Abertura Boas Vindas Tema do Congresso Comissões Sessões Programação Áreas II Congresso Nacional de Formação de Professores XII Congresso Estadual Paulista sobre Formação de Educadores Títulos Trabalho Completo AS CONTRIBUIÇÕES DE VYGOTSKY NA PRÁTICA DA TUTORIA EM EAD, COM ÊNFASE NO USO FÓRUM COMO FERRAMENTA PEDAGÓGICA Márcia Kazume Pereira Sato Eixo 8 - Educação a distância na formação de professores - Relato de Experiência - Apresentação Oral O presente ensaio é referente às contribuições teóricas trazidas por Freire, Piaget e Vygotsky no sentido de verificar se as mesmas são passíveis de dar respaldo às práticas da tutoria na Educação a Distância, em especial no uso do Email, Wiki e Fórum, respectivamente. Este estudo, no qual buscou-se analisar isoladamente as contribuições teóricas de Vygotsky no uso do fórum como ferramenta pedagógica fundamenta-se em dados que foram levantados através de revisão bibliográfica na qual foram verificadas reflexões de tutores acerca de suas dificuldades na mediação pedagógica por meio do fórum. Às dificuldades apontadas foram analisadas à luz dos ensinamentos vygotskyanos, como fito de verificar sua compatibilidade e bem como benefícios no uso dessas teorias de modo a implementar a prática dos tutores no exercício da tutoria em EAD. 11229 Ficha Catalográfica AS CONTRIBUIÇÕES DE VYGOTSKY NA PRÁTICA DA TUTORIA EM EAD, COM ÊNFASE NO USO FÓRUM COMO FERRAMENTA PEDAGÓGICA Marcia Kazume Pereira Sato. ETC, Fernandópolis, SP INTRODUÇÃO No presente estudo pesquisamos algumas teorias pedagógicas de Vigostsky e apontamos a contribuição desse autor na perspectiva da Educação a Distância (EAD), buscando nos mesmos fundamentos que deem base para a aplicação de suas teorias no emprego do Fórum como ferramenta tecnológica para fins pedagógicos, com o intuito de implementar a mediação desenvolvida pelo tutor. Para empreender tal investigação nossa pesquisa se dará por meio de revisão de literatura, analisada à luz dos construtos do respectivo autor cuja reflexão pedagógica fundamentará nos ensinamentos de Vygotskyanos. JUSTIFICATIVA Com o advento da Educação a Distância (EAD), a formação e os estudos acadêmicos tornaram-se uma realidade para uma grande maioria da população que, por falta de oportunidade e condições, não conseguiram sentar-se nos bancos escolares. Por meio do Sistema UAB as Instituições Universitárias, em parceria com os Governos: Federal, Estadual e Municipal, têm estabelecidos convênios no sentido de oportunizar condições de estudo e desenvolvimento acadêmico a muitos dos cidadãos e cidadãs no Brasil, buscando planejar, executar e implantar uma diversidade de cursos de graduação e pós-graduação de forma consorciada. Com o propósito de auxiliar os discentes neste empreendimento educacional, a EAD conta com a colaboração dos tutores a distância que, por meio de metodologias e interfaces tem inovado a prática educativa. Os tutores ao serem contratados por uma instituição educacional tem a incumbência de estabelecer os contatos e contratos pedagógicos de acordo com os princípios normativos institucionais. Tais princípios os auxiliam no desenvolvimento de assessoria, mediação, intervenções pedagógicas de ações de acompanhamento didático pedagógico que realizam embasados em teorias educacionais que dão suporte ao exercício de sua prática profissional. Compreendendo que a tutoria a distância carece de aporte teórico específico, posto que tais práticas que se descortinam no novo cenário educacional, torna-se imprescindível a análise das ferramentas utilizadas pelo tutor a distância em variados lócus no qual o fórum, com o intuito de investigar suas práxis à luz das teorias educacionais trazidas Vygotsky. Tendo em vista o exposto, podemos verificar como esses referenciais teóricos podem contribuir para um quê fazer pedagógico capaz de propiciar interação, dialogicidade, desenvolvimento cognitivo e afetividade entre tutor e educandos nesse novo contexto social, educacional e tecnológico, capaz de gerar o conhecimento significativo necessário para que os cursistas adquiram as competências e habilidades que o curso, na modalidade EAD, busca empreender. OBJETIVOS Esse trabalho tem como objetivo geral analisar os conceitos e premissas trazidos por Vygotsky e investigar sua aplicabilidade na prática da tutoria em EAD a fim de que o tutor conte com referenciais teóricos que embasem a sua ação como mediador na tutoria exercida por meio da ferramenta Fórum, disponíveis nos Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA). Os objetivos específicos compreendem: Discutir a importância e o papel do tutor/professor on line como mediador que estimula a reflexão, instiga a construção do conhecimento e proporciona a interatividade, embasado 1 11230 Vygotsky no uso das ferramentas de modo que suas teóricas sejam capazes de subsidiá-lo na interação com o cursista, a fim de