penetra profundamente na riqueza da existência e do mundo, aspira por uma riqueza mais iluminadora para cada ser humano. Essa cultura propiciará benefícios e alegrias a partir do momento em que: dar valor ao presente, resgatar os fatos vividos, demonstrando sua capacidade, intensidade, grandeza e beleza, enriquecendo desta forma o quotidiano; trabalhe com o mundo real; desenvolva o afetivo e que seja uma cultura dirigida a todos. 4.11 DISCIPLINA Uma das questões principais da escola é a disciplina, o que ela representa para a escola e para o processo de ensino aprendizagem. FRANCO (1986) descreve que o trabalho escolar não pode realmente se efetivar sem esforço, dedicação e, principalmente, disciplina. A necessidade da disciplina aparece como condição indispensável para conduzir uma prática pedagógica comprometida como os anseios das classes trabalhadoras e com estabelecimento de uma sociedade igualitária. Assim, colocar uma ênfase especial na disciplina implica procurar assegurar o seguinte: de um lado, os objetivos precípuos da educação escolar, ou seja, a transmissão e assimilação dos conhecimentos escolares, e de outro, a tarefa progressista da escola, que é a de colocar o educando em condições de ser governante e, teoricamente, construtor de uma nova sociedade. Em geral, quando os educadores referem-se ao problema da disciplina na escola, normalmente o reduzem a algo que diz respeito somente ao aluno. O problema da disciplina passa a ser entendido como o da indisciplina do aluno. A disciplina não pode ser entendida de maneira estanque, como se fosse algo que dissesse respeito a este ou àquele elemento envolvido com o processo de ensino e aprendizagem. A disciplina, ao contrário, diz respeito a todos os elementos envolvidos com a prática escolar, e precisa ser compreendida como algo necessário para atingir um fazer pedagógico coerente e eficaz, estando, dessa maneira, intimamente relacionada à forma como a escola organiza e desenvolve o seu trabalho. Com efeito, a efetivação conseqüente do trabalho escolar não se pode dar a revelia da observância de certas ordens, de certa sistematização, de certas normas de conduta, de certa organização. Isso porque o trabalho pedagógico não é um processo natural, espontâneo e tampouco ocasional. Makarenko, educador russo (em FRANCO 1986), procura estabelecer as relações entre educação e disciplina, entendida esta como um resultado daquela e não como uma imposição externa. Pensava assim por um motivo muito simples: estava convencido de que a conquista do saber é uma coisa tão difícil, árdua e complicada que é impossível atingi-la a não ser com muito esforço, trabalho e disciplina. A escola, para Makarenko, segundo citação feita por FRANCO (1986): “Deve exigir o máximo possível do aluno e, ao mesmo tempo, distingui-lo com o maior respeito possível. Exigir o máximo do aluno, no entanto, não pode significar exigir o que está além de suas possibilidades, não podem ser exigências grosseiras e desligadas das pretensões e capacidades dos alunos. É preciso ter respeito profundo pelo aluno, mas sem prejuízo da convicção de que o homem só se realiza na vida social. Procura com isso, de um lado, repudiar o simples arbítrio e incentivar um assumir responsável e organizado do educando, e, de outro, desenvolver formas participativas de gestão, como instrumento indispensável para a superação do simples autoritarismo. A disciplina, assim, deve ser consciente, na medida em que deve nascer da experiência social, da atividade prática do trabalho escolar tornando-se exigência e tradição da própria comunidade escolar”. A disciplina deve ser entendida como a soma da influência educativa (instrução, métodos de ensino, interação professor-aluno, conteúdos transmitidos, etc.), num processo de cooperação e comprometimento com a formação do homem necessário à construção de uma nova sociedade. A disciplina, portanto, não pode ser conseguida com a dispersão das forças pedagógicas e com um ensino barateado e fácil. Só se alcança a disciplina através do trabalho consequente do coletivo da escola, de uma escola onde o aluno se sinta feliz e corresponsável pelo êxito escolar, uma escola em que “cada aluno deve, sobretudo, estar convencido de que a disciplina é a forma de melhor conseguir o fim visado pela coletividade”. 5. PROPOSIÇÕES DE AÇÕES OU MARCO OPERACIONAL 5.1 ORGANIZAÇÃO DO TEMPO E CURRÍCULO ESCOLAR A carga horária anual deste Estabelecimento de Ensino é de 800 horas, distribuídas em 200 dias letivos, e o ano letivo corresponde ao ano civil. O Colégio oferta Ensino Fundamental de 5ª a 8ª séries do Ensino Fundamental e o Ensino Médio, organizados em séries anuais. A Base Nacional Comum do Ensino Fundamental é composta pelas disciplinas de Língua Portuguesa, Matemática, História, Geografia, Ciências, Educação Física, Artes e Ensino Religioso e a Parte Diversificada compreende a disciplina de L.E.M. – Inglês e Espanhol. Os estudos referentes ao Estado do Paraná estão incluídos na disciplina de História em todas as séries do Ensino Fundamental. A Base Nacional Comum para o Ensino Médio é composta pelas disciplinas de Língua Portuguesa, Matemática, História, Geografia, Ciências, Educação Física, Artes, Física, Filosofia, Sociologia e a Parte Diversificada compreende a disciplina de Inglês e Espanhol. 5.2 DIRETRIZES CURRICULARES QUE NORTEIAM A AÇÃO DA ESCOLA As diretrizes têm como função direcionar o trabalho teórico-metodológico no interior das escolas. Primam pela garantia ao acesso e permanência da aprendizagem para os alunos em idade escolar, bem como para aqueles que não tiveram acesso ao ensino fundamental em idade própria. Assim, a escola contribuirá para o enfrentamento das desigualdades sociais. Zelando pela aprendizagem do aluno, cabe as escolas elaborar suas propostas curriculares, contemplando a base nacional comum e a parte diversificada, articuladas aos temas de vida cidadã e de interesse da comunidade. Baseados numa realidade diagnosticada pretendemos realizar estudos, esclarecimentos e troca de experiências metodológicas, através de grupos de estudo, atualização de conhecimentos, selecionando conteúdos do trabalho cotidiano escolar, incorporando novas metodologias e interagindo com professores de outras áreas, equipe técnico pedagógica e alunos. Pretendemos fomentar no professor uma postura perspicaz, investigadora e criativa de seus alunos, colegas e, é claro, diante do próprio conhecimento e das práticas pedagógicas com a qual trabalha. Os objetivos propostos serão desenvolvidos durante a hora atividade e em cursos de capacitação no início de cada semestre, utilizando- se de livros, computadores, vídeos e outros recursos materiais e humanos. O processo de avaliação deverá acompanhar todo o processo, para identificar quais os elementos que foram facilitadores, e quais as dificuldades a serem superadas. Fornecerá aos professores os elementos que permitam identificar conhecimentos prévios, bem como pontos críticos na construção do conhecimento, tendo em vista um projeto de escola não excludente. Acreditamos que, assim, o professor poderá conhecer um pouco mais sobre o modo de ser e viver do seu aluno enquanto cidadão brasileiro, suas raízes, seu presente e seu futuro. Para isso, em equipe, o presente documento foi elaborado para o 1º e 2º Semestre: Plano de Ação Proposto pelos Funcionários – 1º e 2º Semestre 2011 Estabelecimento: Colégio Estadual Dr. Adhelmar Sicuro – Ensino Fundamental e Médio 00236 Município: ___Contenda – 0620__ NRE – AM SUL Necessidades / Dificuldades Gerais da Escola Ações Propostas pela Escola Falta de Colaboração entre os diferentes grupos no Ter mais companheirismo e menos crí interior da Escola; Aglomeração de pessoas dentro da Secretaria; Respeito aos espaços; Falta de organização de alguns professores. Ex: chaves Mais profissionalismo e responsabilida e materiais de apoio que costumam ser retirados e não devolvidos ao lugar certo; Comunicação em grupo; Apoio das Entidades; Mais união e menos críticas; Mais comprometimento; Falta de Recursos, tipo manutenção dos Laboratórios de Informática e Aparelhagem Multimídia; Falta de Funcionários; Mais comprometimento do Governo; Falta de cuidado com o Patrimônio Público; Conscientização; Contratação de acordo com as nece Instituição; Necessidades / Dificuldades Específicas do Processo de Ensino Aprendizagem Ações Propostas pela Escola Apoio dos pais à Escola; Mais comprometimento, envolvimen assuntos que se referem a seus filhos; Real envolvimento educação; de todos os Falta de interesse de alguns alunos; profissionais da Cada um fazer a sua parte da melhor não somente estar de corpo presente; Conscientização; Plano de Ação Proposto pelos Professores – 1º e 2º Semestre 2011 Estabelecimento: Colégio Estadual Dr. Adhelmar Sicuro – Ensino Fundamental e Médio 00236 Município: ___Contenda – 0620__ NRE – AM SUL Necessidades / Dificuldades Gerais da Escola Transporte Escolar; Ações Propostas pela Escola Comunicar os segmentos da escola Mantenedora – a fim de cobrar melhori Espaço Físico: escadas no interior e exterior da escola, Participação da comunidade e dos quadra coberta para esportes, pátio coberto para os cada setor, para que haja comprometim alunos, acústica deficitária (ruído entre as salas de aula), inexistência de refeitório, espaço inadequado para biblioteca e laboratório de informática; Saída de Emergência; Alguns Equipamentos: tipo Extintor; Necessidades / Dificuldades Específicas do Processo de Ensino Aprendizagem Ações Propostas pela Escola Falta de comprometimento de alguns dos alunos, pais e Reuniões periódicas com a Comunidad professores; dirigido do ECA;Buscar saber a real f (Patrulha Escolar, Conselho Tutela mesmos desempenhem suas reais fun escola; Recuperação de Estudos Falta de Mobiliário; Após cada avaliação, o pro paralelamente a retomada diagnosticando se houve ou não conhecimento; Reuniões periódicas com a Comunid tomada de providências imediatas detectados na escola; Solicitação via responsável; Falta de Espaço Físico para o desenvolvimento de Reuniões periódicas com a Comunid projetos; tomada de providências imediatas detectados na escola; Solicitação via responsável; Plano de Ação Proposto pelas Instâncias Colegiadas – 1º e 2º Semestre 2011 Estabelecimento: Colégio Estadual Dr. Adhelmar Sicuro – Ensino Fundamental e Médio 00236 Município: ___Contenda – 0620__ Necessidades / Dificuldades Gerais da Escola (Apresentadas pelos Segmentos) Falta de atendimento imediato – Conselho Tutelar; NRE – AM SUL Ações Propostas pela Escola Solicitar por meio de ofícios ou reuniõ imediato aos problemas encaminhad Instituição; Físicos: escada, corredor estreito, piso do pavimento superior de madeira, falta de cobertura para pátio externo, área de esportes aberta inclusive ao público exterior, falta de equipamentos de segurança e acessibilidade para portadores de necessidades especiais; Encaminhar ofícios aos setores respo todos os problemas enfrentados na es segurança, fatores que dificultam a saúde, e os riscos que alunos e f sujeitos diariamente na escola frente a deficitária; Transporte coletivo deficiente; Encaminhar ofício à empresa de Tr solicitando adequação dos horários e a que atende a comunidade escolar na inserida; Necessidades / Dificuldades Específicas do Processo de Ensino Aprendizagem Ações Propostas pela Escola Defasagem de conteúdos básicos, oriundos de 1ª a 4 ª Integração junto à Secretaria Municipa série; debatermos os problemas de aprendiz de conteúdos na Rede Municipal de E Defasagem de idade/série, decorrentes, muitas vezes, de Solicitar, por meio de ofício, à Sec transferências recebidas de outras escolas; Educação um projeto de progressão idade/série, em nível de Município; Ambiente Físico da escola; Encaminhar ofícios aos setores resp todos os problemas enfrentados na e segurança, fatores que dificultam saúde, e os riscos que alunos e sujeitos diariamente na escola frente deficitária; Transporte Escolar; Organizar uma comissão de represen segmentos da comunidade escolar junto à Secretaria Municipal de Tran para reivindicar melhorias no que se escolar quanto à segurança, conforto mesmo; Efetiva ação dos pais no acompanhamento escolar de Reunião com os pais para orientaçã seus filhos; ação junto ao processo de aprendizag Comprometimento de toda a comunidade escolar com o Propiciar momentos de reflexão sobr processo ensino-aprendizagem, visto que o mesmo membro da Comunidade Escolar no encontra- se em deficiência; aprendizagem, procurando um maior efetiva ação no ambiente escolar; CRONOGRAMA DAS ATIVIDADES DA EQUIPE MULTIDISCIPLINAR: 2010 2011 Aç õe s N 1 - x Dia gn óst ico 2 – x Or ga niz aç ão do Se mi nár io 3 - x Ex ec uç ão D J F M A M J J A S O N D do Se mi nár io 4 Sel eç ão de co nte úd os 5Est ud o da Lei 10 63 9/0 3 x 6Est ud os da s DC ES x 7An alis e do PP Pe x PP C 8An ális e da s rea is co ndi çõ es do ne gro 9Est ud o da Re ssi gni fic aç ão 1305 x x 10An ális e do PT D x 11Ori x ent aç ão ao s pro fes sor es 12Se mi nár io so bre o 13 de ma io x 13Est ud o da His tóri a da Afri ca X 14An ális e da vis ão X est ere oti pa da da Afri ca, Po vo e Cul tur a 15Pe sq uis a: pre co nc eit o e etn ia x 16Ta bul aç ão do s da do s x 17Ori ent x aç ão 18Est ud o qu ant o a val ori za çã o da cul tur a afri ca na x 19Est ud o da traj etó ria his tóri a e res ist ên cia do po vo x ne gro 20An ális e de ma teri al did áti co co m do ce nte s e dis ce nte s X 21Se mi nár io da Co ns ciê nci a Ne gra x 21Pr od x uç ão de pra tos típi co s da culi nár ia Afr ode sc en de nte s 1. IDENTIDICAÇÃO DA EQUIPE MULTIDISCIPLINAR: ÂNGELA GURSKI FAOT ANTONIA DO ROCIO PADILHA ALVES CLÁUDIA SIRLEI LEIVA CÉLIA RIBAS LEITE JOÃO PAULO LONGO ROZINEI DE FÁTIMA GONÇALVES STANISLOVSKI TIAGO STANCZYK MARIA APARECIDA WALTER 5.3 INSTÂNCIAS COLEGIADAS A Escola utiliza-se de algumas instâncias colegiadas para auxiliar no processo de ensino aprendizagem, como: A.P.M.F., Conselho Escolar, Grêmio Estudantil, Conselho de Classe, Representante de Turma. O Conselho de Classe, bem como as demais instâncias colegiadas têm seu próprio estatuto, regulamentando seu funcionamento dentro do ambiente escolar. SÃO PROPOSTAS DAS INSTANCIAS COLEGIADAS: 5.3.1 – GRÊMIO ESTUDANTIL O Grêmio Estudantil é o órgão máximo de representação dos estudantes de nosso colégio. O Grêmio Estudantil não terá caráter político-partidário, religioso, racial e também não deverá ter fins lucrativos. OBJETIVOS: • Representar o corpo discente da Escola; • Defender os interesses individuais e coletivos dos alunos da Escola; • Incentivar a cultura literária, artística e desportiva de seus membros; • Promover a cooperação entre administradores, funcionários, professores e alunos no trabalho escolar buscando seus aprimoramentos; • Realizar intercâmbio e colaboração de caráter cultural e educacional com outras instituições de caráter educacional; • Lutar pela democracia permanente na escola, através do direito de participação nos fóruns internos de deliberação de Escola. 5.3.2– APMF A APMF é um órgão de representação dos Pais, Mestres e Funcionários do estabelecimento de ensino, não tendo caráter político partidário, religioso, racial e sem fins lucrativos, não sendo remunerados os seus dirigentes e conselheiros, sendo constituído por prazo indeterminado. OBJETIVOS: • Discutir no seu âmbito, sobre ações de assistência ao educando, de aprimoramento do ensino e integração família-escola-comunidade, enviando sugestões, em consonância com a proposta pedagógica para apreciação do Conselho Escolar e equipe-pedagógico-administrativa; • Prestar assistência aos educandos, professores e funcionários, assegurandolhes melhores condições de eficiência escolar em consonância com a proposta pedagógica do estabelecimento de ensino; • Buscar a integração dos segmentos da sociedade organizada, no contexto escolar, discutindo a política educacional, visando sempre a realidade dessa comunidade; • Proporcionar condições ao educando, para participar de todo o processo escolar, estimulando sua participação em Grêmio Estudantil com o apoio da APMF e do Conselho Escolar; • Representar os reais interesses da comunidade escolar, contribuindo dessa forma, para a melhoria da qualidade de ensino, visando uma escola pública gratuita e universal; • Promover entrosamento entre pais, alunos professores, funcionários e toda comunidade, através de atividades sócio-educativa-cultural-desportivas, juntamente com o Conselho Escolar; • Gerir e administrar os recursos financeiros próprios e os que forem repassados através de convênios, de acordo com as prioridades estabelecidas em reunião conjunta com o Conselho Escolar, com registro em livro ata; • Colaborar com a manutenção e conservação do prédio escolar e suas instalações, conscientizando sempre a comunidade para a importância desta ação. 5.3.3 CONSELHO ESCOLAR: De acordo com o Estatuto do Conselho Escolar da Escola Estadual Dr. Adhelmar Sicuro, o conselho escolar é um órgão colegiado de natureza deliberativa, consultiva e fiscal, não tendo caráter político-partidário, religioso, racial e nem lucrativo, não sendo remunerados seus dirigentes e/ou conselheiros. O Conselho Escolar tem por finalidade efetivar a Gestão Escolar na forma de colegiado, promovendo a articulação entre os segmentos da Comunidade Escolar e os setores da escola constituindo-se como órgão auxiliar da direção e do Estabelecimento de Ensino. 5.3.4 -CONSELHO DE CLASSE: O Conselho de Classe é um órgão colegiado de natureza consultiva e deliberativa em assuntos didáticos pedagógicos, com atuação restrita a cada classe do estabelecimento de ensino, tendo por objetivo avaliar o processo ensino-aprendizagem na relação professor-aluno e os procedimentos adequados a cada caso, haverá tantos conselhos de classe quantos forem as turmas do estabelecimento de ensino. O CONSELHO DE CLASSE TEM POR FINALIDADE: • Estudar e interpretar os dados da aprendizagem na sua relação com o trabalho do professor, na direção do processo ensino-aprendizagem, proposto pelo plano curricular. • Acompanhar e aperfeiçoar o processo de aprendizagem dos alunos. • Analisar os resultados da aprendizagem dos alunos na relação do desempenho da turma, com a organização dos conteúdos e o encaminhamento metodológico. • Utilizar procedimentos que assegure a comparação com os parâmetros • indicados pelos conteúdos necessários de ensino, evitando a comparação dos alunos entre si. O Conselho de Classe é constituído pela diretora, pedagoga, todos os professores que atuam numa mesma classe. • A presidência do conselho de classe está a cargo da diretora que, em sua falta • ou impedimento será substituída pela pedagoga. O conselho de classe reunir-se-á ordinariamente em cada bimestre em datas previstas no calendário escolar e extraordinariamente sempre que um fato relevante assim o exigir. ATRIBUIÇÕES DO CONSELHO DE CLASSE: • Emitir parecer sobre assuntos referentes ao processo ensino-aprendizagem, • respondendo a consultas feitas pela direção e equipe pedagógica. Analisar as informações sobre os conteúdos curriculares, encaminhamento • metodológico e processo de avaliação que afetem o rendimento escolar. Propor medidas que viabilizem um melhor aproveitamento escolar, tendo em • vista o respeito à cultura do educando, integração e relacionamento com os alunos na classe. Estabelecer planos viáveis de recuperação dos alunos em consonância com o • plano curricular do estabelecimento de ensino. Colaborar com a equipe pedagógica na elaboração e execução dos planos e adaptação de alunos transferidos, quando se fizer necessário. • Decidir sobre a aprovação ou reprovação dos alunos que, após a apuração dos resultados finais, não atinjam o mínimo solicitado pelo estabelecimento levandose em consideração o desenvolvimento do aluno até então. Nas reuniões de conselho de classe será lavrada a Ata por secretário, em livro próprio para registro, divulgação ou comunicação aos interessados. 5.3.5 REPRESENTANTE DE TURMA: São os alunos eleitos para exercerem funções específicas, colaborando para o bom andamento do trabalho escolar. Desenvolvimento do trabalho: • Cada turma deverá ter dois representantes. • No final de cada bimestre os representantes serão instruídos pela pedagoga da escola. • A renovação da equipe será feita por eleição direta, realizada pelos professores • representantes da turma. A avaliação dos trabalhos da equipe será feita pelos professores, pedagoga e direção, através da observação direta aos alunos representantes quanto a sua participação, interesse. • Os representantes poderão ser eleitos novamente se for à escolha da turma e do professor representante da turma. ATRIBUIÇÕES AOS REPRESENTANTES: • Colaborar na organização do jornal mural em sala de aula ou corredores (aniversariantes do mês, notícias da atualidade, etc.) • Ajudar a conservar a limpeza da sala de aula, pátio e jardim da escola. • Supervisionar a utilização das canecas e pratos de lanche, evitando assim extravios. • Ajudar na conservação e limpeza dos banheiros colocando cartazes. • Manter as portas das salas de aula fechadas durante o recreio e aula de Educação Física. • Participar das comemorações cívicas e atividades recreativas da escola. • Auxiliar colegas na parte da aprendizagem. • Transmitir com clareza os avisos recebidos em reunião que participarem com a direção da escola ou com a pedagoga. • Procurar a direção e equipe pedagógica para prevenir situações difíceis com a turma. • Ser intermediário entre a classe e a escola no que diz respeito à defesa dos seus direitos e do cumprimento dos seus deveres. • Representar a turma nas situações de reivindicações de apoio, de transmissão das idéias da turma na posição de algo novo e também quando solicitar a opinião e a participação dos alunos. • Coordenar atividades que venham de encontro aos anseios da turma. • Procurar manter a pedagoga informada sempre que possível, de todo e qualquer problema relacionado às dificuldades de aprendizagem que envolva a maior parte da turma. • Procurar resolver diretamente com o professor os possíveis problemas que possam ocorrer com alguns colegas, ou com a turma, de maneira a garantir em clima favorável de aprendizagem. • Auxiliar os professores nas suas atividades dentro da sala quando forem solicitados. • Consultar os membros do grupo antes de tomar uma resolução importante que envolva interesses comuns. Comunicar à direção as atividades programadas pela turma. 5.4 INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA EM SALAS DE APOIO O trabalho pedagógico desenvolvido em Salas de Apoio iniciou suas atividades neste Estabelecimento de Ensino no ano de 2008, em turno contrário ao de funcionamento das turmas de 5ª série, com o objetivo de atender aos alunos com dificuldades de aprendizagem, contemplando as disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática. O número de alunos atendidos no momento é de, no máximo 15 alunos, contudo, não é suficiente, pois a demanda é superior ao número de vagas ofertadas. E se faz necessário admitir que, em casos esporádicos, as professoras atendem a mais alguns casos que tem necessidade de orientação específica de conteúdos. Por outro lado, desde a implantação desse programa, o Colégio vem encontrando muitas dificuldades em relação à permanência de alguns alunos, que desistem do atendimento justificando com o fato de residirem muito longe, de o transporte passar muito cedo, e outros motivos mais. Porém, é possível perceber que a maior dificuldade é a ausência de um maior acompanhamento por parte das famílias, que não se impõem diante da decisão do aluno, quando este opta por desistir do atendimento ofertado. Com isso, o desempenho dos alunos fica prejudicado, pois em sala de aula regular encontram muitas dificuldades de aprendizagem e não conseguem acompanhar os demais alunos, demonstrando fatores comportamentais inadequados: “indisciplina”, já que não conseguem entender o que está sendo proposto pelos professores, comprometendo o rendimento da aprendizagem dos demais alunos e de si próprios. Diante disso, a Coordenação Pedagógica, juntamente com a Direção e Corpo Docente realizam intervenções diretamente com os pais e ou responsáveis, através de reuniões coletivas (comunidade escolar) e individuais (pais, alunos e professores), bem como contatos telefônicos, nossa última saída quando os pais não atendem aos chamados de comparecimento à Escola. Neste momento são orientados sobre a importância da Sala de Apoio para a superação e promoção do aluno no Processo Ensino Aprendizagem, porém nem sempre furtivos de resultado positivo. 5.5 PROCESSO AVALIAÇÃO, CLASSIFICAÇÃO PROMOÇÃO. DE E A avaliação deve ser compreendida como o conjunto de ações organizadas com a finalidade de obter informações sobre o que o aluno aprendeu, de que maneira e em que condições. Deve caracterizar-se também como um instrumento que forneça subsídios para o professor analisar criticamente sua prática educativa e que possibilite ao aluno informar-se sobre seus avanços, dificuldades e possibilidades. Deve contemplar um acompanhamento contínuo e sistemático pelo professor, considerando o desenvolvimento das capacidades dos estudantes com relação à aprendizagem não só de conceitos, mas também de procedimentos e atitudes. Dessa forma é fundamental que se utilizem diversos instrumentos e situações para poder avaliar diferentes aprendizagens. Nesse sentido, a avaliação deverá ser realizada num espaço em que seja considerado tanto o professor quanto o aluno, numa relação dialógica e intrínseca que se estabelece entre todos os participantes do processo de aprendizagem. Em sentido mais amplo, a avaliação também fornece subsídios para mudanças em todo o sistema atuando como elemento balizador das intervenções pedagógicas, sendo dialeticamente constitutiva dos sujeitos envolvidos no processo de aprendizagem. Dessa forma a avaliação evidencia-se durante todos os momentos da situação escolar, de forma contínua e diagnóstica, como parte integral da evolução do currículo e do ensino e como elemento mediador do processo educativo. A avaliação do aproveitamento escolar deverá incidir sobre o desempenho do aluno em diferentes situações de aprendizagem utilizando-se procedimentos que assegurem a comparação com os parâmetros indicados pelos conteúdos de ensino, evitando-se a comparação dos alunos entre si. O aluno será avaliado diariamente através de seu desempenho, senso crítico, cooperação, capacidade de reflexão e síntese, elaboração pessoal que deverá preponderar sobre a memorização e serão utilizados técnicas e instrumentos diversificados tais como: avaliações escritas, orais, trabalhos individuais e em grupo, pesquisas, produção de textos, palestras, organização de debates, teatros, filmes, participação em concursos, criatividade em trabalhos, auto-avaliação. Cabe ao Conselho de Classe o acompanhamento do processo de avaliação da série, devendo debater ou analisar todos os dados intervenientes na aprendizagem. A avaliação do ensino da Educação Física e de Arte, adotará procedimentos próprios, visando ao desenvolvimento formativo e cultural do aluno. A avaliação traduzir-se-á num trabalho cooperativo entre Equipe Pedagógica e Corpo Docente, integrados na diagnose dos problemas que interferem no processo ensino-aprendizagem, para estabelecer metas que possibilitem a superação das dificuldades diagnosticadas. Contempla o conteúdo básico essencial cuja relevância seja fundamental para compreensão da prática social considerando o processo de apropriação de cada aluno e as suas tentativas de solucionar os problemas que lhe são propostos, buscando ampliar a sua visão e o seu saber sobre o conteúdo em estudo. A gradação crescente dos conteúdos que serão objeto de transmissão, construção a partir do 6ºano do Ensino Fundamental é o ponto de referência para a continuidade do trabalho cuja culminância se dá na conclusão do curso ofertado neste Estabelecimento de Ensino. A prática social do ponto de partida se altera qualitativamente com a mediação da ação pedagógica que será avaliada em termos qualitativos, do nível de apreensão/construção do conhecimento pelos alunos. O aluno com aproveitamento insuficiente poderá dispor de condições que lhe possibilitem a apreensão de conteúdos básicos, através da retomada de conteúdos utilizando-se de diferenciadas metodologias e posterior verificação da aprendizagem com aplicação de um novo instrumento avaliativo , paralelamente ao conteúdo trabalhado e toda vez que se fizer necessário, que ficarão a critério de cada professor. A recuperação de estudos deve constituir um conjunto integrado ao processo ensino aprendizagem, além de se adequar às necessidades dos alunos. Será promovido o aluno que obtiver como média anual o mínimo de 6,0 ( seis vírgula zero) e freqüência igual ou superior a 75%. Será reprovado o aluno que não atingir o mínimo de 75% do total das 800 horas letivas anuais (Lei 9394/96). Também será reprovado o aluno que, tendo frequência igual ou superior a 75%, não obtiver, após todas as Recuperações de Estudos ofertadas no decorrer do ano letivo, média igual ou superior a 6,0 (seis vírgula zero). Os resultados do rendimento escolar serão comunicados aos alunos e aos seus responsáveis através de notas repassadas pelos professores à Secretaria com anotações no boletim. A matrícula com progressão parcial está prevista no Regimento Escolar do Estabelecimento exigindo para aprovação, a frequência prevista em Lei e o aproveitamento determinado pelo regimento escolar porém, o Estabelecimento de Ensino não oferta a matrícula com progressão parcial. A expedição de certificado de conclusão de curso só se dará após o atendimento integral do currículo pleno e da respectiva carga horária, observados os mínimos exigidos por lei e eliminadas as dependências ocorridas ao longo do curso. OBJETIVOS: • Realizar a gestão escolar numa perspectiva democrática, contemplando o • coletivo, de acordo com as propostas educacionais contidas no Projeto PolíticoPedagógico da Escola. Constituir-se em instrumento de democratização das relações do interior da • escola, ampliando os espaços de efetiva participação da comunidade escolar nos processos decisórios sobre a natureza e a especificidade do trabalho pedagógico escolar. Promover o exercício da cidadania no interior da escola articulando a • integração e a participação dos diversos segmentos da comunidade escolar na construção de uma escola pública de qualidade, gratuita e universal. Estabelecer políticas e diretrizes norteadoras da organização do trabalho • pedagógica na escola, a partir dos interesses e expectativas histórico-sociais, em consonância com as orientações da SEED e a legislação vigente. Acompanhar e avaliar o trabalho pedagógico desenvolvido pela comunidade escolar, realizando as intervenções necessárias, tendo como pressuposto o Projeto Político-Pedagógico da escola. • Garantir o cumprimento da função social e da especificidade do trabalho pedagógico da escola, de modo que as organizações das atividades educativas escolares estejam pautadas nos princípios da gestão democrática. 5.6 AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL DO PPP Avaliar constitui uma das etapas do processo ensino-aprendizagem para realizar diagnósticos relativos ao desenvolvimento e ao desempenho dos alunos, professores e funcionários. Em outras palavras, devemos compreender as situações de avaliação como momentos em que paramos para refletir sobre nossa prática. O repensar sobre a postura profissional e política e as diversas facetas do processo de interação professor/aluno é fundamental para detectar os avanços e as dificuldades dos alunos na apropriação do conhecimento. O conselho de classe é avaliado a atuação do professor, da Equipe pedagógica e dos funcionários na busca conjunta de alternativas de ação que levem aos objetivos propósitos. Assim como os alunos, os professores, equipe pedagógica e funcionários também são avaliados e avaliam a Escola que trabalham, respondendo a perguntas (em anexo-final de cada semestre), direcionados a cada função. É necessário que a Equipe Escolar possa repensar sua atuação, partindo de uma reflexão sobre a qualidade do trabalho que vem sendo realizado. A instituição escolar deve cuidar para que o currículo possa assegurar aprendizagens fundamentais aos alunos. Através desses dados a Escola passa a criar condições para uma reflexão conjunta de toda a Equipe e partir para as mudanças necessárias. 5.7 ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO DO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Partindo de uma reflexão baseada na análise da realidade escolar, percebemos a necessidade de envolver a comunidade, pais, professores através de questionários e/ou entrevistas semestrais, com parecer individual, conversas informais para encaminhar um melhor andamento das metas e ações pedagógicas. Reuniões bimestrais de Conselho de Classe, Reunião Pedagógica, da APMF, do Conselho Escolar, Grêmio Estudantil também são parâmetros de avaliação interna e sistemática. É importante informar mensalmente aos pais e a comunidade sobre as atividades pedagógicas, as informações do que já foi realizado, do que está sendo proposto ou implementado no Estabelecimento de Ensino. A meta da Escola é priorizar a inclusão do aluno, evitar a exclusão, e um modo de se conseguir uma escola de qualidade é procurar a opinião dos pais, sensibilizá-los com os problemas escolares de modo a somarmos esforços na procura da qualidade de ensino satisfazendo desta maneira a expectativa de todos. E, para sabermos se alcançamos nosso objetivo, realizamos avaliações semestrais acerca do desempenho escolar: a avaliação, para que tenha um sentido emancipatório, precisa ser incluída como parte essencial do projeto da escola. Não pode ser um ato formal e executado por técnicos externos à escola apenas. Deve envolver a comunidade interna, a comunidade externa e o poder público. 5.7.1 FICHA DE REFLEXÃO E AUTO AVALIAÇÃO-ALUNO NOME: SÉRIE DATA.../..../....ANO 1) Como é o seu relacionamento com sua família? 2) Qual é a maior dificuldade que você encontra para estudar? A que você atribui Isso? 3)Qual a disciplina que você encontra maior dificuldade? Por quê? 4) Qual disciplina que você mais gosta? Por quê? 5) Quais os aspectos desta escola que necessitam ser melhorados? 6) Que temas você gostaria que fossem acrescentados na escola para aprimorar sua Aprendizagem? 7) O que você considera uma boa aula? 8) O que você considera uma aula chata? 9) Dê sua opinião, quanto a atuação de seus professores, em sala de aula. 10)Como você vê o andamento da escola, como um todo? 11) Você esta satisfeito com o atendimento deste Colégio? 12)Você considera-se um aluno(a) conhecedor dos seus direitos e deveres? Sim( ) Não( ) É respeitado? Respeita os seus Colegas e Professores? 13) Sugestões e Críticas: 5.7.2 FICHA DE REFLEXÃO E AUTO AVALIAÇÃOPAIS 1) Você participa ativamente da Escola,acompanhando a situação escolar de seu (a) filho (a), comparecendo á reuniões ou atendendo a qualquer outra convocação feita pela escola? Por quê? ( ) SIM ( ) NÃO ( ) ÁS VEZES 2) Você valoriza a Escola, ou mesmo o estudo, perante seu filho(a)? Como? ( ) SIM ( ) NÃO ( ) ÁS VEZES 3) Como é seu relacionamento com a Direção, Pedagoga, Professores e Funcionários da Escola? Por quê? ( ) ÓTIMO ( ) BOM ( ) REGULAR 4) Quais as dificuldades encontradas por você em relação á Escola? 5) Na sua visão, como poderiam ser resolvidas essas dificuldades? 6) Você acha que a escola atende ás necessidades básicas de seu (a) filho(a)? 7) Como você vê o andamento da Escola, como um todo? 8) Que conceito você atribui á Escola? ( ) ÓTIMO ( ) BOM ( ) REGULAR 5.7.3 FICHA DE REFLEXÃO E AUTO-AVALIAÇÃO PARA PROFESSORES 1) Para você, qual é a função social da Escola? 2) Os conteúdos propostos pelo Currículo, PCN, vêm de encontro ás necessidades dos alunos? Explique. 3) Os recursos materiais, o espaço físico e pedagógico são suficientes para o desenvolvimento de seu trabalho? 4) O que falta para que seu trabalho se concretize de forma mais eficiente? 5) Na sua sala de aula, como ocorre a relação Professor/ Aluno? 6) Qual a sua concepção de avaliação? Como você a operacionaliza em sala de aula? 7) Qual seu grau de participação nas decisões tomadas pela Equipe Pedagógicoadministrativa? 8) Como você vê o andamento da Escola como um todo? 9) Você costuma se inteirar dos Projetos desenvolvidos pela escola? 10) Você esta satisfeito de fazer parte desta comunidade escolar? Sim( ) Não ( ) Por quê? 5.7.4 FICHA DE REFLEXÃO E AUTO – AVALIAÇÃO PARA SERVIÇOS GERAIS Em um quesito de 0 a 10, atribua um valor nas questões abaixo: 1) Sempre procuro fazer a limpeza diária com entusiasmo e interesse? ( ) 2) Me preocupo com a aparência de minha Escola e procuro dar o máximo para manter o zelo e higiene nas salas de aula, sanitários, pátio, horta, jardim, demonstrando desta maneira aos alunos, funcionários e aos visitantes o meu trabalho? ( ) 3) Sou pontual quanto aos meus horários e afazeres? ( ) 4) Mantenho um bom relacionamento com os meus colegas de trabalho? ( ) 5) Procuro manter a ética, bom senso e responsabilidade dentro do ambiente de trabalho? ( ) 6) Procuro sempre tratar bem a todos que envolvem a comunidade escolar, alunos, professores, administração, pais etc.? 7)Você está satisfeita com a função que exerce? Por quê? 8) Dê sugestões que possam melhorar ainda mais o seu trabalho. 5.7.5 FICHA DE REFLEXÃO E AUTO – AVALIAÇÃO PARA DIRETORA Dê nota de 0 a 10, quanto as questões abaixo: 1) Estou atendendo as expectativas que o cargo me confere? ( ) 2)Procuro dialogar constantemente com o grupo de professores e demais funcionários de forma democrática e construtiva? ( ) 3)Procuro resolver questões que envolvem o grupo docente sempre utilizando-se da ética, bom senso e autonomia? ( ) 4) Estou sempre disposta a ouvir sugestões do corpo docente e discente como também dos pais, APM e demais funcionários e sempre procuro consultá-los quanto a decisões e medidas a serem tomadas para melhorias na qualidade de ensino e o bom funcionamento da escola? ( 5) Sou pontual quanto a horários e entrega de documentos que me são solicitados? ( ) 6) Procuro estabelecer e manter a ordem disciplinar dentro do estabelecimento de ensino com responsabilidade e ponderação? ( ) 7) Como Diretora procuro dar exemplo aos demais quanto: A participação, pontualidade, cooperação, compreensão, etc.? ( ) 8) Procuro sempre que possível passar pelas salas de aulas e observar o andamento da classe? ( ) 9)Para você o que é ser um bom Diretor? 10) Você está satisfeita com a função que ocupa? 11) Relacione metas que você acha necessárias para melhorar e aprimorar o seu trabalho. 5.7.6 FICHA DE REFLEXÃO E AUTO – AVALIAÇÃO PARA SECRETÁRIA Dê uma nota de 0 a 10, quanto as questões abaixo: 1) Estou atendendo as expectativas que a função me exige? ( ) 2) Procuro me inteirar de todos os outros assuntos que envolve a escola? ( ) 3) Estou inteirada da Legislação vigente, quanto o que se refere a documentação escolar? ( ) 4) Procuro também dar sugestões e ideias para contribuir com o progresso da minha escola?( ) 5) Tenho me relacionado bem com os meus colegas de trabalho, alunos e pais? ( ) 6) Sou pontual quanto a horários e entregas de documentos que me são solicitados, atento para detalhes como: estética, capricho, ordem, etc.? ( ) 7) Sempre procura participar de reuniões, eventos que a escola e Secretaria de Educação entre outros promove, demonstrando interesse e participação? ( ) 8) Procuro sempre me manter informada em tudo que se refere a minha função, procurando fazer o mais correto possível? ( ) 9) Sempre procuro usar da ética, bom senso em tudo que envolve o nome da escola que trabalho? ( ) 10) Para você o que é ser uma secretária eficiente? ( ) 11) Relacione metas que você acha ser necessárias para melhorar ainda mais sua função como secretária. 12) Você está satisfeita com a função que exerce? Por quê? 5.7.7 FICHA DE REFLEXÃO E AUTO – AVALIAÇÃO PARA PEDAGOGA Dê uma nota de 0 a 10, quanto as questões abaixo: 1) Estou atendendo as expectativas que a função me confere?( ) 2) Procuro estar sempre pronta para atender as solicitações dos professores e alunos quando estes pedem a minha presença? ( ) 3) Estou sempre envolvida nos projetos que a Escola faz, colaborando, dando sugestões, criando, dinamizando, realizando reuniões pedagógicas periodicamente com técnicas de grupo, grupos de estudos, oficinas de ideias entre tantas outras formas de dar assessoramento pedagógico na escola? ( ) 4) Procuro dar atenção a todos os alunos da mesma forma e igualdade, procurando fazer um trabalho mais especifico com aqueles que requeiram uma atenção individualizada? ( ) 5) Sempre participo dos eventos, encontros, que a escola e a Secretaria de Educação promove, procurando aproveitar o máximo e aplicá-los no dia a dia para aperfeiçoar cada vez mais o meu trabalho? ( ) 6) Procuro sempre levar sugestões e materiais que contribuam com o professor em sala de aula?( ) 7) Tenho um bom relacionamento com meus colegas de trabalho, alunos e comunidade escolar demonstrando respeito e cordialidade? ( ) 8) Sou pontual quanto a horários e entregas de trabalho que me são solicitados?( ) 9) Estou visitando constantemente as salas de aula, conhecendo desta forma melhor os alunos, o trabalho do professor e procurando ajudar no que necessário?( ) 10) Para você o que é ser um bom Pedagogo? ( ) 11) Você está satisfeita com a função que exerce? Por quê? ( ) 12) Relacione metas que você acha ser necessárias para aperfeiçoar ainda mais o seu trabalho como Pedagogo? 5.8 PROPOSTA DE FORMAÇÃO CONTINUADA ANDRÉ (1990) julga imprescindível que se implante nas escolas uma sistemática de encontros, de reuniões, onde professores e coordenadores possam analisar conjuntamente o fazer pedagógico. Estes espaços de reflexão coletiva podem ser utilizados para acompanhamento, avaliação e reformulação do processo de ensino e aprendizagem, visando seu aprimoramento. A avaliação que ocorre nessas condições tem uma função essencialmente formativa, de melhoria, de aperfeiçoamento da prática escolar. Os professores deste Estabelecimento de Ensino participam de cursos on-line oferecidos pela SEED; também participam das Semanas Pedagógicas de 1º e 2º semestres, organizados pelo Núcleo de Educação e SEED, que oferecem subsídios para o desenvolvimento do trabalho no decorrer do ano; além disso, conforme Calendário Escolar reúnem-se nas Reuniões Pedagógicas promovidas pela escola, sem esquecer que há alguns que estão cursando Pós- Graduação, também de cursos esporádicos, dos quais os profissionais participam. E é justamente nos encontros pedagógicos promovidos no interior da escola que pode ter início a construção de um projeto pedagógico comum, são esses os momentos preciosos a serem aproveitados. Isso vai somente exigir uma definição dos fins a serem alcançados com a escolarização em geral e com cada área de conhecimento em particular. Concomitantemente a estas definições, esses são os momentos de serem explicitadas as concepções de ensino e de aprendizagem que estarão orientando o trabalho de sala de aula, o que, por sua vez, vai exigir a opção por uma determinada perspectiva de conhecimento, fundamentada em uma visão de homem, de mundo, de realidade, de sociedade, de cultura e de educação. Ao mesmo tempo em que vão sendo estabelecidas as diretrizes gerais da prática escolar, vão também sendo delineados os modos de organização desta prática, para o que pode concorrer muito favoravelmente à própria experiência de trabalho conjunto. Defendemos esta forma de organização do trabalho porque acreditamos que é pelo diálogo, pela comunicação horizontal entre professores, e deles com os alunos, em um processo de reflexão conjunta, de análise crítica da prática pedagógica e de sua superação constante, que poderá ser elaborado um novo saber pedagógico, voltado à transformação social, ao atendimento da maioria da população. Esse processo de comunicação, baseado no diálogo, na reflexão conjunta e no delineamento de alvos comuns, só se torna realmente efetivo pela mediação entre teoria e prática, isto é, pela apropriação dos conhecimentos já elaborados social e historicamente, que possibilitam um distanciamento da prática imediata para entender suas relações com a prática social total, condição imprescindível para a elaboração de novos conhecimentos, para a análise crítica de cada alternativa possível. O que ocorre, via de regra, infelizmente, é que nem todos os professores estão preparados para desempenhar seu papel na sala de aula, visto que os cursos de licenciatura não preparam efetivamente para a prática pedagógica. Daí a importância de conquistar e instituir um horário de trabalho comum nas escolas, no qual os professores e equipe pedagógica possam buscar juntas as formas de superar as deficiências da própria formação profissional, se possível com a coordenação de alguém pertencente ao próprio grupo, ou mesmo da hierarquia escolar. O que importa é que se instaure na escola um processo de reflexão sobre a prática pedagógica, de problematizarão dessa prática, de compreensão de suas relações com a prática social global, culminando na construção de um processo comum, que servirá como diretriz para a avaliação e a reformulação constante do trabalho escolar, visto que, foram agregadas ao professor atribuições não pertinentes ao seu trabalho, dificultando sua real função de ensinar. Hoje é necessário investirmos na formação continuada de professores e demais funcionários, especialmente na formação consistente de futuros profissionais da Educação, para que, a curto e médio prazo, possam construir conhecimentos, realizar pesquisas e desenvolver suas práticas pedagógicas a partir de um diálogo sempre aberto às novas metodologias e concepções educacionais, tendo como base a concepção de educação progressista, pautada na pedagogia histórico critica e tendo como método, o dialético. E sobre uma das grandes conquistas alcançadas pelos professores, a Hora Atividade, que é de grande importância, pois dá subsídios e espaço, em horário de trabalho, para trocar experiências, elaborar suas aulas, pesquisar, separar materiais, organizar livros registro, corrigir provas e atividades escolares, e ainda realizar atendimento aos pais. Atendendo às orientações do Núcleo Regional AMSul e SEED, a escola procurou organizar a Hora Atividade reunindo os professores da mesma disciplina ou afins, mas nem sempre isso é possível, já que, na medida do possível, o horário está organizado de acordo com as necessidades e preferências dos professores. 