COLÉGIO ESTADUAL “JOSÉ DOMINGUES DA COSTA”- ENSINO
FUNDAMENTAL E MÉDIO - CONGONHINHAS PARANÁ.
PROJETO POLITICO PEDAGÓGICO
Congonhinhas – Paraná
2011
Colégio Estadual “José Domingues da Costa”- Ensino Fundamental
e Médio - Congonhinhas Paraná.
1- APRESENTAÇÃO.
O Colégio Estadual José Domingues da Costa - Ensino Fundamental e
Médio pretende que o aluno esteja na escola para nela se formar em busca da
autonomia e de todos os requisitos que geram o bem individual e social e isso
obviamente não significa que as demandas externas da sociedade, especialmente
aquelas voltadas para o trabalho, não sejam respondidas também pela e na escola,
mas significa sim, que qualquer que seja a demanda externa deve estar vinculada à
defesa intransigente da vida, da solidariedade, da justiça e do bem.
Professores e alunos devem ter visão de conjunto para percebermos
as interligações dos saberes e, para isso, precisamos ser pesquisadores e
aprendizes permanentes. Precisamos fortalecer o desenvolvimento de uma
consciência que implique entendimento cognitivo sobre a natureza e compreensão
visceral e afetiva do quanto pertencemos à sociedade, ao planeta e ao universo e
nos leve à vivência amorosa da vida, a saber, cuidar, preservar, plantar e colher.
O Colégio José Domingues da Costa, para além do seu espaço físico,
comporta o mundo em que vivemos com sua complexidade, pluralidade, diferenças e
desafios. E nela são ativadas as múltiplas dimensões da inteligência, e é também
nela que as diferenças étnicas e religiosas se encontram. Portanto, que grande
privilégio para o educador é ter em um mesmo espaço a imensidão do Planeta Terra!
A vantagem de se ter o mundo na Escola é que nela o mundo pode ser
transformado. Neste colégio o mundo está em aberto, em constante processo de
formação.
Nosso grande desafio é que este colégio seja um lugar onde se
aprende o que é o bem e onde se pode realizá-lo através de práticas pedagógicas
cotidianas.
Tudo no mundo é dialético, essa é a lei das coisas, regida pelo caos e
pelo cosmos e pelo sim – bólico (o que une) e pelo dia – bólico (o que desune). O
efeito dialético da guerra é o triunfo do movimento pela paz através do mundo inteiro.
Pretendemos que nossos alunos sejam cidadãos críticos, participativos na sociedade
em que vivem, bem como na sociedade em geral, garantindo aos mesmos o acesso
e a apropriação do conhecimento sistematizado, mediante a instauração de
ambiente propício às aprendizagens significativas e às práticas de convivência
democrática.
A escola será organizada de forma adequada com o propósito de
constituir um espaço favorável à plena formação do estudante.
Em cumprimento de sua função primordial- Educação de qualidade - a
escola tem como meta construir/instituir, de forma coletiva, um projeto Político
pedagógico onde todas as instâncias colegiadas da escola possam participar
efetivamente de forma democrática.
As atividades curriculares serão organizadas conforme a Lei de
Diretrizes e Bases e as Diretrizes Curriculares do Paraná sempre levando em conta
a realidade em que o aluno está inserido.
Os alunos realizarão suas atividades em salas de aulas, também na
biblioteca, sala de informática e laboratório de ciências.
Pretende-se que as práticas pedagógicas favoreçam a reflexão e a
interação do estudante em atividades intelectuais.
A escola estará favorecendo projetos de enriquecimento pedagógico,
feiras de conhecimentos, oficinas com temas contemporâneos e relatos de
experiências científicas.
“... Não se parte daquilo que os homens dizem, imaginam ou
representam, e tampouco dos homens pensados, imaginados ou
representados para, a partir daí, chegar aos homens em carne e
osso; parte-se dos homens realmente ativos e, a partir de seu
processo de vida real, expõe-se também o desenvolvimento dos
reflexos ideológicos e dos ecos desse processo de vida”.
