LABORATÓRIO DE APRENDIZAGEM – REFORMULAÇÃO DO ESPAÇO E DO PLANO PEDAGÓGICO PARA TRABALHAR COM AS POTENCIALIDADES E DIFICULDADES Ana Lúcia Rocha Moraes1 - SMED Porto Alegre Janaína Siviero Ribeiro 2 - SMED Porto Alegre Grupo de Trabalho - Didática: Teorias, Metodologias e Práticas Agência Financiadora: não contou com financiamento Resumo Esse trabalho vai relatar uma experiência pedagógica que ocorre desde 2014 no Laboratório de Aprendizagem (LA) de uma escola municipal em Porto Alegre no Rio Grande do Sul. Esse espaço de aprendizagem recebe alunos que estão com dificuldades em acompanhar os conteúdos trabalhados na sala de aula. Muitos deles já estão sendo indicados para esse atendimento há muitos anos. O atendimento é oferecido no turno inverso ao da aula regular, por esse motivo o problema da infrequência e falta de diversificação no trabalho não apoiavam a continuidade dos alunos nesse atendimento. Pensando nessa situação e no perfil dos alunos atendidos, surgiu a ideia de iniciar um trabalho diferenciado no LA e explorar outros campos teóricos que olhassem de forma diferenciada para o fracasso escolar inserido na vida da maioria desses alunos. A partir disso, apresentamos um projeto para o grupo de professores da escola e fomos escolhidas para colocar em prática esse trabalho. Nossa prática já está apresentando resultados, pois a frequência dos alunos aumentou e diminuímos as desistências. Além disso, o funcionamento do LA foi ampliado para apoiar atividades pedagógicas na sala de aula, pois emprestamos materiais diversificados do nosso acervo para os professores. Esse texto faz um recorte do trabalho desenvolvido e terá como objetivo relatar o planejamento do projeto pedagógico colocado em prática até o momento. Além disso, descreverá algumas atividades desenvolvidas para o acolhimento desses alunos nesse espaço e mostrará nossos embasamentos teóricos que apoiam nossa prática cotidiana. Utilizamos como referência teórica autoras como Alicia Fernandez (2001) e Nádia Bossa (2002). 1 Professora do Laboratório de Aprendizagem na rede municipal de Porto Alegre. Pós-graduada em História Contemporânea (La Salle), graduada em Ciências Sociais (licenciatura e bacharelado) pela UFRGS. E-mail: [email protected] 2 Professora do Laboratório de Aprendizagem na rede municipal de Porto Alegre. Pós-graduanda em Psicopedagogia: abordagem clínica e institucional na FAPA, graduada em Pedagogia na UFRGS. E-mail: [email protected] ISSN 2176-1396 25635 Palavras-chave: Didática. Trabalho com grupos. Dificuldade de aprendizagem. Laboratório de aprendizagem. Introdução Esse trabalho vai relatar uma experiência pedagógica que ocorre desde 2014 no Laboratório de Aprendizagem (LA) de uma escola municipal no munícipio de Porto Alegre. Fizemos um recorte do nosso trabalho para esse relato, pois não seria possível relatar todo trabalho desenvolvido. Vamos abordar nossa experiência na escrita do projeto, atividades de acolhimento aos alunos e o projeto Amigos do LA. Escolhemos essas atividades, pois elas possibilitaram o envolvimento dos alunos e a frequência dos mesmos, já que a infrequência e a falta de vontade de frequentar o LA era um dos principais pontos a melhorar no trabalho proposto. Histórico da escola Nosso trabalho é desenvolvido em uma Escola Municipal de Ensino Fundamental que fica localizada no bairro Rubem Berta, na zona norte do município de Porto Alegre. A EMEF Grande Oriente do Rio Grande do Sul tem vinte e oito anos de existência. Atualmente, atende 1172 alunos nos turnos manhã, tarde e noite. A instituição conta com 90 professores para atender os alunos. Parte desses professores também realiza trabalho administrativo. Tabela 1 – Distribuição dos alunos na EMEF Grande Oriente MANHÃ TARDE NOITE TOTAL TURMAS 19 16 9 44 ALUNOS 528 430 214 1172 Fonte: dados fornecidos pela escola. Essa instituição situa-se em uma região periférica da cidade, faz divisa com o município de Alvorada. A figura 1 mostra a localização da escola. O bairro da instituição é o de número 10. 