que este desenvolva autonomia no processo pedagógico, problematizando e construindo significados a partir dos construtos interatividade e dialogia, relacionados ao processo de aprendizagem, com o auxílio do fórum como ferramenta pedagógica que instrumentalize interações no ambiente virtual METODOLOGIA A metodologia adotada para desenvolver o presente trabalho é a revisão de literatura acerca das teorias de Vigotsky para a educação presencial, aplicando-as de forma análoga à EaD, considerando as contribuições que tais teorias podem trazer à prática da tutoria em EAD, diante das peculiaridades dessa modalidade de ensino. Elencando os pressupostos teóricos dos referidos autores apresentaremos a aplicabilidade de alguns aportes teóricos ao processo de ensino. Segundo Darsie (1999, p.9), "toda prática educativa traz em si uma teoria do conhecimento. Esta é uma afirmação incontestável e mais incontestável ainda quando referida à prática educativa escolar" e na perspectiva de Becker (1993) é notório que as teorias de Vygotsky assume uma perspectiva dialógica e histórico-sociointeracionista. A revisão de literatura se dará por meio de levantamento, seleção, fichamento, arquivamento de informações de diferentes obras sobre o tema, compilação das obras pesquisadas para análise e construção da argumentação a fim de atingir os objetivos propostos. Para tanto, a pesquisadora, analisará abordagens teóricas acerca da ferramenta fórum, embasada nas teorias de Vygotsky. Na sequência, com base nas informações teóricas auferidas das leituras de teorias educacionais, buscaremos oferecer subsídios teóricos que dêem melhor aporte às práticas da tutoria, no sentido de promover aprendizagem significativa. Por fim, os resultados oriundos da pesquisa serão reunidos em um documento científico, com vistas a servir de subsídio a toda a comunidade docente, almejando estimular debates acerca do assunto, revisão das práticas da tutoria, e ainda sugerir novas diretrizes a esta atividade. VYGOTSKY E A MEDIAÇÃO PEDAGÓGICA DO TUTOR NO FÓRUM Vygotsky, por meio de suas teorias sobre o desenvolvimento cognitivo do educando e da interação deste com o meio social aplicados, pode beneficiar o processo de ensino aprendizagem ao fornecer subsídios aos educadores para permanente reflexão acerca de sua práxis educacional, tendo sempre como foco o aprendente. Destacam-se neste contexto os conceitos de Zona de Desenvolvimento Proximal (ZPD) e de aprendizagem mediada. O primeiro conceito é definido como a distância do que se sabe em relação ao que é possível saber, considerando cada ser único, inclusive no tempo e na forma de aprendizagem. Vygotsky define a Zona de Desenvolvimento Proximal como a distância entre o nível de desenvolvimento real que se costuma determinar pela solução independente de problemas, e o nível de desenvolvimento potencial determinado através da solução de problemas sob a orientação de um adulto ou colaboração de outra pessoa. Esta Zona de Desenvolvimento Proximal se refere ao caminho que o indivíduo irá percorrer para desenvolver funções em fase de amadurecimento, as quais, poderão tornar-se funções consolidadas. São as funções que estão no processo de maturação, podendo ser chamadas de brotos ou flores do desenvolvimento. (KABKE, 2007, p. 22) O conceito de aprendizagem mediada por instrumentos (ferramentas capazes de auxiliar as pessoas a atingirem o máximo de sua potencialidade) e por signos (representações da realidade) permite que a pessoa faça a representação mental de objetos diante de sua ausência 2 11231 material, de forma a possibilitar que ela aprenda através de representações mentais acerca da experiência vivida não por ela mesma, mas, por outrem. (...) os signos e os instrumentos. Eles funcionam como meios de adaptação dirigidos ao controle do próprio indivíduo. O signo é orientado internamente. Já a função de um instrumento é servir como condutor da influência humana sobre o objeto da atividade, ele é orientado externamente. Na verdade, o instrumento é o componente que fica entre o trabalhador e o objeto de trabalho e pode possibilitar transformação da natureza. Exemplo: machado corta e a vasilha armazena água. Enfim, o instrumento pode ser definido como meio de se alcançar um determinado objetivo, pois ele tem a função para a qual foi criado e a maneira de utilizálo durante o trabalho coletivo. (KABKE, 2007, p. 20) Ambos os conceitos trazidos por Vygotsky se relacionam perfeitamente e dão aporte teórico à educação desde o início do século passado, possibilitando verdadeira oxigenação ao ensino aprendizagem que mediado pelo professor, passa a utilizar da singularidade de cada pessoa, de seus conhecimentos prévios, de sua trajetória de vida e de seu desenvolvimento social e cultural como meio para construir o conhecimento de forma significativa e integrada. Assim, considerando tamanho fomento oferecido