5.9 ESTRATÉGIAS DA ESCOLA PARA ARTICULAÇAO COM A FAMÍLIA E A COMUNIDADE. O ensino público nem sempre oferece todas as condições e atrativos ao ambiente escolar, por isso, faz-se necessária a presença dos pais e comunidade dentro da escola. Além da presença e participação constante da A.P.M.F, durante o ano letivo, realizamos bimestralmente um encontro com os pais para apresentar os resultados da aprendizagem de seus filhos, trocar ideias, e em alguns casos, realizar palestras sobre diferentes temas, relacionados à educação. Procuramos envolver os pais em projetos escolares, para que, constantemente se façam presentes no ambiente escolar, enriquecendo os conhecimentos a serem apreendidos e ajudando no desenvolvimento dos mesmos. Esperamos dessa forma criar vínculos estreitos entre família/escola/comunidade para que o processo de educação ocorra de uma forma mais natural e efetivo no ambiente escolar. O Colégio Estadual Dr. Adhelmar Sicuro - Ensino Fundamental e Médio - oferta os anos finais do Ensino Fundamental no período diurno (manhã e tarde) e Ensino Médio no turno da manhã, organizado em série /ano. O horário das aulas do Colégio procura atender aos interesses de aprendizagem e a disponibilidade do transporte escolar: Manhã Tarde 7:20 às 11:45 horas 13:00 às 17:25 horas 5.10 MATRIZ CURRICULAR PARA 2012 MATRIZ CURRICULAR PARA 2012 ENSINO FUNDAMENTAL – MANHÃ E TARDE ESTADO DO PARANÁ SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO NÚCLEO: 03 – ÁREA METROPOLITANA SUL MUNICÍPIO: 0620 – CONTENDA ESTABELECIMENTO: 00236 – ADHELMAR SICURO, C E DR – E F e M ENDEREÇO: RUA PADRE JOSÉ LOPACINSKI, S/N TELEFONE: 3638-1180 ENTIDADE MANTENEDORA: GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ CURSO: 4039 ANO ENS. FUNDAM ENTAL 6 º AO 9º ANO ANO DE IM PLANTAÇÃO:2012 – FORMA SIMULTANEA DISCIPLINAS BASE NACIONAL COMUM TURNO: 1- MANHÃ E 3- TARDE MÓDULO: 40 SEM ANAS / ANOS 7º 8º 9º 2 3 2 1 3 4 4 4 2 3 2 1 3 4 4 4 2 4 2 2 4 2 4 3 4 4 4 3 4 4 23 23 23 23 2 2 2 2 2 2 2 2 25 25 25 25 ARTE CIÊNCIAS EDUCAÇÃO FÍSICA ENSINO RELIGIOSO* GEOGRAFIA HISTÓRIA LINGUA PORT UGUESA MATEMÁTICA SUB-TOTAL PARTE DIVERSIFICADA 6º LEM-INGLÊS SUB- TOTAL TOTAL GERAL Matriz Curricular de acordo co m a LDB N.9394/96. * Ensino Religioso – Disciplina de matrícula facultativa Co ntenda, 25 DE AGOSTO DE 2011 ______________________________________ Cláudia Sirlei Leiva Diretora Res. 5909/ 08 DOE 24/12/08 ENSINO MÉDIO ESTADO DO PARANÁ SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO NÚCLEO: 03 – ÁREA METROPOLITANA SUL MUNICÍPIO: 0620 – CONTENDA ESTABELECIMENTO: 00236 – ADHELMAR SICURO, C E DR – E F e M ENDEREÇO: RUA PADRE JOSÉ LOPACINSKI, S/N ENTIDADE MANTENEDORA: GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ CURSO: 0009 – ENSINO MÉDIO ANO IMPLANT:2011 – SIMULTANEA TURNO: MANHÃ MÓDULO: 40 SEMANAS DISCIPLINAS BNC / SÉRIE ARTE BIOLOGIA EDUCAÇÃO FÍSICA FILOSOFIA FÍSICA GEOGRAFIA HISTÓRIA LINGUA PORTUGUESA MATEMÁTICA QUÍMICA SOCIOLOGIA SUB-TOTAL PD L.E.M. ESPANHOL * L.E.M. INGLÊS SUB-TOTAL TOTAL GERAL Matriz de acordo com a LDBEN nº 9394/96 Observação: * Disciplina de matríc ula facultativa ao aluno ofertada em turno contrário, no CELEM. Contenda, 10 de novembro de 2010. ______________________________________ Cláudia Sirlei Leiva Diretora Res. 5909/08 DOE 24/12/08 1º 2º 3º 2 2 2 2 2 2 2 2 3 2 2 2 2 2 2 2 2 2 3 2 2 2 2 2 2 2 2 2 4 3 2 2 23 23 23 2 4 2 4 2 4 6 6 6 29 29 29 5.11 ESCOLAR CALENDÁRIO SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃ COLÉGIO ESTADUAL DR. ADHELMAR SICURO – ENSINO FUN CALENDÁRIO ESCOLAR – 2011 D S Janeiro T Q Q S 2 4 5 6 7 9 10 11 12 13 14 16 17 18 19 20 21 23 24 25 26 27 28 30 31 S 1 8 15 22 29 D 6 13 20 27 Fevereiro T Q Q S S 1 2 3 4 5 7 8 9 10 11 12 18 14 15 16 17 18 19 dias 21 22 23 24 25 26 28 S 1 Dia Mundial da Paz D S T Ab ril Q Q 3 4 5 6 7 10 11 12 13 14 17 18 19 20 21 24 25 26 27 28 D 1 2 2 7e S 1 8 15 22 29 S 2 9 19 16 dias 23 30 Maio SD T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 22 8 9 10 11 12 13 14 dias 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 1 Di a do Trabalho 21 Ti radentes 1 1 2 23 22 Paixão D 3 10 17 24 31 S T Julho Q Q 5 6 7 11 12 13 14 18 19 20 21 25 26 27 28 S 1 8 15 22 29 S 2 4 9 dias 16 23 8 30 dias D 7 14 21 28 Agosto S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 8 9 10 11 12 13 23 15 16 17 18 19 20 dias 22 23 24 25 26 27 29 30 31 1 1 2 7I D 2 9 16 23 30 S Outubro T Q Q S 3 4 5 6 7 10 11 12 13 14 17 18 19 20 21 24 25 26 27 28 31 S 1 8 20 15 dias 22 29 6 13 20 27 Novembro SD T Q Q S S 1 2 3 4 5 7 8 9 10 11 12 19 14 15 16 17 18 19 dias 21 22 23 24 25 26 28 29 30 D 1 1 2 12 N. S. Aparecida 2 Finados 19 15 Dia do Pr ofessor 15 Proclamação da Repúbl ica 20 Dia Nacional da Consciência Negra 25 Feriado Municipal Conselho de Classe Reun.ou C.de Clas. Dias letivos 1 dia 4 dias 1 dia 200 Início/Término Planejamento e Replanejamento Férias Recesso Formação Continuada Férias Discentes janeiro 31 fevereiro 7 julho 18 dezembro 13 Total 69 Reunião Pedagógica SemCult e Esportiva Conselho de Classe F jan jan de ou To 5.12 INCLUSÃO DO PROGRAMA DE EDUCAÇÃO FISCAL NAS AÇÕES EFETIVAS DA ESCOLA Além dos projetos elaborados e desenvolvidos pela Escola, também participamos dos projetos do governo: PROJETO FERA, COM CIÊNCIA e JOGOS COLEGIAIS. 6. PROPOSTA PEDAGÓGICA CURRICULAR 6.1 DISCIPLINA DE ARTE DO ENSINO FUNDAMENTAL: 1- APRESENTAÇÃO A livre expressão, a criatividade, enfim, a arte é hoje um instrumento para a consolidação de trabalhos voltados para a humanização e conscientização, pretendese com isso mostrar que a arte não está isolada do nosso cotidiano, de nossa história pessoal. A Arte é um produto de fantasia e imaginação e não está separada da economia, política e dos padrões sociais que operam a sociedade A Arte tem sido considerada um diálogo visual, este diálogo nos pressupõem a nossa participação ativa, no entanto se não podemos dialogar com a arte, podemos pelo menos aprender a reagir a ela, não podemos deixar de observar a arte, pois ela apresenta-se a nossa volta, , abrindo nossos olhos diariamente para nossas experiências e forçando-nos a reformular nosso modo de enxergar, os elementos que o mundo oferece físico, psicológico, social estético e cultural (Janson, 1996). Arte na escola é uma contribuição que o aluno recebe, não para torná-lo um artista, mas para desenvolver habilidades que o levem a uma melhor qualidade de vida. Quando os alunos entram em contato com a Arte, é necessário que eles apreciem e compreendam seus códigos e linguagens. Essa compreensão possibilitará que eles sejam capazes de ler as obras de arte profundamente, a história e constituída a partir de cada obra de arte, analisada pelo aluno estabelecendo comparações e relações entre outras obras de arte e outras manifestações culturais . O modelo tradicional de ensino da arte foi implantado na primeira reforma educacional republicana que determinou o ensino de desenho nas escolas primárias e secundárias, o ensino de desenho tinha como objetivos principais desenvolver o raciocínio e preparar o aluno para o trabalho, sua metodologia de ensino estava centrada na cópia e na memorização. Em 1971, num momento de repensar a política e a cultura, cabia ao professor se limitar a trabalhar com os alunos artes manuais, onde o aluno reprimia sua expressão individual através de uma censura, o aluno não tinha liberdade de expressão pois era tolida com folhas para colorir e atividades envolvendo a geometrização. Foram anos de luta, após quatro anos de trabalho, surgem os PCNs, que tiveram como principal fundamentação metodológica a proposta de Ana Mae Barbosa, Metologia Triangular que tinha como objetivo relacionar o fazer artístico, a apreciação e os conhecimentos históricos, estéticos e contextuais em artes(PCN 1997). Em 1996, com a nova LDB 9394/96 que mantém e assegura a obrigatoriedade no ensino de Artes no ensino básico, apresentando mudanças nos cursos de graduação em Educação Artística que passaram a ter licenciatura plena em uma habilitação específica. A arte passou e passa por transformações e avanços, mais ainda são necessárias reflexões e encontrar caminhos que possibilitem a disciplina a compreensão da arte como campo do conhecimento que não seja vista como uma terapia, ou que faça do aluno um mero repetidor de mecanismos prontos, entende-se que o aluno a partir dessa transformação deverá ser critico e construtor do saber artístico, onde o aluno se expressa, se comunica entre si de diversas maneiras. De acordo com Fayga quando diz “Entendo a arte como um caminho maior de conhecimento, é caminho, a um só tempo, de conscientização do indivíduo, pois ao realizar suas potencialidades ele também realiza sua individualidade e, ainda do modo mais abrangente, é caminho crescente de humanização da vida. Na mesma visão, partindo do reconhecimento de que potencialidades criativas existem em todos os seres humanos embora combinando-se em cada pessoa em graus diferentes e em áreas diversas, entendo a realização de tais potencialidades como uma necessidade da vida. Não posso conceber nem aceitar a arte, como um mero enfeite, passatempo ou terapia, muito menos uma mercadoria, seja de luxo ou descartável, como querem colocá-la para nós hoje em dia.” Em contato com a arte o aluno ao usar seu corpo, sua percepção, seus conceitos, sua emoção, sua intuição, integra os vários aspectos da sua personalidade. A arte constantemente abre portas para um caminho impossível, a arte nos dá a possibilidade de improvisação, transformação além da superficialidade isto é entrar no terreno, crítico da condição humana. A arte é presente quando ainda não se fazia uso da linguagem textual, nas cavernas, nas edificações, nos templos, na pintura, na escultura, etc. De acordo com Pareyson(1997) a arte apresenta-se em três definições: como fazer, como conhecer e como exprimir. A primeira definição está ligada ao processo do artesão, a segunda embora contraditória destaca o processo de criação, a terceira foi a que prevaleceu, a arte como caráter expressivo, enquanto forma, ou seja quando ela passa a ter um significado, portanto a arte defini-se em um fazer, ao mesmo tempo executar, produzir, realizar, inventar, figurar e descobrir. Na verdade o homem sempre quererá ser mais do que é, assim ele sempre necessitará da ciência para desvendar os possíveis segredos. E sempre necessitará da arte para familiarizar-se com a sua própria vida e com aquela parte do real que é a sua imaginação lhe diz ainda não ter sido descoberta( Janson 1996). 2- CONTEÚDOS ESTRUTURANTES: • Elementos formais • Composição • Movimentos e Períodos Conteúdos básicos Área Música 6º ano Elementos Formais- Altura Duração Timbre Intensidade Densidade Composição- Ritmo Melodia Escalas: diatônica, pentatônica, cromática, improvisação Movimentos e períodos- Greco- Romana Oriental Ocidental Africana Conteúdos básicos Área Música 6º ano Elementos Formais- Altura Duração Timbre Intensidade Densidade Composição- Ritmo, melodia,escalas, gêneros: folclórico,indígena,popular e étnico Técnica: vocal,instrumental e mista improvisação Movimentos e períodos- Música popular e étnica( oriental e ocidental) Conteúdos básicos Área Música 8º ano Elementos formais- idem aos conteúdos acima Composição- Ritmo, melodia harmonia, tonal, modal e a fusão de ambos, técnica: vocal, instrumental e mista Movimentos e períodos- Indústria cultural, eletrônica, minimalista, rap, rock, tecno Conteúdos Básicos Área Música 9º ano Elementos Formais- Altura Duração Timbre Intensidade Densidade Composição- Ritmo Melodia Harmonia Técnica: vocal, instrumental e mista Gêneros: popular, folclórico e étnico Movimentos e períodos- Música Engajada Música Popular Brasileira Música Contemporânea Conteúdos básicos Área Artes Visuais 6º ano Elementos Formais- Ponto Linha Textura Forma Superfície Volume Cor Luz Composição- Bidimensional Figurativa Geométrica Técnica: pintura, escultura, arquitetura Gêneros: cenas da mitologia Movimentos e Períodos- Arte Greco Romana Arte Africana Arte oriental Arte Pré histórica Conteúdos básicos Área Artes Visuais 7º ano Elementos Formais- Ponto Linha Forma Textura Superfície Volume Cor Luz Composição- Proporção Tridimensional Figura e fundo Abstrata Perspectiva Técnica: pintura,escultura, modelagem, gravura Gênero: paisagem, retrato,natureza morta Movimentos e Períodos- Arte Indígena Arte Popular Brasileira e paranaense Renascimento Barroco Conteúdos básicos Área Artes Visuais 8º ano Elementos Formais- Linha Forma Textura Superfície Volume Cor Luz Composição- Semelhanças Contrastes Ritmo Visual Estilização Deformação Técnicas: desenho, fotografia, audio visual e mista Movimentos e períodos- Industria Cultural Arte no século XX Arte Contemporânea Conteúdos básicos Área Artes Visuais 9º ano Elementos Formais- Linha Forma Textura Superfície Volume Cor Luz Composição- Bidimensional Tridimensional Figura- fundo Técnica: pintura, grafitte, performance Gêneros; paisagem urbana, cenas do cotidiano Movimentos e Períodos- Realismo Vanguardas Muralismo e Arte Latino Americana Hip Hop Conteúdos básicos Área Teatro 6º ano Elementos Formais- Personagem: expressões corporais, vocais, gestuais e faciais Ação Espaço Composição- Enredo, roteiro Espaço cênico, adereços Técnicas: jogos teatrais, teatro indireto e direto, improvisação, manipulação, máscar Gênero: tragédia, comédia e circo Movimentos e Renascimento Períodos- Greco-Romana,Teatro Oriental, Teatro Medieval, Conteúdos básicos Área Teatro 7º ano Elementos Formais- Personagem: expressões corporais, vocais, gestuais e faciais Ação Espaço-tempo Composição- Representação, leitura dramática, cenografia Técnicas: jogos teatrais, mímica, improvisação, formas animadas Gêneros: rua e arena, caracterização Movimentos e períodos: Comédia dell” arte, Teatro Popular, Brasileiro e Paranaense, Teatro Africano. Conteúdos básico Área Teatro 8º ano Elementos formais-Idem aos itens mencionados nos parágrafos acima Composição-Representação no cinema e mídias Teatro dramático Maquiagem Sonoplastia Roteiro Técnica: jogos teatrais, sombra, adaptação cênica Movimentos e Períodos- Indústria Cultural Realismo Expressionismo Cinema Novo Conteúdos básicos Área Teatro 9º ano Elementos formais- Idem aos itens acima Composição- Técnicas: Monólogo, jogos teatrais, direção, ensaio,Teatro-Fórum Dramaturgia Cenografia Sonoplastia Iluminação Figurino Movimentos e períodos- Teatro Engajado Teatro Oprimido Teatro Pobre Teatro do absurdo Vanguardas Conteúdos básicos Área dança 6º ano Elementos formais – Movimento corporal, tempo e espaço-tempo Composição- Kinisfera, eixo, ponto de apoio, movimentos articulares, fluxo livre e interrompido, rápido e lento, fomação níveis- alto, médio e baixo, deslocamento direto e indireto, dimensões, pequeno e grande, técnica: improvisação, Gênero: circular Movimentos e Períodos- Pré História, Greco – Romana, Renascimento, Dança Clássica Conteúdos básicos Área dança 7º ano Elementos formais- Idem acima Composição- Ponto de apoio, rotação, coreografia, salto e queda,peso, fluxo, lento, rápido, e moderado, níveis, alto, médio, baixo, formação, direção, gênero: folclórica, popular e étnica Movimentos e períodos- Dança Popular, Brasileira, Paranaense, Africana, ìndigena Conteúdos básicos Área dança 8º ano Elementos formais- idem acima Composição- giro, rolamento, saltos, aceleração, desaceleração, direções frente,atrás, diretia, esquerda, improvisação, coreografia, sonoplastia, gênero: Indústria cultural e espetáculo Movimentos e Períodos- Hip Hop, Musicais, Expressionismo, Indústria Cultura e dança moderna Conteúdos básicos Área dança 9º ano Elmentos formais- Idem acima Composição- Kinesfera, ponto de apoio, peso, fluxo, quedas, saltos, giros, rolamentos, extensão, perto e longe, coreografia, deslocamento, gênero: performance e moderna Movimento e períodos- Vanguardas, dança moderna, e contemporânea. 3- OBJETIVOS GERAIS: • Estimular a auto expressão, possibilitando o desenvolvimento das potencialidades através da criatividade, flexibilidade, sensibilidade, reflexão e conhecimento (de si mesmo, do outro, do espaço e da sociedade); para agir com perseverança na busca do conhecimento cultural e no exercício da cidadania. • Experimentar e conhecer materiais, instrumentos e procedimentos artísticos diversos em arte: (artes visuais, dança, música e teatro). • Observar as relações entre a Arte e a realidade refletindo, investigando, indagando, com interesse e curiosidade, exercitando a discussão, a sensibilidade, argumentação e apreciando a Arte de modo sensível. • Identificar, pesquisar informações sobre a Arte em contato com artistas, obras de arte, reconhecendo e compreendendo a variedade dos produtos artísticos e concepções estéticas presentes na história das diferentes culturas e etnias. • Possibilitar ao aluno o desenvolvimento de seu imaginário, desprendendo-o de réplicas e desenhos estereotipados, onde possa construir a sua própria maneira de criar. 4- OBJETIVOS ESPECÍFICOS: • Promover a interação entre as diversas linguagens da arte • Ter acesso aos conteúdos sobre arte nos mais diversos meios de comunicação e tecnológicos • Proporcionar a oportunidade de vivenciar um encontro ativo com as obras de arte e artistas • Observar a relação entre o homem e a natureza, apreciando a arte em geral • Apreciar a arte como uma atividade enriquecedora, construtiva e como importante instrumento de transmissão de valores culturais. 5- METODOLOGIA: A preocupação com o ensino e a aprendizagem em Artes é recente e tem acompanhado as mudanças educacionais, que caracterizam o começo do século, possibilitando com isso avanços, principalmente sobre como crianças pensam e desenvolvem, seu processo criador, sobre a arte de outras culturas e também reflexões de como o arte-educador pode levar o aluno a criar, experimentar e entender a arte nas diferentes linguagens: nas artes visuais, nas artes cênicas, na música e na dança. A aprendizagem artística envolve, um conjunto de diferentes tipos de conhecimentos que propiciam conhecimentos específicos sobre sua relação com o mundo. É importante que os alunos compreendam o sentido do fazer artístico, que suas experiências de desenhar, cantar, dançar ou dramatizar não são atividades de distração, hobby ou atividades de passatempo, a intenção da disciplina é aprimorar, e abrir caminhos amplos nos diferentes aspectos com relação as diferentes linguagens artísticas, através de desenhos, pintura, escultura, música, expressão corporal, dança e teatro, onde os alunos poderão mostrar suas potencialidades. A arte é um modo privilegiado de conhecimento, pois possibilita o reconhecimento de semelhanças e diferenças, que se expressam e se confrontam através de diferentes linguagens, hoje o aluno precisa ser convidado a exercitar-se nas práticas do aprender a ver, observar, ouvir, tocar e refletir sobre imagens, caracterizando-se na área de arte tendo o conhecimento artístico como produção A arte permite o desenvolvimento de um contínuo e pleno aprendizado, demonstrando grande habilidade nas atividades diárias, na construção do seu saber, na solução de problemas matemáticos, problemas pessoais, ela nos ensina que é possível realizar mudanças, ser flexível, ter fluência, originalidade, ser capaz de elaborar, avaliar, deixar atento um grupo maior para conhecer o mundo em que vive, apreender e criar. • as produções/manifestações artísticas presentes na comunidade, na • região e nas várias dimensões de cultura, estendendo-as como bens culturais materiais e imateriais; as peculiaridade culturais de cada aluno e escola como ponto de partida • para a ampliação dos saberes em arte; as situações de aprendizagem que permitem ao aluno compreender os • processos de criação e execução nas linguagens artísticas; a experiênciação estética como meio fundamental para ressignificar esse componente curricular levando em conta que essa prática favorece o desenvolvimento e o reconhecimento da percepção por meio dos sentidos. 6-AVALIAÇÃO: Ao avaliar o professor precisa considerar a história do processo pessoal de cada aluno e suas relações com as atividades desenvolvidas na escola, observando os trabalhos dos alunos bem como ocorre os seus registros. A sala de aula existe em função dos alunos e cabe a nós educadores, refletir se realmente os respeitamos em relação ao acesso ao conhecimento por eles apresentados e se consideramos quem são eles, de onde vieram, em que contexto vivem, etc. O professor deve guiar-se pelos resultados obtidos e planejar modos criativos de avaliação dos quais o aluno pode participar e compreender: uma roda de leituras, de textos dos alunos (poesias, canções, paródias, etc...). pasta ou cadernos com as atividades propostas, audição de músicas, apresentações de danças ou dramatizações que favoreçam a compreensão sobre os conteúdos envolvidos na aprendizagem. A avaliação em arte constitui uma situação de aprendizagem em que o aluno pode verificar o que apreendeu. A avaliação precisa ser realizada com base nos conteúdos, de acordo com os PCNS podendo diagnosticar o nível de conhecimento dos alunos, ou como o aluno interage com os conteúdos ao final das atividades para analisar como ocorreu a aprendizagem. Para tanto, os conceitos e os conteúdos das artes devem ser ensinados através de orientações didáticas que alcancem o modo de aprender dos aluno e garantam a participação de cada um dentro da sala de aula. Ensinar arte com arte é o caminho no qual se acredita. Hoje o aluno precisa ser convidado a exercitar-se nas práticas de aprender e ver, a observar, ouvir, atuar, tocar e refletir sobre as imagens, caracterizadas na área de arte tendo todo o conhecimento artístico como produção. Estratégias e metodologias em artes: • Leituras e releituras de imagens; • Aulas expositivas com discussões organizadas; • Pesquisas variadas- internet, textos, livros, filmes e DVDs, revistas, fotos, consultas à biblioteca, exibição de transparências, uso da TV pendrive, exercícios cênicos, registros variados em diversas linguagens, oral, textual e gráfica; • Pasta com atividades diversas ou portfólio com registro das mesmas; • Exercícios escritos para registro e assimilação de conteúdos; • Experimentação de desenho e pintura individuais e coletivos em atividades práticas de desenho, dirigidas e livres com material expressivos; • Encenações, coreografias, dinâmicas corporais e expressivas variadas que tratem o movimento do corpo de forma extra cotidiana. 7-BIBLIOGRAFIA: Barbosa, Ana Mae. Teoria prática da Educação Artística. São Paulo, Cultrix, 1975 Barbosa, Ana Mae. Arte – Educação no Brasil- Das Origens ao Modernismo. São Paulo, Perspectiva/ Secretaria da Cultura, Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo. Brasil, Ministério da Educação e Desporto. Secretaria de Educação fundamental. PCNS. Brasília, 1997. Coli, Jorge. O que é Arte. São Paulo, Brasiliense, 1982 Diretrizes Curriculares da Educação Básica, Paraná 2008 Ficher, Ernest. A Necessidade da Arte. Rio de Janeiro, Zahar, 1979 Janson, H.W. História da arte, Martins Fontes Lei de Diretrizes e Bases da educação Nacional 9394/96 Ostrower, Fayga, Universos da Arte. Rio de Janeiro: Campus - 1983 “ “ , Acasos de criação artística. Rio de Janeiro: Campus – 1990 Ostrower, Fayga, Criatividade e Processo da Criação. Rio de Janeiro, Imago, 1977 Pareyson, Luigi. Os Problemas da Estética. São Paulo, Martins Fontes, 1984 Proença, Graça. História da Arte. São Paulo: Ed. Ática- 1994 Parâmetros Curriculares Nacionais: Arte. Brasília: Mec/SEF, 1998 Rezende e Fusari, Maria F. De Artes Visuais, Cotidiano e Educação Escolar Secretaria de Estado da Educação – SEED – Curitiba – 2006 6.1.1 Disciplina de Arte _ Ensino Médio - 1ª e 2ª Série 1- APRESENTAÇÃO Na História da humanidade podemos constatar a presença da Arte de várias formas, seja em, objetos ritualísticos, utilitários, artísticos, estéticos mesmo que por hora fossem intuitivamente, precedendo contextos históricos (sons, imagens, gestos, dramatização, representatividade, símbolos etc.) Na educação, o ensino de arte amplia o repertorio cultural do aluno a partir dos conhecimentos estéticos , artísticos e contextualizando, aproximando do universo cultural da humanidade nas suas diversas representações . A educação em arte propicia o desenvolvimento do pensamento artístico e da percepção estética que caracterizam um modo próprio de ordenar e dar sentido a experiência humana. A produção artística não poderá desvincular da forma de organização da nossa sociedade, enquanto forma específica de conhecimento da realidade e, fruto de seu fazer imitativo criador. Resulta da ação conjunta do olhar, do pensar e do fazer, e ainda, a partir de um sistema de regras e modos de agir. Essa disciplina exige reflexões que contemplem a arte como área de conhecimento e não meramente como meio para o destaque de dons inatos, sendo ate mesmo utilizada equivocadamente em alguns momentos como pratica de divertimento e terapia. Conhecer a arte no Ensino Médio significa oportunizar aos alunos apropriaremse de saberes culturais e estéticos inseridos nas práticas de produção e apreciação artísticas, fundamentais para a formação e o desempenho do cidadão. A livre expressão, a criatividade, enfim, a arte é hoje um instrumento para a consolidação de trabalhos voltados para a humanização e conscientização. De acordo com Fayga quando diz “Entendo a arte como um caminho maior de conhecimento, é caminho, a um só tempo, de conscientização do indivíduo, pois ao realizar suas potencialidades ele também realiza sua individualidade e, ainda do modo mais abrangente, é caminho crescente de humanização da vida. Na mesma visão, partindo do reconhecimento de que potencialidades criativas existem em todos os seres humanos embora combinando-se em cada pessoa em graus diferentes e em áreas diversas, entendo a realização de tais potencialidades como uma necessidade da vida. Não posso conceber nem aceitar a arte, como um mero enfeite, passatempo ou terapia, muito menos uma mercadoria, seja de luxo ou descartável, como querem colocá-la para nós hoje em dia.” 2- OBJETIVOS GERAIS : • Vivenciar o processo artístico acionado e evoluindo no fazer técnico da representação imaginativa e de expressividade, sensações e emoções; • Ter capacidade de entender, criticar e elaborar o fazer artístico comparando e contrapondo para melhor compreensão do fazer artístico existente e o seu próprio, compreendendo conceitos teóricos e a própria linguagem artística; • Teatro, exercitando sua cidadania cultural com qualidade; • Relações entre arte e realidade; • Os conteúdos escolares buscar uma pratica pedagógica as relações interdisciplinares, conscientização e articulação das disciplinas para enriquecimento do conteúdo; • Reconhecer os aspectos artísticos e estéticos de diversas culturas na gama de elaborações históricas e contemporâneas; • Possibilitar ao aluno o desenvolvimento de seu imaginário, desprendendo-o de réplicas e desenhos estereotipados, onde possa construir a sua própria maneira de criar; • Observar as relações entre a Arte e a realidade refletindo, investigando, indagando, com interesse e curiosidade, exercitando a discussão, a sensibilidade, argumentação e apreciando a Arte de modo sensível. 3- OBJETIVOS ESPECÍFICOS: • Adquirir sensibilidade e cognição em Artes Visuais, Dança, Música e • Teatro, exercitando sua cidadania cultural com qualidade; • Experimentar e explorar as possibilidades de cada linguagem artística; • Compreender e utilizar a arte como linguagem; • Contextualizar a arte como fato histórico e as relações entre arte e realidade; • Compreender as funções da arte, do trabalho e da produção dos artistas. 4- CONTEÚDOS: 1.Artes Visuais Cor Características Técnicas de pintura Desenho Gravura Esculturas 2. Elementos Gráficos e Formais Ponto e linha Modelagem Forma 3. Textura 4. História da Arte Arte Bizantina Arte Românica Arte Gótica Arte Brasileira Arte Popular Industria Cultural 5.Musica A musica é formada basicamente por Intensidade que é responsável pela sequencia e o forte ou fraco; Altura que define o agudo ou grave ; Timbre é responsável pelo tempo Instrumentos Musicais: Sopro Cordas Percussão Eletrônicos Período e Historia : Musica Brasileira Musica Paranaense Musica Popular Composição : Ritmo Melodia Altura Duração Timbre Intensidade Densidade Gênero: Clássico, popular, folclórico,pop. Industria Cultural Técnica Vocal Dança Movimento corporal – movimento do corpo em determinado tempo e espaço . Espaço – os movimentos com total ou parcial do espaço Tempo – caracteriza a velocidade do ritmo e duração do movimento corporal. Movimento corporal Tempo e espaço Dança clássica Dança Popular Hip Hop Dança Moderna Renascimento Dança Contemporânea Teatro Elementos formais : ação ,personagens, espaço cênico. Composição :representação ,cenografia. Movimentos e períodos : História relacionadas ao tempo, espaço, atos, cenografia, iluminação, musica e historia do teatro. Técnicas : Jogos Teatrais Teatro Fórum Gênero: Tragédia, Comédia, Drama, Épico. Dramaturgia Teatro Greco Romamo Teatro Brasileiro Teatro Popular Teatro engajado Teatro do Oprimido Teatro Realista 5 -METODOLOGIA: Partindo de pressupostos teóricos como referência, devemos planejar a metodologia pensando no que diz Ferreira (1986) “A arte de dirigir o espírito na investigação da verdade”, como elemento pedagógico este é o que mais está ligado a prática em sala de aula. Assim, pretende-se que os alunos apreendam que possuem limitações, mas que também tem diversas capacidades. O ensino da arte amplia suas aptidões para ler o mundo e resolver problemas. Deve-se considerar que em alguns casos as aulas de Artes são a única oportunidade dos alunos vivenciarem uma experimentação estética, principalmente os que já estão excluídos dos bens materiais e culturais da nossa sociedade. Pensando neste fato direcionamos o trabalho para a Metodologia da prática social, onde preocupa-se com a valorização do conhecimento prévio do aluno com relação ao seu entorno. Assim como a Metodologia de campo, as descobertas são necessárias para o crescimento intelectual do indivíduo como um todo. No espaço escolar preocupa-se com o objeto de trabalho que é o conhecimento e a experimentação, desta maneira pensa-se em metodologias de ensino que estabeleçam como eixo de trabalho o fazer, o sentir e perceber, pois são formas de leituras do conhecimento. Para isso contamos com todo o aparato de material disponível na escola, desde áudio-visual (Tvs, DVD's, VHS's), Laboratório de informática, material prático escolar (tintas, réguas, lápis de cor e cera, etc.). Desta forma define o método como um modo ou uma maneira planejada e determinada para se adquirir conhecimento e apreender maneiras de se expressar, fazer e perceber assim como os fundamentos da Cultura. O ensino da Arte deve ajudar os alunos a desenvolver modos imaginativos e criadores de expressão e comunicação estabelecendo relações entre seu conhecimento prévio e as questões que um trabalho desperta. É necessário compreender a multiplicidade de situações problema que ocorrem das mais diversas maneiras e se aprendem a cada aluno em particular, segundo seu nível de capacidade para realizar atividades artísticas. É importante também estabelecer relações entre diversos conteúdos trabalhados para que os alunos observem os pormenores das atividades que realizam, tanto em relação aos conceitos da área quanto à própria criação pessoal. Constante desafio perceptivo, a qualidade lúdica e a alegria, devem estar presentes junto com a paciência, a atenção e o esforço necessário para continuidade do processo de criação. Estimular o olhar crítico dos alunos com relação às formas produzidas por eles, pelos colegas, pelos artistas e temas estudados, bem como as formas na natureza e das quais são produzidas pelas culturas, podem desenvolver a percepção de linhas, formas, cores, sons, gestos, cenas, etc... Devem ser analisados os trabalhos produzidos pelos alunos junto com eles, para que a aprendizagem possa ocorrer a partir desta análise, na apreciação que cada aluno faz por si e do seu trabalho com relação ao dos demais. As manifestações artísticas são exemplos vivos da diversidade cultural e expressam a riqueza criadora de todos os tempos e lugares. Falam dos problemas sociais, políticos, questões humanas fundamentais documentam fatos históricos e contribuem assim para uma reflexão e alicerçam pelo testemunho vivo dos seres humanos que está em constante transformação. Há necessidade de ter elementos disponíveis que contribuam para o enriquecimento da aprendizagem. Imagens, textos, artesãos locais, revistas, fitas de áudio, manifestações artísticas da comunidade, exposições, apresentações musicais e teatrais, bem como a valorização dos trabalhos dos alunos. 6- AVALIAÇÃO A avaliação não existe para classificar os alunos em “mais fortes” e “mais fracos”, “aptos ou inaptos”. Ela existe enquanto processo para contribuir no acompanhamento dinâmico das situações de aprendizagem e assegurar oportunidades aos alunos para permanecerem na escola, jamais para excluí-los. Para se tratar da avaliação em Arte, é necessário referir-se ao conhecimento específico das linguagens artísticas, tanto em seus aspectos experimentais (práticos) quanto conceituais (teóricos), pois a avaliação consistente e fundamentada, permite ao aluno posicionar-se em relação aos trabalhos artísticos estudados e produzidos. No decorrer do ano letivo espera-se que os alunos, progressivamente, adquiram capacidades de sensibilidade e de cognição nas diversas linguagens artísticas, perante a sua produção de arte e o contato com o patrimônio artístico exercitando sua cidadania cultural com qualidade, criando seu próprio critério estético-artístico. Os conteúdos serão avaliados por meio de trabalhos realizados (em grupo ou individual), dramatizações, composições artísticas individuais e coletivas, oportunizando de maneira democrática a verificação do próprio aluno para com sua aprendizagem perante os demais colegas, através de suas produções e autoavaliação, bem como nas exposições de seus trabalhos. Na avaliação do ensino de artes é de extrema importância oferecer formas novas e criativas de avaliação para o aluno, possibilitando um bom desempenho por parte dos alunos que tenham dotes artísticos e aqueles que são iniciantes do ensino artístico. Modalidades e instrumentos de avaliação: • trabalhos escritos, bibliografias; • avaliações acumulativa,somativa e permanente; • trabalhos artísticos individuais e em grupo; • avaliação teórica e pratica; • debates em forma de simpósio ou seminário; • análises psicológicas de obras de arte; • trabalhos práticos; • atividades extraclasses (exposições, museus, teatros, etc...); • entrevistas; • atividades em grupo; • avaliações escritas; • produção (participativas e individuais); • Portfólio; • avaliação pode e deve ser pratica e teórica e avaliada de forma diferenciada se o aluno tiver alum deficit. Avaliar exige acima de tudo, que se defina onde se quer chegar, que se estabeleçam os critérios, para em seguida, escolherem os procedimentos, inclusive aqueles referentes à seleção dos instrumentos que serão utilizados no processo de ensino e de aprendizagem. A avaliação irá acontecer durante a realização das atividades e ao final delas como objetivo de diagnosticar o nível de conhecimento dos alunos propiciando-lhes a oportunidade de verificar a aprendizagem e retrabalhar conteúdos. Serão avaliadas as relações construídas pelos alunos a partir do contato com a própria experiência de criação e com fontes de informação e não apenas como repetição mecânica de conteúdos pelos alunos constituindo-se estas, em recursos para articular a continuidade das aulas com interesses dos alunos, como: relatos de aulas, observação sobre cada aluno, dinâmica de grupo, organização dos trabalhos realizados segundo critérios específicos, descobertas realizadas durante as aulas, propostas de registro sugeridas pelos alunos e auto-avaliação. Pretende-se verificar se o aluno consegue através da linguagem corporal, gestos, movimento, voz, comunicar seus sentimentos e sua criatividade. Também avaliar se o aluno é capaz de improvisar dramaticamente uma situação proposta: ele deve experimentar diferentes possibilidades com desenvoltura e expressividade dentro do grupo, e, respeitar a produção do próprio colega através da cooperação e integração. Aprender a sentir e expressar a realidade que constantemente se modifica adequando-se a ela de forma expressiva, conectando a ela o imaginário, a fantasia, através de sua fruição e interpretação, desenvolvendo o poético à dimensão sensível ligada a realidade. Pretende-se avaliar se o aluno produz formas artísticas, individualmente valendo-se de técnicas como recorte, colagem, pintura, escultura, arte dramática, música. 7- BIBLIOGRAFIA: BRASIL, MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, SECRETARIA DE EDUCAÇÃO MÉDIA E TECNOLÓGICA PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS: ENSINO MÉDIO/ Ministério Da Educação. Secretaria De Educação Média E Tecnológica. – Brasília: Ministério Da Educação, 1999. PROENÇA, G., Descobrindo a História da Arte. 2° ed. São Paulo- Ática OSTROWER, F., Universo da Arte. Rio de Janeiro: Campos, 1983 PARANÁ, SEED. Diretrizes Curriculares de Arte para os Anos Finais do Ensino Fundamental e para o Ensino Médio, Curitiba, 2008 PARANÁ, Livro Didático Público SITES: http//www.diaadiaeducacao.pr.gov.br 6.2 DISCIPLINA DE CIÊNCIAS 1 - APRESENTAÇÃO O papel fundamental da educação no desenvolvimento das pessoas e das sociedades aumenta com o despertar do novo milênio e aponta para a necessidade de se construir uma escola voltada para a formação de “futuros cidadãos”; eles, enquanto integrantes do corpo social atual, podem ser hoje também responsáveis pelo cuidado do meio ambiente, agir de forma consciente e solidária em relação aos temas vinculados ao bem estar da sociedade da qual faz parte. Vivemos numa era marcada pela competição e qualidade de vida, em que progressos científicos e avanços tecnológicos definem exigências novas para os jovens que ingressarão no mundo do trabalho. Nos dias de hoje, quando se sofisticam os meios de informação, a educação escolar torna-se cada dia mais imprescindível para o cidadão. É inegável a melhoria da qualidade de vida em muitos aspectos, os avanços nos processos industriais, na agricultura e na medicina. É também inegável que, ao lado dessas melhorias, convivemos com índices alarmantes de fome, alastramento de doenças e impactos ambientais seríssimos. Torna-se cada vez mais difícil compreender e dialogar com o mundo sem ter alguma familiaridade com o saber das ciências, sem compreender a ciência e a tecnologia como fazeres humanos, históricos que guardam relação de mão dupla entre si e com a sociedade. A grande maioria das pessoas, embora conviva cotidianamente com produtos científicos e tecnológicos, pouco reflete sobre os processos envolvidos em sua criação, produção e distribuição; seja por falta de formação e informação não exercem opções com autonomia o que impede o exercício da cidadania crítica e consciente. Desta forma, justifica-se que o ensino de Ciências deve possibilitar a apropriação do conhecimento científico, de seus conceitos e procedimentos, de modo a contribuir para a compreensão do mundo e suas transformações, para nos reconhecermos como parte da Biosfera e como indivíduos que podem nele interferir. Não tem como função formar cientistas, mas, garantir a todos que se tornem cidadãos competentes, informados e críticos. O conhecimento sobre a forma como a natureza se comporta e a vida se processa contribui para que o aluno possa se posicionar acerca de questões contemporâneas e orientar suas ações de forma mais consciente. A disciplina de Ciências é privilegiada onde diferentes explicações sobre o mundo, fenômenos da natureza e transformações produzidas pelo ser humano podem ser explorados e comparados. É espaço das explicações oferecidas pelos vários sistemas teóricos, tanto quanto das manifestações espontâneas dos alunos. O ensino de Ciências deve partir do conhecimento que os alunos possuem, transformando-o em conhecimento científico e reconstruindo sua realidade dentro do contexto dos novos conhecimentos. A disciplina de Ciências favorecerá a compreensão das inter-relações e transformações manifestadas no meio (local, regional, global), bem como, instigará reflexões e a busca de soluções a respeito das tensões contemporâneas, como por exemplo, a preservação do meio ambientes X necessidades oriundas da produção industrial, a ética X produção científica. O aluno deve buscar na escola um espaço de construção, diálogo, confronto, conquista, descoberta, expressão, organização e prazer. O ensino de ciências tem como desafio promover aos cidadãos a aquisição dos conhecimentos essenciais ao desenvolvimento de capacidades indispensáveis para se situarem nesta sociedade e entenderem o que acontece ao seu redor, assumindo uma postura crítica para intervir. 2-OBJETIVOS GERAIS • Construir a noção da importância da natureza, do desenvolvimento tecnológico e social para a vida; • Valorizar os conhecimentos prévios dos alunos, partindo da realidade sóciocultural, levando o estudo científico as condições e realidade de nossos alunos, observando as necessidades especiais de cada um; • Identificar as relações entre conhecimento científico, produção de tecnologia e condições de vida, no mundo de hoje e em sua evolução histórica, e compreender a tecnologia como meio para suprir necessidades humanas, sabendo elaborar juízo sobre riscos e benefícios das práticas científicotecnológicas; • Compreender a saúde pessoal e ambiental como bens individuais e coletivos que devem ser promovidos pela ação de diferentes agentes; • Saber utilizar conceitos científicos básicos, associados a energia, matéria, transformação, espaço, tempo, sistema, equilíbrio e vida.; • Saber cominar leituras, observações, experimentações e registros para coleta, comparação entre explicações, organização, comunicação e discussão de fatos e informações; • Reconhecer que a humanidade sempre se envolveu com o conhecimento da natureza e que a Ciência, uma forma de desenvolver este conhecimento, relaciona-se com outras atividades humanas; • Valorizar a vida em sua diversidade e a conservação dos ambientes; • Interpretar situações de equilíbrio e desequilíbrio ambiental relacionando informações sobre a interferência do ser humano e a dinâmica das cadeias alimentares; • Compreender a alimentação humana, a obtenção e a conservação dos alimentos, sua digestão no organismo e o papel dos nutrientes na sua constituição e saúde; • Interpretar e divulgar as informações sobre transformações no ambiente provocada pela ação humana e medidas de proteção e recuperação, particularmente na região em que vivem, valorizando as medidas de proteção ao meio ambiente; • Investigar a diversidade dos seres vivos compreendendo cadeias alimentares e características adaptativas dos seres vivos, valorizando-os e respeitando-os; • Reconhecer diferentes fontes de energia utilizadas em máquinas e em outros equipamentos e as seqüências das transformações que tais aparelhos realizam, discutindo sua importância social e histórica; • Participar de debates coletivos para a solução de problemas, colocando suas idéias por escrito e oralmente e reconsiderando sua opinião em face de evidências obtidas por diversas fontes de informação; • Elaborar dieta balanceada para seu próprio consumo, descrevendo o aspecto cultural presente em sua alimentação, explicando a digestão dos alimentos e a nutrição do corpo; • Descrever as etapas do ciclo menstrual e o caminho dos espermatozóides na ejaculação para explicar a possibilidade de gravidez e a disseminação de AIDS na ausência de preservativos; • Compreender o corpo humano e sua saúde como um todo integrado por dimensões biológicas, afetivas e sociais, relacionando a prevenção de doenças e promoção de saúde das comunidades a políticas públicas adequadas; • Compreender as diferentes dimensões da reprodução humana e os métodos anticoncepcionais, valorizando o sexo seguro e a gravidez planejada; • Instigar a formação da consciência crítica dos alunos a partir da reflexão sobre a natureza e a sociedade aproximando-os das questões do seu cotidiano; • Construir o conhecimento por meio da pesquisa, da observação, da experimentação e da descoberta; • Instigar a curiosidade, a criatividade e a observação dos alunos; • Considerar o desenvolvimento cognitivo e a diversidade cultural dos educandos; • Contribuir com a formação de cidadãos ativos e críticos, capazes de posicionarse frente às situações de seu tempo. 