DEDICATÓRIA Dedico e agradeço esse trabalho primeiramente a Deus, que me capacitou para chegar até onde cheguei e me deu forçar para lutar e continuar mesmo diante das dificuldades. Dedico também esse trabalho a meu filho Rayson Cruvinel Borges que a cada dia me inspira a lutar e me da forçar para prosseguir. Dedico este trabalho também aos meu pais que mesmo estando ausentes se fazem presentes no meu coração, e sei que do alto dos céus estão torcendo pela minha vitoria, e aos meus irmãos do coração Washington Cruvinel e Wellington Cruvinel. Dedico enfim este trabalho a todos os que me incentivaram e nunca me deixaram desistir, me ajudando para este trabalho fosse realizado entre eles a minha “anjinha” Maria Aparecida, minhas patroas Maria de Lurdes e Marli. Agradeço ainda em especial as minha querida e amadas amigas e “ cumades” Luciana Rodrigues, Laise Nunes e Cristiene Olimpía, como também minhas colegas Nubia, Eduarda, Michelly, Marleide, Aline, Paula, Edilene e todos os que estiveram ao meu lado. E por fim agraseço as professoras de estágio Karine e Ordalia. A vocês toda minha gratidão e agradecimentos, amo vocês e estarão sempre no meu coração. SUMÁRIO INTRODUÇÃO CAPITULO I – DIAGNOSTICO ESCOLAR DO COLÉGIO ESTADUAL DOM BOSCOS. CAPITULO II – DOCÊNCIA PARTICIPATIVA E MICRO – AULA CAPITULO III – OFICINAS DO ENEM: DITADURA MILITAR E OS PRRINCIPAIS MOVIMENTO SOCIAIS DO SÉCULO XX. CAPITULO IV – REGÊNCIA CONSIDERAÇOES FINAIS REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS ANEXOS INTRODUÇÃO Venho através deste apresentar o relatório final do estágio supervisionado II, uma exigência a ser cumprida para a obtenção do titulo de licenciado em história, da Universidade Estadual de Goiás, Unidade Universitária de Jussara, na qual os acadêmicos do curso foram direcionados a executar as atividades teóricas e práticas com a finalidade de fazê-los compreender e vivenciar, a realidade escolar e do professor como também perceber o que é ser professor totalizando duzentas horas curriculares( 200 h/ a). Para que este fosse realizado, o estágio foi dividido em quatro etapas: a primeira no diagnostico escolar com vinte horas aulas (20 h/a) sedo dezoito para pesquisa (18 h/a) e duas (2 h/a) para visitar a escola, a segunda nas micro-aulas e docência participativa computando sessenta horas aula ( 60 h/a) para a elaboração de uma aula e sua execução, sendo dez horas aula (10 h/a) para a observação e monitoramento das aulas dos professores titulares da escola campo CEDB, trinta horas (30 h/a) para elaborar e preparar os materiais com orientação e auxilio da professora de estágio executando uma aula de 45 minutos e vinte horas (20 h/a) para acompanhar e relatar as micro-aulas. A terceira seria o planejamento e execução da oficina computando cinquenta hora(50 h/a) e a quarta na execução da regência totalizando dez horas aulas(10 h/a) na qual oito horas (8 h/a) são direcionadas á sua elaboração e duas(2 h/a) á sua execução . Todas estas foram realizadas na escola campo “Colégio Estadual Dom Bosco” situada no município de Jussara e na unidade universitária do mesmo, porém este trabalho conterá essas divisões por capítulos. No primeiro capitulo “O diagnostico escolar” do Colégio Estadual dom Bosco, será discutido os dados do colégio como o PPP, PDE e PCN’s, como também será relatado a entrevista feita com a coordenadora e professora da disciplina de história e tendo abarcamento teórico de autores como a Selva entre outros. Já no segundo capitulo será discutido o planejamento e aplicação das micro-aulas realizadas na universidade para a turma do 4° ano do curso de história, na qual será relatado a escolha do tema, a seleção do conteúdo, o preparo dos materiais e sua execução contando também com a orientação pedagógica e abarcamento teórico, como também o relato da docência participativa realizada na escola campo, na qual as aulas de história e aulas afins foram assistidas. O terceiro capitulo será condizente ao planejamento e execução das oficinas do Enem, relatando as escolhas dos temas( ditadura militar e os principais movimentos do século XX) escolhidos pelos próprios alunos, a partir das análises das provas do vestibular, da UFG e da PUC de 2009 á 2013 , a divisão dos grupos, a seleção de conteúdos, materiais e dinâmicas, e por fim relatando sua execução realizada no períodos vespertinos na própria unidade da UEG contendo também um apanhado teórico. Por fim no quarto capitulo será discutido planejamento e execução da regência realizada também na escola campo contendo 2 horas aula, mostrando cada passo para que esta fosse realizada desde a escolha da turma, do tema, seleção de conteúdos, matérias e outros como também a orientação pedagógica e execução da regência, sendo avaliada pelas respectivas professoras Ordalia (professora de Estágio Supervisionado II) e Izilene (professora titular). Todas essas etapas do estágio foram acompanhadas de forma separada e aleatória pelas professoras Karine e Ordalia através das orientações. CAPIULO I: DIAGNOSTICO ESOLAR DO COLEGO ESTADUAL DOM BOSCO. Todos que hoje participam do meio acadêmico do curso superior de Licenciatura em História ou em quaisquer outro área da educação, mas quero frisar aqui a disciplina de História por ser a área a qual estou submetida, obviamente passou por todo o processo letivo do ensino fundamental e médio para estar inserido no mundo acadêmico, percebo então que visão que se tem enquanto aluno do colegial e a visão que se tem como futura profissional da educação e acima de tudo professora de história, é bem ampla e complicada, pois não se passava na minha cabeça o que é ser um professor, o que é uma instituição escolar, o que se passa nesse contexto, suas dificuldades e problemas, seus desafios a serem enfrentados, porém, é acerca destas questões que venho discutir este relatório. A principio devo dizer que me fundamentei no diagnostico escolar da escola campo Colégio Estadual Dom Bosco com a participação da professora de História Idelma e da coordenadora Andrea e nos devidos documentos PPP (Projeto Politico Pedagogico), PDE (Plano de Desenvolvimento Escolar), PCNs (Parâmetro Curricular Nacionais). Parecer de história e o texto da autora Deia Ribeiro Fenelon. A escola campo a qual fui visitar juntamente com a turma de história acompanhados pelas professoras de estágio supervisionado I Simone Luz e Sandra Rodart se encontra no município de Jussara situada na Rua Almirante Barroso esquina com a Avenida Caculé S/N, Setor São Francisco. A escola possui o Ensino fundamental 2ª fase e é a única da rede estadual a disponibilizar o ensino médio/ressignificação, tendo seu funcionamento nos três turnos (vespertino, matutino e noturno). Contudo ela conta com quatorze salas de aula, quatro banheiros com quatro sanitários cada, para os alunos masculino e feminino, banheiros para atendimento aos alunos com necessidades especiais e dois banheiros para professores, uma biblioteca, um laboratório de línguas, dois laboratórios de informática com novos computadores (mas sem um monitor especializado para estar com os alunos o que acaba se tornando um problema), um laboratório de ciências, uma sala de coordenação e secretaria, uma cantina, pátio interno bem arejado e externos e duas quadras de esportes uma descoberta e outra coberta que estava no plano de desenvolvimento escolar e já esta concluída, todas as salas possui ar condicionado visando atender melhor as necessidades dos alunos e proporcionar maior conforto e lazer a estes devido o calor que faz na cidade, porém a escola tem uma boa estrutura física, contando também com um estacionamento para os professores. A escola atende ao todo quatrocentos alunos por série, de diversas classes sociais e a maioria com diversas dificuldades, onde leêm com dificuldade não escrevem bem, com clareza, onde há um desinteresse e desmotivação dos alunos, há desigualdade social e falta de disciplina, pois muitos enfrentam problemas nos lares e que acaba se refletindo na vida escolar destes e é justamente por isso que a escola procura conscientizar os alunos da importância dos estudos, a principio eles tentam adequar aquela criança as normas da escola, verificam suas dificuldades, suas qualidades para melhorar o planejamento do processo educativo para depois direcionar o aluno para seu objetivo principal que é faze-lo atingir as propostas pedagógicas lançadas pela LDB e pelos PCNs a qual pretendo discutir mais adiante. A frequência dos pais nas reuniões são poucas, muitos não participam da vida escolar de seus filhos, “a família tem se distanciado dos problemas escolares dos filhos” (PPP Colégio Estadual Dom Bosco) e é nesse ponto que se tem um dos primeiros fracassos. Devido essa falta de participação muitos pais não fazem ideia do que seus filho fazem na escola, não tem consciência se ele tem boas notas, se tem uma boa disciplina, ou se tem alguma dificuldade, de acordo com o diagnostico na fala da coordenadora Andrea o modo mais crítico dos pais comparecerem á escola é quando sua presença é solicitada devido a problemas graves, porém para superar esta dificuldade com relação a falta da participação dos pais a escola tenta promover palestras, dia da família na escola, eventos culturais, oficinas de culinária e artesanato na escola aberta, jogos de inter classe e outros para tentar chamar a atenção desse pais e sensibiliza-los com a realidade escolar. Muitos desses pais acham que as reuniões são feitas só pra falar mau de seus filhos, mais o que a escola propõe nas reuniões é mostrar seus planos juntamente aos pais, e para evitar constrangimentos de acordo com a coordenadora é preferível falar com os pais por etapas ao invés de todos reunidos na sala. Diante de uma falta disciplinar todos os problemas são direcionados a coordenação, onde a coordenadora acompanhada de outra pessoa (nunca sozinha) para evitar transtornos relacionados a conversas que não foram ditas aplicam um modo de punição aquele aluno como por exemplo suspende-lo dos jogos de inter classe, tomar a tabuada, pedir um trabalho, contar sua vida, entre outros, sendo assim diante de uma falta muito grave como soltar bomba caseira, ou chegar a um grau de violência muito grande a polícia e o conselho tutelar são imediatamente acionados. Diante desses fatos percebe-se que o contexto escolar não é um conto de fadas e que não é fácil de lhe dar, pois se tratando de seres humanos as relações sociais são complicadas por isso acima de tudo antes de formarmos profissionais como futuros professores temos a obrigação de formarmos cidadãos humanizados, por isso as relações de trabalho da escola são baseados no respeito, no compromisso na corresponsabilidade, pelo companheirismo, pela humanização, pela convivência em que se constrói a cidadania em busca da plenitude, aqui nenhum trabalho é melhor ou pior do que o outro todos trabalham em busca de um só objetivo por isso todo corpo que constitui a escola é extremamente importante, desde aquele que vai coordenar, aquele que vai transmitir o conhecimento aos alunos, aqueles que trabalham na higienização e alimentação dos alunos, todos possuem uma função fundamental e não menos importante do que o outro. A escola porém não se caracteriza apenas por sua estrutura física, mas acima de tudo pela união daqueles que trabalham em prol de algum objetivo em comum que é levar a criança a aprimorar o conhecimento, prepara-lo para se inserir na realidade social, fazer com que aquela criança sinta o prazer de estudar, fazer ela esteja ali porque gosta e não porque se vê obrigada. De acordo com o Projeto politico pedagógico cada disciplina tem seus respectivos objetivos a serem alcançados, no ensino fundamental de 6° ao 9° ano as disciplinas a serem aplicadas são: língua portuguesa, língua estrangeira (inglês), matemática, ciências, arte, educação física, geografia, ensino religioso e história. Porém cada uma possui um método de ensino diferente podendo disponibilizar dos recursos didáticos oferecidos pela escola para melhoria do aprendizado como a biblioteca contendo cerca de seis mil livros, os laboratórios de línguas, ciências, informática e os materiais de apoio como a Tv, vídeo-cassete, DVD, mapas, fitas de vídeo, som, retroprojetores e data show. Quero frisar aqui os objetivos da disciplina de história por ser a área do conhecimento a qual estou submetida enquanto futura profissional de história, de acordo com o PPP seus objetivos são: Mostrar ao educando que somos agentes transformadores da História, e a partir daí, despertar o senso crítico e percepção do que é ser cidadão valorizando a democracia. Proporcionar ao aluno uma compreensão mais critica do seu momento social, tentando compreender o processo da transformação histórica do mundo e do brasil, relacionando-os com a realidade atual brasileira e mundial. Valorizar a pesquisa enquanto ferramenta para a reconstrução do passado e entendimento do futuro, e em fim aguçar a curiosidade dos alunos a terem contanto ativo e crítico com os monumentos, praças, edifícios políticos e pessoas valorizando a história das sociedades, incentivando-as na pesquisa oral, mostrando a importância de resgatar e preservar o patrimônio cultural e a memória das pessoas. (PPP 2010 Colégio Estadual Dom Bosco). Observando esses objetivos a serem alcançados é que se percebe a importância da história e a responsabilidade que o professor adquire ao transmitir o conhecimento ao seu aluno, antes de qualquer coisa o profissional da educação tende a assumir uma responsabilidade social e politica, o que se espera desse profissional é que ele não esteja dissociado da pratica, da realidade social, não se quer apenas repetidores e reprodutores de uma concepção atrasada pois como historiadores devemos sempre estar ligados com a realidade social lembrando que estamos num lugar onde atuam as forças do capitalismo que vem crescendo e modificando a cada tempos, não tem como nesta referente situação ficarmos presos a concepções que hoje já não surtiram efeitos nesse sociedade, de acordo com a autora Dea Ribeiro Fenelon: O conhecimento não é visto como uma atividade social e a ciência assim produzida torna-se autônoma, mesmo porque acabando sendo feito de um esforço de reafirmação da neutralidade e da isenção de pressupostos ou de concepções, que de acordo com seus adeptos somente atrapalhariam a compreensão do real. (Fenelon, pág. 24). Ela ainda ressalta que: O trabalho do cientista se resume em investigar a realidade a partir de modelos de