POEMA: LEITURA – CORPO E VOZ Milla de Souza FERREIRA Maria Margarete de Paiva SILVA Universidade Estadual de Alagoas/UNEAL Resumo: O ensino de língua portuguesa, em muitas escolas, ainda privilegia o trabalho com textos somente para o estudo gramatical em detrimento da ampliação do conhecimento, da aquisição da norma culta e da fluência na leitura, na compreensão do assunto tratado e na produção de textos. Nesse sentido, a pesquisa em tela apresenta uma discussão sobre o trabalho com o gênero textual Poema, voltado para expressão oral e corporal, e tem como objetivo mostrar que a leitura, interpretação e escrita desse gênero textual, bem como o estudo da estrutura do poema, propicia o estudo sobre a língua em uso e favorece o desenvolvimento do aluno enquanto sujeito crítico. A motivação maior para a realização desta pesquisa deve-se às discussões realizadas no subprojeto PIBID/ CAPES/ UNEAL Reescrita e Retextualização de gêneros textuais: uma proposta para a prática pedagógica no ensino de língua portuguesa, que tem alicerçado a construção de conhecimento dos pibidianos a respeito da prática docente e dos gêneros textuais. Nesse sentido, a metodologia adotada baseia-se em leituras sobre: formação docente (PCNs, 2000; ANTUNES, 2003), gêneros textuais (MARCUSCHI, 2008), retextualização (MATÊNCIO, 2002/2006), Poema (CÂNDIDO, 1996), e Expressão oral e corporal (KEFALÁS, 2009). O estudo, ainda em andamento, leva em consideração estudo da língua a partir da realidade de cada indivíduo e percebendo a leitura como um instrumento de ampliação de conhecimento. Assim sendo, a leitura precisa ser elaborada como arte, como expressão oral e corporal que envolve o próprio leitor e os interlocutores. Palavras-chave: Poema. Retextualização. Expressão oral e corporal Introdução A dimensão da concepção linguística pode permitir ver a língua não só gramaticalmente, mas a partir de um ponto de vista social e até mais humanístico, aproximando-a da realidade de cada indivíduo ou de cada comunidade na qual o indivíduo está inserido. Dessa forma, não se fica preso apenas às definições, mas libertos para interligar ciência e humanização. Antunes (2003, p. 174) afirma que “Essas concepções podem nos fazer perceber muito mais coisas que o ‘certo’ e o ‘errado’, muito mais que fazer e dar nomes às coisas e aos fatos da língua”. Essa ideia ressalta a importância de observar o que se aprende na caminhada do saber, pois o que leva o indivíduo ao final de todas as jornadas é o que ele tem como meta, o que ele deseja aprender e, principalmente, o uso que poderá fazer do objeto aprendido. Na verdade, a imagem do professor já não carrega aquela aura misteriosa de quem está ‘pronto’ para ‘ensinar’, de quem já estocou os 2 saberes necessários para a transmissão pedagógica em sala de aula. Felizmente, a consciência de outra imagem de professor é cada vez mais clara: o professor que se refaz, que redescobre, que reinventa, que revê suas concepções e atitudes, que não está ‘formado’ e, portanto, redimensiona seus saberes. Um professor não pode deixar de ‘ser aluno’, isto é, que não sabe tudo, que não pode deixar de ser aprendiz. (ANTUNES, 2003, p. 174-175). Na busca do conhecimento, professor e aluno devem assumir uma postura igualitária, numa atitude de pesquisador, e, nesse sentido, os alunos não devem ser encarados como indivíduos sem nenhuma noção, mas como coautores na construção do conhecimento, pois o saber é construído por todos e a partir de todos. A escola, por sua vez, deve agregar valores a esse conhecimento, compondo histórias, partilhando perspectivas, ajudando na construção de uma didática pluralística. Nesse sentido, esta pesquisa volta-se, muito sucintamente, a questionamentos sobre a formação do professor de Língua Portuguesa para o ensino de Literatura; a prática de leitura e escrita de gêneros textuais, envolvendo retextualização e reescrita; e, mais especificamente, para o gênero textual poema, tentando mostrar que a leitura envolve decodificação, compreensão do sentido, estudo da estrutura e captação da parte imaterial. Todo esse processo sensibiliza o leitor para, na leitura