1
UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO RIO
GRANDE DO SUL
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS ADMINISTRATIVAS, CONTÁBEIS,
ECONÔMICAS E DA COMUNICAÇÃO
CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS
GABRIEL CAMPANARO GIESSLER
PROPOSIÇÃO DE UM SOFTWARE VOLTADO A GESTÃO DE
CUSTOS NA ATIVIDADE COMERCIAL
IJUÍ (RS)
2014
2
GABRIEL CAMPANARO GIESSLER
PROPOSIÇÃO DE UM SOFTWARE VOLTADO A GESTÃO DE
CUSTOS NA ATIVIDADE COMERCIAL
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado no Depto de
Ciências Administrativas, Contábeis, Econômicas e da
Comunicação da UNIJUI, como requisito parcial para
obtenção do titulo de Bacharel em Ciências Contábeis.
Profa. Orientadora: EUSELIA PAVEGLIO VIEIRA
IJUI (RS), DEZEMBRO/2014
3
LISTA DE FIGURAS
Figura 01 - A contabilidade de custos como um centro processador de informações. ............ 19
Figura 02 - Componentes do custo unitário de compra da mercadoria. ................................... 25
Figura 03 - Gráfico do Ponto de Equilíbrio .............................................................................. 37
Figura 04 - Estrutura geral do software. ................................................................................... 47
Figura 05 - Cadastro de empresa. ............................................................................................. 48
Figura 06 - Validações/validações. ........................................................................................... 49
Figura 07 - Validações/Tabela INSS ........................................................................................ 50
Figura 08 - Mensagem de aviso estoque mínimo ..................................................................... 52
Figura 09 - Cadastro de Usuários. ............................................................................................ 53
Figura 10 - Tela de acesso ao sistema. ..................................................................................... 53
Figura 11 - Tela de ajuda de senha. .......................................................................................... 54
Figura 12 - Tela de Permissões. ............................................................................................... 55
Figura 13 - Tela Cadastro de Despesas. ................................................................................... 55
Figura 14 - Cadastro de funcionários/ dados cadastrais. .......................................................... 56
Figura 15 - Cadastro de funcionários/dados para fins de cálculo. ............................................ 57
Figura 16 - Relatório de histórico de despesa por funcionário. ................................................ 59
Figura 17 - Cadastro Cliente/Fornecedor. ................................................................................ 60
Figura 18 - Histórico padrão. .................................................................................................... 60
Figura 19 - Cadastro de grupo de bens. .................................................................................... 61
Figura 20 - Cadastro de bens. ................................................................................................... 61
Figura 21 - Configuração de notas. .......................................................................................... 63
Figura 22 - Cadastro de produto. .............................................................................................. 64
Figura 23 - Fluxograma de lançamento de informações. ......................................................... 65
Figura 24 – Fluxograma de lançamento – estoque. .................................................................. 66
Figura 25 – Fluxograma de lançamento – custo. ...................................................................... 66
Figura 26 – Lançamento de notas. ............................................................................................ 68
Figura 27 – Lançamento de notas – totais. ............................................................................... 69
Figura 28 – Validação de preço mínimo. ................................................................................. 69
Figura 29 – Validação de estoque físico. .................................................................................. 70
Figura 30 – Desconto lançamento nota. ................................................................................... 71
Figura 31 – Mensagem de bloqueio de desconto. .................................................................... 71
Figura 32 – Nota de devolução. ................................................................................................ 72
4
Figura 33 – Mensagem de bloqueio de quantidade. ................................................................. 73
Figura 34 – Relatório de inventário. ......................................................................................... 75
Figura 35 – Relatório de despesas orçadas X realizadas. ......................................................... 76
Figura 36 – Lançamento de despesas mensais. ........................................................................ 77
Figura 37 – Cálculo de faturamento por histórico. ................................................................... 77
Figura 38 – Fluxograma – fechamentos mensais. .................................................................... 78
Figura 39 – Fechamento de metas. ........................................................................................... 79
Figura 40 – Cálculo de depreciação. ........................................................................................ 80
Figura 41 – Relatório de bens. .................................................................................................. 81
Figura 42 - Relatório de depreciação. ....................................................................................... 82
Figura 43 – Rateio das despesas mensais. ................................................................................ 83
Figura 44 – Relatório de despesas - competência 08/2014. ..................................................... 85
Figura 45 – Rateio despesa mensal – 08/2014. ........................................................................ 86
Figura 46 – Relatório de despesas – competência 09/2014. ..................................................... 87
Figura 47 – Rateio despesas mensais – setembro 2014. ........................................................... 88
Figura 48 – Cálculo estoque mínimo e máximo. ...................................................................... 89
Figura 49 – Relatório de estoque mínimo e máximo com data base 31/12/2013. .................... 90
Figura 50 – Relatório de estoque mínimo e máximo com data base 30/09/2014. .................... 92
Figura 51 – Consulta de estoque............................................................................................... 93
Figura 52 – Consulta – Simulação. ........................................................................................... 94
Figura 53 – Gráfico de consulta simulação. ............................................................................. 94
Figura 54 – Relatório de consulta simulação. .......................................................................... 95
Figura 55 – Consulta de metas totais. ....................................................................................... 95
Figura 56 – Consulta de metas por usuário. ............................................................................. 96
Figura 57 – Consulta despesas. ................................................................................................ 96
Figura 58 – Relatório de margem por nota de venda ............................................................... 97
Figura 59 – Parâmetros do relatório de ponto de equilíbrio e margem de segurança. ............. 98
Figura 60 – Relatório de ponto de equilíbrio e margem de segurança. .................................... 98
Figura 61 – Relatório de custos por item.................................................................................. 99
Figura 62 – Relatório de custos das mercadorias vendidas. ................................................... 100
Figura 63 – Relatório de rotatividade do estoque. .................................................................. 100
Figura 64 – Relatório de análise de resultado. ....................................................................... 101
Figura 65 - Gráfico de despesas do período ........................................................................... 102
Figura 66 - Gráfico de despesas orçadas X realizadas ........................................................... 102
5
Figura 67 - Gráfico de margem por item ................................................................................ 103
Figura 68 - Filtro do relatório de notas por configuração....................................................... 104
Figura 69 - Relatório de notas por configuração .................................................................... 104
Figura 70 – Utilitário – editar produtos. ................................................................................. 105
6
LISTA DE QUADROS
Quadro 01 - Simulação de custo com funcionário. .................................................................. 59
Quadro 02 – Nota lançada com data de entrada de 01/07/2014. .............................................. 75
Quadro 03 – Notas lançadas ano 2013. .................................................................................... 84
Quadro 04 – Resumo notas ano 2013. ...................................................................................... 85
Quadro 05 – Despesas de agosto de 2014. ............................................................................... 86
Quadro 06 – Depreciação mensal. ............................................................................................ 86
Quadro 07 – Resumo notas setembro 2013. ............................................................................. 87
Quadro 08 – Despesas de setembro 2014. ................................................................................ 88
Quadro 09 – Estoque mínimo e máximo com base na movimentação do ano de 2013. .......... 90
Quadro 10 – Notas lançadas em agosto e setembro 2014. ....................................................... 91
Quadro 11 – Estoque mínimo e máximo com base na movimentação de set/2014. ................ 92
Quadro 12 – Resumo de movimentação 08/2014. .................................................................... 99
Quadro 13 – Cálculo de rotatividade de estoque de 01/08/2014 a 31/08/2014. ..................... 100
7
RESUMO
A contabilidade de custos permite coletar, selecionar, processar dados para transforma
em informações que possam auxiliar a gestão no processo de tomada de decisão. A atividade
comercial tem despertado em buscar sistema de custos que possam suprir essas deficiências
informacionais, neste sentido, o trabalho desenvolvido consiste na realização de um estudo
para desenvolver um software capaz de gerar informações de cunho gerencial de custos,
totalmente voltado para a atividade comercial, bem como, apresentar as principais rotinas e os
resultados gerados após o desenvolvimento do mesmo. Foram analisados os referenciais
teóricos a fim de obter dados referentes aos controles necessários nas atividades de uma
organização comercial e o objetivo é ampliar os conhecimentos e qualificações dos
profissionais da área contábil, visando aliar a teoria e a prática, analisando uma atividade com
poucos estudos específicos, mas com grande quantidade de organizações por todo o território
nacional. Baseado na pesquisa aplicada, descritiva, foi desenvolvido o software com
levantamento de dados e informações de custos das empresas comerciais. Os resultados
apontam que um software de gestão de custos para a atividade comercial contribui
decisivamente na qualificação da informação para a gestão dos negócios.
PALAVRAS-CHAVE: Contabilidade. Atividade comercial. Custos comerciais. Software
comercial. Gerenciamento.
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SUMÁRIO
LISTA DE FIGURAS ...................................................................................................... 3
LISTA DE QUADROS.................................................................................................... 6
RESUMO.......................................................................................................................... 7
INTRODUÇÃO ............................................................................................................. 10
1
CONTEXTUALIZAÇÃO DO ESTUDO .................................................................... 12
1.1 ÁREA DE CONHECIMENTO CONTEMPLADA .................................................... 12
1.2 CARACTERIZAÇÃO DA PROPOSTA DE SOFTWARE ....................................... 12
1.3 PROBLEMATIZAÇÃO DO TEMA ............................................................................ 13
1.4 OBJETIVOS .................................................................................................................. 14
1.4.1 Objetivo geral ................................................................................................................. 14
1.4.2 Objetivos específicos ...................................................................................................... 14
1.5
JUSTIFICATIVA ......................................................................................................... 14
2
REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ..................................................................................... 16
2.3 CONTABILIDADE GERENCIAL .............................................................................. 18
2.3.1 Contabilidade de custos ................................................................................................ 18
2.3.2 Custos na atividade comercial ...................................................................................... 24
2.3.3 Despesas no comércio .................................................................................................... 27
2.3.4 Formação do Preço de venda ........................................................................................ 30
2.3.5 Indicadores gerenciais ................................................................................................... 34
3
METODOLOGIA DO TRABALHO ........................................................................... 41
3.1 CLASSIFICAÇÃO DA PESQUISA ............................................................................. 41
3.1.1 Quanto à natureza ......................................................................................................... 41
3.1.2 Quanto aos objetivos ..................................................................................................... 41
3.1.3 Quanto à forma de abordagem do problema .............................................................. 42
3.1.4 Quanto aos procedimentos técnicos ............................................................................. 42
3.2 COLETA DE DADOS ................................................................................................... 43
3.2.1 Instrumentos de coleta de dados .................................................................................. 43
3.3 ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS DADOS ........................................................ 44
4
ANÁLISE DOS RESULTADOS .................................................................................. 45
4.1 ATIVIDADE COMERCIAL ........................................................................................ 45
4.2 DETALHAMENTO DO SOFTWARE ........................................................................ 46
4.2.1 Grupo de configurações e cadastros ............................................................................ 47
9
4.2.2 Grupo de lançamentos .................................................................................................. 65
4.2.3 Grupo de cálculo/fechamento ....................................................................................... 78
4.2.4 Grupo de consultas e resultados ................................................................................... 92
4.3 OUTRAS INFORMAÇÕES DE OPERACIONALIZAÇÃO DO SOFTWARE .... 101
CONCLUSÃO.............................................................................................................. 106
REFERÊNCIAS .......................................................................................................... 108
10
INTRODUÇÃO
O controle de custos em qualquer atividade é primordial para o bem estar da
organização, é por meio destes controles que se tem importantes informações, a fim de
estabelecer um correto preço de venda, estipulando margens, definindo metas e controlando
resultados, além de permitir uma correta análise de propostas de comercialização
diferenciada.
No Brasil o comércio é o setor com maior índice de novas empresas. Conforme cita o
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2003) cerca de 50% das 100 mil
empresas criadas entre 1996 a 2003 eram comerciais, e que destas 97,6% eram empresas de
pequeno porte.
Percebeu-se com isto que por a maioria destas empresas possuírem as mesmas
características (porte, período de mercado, campo de atuação), há elevado índice de
competitividade entre as mesmas fazendo com que a sua continuidade fique ameaçada. Como
mostrou a pesquisa do IBGE (2003), 47,67% (27.647) das empresas que foram criadas,
fecharam com menos de dois anos de funcionamento. Comparando este dado com a pesquisa
feita pela Fecomércio-RJ em parceria com a FGV – Fundação Getúlio Vargas (2013), este
índice baixou para 38,9%, tomando como base inicial o ano de 2007, mas ainda é o maior
índice de fechamento das empresas entre as atividades.
Neste cenário, um correto gerenciamento dos custos e despesas poderá resultar em
uma vantagem competitiva entre as organizações podendo fazendo com que o percentual de
empresas que fecham as portas com menos de dois anos diminua ainda mais.
Pensando nesta necessidade de gerenciamento, observou-se um déficit muito grande
de softwares de gestão de custos capazes de fornecer informações gerenciais voltadas a
empresas comerciais. Atualmente há excelentes softwares no mercado que fazem controles de
custos, processam e transformam em informações, porém o custo de aquisição e as
mensalidades são muito elevados e os parâmetros existentes, nem sempre, contemplam as
operações das empresas comerciais.
Conforme pesquisa feita pela Fecomércio-RJ em parceria com a FGV (2013), o setor
de comércio representava 38% do PIB (Produto Interno Bruto), sendo que a taxa média de
crescimento entre os anos de 2002 e 2012 foi de 4,5%, enquanto que o PIB cresceu 3,6% no
mesmo período. A pesquisa ainda informa que com base em dados da Relação Anual de
Informações Sociais (RAIS) em 2011 cerca de 70% dos estabelecimentos do país, 4,9
11
milhões, eram do comércio de bens, serviços ou turismo e deste total 21,6% estavam
localizados na região sul do país, que ficou atrás somente da região Sudeste com 50,8%.
Estas informações viabilizaram a proposta do estudo que foi a de desenvolver um
software dinâmico de controle e gestão de custos, voltado para empresas de atividade
comercial, com custo e configurações compatíveis com o porte das empresas da região/estado.
De acordo com as normas vigentes estabelecidas pela UNIJUI (Universidade Regional
do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul) o primeiro capítulo faz referência a
contextualização do estudo, definindo sua área de conhecimento, exemplificando a proposta
do software bem, como detalhando e justificando o problema, além de definir os objetivos do
estudo.
Na sequencia tem-se o referencial teórico, que traz a revisão bibliográfica de diversos
autores e estudiosos, definindo conceitos gerais sobre contabilidade e suas ramificações, bem
como termos utilizados, principalmente na contabilidade de custos, visando unificar o
entendimento dos mesmos a fim de garantir o embasamento conceitual para a parte prática do
estudo.
A terceira etapa constitui na metodologia utilizada durante a pesquisa, na qual se
classifica a pesquisa de acordo com seus métodos, definem-se os instrumentos de coleta de
dados, além da análise e interpretação dos mesmos.
A quarta etapa consiste na apresentação do desenvolvimento do trabalho prático em
que foi feito o levantamento da atividade comercial identificando as suas principais
operações, a fim de estruturar as rotinas a serem atendidas pelo software. Após esta
estruturação foi realizado o trabalho de programação que consiste na criação das telas e
rotinas do software aliados aos procedimentos de testes e posteriormente foram apresentados
os resultados encontrados.
E por fim, são apresentadas as referências que foram consultadas para a realização
deste trabalho.
12
1 CONTEXTUALIZAÇÃO DO ESTUDO
Esta sessão trata da contextualização do estudo, onde se definiu a área a ser
pesquisada, a temática, o problema bem como os objetivos e a justificativa do estudo, sempre
observando a importância e necessidade deste assunto no contexto das empresas.
1.1 ÁREA DE CONHECIMENTO CONTEMPLADA
A contabilidade é uma ciência social que estuda e gera informações sobre o
patrimônio das entidades, dando embasamento e suporte para as decisões dos empresários. A
contabilidade de custos é um dos importantes ramos/segmentos dentro da área contábil, pois
gera diversas informações de ordem gerencial para que os gestores possam tomar decisões e
criar estratégias para o melhor desenvolvimento de suas atividades.
Dentre as diversas áreas de atuação que o curso de Ciências Contábeis da Unijuí
forma, está a contabilidade de custos, a qual aliada à tecnologia da informação é objeto de
pesquisa nesse trabalho de conclusão de curso. Neste sentido, o estudo teve como proposta
desenvolver um sistema de gerenciamento de custos para empresas que atuam no comércio
em geral.
1.2 CARACTERIZAÇÃO DA PROPOSTA DE SOFTWARE
O software possui uma estrutura completa para a atividade comercial, abrangendo
controles financeiros (caixa, recebimentos e pagamentos), de estoque (entradas, saídas e
perdas), de bens (imobilizado, valor de mercado, valor presente, depreciações), de
funcionários (cadastro geral, controle de remunerações) e, principalmente, controle de custos,
despesas e a formação de preço de venda.
Para os usuários operacionais do sistema foi proposto o desenvolvimento de métodos
operacionais práticos e eficientes referentes às rotinas diárias. Os usuários também poderão
acompanhar diariamente informações diretamente ligadas a suas atividades, como estoque de
mercadorias, controle de metas e vendas, entre outros.
Para os usuários das informações geradas pelo sistema fica a disposição informações
referente a duas frentes, sendo que a primeira é referente às informações táticas gerencias
como o estoque mínimo, preços orientativo e preços mínimos de venda conforme prazos e
propostas, controle de metas, controle de compras e vendas além de dados financeiros. Já a
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segunda frente disponibiliza informações mais elaboradas e sistematizadas para uso de cunho
gerencial que podem ser estratégicas no gerenciamento da atividade, como, por exemplo,
indicadores de margens, despesas, definições de metas, ponto de equilíbrio, vendas por
produto dentre outros.
1.3 PROBLEMATIZAÇÃO DO TEMA
A contabilidade em suas especificações utiliza-se da contabilidade gerencial para
produzir informações nos diferentes níveis organizacionais, especialmente para os usuários
internos tomar decisões embasadas em fatos que proporcionam maior segurança na gestão dos
negócios. Assim sendo, um dos pilares da contabilidade gerencial é a contabilidade de custos,
que contribui substancialmente na geração de informações tanto do custo do produto, quanto
da analise do resultado, do volume necessário de vendas e também da rentabilidade da
atividade.
Neste cenário, a contabilidade de custos é uma ótima ferramenta gerencial disponível
aos gestores para auxilio na tomada de decisões e definições de estratégia, uma vez que é por
meio dela que são coletados os dados brutos e, após processamento, são transformados em
informações relativas à apuração de custos e por consequência torna-se imprescindível para
formação de preço de venda coerente com a atividade e a situação da empresa.
Levando-se em consideração a alta competitividade que as empresas no ramo do
comércio apresentam e a constante busca dos clientes por produtos de melhor qualidade, criase a necessidade de gerenciar os custos a fim de fornecer produtos com preços mais acessíveis
e de alta qualidade, sem comprometer a situação financeira da entidade, garantindo a
satisfação dos clientes e a lucratividade da empresa.
O grande avanço da tecnologia e a constante busca para o aperfeiçoamento da mesma
levou as organizações a recorrerem a este recurso também para o processo de gestão de
custos, uma vez que o torna mais seguro, ágil e confiável, gerando assim informações
relevantes e em tempo ábil que embasam a tomada de decisões dentro das empresas, sendo
este um dos fatores determinantes em um mercado tão competitivo como o que se esta
vivendo.
Diante do exposto, a questão do estudo foi: A partir da filosofia do custeio variável,
quais são as principais informações e operações necessárias para um software aplicado a
atividade comercial ser capaz de gerar indicadores de gestão que instrumentalizem o processo
decisório?
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1.4 OBJETIVOS
A seguir são apresentados o objetivo geral e específicos que proporcionaram o
embasamento e o suporte à pesquisa a ser realizada.
1.4.1 Objetivo geral
Desenvolver um software de gerenciamento de custos, aplicado a empresas do ramo
comercial, baseado no custeio variável, que proporcione informações relevantes à gestão da
atividade.
1.4.2 Objetivos específicos

Revisar o referencial teórico referente à contabilidade de custos no comércio;

Mapear a movimentação da atividade comercial para elaborar a proposta do software;

Estruturar o diagrama do sistema envolvendo os setores operacionais da atividade
comercial;

Analisar as informações necessárias para elaborar o software;

Desenvolver um software de gestão de custos para o ramo comercial;

Testar o software desenvolvido;

Apresentar os indicadores gerados e sua relevância na gestão da atividade.
1.5 JUSTIFICATIVA
O processo de gestão de custos é indispensável para as empresas que visam bons
resultados e longevidade no mercado, porém para que este processo torne-se ágil e confiável,
faz-se necessário utilizar softwares capazes de receber e processar dados, transformando-os
em informações relevantes para a tomada de decisões e definições de estratégias.
A necessidade de recorrer à tecnologia se origina do fato de que nela há sempre uma
tendência de aperfeiçoamento tanto no que tange a segurança, como nas rotinas e processos
que facilitam e geram informações cada vez mais ágeis e relevantes, sendo estes fatores
determinantes em um mercado tão competitivo, como o que se vive atualmente.
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Neste cenário existem vários softwares que executam rotinas de gerenciamento de
custos, porém a grande maioria esta voltada para custos em processos de fabricação de
produtos industriais, e não para o controle de custos na atividade de comércio e há várias
diferenças entre as atividades sendo que um exemplo bem claro é a diferença de rateios entre
as atividades referentes a desembolsos de salários, aluguéis, energia, etc., que para a atividade
industrial pode ser denominada como custo e para a comercial como despesa.
Para as empresas atuantes no ramo do comércio da região, fica a disposição uma nova
opção de software de custos, desenvolvido totalmente voltado para esta atividade, com base
em referências atuais e com suporte e avaliação que um trabalho de conclusão de curso que a
universidade exige e dispõe.
Já para o curso de graduação em Ciências Contábeis e para a universidade ficará uma
obra que pode servir como fonte para novas pesquisas neste tema, bem como um software que
pode ser, dentre várias situação, utilizado, analisado e discutido em sala de aula com os
futuros estudantes das disciplinas de custos.
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2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
A revisão da literatura é necessária, pois permite ao pesquisador conhecer o que já
existe sobre o assunto, oportunizando assim uma maior conscientização da investigação a ser
realizada. “Dessa forma, o autor do projeto e leitor – cada um em seu tempo – tomam
conhecimento do que já existe sobre o assunto, ou seja, sobre o estado da arte, oferecendo
contextualização e consistência à investigação”. (VERGARA, 1998, p.34).
