Agropecuária Técnica • v.26, n.2, 2005 ISSN 0100-7467 — Areia, PB, CCA/UFPB AVALIAÇÃO DA VIABILIDADE DO CONSÓRCIO DE MANDIOCA E FEIJÃO COMUM EM LATOSSOLO AMARELO NO BREJO PARAIBANO1 FARNÉSIO DE SOUSA CAVALCANTE1, IVANDRO DE FRANÇA DA SILVA2, MARIA CRISTINA SANTOS PEREIRA DE ARAÚJO3 1 2 3 Eng. Agrº, M.Sc., Doutorando em Agronomia, PPGA/CCA/UFPB, Areia, PB. E-mail: [email protected] Dr., Prof. Adjunto, DSER/CCA/UFPB Graduanda em Agronomia, CCA/UFPB RESUMO A agricultura familiar utiliza a consorciação de culturas como forma de melhor aproveitamento do espaço físico das propriedades. Entretanto, enfrenta dificuldades por depender, quase sempre, das precipitações pluviométricas. Com o objetivo de avaliar a viabilidade do consórcio mandioca e feijão comum em Latossolo Amarelo, o trabalho foi conduzido em condições de sequeiro, durante o período abril de 2003 a abril de 2004, no sítio Tauá, distrito de Mata Limpa, município de Areia, PB. Utilizou-se o delineamento experimental em blocos casualizados, com três repetições. As culturas (mandioca e feijão comum), representando os tratamentos, foram plantadas em leirões, conforme os arranjos espaciais (consórcio ou monocultivo). As maiores produtividades de raízes de mandioca foram alcançadas nos tratamentos de ciclo vegetativo completo (12 meses), com 21,1 t ha-1 e 9,5 t ha-1, para fitomassa fresca e seca, respectivamente. Os tratamentos consorciados foram economicamente superiores ao monocultivo, no índice de equivalência de área, variando de 26 a 46%. A produtividade de raiz correlacionou-se positiva e significativamente com a produtividade de parte aérea. Os maiores rendimentos de feijão foram obtidos à densidade de 20 plantas por metro linear. Palavras-chave: mandioca, feijão, consórcio, agricultura familiar, agricultura de sequeiro, Latossolo Amarelo HORNEY AGRICULTURE: INTERCROP OF CASSAVA AND BEAN IN OXISOL IN THE BREJO PARAIBANO REGION, PARAIBA STATE, BRAZIL AB STRAC T Horney agriculture uses the system of the intercrop as form to guarantee the best exploration of the physical space of the small farms. However, it faces difficulties for depending, almost always, of natural precipitations. The objective this work was to evaluate the behavior of the exploration of cassava (Manihot esculenta, Crantz) and bean (Phaseolus vulgaris L.) in horney agriculture, established in Oxisol, in dryland agriculture, during the period April of 2003 the April of 2004, in small farm, Areia county, Paraiba State, Brazil, distributed in randomized blocks, with three repetitions and parcels with 7,0 m of length for 6,0 m of width, where the evaluated cultures (cassava and beans) had been planted in intercrop or monoculture. The largest productivitiy of tuberouses roots had been gotten in the treatments of complete vegetative cycle (12 months), with 21,1 Mg ha-1 and 9,5 Mg ha-1, for fitomass cool and dries, respectively. The joined treatments had been economically superior to the monoculture, in the equivalence index of area, varying of 26 at 46%. The biggest beans incomes had been reached when the density was of 20 plants for linear meter, with 528,2 kg ha-1 and 332,0 kg ha-1, respectively for the monoculture and intercrop. Key words: cassava, bean, intercrop, horney agriculture, dryland agriculture, oxisol Agropecuária Técnica, v.26, n.2, p.93–97, 2005 94 Farnésio de Sousa Cavalcante et al. INTRODUÇÃO A agricultura familiar, de acordo com MDA (2004), desempenha um papel fundamental na segurança alimentar, pois aumenta a produção de alimentos do país, melhora a renda de quem vive no campo, ajuda na preservação do meio ambiente e promove o equilíbrio na ocupação do território nacional. No Nordeste brasileiro, a predominância de minifúndios requer um uso mais intensivo de recursos tais como mão-de-obra, terra e capital. A mandioca é, geralmente, cultivada em sistemas de cultivos consorciados. Através do consórcio de mandioca com feijão, segundo Mattos (2000), há