Marx
1.1 Identificação: COLÉGIO ESTADUAL JOSÉ DOMINGUES DA COSTA, ENSINO
FUNDAMENTAL E MÉDIO
Código: 00018
Endereço
AV. Manoel Ribas, 688 CEP:86320000
Centro
CONGONHINHAS
FONE: (43) 35541117
PARANÁ
1.2 Município: Congonhinhas
Código: 0600
1.3 Dependência administrativa: Estadual
Código: 02
1.4 NRE: Cornélio Procópio
Código: 08
1.5 Entidade Mantenedora
Governo do Estado do Paraná
1.6 Ato de autorização do Colégio:
Resolução nº 2702/82
1.7Ato de reconhecimento do Colégio
Resolução nº 3729/84
1.8 Ato Administrativo de aprovação do Regimento Escolar
Localização do Colégio: Urbana – Distancia NRE 47 km
E-MAIL: [email protected]
2 MARCO SITUACIONAL
2.1 – ASPECTOS HISTÓRICOS DA ESCOLA
O Colégio Estadual José Domingues da Costa – Ensino Fundamental e
Médio, está situado à Avenida Manoel Ribas, s/nº. Esta denominação foi dado em
homenagem ao seu benemérito, Sr. José Domingues da Costa. O estabelecimento
originou-se da Escola Normal de Grau Colegial de Congonhinhas, criada pelo
Decreto nº 19.574 de 27 de setembro de 1965 e instalada no dia 12 de dezembro de
1965, expedida pelo Exmº. Sr. DR. Lauro Rego Barros, DD. Secretário de Educação
e Cultura.
Pela Portaria nº 6.515 de 17 de novembro de 1965, foi autorizado o
funcionamento em período diurno, a partir do ano letivo de 1966, da Escola Normal
de Grau Colegial de Congonhinhas.
Conforme relatório existente no colégio, por volta de 1968 a Escola
Normal de Grau Colegial de Congonhinhas, passa a se chamar Escola Normal
Colegial Estadual "Alfredo Andersen”.
Pelo parecer nº 309/79, é aprovado em caráter provisório, o projeto de
implantação do Ensino de 2º Grau no Colégio Estadual José Domingues da Costa,
de Congonhinhas, com a programação das habilitações Magistério e Básica em
Comércio, para aplicação no novo ano letivo de 1980.
Pela Resolução nº 2.702/82 de 04 de outubro de 1982, ficou autorizado a
funcionar o Colégio Estadual José Domingues da Costa - Ensino de 2º Grau no
município de Congonhinhas, resultante da reorganização da Escola Normal Colegial
“Alfredo Andersen”. Fica o estabelecimento autorizado a ministrar as habilitações
plenas Magistério e Básica em Comércio.
Pela Resolução nº 2.500/85 de 23 de maio de 1985, fica autorizado o
funcionamento da habilitação plena Técnica em Contabilidade.
Art. 1º cessar definitivamente as atividades escolares da Habilitação
Auxiliar de Contabilidade e Habilitação do Magistério pela resolução nº 2.279/97.
Pela Resolução 2455/97 ocorre a autorização de funcionamento do Curso
de Educação Geral.
Pela Deliberação 003/98 C.E.E., o Colégio Estadual José Domingues da
Costa - Ensino de 2º Grau, passa a denominar-se Colégio Estadual José Domingues
da Costa - Ensino Médio.
A partir do ano de 2008 autorizado pela resolução nº 3073/09 o Colégio
Estadual José Domingues da Costa, passou a ofertar o ensino fundamental e
passou a denominar-se Colégio Estadual José Domingues da Costa – Ensino
Fundamental e Médio.
O estabelecimento tem por objetivo maior, atender sua comunidade
escolar com qualidade total, comungando assim, integralmente, com os objetivos
propostos pela Secretaria de Estado da Educação.
