Sistema Mineiro de Inovação - Simi
inove em
Minas
inove em Minas
Índice
Minas Gerais em Números
Introdução
Governador do Estado de Minas Gerais
Secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior
Secretário de Desenvolvimento Econômico
Por que Inovar em Minas Gerais?
Instituições de Ensino e Pesquisa
Profissionais Qualificados
O Ambiente de Inovação em Minas Gerais
O Sistema Mineiro de Inovação
Fapemig
Propriedade Intelectual
Parques Tecnológicos
Incubadoras de Empresas de Base Tecnológica
Padrão de Inovação das Empresas Mineiras
A Economia Mineira
Qualidade de Vida
Setores Estratégicos: Oportunidades de
Investimentos em Inovação
Agronegócio
Automotivo
Biotecnologia
Econegócios
Eletroeletrônico
Energia
Mínero-metalúrgico
Tecnologia da Informação
04
05
06
07
08
08
14
17
19
21
23
25
25
27
29
31
32
35
37
39
42
44
46
48
50
O Governo de Minas Gerais:
Estado para Resultados
51
Inove em Minas: Programa de Instalação
de Centros de P&D em Minas Gerais
53
Como Entrar em Contato com o Estado
Glossário de Siglas e Abreviaturas
54
55
3
Minas Gerais em números
Brasília
Belo Horizonte
Rio de Janeiro
São Paulo
Economia
PIB
R$237 bilhões1
PIB per capita
R$11.0281
5,8%1
Composição da atividade econômica (2007)
Crescimento do PIB (termos
reais)
Serviços
60%
Importações
US$10,5 bilhões2
Indústria
32%
Exportações
US$24,4 bilhões2
Agropecuária
8,4%
População economicamente
ativa3
10.696.0004
População economicamente
ativa (Região Metropolitana
de Belo Horizonte)
2.523.0005
Fonte:
Fundação João Pinheiro
Universidade Federais
11
Universidades Estaduais
2
Institutos Tecnológicos
9
Fonte:
Ministério da Educação
Área territorial
586.648,7 km2
Capital
Belo Horizonte
4
Fontes:
1. 2007 - Resultados preliminares – Fundação João Pinheiro
2. Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio
Exterior (MDIC) - 2008
3. Pessoas com 10 anos ou mais de idade
4. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
– Pesquisa Mensal de Emprego (PME) Maio/2009
5. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD)
- 2007
Introdução
inove em Minas
Introdução
Foto: Omar Freire/Imprensa MG
Governador do Estado de Minas Gerais
A chamada economia do conhecimento, que se estrutura
progressivamente
no mundo contemporâneo, está deslocando o eixo do desenvolvimento e da
Governador Aécio Neves
geração de riqueza
dos segmentos produtivos tradicionais — intensivos em matéria-prima, capital e trabalho
— para aqueles que geram produtos e serviços
com alto conteúdo tecnológico e conhecimento, em geral com muito mais valor agregado.
Nesse processo, a inovação, que cada vez mais
é o grande desafio, conquistou todas as agendas e tornou-se uma questão de sobrevivência
no nosso tempo.
“A meta é criar as condições necessárias para
transformar o conhecimento, uma riqueza potencial, em benefícios representados por mais produtividade, qualidade e competitividade”
E este desafio é ainda maior e mais decisivo
porque, ao avançarmos da sociedade industrial
para a pós-industrial, vivemos um momento de
mudanças de paradigmas, na qual o conhecimento é o fator decisivo, e a inovação o processo mais importante. Como todo momento de
mudanças profundas, há risco e oportunidade.
O risco é representado pela velocidade que caracteriza as transformações que vêm ocorrendo, podendo aumentar de maneira inédita o
fosso que separa os países líderes dos países
emergentes, como o Brasil. Por outro lado, am-
pliam-se as oportunidades com as novas regras
e com a participação crescente dos novos fatores de produção.
O Estado de Minas Gerais — sintonizado com
as exigências da globalização, inclusive com a
velocidade possível para não perder o “timing”
— está conduzindo esse novo momento com
ações concretas para a sociedade. A meta é
criar as condições necessárias para transformar
o conhecimento, uma riqueza potencial, em
benefícios representados por mais produtividade, qualidade e competitividade, resultando em
mais emprego e melhores salários, mais renda
e mais divisas.
Tomamos algumas decisões estratégicas para
acelerar a inovação e fazê-la acontecer em
nosso estado, entre elas duas consideradas fundamentais: a expansão da Secretaria de Estado
de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e a
determinação de repassar, de forma inédita na
nossa história, o que prevê a Constituição Mineira - 1% da receita corrente líquida do Estado - à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). Com isso, não
só ampliamos muito o nosso apoio à pesquisa
mineira, mas investimos também em projetos
e programas de inovação com parcerias muito
vigorosas, tanto no segmento público, quanto
no privado.
Com uma política avançada de apoio à ciência, tecnologia e inovação, e de fortalecimento da nossa pós-graduação, estamos convictos
de estar trilhando o caminho certo para Minas
Gerais contribuir ainda mais para o desenvolvimento do Brasil.
5
inove em Minas
Introdução
Foto: Lucia Sebe/Secom-MG
Secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior
As experiências bemsucedidas de países e
regiões ao longo da
história nos ensinam
que, para evoluir na
direção de uma realidade mais rica e
menos desigual, é necessário encontrar um
equilíbrio entre o cresAlberto Duque Portugal
cimento econômico, a
distribuição de renda
e a preservação ambiental. Atingir esse equilíbrio,
também chamado de desenvolvimento sustentável,
é o maior desafio para todos os Estados modernos,
que através do planejamento e da gestão pública
procuram estabelecer uma harmonia entre forças
aparentemente conflitantes. A experiência histórica
nos diz que a força propulsora do desenvolvimento
sustentável é a inovação. Desenvolvimento e inovação são dois fenômenos interdependentes, que se
influenciam mutuamente e criam as condições para
os países atingirem sua maturidade social. Minas
Gerais é um Estado cujas vocações produtivas são
fortemente conectadas com as principais trajetórias
de inovação tecnológica mundiais. As empresas de
agronegócio, softwares e metal-mecânica pertencem
a setores econômicos extremamente propícios às
inovações tecnológicas advindas da biotecnologia,
tecnologias da informação e a nanotecnologia.
Com a visão de que o sucesso da inovação exige a articulação de diferentes competências, as Secretarias
de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e de Desenvolvimento Econômico vem realizando projetos
conjuntos com o objetivo de fortalecer o ambiente
de inovação do Estado de Minas Gerais. O principal
foco da política pública e da atuação do Estado é a
construção de uma “ponte entre ciência e mercado”,
que se constitui em elemento decisivo para um sistema de inovação orgânico e interativo.
Um desafio constante do governo de Minas Gerais
é a consolidação do seu sistema de inovação, que
promove a integração entre instituições, pesquisadores e as empresas inovadoras que se instalam em
6
nosso Estado. Instituído com a missão estratégica de
proporcionar um ambiente propício à inovação no
Estado de Minas Gerais, o Programa Simi (Sistema
Mineiro de Inovação) cria uma nova dinâmica entre
os atores de inovação locais, aumentando substancialmente sua interação. O Simi promove interações
entre pesquisadores, empresas e governo, alinhando
demandas, ofertas tecnológicas e recursos de fomento à inovação. O Programa tem foco no desenvolvimento regional e setorial, com a estruturação de
Arranjos Produtivos Locais, Polos de Excelência e
Polos de Inovação, na formação profissional, com
atuação nas instituições de ensino, e na ampliação
da capacidade de inovação das empresas mineiras.
Entre as ações do Simi, os Encontros de Inovação
promovem reuniões presenciais entre empresários e
pesquisadores de setores específicos, com o objetivo
de fazer o encontro entre demandas técnicas e soluções tecnológicas. Tudo isso suportado por um portal
em web 2.0, que já possui mais de 1.000 participantes em sua rede de inovação.
Uma das iniciativas mais relevantes que compõe o
Simi é o Programa “Inove em Minas”. Esse programa
visa consolidar as pontes entre ciência e mercado
em nosso Estado, ressaltando as diversas vantagens
competitivas que o sistema de inovação mineiro possui para empresas intensivas em inovação que se interessem em instalar seu centro de P&D no Estado.
O programa foi estruturado a partir de um estudo de
práticas mundiais, cujo principal objetivo era levantar as características mais relevantes de um ambiente
propício à inovação para as empresas, consolidá-los
e aplicá-los na forma de uma política pública.
Essas características do sistema de inovação mineiro,
associadas às políticas de integração universidadeempresa promovidas especialmente pela Fapemig,
potencializam a eficiência e o retorno de investimentos privados em pesquisa e desenvolvimento.
Esse documento possui o objetivo de apresentar de
forma estruturada e objetiva as características e políticas públicas que tornam Minas Gerais atrativo para
esses investimentos fundamentais para o desenvolvimento econômico sustentável para orientar a tomada de decisão das empresas e centros de pesquisa.
Introdução
inove em Minas
Secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico
Foto: Wellington Pedro
A Secretaria de Estado
de Desenvolvimento
Econômico
(SEDE)
está firmemente empenhada em atuar na
atração de investimentos que realmente
venham agregar valor
e conteúdo tecnológico ao parque indusSérgio Barroso
trial mineiro. Nossa
orientação ao Instituto de Desenvolvimento Integrado (INDI), que é a
porta de entrada do investidor em Minas Gerais, é
trabalhar para buscar investimentos em tecnologia
de ponta, no país e no exterior, e nesse sentido já
estamos colhendo resultados bastante significativos.
A conclusão do Aeroporto Indústria, cujas obras
estão em ritmo acelerado, no Aeroporto Internacional Tancredo Neves (AITN), o primeiro no Brasil a obter credenciamento da Receita Federal para
operar como aeroporto industrial, vai possibilitar
a inserção de Minas Gerais em um novo contexto
no comércio exterior. O Estado passará a contribuir
para a expansão das exportações e das importações
por via aérea, modal de transporte responsável por
mais de 40% do comércio mundial em valor, e assim poderá ingressar na chamada Nova Economia.
No Aeroporto Industrial, cujos lotes serão licitados
pela Infraero em parceria com o Governo de Minas, serão instaladas empresas com atuação na área
de tecnologia de ponta, que fabricarão produtos de
alto valor agregado para diferentes mercados mundiais (“global supply chain”), desfrutando de regime
especial de tributação. Além dessa iniciativa, que
integra o Projeto Estruturador “Inserção das Empresas Mineiras no Mercado Internacional”, estamos
apoiando também a expansão de vários Arranjos
Produtivos Locais, bem como a Zona de Processamento da Exportação (ZPE) de Teófilo Otoni, no
Vale do Mucuri.
O programa “Inove em Minas”, sob a responsabilidade da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia
e Ensino Superior (SECTES), terá, portanto, apoio
irrestrito do Sistema Operacional de Desenvolvimento Econômico na disponibilização de toda a infra-estrutura que estiver ao nosso alcance para que
possa abrigar iniciativas que visem o cumprimento
de suas metas, entre elas a instalação de centros de
Pesquisa e Desenvolvimento visando a busca permanente da inovação na cadeia produtiva.
Vale lembrar que a SECTES e a SEDE, além da Secretaria de Estado de Educação (SEE) e da Secretaria de Desenvolvimento Social (SEDESE), estão
atuando em conjunto na implementação do Pólo
de Aviação Civil na Região Metropolitana de Belo
Horizonte, programa que conta ainda com a participação da Agência Nacional de Aviação Civil
(Anac), na formação de profissionais de nível superior e médio para o setor aeronáutico e criação de
um Centro de Capacitação Aeroespacial na cidade
de Lagoa Santa.
“A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (SEDE) está firmemente empenhada em atuar
na atração de investimentos que realmente venham
agregar valor e conteúdo tecnológico ao parque industrial mineiro.”
Inúmeras outras iniciativas em curso colocarão Minas em outro patamar de tecnologia, no planejamento da expansão ordenada em termos urbanísticos e ambientais do Vetor Norte da RMBH, com
repercussão em todo o Estado, na produção de bens
e serviços, no processamento de alimentos, contribuindo para o aumento do PIB estadual, geração de
empregos qualificados e melhoria das condições de
vida dos mineiros.
7
Por que
Inovar em
Minas Gerais?
Minas Gerais é referência nacional em Instituições de
Ciência e Tecnologia (ICTs), que são representadas por
universidades e institutos tecnológicos. O Estado conta
com 11 universidades federais, 2 universidades estaduais e 9 institutos tecnológicos. A excelência na qualificação de pesquisadores e da atividade de pesquisa
torna algumas dessas instituições referência para as
atividades de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) de
seu entorno produtivo.
dos profissionais formados no Estado. Entre as 10 melhores instituições de ensino superior do Brasil, 4 são
mineiras. Estas instituições obtiveram conceito máximo na avaliação de qualidade realizada pelo Ministério da Educação. Minas é o terceiro Estado em número de pesquisadores doutores, representando 9,6%
do total do país e responde, ainda, por 10% das linhas
e 9,4% dos grupos de pesquisa, posicionando-se em
quarto lugar no cenário nacional nestes quesitos.
A formação de um ambiente competitivo para a inovação tecnológica depende de recursos humanos e
infra-estrutura diferenciados. A inovação no século
XXI requer a existência de instituições locais com
forte capacidade de se conectar aos desenvolvimentos
tecnológicos e científicos existentes em todo o mundo, e que consigam transbordar essas conexões para
as empresas inovadoras que constituem seu entorno
produtivo.
A presença de ICTs de excelência em Minas Gerais
possibilita a realização de diversas formas de interações entre estas instituições e o setor produtivo. Um
indicador desse potencial é a elevada representatividade nacional das patentes de universidades mineiras, que correspondem a 17% do total de patentes
de universidades brasileiras no Instituto Nacional da
Propriedade Industrial (INPI). A qualidade da produção científica e dos profissionais mineiros revela um
elevado potencial de criação de novos produtos ou
melhoria das técnicas produtivas em diversas áreas, o
que pode gerar benefícios para as empresas, instituições, pesquisadores e para a sociedade como um todo.
O ambiente de inovação em Minas Gerais se destaca
nacionalmente devido à qualidade de suas instituições
de ensino e pesquisa, de seus institutos tecnológicos e
Grupos de pesquisa Linhas de pesquisa Pesquisadores* Doutores* Patentes de Universidades
Minas Gerais 2.135
8.509
15.842
7.405
462
Brasil
22.797
86.075
159.948
76.936
2.664
MG/BR
9%
10%
10%
10%
17%
*Ligados a grupos de pesquisa
8
Por que inovar em Minas Gerais?
Instituições de Ensino e
Pesquisa
IGC (por
faixas)**
3
UFMG
5
4
Ufla
5
6
UFTM
5
7
UFV
5
13
Unifal-MG
4
16
Unifei
4
18
UFU
4
UFVJM
Uemg
20
UFJF
4
24
Ufop
4
A qualidade das universidades mineiras, em relação à pesquisa e à
formação de profissionais, é um fator capaz de potencializar o retorno
dos investimentos em P&D realizados no Estado. Essas instituições se
destacam pela realização de conexões com o setor produtivo local para
cooperação no desenvolvimento de novos produtos ou para transferência tecnológica. As patentes de universidades mineiras representam
17% do total nacional, o que indica o potencial de transbordamento do
conhecimento científico gerado no Estado para o setor empresarial.
UFU
Universidades Mineiras
Posição no Instituição
ranking
de Ensino
nacional
Superior
- 2008*
As universidades em Minas Gerais
Unimontes
inove em Minas
UFTM
UFSJ
UFMG
26
UFVJM
4
Ufop
28
UFSJ
4
Unifal
Unifei
UFV
UFJF
44
Unimontes
4
75
Uemg
3
Ufla
A seguir, são apresentadas quatro das universidades de maior destaque
em Minas Gerais, de acordo com o número de depósitos e patentes e
segundo o ranking das melhores universidades do Brasil realizado pelo
Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio
Teixeira), do Ministério da Educação, para o ano de 2008.
UFMG
* No total de 178 instituições de ensino
superior.
** O Índice Geral de Cursos da Instituição (IGC)
é um indicador de qualidade de instituições
de educação superior calculado a partir dos
resultados do Exame Nacional de Desempenho
dos Estudantes (Enade), para a graduação, e
da nota Coordenação de Aperfeiçoamento de
Pessoal de Nível Superior (Capes), para a pósgraduação. As faixas do IGC vão de 0 a 5.
Localizada na cidade de Belo Horizonte, a Universidade Federal de
Minas Gerais (UFMG) é a segunda maior universidade federal do país
e a terceira melhor instituição brasileira de ensino superior. Na área de
biotecnologia a UFMG é reconhecida como um dos mais promissores
polos de pesquisa em emergência no mundo. A universidade está localizada a aproximadamente 600 km da cidade de São Paulo e a 450
km do Rio de Janeiro.
Pesquisadores
3.417
Pesquisadores Doutores
2.610
Grupos de pesquisa
630
Linhas de pesquisa
2.559
Principais
Aeroespacial
Ambiental
áreas
tecnológicas Ciências Biológicas e da Saúde
Ciências Exatas e Computação
Ciências Agrárias
Engenharias: Civil, de Controle e Automação, de Minas, Elétrica, Mecânica, Metalúrgica e Química.
9
inove em Minas
Por que Inovar em Minas Gerais?
UFV
UFLA
A Universidade Federal de Viçosa (UFV) é reconhecida principalmente pela excelência nas áreas de
ciências agrárias e exatas, constituindo-se em uma
das instituições mais importantes para as atividades
de P&D do agronegócio no Estado e no Brasil. Em
2008, a instituição obteve o 7° lugar entre as melhores universidades brasileiras, e o terceiro em Minas Gerais. A universidade está localizada a aproximadamente 230 km de Belo Horizonte, 650 km da
cidade de São Paulo e a 340 km do Rio de Janeiro
A Universidade Federal de Lavras (Ufla) é referência em ciências agrárias no Estado de Minas Gerais.
Posicionada em 4° lugar entre as melhores instituições de ensino superior brasileiras, a Ufla tem
uma produção científica de aproximadamente 3000
publicações por ano. A universidade está localizada a aproximadamente 250 km de Belo Horizonte,
380 km da cidade de São Paulo e 415 km do Rio de
Janeiro.
Pesquisadores
495
Pesquisadores
1.218
Pesquisadores Doutores
452
Pesquisadores Doutores
1.016
Grupos de pesquisa
69
Grupos de pesquisa
232
Linhas de pesquisa
393
Linhas de pesquisa
1.100
Principais
Ciências Agrárias
áreas
Ciências Biológicas e da Saúde
tecnológicas Ciências Exatas
Ciências Tecnológicas
Principais
Ciências Agrárias
áreas
Ciências Biológicas
tecnológicas Medicina Animal
Engenharias: Agrícola, Florestal e
de Alimentos
Ciências Exatas
UFU
Universidades mineiras com depósitos de
patentes
Posicionada entre as 20 melhores instituições de ensino do Brasil, a Universidade Federal de Uberlândia (UFU) possui excelência na área de Biomédicas
e é a terceira Universidade em Minas em depósitos
de patentes. A universidade está localizada a aproximadamente 540 km de Belo Horizonte, 590 km
da cidade de São Paulo e 940 km do Rio de Janeiro.
Universidade
Número de depósitos
de patentes*
UFMG
278
UFV
63
UFU
37
Ufop
34
Ufla
21
Pesquisadores
976
UFJF
17
Pesquisadores Doutores
700
Unifei
7
Grupos de pesquisa
190
Unifal-MG
3
Linhas de pesquisa
749
UFSJ
2
* Depósitos de patente no Instituto Nacional da Propriedade
Intelectual – INPI. Período: 1992-2009
Patentes com as universidades em questão como depositantes.