uma diversificação de alimentos energéticos e protéicos, na mesma área e no mesmo ano, o que possibilita uma composição alimentar mais rica e variada. Ao mesmo tempo, gera excedentes para o mercado, que contribuem para o aumento da renda do produtor. Por ser um tipo de exploração dependente das precipitações naturais, a agricultura de sequeiro não obedece a um calendário de preparo do solo, plantio e colheita, já que a precipitação pluvial é irregular no que se refere à quantidade e distribuição de água durante o período. Solos sob estas condições estão sujeitos a variações estacionais e diárias de temperatura e umidade, o que leva a uma constante modificação no número de espécies espontâneas, da composição da matéria orgânica do solo e na disponibilidade de nutrientes para as plantas (Carvalho et al., 1999; Cavalcante, 2005). A mandioca é, dentre as culturas energéticas, a de mais fácil produção para o consumo doméstico, por exigir pouca mão-de-obra, produzir mesmo em solos muito empobrecidos, ácidos e álicos e ser pouco afetada pelo alumínio. Constitui o amiláceo principal da dieta nas regiões onde é cultivada, consumida principalmente como farinha, que também é uma forma prática de armazenamento (Khautounian, 2001). O perfil do segmento de consumo da cadeia da mandioca é caracterizado por consumidores que absorvem a própria produção; portanto, são os agricultores que definem os produtos em função de suas preferências e hábitos regionais (Cardoso e Souza, 2000). Neste contexto, os agricultores em sistema de produção familiar do Brejo Paraibano procuram conciliar a cultura da mandioca com as condições edafoclimáticas da região, cultivando-a em consórcio com outras culturas, a exemplo do feijão comum, e comerAgropecuária Técnica, v.26, n.2, p.93–97, 2005 cializando-a in natura ou processada em “casas de farinha” locais. O objetivo deste trabalho foi avaliar a viabilidade do consórcio de mandioca e feijão, em condições de sequeiro, em Latossolo Amarelo no Brejo Paraibano. MATERIAL E MÉTODOS A pesquisa foi conduzida em condições de sequeiro, no sítio Tauá, distrito de Mata Limpa, município de Areia, PB, aproximadamente a 6° 58’ 12” de latitude sul e 35° 42’ 15” de longitude a oeste de Greenwich, com 618 m de altitude. O clima da região é classificado segundo Köppen As’, com precipitação pluviométrica média mensal de 1.400 mm e período seco de 1 a 3 meses. A temperatura média anual é de 25,5°C e a umidade relativa do ar varia entre 75% em novembro a 87% nos meses de junho a julho. O solo no local do experimento foi classificado como Latossolo Amarelo, de acordo com a classificação da EMBRAPA (1999), e apresenta declividade média de 8%. Na caracterização do solo foram coletadas amostras compostas na profundidade de 0 a 20 cm que, depois de secas ao ar e passadas em peneira de 2 mm, foram analisadas química e fisicamente. Os tratamentos foram constituídos pelas culturas (mandioca e feijão comum) plantadas em consórcio e em monocultivo, em leirões, conforme descrito a seguir: 1) monocultivo de mandioca (1,0 m x 0,5 m); 2) rotação de culturas: monocultivo de feijão comum (fileira dupla) (1,0 m x 0,4 m x 0,2 m) e monocultivo de mandioca (1,0 m x 0,5 m); 3) consórcio de mandioca (fileira simples: 1,0 m x 0,5 m) + feijão (fileira dupla: 0,5 m x 0,5 m x 0,5 m) no leirão de mandioca; 4) consórcio de mandioca (fileira simples: 1,0 m x 0,5 m) + feijão (fileira dupla: 1,0 m x 1,0 m x 0,5 m), no leirão de mandioca; 5) consórcio de mandioca (fileira dupla: 1,5 m x 1,0 m x 0,5 m) + feijão (fileira dupla: 1,5 x 1,0 x 0,2 m), no leirão de mandioca (lado externo); 6) consórcio de mandioca (fileira dupla: 1,5 m x 1,0 m x 0,5 m) + feijão (fileira dupla: 1,5 m x 1,0 m x 0,2 m), no leirão de mandioca; 7) consórcio de mandioca (fileira dupla: 2,0 m x 1,0 m x 0,5 m) + feijão (fileira dupla: 3,0 m x 0,4 m x 0,2 m, intercalado nos leirões de mandioca (leirão de feijão entre os leirões de mandioca)) e 8) consórcio