AVALIAÇÃO DOS PROGRAMAS DO FGTS RESULTADOS DA APLICAÇÃO NACIONAL CARTA DE CRÉDITO ASSOCIATIVA HABITAÇÃO SANEAMENTO SANEAMENTO – SISTEMA MIRINGUAVA - uma das obras mais modernas do país, com sistemas totalmente automatizados. 105 quilômetros de rede, 07 reservatórios e 11 estações elevatórias - mais de 40 milhões de litros de água tratada para a Grande Curitiba. . SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ...................................................................................................... 3 2 ANÁLISE SINTÉTICA DOS RESULTADOS .......................................................... 4 2.1 PROGRAMA CARTA DE CRÉDITO ASSOCIATIVA ..................................... 4 2.1.1 ASPECTO ECONOMICIDADE .................................................................. 5 2.1.2 ASPECTO PROCEDIMENTO DE GESTÃO .............................................. 8 2.1.3 ASPECTO PRODUTO ............................................................................. 10 2.1.4 ASPECTO IMPACTO NAS CONDIÇÕES DE VIDA DOS MORADORES . 17 2.1.5 ASPECTO IMPACTO NA CIDADE E NO AMBIENTE ............................. 25 2.1.6 ASPECTO ATENDIMENTO DAS NECESSIDADES ................................ 29 3. CONCLUSÕES....................................................................................................... 31 AVALIAÇÃO DOS PROGRAMAS DO FGTS PROGRAMA CARTA DE CRÉDITO ASSOCIATIVA 1 INTRODUÇÃO Concluídas todas as etapas previstas pela Metodologia de Avaliação dos Programas do FGTS, e após a realização das conferências das notas geradas para as 4 regiões do país, apresentamos, a seguir, relatório contendo a análise sintética dos resultados alcançados para o Programa Carta de Crédito Associativa. Os resultados a seguir apresentados são objetos de entrevistas com mutuários, tomadores de recursos, prefeituras municipais, imobiliárias, bem como o preenchimento de questionários de empreendimentos financiados pelo FGTS entre os anos de 2002 e 2004, dentro de uma amostra estatística e para os aspectos e indicadores previstos na metodologia de avaliação. As análises apresentadas irão retratar uma síntese dos resultados da avaliação realizada no país, onde serão abordadas as notas e comentários basicamente do programa e por aspecto avaliado. As notas apresentadas são resultantes de consolidações das medias alcançadas nas 4 regiões do país. No final, anexamos os relatórios gerados pelo sistema que operacionaliza toda a metodologia (Sistema SIAPG) contendo as notas do programa, por região, aspecto, indicador e variável composta, que poderão ser analisados individualmente, conforme o interesse específico do leitor. 3 2 ANÁLISE SINTÉTICA DOS RESULTADOS 2.1 PROGRAMA CARTA DE CRÉDITO ASSOCIATIVA Os resultados gerais do Programa Carta de Crédito Associativa, para os 6 aspectos abordados pela metodologia, estão apresentados no gráfico 01, que consolida o programa. Carta de Crédito Associativo 88,50 ECONOMICIDADE 45,63 PROCEDIMENTO DE GESTÃO 56,95 PRODUTO IMPACTO NAS CONDIÇÕES DE VIDA DOS MORADORES 53,22 61,60 IMPACTO NA CIDADE E NO AMBIENTE 71,04 ATENDIMENTO ÀS NECESSIDADES 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 Gráfico 01 – Carta de Crédito Associativa O programa Carta de Crédito Associativa apresentou resultado satisfatório para a avaliação realizada, sob as diversas dimensões tratadas na metodologia, evidenciando-se, no entanto, que o aspecto Economicidade foi o que teve a maior avaliação, contrapondo-se ao aspecto Procedimento de Gestão, que teve um desempenho inferior, comparativamente aos demais aspectos do programa. A Região Norte não foi avaliada em razão de inexistir operações concluídas no âmbito do Programa Carta de Crédito Associativa no período selecionado para a amostra. A Seguir, apresentaremos uma análise crítica para cada um dos aspectos acima indicados: 4 2.1.1 ASPECTO ECONOMICIDADE – Nota 88,50 O Aspecto Economicidade é entendido como a capacidade dos programas em gerar, mobilizar e gerenciar os recursos do FGTS aplicados em operações de crédito, garantindo seu retorno de forma adequada. Carta de Crédito Associativa Aspecto Economicidade 100,00 95,00 90,00 85,00 80,00 90,73 85,24 87,81 90,21 88,50 75,00 Sudeste Sul C.Oeste Nordeste Brasil Gráfico 02 – Aspecto Economicidade - CCA Conforme demonstrado no gráfico 02, no programa Carta de Crédito Associativa, a nota em nível Brasil foi de 88,50, que traduz a média do aspecto para as 4 regiões. A Região Sul foi a que apresentou melhor destaque neste aspecto, obtendo a nota 90,73. As demais regiões variaram a nota entre 85,24 e 90,21. A nota alcançada indica que a administração econômico-financeira dos contratos vem sendo realizada adequadamente pelo Agente Operador do FGTS, demonstrando zelo pelos recursos e pelos interesses do trabalhador. Destaca-se que o Aspecto Economicidade abrange três indicadores específicos, quais sejam: Solvência Financeira, que por meio de três fatores variando de 0 a 1, acentua questões relacionadas ao equilíbrio dos contratos firmados, à adimplência da carteira e a garantia da dívida pactuada; 5 Recursos Complementares, que procura dimensionar a agregação de recursos além da contrapartida mínima estabelecida pelo Programa; Efetividade dos Recursos Investidos, que mede a relação custo-benefício do Programa, relativizando o custo médio do metro quadrado construído e a qualidade do respectivo produto gerado. Indicadores do Aspecto Economicidade Nota Média das Regiões NE SE 100 75 50 25 0 100 75 SUL 50 98,00 83,13 81,18 25 CO SOLVENCIA FINANCEIRA 0 RECURSOS COMPLEMENTARES EFETIVIDADE DOS RECURSOS INVESTIDOS Gráfico 03 – Aspecto Economicidade - CCA Peso DESCRIÇÃO SE SUL CO NE MÉDIA 85,24 90,73 87,81 90,21 88,50 95,5 100 98 98,5 98,00 1 1 1 1 1,00 0,91 1 0,96 0,97 0,96 1 1 1 1 1,00 42,45 97,96 95,36 96,74 83,13 80,56 82,49 78,89 82,76 81,18 234081 - CCA / CARTA DE CREDITO ASSOCIATIVA AS-1 ECONOMICIDADE IN-01 SF - SOLVENCIA FINANCEIRA 90 30 IS-01 FS - FATOR DE SOLVABILIDADE 50 IS-02 FSC - FATOR DE SEGURANCA DOS CREDITOS 20 10 * IS-03 FG - FATOR DE GARANTIA IN-02 RC – RECURSOS COMPLEMENTARES IN-03 ERI - EFETIVIDADE DOS RECURSOS INVESTIDOS O indicador Solvência Financeira apresentou excelente desempenho, com nota média igual a 98,00 - gráfico 03, justificado pelo comportamento dos fatores que o integram, analisados a seguir: a leitura que se faz é que existe uma capacidade real de liquidez na administração dos contratos da amostra analisada, considerando-se que os prazos remanescentes são suficientes para liquidar o total do saldo devedor teórico da amostra, conforme demonstra o índice 1 alcançado na nota do indicador Fator de Solvabilidade; o Fator Segurança dos Créditos, cujo índice médio atingiu 0,96, indica que o impacto da inadimplência constatada, relativamente à amostra, não compromete o equilíbrio da carteira; 6 o Fator de Garantia indica que a liquidação da dívida pode, também, ser perfeitamente suportada pelas garantias existentes para as operações de crédito, na medida em que o índice apresentou resultado igual à 1 em todas as regiões. Verifica-se ainda, por meio do Indicador Recursos Complementares, com nota media equivalente a 83,13, estabelecidas para o que as contrapartidas geradas, além das mínimas Programa a partir dos financiamentos concedidos, potencializaram, de forma muito boa, o investimento em questão em face da escassez de recursos disponíveis para investimentos desta natureza. O Indicador Efetividade dos Recursos Investidos demonstra que a relação entre o valor médio de investimento por metro quadrado equivalente construído e o produto efetivamente gerado é muito boa, podendo ainda ser melhorada, na medida em que o padrão de qualidade dos produtos obtidos por meio dos financiamentos do programa seja também elevado. 7 2.1.2 ASPECTO PROCEDIMENTO DE GESTÃO – Nota 45,63 O Aspecto Procedimento de Gestão busca avaliar as principais questões que explicitam o modelo de gestão adotado pelo programa. São questões referentes ao atendimento aos direitos do consumidor e de operação do programa. Carta de Crédito Associativo Aspecto Procedimento de Gestão 100,00 80,00 60,00 40,00 68,67 42,54 20,00 39,32 31,99 C.Oeste Nordeste 45,63 0,00 Sudeste Sul Brasil Gráfico 04 – Aspecto Procedimento de Gestão – CCA Conforme demonstrado no gráfico 4, no programa Carta de Crédito Associativa, a nota em nível Brasil foi baixa, ficando em 45,63, significando uma média das notas no aspecto para as 4 regiões. Esta avaliação teve maior destaque na Região Sudeste, com nota 68,67. Já nas demais regiões, a avaliação foi homogenia, variando entre 31,99 e 42,54. Indicadores do Aspecto Procedimento de Gestão Nota Média das Regiões SE NE 100 75 50 25 0 100 75 SUL 50 25 CO PARTICIP E GESTAO DO EMPREEND E DO CONTRATO 53,33 28,18 0 DESEMPENHO OPERACIONAL 8 Gráfico 05 – Aspecto Procedimento de Gestão - CCA A nota do indicador Participação e Gestão do Empreendimento e do Contrato foi influenciada negativamente pela constatação da não participação de praticamente nenhum mutuário na fase de Participação na Etapa do Projeto (apenas 5,2%), e de apenas 30% na etapa de Participação na Etapa de Participação no Empreendimento. PESO DESCRIÇÃO SE SUL CO NE MÉDIA 68,67 42,54 39,32 31,99 45,63 29,79 37,53 22,42 22,96 28,18 1,78 15,18 0,88 2,97 5,20 1,78 15,18 0,88 2,97 5,20 26,36 36,65 27,72 29,79 30,13 26,36 36,65 27,72 29,79 30,13 78,14 74,18 51,47 50,33 63,53 92,54 84,16 46,16 32,56 63,86 84,56 63,19 26,74 41,48 53,99 57,34 75,2 81,54 76,97 72,76 234081 - CCA / CARTA DE CREDITO ASSOCIATIVA 30 50 100 20 100 30 MÉDIA MÉDIA MÉDIA AS-2 PROCEDIMENTO DE GESTAO IN-04 PARTICI - PARTICIP E GESTAO DO EMPREEND E DO CONTRATO IS-06 PARTPROJ - PARTICIPACAO NA ETAPA DO PROJETO VC-001 VCPARTPR - PARTICIPACAO NA ETAPA DO PROJETO POR EMPREENDIMENTO IS-07 PARTPROM - PARTICIPACAO NA PROMOCAO DO EMPREENDIMENTO VC-002 VCPROM - PARTICIPACAO NA PROMOCAO DO EMPREENDIMENTO IS-08 CONSUMI - EXERCICIO DO DIREITO DO CONSUMIDOR VC-003 VCREDO - RECEBIMENTO DE DOCUMENTACAO VC-004 VCCON - CONHECIMENTO DAS REGRAS DO CONTRATO DO FINANCIAMENTO VC-096 VCEAR – EXISTENCIA E ATENDIMENTO DAS RECLAMACOES 70 IN-05 DESOP – DESEMPENHO OPERACIONAL 85,42 44,85 46,99 36,05 53,33 50 IS-09 METAS - CONSECUCAO DAS METAS 100 27,9 28,3 9,6 41,45 75 75 75 75 75,00 60,31 64,05 66,64 67,58 64,65 71,67 83,58 86,59 77,87 79,93 62,6 81,37 75,83 68,8 72,15 20 30 15 20 IS-10 AGILID - AGILIDADE NO PROCESSO DE CONTRATAÇAO E DE OBRA IS-11 AVALTRAM - AVALIACAO NO PROCESSO DE CONTRATACAO E DE OBRA VC-007 ACES - FORMA DE ACESSO AS INFORMACOES VC-008 EXIG - RELACAO ENTRE EXIGENCIAS E NORMAS 15 VC-009 AGIL - AGILIDADE NAS REGRAS DE CONTRATACAO 43,86 28 43,94 44,48 40,07 35 VC-111 SATIS - GRAU DE SATISFACAO EM RELACAO A TRAMITACAO 60,7 73,94 61,66 70 66,58 15 VC-112 COMPLEX - COMPLEXIDADE DOS DOCUMENTO EXIGIDOS 61,95 33,17 68,85 80,17 61,04 O desempenho operacional do programa, que é mensurado por meio do cumprimento das metas financeiras estabelecidas pelo CCFGTS, pela agilidade no processo de contratação, bem como por meio da avaliação do processo de contratação pelo tomador do recurso, apresentou um desempenho mediano, com nota media igual a 53,33. Tal resultado foi impactado diretamente pela fraca avaliação obtida no tocante à Consecução das Metas Físicas nas regiões Sul, Centro-Oeste e, principalmente, na Região Nordeste, que teve nota igual a 9,6. 9 A Avaliação no Processo de Contratação e de Obra, com nota media igual a 64,65, indica a necessidade de gestões do agente financeiro, visando melhorar principalmente a Agilidade nas Regras de Contratação. 2.1.3 ASPECTO PRODUTO – Nota 56,95 O Aspecto Produto busca avaliar a qualidade do produto final gerado pelos financiamentos do FGTS, sob a ótica predominantemente técnica, com pequena influência da avaliação que o próprio mutuário faz da sua moradia. Dentre os seis aspectos previstos na metodologia, o Produto obteve razoável desempenho, com a média nacional de 56,95, conforme gráfico 06, abaixo: Carta de Crédito Associativo Aspecto Produto 100,00 80,00 60,00 40,00 60,58 57,43 54,78 55,01 56,95 20,00 0,00 Sudeste Sul C.Oeste Centro Oeste Nordeste Gráfico 06 – Aspecto Produto - CCA Este aspecto busca avaliar a qualidade do produto gerado, dando ênfase às dimensões valorativas da qualidade do projeto e da obra, do conforto da moradia e da sua inserção urbana e ambiental. Para tanto, a análise engloba 5 Indicadores, com pesos diferenciados sobre a formação da nota final, a saber: • Habitabilidade Urbana (peso 20), que amplia o conceito de moradia na medida em que mensura a real capacidade de inserção das unidades habitacionais nas malhas urbanas, avaliando-se a oferta de