Baseados neste conceito são abordadas as temáticas referentes à geração das
informações relevantes no gerenciamento de custos e preços de venda na atividade comercial.
2.1 CONTROLADORIA
Por se tratar de um assunto que possui grande interação com a contabilidade, vê-se a
necessidade de conceituar primeiramente a contabilidade para posteriormente caracterizar a
controladoria.
A contabilidade é uma ciência social responsável por estudar e gerar informações
sobre o patrimônio das entidades e suas variações, através de técnicas baseadas nos princípios
fundamentais da contabilidade.
De acordo com Franco (apud BASSO, 2005, p. 22),
Contabilidade é a ciência que estuda, controla e interpreta os fatos ocorridos no
patrimônio das entidades, mediante o registro, a demonstração expositiva e a
revelação desses fatos, com o fim de oferecer informações sobre a composição do
patrimônio, suas variações e o resultado econômico decorrente da gestão da riqueza
patrimonial.
Quanto ao conceito de informação, Basso (2005, p.25) define que é “dado relevante
que evidencia algo importante no processo decisório das entidades”.
Portanto, a utilização da contabilidade e suas técnicas, têm por finalidade gerar
informações relevantes para seus diversos usuários conforme suas necessidades.
Neste sentido surge a controladoria que é uma unidade administrativa interna das
entidades que utiliza as informações geradas, bem como os processos geradores, oriundos de
todas as ramificações da ciência contábil aplicadas na empresa, servindo de suporte para o
processo decisório a fim de tornar a gestão econômica mais eficiente.
Seguindo este cenário, Padoveze (2004, p.3) relata que
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a Ciência Contábil é a ciência do controle em todos os aspectos temporais - passado,
presente, futuro -, e, como ciência social, exige a comunicação de informação, no
caso econômica, à Controladoria cabe a responsabilidade de implantar, desenvolver,
aplicar e coordenar todo o ferramental da Ciência Contábil dentro da empresa nas
suas mais diversas necessidades.
A função da controladoria é atribuída a um profissional responsável pelo
planejamento, controle, avaliações internas e externas capazes de contribuir para uma maior
eficácia e que sejam condizentes com a missão e os objetivos da empresa. Este profissional é
denominado controller.
Diante disto é possível afirmar que a controladoria otimiza a função da contabilidade
no que diz respeito ao controle e no suporte ao processo de gestão das empresas.
2.2 SISTEMA DE INFORMAÇÃO
Sistema de informação é um processo em que os dados são trabalhados até se
transformarem em informações relevantes. Visando exemplificar um sistema de informação é
importante definir, primeiramente o que significam estas palavras separadamente.
Um sistema pode ser entendido como um conjunto de elementos que se interligam
entre si para chegar a um objetivo comum.
O resultado do processamento de um ou vários dados brutos, transformados e
armazenados de forma compreensível e relevante para seus usuários e que irão os auxiliar no
processo decisório das entidades pode ser definido como informação. “A informação não
pode custar mais do que ela pode valer para a administração da entidade”. (PADOVEZE,
2010, p. 47).
Neste sentido um sistema de informação é “um conjunto de recursos humanos,
materiais, tecnológicos e financeiros agregados segundo uma sequência lógica para o
processamento dos dados e tradução em informações, para com seu produto, permitir às
organizações o cumprimento de seus objetivos principais”. (PADOVEZE, 2010, p.48).
Atualmente quando se ouve falar em sistema de informações gerenciais, logo surge a
ideia de um software contábil, mas na verdade os softwares são partes integrantes do sistema
responsáveis por processar os dados e não o sistema em si. Pode-se definir a empresa como
sendo um sistema de informações que possui diversos subsistemas que constituem meios para
alcançar os objetivos gerais.
Neste sentido, a contabilidade gerencial é uma ótima ferramenta geradora de
informações dentro de um sistema e/ou subsistema de informações gerenciais.
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2.3 CONTABILIDADE GERENCIAL
Por a contabilidade possuir uma vasta abrangência, ela é subdividida em diversos
ramos, sendo que neste estudo trataremos do ramo da contabilidade gerencial que visa auxiliar
o processo decisório dentro das organizações.
Crepaldi (1998, p.18) conceitua a contabilidade gerencial dizendo que:
É o ramo da contabilidade que tem por objetivo fornecer instrumentos aos
administradores de empresas que os auxiliem em suas funções gerenciais. É voltada
para a melhor utilização dos recursos econômicos da empresa, através de um
adequado controle dos insumos efetuado por um sistema de informação gerencial.
Neste sentido a Associação Nacional dos Contadores dos Estados Unidos através de
seu relatório número 1ª. (apud PADOVEZE, 1996, p.26) define que
Contabilidade gerencial é o processo de identificação, acumulação, análise,
preparação, interpretação e comunicação de informações financeiras utilizadas pela
administração para o planejamento, avaliação e controle dentro de uma organização
e para assegurar e contabilizar o uso apropriado de seus recursos.
Padoveze (1996, p.26) ainda cita que a “Contabilidade Gerencial não é um existir, mas
um fazer”.
De um modo geral pode-se definir contabilidade gerencial como um processo, uma
ação.
2.3.1 Contabilidade de custos
A fim de atingir os objetivos da contabilidade gerencial, é necessário utilizar
ferramentas eficazes no sentido de proporcionar informações, sendo que uma importante
ferramenta é a contabilidade de custos.
“A contabilidade de custos surgiu com o aparecimento das empresas industriais
(Revolução Industrial) com o intuito de determinar os custos dos produtos fabricados”.
(BORNIA, 2010, p.12).
Neste sentido Leone (2008, p.21) compara a contabilidade de custos com um centro
processador de informações que “recebe (ou obtém) dados, acumula-os de forma organizada,
analisa-os e interpreta-os, produzindo informações de custos para os diversos níveis
gerenciais.” A imagem a seguir mostra o processo básico da contabilidade de custos, que se
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inicia na captação e/ou obtenção de dados a fim de alimentar seus estudos e vai até a geração
das informações gerenciais, sempre contando com troca de informações seja no
processamento dos dados ou na realimentação do processo (feedback).
Figura 01 - A contabilidade de custos como um centro processador de informações.
Fonte: Leone (2008, p.21).
Com o passar do tempo e o aumento da competitividade devido ao desenvolvimento
do processo de produção, a contabilidade de custos passou a ser utilizada cada vez mais pelos
níveis gerenciais dentro das organizações e hoje é elencada como uma das melhores
ferramentas de auxilio a planejamento, controle, análise de desempenho e processo decisório,
pois através dela é possível coletar, classificar e registrar os dados operacionais da entidade,
transformando-os em informações.
Leone (2008) comenta que com o aumento da competitividade entre as empresas e a
necessidade dos administradores das organizações em tomar decisões cada vez mais eficazes,
a contabilidade de custos passou acumular e analisar dados tanto internos quanto externos,
monetários e não monetários, visando à obtenção de informações de maior relevância no
processo decisório, almejando assim supri-las.
A contabilidade de custos se difundiu através dos métodos e cálculos dentro das
organizações empresariais que visam encontrar o correto custo de produção das mercadorias,
no entanto na atividade comercial, os cálculos de custo são específicos, uma vez que não é
preciso calcular o custo de produção do produto, pois a compra já é de um produto pronto
para a comercialização.
A atividade comercial se diferencia das atividades industriais e de serviço, pois ela
serve de intermediadora das fontes de produção (industrialização) com o consumidor. Outra
diferenciação é o fato do comercio atuar em duas formas, o atacado e o varejo.
O comércio Varejista é toda e qualquer atividade que envolva troca, permuta e/ou
intermediação entre o produtor e o consumidor, com objetivo de buscar um melhor resultado.
20
2.3.1.1 Terminologias aplicadas à contabilidade de custos no comércio
Algumas terminologias dentro da contabilidade de custos são autoexplicativas, no
entanto, dentro da atividade comercial, os conceitos possuem algumas especificações, se
fazendo necessário revisá-los para garantir a mesma interpretação do que a utilizada neste
estudo.
Gastos são todas as ocorrências de pagamentos ou recebimentos de ativos, custos ou
despesas. Significa receber os serviços e produtos para consumo para todo o
processo operacional, bem como os pagamentos efetuados e recebimentos de ativos.
Como se pode verificar, gastos são ocorrências de grande abrangência e
generalização. (PADOVEZE, 1996, p.201).
É um conceito abrangente e pode englobar outros termos comuns na área de custos.
Ou seja, um gasto pode ser relacionado a algum investimento (como a compra de
equipamentos e máquinas utilizadas na loja) ou a alguma forma de consumo de
recursos (como a compra de mercadorias para revenda ou as despesas com os
tributos sobre o faturamento e as comissões sobre vendas). (WERNKE, 2011, p.2627).
O termo Desembolso qualifica a situação na qual a empresa efetivamente paga
(desembolsa dinheiro) a aquisição de algum bem ou serviço. Em relação ao período
de ocorrência, esse pagamento pode acontecer antes, durante ou depois do item
comprado estar à disposição da empresa ou do serviço adquirido ser usufruído.
(WERNKE, 2011, p.27).
No que diz respeito a Investimentos, Padoveze (1996, p.201) define que “São os
gastos efetuados em ativo ou despesas e custos que serão imobilizados ou diferidos. São
gastos ativados em função de sua vida útil ou benefícios futuros.”.
“Devem ser considerados como Investimentos os gastos efetuados na aquisição de
ativos (bens e direitos registráveis em conta do Ativo no Balanço Patrimonial) com a
perspectiva de gerar benefícios econômicos em períodos futuros.” (WERNKE, 2011, p.27).
Perdas para Padoveze (1996, p.202),
São fatos ocorridos em situações excepcionais que fogem à normalidade das
operações da empresa. São considerados não operacionais e não fazem parte dos
custos de produção dos produtos. São eventos econômicos negativos ao patrimônio
empresarial, não habituais e eventuais, tais como deterioração anormal de ativos,
perdas de créditos excepcionais, capacidade ociosa anormal etc.
Entende-se por prejuízo “a resultante negativa da soma das receitas menos as despesas
de um período. Decorre da apuração do resultado de um período, onde as despesas suplantam
as recebidas desse período.” (PADOVEZE, 1996, p.202). Neste sentido, lucro pode ser
definido como o inverso de prejuízo.
21
No caso de uma loja, como Custos devem ser classificados apenas os valores
diretamente ligados ao custo de aquisição da mercadoria a ser revendida. Ou seja, os
gastos relacionados com o valor pago ao fornecedor e demais fatores que estejam
intrinsecamente vinculados à compra daquela mercadoria, como o frete e o seguro
pago para o transporte da mercadoria até a loja, além dos tributos inerentes à nota
fiscal de compra e outros fatores.
Eventualmente, o valor da embalagem utilizada para vender a mercadoria também
pode ser considerado como custo da mesma. Mas isto somente deve ocorrer quando
o montante (em $) for relevante e se for possível atribuir, de forma individualizada
para cada mercadoria, o valor (em $) despendido por unidade vendida.
Os demais gastos que normalmente ocorrem nas atividades operacionais da loja não
devem ser considerados “custos”. É mais adequado classificar esses gastos como
“despesas”. (WERNKE, 2011, p.27-28).
O conceito de Despesas abrange o valor despendido voluntariamente com bens ou
serviços utilizados para obter receitas, seja de forma direta ou indireta. Esse termo
deve ser empregado para identificar, no caso de uma loja, os gastos não relacionados
com a mercadoria vendida, mas que são necessários ao funcionamento do
empreendimento varejista. Então, a palavra despesa representa os gastos ligados às
atividade operacionais da loja nas áreas de administração, finanças e vendas.
(WERNKE, 2011, p.28).
Dentre as terminologias conceituadas anteriormente, as que mais necessitam de
atenção são as despesas e os custos, pois são estas que se diferem na classificação dos gastos
na atividade industrial para a atividade comercial.
2.3.1.2 Classificação de custos e despesas quanto ao volume total comercializado no
período
Quanto ao volume comercializado os custos e despesas podem ser variáveis ou fixos.
É importante ressaltar que os custos e despesas somente poderão ser definidos como variáveis
ou fixos, mediante a algum fator, ou seja, é preciso verificar qual o fator analisado (neste caso
é o volume total comercializado), para depois definir sua classificação.
Custos e Despesas Variáveis são os gastos cujo valor total ($) do período está
proporcionalmente relacionado com o volume de mercadorias comercializadas:
quanto maior for o montante de vendas, maiores serão os custos e as despesas
variáveis totais do mês (ou ano). Isto é, o valor total dos fatores considerados
“variáveis” tem seu montante vinculado à quantidade vendida pela empresa no
período. (WERNKE, 2011, p.32).
O custo variável no comércio é o custo da mercadoria comprada (o custo registrado na
nota fiscal de compra). Já como exemplo de despesa variável, pode-se citar as despesas com
impostos sobre venda.
Custos e Despesas Fixos. São aqueles gastos cujos valores totais tendem a
permanecer constantes (“fixos”) mesmo havendo alterações no nível de faturamento
(vendas) do período. São os gastos que têm seu montante definido
22
independentemente de oscilações no valor de vendas, não possuindo qualquer
vinculação com o aumento ou redução do número de unidades comercializadas no
mês. Mesmo que a quantidade de peças, quilos, metros, unidades ou litros vendidos
seja maior ou menor, esses gastos terão o mesmo valor total ($) no final do período.
Relacionam-se mais especificamente com a parte gerencial da loja e com a estrutura
física que a empresa possui, sendo seu valor total ($) desvinculado do volume
vendido de mercadorias. (WERNKE, 2011, p.33).
“Os custos e despesas fixas são inversamente proporcionais a quantidade vendida, para
cada produto vendido menor será o percentual de participação.” (ROCHA, BALDÃO, 2012,
p.5).
Na atividade comercial não há custos fixos, uma vez que o custo da mercadoria
vendida é o custo elencado na nota de compra e este varia conforme as unidades vendidas
(custo variável). Desta forma, todos os gastos fixos nesta atividade, são denominados
despesas.
2.3.1.3 Classificação de custos e despesas quanto à facilidade de identificação na
mercadoria
Quanto à identificação dos custos e despesas das mercadorias vendidas pode-se definilos como diretos e indiretos.
Os Custos e as Despesas Diretos são os gastos fácil ou diretamente atribuíveis a cada
mercadoria comercializada no período. São aqueles custos e despesas que podem ser
identificados com facilidade como apropriáveis a este ou àquele item vendido. Por
suas características próprias e objetividade de identificação, esses gastos são
atribuídos às mercadorias com base nos controles internos (notas fiscais de compra e
de venda, principalmente), sem a necessidade de se recorrer a algum tipo de divisão
ou rateio mais complexo. (WERNKE, 2011, p.36).
Nesta mesma linha de pensamento Leone (2008, p.59) define que “O custo só é direto
quando, para o trabalho de sua identificação ao objeto do custeio, não é necessário o emprego
de nenhum recurso, de nenhuma “medida de consumo” e de nenhum parâmetro.”.
Despesas e Custos Indiretos englobam os gastos em que há dificuldades de
identificá-los às unidades de mercadorias vendidas no período. Nestes casos, se a
administração da loja quiser fazer a atribuição das despesas e custos indiretos aos
objetos vendidos, isso somente poderia acontecer por intermédio de rateios. Rateio é
um termo técnico empregado quando se quer efetuar a divisão do montante de
determinado tipo de gasto (custos ou despesas) entre mercadorias utilizando um
critério qualquer, como o volume vendido por produto. (WERNKE, 2011, p.37).
23
Leone (2008, p.58-59) relata que “[...] podemos generalizar, identificando o custo
indireto como aquele item que precisa de um critério de rateio para sua identificação ao
produto ou objeto cujo custeio é desejado.”.
Vale ressaltar que no comércio varejista não serão classificados custos como indiretos
uma vez que todos os custos serão gastos gerados por meio das notas fiscais de compra (custo
direto), transformando assim todos os gastos de natureza indireta em despesas do período.
2.3.1.4 Métodos de custeio
Métodos de custeio são procedimentos utilizados para a apropriação dos custos nas
mercadorias.
Padoveze (2010, p.324) define formas de custeamento como:
[...] opções de mensuração dos elementos obtidos pelo sistema de acumulação, que
foram determinados pelo processo produtivo e pelo método de custeio adotado. A
empresa pode trabalhar com o custeio real, com as informações dos eventos
econômicos já acontecidos, ou com formas de custeio previstas, padrões, estimados
ou orçados. Nada impede também que a empresa trabalhe com os dois, o que é o
mais comum.
Um dos principais objetivos da contabilidade de custos vem sendo suprir a
necessidade dos administradores em atribuir as mercadorias, valores que representem de fato
o custo da empresa com a aquisição do produto. No entanto é necessário primeiro entender o
que cada organização entende como sendo o melhor método de custeio.
Existem vários métodos de custeio (custeio por absorção, variável, ABC,...) que a
contabilidade de custos pode utilizar a fim de encontrar o correto (mais aproximado) custo das
mercadorias em uma organização, no entanto qual seria o melhor método de custeio?
Os métodos de custeio dependem muito da forma de entendimento das entidades no
que se refere ao custeamento dos produtos. Padoveze (2010, p.324) cita que “Enquanto o
sistema de acumulação de custos está atado ao ciclo operacional e ao processo produtivo, o
método de custeio depende muito da visão conceitual que a empresa tem sobre o método ideal
de custeamento dos produtos.”.
Para fins deste estudo, o método de custeio utilizado foi o de custeio variável/por
contribuição. Sardinha (2013, p.25-26) comenta que os autores que “propõem a abordagem
por contribuição utilizam as críticas apresentadas à técnica da absorção para enfatizar a
24
flexibilidade desse método como um meio de resposta às condições de demanda e de
competição”. Para melhor exemplificar Sardinha cita o seguinte exemplo:
há uma oportunidade de exportar 1.000 unidades do produto X pelo preço de $ 14 a
unidade. Seu custo, de acordo com a abordagem por absorção, foi computado em $
15, mas para a abordagem por contribuição o que conta é o custo marginal – que é o
aumento do custo devido ao pedido. Nesse caso, o valor incremental é igual ao
unitário, que é o mesmo do custo variável – imaginemos que este seja de $ 10.
Então, qualquer preço acima de $ 10 irá aumentar o lucro da empresa. No exemplo,
se a empresa aceitar esse negócio, cada unidade exportada contribuirá com $ 4 para
o lucro da empresa, e o lucro final terá seu valor majorado em $ 4.000 (obtido pela
razão de 1.000 unidades com a contribuição de $ 4 por unidade). O método se baseia
na contribuição de cada produto.
Levando em consideração o fato de que a atividade básica do comércio é a de comprar
e vender mercadorias, ou seja, distribuir os produtos da indústria para os consumidores, o
método de custeio variável é o que melhor se aplica a este tipo de organização, visto que os
únicos custos relativos às mercadorias serão os custos de aquisição e de impostos sobre a
venda e o restante é considerado como despesa.
Este método deixa de considerar determinados valores como custo (despesas de
aluguel, depreciação, etc.), o que não quer dizer que estes valores não devam ser avaliados
para a determinação de preços de venda e metas da empresa.
2.3.2 Custos na atividade comercial
O controle dos custos na atividade comercial tornou-se mais comum entre as
organizações, a partir do momento em que foi considerado como diferencial dentro da
acirrada competição de mercado. Ter a disposição dos gestores, informações do sistema de
custos, geradas a fim de cumprir seus objetivos que são “a determinação do lucro, o controle
das operações e a tomada de decisões”. (SARDINHA, 2013, p.3), permite aos administradores
definir estratégias que garantem a participação da empresa no mercado.
2.3.2.1 Custo de compra
Entende-se por custo de compra, todos os gastos despendidos para a aquisição das
mercadorias até a sua utilização. Desta forma o custo de compra pode ser identificado por
meio da fórmula apresentada na figura 2.
25
Figura 02 - Componentes do custo unitário de compra da mercadoria.
a) (+) Custo da mercadoria na fatura (valor constante na nota fiscal).
b) (-) Descontos dados na fatura (incondicionais, mencionados no corpo da nota fiscal de compra).
c) (+) Despesas acessórias da compra (fretes, seguros, despesas aduaneiras e outros itens vinculados à aquisição).
d) (+) Impostos não recuperáveis fiscalmente (conforme a legislação tributária pertinente).
e) (-) Impostos recuperáveis fiscalmente (conforme a legislação tributária específica).
f) (=) Custo de aquisição da mercadoria (f=a-b+c+d-e).
PIS e
COFINS
g) (/) Quantidade física comprada (em unidades)
h) (=) Custo unitário de compra da mercadoria (h= f/g)
Fonte: Adaptado de Wernke (2011, p. 48).
O custo da mercadoria na fatura, denominada como “a” na figura 2, referencia o valor
da mercadoria em si.
Já o campo “b” refere-se aos descontos, normalmente acordados por negociação ou
promoções, e que se descontados em nota fiscal não devem compor os custos, uma vez que
não formam base para valores financeiros e fiscais. Este tipo de desconto é diferente dos
descontos concedidos nas faturas de pagamento que vem integrado no custo na nota de
compra e que irão ser classificadas como receitas financeiras no momento de sua concessão.
As despesas acessórias (item “c” da figura 2) devem compor o custo das mercadorias,
por se tratarem de desembolsos necessários para a organização conseguir utilizar a mercadoria
comprada.
Os itens “d” e “e” se referem a principal diferença nos cálculos de custo de compra
para o comércio e para a indústria que são os tributos, mais especificamente a recuperação dos
mesmos, sendo este “um ponto que merece atenção dos gestores de lojas é a característica
inerente a alguns tributos, de que estes podem ser “recuperáveis” fiscalmente, ou não.”.
(WERNKE, 2011, p. 49-50).
Quando um tributo
é recuperável fiscalmente pela empresa varejista, o valor relacionado a este tributo,
que foi pago na compra da mercadoria, acarreta um crédito tributário. Este crédito
pode ser abatido do valor devido deste mesmo tributo (débito tributário) quando a
mercadoria é revendida. Ou seja, este tributo possui a característica de “não
cumulatividade” nas etapas seguintes da cadeia de comercialização. (WERNKE,
2011, p.50).