2.2 ESPAÇO FÍSICO
O espaço físico que o Colégio de:possui é:
-
04 salas de aula, muita bem iluminada e arejada e 01 (uma) sala de aula
provisória;
-
01 biblioteca com 02 (dois) banheiros anexos;
-
01 laboratório de informática, com 02 (dois) depósitos em anexo;
-
05 banheiros;
-
01 cozinha;
-
01 pátio coberto;
-
01 laboratório de Química, Física e Biologia;
-
01 sala da direção;
-
01 sala da secretaria;
-
01 sala da Orientação e Documentação Escolar;
-
01 sala dos professores;
-
01 sala para entrega de leite;
-
01 sala de depósito;
-
01 quadra coberta;
-
01 casa do caseiro;
-
Jardins em frente do colégio.
Observação: O colégio possui um espaço que permite a movimentação de
cadeirante, pelo fato de não possuir escadas de acesso ao prédio e nem nas suas
dependências, porém a mesma não tem seu ambiente adaptado para receber os
portadores de deficiências físicas não possui rampa, nem banheiro adaptados que
permita a acessibilidade e promova a inclusão, no entanto a equipe de gestão já
enviou projetos ao Governo de Estado pedindo a ampliação do prédio e as
adaptações que se fazem necessárias.
DAS INSTALAÇÕES E EQUIPAMENTOS:
BENS DO PROGRAMA PROEM/INFORMÁTICA
13 CPUs;
13 Monitores de 14 polegadas;
03 Impressoras HP Deskjet 692;
01 Scanner de mesa (no momento sem uso, pois está com defeito);
01 HUB 10base T16 portas AT3016SL;
11 Estabilizadores;
13 Mesas para micro;
02 Mesas para impressora;
04 Cadeiras giratórias;
20 Cadeiras fixas.
PROGRAMA GESAC
01 Antena Sat TX/RX Offset KV 1,2 LP Cross;
01 Sistema Telecom V. Sat Banda KV Receps.
BENS ADQUIRIDOS DO PROEM
01 Televisor 21” tela plana;
10 Conjuntos escolares;
11 Mesas para leitura;
10 Mesas para microcomputador;
22 Cadeiras para digitador;
02 Armários de aço com 02 portas;
44 Cadeiras tubulares para biblioteca;
12 Estantes de aço com 07 prateleiras;
03 Mesas para impressora;
02 Mesas para professor;
01 Microcomputador PIII 800;
01 Impressora jato de tinta.
BENS – FUNDEPAR
01 Televisor a cores 20”;
01 Videocassete 04 cabeças;
01 Suporte para TV, vídeo e receptor;
20 Conjuntos Escolares;
01 Microscópio Esteroscópio;
01 Torso humano anatômico;
02 Freezers de 400 litros – Programa Leite das Crianças;
01 Fogão semi-industrial de 04 bocas com forno;
01 Conjunto de mov. cinemática e dinâmica;
01 Globo terrestre físico;
01 Globo terrestre político;
01 Kit de Química, Física e Biologia.
BENS ADQUIRIDOS PELO FUNDEF
177 Canecas em aço inox;
177 Colheres em aço inox;
177 Garfos em aço inox;
177 Pratos em aço inox;
01 Geladeira res. de 270 litros.
2.3 Oferta de turma
O colégio organizou seu atendimento em três períodos sendo o período da manhã:
ensino médio, 1º A, 1ºB, 2ºA, 2ºB, 3ºA e 3ºB; período da tarde: ensino fundamental,
6º ano A, 7º ano A, 8º ano A e 9º ano e período da noite: ensino médio: 1ºC, 2ºC,
3ºC, com o seguinte Horário de funcionamento: período da manhã 07:40 ás 12:00,
período da tarde: 13:00 as 15:20 e o período da noite 19::00 as 23:10.
Contamos com uma população de aproximadamente: 424 Alunos, 32
professores, 03 Auxiliares administrativos; 01 Secretario 01 Diretor, 01 Diretor
auxiliar, 03 Professores pedagogos e 06 auxiliares de serviços gerais.
