FUNDAÇÃO EDUCACIONAL SERRA DOS ÓRGÃOS CENTRO UNIVERSITÁRIO SERRA DOS ÓRGÃOS Centro de Ciências e Tecnologia Curso de Engenharia Ambiental e Sanitária Curso de Engenharia de Produção Cálculo Diferencial e Integral III Solução da 8ª Lista de Exercícios (Retirados do livro de James Stewart, Cálculo, vol. 2.) 1. Solução: a. Temos r = 3, θ = π/2 e z = 1. Como θ = π/2, a projeção do ponto no plano xy está no semieixo positivo dos y e o ponto pertence ao plano x = 0. Calculando as coordenadas, x = r cos(θ) = 3 cos(π/2) = 0 e y = r sen(θ) = 3 sen(π/2) = 3. Resposta: As coordenadas retangulares são x = 0, y = 3, z = 1. b. Temos r = 3, θ = 0 e z = -6. Como θ = 0, a projeção do ponto no plano xy está no semieixo positivo dos x e o ponto pertence ao plano y = 0. Calculando as coordenadas, x = r cos(θ) = 3 cos(0) = 3 e y = r sen(θ) = 3 sen(0) = 0. Resposta: As coordenadas retangulares são x = 3, y = 0, z = −6. c. Temos r = 4, θ = −π/3 e z = 5. Como θ = −π/3, a projeção do ponto no plano xy pertence ao 4º quadrante. Calculando as coordenadas, x = r cos(θ) = 4 cos(−π/3) = 2 e y = r sen(θ) = 4 sen(−π/3) = 2√3. Resposta: As coordenadas retangulares são x = 2, y = 2 3 , z = 5. 2. Solução: a. Temos x = 1, y = −1, z = 4, logo r = x 2 + y 2 = 2 e tan(θ) = y/x = −1; como o ponto (1, −1) está no 4º quadrante do plano xy, θ = −π/4. 2 , θ = −π/4, z = 4. Resposta: As coordenadas cilíndricas são r = 2 2 b. Temos x = −1, y = − 3 , z = 2, logo r = x + y = 2 , tan(θ) = y/x = ponto 3 ; como o ( −1, − 3 ) está no 3º quadrante do plano xy, θ = 4π/3. Resposta: As coordenadas cilíndricas são r = 2, θ = 4π/3, z = 2. c. Temos x = 3, y = 4, z = 5, logo r = x 2 + y 2 = 5 , tan(θ) = y/x = 4/3; como este ângulo não é um dos comuns e sen(θ) = 4/5, θ = arcsen(4/5). Resposta: As coordenadas cilíndricas são r = 5, θ = arcsen(4/5), z = 5. 3. Solução: a. Temos ρ = 1, θ = 0 e ϕ = 0. Como ϕ = 0, o ponto pertence ao semieixo positivo dos z. Calculando as coordenadas, x = ρ cos(θ) sen(ϕ) = cos(0)sen(0) = 0, y = ρ sen(θ) sen(ϕ) = sen(0)sen(0) = 0 e z = ρ cos(ϕ) = cos(0) = 1. Resposta: As coordenadas retangulares são x = 0, y = 0, z = 1. b. Temos ρ = 1, θ = π/6 e ϕ = π/6, logo x = ρ cos(θ) sen(ϕ) = cos(π/6)sen(π/6) = y = ρ sen(θ) sen(ϕ) = sen(π/6)sen(π/6) = ¼ e z = ρ cos(ϕ) = cos(π/6) = Resposta: As coordenadas retangulares são x = 1 4 3 , y = ¼, z = 1 2 1 2 1 4 3, 3. 3. c. (2, π/3, π/4). Temos ρ = 2, θ = π/3 e ϕ = π/4, logo x = ρ cos(θ) sen(ϕ) = 2cos(π/3)sen(π/4) = 1 2 2 , y = ρ sen(θ) sen(ϕ) = 2sen(π/3)sen(π/4) = 1 2 6 ez= ρcos(ϕ) = 2cos(π/4) = √2. Resposta: As coordenadas retangulares são x = 1 2 2,y= 1 2 6, z = 2. 4. De coordenadas retangulares para coordenadas esféricas (ρ, θ, ϕ). Solução: a. É claro que ρ = 3; como o ponto dado pertence ao plano xy, ϕ = π/2; como o ponto dado pertence ao semieixo negativo dos x, θ = π. SolLista08.docx Cálculo Diferencial e Integral III 2 Resposta: As coordenadas esféricas são ρ = 3, θ = π, ϕ = π/2. b. Temos ρ = 3 + 1 = 2 e 1 = z = ρ cos(ϕ) = 2cos(ϕ), logo cos(ϕ) = ½ e ϕ = π/3. Como 0 = y = 2sen(θ)sen(ϕ) = 3 sen(θ), segue que sen(θ) = 0; mas 3 = 2cos(θ)sen(ϕ) = 3 cos(θ), de modo que cos(θ) = 1 e θ = 0. Resposta: As coordenadas esféricas são ρ = 2, θ = 0, ϕ = π/3. c. ( − 3 , −3, −2). Temos ρ = 3 + 9 + 4 = 16 = 4 e z = 4cos(ϕ) = −2, logo cos(ϕ) = −1/2 e ϕ = 2π/3; então sen(ϕ) = 3 /2 e − 3 = x = 4cos(θ)sen(ϕ) = 2 3 cos(θ), logo cos (θ) = −½; por outro lado, −3 = y = 4sen(θ)sen(ϕ) = 2 3 sen(θ) e sen(θ) = − 3 2 , portanto θ pertence ao terceiro quadrante e θ = 4π/3. Resposta: As coordenadas esféricas são ρ = 4, θ = 4π/3, ϕ = 2π/3. 