dramatizada, viver o poema tanto na oralidade como na postura corporal. O trabalho com gêneros textuais Assim como a língua, o gênero também é um mecanismo em movimento que, lapidado pela linguagem, pode ser incorporado a uma estrutura específica, compreendida em diversas áreas do conhecimento. Não se pode limitar o gênero apenas a sua estrutura e identificação, por ele trazer toda a dinamicidade das transformações sociais e culturais, além de uma funcionalidade. Esse movimento se dá na interação verbal entre o falante e seu interlocutor, por meio de textos que se apresentam em vários gêneros utilizados no dia a dia, sempre comunicando algo, cumprindo, enfim, uma função social. Marcuschi (2008, p. 154) defende a tese de que é impossível não se comunicar verbalmente por algum gênero, assim como é impossível não se comunicar verbalmente por algum texto. Isso porque toda a manifestação verbal se dá sempre por meio de textos realizados em algum gênero. Em outros termos, a comunicação verbal só é possível por algum gênero textual. Daí a centralidade da noção de gênero textual no trato sócio interativo da produção linguística. 3 Costuma-se valorizar patrimônios, sobretudo o arquitetônico, esquecendo-se dos patrimônios vivos, que são as pessoas e as suas histórias. Histórias estas que constroem identidades e que são verbalizadas e perpetuadas por meio da produção textual. Dessa forma, os PCNs (BRASIL, 2000, p. 18) dizem que o aluno deve ser considerado um produtor de textos que produz e que o constituem como ser humano. O texto só existe na sociedade e é produto de uma história social e cultural, único em cada contexto, porque marca o diálogo entre os interlocutores que o produzem e entre outros textos que o compõem. O homem visto como um texto que constrói textos. É por meio da linguagem que ideias são materializadas, dá-se dinâmica e vida às palavras e trata-se a língua/linguagem da mesma forma que a expressão escrita ou oral, a história, as relações sociais, os sentimentos, as mudanças interpessoais e intersocial. Fala-se aqui de um mecanismo que abre as portas da liberdade. Nesse contexto, a leitura tem um papel fundamental. De nada adianta materializar a linguagem em escrita, com estrutura sintática adequada,levando ao raciocínio lógico e organizacional do sentido do texto, quando não se coloca em prática diferentes maneiras de trabalhá-la, bem como, entendê-la. O estudo dos gêneros transcende interpretações meramente estruturais; um gênero pode conter outro, ou pode estar disposto na estrutura de outro. Um poema pode conter uma receita, uma crônica pode estar contida em um romance e assim por diante. Para Karwoski; Gaydeczka; Brito (2008, p. 16), Na realidade, o estudo dos gêneros textuais é uma fértil área interdisciplinar com atenção especial para o funcionamento da língua e para as atividades culturais e sociais. Desde que não concebamos os gêneros como modelos estanques nem como estruturas rígidas, mas como formas culturais e cognitivas de ação social corporificadas de modo particular na linguagem, temos de ver os gêneros como entidades dinâmicas. Os gêneros mudam com o tempo e com a evolução da sociedade, a exemplo das cartas, que cederam espaço aos e-mails, muito mais adequados à necessidade de rapidez nas comunicações. A necessidade de comunicação dentro dos diversos domínios discursivos faz com que os gêneros sejam diversificados. Na área literária, por exemplo, é comum expor indignação, amor, ódio, angustia e outros sentimentos, através da escrita de conto, romance, novela, crônica, auto, tragédia, poema (no qual este trabalho deterse-á), entre outros que revelam a expressividade do autor. 