Francisco Manuel Silva Soares O Treino em Natação Pura Desportiva Mestrado em Ciências do Desporto (CRUP) Especialização em Avaliação e Prescrição Na Actividade Física UNIVERSIDADE DE TRÁS-OS-MONTES E ALTO DOURO VILA REAL, 2013 Francisco Manuel Silva Soares O Treino em Natação Pura Desportiva Este trabalho foi expressamente elaborado com vista à obtenção do grau de Mestre em Ciências do Desporto – Especialização em Avaliação e Prescrição na Actividade Física. Orientador: Prof. Dr. Nuno Domingos Garrido UTAD Vila Real – 2012 II Ao meu filho À minha mulher À minha mãe Aos meus sobrinhos Aos meus amigos III AGRADECIMENTOS Ao Professor Doutor Nuno Garrido pelo aconselhamento, acompanhamento, auxílio e disponibilidade em todo este meu percurso assim como pelos conhecimentos transmitidos no inicio deste percurso. Ao Dr. António José Silva , pela dedicação, profissionalismo, amizade e por todos os ensinamentos de mestre que é no ensino e treino. Ao treinador, Rodolfo Nunes que muito partilha comigo , ajudando-me a ser um profissional melhor, acompanhando-me no meu percurso. A todos os nadadores que comigo desenvolveram a sua actividade desde a infância, participando activamente na minha definição como pessoa e treinador, pois sem eles e sem a sua preciosa colaboração não seria possível relatar um experiencia tão rica. Aos meus amigos, pela amizade, coragem e presença em todos os momentos bons e maus durante este percurso. Á minha mãe, por todos os ensinamentos e valores de vida transmitidos, que me permitem ser quem hoje sou, pelo infindável apoio prestado e pelo indestrutível amor revelado. Ao meu filho Guilherme, à sua mãe, pelo seu carinho, pelo seu sorriso, por viver uma vida com mais amor, a quem adoro, por me fazer uma melhor pessoa e como me diz sempre “que é mais importante ser do que ter”. Aos meus sobrinhos, pela motivação demostrada e por acreditarem em mim. E não quer deixar de pedir desculpa ao meu filho por não lhe proporcionar mais brincadeiras, como ele diz, desculpa Guilherme! A todos, um agradecimento muito especial IV ÍNDICE GERAL 1. Introdução .............................................................................................................2 1.1. Estrutura do trabalho .........................................................................................3 2. Revisão da literatura .............................................................................................5 2.1. O Ensino da natação .........................................................................................5 Etapas......................................................................................................................8 2.1.2. O planeamento treino em natação pura desportiva .......................................9 2.1.3. Variáveis a ter em conta no Planeamento Treino ........................................10 2.1.4. A Periodização do processo de treino e competição ...................................11 2.1.5. Conceito de treino em natação ....................................................................12 2.2. O treinador .......................................................................................................15 2.2.1. Formação do treinador .................................................................................17 2.2.2. Tarefas e funções do treinador ....................................................................19 2.2.3. Conhecimentos do treinador ........................................................................21 3. Relatório da actividade profissional ....................................................................24 3.1. Percurso Académico........................................................................................26 Formação pré-universitária .................................................................................26 Formação universitária ........................................................................................27 3.2. Atividade Profissional(Monitor/Treinador)........................................................27 Outras Habilitações de Âmbito Técnico- Profissional......................................27 3.3. No âmbito da orientação e condução do processo de treino desportivo em natação pura desportiva ............................................................................................28 3.4. No âmbito da orientação e condução do processo de treino desportivo em canoagem ..................................................................................................................29 3.5. No âmbito da orientação e condução do processo de treino desportivo em Voleibol ......................................................................................................................29 3.6. No âmbito da orientação e condução do processo de treino desportivo em Pesca Desportiva ......................................................................................................29 3.7. No âmbito da orientação e condução do processo de treino desportivo em Ténis de Mesa ...........................................................................................................30 3.8. No âmbito da orientação e condução do processo de treino desportivo em Futebol de 11 .............................................................................................................30 V 3.9. No âmbito da orientação e condução do processo de treino desportivo em Andebol .....................................................................................................................31 3.10. Ténis No âmbito da orientação e condução do processo de treino desportivo em .....................................................................................................................31 3.11. Ações no âmbito da formação de treinadores em Natação Pura Desportiva .. .....................................................................................................................31 3.12. Filiação como treinador de natação pura desportiva ...................................33 3.13. Atividade Profissional(ENSINO/DOCÊNCIA) ...............................................34 Licenciatura (1º Ciclo) ..........................................................................................34 Pós-graduação .....................................................................................................34 3.14. Publicações ..................................................................................................36 artigos em actas de encontros científicos ..............................................................36 REUNIÕES CIÊNTIFICAS .....................................................................................37 3.15. Ações Formação/Seminários/Colóquios ......................................................37 3.16. Outras Competências ...................................................................................41 No âmbito da formação de treinadores em Ténis .............................................41 Âmbito de extensão curricular............................................................................41 Projecto Âmbito Desportivo(Natação Pura Desportiva) ...................................41 4. Discussão ...........................................................................................................44 5. Referencias Bibliográficas ..................................................................................51 VI ÍNDICE DE QUADROS Quadro 1: Etapas de desenvolvimento de um nadador e maturação biológica .........6 Quadro 2: Síntese das etapas de formação propostas por vários autores. Formação Desportiva Jovem Nadador(adaptado de textos de apoio ao curso de 2º nível da natação, Federação Portuguesa de Natação,2001)....................................................8 VII RESUMO O treino em Natação Pura Desportiva, constitui um suporte indispensável para a construção da forma desportiva. O presente trabalho tem como grande objetivo retratar reflexivamente o meu percurso profissional, vivido ao longo destes últimos anos, caracterizando os conhecimentos, concepções e crenças relativas ao treino, assim como, as linhas orientadoras e percurso da minha pessoa como docente e treinador. Sendo o Mestrado um degrau da formação intermédia do professor, é também o ponto de análise para a longa viagem que será a profissão docente/treinador, objectivo para o qual este processo nos prepara. Esta análise é um diário de vida em construção onde reflicto e relato as diversas vivências do meu percurso . No contexto deste relatório de actividade profissional, é possível comprovar isso mesmo, bem como o papel do proponente nas várias instituições onde desempenhou funções, demonstrando-se o claro enquadramento do seu percurso profissional no âmbito do Mestrado em Ciências do Desporto, Especialização em Avaliação e Prescrição Na Actividade Física. Estamos convictos que a elaboração de um trabalho desta natureza e partilha destas informações, conhecimentos, opções, experiências, podem dar algum contributo para a prática da natação. Palavras-chave: conhecimentos, concepções, treino, natação, treinador. VIII ABSTRACT The pure in sports training swimming is an indispensable support for the construction of a sports fashion. This work aims to portray reflexively my career, lived over these last years, characterizing the knowledge, concepts and beliefs concerning to training, as well as, guidelines and route of myself as a teacher and coach. Being a step master teacher training intermedia, is also the point of analysis for the long journey that is the teaching career / coach, purpose for which this process prepares us. This analysis is a diary of my life construction where I reflect and report the various experiences of my journey. This report in the context of professional activity, it is possible to prove the same, and the role of the applicant in the various institutions where he had worked, demonstrating the clear framework of his professional career under the master’s degree in Sport Sciences expertise in assessment and prescription in physical activity. We’re convinced that the development of a work of this nature and sharing of such information, knowledge, choices, experiences can give some contribution to the sport of swimming. Keywords: knowledge, conceptions, training, swimming, coach. IX O Treino em Natação Pura Desportiva INTRODUÇÃO 1 1. Introdução No âmbito do Mestrado em Ciências do Desporto/ Especialização em Avaliação e Prescrição Na Actividade Física Pré – Bolonha foi-me solicitado um trabalho na área do Desporto, sobre um tema à minha escolha. O presente trabalho tem como título “ O Treino em Natação Pura Desportiva” e será posteriormente apresentado em ato público. O desenvolvimento da natação nos últimos anos deve-se á correta articulação entre as variáveis que integram a metodologia actual do treino desportivo. Para além da grande fundamentação na área da resistência, velocidade, do profundo conhecimento da fisiologia especifica da natação, da correta preparação psicológica, temos que adicionar o avanço que se regista nas questões de planeamento desportivo. Nas condições atuais do treino, torna-se impossível um nadador atingir um nível elevado de treino, sem que ao longo dos anos de preparação não tenha estado sujeito a um trabalho planeado., visando este conduzir a formação do nadador de modo a atingir nas melhores condições, a idade favorável à obtenção da mais elevada prestação desportiva. E por considerar o tema uma das questões de fundo para a organização e desenvolvimento da natação que aqui me propus apresenta-lo. Este trabalho remete-nos para a importância do Treino em Natação Pura Desportiva, e o relato da minha actividade profissional como monitor e treinador de natação e também como docente de Educação Física. Quando iniciei a minha vida profissional foi como docente de Educação Física, e senti-me perdido, não só pela limitada formação como pela falta de linhas orientadoras, pois, ainda não tinha realizado a minha licenciatura, teria que trabalhar, para poder pagar os estudos. A minha carreira profissional foi sempre a pare da minha carreira académica, pois só assim poderia concretizar os meus objectivos académicos. Neste trabalho apresento toda o minha atividade profissional, como treinador, docente e com os diversos relatos ocorridos. 