25636 Figura 1 – Mapa dos bairros da cidade de Porto Alegre Fonte: Google imagens - http://www.encontrariograndedosul.com.br/mapa-de-porto-alegre.html (acessado em 10 de agosto de 2015). A comunidade onde a escola está inserida tem problemas de saneamento e pouca estrutura de urbanização. As moradias são em áreas invadidas e em condomínios residenciais populares. No bairro as opções de lazer são restritas às poucas praças, à escola e aos SASE (Serviço de Assistência Sócio Educativo). Atualmente, muitas famílias dessa comunidade enfrentam problemas com drogas. Existe uma mobilidade grande em função dessa problemática, alunos mudam de cidade ou faltam às aulas por esse motivo. A escola oferece três refeições no turno da manhã, duas no turno da tarde e duas no turno da noite. O público atendido na escola é diversificado, apresentando poucos casos de pobreza extrema, existem alunos em situação de vulnerabilidade por estarem em risco e abandono familiar. Laboratório de Aprendizagem para a mantenedora O espaço laboratório de aprendizagem, conforme consta no Regimento Escolar da Escola Cidadã, de dezembro de 1996, também nas alterações do REGIMENTO ESCOLAR Modificado, de abril de 1999, do Município de Porto Alegre, faz parte do capítulo III – Organização dos Segmentos e do subcapítulo III. 4 – Equipe auxiliar da ação Educativa. Segundo o regimento da mantenedora o professor que trabalhe no LA deverá terá. Uma carga mínima de 20h. Cada espaço de LA deverá atender grupos de 4 a 8 alunos, no mínimo em um encontro semanal de uma hora. 25637 O atendimento não se caracteriza por reforço escolar, turma diferenciada, turma com proposta didática diferenciada ou qualquer outra ação que não se destaque por apresentar aos alunos novos horizontes de aprendizagens, metodologias diferenciadas do cotidiano da sala de aula, mas nunca desvinculados de um planejamento coletivo com os professores desses alunos. Assim, será o laboratório necessariamente, um espaço de investigação e inovação que deverá tornar-se uma extensão da sala de aula tendo como meta, atender tanto ao aluno como fornecer subsídios às estratégias didáticas do professor. LA na EMEF Grande Oriente (2014-2016) Decisão de iniciar o trabalho no LA Na EMEF Grande Oriente as professoras que trabalham no LA são escolhidas através de votação do grupo de professores. Deve-se apresentar um projeto pedagógico e o grupo de professores vota para a escolha do projeto. Esse trabalho tem a duração de três anos. Iniciamos a escrita do nosso projeto em setembro de 2013. Apresentamos para o grupo em novembro do mesmo ano. Já durante a escrita do projeto percebemos que os principais desafios eram: manter a frequência dos alunos (eles faltavam muito e poucos frequentavam efetivamente esse espaço) e tornar o ambiente do LA um local acolhedor e de novas perspectivas de aprendizagem. Após a votação recebemos a afirmativa do grupo em relação ao nosso trabalho. Iniciamos a lista com as modificações necessárias para que o projeto acontecesse. Organização do espaço Como citado anteriormente, percebemos que havia a necessidade de modificar boa parte do ambiente. A maior parte dessas mudanças envolvia pouco recurso financeiro. Existiam duas salas pequenas e escuras divididas com compensado. O ambiente ficava apertado e pouco iluminado. Além disso, o mobiliário das salas era antigo e muito deteriorado. As classes eram dispostas para que os alunos sentassem individualmente, reproduzindo o ambiente da sala de aula convencional. Existia uma sala ao lado do ambiente principal que estava com muitos materiais incompletos, velhos e desgastados. 