4 O estudo do Poema O gênero textual poema possui características peculiares, no entanto este trabalho concentra-se apenas no estudo sobre poema em verso e mostra que o poema deve ser estudado como modalidade funcional da literatura, considerando que Literatura é arte da palavra. Portanto, necessário se torna que se empreenda um aprofundamento, no que respeita ao que seja palavra. Uma palavra, em sua constituição explícita, é composta de sons, unidades mínimas que se denominam fonemas. (Cf. SAMUEL, 1985, p.26). O poema pertence a uma modalidade da Literatura e, no caso específico deste estudo, da Língua Portuguesa. Ele se aproxima do subjetivismo pertencente a cada indivíduo, por meio do “eu lírico”, que dá, à face técnica, a identidade do poema. Através da prática de fazer poemas, o aluno conhece o valor plurissignificativo dos textos, apartando-se do raciocínio meramente técnico. Em definições enxutas e objetivas, estruturalmente concebe-se um poema, primordialmente, pela disposição em versos. Sendo assim, o poema, enquanto estética, está ao alcance de qualquer leitor, sendo possível sua identificação imediata. Entretanto há uma vertente que geralmente é confundida com poema: a poesia. Essa pode ou não estar no poema.“O poema, depois de criado, existe per se, em si mesmo, ao alcance de qualquer leitor, mas a poesia só existe em outro ser” (LYRA, 1986, p. 7), ou seja, a poesia é uma percepção sensorial abstrata, pertencente exclusivamente a cada indivíduo. É necessário esclarecer que existem dois conceitos de poesia: o primeiro diz que a poesia é sensação abstrata, imaterial, que antecede o poeta e independe da linguagem ou do poema para existir (se encontra por si só no mundo); o outro coloca justamente a captação que o indivíduo faz do abstrato através das palavras, ou seja, as palavras fazem o canal para se chegar à poesia. E o que o mundo tem a ver com poema e poesia? Tudo, pois, é a partir dos objetos/situações consideradas poéticas que surge a captação do poeta e, consequentemente, a materialização em poema. Este é o problema fundamental: se a poesia está no mundo originariamente, antes de estar no poeta ou no poema - e isso pode ser comprovado pela simples constatação popular de que determinados objetos/situações do mundo são ‘poéticos’- ela tem a sua existência literária decidida nesse trânsito do abstrato ao concreto, do mundo para o poema, através do poeta, no processo que a conduz do estado de potência ao objeto. (LYRA, 1986, p.7). 5 A análise do poema exige que o pesquisador se debruce sobre dois aspectos: o estrutural e o imaterial. Levando-se em consideração que poema possui um espaço visível - passível de técnica e de estética, ele tem uma parte ao alcance de todos, mas, também, uma parte que age a partir da percepção que o leitor tem do que está sendo lido. Um aspecto fundamental à construção do poema é a sonoridade, que tem como elementos: a métrica, a rima e o ritmo. Cândido (1996, p. 24) afirma, categoricamente, que “O poema é basicamente uma estrutura sonora”, pois a sistematização do som permite compor o verso do poema, possibilitando a identificação da melodia disposta nas sílabas dos versos. Alguns poemas, entretanto, podem ser equiparados à prosa, na qual a sonoridade fica discreta, quase imperceptível. Algumas prosas possuem uma camada sonora construída gradativamente. Quanto à sonoridade, podem-se estudar os fonemas vocálicos e consonantais do poema, destacando-se a homofonia – semelhança de sons; as assonâncias – repetição de vogais; a aliteração – repetição de consoantes; a harmonia – sucessão de timbres; a melodia (linha formada pela altura sucessiva das vogais). Quanto ao efeito, a análise pode contemplar a harmonia imitativa, a sinestesia, a sugestão psicológica contextual (CÂNDIDO, 1996). O estudo da estrutura deve servir para a compreensão e contemplação do lado imaterial do poema, como se pode ver ao longo do estudo em tela. O poema pode ser trabalhado nos aspectos linguísticos, estruturais, imateriais; também pode ser retextualizado para outros gêneros, para que o aluno entenda que os assuntos podem ser tratados em diferentes formas textuais, mas cada gênero tem uma funcionalidade, tem uma estrutura própria e deve ser usado em uma situação específica. No trabalho de retextualização, cabe ao professor proporcionar situações de reescrita, tanto para adequação ao novo gênero quanto para sanar problemas linguísticos. Retextualização e Reescrita Os gêneros são estruturas socialmente e cognitivamente construídas para estabelecer uma situação interacional entre os interlocutores na qual consta a face comunicativa, motivacional, intencional e a funcionalidade e utilidade no que concerne ao âmbito social. Textualizar consiste na interação da tríade produção, recepção e sujeito. 