FUNCIONARIO
Nome :
Vinculo
Função
Formação
Anamary Queiróz Severino
QFEB
Agente Educacional II Gestão Publica
Carlos Alberto Ferreira
QPM
Diretor
Direito
Clarice da S. Lara Fabri
PSS
Agente Educacional I
Ensino Médio
Helena Severino Alves
QFEB
Agente Educacional I
Ensino médio
Jandira Souza Maduenho
QFEB
Agente Educacional II Tec. Gestão Escolar
Juliana Ap. Silva Moraes
QFEB
Agente Educacional I
Naziria Lima de Luz
PSS
Agente Educacional II Ensino Médio
Sérgio Aparecido Tozzo
QFEB
Secretario
Ciências Biológicas
Silvana Fabri Monteiro
QFEB
Agente Educacional I
Ensino Médio
Terezinha Pereira Trissoldi
QFEB
Agente Educacional I
Ensino Médio
Zilda Silva de Lima
QFEB
Agente Educacional I
Pedagogia
Ensino Médio
PROFESSORES
Nome :
Vinculo
Disciplina
Formação
Adriana de Souza Maduenho
QPM
Matemática /Física
Matemática
Ana Eliza Durães da Silva
PSS
Filosofia
Pedagogia
Adalcia Canedo da S. Nogueira
QPM
Professora
Pedagoga
Pedagogia
Adalcira Canedo da Silva
QPM
Sociol/ Filosofia
Pedagogia
Alessandra Friderich Bernardes
PSS
Matemática
Administração de
Empresas
Célia de Souza Alves
QPM
Língua Portuguesa
Letras
Cacilda de Jesus Azevedo
QPM
Ciências
Ciências
Cláudia C. Figueiredo Alves
QPM
Matemática
Matemática
Doracina Terezinha da Silva Rabelo
PSS
Geografia
Geografia
Edna de Fátima Oliveira
PSS
Matemática
Matemática
Ewerson Parucci Felix
PSS
Física
Física
Gisele Ilana Regalo de Mello
QPM
Geografia
Geografia
Iliédes Mendes Salles
QPM
L.E.M. Inglês
Letras
Irene Maria de Lima Gonçalves
PSS
Matemática
Matemática
Jeferson Parucci Felix
QPM
Língua Portuguesa
Letras
João Luiz Friedrich
QPM
Geografia
Geografia
Juliana Rosolem Maduenho
PSS
L.E.M. Inglês
Letras
Jurandir Lima da Luz
PSS
Artes
Artes (acadêmico)
Kellen C. Ribeiro da Rocha
PSS
Educação Física
Educação Física
Leandro Faustino da Silva
PSS
História
História
Luciano Simões dos Santos
PSS
Educação Física
Educação Física
Monica de Oliveira Mendes Nacour
PSS
Sociologia
Pedagogia
Renata Regina Fridech
PSS
Educação Física
Educação Física
Roseli Terezinha Kramel
PSS
Biologia
Ciências hab. Biologia
Rosana Célia Santos Paiva
QPM
Professor Pedagogo Pedagogia
Sandra Regina Pires
QPM
Geografia
Geografia
Sandra Regina Landgraf
QPM
Biologia / Ciências
Ciências hab. Biologia
Silvia Regina Matis de Moraes
QPM
Química
Química
Sirlene de Fatima Boscardim
QPM
Sociologia
Pedagogia
Vanda A. Campos Antunes
PSS
Educação Física
Educação Física
Maria Texeira David Santos
QPM
Língua Portuguesa
Letras
Sonia Rodrigues
QPM
Matemática
Acadêmica
(Matemática)
2.4 CARACTERIZAÇÃO E EXPECTATIVAS DA POPULAÇÃO A SER ATENDIDA.
O Colégio Estadual José Domingues da Costa. Ensino Médio da Cidade
de Congonhinhas, sob a Jurisdição do Núcleo Regional de Educação de Cornélio
Procópio com sede na Avenida Minas Gerais, 435,Centro, CEP: 86300-000, oferece
a modalidade de Ensino Fundamental e Médio no período matutino, vespertino e
noturno, com
faixa etária 10 a 17 anos e alguns alunos com idades mais
avançadas.
A maioria dos educandos que o Colégio recebe é de situação sócioeconômica financeira de classe média baixa e baixa e 50% dos seus alunos são
oriundos do campo, filhos de pequenos sitiantes, assentados, beneficiários do
programa Banco da Terra e moradores dos patrimônios localizados na zona rural
que sobrevive financeiramente da agricultura e os demais que vivem na zona urbana
sobrevivem do comércio e de empregos informais. O coletivo escolar é composto
por alunos de uma heterogeneidade religiosa e de diversas etnias.