análise, em juntar os fatos acontecidos e estes são sempre irrefutáveis porque comprovados pelos documentos consiste em organiza-los cronologicamente ou em torno de conceitos e ou está pronta a ciência, no nosso caso, a história. (Fenelon, pág. 24). Contudo a autora quer nos mostrar que não tem como dissociar a ciência do social, não tem como viver somente a teoria e não conhecer a prática, pois ambas se completam, sós elas se tornam falhas e frágeis, não se pode pensar uma historia apenas a partir de dados e fatos cronológicos pois a história é mais do que isso, há uma visão muito mais abrangente pois os fatos não falam por si, o historiador é o responsável por mostrar a história em suas várias dimensões possíveis, então o que se espera do profissional da educação e que ele não se torne um professor e historiador livresco, que se pauta somente no que os livros didáticos trazem, pois se não qualquer um poderia dar aula de historia, mas espera-se por um profissional pesquisador, que vá atrás daquilo que está entre as linhas da história, daquilo que esta encoberto, é por isso que a autora Dea diz que: O historiador, portanto, não recolhe apenas os dados, ele constitui e é ele quem dá vida ao fato histórico, definindo sua importância e organizando-o de acordo com seu sistema de referência. (Fenelon, pág. 24). Então o profissional deve sempre aprender e refletir historicamente e ensinar seus alunos a desenvolverem esta prática para refletirem no seu dia-a-dia de forma racional e histórica, a prática educativa não deve desenvolver nos alunos como diz Dea “um mito da memoria nacional, com seus ritos e maniqueísmo de vilões e heróis”. (Fenelon, pág. 25). Percebe-se que o conhecimento que durante muito tempo veio sendo aplicado não passavam de copias ou repetições, os alunos apenas memorizavam o que liam, eles não sabem produzir um texto a partir de documentos ou outras fontes, por isso se tem a dificuldade de entender o processo histórico e é por isso que o professor deve transmitir ao seus alunos a prática da pesquisa, porém fica claro que o ensino e a pesquisa devem andar juntos nesse processo de aprendizagem histórica. O livro didático fornecido pelo governo é fundamental e é por isso que sua escolha merece uma atenção especial, para que isso seja feito são feitas reuniões juntamente a coordenação e os professores, onde os critérios a serem seguidos são feitos a partir da demanda da matriz curricular de referencia com os conteúdos que devem ser aplicados em cada série, tentando atender ao máximo possível essa matriz que deve ser exercida, há uma analise quanto a qualidade dos conteúdos oferecidos nos livros nas questões para avaliação o livro tem que ser chamativo para aquela criança, para que o aluno possa compreender seu material de estudo. Sendo assim de forma democrática o livro é escolhido conforme a avaliação e gosto da maioria frisando que todo começo de ano um livro é adotado. Como sabemos o currículo mínimo traz uma ideia padronizada do que se tem que aplicar nas escolar que é imposta pelo estado, mas nem tudo que é exigido no currículo se encontra no livros, e para que o conteúdo seja aplicado os professores buscam em outros recursos como biblioteca, internet trazer ao aluno aquela matéria proposta. Ser professor não é uma tarefa fácil pois ele tem suas obrigações para com o estudo e sociedade, e a forma mais solida de saber se os conteúdos estão sendo aplicados e se estão tendo bom desempenho são vistos através de uma ficha de desempenho dos alunos e relatórios que devem ser enviados a secretaria da educação, nas orientações curriculares os PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais) ainda surtem muito efeito no processo de aprendizagem, pois é a a partir dele que se tem a oportunidade de trabalhar novas propostas de ensino além do que está no currículo mínimo, mas nem sempre o que esta na proposta dos PCNs são encontradas nos livros, de acordo com a professora de História Idelma é legal trabalhar com algum tema que não é encontrado no livro possibilitando assim uma nova pesquisa, em suas aulas de reorientação ela dedica pelo menos quatro aulas por semana para que a matéria proposta seja efetivada, ela disponibiliza com recursos didáticos documentários, musica, filmes e outros, isso ira variar de acordo com o tema a ser trabalhado, porém pode-se dizer que o curso de História também e baseado no PCNs. Os cadernos de orientação curricular são estabelecidos pelo estado visando uma melhoria no aprendizado, na qual ajudará o professor exercer sua função, contudo devese pensar no que realmente se espera desses cadernos de reorientação, teoricamente falando ele aparenta ser uma maravilha, o sonho de qualquer professor, mas a realidade é que nem sempre o que está nessas reorientações são postas em prática, o estado vive de “modismo” educacional, ou seja, sempre inventa algo com relação a educação, onde no começo é posto em prática de forma autoritária, mas logo deixa de ser praticado pondo outro modelo em seu lugar, prova disso é que só no estado de goiás as escolas possuem pelo menos três matrizes curriculares, como na escola campo a qual estamos analisando. É devido a esse fator e a outras dificuldades que o profissional da educação tem se desmotivado, como já disse não é fácil esta dentro do mundo educacional é realmente um desafio a ser enfrentado. A carga horaria de um professor vai depender da sua disponibilidade podendo ser ela de até sessenta horas, isso também depende de como o professor concilia seus horários, para o ensino fundamental são três horas curriculares e para o ensino médio são duas horas curriculares, mas devemos ter em mente que a escola possui 200 dias letivos que devem ser cumpridos. Muitos acham que ser professor é simplesmente chegar na escola, dar uma aula a sua maneira pensando apenas no seu salario do mês, mas o que poucos sabem é que o professor trabalha muito em prol da sua função e que quando ele entra em greve não é por uma simples causa onde a maioria julgar esses profissionais da educação chamando-os de “atoas”, condenando-os por não darem aula para seus filhos ao se ver prejudicando-os, mas esses devidos profissionais estão lutando para a melhoria do ensino, não tem como alguém trabalhar com eficácia insatisfeito com o seu trabalho, e é isso que tem acontecido com a educação, os professores a cada dia se descontentam com a situação decadente que a aprendizagem tem se encontrado e que se reflete no meio escolar, o passo que o governo deixa um ponto positivo na educação ele deixa outro negativo, então posso dizer que a educação acaba ficando parada no tempo não progride nem regride, pois por exemplo no Dom Bosco – escola campo – do que adianta o governo oferecer renda para a compra de novos computadores se são retirados da escola os monitores especializados na área de informática para auxiliar no aprendizado, com isto fica claro que a educação ainda é muito falha. Outra proposta da reorientação é a questão da bimestralidade. Essa bimestralidade fala a respeito da recuperação imediata do aluno, antes as notas eram lançadas de acordo com cada bimestre e no final do ano as notas eram dadas anualmente, se o aluno não atingisse o valor total das notas ele ficaria de recuperação sendo submetido a atividades avaliativas com temas decorrentes do ano letivo, agora a bimestralidade é feita por bimestre onde o aluno quando não atinge a média necessária faz a recuperação logo naquele contexto de acordo com o que lhe foi aplicado, a bimestralidade possibilita a diminuição de repetentes e de evasões. No que diz respeito a disciplina de História, sabe-se que ela não era autônoma, mas que ela era vista vinculada a outras disciplinas como a filosofia. De acordo com a primeira lei sobre a instrução nacional do império do Brasil ficou estabelecido que: Os professores ensinariam a ler, a escrever as quatro operações da aritimética (...), a gramática da língua nacional, os princípios de moral cristã e de doutrina da religião católica e apostólica romana, proporcionados a compreensão dos meninos, preferindo, para o ensino da leitura, a constituição do império e História do Brasil. (PCN. Vol. 5 pag. 19). Contudo o ensino da escola elementar estavam voltados para um tipo de conhecimento políticos sem desenvolvimento e de uma formação moral cristã, onde a proposta de ensino não desvinculava as ideias morais e religiosas dos ideais políticos ao estado, nem dos costumes dos povos. No ensino do período colonial prevaleceu no currículo o ensino religioso, visando legitimar a aliança entre o estado e a igreja, a historia era considerada uma disciplina optativa, somente em 1837 com a criação do Colégio Pedro II que se dizia publico mais era pago e destinado as elites é que a disciplina de História se tornou autônoma na qual o seu currículo empregava a história universal e a sagrada, e após 1855 a história do brasil foi incluído no ensino secundário, porém no final de 1870 novas reformulações quanto ao currículo das escolas primarias foram feitas onde se criou uma ideia de história profana contra a história sagrada a qual trazia discussões a respeito do fim da escravidão, a instituição da republica o ensino louco desarticulando a ideia de que estudo e a igreja devem andar juntas e outros temas sociais. Com a implantação da republica no final do século XIX a sociedade respirava novos ares e se encontrava na educação uma forma de transformar o país visando atender suas novas necessidades, de acordo com isso a história tomou novos rumos, onde a história da civilização substitui a universal e logo a história deixava de estar vinculada a ideias religiosas dando privilegio ao estudo como principal agente histórico condutor das sociedades ao estágio civilizatório, já a história nacional relacionava-se a ideia de historia Patrica onde se destacavam os personagens que lutaram pela defesa do território nacional. Com a criação do ministério da educação e saúde ouve a reforma de Francisco Campos, na qual o estado mantinha o controle do ensino (isso a partir de 1930). No que diz respeito a história ela era igualitária, idêntica em todo o País onde deveria por em prática o estudo da história geral. Logo com o processo de industrialização e a urbanização passou-se a ter a necessidade da busca de uma identidade nacional, num país de grande diversidade cultural, porém a história incorporava a tese de democracia racial, da ausência de preconceitos raciais e étnicos. Diante dessas varias transformações na educação e na história o problema continua o mesmo pois a pratica dos alunos ainda estava ligada a decoração e a repetição, somente no período do fim da ditadura de Getúlio Vargas é que a história passou a ser significativa numa visão política, trazendo a concepção de formação de uma cidadania para a paz, e justamente por isso ela deveria merecer mais cuidados ao organizar seu currículo e ao escolher seu material didático, o profissional da educação na área de história deve levar seu aluno a refletir historicamente. É claro que estudar toda a história é impossível e é devido a esse fator que se deve ter algumas delimitações como o fato histórico, o sujeito histórico e o tempo histórico, a qual o professor deve articular bem em sua aula, logo PCN é um material fornecido ao professor que o ajudará na realização de seu trabalho, que o influenciará e o guiará na escolha dos conteúdos e os critérios de sua seleção e organização. Os parâmetros curriculares nacionais, ao reconhecerem a complexibilidade da prática educativa, buscam auxiliar o professor na sua tarefa de assumir, como profissional, o lugar que lhe cabe pela responsabilidade e importância no processo de formação do povo brasileiro (PCN Introdução. Vol. 1 pág. 9). Ainda de acordo com os PCNs, eles são elaborados de forma adepta a realidade de cada região já que nenhum lugar é igual a outro e as dificuldades referentes a educação são diversificadas onde cada uma possui uma necessidade diferente. Foram elaborados de modo a servir de referencial para seu trabalho respeitando a sua concepção pedagógica própria e a pluralidade cultural brasileira. Note que elas são abertas e reflexíveis podendo ser adaptados a realidade de cada região [...] os parâmetros serão instrumento útil no apoio as discussões pedagógicas em sua escola, na elaboração de projeto educativos no planejamento das aulas, na reflexão sobre a pratica educativa e na análise do material didático (PCN. Vol. 05). Contudo os Parâmetros Curriculares Nacionais constituem um referencial de qualidade para a educação no ensino fundamental em todo país e sua função é orientar e garantir a coerência no sistema educacional, socializando discussões, pesquisas e recomendações, que ira ajudar principalmente aqueles que se encontram em áreas mais isoladas e com melhor contato com a produção pedagógica da atualidade. Seus conteúdos propostos são constituídos a partir da história do cotidiano da criança, integrado a um contexto mais amplo que inclui os contextos históricos, foram escolhidos também a partir do tempo presente no qual se tem materialidade e mentalidades que apontam a presença de outros tempos, outros modos de vida do passado, outros costumes que ainda refletem no presente e organização social e também foram escolhidos a partir da ideia de conhecer as muitas histórias de outros tempos relacionados ao espaço em que vivem. O ensino e aprendizagem em história é dividido por ciclos e a cada ciclo o professor deve orientar seu aluno de uma forma diferente, não tem como você conversar com uma criança de ensino fundamental usando uma linguagem a aplicando um conteúdo incompatível com sua capacidade cognitiva como por exemplo usar uma linguagem ligeiramente formal assim como nas universidades para uma criança de 1ª e 5ª série, ela obviamente não atenderia o que o professor quer explicar, é por isso que o PCN também trás essa ideia de como ensinar história, mostrando temas a serem aplicados como por exemplo as comunidades indígenas, trazendo critérios para a avaliação e seus objetivos. Enfim o estágio supervisionado II para este primeiro momento se tornou fundamentalmente importante, pois associado a teoria e a prática, me possibilitou ter uma compreensão maior da realidade educacional, conhecer a escola e ver do que ela se estrutura, perceber que fazer parte dessa equipe é um grande desafio a ser enfrentado, saber que não é algo simples e que é uma grande responsabilidade ter a formação de vários alunos em