por este importante teórico à educação tradicional, elucidamos aqui, que a educação a distância também se mostra beneficiada por estes conceitos, conforme asseverado por diversos autores contemporâneos. Em análise ao instrumento fórum, considerando seu uso no ensino a distância, podendo estabelecer uma cumplicidade a mesma relação entre tutor e aprendiz e o perfeito emprego dessas teorias. No fórum, a aprendizagem pode ser mediada pelos instrumentos e signos, privilegia as percepções e expectativas do cursista, de modo a envolvê-lo na produção do conhecimento, mudando seu status que deixa de ter caráter de mero receptor, passando a ser partícipe de uma aprendizagem colaborativa. O uso autônomo do fórum pelo cursista é gerador de intenso desenvolvimento cognitivo e aprendizagem significativa oriunda das relações estabelecidas naquele contexto social. [...] quando aplicamos o princípio da colaboração para estabelecer as Zona de Desenvolvimento Proximal, obtemos a possibilidade de investiga diretamente o fator mais determinante da maturação intelectual, que culminará nos períodos de idade próxima e sucessiva do seu desenvolvimento. (VYGOTSKY, 1992, p. 270). O tutor à distância, por outro lado, não obstante a grande diferença do lócus no qual se desenvolverá a mediação, assume tarefa importantíssima, ao passo que no ambiente fórum, tem contato constante com o aprendiz e deve usar cada postagem para incentivar maior interação diante desse vasto espaço potencializador da ZDP oriundo da convivência com as diferentes opiniões expressadas pelos colegas de curso. Neste espaço, o tutor deve exercer comunicação educativa capaz de sempre incitar diálogo problematizador, que leve o aluno à reflexão, ao debate e à construção de significados. COLABORAÇÕES DE VYGOTSKY PARA A PRÁTICA DA TUTORIA NO USO DO FÓRUM COMO FERRAMENTA PEDAGÓGICA A inserção da Educação a Distancia (EAD) na Lei de diretrizes e bases da educação (LDB) em 1996, reforçada pelos investimentos governamentais - no programa “Computador para todos”, lançado em 2005 com o objetivo de promover inclusão digital com o oferecimento de linha de crédito em condições especiais e promoção de internet de banda larga à camada economicamente vulnerável da população brasileira, levou autoridades governamentais, bem como educadores, a promoverem práticas educativas que proporcionassem aos novos usuários 3 11232 desses equipamentos as competências necessárias para o uso das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) e acesso ao conhecimento capaz de tornar suas vidas melhores. Exemplo disso são os programas Sinergia Digital1 (criado e mantido pela PUCRS) e o - Proinfo i - Programa Nacional de Informática na Educação, (programa educacional criado em 1997 pelo MEC e desenvolvido pela extinta Secretaria de Educação à Distância – SEED) que surgiram com o objetivo de promover educação e capacitação por meio digital Nesse mesmo ano (2005), o Governo Federal, por meio do Ministério da Educação (MEC), lançou o programa Universidade Aberta do Brasil (UAB)2, objetivando a promoção de ensino público superior gratuito e de qualidade à população com dificuldade de acesso à educação. Para tanto, foi instituído convênio com 25 instituições públicas de ensino superior, que, por meio de seus 176 polos ofereceram no ano de 2006, 500 vagas para o curso de Administração. As últimas informações trazidas pelo MEC sobre o número de polos da UAB no Brasil são de 2010, registrando um total de 900 polos, com plano de expansão contínua desse número ano após ano. Estas informações deixam claro o quanto à educação a distância cresceu no Brasil e quanto continua crescendo, não apenas para a formação em nível superior como também para cursos de especialização, capacitação, idiomas, dentre outros. Diante desses novos desafios, as práticas pedagógicas desenvolvidas pelo tutor no ambiente virtual de aprendizagem (AVA) devem ser cuidadosamente planejadas a fim de que cada ferramenta utilizada com objetivos pedagógicos seja capaz de levar o cursista a exercer o máximo de suas potencialidades na busca do conhecimento almejado. Dentre as ferramentas, destaca-se, o fórum, local de extrema importância, pois permite intensa interação, posto que é o local no qual se dá o primeiro contato entre tutor e educando, onde o tutor tem a oportunidade de esclarecer as comandas das atividades propostas e das atividades complementares, onde os cursistas postam suas dúvidas, comentários, sugestões e críticas, e onde deve ocorrer a efetiva interação entre os atores educacionais, sendo capaz de “reforçar o aspecto social da educação, de desenvolver a capacidade de trabalhar em equipe e de motivar, poder cultivar, em cada um, o sentimento de pertencimento a um grupo, o que diminui, em grande medida, a sensação de isolamento.”