2 1.1. Estrutura do trabalho O presente relatório está dividido nas seguintes partes: Em primeiro, a introdução que antecede os diferentes capítulos e apresenta de uma forma simples e sintetizada o que pretendo estudar. O Capítulo I é constituído pela Revisão da Literatura. Nele faço uma breve reflexão sobre o Treino em Natação Pura Desportiva e suas orientações. No Capítulo II, falo da importância de ser treinador e as suas tarefas. Por último, é feita uma reflexão final sobre todo o trabalho, referindo algumas limitações e propostas de ação bem como as referências bibliográficas. Redigi este trabalho de Mestrado de acordo com as normas da (UTAD e respeitando as regras do Novo Acordo Ortográfico 3 O Treino em Natação Pura Desportiva REVISÃO DA LITERATURA 2 2. Revisão da literatura 2.1. O Ensino da natação Desde sempre que o objectivo do nadador de competição é, nadar mais rápido que os demais para poder ganhar a competição ou por outras palavras, realizar o tempo mínimo entre a partida e a chegada. A aprendizagem da natação por grupos de idade continua a ser uma das formas de participação para rapazes e raparigas por ser tanto física quanto existencial recompensadora. A natação por grupos de idade também foi uma das primeiros desportos a demonstrar que as crianças podiam treinar com a mesma intensidade que os adultos. Enquanto muitos estavam debatendo se o treino intenso era perigoso para as crianças, nós técnicos de natação, estávamos na presença do seu desabrochar com o treino puxado, Maglischo (1990). Cada vez mais nos apercebemos que o tipo de formação (física e mental), concebida em idades jovens, é factor primordial, contribuindo assim para uma longa carreira desportiva, havendo maiores probabilidades de se atingirem excelentes marcas. Sendo assim, segundo Wilke & Madsen (1990), há que ter uma preocupação muito grande em não “queimar etapas” de formação (etapa de formação motora básica, etapa de treino de base, etapa de treino sistemático e etapa de treino de alto rendimento) caracterizadas, por se enquadrarem especificamente no desenvolvimento biológico do jovem nadador. A idade ideal de início da prática física é de 7-9 nas raparigas e de 8-10 nos rapazes. O desencadear prematuro da formação desportiva é inútil do ponto de vista do desenvolvimento ulterior e pode conduzir a uma perda de interesse pela modalidade (Garrido et al., 2012). Este período pertence à fase pré-pubertária, a criança apresenta algumas características importantes: O equilíbrio torna-se bem desenvolvido, os padrões 5 motores básicos estão mais aperfeiçoados e adaptados às diferentes estruturas, melhoria da coordenação óculo-manual, período de atenção mais prolongado, maior interesse na proficiência e no espirito competitivo, algumas diferenças de performance entre os sexos e algum antagonismo em relação ao sexo oposto. Deve ser ensinada e praticada a maior quantidade de movimentos. Este é o período de aprendizagem mais rápido e versátil, em que o sistema nervoso sofre uma maturação significativa. Os nadadores nesta fase devem apreender todos os estilos partidas e viragens, por isso qualquer desperdício de tempo será penalizado na evolução futura. Alves (2001). Respeitando os princípios de treino dos jovens, nesta fase procurar-se-á no quadro de actividades incluídas na natação oferecer a maior variedade possível nos padrões de movimento, associada a uma estimulação metabólica e neuromuscular genérica, Rama (2001). Por tais motivos, é de todo o interesse identificar quais são os processos e metodologias fundamentais a desenvolver dentro da planificação do treino de jovens, referente ao período de formação técnica, isto para que seja construída uma base sólida de conhecimentos e experiências, Costa (1984). Quadro 1: Etapas de desenvolvimento de um nadador e maturação biológica Idade Etapa de Formação Maturação Biológica FPN 7/8-10 Formação Técnica Fase pré-pubertária 3ºAgr. 11-13 Treino de Base 1ª Fase pubertária 3º-2ºAgr 13-15 Treino de Orientação 2ª Fase pubertária 1ºAgr > 15/16 Treino de Alto Rendimento Jun/Sem O processo de treino desportivo é considerado complexo, onde há uma combinação, de forma constante e dinâmica, de diversas variáveis. Da forma como o treinador procede ao manuseamento dessas variáveis e da interacção que estabelece entre elas, depende em grande medida o sucesso do processo de ensino e de aprendizagem. Para a optimização do desenvolvimento desportivo é necessário organizar o processo de treino de uma forma sistemática, no sentido de 6 possibilitar ao atleta a vivência de situações de aprendizagem, devidamente estruturadas, concorrentes para a sua formação. Neste contexto, o processo de treino pressupõe uma relação de cumplicidade entre quem ensina (treinador) e quem aprende (nadador), consubstanciada na matéria de treino (Mesquita,2000). Actualmente, a natação reclama a especialização de diferentes funções e tarefas do atleta ao treinador, do médico ao fisioterapeuta, do director técnico ao presidente do clube - pelo que exige, cada vez mais, dos seus intervenientes, competências e conhecimentos em quantidade e qualidade adequadas. O conhecimento que o treinador possui acerca do conteúdo, das metodologias, das tarefas motoras e da intervenção no processo de ensino aprendizagem e treino, é fundamental para a melhoria do desempenho motor e para a obtenção do sucesso na aprendizagem. O desempenho das funções do treinador apela, portanto, a conhecimentos profundos (Tavares, 1997). É inequívoco, que a variedade de contextos e objectivos de prática exigem, por parte do treinador o aporte de conhecimentos e competências distintas, adaptadas às prerrogativas dos envolvimentos de prática onde actuam. Assim, o problema táctico e a aplicação de skills apropriados destacam-se pela sua importância, na medida em que os treinadores devem conhecer a modalidade que praticam, para poderem tirar o máximo proveito das situações. Para isso, devem pôr em prática as informações mais oportunas para que as suas decisões sejam as mais adequadas (Garganta & Pinto, 1998), isto significa que só é possível aos nadadores aproveitarem a sua qualidade técnica se tiverem conhecimento profundo da natação e dos princípios tácticos que lhe estão inerentes. Relativamente às etapas de formação e quando são referenciadas, sugeremnos logo à partida, como sendo períodos onde deve existir formas e métodos muito próprios que estão dependentes da idade biológica. Tudo isto devera ser tido em conta, para se planear a carreira desportiva do nadador, desde o início da sua actividade até ao momento da predisposição do seu organismo para a obtenção dos seus melhores resultados. Segundo Maglischo (1990) a principal ênfase de treino neste período recairá na diversão e no domínio da mecânicas de nado. O treino, deverá continuamente, 7 variar entre o excitar inerente ao domínio de uma habilidade e a alegria e jogos de competição e socialização com os amigos. Para os autores Fillin (1983), Navarro (1990), Wilson (1992), Carzola, (1984), Wilke & Madsen (1990), Platonov & Fessenko (1994), um plano de carreira a longo prazo, deve ser dividido em quatro etapas, sendo elas bem distintas: (etapa de formação motora básica, etapa de treino de base, etapa de treino sistemático e etapa de treino de alto rendimento) . Quadro 2: Síntese das etapas de formação propostas por vários autores. Formação Desportiva Jovem Nadador(adaptado de textos de apoio ao curso de 2º nível da natação, Federação Portuguesa de Natação,2001) Etapas Carzola(1983) Pedroletti(1990) Preparação Preparação e inicial trabalho de base I Etapa II Etapa Wilke(1990) Formação motora de base Campaniço(1997) Platonov(1994) Escolas de Preparação natação inicial Trabalho Inicio de treino especifico e Treino de Formação evolução base desportiva de base performance III Etapa Inicio da especialização IV Etapa - - especialização nivel base Preparação para o alto especializada rendimento e de base Alto Treino de alto Preparação de rendimento rendimento alto nível sistemático V Etapa Etapa de alto preliminar de Treino de base Treino Intensificação da Preparação Conservação - dos resultados máximos 8 2.1.2. O planeamento treino em natação pura desportiva O planeamento é o processo que o treinador encontra para definir as linhas de orientação do treino, quer ao longo de vários anos, quer ao longo de uma época. O desenvolvimento do nadador assenta no planeamento de um processo longo e complicado, no qual encontramos um fator indispensável à construção da forma desportiva. No quadro das exigências atuais o planeamento é uma necessidade objectiva. No domínio desportivo, o planeamento é um meio que possibilita assegurar a continuidade de progresso da nadador e contribuir para o crescimento e desenvolvimento da natação. O planeamento tem como função fixar antecipadamente a estruturação do treino, para que seja alcançado um objectivo previamente definido, constituindo-se numa directiva obrigatória para o desenvolvimento do estado de preparação. Para (Pires, 2005) define o planeamento como o processo através do qual se pretende organizar o futuro, estabelecendo os objectivos e implementando as estratégias necessárias para os alcançar, tendo em conta o ambiente externo e interno da organização. Já (Garganta, 1991) Planear ou planificar, significa descrever e organizar antecipadamente, as condições de treino, os objectivos a atingir, os meios e métodos a aplicar, as fases teoricamente mais importantes e exigentes da época desportiva, o que exige grande esforço de aplicação e reflexão, mas proporciona ao treinador inúmeras vantagens. A planificação deve ser entendida como um método que analisa, define e sistematiza as diferentes operações inerentes à construção e desenvolvimento de uma equipa (Castelo, 2003). Segundo Castelo (2003), o papel da planificação consiste em fornecer um guia de acção na organização com vista a facilitar o alcance dos seus objectivos:1) incremento da sua eficácia;(2) incremento da sua estabilidade; e(3) incremento da sua adaptabilidade no seio do meio competitivo. Planear as acções não é mais do 9 que um conjunto de condutas articuladas entre si em função de um objectivo. O planeamento é, portanto, a forma como temporizamos as acções a desenvolver. Quando falamos do planeamento do treino, construímos o futuro, garantimos o progresso, edificamos as bases em que os atletas irão alicerçar os seus sonhos de vitória, fazendo tudo para chegar ao topo (Raposo, 2002). Definimos objectivos e as cargas mais adequadas para esses objectivos serem alcançados; apresentamos os meios e métodos de treino que melhor contribuam para o progresso dos atletas; organizamos e estruturamos a época desportiva através da sua divisão em ciclos de treino; etc. 2.1.3. Variáveis a ter em conta no Planeamento Treino No planeamento treino o treinador deverá analisar e elaborar criativamente a relação entre a estruturação do treino e o desenvolvimento da prestação desportiva. Como anterioridade antecipada que se efetua com base numa previsão, é fundamental ao treinador analisar a forma como se processa a execução do que foi programado. Para Garganta (1991), a planificação alicerça-se em factores de ordem variada, entre os quais se destacam:(i)as informações gerais sobre os praticantes (dados pessoais, antropométricos fisiológicos bem como o historial desportivo e clínico dos atletas);(ii)as informações gerais sobre as condições de treino (horários, locais, instalações e materiais de treino);(iii)as informações específicas sobre os atletas (nível de desenvolvimento das diferentes capacidades motoras, das capacidades psíquicas, bem como nível técnico);(iv)as informações sobre o calendário competitivo. O Processo de Treino está emanado em complexidade e o treinador está no centro dessas interacções complexas. Planear, Organizar e Conduzir o Processo de Treino implica um conhecimento profundo do atleta. 10 2.1.4. A Periodização do processo de treino e competição Planear é uma importante ajuda na organização da informação sobre programas de treino e assegura uma progressão lógica e adequada da carreira do nadador. Um dos instrumentos de planeamento de maior alcance é o processo estruturado de periodização. Periodizar é, essencialmente, o processo de planear a preparação com vista à participação numa determinada prova com um significado especial e consiste, basicamente, em dividir o tempo de treino em segmentos mais curtos de duração variada. Para (Bompa, 2002) o termo deriva de período, que é uma divisão do tempo em segmentos mais pequenos e de fácil gestão, denominados de fases do treino. De acordo com Garganta (1993), o conceito de periodização refere-se à divisão da época em períodos, ou ciclos de treino, cada um dos quais com uma estrutura diferenciada, em função da duração e das demais características do calendário competitivo, mas sobretudo com a natureza da adaptação do organismo do atleta aos estímulos a que é sujeito e aos princípios de treino desportivo. Segundo Bompa (2002) “periodização origina-se da palavra período, que é uma porção ou divisão do tempo em pequenos segmentos, mais fáceis de controlar, denominados fases”. O modelo de periodização proposto por Bompa (2002) descreve que a terminologia não é a mesma em todos os países. O autor utiliza como denominação de seus períodos o microciclo, o macrociclo e o planejamento anual. Bompa explica que não enfatiza o mesociclo russo por entender que se trata de mera formalidade. Um planejamento anual possui três períodos: o preparatório, o competitivo e o de transição. Mesmo fazendo as adaptações, Bompa seguiu a linha de Matveev para elaborar o seu próprio modelo (BOMPA, 2002). 