suas mãos enquanto futura profissional da educação e enquanto futura professora de história, me possibilitou perceber o compromisso que se deve ter com a sociedade, além disso pude entender que se tratando de história não se pode ficar apenas ligado ao livro didático mas que a história exige um raciocínio historizado e associado a prática da pesquisa para que assim se possa alcançar não todos mas ao menos parte dos objetivos lançados pelo PPP e PCN, pois como diz Paulo Freire “não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino (...) e onde que que haja mulheres e homens, há sempre o que fazer, há sempre o que ensinar, há sempre o que aprender”. A educação qualquer que seja ela, é sempre uma teoria do conhecimento posto em prática. (Paulo Freire). CAPITULO II: MICRO-AULA E DOCÊNCIA PARTICIPATIVA “A história é referência. É preciso portando que seja bem ensinada” (KARNAL) O presente relatório apresentado se trata da segunda etapa do Estágio Supervisionado II, a qual se caracteriza pela Docência Participativa, trazendo duas novidades para o ano de 2013. A primeira é das dez aulas propostas para se assistir no ensino médio oito poderiam ser em outras escolas que não fosse à escola campo Colégio Estadual Dom Bosco¹ e a segunda é que as aulas assistidas não precisariam ser particularmente as da disciplina de história, mas também as de disciplinas afins como Geografia, Sociologia, Filosofia e outros, que a meu ver só teve a contribuir para nossa formação, já que o profissional da educação mesmo sendo formado em uma área sempre dá aula de outras disciplinas fora da sua formação, além disso, esse segundo momento também se caracteriza pela preparação e elaboração das micro aulas realizadas no 4° ano do curso de Licenciatura em História, como também de modo geral a apresentação dos demais alunos estagiários. Este segundo momento do Estágio Supervisionado II, se tornou uma proposta fundamental para nossa formação enquanto futuros profissionais da educação, pois nos põe em contato com um publico um pouco mais amadurecido, com capacidade cognitiva mais aperfeiçoada se comparada com os alunos do ensino fundamental, na qual o grau de aprendizagem deve ser compatível com este publico, já que se trata do ensino médio e estão se preparando para o vestibular par se inserir numa Universidade, o que nos leva a ter uma grande responsabilidade social como agentes formadores de indivíduos não só para o mercado de trabalho, mas também como bons cidadãos. A Docência Participativa foi realizada e concluída a partir de dez aulas assistidas no Colégio Estadual Dom Bosco, mais especificamente, no ensino médio do 1° ao 3° ano como já foi dito, dos períodos matutino e vespertino, das disciplinas de História, Geografia e Sociologia, ministradas pelos professores Hélio (professor de História e Geografia do CEDB), José Ferreira (professor de Sociologia, e Filosofia do CEDB), Rodolfo (professor de História do CEDB) e Idelma (professora de História do CEDB), contendo alunos da faixa etária de dezesseis aos vinte anos, contendo algumas exceções. De acordo com as aulas assistidas, se tratando de salas cheias de adolescente e jovens cheios de "adrenalina" percebe-se a euforia e a desinquietação dos alunos, contendo uma diversidade de características destes, onde por sua vez muitos se destacam por serem conversadores, fazendo brincadeiras a todo instante interrompendo a aula impossibilitando que os demais ouçam a explicação do professor, no mais, há aqueles que circulam na sala de aula andando de um lado para o ouro, saindo se sua carteira a todo instantes, ou indo para fora da sala, porém em sua grande maioria há ainda aqueles que são participativos, cooperando com o ensino ajudando na leitura de textos e debatendo o assunto proposto pelo professor, e ainda em sua minoria percebese a presença de alunos "apáticos, que são aqueles que se isolam do corpo docente, pouco participam das discussões e geralmente se mostram desatentos ao conteúdo. No ensino médio, diferente do ensino fundamental percebe-se um maior interrese dos alunos pelos conteúdos propostos pelos professores, onde a maioria dos alunos mesmo sendo conversadores, tem uma grande participaçao na aula, que faz com que a aula se torne dinâmica, descontraida e proveitosa, mas mais do que isso percebese que aqueles alunos realmente estão absorvendo conhecimento,o que se torna algo mágico para o ensino, pois ele é uma triade formado por professor, conteúdo e aluno estabelecendo um contato e dialogo direto que os liga a Didática, onde: "Ensinar é um ato intencional, ensinar significa interagir e compartilhar, ensinar exprime afetividade, ensinar pressupõe construção de conhecimento e rigor metodológico, ensinar exige planejamento didático."(VEIGA, 2006, p19) Sendo assim o ato de ensinar é um conjuto de fatores que não deve ser disociado, pois eles estão extreitamente ligados uns aos outros. Ao ensinar o individuo formador tem uma intencionalidade para com seu aluno, e numa aula para que se tenha proveito é necessário que se tenha uma interração e relação professor-aluno, já que estes são "coprotagonistas" do ensino, além disso toda aula requer planejamento e dedicação, requer amor e afeto pelo que se faz, para que seja algo bem elaborado. As tumas no período matutino são maiores com relaçao ao vespertino, até mesmo pelo fato do clima ser mais fresco e algus trabalharem a tarde contendo cerca de quarenta alunos por série, contudo diante da diversidade e quantidade de alunos, fica a pergunta no ar: como controlar uma sala cheia de alunos sem perder o controle e apreender sua atenção? Nas aulas assistidas pode-se perseber algumas táticas essenciais e basicas usadas pelos professores. Pelo fato das turmas serem grandes e se sentarem de forma desorganizada (dupla ou trio) posicionando as carteiras de forma inadequada ao espaço, fica difícil a locomoção do professor, impossibilitando-o de ser articular no meio dos alunos, indo de carteira em carteira, porém para que não perca o controle da turma, utiliza um tom de voz adequando a quantidade de alunos, e quando necessário para chamar a atenção destes ele agrava mais seu tom de voz, porém um tom de voz adequado e compatível á quantidade de alunos é o primeiro passo para se manipular a sala, contudo o profissional da educação também deve falar bem evitando o máximo de erros, e usar uma linguagem adequada a turma para que se faça compreendido. Além desse fato, o professor tende se mostra atento com o olhar em cada aluno, mesmo que este se sente fundo da sala, contudo além de conversar com os lábios o professor também “conversa com as mãos” sendo bastante expressivo para voltar a atenção do aluno ao conteúdo aplicado. Outro fato importante, é perceber no processo didático que se refere história a relação passado presente feita pelo professor, ou seja, trazer fatos passados relacionados com nossos dias atuais, o que por sua vez acaba por despertar a curiosidade dos alunos, ajudando no processo de aprendizagem, os alunos se mostram abertos a discussão participando da aula tornando-a favorável e proveitosa. Sabendo que as aulas assistidas também foi de disciplinas afins, é perceptível que os alunos tenham maior interesse por umas matérias do que outras, onde sua dedicação e participação é maior, na qual a maioria dos alunos tem grande interesse pela geografia, contudo, outra questão que é importante ressaltar aqui é que um professor também da aulas de disciplinas que não são da sua formação especifica, mas que são próximas, então só o saber do professor não basta, mas é preciso de muito mais: O exercício da docência consiste no domínio, na transmissão e na produção de um conjunto de saberes e valores por meio de processos educativos desenvolvidos no interior do sistema de educação escolar. Esse saber docente é, de acordo com a literatura da área, um saber plural, heterogêneo, construído ao longo da História da Vida do Sujeito... assim o historiador-educador, ou professor de história é alguém que não domina apenas os mecanismos de produção do conhecimento histórico, mas um conjunto de saberes, competências e habilidades que possibilitam o exercício profissional da docência. (FONESCA, 2003, p. 63) A partir daí percebemos que o saber histórico do professor sozinho não basta, ele deve ir além, mostrando um novo olhar, uma nova realidade e concepção de vida, que se dá a partir de uma fusão com seus valores e experiências de vida, que de forma indireta se manifestará na sala de aula. Como se sabe, no processo de aprendizagem relacionados aos conteúdos, as propostas pedagógicas são lançadas pela LDB e PCN, na qual a seleção do livro didático é feita pelos professores da região junto á coordenação, sob alguns critérios que devem atender ao máximo a demanda da matriz curricular, visando a qualidade dos conteúdos das atividades propostas nestes, e ser chamativo ao aluno, porém o livro didático em sala de aula é o recurso principal do professor para que ele possa ministrar sua aula, sendo ele quase indispensável, e facilita o acompanhamento nas leituras com os alunos, contudo o livro didático somente não basta para que se tenha uma boa aula e é justamente por isso que o professor sua o quadro, para que possa passar esquemas ou tópicos do conteúdo, chamando a atenção do aluno para que ele não fique perdido na hora da explicação se tornando essencial ao processo de aprendizagem, afinal se o quadro existe em uma sala de aula é porque ele tem alguma serventia. Usar o quadro e o livro didático é fundamental e indispensável ao professor, mas isso não significa que ele não possa utilizar outros recursos, muito pelo contrario, ele deve usar, desde que se torne favorável e adequando a aula como por exemplo, usar mapas para situar algum continente ou país, passar algum filme relacionado ao conteúdo ou música para que após venha a ser analisado, trazer algum outro documento, disponibilizar de materiais tecnológicos como o data show, trabahar com imagens, ( foto, pintura, charge...) lembrando que ao utilizar este o professor deve mostrar ao seu aluno que a imagem também é um tipo de documento é que requer um devido cuidado ao ser analisado para que não se torne uma mera ilustração. a foto por exemplo: "Favorecer a introdução dos alunos no método de análise de documentos históricos e em se tratando de fase inicial da alfabetização, contribuem para que identifiquem ano, nome de lugares, pessoas ou grupos sociais....pode favorecer o entendimento das mudanças permanências por intermédio comparativo".(BITTENCOURT, 2004, p 369) de e estudo Em ambas as turmas do período vespertino e matutino, quanto nas outras disciplinas se encontram dificuldades, porém cada professor as manejam de um modo diferente. No entanto fica claro que além da conduta padrão da imagem do professor, ele também carrega consigo seus valores que, mesmo que despercebidos se refletem na sala ao dar aula, e é isso que o torna diferente. Há professores mais rígidos, professores mais liberais, professores mais dinâmicos, professores mais conservadores entre outros, porém que de fato importa é conseguir dar uma aula satisfatória com melhor proveito de aprendizagem do aluno, uma tarefa desafiante e ao mesmo tempo desgastante e cansativa para esse profissional da educação, pois raros são os momentos que o professor tem em sala de aula para se sentar, não podendo ficar sem fala, pois cinco minutos de silencio pode significar o começo de um alvoroço. Dentro do processo de ensino realizado pelos professores percebe-se a relação aluno-professor onde este professor acaba sendo mais do que um individuo para orientálo na escola, ele acaba por estabelecer uma relação de amizade com os alunos o que pode ser positivo na hora de dar aula ou pode se tornar um ponto negativo, se o aluno achar pode bem fazer o que quiser desrespeitando este, por isso é necessário ter certos cuidados, estabelecer uma boa relação, mas sem extrapolar seus limites para que não haja conflitos pessoais. Quando se fala de professor de História e aprendizagem de História, deve-se pensar numa conciliação entre ambos para que a aprendizagem de História seja bem efetivada, dependendo esta do objeto em si, como também da pedagogia que por sua vez mudam a passo que a sociedade muda. Sendo o fazer histórico mutável no tempo, seu exercício pedagógico também o é. Eu diria que ensinar História é uma atividade submetida a duas transformações permanentes: do objeto em si e da ação pedagógica. O objeto em si é transformada pelas mudanças sociais, pelas novas descobertas arqueológicas, pelo debate metodológico, pelo surgimento de novas documentações e por muitos outros motivos. A ação pedagógica muda porque mudam seus agentes: mudam os professores, mudam os alunos e mudam os anseios dos pais. (KARNAL, 2004, p. 09) Dar aula deve ser algo inovador para despertar a atenção dos alunos e atrair seus olhares, mas como fazer isso? Como tornar uma aula interessante? Tudo depende da criatividade do professor, pode ser que ele opte por usar métodos tecnológicos como slides e retroprojetores, ou mesmo apenas o quadro e o giz, o que não significa que a aula não seja dinâmica, do mesmo modo que os recursos tecnológicos não sejam sinônimos de dinamismo, antes devem se adequar ao conteúdo, principalmente se for trabalhar com imagens como já foi dito. Uma aula pode ser extremamente conservadora e ultrapassada contando com todos os mais modernos meios audiovisuais. Uma aula pode ser muito dinâmica e inovadora utilizando giz, professor e aluno. Em outras palavras, podemos utilizar meios novos, mas é a própria concepção de História que deve ser apresentada. (KARNAL, 2004, p. 09) A partir daí, segundo o autor é que se encontra um dos grandes problemas da educação, pois na tentativa de acompanhar as mudanças, tentar fazer parte do novo tempo, muitos professores acabam pecando no ensino, deixando a desejar uma aula que poderia vir a ser satisfatória diminuindo o grau de aprendizagem dos alunos que acabem sendo prejudicados pela falta de explicações concretas. Na sala de aula, o pensamento analítico é substituído por achismos, alunos trocam a investigação bibliográfica por informações superficiais dos sites de pesquisa pasteurizadas, vídeos são usados para substituir (e não complementar) livros. E o passado, visto como algo passado, portanto superado, tem interesse quando o jornal do dia anterior. (KARNAL, 2004, p. 17) Considerando que o professor antes de mais nada tenha um compromisso