5. Solução: a. Como temos z e r, a equação dada está em coordenadas cilíndricas, portanto a equação em coordenadas cartesianas é z = x2 + y2, que representa um paraboloide de revolução (a interseção com o plano y = 0 é uma parábola e a interseção com o plano x = 0 também; de fato, a interseção com qualquer plano vertical contendo o eixo dos z é uma parábola). Resposta: A superfície é o paraboloide de revolução z = x2 + y2. b. Esta equação está em coordenadas esféricas, já que temos ρ e ϕ. Como z = ρ cos(ϕ), esta superfície é o plano horizontal z = 2. Resposta: A superfície é o plano z = 2. c. Multiplicando a equação por r, obtemos r2 = 2rcos(θ), ou seja, x2 + y2 = 2x, logo, completando os quadrados, x2 – 2x + 1 + y2 = 1, isto é, (x – 1)2 + y2 = 1; como z não aparece na equação, a superfície é um cilindro. Resposta: A superfície é o cilindro formado pela translação do eixo dos z ao longo do círculo no plano xy centrado em (1, 0) de raio 1. d. Esta equação está em coordenadas cilíndricas e corresponde à equação x2 + y2 + z2 = 25. Resposta: A superfície é a esfera centrada na origem de raio 5. e. Esta equação está em coordenadas esféricas e fica, em coordenadas retangulares, x2 + z2 = 4; como y não aparece na equação, a superfície é um cilindro. Resposta: A superfície é o cilindro formado pela translação de uma reta paralela ao eixo dos y ao longo do círculo no plano xz centrado em (0, 0) de raio 2. f. Esta equação está em coordenadas cilíndricas e tem duas soluções: r = 0 e r = 1; r = 0 é apenas a origem e r = 1 é um cilindro. Resposta: A superfície é o cilindro formado pela translação de uma reta paralela ao eixo dos z ao longo do círculo no plano xy centrado na origem de raio 1. 6. O sólido parece uma casquinha com sorvete: a casquinha é o cone e o sorvete é o que está abaixo da esfera e acima do cone. Para encontrar o centro e o raio da esfera, é preciso completar os quadrados: x2 + y2 + z2 – z + ¼ = ¼, ou seja, x2 + y2 + (z – ½)2 = ¼, logo a esfera está centrada em (0, 0, ½) e tem raio ½. A interseção da esfera com o cone consiste em um ponto isolado (a origem) e no círculo no plano z = ½ centrado na origem de raio ½: z2 = x2 + y2 e x2 + y2 + z2 = z ⇒ 2z2 = z ⇒ z = 0 ou z = ½ ⇒ (x, y, z) = SolLista08.docx Cálculo Diferencial e Integral III 3 (0, 0, 0) ou (x, y, z) pertence ao círculo x2 + y2 = ¼ no plano z = ½. Em coordenadas esféricas, a equação da esfera fica ρ2 = ρ cosϕ, ou seja, ρ = cosϕ. O cone em coordenadas esféricas é ϕ = π/4: de fato, ρ cosϕ = (ρ2 cos2θ sen2ϕ + ρ2 sen2θ sen2ϕ)1/2 = ρ senϕ, logo cosϕ = senϕ e ϕ = π/4. Resposta: Em coordenadas esféricas, o sólido é descrito por 0 ≤ θ ≤ 2π, 0 ≤ ϕ ≤ π/4, 0 ≤ ρ ≤ cosϕ. 7. Solução: a. Usando as desigualdades dadas, temos: 1 x 2x 1 x ∫∫∫ yz cos ( x ) dV = ∫ dx ∫ dy ∫ dz yz cos ( x ) = ∫ dx ∫ dy y cos ( x ) 5 5 E 0 0 5 x 0 1 0 x z2 2 1 z =2x z =x x y2 1 3 dx = ∫ 4x 2 − x 2 cos ( x 5 ) ∫ ydy dx = ∫ x 2 cos ( x 5 ) 20 20 2 0 0 1 = 1 3 3 3 x 4 cos ( x 5 ) dx = sen ( x 5 ) = sen (1) . ∫ 0 40 20 20 