DEDICATÓRIA
Dedico e agradeço esse trabalho primeiramente a Deus, que me capacitou para
chegar até onde cheguei e me deu forçar para lutar e continuar mesmo diante das
dificuldades.
Dedico também esse trabalho a meu filho Rayson Cruvinel Borges que a cada
dia me inspira a lutar e me da forçar para prosseguir.
Dedico este trabalho também aos meu pais que mesmo estando ausentes se
fazem presentes no meu coração, e sei que do alto dos céus estão torcendo pela minha
vitoria, e aos meus irmãos do coração Washington Cruvinel e Wellington Cruvinel.
Dedico enfim este trabalho a todos os que me incentivaram e nunca me
deixaram desistir, me ajudando para este trabalho fosse realizado entre eles a minha
“anjinha” Maria Aparecida, minhas patroas Maria de Lurdes e Marli.
Agradeço ainda em especial as minha querida e amadas amigas e “ cumades”
Luciana Rodrigues, Laise Nunes e Cristiene Olimpía, como também minhas colegas
Nubia, Eduarda, Michelly, Marleide, Aline, Paula, Edilene e todos os que estiveram ao
meu lado.
E por fim agraseço as professoras de estágio Karine e Ordalia.
A vocês toda minha gratidão e agradecimentos, amo vocês e estarão sempre no
meu coração.
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO
CAPITULO I – DIAGNOSTICO ESCOLAR DO COLÉGIO ESTADUAL DOM
BOSCOS.
CAPITULO II – DOCÊNCIA PARTICIPATIVA E MICRO – AULA
CAPITULO III – OFICINAS DO ENEM: DITADURA MILITAR E OS
PRRINCIPAIS MOVIMENTO SOCIAIS DO SÉCULO XX.
CAPITULO IV – REGÊNCIA
CONSIDERAÇOES FINAIS
REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS
ANEXOS
INTRODUÇÃO
Venho através deste apresentar o relatório final do estágio supervisionado II,
uma exigência a ser cumprida para a obtenção do titulo de licenciado em história, da
Universidade Estadual de Goiás, Unidade Universitária de Jussara, na qual os
acadêmicos do curso foram direcionados a executar as atividades teóricas e práticas com
a finalidade de fazê-los compreender e vivenciar, a realidade escolar e do professor
como também perceber o que é ser professor totalizando duzentas horas curriculares(
200 h/ a).
Para que este fosse realizado, o estágio foi dividido em quatro etapas: a primeira
no diagnostico escolar com vinte horas aulas (20 h/a) sedo dezoito para pesquisa (18
h/a) e duas (2 h/a) para visitar a escola, a segunda nas micro-aulas e docência
participativa computando sessenta horas aula ( 60 h/a) para a elaboração de uma aula e
sua execução, sendo dez horas aula (10 h/a) para a observação e monitoramento das
aulas dos professores titulares da escola campo CEDB, trinta horas (30 h/a) para
elaborar e preparar os materiais com orientação e auxilio da professora de estágio
executando uma aula de 45 minutos e vinte horas (20 h/a) para acompanhar e relatar as
micro-aulas. A terceira seria o planejamento e execução da oficina computando
cinquenta hora(50 h/a)
e a quarta na execução da regência totalizando dez horas
aulas(10 h/a) na qual oito horas (8 h/a) são direcionadas á sua elaboração e duas(2 h/a) á
sua execução . Todas estas foram realizadas na escola campo “Colégio Estadual Dom
Bosco” situada no município de Jussara e na unidade universitária do mesmo, porém
este trabalho conterá essas divisões por capítulos.
No primeiro capitulo “O diagnostico escolar” do Colégio Estadual dom Bosco,
será discutido os dados do colégio como o PPP, PDE e PCN’s, como também será
relatado a entrevista feita com a coordenadora e professora da disciplina de história e
tendo abarcamento teórico de autores como a Selva entre outros. Já no segundo capitulo
será discutido o planejamento e aplicação das micro-aulas realizadas na universidade
para a turma do 4° ano do curso de história, na qual será relatado a escolha do tema, a
seleção do conteúdo, o preparo dos materiais e sua execução contando também com a
orientação pedagógica e abarcamento teórico, como também o relato da docência
participativa realizada na escola campo, na qual as aulas de história e aulas afins foram
assistidas.
O terceiro capitulo será condizente ao planejamento e execução das oficinas do
Enem, relatando as escolhas dos temas( ditadura militar e os principais movimentos do
século XX) escolhidos pelos próprios alunos, a partir das análises das provas do
vestibular, da UFG e da PUC de 2009 á 2013 , a divisão dos grupos, a seleção de
conteúdos, materiais e dinâmicas, e por fim relatando sua execução realizada no
períodos vespertinos na própria unidade da UEG contendo também um apanhado
teórico.
Por fim no quarto capitulo será discutido planejamento e execução da regência
realizada também na escola campo contendo 2 horas aula, mostrando cada passo para
que esta fosse realizada desde a escolha da turma, do tema, seleção de conteúdos,
matérias e outros como também a orientação pedagógica e execução da regência, sendo
avaliada pelas respectivas professoras Ordalia (professora de Estágio Supervisionado II)
e Izilene (professora titular).
Todas essas etapas do estágio foram acompanhadas de forma separada e
aleatória pelas professoras Karine e Ordalia através das orientações.
CAPIULO I:
DIAGNOSTICO ESOLAR DO COLEGO ESTADUAL DOM BOSCO.
Todos que hoje participam do meio acadêmico do curso superior de Licenciatura
em História ou em quaisquer outro área da educação, mas quero frisar aqui a disciplina
de História por ser a área a qual estou submetida, obviamente passou por todo o
processo letivo do ensino fundamental e médio para estar inserido no mundo
acadêmico, percebo então que visão que se tem enquanto aluno do colegial e a visão que
se tem como futura profissional da educação e acima de tudo professora de história, é
bem ampla e complicada, pois não se passava na minha cabeça o que é ser um
professor, o que é uma instituição escolar, o que se passa nesse contexto, suas
dificuldades e problemas, seus desafios a serem enfrentados, porém, é acerca destas
questões que venho discutir este relatório.
A principio devo dizer que me fundamentei no diagnostico escolar da escola
campo Colégio Estadual Dom Bosco com a participação da professora de História
Idelma e da coordenadora Andrea e nos devidos documentos PPP (Projeto Politico
Pedagogico), PDE (Plano de Desenvolvimento Escolar), PCNs (Parâmetro Curricular
Nacionais). Parecer de história e o texto da autora Deia Ribeiro Fenelon.
A escola campo a qual fui visitar juntamente com a turma de história
acompanhados pelas professoras de estágio supervisionado I Simone Luz e Sandra
Rodart se encontra no município de Jussara situada na Rua Almirante Barroso esquina
com a Avenida Caculé S/N, Setor São Francisco. A escola possui o Ensino fundamental
2ª fase e é a única da rede estadual a disponibilizar o ensino médio/ressignificação,
tendo seu funcionamento nos três turnos (vespertino, matutino e noturno). Contudo ela
conta com quatorze salas de aula, quatro banheiros com quatro sanitários cada, para os
alunos masculino e feminino, banheiros para atendimento aos alunos com necessidades
especiais e dois banheiros para professores, uma biblioteca, um laboratório de línguas,
dois laboratórios de informática com novos computadores (mas sem um monitor
especializado para estar com os alunos o que acaba se tornando um problema), um
laboratório de ciências, uma sala de coordenação e secretaria, uma cantina, pátio interno
bem arejado e externos e duas quadras de esportes uma descoberta e outra coberta que
estava no plano de desenvolvimento escolar e já esta concluída, todas as salas possui ar
condicionado visando atender melhor as necessidades dos alunos e proporcionar maior
conforto e lazer a estes devido o calor que faz na cidade, porém a escola tem uma boa
estrutura física, contando também com um estacionamento para os professores.
A escola atende ao todo quatrocentos alunos por série, de diversas classes sociais
e a maioria com diversas dificuldades, onde leêm com dificuldade não escrevem bem,
com clareza, onde há um desinteresse e desmotivação dos alunos, há desigualdade
social e falta de disciplina, pois muitos enfrentam problemas nos lares e que acaba se
refletindo na vida escolar destes e é justamente por isso que a escola procura
conscientizar os alunos da importância dos estudos, a principio eles tentam adequar
aquela criança as normas da escola, verificam suas dificuldades, suas qualidades para
melhorar o planejamento do processo educativo para depois direcionar o aluno para seu
objetivo principal que é faze-lo atingir as propostas pedagógicas lançadas pela LDB e
pelos PCNs a qual pretendo discutir mais adiante.
A frequência dos pais nas reuniões são poucas, muitos não participam da vida
escolar de seus filhos, “a família tem se distanciado dos problemas escolares dos filhos”
(PPP Colégio Estadual Dom Bosco) e é nesse ponto que se tem um dos primeiros
fracassos. Devido essa falta de participação muitos pais não fazem ideia do que seus
filho fazem na escola, não tem consciência se ele tem boas notas, se tem uma boa
disciplina, ou se tem alguma dificuldade, de acordo com o diagnostico na fala da
coordenadora Andrea o modo mais crítico dos pais comparecerem á escola é quando sua
presença é solicitada devido a problemas graves, porém para superar esta dificuldade
com relação a falta da participação dos pais a escola tenta promover palestras, dia da
família na escola, eventos culturais, oficinas de culinária e artesanato na escola aberta,
jogos de inter classe e outros para tentar chamar a atenção desse pais e sensibiliza-los
com a realidade escolar. Muitos desses pais acham que as reuniões são feitas só pra falar
mau de seus filhos, mais o que a escola propõe nas reuniões é mostrar seus planos
juntamente aos pais, e para evitar constrangimentos de acordo com a coordenadora é
preferível falar com os pais por etapas ao invés de todos reunidos na sala.
Diante de uma falta disciplinar todos os problemas são direcionados a
coordenação, onde a coordenadora acompanhada de outra pessoa (nunca sozinha) para
evitar transtornos relacionados a conversas que não foram ditas aplicam um modo de
punição aquele aluno como por exemplo suspende-lo dos jogos de inter classe, tomar a
tabuada, pedir um trabalho, contar sua vida, entre outros, sendo assim diante de uma
falta muito grave como soltar bomba caseira, ou chegar a um grau de violência muito
grande a polícia e o conselho tutelar são imediatamente acionados.
Diante desses fatos percebe-se que o contexto escolar não é um conto de fadas e
que não é fácil de lhe dar, pois se tratando de seres humanos as relações sociais são
complicadas por isso acima de tudo antes de formarmos profissionais como futuros
professores temos a obrigação de formarmos cidadãos humanizados, por isso as relações
de trabalho da escola são baseados no respeito, no compromisso na corresponsabilidade,
pelo companheirismo, pela humanização, pela convivência em que se constrói a
cidadania em busca da plenitude, aqui nenhum trabalho é melhor ou pior do que o outro
todos trabalham em busca de um só objetivo por isso todo corpo que constitui a escola é
extremamente importante, desde aquele que vai coordenar, aquele que vai transmitir o
conhecimento aos alunos, aqueles que trabalham na higienização e alimentação dos
alunos, todos possuem uma função fundamental e não menos importante do que o outro.
A escola porém não se caracteriza apenas por sua estrutura física, mas acima de tudo
pela união daqueles que trabalham em prol de algum objetivo em comum que é levar a
criança a aprimorar o conhecimento, prepara-lo para se inserir na realidade social, fazer
com que aquela criança sinta o prazer de estudar, fazer ela esteja ali porque gosta e não
porque se vê obrigada.
De acordo com o Projeto politico pedagógico cada disciplina tem seus
respectivos objetivos a serem alcançados, no ensino fundamental de 6° ao 9° ano as
disciplinas a serem aplicadas são: língua portuguesa, língua estrangeira (inglês),
matemática, ciências, arte, educação física, geografia, ensino religioso e história. Porém
cada uma possui um método de ensino diferente podendo disponibilizar dos recursos
didáticos oferecidos pela escola para melhoria do aprendizado como a biblioteca
contendo cerca de seis mil livros, os laboratórios de línguas, ciências, informática e os
materiais de apoio como a Tv, vídeo-cassete, DVD, mapas, fitas de vídeo, som,
retroprojetores e data show.
Quero frisar aqui os objetivos da disciplina de história por ser a área do
conhecimento a qual estou submetida enquanto futura profissional de história, de acordo
com o PPP seus objetivos são:
Mostrar ao educando que somos agentes transformadores da
História, e a partir daí, despertar o senso crítico e percepção do
que é ser cidadão valorizando a democracia. Proporcionar ao
aluno uma compreensão mais critica do seu momento social,
tentando compreender o processo da transformação histórica do
mundo e do brasil, relacionando-os com a realidade atual
brasileira e mundial. Valorizar a pesquisa enquanto ferramenta
para a reconstrução do passado e entendimento do futuro, e em
fim aguçar a curiosidade dos alunos a terem contanto ativo e
crítico com os monumentos, praças, edifícios políticos e pessoas
valorizando a história das sociedades, incentivando-as na
pesquisa oral, mostrando a importância de resgatar e preservar o
patrimônio cultural e a memória das pessoas. (PPP 2010 Colégio
Estadual Dom Bosco).
Observando esses objetivos a serem alcançados é que se percebe a importância
da história e a responsabilidade que o professor adquire ao transmitir o conhecimento ao
seu aluno, antes de qualquer coisa o profissional da educação tende a assumir uma
responsabilidade social e politica, o que se espera desse profissional é que ele não esteja
dissociado da pratica, da realidade social, não se quer apenas repetidores e reprodutores
de uma concepção atrasada pois como historiadores devemos sempre estar ligados com
a realidade social lembrando que estamos num lugar onde atuam as forças do
capitalismo que vem crescendo e modificando a cada tempos, não tem como nesta
referente situação ficarmos presos a concepções que hoje já não surtiram efeitos nesse
sociedade, de acordo com a autora Dea Ribeiro Fenelon:
O conhecimento não é visto como uma atividade social e a
ciência assim produzida torna-se autônoma, mesmo porque
acabando sendo feito de um esforço de reafirmação da
neutralidade e da isenção de pressupostos ou de concepções, que
de acordo com seus adeptos somente atrapalhariam a
compreensão do real. (Fenelon, pág. 24).