Os alunos do ensino Noturno são trabalhadores, e na maioria sobrevivem
de trabalhos agrícolas, e alguns da confecção de roupas em uma fabrica na cidade,
os mesmos necessita de uma atenção bastante significativa na faixa etária de 14
aos 40 anos.
A escola possui alunos oriundos de Classe Especial DM e DV, temos uma
aluna com deficiência visual (DV) que é atendida no Centro de Atendimento
Especializado na área da deficiência visual ofertado pelo município, e alguns alunos
oriundos de Classe Especial incluso, recebendo atendimento individualizado em sala
e atendimento na sala de apoio à aprendizagem.
Os pais em sua maioria trabalham na lavoura tendo pouca chance de
acompanhar seus filhos, comparecendo esporadicamente à escola em exceto o
ensino fundamental que conta com pais mais presentes.
A partir do ano de 2012 o Colégio passará por uma reestruturação no
atendimento do ensino fundamental anos finais em atendimento a lei 11.274, de
2006, que muda a duração do ensino fundamental de oito para nove anos e assim
compreende que não haverá só uma mudança de nomenclatura, mas percebe a
necessidade de reorganizar a proposta de trabalho, as metodologias aplicadas, a
concepção de ensino, uma vez que o alunado é diferenciado e, portanto se faz
necessário repensar a prática pedagógica, esta ação requer planejamento e
diretrizes norteadoras para o atendimento do aluno em seu aspecto físico,
psicológico, intelectual e social, com garantia de qualidade. Essa qualidade implica
assegurar um processo educativo respeitoso e construído com base nas múltiplas
dimensões e na especificidade do tempo da infância e da adolescência do qual
também fazem parte os alunos que estamos recebendo.
Os professores que aqui trabalham são habilitados e Pós-Graduados nas
disciplinas que ministram, alguns são efetivos e outros contratados pelo Processo
Seletivo Simplificado.
A escola possui um professor Pedagogo para cada período, mas há uma
política de trabalho coletivo onde a escola é vista como um todo, portanto o diálogo
é freqüente e as ações pedagógicas são em conjunto.
O diretor e os funcionários atendem os três períodos fazendo uma escala
de trabalho, visando o bom atendimento aos educandos e a comunidade.
Para cada
realidade, a escola adota uma postura pedagógica,
oportunizando o melhor atendimento à demanda do período, visando a qualidade do
ensino-aprendizagem, sendo que a cada período temos realidade especificas, como
o ensino noturno que exige metodologias diferenciadas, sendo que o mesmo atende
alunos trabalhadores, o que não significa um barateamento do trabalho nem a
simplificação de conteúdo, mas perceber que a maneira de conduzir o trabalho
pedagógico deve ser diferenciado a fim de que as metodologias atinjam os
resultados esperados na aprendizagem.
2.5 DESCRIÇÃO DA REALIDADE BRASILEIRA, DO ESTADO, DO MUNICÍPIO E
DA ESCOLA.
Nosso grupo é composto por pessoas colaborativas, que se unem em prol de
um ensino mais humano e de qualidade. Sempre que se faz necessário todos
desenvolvem o trabalho em união, ajudando-se mutuamente.
O Brasil não fica á margem da história mundial e das conseqüências, nem
sempre positivas, desse processo cujo modelo sócio – econômico é representado
pelo crescente número de excluídos e pela contínua concentração de renda. A
educação, sempre considerada como prioridade pelos órgãos governamentais,
continua sendo elitista, onde os menos favorecidos lutam por uma escola pública
mais eficiente e por um acesso à Universidade mais democrática e menos
excludente. O ser humano fica, assim, reduzido a um mero instrumento de
produção, consumo e prazeres. As mercadorias, o dinheiro, o erotismo e a
exploração das emoções fortes valem mais do que a pessoa e seus valores. Nesse
panorama, porém, a ciência e a tecnologia tiveram avanços significativos,
revolucionando a produção, o próprio ambiente escolar e o comportamento das
pessoas: internet, telefonia celular e outros meios de comunicação que oferecem ao
homem comodidade, segurança e precisão. Com tudo isso, poderíamos supor uma
grande melhoria de vida, mas sabemos que isso só ocorre com uma pequena
parcela da sociedade, justamente com a minoria mais sintonizada com alógica do
mercado.