Resposta: 3sen(1)/20. b. O sólido dado é um tetraedro. Como o plano z = 0 é um dos planos que delimita o sólido, é claro que 0 ≤ z ≤ 6 – 3x – 2y. A interseção do plano 3x + 2y + z = 6 com o plano z = 0 é a reta 3x + 2y = 6 no plano xy (veja a figura a seguir), logo 0 ≤ x ≤ 2 e 0 ≤ y ≤ (6 – 3x)/2. ( 6 −3 x ) 2 ∫∫∫ xdV = ∫ dx ∫ 0 E 0 2 2 6 −3 x −2y dy ∫ 2 dz x = ∫ dx x 0 0 y = ( 6 −3 x ) 2 = ∫ x ( 6 − 3x ) y − y 2 y =0 0 2 ( 6 −3 x ) ∫ 2 dy ( 6 − 3x − 2y ) 0 2 ( 6 − 3x )2 2 dx = ∫ x − ( 6 − 3x ) dx 2 0 2 2 1 1 1 9 2 = ∫ x ( 6 − 3x ) dx = ∫ (36x − 36x 2 + 9x 3 ) dx = 18x 2 − 12x 3 + x 4 20 20 2 4 0 = 1 9 × 16 18 × 4 − 12 × 8 + = 36 − 48 + 18 = 6. 2 4 Resposta: 6. c. O sólido dado é obtido transladando-se a região acima do eixo dos y e abaixo da parábola z = 1 – y2 (veja a figura a seguir) em uma direção paralela ao eixo dos x (a parábola gera uma superfície que parece uma calha). Então −1 ≤ x ≤ 1, −1 ≤ y ≤ 1, 0 ≤ z ≤ 1 – y2. SolLista08.docx Cálculo Diferencial e Integral III 4 1 1 1 −y 2 −1 −1 0 ∫∫∫ x e dV = ∫ dx ∫ dy 2 E y ∫ 1 1 −1 −1 dz x 2e y = ∫ dx x 2 ∫ dy (1 − y 2 ) e y . A integral em y tem que ser resolvida por partes duas vezes: primeiro escolha u = y2 e dv = eydy, obtendo du = 2ydy e v = ey; depois escolha u = y e dv = eydy, obtendo du = dy e v = ey. 1 1 1 1 2 y1 2 2 y y y y 1 − = − = − − 1 y e dy e dy y e dy e y e 2ye y dy ( ) ∫−1 ∫−1 ∫−1 ∫ −1 −1 −1 1 = e − e −1 − (e − e −1 ) + 2 ∫ ye y dy = 2 ye y −1 = 2 e − ( −e −1 ) − e y 1 −1 1 −1 1 − ∫ e y dy −1 = 2 (e + e −1 − e + e −1 ) = 2e −1 = 2 e . Como 1 2 ∫ x dx = −1 x3 3 1 = −1 1 −1 2 − = , 3 3 3 obtemos ∫∫∫ x e 2 E y dV = 4 . 3e Resposta: 4/(3e). d. O sólido dado é obtido girando-se a região no interior da parábola x = 4y2 (veja a figura a seguir) em torno do eixo dos x. Observe que a interseção do sólido com o plano x = c, onde c é um número entre 0 e 4, é um círculo centrado na origem do plano de raio c 2 . Podemos então fazer uma mudança de variáveis do tipo coordenadas cilíndricas, só que colocando r, θ como variáveis no plano yz, ou seja, fazendo y = r cosθ e z = r senθ. Como no caso das coordenadas polares, o jacobiano desta transformação é r. Nestas SolLista08.docx Cálculo Diferencial e Integral III 5 coordenadas, o sólido pode ser descrito pelas desigualdades 0 ≤ x ≤ 4, 0 ≤ r ≤ x 2 , 0 ≤ θ ≤ 2π. Portanto, 4 x 2 0 0 ∫∫ xdV = ∫ dx E 4 = π∫ x 0 ∫ 2π 4 x 2 0 0 0 dr ∫ d θ xr = 2π∫ x ∫ 0 3 4 4 x π πx dx = ∫ x 2dx = 4 40 4 3 4 rdrdx = 2π∫ x 0 = r2 2 r= x 2 dx r =0 3 π4 16π . = 4 3 3 Resposta: 16π/3. 8. Solução: a. O cilindro é obtido transladando-se a região no interior da elipse 4x2 + z2 = 4 no plano y = 0 em uma direção paralela ao eixo dos y; o sólido é obtido delimitando-se este cilindro pelos planos y = 0 e y = z + 2. As figuras acima mostram a região elíptica no plano xz que é transladada para formar o sólido cilíndrico e a região de integração no plano yz, já que −2 ≤ z ≤ 2 e 0 ≤ y ≤ z + 2. É claro que, para cada z fixo, − 2 V = ∫ dz −2 2 = ∫z −2 4−z2 2 z +2 ∫ dx − 4−z 2 2 ∫ 2 dy = ∫ dz −2 0 4−z 2 2 ∫ 4 − z2 ≤x≤ 2 dx ( z + 2 ) = − 4−z 2 2 4 − z2 . Portanto, 2 2 ∫ ( z + 2) 4 − z 2 dz −2 2 4 − z 2 dz + 2 ∫ 4 − z 2 dz . −2 A primeira integral na última linha da equação acima é nula, já que é a integral de uma função ímpar sobre um intervalo simétrico em relação à origem; a