infraestrutura e serviços urbanos, bem como acessibilidade a comércio e serviços, que são potencializados por fatores relacionados às patologias e problemas projetuais/construtivos e à forma de ocupação do espaço urbano; 10 • Habitabilidade da Unidade Habitacional (peso 25), que priorizando questões relativas ao conforto ergométrico no tocante à adequação dos ambientes e dos equipamentos disponíveis, à acessibilidade à unidade habitacional e aos respectivos cômodos existentes, ao conforto ambiental (térmico, acústico e luminoso) das unidades e à salubridade dos ambientes; • Construtibilidade (peso 25), que se refere ao conjunto dos aspectos construtivos de um edifício ou assentamento habitacional, da infra-estrutura, equipamentos e mobiliário urbanos que garantem sua viabilidade, dos pontos de vista tecnológico, ambiental e econômico-financeiro. Observado do ponto de vista estritamente técnico, considera a existência de patologias e avalia o padrão da construção da unidade; • Espacialidade (peso 5), que se refere aos aspectos que determinam a configuração físico-espacial de um edifício ou assentamento habitacional, da infraestrutura e dos equipamentos e mobiliário urbanos. • Avaliação da Moradia pelo Usuário (peso 25) que permite um contraponto à avaliação técnica predominante nos demais indicadores. Sabe-se que a avaliação do usuário apresenta um alto grau de subjetividade e se altera ao longo do tempo, a depender de fatores muitas vezes totalmente independentes do objeto avaliado. Todavia, é de grande importância considerar a opinião dos moradores para a avaliação final do Produto. SE Indicadores do Aspecto Produto Nota Média das Regiões 100,00 75,00 50,00 100 25,00 NE 0,00 SUL 75 50 56,87 25 CO HABITABILIDADE URBANA CONSTRUTIBILIDADE AVALIACAO DA MORADIA PELO USUARIO 73,95 68,21 57,66 32,14 0 HABITABILIDADE DA UNIDADE HABITACIONAL ESPACIALIDADE Gráfico 07 – Aspecto Produto - CCA 11 O Indicador Habitabilidade Urbana (peso 20) apresentou resultado insatisfatório, com nota média igual a 32,14. A composição desta nota desdobra-se na análise de outros seis indicadores, dentre os quais quatro receberam atribuição de notas – Acessibilidade e Oferta de Infraestrutura e Serviços Urbanos (Peso 65 – nota media 43,42), Acessibilidade ao Comércio e aos Serviços (Peso 15 – nota media 71,46), Acessibilidade Arquitetônica (Peso 10 – nota media 77,51) e Padrão do Empreendimento (Peso 10 – nota media 34,46). Outros dois atuaram como fatores que reduziram a media ponderada obtida entre os indicadores já mencionados, já que apresentaram valores menores do que 1 (um). Portanto, os fatores Patologias e Problemas Projetuais/Construtivos e Implantação Urbana imprimiram maior rigidez à composição da nota, na medida em que não bastaria a moradia estar servida de comércio, serviços e infraestrutura, se forem constatadas patologias que comprometem a moradia em si, ou se a implantação urbana tiver ocorrido de maneira inadequada, seja comprometendo o meio-ambiente, seja sofrendo influências negativas de fontes de poluição. Peso DESCRIÇÃO SE SUL CO NE MÉDIA 60,58 57,43 54,78 55,01 56,95 32,62 34 34,29 27,65 32,14 46 39,71 52,61 35,37 43,42 234081 - CCA / CARTA DE CREDITO ASSOCIATIVA AS-3 PRODUTO 20 IN-07 HU - HABITABILIDADE URBANA 65 IS-12 AI - ACESSIBILID E OFERTA DE INFRAESTRUT E SERVS URBANOS F VC-012 VCAIAE - REDES E SERVICOS DE ABASTECIMENTO DE AGUA E ESGOTAMENTO SANITARIO 0,99 0,94 0,98 0,88 0,95 30 VC-013 VCAIRI - REDE DE SERVICOS E INFRA-ESTRUTURA URBANA/INSTALACOES CONDOMINIAIS 40,68 34,04 40,33 25,15 35,05 F VC-014 VCAIRS - REDE DE SERVICOS PUBLICOS 0,81 0,75 0,79 0,72 0,77 30 VC-015 VCAIEPC - EQUIPAMENTOS PUBLICOS E/OU COLETIVOS 65,29 65,33 72,38 72,22 68,81 10 VC-016 VCAIES - EQUIPAMENTOS DE SUPORTE/ ESTACIONAMENTO 71,33 68,94 94,99 50,33 71,40 15 VC-017 VCAIEUC - EQUIPAMENTOS PARA FINS COMUNITARIOS E/OU COLETIVOS 88,38 91,66 100 99,03 94,77 15 VC-018 VCAITP - CONFORMACAO, CONSTRUCAO E TRATAMENTO DA PAISAGEM URBANA SUBDIVIDIDA EM VARIAVEIS AUXILIARES 48,7 41,53 50,6 44,09 46,23 F VC-019 VCAITC - TRANSPORTE COLETIVO – EXTERNO 1 1 1 0,99 1,00 15 IS-13 AC - ACESSIBILID AO COMERCIO E AOS SERVICOS 89,81 72 61,37 62,67 71,46 95,37 85,7 72,27 80,58 83,48 79,89 78,89 51,87 67,25 69,48 35 30 VC-020 VCACCV - ACESSIBILIDADE AO COMERCIO E AOS SERVICOS VC-021 VCACSG - ACESSIBILIDADE AO COMERCIO E AOS SERVICOS 12 35 VC-022 VCACCA - ACESSIBILIDADE AO COMERCIO E AOS SERVICOS 93,83 80,78 84,23 81,17 85,00 10 IS-14 AA - ACESSIBILID ARQUITETONICA 77,34 77,85 93,2 61,65 77,51 80 VC-025 VCAASB - ACESSIBILIDADE ARQUITETONICA 52,31 67,34 91,3 48,61 64,89 20 VC-026 VCAAAV - ACESSIBILIDADE ARQUITETONICA 1 0,99 0,99 0,96 0,99 70,62 59,59 56,66 77,09 65,99 42,24 51,82 2,85 40,94 34,46 29,62 26,66 0 45,83 25,53 COLETA 10 10 VC-113 VTPAV - ACESSIBILIDADE ARQUITETONICA IS-15 PAC - PADRAO DO EMPREENDIMENTO VC-028 NG1 - PADRAO DO EMPREENDIMENTO 10 VC-029 NG2 - PADRAO DO EMPREENDIMENTO 9,09 12,64 0 8,33 7,52 10 VC-030 NG3 - PADRAO DO EMPREENDIMENTO 25,64 10,58 100 41,66 44,47 38,2 36,36 100 20,83 48,85 31,32 14,94 100 16,66 40,73 25,64 13,79 100 41,66 45,27 58,94 29,21 100 58,33 61,62 35,96 20,19 1,07 11,81 17,26 39,48 35,28 1,94 21,07 24,44 0,85 0,86 0,84 0,87 0,86 10 5 10 15 10 20 * VC-031 NG4 - PADRAO DO EMPREENDIMENTO VC-032 NG5 - PADRAO DO EMPREENDIMENTO VC-033 NG6 - PADRAO DO EMPREENDIMENTO VC-034 NG7 - PADRAO DO EMPREENDIMENTO VC-035 NG8 - PADRAO DO EMPREENDIMENTO VC-036 NG9 - PADRAO DO EMPREENDIMENTO IS-16 PP - PATOLOGIA E PROBLEMAS PROJETUAIS/CONSTRUTIVOS MÉDIA VC-037 FGI - PATOLOGIAE PROBLEMAS PROJETUAIS / CONSTRUTIVOS 0,99 0,95 0,96 0,97 0,97 MÉDIA VC-038 VCFGII - PATOLOGIAE PROBLEMAS PROJETUAIS / CONSTRUTIVOS 0,63 0,66 0,56 0,68 0,63 MÉDIA VC-039 VCFGIII - PATOLOGIAE PROBLEMAS PROJETUAIS / CONSTRUTIVOS 0,97 1 1 0,98 0,99 * IS-17 IU - IMPLANTACAO URBANA 0,61 0,46 0,8 0,73 0,65 0,64 0,49 1 0,9 0,76 0,45 0,47 0,53 0,53 0,50 MÉDIA MÉDIA VC-040 VCFGR1 - OCUPACAO URBANA VC-041 VCFGR2 - EXISTENCIA DE FONTE DE POLUICAO O Indicador Habitabilidade da Unidade Habitacional (peso 25) é construído a partir de quatro análises distintas com pesos diferenciados entre si. O Conforto Ergométrico (Peso 35) apresentou resultado satisfatório, com nota igual a 71,87, indicando a adequação dos ambientes no tocante às suas dimensões em relação aos padrões mínimos estabelecidos (área útil e pé-direito), bem como a adequação da altura dos interruptores dos ambientes, lavatórios, pias e tanques aos padrões tidos como convencionais. A Acessibilidade (Peso 15), com nota media igual a 38,85, demonstra que existe certa dificuldade de acesso no uso da entrada da casa, ou de acesso ao quintal/área de serviço, uso do banheiro, cozinha ou qualquer outro tipo de dificuldade de locomoção em outros cômodos da unidade habitacional. 