(CUNHA, 2011, p.1). Contudo, fazer com que todas as funções previstas para um fórum sejam plenamente operadas é atividade altamente laboriosa ao tutor, que carecedor de pressupostos teóricos mais específicos para a EAD, muitas vezes encontra dificuldade em promover ao educando o melhor uso da ferramenta utilizada para desenvolvimento das práticas pedagógicas. Na sequência, passaremos à análise de algumas dificuldades apontadas por tutores de um curso de Orientação Pedagógica em Educação a Distância, realizado em instituição publica de ensino superior no ano de 2006 (BATISTA; GOBARA, 2006), e de um mini curso de Metodologia de Ensino de Química Via Telemática, promovido pela USP em 2005 (DOTTA GIORDAN (2007). Em seguida, verificadas as dificuldades apresentadas por tutores participantes do mini curso citado, buscaremos apoio nas teorias trazidas por Vygotsky para então analisarmos como estas teorias desenvolvidas com base em observação da educação presencial podem contribuir para um melhor desenvolvimento da educação na modalidade a distância. PRINCIPAIS DIFICULDADES APONTADAS CONTRIBUIÇÕES TEÓRICAS DE VYGOSTSKY NA LITERATURA, SEGUIDAS DAS Nesta etapa, analisaremos duas situações específicas (itens A e B), apontadas por tutores como dificuldades percebidas por eles no exercício de suas práticas pedagógicas. Tais 1 O projeto Sinergia Digital foi criado pela PUCRS em 2004, com o objetivo de ajudar na inclusão digital das pessoas em condição de vulnerabilidade, auxiliando-as a adquirir os conhecimentos necessários para o uso de ferramentas computacionais. Para tanto, as aulas são ministradas por universitários, diplomados e funcionários da PUCRS nos próprios laboratórios da Universidade. 2 4 11233 informações foram trazidas a este estudo à partir de compilação de dados colhidos em revisão de literatura. Para compilação de ambas as informações a seguir, utilizamos de dois estudos: * Dotta e Giordan, (2007) que discute e demonstra o aproveitamento o aproveitamento das TIC e das TDV pela educação (mais especificamente a EAD) buscando verificar se essas tecnologias são de fato geradoras de efetiva aprendizagem, de acordo com o crivo teórico de Vygotsky ao analisar as interações havidas entre tutores e estudantes de um minicurso de Química. Os autores esclarecem que a aprendizagem de forma colaborativa desenvolve potencialidades individuais oriundas das diversas formas de interações sociais que se estabelecem no ambiente virtual, o que implica em uma redimensão do papel do educador em vista de atender as novas situações que se desencadeiam. * Batista e Gobara (2006) que discute o processo de interação entre tutores e cursistas, diante da observação do fórum on line de um curso de pós graduação de Orientação Pedagógica em Educação a Distância. Neste estudo as autoras, após colheita de informações com os participantes do curso, apontaram as maiores dificuldades sentidas pelos tutores e cursistas, e evidenciaram que o fórum como ferramenta pedagógica, não atingiu as potencialidades desejadas em razão da não compreensão da real funcionalidade deste instrumento, bem como da falta de formação e de intencionalidade dos tutores que deixaram de utilizar o ambiente como lócus de problematização das atividades e dos comentários dos cursistas. As dificuldades apontadas nos estudos compilados foram: A) FORMAÇÃO POUCO ESPECIALIZADA DO DOCENTE E A FALTA DE COMPREENSÃO DA REAL FUNÇÃO DO FÓRUM E USO DO FÓRUM COMO DEPÓSITO DE ATIVIDADES De acordo com as palavras de Batista e Gobara (2006) ao entrevistarem os agentes de um curso oferecido na modalidade a distância tanto cursistas como professores não fizeram um bom aproveitamento do fórum por não disporem de conhecimentos acerca da real função desse lócus. De acordo com as informações auferidas pelas pesquisadoras, esse entrave ocorreu em razão da baixa qualificação desses profissionais no tocante ao uso das mídias e ferramentas como objetos educacionais. Para extrair qualquer perigo de subjetivação da pesquisa, segue extrato comprobatório enfatizado por Batista e Gobara: As análises das entrevistas com professores e alunos e das informações obtidas nos fóruns das disciplinas do curso sugerem que as poucas interações observadas são decorrentes de uma formação pouco especializada dos docentes e de práticas presenciais tradicionais. Além disso, verificou-se que há entre os sujeitos investigados, certo desconhecimento das potencialidades do fórum on-line como um instrumento virtual de aprendizagem, adequado para promover a interação e a construção do conhecimento de forma colaborativa nesse contexto (BATISTA; GOBARA, 2006, p.2). Também a abordagem aos temas e a forma como os estudantes foram recepcionados no curso EAD (de forma análoga à das práticas de ensino presencial), sem considerar a importância de diferenças discursivas e a ignorância da necessidade de superar a distância física havida no AVA foram fatores que contribuíram para o mal uso dessa ferramenta, segundo os autores. Contudo, a falta da compreensão da real função do fórum, como um local importante para a gestão e acompanhamento da aprendizagem e manutenção permanente da interatividade, capaz de manter o estudante ligado ao curso, aos outros estudantes e ao tema de estudo proposto, conferindo-lhe o sentimento de pertencimento, foi o que mais pesou, tendo em vista que o fórum, no caso analisado, acabou sendo reduzido a local onde eram depositadas as comandas das atividades e as atividades realizadas pelo estudante. 