O Paraná há duas décadas implementou várias mudanças nos paradigmas da
educação com a construção do Projeto Político Pedagógico, Conselho Escolar,
Gestão Democrática, regulamentação e eleição para Diretor.Com o compromisso
com a Educação, o Paraná foi um dos pioneiros na reforma educacional priorizado
pela centralidade do currículo.
A economia do município de Congonhinhas e a sustentabilidade dividem-se
entre as culturas de soja, trigo, milho, café, as olericulturas, as fruticulturas e a
pecuária com bovinocultura de corte e mista. As lavouras que tem maior
representatividade no Município é cultivo de soja com 22,64% da área do município,
que segue do trigo com 16%, café 6%, fruticultura 5%, e cultivo de olericultura. No
município existem aproximadamente 300 produtores que exploram a bovinocultura
de corte e bovinocultura mista, em torno de 1300 estabelecimentos com maior
concentração de rebanho no Bairro do São Francisco do Imbaú e Santa Maria do
Rio do Peixe, que representa em torno de 25% do Valor Bruto da Produção
Agropecuária.
Há pequenas concentrações de agricultores familiares como: 01(um) Banco
da Terra com 63 famílias, 01 (um) Crédito Fundiário Fazenda Congonhinhas com
200 famílias e 01 (um) Assentamento Carlos Lamarca PRMA com 134 famílias E 01
(um) Assentamento Robson Vieira com 38 famílias, que estão localizada nos Bairros
dos Alves, Água do Mojolo, Marabá e Valérios.
O município não oferta muita opção na área de Lazer, temos o Clube de
Campo para os associados, o Centro Cultural com poucos eventos, ginásio de
Esporte, o Estádio Frei Demétrio, a Praça Central e as lanchonetes que é o ponto de
encontro dos adolescentes. Na área cultural e educacional presenciamos grandes
transformações, com implantação da Biblioteca Cidadão e a abertura do Centro de
Eventos surgiu oportunidades para que todos tenham acesso a tecnologias, a
informação e a diversos cursos que sendo ofertados por Instituições de nível
superior como Universidade de Ponta Grossa entre outras.
Congonhinhas não deixa de sofrer a crise que assola toda a sociedade,
como a da perda de valores, a onda da violência, e o uso indiscriminado de drogas a
discriminação social, racial e de gênero, mas podemos dizer que o município ainda
tem uma característica voltada para pequenas cidades, do clima da tolerância,
respeito entre as pessoas, da segurança e da amizade.
Mas nossa conjuntura pouco “humanizante” há um aspecto bastante
animador: nunca se viu na história do Brasil e do mundo tanta campanha em prol
dos menos favorecidos. Parece que o mundo todo está saturado de guerras, de
corrupção, de imperialismos gratuitos, de injustiças gritantes, de continuísmos
políticos!
A escola tem cumprido com
as determinações recebidas e salientando
ainda, estar sempre em constante inovação para melhoria de nossa comunidade.
Pois compreende que a escola pública tem o compromisso com o ensino de
qualidade que seja capaz de oferecer instrumentos e subsídios para as
transformações sociais.
Uma vez que a escola conta com grande número de alunos vindo do
campo, a mesma assumirá um compromisso de educação voltada para essa
particularidade, que é o vinculo com sujeitos sociais concretos, mas sem se desligar
da universalidade, antes de tudo uma educação para a formação de seres humanos.
A Instituição entende que a educação do campo se faz no diálogo com a
teoria pedagógica, desde a realidade particular da classe trabalhadora do campo e o
conhecimento mais amplo, construindo uma educação do povo do campo e não com
ele, nem muito menos para ele. Para tanto pauta se na concepção da pedagogia
critica, vinculada a objetivos políticos de emancipação e de luta por justiça e
igualdade social.