3-OBJETIVOS ESPECÍFICOS: • Compreender que o nosso Planeta teve uma origem, tem um presente e terá um futuro e que depende de como a humanidade conhece e se relaciona com o Planeta hoje; • Compreender a evolução do conhecimento científico nos diferentes tempos da história da humanidade; • Estudar as características dos seres vivos, ciclos vitais e da interdependência que existe entre os seres vivos e entre estes e o ambiente; • Discutir as relações entre a humanidade e o ambiente e as conseqüências dessas relações; • Salientar que a exploração de recursos naturais energéticos, como o petróleo, o carvão mineral, o gás natural, a energia elétrica, podem causar poluição ambiental, desequilíbrio ecológico; • Abordar os conflitos entre epidemias/ endemias e o atendimento à saúde, entre as doenças e as condições de higiene proporcionadas à população, bem como o índice de desenvolvimento humano (D H); • Entender o significado de saber medir; • Identificar que nem tudo é pesado (ex, os valores emocionais pios sentimentos não têm massa); • Aplicar os conhecimentos prévios sobre medidas, conduzindo a construção do conceito de grandezas físicas, explorando os instrumentos de medidas mais conhecidos e usados; • Abordar de forma clara e acessível aos alunos, como conhecer o próprio corpo e como solucionar dúvidas freqüentes sobre sexualidade; • Compreender o Planeta como resultado de uma rede de relações entre sua parte viva e não viva, num delicado equilíbrio, tecido ao longo de milhões de anos e que pode ser rompido, num pequeno espaço de tempo, através das ações humanas; • Relacionar os grupos de seres vivos com humanos e com outros seres, tratando tanto das relações patogênicas quanto das relações harmoniosas; • Mostrar a face interativa da natureza, deixando bem claro que dividir seres vivos em grupos não significa compartimentar nossos conhecimentos e que todos os seres vivos estão adaptados ao ambiente, desempenhando o seu papel no equilíbrio biológico; • Estudar as diferentes categorias de classificação dos seres vivos, e as principais regras de nomenclatura científica; • Compreender se um corpo está parado ou em movimento, utilizando-se o conceito de referencial; • Identificar o que faz o corpo entrar em movimento ou cessar o movimento; • Descobrir que forças atuam sobre um corpo em movimento; • Entender como utilizar nossos conhecimentos sobre o mundo para desenvolver os recursos tecnológicos; • Refletir sobre conceitos de calor, temperatura e energia térmica para reestruturá-los e aproximá-los dos conceitos científicos; • Ampliar os conhecimentos com introdução de outros conceitos, como os de substâncias e misturas; pontos de fusão e Ebulição; massa e volume de uma substância; a relação entre a massa e volume (densidade); solubilidade e mecanismos de separação de misturas; • Destacar que, devido à sua grande capacidade de dissolver substâncias, a água também pode se contaminar com substâncias tóxicas, tornando-se nociva a qualquer forma de vida; • Perceber que órgãos e sistemas funcionam de forma integrada, pois o ser humano não pode ser compreendido apenas como um ser biológico, somos também dotados de emoções e da capacidade de construir sociedades e culturas e de sermos influenciados por elas; • Retomar o estudo da matéria e da energia e suas transformações com ênfase na obtenção de matéria e energia pelo ser humano, através da transformação dos alimentos, e a importância das mesmas para o desempenho das várias funções de um organismo vivo, no processo de manutenção da vida; • Perceber que a pele, o muco do sistema respiratório e de alguns sucos de defesa que agem prevenindo a entrada e a ação de agentes externos patogênicos; • Compreender as funções de nutrição e de excreção do organismo; como atuam na promoção e na conservação da saúde; • Compreender as funções de nutrição e de excreção do organismo; como atuam na promoção e na conservação da saúde; • Perceber como funciona o corpo humano e de que maneira é possível mantê-lo com saúde; • Esclarecer que cada estrutura tem uma função e que, em conjunto, desempenha um importante papel na regulação da maioria das substâncias do líquido extracelular; • Perceber o grande número de movimentos periódicos e vibratórios que podemos observar na natureza e no nosso ambiente; • Ampliar os conhecimentos a respeito da matéria: suas características e suas transformações; • Discutir os fenômenos elétricos básicos, os circuitos elétricos, o magnetismo e o eletromagnetismo; • Compreender o Universo e os elementos que os compõem; • Entender a origem do Universo e consequentemente do sistema Solar e da Terra. 4- CONTEÚDOS 6º ANO Universo: origem e evolução. Sistema solar: origem, formação da Terra. A Terra no espaço. Movimentos terrestres: estações do ano, translação e rotação. Movimentos celestes: Lua – rotação, translação e revolução. Astros: Lua, planetas do sistema solar. Astronomia Matéria Energia Constituição da matéria: o interior da Terra, composição da crosta, tipos de rocha (fósseis), as placas da litosfera e sua movimentação, a deriva continental,solo, água, atmosfera. Propriedades da matéria: características dos materiais e estados físicos. Formas de energia: solar, interior da Terra, água, eólica. Conversão de energia: transformações químicas e físicas. Biodiversidade Ecossistemas: componentes e organização, relações alimentares, estratégias de vida, tipos de ecossistemas, florestas e matas brasileiras Evolução dos seres vivos. Interações ecológicas 7º ANO Astronomia A Terra antes do surgimento da vida. Matéria Constituição da matéria: origem da vida Sistemas Biológicos Níveis de organização celular. célula: principais estruturas celulares, células procarióticas e eucarióticas. Morfologia e fisiologia dos seres vivos. Energia Formas de energia: sol, luz, calor. Conversão de energia: solar, luz, calor. Transmissão de energia: solar, luz, calor. Biodiversidade Origem da vida: teorias sobre a origem. Organização dos seres vivos. Ecossistemas: ação humana, formação e renovação. Evolução dos seres vivos. Sistemática: classificação dos seres vivos, os cinco reinos e os vírus. Interações ecológicas: populações, relações ecológicas, ambiente e saúde 8º ANO Matéria Sistemas Biológicos Energia Constituição da matéria. Célula: estruturas celulares e suas funções. Morfologia e fisiologia do ser humano: etapas da digestão, doenças do corpo humano. Níveis de organização: tecidos, órgãos, sistemas. Mecanisnos de herança genética. Sexualidade. Formas de energia: nutrição, vitaminas, carboidratos, sais minerais, lipídios, proteínas e água. Biodiversidade Evolução dos seres vivos: O ser humano no reino animal, o desenvolvimento do cérebro, a comunicação, movimentos e comportamento humano, saúde e sociedade, drogas, gênero, violência sexual. 9º ANO Astronomia Gravitação Universal : Leis de Newton Matéria Energia Constituição da Matéria: Átomos, elementos químicos, ligações químicas, Reações, diversidade de substâncias. Propriedades da matéria: Estados físicos, mudanças de estados, substâncias,Soluções e separações de misturas. Formas de energia: Conversão de energia: Transmissão de energia: Conservação de energia: Biodiversidade calor, temperatura, ondas, som, eletricidade, magnetismo, movimentos e forças Ciclos biológicos: Ciclo do oxigênio, carbono, enxofre, nitrogênio e água. Sistemas biológicos Compostos orgânicos: 5- METODOLOGIA: Educar não é uma tarefa fácil, principalmente, quando necessitamos de um “currículo centrado no desenvolvimento, na construção, na experiência da igualdade democrática” como afirma LUCKESI (2000). É oportuno, inicialmente, destacar que o processo de ensino e aprendizagem se desenvolve ao longo da vida de um indivíduo, e que nos dias de hoje, precisamos estar em constante aprofundamento e atualização, considerando que estamos inseridos em uma sociedade em constante evolução tecnológica. Assim sendo, o avanço tecnológico exerce o papel dominante na sociedade, atingindo, também o papel da escola. Nos deparamos constantemente com inúmeras inovações, que se processam a uma velocidade difícil de acompanhar. Os desafios estão postos pelos avanços tecnológicos, que aceleram as pesquisas em diversos campos do conhecimento. Determinados segmentos da sociedade, por sua vez, tentam acompanhar essa trajetória veloz da Ciência, investindo em equipamentos, meios de comunicação e demais multimeios, adequando-se ao mundo contemporâneo. È imprescindível, também, que a escola, por meio do ensino de ciências, privilegie o conhecimento das novas tecnologias, que diariamente participam ou intevém na vida dos alunos. A disciplina pretende investigar e pesquisar, através de ações desafiadoras, os conhecimentos científicos, abordando assuntos atuais, no contexto local, estadual, nacional, mundial e universal. A referida disciplina deve priorizar metodologias de pesquisa científica, de caráter investigatório e exploratório, oportunizando aos alunos situações concretas de aprendizagem, bem como, discussões e questionamentos que suscitem uma reflexão mais apurada sobre as inovações no campo da Ciência e da realidade social, incluindo aspectos políticos, éticos, educacionais, ambientais e econômicos. Através de aulas práticas espera-se que os educandos compreendam e reflitam as noções e conceitos pertinentes aos fenômenos em estudo. O conhecimento pelos mesmos dos materiais utilizados em uma prática, bem como, sua origem, funcionalidade e composição química, é de grande relevância. Outros aspectos metodológicos a serem utilizados são os áudio visuais envolvendo período de discussão pré e pós-atividade facilitando a construção e a ampliação de conceitos e a informática e a TV pen-drive como fonte de dados e informações. A metodologia consistirá em primeiro lugar, em fazer que o educando leia o mundo em que vive, tendo o professor o papel da mediação. É relevante também fazer aulas em campo, trilhas para conhecer a vegetação, relevo e solo, técnicas para melhorar a agricultura, utilização de matéria-prima típica da região e sua transformação (ex: leite: iogurte, queijos, etc.) visando uma comunidade auto-sustentável, valorizando o homem do campo. A DCE de Ciências prevê as relações contextuais tecnológicas, social, cultural, ética e política, sendo assim se insere neste contexto a Lei 10.639/03-História e Cultura Afro-Brasileira; Lei 13.381/01-História do Paraná; Lei 9.795/99-Educação Ambiental, sexualidade, violência e drogadição. Como se visa uma aprendizagem ativa, essas abordagens devem ser feitas através de atividades elaboradas para provocar a especulação, a construção e a reconstrução de idéias. Uma estratégia metodológica que tem sido recomendada é a abordagem que discuta aspectos sócio-científicos, ou seja, questões ambientais, políticas, econômicas, éticas, sociais e culturais relativas à ciência e à tecnologia. Dessa forma, as atividades, além da coleta de dados, devem enfatizar a análise destes, para que através de trabalhos e discussões em grupo se possa atingir conceitos e a sensibilização para um comprometimento com a vida no planeta. 6- AVALIAÇÃO: A avaliação estará diretamente relacionada às temáticas discutidas e à metodologia adotada. Com isso, a avaliação permitirá diagnosticar e identificar as dificuldades dos alunos, possibilitando a partir daí uma intervenção pedagógica capaz de promover a aprendizagem significativa. A avaliação, portanto, se processará de forma contínua, dinâmica e progressiva. Ao se pensar sobre o processo de avaliação, faz-se necessário considerar os seguintes aspectos: A clareza sobre a concepção de ciências que orienta a fundamentação teórica, bem como, de ensino, de escola e do seu projeto pedagógico. O entendimento da construção do conhecimento científico como histórica, evolutiva, e contextualizada. A concepção do processo de ensino e aprendizagem que parte do conhecimento prévio do educando e da intermediação do professor. Num processo de avaliação, deve-se considerar ainda: • A inserção gradual de conceitos construídos pela Ciência e sua utilização • em situações do cotidiano do aluno; As inter-relações estabelecidas pelos alunos dentro do ambiente escolar • • e do seu contexto social; A manifestação da curiosidade e do interesse do aluno; A coleta, sistematização e interpretação de dados a partir das observações realizadas; O processo avaliativo da disciplina Ciências e Pesquisa serão realizados ao longo do desenvolvimento das atividades pedagógicas, devendo-se privilegiar o diálogo nas relações estabelecidas entre os diversos sujeitos envolvidos, o conhecimento e a diversidade cultural, bem como a interação entre a ação e a reflexão. O professor poderá fazer uso de diversos instrumentos avaliativos com intenção de diagnosticar os avanços apresentados pelo aluno. Dentre os instrumentos podemos sugerir entrevistas, pesquisas, construção de modelos, provas escritas, interpretação de dados coletados, trabalhos de campo, registros de observação ou outras produções escritas, que podem ser realizadas individual e/ou coletivamente. A avaliação não se destina somente ao educando, mas também, ao processo de ensino e aprendizagem, ao educador, ao estabelecimento de ensino, ao sistema, enfim, a todas as esferas envolvidas no processo. Dessa forma, “A avaliação (...) também é um instrumento do controle do processo educacional: o êxito ou o fracasso nos resultados de aprendizagem dos alunos é um indicador do êxito e do fracasso do próprio processo educacional para conseguir os seus fins”.(COLL, 2001, PG. 149). 7- BIBLIOGRAFIA : - ALVARENGA,J ;GOMES, W; PEDERSOLI,J Ciências Naturais do dia-a-dia, Curitiba, Positivo,2004. -DIRETRIZES CURRICULARES DA EDUCAÇÃO FUNDAMENTAL DA REDE DE EDUCAÇÃO BÁSICA DO ESTADO DO PARANÁ, Ensino Fundamental de Ciências. Curitiba: SEED, 2008. -DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS PARA EDUCAÇÃO DAS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS E PARA O ENSINO DE HISTÓRIA E CULTURA AFROBRASILEIRA e AFRICANA, 2004. -DIAS, Genebaldo Freire. Atividades Interdisciplinares de Educação Ambiental. São Paulo: Global/Gaia,1994. -DIAS, Genebaldo Freire. Iniciação à temática Ambiental. São Paulo: Gaia,2002. -LUCKESI, Cipriano C.. Avaliar não é julgar o aluno. Jornal do Brasil. RJ, 30 de jul.2000. -WEISSMANN, Hilda. Didática das ciências naturais, Porto Alegre, Artmed,1998. 6.3 DISCIPLINA DE EDUCAÇÃO FÍSICA: 1- APRESENTAÇÃO A Educação Física, em seu processo histórico, no Brasil, serviu como instrumento de ideologias das classes dominantes, classificadas da seguinte maneira: Educação Física higienista, no período de 1930, onde seu objetivo principal era a formação de homens saudáveis; Educação Física militarista, no período de 1930 à 1945, onde a força humana para a proteção da Pátria era o principal foco influenciada pelos militares; Educação Física Pedagogicista numa proposta educativa no período de 1945 à 1964; Educação Física competitivista, visando a formação de atletas no período de 1964 à década de 80 e nos dias de hoje, a Educação Física popular onde os trabalhadores passaram a influenciar a prática de atividades recreativas. ( Soares, 2004,p,70) O que devemos evidenciar é que no período pós-guerra, a pratica de atividades físicas nas escolas públicas brasileiras é marcada pela supremacia dos esportes, cultuados de forma mecânica e tecnicista, com o objetivo final o rendimento, que acabavam por excluir e inibir a maioria dos alunos. Esta prática competitivista fortemente influenciada durante o auge do regime militar decorre até os dias de hoje sem que seja dado um tratamento histórico e pedagógico significativo ao assunto. Por este motivo busca-se hoje, uma proposta pedagógica que forme sujeitos capazes de decidir com autonomia, de dialogar junto à sociedade com clareza e coerência, bem como a capacidade de refletir sobre a sua condição humana, considerando a superação e a transformação por uma vida digna, pois o processo de construção do conhecimento possibilita a formação continuada do sujeito crítico em todas as suas dimensões. 2- OBJETIVOS GERAIS • Identificar, pesquisar, discutir e analisar a construção do conhecimento a • partir do processo teórico-prático, explorar a expressão corporal como um todo, permitindo a aquisição de conhecimentos, habilidades, atitudes e hábitos que lhe permitam melhorar a amplitude do movimento. Proporcionar meios adequados capazes de estimular a prática da atividade física, consciente e espontânea, pautada no processo físico no • âmbito escolar e assim formar o cidadão crítico-superador como meio de relação com os outros no mundo que o cerca. Construir uma identidade corporal dentro do sentido mais amplo e • complexo, atraves das diversas experiencias formativas, indo alem da vida escolar e se refletindo em toda a vida social. Oportunizar uma maior valorização da cultura como lugar de produção de sentido e de potencialização da riqueza da experiencia humana. 3- OBJETIVOS ESPECIFICOS • Entender o corpo nas suas dimensões biológicas, histórica, cultural e social e • em todas as possibilidades de sua manifestação; Reconhecer os limites e as possibilidades do corpo, utilizando o movimento • como subsidio para este reconhecimento; Entender as origens dos diferentes esportes, as suas mudanças na história e • como acontecem os fenômenos de massa; Compreender o sentido da competição esportiva, utilizando essa manifestação • corporal para refletir sobre os valores: companheirismo, respeito, etc.; Utilizar o esporte como uma possibilidade de atividade corporal, aprendendo • nos seus fundamentos, técnicas, táticas e regras, as formas de convivência humana; Conhecer as diversas formas de ginástica, e os seus princípios básicos, como • também as culturas da rua, do circo, e outras; Aprender através de jogos brincadeiras e brinquedos construindo coletivamente estas diversas manifestações, relacionando com as brincadeiras tradicionais; • Demonstrar as suas emoções através das manifestações expressivas como: teatro, dança, etc. 4- CONTEÚDOS ESTRUTURANTES ENSINO FUNDAMENTAL (6º e 7º ANOS) ESPORTES (Coletivos e individuais) GINÁSTICA (Ginástica rítmica, circense e geral) DANÇA (Danças folclóricas, de rua e geral) DIVERSIDADE CULTURAL ( cultura afro- descendente) JOGOS E BIRNCADEIRAS (Jogos e brincadeiras populares, brincadeiras e cantigas de roda, jogos de tabuleiro e jogos cooperativos) ( 8º E 9º ANO) ESPORTES (Coletivos e individuais) GINÁSTICA (Ginástica rítmica, circense e geral) DANÇA (Danças criativas e circulares) JOGOS E BIRNCADEIRAS (Jogos e brincadeiras populares, jogos de tabuleiro e jogos dramáticos e cooperativos) LUTAS em geral (Lutas com instrumento mediador e capoeira) DIVERSIDADE CULTURAL ( cultura afro- descendente) ENSINO MÉDIO (1º, 2º e 3º ano) ESPORTES Futebol Futsal Handebol Voleibol Basquetebol Atletismo Tênis de mesa Xadrez GINÁSTICA Ginástica artística Ginástica de academia Ginástica natural DANÇA Danças de salão Danças folclóricas Danças de rua JOGOS E BRINCADEIRAS Jogos dramáticos e de interpretação Jogos cooperativos Jogos de raquete e peteca Jogos de tabuleiro LUTAS Lutas em geral DIVERSIDADE CULTURAL ( cultura afro- descendente) 5- METODOLOGIA A proposta de trabalho apresentada na obra de Elenor Kunz (abordagem crítico -emancipatória) apresenta um referencial sobre o propósito de ministrar nossas aulas a partir de uma nova perspectiva. A cultura corporal de movimento, que dá especificidade à ação pedagógica da Educação Física, pode ser trabalhada de várias maneiras, tornando os conteúdos contemplados nos currículos mais interessantes e significativos a partir do método utilizado durante as abordagens (KUNZ, 2003). As considerações que devem ser feitas acerca de um tema escolhido para uma aula de Educação Física deve inicialmente apontar para uma lista de conteúdos previamente selecionados coerentemente com a realidade da escola e de seu público em questão, provocando uma leitura da realidade daquilo que se produziu cultural e historicamente, onde o aluno possa perceber a inter-relação entre o conhecimento da prática social concreta para o conhecimento crítico-teórico retornando novamente à prática social. É possível, a partir dessa proposta metodológica que o aluno veja sentido em sua capacidade de analisar, agir e reagir diante de uma perspectiva de transformação da realidade social, com um olhar crítico, que lhe permita perceber as relações de poder que se constituem e ter uma postura reflexiva, dando-lhe autonomia para que faça suas opções sob os mais variados temas que se apresentam nas esferas 'políticas e sociais. É possível ainda, utilizar-se de situações problema, pesquisa e outras metodologias que poderão contribuir no processo ensino aprendizagem. Aulas teóricas expositivas e dialogadas, leitura, análise e discussão de textos; utilização de ferramentas de ferramentas de mídia, Web televisiva, aulas práticas (atividades lúdicas e direcionadas, relacionadas ao conhecimento obtido em sala de aula), onde são vivenciadas as expressões corporais através de eventos recreativos e esportivos e ainda trabalhos individuais e em grupo, pesquisas de campo, visitas técnicas, análises e reflexões, envolvendo a compreensão das práticas. 6- AVALIAÇÃO Em uma visão crítica, alunos e professores participam efetivamente do processo ensino aprendizagem e da avaliação. É possível então trazer para a sala de aula novas formas de organização do trabalho pedagógico que possibilitem novas relações entre alunos e professores. A avaliação do ponto de vista crítico não pode ser instrumento de exclusão dos alunos, portanto, deve ser democrática, favorecendo o desenvolvimento da capacidade do aluno de apropriar-se de conhecimentos científicos, sociais e tecnológicos produzidos historicamente e deve ser resultante de um processo de avaliação diagnóstica. Para cumprir essa função, a avaliação deve possibilitar o trabalho com o novo, numa dimensão criadora e criativa, que envolva o ensino e aprendizagem (LIMA, 2002). A avaliação como ponto de referência é um processo constante de acompanhamento do educando na sua caminhada de construção do conhecimento, ou seja, ela deve ser realizada de forma contínua, um processo contínuo de verificação de ganhos obtidos, quando considerada dessa forma, a avaliação engloba dois pontos fundamentais: primeiro, onde ela é um processo dinâmico que qualifica e oferece subsídios ao projeto político-pedagógico, segundo, onde ela imprime uma direção às ações dos professores e dos alunos. A disciplina de Educação Física tem a oportunidade de oferecer vários recursos de avaliação, sejam eles de forma teórica ou durante a prática das atividades, onde as formas de participação são variadas: trabalhos individuais e em grupo, seminários, entrevistas, provas orais, objetivas, etc. 7- REFERÊNCIAS BRASIL, Lei 9394/96 (diretrizes e bases de educação nacional) _________., Ministério da Educação, Diretrizes Curriculares para a Educação Básica: Educação Física. Diretrizes Curriculares de Educação Física para a Educação Básica- Secretaria do estado da Educação- SEED – Curitiba 2006 KUNZ, E. Didática de educação física. Ijuí/RS, Ed.: Unijuí, v. 1, 2003. SOARES, Carmem Lúcia. Educação física: raízes européias e Brasil. 3 ed., Campinas: Autores Associados, 2004. LIMA, E.S. Avaliação na escola. São Paulo, Sobradinho 107, 2002. 6.4 DISCIPLINA DE ENSINO RELIGIOSO 1- APRESENTAÇÃO: O homem está em constante procura do sagrado e nele deposita muita confiança, seus sonhos, questiona sua existência (de onde vim? - para onde vou?). Assim sendo, a disciplina de Ensino Religioso permite que os educandos possam refletir e entender como os grupos sociais se constituem culturalmente e como se relacionam com o sagrado, sendo agentes críticos da própria existência, através do desenvolvimento intuitivo, consciente, crítico, social e participativo. Diante das demandas sociais contemporâneas que exigem a compreensão ampla da diversidade cultural, posta também no âmbito religioso entre os países e, de forma mais restrita, no interior de diferentes comunidades, nunca, como no presente, a sociedade esteve consciente da unidade do destino do homem bem como de todo o planeta e das radicais diferenças culturais que marcam a humanidade. Sendo assim, as religiões interessam como objeto de conhecimento a ser tratado nas aulas de Ensino Religioso onde as diferenças culturais são abordadas para ampliar a compreensão da diversidade religiosa. Segundo Costella “... aquilo que para as igrejas é objeto de fé, para a escola é objeto de estudo. Isto supõe a distinção entre fé/crença e religião, entre o ato subjetivo de crer e o fato objetivo que expressa. Essa condição implica a superação da identificação entre religião e igreja, salientando sua função social e o seu potencial de humanização das culturas. Por isso, o Ensino Religioso na escola pública não pode ser concebido, de maneira nenhuma, como uma espécie de licitação para as Igrejas”(In: DCE, p.23,2006) mas como uma forma de levar o educando a compreender o universo místico através do estudo e da compreensão da diversidade religiosa que o circunda. 2- OBJETIVOS: • Refletir sobre as diferenças como enriquecedoras da cultura, analisando o fenômeno religioso a partir da realidade vivida. • Relacionar os novos saberes aos já adquiridos numa perspectiva de compreensão, leitura e análise sobre diferentes fenômenos sócioculturais do sagrado. • Ajudar o aluno a compreender as novas realidades religiosas que o cercam, a fim de entender a linguagem simbólica, rituais, e as festividades das diversas religiões, templos. • Reconhecer a importância das organizações religiosas, valorizando a liberdade de interpretação perante o sagrado, bem como as diversidade cultural. • Reconhecer a identidade religiosa de um povo com base em templos, construções e imagens sagradas. 3- CONTEÚDOS ESTRUTURANTES: Apropriados das instancias que contribuem para compreender o sagrado, os conteúdos estruturantes para o Ensino Religioso são; • a paisagem religiosa; • o símbolo; e • o texto sagrado. 4- CONTEÚDOS ESPECÍFICOS: 6º ANO *O Ensino Religioso na escola Pública Esclarecimentos acerca de algumas questões importantes para a disciplina: • as orientações legais; • os objetivos: e • as principais diferenças entre aulas de Religião e Ensino Religioso como disciplina Escolar. *Respeito à diversidade religiosa Instrumentos legais que buscam assegurar a liberdade religiosa: • Declaração Universal dos Direitos Humanos e Constituição Brasileira: respeito á Liberdade Religiosa; • Direito a professar fé e liberdade de opinião e expressão; • Direito à liberdade de reunião e associação pacíficas; e • Direitos Humanos e sua vinculação com o Sagrado. *Lugares sagrados Caracterização dos lugares e templos sagrados: lugares de peregrinação, de reverência, de culto, de identidade, principais práticas de expressão do sagrado nestes locais: • lugares na natureza: rios, lagos, montanhas, grutas, cachoeiras etc; e • lugares construídos: templos, cidades sagradas etc. *Textos sagrados orais e escritos • Ensinamentos sagrados transmitidos de forma oral e escritos pelas diferentes culturas religiosas: • Literatura oral e escrita: cantos, narrativas, poemas, orações e outros. Exemplo; tradições orais africanas, afro-brasileiras e ameríndias, alcorão (islamismo), vedas (hinduísmo) etc. *Organizações religiosas Organizações religiosas mundiais e regionais que compõem os sistemas religiosos de modo institucionalizado, estão: o budismo (Sidarta Gautama), o cristianismo (Cristo), confucionismo (Confúcio), o espiritismo (Allan Kardec), o taoísmo (Lao Tse) etc. • os fundadores e/ ou líderes religiosos: e • as estruturas hierárquicas. 7º ANO *Universo simbólico religioso Os significados simbólicos dos gestos, sons, formas, cores, textos: • nos ritos; • nos mitos; • no cotidiano. *Ritos São celebrações das tradições e manifestações religiosas formadas por um conjunto de rituais. • ritos de passagem; • mortuários; • propiciatórios, entre outros. Exemplos: dança (Xire), Candomblé, Kiki (Kaingang, ritual fúnebre), Via sacra, festejo indígena de colheita, etc. *Festas religiosas São os eventos realizados pelos diferentes grupos religiosos, com objetivos diversos: confraternização, rememoração dos símbolos, períodos ou datas comemorativas. Exemplos: Festa do Dente sagrado (Budismo), Ramada (Islâmica), Kuarup (indígena), festa de Iemanjá (Afro-brasileira), Pessach (Judaísmo), etc. *Vida e Morte As respostas elaboradas para a vida além da morte nas diversas tradições/manifestações religiosas e sua relação com o sagrado. • o sentimento da vida nas tradições/manifestações religiosas e sua relação com o sagrado; • reencarnação; • ressurreição – ação de voltar à vida • Além da morte: ancestralidade, vida dos antepassados, espíritos dos antepassados que se tornam presentes, e outras. 5- METODOLOGIA: Uma das inovações propostas pelas Diretrizes Curriculares é a abordagem dos conteúdos de Ensino Religioso, tendo como objeto de estudo o sagrado. O trabalho com os conteúdos específicos deve ser orientado a partir de manifestações religiosas ou expressões do sagrado desconhecidas ou pouco conhecidas dos alunos, para que depois sejam trabalhados os conteúdos relativos a manifestações religiosas mais comuns, do universo cultural da comunidade.(DCE, p.33) “Inicialmente o professor anuncia aos alunos o conteúdo que será trabalhado e dialoga com eles para verificar o que conhecem sobre o assunto e que uso fazem desse conhecimento em sua prática social cotidiana. Sugere-se que o professor faça um levantamento de questões ou problemas envolvendo essa temática para que os alunos identifiquem o quanto já conhecem a respeito do conteúdo, ainda que de forma caótica. Evidencia-se, assim, que qualquer assunto a ser desenvolvido em aula está, de alguma forma, presente na prática social dos alunos. Num segundo momento didático propõe-se a problematização do conteúdo. Essa etapa pressupõe a elaboração de questões que articulem o conteúdo em estudo à vida do educando. É o momento da mobilização do aluno para a construção do conhecimento”.(DCE, 2008, 65) Para a apropriação do conhecimento, entre outras coisas, faz-se necessário valer-se do saber popular, dos acontecimentos do dia a dia, analisando-os a partir de valores tidos como fundamentais pelos seres humanos dentro de uma perspectiva religiosa. No desenvolvimento das aulas de Ensino Religioso poder-se-á propor aos alunos, com o intuito de definir diversidade, atividades como criação de painéis e cartazes, utilização de foto-colagem, pesquisas, elaboração de textos individuais e coletivos. Sendo que o objetivo das atividades, não é verificar que religião é mais forte ou a com menos representantes, mas acentuar a reflexão a respeito da liberdade religiosa no Brasil e a expressão dessa religiosidade de formas diversas. O propósito é que aprendamos a respeitar a diversidade, pois segundo Nelson Mandela, ninguém nasceu odiando o outro por ser diferente, sendo assim, porque não ensinar a amar? Convém destacar que todo o conteúdo a ser tratado nas aulas de Ensino Religioso contribuirá para superar o preconceito à ausência ou à presença de qualquer crença religiosa; para questionar toda forma de proselitismo, e para aprofundar o respeito a qualquer expressão do sagrado.(DCE, p.33) Torna-se importantíssimo destacar que os conteúdos a serem ministrados nas aulas de Ensino Religioso não têm o compromisso de legitimar uma manifestação do sagrado em prejuízo de outra, porque a escola não é um espaço de doutrinação nem de evangelização, de expressões de ritos, símbolos, campanhas e celebrações. Para corresponder a esse propósito, a linguagem a ser adotada nas aulas de Ensino Religioso, referente a cada expressão do sagrado, é a pedagógica e não a religiosa, é a adequada ao universo escolar. (DCE, p.33) É preciso respeitar o direito à liberdade de consciência e à opção religiosa do educando, razão pela qual a reflexão e a análise dos conteúdos valorizarão aspectos reconhecidos como pertinentes ao universo do sagrado e da diversidade sociocultural. 6- AVALIAÇÃO: “A avaliação na disciplina de Ensino Religioso não ocorre como na maioria das disciplinas. O Ensino Religioso não constitui objeto de aprovação ou reprovação nem terá registro de notas ou conceitos na documentação escolar, por seu caráter facultativo de matrícula na disciplina. Assim, cabe ao professor implementar práticas avaliativas que permitam acompanhar o processo de apropriação do conhecimento pelo aluno e pela classe, cujo parâmetro são os conteúdos tratados e os seus objetivos”(DCE, p. 34). Sendo, portanto, um instrumento para identificar os progressos obtidos na disciplina, o Ensino Religioso segue parâmetros de avaliação visando a qualidade e capacidade de discernir e vivenciar atitudes e valores de forma individual e também no social e comunitário. As atitudes e vivências estão vinculadas ao senso do sagrado com base em valores como: liberdade, justiça, responsabilidade, respeito, sabedoria e criatividade. Por isso, pode-se utilizar como critério de avaliação atividades como criação de painéis e cartazes, utilização de foto-colagem, pesquisas, elaboração de textos individuais e coletivos, analisando a apreensão de conceitos referentes ao contexto estudado. 7-BIBLIOGRAFIA: COSTELLA, D. O fundamento epistemológico do ensino religioso. In: JUNQUEIRA,S.; WAGNER, R. (Orgs.) O ensino religiosos no Brasil. Curitiba: Champagnat, 2004. DIRETRIZES CURRICULARES DE ENSINO RELIGIOSO PARA A EDUCAÇÃO BÁSICA ELIADE, M. O sagrado e o profano: a essência das religiões. São Paulo: Martins Fontes, 1998. HEERDT, Mauri. O Universo Religioso: as grandes religiões e tendências atuais. São Paulo: Mundo e Missão, 2008. 6.5 DISCIPLINA DE GEOGRAFIA 1-APRESENTAÇÃO De acordo com as Diretrizes curriculares “o objeto de estudo da Geografia é o espaço geográfico, entendido como o espaço produzido e apropriado pelas sociedades, composto pela inter-relação entre sistemas de objetos – naturais, culturais e técnicos - e sistemas de ações – relações sociais, culturais, políticas e econômicas”. Com base nisso, a Geografia é uma forma de compreender o mundo em que vivemos. Por meio desse estudo, podemos entender melhor o local em que moramos – seja uma cidade, seja uma área rural- e o nosso país, assim como os demais países. O campo de preocupações da Geografia é o espaço da sociedade humana, onde homens e mulheres vivem e, ao mesmo tempo, produzem modificações que o (re)constroem permanentemente. Indústrias, cidades, agricultura, rios, solos, climas, populações: todos esses elementos – além de outros- constituem o espaço geográfico, isto é, o meio ou a realidade material em que a humanidade vive e do qual é parte integrante. Tudo nesse espaço depende do ser humano e da natureza. Esta última é fonte primeira de todo o mundo real. A água, a madeira, o petróleo, o ferro, o cimento e todas as outras coisas que existem nada mais são do que aspectos da natureza. Mas o ser humano re-elabora esses elementos naturais ao fabricar o plástico com o petróleo, ao represar rios e construir usinas hidrelétricas, ao aterrar os pântanos e edificar cidades, ao inventar velozes aviões para encurtar as distâncias. Assim, o espaço geográfico não é apenas o local de morada da sociedade humana, mas principalmente uma realidade que a cada momento é (re)construída pela atividade do ser humano. As modificações que a sociedade humana produz em seu espaço são hoje mais intensas que no passado. Tudo o que nos rodeia se transforma rapidamente. Com a interligação entre todas as partes do globo e com o desenvolvimento dos transportes e das comunicações, passa a existir um mundo cada vez mais unitário. Pode-se dizer que em nosso planeta, há uma única sociedade humana, embora seja uma sociedade plena em desigualdades e diversidades. Os “mundos” ou sociedades isoladas, que viviam sem manter relações com o restante da humanidade, cederam lugar ao espaço global da sociedade moderna. Na atualidade, não existe nenhum país que não dependa dos demais, seja para o suprimento de parte das suas necessidades materiais, seja pela internacionalização da tecnologia, da arte, dos valores, da cultura. Uma guerra civil, fortes geadas com perdas agrícolas, a construção de um novo tipo de computador, a descoberta de enormes jazidas petrolíferas, enfim, um acontecimento importante que ocorra numa parte qualquer da superfície terrestre provoca repercussões em todo o conjunto do globo. Muito do que acontece em áreas distantes acaba nos afetando de uma forma ou de outra, mesmo que não tenhamos consciência disso. Não vivemos mais em aldeias relativamente independentes, como nossos antepassados longínquos, mas num mundo independente e no qual as transformações se sucedem numa velocidade acelerada. Parafraseando as Diretrizes Curriculares “o ensino da Geografia deve assumir o quadro conceitual das abordagens críticas dessa disciplina, que propõe a análise dos conflitos e contradições sociais, econômicas, culturais e políticas constitutivas de um determinado espaço”. Para nos posicionarmos inteligentemente em relação a esse(s) espaço(s), temos de conhecê-lo bem. Para nele vivermos de forma consciente e crítica, devemos estudar os seus fundamentos, desvendar os seus mecanismos. Ser cidadão pleno em nossa época significa antes de tudo estar integrado criticamente na sociedade, participando de maneira ativa de suas transformações. Para isso, devemos refletir sobre o nosso mundo, compreende-lo do âmbito local até os âmbitos nacional e planetário. E a Geografia é um instrumento indispensável para compreender-mos essa reflexão, que deve ser a base da nossa atuação no mundo. 2-CONTEÚDOS 6º ANO *Paisagem, espaço e lugar *O trabalho e a transformação do espaço geográfico *Orientação no espaço geográfico *Localização no espaço geográfico *O planeta Terra *A origem da Terra *Como se formaram os continentes da Terra *Terra em movimento: placas tectônicas, vulcões e terremotos *Os continentes *Ilhas oceânicas e ilhas continentais *Os oceanos e as mares *A água nos continentes *As principais formas do relevo terrestre * Os processos de formação e transformação do relevo *O relevo brasileiro *A importância dos rios e as bacias hidrográficas do Brasil *O clima *Os climas da Terra e do Brasil *As grandes paisagens vegetais da Terra *A vegetação brasileira *O espaço rural e suas paisagens *Problemas ambientais no campo *O espaço urbano e suas paisagens *Os principais problemas urbanos no Brasil *Atividades econômicas e recursos naturais *O extrativismo *A agricultura *A pecuária *Atividades econômicas: Indústria, comércio e prestação de serviços Permeando os conteúdos conforme a Lei nº 10.639/03 “História e cultura afro-brasileira e africana, lei estadual nº 13.381/01 História do Paraná, e Lei do Meio-Ambiente”. 7º ANO Conteúdos Estruturantes Conteúdos Específicos *Formação do território brasileiro Dimensão econômica do espaço *Localização do território brasileiro geográfico *Regionalização do território *Brasil: regiões e políticas regionais Dimensão Política do espaço *Brasil: população - quantos somos e onde vivemos geográfico *Diversidade da população brasileira *Os movimentos migratórios no Brasil Dimensão cultural demográfica do *A população e o trabalho no Brasil espaço geográfico *Urbanização e industrialização do Brasil *Rede urbana, problemas sociais e ambientais urbanos Dimensão sócioambiental do *O uso da terra no meio rural brasileiro espaço geográfico *A concentração de terras e os conflitos no campo *Região Norte: apresentação e aspectos físicos *Exploração e ocupação da Região Norte *Ocupação e devastação na Amazônia Legal *O desenvolvimento sustentável e as comunidades tradiciona *Nordeste: aspectos físicos *Nordeste: ocupação e organização do espaço *As sub-regiões do Nordeste *Nordeste: espaço geográfico atual *Região Sudeste: Aspectos físicos *A ocupação do Sudeste *Sudeste: organização atual do espaço *A economia do Sudeste *Região Sul: aspectos físicos *A ocupação e a organização do espaço sulista *Aspectos da população da Região Sul *A Economia da Região Sul; *Região Centro-Oeste: Aspectos físicos *Impactos ambientais no Cerrado e no Pantanal *Centro-Oeste: expansão do povoamento *Centro-Oeste: crescimento econômico * Permeando os conteúdos conforme a Lei nº 10.639/03 “H afro-brasileira e africana, lei estadual nº 13.381/01 História do Meio-Ambiente”. 8º ANO *O mundo dividido: países capitalistas e socialistas. *Regionalização pelo nível de desenvolvimento. *Países do Norte e países do Sul. *Regionalização de acordo com o IDH *A economia mundial atual. Características da economia global; *As transnacionais. *Os financiadores da economia mundial. *Os blocos econômicos. * Localização e regionalização da America. *A formação histórica do continente America. * Relevo e hidrografia da América. *Clima e vegetação da América. *A população da América *Atividades do setor primário na América *O desenvolvimento do setor secundário *O crescimento do setor terciário *Estados Unidos: território e população *Estados Unidos: potência econômica e militar *Canadá: o maior país da América *México: entre os países ricos e os países pobres *América Central: continental e insular *Guiana, Suriname e Guiana Francesa *América Andina: Chile, Bolívia, Peru, Venezuela, Equador e Colômbia *América Platina: Paraguai, Uruguai e Argentina Aspectos gerais; *Política externa brasileira *Brasil: potência regional *O Brasil e as organizações internacionais *O Brasil no mundo globalizado A globalização da economia brasileira. * Permeando os conteúdos conforme a Lei nº 10.639/03 “História e cultura afrobrasileira e africana, lei estadual nº 13.381/01 História do Paraná, e Lei do MeioAmbiente”. 9º ANO *Estado, Nação, Território e País. *As grandes guerras e a Guerra Fria. *Conflitos : as razões e os principais focos. *Terrorismo. *A globalização e seus efeitos. *Globalização e meio ambiente. *Globalização e Organizações Econômicas. * Globalização e direitos humanos. *Quadro natural e problemas ambientais. *A população européia. *A União européia. *Europa Oriental e o Socialismo * A crise do socialismo e o fim da bipolarização *A CEI (Comunidade de Estados Independentes). * Europa Oriental: economia e sociedade.. *Ásia: um continente de contrastes. *A população da Ásia. *A economia do continente Asiático. *Asia: berço das maiores. *Rússia: um país em transição. O Japão e os Tigres Asiáticos. *China: um universo dentro do mundo. *Índia: tradição e modernidade. *Quadro natural e regionalização da África. *Economia africana. *As fronteiras da África. *Fome, doenças e conflitos na África. *Oceania: apresentação. *Austrália e Nova Zelândia. *As regiões ártica e antártica: os extremos da terra. * Os desafios da Ciência nas regiões polares. * Permeando os conteúdos conforme a Lei nº 10.639/03 “História e cultura afrobrasileira e africana, lei estadual nº 13.381/01 História do Paraná, e Lei do MeioAmbiente”. CONTEÚDOS – ENSINO MÉDIO 1° Ano Conteúdos Estruturantes Dimensão econômica geográfico Conteúdos Específicos do espaço *Astronomia; *Coordenadas Geográficas; *Cartografia; Dimensão Política do espaço geográfico *Noções de orientação; *Geologia; Dimensão cultural demográfica do *Hidrografia; espaço geográfico *Clima/tempo; *Formações vegetais. Dimensão sócioambiental do espaço geográfico * Permeando os conteúdos conforme a Lei nº 10.639/ africana, lei estadual nº 13.381/01 História do Paraná, 2º Ano Conteúdos Estruturantes Conteúdos Específicos Dimensão econômica do espaço geográfico *Demografia; *Urbanização; *Transportes; *Extrativismo. Dimensão Política do espaço geográfico Dimensão cultural demográfica do espaço geográfico * Permeando os conteúdos conforme a Lei nº 10.6 africana, lei estadual nº 13.381/01 História do Para Dimensão socioambiental do espaço geográfico 3º Ano Conteúdos Estruturantes Dimensão econômica do geográfico Dimensão geográfico Política Dimensão cultural espaço geográfico do Conteúdos Específicos espaço *Industrialização; *Agricultura e pecuária; *Globalização; espaço *Geografia do Paraná. demográfica * Permeando os conteúdos conforme a Lei nº 10.639/03 do africana, lei estadual nº 13.381/01 História do Paraná, e Dimensão socioambiental do espaço geográfico 3- METODOLOGIA A Geografia é a disciplina que permite decodificar a realidade sob o olhar espacial, na medida em que o aluno contrapõe o conhecimento cientifico. Ler o mundo da vida, ler o espaço e compreender que as paisagens que podemos ver são resultado da vida em sociedade, dos homens na busca da sua sobrevivência e da satisfação das suas necessidades. O papel fundamental da Geografia é trabalhar o espaço geográfico, utilizando-se das informações da própria realidade, de modo especial, considerando o espaço vivenciado e visível. Este é o momento de concretizar e complexificar a busca da identidade do aluno e a sua situação no mundo social. Para fazê-los se entenderem como determinados e determinantes do/no espaço, cabe também aos professores se comprometer como determinados/determinantes no espaço social e, particularmente, no espaço da escola. Nesse contexto, é preciso aproximar o aluno da sua própria realidade, fazer relações para que eles possam, a partir daí, interpretar diferentes realidades. Com essa abordagem local, fica mais fácil, posteriormente compreender fenômenos que ocorrem em uma escala mais ampla. É preciso mostrar que há muito mais que conteúdos a serem transmitidos, mas sim concepções de “mundo” a serem criadas e reformuladas no ambiente escolar. Por isso é tão importante que o conteúdo se torne significativo para os alunos. Sendo assim é essencial buscar o diálogo para intermediar os diferentes temas, para que se compreenda a grandeza e a riqueza da vida e o respeito à especificidade da disciplina. Além disso, é importante criar e recriar outras metodologias e formas de vivências, apresentando como pressuposto que o conhecimento é construído pela humildade de aprender e de reaprender a cada dia e pela participação de cada um nessa construção. Acreditando na premissa de que a escola é um lugar específico e privilegiado para educar de forma coerente e cidadã, esse pode ser o espaço onde a Geografia possa ser construída com leveza e sutilidade, além da criatividade necessária para o desenvolvimento e crescimento humano, possibilitando a produção de saberes que conduzem à transformação do vivido. Essas possibilidades não podem ser desperdiçadas, pois a escola deve possibilitar situações para que o educando desenvolva a sua autonomia, adquirindo criticidade para se posicionar diante dos desafios. 