CRISTIANE MARIA DOS SANTOS DELGADO
LUCIENE MARIA FERREIRA DA SILVA
HIPERTENSÃO ARTERIAL E FATORES DE RISCO
ASSOCIADOS: UMA REVISAO DE LITERATURA
RECIFE
2011
CRISTIANE MARIA DOS SANTOS DELGADO
LUCIENE MARIA FERREIRA DA SILVA
HIPERTENSÃO ARTERIAL E FATORES DE RISCO ASSOCIADOS: UMA REVISAO
DE LITERATURA
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado pelas alunas Cristiane Maria dos
Santos Delgado e Luciene Maria Ferreira da Silva, apresentado à Coordenação
do Curso como requisito para a obtenção do Grau de Bacharel em Enfermagem.
ORIENTADORA
PROFa. MARIA ROSEANE L. VASCONCELOS GOMES
RECIFE
2011
HIPERTENSÃO ARTERIAL E FATORES DE RISCO ASSOCIADOS: UMA REVISAO
DE LITERATURA
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Coordenação do Curso de
Graduação em Enfermagem da Faculdade São Miguel na Área de Saúde do
Adulto.
Banca Examinadora
___________________________________________________
1ª Examinadora
___________________________________________________
2ª Examinadora
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Hipertensão arterial e fatores de risco associados: uma revisao de literatura
CURSO DE BACHARELADO EM ENFERMAGEM
Revista Conceito A | Revista dos Trabalhos de Conclusão de Curso
“Se eu puder aliviar a aflição de uma vida, ou aplacar uma dor, ou ajudar um frágil passarinho a retornar ao seu ninho não terei vivido em vão”
(Emily Dickinson)
AGRADECIMENTOS
A Deus por nos dar forças para enfrentar todos os obstáculos encontrados nesta
caminhada.
Em especial à Profª Roseane Lins Vasconcelos Gomes orientadora desta pesquisa,
pela atenção, ensinamentos, incentivos, dedicação, em especial nos momentos da elaboração do presente estudo, e principalmente pela amizade, paciência e palavras amigas.
A nossa família, por estar sempre ao nosso lado, apoiando as nossas decisões.
E a todos que, diretamente ou indiretamente, contribuíram para a realização deste
estudo.
A todos vocês, a nossa eterna gratidão.
RESUMO
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma patologia que atinge cerca de 30% da população adulta e faz parte do grupo de doenças cardiovasculares como um dos mais importantes fatores de risco, sendo caracterizada como um dos principais fatores de risco para o
desenvolvimento de doença vascular cerebral, insuficiência renal e cardíaca e doença arterial coronariana. O objetivo desta pesquisa foi descrever através da revisão de literatura
os fatores de risco associados à hipertensão arterial sistêmica. Para isto foi realizado um
estudo com abordagem descritiva, do tipo revisão de literatura, onde o total foi utilizado
50 artigos publicados em periódicos nacionais sobre o tema em questão nos últimos nove
anos (2002 a 2011). Realizou-se para a pesquisa dos artigos, a busca eletrônica nas bases
de dados National Library ofMedine e Scielo (Scientifc Eletronic Library Online), a partir
dos descritores em saúde: Hipertensão arterial sistêmica e fatores de risco. Para compor a
amostra foram selecionados os artigos que satisfizeram os seguintes critérios de inclusão:
publicados na língua portuguesa e com texto completo disponível. Dentre os resultados
apresentados observou-se que os principais fatores de risco foram sedentarismo e antecedentes familiares, isto aponta para a necessidade de se implementar ações mais efetivas
nas atividades educativas, contribuindo para a promoção da saúde e prevenção da doença.
Contudo, este estudo pretende contribuir para o desenvolvimento de novas pesquisas direcionadas a atividade educativa do Enfermeiro aos pacientes portadores de hipertensão
arterial. Visando a adoção de estratégias especiais de promoção, prevenção e controle,
para minimizar ou evitar complicações decorrentes da hipertensão arterial sistêmica.
Palavras-chaves: Hipertensão arterial sistêmica, Fatores de Risco, Doenças cardiovasculares.
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High blood pressure (HBP) is a disease that affects about 30% of the adult population
and is part of the group of cardiovascular diseases as one of the most important risk factors, is characterized as one of the main risk factors for disease development stroke, kidney failure and heart failure and coronary artery disease. The objective of this research
was to describe through the literature review the risk factors associated with hypertension. For this purpose a study was conducted with descriptive approach, the kind review of the literature, were used where the total 50 articles published in national journals on the subject in question in the last nine years (2002 to 2011). Was conducted
for research articles, the search in electronic databases ofMedine National Library and
Scielo (Scientifc Electronic Library Online), from the health descriptors: Systemic hypertension and risk factors. For the sample were selected articles that met the following inclusion criteria: published in Portuguese and with full text available. Among the
results presented showed that the main risk factors were physical inactivity and family
history, this points to the need to implement more effective actions in the educational
activities, contributing to health promotion and disease prevention. However, this study
aims to contribute to the development of new research aimed at the educational activity
of the nurse to patients with hypertension. In order to adopt special strategies for promotion, prevention and control, to minimize or prevent complications of hypertension.
Keywords:
Systemic
hypertension,
Risk
Factors,
Cardiovascular
Disease.
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO..............................................................................................526
2 OBJETIVOS ....................................................................................................527
2.1 Geral .............................................................................................................527
2.2 Específicos ..................................................................................................527
3 REVISÃO DE LITERATURA ......................................................................527
4 METODOLOGIA .........................................................................................530
4.1 Tipo do Estudo ...........................................................................................530
4.2 Local e Coleta dos Artigos ........................................................................530
4.3 Critérios de Inclusão ..................................................................................531
4.4 Critérios de Exclusão ................................................................................531
4.5 Instrumento ................................................................................................531
4.6 Coleta de Dados ..........................................................................................531
4.7 Análise dos Dados ......................................................................................531
5 APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS ..................................................532
5.1 Identificação dos Periódicos .....................................................................532
5.2 Síntese dos Artigos .....................................................................................534
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS ........................................................................566
7 RECOMENDAÇÕES ....................................................................................567
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Hipertensão arterial e fatores de risco associados: uma revisao de literatura
SUMMARY
Revista Conceito A | Revista dos Trabalhos de Conclusão de Curso
REFERÊNCIAS................................................................................................567
APÊNDICE A ...................................................................................................573
1 INTRODUÇÃO
Atualmente a hipertensão arterial tem atingido cerca de 30% dos
indivíduos adultos em nosso país. Constituindo-se entre o grupo de doenças
cardiovasculares como um dos principais fatores que mais ocasionam mortes.
Estudos têm apresentado indícios de que a hipertensão arterial sistêmica no
adulto é uma patologia que se pode iniciar durante a infância (COSTANZI, et al.,
2009).
De acordo com Rosário e colaboradores (2009) a hipertensão arterial é
considerada como uma doença que associa-se a um agregado de distúrbios
metabólicos, entre eles estão: a obesidade, o aumento da resistência a insulina,
o diabetes mellitus.
Segundo Nascente e colaboradores (2010) estudos epidemiológicos
tem identificado a associação positiva da hipertensão arterial às características
sociodemográficas, ao consumo de álcool, à ingestão de sódio, ao estresse, ao
diabetes, à obesidade e ao sedentarismo.
Segundo Lofredo, Telaolli e Basso (2003) considera-se um indivíduo
hipertenso aquele que apresenta níveis pressóricos relativamente altos e
persistentes, definida como pressão sanguínea sistólica > ou = a 140 mmHg ou
pressão sanguínea diastólica > ou = a 90mmHg. A hipertensão arterial possui natureza multicausal e os seus principais
fatores de risco são distribuídos entre não modificáveis e modificáveis (estilo de
vida, tabagismo, sedentarismo, alimentação inadequada), entre eles associa-se
a obesidade e o excesso de peso. Já história familiar pode ser classificada como
um fator de risco não modificável (BORGES, et al., 2008).
Péres, Magna e Viana (2003) descrevem que uma das mais importantes
dificuldades identificadas no atendimento aos pacientes hipertensos é a falta de
aderência ao tratamento. O tratamento para o controle da hipertensão arterial
inclui,além da utilização de medicamentos, a modificação de hábitos de vida.
Justifica-se a escolha do tema, analisando-se que a hipertensão arterial é
uma doença que acomete grande parte da população, e o seu crescimento devese a vários fatores de risco que propiciam ao seu aparecimento. Apresentandose cada vez mais em populações mais jovens, constituindo-se a segunda
causa de morte entre a faixa etária de 45-64 anos e a terceira entre 25-44 anos
(CAVAGIONE, et al, 2009).
Analisa-se que o adequado controle, através de ações mais efetivas no
sistema da atenção primária, deve ser uma prioridade dos sistemas de saúde, a
fim de reduzir a prevalência da doença (TACON; SANTOS; CASTRO, 2010).
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OBJETIVOS
2.1
Geral
Descrever, através da revisão de literatura, os fatores de risco associados à
hipertensão arterial sistêmica.
2.2
Específicos
•
Definir a hipertensão arterial sistêmica (HAS);
•
Apontar os fatores de risco para a hipertensão arterial sistêmica;
•
Abordar a importância da educação em saúde para uma melhor assistência
de enfermagem na prevenção e controle da HAS.
3
REVISÃO DE LITERATURA
Oliveira e Nogueira (2010) definem a hipertensão arterial sistêmica como a
elevação crônica da pressão arterial sistólica (PAS) ou pressão arterial diastólica
(PAD).
Segundo Borges e colaboradores (2008) a hipertensão arterial tem sido
considerada como uma das principais causas de morbimortalidade em todo o
mundo. Caracterizada como um dos mais importantes fatores de risco para o
desenvolvimento de doença vascular cerebral, insuficiência renal e cardíaca e
doença arterial coronariana.
De acordo com Ferreira e colaboradores (2009) a hipertensão arterial sistêmica
acomete aproximadamente 25% da população mundial, com previsão de
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Hipertensão arterial e fatores de risco associados: uma revisao de literatura
Desse modo, acredita-se que o presente estudo poderá oferecer subsídios
que permitam reflexões sobre os fatores de risco para a hipertensão arterial
sistêmica, através da utilização de revisão integrativa da literatura. Espera-se
também que a síntese dos resultados da presente pesquisa facilite a incorporação
de evidências para a fundamentação de uma nova prática assistencial de caráter
preventivo contribuindo assim, na promoção da saúde e diminuição de agravos
nos portadores de hipertensão arterial.
Revista Conceito A | Revista dos Trabalhos de Conclusão de Curso
aumento para 60% dos casos da doença em 2025.
Conforme Wenzel, Souza e Souza (2009) alguns fatores tornam-se importantes
para a determinação da hipertensão arterial sistêmica, como o excesso de peso,
o fumo, o consumo de álcool, a alimentação inadequada, a inatividade física e a
história familiar, que tem ocupado destaque entre os principais fatores.
Kuschnir e Mendonça (2007) descrevem a obesidade como dos principais
fatores de risco para a hipertensão arterial sistêmica. Estudos realizados entre
adolescentes de 18 anos identificaram associação positiva entre a distribuição
de gordura corporal e as doenças cardiovasculares.
Em estudo realizado por Figueiredo e colaboradores (2008) observou-se que
a localização abdominal da gordura (obesidade abdominal) mostrava-se mais
associada aos distúrbios metabólicos, como as dislipidemias, a hipertensão
arterial, resistência a insulina e aos riscos cardiovasculares.
Já Wagmacker e Pitanga (2007) descrevem que a inatividade física tem-se
tornado como um fator determinante para a ocorrência de mortes e doenças.
Estudo na Região Sul do País identificou que a longo prazo a realização de
atividade física regular possui efeito protetor para as doenças crônicas.
Cavagioni e colaboradores (2009) analisaram que as atividades desgastantes
no ambiente de trabalho também podem gerar danos a saúde. Entre elas estão
as alterações cardiovasculares e hipertensão arterial. Em um estudo realizado
com caminhoneiros identificou-se que a falta de adaptação dos motoristas,
principalmente os que possuem longa jornada de trabalho, estão mais expostos a
ocorrência de fatores associados a transtornos mentais, estresse, e a hipertensão
arterial.
Já Molina e colaboradores (2003) descrevem a associação entre hipertensão
arterial e os fatores nutricionais. Destaca-se que entre os fatores nutricionais
identificados, a alta prevalência de hipertensão arterial está relacionada ao
consumo excessivo de sódio e ao sobrepeso. Segundo estudos realizados
por Figueiredo e colaboradores (2008) entre populações ocidentais, o elevado
consumo de sal contribuiu para que os indivíduos apresentassem maior risco
para o desenvolvimento da hipertensão arterial.
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De acordo Kuschnir e Mendonça (2007) um estudo realizado no Brasil, avaliando
43 adolescentes identificou que os filhos de pais hipertensos apresentam aumento
das pressões sistólicas e diastólicas, bem como perfil lipídico desfavorável.
Conforme Barreto, Filho e Krieger (2003) dentre os fatores envolvidos na
fisiopatogênese da hipertensão arterial, um terço deles podem ser atribuídos
aos fatores genéticos.
Lessa e colaboradores (2006) afirmam que a menopausa e a idade elevada
constituem como fatores de risco biológico associados para a hipertensão
arterial. Em um estudo realizado por Martin e colaboradores (2004) foi verificado
associações positivas e significantes da hipertensão arterial sistêmica com etnia
negra, diabetes, sobrepeso, obesidade central, menopausa e idade superior a
40 anos.
Referem Toledo, Rodrigues e Cheisa (2007) e Martin e colaboradores (2004) que
as taxas de morbidade e mortalidade associadas a qualquer nível de pressão
arterial são menores nas mulheres do que nos homens até os 45 anos.
Wenzel, Souza e Souza (2009) descrevem que o consumo de álcool, idade
avançada e tabagismo contribuem para o desenvolvimento da hipertensão
arterial ao estimular o sistema simpático, ocasionando estresse oxidativo e efeito
vasoconstritor associado ao aumento de inflamações ligadas a hipertensão.
De acordo com Costa e colaboradores (2007) em um estudo realizado no Sul do
Brasil, identificou que indivíduos que ingeriam menos de 30g de álcool por dia
apresentaram menos hipertensão arterial em relação aos que não consumiam.
E os indivíduos que referiram ser portadores de diabetes mellitus, apresentaram
maior prevalência de hipertensão arterial.