13 O Conforto Ambiental da Unidade (Peso 35) apresentou nota media igual a 52,87, indicando que do ponto de vista do morador o conforto térmico, luminoso e acústico é menos satisfatório (nota 40,00) do que a análise técnica relativa ao conforto luminoso realizada por profissional (nota 72,49). A Salubridade, com peso 15 e desempenho médio equivalente a 49,18, indica que não foi verificada, na totalidade dos cômodos, nível de salubridade adequado (ventilação e umidade), única possibilidade de alcance da nota 100. Peso DESCRIÇÃO SE SUL CO NE MÉDIA 60,58 57,43 54,78 55,01 56,95 55,84 55,85 60,94 54,84 56,87 76,38 69,2 73,27 68,62 71,87 73,36 76,78 78,95 67,94 74,26 88,49 36,59 49,51 71,33 61,48 234081 - CCA / CARTA DE CREDITO ASSOCIATIVA AS-3 PRODUTO 25 35 80 20 15 MÉDIA MÉDIA MÉDIA MÉDIA MÉDIA MÉDIA MÉDIA 35 20 45 35 IN-08 HUH - HABITABILIDADE DA UNIDADE HABITACIONAL IS-18 CER - CONFORTO ERGOMETRICO VC-042 VCADAMB - ADEQUACAO DOS AMBIENTES VC-043 VCADEQU - ADEQUACAO DOS EQUIPAMENTOS IS-19 ACE – ACESSIBILIDADE 47,87 33,52 34,07 39,95 38,85 VC-044 VCACEI - ESCADA INTERNA 85,02 33,4 33,4 34,15 46,49 VC-045 VCACEE - ESCADA EXTERNA 80,63 13,06 3,75 7,71 26,29 VC-046 VCACRI - RAMPA INTERNA 68,9 NAPLIC NAPLIC NAPLIC 68,90 VC-047 VCACRE - RAMPA EXTERNA 47,92 44,4 NAPLIC NAPLIC 46,16 VC-048 VCFPLCO – CORREDOR 82,65 8,69 32,03 52,96 44,08 3,16 0,66 0 2,9 1,68 89,76 99,37 99,74 96,81 96,42 41,17 53,97 66,33 50,01 52,87 40 40 40 40 40,00 17,88 8,17 NAPLIC 5 10,35 69,32 82,31 81,39 56,92 72,49 VC-049 VCFPLPE - PORTA DE ENTRADA VC-050 VCACMO - ATRIBUIDA PELO MORADOR IS-20 CAM - CONFORTO AMBIENTAL DA UNIDADE VC-051 VCAIUCA - INFORMACOES DO MORADOR VC-052 NTFCTM - CONFORTO TERMICO - INFORMACOES TECNICAS VC-053 VCCLM - CONFORTO LUMINOSO - INFORMACOES TECNICAS 15 IS-21 SAL – SALUBRIDADE 50 51,45 46,42 48,86 49,18 20 VC-054 VCSABC - BANHEIRO E COZINHA 79,12 81,12 74,02 75,42 77,42 VC-055 VCSASA - SALA DE ESTAR 80,43 74,1 72,37 75,08 75,50 VC-056 VCSADR – DORMITORIO 83,01 81,87 82,49 79,83 81,80 30 50 O indicador Construtibilidade (peso 25), constituído por três outros indicadores, com pesos diferenciados – Patologia (Peso 70 – Nota 81,00), Racionalização do Produto (Peso 15 – nota 71,94) e Padrão de Construção (Peso 15 – Nota 57,70), apresentou um resultado homogêneo nas regiões, com media geral de 73,95. 14 Peso DESCRIÇÃO 234081 - CCA / CARTA DE CREDITO ASSOCIATIVA AS-3 PRODUTO 25 70 IN-09 CONS – CONSTRUTIBILIDADE IS-22 PAT – PATOLOGIA SE SUL CO NE MÉDIA 60,58 57,43 54,78 55,01 56,95 85,39 71,06 63,14 76,19 73,95 90,16 80,65 68,14 85,04 81,00 50 VC-057 VCPU - UNIDADES DO EMPREENDIMENTO 87,64 68,68 46,82 72,08 68,81 10 VC-059 VCFCE – FACHADAS 88,04 87,49 72 97 86,13 30 VC-060 VCPQBF - APONTADAS PELO MORADOR 100 99,93 98,8 100 99,68 10 VC-202 VCAC - AREAS COMUNS 75,38 74,43 82,5 93,92 81,56 15 IS-23 RAC - RACIONALIZACAO DO PRODUTO 77,58 55,65 74,76 79,77 71,94 15 IS-24 PACON - PADRAO DE CONTRUCAO 74,19 60,81 46,65 49,16 57,70 21,09 19,86 16,83 15,46 18,31 4,88 4,34 3,83 4,15 4,30 48,22 37,04 25,99 29,73 35,25 33 VC-061 VCPDCOES – ESQUADRIAS VC-062 VCPDCOREP - REVESTIMENTO EXTERNO PREDOMINANTE 7 60 VC-063 VCPDCORIN - REVESTIMENTOS INTERNOS O Indicador Espacialidade (peso 5) – A espacialidade dos empreendimentos é caracterizada pela diversidade tipológica do empreendimento em si, relacionada tanto à predominância e combinação dos tipos de edificações dos conjuntos habitacionais, relativizada pela multiplicidade de plantas que caracterizam as unidades habitacionais e respectivas quantidades existentes em cada tipo de edificação, quanto ao grau de otimização das áreas, considerando-se, para tanto, sua compacidade final e a participação das áreas de circulação no total do projeto. A média atribuída para a avaliação do país foi de 68,21, ressaltando-se o melhor desempenho da Região Sul, com a nota 80,15; Peso DESCRIÇÃO 234081 - CCA / CARTA DE CREDITO ASSOCIATIVA AS-3 PRODUTO 5 50 100 50 50 50 IN-10 ESP – ESPACIALIDADE IS-25 DITIP – DIVERSIDADE TIPOLOGICA VC-064 VCDITIP - UNIDADES DO EMPREENDIMENTO IS-26 OTMAR - OTIMIZACAO DAS AREAS VC-065 VCCMPM - COMPACIDADE FINAL VC-066 VCCRM - AREA DE CIRCULACAO SE SUL CO NE MÉDIA 60,58 57,43 54,78 55,01 56,95 66,91 80,15 68,97 56,81 68,21 66,69 86,33 64 38,09 63,78 65,86 84,64 57,03 36,31 60,96 67,83 75,19 78,7 78,57 75,07 76,24 81,85 88,88 80,35 81,83 58,97 64,69 72,91 76,72 68,32 15 O Indicador Avaliação da Moradia pelo Usuário (peso 25), formado por outros 5 indicadores de pesos equivalentes, apresentou desempenho razoável com nota media igual a 57,66 ressaltando-se o melhor desempenho na região Sudeste (nota 61,62). As análises realizadas pelo morador apontam maior satisfação com aspectos ligados à unidade em si (conforme observado nos indicadores Conforto da Unidade Habitacional - nota 63,42, e Tamanho da Unidade Habitacional - nota 59,31), do que com os Aspectos Construtivos (nota 52,28) - qualidade dos materiais de revestimento, das portas, janelas, instalações hidráulicas e elétricas, aspectos relacionados à localização da moradia (distância de escolas, posto público de saúde, trabalho e áreas de lazer) e disponibilidade de serviços urbanos e acesso aos equipamentos sociais (água, esgoto, energia elétrica, limpeza urbana – coleta de lixo e varrição, iluminação pública, transporte, correio e telefone público). Tais aspectos construtivos apresentaram notas variando entre 52,28 e 58,30. Peso DESCRIÇÃO 234081 - CCA / CARTA DE CREDITO ASSOCIATIVA AS-3 PRODUTO SE SUL CO NE MÉDIA 60,58 57,43 54,78 55,01 56,95 25 IN-11 AMU - AVALIACAO DA MORADIA PELO USUARIO 61,62 59,6 53,84 55,57 57,66 20 IS-27 ICOUH - DO CONFORTO DA UH 65,19 64,78 60,57 63,15 63,42 100 VC-097 VCCOUH - AVALIACAO DO MORADOR EM RELACAO AO CONFORTO TERMICO, ACUSTICO, LUMINOTECNICO E DE UMIDADE NA UNIDADE HABITACIONAL 65,19 64,78 60,57 63,15 63,42 20 IS-28 ITAUH - DO TAMANHO