Ela ainda ressalta que:
O trabalho do cientista se resume em investigar a realidade a
partir de modelos de análise, em juntar os fatos acontecidos e
estes são sempre irrefutáveis porque comprovados pelos
documentos consiste em organiza-los cronologicamente ou em
torno de conceitos e ou está pronta a ciência, no nosso caso, a
história. (Fenelon, pág. 24).
Contudo a autora quer nos mostrar que não tem como dissociar a ciência do
social, não tem como viver somente a teoria e não conhecer a prática, pois ambas se
completam, sós elas se tornam falhas e frágeis, não se pode pensar uma historia apenas
a partir de dados e fatos cronológicos pois a história é mais do que isso, há uma visão
muito mais abrangente pois os fatos não falam por si, o historiador é o responsável por
mostrar a história em suas várias dimensões possíveis, então o que se espera do
profissional da educação e que ele não se torne um professor e historiador livresco, que
se pauta somente no que os livros didáticos trazem, pois se não qualquer um poderia dar
aula de historia, mas espera-se por um profissional pesquisador, que vá atrás daquilo
que está entre as linhas da história, daquilo que esta encoberto, é por isso que a autora
Dea diz que:
O historiador, portanto, não recolhe apenas os dados, ele
constitui e é ele quem dá vida ao fato histórico, definindo sua
importância e organizando-o de acordo com seu sistema de
referência. (Fenelon, pág. 24).
Então o profissional deve sempre aprender e refletir historicamente e ensinar
seus alunos a desenvolverem esta prática para refletirem no seu dia-a-dia de forma
racional e histórica, a prática educativa não deve desenvolver nos alunos como diz Dea
“um mito da memoria nacional, com seus ritos e maniqueísmo de vilões e heróis”.
(Fenelon, pág. 25). Percebe-se que o conhecimento que durante muito tempo veio sendo
aplicado não passavam de copias ou repetições, os alunos apenas memorizavam o que
liam, eles não sabem produzir um texto a partir de documentos ou outras fontes, por isso
se tem a dificuldade de entender o processo histórico e é por isso que o professor deve
transmitir ao seus alunos a prática da pesquisa, porém fica claro que o ensino e a
pesquisa devem andar juntos nesse processo de aprendizagem histórica.
O livro didático fornecido pelo governo é fundamental e é por isso que sua
escolha merece uma atenção especial, para que isso seja feito são feitas reuniões
juntamente a coordenação e os professores, onde os critérios a serem seguidos são feitos
a partir da demanda da matriz curricular de referencia com os conteúdos que devem ser
aplicados em cada série, tentando atender ao máximo possível essa matriz que deve ser
exercida, há uma analise quanto a qualidade dos conteúdos oferecidos nos livros nas
questões para avaliação o livro tem que ser chamativo para aquela criança, para que o
aluno possa compreender seu material de estudo. Sendo assim de forma democrática o
livro é escolhido conforme a avaliação e gosto da maioria frisando que todo começo de
ano um livro é adotado.
Como sabemos o currículo mínimo traz uma ideia padronizada do que se tem
que aplicar nas escolar que é imposta pelo estado, mas nem tudo que é exigido no
currículo se encontra no livros, e para que o conteúdo seja aplicado os professores
buscam em outros recursos como biblioteca, internet trazer ao aluno aquela matéria
proposta. Ser professor não é uma tarefa fácil pois ele tem suas obrigações para com o
estudo e sociedade, e a forma mais solida de saber se os conteúdos estão sendo
aplicados e se estão tendo bom desempenho são vistos através de uma ficha de
desempenho dos alunos e relatórios que devem ser enviados a secretaria da educação,
nas orientações curriculares os PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais) ainda surtem
muito efeito no processo de aprendizagem, pois é a a partir dele que se tem a
oportunidade de trabalhar novas propostas de ensino além do que está no currículo
mínimo, mas nem sempre o que esta na proposta dos PCNs são encontradas nos livros,
de acordo com a professora de História Idelma é legal trabalhar com algum tema que
não é encontrado no livro possibilitando assim uma nova pesquisa, em suas aulas de
reorientação ela dedica pelo menos quatro aulas por semana para que a matéria proposta
seja efetivada, ela disponibiliza com recursos didáticos documentários, musica, filmes e
outros, isso ira variar de acordo com o tema a ser trabalhado, porém pode-se dizer que o
curso de História também e baseado no PCNs.
Os cadernos de orientação curricular são estabelecidos pelo estado visando uma
melhoria no aprendizado, na qual ajudará o professor exercer sua função, contudo devese pensar no que realmente se espera desses cadernos de reorientação, teoricamente
falando ele aparenta ser uma maravilha, o sonho de qualquer professor, mas a realidade
é que nem sempre o que está nessas reorientações são postas em prática, o estado vive
de “modismo” educacional, ou seja, sempre inventa algo com relação a educação, onde
no começo é posto em prática de forma autoritária, mas logo deixa de ser praticado
pondo outro modelo em seu lugar, prova disso é que só no estado de goiás as escolas
possuem pelo menos três matrizes curriculares, como na escola campo a qual estamos
analisando. É devido a esse fator e a outras dificuldades que o profissional da educação
tem se desmotivado, como já disse não é fácil esta dentro do mundo educacional é
realmente um desafio a ser enfrentado.
A carga horaria de um professor vai depender da sua disponibilidade podendo
ser ela de até sessenta horas, isso também depende de como o professor concilia seus
horários, para o ensino fundamental são três horas curriculares e para o ensino médio
são duas horas curriculares, mas devemos ter em mente que a escola possui 200 dias
letivos que devem ser cumpridos. Muitos acham que ser professor é simplesmente
chegar na escola, dar uma aula a sua maneira pensando apenas no seu salario do mês,
mas o que poucos sabem é que o professor trabalha muito em prol da sua função e que
quando ele entra em greve não é por uma simples causa onde a maioria julgar esses
profissionais da educação chamando-os de “atoas”, condenando-os por não darem aula
para seus filhos ao se ver prejudicando-os, mas esses devidos profissionais estão lutando
para a melhoria do ensino, não tem como alguém trabalhar com eficácia insatisfeito com
o seu trabalho, e é isso que tem acontecido com a educação, os professores a cada dia se
descontentam com a situação decadente que a aprendizagem tem se encontrado e que se
reflete no meio escolar, o passo que o governo deixa um ponto positivo na educação ele
deixa outro negativo, então posso dizer que a educação acaba ficando parada no tempo
não progride nem regride, pois por exemplo no Dom Bosco – escola campo – do que
adianta o governo oferecer renda para a compra de novos computadores se são retirados
da escola os monitores especializados na área de informática para auxiliar no
aprendizado, com isto fica claro que a educação ainda é muito falha.
Outra proposta da reorientação é a questão da bimestralidade. Essa
bimestralidade fala a respeito da recuperação imediata do aluno, antes as notas eram
lançadas de acordo com cada bimestre e no final do ano as notas eram dadas
anualmente, se o aluno não atingisse o valor total das notas ele ficaria de recuperação
sendo submetido a atividades avaliativas com temas decorrentes do ano letivo, agora a
bimestralidade é feita por bimestre onde o aluno quando não atinge a média necessária
faz a recuperação logo naquele contexto de acordo com o que lhe foi aplicado, a
bimestralidade possibilita a diminuição de repetentes e de evasões.
No que diz respeito a disciplina de História, sabe-se que ela não era autônoma,
mas que ela era vista vinculada a outras disciplinas como a filosofia. De acordo com a
primeira lei sobre a instrução nacional do império do Brasil ficou estabelecido que:
Os professores ensinariam a ler, a escrever as quatro operações
da aritimética (...), a gramática da língua nacional, os princípios
de moral cristã e de doutrina da religião católica e apostólica
romana, proporcionados a compreensão dos meninos,
preferindo, para o ensino da leitura, a constituição do império e
História do Brasil. (PCN. Vol. 5 pag. 19).
Contudo o ensino da escola elementar estavam voltados para um tipo de
conhecimento políticos sem desenvolvimento e de uma formação moral cristã, onde a
proposta de ensino não desvinculava as ideias morais e religiosas dos ideais políticos ao
estado, nem dos costumes dos povos. No ensino do período colonial prevaleceu no
currículo o ensino religioso, visando legitimar a aliança entre o estado e a igreja, a
historia era considerada uma disciplina optativa, somente em 1837 com a criação do
Colégio Pedro II que se dizia publico mais era pago e destinado as elites é que a
disciplina de História se tornou autônoma na qual o seu currículo empregava a história
universal e a sagrada, e após 1855 a história do brasil foi incluído no ensino secundário,
porém no final de 1870 novas reformulações quanto ao currículo das escolas primarias
foram feitas onde se criou uma ideia de história profana contra a história sagrada a qual
trazia discussões a respeito do fim da escravidão, a instituição da republica o ensino
louco desarticulando a ideia de que estudo e a igreja devem andar juntas e outros temas
sociais.
Com a implantação da republica no final do século XIX a sociedade respirava
novos ares e se encontrava na educação uma forma de transformar o país visando
atender suas novas necessidades, de acordo com isso a história tomou novos rumos,
onde a história da civilização substitui a universal e logo a história deixava de estar
vinculada a ideias religiosas dando privilegio ao estudo como principal agente histórico
condutor das sociedades ao estágio civilizatório, já a história nacional relacionava-se a
ideia de historia Patrica onde se destacavam os personagens que lutaram pela defesa do
território nacional.
Com a criação do ministério da educação e saúde ouve a reforma de Francisco
Campos, na qual o estado mantinha o controle do ensino (isso a partir de 1930). No que
diz respeito a história ela era igualitária, idêntica em todo o País onde deveria por em
prática o estudo da história geral. Logo com o processo de industrialização e a
urbanização passou-se a ter a necessidade da busca de uma identidade nacional, num
país de grande diversidade cultural, porém a história incorporava a tese de democracia
racial, da ausência de preconceitos raciais e étnicos.
Diante dessas varias transformações na educação e na história o problema
continua o mesmo pois a pratica dos alunos ainda estava ligada a decoração e a
repetição, somente no período do fim da ditadura de Getúlio Vargas é que a história
passou a ser significativa numa visão política, trazendo a concepção de formação de
uma cidadania para a paz, e justamente por isso ela deveria merecer mais cuidados ao
organizar seu currículo e ao escolher seu material didático, o profissional da educação
na área de história deve levar seu aluno a refletir historicamente. É claro que estudar
toda a história é impossível e é devido a esse fator que se deve ter algumas delimitações
como o fato histórico, o sujeito histórico e o tempo histórico, a qual o professor deve
articular bem em sua aula, logo PCN é um material fornecido ao professor que o ajudará
na realização de seu trabalho, que o influenciará e o guiará na escolha dos conteúdos e
os critérios de sua seleção e organização.
Os parâmetros curriculares nacionais, ao reconhecerem a
complexibilidade da prática educativa, buscam auxiliar o
professor na sua tarefa de assumir, como profissional, o lugar
que lhe cabe pela responsabilidade e importância no processo de
formação do povo brasileiro (PCN Introdução. Vol. 1 pág. 9).
Ainda de acordo com os PCNs, eles são elaborados de forma adepta a realidade
de cada região já que nenhum lugar é igual a outro e as dificuldades referentes a
educação são diversificadas onde cada uma possui uma necessidade diferente.
Foram elaborados de modo a servir de referencial para seu
trabalho respeitando a sua concepção pedagógica própria e a
pluralidade cultural brasileira. Note que elas são abertas e
reflexíveis podendo ser adaptados a realidade de cada região [...]
os parâmetros serão instrumento útil no apoio as discussões
pedagógicas em sua escola, na elaboração de projeto educativos
no planejamento das aulas, na reflexão sobre a pratica educativa
e na análise do material didático (PCN. Vol. 05).
Contudo os Parâmetros Curriculares Nacionais constituem um referencial de
qualidade para a educação no ensino fundamental em todo país e sua função é orientar e
garantir a coerência no sistema educacional, socializando discussões, pesquisas e
recomendações, que ira ajudar principalmente aqueles que se encontram em áreas mais
isoladas e com melhor contato com a produção pedagógica da atualidade.
Seus conteúdos propostos são constituídos a partir da história do cotidiano da
criança, integrado a um contexto mais amplo que inclui os contextos históricos, foram
escolhidos também a partir do tempo presente no qual se tem materialidade e
mentalidades que apontam a presença de outros tempos, outros modos de vida do
passado, outros costumes que ainda refletem no presente e organização social e também
foram escolhidos a partir da ideia de conhecer as muitas histórias de outros tempos
relacionados ao espaço em que vivem.
O ensino e aprendizagem em história é dividido por ciclos e a cada ciclo o
professor deve orientar seu aluno de uma forma diferente, não tem como você conversar
com uma criança de ensino fundamental usando uma linguagem a aplicando um
conteúdo incompatível com sua capacidade cognitiva como por exemplo usar uma
linguagem ligeiramente formal assim como nas universidades para uma criança de 1ª e
5ª série, ela obviamente não atenderia o que o professor quer explicar, é por isso que o
PCN também trás essa ideia de como ensinar história, mostrando temas a serem
aplicados como por exemplo as comunidades indígenas, trazendo critérios para a
avaliação e seus objetivos.
Enfim o estágio supervisionado II para este primeiro momento se tornou
fundamentalmente importante, pois associado a teoria e a prática, me possibilitou ter
uma compreensão maior da realidade educacional, conhecer a escola e ver do que ela se
estrutura, perceber que fazer parte dessa equipe é um grande desafio a ser enfrentado,
saber que não é algo simples e que é uma grande responsabilidade ter a formação de
vários alunos em suas mãos enquanto futura profissional da educação e enquanto futura
professora de história, me possibilitou perceber o compromisso que se deve ter com a
sociedade, além disso pude entender que se tratando de história não se pode ficar apenas
ligado ao livro didático mas que a história exige um raciocínio historizado e associado a
prática da pesquisa para que assim se possa alcançar não todos mas ao menos parte dos
objetivos lançados pelo PPP e PCN, pois como diz Paulo Freire “não há ensino sem
pesquisa e pesquisa sem ensino (...) e onde que que haja mulheres e homens, há sempre
o que fazer, há sempre o que ensinar, há sempre o que aprender”.