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Hipertensão arterial e fatores de risco associados: uma revisao de literatura
Lipp (2007) em um estudo realizado na Inglaterra com 1.259 homens identificou
alterações nos níveis pressóricos entre os hipertensos durante sessões
experimentais em virtude do estresse psicológico. Cavagione e colaboradores
(2009) descreveram que o estresse psicológico pode ser considerado como
um dos principais fatores do meio ambiente que contribuem para a hipertensão
arterial sistêmica.
Revista Conceito A | Revista dos Trabalhos de Conclusão de Curso
Acrescenta Gus, Fischmann e Medina (2002) que a média da pressão arterial
tende a se elevar tanto em homens quanto em mulheres durante toda a vida
adulta, enquanto a média da pressão diastólica atinge o pico por volta dos 55
anos.
Tacon, Santos e Castro (2010) e Gus, Fischmann e Medina (2002),
associam a situação socioeconômica como um fator importante na incidência
de doenças, seja pelas más condições de nutrição, habitação e saneamento
a que estão submetidos durante o processo de desenvolvimento, como pelas
dificuldades de acesso aos serviços de saúde.
De acordo com Feijão e colaboradores (2005) o estilo de vida apresenta um
papel crítico na determinação da pressão arterial dos indivíduos e na prevalência
da hipertensão nas populações.
Lembram Bastos e Borestein (2004) que a prevenção primária é a principal
terapêutica no combate aos fatores de riscos. Nesse processo, o profissional
de saúde em especial o enfermeiro age como um facilitador, procurando utilizar
técnicas ou meios que levam a promoção da educação em saúde, a prática do
auto-cuidado, com o objetivo de manter controlada a pressão arterial e também
uma assistência de enfermagem mais humanizada.
4
METODOLOGIA
4.1 Tipo de Estudo
É um estudo do tipo revisão de literatura, envolvendo uma extensa revisão de
artigos científicos, objetivando descrever os fatores de risco associados para a
hipertensão arterial.
4.2 Local e Coleta dos Artigos
Os textos utilizados neste estudo foram coletados por meio de busca eletrônica
em banco de dados de biblioteca científica, especificadamente, BIREME, BVS,
através dos quais foi possível consultar as seguintes bases de dados:
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SCIELO (Scientific Eletronic Library Online);
Medline Literatura Internacional em Ciências da Saúde.
4.3 Critérios para Inclusão
Os seguintes critérios foram estabelecidos para nortear a inclusão dos artigos:
•
Artigos científicos que abordaram a temática da hipertensão arterial;
•
Artigos publicados em periódicos nacionais;
•
Artigos publicados na língua portuguesa.
•
Artigos que continham texto completo disponível.
4.4 Critérios de Exclusão
Os seguintes critérios foram estabelecidos para nortear a exclusão dos artigos:
•
Artigos científicos que não abordavam a temática da hipertensão arterial
•
Artigos publicados com outro idioma que não fosse o português (línguas
estrangeiras).
•
Artigos que não disponibilizavam textos completos.
4.5 Coleta de Dados
Os dados foram coletados entre os períodos de outubro a dezembro de 2011,
momento em que as autoras intensificaram a busca nas bibliotecas virtuais,
objetivando capturar os 50 artigos que subsidiaram o estudo.
Após a leitura detalhada de cada artigo, as autoras construíram as suas sínteses,
a partir das características e da análise da essência de cada um deles, conforme
explicado no instrumento de coleta de dados (APÊNDICE A).
4.6 Instrumento
O instrumento para a coleta de dados foi composto pelas características de
identificação dos artigos, as quais citam-se: o titulo da obra, o ano da publicação,
o periódico indexado, o número dos autores, a titulação do primeiro autor e os
descritores.
4.7 Análise dos Dados
Os dados coletados neste estudo foram apresentados em duas seções. A primeira
expõe as características dos artigos capturados, tais como ano de publicação,
número de autores e os títulos dos periódicos consultados, A segunda seção
apresenta a síntese de cada um dos artigos pesquisados, contendo tipo do
estudo, objetivo, amostra, local da sua realização, tipo de instrumento utilizado
bem como seus principais resultados e conclusões.
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Hipertensão arterial e fatores de risco associados: uma revisao de literatura
•
•
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Os dados analisados referentes a primeira seção foram tabulados e apresentados
por meio dos valores da freqüência absoluta e relativa.
5
APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
5.1 Identificação dos Periódicos
A revisão da literatura foi realizada considerando os trabalhos científicos
que atenderam os critérios para inclusão da pesquisa. Os resultados do estudo
de revisão estão apresentados em freqüências absolutas e relativas, conforme
as tabelas a seguir.
Tabela 1- Distribuição dos artigos de acordo com o ano da publicação, Recife,
Out-Dez, 2011.
Ano de publicação
n
n%
2002
03
6,0
2003
05
10,0
2004
03
6,0
2005
04
8,0
2006
03
6,0
2007
06
12,0
2008
08
16,0
2009
12
24,0
2010
05
10,0
2011
01
2,0
TOTAL
50
100
De acordo com a tabela 1, é possível observar que o ano de 2009, apresenta-se
como o mais prevalente em número de artigos relacionados ao tema, somando
um total de 12 (24%) de publicações.
Tabela 2- Distribuição das publicações de acordo com número de autores,
Recife, Out-Dez, 2011.
Número de autores
n
n%
1 autor
01
2,0
2-3 autores
26
52,0
Mais de 4 autores
23
46,0
TOTAL
50
100,0
Observou-se na tabela 2, uma maior proporção de artigos com 2 a 3 autores
(n=26;52,0%).
Tabela 3- Distribuição das publicações de acordo com a titulação do 1º autor,
Recife, Out-Dez, 2011.
Titulação do 1º autor
n
n%
Graduados
12
24,0
Especialistas
07
14,0
Mestres
08
16,0
Doutores
13
26,0
Não Informado
10
20,0
TOTAL
50
100
Através da tabela 3, foi possível identificar que 13 (26,0%) dos autores
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Hipertensão arterial e fatores de risco associados: uma revisao de literatura
possuíam doutorado, seguido de 12 (24,0%) graduados entre os autores dos
50 artigos selecionados.
Tabela 4- Distribuição das publicações por periódicos indexados nas bases de
dados em saúde, Recife, Out-Dez, 2011.
Titulo dos periódicos
n
n%
Arquivo Brasileiro de
15
30,0
Cardiologia
Revista Latino Americana
01
2,0
de Enfermagem
Revista de Saúde Pública
11
22,0
Revista da Associação
03
6,0
Médica Brasileira
Revista de Odontologia da
01
2,0
UNESP
Caderno de Saúde
03
6,0
Pública
Acta Paul de Enfermagem
01
2,0
Texto e Contexto de
02
4,0
Enfermagem
Escola Anna Nery de
01
2,0
Enfermagem
Revista de Epidemiologia
01
2,0
e Serviços de Saúde
Revista Brasileira de
01
2,0
Ciência e Movimento
Revista Brasileira de
01
2,0
Hipertensão
Jornal de Pediatria
02
4,0
RBAC
01
2,0
Arquivo Brasileiro de
01
2,0
Endocrinologia Metabólica
Revista da Escola de
03
6,0
Enfermagem da USP
Jornal Brasileiro de
01
2,0
Psiquiatria
Revista de Nutrição
01
2,0
Cogitare Enfermagem
01
2,0
TOTAL
50
100
Observa-se que o Arquivo Brasileiro de Cardiologia foi o periódico que apresentou
maior número de publicações (n=15;30,0%), seguido pela Revista de Saúde
Pública com 11 (22,0%) artigos.
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Tabela 5- Distribuição das publicações de acordo com os principais fatores de
risco para a hipertensão arterial, Recife, Out-Dez, 2011.
Fatores de risco
n
%
Tabagismo/ álcool
06
6,7
Obesidade/sobrepeso
08
8,9
Sedentarismo
20
22,2
Diabetes Mellitus
06
6,7
Antecedente familiar
18
20,0
Hábitos alimentares
04
4,4
Sexo/idade
10
11,1
Escolaridade
08
8,9
Cor da pele
06
6,7
Estresse
04
4,4
TOTAL
90
100,0
Através da tabela 5, identificou-se que entre os principais fatores de
risco referenciados nos artigos o mais prevalente para a hipertensão arterial
foi o sedentarismo (n=20; 22,2%), seguido pelo antecedente familiar (n=18;
20,0%).
5.2 Síntese dos Artigos
Abaixo estão apresentados os artigos capturados pelas autoras do presente
estudo. Eles foram sintetizados após a citação da sua referência. A síntese foi
composta pelos dados do estudo tais como o objetivo, o tipo do estudo, amostra,
procedimentos para a coleta, principais resultados e conclusões.
“Prevalência dos Fatores de Risco da Doença Arterial Coronariana no
Estado do Rio Grande do Sul.” (GUS, I; FISCHMANN, A; MEDINA, C, 2002).
As doenças cardiovasculares atualmente têm ocupado um papel
indiscutível na mortalidade e morbidade mundial. Entre os fatores de risco que
estão associados às doenças cardiovasculares destacam-se: a HAS, o consumo
de cigarro, a falta de exercícios, hereditariedade entre outras.
O estudo teve como objetivo buscar conhecer a prevalência entre os principais
fatores de risco para a doença arterial coronariana no Estado do Rio Grande do
Sul e mostrar sua relação com a idade. Estudo realizado do tipo observacional, de
delineamento transversal, composta por uma amostra total de 1.066 indivíduos
adultos maiores de 20 anos de idade residentes no Estado do Rio Grande do
Sul, Brasil.
Ficou evidente entre os resultados apresentados percentuais mais
elevados de hipertensão arterial sistêmica para o sexo feminino, excesso de
peso para o sexo masculino, altos índices de hiperglicemia, colesterol alto e
sedentarismo entre as faixas etárias mais avançadas.
Analisa-se através dos resultados identificados que o aumento da idade média da
população ou da sobrevida tende a ficar mais evidente a presença das doenças
crônicas dentre elas as cardiopatias entre a população com a faixa etária mais
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“Hábitos de Saúde e Fatores de Risco em Pacientes Hipertensos.”
(SIMONETTI, J.P; BATISTA, L; CARVALHO, L.R, 2002).
A hipertensão arterial tem sido identificada com um dos grandes problemas
de saúde pública em nosso país, em pesquisas realizadas por sua prevalência
foi observada em cerca de 15 a 20% entre indivíduos adultos maiores de 20 anos
de idade. Entre os fatores de risco descritos pelos autores foram identificados:
antecedentes familiares, a idade, o sexo, a raça, a obesidade, a ingestão elevada
de sódio, de álcool, e fumo, ao uso de anticoncepcionais e a alimentação realizada
através de uma dieta rica em gorduras.
Após a análise do estudo com pacientes hipertensos internados num hospital
escola, observa-se que alguns fatores de riscos como a hereditariedade na
família apresenta um percentual de 59,4%, os que ingerem alimentos gordurosos
75,0%; não controlam a ingestão do sal 37,5%; ingerem bebidas alcoólicas
9,4%; fumantes 15,6%; sedentários 81,2%. Percebe-se que entre os fatores de
riscos para hipertensão, o sedentarismo é o de maior percentual em relação aos
demais fatores.
Analisa-se que mesmo os pacientes que relataram realizar o controle e
possuírem conhecimento, um grande percentual apresentou valores pressóricos
elevados. Os resultados nos permitem refletir em quais pontos os profissionais
devem atuar para reverter tais dados apresentados, identificando-se que os
pacientes apresentavam conhecimento ineficaz em relação ao tratamento, o
estudo sugere medidas educativas mais efetivas no comportamento dos pacientes
para que haja um maior controle dos fatores de risco para a hipertensão arterial.
“Efeito e Estresse Ambiental Sobre a Pressão Arterial de Trabalhadores.”
(ROCHA, R; PORTO, M; MORELLI, M.Y.G; MAESTA,N; WAIB, P.H; BURINI,
R.C, 2002).
Observa-se que indivíduos expostos a ambientes de trabalho estressantes
e expostos as longas jornadas de trabalho podem estar mais suscetíveis a
apresentarem níveis pressóricos elevados.
O presente estudo teve como objetivo verificar o efeito dos diferentes ambientes
e condições de trabalhos sobre a variação pressórica sanguínea entre os
operários de uma indústria madeireira. Foram avaliados 46 funcionários do sexo
masculino, adultos, de uma indústria processadora de madeiras situada em
Botucatu, no Estado de São Paulo.
Foram avaliadas a pressão arterial, a freqüência cardíaca, durante três dias
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Hipertensão arterial e fatores de risco associados: uma revisao de literatura
elevada. Considera-se que a melhor forma de agir está fundamentada na
diminuição entre os fatores de risco associados à doença arterial coronária, que
só será possível através da prevenção primária, voltada a educação da população
com o incentivo a promoção a saúde do indivíduo e a sua coletividade.
Revista Conceito A | Revista dos Trabalhos de Conclusão de Curso
consecutivos, sendo utilizada a média estatística para os três dias dividindo os
trabalhadores em dois grupos o G1 (trabalhadores da produção) G2 (trabalhadores
na área administrativa). Dentre os resultados obtidos foi possível identificar a
associação das respostas pressóricas, mais elevada entre os trabalhadores que
exerciam maiores esforços físicos, destacando-se o grupo que realizavam suas
atividades na área de produção o G1.
Outro fator contribuinte identificado para a elevação da pressão arterial foi o
histórico familiar novamente destacando-se o grupo G1 em relação ao G2.
Analisa-se que a diferenças apresentadas pelos dois grupos está relativamente
associada ao ambiente e a diferença de esforços físicos empregados por cada
grupo. Pode-se concluir que possivelmente o estresse no ambiente de trabalho
possa vir a constituir como um dos fatores predisponentes para a hipertensão
arterial.
Sugere-se que a empresa pesquisada possa vir a adotar estratégias que visem
à saúde do trabalho, porém é uma doença de caráter passível de prevenção
se hábitos saudáveis forem adotados ao longo da vida, o que garantirá ao
trabalhador uma melhor qualidade de vida.
“Influência da Distribuição da Gordura Corporal sobre a Prevalência
de Hipertensão Arterial e Outros Fatores de Risco Cardiovascular em
Indivíduos Obesos.” (CARNEIRO, G; FARIA, A.N; FILHO, F.F.R; GUIMARÃES,
A; LERÁRIO, D; FERREIRA, S.R.G; ZANELLA, M.T, 2003).
O estudo teve como objetivo avaliar o impacto da obesidade e da
distribuição de gordura corporal sobre o risco para as doenças cardiovasculares.