11 Gomes (2002) complementa essa definição afirmando que periodização consiste em criar um sistema de planos para distintos períodos que envolvem um conjunto de objetivos mutuamente vinculados. Salo e Riewald (2008) definem periodização como, um processo cientifico e sistemático do planejamento da temporada quebrando-o em diversas fases. Ainda acrescentam a idéia de que um dos maiores benefícios em fazer uma periodização é que o técnico pode planejar o treinamento, determinando assim quando ele quer que o atleta atinja o ápice. 2.1.5. Conceito de treino em natação Segundo (Maglischo, 1999), a natação é um dos desportos mais praticados no mundo. A sua prática regular como um exercício aeróbico, tende a melhorar a condição cardiorrespiratória do indivíduo (Pendergast et al., 1977) e pelo fato de envolver grande número de músculos em seus movimentos, especula-se que a natação forneça um alto gasto energético, proporcionando a perda de gordura corporal e o ganho da massa corporal magra (MCM). Contudo, na natação desportiva uma componente de massa gorda mais expressiva poderá oferecer algumas vantagens, como maior flutuabilidade, que leva a um menor gasto energético para um dado trabalho mecânico, além de facilitar o posicionamento dos membros inferiores para a manutenção de um correto alinhamento horizontal do corpo (Costill et al., 1992), o que pode ser ainda mais expressivo nas mulheres já que possui, em termos médios, um percentual de massa gorda superior (Fernandes et al., 2005). A natação apresenta-se na sociedade contemporânea como uma forma de atividade física sistematizada bastante procurada por diferentes pessoas, com objetivos diversos. Trata-se de uma área de atuação do profissional de Educação Física, na qual, para seu ensino e treino, se fazem presentes diferentes métodos e abordagens. A prática da natação caracteriza-se por movimentos cíclicos, onde a execução repetitiva dos movimentos nos diferentes estilos de nados, realizados contra a resistência da água, pode ser associada a uma maior amplitude de movimento 12 exigida pela melhor técnica, podendo fazer com que os graus de flexibilidade sejam modificados a partir da prática regular. Da mesma forma, também a coluna vertebral, suas curvaturas e o alinhamento de membros podem sofrer influência da pratica regular da natação, devido aos movimentos de flexão, extensão, deslizes e movimentos respiratórios constantes. O processo de treino e a capacidade de desempenho competitivo de um nadador desenvolvem-se de acordo com um conjunto de regras objectivas e generalizáveis. A tarefa do treinador consiste em conhecer as regras e controla-las com ajuda de conhecimentos teóricos e da experiencia prática. A efectivação de um ciclo de preparação bem sucedido exige que o treinador utilize uma parte importante do seu tempo a conhecer um plano de actividades a desenvolver de modo a organizar convenientemente as diferentes solicitações e estímulos de treino necessários ao desenvolvimento da capacidade de desempenho do nadador. Em geral, o tempo exigido pela realização do plano será, a longo prazo, um bom investimento, permitindo mais tarde poupar tempo em tarefas com pouca utilidade ou de resultados duvidosos. Na condução do processo de treino quando submetemos indivíduos a cargas de treino prolongadas o controlo da efectividade das adaptações desejadas constitui um dos aspectos fundamentais. São vários os procedimentos empregues para monitorizar os efeitos da aplicação de cargas de treino. Muitos dos marcadores utilizados são fisiológicos e invasivos baseados na recolha de fluidos orgânicos ou em instrumentação pesada e onerosa. O carácter “stressante”, o elevado custo económico, bem como a exigência de laboratórios e pessoal especializado para o seu tratamento, tornam estes meios inacessíveis à comunidade dos agentes com responsabilidades na condução do treino. A percepção subjectiva do esforço ou de fadiga permite também aceder ao conhecimento das repercussões das cargas de treino nos atletas ( Hamilton AL, Kieran JF Summers E, Jones LN, 1996). De acordo com Maglischo,1999) o treino desportivo constitui a principal forma de preparação do nadador, que se realiza por meio dos métodos fundamentais de 13 exercícios. De acordo com a interpretação de treinamento proposta por, segue-se a necessidade de duas categorias amplas de treinamento para os nadadores: o endurance training (para melhorar o metabolismo aeróbico) e o sprint training (para melhorar o metabolismo anaeróbico). Além dessas categorias se faz necessário a compreensão de outros fatores pertinentes ao treinamento esportivo, como o aquecimento e a recuperação. Compreende-se como aquecimento a preparação fisiológica e psicológica para as tarefas do treinamento que estão por vir. Segundo Bompa (2002), o aquecimento eleva a temperatura corporal, que parece ser o principal fator de facilitação do desempenho. O aquecimento pode ter objetivo funcional, motor e psicológico. O primeiro é relacionado às alterações fisiológicas do organismo, como a estimulação do Sistema Nervoso Central, que coordena os sistemas biológicos do atleta. Já o motor atua na organização e coordenação do movimento, podendo reduzir o tempo de reação motora e melhorar desempenho motor. Por fim, no aquecimento, o atleta busca auto motivação e/ou incentivo do técnico para superar as dificuldades do treinamento e estar psicologicamente preparado para a realização da tarefa (Weineck, 2000; Bishop, 2003; Mcardle, 2003; Platonov, 2004). Para Makarenko (2001), sugere-se que o A1, equivalente à natação compensatória, seja trabalhado em distâncias que variem entre 50 a 5000 metros. Maglischo (1999), o A2 (um nível de endurance) tem como finalidade melhorar a capacidade aeróbica na velocidade mais rápida possível sem que o nadador fique excessivamente estressado. Segundo o mesmo autor, o A2, varia entre distâncias que variam de 50 a 3000 metros. Segundo Branco, Vianna e Lima (2004), o A3 é uma importante variável para avaliar a potência aeróbica do indivíduo e para prescrever a intensidade do treinamento aeróbico. Segundo o autor a forma de treino é muito específica para as reais condições metabólicas com que o atleta se depara durante uma competição, sendo que as distâncias sugeridas estão entre 1.500 a 2.000 metros para atletas nadadores adultos. Segundo ele, a velocidade (AN1) são executados esforços em distâncias curtas que apresentam a ausência de produção de ácido lático e que variam nas distâncias de 15 a 25 metros, sendo de 14 1500 a 2000 metros semanais. O treino de potência (AN2) é caracterizado por distâncias percorridas a 100% e que apresentam recuperação completa, variando entre 2000 e 3000 metros. Já o treino de resistência anaeróbica (AN3) é constituído por distâncias percorridas em torno de 100% e com recuperação incompleta, variando entre 2000 e 3000 metros semanais. Para Bompa (2002),a recuperação ou descanso ativo, para poder efetivamente diminuir o número e a frequência das lesões porque a fadiga prejudica a coordenação e a concentração, levando à diminuição do controle de movimento. Atletas com mais experiência recuperam-se rapidamente porque têm adaptação fisiológica muito mais veloz e, talvez, maior eficiência nos movimentos (Noakes, 1991). Mais importante para o êxito da natação do que a metragem completada por dia, semana ou temporada são as percentagens relativas de treinamento que são praticadas em cada um dos níveis de endurance e sprint (Maglischo, 1999). O equilíbrio, quantidade exata de volume trabalhado em cada zona de treinamento, é uma importante diretriz para o desempenho. Maglischo sugere uma metragem mínima para cada tipo de treinamento durante a semana: Endurance (63,12%), Sprint (9,15%), aquecimento-recuperação (27,73%) e metragem semanal total em torno de 40,5 a 93 km. 2.2. O treinador Segundo Arroyo & Alvarez, o comportamento do treinador durante o processo de ensino-aprendizagem de uma modalidade desportiva, no treino ou na competição, tem sido, recentemente, objecto de estudo de diversas investigações “Parece difícil acreditar que, quando existe o objectivo de melhorar a performance desportiva, o treinador, o comportamento do treinador e a formação do treinador têm sido considerados como variáveis com pouca influência neste objectivo” . O mesmo autor refere que o comportamento do treinador durante o treino vai estar condicionado pelas decisões pré-interactivas (conjunto de decisões tomadas pelo treinador antes do treino ou da competição) mas, sempre sujeito, à “imprevisibilidade do treino”. Após o treino, a preocupação do treinador irá centrar-se sobre as decisões pósinteractivas (conjunto de decisões tomadas pelo treinador após o treino ou 15 competição) que vão, consequentemente, influenciar as decisões pré-interactivas do treino ou competição seguintes e assim sucessivamente. Outro estudo em que a amostra foi constituída por 102 treinadores de 3 modalidades, indicou que cerca de 85% dos comportamentos dos treinadores têm a ver com o conteúdo do treino, como a Instrução (33%), Observação (18%). Sendo os restantes 15% do tempo repartidos pelas outras categorias do sistema de observação. Como conclusões, registaram que os treinadores experientes deram mais instruções técnicas do que os treinadores inexperientes. Esta fase de diversidade de hipóteses e problemas é absolutamente decisiva para a construção de teorias explicativas do comportamento do treinador e das suas funções pedagógicas, no contexto do Treino Desportivo. A formação do homem, à luz de bitolas humanistas, é a grande missão da humanidade; a ela é que se consagra desde sempre a civilização. Em todos os tempos e lugares e pelos mais diversos meios. Ver o homem em cada homem. Realizar o homem em cada homem. Registar o selo da humanidade em cada indivíduo, para que seja pessoa (Bento, 2004). Neste domínio, os treinadores têm um papel preponderante no fornecer informação e orientações relevantes aos seus atletas (Mesquita, 1992). Tal como salienta Rodrigues (1995), o treinador e os atletas são os elementos fulcrais do processo de interacção que possibilita a obtenção do sucesso na formação desportiva. Ser treinador nos dias de hoje é, sem dúvida, uma actividade mais rigorosa, na medida em que estes assumem um papel e uma missão preponderantes, onde lhes é exigido o exercício de uma infindável lista de tarefas, aptidões, atitudes e comportamentos (Rosado, Sarmento e Rodrigues,2000). Não é uma tarefa fácil, pois pressupõe o assumir de determinadas responsabilidades, dentro de um contexto social e desportivo em constante transformação (Lima, Jorge e Diaz, 1999). Considerando o treinador como um dos principais agentes do sistema desportivo, envolvido na formação de crianças e jovens, é importantíssimo que observemos o seu desempenho no contexto da modalidade praticada. O facto de o treinador constituir, no desporto infanto-juvenil, um poderoso agente de socialização (talvez 16 mesmo o mais poderoso) permite-nos concluir que a qualidade das experiências vividas pelos atletas ao nível da formação desportiva depende fundamentalmente da actuação do treinador (Bravo, 2008). O treinador, como elemento decisivo no processo de treino desportivo, deve tentar proporcionar aos atletas a obtenção de desempenhos que, por si só, não conseguiriam alcançar, através de uma intervenção correctamente dirigida. Esta ideia é reforçada pelas conclusões de um estudo (Eriksson,2003), que objectivava avaliar o Programa de Formação de Treinadores da Suécia, através da aplicação de um questionário aos atletas, cujos resultados indicavam que o treinador era o elemento mais importante do fenómeno desportivo. O treino desportivo constitui um processo pedagógico, onde os actos de ensinar e de aprender pressupõem a utilização de princípios teórico e metodológicos essenciais. Neste contexto, o treinador é o elemento decisivo na evolução do treino desportivo. 