25638 Pensando na necessidade de modificação do espaço para atender a demanda do nosso projeto pedagógico, apresentamos para o conselho escolar e para a direção nossas necessidades de curto, médio e longo prazo. Nossa sala foi reformulada e transformamos as duas salas pequenas em uma grande (figuras 2 e 3), assim otimizamos o espaço e trabalhar de forma mais coletiva. Na sala de entrada criamos um ambiente multiuso (figura 4) com mesa de reunião, espaço para leitura no chão, jogos, brinquedos, retroprojetor, espelhos, etc. Figura 2 – Sala principal Fonte: as autoras Figuras 3 – Sala principal Fonte: as autoras Figura 4 – sala multiuso Fonte: as autoras Dessa forma, os alunos atendidos são acolhidos em ambiente convidativo e que divide seus espaços de acordo com o uso e necessidade. Além disso, nosso acervo de jogos foi renovado e aos poucos estamos conseguindo fazer a catalogação dos jogos e com o apoio dos amigos do LA estamos explorando as regras e criando novas possibilidades para cada jogo. 25639 Ingresso no LA O Laboratório de Aprendizagem (LA) atende em média 160 alunos nos dois turnos de trabalho (manhã e tarde). A faixa de idade é entre 7 e 16 anos. Todos os alunos o ensino fundamental. São encaminhados, através de uma ficha pelo grupo de professores que os atendem no ensino regular. As aulas são administradas no turno inverso. O principal critério para a seleção são dificuldades de aprendizagem. A ficha preenchida é encaminhada pelo setor de orientação pedagógica da escola, que irá resgatar informações sobre o aluno para registrar aspectos relevantes de sua formação acadêmica e familiar (situações de vulnerabilidade e de abandono, acompanhamento clínico, etc...). Embasamento teórico para o trabalho pedagógico no LA O Laboratório de Aprendizagem é um local que lida cotidianamente com as dificuldades de aprendizagem, dessa forma o fracasso escolar está presente na vida de muitos dos alunos que atendemos. Para refletirmos sobre o fracasso escolar, temos que entender que ele foi estudado e analisado a partir da obrigatoriedade da escolarização que surgiu no século XX. Essa temática tornou-se uma preocupação da sociedade contemporânea, onde o dinheiro e sucesso estão atrelados a um bom desempenho acadêmico. Em seu livro Fracasso Escolar – um olhar psicopedagógico, Nádia Bossa traz conceitos de Cordié (1996, apud BOSSA, 2002, p. 18) sobre esse assunto: o fracasso escolar é uma patologia recente. Só pôde surgir com a instauração da escolaridade obrigatória no fim do século XIX e tomou lugar considerável nas preocupações de nossos contemporâneos, em consequência de uma mudança radical da sociedade [...] não é somente a exigência da sociedade moderna que causa os distúrbios, como se pensa muito frequentemente, mas um sujeito que expressa seu mal-estar na linguagem de uma época em que o poder do dinheiro e sucesso social são valores predominantes. Vivemos em um país com grande desigualdade social, onde a educação seduz e pune, numa igualdade que também marginaliza. Percebe-se um aumento da evasão escolar, um número crescente de alunos com dificuldade de aprendizagem e desinteresse pelo trabalho escolar. Segundo Cordié (1996, apud BOSSA, 2002, p. 18), a pressão social serve de agente de cristalização para um distúrbio que se inscreve de forma singular na história de cada um. 25640 Ao elaborarmos o nosso projeto para o LA nos baseamos nos pilares da educação sugeridos no relatório da comissão internacional da educação para o século XXI da UNESCO: a) aprender a conhecer; b) aprender a fazer; c) aprender a conviver; d) aprender a ser. A partir desses pilares elaboramos três eixos de trabalho: Figura 4 – Eixos de trabalho Fonte: as autoras Eixo competências e habilidades A prática pedagógica do LA estará voltada para o exercício de procedimentos em múltiplas linguagens (modelos, atividades práticas, estimativas, gráficos, tabelas, desenhos, esquemas, listas, produção textual, pesquisas) onde a problematização dos conteúdos conceituais passem a estabelecer os meios para aquisição de habilidades e competências. Eixo Cultural É necessário que o educando amplie seus saberes além das fronteiras do bairro onde moram. Pensando nisso desenvolveremos projetos que possibilitem visitas a lugares históricos de Porto Alegre, exposições, etc. Organizamos espaços dentro da escola que possibilitem a manipulação de mapas, globos terrestres, jogos, livros, despertando curiosidade por diversos saberes. 