Foram avaliados 499 pacientes apresentando sobrepeso e obesos durante os
meses de março de 1988 a novembro de 1999, no ambulatório de obesidade da
UNIFESP.
Observa-se no estudo a presença da associação da obesidade e a hipertensão
arterial. Analisa-se que o aumento da massa corporal também está associado
como a elevação da prevalência para as doenças cardiovasculares.
Em relação ao gênero, o sexo feminino apresentou-se como o mais prevalente
para a hipertensão arterial. Os mecanismos para avaliação da gordura abdominal
para a elevação da prevalência de hipertensão arterial segundo os autores da
pesquisa não estão totalmente claros.
Conclui-se que os resultados apresentados ressaltam para a importância que a
obesidade contribui para aumentar o risco para as doenças cardiovasculares. No
presente estudo identifica-se que a obesidade contribui significativamente para o
desenvolvimento da hipertensão arterial.
“A influência do Conhecimento Sobre a Doença e a Atitude Frente à Tomada
dos Remédios no Controle da Hipertensão Arterial.” (STRELEC, M.A.A.M;
PIERIN, A.M.G; JUNIOR, D.M, 2003).
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“Hipertensão Arterial e Consumo de Sal em População Urbana.” (MOLINA,
M.C.B; CUNHA, R.S; HERKENHOFF, L.F; MILL, J.G, 2003).
O objetivo do trabalho foi avaliar o consumo de sódio e potássio e a
relação entre o sódio e o potássio nas diferentes classes socioeconômicas, de
raça e sexo e a sua relação com a elevação da pressão arterial.
Estudo de corte transversal, desenvolvido por meio de levantamento e análise
de dados socioeconômicos e de saúde em amostra probabilística entre os
moradores do município de Vitória, no Estado do Espírito Santo. A coleta de
dados foi realizada entre os anos de 1999 e 2000 por meio de questionários
aplicados durante visitas domiciliares. A amostra estudada foi composta de 764
indivíduos.
Analisa-se através dos resultados que o consumo de sal diário esteve
positivamente associado com a elevação dos níveis pressóricos. Identificando
que os resultados apresentados de meta-análises foram consistentes a
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Hipertensão arterial e fatores de risco associados: uma revisao de literatura
Analisa-se a grande importância e funcionalidade que o tratamento realizado
através de anti-hipertensivos possui, contribuindo para o auxilio na redução da
mortalidade e morbidade das doenças cardiovasculares. Observa-se que apesar
dos benefícios oferecidos na utilização dos medicamentos anti-hipertensivos,
sua efetividade e prevalentemente baixa.
O estudo teve como objetivo relacionar o controle da pressão arterial com o teste
de Morisky e Green, analisando o conhecimento sobre a doença, e as atitudes
frente à tomada dos remédios e o comparecimento às consultas e juízo subjetivo
do médico. Tratou-se de um estudo descritivo exploratório, com abordagem
quantitativa, composto por 130 pacientes.
Os indivíduos portadores de hipertensão foram entrevistados após a consulta
médica, respondendo às questões do teste de Morisky e Green e mais dois
formulários, para a análise da pressão arterial utilizaram-se os valores anotados
no prontuário dos pacientes. Os dados apresentados referiram atitudes positivas
em relação à utilização dos medicamentos anti-hipertensivos, porém sua
associação com o controle da pressão arterial não foi significativa.
Pode-se analisar através destes dados que as ações para o controle da
hipertensão arterial não pode estar voltado somente par a utilização dos
medicamentos, práticas mais complexas devem ser adotadas, dentre elas
a reeducação alimentar e a realização de atividades física rotineiramente.
Identifica-se que os pacientes relataram possuir conhecimento sobre a doença e
tratamento mais não foi possível observar a associação significativa no controle
ou não da pressão arterial.
A análise dos resultados nos remete a uma reflexão sobre a necessidade de
uma avaliação mais abrangente, visando um maior comprometimento da equipe
de saúde e di paciente para a adesão ao tratamento e conseqüente controle da
hipertensão.
Revista Conceito A | Revista dos Trabalhos de Conclusão de Curso
revelarem que a diminuição do consumo de sal, ocasiona efeito considerável
sobre a pressão arterial.
Os autores acreditam que a redução de sal no consumo diário do País, contribui
para o controle da hipertensão arterial. Conclui-se que medidas de incentivo de
promoção a uma alimentação e hábitos saudáveis, devem ser implementadas,
analisando que a melhoria da alimentação pode acarretar na diminuição ou
prevenção de doenças.
“Portador de Hipertensão Arterial: Atitudes, Crenças, Percepções,
Pensamentos e Práticas.” (PÉRES, D.S; MAGNA, J.M; VIANA, L.A, 2003).
Atualmente a concepção de saúde tem sido construída através das experiências
pessoais de cada indivíduo. Analisa-se que os valores, pensamentos, idéias e
crenças, que cada indivíduo possui, poderá causar influencia na forma em que
este indivíduo enfrentará a doença.
O objetivo do estudo foi conhecer o portador de hipertensão arterial, da rede
pública de saúde, por meio da análise de suas atitudes, percepções, crenças,
pensamentos e práticas, com o propósito de aperfeiçoar os programas de
atendimento para essa categoria da doença. A amostra foi composta por 32
usuários dos serviços de saúde, na faixa etária de 37-81 anos, de ambos os
sexos. Distribuídos em duas unidades básicas de saúde do município de Ribeirão
Preto, São Paulo.
Os resultados identificados revelaram o desconhecimento da população sobre a
doença, apesar de já terem recebido orientações sobre a patologia. Em relação
às práticas adotadas para o controle grande parte dos indivíduos, enfatizaram
terem adotados “a mudança do estilo de vida”, também foi possível observar um
significativo número de pacientes que possuíam medo das conseqüências que a
doença poderia ocasionar.
Analisa-se que grande parte dos usuários, apresenta conhecimento ineficaz
sobre a doença, associados às crenças individuais, as quais contribuíam para
que os indivíduos adotassem condutas erradas em relação ao tratamento e
controle da hipertensão arterial.
Sugere-se através dos dados analisados para este estudo a mudanças na
abordagem educativas relacionadas à doença, torna-se importante a realização
de ações que envolvam os profissionais, usuários e família, no tratamento do
portador de hipertensão arterial.
“Prevalência de Hipertensão Arterial Sistêmica em Estudantes da Faculdade
de Odontologia de Araraquara – UNESP.” (LOFREDO, L.C.M; TELAROLL
JR, R; BASSO, MF.M, 2003).
Este estudo teve como objetivo detectar a hipertensão entre estudantes de
Graduação da Faculdade de Odontologia de Araraquara- UNESP, segundo
idade, sexo, série. A amostra foi constituída por 280 estudantes.
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“Prevalência dos Fatores de Risco para Doenças Cardiovascular em
Funcionários do Centro de Pesquisa da Petrobrás.” (MATOS, M.F.D; SILVA,
N.A.S; PIMENTA, A.J.M; CUNHA, A.J.L.A, 2004).
A pesquisa teve como objetivo de analisar, nos empregados do Centro de
Pesquisas da Petrobrás, a prevalência dos fatores de risco para doença
cardiovascular e, a partir daí, desenvolver ações de promoção para a saúde.
Tratou-se de estudo do tipo transversal, realizado durante o período de março
de 2000 a fevereiro de 2001.
O estudo foi composto por 970 empregados. Identifica-se um percentual de
18,2% de trabalhadores com hipertensão arterial, entre os fatores de risco
predisponente para as doenças cardiovasculares o sedentarismo foi o mais
prevalente, seguido de sobrepeso, tabagismo, diabetes.
Através dos dados obtidos pode-se considerar que os empregados apresentaram
grande risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, visto
que grande parte dos trabalhadores chegou a apresentar mais de um fator
predisponente. Considera-se importante que a empresa adote medidas de
educação em saúde aos profissionais, analisando-se que grande parte do tempo
os indivíduos estão presente no ambiente de trabalho. Destacando-se como foco
principal mudança no estilo de vida, buscando a redução dos fatores de risco
para o desenvolvimento de doenças.
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Hipertensão arterial e fatores de risco associados: uma revisao de literatura
Os resultados identificaram um número elevado de estudantes com níveis
pressóricos dentro da normalidade. Do total da amostra de 4,3% apresentaram
alterações entre este percentual destacou-se os indivíduos do sexo masculino,
que cursavam o primeiro período da faculdade, que encontrava-se entre a
faixa etária de 20-28 anos de idade. Os resultados revelam que os índices da
hipertensão arterial tem se apresentado cada vez mais entre indivíduos mais
jovens, tais dados, estão associados ao modo de vida, que cada pessoa adota,
atualmente observa-se que o sedentarismo tem sido caracterizado como um
dos principais fatores de risco para o desenvolvimento e agravo das doenças
cardiovasculares.
É possível relacionar que o sedentarismo está associado neste tipo de população
devido ao tempo em que o curso exige dos estudantes, impossibilitando-os
para qualquer tipo de prática física, vale destacar que outro agravante que
possivelmente pode estar associado está em relação ao tipo de alimentos
consumido pelos estudantes.
Neste estudo os autores destacaram que os níveis pressóricos mais prevalentes
foram os dos alunos que cursavam o primeiro ano, os mesmos associaram que
tais alterações poderiam ser relativas ao estresse. Independente dos resultados
apresentados observa-se a necessidade da adoção de medidas preventivas na
atenção primária de forma mais efetiva, buscando a redução e prevalência de
doenças.
Revista Conceito A | Revista dos Trabalhos de Conclusão de Curso
“Perfil de Crise Hipertensiva. Prevalência e Apresentação Clínica.” (MARTIN,
J.F.V; HIGASHIAMA, E; GARCIA, E.G; LUIZON, M.R; CIPULLO, J.P, 2004).
A crise hipertensiva é caracterizada como uma elevação súbita da pressão
arterial, ocasionando ou não riscos a órgãos-alvos, que podem gerar risco
eminente a vida.
Esta pesquisa teve como objetivos estudar a prevalência da crise hipertensiva
em um hospital universitário de referência regional, dividindo-a em urgência e
emergência hipertensiva, analisando o perfil e a apresentação clínica (sinais
e sintomas) do paciente com a crise hipertensiva durante o atendimento na
emergência do hospital avaliando a frequência das diversas apresentações da
emergência hipertensiva e o perfil de seus pacientes.
Estudo realizado em prontuários de pacientes atendidos na emergência de
um Hospital. Identificaram-se entre os resultados maiores prevalências da
hipertensão entre as urgências do que emergências hipertensivas, o tabaco
destacou-se como o fator de risco para as alterações na pressão arterial.
O sexo feminino apresentou-se com maiores frequências as crises hipertensivas,
sendo possível identificar que entre as emergências hipertensivas destacaramse as lesões cerebrovasculares.
Através dos resultados pode-se destacar a importância na identificação na
emergência médica, analisando que o tratamento e diagnóstico adequando
contribuem para a prevenção das lesões mais graves que a doença pode vir a
ocasionar.
“A Hipertensão Arterial Sob o Olhar de uma População Carente: Estudo
Exploratório a partir dos conhecimentos, atitudes e Práticas.” (LIMA, M.T;
BUCHER, J.S.N.F; LIMA, J.W.O, 2004).
No Brasil a hipertensão arterial tem apresentado através de estudos,
realizados com base populacional as prevalências entre 20 a 30%, entre os
fatores constituintes para a elevação da pressão arterial estão: idade, sexo, raça,
ingesta de sal, tabagismo, obesidade, estresse.
O estudo teve como objetivo investigar os motivos norteadores das atitudes
dos indivíduos pesquisados com a relação entre o comportamento de risco
para hipertensão arterial, sedentarismo, ingesta de sal e gorduras na dieta, o
uso de álcool e o tabagismo. Estudo do tipo exploratório, realizado no Conjunto
Habitacional no município de Caucaia, no Estado do Ceará.
O estudo revelou que as características socioeconômicas que envolviam os
indivíduos pesquisados determinavam o seu comportamento e ao estilo de vida
da população, considerando que suas práticas diárias contribuíam negativamente
para a realização de hábitos saudáveis, visto que a população se encontrava em
situações financeiras precárias e com baixas condições ao acesso dos serviços
de saúde.
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“Avaliação de Pacientes Hipertensos Acompanhados pelo Programa Saúde
da Família em um Centro de Saúde Escola.” (MANO, G.M.P; PIERIN, 2005).
Observa-se que muitos fatores contribuem para a elevação da pressão arterial,
dentre os fatores a história genética é o único fator não modificável. Os demais
fatores como: ingesta elevada de sódio, sedentarismo, estresse, obesidade, uso
de bebidas alcoólicas em excesso, são fatores modificáveis.
O estudo utilizou a abordagem quantitativa, exploratória, do tipo transversal,
realizado por meio de consulta aos prontuários dos pacientes, numa Escola do
Município de São Paulo.
O objetivo do presente estudo foi caracterizar um grupo de pacientes hipertensos
seguidos no Programa Saúde da Família em um Centro de Saúde Escola.
Foi possível identificar que o predomínio da etnia branca e a baixa escolaridade,
índices baixos relacionados ao consumo de cigarro e altos para o consumo de
bebidas alcoólicas entre os indivíduos envolvidos. Os resultados identificados
ressaltam na importância de uma melhor avaliação no controle e ao tratamento
da hipertensão arterial, visto que os indicies continuam altamente prevalente.
Os resultados sugerem uma nova abordagem nos programas aos pacientes
hipertensos, visando à identificação de fatores que contribuem para a baixa
adesão ao tratamento, buscando o incentivo a mudança do estilo de vida,
ressaltando a importância da manutenção adequada do tratamento.
“Relação Entre a Assiduidade às Consultas Ambulatoriais e o Controle da
Pressão Arterial em Pacientes Hipertensos.” (COELHO, E.B; NETO, M.M;
PALHARES, R; CARDOSO, M.C.M; GELEILETE, T.J.M; NOBRE, F, 2005).
O objetivo do presente estudo foi determinar a taxa de pacientes hipertensos
com a pressão arterial controlada e estudar a sua relação com a assiduidade às
consultas ambulatórias. Foram avaliados 245 pacientes, que realizavam suas
consultas no ambulatório, durante um ano. A amostra foi selecionada através de
sorteio. Todos os pacientes foram submetidos, em cada visita, a duas verificações
da medição da pressão arterial.