10
Principais
Biologia
áreas
Ciências Biomédicas
tecnológicas Física
Química
Ciências Agrárias
Genética
Bioquímica
Por que Inovar em Minas Gerais?
inove em Minas
Outras universidades públicas mineiras
Universidades
Localização
Universidade Federal de Juiz Juiz de Fora
de Fora
(UFJF)
Pesquisa- Linhas de Principais áreas
dores
pesquisa tecnológicas
Distância
das principais capitais
798
647
Bioquímica, Engenharias Computacional e
Elétrica
BH: 280 km
RJ: 180 km
SP: 460 km
Universidade Federal do
Triângulo Mineiro
(UFTM)
Uberaba
495
393
Biomedicina, Ciências
BH: 300 km
Biológicas e da Saúde,
RJ: 720 km
Ciências Exatas, Enge- SP: 850 km
nharias Mecânica, Civil,
Ambiental, de Alimentos, Elétrica e Química
Universidade Federal de
Ouro Preto
(Ufop)
Ouro Preto
311
270
Ciência da Computação, BH: 115 km
Engenharia de Minas e RJ: 400 km
Metalúrgica
SP: 610 km
261
215
Engenharias Elétrica,
Telecomunicações e de
Alimentos
BH: 200 km
RJ: 330 km
SP: 470 km
Universidade do Estado de
Minas Gerais
(Uemg)
Belo Horizonte 260
185
Design
RJ: 450 km
SP: 600 km
Universidade Estadual de
Montes Claros
(Unimontes)
Montes Claros
238
99
Ciências Biológicas e da BH: 430 km
Saúde
RJ: 850 km
Ciências Agrárias
SP: 980 km
Ciências Exatas
Universidade Federal de
Itajubá
(Unifei)
Itajubá
214
251
Ciências Exatas,
Engenharia Mecânica,
Engenharia de Sistemas e Tecnologia da
Informação, Sistemas
Elétricos e Energia
Universidade Federal dos
Vales do Jequitinhonha e
Mucuri
(UFVJM)
Diamantina
200
217
Engenharias Ambiental, BH: 300 km
Florestal e Hídrica
RJ: 720 km
SP: 850 km
Universidade Federal de
Alfenas
(Unifal)
Alfenas
176
124
Engenharias Ambiental
e Química
Universidade Federal de São São João DelRey
João Del-Rey
(UFSJ)
BH: 450 km
RJ: 300 km
SP: 260 km
BH: 350 km
RJ: 460 km
SP: 310 km
11
inove em Minas
Por que Inovar em Minas Gerais?
Institutos e Centros Tecnológicos
Os institutos tecnológicos localizados em Minas
Gerais reforçam a conexão entre a pesquisa e a
realidade empresarial, com foco em diversas áreas
voltadas para o setor produtivo estadual e nacional. A realização de pesquisas aplicadas possibilita
redução dos custos de desenvolvimento de novos
produtos das empresas instaladas no Estado parceiras dessas instituições.
Embrapa
(Milho e Sorgo)
Cetec
Epamig
Embrapa
Fiocruz
(Gado de Leite)
CDTN
Cefet
Funed
Inatel
EMBRAPA
A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
(Embrapa) tem um importante papel no desenvolvimento sustentável do agronegócio brasileiro,
gerando, adaptando e transferindo conhecimento e tecnologias a diversas regiões. A instituição
possui duas unidades em Minas Gerais, a Embrapa
Gado de Leite e a Embrapa Milho e Sorgo. Além
de possuir excelência no desenvolvimento de novas
tecnologias aplicadas à agropecuária, a Embrapa se
destaca pela capacidade de estabelecimento de parcerias com o setor privado em projetos conjuntos
de inovação e transferência tecnológica. A Embrapa Milho e Sorgo está localizada na cidade de Sete
Lagoas, a aproximadamente 60 km de Belo Horizonte. A Embrapa Gado de Leite está localizada na
cidade de Juiz de Fora, a 280 km da capital mineira.
Principais
Sistemas de produção de milho e
áreas
sorgo, Produção Animal, Recurtecnológicas sos Forrageiros e Meio Ambiente, Agronegócio do Leite, Saúde
Animal e Qualidade do Leite.
EPAMIG
A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) é a principal instituição de execução
de pesquisa agropecuária de Minas. Tem a função
de apresentar soluções para o complexo agrícola,
gerando capacitação técnica, serviços especializados, alternativas tecnológicas e insumos qualificados compatíveis com a demanda do mercado. A
empresa está localizada na cidade de Belo Horizonte, e possui 5 unidades regionais, nas cidades de Lavras, Uberaba, Prudente de Moraes, Viçosa e Nova
Porteirinha. Além das unidades, a Epamig possui
25 fazendas experimentais, 2 núcleos de ensino, 4
núcleos tecnológicos e 2 estações experimentais.
Pesquisadores
185
Pesquisadores Doutores
114
Grupos de pesquisa
18
Linhas de pesquisa
126
Principais
Agroenergia, Aquicultura, Cafeiáreas
cultura, Floricultura, Fruticultura,
tecnológicas Grandes Culturas, Oleicultura, Pesquisa em Bovinos, Processamento
Agroindustrial, Silvicultura e Meio
Ambiente.
FIOCRUZ
O Centro de Pesquisa René Rachou (CPqRR), uma
Unidade Regional da Fiocruz, tem como objetivo dar
apoio estratégico às atividades do Sistema Único de
Saúde (SUS), por meio de atividades integradas de
pesquisa na área de saúde, formação de recursos humanos e prestação de serviços à população. A instituição está localizada na cidade de Belo Horizonte.
Pesquisadores
215
Pesquisadores
203
Pesquisadores Doutores
147
Pesquisadores Doutores
155
Grupos de pesquisa
15
Grupos de pesquisa
15
Linhas de pesquisa
108
Linhas de pesquisa
106
12
Por que Inovar em Minas Gerais?
Principais
Biologia Celular e Molecular, Doáreas
enças Infecciosas e Parasitárias, e
tecnológicas Saúde Coletiva.
INATEL
O Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel)
é o pioneiro na pesquisa nas áreas de Engenharia
Elétrica e Telecomunicações no Brasil. A instituição possui parcerias com empresas privadas,
realizadas a partir da Lei da Informática. Está localizada na cidade de Santa Rita do Sapucaí, a
410 km de Belo Horizonte.
Pesquisadores
142
Pesquisadores Doutores
14
Grupos de pesquisa
40
Linhas de pesquisa
13
Principais
Eletrônica, Controle e Automaáreas
ção, Comunicação Digital, Rádio
tecnológicas Freqüência e Microondas, Física
e Química, Telefonia, Redes de
Computadores, Transmissão Digital,
Sistemas Celulares e Desenvolvimento de Software.
inove em Minas
Pesquisadores
105
Pesquisadores Doutores
51
Grupos de pesquisa
13
Linhas de pesquisa
62
Principais
Tecnologia Mineral, Tecnologia
áreas
Metalúrgica e de Materiais, Biotecnológicas tecnologia, Tecnologia Ambiental,
Metrologia e Ensaios e Informação
Tecnológica.
CDTN
O Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN) está localizado na UFMG, em Belo Horizonte. Desenvolve diversas atividades e projetos
relativos à aplicação de técnicas nucleares, como o
recebimento, tratamento e armazenamento de rejeitos radioativos, gerenciamento de envelhecimento
e extensão de vida de instalações nucleares e desenvolvimento de novas tecnologias para recuperação de minerais metálicos e não-metálicos. O CDTN
pertence à Comissão Nacional de Energia Nuclear
(CNEN), autarquia federal diretamente ligada ao
Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).
CETEC-MG
O Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec-MG),
uma fundação vinculada à Sectes, possui pesquisas nas áreas de tecnologia mineral, metalúrgica
e materiais, alimentos, ambiental, metrologia e
ensaios, e informação tecnológica. A instituição
está localizada na cidade de Belo Horizonte.
Pesquisadores
161
Pesquisadores Doutores
89
Grupos de pesquisa
52
Linhas de pesquisa
199
Principais
Segurança Nuclear e Radiológica,
áreas
Meio Ambiente, Materiais, Saúde e
tecnológicas Tecnologia Nuclear.
Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (Ifet)
Os Ifets foram criados em 2008 a partir da
união entre os centros federais de educação
tecnológica, escolas agrotécnicas federais e escolas técnicas vinculadas a universidades. São
instituições de educação superior, básica e profissional, pluricurriculares e multicampi, especializados na oferta de educação profissional e
tecnológica. O Estado possui cinco institutos,
sendo eles: o Instituto Federal de Minas Gerais;
Instituto Federal Norte de Minas Gerais; Instituto Federal Sudeste de Minas Gerais; Instituto
Federal Sul de Minas Gerais e o Instituto Federal Triângulo Mineiro.
Fonte: Diário Oficial da União, Dezembro de 2008; Site do
Instituto Federal Minas Gerais.
13
inove em Minas
Por que Inovar em Minas Gerais?
CEFET-MG
FUNED
O Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG), apesar de ser considerado
um instituto tecnológico, também oferece ensino
técnico e superior voltados para a formação tecnológica. A instituição, localizada na cidade de Belo
Horizonte, é o segundo Cefet brasileiro em número
de pesquisadores e grupos de pesquisa, e o terceiro
em número de linhas de pesquisa.
A Fundação Ezequiel Dias (Funed), localizada em
Belo Horizonte, é referência entre as instituições
públicas de saúde, ciência e tecnologia do Brasil.
A instituição é voltada para a produção de medicamentos essenciais e imunobiológicos, realização
de pesquisas no campo da saúde pública, monitoramento das ações da Vigilância Sanitária, Epidemiológica e Ambiental e para a formação e capacitação
de recursos humanos para o SUS.
Pesquisadores
284
Pesquisadores Doutores
148
Grupos de pesquisa
38
Linhas de pesquisa
121
Principais
Engenharias de Produção Civil, de Automação Industrial, de
áreas
tecnológicas Computação,de Controle e Automação, de Materiais, Elétrica, Mecânica, Mecatrônica, Tecnologia em
Radiologia e Química Tecnológica.
Pesquisadores
48
Pesquisadores Doutores
28
Grupos de pesquisa
9
Linhas de pesquisa
41
Principais
Bioquímica, Química de Proteínas,
áreas
Farmacologia, Imunologia, Virolotecnológicas gia, Biologia Celular, Microbiologia,
Morfologia, Zootecnia e Biotecnologia
Fontes: Censo dos grupos de pesquisa – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) – 2008; Portais das
instituições; INEP: IGC – 2008.
Grupos e Linhas de Pesquisa em Minas Gerais
O número e a diversidade de grupos e linhas
de pesquisa são indicadores do potencial de
geração de conhecimento científico e do transbordamento deste para o setor produtivo. A
formação de grupos de pesquisa garante a produtividade e a qualidade do desenvolvimento
Minas Gerais se destaca nacionalmente em
números de grupos e linhas de pesquisa.
científico e tecnológico, enquanto a diversidade de linhas de pesquisa amplia o leque de
oportunidades de geração de novas tecnologias.
Minas Gerais se destaca nacionalmente em número de grupos e linhas de pesquisa. O Estado possui
mais de 9% dos grupos de pesquisa do Brasil, a
maior parte relacionada à área de Ciências da Saúde, seguida pelas Ciências Agrárias e Engenharias.
Número de grupos e linhas de pesquisa em Minas Gerais - 2008
Grande área
Ciências da Saúde
 Grupos 
Linhas de pesquisa
MG
%BR
MG
%BR
320
8%
1.253
9%
Ciências Agrárias
307
14%
1.582
15%
Engenharias
280
9%
1.236
9%
Ciências Biológicas
234
9%
1.083
9%
Ciências Exatas e da Terra
232
9%
1.119
10%
Fontes: CNPq – Diretório dos grupos de pesquisa
14
Por que inovar em Minas?
inove em Minas
Profissionais Qualificados
Minas Gerais é destaque no cenário brasileiro em relação ao número e à
qualificação de profissionais de ciência e tecnologia. Existem no Estado
aproximadamente 52,1 mil mestres e doutores, além de cerca de 1,2
milhões de profissionais graduados, segundo pesquisa de 2008 realizada
pelo IBGE. Cerca de 3,3 mil mestres e mais de 900 doutores foram titulados em universidades mineiras em 2008, segundo dados da Capes, e este
número tem sido crescente a cada ano. De 2000 a 2008, o número de
mestres titulados em MG cresceu a uma taxa média de 10% ao ano, enquanto o número de doutores cresceu a uma taxa média de 14% ao ano.
Evolução do número de mestres e doutores titulados por ano em
Minas Gerais - 2000 a 2008
3500
3291
3000
2500
2000
A qualificação dos profissionais de
ciência e tecnologia em Minas Gerais é beneficiada pela excelência
das Instituições de Ensino e Pesquisa presentes no Estado, e pelas
ações governamentais voltadas para
o incentivo ao empreendedorismo e
formação profissional articulada
com o setor produtivo.
Mestrado
1500
928
1000
Doutorado
500
0
2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008
Minas Gerais também recebe montantes consideráveis de recursos dos
órgãos brasileiros de fomento à pesquisa para a formação de mestres e
doutores. No ano de 2008, foram concedidos mais de R$160 milhões*
em bolsas de ensino e pesquisa para a formação destes profissionais no
Estado.
O Governo de Minas vem aumentando também o volume de investimentos para a qualificação profissional, tanto no ensino profissionalizante quanto no ensino superior.
Investimentos realizados em educação no Estado de Minas Gerais,
por subfunção do setor de ensino - 2005 e 2007 (R$ milhões)
17
13
9
4
Profissionalizante
Superior
2005
2007
*Recursos do CNPq e Capes
Fonte: Balanço Geral do Estado de Minas Gerais, 2005 e 2007
15
inove em Minas
Por que Inovar em Minas Gerais?
O número de pesquisadores por milhão de habitantes em Minas Gerais é superior à média do Brasil, e
o total representou, em 2008, cerca de 10% do país.
A presença de pesquisadores altamente qualificados nos grupos de pesquisa, com a atuação de um
elevado número de mestres e doutores nas diversas áreas do conhecimento, é um fator que garante
qualidade ao desenvolvimento científico e tecnológico de Minas Gerais.
Número de pesquisadores por nível de formação
em Minas Gerais - 2008
Número de pesquisadores por área de atuação em
Minas Gerais – 2008
8449
2090
1935 1793
1453 1381
1318
1058
825
ns
ge
s
ta
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Sa
ên
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ên
Doutores
Ci
Mestrado
Ci
Especialização
an
Graduação
um
430
sH
362
as
2527
Fonte: CNPQ
Programa Mineiro de Empreendedorismo
na Pós-Graduação
Seminários vivenciais que trabalham as características do empreendedor no processo de inovação serão oferecidos para alunos de diversos
cursos de pós-graduação de todas as universidades públicas de Minas Gerais. Será realizado
também um torneio de planos de inovação, uma
competição em que serão escolhidos os melhores projetos de cada curso participante, de cada
universidade e, finalmente, o melhor projeto do
O Programa tem como objetivo estimular a
cultura empreendedora dos estudantes de pósgraduação.
16
Programa Mineiro
de Empreendedorismo
na Pós-graduação
Estado de Minas Gerais. Participarão em média
60 alunos de pós-graduação por universidade, e
espera-se que cada instituição apresente em torno de 15 projetos de inovação. O Programa Mineiro de Empreendedorismo na Pós-Graduação
tem como objetivo estimular a cultura empreendedora, concretizando o transbordamento da
pesquisa acadêmica para o mercado através do
estímulo ao comportamento empreendedor dos
alunos de pós-graduação. Nesse contexto, espera-se ampliar a visão de oportunidades de negócio dos mestrandos e doutorandos de Minas
Gerais, para que, a partir dos trabalhos de seus
grupos de pesquisa, possam aumentar a interação com as empresas e a realidade do mercado.
O Ambiente de
Inovação em
Minas Gerais
O sucesso da inovação tecnológica depende da
existência de empresas inovadoras e instituições
de ciência e tecnologia e, principalmente, de iniciativas que possam promover a aplicação do conhecimento científico em novos produtos e processos de produção. O fortalecimento de redes de
cooperação que possam viabilizar parcerias entre
instituições de pesquisa e empresas é um elemento fundamental na estratégia de desenvolvimento
científico e tecnológico do Estado de Minas Gerais.
Nesse sentido, o governo possui um conjunto de
ações consistentes para a prospecção constante
das demandas e oportunidades tecnológicas. Respaldado pela Lei Mineira de Inovação, viabiliza
projetos conjuntos entre empresas e universidades
focados para o desenvolvimento de tecnologias
inovadoras para o mercado nacional e mundial.
17
inove em Minas
O Ambiente de Inovação em Minas Gerais
O Sistema Mineiro de Inovação
O Sistema Mineiro de Inovação (Simi), iniciativa do
Governo de Minas Gerais, tem como missão criar um
ambiente propício à inovação no Estado, por meio da
promoção de interações entre pesquisadores, empresas e governo, alinhando demandas, ofertas tecnológicas e recursos de fomento à inovação.
O Governo de Minas Gerais estimula a interação
entre os agentes de inovação, com o objetivo de
atender as necessidades tecnológicas do mercado.
Plataforma Operacional
O Simi conta com uma plataforma operacional responsável por elaborar e aprovar as políticas e estratégias de promoção da inovação, propagar a cultura de
inovação nos setores econômicos e sociais, divulgar
novos conhecimentos e fornecer oportunidade de interatividade entre os atores de inovação no Estado.
Uma das estratégias é o Portal web 2.0 do Simi (www.
simi.org.br), que permite que, de forma simples e interativa, pesquisadores, empresários e membros do
governo possam se conhecer, trocar informações,
criar temas de discussão e construir propostas de
projetos ou políticas públicas para o Estado. O Foco
do Portal Simi é a geração de negócios inovadores
entre os participantes do sistema, permitindo um
acesso prático e facilitado que favorece a velocidade,
atributo fundamental para as empresas que querem
inovar.
Outra ferramenta é o Observatório de Ciência, Tecnologia, Inovação e Ensino Superior, que disponibiliza
dados e informações para a prospecção, avaliação e
monitoramento das políticas públicas e da competitividade de Minas Gerais com base nos avanços da
Ciência, da Tecnologia, da Inovação e do Ensino Superior.
Projetos Estruturadores
O Simi é constituído por Projetos Estruturadores que
focam no desenvolvimento regional e setorial, na
18
formação profissional orientada para o mercado e na
ampliação da capacidade de inovação das empresas
mineiras.
O desenvolvimento regional e setorial é estimulado
através da estruturação de APLs, Polos de Excelência
e Polos de Inovação. Esses tem como objetivo ampliar e melhorar a capacidade competitiva de segmentos econômicos de elevado conteúdo tecnológico
e promover o desenvolvimento regional e setorial. Os
APLs aumentam a competitividade e a sustentabilidade de negócios de elevado conteúdo tecnológico
pelo estímulo à interação com o conjunto de atores
econômicos, políticos e sociais locais. Os Polos de Excelência integram competências institucionais para
induzir o processo de desenvolvimento sustentável
de setores estratégicos. Os Polos de Inovação tem o
objetivo de acelerar o processo de desenvolvimento
de regiões economicamente menos desenvolvidas.
O foco do governo mineiro na formação profissional
orientada para o mercado é representada pela implantação, em parceria com o governo federal, de
84 Centros Vocacionais Tecnológicos (CVTs) e 487
Telecentros. Esses conferem a Minas Gerais uma infraestrutura de informática e telecomunicações, sendo este considerado o maior programa de inclusão
digital do Brasil.