segunda integral é igual à área de metade de um disco de raio 2, logo é ½ π ⋅ 22 = 2π. Como a segunda integral está multiplicada por 2, V = 4π. Resposta: V = 4π ≅ 12,6 unidades de volume. b. A figura a seguir à esquerda mostra a parábola x = y2 no plano xy que é transladada por retas paralelas ao eixo dos z para formar o cilindro. Como x ≥ 0, a região de integração no plano xz é a região colorida na figura a seguir à direita. SolLista08.docx Cálculo Diferencial e Integral III 6 Então 0 ≤ x ≤ 1, 0 ≤ z ≤ 1 – x, −√x ≤ y ≤ √x; o volume é dado por 1 V = ∫ dx 0 1− x ∫ x ∫ dz 0 1 1− x 0 0 dy = ∫ dx − x ∫ 1 dz 2 x = ∫ 2 x (1 − x ) dx 0 1 1 x3 2 x5 2 2 2 8 = 2∫ ( x 1 2 − x 3 2 ) dx = 2 − = 2 − = . 3 5 15 3 2 5 2 0 0 Resposta: V = 8/15 ≅ 0,53 unidades de volume. c. O sólido é gerado pela rotação da figura a seguir em torno do eixo dos z. Usando coordenadas cilíndricas, vemos que 0 ≤ r ≤ 3, 0 ≤ θ ≤ 2π, r2 ≤ z ≤ 18 – r2. Como o jacobiano é r, temos 3 2π 18 −r 2 0 0 r2 V = ∫ rdr ∫ d θ ∫ 3 2π 3 0 0 0 dz = ∫ rdr ∫ d θ (18 − 2r 2 ) = 2π ∫ (18r − 2r 3 ) dr 3 r4 81 81 = 2π 9r 2 − = 2π 81 − = 2π = 81π. 2 0 2 2 Resposta: V = 81 π ≅ 254,5 unidades de volume. 9. Solução: a. A figura a seguir mostra o sólido, que é um tetraedro (tem quatro faces). Note que os vértices estão em (0, 0, 0), (0, 2, 2), (0, 2, 0) e (1, 2, 0). Analisando a interseção do sólido com planos perpendiculares aos eixos, podemos obter as diversas desigualdades que definem o sólido. SolLista08.docx Cálculo Diferencial e Integral III 7 Fazendo a interseção com um plano x = constante, obtemos Portanto 0 ≤ x ≤ 1, 2x ≤ y ≤ 2, 0 ≤ z ≤ y – 2x ou 0 ≤ x ≤ 1, 0 ≤ z ≤ 2 – 2x, z + 2x ≤ y ≤ 2. Fazendo a interseção com um plano y = constante, obtemos Portanto 0 ≤ y ≤ 2, 0 ≤ x ≤ y/2, 0 ≤ z ≤ y – 2x ou 0 ≤ y ≤ 2, 0 ≤ z ≤ y, 0 ≤ x ≤ (y – z)/2. Fazendo a interseção com um plano z = constante, obtemos Portanto 0 ≤ z ≤ 2, 0 ≤ x ≤ (2 – z)/2, z + 2x ≤ y ≤ 2 ou 0 ≤ z ≤ 2, z ≤ y ≤ 2, 0 ≤ x ≤ (y – z)/2. SolLista08.docx Cálculo Diferencial e Integral III 8 Resposta: 1 2 ∫∫∫ f ( x , y, z ) dV = ∫ dx ∫ dy E 0 2x 2 y 2 = ∫ dy 0 2 = ∫ dz 0 ∫ y −2 x ∫ 1 dz f ( x , y, z ) = ∫ dx 0 0 y −2 x dx 0 ∫ ∫ 0 2 2 dx ∫ 2 2 x +z 0 2 y 0 0 ∫ ( y −z ) ∫ 2 dx f ( x , y, z ) 0 2 2 0 z dy f ( x , y, z ) = ∫ dz ∫ dy 2x + z dy f ( x , y, z ) ∫ dz dz f ( x , y , z ) = ∫ dy ∫ dz 0 (2− z ) 2 −2 x (y −z ) ∫ 2 dx f ( x , y , z ). 0 b. Como os semieixos do elipsóide nas direções dos eixos dos x, y e z são, respectivamente, 1/3, 1/2 e 1, é claro que −1/3 ≤ x ≤ 1/3 e a interseção do elipsóide com um plano x = constante é a elipse 4y2 + z2 = 1 – 9x2 como na figura à esquerda a seguir, de modo que 1 − 9x 2 ≤y≤ 2 − 1 − 9x 2 , − 1 − 9x 2 − 4y 2 ≤ z ≤ 2 1 − 9x 2 − 4y 2 ou 1 − 9x 2 − z 2 1 − 9x 2 − z 2 ≤y≤ . 2 2 A figura do meio mostra a interseção de um plano y = constante com o elipsoide, onde −1/2 ≤ y ≤ 1/2: esta é a elipse 9x2 + z2 = 1 – 4y2, de modo que − 1 − 9x 2 ≤ z ≤ 1 − 4y 2 ≤x≤ 3 − 1 − 9x 2 , − 1 − 4y 2 , − 1 − 4y 2 − 9x 2 ≤ z ≤ 3 1 − 4y 2 − 9x 2 1 − 4y 2 − z 2 ≤x≤ 3 1 − 4y 2 − z 2 . 3 ou − 1 − 4y 2 ≤ z ≤ 1 − 4y 2 , − A figura à direita mostra a interseção de um plano z = constante com o elipsóide, onde −1 ≤ z ≤ 1: esta é a elipse 9x2 + 4y2 = 1 – z2, de modo que − 1 − z2 ≤x≤ 3 1 − z2 1 − z 2 − 9x 2 1 − z 2 − 9x 2 , − ≤y≤ − 3 2 2 − 1 − z2 ≤y≤ 2 1 − z 2 − 4y 2 1 − z 2 − 4y 2 1 − z2 , − ≤x≤ − . 