DA UH 63,12 58,11 55,78 60,21 59,31 63,12 58,11 55,78 60,21 59,31 51,72 56,36 50,46 50,59 52,28 51,72 56,36 50,46 50,59 52,28 57,48 59,07 52,81 50,63 55,00 100 20 100 20 VC-099 VCTAUH - TAMANHO DA UNIDADE IS-29 ICONS - DA CONTRUCAO VC-100 VCCONSE - AVALIACAO DO MORADOR EM RELACAO AOS ASPECTOS CONSTRUTIVOS IS-30 IQLOM - QUANTO A LOCALIZACAO DA MORADIA 100 VC-027 VCLOM - AVALIACAO DO MORADOR EM RELACAO A LOCALIZACAO DA MORADIA E QUANTO A ACESSIBILIDADE AO TRABALHO E EQUIPAMENTOS 57,48 59,07 52,81 51,81 55,29 20 IS-31 ISUES - DOS SERVICOS URBANOS/EQUIPAMENTOS SOCIAIS 70,61 59,72 49,6 53,28 58,30 100 VC-098 VCAMIES - AVALIACAO DO MORADOR EM RELACAO A PRESENCA DE INFRA-ESTRUTURA E EQUIPAMENTOS SOCIAIS 70,61 59,72 49,6 53,28 58,30 16 2.1.4 ASPECTO IMPACTO NAS CONDIÇÕES DE VIDA DOS MORADORES – Nota 53,22 O aspecto Impacto nas Condições de Vida dos Moradores avalia as mudanças no nível de qualidade de vida da população envolvida no programa. Indica mudanças qualitativas no cotidiano de vida da população dentro do contexto histórico, político, econômico e cultural, buscando-se, para tanto, junto aos mutuários finais, informações relativas às condições de vida na moradia anterior, às quais são comparadas com as condições após a mudança para a nova moradia. Carta de Crédito Associativo Aspecto Impacto nas Condições de Vida 100,00 80,00 60,00 40,00 53,99 53,64 50,68 54,58 C.Oeste Nordeste 53,22 20,00 0,00 Sudeste Sul Brasil Gráfico 08 – Aspecto Impacto nas Condições de Vida dos Moradores - CCA O aspecto Impacto nas Condições de Vida dos Moradores apresentou desempenho homogêneo entre as regiões, com nota media igual a 53,22, ressaltandose uma pequena diferenciação, a maior, na avaliação da região Nordeste, que obteve nota 54,58. A análise deste aspecto abrange a avaliação de 5 (cinco) indicadores que comparam a moradia anterior com a atual, adquirida por meio dos recursos do FGTS: Mudança nas Condições de Moradia (peso 25) que aborda questões sobre: mudanças percebidas nas condições de umidade, de conforto térmico e luminoso, nas condições das instalações sanitárias, bem como nas variações de densidade ocupacional (peso 25). mudanças nas condições de infraestrutura – que trata das mudanças verificadas na coleta e destinação do lixo doméstico, esgotamento sanitário, na 17 disponibilidade de água e energia elétrica e nas condições de acesso à moradia (peso 25); variações nas condições de risco da moradia – que avalia as mudanças na incidência de riscos provenientes de enchentes, inundações, desmoronamentos, erosão do solo e deslizamentos (peso 15); variações nas condições de acessibilidade a serviços e equipamentos Sociais, tais como transporte público, educação, saúde, correio, telefonia, bem como na disponibilidade de equipamentos de esporte e convívio (peso 15); variações nas condições de acesso ao trabalho no tocante ao tempo de deslocamento (peso 10); mudanças nas condições de segurança da moradia que leva em conta a existência ou não de iluminação pública e posto de policiamento (peso 10) Mudança nas Condições de Propriedade e Posse (peso 20) caracterizada pela variação da situação de inquilino para proprietário ou na passagem de uma situação de irregularidade para a de regularidade da moradia; Mudança na Composição dos Gastos Mensais com Moradia (peso 25), caracterizada pela variação no gasto mensal com a moradia, através das despesas mensais com prestação ou aluguel do imóvel, tarifas e taxas de água e esgoto, energia elétrica, IPTU e condomínio. Condições de Sociabilidade, Participação e Organização (peso 15), caracterizada pela existência de vínculo de sociabilidade e de ocorrência de processo participativo e de organização local. Avaliação do Morador Sobre as Mudanças Percebidas em suas Condições de Vida (peso 15). Indicadores do Aspecto Impacto nas Condições de Vida Nota Média das Regiões SE 100,00 75,00 50,00 NE 25,00 0,00 100 75 SUL 50 78,20 71,06 57,23 25 36,83 15,77 CO 0 MUDANCAS NAS CONDICOES DE MORADIA MUDANCAS NAS CONDICOES DE PROPRIEDAD E DA POSSE MUDANCAS NOS GASTOS MENSAIS COM MORADIA CONDICOES DE SOCIABILIDADE, PARTICIP E ORGANIZACAO AVALIACAO DO MORADOR SOBRE SUAS CONDIC DE VIDA Gráfico 09 – Aspecto Impacto nas Condições de Vida dos Moradores - CCA 18 O indicador Mudanças nas Condições da Moradia (peso 25), que possui grande influência na composição da nota do Aspecto Impacto nas Condições de Vida dos Moradores, apresentou bom desempenho com nota media igual a 78,20. Dentre as mudanças observadas, neste indicador, as mais positivas ocorreram na Variação nas Condições da Unidade (peso 25 – nota 87,97), notadamente nas melhorias das Condições das Instalações Sanitárias (peso 30 – nota 94,03). Mesmo com menor impacto na formação do Indicador Mudanças nas Condições de Moradia, destaca-se a nota obtida na avaliação da Variação nas Condições de Risco da Moradia (peso 15 – nota 92,25). Peso DESCRIÇÃO SE SUL CO NE MÉDIA 53,99 53,64 50,68 54,58 53,22 80,8 78,86 78,3 74,85 78,20 234081 - CCA / CARTA DE CREDITO ASSOCIATIVA 25 AS-4 IMCOVIMO - IMPACTO NAS CONDICOES DE VIDA DOS MORADORES IN-12 MUCOMO - MUDANCAS NAS CONDICOES DE MORADIA 25 IS-32 VACOHAB - VARIACAO NAS CONDICOES DA UNIDADE 90,15 87,8 88,54 85,37 87,97 15 VC-067 UMIHAB - MUDANCA DAS CONDICOES DE UMIDADE DAS UNIDADES HABITACIONAIS 85,62 83,38 90,05 89,78 87,21 35 VC-068 DEOCUP - MUDANCA DA DENSIDADE DA OCUPACAO DOS DORMITORIOS 95,28 88,64 92,22 85,74 90,47 10 VC-069 CONFTER - MUDANCA DAS CONDICOES DE CONFORTO TERMICO DAS UNIDADES HABITACIONAIS 60,2 65,27 54,28 51,11 57,72 30 VC-070 COINSAN - MUDANCA DAS CONDICOES DAS INSTALACOES SANITARIAS 96,86 94,61 92,84 91,8 94,03 10 VC-071 COFLUMI - MUDANCA DAS CONDICOES DE CONFORTO DE ILUMINACAO DAS UNIDADES HABITACIONAIS 88,78 93,58 94,74 92,48 92,40 25 IS-33 CONINFRA - VARIACAO NAS CONDICOES DE INFRA-ESTRUTURA 93,85 86,43 83,66 78,01 85,49 25 VC-072 LIXODO - MUDANCA DA DESTINACAO DO LIXO DOMESTICO 85,88 84,02 82,42 69,41 80,43 20 VC-073 ESGDOM - MUDANCA DA DESTINACAO DO ESGOTAMENTO SANITARIO 96,09 83,66 80,46 81,77 85,50 10 VC-074 DISENERG - MUDANCA DA DISPONIBILIDADE DE ENERGIA ELETRICA 99,99 100 100 99,84 99,96 35 VC-075 DISAGUA - MUDANCA DA DISPONIBILIDADE DE AGUA 96,8 93,35 93,06 82,67 91,47 93,02 61,14 43,92 53,81 62,97 95,98 88,66 90,96 93,38 92,25 10 15 VC-076 ACESMO - MUDANCA DAS CONDICOES