A Rede de Inovação Tecnológica (RIT), atua em ações
que implementam um ambiente favorável à inovação no Estado, permitem a articulação entre empresas e instituições de ciência e tecnologia e estimulam
a cultura de inovação na sociedade. Entre as ações
da RIT, descritas neste documento, estão incluídos os
Parques Tecnológicos, as Incubadoras de Empresas
existentes no Estado, a Lei Estadual de Inovação, o
Programa Inove em Minas para atração de centros de
pesquisa e desenvolvimento, o Programa de Incentivo à Inovação (PII), os Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs), editais induzidos da Fapemig, além de:
• Parque Industrial Tecnológico (PIT): localizado próximo ao Aeroporto Internacional de Confins, visa à
atração de indústrias de alto conteúdo tecnológico,
com foco na produção. Funcionará como transbordamento natural do BH-TEC.
O Ambiente de Inovação em Minas Gerais
inove em Minas
19
inove em Minas
O Ambiente de Inovação em Minas Gerais
Programa de Incentivo à Inovação em Minas Gerais (PII)
O PII é um instrumento para transformação de
projetos de pesquisa aplicada em inovações tecnológicas, melhoria da cultura da inovação nas
universidades e ampliação da rede de relacionamento destas com a sociedade e o mercado.
Foi criado pelo Governo de Minas, por meio da
Sectes, em parceria com o Serviço Brasileiro de
Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SebraeMG), instituições de ensino e pesquisa e gover-
Um dos principais objetivos do PII é aumentar
a interação entre as instituições de pesquisa e
o mercado, com a promoção de transferência de
tecnologias.
nos municipais. Tem o objetivo de gerar patentes e contratos de transferência de tecnologia,
investimentos em capacitação de profissionais
e empresas de base tecnológica (EBTs) em Minas. Os projetos de pesquisa viáveis são transformados em inovações tecnológicas por meio
das atividades de chamada pública para seleção
dos projetos de pesquisa da instituição, estudo
de viabilidade técnica, econômica e comercial,
desenvolvimento dos protótipos comerciais dos
produtos gerados e apresentação dos projetos
para investidores. O projeto contemplou as universidades federais das cidades de Lavras (Ufla),
Itajubá (Unifei), Juiz de Fora (UFJF) e a Belo
Horizonte (UFMG).
• Tecnologia Industrial Básica (TIB): aprimora e certifica laboratórios e escritórios para ofertarem serviços
de TIB ao setor empresarial/industrial. A ação é desenvolvida em parceria com o IPEM, Cetec, IEL/Fiemg, Rede Metrológica de Minas Gerais e Sebrae.
• Centro Minas Design (CMD): principal iniciativa em
Minas destinada a inserir efetivamente o design na indústria como recurso estratégico para incremento da
competitividade e da agregação de valor aos produtos
e serviços. Operando em rede de cooperação, aglutina
parceiros e estruturas afins. Contempla ainda ações de
ensino, pesquisa e desenvolvimento.
• Cultura Empreendedora: estimula o surgimento e
o desenvolvimento do perfil empreendedor nos cidadãos. Focado nos potenciais empresários e em jovens
alunos do ensino fundamental, com a realização de
três ações básicas: Curso de Empreendedorismo e Plano de Negócios; Projeto Jovens Empreendedores; e os
Núcleos de Apoio ao Empreendedor (NAEs), presentes
em todas as regiões do Estado.
• Projeto Tecnologia Empreendedorismo e Inovação
Aplicados (Teia): capacita prestadores de serviços
que atuarão no desenvolvimento de novos negócios
e criação de oportunidades de interação por meio de
ferramentas de Web 2.0 e redes sociais. Focado em
empresas, autarquias, órgãos públicos, instituições
20
de ensino, sindicatos e associações, tem como meta
abranger todos os municípios mineiros.
• Projeto C5: Centro de Competência em Comunidades de Cooperação e Conhecimento, formado por
uma equipe multidisciplinar da UFMG (Ciências da
Computação, Ciências Econômicas e Faculdade de
Filosofia e Ciências Humanas). O Projeto C5 analisa,
de forma quantitativa e qualitativa, a evolução e os
resultados do Projeto Teia e o impacto da economia
digital na sociedade.
Entre as ações mais relevantes do Simi, os Encontros
de Inovação promovem reuniões presenciais entre
empresários e pesquisadores, com o objetivo de efetivar transferências de tecnologias ou a realização de
parcerias para a solução de problemas do setor produtivo. A equipe responsável pelos Encontros procura
conhecer as necessidades das empresas instaladas no
Estado e alinhá-las com os trabalhos de pesquisadores ou institutos de pesquisa que tenham competência
técnica ou tecnologias já desenvolvidas para atendêlas.
Por meio de ações presenciais ou em ambiente virtual, o Simi configura-se como um verdadeiro sistema
onde seus participantes possuem autonomia de ação,
mas podem criar relações de interdependência para o
desenvolvimento e fortalecimento de suas estratégias.
O Ambiente de Inovação em Minas Gerais
inove em Minas
Inovatec – Feira de Inovação Tecnológica
A Inovatec é uma feira anual, considerada o
maior evento brasileiro de divulgação e incentivo às inovações tecnológicas. O objetivo é promover a interação, a troca de experiências e a
transferência de tecnologia entre pesquisadores,
inventores, órgãos públicos, instituições de ensino e pesquisa e empresas, garantindo assim o
avanço tecnológico e produtivo nos vários segmentos da economia brasileira. Após a realização da Inovatec 2009, mais de 90% dos empre-
Fapemig
A existência de recursos para o financiamento dos
projetos inovadores é um elemento importante na
estratégia de viabilização das redes de inovação. A
Fapemig é a agência mineira de fomento à pesquisa, que opera com recursos advindos diretamente
do orçamento do governo estadual, correspondentes a 1% da arrecadação de Imposto sobre Circulação Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do
Estado. Ela é a principal agente indutora do desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação
em Minas e possui autonomia para a gestão de seus
recursos, sempre em concordância com a política
governamental de Ciência e Tecnologia.
Como é mostrado a seguir, entre 2005 e 2008, o
montante de recursos da Fapemig aumentou mais
de três vezes em relação ao valor inicial.
Fapemig – Evolução Financeira: Recursos do
Tesouro Estadual (R$ milhões) - 2005-2008
61
2005
172
208
2007
2008
85
2006
A Fapemig se destaca no cenário nacional pelo
intenso apoio e fomento à interação entre universidades e empresas, especialmente através de Programas como “Mestres e Doutores na Empresa” e
sários participantes dos Encontros de Inovação
apresentaram interesse em firmar parceria com
pesquisadores. O resultado demonstra o sucesso das 181 reuniões promovidas pelo Simi com
o intuito de integrar mercado e academia para
impulsionar a inovação no Estado. Em três dias
da Inovatec foram realizados 11 Encontros dos
setores automotivo, eletroeletrônico, mineral e
metalúrgico, de leite e derivados, de biotecnologia e de café.
o “Programa de Apoio à Pesquisa em Empresas –
Pappe”. Além desses programas, a Fapemig também
financia pesquisa e desenvolvimento de empresas
mediante a apresentação de projetos que possuam
forte conteúdo inovador. Além disso, a Fapemig
possui um programa de apoio a inventores independentes, que não possuem vínculo com instituições de pesquisa, e possuem idéias criativas e
inovadoras para solucionar problemas tecnológicos
das empresas.
A Fapemig é uma agência de fomento à pesquisa
científica e tecnológica em Minas Gerais, responsável pelo intenso apoio às interações entre instituições de pesquisa e empresas.
A Gerência de Propriedade Intelectual da Fapemig é responsável pela promoção e fortalecimento
dos NITs de universidades e institutos de pesquisa,
que são os agentes responsáveis pela execução da
política de propriedade intelectual e transferência
tecnológica dessas instituições. Entre 2004 e 2008,
os recursos investidos pela Fapemig na área de
propriedade intelectual passaram de R$50 mil para
mais de R$3 milhões.
A política de propriedade intelectual no Estado é
beneficiada pelas ações e recursos da Fapemig, que
apóiam NITs e inventores independentes, estimulando a transferência de tecnologias para o setor
empresarial.
21
inove em Minas
O Ambiente de Inovação em Minas Gerais
Exemplos de programas e projetos especiais da Fapemig
Programa de Apoio à
Pesquisa em Empresas
(Pappe)
Programa executado em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep),
do MCT, e a Fiemg. Através do Pappe são disponibilizados recursos para apoiar a
inovação em EBTs que possam melhorar a competitividade dos produtos fabricados
no Estado. Em 2008, contemplou projetos que somaram R$ 20 milhões e atenderam
71 empresas.
Edital Mestres e Doutores
na Empresa
Financia propostas conjuntas entre empresas e ICTs para o desenvolvimento de
projetos de inovação, com a contratação de mestres e doutores. Estimula a transferência de tecnologia e a consequente fixação de pesquisadores no setor empresarial.
Editais Induzidos
São elaborados em consonância com as políticas do Estado. Eles abrangem áreas
consideradas estratégicas para o desenvolvimento de Minas Gerais, como Recursos
Hídricos, Agronegócios, Biotecnologia, Eletroeletrônica, entre outros.
Programa de Redes de
Pesquisa
Incentivo à criação de redes de pesquisa formadas por universidades e centros de
pesquisa, que se unem para estudar um tema específico. O programa é pautado na
articulação entre pesquisadores e instituições, na otimização do uso de recursos e
na formação de parcerias com órgãos federais que vêem nas redes uma oportunidade de financiamento articulado. Por meio desse edital, foram disponibilizados R$10
milhões em 2008.
Programa de Implantação A Fapemig é responsável pelo apoio financeiro ao projeto da Sectes de implantade Pólos de Excelência e ção de Polos de Excelência e Polos de Inovação em Minas Gerais. Foram criados
Pólos de Inovação
Polos de Excelência em cinco áreas – Café, Leite, Mínero- metalúrgico, Florestas
e Recursos Hídricos – e Polos de Inovação em regiões mineiras que possuem mais
dificuldade de desenvolvimento.
Editais Induzidos
Case Fiat Powertrain
Case Whirlpool
Uma parceria entre a Fapemig e a FPT foi realizada por meio do edital “Mestres e Doutores na
Empresa”, destinou, em 2009. Foram destinados
R$ 1,1 milhão em recursos para financiar projetos
inovadores de mestres e doutores na área de eficiência energética em produtos e processos (metade
proveniente da Fapemig e a outra parte da empresa). Os principais objetivos são proporcionar o
desenvolvimento de novos produtos e processos
inovadores, estruturar o processo de pesquisa e
desenvolvimento em parceria com ICTs ou Instituições Privadas de Inovação Tecnológica (IPITs)
localizadas no Estado de Minas Gerais, e, principalmente, estimular a contratação de mestres e
doutores como agentes do processo de inovação
nas empresas.
A Fapemig lançou em 2009, em parceria com
a empresa Whirlpool S.A, um edital “Mestres e
Doutores na Empresa” voltado para o financiamento de projetos inovadores em produtos de
linha branca (refrigeradores, freezeres, fogões, lavadoras, secadoras, fornos, coifas, climatizadores,
condicionadores e depuradores de ar), nos quais a
empresa é especializada. O montante de recursos
destinado às propostas aprovadas é de R$2 milhões, sendo R$1 milhão proveniente da Fapemig
e R$1 milhão da Whirlpool. O termo de cooperação assinado entre a Fundação e a empresa prevê
um investimento total de R$10 milhões, realizado
por meio de editais a serem lançados nos próximos cinco anos.
22
O Ambiente de Inovação em Minas Gerais
inove em Minas
Exemplos de mecanismos nacionais de fomento para a inovação
Finep
Inova Brasil
Constitui-se em financiamento com encargos reduzidos para a realização de projetos de pesquisa,
desenvolvimento e inovação nas empresas brasileiras.Esse programa permite a utilização, em um mesmo
contrato de financiamento, de outros instrumentos da Finep, como a subvenção econômica (aporte de
recursos não reembolsáveis, inclusive para a contratação de mestres e doutores). A Finep participa com
até 90% do valor total do projeto.
Subvenção Econômica para Inovação
Aplicação de recursos públicos não-reembolsáveis diretamente em empresas que desenvolvam projetos de inovação estratégicos para o País. Pode ser aplicada no custeio de atividades de pesquisa, de
desenvolvimento tecnológico e de inovação. A concessão da subvenção econômica é operacionalizada
pela Finep através dos instrumentos de convocação de empresas . Por meio deste instrumento, foram
disponibilizados R$ 510 milhões de 2006 a 2008.
Projeto Inovar
A Finep apóia e estimula a criação de fundos especializados em pequenas e médias empresas de base
tecnológica brasileiras, especialmente de capital de risco, que tem como exemplo o Programa Finep
Inovar Semente. Neste sentido a Finep se dispõe a participar com 40% do capital, que deve estar entre
R$ 10 e R$ 12 milhões.
Banco Nacional
do Desenvolvimento (BNDES)
Linha Capital Inovador (Foco na empresa)
Apoio a empresas no desenvolvimento de capacidade para empreender atividades inovativas em caráter
sistemático, por meio de investimentos tanto nos capitais intangíveis quanto nos tangíveis, incluindo a
implementação de centros de pesquisa e desenvolvimento. O valor mínimo para financiamento é de R$
1 milhão, e o máximo, de R$ 200 milhões por grupo econômico.
Linha Inovação Tecnológica (Foco no projeto)
Apoio a projetos de inovação de natureza tecnológica que busquem o desenvolvimento de produtos e/
ou processos novos ou significativamente aprimorados (pelo menos para o mercado nacional) e que
envolvam risco tecnológico e oportunidades de mercado. O valor mínimo para financiamento é de R$ 1
milhão e o nível de participação pode chegar até 100% dos itens financiáveis.
Linha Inovação Produção
Apoio a pesquisa e desenvolvimento ou inovação que apresentem oportunidade comprovada de mercado ou a projetos de investimentos que visem à modernização da capacidade produtiva necessária à
absorção dos resultados do processo de pesquisa e desenvolvimento ou inovação. O valor mínimo para
financiamento é de R$ 3 milhões.
Fundo Tecnológico (Funtec)
Destina-se a apoiar financeiramente projetos de estímulo ao desenvolvimento tecnológico e à inovação
de interesse estratégico para o País, em conformidade com os programas e políticas públicas do governo
federal. Os clientes do Funtec são as instituições tecnológicas e as instituições de apoio, para o desenvolvimento de projetos de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação, com a interveniência de
empresas participantes da pesquisa.
CNPq
Programa Rhae Pesquisador na Empresa
São concedidas a empresas ou instituições que executam atividades de desenvolvimento científico e/ou
tecnológico bolsas para empregar especialistas – pesquisadores ou gestores de projetos e programas de
pesquisa e desenvolvimento. As bolsas são de Desenvolvimento Tecnológico Industrial (DTI), em diversos níveis, aprovadas pela Finep e operadas pelo CNPq. O Programa Rhae Inovação é acionado por meio
de editais e chamadas públicas divulgadas na página do CNPq (www.cnpq.br).
MCT
Fundos Setoriais
Criados pelo MCT e operados pela Finep e pelo CNPq, apóiam o desenvolvimento e a consolidação de
parcerias entre Universidades e Centros de P&D, públicos e privados, sem fins lucrativos. Visa induzir
o aumento dos investimentos das empresas em ciência e tecnologia e impulsionar o desenvolvimento
tecnológico dos setores considerados, além de incentivar a geração de conhecimento e inovações que
contribuam para a solução dos grandes problemas nacionais. São 16 Fundos Setoriais, 14 relativos a
setores específicos¹ e dois transversais².
¹ Setores específicos: Aeronáutico, Agronegócio, Aquaviário, Biotecnologia, Energia,Tecnologia Espacial, Recursos Hídricos, Tecnologia
da Informação, Mineral, Petróleo, Saúde, Transportes e Telecomunicações e Fundo Setorial para o desenvolvimento da Amazônia.
² Setores transversais: um voltado à interação universidade-empresa (FVA - Fundo Verde-Amarelo), e outro destinado a apoiar a
melhoria da infra-estrutura dos ICTs.
23
inove em Minas
O Ambiente de Inovação em Minas Gerais
Propriedade Intelectual
A proteção conferida no Brasil à propriedade intelectual decorre da Constituição Federal, bem como de diversas leis federais e tratados internacionais assinados
pelo país. Trata-se, portanto, de legislação adequada
aos padrões de proteção à propriedade intelectual estipulados no Trips – Trade Related Aspects of Intelectual Property Rights (Acordo Relativo aos Aspectos
dos Direitos de Propriedade Intelectual Relacionados
com o Comércio), tratado internacional celebrado pelos membros da Organização Mundial do Comércio
(OMC), incorporado ao ordenamento jurídico brasileiro. Além do Trips, o Brasil assinou os principais tratados internacionais relativos à tutela dos direitos de
propriedade intelectual, como o Tratado de Cooperação de Patentes (PCT), as Convenções de Berna, sobre
Direitos Autorais, e de Paris, sobre Propriedade Industrial. O INPI é o órgão governamental encarregado da
regulamentação e da execução das normas relativas
aos direitos de propriedade industrial e do exame formal dos pedidos de registro de marca, de indicações
geográficas e da concessão de patentes.
A propriedade intelectual sempre foi uma questão
delicada entre empresas e instituições de ciência e
tecnologia. Pensando nisso, o governo do Estado de
Minas Gerais promove iniciativas que facilitam o diálogo relacionado à propriedade intelectual entre essas instituições, como a Lei Mineira de Inovação e a
constituição dos NITs, e a criação da Rede de Propriedade Intelectual (RMPI). Tais ações visam, através do
suporte à proteção intelectual, estimular as inovações
tecnológicas, garantindo a participação dos pesquisadores e instituições inventoras nos ganhos relativos
aos produtos inovadores que desenvolveram.
Lei Mineira de Inovação
A Lei Mineira de Inovação foi sancionada em janeiro
de 2008, fazendo com que Minas Gerais entrasse na
pequena lista dos Estados que já aprovaram uma Lei
estadual para fomento à inovação. A versão mineira
da lei reafirma para as ICTs de Minas Gerais o que
está na Lei Federal, com adaptações e agregação de
instrumentos que agilizam os processos de inovação.
Alguns pontos importantes da Lei Mineira de Inovação são:
• Estímulo de parcerias entre instituições de pesquisa e empresas para o desenvolvimento de tecnologias.
24
• Incentivo aos ICTs na utilização mais eficiente da
legislação de Propriedade Intelectual, registrando
patentes e gerando recursos para novas pesquisas.
• Fortalecimento dos NITs, que têm como objetivo
principal fazer com que tecnologias que estão sendo desenvolvidas nos laboratórios possam se transformar em um produto ou serviço e ser patenteado,
gerando riqueza para a sociedade.
• Criação do FIIT, que permite o financiamento de
projetos de pesquisa e inovação diretamente para
empresas.
• Determinação de aspectos relacionados aos pesquisadores: inclusão do índice de geração de patentes
na avaliação de desempenho, criação de condições
para participação nos ganhos com a comercialização de seus inventos e de condições de uso de laboratórios de grandes centros de pesquisa.
