Geometria plana 1 NOTAÇÃO Geometria métrica plana Os chineses foram os primeiros a utilizarem a Geometria no cotidiano, por volta do ano 3000 a.C. Os babilônios e assírios deram grande contribuição ao estudo dessa ciência quando aplicaram-na a Astronomia. Simultaneamente aos babilônios e assírios, os Egípcios (por volta dos anos 1500 a.C.) aplicaram a Geometria em larga escala e contribuíram consideravelmente para o seu estudo. As constantes cheias do Rio Nilo levaram os egípcios a desenvolverem estruturas para evitar que houvesse a perda de suas lavouras. Isso foi feito por meio da Geometria. As pirâmides que construíram são outra demonstração do conhecimento que alcançaram. Os principais contribuintes para o desenvolvimento da Geometria, tal como conhecemos hoje, foram o Gregos a partir do ano 600 a.C. Eles a racionalizaram e a ordenaram a partir de entes matemáticos lógicos. Pitágoras (569-500 a.C), Aristóteles (384-322 a.C) e Euclides (330-260 a.C) foram os principais expoentes no desenvolvimento da Geometria Métrica Plana ou Geometria Euclidiana (em homenagem à Euclides). A sistematização da Geometria Euclidiana ocorreu através do famoso tratado matemático “Os Elementos” de Euclides, consistindo em 13 livros escritos por volta do ano 1300 a. C. Pode-se considerar “Os Elementos” como uma das obras mais influentes de todos os tempos. Para nomear um ponto, utilizam-se letras maiúsculas do alfabeto latino, por exemplo: A, B, C, P etc. Nomeia-se uma reta de duas formas: utilizando-se letras minúsculas do alfabeto latino, por exemplo, r, s, t; ou escolhendo dois pontos da reta e colocando sobre eles uma seta de duplo sentido, por exemplo, tomando os pontos P e Q da reta, que se chamará PQ (lê-se “reta PQ”). Para nomear um plano, utilizam-se as letras minúsculas do alfabeto grego, por exemplo, α (alfa), β (beta), ζ (zeta) etc. Entes geométricos Podemos construir praticamente todas as figuras da Geometria Plana a partir de três entidades fundamentais, chamadas de entes primitivos, a saber: ponto, reta e plano. Partes de uma reta A partir de uma reta AB , duas de suas partes podem ser observadas: Eles são tomados como verdades, ou seja, não possuem definição exata. Sabemos, intuitivamente, o significado de ponto, reta e plano. Geometria I – EPUFABC 1 Capítulo 1 – Geometria Plana De acordo com a ilustração, uma parte tem início no ponto A e segue no sentido do ponto B; a outra tem início no ponto B e segue no sentido do ponto A. Essa parte da reta, que tem um início e segue para um sentido infinito, recebe o nome de semirreta. Geometria I abaixo, os pontos A e B estão sobre cada lado do ângulo e O é seu vértice. O ponto de início recebe o nome de origem. Denomina-se uma semirreta utilizando a notação do ponto de origem e a notação do outro ponto por onde ela passa e inserindo, sobre essas notações, uma seta de sentido único (para a direita). Nesse caso, temos: Pode-se representar esse ângulo de quatro modos: Semirreta AB Pode-se tomar a semirreta acima e considerar apenas a parte delimitada entre os pontos A e B. Essa parte receberá o nome de segmento de reta. Ou seja, é a parte definida e, portanto, finita de uma reta. Representa-se o segmento de reta utilizando a notação dos pontos extremos e inserindo uma barra sobre essas notações. 1º Com a notação dos três pontos, colocando a notação do vértice entre as notações dos demais pontos e inserindo sobre ela o símbolo ^. Ângulo AÔB ou ângulo BÔA 2º Com o símbolo antes da notação dos três pontos, desde que a notação do vértice esteja entre a notação dos demais pontos. AOB ou BOA 3º Com o símbolo ^ sobre a notação do ponto que representa o vértice. Segmento de reta Ângulo Ô ÂNGULOS Ângulo é a parte do plano delimitada por duas semirretas de mesma origem. Chamam-se de lado as duas semirretas que formam o ângulo e de vértice a origem comum às duas semirretas. 