5 11234 B) PRECARIEDADE DAS INTERAÇÕES A interação é muito mais importante no ambiente virtual para a EAD do que em sala para a educação tradicional (presencial). E o fórum, por si só, não promove interação fazendo-se, pois, necessário, que o tutor seja perspicaz ao instigar o grupo, propor nova abordagem ou enfoque ao tema, e aproveitar as postagens feitas pelos cursistas para, a partir delas, incitar o aprofundamento ao tema. Deve, portanto, existir uma intencionalidade por parte do tutor e também por parte do educando, no sentido de utilizar este lócus para ampliar as ideias, expandir ou concentrar o foco, de acordo com as informações acessadas e com o conhecimento que se deseja colaborativamente produzir e não podemos aqui nos ouvidar de que a interação também é uma forma de construir conhecimentos, neste caso específico, o conhecimento trazido por outros cursistas eventualmente mais experientes. Vejamos as características e propósitos da interatividade trazidos por PAZ, s/d, citando Vygotsky: Uma premissa de Vygotsky (1998) é de que o funcionamento mental no ser humano é oriundo de processos sociais, pois não se pode estudar o comportamento do indivíduo em contexto isolado, mas em interação com outros indivíduos. Afirma também que esse processo de interação social é responsável por transformações no comportamento, pois os processos sociais e psicológicos são moldados por formas de mediação e se dão a partir da transformação de objetos em signos culturais (PAZ, s/d). Contudo, para que a interação aconteça, é primaz que o tutor promova a mediação dialógica, que aqui embasamos com os conceitos Vygotskyanos sobre a Zona de Desenvolvimento Proximal, que consiste no que a pessoa é capaz de desenvolver sozinha (a partir de seus conhecimentos concatenados advindos de suas experiências vividas) e do que esta mesma pessoa não é capaz de desenvolver sem contar com a ajuda de outros considerando aqui o nível potencial de desenvolvimento desse ser em razão das intervenções do outro. Os pressupostos trazidos pela teoria sociocultural ressaltam que é a partir da relação com o outro que o indivíduo consegue real desenvolvimento. Isso esclarece, portanto, que a mediação é fundamental para a promoção de um melhor desenvolvimento do aluno e deve embasar as práticas educacionais havidas no fórum por meio da linguagem, da comunicação, pois é através da comunicação que o tutor tem a oportunidade de desenvolver processos cognitivos nos quais o estudante dispõe, para então levá-lo a novas problematizações capazes de ampliar seu desenvolvimento cognitivo na sua interação com os outros. Entende-se, daí, que a interação com o mediador, que intervém na ZDP, leva o aluno a alcançar progressos que não seriam possíveis sem essa interferência. Mas não só a interação do aluno com o professor é capaz de promover tais avanços. Para Vygotsky, o aluno menos experiente se beneficia da interação com o mais experiente na medida em que também este auxilia o primeiro em elaborações que sozinho não poderia realizar; não se pode negar, porém, que também ocorre o benefício do mais experiente, pois, na tentativa de ajudar o outro, este é obrigado a reestruturar o próprio conhecimento, as próprias concepções (CUNHA, 2011, p. 2). A figura a seguir, nos dá uma visão sintética, porém, bastante compreensível, da teoria histórico-cultural, elencando aqui não conceitos, mas, a importância e também as idiossincrasias necessárias ao educador no planejamento e desenvolvimento de sua práxis educacional, visando 6 11235 alcançar a promoção da comunicação e mediação geradoras de interatividade entre os cursistas no uso do fórum como ferramenta pedagógica: Figura 1: Teoria histórico-cultural – Fonte: Elaboração própria baseado no texto de DOTTA; GIORDAN, (2007) Com o objetivo de melhor vislumbrarmos e também corroborarmos os efeitos positivos que as teorias de Vygotsky podem trazer à educação a distância quando incluídas pelo tutor em seu conjunto de práticas educacionais, sobretudo no uso do fórum como ferramenta pedagógica no Ambiente Virtual de Aprendizagem, passamos a analisar, com o respaldo das teorias de Vygostsky , alhures elencadas, a atuação de dois tutores em contato com seus alunos, no uso do fórum em um minicurso de Química. Estes diálogos nos foram trazidos por Dotta e Giordan: EPISÓDIO 1 Data: 