A educação qualquer que seja ela, é sempre uma teoria do
conhecimento posto em prática. (Paulo Freire).
CAPITULO II:
MICRO-AULA E DOCÊNCIA PARTICIPATIVA
“A história é referência. É preciso portando
que seja bem ensinada” (KARNAL)
O presente relatório apresentado se trata da segunda etapa do Estágio
Supervisionado II, a qual se caracteriza pela Docência Participativa, trazendo duas
novidades para o ano de 2013. A primeira é das dez aulas propostas para se assistir no
ensino médio oito poderiam ser em outras escolas que não fosse à escola campo Colégio
Estadual Dom Bosco¹ e a segunda é que as aulas assistidas não precisariam ser
particularmente as da disciplina de história, mas também as de disciplinas afins como
Geografia, Sociologia, Filosofia e outros, que a meu ver só teve a contribuir para nossa
formação, já que o profissional da educação mesmo sendo formado em uma área sempre
dá aula de outras disciplinas fora da sua formação, além disso, esse segundo momento
também se caracteriza pela preparação e elaboração das micro aulas realizadas no 4°
ano do curso de Licenciatura em História, como também de modo geral a apresentação
dos demais alunos estagiários.
Este segundo momento do Estágio Supervisionado II, se tornou uma proposta
fundamental para nossa formação enquanto futuros profissionais da educação, pois nos
põe em contato com um publico um pouco mais amadurecido, com capacidade
cognitiva mais aperfeiçoada se comparada com os alunos do ensino fundamental, na
qual o grau de aprendizagem deve ser compatível com este publico, já que se trata do
ensino médio e estão se preparando para o vestibular par se inserir numa Universidade,
o que nos leva a ter uma grande responsabilidade social como agentes formadores de
indivíduos não só para o mercado de trabalho, mas também como bons cidadãos.
A Docência Participativa foi realizada e concluída a partir de dez aulas assistidas
no Colégio Estadual Dom Bosco, mais especificamente, no ensino médio do 1° ao 3°
ano como já foi dito, dos períodos matutino e vespertino, das disciplinas de História,
Geografia e Sociologia, ministradas pelos professores Hélio (professor de História e
Geografia do CEDB), José Ferreira (professor de Sociologia, e Filosofia do CEDB),
Rodolfo (professor de História do CEDB) e Idelma (professora de História do CEDB),
contendo alunos da faixa etária de dezesseis aos vinte anos, contendo algumas exceções.
De acordo com as aulas assistidas, se tratando de salas cheias de adolescente e
jovens cheios de "adrenalina" percebe-se a euforia e a desinquietação dos alunos,
contendo uma diversidade de características destes, onde por sua vez muitos se
destacam por serem conversadores, fazendo brincadeiras a todo instante interrompendo
a aula impossibilitando que os demais ouçam a explicação do professor, no mais, há
aqueles que circulam na sala de aula andando de um lado para o ouro, saindo se sua
carteira a todo instantes, ou indo para fora da sala, porém em sua grande maioria há
ainda aqueles que são participativos, cooperando com o ensino ajudando na leitura de
textos e debatendo o assunto proposto pelo professor, e ainda em sua minoria percebese a presença de alunos "apáticos, que são aqueles que se isolam do corpo docente,
pouco participam das discussões e geralmente se mostram desatentos ao conteúdo.
No ensino médio, diferente do ensino fundamental percebe-se um maior
interrese dos alunos pelos conteúdos propostos pelos professores, onde a maioria dos
alunos mesmo sendo conversadores, tem uma grande participaçao na aula, que faz com
que a aula se torne dinâmica, descontraida e proveitosa, mas mais do que isso percebese que aqueles alunos realmente estão absorvendo conhecimento,o que se torna algo
mágico para o ensino, pois ele é uma triade formado por professor, conteúdo e aluno
estabelecendo um contato e dialogo direto que os liga a Didática, onde:
"Ensinar é um ato intencional, ensinar significa interagir e
compartilhar,
ensinar
exprime
afetividade,
ensinar
pressupõe
construção de conhecimento e rigor metodológico, ensinar exige
planejamento didático."(VEIGA, 2006, p19)
Sendo assim o ato de ensinar é um conjuto de fatores que não deve ser
disociado, pois eles estão extreitamente ligados uns aos outros. Ao ensinar o individuo
formador tem uma intencionalidade para com seu aluno, e numa aula para que se tenha
proveito é necessário que se tenha uma interração e relação professor-aluno, já que estes
são "coprotagonistas" do ensino, além disso toda aula requer planejamento e dedicação,
requer amor e afeto pelo que se faz, para que seja algo bem elaborado.
As tumas no período matutino são maiores com relaçao ao vespertino, até
mesmo pelo fato do clima ser mais fresco e algus trabalharem a tarde contendo cerca de
quarenta alunos por série, contudo diante da diversidade e quantidade de alunos, fica a
pergunta no ar: como controlar uma sala cheia de alunos sem perder o controle e
apreender sua atenção?
Nas aulas assistidas pode-se perseber algumas táticas essenciais e basicas
usadas pelos professores. Pelo fato das turmas serem grandes e se sentarem de forma
desorganizada (dupla ou trio) posicionando as carteiras de forma inadequada ao espaço,
fica difícil a locomoção do professor, impossibilitando-o de ser articular no meio dos
alunos, indo de carteira em carteira, porém para que não perca o controle da turma,
utiliza um tom de voz adequando a quantidade de alunos, e quando necessário para
chamar a atenção destes ele agrava mais seu tom de voz, porém um tom de voz
adequado e compatível á quantidade de alunos é o primeiro passo para se manipular a
sala, contudo o profissional da educação também deve falar bem evitando o máximo de
erros, e usar uma linguagem adequada a turma para que se faça compreendido.
Além desse fato, o professor tende se mostra atento com o olhar em cada aluno,
mesmo que este se sente fundo da sala, contudo além de conversar com os lábios o
professor também “conversa com as mãos” sendo bastante expressivo para voltar a
atenção do aluno ao conteúdo aplicado. Outro fato importante, é perceber no processo
didático que se refere história a relação passado presente feita pelo professor, ou seja,
trazer fatos passados relacionados com nossos dias atuais, o que por sua vez acaba por
despertar a curiosidade dos alunos, ajudando no processo de aprendizagem, os alunos se
mostram abertos a discussão participando da aula tornando-a favorável e proveitosa.
Sabendo que as aulas assistidas também foi de disciplinas afins, é perceptível
que os alunos tenham maior interesse por umas matérias do que outras, onde sua
dedicação e participação é maior, na qual a maioria dos alunos tem grande interesse pela
geografia, contudo, outra questão que é importante ressaltar aqui é que um professor
também da aulas de disciplinas que não são da sua formação especifica, mas que são
próximas, então só o saber do professor não basta, mas é preciso de muito mais:
O exercício da docência consiste no domínio, na transmissão e na
produção de um conjunto de saberes e valores por meio de processos
educativos desenvolvidos no interior do sistema de educação escolar.
Esse saber docente é, de acordo com a literatura da área, um saber
plural, heterogêneo, construído ao longo da História da Vida do
Sujeito... assim o historiador-educador, ou professor de história é
alguém que não domina apenas os mecanismos de produção do
conhecimento histórico, mas um conjunto de saberes, competências e
habilidades que possibilitam o exercício profissional da docência.
(FONESCA, 2003, p. 63)
A partir daí percebemos que o saber histórico do professor sozinho não basta, ele
deve ir além, mostrando um novo olhar, uma nova realidade e concepção de vida, que se
dá a partir de uma fusão com seus valores e experiências de vida, que de forma indireta
se manifestará na sala de aula.
Como se sabe, no processo de aprendizagem relacionados aos conteúdos, as
propostas pedagógicas são lançadas pela LDB e PCN, na qual a seleção do livro
didático é feita pelos professores da região junto á coordenação, sob alguns critérios que
devem atender ao máximo a demanda da matriz curricular, visando a qualidade dos
conteúdos das atividades propostas nestes, e ser chamativo ao aluno, porém o livro
didático em sala de aula é o recurso principal do professor para que ele possa ministrar
sua aula, sendo ele quase indispensável, e facilita o acompanhamento nas leituras com
os alunos, contudo o livro didático somente não basta para que se tenha uma boa aula e
é justamente por isso que o professor sua o quadro, para que possa passar esquemas ou
tópicos do conteúdo, chamando a atenção do aluno para que ele não fique perdido na
hora da explicação se tornando essencial ao processo de aprendizagem, afinal se o
quadro existe em uma sala de aula é porque ele tem alguma serventia.
Usar o quadro e o livro didático é fundamental e indispensável ao professor, mas
isso não significa que ele não possa utilizar outros recursos, muito pelo contrario, ele
deve usar, desde que se torne favorável e adequando a aula como por exemplo, usar
mapas para situar algum continente ou país, passar algum filme relacionado ao conteúdo
ou música para que após venha a ser analisado, trazer algum outro documento,
disponibilizar de materiais tecnológicos como o data show, trabahar com imagens, (
foto, pintura, charge...) lembrando que ao utilizar este o professor deve mostrar ao seu
aluno que a imagem também é um tipo de documento é que requer um devido cuidado
ao ser analisado para que não se torne uma mera ilustração. a foto por exemplo:
"Favorecer a introdução dos alunos no método de análise de
documentos históricos e em se tratando de fase inicial da alfabetização,
contribuem para que identifiquem ano, nome de lugares, pessoas ou
grupos sociais....pode favorecer o entendimento das mudanças
permanências
por
intermédio
comparativo".(BITTENCOURT, 2004, p 369)
de
e
estudo
Em ambas as turmas do período vespertino e matutino, quanto nas outras
disciplinas se encontram dificuldades, porém cada professor as manejam de um modo
diferente. No entanto fica claro que além da conduta padrão da imagem do professor,
ele também carrega consigo seus valores que, mesmo que despercebidos se refletem na
sala ao dar aula, e é isso que o torna diferente. Há professores mais rígidos, professores
mais liberais, professores mais dinâmicos, professores mais conservadores entre outros,
porém que de fato importa é conseguir dar uma aula satisfatória com melhor proveito de
aprendizagem do aluno, uma tarefa desafiante e ao mesmo tempo desgastante e
cansativa para esse profissional da educação, pois raros são os momentos que o
professor tem em sala de aula para se sentar, não podendo ficar sem fala, pois cinco
minutos de silencio pode significar o começo de um alvoroço.
Dentro do processo de ensino realizado pelos professores percebe-se a relação
aluno-professor onde este professor acaba sendo mais do que um individuo para orientálo na escola, ele acaba por estabelecer uma relação de amizade com os alunos o que
pode ser positivo na hora de dar aula ou pode se tornar um ponto negativo, se o aluno
achar pode bem fazer o que quiser desrespeitando este, por isso é necessário ter certos
cuidados, estabelecer uma boa relação, mas sem extrapolar seus limites para que não
haja conflitos pessoais.
Quando se fala de professor de História e aprendizagem de História, deve-se
pensar numa conciliação entre ambos para que a aprendizagem de História seja bem
efetivada, dependendo esta do objeto em si, como também da pedagogia que por sua vez
mudam a passo que a sociedade muda.
Sendo o fazer histórico mutável no tempo, seu exercício pedagógico
também o é. Eu diria que ensinar História é uma atividade submetida a
duas transformações permanentes: do objeto em si e da ação
pedagógica. O objeto em si é transformada pelas mudanças sociais,
pelas novas descobertas arqueológicas, pelo debate metodológico,
pelo surgimento de novas documentações e por muitos outros
motivos. A ação pedagógica muda porque mudam seus agentes:
mudam os professores, mudam os alunos e mudam os anseios dos
pais. (KARNAL, 2004, p. 09)
Dar aula deve ser algo inovador para despertar a atenção dos alunos e atrair seus
olhares, mas como fazer isso? Como tornar uma aula interessante? Tudo depende da
criatividade do professor, pode ser que ele opte por usar métodos tecnológicos como
slides e retroprojetores, ou mesmo apenas o quadro e o giz, o que não significa que a
aula não seja dinâmica, do mesmo modo que os recursos tecnológicos não sejam
sinônimos de dinamismo, antes devem se adequar ao conteúdo, principalmente se for
trabalhar com imagens como já foi dito.
Uma aula pode ser extremamente conservadora e ultrapassada
contando com todos os mais modernos meios audiovisuais. Uma aula
pode ser muito dinâmica e inovadora utilizando giz, professor e aluno.
Em outras palavras, podemos utilizar meios novos, mas é a própria
concepção de História que deve ser apresentada. (KARNAL, 2004, p.
09)
A partir daí, segundo o autor é que se encontra um dos grandes problemas da
educação, pois na tentativa de acompanhar as mudanças, tentar fazer parte do novo
tempo, muitos professores acabam pecando no ensino, deixando a desejar uma aula que
poderia vir a ser satisfatória diminuindo o grau de aprendizagem dos alunos que acabem
sendo prejudicados pela falta de explicações concretas.
Na sala de aula, o pensamento analítico é substituído por achismos,
alunos trocam a investigação bibliográfica por informações
superficiais dos sites de pesquisa pasteurizadas, vídeos são usados
para substituir (e não complementar) livros. E o passado, visto como
algo passado, portanto superado, tem interesse quando o jornal do dia
anterior. (KARNAL, 2004, p. 17)
Considerando que o professor antes de mais nada tenha um compromisso social
com a sociedade e com os próprios alunos sendo eles formadores de cidadãos, o passado
não deveria ser posto apenas como passado, algo que já se foi, mas a tarefa do professor
de história é fazer com que esse passado morto tenha um sentido para a vida, fazendo
uma reflexão entre o passado e o presente.
As micro-aulas se tornavam um fator fundamental para nossa formação, pois a
partir dela tivemos a oportunidade de nos pôr-nos no lugar do professor e vivenciar esta
experiência. As micro-aulas ocorreram no 4º ano de História da Unidade Universitária
de Jussara sob a orientação e avaliação da professora de estágio Karine e dos demais
alunos estagiarios por meio de fichas. Cada aula apresentada pelos alunos deveria ter a
carga horária de trinta a quarenta e cinco minutos, disponibilizando de todo tempo para
a aplicação do conteúdo, que ficou a nossa escolha.