4º Por meio de sua medida, por exemplo, se o ângulo medir , denota-se: Ângulo Classificação de Ângulos o Classificação quanto às medidas O ângulo formado por duas semirretas coincidentes recebe o nome de ângulo nulo, porém podem-se, com a mesma ilustração, representar um ângulo de volta completa ou ângulo giro, adicionando apenas a ideia de que houve um “giro”. NOTAÇÃO Além do vértice, é preciso conhecer um ponto sobre cada lado do ângulo para representá-lo. Na figura Geometria I – EPUFABC 2 Capítulo 1 – Geometria Plana o Geometria I Classificação quanto à posição Quando dois ângulos distintos possuem a mesma medida, diz-se que são ângulos congruentes. Já o ângulo formado por duas semirretas opostas é o ângulo raso ou ângulo de meia-volta. No exemplo, acima o ângulo ABC e o ângulo DEF são ângulos congruentes. Use-se a seguinte notação: Pode-se obter também um ângulo de 1 4 ABC DEF de volta, que recebe o nome de ângulo reto. Esse ângulo tem uma notação especial pelo fato de as duas semirretas que o formam serem perpendiculares. Um par de ângulos é chamado consecutivo quando apresenta em comum seus vértices e um lado. Ângulos cujas medidas estão entre 0° e 90° recebem o nome de ângulos agudos; já os ângulos cujas medidas estão entre 90° e 180° são chamados de ângulos obtusos. Os famosos ângulos côncavos (ou reentrantes) são aqueles cujas medidas estão entre 180° e 360°. No exemplo acima, temos que os ângulos AÔB e o AÔC são consecutivos. Os ângulos AÔC e BÔC, além dos ângulos AÔB e BÔC também são consecutivos. Já os ângulos adjacentes são um par de ângulos que, além de apresentarem um lado comum (ou seja, são consecutivos), não apresentam pontos internos em comum. AÔB e BÔC são adjacentes. Geometria I – EPUFABC 3 Capítulo 1 – Geometria Plana Geometria I Relações entre ângulos Um par de ângulos é complementar se, somando os ângulos que o constituem, formar um ângulo reto. No exemplo acima, temos: - AÔC E BÔD são opostos pelo vértice. - AÔB E CÔD são opostos pelo vértice. 90 , portanto e são complementares. Um par de ângulos adjacentes é suplementar se, ao somá-los, formar um ângulo raso. A principal propriedade aqui é que ângulos opostos pelo vértice são congruentes! Assim, temse: m(AÔC) = m(BÔD) m(AÔB) = m(CÔD) Isso é fácil de provar! Veja: 180 , portanto e são suplementares. Um par de ângulos adjacentes é replementar se, ao somá-los, formar um ângulo giro (de 360°). Da figura acima, pode-se visualizar duas equações: 180 180 Como as duas equações resultam em 180°, pode-se igualá-las: 360 , portanto e são replementares. Existem ainda os ângulos explementares, que são definidos quando a diferença de suas medidas é igual a 180. Neste caso, cada um é o explemento do outro. Por exemplo, 270°é o explemento de 90°, pois 270° - 90° = 180° Subtraindo dos dois lados da equação, tem-se: ■ Ângulos Opostos pelo Vértice Quando dois ângulos distintos possuem apenas seus vértices em comum e seus lados formam semirretas opostas, diz-se que são ângulos opostos pelo vértice (O.P.V): Geometria I – EPUFABC 4 Capítulo 1 – Geometria Plana EXERCÍCIOS DE TREINO 1) a) Qual o valor de x na figura abaixo, sabendose que OC é bissetriz do ângulo AÔB. (Vale lembrar que a bissetriz é a semirreta com origem no vértice do ângulo e que o divide em dois ângulos congruentes). b) Qual a medida do ângulo AÔB? Geometria I 3)O suplemente do complemento de um ângulo de 18° mede: a) 18° b) 72° c) 90° d) 108° e) 162° Resolução: 180 (90 18) 180 72 108 Alternativa D 4)A medida de um ângulo é igual à metade da medida do seu suplemento. O complemento desse ângulo mede: a) 60° b) 90° c) 120° d) 30° e) 45° Resolução: a) Podemos igualar os dois ângulos, pois a bissetriz nos garante que o corte do ângulo será congruente: 3 x x 22 2 x 22 Resolução: Parte 1: 180 x 2 2 x 180 x x 3 x 180º 22 x 2 x 11 180 3 x 60 x b) Substituindo x = 11° e somando os ângulos AÔC + BÔC, temos: Parte 2: 90 x 3x x 22 90 60 (3*11) 11 22 33 11 22 30 66 Alternativa D 2)O complemente de um ângulo de 75° mede: 5)Com base nos dados da figura abaixo, calcule : a) 105° b) 90° c) 75° d) 25° e) 15° Resolução: x 75 90 x 90 75 x 15 Alternativa E Geometria I – EPUFABC 5 Capítulo 1 – Geometria Plana Resolução: Geometria I 3) (UEL) Na figura a seguir, as medidas x, y e z são diretamente proporcionais aos números 5, 20 e 25, respectivamente. Parte 1: 3 10 2 10 3 2 10 10 20 Parte 2: 3 10 180 O suplemento do ângulo de medida x tem medida igual a: Parte 3: Substituir 20 no resultado da Parte 2. a) 144° b) 128° c) 116° d) 82° e) 54° (3* 20) 10 180 60 10 180 50 180 180 50 130 4) (U.E. Ceará) O ângulo igual a 5 do seu suplemento 4 mede: vale 130°. LISTA DE EXERCÍCIOS 1) O suplemento do complemento de um ângulo agudo de medida x (em graus) é igual: 5) (PUC-SP) Um ângulo mede a