4- AVALIAÇÃO A avaliação deve ser compreendida como elemento integrador entre a aprendizagem e o ensino, o que envolve múltiplos aspectos: • o ajuste e a orientação da intervenção pedagógica para que o aluno aprenda da melhor forma; • a obtenção de informações sobre temas de conhecimentos; • a reflexão contínua do educador e sobre sua prática educativa; • a conscientização dos avanços, dificuldades e possibilidades. A avaliação, portanto ocorrerá durante todo o processo ensino-aprendizagem, levando-se sempre em consideração o conhecimento prévio do aluno, adquirido no seu dia-a-dia, este é fundamental desde o planejamento das atividades por parte do educador até a etapa final, pelo retorno dado pelo educando. Buscando obter o máximo de informações em relação aos processos de aprendizagem, é necessário considerar a importância de uma diversidade de instrumentos e situações para possibilitar tanto a avaliação das diferentes capacidades e os variados conteúdos curriculares em questão, como o contraste de dados obtidos e a observação da transferência da aprendizagem em contextos múltiplos. Considerando essas preocupações, a avaliação será realizada por meio de: • observação contínua e sistemática: acompanhamento do educando no processo de aprendizagem, com registros sobre seu aproveitamento, considerando o aspecto qualitativo; • verificação e análise: considerações das produções contextuais, testes e avaliações, viabilizando a avaliação quantitativa. Dessa forma serão considerados como instrumentos avaliativos: leitura e interpretação de textos, produção de textos, leitura e interpretação de fotos, imagens, gráficos, tabelas e mapas, pesquisas bibliográficas, relatório de aulas de campo, apresentação de seminários, análise de filmes entre outros. 5- BIBLIOGRAFIA: ANDRADE, M. C. de Geografia ciência da sociedade: Uma introdução à análise do pensamento geográfico. São Paulo: Atlas 1987. ARAUJO, I.L. Introdução à filosofia da ciência. Curitiba: Ed. UFPR, 2003. BARBOSA, J. L. A arte de representar como reconhecimento do mundo: o espaço geográfico, o cinema e o imaginário social. UFF, GEOgraphia, ano II, n. 3, 2000. BARBOSA, J. L. Geografia e Cinema: em busca de aproximações e do inesperado. In: CARLOS, A. F. A. (Org.) A Geografia na sala de aula. São Paulo: Contexto, 1999. BASTOS, A.R.V.R. Espaço e Literatura: algumas reflexões teóricas. Rio de Janeiro: Ed. UFRJ, 1998. BRASIL, Secretária de Educação do Ensino Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Ensino Fundamental. Brasília: MEC/SEF, 2002. BRASIL, Secretária de Educação do Ensino Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Introdução aos parâmetros curriculares nacionais. Brasília: MEC/SEF, 1998. CALAI, H.C.O. Ensino de Geografia: recortes espaciais para análise. In: CASTROGIOVANNI, A.C. et all (Orgs.). Geografia em sala de aula: prática e reflexões. Porto Alegre: UFRGS/AGB, 2003. CAVALCANTI, L. de S. Geografia, Escola e Construção de Conhecimento. Campinas: Papirus, 1998. CARLOS, A.F.A (Org.) A Geografia na sala de aula. São Paulo: Contexto, 1999. CARLOS, A.F.A.; OLIVEIRA, A.U. de (Orgs.) Reformas no mundo da educação: parâmetros curriculares e Geografia. São Paulo: Contexto, 1999. Diretrizes Curriculares da Educação Básica para o Ensino Fundamental (Geografia) SEED/PR. 6.6 DISCIPLINA DE HISTÓRIA 1- APRESENTAÇÃO Segundo alguns pesquisadores, percorrer a história de uma determinada disciplina, é entender melhor a História da própria educação. Pois os conteúdos, métodos, avaliação, ou seja, a estrutura curricular em si revela a concepção teórica metodológica da disciplina e da educação como um todo, como também suas implicações, sócio-econômicas e ideológicas. A contribuição mais significativa do ensino de História ao educando é a edificação da capacidade de pensar historicamente. Em linhas gerais, essa competência diz respeito à percepção da historicidade de todas as coisas desde a concepção da História como obra humana até a capacidade de avaliar corretamente as determinações, condicionamentos e possibilidades do momento histórico em que se vive. Segundo Thompson (1981), “é por meio dos diversos registros das ações humanas, dos documentos, dos monumentos, dos depoimentos de pessoas, de fotografias, objetos, vestuário que o real vivido por homens e mulheres nos diversos tempos e espaços chegam até nós”. Portanto, todos os registros e as evidencias das ações humanas são fontes de estudo da historia. A historia como experiência humana torna-se objeto de investigação do historiador que a transforma em conhecimento. O ensino de História tem a função de contribuir com o indivíduo na tomada de decisões em situações praticas: toda ação deriva de uma reflexão sobre o tempo, avaliação de eventos passados e projeção de intenções para momentos posteriores. Além de favorecer a compreensão do pertencimento a uma estrutura política, levando à criticidade da própria cidadania a partir do conhecimento de outras estruturas políticas e sociais no presente e no passado. O individuo, ao agir, atribui sentidos ao tempo e à sua ação dentro dele. “... Ensinar e aprender História requer de nos professores, a retomada de uma velha questão: o papel formativo do ensino de Historia. Devemos pensar sobre a possibilidade educativa da história, ou seja, a historia como saber disciplinar que tem um papel fundamental na formação da consciência histórica do homem, sujeito de uma sociedade marcada por diferenças e desigualdades múltiplas. Requer assumir o oficio do professor de história como uma forma de luta política e cultural. A relação ensinoaprendizagem deve ser um convite e um desafio para alunos e professores cruzarem ou mesmo subverterem as fronteiras impostas entre as diferentes culturas e grupos sociais entre a teoria e a pratica, a política e o cotidiano, a historia, a arte e a vida.” (FONSECA, 2003). A retomada diária pelo professor quanto ao valor educativo da disciplina de História para as novas gerações é imprescindível num mundo que valoriza, cada vez mais “as ciências ditas tecnológicas e não o homem e sua humanidade” (ARRUDA, 1995 p. 61). No mundo, cada vez mais globalizado, que tende a uniformizar comportamentos e padrões culturais, impõe-se de um lado, a necessidade de firmar a identidade dos sujeitos e, de outro, a luta pela inclusão e acesso de todos ao conhecimento. Criar condições para que o aluno entenda esse mundo e nele se insira de forma crítica é a preocupação do ensino de História e da própria instituição escolar. O ensino de História, nessa perspectiva, não nega o saber que constitui o acúmulo da ciência, mas procura também construir e reconstruir com o aluno o saber que tenha sentido no contexto das suas experiências e de seu grupo social. Não se pode esquecer que ao entrar na escola o aluno já traz um saber decorrente de sua observação e de sua vivencia cultural, que deve ser valorizado, pois o estudo da História proporciona não apenas um conhecimento da evolução do homem, mas, sobretudo o conhecimento de si próprio. Precisamos construir um sujeito sabedor de seus direitos e deveres na sociedade. Para isto é necessário saber quem eles são, e a qual sociedade pertencem, que somente será conseguida através da construção de uma mentalidade, sendo esta uma responsabilidade da disciplina. Conhecer a História como processo significa estuda-la em seu movimento contínuo, dinâmico, total e plural significa também concebê-la em constante transformação. Pretende-se recuperar a dinâmica própria de cada sociedade, numa visão crítica problematizando o passado a partir da realidade imediata dos sujeitos concretos que vivem e fazem a História do presente. Nesse sentido, escreve Fonseca (2003), “Acredito que a historia, em todas as suas dimensões, é essencialmente formativa. Assim, seu ensino, os sujeitos, os saberes, as práticas, as experiências didáticas têm uma enorme importância para a vida social, para a construção da democracia e da cidadania. São por meio dos diversos processos, mecanismos, fontes e atos educativos que compreendemos a experiência humana, as tradições, os valores, as idéias e as representações produzidos por homens e mulheres em diversos tempos e lugares. Nós-professores, alunos, autores, produtores, formadores, investigadoresensinamos e aprendemos história, sempre, nos diversos espaços, mas é na educação escolar que, fundamentalmente, produzimos novas maneiras de ler, compreender, escrever, viver e fazer história”. Sendo assim, a história é entendida a partir de três significados fundamentais: como prática social, enquanto conhecimento e, ainda, como área de ensino. Ao viver em sociedade, o homem constrói sua história, num processo dinâmico de transformação (pratica social). Nessa construção produzem instrumentos, valores, crenças, formas de organização... Que se constituem em conhecimento histórico que junto com outras formas de conhecimento, possibilita o entendimento das condições da realidade. Tomar consciência do papel de sujeito na construção da história significa, necessariamente, apropriar-se do conhecimento histórico produzido pelas sociedades (área de ensino). Em nossa escola a prática social precisa se voltar para a realidade de vida na qual estão inseridos os nossos estudantes. A economia do nosso município gira em torno da produção agrícola com pequenas propriedades familiares, com poucas incidências de indústrias e atividade comercial. O colégio situa-se na zona rural do município e recebe sujeitos de diferentes comunidades, inclusive da zona urbana, necessitando, portanto de transporte escolar devido a distancia casa/escola, principalmente devido à inexistência de transporte coletivo nessas comunidades. As famílias são descendentes de poloneses em sua maioria, mas atualmente, houve a ocorrência de certa miscigenação devido à chegada de famílias com culturas diferentes. Em grande parte as famílias apresentam condições de moradia e saneamento básicas precárias e nível de escolaridade baixo. Para tanto, a prática social do ensino de História, necessita levar os educandos a compreenderem e a valorizarem o espaço onde estão inseridos, as diferentes culturas, bem como, identificarem as relações de poder nele presente. Precisa também possibilitar que o educando perceba que é por meio do conhecimento escolar que ele pode modificar as condições de vida através da construção de recursos e instrumentos que lhe possibilitem intervir no meio (onde vive) tornando-se assim um sujeito histórico. “Dessa forma, fazer história como conhecimento e como vivencia é recuperar a ação dos diferentes grupos que nela atuam, procurando entender por que o processo tomou um rumo e não outro: significa resgatar as injunções que permitiram a concretização de uma possibilidade e não de outras” (VIEIRA, PEIXOTO & KHOURY, 1991). Assim, além dos conteúdos estruturantes constituídos pelas relações de poder, de trabalho e de cultura e dos conteúdos específicos a serem selecionados, faz-se indispensável à abordagem de assuntos ignorados ou esquecidos tais como a História e a Cultura Afro-Brasileira e a História do Paraná. A obrigatoriedade de inclusão de História e Cultura Afro-Brasileira nos currículos da Educação Básica trata-se de uma decisão política, com fortes repercussões pedagógicas. Com esta medida, reconhece-se que, além de garantir vagas para negros nos bancos escolares, é preciso valorizar devidamente a história e cultura de seu povo, buscando reparar danos, que se repetem há cinco séculos, à sua identidade e a seus direitos. Quanto à inclusão da história do Paraná em todos os níveis de ensino se deve ao fato que durante muito tempo seu estudo ser realizado somente nos anos iniciais do ensino fundamental, agora se pretende possibilitar um maior conhecimento e integração dos educandos com a história de seu Estado e com sua realidade diária, construindo um sentimento de pertença e identidade, dando maior ênfase a história local e nacional em relação à história mundial. Esta proposta curricular apresenta modificações quanto aos conteúdos e a forma como trabalhá-los, precisamos entender que qualquer mudança necessita de um tempo para realmente se efetivar, isso também diz respeito aos novos métodos exigidos quanto ao trabalho com os conteúdos históricos, desta forma, a proposta será implantada gradativamente ao longo dos próximos anos, alguns conteúdos ainda poderão ser trabalhados de forma tradicional, enquanto outros já serão trabalhados com as novas abordagens sugeridas, sendo assim, tanto o professor quanto os alunos se adaptarão gradativamente. 2- OBJETIVOS • Conhecer e respeitar o modo de vida de diferentes grupos, em diversos tempos e espaços, em suas manifestações culturais, econômicas, políticas e sociais, reconhecendo semelhanças e diferenças entre eles, continuidades e descontinuidades, conflitos e contradições sociais. • Valorizar o direito de cidadania dos indivíduos, dos grupos e dos povos como condição de efetivo fortalecimento da democracia, mantendo-se o respeito às diferenças e a luta contra as desigualdades. • Identificar relações sociais no seu próprio grupo de convívio, na localidade, na região e no país, e outras manifestações estabelecidas em outros tempos e espaços. • Estabelecer relações e comparações entre problemas atuais e de outros tempos. • Refletir sobre as grandes transformações tecnológicas e os impactos produzidos na vida das sociedades. • Situar conhecimentos históricos e localizá-los em uma multiplicidade de tempo. • Perceber o tempo como matéria fundamental da construção de um saber histórico. • Reconhecer que o conhecimento histórico é parte de um conhecimento interdisciplinar. • Valorizar aspectos sócio-culturais de outros povos e nações, posicionando-se contra qualquer discriminação baseada em diferenças culturais, de classe social, de crenças, de sexo, de etnia ou outras características individuais e sociais. • Identificar as estruturas das sociedades no presente e no passado: política, econômica, social, ideológica, cultural. • Compreender que as histórias individuais fazem parte de histórias coletivas. • Estabelecer as relações de permanências e transformações no processo histórico. • Explicar relações sociais, econômicas e políticas de realidades históricas singulares, com destaque para a questão da cidadania. • Formar para a vida cidadã, visando o respeito à diversidade, o espírito de justiça, a criticidade, a solidariedade entre todos, contribuindo para a construção da identidade nacional. 3- CONTEÚDOS Na disciplina de história as dimensões da vida humana constituem enfoques significativos para o conhecimento da História. Assim, os conteúdos estruturantes para esse nível de ensino são: • Relação de poder • Relação de trabalho • Relação cultural 6º ANO 1- A experiência humana no tempo: • a memória local e memória da humanidade; o tempo (as temporalidades e as periodizações); o processo histórico (as relações humanas no tempo.) O local e o Brasil: • percepções do tempo histórico (temporalidades e periodizações): • memórias e documentos familiares e locais. o jovem e suas relações com a sociedade no tempo. A relação com o Mundo • a formação do pensamento histórico. • Os vestígios humanos: os documentos históricos. • As diversas temporalidades nas sociedades indígenas, agrárias e • industriais. As formas de periodização. 2- Os sujeitos e sua relação com o outro no tempo: • as gerações e as etnias. O local e o Brasil • os povos indígenas e suas culturas na história do Paraná: xetás, • kaigangs, xoklengs e tupi-guaranis. Colonizadores portugueses e suas culturas na América e no território • • paranaense. os povos africanos e suas culturas no Brasil e no Paraná. os imigrantes europeus e asiáticos e suas culturas no Brasil e no Paraná. A relação com o Mundo • o surgimento da humanidade na África e a diversidade cultural na sua • expansão; as teorias sobre seu aparecimento. as sociedades comunitárias, matriarcais, patriarcais 3- A cultura local e a cultura comum: • os mitos, as lendas, a cultura popular, festas e religiosidade; a constituição do pensamento científico; as formas de representação humanas; a oralidade e a escrita; as formas de se narrar à história O local e o Brasil • os mitos, rituais, lendas dos povos indígenas no Brasil e no Paraná. • As manifestações populares no Paraná. • Pinturas rupestres no Brasil e sambaquis no Paraná. A relação com o Mundo • pensamento científico; a antiguidade grega. • A formação da arte moderna. • as relações entre a cultura oral e a cultura escrita: a narrativa histórica. 7º ANO 1- As relações de propriedade: • a propriedade coletiva; a propriedade pública; a propriedade privada. O local e o Brasil • a propriedade coletiva entre os povos indígenas, quilombolas e faxinais no Paraná. • a família e o espaço privado. • a constituição do latifúndio na América portuguesa e no Brasil imperial e republicano. • as reservas indígenas, assentamentos. a reforma agrária e os A relação com o Mundo • a propriedade coletiva nas sociedades pré- colombianas. • A constituição do espaço público na antiguidade. • A reforma agrária na antiguidade. 2- O mundo do campo e o mundo da cidade. O local e o Brasil • as primeiras cidades brasileiras e paranaenses. • o engenho colonial. • a conquista do sertão. A relação com o Mundo • • as cidades na antiguidade oriental e ocidental. a ruralização do Império Romano e a transição para o feudalismo. • as transformações no feudalismo crescimento comercial e urbano. 3- As relações entre o campo e a cidade. O local e o Brasil • • • as cidades mineradoras. as cidades e o tropeirismo no Paraná. Os engenhos da erva mate no Paraná A relação com o Mundo • • • • as feiras medievais. o comércio com o Oriente. os cerca mentos na Inglaterra moderna. o início da industrialização na Europa. europeu: o 4- Conflitos, resistência e produção cultural campo/ cidade. O local e o Brasil • • • • a relação entre senhores e escravos. O sincretismo religioso (resistência afro-brasileira). o MST e outros movimentos pela terra. Os movimentos culturais camponeses e urbanos no Brasil republicano nos séculos XIX, XX e XXI A relação com o Mundo • • • • a peste negra e as revoltas camponesas. as culturas teocêntrica e antropocêntrica. As manifestações culturais na América Latina, África e Ásia. a história das mulheres orientais, africanas e outras. 8º ANO 1- História das relações da humanidade com o trabalho. O local e o Brasil • o trabalho nas sociedades indígenas. • Sociedade patriarcal e escravocrata. • Quilombos as resistências na colônia. • Remanescentes de quilombos. A relação com o Mundo • a história do trabalho nas primeiras sociedades humanas. • o trabalho e a vida nas colônias espanholas: mita e encomienda. • o trabalho assalariado. 2- O trabalho e a vida em sociedade. O local e o Brasil • a desvalorização do trabalho no Brasil colônia e império. • os saberes nas sociedades indígenas: mitos e -lendas. • o papel da escola no mundo do trabalho. A relação com o Mundo • o significado do trabalho na antiguidade oriental e ocidental. • • as três ordens da sociedade feudal. o nascimento das fábricas e a vida cultural. 3- O mundo do trabalho. O local e o Brasil • • • O trabalho escravo e o trabalho assalariado. o latifúndio no Paraná e no Brasil. A vida cotidiana das classes trabalhadoras no campo a nas cidades A relação com o Mundo • a produção e a organização social capitalista. 4- As resistências e as conquistas de direito. O local e o Brasil • • • • o movimento feminista no Brasil. A discriminação racial e linguística. a consciência negra e o combate ao racismo. movimentos sociais e emancipacionistas. A relação com o Mundo • • • • o movimento feminista no mundo. A Declaração dos direitos do Homem e do Cidadão. o Ludismo. a constituição dos primeiros sindicatos de trabalhadores. 9º ANO 1- A formação das instituições sociais: • as instituições políticas; as instituições econômicas; as instituições religiosas; as instituições culturais. O local e o Brasil • • • a organização política nas sociedades indígenas. a igreja Católica e as reduções jesuíticas na América espanhola. • as religiões afro-brasileiras. surgimentos das organizações públicas, educacionais , trabalhistas e esportivas no Brasil. A relação com o Mundo • a instituição da igreja na antiguidade e na Europa • medieval. surgimentos das organizações públicas, educacionais , • trabalhistas e esportivas. a organização do poder entre os povos africanos.O surgimento das empresas transnacionais e instituições internacionais. A formação do Estado: • a monarquia; a república (aristocracia, ditadura e democracia); os poderes do Estado. O local e o Brasil • as relações entre o poder local e o central na América • • • portuguesa. a formação do Estado brasileiro. as constituições do Brasil imperial e republicano. a instituição da república no Brasil: as ditaduras e a • democracia. os poderes do Estado brasileiro. A relação com o Mundo • o surgimento da monarquia nas sociedades da antiguidade. • a formação dos reinos africanos. • O Estado Absolutista europeu. • O imperialismo no século XIX. • A formação dos séculos XIX a democracias. Estados XIX; as nacionais ditaduras • A constituição dos Estados socialistas. • A formação dos blocos econômicos. nos e as 2-Guerras e revoluções: • os movimentos sociais; políticos, culturais e religiosos; as revoltas e revoluções sociais (políticas, econômicas, culturais e religiosas); guerras locais e guerras mundiais. O local e o Brasil • as guerras e revoltas indígenas e quilombos na América • • • • • portuguesa e no Brasil Imperial. as revoltas sociais no Brasil imperial e republicano. a guerra do Paraguai. os movimentos republicano e abolicionista. o Brasil nas guerras mundiais. os movimentos pela redemocratização do Brasil (feminista, etno-raciais e estudantis). A relação com o Mundo • as revoltas democráticas nas polis gregas. • as revoltas plebéias, escravas e camponesas na república • • • • romana. as heresias medievais. as guerras feudais e as cruzadas. as revoltas religiosas na Europa moderna. a conquista e colonização da América pelos europeus. • • • • os movimentos nacionalistas. as guerras mundiais. As revoluções socialistas no século XX. As guerras de independência das nações africanas e asiáticas. 3- METODOLOGIA A função do ensino de História é contribuir para a formação do senso crítico do educando, rompendo com a valorização do saber enciclopédico, passando de simples reprodução do conhecimento à compreensão das formas como este se produz, formando um homem capaz de compreender o mundo onde está inserido e interferir ativamente no mesmo como sujeito histórico e produtor do próprio conhecimento. Para que a proposta se efetive deve-se valorizar o aluno enquanto sujeito, considerando suas experiências, suas diferenças étnicas e culturais e sua autonomia como cidadão. Nessa perspectiva deve existir uma relação de interação professoraluno que possibilite a investigação histórica considerando que o conhecimento não deve ser dado como pronto e acabado, mas reelaborado e construído a partir da realidade vivida. “... é preciso reconhecer o óbvio: o professor de história não opera no vazio. Os saberes históricos, os valores culturais e políticos são transmitidos na escola a sujeitos que trazem consigo um conjunto de crenças, significados, valores, atitudes e comportamentos adquiridos nos outros espaços educativos. Isso implica a necessidade de nós, professores, incorporar no processo de ensino e aprendizagem outras fontes de saber histórico, tais como o cinema, a TV, os quadrinhos, a literatura, a imprensa, as múltiplas vozes dos cidadãos e os acontecimentos cotidianos. O professor, ao diversificar as fontes e dinamizar a prática de ensino, democratiza o acesso ao saber, possibilita o confronto e o debate de diferentes visões, estimula a incorporação e o estudo da complexidade da cultura e da experiência histórica”. (Fonseca, 2003). A escola deve abrir espaço para questões que intervém na vida do aluno e com as quais se defronta no dia-a-dia, já que a história tem como objeto de estudos os processos históricos relativos às ações e relações humanas praticadas ao longo do tempo. É na construção coletiva dos conhecimentos que a História toma sentido, tanto para o aluno quanto para o professor, que se tornam sujeitos espitêmicos, na medida em que problematizam o presente com diferentes olhares sobre o passado. Todas as propostas precisam ser trabalhadas através da problematização dos conteúdos, utilizando para isso a produção historiográfica e as várias linguagens da História como cinema, quadrinhos, caricaturas, charges, fotografias, textos literários, poesias, pinturas, arquitetura, imprensa, etc. Além disso, as tecnologias da comunicação também devem ser utilizadas como recurso didático privilegiando os procedimentos de pesquisa, questionamento, estudo e reflexão, debates, resumos orais e escritos, criação de imagens, gráficos, linhas do tempo, murais ou exposições. “Trabalhar com a idéia de situação problema pressupõe uma situação de aprendizado em que um enigma é proposto para o aluno. Deve conduzir o aluno a superar um obstáculo que o incentive a problematizar a realidade, mas principalmente levá-lo a resolver problemas e a adquirir uma postura intelectual para repensar suas representações iniciais sobre o objeto analisado”. (GERIN-GRATALOUP et al, 1994, p. 25-27). Nas aulas de história poderão ser utilizados os seguintes encaminhamentos metodológicos: • Pesquisa do conhecimento prévio; • Interferência do professor; • Aulas expositivas; • Interpretações de diferentes textos; • Resoluções de atividades, • Pesquisa em diferentes fontes; • Analises de imagens; • Filmes e documentários; • Cartografias e iconografias; • Transparências sobre os assuntos; • Preparação e apresentação de trabalhos: escrito e oral; O papel do professor como mediador será imprescindível para viabilizar todos esses procedimentos, pois permitirá o diálogo interpessoal proporcionando reflexões sobre o processo construído coletivamente. Este processo será realizado de forma com que os conteúdos específicos estejam a todo o momento articulados aos conteúdos estruturantes os quais deverão ser problematizados por meio da contextualização espaço-temporal através das produções historiográficas e documentos históricos, buscando sempre priorizar os contextos ligados a historia local e do Brasil em relação à história geral, desta forma alunos e professores tornam-se produtores do conhecimento histórico. 5-AVALIAÇÃO A avaliação como parte integrante do processo ensino aprendizagem terá como finalidade diagnosticar e conduzir a uma tomada de decisão. “... para que a avaliação sirva à democratização do ensino, é (preciso) modificar a sua utilização de classificatória para diagnóstica. Ou seja, a avaliação deverá ser assumida como um instrumento de compreensão do estágio de aprendizagem em que se encontra o aluno, tendo em vista tomar decisões suficientes e satisfatórias para que possa avançar no seu processo de aprendizagem”. (LUCKESI, 2002, p.81). No processo de avaliação deve ser considerado o envolvimento nas atividades, a sistematização dos conteúdos e o resultado final (o que aprendemos sobre...?). Para tanto devemos considerar o conhecimento prévio do aluno, suas vivências temporalbiológicas e sociais levando à construção da temporalidade e à compreensão de que a própria temporalidade é uma construção histórica. Para avaliar é necessário verificar a aprendizagem a partir daquilo que é significativo para o educando dentro da sua realidade sócio-cultural, considerando as produções dos alunos e as mudanças de comportamento. Nesse sentido, a avaliação terá um caráter processual e diagnóstico possibilitando ao professor uma análise constante do trabalho e ao mesmo tempo permitindo ao aluno acompanhar o seu desempenho. Entende-se também a importância da mesma ser dialógica, ou seja, realizada a partir do “... diálogo entre estudantes e professores sobre critérios, função e consequências do sistema de avaliação. O uso do termo é de fato uma extensão da ênfase de Freire no papel do diálogo, no esclarecimento e democratização das relações sociais”. (Giroux, 1997). Dentro desse contexto cabe ao professor diversificar sua maneira de avaliar, buscando captar o melhor momento da aprendizagem e, por conseguinte identificar dificuldades para que sejam programadas atividades de recuperação. O ato de avaliação requer critérios e instrumentos adequados para cada conteúdo trabalho, visando sempre o processo de ensino-aprendizagem, procurando a diversificação, mas buscando uma coerência entre o que é ensinado e o que é avaliado, desta forma, tanto as atividades escolares como as práticas avaliativas devem se formar de acordo com critérios pré-estabelecidos. Critérios para a avaliação da aprendizagem no ensino de História, sendo selecionados conforme o instrumento avaliativo utilizado: • Relaciona os conteúdos apreendidos ao seu cotidiano; • Analisa permanências e transformações nos diferentes tempos e espaços; • Relaciona as estruturas, suas permanências e transformações, com suas experiências sociais; • Compreende diferenças e semelhanças nas diferentes sociedades e culturas; • Percebe-se também como sujeito da história; • Estabelece relações entre a sua sociedade e outras sociedades em outros tempos e espaços; • Produz textos e análises em que emite opiniões e relações entre conteúdos trabalhados; • Expressa sua compreensão do conteúdo através de outras formas de linguagem como gestual, o desenho, a música, etc.; • Estabelece a sequência de datas e períodos, relacionando acontecimentos com cronologia; • Compreende fato histórico como uma construção feita pelo historiador a partir de fontes selecionadas. Partindo do pressuposto que o objetivo da avaliação é estimular o senso crítico dos alunos e a construção de uma consciência histórica a partir de um determinado conhecimento, precisamos efetivá-lo nas diferentes atividades de ensino-aprendizagem que acontecem na sala de aula, sendo assim, selecionamos alguns instrumentos avaliativos que podem ser utilizados no processo de avaliação da aprendizagem no ensino de História: Atividades de leitura compreensiva de textos; • Ficha de auto avaliação; • Abordagens de documentos históricos; • Projeto de pesquisa bibliográfica; • Produção de texto; • Palestra, apresentação oral; • Projeto de pesquisa de campo • Relatório; • Debate; • Apresentação de seminários; • Atividades com textos literários; • Atividades a partir de recursos audiovisuais; • Trabalho em grupo; • Questões discursivas; • Questões objetivas; • Participação nas atividades propostas; • Analises de textos, fontes documentais e iconografias; • Releitura de filmes e documentários; Sendo assim, como estabelece as Diretrizes: “Deseja-se que ao final do trabalho na Disciplina de História, os alunos tenham condições de identificar processos históricos, reconhecer criticamente as relações de poder neles existentes, bem como que tenham recursos para intervir no meio em que vivem, de modo a se fazerem também sujeitos da própria Historia”. “Há sempre uma forma de fazer melhor. O segredo é descobri-la”. (Thomas Edison) 4- BIBLIOGRAFIA BRASIL, Ministério da Educação. MEC – Diretrizes Curriculares nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura AfroBrasileira e Africana. Brasília. CAINELLI, Marlene: SCHIMIDT, Maria Auxiliadora. Ensinar História. São Paulo: Scipione, 2004 FONSECA, Selva Guimarães. Didática e prática de ensino de história. Campinas: Papirus, 2003. FREYRE, Gilberto. Casa grande e senzala. Editora global, 2003. GIROUX, H. Os professores como intelectuais. Porto alegre: Artmed, 1997. HISTÓRIA VIVA: TEMAS BRASILEIROS. Presença negra. São Paulo: Duetto, n.3, 2006. HOBSBAWM, Eric. A era das revoluções (1789-1848). Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1982. _______________. A era do capital. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1979. _______________. A era dos extremos. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2000. HOLANDA, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. LE GOFF, Jacques e NORA, Pierre. História: novos problemas. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1979. LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem escolar. 14 ed. São Paulo: Cortez, 2002. MORAIS, José Geraldo Vinci de. História geral e Brasil. São Paulo: Atual, 2003. PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação. Diretrizes Curriculares de História para a Educação Básica. Curitiba. 2006 PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação. Paraná 150 anos O Sesquicentenário do Paraná no contexto escolar. Curitiba: Cetepar, 2004. SCHMIDT, Maria Auxiliadora; CAINELLI, Marlene. Ensinar história. São Paulo: Scipione, 2004. (Pensamento e ação no magistério). ENSINO MÉDIO 1 APRESENTAÇÃO É visível a mudança no ensino da História, devido a alguns fatores como a expansão escolar, que trouxe um público culturalmente diversificado às escolas, pelo aumento do acesso dos estudantes às informações e por uma nova visão pedagógica, que considera os alunos como participantes ativos de um conhecimento que está em construção. O que se busca agora é desenvolver a consciência humana, algo que será alcançado estabelecendo relações entre identidades individuais, sociais, coletivas e relacionando-se o particular e o geral, construindo noções de diferenças e de continuidade e permanência. Os conteúdos e as atividades propostas visam desenvolver potencialidades dos educandos, como a criatividade, a observação, a análise, a interpretação e a vontade de participação social, para que o conhecimento se reflita em uma cidadania participativa. Ao entrar para a escola, o aluno já traz um saber decorrente de sua observação e de sua vivência cultural, que devem ser valorizados. É necessário que se forme cidadãos que não encarem a realidade em que vivem como se fosse óbvia e pronta, mas como fruto de opções dos homens em sociedade, tanto no passado como no presente. Sendo a História a grande memória viva que define o nosso presente, ela é um patrimônio humano que precisa ser conquistado pelo conhecimento e pela compreensão. Essa conquista fornecerá instrumentos culturais que permitirão alterar o mundo em que vivemos. Em nossa escola a prática social precisa se voltar para a realidade de vida na qual estão inseridos os nossos estudantes. A economia do nosso município gira em torno da produção agrícola com pequenas propriedades familiares, com poucas incidências de indústrias e atividade comercial. O colégio situa-se na zona rural do município e recebe sujeitos de diferentes comunidades, necessitando, portanto de transporte escolar devido a distancia casa/escola, principalmente devido à inexistência de transporte coletivo nessas comunidades. As famílias são descendentes de poloneses em sua maioria, mas atualmente, houve a ocorrência de certa miscigenação devido à chegada de famílias com culturas diferentes. Em grande parte as famílias apresentam condições de moradia e saneamento básicas precárias e nível de escolaridade baixo. Para tanto, a prática social do ensino de História, necessita levar os educandos a compreenderem e a valorizarem o espaço onde estão inseridos, as diferentes culturas, bem como, identificarem as relações de poder nele presente. Precisa também possibilitar que o educando perceba que é por meio do conhecimento escolar que ele pode modificar as condições de vida através da construção de recursos e instrumentos que lhe possibilitem intervir no meio (onde vive) tornando-se assim um sujeito histórico. O estudo da História proporcionará não apenas um conhecimento da evolução do homem, mas sobretudo um conhecimento de si próprio, suas potencialidades para uma atuação social imprescindível e decisiva para a formação do cidadão brasileiro, não só consciente de suas obrigações, mas também de seus direitos e de seu poder de visualizar grandes mudanças, criticando velhos privilégios e preconceitos. Criar condições para que o estudante note o dinamismo histórico e a possibilidade de interferir para acelerar mudanças imprescindíveis para um mundo melhor e justo, deve ser a pretensão maior de todo o nosso trabalho. Justamente por isso, é necessário conhecer o passado, buscando as raízes da atualidade, para ter o alicerce que ajudará a compreender o presente. Assim, além dos conteúdos estruturantes ( trabalho, poder e cultura ) e dos conteúdos específicos, faz-se indispensável a abordagem de assuntos ignorados ou esquecidos tais como a História e a Cultura Afro-Brasileira e a História do Paraná. Quanto à História e Cultura Afro-Brasileira , o objetivo dos conteúdos a serem trabalhados é derrubar preconceitos e a idéia de que os povos africanos não seriam capazes de grandes feitos. Isto é, estudar a História a partir de um novo olhar, um jeito de ver o mundo sem que seja a visão européia, tão presente em nossa vida, mas que deve ser objeto de uma análise amplamente crítica. E, finalmente, a História do Paraná, que deve ser privilegiada com a finalidade de valorizar a questão do trabalho, do poder e da cultura em nosso estado e, consequentemente em nosso país, aproximando o aluno da realidade , tornando-o capaz de reconhecer-se como membro integrante do processo histórico e apto para elaborar críticas e apontar possíveis encaminhamentos para os problemas enfrentados no cotidiano. Esta proposta curricular apresenta modificações quanto aos conteúdos e a forma como trabalhá-los, precisamos entender que qualquer mudança necessita de um tempo para realmente se efetivar, isso também diz respeito aos novos métodos exigidos quanto ao trabalho com os conteúdos históricos, desta forma a proposta será implantada gradativamente ao longo dos próximos anos, alguns conteúdos ainda poderão ser trabalhados de forma tradicional, enquanto outros já serão trabalhados com as novas abordagens sugeridas, sendo assim, tanto o professor quanto os alunos se adaptarão gradativamente. 2 OBJETIVOS GERAIS • Localizar momentos históricos em seu processo de sucessão e em sua • simultaneidade e, com duração. Identificar os diferentes ritmos de durações temporais, e ou várias • temporalidades ( acontecimentos breves, conjunturais e estruturais). Estabelecer as relações entre permanências e transformações no processo histórico. • Extrair informações das diversas fontes documentais e interpretá-las. • Comparar problemáticas atuais e de outros tempos. • Redimensionar o presente em processos contínuos, e nas relações que mantém com o passado. • Identificar momentos de ruptura ou de irreversibilidade no processo histórico. • Perceber que as relações sociais de produção, de trabalho, de poder e as relações com o mundo são responsáveis por impulsionar uma determinada época em busca de alternativas. • Compreender como as relações do trabalho, do poder e da cultura contribuíram para o desenvolvimento da história da humanidade. 3- OBJETIVOS ESPECÍFICOS: • Construir a identidade individual e social. • Encontrar sua identidade ao conhecer o passado. • Apreender o tempo histórico como construção cultural. • Apreender o tempo histórico como duração. • Discernir limites e possibilidades de atuação na permanência ou transformação. • Compreender o papel do indivíduo como sujeito e produto histórico. • Reconhecer fontes documentais de natureza diversa • . Entender a divisão social de trabalho e discernir possibilidades de atuação. • Assimilar o conceito de globalização , a competição pela qualidade e preço e a nova ordem econômica mundial . • Identificar os fatores que levam ao domínio da mídia sobre a massa. • Reconhecer as ideologias que mascaram a realidade. • Desenvolver o senso crítico perante acontecimentos históricos. 3-CONTEÚDOS ESTRUTURANTES: Na disciplina de história as dimensões da vida humana constituem enfoques significativos para o conhecimento da História. Assim, os conteúdos estruturantes para esse nível de ensino são: • Relação de poder • Relação de trabalho • Relação cultural 1º Ano Trabalho Escravo, Servil, Assalariado e o Trabalho Livre • O conceito de trabalho – livre e explorado • O mundo do trabalho em diferentes sociedades no tempo: trabalho explorado escravo e servil (teocráticas, greco-romanas, medievais e africanas • Transição do trabalho escravo, servil e artesanal para o trabalho assalariado • O trabalho livre: as sociedades do consumo produtivo: as primeiras sociedades humanas, as sociedades nômades e semi-nômades, as etnias indígenas e africanas • As experiências do trabalho livre em sociedades revolucionárias: a Comuna de Paris, os sovietes russos, associações húngaras, os círculos bolivarianos Urbanização e industrialização • As cidades na História: cidades neolíticas, da antiguidade greco-romanas, da Europa medieval, pré-colombianas, africanas e asiáticas • Urbanização e industrialização no Brasil Urbanização e industrialização nas sociedades ocidentais, africanas e orientais • Urbanização e industrialização no Paraná no contexto da expansão do capitalismo • A arquitetura das cidades brasileiras em diferentes épocas e espaços 2º Ano O Estado e as relações de poder: • Os Estados teocráticos; • Os Estados na Antiguidade Clássica; • O Estado e a Igreja medievais; • A formação dos Estados Nacionais; • As metrópoles européias, as relações de poder sobre as colônias e a expansão • • • • • • do capitalismo; O Paraná no contexto da sua emancipação; O Estado e as doutrinas sociais (anarquismo, socialismo, positivismo); O nacionalismo nos Estados ocidentais; O populismo e as ditaduras na América Latina; Os sistemas capitalista e socialista; Estados da América Latina e o neoliberalismo. Os sujeitos, as revoltas e as guerras: • Relações de dominação e resistência nas sociedades grega e romana na Antiguidade grega e romana: mulheres, crianças, estrangeiros e escravos; • Guerras e Revoltas na Antiguidade Clássica: Grécia e Roma; • Relações de dominação e resistência na sociedade medieval: camponeses, • • • • artesãos, mulheres, hereges e doentes; Relações de resistência na sociedade ocidental moderna; As revoltas indígenas, africanas na América portuguesa; Os quilombos e comunidades quilombolas no território brasileiro; As revoltas sociais na América portuguesa. 