Nas micros-aulas apresentadas tivemos vários conteúdos selecionados, desde
conteúdos da História Contemporânea, Feudalismo, Ditadura Fascista, Ditadura Militar
no Brasil,g Guerra Fria, África, entre outros, cada tema de acordo com as séries do
Ensino Médio, já que como se sabe a Matriz Curricular imposta pelo Estado que
determina e que se deve ou não estudar por série.
Falando de modo geral, o principio de tudo para que acontecesse cada aula e
após obter seu desenvolvimento, foi dado a partir da escolha do tema. Contudo a
seleção do tema e seu respectivo conteudo não foi algo fácil, isso exigiu muita
dedicação por parte de cada aluno universitário enquanto futuros professores, sempre
tendo em mente seu compromisso social, pois “a História é referencia, e é preciso,
portanto, bem ensinada” (KARNAL, 2004, p.19). No entanto cada aluno trabalhou de
maneira diferente, passando pela orientação e aprovação dos conteúdos antes de efetuar
a aula pela professora Karine de Estágio Supervisionado II, que nos ajudou a verificar
os materiais a serem expostos e principalmente a formular o plano de aula que seria a
seqüência didática, como começar a aula, a partir do que, de que tempo com inicio,
meio e considerações finais.
São vários os fatores que levam nós enquanto futuros profissionais da educação
a darmos uma aula bem sucedida, do mesmo modo que pode ser um aula menos
proveitosa, tudo depende da escolha do conteúdo e mais do que isso da matéria a qual
este será apresentado. O professor para que se saia bem numa aula de ensino médio
deve conseguir sensibilizar o aluno a fazer com que ele se sinta atraído pelo conteúdo e
se envolva com a aula, para isso o professor deve ser dinâmico, andar pela sala
enquanto explica o conteúdo, passando de carteira em carteira para que se mostre atento
a cada aluno intimidando-os, apresentar segurança ao explicar a temática proposta, ser
expressivo fazendo gestos para que o aluno o olhe, ter durante a aula uma seqüência
didática para que o aluno não fique perdido, fazer perguntas compreensivas aos alunos e
ter a percepção de que eles estão entendendo ou não o que está sendo explicado, usar
recursos didáticos favoráveis a aula, ter uma linguagem adequada e saber adequá-las a
turma (pois não adianta explicar algo como se explica numa universidade para uma
turma de 6º ano, obviamente ela não entenderia nada) entre outros.
Durante a micro-aula tivemos tipos de apresentações tanto com pontos
negativos, quanto com pontos positivos. Vamos analisar um pouco: alguns alunos não
tiveram o dinamismo necessário para chamar a atenção do aluno, alguns devido o
nervosismo se manterão presos tendo pouca movimentação, alguns não se
desprenderam do papel o que demonstrava falta de segurança na apresentação do
conteúdo a ser exposto, alguns falaram com voz baixa, outros com a voz alta demais, o
tom de voz do professor deve ser adequado ao tanto de alunos, se baixo demais os
alunos não escutam, se alto demais o professor desenvolverá uma rouquidão impedindoo de dar aula.
Ao passar um texto para ser lido pelos alunos ele dever apresentar referencia
bibliográfica e deve ser legível do mesmo modo que ao apresentar algum cartaz ele deve
ser bem visível para que todos os alunos vejam da mesma maneira também se trabalhar
com o mapa. O quadro é o ponto principal da sala de aula é indispensável ao professor
pois é nele que se colocará o conteúdo para que os alunos acompanhem e façam suas
anotações no caderno do mesmo modo que o professor pode reaproveitar fazendo uma
revisão, porém quando se usa o quadro o professor deve saber organizá-lo, dividindo
para colocar ordenadamente o conteúdo e também ao usar este ele deve ter uma letra
legível pra que os alunos entendam, e evitar ao máximo cometer erros de português
tanto quanto evitar falar errado. Enfim todo material utilizado em sala de aula deve
servir para complementar o conteúdo e não para substituí-lo, lembrando que ao fazer
história deve-se ter uma relação passado-presente, pois a história é para a vida.
O tema a qual escolhi foi a Emancipaçao Politica do Brasil, trazendo o conceito
de monorquia.( forma de governo onde o cargo supremo é exercido pelo soberano com
poderes absolutos e vitalicios e
se designa através de uma ordem hereditária)
abordando a inconfidencia mineira e a conjuraçao baiana, como a vinda da familía real
para o Brasil até o retorno do rei á Portugal, tendo o objetivo
de caracterizar e
destinguir a inconfidencia mineira da conjuração baiana,identificar as mudanças urbanas
, culturais e politicas após a chegada da familia real e analizar os antecedrntes do
processo de indepêndencia, trabalhando ainda com analize de imagens e documento
escrito.
No primeiro momento foi apresentado o tema e os conteúdos a serem
trabalhados em sala de aula, após no segundo momento foi discorrido sobre a
inconfidencia mineira e a conjuração baiana, mostrando suas semelhanças e diferrenças.
No terceiro momento foi trabalhado a imagen da bandeira dos inconfidentes trasendo
seu significado , como também a imagem de Tiradentes.
No quarto momento foi situado a posiçao de Portugal antes de vir para o Brasil e
após mostrado os fatos a que os levaram a fugir, já no quinto momento foi trabalhado a
imagem da fuga da familia real, junto a um documento escrito, após no sexto momento
foi discutido as mudanças ocorridas no Brasil com a istalação da familia real e o
retorno do rei a Portugal, finalizando com a entrega das atividades.
É muito importante que o professor tenha bastante conteúdo para não acabar
ficando sem fala, evitando que os alunos fiquem dispersos, porém a escolha dos
conteúdos devem ser proveitosas ao máximo para enriquecer a aula e torná-la
interessante. A partir das micros-aulas percebemos nossos erros e acertos sob avaliação
da professora Karine e dos demais alunos, o que se tornou muito importante para nossa
formação, pois é a partir dos erros é que nos aperfeiçoamos melhorando nosso
desenvolvimento em sala para que possamos nos tornar bons professores, e a docência
participativa nos revelará uma realidade ate então pouco conhecida, para ser ter a noção
de como lidar com tantos alunos e exercer bem sua função.
CAPITULO III:
OFICINAS DO ENEM.
Este relatório apresenta os dados da elaboração e execução das oficinas de
história – que é a terceira fase do estagio supervisionada II – assim como textos teóricos
trabalhados ao longo do bimestre.
O principio para começar a se falar sobre as oficinas, é importante apontar qual o
seu propósito, sendo assim as oficinas do estágio supervisionado II são destinados para
os alunos que estão prestes a concluir o ensino médio e que pensam em prestar o
vestibular, baseados nisto as oficinas se intitulam “oficinas do ENEM”.
Como este projeto é destinado para os alunos que pretendem fazer o vestibular, o
primeiro passo para a elaboração desta foi dividir a turma do quarto ano de História em
dois grupos, e a partir daí pensar nos temos a serem trabalhado. A escolha do tema por
sua vez não foi algo fácil, de se escolher pois se tratando de História , há vários recortes
temporais quantos espaciais, e logo por isso não seria possível trabalhar toda a História
como vemos nos livros didáticos.
A partir daí para termos uma escolha mais precisa dos temas fazemos uma
analise das provas do Enem e do vestibular da UEG e da UFG de 2009 a 2013, para
observar quais são os temas mais trabalhados e como são trabalhados nessas provas.
Segundo as analises percebemos que há um grande número de questões
relacionados a história do Brasil, e analise de imagens como também analise de pequeno
textos, mas não só, por também foi perceptível observar uma ligação da História
integrado e a História intercalada.
De acordo com as ideias de Marcus Vinicius de Morais:
“História Integrada, como o próprio nome diz, deveria integrar,
completar, totalizar e somar. O Brasil integrado a História da
Humanidade. Esse seria o objetivo tão claro e tão caro para o século
XXI, quando os muros da linguagem são derrubados num mundo de
rápida comunicação, o mundo da internet, em que fica cada vez mais
difícil estabelecer fronteiras bem definida”. (MORAES, 2009, P. 206).
Dessa maneira a História não deveria ter restrições mas muito pelo contrario, “as
Histórias” deveriam se mesclar e dar um novo horizonte para o conhecimento, na qual
se tornaria uma história mais rica, onde a História integrada teria como meta:
Contar com uma história do Brasil menos superficial, em que as
conexões e acontecimentos mundiais fossem estabelecidas, História
mais rica, cheia de idas e vindas, num processo em que o Brasil não
poderia ficar isolado narrar as Histórias do Brasil e do mundo juntos
seria uma forma de acompanhar a inserção do Brasil num mundo e
mercados amplamente globalizados. (MORAES, 2009, p. 206).
Esse projeto de uma História integrada para o ensino na sala de aula possui
algumas problemáticas e armadilhas na qual os Historiadores devem estar atentos,
principalmente se forma analisar os livros didáticos, que trazer a ideia de História
intercalada, onde:
O que se tem é uma mera disposição cronológica de conteúdos e fatos
que se articulam com os anteriores apenas porque acorreram num
tempo próximo. Assim os temas não se integram com o interagem,
mas apenas se intercalam. (MORAES, 2009, p. 207)
Além disso o autor Morais ainda resalva que mesmo esse “intercalar” apresenta
problemas, onde nos livros didáticos em sua maioria são apresentados critérios
cronológicos, em que a História europeia é mais apropriada que a nacional, e isso se faz
notável ao perceber que a História do Brasil só se inicia com a descoberta do novo
continente, desconsiderando que lá já havia um povo e uma cultura.
Baseando-nos nas analises dessas provas já citadas, associadas a essa ideia de
História integrada e intercalada, os grupos escolheram os temas a serem trabalhados,
onde o grupo um, compostos pelos alunos Elismar, Aline, Pauliane, Valdivino, Nelsone
a minha pessoa (Weslaine) ficou com os alunos Rai, Maraa, Maeme, Denner e Thiago
ficaram com “Os principais movimentos do século XX.”
Dados os temas, agora discorreremos sobre como foram planejadas e
desenvolvidos o tema relacionado a ditadura militar a qual nos submetemos. A principio
a escolha do tema “Ditadura militar” se deu pelo fato de ser um dos fatos mais
marcantes passar despercebido, já que um período de grandes conflitos, marcados pela
falta de democracia, e infração aos direitos humanos, onde decorreram uma série de
torturas e assassinatos.
Como o período da Ditadura se iniciou em 1964 se estendendo a 1974, o regime
perpassou vários governos, onde cada integrante do grupo trabalhou um governo e seus
respectivos acontecimentos, onde os conteúdos foram divididos em seis tópicos, sendo
eles:
•
Ditadura militar, Brasil, Goiás
•
Milagre econômico, Copa de 72, e obras faraônicas do governo Medici
•
Castelo Branco: os primeiro decretos do AI ao AI e a mídia.
•
Costa e Silva , golpe do golpe e censura com relação a música
•
Greve do ABC, reforma partidária e diretos já.
•
Governo Geisel
De modo geral esta oficina se propôs trazer o conceito de Ditadura aos alunos,
demonstrando que ela não ocorreu somente aqui no Brasil, mas na América Latina,
onde a forma de governo se designa pela palavra autoritarismo. Dessa forma foi
proposta para os alunos a inicio da ditadura com o golpe de 1964 e seus respectivos
governos, onde surgiram diversos decretos chamados de atos institucionais (AI’s) que
tinham o objetivo de legitimas e legalizar o poder dos militares.
Foram apresentados também alguns movimentos decorrentes dessa época como
a greve do ABC e a diretos já, como também, o impacto e relação da mídia com a
ditadura, tentando mostrar a esses alunos uma nova visão, onde apesar da censura a
mídia produzia uma manipulação das massas muitas das vezes distorcendo alguns fatos
e ocultando outros, onde a repressão vira destaque.
Além disso é trabalhado o ufanismo e as obras faraônicas do governo que
representava um Brasil forte e que “ia para frente”, progredindo e crescendo, mas na
realidade não era bem assim.
As oficinas contaram também com o apoio dos demais alunos da turma que nos
ajudaram com os equipamentos utilizados em sala, a passo que também no avaliavam.
Para melhorar o desenvolvimento das oficinas foram utilizados os recursos tecnológicos
como o computador, data-show, e caixa de som para que fosse possível trabalhar com
imagens, vídeos e musicas.
Contudo há uma problemática com relação a utilização de tais materiais
tecnológicos e que abre em leque a discussão , no que diz respeito a utilização desses
recursos em sala de aula onde:
O pensamento analítico é substituído por “achismos”, alunos trocam a
investigação Bibliográfica por informações superficiais dos sites “de
pesquisa”, pasteurizados, vídeos são usados para substituir e não
complementar livros. (PINSKY e PINSKY, 2004, p. 17)
Dessa forma os recursos tecnológicos utilizados em sala de aula podem como
também não podem ser bem sucedidos, o segredo para seu sucesso esta na adequação
desses recursos para complementar a aula e assim enriquece-la. O dinamismo para uma
boa aula é essencial, mas isso não significa que uma aula com recursos tecnológicos
seja dinâmica, da mesma maneira que uma aula apenas com giz, professor e aluno seja
“pacata”, segundo Leandro Karnal:
Há algumas décadas, houve um equivoco expressivo na modernização
do ensino. Julgou-se que era necessário introduzir maquinas para se
ter uma aula dinâmica... Multiplicaram-se os retroprojetores, os
projetores de slides e posteriormente os filmes em sala de aula.
(KARNAL, 2004, p. 9)
Dessa forma ele mostra e equivoca do processo de ensino achar que tais recursos
poderiam trazer uma melhora para o processo de ensino e aprendizagem e afirma ainda
que:
Uma aula pode ser extremamente conservadora e ultrapassada
contando com todos os mais modernos meios audiovisuais. Uma aula
pode ser muito dinâmica e inovadora utilizando giz, professor e
aluno... Em outras palavras, podemos utilizar meios novos, mas é a
própria concepção de História que deve ser representada. (KARNAL,
2004, p. 9)
Nas oficinas do Enem em sua totalidade, foram utilizadas analise de imagens e
também vídeos, o que nos permite dizer que ao trabalhar com uma imagem ou vídeo,
esta não deve ser vista como uma mera ilustração, mas muito pelo contrario, ela deve
servir como uma mera ilustração, mas muito pelo contrario, ela deve servir como uma
fonte documental, pois muitas vezes uma imagem, foto, filme e até mesmo a musica
traz uma representação e sentido Histórico, que deve receber um olhar mais cuidadoso
dos professores de História.