2.2.1. Formação do treinador Parece difícil acreditar que, quando existe o objectivo de melhorar a performance desportiva, o treinador, o comportamento do treinador e a formação do treinador têm sido considerados como variáveis com pouca influência neste objectivo. O comportamento do treinador durante o treino vai estar condicionado pelas decisões pré-interactivas (conjunto de decisões tomadas pelo treinador antes do treino ou da competição) mas, sempre sujeito, à “imprevisibilidade do treino”. Após o treino, a preocupação do treinador irá centrar-se sobre as decisões pós-interactivas (conjunto de decisões tomadas pelo treinador após o treino ou competição) que vão, consequentemente, influenciar as decisões pré-interactivas do treino ou competição seguintes e assim sucessivamente. Um dos estudos que é normalmente muito referenciado neste domínio e que foi pioneiro na observação do comportamento do treinador e na identificação das suas principais funções pedagógicas, analisa um treinador de sucesso, John Wooden, conceituado treinador da U.C.L.A. (Universidade de Califórnia em Los Angeles). A observação efectuou-se na época de 1974/75 durante 15 sessões de treino. Os resultados deste estudo, demonstrou que o treinador acentua a sua intervenção na 17 instrução de tarefas e na correcção das execuções dos atletas: Instrução (50.3%), Pressão (12.7%), Diversos (9.0%), Reprimenda- Reinstrução (8.0%), Elogios (6.9%) e Reprimendas (6.6%). Um dos princípios que deve presidir na carreira de um treinador e, em particular, nos treinadores de escalões de formação, é a sua capacidade de aprender a ensinar, de saber como lidar com a preparação dos atletas, de forma construtiva. De salientar que o treinador deve estudar e aprender tanto com os seus erros como com os seus sucessos (Shanahan e Schefter, 2000). De acordo com Hercher (1983), o desenvolvimento do rendimento irá depender em grande medida da qualidade da preparação nesta fase da formação. Nesta perspectiva, e dado que o treino dos jovens está subordinado a factores que são determinantes na construção do rendimento a longo prazo, reveste-se de forma decisiva a formação dos treinadores. O grande e diversificado conjunto de tarefas que o treinador deve e tem de desempenhar durante a sua actividade, determinam que devemos ter uma atenção muito especial em relação à sua formação. Ou seja, para o cumprimento adequado das tarefas do treinador é necessário, como refere Marques (1990), que este seja competente, isto é, que possua competência científico-pedagógica, competência no treino, é o que se exige. Esta competência deverá ser adquirida através de uma correcta formação do treinador. Ou seja, a formação do treinador é uma atitude que é preciso adquirir pois “quem deixar de aprender, deve deixar de ensinar” (Lima, 1989). Ser treinador implica uma constante tomada de decisões. Nesta perspectiva, é essencial que o treinador possua uma boa formação pessoal e profissional, de forma a exercer uma influência positiva sobre os seus atletas e restantes personagens activas que participam no contexto desportivo. As influências do treinador no processo de formação desportiva apresentam um alcance e consequências que devem ser devidamente valorizadas nos seus aspectos fundamentais. O treinador representa muito mais do que um simples orientador de sessões de treinos. 18 2.2.2. Tarefas e funções do treinador Para Fernando Pessoa (2007),“Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.” Para Andrade(2006) a prática desportiva pode ser considerada um dos maiores fenómenos sociais do mundo contemporâneo. Em geral, o desporto , impõe formas de extrema complexidade, tanto no que determina a estrutura da realização esportiva, como no que diz respeito à estrutura da preparação esportiva. Por esta razão, é de suma importância que o professor/treinador saiba os motivos pelos quais o aluno se dedica a esta prática. Contudo, se prestarmos um olhar mais atento, poderemos indagar acerca dos fatores que levam os jovens a participar sistematicamente durante várias horas, vários dias, com gosto e na maior parte das vezes com grande entusiasmo em treinos, estágios e competições inerentes a modalidade de Natação. Alves, Brito & Serpa (1996), consideramos que o trabalho do treinador, para que seja adequado e revele competência, deve ter em consideração o conjunto de características que os seus atletas apresentam no que diz respeito às motivações por eles apresentadas na prática da modalidade, neste caso a Natação. Para Lazaro & Santos (2002), a compreensão da motivação no desporto e torna-se importante no momento em que entendemos a motivação como um processo para despertar a ação ou sustentar o exercício. Segundo estes autores, a motivação é um conceito que se invoca com bastante frequência procurando justificar as variações de determinados comportamentos, sendo assim importante para a compreensão do comportamento humano, com o objetivo de suprir essa necessidade. A ligação treinador, jovem atleta é repercussiva nos dois sentidos. Como Damásio e Serpa (2000) referem, não só o treinador representa uma referência determinante nas suas emoções, pensamentos e comportamentos, como também o atleta procura 19 nele a segurança que necessita. É notável a forma como os atletas depositam a sua confiança nesta pessoa com o propósito de atingirem os seus objectivos pessoais. Desta forma, os treinadores, pelas características das suas funções e pelo papel relevante que desempenham na direcção do processo de preparação dos jovens praticantes, terão sempre um lugar decisivo na manutenção da prática desportiva, apelando aos verdadeiros interesses e necessidades dos seus atletas (Adelino et al., 2000). Ser treinador de jovens não obriga a ser melhor ou pior, mas, requer um treinador diferente. Cordovil (1998) acrescenta que o treinador de jovens tem de ser fiável pela sua maturidade, formação moral, personalidade e, especialmente, por saber e gostar de lidar com os jovens. O treinador deve ser um pedagogo. Não lhe bastam só noções adquiridas numa prática anterior, mas sim um profundo conhecimento que lhe permita intervir num processo que tem características muito particulares. Se o treinador de jovens capta, selecciona e prepara os atletas, estas acções regem-se pelos objectivos "impostos" pelo dirigente. Após termos feito uma abordagem às principais características e funções dos diferentes intervenientes no processo de treino de jovens, passamos a analisar a sua relativa importância. Assim, diversos autores referem que o treinador é aquele que tem uma maior importância neste processo (Coelho, 1988; Gonçalves, 1996; Mesquita, 2000), sendo que consideram a sua conduta perfeitamente determinante neste processo, através das relações estabelecidas, do grau de exigência, dos estímulos motivacionais, das perspectivas de futuro, etc. Marques (2001) defende que o treinador preenche uma posição intermédia entre dirigentes e atletas. Os dirigentes podem condicionar o papel dos treinadores através das exigências que lhes fazem. Um dirigente demasiado exigente a nível de vitórias, que somente exige resultados pode condicionar o trabalho do treinador e, consequentemente o atleta e os seus projectos de futuro. Pelo contrário, dirigentes que se preocupam mais com o processo e menos com os resultados (e não 20 defendendo que as vitórias não são importantes!) podem criar outro tipo de ambiente a todos os intervenientes neste processo. 2.2.3. Conhecimentos do treinador O desempenho das funções do treinador apela a conhecimentos profundos, os quais devem ser constantemente desenvolvidos de forma a desempenhar as tarefas com o máximo de competência (Tavares, 1997). Para Marques (2001), quem quer ter sucesso como treinador no desporto de alto rendimento tem que ser dono de um conjunto vasto de recursos em conhecimentos e competências, uma vez que somente com intuição e inspiração não se obtém resultados. O treino, enquanto processo, tem tido menor atenção que o estudo do rendimento desportivo propriamente dito (Cushion & Jones, 2001). Ainda recentemente se considerava que o mais importante para um treinador era possuir e dominar os conhecimentos técnicos da modalidade em que exercia a sua actividade (Guillén & Miralles, 1994), o que manifestamente é insuficiente, pois a gama de problemas e solicitações a que o treinador está sujeito não se compadece com o domínio exclusivo dos conhecimentos específicos. Partindo das investigações centradas na avaliação dos professores, Shulman (1986), distingue três categorias relativamente aos conhecimentos específicos que um professor deve possuir: conhecimento do conteúdo da matéria (a quantidade de conhecimentos que o treinador possui sobre o desporto em causa), conhecimento pedagógico do conteúdo (constitui a dimensão do conhecimento relacionada com o ensino da matéria) e conhecimento curricular (permite a articulação horizontal e vertical da matéria a leccionar num determinado momento). Esboçando um paralelismo com o processo de treino, o conhecimento curricular, sugere edificação, transversal e longitudinal do aporte de conhecimento aos estádios de formação do atleta e a forma como estes se devem posicionar de acordo com o estado de desenvolvimento actual do atleta). 21 Segundo Weineck (1986) refere que as funções do treinador são conceber, planificar, executar e avaliar os procedimentos de treino, coordenar uma equipa de intervenientes, desenvolver estratégias e organizar a descoberta de talentos, cooperar na formação dos quadros, concebendo os programas e produzindo documentos didácticos, criar, organizar e promover a actividade desportiva e seguir a evolução dos conhecimentos. O treinador assume um papel decisor na gestão, orientação e direcção de todo o processo: conduz a direcção e o rumo para o qual os atletas se dirigem, a observação e análise do seu comportamento, em termos de relação pedagógica que mantém dentro e através do treino e competição (Bravo, 2008). Ser treinador implica gerir uma equipa e para tal, é necessário que o treinador desempenhe um conjunto de funções (Araújo & Henriques, 1999), tais como: líder, educador, gestor, motivador, conselheiro, disciplinador, domínio do saber/conhecimento habilidade para ensinar, qualidades próprias (ex: lealdade), saber criar um clima de sucesso. Ensinar primeiro e treinar depois. A actividade do treinador é particularmente complexa, abordando quase todos os aspectos que dizem respeito ao aperfeiçoamento do ser humano (Curado, 1991). Pode afirmar-se que as tarefas do treinador de crianças e jovens são complexas, exigentes e de responsabilidade, pelo impacto que têm na formação do atleta e do ser humano (Serpa, 2003). Actualmente, no treino desportivo com crianças e jovens, exige-se que o treinador possua competência profissional no âmbito dos conhecimentos e capacidades técnico-pedagógicas necessários para um bom desempenho. O conhecimento que o treinador possui acerca das metodologias, do conteúdo, das tarefas motoras e da intervenção de instrução no processo de ensino- aprendizagem e treino, revela-se fundamental para a melhoria do desempenho motor e para a obtenção do sucesso na aprendizagem (Afonso, Graça & Mesquita, 2003). Fica a cargo do treinador gerir, organizar e conduzir todo o processo de treino, sendo necessário que, para tal, possua e domine uma gama de conhecimentos que o possibilite ser agente de um processo de transformação que a demanda do processo de treino na formação exige (Bravo, 22 2008). O Treino em Natação Pura Desportiva RELATÓRIO DA ACTIVIDADE PROFISSIONAL 3 3. Relatório da actividade profissional Na década 90, nomeadamente na época de 1993-94,com 24 anos, estando a trabalhar e já concluído o 12º ano, aguardava por um projecto futuro. Nessa altura concorri para leccionar a um horário de Educação Física, na Escola Secundária Vila Cova da Lixa e no qual fui aceite como professor provisório, uma vez que ainda não tinha terminado a licenciatura. Foi nesta fase, que a minha vida deu uma grande volta, conciliar os estudos com a minha actividade profissional na área de natação. Foi com grande sacrifício, que nesses 4 anos consegui concretizar com sucesso, a carreira académica, carreira profissional e a vida familiar. Na época de 1999, surge uma proposta para trabalhar como treinador no Foca, Clube Natação de Felgueiras nos cadetes e também na formação. Apresentei-me ao Coordenador e Treinador principal António Silva, um treinador , com grande prestigio no clube e na vida académica e com o qual mantenho desde então uma grande amizade e uma vontade de seguir os seus princípios. Homem com grande profissionalismo, com vontade de vencer todos os desafios, amigo, sempre com vontade de ajudar, de palavras firmes e concretas , com uma postura robusta de quem sabia do que falava, e que acima de tudo, mostrava ser líder incontestável. As primeiras palavras, foram agradáveis, sorridentes e com muito trabalho pela frente. Assim, entrei no Foca, como treinador, inicio em Setembro de 1999, o meu caminho como profissional de natação na área da competição. Assim, senti desde o primeiro momento, que não seria fácil alterar rotinas e mentalidades, até porque era jovem e tinha grande necessidade de me afirmar, aprender com quem já andava nesta andanças a longos anos e dai estar a relatar algumas das fases que passei, também no sentido de melhor enquadrar algumas acções do futuro. 24 A personalidade de um treinador, que como e evidente, afecta de maneira importante as sua formas de atuacão, é de vital importância para optimizar a relação com os seus atletas. "o nível de êxito que corresponde ao treinador Como responsável pela equipa pode ver-se diminuído pela sua incapacidade de introduzir mudanças no seu comportamento “ (Tutko & Richards, 1984 citado por González, 1997). O Coordenador, António Silva, possuía uma grande personalidade, homem do saber, criador, impulsionador, e mesmo sem chegar a todos de forma igual, por somente dar atenção a alguns, já possuía um estatuto dentro da comunidade, que o tornava um treinador de referência com tantos ou mais poderes que o próprio gestor. A personalidade do treinador pode influenciar profundamente os desportistas com quem trabalha, sobretudo os mais jovens, com uma personalidade menos madura menos estruturada, consequentemente mais modelável. Durante semanas , percorri as rotinas normais de treino, sempre na retaguarda, cumprindo escrupulosamente o que me era pedido, limitando-me a cumprir e a sugerir processos e métodos de treino, sempre a parte do grupo e unicamente ao técnico principal. Como técnico vivia numa luta constante para demonstrar os conhecimentos adquiridos e coloca-los em prática com sucesso. O meu percurso profissional como treinador de natação pura desportiva, salienta-se nas seguintes épocas: Épocas (1996-2013) Celorico de Basto, épocas (1996-1999/ 2007-2008) Amarante, épocas (1997–2000) Colégio São Gonçalo de Amarante, épocas (1999-2004/ 20082009) Foca, épocas ( 2009-2013) CBCN. No final da época de 2009, verificando o estado de incompatibilidade que me encontrava, terminei a minha ligação com o clube-Foca, e segui o meu caminho, na tentativa de marcar a minha presença no mercado de trabalho e também desenvolver um novo projecto. 