3º Ano Movimentos sociais, políticos e culturais e as guerras e revoluções: • As revoluções democrática-liberais no Ocidente: Inglaterra, França e EUA) • Movimentos sociais no mundo do trabalho nos séculos XVIII e XIX: o surgimento do sindicalismo; • A América portuguesa e as revoltas pela independência; • • • • • • As revoltas federalistas no Brasil imperial e republicano; As guerras mundiais no século XX e a Guerra Fria; As revoluções socialistas na Ásia , África e América Latina; Os movimentos de resistência no contexto das ditaduras da América Latina; Os Estados africanos e as guerras étnicas; A luta pela terra e a organização de movimentos pela conquista do direito a terra na América Latina; • A mulher e suas conquistas de direitos nas sociedades contemporâneas; Cultura e religiosidade: • A formação das religiosidades dos povos africanos, americanos, asiáticos e europeus neolíticos: xamanismo, totens, animismo; • os mitos e a arte greco-romanos e a formação das grandes religiões: hinduísmo, • • • • • budismo, confuncionismo, judaísmo, cristianismo, islamismo; Teocentrismo versus antropocentrismo na Europa renascentista; Reforma e Contra-Reforma seus os desdobramentos culturais; O modernismo brasileiro; Cultura e ideologia no governo Vargas ; Representação dos movimentos sociais, políticos e culturais por meio da arte brasileira; • As etnias indígenas e africanas e suas manifestações artísticas, culturais e • religiosas; As manifestações populares: congadas, cavalhadas, fandango, folia de reis. 4- METODOLOGIA: Entende-se que estudar História não se restringe a decorar fatos, nomes e datas, aprender explicações genéricas e já prontas para o consumo. Há necessidade de renovação das concepções sobre a natureza do processo histórico e sobre o ensino de História, cabendo ao professor providenciar esta tarefa, pois a noção que se passa aos alunos, é de que a história é composta de “peças” recortadas segundo critérios geográficos e cronológicos, totalmente arbitrários que vivem sua própria história num espaço protegido e isolado. Esta proposta baseia-se na concepção de que a história é um processo construído socialmente, por homens concretos, vivendo em sociedade, levando o aluno a articular os conteúdos em torno de um eixo central, que é um processo de desenvolvimento da vida dos homens em sociedade. Os conteúdos deverão ser problematizados como temas históricos por meio da contextualização espaço-temporal das ações e relações dos sujeitos a serem abordados em sua diversidade étnica, de gênero e de gerações. Deverão ser considerados os contextos ligados à história local, do Brasil da América Latina, África e Ásia. Pretendem desenvolver a análise das temporalidades (mudanças, permanências, simultaneidades e recorrências) e das periodizações. Os conteúdos básicos devem estar articulados aos conteúdos estruturantes. Metodologicamente o confronto de interpretações historiográficas e documentos históricos permitem aos estudantes formularem idéias históricas próprias e expressá-las por meio de narrativas históricas, podendo-se também utilizar filmes, pesquisas, trabalhos individuais, trabalhos em equipes, aulas expositivas, visitas a museus, produções e análises de documentos escritos e iconográficos. Essa abordagem permitirá que se encaminhe a percepção do aluno para o entendimento de que o mundo contemporâneo é resultado de um processo de transformação e que, portanto, também é passível de novas transformações. 5- AVALIAÇÃO: È importante considerar o conhecimento prévio, hipóteses e domínio do aluno e relacioná-los com as mudanças que ocorrem no processo ensino-aprendizagem. Deve-se valorizar a originalidade da produção e sua compreensão própria sobre os temas abordados. O ideal é que a avaliação seja a mais diversificada possível, envolvendo métodos que avaliem a participação cotidiana, a apreensão de conteúdos, noções, procedimentos e atitudes como conquistas do educando. Avaliar buscando compreender o processo cognitivo do aluno e sua produção em processo contínuo, que não apenas avalia individualmente, mas também o coletivo, buscando avaliar processualmente as ações sociais, políticas e culturais promovidas pelos sujeitos históricos, fazendo com que os estudantes compreendam a formação dos mundos do trabalho, a formação da urbanização e da insdustrialização, a formação do Estado e suas relações de poder e as ações dos sujeitos a partir das revoltas e revoluções que foram instituídas por um processo histórico. Essas compreensões devem se fundamentar em narrativas e documentos históricos que demarquem espaço-temporalmente, verifiquem e confrontem os vestígios dos eventos que produziram esse processo histórico, constituído pelas relações de poder, de trabalho e de cultura. As atividades avaliativas devem servir como diagnóstico auxiliar no planejamento do professor, possibilitando avaliar seu próprio desempenho, percebendo em que momentos e sob que circunstâncias o aluno se adapta melhor e onde tem mais dificuldades no processo da aprendizagem. Para verificar o processo de aprendizagem do aluno e perceber se a metodologia utilizada obteve êxito devem ser tomados como instrumentos avaliativos a participação dos alunos nas aulas, trabalhos individuais e coletivos, apresentação de seminários, produções de textos, interpretações de textos e documentos, pesquisas e testes. 6- REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: BRASIL, Ministério da Educação. MEC – Diretrizes Curriculares nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura AfroBrasileira e Africana. Brasília. COTRIM, Gilberto. História para Ensino Médio – Brasil e geral. Volume único, 1ª Edição, São Paulo: Saraiva, 2002. DIVALTE, Garcia Figueira. História – Série Novo Ensino Médio. Volume único, 1ª Edição, São Paulo: Ática, 2000. BARBEIRO, Heródoto. História: volume único para o ensino médio. 1ª Edição, São Paulo: Scipione, 2004. HOLANDA, Sergio Buarquede – 1902-1982. Raízes do Brasil – 26 ed. - São Paulo: Companhia das Letras, 1995 FONSECA, Selva Guimarães. Didática e prática de ensino de história. Campinas: Papirus, 2003. kARNAL,Leandro, História na sala de aula: conceitos práticas e propostas. São Paulo: Contexto, 2005. GRUPION, Luiz Donisete Benz. Índios no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. Darcy, Ribeiro. Os índios e a civilização: a integração das populações indígenas no Brasil moderno. São Paulo: Companhia das Letras, 1996 PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação. Diretrizes Curriculares de História para a Educação Básica. Curitiba. 2006 PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação. Paraná 150 anos O Sesquicentenário do Paraná no contexto escolar. Curitiba: Cetepar, 2004. SCHMIDT, Maria Auxiliadora; CAINELLI, Marlene. Ensinar história. São Paulo: Scipione, 2004. (Pensamento e ação no magistério). 6.7 DISCIPLINA DE L. E. M – INGLÊS: 1- APRESENTAÇÃO Ao analisar a história do ensino de língua estrangeira moderna (doravante LEM) na educação brasileira percebe-se que a escolha de uma língua estrangeira (doravante LE) e a sua inserção no currículo estão vinculadas a questões econômicas, políticas e sociais. Da mesma forma, o estatuto que essa disciplina adquire nas escolas está diretamente relacionado às abordagens de ensino, à estrutura do currículo e ao modelo de socidade vigentes. Assim, eas mudanças curriculares na disciplina acompanham, mesmo que tardiamente, os movimentos teóricos e metodológicos para o ensino de línguas propostos em outros países. Questões como as apontadas explicam o porquê de, em determinada época, ter sido ensinada esta ou aquela língua, o número de horas aula semanal destinado a disciplina em cada época, bem como a opção por este ou aquele método de ensino ao longo do tempo. No que diz respeito ao ensino de LE na atualidade, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN) n. 9394/96, Art. 26, § 5º, estabelece a obrigatoriedade da inserção no currículo do ensino de pelo menos uma língua estrangeira moderna, a partir da 5ª série. A escolha da LE a ser ensinada fica a cargo da comunidade escolar, de acordo com as possibilidades da instituição. Assim, embora exista a possibilidade de escolha de outros idiomas, predominam como disciplinas oficiais nas escolas públicas brasileiras o Inglês e o Espanhol. São muitas as razões que justificam a opção pelos idiomas apontados. Dentre elas, no caso da língua inglesa, destacam-se: com a globalização e com os avanços tecnológicos ampliou-se a comunicação via internet, em tempo real e para diferentes propósitos, entre pessoas mundialmente localizadas. Nesse contexto, a língua inglesa consolidou-se como uma língua “franca”, utilizada tanto para relações interpessoais corriqueiras como um bate-papo informal quanto para fins mais formais como o comércio, o lazer, os estudos sejam eles individuais (a exemplo de uma pesquisa acadêmica na internet) ou coletivos (como no caso da troca de informações e pesquisas que extrapolam os limites nacionais e de idioma nacional). É, também, a língua do turismo internacional e dos manuais de aparelhos eletrônicos. Já, no caso do espanhol, com a formação do bloco econômico Mercosul e o estreitamento das relações entre países da América Latina, um novo cenário vem ganhando espaço e, com isso, abrem-se novas perspectivas para o ensino do idioma. Do ponto de vista cultural, tal cenário traz implicações positivas na medida em que possibilitará aos alunos o contato com outra LE, além da língua inglesa, e com uma pluralidade cultural maior. Outro fator preponderante é a lei 11.161, de 05 de agosto de 2005, que estabelece a obrigatoriedade da oferta da língua espanhola no currículo de Ensino Médio pelos estabelecimentos de ensino sendo, porém, facultativa a matrícula ao aluno. No contexto das instituições de ensino da rede pública do Estado do Paraná, em nível de Educação Básica, o ensino de línguas estrangeiras modernas está orientado pelas Diretrizes Curriculares de Língua Estrangeira Moderna (doravante DCE). Coadunam-se às DCE a Lei nº 10.639/03 que altera Lei no 9.394/96 (Lei das Diretrizes e Bases da Educação Nacional) ao estabelecer a obrigatoriedade de inclusão da temática “História e Cultura Afro-Brasileira” no currículo oficial da Rede de Ensino, nos estabelecimentos oficiais e privados, níveis fundamental e médio; e a Lei nº 11.645/08 que altera a Lei no 9.394/96, modificada pela Lei no 10.639/03, ao estabelecer a obrigatoriedade de inclusão da temática “História e Cultura Afro- Brasileira e Indígena” no currículo oficial da rede de ensino, nos estabelecimentos que atendem os níveis fundamental e médio, públicos e privados. Ao apontar as bases legais que norteiam o ensino da disciplina de LE no âmbito estadual, destacamos que as DCE fundamentam-se em uma concepção discursiva de língua. E entender a língua como discurso implica em levar em conta seu caráter dinâmico, isto é, que ela está em constantes transformações na prática social. A partir desse entendimento, justificam-se as opções feitas nesta proposta e a definição dos conteúdos, da metodologia e das formas de avaliação para o ensino de Língua Inglesa neste estabelecimento. 2- CONTEÚDOS PARA A EDUCAÇÃO BÁSICA Para a definição dos conteúdos específicos, partimos do Conteúdo Estruturante: Discurso como prática Social, conforme orientações das DCE, a partir do qual se estruturam as práticas de leitura, oralidade e escrita. O desafio da proposta é romper com a forma tradicional de seleção de conteúdos baseada apenas em estruturas linguísticas que historicamente tem marcado as nossas próprias propostas curriculares e Planos de Trabalho Docente (PTD. Não se trata de uma denúncia tampouco de um julgamento a respeito de quais professores elaboraram as melhores propostas, mas sim de entender que, elas são diferenciadas por conta de diversos fatores como: os métodos e abordagens de ensino até bem recente vigentes, a nossa formação docente, as influências de livros didáticos a que estamos submetidos, as nossas crenças e convicções pessoas, bem como as nossas visões de ensino e de educação. Diante da complexidade e da falta de clareza na seleção e escolha dos conteúdos, apoiamo-nos na definição bakhtiniana de gêneros discursivos como o conjunto composto por unidades temáticas, linguísticas e composicionais, conforme referência bibliográfica no final. Optamos por não seriá-los por entender que essa é uma das atribuições do coletivo de professores da disciplina no momento de realizar os seus PTDs. Outra razão para a não seriação é o risco de entendimento que se determinado conteúdo já foi trabalhado em determinada série, então ele não precisa ser revisto ou aprofundado. Tal entendimento implicaria no trabalho com os conteúdos em momentos pontuais e estanques, o que contraria a nossa visão de que eles sempre poderão ser revistos e aprofundados conforme a necessidade e /ou os avanços dos alunos. Destacamos, aqui, a importância de o(a) professor(a) estar atento(a) ao princípio da continuidade (série/ano) e ao nível de conhecimento prévio dos alunos no momento de elaborar o PTD, bem como no trato de cada conteúdo, isto é, se está introduzindo um conteúdo novo ou se é momento para aprofundá-lo. Outro olhar que merece atenção quando se pensa na importância que a seleção de conteúdos exerce no currículo de cada estabelecimento de ensino é a necessidade de que, na prática de sala de aula, eles sejam tratados no todo, isto é, de forma contextualizada. Contudo, para fins didáticos, propomos uma lista classificada em tópicos, conforme podem ser visualizados no quadro que segue. CONTEÚDO ESTRUTURANTE: DISCURSO COMO PRÁTICA SOCIAL ↕ PRÁTICAS DISCURSIVAS: LEITURA / ORALIDADE E ESCRITA ↕ DESDOBRADOS A PARTIR DE TEXTOS (VERBAIS E NÃO-VERBAIS), PERTENCENTES AOS DIFERENTES GÊNEROS DISCURSIVOS • Considerando-se que as práticas discursivas (leitura, oralidade e escrita) são indissociáveis, isto é, que ao se trabalhar uma delas concomitante e naturalmente se trabalha as demais, o trabalho com os textos se fará levando-se em conta as condições de produção e recepção dos textos (contexto em que foram produzidos e como são feitas leituras), conforme a constituição histórica dos sujeitos leitores/produtores por meio: • da análise das diferentes vozes (os diferentes interesses) e as relações de poder que permeiam as relações sociais e que estão presentes; • da análise dos pressupostos (suposições antecipadas) por detrás dos discursos e suas implicações na vida social dos sujeitos; • da análise e reflexão sobre os recursos linguísticos e culturais dos textos enquanto realizações discursivas; • da construção de significados no texto; • da negociação de sentidos possíveis no texto (aceitação e/ou contestações de significados) por meio das diferentes leituras dos diferentes leitores; • do reconhecimento de que a língua é dinâmica (exemplo: muda de acordo com os usuários; com a idade dos usuários; com o sexo; com a finalidade comunicativa, etc.), heterogênea (diferentes usos são possíveis), plural e complexa; • da conscientização de que um texto comporta múltiplas leituras; • da diversidade cultural; • dos valores sociais e culturais que são atribuídos às variantes sócio-culturais, de acordo com cada grupo cultural. PAUTANDO-SE NA CONCEPÇÃO BAKHTINIANA DE GÊNEROS DO DISCURSO ENQUANTO O CONJUNTO COMPOSTO POR UNIDADES TEMÁTICAS, LINGUÍSTICAS E COMPOSICIONAIS Unidades Temáticas 1. Análise dos diferentes discursos expressos no texto como, em nível de exemplificação, o religioso, o jurídico, o pedagógico, o jornalístico, o da mídia, o político, o médico, o acadêmico, o escolar, o das classes dominantes sobre as classes minoritárias (por exemplo: Afro-descendentes e Indígenas), o discurso das classes minoritárias em relação às dominantes, o das assalariadas,etc. 2. Questões de gênero, preconceito, discriminação, estereótipos, as representações dos Afro-descendentes e indígenas, etc. 3. História e cultura dos povos Afro-descendentes e Indígenas, etc. Unidades Linguísticas Análise e reflexão linguística decorrentes das necessidades específicas dos alunos diante da leitura e/ou produção de textos, observando: • as particularidades linguísticas observadas nas práticas discursivas (oralidade, escrita e leitura); • os elementos verbais e não-verbais que atuam na produção de sentidos do texto; • a língua em uso, isto é, a manifestação concreta, dinâmica (e não por meio de textos produzidos apenas para fins didáticos e de estruturação linguística) visando a construção de conhecimentos sobre o sistema linguístico (estruturas fonéticas, sintáticas e morfológicas); • as variantes linguísticas nos diferentes contextos sociais e históricos; • linguagens específicas como as utilizadas na comunicação mediada pelos recursos tecnológicos como: computador, celular, e demais aparelhos eletrônicos, etc. Recursos linguísticos que poderão ser trabalhados ao longo da Educação Básica (a partir de textos – leitura e produção) e podendo ser repetidos em todas as séries/anos, observando-se o princípio da continuidade e de gradação de dificuldade e aprofundamento ao longo das séries/anos. • Uso do verbo “to be” (formas negativa, interrogativa e afirmativa); • Pronomes pessoais; • Pronomes possessivos; • Pronomes demonstrativos: this x these; that x those; • Artigo definido: the • Artigos indefinidos: a, an; • Vocabulário específico de cada tipo de texto; • Wh-questions (why, when, where, what, which, who(m); • Questions words: how, how many, how much; • Numerais cardinais e ordinais; (A lista não se encerra aqui e poderá ser revista sempre que necessário). 2- METODOLOGIA Coerentemente com a visão de língua presente nas DCE, o texto apresenta-se como princípio gerador a partir do qual o professor poderá desenvolver unidades didáticas de ensino para as aulas de LE, com vista ao desenvolvimento das práticas de leitura, oralidade e escrita. Consideramos importante apontar o entendimento de texto enquanto unidade de sentido, podendo ser verbal ou não-verbal. Assim, um trecho em áudio, letras de música, fotos, imagens, gráficos, enfim, toda manifestação da qual possa ser produzido sentido é concebida como texto. Nessa visão, o trabalho em sala de aula deve contemplar os diferentes gêneros discursivos como forma de oportunizar aos sujeitos o contato com as diferentes formas e usos da língua. E, a partir do texto e das necessidades dos alunos, o professor poderá enfocar, em grau maior ou menor, o uso da gramática. Com base na leitura que ele faça do contexto de sala, poderá decidir em que medida deve aprofundar na abordagem gramatical. Recomendamos, contudo, que o texto não seja usado como pretexto para ensinar gramática e que esta não seja trabalhada por meio de extensos exercícios gramaticais descontextualizados. Outro ponto a ser destacado e a abordagem do texto. Não é suficiente o trabalho com textos se as atividades propostas não fomentarem questionamentos, se não oportunizarem aos sujeitos a expressão de suas visões de mundo e de suas experiências, se o tipo de resposta às questões propostas demande apenas a cópia de trechos, ou ainda se for solicitado apenas traduções sem propósitos maiores de trabalho com a língua. Nesse raciocínio, para que o trabalho com o texto esteja baseado em uma visão dialógica de língua, em oposição ao ensino de uma língua morta, é necessário que o professor conceba a leitura enquanto processo de atribuição de sentidos ao texto, enquanto momento de interação dos leitores com o texto, com o autor, com outros leitores, com outras leituras e experiências de mundo. É importante que ao final de cada unidade didática, aqui entendida não apenas no sentido formal do termo, mas também como toda conclusão de assunto, o professor crie condições para que o aluno sistematize os conteúdos estudados por meio de produções pessoais ou em grupos. Essas produções serão, também, instrumentos de avaliação do rendimento dos sujeitos e do processo educativo. Finalmente, se o coletivo de professores da disciplina estiver disposto a expandir o trabalho, poderá criar oportunidades de socialização das produções por meio de exposições no próprio estabelecimento, troca de produções entre sujeitos de diferentes estabelecimentos, ou ainda na produção de páginas na internet para a divulgação do material produzido. Além de aliar o uso de diferentes mídias, criam-se oportunidades para outras interlocuções além daquela feita com o professor, no momento da correção, o que dará mais sentido ao trabalho realizado. 3- AVALIAÇÃO Na visão aqui defendida, a avaliação não pode ser vista como um instrumento de poder utilizado com fins punitivos e como meio de controle de atitudes comportamentais, como por exemplo, para conter ou inibir a atuação dos sujeitos no espaço escolar e, especificamente, em sala de aula. Da mesma forma, não cabe nesta proposta apenas o tradicional formato de avaliação por meio do instrumento “prova”, e em um momento pontual e desvinculado das praticas cotidianas efetivadas nas aulas de Língua estrangeira - inglês. Diante dos apontamentos ora apresentados, recomenda-se que a avaliação seja processual e por meio de diferentes instrumentos avaliativos que podem ser: avaliações, pesquisas, produções orais e/ou escritas e que respeitem as formas de expressão dos sujeitos, considerando-se o desenvolvimento de cada um ao longo do período/processo. Com relação aos valores das atividades avaliativas, o coletivo dos docentes optou pelo seguinte formato: 4,0 (a soma de quatro pontos para diversificados instrumentos avaliativos como pesquisa, produções, etc. e 6,0 (a soma de seis pontos) para o instrumento avaliação , totalizando os 10,0 (dez pontos). Vale ressaltar que, na disciplina de Língua Estrangeira: Inglês, o entendimento de avaliação vai além do formato tradicional de perguntas e respostas, com questões abertas (questões discursivas) ou questões fechadas (como as de múltipla escolha ou que apenas demandam a localização de trechos no texto e a respectiva cópia para o espaço destinado às respostas), ou ainda, com um conteúdo pontual pré-determinado. Entende-se por “prova” também aqueles instrumentos que favoreçam o raciocínio e contemplem questões e/ou atividades que permitam ao aluno (sujeito) expressar o seu entendimento e, desde que fundamentado, com diferentes possibilidades de resposta, como nos casos de produções de texto individuais ou em pequenos grupos a respeito de um tema ou situação já estudada. Sem a intenção de assumir um caráter prescritivo, recomenda-se, no momento da correção das atividades avaliativas, que os erros não recebam um peso maior que os acertos. Tal postura por parte do educador pode cercear a liberdade de expressão do educando e induzi-los a memorização, contradizendo, assim, a concepção dialógica que sustenta esta proposta. Finalmente, uma sugestão é o uso do sistema “portfólio” de avaliação. Tal instrumento permite os sujeitos envolvidos (professor, aluno e demais interessados) a comparação e avaliação do rendimento individual de cada aluno ao longo do processo. 5- BIBLIOGRAFIAS BAKHTIN, M. Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 1992. BRASIL. Lei nº 9394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União, 23 dez. 1996. BRASIL. Lei nº 10.639, de 09 de janeiro de 2003. Altera a Lei nº 9394/96 para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira”. Brasília, 09 jan. 2003. BRASIL. Lei nº 11.645, de 10 de março de 2008. Altera a Lei nº 9394/96, modificada pela Lei nº 10.639/03, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”. Brasília, 10 mar. 2008. BRASIL. Lei nº 11.161, de 05 de agosto de 2005. Dispõe sobre o ensino de língua espanhola. Presidência da República, Casa Civil, Subchefia de Assuntos Jurídicos, Brasília, 2005. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/Ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11161.htm>. Acesso em: 06 Fev. 2009. BRASIL. Orientações curriculares para o ensino médio: língua estrangeira. Brasília: MEC, 2006. EDMUNDO, E. S. G.; PAULA, D. J.; RABELO, E. L. Ensino de língua inglesa, gêneros discursivos e letramento Crítico: algumas contribuições para a educação. Anais do EPLE – XV EPLE – Encontro de professores de línguas estrangeiras do Paraná: Línguas – culturas, identidades, integração. Curitiba, 2006. Disponível em: <http://www.apliepar.com.br/site/anais_eple2007/artigos/16_ElianaEdmundo_JoseDirc eu_EdsonRabelo.pdf>. Acesso em: 15 maio 2009. EDMUNDO, E. S. G.; PAULA, D. J. O ensino de língua inglesa sob a concepção dialógica de língua: que conteúdos privilegiar. Revista X, Vol. 1, 2008. Secretaria de Estado da Educação. Diretrizes curriculares de língua estrangeira moderna para a educação básica. Curitiba: 2008. Secretaria de Estado da Educação. Proposta Pedagógica Curricular do Colégio Estadual Miguel Franco Filho. Contenda, 2006. Vários autores. Livro Didático Publico: Língua Estrangeira Moderna – Espanhol e Inglês. Curitiba: SEED-PR, 2006. 6.8 DISCIPLINA _EM DE L.E.M. – Espanhol 1- APRESENTAÇÃO: As propostas curriculares para o ensino e os métodos são instigados a atender as expectativas e demandas sociais e contemporâneas, inclusive, propiciar a aprendizagem dos conhecimentos historicamente produzidos às novas gerações. Perante isso, observa-se que atualmente, vem ocorrendo fortes modificações no campo da ciência, principalmente nos estudos voltados à lingüística, no que diz respeito à aquisição de uma nova língua. A aprendizagem de uma nova língua (L2) pelo ser humano é de suma importância, pois faz com que esse indivíduo possa compreender valores sociais e adquirir conhecimento sobre outras culturas. O ensino da disciplina visa desenvolver uma competência comunicativa, através de recursos linguísticos, textuais, discursivos e socioculturais.O indivíduo deve conseguir desenvolver uma capacidade progressiva de realizar adequação verbal diante de situações comunicativas. Este ensino corresponde, então, a desenvolver a capacidade de produzir textos e compreendê-los nas mais variadas situações de comunicação. É de suma importância que aja compreensão e expressão oral, para que essas possibilidades existam nos princípios da gramática e elementos culturais. A habilidade de expressão e compreensão leitora é explorada, visando a interpretação, compreensão, leitura e produção (oral, escrita, visual) dos mais variados gêneros textuais. Portanto, o objetivo principal do ensino dessa disciplina é fazer com que o aluno utilize essa nova língua em situações significativas e não se limite a uma mera prática de formas linguísticas descontextualizadas. Este estudo trata-se da inclusão social do indivíduo a uma sociedade diversificada e complexa e, para isso, é necessário que exista um comprometimento mútuo no ensino-aprendizagem. Contextualização sócio-histórica da Língua Espanhola: De acordo com a Lei 9394 / 96, a Língua Espanhola (LEM) é incluída na grade curricular como disciplina obrigatória, escolhida pela comunidade escolar, dentro das possibilidades da instituição. A situação do espanhol no Brasil é de auge e prestígio; há um enorme crescimento na demanda de cursos de espanhol no Brasil por causa da procura por este idioma estrangeiro. Isto se dá por três eixos de notável importância na vida econômica, social e cultural do país: a criação do MERCOSUL (Mercado Comum dos Países do Sul da América), em 1991; a aparição de grandes empresas de origem espanhola e de estreitos laços comerciais com a Espanha, sobretudo a partir de 1996 e do peso da cultura hispânica em geral. • MERCOSUL: Este acordo ao que pertencem os países Argentina, Uruguai, Paraguai e Brasil até agora serve de instrumento para o desenvolvimento de uma união aduaneira. Entre seus objetivos estão os de criar meios para ampliar as atuais dimensões dos mercados nacionais, potencializarem, sobre esta base, o desenvolvimento econômico com a justiça social e o aproveitamento dos recursos disponíveis na região, preservando o meio ambiente e melhorando os • meios de transportes e comunicação. A partir destes objetivos, começouse a pensar em uma unidade econômica, que inclui a criação de uma moeda única. Em um mundo que tende à globalização econômica, é evidente que o Mercosul levantou notáveis expectativas socioeconômicas, especialmente nos estados do sul do Brasil, os que fazem fronteira com os países envolvidos com o Mercosul. Um segundo fator que contribui para o crescimento da língua espanhola • no Brasil é a criação de grandes empresas de origem espanhola. Estas empresas estão favorecendo a contratação de grande número de funcionários brasileiros e a aparição de novos postos de trabalho, mas essas empresas prestigiam sua língua mãe e nos funcionários despertam o interesse em aprendê-la. Estão instaladas no Brasil empresas hispânicas como: Telefônica e grandes bancos, como, por exemplo, o Banco Santander. A Câmara Oficial Espanhola de Comércio no Brasil agrupa mais de 60 empresas espanholas e mais de 130 associados brasileiros. Entre as causas de prosperidade do espanhol no Brasil convém ter em conta um terceiro fator: o peso da cultura hispânica no Brasil. Talvez este seja o fator menos tangível e mensurado dos assinalados, mas a sua relevância é evidente. O êxito obtido durante os últimos anos pela música e pela literatura hispânica no âmbito internacional é uma realidade, como a simpatia que a Espanha desperta por suas manifestações artísticas e culturais. A única desvantagem que a Espanha tem sobre os países hispano-americanos é a distância geográfica com o Brasil. 2- CONTEÚDO: A disciplina de LEM – Espanhol, recebe como conteúdo estruturante o “Discurso como prática social”, caracterizando-os (recursos textuais, do texto, discurso, do discurso) como conteúdos básicos dentro das práticas discursivas. Os gêneros são caracterizados por sua forma distinta e estável dentro da sociedade e se dão por três elementos: conteúdo temático, estilo e construção. São materializados em situações comunicativas, organizando, assim, a fala, a escrita e as formas linguísticas. Nos dias atuais, não cabe mais à escola apenas ensinar o aluno a ler e a escrever, mas, também, a instruí-lo em seus relacionamentos com a língua e as suas práticas sociais. Existe, portanto, a necessidade de explorar as práticas da oralidade, leitura e escrita a partir da seleção de gêneros textuais. É necessário o ensino da oralidade, pois somente assim o aluno perceberá a função social que a língua falada exerce, bem como fará uso dos gêneros de acordo com o interesse próprio. O trabalho com a oralidade nas aulas de LEM – Espanhol, “tem como objetivo expor os alunos a textos orais, pertencentes a diferentes discursos (...) é aprender a expressar ideias em Língua Estrangeira mesmo que com limitações. (...) também é importante que o aluno se familiarize com os sons da língua que está aprendendo” (DCE, 2008, p. 66). Quanto à prática de leitura, com a utilização de gêneros textuais a aquisição de conhecimento torna-se mais significativa e mais próxima do contexto ao qual o aluno pertence. Para Koch e Elias (2007, p.37) a leitura é “uma atividade de construção de sentido que pressupõe a interação autor-texto-leitor, é preciso considerar que nessa atividade, além das pistas e sinalizações que o texto oferece, entram em jogo os conhecimentos do leitor”, isso quer dizer que a partir de um determinado texto, na medida em que o aluno vai reconhecendo os mais variáveis gêneros, pode ter uma visão mais crítica, entender que é uma representação da realidade, poderá rejeitá-lo e, inclusive, reconstruí-lo. Perante a produção escrita, pode-se dizer que ela é decorrente de conhecimentos armazenados na memória, resultado de inúmeras atividades em que o indivíduo se envolveu ao longo de sua vida. São necessárias “práticas comunicativas configuradas em textos, levando em conta elementos que entram em sua composição (organização), além de aspectos do conteúdo, estilo, função e suporte de veiculação” (KOCH; ELIAS, 2009, p. 43). As atividades devem envolver a diversidade dos gêneros textuais, como por exemplo, a confecção de uma carta, e-mail, bilhete, blog, etc., proporcionarão a demanda das práticas lingüísticas da escrita e, oportunizarão a reflexão sobre mecanismos linguísticos envolvidos no processo da escrita. 1º ano – Ensino Médio Gêneros Temáticas Textuais Discurso direto; • Sala de aula Conto de fadas; Letra de Música Narrativa cotidiana; Letra de Música; Texto de opinião Álbum de Família; Fotos; Letra de música Cartaz; Panfleto; Trava línguas • • • Estações do ano; Dias da semana e meses do ano; O meio ambiente • A família; • Festas da Espanha 2º ano – Ensino Médio Gêneros ddiscurso direto; Ddiálogo; Nnarrativa cotidiana; Lletra de música Ttirinha; Qquadrinhos; Lletra de música; Iinformativo de revistas; Rreceita; Ccartazes; Ddiálogo; Eexposição oral; Aadivinhas Temáticas Mminha é… Conteúdos Gramaticais casa Vverbos regulares e Aas horas Ccotidiano Aalimentação e saúde O corpo humano; Ssituações no telefone Vverbo Gustar; Aapócope; Pperífrasis: estar + g Ppronomes possess Aadjetivos; Ppesos e medidas Los verbos de camb Pretérito indefinido; Ppreposições 3º ano – Ensino Médio Gêneros Discurso direto; Charge; Paródia Poesia; Autobiografia; Biografia; Sinopse de filme; Cronologia Poema; Cartazes; Diálogo Carta; Nota; Bilhete; E-mail. Jornal e rádio; Textos publicitários Temáticas Conteúdos Gram Países e Presen capitais As con latino Refran americanos Livro e filme: Impera O poeta e o Uso do carteiro; Compa Minha vida... Os inte Cultura Hetero hispânica Hetero Hetero Os meios de Regras comunicação Pronom ; Repas Profissões; Logística 3- METODOLOGIA O ensino da língua na sala de aula tem o papel de “servir” como instrumento de comunicação e acesso à informação propiciando conhecimento, expressão e transformação no modo de entender o mundo e construir significados. Dessa maneira, os procedimentos teórico-metodológicos proporcionarão o atendimento as necessidades do aluno enfatizando os aspectos e experiências cotidianas. O ponto de partida do ensino da LEM – Espanhol será o texto (verbal e nãoverbal) como unidade de linguagem em uso, em que o aluno é conduzido a vivenciar situações concretas, isto é, reais de fala e escrita. A gramática será a última partícula a ser explorada, antes vem o texto em si, a intertextualidade, a distribuição de informações, recursos coesivos e coerência. O gênero, qualquer que seja ele, “deve provocar no aluno a curiosidade e a busca pela expressão, atribuição e (re)construção de sentidos com os textos” (WOGINSKI, 2008, p. 63). Há também, abordagem de textos literários provenientes da cultura hispânica, sendo que existe uma riqueza imensa de aspectos culturais e sociológicos, bem como, divulgam, aproximam e valorizam a cultura de um povo. “Ao apresentar textos literários aos alunos, devem-se propor atividades que colaborem para que ele analise os textos e os perceba como prática social de uma sociedade em um determinado contexto sociocultural” (DCE, 2008, p. 67). As atividades de LEM – Espanhol serão fundamentadas em três etapas: • Pré-leitura: Ativação dos conhecimentos prévios do aluno; • discussão referente à temática, construção de hipóteses, etc; Leitura: Comprovação ou desconsideração das hipóteses citadas • anteriormente; Pós-leitura: Exploração e compreensão da leitura; novas leituras a partir do texto, atividades que explorem compreensão, exploração oral, elaboração de atividades variadas e significativas para o aluno. O aspecto cultural será caracterizado como prática e hábito no processo de aquisição dessa nova língua, uma vez que não existe língua desvinculada de sua cultura. Contudo, o ensino do espanhol e seus aspectos culturais favorecem, além de mera aquisição de vocabulário, uma aquisição do modo de viver dos falantes dessa língua. 4- AVALIAÇÃO: A avaliação é contínua, constante e ampla, no sentido de proporcionar e revelar o aproveitamento e grau de desenvolvimento atingido pelo aluno e, por fim, proceder aos fins de aprovação. A avaliação terá um caráter de diagnóstico e assessoramento de superação das mesma e abrangerá: • Avaliação de aprendizagem escrita: Conteúdos básicos da disciplina; • Avaliação de Aprendizagem oral: conhecimento da língua espanhola, das variantes linguísticas; • Atividades avaliativas: Trabalhos escritos e/ou orais desenvolvidos em grupo ou individualmente com recursos para fixação dos conteúdos básicos da disciplina; • Atividades Extra-classe: trabalhos de pesquisa, exercícios práticos, materiais de apoio, projetos interdisciplinares, interculturais, resultantes dos conteúdos básicos da disciplina; como complemento dos estudos da língua espanhola de acordo com PTD (Plano de Trabalho Docente). Ao fim de todas as avaliações e atividades avaliativas, será atribuída uma média bimestral e, posteriormente, anual a cada aluno. Os resultados das avaliações serão feitos conforme Regime Escolar deste estabelecimento, referente ao sistema de avaliação. 5- REFERENCIAS: KOCH, I. V.; ELIAS, V. M.Ler e compreender os sentidos do texto. E. Ed. São Paulo: Contexto, 2007. KOCH, I. V.; ELIAS, V. M. Ler e escrever: estratégias de produção textual. São Paulo: Contexto, 2009. KOCH, I. V.; ELIAS, V. M. O texto e a construção dos sentidos. São Paulo: Contexto, 2000. KARWOSKI, A.; GAYDECZKA, B.; BRITO, H. S. (orgs) Gêneros Textuais: reflexões e ensino. 2 ed. Ver. e ampliada. Rio de Janeiro: Cucerna, 2006. SEDYCIAS, J. O Ensino do Espanhol no Brasil: Passado, Presente, Futuro. São Paulo: Ed. Parábola, 2009. Trata-se de um conjunto de teses para doutorado de diversos autores. Editado em português e espanhol. PARANÁ, Secretaria de Estado de Educação. Superintendência da Educação. Departamento de Educação Básica. Diretrizes Curriculares da Educação Básica. Língua Estrangeira Moderna. Curitiba, 2008. Disponível em: http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/diaadia/arquivos/File/diretrizes_2009/lem.pdf acesso em: 30 de julho de 2010. PARANÁ, Secretaria de Estado da Educação. Superintendência da Educação. Livro didático público. Língua Estrangeira Moderna: Espanhol e Inglês. 2. Ed. Curitiba: SEED-PR, 2006. 6.9 DISCIPLINA PORTUGUESA DE LÍNGUA 1-APRESENTAÇÃO A proposta do ensino de Língua Portuguesa tem como embasamento teórico a concepção sóciointeracionista da linguagem. Essa teoria concebe conhecimento como um processo construído pelo indivíduo, em interação com o meio, ao longo de sua vida. Nessa perspectiva, a linguagem é vista como uma atividade social, histórica e constitutiva do homem, isto é, homem e linguagem são realidades inseparáveis. A interação verbal (as diferentes situações em que as pessoas conversam ou escrevem na sociedade), é portanto o espaço da realidade da língua, pois é nele que se dão as enunciações como trabalho das pessoas envolvidas nos processos de comunicação. O ensino de língua tem como centro o estudo do texto, em coerência com a concepção adotada, pois se preocupa com o uso da língua nas diversas situações sociais. Trata-se de pensar a relação de ensino como lugar de práticas de linguagem, as quais devem ser compreendidas para que se possa usar a língua com eficiência. Por isso, deve-se explorar ao máximo os eixos norteadores do trabalho com a língua: oralidade, leitura e escrita. É notório que toda reflexão referente à língua só tem sentido se considerarmos, como ponto de partida, a dimensão dialógica da linguagem, presente em atividades que possibilitem aos estudantes e professores experiências reais do uso da língua materna. Portanto, a reflexão será complexa se valorizarmos o ensino / aprendizagem da língua além dos limites formais da mesma. 2- OBJETIVOS GERAIS É papel fundamental da Língua e Literatura oportunizar atividades relacionadas com outras áreas do conhecimento, com temas que envolvam questões sociais da atualidade efetivando assim a participação plena do cidadão. Logo, é necessário possibilitar aos alunos a ampliação do domínio de uso das linguagens verbais e não verbais através do contato direto com textos dos mais variados gêneros, orais ou escritos, engendrados pelas necessidades humanas enquanto falante do idioma. Para isso, a escola deverá organizar um conjunto de atividades que, progressivamente, possibilite ao aluno: • Empregar a língua oral em diferentes situações de uso, sabendo adequá-la a cada contexto e interlocutor, descobrindo as intenções que estão implícitas nos • discursos do cotidiano e posicionando-se diante dos mesmos; • Desenvolver o uso da língua escrita em situações discursivas realizadas por meio de práticas sociais, considerando-se os interlocutores, os seus objetivos, o assunto tratado, os gêneros e suportes textuais e o contexto de produção/leitura; • Refletir sobre os textos produzidos, lidos ou ouvidos, atualizando o gênero e tipo de texto, assim como os elementos gramaticais empregados na sua organização; • Aprimorar, pelo contato com os textos literários, a capacidade de pensamento crítico e a sensibilidade estética dos alunos, propiciando através da literatura, a constituição de um espaço dialógico que permita a expansão lúdica do trabalho com as práticas da oralidade, da leitura e da escrita; • Utilizar a linguagem na escrita e produção de textos orais e na leitura e produção de textos escritos de modo a atender a múltiplas demandas sociais, responder a diferentes propósitos comunicativos e expressivos, e considerar as diferentes condições de produção do discurso; • Empregar a linguagem em diferentes situações de uso, adequando-a a cada contexto e interlocutor, desvelando as intenções implícitas nos discursos do cotidiano e áreas do conhecimento, posicionando-se diante dos mesmos; • Analisar criticamente os diferentes discursos, inclusive o próprio, desenvolvendo a capacidade de avaliação dos textos: • Conhecer e valorizar as diferentes variedades do Português, procurando combater o preconceito lingüístico; • Reconhecer e valorizar seu grupo social como instrumento adequado e eficiente na comunicação cotidiana, outros grupos sociais que se expressem por meio de outras variedades; • Usar os conhecimentos adquiridos por meio da prática de análise lingüística para expandir sua capacidade de monitoração como das possibilidades de uso da linguagem, ampliando a capacidade da análise crítica. 3- CONTEÚDOS ESTRUTURANTES: Os conteúdos serão relacionados, priorizando os três eixos básicos: oralidade, leitura e escrita. Pois o objeto da disciplina é a Língua e o Conteúdo Estruturante, portanto, é o discurso como prática social. Sem esquecer que eles se repetem basicamente de uma série para outra, o que acontece é uma graduação de dificuldade, uma análise mais aprofundada, que exige um maior grau de conhecimentos. 6º ANO: Domínio da língua oral: desenvolver a expressão oral no sentido da adequação da linguagem ao assunto, ao objetivo e aos interlocutores. • Relatos (experiências pessoais, histórias familiares e da comunidade, • eventos, brincadeiras, acontecimentos, textos lidos (literários ou informativos), programas de TV, entrevistas, filmes; Debates (assuntos lidos, acontecimentos, situações polêmicas • • • • • contemporâneas, filmes, programas); Criação (histórias, quadrinhas, piadas, adivinhações, charadas); Apresentações teatrais, dramatizações, jograis; Contação de histórias; Declamação de poemas; Depoimentos sobre situações significativas vivenciadas pelo próprio aluno ou pessoas de deu convívio; • Uso do discurso oral para emitir opiniões, justificar ou defender opções • tomadas, colher e dar informações, fazer e dar entrevistas, apresentar resumos, expor programações, dar avisos e fazer convites; Confronto entre os mesmos níveis de registros de forma a constar as • • similaridades e diferenças entre as modalidades oral e escrita; Relato de acontecimentos, mantendo-se a unidade temática; Debates, seminários, júris simulados e outras atividades que possibilitem o • desenvolvimento da argumentação; Análise de entrevistas televisivas ou radiofônicas a partir de gravações para serem ouvidas, transcritas e analisadas, observando-se as pautas, hesitações, truncamentos, mudanças de construção textual, descontinuidade do discurso, grau de formalidade e comparação com outros textos. No que se refere às atividades da fala: • Clareza na exposição de idéias; • Seqüência na exposição de idéias; • Objetividade na exposição de idéias; • Consistência argumentativa na exposição de idéias; • Adequação vocabular ao interlocutor e às situações de uso; • Discussão em sala de aula. No que se refere à fala do outro: • Reconhecimento das intenções e objetivos; • Respeito e acolhida pelas diferenças e diversidades na forma oral de expressão; • Construção de sentidos e significados ao longo das trocas lingüísticas • orais ou escritas; Julgar a fala do outro na perspectiva da educação às circunstâncias da clareza e consistência argumentativa. No que se refere ao domínio da norma padrão: • Análise e reflexão com experiências reais; • Usos da língua adequados a diferentes situações comunicativas; • Atividades sistemáticas de fala, escuta e reflexão; • Aplicação correta dos verbos em atividades de fala; • Concordância verbal e nominal; • Regência verbal e nominal; • Emprego de pronomes, advérbios, conjunções. Domínio da Leitura: reconhecer em qualquer atividade da leitura a presença do outro bem como a sua intenção. Prática de leitura de diferentes tipos e gêneros textuais curtos e longos. • Textos informativos ( bulas, verbetes, notícias, artigos, depoimentos); • Textos de imprensa ( notícias, artigos, carta de leitores, anúncios, • propagandas); Textos lúdicos ( trava-línguas, quadrinhas, adivinhas, parlendas e • piadas); Textos literários ( canções, fábulas, contos, narrações, novelas, • • histórias, peças de teatro, poemas, histórias em quadrinhos, cordel). Textos didáticos. No que se refere à interpretação: • Identificar as idéias básicas apresentadas no texto; • Reconhecer nos textos as suas especificidades (texto narrativo, • • • • informativo, poético,literário, de imprensa e outros); Identificar o processo e o contexto de produção; Confrontar as idéias contidas no texto e argumentar com elas; Atribuir significados que extrapolem o texto lido; Proceder a leitura contrastiva (vários textos sobre o mesmo tema; o mesmo tema em linguagens diferentes; o mesmo tema tratado em épocas diferente; o mesmo tema sob perspectivas diferentes). No que se refere à análise de textos lidos: * Avaliar o nível argumentativo; * Avaliar o texto na perspectiva da unidade temática; * Avaliar o texto na perspectiva da unidade estrutural (paragrafação e recursos coesivos). No que se refere à mecânica da leitura: • Ler com fluência, entonação e ritmo, percebendo o valor expressivo do texto e sua relação com os sinais de pontuação. Domínio da escrita: desenvolver a noção de adequação na produção de textos, reconhecendo a presença do interlocutor e as circunstâncias da produção. O texto é um elo de interação social e os gêneros discursivos são construções coletivas. No que se refere à produção de textos: • Relatos ( histórias de vida, causos que a família conta); • Bilhetes, cartas, cartazes, avisos(textos pragmáticos); • Poemas, contos, fábulas( textos literários); • Notícias, anúncios( textos de imprensa); • Narrativas reais e imaginárias; • Histórias em quadrinhos; • Textos informativos; • Pequenas peças teatrais; • Textos lúdicos ( quadrinhas, piadas, advinhas, parlendas, canções); No que se refere ao conteúdo: • Clareza; • Coerência; • Argumentação. No que se refere à estrutura: • Processos de coordenação e subordinação na construção das orações; • Uso de recursos coesivos (conjunções, advérbios, pronomes, etc.); • A organização de parágrafos; • Pontuação. No que se refere à expressão: • Adequação à norma padrão (concordância verbal e nominal, regência verbal e nominal, conjugação verbal); No que se refere à organização gráfica dos textos: • Ortografia; • Acentuação; • Recursos gráfico-visuais (margem, título, etc.). 