2 3 3 ou SolLista08.docx Cálculo Diferencial e Integral III 9 Resposta: ∫∫∫ f ( x , y, z ) dV = ∫ dx ∫ −1 3 E ∫ −1 3 12 = ∫ 1− 9 x 2 − z 2 − 1− 9 x 2 12 2 − 1− 9 x − z 1 − 4y 2 3 2 1 − 4y 2 −9 x 2 ∫ dx − 1− 4y2 3 1− 4y2 − z 2 3 ∫ dz −1 2 − 1− 4y2 − 1− 4y2 − z 2 3 1 1− z 2 3 1− z 2 − 9 x 2 2 = ∫ dz −1 1 = ∫ dz −1 ∫ − 1− z ∫ dx 2 2 − 1− z −9 x 3 ∫ − 1− z 2 2 2 2 ∫ dy dx f ( x , y, z ) dy f ( x , y, z ) 1− z 2 − 4y2 3 1− z 2 2 dz f ( x , y , z ) − 1 − 4y 2 −9 x 2 1− 4y2 ∫ dy ∫ dy f ( x , y , z ) ∫ dz ∫ dy ∫ −1 2 = − 1−9 x 2 − 4y 2 1−9 x 2 dx dz f ( x , y, z ) ∫ dy − 1− 9 x 2 2 13 = 1−9 x 2 − 4y 2 1−9 x 2 2 13 dx f ( x , y , z ) − 1− z 2 − 4y2 3 10. Solução: a. O sólido é limitado pelos planos cartesianos, pelo cilindro z = 1 – x2 e pelo plano x + y = 1. A figura a seguir mostra o sólido. A figura a seguir mostra a interseção do sólido com um plano x = constante; como a região de integração é retangular, podemos trocar a ordem das integrais em y e em z. A figura a seguir mostra a interseção do sólido com um plano y = constante; temos 0 ≤ x ≤ 1 – y, 0 ≤ z ≤ 1 – x2. A mudança de ordem neste caso é um pouco mais complicada: se 1 – (1 – y)2 = 2y – y2 ≤ z ≤ 1, 0 ≤ x ≤ 0 ≤ x ≤ 1 – y. SolLista08.docx Cálculo Diferencial e Integral III 1 − z ; se 0 ≤ z ≤ 2y – y2, 10 A figura a seguir mostra a interseção do sólido com um plano z = constante; temos 0 ≤ x ≤ 1 − z , 0 ≤ y ≤ 1 – x. Novamente, a mudança de ordem é um pouco mais complicada: se 1 − 1 − z ≤ y ≤ 1, 0 ≤ x ≤ 1 – y; se 0 ≤ y ≤ 1 − 1 − z , 0 ≤ x ≤ 1−z . Resposta: ∫0 ∫ (∫ 1 1− x 2 0 1− x 0 2y −y = ∫ ∫ 0 0 1 2 1 1− x 1− x 2 f ( x , y, z ) dy dz dx = ∫ ∫ ∫ f ( x , y, z ) dz dy dx 0 0 0 1 1−y 1− x 2 = ∫ ∫ ∫ f ( x , y, z ) dz dx dy 0 0 0 ) (∫ 1−y 0 ) f ( x , y, z ) dx dz + 1 = ∫ 0 ∫ (∫ 1− z 0 1− x 0 1 ∫ ∫ 2y −y 2 1− z 0 f ( x , y, z ) dx dz dy f ( x , y, z ) dy dx dz ) 1 1− 1− z 1 1− z 1−y = ∫ ∫ ∫ f ( x , y, z ) dx dy + ∫ ∫ f ( x , y, z ) dx dy dz . 0 0 0 1− 1− z 0 b. A figura a seguir mostra o sólido. Repare que superfície à esquerda está contida no cilindro y = x2; as outras superfícies que delimitam o sólido são planas. Como no item anterior, vamos fazer as interseções do sólido com planos paralelos aos planos cartesianos. ( SolLista08.docx Cálculo Diferencial e Integral III ) 11 A figura a seguir mostra a interseção do sólido com um plano x = constante e a figura resultante no plano. É claro que, se 0 ≤ z ≤ x2, x2 ≤ y ≤ 1 e, se x2 ≤ z ≤ 1, z ≤ y ≤ 1. A figura a seguir mostra a interseção do sólido com um plano y = constante e a figura resultante no plano. Então 0 ≤ y ≤ 1, 0 ≤ x ≤ y , 0 ≤ z ≤ y. A figura a seguir mostra a interseção do sólido com um plano z = constante e a figura resultante no plano. Quando 0 ≤ x ≤ z , z ≤ y ≤ 1; quando ≤ 1. A região também pode ser descrita por z ≤ y ≤ 1, 0 ≤ x ≤ z ≤ x≤ 1, x2 ≤ y y. Resposta: y x 1 1 1 1 x dx dy dz f x , y , z = dx dz dy f x , y , z + dz ( ) ∫ ∫ ∫ ( ) ∫ ∫ dy f ( x , y, z ) ∫0 ∫0 ∫0 0 0 z x2 x2 1 2 2 y 1 y = ∫ dy ∫ dx ∫ dz f ( x , y , z ) 0 0 1 y 0 0 = ∫ dy ∫ dz 0 y ∫ dx f ( x , y, z ) 0 1 z = ∫ dz ∫ dx ∫ dy f ( x , y, z ) + 0 z 0 1 1 1 y 0 z 0 1 dx dy f x , y , z ( ) ∫ ∫2 z x 1 = ∫ dz ∫ dy ∫ dx f ( x , y , z ). SolLista08.docx Cálculo Diferencial e Integral III 12 11. Podemos estender os