ATP - Associação de Transportadores de Passageiros de Porto Alegre Link leva bilhética para Porto Alegre A consultora está a automatizar os sistemas de bilhética da ATP, que é responsável pelo controlo de um milhão de viagens diárias a link apresentado uma primeira versão da proposta, que consistia num serviço de consultoria. Nesta proposta, a link deu a entender a necessidade de optar por uma solução de software embarcado que fosse o mais independente, transparente e aberta possível. No meio do processo negocial, e ciente do know-how da link nesta área, o cliente “perguntou-nos se estaríamos dispostos a fazer uma proposta para o fornecimento do software embarcado, que aderisse aos princípios de abertura e independência que defendemos”, disse Jorge Leandro, Responsável pela Área de Negócios Internacionais da link, o que levou a uma segunda versão da proposta, que já incluía tanto serviços de consultoria como o fornecimento de software embarcado. Proposta essa que acabou por ser a contratada. Link ideal para o projecto Jorge Leandro e João Almeida da link consulting A pós o lançamento da linha de serviços para bilhética, pela sua filial brasileira, a link iniciou actividades comerciais e de pré-venda para esta área, principalmente nas capitais de estado do Brasil. Na cidade de Porto Alegre (capital do Estado do Rio Grande do Sul) deparou-se com um processo prestes a arrancar a nível de bilhética electrónica na Associação de Transportadores de Passageiros de Porto Alegre (ATP), composta por 14 operadores privados e uma empresa pública de autocarros. Trata-se de uma associação que assegura o transporte de pessoas na área do Município de Porto Alegre, região metropolitana que possui 3,5 milhões de habitantes e é responsável por um milhão de viagens por dia. O projecto encontrava-se em fase de consulta, tendo 24 | N8 - Setembro 2006 | Cadernos link - Casos de sucesso Segundo Luiz Mário Magalhães Sá, Gerente Executivo da ATP e coordenador geral do projecto de bilhética electrónica de Porto Alegre, o projecto “era bastante complexo, razão pela qual escolhemos a link como consultora e co-participante do desenvolvimento, passando a contar com a sua experiência na elaboração e na participação de projectos dessa natureza”. “A forma como defendemos a necessidade de uma abertura sistémica, que previne futuros problemas, foi essencial para que o cliente escolhesse a link”, revelou Jorge Leandro. Segundo Luiz Mário Magalhães, foram várias as razões que levaram a ATP a optar pela implementação deste projecto. “Quisemos automatizar o sistema de recolha tarifária e permitir um controle mais eficaz sobre os benefícios tarifários de diversos sectores de usuários”, disse o gerente executivo da ATP. Com este sistema, pretendemos também “reduzir fraudes e o uso indevido de benefícios, permitir a integração tarifária com benefícios aos usuários e possibilitar a interoperabilidade dos diversos modos de transporte da Região Metropolitana e a utilização da bilhética para par- Mais um passo na internacionalização cerias e outros serviços”, anunciou o gestor. “Pretende-se que seja um projecto de bilhética interoperacional e multifornecedor, o que no Brasil é uma característica inovadora”, acrescentou o responsável. Projecto a duas fases A vitória da link neste projecto no Brasil prova as grandes capacidades que a empresa tem, tanto dentro como fora de portas. No caso em particular da ATP, ao fim de quase um ano de evangelização, “um cliente, neste caso uma região, percebeu a importância da nossa metodologia”, disse Jorge Leandro, Responsável pela Área de Negócios Internacionais da link. O mercado brasileiro praticamente não tem consultores de Bilhética, mas sim fornecedores. Até ao momento, “nunca tinha aparecido uma empresa a sugerir e a sustentar uma aproximação estruturada, independente e aberta”, continuou o responsável internacional. Esta aproximação veio alterar as práticas dos fornecedores de equipamento, “que estavam habituados a chegar e vender, e que agora vão ter de esperar um pouco mais”. Ou seja, podem conseguir