metade do seu complemento. Então esse ângulo mede: a) 30° b) 60° c) 45° d) 90° e) 75° a) 90°-x b) 90° + x c) x – 90° d) 180° - x e) 360° - x 2) (CEAG) Dois ângulos adjacentes são suplementares. Então o ângulo formado pelas bissetrizes desses ângulos, mede: a) 65° b) 75° c) 80° d) 85° e) 90° a) 100° b) 144° c) 36° d) 80° e) 72° 6) (UF-Uberlândia) Dois ângulos consecutivos são complementares. Então, o ângulo formado pelas bissetrizes desses ângulos mede: a) 20° b) 30° c) 35° d) 40° e) 45° Gabarito: 1)B; 2)E; 3)A; 4)A; 5)A; 6)E Geometria I – EPUFABC 6 Capítulo 1 – Geometria Plana Geometria I Paralelismo Duas retas são paralelas se, e somente se, são equidistantes em toda a sua extensão e não possuem nenhum ponto em comum. No exemplo acima, r//s (lê-se que a reta r é paralela à s). Se duas retas possuem direções diferentes e possuem um ponto em comum, então elas serão concorrentes. Um caso especial de retas concorrentes é quando o ângulo entre as duas é de 90°. Nesse caso, as retas serão concorrentes perpendiculares. Podemos classificar esses oito ângulos a partir de suas posições. Se eles estiverem entre as retas paralelas, então eles serão ângulos internos, caso contrário serão ângulos externos. As retas q e p são concorrentes e as retas r e s são concorrentes perpendiculares. Se duas retas pertencem ao mesmo plano e possuem o mesmo ponto em comum, então elas serão coincidentes: A partir da reta transversal t podemos dizer que se dois ângulos estão à direita ou ambos estão à esquerda da reta t, então esses ângulos são colaterais; mas se estão em lados alternados, um à direita, e o outro à esquerda, dizemos que esses ângulos são alternos. Os ângulos formados pelas retas r e t são iguais aos formados pelas retas s e t, então dizemos que esses ângulos são correspondentes: a e e; b e f; c e g; d e h são correspondentes. Se desenharmos esses ângulos numa folha sulfite e Retas paralelas transversal. cortadas por uma Dados, num plano, duas retas r e s e uma transversal t, obtemos oito ângulos com características de congruência: recortamos, veremos que eles possuem a mesma medida, ou seja, são congruentes! Ângulos correspondentes são congruentes! Geometria I – EPUFABC 7 Capítulo 1 – Geometria Plana Os ângulos d e f e também e e c podem Geometria I ser classificados como ângulos alternos internos, pois estão na região interna e em lados alternados. Os ângulos d e e, bem como os c e f, podem ser classificados como ângulos colaterais internos, uma vez que estão na região interna e do mesmo lado em relação à reta t. Da mesma forma, os ângulos a e h, assim como b e g, são ângulos colaterais externos, pois estão na região externa e do mesmo lado em relação à reta t. Assim como os Os ângulos que formam o Z são alternos internos e, portanto, congruentes! Essa é a regra do “Zorro”! Desenhar o “Z do Zorro” entre duas retas paralelas ajuda na resolução de muitos exercícios desse tópico. ângulos a e g, bem como b e h, são ângulos alternos externos, pois estão na região externa e em lados alternados em relação à reta transversal t. EXERCÍCIOS DE TREINO 1) Sabendo que as retas r e s são paralelas e interceptadas por uma reta transversal t, determine o valor de x: Resolução: Os ângulos apresentados são alternos externos e, portanto, possuem a mesma medida. Sendo assim, tem-se: 2 x 60 x 30 2 x 30 60 2 4x x 90 2 3 x 90 * 2 2x Nessa perspectiva, é extremamente importante notar que ângulos colaterais (internos e externos) são suplementares (a soma resulta em 180°) e os ângulos alternos (internos e externos) são congruentes! 3 x 180 x 60 Portanto, x vale 60°. Observe a seguinte imagem: Geometria I – EPUFABC 8 Capítulo 1 – Geometria Plana 2)(FCC) Na figura abaixo tem-se r//s; t e u são transversais. O valor de x + y é Geometria I A soma x + y resulta em 130°, e a alternativa correta é a letra c. 3) (UFES) Uma transversal intercepta duas paralelas formando ângulos alternos internos expressos em graus por (5x + 8) e (7x – 12). A soma das medidas desses ângulos é: a) 40° b) 58° c) 80° d) 116° e) 150° a) 100° b) 120° c) 130° d) 140° e) 150° Resolução: Se os ângulos (5x + 8) e (7x – 12) são alternos internos, podemos afirmar que suas medidas são iguais. Sendo assim: Resolução: Para analisar as duas retas paralelas r e s cortadas pelas duas retas transversais t e u, faz-se as marcações coloridas de ângulos que podem ser identificados: 7x – 12 = 5x + 8 7x – 5x = 8 + 12 2x = 20 x = 20/2 x = 10 As medidas dos ângulos são: 5x + 8 = 5*10 + 8 = 50 + 8 = 58 7x – 12 = 7*10 – 12 = 70 – 12 = 58 A soma desses ângulos é 58 + 58 = 116, portanto, a alternativa correta é a letra d. LISTA DE EXERCÍCIOS Observe que o ângulo de 20° e o ângulo y, destacados em vermelho, podem ser classificados como alternos externos, pois estão em lados “alternados” à reta u e são “externos” às retas r e s, portanto, podemos afirmar que esses ângulos possuem a mesma medida, isto é, y = 20°. 