social com a sociedade e com os próprios alunos sendo eles formadores de cidadãos, o passado não deveria ser posto apenas como passado, algo que já se foi, mas a tarefa do professor de história é fazer com que esse passado morto tenha um sentido para a vida, fazendo uma reflexão entre o passado e o presente. As micro-aulas se tornavam um fator fundamental para nossa formação, pois a partir dela tivemos a oportunidade de nos pôr-nos no lugar do professor e vivenciar esta experiência. As micro-aulas ocorreram no 4º ano de História da Unidade Universitária de Jussara sob a orientação e avaliação da professora de estágio Karine e dos demais alunos estagiarios por meio de fichas. Cada aula apresentada pelos alunos deveria ter a carga horária de trinta a quarenta e cinco minutos, disponibilizando de todo tempo para a aplicação do conteúdo, que ficou a nossa escolha. Nas micros-aulas apresentadas tivemos vários conteúdos selecionados, desde conteúdos da História Contemporânea, Feudalismo, Ditadura Fascista, Ditadura Militar no Brasil,g Guerra Fria, África, entre outros, cada tema de acordo com as séries do Ensino Médio, já que como se sabe a Matriz Curricular imposta pelo Estado que determina e que se deve ou não estudar por série. Falando de modo geral, o principio de tudo para que acontecesse cada aula e após obter seu desenvolvimento, foi dado a partir da escolha do tema. Contudo a seleção do tema e seu respectivo conteudo não foi algo fácil, isso exigiu muita dedicação por parte de cada aluno universitário enquanto futuros professores, sempre tendo em mente seu compromisso social, pois “a História é referencia, e é preciso, portanto, bem ensinada” (KARNAL, 2004, p.19). No entanto cada aluno trabalhou de maneira diferente, passando pela orientação e aprovação dos conteúdos antes de efetuar a aula pela professora Karine de Estágio Supervisionado II, que nos ajudou a verificar os materiais a serem expostos e principalmente a formular o plano de aula que seria a seqüência didática, como começar a aula, a partir do que, de que tempo com inicio, meio e considerações finais. São vários os fatores que levam nós enquanto futuros profissionais da educação a darmos uma aula bem sucedida, do mesmo modo que pode ser um aula menos proveitosa, tudo depende da escolha do conteúdo e mais do que isso da matéria a qual este será apresentado. O professor para que se saia bem numa aula de ensino médio deve conseguir sensibilizar o aluno a fazer com que ele se sinta atraído pelo conteúdo e se envolva com a aula, para isso o professor deve ser dinâmico, andar pela sala enquanto explica o conteúdo, passando de carteira em carteira para que se mostre atento a cada aluno intimidando-os, apresentar segurança ao explicar a temática proposta, ser expressivo fazendo gestos para que o aluno o olhe, ter durante a aula uma seqüência didática para que o aluno não fique perdido, fazer perguntas compreensivas aos alunos e ter a percepção de que eles estão entendendo ou não o que está sendo explicado, usar recursos didáticos favoráveis a aula, ter uma linguagem adequada e saber adequá-las a turma (pois não adianta explicar algo como se explica numa universidade para uma turma de 6º ano, obviamente ela não entenderia nada) entre outros. Durante a micro-aula tivemos tipos de apresentações tanto com pontos negativos, quanto com pontos positivos. Vamos analisar um pouco: alguns alunos não tiveram o dinamismo necessário para chamar a atenção do aluno, alguns devido o nervosismo se manterão presos tendo pouca movimentação, alguns não se desprenderam do papel o que demonstrava falta de segurança na apresentação do conteúdo a ser exposto, alguns falaram com voz baixa, outros com a voz alta demais, o tom de voz do professor deve ser adequado ao tanto de alunos, se baixo demais os alunos não escutam, se alto demais o professor desenvolverá uma rouquidão impedindoo de dar aula. Ao passar um texto para ser lido pelos alunos ele dever apresentar referencia bibliográfica e deve ser legível do mesmo modo que ao apresentar algum cartaz ele deve ser bem visível para que todos os alunos vejam da mesma maneira também se trabalhar com o mapa. O quadro é o ponto principal da sala de aula é indispensável ao professor pois é nele que se colocará o conteúdo para que os alunos acompanhem e façam suas anotações no caderno do mesmo modo que o professor pode reaproveitar fazendo uma revisão, porém quando se usa o quadro o professor deve saber organizá-lo, dividindo para colocar ordenadamente o conteúdo e também ao usar este ele deve ter uma letra legível pra que os alunos entendam, e evitar ao máximo cometer erros de português tanto quanto evitar falar errado. Enfim todo material utilizado em sala de aula deve servir para complementar o conteúdo e não para substituí-lo, lembrando que ao fazer história deve-se ter uma relação passado-presente, pois a história é para a vida. O tema a qual escolhi foi a Emancipaçao Politica do Brasil, trazendo o conceito de monorquia.( forma de governo onde o cargo supremo é exercido pelo soberano com poderes absolutos e vitalicios e se designa através de uma ordem hereditária) abordando a inconfidencia mineira e a conjuraçao baiana, como a vinda da familía real para o Brasil até o retorno do rei á Portugal, tendo o objetivo de caracterizar e destinguir a inconfidencia mineira da conjuração baiana,identificar as mudanças urbanas , culturais e politicas após a chegada da familia real e analizar os antecedrntes do processo de indepêndencia, trabalhando ainda com analize de imagens e documento escrito. No primeiro momento foi apresentado o tema e os conteúdos a serem trabalhados em sala de aula, após no segundo momento foi discorrido sobre a inconfidencia mineira e a conjuração baiana, mostrando suas semelhanças e diferrenças. No terceiro momento foi trabalhado a imagen da bandeira dos inconfidentes trasendo seu significado , como também a imagem de Tiradentes. No quarto momento foi situado a posiçao de Portugal antes de vir para o Brasil e após mostrado os fatos a que os levaram a fugir, já no quinto momento foi trabalhado a imagem da fuga da familia real, junto a um documento escrito, após no sexto momento foi discutido as mudanças ocorridas no Brasil com a istalação da familia real e o retorno do rei a Portugal, finalizando com a entrega das atividades. É muito importante que o professor tenha bastante conteúdo para não acabar ficando sem fala, evitando que os alunos fiquem dispersos, porém a escolha dos conteúdos devem ser proveitosas ao máximo para enriquecer a aula e torná-la interessante. A partir das micros-aulas percebemos nossos erros e acertos sob avaliação da professora Karine e dos demais alunos, o que se tornou muito importante para nossa formação, pois é a partir dos erros é que nos aperfeiçoamos melhorando nosso desenvolvimento em sala para que possamos nos tornar bons professores, e a docência participativa nos revelará uma realidade ate então pouco conhecida, para ser ter a noção de como lidar com tantos alunos e exercer bem sua função. CAPITULO III: OFICINAS DO ENEM. Este relatório apresenta os dados da elaboração e execução das oficinas de história – que é a terceira fase do estagio supervisionada II – assim como textos teóricos trabalhados ao longo do bimestre. O principio para começar a se falar sobre as oficinas, é importante apontar qual o seu propósito, sendo assim as oficinas do estágio supervisionado II são destinados para os alunos que estão prestes a concluir o ensino médio e que pensam em prestar o vestibular, baseados nisto as oficinas se intitulam “oficinas do ENEM”. Como este projeto é destinado para os alunos que pretendem fazer o vestibular, o primeiro passo para a elaboração desta foi dividir a turma do quarto ano de História em dois grupos, e a partir daí pensar nos temos a serem trabalhado. A escolha do tema por sua vez não foi algo fácil, de se escolher pois se tratando de História , há vários recortes temporais quantos espaciais, e logo por isso não seria possível trabalhar toda a História como vemos nos livros didáticos. A partir daí para termos uma escolha mais precisa dos temas fazemos uma analise das provas do Enem e do vestibular da UEG e da UFG de 2009 a 2013, para observar quais são os temas mais trabalhados e como são trabalhados nessas provas. Segundo as analises percebemos que há um grande número de questões relacionados a história do Brasil, e analise de imagens como também analise de pequeno textos, mas não só, por também foi perceptível observar uma ligação da História integrado e a História intercalada. De acordo com as ideias de Marcus Vinicius de Morais: “História Integrada, como o próprio nome diz, deveria integrar, completar, totalizar e somar. O Brasil integrado a História da Humanidade. Esse seria o objetivo tão claro e tão caro para o século XXI, quando os muros da linguagem são derrubados num mundo de rápida comunicação, o mundo da internet, em que fica cada vez mais difícil estabelecer fronteiras bem definida”. (MORAES, 2009, P. 206). Dessa maneira a História não deveria ter restrições mas muito pelo contrario, “as Histórias” deveriam se mesclar e dar um novo horizonte para o conhecimento, na qual se tornaria uma história mais rica, onde a História integrada teria como meta: Contar com uma história do Brasil menos superficial, em que as conexões e acontecimentos mundiais fossem estabelecidas, História mais rica, cheia de idas e vindas, num processo em que o Brasil não poderia ficar isolado narrar as Histórias do Brasil e do mundo juntos seria uma forma de acompanhar a inserção do Brasil num mundo e mercados amplamente globalizados. (MORAES, 2009, p. 206). Esse projeto de uma História integrada para o ensino na sala de aula possui algumas problemáticas e armadilhas na qual os Historiadores devem estar atentos, principalmente se forma analisar os livros didáticos, que trazer a ideia de História intercalada, onde: O que se tem é uma mera disposição cronológica de conteúdos e fatos que se articulam com os anteriores apenas porque acorreram num tempo próximo. Assim os temas não se integram com o interagem, mas apenas se intercalam. (MORAES, 2009, p. 207) Além disso o autor Morais ainda resalva que mesmo esse “intercalar” apresenta problemas, onde nos livros didáticos em sua maioria são apresentados critérios cronológicos, em que a História europeia é mais apropriada que a nacional, e isso se faz notável ao perceber que a História do Brasil só se inicia com a descoberta do novo continente, desconsiderando que lá já havia um povo e uma cultura. Baseando-nos nas analises dessas provas já citadas, associadas a essa ideia de História integrada e intercalada, os grupos escolheram os temas a serem trabalhados, onde o grupo um, compostos pelos alunos Elismar, Aline, Pauliane, Valdivino, Nelsone a minha pessoa (Weslaine) ficou com os alunos Rai, Maraa, Maeme, Denner e Thiago ficaram com “Os principais movimentos do século XX.” Dados os temas, agora discorreremos sobre como foram planejadas e desenvolvidos o tema relacionado a ditadura militar a qual nos submetemos. A principio a escolha do tema “Ditadura militar” se deu pelo fato de ser um dos fatos mais marcantes passar despercebido, já que um período de grandes conflitos, marcados pela falta de democracia, e infração aos direitos humanos, onde decorreram uma série de torturas e assassinatos. Como o período da Ditadura se iniciou em 1964 se estendendo a 1974, o regime perpassou vários governos, onde cada integrante do grupo trabalhou um governo e seus respectivos acontecimentos, onde os conteúdos foram divididos em seis tópicos, sendo eles: • Ditadura militar, Brasil, Goiás • Milagre econômico, Copa de 72, e obras faraônicas do governo Medici • Castelo Branco: os primeiro decretos do AI ao AI e a mídia. • Costa e Silva , golpe do golpe e censura com relação a música • Greve do ABC, reforma partidária e diretos já. • Governo Geisel De modo geral esta oficina se propôs trazer o conceito de Ditadura aos alunos, demonstrando que ela não ocorreu somente aqui no Brasil, mas na América Latina, onde a forma de governo se designa pela palavra autoritarismo. Dessa forma foi proposta para os alunos a inicio da ditadura com o golpe de 1964 e seus respectivos governos, onde surgiram diversos decretos chamados de atos institucionais (AI’s) que tinham o objetivo de legitimas e legalizar o poder dos militares. Foram apresentados também alguns movimentos decorrentes dessa época como a greve do ABC e a diretos já, como também, o impacto e relação da mídia com a ditadura, tentando mostrar a esses alunos uma nova visão, onde apesar da censura a mídia produzia uma manipulação das massas muitas das vezes distorcendo alguns fatos e ocultando outros, onde a repressão vira destaque. Além disso é trabalhado o ufanismo e as obras faraônicas do governo que representava um Brasil forte e que “ia para frente”, progredindo e crescendo, mas na realidade não era bem assim. As oficinas contaram também com o apoio dos demais alunos da turma que nos ajudaram com os equipamentos utilizados em sala, a passo que também no avaliavam. Para melhorar o desenvolvimento das oficinas foram utilizados os recursos tecnológicos como o computador, data-show, e caixa de som para que fosse possível trabalhar com imagens, vídeos e musicas. Contudo há uma problemática com relação a utilização de tais materiais tecnológicos e que abre em leque a discussão , no que diz respeito a utilização desses recursos em sala de aula onde: O pensamento analítico é substituído por “achismos”, alunos trocam a investigação Bibliográfica por informações superficiais dos sites “de pesquisa”, pasteurizados, vídeos são usados para substituir e não complementar livros. (PINSKY e PINSKY, 2004, p. 17) Dessa forma os recursos tecnológicos utilizados em sala de aula podem como também não podem ser bem sucedidos, o segredo para seu sucesso esta na adequação desses recursos para complementar a aula e assim enriquece-la. O dinamismo para uma boa aula é essencial, mas isso não significa que uma aula com recursos tecnológicos seja dinâmica, da mesma maneira que uma aula apenas com giz, professor e aluno seja “pacata”, segundo Leandro Karnal: Há algumas décadas, houve um equivoco expressivo na modernização do ensino. Julgou-se que era necessário introduzir maquinas para se ter uma aula dinâmica... Multiplicaram-se os retroprojetores, os projetores de slides e posteriormente os filmes em sala de aula. (KARNAL, 2004, p. 9) Dessa forma