6 Dito de outra forma, os gêneros seriam, desse ponto de vista, artefatos sociocognitivamente construídos, com base nos quais o sujeito se orienta ao projetar o jogo de imagens entre os interlocutores (papéis sociais e comunicativos, motivações e intenções), assim como o espaço e o tempo da interação, e textualizar, o que permite conceber a textualização como produção e recepção, como atividade coconstruída por ações coordenadas dos sujeitos interactantes. (MATÊNCIO, 2006). Os textos podem ser retextualizados, ou seja, transformados em um novo texto de mesmo gênero textual ou de gênero diferente. O novo texto será produzido fundamentado em um texto base. Deve-se, nesse sentido, considerar as relações, interações com outros textos, a capacidade de interação com os outros textos, endossando ainda mais o repertório textual. Parte-se do princípio de que retextualizar é produzir um novo texto a partir de um texto-base, pressupondo-se que essa atividade envolve tanto relações entre gêneros e textos – o fenômeno da intertextualidade –quanto relações entre discursos – a interdiscursividade”.(MATÊNCIO, 2002). Torna-se importante elucidar que a retextualização consiste em uma atividade mais profunda e completa do texto; através dela o sujeito entra em contato não só com os fatores estruturais da língua, mais também com o papel social, com relações estabelecidas e interligadas entre os mais diversos assuntos, suas motivações e intenções. Já na retextualização, tal como entendida aqui, opera-se, fundamentalmente, com novos parâmetros de ação da linguagem, porque se produz novo texto: trata-se, além de redimensionar as projeções de imagem dos interlocutores, de seus papéis sociais e comunicativos, dos conhecimentos partilhados, assim como de motivações e intenções, de espaço e tempo de produção/recepção, de atribuir novo propósito à produção linguageira.(MATÊNCIO, 2002). A retextualização é aqui entendida como a ação de transposição de um texto pertencente a um gênero textual para outro gênero; essa atividade é passível de reescrita, para refinamento do texto, norteado pela linguagem e estrutura dessa nova versão. Expressão oral e corporal A leitura do poema ou de qualquer texto perpassa pelo corpo de quem está lendo. A priori, pelo aparelho fonador até as camadas mais singelas do corpo como a pele; quem lê é afetado pelas palavras, quase que visceralmente. É de extrema 7 importância não negligenciar as sutilezas que o corpo do indivíduo vai apresentando ao ler determinado texto, pois, muitas vezes, elas passam despercebidas pelo próprio leitor, quando o aluno está preocupado em decodificar o signo, fechando-se aos sentidos das palavras e, consequentemente, do corpo, que nesta situação está tenso e rígido, impedindo o leitor de interagir com o que está sendo lido. Como orienta: (KEFALÁS, 2009, p.82), “Para se experimentar um texto, é necessário não somente colocar a atenção nos sentidos da palavra, mas também abrir os sentidos do corpo de quem o recebe”. A leitura em voz alta – como é o caso do poema quando dramatizado - não implica somente em dar uma voz humana ao texto ou decodificar foneticamente um signo, mas consiste em transcender a um campo inóspito e surpreendente, onde o sujeito que lê em voz alta interage com o que está escrito, se doa, se percebe e empresta às múltiplas possibilidades de entonações e significações sobre o que está sendo lido. Mais uma vez o corpo do sujeito mediante a essa interação admite um reencontro, um contato estabelecido pelas sonoridades propiciadas pela voz. A leitura em voz alta não resulta somente de um processo mecânico de passagem de um texto para a voz do mesmo modo como fora ensaiado na cabeça. Vocalidade é território de surpresa, de risco, no qual o sujeito, no ato de ler em voz alta, se oferece e se expõe à palavra do outro. Essa exposição permite um reencontro com o próprio corpo por meio das sonoridades reverberadas na voz. O sujeito projeta o poema