Sr. James D. Wolfensohn
Presidente
Grupo do Banco Mundial
Espanhol, Francês, Português
James D. Wolfensohn, nono Presidente do Grupo do Banco Mundial desde
1946, estabeleceu sua carreira em atividades bancárias de investimentos
internacionais com participação paralela em questões de desenvolvimento e
meio ambiente global. Em 27 de setembro de 1999, o Sr. Wolfensohn foi
unanimemente reeleito pelos Diretores Executivos do Banco Mundial para um
segundo mandato de cinco anos como Presidente, começando em 1º de junho
de 2000, tornando-o assim o terceiro Presidente na história do Banco Mundial a
servir um segundo mandato.
Desde que assumiu o cargo em 1º de junho de 1995, ele já viajou a mais de 100
países para obter conhecimentos de primeira mão sobre os desafios enfrentados
pelo Banco Mundial e pelos seus 184 países membros. Em suas viagens, o Sr.
Wolfensohn não somente visitou projetos de desenvolvimento financiados pelo
Banco Mundial, mas também se reuniu com clientes governamentais do Banco e
com representantes de empresas, organizações trabalhistas, mídia,
organizações não-governamentais (ONGs), grupos religiosos e de
desenvolvimento da mulher, estudantes e professores. Nesse processo,
assumiu a vanguarda na formação de novas parcerias estratégicas entre o
Banco Mundial e os governos a que serve, setor privado, sociedade civil, bancos
de desenvolvimento regional e ONU.
Em 1996, juntamente com o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Sr.
Wolfensohn lançou a Iniciativa para a Redução da Dívida dos Países Pobres
Muito Endividados (HIPC) como o primeiro programa abrangente de redução da
dívida para atender às necessidades dos países mais pobres e mais
endividados do mundo. Dois anos mais tarde, ele liderou uma revisão global
dessa Iniciativa, incluindo grupos religiosos, ONGs e representantes dos países
credores e HIPC, a fim de avaliar seu progresso e identificar formas de tornar a
Iniciativa mais profunda, mais ampla e mais rápida. Essa revisão e as propostas
dos países doadores culminaram em setembro de 1999 com um endosso oficial
das Reuniões Anuais do Banco Mundial/FMI no sentido de dobrar o montante de
assistência, tornar elegível um maior número de países e acelerar o processo.
Em janeiro de 1999, o Sr. Wolfensohn introduziu o Quadro Abrangente do
Desenvolvimento (QAD), aproveitando as lições da experiência em
desenvolvimento e implementando os conceitos-chave expostos em seus
discursos nas Reuniões Anuais de 1997 e 1998. Quase 50 países de baixa
renda do mundo inteiro estão agora utilizando a abordagem do QAD como base
de sua preparação dos Documentos de Estratégia para a Redução da Pobreza
(DERPs). Muitos países de renda média estão também utilizando a abordagem
do QAD.
O QAD propõe uma estratégia holística de longo prazo; a propriedade e a
orientação da agenda de desenvolvimento cabe ao país; parcerias muito mais
sólidas entre o governo, doadores, sociedade civil e setor privado na
implementação da estratégia do país; e um enfoque transparente na
consecução de resultados no desenvolvimento. A abordagem do QAD oferece
um alicerce comum para a implementação da nova parceria entre os países
desenvolvidos e os países em desenvolvimento, a fim de ajudar estes últimos a
conseguir melhorias sustentáveis no crescimento e na redução da pobreza que
ajudarão os países a alcançar as Metas de Desenvolvimento do Milênio.
O Sr. Wolfensohn colocou a redução sustentável da pobreza no centro da
missão do Banco Mundial e focalizou o trabalho da instituição no apoio aos
esforços da comunidade internacional para alcançar as Metas de
Desenvolvimento do Milênio das Nações Unidas. Essas metas propõem cortar
pela metade a pobreza extrema e melhorias substanciais na saúde e educação
nos países em desenvolvimento até 2015.
