XXX CONFERÊNCIA INTERAMERICANA DE CONTABILIDADE TRABALHO NACIONAL TITULO “MENSURAÇÃO E EVIDENCIAÇÃO DOS ATIVOS IMOBILIZADO E INTANGÍVEL EM EMPRESAS INDUSTRIAIS DO MERCOSUL E COMUNIDADE ANDINA” ÁREA 1 – INVESTIGAÇÃO CONTÁBIL SUBTEMA 1.1 - POSSIBILIDADE PRÁTICA DE UMA INVESTIGAÇÃO CONTÁBIL EMPÍRICA E NORMATIVA AUTORES João Luis Peruchena Thomaz – [email protected] Clovis Antônio Kronbauer – [email protected] Ernani Ott – [email protected] José Moreno Rojas – [email protected] PAIS BRASIL ESPAÑA RESUMO O presente estudo objetivou identificar e analisar o nível de convergência às normas contábeis do IASB no tratamento contábil do ativo imobilizado e do intangível em empresas dos países do MERCOSUL e da Comunidade Andina. Para tanto, analisou-se a mensuração e a evidenciação dos elementos patrimoniais, imobilizado e intangível, em uma amostra de trinta empresas industriais destes dois blocos econômicos. A amostra foi escolhida por critérios de intencionalidade e acessibilidade, sendo os dados obtidos a partir das páginas eletrônicas dos órgãos nacionais encarregados de controlar e fiscalizar os mercados de capitais em cada país. Os dados coletados foram submetidos à análise descritiva para elaboração de quadros-resumos relativos à mensuração e evidenciação do imobilizado e intangível. As análises realizadas possibilitaram a identificação do atual estágio de convergência em termos de normas e práticas contábeis do imobilizado e intangível nos dois blocos econômicos. Em geral, constatou-se que as práticas adotadas, ainda são muito heterogêneas nos diferentes países. Enquanto em alguns países observase a convergência quase total à norma internacional emitida pelo IASB, em outros este processo parece distante. Observou-se ainda, que a adoção da norma internacional relacionada ao imobilizado e intangível não significa a observância e a convergência na prática. Por fim, é possível afirmar que há ainda um caminho a percorrer, para que nos países do MERCOSUL e da Comunidade Andina, as práticas contábeis relativas aos ativos imobilizado e intangível estejam completamente harmonizadas, convergindo ao padrão contábil internacionalmente aceito. Palavras-chave: Imobilizado. Intangível. Mensuração e evidenciação. Convergência contábil. 1 INTRODUÇÃO Por volta de 1750, inicia-se o processo de integração econômica na América Latina, cujo seus precursores foram os venezuelanos Francisco Mirando e Simon Bolívar (SOARES, 1996; KUNZLER, 2001). Mais tarde, em 1915, surge o “Tratado del ABC” acordo político entre os países Argentina, Brasil e Chile, cujo objetivo era o equilíbrio no Cone Sul. Em 1948, a Comissão Econômica para a América Latina (CEPAL), com ideia de estimular a criação de um mercado comum Latino-americano. Com o tratado de Montevideo (TM-60) cria-se a Associação Latino Americana de Livre Comércio (ALALC) composta pelos países: Argentina, Brasil, Chile, México, Uruguai, Paraguai e Peru, mais tarde a Colômbia, o Equador, a Venezuela e a Bolívia aderem ao bloco (SOSA, 2008). Com o fracasso da ALALC, em agosto de 1980, surge a Associação LatinoAmericana de Integração (ALADI), com objetivos mais modestos que a ALALC, este processo facilitou acordos bilaterais entre os países envolvidos (RÊGO, 1985). Argentina e Brasil assinaram o programa de integração e cooperação econômica (PICE), mais tarde em 1988, o Tratado de Integração, Cooperação e Desenvolvimento, visando à formação de uma zona de livre comércio; em 1990, assinam a Ata de Buenos Aires, dando impulso e acelerando esse processo, em dezembro do mesmo ano, assinam o Acordo de Complementação Econômica (ACE-14) onde os dois países criando o Grupo Mercado Comum (GMC) (RÊGO, 1995). Então, em 1991, o Uruguai e o Paraguai incorporam-se ao grupo, e em março de 1991, assinam o Tratado de Assunção, dando início à constituição do MERCOSUL. Segundo Basso (1995), esse bloco econômico esta classificado como terceiro nível de integração econômica, que é livre comércio, união aduaneira e a livre circulação de pessoas, serviços, bens e capitais. Entretanto, o bloco econômico Comunidade Andina não avançou tanto quanto o MERCOSUL, que para Basso (1995) ele esta em seu segundo nível de integração econômica, implicando em livre comércio (eliminação ou redução das taxas aduaneira e restrições ao intercâmbio comercial) e a união aduaneira (livre comércio e o estabelecimento de uma tarifa externa comum). Sua constituição teve início em 1960, com a Declaração de Bogotá, criando o acordo sub-regional andino, entre os presidentes dos países da Colômbia, do Chile e da Venezuela (SOSA; FERRETTI, 2007). Em 1969, assinam o Acordo de Cartagena, tomando a denominação de Pacto Andino, com adesão do Equador e Peru, e a saída no mesmo ano, do Chile, e em 2006 da Venezuela (SOSA; FERRETTI, 2007). Com o Protocolo de Quito, em 1987, recupera o processo de integração entre os países-membros; mas, em 1997, através do Protocolo de Trujillo o Acordo de Cartagena foi modificado, criando a Comunidade Andina (GERMÂNICO, 1995). Diante deste cenário de integração econômica é necessário que o processo de geração de informações financeiras esteja integrado, embora características individuais de cada país possam permanecer e este é um fator que traz implicações importantes nas normas e práticas contábeis nos países destes dois blocos econômicos. No MERCOSUL e na Comunidade Andina esta integração ainda não ocorreu. Kronbauer (2006) nos diz que para a contabilidade, esse processo de harmonização é um desafio marcado pela busca de um conjunto mínimo de normas contábeis que devem ser adotadas pelos países-membros da união econômica e monetária. Especificamente, a harmonização de práticas contábeis está relacionada aos critérios de avaliação patrimonial, até porque diferentes critérios causam diferença no valor das empresas e acabam interferindo no valor dos resultados apurados. Assim, a adoção de um conjunto harmônico de normas contábeis, poderia diminuir a assimetria de informações divulgadas. Com a convergência aos padrões de contabilidade internacional, tanto o imobilizado quanto o intangível, sofreram mudanças no tratamento contábil, principalmente em sua mensuração, que para o imobilizado (IAS 16): pelo custo; valor justo se for adquirido por troca; modelo de reavaliação ou custo, após reconhecimento. Já o intangível (IAS 38): custo; valor justo em caso de combinações de negócio; e, reavaliação ou custo, após reconhecimento. Diante disso, o objetivo deste estudo é identificar e analisar o nível de convergência às normas contábeis do IASB no tratamento contábil do ativo imobilizado e do intangível em empresas dos países do MERCOSUL e da Comunidade Andina. A escolha deste tema deu-se em função de estudos precedentes terem sido realizados somente no âmbito do MERCOSUL (POHLMANN, 1995; LISBOA, 2000; AMENÁBAR, 2001). Além disso, a pesquisa possibilita a identificação da atual situação do processo de convergência das normas contábeis relacionada ao imobilizado e intangível nestes blocos econômicos. 2 REFERENCIAL TEÓRICO 2.1 Normas contábeis internacionais e o processo de convergência no MERCOSUL e Comunidade Andina A contabilidade, em uma economia globalizada, cumpre o papel de fornecer uma informação financeira adequada para a tomada de decisão e acessível a mercados internacionais (SOSA, 1999). Diante deste contexto, a globalização da economia é considerada o principal propulsor do processo de harmonização contábil, que tem por finalidade, atingir um alto grau de comparabilidade da informação financeira no âmbito internacional, facilitando a comunicação e contribuindo para a redução de diferenças internacionais no financial reporting (NIYAMA, 2010). Ressalta-se a importância dos órgãos reguladores dos mercados de capitais de determinados países, especialmente dos Estados Unidos da América, que formularam exigências que fizeram com o processo de convergência contábil se tornasse realidade (SÁNCHEZ, 2010). Surge, em 1973 o Comitê de Normas Internacionais de Contabilidade (IASC), mediante um acordo entre os organismos representativos da profissão contábil da Austrália, Canadá, França, Alemanha, Japão, México, Holanda, Reino Unido, Irlanda e dos Estados Unidos da América, representando mais de 143 entidades profissionais envolvendo mais de 100 países. Este organismo, reformulado no ano de 2001, passou a der denominado The International Accounting Standards Board (IASB), e tem por responsabilidade da emissão de normas contábeis de aplicação internacional (MACIEL, 2009). Por ser um organismo privado, os pronunciamentos do ISAB consideram-se como não compulsórios, e carecem de regulamentos legais para se fazerem obrigatórios. Por outro lado, é uma referência técnica que facilita a interpretação das informações contábeis por parte de investidores, autoridades ou agentes econômicos em geral (NIYAMA, 2010). A convergência aos padrões contábeis internacionais no MERCOSUL e Comunidade Andina é diferenciada em cada país que compõe estes