Com relação ao tema da ditadura militar foi possível trabalhar os mais diversos
documentos desse período as fotos (morte de Vlademir Ezorgue, jornalista chefe da TV
Cultura charges, vídeos e musicas decorrentes desse período. As fotos por exemplo ,
trazem aspectos mais claros do que foi real, onde segundo Bittencourt:
Os alunos podem identificar o espaço... as mudanças ocorridas
(identificar todos os elementos possíveis que fornecem essas
informações de mudanças e permanências), além das diferenças entre
os fatos no aspecto mais técnico, apontando a finalidade da fotografia.
(BITTENCOURT, 2004, p. 319)
Contudo, as charges também são uma boa proposta documental a ser trabalhada,
principalmente no período da ditadura, pois em sua maioria representavam uma crítica
ao governo devido a repressão.
Já os vídeos também são uma proposta complementar ao conteúdo, não
substituído a aula, mas sim despertando no aluno uma analise critica do filme ou das
cenas mais importantes a serem trabalhados, já a musica também retrata um contexto
Histórico como por exemplo:
Há relatos que mostram a contraposição entre músicas “alienada” ou
de caráter patriótico, que exaltavam a grandeza do país, e aquelas
produzidas pelo grupo engajado da MPB, como Chico Buarque e
Milton Nascimento, autores exemplares de canções originados num
contexto de repressões políticas, incluindo prisões e exílios.
(BITTENCOURT, 2004, p. 379)
O outro ponto a ser trabalhado nas oficinas, foi a preparação do material dos
alunos, na qual foi produzido um caderno para que os alunos fizessem suas anotações,
contendo também um pouco de conteúdo relacionado a cada governo e por fim a
elaboração de cinco questões a partir do que seria executado em sala de aula.
Esse processo de elaboração e execução, oficinas, foi uma faze muito importante
do estágio supervisionado II, pois nos possibilitou a ter a liberdade de experimentar
novos métodos de ensino e de escolher o que seria trabalhado com os alunos. Logo por
isso como futuros professores tivemos que assumir uma responsabilidade para com os
alunos, (que em sua maioria eram de cidade de fora) para realizar um projeto
satisfatório e que atendesse as necessidades desses alunos, mas não só nessas oficinas
mas também durante a carreira do professor assumindo um compromisso social, como
afirma Dea Ribeiro Fenelon:
Não tenho duvida que para fazer avançar qualquer proposta concreta
como professores de História ou formadores de profissionais de
História temos que assumir uma responsabilidade social e politica
com o momento vivido. (RIBEIRO, 2009 p. 1)
Devemos ter em mente que o profissional da educação é o canal de transição de
conhecimento do aluno, e que ao dar aula este profissional deve ter seus cuidados
principalmente para não ensinar algo errado seja na área da História ou outra qualquer,
porém no que diz respeito a Historia, esta “é referencia, e é preciso portanto que seja
bem ensinada (PRINKY e PINSKY, 2004 p.19)
Nessas experiências das oficinas, nos deparamos com uma realidade, cheia de
detalhes, no qual a profissional da educação assume varias responsabilidades, contudo
apenas essa experiência da oficina não é o suficiente para julgar-nos bons professores,
pois este é construído ao longo de sua carreira.
Um detalhe muito importante a se destacar aqui, que pudemos observar nas
oficinas e até no dia a dia escolar é que cada professor tem suas qualidades, alguns mais
severos, outros mais desinibidos, uns com tom de voz mais baixo outros mais agudos e
assim por diante, que dão um brilho diferente para este profissional.
O saber do profissional de História e dos professores em geral , não deve ser um
saber Homogêneo é único, mas deve ter varias amplitudes e domínios como nos mostra
Fonseca:
O exercício da docência consiste no domínio, na transição e na
produção de um conjunto de saberes e valores por meio de processos
educativos desenvolvidos no interior do sistema de educação escolar.
Esse saber docente é, de acordo com a literatura da área um saber
plural, Heterogêneo, construído ao longo da História de vida do
sujeito... Assim o Historiador educador ou professor de História é
alguém que domina não apenas os mecanismos de produção do
conhecimento Histórico, mas um conjunto de saberes, competências e
habilidades que possibilitam o exercício profissional da docência.
(FONSECA, 2003 p. 63)
Para que o processo de ensino e aprendizagem seja mais proveitoso e necessário
também uma integração e interação dos alunos, este por sua vez não são meros
receptores de conhecimento, mas são também:
Coprotagonistas com os professores, que atuam de por indagada para
atender a singularidade da aprendizagem cognitiva como um atividade
mediadora, relevantes e ativas. (VEIGA, 2009, p 14)
Percebe-se então que os alunos não devem ser vistos como armazenamentos de
conhecimentos, apenas nos também devem ser indagadores e teve também ter um olhar
critico sobre o que estão aprendendo, e também a cerca do mundo a qual estão
inseridos.
A participação dos alunos na primeira oficina foi proveitosa, pois no decorrer
das explicações alunos levantam questões e logo havia um debate em sala de aula,
estabelecendo assim a relação professor-aluno.
A segunda oficina a ser apresentada pelo grupo dois estava relacionada aos
movimentos do século XX, que abriu um leque para varias discussões e fazendo ainda
essa ligação de uma História integrada, pois mostrava os acontecimentos não só aqui do
Brasil mas do mundo nesse período.
Os alunos estagiários do grupo dos também trabalhavam com vários recursos
como o data show, slides, musicas e vídeos favorecendo o complementar do conteúdo, e
também elaboraram questões para que os alunos respondessem.
Chegando no fim dessas oficinas em geral os alunos receberam fichas para
avaliarem as oficinas, apontando se as oficinas contribuíram para sua formação e se
corresponderam as suas expectativas, como também pediam algumas sugestões.
No geral os alunos gostaram das oficinas e achavam interessantes, podendo
aprimorar seus conhecimentos e relembrar conteúdos dos quais ele não se lembravam
mais, porém nestas fichas também tivemos varias criticas com relação a oficina em si, e
a preparação dos estagiários.
Uma das principais criticas com relação as oficinas, diz respeito ao tempo
disponível
para que cada aluno estagiasse e exposse seu conteúdo, que ficou
determinado trinta minutos para cada um, e que é muito pouco para se trabalhar
assuntos complexos, a maioria
dos alunos gostariam que as oficinas tivessem no
máximo quarenta minutos de aula, para poder se trabalhar mais.
Outra questão a ser pensada e que foi criticada pelos alunos esta ligada a não
variação de conteúdos principalmente na primeira oficina já que se tratava do regime
militar, e foi trabalhado por governos não tem muita variedade, porém a segunda já
trouxe essa variação esperada pelos alunos.
Alguns alunos também apontaram a falta de segurança e domínio com relação a
algum estagiários, mas por outro lado, alguns foram elogiados.
Outro problema perceptível nas oficinas apontada pelos alunos foi a inadequação
da utilização dos slides pois segundo os alunos alguns estagiários mais leram do que
explicaram e como já foi dito os recursos tecnológicos devem complementar a aula e
não substitui-la.
Além das criticas dos alunos também contamos com a avaliação dos colegas de
turma e a nossa outra avaliação. No geral apesar de alguns problemas todas as oficinas
foram realizadas com sucesso.
As criticas recebidas são uma parte fundamenta, nesse processo do estágio
supervisionado II pois é a partir delas que podemos repensar e melhorar aquilo que
ficou a desejar, e corrigir algumas folhas. Uma proposta a se pensar por exemplo é
trabalhar varias temáticas ao invés de uma só, pois assim os alunos teram uma
amplitude maior de conhecimento, correspondendo maiores expectativas.
Por fim as oficinas nos proporcionará experiências relevantes para nossa
formação, um contato mais direto com os alunos, nos mostrando um pouco da realidade
do ensino, desde como planejar uma aula até sua execução, como também como se
relacionar com os alunos e fazer com que uma aula não seja apenas uma aula, mas sim
um lugar de troca de conhecimento e interação.
É importante apontar ainda que cada professor deve ter uma postura didática,
como por exemplo, o modo de falar, o modo de se vestir, já que este acaba se tornando
um exemplo e referencia para seu aluno. Algumas coisas básicas acabam se tornando
um exemplo referencial para seu aluno. Algumas coisas básicas acabam se tornando
importantes como o movimentos em sala de aula ocupando o espaço, a “conversar com
as mãos” que é se mostrar expressivo, a tonalidade da voz, e interagir com os alunos
entre outros como dividir o quadro, e isso se resume ao que chamamos de estética da
didática onde:
Ensinar é um ato intencional, ensinar significa interagir e
compartilhar, ensinar exprime efetividade, ensinar pressupõe
construção de conhecimento e regras metodológicas, ensinar exige
planejamento didático. (VEIGA, 2009, p. 19)
Isso porque é a partir do planejamento que a aula terra maior probabilidade de
dar certo e ser bem sucedido, porém e certo que isso nãos e regra pois sempre nos
deparamos com contratempos, mas “o ato de ensinar é portanto uma tarefa de dupla face
artística: estética e poética”. (VEIGA, 2009,p. 15)
Logo as oficinas se tornaram um momento de criação e de aplicação de
conhecimento, aumentando nossas expectativas de nos tornarmos professores capazes
de fazer a diferença no ensino, mostrando aos alunos um olhar critico sobre a História e
o próprio mundo, como também aprendendo com as folhas para melhorar e aperfeiçoar
os acertos.
CAPITULO IV:
REGÊNCIA
“A educação qualquer que seja ela,
é sempre uma teoria do conhecimento
posta em pratica.( PAULO FREIRE)”
Durante
todo
o
processo
do
Estagio
Supervisionado
II,
iniciamos
o nossa formação profissional, pois é no estagio que aprendemos o que realmente a
pratica de um professor.
Com cada etapa realizada do estagio ficamos mais em contato com os alunos
dentro da sala de aula, pois é onde desenvolvemos todo estudo feito nesse caminho em
preparação para a regência, cada momento realizado foi de grande importância para
nosso crescimento enquanto profissional da área da educação; não tem nenhuma parte
do estagio que possamos dizer não ter contribuído para o desenvolvimento.
O Estagio foi proposto em quatro fases primeiro bimestre conhecemos a escola
onde foi feito todo processo Supervisionado I, estudamos documentos oficiais com o
PCNS, o Projeto Político Pedagógico e as diretrizes curriculares, foi feito um
questionário com perguntas referente ao ensino de história e a escola campo, com a
participação da coordenadora do curso de história e o professor Rodolfo Belchior, onde
esclareceram algumas duvidas pendente enquanto a formação educacional.
O segundo bimestre foi a pratica de acompanhar o professor dentro da sala de
aula, observando cada passo realizado no momento, assim conhecida como docência
participativa. Outro processo do segundo bimestre é a realização das micro-aula
realizada para os colegas de sala e a professora orientadora do estagio. A micro-aula é
de suma importância para a preparação da regência.
No terceiro bimestre por sua vez foram realizadas as oficinas do Enem, na qual a
turma foi dividida em dois grupos com temas diferentes, para passar para os alunos que
estão saindo do ensino médio e se preparando para começar um curso superior.
O quarto bimestre é a experiência da regência, o momento de mostrar tudo que
aprendemos durante esse processo do estágio supervisionado 2. Contudo para que esta
fosse realizada tivemos a colaboração da escola campo Colégio Estadual Dom Bosco,
que cedeu as turma do ensino médio – mais especificamente a do 1º e 2º - para que as
regências fossem realizadas.
O primeiro passo para que esta fase se realizasse, contou primeiro com a escolha
do tema que foi indicado pelos professores titulares da escola campo já citada neste
relatório, sendo assim os temas propostos foram o Feudalismo e Era Napoleônica,a
serem ministradas nos períodos matutinos e vespertinos sob avaliação dos professores
Izilene e Rodolfo – professores titulares do colégio estadual dom Bosco – como também
da professora de estágio supervisionado Ordalia.
Dados os temas cada aluno estagiário escolheu a turma a qual mais se
identificava e o tema a ser trabalhado, diante desse fato o tema que me coube foi o
feudalismo a ser realizado no 1º E do ensino médio, a ser ministrado na terça e quarta
feira nos dias vinte e quatro e vinte e cinco de setembro do período vespertino.
A partir do tema, é de extrema importância pensar em como se realizaria esta
aula e qual os objetivos e finalidades a serem atingidos, ou seja, o se espera que os
alunos extraiam dessa aula, logo por isso é importante planejar a aula á começar pelo
plano de aula, que nos trás as informações do que será realizado em sala assim como
sua metodologia, recursos, objetivos, conceitos e outros que no mais nos mostram o
esboço da aula a ser ministrada, como nos afirma a autora Veiga:
ensinar é um ato intencional, ensinar significa interagir e
compartilhar, ensinar exprime afetividade, ensinar pressupõe
construção de conhecimento e rigor metodológico, ensinar exige
planejamento didático.” ( VEIGA,2006,P.19)
Esse planejamento didático segundo a visão da autora, nos dá suporte para evitar
as improvisações – o que não significa que elas não possam ocorrer – tendo uma
probabilidade maior da aula ser bem sucedida e alcançar o objetivo proposto, mas devese ter em mente que cada turma é diferente da outra e logo por isso nem sempre o que
dá certo para uma dá certo para outra, gerando alguns contratempos , dessa forma o
planejamento deve visar a melhor forma de ensinar os alunos.
Para minha aula no entanto, os conteúdos a serem trabalhados foram: mostrar o
que foi o feudalismo, suas principais características, como surgiu, o que era o feudo, as
relações de suserania e vassalagem, a descentralização do poder, a sociedade feudal e
sua economia, como também discorrer sobre a igreja.