de mandioca (fileira dupla: 2,0 m x 1,0 m x 0,5 m) + feijão (fileira simples: 3,0 m x 0,2 m, 95 AVALIAÇÃO DA VIABILIDADE DO CONSÓRCIO DE MANDIOCA E FEIJÃO COMUM EM LATOSSOLO AMARELO ... leirão de feijão entre os leirões de mandioca). As fileiras das extremidades das parcelas e dos blocos constituíram as bordaduras. O delineamento experimental utilizado foi blocos casualizados com três repetições. A área experimental com dimensões de 47,0 m de comprimento e 27,0 m de largura foi dividida em três blocos, de 15,0 m de comprimento por 27,0 m de largura, separados por 1,0 m de distância. A produtividade de fitomassa fresca e seca da parte aérea e das raízes de mandioca (kg ha-1) foi obtida, respectivamente, na ocasião da colheita, através de pesagem da fitomassa das raízes e da parte aérea da área útil de cada parcela e sua massa seca equivalente após secagem em estufa a 65°C, até peso constante. Para os cultivos múltiplos, o índice de equivalência de área (IEA) foi determinado através da fórmula: IEA = (Cm / Mm) + (Cf / Mf) = Im + If, onde, Cm e Cf são os rendimentos das culturas de mandioca e feijão em consórcio, Mm e Mf, seus rendimentos em monocultivo, e Im e If, os índices individuais dessas culturas (Vieira, 1984). Os dados foram submetidos à análise de variância. A comparação das médias dos tratamentos foi feita pelo teste de Tukey. Utilizou-se o programa estatístico SAEG (Sistema de Análises Estatísticas e Genéticas), versão 5.1. RESULTADOS E DISCUSSÃO Os resultados das análises químicas do solo classificado texturalmente como argila arenosa/argila são apresentados na Tabela 1. Observa-se condições de alta acidez do solo e níveis satisfatórios de K, Na, P, SB, V e CTC. A análise de variância da produtividade de fitomassa fresca e seca de raízes e parte aérea da mandioca plantada em monocultivo e em consórcio (Tabela 2) apresentou efeito significativo de tratamentos para produtividade de fitomassa fresca de raízes. Os maiores valores médios de produtividade de fitomassa fresca e seca de raízes tuberosas (Tabela 3) foram obtidos no tratamento em sistema de consórcio (tratamento 8) com 21,1 t ha-1 e 9,5 t ha-1, para fitomassa fresca e seca, respectivamente, diferindo estatisticamente, em fitomassa fresca, apenas do tratamento 2, que obteve 9,2 t ha-1, tratamento em que a mandioca substituiu o feijão comum em sistema de rotação de culturas e, em fitomassa seca de raízes diferiu do tratamento 2, embora este não tenha diferido estatisticamente dos demais. Com relação à produtividade de fitomassa fresca e seca de parte aérea de mandioca, verifica-se que os tratamentos 1 e 4 foram aqueles com os maiores valores, não diferindo, entretanto, dos demais tratamentos pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade. Tendo em vista que a mandioca foi colhida em épocas diferentes (10 e 12 meses), é possível inferir que os tratamentos mais produtivos tenham sido aqueles onde se completou o ciclo vegetativo da cultura. Para a característica índice de colheita (Tabela 3), os tratamentos não diferiram estatisticamente entre si, obtendo índice acima de 54%, sendo considerado um valor razoável, uma vez que a produção de raízes superou em 4,4%, pelo menos, a produção de parte aérea. O rendimento de raízes e a produtividade de parte aérea de mandioca correlacionaram-se positiva Tabela 1. Características químicas e físicas do solo antes da implantação do experimento na profundidade de 0-20 cm 4,80 K+ P p H H 2O mg 19,25 Ca 2 + Mg2+ dm-3 Al 3 + cmo lc 34,19 0,85 0,60 N a+ dm-3 1,05 MO Are ia g dm-3 0,05 22,71 Silte Argila g kg-1 464,5 57,69 477,81 SB = 35,69 cmolc dm-3; CTC = 44,93 cmolc dm-3; V = 79,43%; m = 2,86%. Tabela 2. Resumo da análise de variância da produtividade de fitomassa fresca e seca de raízes e parte aérea de mandioca consorciada com feijão comum Quadrado s Mé dio s NS, Fo nte s de variação GL Tratamento Resíduo C.V. % 7 14 Fito massa de raíze s Fito massa de parte aé re a Fre sca Se