ele mostra e equivoca do processo de ensino achar que tais recursos poderiam trazer uma melhora para o processo de ensino e aprendizagem e afirma ainda que: Uma aula pode ser extremamente conservadora e ultrapassada contando com todos os mais modernos meios audiovisuais. Uma aula pode ser muito dinâmica e inovadora utilizando giz, professor e aluno... Em outras palavras, podemos utilizar meios novos, mas é a própria concepção de História que deve ser representada. (KARNAL, 2004, p. 9) Nas oficinas do Enem em sua totalidade, foram utilizadas analise de imagens e também vídeos, o que nos permite dizer que ao trabalhar com uma imagem ou vídeo, esta não deve ser vista como uma mera ilustração, mas muito pelo contrario, ela deve servir como uma mera ilustração, mas muito pelo contrario, ela deve servir como uma fonte documental, pois muitas vezes uma imagem, foto, filme e até mesmo a musica traz uma representação e sentido Histórico, que deve receber um olhar mais cuidadoso dos professores de História. Com relação ao tema da ditadura militar foi possível trabalhar os mais diversos documentos desse período as fotos (morte de Vlademir Ezorgue, jornalista chefe da TV Cultura charges, vídeos e musicas decorrentes desse período. As fotos por exemplo , trazem aspectos mais claros do que foi real, onde segundo Bittencourt: Os alunos podem identificar o espaço... as mudanças ocorridas (identificar todos os elementos possíveis que fornecem essas informações de mudanças e permanências), além das diferenças entre os fatos no aspecto mais técnico, apontando a finalidade da fotografia. (BITTENCOURT, 2004, p. 319) Contudo, as charges também são uma boa proposta documental a ser trabalhada, principalmente no período da ditadura, pois em sua maioria representavam uma crítica ao governo devido a repressão. Já os vídeos também são uma proposta complementar ao conteúdo, não substituído a aula, mas sim despertando no aluno uma analise critica do filme ou das cenas mais importantes a serem trabalhados, já a musica também retrata um contexto Histórico como por exemplo: Há relatos que mostram a contraposição entre músicas “alienada” ou de caráter patriótico, que exaltavam a grandeza do país, e aquelas produzidas pelo grupo engajado da MPB, como Chico Buarque e Milton Nascimento, autores exemplares de canções originados num contexto de repressões políticas, incluindo prisões e exílios. (BITTENCOURT, 2004, p. 379) O outro ponto a ser trabalhado nas oficinas, foi a preparação do material dos alunos, na qual foi produzido um caderno para que os alunos fizessem suas anotações, contendo também um pouco de conteúdo relacionado a cada governo e por fim a elaboração de cinco questões a partir do que seria executado em sala de aula. Esse processo de elaboração e execução, oficinas, foi uma faze muito importante do estágio supervisionado II, pois nos possibilitou a ter a liberdade de experimentar novos métodos de ensino e de escolher o que seria trabalhado com os alunos. Logo por isso como futuros professores tivemos que assumir uma responsabilidade para com os alunos, (que em sua maioria eram de cidade de fora) para realizar um projeto satisfatório e que atendesse as necessidades desses alunos, mas não só nessas oficinas mas também durante a carreira do professor assumindo um compromisso social, como afirma Dea Ribeiro Fenelon: Não tenho duvida que para fazer avançar qualquer proposta concreta como professores de História ou formadores de profissionais de História temos que assumir uma responsabilidade social e politica com o momento vivido. (RIBEIRO, 2009 p. 1) Devemos ter em mente que o profissional da educação é o canal de transição de conhecimento do aluno, e que ao dar aula este profissional deve ter seus cuidados principalmente para não ensinar algo errado seja na área da História ou outra qualquer, porém no que diz respeito a Historia, esta “é referencia, e é preciso portanto que seja bem ensinada (PRINKY e PINSKY, 2004 p.19) Nessas experiências das oficinas, nos deparamos com uma realidade, cheia de detalhes, no qual a profissional da educação assume varias responsabilidades, contudo apenas essa experiência da oficina não é o suficiente para julgar-nos bons professores, pois este é construído ao longo de sua carreira. Um detalhe muito importante a se destacar aqui, que pudemos observar nas oficinas e até no dia a dia escolar é que cada professor tem suas qualidades, alguns mais severos, outros mais desinibidos, uns com tom de voz mais baixo outros mais agudos e assim por diante, que dão um brilho diferente para este profissional. O saber do profissional de História e dos professores em geral , não deve ser um saber Homogêneo é único, mas deve ter varias amplitudes e domínios como nos mostra Fonseca: O exercício da docência consiste no domínio, na transição e na produção de um conjunto de saberes e valores por meio de processos educativos desenvolvidos no interior do sistema de educação escolar. Esse saber docente é, de acordo com a literatura da área um saber plural, Heterogêneo, construído ao longo da História de vida do sujeito... Assim o Historiador educador ou professor de História é alguém que domina não apenas os mecanismos de produção do conhecimento Histórico, mas um conjunto de saberes, competências e habilidades que possibilitam o exercício profissional da docência. (FONSECA, 2003 p. 63) Para que o processo de ensino e aprendizagem seja mais proveitoso e necessário também uma integração e interação dos alunos, este por sua vez não são meros receptores de conhecimento, mas são também: Coprotagonistas com os professores, que atuam de por indagada para atender a singularidade da aprendizagem cognitiva como um atividade mediadora, relevantes e ativas. (VEIGA, 2009, p 14) Percebe-se então que os alunos não devem ser vistos como armazenamentos de conhecimentos, apenas nos também devem ser indagadores e teve também ter um olhar critico sobre o que estão aprendendo, e também a cerca do mundo a qual estão inseridos. A participação dos alunos na primeira oficina foi proveitosa, pois no decorrer das explicações alunos levantam questões e logo havia um debate em sala de aula, estabelecendo assim a relação professor-aluno. A segunda oficina a ser apresentada pelo grupo dois estava relacionada aos movimentos do século XX, que abriu um leque para varias discussões e fazendo ainda essa ligação de uma História integrada, pois mostrava os acontecimentos não só aqui do Brasil mas do mundo nesse período. Os alunos estagiários do grupo dos também trabalhavam com vários recursos como o data show, slides, musicas e vídeos favorecendo o complementar do conteúdo, e também elaboraram questões para que os alunos respondessem. Chegando no fim dessas oficinas em geral os alunos receberam fichas para avaliarem as oficinas, apontando se as oficinas contribuíram para sua formação e se corresponderam as suas expectativas, como também pediam algumas sugestões. No geral os alunos gostaram das oficinas e achavam interessantes, podendo aprimorar seus conhecimentos e relembrar conteúdos dos quais ele não se lembravam mais, porém nestas fichas também tivemos varias criticas com relação a oficina em si, e a preparação dos estagiários. Uma das principais criticas com relação as oficinas, diz respeito ao tempo disponível para que cada aluno estagiasse e exposse seu conteúdo, que ficou determinado trinta minutos para cada um, e que é muito pouco para se trabalhar assuntos complexos, a maioria dos alunos gostariam que as oficinas tivessem no máximo quarenta minutos de aula, para poder se trabalhar mais. Outra questão a ser pensada e que foi criticada pelos alunos esta ligada a não variação de conteúdos principalmente na primeira oficina já que se tratava do regime militar, e foi trabalhado por governos não tem muita variedade, porém a segunda já trouxe essa variação esperada pelos alunos. Alguns alunos também apontaram a falta de segurança e domínio com relação a algum estagiários, mas por outro lado, alguns foram elogiados. Outro problema perceptível nas oficinas apontada pelos alunos foi a inadequação da utilização dos slides pois segundo os alunos alguns estagiários mais leram do que explicaram e como já foi dito os recursos tecnológicos devem complementar a aula e não substitui-la. Além das criticas dos alunos também contamos com a avaliação dos colegas de turma e a nossa outra avaliação. No geral apesar de alguns problemas todas as oficinas foram realizadas com sucesso. As criticas recebidas são uma parte fundamenta, nesse processo do estágio supervisionado II pois é a partir delas que podemos repensar e melhorar aquilo que ficou a desejar, e corrigir algumas folhas. Uma proposta a se pensar por exemplo é trabalhar varias temáticas ao invés de uma só, pois assim os alunos teram uma amplitude maior de conhecimento, correspondendo maiores expectativas. Por fim as oficinas nos proporcionará experiências relevantes para nossa formação, um contato mais direto com os alunos, nos mostrando um pouco da realidade do ensino, desde como planejar uma aula até sua execução, como também como se relacionar com os alunos e fazer com que uma aula não seja apenas uma aula, mas sim um lugar de troca de conhecimento e interação. É importante apontar ainda que cada professor deve ter uma postura didática, como por exemplo, o modo de falar, o modo de se vestir, já que este acaba se tornando um exemplo e referencia para seu aluno. Algumas coisas básicas acabam se tornando um exemplo referencial para seu aluno. Algumas coisas básicas acabam se tornando importantes como o movimentos em sala de aula ocupando o espaço, a “conversar com as mãos” que é se mostrar expressivo, a tonalidade da voz, e interagir com os alunos entre outros como dividir o quadro, e isso se resume ao que chamamos de estética da didática onde: Ensinar é um ato intencional, ensinar significa interagir e compartilhar, ensinar exprime efetividade, ensinar pressupõe construção de conhecimento e regras metodológicas, ensinar exige planejamento didático. (VEIGA, 2009, p. 19) Isso porque é a partir do planejamento que a aula terra maior probabilidade de dar certo e ser bem sucedido, porém e certo que isso nãos e regra pois sempre nos deparamos com contratempos, mas “o ato de ensinar é portanto uma tarefa de dupla face artística: estética e poética”. (VEIGA, 2009,p. 15) Logo as oficinas se tornaram um momento de criação e de aplicação de conhecimento, aumentando nossas expectativas de nos tornarmos professores capazes de fazer a diferença no ensino, mostrando aos alunos um olhar critico sobre a História e o próprio mundo, como também aprendendo com as folhas para melhorar e aperfeiçoar os acertos. CAPITULO IV: REGÊNCIA “A educação qualquer que seja ela, é sempre uma teoria do conhecimento posta em pratica.( PAULO FREIRE)” Durante todo o processo do Estagio Supervisionado II, iniciamos o nossa formação profissional, pois é no estagio que aprendemos o que realmente a pratica de um professor. Com cada etapa realizada do estagio ficamos mais em contato com os alunos dentro da sala de aula, pois é onde desenvolvemos todo estudo feito nesse caminho em preparação para a regência, cada momento realizado foi de grande importância para nosso crescimento enquanto profissional da área da educação; não tem nenhuma parte do estagio que possamos dizer não ter contribuído para o desenvolvimento. O Estagio foi proposto em quatro fases primeiro bimestre conhecemos a escola onde foi feito todo processo Supervisionado I, estudamos documentos oficiais com o PCNS, o Projeto Político Pedagógico e as diretrizes curriculares, foi feito um questionário com perguntas referente ao ensino de história e a escola campo, com a participação da coordenadora do curso de história e o professor Rodolfo Belchior, onde esclareceram algumas duvidas pendente enquanto a formação educacional. O segundo bimestre foi a pratica de acompanhar o professor dentro da sala de aula, observando cada passo realizado no momento, assim conhecida como docência participativa. Outro processo do segundo bimestre é a realização das micro-aula realizada para os colegas de sala e a professora orientadora do estagio. A micro-aula é de suma importância para a preparação da regência. No terceiro bimestre por sua vez foram realizadas as oficinas do Enem, na qual a turma foi dividida em dois grupos com temas diferentes, para passar para os alunos que estão saindo do ensino médio e se preparando para começar um curso superior. O quarto bimestre é a experiência da regência, o momento de mostrar tudo que aprendemos durante esse processo do estágio supervisionado 2. Contudo para que esta fosse realizada tivemos a colaboração da escola campo Colégio Estadual Dom Bosco, que cedeu as turma do ensino médio – mais especificamente a do 1º e 2º - para que as regências fossem realizadas. O primeiro passo para que esta fase se realizasse, contou primeiro com a escolha do tema que foi indicado pelos professores titulares da escola campo já citada neste relatório, sendo assim os temas propostos foram o Feudalismo e Era Napoleônica,a serem ministradas nos períodos matutinos e vespertinos sob avaliação dos professores Izilene e Rodolfo – professores titulares do colégio estadual dom Bosco – como também da professora de estágio supervisionado Ordalia. Dados os temas cada aluno estagiário escolheu a turma a qual mais se identificava e o tema a ser trabalhado, diante desse fato o tema que me coube foi o feudalismo a ser realizado no 1º E do ensino médio, a ser ministrado na terça e quarta feira nos dias vinte e quatro e vinte e cinco de setembro do período vespertino. A partir do tema, é de extrema importância pensar em como se realizaria esta aula e qual os objetivos e finalidades a serem atingidos, ou seja, o se espera que os alunos extraiam dessa aula, logo por isso é importante planejar a aula á começar pelo plano de aula, que nos trás as informações do que será realizado em sala assim como sua metodologia, recursos, objetivos, conceitos e outros que no mais nos mostram o esboço da aula a ser ministrada, como nos afirma a autora Veiga: ensinar é um ato intencional, ensinar significa interagir e compartilhar, ensinar exprime afetividade, ensinar pressupõe construção de conhecimento e rigor metodológico, ensinar exige planejamento didático.” ( VEIGA,2006,P.19) Esse planejamento didático segundo a visão da autora, nos dá suporte para evitar as improvisações – o que não significa que elas não possam ocorrer – tendo uma probabilidade maior da aula ser bem sucedida e alcançar o objetivo proposto, mas devese ter em mente que cada turma é diferente da outra e logo por isso nem sempre o que dá certo para uma dá certo para outra, gerando alguns contratempos , dessa forma o planejamento deve visar a melhor forma de ensinar os alunos. Para minha aula no entanto, os conteúdos a serem trabalhados foram: mostrar o que foi o feudalismo, suas principais características, como surgiu, o que era o feudo, as relações de suserania e vassalagem, a descentralização do poder, a sociedade feudal e sua economia, como também discorrer sobre a igreja. Após determinar os conteúdos, designei os conceitos a serem aplicados sendo eles o conceito de feudalismo, feudo, suserano e vassalo. A partir daí foram lançados os objetivos assim como a metodologia e os recursos a serem utilizados. Dessa forma os objetivos propostos foram: • Situar o período em que se deu o feudalismo • Apontar suas características • Demonstrar como o feudalismo se originalizou • levantar como se davam as relações de Suserania e Vassalagem • Perceber como se deu a descentralização do poder • Classificar as classes sociais do feudalismo • Discorrer sobre a economia e religião A metodologia a ser empregada para esta aula consistiria numa participação mais ativa dos alunos, na qual perguntas seriam levantadas no decorrer da aula para que os alunos pudessem interagir com o conteúdo, contando também com exemplos do presente associados ao passado e tendo ainda uma pequena apostila com imagens a serem trabalhadas e o auxilio do livro didático adotado pela escola. Dentro do processo de ensino realizado pelos professores percebe-se a relação aluno-professor onde este professor acaba sendo mais do que um individuo para orientálo na escola, ele acaba por estabelecer uma relação de amizade com os alunos o que pode ser positivo na hora de dar aula ou pode se tornar um ponto negativo, se o aluno achar pode bem fazer o que quiser desrespeitando este, por isso é necessário ter certos cuidados, estabelecer uma boa relação, mas sem extrapolar seus limites para que não haja conflitos pessoais. Quando se fala de professor de História e aprendizagem de História, deve-se pensar numa conciliação entre ambos para que a aprendizagem de História seja bem efetivada, dependendo esta do objeto em si, como também da pedagogia que por sua vez mudam a passo que a sociedade muda. Sendo o fazer histórico mutável no tempo, seu exercício pedagógico também o é. Eu diria que ensinar História é uma atividade submetida a duas transformações permanentes: do objeto em si e da ação pedagógica. O objeto em si é transformada pelas mudanças sociais, pelas novas descobertas arqueológicas, pelo debate metodológico, pelo surgimento de novas documentações e por muitos outros motivos. A ação pedagógica muda porque mudam seus agentes: mudam os professores, mudam os alunos e mudam os anseios dos pais. (KARNAL, 2004, p. 09) Dar aula deve ser algo inovador para despertar a atenção dos alunos e atrair seus olhares, mas como fazer isso? Como tornar uma aula interessante? Tudo depende da criatividade do professor, pode ser que ele opte por usar métodos tecnológicos como slides e retroprojetores, ou mesmo apenas o quadro e o giz, o que não significa que a aula não seja dinâmica, do mesmo modo que os recursos tecnológicos não sejam sinônimos de dinamismo, antes devem se adequar ao conteúdo, principalmente se for trabalhar com imagens. Uma aula pode ser extremamente conservadora e ultrapassada contando com todos os mais modernos meios audiovisuais. Uma aula pode ser muito dinâmica e inovadora utilizando giz, professor e aluno. Em outras palavras, podemos utilizar meios novos, mas é a própria concepção de História que deve ser apresentada (KARNAL, 2004, p. 09) A partir daí, segundo o autor é que se encontra um dos grandes problemas da educação, pois na tentativa de acompanhar as mudanças, tentar fazer parte do novo tempo, mitos professores acabam pecando no ensino, deixando a desejar uma aula que poderia vir a ser satisfatória diminuindo o grau de aprendizagem dos alunos que acabem sendo prejudicados pela falta de explicações concretas. Na sala de aula, o pensamento analítico é substituído por achismos, alunos trocam a investigação bibliográfica por informações superficiais dos sites de pesquisa pasteurizadas, vídeos são usados para substituir (e não complementar) livros. E o passado, visto como algo passado, portanto superado, tem interesse quando o jornal do dia anterior. (KARNAL, 2004, p. 17) Considerando que o professor antes de mais nada tenha um compromisso social com a sociedade e com os próprios alunos sendo eles formadores de cidadãos, o passado não deveria ser posto apenas como passado, algo que já se foi, mas a tarefa do professor de história é fazer com que esse passado morto ressuscite e tenha um sentido para a vida, fazendo uma reflexão entre o passado e o presente. Observando esses objetivos a serem alcançados é que se percebe a importância da história e a responsabilidade que o professor adquire ao transmitir o conhecimento ao seu aluno, antes de qualquer coisa o profissional da educação tende a assumir uma responsabilidade social e política, o que se espera desse profissional é que ele não esteja dissociado da pratica, da realidade social, não se quer apenas repetidores e reprodutores de uma concepção atrasada pois como historiadores devemos sempre estar ligados com a realidade social lembrando que estamos num lugar onde atuam as forças do capitalismo que vem crescendo e modificando a cada tempos, não tem como nesta referente situação ficarmos presos a concepções que hoje já não surtiram efeitos nesse sociedade, de acordo com a autora Déa Ribeiro Fenelon: O conhecimento não é visto como uma atividade social e a ciência assim produzida torna-se autônoma, mesmo porque acabando sendo feito de um esforço de reafirmação da neutralidade e da isenção de pressupostos ou de concepções, que de acordo com seus adeptos somente atrapalhariam a compreensão do real. (FENELON, pág. 24). Ela ainda ressalta que: O trabalho do cientista se resume em investigar a realidade a partir de modelos de análise, em juntar os fatos acontecidos e estes são sempre irrefutáveis porque comprovados pelos documentos consiste em organiza-los cronologicamente ou em torno de conceitos e ou está pronta a ciência, no nosso caso, a história. (FENELON, pág. 24). Contudo a autora quer nos mostrar que não tem como dissociar a ciência do social, não tem como viver somente a teoria e não conhecer a prática, pois ambas se completam, sós elas se tornam falhas e frágeis, não se pode pensar uma historia apenas a partir de dados e fatos cronológicos pois a história é mais do que isso. Há uma visão muito mais abrangente pois os fatos não falam por si, o historiador é o responsável por mostrar a história em suas várias dimensões possíveis, então o que se espera do profissional da educação e que ele não se torne um professor e historiador livresco, que se pauta somente no que os livros didáticos trazem, pois se não qualquer um poderia dar aula de historia, mas espera-se por um profissional pesquisador, que vá atrás daquilo que está entre as linhas da história, daquilo que esta encoberto, é por isso que a autora Déa diz que: O historiador, portanto, não recolhe apenas os dados, ele constitui e é ele quem dá vida ao fato histórico, definindo sua importância e organizando-o de acordo com seu sistema de referência. (FENELON, pág. 24). Então o profissional deve sempre aprender e refletir historicamente e ensinar seus alunos a desenvolverem esta prática para refletirem no seu dia-a-dia de forma racional e histórica, a prática educativa não deve desenvolver nos alunos como diz Déa “um mito da memória nacional, com seus ritos e maniqueísmo de vilões e heróis”. (FENELON, pág. 25). Percebe-se que o conhecimento que durante muito tempo veio sendo aplicado não passavam de copias ou repetições, os alunos apenas memorizavam o que liam, eles não sabem produzir um texto a partir de documentos ou outras fontes, por isso se tem a dificuldade de entender o processo histórico e é por isso que o professor deve transmitir ao seus alunos a prática da pesquisa, porém fica claro que o ensino e a pesquisa devem andar juntos nesse processo de aprendizagem histórica. Ensinar a pesquisar é o que propõe,ou seja, criar situações e atividades que propiciem aos alunos aprender a observar, a formular uma questão de pesquisa,a encontrar dados e instrumentais que lhes permitiam elucidar tal questão e os tornem capazes de expressar os seus achados e suas novas dúvidas.Isso supõem uma mudança no ensinar e no aprender.(ANDRÉ, p.125) Sendo assim o profissional da educação no que diz respeito a história deve reformular seu modo de ensinar, e repassar para seus alunos essa associação da pratica da pesquisa, orientando – o a trançar o melhor caminho para sua pesquisa como nos diz a autora Marli: Nesse processo, é essencial o envolvimento ativo dos participantes, trazendo suas experiências e contribuição,traçando um caminho para reelaborá–las, o que vai requerer muito estudo, reflexão, busca e sistematização de dados, para o que serão imprescindíveis as orientações e supervisão do professor ( ANDRÉ, p.125) Dessa maneira logo o aluno será instigado a realizar suas próprias pesquisas, valendo-se da teoria e da pratica que como já foi dito andam juntas, tendo o professor a função fundamental de coordenar esse processo, levando-o as fontes, determinando a melhor metodologia entre outros. Planejar uma aula, foi uma experiência fundamental, pois a partir dela tivemos a oportunidade de testa novos métodos e programar uma aula segundo aquilo que aprendemos nestes quatro anos do curso de licenciatura. Após a construção do plano de aula que é o esboço do que será realizado em sala, juntamente com a escolha dos materiais, passamos pela orientação pedagógica auxiliados pela professora de estágio supervisionado 2 Ordalia, a qual fez algumas correções, sugestões e indicações para que a regência se tornasse bem sucedida. Nos dias a serem realizadas a regência no 1º E do período vespertino, os alunos contribuíram bastante para o desenvolvimento da aula, a turma neste referido dia contava com poucos aluno, assim para começar a dar andamento á aula, me apresentei aos alunos para que nós pudéssemos interagir uns com os outros. Feitas as apresentações comecei a aula lançando uma pergunta aos alunos, se eles sabiam o que era feudalismo, qual seu significado, ou seja , seu conceito. Poucos alunos tinham ideia desse concito e a partir dessa questão comecei a discorrer sobre esse conceito que é: Um modo de organização social e político baseado nas relações entre os servos e os senhores feudais. O feudalismo tem suas origens na decadência do Império Romano e predominou na Europa durante a idade Média do sec. V ao XV. Apresentado o conceito de feudalismo, tentei passar aos alunos suas principais características e como ele surgiu, mostrando para eles que o feudalismo havia surgido a partir da decadência do império romano, devido as invasões bárbaras germânicas, fazendo com que ocorresse uma fusão de culturas germânicas e romanas como por exemplo o “ colonato” e o “comitatus”, além também de ocorrer uma migração da cidades para o campo o que ficou conhecido como ruralização da cidade, devido á um surto de peste bubônica – doença transmitida pelas pulgas dos retos que invadiram as cidades – o que consequentemente gerou o declínio do comercio e a ascensão da economia baseada na agricultura. Também passei para os alunos as relações que os indivíduos daquela sociedade tinha com a terra, já que ela era a maior fonte e sinônimo de riqueza da época, trazendo logo após o conceito de feudo, que significava o direito de possuir algum bem, podendo ser ele o direito de administrar o castelo, cobrar os impostos, ou seja, obter um cargo de prestigio na sociedade, mas o feudo mais comum era um pedaço de terra que era doado a algum nobre que se tornava cavaleiro em traça de serviços militares a serem prestados. Aqui os grandes proprietários de terras era chamados de senhores feudais, podendo ser eles os reis, os nobres em geral como os cavaleiros e o clero. Contudo se estabelecia as relações de suserania e vassalagem, onde tracei para os alunos o conceito de cada um, na qual suserano diz respeito ao doador da terra ou feudo e o vassalo é o receptor desse feudo, e que lhe deverá fidelidade e serviços militares. Os vassalos ao receberem um pedaço de terra, acabavam se tornado senhores feudais, lembrando aqui que tais senhores era autoridades máximas dentro de seus feudos, onde eles faziam suas próprias leis. Com a necessidade de expandir seu exercito tais cavaleiros e também senhores feudais acabavam doando um pouco de suas terras para outro nobre fazendo dele seu vassalo e se tornado também um suserano. Logo por esse fato aviam casos em que um rei era suserano de um cavaleiro e vassalo de outro rei, como também um individuo podia suserano e vassalo ao mesmo tempo, e até mesmo havia indivíduos que eram vassalos de mais de um suserano pelo fato de receber um feudo de mais de um senhor feudal, gerando a descentralização do poder, pois o poder não se concentrava apenas na mão do rei, mas na de vários indivíduos. Os alunos tiveram muita dificuldade em apreender esses conceitos e entender essas relações de suserania e vassalagem, onde tivi que explicar mais de uma vez, e para facilitar o entendimento dos alunos pedi o auxílio de três alunos para se posicionarem na frente quadro para exemplificar o que estava tentando explicar. Apontados esses itens apresentados acima discorri com os alunos ainda sobre a igreja e sua relações com aquela sociedade, assim como também apontei em que se baseava a economia da época, trabalhando ainda com os alunos como era a organização social daqueles indivíduos. Em vários momentos da aula pedi para que algum aluno colaborasse lendo algum trecho de textos, muitos deles tiveram participação ativa, fazendo perguntas, respondendo as problemáticas entre outros, o que fazia com que a aluna se tornasse menos pesada e cansativa. As leituras realizadas em sala era de trecho do livro didático dos alunos adotado pela escola, optei por usa-lo pois esta mais próximo da realidade dos alunos e esta ao alcance de todos já que ele é fornecido pelo estado, o que colaborou muito para a participação dos alunos, levando em conta que o livro didático