vender na mesma, mas são obrigados a ter uma aproximação mais aberta do que a que tinham até ao momento. “Penso que este projecto na ATP é o culminar de um processo de evangelização que mostrou valer a pena. Apesar de ser um pouco mais demorado e dispendioso, a médio prazo vai compensar”, destacou Jorge Leandro. O facto da link ter conseguido quebrar uma barreira num país como o Brasil é, por si só, um factor muito relevante. “Mas ainda existem outros factores que vão tornar este projecto ainda mais importante”, revelou. Um desses factores “é a intenção de transformar o projecto numa referência ao nível das capitais de estado e, no fundo, ter o cliente motivado para usar este sucesso e criar uma nova forma de fazer projectos de bilhética no resto do Brasil”. Outro factor “é o do próprio cliente conseguir ter capacidades próprias para obter recursos que absorvam a forma de trabalhar, sentindo-se independente dos seus fornecedores”, concluiu. Este projecto tem duas fases: uma inicial, de desenho do sistema, em que são realizadas várias acções de consultadoria, e uma segunda, de implementação. Na fase inicial de desenho, foram aplicadas as metodologias link na definição de uma arquitectura global para o sistema de bilhética da região. Esta arquitectura tem por base o desenho de processos de negócio de suporte à nova realidade da bilhética sem contacto, “O projecto está perfeitamente a partir do qual foi definida a dentro das expectativas técnicas arquitectura de sistemas pretendida com os diversos módulos e dos prazos do cronograma descritos detalhadamente e de aprovado, o que prova que a forma independente nos cadernos de especificações respectivos. equipa da link é extremamente Na fase de implementação, competente e profissional”, “vai ser tida em conta a necesdisse Luiz Mário Magalhães sidade de adaptar a solução SmartCities à realidade local, Sá, gerente executivo da ATP e através do fornecimento de sofcoordenador geral do projecto tware, mecanismos de certificade bilhética electrónica de Porto ção e especificações abertas, com apoio total à operacionalização, ou Alegre. seja, ao concurso para aquisição de equipamento, sublinhou João Almeida, Director da Unidade de O Projecto de Porto Alegre “tem um prazo previsto de Integração de Sistemas de Negócio. O SmartCities tornoudois anos: iniciado em Novembro de 2005 e tendo como se na solução ideal para a ATP por ser um sistema integrado meta fins de 2007”, acrescentou Jorge Leandro. A primeira e modular para a implementação de sistemas de electronic fase, na qual a link virá a definir os pilares base para o modeticketing e cartões. Trata-se de uma solução completa que lo de bilhética a aplicar na região, deverá estar concluída em inclui gestão de clientes, emissão e personalização de carJunho (neste período foi também iniciada uma pré-selecção tões e Smart Cards com contacto e contactless, gestão de de equipamentos). Assim que termine a primeira fase, a contratos, vendas e carregamentos remotos, controlo de consultora irá iniciar a adaptação do software, que vai ser utilização e gestão da segurança para operadores de transentregue no final do ano, entrando posteriormente em períportes públicos de passageiros e outros esquemas de cartão odo de testes. O processo de entrega, instalação e execução multi-serviços. nos próprios autocarros começa em princípios de 2007 e “Seguimo-nos por uma metodologia que criámos espedeverá prolongar-se até meados/fim do mesmo ano. cificamente para os transportes públicos de passageiros, De acordo com o responsável da ATP, o andamento adaptada duma metodologia standard e que é usada pela actual do projecto “está perfeitamente dentro das expectalink em muitas outras áreas – a Enterprise Architecture”, tivas técnicas e dos prazos do cronograma aprovado, o que disse o Director. A link fornecerá também um módulo cenprova que a equipa da link é extremamente competente e tral de Software, que vai efectuar a gestão global em termos profissional”. de segurança do sistema. ‹› Casos de sucesso - Cadernos link | N8 - Setembro 2006 | 25