1) (FUVEST) Na figura, as retas r e s são paralelas, o ângulo 1 mede 45° e ângulo 3 mede 55°. A medida, em graus, do ângulo 2 é: Podemos ainda afirmar que o ângulo x', destacado em verde, é correspondente ao ângulo x, sendo então de mesma medida (x = x'). Temos ainda também que os ângulos x' e 70° são suplementares, logo: x' + 70° = 180° x' = 180° – 70° x' = 110° x = 110° a) 50° b) 55° c) 60° d) 80° e) 100° Geometria I – EPUFABC 9 Capítulo 1 – Geometria Plana 2) (Mackenzie) Na figura abaixo, a e b são retas paralelas. Geometria I a) 20° b) 26° c) 28° d) 30° e) 35° 5) (UNIRIO) As retas r1 e r2 são paralelas. O valor do ângulo apresentado na figura a seguir, é: A afirmação correta a respeito do número que expressa, em graus, a medida do ângulo α é: a) um número primo maior que 23. b) um número ímpar. c) um múltiplo de 4. d) um divisor de 60. e) um múltiplo comum entre 5 e 7. a) 40° b) 45° c) 50° d) 65° e) 130° 3) (Escola Técnica Federal – RJ) Duas retas paralelas cortadas por uma transversal formam ângulos alternos externos expressos em graus por 13x-8° e 6x+13°. A medida desses ângulos vale: 6) (IFPE) Júlia começou a estudar Geometria na sua escola. Com dúvida em um exercício passado pelo professor de matemática, ela pediu ajuda ao seu tio. O enunciado era: “As retas r e s são paralelas; as retas u e t, duas transversais. Encontre o valor do ângulo x na figura abaixo”. Portanto, o valor de x é: a) 31° b) 3° ou 177° c) 30° e 150° d) 62° e) 93° 4) (UNAERP) As retas r e s são interceptadas pela transversal "t", conforme a figura. O valor de x para que r e s sejam paralelas é: a) 120° b) 125° c) 130° d) 135° e) 140° Gabarito: 1)e; 2)d; 3)b ; 4)b ; 5)a ; 6)e. Geometria I – EPUFABC 10 Capítulo 1 – Geometria Plana Geometria I a<b+c b < a+ c c < a+b Triângulos Unindo os segmentos formados por três pontos distintos e não colineares num plano, obtém-se uma figura geométrica chamada de triângulo. TEOREMA DA Soma dos Ângulos internos de um triângulo Os pontos A, B e C são os vértices do triângulo. Os segmentos AB = c, AC = b e BC = a são seus lados e os ângulos α, β e θ são ângulos internos. Representa-se um triângulo utilizando o símbolo ∆ seguido da notação de seus três vértices, por exemplo, ∆ABC (lê-se: triângulo ABC). PROPRIEDADES GERAIS DOS TRIÂNGULOS α + β + θ = 180° A soma dos ângulos internos de qualquer triângulo sempre formará um ângulo raso, ou seja, a soma de suas medidas é igual a 180°. Demonstração: 1ª Em todo triângulo, o lado de maior medida sempre se opõe ao ângulo de maior medida e o lado de menor medida sempre se opõe ao ângulo de menor medida. Sobre o vértice B do triângulo, traçar uma reta paralela ao segmento AC . Juntos, os ângulos ψ, φ e β formam um ângulo raso, então: ψ + φ + β = 180° BC = a > AC = b > AB = c α>β>θ Então BC = a é oposto ao ângulo α e AB = c é oposto ao ângulo θ. 2ª Desigualdade triangular. A medida de um dos lados do triângulo é sempre menor que a soma das medidas dos demais lados. Observar, no entanto, que ψ e α são ângulos alternos e internos, assim como φ e θ também o são. Pode-se afirmar que: Ψ=α φ=θ Substituindo esses resultados na equação inicial, obtém-se: a) b) ψ + φ + β = 180° α + θ + β = 180° Portanto: α + β + θ = 180° ■ Geometria I – EPUFABC 11 Capítulo 1 – Geometria Plana A soma das medidas dos ângulos internos de qualquer triângulo é 180°, ou seja, eles formam um ângulo raso. TEOREMA DO ÂNGULO EXTERNO O ângulo formado pelo prolongamento de um dos lados do triângulo e seu lado adjacente é chamado ângulo externo. êA, êB e êC são ângulos externos do triângulo ABC. Geometria I Classificação de triângulos o Classificação de triângulos quanto aos lados Observando apenas as medidas dos lados de um triângulo, pode-se classificá-lo