25 Em 2009 criei um Clube de natação, denominado, CBCN- Celorico de Basto Clube de Natação, com o apoio do Senhor Magalhães, encarregado da piscina do município, e dos pais dos alunos da escola de natação. Iniciei a época desportiva em 2009-2010, lidero a equipa e a organização de toda a estrutura da Natação Pura Desportiva. Atualmente o clube esta filiado na Associação de Natação do Norte de Portugal, com 25 atletas, três treinadores e um dirigente, nos vários escalões, respectivamente, Cadetes B, Catetes A e Infantis A. Desta forma dou continuidade aos meus sonhos e como treinador, passo a dirigir e liderar todo o processo da natação no CBCN, como profissional numa perspectiva de curto e médio prazo. 3.1. Percurso Académico Neste Capítulo será apresentada uma síntese do percurso Académico e Profissional do candidato, referindo para além das suas habilitações académicas que se traduzem em conhecimentos teóricos, científicos e metodológicos, a experiência e as competências adquiridas nos diferentes contextos profissionais em que esteve inserido, correspondendo a distintas funções e responsabilidades. Segue um breve enquadramento relativo às suas habilitações académicas, cujos certificados constam do Anexo I. Formação pré-universitária 1992: Curso Complementar do Ensino Secundário- Área-A de Estudos Científico Naturais- Formação Vocacional, Desporto, frequentado no Colégio São Gonçalo de Amarante. 1992: Situação de Admissão ao Ensino Superior, na componente de formação vocacional. 26 Formação universitária 2000: Licenciatura em Educação Física, pelo Instituto Superior de Ciências Educativas de Odivelas com classificação final de 13 valores. No relatório final da Licenciatura, enquadrado no estágio na Escola EB 2,3 de Amarante obteve a classificação final de 15 valores. 2004/2005:Pós-graduação em Avaliação nas Actividades Físicas e Desportivas, (Opção Natação) pela Universidades de Trás-os Montes e Alto Douro (UTAD-Vila Real) com a classificação de 15 valores. 2011-2012- Frequenta o segundo ano, no Mestrado em Ciências do DesportoEspecialização em Avaliação e Prescrição na Actividade Física pela Universidades de Trás-os Montes e Alto Douro (UTAD-Vila Real). 3.2. Atividade Profissional(Monitor/Treinador) No que se refere à actividade profissional, esta reflecte um percurso de certa forma abrangente, transversal e diversificado sob vários pontos de vista, considerando o tipo de instituições em que esteve integrado, as diferentes funções exercidas e as actividades realizadas (estudos, projectos, formação, docência e coordenação) (Anexo II - Declarações da Actividade Profissional). Treinador/Monitor, durante 17 anos lectivos, passando por várias instituições e clubes, nomeadamente, Câmara Municipal de Amarante, Câmara Municipal de Celorico de Basto, Colégio São Gonçalo de Amarante, Foca-Clube Natação de Felgueiras e Celorico de Basto Clube de Natação. Enquanto treinador, obteve a sua profissionalização concluindo o Curso de Monitores de 1º nível em Natação, pela ,ANNP, em 3 de Março de 1997. Outras Habilitações de Âmbito Técnico- Profissional 22 de Março de 1996 Curso de Instrutor Fitness Portugal pela Manz Produções. 27 3 Março de 1997 Curso de Natação, 1º nível, ministrado pela Federação Portuguesa de Natação. 23 Novembro de 2000 Curso de Ténis, 1º nível ministrado pela Federação Portuguesa de Ténis. 31 Janeiro de 2001 Curso de Natação, 2º nível, ministrado pela Federação Portuguesa de Natação. 3.3. No âmbito da orientação e condução do processo de treino desportivo em natação pura desportiva 1996-2012-Celorico de Basto, Técnico e coordenador da escola de Natação do Complexo da Piscina Municipal de Celorico de Basto. 1996-1999-Amarante, Monitor de Natação na Piscina Municipal de Amarante, nas classes de Ensino Básico e Escola de Natação. 1997–2000-Amarante, monitor de Natação na Piscina do Colégio São Gonçalo de Amarante nas classes de Ensino Básico e Escolas de Aprendizagem. 2007-2008-Amarante, Monitor de Natação na Piscina Municipal de Amarante, nas classes de Ensino Básico e Escola de Natação. 1999-2004-Treinador de Natação Pura Desportiva no Foca Clube Natação de Felgueiras nos escalões IV-III, responsável pelo grupo de formação e captação de jovens com talento para a Natação Pura Desportiva. 2008-2009-Treinador de Natação Pura Desportiva no Foca Clube Natação de Felgueiras nos escalões, Cadetes B e Cadetes A. 2010-2013-Treinador de Natação Pura Desportiva no CBCN - Celorico Basto Clube Natação - nos escalões, Cadetes B, Cadetes A e Infantis. ü Cédula de Treinador de Desporto nº 2689/Validade 09/09/2016, em Natação Pura-Grau II, passada pelo Instituto de Desporto de Portugal em 09 de Setembro de 2011. ü Licença Treinador-112284 28 ü Filiado na ANNP como treinador de Natação Pura Desportiva- 9 anos ü Experiência na área de Natação - 17 anos 3.4. No âmbito da orientação e condução do processo de treino desportivo em canoagem 1990-1993-Federado na categoria de sénior através da Associação Desportiva de Amarante, na Federação Portuguesa de Canoagem – k1-k2. 1990-1991-Participação no Campeonato Nacional de Maratona em K2 na modalidade de Canoagem. 3.5. No âmbito da orientação e condução do processo de treino desportivo em Voleibol 1988-1993-Federado na categoria de sénior pela Associação Desportiva de Amarante, na Federação Portuguesa de Voleibol. 3.6. No âmbito da orientação e condução do processo de treino desportivo em Pesca Desportiva 1982-1988-Federado pelo clube de Pesca de Amarante na Federação Portuguesa de Pesca Desportiva. Prémios alcançados-38 Trofeus: 1.º lugar- dez /2.º lugar-dez/3.º lugar nove/4.º lugar dois/5.ºlugar dois Prémios de distinção: 1987-1988 Participação no Campeonato Nacional de Juniores de Pesca Desportiva, tendo ficado classificado em 2º lugar. 29 Outubro 1982- 2.º Juvenil (VIII Concurso Internacional de Rio-Amarante Portugal). Setembro 1982-4.ºJuvenil (Concurso Europeu Pesca Desportiva-Rio Douro) Julho 1985-5.ºJunior (VII Concurso Internacional Pesca Desportiva Rio). 3.7. No âmbito da orientação e condução do processo de treino desportivo em Ténis de Mesa 1986 -1.º Lugar- Torneio Popular Paredes em representação da Associação Desportiva de Amarante 1987-3.ºLugar-Torneio da Associação Estudantes da Escola Secundária de Amarante 1991-4.º Lugar- Amarante- II Torneio Ping Pong Laranja 3.8. No âmbito da orientação e condução do processo de treino desportivo em Futebol de 11 1986-1995-Participação como jogador em campeonatos de Futebol de Salão organizados pela ADA e pelas Associações Desportivas do concelho em representação do Grupo Desportivo Unidos da Torre (Amarante) e Grupo Desportivo Cultural Campofeirense (Amarante). 1992-1998-Participação como jogador em campeonatos de Futebol de 11 organizados pela FADA concelho de Amarante em representação do Grupo Desportivo Cultural Campofeirense (Amarante) e Grupo Desportivo Unidos da Torre (Amarante). 1990-1991-2.º Classificado, 1.ºCampeonato de Futebol de 11 Amador Cidade de Amarante em representação do Grupo Desportivo Cultural Campofeirense. 30 3.9. No âmbito da orientação e condução do processo de treino desportivo em Andebol 1986-1988-Federado através da Associação Desportiva de Amarante na Federação Portuguesa de Andebol. 3.10. No âmbito da orientação e condução do processo de treino desportivo em Ténis 2001-2003-Treinador de Ténis, no Clube de Ténis de Amarante nos Meses de Junho a Setembro nas classes de Iniciação (Nível I) e Aperfeiçoamento (Nível II). 2007-2008-Participação no 2º Torneio de Ténis Cidade de Amarante - José Mendes, no RTA – Amarante nos dias 6 a 8 de Junho. 2008-2009-Participação no 3º Torneio de Ténis Cidade de Amarante - José Mendes, no RTA – Amarante nos dias 16 a 18 de Outubro. 2009-2010-Participação no 4º Torneio de Ténis Cidade de Amarante- José Mendes, no RTA – Amarante de 16 a 18 Outubro. 2010-2011-Participação no 5º Torneio de Ténis Cidade de Amarante- José Mendes, no RTA – Amarante de 17 a 19 Junho. 3.11. Ações no âmbito da formação de treinadores em Natação Pura Desportiva 1990: Vila Real, IX Congresso da Associação Portuguesa de Técnicos de Natação. Abril 1996: Pré- Convenção O Corpo em Movimento” Hidroginástica”, Manz Produções, Espinho- 20 e 21 de Abril. Março 1998: I Seminário de Natação – UTAD. Fevereiro de 1998: Colégio de S. Gonçalo” O Ensino do Polo Aquático “ Outubro de 1999: “VII Jornadas Técnico- Cientificas de Natação”, Póvoa de Varzim29 e 30 Outubro. 31 Janeiro de 1999: “O Ensino das Técnicas simultâneas de Natação Pura Desportiva”, Colégio de S. Gonçalo. Fevereiro 2006: “Organização Metodológica Processo Ensino – Aprendizagem na Natação” Celorico de Basto, 17 de Fevereiro de 2006. Abril 2006: “ XXIX Congresso Técnico - Cientifico de Natação” da Associação Portuguesa de Técnicos de Natação. Santa Maria da Feira-29 e 30 de Abril de 2006. Abril 2007: “ XXX Congresso Técnico - Cientifico de Natação” da Associação Portuguesa de Técnicos de Natação-IX Congresso Ibérico-28 e 29 de Abril de 2007 Moagem-Fundão. Dezembro 2007: “Preparação e Acompanhamento de uma equipa de Alto Rendimento” – da Federação Portuguesa de Natação, realizada na Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Porto nos dias 1 e 2 de Dezembro de 2007. Abril 2008: “ 31º Congresso Técnico - Cientifico de Natação” da (APTN)-Associação Portuguesa de Técnicos de Natação, realizada em Portimão nos dias 25 e 26 de Abril de 2008. 2009: “ XXXII Congresso Nacional/Internacional de Natação” da Associação Portuguesa dos Técnicos de Natação (APTN) realizado em Rio Maior nos dias, 1 e 2 Maio de 2009. 2009:Formação creditada Natação: 25 horas-1 crédito 2009: “1 st Internacional Symposium of Sports Perfomance Group” do Centro de Investigação em Desporto, Saúde e Desenvolvimento Humano – Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) realizado em Vila Real nos dias 4 e 5 Julho de 2009. Classificação de Excelente 9 valores 2010: “ XXXIII Congresso Técnico-Cientifico de Natação” da Associação Portuguesa dos Técnicos de Natação (APTN) realizado em Oliveira de Azeméis nos dias, 1 e 2 Maio de 2010, com a duração total de 15 horas. 2010:Formação creditada: 27 horas-1.1 créditos 2010: “Novas metodologias para o Ensino e Aprendizagem das Técnicas Alternadas e Simultâneas da Natação” do Centro de Investigação em Desporto, Saúde e 32 Desenvolvimento Humano - Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) realizado em Vila Real nos dias 8, 22 e 29 Maio de 2010. Classificação de Excelente 10 valores 2011: “XXXVI Congresso Técnico-Cientifico de Natação” da Associação Portuguesa dos Técnicos de Natação (APTN), XI Ibérico, realizado em Ílhavo nos dias, 30 de Abril e 1 de Maio de 2011, com a duração total de 15 horas. 2011:Formação creditada: 25 horas 1 crédito Congresso/ Seminário “ A Escola Hoje II” – organizado pela Universidade de Trásos-Montes e Alto Douro (UTAD) nos dias 9, 10 e 11 Maio de 2011. Classificação de Excelente 10 valores 2011:Formação creditada: 25 horas 1.1 crédito Novas Metodologias para o Ensino e Aprendizagem da Adaptação ao Meio Aquático organizado pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) nos dias 17 e 24 de Setembro de 2011. Classificação de Excelente 10 valores 3.12. Filiação como treinador de natação pura desportiva 1999 -2004-Filiado na Federação Portuguesa de Natação como Treinador de Natação Pura Desportiva em representação do Foca Clube Natação de Felgueiras nos escalões 3 e 4, na Federação Portuguesa de Natação. 2008 -2009-Filiado na Federação Portuguesa de Natação, como Treinador de Natação Pura Desportiva em representação do Foca Clube Natação de Felgueiras. 2010-2011-Filiado na Federação Portuguesa de Natação, como Treinador de Natação Pura Desportiva em representação do CBCN - Celorico Basto Clube Natação - nos escalões, Cadetes B, Cadetes A e Infantis 2011-2012-Filiado na Federação Portuguesa de Natação, como Treinador de Natação Pura Desportiva em representação do CBCN - Celorico Basto Clube Natação - nos escalões, Cadetes B e Cadetes A. 33 2012-2013-Filiado na Federação Portuguesa de Natação, como Treinador de Natação Pura Desportiva em representação do CBCN - Celorico Basto Clube Natação - nos escalões, Cadetes B, Cadetes A e Infantis. 