DE ACESSO A MORADIA IS-34 RISCMO - VARIACAO NAS CONDICOES DE RISCO DA MORADIA 100 VC-077 RISENCH - MUDANCA DA CONDICOES DE RISCO DE ENCHENTES, INUNDACOES, DESMORONAMENTOS, EROSAO DO SOLO E DESLIZAMENTOS 95,98 88,66 90,96 93,38 92,25 15 IS-35 ACESOCI - VARIACAO NAS CONDIC DE ACESSIB A SERV E EQUIP SOCIAIS 54,93 60,33 58,19 49,61 55,77 20 VC-078 SETRANS - MUDANCA NO ACESSO A SERVICOS PUBLICOS DE TRANSPORTE 62,22 58,44 51,07 39,92 52,91 35 VC-079 SERVEDU - MUDANCA NO ACESSO A SERVICOS PUBLICOS DE EDUCACAO 54,58 61,55 59,64 54,64 57,60 19 25 VC-080 SERSAUD - MUDANCA NO ACESSO A SERVICOS PUBLICOS DE SAUDE 51,73 58,1 61,14 51,74 55,68 10 VC-081 EQUESPC - MUDANCA NO ACESSO A EQUIPAMENTOS DE ESPORTE E CONVIVIO 47,45 57,49 42,44 46,28 48,42 10 VC-082 CORTELE - MUDANCA NO ACESSO A SERVICOS DE CORREIO E TELEFONIA PUBLICA 56,51 63,23 60,72 49,46 57,48 66,39 76,06 80,07 69,1 72,91 66,39 76,06 80,07 69,1 72,91 55,32 53,44 48,71 56,5 53,49 55,32 53,44 48,71 56,5 53,49 10 100 10 100 IS-36 ACESTRAB - VARIACAO NAS CONDICOES DE ACESSO AO TRABALHO VC-083 DESLTRAB - TEMPO DE DESLOCAMENTO PARA O TRABALHO IS-58 SEGLOC - SEGURANCA NO LOCAL DE MORADIA VC-084 CONDSEGU - MUDANCA DAS CONDICOES DE SEGURANCA O Indicador Mudanças nas Condições de Propriedade e Posse (peso 20) obteve desempenho bom, igual a 57,23, ressaltando-se o resultado da região Sudeste, com nota igual a 65,47. A avaliação deste indicador leva em consideração 3 (três) parametrizações distintas, envolvendo diversas situações abaixo caracterizadas. SITUAÇÕES DE MUDANÇA Sit. 1 (9,13%) Sit. 2 M+ (6,19%) Sit. 3 (5,27%) Sit. 4 (37,81%) Sit. 5 M (15,99%) Sit.6 (1,86%) Sit.7 (14,72%) P Sit. 8 (9,03%) NOTA Situação anterior: aluguel ou posse Situação atual: própria quitada Situação anterior: cedida/emprestada ou ocupada/invadida Situação atual: própria quitada Situação anterior: própria (quitada ou em amortização) Situação atual: própria quitada Situação anterior: aluguel Situação atual: própria amortização Situação anterior: cedida/emprestada ou ocupada/invadida Situação atual: própria amortização Situação anterior: própria em amortização Situação atual: própria em amortização Situação anterior: própria quitada Situação atual: própria amortização Qualquer outra combinação de alternativas de situação anterior e situação atual 100 (20,59%) 75 (55,65%) 0 (23,76%) Posição amostra Brasil Conforme o demonstrado, 20,59% do total da amostra (Brasil) obtiveram nota igual a 100, com destaque para os que se enquadraram na situação de mudança 1, que passaram para a condição de proprietários definitivos (imóvel quitado). Dos 55,65% que apresentaram nota igual a 75, a maioria se encontra na situação de mudança 4, deixando o aluguel e passando para a condição de proprietários com dívida em amortização. 20 NOTAS MÉDIAS - POSIÇÃO BRASIL CCA VAPOSS 20,59% 23,76% NOTA 100 NOTA 75 NOTA 0 55,65% Gráfico 10 Amostra Brasil consolidada CONDIÇÃO DE MUDANÇA - AMOSTRA BRASIL CCA VAPOSS 9,13% Sit .1 - Nota 100 6,19% Sit. 2 - Nota 100 Sit. 3 - Nota 100 5,27% 37,81% Sit. 4 - Nota 75 15,99% Sit. 5 - Nota 75 Sit. 6 - Nota 75 1,86% 14,72% Sit. 7 - Nota 0 9,03% Sit. 8 - Nota 0 Gráfico 11 Amostra Brasil consolidada O gráfico acima traz o desdobramento dos percentuais das situações de 1 a 8 da tabela anterior. Peso DESCRIÇÃO SE SUL CO NE MÉDIA 53,99 53,64 50,68 54,58 53,22 65,47 51,54 46,66 65,25 57,23 65,47 51,54 46,66 65,25 57,23 65,47 51,54 46,66 65,25 57,23 234081 – CCA / CARTA DE CREDITO ASSOCIATIVA AS-4 IMCOVIMO - IMPACTO NAS CONDICOES DE VIDA DOS MORADORES 20 100 100 IN-13 MOPROPR - MUDANCAS NAS CONDICOES DE PROPRIEDAD E DA POSSE IS-38 COPPOS - VARIACAO NAS CONDICOES DE PROPRIEDADE E DA POSSE VC-085 VAPOSS - VARIACAO NAS CONDICOES DE PROPRIEDADE E DA POSSE 21 Indicador Mudanças nos Gastos Mensais com Moradia (peso 25) O indicador Mudança nos Gastos Mensais com Moradia, com nota media igual a 36,83, foi impactado diretamente pelo desempenho observado na variação no gasto mensal com moradia x comprometimento da renda familiar (peso 70 – nota 26,53). VARIAÇÃO NO GASTO MENSAL COM MORADIA 10% Diminuiu em 50% ou mais 17% 40% Diminuiu menos que 50% Manteve-se o mesmo 1% 10% 22% Aumentou em até 50% Aumentou entre 50% e 100% Aumentou 100% ou mais Gráfico 12- Amostra Brasil consolidada Conforme demonstrado, 40% do total dos entrevistados no Programa CCA aumentaram seus gastos mensais com moradia em 100% ou mais, contra apenas 26% da amostra que apresentou redução nos gastos. COMPROMETIMENTO DE RENDA ATUAL 17% 21% Menor que 25% 62% Entre 25% e 37,5% Maior que 37,5% Gráfico 13 Amostra Brasil consolidada Ainda assim, o aumento verificado nos gastos com moradia não impactou, de forma negativa, o comprometimento da renda familiar, na medida em que 62% dos entrevistados mantiveram a relação abaixo de 25%. 22 De acordo com o gráfico abaixo, a parcela da amostra que apresentou elevação acima de 100% nos gastos mensais com moradia, concentrou a maior parte da despesa na prestação do imóvel adquirido e no pagamento de tarifa de energia elétrica. P A R T E D A A M OST R A QUE A P R ESEN T OU A UM EN T O N OS GA ST OS (72,74%) IPTU Tarifa de Energia Elétrica Tarifa de Água e Esgoto Condomínio Prestação Apartamento Aluguel Prestação de M aterial 0,00% 10,00% 20,00% hoje 30,00% 40,00% 50,00% 60,00% antes Gráfico 14 – Amostra com aumento de gastos Peso SE SUL CO NE MÉDIA AS-4 IMCOVIMO - IMPACTO NAS CONDICOES DE VIDA DOS MORADORES 53,99 53,64 50,68 54,58 53,22 25 IN-14 MUGAST - MUDANCAS NOS GASTOS MENSAIS COM MORADIA 34,62 38,56 34,64 39,48 36,83 100 IS-39 GASTMEN - VARIACAO NO GASTO MENSAL COM MORADIA 34,62 38,56 34,64 39,48 36,83 30 VC-086 ATRAPAG - VARIACAO NO PAGAMENTO DE PRESTACOES E TAXAS DO IMOVEL 84,89 65,88 37,95 51,64 60,09 70 VC-087 COMPFAMI - VARIACAO NO GASTO MENSAL COM MORADIA VERSUS COMPROMENTIMENTO DA RENDA FAMILIAR 13,07 26,46 33,2 33,37 26,53 DESCRIÇÃO 234081 - CCA / CARTA DE CREDITO ASSOCIATIVA As Condições de Sociabilidade, Participação e Organização (peso 15), referem-se às diversas formas de relação social estabelecidas entre os moradores dos empreendimentos da amostra, seja internamente ou nos seus entornos, que possam viabilizar o desenvolvimento pessoal, familiar e do grupo social e que garantem a sustentabilidade social do empreendimento em questão. No caso do Programa Carta de Crédito Associativa, verifica-se que os empreendimentos tiveram pouca contribuição para sociabilidade e participação coletiva dos seus moradores, tendo alcançado a nota média de 15,77. Dentro do aspecto este indicador foi o que teve a pior avaliação. 