7º ANO Domínio da Língua oral: Desenvolver a expressão oral no sentido da adequação da linguagem ao assunto, ao objetivo e aos interlocutores. Relatos (experiências pessoais, histórias familiares, brincadeiras, acontecimentos, eventos, textos lidos (literários ou informativos), programas de TV, filmes, entrevistas); Debates (assuntos lidos, acontecimentos, situações polêmicas contemporâneas, filmes, programas). No que se refere às atividades da fala: • Clareza na exposição das ideias; • Sequencia na exposição das ideias; • Objetividade na exposição das ideias; • Consistência argumentativa na exposição das idéias; • Adequação vocabular ao interlocutor e às situações de uso; • Discussão em sala de aula. . No que se refere à fala do outro: • Reconhecimento das intenções e objetivos; • Respeito e acolhida pelas diferenças e diversidades na forma oral de expressão; • Construção de sentidos e significados ao longo das trocas lingüísticas • orais ou escritas; Julgar a fala do outro na perspectiva da educação às circunstâncias da clareza e consistência argumentativa. No que se refere ao domínio da norma padrão: • Análise e reflexão com experiências reais; • Usos da língua adequados a diferentes situações comunicativas; • Atividades sistemáticas de fala, escuta e reflexão; • Aplicação correta dos verbos em atividades de fala; • Concordância verbal e nominal; • Regência verbal e nominal; • Emprego de pronomes, advérbios, conjunções. Domínio da Leitura: Reconhecer em qualquer atividade da leitura a presença do outro bem como a sua intenção. Prática de leitura de diferentes tipos e gêneros textuais curtos e longos. • Textos informativos ( bulas, verbetes, notícias, artigos, depoimentos); • Textos de imprensa ( notícias, artigos, carta de leitores, anúncios, • propagandas); Textos lúdicos ( trava-línguas, quadrinhas, adivinhas, parlendas e • piadas); Textos literários ( canções, fábulas, contos, narrações, novelas, • histórias, peças de teatro, poemas, histórias em quadrinhos, cordel). Textos didáticos. No que se refere à interpretação: • Identificar as ideias básicas apresentadas no texto; • Reconhecer nos textos as suas especificidades (texto narrativo, • • • • informativo, poético,literário, de imprensa e outros); Identificar o processo e o contexto de produção; Confrontar as ideias contidas no texto e argumentar com elas; Atribuir significado (s) que extrapolem o texto lido; Proceder a leitura contrastiva (vários textos sobre o mesmo tema; o mesmo tema em linguagens diferentes; o mesmo tema tratado em épocas diferentes; o mesmo tema sob perspectivas diferentes). No que se refere à analise de textos lidos: • Avaliar a nível argumentativo; • Avaliar o texto na perspectiva da unidade temática; • Avaliar o texto na perspectiva da unidade estrutural (paragrafação e recursos coesivos). No que se refere à mecânica da leitura: Ler com fluência, entonação e ritmo, percebendo o valor expressivo do texto e sua relação com os sinais de pontuação. Domínio da Escrita: Desenvolver a noção de adequação na produção de textos, reconhecendo a presença do interlocutor e as circunstâncias da produção. O texto é um elo de interação social e gêneros discursivos são construções coletivas. No que se refere à produção de textos: • Relatos ( histórias de vida, causos que a família conta); • Bilhetes, cartas, cartazes, avisos( textos pragmáticos); • Poemas, contos, fábulas( textos literários); • Notícias, cartas de leitor e entrevistas( textos de imprensa); • Narrativas reais e imaginárias; • Histórias em quadrinhos; • Relatórios, resumos, anúncios, cartazes( textos de divulgação); • Textos dissertativos; • Textos informativos; • Peças teatrais; • Textos lúdicos ( quadrinhas, piadas, advinhas, parlendas, canções) No que se refere ao conteúdo: • Clareza; • Coerência; • Argumentação. No que se refere à estrutura: • Processos de coordenação e subordinação na construção das orações; • Uso de recursos coesivos (conjunções, advérbios, pronomes, etc.); • A organização de parágrafos; • Pontuação. No que se refere à expressão: • Adequação à norma padrão (concordância verbal e nominal, regência verbal e nominal, conjugação verbal). No que se refere à organização gráfica dos textos: • Ortografia; • Acentuação; • Recursos gráfico-visuais (margem, título, etc.). 8º ANO: Domínio da Língua Oral: Desenvolver a expressão oral no sentido da adequação da linguagem ao assunto, ao objetivo e aos interlocutores. Relatos (experiências pessoais, histórias familiares, brincadeiras, acontecimentos, eventos, textos lidos (literários ou informativos), programas de TV, filmes, entrevistas); Debates (assuntos lidos, acontecimentos, situações polêmicas contemporâneas, filmes, programas). No que se refere à atividade da fala: • Clareza na exposição das idéias; • Seqüência da exposição das idéias; • Objetividade na exposição das idéias; • Consistência argumentativa na exposição das idéias; • Adequação vocabular ao interlocutor e às situações de uso; • Discussão em sala de aula. • • No que se refere à fala do outro: Reconhecimento das intenções e objetivos; Respeito e acolhida pelas diferenças e diversidades na forma oral de • expressão; Construção de sentidos e significados ao longo das trocas lingüísticas • orais ou escritas; Julgar a fala do outro na perspectiva da educação às circunstâncias da clareza e consistência argumentativa. No que se refere ao domínio da norma padrão: • Análise e reflexão com experiências reais; • Usos da língua adequados a diferentes situações comunicativas; • Atividades sistemáticas de fala, escuta e reflexão; • Aplicação correta dos verbos em atividades de fala; • Concordância verbal e nominal; • Regência verbal e nominal; • Emprego de pronomes, advérbios, conjunções. Domínio da Leitura: Reconhecer em qualquer atividade da leitura a presença do outro bem como a sua intenção. Prática de leitura de diferentes tipos e gêneros textuais curtos e longos. • Textos informativos ( bulas, verbetes, notícias, artigos, depoimentos); • Textos de imprensa ( notícias, artigos, carta de leitores, anúncios, • propagandas); Textos lúdicos ( trava-línguas, quadrinhas, adivinhas, parlendas e • piadas); Textos literários ( canções, fábulas, contos, narrações, novelas, histórias, • peças de teatro, poemas, histórias em quadrinhos, cordel). Textos didáticos. No que se refere à interpretação: • Identificar as idéias apresentadas no texto; • Reconhecer nos textos as suas especificidades (texto narrativo, informativo, poético,literário, de imprensa e outros); Identificar o processo e o contexto de produção; • Confrontar as idéias contidas no texto e argumentar com elas; • Atribuir significado (s) que extrapolem o texto lido; • Proceder à leitura contrastiva (vários textos sobre o mesmo tema; o mesmo tema em linguagens diferentes; o mesmo tema tratado em épocas diferentes; o mesmo tema sob perspectivas diferentes). No que se refere à análise de textos lidos: • Avaliar o nível argumentativo; • Avaliar o texto na perspectiva da unidade temática; • Avaliar o texto na perspectiva da unidade estrutural (paragrafação e recursos coesivos). No que se refere à mecânica da leitura: • Ler com fluência, entonação e ritmo, percebendo o valor expressivo do texto e sua relação com os sinais de pontuação. Domínio da Escrita: Desenvolver a noção de adequação na produção de textos, reconhecendo a presença do interlocutor e as circunstâncias da produção. O texto é um elo de interação social e os gêneros discursivos são construções coletivas. No que se refere à produção de textos: • Relatos ( histórias de vida, causos que a família conta, pesquisas de • • • • • • mitos, contos e lendas); Bilhetes, cartas, cartazes, avisos( textos pragmáticos); Poemas, contos, crônicas( textos literários); Notícias, cartas de leitor e entrevistas( textos de imprensa); Narrativas reais e imaginárias; Histórias em quadrinhos; Relatórios, resumos de artigo, anúncios, cartazes e verbetes( textos • • • • • de divulgação); Textos dissertativos; Textos informativos; Peças teatrais; Textos lúdicos ( quadrinhas, piadas, advinhas, parlendas, canções) Paródias. No que se refere ao conteúdo: • Clareza; • Coerência; • Argumentação. No que se refere à estrutura: • Processos de coordenação e subordinação na construção das orações; • Uso de recursos coesivos (conjunções, advérbios, pronomes); • A organização de parágrafos; • Pontuação. • No que se refere à expressão: Adequação à norma padrão (concordância verbal e nominal, regência verbal e nominal). No que se refere à organização gráfica dos textos: • Ortografia; • Acentuação; • Recursos gráfico-visuais (margem, título) No que se refere a aspectos da gramática tradicional: • Reconhecer e refletir sobre a estrutura do texto: os recursos coesivos, a • conectividade seqüencial e a estruturação temática; Refletir e reconhecer as funções sintáticas centrais: sujeito, objeto direto, objeto indireto e predicativo; • Reconhecer as categorias sintáticas - os constituintes: sujeito e predicado, • • • • • • • núcleo e especificadores; A posição na sentença do sujeito verbo e objeto e as possibilidades de inversão; A estrutura da oração com verbos, ser, ter e haver; A sintagma verbal e nominal e sua flexão; A complementação verbal: verbos transitivos e intransitivos; As sentenças simples e complexas; A adjunção; A coordenação e a subordinação. 9º ANO Domínio da Língua Oral: Desenvolver a expressão oral no sentido da adequação da linguagem ao assunto, ao objetivo e aos interlocutores. Relatos (experiências pessoais, histórias familiares, brincadeiras, acontecimentos, eventos, textos lidos (literários ou informativos), programas de TV, filmes, entrevistas, etc.); Debates (assuntos lidos, acontecimentos, situações polêmicas contemporâneas, filmes, programas). No que se refere às atividades da fala: • Clareza na exposição de idéias; • Seqüência na exposição de idéias; • Objetividade na exposição de idéias; • Consistência argumentativa na exposição de idéias; • Adequação vocabular ao interlocutor e às situações de uso; • Discussão em sala de aula. No que se refere à fala do outro: • Reconhecimento das intenções e objetivos; • Respeito e acolhida pelas diferenças e diversidades na forma oral de • expressão; Construção de sentidos e significados ao longo das trocas lingüísticas • orais ou escritas; Julgar a fala do outro na perspectiva da educação às circunstâncias da clareza e consistência argumentativa. No que se refere ao domínio da norma padrão: • Análise e reflexão com experiências reais; • Usos da língua adequados a diferentes situações comunicativas; • Atividades sistemáticas de fala, escuta e reflexão; • Aplicação correta dos verbos em atividades de fala; • Concordância verbal e nominal; • Regência verbal e nominal; • Emprego de pronomes, advérbios, conjunções. Domínio da Leitura: Reconhecer em qualquer atividade da leitura a presença do outro bem como a sua intenção. Prática de leitura de diferentes tipos e gêneros textuais curtos e longos. • Textos informativos ( bulas, verbetes, notícias, artigos, depoimentos); • Textos de imprensa ( notícias, artigos, carta de leitores, anúncios, • propagandas); Textos lúdicos ( trava-línguas, quadrinhas, adivinhas, parlendas e • piadas); Textos literários ( canções, fábulas, contos, narrações, novelas, histórias, • peças de teatro, poemas, histórias em quadrinhos, cordel). Textos didáticos. • • No que se refere à interpretação: Identificar as idéias apresentadas no texto; Reconhecer nos textos as suas especificidades (texto narrativo, • informativo, poético, literário, de imprensa e outros); Identificar o processo e o contexto de produção; Confrontar as idéias contidas no texto e argumentar com elas; • Atribuir significado (s) que extrapolem o texto lido; • Proceder à leitura contrastiva (vários textos sobre o mesmo tema; o mesmo tema em linguagens diferentes; o mesmo tema tratado em épocas diferentes; o mesmo tema sob perspectivas diferentes). No que se refere à análise de textos lidos: • Avaliar o nível argumentativo; • Avaliar o texto na perspectiva da unidade temática; • Avaliar o texto na perspectiva da unidade estrutural praagrafação e recursos coesivos). No que se refere à mecânica da leitura: • Ler com fluência, entonação e ritmo, percebendo o valor expressivo do texto e sua relação com os sinais de pontuação. Domínio da Escrita: Desenvolver a noção de adequação na produção de textos, reconhecendo a presença do interlocutor e as circunstâncias da produção. O texto é um elo de interação social e os gêneros discursivos são construções coletivas. No que se refere à produção de textos: • Relatos ( histórias de vida, causos que a família conta, pesquisas de • • • • • • mitos, contos e lendas); Bilhetes, cartas, cartazes, avisos( textos pragmáticos); Poemas, contos, crônicas( textos literários); Notícias, cartas de leitor e entrevistas( textos de imprensa); Narrativas reais e imaginárias; Histórias em quadrinhos; Relatórios, resumos de artigo, anúncios, cartazes e verbetes( textos de • • • • • • • • divulgação); Textos dissertativos; Textos informativos; Peças teatrais; Textos lúdicos ( quadrinhas, piadas, advinhas, parlendas, canções); Paródias; Ofícios; Requerimentos. Dissertações. • • • • • • • No que se refere ao conteúdo: Clareza; Coerência; Argumentação. No que se refere à estrutura: Processos de coordenação e subordinação na construção das orações; Uso de recursos coesivos (conjunções, advérbios, pronomes, etc.); A organização de parágrafos; Pontuação. No que se refere à expressão: •Adequação à norma padrão (concordância verbal e nominal, regência e nominal). No que se refere à organização gráfica dos textos: •Ortografia; verbal • Acentuação; • Recursos gráfico-visuais (margem, título, etc.). No que se refere a aspectos da gramática tradicional: • Reconhecer e refletir sobre a estrutura do texto: os recursos coesivos, a • conectividade seqüencial e a estruturação temática; Refletir e reconhecer as funções sintáticas centrais: sujeito, objeto direto, • objeto indireto e predicativo; Reconhecer as categorias sintáticas - os constituintes: sujeito e • predicado, núcleo e especificadores; A posição na sentença do sujeito verbo e objeto e as possibilidades de • • • • • • inversão; A estrutura da oração com verbos: ser, ter e haver; A sintagma verbal nominal e sua flexão; A complementação verbal: verbos transitivos e intransitivos; As sentenças simples e complexas; A adjunção; A coordenação e a subordinação. 4- METODOLOGIA: A metodologia do ensino de Língua Portuguesa não tem como ser “estática”. Se o conteúdo e os fundamentos pedem diversidade textual, oralidade, escrita, enfim, construção e reconstrução permanentes, o trabalho pede atividades dinâmicas. Língua Portuguesa permite extensa gama de temas a serem discutidos e atividades a serem elaboradas, basta saber aproveitar essa oportunidade. O ensino de Língua Portuguesa envolve práticas de expressão oral, leitura, produção de textos orais e escritos, momentos específicos de reflexão sobre a língua e deverá oportunizar ao máximo o trabalho com o texto, que será o eixo norteador de toda ação do professor. A língua oral, como conteúdo escolar, deve ser trabalhada dentro de um ambiente favorável que garanta o respeito mútuo e acolha a diversidade dos alunos em relação a sua cultura e ao seu meio. É na oralidade também que se torna possível uma maior compreensão dos conteúdos que são ensinados. Ao estabelecer uma verdadeira interlocução em sala de aula torna-se possível detectar dificuldades, não apenas de expressão, mas de entendimento das atividades propostas, das produções escritas e de conteúdos mais complexos. No que diz respeito à leitura serão escolhidos textos que contribuam para a formação de leitores capazes de reconhecer as sutilezas, as particularidades, os sentidos, a extensão e a profundidade de cada tipologia textual, favorecendo o desenvolvimento das habilidades de falar e ouvir, como as relacionadas a seguir: • apresentação de temas variados: histórias de família, da comunidade, um filme, • um livro; depoimentos sobre situações significativas vivenciadas pelo próprio aluno ou pessoas de seu convívio; • uso do discurso oral para emitir opiniões, justificar ou defender opções tomadas, • colher e dar informações, fazer e dar entrevistas, apresentar resumos, expor programações, dar avisos, fazer convites . confronto entre os mesmos níveis de registros de forma a constatar as similaridades e diferenças entre as modalidades oral e escrita; • relato de acontecimentos, mantendo-se a unidade temática; • debates, seminários, júris-simulados e outras atividades que possibilitem o desenvolvimento da argumentação; • análise de entrevistas televisivas ou radiofônicas a partir de gravações para • serem ouvidas, transcritas e analisadas, observando-se as pausas, hesitações, truncamentos, mudanças de construção textual, descontinuidade do discurso, grau de formalidade, comparação com outros textos. cabe ao professor respeitar os conhecimentos prévios do leitor e experiências, que permitam fazer previsões e inferências sobre o texto, construindo significado global procurando pistas formais, formulando e reformulando hipóteses, aceitando e rejeitando conclusões, usando estratégias baseadas no seu conhecimento lingüistico e na sua vivência sociocultural, seu conhecimento do mundo. • deve propiciar atividades que levem em conta o diálogo, as relações estabelecidas entre textos (intertextualidade), lembrando que o diálogo intertextual multiplica as possibilidades dialógicas. Um texto leva a outro e o leitor participa da elaboração dos significados confrontando-os com o próprio saber e com a experiência de vida. O domínio da leitura implica conhecer e saber utilizar diferentes organizações textuais, recursos expressivos e sinais gráficos convencionais para que o texto produzido cumpra sua função. O processo de apropriação desse conhecimento é longo e ocorre pela mediação do professor e pela interação com o objeto do conhecimento, nesse caso o texto escrito. Considerando isso, os alunos serão desafiados a utilizar diferentes formas de organização textual (textos informativos, narrativos, descritivos, dissertativos, poéticos) para que se tornem capazes de produzir textos coerentes e coesos, escolhendo o tipo mais adequado a seus objetivos e utilizando uma estrutura adequada. Através da prática da análise lingüística buscar-se-á a melhoria da capacidade de expressão e compreensão dos alunos tanto na linguagem oral quanto escrita, possibilitando a reflexão sobre a língua. São atividades que desafiam os alunos a produzir linguagem, o que lhes permite compreender como ela funciona. Desenvolver esta prática significa refletir sobre a língua voltando-se para seu uso (atividade epilingüística) e também voltar-se para a descrição do fato lingüístico, categorizando e sistematizando seus elementos ( atividades metalingüísticas ). Na escola é preciso criar situações que oportunizam a utilização da linguagem em diferentes situações em que ler e escrever tenham finalidade específica e não configurem um exercício mecânico e sem sentido. Ao procurar desenvolver no aluno a capacidade de ler e compreender textos, de produzir textos orais e escritos, de proceder a análise lingüística estará buscando também o desenvolvimento da capacidade construtiva e transformadora. Em literatura, espera-se formar um leitor capaz de sentir e de expressar o que sentiu, com condições de reconhecer a tríade obra/autor/leitor, por meio de uma interação que está presente no ato de ler. O professor deve privilegiar num primeiro momento, a leitura e, na medida que o aluno amplie seu repertório de conhecimento de obras o professor vai incentivar a capacidade crítica sobre as leituras feitas a partir da socialização destas em sala de aula. 5-AVALIAÇÃO: A avaliação como prática integrante do processo educativo contemplará uma série de ações que permitem tanto ao aluno como ao professor analisar a caminhada de cada um em relação à aprendizagem. As duas formas de avaliação: a somativa e a normativa serão contempladas durante o processo , visando o desempenho do aluno ao longo do ano letivo. A somativa é realizada geralmente ao final de um período e é usada para definir uma nota ou estabelecer um conceito. Esta avaliação não será excluída do nosso sistema escolar, mas complementada pela formativa que considera os ritmos e processos de aprendizagem diversos, sendo contínua e diagnostica, aponta dificuldades, possibilitando que a intervenção pedagógica aconteça a todo tempo. Informa o professor e o aluno acerca do ponto em que se encontram, ajuda-os a refletir, faz o professor procurar caminhos para que todos os alunos aprendam e participem mais das aulas. Conforme as recomendações das Diretrizes, a oralidade, é avaliada em função da adequação do discurso/texto aos diferentes interlocutores e situações. O professor verifica a participação do aluno nos diálogos, relatos, exposições de idéias, entrevistas, conversas, comentários, jornais falados e outras atividades. Algumas circunstâncias proporcionam oportunidade do aluno avaliar suas produções e a dos outros. A avaliação da leitura contempla as relações dialógicas entre autor e leitor, produção de sentidos, o posicionamento do aluno-leitor, reconhecimento da função das tipologias textuais, compreensão da estrutura textual, do tema, articulação entre as partes, clareza e coerência. Não pode ser esquecido que a avaliação deve considerar as diferenças de leituras de mundo e o repertório de experiências dos alunos. Avaliar o aluno quanto a aprendizagem da escrita não restringe a verificar se escreve convencionalmente ou não. O que determina a adequação do texto escrito são as circunstâncias de sua produção e o resultado da ação. Os critérios e parâmetros estarão bem claros e definidos para o aluno e para o professor. A proposta de escrita será uma simulação real de comunicação. O texto produzido não será visto como produto final e sim como uma fase do processo. A reescrita valoriza o esforço daquele que escreve. Será feita tantas vezes julgar necessária, até que o texto lhe pareça bom para atender a intenção e claro para o outro que o lerá. As produções serão socializadas de diferentes formas: murais, coletâneas ou publicações em jornais. 6- BIBLIOGRAFIA: CEREJA, William Roberto e MAGALHÃES Cochar Thereza. Português: Linguagens. 2.ed. São Paulo: Atual, 2002. FERREIRA, Mauro. Entre Palavras. São Paulo: FTD, 1998. DCE - DIRETRIZES CURRICULARES DA REDE PÚBLICA DE EDUCAÇÃO BÁSICA DO ESTADO DO PARANÁ – 2006 SOUZA, Cassia Garcia de e CAVÉQUIA, Marcia Paganini. Linguagem Criação e Interação. São Paulo: Saraiva, 2004. DISCIPLINA DE LÌNGUA PORTUGUESA ENSINO MÉDIO. 1- APRESENTAÇÃO : Por ser de natureza basicamente transdisciplinar de linguagem entre as linguagens que estrutura, e por ser estruturada no social que regula o pensamento para certo sentido, a disciplina de Língua Portuguesa e Literatura está integrada à área de Linguagens e Códigos. Assim, seu estudo deve, pela interação verbal, permitir o desenvolvimento das capacidades cognitivas dos alunos. Considerando-a como linguagem, ação em interação, podemos atender à comunicabilidade esperada dos alunos. Para que haja sucesso nessa comunicabilidade é preciso pressupor que o processo de ensino-aprendizagem de Língua e Literatura, no Ensino Médio, deverá ter antes uma visão sobre o que é linguagem verbal porque ela se caracteriza como construção humana e histórica de um sistema lingüístico e comunicativo em determinados contextos. Assim, na gênese da linguagem verbal estão presentes o homem, seus sistemas simbólicos e comunicativos em um mundo sociocultural. A lingagem verbal será o material de reflexão, já que, para o professor de língua materna, ela é prioritária como instrumento de trabalho. Mas, para efeito didático, as expressões humanas incorporam todas as linguagens. Como ponto de partida para a decisão daquilo que será desenvolvido, tendo como referência o valor da linguagem nas diferentes esferas sociais, o caráter sociointeracionista da linguagem verbal aponta para uma opção metodológica de verificação do saber lingüístico dos alunos. Para que isso se concretize efetivamente devemos partir da unidade básica da linguagem verbal que é o texto, compreendido como a fala e o discurso que se produz, e a função comunicativa, o principal eixo de sua atualização e a razão do ato lingüístico. Assim, o aluno deve ser considerado como produtor de textos, aquele que pode ser entendido pelos textos que produz e que o constitui como ser humano. O texto só existe na sociedade e é produto de uma história social e cultural, único em cada contexto, porque marca o diálogo entre os interlocultores que o produzem e entre os outros textos que o compõem. É notório que toda reflexão referente à língua só tem sentido se considerarmos, como ponto de partida, a dimensão dialógica da linguagem, presente em atividades que possibilitem aos estudantes e professores experiências reais do uso da língua materna. Portanto, a reflexão será complexa se valorizarmos o ensino/aprendizagem da língua além dos limites formais da mesma. 2- OBJETIVO GERAL É papel fundamental da Língua e Literatura oportunizar atividades relacionadas com outras áreas do conhecimento, com temas que envolvam questões sociais da atualidade efetivando assim a participação plena do cidadão. Logo, é necessário possibilitar aos alunos a ampliação do domínio de uso das linguagens verbais e não verbais através do contato direto com textos dos mais variados gêneros, orais ou escritos, engendrados pelas necessidades humanas enquanto falante do idioma. Para isso, a escola deverá organizar um conjunto de atividades que, progressivamente, possibilite ao aluno: Utilizar a linguagem na escrita e produção de textos orais e na leitura e produção de textos escritos de modo a atender a múltiplas demandas sociais, responder a diferentes propósitos comunicativos e expressivos, e considerar as diferentes condições de produção do discurso; Utilizar a linguagem para estruturar a experiência e explicar a realidade, operando sobre as representações construídas em várias áreas do conhecimento: Analisar criticamente os diferentes discursos, inclusive o próprio, desenvolvendo a capacidade de avaliação dos textos: Conhecer e valorizar as diferentes variedades do Português, procurando combater o preconceito lingüístico; Reconhecer e valorizar seu grupo social como instrumento adequado e eficiente na comunicação cotidiana, outros grupos sociais que se expressem por meio de outras variedades; Usar os conhecimentos adquiridos por meio da prática de análise lingüística para expandir sua capacidade de monitoração como das possibilidades de uso da linguagem, ampliando a capacidade da análise crítica. 3- CONTEÚDOS 1º ANO • A língua e suas variedades; • Elementos da Comunicação; • Linguagem, língua, fala e discurso. • Funções da Linguagem. • O sentido das palavras • Figuras de linguagem • Fonética • As diferenças entre os tipos de textos: descritivo, narrativo, informativo, argumentativo, poético. 2º bimestre • Gêneros literários • Estilos e periodização literária • Ortografia ( j / g ,s/z,x/ch,s/ss/ç/c, uso dos porquês,onde/aonde,mal/mau • Crase • Acentuação gráfica • • • • • 3º bimestre Trovadorismo Humanismo Classicismo Pontuação Emprego do hífen 4º Bimestre • Estrutura das palavras: radicais gregos e latinos; prefixos gregos e latinos. • Formação das palavras • Barroco • Arcadismo • Coesão e coerência textual 2º ANO 1º bimestre • Romantismo • Romantismo no Brasil • Autores Românticos Gonçalves Dias, José de Alencar, Joaquim manuel de • • • • Macedo) Substantivo Artigo Adjetivo Narração (personagens) 2º bimestre • Autores Românticos • Álvares de Azevedo • Casimiro de Abreu • Fagundes Varela • Castro Alves • Bernardo Guimarães • Manuel Antonio de Almeida. • Pronomes • Numeral • Narração (A construção do Enredo) • • • • • • • • 3º Bimestre Projeto sobre problemas sociais dentro da obra O Cortiço O Realismo no Brasil Aluísio de Azevedo Raul Pompéia Verbo Advérbio Preposição Narração (narrador) 4º Bimestre • Machado de Assis • Parnasianismo • Simbolismo • Cruz e Souza • Conjunção • Interjeição • Concordância Nominal • Concordância Verbal • Elementos Narrativos CONTEÚDOS – 3º ANO 1º bimestre • • • • • Pré-Modernismo (1902 a 1922) Euclides da Cunha Monteiro Lobato Análise Sintática - Período Simples O mundo dissertativo – delimitação 2º bimestre • Modernismo no Brasil • Mário de Andrade • Manuel bandeira • Rachel de Queiroz • Análise Sintática - período simples • Dissertação - assumindo um ponto de vista 3º bimestre • Graciliano Ramos • Jorge Amado • Érico Veríssimo • João Guimarães Rosa • Regência Nominal e verbal • Período composto por subordinação • \Orações subordinadas substantivas • A argumentação causal – os porquê 4º bimestre • Carlos Drumond de Andrade • João Cabral de Melo Neto • Considerações sobre a Literatura Contemporânea • Orações subordinadas adjetivas • Orações subordinadas adverbiais • A estrutura do texto dissertativo 4- METODOLOGIA A metodologia do ensino de Língua Portuguesa não tem como ser “estática”. Se o conteúdo e os fundamentos pedem diversidade textual, oralidade, escrita, enfim, construção e reconstrução permanentes, o trabalho pede atividades dinâmicas. A Língua Portuguesa permite extensa gama de temas a serem discutidos e atividades a serem elaboradas, basta saber aproveitar essa oportunidade. O ensino de Língua Portuguesa envolve práticas de expressão oral, leitura, produção de textos orais e escritos, momentos específicos de reflexão sobre a língua e deverá oportunizar ao máximo o trabalho com o texto, que será o eixo norteador de toda ação do professor. A língua oral, como conteúdo escolar, deve ser trabalhada dentro de um ambiente favorável que garanta o respeito mútuo e acolha a diversidade dos alunos em relação a sua cultura e ao seu meio. É na oralidade também que se torna possível uma maior compreensão dos conteúdos que são ensinados. Ao estabelecer uma verdadeira interlocução em sala de aula torna-se possível detectar dificuldades, não apenas de expressão, mas de entendimento das atividades propostas, das produções escritas e de conteúdos mais complexos. No que diz respeito à leitura serão escolhidos textos que contribuam para a formação de leitores capazes de reconhecer as sutilezas, as particularidades, os sentidos, a extensão e a profundidade de cada tipologia textual, favorecendo o desenvolvimento das habilidades de falar e ouvir, como as relacionadas a seguir: • apresentação de temas variados: histórias de família, da comunidade, um filme, um livro etc; • depoimentos sobre situações significativas vivenciadas pelo próprio aluno ou • pessoas de seu convívio: uso do discurso oral para emitir opiniões, justificar ou defender opções • tomadas, colher e dar informações, fazer e dar entrevistas, apresentar resumos, expor programações, dar avisos, fazer convites etc; confronto entre os mesmos níveis de registros de forma a constatar as similaridades e diferenças entre as modalidades oral e escrita; • relato de acontecimentos, mantendo-se a unidade temática; • debates, seminários, júris-simulados e outras atividades que possibilitem o desenvolvimento da argumentação; • análise de entrevistas televisivas ou radiofônicas a partir de gravações para serem ouvidas, transcritas e analisadas, observando-se as pausas, hesitações, truncamentos, mudanças de construção textual, descontinuidade do discurso, grau de formalidade, comparação com outros textos, etc. O domínio da leitura implica conhecer e saber utilizar diferentes organizações textuais, recursos expressivos e sinais gráficos convencionais para que o texto produzido cumpra sua função. O processo de apropriação desse conhecimento é longo e ocorre pela mediação do professor e pela interação com o objeto do conhecimento, nesse caso o texto escrito. Os alunos devem ser desafiados a utilizar diferentes formas de organização textual ( textos informativos, narrativos, descritivos, dissertativos, poéticos) para que se tornem capazes de produzir textos coerentes e coesos, escolhendo o tipo mais adequado a esses objetivos e utilizando uma estrutura adequada. Através da prática da análise lingüística busca-se a melhoria da capacidade de expressão e compreensão dos alunos tanto na linguagem oral quanto escrita, possibilitando a reflexão sobre a língua. São atividades que desafiam os alunos a produzir linguagem, o que lhes permite compreender como ela funciona. Desenvolver esta prática significa refletir sobre a língua voltando-se para seu uso ( atividade epilinguística ) e também voltar-se para a descrição do fato linguístico, categorizando e sistematizando seus elementos ( atividades metalinguísticas ). Na escola é preciso criar situações que oportunizam a utilização da linguagem em diferentes situações em que ler e escrever tenham finalidade específica e não configurem um exercício mecânico e sem sentido. Ao procurar desenvolver no aluno a capacidade de ler e compreender textos, de produzir textos orais e escritos, de proceder a análise lingüística busca-se também o desenvolvimento da capacidade construtiva e transformadora. 5- AVALIAÇÃO A avaliação como prática integrante do processo educativo deve contemplar uma série de ações que permitem tanto ao aluno como ao professor analisar a caminhada de cada um em relação à aprendizagem. Assim sendo a avaliação deverá acontecer ao longo do processo ensino aprendizagem de forma contínua e em caráter diagnóstico. A avaliação da linguagem oral deverá contemplar atividades que desafiam o aluno a expressar-se oralmente através de conversas, entrevistas, debates, comentários, narrativas orais. Para avaliar como cada aluno está em relação a leitura deverão ser observados aspectos como: identificação das diferentes tipologias textuais, leitura convencional atribuindo sentido ao texto, compreensão das ideias e reconhecimento das intenções do autor. Avaliar o aluno quanto à aprendizagem da escrita não se restringe a verificar se lê ou escreve convencionalmente ou não, mas ao proceder a avaliação da produção escrita o professor deverá observar se o aluno escreve com clareza e coerência, utilizando recursos básicos de coesão e estruturas próprias do discurso escrito. 6- BIBLIOGRAFIA MAIA, João Domingues. Português. 10.ed. São Paulo: Ática,2003. FARACO, Carlos Alberto. Português: língua e cultura. 1.ed. Curitiba: Base Editora, 2005. CAMPEDELLI, Samira Yousseff e SOUZA, Jésus Barbosa. Português: Literatura, Produção de Textos & Gramática. 3.ed. São Paulo: Saraiva, 2002. DIRETRIZES CURRICULARES DE LÍNGUA PORTUGUESA PARA O ENSINO MÉDIO – SEED. IDENTIDADE DO ENSINO MÉDIO. PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS 6.10 DISCIPLINA DE MATEMÁTICA 1-APRESENTAÇÃO Entendemos a matemática como parte do conjunto de conhecimentos científicos, um bem cultural construído nas relações do homem com o mundo em que vive e no interior das relações. Nós professores devemos ter consciência de como foi construído o conhecimento atual, devemos saber quais as etapas que a matemática percorreu desde a época clássica à moderna, podemos comparar com um castelo de cartas, pois não devemos começá-lo por cima, senão é bem provável que venha a desabar, por isso é que devemos ter em mente como foi que o homem na sua evolução foi estruturando a matemática que conhecemos hoje, não devemos subestimar o poder da história, porque afinal é ela que nos conta quem somos e de onde viemos. A matemática como ciência exata, faz parte da ciência humana. Permeia todas as áreas do conhecimento, disponibilizando ao indivíduo o exercício de sua capacidade cognitiva. Desenvolve, portanto, a capacidade de compreender o mundo físico, social e cultural. Em busca do equilíbrio para suprir suas necessidades cotidianas, é dever habilitar o aluno para aprofundar conhecimentos anteriores, acrescentando conceitos novos e desenvolver mecanismos para ele analisar, explicar, prever e interferir, buscando competências para continuar aprendendo valores que permitam o exercício pleno da cidadania. A História da matemática nos revela que os povos das antigas civilizações conseguiram desenvolver os rudimentos de conhecimentos matemáticos que vieram a compor a matemática que se conhece hoje. O Estudo da Educação Matemática, ainda encontra-se em processo de construção, pode-se dizer que ele está centrado na prática pedagógica da Matemática, de forma a envolver-se com as relações entre o ensino, a aprendizagem e o conhecimento matemático. Assim a finalidade da Educação Matemática é fazer com que o estudante compreenda e se aproprie da própria Matemática concebida como um conjunto de resultados, métodos, procedimentos, valores, atitudes de natureza diversa, visando a formação integral do ser humano. A Educação Matemática dá condições ao professor de Matemática para desenvolver-se intelectual e profissionalmente, refletir sobre sua prática, além de tornar-se um educador matemático e pesquisador, que vivencie sua própria formação continuada. Um dos objetivos da disciplina Matemática é transpor, para a prática docente, o objeto matemático construído historicamente e possibilitar ao estudante ser um conhecedor desse objeto. Mas além disso é que desde 1991, iniciou-se um processo de formação continuada, para que soubéssemos quais são os objetivos desta disciplina, baseado nos textos do Currículo Básico, cuja concepção de ensino já sustentava que: - aprender Matemática é mais do que manejar fórmulas, saber fazer contas ou marcar x nas respostas: é interpretar, criar significados, construir seus próprios instrumentos para resolver problemas, estar preparado para perceber estes mesmos problemas, desenvolver o raciocínio lógico, a capacidade de conceber, projetar e transcender o imediatamente sensível (PARANÁ, 1990, p. 66). Visto que a formação de um estudante crítico, capaz de agir com autonomia nas suas relações sociais e, para isso, é preciso que ele se aproprie também de conhecimentos matemáticos. 2- OBJETIVOS GERAIS • Compreender as quatro operações fundamentais (adição, subtração, multiplicação e divisão); • Possibilitar ao aluno, atribuir sentido e significado ás idéias matemáticas; • Criar condições para que estabeleça relações entre as idéias e conceitos matemáticos; • Capacitar o educando a analisar, interpretar e aplicar os princípios matemáticos, fornecendo subsídios para ele compreender quantitativamente os fenômenos pertinentes a diversas áreas do conhecimento; • • Conhecer e utilizar corretamente a linguagem matemática; Adquirir conhecimentos básicos e oferecer um leque de oportunidades, a fim de possibilitar a integração do aluno na sociedade em que vive; • Identificar os conhecimentos de matemática e geometria como meios para compreender e transformar o mundo à sua volta estimulando o interesse, a curiosidade, a investigação e o desenvolvimento da capacidade para resolver problemas. QUADRO DE CONTEÚDOS DO ENSINO FUNDAMENTAL Sér Con ie 6º AN O teúd os Estr utur ante s/Co nteú dos Bási cos NÚ ME RO SE ÁLG EB RA GR AN DEZ AS E ME DID AS TRA TA ME NT O DA INF OR MA ÇÃ O GE FUN OM ÇÕ ETR ES IAS Sist ema s de Nu mer açã o; Nú mer os Nat urai s; Múlt iplo s e divis ores Med idas de com prim ento ; Med idas de mas sa; Med idas de área ; Med Dad os, tabe las e gráfi cos; Por cent age m. Geo metr ia Plan a; Geo metr ia Esp acia l. 7º AN O ; Pot enci açã o e radi ciaç ão; Nú mer os Frac ioná rios; Nú mer os deci mai s. idas de volu me; Med idas de tem po; Med idas de âng ulos ; Sist ema Mon etári o. Nú mer os Intei ros; Nú mer os raci onai s; Equ açã o e Ineq uaç ão do 1º Med idas de tem pera tura e âng ulos . Pes quis a Esta tísti ca; Méd ia Arit méti ca; Mod a e med iana ; Juro s sim Geo metr ia Plan a; Geo metr ia Esp acia l; Geo metr ias Não Eucl idia nas. grau ; Raz ão e prop orçã o; Reg ra de três Sim ples . 8º AN O Nú mer os Raci onai s e Irrac iona is; Sist ema s de Equ açõ es do 1º grau ; Pot ênci as; Mon ômi os e ples . Med idas de com prim ento ; Med idas de área e volu me; Med idas de âng ulos . Gráf ico e Infor maç ão; Pop ulaç ão e amo stra. Geo metr ia Plan a Geo metr ia Esp acia l; Geo metr ia Anal ítica ; Ge ome trias nãoEucl idia na. Poli nôm ios; Pro duto s Not ávei s. 9º AN O Nú mer os Rea is; Pro prie dad es dos radi cais ; Eq uaç ão do 2º grau ; Teo rem a de Pitá gora s; Equ açõ es Irrac Rel açõ es Métr icas no Triâ ngul o Ret âng ulo; Trig ono metr ia no Triâ ngul o Ret âng ulo; Noç ões de Anál ise Co mbi nató ria; Noç ões de Pro babi lida de; Esta tísti ca; Juro s Co mpo sto. Geo metr ia Plan a; Geo metr ia Esp acia l; Geo metr ia Anal ítica ; Ge ome tria Não Eucl idia na. Noç ão intui tiva de Fun ção Afim . Noç ão intui tiva de Fun ção Qua dráti ca. iona is; Equ açõ es Biqu adra das; Reg ra de Três Co mpo sta. 3- CONTEÚDOS ESPECÍFICOS 6º ANO • A história dos números (indu arábicos, romanos, etc.); • Números naturais (adição, subtração, multiplicação, divisão, potenciação, radiciação); • Resolução de situações problemas; • Ponto: conceito e representação; • Linha: classificação quanto ao formato, ao uso e figuras geométricas resultantes; • Plano: definição e uso de letras gregas; • Múltiplos de divisores; • Divisibilidade; • Números primos; • Mínimo Múltiplo Comum; • Resolução de problemas convencionais e não convencionais, dentro do conteúdo acima; • Posições relativas entre as retas; • Reta, semi-reta, segmento de reta e ponto médio; • Números racionais; • Frações equivalentes; • Adição, subtração, multiplicação, divisão, potenciação e radiciação de números racionais; • Transformação de frações em decimais; • Ângulos: falando um pouco sobre ângulo, Ângulos – elementos e representação, Medidas de ângulos, Utilizando o transferidor, Retas perpendiculares e retas paralelas, Os esquadros; • Medidas (comprimento, área, volume e massa); • Medidas: O que é medir? Comprimentos no sistema métrico decimal, Medindo superfícies, A área do retângulo, Medindo volumes, Quando usamos cada unidade?; • Percentual de Afrodescendentes no Brasil. 7º ANO • Conjunto dos números inteiros; • Representação Geométrica, reta numérica; • Operações com números inteiros, adição, subtração, multiplicação, divisão, potenciação, raiz; • Expressões com números inteiros; • Conjunto dos números racionais (positivos e negativos); • Representação geométrica, reta numérica; • Operações com números racionais, adição, subtração, multiplicação, divisão, potenciação, raiz; • Equações do 1º grau; • Sistemas de equações do 1º grau, utilizando problemas; • Razões e proporções; • Triângulos (classificação, soma dos ângulos internos e sua construção com uso do transferidor); • Regra de três simples; • Porcentagens e juros; • Quadriláteros (classificação, soma dos ângulos internos e sua construção com transferidor e compasso). 8º ANO • Revisão de conjuntos; • Raiz quadrada; • Números reais e representação geométrica;Operações com monômios (adição, subtração, multiplicação, divisão, potenciação e raiz); • Produtos notáveis; • Fatoração; • Sistemas de equações; • Ângulos; • Operações com ângulos (graus, minutos e segundos); • Ângulos complementares suplementares; • Ângulos internos e externos nos triângulos, quadriláteros e outros polígonos; • Frações algébricas; • Operações com as frações; • Equações fracionárias; • Operações com ângulos. 