Para alcançar as Metas, o Sr. Wolfensohn tem instado os países doadores a
aumentar a assistência externa para o desenvolvimento, harmonizar os
processos de ajuda e reduzir as barreiras ao comércio. Tem instado os países
em desenvolvimento a implementar reformas-chave de política, de forma que
possam concentrar-se na redução da pobreza e promover melhorias na
prestação de cuidados de qualidade da saúde e escolarização para todos os
cidadãos.
O Sr. Wolfensohn promoveu várias outras iniciativas no Banco Mundial,
incluindo o Portal para o Desenvolvimento, a Rede Global de Aprendizagem
para o Desenvolvimento, o Diálogo sobre Crenças e Desenvolvimento, Cultura e
Paz.
Antes de entrar para o Banco Mundial, o Sr. Wolfensohn trabalhou em atividades
bancárias no desenvolvimento internacional. Seu último cargo foi o de
Presidente e Diretor Executivo da James D. Wolfensohn Inc., sua firma de
investimento estabelecida em 1981 para assessorar as principais corporações
internacionais e dos Estados Unidos. Renunciou a seus interesses na firma ao
entrar para o Banco Mundial.
Antes de criar sua própria empresa, o Sr. Wolfensohn exerceu uma série de
cargos de alto nível no setor de finanças. Foi Sócio Executivo da Salomon
Brothers em Nova Iorque e chefe de seu departamento de investimento
bancário. Foi Vice-Presidente Executivo e Diretor Gerente da firma Schroeder’s
Ltd em Londres, Presidente da firma J. Henry Schroeder’s Banking Corporation
de Nova Iorque e Diretor Gerente da firma Darling & Co da Austrália.
Em toda a sua carreira, o Sr. Wolfensohn também participou diretamente de
uma série de atividades culturais e voluntárias, especialmente no campo das
artes cênicas. Em 1970, o Sr. Wolfensohn começou a participar das atividades
do Carnegie Hall de Nova Iorque, primeiro como membro do Conselho Diretor e
mais tarde, de 1980 a 1991, como Presidente desse Conselho, época em que se
dedicou com êxito a restaurar esse memorável edifício de Nova Iorque.
Atualmente ele é Presidente Emérito do Carnegie Hall. Em 1990, o Sr.
Wolfensohn tornou-se Presidente do Conselho de Fiduciários do John F.
Kennedy Center for the Performing Arts em Washington, D.C. Em 1º de janeiro
de 1996, foi eleito Presidente Emérito.
O Sr. Wolfensohn foi Presidente da International Federation of Multiple Sclerosis
Societies, Diretor do Business Council for Sustainable Development e atuou
como Presidente da Comissão Financeira, como Diretor da Rockefeller
Foundation e do Population Council e como membro do Conselho Diretor da
Rockefeller University.
Atualmente, além de ser Presidente do Grupo do Banco Mundial, é Presidente
do Conselho Diretor do Institute for Advanced Study em Princeton. É também
Fiduciário de Honra da Brookings Institution e membro do Council on Foreign
Relations and the Century Association em Nova Iorque.
Nascido na Austrália em dezembro de 1933, o Sr. Wolfenshon é cidadão
naturalizado dos Estados Unidos. Tem os graus de BA e LLB pela University of
Sydney e o MBA da Harvard Graduate School of Business.
Antes de freqüentar a Harvard University, exerceu advocacia na firma
australiana Allen Allen & Hemsley. Foi oficial da Real Força Aérea Australiana e
membro da Equipe Australiana de Esgrima nas Olimpíadas de 1956. É
Acadêmico da American Academy of Arts and Sciences e da American
Philosophical Society. Recebeu muitos prêmios por seu trabalho voluntário,
inclusive o primeiro Prêmio David Rockfeller do Museum of Modern Art de Nova
Iorque por seu trabalho em prol da cultura e das artes.
Em maio de 1995, foi agraciado com o título de Cavaleiro de Honra pela Rainha
Elizabeth II por sua contribuição para as artes. O Sr. Wolfensohn foi também
condecorado pelos Governos da Austrália, França, Alemanha, Marrocos e
Noruega.
Ele e Elaine, sua esposa, especialista em pedagogia e graduada com BA pela
Wellesley e com MA e Med pela Columbia Univesity, têm três filhos: Sara,
Noemi e Adam.
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