Os resultados identificados demonstram que apenas um terço dos indivíduos
conseguiu manter níveis pressóricos controlados, outro dado identificado foram
que as taxas de assiduidade aumentaram. Em conclusão observa-se que um
Conceito A
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Hipertensão arterial e fatores de risco associados: uma revisao de literatura
Considera-se através dos resultados apresentados a importância, em que
os profissionais de saúde possuem em atuar na capacitar os indivíduos da
comunidade, mais também vale ressaltar e considerar a situação econômica
em que estes indivíduos esta submetido, dando-nos a entender que não só
deve ser feita a educação em saúde mais, torna-se mais abrangente como o
individuo deve possuir condições boas de moradia, renda, acesso aos serviços,
aos medicamentos, a exames em fim a toda sua complexidade, conclui-se que
o meio, a cultura influenciam significativamente na forma em que o indivíduo irá
se comportar a doença.
Revista Conceito A | Revista dos Trabalhos de Conclusão de Curso
percentual pouco significativo dos pacientes conseguiu manter níveis pressóricos
controlado, estes dados nos fazem identificar a presença de um controle eficaz
sobre a doença, considerando que houve o aumento relativo à assiduidade nas
consultas, conclui-se que os pacientes não estão absorvendo satisfatoriamente
as orientações prestadas.
Acredita-se que os indivíduos que comparecem as consultas tendem a
apresentarem melhores resultados no tratamento e controle da hipertensão
arterial. Sugere-se que o tratamento dos pacientes portadores de hipertensão
arterial deve abranger não somente ao uso de medicamentos anti-hipertensivos
que auxiliam para a redução dos níveis pressóricos. Mas na busca de fatores que
envolvem o risco para a elevação da pressão arterial devem ser identificados,
modificações no hábito de vida, se possível envolvimento familiar, favorecendo
assim, para uma maior adesão ao tratamento.
“Adesão do Cliente Hipertenso ao Tratamento: Análise Com Abordagem
Interdisciplinar.” (SANTOS, A.M.S.A; FROTA, M.A; CRUS, D.M; HOLANDA,
S.D.O, 2005).
Um ponto importante em destaque no tratamento do indivíduo portador de
hipertensão arterial está relacionado à adesão ao tratamento. Estudos realizados
por Santos e colaboradores em 2005, identificaram que a metade dos hipertensos
não realizaram nenhum tipo de tratamento.
Dados estes que representam aos profissionais envolvidos um grande desafio,
analisando que a problemática que envolve a não adesão e complexa e envolve
diversos fatores relativos ao sexo, a idade, a escolaridade, as crenças, a situação
socioeconômica e aos hábitos de vida e culturais. Esta pesquisa foi realizada no
Hospital de Messejana, situada em Fortaleza – CE.
A população foi composta por 50 pacientes portadores de hipertensão arterial.
Dados realizados através da entrevista, durante dois meses. O objetivo do estudo
foi analisar a adesão do cliente hipertenso com abordagem interdisciplinar.
Identifica-se que os indivíduos envolvidos assim como em outras pesquisas não
aderem ao tratamento adequadamente, entre os motivos para a não adesão a
falta de conhecimento adequado prevalece sobre os demais fatores para a baixa
adesão, seguido pela ausência de sintomatologia da doença.
Através dos dados identificados pode-se observar que a educação em saúde
continua sendo a ferramenta essencial para o combate das altas prevalências da
doença. Considera-se que o paciente que possui conhecimento sobre a doença
torna-se mais confiante em realizar o autocuidado, adere melhor ao esquema
terapêutico preventivo, atingindo um melhor nível de saúde. Concluindo-se que
a falta de conhecimento adequando contribui para a baixa adesão ao tratamento.
Sugere-se que os portadores de hipertensão arterial sejam estimulados a
participar de atividades educativas, as instituições envolvidas devem abordar
estratégias que facilitem a acessibilidade do paciente ao tratamento, envolvendo
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Atualmente pode se observar que o aumento da massa corporal está fortemente
associado à elevação da pressão arterial. Este trabalho teve como objetivo
apresentar a estimativa da relação entre massa corporal e a ocorrência de
hipertensão arterial, ajustada pelo sexo, idade, renda, escolaridade, em uma
população de baixo nível socioeconômico, da região metropolitana de Fortaleza.
Estudo do tipo transversal, composto por 1.137indivíduos, entre os principais
dados obtidos destaca-se o sexo, idade e renda familiar, apresentando dados
significativamente associados ao excesso de peso.
A prevalência do excesso de peso foi mais significativa no sexo feminino em
relação ao sexo masculino também foi possível identificar o aumento de acordo
do peso com a elevação da renda. No entanto, em relação à idade e excesso de
peso aumentava de acordo com aumento da idade.
Conclui-se que os indivíduos apresentaram uma significativa prevalência de
excesso de peso e de hipertensão arterial, analisa-se que os dois fatores estão
fortemente associados entre si, como também pela elevada porcentagem de
indivíduos obesos.
Os resultados sugerem para a implementação de estratégias de incentivo a
prevenção primária, controle de peso seria uma intervenção pertinente para a
diminuição da ocorrência de hipertensão arterial.
“O Estilo de Vida do Cliente com Hipertensão Arterial e o Cuidado com a
Saúde.” (TEIXEIRA, E.R; SILVA, J.C; LAMAS, A.R; MATOS, R.M, 2006).
Analisa-se que as condições do estilo de vida, influenciam no contexto social
de saúde, atualmente o novo contexto a saúde envolve a complexidade e
determinação social, onde o indivíduo e analisado como um todo. O estudo
teve como objetivo levantar os componentes do estilo de vida do sujeito que
influenciam o cuidado com a saúde, descrevendo como o aspecto emocional do
sujeito se relaciona com os hábitos de vida analisando os conteúdos emergidos
de modo contextualizado.
Tratou-se de um estudo de natureza quantitativa e utilizou-se o método de
estatística descritiva, de freqüência simples e percentual. A amostra foi composta
por 220 clientes.
Identifica-se o predomínio da faixa etária de 50 a 70 anos. Observa-se que em
relação ao conhecimento dos hábitos relativos à manutenção da saúde estão
associados à alimentação, exercícios físicos, lazer, comportamentos aditivos,
e aos aspectos emocionais. Desse modo, podemos concluir a existência da
relação entre o cuidado na saúde e o estilo de vida.
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Hipertensão arterial e fatores de risco associados: uma revisao de literatura
a família e as pessoas da comunidade, contribuindo para a promoção em saúde.
“Prevalência de Excesso de Peso e Hipertensão Arterial, em População
Urbana de Baixa Renda.” (FEIJÃO, A.M.A; GADELHA, F.V; BEZERRA, A.A;
OLIVEIRA, A.M; SILVA, M.S.S; LIMA, J.W.O, 2005).
Revista Conceito A | Revista dos Trabalhos de Conclusão de Curso
Destacam-se os aspectos emocionais como transformadores visto que, envolvem
o desejo e a satisfação pela vida. Acredita-se que o aparecimento da doença
expressa alterações na realidade biofísica do sujeito. Torna-se importante
compreender que os hábitos de vida influenciam nas condutas e efetivação
aos cuidados a saúde. O profissional de saúde deve buscam alternativas que
sejam adequadas a realidade da população, visando a melhor manutenção da
qualidade de vida.
“Hipertensão Arterial na População Adulta de Salvador (BA)- Brasil.”
(LESSA, I; MAGALHÃES, L; ARAÚJO, M.J; FILHO, N.A; AQUINO, E;
OLIVEIRA, M.M.C, 2006).
O estudo realizado foi de corte transversal, usando o banco de dados do
subprojeto “Prevalência de fatores de risco cardiovascular (FRCV) e para o
diabetes”, realizado em Salvador - Bahia, Brasil, durante os anos de 1999 – 2000
realizados com 1.439 participantes.
O estudo teve como objetivo estimar a prevalência da hipertensão arterial e
da sua associação com outros fatores de risco cardiovascular na população
miscigenada da cidade de Salvador, Nordeste do Brasil.
Identificaram-se elevadas freqüências de participantes sedentários, com
sobrepeso ou obesidade, obesidade central e lipídica séricas anormais,
observadas em 13,3%.
A prevalência da hipertensão nas mulheres apresentou-se elevada. Os resultados
confirmam a alta prevalência da hipertensão na população, incluindo-se entre
escassos estudos nacionais com predomínio entre o sexo feminino. Sugere-se
a reformulação das estratégias oficiais para identificação dos fatores de risco,
tratamento e controle da hipertensão mais eficaz e abrangentes intervenções
educacionais.
“Hipertensão arterial no Brasil: Estimativa de Prevalência a partir de
Estudos de Base Populacional.” (PASSOS, V.M.A; ASSIS, T.D; BARRETO,
S.M, 2006).
Observa-se a hipertensão arterial como um fator de risco associado para as
doenças cardíacas, cerebrais, renais e vasculares periféricas, sendo responsável
por aproximadamente 25 a 40% cardiopatias isquêmicas e acidentes vasculares
cerebrais.
Os autores realizaram um estudo do tipo revisão bibliográficos de artigos
publicados com o tema referente à hipertensão arterial sistêmica em adultos, de
base populacional, a partir do ano de 1990. Os artigos foram analisados em ordem
cronológica, levou-se em consideração o tipo de população-alvo, o desenho do
estudo, o plano amostral, e as características sociais e demográficas.
Identifica-se que os estudos epidemiológicos demonstram o aumento da
prevalência da hipertensão correlacionando com o aumento da idade, a ocorrência
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“Atividade Física no Tempo Livre como Fator de Proteção para a Hipertensão
Arterial.” (WAGMAKER, D.S; PITANGA, F.J.G, 2007).
Os autores descrevem que as práticas de exercícios físicos regulares contribuem
na prevenção do desenvolvimento de doenças crônicas. Identifica-se que fatores
de risco como o sedentarismo lideram entre as causas de morte em todo o mundo.
O estudo teve com objetivo realizar uma comparação entre atividade física no
tempo livre com a atividade física no total (transporte, doméstica, trabalho e
lazer) como fator de proteção à hipertensão arterial sistêmica. Como instrumento
de coleta de dados, foi utilizado o Questionário Internacional de Atividade Física
– QIAF.
Identifica-se através dos resultados encontrados neste estudo que não houve
uma associação entre atividade física e a hipertensão arterial sistêmica. Neste
sentido pode-se concluir que a atividade física não possui efeito protetor para a
hipertensão arterial sistêmica neste estudo.
Os autores descrevem que em outros estudos as atividades físicas se destacam
como ferramenta para a manutenção a saúde, onde foi possível verificar que
os indivíduos podem chegar possuir 35% menos chances de desenvolver
a hipertensão arterial. Acredita-se que a implementação de estratégias,
estimulando à população a adoção de um estilo de vida mais ativa, com incentivo
de exercícios físicos, alimentação saudável, podem contribuir na prevenção e
agravo de doenças.
“Educação em Saúde no Enfrentamento da Hipertensão Arterial: Uma
Nova Ótica para um Velho Problema.” (TOLEDO, M.M; RODRIGUES, S.C;
CHIESA, A.M, 2007).
Considera-se que atualmente, a hipertensão arterial sistêmica possui uma
elevada prevalência, constituindo-se em um dos principais fatores de risco para
as doenças cardiovasculares, que por sua vez ocupam o primeiro lugar no perfil
de morbidades. Nos serviços de atenção primária, a atuação dos profissionais de
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Hipertensão arterial e fatores de risco associados: uma revisao de literatura
relacionada aos fatores de risco, estilo de vida, todos independentemente
associados ao aumento de risco para a ocorrência de doenças cardiovasculares.
Conclui-se que a alta prevalência e aglomeração de fatores de risco para doenças
cardiovasculares entre pacientes hipertensos reforçando a necessidade não só
de aprimoramento do diagnóstico e tratamento da hipertensão, como também da
abordagem integral do perfil de risco dessa população.
Acredita-se que a educação em saúde consiste como uma das principais
ferramentas de promoção a saúde, contribuindo assim, para melhores condições
de vida. Assim pode-se entender que o conhecimento sobre a hipertensão
arterial sistêmica é uma das mais importantes estratégias para a transformação
no estilo de vida, proporcionando ao indivíduo o autocuidado, maior adesão ao
tratamento.
Revista Conceito A | Revista dos Trabalhos de Conclusão de Curso
enfermagem torna-se essencial em todo o processo de diagnóstico e tratamento,
principalmente para a adesão do indivíduo ao tratamento.
Observa-se que estudo constituiu-se em uma pesquisa bibliográfica relacionada
a estudos que apresentassem estratégias ou descrevessem experiências
educativas entre indivíduos portadores de hipertensão arterial sistêmica.
A identificação das fontes bibliográficas realizou-se através de um sistema
informatizado de busca entre os bancos de dados LILACS (Literatura Latino
Americana de Ciências da Saúde), e PERIENF (Acervos de Periódicos da Escola
de Enfermagem da Universidade de São Paulo).
Observa-se que o presente estudo que contemplou os seguintes objetivos:
levantar a produção científica multiprofissional e da enfermagem sobre a prática
de educação em saúde no enfrentamento da hipertensão em serviços de saúde;
identificar o caráter do processo educativo presente nas produções científicas no
que diz respeito as suas características emancipatórias ou normativas.
Acredita-se que a educação em saúde consiste em um dos principais elementos
para a promoção da saúde e, portanto, contribuindo para melhores condições de
vida.
O processo de educação em saúde é fundamentado em métodos e técnica as
quais devem proporcionar ao indivíduo conhecimento, dessa forma, a promoção
saúde deve proporcionar maior participação do indivíduo para que as ações de
saúde se tornem mais efetivas.
“Controle do Estresse e Hipertensão Arterial Sistêmica.” (LIPP, M.E.N,
2007).
De acordo com o autor a reatividade cardiovascular ocasionada através
de eventos estressores pode representar como um sinal de alerta para os
indivíduos que negligenciam o tratamento, identificando que as alterações dos
parâmetros cardiovasculares podem atingir níveis comprometedores.
O presente estudo teve como objetivo avaliar a eficácia, principalmente no que
se refere à mudança do estilo de vida, tão essencial para a adesão ao tratamento
das doenças crônicas, como a hipertensão.
Observa-se através do estudo realizado que as características da personalidade
do indivíduo portador de hipertensão determinam a sua reatividade cardiovascular,
destaca-se o estresse emocional como um dos fatores mais importantes
associados a alterações da reatividade cardiovascular.