Núcleos de Inovação Tecnológica e Proteção ao Conhecimento (NITs)
Os NITs são órgãos vinculados às universidades, responsáveis por intermediar as negociações relacionadas à transferência de tecnologia entre estas instituições e empresas. Objetivam induzir e fomentar
a inovação e garantir a proteção intelectual dentro
das ICTs. Nas universidades mineiras existem 22 NITs,
que são fundamentais na capacitação de profissionais
para assessorar, apoiar e gerir atividades direcionadas
à inovação, proteção à atividade intelectual e incentivo à comercialização dos resultados das pesquisas
desenvolvidas.
Rede de propriedade intelectual (RMPI)
Na busca de uma nova interface de relacionamento
entre empresas e instituições de pesquisa, a RMPI é
uma associação sem fins lucrativos que atua agregando uma visão comercial às discussões sobre Propriedade Intelectual, facilitando o diálogo entre pesquisadores, universidades e empresas. A Rede auxilia as
ICTs mineiras na definição de políticas de proteção
intelectual, na implantação dos NITs, na capacitação
de recursos humanos para atuarem na gestão da proteção do conhecimento e na transferência de tecnologia. Além disso, busca potencializar e difundir o papel
das universidades e dos centros de pesquisa nas atividades de cooperação com o setor empresarial.
O ambiente de inovação em Minas Gerais
inove em Minas
Fundo de Incentivo à Inovação Tecnológica (FIIT)
O FIIT, principal instrumento da Lei Mineira de
Inovação, permite o financiamento de projetos
de pesquisa e inovação diretamente para as empresas, com recursos do orçamento do Estado.
O FIIT não possui vínculo com nenhum edital,
possibilitando a obtenção do financiamento sem
a necessidade de aprovação de crédito ou intervenientes. Além disso, as empresas beneficiadas
podem aplicar os recursos de forma flexível, investindo, por exemplo, na construção e reforma
de instalações e compra de equipamentos. O FIIT
se propõe a financiar até 90% de um projeto de
inovação aprovado, com o restante em contrapartida financeira da empresa beneficiária. O financiamento é concedido após aprovação da proposta
pelo Estado e realizado através de recursos não
reembolsáveis. São beneficiadas empresas de todos os tipos e tamanhos, principalmente aquelas
de base tecnológica (EBTs), que têm sua atividade
produtiva direcionada para o desenvolvimento de
novos produtos ou processos.
Parques Tecnológicos
Parques tecnológicos são complexos organizacionais
de caráter científico e tecnológico, estruturados de
forma planejada, concentrada e cooperativa, que
agregam EBTs e instituições de P&D. São administrados por profissionais especializados, cujo objetivo
principal é proporcionar o aumento de riqueza de
sua comunidade por meio da promoção da cultura
da inovação e da competitividade nas empresas e
instituições de pesquisa a ela associadas.
No intuito de atingir seus objetivos, um parque tecnológico estimula e gerencia o fluxo de conhecimento e tecnologia entre universidades, instituições
P&D, empresas e mercados, facilita a criação e o desenvolvimento de firmas inovadoras por meio da incubação e de processos de spin-offs e fornece outros
serviços de valor agregado e instalações físicas de
alta qualidade.
• Oferta de edificações para a instalação de empresas.
• Vínculo com centros de ensino e P&D.
• Oferta de serviços de suporte, como:
- apoio à transferência de tecnologia e gestão tecnológica;
- laboratórios de testes compartilhados;
- auxílio para a captação de capital de risco;
- presença de incubadoras de empresas e centros
de pesquisa.
A Sectes busca articular, fomentar, apoiar e acelerar as iniciativas de criação, implementação e desenvolvimento dos parques tecnológicos, de forma a
promover a transferência de tecnologia, a interação
universidade-empresa e fomentar a cooperação e a
complementaridade entre os parques.
Os Parques agregam condições fundamentais para
empreendimentos de base tecnológica:
Dos 32 parques tecnológicos em diversas fases de
implantação no Brasil, 11 estão localizados em
Minas Gerais.
Centro de Pesquisas Renè Rachou será instalado no BH-TEC
Será instalada uma unidade do CPqRR/Fiocruz
Minas no BH-Tec. A construção das novas instalações do CPqRR, com conclusão prevista para
2013, vão ampliar as possibilidades de interação
das empresas e instituições científicas da região
metropolitana de Belo Horizonte com a Fiocruz,
entidade de referência para o desenvolvimento do
setor de produtos biológicos, ensaios pré-clínicos
e clínicos e biofarmacêutica em todo o Brasil. Com
área construída de 18 mil metros quadrados, o espaço vai abrigar todas as atividades da instituição:
pesquisa científica, ensino, administração, coleções de vetores, serviços, entre outras.
Fonte: UFMG (outubro de 2009)
25
inove em Minas
O Ambiente de Inovação em Minas Gerais
Os parques de Belo Horizonte, Viçosa e Itajubá são
considerados pilotos para a estruturação da rede de
cooperação, que, futuramente, será difundida para
outros parques em Minas Gerais, como os de Juiz de
Fora e Lavras, que estão em fase de projeto.
Parque Tecnológico de Belo Horizonte
(BH–TEC)
Localizado ao lado da UFMG, o BH-TEC é um parque
tecnológico generalista, com foco nas áreas de excelência já desenvolvidas:
• Centro de Estudos Ambientais para gerenciar as atividades de lazer
• Museu Interativo de Ciência e Tecnologia
• Desenvolvimento de projetos sociais
O Parque Tecnológico de Viçosa em números:
• Área total : 2.140.000m²
• Área urbanizada: 400.000m²
• Área de preservação: 1.740.000m²
• 81 lotes com área média de 2.000m²
• 42 salas para empresas
Fonte: Secretaria Parque Tecnológico de Viçosa
• Tecnologias da informação e comunicação
• Biotecnologia
• Saúde humana e animal
• Farmacêutica
• Tecnologia médico-hospitalar
• Novos materiais
• Tecnologia de processos
• Tecnologia ambiental
• Tecnologias em energia
• “Indústrias criativas”
• Serviços tecnológicos
O BH-TEC em números:
• Área externa (comércio e serviços): 21.086 m²
•Área para empresas de base tecnológica: 41.325 m²
•Área institucional: 30.866m²
•Área de proteção ambiental: 370.989 m²
•Recursos: R$ 28,3 milhões
Fonte: Secretaria BH-TEC
Parque Tecnológico de Viçosa
Com foco no setor de agronegócios, o projeto do PTV
alia um alto padrão de urbanização, com espaços destinados a outras atividades que tem o objetivo de aumentar sua interação com a cidade.
Além da estrutura empresarial, o PTV contará com:
• Sistema viário interno que permitirá várias conexões com as vias de acesso atuais
26
Parque Científico e Tecnológico de
Itajubá
Localizado dentro do campus da Unifei, o parque terá
foco nos setores de energia e engenharia.
• Centros de Estudos de Investigação e Inovação em
Eficiência Energética e de Biomateriais
• Centro de Qualidade de Energia e Compatibilidade
Elétrica (C-QCE)
• Condomínio de Empresas incubadas e graduadas
• Parceria com empresas como: Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), Eletrobras, Siemens,
Schweitzer, Phillips e Grupo Ultra
O Parque Científico e Tecnológico de Itajubá em números:
• Área total: 372.903 m2
• Área construída: 40.474 m2
• R$ 22,5 milhões em investimentos
Fonte: Secretaria Parque Científico e Tecnológico de Itajubá
O Ambiente de Inovação em Minas Gerais
inove em Minas
Incubadoras de Empresas de Base Tecnológica
A presença de incubadoras de empresas é fundamental para o sucesso de empreendimentos de base
tecnológica. O ambiente oferecido pelas incubadoras agrega o fornecimento de infraestrutura, cursos
de capacitação gerencial, assessorias, consultorias,
orientação na elaboração de projetos a instituições
de fomento, serviços administrativos, acesso a informações.
Minas Gerais possui 25 incubadoras com focos
diversos e destaque no cenário nacional, a que se
associam 330 empresas. De 2002 a 2007, seis in-
Minas Gerais é o Estado que mais tem se destacado
no cenário nacional, com 25 incubadoras que estão
em 16 cidades.
cubadoras mineiras obtiveram o primeiro lugar no
Prêmio Melhores incubadoras de Empresas de Base
Tecnológica do Brasil, oferecido pela Associação
Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec). Em 2007, o faturamento das empresas incubadas e graduadas no
Estado chegou a R$135 milhões.
Prêmio Melhor Incubadora de Empresas de Base Tecnológica do Brasil*
Ano
Incubadora
Localização
Áreas
2007
Inova-AGE/UFMG
Belo Horizonte – MG
Multisetorial
2006 Centev/UFV
Viçosa – MG
Multisetorial com ênfase no agranegócio
2005 Inatel
Santa Rita do Sapucaí – MG Eletrônica, Automação, Telecomunicações e TI
2004 Habitat/
Fundação Biominas
Belo Horizonte – MG
2003 Prointec
Santa Rita do Sapucaí – MG Eletroeletrônico e TI
2002 Insoft-BH/Fumsoft
Belo Horizonte – MG
Biotecnologia
TI
Fontes: Rede Mineira de Incubadoras e Sebrae-MG
Padrão de Inovação das Empresas Mineiras e
Principais Interações
Minas Gerais se destaca nacionalmente em relação a fatores essenciais para a construção de um
sistema de inovação, como a presença de instituições de ensino e pesquisa de elevada qualidade,
apoio do governo estadual e disponibilidade de
profissionais qualificados em áreas tecnológicas.
O padrão de inovação das empresas mineiras revela o potencial de interação entre esses fatores,
indicando a existência de diversas oportunidades
de investimento no Estado.
De acordo com a última Pesquisa Industrial de
Inovação Tecnológica (Pintec, 2005), 30% das
empresas mineiras realizaram inovações. A maior
parte das empresas inovadoras realizou inovações
As características das inovações das empresas mineiras revelam oportunidades de interações para
empresas e centros de pesquisa que venham a se
instalar no Estado.
27
inove em Minas
O Ambiente de Inovação em Minas Gerais
Em Minas Gerais há um elevado potencial de interação entre empresas e institutos de pesquisa científica
e tecnológica.
As empresas que realizaram atividades de P&D no
Estado obtiveram elevados rendimentos.
no processo de produção (81%), enquanto 53%
inovaram em produto. As inovações de produto e
processo simultaneamente foram feitas por 34%
das empresas.
As interações com outras empresas ou institutos
de pesquisa foram responsáveis pela maior parte
das inovações de processo (90% dos casos), o que
revela a existência de uma forte integração entre
o setor empresarial mineiro e os institutos de pesquisa científica e tecnológica.
Por outro lado, as empresas mineiras que investiram em P&D receberam rendimentos elevados,
advindos dos produtos desenvolvidos, o que demonstra o grande potencial de geração de retorno
econômico desse tipo de investimento no Estado.
A distribuição das fontes de informação utilizadas pelas empresas inovadoras mineiras é outro
indicador do potencial de interações encontrado
no Estado. Nesse sentido, destacam-se a aquisição de licenças, patentes e know how, a intera-
Empresas mineiras inovadoras que consideraram importância elevada das parcerias, por tipo de parceria
(% de empresas), 2003 - 2005
ção com universidades e institutos de pesquisa,
consultorias, centros de capacitação profissional
e assistência técnica e instituições de testes, ensaios e certificações.
As empresas também atribuíram alto grau de
importância ao processo de inovação a parceria
com universidades e institutos de pesquisa.
Padrão de inovação das empresas mineiras que
inovaram em produto e/ou processo (%)
- 2003 a 2005
81
53
34
Produto e
processo
Produto
Processo
Fonte: PINTEC-IBGE, 2005
Receita líquida de vendas e dispêndio em atividades
de P&D - média das empresas mineiras (R$ milhões)
- 2003 a 2005
9,4
1,7
Receita líquida de
vendas Média
Dispêndio médio
em atividades de
P&D
Fonte: PINTEC-IBGE, 2005
Fontes de informações empregadas pelas empresas
mineiras que implementaram inovações (% de empresas) - 2003 a 2005
74
Aquisições de licenças, patentes e know how
Clientes ou consumidores
46
Fornecedores
42
26
Universidades e instituições de pesquisa
20
Empresas de consultoria
14
Centros de capacitação profissional e assistência técnica
Outras empresas do grupo
Concorrentes
Fonte: PINTEC-IBGE, 2005
12
61
Outras empresas do grupo
Universidades e instituições de pesquisa
59
Empresas de consultoria e consultore independentes
58
Centros de capacitação profissional e assistência técnica
57
32
Instituições de testes e ensaios e certificações
Conferências, encontros e publicações especializadas
18
Concorrentes
18
9
18
Feiras e exposições
14
Redes de informações informatizadas
Clientes ou consumidores
4
Fornecedores
4
Fonte: PINTEC-IBGE, 2005
28
O Ambiente de Inovação em Minas Gerais
inove em Minas
A Economia Mineira
Estabilidade Econômica
Um cenário economicamente estável é fundamental para garantir o retorno dos investimentos realizados em uma região. Minas Gerais é o
segundo Estado mais industrializado do Brasil, com uma estabilidade
econômica e financeira que se reflete nas altas taxas de crescimento do
PIB, o terceiro maior do país, nos expressivos resultados de sua balança
comercial e no crescimento da atração de investimentos estrangeiros.
O PIB de Minas Gerais cresceu a uma taxa de 6,3% em 2008, superando
a média nacional em 1,2 pontos percentuais e confirmando a tendência
de crescimento dos anos anteriores. Em 2007, o PIB do Estado superou
os R$ 241 bilhões.
Crescimento anual real do PIB, Minas Gerais e Brasil (%) 2002 a 2008
7
6
5
4
3
2
1
0
Brasil
Minas Gerais
2005
2006
2007
2008
A estabilidade econômica e financeira em Minas Gerais se reflete em
taxas de crescimento do PIB superiores às do Brasil.
Os crescentes superávits na balança
comercial mineira refletem a força
do Estado no comércio internacional.
Em 2008, apesar da crise econômica mundial, o saldo da balança
comercial mineira se manteve positivo, com um elevado crescimento
do valor das exportações.
30
A balança
comercial mineira vem apresentando superávits crescentes.
7
De 25
2002
a 2008, as exportações no Estado cresceram 375%, passando de
6
205
Brasil
US$6,4
bilhões para US$24 bilhões. Entre dezembro de 2007Exportação
e o mesmo
4
Minas Geraispelo
153
período
de 2008, essa tendência foi acelerada, o que é comprovado
Importação
102
acréscimo
de US$6 bilhões no montante de produtos exportados.
1
Saída
50
2005
2008
0
Balança
Comercial
de 2006
Minas Gerais2007
– 2002 a 2008
(R$ bilhões)
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
30
25
20
Exportação
15
Importação
10
Saída
5
0
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
O saldo acumulado da balança comercial de Minas Gerais entre janeiro
e maio de 2009 chegou a US$5 bilhões, mesmo no contexto da crise
econômica que se espalhou pelo mundo em 2008. Este fato demonstra
a estabilidade da economia mineira frente a oscilações na economia
global.
Fontes: Fundação João Pinheiro e IBGE
29
30
25
inove em Minas
20
O Ambiente de Inovação
em Minas Gerais
Exportação
15
Importação
10
7
6
5
4
3
2
1
0
Brasil
Como reflexo do potencial de retorno econômico
Minas Gerais
dos investimentos feitos em Minas Gerais, o volume
de ativos com participação estrangeira no Estado
2005
2006
2007
2008
entre 1995
e 2005
obteve
um crescimento
de mais
de30480% (R$1,9 bilhão para R$9,2 bilhões). No mes25 período, o estoque de investimento estrangeiro
mo
20
direto
passou de R$2,4 bilhões para R$4,4 Exportação
bilhões.
15
Importação
10
Saída
5
Crescimento
dos ativos com participação estrangei0
ra e2000do 2001
estoque
de investimento
estrangeiro
direto
2002 2003
2004 2005 2006 2007
2008
- Minas Gerais (R$ bilhões) - 1995 e 2005
9,2
2,4
4,4
1,9
Estoque de investimento estrangeiro
direto
Ativos com participação estrangeira
1995
2005
Saída
5
0
2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008
Os
custos relativos aos salários em Minas Gerais
estão abaixo da média nacional e de Estados como
Rio de Janeiro e São Paulo, o que se deve ao menor custo de vida das cidades mineiras.
Essa vantagem se deve fundamentalmente ao baixo
custo de vida nas cidades mineiras em comparação
com outras regiões de destaque econômico no país.
O índice de custo de vida da Região Metropolitana
de Belo Horizonte (RMBH) em 2002 foi 3% menor
que a média nacional, enquanto Rio de Janeiro e
São Paulo foram 7,4% e 13% superiores, respectivamente.
Nível de custo de vida em relação à média brasileira
(%)- 2002
7%
Fonte: Banco Central do Brasil, Censo de Capitais Estrangeiros
(1995 e 2005)
O elevado potencial de retorno econômico das
7
atividades
realizadas em Minas Gerais tem atraído
6
cada vez 54mais investimentos estrangeiros.
Brasil
Minas Gerais
3
2
1
0
Custos competitivos
2005
2006
2007
2008
30
Minas
Gerais possui grande vantagem competitiva no
25
cenário
nacional em relação ao custo de fatores estra20
Exportação
tégicos
para
as decisões empresariais, como Importação
salários,
15
10
aluguéis,
água, energia, comunicação e transportes.
Saída
5
A 0média de salários, retiradas e outras remunera2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008
ções por trabalhador no Estado é inferior à média
brasileira e de Estados como Rio de Janeiro e São
Paulo. O mesmo ocorre em relação aos encargos
sociais e trabalhistas, indenizações e benefícios.
Salários, retiradas e outras remunerações pagas
pelas indústrias com 30 ou mais pessoas ocupadasmédia por trabalhador empregado (R$ mil) – Brasil
e estados da região sudeste - 2006
16
Minas Gerais
20
20
Brasil
Espírito
Santo
Rio de
Janeiro
Fonte: Pesquisa Industrial Anual (PIA) - IBGE, 2006
30
-3%
Minas Gerais
Rio de Janeiro
São Paulo
Fonte: Azzoni et al., 2003
O custo de fatores estratégicos para a instalação de
negócios, como transporte e comunicações, alimentação e habitação, foram responsáveis pelo baixo
índice relativo de custo de vida na região metropolitana da capital mineira.
Índice de custo de vida por grupos selecionados
de cestas de consumo - RMs (% em relação à
média nacional) - 2002
Regiões Metropolitanas
Transporte
e comunicações
Alimentação
Habitação
Belo Horizonte 98,2
94,6
89,3
São Paulo
106,2
107,3
121,6
Rio de Janeiro
102,7
103,5
119,7
Fonte: Azzoni et al., 2003
32
25
São Paulo
13%
O baixo custo de vida em Minas Gerais em relação
à média brasileira se deve aos baixos custos de
fatores estratégicos para as decisões empresariais:
• 1,7% inferior para transporte e comunicações
• 5,4% inferior para alimentação
• 10,7% inferior para habitação
O Ambiente de Inovação em Minas Gerais
inove em Minas
Qualidade de Vida
Minas Gerais possui ampla diversidade de belas paisagens e opções
de lazer, que proporcionam excelente qualidade de vida aos habitantes. A abundância de águas e o clima agradável são um convite aos
vários circuitos turísticos mineiros que passam por vilas e vilarejos,
nos quais se destacam as reservas naturais, as estâncias minerais, e
um rico patrimônio histórico. A Estrada Real, que liga Minas ao litoral, possibilita o contato do viajante com o passado do Estado e do
Brasil, através da cultura e arte regionais, como os estilos barroco e
rococó e as diversas manifestações artísticas traduzidas na arquitetura, esculturas e pinturas datadas do século XVIII.