blocos econômicos. Na Argentina, a Comissão Nacional de Valores (CNV), a Federação Argentina de Conselhos Profissionais de Ciências Econômicas e o Conselho Profissional de Ciências Econômicas da Cidade Autônoma de Buenos Aires, elaboraram conjuntamente, um plano de implementação das normas contábeis emitidas pelo IASB. A Resolução Técnica nº 26 determinou a obrigatoriedade da adoção das pelas entidades que realizam oferta pública de capital e que estão sob o controle da CNV. Tais empresas, poderiam adotar voluntariamente as normas internacionais a partir de 2011, e de forma obrigatória em 2012. Na Bolívia, o Colégio de Auditores e Contadores Públicos da Bolívia assinou um convênio de cooperação técnica com o Banco Interamericano de Desenvolvimento, denominado projeto ATN/MT-100078-BO, o qual estabeleceu um plano de convergência das normas bolivianas com as normas internacionais. Em 2011, foram aprovadas e regulamentadas as primeiras dezesseis normas internacionais de contabilidade, incluindo o marco conceitual. No Brasil, por meio da Resolução CFC nº 1.055/05, criou-se o Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) que teve por finalidade viabilizar a convergência das normas contábeis brasileiras aos padrões internacionais. Em 2006, o Banco Central do Brasil publicou o Comunicado nº 14.259 determinando a obrigatoriedade da elaboração das demonstrações contábeis consolidadas com base nas IFRS (Internacional Financial Reporting Standars), a partir de 2010. A Deliberação nº 457, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) obrigou as companhias abertas a publicarem suas demonstrações contábeis consolidadas, integralmente em IFRS, a partir de 2010. Em 2008, com a vigência da Lei nº 11.638/2007, modificada pela Lei nº 11.941/2009, oficializou-se a convergência aos padrões contábeis internacionalmente aceitos. A partir do exercício de 2008 todas as empresas poderiam optar pela elaboração das demonstrações contábeis de acordo com o padrão internacional, e, em 2010, deveriam adotar obrigatoriamente estas instruções. No Chile, o Conselho Nacional do Colégio de Contadores aprovou em 1997 a harmonização dos princípios e normas contábeis chilenas às normas internacionais de contabilidade, com adoção de forma optativa entre 2009 e 2010. Em 2008 a Superintendência de Valores e Seguros do Chile estabeleceu a adoção das IFRS para todas as entidades inscritas no registro de valores, com um programa de transição entre 2009 e 2011. Na Colômbia, em 2009 a Superintendência de Serviços Públicos estabeleceu a transição para a aplicação do modelo geral às normas internacionais de contabilidade, sendo que 2010 foi de transição e, 2011, de convergência às IFRS. Para as demais empresas, estabeleceu-se um plano adoção que iniciou 2010 e que deverá findar em junho de 2012, sendo que não há uma data definida para a aplicação das IFRS. No Equador, a Superintendência de Companhias adotou as normas internacionais de informação financeira e determinou sua aplicação por parte das companhias e entidades sujeitas ao seu controle e vigilância a partir de 2009, sendo que o exercício de 2010 foi de transição obrigatória. Em 2011 tornou-se obrigatório para as companhias controladoras, controladas, de economia mista, estrangeiras, estatais e do setor público que tinham ativos totais iguais ou superiores a US$ 4.000.000 (em 31 de dezembro de 2007). A partir 2012 as normas internacionais passam a ser obrigatórias para as demais entidades. No Paraguai, em 1989 o Conselho Diretivo do Colégio de Contadores emitiu uma resolução que estabeleceu a adoção das normas nº 1 à 5 emitidas pelo IASB, sendo que estas normas seriam aplicadas até que fossem elaboradas e aprovadas novas normas próprias. Já o Conselho Nacional de Valores, estabeleceu que as IFRS teriam vigência a partir de 2008, com aplicação obrigatória para todas as sociedades emissoras de títulos e valores mobiliários de oferta pública. No Peru, desde 1997, por meio da Lei das Sociedades, estabeleceu-se a obrigatoriedade das demonstrações financeiras serem preparadas e apresentadas em conformidade com as normas legais e os princípios de contabilidade geralmente aceitos, de acordo com as normas internacionais de contabilidade. O Conselho Normativo de Contabilidade mediante a resolução específica, estabeleceu como obrigatória a aplicação das normas internacionais de contabilidade a partir de 2011. No Uruguai, a convergência aos padrões internacionais de contabilidade iniciou na década de 1990. Já em 2004, o governo uruguaio aprovou a aplicação de todas as normas emitidas pelo IASB, e em 2007 orientou pela adoção integral das normas internacionais de informação financeira do IASB. Na Venezuela, a emissão de normas contábeis está a cargo da Federação de Contadores Públicos da República Boliviana da Venezuela, a qual definiu que as normas internacionais de contabilidade deveriam ser adotadas, a partir de 2008, pelas grandes entidades. A partir do exercício econômico de 2011, a obrigatoriedade também passa a ser exigida para as demais entidades. Em cada um dos países que compõe o MERCOSUL e a Comunidade Andina há um organismo responsável pela emissão e interpretação das normas contábeis. Contudo, isso não significa que estes organismos emitam normas específicas de abragência interna. Em vários casos, como por exemplo, Paraguai, Uruguai, Venezuela e Equador, são adotadas as normas internacionais de contabilidade do IASB, sem adaptação ou emissão de uma norma correspondente no país. Com relação ao nível de convergência às normas internacionais de contabilidade nos países que compõem os dois blocos constatam-se distinções. Na Colômbia há recomendação expressa para adoção das normas internacionais de contabilidade do IASB, e em outros países, como Brasil, Paraguai, Uruguai, Venezuela e Equador, a convergência às IFRS também está efetivada, pois organismos internos que emitem normas contábeis seguem as normas do IASB ao produzir as normas locais. Por sua vez, Argentina, Bolívia, Colômbia, Peru e Chile, ainda não estavam convergidos às normas internacionais de contabilidade no ano de 2010. Dessa forma, o processo de convergência às normas internacionais de contabilidade do IASB no MERCOSUL e na Comunidade Andina ainda está em curso. Pelo cronograma estabelecido, no ano de 2014 deverá haver completa convergência normativa com o IASB nos dois blocos econômicos que se constituem como objeto deste estudo. 2.2 Tratamento contábil do imobilizado no MERCOSUL e Comunidade Andina Verifica-se que no ano da pesquisa, somente na Argentina está em vigor norma local que regula o tratamento contábil do Ativo Imobilizado, conforme o Quadro 1. Esta norma ainda não está convergindo com as Normas Internacionais de Contabilidade do IASB, estando esta convergência já prevista para o ano de 2011. Neste caso, a mensuração deste ativo é baseada no valor corrente e a política de evidenciação envolve o saldo inicial, variações e saldos finais do grupo – demonstrando os valores originais, depreciação acumulada e a classificação segundo sua natureza. As normas da Argentina são baseadas nas Resoluções Técnicas (RT), que de acordo com o ativo estudado, é baseado, quanto a sua definição na Resolução Técnica (RT) nº 9 em sua seção A.5. – Bienes de uso; Já, em relação a mensuração do ativo é regrado pela RT nº 17 seções 4 e 5.11. E, por fim, na evidenciação é norteado através da RT nº 8 – Normas Generales de Exposición contable. Imobilizado Argentina Brasil Paraguai Uruguai Definição Mensuração MERCOSUL Ativos físicos adquiridos Valor corrente; por compras ou valor contábil construção própria que se dos bens empregam entregues. continuamente e repetidamente nas atividades principais da entidade, não se esgota nem consome em seu primeiro emprego, não se transforma em outros bens e nem estão destinados à venda. CPC 27 - Imobilizado: CPC 27 Imobilizado corresponde a IAS 16 NIF 11 – Propiedades, NIF 11 – Planta y Equipo: Propiedades, correspondente a IAS 16 Planta y Equipo NIC 16 – Propiedades, NIC 16 Planta y Equipo: Propiedades, correspondente a IAS 16 Planta y Equipo Evidenciação Saldos iniciais; Variações e saldos finais dos grupos que compõe esta categoria, mostrando os valores de origem e a depreciação acumulada. CPC 27 - Imobilizado: corresponde a IAS 16 NIF 11 – Propiedades, Planta y Equipo: correspondente a IAS 16 NIC 16 – Propiedades, Planta y Equipo: correspondente a IAS 16 COMUNIDADE ANDINA Base de mensuração dos ativos fixos; Baixa dos bens dos ativos fixos; Ativos fixos dados em garantia; Constitui o conjunto de bens Custos parciais dos bens tangíveis aplicados construídos e estimativas do custo Custo; exclusivamente na para conclusão; Métodos de NIC 16 – Propiedades, NIC 16 Bolívia Reavaliações NIC16 - Propiedades, Planta yfixos; da empresa de Propiedades, depreciação dos ativos Venezuela exploração Planta y Equipo: técnicas. Equipo: correspondente a IAS 16 permanência relativamente correspondente a IAS 16 Planta y Equipo Bases técnicas utilizadas na constante ou imobilizada. reavaliação do ativo; Quadro comparativo dos valores anteriores à reavaliação, valores reavaliados e os anos de vida útil remanescente. NIFCH 16 – Activo Fixo: NIFCH 16 – NIFCH 16 – Activo Fixo: Chile corresponde a IAS 16 Activo Fixo. corresponde a IAS 16 (Continua) (Conclusão) São ativos tangíveis adquiridos, construídos ou em construção, com a intenção de usá-los permanentemente para a produção ou o fornecimento Colômbia de outros bens e serviços, para arrendamento, administração da entidade econômica, não destinados à venda no curso normal dos negócios e cuja vida útil é superior a um ano. Custo histórico; Correção monetária a partir da unidad de poder aquisitivo constante (UPAC) e ajustes para diferenças de mudança. Taxas de câmbio e índices de conversão utilizados; Custo e métodos de mensuração utilizados em cada caso; Depreciação, exaustão e amortização, o método utilizado para alocar o custo, vida útil; Transações, com partes relacionadas, realizadas com vínculo econômico; Ativos não operacionais posta à venda; Ativos recebidos a titulo de leasing, classificados segundo a natureza do contrato. NIC 16 – NIC 16 - Propiedades, Planta Propiedades, NIC 16 – Propiedades, Planta y Equador y Equipo: corresponde a IAS Planta y Equipo: corresponde a IAS 16 16 Equipo. NIC 16 – NIC 16 - Propiedades, Planta Propiedades, NIC 16 – Propiedades, Planta y Peru y Equipo: corresponde a IAS Planta y Equipo: corresponde a IAS 16 16 Equipo. Fonte: Elaborado pelos autores. Quadro 1 – Tratamento contábil do imobilizado nos países do MERCOSUL e Comunidade Andina Da mesma forma, ocorrem tratamentos contábeis específicos na Comunidade Andina. É o caso da Bolívia e Colômbia, onde na Bolívia, a Norma de Contabilidad nº 1 (NIC 1) estabelece os princípios e normas técnico contábeis, em seu item 4, apresenta a definição e mensuração do ativo imobilizado, contudo, a evidenciação fica a cargo da Norma contable Nº 14 – Politicas Contables su Exposicion y Revelacion, no quando 1 demonstra-se os resumos das respectivas normas. Na Colômbia, através do Decreto nº 2649/93, regula os princípios gerais de contabilidade e normas contábeis geralmente aceitos na Colômbia, onde no Título I, Capítulo III, artigo nº 64 apresenta as definições de Propiedades, Planta y Equipo (ativo imobilizado) e sua mensuração no Capítulo III – Normas Básicas. No mesmo Capítulo III artigo nº 15 – Revelación Plena define as regras básicas para o disclosure. Ressalta-se, que na Bolívia o processo de convergência estava programado para o ano de 2011 e, na Colômbia, existiam planos de adoção das normas internacionais de contabilidade em 2012, mas ainda não há uma data definida para a implementação concreta. Nos demais países, as normas que regulam o tratamento dos estoques estão parametrizadas pela IAS 16 emitida pelo IASB, conforme apresentado do Quadro 1. São reconhecidos como ativo imobilizado os bens tangíveis, com vida útil prevista de mais de um período contábil e que são mantidos para uso na produção ou fornecimento de bens e serviços, para aluguel a terceiros ou para fins administrativos (IAS 16, 2005). De acordo com as normas contábeis internacionalmente aceitas, o ativo imobilizado deve ser mensurado pelo seu custo (preço equivalente em moeda na data do reconhecimento) ou pelo valor justo se o bem for adquirido por troca. Contudo, após seu reconhecimento inicial, a empresa pode mensurar o imobilizado usando o modelo de reavaliação ou custo (CPC 27, 2012). As divulgações (evidenciação) exigidas, conforme a IAS 16 (2005), é bastante detalhada, devendo as entidades divulgar: a base de mensuração no cálculo do valor contábil; métodos de depreciação; vida útil ou taxa de depreciação usada; valor contábil bruto, depreciação acumulada e perdas por impairment acumuladas no início e final do período; adições de ativos classificados como mantidos para venda; aquisições por meio de combinações de negócios; aumentos ou reduções originadas de reavaliações e perdas por impairment; outras mudanças ocorridas no período. 2.3 Tratamento contábil do ativo intangível no MERCOSUL e Comunidade Andina Percebe-se que em quatro países do MERCOSUL (Brasil, Paraguai, Uruguai e Venezuela) as normas contábeis que disciplinam o tratamento dos Ativos Intangíveis são normas correspondentes (quando não a própria IAS) à Norma Internacional de Contabilidade nº 38 do IASB. Contudo, o único país do MERCOSUL que possui normas contábeis específicas, quanto ao tratamento dos Ativos Intangíveis, no ano da pesquisa, é a Argentina. Esse tratamento contábil específico na Argentina é regulado através das Resoluções Técnicas (RT) nºs. 9 seção A.6 – Activos Intangibles, em sua definição; RT nº 17 seção 4 e RT nº 18 seção 3 na sua mensuração e, por último a RT nº 8 – Normas Generales de Exposición Contable Capitulo VII – para a evidenciação. Intangível Definição Mensuração Evidenciação MERCOSUL Resolução Técnica (RT) nº 8 Resolução Técnica (RT) Resolução Técnica - Normas Generales de Argentina nº 9 seção A.6 - Activos (RT) nº 17 seção 4; Exposicion Contable Intangibles. (RT) nº 18 seção 3. Capitulo VII - Informacion Complementaria. CPC 04 (R1) - Ativo CPC 04 (R1) - Ativo CPC 04 (R1) - Ativo Brasil Intangível: corresponde Intangível: corresponde a Intangível. a IAS 38 IAS 38 NIF 15 – Activos NIF 15 – Activos NIF 15 – Activos Intangibles: Paraguai Intangibles: Intangibles. correspondente a IAS 38. correspondente IAS 38. NIC 38 – Activos NIC 38 - Activos NIC 38 – Activos Intangibles: Uruguai Intangibles: Intangibles. correspondente a IAS 38. correspondente IAS 38. NIC 38 – Activos NIC 38 - Activos NIC 38 – Activos Intangibles: Venezuela Intangibles: Intangibles. correspondente a IAS 38. correspondente IAS 38. (Continua) (Conclusão) COMUNIDADE ANDINA Norma de Norma de Contabilidad Norma Contable nº 14 Contabilidad nº 1 Bolívia nº 1 - Normas tecnico Politicas Contables su Normas tecnico contables - item 5. Exposicion y Revelacion. contables - item 5. NIFCH 38 – Activos NIFCH 38 – Activos NIFCH 38 – Activos Chile Intangibles: corresponde Intangibles: corresponde a Intangibles. a IAS 38. IAS 38. Decreto nº 2649/93 Decreto nº 2649/93 Capitulo II - Normas Decreto nº 2649/93 - Titulo - Capitulo III Técnicas EspecificasPrimero - Capitulo III Colômbia Normas Basicas Seccion I - Regras Regras Básicas - Art. 15 Art. 10 - Valuación sobre los Activos - Art. Revelación Plena. o Medición. 66 NIC 38 - Activos NIC 38 – Activos NIC 38 - Activos Intangibles: Equador Intangibles: corresponde Intangibles. corresponde a IAS 38. a IAS 38. NIC 38 - Activos NIC 38 – Activos NIC 38 - Activos Intangibles: Peru Intangibles: corresponde Intangibles. corresponde a IAS 38. a IAS 38. Fonte: elaborado pelos autores. Quadro 2 – Tratamento contábil do ativo intangível nos países do MERCOSUL e Comunidade Andina Nos países da Comunidade Andina, percebe-se que no Chile, no Equador e no Peru, no ano de 2010, a normas contábeis correspondem a IAS 38, que regula a mensuração e a evidenciação dos Ativos Intangíveis.Contudo, os únicos países que apresentam normas próprias é a Bolívia, regulada pela NIC 1 – Principios y normas técnico contables item 5, em sua definição e mensuração, e a NIC 14 – Politicas contable su exposicion y revelacion. Já, a Colômbia seu processo de adoção das Normas Internacionais de Contabilidade está previsto para o ano de 2014, e até a presente data esta regulado pelo Decreto n° 2649/93, art. 66, Capitulo II e III– Normas técnicas específicas – secção I – regla sobre activos Intangibles. 3 CONSIDERAÇÕES METODOLÓGICAS O presente estudo é caracterizado como uma pesquisa aplicada e descritiva. Aplicada, pois busca contribuir com fins práticos para a geração do conhecimento da temática abordada, com a finalidade de analisar e identificar, a partir dos relatórios contábeis, as assimetrias ou simetrias existentes na avaliação e na evidenciação de elementos patrimoniais (imobilizado e intangível), em empresas do setor industrial dos países integrantes do MERCOSUL e da Comunidade Andina. É descritiva, pois objetiva descrever e analisar as práticas contábeis observadas, procurando avaliar o estágio de harmonização e convergência na mensuração e evidenciação do imobilizado e intangível nestes países. Quanto a abordagem do problema a pesquisa pode ser definida com qualitativa, visto que não foi aplicado nenhuma técnica estatística de mensuração e análise do problema. Com relação aos procedimentos de coleta dos dados, aplicou-se uma pesquisa documental. Foram utilizadas informações contidas nas publicações oficiais das companhias definidas na amostra referentes ao ano de 2010 e disponíveis nas páginas eletrônicas dos organismos que regulam o mercado de capitais de cada país. A população é constituída pelas companhias abertas que negociam suas ações nos mercados de capitais dos países integrantes dos blocos econômicos do MERCOSUL e da Comunidade Andina. Num total de 2.128 empresas registradas no site das CNV e CVM, foram identificadas 295 empresas do ramo industrial. A partir da quantidade de empresas industriais destes países, optou-se por selecionar três empresas em cada país, sendo que o critério de escolha foi o maior faturamento anual combinado com maior valor de ativos. A amostra final ficou constituída por 30 empresas, representando assim, 10% da população. Os dados coletados na pesquisa foram analisados por meio da técnica de análise de conteúdo, em três fases: pré-análise, exploração do material e interpretação (BARDIN, 2009). Inicialmente, foram identificadas e discutidas as normas que regulam o tratamento contábil do imobilizado e intangível nos diferentes países. Posteriormente, são descritos e analisados os métodos de mensuração e evidenciação dos ativos objeto de estudo. 4 RESULTADO DO ESTUDO 4.1 Avaliação e evidenciação do imobilizado nos países do MERCOSUL Com relação aos critérios de mensuração adotados pelas empresas do MERCOSUL, o Quadro 3 apresenta os principais procedimentos adotados. Imobilizado Argentina Brasil Paraguai Uruguai Venezuela Custo de Custo de Valor justo, aquisição ou aquisição Valor justo atualizado pelos construção reavaliado efeitos da inflação Fonte: Elaborado pelos autores. Quadro 3 – Mensuração do imobilizado em empresas do MERCOSUL Mensuração Custo histórico Observa-se que em três países do MERCOSUL (Argentina, Brasil e Paraguai) o critério utilizado na mensuração do imobilizado foi o custo histórico. Em empresas de dois países (Uruguai e Venezuela), observou-se como critério de mensuração do imobilizado o valor justo. Destaca-se que nas empresas paraguaias e venezuelanas os critérios de mensuração adotados (custo e valor justo, respectivamente) foram atualizados por índices oficiais para mitigar os efeitos da inflação. Nestes critérios de mensuração do imobilizado, adotados pelas empresas estudadas do MERCOSUL, verifica-se convergência à Norma Internacional do IASB (IAS 16), visto que todos os critérios divulgados pelas empresas pesquisadas estão previstos na referida regra contábil. Na sequência, apresenta-se à divulgação de informações relativas ao imobilizado nas empresas do MERCOSUL, o Quadro 4 explicita as principais políticas adotadas e identificadas no balanço patrimonial e nas notas explicativas. Evidenciação do Imobilizado Balanço Patrimonial Argentina Brasil Conta: Conta: Bens Imobilizado de uso Valor: Valor: total total do grupo do grupo Paraguai Uruguai Venezuela Conta: Conta: Propriedade, Propriedade, Conta: Bens de instalações e instalações e uso Valor: total equipamentos equipamentos do grupo Valor: total do Valor: total do grupo grupo (Continua) Políticas Políticas Políticas contábeis e contábeis e contábeis e método de método de método de custeio custeio custeio Detalhament Detalhame Detalhament o das contas nto das o das contas do contas do do imobilizado imobilizado imobilizado Método de Método de amortização amortização; ; Vida Método de Vida útil útil depreciação estimada; estimada; em valores Taxas de Taxas de monetários. depreciação. depreciação . Notas Explicativas Quadro com valores líquidos da amortizaçõe s (adições, Quadro com transferênci as, baixas, valores líquidos das Impairment amortizações e efeitos de e cambio); movimentos Perdas pelo do período. valor recuperável dos ativos (Impairment ), quando aplicável. Políticas contábeis e método de custeio Detalhamento das contas do imobilizado Método de amortização; Vida útil estimada; Taxas de depreciação. (Conclusão) Políticas contábeis e método de custeio Detalhament o das contas do imobilizado Método de amortização; Vida útil estimada; Taxas de depreciação. Quadro com todo o imobilizado Quadro com contendo: todo o aquisições, imobilizado baixas, contendo: reavaliações Obras em aquisições, técnicas, andamento baixas, transferência apresentado reavaliações s, valor do técnicas, amortizações investimento transferências, e perdas; realizado até o amortizações e Vida útil é encerramento perdas; revisada na do balanço. Estimação de data de cada custo posterior balanço; o Estimativas reconhecimento de ganhos e . perdas na venda do imobilizado. Fonte: Elaborado pelos autores Quadro 4 – Evidenciação relativa do imobilizado em empresas do MERCOSUL Percebe-se que nas empresas dos países do MERCOSUL o imobilizado é apresentado no Balanço Patrimonial em conta individual, com o valor global agrupado. As diferenças existentes na apresentação do imobilizado no Balanço Patrimonial decorrem da nomenclatura, visto que: as empresas estudadas da Argentina e do Uruguai adotam a conta Bens de uso (Bienes de uso); no Brasil, as empresas utilizam a conta denominada de Imobilizado; e, no Paraguai e na Venezuela as empresas estudadas adotam a conta Propriedade, Instalações e Equipamentos (Propiedad, Planta e Equipo) entende-se que estas diferenças de nomenclatura possam ser decorrentes das diferenças de linguagem, mesmo que na maioria dos países o idioma seja o mesmo. Com relação às informações reveladas nas notas explicativas, observa-se que nos países do MERCOSUL todas as empresas pesquisadas apresentam uma nota comum, informando as políticas contábeis adotadas e o método de mensuração empregado para a determinação dos valores do imobilizado. Também, há uma uniformidade com relação à nota explicativa que detalha, item por item, a composição do valor global líquido do imobilizado no Balanço Patrimonial. Nas empresas estudadas de quatro países (Argentina, Brasil, Uruguai e Venezuela) apresenta-se nota explicativa informando o método de depreciação, a vida útil dos bens e as taxas utilizadas por item. No Paraguai é apresentada nota explicativa das depreciações do imobilizado pelos seus respectivos valores monetários sem menção a vida útil e nem taxas utilizadas e, com relação às obras em andamento, o seu valor é demonstrado pelo investimento realizado até a data do Balanço Patrimonial. Cabe referir ainda que nas empresas dos países do MERCOSUL, identificou-se uma nota explicativa contendo um quadro de todos os bens que compõem o grupo imobilizado, evidenciando as seguintes informações relativas ao período de 2010: aquisições, baixas, transferências, reavaliações técnicas, amortizações, perdas, impairment e efeitos de câmbio. Nas empresas venezuelanas estudadas, identificou-se uma nota explicativa informando em cada balanço a vida útil estimada, bem como as estimativas de ganhos e perdas referente à venda do imobilizado. Assim nas análises inerentes ao quadro 4, verifica-se a convergência nas empresas pesquisadas no MERCOSUL com a Norma Internacional de Contabilidade – IAS 16, relativa ao imobilizado. 4.2 Avaliação e evidenciação do intangível nos países do MERCOSUL Para as análises dos critérios adotados na mensuração dos ativos intangíveis, em empresas dos países do MERCOSUL, elaborou-se o Quadro 5. Analisando os dados do Quadro 5, observa-se que nas empresas estudadas de três países do MERCOSUL (Argentina, Brasil e Uruguai) adotou-se o mesmo critério de mensuração dos ativos intangíveis, ou seja, o custo histórico, o que indica, nesses países, convergência às Normas Internacionais do IASB (IAS 38). Intangível Argentina Brasil Paraguai Uruguai Venezuela Mensuração Custo histórico Custo de aquisição Ausência de notas explicativas Custo histórico Ausência de notas explicativas Fonte: Elaborado pelos autores. Quadro 5 – Mensuração do intangível em empresas do MERCOSUL Contudo, nas empresas dos outros dois países do MERCOSUL (Paraguai e Venezuela) não houve evidenciação de critérios de mensuração de ativos intangíveis. Como as empresas destes dois países não possuem ativos desta natureza (Intangíveis) entendese que a norma IASB esteja sendo respeitada, visto que a divulgação requerida não pode ser exigida, neste caso específico. Na sequência, a partir dos dados do Quadro 6, procedem-se as análises dos critérios de evidenciação, no Balanço Patrimonial e em notas explicativas, referentes ao ativo intangível, em empresas industriais do MERCOSUL. Evidenciação do Intangível Argentina Brasil Paraguai Uruguai Venezuela Balanço Patrimonial Conta: Ativos intangíveis Valor: total do grupo Conta: Ativos intangíveis Valor: total do grupo Não possui dados para análise Conta: Ativos intangíveis Valor: total do grupo Não possui dados para análise (Continua) (Conclusão) Não Políticas Políticas Políticas possui Não possui contábeis e contábeis e contábeis e dados dados para método de método de método de análise para mensuração mensuração mensuração análise Detalhamento Detalhamento Não possui Detalhamento Não possui das contas do das contas do dados para das contas do dados para ativo intangível ativo intangível análise ativo intangível análise Método de Método de Método de Notas depreciação; depreciação; depreciação; Explicativas Não possui Não possui Vida útil Vida útil Vida útil dados para dados para estimada; estimada; estimada; análise análise Taxas de Taxas de Taxas de depreciação. depreciação. depreciação. Não Quadro com Quadro com possui Não possui movimentações movimentações dados dados para das das para análise amortizações amortizações análise Fonte: Elaborado pelos autores. Quadro 6 – Evidenciação do intangível em empresas do MERCOSUL Com relação às evidenciações nas notas explicativas dos países do MERCOSUL (Argentina, Brasil e Uruguai), observa-se, a partir do Quadro 6, que as mesmas possuem notas explicativas comuns, informando as políticas contábeis adotadas, os critérios de avaliação empregados, de contas que compõem o grupo intangível, bem como o método de depreciação, sua vida útil estimada e as taxas utilizadas. Cabe ressaltar que na Argentina e no Brasil, as empresas também publicaram um quadro contendo movimentações do grupo de intangíveis. Por conseguinte, nestes três países verificou-se convergência às Normas Internacionais de Contabilidade – IAS 38, no que diz respeito à evidenciação dos intangíveis. No entanto, nas empresas industriais dos outros dois países do MERCOSUL (Paraguai e Venezuela) não foram evidenciados no Balanço Patrimonial nem nas notas explicativas, os investimentos em bens do ativo intangível. Ocorre que nas empresas destes dois países, não há ativos desta natureza e, por conseguinte, também, nestas organizações, a Norma Internacional de Contabilidade – IAS 38 foi observada. 4.3 Avaliação e evidenciação do imobilizado nos países da Comunidade Andina No Quando 7, são analisados os critérios de mensuração do ativo imobilizado em empresas estudadas dos países da Comunidade Andina. Imobilizado Bolívia Chile Colômbia Equador Peru Custo de Não possui aquisição, Custo Custo Custo Mensuração dados para ajustado pela histórico histórico histórico análise inflação. Fonte: Elaborado pelos autores. Quadro 7 – Mensuração do intangível em empresas da Comunidade Andina Com base nos dados do Quadro 7, observa-se que nas empresas estudadas da Comunidade Andina o critério de mensuração do imobilizado é, predominantemente, o custo histórico de aquisição. A exceção são as empresas colombianas, nas quais não se identificou o referido critério pela falta de publicação de notas explicativas inerentes às demonstrações contábeis publicadas na página web da Superintendência Financeira da Colômbia. Cabe destacar que nas empresas bolivianas o custo do imobilizado é ajustado ao final do exercício pelos índices oficiais de inflação, publicados pelo governo. Com relação aos critérios de mensuração do imobilizado adotados pelas empresas estudadas da Comunidade Andina, verifica-se convergência à Norma Internacional do IASB (IAS 16) em quatro países, visto que todos os critérios divulgados pelas empresas pesquisadas estão previstos na referida regra contábil. A exceção forma as empresas colombianas, que não tiveram suas notas explicativas publicadas na página web oficial de publicação do mercado de capitais daquele país, e, logo, não se revelaram convergentes à norma IASB requerida. Abaixo, procedem-se as análises dos critérios de evidenciação, no Balanço Patrimonial e em notas explicativas, referentes ao imobilizado, em empresas industriais da Comunidade Andina. Analisando os dados do Quadro 8, observa-se que nas empresas dos países da Comunidade Andina o ativo imobilizado é apresentado no Balanço Patrimonial, em conta individual, com seu valor global. Em empresas de dois países (Bolívia e Equador) os ativos imobilizados são apresentados no Balanço Patrimonial na conta Ativos Fixos (Activos Fijos), enquanto que no Chile e Colômbia, as empresas utilizam-se a conta Propriedades, Instalações e Equipamentos (Propiedad, Planta y Equipo). Já em empresas peruanas, adotou-se a designação Imóveis, Máquinas e Equipamentos (Inmuebles, maquinaria y equipo). Evidenciação do Imobilizado Bolívia Chile Colômbia Equador Peru Conta: Ativos Conta: Conta: Conta: Ativos Conta: fixos Propriedades, Propriedades, fixos Imóveis, Balanço instalações e instalações e máquinas e Patrimonial Valor: total do equipamentos equipamentos Valor: total equipamentos grupo Valor: total do Valor: total do do grupo Valor: total do grupo grupo grupo Políticas Políticas Políticas Políticas Não possui contábeis e contábeis e contábeis e contábeis e dados para critério de critério de critério de critério de análise avaliação avaliação avaliação avaliação Detalhamento Detalhamento Não possui Detalhamento Detalhamento das contas do das contas do dados para das contas do das contas do imobilizado imobilizado análise imobilizado imobilizado Método de Método de Não possui Método de Método de Notas depreciação depreciação; dados para depreciação; depreciação; Explicativas utilizado. análise Vida útil Vida útil Vida útil estimada; estimada; estimada; Taxas de Taxas de Taxas de depreciação; depreciação. depreciação. Demonstra os bens que estão com restrições em garantia. Fonte: Elaborado pelos autores. Quando 8 – Avaliação e evidenciação do imobilizado nos países da Comunidade Andina Percebe-se, assim, somente divergência na nomenclatura, que podem ser decorrentes de características de linguagem, mesmo que o idioma seja o espanhol em todos os países. Com relação às informações reveladas nas notas explicativas, observa-se, a partir do Quadro 8, que nas empresas industriais de quatro países (Bolívia, Chile, Equador e Peru) foi evidenciada uma nota explicativa comum, informando as políticas adotadas e o método de mensuração para a determinação do valor dos ativos imobilizados. Nestes quatro países, observou-se que há uma uniformidade na nota explicativa que detalha, item por item, a composição do valor global líquido dos ativos imobilizados apresentados no Balanço Patrimonial. 4.4 Avaliação e evidenciação do intangível nos países da Comunidade Andina Continuando as análises dos critérios adotados pelas empresas estudadas, com relação à mensuração e evidenciação dos ativos intangíveis, elaboram-se os Quadros 9 e 10. No quadro 9 apresentam-se os critérios de mensuração dos ativos intangíveis adotados por empresas da Comunidade Andina, enquanto que no Quadro 10 evidencia-se o disclousure. Intangível Bolívia Chile Mensuração Custo de aquisição Custo histórico Colômbia Não possui dados para análise Equador Ausência de notas explicativas Peru Valor justo Fonte: Elaborado pelos autores. Quadro 9 – Mensuração do intangível em empresas da Comunidade Andina Com base nos dados do Quadro 9, percebe-se que o custo histórico ou de aquisição é o critério de mensuração dos intangíveis adotado em empresas de dois países da Comunidade Andina (Bolívia e Chile), enquanto que em empresas peruanas tenha sido adotado critério de valor justo. Nestes três países há convergência às Normas Internacionais de Contabilidade (IAS 38), visto que os critérios de mensuração adotados estão previstos na referida norma contábil do IASB. Nas empresas equatorianas, também não houve desrespeito à norma IASB, pois não tendo intangível em seu ativo, as empresas estudadas neste país não tinham obrigação de evidenciação específica em notas explicativas. Contudo, nas empresas colombianas, o descumprimento da norma IASB pôde ser observado pela absoluta falta de publicação de notas explicativas. Concluindo esta parte das análises, apresenta-se o Quadro 10 que resume os critérios de evidenciação dos ativos intangíveis em empresas industriais da Comunidade Andina. A partir dos dados do Quadro 10, observa-se que nas empresas dos países da Comunidade Andina, os Ativos Intangíveis são apresentados no Balanço Patrimonial, em conta individual, com o valor líquido global. As diferenças existentes na apresentação do Balanço Patrimonial decorrem da nomenclatura, pois nas empresas bolivianas utiliza-se a conta Goodwill (Valor llave), nas empresas chilenas, colombianas e equatorianas, utiliza-se a conta Ativos Intangíveis (Activos Intangibles), e, no Peru, adota-se a conta geral de Outros ativos (Otros Activos) que inclui a subconta goodwill. Evidenciação Bolívia Chile Colômbia Equador Peru do Intangível Conta: Valor Conta: Activos Conta: Conta: Conta: Otros llave – Intangibles Intangibles Intangibles activos – goodwill goodwill Balanço Valor: total do Valor: total do Valor: total do Patrimonial Valor: total do grupo grupo grupo Valor: total do grupo grupo (Continua) (Conclusão) Políticas Políticas Políticas Não possui contábeis e Método de contábeis e contábeis e dados para método de método de mensuração método de análise mensuração mensuração mensuração Detalhamento Detalhamento Detalhamento Não possui das contas das contas que das contas Não dados para que compõe o compõe o que compõe o apresentado análise grupo por item grupo por item grupo por item Método de Método de Notas depreciação depreciação Explicativas utilizado, vida utilizado; útil estimada; vida útil Nota Método de Quadro estimada; mencinando Não possui depreciação comparativo Vida útil finita e que a dados para utilizado e empresa com indefinida; análise taxas de depreciação e Quadro adotou a depreciação. valor comparativo IFRS 3. reavaliado. com depreciação em valores. Fonte: Elaborado pelos autores. Quadro 10 – Evidenciação do intangível em empresas da Comunidade Andina Com relação às informações reveladas nas notas explicativas, observa-se, a partir do Quadro 10, que em empresas de três países da Comunidade Andina foi apresentada uma nota comum, informando as Políticas Contábeis adotadas e o método de mensuração. Nas empresas peruanas foi evidenciado, em notas explicativas, apenas o método de mensuração, sem apresentar as Políticas Contábeis adotadas pelas empresas e, nas empresas colombianas, não se identificou a informação, visto a não publicação das notas explicativas. Foi observada a uniformidade com relação à nota explicativa que detalha, item a item, a composição do valor global líquido das contas do Ativo Intangível, apresentada no Balanço Patrimonial nas empresas bolivianas, chilenas e equatorianas. Nas empresas peruanas, não foi divulgado em notas explicativas esse detalhamento da composição do valor. No entanto, na Colômbia há ausência de nota explicativa nas demonstrações contábeis publicadas na página web da Superintendência Financeira de Colômbia (SIMEV). Em dois países da Comunidade Andina (Bolívia e Chile), as empresas estudadas apresentam nota explicativa, informando os métodos de depreciação, bem como a vida útil estimada desses ativos. Nas empresas equatorianas foi verificado apenas o método de depreciação e suas respectivas taxas; e nota explicativa com a citação de adoção da NIIF 3 determinando o motivo do bem não ser amortizado. As empresas bolivianas apresentam um quadro comparativo detalhando: as depreciações do período, valor reavaliado e o valor total do grupo; item também evidenciado em notas explicativas nas empresas chilenas. Consta em nota explicativa nas empresas chilenas, a vida útil finita e indefinida dos bens integrantes do ativo intangível. Destas análises, observa-se que não há praticas harmonizadas no bloco econômico com relação a este item, embora, em quatro países da Comunidade Andina haja certa convergência com a Norma Internacional de Contabilidade – IAS 38. Assim como em todas as análises realizadas, observou-se que nas empresas colombianas não houve a publicação de qualquer nota explicativa na página da web da Superintendência Financeira deste país. 4.5 Análise da convergência à norma do imobilizado e intangível do IASB no MERCOSUL e Comunidade Andina em 2010 Para possibilitar uma análise comparativa entre convergência normativa e convergência nas práticas contábeis relativas ao imobilizado e intangível nos dois blocos econômicos em estudo, apresenta-se a Figura 1 e 2. Em referência à convergência aos padrões internacionais, constatam-se aspectos relevantes nos países do MERCOSUL. No Brasil e Uruguai, há convergência normativa ao padrão IASB e também é possível identificar convergência nas práticas contábeis observadas nas empresas pesquisadas. No Paraguai e Venezuela apesar da convergência normativa ao padrão IASB, observa-se convergência parcial nas práticas contábeis, e na Argentina, apesar de não haver em 2010 convergência normativa ao padrão IASB, observase convergência parcial nas práticas contábeis quanto à mensuração e evidenciação do imobilizado. Contudo, em relação ao ativo intangível esse fato muda, pois o único país que esta parcialmente convergido nas práticas contábeis ao padrão IASB, nas empresas pesquisadas, quanto à mensuração e evidenciação dos elementos patrimoniais é a Argentina; os demais países componentes no bloco econômico encontram-se em 2010 convergidos esse ativo ao padrão IASB. Da mesma forma, ocorrem situações peculiares na Comunidade Andina com relação à convergência. Venezuela Venezuela Colômbia Colômbia Equador Equador Peru Peru Brasil Brasil Bolívia Bolívia Paraguai Paraguai Chile Chile Uruguai Argentina Argentina Convergente Parcialmente Convergente Não Convergente Figura 1 – Convergência das práticas estudadas do imobilizado com a norma internacional de contabilidade em 2010 Uruguai Convergente Parcialmente Convergente Não Convergente Figura 2 – Convergência das práticas estudadas do intangível com norma internacional de contabilidade No Chile, há convergência normativa ao padrão IASB e também é possível identificar convergência nas práticas contábeis observadas nas empresas pesquisadas referente ao ativo imobilizado e intangível. No Peru, apesar de não haver em 2010, convergência normativa ao padrão IASB, observa-se a convergência nas práticas contábeis nas empresas pesquisadas quanto à mensuração e evidenciação do imobilizado e, quanto ao ativo intangível este país encontra-se parcialmente convergente; diferentemente nas empresas pesquisadas bolivianas essa convergência nas práticas contábeis quanto à mensuração e evidenciação do ativo imobilizado e intangível observa-se convergência parcial. No Equador, apesar da convergência normativa ao padrão da IAS 16, observa-se convergência nas práticas contábeis nas empresas pesquisadas e quanto à IAS 38 apresenta convergência parcial. Na Colômbia, não há em 2010 convergência normativa ao padrão IASB, nem mesmo convergência nas práticas contábeis, quanto à mensuração e evidenciação dos estoques, nas empresas pesquisadas. As constatações advindas do estudo revelam que o processo de convergência à norma internacional de contabilidade (IAS 16 e 38), nos países do MERCOSUL e da Comunidade Andina deve estar concluído até o final de 2014. Para que isso se confirme, o calendário previsto para a convergência, principalmente na Colômbia, deve ter sua conclusão efetivada nas datas estabelecidas. Percebe-se que a convergência das normas contábeis aos padrões do IASB é algo iminente nos países desses blocos econômicos, o que pode facilitar o processo de harmonização contábil nesta região. Contudo, a realidade observada em práticas contábeis de empresas industriais nos países destes dois blocos econômicos revela que a convergência e a harmonização estão bem mais distantes. Observa-se no estudo e nos aspectos sintetizados nas Figuras 1 e 2, que o fato de adotar a norma contábil convergente não garantiu sua observância em alguns países. Em países dos dois blocos econômicos, com normas convergentes ao padrão IASB, identifica-se tanto práticas convergentes como parcialmente convergentes. Mesmo em países como a Argentina, no qual as normas IASB ainda não estão implementadas, as práticas contábeis revelam-se parcialmente convergentes a este padrão internacional. 5 CONCLUSÕES Por meio deste estudo, buscou-se analisar o nível de convergência de práticas contábeis relacionadas ao ativo imobilizado e intangível em relação à norma do IASB. A pesquisa envolveu empresas industriais do MERCOSUL e da Comunidade Andina e analisou aspectos sobre a mensuração e evidenciação do imobilizado e intangível nos países destes blocos econômicos. A partir dos dados coletados, constatou-se que nos países do MERCOSUL (Brasil e Uruguai), as práticas contábeis estudadas, relativas à mensuração e evidenciação do imobilizado estão convergentes com o que requer a IAS 16. Nas empresas brasileiras e uruguaias as práticas contábeis observadas estão totalmente convergentes com o padrão internacional. No caso das empresas da Venezuela, apesar de terem sido observadas algumas práticas parcialmente convergentes, pode-se inferir também, convergência ao padrão IASB. Nos demais países do MERCOSUL (Argentina e Paraguai), observou-se convergência parcial na mensuração e evidenciação do imobilizado, decorrente de uma divulgação não integral de informações requeridas nas normas internacionais. Mesmo que as práticas contábeis, no que se refere à mensuração e evidenciação do imobilizado tenha revelado um nível convergente ou parcialmente convergente nas empresas estudadas do MERCOSUL, concluiu-se que ainda falta uma maior homogeneidade nestes procedimentos. Há uma mudança significativa as práticas estudadas, em relação à mensuração e evidenciação do ativo intangível nas empresas estudadas nos países do MERCOSUL no que requer a IAS 38, os países Brasil, Paraguai, Uruguai e Venezuela encontram-se convergidas ao padrão IASB. Contudo, o único país que esta, em 2010, parcialmente convergido às normas do IASB é a Argentina, quanto à mensuração e evidenciação dos ativos intangíveis. Na Comunidade Andina, três países (Chile, Equador e Peru) apresentaram as práticas contábeis do ativo imobilizado convergentes com o que preconiza a norma do IASB. Já na Bolívia, as práticas adotadas podem ser consideradas parcialmente convergentes com a IAS 16, pois não há uma divulgação integral de informações requeridas nas normas emitidas pelo IASB. Esse panorama muda em relação às práticas contábeis do ativo intangível, visto que, os três países (Bolívia, Equador e Peru) apresentam convergência parcial nas práticas contábeis nas empresas pesquisadas, quanto à mensuração e evidenciação do ativo intangível, o que preconiza a IAS 38. O único país desse bloco econômico que há convergência normativa ao padrão IASB e também é