Após determinar os conteúdos, designei os conceitos a serem aplicados sendo
eles o conceito de feudalismo, feudo, suserano e vassalo. A partir daí foram lançados os
objetivos assim como a metodologia e os recursos a serem utilizados. Dessa forma os
objetivos propostos foram:
•
Situar o período em que se deu o feudalismo
•
Apontar suas características
•
Demonstrar como o feudalismo se originalizou
•
levantar como se davam as relações de Suserania e Vassalagem
•
Perceber como se deu a descentralização do poder
•
Classificar as classes sociais do feudalismo
•
Discorrer sobre a economia e religião
A metodologia a ser empregada para esta aula consistiria numa participação
mais ativa dos alunos, na qual perguntas seriam levantadas no decorrer da aula para que
os alunos pudessem interagir com o conteúdo, contando também com exemplos do
presente associados ao passado e tendo ainda uma pequena apostila com imagens a
serem trabalhadas e o auxilio do livro didático adotado pela escola.
Dentro do processo de ensino realizado pelos professores percebe-se a relação
aluno-professor onde este professor acaba sendo mais do que um individuo para orientálo na escola, ele acaba por estabelecer uma relação de amizade com os alunos o que
pode ser positivo na hora de dar aula ou pode se tornar um ponto negativo, se o aluno
achar pode bem fazer o que quiser desrespeitando este, por isso é necessário ter certos
cuidados, estabelecer uma boa relação, mas sem extrapolar seus limites para que não
haja conflitos pessoais.
Quando se fala de professor de História e aprendizagem de História, deve-se
pensar numa conciliação entre ambos para que a aprendizagem de História seja bem
efetivada, dependendo esta do objeto em si, como também da pedagogia que por sua vez
mudam a passo que a sociedade muda.
Sendo o fazer histórico mutável no tempo, seu exercício pedagógico
também o é. Eu diria que ensinar História é uma atividade submetida a
duas transformações permanentes: do objeto em si e da ação
pedagógica. O objeto em si é transformada pelas mudanças sociais,
pelas novas descobertas arqueológicas, pelo debate metodológico,
pelo surgimento de novas documentações e por muitos outros
motivos. A ação pedagógica muda porque mudam seus agentes:
mudam os professores, mudam os alunos e mudam os anseios dos
pais. (KARNAL, 2004, p. 09)
Dar aula deve ser algo inovador para despertar a atenção dos alunos e atrair seus
olhares, mas como fazer isso? Como tornar uma aula interessante? Tudo depende da
criatividade do professor, pode ser que ele opte por usar métodos tecnológicos como
slides e retroprojetores, ou mesmo apenas o quadro e o giz, o que não significa que a
aula não seja dinâmica, do mesmo modo que os recursos tecnológicos não sejam
sinônimos de dinamismo, antes devem se adequar ao conteúdo, principalmente se for
trabalhar com imagens.
Uma aula pode ser extremamente conservadora e ultrapassada
contando com todos os mais modernos meios audiovisuais. Uma aula
pode ser muito dinâmica e inovadora utilizando giz, professor e aluno.
Em outras palavras, podemos utilizar meios novos, mas é a própria
concepção de História que deve ser apresentada (KARNAL, 2004, p.
09)
A partir daí, segundo o autor é que se encontra um dos grandes problemas da
educação, pois na tentativa de acompanhar as mudanças, tentar fazer parte do novo
tempo, mitos professores acabam pecando no ensino, deixando a desejar uma aula que
poderia vir a ser satisfatória diminuindo o grau de aprendizagem dos alunos que acabem
sendo prejudicados pela falta de explicações concretas.
Na sala de aula, o pensamento analítico é substituído por achismos,
alunos trocam a investigação bibliográfica por informações
superficiais dos sites de pesquisa pasteurizadas, vídeos são usados
para substituir (e não complementar) livros. E o passado, visto como
algo passado, portanto superado, tem interesse quando o jornal do dia
anterior. (KARNAL, 2004, p. 17)
Considerando que o professor antes de mais nada tenha um compromisso social
com a sociedade e com os próprios alunos sendo eles formadores de cidadãos, o passado
não deveria ser posto apenas como passado, algo que já se foi, mas a tarefa do professor
de história é fazer com que esse passado morto ressuscite e tenha um sentido para a
vida, fazendo uma reflexão entre o passado e o presente.
Observando esses objetivos a serem alcançados é que se percebe a importância
da história e a responsabilidade que o professor adquire ao transmitir o conhecimento ao
seu aluno, antes de qualquer coisa o profissional da educação tende a assumir uma
responsabilidade social e política, o que se espera desse profissional é que ele não esteja
dissociado da pratica, da realidade social, não se quer apenas repetidores e reprodutores
de uma concepção atrasada pois como historiadores devemos sempre estar ligados com
a realidade social lembrando que estamos num lugar onde atuam as forças do
capitalismo que vem crescendo e modificando a cada tempos, não tem como nesta
referente situação ficarmos presos a concepções que hoje já não surtiram efeitos nesse
sociedade, de acordo com a autora Déa Ribeiro Fenelon:
O conhecimento não é visto como uma atividade social e a
ciência assim produzida torna-se autônoma, mesmo porque
acabando sendo feito de um esforço de reafirmação da
neutralidade e da isenção de pressupostos ou de concepções, que
de acordo com seus adeptos somente atrapalhariam a
compreensão do real. (FENELON, pág. 24).
Ela ainda ressalta que:
O trabalho do cientista se resume em investigar a realidade a
partir de modelos de análise, em juntar os fatos acontecidos e
estes são sempre irrefutáveis porque comprovados pelos
documentos consiste em organiza-los cronologicamente ou em
torno de conceitos e ou está pronta a ciência, no nosso caso, a
história. (FENELON, pág. 24).
Contudo a autora quer nos mostrar que não tem como dissociar a ciência do
social, não tem como viver somente a teoria e não conhecer a prática, pois ambas se
completam, sós elas se tornam falhas e frágeis, não se pode pensar uma historia apenas
a partir de dados e fatos cronológicos pois a história é mais do que isso.
Há uma visão muito mais abrangente pois os fatos não falam por si, o
historiador é o responsável por mostrar a história em suas várias dimensões possíveis,
então o que se espera do profissional da educação e que ele não se torne um professor e
historiador livresco, que se pauta somente no que os livros didáticos trazem, pois se não
qualquer um poderia dar aula de historia, mas espera-se por um profissional
pesquisador, que vá atrás daquilo que está entre as linhas da história, daquilo que esta
encoberto, é por isso que a autora Déa diz que:
O historiador, portanto, não recolhe apenas os dados, ele
constitui e é ele quem dá vida ao fato histórico, definindo sua
importância e organizando-o de acordo com seu sistema de
referência. (FENELON, pág. 24).
Então o profissional deve sempre aprender e refletir historicamente e ensinar
seus alunos a desenvolverem esta prática para refletirem no seu dia-a-dia de forma
racional e histórica, a prática educativa não deve desenvolver nos alunos como diz Déa
“um mito da memória nacional, com seus ritos e maniqueísmo de vilões e heróis”.
(FENELON, pág. 25).
Percebe-se que o conhecimento que durante muito tempo veio sendo aplicado
não passavam de copias ou repetições, os alunos apenas memorizavam o que liam, eles
não sabem produzir um texto a partir de documentos ou outras fontes, por isso se tem a
dificuldade de entender o processo histórico e é por isso que o professor deve transmitir
ao seus alunos a prática da pesquisa, porém fica claro que o ensino e a pesquisa devem
andar juntos nesse processo de aprendizagem histórica.
Ensinar a pesquisar é o que propõe,ou seja, criar situações e
atividades que propiciem aos alunos aprender a observar, a formular
uma questão de pesquisa,a encontrar dados e instrumentais que lhes
permitiam elucidar tal questão e os tornem capazes de expressar os
seus achados e suas novas dúvidas.Isso supõem uma mudança no
ensinar e no aprender.(ANDRÉ, p.125)
Sendo assim o profissional da educação no que diz respeito a história deve
reformular seu modo de ensinar, e repassar para seus alunos essa associação da pratica
da pesquisa, orientando – o
a trançar o melhor caminho para sua pesquisa como nos
diz a autora Marli:
Nesse processo, é essencial o envolvimento ativo dos participantes,
trazendo suas experiências e contribuição,traçando um caminho para
reelaborá–las, o que vai requerer muito estudo, reflexão, busca e
sistematização de dados, para o que serão imprescindíveis as
orientações e supervisão do professor ( ANDRÉ, p.125)
Dessa maneira logo o aluno será instigado a realizar suas próprias pesquisas,
valendo-se da teoria e da pratica que como já foi dito andam juntas, tendo o professor a
função fundamental de coordenar esse processo, levando-o as fontes, determinando a
melhor metodologia entre outros.
Planejar uma aula, foi uma experiência fundamental, pois a partir dela tivemos a
oportunidade de testa novos métodos e programar uma aula segundo aquilo que
aprendemos nestes quatro anos do curso de licenciatura.
Após a construção do plano de aula que é o esboço do que será realizado em
sala, juntamente com a escolha dos materiais, passamos pela orientação pedagógica
auxiliados pela professora de estágio supervisionado 2 Ordalia, a qual fez algumas
correções, sugestões e indicações para que a regência se tornasse bem sucedida.
Nos dias a serem realizadas a regência no 1º E do período vespertino, os alunos
contribuíram bastante para o desenvolvimento da aula, a turma neste referido dia
contava com poucos aluno, assim para começar a dar andamento á aula, me apresentei
aos alunos para que nós pudéssemos interagir uns com os outros.
Feitas as apresentações comecei a aula lançando uma pergunta aos alunos, se
eles sabiam o que era feudalismo, qual seu significado, ou seja , seu conceito. Poucos
alunos tinham ideia desse concito e a partir dessa questão comecei a discorrer sobre esse
conceito que é:
Um modo de organização social e político baseado nas relações entre
os servos e os senhores feudais. O feudalismo tem suas origens na
decadência do Império Romano e predominou na Europa durante a
idade Média do sec. V ao XV.
Apresentado o conceito de feudalismo, tentei passar aos alunos suas principais
características e como ele surgiu, mostrando para eles que o feudalismo havia surgido a
partir da decadência do império romano, devido as invasões bárbaras germânicas,
fazendo com que ocorresse uma fusão de culturas germânicas e romanas como por
exemplo o “ colonato” e o “comitatus”, além também de ocorrer uma migração da
cidades para o campo o que ficou conhecido como ruralização da cidade, devido á um
surto de peste bubônica – doença transmitida pelas pulgas dos retos que invadiram as
cidades – o que consequentemente gerou o declínio do comercio e a ascensão da
economia baseada na agricultura.
Também passei para os alunos as relações que os indivíduos daquela sociedade
tinha com a terra, já que ela era a maior fonte e sinônimo de riqueza da época, trazendo
logo após o conceito de feudo, que significava o direito de possuir algum bem, podendo
ser ele o direito de administrar o castelo, cobrar os impostos, ou seja, obter um cargo de
prestigio na sociedade, mas o feudo mais comum era um pedaço de terra que era doado
a algum nobre que se tornava cavaleiro em traça de serviços militares a serem prestados.
Aqui os grandes proprietários de terras era chamados de senhores feudais,
podendo ser eles os reis, os nobres em geral como os cavaleiros e o clero. Contudo se
estabelecia as relações de suserania e vassalagem, onde tracei para os alunos o conceito
de cada um, na qual suserano diz respeito ao doador da terra ou feudo e o vassalo é o
receptor desse feudo, e que lhe deverá fidelidade e serviços militares.
Os vassalos ao receberem um pedaço de terra, acabavam se tornado senhores
feudais, lembrando aqui que tais senhores era autoridades máximas dentro de seus
feudos, onde eles faziam suas próprias leis. Com a necessidade de expandir seu exercito
tais cavaleiros e também senhores feudais acabavam doando um pouco de suas terras
para outro nobre fazendo dele seu vassalo e se tornado também um suserano.
Logo por esse fato aviam casos em que um rei era suserano de um cavaleiro e
vassalo de outro rei, como também um individuo podia suserano e vassalo ao mesmo
tempo, e até mesmo havia indivíduos que eram vassalos de mais de um suserano pelo
fato de receber um feudo de mais de um senhor feudal, gerando a descentralização do
poder, pois o poder não se concentrava apenas na mão do rei, mas na de vários
indivíduos.
Os alunos tiveram muita dificuldade em apreender esses conceitos e entender
essas relações de suserania e vassalagem, onde tivi que explicar mais de uma vez, e para
facilitar o entendimento dos alunos pedi o auxílio de três alunos para se posicionarem
na frente quadro para exemplificar o que estava tentando explicar.
Apontados esses itens apresentados acima discorri com os alunos ainda sobre a
igreja e sua relações com aquela sociedade, assim como também apontei em que se
baseava a economia da época, trabalhando ainda com os alunos como era a organização
social daqueles indivíduos.
Em vários momentos da aula pedi para que algum aluno colaborasse lendo
algum trecho de textos, muitos deles tiveram participação ativa, fazendo perguntas,
respondendo as problemáticas entre outros, o que fazia com que a aluna se tornasse
menos pesada e cansativa.
As leituras realizadas em sala era de trecho do livro didático dos alunos adotado
pela escola, optei por usa-lo pois esta mais próximo da realidade dos alunos e esta ao
alcance de todos já que ele é fornecido pelo estado, o que colaborou muito para a
participação dos alunos, levando em conta que o livro didático utilizado por eles é de
boa qualidade, e possui clareza.
Também utilizei para minha aula imagens imprimidas coloridas em papel
A4,onde mostravam o cenário feudal, a cerimônia do cavaleiro e juramento de
fidelidade, a pirâmide feudal que por sua vez nos mostrava o ordem social daquelas
indivíduos como também quem compunha cada uma daquelas classe.
Naquela época a classe social que cada um ocupava dependia totalmente do seu
nascimento, já se tratava de uma sociedade estática e com mínima mobilidade social,
onde filho de nobre era nobre, e filho de camponês era camponês.
A utilização das imagem foram favoráveis e satisfatória para o andamento da
aula, pois a partir delas os alunos puderam entender melhor certos conteúdos. Por fim
após as explicações, já com o horário de aula ultrapassado entreguei as atividades para
os alunos contendo oito questões para que eles respondessem em casa e me entregassem
depois.