9º ANO • Potenciação; • Radiciação; • Equações do 2º grau completa e incompleta; • Equações do 2º grau (fracionárias, biquadradas, irracionais); • Semelhança de triângulos; • Teorema de Tales; • Relações métricas no triângulo retângulo; • Teorema de Pitágoras; • Noções de Funções Afim e Quadrática; • Trigonometria no triângulo retângulo (seno, cosseno e tangente); • Comprimento da circunferência; • Área de polígonos; • Noções de Estatística. QUADRO DE CONTEÚDOS DO ENSINO MÉDIO Séri e 1ªsé rie Cont eúdo s Estru turan tes/C onte údos Bási cos NÚ MER OS E ÁLG EBR A GRA FUN NDE ÇÕE ZAS S E MED IDA S Núm eros reais ; Equ açõe s e Ineq uaçõ es Exp onen ciais , Loga Funç ão Afim ; Funç ão Qua dráti ca; Funç ão Polin omia l; Funç GEO MET RIA S TRA TAM ENT O DA INF ORM AÇÃ O rítmi cas e Mod ulare s ão Exp onen cial; Funç ão Loga rítmi ca; Funç ão Mod ular; Prog ress ão Arit méti ca; Prog ress ão Geo métri ca. 2ªsé rie Matri zes e Dete rmin ante s;Sis tema s linea res; Funç ão Trig ono métri ca 3ªsé rie Polin ômio s; Geo metri a Esp acial Análi se Com binat ória; Prob abilid ades . Geo Binô metri mio a de Noç ões de Núm eros com plex os. Esp Newt acial on. ; Geo metri a Anal ítica; Geo metri as NãoEucli dian as. CONTEÚDOS ESPECIFICOS 1ª Série • Introdução dos Conjuntos Numéricos; • Números Naturais; • Números Inteiros; • Números Racionais; • Números Irracionais e Números Reais; • Introdução à Teoria dos Conjuntos idéias iniciais; • Subconjuntos; • Operações entre conjuntos; • Introdução ao Sistema de Coordenadas Cartesianas; • Eixo real; • O plano cartesiano; • Introdução a Funções; • Definição de função; • A representação gráfica no plano cartesiano; • Função Afim; • Sinal de uma função afim; • Função linear e proporcionalidade; • Função Quadrática; • O gráfico de uma função quadrática; • A parábola e os eixos coordenados; • O sinal de uma função quadrática; • O vértice de uma parábola; • Problemas de máximo e mínimo; • Potenciação; • Propriedades da potenciação; • Radiciação; • Potência de expoente racional; • Função Exponencial; • Equações exponenciais; • Função Logarítmica; • Logaritmos; • Propriedades operatórias dos logaritmos; • Composição e inversão de Funções; • Função composta; • Função inversa; • Função Modular; • Módulo; • Função modular. • Seqüência numérica: termo geral; • Progressão Aritmética: Classificação e representação, termo geral, interpolação, • Propriedades, soma dos n termos; • Progressão Geométrica: Classificação e representação, termo geral, interpolação, propriedades, soma dos n termos; Porcentagem; Juros simples e juros compostos. 2ª Série • Matrizes: definição e representação; Tipos de matrizes: matriz transposta, matriz inversa, igualdade de matrizes e operações com matrizes; • Determinantes: classificação, cofator de um elemento, teorema de Laplace, regra de Sarrus, determinante de uma matriz, determinante de uma matriz quadrada maior que 3; • Sistemas Lineares: Equação linear, solução e classificação, regra de Cramer, escalonamento; • Análise Combinatória: princípios de contagem, fatorial, arranjo simples, permutação simples, combinação simples; • Probabilidade: Realizar análise de dados estatísticos que envolvam cálculos probabilísticos; espaço amostral, eventos independentes, reunião de dois eventos;Retomar os cálculos que envolvem porcentagem, determinando resultados probabilísticos, bem como explorar outras formas de apresentação desses resultados; • Noções de Estatísticas: medidas, tendências, dados, freqüência, medias aritméticas, mediana e moda; • Função Trigonométrica: seno, cosseno e tangente, circunferência, números trigonométricos, transformações trigonométricas, funções trigonométricas e equações trigonométricas; • Geometria Espacial: Desenvolver a percepção intuitiva geométrica tridimensional, através das particularidades da geometria plana. 3ª Série • Geometria métrica espacial: poliedros, prismas, pirâmide, cilindro circular, cone circular e esfera; • Geometria Analítica: Introdução à Geometria Analítica na reta; Estudando a Reta no plano cartesiano; Estudando a circunferência, a elipse, a parábola e hipérbole no plano cartesiano; • Geometrias Não-Euclidianas: Perceber a necessidade das geometrias nãoEuclidianas para a compreensão de conceitos geométricos, quando analisados em planos diferentes do plano de Euclides; • Polinômios: Conceitos básicos, polinômios idênticos, divisão, dispositivo de Briot-Ruffini, decomposição em fatores; equações polinomiais ou algébricas; • Noções de Números complexos: Unidade imaginária, Potências de i, Números Complexos e Representação gráfica ; • Binômio de Newton: Fatorial, Números Binomiais e Binômio de Newton. 4- METODOLOGIA DA DISCIPLINA Procuramos nortear todo nosso trabalho numa transição do ensino tradicional, tão arraigado ainda por nós professores e pelos alunos, para uma concepção de Educação Matemática, voltada a construção do conhecimento. Propõe-se que o trabalho em sala de aula seja de modo articulado, o que ganhará significado na medida em que o desenvolvimento dos conteúdos parta das relações estabelecidas com os contextos históricos, sociais e culturais, os quais se incluam nos contextos (internos) da própria matemática. Os conteúdos estruturantes e seus desdobramentos, não devem ser apresentados de forma linear, definitiva, limitada, e nunca acabada. É preciso analisar e pensar nas formas que vamos trabalhar a matemática, pois memorizar e decorar são atos distintos, decorar implica saber reproduzir algo que nem sempre é significativo, pois dificulta a interpretação e resolução de problemas, já a memorização pode ser defendida, pois mostra que alunos que sabem a tabuada mentalmente conseguem fazer cálculos rapidamente. A abordagem dos conteúdos específicos neste nível de ensino, deve partir dos conhecimentos e experiências provenientes das vivências dos alunos e a partir daí, abordar por meio das noções preliminares permitindo assim ao aluno estabelecer as relações, percebendo e compreendendo o conteúdo explorado. Na busca de um aprendizado ativo e interativo utilizam-se várias estratégias, onde o diálogo deve ser constante e efetivo: o aluno é instigado a participar e questionar, valorizando-se as atividades coletivas que propiciem a discussão e a elaboração conjunta de idéias. As aulas expositivas são utilizadas como um momento de diálogo, de exercício da criatividade e de trabalho coletivo para a elaboração do conhecimento. Mas também com o auxílio das novas tecnologias da educação disponíveis (laboratórios do Paraná Digital e TV Multimídia) é que devemos melhorar o formato de nossas aulas, pois sabemos que ao educando de hoje, estes recursos já são bem familiares, portando devemos introduzi-los de forma a chamar-lhes a atenção com estes recursos. Sendo assim, de um modo geral, além do livro didático disponível, o professor utilizará outros recursos,tais como: jornais, revistas, internet, Livro didático público, questões do Grupo de Estudos, jogos, etc. Procurando fazer com que os alunos ampliem sua autonomia e capacidade de comunicação e argumentação, a resolução de problemas é uma estratégia onde o aluno aprende a consultar, experimentar, organizar dados e sistematizar resultados. Aspectos da história da matemática são abordados procurando não somente ilustrar o desenvolvimento e a evolução dos conceitos estudados, mas também atingindo questões de origem social. Estamos convictos de que o papel do professor de matemática deve ser o de líder-mediador entre o aluno (que traz conhecimentos não sistematizados, vinculados à realidade) e o conhecimento da matemática como ciência (conteúdo e processos sistematizados). A seleção de conteúdos a serem trabalhados pode-se dar perspectiva mais ampla, ao procurar identificá-los como formas culturais cuja assimilação é essencial para que produza novos conhecimentos, assim devendo retorná-los sempre que necessário. Dessa forma, pode-se considerar que os conteúdos envolvem explicações, formas de raciocínio, linguagens, valores, interesse e condutas. A post ura metodológica permite a apropriação de um conhecimento em Matemática mediante a configuração curricular, que promove a organização de um trabalho escolar, que se inspire e se expresse em articulações entre os conteúdos específicos pertencentes a conteúdos estruturantes diferentes, de forma que as significações sejam reforçadas, refinadas e intercomunicadas, partindo do enriquecimento e das construções de novas relações. Assim vamos abordar as atuais tendências do ensino, preocupando-se em fornecer ao aluno uma base sólida e segura, por onde ele possa transitar com confiança inovando passo-a-passo, sem perder a consistência e cair no risco de ter atividades sem objetivos claramente definidos. 5- AVALIAÇÃO Entendemos que a avaliação deve ser parte integrante do processo ensinoaprendizagem, em que o objetivo não é verificar a quantidade de informações “retidas” pelo aluno ao longo de um determinado período, já que não se concebe o ensino com a simples “transmissão do conhecimento”. Ela deve servir como um diagnóstico, oferecendo elementos para uma revisão de postura de todos os componentes desse processo ( aluno-professor-conteúdometodologia-avaliação). O aluno não pode ser encarado como um receptáculo de informações, ele é um agente de cultura, capaz de superar as convenções e promover transformações. A avaliação é a parte do processo de ensino e aprendizagem. Ela incide sobre uma grande variedade de aspectos relativos ao desempenho dos alunos, como Aquisição de conceitos, domínio de procedimentos e desenvolvimento de atitudes. Mas também devem ser avaliados aspectos como seleção e dimensionamento dos conteúdos, práticas pedagógicas, condições em que se processa o trabalho escolar e as próprias formas de avaliação. É necessário, portanto considerar a avaliação como um recurso a serviço do desenvolvimento do aluno, que o leve a assumir um compromisso com a aprendizagem. Assim podemos concluir que a avaliação acontece em 3 momentos: Diagnóstica: levantamento do conhecimento do aluno; Formativa: através de pesquisas, avaliações, atividades, participação e interesse; Somativa: avaliação processual a partir do somatório do produto do aluno. A avaliação é o processo pelo qual podemos descobrir se nossas ações e esforços estão contribuindo para o alcance dos objetivos. É o procedimento indispensável para melhorar nossa atuação e participação, no sentido da busca constante do aperfeiçoamento. Nessa perspectiva, o que devemos levar em conta não é somente o aspecto quantitativo, mas também o qualitativo, por meio do qual podemos acompanhar os resultados em função daquilo que se pretende com o aluno, a escola e com a realidade exterior. Assim, o processo educativo realiza-se com a assistência contínua do professor, que introduz os alunos na matéria de sua responsabilidade com a clara intenção de esclarecer equívocos e preencher lacunas do conhecimento trabalhado, bem como de aprofundar a compreensão, ampliação e problematização desse conhecimento, promovendo o acesso às informações necessárias e apoiando o processo dialógico pelo qual se realiza a avaliação. A avaliação é a sistemática de dados por meio da qual se determinaram as mudanças de comportamento do aluno e em que medida estas mudanças ocorrem. E deve-se levar em conta o caminho percorrido pelo aluno para chegar aos resultados, mesmo que estes não estejam corretos. O processo avaliativo deve oportunizar ao aluno o desenvolvimento de seu raciocínio lógico e uma ampliação de suas idéias e conceitos. No processo avaliativo, o professor deve fazer encaminhamentos, tais como: observação, intervenção, revisão de noções e subjetividades; isto é, buscar diversos métodos (formas escritas, orais, e de demonstração), inclusive por meio de ferramentas e equipamentos, tais como materiais manipuláveis, computador e calculadora. Dessa forma, abandonam-se a linearidade e a limitação que tem marcado as práticas avaliativas, as quais devem pressupor reflexões sobre a formação do aluno como cidadão atuante numa sociedade que agrega problemas complexos. Na avaliação, o professor deverá considerar nos registros escritos e nas manifestações orais de seus alunos os erros de raciocínio e de calculo, do ponto de vista do processo de aprendizagem. Uma avaliação que se restringe a quantificar o nível de informação que o aluno domina não é coerente com a proposta da Educação Matemática. Para ampliar sua eficácia, a avaliação deve incluir a complexa relação do aluno com o conhecimento. Isso significa interrogar em que medida o aluno atribuiu significado ao que aprendeu e consegue materializar situações que exigem raciocínio matemático. A avaliação deve ocorrer ao longo do processo de aprendizagem. Deve ser feita de diversas formas, utilizando métodos variados (provas, trabalhos, exercícios, discussões, debates, etc.). Entretanto, deve-se garantir que realmente haja uma apropriação de conteúdos, por parte do aluno, privilegiando as relações entre os vários eixos: números e álgebra, grandezas e medidas, geometrias, tratamento da informação e funções A avaliação assume um caráter formativo, favorecedor do progresso pessoal e da autonomia do aluno, integrada ao processo de ensino-aprendizagem, para permitir ao aluno consciência de seu próprio caminhar em relação ao conhecimento e ao professor controlar e melhorar suas práticas. O progresso do aluno será avaliado, abrangendo os domínios dos conceitos, das capacidades e das atitudes. O processo avaliativo terá características que permitam ao professor obter informações sobre: • conhecimento e compreensão de conceitos e procedimentos; • a capacidade para aplicar os conhecimentos na resolução de problemas do cotidiano, de matemática e de outras disciplinas; • a capacidade para utilizar a linguagem matemática para comunicar idéias; • as habilidades de pensamento como analisar, generalizar, inferir e fracionar; • a atitude em relação à matemática, em particular a sua confiança em fazer matemática, a perseverança e o cuidado na realização das tarefas e a cooperação nos trabalhos em grupo. De acordo com a Educação Matemática, a avaliação tem o papel de mediação no processo pedagógico de ensino aprendizagem, ou seja, ensino aprendizagem e avaliação precisam integrar num mesmo sistema. Portanto cabe ao professor produzir bons e adequados instrumentos avaliativos, para que a coleta de dados da aprendizagem dos nossos educandos, seja sem subterfúgios, sem enganos, sem complicações desnecessárias, sem armadilhas, tendo em mente preparar uma avaliação intencional e bem planejada, que contemplem os seguintes itens: 1. ofereçam desafios, situações-problema a serem resolvidas; 2. sejam contextualizadas, coerentes com as expectativas de ensino e as estratégias por ele empregadas; 3. possibilitem a identificação de conhecimentos do aluno e as estratégias por ele empregadas; 4. possibilitem que o aluno reflita, elabore hipóteses, expresse seu pensamento; 5. permita que o aluno aprenda com o erro; 6. exponham, com clareza, o que se pretende; 7. revelem claramente, o que e como se pretende avaliar. 7- REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Projeto Araribá: matemática/obra coletiva, concebida, desenvolvida e produzida pela Editora Moderna; editora responsável Juliane Matsubara Barroso. 1.ed. São Paulo: Moderna, 2006. ANDRINI, Álvaro. Praticando a matemática. 1. ed. São Paulo: Editora do Brasil, 2002. BIANCHINI, Edwaldo. Matemática. 1. ed. São Paulo: Editora Moderna, 2002. GIOVANNI, José Ruy. A conquista da matemática: a + nova. São Paulo: FDT, 2002. LONGEN, Adilson. Matemática. Curitiba: Positivo, 2004. PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação. Departamento de Ensino de Primeiro Grau. Currículo Básico para a Escola Pública do Paraná. Curitiba: SEED/DEPG, 1992. GOVERNO DO PARANÁ- SEED. Diretrizes Curriculares de Matemática para o Ensino Fundamental e Médio. 2008 GIOVANNI, José Ruy. PAENTE, Eduardo. Aprendendo MATEMÁTICA Novo. 1 ed. São Paulo: FTD,1999. Textos do Grupo de Estudos de Matemática 2008. 6.11 DISCIPLINA BIOLOGIA DE 1- APRESENTAÇÃO A sociedade brasileira está tomando consciência de que, sem uma educação bem estruturada, o seu futuro está comprometido. A atual conjuntura histórica e social demanda, progressivamente, uma educação de qualidade. Para responder a este desafio, torna-se necessário explicitar novos pressupostos conceituais de educação; a função histórica e social da escola, os fundamentos epistemológicos e os princípios aplicados; os novos papéis da interação professor – aluno – realidade; uma nova concepção da avaliação vinculados ao desenvolvimento e à produtividade da escola. O ato de educar é um ato essencialmente social. A ciência não é um saber neutro. É um conjunto de fatos científicos socialmente produzidos numa sociedade historicamente determinada. Buscando uma visão totalizante dos fenômenos que envolvem o campo da Biologia e na busca de uma capacitação profissional, considerada satisfatória, o ensino da Biologia não se resume a instrumentalizar o aluno apenas para a compreensão do mundo que o rodeia, mas para educá-lo para o pensamento crítico, reflexivo e capaz de tomar decisões racionais sobre questões de sua vida e dos seres vivos que com ele interagem. Compreender que o ser humano é parte integrante do ambiente e não uma espécie diferente que tem o direito de utilizar e explorar a natureza de forma irresponsável, desenvolver uma consciência ambiental visando a ação transformadora humana, analisar o desenvolvimento tecnológico – indispensável para suprir necessidades humanas – em seus aspectos positivos e negativos; consequentemente, o aluno desenvolverá o espírito crítico e capacidade de propor soluções viáveis, bem como entender a importância da biodiversidade para a manutenção da vida no planeta . Segundo Saviani, Dermeval (1986) “não basta dominar os elementos básicos e gerais do conhecimento, é preciso também explicitar como o conhecimento converte-se em potência material no processo de produção.” Deste modo deve-se mediar o ensino da Biologia propiciando aos alunos o domínio dos fundamentos das técnicas diversificadas, utilizadas no processo produtivo. O desenvolvimento da tecnologia que tem mudado o ambiente, resulta dessa característica da ciência. O aluno cria e constrói a realidade a partir do domínio dos instrumentos que produzem a sociedade moderna através do acesso aos bens culturais. Dessa forma a relação homem-natureza, a produção material para suas necessidades, deve-se tornar ponto central dos conteúdos de Biologia, a fim de carregar essa ciência de um sentido, intencionalidade, situando-a no interior de um momento histórico. “A Biologia, sendo uma ciência da vida, uma realidade em construção, é dinâmica e pode ser concebida como um processo de recriação de uma nova realidade: a luta do homem para controlar e dominar as forças da natureza, superando a fome, o frio, a doença.”(Rodrigues,Neidson). A ciência Biologia representa um incessante vir-a-ser, como afirma Demo: “ Morreria a ciência se colhesse resultados definitivos... Continuamos sempre a pesquisar, a desvendar novas facetas do real, a questionar o que já fizemos, porque acreditamos que não existe a última palavra ou seja, não há na prática a verdade, a evidência, a certeza.” 2 – OBJETIVOS GERAIS • Compreender a ciência, especialmente a biologia, como uma atividade humana, histórica, associada a aspectos de ordem social, econômica, política e cultural. • Identificar relações entre conhecimento científico, produção de tecnologia e condições de vida, no mundo de hoje e em sua evolução histórica e compreender a tecnologia como meio para suprir necessidades humanas, mas sabendo elaborar juízo sobre riscos e benefícios das práticas tecnológicas. • Compreender a natureza como uma intrincada rede de relações, um todo dinâmico, do qual o ser humano é parte integrante. Com ela interage, dela depende e nela interfere, reduzindo seu grau de dependência, mas jamais sendo independente . Identificar a condição do ser humano de agente e paciente de transformações intencionais por ele produzidas. • Relacionar degradação ambiental e agravos à saúde humana, compreendendoa como bem-estar físico, social e psicológico e não como ausência de doença. • Compreender a vida do ponto de vista biológico, como fenômeno que se manifesta de formas diversas, mas sempre como sistema organizado e integrado, que interage com o meio físico-químico através de um ciclo de matéria e de um fluxo de energia. • Compreender a diversificação das espécies como resultado de um processo evolutivo, que compreende dimensões temporais e espaciais. • Compreender que o universo é composto por elementos que agem interativamente e que é essa interação que configura o universo como universo, a natureza como algo dinâmico, o corpo como um todo integrado e que confere à célula a condição de sistema vivo. • Relacionar conceitos científicos básicos a Biologia, tais como: energia, matéria, transformação, espaço, tempo, sistema, equilíbrio dinâmico, degradação, hereditariedade e vida. • Articular conceitos dos diferentes ramos da ciência na interpretação e análise de fenômenos naturais e no embasamento da compreensão e julgamento de conquistas tecnológicas. • Obter informações e dados através de observação, experimentação e leituras de textos conceituais, combinando tais procedimentos a outros que permitam articulá-los a uma rede de idéias, sendo capaz de elaborar conceitos. • Apresentar hipóteses acerca dos fenômenos em estudo, utilizando-se de dados e articulações entre dados para validá-las ou refutá-las. • Formular questões, diagnosticar e propor soluções para problemas reais a partir de elementos da Biologia, colocando em prática conceitos, procedimentos e atitudes desenvolvidos no aprendizado escolar. • Organizar registro de dados, fatos, idéias, discussões e comunicá-los através da produção de textos, esquemas, gráficos, tabelas, etc. • Valorizar o trabalho em grupo, sendo capaz de ação crítica e cooperativa para a construção coletiva do conhecimento. • Entender o dinamismo da teia da vida, bem como, a importância de cada ser vivo para o equilíbrio ambiental. 3 – OBJETIVOS ESPECÍFICOS • Compreender como surgiu a vida em nosso planeta, suas modificações e evoluções no decorrer dos tempos. • Compreender os níveis de organização dos seres vivos, tanto a nível celular como ecológico. • Ter noções das relações ecológicas, diferenciando e conceituando os • • • • • componentes abióticos dos bióticos. Compreender a cadeia alimentar e suas relações com a teia alimentar. Compreender as relações existentes na biosfera. Reconhecer a importância, e o funcionamento das divisões celulares. Compreender a fisiologia e o metabolismo celular dos seres vivos. Entender as diferenças e associações celulares que formarão os tecidos, órgãos, sistemas, e organismo. • Compreender o processo reprodutivo, diferenciando suas fases e sua importância na reprodução humana. • Definir embriologia, compreendendo as etapas embrionárias relacionando-as com outros anexos embrionários. • Entender nossa herança genética, suas vantagens e possíveis desvantagens. • Instigar a importância dos avanços tecnológicos para a ciência. • Compreender as diferentes categorias taxonômicas no atual sistema de classificação. • Classificar os seres vivos em Reinos, diferenciando-os de acordo com a complexidade de suas estruturas. • Entender o grupo dos Vírus e destacar a sua importância medica para a vida humana. • Identificar os Reinos Monera, Protista e dos Fungos, quanto à importância ambiental e medica. • Relacionar a importância das plantas para a humanidade e manutenção da vida no planeta. • Reconhecer as plantas tóxicas e medicinais, enfatizando a sua importância na vida humana. • Conhecer os diversos Biomas Brasileiros e sua importância para as espécies endêmicas • Reconhecer o Reino Animal, com suas subdivisões, caracterizando a anatomia e fisiologia • Compreender a importância de todos os seres vivos para o equilíbrio ambiental • • • • • • • • • e do ser humano. Compreender as noções gerais na Genética Mendeliana. Aplicar as probabilidades em exercícios propostos sobre a genética mendeliana. Entender a genética pós-mendeliana (interações gênicas). Reconhecer as principais aberrações cromossômicas. Ter noções sobre aconselhamento genético. Compreender a evolução dos seres vivos, bem como as teorias evolucionistas. Identificar as formas de adaptação dos seres vivos ao meio ambiente. Reconhecer o processo de evolução humana. Entender os ciclos biogeoquímicos existentes na natureza e sua relação de interferência na vida do homem • Listar os principais desequilíbrios ecológicos, destacando seus agentes causadores. • Relacionar a ação do homem na natureza com os desequilíbrios ambientais. 4 – CONTEÚDOS ESTRUTURANTES • Organização dos seres vivos; • Mecanismos biológicos; • Biodiversidade; • Implicações dos avanços biológicos no fenômeno VIDA. 5 – CONTEÚDOS ESPECÍFICOS • Relações dos seres vivos e seu meio ambiente; • Origem da vida; • Organização dos seres vivos; • Citologia; • Histologia; • • • • • • • • • • • • Embriologia; Reprodução; Classificação dos seres vivos; Importância médica e ecológica dos vírus, moneras, protistas e fungos; Caracterização, anatomia e fisiologia dos grandes grupos animais e vegetais; Biomas ; Hereditariedade e meio ambiente; Genética; Biotecnologia e engenharia genética; Evolução; Ecologia; Desenvolvimento científico e tecnológico no campo da biologia; 6. –METODOLOGIA: A decisão de como ensinar Biologia reflete-se no fato de que a ciência não é concebida como neutra, pronta e acabada. Deve-se concebê-la como idéia de indivíduos que produzem o conhecimento e em que momento histórico a produção ocorre. Desse modo, com essa visão de ciência e de mundo, podem ser apresentadas as teorias e modelos como passíveis de serem mudadas quando não mais respondem aos problemas colocados. Dessa maneira os conteúdos devem ser distribuídos de modo a garantir a compreensão do fenômeno vida, partindo da análise da sua complexidade até chegar ao particular, procurando sempre o desenvolvimento de posturas e valores pertinentes às relações entre os seres humanos, entre eles e o meio, entre o ser humano e o conhecimento, para a formação de cidadãos capazes de pensar seu mundo e com ele interagir. Então, propõe-se uma aprendizagem onde os alunos são solicitados a criar explicações para os fenômenos em estudo, a confrontar suas explicações com o observado e com outras explicações existentes e decidindo-se sobre esta ou aquela explicação ou modelo. O professor é que orientará esse caminhar dos alunos, criando situações e oferecendo informações que permitam a elaboração de hipóteses pelos alunos, a verificação das mesmas e a possível organização de um modelo a ser conceituado. Caberá ao professor a seleção desses conteúdos, respeitando o momento do desenvolvimento desse avanço. Os conteúdos também serão trabalhados dentro de técnicas (instrumentos avaliativos) como textos, experimentos, debates, excursões, exploração do ambiente, aulas expositivas, audiovisual, jogos que assegurem uma dinâmica de aula capaz de estimular o interesse dos alunos, de instigá-los a resolver os problemas que devem emergir da própria atividade, organizada e orientada pelo professor para a compreensão de um conceito. 7 – AVALIAÇÃO A avaliação é uma diagnose do processo de trabalho, com o objetivo de explicitar o grau de compreensão da realidade, e da apreensão de conhecimento. O aluno deve ser constantemente avaliado, acompanhado pelo professor no processo ensino-aprendizagem, pois entendemos a avaliação como um processo contínuo, e isto se dará através de confronto de textos, de idéias, de conceitos, de amostras de animais, vegetais e minerais, trabalhos em grupos e individuais, produção de atividades, experimentação, análise, síntese, relato de conclusões, avaliações descritivas e/ou subjetivas etc., incentivando para que o aluno compreenda criticamente a realidade de forma contínua relacionando a seu conhecimento com o conhecimento historicamente produzido pela humanidade. O professor interage, participando do processo como orientador da aprendizagem possibilitando ao aluno dirigir-se para a apropriação do conhecimento buscando a superação das dificuldades. Desse modo avalia-se também aspectos importantes e atitudes, como espírito participativo, organização, criticidade, honestidade, pontualidade, solidariedade, responsabilidade entre outros. A auto avaliação auxilia os alunos no conhecimento de aspectos subjetivos individuais, nas descobertas e suas realizações; criando caminhos a partir de experiências vivenciadas, propondo desafios para novas descobertas com apreciação crítica do seu próprio trabalho. 7- – BIBLOIOGRAFIA: - Brasil, Ministério da Educação, Secretária de Educação Média e Tecnológica PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS: ENSINO MÉDIO. / Ministério da Educação.Secretaria de Educação Média e Tecnológica. – Brasília: Ministério da Educação, 1999. 364p. Ciências Humanas e suas tecnologias. / Secretaria de Educação Média e Tecnológica – Brasília: MEC ; SEMTEC, 2002 - PCN+ENSINO MÉDIO: ORIENTAÇÕES EDUCACIONAIS COMPLEMENTARES AOS PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS.- CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS. - DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS para a Educação das Relações Étnicos-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana, 2004 - LOPES, Sonia Godoy Bueno Carvalho. Bio volume único completo e atualizado – 11ª Ed. São Paulo: Saraiva, 2001 - PAULINO Wilson Roberto. Biologia – Volume Único – Edição Compacta – 1ª Ed. São Paulo: Ática - LUCKESI, Cipriano C. Avaliar não é julgar o aluno. Jornal do Brasil. RJ, 30 de jul. 2000 6.12 DISCIPLINA DE FÍSICA 1- APRESENTAÇÃO : O conhecimento científico compõe ao lado das demais formas de conhecimento e criação, uma das mais notáveis realizações da humanidade. Antigos registros históricos já mostravam que os seres humanos se preocupavam em entender e explicar o mundo no qual viviam. Ao longo do tempo, temos organizado muito desse entendimento e tentado, com ele construir nosso mundo. O conhecimento físico é uma das muitas faces da cultura científica, construída por incontáveis mãos e mentes, erros e acertos, necessidades e fantasias, buscas propositadas e encontros fortuitos. A Física está incorporada em nossa cultura e no aparato social e tecnológico de nossos dias, tornando-se ao mesmo tempo, um instrumento necessário para compreensão desse mundo em que vivemos e para a atuação naquele que antevemos, sendo seu conhecimento indispensável à constituição da cidadania contemporânea. Espera-se que o ensino da Física contribua para a formação de uma cultura cientifica efetiva que permita ao indivíduo a interpretação dos fatos, fenômenos e processos naturais, situando e dimensionando a interação do ser humano com a natureza como parte da própria natureza em transformação. Ao mesmo tempo, essa cultura deve incluir também a compreensão do conjunto de equipamentos e procedimentos, técnicos ou tecnológicos, que cercam o cotidiano doméstico, social e profissional de todos nós. Ao propiciar esses conhecimentos, o ensino de Física deve permitir aos indivíduos a articulação de toda uma visão de mundo, de uma compreensão dinâmica do universo, capaz de transceder nossos limites temporais e espaciais. Ao lado do caráter prático a física revela também uma dimensão filosófica, com uma beleza e importância que não devem ser subestimadas. É importante reconhecer, portanto que o conhecimento da Física em si mesmo não é o objetivo final, mas deve ser entendido como um meio, um instrumento para a compreensão do mundo, podendo ser prático, mas permitindo ultrapassar o interesse imediato, dando também condição ao indivíduo para transceder sua individualidade. Entende-se, então, que a Física deve educar para a cidadania e contribuir para o desenvolvimento de um sujeito crítico, capaz de admirar a beleza da produção científica ao longo da história. Também deve considerar a dimensão do conhecimento sobre o universo de fenômenos e fazer perceber a não-neutralidade de sua produção, mas aspectos sociais, políticos, econômicos e culturais, seu comprometimento e envolvimento com as estruturas que representam tais aspectos. 2- OBJETIVOS GERAIS : • Aprender Física partindo de idéias e fenômenos que fazem parte de contexto do aluno, possibilitando analisar o senso comum, fortalecer os conceitos científicos na sua experiência de vida, de forma a desenvolver um cidadão capaz de compreender e interagir com a realidade; • desenvolver o conhecimento científico, filosófico e artístico, bem como a dimensão histórica da Física de maneira contextualizada, ou seja, numa linguagem que aproxime esses saberes da sua realidade; • desenvolver habilidades para medir e quantificar, identificando os parâmetros relevantes, reunindo e analisando dados, propondo conclusões; • compreender conceitos, leis, teorias e modelos mais importantes e gerais da Física, que permitam uma visão global dos processos que ocorrem na natureza e proporcionem uma formação científica básica; • aplicar conceitos,leis, teorias e modelos trabalhados em sala de aula a situações cotidianas próximas da realidade social, tecnológica e ambiental; • identificar movimentos presentes no dia a dia; • classificar diferentes formas de energia presentes no uso cotidiano, observando suas transformações e suas regularidades; • reconhecer diferentes aparelhos elétricos e classifica-los segundo sua função; • desenvolver valores e atitudes próprios do trabalho científico, tais como a busca de informações, o “olhar” crítico, a necessidade de verificação das hipóteses e a procura de novas idéias; • desenvolver atitudes positivas e o gosto pela Física e sua aprendizagem, bem como o potencial, o interesse e a autoconfiança em realizar atividades vinculadas à ciência; • identificar problemas a serem resolvidos, estimular a observação, a 3• • • classificação e a organização dos fatos e fenômenos à nossa volta, segundo os aspectos físicos e funcionais relevantes. CONTEÚDOS ESTRUTURANTES MOVIMENTO TERMODINÂMICA ELETROMAGNETISMO CONTEÚDOS BÁSICOS 1ª SÉRIE • Introdução • Descrição de Movimentos • • • • • • • • • • Movimento Uniforme Movimento Uniformemente Variado; Cinemática Vetorial Movimento Circular Uniforme Leis de Newton Atrito Energia, Trabalho e Potência Conservação da Energia Mecânica Conservação da Quantidade de Movimento Equilíbrio Estático dos Sólidos 2ª SÉRIE • Temperatura • Dilatação térmica • Calor • Termodinâmica • Introdução à Óptica Geométrica • Espelhos (planos e esféricos) • Refração da Luz • Lentes esféricas e aplicações • Ondas • Natureza do som e da luz 3ª SÉRIE • Introdução à eletricidade • Campo Elétrico • Potencial Elétrica • Corrente Elétrica • Potência Elétrica e associação de resistores • Geradores e circuitos elétricos • Campo Magnético • Corrente elétrica e campo magnético • Indução eletromagnética • Física Moderna 4- CONTEÚDOS ESPECIFÍCOS 1ª SÉRIE • -O que é física; • - Grandezas físicas e unidades; • - Algarismos significativos; • -Notação científica; • - Medidas de intervalos de tempo e comprimento; • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • - Movimento e repouso; - Partícula e ponto material; - Trajetória; - Velocidade média - Velocidade instantânea; - Aceleração média; - Movimento acelerado e retardado; - Função horária do M.U.; Gráficos do movimento uniforme. Funções horárias do M.U.V. - Equação de Torricelli; - Gráficos do M.U.V. e suas propriedades; - Grandezas escalares e vetoriais; - Vetor deslocamento; - Vetor velocidade; - Vetor aceleração - Período e freqüência do M.C.U. - Aceleração do M.C.U. - Posição angular; - Velocidade angular; Função horária angular do M.C.U. Noção de força; - Força resultante; - Primeira lei de Newton ou Princípio da Inércia; - Segunda lei de Newton ou Princípio fundamental da Dinâmica; - Força peso - Terceira lei de Newton ou Princípio fundamental da ação e reação - Atrito estático e dinâmico; - Trabalho de uma força constante; - Trabalho motor e trabalho resistente; - Trabalho da força peso; - Propriedades do gráfico F x d; -Potência. Teorema da Energia Cinética; - Energia Potencial; - Energia Potencial gravitacional; - Energia Potencial Elástica; - Energia Mecânica; - Quantidade de Movimento; - Impulso de uma força; • • • • • • - Teorema do impulso; - Principio da conservação da quantidade de movimento; - Momento de uma força; - Equilíbrio estático; - Centro de massa e centro de gravidade; - Tipos de equilíbrio. 2ª SÉRIE • -Equilíbrio térmico; • - Medida da temperatura; • - Conversão das escalas termométricas; • - Dilatação linear; • - Dilatação superficial e volumétrica; • - Aplicações práticas da dilatação térmica; • - Dilatação dos líquidos; • -Dilatação anômala da água. • - Equilíbrio térmico; • - Propagação do calor; • - Trocas de calor; • - Calor sensível e calor latente; • - Modelo de um gás perfeito; • - Equação de Clapeyron; • Transformações gasosas; • - Trabalho nas transformações gasosas; • - Primeira lei da termodinâmica; • - Segunda lei da termodinâmica • - Ciclo de Carnot • -Entropia. • - Raio de luz e feixe de luz; • - Meios ópticos; • - Princípio da propagação retilínea da luz; • - Reflexão; • -Espelhos planos; • - Definição e elementos de um espelho esférico; • - Construção geométrica de imagens; • - Equação dos espelhos esféricos. • - Velocidade da luz; • - Índice de refração; • - Leis da refração; • - Prisma e dispersão da luz; • -ângulo limite e reflexão total. • • • • • • • • • • • • • • • • - Comportamento óptico das lentes; - Lentes esféricas delgadas; - Construção geométrica de imagens em lentes; - Equação das lentes esféricas; - Aplicações das lentes esféricas; - Defeitos de visão; - Natureza das ondas; - Ondas longitudinais e transversais; - Ondas periódicas; - Fenômenos ondulatórios; - Ondas estacionárias; - Ondas sonoras; - Velocidade do som; - Qualidades fisiológica do som; - Ondas luminosas; - Difração da luz 3ª SÉRIE • -Eletrização e carga elétrica; • - Condutores, isolantes e processos de eletrização; • - Detectores eletrostáticos; • - Lei de Coulomb (medida da carga elétrica); • - Conceito de campo; • - Vetor campo elétrico; • - Campo de uma partícula eletricamente carregada; • - Campo de um condutor esférico carregado; • - Linhas de força de condutores eletricamente carregados. • -Potencial elétrico; • - Potencial elétrico em campo gerado por uma partícula pontual; • - Diferença de potencial e trabalho em um campo elétrico; • - Potencial elétrico em campo uniforme; • - Superfícies equipotenciais; • - Potencial elétrico em uma esfera condutora; • - Conceito de capacidade; • -Capacidade de uma associação de condutores; • - Conceito de corrente elétrica; • - Intensidade e sentido da corrente elétrica; • - Diferença de potencial e corrente elétrica; • \- Resistência elétrica e Lei de Ohm; • - Resistores; • - Potência elétrica dissipada em um resistor; • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • - Resistividade; - Associação de resistores; - Geradores químicos e fora eletromotriz; - Equação do gerador - Potência e rendimento de um gerador; -Circuitos elétricos de corrente contínua; - Introdução a campo magnético; - Características dos imãs; - Campo magnético; - Força sobre condutores percorridos por corrente elétrica; -Espira percorrida por corrente elétrica – Efeito motor. - A experiência de Orsted; - Lei de Ampère; - Interação eletromagnética entre condutores paralelos; - Espiras e solenóides; - Fluxo do campo magnético; - Indução eletromagnética (Lei de Faraday); - Lei de Lenz; - Geradores eletromagnéticos e corrente alternada; - Transformador; 5- METODOLOGIA: A aprendizagem científica realiza-se por meio das transformações conceituais que se produzem no indivíduo. Isto acontece por meio da qualidade do saber com função prática na vida a que ele tenha acesso. Para despertar o interesse do educando, precisamos ficar atentos às mudanças ao nosso redor, fazendo constante análise dos objetivos que a sociedade espera do ensino nas escolas, para manter a educação lado a lado com a realidade, abordando pontos importantes para o momento. Ninguém pode ensinar verdadeiramente se não ensina alguma coisa que seja verdadeira ou válida aos próprios olhos. Como educador, o professor deve empregar maneiras agradáveis e eficientes de formar pessoas críticas, que saibam aproveitar cada assunto estudado, não se comportando como meros repetidores do que foi ensinado em aula. O professor dentro do construtivismo deve estimular o aluno a perguntar, a construir, devendo relacionar os conteúdos com situações concretas da vida, tendo a preocupação de que o ensino de Física não se reduza a uma matemática aplicada; onde o aluno se perde e esquece o conteúdo que está sendo trabalhado. Professor e estudantes devem compartilhar na busca da aprendizagem que ocorre quando novas informações interagem com o conhecimento prévio do sujeito e, simultaneamente, adicionam, diferenciam, integram, modificam e enriquecem o saber já existente, inclusive com a possibilidade de substituí-lo. O ensino de Física deve promover o livre diálogo entre idéias científicas e as idéias dos alunos, dando assim novas dimensões ao trabalho realizado em sala de aula. O resultado é que o aluno é levado a seguir uma lógica viva de descoberta em vez da estática de organização do já conhecido. Os conteúdos devem ser trabalhados levando em conta o conhecimento prévio dos estudantes e sua relação com os fatos do cotidiano como também as experiências por eles vividas. Procedimentos utilizados: • Aulas expositivas; • Brainstroming; • Aulas experimentais; • Apresentação de trabalhos e debates; • Seminários e palestras; • Visitas técnicas; • Recursos audiovisuais. 6- AVALIAÇÃO: A avaliação deve ser essencialmente formativa, contínua e processual, vista como um instrumento dinâmico de acompanhamento pedagógico do aluno e do trabalho do professor. Diante disso, não podemos avaliar o aluno por uma simples prova escrita, limitando seus meios e estratégias de demonstrar o conhecimento. O aluno deve ser frequentemente solicitado a participar e a criar; uma prova não é suficiente para sintetizar tudo que ele viveu, pensou e aprendeu. Logo, é necessário repensar os instrumentos de avaliação que devem envolver, o mais amplamente possível, todo o trabalho realizado. Nesse sentido, tanto o desempenho cognitivo como as atitudes dos alunos serão avaliados. O processo de avaliação do aluno pode ser descrito a partir da observação contínua de sala de aula, da produção de trabalhos individuais ou em grupos, da elaboração de relatórios de atividades e experiências vivenciadas em classe, ou mesmo de provas e testes que sintetizem um determinado assunto. A observação permite ao professor obter informações tanto sobre as habilidades cognitivas como também sobre os procedimentos utilizados pelos alunos para resolver diferentes situações problema e suas atitudes em relação ao conhecimento físico. A partir dos resultados das provas ou testes escritos, o professor poderá identificar os progressos e as dificuldades dos alunos, utilizando essas informações para recuperar ou avançar o processo de ensino-aprendizagem. Em nenhum momento esses instrumentos devem ser utilizados como promoção ou punição dos alunos diante do grupo. Em resumo, a avaliação deve ser concebida como: • um conjunto de ações que permite ao professor rever sua prática pedagógica • um conjunto de ações que possibilita ao aluno identificar seus avanços e suas dificuldades, levando-o a buscar caminhos para solucioná-las • um elemento integrador entre ensino e aprendizagem. • um instrumento que vise o aperfeiçoamento do processo de ensinoaprendizagem em um ambiente de confiança e naturalidade. No entanto, a avaliação não poderá ser usada para classificar os alunos com uma nota, com objetivo de testar o aluno ou mesmo puni-lo, mas sim de auxiliá-lo na aprendizagem. Ou seja trata-se de tomá-la como instrumento para intervir no processo de aprendizagem do estudante, cuja finalidade é sempre seu crescimento. 7- BIBLIOGRAFIA: ALMEIDA, M. J. P. M. de; Silva H. C. da; Babichak, C. C. O Movimento, a Mecânica e a Física no Ensino Médio. Revista Brasileira de Ensino de Física. V: 21, nº1,1999. Pág 195-201. ARAUJO, I. L. Introdução à filosofia da ciência. Curitiba: Ed. UFPR, 2003 BONJORNO, R. A. Física Completa. 2ªed. São Paulo: Editora FTD, 2001. CARRON W. e GUIMARÃES O. Física – Vol. Único- 2ª ed. São Paulo: Editora Moderna. Diretrizes Curriculares de Física para o Ensino Médio – Versão Preliminar – julho, 2006. Diretrizes Curriculares da Rede Pública de Educação Básica do Estado do Paraná – SEED – Curitiba, 2006. GREF. Grupo de Re-elaboração de Ensino de Física. Coleção do professor. São Paulo: Edusp, 1993. Livro Didático Público – Física / vários autores. Curitiba: SEED – PR, 2006. PARANÁ, Secretaria de Estado da Educação, Diretrizes Curriculares para o Ensino Médio. Curitiba. SEED 2008 MALDANER, O. A. A formação inicial e continuada de professores de Química; Professor/ Pesquisador 2ª ed. Ijuí: Editora Unijui, 2003 p.120. MOREIRA, M. A. Ensino de Física no Brasil: Retrospectiva e perspectivas. Revista Brasileira de Ensino de Física. V:22, nº1, 2000, pág. 91-99. VÁRIOS AUTORES: Física- Ensino Médio. Curitiba, SEED-PR,2008. 