2.6 - OBJETIVOS GERAIS PROPOSTOS PARA O TRABALHO PEDAGÓGICO
 Elaborar o Projeto Político Pedagógico visando à organização do trabalho escolar;
 Atender através de uma gestão democrática a elaboração do Projeto Político
Pedagógico para que o mesmo venha de encontro a uma educação de qualidade;
 Organizar ações educativas que a escola desenvolve com finalidade em traçar
metas para o Ensino Médio.
 Dar suporte as relações de trabalho visando à atitude de reciprocidade e
solidariedade com a participação de todas as instâncias colegiadas;
 Determinar o coletivo da escola detalhando suas metas para chegar à educação
almejada em detrimento do cumprimento da cidadania;
 Programar o tempo escolar, propondo períodos de estudos e reflexões
envolvendo Equipe, Professor e educandos, com a finalidade de buscar informações
sobre o que os alunos estão aprendendo e também sobre os conteúdos que eles
não conseguiram assimilar, em vista de uma retomada do conteúdo;
 Investigar junto às instâncias colegiadas, para sugerir apoio ao trabalho
pedagógico, em consonância a um ensino de qualidade;
 Contribuir para a continuidade das ações, descentralizando e democratizando as
tomadas de decisões em todos os aspectos administrativos e pedagógicos em
função às mudanças a uma educação emancipadora;
 Contribuir para uma prática Pedagógica com bases nas diretrizes curriculares do
Ensino Fundamental e Médio através de estudos e reflexões, para uma tomada de
decisão;
 Avaliar o encaminhamento do projeto Político Pedagógico numa visão crítica,
analisando os problemas, bem como, esforçando-se para propor ações alternativas
na superação dos mesmos;
 Valorizar a cultura popular como ponto de partida de um fazer pedagógico eficaz;
 Implementar projetos educacionais envolvendo os vários segmentos escolares;
 Contribuir para perfeita seleção de conteúdos significativos que a escola deve
ensinar sistematicamente, construindo uma aprendizagem significativa, visando o
tempo e o espaço na sala de aula, definindo o que será avaliado e as formas que
forem adotadas para avaliação de uma educação emancipadora;
 Garantir em conjunto com as instancias colegiadas, segmentos da comunidade
escolar e autoridades competentes a busca da política da igualdade, estética da
sensibilidade e a ética da Identidade de forma a atender as necessidades presentes
e futuras dos alunos visando uma sociedade mais justa e igualitária.
2.7 – Regime Escolar:
O colégio Estadual José Domingues da Costa compreende que a avaliação
tem uma função de diagnosticar o nível de apropriação do conhecimento,
detectando as dificuldades e falha neste processo a fim de estabelecer ações de
intervenções. Portanto considera que a mesma deverá ser continua, cumulativa e
processual devendo refletir o desenvolvimento global do aluno e considerar as
características individuais deste no conjunto dos componentes curriculares
cursados, como preponderância dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos.
A avaliação é realizada em função dos conteúdos, utilizando métodos e
instrumentos diversificados, sendo vedado submeter o aluno a uma única
oportunidade e a um único instrumento de avaliação, sendo coerente com as
concepções e finalidades educativas e orientações educacionais deste Projeto
Político Pedagógico.
Dentro da visão de avaliação diagnostica, continua, cumulativa e processual
a avaliação será durante todo o processo no decorrer do ano, observando o direito
assegurado a recuperação de estudo que deverá ser de forma permanente e
concomitante ao processo ensino e aprendizagem com atividades significativas, por
meio de procedimentos didático-metodológicos diversificados.
Os resultados das avaliações dos alunos serão registrados em documentos
próprios, a fim de assegurar a regularidade e autencidade da vida escolar e os
resultados da recuperação serão incorporados às avaliações. A promoção é o
resultado da avaliação do aproveitamento escolar do aluno com a média mínima
exigida de 6,0 (seis virgula zero), aliada a apuração da sua freqüência.