O autor acredita a redução do estresse emocional pode contribuir para a
redução das crises hipertensivas. Destacando os fatores psicológicos também
como fatores de risco, para a elevação da pressão arterial, analisando-se que
os mesmos podem contribuir para a adesão ou não adesão do individuo ao
tratamento.
Conclui-se que o tratamento da hipertensão arterial exige um trabalho e
multidisciplinar direcionado para a adoção de estratégias de enfrentamento do
estresse, mudanças no hábito de vida.
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O estudo teve como realizar uma avaliação entre a população de
adultos brasileiros sobre a importância relativa do índice de massa muscular
e da circunferência abdominal para o desenvolvimento da hipertensão arterial
sistêmica.
A população de estudo foi composta por amostra de funcionários de um
hospital geral privado do município de São Paulo. Sendo que todas as análises
foram realizadas através de um programa de estatística “SPSS, versão 10.0”.
Identifica-se um elevado percentual de hipertensão arterial entre o sexo masculino
durante o turno da noite. Nas mulheres identifica-se uma prevalência maior
entre as que possuíam menos escolaridade e idade mais avançada. Em ambos
os sexos, houve aumento uniforme e significativo dos índices de hipertensão
arterial com o aumento do IMC e da circunferência abdominal. Os resultados do
estudo indicam que tanto o IMC quanto a circunferência abdominal se associam
de forma importante com hipertensão arterial para ambos os sexos.
Os dados identificados vão de encontro com os resultados apresentados de
estudos anteriores, associando o IMC com a HA. Os resultados revelam que a
gordura depositada na região abdominal pode ser considerada prejudicial para
a saúde. Enfim, a pesquisa visa com seus resultados buscar novas formas de
concepção do estilo de vida do cliente criando alternativas de atenção em saúde
adequadas a realidade dos indivíduos.
“Prevalência de Hipertensão Arterial em Adultos e Fatores de Risco
Associados: Um Estudo de Base Populacional Urbana em Pelotas, Rio
Grande do Sul, Brasil.” (COSTA, J.S.D; BARCELLOS, F.C; SCLOWTIZ, M.L;
SCLOWITZ, ILK.T; CASTANHEIRA, M; OLINTO, M.T.A; MENEZES, A.M.B;
GIGANTE, D.P; MACEDO, S; FUCHS, S.C, 2007).
De acordo com os autores da pesquisa, as doenças cardiovasculares vêm
ocupando lugar de destaque entre as principais causas de morte, representando
cerca de um terço da mortalidade adulta brasileira.
O estudo apresentado buscou verificar a prevalência de hipertensão arterial
sistêmica em população adulta na cidade de Pelotas-RS e os fatores associados.
Estudo do tipo transversal, de realizado entre Dezembro de 1999 a Abril de 2000,
composto por uma amostra de 1.968 indivíduos com idade entre 20-69 anos. Foi
possível detectar associação entre histórico familiar, renda e obesidade.
Os resultados identificados no presente estudo apresentam singularidade com
os resultados de estudos anteriores analisados. Conforme estudos realizados
por Kuschnir; Mendonça (2007) descreveram a obesidade como o principal fator
de risco para a hipertensão arterial. Renner e colaboradores (2008) apontaram
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Hipertensão arterial e fatores de risco associados: uma revisao de literatura
“Importância Relativa do Índice da Massa Corporal e da Circunferência
Abdominal na Predição da Hipertensão Arterial.” (SARNO, F; MONTEIRO,
C.A, 2007).
Revista Conceito A | Revista dos Trabalhos de Conclusão de Curso
o aspecto socioeconômico como um fator importante no desenvolvimento de
doenças, refletidos pelas inadequadas condições de saneamento, nutrição e
habitação.
Em estudo novamente Kuschnir e Mendonça (2007) admitiram que a hipertensão
esta determinada por alterações do sistema biológico, originados através da
combinação de genes. Através dos resultados é possível identificar que as
estratégias utilizadas para a promoção e prevenção a saúde são ineficazes, para
reverter os hábitos e comportamentos voltados para hábitos saudáveis.
Diante da análise sugere-se a elaboração de medidas eficazes para voltadas a
prevenção e controle terapêutico visando a redução da prevalência da doença.
“Fatores de Risco Associados à Hipertensão Arterial em Adolescentes.”
(KUSCHNIR, M.C.C.; MENDONÇA, G.A.S, 2007).
Os autores definem a hipertensão arterial como uma doença multifatorial,
composta por diferentes mecanismos, caracterizada pelo aumento do débito
cardíaco e da resistência vascular periférica. Entre os fatores contribuintes para
a determinação da hipertensão arterial entre as populações mais jovens destacase a obesidade.
Carletti e colaboradores (2008) descreveram que entre os fatores desencadeantes
para a hipertensão arterial entre adolescentes estão: a idade, o gênero, a etnia,
a genética, a aptidão física, o histórico familiar e a obesidade.
Os autores do estudo buscaram investigar os fatores de risco associados
à hipertensão arterial primária em adolescentes. Estudo de base controle
constituído por adolescentes de ambos os sexos, com a faixa etária de 12-20
anos residentes da região metropolitana do Rio de Janeiro.
Entre os principais achados no presente estudo destaca-se a associação
entre histórico familiar e hipertensão arterial, analisando-se que os números
de adolescentes que apresentavam hipertensão arterial possuíam histórico
familiar positivo para a hipertensão, também houve associação entre obesidade,
identificando que um grande percentual dos adolescentes apresentava-se acima
do peso, os autores da pesquisa não conseguiram avaliar a associação entre o
baixo peso ao nascimento e os níveis sensoriais entre os adolescentes.
É possível identificar que o risco para a predisposição entre os adolescentes
tornam-se maiores quando o pai e mãe são portadores de hipertensão e menor
quando um só apresenta a doença.
Destaca-se o grande percentual apresentado de adolescentes acima do peso.
Através da pesquisa é possível observar que a hipertensão arterial atualmente tem
atingido as faixas etárias mais jovens. Torna-se importante a adoção de medidas
preventivas não só para os indivíduos com a faixa etária mais elevada, os jovens
devem estar cada vez mais inseridos em programas educativos, envolvendoos com hábitos de vida mais saudáveis relativos ao controle da alimentação,
práticas esportivas, visando assim à redução dos índices de hipertensão em
populações cada vez mais jovens.
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A hipertensão arterial é a obesidade apresentam grande prevalência,
considerando a hipertensão arterial como um sério problema de saúde pública
por que ainda é responsável por muitas mortes no país.
Tratou-se de um estudo do tipo transversal, os dados foram obtidos pelo SIMTEL
(sistema de monitoramento de risco e proteção para doenças crônicas não
transmissíveis por meio do inquérito telefônico) no ano de 2005. A amostra total
de banco de dados foi constituída por um total de 2.620 indivíduos.
Os autores estudaram a associação entre presença de diagnóstico médico
prévio de hipertensão arterial e excesso de peso, levando-se em conta variáveis
sociodemográficas e de estilo de vida, na população adulta masculina e feminina
de Belém-PA.
Destaca-se o sexo feminino como o mais prevalente para a hipertensão arterial
e o sexo masculino para a obesidade. Em relação aos hábitos alimentares
observa-se os maiores índices para os indivíduos que consumiam regularmente
frutas e hortaliças e para os ex-fumantes. Houve associação entre níveis de
escolaridade, idade e peso.
Os dados do estudo nos permitem afirmar que o excesso de peso constitui como
um dos principais fatores tanto para o sexo feminino como para o masculino para
o desenvolvimento da hipertensão arterial. Sugere-se alterações no estilo de
vida, como o controle de peso, realização de atividades física, como a principal
medida de controle para a redução de índices de hipertensão arterial.
“Associação entre Circunferência Abdominal e Hipertensão Arterial em
Mulheres: Estudo Pró-saúde.” (HASSELMANN, M.H; FAERSTEIN, E;
WERNECK, G; CHOR, D; LOPES, C, 2008).
Diversos estudos destacam a associação entre a distribuição da gordura
corporal, na região central, com as alterações nos níveis pressóricos, doenças
cardiovasculares e metabólicas.
Tratou-se de estudo seccional entre 1.743 mulheres de 24 a 69 anos de idade.
O estudo buscou estimar a prevalência da hipertensão arterial segundo estratos
de Circunferência Abdominal e Índice de Massa Corporal em uma população de
funcionárias no Estado do Rio de Janeiro.
Identifica-se que houve associação entre a circunferência abdominal e a
hipertensão arterial, visto que os dados analisados apresentaram valores mais
elevados para as mulheres que apresentavam a circunferência abdominal acima
dos valores normais.
Os autores da pesquisa acreditam que a distribuição da massa corporal abdominal
é elemento central, que influencia a resistência insulínica, ocasionando uma
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Hipertensão arterial e fatores de risco associados: uma revisao de literatura
“Associação Entre Hipertensão Arterial e Excesso de Peso em Adultos,
Belém, Pará, 2005.” (BORGES, H.P; CRUZ, N.C; MOURA, E.C, 2008).
Revista Conceito A | Revista dos Trabalhos de Conclusão de Curso
síndrome metabólica aumentando o risco cardiovascular. Os autores apontam
para a importância da inclusão da mensuração da CA na rotina dos serviços
de saúde, visando a busca e a prevenção dos fatores desencadeantes para a
hipertensão arterial, analisando que a CA pode influenciar no desenvolvimento
da HAS.
Entende-se que a prevenção do sobrepeso e da obesidade é o principal meio
para diminuir a adiposidade abdominal, ocasionando impacto nas incidências
de hipertensão arterial. Estratégias que visem a mudanças no estilo de vida,
devem ser implementas tais como o incentivo da atividade física, abandono do
tabagismo e modificações nos hábitos alimentares.
“Resposta da Pressão Arterial ao Esforço em Adolescentes: Influência do
Sobrepeso e Obesidade.” (CARLETTI, L; RODRIGUES, A.N; PÉREZ, A.J;
VASSALLO, D.V, 2008).
O estudo teve como objetivo descrever o comportamento das variáveis
cardiovasculares ao esforço agudo em adolescentes com excesso de peso, por
meio de teste cardiopulmonar. A amostra foi constituída por 104 escolares (56
meninos e 48 meninas) entre as faixas etárias de 11-15 anos, estudantes do
ensino fundamental da rede pública e particular do município de Vitória. Para a
análise dos dados coletado, utilizou-se o teste t-Student.
Os autores destacam a obesidade como um fator de risco para as
alterações nos níveis pressóricos entre os adolescentes durante a realização
de esforços. Os resultados indicam prevalência maior no sexo masculino para a
hipertensão arterial.
O teste pulmonar aplicado apresentou qualidade para a identificação da aptidão
cardiorrespiratória melhor entre o sexo feminino.
Verifica-se que os indivíduos acima do peso, não apresentaram resultados
satisfatórios durante as atividades físicas. Conclui-se através dos resultados que
os adolescentes obesos apresentam uma sobrecarga cardíaca maior no esforço
máximo, confirmando a associação entre IMC e PAS no esforço máximo.
Pode-se concluir que associação entre obesidade e a hipertensão arterial,
é ocasionada pelo aumento da massa corporal, sequenciando o aumento do
volume sanguíneo e resistência dos vasos periféricos. Sugere-se a necessidade
de medidas de prevenção da obesidade entre os adolescentes, incentivando as
alterações nos hábitos alimentares e a adoção de exercícios físicos.
“Prevalência e Fatores de Risco Associados à Doença Arterial Periférica
no Projeto Corações do Brasil.” (MAKDISSE, M; PEREIRA, A.C; BRASIL,
D.P; BORGES, J.L; MACHADO-COELHO, L.G; KRIEGER,J.E; NETO, R.M.N;
CHAGAS, A.C.P, 2008).
Este estudo teve como objetivo avaliar a prevalência e os fatores de risco
associados à doença arterial periférica nas unidades brasileiras, correlacionando
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“Associação da hipertensão arterial com fatores de riscos cardiovasculares
em hipertensos de Ijuí, RS.” (RENNER, S.B.A; FRANCO, R.R; BERLEZI, E,M;
BERTHOLO, L.C, 2008).
Estudo do tipo transversal e descritivo, em que os autores buscaram
determinar a associação dos estágios de hipertensão arterial com fatores de
riscos cardiovasculares em indivíduos portadores de hipertensão arterial,
adstritos em um território de abrangência da Unidade de Saúde da Família no
município de Ijuí, RS-Brasil.
Sendo selecionados de forma aleatória 93 indivíduos portadores de hipertensão
arterial, durante os meses de Agosto a Setembro de 2006. Os dados foram
analisados através da estatística descritiva, com análise de tabelas simples e
tabelas cruzadas.
Os autores identificaram maiores prevalências da hipertensão arterial no sexo
feminino, entre a faixa etária de 30-90 anos de idade, da cor branca, com
escolaridade relativamente baixa. Entre os fatores de risco mais prevalentes os
autores identificaram o diabetes.
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Hipertensão arterial e fatores de risco associados: uma revisao de literatura
o diagnóstico da doença arterial periférica com as diversas variáveis
socioeconômicas e a presença de fatores de risco cardiovasculares.
Estudo de corte transversal, observacional, multicêntrico, a amostra foi compostos
por 1.159 indivíduos, distribuídos entre as cidades brasileiras com mais de cem
mil habitantes maiores de 18 anos de idade. A coleta foi realizada durante o mês
de Julho de 2004, utilizando um questionário estrutura pelos profissionais do
Instituto de Pesquisa Vox Populi.
O presente estudo identificou uma prevalência maior da doença arterial periférica,
entre as mulheres. Os dados identificados no estudo apresentam singularidade
com as pesquisas realizadas por Renner e colaboradores (2008) em que o sexo
feminino apresentou maiores prevalências em relação ao masculino.
A doença arterial periférica apresentou-se novamente prevalente entre os
indivíduos que não praticavam nenhum tipo de atividade física. Wagmacker e
Pitanga (2007) em estudos descreve que a inatividade física e o sedentarismo,
encontram-se entre os principais fatores que lideram as causas de morte, os
autores ressaltam que a inatividade física ocasiona mais de dois milhões de
mortes a cada ano.
Observaram-se altos percentuais entre os fumantes de acordo com pesquisas
realizadas por Borges; Cruz; Moura (2008) observaram maiores prevalências
de doenças cardiovasculares entre fumantes. Identificou-se novamente que os
indivíduos portadores de doença arterial periférica, apresentaram o dobro da
prevalência de acidentes vascular periférico.