em: Escaleno: as medidas de todos os lados são diferentes. Isósceles: possui, pelo menos, dois lados com a mesma medida. Equilátero: possui todos os lados com a mesma medida. A medida do ângulo externo de qualquer triângulo é igual à soma das medidas dos ângulos internos e não adjacentes a ele. Demonstração: De acordo com a ilustração, pode-se afirmar: ê = α + β Sabe-se que α + β + θ = 180° (soma dos ângulos internos). E também se sabe que θ + ê = 180°, pois formam um ângulo raso, então: θ + ê = 180° θ = 180° - ê Substituindo o valor de θ na primeira equação: α + β + θ = 180° α + β + 180° - ê = 180° α + β - ê = 0° ê=α+β Os riscos sobre os lados do triângulo servem para informar quais lados têm a mesma medida. Isso acontece quando tais lados possuem a mesma quantidade de riscos. o Como α + β são ângulos internos e não adjacentes ao ângulo externo ê, conclui-se que sua medida é igual à soma dos ângulos interno e não adjacentes. Classificação de triângulos quanto aos ângulos Observando apenas as medidas dos ângulos internos, pode-se classificá-lo em: Geometria I – EPUFABC 12 Capítulo 1 – Geometria Plana Geometria I Acutângulo: todos os ângulos internos são agudos, ou seja, suas medidas estão entre 0° e 90°. Β=θ Portanto: 0 < α < 90° 0 < β < 90° 0 < θ < 90° Os ângulos internos formados pela base de um triângulo isósceles são sempre congruentes. Obtusângulo: um dos ângulos internos é obtuso, ou seja, sua medida está compreendida entre 90° e 180°. 90° < α < 180° Retângulo: um dos ângulos internos é reto, ou seja, sua medida é 90°. Propriedade equiláteros dos triângulos Como o triângulo equilátero possui todos os lados valendo a mesma medida, pode-se afirmar que todos os seus ângulos internos são congruentes, ou seja, têm a mesma medida. Isso ocorre por serem opostos a lados de mesma medida. Portanto: α=β=θ Os ângulos internos de um triângulo equilátero são sempre congruentes. O ângulo  é reto. Propriedade dos triângulos isósceles Chama-se de base do triângulo isósceles o lado que possui medida diferente da dos outros dois. Na ilustração abaixo, BC é a base desse triângulo. Como o triângulo isósceles possui dois lados de mesma medida, pode-se afirmar que seus ângulos opostos são congruentes, ou seja, têm a mesma medida. Geometria I – EPUFABC 13 Capítulo 1 – Geometria Plana Já que a soma dos ângulos internos de um triângulo é sempre 180°, então se pode dizer que: α + β + θ = 180° 3 α = 180° α = 60° Geometria I O baricentro divide a mediana de modo que a medida do segmento formado por um vértice e o baricentro é o dobro da medida do segmento formado pelo baricentro e o ponto médio do seu lado oposto. Observando a ilustração acima, deduz-se que: Logo: AG 1 GM 2 Os ângulos internos de um triângulo equilátero sempre têm medida 60°. Bissetriz interna: A semirreta cuja origem é um vértice do triângulo e que o divide em duas partes de mesma medida, ou seja, em dois ângulos congruentes, é chamada bissetriz interna. Segmentos e pontos notáveis em um triângulo. Mediana: O segmento de reta cujas extremidades são um vértice do triângulo e o ponto médio do seu lado oposto recebe o nome de mediana. O encontro de três bissetrizes de um triângulo forma um ponto chamado incentro. I é o incentro. Um triângulo possui três medianas. O ponto de encontro entre elas é chamado baricentro. O incentro é o centro da circunferência inscrita no triângulo. Com a ponta-seca do compasso nesse ponto e raio como sendo a distância desse ponto a qualquer um dos lados do triângulo, pode-se traçar uma circunferência que tangencia os seus três lados. G é o baricentro. Geometria I – EPUFABC 14 Capítulo 1 – Geometria Plana Geometria I Altura: O segmento de reta no qual uma das extremidades é o vértice de um triângulo e que forma um ângulo reto com seu lado oposto, ou ao seu prolongamento, é chamado altura. O encontro de três mediatrizes de um triângulo forma um ponto chamado circuncentro. O encontro de três alturas, ou de seus prolongamentos, é o ponto chamado ortocentro. K é circuncentro. O circuncentro é o centro da circunferência circunscrita ao triângulo. Com a ponta-seca do compasso nesse ponto e raio como sendo a distância a qualquer um dos vértices do triângulo, pode-se traçar uma circunferência que passa pelos seus três vértices. O ortocentro pode estar situado: No interior