25641 Eixo sócio afetivo Perfil do aluno do LA e) histórico de fracasso escolar; f) problemas disciplinares (agressividade falta de limites); g) falta de acompanhamento familiar; h) baixa autoestima; i) timidez, introspecção, falta de amigos, exclusão. Trabalho sócio afetivo no LA – lugar acolhedor, desafiador e instigador que propicie: j) relações interpessoais; k) emoções; l) afetos. A identidade e a autoestima são foco intencional da intervenção pedagógica, pois as repercussões dessas vivências no período escolar são essenciais para o desenvolvimento de crianças e adolescente. Nosso objetivo é atuar no desenvolvimento de habilidades e capacidades dos nossos educandos. Temos como ponto de partida a história de vida de cada aluno. Explorando o que cada um tem de singular, principalmente, suas potencialidades, pois essas ajudarão no trabalho com as dificuldades. Nosso trabalho inicial de acolhimento no LA baseia-se na linha teórica defendida por Alicia Fernandez (2001). Essa autora aborda diversas temáticas sobre dificuldades de aprendizagem a partir do olhar psicopedagógico. Destacamos algumas considerações da obra de Alicia Fernandez (2001) que são utilizadas em nosso pensar e fazer pedagógico: m) a criança pensando e construindo seu conhecimento; n) um espaço saudável onde o perguntar seja valorizado; o) proporcionar experiências de “vivências de satisfação!”; p) oferecimento de espaços de brincar, jogar e fazer trocas; q) reconhecimento de si como autor; r) propiciar vínculos solidários com colegas da mesma e de diferentes idades; s) circulação do conhecimento (família, escola, espaços culturais). 25642 Trabalho Pedagógico Nesse relato iremos descrever a prática desenvolvida no início dos atendimentos aos alunos, pois a partir das observações desse período fazemos um planejamento das atividades que ocorrerão em grupos de 4 a 5 alunos. Esse momento permite também o pensar sobre os grupos de trabalho, pois o atendimento é feito coletivamente. Dessa forma, a análise individual inicial é importante para a montagem dos grupos e a definição da linha de ação pedagógica. O planejamento pedagógico do LA é pensando a partir da perspectiva teórica de Alicia Fernandez. As atividades iniciais foram planejadas com objetivo do aluno se autoconhecer, se descrever e se apresentar para os professores e para os colegas. Nosso objetivo era fugir da proposta da entrevista padrão para conhecer o aluno. Além disso, sabemos que utilizando diferentes recursos enriquecemos a narrativa e possibilitamos interações mais ricas. A partir de dados da escola, sabemos que os alunos atendidos no LA têm um histórico de reprovações, evasões, infrequência e desinteresse escolar. Muitas vezes pouco se conhecem e pouco sabem de sua história. A seguir, explicamos algumas intervenções realizadas até o momento: t) teatro de sombras: utilizamos um retroprojetor, lâminas, objetos e figuras diversificados. Os alunos devem contar sua história utilizando esses materiais. Ao fazer essa atividade é importante estar com os ouvidos e os olhos atentos na história dita e não dita. A atenção também deve estar nos demais e não apenas naquele que conta, pois as reações acerca de uma história nos dizem muito; u) dinâmica de sensibilização: recepção aos alunos com a sala enfeitada e com uma entrada com cortina de balões passando a ideia de algo a descobrir. Fizemos a leitura de uma mensagem sobre os diferentes papéis que eles ocupariam no espaço do LA. Após fazer uma reflexão sobre a mensagem cada um imaginou e desenhou como seria estar nesses papeis (cientista, explorador, leitor, etc.); v) descoberta do nome: alunos pintavam um papel branco, utilizando giz de cera e em seguida com tinta têmpera preta. Após a secagem, eles utilizaram clips para raspar o seu nome. O nome ficava todo colorido e os menores ficaram encantados com o efeito mágico. Ao longo da atividade, observávamos o desenvolvimento motor de cada um e observávamos quem já reconhecia e sabia escrever o seu nome sozinho; 25643 w) circuito de