O artesanato e a culinária são características fortes muito apreciadas
pelos turistas brasileiros e estrangeiros que visitam o Estado. Além
disso, a população mineira é conhecida pela cultura tradicional e
marcada pela hospitalidade e respeito à diversidade política, religiosa
e cultural.
Belo Horizonte
A capital mineira foi a primeira cidade planejada do Brasil. Reconhecida pela beleza natural de suas paisagens, BH foi indicada em
1990 como a metrópole com a melhor qualidade de vida na América
Latina, segundo o Population Crisis Commitee, da Organização das
Nações Unidas (ONU). O clima na cidade é caracterizado por temperaturas amenas, que variam entre 16° e 31°.
A indústria cultural em Belo Horizonte oferece diversas opções de
entretenimento, recebendo frequentemente shows e peças teatrais
nacionais e internacionais, festivais gastronômicos, exposições de
arte, além de outros festivais e mostras culturais variados.
Pico do Itacolomi - Ouro Preto
A população mineira é conhecida
pela cultura tradicional e pela hospitalidade e respeito à diversidade
política e religiosa.
O artesanato e a culinária são muito apreciados pelos turistas brasileiros e estrangeiros que visitam o
Estado.
Minas Gerais possui belas paisagens e clima agradável, com temperaturas amenas.
A indústria cultural é diversificada
e de elevada qualidade.
A cidade, escolhida como uma das sedes da Copa de 2014, possui vários clubes destinados a atividades desportivas, além de contar com
três grandes ginásios e dois grandes estádios de futebol (inclusive o
Mineirão, segundo maior estádio do país). No atletismo, destaca-se a
realização da Volta Internacional da Pampulha, que reúne anualmente atletas mundialmente consagrados.
A cidade de Belo Horizonte possui:
• 27 parques urbanos
• 500 praças
• 36 teatros
• 54 salas de cinema
• Mais de 30 galerias de arte
• 18 museus
31
Setores Estratégicos:
Oportunidades de Investimentos em
Inovação
32
O
O
Setores Estratégicos
Setor
Ações do Governo
Agronegócio
• Polo de Excelência do Leite e
Derivados
• Polo de Excelência do Café
• Polo de Excelência de Genética
Bovina
• Instituto Nacional de Ciência e
Tecnologia doMÍNERO-METALÚRGICO
Café
ECONEGÓCIOS
• Centro de inteligência competitiva em Genética Bovina
• 12% do agronegócio brasileiro
• PIB: R$91 bilhões; crescimento de 15%; 8% maior
que a média nacional (2008)
• Exportações: US$6 bilhões (2008)
• Embrapa
• Epamig
• UFJF
• Ufla
• UFMG
• UFU
• UFV
• Edital Mestres e Doutores na
Empresa
• Encontro de Inovação do setor
automotivo
• 2ª maior frota de veículos do país
• 14% dos automóveis vendidos no país (2007)
• 22% de crescimento da indústria automobilística
(2007)
• 293% de crescimento da receita de vendas, de R$8
TI
AUTOMOTIVO
ECONEGÓCIOS
MÍNERO-METALÚRGICO
bilhões para
R$24 bilhões
(setor de fabricação
e
montagem, reboques e carrocerias - 2006 a 2007)
• Cefet-MG
• UFMG
• Unifei
• 1° lugar na bioindústria da América Latina
• 2° lugar nacional em número de empresas de
Biotecnologia
• 3 APLs de Biotecnologia – investimentos de R$5
milhões (2008)
• Cetec
• CPqRR
• Embrapa
• Epamig
• Fundação Hemominas
• Ufla
• UFMG
• Ufop
• UFV
AGRONEGÓCIO
TI
AUTOMOTIVO
Automotivo
AGRONEGÓCIO
BIOTECNOLOGIA
BIOTECNOLOGIA
ENERGIA
ENERGIA
Cenário
ELETROELETRÓNICO
ELETROELETRÓNICO
Biotecnologia • Rede Mineira de Biotecnologia
AUTOMOTIVO
ECONEGÓCIOS
Econegócio
ENERGIA
ELETROELETRÓNICO
Eletroeletrônico
BIOTECNOLOGIA
ENERGIA
Energia
ECONEGÓCIOS
para o Agronegócio
• Polo de Excelência em Genética
Bovina
• APLs de Biotecnologia de Belo
Horizonte, Viçosa e da região do
Triângulo Mineiro e Alto ParanaMÍNERO-METALÚRGICO
íba
TI
TI
AUTOMOTIVO
ECONEGÓCIOS
Instituições de
Ciência e Tecnologia
MÍNERO-METALÚRGICO
• Lei Estadual de Resíduos Sólidos • Elevado potencial de produção de inovações ver• Projeto Bolsa Verde
des
• Projeto Resíduo é Energia
• Destaque nacional em termos de bacia hidrográfi• Rede Biota Minas
ca, biodiversidade e área agricultável
• Centro Mineiro de Referência em
TI
AUTOMOTIVO
ECONEGÓCIOS
MÍNERO-METALÚRGICO
Resíduos
• Centro de Pesquisa e
Educação Ambiental
• Ufla
• Ufop
• UFV
• Programa de Indução à Moderni- • 137 empresas de eletrônica
zação Industrial (Proim)
• Vale da Eletrônica – R$1 bilhão de faturamento
• Programa de Apoio às Empresas
(2008), 28% de crescimento (2007 a 2009), 11 mil
de Eletrônica, Informática e de
itens comercializados no Brasil e no exterior
Telecomunicações (Proe-Eletrô• R$18 milhões de investimentos da Fapemig em
nica)
qualificação de profissionais
•ELETROELETRÓNICO
Polo de Microeletrônica
TI
AUTOMOTIVO
ECONEGÓCIOS
MÍNERO-METALÚRGICO
• APL de Eletroeletrônica
• ETE
• FAI
• Inatel
• UFMG
• Unifei
• Senai
• APL de etanol
• APL de biodiesel e óleos vegetais
• APL de biomassa e carvão vegetal
• Centro de Inovação em Bioenergia
• Maior rede de distribuição de energia da América
Latina (14% da capacidade de geração)
• 57 usinas hidrelétricas em operação
• 3° lugar na produção nacional de álcool combustível
• 140% de crescimento do fornecimento de gás
natural pela Gasmig (2000 a 2006)
• 6.600 t/dia de capacidade de processamento de
óleos vegetais em 2008
• Bioerg
• CDTN
• Cetec- MG
• C-QCE
• LRC
• PUC
• Ufla
• UFMG
• Ufop
• Unifei
• 1° lugar na produção mineral nacional
• 19% das empresas brasileiras de metalurgia básica
• 1° lugar na produção nacional de cimento
• R$4 bilhões de faturamento anual da produção de
ferro-gusa (65% do faturamento nacional)
MÍNERO-METALÚRGICO
• 40% da produção brasileira de aço e 13% das
empresas siderúrgicas do país
• CDM
• CeaqFe
• Cetec - MG
• CPT
• UFMG
• Ufop
MÍNERO-METALÚRGICO
Mínerometalúrgico
ELETROELETRÓNICO
inove em Minas
• Polo de Excelência Mineral e
Metalúrgico
• 13 APLs potenciais no setor de
metalurgia básica
AUTOMOTIVO
ECONEGÓCIOS
Tecnologia da • APL de software
Informação
• 4 mil empresas especializadas – faturamento anual
superior a R$2,5 bilhões (2008)
• R$ 2 milhões em investimentos no APL de Software pelo Governo do Estado (2008)
• ETE
• FAI
• Inatel
• UFMG
• Unifei
• Senai
33
inove em Minas
Setores Estratégicos
de experiências e aprendizados e pela formação
de parcerias entre empresas, instituições de ensino e pesquisa e agências públicas de fomento, o
que potencializa o retorno de investimentos em
inovação.
As vocações econômicas do Estado de Minas
Gerais se constituem em excelentes oportunidades para os investimentos em pesquisa e desenvolvimento de novos produtos e tecnologias.
Existe uma diversidade setorial que torna o Estado atrativo para investimentos de P&D tanto em
atividades tradicionais – Agronegócios e Mineral Metalúrgico – como em setores de vanguarda, tais como Tecnologia da Informação e Biotecnologia. A concentração desses setores em
regiões do Estado permite a formação de polos
de excelência caracterizados por intensas trocas
A seguir, são apresentados os setores estratégicos para o Estado de Minas Gerais: Agronegócios, Automotivo, Biotecnologia, Econegócios,
Eletroeletrônico, Energia, Mínero-metalúrgico e
Tecnologia da Informação.
Localização dos principais Polos de Excelência e APLs de Minas Gerais
Gestão Ambiental
(Polo de Excelência)
Florestas (Polo de Excelência)
Recursos Hídricos
(Polo de Excelência)
Leite e Derivados
(Polo de Excelência)
Genética Bovina
(Polo de Excelência)
AGRONEGÓCIO
AGRONEGÓCIO
ENERGIA
ONEGÓCIO
BIOTECNOLOGIA
ELETROELETRÓNICO
AGRONEGÓCIO
BIOTECNOLOGIA
BIOTECNOLOGIA
ENERGIA
TI
BIOTECNOLOGIA
ELETROELETRÓNICO
TI
ECONEGÓCIOS
ENERGIA
Biocombustíveis (APL)
ENERGIA
ENERGIA
ELETROELETRÓNICO
AUTOMOTIVO
ELETROELETRÓNICO
ELETROELETRÓNICO
TI
TI
AUTOMOTIVO
TI
AUTOMOTIVO
AUTOMOTIVO
ECONEGÓCIOS
AGRONEGÓCIO
AGRONEGÓCIO
BIOTECNOLOGIA
ENERGIA
AUTOMOTIVO
ECONEGÓCIOS
AGRONEGÓCIO
BIOTECNOLOGIA
ELETROELETRÓNICO
ENERGIA
Eletroeletrônico e Telecomunicações
(APL e Polo de Excelência)
ELETROELETRÓNICO
AGRONEGÓCIO
ECONEGÓCIOS
BIOTECNOLOGIA
MÍNERO-METALÚRGICO
BIOTECNOLOGIA
TI
ENERGIA
AGRONEGÓCIO
AUTOMOTIVO
TI
ELETROELETRÓNICO
BIOTECNOLOGIA
ECONEGÓCIOS
BIOTECNOLOGIA
ENERGIA
ELETROELETRÓNICO
ENERGIA
TI
AUTOMOTIVO
ELETROELETRÓNICO
ELETROELETRÓNICO
Biotecnologia (APL)
AUTOMOTIVO
ECON
TI
MÍNERO-METALÚRGICO
ENERGIA
ECONEGÓCIOS
MÍNERO-METALÚRGICO
Café (Polo de Excelência)
Software (APL)
34
MÍNERO-METALÚRGICO
MÍNERO-METALÚRGICO
AGRONEGÓCIO
Minero-Metalúrgico
(Polo de Excelência)
ECONEGÓCIOS
MÍNERO-METALÚRGICO
MÍNERO-METALÚRGICO
TI
AUTOM
Setores Estratégicos
inove em Minas
Agronegócio
Cenário
Minas Gerais possui tradição na atividade agropecuária, representando 12% do agronegócio brasileiro. O PIB do agronegócio mineiro
cresceu 15% em 2008, superando em 8 pontos percentuais a média
nacional e chegando a aproximadamente R$91 bilhões de reais. O
superávit da balança comercial do agronegócio no Estado no mesmo
ano foi 18% superior ao valor de 2007, sendo que o valor exportado
alcançou os US$6 bilhões.
O Estado é o maior produtor de leite e café e detém o segundo maior
rebanho bovino do país. Destaca-se ainda na produção nacional de
outros produtos agrícolas, como milho e soja, e no reflorestamento,
sendo o principal produtor de carvão de florestas plantadas.
Principais produtos agropecuários do Estado de Minas Gerais
Produto
Produção
Posição no Ranking
nacional
Café (beneficiado)
1,4 milhões
1º
Leite (mil litros)
7,3 milhões
1º
Leite industrializado (mil litros) 5,3 milhões
1º
Carvão vegetal (tonelada)
2,9 milhões
1º
Folha de eucalipto (toneladas)
28 mil
1º
Fonte: Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), 2007
Instituições de ciência e tecnologia
Um dos fatores que explicam o sucesso do agronegócio em Minas
Gerais é a presença de centros de pesquisa agropecuária nacionais
e estaduais que, juntamente com universidades e outras instituições
privadas, fazem parte do Sistema Nacional de Pesquisa Agropecuária. As unidades da Embrapa no Estado e a Epamig são algumas das
instituições que mais se destacam no setor.
Instituto Nacional de Ciência
e Tecnologia do Café
(INCT Café)
O INCT Café está sediado na Ufla, junto ao Pólo de Excelência do Café. Foi
criado através de investimentos do
CNPq e da Fapemig, com o objetivo de
integrar competências institucionais,
para induzir o processo de desenvolvimento competitivo do agronegócio
do café no país. Tem a missão de gerar
tecnologias apropriadas, competitivas
e sustentáveis, por meio da integração
de competências institucionais, capacitar de recursos humanos com estímulo à inovação e gerar negócios de
alto valor agregado. Conta com a participação das principais instituições
integradas ao consórcio de pesquisas
em café, como a Embrapa, a Epamig,
a UFV, o Instituto Agronômico (IAC),
a Fundação Procafé, entre outras. Participam do INCT Café 62 pesquisadores, além de bolsistas de graduação,
mestrado, doutorado e pós-doutorado.
Fonte: Jornal Agrosoft, dezembro de 2008;
Secretaria do INCT.
A Embrapa desenvolve pesquisas e novas técnicas voltadas para a
melhoria da qualidade dos produtos agropecuários e para o aumento
da produtividade do setor. A instituição possui duas unidades conceituadas pelos resultados do trabalho em Minas Gerais: a Embrapa
Milho e Sorgo e a Embrapa Gado de Leite.
A Epamig é um centro estadual de pesquisa, com sede na cidade de
Belo Horizonte. A instituição possui uma estrutura descentralizada
composta por cinco unidades regionais, com vinte e cinco fazendas
35
inove em Minas
Setores Estratégicos
experimentais, três núcleos tecnológicos, um instituto de laticínios e um núcleo de ensino técnico
agropecuário, localizados em regiões estratégicas
do Estado.
Ações direcionadas do Governo do
Estado
O incentivo à inovação tecnológica por parte do
Estado, representado pela criação dos Polos de Excelência potencializa o cenário positivo do agronegócio mineiro.
Os Polos de Leite e Derivados, Café e Genética
Bovina são compostos por instituições públicas e
centros de pesquisa públicos e privados, que trabalham no sentido de ampliar as interações com
as empresas, gerando inovações e soluções para as
demandas do setor.
O Polo de Excelência em Florestas é uma instituição que garante que Minas Gerais, enquanto detentor da maior área de plantações florestais no Brasil
(cerca de 1,52 milhão de hectares) possa integrar as
diferentes potencialidades do negócio florestal. A
Principais Instituições de Ciência e Tecnologia do
setor Agropecuário do Estado de Minas Gerais
Leite
Universidade Federal de Juiz de Fora
Embrapa Gado de Leite
Universidade Federal de Viçosa
Universidade Federal de Lavras
Centro Federal de Ensino Técnico (Rio
Pomba)
Epamig
Café
Universidade Federal de Viçosa
Universidade Federal de Lavras
Milho e
Sorgo
implantação do Polo visa estabelecer uma ligação
estratégica entre o desenvolvimento tecnológico e a
tecnologia da informação com os diferentes elos da
cadeia produtiva florestal. Esta ação coloca Minas
Gerais na vanguarda do desenvolvimento sustentável do negócio florestal brasileiro e criar um grande
atrativo para investimentos no Estado. O Polo atua
em três grandes linhas:
1. Otimização das potencialidades de desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação, advindos da existência de competências instaladas no
Estado;
2. Aproveitamento da sinergia resultante do Polo
para estabelecer novos negócios;
3. Utilização da sinergia resultante do Polo para
implementar programas locais e regionais de desenvolvimento sustentável dos setores de produção
e de transformação do setor de base florestal.
Polos de Excelência articulam competências para
promover inovações, atender demandas e atrair
negócios, potencializando o cenário positivo do
agronegócio mineiro.
Outras ações do Estado nas áreas de leite e derivados, café e genética bovina
Leite e
• Criação do mestrado profissional em
derivados
Leite e Derivados
• Criação da Comissão de Garantia da
Segurança e Qualidade de Produtos
Lácteos
• Filiação do Brasil à Federação Internacional de Lácteos
Café
• Criação do Instituto Nacional de
Ciência e Tecnologia do Café
• Criação de dois cursos de Masters of
Business Administration (MBA) em
Coffee Business
• Estudo para implantação do Parque
Tecnológico do Café, Varginha – MG
Genética
bovina
• Criação do Centro de Inteligência
Competitiva em Genética Bovina
Embrapa Milho e Sorgo
Genética Universidade Federal de Uberlândia
Bovina
Embrapa Gado de Leite
Universidade Federal de Minas Gerais
Universidade Federal de Viçosa
Universidade Federal de Lavras
Epamig
36
Setores Estratégicos
inove em Minas
Automotivo
Cenário
Minas Gerais possui a segunda maior frota de veículos do Brasil, com
cerca de 3 milhões de unidades. O Estado respondeu por 14% dos
automóveis vendidos no país em 2007. No mesmo ano, a indústria
automobilística mineira cresceu 22% e o número de veículos emplacados no Estado aumentou 32%.
A receita líquida de vendas do setor de fabricação e montagem de
veículos automotores, reboques e carrocerias em Minas cresceu 293%
entre 2006 e 2007, passando de R$8 bilhões para R$24 bilhões. As
atividades da indústria automotiva se dividem entre as regiões do
Estado, variando desde a fabricação de autopeças até a mecânica
pesada.
Atividades do setor automotivo por região em Minas Gerais
Região Central
Automóveis, autopeças e bens
de capital
Região do Vale do Rio Doce
Autopeças e mecânica pesada
Região Sul
Helicópteros e autopeças
Região da Zona da Mata
Automóveis
O Grupo Fiat concentra no Estado o maior volume das suas atividades no Brasil, tendo papel significativo na cadeia produtiva da
indústria automobilística de Minas. Além de automóveis, o Grupo
fabrica máquinas agrícolas e de construção (CNH), caminhões e veículos utilitários (Iveco), componentes automotivos (Magneti Marelli),
motores e transmissões (FPT), produtos metalúrgicos (Teksid) e meios
e sistemas de produção (Comau).
Polo de
Desenvolvimento
da Fiat
O Polo de Desenvolvimento Giovanni Agnelli, centro de pesquisas e desenvolvimento de novos produtos do
Grupo Fiat localiza-se dentro da fábrica em Betim. Tem diversos laboratórios com recursos de última geração, capazes de realizar simulações
e testes dinâmicos em escala real que
permitem desenvolver veículos com
qualidade, sustentabilidade, inovação
e segurança. Concentra cerca de 800
engenheiros e técnicos com alta especialização em diversas áreas, capacitados para realizar todas as etapas do
desenvolvimento de um automóvel,
do design e dos modelos matemáticos,
até as diversas provas de simulação e
validação de protótipos.
Fontes: Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos de Minas Gerais (Sincodiv)
Fundação João Pinheiro e Fiat
Instituições de Ciência e Tecnologia
As universidades e institutos de pesquisa de Minas Gerais formam
profissionais qualificados para a atuação no setor automotivo em
suas várias áreas, do design e construção de veículos às simulações
computacionais. As ICTs mineiras possuem competências para atender diversas demandas do setor, como reciclagem e utilização de novos materiais, design, entre outras. Entre as instituições que realizam
pesquisas diretamente relacionadas à área automotiva, destacam-se a
UFMG, o Cefet-MG e a Unifei, que desenvolvem projetos de veículos
e componentes automotivos inovadores.