do triângulo, caso o triângulo seja acutângulo; em um dos seus vértices, quando o triângulo é retângulo; fora do triângulo, quando o triângulo for obtusângulo. Mediatriz: A reta perpendicular a um lado do triângulo e que passa por seu ponto médio é chamado mediatriz. Geometria I – EPUFABC 15 Capítulo 1 – Geometria Plana Polígonos o Linha Poligonal Uma sucessão de segmentos de retas consecutivas e não colineares é chamada de linha poligonal. É classificada em: Geometria I Na ilustração acima, os segmentos são os lados do polígono, já que são os segmentos que formam a linha poligonal. Os pontos A, B, C, D e E, comuns a dois lados, são chamados vértices. Os lados que possuem um vértice em comum são chamados lados consecutivos. Já o ângulo formado por dois lados consecutivos, cujo interior está contido na região poligonal, é chamado ângulo interno. O ângulo formado pelo prolongamento de um lado e seu lado consecutivo é chamado ângulo externo. O segmento formado por dois vértices não consecutivos é chamado diagonal. Dessa forma, pode-se dizer que: AB, BC, CD, DE, e AE são lados; A, B, C, D, e E são vértices; AB e BC são lados consecutivos; ai, bi, ci, di e ei são ângulos internos. ae, be, ce, de, ee são ângulos externos e AC é uma diagonal. Polígonos côncavos e convexos Polígono e região poligonal: Uma linha poligonal simples e fechada forma um polígono. Toda região interna a essa polígono, inclusive a linha poligonal, recebo o nome de região poligonal ou superfície poligonal. E uma linha não simples, porém fechada, forma um polígono complexo. No polígono azul abaixo, nota-se que os prolongamentos de seus lados não interceptam sua região poligonal. Assim, costuma-se dizer que esse polígono é convexo. A mesma coisa não ocorre com o polígono laranja, pois o prolongamento do lado BC passa pela sua região poligonal. Esse polígono é côncavo ou não convexo. Geometria I – EPUFABC 16 Capítulo 1 – Geometria Plana Nomenclatura Os nomes dos polígonos são dados de acordo com seu número de lados: 3 lados Triângulo 4 lados 5 lados 6 lados 7 lados 8 lados 9 lados 10 lados 11 lados 12 lados 20 lados Quadrilátero Pentágono Hexágono Heptágono Octógono Eneágono Decágono Undecágono Dodecágono Icoságono Geometria I Para calcular a quantidade total de diagonais, deve-se multiplicar esse valor por n, pois assim fica-se sabendo a quantidade de diagonais que parte de todos os seus vértices. Ao se observar o pentágono acima, nota-se que, por exemplo, a diagonal AC e a diagonal CA são representadas pelo mesmo segmento de reta. Daí pode-se concluir que a quantidade total de diagonais está dobrada e que por isso deve-se dividir esse total por dois. Dessa forma, chega-se à seguinte expressão: Um modo prático de nomear qualquer polígono cuja quantidade de lados seja maior que 12, exceto o polígono com 20 lados, é escrever sua quantidade de lados precedidos de gono (que, em grego, significa ângulo). Por exemplo, um polígono de 15 lados pode ser escrito como 15-gono. d (n 3) n 2 em que d é quantidade de diagonais e n é a quantidade de lados do polígono. Soma dos ângulos internos de um polígono convexo Quantidade de diagonais de um polígono qualquer Ao observar o heptágono acima, nota-se que do vértice A partem quatro diagonais, três a menos que sua quantidade de lados. A mesma coisa ocorre com o decágono: de seu vértice H partem sete diagonais, três a menos que sua quantidade de lados. Dessa forma, é possível generalizar dizendo que, para um polígono com n lados, partem (n - 3) diagonais de cada um de seus vértices. Para calcular a soma dos ângulos internos do hexágono abaixo, deve-se escolher um ponto qualquer na sua região poligonal e, a partir desse ponto, formar segmentos com todos os seus vértices. É importante observar que o hexágono acima foi dividido em seis triângulos. Agora basta multiplicar 180° (soma dos ângulos internos de qualquer triângulo) pela quantidade de triângulos e subtrair o ângulo. C c1 c2 c3 c4 c5 c6 que é igual a 360°. Generalizando para um polígono com n lados, temos: Geometria I – EPUFABC 17 Capítulo 1 – Geometria Plana Si (n 180º ) 360 Geometria I Sendo Se a soma dos ângulos externos de um polígono qualquer. Si (n 180º ) 2 180 Si (n 2) 180º Perímetro de polígonos Si é a soma dos ângulos internos e n é o número de lados. Soma dos ângulos externos de