conceitos físicos desenvolvidos com a integral dupla para uma lâmina contida em uma região D para um sólido no espaço. Suponha um sólido colocado em uma região E do espaço xyz cuja densidade (unidade de massa por unidade de volume) é dada por uma função contínua ρ. Então a massa m do sólido é dada por m = ∫∫∫ ρ ( x , y, z ) dV , E seus momentos em relação aos três planos coordenados são dados por M yz = ∫∫∫ x ρ ( x , y , z ) dV , M xz = ∫∫∫ y ρ ( x , y, z ) dV , M xy = ∫∫∫ z ρ ( x , y , z ) dV E E E e as coordenadas do centro de massa são M yz M xy M x= , y = xz , z = . m m m Quando a densidade é constante, o centro de massa do sólido é chamado de centróide de E. Os momentos de inércia em relação aos três eixos coordenados são I x = ∫∫∫ ( y 2 + z 2 ) ρ ( x , y , z ) dV , I y = ∫∫∫ ( x 2 + z 2 ) ρ ( x , y , z ) dV , E Iz = ∫∫∫ ( x E 2 +y 2 ) ρ ( x , y, z ) dV . E a. Determine a massa e o centro de massa do sólido E com densidade de massa ρ(x, y, z) = y, onde E é o tetraedro limitado pelos planos coordenados e pelo plano x + y + z = 1. b. Determine a massa e o centro de massa do sólido E com densidade de massa ρ(x, y, z) = 4 e limitado pelo cilindro parabólico z = 1 – y2 e pelos planos x + z = 1, x = 0 e z = 0. c. Seja E o hemisfério x 2 + y 2 + z 2 ≤ 1, z ≥ 0 e considere o sólido em E com densidade de massa ρ ( x , y, z ) = x 2 + y 2 + z 2 . Estabeleça, mas não calcule, expressões integrais para a massa, o centro de massa e o momento de inércia em relação ao eixo dos z. d. Determine os momentos de inércia do tijolo retangular de dimensões a, b e c, massa M e densidade constante igual a ρ se o centro do tijolo está na origem e suas arestas são paralelas aos eixos coordenados. 12. O valor médio de uma função f (x, y, z) sobre uma região sólida E é definido por 1 f médio = f ( x , y , z ) dV , V ( E ) ∫∫∫ E onde V(E) é o volume do sólido E. Determine o valor médio da função f (x, y, z) = x + y + z sobre o tetraedro com vértices em (0, 0, 0), (1, 0, 0), (0, 1, 0) e (0, 0, 1). 13. Faça um esboço do sólido cujo volume é dado pela integral e calcule esta integral. 3π23 a. ∫ ∫ ∫ r dz d θ dr . 1 0 r π 3 2π sec (φ ) b. ∫∫ ∫ 0 0 ρ 2 sen (φ ) d ρ dθ dφ . 0 14. Escreva a integral tripla de uma função contínua arbitrária f (x, y, z) em coordenadas cilíndricas ou esféricas sobre o sólido mostrado. SolLista08.docx Cálculo Diferencial e Integral III 13 ∫∫∫ f ( x , y, z ) dV . 15. Use coordenadas cilíndricas para calcular E a. E é o sólido no primeiro octante abaixo do parabolóide z = 1 – x 2 – y 2, f (x, y, z) = x 3 + xy 2. b. E é limitado pelos planos z = 0, z = y e pelo cilindro x 2 + y 2 = 1 no semiespaço y ≥ 0. 16. Determine o volume do sólido que o cilindro r = a cos(θ) corta da esfera de raio a centrada na origem. 17. Determine a massa da bola B dada por x 2 + y 2 + z 2 ≤ a 2 se a densidade em qualquer ponto for proporcional a sua distância do eixo dos x. 18. Solução: a. Em coordenadas esféricas, a região é definida pelas desigualdades 0 ≤ ρ ≤ 1, 0 ≤ ϕ ≤ π/2, 0 ≤ θ ≤ 2π e a função é dada por ρ2cos2(θ) sen2(ϕ) + ρ2sen2(θ) sen2(ϕ) = ρ2sen2(ϕ), logo ∫∫∫ 1 π2 2π 1 π2 0 0 0 0 0 f ( x , y , z ) dV = ∫ ρ2d ρ ∫ sen ( ϕ ) d ϕ ∫ d θ ρ2sen2 ( ϕ ) = 2π ∫ ρ4d ρ ∫ sen3 ( ϕ ) d ϕ . E A integral em ϕ tem que ser feita por partes: escolhendo u = sen2(ϕ), dv = sen(ϕ)dϕ, du = 2sen (ϕ)cos(ϕ), v = −cos(ϕ), logo π2 ∫ sen3 ( ϕ ) d ϕ = − sen2 ( ϕ ) cos ( ϕ ) π2 0 π2 + 0 ∫ 2sen ( ϕ) cos ( ϕ) d ϕ 2 0 π2 π2 π2 0 0 = 2 ∫ sen ( ϕ ) 1 − sen2 ( ϕ ) d ϕ = 2 ∫ sen ( ϕ ) d ϕ − 2 ∫ sen3 ( ϕ ) d ϕ 0 π2 π2 0 0 ⇒ 3 ∫ sen3 ( ϕ ) d ϕ = 2 ∫ sen ( ϕ ) d ϕ = 2 ( − cos ( π 2) + cos ( 0 ) ) = 2 π2 ⇒ 2 ∫ sen ( ϕ) d ϕ = 3 . 