37
inove em Minas
Setores Estratégicos
Exemplos de projetos inovadores de icts
mineiras na área automotiva
Mini Baja – UFMG
O Mini Baja é um projeto dos alunos de Engenharia
Mecânica da UFMG para a construção de um veículo de competição. O modelo desenvolvido passa por
provas estáticas, dinâmicas e de resistência, servindo como um laboratório para os futuros profissionais da indústria automobilística, que utilizam as
mesmas ferramentas presentes nas grandes montadoras de automóveis de todo o mundo.
Ecofet – Cefet-MG
Alunos do Cefet-MG se envolveram em uma competição baseada na construção de um automóvel
que visa percorrer a maior quilometragem possível com um litro de gasolina. A Ecofet deve aliar
em seu veículo leveza, redução de qualquer tipo de
atrito e a mais alta performance dos componentes empregados, visando sempre à melhor forma
de equacionar desempenho e economia de combustível. O aspecto ecológico é fundamental para
um projeto como esse, uma vez que a economia de
combustível é um dos maiores objetivos da indústria no combate ao efeito estufa e o uso de materiais
alternativos trabalhados no desenvolvimento do
veículo pode, conseqüentemente, reduzir impactos
no meio ambiente.
Veículo autônomo inteligente - Unifei
A Unifei, em parceria com a Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, está desenvolvendo um
veículo autônomo inteligente, controlado por computador, que dispensa a presença de motorista. O
projeto visa a integração das linhas de produção industrial. O projeto tem como objetivo automatizar
o processo de transportes de produtos, inicialmente, dentro de ambientes industriais como fábricas
e minas, entre outros, onde existe fluxo contínuo
de materiais pesados, fazendo assim a conexão de
linhas de manufaturas.
As instituições de ciência e tecnologia mineiras
possuem competências em pesquisa e formam
profissionais qualificados a atenderem diversas
demandas do setor automotivo.
Ações direcionadas do Governo
O Governo de Minas Gerais estimula as interações
entre os agentes de inovação do setor automotivo, através de ações direcionadas realizadas pela
Fapemig e pela Sectes, como o Edital Mestres e
Doutores na Empresa e o Encontro de Inovação do
Setor Automotivo.
Encontro de Inovação do Setor Automotivo
A Sectes realizou o Encontro de Inovação do
Setor Automotivo na Feira de Inovação Tecnológica (Inovatec-2009). Através da análise das
Realização de encontros presenciais entre empresários e pesquisadores convidados, resultando em um elevado interesse por realização de
parcerias.
38
demandas da empresa Fiat, foi realizado um
trabalho de mapeamento de pesquisadores com
competências para atendê-las em instituições
de pesquisa em todo o Brasil. Durante a Inovatec, foram realizados encontros presenciais
entre profissionais de diversas áreas da empresa e pesquisadores convidados, resultando em
um elevado interesse de realização de parcerias, seja para a transferência de tecnologias ou
para o desenvolvimento conjunto de produtos.
Setores Estratégicos
inove em Minas
Biotecnologia
Cenário
Minas Gerais é o segundo Estado em número de empresas de Biotecnologia no Brasil, representando cerca de 30% do total nacional. A
atratividade do Estado para este setor está apoiada na interação entre
as empresas, os três Polos de Excelência em Biotecnologia e a ampla
rede de universidades e centros de pesquisa, que formam profissionais capacitados para atuar nesta área. A ação do governo estadual,
através do apoio aos APLs de biotecnologia, é outro fator decisivo
para o sucesso da bioindústria mineira.
A Biotecnologia mineira em números
• 1° lugar na bioindústria da América Latina
• 3 APLs de Biotecnologia (RMBH, Viçosa e Triângulo Mineiro e
Alto Paranaíba)
• 56 grupos de pesquisa em 2008
• R$ 5 milhões em investimentos da Sectes nos APLs em 2008
Fonte: Conselho de Informações Sobre Biotecnologia (CIB)
Instituições de ciência e tecnologia
As instituições de ensino, pesquisa e desenvolvimento científico presentes no Estado se destacam nacionalmente na área de Biotecnologia,
tendo vários cursos de pós-graduação bem conceituados, que formam
profissionais qualificados para a atuação na bioindústria. A UFMG,
por exemplo, possui 161 pesquisadores com doutorado em Ciências
Biológicas, além de ser destaque entre as universidades patenteadoras
em biotecnologia. Além disso, a biodiversidade mineira favorece o desenvolvimento de pesquisas relacionadas à área no Estado.
Suporte a novos empreendimentos em
biociências no Brasil
A Fundação Biominas é uma
instituição voltada para a
criação e desenvolvimento
de empresas de biociências
no Brasil, atuando desde a
concepção até o amadurecimento do empreendimento.
A instituição oferece serviços
especializados, como a análise de oportunidades de negócios, identificação de poten-
ciais parceiros estratégicos,
arrecadação de recursos e
consultoria em assuntos regulatórios e propriedade intelectual.
A Biominas possui uma forte
rede de relacionamentos no
país e no exterior, integrando
universidades, governo, setor
privado e fundos de investimentos.
Monsanto
A Monsanto é uma empresa pioneira no desenvolvimento de produtos
na área agrícola e tem redirecionado
seus investimentos de pesquisa com
agroquímicos para a biotecnologia,
buscando desenvolver tecnologias
que proporcionem aos agricultores
melhor produtividade das lavouras
e menores custos de produção. Uma
de suas ações foi a construção do Laboratório de Biotecnologia e Melhoramento Vegetal na UFV, em parceria
com esta universidade e o Ministério
da Educação, onde são desenvolvidas
pesquisas com macaúba, milho, dendê
e cana-de-açúcar. A Monsanto também investiu cerca de US$ 60 milhões
na modernização de suas unidades de
sementes e em um novo complexo de
pesquisa e beneficiamento de sementes de milho e sorgo em Uberlândia
(MG). O complexo dispõe de um centro avançado de pesquisas que inclui
laboratórios para o melhoramento
convencional, fitopatologia e pesquisa em biotecnologia.
Fonte: Site Portal do Agronegócio, acessado em
março de 2010
39
inove em Minas
Setores Estratégicos
Principais instituições de ensino e pesquisa de Biotecnologia de Minas Gerais e suas áreas de pesquisa
Instituição
Principais áreas de pesquisa
Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais
- Cetec
Saúde humana e veterinária, alimentos e meio ambiente.
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
Biodiversidade, farmacêutica, bioquímica, matérias-primas vegetais, alimentos, genética, zootecnia,
agronomia, entre outras.
Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop)
Mineral-metalúrgica e tratamento de doenças.
Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig)
Agroenergia, aquicultura, agricultura, genética bovina, silvicultura e meio-ambiente, entre outras.
Fundação Hemominas
Hemoderivados
Centro de Pesquisas Renè Rachou/Fundação
Oswaldo Cruz (CpRR/Fiocruz)
Farmacologia, microbiologia, virologia, parasitologia, imunidade e inflamação, epidemiologia molecular e genética em saúde, vacinas, métodos diagnósticos, vetores infecciosos.
Universidade Federal de Viçosa (UFV)
Agropecuária em geral, reprodução animal, leveduras agroindustriais, sanidade avícola, genética
vegetal, fruticultura.
Universidade Federal de Lavras (Ufla)
Reprodução animal, medicina veterinária, meio-ambiente, alimentos, agronomia, entre outras.
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
(Embrapa)
Agricultura, agroenergia, alimentos, genética animal
e vegetal, meio-ambiente e reprodução animal e
vegetal.
Ações direcionadas do Governo do
Estado
A Biotecnologia mineira é favorecida pelas ações
estaduais de desenvolvimento tecnológico, como
a Política Estadual de Apoio aos APLs e o Programa de Implantação de Polos de Excelência. Minas possui um dos oito polos internacionais de
Biotecnologia, formado pelos APLs das cidades de
Belo Horizonte, Viçosa e da região do Triângulo
Mineiro e Alto Paranaíba. O Estado é o único da
América do Sul a ter um APL de Biotecnologia (o
APL da RMBH) convidado a participar do site do
Global Bioscience Partnership. Esse site foi criado para unir diferentes arranjos produtivos para
discutir as experiências e resultados de programas
de desenvolvimento regionais e nacionais, proporcionando um clima de interação e troca de informações entre os gestores desses arranjos.
40
Além do Polo de Excelência e dos APLS, o setor
mineiro de biotecnologia conta com ações como
a Rede Mineira de Biotecnologia para o Agronegócio (RMBA), criada em 2005, o Polo de Excelência em Genética Bovina, criado em 2008, e os
fundos de recursos destinados a investimentos na
área.
A RMBA foi criada para capacitar tecnologicamente os pesquisadores do Estado nas áreas de
genômica funcional, genética molecular e biossegurança. Oferece estrutura física e apoia a interação entre as instituições de pesquisa parceiras
voltadas para o desenvolvimento sustentável do
agronegócio mineiro. A RMBA é fruto de uma
parceria entre governo do Estado, Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG), Embrapa Gado de
Leite (Juiz de Fora-MG), Epamig, UFV, Ufla, UFU
e a Escola de Veterinária da UFMG.
Setores Estratégicos
O Polo de Excelência em Genética Bovina tem sede
em Uberaba e foi criado pelo Governo estadual em
parceria com diversas instituições e secretarias.
Entre suas medidas está o Centro de Inteligência
em Genética Bovina (CIGB), que tem como objetivos captar, organizar e gerir informações técni-
inove em Minas
cas, científicas, econômicas e sociais de interesse
da cadeia produtiva da genética bovina, reunindo
informações estratégicas geradas pelas instituições
de pesquisa, organismos nacionais e internacionais
e agentes do setor.
Características dos APLs de Biotecnologia de Minas Gerais
Dados
APL RMBH
APL Viçosa
APL TMAP
N° de empresas participantes do Projeto APL
22
13
14
N° de empresas mapeadas no APL
Mais de 70
25
20
Principais segmentos de Saúde humana, saúde
atuação
animal, meio ambiente e
agronegócio
Saúde animal, alimentos e agronegócio,
saúde humana, microbiologia industrial
Biotecnologia animal,
vegetal, meio-ambiente,
saúde humana e bioenergia
Incubadoras
Inova (UFMG) e
Habitat (Biominas)
Centev (UFV)
Unitecne (Uniube) e
Ciaem (UFU)
N° de grupos de
pesquisa nos APLs
24
11
1
Municípios abrangidos
13
12
5
% de micro e pequenas
empresas
80%
85%
58% micro e 14% incubadas
Faturamento
R$ 92 milhões em 2005
• 69% das empresas: • 58% das empresas: até
até R$ 500 mil
R$ 500 mil
• 8% das empresas: en- • 14% das empresas: de R$
tre R$ 1 milhão e R$
500 mil a R$ 1milhão
5 milhões.
• 7% das empresas: entre
R$ 1 milhão e R$ 5 milhões
Site
rededabioindustria.com.br biotecvicosa.com.br
aplbiotm.com.br
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Fundo Setorial de
cingBiotecnologia
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hac habitasse platea dictumst. Suspendisse egestas
nhecimento,
Fundo do MCT e datincidunt
Finep voltado
a for-lacinia.
massapara
sit amet
Vivamusestímulo
vitae à formação de empresas
de
base
biotecnológica
e à transferência de
mação e capacitação
de
recursos
humanos
orci purus. Nunc a diam sed velit eui
para o setor de biotecnologia, fortalecimen- tecnologias para empresas consolidadas, prosto da infra-estrutura nacional de pesquisas e pecção e monitoramento do avanço do conheserviços de suporte, expansão da base de co- cimento no setor.
41
inove em Minas
Setores Estratégicos
Econegócios
Cenário
Inovações verdes podem ser definidas como aquelas que proporcionam algum tipo de benefício ambiental, seja na prevenção ou
na solução de problemas gerados pelo processos produtivos e seus
produtos.
Centro de Pesquisa e
Educação Ambiental
Ferrous-Inhotim
O Centro de Pesquisa e Educação Ambiental foi criado por meio de um convênio assinado pela Ferrous Resources
do Brasil Ltda e o Instituto Cultural
Inhotim. É um espaço interinstitucional destinado a estudos e cursos
avançados em meio ambiente, tendo
como objetivo desenvolver pesquisas
em gestão ambiental que servirão de
modelo para todo o País. As universidades UFMG e PUC Minas, as Secretarias de Estado de Meio Ambiente
e Desenvolvimento Sustentável e a
Sectes, e as empresas Cemig e Copasa
firmaram um acordo de cooperação
técnica para a estruturação do conselho consultivo do Centro e definição
da agenda de pesquisas deste.
Minas Gerais possui um elevado potencial de produção de inovações verdes. Esta vocação é devido à riqueza da sua bacia hidrográfica, à biodiversidade, à área agricultável, à produção de
conhecimento de suas ICTs em áreas relacionadas à sustentabilidade ambiental e as ações do governo estadual direcionadas à
preservação do meio-ambiente.
A importância atribuída à preservação do meio-ambiente na atividade econômica nos últimos anos fez emergir diversas oportunidades para os chamados Econegócios. Esse é um segmento
de mercado baseado no conceito de desenvolvimento sustentável,
que reúne produtos e serviços voltados para a solução de problemas ambientais ou que utilizam métodos mais racionais de exploração dos recursos naturais. Os econegócios são classificados
em três principais segmentos: ecoindústria, baseada no desenvolvimento de métodos de prevenção da degradação ambiental nos
processos produtivos e reciclagem dos resíduos industriais; indústrias alternativas, que trata de áreas como produção de energias
alternativas, criação de materiais a partir de resíduos de processos
produtivos; e, desenvolvimento de técnicas para a agricultura orgânica e indústrias ambientalmente responsáveis, que são as que
diferenciam seus produtos através da dimensão ambiental.
Principais segmentos dos Econegócios
Ecoindústria
Indústrias
alternativas
Indústrias
ambientalmente
responsáveis
• Gestão e tratamento de
água e efluentes
• Gestão e recuperação de
resíduos sólidos
• Descontaminação do solo
• Despoluição do ar
• Redução da poluição sonora
• Recuperação de paisagens
• Energias renováveis
• Materiais alternativos
• Construções
verdes
• Fito produtos
• Alimentos orgânicos
• Indústrias de
base
• Bens de consumo
• Instituições
financeiras
• Outros tipos de
empresas
Fonte: Instituto Inovação
42
Setores Estratégicos
inove em Minas
Exemplos de grupos de pesquisas aplicadas aos econegócios nas ICTs do Estado de Minas Gerais que posTítulo
suem parceriasdo
com osubseguimento
setor privado
Grupo e Instituição
Área predominante
Principais aplicações principais da pesquisa para os econegócios
Biotecnologia e
Ciência dos Materiais
Aplicadas à Tecnologia Mineral e ao Meio
Ambiente (Ufop)
• Engenharias
• Bioflotação
• Engenharia de
• Biolixiviação e biooxidação
Materiais e Meta- • Tratamento passivo de efluentes
lúrgica
Parcerias
• Votorantim
Metais
• Vale
Centro de Estudos
• Ciências Agrárias • Tecnologias de uso de residuos sólidos
Sobre Transporte e Es- • Recursos Floresindustriais para a pavimentação rodovitradas Florestais (UFV)
tais
ária e aterros sanitários
• Engenharia Flo- • Sistemas de colheita de madeira em
restal
áreas de fomento florestal
• BahiaPulp
e Celulose
Nipo-brasileira S/A
Fisiologia Vegetal
(Ufla)
• Cemig
• Ciências Agrárias • Tecnologias de implantação de mata
ciliar em terra firme e ambientes inun• Agronomia
dáveis, margens de cursos d’água e
reservatório hidrelétrico;
• Biotecnologia voltada para a revegetação de áreas de depleção de reservatórios hidrelétricos
Instituições de Ciência e Tecnologia
As ICTs mineiras realizam pesquisas em várias linhas relacionadas à sustentabilidade ambiental.
Firmam parcerias com diversas empresas, em interações que geram inovações e soluções para problemas causados pelas atividades industriais.
Ações direcionadas do Governo
A preocupação ambiental do governo do Estado
de Minas Gerais é refletida em pesquisas sobre a
biodiversidade, em projetos de preservação do meio
ambiente, na redução e reciclagem de resíduos, e
em sua legislação.
Outra ação do Estado, o Polo de Excelência em
Recursos Hídricos é o responsável pela elaboração
de projetos estratégicos de utilização da água. Seu
objetivo principal é agregar, em um ambiente cooperativo, as instituições de pesquisas e desenvolvimento, de forma a gerar as bases para a gestão
sustentável dos recursos hídricos do Estado. Tem
a missão de consolidar Minas Gerais como um Estado de excelência em Recursos Hídricos, organizando e fortalecendo as estruturas geradoras de
conhecimento, tecnologias, formação de recursos
humanos e prestação de serviços.
Projetos e ações do Governo
Lei Estadual de Resíduos Sólidos
Aprovada em janeiro de 2009, prevê a recuperação de áreas degradadas
pela disposição inadequada de resíduos, a cobrança progressiva pela coleta de lixo e a adoção de incentivos fiscais para unidades recicladoras.
Projeto Bolsa Verde
Institui incentivo financeiro a proprietários e posseiros rurais que identifiquem, recuperem e preservem formações ciliares, sistemas de água e
áreas de biodiversidade e ecossistemas sensíveis.
Projeto Resíduo é Energia
Voltado para o desenvolvimento de métodos para a transformação de
resíduos sólidos urbanos em energia.
Rede Biota Minas
Banco de dados sobre a biodiversidade mineira, com informações para
orientação de novos investimentos.
Centro Mineiro de Referência em Atua na gestão de resíduos, oferecendo apoio aos municípios, qualificaResíduos
ção profissional e informações sobre o tema. Promove eventos de educação ambiental e estimula a P&D, voltados para a redução da geração de
resíduos e ampliação da reciclagem de materiais.
43
AGRONEGÓCIO
BIOTECNOLOGIA
ENERGIA
inove em Minas
ELETROELETRÓNICO
TI
AUTOMOTIVO
ECONEGÓCIOS
MÍNERO-METALÚRGICO
Setores Estratégicos
Eletroeletrônico
Cenário
No Vale da Eletrônica, interações
entre empresas e institutos de
ensino e pesquisa de qualidade são
responsáveis pelo desenvolvimento
tecnológico da região.
O Vale da Eletrônica em números:
• 137 empresas com foco em eletrônica
• R$1 bilhão de faturamento em
2008
• Crescimento de 28% entre 2007 e
2009
• 11 mil itens comercializados no
Brasil e no exterior
• R$18 milhões investidos pela
Fapemig na formação de recursos
humanos
O Vale da Eletrônica, localizado nas cidades mineiras de Santa Rita
do Sapucaí e Itajubá, é um dos principais polos de desenvolvimento
tecnológico do Brasil, sendo reconhecido internacionalmente devido à
qualidade dos seus produtos. Com o intuito de prospectar novos negócios, facilitar a compra de matéria-prima da Ásia e fabricar amostras
de produtos inovadores, o parque industrial do Vale da Eletrônica se
prepara para abrir escritórios em cinco países: Chile, Uruguai, México,
Hong Kong e Estados Unidos (San José, na Califórnia).
As cidades de Santa Rita do Sapucaí e Itajubá possuem uma sólida estrutura educacional voltada para as áreas de eletroeletrônica, informática e telecomunicações. Essa estrutura forma os profissionais qualificados demandados pelas empresas do Vale e proporciona a realização
de interações entre empresas e institutos de pesquisa, responsáveis pelo
desenvolvimento tecnológico da região.
