UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ
GILBERTO DE OLIVEIRA
PROPOSTA DE GESTÃO DE ESTOQUE DA EMPRESA ALL GYM COMÉRCIO
DE EQUIPAMENTOS ESPORTIVOS LTDA
Biguaçu
2014
UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ
GILBERTO DE OLIVEIRA
PROPOSTA DE GESTÃO DE ESTOQUES DA EMPRESA ALL GYM COMÉRCIO
DE EQUIPAMENTOS ESPORTIVOS LTDA
Trabalho de Conclusão de Estágio apresentado
ao curso de Administração da Universidade do
Vale do Itajaí, Centro de Educação de Biguaçu,
como requisito para obtenção do Título
Bacharel em Administração.
Professor orientador: Dr. Rosalbo Ferreira
Biguaçu
2014
3
GILBERTO DE OLIVEIRA
PROPOSTA DE GESTÃO DE ESTOQUE DA EMPRESA ALL GYM COMÉRCIO DE
EQUIPAMENTOS ESPORTIVOS LTDA.
Este trabalho de Conclusão de Estágio foi considerado adequado para obtenção do
título de Bacharel em Administração e aprovado pelo curso de administração da
Universidade do Vale do Itajaí, Centro de Educação de Biguaçu,
Área de concentração: Administração de Materiais
Biguaçu, 26 de junho de 2014
Prof. Dr. Valério Cristofolini
UNIVALI – Biguaçu
Coordenador do Curso
Banca Examinadora:
Prof. Dr. Rosalbo Ferreira
UNIVALI – Biguaçu
Professor Orientador
Prof. Dra. Simone Dias
UNIVALI – Biguaçu
Membro I
Prof. Esp. Janypher Marcela Inácio
UNIVALI – Biguaçu
Membro II
4
AGRADECIMENTOS
À Deus, que meu deu forças e paciência nas horas que precisei;
A minha mãe e toda a minha família que me incentivaram, apoiaram e sempre
estiveram ao meu lado, contribuindo para o meu crescimento;
Aos meus irmãos da igreja que sempre estiveram orando por mim e
incentivando;
Ao meu orientador, professor Rosalbo Ferreira, pela confiança que depositou
em mim, pela amizade, pelos ensinamentos, apoio e dedicação na conclusão deste
trabalho;
A todos os professores que fizeram parte da minha história, pelo valor
agregado em minha vida pessoal e profissional;
Aos colegas de turma, que me fizeram crescer na humildade;
Aos funcionários da empresa All Gym Sport e Fitness, pelo comprometimento
e dedicação no desempenho de suas funções e pelo trabalho em equipe,
contribuindo para o crescimento da empresa e pelas informações fornecidas para a
concretização deste estudo;
Enfim, a todos os amigos e parentes que contribuíram direta ou indiretamente
para que eu pudesse cumprir essa jornada, deixo o meu muito obrigado!
5
Dedico este Trabalho de Conclusão de Estágio à minha mãe que foi uma grande
guerreira, administrou o lar de sete filhos com muita sabedoria e dedicação e
também à minha esposa, que é uma benção em minha vida.
6
RESUMO
OLIVEIRA, Gilberto de. Proposta de gestão de estoque da empresa All Gym
Comércio de Equipamentos Esportivos LTDA.2014. Trabalho de conclusão de
curso de estágio (Graduação em administração)- Universidade do Vale do Itajaí,
Biguaçu, 2014.
Este trabalho foi realizado na área de administração de materiais e teve com
objetivo, uma proposta de gestão de estoque para empresa All Gym Comércio de
Equipamentos Esportivos LTDA, localizada na cidade de São José, Santa Catarina.
Para a realização do objetivo geral, foram definidos como objetivos específicos:
Identificar o atual sistema de estoque da empresa, Implementar a melhor forma de
controle de estoque visando a obtenção dos níveis adequados dos estoques de
produtos, Classificar os itens do estoque da empresa, Identificar a melhor forma de
armazenamento. A metodologia do estudo contemplou de pesquisas bibliográfica
documental e além de observação direto Através desses meios foi possível obter
informações que serviram de base para a proposta de gestão de estoque e para
construção de um novo layout para que o estoque da empresa ficasse bem
distribuído e armazenado.
Palavras chave: Administração de materiais, Estoque, Empresa.
7
ABSTRACT
OLIVEIRA, Gilberto de. Proposal inventory management company All Gym
Equipment Sports Trading LTDA. 2014. Work completions of internship course
(Undergraduate Administration) - University of Vale do Itajaí, Biguacu, 2014.
This work was conducted in the area of materials management with objective and
had proposed inventory management company All Gym Equipment Sports Trading
LTDA, located in San Jose, Santa Catarina. To achieve the general objective,
specific objectives were defined as: Identify the current system of company stock, the
best way to implement inventory control in order to obtain adequate levels of product
inventory, sorting the items of the company stock, identify the best form of storage.
The study methodology weaves characteristic of research interviews, literature and
documents. Through these means it was possible to obtain information that formed
the basis for the proposed inventory management and building a new layout for the
stock of the company to stay well distributed and stored.
Keywords: Materials. Management .Company stock.
8
LISTA DE ILUSTRAÇÕES
Figura 1: Ciclo da administração de materiais........................................................... 15
Figura 2: Sistema de codificação alfanumerico ......................................................... 25
Figura 3: Identificação dos níveis de Estoque ........................................................... 31
Figura 4: Método de Revisão periódica ..................................................................... 33
Figura 5: Organograma padrão funcional de um almoxarifado ................................. 37
Figura 6: Fachada e estacionamento All Gym........................................................... 42
Figura 7: Recebimento (antes) .................................................................................. 44
Figura 8: Mezanino (acessório) ................................................................................. 46
Figura 9: Mezanino (peças) ....................................................................................... 46
Figura 10: Mezanino (acessórios e peças) ................................................................ 46
Figura 11: Térreo....................................................................................................... 46
Figura 12: Térreo (barras) antes ............................................................................... 47
Figura 13: Térreo (mercadorias) antes ...................................................................... 47
Figura 14: Etiquetas .................................................................................................. 48
Figura 15: Etiquetas .................................................................................................. 48
Figura 16: Recebimento (depois) .............................................................................. 50
Figura 17: Térreo ( Mercadorias) depois ................................................................... 52
Figura 18: Térreo (barras e anilhas) depois .............................................................. 52
Figura 19: Mezanino (peças) ..................................................................................... 52
Figura 20: mezanino (acessórios) ............................................................................. 52
Figura 21: proposta layout parte do térreo ................................................................ 53
Figura 22: proposta layout parte de mezanino .......................................................... 54
Figura 23: Gráfico das vendas (custo em %) ........................................................... 57
Figura 24: Gráfico pizza ( custo) ............................................................................... 57
Figura 25: Gráfico ABC ............................................................................................. 58
Figura 26: Etiquetas (depois) .................................................................................... 59
9
SUMÁRIO
1
1.1
INTRODUÇÃO ................................................................................................... 11
OBJETIVOS ................................................................................................... 12
1.1.1 Objetivo geral ................................................................................................ 12
1.1.2 Objetivos específicos ................................................................................... 12
1.2
2
JUSTIFICATIVA ............................................................................................. 12
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ......................................................................... 14
2.1
ADMINISTRAÇÕES DE MATERIAIS ............................................................. 14
2.2
ESTOQUE ...................................................................................................... 16
2.2.1 Tipos de estoque .......................................................................................... 17
2.2.2 Custo de estoque.......................................................................................... 18
2.3
NÍVEIS DE ESTOQUE ................................................................................... 19
2.3.1 Estoque mínimo ............................................................................................ 20
2.3.2 Estoque máximo ........................................................................................... 21
2.3.3 Ponto de pedido............................................................................................ 21
2.4
CLASSIFICAÇÕES DE MATERIAIS .............................................................. 22
2.4.1 Identificação ou especificação .................................................................... 23
2.4.2 Codificação ................................................................................................... 24
2.4.3 Catalogação .................................................................................................. 26
2.5
CLASSIFICAÇÕES ABC DE MATERIAIS ...................................................... 26
2.6
SISTEMAS DE CONTROLE DE ESTOQUE .................................................. 29
2.6.1 Sistema de duas gavetas ............................................................................. 30
2.6.2 Sistema de máximo e mínimo ..................................................................... 31
2.6.3 Sistema de reposição periódica .................................................................. 31
2.7
COMPRAS ..................................................................................................... 33
2.7.1 Compras pela internet .................................................................................. 34
2.8
ARMAZENAGEM............................................................................................ 35
2.9
LAYOUT ......................................................................................................... 37
3
PROCEDIMENTO METODOLÓGICO ............................................................... 39
4
LEVANTAMENTO E ANALISE DOS DADOS ................................................... 41
4.1
CARACTERIZAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO ..................................................... 41
4.2
LEVANTAMENTO DE DADOS ....................................................................... 43
4.2.1 Recebimento da empresa ............................................................................ 43
10
4.2.2 Armazenagem das mercadorias .................................................................. 45
4.2.3 Codificação da empresa .............................................................................. 47
4.2.4 Sistema de compras ..................................................................................... 48
5
ANÁLISE DOS DADOS E PROPOSTA PARA EMPRESA............................... 50
5.1
RECEBIMENTO E CONFERÊNCIA DOS PRODUTOS ................................. 50
5.2
ARMAZENAGENS DAS MERCADORIAS...................................................... 51
5.3
VARIEDADES E IMPORTÂNCIA DAS MERCADORIAS ............................... 55
5.4
CODIFICAÇÃO DOS MATERIAIS .................................................................. 59
5.5
SISTEMA DE COMPRAS ............................................................................... 60
6
CONSIDERAÇÃO FINAIS ................................................................................. 61
REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 62
11
1
INTRODUÇÃO
A gestão de estoque é um tema que atualmente está ganhando mais espaço
dentro das empresas, devido à necessidade que elas têm de gerenciar seu estoque
de forma eficiente, com vistas a reduzir seus custos, sempre com foco na satisfação
de seus clientes. Para que a empresa continue ganhando espaço no mercado atual,
que é competitivo globalizado e concorrido faz-se necessário um olhar atento à sua
forma de gerir os estoques.
Viana (2009, p.107) afirma que:
O gerenciamento de estoque reflete quantitativamente os resultados
obtidos pela empresa ao longo do exercício financeiro, o que, por isso
mesmo, tende a ter sua ação concentrada na aplicação de instrumentos
gerenciais baseados em técnicas que permitam a avaliação sistemática
dos processos utilizados para alcançar as metas desejadas.
Este trabalho tem como objetivo propor um sistema de gerenciamento de
estoque mais adequado, visando melhorias no armazenamento, no espaço físico, na
organização e na redução de custos da empresa All Gym Comércio de
Equipamentos Esportivos Ltda. Fundada em 2001 por Antônio Espindola, a empresa
está sediada no município de São José, rodovia BR 101, km 202, n. 1510, em
Barreiros.
A All Gym Comércio de Equipamentos Esportivos representa várias marcas
no ramo de fitness, revendendo equipamentos e acessórios de ginástica. Devido à
concorrência acirrada, fica claro que os produtos se distinguem mais pela qualidade,
operacionalidade do sistema de estoque, organização e distribuição de seus
serviços para contribuir com o crescimento e excelência em todas as atividades
dentro da Empresa que se reflete juntamente aos seus clientes, para tanto,
apresenta-se neste trabalho proposta para armazenamento, organização do layout e
contenção de custo.
Dessa forma, a pergunta que se apresenta como norteadora do estudo é: que
medidas podem ser implantadas para melhorar a gestão de estoque da ALL GYM
Comércio de Equipamentos Esportivos Ltda.?
12
1.1
OBJETIVOS
1.1.1 Objetivo geral
Propor um novo modelo de gestão de estoque da empresa All Gym Comercio
de Equipamentos Esportivos Ltda., localizada no município de São José, no período
de agosto de 2013 a junho de 2014.
1.1.2 Objetivos específicos
Identificar o atual sistema de estoque da empresa;
Implementar a melhor forma de controle de estoque visando a obtenção dos
níveis adequados dos estoques de produtos;
Classificar os itens do estoque da empresa;
Identificar a melhor forma de armazenamento.
1.2
JUSTIFICATIVA
O estudo torna-se relevante para o administrador da empresa, que com a
pesquisa, terá oportunidade de aplicar o projeto, visando melhoria e maior controle
sobre estoque da empresa, com os problemas encontrados, o estudo se torna
viável, já que a All Gym,colaborou com informações relevantes, para melhora na
eficiência do sistema de armazenamento, organização e consequentemente redução
dos custos.
O estudo é viável para o acadêmico por ter acesso às informações
necessárias e o tempo de um ano é adequado para sua realização.
A importância de estudar a gestão de estoque para a empresa, pois é
relevante também para a comunidade já que esse trabalho vai mostrar através
desse estudo as ferramentas da administração, que é possível obter a eficácia e
eficiência em seus serviços levando sempre em consideração o planejamento, o
controle e a organização.
13
Além desses fatores, percebe-se que o momento é oportuno para a
realização do estudo, devido ao atual cenário competitivo. O mercado de fitness está
em plena ascensão e prevê expansão para os próximos anos.
Isso impulsiona a busca dos aparelhos comercializados pela empresa, já que
muitas academias têm sido abertas ou vem atualizando seus equipamentos.
14
2
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Para realizar o estudo da área de estoque da empresa All Gym Comércio de
Equipamentos Esportivos Ltda., com vistas de propor ações de melhorias, faz-se
necessário explorar aspectos relacionados ao estoque, na visão de diferentes
autores, a fim de auxiliar no trabalho acadêmico, na realização da pesquisa e na
elaboração das propostas de melhorias.
2.1
ADMINISTRAÇÕES DE MATERIAIS
As empresas, atualmente, devido à dinâmica dos mercados, fluxo de
materiais vem aperfeiçoando seus métodos para melhor atendimento aos clientes,
otimização de materiais e consequentemente financeiros, com base nisto, que
“Administração de materiais é uma atividade que vem sendo realizada nas empresas
desde os primórdios da administração”. Gonçalves (2010, p. 2) ainda cita que “ela
tomou um grande impulso a partir do momento em que a logística se estendeu muito
além das fronteiras das empresas, tendo como objetivo atender às necessidades e
expectativas dos clientes”. Para tanto, ainda há uma cadeia que se inter-relaciona
numa perspectiva de rompimento das barreiras impostas pelo mercado, porém
criando perspectivas para melhorias contínuas no processo como um todo,
corrobora-se com Martins e Alt (2006, p.4), que sustentam que:
A Administração dos recursos materiais engloba a sequência de
operações que tem seu início na identificação do fornecedor, na compra
do bem, em seu recebimento, transporte interno e acondicionamento,
em seu transporte durante o processo produtivo, em sua armazenagem
como produto acabado e, finalmente, em sua distribuição ao
consumidor final.
15
Figura 1: Ciclo da administração de materiais
Fonte: Martins e Alt (2007)
Dias (1997, p.11) afirma que: Antes da década de 80, os empresários queriam
produzir, vender e faturar. Só que surgiram os problemas trabalhistas e as despesas
financeiras elevadas. O objetivo principal de uma empresa é maximizar o lucro sobre
o capital investido, sejam em fábricas, em equipamentos, financiamentos de vendas,
reservas de caixa ou em estoque.
Trata-se da profissionalização da gestão dos estoques, portanto “O
importante é aperfeiçoar o investimento em estoque, aumentando o uso eficiente
dos meios de planejamento e controle, minimizando as necessidades de capital para
o estoque.” (DIAS, 1997)
E ainda, numa mesma perspectiva, Viana (2009, p.40) destaca que “o
administrador é o profissional a quem cabe o gerenciamento, o controle e a direção
de empresa na área de sua habilitação, buscando os melhores resultados em
termos de lucratividade e produtividade”.
Pode-se observar nas administrações das empresas atuais a busca pela
negociação, sofisticação e aprimoramento conforme aborda Gonçalves (2010, p.4),
uma administração de materiais bem estruturada, permite a obtenção de vantagens
competitivas por meio “da redução de custo, dos investimentos em estoques, das
melhorias nas condições de compras mediante negociações com os fornecedores e
da satisfação de clientes e consumidores em relação aos produtos oferecidos pela
empresa”.
Portanto, diante do exposto, conclui-se que o grande objetivo da
administração de material na empresa é agrupar os produtos de diversas origens e
16
finalidades, a fim que, na hora de reabastecer a loja, possa ser feito com maior
agilidade, controle dos materiais de acordo com a demanda da empresa, com
objetivo de otimizar recursos, reduzir custos e obter lucro, mesmo com mercado
extremamente competitivo.
2.2
ESTOQUE
O estoque é uma das áreas que representa um investimento importante para
a maioria das organizações. A fim de transformar o desempenho do mesmo num
diferencial competitivo, é fundamental ter um estoque organizado e com espaço
físico adequado para armazenar mercadorias vendidas e para vender.
O estoque é fator preponderante mesmo sendo elemento mais constante nas
pequenas ou grandes corporações. Viana (2009, p.109) diz que “do ponto de vista
mais tradicional, podemos considerá-lo como representativo de matérias-primas,
produtos semiacabados, componentes para montagem, sobressalentes, produtos
acabados, materiais administrativos e suprimentos variados”.
Os materiais não podem ficar parados, com base no texto de Martins e Alt
(2007, p.198) afirmam que “como os estoques representam parcela substancial dos
ativos das empresas, devem ser encarados como um fator potencial de geração de
negócio e de lucros”.
Para uma empresa o fator de segurança é o estoque, quando comercializa
produto de grandes quantidades de desconto. A parte financeira a demanda dita o
ritmo da empresa, o investimento do estoque envolve o capital da empresa, desta
forma quanto maior economia em estoque, menor comprimento do capital.
Ainda aqui podemos observar que a “engrenagem” bem ajustada, “azeitada”
dentro da empresa, com controles administrativos próprios, conforme Dias (1997), a
administração de estoque tem uma função de controlar e maximizar o efeito
“lubrificante no feedback” de vendas não realizadas, ajudando no ajuste do
planejamento da organização.
Os controles podem e devem atualmente ser controles quantitativos e
qualitativos, neste sentido, Dias (1997, p. 21) afirma ainda que “a administração de
estoques exige que todas as atividades envolvidas com controle de estoques,
17
qualquer que seja a forma, sejam integradas e controladas num sistema em
quantidades e valores”.
O mesmo autor acrescenta que a preocupação não é só com o fluxo diário
entre vendas e compras, mas com a relação lógica entre cada integrante deste fluxo,
isto forma uma mudança no estoque, pois trata de um novo sistema de organização.
A gestão de um estoque tem como objetivo encontrar melhorias na questão
dos custos e disponibilidade dos produtos para a satisfação do cliente.
2.2.1 Tipos de estoque
O estoque deve funcionar “como a velocidade com que as mercadorias são
recebidas, mais é diferente da velocidade com que são utilizadas. Há uma
necessidade de um estoque funcionando como um amortecedor” (MARTINS; ALT,
2006, p.168). A projeção do equilíbrio a partir de dados lógicos com base nos
diagnósticos da realidade dos estoques das empresas é possível, segundo Bertaglia
(2009, p. 336):
[...] a formação de estoque está relacionada ao desequilíbrio existente
entre a demanda e o fornecimento. Quando o fornecimento é maior que
a demanda, o estoque aumenta; quando o ritmo da demanda supera o
fornecimento, o estoque diminui, podendo faltar material ou produto.Se
a taxa de fornecimento fosse igual à demanda não haveria a
necessidade de formação de estoque. Só isso já confirma a
obrigatoriedade da existência de estoque para alguns segmentos de
mercado e categorias de produtos.
De forma mais abrangente, Chiavenato (2005) explica que “o estoque é
considerado como fator de segurança para uma empresa na hora da venda do
produto por ela comercializado e quando comprado por grandes quantidades de
descontos, proporciona a empresa economia significante”.
Por fim, o estoque de uma empresa é responsável pelo funcionamento da
mesma, responsável por investimento que será gerenciado de maneira correta,
comprometem seu capital. Também fica responsável por agregar valor ao
investimento inicial.
18
2.2.2 Custo de estoque
A quantidade de trabalhadores e equipamentos é proporcional aos gastos
com estoques elevados.
Dias (1997, p. 21) enfatiza que:
Existem duas variáveis que aumentam estes custos, que são a
quantidade em estoque e o tempo de permanência em estoque.
Grandes quantidades em estoque somente poderão ser movimentadas
com a utilização de mais pessoal ou, então, com maior uso de
equipamentos, tendo como consequência a elevação destes custos. No
caso de um menor volume em estoque, o efeito é exatamente ao
contrário.
Observam-se detalhamentos mais pormenorizados e ainda uma conexão
entre textos de Dias (1997) e Martins e Alt (2006), e o que são considerados como
custos da manutenção de estoques:
Custos de armazenagem: quanto maior o estoque, maior a área necessária
de depósito e maior o custo de aluguel;
Custos de manuseio: proporcionalmente ao volume de produtos estocados,
maior será a necessidade de pessoas e equipamentos para manuseá-los;
Custos com perdas: as chances de perdas de produtos em estoques
aumentam com a quantidade de materiais armazenados;
Custos obsolescência: quanto mais estoque, maiores as chances de materiais
tornarem-se obsoletos e mais custos decorrentes de materiais que não mais serão
utilizados;
Custos de furtos e roubos: quanto mais estoque, maiores as chances de
materiais serem furtados ou roubados e mais custos decorrentes.
Se as empresas não seguirem padrões, métodos e identificarem os custos
podem não serem controlados adequadamente. Bertaglia (2009, p. 345) afirma que
existem empresas que usam métodos intuitivos e outros métodos mais analíticos,
donde nas organizações se trava uma discussão entre as áreas do financeiro que
prefere um estoque mínimos aumentando a frequência de compras e outro o de
vendas que prefere manter estoques mais altos para evitar surpresas de
desabastecimento.
19

O mesmo autor fala que as identificações dos custos são fundamentais
para a análise dos estoques. Os principais custos de estoques são:

Custo de aquisição, que estão relacionados aos “custos de pedir e
obter” o material e se dividem em custos fixos e variáveis;

Custos de manutenção de estoques, associados á existência do
estoque desde o momento de sua obtenção até o seu consumo, esses
são custos que se acumulam quando se armazenam itens físicos;

Custo de espaços para armazenagem corresponde ao custo de espaço
físico necessário para armazenar o material, que pode ser alugado ou
próprio;

Custo de capital está relacionado ao custo de dinheiro empatado no
estoque;

Custo de serviço está diretamente associada ao volume de estoque, e
é muito importante no custo de manutenção dos estoques;

Custo de risco se relaciona basicamente à obsolescência do material;

Custo por falta de estoque, em geral, traz consequências econômicas
sérias para a empresa e provoca um impacto externo e interno;

Custo total de estoque é representado pela soma dos custos de
aquisição e os custos de manutenção de estoques.
2.3
NÍVEIS DE ESTOQUE
Nenhuma organização quer ver desperdícios. Para isso, algumas atuam
incansavelmente na mensuração do melhor meio de se evitar o acúmulo de material
e o excesso, tentando encontrar o mecanismo ou ferramenta que possa responder
suas demanda existente.
Trata-se aqui do equilíbrio sobre as vantagens ou não de estoques
desequilibrados. Martins e Alt (2006, p.192) explicam que os “estoques devem
funcionar como elemento regulador do fluxo de materiais nas empresas”, isto é,
como a velocidade com que chegam à empresa é diferente da velocidade com que
20
saem, há necessidade de certa quantidade de materiais, que ora aumenta, ora
diminui, amortecendo as variações. Os mesmos afirmam que “a manutenção de
estoque traz vantagens e desvantagens às empresas. Vantagens no que se refere
ao ponto atendimento aos clientes, e desvantagens no que se referem aos custos
decorrentes de sua manutenção” (MARTINS; ALT, 2006, p. 192).
Arnold (1999) enfatiza que uma forma de encontrar o nível de estoque
suficiente para o atendimento das necessidades da organização, pode ser obtida
calculando-se os giros de estoques e o período de ressuprimento.
Podem-se criar bases matemáticas conforme assegura Jacobsen (2006): o
giro de estoque mede quantas vezes, por unidade de tempo, o estoque se renovou
ou girou, ou seja, é a quantidade de vezes que o estoque gira em um determinado
período, comparando com sua demanda média deste mesmo período.
2.3.1 Estoque mínimo
Frisa Dias (1997), “estoque mínimo é uma quantidade morta, só sendo
consumida em caso de necessidade; logo, ela é uma constante, e o Q
representando é um estoque produtivo, que oscila entre um mínimo e um máximo,
acima de um estoque mínimo”.
O estoque mínimo é tão importante para o estoque que está ligado ao grau de
imobilização financeira da empresa. O estoque mínimo é quantidade mínima que
deve existir em estoque, que em caso de retardamento, dá à garantia do
funcionamento ininterrupto e eficiente do processo produtivo. Ele é a chave para o
adequado estabelecimento do ponto de pedido. Entretanto a quantidade de material
representada pela margem de segurança não seja usada (DIAS, 1997, p. 63).
Observa-se que a produção ou mesmo as vendas podem ser inviabilizadas
em virtude da descontinuidade do estoque e neste sentido Viana (2009), diz que
estoque mínimo é a quantidade mínima possível capaz de suportar um tempo de
ressuprimento superior ao programado ou um consumo desproporcional. O mesmo
Viana (2009) afirma que ao ser atingido pelo estoque em declínio, indica a condição
crítica do material, desencadeando providencia, como, por exemplo, a ativação das
encomendas em andamento, objetivando evitar a ruptura do estoque.
21
Ainda assim, de acordo com Gonçalves (2010, p.114), estoque mínimo é a
“função de uma variável importante que necessita ser conceituada, e a maneira mais
simples de definir é pelo grau de serviços”. Examinando por meio da avaliação do
nível de atendimento ao cliente, isto permitirá a disponibilidade total ao material que
tem em estoque para as demandas de pedidos. Assim, irá determinar o período de
tempo e com que frequência esse produto ficou indisponível para o consumo,
gerando falta de estoque.
O estoque de segurança tem a função de dar garantia da disponibilidade do
produto de acordo com as necessidades das empresas.
2.3.2 Estoque máximo
Quando se atinge picos de produção por alguma demanda maior pode-se
recorrer à conceituação de Viana (2009, p. 149) que afirma: “o nível máximo pode
ser atingido pelo estoque virtual, quando da emissão de um pedido de compra.
Assim, a finalidade principal do estoque máximo é indicar a quantidade de
ressuprimento, por meio da análise do estoque virtual”.
Martins e Alt (2006) explicam que estoque máximo significa maior
probabilidade de ponto atendimento aos clientes.
Gonçalves (2010, p. 118) salienta que uma quantidade adicional de estoque
tem com finalidade atender a certo nível de demanda superior à média esperada
durante o período de reposição do estoque, se o cliente pedir terá mercadoria para
atender seu pedido.
Os autores acima afirmam sobre a demanda na mesma linha de raciocínio,
mas com pequenas variações no conceito, entretanto, afirma-se que quanto maior a
demanda por produtos maior será o estoque, maior também será sua rotatividade.
2.3.3 Ponto de pedido
Abaixo apontam-se itens que estão conectados, inclusive, conforme os
autores para uma necessidade de organização e planejamento destas ações na
empresa, pois pressupõe grandes perdas financeiras se não houver um controle
22
adequado destas ações na atividade econômica e, segundo Dias (1997) o ponto de
pedido é um indicador, e, quando o estoque virtual alcançá-lo, deverá ser reposto o
material, sendo que a quantidade de saldo em estoque suportaria o consumo
durante o tempo de reposição.
Dias (1997, p. 58) conclui que para verificar se o estoque precisa ser reposto
em tempo, desmembra-se em três partes:
Emissão de pedido: Tempo que leva a emissão do pedido de compra pela
empresa até a chegada no fornecedor;
Preparação do pedido: Tempo que leva o fornecedor para fabricar os
produtos, separar os produtos, emitir faturamento e deixá-los em condições de
serem transportá-los;
Transporte: Tempo que leva da saída do fornecedor até o recebimento pela
empresa dos materiais encomendados.
Martins e Alt (2006) afirmam que o ponto de pedido é o mais popular método
utilizado nas fábricas e consiste em disparar o processo de compra quando o
estoque de certo item atinge um nível previamente determinado.
Em perspectiva similar, Viana (2000) afirma que o estoque ponto de pedido é
a quantidade na qual, ao ser atingido pelo estoque virtual em declínio, indica-se o
momento de uma nova produção ou reposição do estoque vendido.
2.4
CLASSIFICAÇÕES DE MATERIAIS
Quanto mais se padroniza as ações dentro da empresa mais se tem o
controle. Evitam-se assim, perdas desnecessárias. Atualmente existem modelos
apropriados de planilhas para este fim, e como diz o autor abaixo, o objetivo da
classificação de materiais é “simplificar o controle do estoque da empresa, ter um
procedimento de armazenagem adequado e uma operacionalização do almoxarifado
de maneira correta. Assim podem ser uma normalização, reduzindo as despesas e
evitando que elas oscilem.” (DIAS, 1993, p 189).
Portanto, a eficácia de uma classificação de materiais está diretamente
relacionada à clareza com que são definidos os objetivos da classificação, à forma
23
de avaliação e à escolha adequada do método que garanta o resultado a ser
atingido.
Observa-se que nos textos, os autores apontam que a eficácia está
relacionada aos controles e existem modelos variados para este fim.
Viana (2009, p. 51) afirma que “a classificação é um processo de aglutinação
de materiais por característica semelhante. Grande parte do sucesso no
gerenciamento de estoque depende fundamentalmente de bem classificar os
materiais da empresa”.
Gonçalves (2010, p. 328) destaca que “a classificação de materiais tem por
objetivo estabelecer um processo de identificação, codificação, cadastramento e
catalogação dos materiais de uma empresa”.
Verifica-se que os administradores de estoque contam com diversas formas
de sistemas, avaliação e controle dos materiais. Vale lembrar que não há uma
melhor forma para essa análise, mas o gestor de materiais deve saber adaptar as
diversas fórmulas existentes às suas necessidades e à realidade de sua empresa,
garantindo melhores resultados.
Com o aumento considerável dos materiais utilizados nas empresas e as
exigências dos consumidores de novos produtos, tornou-se necessário à criação de
uma linguagem única que permitisse identificar, de forma inequívoca, cada item de
material (GONÇALVES, 2010).
Ainda pode-se notar que a classificação, os métodos empregados podem ser
variados tendo em vista a necessidade e realidade de cada organização.
2.4.1 Identificação ou especificação
“Uma especificação do material é uma descrição minuciosa e possibilita
melhor entendimento entre o consumidor e o fornecedor quanto ao tipo de material a
ser requisitado” (DIAS, 1997).
Chiavenato (1991, p. 129) aborda a identificação como sendo:
[...] uma descriminação detalhada de um determinado item, seu
tamanho, cor, peso e especificação do fabricante. Com isso, quando
mais bem feito for à identificação, a maior facilidade em identificar os
24
itens, diminuindo as dúvidas. Sendo assim, a identificação é
importantíssima para atividades administração de materiais e
principalmente de compras, pois se bem realizada agilizará a descrição
dos itens para o fornecedor, evitando a compra de itens errados e fácil
inspeção no recebimento de material.
Viana (2009) enfatiza que a especificação propicia, entre outras, facilidades
as tarefas de coletas, negociação empreendida pelo comprador com o fornecedor,
cuidados no transporte, identificação inspeção, armazenagem e preservação de
materiais.
Sendo assim, conclui-se que o processo de identificação deve ser contínuo,
pois oferece um feedback importante para a empresa e para os profissionais de
administração de material. Também deve ser feito com o propósito de estimular as
qualidades da equipe e o desempenho de todos os membros envolvidos com essa
área. E, ainda, pode-se acrescentar que isso organiza e contribui para evitar erros
nos procedimentos e também na aquisição e encaminhamento de materiais sem
qualidade ou produzindo, forçando retrabalho que desemboca em perdas financeiras
significativas.
2.4.2 Codificação
Aqui os autores apontam sobre a necessidade de manter uma cadeia de
codificação, pois estes apontamentos são essenciais para o controle da entrada até
a saída dos produtos, os conjuntos de informações inseridas num código vão tornar
o sistema mais controlável, visível e seguro, sendo assim os materiais tem a
rastreabilidade necessária.
Buscando uma visão geral e um maior controle dos produtos, as empresas se
preocuparam em identificar todos os seus materiais, com intuito de facilitar a
visualização e a identificação dos itens. Assim, utiliza um conjunto de símbolos
alfanuméricos ou somente numéricos, que irão identificar, da melhor forma possível,
cada item. Para tornar fácil essa classificação foi criada a codificação, que “consiste
em estabelecer característica aos materiais, separá-los em grupos onde cada
material receberá um código.” (VIANA, 2009, p.93).
25
O autor ainda acrescenta observando que “o código, por conseguinte, é
secreto, só entendendo-o quem possuir o plano de codificação, que se constitui na
chave para sua interpretação” (VIANA, 2009, p.93).
Para Gonçalves (2010) a codificação consiste em atribuir uma série de
números ou letras e números para cada material, de tal forma que esse conjunto
numérico ou alfanumérico possa representa, por meio de um único símbolo, as
características de cada material em particular.
Dias (1993, p. 190) considera que a codificação “representa todas as
informações necessárias e suficientes para diferenciar um item do outro”. Essas
classificações podem ser somente letras, conhecido como método alfabético, o
método numérico que utiliza somente os números e o alfanumérico, apresentado
pela figura 2, que é o mais utilizado pelas empresas por favorecer a identificação,
pois utiliza letras e números.
Figura 2: Sistema de codificação alfanumérico
A codificação é uma ferramenta muito importante de classificação de
materiais, possibilita uma unificação de cada item, de forma resumida, podendo
separá-los por famílias, tipo de material e outras especificações, ou seja, é flexível
conforme as necessidades de cada empresa.
26
2.4.3 Catalogação
O processo de catalogação trata-se do agrupamento de todos os itens
existente na organização, sem deixar de descrever nenhum deles. “Deve ser
arquivado de forma organizada, facilitando a apresentação de todos esses itens e
fornecendo uma visão geral dos materiais.” (CHIAVENATO, 1999, p. 129).
Para Messias (1989, p. 27) a catalogação dos materiais abrange a
identificação e a localização dos itens, através de um catalogo, todos os itens são
descritos com suas respectivas características. Esse catálogo deve conter também a
localização desses itens dentro do estoque, a fim de facilitar o ponto onde se
encontra o material facilitado. E sendo muito importante principalmente para as
pessoas que ainda não possuem um pleno conhecimento do estoque.
De forma mais abrangente, Dias (1995, p. 177) afirma que a catalogação é
umas das últimas “etapas da classificação de matérias. É responsável por ordenar
de forma eficiente todos os dados dos itens contidos em estoque, que devem estar
devidamente identificados e codificados para a fácil verificação na hora que for
necessário”. E também, permitir o entendimento pelas pessoas dos diferentes
setores, não somente as pessoas do almoxarifado. Com isso, formando um controle
de estoque eficiente e rápido, facilitando a administração de materiais.
Com base na catalogação, todas as informações sobre os itens ficam
registradas juntamente com seu código. Com esse registro, a organização tem um
maior controle sobre a variedade total de itens no estoque, especificação importante
sobre o mesmo e fonte de pesquisas para novos colaboradores.
2.5
CLASSIFICAÇÕES ABC DE MATERIAIS
Apontam-se como custos aos produtos mais importantes (A), importância
moderada (B) e com menor importância (C), nota-se que os autores aplicam o
Teorema de Pareto de 80/20. Há produtos dentro dos estoques que tem custos
elevados e seguem uma escala de valores, representando maiores investimentos.
Mas é importante frisar que a aplicação desta técnica é para organizar os estoques e
27
sua rotatividade, aplica-se assim escala de valores, para se monitorar o sistema
dentro da empresa. Abaixo seguem os apontamentos dos autores.
Segundo Gonçalves (2010), o principal objetivo da analise ABC é identificar
os itens de maior valor de demanda e sobre eles exercer uma gestão bem mais
refinada, especialmente porque representam altos valores de investimentos e seu
controle mais apurados vai permitir grandes reduções nos custos dos estoques.
Viana (2009, p. 64) afirma que:
Trata-se do método cujo fundamento é aplicável a quaisquer situações
em que seja possível estabelecer prioridades, como uma tarefa a
cumprir mais importante que outra, uma obrigação mais significativa
que outra, de modo que a soma de algumas partes dessas tarefas ou
obrigações de importância elevada representa, provavelmente, uma
grande parcela das obrigações totais.
Martins e Alt (2007, p. 211) concluem que:
[...] a análise ABC é uma das formas mais usuais de examinar
estoque, a verificação se dá em certo espaço de tempo do consumo
dos itens de estoque eles podem ser classificados em ordem
decrescente de importância. O mais importante denomina itens da
classe A, aos intermediários, itens da classe B, e aos menos
importantes, itens da classe C.
Dias (1997) também associa que a curva ABC é um importante instrumento
para o administrador; ela permite identificar aqueles itens que justificam atenção e
tratamento adequados a sua administração.
Na visão de Pozo (2001), a montagem da curva ABC processa-se através da
realização de quatro passos, que são:

Inicialmente, devem-se levantar todos os itens do problema a ser
resolvido, com os dados de suas quantidades, preços unitários e
preços totais;

O segundo passo é colocar todos os itens em uma tabela em ordem
decrescente de preços totais e sua somatória total. Essa tabela deve
estar composta das seguintes colunas: item, nome ou número da peça,
preço unitário, preço total do item, preço acumulado ou porcentagem;
28

O próximo passo é dividir cada valor de cada item pela somatória total
de todos os itens e colocar a porcentagem obtida em sua respectiva
coluna;

Finalmente, devem-se dividir todos os itens em classes A, B e C, de
acordo com a prioridade e tempo disponível para tomar decisão sobre
o problema.
De acordo com Dias (1997, p. 87), um modo de facilitar a confecção da curva
ABC, deve considerar aspectos como:
1.
Necessidade da curva ABC
Discussão preliminar
Definição dos objetivos
2.
Verificação das técnicas para análise
Tratamento de dados
Cálculo manual, mecanizado ou eletrônico
3.
Obtenção da classificação: classe A
Classe B e classe C sobre a ordenação efetuada
Tabelas explicativas e traçados do gráfico ABC
4.
Análise e conclusões
5.
Providências e decisões
A organização deverá “ter cuidados especiais aos problemas que vierem a
surgir na fase de verificação e levantamento de dados a serem utilizados na
confecção da curva ABC”, e devem ser providenciados os seguintes elementos
(DIAS, 1997, p. 87):
Pessoal treinando e preparando para fazer levantamentos;
Formulário para a coleta de dados;
Normas e rotinas para o levantamento.
29
A curva ABC é muito importante para as organizações, pois através dela é
possível verificar quais os produtos que estão impactando em alto valor estocado na
empresa, e dos produtos que possuem maior giro e menor valor.
Observa-se que os estudos acima apontam este componente relevante para
boa administração.
2.6
SISTEMAS DE CONTROLE DE ESTOQUE
Em face de importância dos controles foram criados modelos para eficiência e
assim contribuir de forma estratégica na gestão dos recursos em toda cadeia
produtiva da empresa desde o recebimento ao encaminhamento das mercadorias.
Para isso, o controle de estoque é fundamental.
Dias (1997, p. 126) conceitua que o estoque é importante e preocupante. E o
maior desafio é reduzir estoque sem afetar o processo produtivo e sem o
crescimento de custo. Para isso, existe um sistema de controle de estoque que dá
certo, os volumes a serem comprados de material para determinados períodos.
Já Gonçalves (2010, p.150), observa que o estoque é importante para
competitividade e eficiência operacional nas empresas. E existem algumas técnicas
em que o objetivo é reduzir o estoque e os seus custos. É preciso ter um sistema de
controle de estoque para manter um adequado atendimento e que não ocorram
atrasos nas entregas.
Martins e Alt (2007, p. 256) afirmam que “na definição de estoque a ser
seguida pela empresa, a escolha do modelo de estoque adequado é muito
importante, não só para o pronto atendimento ao cliente como também na
minimização dos custos”.
É importante ressaltar que o conceito de sistemas está relacionado à
informação e ao caráter estratégico para a organização.
30
2.6.1 Sistema de duas gavetas
Os textos dos autores abaixo são concordantes à medida que tratam do
mesmo sistema de controle: duas gavetas e da importância e sua simplicidade para
reposição e solicitação dos produtos.
Dias (1993, p.115) considera o modelo de duas gavetas da seguinte forma:
Podemos considerar que esse método é o mais simples para
controlar os estoques. Por sua simplicidade é recomendável à
utilização para as peças classe C. Tem seu uso bastante difundido
em revendedores de autopeças e no comércio varejista de pequeno
porte.
Ainda, Dias (1993, p.115) afirma que a caixa A tem quantidade de produtos
suficientes para atender a demanda do período até sua reposição mais o estoque de
segurança. Na caixa B existe estoque para suprir a demanda do período, sendo que
os materiais que são pedidos saem da caixa B, e quando esta caixa está no saldo 0
(zero) indica que deverá ser feito um novo pedido de compra para que não seja
afetada a produção ou venda por falta de matéria prima ou produto acabado.
Em perspectiva similar, Arnold (1999, p. 344) considera que “o sistema de
controle de estoque duas gavetas, consiste em colocar em duas caixas uma
quantidade em estoque, onde dessas caixas ou gavetas a quantidade de itens deve
ser igual ao ponto de pedido”. Com isso, vai sendo utilizado o estoque de outra
caixa, quando terminar, consequentemente, deverá ser utilizado à caixa do ponto de
pedido. Ocorrendo isso, é dada a ordem de ressuprimento do estoque. Com a
chegada dos itens, é completada a caixa do ponto de pedido e o que restar vai para
outra caixa.
Martins e Alt (2007, p. 255) concluem que “os itens são armazenados em
duas gavetas suficientes para atender o período de reposição somando a
quantidade do estoque de segurança”.
Perante a colocação dos autores, observa-se que o método duas gavetas,
além de garantir um maior controle sobre a reposição de materiais, também favorece
a renovação de estoque, sendo muito importante para empresas que trabalham com
produtos que não podem ficar muito tempo em estoque.
31
2.6.2 Sistema de máximo e mínimo
Dias (1997, p 128) lembra que “se não houvesse dificuldades em conhecer o
consumo exato dos produtos, o administrador de materiais não teria dificuldades em
identificar o ponto de pedido para seu estoque”. Como as dificuldades ainda são
existentes o autor utiliza o sistema de máximos e mínimos, que é constituído em:
Determinação dos consumos prevista para o item desejado;
Fixação do período de consumo previsto em a;
Cálculo do ponto de pedido em função do tempo de reposição do item pelo
fornecedor;
Cálculos dos estoques mínimo e máximos;
Cálculo dos lotes de compra.
Figura 3: Identificação dos níveis de Estoque
Fonte: Dias (1997, p.129).
2.6.3 Sistema de reposição periódica
Aqui, aborda-se a importância da reposição periódica, segundo Dias (1997, p.
129, 130) convém enfatizar, que “a reposição periódica deverá basear-se em um
estoque de segurança controlado e dimensionado prevenindo o consumo acima do
normal e possível atraso na entrega dos materiais durante a época de reposição”. O
autor ainda alerta para grande dificuldade desse método, que é determinar os
períodos de reposições. Com isso, deve-se ter um bom controle desse processo,
32
pois um espaço pequeno entre as reposições aumentando o estoque médio
consequentemente o custo. E um espaço de tempo longo entre as reposições, deixa
baixo o estoque médio, aumentando o custo do pedido e o risco de falta de material.
Para evitar esses problemas, cada material ou classe de material, deve ser bem
calculada e possuir um intervalo para a sua reposição. E sempre de acordo com os
objetivos organizacionais e financeiros da empresa.
Martins e Alt (2006, p. 128) afirmam que:
No sistema de reposição periódica, depois de decorrido um intervalo
de tempo preestabelecido, por exemplo, três meses, um novo pedido
de compra para certo item de estoque é emitido. Para determinar
quanto deve ser comprado no dia da emissão do pedido, verifica-se a
quantidade ainda disponível em estoque, comprando o que falta para
atingir o estoque máximo, também previamente determinado.
O sistema de revisão periódica é a segunda alternativa para gestão de
estoque. Considerando que “a demanda é uma variável aleatória e por isso sofre
oscilação entre o intervalo fixado para a revisão do estoque nesse sistema.”
(GONÇALVES, 2010, p. 150).
Para Bertaglia (2009, p.350) o método de reposição periódica consiste em
“controlar os estoques em períodos fixos e regulares onde no final de cada revisão é
colocado um novo pedido para a reposição do estoque”, como ilustra a figura 4.
Os períodos entre os pedidos são previamente formulados. Mesmo a
demanda sendo variável, o período se mantém fixo, alterando somente a quantidade
do lote de compra. E, de acordo com a classificação dos itens, as reposições
também podem variar, pois, itens prioritários, seja por valor econômico ou grau de
importância, geralmente possuem um nível de estocagem baixo e, assim, surge a
necessidade de revisões mais frequentes.
Já, itens com relevâncias econômicas mais baixas, deve-se adotar uma
periodicidade mais longa para revisões.
33
Figura 4: Método de Revisão periódica
Observa-se, teoricamente e mesmo na atualidade, com os sistemas de
controle, que embora este sistema demande um controle eficaz, segundo os autores
atualmente têm-se sistemas, programas que bem administrados viabilizam com
excelência o estoque da empresa, apresentando bons resultados nos custos da
administração.
2.7
COMPRAS
Aqui Dias (1997, p. 259) menciona que a função de compras “é essencial no
departamento de materiais, por ela ser responsável pelo suprimento de materiais”,
devendo assim, ser planejada para que sejam supridas a necessidade no momento
e quantidade corretos de acordo com o que foi citado no pedido e planejar o
armazenamento dos produtos comprados. Para estrutura empresarial faz-se
necessário a diminuição dos custos da empresa, para que a mesma possa estar
competitiva no mercado atuante, mantendo um volume de vendas e assim visando
mais lucros para mesma. Os fornecedores devem ser selecionados pelo seu
potencial e suas instalações, na armazenagem dos produtos pontualidade na
34
entrega. Com uma boa base de fornecedores cadastrada e com cotações de preços
feitas antecipadamente, muitas problemas serão evitados.
Complementa-se com as palavras de Martins e Alt (2006) que hoje a função
compras é vista como parte do processo de logística das empresas, ou seja, como
parte integrante da cadeia de suprimento e segue afirmando o Autor que os
objetivos de compras devem estar alinhados aos objetivos estratégicos da empresa
como todo, visando o melhor atendimento ao cliente interno e externo.
Gonçalves (2010, p. 245) diz que compra é “o ato de responsabilidade
funcional para promover a procura dos materiais e dos serviços e, então, supri-los
para serem utilizados pela empresa”. Ela requer planejamento e acompanhamento,
nas decisões, pesquisas e seleção das fontes supridoras dos diversos materiais,
assegurarem que o produto recebido no momento esperado, inspecionar tanto na
qualidade e quantidade.
Para isso, o setor de compra deve possuir executivos bem preparados, com
talento compatível com a função que vão exerce.
Da mesma forma Bertaglia (2009, p. 49) observa que: comprar é conceito
utilizado na indústria com a finalidade de obter materiais, componentes, acessórios
ou serviços. É o processo de aquisição que também inclui a seleção dos
fornecedores, os contratos de negociação e as decisões que envolvem compras
locais ou centrais.
Comprar resulta na aquisição de materiais com todos os requisitos dos
produtos em dia. Os autores acima mencionam que para um bom funcionamento da
empresa, são fundamentais que o fator compra obtém boa qualidade, quantidade
ideal e preços, também com recursos humanos treinados, preparados para este fim.
2.7.1 Compras pela internet
Com o avanço da tecnologia, são oferecidos diversos softwares às empresas
para meio de comunicação mais rápido, eficiente e econômico na hora de
compartilhamento de informação do negócio. Então surge o denominado eprocurement, onde comprador e vendedor se encontram para efetuar transações
comerciais. “A empresa não precisa ficar preocupada com busca de cotações junto a
35
fornecedores, os intermediários se encarregam desse procedimento fazendo o
respectivo pedido de compra.” (GONÇALVES 2010, p. 306-307).
Bertaglia (2009, p. 508) sustenta que:
O comércio eletrônico é um meio pelo qual as empresas podem se
relacionar comercialmente com os seus fornecedores, clientes e
consumidores em uma escala global. Com a tecnologia da informação,
é possível agilizar o fluxo de informações e reduzir os custos totais, já
que ela possibilita a eliminação de certas barreiras existente no
comércio tradicional. Esse “relacionamento eletrônico” permite que
as companhias sejam mais eficientes e flexíveis, respondam
rapidamente as necessidades e trabalhem de forma mais próximas dos
fornecedores.
Martins e Alt (2006, p. 89,90) afirmam que o EDI é a forma de comunicação e
de transação pode ligar a empresa a seus clientes, fornecedores, bancos ou
seguradora. Ela já existe há bastante tempo e traz várias vantagens como:
Rapidez, segurança e precisão do fluxo de informações;
Redução significativa de custo;
Facilidade da colocação de pedidos, principalmente nos casos de contratos
de fornecimentos com entregas mediante liberação do cliente, como acontece nas
transações entre montadoras e autopeças no Brasil e resto do mundo;
Sedimenta o conceito de parcerias entre cliente e fornecedor.
Os autores abordam sobre a importância da negociação por meio eletrônico
desta forma garantindo maior rapidez e menores custos.
2.8
ARMAZENAGEM
A adequação dos estoques, com organização do layout melhora o
desempenho da instituição refletindo nos lucros evitando perdas e até mesmo
acidentes de trabalhos, melhorando o fluxo de mercadorias e ações dos
trabalhadores pode-se dizer em círculo virtuoso (GONÇALVES 2010).
A armazenagem de materiais é fundamental para uma empresa, ali são
destinados locais específicos para os produtos comercializados pela empresa,
36
garantindo os cuidados necessários para eles, e sua total qualidade até o momento
da exposição na área de vendas (BERTAGLIA, 2009).
A maioria das empresas possui alguns tipos de estoque, sendo assim,
precisam armazenar esse estoque de maneira adequada. Estoques esses que
podem ser de matéria prima, estoque de produto em processos, produtos acabados,
suprimentos e dependendo da empresa, peças de reposição. Com isso, a
armazenagem, “torna-se um fator importantíssimo para as organizações, pois, tem
como objetivo principal, minimizar os custos e maximizar os atendimentos ao
cliente.” (ARNOLD, 1999, p. 352).
Assim, uma boa armazenagem, além de possibilitar um maior controle sobre
os itens existentes, reduz custos. “É um processo benéfico para toda organização,
pois a eficiência dos métodos de armazenagem possibilita a organização, uma
melhora de fluxo das atividades, diminui os riscos de acidente de trabalho e aumenta
a qualidade dos produtos” (DIAS, 1997, p. 135).
A forma mais comum de armazenar é por meio de estruturas porta-paletes,
onde facilita os transporte e proteção de produtos contra contaminantes internos e
externos e que tenha uma boa segurança contra incêndio e iluminação adequada
para facilitar armazenagem e coletados materiais (MARTINS; ALT, 2007, p. 391).
Viana (2009, p. 275) contribui analisando que armazenagem, como
apresentada na figura 5, “possui funções fundamentais dentro da administração de
materiais”. É responsável por “proteger e guardar todos os materiais da empresa,
fazer a entrega dos materiais com as requisições autorizadas pelo responsável da
área e manter todos os registro atualizados conforme as necessidades”.
37
Figura 5: Organograma padrão funcional de um almoxarifado
2.9
LAYOUT
Viana (2009) considera que o layout influi desde a seleção ou adequação do
local, assim como no projeto de construção, modificação ou ampliação, conforme o
caso, bem como na distribuição e localização dos componentes e estações de
trabalho, assim como na movimentação de materiais, máquinas e operários.
O layout de um armazém tem como objetivo a otimização da distância
movimentada e, consequentemente, do tempo para separação dos produtos,
utilização máxima da capacidade volumétrica, redução dos custos de equipamentos
e de mão de obra do armazém. Ele envolve a análise da movimentação de
38
equipamentos e pessoas, além da definição das áreas de estocagem, recebimento e
expedição, definem o sistema de localização de estoque, determinar área/volume
necessários para armazenagem, movimentação e controle e aperfeiçoar a
movimentação no almoxarifado (LOPES; SOUZA; MORAS, 2006, p. 166).
Para Ballou (2006, p. 411), o layout das mercadorias, a extensão da utilização
de equipamentos e o grau de automação, são fatores que se refletem no custo do
manuseio de materiais. Conseguir a melhor combinação de todos esses fatores é o
objetivo dos projetos de manuseio de materiais, que é uma atividade de mão de obra
intensiva, pois grande parte do manuseio de materiais no mundo inteiro é realizada
manualmente, ou, no máximo, por processo semi-automatizado.
Viana (2009) menciona que os objetivos do layout de um armazém devem
ser:

Assegurar a utilização máxima de espaço;

Proporcionar a mais eficiente movimentação de materiais;

Propiciar a estocagem mais econômica, em relação às despesas de
equipamentos, espaços danos de materiais e mão de obra do
armazém;

Fazer do armazém um modelo de boa organização.
A metodologia geral, para projetar um layout de um armazém, consiste em
cinco passos:

Definir a localização de todos os obstáculos;

Localizar a área de recebimento e expedição;

Localizar as áreas primaria, secundarias, de separação de pedido e de
estocagem;

Definir o sistema de localização de estoque;

Avaliar as alternativas de layout do armazém.
O mesmo Viana (2009) menciona que, layout é o gráfico que representa a
disposição espacial, a área ocupada e a localização dos equipamentos, pessoas e
materiais.
39
3
PROCEDIMENTO METODOLÓGICO
De acordo com Cervo e Bervian (2002), o método significa algo totalmente
ordenado, bem como conjunto de sistema ou processo sistematizado que servem
para serem estudados e analisados.
O presente trabalho teve a intenção de propor uma gestão de estoque da
empresa All Gym Comércio de Equipamentos Esportivos Ltda., localizada no
município de São José, na rodovia BR- 101 km 202, nº 1510, em Barreiros, no
período de agosto de 2013 a junho de 2014.
O estudo se caracteriza como uma proposição de planos, haja vista que se
trata de uma proposta de um novo sistema de estoque para o departamento
comercial da empresa (ROESCH, 1999).
Esse estudo utilizou o método de pesquisa com o proprietário e os
colaboradores. Para dar crédito acadêmico ao estudo, o acadêmico utilizou de
pesquisa bibliográfica e documental.
Foi realizado um método de estudo aprofundado numa nova gestão de
estoque que tem com finalidade oferecer métodos técnicos de administrar estoques,
buscando na literatura através de pesquisas, o embasamento para o trabalho.
A pesquisa se concentrou na busca dos problemas de estoques da empresa e
enfatizou principalmente o levantamento do custo gerado pelo excesso de
mercadorias, organização dos materiais, inventário, falta de materiais na hora da
entrega ao cliente final e o espaço físico.
A pesquisa bibliográfica, segundo Roesch (1999, p. 107) é uma das seções
mais longas e trabalhosas do projeto. “Na prática, implica seleção, leitura e análise
dos textos relevantes ao tema do projeto, seguida de um relato por escrito”. O
grande mérito destas abordagens é que elas sistematizam algo que a grande parte
dos cientistas apreenderam pela experiência, ou seja, elas não só podem melhorar
significativamente o nível da leitura, compreensão e redação dos iniciantes, como
também acelerar estes processos.
A pesquisa documental também foi utilizada. Segundo Roesch (1999, p. 165),
“são dados já existentes na forma de arquivo, bancos de dados, relatório,
40
documentos, etc. Tais fontes são utilizadas para complementar a entrevista ou
outros métodos de coleta de dados”.
Com a coleta de dados foi possível a realização das diversas faces do
trabalho, desde a busca do sistema de gestão da empresa à definição dos objetivos
alcançados de acordo com a finalidade geral do trabalho, que se propõe a oferecer
novo método de gestão de estoque para a empresa.
Também levou-se em consideração os trabalhos realizados in loco na All
Gym, pois a empresa não utilizava sistemas formais, sendo mais intuitivo. Tendo em
vista esta observação, este trabalho procurou abarcar as questões teóricas dos
autores aqui citados.
41
4
LEVANTAMENTO E ANÁLISE DOS DADOS
Nesse tópico, está sendo apresentado todo o levantamento da empresa,
especificamente no estoque da empresa, observando os processos de estocagem,
identificando fatores que possam ser melhorados e propor alternativas para facilitar
e trazer segurança para o controle de estoque.
4.1
CARACTERIZAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO
A All Gym Sport & Fitness foi fundada em 2001 por Antonio Espindula, que
conta com mais de 20 anos de experiência nesse ramo. A empresa surgiu do
rompimento da sociedade que durou doze anos, de uma empresa situada em
Florianópolis. Há onze anos, Antonio Espindula começou a buscar um novo espaço
para realizar seus projetos, optando pelo município de São José, devido à
oportunidade de crescimento, pois a cidade vem crescendo.
A All Gym Sport & Fitness é uma loja especializada em equipamentos para
ginástica e musculação que trabalha com a linha profissional e residencial. A
empresa possui site na internet, cujo endereço é www.allgym.com.br,o que facilita a
divulgação da marca, a pré-venda, assim como o atendimento ao telefone. São mais
de 5.000 modelos de diferentes produtos, de diferentes marcas, que exigem uma
força de vendas preparada e uma equipe de assistência técnica especializada. A
empresa também possui um estoque de peças de reposição, que garante um pronto
atendimento na assistência técnica e garantia.
A All Gym Sport & Fitness tem como missão “oferecer produtos, serviços e
soluções inovadoras que atendam as necessidades de lazer, bem-estar e conforto,
contribuindo para a manutenção da saúde, integração familiar e melhora da
qualidade de vida de seus clientes”. A visão da empresa está focada em “ser líder do
mercado Catarinense, tornando-se cada vez mais consolidada e reconhecida como
modelo de qualidade, inovação e confiança, com produtos variados e uma equipe de
funcionários qualificada”.
A empresa iniciou suas atividades no Bairro de Campinas, em São José, onde
ficou instalada durante três anos, porém, devido ao crescimento da empresa, a falta
42
de espaço físico e de estacionamento, teve que se mudar para uma sede mais
adequada. A sede da empresa que mede em torno de 700 m², hoje está situada às
margens da Rodovia BR-101, KM 202, N. 1510 em Barreiros, na cidade de São
José.
Figura 6: Fachada e estacionamento All Gym
Fonte: Dados primários
Conta com a loja e depósito, onde trabalham quinze funcionários diretos e
seis colaboradores indiretos que atuam na área de assistência técnica e entrega a
fim de garantir um bom atendimento aos clientes.
Além de vender, a All Gym também ajuda na co-criação de alguns
equipamentos, como remada, bancos de supino, banquetas reguláveis, alguns
acessórios como barras, e também suportes de acessórios personalizados junto
com seus fornecedores. Esses suportes tornam-se um diferencial competitivo, pois
a All Gym é a única empresa da grande Florianópolis que vende suportes
personalizados, de acordo com as necessidades do cliente.
43
Outro fator importante é que a All Gym trabalha com a linha de produtos
seminovos. Se uma academia possui 10 esteiras e deseja trocá-las, a All Gym
recebe as usadas na troca. Isso beneficia o cliente, que está adquirindo novos
produtos, assim como os clientes que têm interesse em comprar um produto usado
por um preço mais acessível.
Hoje, a estrutura organizacional da empresa é bem enxuta, composta pelo
Presidente, Gerente Financeiro, Gerente de Compras, Vendedores, Estoquista e
Entregadores.
O setor de estoque é atualmente administrado pelo acadêmico. A empresa
passa por uma dificuldade de armazenamento e organização, devido a falta de
espaço físico e arranjo do layout. Levando-se em consideração a dinâmica da
distribuição do estoque e sua organização, o responsável tem que ficar atento para
que os vendedores não façam a venda da mesma mercadoria para clientes
diferentes, da mesma forma que é necessário verificar se não danificou as
mercadorias separadas para os clientes.
4.2
LEVANTAMENTO DE DADOS
4.2.1 Recebimento da empresa
O recebimento das mercadorias realiza-se pela auxiliar administrativa. Esta
fica sobrecarregada e não faz a conferência das mercadorias na hora. A conferência
é feita por volumes que chegam, onde alguns clientes ficam esperando por muito
tempo a entrega das mercadorias, as mesmas não podem ser guardadas e
verificadas se são entregues com alguns danos, trazendo prejuízo para empresa.
Aqui se observa que o modelo deve ser aprimorado conforme se trata no
embasamento teórico.
As mercadorias quando recebidas, são de responsabilidade de descarga do
fornecedor, mas cabe a pessoa que recebe mostrar o local onde deve ser colocado,
para facilitar a distribuição das mercadorias no local adequado. O recebimento vive
cheio de caixas para serem conferidas e guardadas. Com isso, propõe-se um melhor
gerenciamento no recebimento e organização do estoque da All Gym.
44
Figura 7: Recebimento (antes)
Fonte: Dados primários
Os técnicos vivem perguntando se chegaram as peças que eles precisam
para arrumar as bicicletas, esteiras, elípticos entre outros. Muitas vezes estas peças
já chegaram, mas perde-se tempo procurando, pois o local de recebimento de
mercadorias está sempre cheio de caixas para serem conferidas. O estoque é
elevado e não existem endereçamento e locais apropriados para cada material
recebido e que deve ser imediatamente estocado. Aqui pode-se identificar com
etiquetas, placas de identificações para cada tipo de equipamento ou acessório ou
materiais afins, organiza o layout e operacionalidade do sistema de materiais como
um todo.
45
4.2.2 Armazenagem das mercadorias
O armazenamento dos produtos não está recebendo cuidados especiais,
como classificados, separados e destinados corretamente dentro do armazém em
pallets, além de colocar em risco a segurança dos trabalhadores, devido à
desorganização. Observa-se ainda que, as mercadorias amontoadas num só lugar,
sem pallets, pegando umidade, estragando produtos de custo alto, mercadorias
pesadas armazenadas no mezanino, peças misturadas com acessórios, dificultam a
identificação da mercadoria. As mercadorias como acessórios e peças pequenas,
são estocados em embalagem plásticas, entretanto, não são suficientes.
O layout da empresa não está adequado e o espaço oferecido não está
sendo utilizado pelos colaboradores de forma correta, conforme abordagem na
fundamentação teórica. Além das questões abordadas acima, ainda tem-se
separação de mercadorias ineficiente, sem identificação, endereçamento e para qual
região que será realizada a entrega.
O sistema de informações possui alguns pontos de deficiência, haja vista que
existem mais de 8.000 itens cadastrados. Se os funcionários muitas vezes
cadastram a entrada ou a saída de maneira incorreta, acarreta em pedidos
duplicados de uma mesma mercadoria, ou falta de produtos no estoque do sistema,
quando no físico contém mercadorias. Constata-se que durante a realização deste
trabalho havia desorganização, porém aplicando-se as técnicas e conceitos
aprendidos no decorrer deste trabalho melhorou-se passo a passo.
Verificam-se a seguir, ilustrações como vinha sendo distribuídos os produtos
no estoque da empresa.
46
Figura 8: Mezanino (acessórios)
Figura 9: Mezanino (peças)
Fonte: dados primários
Fonte: Dados primários
Figura 10: Mezanino (acessórios e peças)
Figura 11: Térreo
Fonte: Dados primários
Fonte: Dados primários
47
Figura 12: Térreo (barras) antes
Figura 13: Térreo (mercadorias) antes
Fonte: Dados primários
Fonte: Dados primários
Nota-se através das imagens (fotos anexas) que as mercadorias não vinham
sendo distribuídos de forma adequada, os espaços podem ser mais bem
aproveitados, facilitando a locomoção dos profissionais para eficácia na distribuição
de mercadorias e melhor segurança dos colaboradores.
4.2.3 Codificação da empresa
As etiquetas que são colocadas nas caixas de plásticos para identificar as
mercadorias não são adequadas, elas caem, prejudicando a identificação e a
localização onde elas estão resultando em gasto de tempo na hora de separar as
mercadorias vendidas para os clientes. As mercadorias que são lançadas no
sistema com duplicação de código e de forma errada, prejudicam os vendedores na
hora de vender, pois eles não sabem se contém mercadorias, indo até o estoque
perguntar ao responsável se tem no estoque ou não. Atrapalha as vendas pela
demora na procura mesmo, existindo a mercadoria, mas não acham na hora. Assim,
o comprador da All Gym Sport & Fitness acaba comprando devido a falta de
informações precisas, resultando em compras desnecessárias, dando excesso de
mercadorias no estoque. Pode-se observar na foto abaixo, as etiquetas.
48
Figura 14: Etiquetas
Figura 15: Etiquetas
Fonte: Dados primários
Fonte: Dados primários
4.2.4 Sistema de compra
Observa-se na empresa que o processo de compra ocorre através de
representante e pela internet. A compra é feita pela percepção do comprador e pela
informação do gestor do estoque. Quando o representante chega à loja, fala com o
comprador do setor de seus produtos, este verifica se o produto já é cadastrado na
loja. Se sim, verifica a quantidade em estoque e a partir daí define a quantidade a
ser comprada, caso o produto seja novo e não tenha cadastro, havendo interesse
pelo mesmo, é iniciada a negociação até o cadastro do produto. Entretanto, devido
aos erros de alimentação do sistema, as informações chegam de forma imprecisa ao
comprador, que tende a repetir os pedidos, resultando assim, em duplicação ou
mesmo acúmulo desnecessário de mercadoria no estoque.
Dependendo do produto, a compra pode ser efetuada uma vez ao mês ou
variando conforme a quantidade de vendas. Assim, a All Gym efetua suas compras
com base no histórico de sua demanda e também quando são oferecidas ofertas
que possam gerar lucros para empresas, geralmente de produtos que chamam a
atenção de seus clientes.
49
Alguns dos produtos comercializados têm mais de um fornecedor, com isso o
comprador tem mais chances de negociação de preços e descontos podendo usar
um fornecedor para ganhar preço com outro. Já, outros produtos têm apenas um
fornecedor, desta forma o comprador tem menos chances de negociar preços e
prazos de entrega.
50
5
ANÁLISE DOS DADOS E PROPOSTA PARA EMPRESA
Nesta etapa, propõem-se mudanças para a All Gym, utilizando algumas
ferramentas de gestão. Corroboram-se com os objetivos específicos todos os itens
elencados nos textos abordados a seguir. Por fim, procura-se aqui uma abordagem
concisa sobre implementação daquilo que foi constatado preliminarmente com base
nos dados levantados in loco, com isso, sugere-se neste trabalho a melhoria
contínua do sistema.
5.1
RECEBIMENTO E CONFERÊNCIA DOS PRODUTOS
A conferência dos produtos adquiridos pela empresa é realizada pelo gestor
do estoque no ato da entrega do fornecedor. Quando os produtos chegam, é
conferida a quantidade de volume com a nota fiscal antes de serem descarregados.
Após receber, todas as caixas são abertas, a fim de verificar se a nota fiscal está de
acordo com o pedido (quantidade, preços e imposto). Em seguida, o gestor
confronta a nota fiscal com o pedido de compras para verificar se ambas estão
corretas. Quando ocorrer erros nas caixas (falta de produto, produtos com avarias) é
aberto um processo junto ao fornecedor na hora do recebimento através de e-mail e
contatos telefônicos para resolver o problema, enquanto isso, o entregador aguarda
a resolução do impasse.
Figura 16: Recebimento (depois)
Fonte: Dados primários
51
5.2
ARMAZENAGENS DAS MERCADORIAS
Com base na fundamentação teórica sobre as propostas dos autores,
também sobre a análise dos dados realizados in loco, propôs-se a melhora da
armazenagem. Como se observou nas figuras, 8, 9, 10, 11, 12, 13 que a
armazenagem estava sendo realizada de forma desestruturada sem organização.
Nota-se nas figuras a seguir, as propostas de melhorias de armazenamento
do estoque da All Gym. Anteriormente o estoque era elevado e não existia
endereçamento, a partir desta proposta houve uma melhora considerável na
organização do sistema, armazenagem e distribuição. Veja-se que o Layout estava
desarranjado, sem os acessos necessários, inclusive sem os distanciamentos
mínimos como preconiza a Legislação vigente, tanto trabalhista quanto dos
Bombeiros, submetendo os colaboradores a riscos de acidentes trabalhistas.
Acrescenta-se aí, em caso de incêndio, perdas materiais e até mesmo
humanas, mas propõem-se a melhora do arranjo da planta do térreo e mezanino
como se observa nas figuras 9, 10 e 13.
Garante-se melhora na distribuição das mercadorias dentro de um novo
modelo de armazenagem, respeitando-se a falta de espaço físico da empresa. Tevese que levar em consideração o grande crescimento da All Gym nos últimos anos, a
grande quantidade de materiais e a disponibilidade de espaço para armazenagem.
Acrescenta-se que a empresa adquiriu um espaço maior para estoque de materiais
pesados.
A velocidade do crescimento da Instituição e sua organização não
caminharam juntas, apesar deste trabalho técnico buscar uma melhora no sistema
de armazenamento, como já apontado.
52
Figura 17: Térreo (Mercadorias) depois
Figura 18: Térreo (barras, anilhas) depois
Fonte: Dados primários
Fonte: Dados primários
Figura 19: Mezanino (peças)
Figura 20: mezanino (acessórios)
Fonte: Dados primários
Fonte: Dados primários
53
Figura 21: proposta layout térreo
Fonte: Dados primários
54
22: Figura proposta layout mezanino
Fonte: Dados primários
Com a elaboração do layout, percebeu-se que os espaços foram mais bem
ocupados, onde os colaboradores podem armazenar e retirar as mercadorias com
mais seguranças, pois há corredores com fácil acesso. No mezanino os armários
55
ficaram bem distribuídos onde se pode separar peças de acessórios, facilitando a
identificação dos produtos e as mercadorias pesadas e grandes como pode-se
observar nas figuras 9 e 10. Os tatames, colchonete, step e bosu, que ficava no
mezanino foram para a parte de baixo, assim abrindo corredores e podendo colocar
mais armários para armazenar mais peças e acessórios novos já que o setor de
fitness sempre tem novidades.
Pode-se observar na figura 7, como as mercadorias eram todas armazenadas
misturadas e sem identificação. Como foi alugado um galpão para colocar esteira e
equipamentos usados e para fazer reparos, facilitou a proposta dos novos layouts
(figuras 21 e 22), que se pode observar na figura16, onde o recebimento não fica
mais cheio de caixas e, as mercadorias de grande porte da marca moviment ficam
separadas das mercadorias da marca Embreex, sendo que o corredor ficou livre
para acesso adequado.
Identificou-se que as barras estavam sendo armazenadas de uma forma
perigosa e inadequada, conforme figura 12. Na proposta do novo layout,
construíram-se suportes para que elas fiquem na parede, aproveitando assim, os
espaços oferecidos. E ainda, pode-se observar pelo novo layout que foi feito um
setor só para separar mercadorias vendidas, reduzindo tempo na hora de carregar o
caminhão para entregar.
Na parte de baixo do mezanino, foram colocadas as caneleiras, halteres,
kettlebell, pranchas, sacos de pancadas, anilhas importadas e olímpicas, stpes,
colchonetes, tatame e as mesas, tornando assim o ambiente melhor distribuído com
corredores para os colaboradores poderem se movimentar com segurança.
5.3
VARIEDADES E IMPORTÂNCIA DAS MERCADORIAS
A empresa trabalha com três classificações de mercadorias: peças,
acessórios e máquinas.
Nota-se pelo gráfico da figura 23 que, 25% das mercadorias encontradas no
setor de estoque da All Gym são acessórios, que é o que mais gira no estoque.
Reflete 30% do custo da empresa (figura 24), ou seja, possuem uma atenção
56
especial no que diz respeito às políticas de controle de estoque, não podendo deixar
acabar no estoque. Deixando sempre o nível de estoque adequado para o cliente
não precisar esperar a mercadoria chegar do fornecedor, processo esse que leva
muitas vezes de 30 a 40 dias. Hoje em dia, é indiscutível que a excelência no
atendimento ao cliente é um diferencial para as empresas e obter a mercadoria a
pronta entrega é muito importante.
Observa-se que 5% das mercadorias no estoque (figura 23) são peças, que
tem menos custo e giram menos. Por isso, é preciso tomar cuidado com essas
mercadorias, o comprador deve cuidar muito ao investir neste segmento, pois se
comprado em grandes quantidades, pode prejudicar a empresa em suas
operações.Já que elas deterioram rapidamente dando perda de mercadoria e
prejuízos para a empresa. Para isso, o armazenamento de forma adequada é
importantíssimo.
As máquinas são as que têm o maior custo para a empresa. Observa-se na
figura 24 o seu grau de importância, que é de 60%. Mas, é o que tem mais tem no
estoque, 70%(figura 23), por serem mercadorias de grande porte e são as que
ocupam mais espaço no estoque e que são necessárias, pois é o que mais traz
retorno para a empresa.
57
Figura 23: Gráfico de quantidadecusto em %
100%
90%
80%
70%
70%
60%
60%
Estoque
50%
Custo
40%
30%
30%
25%
20%
10%
5%
10%
0%
Peças
Acessórios
Máquinas
F Fonte: Dados primários
Figura 24: Gráfico pizza (custo)
Custo
10%
Peças
30%
60%
Fonte: Dados primários
Acessórios
Máquinas
58
Figura 25: Gráfico ABC (% quantidade e custo do estoque)
Fonte primários: Dados
Para a elaboração da curva ABC foi feito uma pesquisa de 4 meses de
vendas de mercadoria, onde o acadêmico analisou 331 itens de consumo.
A análise ABC de materiais é, conforme Dias (1997), um método que consiste
em separar em três grupos, ABC, classificando-os de acordo com seus valores, e
dando maior importância de controle aos materiais de maior valor investido.
Quanto aos produtos com a classificação A, que representam 70,99% dos do
valor vendido da empresa, tem uma ênfase maior. Ou seja, possuem uma atenção
especial no que diz a respeito à política de controle de estoque. Obtém 24 itens.
Já, na classe B, que representa 24,92% do valor vendidos, contém 67 itens.
A família da classe C, que representa 4,77% do valor vendidos, contém 240
itens.
59
5.4
CODIFICAÇÃO DOS MATERIAIS
Explica-se o sistema de forma lógica, contudo, como já observado no estudo,
a codificação era realizada de forma precária, tanto que as etiquetas caíam, pois não
se fixava de forma adequada. Procurou-se ajustá-las de modo a não fazer retrabalho
em sua estocagem. Com esta codificação ajustada, melhorou consideravelmente, os
trabalhos dos vendedores, já que facilitou a localização das mercadorias nas
prateleiras e também a procura nos pontos do armazém. O gestor do armazém
também teve ganho de tempo pela codificação.
A empresa como um todo ganhou neste processo, pois a melhora no sistema
contribuiu para que não houvesse perdas financeiras. Observa-se que, haviam
repetições de compras pela falta da localização das mercadorias no estoque, já que,
o sistema de codificação de materiais apresentava “furos” por falta de gestão.
Contudo, ganha-se substancialmente agilidade e precisão com a melhora do
sistema, evita-se assim o retrabalho e as perdas de modo geral.
Figura 26: Etiquetas (depois)
Fonte: Dados primários
60
5.5
SISTEMA DE COMPRAS
Passou-se a observar os níveis mínimos e máximos de estoque de produtos,
facilitando ao gestor de compras a necessidade de se fazer novos pedidos de
compras de produtos.
Constata-se que, o sistema de codificação, armazenagem e modificação do
layout, facilitou o processo de compras, constatou-se uma melhora considerável de
informações.
Houve rapidez na compra das mercadorias, eficiência na entrega e controle,
evitando-se erros.
61
6
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Embora a empresa All Gym tenha empregado novos sistemas para
modernizar e agilizar seus processos internos, observa-se ainda que, esta
organização deve procurar capacitar, instrumentalizar seus colaboradores para um
melhor desempenho na distribuição dos materiais e sistematização de todo o
processo. Como por exemplo: compras, recebimento, armazenagem e operação do
sistema.
Conforme abordagem e referências levantadas na fundamentação teórica,
deve-se buscar aplicar in loco, os aspectos técnicos abordados e citados da
fundamentação ao diagnóstico.
Os métodos indicados são necessários, pois eles sistematizam de forma
lógica, diminuindo custos, perdas materiais, de tempo, evitando riscos à segurança
do colaborador.
Constatou-se que, até para localizar qualquer acessório ou peça na forma
como se apresentava o layout anterior, era um dilema. Contudo, aponta-se aqui a
importância da empresa, desde o seu nascimento, iniciar de forma planejada, com
layout organizado, com endereçamento completo. Mas, entende-se que o rápido
crescimento do setor esportivo, e aumento da demanda por estes equipamentos na
área de fitness, têm forçado este segmento buscar permanentemente maior
profissionalização.
No período de desenvolvimento e conclusão do TCC, buscou-se a aplicação
dos métodos elencados na teoria, com a prática no local de estágio. Com isso,
conclui-se que os objetivos propostos pelo Curso de Administração da Univali de
Biguaçu foram atingidos, sobretudo, apontou-se existirem inconformidades e
apresentaram-se medidas corretivas para o futuro da organização.
Com relação ao tema escolhido, o mesmo encontra-se dentro da área de
atuação do pesquisador dentro da empresa All Gym. Para tanto, identificou-se ainda
mais com ele, até mesmo, pela importância crucial para a empresa. Este trabalho
acadêmico foi uma realização, pois conseguiu-se fazer uma confrontação entre
teoria e a prática, dentro da administração de materiais, trazendo realização pessoal
e profissional.
62
REFERÊNCIAS
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Atlas, 1999.
BALLOU, Ronald. H. Gerenciamento da cadeia de suprimentos logística
empresarial. 5. ed. Porto Alegre: Bookmam, 2006.
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da
cadeia
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Paulo: Pearson Prentice Hall, 2002.
CHIAVENATO,Idalberto. Iniciação à
Paulo:Makron Books, McGraw Hill, 1991.
administração
CHIAVENATO, Idalberto. Administração
introdutoria. Rio de Janeiro: Elservier, 2005.
de
de
materiais:
materiais.
uma
São
abordagem
DIAS, Marcos Aurélio P. Administração de materiais: uma abordagem logística. 4.
ed. São Paulo: Atlas, 1993.
DIAS, Marcos Aurélio P. Administração de materiais: 4. ed. São Paulo: Atlas,
1997.
GONÇALVES, Paulo Sérgio. Administração de materiais. 3. ed. Rio de Janeiro:
Elsevier, 2010.
JACOBSEN, Mércio. Logística empresarial. 2. ed. Itajaí: Universidade do vale do
Itajaí, 2006.
LOPES, A. S.; SOUZA, E. R.; MORAS, M. L. Gestão estratégica de recursos
materiais: um enfoque prático. Rio de Janeiro: Fundo de cultura, 2006.
MARTINS, Petrônio Garcia; ALT, Paulo Renato Campos. Administração de
materiais e recursos patrimoniais. 2 ed. São Paulo: Saraiva, 2006.
MESSIAS, Sergio Bolsonaro. Manual de administração de materiais:planejamento
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63
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ROESCH, Sylvia Maria Azevedo. Projetos de estagio e de pesquisa em
administração: guia para estágios, trabalho de conclusão, dissertação e estudo de
caso. 2. ed. São Paulo: Atlas, 1999.
VIANA, João José. Administração de materiais: um enfoque prático. São Paulo:
Atlas, 2009.
Download

UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