A recuperação de valores pagos oriundos a tributos é regularizada conforme legislação
especifica bastante complexa e que está sempre em constantes mudanças, principalmente em
relação às alíquotas, incidências e bases de cálculo.
26
Cada produto ou grupo de produtos possui entendimentos específicos e que variam
conforme o enquadramento fiscal da empresa (lucro real, presumido...). Dentre os tributos que
podem ser classificados como recuperáveis tem-se o IPI (Imposto sobre Produtos
Industrializados), ICMS, PIS (Programa de Integração Social) e a COFINS (contribuição para
o Financiamento da Seguridade Social).
Se um tributo é recuperável, o mesmo não deve ser considerado no cálculo do custo de
compra, uma vez que se trata apenas de um desembolso que será compensado, na apuração do
referido tributo sobre a venda, devido pela empresa. Já quando o tributo não for recuperável, o
seu valor deverá ser acrescido ao custo da mercadoria comprada. “Esta peculiaridade é
conhecida como “cumulatividade” do imposto, pois o mesmo incidirá “em cascata” nas fases
de comercialização posteriores”. (WERNKE, 2011, p 50).
Os itens citados anteriormente (“a” ao “e”) necessitam ser identificados para
posteriormente ser efetuado o cálculo do custo de compra. Quando a nota contém somente um
item/mercadoria, é só executar a fórmula mencionada anteriormente, no entanto quando há
mais de um item na mesma nota, faz-se necessário identificar quanto das despesas acessórias
e dos descontos concedidos mencionados na nota são referentes a cada item. Para identificar
estes valores é necessário efetuar a apropriação mediante determinado critério.
Este procedimento é conhecido como rateio e seus critérios podem ser bem amplos, no
entanto o mais adequado acaba sendo apropriar estes valores relacionando o valor da
mercadoria com o valor total da nota e aplicar a mesma proporção nas despesas acessórias e
nos descontos concedidos na nota.
Como exemplo, podemos citar uma nota com dois produtos, o produto “A” e o
produto “B” sendo que o produto “A” possui 3 unidades a R$ 10,00 e o produto “B” possui 5
unidades a R$ 5,00 e a nota possui um valor de frete de R$ 7,00. Neste caso o valor total das
mercadorias é R$ 55,00 (3 X 10,00 + 5 X 5,00). Ao proporcionalizarmos o valor do frete com
o valor total das mercadorias tem-se que a cada real de mercadoria, tem R$ 0,127 de frete (R$
7,00/ 55,00). Desta forma cada unidade do produto “A” tem o custo de R$ 11,27 (10,00 + 10
X 0,127) e o produto “B” fica com um custo unitário de R$ 5,636. Este procedimento também
será adotado se houver um desconto na nota, sendo a única diferença que ao invés de somar o
valor rateado/proporcional, deverá ser descontado no custo unitário.
27
2.3.2.2 Métodos de avaliação e controle de estoques
Estes métodos visam separar os custos das mercadorias vendidas com os custos das
mercadorias que ainda permanecem em estoque.
Existem vários métodos para esta avaliação, no entanto somente dois são aceitos pela
legislação do imposto de renda e segundo Schier (2006 citado por VIEIRA, 2012, p.23)
“esses métodos estão entre os aceitos pelo fisco em virtude de proporcionarem uma base de
cálculo do imposto de renda julgada adequada para fins de arrecadação”. São eles:


PMPM – Preço Médio Ponderado Móvel: cada entrada por custo diferente do
custo médio, e cada saída altera o fator de ponderação. A baixa é feita a cada
venda ou comunicação de consumo.
PEPS – Primeiro que Entra, Primeiro que Sai: nesse método, as baixas do
estoque são efetuadas pelo custo mais antigo, ou seja, o estoque é baixado à
medida que ocorrem as vendas pelo custo que ocorreu primeiro. (VIEIRA,
2012, p.23).
Os métodos de avaliação e controle dos estoques influenciam diretamente no resultado
da organização no período e por este motivo a legislação brasileira define estas limitações.
Para este estudo o método utilizado foi o de preço médio ponderado móvel.
2.3.3 Despesas no comércio
Diferentemente das indústrias, as entidades comerciais não possuem custos fixos,
sendo estes gastos classificados como despesas. Conforme Rocha; Baldão (2012, p.4) “a
despesa trata-se de um gasto originado da operação da loja, ou seja, são as despesas pagas
para que haja o funcionamento da empresa”.
Neste sentido as despesas comerciais englobam diversos gastos, tais como
desembolsos relacionados à energia, comunicação, manutenção de equipamentos, etc. No
entanto há algumas despesas que merecem uma análise mais crítica, são elas as provisões para
devedores duvidosos (PDD), as depreciações, despesas com pessoal e comissões.

Provisão para devedores duvidosos (PDD)
As provisões para devedores duvidosos representam os títulos já vencidos a algum tempo que
tenham ou não sido iniciados processos judiciais de cobrança. Esta despesa não origina um
desembolso de valor e por este motivo muitas empresas as desconsideram.
De acordo com a legislação vigente do regulamento do Imposto de Renda, lei 9.430/96
e instrução normativa SRF Nº 093 de 24 de dezembro de 1997, estes títulos, podem constituir
28
perdas de créditos e servir de dedução da base de cálculo para a determinação do lucro real,
nas limitações definidas no art. 9º da Lei 9.430/96 e citadas na sequência.
§ 1º Poderão ser registrados como perda os créditos:
I - em relação aos quais tenha havido a declaração de insolvência do devedor, em
sentença emanada do Poder Judiciário;
II - sem garantia, de valor:
a) até R$ 5.000,00 (cinco mil reais), por operação, vencidos há mais de seis meses,
independentemente de iniciados os procedimentos judiciais para o seu recebimento;
b) acima de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) até R$ 30.000,00 (trinta mil reais), por
operação, vencidos há mais de um ano, independentemente de iniciados os
procedimentos judiciais para o seu recebimento, porém, mantida a cobrança
administrativa;
c) superior a R$ 30.000,00 (trinta mil reais), vencidos há mais de um ano, desde que
iniciados e mantidos os procedimentos judiciais para o seu recebimento;
III - com garantia, vencidos há mais de dois anos, desde que iniciados e mantidos os
procedimentos judiciais para o seu recebimento ou o arresto das garantias;
IV - contra devedor declarado falido ou pessoa jurídica declarada concordatária,
relativamente à parcela que exceder o valor que esta tenha se comprometido a pagar,
observado o disposto no § 5º. (RFB, 2014)
Vale destacar que nem sempre as regras aceitas pela legislação do RIR (Regulamento
do Imposto de Renda), são as que condizem com o real valor de devedores duvidosos, no
entanto é uma forma encontrada para evitar certos abusos no cálculo desta despesa, sendo que
cada estabelecimento pode ter determinada concepção de seus créditos de recebimento
duvidoso, e acaba evitando também possíveis manipulações de resultados econômicos.

Depreciações - Da mesma forma que a PDD, as depreciações não representam
desembolsos de valores, no entanto, é de suma importância que as organizações as
considerem, pois é através destes valores que se reservam valores financeiros que permitem a
troca e manutenção dos ativos imobilizados.
A depreciação consiste na diminuição do valor dos bens imobilizados da empresa,
resultante dos desgastes ocasionados pelo uso, pela ação do tempo e ainda pela obsolescência
natural. Conforme o artigo 183 da Lei n. 6.404/76, citado por Steinbrenner, Conrad; Brizola
(2004, p.54) existirá depreciação quando houver “perda do valor dos direitos que têm por
objeto bens físicos sujeitos a desgastes ou perda de utilidade por uso, ação da natureza ou
obsolescência”.
As depreciações podem variar muito conforme as localizações e atividades das
organizações, bem como pelas naturezas de seus ativos imobilizados, não obedecendo a um
padrão específico (um equipamento eletrônico pode ter uma depreciação muito maior do que
outro, devido a lançamentos de novos equipamentos mais eficientes para a mesma função).
Conforme descrito na NBC TG 1000, (CFC, 2009, p.79-80)
29
Na determinação da vida útil de ativo, a entidade deve considerar todos os seguintes
fatores:
(a) uso esperado do ativo. O uso é avaliado com base na capacidade esperada do
ativo ou na produção física;
(b) desgaste e quebra física esperada, que depende de fatores operacionais, como,
por exemplo, o número de turnos para os quais o ativo é utilizado, programas de
reparo e manutenção e o cuidado e a manutenção do ativo enquanto estiver ocioso;
(c) obsolescência técnica ou comercial proveniente de mudanças ou melhorias na
produção, ou de mudança na demanda do mercado para o produto ou serviço
resultante do ativo;
(d) limites legais ou semelhantes no uso do ativo, tais como as datas de término dos
arrendamentos mercantis relacionados.
Há várias formas para calcular a depreciação, no entanto para todas é preciso definir o
prazo de vida útil do bem, bem como um valor residual que representará o valor econômico
após o prazo da vida útil. O valor residual poderá ser nulo, conforme análise da empresa, no
entanto o percentual de depreciação deverá respeitar os limites máximos definidos no RIR/99
(Regulamento do Imposto de Renda) e pela instrução normativa SRF nº 162, de 31 de
dezembro de 1998 e alterados pela Instrução Normativa SRF nº 130, de 10 de novembro de
1999, quando se referir a apuração do resultado fiscal.

Despesas com pessoal
As despesas com pessoal normalmente são confundidas com os desembolsos efetuados
a cada mês para o pagamento dos valores líquidos aos colaboradores, acrescidos dos impostos
sobre a folha de pagamentos. No entanto é importante considerar, além dos impostos, o total
dos proventos pagos (salário base, insalubridade, anuidade, etc), bem como as provisões para
férias, décimo terceiro salário. Isso se faz necessário, pois a cada período trabalhado o
empregador já adquire a obrigação de efetuar o pagamento destes valores aos colaboradores e
caso estes valores não forem provisionados a despesa total ficará toda no mês do pagamento,
o que acaba gerando um resultado equivocado dentro dos períodos analisados.

Comissões
As comissões merecem uma atenção especial no que tange ao seu cálculo.
Normalmente as comissões são definidas em percentual sobre o faturamento da organização,
contudo, vale lembrar que em uma empresa, existem vários tipos de produtos e com margens
diferentes, tornando necessário criar meios que estimulem as vendas sobre os produtos com
maior margem. Neste sentido, uma nova fórmula de cálculo da comissão baseada em um
percentual sobre a margem de contribuição dos produtos e não sobre o faturamento (preço de
venda), pode ser um excelente meio estimulante para a venda dos produtos com maior
margem, acarretando em maior lucro para a empresa.
30
2.3.4 Formação do preço de venda
A formação e a manutenção dos preços de vendas dos produtos merecem uma grande
atenção dos administradores, exigindo, além de vasto conhecimento, constante atualização no
que diz respeito a informações de mercado/concorrência, das necessidades dos clientes e das
diferenciações de seus produtos.
No comércio, o período do ano também influencia muito na formação dos preços de
venda dos produtos, podendo ser citado como exemplo, o caso de uma loja de roupas que
possui roupas de inverno e verão, ou ainda uma livraria que venda materiais escolares. No
exemplo da loja de roupas, o preço das mercadorias de verão, em geral, será mais alto nos
períodos mais quentes e mais baixos nos períodos mais frios. Da mesma forma os preços dos
materiais escolares serão mais altos no período de volta as aulas.
O processo de decisão e formação de preço está diretamente ligado ao total das vendas
e o lucro da organização, sendo que determinada decisão (como conceder liquidações ou
descontos altos) pode resultar em um aumento no total das vendas, mas uma redução no lucro
final.
Conforme Leoni Filho (2002, p.45)
Existem, basicamente, dois tipos de empresa no mercado: aquelas que direcionam
sua estratégia para a venda de produtos e serviços comuns, facilmente encontrados
na concorrência, e aquelas que direcionam sua estratégia para a venda de produtos e
serviços diferenciados, especiais.
Ainda conforme Leoni estes dois tipos possuem várias peculiaridades que os impedem
de unificar o tratamento quanto a formação do preço de venda, uma vez que o primeiro tipo
(venda de produtos e serviços comuns) não tem margem para grandes mudanças,
principalmente nos preços, já que os clientes possuem a disposição diversos concorrentes
trabalhando com produtos iguais/similares e estes poderão, em caso de aumento equivocado
nos preços de vendas por parte da empresa, atrair os clientes por possuírem preços mais
baratos, ou, em casos de descontos nos preços de venda, os concorrentes irão acompanhá-los a
fim de se manter no mercado. Já o segundo tipo (venda de produtos e serviços diferenciados)
tem uma maior variação de preços disponível já que não possui concorrentes com os mesmos
produtos, no entanto terá que considerar qual o valor percebido dos seus produtos, afim de
não “afugentar” seus clientes.
O valor percebido consiste no quanto o cliente esta disposto a pagar pela mercadoria
ou serviço. Segundo Leoni Filho (2002, p.43)
31
Quando a empresa vai ofertar um produto ou serviço para um cliente, há o
pressuposto básico de que este produto ou serviço será utilizado para suprir uma
necessidade [...] por esta necessidade suprida, o cliente estará disposto a pagar uma
determinada quantia de recursos denominada preço.
Neste sentido Hinternuber; Bertini (2012, p.35), defendem que a “precificação baseada
em valor: usa informações sobre a disposição do consumidor para pagar e a elasticidade-preço
dele como fonte primária para as decisões de preço.”.
Independente do tipo da empresa é necessário que sejam definidos preços de vendas
que seriam os ideais, o preço de venda orientativo. Entende-se como preço orientativo, o
preço de venda capaz de pagar os custos da mercadoria ou serviço e gerar margem a fim de
pagar as despesas mensais e gerar o lucro almejado. Neste sentido Alieve (1999, p.60-61)
citado por Vieira (2003, p.41) descrevem que :
[...[ é necessário que seja determinado um fator multiplicador ou um índice definido
e calculado como uma proporção do futuro preço de venda, que, aplicado sobre o
preço de custo, determine o preço final de comercialização que seja suficiente para,
ao mesmo tempo, propiciar a recuperação do custo, a cobertura das despesas diretas
ou indiretas, deixando, ainda, na empresa uma parcela a título de lucro.
O preço orientativo é gerado por meio da aplicação de um fator sobre os custos e
despesas variáveis do bem ou mercadoria, este fator é chamado de mark-up.
De acordo com Santos, citado por Vieira (2012, p.35)
o Mark-up é um índice aplicado sobre o custo de um bem ou serviço para a
formação do preço de venda. Mark-up também é definido como sendo um valor
adicionado ao custo. Usualmente expresso como um percentual do preço de venda,
ou ainda, como um aumento sobre um preço de varejo originalmente estabelecido.
Há duas formas de encontrar o Mark-up sendo que as duas retornam o mesmo
resultado. Conforme Buni, Famá (2004, p. 341-342) citados por Vieira (2012, p.35) o markup multiplicador é o mais usual e representa por quanto o custo da mercadoria deve ser
multiplicado para se obter o preço de venda. A outra forma é o mark-up divisor que representa
em percentual o custo em relação ao preço de venda.
Para encontrarmos o mark-up é preciso saber quais são os percentuais das despesas
variáveis da mercadoria (despesas com embalagens, tributos sobre vendas,...), bem como o
lucro estimado. Dentro do comércio, as despesas variáveis, tirando os tributos sobre vendas,
são quase inexistentes, salvos alguns casos específicos, no entanto as despesas mensais, se
associadas a um critério de rateio correto que permita definir um percentual justo de
32
participação destes gastos em cada mercadoria, ou grupo de mercadorias, pode permitir aos
administradores associar este percentual na formação do Mark-up, oportunizando assim para a
empresa um preço orientativo mais condizente com a atividade comercial.
Neste sentido Bernardi (apud VIEIRA, 2003, p.39) comenta a lógica da estrutura do
Mark-up e explica que “as despesas administrativas são conhecidas em valores absolutos e
podem ser representadas como um percentual das vendas”.
Vieira (2003, p.41) ainda comenta que:
Levando em consideração que as despesas gerais não estão diretamente relacionadas
com a atividade de vendas de mercadorias, e sim com a sua estrutura, o cálculo
poderá considerar os valores monetários absolutos, somando-os aos demais
componentes para chegar ao preço de venda, ou na quantificação percentual das
despesas gerais, o que pode ser efetivado levando-se em consideração o faturamento
futuro estimado ou passado.
Ao Calcular o mark-up ou ao definir o lucro estimado, é importante considerar
também o custo de oportunidade da empresa no que tange seus investimentos.
“O custo de oportunidade é o valor do benefício que se deixa de ganhar quando, no
processo decisório, se toma um caminho em detrimento de outro.” (LEONE, 2008, p.76). Em
outras palavras o custo de oportunidade representa um percentual em que se deixou de ganhar
por investir em determinada opção. Quando se trata de investimento financeiro, normalmente
o valor utilizado é o percentual de rendimento de alguma aplicação (normalmente a
poupança).
Tendo estas informações é necessário montar o mark-up.
Conforme cita Vieira (2003, p.39), o mark-up divisor é encontrado diminuindo de 100
(que representa 100%) os percentuais das despesas variáveis da mercadoria, percentual de
despesas fixas e o lucro estimado. O valor encontrado deve ser dividido por 100. Como
exemplo, imaginamos um caso em que o total das despesas variáveis represente 30% da venda
e o lucro estimado seja 15%. Nesse caso o cálculo seria (100-(30+15))/100 e o resultado seria
0,55. Supondo que o custo da mercadoria fosse R$ 30,00 o cálculo para achar o preço de
venda orientativo com o mark-up divisor seria 30,00 / 0,55 que resultaria no valor de R$
54,55.
Já o mark-up multiplicador é encontrado quando o percentual das despesas variáveis,
despesas fixas e o lucro estimado forem diminuídos de 100 e este valor é o divisor do número
100 que representa 100%. Utilizando o mesmo exemplo do mark-up divisor, tem se o
resultado de 1,8181 encontrado através deste cálculo: 100/(100-(30+15)). Para encontrar o
33
preço orientativo de venda, multiplicamos o valor do custo (30,00) pelo mark-up
multiplicador (1,8181) e resultará R$ 54,55.
Independentemente de qual das formas o mark-up será calculado, o preço orientativo
encontrado será sempre o mesmo.
Para Vieira (2012, p.31), após ser calculado o preço orientativo ainda existe mais 3
etapas que conduzem a formação dos preços, que são : “Critica-se o preço-base à luz das
características existentes do mercado; Testa-se o preço às condições do mercado; Fixa-se o
preço mais apropriado com condições diferenciadas.”
O item “a” refere-se a comparar o preço orientativo, com o preço praticado pela
concorrência para os mesmos produtos e/ou produtos similares, levando em consideração os
diferenciais que a empresa tem a ofertar para seus clientes. Como exemplo de diferencial da
empresa, podemos citar o ponto comercial, a qualidade do atendimento e variações de marcas
que podem permitir a mesma um preço de venda maior sem a perda de competitividade com
seus concorrentes.
O item “b” corresponde ao processo de análise de aceitação do preço para o
produto/serviço no mercado, onde a empresa dispõe aos clientes a mercadoria com
determinado valor de venda, se a aceitação for satisfatória, fixa-se o preço da mercadoria
(item “c”), caso contrário faz-se nova análise do preço comparado com o mercado (item “a”),
reiniciando o processo.
Vale destacar que as definições dos percentuais necessários para a definição do preço
de venda, variam muito conforme a estratégia de mercado da empresa. Conforme Cogan
(1994, BERNARDI; 1996, SARTORI, 2004 citados por VIEIRA, 2012, p.29) as estratégias
básicas para a definição de preços são:
a) Obter um alto grau de lucratividade a curto prazo;
b) Fixar-se de forma eficiente, dentro de um volume razoável de operações sem,
porém, comprometer os objetivos da empresa a longo prazo;
c) Encorajar a entrada de outras empresas no mercado e estimular a demanda do
produto;
d) Estimular o crescimento do mercado a fim de conseguir um aumento em seu
grau de participação firmando-se como uma empresa de porte significativo;
e) Manter os eventuais concorrentes fora do mercado ou ainda eliminar aqueles
atualmente existentes.
Da mesma forma é preciso observar, segundo Wernke (2001), Bruni, Famá (2004),
Sartori (2004), COELHO (2007) citados por Vieira (2012, p.31):
a)
Volumes diferentes;
34
b)
c)
d)
e)
f)
g)
h)
i)
j)
k)
l)
m)
n)
o)
Prazos diferentes de financiamento de vendas;
Descontos para prazos mais curtos;
Comissões sobre vendas para cada condição;
A qualidade do produto em relação às necessidades do mercado consumidor;
A existência de produtos substitutos a preços mais competitivos;
A demanda esperada do produto;
O controle de preços impostos pelo Conselho Interministerial de Preços (CIP);
Os níveis de produção e de vendas que se pretende ou que se pode operar;
Grau de ocupação da fábrica;
Nível do custo estrutural ou fixo a ser coberto;
Nível de capital de giro exigido;
Nível de concorrência;
Disponibilidade de matéria-prima no mercado;
Mix de venda, etc.
Visando auxiliar os administradores das empresas, os contadores gerenciais precisarão
disponibilizar informações coerentes e de fácil entendimento a estes usuários que muitas
vezes não possuem conhecimento amplo na área contábil. Essas informações são de suma
importância para avaliar as situações descritas anteriormente, e é a fim de atender esta
necessidade que se faz necessário a análise de indicadores gerenciais.
2.3.5 Indicadores gerenciais
Indicadores gerenciais podem ser definidos como informações relevantes para o
embasamento da tomada de decisões dos administradores das organizações, e por este motivo
podem ser bastante amplos no que tange a sua quantidade.
Os indicadores gerenciais são de suma importância, uma vez que facilitam o
entendimento da situação do empreendimento e possibilitam analisar informações
diferenciadas sobre a atividade e sobre o lucro alcançado. Os indicadores permitem analisar
determinadas operações antes da sua execução, como por exemplo, uma possível venda em
grande lote com um preço diferenciado, permitindo assim aos gerentes identificar o impacto
que esta operação trará para o resultado do período.