Áreas de destaque do setor de Eletroeletrônica no Estado de Minas
Gerais
Software
Software embarcados e de Gestão
Telecomunicações Alarmes, Antenas e Private Branch Exchange
(PABX)
Informática
Nobreaks, Estabilizadores de tensão e Voice Over
Internet Protocol (VOIP)
Automação
Industrial e Equipamentos
Papel e celulose, Petróleo e gás, Mineração, Siderurgia, Açúcar e álcool
Serviços
Desenvolvimento de softwares e hardwares customizados
Componentes elétricos e eletrônicos
Geração, transmissão e distribuição de energia
Utilidades domésticas eletroeletrônicas
Instituições de Ciência e Tecnologia
As principais Instituições de Ciência e Tecnologia do Vale da Eletrônica
são o Inatel e a Unifei. Além dessas instituições, as empresas do setor
são beneficiadas pela formação de profissionais altamente qualificados
nas demais universidades mineiras, que possuem vários cursos e linhas
de pesquisa em áreas relacionadas à eletroeletrônica.
O Inatel, localizado em Santa Rita do Sapucaí, possui uma área de
negócios focada em pesquisa e desenvolvimento de produtos de telecomunicações. Em 2008, foram concluídos dez projetos, aplicados em
empresas nacionais e multinacionais.
44
Setores Estratégicos
A Unifei ocupa o 16° lugar no ranking que avalia a
qualidade das 178 instituições de ensino brasileiras.
A universidade conta com duas incubadoras de empresas, responsáveis pela criação da infraestrutura
diferenciada para abrigar e desenvolver as empresas
nascentes na região.
A UFMG, terceira melhor instituição de ensino su-
inove em Minas
perior do Brasil, criou cursos de especialização em
microeletrônica com ênfase em microfabricação de
circuitos integrados e em projeto de circuitos integrados digitais de alta complexidade. O objetivo dos
cursos é treinar, em regime intensivo, pessoas com
formação em áreas afins à microeletrônica, fornecendo mão de obra qualificada para a estruturação
do setor em Minas Gerais.
Principais Instituições de Ciência e Tecnologia do setor eletroeletrônico do Estado de Minas Gerais
Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel)
Universidade Federal de Itajubá (Unifei)
Faculdade de Administração e Informática (FAI)
Escola técnica de Eletrônica Francisco Moreira da Costa (ETE)
Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai)
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
Ações direcionadas do Governo do
Estado
O governo de Minas tem apoiado o setor eletroeletrônico por meio de diversas ações direcionadas
e incentivos, como o Proim, o Proe-Eletrônica, a
implantação do Polo de Microeletrônica e as ações
voltadas para o APL do setor. Essas iniciativas demonstram que o desenvolvimento tecnológico da
Eletroeletrônica é um dos fatores considerados estratégicos dentro do plano governamental do Estado.
Proim
Programa voltado para empresas de base tecnológica e de setores estratégicos para o
Estado. Os projetos contemplados podem receber financiamento para investimentos fixos
ou mistos, sendo que até 50% dos recursos podem financiar o capital de giro da empresa
associado às inversões fixas. O programa disponibiliza até 50% do total a ser gasto no
projeto, enquanto o requerente deve arcar com pelo menos 20%, podendo obter os 30%
restantes de outras fontes.
Proe-Eletrônica
Tem o objetivo de promover o desenvolvimento e a consolidação de polos de eletrônica,
informática e telecomunicações no Estado, financiando capital de giro a empresas desses
setores. O valor da parcela do financiamento pode chegar a 61% do valor do ICMS devido
e recolhido, referente às vendas e transferências da produção própria da unidade financiada.
Polo de
Microeletrônica
O Polo de Microeletrônica de Minas Gerais será implantado na cidade de Vespasiano, na
região metropolitana de Minas Gerais. As obras para a construção do complexo estão
orçadas em R$30 milhões. O novo distrito industrial, com 4 milhões de metros quadrados,
sediará a Companhia Brasileira de Semicondutores (CBS), cuja implantação demandará
US$500 milhões.
Desenvolvimento As principais ações de desenvolvimento do APL de Eletroeletrônica serão:
do APL de Eletroe- • Implantação do escritório de informação, pesquisa e desenvolvimento, inovação e inteletrônica
ligência competitiva para o APL
• Homologação e certificação de produtos para os mercados interno e externo do APL
• Desenvolvimento e capacitação de fornecedores da cadeia produtiva do APL.
• Desenvolvimento da gestão administrativa, ambiental, contábil, fiscal e de Recursos
Humanos (RH) para as empresas do APL
• Implantação de Design House para apoio à inovação
• Consolidação do Centro de Referência em Software Embarcado (CRSWE)
45
AGRONEGÓCIO
BIOTECNOLOGIA
inove em Minas
ENERGIA
ELETROELETRÓNICO
TI
AUTOMOTIVO
ECONEGÓCIOS
Setores Estratégicos
Energia
Cenário
Inovação:
Subestação
isolada a
óleo vegetal
A Cemig, em parceria com a empresa
ABB, construiu a primeira subestação
móvel do mundo, de 138 kw, totalmente isolada a óleo vegetal. O equipamento pode ser utilizado no atendimento a emergências e reparos de
subestações danificadas, agilizando
a prestação de serviços. Com o dobro
da potência do modelo tradicional, o
equipamento tem capacidade de 15
MVA, suficiente para atender a uma
população de aproximadamente 50
mil habitantes.
Fonte: (Cemig, dezembro de 2008)
Centros de Excelência Tecnológica
parceiros do Grupo Cemig
• Universidade Federal de Minas
Gerais (UFMG)
• Universidade Federal de Ouro Preto
(Ufop)
• Universidade Federal de Lavras
(Ufla)
• Universidade Federal de Itajubá
(Unifei)
• Fundação Centro Tecnológico de
Minas Gerais (Cetec)
• Pontifícia Universidade Católica de
Minas Gerais (PUC MG)
A energia hidrelétrica consumida pelos mineiros é fornecida fundamentalmente pela Cemig, uma das principais concessionárias de energia
elétrica do país. Essa se destaca pela qualidade e estabilidade no fornecimento, além de sua capacidade de investimento, que chegou a cerca
de R$ 970 milhões em 2009. A empresa possui 57 usinas em operação,
com base predominantemente hidrelétrica, que produzem energia para
atender a mais de 18 milhões de pessoas em 774 municípios mineiros.
Sua rede de distribuição é a maior da América Latina, estendendo-se por
quase 460 mil km, e está presente em 12 estados brasileiros, além do
Chile. A Cemig também tem papéis negociados nas bolsas de São Paulo,
Nova York e Madri.
Alguns dados comprovam o potencial do Estado no que se refere à produção de biocombustíveis. O fornecimento de gás natural tem sido ampliado pela Gasmig, empresa controlada pela Cemig e pela Petrobras.
Entre 2000 e 2006, a oferta deste combustível pela empresa passou de
287 mil para 692 mil toneladas equivalentes de petróleo. Em relação à
produção de etanol, o Estado ocupa o 2° lugar, com 2,3 bilhões de litros produzidos na safra 2009 (21% a mais em relação à safra passada),
sendo 90% da cana-de-açúcar utilizada de origem própria. A Usina de
Biodiesel Darcy Ribeiro, da Petrobrás, construída na cidade de Montes
Claros, opera com capacidade de produção de 57 milhões de litros do
combustível por ano. Outro destaque da matriz energética de Minas é
a capacidade de processamento de óleos vegetais, que chegou a 6.600
toneladas/dia em 2008. Como exemplo, a produção mineira de mamona
voltada para a indústria do biodiesel cresceu 194% entre 2005 e 2009.
Dessa forma, existe um campo promissor relacionado às pesquisas em
biocombustíveis em Minas Gerais, que pode ser explorado pelas empresas instaladas na região.
Consciente de que o futuro do setor Energético depende de fontes alternativas ao petróleo e à energia hidrelétrica, a Cemig mantém parcerias
com universidades, centros de pesquisa, empresas de base tecnológica e
outras indústrias do setor para desenvolvimento de novas tecnologias
como:
•
•
•
•
•
•
•
•
•
Motores Stirling e célula a combustível para geração de eletricidade
Usinas de energia solar e eólica
Células combustíveis de óxido sólido, hidrogênio e álcool
Fontes renováveis de energia
Geotecnia
Geração termelétrica
Descargas atmosféricas
Materiais solares
Estruturas hidráulicas e ambientais
O investimento da Cemig de cerca de R$ 30 milhões por ano em projetos de P&D reforça as oportunidades de interações com universidades e
centros de pesquisa na área energética em Minas Gerais.
Fonte: Cemig, Agrosoft Brasil (setembro de 2009), Planeta Agro (abril de 2009), Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais.
46
MÍNERO-METALÚRGICO
Setores Estratégicos
Instituições de ciência e tecnologia
Minas Gerais conta com a excelência das universidades mineiras para a formação de profissionais qualificados e a realização de pesquisas na área energética. O Estado também se beneficia com a presença
de centros de pesquisa em energia especializados em
descargas atmosféricas, bioenergia e energia nuclear.
inove em Minas
Outra ação do Estado é a criação do Programa Mineiro de Desenvolvimento Tecnológico e Produção
de Biodiesel – Soldiesel, realizado pela Fapemig, que
visa a implantação ou complementação de laboratórios existentes. Esse Programa tem o objetivo de dotar
o Estado de infra-estrutura adequada para certificação
de biodiesel B100, de acordo com a regulamentação
da Agência Nacional de Petróleo (ANP).
Ações direcionadas do Governo do
Estado
O setor energético é um dos focos das políticas de desenvolvimento tecnológico do Governo do Estado de
Minas Gerais. O Programa de Estruturação de APLs da
Sectes prevê a implantação de três unidades do APL
de Bioenergia no Estado, que terão como foco integrar os atores da cadeia produtiva de energia.
Também, sob a coordenação do Programa de Energia
da Sectes, será instalado o Centro de Inovação em
Bioenergia (Bioerg), cujo objetivo é transformar Minas Gerais em referência nacional e internacional em
bioenergia. Para isso, foi criado em 2008 um escritório-gestor em parceria com as Sede e Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), além da Fiemg, por
meio do IEL. O projeto do estudo, no valor de R$758
mil, está sendo financiado pela Fapemig.
Biodíesel e vegetais
Etanol e
derivados
Carvão vegetal e
biomassa
Outras Instituições de Ciência e Tecnologia do setor de Energia do Estado de Minas Gerais
Lightning
Reserch
Center (LRC)
LRC é o único centro de excelência na pesquisa em descargas atmosféricas da América
Latina e um dos mais avançados do mundo. Integrado ao Centro de Pesquisa em Engenharia Elétrica dos Departamentos de Engenharia Elétrica e Engenharia Eletrônica da
UFMG, é administrado em conjunto com a Cemig. Os objetivos do LRC incluem a geração e a transferência de conhecimento para o setor produtivo. A expectativa é fomentar a criação de um polo regional industrial e prestador de serviços em engenharia de
proteção contra descargas atmosféricas. Além do desenvolvimento de novos produtos e
tecnologias, da identificação de oportunidades, formação de mão-de-obra especializada,
o centro atuará em certificação.
Centro de
Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear
(CDTN)
O CDTN, localizado na reserva ecológica da UFMG, foi a primeira instituição brasileira
a dedicar-se inteiramente à pesquisa nuclear. O centro desenvolve diversos projetos
relativos à aplicação de técnicas nucleares, tais como o recebimento, tratamento e armazenamento de rejeitos radioativos, gerenciamento de envelhecimento e extensão da
vida de instalações nucleares.
Centro de
Qualidade e
Compatibilidade Elétrica
(C-QCE)
O C-QCE, localizado no ParCTec – Parque Científico e Tecnológico de Itajubá, tem como
objetivo o desenvolvimento de pesquisas, testes e ferramentas voltadas para o setor
de energia elétrica, além de oferecer treinamento e formação de recursos humanos
em áreas relacionadas ao setor. O Centro conta com quatro estruturas laboratoriais: o
Laboratório de Qualidade da Energia Elétrica (LQEE), o Laboratório de Medidas Elétricas (LMEL), o Laboratório de Proteção de Sistemas Elétricos (LPSE) e o Laboratório de
Compatibilidade Elétrica (LCEL).
47
RÓNICO
TI
AUTOMOTIVO
ECONEGÓCIOS
inove em Minas
MÍNERO-METALÚRGICO
Setores Estratégicos
Mínero-metalúrgico
Cenário
Minas Gerais lidera o ranking da produção mineral no Brasil, sendo
responsável por 44% do total nacional, 53% da produção brasileira de
minerais metálicos e 29% da produção de minérios em geral.
Um acordo de cooperação foi assinado entre a mineradora Vale e a Fapemig. O acordo prevê a indução e apoio
a projetos cooperativos de pesquisas
estratégicas com foco no desenvolvimento do Estado. Serão destinados
R$ 41 milhões para financiamento de
projetos de pesquisas, sendo R$ 21
milhões desembolsados pela Vale e R$
20 milhões pela Fapemig. Por meio
desta parceria será criado o Instituto de Tecnologia em Sustentabilidade com sede em Ouro Preto, que vai
atuar no desenvolvimento de novas
tecnologias que possam transformar a
mineração em uma atividade sustentável, do ponto de vista ambiental e
social. As pesquisas terão como áreas de interesse a mineração, energia,
ecoeficiência, biodiversidade e produtos ferrosos para siderurgia. Esse é
o primeiro convênio assinado entre a
Vale e uma fundação estadual de pesquisa.
Fonte: Site Agência Minas (dezembro de 2009).
48
O Estado possui 19% das empresas brasileiras do setor de metalurgia
básica, representada pela produção de ferro-gusa e ferroligas, siderurgia,
fabricação de tubos, metalurgia de metais e fundição, além de ser líder
na produção de cimento, com 25% do mercado brasileiro. A produção
de ferro-gusa mineira fatura em média R$4 bilhões por ano, o que corresponde a 65% do faturamento nacional.
O Quadrilátero Ferrífero, situado no centro-sudeste de Minas, representa uma das mais importantes regiões com minerais do mundo, sendo
composto por 24 municípios. Segundo o governo de Minas, o Quadrilátero possui o maior histórico em produção de ouro, ferro e alumínio do
Brasil. Em 2008, a região foi responsável por 13% da produção mundial
e 70% da produção nacional de minério de ferro, com um total de 215
milhões de toneladas.
A siderurgia é a atividade metalúrgica de maior importância no Estado
e responde por aproximadamente 40% da produção de aço e 13% das
empresas do setor no país.
Instituições de ciência e tecnologia
Minas Gerais possui duas das faculdades mais tradicionais em engenharia metalúrgica do país, na UFMG e Ufop, que, juntamente com as
demais universidades mineiras, são responsáveis pela formação de profissionais qualificados e pelo desenvolvimento de pesquisas voltadas
para o setor.
Inovação é a saída!
Com o objetivo de incentivar
as empresas do setor Mínerometalúrgico a avançar na
gestão tecnológica, a Associação Brasileira de Metalurgia,
Materiais e Mineração (ABM)
promoveu seu 64º congresso.
O evento ocorreu de 13 a 17
de julho de 2009, no Expominas, em Belo Horizonte, tendo
como tema central “Inovação
é a saída”. ICT’s, cinco empresas âncoras e 37 ofertantes se
reuniram na Arena de Inovação e Negócios realizada no
congresso com o objetivo de
fechar acordos e promover a
inovação no setor de mineração e metalurgia. A Arena foi
uma realização do Simi e do
Polo de Excelência Mineral e
Metalúrgico.
Setores Estratégicos
inove em Minas
Centros de pesquisa do setor Mínero-metalúrgico em Minas Gerais
Título
do subseguimento
Centro de Pesquisas Tecnológicas
(CPT)
Centro de pesquisas voltado para a melhoria no uso dos recursos naturais e
para a mineração sustentável, por meio de pesquisa e desenvolvimento de
novas tecnologias ligadas à mineração, metalurgia e meio ambiente. O Centro
é uma iniciativa da Sectes em parceria com a mineradora Ferrous, onde
serão concentrados os estudos e pesquisas para todas as unidades da Ferrous
Brasil.
Centro Tecnológico de Minas Gerais
(Cetec)
Desenvolve pesquisas na área de metalurgia e materiais, se destacando no
desenvolvimento de aços inoxidáveis, visando a transferência de tecnologias
de maior valor agregado.
Centro de Estudos Avançados do
Quadrilátero Ferrífero (CeaqFe)
Localizado na Ufop, foi estruturado para ser um núcleo de referência para
o planejamento da atividade mineira de uso e ocupação do solo. Cria um
ambiente adequado para o domínio da inteligência do processo produtivo,
geração de tecnologia, capacitação de pessoal, além de prestação de serviços
técnicos e definição de processos para preservação do meio ambiente.
Centro de Desenvolvimento
Mineral (CDM)
O CDM é uma unidade da Vale, localizada na cidade de Santa Luzia. É responsável por todos os projetos minerais, atuando na exploração geológica,
desenvolvimento tecnológico, engenharia conceitual e análise de negócios.
Em 1997, o CDM foi o primeiro centro de pesquisa do mundo a receber a
certificação ISO 14001 de gestão ambiental.
Centro de Tecnologia de Ferrosos
(CTF) – Vale
Pertencente à Vale e localizado em Nova Lima, tem estrutura criada para
avaliar o desempenho dos produtos nos processos de produção e maximizar
o valor dos ativos de minério de ferro. Contando com laboratórios e unidades
piloto, neste Centro são realizados testes, por meio de simulações todo o processo produtivo, desde a definição de rotas de beneficiamento até o comportamento do minério nas siderúrgicas.
As instituições de ciência e tecnologia de Minas Gerais se destacam também em relação a pesquisas e
parcerias com empresas do setor Mínero-metalúrgico.
Um exemplo de interações são os convênios firmados
entre a Vale, mineradora sediada em Minas, universidades e centros de pesquisa. Por meio deles, a empresa financia a pesquisa e o desenvolvimento de novas
tecnologias de reutilização de resíduos, além de promover a implantação de unidades de reprocessamento
de resíduos nos territórios onde atua, priorizando a
contratação de mão-de-obra local.
Ações direcionadas do Governo
O Polo de Excelência Mineral e Metalúrgico é uma
plataforma institucional criada pelo Governo de Minas, por meio da Sectes, que congrega pesquisadores, núcleos e redes de pesquisa e desenvolvimento,
inovação e educação, com o objetivo de aumentar o
desempenho dos setores mineral e metalúrgico. O Polo
contempla as operações e processos envolvidos nas
várias etapas da cadeia produtiva, desde a prospecção
e exploração, lavra, beneficiamento mineral, metalurgia em toda a sua abrangência e diversidade de especialidades, transformação e tratamentos, propriedades
dos materiais envolvidos, preservação e recuperação
do meio ambiente, e processos de controle.
Entre as ações do Polo, está prevista a instalação de
escritórios de Ciência, Tecnologia e Inovação em cada
uma das plataformas de desenvolvimento regional,
localizadas na Região Metropolitana de Belo Horizonte, Alto Paraopeba, Alto Paranaíba, Vale do Aço,
Jequitinhonha e Mucuri. Serão inauguradas estruturas
tecnológicas de pesquisas e serviços inexistentes nestas regiões, como o Laboratório de Geoprocessamento
e Realidade Virtual da Faculdade de Engenharia da
Uemg, em João Monlevade, e o Laboratório de Tratamento de Minérios de Araxá, vinculado ao Cefet
de Araxá. O Centro de Inteligência Competitiva Profissional e Industrial para a Mineração, Metalurgia e
Materiais será o observatório das tendências mundiais
que orientam estas ações de fomento. Também há um
plano estratégico de atração de centros de pesquisa
para indústrias e empresas de base tecnológica de geologia, mineração, metalurgia e materiais.