6.13 QÚIMICA 1-APRESENTAÇÃO DISCIPLINA DE A Química é uma disciplina essencial nos currículos da escola básica, pois é a ciência que estuda a matéria, suas propriedades, transformações e a energia envolvida nesses processos. Ela nos dá uma visão geral de todo processo produtivo (matéria-prima, transformação e energia) que gere a sociedade capitalista. Segundo CHASSOT a química está presente em todo processo de desenvolvimento das civilizações. Desde os primórdios da história, o homem vem acumulando conceitos de química, quando ao dominarem o fogo realizaram a primeira reação química de combustão ou, quando utilizando conhecimentos básicos produziram metais. Na antiguidade, povos já usavam o conhecimento de destilação e fermentação e outros trabalharam o ferro e construíram armas e instrumentos agrícolas. Na Idade Média destacou-se a chamada alquimia, através da busca do prolongamento da vida e da transformação de metais em ouro. Neste período, decorrente dos diversos problemas de saúde, houve um avanço nos estudos para cura de doenças, utilizando-se de substâncias minerais. Na Idade Moderna, os estudos realizados por Paracelso contribuíram para o nascimento da latroquímica, sendo esta relacionada com as crenças religiosas e, os estudos realizados por Lavoisier são referência para a química moderna da época. Com o processo da Revolução Industrial, ocorreu o desenvolvimento da indústria química, principalmente na solução de problemas referentes à indústria têxtil. Estudos posteriores sobre a teoria atômica criaram a base para o desenvolvimento da Química como ciência no século XIX, estando atrelada ao modo de produção capitalista e aos interesses econômicos vigentes no período. Definiramse as teorias atômicas, a sistematização dos elementos químicos, a criação do plástico e da fibra artificial. “ As ciências esforçavam-se na resolução de problemas ligados à produção, e dessa forma, os avanços mais expressivos se deram na Química, que era a ciência intimamente ligada à prática de oficina e interesses da indústria.” (HOBSBAWM,1982,p.34). No século XX a Química, bem como outros ciências naturais, apresentaram um grande desenvolvimento nas indústrias de: medicamentos, bélica, estudos nucleares, mecânica quântica, dentre outros; devido à necessidade de alguns países de garantir seus poderes por causa das tensões vividas naquele século. O conhecimento químico gere a sociedade atual e ele pode ou não ser aplicado a favor da vida. De um lado temos descobertas importantes como a quimioterapia e a radioterapia na cura do câncer, por outro lado, temos as bombas atômicas e armas nucleares que tiram a vida em questão de segundos. A química enquanto ciência, estrutura através de teorias, os conhecimentos e interpretações que o homem adquire da natureza, reagrupa a multiplicidade das observações e experiências em relação às transformações da matéria, da procura de novas fontes de energia, do entendimento dos mecanismos de vida e leva a compreender seu meio e as grandes forças que o dominam. A história da Química deve permear todo o ensino, possibilitando a compreensão do processo de elaboração desses conhecimentos com seus avanços, erros e conflitos e assim poder julgar mais fundamentadamente as informações advindas da tradição cultural, da mídia e da escola e tomar suas próprias decisões. O objetivo da disciplina é formar um aluno que se aproprie dos conhecimentos químicos e também seja capaz de refletir criticamente sobre o período histórico atual. Pensar a química não é algo muito fácil, mas é de fundamental importância para a manutenção e melhoria da qualidade de vida na sociedade e no meio onde vivemos. Visto que a escola está inserida na zona rural do município, cuja economia gira em torno da produção agrícola, com pequenas propriedades familiares, tendo poucas incidências de indústrias e com atividades comerciais e que, as condições básicas de moradia e saneamento da maioria das famílias da comunidade escolar são precárias, o ensino de química deve priorizar a produção agrícola, esclarecendo sobre melhores formas de produção e transformação da matéria para fornecimento ao mercado, tentando melhorar a qualidade de vida através, por exemplo, do tratamento da água de consumo, buscando uma comunidade auto-sustentável. 2- OBJETIVOS GERAIS • Formar um aluno que se aproprie dos conhecimentos químicos e também seja capaz de refletir sobre o período histórico atual; • Motivar os alunos de maneira adequada a fim de que os conceitos e os princípios fundamentais da química sejam assimilados satisfatoriamente, preparando-os para continuar os estudos em nível superior e/ou resolver questões do cotidiano; • Apreender as transformações químicas a nível macro e microscópico; • Expressar e fundamentar opiniões próprias sobre conhecimento químico e respeitar a opinião dos outros; • Ter autonomia e iniciativa na busca de informações e na resolução de problemas no cotidiano escolar e familiar; • Assumir responsabilidade pelas iniciativas tomadas; • Refletir e ponderar sobre situações problemáticas em química e tecnologia no dia-a-dia. 3 – OBJETIVOS ESPECÍFICOS • Analisar os materiais que fazem parte do cotidiano; • Compreender como a natureza conseguiu formar a diversidade de materiais; • Entender a transformação dos materiais em geral com liberação de energia; • Compreender o átomo e a revolução da medicina que causou quando estudado microscopicamente; • Decidir sobre a melhor forma de utilização da matéria; • Relacionar a classificação dos elementos com as propriedades e funções dos mesmos; • Entender a distribuição eletrônica e a sua atuação na formação das substâncias; • Saber que as ligações químicas são fundamentais para a existência das diferentes substâncias e formas de vida; • Conceituar os elementos químicos e compreender suas particularidades e usos na formulação de perfumes, produtos de limpeza, fibra ótica, fertilizantes, agrotóxicos, etc; • Compreender as características de cada grupo de função química e relacionálos co os produtos presentes no cotidiano; • Fazer correção de solo; • Perceber a importância do cálculo e do grau na formulação de medicamentos; • Nomear, escrever as fórmulas e apresentar as aplicações essenciais dos principais ácidos, bases, sais e óxidos; • Avaliar o papel dos óxidos na poluição e no aquecimento global; • Estudar as relações que as reações como a fotossíntese, respiração e combustão têm com o nosso dia-a-dia; • Fazer o balanceamento de equações, ou seja, utilizar quantidades exatas de reagentes na obtenção de determinados produtos; • Estabelecer relações quantitativas entre as grandezas: massa, massa molar, massa atômica, molecular,etc.; • Interpretar dados sobre as concentrações de soluções e perceber a importância e algumas características das soluções usadas no dia-a-dia; • Relacionar as propriedades dos colóides a fenômenos da natureza; • Diferenciar os fenômenos da evaporação e ebulição e caracterizar o conceito de pressão de vapor; • Descrever, utilizando a linguagem discursiva, esquemas ou gráficos, procurando estabelecer relações com os fenômenos da natureza e do cotidiano; • Calcular a variação de entalpia de reações por intermédio de gráficos de energia, tabelas ou equações termoquímicas e classificar essas reações quanto a energia absorvida ou liberada; • Explicar, pela teoria das colisões moleculares, os fatores que influem na rapidez de uma reação temperatura, concentração,etc.; • Avaliar a influencia da temperatura, do catalisador, da superfície de contato e da concentração de reagentes nos processos químicos do cotidiano; • Prever a possibilidade de ocorrência de uma reação espontânea; • Descrever a eletrólise e galvanoplastia; • Identificar o estado de equilíbrio por meio da análise de gráficos de concentração de reagentes e produtos em função do tempo; • Identificar os principais fatores que podem alterar um sistema químico em equilíbrio; • Analisar o grau de acidez na chuva ácida, no derramamento de substâncias na água e no solo (principalmente a questão dos agrotóxicos), na ação de biomoléculas e medicamentos; • Reconhecer que a radioatividade é um fenômeno nuclear; • Reconhecer no cotidiano, aplicações importantes de energia nuclear na medicina, agricultura, etc. • Reconhecer a importância da química orgânica nos dias atuais; • Caracterizar as principais diferenças entre os compostos orgânicos e inorgânicos; • Formular e nomear os principais hidrocarbonetos e outros compostos orgânicos, usando a nomenclatura usual e a reconhecida pela IUPAC; • Reconhecer os principais usos e aplicações industriais das substâncias: metanol, etanol, propanona, etc.; • Apontar a importância do petróleo como fonte de energia e matéria-prima para a fabricação de vários materiais; • Reconhecer que os óleos e gorduras pertencem ao grupo dos glicerídeos e são substâncias formadas por glicerol (glicerina) e ácidos graxos; • Entender as fórmulas representativas de aminoácidos e que as proteínas são formadas por grupamentos de aminoácidos; • Diferenciar os polímeros dos artificiais; • Dispor as equações de algumas reações importantes dos hidrocarbonetos, ácoois e ácidos carboxílicos: combustão, oxidação, substituição, adição, desidratação e esterificação; • Reconhecer a importância dessas reações no processo de transformação das matérias-primas; 3- CONTEÚDOS 1º ANO MATÉRIA E SUA NATUREZA E BIOQUÍMICA Matéria e Energia • Introdução ao estudo da Química • Propriedades da matéria • Substâncias e Misturas • Métodos de separação • Fenômeno e Reação Química • A matéria Estudo do Átomo • Estrutura atômica • Modelos Atômicos • Configuração eletrônica Tabela Periódica • Classificação dos elementos químicos • Propriedades dos elementos químicos Ligações Químicas • Ligações químicas: Iônicas, Covalente e Molecular Funções Químicas Inorgânicas • Ácidos, bases, sais e óxidos Reações Químicas, Cálculos e Massa Atômica e Molecular • Reações químicas • Cálculos estequiométricos: lei volumétrica e grau de pureza • Massa atômica, molar e molecular 2º ANO BIOGEOQUÍMICA Soluções e Colóides • Tipos de soluções • Concentração das soluções • Análise química e volumétrica • Colóides: classificação Propriedades Coligativas • Pressão e ponto de ebulição • Efeitos Coligativos: osmoscopia, crioscopis, ebulioscopia e tonoscopia Termoquímica • Entalpia e sua variação • Reações endotérmicas e exotérmicas Cinética Química • Velocidade das reações químicas • Ocorrência de reações químicas • Catalisadores Eletroquímica • • • • Pilhas Eletrólise Corrosão e proteção de materiais Peças eletrônicas Equilíbrios Químicos • Grau de equilíbrio • • • • • • • Deslocamento de equilíbrio químico Os sais e a previsão do tempo Radioatividade Leis Transmutações Fenômenos Radioativos Energia nuclear, bombas nucleares, raio X 3º ANO QUÍMICA SINTÉTICA Química Orgânica • Histórico • Compostos orgânicos e classificação Funções Orgânicas • Hidrocarbonetos, haletos, alcoóis, aldeídos, cetonas, ácidos carboxílicos, ésteres, éteres, aminas, amidas, anidridos, nitrocompostos. Compostos Orgânicos Naturais • Petróleo, proteínas, vitaminas, lipídios e glicídios Polímeros • • Polimerização Plásticos, roupas, borracha Reações Orgânicas • Reações de adição, substituição, eliminação, redução, oxidação, • 4- combustão e esterificação Filtros solares, ressonância magnética METODOLOGIA É importante que o processo de ensino-aprendizagem parta do conhecimento prévio dos estudantes, onde se incluem as concepções alternativas (idéias préconcebidas sobre o conhecimento de química) ou concepções espontâneas, a partir das quais será elaborado um conceito científico. O conceito químico deve estar interligado com os demais campos do conhecimento em especial à vida humana a fim de julgar mais profundamente as informações advindas da tradição cultural, da mídia e da escola para poder tomar suas próprias decisões enquanto indivíduo e cidadão. Para tanto, os conteúdos que abrangem de forma inter-relacionadas, fatos, conceitos, procedimentos, atitudes e valores devem ser trabalhados no primeiro momento, utilizando-se da vivência dos alunos e dos fatos do dia-a-dia, buscando reconstruir os conhecimentos químicos que permitem refazer essas leituras de mundo, com fundamentação na ciência e nas inter- relações com energia e tempo, priorizando a atividade intelectual com base em experiências reais. Os experimentos podem ser o ponto de partida para desenvolver a compreensão dos conceitos ou a percepção de sua relação com as idéias discutidas em aula,propiciando aos estudantes uma reflexão sobre a teoria e a prática e, ao mesmo tempo,permitindo que o professor perceba as dúvidas de seus alunos. Outros aspectos metodológicos são o áudio visual envolvendo período de discussão pré e pós-atividade facilitando a construção e a ampliação dos conceitos, a informática como fonte de dados e informações, leituras e interpretações de diversos textos, atividades diversas em sala de aula, pesquisas bibliográficas, apresentação de seminários, aulas expositivas, debates, simuladores, etc. A estratégica metodológica que tem sido recomendada é a abordagem que discuta aspectos sócio-científicos, ou seja, questões ambientais, políticas, econômicas, éticas, sociais e culturais relativas a ciência e a tecnologia. Dessa forma, as atividades além da coleta de dados obtidos em demonstrações, em visitas, em relatórios de experimentos ou no laboratório, devem enfatizar a análise desses dados, para que através de trabalhos e discussões em grupo se possam atingir conceitos e a sensibilização para um comprometimento com a vida no planeta. 5- AVALIAÇÃO A avaliação é um elemento do processo de ensino e não possui uma finalidade em si mesma, deve subsidiar e mesmo redirecionar o curso da ação do professor no processo ensino-aprendizagem, tendo em vista garantir a qualidade do processo educacional desenvolvido no coletivo da escola. Informa ao professor o que foi apreendido pelo estudante e ao estudante quis são seus avanços, dificuldades e possibilidades. Nesse entendimento a avaliação deve ser concebida de forma processual e formativa, sob as condicionantes do diagnóstico e da continuidade. Esse processo ocorre por meio de interações recíprocas, no dia-a-dia, no transcorrer da própria aula e não apenas de modo pontual, portanto sujeita a alterações no seu desenvolvimento. A avaliação exige do professor e da escola a lembrança de que tem em mãos um ser humano em formação e que desta forma a escola precisa se estruturar para alcançar os anseios e desejos dos alunos. Visto desta forma, o ato de avaliar deve criar possibilidades de reflexão, tornando o aluno ator e autor de sua aprendizagem. Destaca que o aluno tem grande responsabilidade sobre sua aprendizagem e que isso deve ser ressaltado para que se forme uma consciência reflexiva. Em Química, o principal critério de avaliação é a formação de conceitos científicos. O processo de “construção e reconstrução de significados dos conceitos científicos” (MALDANER, 2003, P. 144) se dá a partir de uma ação pedagógica em que a partir dos conhecimentos anteriores dos alunos seja permitido aos mesmos o entendimento e a interação com a dinâmica dos fenômenos naturais por meio de conceitos químicos. O professor pode utilizar instrumentos de avaliação: provas escritas, leitura e interpretação de textos, produção de textos, leitura e interpretação da tabela periódica, pesquisas bibliográficas, relatórios de aulas em laboratório, apresentação de seminários, simuladores na informática, análise de erros, auto-avaliação, observações, entre outros. Esses instrumentos devem ser selecionados de acordo com cada conteúdo e objetivo de ensino. Em relação à leitura de mundo, pretende-se que o aluno possa posicionar-se criticamente nos debates conceituais, articulando o conhecimento químico às questões sociais, econômicas e políticas, ou seja, a construção coletiva do conhecimento a partir do ensino, da aprendizagem e da avaliação. A avaliação deverá fornecer o processo pessoal do aluno no domínio de conceitos, capacidade e atitudes, habilidades e valores provenientes dos conteúdos de aprendizagem, na capacidade de criação, na iniciativa em se tomar decisões, realizar pesquisas e analisar os elementos que a natureza apresenta e que são significativos e favorecedores do crescimento pessoal. Tal prática avaliativa requer um professor que compreenda a concepção de ensino de Química na perspectiva crítica e que os critérios e formas de avaliação estejam bem claros para os alunos, como direito que têm de acompanhar todo o processo. 6- BIBLIOGRAFIA CARVALHO, Geraldo Camargo de e SOUZA, Celso Lopes de. Química para o ensino médio. São Paulo: Scipione, 2003. SARDELLA, Antônio. Química – série novo ensino médio. São Paulo: Ática, 2002. USBERCO, João e SALVADOR, Edgard. Química essencial. São Paulo: Saraiva, 2001. PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS DIRETRIZES CURRICULARES DE QUÍMICA PARA O ENSINO MÉDIO. SEED, 2006. Vários autores. Química – Ensino Médio. Curitiba: SEED,2006. 6.14 CURRICULAR DISCIPLINA SOCIOLOGIA 1 – APRESENTAÇÃO: PROPOSTA DA DE A Sociologia é fruto do seu tempo, um tempo de grandes transformações sociais que trouxeram a necessidade de a sociedade e a ciência serem pensadas. Nesta encruzilhada da ciência, reconhecida como saber legítimo e verdadeiro, a cuja fonte de riqueza social provinha do trabalho fabril, suscita pensar: por que as sociedades a clamar mudanças e a absorvê-las, nasceu a Sociologia. Portanto, no auge da modernidade do século XIX surge, na Europa, uma ciência disposta a dar conta das questões sociais, que porta os arroubos da juventude e forja sua e cultural da sociedade moderna têm raízes muito próximas e não podem ser pretensa maturidade científica na crueza dos acontecimentos históricos sem muito imputadas apenas aos acontecimentos externos, uma vez que se tratam de tempo para digeri-los. (DCE- 2008) O contexto de nascimento da Sociologia como disciplina científica é marcado pelas consequências de três grandes revoluções: uma política, a Revolução Francesa de 1789; uma social, a Revolução Industrial e uma revolução na ciência, moderno e ainda hoje embasa os Estados democráticos. Assolado por crises sociais, que se firma com o Iluminismo, com sua fé na razão e no progresso da civilização. o capitalismo liberal confirma os empresários industriais e o proletariado urbano .Esses acontecimentos conjugados – a queda do Antigo Regime e a ascensão da democracia; a industrialização expandida pelas máquinas e a concentração de trabalhadores nas cidades; e a admissão de um método científico propiciado pelo Iluminismo, o racionalismo e o positivismo delineassem uma sociedade, como uma necessidade histórica. Inicialmente, um pensamento de cunho conservador desenhasse mais como uma forma cultural de concepção do mundo, uma filosofia social preocupada em questionar a gênese da sociedade e a sua evolução. Frente aos novos problemas sociais gerados com o avanço tecnológico e com a modificação gradual das formas de comunicação, o homem e a sociedade em geral vê-se forçado a analisar as consequências e os rumos que tomarão a nossa sociedade e a humanidade, enquanto composta pôr membros que agem segundo valores válidos para o grupo. Ao analisar a sociedade enquanto um organismo complexo, que sofre modificações instantaneamente, agindo o grupo sobre o indivíduo e o indivíduo sobre o grupo, consolidando deste modo formas de relacionamento, modos de produção e exploração do indivíduo, além da modificação e ruptura de valores éticos-morais e religiosos que acabam pôr deixar o indivíduo sem saber como agir. Como toda sociedade está baseada nos novos meios de produção, a técnica e a mecanização acabam pôr alterar as formas de organização do grupo, dado que o sistema capitalista valoriza o aumento da produção, acirrando a disputa e a competitividade, afastando o aspecto humano das relações, tornando tanto o saber quanto o homem, um objeto a ser explorado. Frente ao agir socialmente, onde compartilhar condições e situações, praticar ações e relações que são interdependentes e se influenciam reciprocamente colocam o ser humano em total mudança, cabe a Sociologia proporcionar aos educandos condições de conhecer, refletir e dar novos rumos aos problemas existentes no meio social onde habitam. No Brasil, a Sociologia repica os primeiros acordes de análise positiva. Florestan Fernandes (1976), ao traçar três épocas de desenvolvimento da reflexão sociológica na sociedade brasileira, considera aquela a primeira época, uma conexão episódica entre o direito e a sociedade, a literatura e o contexto histórico. A segunda é caracterizada pelo pensamento racional como forma de consciência social das condições da sociedade, nas primeiras décadas do século XX; a terceira época, em meados do século XX, é marcada pela subordinação do estudo dos fenômenos sociais aos padrões de cientificidade do trabalho intelectual com influência das tendências metodológicas em países europeus e nos Estados Unidos. A trajetória da produção sociológica brasileira é uma prova de que ela se constitui disciplina no debate entre diferentes concepções teóricas responsáveis por respostas a questões que a sociedade se coloca em momentos diversos e, por isso, não está livre de contradições. A história das Ciências Sociais, no Brasil, atesta a vitória de uma estratégia de afirmação quando o quadro social e político do país era adverso, apontam Vianna, Carvalho e Melo (1995). A Sociologia demonstra, paradoxalmente, que as condições de democracia para uma ciência com baixo prestígio social e mercado profissional escasso não foram decisórias, pois ela se cria e se expande sob a égide de duas ditaduras: a dos anos trinta e a dos anos sessenta. A Sociologia ingressa primeiramente no sistema de ensino, em 1891, com a reforma educacional protagonizada por Benjamin Constant, e aparece sob o título de Sociologia e Moral, pré-formatado pelo espírito positivista reinante na ciência e na sociedade. Durou apenas um ano como disciplina obrigatória. Antes disso, as menções às nova ciência eram ocasionais à obra de Conte, nas Escolas da Marinha e Politécnica, nas Faculdades de Medicina e, sobretudo, nas de Direito. O reaparecimento da Sociologia ocorre duas décadas depois, em 1925, quando a Reforma Rocha Vaz passou a exigir como conteúdo avaliado nas provas de ingresso às faculdades. Tal exigência, afirma Meucci (2008), fez com que a Sociologia estivesse na grade de disciplinas de nível secundário, de 1926 a 1929, do Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, reconhecidamente modelar entre instituições públicas e privadas. Também, em meados da década de 1920, a Sociologia integrou o currículo para a formação de educadores primários e secundários dos estados do Rio de Janeiro e Pernambuco. A centralização do sistema educacional no país e a reforma do ensino levam a Sociologia aos chamados cursos complementares, de preparação dos estudantes para estudos superiores nas áreas de Direito, Ciências Médicas, Engenharia e Arquitetura. Com a Reforma Capanema, em 1942, desaparece essa participação, que repercutiu sobre a produção de livros didáticos à época. Todas as vezes que a Sociologia deixa de ser disciplina obrigatória, ausenta-se da formação educacional básica e evidencia-se a desconsideração para com essa área de conhecimento e forma de interpretação da realidade social.(DCE-2008) A Sociologia Geral e/ou Sociologia da Educação permanecem como programas, a partir dos anos 1940, apenas nos currículos das Escolas Normais. O vínculo entre a educação e a Sociologia mostra que as escolas normais foram redutos importantes para a disseminação do conhecimento sociológico, como argumenta Guelfi (2001). A formação de professores para o ensino secundário foi, sem dúvida, o fator de consolidação da Sociologia como disciplina curricular. 2 – OBJETO DE ESTUDO: O conhecimento e a explicação da sociedade através da compreensão das diversas formas pelas quais os seres humanos vivem em grupos, bem como a compreensão das conseqüências dessas relações para os indivíduos e coletividade. 3 – FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA: O século XIX foi marcado pela consolidação da sociedade capitalista e pelas inúmeras transformações que ocorreram impulsionadas pôr novas relações de classe – a burguesia e o proletariado. Essa nova dinâmica de funcionamento do Estado Moderno trouxe no seu bojo conseqüências graves. É dentro desse contexto que nasce a Sociologia com a determinação de contribuir para a melhoria desta sociedade. A consciência das desigualdades, da miséria e da opressão aponta para a necessidade de uma reorganização da sociedade. Os homens da época achavam que a crítica da realidade social existente deveria ser acompanhada de uma sugestão de melhoria e que a solução deveria estar baseada no conhecimento científico da realidade. A preocupação com questões sociais e as complexas instituições modernas podem ser observadas em pensadores como Karl Marx, Max Weber, Antônio Gramsci e Pierre Bourdieu, pensadores contemporâneos, que, preocupados com os problemas sociais oriundos das novas formas de organização social, colocavam o pensar e o agir coletivo como meio de transformar a sociedade, trabalhando aspectos sociais, políticos, religiosos, institucionais, culturais, econômicos, que são os pontos norteadores da vida em sociedade. A Sociologia, enquanto ciência data de um período recente na realidade brasileira, porém apresenta pensadores com enorme contribuição e profunda análise social que marcam o nascimento e a preocupação da mesma. Assim, podemos destacar: Florestan Fernandes, Gilberto Freyre, Fernando de Azevedo, Sérgio Buarque de Holanda e Caio Prado Júnior, entre outros, que buscam uma reflexão detalhada da formação e desenvolvimento da nossa realidade, abordando desde o processo de miscigenação (Casa grande & Senzala) até os fatos recentes que caracterizam a realidade brasileira. ( Livro Didático Público-Sociologia) 4 – OBJETIVOS GERAIS: 1- Compreender e analisar a sociedade, levando em consideração os aspectos culturais, políticos, étnicos e religiosos. 2- Estimular a reflexão sobre a realidade, a fim de despertar no aluno a capacidade crítica, visando uma conscientização e consequentemente uma mudança dos aspectos culturais vigentes. 3- Formar uma consciência política e cultural dos alunos para efetivação de ações de luta em favor da democracia política e social. 4- Possibilitar a compreensão das relações sociais na sociedade brasileira contemporânea – entendido como fenômeno contraditório. 5- Contribuir para reelaboração da prática social em busca da cidadania plena. 5 - CONTEÚDOS: ESTRUTURANTES ESPECÍFICOS 1O PROCESSO SOCIALIZAÇÃO E INSTITUIÇÕES SOCIAIS 2- CULTURA CULTURAL E DE 1.1- O momento da civilização AS 1.2- A instituição família 1.3- A instituição escola 1.4- A instituição religiosa 1.5- Transmissão de Valores INDÚSTRIA 2.1- Conceito de trabalho e de cultura 2.2-Cultura e suas manifestações 2.3-Cultura erudita e Cultura popular 2.4-Meios de Comunicação de Massa 3- TRABALHO, PRODUÇÃO E 3.1- A sociedade capitalista CLASSES SOCIAIS 3.2-Divisão social do trabalho 3.3-Classes sociais 3.4-Tecnologias e Globalização 4- PODER IDEOLOGIA , POLÍTICA 5- DIREITO, CIDADANIA MOVIMENTOS SOCIAIS 7- METODOLOGIA E 4.1-Teoria do Estado 4.2-A instituição política 4.3-Os principais componentes de poder 4.4-Ideologia e o Estado E 5.1- Direitos e deveres 5.2-Cidadania 5.3-Movimentos Sociais – urbanos e rurais O estudo da Sociologia no Ensino Médio deve ampliar as possibilidades de análise considerando as diversas correntes do pensamento. Não se pode, hoje partir de uma única perspectiva teórica para explicar os fenômenos sociais Diante desse pressuposto, possibilitar-se-á ao aluno, através da análise de textos, discussões em grupo, análise de filmes, reportagens, dinâmicas, aulas expositivas, etc. uma análise crítica da realidade. Os alunos deverão ter um embasamento teórico que lhes permita ampliarem sua capacidade de compreensão da vida e do mundo e ao mesmo tempo possibilite referenciar uma investigação dos problemas contemporâneos. O ensino da Sociologia deverá contribuir para que os alunos estabeleçam a noção do conhecimento como algo ligado à ação. É fundamental fazer a conexão entre teoria e prática, para assim dar sentido ao conteúdo estudado. Através do conhecimento sobre a construção histórica dos direitos e deveres dos cidadãos, os alunos estarão ampliando as possibilidades de exercício da cidadania. Dada a sua amplitude e a facilidade de relacionar conteúdos, deseja-se uma interação entre a teoria e a prática, despertando no aluno um olhar crítico, embasado na discussão, na pesquisa de campo e bibliográfica, que possibilite a construção histórica da Sociologia crítica, desenvolvendo um pensamento criativo e instigante que vise à adoção de um agir voltado para a transformação social.(DCE-2006) 8 -AVALIAÇÃO: O processo de avaliação em Sociologia não deve mensurar apenas fatos ou conceitos assimilados. É importante considerar o conhecimento prévio dos alunos e relacioná-los com as mudanças que ocorrem no processo de ensino-aprendizagem. O professor deve identificar a apreensão de conteúdos, noções, conceitos, procedimentos e atitudes como conquista dos alunos, comparando o antes, durante e o depois. Pôr meio dos estudos desenvolvidos, o aluno deverá ser capaz de identificar relações entre a sociedade, a cultura e a natureza, hoje em dia e em outros momentos do passado, e ser capaz de distinguir semelhanças e diferenças. Pretende-se avaliar em perspectivas históricas, percebendo contextos, mudanças, permanências e continuidades. O aluno deve ser capaz de reconhecer laços de identidade e/ ou diferenças entre relações de trabalho do presente e do passado; identificar e reconhecer as principais características do processo de formação das dinâmicas, refletindo sobre as grandes transformações tecnológicas e os impactos que elas produzem na vida das sociedades. Cabe também ao professor em diferentes momentos do estudo incentivar a construção de relações entre eventos para que os estudantes tenham participação dinâmica e ativa no seu espaço social, envolvidos em questões de cidadania e compromisso participativo. O professor deverá propor atividades que favoreçam a aprendizagem de procedimentos de pesquisa, observação, identificação, confrontação, distinção e reflexão; e de atitudes de comprometimento, respeito, ética, colaboração e amadurecimento moral e intelectual. Essas atividades podem ser a análise de textos, filmes, pesquisas de campo, dinâmicas, debates, relatos de experiências dos alunos, etc. O processo de avaliação do ensino da Sociologia deve ser pensado e elaborado de forma transparente e coletiva, ou seja, seus critérios devem ser debatidos, criticados e acompanhados por todos os envolvidos na disciplina. Critérios que poderão ser observados e avaliados no decorrer do curso: -Clareza e coerência na exposição de idéias no texto oral ou escrito; -Capacidade de argumentação fundamentada teoricamente; -Mudança de comportamento na forma de olhar para os problemas sociais, rompendo desta forma com a acomodação e com o senso comum; -Reflexão crítica nos debates que acompanham os textos ou filmes; -Participação nas pesquisas de campo; -Capacidade de articulação entre teoria e prática; 8- BIBLIOGRAFIA DURKHEIM, É. Sociologia. São Paulo: Ática, 1978. _____________. Da divisão social do trabalho. São Paulo: Martins Fontes,1995. _____________. As regras do método sociológico. São Paulo: Cia Editora Nacional, 1974. LIVRO DIDÁTICO PÚBLICO ESTADO DO PARANÁ, SOCIOLOGIA ENSINO MÉDIO. Vários autores. Curitiba, SEED-Pr, 2006. WEBER, M. Sociologia. São Paulo: Ática, 1979. FREYRE, G. Casa grande & senzala: introdução a história patriarcal no Brasil. Rio de Janeiro: Record, 2001. DIRETRIZES CURRICULARES DE SOCIOLOGIA PARA O ENSINO MÉDIO. SEED, 2006. Vários autores. SOCIOLOGIA – ENSINO MÉDIO. Curitiba: SEED-PR, 2006. DIRETRIZES CURRICULARES DE SOCIOLOGIA PARA O ENSINO MÉDIO. SEED, 2008. Vários autores. SOCIOLOGIA – ENSINO MÉDIO. Curitiba: SEED-PR, 2008. DAMATTA, Roberto. O que faz o Brasil, Brasil. Rio de Janeiro: Rocco, 1984. MEKSENAS, Paulo. Sociologia. 2. ed. São Paulo: Cortês, 1994. OLIVEIRA, Pérsio Santos de. Introdução à Sociologia. 24. ed. São Paulo: Ática, 2002. 6.15 DISCIPLINA FILOSOFIA DE 1-APRESENTAÇÃO: Não se pode entender a filosofia apenas como uma atividade a ser desenvolvida no espaço escolar, e sim como uma atividade prática que começa na sociedade enquanto indivíduo-cidadão e que ganha espaço no ambiente escolar com o desenvolvimento da crítica criativa que recria a realidade sob uma nova percepção e com novos valores, demonstrando que é com o diálogo e com a superação de conflitos que a sociedade se realiza enquanto tal. A filosofia torna vivo o espaço escolar, povoando-o de pessoas que por meio do exercício da razão e da prática dialógica constroem a sua própria história. Nos seus 2600 anos de existência, a filosofia não é um saber pronto e acabado que deve ser transmitido ao ouvinte como uma verdade inquestionável. Bem pelo contrário, ela busca passar do campo instrumental para o campo artístico, abandonando conceitos imortalizados e arcaicos, levando em consideração apenas a problematização, atividade esta semelhante à filosofia socrática, que expressa a arte de questionar e usar o “já pensado” como um meio para reinventar e buscar a verdade, dando uma nova aparência e um novo sentido a realidade histórica vivida e que se expressa na célere frase “só sei que nada sei”. Por sua vez, não se pode negar o conhecimento elaborado por célebres pensadores, contudo, o pensamento desenvolvido estava condicionado a uma determinada realidade histórica e seus respectivos problemas, como é o caso dos pré-socráticos que buscavam resolver o problema da arché, ou dos medievais que buscavam justificar a fé por meio da razão, problemas esses que não se encaixam no momento histórico vivido. A atividade filosófica centrada, sobretudo no trabalho com os textos, propiciará entender as estruturas lógicas e argumentativas, o cuidado com a precisão dos enunciados com o encadeamento e clareza das idéias e a busca da superação do caráter fragmentário do conhecimento, pré-requisitos estes necessários para a defesa dos ideais da construção de uma sociedade justa que vise o bem do coletivo. O despertar crítico desenvolvido pela filosofia provoca curiosidade, porém a busca por respostas é um tanto quanto frustrante, pois a filosofia não produz resultados práticos se comparada com a matemática ou com o trabalho de um cientista, por exemplo. A disciplina de Filosofia tem como finalidade despertar o senso crítico do aluno ao longo da vida escolar no Ensino Médio, pois o “domínio dos conhecimentos de filosofia e de Sociologia são necessários para o exercício da cidadania”, conforme expressa a LDB no artigo 36. O saber filosófico busca desencadear ações transformadoras tanto coletivas quanto individuais nos sujeitos que o praticam, questionando e re-significando conceitos e valores éticos, políticos, epistemológicos e estéticos. Com o objetivo de promover um saber pluridimensional e democrático, capaz de fornecer aos estudantes a compreensão da complexa realidade que se apresenta, na maioria das vezes fragmentada, a filosofia atua como a possibilidade de questionar essa realidade, superando o conhecimento empírico, e fornecendo uma base de questionamento que visa abranger o todo, reunindo as várias áreas do conhecimento, atividade essa que só pode ser realizada por meio da capacidade crítico-reflexiva que o saber filosófico desenvolve nos alunos do Ensino Médio. A aula de filosofia é além de tudo um espaço para o exercício do pensamento, etapa esta que inclui a sensibilização e a problematização, onde professor e alunos trabalham em conjunto, na busca de possíveis soluções para os problemas que se apresentam. Esse processo reflexivo deverá ter como suporte os textos filosóficos que abordam em problemas ou temas que precisam ser re-significados e adaptados para a realidade apresentada, enquanto se busca uma possível solução. Mas deve-se ensinar a filosofia ou se ensinar a filosofar? Segundo Kant, não é possível ensinar a filosofia e sim a filosofar, já que filosofia e o filosofar andam juntos, pois só há uma construção filosófica na medida em que se pratica a atividade de filosofar, pois não há um saber pronto ou acabado, que precisa ser aprendido, já que o conhecimento que existe até então, é uma investigação de temas universais propostos pelos filósofos que se destacaram ao longo de um período histórico, e que refletem em seu pensamento a situação social do que era posto em dúvida. Segundo Appel (1999) não há propriamente ofício filosófico sem sujeitos democráticos e não há como atuar no campo político e cultural, avançar e consolidar a democracia quando se perde o direito de pensar, a capacidade de discernimento, o uso autônomo da razão. Quem pensa opõe resistência, e é este o ofício do filosofar, pois como abordado anteriormente um dos objetivos do Ensino Médio é a formação pluridimensional e democrática, capaz de oferecer aos estudantes a possibilidade de compreender a complexidade do mundo contemporâneo, suas múltiplas particularidades e especializações. Nesse mundo, que se manifesta quase sempre de forma fragmentada, o estudante não pode prescindir de um saber que opere por questionamentos, conceitos e categorias de pensamento, que busque articular o espaço-temporal e sócio-histórico em que se dá o pensamento e a experiência humana. 02- OBJETIVO GERAL • Convidar o aluno a buscar diferentes maneiras de ver o problema, e elaborar novos conceitos, possibilitando o filosofar como algo próprio da natureza humana. • Desenvolver no educando a argumentação filosófica através de textos e conceitos filosóficos, que permitam criar raciocínios críticos, lógicos e coerentes, construindo um pensamento autônomo e autêntico, livre das amarras da ideologia social (política, econômica ou religiosa) que o rodeia, buscando a construção de uma sociedade democrática, onde valha o bem geral e a igualdade. 3-OBJETIVOS ESPECÍFICOS • Analisar os modos de como o pensamento se constitui historicamente, compreendendo que o tema está relacionado ao contexto histórico em que foi abordado; •Desenvolver a reflexão através da capacidade de análise, abstração, argumentação e a problematização; •Analisar a ideologia que permeia os meios de comunicação, estando atento ao lado oculto das informações transmitidas pelos meios de comunicação social: •Perceber como o poder dominante garante a hegemonia para perpetuar o seu domínio; • Identificar a presença de elementos filosóficos nas ciências, na arte. na religião, na política e na sociedade. • Incentivar a leitura de textos filosóficos; • Reconstruir conceitos, dando novos significado e interpretação; •Permitir o desenvolvimento da retórica (arte de falar em público) expondo com clareza e coerência o ponto do vista do aluno enquanto cidadão. •Possibilitar uma compreensão mais abrangente da realidade que cerca o indivíduo, desenvolvendo uma visão sobre o todo, e não de forma fragmentada. 4- CONTEÚDOS ESTRUTURANTES: Os conteúdos encontram-se divididos conforme as séries em que a disciplina é ofertada no estabelecimento de ensino. Busca-se a interdisciplinaridade com as outras áreas dentro do saber seja no campo das ciências humanas ou no das exatas. A seqüência cronológica dos conteúdos relacionando com os conteúdos estruturantes possibilitará alcançar os objetivos previstos. SEGUNDA SÉRIE Introdução a Filosofia * Mitologia grega: o declínio do mundo dos mitos. * O exercício da razão na pólis grega. * Diferença entre e mito e Filosofia. * Definição de Filosofia. * Diversos campos dentro de filosofia: Teoria do Conhecimento. Filosofia Política. Filosofia da Ciência, Estética e Lógica entre outros. O surgimento da filosofia na Grécia Antiga – Primeira Fase * A passagem do pensamento mítico para o filosófico - cientifico * Os filósofos pré-socráticos e o problema do conhecimento. * Os pré-socráticos e a ciência. A filosofia do período clássico ao greco-romano Os sofistas e o poder da argumentação. Sócrates: ironia e maiêutica Platão e o método dialético. Platão: das aparências ao mundo das idéias perfeitas *Concepção política de Platão * Aristóteles e a crítica a Platão * Interpretação aristotélica para as mudanças ao ser e da realidade. * Reflexões de Aristóteles no campo as ética. O Helenismo e suas principais correntes * Introdução histórica e características gerais * Preocupação com a moral do indivíduo. * O estoicismo. * O epicurismo. * O ceticismo e a. tradição cética A formação do mundo ocidental * Caracterização da filosofia medieval. * A arte e a ciência na Idade Média. * O surgimento da Filosofia Cristã no contexto do helenismo. * Patrística: características gerais * Santo Agostinho Vida e obras Fé X Razão Platonismo cristão A filosofia nos séculos VI - X * O surgimento da escolástica * A influência aristotélica nos escolásticos * A contribuição dos árabes na filosofia * A filosofia de Tomas de Aquino * A crise da Escolástica. TERCEIRA SÉRIE As origens do pensamento moderno e a idéia de modernidade * Uma nova interpretação para o homem e para o mundo. * O Humanismo renascentista * Ciência: desvendando os mistérios da natureza. * O renascimento das artes. * Crítica a intolerância religiosa * A redescoberta do ceticismo antigo Razão e experiência - as bases para o conhecimento seguro * As descobertas de Galileu Galilei * O racionalismo de René Descartes. * O pensamento de Pascal * Espinosa: o racionalismo absoluto A tradição empirista: a experiência como guia * O empirismo * Thomas Hobbes: e a concepção de estado. * Jhon Locke: a experiência é a fonte do conhecimento. * David Hume e o conhecimento científico A filosofia política do liberalismo e a tradição iluminista * A razão em busca de liberdade. * Montesquieu * Voltaire. * Diderot e D’Alembert * Rousseau *Kant e a filosofia crítica A crítica da razão pura. A filosofia moral de Kant O pensamento contemporâneo: tecnologia, industrialização e conflitos sociais * O positivismo de Augusto comte. * Hegel: o projeto do conhecimento universal. * Karl Marx: o indivíduo é o ser social * Trabalho e consumo alienados. * A Estética contemporânea e o uso dos meios de comunicação * Existencialismo: a realização completa da vida do ser humano. * Nietzsche: julgamento da civilização e a existência humana. * Escola de Frankfurt 5- METODOLOGIA. Entende-se que o ensino de Filosofia pode ser um espaço de estudo de Filosofia e do filosofar, permitindo que o estudante desenvolva um estilo próprio de pensamento. A Filosofia na escola pode significar o espaço da experiência filosófica, espaço da criação e provocação do pensamento original, da busca, da compreensão, da imaginação e da criação de conceitos. Espera-se que o aluno ao tornar contato com os problemas, textos filosóficos, imagens e filmes possa pensar e argumentar criticamente, e, nesse processo, desenvolva um pensamento genuíno livre das ideologias que o rodeiam. 6- AVALIAÇÃO A avaliação levará em consideração o progresso do estudante durante o ano letivo, seu domínio sobre conceitos, sua capacidade argumentativa, sua participação por meio do questionamento e da realização das atividades propostas. Como atividades avaliativas poderão ser utilizados os seguintes recursos: _Trabalhos individuais ou em grupos. _Pesquisas _Leitura e interpretação de textos filosóficos. _Seminários e debates. _Avaliações. _Produção de textos. _Confecção de cartazes. 7- REFERÊNCIAS APPEL, E. Filosofia nos vestibulares e no ensino médio. Cadernos PET. Curitiba, 1999. Diretrizes Curriculares da Rede Pública de Educação do Estado do Paraná. http://www.seed.pr.gov.br/ CORTIM, G. Fundamentos de Filosofia. História e Grandes Temas. Saraiva. São Paulo, 2002. Livro Didático Público — Filosofia. CUNHA, José. Iniciação à investigação filosófica. Atual, São Paulo: 1992. 7.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS: 1- GADOTI, Moacir. Revisão Crítica do Papel do Pedagogo na atual Sociedade Brasileira. In: Educação e Sociedade. V.1. São Paulo: Cortez e Moraes, 1978. 2- LDB-Lei de Diretrizes e Bases- 1996. 3- LUCKESI, Cipriano Carlos. Filosofia da Educação.São Paulo: Cortez, 1994. p. 121146. 4- MOREIRA, Antonio Flávio Barbosa e Silva,Tomas Tadeu da. Sociologia e Teoria Crítica do Currículo: Introdução: In. Currículo, Cultura e Sociedade. São Paulo: Cortez, 1994. 5- OLIVEIRA, Valesca Fortes de. A busca da Identidade Enquanto Projeto Político Pedagógico. In Contexto e Educação. Universidade de Ijuí, ano V, nº 10, abr/ jun 1990, p. 29-34. 6- DIRETRIZES CURRICULARES DA EDUCAÇÃO FUNDAMENTAL DA REDE DE EDUCAÇÃO BÁSICA DO ESTADO DO PARANÁ. 7- SAVIANI, Demerval. Sentido da Pedagogia e Papel do Pedagogo. Revista São Paulo, 1991. Ande. 8- Snyder, George. A Alegria na Escola. São Paulo: Manoel, 1988. Introdução, p. 8-15. 9- warde, Mirian Jorge. Considerações sobre o planejamento Escolar. In: Revista do Simpeem, fev. 1995. 10-Índice de aproveitamento http://www4.pr.gv.br/escolas/rendimentos/jsp acessado em:13/08/2010 11- DEWEY, 1971:29 escolar retirado de: