Nuno Moreira, Administrador da CP
CP
Joel Teixeira e Alberto Cunha da link consulting
Link ajuda CP
a estruturar bilhética
Os Caminhos-de-ferro Portugueses vão ter novos sistemas de bilhética e a link foi
escolhida para assegurar que todo o projecto corre na perfeição
A
link colabora com os Caminhos-de-ferro
Portugueses (CP) na organização e desenvolvimento de um projecto para mudar os sistemas de bilhética da CP. Este projecto nasce
na sequência de várias acções que estão a ser levadas a
cabo pelos operadores de transportes da região de Lisboa
desde 1996, data em que iniciaram um projecto no sentido
de adoptar a bilhética electrónica sem contacto baseada na
norma Calypso. Entre 1996 e 2000 definiu-se o sistema,
tendo-se desenvolvido vários pilotos para testar o conceito.
O Metropolitano de Lisboa avançou em 2002 com o sistema
de bilhética sem contacto ao qual se seguiram a Carris e a
Transtejo. Presentemente a CP está prestes a mudar o seu
sistema de bilhética.
Para a escolha da link como parceira, em muito pesou
na decisão da CP o apoio que a link tem prestado à OTLIS,
associação constituída por operadores de transportes da
região de Lisboa, que integra a CP, o Metro, a Carris, a
Transtejo, a Rodoviária de Lisboa, os Transportes Sul do Tejo
e o Barraqueiro. A OTLIS define todas as questões relacionadas com a interoperabilidade da bilhética para garantir que,
por exemplo, um bilhete combinado CP/Carris funcione
quer no sistema de bilhética da CP, quer no da Carris, independentemente de cada operador ter sistemas próprios de
fornecedores diferentes. A link “é uma empresa que possui
as valências técnicas necessárias no âmbito do contactless
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| N9 - Junho 2007 |
Cadernos link - Parcerias
e, pretendendo a CP entrar nesse processo, escolhemos a
consultora pois tinha a capacidade de transmitir-nos todo
o conhecimento necessário para adaptar a nossa bilhética
de forma a termos uma cobertura nacional e integrada para
a totalidade da rede e, na região da área metropolitana de
Lisboa, uma integração perfeita com a OTLIS, que fará o
controlo dos passes e apoiará a divisão das receitas”, revelou Nuno Moreira, Administrador da CP.
OTLIS serve de referência
“A CP já nos conhecia devido à nossa acção nos projectos na OTLIS e nos projectos contactless em Lisboa, pelo
que estavam ao corrente das nossas competências técnicas
neste campo, e quando verificaram a grande complexidade
do projecto decidiram incluir-nos no mesmo”, disse Joel
Teixeira da link. Neste projecto, a link aconselha a CP sobre
as especificações técnicas e funcionais dos equipamentos e
sistemas a adquirir, certificando-se que estes cumprem os
objectivos da CP e os requisitos Calypso/OTLIS garantindo dessa forma a interoperabilidade com os sistemas dos
outros operadores. A link apoia também a CP na organização
do projecto e na integração das tecnologias sem contacto de
forma articulada com as definições de interoperabilidade da
OTLIS. Na fase de especificação do projecto a equipa da link
aplicou os seus conhecimentos e metodologia para o desenho e construção de sistemas alinhados com os processos
dor do passe intermodal ou assinatura CP, poderá carregar
os mesmos numa máquina de venda automática, num ATM
ou na bilheteira e futuramente através da internet, ficando
com várias formas para carregar o seu título de transporte,
o que deve colocar um final nas filas de renovação do passe,
e diminuir o tempo gasto através do incremento dos canais
de venda”. Se associarmos isto ao facto de todos estes
passes serem de 30 dias deslizantes, e não de um mês,
como era até agora, “deixa de haver a grande concentração
de aquisições no final/início de cada mês, contribuindo
fortemente para a redução do tempo de espera dos nossos
clientes para a aquisição do seu título de transporte mensal,
que deixa de ter o início de validade no dia 1 de cada mês e
passa a ser válido a partir do dia de compra ou do dia imediato ao fim de validade do seu título mensal”.