23 Peso 15 SE SUL CO NE MÉDIA AS-4 IMCOVIMO - IMPACTO NAS CONDICOES DE VIDA DOS MORADORES 53,99 53,64 50,68 54,58 53,22 IN-15 SOPATORG - CONDICOES DE SOCIABILIDADE, PARTICIP E ORGANIZACAO 15,41 20,72 13,73 13,23 15,77 32,82 32,45 31,38 28,08 31,18 DESCRIÇÃO 234081 - CCA / CARTA DE CREDITO ASSOCIATIVA 20 IS-40 VINSOCI - VINCULOS DE SOCIABILIDADE 80 IS-41 OCPART - OCORRENCIA DE PROCESSOS PARTICIPATIVOS E ORGANIZACAO LOCAL 11,06 17,79 9,32 9,52 11,92 100 VC-088 PARTORGA - PARTICIPACAO E ORGANIZACAO 11,06 17,79 9,32 9,52 11,92 O indicador Avaliação do Morador Sobre suas Condições de Vida teve uma avaliação homogênea entre as regiões, e com uma nota média considerada satisfatória, igual a 71,06. Este Indicador leva em conta em sua avaliação, as mudanças ocorridas relativamente à moradia anterior e atual, no que se refere às relações familiares, de vizinhança, condições de saúde, de acesso ao trabalho e de segurança, procurando identificar a percepção do morador quanto às melhorias verificadas. Registra-se que a melhor avaliação sobre as referidas mudanças ocorreu perante os moradores da Região Centro-Oeste, com nota 73,72, contrapondo-se ao desempenho da Região Sudeste, que recebeu nota equivalente a 64,9. Peso DESCRIÇÃO 234081 - CCA / CARTA DE CREDITO ASSOCIATIVA AS-4 IMCOVIMO - IMPACTO NAS CONDICOES DE VIDA DOS MORADORES 15 100 100 IN-16 AVAVIDA - AVALIACAO DO MORADOR SOBRE SUAS CONDIC DE VIDA IS-42 AVACOMP - AVALIACAO COMPARATIVA DO MORADOR SOBRE SUAS CONDIC DE VIDA VC-089 AVACOVI - AVALIACAO COMPARATIVA DO MORADOR SOBRE SUAS CONDICOES DE VIDA SE SUL CO NE MÉDIA 53,99 53,64 50,68 54,58 53,22 64,9 72,5 73,72 73,12 71,06 64,9 72,5 73,72 73,12 71,06 64,9 72,5 73,72 73,12 71,06 24 2.1.5 ASPECTO IMPACTO NA CIDADE E NO AMBIENTE – Nota 61,60 O Aspecto Impacto na Cidade e no Ambiente avalia as mudanças relativas às condições urbanísticas, à dinâmica imobiliária e à qualidade ambiental. Carta de Crédito Associativo Aspecto Impacto na Cidade e no Ambiente 100,00 80,00 60,00 76,29 40,00 63,15 53,83 53,13 61,60 20,00 0,00 Sudeste Sul C.Oeste Nordeste Brasil Gráfico 15 – Aspecto Impacto na Cidade e no Ambiente - CCA De acordo com o demonstrado no gráfico, a nota média das regiões, para o programa, foi de 61,6. A Região Sudeste foi a que apresentou o melhor desempenho neste aspecto, obtendo a nota 76,29, enquanto que a Região Centro Oeste apresentou a menor avaliação do país, com nota igual a 53,13. Indicadore do Aspecto Impacto na Cidade e no Ambiente SE NE 100,00 75,00 50,00 25,00 0,00 Nota Média das Regiões 100 SUL 75 50 65,67 25 CO IMPACTO URBANISTICO NO ENTORNO IMPACTO NA DINAMICA IMOBILIARIA DO ENTORNO POTENCIAL DE IMPACTO DO EMPREENDIMENTO 77,66 39,19 55,33 28,57 0 GERACAO DE INVEST PUBLICOS NO ENTORNO INTERFERENCIA NAS CONDIC AMBIENTAIS DO ENTORNO Gráfico 16 – Aspecto Impacto na Cidade e no Ambiente – CCA 25 Peso 35 50 50 DESCRIÇÃO 234081 - CCA / CARTA DE CREDITO ASSOCIATIVA AS-5 IMCIAM - IMPACTO NA CIDADE E NO AMBIENTE IN-17 IMPURB - IMPACTO URBANISTICO NO ENTORNO IS-43 ATENLEG - ATENDIMENTO A LEGISLACAO MUNICIPAL IS-44 DESTANT - DESTINACAO OU USO ANTERIOR DA AREA SE SUL CO NE MÉDIA 76,29 63,15 53,13 53,83 61,60 100 65,53 50 47,15 65,67 100 77,66 64,28 68,18 77,53 100 62,65 47,05 35,93 61,41 O indicador Impacto Urbanístico no Entorno (peso 35), limita-se a avaliar o atendimento à legislação municipal para a ocupação urbana e à destinação do uso anterior da área. Esse indicador apresentou resultados positivos, com nota média correspondente a 65,67. Peso 25 50 35 30 20 15 50 DESCRIÇÃO 234081 – CCA / CARTA DE CREDITO ASSOCIATIVA AS-5 IMCIAM - IMPACTO NA CIDADE E NO AMBIENTE IN-18 GERINVEST - GERACAO DE INVEST PUBLICOS NO ENTORNO IS-45 PADURB - PADRAO DE URBANIZACAO DO ENTORNO VC-090 VCPUINFR - INFRA-ESTRUTURA VC-091 VCPUEQUI - EQUIPAMENTOS VC-092 VCPUACES - ACESSIBILIDADE – MODALIDADE DE TRANSPORTE COLETIVO VC-093 VCPUCOMS - COMERCIO E SERVICOS IS-46 EXSERV - EXTENSAO OU COMPLEMENTACAO DE SERVICOS URBANOS PUBLICOS SE SUL CO NE MÉDIA 76,29 63,15 53,13 53,83 61,60 32,86 43,68 37,09 43,12 39,19 48,25 32,36 23,79 27,5 32,98 48,25 21,15 9,74 10,67 22,45 16,93 9,14 12,28 12,12 12,62 70,55 45,63 17,85 37,5 42,88 78,56 76,95 68,96 69,42 73,47 17,48 58,48 57,18 66,09 49,81 O indicador Geração de Investimentos Públicos no Entorno (peso 25) mensura os investimentos públicos decorrentes da implantação do empreendimento em relação ao padrão de urbanização do entorno, caracterizado pelas condições de infraestrutura, de equipamentos urbanos, de acessibilidade, do tratamento dos espaços públicos e pela disponibilidade de comércio e serviços. Esse indicador teve uma avaliação baixa, com nota 39,19, influenciado principalmente pelo baixo nível dos equipamentos urbanos e pela inadequada infraestrutura urbana. Peso 10 50 50 DESCRIÇÃO 234081 - CCA / CARTA DE CREDITO ASSOCIATIVA AS-5 IMCIAM - IMPACTO NA CIDADE E NO AMBIENTE IN-19 IMPIMO - IMPACTO NA DINAMICA IMOBILIARIA DO ENTORNO IS-47 VAIMO - VALORICACAO IMOBILIARIA IS-48 VCINDIMO - INDUCAO DE NOVOS EMPREENDIMENTOS IMOBILIARIOS SE SUL CO NE MÉDIA 76,29 63,15 53,13 53,83 61,60 59,91 64,05 52,76 44,58 55,33 64 68,13 60,35 47,11 59,90 57,59 71,76 55 72 64,09 26 O Impacto na Dinâmica Imobiliária do Entorno (peso 10), avalia a variação ocorrida na procura, na venda e no preço dos imóveis no entorno do empreendimento, bem como a atração de novos empreendimentos imobiliários após sua implantação. Tal indicador apresentou médio desempenho, com nota 55,33. Peso 30 20 20 20 40 DESCRIÇÃO 234081 - CCA / CARTA DE CREDITO ASSOCIATIVA AS-5 IMCIAM - IMPACTO NA CIDADE E NO AMBIENTE IN-20 INTAMB - INTERFERENCIA NAS CONDIC AMBIENTAIS DO ENTORNO IS-49 CONSOL - MUDANCAS NAS CONDICOES DO SOLO IS-50 CONAGU - MUDANCAS NAS CONDICOES DOS CORPOS DAGUA IS-51 PRELIX - PRESENCA DE LIXO IS-52 ATELEG - ATENDIMENTO A LEGISLACAO AMBIENTAL SE SUL CO NE MÉDIA 76,29 63,15 53,13 53,83 61,60 90,31 76,39 70,29 73,65 77,66 85,33 71,5 69,1 74,65 75,15 80,67 49,83 57,14 69,22 64,22 85,54 84,11 65,99 74,18 77,46 100 93,9 63,92 77,41 83,81 As Interferências nas Condições Ambientais do Entorno (peso 