Além disso, Minas Gerais possui 13 APLs potenciais
no setor de metalurgia básica, localizados nas cidades de Cláudio, Timóteo, Sete Lagoas, João Monlevade, Divinópolis, Belo Horizonte, Itaúna, Juiz de Fora,
Contagem, São João Del Rei, Carmo da Mata, Betim
e Cataguazes. Os APLs são beneficiados pelo Programa de Estruturação de Arranjos Produtivos Locais da
Sectes.
49
inove em Minas
Setores Estratégicos
Tecnologia da Informação
Cenário
O setor de Tecnologia da Informação (TI) em Minas Gerais se concentra
na região metropolitana de Belo Horizonte e em alguns importantes
polos de desenvolvimento do Estado, tais como as cidades de Santa
Rita do Sapucaí, Juiz de Fora, Uberlândia, Viçosa e Montes Claros.
Em 2008, existiam mais de 4 mil empresas especializadas em softwares instaladas no Estado, que tiveram um faturamento anual superior
a R$2,5 bilhões.
Em 2006 a Google instalou em Belo
Horizonte seu Centro de Pesquisa e
Desenvolvimento na América Latina
para suportar o aumento da equipe de
engenheiros que atuam no país. Estes
profissionais trabalham alinhados com
a equipe de engenharia da empresa na
Califórnia, onde se localiza a sua sede.
Além de criar e melhorar serviços globais, eles pesquisam produtos para o
mercado brasileiro. O Centro foi estabelecido após a compra da Akwan
pela Google em julho de 2005. Essa
empresa, que se destinava a explorar
tecnologias proprietárias para prover
serviços de localização de informação
na Internet, foi criada no Departamento de Ciência da Computação da
Universidade Federal de Minas Gerais,
a partir da associação entre professores do Departamento e investidores.
Instituições de ciência e tecnologia
Minas Gerais possui uma sólida base de formação de profissionais
qualificados na área de TI. As instituições de destaque no setor são
as mesmas que se destacam no setor de Eletroeletrônica. A capital
mineira abriga os dois melhores centros de formação de profissionais
em Ciências da Computação do país: a UFMG e a PUC Minas são
consideradas as melhores universidades, pública e particular, respectivamente, no curso de Ciências da Computação.
A grande concentração de bons profissionais em Minas Gerais garante a excelência das empresas mineiras de software e TI. Esse sucesso
atrai empresários de diversos países do mundo em busca de programas de parcerias e aquisição de produtos desenvolvidos no Estado,
além da instalação de unidades de grandes investidores multinacionais, como a Google, a IBM e a Microsoft.
Ações direcionadas do Governo do Estado
O setor de Tecnologia da Informação em Minas Gerais é beneficiado
pela política de apoio à criação de APLs do Governo do Estado. O
APL de software busca possibilitar a capacitação técnica e gerencial
de pessoas e empresas, visando o incremento de qualidade e produtividade das empresas que já desenvolvem serviços de TI.
Em 2008, o Governo de Minas destinou R$2 milhões ao APL de Software, sendo previsto que os gastos estaduais nessa área alcancem os
R$5 milhões até o final de 2010.
As principais ações do APL de Software são:
• Ampliação do acesso a mercados
• Acesso ao crédito
•Aumento da visibilidade nos vários mercados
• Integração com ICT
• Criação do núcleo de inteligência competitiva
• Elaboração do planejamento estratégico do APL BH e Viçosa
• Implantação e operacionalização do bureau de informação, P&D,
inovação e inteligência competitiva para o APL
• Comunicação e Marketing
• Certificação de produtos e processos do APL
• Capacitação em gestão
50
O Governo de Minas Gerais:
Estado para Resultados
A gestão do Estado de Minas Gerais foi eleita a melhor do Brasil em 2008, obtendo 75% de aprovação
da população. O destaque nacional do governo mineiro se deve, principalmente, ao Choque de Gestão
implantado pela administração estadual, que foi
responsável pela melhoria na eficiência do setor
público e de indicadores sócio-econômicos.
Minas Gerais possui um modelo de gestão em que
o governante e as organizações são avaliados pela
capacidade de melhorar a qualidade de vida dos
mineiros através de indicadores econômicos e sociais. As metas de resultados são estabelecidas em
diversas áreas, entre elas “Inovação, tecnologia e
qualidade”.
sendo responsável pelo monitoramento das ações
direcionadas às metas estabelecidas, definidas pelas
diretrizes a serem seguidas pelo Poder Executivo.
Os órgãos e entidades públicos possuem autonomia
de gestão, que é concedida em troca de um compromisso prévio com resultados. Em seu primeiro ano
de execução, mais de 80% dos indicadores estratégicos do Programa atingiu ou superou as metas
estabelecidas.
O Programa “Estado para Resultados” obteve respostas significativos em seu primeiro ano de execução. Mais de 80% dos indicadores estratégicos
atingiram ou superaram as metas estabelecidas.
O Programa “Estado para Resultados” promove a
avaliação constante das ações governamentais,
51
inove em Minas
O Governo de Minas Gerais
Etapas do modelo de gestão “Estado
para Resultados”
Etapa 1: estabelecimento dos indicadores e outros
resultados estratégicos a serem alcançados, de maneira a alinhar as prioridades dos órgãos e entidades com a estratégia governamental.
Etapa 2: Gestão estratégica por meio dos Comitês
de Resultados. Esses Comitês proporcionam ritmo e
sinergia no acompanhamento das áreas de resultado e seus planos de ação. Os planos de ação consistem em um conjunto de ações estratégicas, originadas com foco nas entregas pactuadas no âmbito das
Áreas de Resultados.
MINAS: O MELHOR ESTADO PARA SE VIVER
PLANO MINEIRO DE DESENVOLVIMENTO INTEGRADO – ESTRATÉGIA 2007/2023
Perspectiva
Integrada do
Capital Humano
Investimento e
Negócios
Integração
Territorial
Competitiva
Rede de Cidades
Equidade e
Bem-estar
Sustentabilidade
Ambiental
ESTADO PARA RESULTADOS
Educação de
Qualidade
Investimento e Valor
Agregado da
Produção
Vida Saudável
Inovação,Tecnologia
e Qualidade
Protagonismo
Juvenil
Logística de
Integração e
Desenvolvimento
Redução da
Pobreza e Inclusão
Produtiva
Rede de Cidades e
Serviços
Desenvolvimento
do Norte de Minas,
Jequitinhonha,
Mucuri e Rio Doce
Qualidade
Ambiental
Defesa Social
DESTINATÁRIOS DAS POLÍTICAS PÚBLICAS
PESSOAS
INSTRUÍDAS,
SAUDÁVEIS E
QUALIFICADAS
JOVENS
PROTAGONISTAS
EMPRESAS
DINÂMICAS E
INOVADORAS
EQUIDADE ENTRE
PESSOAS E
REGIÕES
CIDADES
SEGURAS E BEM
CUIDADAS
Mapa Estratégico do Governo de Minas Gerais
Fonte: MINAS GERAIS. Plano Mineiro de Desenvolvimento Integrado 2007-2023, p. 27.
Estado para Resultados: objetivos
• Melhorar a qualidade e a eficiência dos serviços públicos prestados à sociedade
• Alinhar as ações com o planejamento estratégico do Governo, viabilizando sua implementação
• Dar transparência às ações das instituições públicas envolvidas e facilitar o controle social sobre a atividade administrativa estadual
52
• Auxiliar na implementação de uma cultura
voltada para resultados, estimulando, valorizando e destacando servidores, dirigentes e
órgãos ou entidades que cumpram suas metas
e atinjam os resultados previstos
• Melhorar a eficiência do gasto público
QUALIDADE E INOVAÇÃO
EM GESTÃO PÚBLICA
QUALIDADE FISCAL
ÁREAS DE RESULTADOS
Inove em Minas
Programa de Atração de Centros de P&D
em Minas Gerais
O Programa Inove em Minas oferece todo o suporte necessário para empresas que se interessam
em instalar iniciativas de P&D no Estado. Neste programa, a empresa conta com uma equipe
técnica responsável pelo suporte no acesso às
instituições e fundos públicos voltados para atividades ligadas à inovação. Além disso, a equipe
pode auxiliar a empresa em demandas específi-
cas, como na busca por profissionais qualificados na área tecnológica de interesse e avaliação
da possibilidade de instalação do centro de P&D
em um Parque Tecnológico. A partir de reuniões
iniciais com a empresa e da apresentação do seu
projeto de instalação, suas necessidades iniciais
são identificadas, servindo como base para a elaboração de uma proposta customizada.
Identificação da empresa
Reuniões iniciais
da empresa com a
equipe técnica do
Programa
Apresentação
do projeto pela
empresa
Identificação das
necessidades da
empresa pela
equipe técnica do
Programa
Equipe
Técnica
SUPORTE
Elaboração de proposta do Estado
Desenvolvimento de um plano customizado com possíveis
benefícios para a instalação do Centro de P&D
Acesso a recursos para fomento/financiamento de atividades de inovação
Suporte para acesso a profissionais especializados
Fapemig
BDMG
Parques
tecnológicos
Indi
Outras
instituições
do estado
53
inove em Minas
Programa de instalação de centros de P&D em Minas Gerais
Como Entrar em Contato com o Estado
Através do Simi
Secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior
Foto: Lucia Sebe/Secom-MG
Alberto Duque Portugal
Tel.: (31) 3247-2004/2005
email: [email protected]
Secretário Adjunto
Foto: Secom-MG
Evaldo Ferreira Vilela
Tel.: (31) 3247-2008/2013
email: [email protected]
Foto: ACS/Sectes-MG
Assessoria Estratégica de Captação de Recursos e Parcerias Nacionais e
Internacionais 
Mariana Humberto Yazbeck
Tel.: (31) 3247-2042
email: [email protected]
Sistema Mineiro de Inovação (Simi)
Foto: Arquivo
Paulo Adriano Borges
Tel.: (31) 3247-2064
email: [email protected]
54
Glossário de Siglas e Abreviaturas
inove em Minas
Glossário de Siglas e Abreviaturas
ABM
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE METALURGIA, MATERIAIS E MINERAÇÃO
CIGB
CENTRO DE INTELIGÊNCIA EM GENÉTICA BOVINA
ANP
AGÊNCIA NACIONAL DO PETRÓLEO
CMD
CENTRO MINAS DESIGN
Anprotec
ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE ENTIDADES PROMOTORAS DE EMPREENDIMENTOS
Cnem
COMISSÃO NACIONAL DE ENERGIA
NUCLEAR
APL
ARRANJO PRODUTIVO LOCAL
CNH
CASE NEW HOLLAND
BH-TEC
PARQUE TECNOLÓGICO DE BELO HORIZONTE
CNPq
CONSELHO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO CIENTÍFICO E TECNOLÓGICO
Bioerg
CENTRO DE INOVAÇÃO EM BIOENERGIA
CPqRR
CENTRO DE PESQUISAS RENÈ RACHOU
BNDES
BANCO NACIONAL DO DESENVOLVIMENTO
CPT
CENTRO DE PESQUISAS TECNOLÓGICAS
BR
BRASIL
C-QCE
Capes
COORDENAÇÃO DE APERFEIÇOAMENTO DE PESSOAL DE NÍVEL SUPERIOR
CENTRO DE QUALIDADE E COMPATIBILIDADE ELÉTRICA
CRSWE
CENTRO DE REFERÊNCIA EM SOFTWARE EMBARCADO
CBS
COMPANHIA BRASILEIRA DE SEMICONDUTORES
CTF
CENTRO DE TECNOLOGIA DE FERROSOS
CDM
CENTRO DE DESENVOLVIMENTO MINERAL
CVT
CENTRO VOCACIONAL TECNOLÓGICO
CDTN
CENTRO DE DESENVOLVIMENTO DA
TECNOLOGIA NUCLEAR
DTI
DESENVOLVIMENTO
INDUSTRIAL
CeaqFe
CENTRO DE ESTUDOS AVANÇADOS
DO QUADRILÁTERO FERRÍFERO
EBT
EMPRESAS DE BASE TECNOLÓGICA
Embrapa
Cefet-MG
CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO
TECNOLÓGICA
EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA
AGROPECUÁRIA
Enade
Cemig
COMPANHIA ENERGÉTICA DE MINAS
GERAIS
EXAME NACIONAL DE DESEMPENHO
DOS ESTUDANTES
Epamig
Centev
CENTRO TECNOLÓGICO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE VIÇOSA
EMPRESA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA DE MINAS GERAIS
ETE
Cetec
FUNDAÇÃO CENTRO TECNOLÓGICO
DE MINAS
ESCOLA TÉCNICA DE ELETRÔNICA
FRANCISCO MOREIRA DA COSTA
Faemg
Ciaem
CENTRO DE INCUBAÇÃO DE ATIVIDADES EMPREENDEDORAS
CONSELHO DE INFORMAÇÕES SOBRE
BIOTECNOLOGIA
FEDERAÇÃO DA AGRICULTURA E PECUÁRIA DO ESTADO DE MINAS
FAI
FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO E
INFORMÁTICA
Fapemig
FUNDAÇÃO DE AMPARO À PESQUI-
CIB
TECNOLÓGICO
55
inove em Minas
Glossário de Siglas e Abreviaturas
SA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
IPITS
INSTITUIÇÕES PRIVADAS DE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA
KW
KILOWATT
LCEL
LABORATÓRIO DE COMPATIBILIDADE ELÉTRICA
LMEL
LABORATÓRIO DE MEDIDAS ELÉTRICAS
LPSE
LABORATÓRIO DE PROTEÇÃO DE
SISTEMAS ELÉTRICOS
FUNDAÇÃO EZEQUIEL DIAS
LQEE
Gasmig
COMPANHIA DE GÁS DE MINAS GERAIS
LABORATÓRIO DE QUALIDADE DA
ENERGIA ELÉTRICA
LRC
LIGHTNING RESEARCH CENTER
IAC
Instituto Agronômico de Campinas
MBA
MASTER OF BUSINESS ADMINISTRATION
Iapar
Instituto Agronômico do Paraná
MCT
IBGE
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA
MINISTÉRIO DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA
MDIC
ICMS
IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE
MERCADORIAS E SERVIÇOS
MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO,
INDÚSTRIA E COMÉRCIO EXTERIOR
MG
MINAS GERAIS
ICT
INSTITUIÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA
MVA
MEGAVOLTS-AMPÈRES
IEL
INSTITUTO EVALDO LODI
NAE
NÚCLEOS DE APOIO AO EMPREENDEDOR
IGC
ÍNDICE GERAL DE CURSOS DA INSTITUIÇÃO
NIT
NÚCLEO DE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA
Inatel
INSTITUTO NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÕES
OMC
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DO COMÉRCIO
Incaper
Assistência Técnica e Extensão
Rural
ONU
ORGANZAÇÃO MUNDIAL DAS NAÇÕES UNIDAS
INCT Instituto Nacional de Ciência e
Tecnologia
P&D
PESQUISA & DESENVOLVIMENTO
PABX
Pappe
Indi
INEP
INSTITUTO DE DESENVOLVIMENTO
INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS
E PESQUISAS EDUCACIONAIS ANÍSIO
TEIXEIRA
PRIVATE BRANCH EXCHANGE
PROGRAMA DE APOIO À PESQUISA
EM EMPRESAS
PCT
TRATADO DE COOPERAÇÃO DE PATENTES
INPI
INSTITUTO NACIONAL DA PROPRIEDADE INDUSTRIAL
PIA
PESQUISA INDUSTRIAL ANUAL
PIB
PRODUTO INTERNO BRUTO
IPEM
INSTITUTO DE PESOS E MEDIDAS DO
ESTADO DE MINAS GERAIS
PII
PROGRAMA DE INCENTIVO À INOVAÇÃO
Fiemg
FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO
ESTADO DE MINAS GERAIS
Fiit
FUNDO DE INCENTIVO À INOVAÇÃO
TECNOLÓGICA
Finep
FINANCIADORA DE ESTUDOS E PROJETOS
FIOCRUZ
FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ
FPT
FIAT POWERTRAIN
Funed
56
Glossário de Siglas e Abreviaturas
inove em Minas
SP
SÃO PAULO
SUS
SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE
Teia
TECNOLOGIA EMPREENDEDORISMO
E INOVAÇÃO APLICADOS
TI
TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO
TIB
TECNOLOGIA INDUSTRIAL BÁSICA
Uemg
UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MINAS GERAIS
PROGRAMA DE INDUÇÃO À MODERNIZAÇÃO INDUSTRIAL
UFJF
UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE
FORA
PTV
PARQUE TECNOLÓGICO DE VIÇOSA
Ufla
UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS
PUC
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA
UFMG
RH
RECURSOS HUMANOS
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS
GERAES
RIT
REDE DE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA
Ufop
UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO
PRETO
RJ
RIO DE JANEIRO
UFSJ
RMBA
REDE MINEIRA DE BIOTECNOLOGIA
PARA O AGRONEGÓCIO
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO
JOÃO DEL REI
UFTM
RMBH
REGIÃO METROPOLITANA DE BELO
HORIZONTE
UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO
UFU
Seapa
SECRETARIA DE ESTADO DE AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO
UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
UFV
UNIVERSODADE FEDERAL DE VIÇOSA
Sebrae
SERVIÇO BRASILEIRO DE APOIO ÀS
MICRO E PEQUENAS EMPRESAS
UFVJM
UNIVERSIDADE FEDERAL DOS VALES DO JEQUITINHONHA E MUCURI
Secom
SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO
Unifal
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALFENAS
Sectes
SECRETARIA DE ESTADO DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E ENSINO SUPERIOR
Unifei
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ITAJUBÁ
Unitecne
INCUBADORA DE EMPRESAS DA
UNIVERSIDADE DE UBERABA
Pintec
PESQUISA INDUSTRIAL DE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA
PIT
PARQUE INDUSTRIAL TECNOLÓGICO
PME
PESQUISA MENSAL DE EMPREGO
PNAD
PESQUISA NACIONAL POR AMOSTRA
DE DOMICÍLIOS
Proe
PROGRAMA DE APOIO ÀS EMPRESAS DE ELETRÔNICA, INFORMÁTICA
E DE TELECOMUNICAÇÕES
Proim
Sede
SECRETARIA DE DESENVOLVIMENTO
ECONÔMICO
Unimontes
Senai
SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS
Uniube
UNIVERSIDADE DE UBERABA
Simi
SISITEMA MINEIRO DE INOVAÇÃO
Voip
VOICE OVER INTERNET PROTOCOL
Sindicov
SINDICATO DOS CONCESSIONÁRIOS
E DISTRIBUIDORES DE VEÍCULOS DE
MINAS GERAIS
57
inove em Minas
Ficha Técnica
Ficha Técnica
Inove em Minas é uma publicação do governo do Estado de Minas Gerais.
Ano: 2010
Governador do Estado de Minas Gerais
Aécio Neves da Cunha
Secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior
Alberto Duque Portugal
Secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico
Sérgio Barroso
Conteúdo, produção editorial e revisão
Instituto Inovação
Fotos ilustrativas
Arquivo Simi e Banco de Imagens
Editoração e Projeto Gráfico
MGBRAS Consultoria e Comunicação
58
Download

Sistema Mineiro de Inovação - Simi