ca Fre sca Se ca 0,44** 0,10 18,7 42,0NS 92,0 18,52 0,33NS 0,20 35,6 65,0NS 34,0 38,71 * e ** = Não significativo, significativo a 5 e 1% de probabilidade, respectivamente, pelo teste F. Agropecuária Técnica, v.26, n.2, p.93–97, 2005 96 Farnésio de Sousa Cavalcante et al. Tabela 3. Produtividade de fitomassa fresca e seca de raízes tuberosas de mandioca e da parte aérea e índice de colheita de mandioca Fito massa de raíze s Tratame nto s Fre sca Fito massa de parte aé re a Se ca kg 1 2 3 4 5 6 7 8 Média 19.987 a 9.233 b 16.840 ab 17.987 ab 15.840 ab 16.053 ab 20.576 a 21.104 a 17.202 Fre sca Se ca Índice de co lhe ita % 15.773 a 7.493 a 10.960 a 17.413 a 9.680 a 10.827 a 14.258 a 13.562 a 12.496 5.327 a 2.134 a 2.987 a 5.260 a 3.038 a 3.756 a 4.535 a 4.613 a 3.956 58,0 a 55,0 a 60,0 a 55,0 a 62,0 a 58,0 a 56,0 a 63,0 a 58,4 ha-1 8.232 ab 4.134 b 8.061 ab 7.400 ab 6.840 ab 6.715 ab 9.065 a 9.489 a 7.492 Médias seguidas de mesma letra na coluna não diferem estatisticamente pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade. e significativamente, sugerindo que o aumento de parte aérea determina um acréscimo no índice de colheita, sendo importante manter-se o equilíbrio entre produção de raiz e parte aérea, por proporcionar melhores respostas econômicas, maior quantidade de material para propagação e para alimentação animal. Com relação ao feijoeiro (Tabela 4), observa-se uma grande variabilidade tanto no número de plantas quanto na produtividade média de grãos, ocorrendo diferença significativa (P < 0,05) entre os tratamentos para estas características analisadas. Verifica-se ainda que, o maior número médio de vagens por planta (7,6), representado pelo consórcio de mandioca em fileira dupla com feijão no lado externo do leirão de mandioca, com densidade de 8,0 plantas por metro linear, não se correlacionou com a produtividade média de grãos no mesmo tratamento (275 kg ha-1), uma vez que a maior produtividade de feijão (528,2 kg ha-1) foi obtida no tratamento em que o número médio de vagens foi de apenas 4,5, correlacionando-se essa maior produtividade de grãos mais à densidade de plantas, que foi de 20 plantas por metro linear. CONCLUSÕES A mandioca apresentou um alto potencial produtivo de raiz e de parte aérea, tanto no sistema de consorciação com o feijão como em monocultivo. O índice de colheita da mandioca apresentou valor razoável, mostrando ser a produção de raízes superior a de fitomassa de parte aérea. Os maiores rendimentos de feijão foram alcançados quando a densidade foi de 20 plantas por metro linear, tanto em monocultivo como em consorciação com a mandioca. AGRADECIMENTOS Ao Sr. José Bento Neto e D. Diomar Bento da Silva, proprietários do Sítio Tauá, pela presteza e hospitalidade dispensadas durante a condução da pesquisa e à acadêmica de Agronomia e participante da iniciação científica Maria Cristina dos Santos Pereira pela colaboração inicial. Tabela 4. Produtividade do feijão de acordo com os arranjos espaciais, número de vagens por planta e densidade de plantio para cada tratamento Tratame nto s 01* 02 03 04 05 06 07 08 N úme ro mé dio de vage ns po r planta 4,5 ab 4,3 ab 5,2 ab 7,6 a 5,2 ab 3,0 b 5,9 ab Pro dutividade mé dia de grão s kg ha-1 528,2 a 332,0 ab 231,1 b 275,0 b 339,2 ab 169,1 b 233,7 b * Monocultivo de mandioca Médias seguidas de mesma letra, não diferem estatisticamente pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade Agropecuária Técnica, v.26, n.2, p.93–97, 2005 De nsidade de plantas plantas m-2 20,0 20,0 8,0 4,0 8,0 3,3 1,6 AVALIAÇÃO DA VIABILIDADE DO CONSÓRCIO DE MANDIOCA E FEIJÃO COMUM EM LATOSSOLO AMARELO ... REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS CARDOSO, C.E.L.; SOUZA, J.S. Aspectos econômicos. In: MATTOS, P.L.P.; GOMES, J.C. O cultivo da mandioca. Cruz das Almas-BA: EMBRAPA Mandioca e Fruticultura, 2000. p-92-106. (Circular Técnica, 37). CARVALHO, D.F. et al. 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