3 0 Portanto, ∫∫∫ f ( x , y , z ) dV E π2 1 = 2π ∫ ρ d ρ ∫ 4 0 0 1 2 4π 1 4π . sen ( ϕ ) d ϕ = 2π ∫ ρ4d ρ = = 30 3 5 15 3 Resposta: A integral é igual a 4π/15 ≅ 0,84. b. Como o sólido está no primeiro octante, o sólido em coordenadas esféricas é definido pelas desigualdades 1 ≤ ρ ≤ 2, 0 ≤ ϕ ≤ π/2, 0 ≤ θ ≤ π/2. Como a função é exp(ρ), temos SolLista08.docx Cálculo Diferencial e Integral III 14 π2 2 π2 2 ρ ∫∫∫ f ( x , y, z ) dV = ∫ ρ dρ ∫ sen ( ϕ ) d ϕ ∫ d θ e E 1 0 = 0 π2 2 π 2 ρ ρ e d ρ ∫ sen ( ϕ ) d ϕ 2 ∫1 0 2 π = ( − cos ( π 2) + cos ( 0 ) ) ∫ ρ2e ρd ρ 2 1 . 2 = π 2 ρ ρ e d ρ. 2 ∫1 Integrando por partes, escolhemos u = ρ2, dv = exp(ρ)dρ, du = 2ρdρ, v = exp(ρ), logo 2 ∫ ρ e dρ = ρ e 2 ρ 2 2 ρ 2 2 − ∫ 2ρe d ρ = 4e − e − 2∫ ρe ρd ρ . ρ 1 1 2 1 1 Integrando por partes novamente, escolhemos u = ρ, dv = exp(ρ)dρ, du = dρ, v = exp(ρ), de modo que 2 ρ2 2 ρ 2 ρ 2 2 2 2 2 ρ e d ρ = 4 e − e − 2 ρe 1 − ∫ e dρ = 4e − e − 2 2e − e − e + e = e − e . ∫1 1 Portanto 2 πe (e − 1) π 2 ρ . f ( x , y , z ) dV = ∫ ρ e d ρ = ∫∫∫ 21 2 E Resposta: A integral é igual a πe(e – 1)/2 ≅ 7,3. c. E é o sólido entre as esferas ρ = 2 e ρ = 4 acima do cone φ = π/3, f (x, y, z) = xyz. ∫∫∫ f ( x , y, z ) dV . E 19. Vamos colocar o hemisfério centrado na origem com a base no plano xy. Então a distância de um ponto no hemisfério à base é igual a z, de modo que a densidade é d(x, y, z) = kz, onde k é a constante de proporcionalidade. Usando coordenadas esféricas, é claro que 0 ≤ ρ ≤ a, 0 ≤ ϕ ≤ π/2, 0 ≤ θ ≤ 2π, logo m= a π2 0 0 2π a π2 0 0 2 3 ∫∫∫ kzdV = k ∫ ρ dρ ∫ sen ( ϕ) d ϕ ∫ d θ ρ cos ( ϕ) = 2k π∫ ρ dρ ∫ sen ( ϕ) cos ( ϕ) d ϕ E 0 4 a = 2k π 1 a sen2 ( π 2 ) − sen2 ( 0 ) ) ∫ ρ3d ρ = k π . ( 2 4 0 Por simetria, note que o centro de massa está no eixo dos z: de fato, M yz = ∫∫∫ xkzdV E a π2 a 2π = k ∫ ρ d ρ ∫ sen ( ϕ ) d ϕ ∫ d θ ρ cos ( θ ) sen ( ϕ ) ρ cos ( ϕ ) 2 0 0 0 π2 2π 0 = k ∫ ρ4d ρ ∫ sen2 ( ϕ ) cos ( ϕ ) d ϕ ∫ d θ cos ( θ ) 0 0 a π2 0 0 = k ∫ ρ4d ρ ∫ sen2 ( ϕ ) cos ( ϕ ) d ϕ ( sen ( 2π ) − sen ( 0 ) ) = 0 e SolLista08.docx Cálculo Diferencial e Integral III 15 M xz = a π2 0 0 2π 2 ∫∫∫ ykzdV = k ∫ ρ dρ ∫ sen ( ϕ ) d ϕ ∫ d θ ρsen ( θ ) sen ( ϕ ) ρ cos ( ϕ ) E a 0 π2 2π 0 = k ∫ ρ4d ρ ∫ sen2 ( ϕ ) cos ( ϕ ) d ϕ ∫ d θ sen ( θ ) 0 0 a π2 0 0 = k ∫ ρ4d ρ ∫ sen2 ( ϕ ) cos ( ϕ ) d ϕ ( − cos ( 2π ) + cos ( 0 ) ) = 0 Temos: M xy = a π2 2π 0 0 0 2 2 2 2 ∫∫∫ kz dV = k ∫ ρ d ρ ∫ sen ( ϕ ) d ϕ ∫ d θ ρ cos ( ϕ ) E a π2 0 0 = 2k π ∫ ρ4d ρ ∫ sen ( ϕ ) cos 2 ( ϕ ) d ϕ cos 3 ( π 2 ) cos 3 ( 0 ) = 2k π ∫ ρ4d ρ − + 3 3 0 5 5 2k π a 2k πa , = = 3 5 15 a logo 2k πa 5 4 8 = a. 4 m 15 k πa 15 4 Resposta: A massa é igual a kπa /4 unidades de massa e o centro de massa está em (0, 0, 8a/15). z = M xy = 20. A região de integração é definida pelas desigualdades 0 ≤ y ≤ 1, 0 ≤ x ≤ 1 − y 2 , x2 + y2 ≤ z ≤ x 2 + y 2 . Note que a equação z = x2 + y2 define um parabolóide de x 2 + y 2 define a parte superior (z ≥ 0) de um revolução, enquanto que a equação z = cone, de