utilizado por eles é de boa qualidade, e possui clareza. Também utilizei para minha aula imagens imprimidas coloridas em papel A4,onde mostravam o cenário feudal, a cerimônia do cavaleiro e juramento de fidelidade, a pirâmide feudal que por sua vez nos mostrava o ordem social daquelas indivíduos como também quem compunha cada uma daquelas classe. Naquela época a classe social que cada um ocupava dependia totalmente do seu nascimento, já se tratava de uma sociedade estática e com mínima mobilidade social, onde filho de nobre era nobre, e filho de camponês era camponês. A utilização das imagem foram favoráveis e satisfatória para o andamento da aula, pois a partir delas os alunos puderam entender melhor certos conteúdos. Por fim após as explicações, já com o horário de aula ultrapassado entreguei as atividades para os alunos contendo oito questões para que eles respondessem em casa e me entregassem depois. No que diz respeito ao comportamento da turma, esta se mostro interessada e participativa em sua maioria, é claro que como seres humanos ninguém é igual ao outro, e logo por isso cada aluno possui a qualidade diferente assim dificuldades diferentes, mas falando de forma geral s alunos tiveram bom comportamento se mantendo calados na maioria das vezes durante minha explicações, apenas algumas vezes tive que chamar a atenção de um ou outro aluno. De acordo com as correções das atividades pude perceber que os alunos conseguiram entender o conteúdo apresentado respostas satisfatória, porém algum alunos não fizeram as atividades. Ao fim da regência realizada em dois dias, as professoras Izilene e Ordalia, fizeram a avaliação da minha aula. Este momento de avaliação da regência e fundamental de suma importância, pois a partir dela podemos perceber se estamos aptos ou não para dar aula, mas elas também vão além disso, pois é a partir dela que podemos ver nossos erros e acertos. Com relação á avaliação feita pela Izilene, eu poderia ter me apropriado mais do espaço da sala de aula, me movimentando mais, para observar os alunos, pois segundo ela essa também é uma maneira de intimidar e de interagir com os alunos. Outra questão apontada por ela a qual deve se tomar cuidado é com repetição de algumas palavras, assim como também prestar atenção para não errar frequentemente na hora de utilizar o quadro. Já a respeito dos pontos positivos da regência segundo a avaliação da professora, tivi uma boa postura didática e adequação da linguagem apropriada para a turma, outro ponto positivo foi a utilização do livro didático e a utilização do quadro para que os alunos pudessem acompanhar as explicações, no mais de acordo com a avaliação tenho grandes probabilidades de ser uma boa professora. A experiência de passar pela regência além de nos possibilitar consertar os erros e aperfeiçoa os acertos, nos estimula a exercer a pratica do ensino, e talvez tentar fazer o ensino melhor. CONSDERAÇÕES FINAIS Todas as etapas do estágio supervisionado II, foram de grande relevância para formação acadêmica e profissional do curso, pois nos possibilita conhecer de fato a área da educação, voltada agora para o ensino médio. Conhecer a escola é muito importante pois se faz necessário saber como funciona o futuro local de trabalho, conhecer suas funções, norma, projetos e a colaboração e função de seus respectivos funcionários, pois a escola é formada por um conjunto de indivíduos onde todos são importantes para o seu funcionamento desde a coordenação até os trabalhadores do serviço geral da escola. Ter acesso também ao PPP e PDE nos possibilitou compreender mais ainda o que significa a instituição escolar, os critérios e políticas para a escolha de um livro, as reuniões realizadas na escola, seus desafios e dificuldades entre outros toda a estrutura do colégio. Poder realizar as micro aulas também foi um processo bastante viável, pois a partir dele teríamos o primeiro preparo antes de ir para uma sala de aula cheia de alunos com “hormônios em fúria”, onde aprendemos a selecionar os conteúdos a fazer um plano de aula e o mais importante como dar aula, apesar desse se concretizar no decorrer da sua vida profissional e pessoal. Essa etapa diante de sua execução e avaliação do professor e dos alunos acadêmicos nos possibilitou observar nossos erros e acertos para mudar e não repetir os erros e melhorar mais ainda os pontos positivos. Realizar a docência participativa onde observamos as aulas de história e de áreas afins como geografia, sociologia e filosofia dos professores titulares da escola campo CEDB, também foi de extrema importância, pois tivemos a possibilidade de observar o professor em sala de aula, podendo perceber a postura que este deve ter enquanto um profissional da educação, a relação professor-aluno e como é difícil controlar vários adolescentes e ainda conseguir aplicar o conteúdo. Logo as oficinas do Enem nos puseram em um contato mais direto com os alunos, onde fomos para a sala de aula em grupos para aplicar o conteúdo referente ao tema escolhido pelos próprios alunos do estagio, pois isso nos permitiu ter a experiência do que é ser professor, a liberdade de testar novas metodologias, de ter a responsabilidade de selecionar bem o que se trabalhar, de perceber como é difícil trabalhar em dois períodos com vários alunos, nos fez perceber também que lhe dar com indivíduos é muito difícil pois há vários tipos de alunos desde os mais comportados aos que são desinteressados e agitados entre outros. No mais a experiência das oficinas do Enem nos proporcionou ter a consciência da responsabilidade social que o professor deve ter, na qual ele deve ter o domínio de conteúdo para transmitir aquele adolescente, pois ensinar algo errado é quase a mesma coisa que cometer um assassinato, pois aquilo que foi ensinado errado dificilmente será revertido. A execução da regência também foi uma etapa muito importante nos permitindo ver de perto essa realidade, porém de uma forma mais complicada pelo fato de estar em uma sala de aula a sós com um monte de alunos. Essa etapa nos proporcionou perceber que dar aula é realmente um desafio onde apesar de toda agitação de uma turma o professor tem que dar conta de aplicar os conteúdos propostos pelos PCN’s e a orientação curricular, nos fez perceber novamente a importância de trazer aos alunos um bom material para que se possa ter maior proveito da aula, nos permitiu também ter a experiência de avaliar os alunos como também ser avaliado e saber sair de uma “saia justa” onde muitas das vezes o profissional da educação tem que saber improvisar, quando aquilo que ele propôs para determina aula não da certo. Todas essas etapas e conclusão do estágio supervisionado II, foi com certeza um papel importante para nossas vidas acadêmicas e futuras realidades, pois já estaremos cientes e preparados para enfrentar o que nos espera no “ringue da educação” onde de um lado temos os obstáculos e de outro lado a perseverança e esperança de que a educação é o melhor caminho para a vida, pois como dizia Paulo Freire: “Se a educação sozinha não pode transformar a sociedade, tampouco sem ela a sociedade muda.” REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS ANDRÉ, Maria Eliza Dalmazo Afonso. ensinar a pesquisar: como e para quê? São Paulo: Papirus. BITTENCOURT, Circe. Identidade nacional e ensino de história do Brasil. In: KARNAL, Leandro, história na sala de aula: conceitos, práticas e propostas. 5ª edição. São Paulo: Contexto, 2004. DIAGNOSTICO ESCOLAR DO COLÉGIO ESTADUAL “DOM BOSCO”. DIRETRIZES CURRICULARES DO CURSO DE HISTÓRIA. FONESCA, Selva Guimarães. Didática e práticas de ensino de história: experiência, reflexões e aprendizados. Campinas-SP: Papirus, 2003. FENELON, Déa Ribeiro. A formação do profissional de história e a realidade do ensino. Conselho Editorial da Revista Projeto história da PUC – SP. 1982. KARNAL, Leandro. História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas. São Paulo:Contexto, 2004. PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS: História e geografia/ secretaria de educação fundamental. Brasília: MEC/SEF, 1997. PCN´s, INTRODUÇÃO. Vol.1. São Paulo: Contexto,2002. PINSKY, Jaine e PINSKY, Carla Bassenizi. Por uma história prazerosa e consequente. In: KARNAL, Leandro: história na sala de aula: conceitos, práticas e propostas. 5ª edição. São Paulo: Contexto, 2004. PINSKY, Carla Bassenizi. Novos temas nas aulas de história. São Paulo: contexto, 2009. PLANO DE DESENVOLVIMENTO DE DESENVOLVIMENTO DO COLÉGIO ESTADUAL “DOM BOSCO” (PDE). PROJETO POLÍTICO PEDEGÓGICO DO COLÉGIO ESTADUAL “DOM BOSCO” (PPP). SCHIMIDT, Maria Auxiliadora. A formação do professor de história e o cotidiano da sala de aula. In: BITTENCOURT( Org) O Saber histórico na sala de aula.7ª Ed.São Paulo: Contexto. VEIGA, Ilma Passos Alencastro. Ensinar: uma atividade complexa e elaborada. Campinas. SP: Papirus,2006. ANEXOS UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIÁS UNIDADE UNIVERSITARIA DE JUSSARA CURSO DE LICENCIATURA EM HISTÓRIA ESTÁGIO SUPERVISIONADO – ENSINO MÉDIO DIAGNÓSTICO ESCOLAR 1- Dados Gerais 1.1- Nome do estabelecimento: Colégio Estadual Dom Bosco Endereço:______________________________________________________________ ______________________________________________________________________ __________ 1.2- A entidade mantenedora é: Municipal ( ) Convênio ( ) Estadual ( X ) Fundação ( ) 1.3- As séries oferecidas no Ensino Médio são 1 – 2 e 9 ano Atendendo aproximadamente por série o número de alunos: 30 a 35 alunos Sendo o período de funcionamento: matutino ( X ) vespertino (X ) X) noturno ( 1.4- Relate o histórico de fundação da Escola: ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ 1.5- A escola possui recursos/sala que auxiliem no trabalho o Professor? Com que frequência estes equipamentos são utilizados? A escola acredita que favorecem a aprendizagem? A escola possui data-show, quadro, computador, televisão, biblioteca, laboratório de línguas. Há um grande problema com relação à formação do professor que ainda não é atualizado com esses novos recursos que dificulta o favorecimento da aula porém há cursos tecnológicos oferecidos para os professores se atualizarem mas é algo básico e muitos não participam. 1.6- Comente sobre as características dos alunos atendidos pela escola? Há participação das famílias na vida escolar dos alunos? Como são as reuniões de pais? Os alunos são heterogêneos, de diversas classes sociais e tipos, sendo uns da zona rural e outros da zona urbana. A participação dos pais na escola é pouca, mas há eventos realizados para trazer tais pais ao ambiente escolar de seus filhos. 1.7- Comente sobre o processo disciplinar da escola? De acordo com o regimento escolar num ato de indisciplina não tomadas medidas cabeira, mas quando há um problema fracional a policia e o conselho tutelar são acionados. 1.8- Como a escola avalia os Estágios Supervisionados da UEG, fundamentalmente no que tange ao ensino de História? Têm contribuído para o processo de ensino aprendizagem? No que poderiam melhorar? A questão do estágio é muito problemática devido a rotina da escola como semana de provas, jogos, reuniões e muitas vezes não dá para encaixar na aula para o estagiário e muitas das vezes a aula do estagiário não é tão satisfatório e o professor titular da sala tem que reformular aquela aula atrasando o conteúdo. Contudo se espera do estagiário omínimo de satisfação na aula mas não é cobrado que ele de uma aula extraordinário pois ainda é aprendiz e não tem experiência com a realidade escolar no dia a dia isso se adquire com o tempo e vivencia, O seu ver a instituição formadora deve ter mudanças. 1.9- As reuniões pedagógicas são frequentes? Os professores participam? Há comprovação de resultados quanto aos assuntos discutidos nelas? Como a escola comprova estes resultados? Comente sobre isso. As reuniões pedagógicas são frequentes e há uma grande participação dos professores para organizar os conteúdos ao longo do ano. Os resultados são comprovados a partir dos relatórios entregues a sub secretária da Educação. 2- Projeto Politico Pedagógico (PPP) e Plano de Desenvolvimento da Escola (PDE) 2.1- O PPP se encontra: em construção ( X ) inexistente ( ) pronto ( ) em execução ( ) 2.2- O PDE se encontra: em construção ( X ) inexistente ( ) pronto ( ) em execução ( ) 2.3- Comente como a instituição elabora os documentos, visando atender as demandas de cada disciplina, em especial a de História. Os documentos são feitos de forma coletiva e pautados no regimento que é legalizado onde, por exemplo, a suspensão de aula para os alunos não é mais aceito pelo estatuto legal da criança. 3- Professor de História 3.1- Você, professor de História do Ensino Médio, como avalia seu desempenho profissional diante seus alunos, e como avalia o desempenho de seus alunos perante o seu trabalho. O rendimento e bom. No ensino médio o desempenho e melhor, aqui o 5° período equivale ao 3° ano do ensino médio, os alunos participam e tem interesse. 3.2- Quais os critérios para a escolha dos livros didáticos de História? O livro didático deve ter qualidade, tendo nele assuntos mais inovados e revendidos, imagens adequação a língua do aluno, atividades para o desenvolvimento do aluno entre outros. 3.3- De que maneira a Reorientação Curricular do Estado de GO têm sido trabalhada? Como as questões propostas dialogam ou não com o livro didático escolhido? Ainda, como a proposta de História nesta escolha, de Ensino Médio, atende ao que o PCN propõe? O currículo já determina o que deve ser trabalhado em cada bimestre na rede estadual ao ver do professor Rodolfo essa é uma maneira satisfatória de melhor e facilitar os estudos dos alunos devido o constante troca turmas e transferência de escola. Para a construção do currículo é utilizado o PCN’s no qual o livro didático é trabalhado por conceitos ao invés de temas, tendo recortes temporal. O currículo é bastante discutido pelos professores. 3.4- Qual a carga horária dos Professores de História do Ensino Médio? A maioria faz 40 horas ou 60 horas, mas tem aqueles que têm menos. A carga horaria é determinada pelo professor junto á coordenação. Há uma grade participação dos professores da área de humanas no cotidiano escolar. 3.5- Ultimamente como foi o planejamento para a área de História no que tange a capacitação de Professores? Tem a questão das oficinas. 