um polígono convexo A soma das medidas de todos os lados de um polígono qualquer é chamada de perímetro. A ilustração abaixo representa um polígono cujas medidas de seus lados estão expressas na figura. Chamando de P o perímetro do polígono, tem-se: P=a+b+c+d+e Para qualquer polígono convexo, pode-se afirmar que um ângulo interno e seu respectivo ângulo externo são suplementares. Para um polígono com n lados, pode-se afirmar que: â1 + ê1 = 180° â2 + ê2 = 180° â3 + ê3 = 180° ... ân + ên = 180° Onde ân é um ângulo interno e ên é ângulo externo. Generalizando: P = a soma das medidas de todos os lados. Semiperímetro de um polígono qualquer A metade da soma das medidas de todos os lados de um polígono qualquer é chamada de semiperímetro. A ilustração abaixo mostra um polígono cujas medidas de seus lados estão expressas na figura. Chamando de s o semiperímetro do polígono, tem-se: Ao realizar a soma dessas expressões, temos: â1 + â2 + â3 + ... + ân + ê1 + ê2 + ê3 + ... + ên = n * 180° Si Se s= Si Se n 180º (n 2) 180 Se n 180 Se n 180 (n 2) 180 Generalizando: Se n 180 n 180 2 180 S= Se 360 Geometria I – EPUFABC 18 Capítulo 1 – Geometria Plana EXERCÍCIOS DE TREINO 1) Calcular a quantidade de diagonais, a soma dos ângulos internos e externos, o perímetro e o semiperímetro do polígono ao lado. Resolução: Quantidade de diagonais d Geometria I 2) (ENEM – 2011) O polígono que dá forma a essa calçada é um invariante por rotações, em torno de seu centro de: a)45° b)60° c)90° d)120° e)180° (5 3) 5 5 2 Soma dos ângulos internos Si (5 2) 180 Si 3 180 Si 540 A soma dos ângulos internos de qualquer pentágono é 540°. Resolução: Uma figura é invariante por rotações n° em torno de seu centro, quando ao rotacioná-la n° obtemos a mesma figura. Figuras com um elevado nível de simetria, como os polígonos regulares, são bastante suscetíveis de serem invariantes por rotações em determinado grau, em torno de seu centro. Soma dos ângulos externos Se 360 A soma dos ângulos externos de qualquer polígono é 360° Perímetro P 65 43 2 P 20cm. Semiperímetro 65 43 2 2 s 10cm. s Os blocos da figura em questão são formados pela junção de três hexágonos regulares. O polígono que dá forma a essa calçada é invariante por rotações de 120° em torno de seu centro (o ponto preto central do polígono), porque a figura não varia ao realizarmos esta rotação. Alternativa D. Geometria I – EPUFABC 19 Capítulo 1 – Geometria Plana Geometria I 3) (ENEM 2013) Para o reflorestamento de uma área, deve-se cercar totalmente, com tela, os lados de um terreno, exceto o lado margeado pelo rio, conforme a figura. Cada rolo de tela que será comprado para confecção da cerca contém 48 metros de comprimento. A quantidade mínima de rolos que deve ser comprada para cercar esse terreno é: a) 6 b) 7 c) 8 d) 11 e) 13 A tabela traz uma relação de alguns polígonos regulares, com as respectivas medidas de seus ângulos internos. Se um arquiteto deseja utilizar uma combinação de dois tipos diferentes de ladrilhos entre os polígonos da tabela, sendo um deles octogonal, o outro tipo escolhido deverá ter a forma de um: Resolução: Como o lado margeado pelo rio não será cercado, serão necessários 81 + 190 + 81 = 352 metros de tela para cercar. O rolo possui 48 metros de comprimento, logo serão necessários 352 : 48 = 7,33 rolos. Como só é possível comprar rolos inteiros de tela, deverão ser comprados 8 rolos para que possa ser cercado todo o terreno. Alternativa C. 4. (ENEM 2002) Na construção civil, é muito comum a utilização de ladrilhos ou azulejos com a forma de polígonos para o revestimento de pisos ou paredes. Entretanto, não são todas as combinações de polígonos que se prestam a pavimentar uma superfície plana, sem que haja falhas ou superposições de ladrilhos, como ilustram as figuras. a) triângulo b) quadrado c) pentágono d) hexágono e) eneágono Resolução: O ângulo interno de 135º do octógono precisa ser adicionado a outro diferente de forma que a soma dê 360º. Como 360° - 135° = 315º seriam necessários dois polígonos regulares iguais com ângulo Geometria I – EPUFABC 20 Capítulo 1 – Geometria Plana Geometria I interno medindo a metade de 315°. Como não é possível, devemos utilizar então 2 octógonos. A soma totaliza 2*(135º) = 270°. Logo, será utilizado um polígono regular de ângulo interno medindo 90º: o quadrado. Alternativa