International Journal for Quality in Health Care 2014; pp. B4–B6 10.1093/intqhc/mzu101 Resumos neste número* Influence of adverse drug events on morbidity and mortality in intensive care units: the JADE study Influência dos eventos adversos com medicamentos na morbilidade e mortalidade em unidades de cuidados intensivos: O estudo JADE OHTA YOSHINORI, SAKUMA MIO, KOIKE KAORU, BATES DAVID W., MORIMOTO TAKESHI duração dos internamentos nas UCIs mas não com a mortalidade, mesmo após o ajuste para a gravidade da doença. Conclusões. Os EAMs foram comuns nas UCIs e foram significativamente associados com uma maior duração dos internamentos nas UCIs mas não influenciaram a mortalidade. Achieving a climate for patient safety by focusing on relationships Int J Qual Health Care 26: 573–578 Objetivo. Identificar a influência dos eventos adversos com medicamentos (EAMs) na morbilidade e mortalidade em unidades de cuidados intensivos (UCIs). Alcançar um clima potenciador da segurança do doente através do foco nas relações MANOJLOVICH MILISA, KERR MICKEY, DAVIES BARBARA, SQUIRES JANET, MALLICK RANJEETA, RODGER GINETTE L. Local. UCIs em três hospitais de cuidados agudos no Japão. Int J Qual Health Care 26: 579–584 Participantes. Todos os doentes com 15 ou mais anos que foram admitidos nas três UCIs durante o período de estudo de 6 meses. Intervenção. Nenhuma intervenção. Principais resultados avaliados. Mortalidade nas UCIs e duração do internamento nas UCIs. Resultados. Foram incluídos 459 doentes com um total de 3,231 dias de internamento. Ocorreram 99 EAMs em 70 doentes (15%), logo a incidência de EAMs foi de 30.6 por cada 1,000 dias de internamento e de 21.6 por cada 100 admissões. 73 Doentes (16%) morreram durante o internamento na UCI. Excluindo as 38 mortes que ocorreram nos primeiros três dias de internamento, 12 doentes (17%) morreram entre os 70 doentes que tiveram pelo menos um EAM durante o seu internamento nas UCIs e 23 doentes (7%) morreram entre os 351 doentes sem EAM ( p = 0.003). A duração média dos internamentos nas UCIs foi de três dias. Excluindo os 73 doentes que morreram durante o seu internamento nas UCIs, a duração média dos internamentos nas UCIs dos doentes que tiveram pelo menos um EAM foi de 13 dias, sendo de apenas 2 dias nos restantes doentes ( p < 0.0001). Os EAMs foram associados a uma maior Objetivo. Apesar de muitas iniciativas, os avanços na segurança do doente permanecem diferentes, em parte porque as más relações entre os profissionais de saúde não foram abordadas. O objetivo deste estudo foi determinar se as relações entre os profissionais de saúde contribuíram para o clima de segurança do doente, após a implementação de uma intervenção para melhorar a colaboração interprofissional. Desenho do estudo/Local. Esta foi uma análise secundária dos dados recolhidos para avaliar o Modelo Interprofissional de Prestação de Cuidados ao Doente (MIPCD) no Hospital de Ottawa, Canadá. Foram gerados uma série de modelos de equações de estimação generalizadas, representando o agrupamento de respostas por local. Participantes. Foram aplicados inquéritos anónimos a profissionais de treze profissões de saúde diferentes, incluindo médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, e outros (n = 1,896), cerca de um ano após a introdução do MIPCD. Intervenção. O MIPCD foi implementado para melhorar a colaboração interdisciplinar. *This translation has not been verified and should not be relied upon – it is provided for reference purposes only. The Publishers, Editor and the International Society for Quality in Health Care have not checked this translation and accept no liability for completeness or accuracy of this translation or the use of this translation for whatever purpose. This translation may be incomplete and inaccurate in whole or in part. If you need to rely upon a translation of this abstract, a professional human translator should be engaged to supply an accurate translation of the original English. When referencing articles from this journal, please always refer to the original English version, rather than a translated equivalent. International Journal for Quality in Health Care vol. 26 no. 6 © The Author 2014. Published by Oxford University Press in association with the International Society for Quality in Health Care; all rights reserved B4 Downloaded from by guest on January 21, 2016 Desenho do estudo. Estudo Coorte Prospetivo. Resumos neste número Principais resultados avaliados. Foram utilizados instrumentos fiáveis para medir a colaboração, o respeito, o conflito interprofissional e o clima de segurança do doente. Resultados. A colaboração (β = 0,13; p = 0,002) e o respeito (β = 1,07; p = 0,03) foram preditores independentes significativos do clima de segurança do doente. O conflito foi um preditor inverso independente e significativo do clima de segurança do doente (β = -0,29; p = 0,03), mas não interferiu na ligação entre a colaboração e o clima de segurança do doente ou entre o respeito e o clima de segurança do doente. Conclusões. Através do MIPCD todos os profissionais de saúde aprenderam como colaborar e construir um clima de segurança do doente, mesmo na presença de conflito interprofissional. Os esforços dos outros para promover melhores relações de trabalho podem produzir melhorias semelhantes no clima da segurança do doente. Exploring patient safety culture in primary care VERBAKEL NATASHA J., VAN MELLE MARIJE, LANGELAAN MAAIKE, VERHEIJ THEO J.M., WAGNER CORDULA, ZWART DORIEN L.M. Int J Qual Health Care 26: 585–591 Conclusões. Este estudo mostrou que a cultura de segurança do doente em profissões de cuidados de saúde primários holandeses é, em média, percebida de forma positiva. Também revelou diferenças entre as profissões, indicando que uma abordagem personalizada por grupo de profissão pode contribuir para o sucesso da implementação das estratégias de segurança. The use of data from national and other large-scale user experience surveys in local quality work: a systematic review A utilização de dados de inquéritos nacionais sobre a experiência do utilizador em melhorias da qualidade. Uma revisão sistemática HAUGUM MONA, DANIELSEN KIRSTEN, IVERSEN HILDE HESTAD, BJERTNAES OYVIND Int J Qual Health Care 26: 592–605 Objetivo. Explorar as perceções da cultura de segurança em nove tipos de profissões de cuidados de saúde primários e estudar possíveis diferenças. Desenho do estudo. Estudo transversal. Local. 313 consultórios, de nove tipos de profissões de cuidados de saúde primários, na Holanda. Participantes. A equipa de profissionais dos consultórios de cuidados de saúde primários. Participaram profissionais de nove áreas: Medicina dentária, Dietética, Terapia do exercício, Fisioterapia, Terapia ocupacional, Obstetrícia, Clínicas de anti-coagulação, Terapia da pele e Terapia da fala. Principais resultados avaliados. Foram medidas as perceções de sete dimensões da cultura de segurança do doente: "comunicação aberta e aprendizagem com os erros", "entrega e trabalho de equipa", "procedimentos adequados e condições de trabalho", "gestão da segurança do doente", "apoio e companheirismo", "intenção de reportar eventos" e "aprendizagem organizacional". Foram apresentadas as médias das dimensões por profissão e foi utilizada a análise multinível para avaliar diferenças entre as profissões. Também foi auto-reportado o nível de segurança do doente. Um objetivo importante em pesquisas de larga escala a nível nacional e de experiências de utilizador é a melhoria da qualidade. No entanto, as pesquisas de larga escala são normalmente realizadas por um profissional externo, criando uma divisão institucionalizada entre a medição de experiências de utilizador e a qualidade do trabalho que é realizado localmente. O objetivo deste estudo foi identificar e descrever estudos científicos relacionados com o uso de pesquisas em larga escala a nível nacional e de experiências de utilizador em melhorias da qualidade. Fontes de dados. EMBASE, MEDLINE, PsycINFO e na base de dados de Cochrane de revisões sistemáticas. Seleção dos estudos. Publicações científicas sobre experiências e satisfação do utilizador relativamente aos dados de pesquisas nacionais e outros de grande escala de experiência do utilizador na melhoria da qualidade dos serviços de saúde. Extração de dados. Foram identificados temas de interesse e realizada análise narrativa. Resultados da síntese de dados. Foram incluídas treze publicações, sendo que todas diferiram substancialmente em B5 Downloaded from by guest on January 21, 2016 Explorar a cultura de segurança do doente nos cuidados de saúde primários Resultados. 519 consultórios responderam (taxa de resposta: 24%), dos quais 313 (625 questionários individuais) foram incluídos na análise. No geral, a cultura de segurança do doente foi percebida como sendo positiva. A terapia ocupacional e de anti-coagulação desviaram-se mais das outras profissões de uma forma negativa, enquanto a fisioterapia desviou-se mais de uma forma positiva. Além disso, a maioria das profissões classificaram a sua segurança do doente como positiva (média = 4,03 numa escala de 5 pontos). Resumos neste número várias características. Os resultados mostram que as pesquisas em grande escala de experiências do utilizador são usadas para melhoria da qualidade. O tipo de atividades variou muito, desde a realização de uma análise de