Houve prevalência de hipertensão arterial, diabetes, obesidade, entre os
portadores de doença arterial periférica. Conclui-se que a doença arterial
periférica está significativamente associada a maiores risco para doenças
cardiovasculares.
Revista Conceito A | Revista dos Trabalhos de Conclusão de Curso
Os dados obtidos pela pesquisa reforçam os dados apresentados em pesquisas
anteriores Borges; Cruz; Moura (2008) identificaram em pesquisas realizadas no
Estado do Pará que as mulheres apresentam maiores percentuais de hipertensão
arterial. Lessa e colaboradores (2006) destacaram que entre a população baiana
a hipertensão e novamente prevalente entre o sexo feminino, porém apresenta
dados diferentes em relação a faixa etária que apresentou mais prevalente entre
a faixa etária a partir dos 40 anos e entre mulheres da pele da cor parda e negra.
Pesquisas realizadas por Passos; Assis; Barreto (2006) apontaram como um dos
fatores de risco mais prevalentes para doenças cardiovasculares o diabetes.
Sugere-se que o tratamento e a identificação dos fatores de risco, devem ser
mais priorizados, o estudo demonstrou a necessidade de intervenções imediatas
que visem uma abordagem mais preventiva dos fatores de risco existentes para
as doenças cardiovasculares.
“Obesidade e sua Relação com Fatores de Risco para Doenças
Cardiovasculares em uma População Nipo-Brasileira.” (FIGUEIREDO, R.C;
FRANCO, L.J; ANDRADE, R.C.G; FREITAS, M.C.F; PACE, A.E; FABBRO,
A.L.D; FOSS, M.C, 2008).
Os autores descrevem que pesquisas realizadas com imigrantes fornecem
dados importantes relativos a etiologia das doenças crônicas, os quais podem
apresentar dados distintos de morbimortalidade.
O estudo foi desenvolvido na comunidade nipo-brasileira de Mombuca, situada
no município de Guatapará, no Estado de São Paulo, entre o período de abril
a dezembro de 2005. A coleta de dados ocorreu através da utilização de um
questionário. Para levantamento dos dados foram selecionados 96 indivíduos
com a idade superior a 20 anos.
O estudo propôs a verificação e associação entre as medidas de obesidade
avaliadas pelo índice de massa corporal e circunferência abdominal, com alguns
fatores de risco para as doenças cardiovasculares, na população nipo-brasileira
de Mombuca, Guatapará, SP.
Os resultados do presente estudo demonstraram que apenas que o aumento
dos valores de triglicérides está associado, independentemente, ao aumento
do índice de massa corporal. Resultado estes que discordam de pesquisas
realizadas por Gomes e colaboradores (2010) que descrevem a relação entre
a obesidade e morte por doenças cardiovasculares é mais evidente quando se
considera a obesidade abdominal.
Estudos realizados por Costanzi e colaboradores (2009) demonstram associação
entre obesidade e a hipertensão arterial, apontando que em crianças que
apresentaram circunferência abdominal aumenta apresentaram 2,8 vezes mais
chances de desenvolveram doenças coronarianas.
Sugere-se que a utilização de parâmetros antropométricos como ferramentas de
triagem, podem ajudar, na identificação precoce de indivíduos com maior risco
para doenças cardiovasculares.
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Os autores buscaram estimar o percentual de crenças em saúde sobre barreiras
e benefícios quanto às medidas de prevenção e controle da hipertensão arterial
para pessoas negras e conhecer os fatores sociodemográficas associados a
essas crenças.
A pesquisa do tipo, descritiva, exploratória de natureza quantitativa. A pesquisa
foi concretizada num centro de saúde do município de Salvador, localizado no
bairro da Liberdade. A amostra foi composta por 106 adultos, de ambos os sexos,
com diagnóstico médico de hipertensão arterial há no mínimo seis meses.
Identifica-se o predomínio entre o sexo feminino, que encontravam-se entre etária
de 54 anos, de baixa escolaridade e renda familiar. A grande maioria recebeu o
diagnóstico médico de hipertensão arterial há mais de um ano e encontrava-se
em tratamento medicamentoso.
Foi possível identificar que grandes partes dos participantes não possuíam
conhecimento sobre os benefícios do tratamento e não realizam o controle dos
níveis pressóricos.
Através dos resultados identificados é possível analisar que a população
pesquisada apresentava conhecimento insuficiente sobre a importância da
realização do tratamento e controle, pode-se concluir que os elevados níveis
identificados, o estudo esta relacionado, com a baixa adesão e conhecimento
ineficaz, tais dados nos permitem concluir que os serviços de saúde não estão
atuando de forma adequada na promoção, educação em saúde, dos indivíduos,
visto que, um dos principais elementos para a promoção em saúde, que
condicionando o indivíduo a melhores condições de vida, esta fundamentado na
educação.
Sugere-se que estratégias voltadas à educação sejam incentivadas, considerando
as crenças, de cada indivíduo, contribuindo assim, para que estes indivíduos
estejam mais envolvidos no processo de saúde.
“Prevalência de Fatores de Risco Cardiovasculares em Trabalhadores de
uma Indústria Brasileira.” (CASSANI, R.S; NOBRE, F; SCHMIDT, A, 2008).
O estudo teve como objetivo avaliar a prevalência de fatores de risco
cardiovasculares em uma população de trabalhadores indústrias. Estudo do tipo
transversal.
Os dados foram obtidos através de um questionário, onde os dados foram
coletados durante os meses de agosto de 2002 a julho de 2003. A amostra foi
alcançada por 1.047 funcionários em uma indústria de refrigerantes na cidade de
Itu no Estado de São Paulo.
Observa-se a elevada prevalência de uma população predominantemente
jovem, os quais apresentaram-se em um percentual significativamente
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Hipertensão arterial e fatores de risco associados: uma revisao de literatura
“Crenças em Saúde para o Controle da Hipertensão Arterial.” (PIRES,
C.G.S; MUSSI, F.C, 2008).
Revista Conceito A | Revista dos Trabalhos de Conclusão de Curso
preocupante em 63% o sobrepeso, e como fator de risco com 83% o sedentarismo.
Através destes dados pode-se analisar que a elevada prevalência de
indivíduos com o peso elevado, sugere o elevado riso para a obesidade. O
estudo identificou a associação entre o nível de escolaridade e o índice de massa
corporal, pode-se observar que quando maior o nível de escolaridade menor era
o índice de massa corporal apresentado.
Pode-se concluir que o presente estudo apresenta uma elevada prevalência dos
fatores de risco para as doenças cardiovasculares, observa-se que em grande
maioria os fatores identificados são caracterizados como modificáveis, neste
sentido, ressalta-se a importância da adoção de medidas educativas voltadas
para o controle do peso, através de uma dieta mais equilibrada, hábitos saudáveis
devem ser estimulados.
“Auto avaliação da Saúde e Fatores de Associados, Brasil, 2006.” (BARROS,
M.B.B; ZANCHETTA, L.M; MOURA, E.C; MALTA, D.C, 2009).
Os autores buscaram analisar o padrão da saúde auto avaliada como ruim pela
população entre a faixa etária maior ou igual a 18 anos, segundo as variáveis
demográficas, sociais, de comportamentos relacionados à saúde e presença de
morbidades referidas.
Tratou-se de estudo transversal que utilizou dados coletados pelo sistema de
Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito
Telefônico (VIGITEL), em 2006.
Identifica-se através do estudo que a grande maioria dos entrevistados
consideraram bom o seu estado de saúde. Observa-se a desigualdade
associando-se ao nível de escolaridade e regionalidade. Os autores apresentam
a região Norte e Nordeste como à região que mais apresentou a análise ruim,
os mesmos acreditam que tal descrição está relacionada aos indicadores baixos
coerente com as situações socioeconômica que a região representa.
E possível observar que o percentual de saúde-avaliada como ruim apresenta
maior prevalência entre as mulheres, com idade avançada, escolaridade baixa,
entre os fumantes.
Pode-se concluir que as diferenças identificadas confirmam a necessidade de
uma atenção mais eficaz aos indivíduos mais vulneráveis, buscando atingir
maior grau de igualdade possível, os programas de saúde devem intensificar
a promoção a saúde para que haja a melhoria dos cuidados e diminuição das
incidências das doenças.
“Frequência de Fatores de Risco Cardiovasculares em Voluntários
Participantes de Evento de Educação em Saúde.” (COLTRO, R.S; MIZUTANI,
B.M; MUTTI, A; DÉLIA, M.P; MARTINELLI, L.M.B; GOGNI, A.L; MATSUBARA,
B.B, 2009).
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“Agravos a Saúde, Hipertensão Arterial e Predisposição ao Estresse em
Motoristas de Caminhão.” (CAVAGIONI, L.C; PIERIN, A.M.G; BATISTA, K.M;
BIANCHI, E.R.F; COSTA, A.L.S, 2009).
Os autores realizaram uma pesquisa entre os caminhoneiros, buscando identificar
a associação entre a elevação da pressão arterial sistólica e o tempo utilizado
durante a jornada de trabalho.
Utilizou-se do questionário do Self ReportingQuestionnaire (SRQ-20). Tratouse de um estudo descritivo, transversal com uma amostra composta por 258
motoristas que trafegavam pela Rodovia BR-116, na Rodovia Paulista-Régis
Bittencourt.
Identifica-se a predominância entre o sexo masculino, dado relativo ao tipo de
profissional selecionado para a pesquisa, com apresentando-se entre a faixa
etária de 37 anos, houve predominância da pele de cor branca e grande parte
relatou possuir o ensino fundamental incompleto.
. Em relação tempo utilizado pelos caminhoneiros diariamente durante a
jornada de trabalhado a média ficou em torno de 10 horas. Observa-se que um
pouco menos da metade dos motoristas confirmaram ser hipertensos.
Conclui-se através dos dados apresentados nesta pesquisa, que um percentual
significativo era hipertensos, observando que grande parte da amostra foi
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Hipertensão arterial e fatores de risco associados: uma revisao de literatura
No Brasil as doenças cardiovasculares têm sido identificadas como uma das
principais causas de morte, chegando a corresponder cerca de 30% dos óbitos
nas mais diversas faixas etárias.
O estudo teve como objetivo avaliar a frequência de fatores de risco
cardiovasculares e o acesso à informação sobre esses fatores na população
que visitou espontaneamente um evento comunitário de educação em saúde,
incluindo nas análises a influencia do fator gênero.
Estudo do tipo transversal e retrospectivo incluindo 428 fichas padrão realizado
em maio de 2006, em Botucatu, cidade localizada no interior do estado de São
Paulo.
Foi possível identificar que os fatores de risco mais prevalentes para as
doenças cardiovasculares no presente estudo foi o diabetes e a hipertensão
arterial. Destaca-se também um percentual elevado de indivíduos obesos.
Um ponto importante apresentado pelos autores do estudo foi relacionado ao
conhecimento em que os indivíduos possuíam sobre os fatores de risco.
Acredita-se que a educação em saúde é uma das ferramentas mais importantes
para a redução dos fatores de risco para as doenças coronarianas, sendo possível
observar que a população estudada não possuía conhecimento adequando
sobre tais fatores, permite-se concluir que os índices elevados das doenças,
esta associado ao despreparo da população.
Considera-se importante que as políticas públicas reforcem a educação e a
prevenção primária, principalmente aos indivíduos mais suscetíveis aos riscos
como os idosos e os obesos.
Revista Conceito A | Revista dos Trabalhos de Conclusão de Curso
composta por indivíduos jovens, o que nos remete a dar mais importância aos
dados.
Acredita-se que o tempo e o tipo de profissão contribuem para o baixo controle
dos motoristas em relação a saúde, identificando que os mesmos, possuem
uma jornada de trabalho longa e exaustiva. Outro ponto que podemos identificar
como fator positivo para o desenvolvimento ou agravamento para alterações
pressóricas esta relacionado ao desgaste profissional, que envolve tão prática,
onde os motoristas ficam mais expostos, a situações de risco, como acidentes,
fadiga, sono e assaltos.
Pode-se considerar que as condições de trabalho e as formas de enfrentamentos
de situações estressantes poderiam contribuir para as alterações na homeostase
corporal, ocasionando o desenvolvimento das doenças.
Sugere-se a necessidade de ações públicas de saúde, que visem essa categoria
profissional tão importante, adotando medidas preventivas e de controle dos
fatores de risco, as quais estes indivíduos jovens estão mais expostos, visando
à promoção da saúde contribuindo para a qualidade de vida.
“Prevalência de Hipertensão Arterial e Fatores Associados em Estudantes
do Ensino Médio de Escolas Públicas da Região Metropolitana do Recife,
Pernambuco, Brasil, 2006.” (GOMES, B.M.R; ALVES, J.G.B, 2009).
De acordo com os autores durante os anos de 2002 a 2005, o Estado de
Pernambuco cadastrou mais de 140.277 novos casos de hipertensão arterial
isolada ou associada a outras doenças, entre a faixa etária de 14-19 anos de
idade.
O estudo teve como objetivo identificar a prevalência de hipertensão arterial
sistêmica associada aos fatores biológicos e aos fatores de saúde entre
estudantes do ensino médio.
O estudo foi do tipo epidemiológico transversal, de base populacional, a amostra
foi composta por 1.878 alunos. Os dados foram coletados utilizando-se um
questionário Global School-basedStudent Health SURVEY.
No presente estudo houve predomínio do sexo feminino em relação ao masculino.
Identifica-se a prevalência maior entre o sexo feminino, a faixa etária de 14-15
anos. Identificou-se que do total 17,3% escolares apresentaram alterações nos
níveis pressóricos, dentre estes que apresentaram alterações houve prevalência
do sexo masculino, sendo que destes 6,9% encontravam acima do peso e 3,7%
eram obesos.
Observou-se um gradativo aumento da prevalência da HA conforme o aumento
da idade destaca-se como um dado importante elevado percentual de estudantes
que negaram realizar qualquer tipo de atividade física. Podemos correlacionar os
dados apresentados de acordo com as pesquisas apresentadas pelos autores
Constanzi e colaboradores (2009) entre os escolares na Região Sul do país,
foi possível identificar que entre os estudantes com a circunferência abdominal
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“A Influência de Fatores Emocionais Sobre a Hipertensão Arterial.”
(FONSECA, F.C.A; COELHO, R.A; NICOLATO, R; MALLOY-DINIZ, L.F; FILHO,
H.C.S, 2009).
O estudo teve como objetivo realizar uma revisão bibliográfica dos artigos
que abordavam a relação entre hipertensão arterial e os fatores emocionais.