na voz e a voz no mundo, podendo reencontrar consigo mesmo e reinventar a si mesmo. (KEFALÁS, 2009, p.88). Ao ler um texto, o sujeito não empresta somente a voz ao texto como se fosse algo mecânico, superficial ou ilustrativo, ele coloca voz no texto do outro, reflete as palavras, sente-as transpassar pelo corpo, através da entonação, sentido e sensações, estabelecendo uma comunhão entre os corpos (do indivíduo e do texto). Dessa forma, o texto é percebido vivo, latente, tal qual reclamantes um do outro – um é indispensável à vida do outro. Ler em voz alta um texto é, acima de tudo, percebê-lo nas nuances da própria voz. Dessa forma, quando um sujeito coloca em sua voz o texto de um outro, ele reverbera aquelas palavras em todo o seu corpo, vibrando-as em si, dando a elas impulsos inusitados, como se tomasse o texto escrito como uma partitura para a qual produz uma interpretação vocal experimental. Dar voz a um texto não é somente reproduzi-lo ao outro, mas percebê-lo em sua instância carnal, de ressonância. (KEFALÁS, 2009, p.93). 8 O leitor precisa primeiramente ler várias vezes o texto para conhecê-lo, decodificá-lo, compreender as palavras, pontuação, sentido, testar modulações de voz possíveis. É preciso compreendê-lo no todo. Assim sendo, a leitura poderá ser vivida, sentida, como se o leitor fosse o protagonista do texto, que naquele momento vivência toda situação do texto, deixando fluir as sensações pela voz e pela expressão corporal. Conclusão Neste estudo, vê-se o professor de língua portuguesa como condutor de aquisição de conhecimento através do estudo de língua portuguesa, pois ela propicia não somente o domínio da linguagem culta, mais também noções em diversas áreas do conhecimento – incluindo-se neste contexto a literatura – as quais contribuirão para que, mais tarde, o aluno possa escolher a área que mais o agrada. É preciso que este professor esteja capacitado para trabalhar com os alunos os conteúdos linguísticos e literários, através da leitura, interpretação e produção de diversos gêneros textuais. O discente precisa ler para formar o conhecimento, compreender para interagir com o texto, estudar a estrutura para produzir outros textos no mesmo gênero e reescrever o texto tantas vezes seja necessário para diminuir problemas detectados no texto. Além disso, o professor pode trabalhar a retextualização de texto, para mostrar ao aluno que um assunto pode ser tratado em diferentes gêneros textuais. Isso fará com que o aluno leia o texto várias vezes, permitindo a fluência na oralidade, a modalização da voz e a vivência do texto, como é o caso do poema, quando retextualizado para o gênero dramático. Referências ANTUNES, Irandé. Aula de Português: encontro & interação. São Paulo: Parábola editorial, 2003. BRASIL, Ministério da Educação. Parâmetros Curriculares Nacionais - Ensino Médio. 2000. http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/14_24.pdf . Acessado em 10 de abril de 2013. CÂNDIDO, Antônio. O estudo analítico do poema. São Paulo: Humanitas Publicações/ FFLCH/USP, 1996. 9 KARWOSKI, Acir Mário; GAYDECZKA, Beatriz; BRITO, Karin Siebeneicher (orgs.). Gêneros textuais: reflexões de ensino. 3 ed. rev. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2008. KEFALÁS, Eliana. Corpo a corpo com o texto na formação do leitor literário/Eliana Kefalás Oliveira. Campinas, SP: Autores Associados, 2012 (Coleção formação de professores) LYRA, Pedro. Conceito de Poesia. São Paulo: Ática, 1986. MARCUSCHI, Luiz Antônio. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola Editorial, 2008. MATÊNCIO, Maria de Lourdes Meirelles. Atividades de (re)textualização em práticas acadêmicas: um estudo do resumo. http://www.letramento.iel.unicamp.br/publicacoes/artigos/referenciacao_e_retextualizac ao_MariaMatencio.pdf. Acessado em: 22 de abril de 2014. MATÊNCIO, Maria de Lourdes Meirelles. Práticas discursivas, gêneros do discurso e textualização.http://www.gel.org.br/estudoslinguisticos/edicoesanteriores/4publica- estudos-2006/sistema06/mdlmm.pdf. Acessado em: 25 de abril de 2014. SAMUEL, Rogel (Org.). Manual da teoria literária. Petrópolis, Vozes, 1985.