acompanhamento de dados de pesquisa de experiência do utilizador até à partilha de informações e de esforços mais sistemáticos para a utilização de dados como base para a melhoria da qualidade do atendimento. Conclusão. Esta revisão mostra que as pesquisas em larga escala de experiências de utilizador são utilizadas em trabalho de qualidade local. No entanto, existe uma necessidade de melhoria de pesquisa e normalização neste campo. A variação considerável nas atividades de acompanhamento aponta para a necessidade de orientação sistemática relativa à utilização de dados em trabalhos de qualidade local. Systematic biases in group decisionmaking: implications for patient safety MANNION RUSSELL, THOMPSON CARL Int J Qual Health Care 26: 606–612 As principais decisões nos sistemas de saúde modernos são muitas vezes feitas por grupos de pessoas, em vez de indivíduos isolados. No entanto, a tomada de decisão em grupo pode ser imperfeita e resultar em erros organizacionais e clínicos que podem prejudicar os doentes - um facto destacado graficamente em recentes (e históricos) “escândalos” de saúde, como é exemplo o recente relatório do Sir Robert Francis sobre as graves falhas na segurança do doente no Mid Staffordshire Hospitals do NHS Trust Inglês. Neste artigo, vamos recorrer a teorias de estudos organizacionais e à ciência da decisão para explorar as formas através das quais a segurança do doente, pode ser ameaçada em organizações de saúde como resultado de quatro desvios sistemáticos decorrentes da tomada de decisão em grupo: o pensamento de grupo, deriva social, grupo de polarização e, escalada de compromisso. Para cada grupo descrevemos a tendência dos seus antecedentes, ilustrando como isso pode prejudicar as decisões do grupo no que diz respeito à segurança do doente, delineado uma série de possíveis estratégias organizacionais corretivas que podem ser utilizadas para atenuar o potencial das consequências adversas e olhar em frente na agenda de pesquisa emergente numa área tão importante, mas até então negligenciada da investigação em segurança do doente. B6 Melhorar as taxas de profilaxia com Cotrimoxazol em cenários com recursos limitados: implementação de uma abordagem para a melhoria da qualidade BARDFIELD J., AGINS B., PALUMBO M., WEI A.L., MORRIS J., MARSTON B. AND FOR THE COTRIMOXAZOLE QI GROUP Int J Qual Health Care 26: 613–622 Objetivo. Demonstrar a eficácia dos métodos de melhoria da qualidade para monitorar e melhorar a administração de profilaxia com cotrimoxazol com a finalidade de melhorar os resultados em saúde nos adultos que vivem com VIH / SIDA em países de baixos recursos. Cenário. Unidades de Saúde de VIH / SIDA no Uganda, Moçambique, Namíbia, Haiti. Intervenção. São desenvolvidas medidas de desempenho com base em diretrizes nacionais em cada país. Estes podem incluir a monitorização de CD4, ART adesão à terapêutica de profilaxia com cotrimoxazol. A profilaxia com cotrimoxazol é rotineiramente escolhida porque tem demonstrado reduzir a morbilidade e mortalidade relacionada com o VIH. São feitas amostras a registos de doentes utilizando uma tabela estatística padrão para um intervalo de confiança mínimo de 90% com um spread de ± 8% das unidades de saúde participantes. Se um processo clínico eletrónico está disponível, todos os pacientes são revistos. A revisão rotineira de medidas de desempenho é feita normalmente a cada seis meses, para identificar as lacunas na prestação de cuidados. Intervenções de melhoria são desenvolvidos e implementados nas unidades de saúde, de acordo com os resultados de desempenho e prioridades locais / nacionais de saúde pública. Principal resultado. Taxas médias de profilaxia com cotrimoxazol nas unidades de saúde. Resultados. Taxas médias de desempenho da profilaxia com cotrimoxazol normalmente melhoradas para doentes adultos com VIH positivo entre 2006 e 2013 em todos os países. As taxas médias foram superiores em relação à linha de base no follow-up entre 16 de 18 grupos das unidades de saúde que implementam a execução de projetos de melhoria com foco no cotrimoxazol. Conclusão. A gestão da qualidade oferece um método orientado para os dados de modo melhorar a qualidade dos cuidados prestados a doentes com VIH em países de baixos recursos. A aplicação dos princípios de melhoria tem demonstrado ser eficaz para aumentar as taxas de profilaxia com cotrimoxazol em programas nacionais de VIH em vários países. Downloaded from by guest on January 21, 2016 Tendências sistemáticas na tomada de decisão do grupo: implicações para a segurança do doente Improving rates of cotrimoxazole prophylaxis in resource-limited settings: implementation of a quality improvement approach