Realizou-se uma busca na Biblioteca Virtual em Saúde, na base de dados MedLine
(1997-2008), utilizaram-se como palavras chaves “hipertensão” e “doença
cardíaca coronária”. Utilizou-se como descritores as palavras: “hostilidade”,
“raiva”, “ansiedade”, “comportamento impulsivo” e “personalidade impulsiva”.
Os autores acreditam na associação entre os fatores emocionais com a
hipertensão, entre eles destacam-se a impulsividade, hostilidade, estresse,
ansiedade e a raiva.
Os autores identificaram em uma pesquisa realizada com 196 trabalhadores,
constatou que 76 dos trabalhadores eram hipertensos, os quais apresentaram
2,7 vezes mais chances de obterem a elevação da pressão arterial relacionada
às suas atividades laborais, os mesmos acreditam que o estresse emocional
pode desencadear a elevação da pressão arterial, podendo estar associado ao
tipo de ocupação que este indivíduo está inserido.
Em relação a sentimentos como a raiva e a hostilidade é possível observar que
estudos comprovaram uma possível associação positiva com a hipertensão
arterial.
Também foi possível identificar associações entre ansiedade elevação da
pressão arterial, estudos demonstram que a impulsividade esta relacionada com
a incidência das doenças cardiovasculares.
Através da análise do estudo apresentado é possível concluir que os fatores
emocionais podem influenciar para o desenvolvimento das doenças coronárias
e da hipertensão.
“Prevalência, Controle e Tratamento da Hipertensão Arterial Sistêmica em
Nobres-MT.” (ROSÁRIO, T.M; SCALA, L.C.N; FRANÇA, G.V.A.; PEREIRA,
M.R.G; JARDIM, P.C.B.V, 2009).
Estima-se que mais de 30 milhões de pessoas em todo o país, sofram
de distúrbios relacionados a alterações pressóricas. Considerando que a
hipertensão arterial é caracterizada como uma das principais causas para o
desenvolvimento de doenças coronarianas, torna-se importante a identificação
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Hipertensão arterial e fatores de risco associados: uma revisao de literatura
aumentada, apresentaram 2,8 vezes riscos para alterações nos níveis pressóricos.
Em outro estudo Gomes; Alves (2009) constatam que os indivíduos que praticavam
atividades físicas possuem menos riscos de apresentarem hipertensão. Os dados
revelam a necessidade da adoção de novas práticas voltadas as atividades
escolares que contribuam para mudanças do estilo de vida entre os estudantes.
Revista Conceito A | Revista dos Trabalhos de Conclusão de Curso
da sua real distribuição entre as regiões do país.
O estudo teve como objetivo analisar e interpretar os aspectos epidemiológicos
da hipertensão arterial em Nobres, procurando determinar a prevalência, as
principais características associadas e os níveis de conhecimento, tratamento e
controle, na população urbana entre a faixa etária de 18-90 anos.
Estudo observacional, analítico, de delineamento transversal, de base
populacional, com amostragem aleatória, constituído por 1.003 participantes.
Pode-se identificar o percentual mais elevado para o sexo masculino, entre as
faixas etárias de 19-20 anos e a baixa escolaridade.
Os dados identificados assim como nas pesquisas realizadas por Simonetti,
Batista e Carvalho (2002) apresentaram singularidade em relação ao grau de
escolaridade onde os autores destacaram a relação entre o nível de instrução
com a hipertensão arterial, acredita-se que quanto maior o nível de escolaridade
menor o risco para hipertensão arterial.
Observa-se a prevalência da hipertensão novamente elevada para o sexo
masculino entre os indivíduos maiores de 60 anos, baixa escolaridade,
sedentários e que possuíam hábitos alcoólicos. Estudos realizados por Makdisset
e colaboradores (2008), entre idosos apontam que a prevalência fica em torno
de 7 e 36% estão mais suscetíveis para as doença arterial periférica.
Carotto, Andrade e Cabreza (2009) identificaram o sedentarismo como o fator de
risco mais prevalente, tanto para indivíduos com ou sem hipertensão. Foi possível
observar entre as práticas adotadas grande a grande maioria confirmou utilizar
os medicamentos. Identificando-se que grande parte dos indivíduos confirmou
possuir conhecimento sobre a doença.
Observa-se que entre estes indivíduos que confirmaram utilizar, e possuírem
conhecimento apenas 24,2% apresentarem valores normais da pressão arterial.
O estudo sugere novos estudos de monitoramento para as causas, bem como a
adoção de ações de atenção básica para os hipertensos.
“Prevalência de Hipertensão Arterial em Militares Jovens e Fatores
Associados.” (WENZEL, D; SOUZA, J.M.P; SOUZA, S.B, 2009).
Estudo do tipo estudo transversal entre militares ativos da Força Aérea
Brasileira (FAB), na Base Aérea de São Paulo, SP. A coleta de dados foi realizada
entre o mês de agosto de 2000 até agosto de 2001. Participaram do estudo 514
militares do sexo masculino entre a faixa etária de 19 - 49 anos.
O estudo teve como objetivo estimar a prevalência da hipertensão arterial em
uma população de militares jovens e os fatores associados.
Identifica-se entre os principais resultados que a maioria dos militares eram
solteiros, encontravam-se entre a faixa etária de 20-24 anos de idade, trabalhavam
em média a 5 anos na base.
A prevalência de hipertensão arterial obteve um percentual de 22%, observase que para os militares que afirmaram ser ex-fumante a prevalência para a
hipertensão arterial apresentou-se em 40%, entre os indivíduos obesos a
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“Frequência da Hipertensão Arterial e Fatores Associados: Brasil, 2006.”
(FERREIRA, S.R.G; MOURA, E;C; MALTA, D.C; SARNO. F, 2009).
O estudo teve como objetivo realizar uma análise da frequência da
hipertensão arterial auto referida e os seus fatores associados.
Estudo do tipo transversal baseado em dados do sistema (VIGITEL) durante o
ano de 2006. O processo amostral do VIGITEL baseou-se no sorteio de 5.000
residências com linha telefônica fixa por cidade, seguido de sorteio de um
morador com idade ≥ 18 anos para cada domicílio.
A amostra foi composta por um total de 54.369 entrevistas. Identifica-se a
prevalência de hipertensão arterial em 21,6% da amostra, observa-se o
predomínio entre o sexo feminino, destaca-se a região Sudeste como a região
que mais apresentou incidência da doença, é possível observar a existência
da associação entre idade e HA, foi possível identificar que quanto maior era a
idade mais observa-se a presença da HA, estudos apresentados por Loffreto,
Telarolli e Basso (2003) descrevem a associação significativa da hipertensão
arterial como aumento da idade.
Em relação a escolaridade observa-se que quanto menor era escolaridade maior
era prevalência, destacando-se os indivíduos da pele da cor negra. Foi possível
identificar a associação entre hipertensão arterial, diabetes e dislipidemia, em
estudo Gus, Fischmann e Medina (2002) descrevem que o diabetes, como um
fator de risco importantíssimo para as doenças cardiovasculares.
A pesquisa demonstrou a prevalência de ex-fumantes, o a realização de atividade
física e a redução alimentar, onde os participantes declararam realizar o controle
da ingesta de sal. Os autores do estudo sugerem neste estudo, visto que o sexo
feminino apresentou-se como mais prevalente que as mulheres em relação aos
homens, aderem mais ao tratamento.
“Fatores Associados a Níveis Pressóricos Elevados em Escolares de uma
Cidade de Porte Médio do Sul do Brasil.” (COSTANZI, C.B; HALPERN, R;
RECH, R.R; BERGMANN, M.L.A; ALLI, L.R; MATTOS, A.P, 2009).
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Hipertensão arterial e fatores de risco associados: uma revisao de literatura
prevalência dobrou. Foi possível observar a associação positiva para a hipertensão
arterial e o índice de massa corporal. O estudo revelou que os indivíduos que
realizavam atividades físicas rotineiramente a prevalência para a hipertensão
arterial se reduz pela metade.
Os resultados apresentados confirmam os resultados apresentados anteriormente,
verificando-se que a hipertensão arterial está atingindo cada vez mais entre a
população mais jovem, analisa-se que um dos fatores de risco que contribuem
para essa elevação destaca-se o sedentarismo.
Considera-se que os resultados do presente estudo, indicam a necessidade
do planejamento de condutas que visem o controle deste agravo à saúde na
população jovem.
Revista Conceito A | Revista dos Trabalhos de Conclusão de Curso
Dados de pesquisas realizadas, descrevem que a hipertensão arterial
afeta cerca de 14 a 18% dos indivíduos na fase adulta.
Atualmente novos dados têm apresentado altas prevalências em indivíduos mais
jovens, considera-se que fatores podem estar associados para a elevação da
pressão arterial na infância, entre o acumulo de gordura abdominal tem se obtido
destaque.
O estudo teve como objetivo verificar a prevalência de hipertensão arterial e
fatores de risco associados em crianças de 7 a 12 anos de idade. Estudo do tipo
transversal, realizado durante os meses de Abril a Agosto de 2007, composto por
um total de 1.413, estudantes.
Identificou-se a predominância entre o sexo masculino e estudantes com a pele
de cor branca. O estudo destacou que 31% dos estudantes apresentavam o peso
acima dos valores normais. 8,4% da amostra eram constituídas por estudantes
hipertensos, destacou-se o sexo masculino e estudantes com a cor da pele
branca novamente como os mais prevalentes para a hipertensão arterial, os
estudo associou a cor da pele com a hipertensão arterial sistêmica, apontando
que indivíduos com a cor da pele branca estão 2,4 vezes mais propensos a
apresentarem quadros hipertensivos, o estudo apresentou que quanto maior era a
escolaridade menor eram as chances dos estudantes apresentarem hipertensão
arterial sistêmica, pode-se identificar que crianças com a circunferência abdominal
aumentada apresentavam-se mais predispostas a hipertensão arterial.
Um dado importante apresente pelos autores do estudo foi à relação aos fatores
socioeconômicos de que quanto maior fosse a renda maior seria a prevalência
para a hipertensão arterial.
Teve como destaque o teste de aptidão que apresentam como fator de proteção
para elevação dos níveis pressóricos entre os estudantes. Analisa-se no presente
estudo a associação entre a hipertensão arterial e a obesidade.
Os resultados apresentados apontam para a importância da verificação das
medidas da circunferência abdominal como uma ferramenta importante para a
avaliação durante as consultas pediátricas.
“Estado Nutricional, Consumo Alimentar e Risco Cardiovascular: Um
Estudo em Universitário.” (PETRIBÚ, M.M.V; CABRAL, P.C; ARRUDA, I.K.G,
2009).
As doenças cardiovasculares caracterizam-se como uma das principais
causas de mortalidade em todo o mundo. Considera-se que os fatores genéticos
e os hábitos alimentares podem ser fundamentais para a determinação das
condições clínicas.
O estudo teve como objetivo descrever a proporção dos fatores de risco para as
doenças cardiovasculares, buscando dar dando ênfase aos fatores nutricionais,
entre os alunos de universidade pública na Cidade do Recife.
Foram avaliados 250 estudantes utilizando-se um questionário. A construção de
banco de dados e análise estatística foi realizada em programas.
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“Conhecimento e Modificações de Comportamento Frente ao Tratamento
Não farmacológico da HAS: Antes e após Educação em Saúde do
Profissional Enfermeiro.” (SEVERO, D.F; AMESTOY, S.C; THOFEHRN, M.B;
GOLDMEIER, 2009).
O estudo teve como objetivo verificar o conhecimento sobre o tratamento
não farmacológico da hipertensão arterial sistêmica e as modificações de
comportamento frente a este tipo de tratamento, antes e após educação em saúde
do profissional enfermeiro, em pacientes hipertensos submetido à hemodiálise.
O delineamento do estudo foi do tipo descritivo exploratório, pesquisa-ação, com
abordagem quantitativa. Realizado em uma clínica renal na cidade de TorresRS, entre o período de outubro a dezembro 2007.
A clínica atendia 43 pacientes submetidos à hemodiálise. A pesquisa foi composta
por 19 pacientes hipertensos em tratamento.
Identifica-se a prevalência maior para o sexo masculino, que se encontravam
entre a faixa etária de 55 anos, prevalência maior para os pacientes com a pele
da cor branca e a baixa escolaridade.
Em relação ao tempo de tratamento da HA e da terapia hemodalítico ficou entre
12-14 anos, 32% dos pacientes relataram possuir outras patologias associadas
destacando-se a cardiopatia.
Foi possível identificar que grandes partes dos pacientes confirmaram realizar
controle da ingesta de sal, associando atividade física, abandono no consumo de
cigarros e bebidas alcoólicas.
Observa-se o aumento do conhecimento sobre o tratamento, através da
elevação do percentual de pacientes que realizam o controle na ingestão do
sódio e aumento da prática de atividades físicas, pode-se concluir que a
pesquisa apresentou resultados positivos. Pode-se entender que umas das mais
importantes medidas para a modificação do comportamento, buscando uma
maior adesão ao tratamento fundamenta-se na educação e promoção a saúde
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Hipertensão arterial e fatores de risco associados: uma revisao de literatura
Entre os principais resultados identificados, destaca-se a maior prevalência entre
o sexo feminino com a faixa etária entre 22 anos.
Identifica-se que o elevado consumo de colesterol e o baixa consumo de ácido
graxo linoléico, entre os estudantes. Entre os fatores de risco o sedentarismo
apresentou-se como o mais prevalente entre o sexo feminino, entre os motivos
justificados para a elevada incidência a falta de tempo foi a mais descrita pelas
estudantes. Observa-se que a história familiar possui uma associação positivas
para as doenças cardiovasculares, foi possível destacar no presente estudo a
hipertensão, diabetes e a obesidade, como os mais apresentaram incidência.
Analisa-se através dos resultados que um dos principais pontos críticos no
estudo esta relacionado à alimentação inadequada, conclui-se que tais hábitos
sendo realizados em longo prazo, podem vir a contribuir para o desenvolvimento
para as doenças cardiovasculares.
Revista Conceito A | Revista dos Trabalhos de Conclusão de Curso
do paciente.
“Prevalência de Fatores de Risco para Doenças Cardiovasculares entre
Homens de Uma população Urbana do Sudeste do Brasil.” (EYKEN,
E.B.B.E.V; MORAES, C.L, 2009).
Identifica-se que em mais de 80% dos casos de óbitos relacionados as
doenças cardiovasculares estão relacionados com fatores de risco já conhecidos.