A utilização dos suportes contactless permite ainda
configurar novos títulos de transporte que combinem
os percursos de diferentes operadores numa utilização
temporal de carácter mais adequado às necessidades dos
utilizadores, que não são possíveis de implementar com
os suportes em papel. Este avanço permitirá o lançamento
de títulos combinados para uma viagem ou para um dia de
utilização, que inclua num único título de transporte todas
as viagens que o utilizador necessita de efectuar para se
fazer transportar entre dois pontos e independentemente
dos operadores usados.
Do lado da empresa, o controlo da revisão também fica
da empresa (Enterprise Architecture). Segundo Alberto
mais facilitado, pois com o sistema contactless o bilhete
Cunha da link, uma das características inovadoras à escala
internacional do sistema de bilhética electrónica de Lisboa
fica registado em formato electrónico sendo possível a sua
“é a possibilidade de interoperação entre os sistemas de
validação automática garantindo um controlo mais exacto
bilhética de vários operadores pois, normalmente, um sise fácil. “Actualmente, a revisão é feita visualmente para
confirmação da validade do bilhete sem recolha de qualquer
tema de bilhética é um sistema fechado. Por isso a link está
dado sobre a revisão efectuada. Com o novo sistema, além
a ajudar nas especificações necessárias para que a bilhética
da revisão para controle da fraude, podemos na mesma
da CP funcione com outros operadores independentemente
operação registar os dados da revisão que após trabalhados
de cada um ter os seus próprios sistemas de fornecedores
fornecerão indicadores sobre a eficácia
distintos”.
da revisão e perfil dos nossos clientes,
nomeadamente dos portadores de pasMudança profunda
“Podemos mesmo dizer
ses, informação essencial que actualComo qualquer operador com um
histórico centenário, ao introduzir
mente só é possível obter por intermédio
que a link tem sido o
a bilhética electrónica a CP tinha a
de inquéritos pontuais e dispendiosos”,
parceiro tecnológico
necessidade de adaptar ou alterar os
disse o Administrador da CP. Com esta
da CP na área de
processos estabelecidos. Por isso no
função, “ficamos a conhecer de forma
âmbito do projecto está também a ser
contínua os picos de utilização, as viacontactless”, disse Nuno
desenvolvido um sistema informático
gens mais efectuadas e preferências dos
Moreira, Administrador
de apoio às estações que complemennossos clientes, permitindo planear alteta as componentes de venda assistida
rações ao serviço que vão de encontro
da CP
aos clientes, com um BackOffice de
às necessidades dos nossos clientes de
forma sustentada e, não menos imporapoio à gestão da estação. Assim que
estiver implementado, o novo sistetante, a monitorização e acompanhama “irá fornecer um controlo de venda assistida, com a
mento das alterações implementadas ”, revelou o mesmo.
componente de revisão e venda de bilhetes em trânsito, e
“A link tem dado um bom acompanhamento quer na
um sistema central, com máquinas de venda automática
fase de operacionalização de sistemas, como na de acome controlo de acessos às estações (gates)”, acrescentou o
panhamento do processo”, realçou o Administrador da CP.
Não se trata de um projecto simples, pelo que necessita de
responsável da CP.
Com o piloto programado para lançamento ainda em
pessoas especializadas e dedicadas à área e os técnicos da
2007, numa linha na região de Lisboa, a CP espera que o
link “têm respondido a todas as nossas exigências técninovo sistema traga benefícios a ambas as partes – ao utente
cas”. “Podemos mesmo dizer que a link tem sido o parceiro
e à própria empresa. Este projecto “proporciona uma facilitecnológico da CP na área de contactless”, finalizou Nuno
dade de utilização adicional para os clientes, pois um utilizaMoreira.
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