22/11/2006 - 11:09:48 | Mensagem Enviada por: Aluno 49 Minha Dúvida é: quando damos nome a um alcool temos que contar apenas os hidrocarbonetos da cadeia principal? ou para dar o nome ao alcool devo contar todos os hidrocarbonetos do composto? qual seria o nome desse composto? H3C-CH2-CH-CH2-OH | CH2 | CH3 Data: 23/11/2006 - 06:56:59 | Mensagem Enviada por: Tutor H 7 11236 Aluno 49, a nomenclatura de álcoois segue as regras da nomenclatura de compostos ramificados, ou seja, no final do nome vem o da cadeia principal (somente carbonos pertencentes a esta). Veja o exemplo: CH3 - CH - CH2 - CH - CH3 || CH3 OH 4-metil-2-pentanol A partir deste exemplo, tente colocar o nome no seu exercício e nos envie. DOTTA;GIORDAN (2007, p.10) Nesse primeiro caso, protagonizado pelo tutor H e o aluno 49, não houve real e significativa interação entre cursista e tutor, em razão da precariedade da comunicação que se estabeleceu ali, o tutor H não se ocupou de promover dialogicidade com o educando, deixando de explorar as origens de suas dúvidas, de verificar quais conhecimentos prévios o cursista detinha e capazes de levá-lo a uma busca da solução para o problema apontado. Nesta experiência, ao contrário do que preconizou Vygotsky, os aspectos educacionais empregados no ensino não foram capazes de se adiantarem ao desenvolvimento do indivíduo para que, por meio da experiência histórico-cultutal do educando e da sua relação com o outro (alteridade) novos desenvolvimentos fossem gerados. O conceito de Zona de Desenvolvimento Proximal em momento algum fora utilizado no sentido de verificar o que este estudante era capaz de produzir sozinho e o que ele era capaz de produzir auxiliados pela relação e intervenções do outro. A prática de responder diretamente à pergunta lançada, não correspondeu aos ideários da mediação pedagógica, nem tão pouco continha em si os requisitos indispensáveis à realização da comunicação dialógica, pelo contrário, tratou-se apenas de mera comunicação científica, de modo que, apesar da manutenção do tema científico em questão houve digressão da prática educacional, que além de não explorar as potencialidades do estudante acabou por reduzir sua atividade cognitiva ao fornecer um exemplo a ser “copiado” (simplesmente reproduzido) prestigiando dessa forma o envio da atividade e não a busca pelo conhecimento e pelo desenvolvimento humano. Essa prática nos mostra que não basta ao tutor conhecimento acerca do assunto tratado ou conhecimento técnico para manipulação da ferramenta; tais conhecimentos só surtirão os efeitos esperados pelo curso quando forem empregados em conjunto com um processo comunicativo eficiente e carregado de intencionalidades pedagógicas desde a abordagem ao aluno até o convite para uma nova conversa. EPISÓDIO 2 Data: 04/11/2006 - 00:45:11 | Mensagem Enviada por: Aluno 44 Olá. Sabemos que o cloreto de sódio é uma substância polar (...) Gostaria de saber por que o cloreto de sódio refinado não volta a juntar-se, refazendo suas ligações intermoleculares, voltando à forma de cristal (...). É correto dizer que essa substância realiza ligações intermoleculares, já que se trata de uma substância iônica? Abraços. 8 11237 Data: 13/11/2006 - 10:59:23 | Mensagem Enviada por: Tutor G Olá, Aluno 44! Obrigada por consultar este serviço de orientação. Este seu interesse sobre um fenômeno que acontece no cotidiano é muito oportuno. Você demonstra saber que o cloreto de sódio é o resultado (...) Vamos somente relembrar que as moléculas (...) Você menciona ‘ligações intermoleculares’ e (...) É este um dos motivos para sua dúvida? Por causa do nome? Existiriam outros motivos, caso queira me informar? Bem, por enquanto, posso informar (...) No site http://www.ucs.br/ccet/defq/naeq/material_didatico/textos_interativos_33.ht m, você pode visualizar uma figura animada, representanto (...) Não entendi bem quando você se refere ao “cloreto de sódio refinado não voltar à forma de cristal”. Para tentar responder, gostaria de saber qual sua opinião sobre alguma diferença física entre o cloreto de sódio refinado e aquele que você diz ‘em forma de cristal’. Por exemplo, um pequenino “grãozinho” de cloreto de sódio não seria um cristal? Aguardo seu contato para completar a explicação. Espero ter ajudado. Um abraço, Tutor G Data: 13/11/2006 - 22:48:29 | Mensagem Enviada por: Aluno 44 Olá Tutor G! Obrigado por responder às minhas dúvidas. Ainda não conhecia (...) Quanto o termo "em forma de cristal", eu me referia à pedra do cloreto de sódio, como nesta imagem: http://www.chem.ox.ac.uk/icl/heyes/structure_of_solids/Scans/Halite(NaCl). JPG E retomando à pergunta, já que o cloreto de sódio apresenta os dois pólos de cargas opostas, por que quando está refinado não tenta refazer as ligações interiônicas a fim de retomar à forma de pedra? Quero dizer, um pólo atrairia o outro de carga oposta, desta forma o