30), são verificadas a partir da observância da legislação ambiental, bem como a partir das mudanças verificadas nas condições do solo, nas condições dos corpos d’água e da presença do lixo. No presente caso, houve interferências positivas nos entornos analisados, tendo apresentado uma nota média igual a 77,66, com maior destaque para a Região Sudeste, que obteve a nota 90,31. Peso DESCRIÇÃO 234081 – CCA / CARTA DE CREDITO ASSOCIATIVA AS-5 IMCIAM - IMPACTO NA CIDADE E NO AMBIENTE SE SUL CO NE MÉDIA 76,29 63,15 53,13 53,83 61,60 100 IN-21 POTENIMP - POTENCIAL DE IMPACTO DO EMPREENDIMENTO 31,21 29,51 28,18 25,36 28,57 50 IS-53 RELURB - NUMERO DE UNIDADES DO EMPREEND E POPULACAO URB DO MUNICIP 27,6 29,51 43,05 38,46 34,66 50 IS-54 RELPAD - RELACAO ENTRE O PADRAO DO EMPREEND E O PADRAO DO ENTORNO 34,83 35,44 29,05 28,42 31,94 50 VC-094 VCOCUTIP - OCUPACAO DOS LOTES E TIPOLOGIAS DAS EDIFICACOES 55,39 53,66 35,35 37,27 45,42 50 VC-095 VCACABEX - ACABAMENTO EXTERNO DAS EDIFICACOES 14,28 17,23 22,76 19,57 18,46 Por último, o indicador Potencial de Impacto do Empreendimento (peso 100) dá parâmetros para avaliação do impacto na cidade e no ambiente em função das diferentes situações urbanas em que se inserem os empreendimentos financiados, considerando-se, para tanto, de acordo com o porte do empreendimento, a relação entre a população do empreendimento e a população urbana do município, ou, a relação entre o número de unidades do conjunto habitacional e a população 27 urbana do município, além da relação entre o padrão do empreendimento e o padrão das edificações do entorno. Nesse indicador o desempenho médio verificado entre as regiões apresentou uma baixa avaliação, com nota igual a 28,57. 28 2.1.6 ASPECTO ATENDIMENTO DAS NECESSIDADES – Nota 71,04 O Aspecto Atendimento às Necessidades avalia a capacidade dos programas em atender ao perfil da demanda constituído pelas famílias com necessidade de moradia. O objetivo é o de se estabelecer relações entre os resultados alcançados pelo programa e as diferentes categorias de demanda que podem ser identificadas e agregadas, muito embora se tenha considerado que não é objetivo do FGTS atender o conjunto do déficit, posto tratar-se de um recurso oneroso e que não responde exclusivamente pela política de habitação. Carta de Crédito Associativo Aspecto Atendimento às Necessidades 100,00 80,00 60,00 85,53 40,00 70,00 75,47 71,04 53,16 20,00 0,00 Sudeste Sul C.Oeste Nordeste Brasil Gráfico 17 – Aspecto Atendimento das Necessidades - CCA Conforme demonstrado no gráfico, o programa apresentou desempenho médio entre as regiões de 71,04, com destaque para a Região Sul com nota 85,53. O resultado decorreu do cumprimento das metas físicas estabelecidas para todas as regiões, bem como para o atendimento mínimo às demandas de até 3 salários, com 79,40% do total das contratações efetuadas no período e para o atendimento às demandas de até 5 salários mínimos, com 84,54% do montante de recursos contratados. 29 Indicadores do Aspecto Atendimento às Necessidades SE 100,00 Nota Média das Regiões 75,00 50,00 100 25,00 NE 0,00 SUL 75 50 25 81,97 61,18 66,35 0 CO CONSECUCAO DAS METAS FISICAS ATENDIMENTO AO PERFIL DO DEFICIT PERMANENCIA DAS FAMILIAS ATENDIDAS Gráfico 18 – Aspecto Atendimento das necessidades - CCA Peso DESCRIÇÃO 234081 - CCA / CARTA DE CREDITO ASSOCIATIVA AS-6 ATNEHS - ATENDIMENTO DAS NECESSIDADES IN-22 METASFI - CONSECUCAO DAS METAS FISICAS SE SUL CO NE MÉDIA 53,16 86,32 70 75,31 71,20 40,07 70,16 100 55,15 66,35 40 (70) IN-23 DEFICIT - ATENDIMENTO AO PERFIL DO DEFICIT 27,87 100 100 100 81,97 50 IS-55 DEFI3 - ATENDIMENTO AO PERFIL DO DEFICIT ATE 3 SALARIOS MINIMOS 17,6 100 100 100 79,40 50 IS-56 DEFI5 - ATENDIMENTO AO PERFIL DO DEFICIT ATE 5 SALARIOS MINIMOS 38,15 100 100 100 84,54 NAPLIC NAPLIC NAPLIC NAPLIC NAPLIC 100 81,62 0 63,11 61,18 30 (-) IN-24 SOLICIT - ATENDIMENTO AS SOLICITACOES IN-25 PERFAM - PERMANENCIA DAS FAMILIAS 20 (20) ATENDIDAS 10 (10) Outra análise bastante positiva foi o Indicador Permanência das Famílias Atendidas (peso 20), que trata da mesma problemática - atendimento às necessidades de habitação - mas partindo-se de um outro ponto de vista: ao invés de avaliar a entrada no programa busca dimensionar em que medida o programa tem sido capaz de evitar que o esforço de atender uma família se perca através da conhecida e intensa rotatividade que atinge comumente as famílias beneficiadas por financiamentos habitacionais. O indicador permanência das famílias atendidas busca revelar a mudança das famílias beneficiárias iniciais do programa, através da identificação do percentual de imóveis próprios, cedidos, ocupados/invadidos, alugados e vendidos. As análises apontam para uma baixa rotatividade, com nota média entre as regiões igual a 61,18. 30 3. CONCLUSÃO Com a finalização do processo de avaliação realizado nas 4 regiões onde tivemos empreendimentos concluídos entre 2002 e 2004, foram geradas notas para todos os aspectos e indicadores do Programa Carta de Crédito Associativa. Após a análise dos seis aspectos avaliados, pode-se concluir, pelas notas alcançadas, que a metodologia realmente atende aos objetivos estabelecidos, proporcionando ao Conselho Curador do FGTS e aos demais órgãos encarregados de gerir e operar os recursos do Fundo, o acompanhamento e a avaliação dos ganhos sociais e o desempenho do programa. Por outro lado, os resultados também demonstram que o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço traz significativos benefícios à população em geral, na medida em que viabiliza a aquisição de moradia em locais dotados de serviços de saneamento e de infraestrutura aceitáveis, ressalvados casos pontuais, proporcionando às famílias atendidas melhores condições de acomodação e de sociabilidade. Os resultados alcançados pela aplicação da metodologia também podem servir de subsídios aos órgãos governamentais para elaboração de políticas públicas. Finalmente, muito embora os resultados obtidos com a aplicação da metodologia demonstrem a eficiência do programa e da própria metodologia, são necessárias algumas melhorias no processo de aplicação, no método e nos sistemas que sustentam a avaliação, melhorias essas que deverão ser implementadas visando espelhar resultados positivos nas próximas avaliações. Brasília, 03 de novembro de 2009. 31