Vários autores/escritores, citados na sequencia, definem determinados indicadores
como essenciais. Dalmacio et al (2013, p.2) cita que
Quando um planejamento é elaborado, observa-se que o resultado de uma empresa é
consequência de uma combinação de custos, volumes de venda e/ou produção e mix
de produtos e/ou serviços, sendo que essa análise pode ser uma ferramenta
importante na gestão dos negócios.
Neste sentido Horngren et al. (2000, p.44 citado por DALMACIO et al, 2013, p.2)
comenta que
35
A análise de custo-volume-lucro (CVL) propicia uma ampla visão financeira do
processo de planejamento. Ela examina o comportamento das receitas totais, dos
custos totais e do lucro à medida que ocorre uma mudança no nível de atividade, no
preço de venda ou nos custos fixos.
A análise de custo, do volume e do lucro consiste no uso das informações geradas
através do cálculo da margem de contribuição, do ponto de equilíbrio e da margem de
segurança. Vieira (2003, p.43) cita que
Essas ferramentas são muito importantes porque facilitam o entendimento da real
situação do empreendimento, demonstrando por meio de números e gráficos as
relações entre as vendas, os custos fixos e variáveis, o nível de atividade
desenvolvido e o lucro alcançado ou que se deseja alcançar.
Sardinha (2013, p.55-56) define que
Uma das análises mais relevantes em negócio é a de custo-volume-lucro.
Conhecendo-se o comportamento dos custos do produto, essa análise permite
estudar o efeito no lucro se ocorrer variação no volume de vendas. Ou prever qual
será o volume de vendas necessário para que o lucro do negócio seja$ X. Ou o preço
que deve ter o produto, dados o volume de operação em unidades e o lucro desejado.
Neste sentido foram abordados os conceitos da margem de contribuição, ponto de
equilíbrio, margem de segurança e apresentado o indicador de rotatividade de estoque, que
embora não faça parta da análise de custo-volume-lucro é uma informação muito importante
aos gestores das organizações.
2.3.5.1 Margem de contribuição
A margem de contribuição consiste na diferença entre o faturamento e o valor das
despesas variáveis e custos variáveis. Conforme Vieira (2003, p. 43) a fórmula utilizada para
encontrar a margem de contribuição é “MC = PV – (CV + DV)” onde MC é a margem de
contribuição, PV é o preço de venda, CV representa o custo variável e DV representa as
despesas variáveis.
Esta ferramenta é importante, pois, conforme Wernke (2011, p.85-86)
a)
Permitem avaliar a viabilidade de aceitação de pedidos em condições especiais.
Por exemplo: quando nos pedidos de compra dos clientes as negociações são
efetuadas com preços e quantidades diferentes dos praticados cotidianamente;
b) Auxiliam a administração a decidir que mercadorias devem merecer maior
prioridade de divulgação (propagandas, brindes promocionais etc.) ou melhor
exposição nas gôndolas ou prateleiras;
36
c)
Identificam quais as mercadorias geram resultado negativo, mas que devem ser
toleradas pelos benefícios de venda que possam trazer a outros produtos (como
acontece com o cimento nas lojas de material de construção ou o pãozinho de
50 gramas nos supermercados);
d) Facilitam a decisão a respeito de quais segmentos de comercialização devem ser
ampliados, restringidos ou até abandonados, pois quanto maior a margem de
contribuição total ($) proporcionada, mais interessante se torna a
comercialização da mercadoria pela sua capacidade de geração de caixa;
e) Podem ser usadas para avaliar alternativas quanto à reduções de preços,
descontos especiais, campanhas publicitárias especiais e uso de prêmios para
aumentar o volume de vendas. Quanto maior for a margem de contribuição,
melhor é a oportunidade de promover vendas. Quanto mais baixa a margem de
contribuição, maior será o aumento do volume de vendas necessário para
recuperar os compromissos de promover vendas adicionais. Por exemplo: um
comercial na TV que custe $ 10.000 para anunciar uma mercadoria que
proporcione margem de contribuição unitária de $ 0,20 necessita provocar a
venda de 50.000 unidades apenas para ressarcir o gasto efetuado;
f) A margem de contribuição auxilia os gerentes a entender a relação entre custos,
volume, preços e lucros, fundamentando tecnicamente as decisões de venda no
comércio varejista.
Vale destacar que este cálculo não deve ser analisado sozinho, uma vez que o mesmo
considera somente os custos e despesas variáveis em relação ao preço de venda, ignorando os
gastos fixos sendo que estes tendem a aumentar com o passar do tempo, fazendo com que um
preço que anteriormente era o ideal, passe a ser insuficiente para suprir os custos e despesas
do empreendimento acarretando em prejuízo no resultado.
O cálculo da margem de contribuição unitária também é necessário para definir o
ponto de equilibro do período.
2.3.5.2 Ponto de equilíbrio
O ponto de equilíbrio representa o nível de vendas em unidades ou em valor em que a
empresa obtém resultado nulo, ou seja, não tem lucro e nem prejuízo. Conforme Vieira (2003,
p.43) este é o “ponto de partida usual na análise do custo, do volume e do lucro”.
O ponto de equilíbrio pode ser melhor visualizado na figura 3.
37
Figura 03 - Gráfico do Ponto de Equilíbrio
Fonte: Dalmacio et al (2013, p.5).
Existem várias modalidades de ponto de equilíbrio, sendo que “as fórmulas de cálculo
utilizadas são adaptadas ao contexto da informação requerida” (WERNKE, 2011, p.112), ou
seja, as adaptações consistem na retirada ou na introdução de alguns fatores na equação
(depreciação, lucro, etc.).
Dentre as diversas modalidades do ponto de equilíbrio, destaca-se neste estudo, o
ponto de equilíbrio contábil, ponto de equilíbrio financeiro e o ponto de equilíbrio econômico,
lembrando que todos os pontos de equilíbrio podem ser calculados em valores e unidades.
O ponto de equilíbrio contábil visa identificar a quantidade de mercadorias que devem
ser vendidas a fim de que o resultado contábil da empresa seja nulo. “Para determinar esta
quantidade, divide-se o valor total das despesas e custos fixos da loja ($) pelo valor da
margem de contribuição unitária ($) da mercadoria” (WERNKE, 2011, p.113).
O ponto de equilíbrio contábil, como padrão é utilizado como base para o cálculo de
margem de segurança.
O ponto de equilíbrio financeiro tem como objetivo identificar
o volume de vendas (em unidades ou em $) que é suficiente para pagar os custos e
despesas variáveis, as despesas e custos fixos (exceto a depreciação) e outras dívidas
que a empresa tenha que saldar no período (como empréstimos e financiamentos
bancários, aquisições de bens etc.) [...] (WERNKE, 2011, p.115)
A principal diferença entre o ponto de equilíbrio contábil e o ponto de equilíbrio
financeiro é que no cálculo deste (financeiro) se exclui das despesas e custos fixos o valor
referente à depreciação, pois este método visa analisar a quantidade necessária para
38
possibilitar o pagamento de todas as obrigações no período, e a depreciação não representa
um desembolso/pagamento.
O ponto de equilíbrio econômico visa identificar a quantidade de mercadorias que
precisam ser vendidas para gerar o lucro estimado. Segundo Wernke (2011, p.116) o ponto de
equilíbrio econômico pode ser encontrado através da seguinte fórmula:
PeEcon = Despesas e custos fixos da loja (R$) + rendimentos (R$)
Margem de contribuição unitária (R$)
Nota-se que a diferença entre o ponto de equilíbrio contábil se deve ao fato da inclusão
do lucro desejado, no seu cálculo.
Ponto de equilíbrio Mix (envolve mais de uma mercadoria) - Os pontos de equilíbrio contábil,
financeiro e econômico, exemplificados anteriormente, referem-se a cálculos no que tange um
único item (mercadoria/serviço). No entanto, na atividade comercial, uma única organização
comercializa diversas mercadorias. É neste sentido que se faz necessário o cálculo do ponto
de equilíbrio mix.
Wernke (2011, p.119), define que “para encontrar o Ponto de Equilíbrio Mixem
unidades são necessárias duas etapas.” A primeira etapa definida por Wernke consiste na
determinação do ponto de equilíbrio total encontrado através do cálculo da fórmula:
Ponto de equilíbrio Mix =
(Despesas fixas totais + custos fixos totais)
(Margem de contribuição total/ Quantidade total vendida)
A segunda etapa consiste em, após calcular o ponto de equilíbrio total, encontrar
“quanto dessa quantidade física se refere às mercadorias individualmente, considerando os
percentuais do volume total vendido.” (WERNKE, 2011, p.119).
Em outras palavras, define-se o percentual de vendas, ou o percentual estimado de
venda de cada produto em relação ao total do faturamento e aplica-se sobre o ponto total de
equilíbrio mix. Desta forma têm se o ponto de equilíbrio por produto/serviço relacionado ao
ponto de equilíbrio Mix.
Da mesma forma que o ponto de equilíbrio de um único produto, o ponto de equilíbrio
mix permite as variações dos seus cálculos, aplicando-se assim a ele os mesmos conceitos das
variações exemplificadas anteriormente (ponto de equilíbrio contábil, financeiro e
econômico).
39
2.3.5.3 Margem de segurança
A margem de segurança representa a diferença entre a quantidade de mercadorias
vendidas e a quantidade de mercadorias necessárias para atingir o ponto de equilíbrio. Vieira
(2003, p.45) define que a margem de segurança representa “o quanto as vendas podem baixar
sem que exista prejuízo para a empresa”.
Vieira (2003, p.45) ainda define três fórmulas para os cálculos da margem de
segurança que são:
MSO em valor (R$) = Vendas Efetivas (R$) – Vendas no Ponto de Equilíbrio (R$)
MSO em unidades (R$) = Vendas Efetivas (un) – Vendas no Ponto de Equilíbrio
(un)
MSO em percentual (%) = Margem de Segurança (R$)/ Vendas Totais (R$)
A margem de segurança permite ao gestor da organização avaliar as unidades que
foram vendidas a mais do que o ponto de equilíbrio, ou ainda, o quanto as vendas podem
diminuir sem ocasionar resultado negativo para empresa, entre outras análises possíveis.
2.3.5.4 Rotatividade dos estoques
O índice de rotatividade do estoque permite aos gestores analisar quantas vezes este se
renova dentro de um determinado período, ou seja, como o estoque se comporta mediante a as
vendas/demanda.
Para Ramos (2014), é através da rotatividade dos estoques que é possível identificar
qual a quantidade necessária de determinados produtos na empresa, evitando assim que um
grande capital fique investido sem necessidade nos estoques da empresa. Esta análise é
necessária a fim de identificar os custos com a armazenagem e manutenção, pois quanto
maior o giro, menor os custos de armazenagem e manutenção.
Ramos afirma que para encontrar o número de vezes que o estoque gira dentro de
determinado tempo, se divide as vendas do período pelo estoque médio do período (estoque
médio= (estoque inicial + estoque final)/2).
40
2.3.5.5 Outros indicadores e análises
É importante ressaltar que além das análises já citadas, é essencial analisar outros
indicadores, que auxiliem no gerenciamento e na tomada de decisões. Um exemplo é a análise
de preços de venda que pode ser a comparação do preço orientativo e o preço dos
concorrentes ou o valor percebido pelos clientes. Outro exemplo é análise das reações dos
consumidores, em face das alterações dos preços de vendas a fim de obter um equilíbrio entre
um possível aumento dos preços sem grande impacto na quantidade vendida.
A melhor situação da empresa seria definir o preço de venda adicionando o lucro
desejado sobre o custo da mercadoria, mas atualmente, o que ocorre é definir o lucro
conforme o preço de venda, ou seja, o lucro é definido pelo preço de venda (normalmente,
seguindo padrões da concorrência) menos os custos da mercadoria e é tentando reverter esta
situação que se faz necessário, cada vez mais, indicadores gerencias, para as mais diversas
situações.
41
3 METODOLOGIA DO TRABALHO
A metodologia de um trabalho esta relacionada aos procedimentos e métodos
utilizados no mesmo, sendo que Kerlinger (1980, apud BEUREN et al,2003, p. 53) destaca
que “a metodologia é um termo geral que significa maneiras diferentes de fazer as coisas para
propósitos diferentes.”.
A seguir são apresentadas a classificação da pesquisa deste estudo.
3.1 CLASSIFICAÇÃO DA PESQUISA
A pesquisa se classifica, de acordo com sua natureza, seus objetivos, a abordagem do
problema e quanto aos procedimentos técnicos.
3.1.1 Quanto à natureza
Do Ponto de vista da natureza, esta pesquisa pode ser denominada uma pesquisa
aplicada, uma vez que “a pesquisa aplicada é fundamentalmente motivada pela necessidade de
resolver problemas concretos, mais imediatos ou não”. (VERGARA, 1998, p.45).
Este estudo se classifica como aplicado porque se propôs a estruturar um software de
custos para a atividade comercial, que gere informações aos gestores, diminuindo os
problemas existentes na atualidade por falta dessa ferramenta.
3.1.2 Quanto aos objetivos
Esta classificação relaciona os objetivos do estudo com as técnicas utilizadas na
pesquisa.
No contexto dos objetivos, define-se este estudo como uma pesquisa descritiva, uma
vez que nas pesquisas descritivas “os fatos são observados, registrados, analisados,
classificados e interpretados, sem que o pesquisador interfira sobre eles. Portanto, os
fenômenos do mundo físico e humano são estudados, mas não manipulados pelo
pesquisador.” (ANDRADE, 1995, p.15).
Tomando como base os conceitos expostos, esta pesquisa procurou estudar, identificar
e desenvolver métodos que gerassem informações gerenciais, tais como a formação do preço
de venda orientativo, apuração de margens, entre outros, mais apropriadas para as empresas
42
voltadas à atividade comercial. Também expôs e descreveu os fatos internos e externos que
provocam variações nas atividades operacionais e nas decisões dos gestores das empresas da
atividade em estudo.
3.1.3 Quanto à forma de abordagem do problema
Quanto à forma de abordagem do problema a pesquisa é classificada como pesquisa
qualitativa.
As pesquisas qualitativas “podem descrever a complexidade de determinado problema,
analisar a interação de certas variáveis, compreender e classificar processos dinâmicos vividos
por grupos sociais.”, além de “[...] possibilitar, em maior nível de profundidade, o
entendimento das particularidades do comportamento dos indivíduos”. Richardson (1999,
apud BEUREN et al, 2003, p.91).
Esta pesquisa é qualitativa, pois não se utilizou de dados estatísticos e sim de estudos
de casos além de investigações de como determinados fatores podem afetar os resultados,
como por exemplo, as classificações dos itens (descontos, impostos, fretes, valores,...)
constante em uma nota e a apropriação de determinados desembolsos aos preços de venda.
3.1.4 Quanto aos procedimentos técnicos
Referente aos procedimentos técnicos pode-se conceituar como sendo “[...] à maneira
pela qual se conduz o estudo e, portanto, se obtêm os dados.” (BEUREN et al, 2003, p.83).
Neste sentido é possível definir o presente estudo como uma pesquisa bibliográfica,
documental e de estudo de caso.
Entende-se como pesquisa bibliográfica, a revisão de materiais já elaborados e
disponíveis ao público, a fim de construir e aprofundar conhecimentos sobre a produção
científica que determinado tema já possui. A pesquisa bibliográfica fez-se necessária neste
estudo, pois vários conceitos, estudos e também legislações referentes a impostos
recuperáveis, construção de custos aceitos pela receita federal, etc, foram analisados com o
intuito de embasar as informações geradas na execução do projeto.
A pesquisa documental “baseia-se em materiais que ainda não receberam um
tratamento analítico ou que podem ser reelaborados de acordo com os objetivos da pesquisa.”.
(BEUREN et al, 2003, p.89). Neste contexto, a pesquisa documental do estudo foi utilizada
através da utilização de notas fiscais e relatórios gerados por outros softwares já existentes.
43
A pesquisa de estudo de caso tem como principal característica o fato de centralizar o
estudo em poucos objetos visando obter conhecimento mais amplo referente ao assunto.
Conforme Bruyne, Herman e Schoutheete (1997, apud BEUREN et al, 2003, p.84),
O estudo de caso justifica sua importância por reunir informações numerosas e
detalhadas com vista em apreender a totalidade de uma situação. [...]A riqueza das
informações detalhadas auxilia num maior conhecimento e numa possível resolução
de problemas relacionados ao assunto estudado.
Se tratando este estudo, em uma proposição de um software de custos voltados a
atividade comercial, cada etapa foi ser estudada, primeiramente, em separado, a fim de
observar todas as possíveis situações para determinada operação, evitando assim que alguma
ocorrência inusitada não seja contemplada dentro do estudo. Por este motivo esta pesquisa foi
de estudo de caso.
3.2 COLETA DE DADOS
Este item tem o intuito de organizar os métodos utilizados na obtenção da coleta de
dados, sendo que “A coleta de dados ocorre após a escolha e delimitação do assunto, a revisão
bibliográfica, a definição dos objetivos, a formulação do problema e das hipóteses e a
identificação das variáveis”. (CERVO, BERVIAN, 2006, p.44).
Os dados foram obtidos por meio de simulações de situações corriqueiras na atividade
comercial, visando atender a grande maioria das situações que as empresas enfrentam no dia a
dia. Por meio destas situações foram realizadas análises e testes com foco no método de
custeio variável e apropriação das despesas, visando uma formação de preço de venda com
margens diferenciadas e preços mínimos e promocionais para diferentes segmentos
comerciais.
3.2.1 Instrumentos de coleta de dados
Em relação aos objetivos almejados para a pesquisa, entende-se que os instrumentos
de coleta de dados mais apropriados são a observação sistemática, individual, não participante
na vida real e pesquisas bibliográficas ou de fontes secundárias. Utilizaram-se também
análises de outros softwares utilizados no ramo, bem como entrevistas despadronizadas com
gestores e futuros gestores que poderão vir a utilizar o sistema.
44
Conforme Beuren et al (2003, p.128 129) a observação sistemática é um método em
que se examinam os fatos investigados ou teste de hipóteses de uma forma mais detalhada e
precisa.
Define-se como individual não participante e na vida real, uma vez que foi feita
apenas por um pesquisador que não participa do fato e estes fatos foram registrados conforme
analisados.
Marconi, Lakatos (2002, apud BEUREN et al, 2003) mencionam que
As fontes secundárias possibilitam não só resolver os problemas já conhecidos, mas
também explorar novas áreas onde os problemas ainda não se cristalizaram
suficientemente. Assim, a pesquisa bibliográfica propicia a investigação de
determinado assunto sob um novo enfoque ou abordagem.
Neste sentido a pesquisa bibliográfica ou de fontes secundárias consiste em utilizar
pesquisas já publicadas sobre determinado tema.
3.3 ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS DADOS
No plano de análise e interpretação dos dados, descreveu-se como foi realizada a
descrição e análise dos resultados da pesquisa proposta. Conforme Beuren et al (2003, p.141),
“A análise deve ser feita para atender aos objetivos da pesquisa e para comparar e confrontar
dados e provas, no intuito de confirmar ou rejeitar as hipóteses ou os pressupostos da pesquisa
monográfica”.
Neste contexto, se propôs analisar os referenciais teóricos e os relacionar com
simulações criadas a fim de identificar os impactos gerados nas informações gerenciais a cada
novo fato identificado. Foram efetuadas comparações entre os métodos disponíveis para cada
operação, visando definir o que mais se adapte a mesma e após isto explorá-lo até identificar
todas suas variáveis. Tendo estas informações, o estudo foi efetuado no sentido de criar o
software atendendo estas operações.
45
4 ANÁLISE DOS RESULTADOS
Neste capitulo apresenta-se o estudo de caso, onde foi desenvolvido um software
voltado ao gerenciamento de custos na atividade comercial capaz de gerar informações
seguras e relevantes à gestão da organização.
Primeiramente foi preciso analisar a atividade comercial como um todo, a fim de
identificar as suas operações.
Posteriormente foi efetuado o trabalho de programação do software que consiste na
criação das telas e alimentação das funções do programa, por meio de linhas de comandos.
Durante e após a programação foram efetuados testes visando comparar os resultados com
planilhas e cálculos auxiliares a fim de garantir o correto funcionamento de cada função.
Por fim foram configurados diversos relatórios para demonstrar as informações
resultantes dos processamentos internos.
4.1 ATIVIDADE COMERCIAL
Esta atividade, assim como todas as outras, necessita de um embasamento de suas
operações no que tange a organização da empresa.
Por se tratar de uma atividade muito popular e que facilita o ingresso de novas
empresas, muitas vezes não é possível identificar uma estrutura gerencial capaz de reger as
atividades operacionais.
No entanto, é essencial que a empresa tenha definido, no mínimo, três setores que se
assemelham aos níveis de informações das entidades, que são os setores estratégico, tático e
operacional, mesmo que um mesmo colaborador seja responsável por mais de um setor.
O setor estratégico é responsável por analisar e confrontar os fatores externos da
organização (concorrência, lançamentos de mercadorias, situação econômica das regiões em
que se encontra, tendências,...) com as informações internas da empresa, e após isto definir os
objetivos e as políticas internas que farão com que a organização esteja adaptada ao ambiente
em que se localiza.
Por sua vez, o setor tático é o responsável por interpretar os dados estratégicos e
transformá-los em rotinas de operações destinadas ao setor operacional.
O setor tático é responsável também, por encontrar os melhores métodos e estratégias
a serem utilizadas, visando alcançar os objetivos definidos pelo setor estratégico, bem como
disponibilizar informações gerenciais que auxiliem nas definições dos mesmos. É neste setor,
46
por exemplo, em que são definidas as metas de venda, critérios de escolha de fornecedores,
estratégias de venda e marketing, além de analises de vendas diferenciadas.
Já o setor operacional é responsável pelas atividades operacionais da empresa, ou seja,
a venda de mercadorias, recebimentos e pagamentos de duplicatas, controle de estoque,
pedidos de compra, dentre outras, e está diretamente relacionado aos colaboradores que
possuem maior contato com o público em geral.
A principal diferenciação da atividade comercial para as outras atividades consiste no
controle do custo da mercadoria que é composto somente pelo valor de aquisição, diminuído
dos impostos recuperáveis, diferentemente da atividade industrial, por exemplo, que além do
custo de aquisição da matéria prima e controle de gerenciamento de mão de obra, precisa
aplicar critérios de rateios dos custos fixos para somente então conseguir mensurar o custo da
mercadoria.
Embora a atividade comercial envolva grande volume de dados, movimentação e valor
monetário, suas operações são basicamente compra e venda de mercadorias, fazendo com que
não haja muitos estudos voltados somente para esta área.
Dentro destas duas operações básicas, há uma infinidade de configurações possíveis
tanto de estoque como de custos, uma vez que a legislação tributária brasileira é muito
variável, seja pelo produto, regime tributário e, até forma de constituição da empresa. Pode-se
citar como exemplo, operações de movimentação de mercadorias com incidência de impostos,
sem incidência, com bases e alíquotas reduzidas, operações que não envolvam movimentação
física, como, por exemplo, compra e venda para entrega futura, bem como operações que só
envolvem movimentação física, como é o caso de remessas para consignação.
Pensando nestas variações possíveis foram realizados estudos a fim de que o software
disponibilizasse ferramenta para todas estas operações.
4.2 DETALHAMENTO DO SOFTWARE
Inicialmente foram desenvolvidos fluxogramas do sistema, que demonstram sua
estrutura e as rotinas básicas dentro do software.
47
Figura 04 - Estrutura geral do software.
Configurações
e cadastros
gerais
Lançamentos
Relatórios e
consultas
Cálculos e
processamentos
Fonte: Estrutura conforme pesquisa.
A estrutura geral do software pode ser dividida em quatro grandes grupos, conforme
demonstra a figura 4, sendo eles o grupo de configurações e cadastros, o grupo de
lançamentos, grupo de cálculo/fechamento e o grupo de consultas e resultados.
4.2.1 Grupo de configurações e cadastros
Os cadastros necessários dentro do software estão localizados no primeiro grupo de
menus.
Estes cadastros foram criados levando em consideração a necessidade de
armazenamento e gerenciamento de dados a fim de gerar informações gerencias confiáveis e
tempestivas para seus usuários, e estão apresentados na sequência.
1. Cadastros
1.1 Gerais
1.1.1
Empresa
1.1.2
Datas e validações
1.1.3
Usuários
1.1.4
Direitos de acesso
1.1.5
Cadastro de tipo de despesas
1.1.6
Funcionários
1.1.7
Clientes/fornecedores
1.1.8
Histórico padrão
1.2 Patrimônio
1.2.1
Grupo de bens
48
1.2.2
Bens
1.3 Configuração de notas
1.4 Produtos
1.4.1
Grupo de produto
1.4.2
Linha de produto
1.4.3
Marca de produto
1.4.4
Produto
No sub menu “1.1 Gerais” encontram-se cadastros necessários para o início das
atividades, bem como, o cadastro da empresa, dos usuários, clientes, entre outros.
Empresa – Nesta opção encontra-se o cadastro da empresa, onde é possível armazenar
diversas informações como registro da empresa, localização, dados do representante legal,
etc., conforme é possível verificar na Figura 5 que segue.
Figura 05 - Cadastro de empresa.
Fonte: Sistema de custos proposto.
Datas e validações – Dentro desta opção (Figura 6) são registrados alguns parâmetros
gerais, dentre eles a data inicial e final para lançamento de dados, que consiste no período em
que os usuários do sistema poderão efetuar lançamentos e cálculos. Esta definição é essencial
para que as informações geradas pelo sistema sejam confiáveis, uma vez que impede que os
usuários alterem dados, efetuem lançamentos e recalculem períodos anteriores ao período em
aberto, garantindo com isso a integridade de resultados e informações já geradas e que ainda
49
serão geradas uma vez que há informações que utilizam históricos de dados, como por
exemplo, o custo de um produto, a comparação de despesas orçadas e realizadas, entre outros.
Figura 06 - Validações/validações.
Fonte: Sistema de custos proposto.
É nesta tela também em que é definido o custo do dinheiro no mês, que poderá ser
utilizado no momento do acerto financeiro das notas emitidas.
Nesta mesma tela são definidas algumas validações que influenciam diretamente no
cálculo do custo dos funcionários. Dentre estas, tem-se a definição do registro da tributação e
os percentuais de INSS (Imposto Nacional sobre Seguridade Social).
Neste sentido há três campos específicos que englobam estes dados, onde o primeiro é
“Optante do Simples” em que é possível definir como “SIM” ou “NÃO”. Estando este campo
(Optante do Simples) informado como “SIM”, o usuário deverá informar o percentual no
campo “% INSS (Empresa, Terc, RAT)” que corresponda total dos percentuais que a empresa
esta obrigada a recolher, dentre eles o INSS parte patronal, INSS de outras entidades, RAT –
Risco Acidente de Trabalho, FAP – Fator Acidentário de Prevenção. É importante lembrar
que neste campo não está incluso o percentual descontado de INSS do funcionário, uma vez
que este não é obrigação de recolhimento da empresa, ficando a cargo da empresa somente a
retenção e o repasse do mesmo.
O terceiro campo refere-se ao percentual de desoneração da folha.
Conforme registro eletrônico de perguntas e respostas sobre a desoneração da folha de
pagamento encontrado no site da receita federal
50
A desoneração da folha de pagamento é constituída de duas medidas
complementares. Em primeiro lugar, o governo está eliminando a atual contribuição
previdenciária sobre a folha e adotando uma nova contribuição previdenciária sobre
a receita bruta das empresas (descontando as receitas de exportação), em
consonância com o disposto nas diretrizes da Constituição Federal.
Em segundo lugar, essa mudança de base da contribuição também contempla uma
redução da carga tributária dos setores beneficiados, porque a alíquota sobre a
receita bruta foi fixada em um patamar inferior àquela alíquota que manteria
inalterada a arrecadação – a chamada alíquota neutra. (BRASIL, 2012, p. 1).
A base legal para esta opção é encontrada na “Constituição Federal – Art. 195, §§ 12 e
13, Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991 – Art. 22, inciso I e III, Lei nº 12.546, de 14 de
dezembro de 2011”.
Neste campo determinado “% Desoneração” deverá ser informado o percentual
correspondente a divisão da receita desonerada pela receita total da empresa. Vale lembrar
que conforme determinação da receita federal (BRASIL, 2011), se este percentual for inferior
a 5%, a desoneração deverá ser considerada nula, ou seja, zero %. Da mesma forma se o
percentual ultrapassar 95%, o percentual desonerado deverá ser considerado 100%.
Ainda referindo-se ao cálculo do custo do funcionário, é nesta tela (Figura 7), na aba
“Tabela INSS”, campo “Salário Mínimo” em que é definido o salário que será utilizado como
base para os cálculos de insalubridade e periculosidade sugeridos no cadastro dos
funcionários.
Figura 07 - Validações/Tabela INSS
Fonte: Sistema de custos proposto.
51
Além destes dados, é ainda nesta opção (Datas e validações – 1.1.2) em que são feitas
definições para o cálculo do estoque mínimo e estoque máximo.
O estoque mínimo pode ser entendido como uma informação que
serve de alerta para o controlador do estoque da necessidade de ser adquirido novo
lote de mercadorias para que não falte a mesma no balcão. Seria a mesma coisa que
um gatilho, ou seja, no momento que o estoque daquele item atingir aquela
quantidade, o controlador do estoque deverá comunicar, imediatamente, a gerência
para fazer um novo pedido para evitar a falta do item. (RAMOS, 2006, p. 13).
Já o estoque máximo, conforme Ramos (2006, p. 15) corresponde à quantidade
máxima de determinado item que a empresa esta disposta a bancar para que não prejudique o
"Fluxo da Caixa" da empresa. Ainda segundo ele,
Passar da quantidade máxima em estoque seria o mesmo que comprar mercadoria
em excesso, pois, se historicamente aquele item gira em torno de uma quantidade X,
por que adquirir uma quantidade superior? Vale salientar que este estoque máximo é
determinado pelas gerências em comum acordo [..]. Quanto menor, melhor.
O controle de estoque a ser utilizado pelo software é o controle permanente de estoque
que consiste na atualização das informações de estoque no momento em que os fatos
acontecem.
O processo de controle, em um primeiro momento, será somente o PMP- preço médio
ponderado, visto que este processo é o mais utilizado nas empresas e representa um meio
termo entre o UEPS – último a entrar, primeira a sair, que é restringido pela receita federal no
que diz respeito ao calculo do imposto de renda, pois resulta em um menor lucro bruto no
resultado, e o PEPS – primeiro a entrar primeiro a sair.
A fim de efetuar um cálculo dinâmico capaz de se adequar aos mais diversos tipos de
entendimentos, dentro da tela de validações é necessário cadastrar os campos denominados
“Forma”, “Dias (qtde)”, “Data Inicial”, “Estimativa Aumento (%)” e “Estoque Máximo”.
No campo “Forma” os valores disponíveis são “ULTIMOS DIAS” e
“PERIODO”. Quando neste campo estiver informado “ULTIMOS DIAS”, os cálculos de
estoque mínimo e máximo levarão em consideração os dias informado no campo “Dias(qtde).
Já quando a opção selecionada neste campo for “PERIODO”, estes cálculos irão considerar,
além da quantidade de dias informadas em “Dias (qtde), a data informada no campo “Data
Inicial” e o software passará a considerar os dados registrados no período que corresponderá a
data informada no campo “Data Inicial” até a data final que obedecerá a soma da “Data
Inicial” e a quantidade de dias do campo “Dias (qtde).
52
No campo “Estimativa Aumento (%)” é definido um percentual estimado de aumento
das vendas e por consequência do estoque mínimo, uma vez que as vendas do período é o
principal dado para este cálculo.
Já no campo “Estoque Máximo (%)” é informado o percentual que será acrescido da
quantidade do estoque mínimo, a fim de definir o estoque máximo, em quantidade, de cada
produto.
No campo “Cálculo automático (dias)” deverá ser informado a quantidade de dias
entre um calculo de estoque mínimo e máximo e outro, em que o software irá passar a gerar
mensagens em cada acesso avisando e sugerindo ao usuário este cálculo conforme Figura 8
que segue.
Figura 08 - Mensagem de aviso estoque mínimo
Fonte: Sistema de custos proposto.
Nos casos em que é definido a forma de cálculo como “PERIODO” o campo “Cálculo
automático (dias)” acaba não sendo tão usual, já quando é definido como “ULTIMOS DIAS”
este campo acaba sendo essencial, uma vez que as informações de estoque mínimo e máximo
sofrerão constantes mudanças.
Estas informações de estoque mínimo e máximo são extremamente importantes uma
vez que por meio delas é possível controlar e evitar que o estoque fique em níveis muito
baixos fazendo com que faltem produtos para as vendas e/ou que o mesmo fique ocioso e com
isto se tenha um alto valor de capital investido em estoque sem necessidade podendo afetar
negativamente o fluxo de caixa obrigando a empresa a tomar empréstimos com terceiros para
cumprir as suas obrigações.
Usuários – Nesta tela de cadastro (Figura 9) são informados os dados pessoais dos
usuários do sistema, bem como o setor dentro da empresa. É informado também se o usuário é
vendedor ou não, sendo que esta informação pode ser utilizada na hora do cadastro das metas
de venda por usuário/vendedor.
53
É nesta tela também que o usuário poderá alterar sua senha e definir uma “Dica de
Senha”. A “dica” fica disponível na tela de acesso ao sistema (demonstrado com o quadrado
vermelho na Figura10) e tem o objetivo de auxiliar o usuário, caso o mesmo esqueça sua
senha de acesso.
Figura 09 - Cadastro de Usuários.
Fonte: Sistema de custos proposto.
A seguir está demonstrada a tela de login para acessar o software.
Figura 10 - Tela de acesso ao sistema.
Fonte: Sistema de custos proposto.
54
A figura onze, apresentada a seguir, representa a tela gerada no momento em que é
clicado no campo “Ajuda?”, demonstrado na figura dez.
Figura 11 - Tela de ajuda de senha.
Fonte: Sistema de custos proposto.
Direitos de acesso – Nesta tela demonstrada na Figura 12 são definidas as permissões
para cada usuário. Neste primeiro momento as permissões que irão influenciar nas rotinas de
armazenamento de dados e rotinas para geração de informações gerencias estão evidenciadas
na aba “Emissão Notas”.
Nesta aba é definido se o usuário poderá lançar/emitir notas e quais percentuais que
acrescentados ao custo unitário do produto, farão parte do preço mínimo de venda. Se a opção
“Pode Emitir” estiver selecionada, é possível configurar como será o cálculo do preço mínimo
de venda.
As opções disponíveis para adicionar ao custo de aquisição no preço mínimo de venda
são “Despesas Vendas”, “Despesas Mensais” e “Margem Lucro”. Caso não for selecionada
nenhuma das opções mencionadas, o preço mínimo que será calculado irá ser somente o custo
de aquisição dos produtos.
Esta definição do cálculo do preço mínimo de venda irá influenciar no momento da
emissão das notas, uma vez que as notas de saída que tiverem configuração de nota cadastrada
para calcular custo, que não sejam devoluções, não poderão ser geradas com valor menor do
que o preço mínimo.
55
Figura 12 - Tela de Permissões.
Fonte: Sistema de custos proposto.
Cadastro de tipo de despesas – Nesta tela da figura 13 é possível cadastrar as
despesas padrões do estabelecimento sendo necessário informar a descrição, o tipo de despesa
que poderá ser fixa ou variável, sua ocorrência – os valores disponíveis são: anual, mensal e
semanal – e, o valor padrão.
Nos casos em que o tipo da despesa for “Variável”, ao invés de valor padrão será
definido um percentual padrão que será aplicado sobre o faturamento estimado quando esta
despesa for selecionada no cálculo das despesas mensais.
Estes cadastros poderão ser utilizados para o cálculo das despesas mensais, rateios de
despesas mensais e lançamentos de despesas realizadas.
Figura 13 - Tela Cadastro de Despesas.
Fonte: Sistema de custos proposto.
56
Funcionários – A tela de cadastro de funcionários é dividida em duas abas, sendo que
na primeira aba são informados os dados da pessoa, como, CPF, RG, endereço, etc. (Figura
14).
Figura 14 - Cadastro de funcionários/ dados cadastrais.
Fonte: Sistema de custos proposto.
Na segunda aba (Figura 15) são cadastradas as informações referentes a remuneração e
horário de trabalho, sendo o foco a remuneração que servirá como base para o cálculo da
despesa com funcionários.
Visando atender a necessidades de históricos e possíveis recálculos necessários com
datas retroativas, nesta tela tem que ser cadastrada uma data inicial, ou seja, a partir de quando
o funcionário passou a ter aquela remuneração.
Exemplo: O funcionário foi admitido em 01/01/2013 com determinado salário e em
01/09/2013 teve um reajuste. Neste caso este funcionário terá dois registros oriundos desta
tela, sendo um com data de 01/01/2013 e outro com data de 01/09/2013.
No campo de insalubridade e periculosidade, está configurado para multiplicar o
percentual selecionado pelo salário mínimo informado nas validações da empresa (1.1.7 Datas
e Validações). No entanto se este não for o valor que a empresa pagará ao funcionário, é
possível, nos campos ao lado dos percentuais, alterar o valor calculado para o valor desejado.
57
No campo “FGTS” deve ser preenchido o percentual de FGTS – Fundo de garantia por
tempo de serviço, que a empresa deverá depositar para o funcionário. A necessidade de
preenchimento deste campo se deve ao fato de que há casos em que esta alíquota é
diferenciada, como por exemplo, os contratos de menores aprendizes em que a alíquota é de
2% conforme manual de aprendizagem disponível no portal do ministério do trabalho (MTE,
2014, p. 29).
Figura 15 - Cadastro de funcionários/dados para fins de cálculo.
Fonte: Sistema de custos proposto.
O cálculo da despesa mensal do funcionário é feito toda vez que é salvo o cadastro do
funcionário no botão indicado com um círculo vermelho na figura 15, ou quando for clicado
no botão de atualização do custo, que está indicado na mesma figura com um retângulo
vermelho.
A despesa mensal de um mesmo funcionário pode ser alterada mesmo sem ser
modificada sua remuneração, visto que as configurações de regime tributário da empresa
influenciam diretamente no cálculo.
Neste sentido, foram simuladas quatro situações envolvendo o mesmo funcionário,
cadastrado no software com o código dois, sendo elas apresentadas na sequencia.
Situação 1 – Salário base de R$ 1.500,00; periculosidade de R$ 240,00; gratificação de
R$ 100,00; FGTS de 8%; empresa não optante do simples e não desonerada; 28,8% de INSS
58
de obrigação de recolhimento da empresa sendo 20% da parte patronal, 5,8% da parte de
outras entidades e 3% da parte de RAT sendo o FAP de 1%.
Situação 2 – Salário base de R$ 1.500,00; periculosidade de R$ 240,00; gratificação de
R$ 100,00; FGTS de 8%; empresa optante do simples.
Situação 3 – Salário base de R$ 1.500,00; periculosidade de R$ 240,00; gratificação de
R$ 100,00; FGTS de 2%; empresa não optante do simples e não desonerada; 28,8% de INSS
de obrigação de recolhimento da empresa sendo 20% da parte patronal, 5,8% da parte de
outras entidades e 3% da parte de RAT sendo o FAP de 1%.
Situação 4 – Salário base de R$ 1.500,00; periculosidade de R$ 240,00; gratificação de
R$ 100,00; FGTS de 8%; empresa não optante do simples e desonerada em 60%; 16,8% de
INSS de obrigação de recolhimento da empresa sendo 8% (20% - 60% da desoneração) da
parte patronal, 5,8% da parte de outras entidades e 3% da parte de RAT sendo o FAP de 1%.
Para facilitar a comparação foi cadastrado dentro do software a situação 1 com data
inicial de 01/01/2013, a situação 2 com data inicial de 01/02/2013, a situação 3 com data
inicial de 01/03/2013 e a situação 4 com data inicial de 01/04/2013.
O cálculo da despesa mensal do funcionário foi dividido em algumas etapas a fim de
facilitar o entendimento. Na primeira etapa é efetuado a soma do valor do salário bruto,
insalubridade, periculosidade, adicional e gratificação que é definido como total de proventos.
O total de proventos divididos por doze resulta na provisão do décimo terceiro salário
que é devido a todos os funcionários que trabalham quinze dias ou mais dentro de um mesmo
mês (para a provisão do décimo terceiro salário o mês utilizado é o mês calendário que é
entendido desde o dia primeiro até o último dia do mês), conforme artigo 7º, inciso VIII da
Constituição Federal de 1988.
Da mesma forma que a provisão do décimo terceiro salário, a provisão das férias
também utiliza o resultado da divisão do total de proventos por doze, no entanto além deste
valor, é adicionado o resultado da divisão mencionada divido por três, que representa a
provisão do 1/3 das férias que é direito do trabalhador protegido pelo artigo 7º, inciso XVII da
Constituição Federal de 1988. A soma destes dois valores resulta no total da provisão de
férias que é um direito adquirido dos funcionários que trabalham quinze dias dentro do mês
aquisitivo, onde o mês aquisitivo tem inicio no dia do mês em que o funcionário foi admitido
e se encerra no dia imediatamente anterior ao inicio do outro mês aquisitivo.
A soma do total de proventos, provisão de décimo terceiro e provisão de férias foi
definida como sub total. Sobre este sub total são calculados os valores referente aos
percentuais de INSS e FGTS. É sobre este sub total também que é calculado o valor de
59
previsões que corresponde a 7% sendo 4 % referente a multa rescisória de FGTS e 3% que se
refere a média de atestados, licenças remuneradas e feriados.
Os resultados encontrados por meio do cálculo do software estão apresentados na
figura 16 que consiste no relatório disponível com base do menu Relatório - Funcionários –
Histórico Despesa Funcionário.
O quadro um, apresentado na sequencia demonstra os valores encontrados em cada
situação separados conforme as etapas citadas anteriormente.
Quadro 01 - Simulação de custo com funcionário.
%
Salario Bruto
Insalubridade
Periculosidade
Adicional
Gratificação
Total de Proventos
Proporção férias
Proporção 13º sal
1/3 férias
Sub total
Previsoes
Previdência Social
FGTS
Custo Total
8,33
8,33
2,78
7,00%
Situação 1
1.500,00
Situação 2
1.500,00
Situação 3
1.500,00
Situação 4
1.500,00
240,00
240,00
240,00
240,00
100,00
1.840,00
153,33
153,33
51,11
2.197,78
153,84
632,96
175,82
3.160,40
100,00
1.840,00
153,33
153,33
51,11
2.197,78
153,84
175,82
2.527,44
100,00
1.840,00
153,33
153,33
51,11
2.197,78
153,84
632,96
43,96
3.028,54
100,00
1.840,00
153,33
153,33
51,11
2.197,78
153,84
369,23
175,82
2.896,67
Fonte: Dados conforme pesquisa.
A figura dezesseis demonstra o formato do relatório gerado.
Figura 16 - Relatório de histórico de despesa por funcionário.
Fonte: Sistema de custos proposto.
Clientes/fornecedores – Na tela demonstrada na figura 17 são cadastradas
informações dos clientes e fornecedores da empresa, tais como endereço, natureza jurídica,
inscrição federal, contato, dentre outras.
60
Figura 17 - Cadastro Cliente/Fornecedor.
Fonte: Sistema de custos proposto.
Histórico padrão – Nesta opção são configurados os históricos que serão utilizados
nos lançamentos de caixa e acerto financeiro das notas. Independente da operação a ser
utilizada, será validado o tipo do histórico, ou seja, se a operação for de entrada de dinheiro,
não será possível vincular um histórico padrão de saída. A tela deste cadastro esta
demonstrada na figura 18 apresentada na sequencia.
Figura 18 - Histórico padrão.
Fonte: Sistema de custos proposto.
No sub menu “1.2 Patrimônio” ficam as telas em que é possível cadastrar os bens da
empresa bem como seu valor residual e as taxas anuais de depreciação que serão as
informações utilizadas para calcular a depreciação mensal.
61
Grupo de bens – Esta tela, representada na figura 19 que é apresentada na sequencia,
é destinada ao cadastro de tipos de bens, onde se define uma descrição e o percentual anual de
depreciação. Este tipo será vinculado ao cadastro do bem.
Figura 19 - Cadastro de grupo de bens.
Fonte: Sistema de custos proposto.
Bens – Os bens da empresa serão cadastrados na tela apresentada na figura 20, onde
será definido o tipo do bem - previamente cadastrado na tela apresentada anteriormente -, a
data da inclusão, o valor residual e o valor do bem, entre outros.
Figura 20 - Cadastro de bens.
Fonte: Sistema de custos proposto.
Configuração de notas – A tela de configuração de notas demonstrada na sequencia,
foi criada com o intuito de atender a todas as operações existentes dentro das organizações
comerciais, que vão desde os cadastros de pedidos de produtos as mais diversas necessidades
de emissão de notas, que podem ou não calcular custo e estoque, gerar movimentação
financeira ou não, dentre outras.
62
Por se tratar de uma configuração que influencia diretamente em todas as informações
gerenciais, todos os campos serão apresentados na sequencia.
O código será gerado automaticamente conforme a sequencia da configuração.
A descrição para fins de cálculo não influencia em nada, no entanto é de suma
importância descreve-la de forma clara a fim de que não haja confusão/troca na hora da
seleção das configurações. É através da descrição que poderão ser separadas as configurações
de pedidos para as configurações de notas, por exemplo.
O tipo da nota representa qual operação ela representara do produto com base na
empresa, ou seja, se o tipo selecionado for “Entrada” então a configuração representará uma
entrada de produto na empresa, da mesma forma que o tipo “Saída” representará uma saída de
produto da empresa, sendo que esta movimentação nem sempre será física.
O campo “Faturamento” possui três opções que são auto sugestivas, são elas:
“SOMA”, “DIMINUI” ou “NADA”. Normalmente para as configurações que representam
vendas este campo será marcado como “SOMA” e para configurações de estorno de vendas o
campo será “DIMINUI”. A opção “NADA” normalmente é utilizada para as configurações
que representam dados de compra e/ou pedidos, dentre outras.
Da mesma forma que o campo “Faturamento”, o campo “Gera Financeiro” possui as
mesmas opções auto sugestivas. Se este campo for diferente de “NADA”, serão habilitados os
campos de histórico padrão “A Vista” e “A Prazo” que deverão ser preenchidos com os
históricos padrões cadastrados previamente. Estes históricos serão sugeridos no momento do
acerto financeiro das notas, na hora do seu lançamento.
Dentro da questão de estoque, o software tem dois controles paralelos, sendo um de
estoque físico e outro de estoque disponível. A ideia inicial do estoque físico é de controlar o
estoque que de fato encontra-se na empresa e será movimentado com notas de remessas de
mercadorias, depósitos,..., além das compras e vendas. Já a ideia do estoque disponível é de
controlar um estoque que ainda não está na empresa seja por motivos de transportes, ou de
falta de espaço, dentre outros. Este estoque será movimentado pelas compras e vendas, por
configurações de pedidos aprovados, além de possíveis notas de compra e venda para
recebimento ou entrega futura, que são práticas que em determinados ramos comerciais são
bastante utilizadas.
O campo “Calcular custo” possui duas opções, sendo ela “SIM” e “NÃO” e como o
campo já sugere, se estiver selecionada a opção “SIM” será calculado o custo quando houver
nota lançada com esta configuração, e não irá calcular quando a opção for “NÃO”. Se este
campo for informado como “SIM” irá habilitar os campos de “ICMS, “PIS/COFINS” e “IPI”
63
em que é possível selecionar se estes valores que serão lançados nas notas irão somar,
diminuir ou não irão influenciar no cálculo do custo do produto.
A opção “Devolução”, quando selecionada habilita o campo “Config. Origem” em que
é obrigatório o seu preenchimento com alguma configuração já cadastrada anteriormente.
No momento do lançamento de uma nota com configuração cadastrada como
devolução, é obrigatório selecionar uma nota que obrigatoriamente deverá ter sido lançada
com a configuração que foi vinculada no campo “Config. Origem” da configuração de
devolução. Nestas notas só é permitido lançar a quantidade de itens a ser devolvida, visto que
esta quantidade não poderá ser maior ao saldo de quantidade da nota, sendo que o saldo da
nota quer dizer que se há mais de uma devolução da mesma nota, esta quantidade já devolvida
é abatida do saldo da nota original. No momento do cálculo do custo de uma nota de
devolução, ela buscará os dados de custo da nota de origem.
Figura 21 - Configuração de notas.
Fonte: Sistema de custos proposto.
No sub menu “Produtos” estão os cadastros de marcas, grupos, linhas e do produto em
sim.
Grupo de produto – linha de produto – marca de produto – Estas três telas são
cadastros com dois campos, sendo o código gerado automático e a descrição informada pelo
usuário. Estas informações têm duas funções dentro do software, sendo que a principal é de
agrupar determinados produtos, possibilitando a emissão de relatórios e geração de cálculos
64
por grupos/linhas/marcas, e a segunda é de diferenciar os produtos que podem possuir
determinada nomenclatura semelhante, mas que, no entanto por um motivo, ou outro
(normalmente marca e opção de procura dos clientes), possuem tratamentos diferenciados.
Produtos – A tela de cadastro de produtos engloba a vinculação de determinado item
a um grupo, linha e marca, bem como a definição de sua unidade de medida. Além destas
informações é nesta tela em que podem ser cadastrados os preços de concorrência e
percebido.
Figura 22 - Cadastro de produto.
Fonte: Sistema de custos proposto.
É nesta tela também em que é informado o tempo de reposição do produto, que
corresponde ao número de dias que o produto leva para chegar a empresa desde a sua compra.
Este dado é utilizado no cálculo do estoque mínimo e estoque máximo.
A margem estimada de lucro e os impostos e despesas de vendas também são
informados nesta tela. O percentual de rateio das despesas mensais também pode ser
informado manualmente nesta tela, uma vez que podem existir casos em que o cálculo do
rateio não englobe determinados produtos, como por exemplo o caso de produtos que não
possuem históricos de vendas por serem lançamentos/novidades na empresa.
O restante dos campos (estoque físico, disponível, custo médio, preço mínimo,...) são
campos apenas de consulta, uma vez que são calculados pelo software e que além de serem
demonstrados nos relatórios, também estarão disponíveis a cada vez em que esta tela for
aberta com um produto selecionado.
65
4.2.2 Grupo de lançamentos
O grupo de lançamentos visa registrar e manter atualizado o software com os dados que
envolvem as operações da organização. Nas figuras 23, 24 e 25 é possível visualizar um
fluxograma das operações básicas de lançamento. As figuras 24 e 25 correspondem aos
campos demonstrados na figura 23 com “*” que foram separadas com o intuito de melhorar
sua visualização. Entende-se como validação, no fluxograma, as condições cadastradas dentro
do software a fim de evitar uma informação incompleta, além das condições referentes a
permissões de acesso dos usuários e de datas limites de lançamentos. Se os dados cadastrados
atendem a validação, há o prosseguimento da rotina, caso contrário a inclusão será cancelada.
Figura 23 - Fluxograma de lançamento de informações.
Datas e
Configurações
Início
Cadastros
Fim
Não
Lançamento de
Notas
Estoque *¹
Sim
Inclusão de
dados
Financeiro
Novo
Lançamento?
Validações
Custo*²
Salvar
Não
Sim
Sim
Lançamento de
Despesas Mensais
Inclusão
de dados
Salvar
Validações
Não
Novo
Lançamento?
Não
Fim
Sim
Lançamento de
Metas
Salvar
Definir
Metas
Inclusão de
dados
Destinar a
usuários?
Definição da
meta e
percentual
Sim
Não
Salvar
Novo
Lançamento?
Fechamentos
Mensais *³
Fonte: Dados conforme pesquisa.
Vincular
Usuários
Sim
Não
Fim
66
Figura 24 – Fluxograma de lançamento – estoque.
Estoque
Sim
Config.
Mov
Estoque
Somar no
Estoque
Gravar
Movimentação
Não
Entrada
Diminuir
no Estoque
Saída
Config.
Mov Estoque
Disponível?
Sim
Atualizar
Estoque
Fim
Não
Fonte: Dados conforme pesquisa.
A figura vinte e cinco representa a estrutura do software no que diz respeito ao
lançamento dos custos das movimentações.
Figura 25 – Fluxograma de lançamento – custo.
Custo *
Sim
Sim
Buscar Custo Nota
Origem
Salvar Custo
Produto
Devolução?
Config.
Calcula Custo?
Calcular custo
Não
Entrada
Fim
Não
Saída
Buscar Custo
Médio Anterior
Fonte: Dados conforme pesquisa.
O grupo de lançamento encontra-se centralizado no terceiro menu denominado
“Lançamentos” e esta estruturado conforme segue.
3.
Lançamentos
3.1
Notas
3.2
Caixa
3.3
Metas totais
3.4
Metas usuário
3.5
Despesa realizada
3.6
Despesas mensais padrões
67
O lançamento de notas pode ser separado em três diferentes grupos de informações para
melhor entendimento, sendo que a primeira parte esta evidenciada na figura 26 com um
retângulo vermelho.
Nesta parte são informados dados gerais da nota, tais como sua configuração,
previamente cadastrada, série, número, data e hora de entrada, data de emissão e é nesta parte
também que se vincula a pessoa/cliente/fornecedor.
No momento em que a série é informada, o software automaticamente já sugere o
próximo número disponível para vincular a nota, sendo que não será possível incluir um
mesmo número de nota, para uma mesma série.
Para fins de validação e cálculos, a data a ser comparada será a data da entrada e não a
data da emissão, pois, por exemplo, uma compra pode não estar disponível para a empresa no
mesmo dia em que a nota é emitida, normalmente por questões relacionadas a transportes.
Se a data da entrada estiver fora do limite definido no cadastro de validações, a nota não
poderá ser concluída, no entanto, se a data de entrada respeitar este limite e a data de emissão
não, a nota será emitida normalmente.
Os campos de horário e usuário inclusão são preenchidos automaticamente pelo
software, buscando a informação do usuário logado e a data/hora do computador.
OBS: Nas próximas duas partes há algumas particularidades quando a configuração
selecionada para a emissão da nota for de devolução. Estas particularidades serão descritas
separadamente posteriormente.
Na segunda parte são informados os dados referentes aos produtos da nota.
Nas notas configuradas como saída e com controle de custo (exceto devoluções), no
momento em que é informado o código do item, o software automaticamente já sugere o
preço orientativo de venda, onde o cálculo feito é através do mark-up divisor que divide o
valor do custo pelo valor encontrado diminuindo de um, os dados informados no cadastro do
produto, nos campos “Margem”, “Imp + Desp s/ Vendas:” e “Rateio Desp Mensl.”.
No momento em que o foco da tela cair no campo “Valor Unitário” o sistema fará
duas validações que se não forem atendidas impedem o lançamento da nota, sendo a primeira
referente ao saldo físico (o saldo físico é demonstrado no momento da emissão da nota e esta
evidenciado na figura 26 com um círculo amarelo) que deverá ser maior do que a quantidade
informada no campo “Quantidade:” para o prosseguimento do lançamento da nota, e a
segunda validação refere-se a comparação do preço informado, que deverá ser igual ou maior
ao preço mínimo de venda que é calculado da mesma forma que o preço orientativo de venda
mas leva em consideração ainda as permissões cadastradas para o usuário. Por exemplo, se no
68
cadastro das permissões esta configurado que o preço mínimo de venda que determinado
usuário pode emitir nota é para considerar somente o custo e as despesas variáveis, então para
este cálculo o software irá desconsiderar os dados cadastrados em “Margem” e “Rateio Desp
Mensl.”. Caso o resultado destas validações seja negativo, o software emitirá mensagens, que
estão ilustradas nas figuras 23 e 24,.
Nas notas configuradas como tipo de entrada, a sugestão de preço não é realizada
assim como as validações de preço mínimo e quantidade.
Ao clicar no botão “Lançar”, além de salvar na nota os dados do produto inserido, são
salvos ainda os dados referentes ao estoque deste produto. A informação de movimentação do
estoque do produto (se irá somar, ou diminuir, ou não irá alterar) respeitará o informado no
campo “Estoque Físico” da configuração da nota.
Figura 26 – Lançamento de notas.
Fonte: Sistema de custos proposto.
69
Depois de lançados todos os itens da nota é possível analisar os totalizadores na aba
“Totais” demonstrada na figura 27. Nesta aba é possível lançar possíveis descontos, bem
como valores de frete.
Figura 27 – Lançamento de notas – totais.
Fonte: Sistema de custos proposto.
A figura vinte e oito demonstra a mensagem de bloqueio do preço mínimo na emissão
da nota de venda.
Figura 28 – Validação de preço mínimo.
Fonte: Sistema de custos proposto.
A figura vinte e nove demonstra a validação no que se refere ao saldo físico do
produto que está sendo emitida a nota de saída.
70
Figura 29 – Validação de estoque físico.
Fonte: Sistema de custos proposto.
Nos casos em que a nota a ser lançada é nota de saída e possui controle de custo, no
momento da tentativa de inclusão de desconto, será aberta uma tela específica para calcular
este valor (figura 30), uma vez que de nada adianta controlar o preço mínimo de venda se
pudesse ser lançado qualquer valor de desconto.
Nesta tela é possível escolher se a forma de desconto é em percentual ou valor, sendo
que o percentual será aplicado ao valor total da nota. Após ser escolhida a forma do desconto
e ter sido informado o valor/percentual, o usuário deverá clicar no botão “Calcular”.
Ao clicar no botão “Calcular” o software fará o rateio deste desconto por unidade de
cada produto e novamente fará a comparação do valor informado (preço de venda informado
– desconto rateado) com o preço mínimo de venda.
O rateio do desconto será feito dividindo o seu valor pelo total dos produtos da nota,
encontrando qual é o valor do desconto para cada R$ 1,00 de mercadoria. Este valor será
multiplicado pelo valor de cada produto individualmente a fim de encontrar o valor do
desconto por unidade de medida de cada produto.
Após isto será diminuído do valor de venda (que foi lançado na nota) o desconto por
unidade de medida por produto e será descoberto o preço de venda já diminuído do desconto.
71
Este valor será comparado com o preço mínimo calculado da mesma forma que no momento
do lançamento do valor unitário na hora do lançamento da venda do produto.
Figura 30 – Desconto lançamento nota.
Fonte: Sistema de custos proposto.
Se o valor do preço mínimo for o maior dos dois valores, para qualquer produto da
nota, o desconto não será autorizado sendo emitida uma mensagem, demonstrada na figura
31, e o usuário terá que alterar o valor do desconto e fazer novo cálculo. Quando o preço
mínimo for inferior ao que esta sendo utilizado na emissão da nota então a tela de desconto
fechará e o valor do desconto irá compor o campo “(-) Descontos” da tela de lançamento de
notas.
Figura 31 – Mensagem de bloqueio de desconto.
Fonte: Sistema de custos proposto.
Notas de devolução – Conforme mencionado anteriormente, as notas de devolução
tem algumas particularidades.
72
Se a configuração selecionada for de devolução, obrigatoriamente após informar o
código da pessoa, o usuário deverá selecionar uma nota de origem da lista que o software irá
apresentar. Esta lista apresentada incluirá todas as notas lançadas, para a pessoa selecionada,
com a configuração que está informada no cadastro da configuração de devolução no campo
“Config. Origem”. Por exemplo, a configuração 5 é uma configuração de devolução de notas
lançadas na configuração 2. Logo, no momento do lançamento de alguma nota com a
configuração 5 selecionada, após o usuário selecionar a pessoa, obrigatoriamente terá que
selecionar a nota de origem que será uma nota lançada com a configuração 2 para aquela
pessoa.
Ao selecionar a nota de origem o software irá abrir uma nova tela (figura 32) na qual
será demonstrado o primeiro item da nota de origem e o campo “Qtde a dev.” que deverá ser
preenchido com a quantidade a devolver desejada do produto selecionado. Quando não se
deseja devolver o item selecionado, basta preencher a quantidade com zero. Para lançar esta
devolução, basta clicar no botão “Lançar”. Neste momento o software valida a quantidade a
devolver lançada e a quantidade de saldo do item na nota. O saldo do item na nota consiste na
quantidade original da nota já diminuída de possíveis notas anteriores de devolução. Se a
quantidade a devolver seja maior do que o saldo, o software irá emitir a mensagem
demonstrada na figura 33. Caso não seja, então a tela será atualizada e o item selecionado será
o segundo da nota de origem, repetindo a operação descrita acima até o último item.
Ao final desta operação o usuário poderá salvar a nota de devolução, não sendo
possível alterar valores dos produtos. Por se tratar de nota de devolução, o valor dos produtos
sempre será o valor lançado na nota de origem, assim como o custo da nota será sempre o
inverso da nota de origem, mas sempre com o mesmo valor unitário.
Figura 32 – Nota de devolução.
Fonte: Sistema de custos proposto.
73
A figura 33 demonstra o bloqueio referente a quantidade a ser devolvida comparada
com o saldo da nota.
Figura 33 – Mensagem de bloqueio de quantidade.
Fonte: Sistema de custos proposto.
Após lançados todos os itens, descontos, fretes e o acerto financeiro, é chegada a hora
de salvar a nota clicando no botão salvar que tem o desenho de um disquete e está
evidenciado na figura 31 com um círculo vermelho.
Ao clicar neste botão, o software fará diversas validações a fim de conferir se os dados
obrigatórios estão preenchidos, caso não estiverem aparecerá uma mensagem informando o
campo com problema e o salvamento será cancelado.
Passadas estas validações o software passará a calcular o custo da nota (se a
configuração da nota estiver indicando que é para controlar custos) que será exemplificado
separadamente para as notas de entrada, e notas de saída.
Conforme já explicado, no cadastro da configuração de notas é possível definir a
influência do ICMS, PIS/COFINS e IPI no custo dos produtos (se soma, diminui ou ignora),
deixando assim uma grande variação no cálculo.
74
Nos lançamentos de entrada, o custo é calculado primeiramente utilizando somente as
informações do lançamento do produto, ou seja, o preço de aquisição e os impostos, conforme
a configuração utilizada. Este cálculo é feito para todos os itens constantes na nota.
Quando há valores de desconto no total da nota e de frete, é necessário apropriar os
mesmos por produto (rateio). Isto se faz necessário, pois não é possível vinculá-los a
determinado produto, por se tratarem de valores totais. O critério de rateio utilizado para estes
casos é o valor total dos produtos. Por este motivo estes valores (descontos e fretes) são
divididos separadamente pela soma do valor de todos os produtos da nota encontrando assim
o valor de desconto e o valor de frete para cada R$ 1,00 de mercadoria da nota.
O custo final do produto na nota de entrada é encontrado somando o valor do preço de
aquisição e os impostos (conforme configuração pode ser também ignorando ou diminuindo),
acrescentado da multiplicação do frete por R$ 1,00 pelo valor unitário do produto e diminuído
a multiplicação do desconto por R$ 1,00 pelo valor unitário do produto.
Sabendo o custo unitário por produto, o valor é multiplicado pela quantidade da
compra/entrada para ser encontrado o custo total por produto na nota. Estas duas informações
(custo unitário e custo variável) ficam salvas junto com os outros dados da nota.
Exemplo: Foram compradas em 01/07/2014, dez unidades do produto “A” por R$
10,00 cada com o valor total de ICMS de R$ 17,00 não inclusos no valor unitário citado; vinte
unidades do produto “B” a R$ 20,00 a unidade com um valor total de R$ 10,00 de
PIS/COFINS e de R$ 10,00 de IPI, ambos não inclusos no preço unitário; e trinta unidades do
produto “C” sem possuir incidência de impostos. No total da nota tem-se um desconto de R$
100,00 e um valor de frete de R$ 250,00. A empresa que comprou a mercadoria é comercial e
não possui tributação de PIS/COFINS e nem IPI sobre suas vendas. A empresa não tinha
estoque antes da emissão desta nota, e este foi o único lançamento do dia.
Nesta situação precisa-se analisar qual é a correta configuração de nota a ser utilizada.
Por se tratar de impostos não recuperáveis o PIS/COFINS e o IPI deverão compor o cálculo
do custo, e como o ICMS está destacado no produto, mas não está fazendo parte do valor
unitário, a configuração deverá ignorar este valor para o cálculo do custo.
Se o valor do ICMS estivesse incluso no valor unitário a configuração utilizada
deveria estar configurada para diminuir o mesmo do custo de aquisição.
Este exemplo esta demonstrado no quadro 2 onde o frete e o desconto encontram-se
rateados conforme o valor total dos produtos, e na imagem 29 que apresenta o relatório de
inventário retirado do software com data base de 01/07/2014.
75
Quadro 02 – Nota lançada com data de entrada de 01/07/2014.
Produto Quant
ICMS
A
10 R$ 17,00
B
20 R$ C
30
Total
60 R$ 17,00
PIS/COFINS
IPI
Valor
R$
R$
R$ 10,00
R$ 10,00 R$ 10,00 R$ 20,00
R$ 30,00
R$ 10,00 R$ 10,00 R$ 60,00
Valor Total
R$ 100,00
R$ 400,00
R$ 900,00
R$ 1.400,00
Desconto
R$ 7,14
R$ 28,57
R$ 64,29
R$ 100,00
Frete
R$ 17,86
R$ 71,43
R$ 160,71
R$ 250,00
Custo Unit
R$ 11,07
R$ 23,14
R$ 33,21
Custo Total
R$ 110,71
R$ 462,86
R$ 996,43
R$ 1.570,00
Fonte: Dados conforme pesquisa.
A figura 34 demonstra o relatório de inventário retirado do software proposto.
Figura 34 – Relatório de inventário.
Fonte: Sistema de custos proposto.
Após o cálculo do produto na nota, é atualizado o custo médio do produto. Esta
atualização é feita multiplicando o custo médio unitário anterior a nota que esta sendo
lançada, pela quantidade de estoque físico anterior, encontrando o custo total do produto
anterior ao registro que esta sendo processado.
Somando o custo total anterior do produto com o custo total do produto na nota e
dividindo pela soma do estoque físico anterior com a quantidade do produto na nota, tem-se o
custo médio unitário do produto.
O custo médio unitário do produto é utilizado para todos os cálculos e relatórios que
envolvam custos dentro do software, inclusive o relatório de inventário apresentado
anteriormente na figura 34.
Para os lançamentos de saída o software não efetuará cálculos para encontrar o custo,
uma vez que utilizará o custo médio unitário já salvo anteriormente, e somente multiplicará o
valor deste custo pela quantidade da nota a fim de salvar o custo total do produto na mesma.
Como o custo unitário médio não sofrerá alteração, não se faz necessário o processo
de atualização do mesmo.
A maioria dos indicadores gerenciais se baseia nos dados de margem do produto.
Visando facilitar e tornar possível a geração dos mesmos, nas notas de venda/saída, e nas
notas de devolução que tenham origem de notas de venda/saída, além do lançamento do custo
76
na nota, o software também guarda dados a fim de registrar a margem por produto deixada
por cada operação/nota.
Metas totais – É possível cadastrar metas por margem ou faturamento podendo ser de
um item específico, grupo de itens, ou ainda de forma total dentro de determinado período.
Metas usuário – Caso a organização deseje controlar/destinar as metas por usuários,
será possível vincular percentuais das metas totais para os usuários do sistema.
Despesa realizada – Para as organizações que desejarem controlar, além das despesas
orçadas, as despesas realizadas, será possível lançar os valores realizados e comparar os dados
orçados com os realizados através do relatório de despesas orçadas X despesas realizadas, que
está demonstrado na figura 35 na sequencia.
Figura 35 – Relatório de despesas orçadas X realizadas.
Fonte: Sistema de custos proposto.
Despesas mensais padrões – Nesta tela, demonstrada na figura 36 o usuário poderá
selecionar quais os tipos de despesas, previamente cadastradas serão lançadas na competência
informada. É obrigatório nesta tela, informar o faturamento mensal estimado, bem como a
margem mensal estimada, visto que podem ter despesas cadastradas como variáveis (% sobre
faturamento) necessitando da informação do percentual. O dado da margem estimada é
obrigatório, pois a despesa de comissão - código 3 (despesa padrão do software) - aplica o
percentual cadastrado, sobre este valor.
Caso o usuário desejar, poderá calcular os valores estimados com base em históricos
anteriores de faturamento e margem. Para isto basta clicar no botão “Hist. Fat.”, evidenciado
na figura 36 com um círculo vermelho. Ao clicar neste botão será aberta a tela evidenciada na
figura 37 e o usuário poderá informar o período desejado para buscar o histórico, bem como
informar se este faturamento/margem buscado será utilizado na sua totalidade, ou será
utilizada uma média mensal para os mesmos.
Ainda nesta tela há a opção de informar uma estimativa de aumento do
faturamento/margem.
77
Dentro do software há três despesas padrões, que não poderão ser excluídas do banco
de dados, sendo elas a despesa de funcionários, depreciação e comissão pela margem (código
3).
É importante ressaltar que as despesas não podem ser excluídas, mas não precisam
necessariamente ser selecionadas no lançamento das despesas mensais (figura 36).
Depois de selecionadas as despesas e informados o faturamento e a margem estimada,
o usuário deverá clicar no botão salvar. Neste momento o software passará a calcular o valor
das despesas, utilizando, além dos dados desta tela de lançamento, os dados registrados no
cadastro de tipo de despesas.
Figura 36 – Lançamento de despesas mensais.
Fonte: Sistema de custos proposto.
A figura a seguir representa a tela gerada ao clicar no botão denominado “Hist. Fat.”
demonstrado na figura trinta e seis.
Figura 37 – Cálculo de faturamento por histórico.
Fonte: Sistema de custos proposto.
78
4.2.3 Grupo de cálculo/fechamento
O grupo de cálculo está concentrado no sexto menu denominado “Cálculo” e encontrase estruturado conforme segue.
6. Cálculo
6.1 Fechamento de metas
6.2 Depreciação
6.3 Rateio despesa mensal
6.4 Cálculo estoque mínimo e máximo
6.5 Cálculo margem mensal
Dentro da figura 23, “Fluxograma de lançamento de informações” há um componente
chamado “Fechamentos Mensais” que engloba os cálculos e fechamentos citados
anteriormente. Na figura 38, este componente está detalhado conforme cada rotina.
Figura 38 – Fluxograma – fechamentos mensais.
Fechamentos
Mensais *
Sim
Salvar
Fim
Sim
Fechamentos
de Metas
Validações
Calcular
Validaçõe
Não
Rateio Despesa
Mensal
Não
Não
Sim
Depreciação
Novo
Fechamento?
Validações
Sim
Fim
Salvar
Definições
Não
Atualizar
Produto
Salvar
Rateio
Calcular
Fim
Cálculo Estoque
Mínimo e
Máximo
Sim
Validações
Calcular
Salvar
Cálculo
Não
Atualizar
Produto
Fim
Cálculo Margem
Mensal
Sim
Validações
Calcular
Salvar Margem
Mensal
Não
Fim
Fonte: Dados conforme pesquisa.
79
Estas rotinas são explicadas na sequencia.
Fechamento de metas – Nesta opção (figura 39) é que são finalizadas as metas. Este
fechamento pode ser feito independente da data final, percentual alcançado, tendo como única
validação, a permissão do usuário logado. Com o fechamento de metas, no momento da
emissão do relatório de consulta de metas é possível analisar as metas finalizadas e não
concluídas, ou concluídas e não finalizadas, dentre outras informações.
As metas são classificadas na tela, conforme a data final da meta e serão apresentadas
com cores diferentes, conforme o percentual alcançado da mesma. Para metas com até 50%
concluídas a cor será vermelha; mais de 50% até 75% concluídas, em amarelo; metas com
mais de 75% e menos de 100% concluídas serão apresentadas com a cor verde, e metas
concluídas serão apresentadas em azul.
Ao selecionar uma meta, o software irá mostrar, na parte inferior da tela, uma barra
com o percentual alcançado da meta.
Para finalizar a meta, basta clicar no botão Salvar.
Figura 39 – Fechamento de metas.
Fonte: Sistema de custos proposto.
Depreciação – Nesta opção, apresentada na figura 40, é possível selecionar os filtros
para o cálculo mensal da depreciação dos bens cadastrados. Entende-se que todos os bens, que
possuam valor contábil maior que o valor residual, devam ser depreciados, no entanto, se o
usuário entender que determinado grupo de bens, ou determinado bem não deva ser
depreciado, o software permite selecionar os grupos de bens ou os próprios bens para o
cálculo na competência.
80
Figura 40 – Cálculo de depreciação.
Fonte: Sistema de custos proposto.
O cálculo da depreciação considera como base o valor do bem, diminuído do valor
residual. Sobre este valor é aplicado o percentual informado o cadastro do tipo do bem, que
corresponde a depreciação anual.
Sabendo a depreciação anual, este valor é dividido por doze, encontrando assim o
valor mensal da depreciação.
A fim de demonstrar o cálculo efetuado, foram cadastrados três bens, sendo o primeiro
denominado “EQUIP. INFORMATICA” com valor de R$ 15.000,00, valor residual de R$
1.000,00 e percentual anual de 25% de depreciação. O segundo foi cadastrado como
“PREDIOS E INSTALAÇÕES” com valor de R$ 180.000,00, valor residual de R$ 80.000,00
e taxa anual de depreciação de 4 %. O último bem foi cadastrado com descrição de
“VEICULOS”, valor de R$ 50.000,00, valor residual de R$ 10.000,00 e 20 % de taxa anual
de depreciação.
Os bens cadastrados estão demonstrados na figura 41.
81
Figura 41 – Relatório de bens.
Fonte: Sistema de custos proposto.
Depois de cadastrados os bens, foram executados o cálculo da depreciação pelo
método linear, ou seja, quotas constantes, na tela de cálculo, demonstrada na figura 40.
O cálculo efetuado considerou como base do bem um, R$ 14.000,00, sendo
R$15.000,00 o valor do bem menos o valor residual de R$ 1.000,00. Da mesma forma para o
bem dois foi considerado R$ 100.000,00 (R$180.000,00 – R$ 80.000,00) e para o bem três R$
40.000,00 (R$ 50.000,00 – R$ 10.000,00).
Aplicando a taxa anual de 25% de depreciação do bem um sobre a base de cálculo
tem-se o valor de R$ 3.500,00 (14.000,00 * 25%) que divididos por doze meses resulta em
uma depreciação mensal de R$ 291.67.
Já no cálculo da depreciação mensal do bem dois, foi encontrando o valor de R$
333,33 que é resultado da divisão por doze, do valor encontrado aplicando o percentual de 4%
da taxa anual da depreciação sobre a base de R$ 100.000,00 .
Para o cálculo do bem três foi aplicado o percentual de 20% (taxa anual de
depreciação) sobre R$ 40.000,00 e este valor foi dividido por doze meses encontrando o valor
de R$ 666,67.
Estes valores podem ser verificados na figura 42 que representa o relatório de
depreciação disponível dentro do software.
82
Figura 42 - Relatório de depreciação.
Fonte: Sistema de custos proposto.
Rateio despesa mensal – O rateio da despesa mensal permite ao usuário calcular, com
base nos registros de histórico de vendas, qual o percentual do faturamento de cada item é
necessário para garantir a quitação das despesas mensais. Este processo se assemelha com o
rateio dos custos fixos em uma organização industrial, sendo que neste caso o critério de
rateio utilizado é o histórico de faturamento.
Dentro deste contexto, o usuário poderá selecionar a competência inicial e
competência final na qual o software utilizará para buscar o faturamento a ser utilizado como
base, sendo possível também definir se a base a ser utilizada deve ser a média entre a
competência inicial e final, ou o faturamento total.
Caso o usuário deseje utilizar uma média do ano de 2013, deverá informar a
competência inicial “01/2013” e competência final “12/2013”, além de selecionar o campo
“Média Mensal”. Caso deseje utilizar como base o faturamento total do mês de dezembro de
2013, deverá informar competência inicial e final como “12/2013” e desmarcar o campo
“Média Mensal”.
Após definido os filtros para encontrar o faturamento, é necessário informar qual será
a “Forma Rateio” que poderá ser “ITEM” ou “GRUPO”. Esta forma permite ao usuário
escolher se o cálculo do rateio irá considerar o faturamento do grupo do produto, ou o
faturamento por produto, ou seja, se o percentual do rateio será o mesmo para todos os
produtos do mesmo grupo, ou será calculado separadamente, produto a produto.
83
No campo “Comp Rateio” deverá ser informado a competência das despesas a serem
rateadas (normalmente competência atual).
Tendo estes dados informados, basta clicar no botão “Calcular” e o software irá
efetuar o cálculo apresentado na sequencia.
Figura 43 – Rateio das despesas mensais.
Fonte: Sistema de custos proposto.
Visando exemplificar a forma de cálculo utilizando a média do período e utilizando o
valor total do faturamento será demonstrado o rateio das despesas de agosto de 2014, com
base na movimentação total do ano de 2013 (exemplo um) e o rateio das despesas de
setembro de 2014 tendo como base o faturamento total do mês de setembro de 2013 (exemplo
dois).
Para ambos os exemplos é necessário apresentar as movimentações efetuadas no
período base, bem como as despesas a serem rateadas.
Exemplo 1.
No quadro três estão apresentados os lançamentos de notas de 2013 e na figura 44 está
apresentado o relatório de despesas da competência de agosto de 2014.
84
Quadro 03 – Notas lançadas ano 2013.
Produto 1
Data
01/01/2013
01/01/2013
01/02/2013
01/03/2013
01/04/2013
01/05/2013
01/06/2013
01/07/2013
01/08/2013
01/09/2013
01/10/2013
01/11/2013
01/12/2013
Tipo
Compra
Venda
Venda
Venda
Venda
Venda
Venda
Venda
Venda
Venda
Venda
Venda
Venda
Numero
Produto 2
Data
01/01/2013
01/01/2013
01/02/2013
01/03/2013
01/04/2013
01/05/2013
01/06/2013
01/07/2013
01/08/2013
01/09/2013
01/10/2013
01/11/2013
01/12/2013
Tipo
Compra
Venda
Venda
Venda
Venda
Venda
Venda
Venda
Venda
Venda
Venda
Venda
Venda
Numero
Quantidade
10000
1300
985
1750
750
832
786
900
685
630
504
406
472
Valor Unitário
R$
25,00
R$
27,48
R$
27,48
R$
27,48
R$
27,48
R$
27,48
R$
27,48
R$
27,48
R$
27,48
R$
27,48
R$
27,48
R$
27,48
R$
27,48
Valor Total
R$ 250.000,00
R$ 35.724,00
R$ 27.067,80
R$ 48.090,00
R$ 20.610,00
R$ 22.863,36
R$ 21.599,28
R$ 24.732,00
R$ 18.823,80
R$ 17.312,40
R$ 13.849,92
R$ 11.156,88
R$ 12.970,56
Quantidade
10000
1300
985
1750
750
832
786
900
685
631
503
406
472
Valor Unitário
R$
30,00
R$
37,50
R$
37,50
R$
37,50
R$
37,50
R$
37,50
R$
37,50
R$
37,50
R$
37,50
R$
37,50
R$
37,50
R$
37,50
R$
37,50
Valor Total
R$ 300.000,00
R$ 48.750,00
R$ 36.937,50
R$ 65.625,00
R$ 28.125,00
R$ 31.200,00
R$ 29.475,00
R$ 33.750,00
R$ 25.687,50
R$ 23.662,50
R$ 18.862,50
R$ 15.225,00
R$ 17.700,00
Produto 3
Data
Tipo
Numero Quantidade Valor Unitário
01/01/2013 Compra
1
10000 R$
35,00
01/01/2013 Venda
2
1300 R$
43,75
01/02/2013 Venda
3
985 R$
43,75
01/03/2013 Venda
4
1750 R$
43,75
01/04/2013 Venda
5
750 R$
43,75
01/05/2013 Venda
6
832 R$
43,75
01/06/2013 Venda
7
786 R$
43,75
01/07/2013 Venda
8
900 R$
43,75
01/08/2013 Venda
9
685 R$
43,75
01/09/2013 Venda
10
631 R$
43,75
01/10/2013 Venda
11
503 R$
43,75
01/11/2013 Venda
12
406 R$
43,75
01/12/2013 Venda
13
472 R$
43,75
Fonte: Dados conforme estudo.
Valor Total
R$ 350.000,00
R$ 56.875,00
R$ 43.093,75
R$ 76.562,50
R$ 32.812,50
R$ 36.400,00
R$ 34.387,50
R$ 39.375,00
R$ 29.968,75
R$ 27.606,25
R$ 22.006,25
R$ 17.762,50
R$ 20.650,00
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
85
A figura 44 demonstra as despesas lançadas na competência de agosto de dois mil e
quatorze.
Figura 44 – Relatório de despesas - competência 08/2014.
Fonte: Sistema de custos proposto.
As despesas mencionadas foram calculadas conforme demonstra o quadro quatro que
apresenta o resumo do faturamento e margem das notas lançadas em 2013, e o quadro cinco
que demonstra o cálculo das despesas de agosto de 2014.
Quadro 04 – Resumo notas ano 2013.
Resumo Ano 2013
Produto
Margem
Faturamento
% Fat Total
1 R$ 11.060,00 R$
274.800,00
25,27%
2 R$ 37.500,00 R$
375.000,00
34,49%
3 R$ 21.875,00 R$
437.500,00
40,24%
Total
R$ 70.435,00 R$
1.087.300,00
100,00%
Estimativa Aumento
7.043,50
108.730,00
Média 12 Meses
6.456,54
99.669,17
Fonte: Dados conforme estudo.
O quadro cinco demonstra as despesas cadastradas no mês de agosto de dois mil e
quatorze.
86
Quadro 05 – Despesas de agosto de 2014.
Despesas Ago/14
Depreciação
Funcionários
10 %Comissão Média 2013 + 10%
Aluguel
Simples 5% do Faturamento
Total
Valor
R$
1.291,67
R$
2.896,67
R$
645,65
R$
500,00
R$
4.983,46
R$
10.317,45
Fonte: Dados conforme estudo.
O cálculo da depreciação está detalhado no quadro seis.
Quadro 06 – Depreciação mensal.
bem
Equipamentos de Informática
Predios e instalaçoes
veiculos
valor bem
R$ 15.000,00
R$ 180.000,00
R$ 50.000,00
valor residual valor a ser deprec Taxa Ano Valor mensal
1.000,00
14.000,00
25%
291,67
80.000,00
100.000,00
4%
333,33
10.000,00
40.000,00
20%
666,67
Fonte: Dados conforme estudo.
Já o cálculo do SIMPLES, para fim de exemplo, representa 5% do faturamento médio
já acrescido da estimativa de aumento de 10% (faturamento R$ 99.669,17). Vale lembrar que
a descrição da despesa é apenas exemplo, visto que o percentual do SIMPLES deve ser
vinculado as despesas variáveis/impostos sob venda.
Da mesma forma a comissão representa 10% da margem média de 2013, acrescido de
10% de estimativa de aumento (margem R$ 6.456,64).
Prosseguindo o cálculo, o software divide o valor total da despesa na competência pelo
faturamento médio. Deste valor é aplicado o percentual de participação do faturamento por
item ou grupo, conforme definição no momento do cálculo (neste exemplo é por item).
Após este cálculo, o cadastro do produto é atualizado conforme demonstrado no
relatório evidenciado na figura 45.
Figura 45 – Rateio despesa mensal – 08/2014.
Fonte: Sistema de custos proposto.
87
Exemplo 2.
As despesas de setembro 2014 estão apresentadas na figura 46, sendo que as únicas
despesas que sofreram alterações foram as despesas de comissões e SIMPLES, pois são
despesas com cálculo variável.
Figura 46 – Relatório de despesas – competência 09/2014.
Fonte: Sistema de custos proposto.
Os resumos das notas e das despesas estão apresentados nos quadros sete e oito,
respectivamente.
Quadro 07 – Resumo notas setembro 2013.
Resumo Mês Setembro
Produto
1
2
3
Total
Estimativa Aumento
Total Final
Margem
R$
696,78
R$ 2.366,25
R$ 1.380,31
R$ 4.443,34
444,33
R$ 4.887,68
Fonte: Dados conforme estudo.
Faturamento
% Fat
R$
17.312,40
25,24%
R$
23.662,50
34,50%
R$
27.606,25
40,25%
R$
68.581,15
100,00%
6.858,12
R$
75.439,27
88
O quadro oito apresenta as despesas registradas no mês de setembro de dois mil e
quatorze.
Quadro 08 – Despesas de setembro 2014.
Despesas Set/14
Depreciação
Funcionários
10 %Comissão Setembro 2013
Aluguel
Simples 5% do Faturamento
Total
Valor
R$
1.291,67
R$
2.896,67
R$
488,77
R$
500,00
R$
3.771,96
R$
8.949,07
Fonte: Dados conforme estudo.
Depois de exemplificadas as despesas, o software fará o rateio da mesma forma que no
exemplo 1, no entanto, ao invés de utilizar o faturamento médio, utilizará o faturamento e
margem total, já acrescidos do percentual de 10% de estimativa de aumento.
Desta forma os resultados apresentados são os demonstrados na figura 47.
Figura 47 – Rateio despesas mensais – setembro 2014.
Fonte: Sistema de custos proposto.
Cálculo estoque mínimo e máximo - Nesta opção, representada na figura 48, é
possível calcular o estoque mínimo e máximo manualmente. No entanto o software emite
avisos automáticos ao acessar o sistema, informando que é necessário fazer o cálculo do
estoque mínimo e máximo, levando em consideração a quantidade de dias que foi informado
nas validações, no campo “Cálculo Automático”.
89
Figura 48 – Cálculo estoque mínimo e máximo.
Fonte: Sistema de custos proposto.
Conforme Ramos (2014, p. 13) o cálculo do estoque mínimo consiste na divisão por
trinta do resultado da multiplicação da venda média do período pelo número de dias para
reposição.
O estoque máximo dentro do software representa o resultado do estoque mínimo
adicionado do percentual cadastrado nas validações da empresa no campo “Estoque Máximo
(%).
O software permite ser configurado de duas formas, a fim de identificar a venda média
do período. A primeira forma refere-se à média da venda de um período com data inicial e
data final estipulado nas validações, e a segunda refere-se ao período que corresponde a data
final que é data base demonstrada na figura 48, e a data base inicial que corresponde a base
final menos a quantidade de dias informado nas validações no campo “Dias (qtde)”.
Visando demonstrar estes cálculos serão exemplificadas duas situações apresentadas
na sequencia.
Em ambos os casos a estimativa de aumento de vendas é de 10% e o tempo de
reposição para o produto A é de dez dias, para o produto B é de 15 dias e para o produto C é
de 20 dias.
Caso 1 – A configuração cadastrada nas validações gerais é de que a média de vendas
do período irá considerar todas as vendas efetuadas no ano de 2013 e que o estoque máximo
consiste em 20% a mais que o estoque mínimo. A movimentação de notas da empresa teste no
ano de 2013 foi evidenciada no quadro três.
Conforme evidenciado no quadro nove, a soma das vendas do ano de 2013 resulta em
dez mil unidades por produto. Acrescentando no total das vendas a estimativa de aumento e
dividindo pelos 12 meses bases, tem-se a venda média mensal.
90
Sabendo a venda média mensal basta aplicar a fórmula do estoque mínimo que
consiste na multiplicação da venda média pelo tempo de reposição e após divisão por trinta.
Uma vez encontrado o estoque mínimo, basta acrescentar o percentual do estoque
máximo cadastrado nas validações da empresa e encontra-se o estoque máximo em unidades.
Os resultados destes cálculos estão evidenciados no quadro nove.
Quadro 09 – Estoque mínimo e máximo com base na movimentação do ano de 2013.
Produto Venda (un) Estim Aum. (%)Venda Média Tempo Rep. (dias) Est. Mín. Est. Máx. (%) Est. Máx. (un)
A
10.000
10%
916,67
10
306
20%
367
B
10.000
10%
916,67
15
458
20%
550
C
10.000
10%
916,67
20
611
20%
733
Fonte: Dados conforme pesquisa.
A figura 49, apresentada na sequencia, demonstra o relatório de estoque mínimo e
estoque máximo, com data base em 31 de dezembro de 2013.
Figura 49 – Relatório de estoque mínimo e máximo com data base 31/12/2013.
Fonte: Sistema de custos proposto.
Caso 2 – A configuração cadastrada nas validações gerais é de que a média de vendas
do período irá considerar as vendas realizadas até trinta dias antes da data base e que o
estoque máximo consiste em 20% a mais que o estoque mínimo. A simulação apresentada
utilizará as movimentações de notas do período de setembro e estão apresentadas na
sequência no quadro 10.
91
Quadro 10 – Notas lançadas em agosto e setembro 2014.
Produto 1
Data
01/07/2014
01/08/2014
02/08/2014
02/08/2014
10/08/2014
15/08/2014
20/08/2014
30/08/2014
01/09/2014
04/09/2014
06/09/2014
10/09/2014
15/09/2014
16/09/2014
20/09/2014
23/09/2014
25/09/2014
27/09/2014
29/09/2014
30/09/2014
Produto 2
Data
01/07/2014
01/08/2014
02/08/2014
02/08/2014
10/08/2014
15/08/2014
20/08/2014
30/08/2014
01/09/2014
04/09/2014
06/09/2014
10/09/2014
15/09/2014
16/09/2014
20/09/2014
23/09/2014
25/09/2014
27/09/2014
29/09/2014
30/09/2014
Produto 3
Data
01/07/2014
01/08/2014
02/08/2014
02/08/2014
10/08/2014
15/08/2014
20/08/2014
30/08/2014
01/09/2014
04/09/2014
06/09/2014
10/09/2014
15/09/2014
16/09/2014
20/09/2014
23/09/2014
25/09/2014
27/09/2014
29/09/2014
30/09/2014
Tipo
Numero Quantidade Valor Unitário
Compra
14
10 R$ 11,07 Custo
Compra
15
100 R$ 10,00
Compra
16
100 R$ 8,00
Venda
17
100 R$ 25,00
Dev Comp
18
50 R$ 10,00
Compra
19
1200 R$ 12,50
Dev Venda
20
20 R$ 25,00
Venda
21
900 R$ 30,00
Compra
22
132 R$ 13,00
Venda
23
45 R$ 22,00
Venda
24
38 R$ 22,00
Compra
25
100 R$ 9,00
Dev Compra
26
50 R$ 12,50
Compra
27
1000 R$ 9,56
Venda
28
350 R$ 21,00
Venda
29
75 R$ 21,00
Dev Venda
30
20 R$ 12,44
Compra
31
30 R$ 10,00
Venda
32
120 R$ 23,00
Venda
33
735 R$ 22,50
Preço Orientativo
R$
12,17
R$
11,10
R$
10,00
R$
10,00
R$
9,17
R$
13,52
R$
13,46
R$
13,46
R$
13,68
R$
13,68
R$
13,68
R$
12,96
R$
15,75
R$
12,20
R$
12,20
R$
12,20
R$
11,53
R$
11,51
R$
11,51
R$
11,51
Faturamento
Tipo
Numero Quantidade Valor Unitário
Compra
14
20 R$ 23,14 Custo
Compra
15
200 R$ 21,00
Compra
16
100 R$ 19,00
Venda
17
100 R$ 27,00
Dev Comp
18
50 R$ 21,00
Compra
19
1200 R$ 20,50
Dev Venda
20
20 R$ 27,00
Venda
21
900 R$ 30,00
Compra
22
70 R$ 21,00
Venda
23
80 R$ 30,50
Venda
24
35 R$ 31,00
Compra
25
123 R$ 22,00
Dev Compra
26
28 R$ 20,50
Compra
27
40 R$ 20,00
Venda
28
280 R$ 29,00
Venda
29
45 R$ 31,00
Dev Venda
30
20 R$ 30,50
Compra
31
800 R$ 21,00
Venda
32
750 R$ 35,00
Venda
33
303 R$ 28,00
Preço Orientativo
R$
28,93
R$
26,49
R$
25,64
R$
25,64
R$
25,46
R$
25,60
R$
25,60
R$
25,60
R$
25,69
R$
25,69
R$
25,69
R$
26,08
R$
28,76
R$
28,50
R$
28,50
R$
28,50
R$
23,65
R$
25,59
R$
25,59
R$
25,59
Faturamento
Tipo
Numero Quantidade Valor Unitário
Compra
14
30 R$ 33,21 Custo
Compra
15
350 R$ 31,00
Compra
16
108 R$ 53,00
Venda
17
112 R$ 64,60
Dev Comp
18
50 R$ 31,00
Compra
19
1200 R$ 48,00
Dev Venda
20
30 R$ 64,60
Venda
21
835 R$ 61,00
Compra
22
170 R$ 51,50
Venda
23
102 R$ 63,00
Venda
24
89 R$ 61,00
Compra
25
123 R$ 56,00
Dev Compra
26
32 R$ 48,00
Compra
27
40 R$ 55,00
Venda
28
280 R$ 65,75
Venda
29
173 R$ 65,30
Dev Venda
30
20 R$ 63,00
Compra
31
800 R$ 47,50
Venda
32
750 R$ 59,00
Venda
33
391 R$ 61,00
Preço Orientativo
R$
41,52
R$
38,97
R$
45,01
R$
45,01
R$
45,97
R$
57,00
R$
56,77
R$
56,77
R$
58,22
R$
58,22
R$
58,22
R$
59,98
R$
64,84
R$
65,02
R$
65,02
R$
65,02
R$
57,80
R$
58,85
R$
58,85
R$
58,85
Faturamento
Fonte: Dados conforme estudo.
R$
2.500,00
R$
R$
(500,00)
27.000,00
R$
R$
990,00
836,00
R$
R$
R$
7.350,00
1.575,00
(248,90)
R$
R$
2.760,00
16.537,50
R$
2.700,00
R$
R$
(540,00)
27.000,00
R$
R$
2.440,00
1.085,00
R$
R$
R$
8.120,00
1.395,00
(610,00)
R$
R$
26.250,00
8.484,00
R$
7.235,20
R$
R$
(1.938,00)
50.935,00
R$
R$
6.426,00
5.429,00
R$
R$
R$
18.410,00
11.296,90
(1.260,00)
R$
R$
44.250,00
23.851,00
92
Diferentemente do caso um, nesta relação de notas podemos verificar que há
devoluções de venda no período. No calculo do estoque mínimo e máximo os estornos de
devoluções são descontados para se encontrar a quantidade média vendida.
Os resultados encontrados neste caso estão apresentados no quadro onze e na figura
50.
Quadro 11 – Estoque mínimo e máximo com base na movimentação de set/2014.
Produto Venda (un) Dev Venda (un) Estim Aum. (%) Venda Média Tempo Rep. (dias) Est. Mín. Est. Máx. (%) Est. Máx. (un)
A
1.363
20
10%
1.477,30
10
492
20%
591
B
1.493
20
10%
1.620,30
15
810
20%
972
C
1.785
20
10%
1.941,50
20
1.294
20%
1.553
Fonte: Dados conforme pesquisa.
A figura cinquenta representa o relatório de controle de estoque, retirado do software
proposto.
Figura 50 – Relatório de estoque mínimo e máximo com data base 30/09/2014.
Fonte: Sistema de custos proposto.
Neste relatório, além do estoque mínimo e máximo, apresenta também o tempo
cadastrado com necessário para a reposição do produto, bem como o estoque físico e
disponível atual.
4.2.4 Grupo de consultas e resultados
Neste grupo encontram-se as informações geradas pelo software. Estas informações
estão disponíveis por meio de consultas nas telas de lançamento, bem como em telas próprias
do software e, nos relatórios.
As telas específicas de consulta estão agrupadas no menu “Consulta” e divididas em
“Estoque”, “Simulação”, “Metas Totais”, “Metas Usuários” e “Consulta Despesas”.
93
Na consulta de estoque é possível selecionar diversos produtos, ou somente um. Nesta
tela (figura 51), são apresentados o estoque físico e disponível atual.
Figura 51 – Consulta de estoque.
Fonte: Sistema de custos proposto.
Na tela de simulação (figura 52), é possível simular até três situações de venda por
consulta.
Esta funcionalidade tem o intuito de auxiliar os gerenciadores dos estabelecimentos na
tomada de decisão de possíveis vendas diferenciadas, onde o preço de venda ofertado é menor
do que o orientativo e/ou os custos e despesas são maiores.
No momento da seleção do produto, o software já demonstra o preço de venda
orientativo, conforme os cálculos e cadastros realizados dentro do software. Caso a
quantidade informada seja superior ao estoque físico do produto, o software irá informar que
não há saldo suficiente, mas isto não impedirá a simulação.
Além dos custos e despesas já cadastradas no produto, é possível ainda informar um
percentual de custo adicional, bem como um valor de despesa adicional.
A simulação permite ainda selecionar se o cálculo irá considerar as despesas fixas,
despesas variáveis de venda, bem como o custo/despesa adicional.
Após o preenchimento dos dados, é possível gerar os resultados por meio de gráfico
(figura 53) ou por meio de relatório (figura 54).
94
Figura 52 – Consulta – Simulação.
Fonte: Sistema de custos proposto.
A figura 53 representa as informações da simulação geradas, por meio de gráfico.
Figura 53 – Gráfico de consulta simulação.
Fonte: Sistema de custos proposto.
Já a figura 54 representa as informações da simulação, geradas por meio de relatório.
95
Figura 54 – Relatório de consulta simulação.
Fonte: Sistema de custos proposto.
Na consulta de metas totais são demonstradas as metas por empresa bem como os
valores já alcançados e a sua situação, conforme a legenda.
Para metas com percentual alcançado de até 50% a cor é vermelha, de 51 até 75% a
cor é amarela, de 76% até 99,9% a cor é verde, e mais de 99,9% a cor é azul.
Figura 55 – Consulta de metas totais.
Fonte: Sistema de custos proposto.
96
Na tela de metas por usuário (figura 56) é possível acompanhar as metas distribuídas
para o usuário logado. Esta consulta tem o objetivo de dispor ao usuário vendedor um
acompanhamento das metas atribuídas a ele.
Somente são apresentadas nesta tela, as metas atribuídas ao usuário que acessar o
sistema, evitando assim transtorno entre colaboradores por diferenças de metas.
Figura 56 – Consulta de metas por usuário.
Fonte: Sistema de custos proposto.
A consulta de despesas permite aos usuários, visualizarem as despesas, tanto orçadas
como realizadas em determinada competência, conforme demonstra a figura 57.
Figura 57 – Consulta despesas.
Fonte: Sistema de custos proposto.
Os relatórios disponíveis para consulta estão separados conforme as informações.
Alguns relatórios foram apresentados anteriormente para compor os exemplos de cálculos.
97
4.2.4.1 Indicadores gerenciais
Os principais indicadores gerenciais disponíveis aos usuários do software em questão
estão apresentados na sequencia.
Margem de contribuição – As informações de margem de contribuição estão
disponíveis em diversos relatórios, dentre eles é possível destacar o relatório de margem por
nota, que traz a informação da margem separada por produto e por nota, conforme demonstra
a figura 58.
Figura 58 – Relatório de margem por nota de venda
Fonte: Sistema de custos proposto.
Ponto de equilíbrio e margem de segurança – Visando disponibilizar aos usuários a
informação de ponto de equilíbrio, tanto de forma estimada, como de forma realizada, o
usuário deve selecionar a competência do calculo do ponto de equilíbrio e a competência
base. A competência do calculo, consiste na competência em que o software irá buscar os
dados das despesas fixas e a competência base é o período em que serão buscadas as
informações de venda e margem de contribuição.
Além desta seleção, o usuário deverá também selecionar quais os tipos de ponto de
equilíbrio deseja gerar o relatório, podendo ser “Contábil”, “Econômico” e “Financeiro”,
podendo ser todos de uma única vez.
Ao selecionar o ponto de equilíbrio econômico, o usuário deverá também selecionar
qual a forma de cálculo do lucro desejado que poderá ser um percentual sobre os bens
cadastrados, ou um valor informado manualmente, conforme demonstrado na figura 59.
98
Figura 59 – Parâmetros do relatório de ponto de equilíbrio e margem de segurança.
Fonte: Sistema de custos proposto.
O relatório gerado está demonstrado na figura 60.
Figura 60 – Relatório de ponto de equilíbrio e margem de segurança.
Fonte: Sistema de custos proposto.
Os resultados encontrados tomaram como base as despesas já elencadas no quadro
cinco (Despesas de agosto de 2014) e as movimentações de agosto de 2014 demonstradas no
quadro dez e resumidas no quadro doze.
O cálculo do lucro estimado tomou como base os bens demonstrados no quadro seis
(Depreciação mensal).
99
Quadro 12 – Resumo de movimentação 08/2014.
Resumo Margem Agosto
Produto
Valor
1 R$
2 R$
3 R$
Total
R$
15.795,12
6.168,09
6.922,21
28.885,42
Faturamento
R$
29.000,00
R$
29.160,00
R$
56.232,20
R$ 114.392,20
Fonte: Dados conforme pesquisa.
Custos – Assim como a informação de margem de contribuição, os custos também
encontram-se disponíveis em diversos relatórios, no entanto o relatório de custo do produto
(figura 61) e relatório de CMV (figura 62) são os que apresentam esta informação como
principal.
Figura 61 – Relatório de custos por item.
Fonte: Sistema de custos proposto.
Na sequencia está apresentado um dos relatórios de custos, disponíveis dentro do
software proposto.
100
Figura 62 – Relatório de custos das mercadorias vendidas.
Fonte: Sistema de custos proposto.
Rotatividade de estoque - Os indicadores de rotatividade de estoque evidenciado na
figura 63, foram encontrados utilizando como base as informações evidenciadas no quadro
dez. O cálculo está detalhado no quadro 13, apresentado a seguir.
Quadro 13 – Cálculo de rotatividade de estoque de 01/08/2014 a 31/08/2014.
Produto
Est. Inicial
1
2
3
10
20
30
Est. Final Est. Médio
Venda
Dev Venda
Rotativ.
380
195
1000
20
5,03
490
255
1000
20
3,84
721
375,5
947
30
2,44
Fonte: Dados conforme pesquisa.
A figura sessenta e três representa o relatório de rotatividade, estoque médio e
quantidades vendidas, disponível dentro do software proposto.
Figura 63 – Relatório de rotatividade do estoque.
Fonte: Sistema de custos proposto.
101
Resultado do exercício – O relatório de análise de resultado possibilita ao usuário
verificar seu resultado por meio de uma estrutura de DRE podendo ser com as despesas
orçadas ou despesas realizadas. Além de uma visualização prévia do resultado da empresa, é
possível verificar também a proporção de cada despesa com a receita do período através do
percentual apresentado ao lado do valor das mesmas.
Os dados utilizados para a geração do relatório de analise de resultado evidenciado na
figura 64 são os dados de despesas e movimentação de notas apresentados anteriormente nas
datas que vão de 01/08/2014 até 31/08/2014. A opção utilizada para a definição das despesas
foi de selecionar as despesas orçadas.
Figura 64 – Relatório de análise de resultado.
Fonte: Sistema de custos proposto.
Visando facilitar o entendimento das informações geradas, o software também dispõe
de relatórios em forma de gráfico e que estão demonstrados na sequencia.
102
Figura 65 - Gráfico de despesas do período
Fonte: Sistema de custos proposto.
O gráfico de despesas do período tem por objetivo demonstrar de forma clara, a
proporção de desembolso por cada despesa tipo de despesa. Nos seus parâmetros é possível
definir o período a ser demonstrado, bem como as despesas que irão compor o gráfico.
Figura 66 - Gráfico de despesas orçadas X realizadas
Fonte: Sistema de custos proposto.
103
O relatório gráfico de despesas orçadas X realizada apresenta os valores das despesas
orçadas em comparação com as despesas realizadas de fato. As despesas orçadas são
apresentadas em vermelho e as realizadas em verde.
Figura 67 - Gráfico de margem por item
Fonte: Sistema de custos proposto.
O gráfico de margem total por item permite uma melhor visualização da margem dos
produtos, bem como analisar a ordem dos produtos que mais contribuem para o pagamento
das despesas mensais e geração do resultado da organização dentro de determinado período.
Além das informações apresentadas ainda existem outros relatórios que permitem a
melhor visualização das movimentações e rotinas cadastradas, mas que sozinhos não podem
ser considerados como indicadores gerenciais. Dentre estes relatórios pode-se citar o de
controle de metas, de vendas por período, vendas por cliente, compra por cliente, etc. Neste
sentido o relatório de notas por configuração também permite a retirada de diversas
informações que podem contribuir para a tomada de decisões, como por exemplo a
104
quantidade de compras e vendas por fornecedores e clientes e o total de devoluções no
período.
Figura 68 - Filtro do relatório de notas por configuração
Fonte: Sistema de custos.
Os filtros disponíveis para a emissão do relatório de notas por configuração estão
apresentados na figura 68.
Figura 69 - Relatório de notas por configuração
Fonte: Sistema de custos.
As informações geradas pelo relatório foram evidenciadas na figura 69.
105
4.3 OUTRAS INFORMAÇÕES DE OPERACIONALIZAÇÃO DO SOFTWARE
O software foi desenvolvido com o intuito de gerar informações gerenciais relevantes
a gestão da organização comercial, no entanto, além deste propósito, o mesmo também visa
facilitar as operações de seus usuários.
Por esse motivo, além do desenvolvimento de telas de cadastros e lançamentos com
campos e nomenclaturas sugestivas, também foi disponibilizado no menu “Utilitário”
algumas funções que tornam mais ágeis a atualização dos dados cadastrados.
Dentre elas pode-se citar a tela de edição de produtos (figura 70), onde é possível
alterar dados como tempo de reposição, margem de lucro, estoque mínimo, estoque máximo,
etc., com base nos filtros por item inicial e final e/ou por grupo, marca e linha de produto.
Figura 70 – Utilitário – editar produtos.
Fonte: Sistema de custos proposto.
O software foi desenvolvido utilizando a linguagem pascal de programação, por meio
do aplicativo Delphi que é um aplicativo que possui diversos recursos gráficos que facilitam a
programação, tendo o banco de dados gerenciado pelo firebird. O Firebird é responsável por
buscar e armazenar os dados no arquivo de banco de dados quando o software solicita.
106
CONCLUSÃO
No decorrer do estudo apresentado, procurou-se aprofundar e aperfeiçoar os
conhecimentos construídos no decorrer do Curso de Ciências Contábeis no que se refere a
contabilidade de custos, especificadamente custos na atividade comercial, baseado
inicialmente em consulta de bibliografias, legislações, normas, situações práticas, entre outras.
Esta etapa do estudo é a base para o aprofundamento do conhecimento sobre o tema, além de
contribuir na formação da problemática e dos objetivos do estudo. Neste sentido, pode-se
dizer o quanto é importante esta pesquisa do que já foi publicado sobre o assunto por outros
estudiosos do mesmo.
Pode-se constatar que a contabilidade de custos aplicada a atividade comercial é pouco
contemplado no que diz respeito a estudos e publicações, por se tratar de uma atividade que
possui maior facilidade de reconhecimento de custos, que propriamente dito é somente o
calculo do custo de aquisição das mercadorias. Porém, existe uma relação de despesas que
incorrem mensalmente nas empresas comerciais, as quais necessitam de controles e
gerenciamentos, que interferem diretamente no resultado do negócio.
Por outro lado este ramo possui a maior quantidade de micro e pequenas empresas no
Brasil, e que possuem as mesmas características organizacionais, aumentando a
competitividade entre elas, exigindo assim um eficiente gerenciamento de seus recursos a fim
de garantir sua permanência no mercado. Estas situações, dentre outras reforçam a
importância de estudos nesta área.
Após a limitação do tema e a definição de alguns conceitos técnicos, buscou-se
analisar a atividade comercial, por meio de consultas ao referencial teórico, a fim de tornar
possível um esboço inicial de um software capaz de englobar o maior número possível de suas
operações.
Além das consultas de estudos já realizados sobre o tema por outros autores, algumas
vivências profissionais, proporcionaram a visualização de operações não muito comuns nos
ramos comerciais mais conhecidos, como por exemplo, a movimentação de produtos com
entregas futuras, seja por meio de pedidos, contratos e/ou notas fiscais com operações
específicas para estes casos, ou ainda com mercadorias remetidas em consignação, podendo
gerar uma compra futura ou não.
Durante o desenvolvimento do software percebeu-se que existem diversas
particularidades por tipos diferentes de atividades comerciais e que não há uma configuração
única capaz de atender a toda a atividade comercial, se fazendo necessária a existência de
107
campos configuráveis que deverão ser preenchidos conforme cada organização. Desta forma
verificou-se que os dados mais relevantes para a geração dos indicadores gerenciais de custos
são as opções da organização, sejam elas regidas por normas tributárias, técnicas ou internas.
A possibilidade de configurar a organização de diversas formas com infinitos tipos de
movimentação de produtos e o controle de dois tipos de estoque permite as organizações
terem um maior controle de suas mercadorias, bem como no custo das mesmas.
Durante os testes realizados foi possível verificar o correto funcionamento das
configurações e opções selecionadas pelos usuários, seja nos lançamentos, nos cálculos e na
geração dos relatórios. Esta verificação, aliada aos controles de direitos de acesso que é feita
por usuário, oferece aos usuários das informações geradas pelo software um elevado grau de
confiança nas mesmas.
Além dos indicadores gerenciais apresentados, o software dispõe da possibilidade de
emissão de relatórios com dados adicionais específicos que aliados aos indicadores aumentam
significativamente as informações geradas aos gestores.
Conclui-se desta forma que ao manter o software configurado conforme as
necessidades da organização e com as movimentações sempre atualizadas, o mesmo atende ao
seu principal objetivo que é gerar informações gerenciais confiáveis e tempestivas, capazes de
auxiliar os gerenciadores na tomada de decisão.
Ao final do trabalho, posso afirmar que obtive maior conhecimento intelectual, técnico
contábil e gerencial voltado a custos no ramo comercial, bem como passei a analisar de outra
forma algumas rotinas básicas efetuadas em organizações, que não possuem os controles que
deveriam. Esta nova visão me incentivou a destinar maior esforço e atenção a esta área, que
possui um grande gargalo gerencial e necessita de profissionais capacitados e dispostos a
aplicar métodos de controles e gerenciamento, a fim de, garantir a lucratividade e longevidade
das organizações.
108
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___.Instrução Normativa SRF nº 162, de 31 de dezembro de 1998. Fixa prazo de vida útil
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05 de jun. de 2014.
109
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Regulamento
do
Imposto
de
Renda
-
RIR/99
(Decreto n º 3.000, de 26 de março de 1999 ). Regulamenta a tributação, fiscalização,
arrecadação e administração do Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza.
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05 de jun. de 2014.
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de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras (Reintegra); dispõe sobre a redução do
Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) à indústria automotiva; altera a incidência das
contribuições previdenciárias devidas pelas empresas que menciona; altera as Leis no 11.774,
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