sal tentaria voltar ao seu arranjo anterior. Abraços Data: 18/11/2006 - 22:46:32 | Mensagem Enviada por: Tutor G Olá, Aluno 44! Bem-vindo de volta! A foto que vc indicou é muito interessante e como vc vê, (...) Acontece que a formação de cristais ocorre somente a partir de um líquido ou gás. Por que não a partir de "ligação" entre sólidos (partículas do sal refinado, como vc sugeriu? As forças interiônicas são muito (...) Espero ter esclarecido um pouco mais. Um abraço, Tutor G Data: 27/11/2006 - 02:50:39 | Mensagem Enviada por: Aluno 44 9 11238 Tutor G, só mais uma dúvida! Qual o motivo das forças interionicas enfraquecerem neste caso? Abraços. Data: 29/11/2006 - 12:04:24 | Mensagem Enviada por: Tutor G 12 Olá, Aluno 44! Como vai? Sobre a sua pergunta (...) Vamos resumir, para tentar seguir um raciocínio: como você sabe, nas ligações covalentes (...) Finalmente, falamos em forças (...). Veja bem, não é transferência de elétrons, mas 'deslocamento' da nuvem eletrônica. Então, esta força (...) Aluno 44, a sua curiosidade é muito motivadora e penso que você continua com dúvidas, porque em ciência, o conhecimento de um fenômeno leva a outro, que por sua vez gera outro raciocínio e assim por diante. Não tem fim... Eu também tenho muitas dúvidas, sobre muitas coisas... mas isto é bom, porque buscar respostas torna-se um desafio. Mas, como você é muito interessado (...) tenho certeza de que vai achar facilmente na internet, sites que o ajudarão a entender mais a Química, completando a educação escolar. Dá trabalho... mas vale a pena! Abraços, Tutor G (...) (DOTTA; GIORDAN (2007, p.11-12). No episódio 2, em que temos o tutor G e o aluno 44, vislumbramos uma eficaz atuação do tutor, que, através de uma pergunta consegue estabelecer amplo e consistente diálogo com o estudante por meio de uso de hiperlinks com mídias e linguagens diversas (indicação de sites na internet). A forma mais afetuosa de receber e despedir-se do aluno nas postagens, bem como as considerações entusiastas do tutor acerca do conhecimento trazido pelo estudante em suas opiniões, mostram respeito aos conhecimentos e experiências tidas pelo estudante e receptividade à dialogicidade. A forma de apontar caminhos, intencionalmente finalizadas por uma interrogação, constituiu convite ao aluno para pensar e repensar outras possibilidades, incumbindo-lhe de retomar o diálogo posteriormente com possíveis respostas à pergunta lançada pelo tutor. Esta prática torna inegável a importância de o tutor revestir suas práticas de conceitos de dialogicidade, mediação pedagógica e de zona de desenvolvimento proximal no uso do fórum, para que novas problematizações sejam permanentemente criadas, com o fito de levar o estudante a também perquirir novas respostas e soluções para um problema que pode aparentemente ser simples e sem importantes nuances a serem consideradas, mas que podem mostrar com a evolução do processo educacional a base para inúmeras considerações e observações. Esta práxis assegura ainda o permanente retorno do cursista ao fórum em razão da acolhida recebida, do respeito devotado às suas opiniões, inferências e dúvidas, além do aguardo do tutor no sentido de que ele que contribua com suas considerações à nova pergunta (problematização) lançada. Analisando os dois diálogos verbais havidos entre tutores e cursistas nos Episódios 1 e 2 verificamos acentuada diferença no exercício da prática da tutoria, bem como no deslinde educacional proporcionado por ambas as práticas. O uso dessa ferramenta, no segundo Episódio mostrou-se, de fato, eficaz na obtenção dos resultados esperados para a interação no ambiente fórum. CONSIDERAÇÕES FINAIS 10 11239 Com base na proposta trazida por este estudo em seus objetivos, foram analisados pressupostos teóricos de Vygotsky acerca da educação, e investigado se esses conceitos, originalmente elaborados e empregados a partir da educação tradicional poderiam ser aplicados na educação a distância, fundamentando a prática da tutoria pelo uso do Fórum como instrumento pedagógico disponível nos Ambientes Virtuais de Aprendizagem. Analisamos ainda, a relevância da atuação do tutor/professor on line na prática da mediação instigadora da construção do conhecimento, ensejadora de reflexão e de interatividade essenciais ao processo de ensino-aprendizagem, sobretudo no emprego do fórum como instrumento através do qual se desenvolveu a prática pedagógica no AVA. Para tanto, tomamos por base as lições de Vygotsky acerca da interatividade e da dialogia, originalmente estruturadas para o ensino aprendizagem na modalidade tradicional. Por meio de revisão de literatura verificamos a importância desses construtos para o ensino aprendizagem e analisamos também os resultados auferidos em dois estudos diferentes, oferecidos na modalidade a distância, nos quais cursistas e tutores apontaram suas principais dificuldades no