atividades: numa sala diferenciada disponibilizamos ilhas com jogos e atividades gráficas variadas. Quando batíamos palmas os alunos trocavam de grupo e experimentavam uma nova atividade. Nesse momento, nosso objetivo era de que os alunos se conhecessem e percebessem que muitos alunos eram atendidos nesse espaço do LA. Dar sentido para uma caminhada coletiva e não apenas individual; x) Par Educativo: os alunos devem desenhar alguém ensinando e alguém aprendendo. Em seguida, conversamos sobre o desenho, fazemos a tentativa de que ele conte uma história sobre aquele desenho. A ideia é perceber sua relação com a aprendizagem e como se coloca nesse processo. Percebemos também a relação que o aluno tem a professora e com a escola; y) autorretrato de pintores famosos: os alunos conheceram autorretratos de pintores, manipularam imagens desses retratos, analisaram as obras fazendo relações com a vida do artista. Em seguida, fizeram seu autorretrato usando materiais variados, como: lápis de escrever, giz de cera, tintas, recortes de revistas. Após tiveram que relatar características das imagens retratadas. Após esse momento inicial que durou dois meses, percebemos que muitos alunos que eram encaminhados para o LA tinham problemas disciplinares na escola, principalmente os alunos do 4º ano em diante. Esses alunos demonstravam vínculos frágeis e pouco positivos com os professores, colegas e com o ambiente escolar. Pensando nisso, propomos um projeto chamado Amigos do LA. Nesse projeto, alguns alunos foram convidados para apoiar o trabalho do laboratório. Esses alunos tinham tempo ocioso em casa e reclamavam de não ter o que fazer no turno contrário ao da escola. Pensando na circulação de conhecimento, percebemos que a tarefa de apoiar as atividades do LA possibilitava que os alunos se vissem de outra forma e exercitassem a mudança de papeis. Além disso, alguns professores começaram a perceber pontos positivos nesses alunos, visto que no turno inverso ocupam um papel diferente daquele de aluno. As conversas com os amigos do LA são constantes, dessa forma pontuamos como estão avançando e apontamos atitudes que precisam ser revistas. São atribuições dos amigos do LA: z) catalogar e organizar jogos e materiais; aa) buscar alunos em sala de aula ou em projetos; bb) monitorar alunos menores nas saídas de campo; 25644 cc) arquivar materiais; dd) buscar materiais; ee) entregar bilhetes; ff) experimentar novos jogos; gg) interpretar regras de jogos; hh) fazer tarefas escolares no LA. Conclusões Atualmente, o LA tem lista de espera para ingresso de alunos. Já conseguimos fazer parcerias com algumas famílias e resgatar alunos que não frequentavam o LA. Nossa sala está totalmente remodelada e os alunos adoram estar envolvidos com as atividades e desafios propostos. Conseguimos organizar todos os materiais e fazemos empréstimos dos mesmos para as professoras quando solicitado. Os alunos atendidos no LA já nos buscam como referência para conversar e demonstram ter confiança em nosso trabalho e em nossas opiniões. O grupo de professores tem feito contato de forma mais frequente e estamos tentando otimizar o fluxo de trabalho com o setor de Serviço de Orientação Pedagógica, no entanto a alta rotatividade de colegas nesse setor tem prejudicado esse contato mais efetivo e que pode ajudar ainda mais na qualificação do atendimento e acompanhamento dos alunos atendidos. REFERÊNCIAS UNESCO. Educação: um tesouro a descobrir. Relatório para a UNESCO da Comissão Internacional sobre Educação para o século XXI. Disponível em: <http://ftp.infoeuropa.eurocid.pt/database/000046001-000047000/000046258.pdf> Acesso em: 10 ago. 2015. BOSSA, Nadia A. Fracasso Escolar – um olhar psicopedagógico. Artmed: Porto Alegre, 2002. FERNANDEZ, Alicia. Os Idiomas do Aprendente. Artmed: Porto Alegre, 2001. PORTO ALEGRE. Secretaria Municipal de Educação. Ciclos de formação: proposta político-pedagógica da escola cidadã. 3. ed. Porto Alegre, 1998. (Cadernos pedagógicos, 9). Organização e produção textual de Silvio Rocha.