modo que o sólido está acima do parabolóide e abaixo do cone. A interseção do paraboloide com o cone é dada por x2 + y2 = x 2 + y 2 , ou seja, (x2 + y2)2 = (x2 + y2); como as únicas raízes de u2 = u são u = 0 ou u = 1, a interseção é a união da origem com o círculo centrado na origem de raio 1 no plano z = 1. Mas tanto x quanto y são maiores ou iguais a zero, logo o sólido está inteiramente contido no primeiro octante e 0 ≤ θ ≤ π/2. Então, em coordenadas cilíndricas, o sólido é definido pelas desigualdades 0 ≤ r ≤ 1, 0 ≤ θ ≤ π/2, r2 ≤ z ≤ r. Logo, 2 1 1− y ∫ ∫ 0 0 x 2 +y 2 ∫ π 2 1 xyz dz dx dy = ∫ rdr x 2 +y 2 0 = π ∫ 0 1 2 ∫0 (r 2 r π 2 1 ∫ dθ (r − r ) dθ ∫ dz = ∫ rdr r2 − r 3 ) dr = 2 0 0 π 1 1 π . − = 2 3 4 24 Resposta: A integral é igual a π/24 ≅ 0,13. 21. A região de integração é definida pelas desigualdades 0 ≤ y ≤ 3, 0 ≤ x ≤ x 2 + y 2 ≤ z ≤ 18 − x 2 − y 2 . Note que a equação z = superior (z ≥ 0) de um cone, enquanto que a equação z = x 2 + y 2 define a parte 18 − x 2 − y 2 define a parte superior (z ≥ 0) de uma esfera centrada na origem de raio SolLista08.docx Cálculo Diferencial e Integral III 9 − y2 , 18 = 3 2 . (Se não fosse 16 a limitação de x e y, pareceria um sorvete de cascão!) A interseção do hemisfério com o cone é dado por z ≥ 0, x2 + y2 = 18 – x2 – y2, ou seja, z ≥ 0, x2 + y2 = 9, que é o círculo centrado na origem de raio 3 no plano z = 3. Mas tanto x quanto y são maiores ou iguais a zero, logo o sólido está inteiramente contido no primeiro octante (dividimos o sorvete de cascão verticalmente em quatro partes), de modo que 0 ≤ θ ≤ π/2. Como a equação da esfera é ρ = 3 2 e a equação da parte superior do cone é ϕ = π/4, vemos que, em coordenadas esféricas, o sólido é definido pelas desigualdades 0 ≤ ρ ≤ 3, 0 ≤ ϕ ≤ π/4, 0 ≤ θ ≤ π/2. Então 2 3 9 −y ∫ ∫ 0 0 18 − x 2 − y 2 ∫ (x 3 2 + y 2 + z 2 ) dz dx dy = ∫ ρ 2d ρ 0 x 2 +y2 = = = Resposta: A integral é igual a 243π 10 π π 4 ∫ sen (ϕ ) dϕ 0 3 4 ∫ ρ dρ 20 π 2 ∫ dθ ρ 2 0 π 4 ∫ sen (ϕ ) dϕ 0 π 4 π − cos + cos ( 0 ) ∫ ρ d ρ 2 4 0 3 π 2 35 1 − . 2 2 5 2 1 − ≅ 1729,5. 2 22. Solução: a. O jacobiano desta transformação é ∂x ∂x ∂x ∂u ∂v ∂w a 0 0 ∂y ∂y ∂y = 0 b 0 = abc . ∂u ∂v ∂w 0 0 c ∂z ∂z ∂z ∂u ∂v ∂w Vamos supor que a, b, c > 0. Nas coordenadas u, v, w, o elipsoide vira a esfera S centrada na origem de raio 1: u2 + v2 + w2 = 1. Como o volume de uma esfera de raio r é (4/3)πr3 (você poderia chegar a este resultado usando coordenadas esféricas!), o volume do elipsoide é dado por 4 V = ∫∫∫ dV = abc ∫∫∫ dudvdw = abc π . 3 E S Resposta: O volume do elipsoide é 4πabc/3. b. Basta usar a fórmula encontrada no item b. Resposta: O volume da Terra é 6378 × 6378 × 6356 × 4π/3 ≅ 1.083.032.595.704 km3, ou seja, cerca de 1 trilhão e 83 bilhões de quilômetros cúbicos. c. Fazendo primeiro uma mudança de variáveis de x, y, z para u, v, w e depois usando coordenadas esféricas, obtemos: SolLista08.docx Cálculo Diferencial e Integral III 17 ∫∫∫ x 2 ydV = abc ∫∫∫ abuvdudvdw E S π 2π 0 0 0 1 π 1 = a 2b 2 ∫ ρ 2d ρ ∫ sen (ϕ ) dϕ ∫ dθ ρ cos (θ ) sen (ϕ ) ρ sen (θ ) sen (ϕ ) =a b 2 2 ∫ρ 2π d ρ ∫ sen (ϕ ) dϕ ∫ dθ cos (θ ) sen (θ ) 4 . 3 0 0 1 π 0 2π 1 = a b ∫ ρ d ρ ∫ sen (ϕ ) dϕ sen2 (θ ) = 0. 2 o 0 0 2 2 4 3 Resposta: A integral é igual a zero. SolLista08.docx Cálculo Diferencial e Integral III 18