uso do fórum, além da análise da relação dialógica havida entre dois tutores e dois estudantes de um curso, também oferecido na modalidade EAD. Foi, com fundamento em informações teóricas, analisada a prática do tutor, e conceituada a interatividade, com o objetivo de melhor entender as relações dialógicas e a interatividade essenciais à boa prática educativa diante das peculiaridades da EAD. Verificou-se a importância da mediação eficaz desenvolvida por meio do uso adequado e pautado em intencionalidades, de ferramentas como o Fórum. Pudemos, desse modo, perceber quão importante é a prática pedagógica no ambiente Fórum, vez que neste espaço são realizadas importantes atividades, tais como: a recepção do discente, o esclarecimento de comandas de atividades, a postagem de discussões e material adicional, o esclarecimento de dúvidas e o debate acerca de resultados, e ainda, o local no qual o estudante tem a oportunidade de relacionar-se com outros colegas de curso. De acordo com as concepções de Vygotsky a respeito da Zona de Desenvolvimento Proximal (ZPD) e de aprendizagem mediada, prestigiar a singularidade de cada cursista, valorizando seu desenvolvimento social e cultural, seu conhecimento e experiências prévias, e estimulá-lo à superação de novas problematizações pedagógicas por meio de seu contato com o outro, possibilita a construção de conhecimento de forma significativa e integrada. Seguindo na contribuição teórica trazida por Vygotsky, ressaltou-se ainda que a aplicabilidade da mediação no ambiente fórum pelos instrumentos e signos, coloca o cursista na condição de colaborador ativo no processo de ensino aprendizagem, otimizando seu desenvolvimento cognitivo e sua maturação intelectual. Entretanto, por maiores que possam ser as potencialidades que o uso do fórum como ferramenta pedagógica possa oferecer à EAD, a compilação dos estudos feitos por Batista e Gobara; Dotta e Giordan, deixaram claro que ainda existem dificuldades importantes a serem superadas pelos tutores para o bom uso pedagógico desta ferramenta. Foram destacadas pelos autores supracitados dificuldades decorrentes da formação pouco especializada do tutor, bem como de sua inexata compreensão quanto a real função do fórum, que em não raras vezes, foi utilizado como mero repositório de atividades, sem a preocupação de, ali, intentar promover a interatividade e a dialogicidade problematizadora. Ainda, de acordo com a pesquisa, tutores e cursistas apontaram como dificuldades a precariedade das interações, que, usualmente, ocorriam sem revestirem-se de real proposta pedagógica. De forma que o tutor só se manifestava quando solicitado, limitando-se a, objetivamente, responder ao questionamento do cursista, não o estimulando a aprofundar-se no assunto ou verificar novas possibilidades para solução do problema. Essa situação sugere que a falta de intencionalidade pedagógica do tutor no uso do fórum, reduz sua potencialidade e não gera efetiva interatividade. Os fragmentos de diálogo havido entre dois tutores e cursistas, trazido nos estudos de Giordan e Dotta (2007), nos permitiu vislumbrar tanto a prática pedagógica falha e não propulsora de real interação e de conhecimento significativo, quanto a boa prática pedagógica carregada de intenções e geradora de manutenção da interação e da construção do conhecimento pelo próprio cursista a partir dos questionamentos feitos pelo tutor. 11 11240 Este conjunto de arrazoações deixa claro o quanto o conhecimento das mídias e ferramentas tecnológicas, bem como a práxis da mediação são fundamentais ao desenvolvimento do cursista, devendo, portanto, as práticas exercidas no fórum pelo tutor serem permeadas pela dialogicidade capaz de promover processo cognitivo necessário para que o aluno, por meio de novas problematizações, ampliem seu conhecimento cognitivo na interação com o outro. As teorias Vygotskyanas, sobretudo, da Zona de Desenvolvimento Proximal, Teoria Histórico-Cultural e de Mediação dialógica, não obstante tenham sido inicialmente construídas para emprego na educação presencial, podem contribuir sobremaneira com o tutor, no sentido de lhe dar subsídios doutrinários suficientes para auxiliá-lo a intentar práticas inovadoras no uso do fórum, que se valham do desenvolvimento já consolidado pelo cursista para gerar novas inferências e discussões capazes de levá-lo a desenvolver-se cognitivamente e construir novos saberes. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS E WEBGRÁFICAS ABEGG, I.; BASTOS, F. P.; MÜLLER, F. M. Ensino-aprendizagem colaborativo mediado pelo Wiki - Educar em Revista, Curitiba, Brasil, n. 38, p. 205-218, set./dez. 2010. Editora UFPR. Disponível em: < http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/educar/article/viewFile/13129/13530 >Acesso em 27/07/2013. ANDRADE, A. F. ; VICARI, R. M. 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