possível identificar convergência nas práticas contábeis observadas nas empresas pesquisadas é o Chile. A Colômbia é o único país onde as práticas não são convergentes, pois as informações em notas explicativas não estão disponíveis aos usuários. Embora as empresas possam ter publicado seus balanços patrimoniais e demonstrações de resultados, a falta de informações em notas explicativas revela uma grande limitação, remetendo a não convergência com os padrões internacionais. Desse modo, pode-se afirmar que na Comunidade Andina ocorrem práticas contábeis relacionadas aos estoques com bom nível de convergência ao padrão. Mas da mesma forma que no MERCOSUL, ainda há uma distância muito significativa para se atingir uma harmonização total nos procedimentos. Concluiu-se, a partir do estudo, que o fato de alguns países adotarem a IAS 16 e 38, este fator não garantiu sua observância. Em alguns países de ambos os blocos econômicos que aderiram à convergência ao padrão IASB, observou-se tanto práticas convergentes como parcialmente convergentes. Dessa forma, pode-se afirmar que a prática contábil é influenciada pelas características próprias de cada país e que a harmonização não significa a adoção de um padrão único e comum, mas sim, harmonizado. Além disso, a adoção de um conjunto de normas comuns, como são as normas internacionais de Contabilidade do IASB, pode não garantir, ao menos de imediato, a adoção de práticas contábeis convergentes e harmonizadas. Diante deste cenário de integração econômica regional é importante estimular pesquisas com o objetivo de verificar o processo de harmonização nos países do MERCOSUL e Comunidade Andina, pois este fator contribui para a geração de informações integradas e harmonizadas, facilitando o acesso a informações uniformes pelos usuários. Dessa forma, a partir dos dados obtidos nesta pesquisa e da significância do tema abordado, recomenda-se ampliar esta abordagem com a análise dos demais elementos patrimoniais, de possíveis divergências estruturais e de conteúdo das demonstrações contábeis de divulgação obrigatória e dos impactos financeiros na aplicação das normas internacionais do IASB nestes blocos econômicos. 6 GUIA DE DISCUSÃO a. Para os países da América do Sul é vantagem estar harmonizados? Quais os benefícios e desvantagens? b. As CNV (Comisión Nacional de Valores) estão adaptadas para todas as mudanças? Assim, como as empresas e órgãos de classe? REFERÊNCIAS AMENÁBAR, A. M. H. Harmonização contábil em cinco países da América do Sul. 2001. 415f. Dissertação (Mestrado em Controladoria e Contabilidade) -- Programa de PósGraduação em Controladoria e Contabilidade. Universidade de São Paulo, São Paulo, SP 2001. BARDIN, L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 5. ed. 2009. BASSO, M. Integração econômica e institucionalização: as experiências do Mercosul e da União Europeia. Disponível em: <http://www.cjf.gov.br/revista/numero4/artigo9.htm>. Acesso em: 20 nov. 2010. COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS. Pronunciamento Técnico CPC 27: imobilizado. Brasília, DF, 08 de maio de 2009. Disponível em: <http://www.cpc.org.br/pdf/CPC_27.pdf>. Acesso em: 12 dez. 2012. COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS. Pronunciamento Técnico CPC 38: ativo intangível. Brasília, DF, 08 de maio de 2009. Disponível em: <http://www.cpc.org.br/pdf/CPC_38.pdf>. Acesso em: 12 dez. 2012. FLORÊNCIO, S. A. L.; ARAÚJO, E. H. F. MERCOSUL hoje. São Paulo: Alfa-Omega, 1998. IUDÍCIBUS, S. D.; MARTINS, E.; GELBCKE, E. R.; SANTOS, A. D. Manual de contabilidade societária: aplicável a todas as sociedades. São Paulo: Atlas, 2010. KRONBAUER, C. A. Contabilización y divulgación de información relativa al impuesto sobre benefícios: una comparación entre lãs normas españolas y brasileñas. Suficiência investigadora (Trabajo de Investigación). Sevilla, ES, 2006. KUNZLER, J. P. Mercosul e o comércio exterior. 2. ed. São Paulo: Aduaneiras, 2001. KRISHNAN, S.; LIN, P. Inventory valuation under IFRS and GAAP. Strategic Finance, p. 51-58, 2012. LISBOA, N. P. Harmonização de normas e práticas contábeis no Mercosul. 2000. 121f. Tese (Doutorado em Controladoria e Contabilidade) -- Programa de Pós-Graduação em Controladoria e Contabilidade. Universidade de São Paulo, São Paulo, SP 2000. MACIEL, R. R. Como implantar as normas internacionais de contabilidade: IFRS. Curitiba: Juruá, 2009. MERCOSUR, Secretaria del. Normativa 2012. Disponível em: <http://www.mercosur.int/innovaportal/v/4392/1/secretaria/2012>. Acesso em: 08 ago. 2012. MURPHY, A. B. The influence of international accounting standards on companies choice of accounting methods. Journal of Accounting and Finance, v. 13, n. 2, p. 101-114, 2005. NIYAMA, J. K. Contabilidade internacional. São Paulo: Atlas, 2010. POHLMANN, M. C. Harmonização contábil no Mercosul: a profissão e o processo de emissão de normas: uma contribuição. Caderno de estudos, São Paulo, n. 12, set. 1995. REIS, R. R.; STOCKEN, P. C. Strategic consequences of historical cost and fair value measurements. Contemporary Accounting Research, v. 24, n. 2, p. 557-584, 2007. SÁNCHEZ, I. M. G. Contabilidad financiera, general o externa: evolución y perspectivas del proceso de armonización internacional. In: ______. Síntesis de la ciência contable. [S.l.], 2010. Disponível em: <http://www.eumed.net/libros/2010b/686/contabilidad>. Acesso em: 14 jan. 2011. SILVA, A. F. S.; SILVA, E. P.; DENBERG, M. W. Mensuração do fair value de ativos tangíveis: estoque e ativo imobilizado. Revista Pensar Contábil, Rio de Janeiro, v. 13, n. 51, p. 48-55, 2011. SOSA, A. J. Origens, evolução e perspectivas do MERCOSUL. Buenos Aires, 1999. Disponível em: <http://www.amersur.org.ar/Integ/OEPMercosur.htm>. Acesso em: 15 jan. 2011. ______. El MERCOSUR político: orígenes, evolución y perspectivas. Buenos Aires, março, 2008. Disponível em: <http://www.amersur.org.ar/Integ/OEPMercosur.htm>. Acesso em: 15 jan. 2011. SOSA, A. J.; FERRETTI, M. M. América do Sul: um breve relato sobre seu processo de integração. Buenos Aires, abril, 2007. Disponível em: <http://www.amersur.org.ar/Integ/OEPMercosur.htm>. Acesso em: 15 jan. 2011. YERELI, A. N.; KAYALI, N.; DEMIRLIOGLU, L. Maliyetlerin tespitinde normal maliyet yöntemi: tms 2 stoklar standardi ilê vergi mevzuati’nin karsilastirilmasi ve uymlastirilmasi. Mali Cozum Dergisi, p. 21-41, 2012. Comunicar: [email protected] Pseudônimo: forasteiro João Luis Peruchena Thomaz Endereço para acessar http://lattes.cnpq.br/1923873384922973 Última atualização do currículo em 24/07/2013 este CV: Possui graduação em Ciências Contábeis pela Universidade da Região da Campanha (1997). Pós-Graduação em Controladoria e Gestão de Finanças (2008). Mestre em Ciências Contábeis pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos - UNISINOS. Professor no Centro de Ciências da Economia e Informática - CCEI/URCAMP/BAGÉ - Atendimento a empresas ACP CONSULTORIA EMPRESARIAL, empresa criada em 1996, atuando nas áreas do Agronegócio, comércio, indústria e prestação de serviços. Sócio diretor da empresa TRADE CONSULTORES ASSOCIADOS LTDA. Nome em citações bibliográficas THOMAZ, J. L. P.;THOMAZ, João Luis Peruchena Endereço Profissional Universidade da Região da Campanha. AV. TUPI SILVEIRA CENTRO 96400110 - Bagé, RS - Brasil Telefone: (53) 32428244 Ramal: 228 URL da Homepage: www.urcamp.tche.br Formação acadêmica/titulação 2010 - 2012 Mestrado em Ciências Contábeis (Conceito CAPES 4). Universidade do Vale do Rio dos Sinos, UNISINOS, Brasil. Título: CONVERGÊNCIA DE NORMAS CONTÁBEIS NO MERCOSUL E NA COMUNIDADE ANDINA: um estudo com empresas do mercado de capitais.,Ano de Obtenção: 2012. Orientador: CLOVIS ANTONIO KRONBAUER. Palavras-chave: Convergência Contábil; Harmonização; Contabilidade Internacional; MERCOSUL; Comunidade Andina. Grande área: Ciências Sociais Aplicadas / Área: Administração / Subárea: Ciências Contábeis. Setores de atividade: Atividades de sedes de empresas e de consultoria em gestão empresarial. 2007 - 2008 Especialização em ESPECIALISTA EM CONTROLADORIA E GESTÃO EM FINANÇAS. (Carga Horária: 375h). Universidade da Região da Campanha, URCAMP, Brasil. Título: APLICABILIDADE DAS FERRAMENTAS GERENCIAS. Orientador: RODRIGO DEBUS SOARES. 1994 - 1997 Graduação em CIÊNCIAS CONTÁBEIS. Universidade da Região da Campanha, URCAMP, Brasil. 