No que diz respeito ao comportamento da turma, esta se mostro interessada e
participativa em sua maioria, é claro que como seres humanos ninguém é igual ao outro,
e logo por isso cada aluno possui a qualidade diferente assim dificuldades diferentes,
mas falando de forma geral s alunos tiveram bom comportamento se mantendo calados
na maioria das vezes durante minha explicações, apenas algumas vezes tive que chamar
a atenção de um ou outro aluno.
De acordo com as correções das atividades pude perceber que os alunos
conseguiram entender o conteúdo apresentado respostas satisfatória, porém algum
alunos não fizeram as atividades.
Ao fim da regência realizada em dois dias, as professoras Izilene e Ordalia,
fizeram a avaliação da minha aula. Este momento de avaliação da regência e
fundamental de suma importância, pois a partir dela podemos perceber se estamos aptos
ou não para dar aula, mas elas também vão além disso, pois é a partir dela que podemos
ver nossos erros e acertos.
Com relação á avaliação feita pela Izilene, eu poderia ter me apropriado mais do
espaço da sala de aula, me movimentando mais, para observar os alunos, pois segundo
ela essa também é uma maneira de intimidar e de interagir com os alunos. Outra questão
apontada por ela a qual deve se tomar cuidado é com repetição de algumas palavras,
assim como também prestar atenção para não errar frequentemente na hora de utilizar o
quadro.
Já a respeito dos pontos positivos da regência segundo a avaliação da professora,
tivi uma boa postura didática e adequação da linguagem apropriada para a turma, outro
ponto positivo foi a utilização do livro didático e a utilização do quadro para que os
alunos pudessem acompanhar as explicações, no mais de acordo com a avaliação tenho
grandes probabilidades de ser uma boa professora.
A experiência de passar pela regência além de nos possibilitar consertar os erros
e aperfeiçoa os acertos, nos estimula a exercer a pratica do ensino, e talvez tentar fazer o
ensino melhor.
CONSDERAÇÕES FINAIS
Todas as etapas do estágio supervisionado II, foram de grande relevância para
formação acadêmica e profissional do curso, pois nos possibilita conhecer de fato a área
da educação, voltada agora para o ensino médio.
Conhecer a escola é muito importante pois se faz necessário saber como
funciona o futuro local de trabalho, conhecer suas funções, norma, projetos e a
colaboração e função de seus respectivos funcionários, pois a escola é formada por um
conjunto de indivíduos onde todos são importantes para o seu funcionamento desde a
coordenação até os trabalhadores do serviço geral da escola. Ter acesso também ao PPP
e PDE nos possibilitou compreender mais ainda o que significa a instituição escolar, os
critérios e políticas para a escolha de um livro, as reuniões realizadas na escola, seus
desafios e dificuldades entre outros toda a estrutura do colégio.
Poder realizar as micro aulas também foi um processo bastante viável, pois a
partir dele teríamos o primeiro preparo antes de ir para uma sala de aula cheia de alunos
com “hormônios em fúria”, onde aprendemos a selecionar os conteúdos a fazer um
plano de aula e o mais importante como dar aula, apesar desse se concretizar no
decorrer da sua vida profissional e pessoal. Essa etapa diante de sua execução e
avaliação do professor e dos alunos acadêmicos nos possibilitou observar nossos erros e
acertos para mudar e não repetir os erros e melhorar mais ainda os pontos positivos.
Realizar a docência participativa onde observamos as aulas de história e de
áreas afins como geografia, sociologia e filosofia dos professores titulares da escola
campo CEDB, também foi de extrema importância, pois tivemos a possibilidade de
observar o professor em sala de aula, podendo perceber a postura que este deve ter
enquanto um profissional da educação, a relação professor-aluno e como é difícil
controlar vários adolescentes e ainda conseguir aplicar o conteúdo.
Logo as oficinas do Enem nos puseram em um contato mais direto com os
alunos, onde fomos para a sala de aula em grupos para aplicar o conteúdo referente ao
tema escolhido pelos próprios alunos do estagio, pois isso nos permitiu ter a experiência
do que é ser professor, a liberdade de testar novas metodologias, de ter a
responsabilidade de selecionar bem o que se trabalhar, de perceber como é difícil
trabalhar em dois períodos com vários alunos, nos fez perceber também que lhe dar com
indivíduos é muito difícil pois há vários tipos de alunos desde os mais comportados aos
que são desinteressados e agitados entre outros.
No mais a experiência das oficinas do Enem nos proporcionou ter a consciência
da responsabilidade social que o professor deve ter, na qual ele deve ter o domínio de
conteúdo para transmitir aquele adolescente, pois ensinar algo errado é quase a mesma
coisa que cometer um assassinato, pois aquilo que foi ensinado errado dificilmente será
revertido.
A execução da regência também foi uma etapa muito importante nos permitindo
ver de perto essa realidade, porém de uma forma mais complicada pelo fato de estar em
uma sala de aula a sós com um monte de alunos. Essa etapa nos proporcionou perceber
que dar aula é realmente um desafio onde apesar de toda agitação de uma turma o
professor tem que dar conta de aplicar os conteúdos propostos pelos PCN’s
e a
orientação curricular, nos fez perceber novamente a importância de trazer aos alunos um
bom material para que se possa ter maior proveito da aula, nos permitiu também ter a
experiência de avaliar os alunos como também ser avaliado e saber sair de uma “saia
justa” onde muitas das vezes o profissional da educação tem que saber improvisar,
quando aquilo que ele propôs para determina aula não da certo.
Todas essas etapas e conclusão do estágio supervisionado II, foi com certeza um
papel importante para nossas vidas acadêmicas e futuras realidades, pois já estaremos
cientes e preparados para enfrentar o que nos espera no “ringue da educação” onde de
um lado temos os obstáculos e de outro lado a perseverança e esperança de que a
educação é o melhor caminho para a vida, pois como dizia Paulo Freire: “Se a educação
sozinha não pode transformar a sociedade, tampouco sem ela a sociedade muda.”
REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS
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Paulo: Papirus.
BITTENCOURT, Circe. Identidade nacional e ensino de história do Brasil. In:
KARNAL, Leandro, história na sala de aula: conceitos, práticas e propostas. 5ª
edição. São Paulo: Contexto, 2004.
DIAGNOSTICO ESCOLAR DO COLÉGIO ESTADUAL “DOM BOSCO”.
DIRETRIZES CURRICULARES DO CURSO DE HISTÓRIA.
FONESCA, Selva Guimarães. Didática e práticas de ensino de história: experiência,
reflexões e aprendizados. Campinas-SP: Papirus, 2003.
FENELON, Déa Ribeiro. A formação do profissional de história e a realidade do
ensino. Conselho Editorial da Revista Projeto história da PUC – SP. 1982.
KARNAL, Leandro. História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas. São
Paulo:Contexto, 2004.
PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS: História e geografia/ secretaria de
educação fundamental. Brasília: MEC/SEF, 1997.
PCN´s, INTRODUÇÃO. Vol.1. São Paulo: Contexto,2002.
PINSKY, Jaine e PINSKY, Carla Bassenizi. Por uma história prazerosa e
consequente. In: KARNAL, Leandro: história na sala de aula: conceitos, práticas e
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PINSKY, Carla Bassenizi. Novos temas nas aulas de história. São Paulo: contexto,
2009.
PLANO DE DESENVOLVIMENTO DE DESENVOLVIMENTO DO COLÉGIO
ESTADUAL “DOM BOSCO” (PDE).
PROJETO POLÍTICO PEDEGÓGICO DO COLÉGIO ESTADUAL “DOM BOSCO”
(PPP).
SCHIMIDT, Maria Auxiliadora. A formação do professor de história e o cotidiano
da sala de aula. In: BITTENCOURT( Org) O Saber histórico na sala de aula.7ª Ed.São
Paulo: Contexto.
VEIGA, Ilma Passos Alencastro. Ensinar: uma atividade complexa e elaborada.
Campinas. SP: Papirus,2006.
ANEXOS
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIÁS
UNIDADE UNIVERSITARIA DE JUSSARA
CURSO DE LICENCIATURA EM HISTÓRIA
ESTÁGIO SUPERVISIONADO – ENSINO MÉDIO
DIAGNÓSTICO ESCOLAR
1- Dados Gerais
1.1- Nome do estabelecimento: Colégio Estadual Dom Bosco
Endereço:______________________________________________________________
______________________________________________________________________
__________
1.2- A entidade mantenedora é: Municipal ( )
Convênio ( )
Estadual
( X ) Fundação ( )
1.3- As séries oferecidas no Ensino Médio são 1 – 2 e 9 ano
Atendendo aproximadamente por série o número de alunos: 30 a 35 alunos
Sendo o período de funcionamento: matutino ( X ) vespertino (X )
X)
noturno (
1.4- Relate
o
histórico
de
fundação
da
Escola:
______________________________________________________________________
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1.5- A escola possui recursos/sala que auxiliem no trabalho o Professor? Com que
frequência estes equipamentos são utilizados? A escola acredita que favorecem a
aprendizagem?
A escola possui data-show, quadro, computador, televisão, biblioteca, laboratório de
línguas. Há um grande problema com relação à formação do professor que ainda não é
atualizado com esses novos recursos que dificulta o favorecimento da aula porém há
cursos tecnológicos oferecidos para os professores se atualizarem mas é algo básico e
muitos não participam.
1.6- Comente sobre as características dos alunos atendidos pela escola? Há participação
das famílias na vida escolar dos alunos? Como são as reuniões de pais?
Os alunos são heterogêneos, de diversas classes sociais e tipos, sendo uns da zona rural
e outros da zona urbana. A participação dos pais na escola é pouca, mas há eventos
realizados para trazer tais pais ao ambiente escolar de seus filhos.
1.7- Comente sobre o processo disciplinar da escola?
De acordo com o regimento escolar num ato de indisciplina não tomadas medidas
cabeira, mas quando há um problema fracional a policia e o conselho tutelar são
acionados.
1.8- Como a escola avalia os Estágios Supervisionados da UEG, fundamentalmente no
que tange ao ensino de História? Têm contribuído para o processo de ensino
aprendizagem? No que poderiam melhorar?
A questão do estágio é muito problemática devido a rotina da escola como semana de
provas, jogos, reuniões e muitas vezes não dá para encaixar na aula para o estagiário e
muitas das vezes a aula do estagiário não é tão satisfatório e o professor titular da sala
tem que reformular aquela aula atrasando o conteúdo. Contudo se espera do estagiário
omínimo de satisfação na aula mas não é cobrado que ele de uma aula extraordinário
pois ainda é aprendiz e não tem experiência com a realidade escolar no dia a dia isso se
adquire com o tempo e vivencia, O seu ver a instituição formadora deve ter mudanças.
1.9- As reuniões pedagógicas são frequentes? Os professores participam? Há
comprovação de resultados quanto aos assuntos discutidos nelas? Como a escola
comprova estes resultados? Comente sobre isso.
As reuniões pedagógicas são frequentes e há uma grande participação dos professores
para organizar os conteúdos ao longo do ano. Os resultados são comprovados a partir
dos relatórios entregues a sub secretária da Educação.
2- Projeto Politico Pedagógico (PPP) e Plano de Desenvolvimento da Escola (PDE)
2.1- O PPP se encontra: em construção ( X )
inexistente ( )
pronto ( )
em execução ( )
2.2- O PDE se encontra: em construção ( X )
inexistente ( )
pronto ( )
em execução ( )
2.3- Comente como a instituição elabora os documentos, visando atender as demandas
de cada disciplina, em especial a de História.
Os documentos são feitos de forma coletiva e pautados no regimento que é legalizado
onde, por exemplo, a suspensão de aula para os alunos não é mais aceito pelo estatuto
legal da criança.
3- Professor de História
3.1- Você, professor de História do Ensino Médio, como avalia seu desempenho
profissional diante seus alunos, e como avalia o desempenho de seus alunos perante o
seu trabalho.
O rendimento e bom. No ensino médio o desempenho e melhor, aqui o 5° período
equivale ao 3° ano do ensino médio, os alunos participam e tem interesse.
3.2- Quais os critérios para a escolha dos livros didáticos de História?
O livro didático deve ter qualidade, tendo nele assuntos mais inovados e revendidos,
imagens adequação a língua do aluno, atividades para o desenvolvimento do aluno entre
outros.
3.3- De que maneira a Reorientação Curricular do Estado de GO têm sido trabalhada?
Como as questões propostas dialogam ou não com o livro didático escolhido? Ainda,
como a proposta de História nesta escolha, de Ensino Médio, atende ao que o PCN
propõe?
O currículo já determina o que deve ser trabalhado em cada bimestre na rede estadual ao
ver do professor Rodolfo essa é uma maneira satisfatória de melhor e facilitar os estudos
dos alunos devido o constante troca turmas e transferência de escola. Para a construção
do currículo é utilizado o PCN’s no qual o livro didático é trabalhado por conceitos ao
invés de temas, tendo recortes temporal. O currículo é bastante discutido pelos
professores.
3.4- Qual a carga horária dos Professores de História do Ensino Médio?
A maioria faz 40 horas ou 60 horas, mas tem aqueles que têm menos. A carga horaria é
determinada pelo professor junto á coordenação. Há uma grade participação dos
professores da área de humanas no cotidiano escolar.
3.5- Ultimamente como foi o planejamento para a área de História no que tange a
capacitação de Professores?
Tem a questão das oficinas.
3.6- Quais metas constantes no PDE da escola para a disciplina de História
As discussões do PDE é mais interdisciplinares e teve algumas mudanças onde reúnem
professor de História, geografia, línguas, e outros e tem-se ainda a ideias de fazer um
festival da História da América com musica e outros preparativos.
Imagens e material das micro aulas.
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PLANO DE AULA DA MICRO AULA
TEMA
Independência do Brasil
CONTEUDO
•
Inconfidência mineira
•
Conjuração baiana
•
Vinda da família real para o Brasil
•
Transformações na colônia
•
Retorno do rei á Portugal
EXPECTATIVAS DE APREDIZAGEM
•
Analisar como ocorreu o processo de independência no Brasil
•
Perceber qual foi sua importância para nós
•
Fazer uma análise critica do nosso país
ESTRATÉGAS
•
A aula será ministrada no laboratório para utilização dos meios tecnológicos que
ajudaram no aprendizado dos alunos na qual serão expostas imagens
relacionadas ao conteúdo e vídeos.