3.13. Atividade Profissional(ENSINO/DOCÊNCIA) Docente durante 14 anos lectivos, totalizando 4038 dias de tempo de serviço. Enquanto docente, obteve a sua profissionalização concluindo a Licenciatura em Ensino, Professores do Ensino Básico 2º Ciclo, Variante Edução Física no Instituto Superior de Ciências Educativas de Odivelas. (Anexo II - Declarações da Actividade Profissional) Licenciatura (1º Ciclo) Educação Física, pelo Instituto Superior de Ciências Educativas de Odivelas com classificação final de 13 valores. No relatório final da Licenciatura, enquadrado no estágio na Escola EB 2,3 de Amarante obteve a classificação final de 15 valores. Pós-graduação Em Avaliação nas Actividades Físicas e Desportivas, (Opção Natação) pela Universidades de Trás-os Montes e Alto Douro (UTAD-Vila Real) com a classificação de 15 valores. 1992/1993:Professor Provisório leccionou a disciplina de Educação Física na Escola Secundária Vila Cova da Lixa. 1997–2000:Amarante, Professor de Educação Física/Natação na Piscina do Colégio São Gonçalo de Amarante nas classes de Ensino Básico 1º Ciclo. 1999/2006:Amarante, Professor Profissionalizado em Educação Física, leccionando na Escola Profissional António do Lago Cerqueira; 2006/2007:Amarante, Professor, Profissionalizado em Educação Física, leccionando, na Escola Profissional António do Lago Cerqueira, em Amarante; 34 2006/2007:Professor do grupo 260, leccionando na Escola E.B,2,3 DE Idães, em regime de contrato em oferta de escola. 2007/2008:Contratado pela Câmara Municipal de Amarante, no âmbito das Actividades de Enriquecimento Curricular como Professor de Educação Física, colocado no Agrupamento Vertical de Escolas de Vila Caiz. 2008/2009:Professor do grupo 260, leccionando na Escola E.B,2,3 de Real, em regime de contrato anual. Avaliado na Componente Cientifico-Pedagógica: MUITO BOM-8 Valores 2008/2009:Professor do grupo 260, leccionando na Escola E.B 2,3 de Amarante, em regime de acumulação, horário de 7 horas lectivas. Responsável pelo Desporto Escolar -Atletismo. 2009/2010:Professor do grupo 260, leccionando na Escola E.B 2,3 de Santa Marinha Zêzere, horário de 17 horas lectivas. Responsável pelo Desporto Escolar – Ténis de Mesa. tendo alcançado 1º lugar fase CAE e apuramento para os Regionais em Lamego. Avaliado na Componente Cientifico-Pedagógica: BOM-7,9 Valores 2009/2010:Professor do grupo 260, leccionando no Agrupamento de Escolas de Vila Caiz, no âmbito das Actividades de Enriquecimento Curricular como Professor de Educação Física, em regime de acumulação, horário de 5 horas lectivas. 2010/2011:Professor do grupo 260, leccionando no Agrupamento de Escolas de Amarante, Escola E.B 2,3 de Amarante, em regime de contrato anual, horário de 17 horas lectivas, acumulando nas Actividades Enriquecimento Curricular no mesmo Agrupamento. Avaliado na Componente Cientifico-Pedagógica: MUITO BOM-8,7 Valores 2011/2012:Professor do grupo 260, leccionando no Agrupamento de Escolas de Amarante, no âmbito das Actividades de Enriquecimento Curricular como Professor de Educação Física. 2011/2012:Professor do grupo 260, leccionando na Escola EB,2,3 Vallis Longus em regime de bolsa recrutamento. 2012/2013:Professor do grupo 260, leccionando no Agrupamento de Escolas de Amarante, no âmbito das Actividades de Enriquecimento Curricular como Professor de Educação Física. 35 3.14. Publicações No âmbito das actividades de divulgação estão as comunicações de carácter técnico-científico apresentadas nas suas áreas de actividades (Proposta de regulamentação dos TAC de acesso à fase Regional, Zonal e Nacional dos nadadores do 2º Agrupamento, Proposta de regulamentação dos TAC de acesso à fase Regional, Zonal e Nacional dos nadadores do 2º Agrupamento, idade previsível de obtenção das melhores marcas na natação: base de reflexão para a reestruturação dos planos de carreira nacionais, base de reflexão para a reestruturação dos planos de carreira nacionais, Proposta de regulamentação dos TAC de acesso à fase Regional, Zonal e Nacional dos nadadores do 2º Agrupamento). Segue o elenco das comunicações apresentadas, referindo o título da comunicação, a designação do evento, a indicação da entidade organizadora, o local e a data de realização. artigos em actas de encontros científicos • Silva, A.; Nunes, R.; Costa, A.; Reis, R.; Freitas, J.; Machin, F.; Soares, F; Cruz, R. (2001). Proposta de regulamentação dos TAC de acesso à fase Regional, Zonal e Nacional dos nadadores do 2º Agrupamento. In actas do XXIV Congresso Técnico Científico da Associação Portuguesa de Técnicos de Natação (APTN). Rio Maior. • António Silva; Ricardo Silva; Jorge Morais; Aldo Costa; António Reis; Joana Freitas; Francisco Soares; Francisco Félix; Miguel Mota (2002). idade previsível de obtenção das melhores marcas na natação: base de reflexão para a reestruturação dos planos de carreira nacionais. In actas do XXV Congresso Ibérico Técnico Científico da Associação Portuguesa de Técnicos de Natação (APTN) e Associação Espanhola de Técnicos de Natação (AETN). Portimão. 36 REUNIÕES CIÊNTIFICAS • António Silva; Ricardo Silva; Jorge Morais; Aldo Costa; António Reis; Joana Freitas; Francisco Soares; Francisco Félix; Miguel Mota (2002). Idade previsível de obtenção das melhores marcas na natação: base de reflexão para a reestruturação dos planos de carreira nacionais. XXV Congresso Ibérico Técnico Científico da Associação Portuguesa de Técnicos de Natação (APTN) e Associação Espanhola de Técnicos de Natação (AETN). Portimão. • Silva, A.; Nunes, R.; Costa, A.; Reis, R.; Freitas, J.; Machin, F.; Soares, F; Cruz, R. (2001). Proposta de regulamentação dosTAC de acesso à fase Regional, Zonal e Nacional dos nadadores do 2º Agrupamento. XXIV Congresso Técnico Científico da Associação Portuguesa de Técnicos de Natação (APTN). Rio Maior. 3.15. Ações Formação/Seminários/Colóquios Ao longo da sua vida profissional, adquiriu um conjunto de conhecimentos diversificados, orientados para as suas áreas de actividade como a Natação Pura Desportiva, Ténis e Fitness, tendo igualmente dado atenção a aspectos complementares à sua formação base realizando formação nestas e noutras áreas de base para a formação profissional. A formação adquirida resultou das necessidades específicas decorrentes dos projectos e das actividades realizados, e por esse motivo se caracteriza por ser abrangente no que respeita aos temas, ferramentas e abordagens metodológicas, acompanhando sempre que possível a rápida evolução cientifica e estudos efectuados nos referidos domínios específicos. Pretendia desta forma complementar a formação inicial em Educação Física com a formação técnica, científica e conceptual operacional adequada à realização das actividades apresentadas, em domínios emergentes e muito dinâmicos como são a Natação, Ténis, Fitness e atividades ligadas ao Ensino dos Jogos Desportivos, 37 Colectivos e Individuais bem como acompanhar o processo evolutivo das referidas áreas. Segue uma breve apresentação da formação realizada, cujos certificados se encontram disponíveis no Anexo III, organizada em grandes domínios e em diferentes áreas. Serão sumariamente descritas as acções de formação realizadas ao longo do seu percurso profissional, referindo para além da designação e duração do curso, a entidade responsável pela sua organização e execução, as principais disciplinas e/ou competências profissionais adquiridas, o local e data de realização, e a qualificação atribuída e a classificação final obtida quando aplicáveis 1990: Vila Real, “IX Congresso da Associação Portuguesa de Técnicos de Natação”. 1993. “ O Andebol na Escola “, Escola Secundária Vila Cova da Lixa- Novembro 1993 1994 :“ Metodologia de Ensino para Introdução das Actividades Gímnicas”, Escola Secundária de Amarante- Fevereiro de 1994. 1994 :“ A utilização Técnica dos meios audiovisuais” - Abril de 1994 1994 :“ O Futebol na Escola “, Escola Secundária Vila Cova da Lixa- Março de 1994. 1994 :“Projecto” Viva a Escola “ realizado na Escola Secundária Vila Cova da Lixa, integrado no sub-projecto- O nosso esforço contra o doping” – Setembro de 1994. 1996 :Total Fitness Internacional Manz Produções “ Musculação “ – 24 e 25 de Fevereiro de 1996. 1996 :”Pré- Convenção O Corpo em Movimento” Hidroginástica”, Manz Produções, Espinho- 20 e 21 de Abril de 1996. 1998 “I Seminário de Natação” – UTAD – Março 1998. 1998 :Colégio de S. Gonçalo” O Ensino do Polo Aquático “ – Fevereiro de 1998 1998: Seminário Sobre “Basquetebol” e Ginástica Desportiva”,ISCE-28 e 29 de Maio 1998. 1999 “Festival de Escolas de Natação”- Câmara Municipal de Amarante- Abril 1999. 38 1999 :“VII Jornadas Técnico- Cientificas de Natação”, Póvoa de Varzim-29 e 30 Outubro de 1999. 1999: Seminário sobre “Judo”, organizado pelo Instituto Superior de Ciências Educativas- Abril de 1999. 1999: Seminário sobre “Hóquei de Sala”, organizado pelo Instituto Superior de Ciências Educativas - Maio de 1999. 1999: Seminário sobre “Corfebol”, ISCE –Março de 1999. 1999 : Seminário sobre “Ténis”, ISCE - Março de 1999. 1999: Seminário sobre “Educação para os Direitos Humanos “,ISCE - Março de 1999. 1999:“O Ensino das Técnicas simultâneas de Natação Pura Desportiva”, Colégio de S. Gonçalo - Janeiro de 1999. 2006: “Organização Metodológica Processo Ensino - Aprendizagem na Natação” Celorico de Basto, 17 de Fevereiro de 2006. 2006: “ XXIX Congresso Técnico - Cientifico de Natação” da Associação Portuguesa de Técnicos de Natação. Santa Maria da Feira-29 e 30 de Abril de 2006. Abril 2007: “ XXX Congresso Técnico - Cientifico de Natação” da Associação Portuguesa de Técnicos de Natação-IX Congresso Ibérico-28 e 29 de Abril de 2007 Moagem-Fundão. 2007: “Preparação e Acompanhamento de uma equipa de Alto Rendimento” – da Federação Portuguesa de Natação, realizada na Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Porto nos dias 1 e 2 de Dezembro de 2007. 2008: “ 31º Congresso Técnico - Cientifico de Natação” da (APTN)-Associação Portuguesa de Técnicos de Natação, realizada em Portimão nos dias 25 e 26 de Abril de 2008. 2008: “ II Congresso Histórico de Amarante “, da Câmara Municipal de Amarante, realizado em Amarante nos dias 15, 16 e 17 de Maio de 2008. 2009: Acção de sensibilização “ Suporte Básico de Vida “, com a duração de 2 horas, ministrada pela Cruz Vermelha – Delegação de Amarante e promovida pela Câmara Municipal de Amarante. 2009: Acção de sensibilização “ Manuseamento de Extintores “, com a duração de 2 horas, ministrada pelos Bombeiros Voluntários de Amarante e promovida pela Câmara Municipal de Amarante. 39 2009: “ XXXII Congresso Nacional/Internacional de Natação” da Associação Portuguesa dos Técnicos de Natação (APTN) realizado em Rio Maior nos dias, 1 e 2 Maio de 2009. 2009:Formação creditada: 25 horas-1 Crédito 2009: “1 st Internacional Symposium of Sports Perfomance Group” do Centro de Investigação em Desporto, Saúde e Desenvolvimento Humano - Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) realizado em Vila Real nos dias 4 e 5 Julho de 2009. Classificação de Excelente- 9 valores 2009: Acção formação” Os quadros interactivos na dinâmica da sala de aula” Agrupamento de Escolas do Sudoeste do Concelho de Baião, no dia 4 de Novembro de 2009. 2010: “ XXXIII Congresso Técnico-Científico de Natação” da Associação Portuguesa dos Técnicos de Natação (APTN) realizado em Oliveira de Azeméis nos dias, 1 e 2 Maio de 2010, com a duração total de 15 horas. 2010: “ II Congresso de Saúde – no âmbito do Projecto Educação para a Saúde e Educação Sexual, na EB 2,3 Santa Marinha Zêzere, no dia 27 de Maio de 2010. 2010:Formação creditada: 27 horas-1.1 créditos 2010: “Novas metodologias para o Ensino e Aprendizagem das Técnicas Alternadas e Simultâneas da Natação” do Centro de Investigação em Desporto, Saúde e Desenvolvimento Humano - Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) realizado em Vila Real nos dias 8, 22 e 29 Maio de 2010. Classificação de Excelente- 10 valores 2011: “XXXVI Congresso Técnico-Científico de Natação” da Associação Portuguesa dos Técnicos de Natação (APTN), XI Ibérico, realizado em Ílhavo nos dias, 30 de Abril e 1 de Maio de 2011, com a duração total de 15 horas. 2011:Formação creditada: 25 horas 1 crédito Congresso/Seminário “ A Escola Hoje II” – organizado pela Universidade de Trásos-Montes e Alto Douro (UTAD) nos dias 9, 10 e 11 Maio de 2011. Classificação de Excelente 10 valores 2011:Formação creditada: 25 horas 1.1 crédito 40 Novas metodologias para o ensino e aprendizagem da adaptação ao meio aquático organizado pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) nos dias 17 e 24 de Setembro de 2011. Classificação de Excelente 10 valores 3.16. Outras Competências No âmbito da formação de treinadores em Ténis 2002-2005-Federado como Treinador de Ténis na Federação Portuguesa de Ténis como individual. 