B. Polígonos inscritos Polígonos regulares Acima, estão representados um pentágono regular e um quadrilátero, ambos com seus vértices sobre uma circunferência. Esses polígonos estão inscritos na circunferência. Se um polígono regular está inscrito em uma circunferência, então: “A arte recorre à Matemática para buscar a perfeição das formas que descobre e constrói. A matemática, em contrapartida, recorre à arte para concretizar e sentir a teoria que desenvolve”. [Autor desconhecido] Um polígono que possui todos os seus lados congruentes, ou seja, com a mesma medida, é um polígono equilátero. Quando possui todos os ângulos internos congruentes, chama-se polígono equiângulo. o centro O da circunferência é chamado centro do polígono; o raio r da circunferência é denominado de raio do polígono regular. o segmento traçado do centro da circunferência ao ponto médio de um dos lados do polígono é chamado apótema ap do polígono regular. O apótema é o raio da circunferência inscrita ao polígono , ou seja, a circunferência que tangencia todos os lados do polígono regular. Ângulos internos e externos Como um polígono regular é equiângulo, diz-se que os ângulos internos de um polígono regular são congruentes. Dessa forma, conclui-se que: ai ai Um polígono que é, simultaneamente, equilátero e equiângulo recebe o nome de polígono regular. Si n (n 2) 180 n ai é a medida de cada ângulo interno do polígono regular. Geometria I – EPUFABC 21 Capítulo 1 – Geometria Plana Consequentemente, os ângulos externos de um polígono regular são congruentes: Se n 360 ae n ae Geometria I Como o ângulo central ac desse polígono, encontra-se o ângulo formado pelos lados congruentes. Por meio da lei dos cossenos, pode-se encontrar a medida do seu lado l em função do raio r do polígono e de seu ângulo central. l 2 r 2 r 2 2 r r cos l 2 2r 2 2 r 2 cos ae é a medida de cada ângulo externo do polígono regular. Ângulo central de um polígono regular l 2 2r 2 (1 cos ) l r 2 (1 cos ) CÁLCULO DO Apótema. Chama-se ângulo central de um polígono regular o ângulo que tem como vértice o centro do polígono e seus lados são formados por dois raios consecutivos. Para calcular o ângulo central ac de um polígono regular, divide-se o ângulo de volta completa (360°) pela quantidade de lados do polígono (n). Na ilustração abaixo, destacou-se um triângulo do polígono regular em que seus lados são raios do polígono, um apótema e a metade de um de seus lados. Aplicando o teorema de Pitágoras a esse triângulo: ac 360 n , em que n é o número de lados. r 2 ( 2l ) 2 a p 2 a p 2 r 2 ( 2l ) 2 CÁLCULO DO LADO DE UM POLÍGONO REGULAR. a p r 2 ( 2l ) 2 Na ilustração abaixo, ao traçarmos todos os raios do polígono regular, ele se divide em triângulos. Ao tomar apenas um desses triângulos, pode-se ver que se trata de um triângulo isósceles, uma vez que dois de seus lados são os raios do polígono. LISTA DE EXERCÍCIOS 1) (FUVEST)Na figura abaixo, ABCDE é um pentágono regular. A medida, em graus, do ângulo α é: Geometria I – EPUFABC 22 Capítulo 1 – Geometria Plana a) 32° b) 34° c) 36° d) 38° e) 40° 2) (UFMG) Na figura, ABCD é um quadrado e BCE é um triângulo equilátero. Geometria I b) 2 são triângulos equiláteros e 4 são triângulos isósceles de ângulo da base medindo 30º. c) 2 são triângulos isósceles de ângulo da base medindo 50º e 4 são triângulos isósceles de ângulo da base medindo 30º. d) 2 são triângulos equiláteros e 4 são triângulos retângulos isósceles. e) 2 são triângulos equiláteros e 4 são triângulos retângulos escalenos. 4) (FUVEST) No retângulo a seguir, o valor, em graus, de α + β é: A medida do ângulo AEB, em graus, é a) 50 b) 90 c) 120 d) 130 e) 200 a) 30° b) 48° c) 60° d) 75° e) 80° 3) (UFSCAR) A figura 1 representa um determinado encaixe no plano de 7 ladrilhos poligonais regulares (1 hexágono, 2 triângulos, 4 quadrados), sem sobreposições e cortes. 5) (UNESP) O número de diagonais de um polígono convexo de x lados é dado por: N = . Se o polígono possui 9 diagonais, seu número de lados é: a) 10 b) 9 c) 8 d) 7 e) 6 Em relação aos 6 ladrilhos triangulares colocados perfeitamente nos espaços da figura 1, como indicado na figura 2, é correto dizer que: a) 2 são triângulos equiláteros e 4 são triângulos isósceles de ângulo da base medindo 15º. Gabarito: 1-C 2-D 3–D 4-D Geometria I – EPUFABC 23