•
Atividades serão realizadas no final da aula ou intercalando ao conteúdo.
RECURSOS
•
Livro didático
•
Imagens
•
Vídeos
•
Professor e aluno
•
Atividades papel A4
AVALIAÇÃO
•
A avaliação será continua. Os alunos serão avaliados em todo decorrer
da aula, na sua contribuição para o conteúdo, integração, comportamento
também será avaliado sua capacidade de aprendizado a partir das
atividades entregues a estes.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS
CARDOSO, Oldimar Pontes. Tudo é historia. 1 ed. São Paulo: Ática,2009.
BOULOS JÚNIOR, Alfredo. Historia: sociedade e cidadania. 8 ano. São
Paulo: 2009.
ATIVIDADES DA MICRO AULA:
COLEGIO ESTADUAL DOM BOSCOS
NOME:
SÉRIE:
FROFESSORA ESTAGIARIA: WESLAINE S. CRUVINEL
ATIVIDADES
1.Crie uma tabela comparando a conjuração Mineira e a conjuração Baiana .Leve em conta:
a) Quando e onde cada uma delas ocorreu;
b) A origem social e os nomes de seus principais líderes;
c)Objetivo dos rebeldes
d) Desfecho das revoltas
2. Aponte quais características de Tiradentes o faziam semelhante a Jesus Cristo a partir das
imagens e explicações feitas em sala.
3. Com relação a vinda da família real para o Brasil responda:
a) por que a família real veio para o Brasil
b) a onde eles se instalarão
c) Dia 24 de janeiro de 1808, Dom João decretou a abertura dos portos. O que isso significou.
d) o que foi a interiorização da metrópole.
e)Com a mudança de Dom João para o Rio de Janeiro a cidade recebeu algumas melhorias.
Quais foram elas.
f)Dom João teve que voltar para Portugal. Por quais motivos. Porque ele não queria voltar.
g) Dom João voltou para Portugal mas deixou seu filho Pedro como príncipe regente do Brasil.
Qual foi sua intenção a tomar tal atitude
3. como se sabe Dom João voltou para Portugal mas deixou seu filho Pedro com herdeiro do
trono português o que desagradou ás cortes portuguesas.Qual o motivo dessa insatisfação.
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PROJETO DA OFICINA
Tema: Ditadura Militar
Titulo: Ditadura Militar, Brasil - Goiás
Justificativa:
A oficina do Enem acontece na Universidade Estadual de Goiás, Unidade
Universitária de Jussara com o intuito de ajudar os alunos que queiram prestas o
vestibular. Está ocorre nos 4° anos dos cursos de Licenciatura em História, Letras e
Matemática. É de extrema importância que cada cusro, anlise e defina conteudos para
sua realização que auxiliem e que tragam suporte aos estudantes interessados.
No caso especifico de História, foi proposto que houvesse as analises dos
últimos cinco anos das provas do Enem e vestibulares, para que junsto, todos pudessem
pensas em conteúdos para a execução desta. Com base na analise das provas do Enem,
UEG, UFG de 2009 à 2013, percebe-se uma granbde concentração de questões
relacionadas às História do Brasil, pensando nisso esta Oficina proporá utilizar uma:
História integrada, ou seja, como o próprio nome já diz, deveria
integras, completar, totalizar e somar. O Brasil integrado à História da
Humanindade. A História integrada teria como meta, então, contar
uma História do Brasil menos superficial, em que as conexões com os
acontecimentos mundiais fossem estabelecidos, história mais rica,
cheia de idas e vindas, em um processo em que o Brasil não poderia
ficar isolado. (MORAIS, 2009, p. 207)
Com isso, foi interessante conduzir os conteúdos, interliga-los a um
acontecimento do momento, este seria as Manifestações que ocorreram durante esse ano
de 2013. De inicio, o intiuto principal deste era o de baixar o preço das passagens de
ônibus e depois ela foi se percutindo para outras questões.
A partir do início de Junho de 2013, testemunhamos no Brasil, intensas
manifestações nas principais capitais e regiões metropolitanas do país
para protestar contra o aumento das passagens de ônibus,
acrescentando reclamações contra o aumento dos alimentos, dos
alugueis, e do empobrecimento da qualidade dos serviçoes públicos no
Brasil (saúde, educação, moradia e respeito aos direitor civis).
(REBOUÇAS) 1¹¹
1 ¹
Disponível em: http://www.infoescola.com/atualidades/ensaio-sobre-as-manifestacoes-nobrasil-em-2013/ Visualizado em Setembro de 2013
Pensando neste assunto, organizamos alguns temas interligados a este, de
protestos, de lutas, de ideiologias, de valores, de multidões organizadas.
Contudo, a proposta do tema a ser trabalhado é a Ditadura Militar no Brasil. Tal
temas foi escolhido por ser um dos períodos mais importantes e marcantes de nossa
história que começou em 1964 e se findou em 1985.
Como se sabe, o regime militar no Brasil foi conduzido por militares com o
golpe de 31 de Março de 1964, com o afastamento de João Goulart e inserção de
Marechal Castelo Branco ficou marcados pleos seus diversos conflitos como pratica de
atos institucionais que impunham a censura, a perseguição politica, a falta de
democracia, a repressão, tortura e repressão de direitos.
Para que este projeto seja favorável aos alunos será trabalhado o inicio da
ditadura, ou seja, como ela ocorreu, perpassando pelos governos de Castelo Branco,
Costa e silva, junta militar, Medici, Geisil e Figueiredo, onde se finda. Será trabalhado
ainda imagens desse período e algumas músicas que surgiram durante esse conflito que
traziam uma mensagem encoberta a população.
O outro ponto de vista a ser trabalhado, será a importância da copa do mundo,
mais espcificamente a da década de 70 e sua relação com a ditadura na qual esta era
uma jogada propagandista política que mostra aparentemente um Brasil forte e grande
que o moderniza e foi a frente, com todos juntos, sem diferença de classes, raças ou
ideologias. Trata-se de uma peça publicitaria que usa uma paixão nacional, o futebol
para fazer propaganda politica. Assim como no esporte, com disciplina e amor a camisa,
os brasileiros deveriam unir-se pelo progresso, em uma só voz, em uma só corrente,
indo para frente de uma forma, que apaga o passado e celebra o presente e futuro.
Vale a pena ainda demonstrar que enquanto o Brasil vivencia a ditadura, o
mundo estava no auge da guerra fria.
Enfim, juntamente as analises das provas e juntando ao ocorrido desse ano foi
que esses conteúdos foram pensados, com a intenção de trazer ao aluno não só o
conhecimento destes, mas como professor de história, poder levanatar um olhar critico
em torno dos ultimos acontecimento, fazendo com que cada um tenha a percepção de
que as manifestações que ocorreram neste ano não se iniciaram agora, elas vem de um
longo tempo, de um passado, de pessoas que queriam mudanças e que sabiam que para
que isso acontecesse haveria de ter união. Finalizamos com Rebouças que diz: “Nos
tempos do Impeachment do Collor (1992), nós, estudantes “caras-pintadas”, tiramos um
presidente através de manifestações pacíficas.”2² ²
Conteúdo:
• Ditadura Milita, Brasil, Goiás.
• Milagre econômico, copa 71, e obras panorâmicas do governo.
• Castelo Branco: Primeiros decretos (AI 2 ao AI 5) e a mídia.
• Costa e Silva: golpe do golpe e censura em relação às musicas.
• Reforma partidária, greve do ABC e diretas já.
• Governo Geisel: crise enfrentada pelo fim do milagre econômico.
Conceitos:
• Ditadura: é uma forma de governo cujos poderes políticos são controlados
por militares. O significado de ditadura se refere a qualquer governo em que todos os
poderes estão sob autoridade de um individuo ou de um grupo. No caso de uma ditadura
formada por militares estes chegam ao poder quase sempre através de um golpe de
estado, assim como ocorreu no Brasil.
Geralmente um golpe de Estado liderado por militares que um governo legitima
é derrubado com apoio de forças de segurança. No caso do Brasil por não ter apoio
popular, a ditadura foi marcada por decretos que infringiam os direitos humanos, com
prisões, a cassação, perseguições e assassinatos e censuras.
• Autoritarismo: é um regime autoritário que por sua vez mantém o poder pelo
exercício da dominação em todos os níveis e esferas.
• Ufanismo: é o ato ou posição tomado por determinado grupos, que exaltam o
potencial de seu país como sua beleza, riqueza e outros.
Objetivos:
• Apontar como se deu o golpe de 1964
• Aproximar à ditadura a realidade de Goiás
2 ²
Disponivél em: http://www.infoescola.com/atualidades/ensaio-sobre-as-manifestacoes-nobrasil-em-2013/ Visualizado em Setembro de 2013
• Decorrer os governos que tiveram do inicio ao fim da ditadura.
• Levantar os primeiros decretos (AI 1 ao AI 5)
• Debater sobre a mídia e a censura no país.
• Apontar as obras do governo e o ufanismo.
• Destacar os partidos criados após o fim da ditadura.
• Analisar o milagre econômico e a crise.
Metodologia:
1-
Elismar
•
Discorrer sobre o fim do populismo
•
Abordar os conceitos de populista
•
Trabalhar temporalidade e espaço
•
Apresentar dicas quanto ao Enem
2-
Weslaine
• Conceituar o termo ditadura
• Discorrer sobre o governo Castelo Branco
• Apontar os primeiros decretos (AI 2 ao AI 5)
• Trabalhar um pequeno Vídeo do jornal nacional da rede globo que encobria o
movimento dos diretos já.
• Criticar a mídia e a ditadura, demonstrando o apoio de Roberto Marinho
(dono da rede globo) a ditadura.
• Analisar imagens.
3-
Nilson
•
Analisar a queda do milagre econômica (apresentar um vídeo para analise)
•
Abordar o pacote de abril
•
Implantação da Abertura política
•
Trabalhar o crescimento da oposição
•
Volta do AI-5 (analisar imagens)
•
Discutir a sucessão presidencial
4-
Valdivino
•
Conceituar o governo de Emilio Garrastazu Médici
•
Milagre econômico
•
Autonomia dos órgãos repressivos
•
Obras faraônicas (analisar imagens destas obras)
•
Copa de 1970
•
Crise do petróleo
•
Ano de chumbo
•
Guerrilha do Araguaia
5•
Pauliana
Apresentar o projeto de governo de Figueiredo
• Analisar a crise econômica
• Mostrar imagens desse período
• Destacar os partidos que foram criados no governo de Figueiredo
• Falar sobre a lei da anistia
• Relatar os movimentos das diretas já
• Depois de ter trabalhado todos os pontos do governo de Figueiredo, vou
passar um documentário fazendo uma revisão no conteúdo.
6-
Aline
•
Inicio do governo de Costa e Silva;
•
Golpe do Golpe;
•
Antes do AI 5 (censura amena);
•
Formas de censura;
•
Motivos das censuras;
•
Música de Geraldo Vandré – Pra não dizer que não falei das flores; (Analisar
musica juntamente a letra e vídeo).
•
Música de Chico Buarque – Cálice; (Analisar musica juntamente a letra e
vídeo).
•
Entender como a música firmou-se como uma forma de protesto para
extravasar a liberdade de expressão amordaçada;
Recursos Didáticos
• Data Show
• Computador
• Lousa, giz e apagador
Humano
• Professor e aluno
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IMAGENS E MATERIAL DA REGÊNCIA.
PLANO DE AULA DA REGÊNCIA.
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIÁS
UNIDADE UNIVERSITÁRIA DE JUSSARA
TURMA: 1 – E VESPERTINO
ANO: 2013
DISCIPLINA: HISTORIA
TEMPO: 2H/ A
ACADÊMICA: WESLAINE S. CRUVINEL
PROF. TITULAR: IZILENE
PROF. DE ESTÁGIO: ORDALIA
TEMA: FEUDALISMO
Conteúdo
•
O que é feudalismo
•
Características
•
Como surgiu
•
O feudo (relações de Suserano e Vassalo)
•
Descentralização do poder
•
Sociedade Feudal
•
A igreja
•
Cavaleiros e sua formação
•
Economia Feudal
Conceitos:
•
Feudalismo: foi um modo de organização social e politico baseado nas relações
entre os servos e os senhores feudais. O feudalismo tem suas origens na
decadência do Império Romano e predominou na Europa durante a idade Média
do sec. V ao XV.
Objetivo:
•
Situar o período em que se deu o feudalismo
•
Apontar suas características
•
Demonstrar como o feudalismo se originalizou
•
Levantar como se davam as relações de Suserania e Vassalagem
•
Perceber como se deu a descentralização do poder
•
Classificar as classes sociais do feudalismo
•
Discorrer sobre a economia e religião
Metodologia:
•
Trabalhar com os alunos imagens e pequenos textos do Livro Didático
•
A aula deverá contar com a participação ativa dos alunos
•
Atividades deveram ser realizadas no fim da aula
Recurso:
Didáticos:
•
Papel A4
•
Lousa, apagador e giz
•
Livro
•
Imagens
Humanos:
•
Professor
•
Alunos
Avaliação: as atividades serão individuais contendo 8 questões objetivas relacionadas ao
conteúdo exposto em sala de aula.
IMAGENS TRABALHADAS:
O cenário feudal
http://histoblogsu.blogspot.com.br/2009/03/as-caracteristicas-socioeconomicas-do.html
1- Celeiro e estábulo
2- Igreja
3- Ferraria
4- Campos de pastagem comum
5- Campo de cultivos senhorias
6- Pântano
7- Forno
8- Solo improdutível
9- Terra de pousio
10- Bosque
11- Campos cultivados pelos camponeses
12- Pomar
13- Prado
14- Moinho
15- Castelo
16- Casa do pároco
17- Aldeia
A parte de imagem com identificação de relação rId30 não foi encontrada no arquiv o.
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DEDICATÓRIA Dedico e agradeço esse trabalho