2007-2012-Federado como Jogador de Ténis na Federação Portuguesa de Ténis pelo Clube de Ténis de Amarante. Âmbito de extensão curricular Organizador dos VII Encontros Nacionais Desportivos das Escolas Profissionais Agrícolas em Amarante nos dias 6,7,8,9 de Junho de 2001 nas modalidades: Futebol, Natação, Ténis de Mesa e Atletismo com a presença de 12 Escolas Profissionais Agrícolas oriundas dos vários pontos do país. Projecto Âmbito Desportivo(Natação Pura Desportiva) Constituição do clube- CBCN(Celorico de Basto Clube de Natação) A vontade de constituir um clube de natação surgiu, pela “paixão” pelo ensino da Natação Pura Desportiva, e a necessidade dos meus atletas poderem nadar por um clube da terra, mostrar o trabalho desenvolvido e por todos os incentivos para a sua criação nomeadamente os pais dos atletas e o Município de Celorico Basto. A criação do clube, tornou-se um objectivo a curto prazo, era importante os atletas ensinados por mim representarem o seu clube e não outro, que durante alguns anos representavam o Foca, existindo na altura um protocolo entre a Escola Natação de 41 Celorico de Basto e o Clube, Foca Felgueiras, fruto do excelente trabalho desenvolvido pelo treinador e coordenador António José Silva. Para a construção do cbcn, tive uma grande base de apoio, primeiro o meu percurso como treinador no Foca, Clube Natação de Felgueiras e também um grande auxilio do amigo, António Silva(Tozé), como é chamado, no seio da natação, que me acompanhou em todo o seu processo. A medida que ia criando todos os passos para o seu arranque fui tendo o apoio dos pais, criando uma lista de órgãos sociais, a elaboração de estatutos, regulamento interno, e todos os documentos necessários para o seu registo, até à apresentação do futuro clube, ao Senhor Presidente da Câmara de Celorico de Basto, Dr. Joaquim Monteiro da Mota e Silva. Assim, o Celorico de Basto Clube de Natação, também designado por CBCN, foi criado em três de Dezembro de dois mil e nove por iniciativa de dois responsáveis, Francisco Soares, António Magalhães e pais de alguns alunos da escola de Natação de Celorico Basto. É uma associação sem fim lucrativo constituída por tempo indeterminado. A associação tem a denominação de Celorico de Basto -Clube de Natação, com sede no lugar de S. Silvestre, Freguesia de Gêmeos, Concelho de Celorico de Basto. O Clube obteve no dia vinte e cinco do mês de Janeiro de dois mil e dez o estatuto legal de uma Associação desportiva para desenvolver e estimular o ensino e a prática da Natação, demais actividades aquáticas e outras actividades desportivas, culturais e recreativas. Foi aprovada a filiação do CBCN, na Federação Portuguesa de Natação em 07/07/10. 42 O Treino em Natação Pura Desportiva DISCUSSÃO 4 4. Discussão Chegado à recta final, este capítulo será mais uma síntese do que aplico e tenho descrito. Nunca é demais relembrar algumas das ideias pilares deste meu percurso. Os métodos de operacionalização da natação, aqueles cujo treino é absorvido por uma lógica física, construída do saber fazer, resulta numa intervenção pouco adequada às exigências da natação. Tal consciencialização fui adquirindo ao longo do meu percurso, não pela evidenciação e crítica exagerada dos aspectos negativos que as teorias do treino convencionais encerram, mas antes pela elucidação das particularidades e características do objecto em questão, verificando esta forma de trabalhar, os seus resultados e os objectivos propostos . Qualquer expressão motora ou um movimento integrado no âmbito desportivo, desperta interesse, sobretudo se for observado sob uma perspectiva de rendimento desportivo. As ciências do desporto têm ocupado um lugar de destaque no treino desportivo, e em especial no âmbito da alta competição. A Natação, como modalidade de competição, e pela especificidade que a envolve em termos espaciais e de ambiente de trabalho, tem vindo a ser objecto de estudo em prol do seu desenvolvimento competitivo dentro da Natação Pura Desportiva (NPD). Em alta competição, a eficiência e sobretudo a eficácia assumem um papel fulcral na performance desportiva. Do conjunto de factores que influenciam a eficácia na NPD, a técnica tem assumido um papel fulcral em todo o processo, (JP, Vila Boas, 1998). Até aos dias de hoje, o aumento do rendimento desportivo tem resultado em grande parte devido a um elevado volume de treino. Mas a importância que a investigação e o carácter científico têm conferido ao desenvolvimento da Natação, permite-nos contribuir para uma crescente exigência de estudos que ajudam a optimizar a técnica de nado. Reportando-nos à literatura relativa a estudos efectuados em nadadores de alto nível, verificamos que a existência de erros técnicos ligados à técnica de nado tem sido acentuada, (R. Fernandes, 2001; (Lopez, Arellano R., 2003). 44 O facto de a eficácia depender da técnica, e sendo esta um desempenho motor assente em pressupostos neurológicos, associados a um conjunto aprofundado de transformações ao nível cerebral, leva-nos a pensar que o treino não deve alicerçarse apenas em aspectos quantitativos, mas também num processo qualitativo. Numa modalidade como a natação, onde predominam as provas de resistência, um nadador com melhor economia de nado, necessita de menos energia para se deslocar a uma certa velocidade, do mesmo modo que numa competição (onde se solicita o esforço máximo) a instalação de fadiga acontecerá mais tardiamente (Alves, 1996). É inquestionável a importância e o peso que um bom desempenho técnico tem em termos de rendimento desportivo. A técnica é, aliás, um procedimento adequado e económico para a obtenção de um resultado de excelência desportiva (Bompa, 1983, citado por Campaniço & Silva, 1999). A eficácia da técnica é determinada pela sua comprovada correspondência com os objectivos alcançados e um alto resultado final (Platonov & Fessenko, 1994). Assim, têm sido várias as alterações introduzidas na técnica que contribuíram decisivamente para a melhoria das prestações dos atletas, desde tempos antigos (a dissociação da técnica de bruços em duas técnicas distintas levou ao aparecimento da técnica de mariposa), até momentos mais recentes com a introdução do bruços ondulatório, ou da nova variante da viragem de costas (Platonov & Fessenko, 1994). Por outro lado, segundo Vilas Boas (1993), a especificidade do meio em natação parece determinar que a técnica desempenhe um papel ainda mais importante que em outras modalidades. Inclusive Holmér (1983), citado por Vilas Boas (1993) refere que entre 1961 e 1978 a evolução desportiva dos nadadores suecos de elite terá sido particularmente determinada pela sua evolução técnica e não tanto pelo desenvolvimento dos recursos condicionais. Também Grosser & Neumaier (1986) enfatizam a importância da técnica no rendimento desportivo, vincando que uma má técnica reduz as possibilidades de prestação desportiva de um desportista em excelente condição física, do mesmo modo que uma deficiente condição física condiciona significativamente o desempenho técnico. 45 Por outras palavras, "uma técnica defeituosa impede o desportista de pôr as potencialidades físicas crescentes ao serviço duma performance específica superior", Weineck (1983). É pois, importante, uma interacção contínua entre os factores biomecânicos e fisiológicos para podermos analisar a performance em natação. O rendimento, segundo Cazorla et al. (1985), citado por Fortunas (1997), envolve as seguintes componentes:, Psicológica (motivação, resistência ao stress, afecto, vontade), Deslize (peso específico, estatura, formas corporais, qualidade da epiderme), Propulsão (superfícies propulsivas, força e resistência musculares, força máxima propulsiva, cadência do movimento), Aporte energético (aeróbio, anaeróbio láctico e alático. O treino com crianças e jovens assenta na ideia, de que, só se atingirá o mais elevado rendimento desportivo na idade considerada ideal para tal. O indivíduo que, tendo nascido com predisposições genéticas para esse mesmo rendimento, desde a mais tenra idade deve ser submetido a estímulos óptimos, não esquecendo que devem estar de acordo com o seu desenvolvimento ontogenético e a psicologia do desenvolvimento. Dentro desta etapa (treino de base) é de referir a técnica, o aumento das qualidades físicas que devem ser desenvolvidas nestas idades, a formação dos atletas a nível de valores existentes na sociedade, a aprendizagem das regras de higiene e hábitos desportivos (sono, repouso, nutrição), os hábitos de treino, os regulamentos desportivos directamente relacionados com a prática da natação e a forma de encarar a competição. No material auxiliar no treino de água, para o treino com jovens, defendem a utilização de barbatanas para o movimento de pernas mariposa em diferentes posições do corpo, assim como em nado completo. Os autores, por nós consultados, são unânimes em referenciar que periodizar para adultos não é o mesmo que para os jovens. O treino da resistência aeróbia geral melhora a capacidade aeróbia, não se desgastando tanto as reservas de glicogénio muscular. A causa deste facto, é a de existir num músculo treinado, mais e maiores mitocôndrias, abastecidas com maior 46 número de enzimas, privilegiando a degradação de ácidos gordos em maior quantidade. O desenvolvimento da capacidade de resistência em crianças e jovens, ao contrário do que se pensava há uns anos atrás e como se pode constatar nos estudos mais recentes, Maglischo (1993), Alves (1996), Baxter et al. (1996) e Armstrong et al. (1997), comprovam existir uma boa treinabilidade a partir dos 8 anos de idade. As crianças melhoram comparativamente aos adultos, desde que programas de treino administrados estejam de acordo com alguns princípios de sobrecarga, progressão e especificidade. O VO2máx. nas crianças pode melhorar entre 7% a 26% (Maglischo, 1993), desde que, estas sejam sujeitas a um programa adequado de treino de resistência. Estes sujeitos e nestas idades são particularmente dotados para este tipo de esforços aeróbios, estando este facto, relacionado com fenómenos biológicos e fisiológicos, ma vez que, nos primeiros dez anos de vida, o número de fibras lentas é superior ao número de fibras rápidas, o que se traduz por um aumento significativo das mitocôndrias e de enzimas responsáveis por este tipo de metabolismo (aeróbio). Do ponto de vista do sistema cardio-circulatório, as crianças e jovens também mostram possuir uma óptima capacidade de adaptação (Baxter & Helms, 1996; Armstrong, Welsman & Kirby, 1997). No entanto, a fase de maior treinabilidade situa-se na puberdade. Isto porque, jovens, nesta fase e talvez crianças na pré-puberdade, oxidam mais lípidos livres durante um exercício prolongado, do que os adultos. Não são muitos os trabalhos existentes de comparações entre crianças e adultos sobre o limiar anaeróbio. Isto porque, só recentemente se verificou a importância que esta medida (capacidade de resistência) se reveste para o melhoramento do desempenho desportivo. Nas investigações realizadas (Maglischo, 1993), onde se procedeu à quantificação do limiar anaeróbio, entre pré-adolescentes e adolescentes, chegaram à conclusão que esta era similar à dos adultos. Para além do facto, de não terem verificado diferenças entre rapazes e raparigas se a carga de trabalho em que ocorre o limiar 47 anaeróbio é expressa por relação ao desempenho deles ou por relação ao VO2máx. (Maglischo, 1993). De acordo com (Silva A, 2006), a performance na Natação é caracterizada por quatro partes fundamentais e distintas, mas intimamente interligadas: a partida, o nado propriamente dito, as viragens e a chegada. Frisa também que a diminuição de fracções de segundos no tempo final de um prova, pode determinar o resultado da prova. A vida de treinador passa essencialmente pela experimentação, pela permanente tomada de decisões, pela observação do comportamento dos seus atletas e pela avaliação de tudo o que envolve a preparação da equipa. Ser treinador é estar atento às inovações que contribuem para a evolução de todos os que determinam o bem-estar dos atletas (Raposo, 2002). Como acrescenta (Oliveira ,2004) «o treinador assume um papel de extrema importância porque ele é o criador do processo, é o direccionado do sentido, é o promotor do sentimento da equipa, é o catalisador ou inibidor de comportamentos, é o gestor da articulação interactiva da criação dos novos conhecimentos/imagens com os conhecimentos/imagens já existentes». Ser treinador, não se reduz ao mero exercício de ensinar as técnicas, as tácticas, as regras etc... de uma modalidade . Ser treinador é assumir conscientemente a responsabilidade pela formação desportiva inicial das crianças e dos jovens, é saber praticar um a pedagogia desportiva concreta que transmita, para além do saber desportivo, conceitos, princípios e regras de comportamento que valorizam o ser humano como elemento social e como indivíduo criador de factos culturais. A escolha do tema deste trabalho, “Treino em Natação Pura Desportiva” surge da minha prática diária como treinador de natação, que aposta nos atletas para uma boa formação técnica e desenvolvimento pessoal. Este não foi um projeto mestrado meramente informativo, foi uma implementação da prática. É uma prática ativa, um projeto em constante mudança e nunca dissociado de um contexto. 