3.6- Quais metas constantes no PDE da escola para a disciplina de História As discussões do PDE é mais interdisciplinares e teve algumas mudanças onde reúnem professor de História, geografia, línguas, e outros e tem-se ainda a ideias de fazer um festival da História da América com musica e outros preparativos. Imagens e material das micro aulas. A parte de imagem com identificação de relação rId8 não foi encontrada no arquiv o. A parte de imagem com identificação de relação rId10 não foi encontrada no arquiv o. PLANO DE AULA DA MICRO AULA TEMA Independência do Brasil CONTEUDO • Inconfidência mineira • Conjuração baiana • Vinda da família real para o Brasil • Transformações na colônia • Retorno do rei á Portugal EXPECTATIVAS DE APREDIZAGEM • Analisar como ocorreu o processo de independência no Brasil • Perceber qual foi sua importância para nós • Fazer uma análise critica do nosso país ESTRATÉGAS • A aula será ministrada no laboratório para utilização dos meios tecnológicos que ajudaram no aprendizado dos alunos na qual serão expostas imagens relacionadas ao conteúdo e vídeos. • Atividades serão realizadas no final da aula ou intercalando ao conteúdo. RECURSOS • Livro didático • Imagens • Vídeos • Professor e aluno • Atividades papel A4 AVALIAÇÃO • A avaliação será continua. Os alunos serão avaliados em todo decorrer da aula, na sua contribuição para o conteúdo, integração, comportamento também será avaliado sua capacidade de aprendizado a partir das atividades entregues a estes. REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS CARDOSO, Oldimar Pontes. Tudo é historia. 1 ed. São Paulo: Ática,2009. BOULOS JÚNIOR, Alfredo. Historia: sociedade e cidadania. 8 ano. São Paulo: 2009. ATIVIDADES DA MICRO AULA: COLEGIO ESTADUAL DOM BOSCOS NOME: SÉRIE: FROFESSORA ESTAGIARIA: WESLAINE S. CRUVINEL ATIVIDADES 1.Crie uma tabela comparando a conjuração Mineira e a conjuração Baiana .Leve em conta: a) Quando e onde cada uma delas ocorreu; b) A origem social e os nomes de seus principais líderes; c)Objetivo dos rebeldes d) Desfecho das revoltas 2. Aponte quais características de Tiradentes o faziam semelhante a Jesus Cristo a partir das imagens e explicações feitas em sala. 3. Com relação a vinda da família real para o Brasil responda: a) por que a família real veio para o Brasil b) a onde eles se instalarão c) Dia 24 de janeiro de 1808, Dom João decretou a abertura dos portos. O que isso significou. d) o que foi a interiorização da metrópole. e)Com a mudança de Dom João para o Rio de Janeiro a cidade recebeu algumas melhorias. Quais foram elas. f)Dom João teve que voltar para Portugal. Por quais motivos. Porque ele não queria voltar. g) Dom João voltou para Portugal mas deixou seu filho Pedro como príncipe regente do Brasil. Qual foi sua intenção a tomar tal atitude 3. como se sabe Dom João voltou para Portugal mas deixou seu filho Pedro com herdeiro do trono português o que desagradou ás cortes portuguesas.Qual o motivo dessa insatisfação. A parte de imagem com identificação de relação rId12 não foi encontrada no arquiv o. A parte de imagem com identificação de relação rId13 não foi encontrada no arquiv o. A parte de imagem com identificação de relação rId14 não foi encontrada no arquiv o. A parte de imagem com identificação de relação rId15 não foi encontrada no arquiv o. A parte de imagem com identificação de relação rId16 não foi encontrada no arquiv o. A parte de imagem com identificação de relação rId17 não foi encontrada no arquiv o. A parte de imagem com identificação de relação rId18 não foi encontrada no arquiv o. A parte de imagem com identificação de relação rId19 não foi encontrada no arquiv o. PROJETO DA OFICINA Tema: Ditadura Militar Titulo: Ditadura Militar, Brasil - Goiás Justificativa: A oficina do Enem acontece na Universidade Estadual de Goiás, Unidade Universitária de Jussara com o intuito de ajudar os alunos que queiram prestas o vestibular. Está ocorre nos 4° anos dos cursos de Licenciatura em História, Letras e Matemática. É de extrema importância que cada cusro, anlise e defina conteudos para sua realização que auxiliem e que tragam suporte aos estudantes interessados. No caso especifico de História, foi proposto que houvesse as analises dos últimos cinco anos das provas do Enem e vestibulares, para que junsto, todos pudessem pensas em conteúdos para a execução desta. Com base na analise das provas do Enem, UEG, UFG de 2009 à 2013, percebe-se uma granbde concentração de questões relacionadas às História do Brasil, pensando nisso esta Oficina proporá utilizar uma: História integrada, ou seja, como o próprio nome já diz, deveria integras, completar, totalizar e somar. O Brasil integrado à História da Humanindade. A História integrada teria como meta, então, contar uma História do Brasil menos superficial, em que as conexões com os acontecimentos mundiais fossem estabelecidos, história mais rica, cheia de idas e vindas, em um processo em que o Brasil não poderia ficar isolado. (MORAIS, 2009, p. 207) Com isso, foi interessante conduzir os conteúdos, interliga-los a um acontecimento do momento, este seria as Manifestações que ocorreram durante esse ano de 2013. De inicio, o intiuto principal deste era o de baixar o preço das passagens de ônibus e depois ela foi se percutindo para outras questões. A partir do início de Junho de 2013, testemunhamos no Brasil, intensas manifestações nas principais capitais e regiões metropolitanas do país para protestar contra o aumento das passagens de ônibus, acrescentando reclamações contra o aumento dos alimentos, dos alugueis, e do empobrecimento da qualidade dos serviçoes públicos no Brasil (saúde, educação, moradia e respeito aos direitor civis). (REBOUÇAS) 1¹¹ 1 ¹ Disponível em: http://www.infoescola.com/atualidades/ensaio-sobre-as-manifestacoes-nobrasil-em-2013/ Visualizado em Setembro de 2013 Pensando neste assunto, organizamos alguns temas interligados a este, de protestos, de lutas, de ideiologias, de valores, de multidões organizadas. Contudo, a proposta do tema a ser trabalhado é a Ditadura Militar no Brasil. Tal temas foi escolhido por ser um dos períodos mais importantes e marcantes de nossa história que começou em 1964 e se findou em 1985. Como se sabe, o regime militar no Brasil foi conduzido por militares com o golpe de 31 de Março de 1964, com o afastamento de João Goulart e inserção de Marechal Castelo Branco ficou marcados pleos seus diversos conflitos como pratica de atos institucionais que impunham a censura, a perseguição politica, a falta de democracia, a repressão, tortura e repressão de direitos. Para que este projeto seja favorável aos alunos será trabalhado o inicio da ditadura, ou seja, como ela ocorreu, perpassando pelos governos de Castelo Branco, Costa e silva, junta militar, Medici, Geisil e Figueiredo, onde se finda. Será trabalhado ainda imagens desse período e algumas músicas que surgiram durante esse conflito que traziam uma mensagem encoberta a população. O outro ponto de vista a ser trabalhado, será a importância da copa do mundo, mais espcificamente a da década de 70 e sua relação com a ditadura na qual esta era uma jogada propagandista política que mostra aparentemente um Brasil forte e grande que o moderniza e foi a frente, com todos juntos, sem diferença de classes, raças ou ideologias. Trata-se de uma peça publicitaria que usa uma paixão nacional, o futebol para fazer propaganda politica. Assim como no esporte, com disciplina e amor a camisa, os brasileiros deveriam unir-se pelo progresso, em uma só voz, em uma só corrente, indo para frente de uma forma, que apaga o passado e celebra o presente e futuro. Vale a pena ainda demonstrar que enquanto o Brasil vivencia a ditadura, o mundo estava no auge da guerra fria. Enfim, juntamente as analises das provas e juntando ao ocorrido desse ano foi que esses conteúdos foram pensados, com a intenção de trazer ao aluno não só o conhecimento destes, mas como professor de história, poder levanatar um olhar critico em torno dos ultimos acontecimento, fazendo com que cada um tenha a percepção de que as manifestações que ocorreram neste ano não se iniciaram agora, elas vem de um longo tempo, de um passado, de pessoas que queriam mudanças e que sabiam que para que isso acontecesse haveria de ter união. Finalizamos com Rebouças que diz: “Nos tempos do Impeachment do Collor (1992), nós, estudantes “caras-pintadas”, tiramos um presidente através de manifestações pacíficas.”2² ² Conteúdo: • Ditadura Milita, Brasil, Goiás. • Milagre econômico, copa 71, e obras panorâmicas do governo. • Castelo Branco: Primeiros decretos (AI 2 ao AI 5) e a mídia. • Costa e Silva: golpe do golpe e censura em relação às musicas. • Reforma partidária, greve do ABC e diretas já. • Governo Geisel: crise enfrentada pelo fim do milagre econômico. Conceitos: • Ditadura: é uma forma de governo cujos poderes políticos são controlados por militares. O significado de ditadura se refere a qualquer governo em que todos os poderes estão sob autoridade de um individuo ou de um grupo. No caso de uma ditadura formada por militares estes chegam ao poder quase sempre através de um golpe de estado, assim como ocorreu no Brasil. Geralmente um golpe de Estado liderado por militares que um governo legitima é derrubado com apoio de forças de segurança. No caso do Brasil por não ter apoio popular, a ditadura foi marcada por decretos que infringiam os direitos humanos, com prisões, a cassação, perseguições e assassinatos e censuras. • Autoritarismo: é um regime autoritário que por sua vez mantém o poder pelo exercício da dominação em todos os níveis e esferas. • Ufanismo: é o ato ou posição tomado por determinado grupos, que exaltam o potencial de seu país como sua beleza, riqueza e outros. Objetivos: • Apontar como se deu o golpe de 1964 • Aproximar à ditadura a realidade de Goiás 2 ² Disponivél em: http://www.infoescola.com/atualidades/ensaio-sobre-as-manifestacoes-nobrasil-em-2013/ Visualizado em Setembro de 2013 • Decorrer os governos que tiveram do inicio ao fim da ditadura. • Levantar os primeiros decretos (AI 1 ao AI 5) • Debater sobre a mídia e a censura no país. • Apontar as obras do governo e o ufanismo. • Destacar os partidos criados após o fim da ditadura. • Analisar o milagre econômico e a crise. Metodologia: 1- Elismar • Discorrer sobre o fim do populismo • Abordar os conceitos de populista • Trabalhar temporalidade e espaço • Apresentar dicas quanto ao Enem 2- Weslaine • Conceituar o termo ditadura • Discorrer sobre o governo Castelo Branco • Apontar os primeiros decretos (AI 2 ao AI 5) • Trabalhar um pequeno Vídeo do jornal nacional da rede globo que encobria o movimento dos diretos já. • Criticar a mídia e a ditadura, demonstrando o apoio de Roberto Marinho (dono da rede globo) a ditadura. • Analisar imagens. 3- Nilson • Analisar a queda do milagre econômica (apresentar um vídeo para analise) • Abordar o pacote de abril • Implantação da Abertura política • Trabalhar o crescimento da oposição • Volta do AI-5 (analisar imagens) • Discutir a sucessão presidencial 4- Valdivino • Conceituar o governo de Emilio Garrastazu Médici • Milagre econômico • Autonomia dos órgãos repressivos • Obras faraônicas (analisar imagens destas obras) • Copa de 1970 • Crise do petróleo • Ano de chumbo • Guerrilha do Araguaia 5• Pauliana Apresentar o projeto de governo de Figueiredo • Analisar a crise econômica • Mostrar imagens desse período • Destacar os partidos que foram criados no governo de Figueiredo • Falar sobre a lei da anistia • Relatar os movimentos das diretas já • Depois de ter trabalhado todos os pontos do governo de Figueiredo, vou passar um documentário fazendo uma revisão no conteúdo. 6- Aline • Inicio do governo de Costa e Silva; • Golpe do Golpe; • Antes do AI 5 (censura amena); • Formas de censura; • Motivos das censuras; • Música de Geraldo Vandré – Pra não dizer que não falei das flores; (Analisar musica juntamente a letra e vídeo). • Música de Chico Buarque – Cálice; (Analisar musica juntamente a letra e vídeo). • Entender como a música firmou-se como uma forma de protesto para extravasar a liberdade de expressão amordaçada; Recursos Didáticos • Data Show • Computador • Lousa, giz e apagador Humano • Professor e aluno A parte de imagem com identificação de relação rId20 não foi encontrada no arquiv o. A parte de imagem com identificação de relação rId21 não foi encontrada no arquiv o. A parte de imagem com identificação de relação rId22 não foi encontrada no arquiv o. IMAGENS E MATERIAL DA REGÊNCIA. PLANO DE AULA DA REGÊNCIA. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIÁS UNIDADE UNIVERSITÁRIA DE JUSSARA TURMA: 1 – E VESPERTINO ANO: 2013 DISCIPLINA: HISTORIA TEMPO: 2H/ A ACADÊMICA: WESLAINE S. CRUVINEL PROF. TITULAR: IZILENE PROF. DE ESTÁGIO: ORDALIA TEMA: FEUDALISMO Conteúdo • O que é feudalismo • Características • Como surgiu • O feudo (relações de Suserano e Vassalo) • Descentralização do poder • Sociedade Feudal • A igreja • Cavaleiros e sua formação • Economia Feudal Conceitos: • Feudalismo: foi um modo de organização social e politico baseado nas relações entre os servos e os senhores feudais. O feudalismo tem suas origens na decadência do Império Romano e predominou na Europa durante a idade Média do sec. V ao XV. Objetivo: • Situar o período em que se deu o feudalismo • Apontar suas características • Demonstrar como o feudalismo se originalizou • Levantar como se davam as relações de Suserania e Vassalagem • Perceber como se deu a descentralização do poder • Classificar as classes sociais do feudalismo • Discorrer sobre a economia e religião Metodologia: • Trabalhar com os alunos imagens e pequenos textos do Livro Didático • A aula deverá contar com a participação ativa dos alunos • Atividades deveram ser realizadas no fim da aula Recurso: Didáticos: • Papel A4 • Lousa, apagador e giz • Livro • Imagens Humanos: • Professor • Alunos Avaliação: as atividades serão individuais contendo 8 questões objetivas relacionadas ao conteúdo exposto em sala de aula. IMAGENS TRABALHADAS: O cenário feudal http://histoblogsu.blogspot.com.br/2009/03/as-caracteristicas-socioeconomicas-do.html 1- Celeiro e estábulo 2- Igreja 3- Ferraria 4- Campos de pastagem comum 5- Campo de cultivos senhorias 6- Pântano 7- Forno 8- Solo improdutível 9- Terra de pousio 10- Bosque 11- Campos cultivados pelos camponeses 12- Pomar 13- Prado 14- Moinho 15- Castelo 16- Casa do pároco 17- Aldeia A parte de imagem com identificação de relação rId30 não foi encontrada no arquiv o. A parte de imagem com identificação de relação rId31 não foi encontrada no arquiv o.