Dentre os fatores de riscos, a hipertensão arterial tem se apresentado como o
mais prevalente para as doenças isquêmicas e para o acidente vascular cerebral.
O estudo teve como objetivo estimar a prevalência de tabagismo, sobre
peso, atividade física insuficiente, hipertensão arterial, entre homens adscritos
em uma Estratégia Saúde da Família em Juiz de Fora.
Tratou-se de um estudo do tipo transversal de base populacional, na
unidade de saúde do Alto Grajaú, a pesquisa se realizou durante os meses de
Junho a Agosto de 2006, os dados foram coletados através de questionários.
Observa-se que a prevalência entre a faixa etária de 40-49 anos, a cor
da pele branca e de indivíduos que cursaram o nível médio. Dentre os principais
dados observa-se que 80% dos indivíduos apresentaram pelo menos um fator
de risco para as doenças cardiovasculares. Considerando que a pesquisa
identificou adultos jovens, analisa-se que tais dados reforçam para a importância
da adoção de ações que visem à identificação para a prevenção das doenças
cardiovasculares entre o público de indivíduos jovens.
Pode-se concluir que a hipertensão arterial sistêmica também pode ter o seu
controle realizado através da realização de atividades física, controle no consumo
de sal e de bebidas alcoólicas, pelo abandono do habito de fumar, diminuição
de peso e estresse. Acredita-se que a educação em saúde possa vir a contribuir
significativamente no incentivo e na efetivação de mudanças de comportamento.
“O Efeito de Intervenções Educativas no Conhecimento da Equipe de
Enfermagem Sobre Hipertensão Arterial.” (SILVA, S.S.B.E; COLÓSIMO, F.C;
PIERIN, A.M.G, 2010).
Estudo do tipo comparativo, transversal de campo, exploratório, descritivo
de abordagem quantitativa. Com o objetivo de comparar o conhecimento da
equipe de enfermagem sobre hipertensão arterial e seu tratamento antes e
após intervenções educativas. O estudo foi composto por uma amostra de 103
usuários, adscritos em duas Unidades Básicas de Saúde da região oeste da
cidade de São Paulo. Para a coleta dos dados, foi utilizado questionário composto
por 28 questões semi-estruturadas.
Identifica-se que percentualmente houve acréscimo no conhecimento
de todos os participantes após o processo educativo, esse aumento foi
estatisticamente significante apenas na questão que avaliou os níveis de pressão
arterial que caracterizam o limite para hipertensão arterial.
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Considera-se que o aumento da circunferência abdominal está fortemente
associado à elevação da pressão arterial. Podendo também ser caracterizada
como um forte indicador para as doenças cardiovasculares.
O estudo teve como objetivo analisar a presença da obesidade relacionando
como os níveis de pressão arterial alterados entre os profissionais de enfermagem
em uma instituição filantrópica, visando à identificação precoce de possíveis
hipertensos.
A população deste estudo foi constituída de 147 profissionais da enfermagem.
Observa-se maior prevalência para o sexo feminino. Indivíduos com a faixa
etária de 40-49 anos. Observa-se a incidência maior de gordura abdominal entre
o sexo masculino, o estudo apresentou associação positiva entre a obesidade
e HA. Destaca-se que a maioria dos profissionais não realizava nenhum tipo de
atividade física.
Em relação a distribuição da gordura corporal na prevalência da HA, foi identificado
um aumento de 23,0% nos indivíduos com sobrepeso e 67,1% nos indivíduos
com obesidade de grau III. Os dados revelam a existência de elevado número
de profissionais na instituição com o peso acima dos valores normais e que não
praticam atividade física, em especial entre o sexo feminino.
Considera-se necessário a identificação dos fatores de risco para a doença
hipertensiva devido ao fato do elevado número de profissionais de enfermagem
sedentários e obesos. A educação em saúde pode ser tornar uma ferramenta
importante no controle e mudanças no estilo de vida dos profissionais envolvidos.
“Perfil Epidemiológico da Hipertensão Arterial Sistêmica em Pacientes
Atendidos em Um Hospital Público” (TACON, K.C.B; SANTOS, H.C.O;
CASTRO, E.C, 2010).
Tratou-se de um estudo descritivo, retrospectivo, com o objetivo de
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Hipertensão arterial e fatores de risco associados: uma revisao de literatura
Os resultados apresentam um significativo aumento do percentual do conhecimento
entre os enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, observa-se que entre
os agentes comunitários tais percentuais não apresentaram alterações.
Analisa-se que no âmbito de saúde pública, todos os profissionais envolvidos
devem possuir conhecimento, um dos principais pontos da atenção básica
está relativo a identificação das doenças, o agente de saúde é o profissional
que realiza está ligação entre comunidade e unidade de saúde, diante te tal
importante os dados da pesquisa revelam que medidas educativas devem
ser mais destacadas para este profissional, para que o mesmo, possa está
capacitado para a identificação correta, principalmente dos pacientes portadores
de hipertensão, que cada mais tem necessidade de ações mais eficazes, para o
controle e redução dos fatores de risco.
“Obesidade Como Fator de Risco para a Hipertensão entre Profissionais
de Enfermagem de Uma Instituição Filantrópica.” (OLIVEIRA, A.F.C;
NOGUEIRA, M.S, 2010).
Revista Conceito A | Revista dos Trabalhos de Conclusão de Curso
analisar o perfil epidemiológico da HAS em pacientes atendidos em um hospital
público, identificando os fatores de risco mais frequentes.
A pesquisa foi realizada durante o período de Maio a Julho de 2010 no ambulatório
de Cardiologia. Utilizou-se como instrumento para a coleta de dados um
questionário estruturado. Os resultados foram analisados e tabulados através de
um programa GraphPadInStar 3.0.
Os resultados destacam-se um percentual maior para sexo feminino, entre os
fatores de risco mais prevalentes o sedentarismo apresentou-se com maiores
incidências, seguido pelo histórico familiar para as doenças cardiovasculares.
Observa-se que o número de prontuários foi diminuindo de acordo com o aumento
da gravidade da HAS. Também foi possível identificar no estudo a associação
entre hipertensão arterial sistêmica e a histórica familiar.
Os dados apresentados são semelhantes aos de outros estudos, que confirmam
a associação da obesidade com a HA. Reforçado a necessidade de estratégias
que promovam a redução de peso, através de a reeducação alimentar e realização
de exercícios físicos.
“Prevalência de Obesidade Abdominal em Hipertensos Cadastrados
em Uma Unidade de Saúde da Família.” (GIROTTO, E; ANDRADE, S.M;
CABRERA, M.A.S, 2010).
Analisa-se que a obesidade abdominal tem se apresentado como um dos
mais prevalentes fatores prejudiciais a saúde, associada para ao desenvolvimento
de doenças cardiovasculares. O estudo teve como objetivo verificar a prevalência
de obesidade abdominal e os fatores associados em hipertensos. Estudo do tipo
transversal, realizado entre janeiro e junho de 2007. Os dados foram coletados
utilizando-se como ferramenta a entrevista.
Foi possível identificar uma considerável prevalência de obesidade abdominal
entre a população estudada. Caracterizada por indivíduos que possuíam baixo
nível socioeconômico e escolaridade. Outro dado importando destaca pelos
autores foi a baixa freqüência entre a realização de atividades físicas, considerando
este dado como um dos fatores contribuintes para o aumento da prevalência
da hipertensão arterial, visto que, estudos já comprovaram que indivíduos que
realizam alguma prática de exercício rotineiramente tendem a diminuir até 50%
as chances de desenvolveram a HA e as doenças cardiovasculares.
Os resultados também identificaram o sexo feminino como o mais prevalente.
Neste estudo pode-se observar que tanto o sexo masculino quanto o feminino
estiveram associação entre a obesidade abdominal e o diabetes. Analisa-se que
estratégias que visem mudança de hábitos de vida, principalmente a realização do
controle na alimentação, para a diminuição do peso e a realização de atividades
físicas contribuem para a promoção e prevenção da saúde dos portadores de
hipertensão arterial.
“Hipertensão Arterial e sua Correlação com Alguns Fatores de Risco em
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Analisa-se que a hipertensão arterial tem sido identificada como sério
problema de saúde pública no Brasil. Acredita-se que tais dados não se referem
aos elevados percentuais apresentados, mais também aos elevados índices de
abandono relativos ao seu tratamento.
O estudo teve como objetivo estudar a prevalência de hipertensão arterial
e sua correlação com os fatores de risco cardiovasculares na população adulta
de Firminópolis-GO.
Estudo do tipo descritivo, observacional e transversal de base populacional
em Firminópolis, o estudo inclui uma amostra de indivíduos adultos maiores de
18 anos durante o ano de 2002.
Identifica-se um percentual de 32,7% de hipertensos entre a população
estudada, observando a associação entre idade, índice de massa corpórea. Entre
os dados em destaque foi que hipertensão arterial se apresentou inversamente
proporcional a escolaridade da população. Analisa-se que a baixa escolaridade
está diretamente relacionada para o aumento de doenças crônicas. Desse modo,
os autores acreditam que a escolaridade é um dado importante a ser considerado
para a abordagem de medidas de promoção e prevenção a saúde.
Os resultados apresentados destacam a importância de medidas,
buscando a intervenção sistemática para a redução dos fatores de risco,
contribuindo assim, para a promoção em saúde.
“Controle da Hipertensão Arterial e Fatores Associados na Atenção Primária
em Unidades Básicas de Saúde Localizadas na Região Oeste da Cidade de
São Paulo.” (PIERIN, A.M.G; MARRONI, S.N; TAVEIRA, L.A.F; BENSENOR,
I.J.M, 2011).
A hipertensão arterial tem sido considerada como umas das mais
importantes causas para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.
Tratou-se de um estudo observacional e analítico, do tipo transversal, que fez
parte de um projeto de políticas públicas de saúde com apoio da Fundação de
Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, durante o período de Novembro
2004 a Março de 2005.
Os dados coletados foram analisados e tabulados e processados por
meio do software SPSS. A amostra foi composta por 440 hipertensos.
O objetivo principal do trabalho foi caracterizar a prevalência do controle de
pressão arterial. Entre os resultados mais prevalentes dos indivíduos hipertensos,
observou-se que um pouco menos da metade encontravam-se com os valores
pressóricos em níveis normais.
Pode-se identificar a positiva associação entre o controle da hipertensão arterial
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Hipertensão arterial e fatores de risco associados: uma revisao de literatura
Cidade Brasileira de Pequeno Porte.” (NASCENTE, F.M.N; JARDIM, P.C.B.V;
PEIXOTO, M.R.G; MONEGO, E.T; MOREIRA, H.G.M; VITORINO, P.V.O;
SOUZA, W.K. S.B; SCALA, L.N, 2010).
Revista Conceito A | Revista dos Trabalhos de Conclusão de Curso
com a idade, sexo que neste estudo foi predominantemente feminino, tempo
da doença, que se revelou em média entre 5 anos para os que não realizavam
o controle da doença, antecedentes familiares, prática de exercícios físicos,
número de drogas utilizadas no tratamento e o comprometimento em relação ao
horários em que os pacientes utilizavam os medicamentos.
Os resultados nos permitem considerar através das associações apresentadas
que as mulheres realizam o controle da hipertensão mais que os homens,
identificando-se que com a elevação da idade a doença tende a apresentar-se
com mais frequência.
Em relação aos hábitos de vida tornasse importante descrever que a adoção
de um estilo de vida mais saudável com práticas de controle na ingestão do
sal, redução do consumo de bebidas alcoólicas e cigarros, comprometimento
com a utilização dos medicamentos para o controle da pressão arterial e
prática de exercícios físicos, contribuem para um estilo de vida mais saudável,
proporcionando qualidade de vida, as quais interferem positivamente para uma
maior adesão ao tratamento.
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A hipertensão arterial representa um grave problema de saúde. Isso não se deve
apenas à elevada prevalência, mas também a grande parcela de indivíduos
hipertensos não diagnosticados e tratados inadequadamente, ou ainda pela alto
índice de abandono ao tratamento.
Por ser uma causa relevante de mortalidade, a hipertensão arterial vem
exigindo de todos os profissionais na área de saúde, incluindo os enfermeiros, a
identificação dos fatores de risco para minimizar a incidência do problema.
Realizar este estudo de revisão sobre hipertensão arterial revelou-se de grande
valia para a enfermagem e para a formação das autoras, possibilitando a
identificação dos diversos fatores de riscos, para a prevenção e tratamento da
doença.
A hipertensão arterial tem sido reconhecida como o principal fator de risco para
as doenças cardiovasculares, proporcionando o aparecimento de doenças
associadas. Vale ressaltar que a não adesão do paciente ao tratamento tem
constituído como um grande desafio para os profissionais de saúde envolvidos.
Enfim, todos os resultados apresentados nos estudos demonstram a necessidade
da implementação de ações mais efetivas nas atividades educativas, contribuindo
para a promoção da saúde e prevenção da doença.
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A hipertensão arterial pode se apresentar como uma questão socioeconômica no
contexto de saúde pública. Por este motivo, faz-se necessário que as políticas
públicas de atenção a saúde adotem estratégias especiais de promoção,
prevenção e controle, para minimizar ou evitar complicações decorrentes a
doença.
Ao final do estudo as autoras recomendam que:
•
Os profissionais de saúde, inclusive os enfermeiros, reconheçam os
principais fatores de risco associados a hipertensão arterial sistêmica, afim
de implementar medidas educativas e assistências que visem a prevenção e
tratamento da doença;
•
Levem em consideração as necessidades dos pacientes em questão;
•
Estabeleçam uma adequada comunicação e interação entre os pacientes
e os profissionais da saúde, dando ênfase ao diálogo, à interação e à reflexão;
•
Busquem o envolvimento da família no tratamento do portador da
hipertensão arterial.
REFERÊNCIAS
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Hipertensão arterial e fatores de risco associados: uma revisao de literatura
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APÊNDICE A
INSTRUMENTO PARA COLETA DE DADOS
1.Título da Obra:
2. Ano da publicação:
3. Título do Periódico:
4. Descritores:
5. Número dos autores: ( ) 1 autor
( ) 2-3 autores ( ) acima de 4 autores
6. Titulação do primeiro autor: ( ) graduação ( ) especialização ( ) mestrado
( ) doutorado ( ) não informado
7.Procedimento para a coleta de dados:
8. Tipo de instrumento:
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Hipertensão arterial e fatores de risco associados: uma revisao de literatura
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