48 O relato da minha prática em instituições por onde passei, também me fez refletir sobre inúmeras estratégias utlizadas e senti muitas vezes a necessidade de as adequar. Como qualquer projeto de mestrado deve ser flexível, por conseguinte, pode e deve ser alterado pelos diversos intervenientes no processo educativo, fomentando a diferenciação pedagógica e nunca esquecendo a ludicidade. A riqueza da minha prática reside na ajuda e colaboração de todos os colegas que trabalharam comigo e também com o incentivo e ajuda constante dos professores, António Silva e Nuno Garrido, como lhes fico grato. Em suma, toda a evolução da minha experiencia profissional, como treinador e professor contribui de forma muito positiva para esta actividade de especialidade de mestrado. Após concluir o curso de monitor de natação iniciei o meu trabalho como técnico no Foca-Clube Natação de Felgueiras em 1999 e actualmente exerço a minha actividade como treinador no CBCN-Celorico de Basto Clube de Natação, clube de natação, fundado por mim. 49 O Treino em Natação Pura Desportiva REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 5 5. Referencias Bibliográficas Adelino, J.; Vieira, J. e Coelho, O. (1998): "Jovens no Desporto, um pódio para todos". In: Treino Desportivo, Ano 1 nº 2, CEFD, Lisboa Adelino, J.; Vieira, J. e Coelho, O. (2000): Treino de Jovens: o que todos precisamos de saber (2ª Edição). Centro de Estudos e Formação Desportiva, Lisboa. Afonso, C. A., Graça, A. & Mesquita, I. (2003). O conhecimento do treinador a respeito das metodologias de ensino e treino do voleibol na formação. In I. Alves, F. (2004). Planeamento e periodização no treino desportivo. Documento de apoio ao Mestrado em Treino do Jovem Atleta. Faculdade de Motricidade Humana da Universidade Técnica de Lisboa. Retirado a 24 de Março de 2006. Alves, F. (s/d, a). Periodização do processo de treino - 1. Documento de apoio ao Mestrado em Treino do Jovem Atleta. Faculdade de Motricidade Humana da Universidade Técnica de Lisboa. Retirado a 24 de Março de 2006 em http://www.fmh.utl.pt/disciplinas/MTI/aulas/PT/Periodizacao05.pdf Alves, F. (1996). O treino técnico em natação. II Jornadas Técnico Cientificas de Natação. Joane. Alves, Francisco” Planeamento e Periodização do Processo de Treino” Curso 2º nível, Federação Portuguesa de Natação (2001). Alves, F. (1996). O treino da resistência. In Castelo, J., Barreto, H., Alves F., Santos, P.M., Carvalho, J., & Vieira, J. Metodologia do treino desportivo. Lisboa: Edições FMH-UTL. Alves, F. (1996). O treino técnico em natação. II Jornadas Técnico Cientificas de Natação, Joane. Alves, F.; (1991) Analise da Competição em Natação Desportiva. Dados Preliminares, Revista de Natação, Vol.14. 51 Aroyo, M. & Alvarez, F. (2004). El entrenador deportivo. Manual práctico para su desarrollo y formación. Barcelona: INDE. Arellano, R., Gavillán, A., García, F., & Pardillo, S. (1997). Relationship Between Technical and Anthropometric Variables in 13 – Year Old Spanish Swimmers. In B. Eriksson & L. Gullstrand (Eds.), Proceedings: XII F.I.N.A. World Congress on Sports Medicine. Goteborg, Sweden. Bento, J. (1997): Contributo para o entendimento da função e da necessidade de formação do dirigente desportivo. Câmara Municipal de Oeiras - Serviços Municipais de Desporto, Oeiras. Bento, J. (2004). Desporto para crianças e jovens: das causas e dos fins. In A. Gaya, A. Marques e G. Tani (Eds.), Desporto para crianças e jovens razões e finalidades (pp. 21-56). Porto Alegre: Editora da UFRGS. Bompa, T. (1990). Theory and Methology of Training. Toronto: Kendall/Hunt Publishing Company. Bompa, T. (1999). Periodization Trainning for Sports. Human Kinetics. Estados Unidos América. Bompa, T. (2002). Periodization: Theory and Methodology of Training. (4 th ed.). Iowa: Kendall/Hunt. Bompa, T.O. Periodização: teoria e metodologia do treinamento. 4ª ed. São Paulo: Phorte, 2002. Bompa, T. O. Periodização: Teoria e Metodologia do Treinamento. 4ª edição. São Paulo: Phorte Editora, 2002 Bishop, D. Warm up II: Performance changes following active warm up and how to structure the warm up. Sports Med, v.33, n. 7, p. 483-498, 2003. 52 Branco, F. C., Vianna, J. M., Lima, J. R. P. Frequência cardíaca na prescrição de treinamento de corredores de fundo. Revista Brasileira Ciência e movimento, 12(2): 75-79, 2004. Castelo, J.; Barreto, H.; Alves, F.; Mil-Homens, P.; Carvalho J. & Vieira, J. (1998). Metodologia do Treino Desportivo. Parte IX O treinador Desportivo Perfil e Competências. Faculdade de Motricidade Humana – Serviço de Edições. Cruz – Quebrada Carnaval P. Cinesiologia aplicada aos Esportes. Rio de Janeiro: Sprint, 2002. Castelo, J. et al. (2000) "Metodologia do Treino Desportivo", Edições FMH, 3ª edição Coelho, O. (1988): Pedagogia do Desporto - contributos para uma compreensão do desporto juvenil. Livros Horizonte, Lisboa. Cordovil, J: (1998): "Ser treinador de jovens". In: Treino Desportivo, Edição Especial nº1. CEFD, Lisboa, pp. 59-64. Costa, A., Oliveira, A. (1984). Um exemplo de treino de cadetes. Ludens, 9 (1). Costill DL, Maglischo EW, Richardson A. Swimming. London:Blackwell Scientific Publications, 1992 Damásio, L. e Serpa, S. (2000): "O treinador no desporto infanto-juvenil". In: Treino Desportivo, Edição Especial nº 3. CEFD, Lisboa, pp. 40-44. Desporto (pp. 207-219). Lisboa: Faculdade de Motricidade Humana da Universidade Técnica de Lisboa. Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea. I Volume A – F & II Volume G – Z. Lisboa: Verbo. Drinkwater D. & Mazza JC. Body composition. In: J.E. Carter & T. Ackland (eds.), Kinanthropometry in aquatic sports. A study of world class athletes. Human Kinetics 1994: 103-137. 53 Fernandes R, Barbosa T, Vilas-Boas JP. Fatores cineantropométricos determinantes em natação pura desportiva. Revista Brasileira de Cineantropometria & Desempenho Humano 2005;7:30-34. Flynn MG, Costill DL, Kirwan JP, Mitchell JB, Houmard JA, Fink WJ, Beltz JD, D´Acquisto LJ. Fat storage in athletes: metabolic and hormonal responses to swimming and running. International Journal of Sports Medicine 1990;6:433-440. Gomes, A. (2001): "A promoção da comunicação entre treinadores e pais na iniciação e formação desportiva de crianças e jovens". In: Treino Desportivo, Ano 3 nº 13. CEFD, Lisboa, pp. 30-37. Gomes, A. C. Treinamento Desportivo: estruturação e periodização. 1ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2002. Gonçalves, C. (1996): O pensamento dos treinadores sobre o espírito desportivo na formação dos jovens praticantes. Câmara Municipal de Oeiras - Serviços de Desporto, Oeiras. Gonçalves, C. (1999): "Um olhar sobre o processo de formação do jovem praticante". In: Treino Desportivo, Edição Especial nº 2. CEFD, Lisboa, pp. 12-18. Gonçalves, C. (2001): "Treinador de jovens parte do problema ou parte da solução". In: Treino Desportivo, Edição Especial nº 4. CEFD, Lisboa, pp.4-9. Gwinup G. Weight loss without dietary restriction: efficacy of different forms of aerobic exercise. American Journal of Sports Medicine 1987;15:275-279 Hay, J. G. The biomechanics of sports techniques. 2. ed. New Jersey: Prentice Hall. 1978. Jang KT, Flynn MG, Costill DL, Kirwan JP, Houmard JA, Mitchell JB, D´Acquisto LJ. Energy balance in competitive swimmers and runners. Journal of Swimming Research 1987;1:19-23. 54 Jones, D., Housner, L. & Kornspan, A. (1997). Interactive Decision making and Behaviour of Experienced and Inexperienced Basketball Coaches during Practice. Journal of Teaching in Physical Education, 16, 454-468 Lambert CP, Flynn MG, Braun WA, Boardley DJ. The effects of swimming and running on energy intake during 2 hours of recovery. Journal of Sports Medicine and Physical Fitness 1999;4:348-354. Lavoie JM & Monpetit R. Applied physiology of swimming. Sports Medicine 1986;3:165-189. Lyle, J. (2002). Sports coaching concepts. A Framework for Coaches’ Behaviour. London: Routledge. Maglischo, Erneste. (1990) “Nadando ainda mais rápido” Editora Manole. Maglischo, E. (1993). Swimming even faster. Ountain View: Mayfield Publishing Company. Maglischo S. Nadando Ainda Mais Rápido. São Paulo: Manole, 1999. Maglischo, E. W. Nadando Ainda Mais Rápido. 1ª ed. São Paulo: Editora Manole. Ltda, 1999. Marques, A. (1990). Treino Desportivo: área de formação e investigação. Horizonte, VII (39), 97 – 106. Marques, A. (1991). A periodização do treino com crianças e jovens. III Congresso de Países de Língua Portuguesa. Recife Marques, A. (2001). As profissões do desporto: O treinador. Treino Desportivo Edição do CEFD – Centro de Estudos e Formação Desportiva, 4-8. Makarenko, L. P. Natação: Seleção de Talentos e Iniciação Desportiva. 1ª edição. Porto Alegre: Editora Artmed, 2001. 55 Meleski BW, Shoup RR, Malina RM. Size, physique, and body composition of competitive female swimmers 11 through 20 years of age. Human Biology 1982;54:609-625. Mesquita, I. (2000). Modelação do treino das habilidades técnicas nos jogos desportivos. In J. Garganta (ed.), Horizontes e Órbitas no treino dos jogos desportivos (pp. 73-89). Porto: CEJD. FCEDEF-UP. Mesquita, I. (2000): A pedagogia do Treino - a formação em jogos desportivos colectivos (2ª edição). Livros Horizonte, Lisboa. Mcarde W.D; Katch F. L.; Katch V. L. Fisiologia do exercício: Energia, nutrição e desempenho humano. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003. Navarro, F. & Arsénio O. (1999). Natacion II – “La Natación y su Entrenamiento”. Libreria – Editorial Deportiva Gymnos. Madrid. Novak L, Hyatt R, Alexander J. Body Composition and physiological function of athletes. JAMA 1968;205:764-770. Noakes, T. Lore of running. Champaign, IL: Leisure Press, 1991. Pendergast DR, Di Prampero PE, Craig Jr AB, Wilson DR, Rennie DW. Quantitative analysis of the front crawl in men and women. Journal of Applied Physiology 1977;43:475-479. Petroski EL, Pires N, Simões C. Validação de equações antropométricas para a estimativa da densidade corporal em mulheres. Revista Brasileira de Atividade Física e Saúde 1995;1:65-73. Platonov, V. (1991). El entrenamiento deportivo. Barcelona: Editorial Paidotribo. Platonov, V., Fessenko, S. (1994). Los sistemas de entrenamiento de los mejores nadadores del mundo. Barcelona: Editorial Paidotribo. Platonov, V. N. Teoria geral do treinamento desportivo olímpico. Porto Alegre: Artmed, 2004. 56 Platonov, V. N. & Fessenko, S. L (1995). Los sistemas de entrenamiento de los mejores nadadores del mundo. Editorial Paidotribo. Raposo, A. V. (2006). A formação desportiva. Um processo a longo prazo. Horizonte - Revista de Educação Física e Desporto, XXI(123), Dossier (parte II). Rosado, A.; Sarmento, P. & Rodrigues, J. (2000). Formação de treinadores desportivos. Rio Maior: Instituto Politécnico de Santarém, Colecção Desporto. Rosado, A. & Mesquita, I. (2009). Modelos, concepções e estratégias de Formação de Treinadores. In A. Rosado & I. Mesquita (Eds.), Salo, D.; Riewald, S. A. Complete Conditioning for Swimming. Illinois: Human Kinetics, 2008. Siders W, Lukaski H, Bolonchuk W. Relationships among swimming performance, body composition and somatotype in competitive collegiate swimmers. Journal of Sports Medicine and Physical Fitness 1993;33:166-171. Silva, A., & Campaniço, J. (2000). O modelo de ensino em natação: A progressão técnica em treino desportivo. In actas XXIII Congresso da APTN. Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Vila Real Siri WE. Body composition from fluid spaces and density: analysis of methods. In J. Brozek & A. Henschel (Eds.), Thechniques for measuring body composition 1961;223-224. Washington DC, National Academy of Sciences Tharp, R. & Gallimore, R. (1976). What a coach can teach a teacher. Psychology Today ,Jan. 8, 75-78. Alves, E., Ferreira, V., Leça-Veiga, A. & Rodrigues, J. (1994). Coach Behavior in Competition on Rhythmic Gymnastics. World Congress AIESEP – Physical Education and Sport’94. Changes and Challenges, Berlin. Sherman, M. & Hassan, J. (1986). Behavioral studies of young sport coaches. In M. Pieron & G. Graham (Eds), The 1984 Olympic Scientifc Congress Proceedings (103-108). Champaign: Human Kinetics. Thomas, J. R.; Nelson, J. K.; SilvermanI, S. J. Métodos de pesquisa em atividade física. 5 ed. Porto Alegre: Artmed, 2007. 57 Thorland W, Johnson GO, Housh TJ, Refsell MJ. Anthropometric characteristics of elite adolescent competitive swimmers. Human Biology 1983;55:735-748. Vilas Boas, J.P. (1987). O mecanismo propulsivo em natação. Provas de Aptidão Pedagógica e Capacidade Científica. Porto. ISEF-UP. Vilas-Boas JP. Controlo do treino em Natação: considerações gerais, rigor e operacionalidade dos métodos de avaliação. Comunicação apresentada às Jornadas Técnicas Galaico-Durienses de Natação Espanha, 1989. Vilas Boas, J.P., Duarte, J.A.R. (1991). Variação dos valores de lactato sanguíneo ao longo da prova de 100m livres em natação: estudo piloto da dinâmica metabólica glicolítica. IX the FINA International Aquatics Sports Medicine Congress. Rio de Janeiro. Vilas-Boas, J.P. (2003). Concepção, articulação longitudinal e avaliação de séries de treino de recursos bioenergéticos em natação. Handouts das 3ª Jornadas de Natação de Sta Mª da Feira. Portugal. Weineck, J. (1988). Entrenamiento óptimo. Barcelona: Hispano Europea. Weineck, J. (1989). Manual de treinamento esportivo. Editora Manole, São Paulo. Weineck, J. (1991). Manuel d'entrainement. Paris: Edições VI. Weineck J. Biologia do Esporte. São Paulo: Manole, 2000. Wilke, K., Madsen, O. (1990). El entrenamiento del nadador juvenil. Buenos Aires: Editorial Stadium. 58