1989 - 1991 Ensino Médio (2º grau). Escola de 1º e 2º Graus Instituto Livramento. Ernani Ott Endereço para acessar este CV: http://lattes.cnpq.br/6014537302206830 Última atualização do currículo em 09/07/2013 Possui graduação em Ciências Econômicas pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (1967), graduação em Ciências Contábeis pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (1980), especialização em Contabilidade pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (1982), doutorado em Ciências Contábeis pela Universidade de Deusto, Espanha (1998). Atualmente é professor titular da Universidade do Vale do Rio dos Sinos e professor da Faculdade São Francisco de Assis - UNIFIN Tem experiência na área contábil, com ênfase em Teoria da Contabilidade, atuando principalmente nos seguintes temas: responsabilidade social, balanço social, contabilidade ambiental, capital intelectual e evidenciação de informações contábeis (Texto informado pelo autor) Nome em citações bibliográficas OTT, E. Endereço Endereço Profissional Universidade do Vale do Rio dos Sinos, Centro de Ciências Econômicas, Área de Conhecimento e Aplicação Contabilidade Custos e Finanças. Av. Unisinos, 950 Cristo Rei 93022-000 - Sao Leopoldo, RS - Brasil - Caixa-postal: 275 Telefone: (51) 35908186 Ramal: 1569 Fax: (51) 35908447 URL da Homepage: http://www.unisinos.br Formação acadêmica/titulação 1993 - 1997 Doutorado em C Econ y Empresariales Convalid Usp C Contábeis. Universidad de Deusto. Título: La información contable y el proceso de toma de decisiones: marco conceptual y estudio empírico, Ano de obtenção: 1998. Orientador: José Álvarez López. Palavras-chave: informações financeiras; informações não financeiras; contabilidade gerencial; contabilidade gerencial estratégica. Grande área: Ciências Sociais Aplicadas / Área: Administração / Subárea: Ciências Contábeis. 1982 - 1982 Especialização em Especialização Em Contabilidade. (Carga Horária: 360h). Universidade do Vale do Rio dos Sinos, UNISINOS, Brasil. 1978 - 1980 Graduação em Ciências Contábeis. Universidade do Vale do Rio dos Sinos, UNISINOS, Brasil. 1964 - 1967 Graduação em Ciências Econômicas. Universidade do Vale do Rio dos Sinos, UNISINOS, Brasil. Clovis Antônio Kronbauer Endereço para acessar este CV: http://lattes.cnpq.br/9586157708831103 Última atualização do currículo em 28/08/2013 Possui graduação (bacharelado) em Ciências Contábeis pela Fundação Alto Taquari de Ensino Superior (1992); graduação (licenciatura) para exercer o magistério em nível médio nas disciplinas de Contabilidade, Estatística e Organização e Técnica Comercial pela Fundação Alto Taquari de Ensino Superior (1994), especialização em Administração Financeira pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (1995), Mestrado em Ciências Contábeis pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (2002); e Doutorado em Contabilidad y Auditoría pela Universidad de Sevilla - España (2008). Obs.: O doutorado está Reconhecido pela Universidade de São Paulo-USP, como: Doutorado em Ciências Contábeis - Área: Controladoria e Contabilidade: Contabilidade, com diploma registrado pelo nº 091.394, na data 27 de outubro de 2009. Atualmente é professor do PPG em Ciências Contábeis e dos Cursos de Graduação em Ciências Contábeis e Administração de Empresas da Universidade do Vale do Rio dos Sinos. Exerce a função de Coordenador Executivo do Curso de Graduação em Cências Contábeis da da Universidade do Vale do Rio dos Sinos. Está vinculado à área da Contabilidade, com ênfase em Contabilidade para Usuários Externos e Controladoria, atuando principalmente nos seguintes temas: Evidenciação Contábil, Tratamento Contábil de Tributos sobre Lucros, Estudo da Carga Tributária, Relatórios e Demonstrações Contábeis, Estudo do Ativo Intangível. (Texto informado pelo autor) Nome em citações bibliográficas KRONBAUER, C. A. Endereço Profissional Universidade do Vale do Rio dos Sinos, Centro de Ciências Econômicas. Av. Unisinos, 950 Cristo Rei 93022000 - São Leopoldo, RS – Brasil Telefone: (051) 35911122 Ramal: 1597 URL da Homepage: http://www.unisinos.br/ Formação acadêmica/titulação 2003 - 2008 Doutorado em Contabilidad y Auditoría. Universidad de Sevilla, US, Espanha. Título: INFORMACIÓN RELATIVA AL IMPUESTO SOBRE BENEFICIOS: ANÁLISIS EMPÍRICO SOBRE LA DIVULGACIÓN REALIZADA POR LAS EMPRESAS DEL IBEX-35 Y DEL IBOVESPA EN LOS EJERCICIOS DE 2003/2005, Ano de obtenção: 2008. Orientador: JOSÉ MORENO ROJAS. Palavras-chave: Impuesto sobre Beneficios, Información Contable; Tratamiento contable del Impuesto sobre Beneficios; Adopción de Práticas de Manipulación Contable. Grande área: Ciências Sociais Aplicadas / Área: Administração / Subárea: Ciências Contábeis / Especialidade: Contabilidade para Usuários Externos. 1999 - 2002 Mestrado em Ciências Contábeis. Universidade do Vale do Rio dos Sinos, UNISINOS, Brasil. Título: A evidenciação do uso de derivativos como instrumento de redução do risco de exposição cambial: um estudo de caso na Gerdau S/A,Ano de Obtenção: 2002. Orientador: Fernando Caputo Zanella. Palavras-chave: Evidenciação de Derivativos; Informação Contábil; Instrumentos para Proteção Cambial. Grande área: Ciências Sociais Aplicadas / Área: Administração / Subárea: Ciências Contábeis / Especialidade: Contabilidade para Usuários Externos. Grande Área: Ciências Sociais Aplicadas / Área: Administração / Subárea: Ciências Contábeis / Especialidade: Controladoria. Setores de atividade: Educação. 1995 - 1995 Especialização em Especialização Em Administração Financeira. (Carga Horária: 320h). Universidade do Vale do Rio dos Sinos, UNISINOS, Brasil. Título: Sem monografia. 1993 - 1994 Graduação em e Organização e Técnica Comercial. Fundação Alto Taquari de Ensino Superior. 1986 - 1992 Graduação em Ciências Contábeis. Fundação Alto Taquari de Ensino Superior. Dr. José Moreno Rojas Possui graduação em Ciências Econômicas e Empresariais pela Universidad de Sevilla Espanha. É Doutor em Contabilidade e Auditoria, pelo departamento de Contabilidade e Auditoria da Universidade de Sevilla, Espanha (1992). Atualmente é professor Catedrático de Escola Universitária, do Departamento de Contabilidade e Economia Financeira atuando nas Faculdade de Finanças e Turismo e na Faculdade de Ciências Econômicas e Empresariais da Universidade de Sevilha. Participa do Grupo de pesquisa em Contabilidade da Universidade de Sevilla. Tem experiência na área de Ciências Contábeis, com ênfase em Contabilidade Fiscal e Teoria da Contabilidade, atuando principalmente nos seguintes temas: Contabilidade Fiscal, Contabilidade Financeira e Contabilidade Internacional, e Teoria da Contabilidade. e-mail: [email protected] PUBLICACIONES (libros y capítulos de libros) “Cuentas anuales: casos prácticos y fundamentos teóricos”, Editorial Ariel, Barcelona, 1.993 “Contabilidad y fiscalidad: diferencias entre resultado contable y base imponible en el nuevo Impuesto sobre Sociedades”, Secretariado de Publicaciones de la Universidad de Sevilla, Sevilla, 1.997 “Tratamiento Contable de los Derechos de Formación de Jugadores en Clubes Profesionales de Fútbol: una Propuesta Basada en la Nueva Normativa de la Federación Internacional de Fútbol”, Sport Congress 2003, Barcelona, España, Universitat Politecnica de Catalunya, 2003. PUBLICACIONES (artículos) “Los activos intangibles en las sociedades anónimas deportivas: reflexiones sobre criterios de reconocimiento y valoración de derechos sobre deportistas profesionales”, Estudios Financieros. Revista de Contabilidad y Tributación, nº 216, marzo 2001. “Uniform System of Accounts for the Lodging Industry: an Implementation Case in a Spanish Hotel”, elaborado en coautoría con los profesores Lobo Gallardo y Martín Samper, Management. Journal for the theory and practice of Management, vol. 30, Julio 2003. “Análisis de la aplicación del método del efecto impositivo en las sociedades patrimoniales”, Revista de Contabilidad, vol. 7, nº 14, julio-diciembre 2004. “La Contabilidad Financiera en la Diplomatura en Turismo en España: situación actual y recomendaciones para la adaptación de los planes al EEES”, elaborado en coautoría con los profesores Escobar Pérez, Lobo Gallardo y Martín Samper, Encontros Científicos – Tourism & Management Studies, nº 4, 2008. “Tratamento contábil dos tributos sobre o lucro: um estudo comparativo entre as normas brasileiras da CVM e do CFC e a Norma Internacional de Contabilidade nº 12 do IASB”, elaborado en coautoría con los profesores Kronbauer y De Souza, RIC Revista de Informação Contábil, Vol. 3, nº 1, enero-marzo 2009, pp. 58-88, ISSN 1982-3967. “La Activación de las Diferencias Temporales Positivas en Empresas Cotizadas Españolas: un Estudio Empírico”, elaborado en coautoría con los profesores Kronbauer, López Herrera y Souza, Revista de Contabilidade e Comercio, Vol. 13, Núm. 1, 2010. “Fatores determinantes do reconhecimento de ativos fiscais diferidos”, elaborado en coautoría con los profesores Alves, Kronbauer y Souza, Revista Universo Contábil, Vol. 6, Núm. 4, 2010, ISSN 1809-3337. “Un análisis de los factores determinantes del comportamiento ético del auditor: estudio empírico”, en coautoría con los profesores Sierra García, López Herrera, Orta Pérez y Santa María Pérez, Instituto de Contabilidad y Auditoría de Cuentas, Madrid, 2010. Foto Tirada na Defesa da Dissertação – UNISINOS Julho/2012. ERNANI OTT – Jaqueta Azul JOSÉ MORENO ROJAS – na tela ao fundo de óculos, pois foi defesa com membro da Espanha JOÃO LUIS PERUCHENA THOMAZ – camisa preta e óculos CLÓVIS ANTONIO KRONBAUER – ao meu lado esquerdo com crachá da Unisinos. Jaqueta Azul.