A Média Anual (M.A) para cada disciplina corresponderá à Média Pondera
dos registros de notas resultantes das avaliações realizadas, de dois semestres
letivos:
1º S X 4 + 2º S X 6 = Média Anual (M.A)
10
2.8 ESTÁGIO
Estágio é o ato educativo escolar supervisionado, desenvolvido no ambiente
de trabalho, cujas atividades devem estar adequadas às exigências pedagógicas
relativas ao desenvolvimento cognitivo, pessoal e social do educando, de modo a
prevalecer sobre o aspecto produtivo.
As instituições de Ensino da Rede Estadual, obrigatoriamente, deverão prever
estágio não-obrigatório, conforme Instrução nº 006/2009-SUED/SEED e Lei nº
11788/2008, que dispões sobre o estágio de estudantes; Deliberação nº 02/2009Conselho Estadual de Educação.
O Colégio Estadual José Domingues da Costa – Ensino Fundamental e Médio
contempla em sua ação educativa o convênio para estágio de discentes
regularmente matriculados mediante Termo de compromisso e Termo de convênio
que será acompanhado por professor orientador designado pelo estabelecimento.
3 - MARCO CONCEITUAL
O Colégio Estadual José Domingues da Costa compreende que o homem, no
processo de transformação da natureza, instaura leis que regem a sua convivência
com os demais grupos, cria estruturas sociais básicas que se estabelecem e se
solidificam à medida que se vai constituindo sua formação humana. A escola,
enquanto formação do homem só se justifica e se legitima diante da sociedade, ao
cumprir a finalidade para a qual foi criada, a de desenvolver sua função social de
formadora de sujeitos históricos, sendo um espaço de sociabilidade que possibilite a
construção e a socialização do conhecimento produzido pela humanidade.
Vemos através da história que a educação nunca teve claro em seus
objetivos, uma educação voltada para a transformação social e sim para a
manutenção da ordem, contexto este que propomos mudanças, haja vista que
compreendemos que a escola publica deve estar voltada para os interesses dos
filhos da classe trabalhadora que devem ter acesso ao conhecimento produzido pela
humanidade, veiculados pelos conteúdos das disciplinas escolares com objetivo de
construir uma sociedade justa, onde as oportunidades sejam iguais para todos.
Os inúmeros problemas educacionais e o verdadeiro papel da educação
formal são motivos de ampla discussão na sociedade hodierna. Urge empreender
um esforço coletivo para vencer as barreiras e entraves que inviabilizam a
construção de uma escola pública que eduque de fato para o exercício pleno da
cidadania e seja instrumento real de transformação social, espaço em que se
aprenda a aprender, a conviver e a ser com e para os outros; contrapondo-se ao
atual modelo gerador de desigualdades e exclusão social que impera nas políticas
educacionais de inspiração neoliberal.
A construção de um Projeto Político pedagógico contribui para estabelecer
novos paradigmas de gestão e de práticas pedagógicas que levem a instituição
escolar a transgredir a chamada “Educação Tradicional”, cujo conteudismo de
inspiração positivista está longe de corresponder às necessidades e aos anseios de
todos os que participam do cotidiano escolar.
A sociedade contemporânea tem passado por expressivas transformações
de caráter político e econômico e a Escola Estadual José Domingues da Costa
pretende acompanhar as mudanças, pois a escola é responsável pela promoção do
desenvolvimento do cidadão, no sentido pleno da palavra. E ela que trabalha para
formar cidadãos conscientes, capazes de compreender e criticar a realidade,
atuando na busca da superação das desigualdades e do respeito ao ser humano.
O Projeto Político Pedagógico desta escola é um compromisso definido
coletivamente com interesses reais e coletivos da população majoritária.
Na dimensão pedagógica a intenção é a formação do cidadão
participativo, responsável, compromissado, crítico e criativo.
O Projeto Político Pedagógico desta escola é fruto da interação entre os
objetivos e prioridades estabelecidos pela coletividade, através da reflexão, as ações
necessárias à construção de uma nova realidade.
A partir das Diretrizes Curriculares Orientadoras da Educação Básica do
Estado do Paraná o coletivo da escola construirá sua proposta curricular que
subsidiará a elaboração do plano de trabalho docente, vinculado à realidade e às
necessidades das diferentes turmas de atuação do professor. No plano de trabalho
docente serão explicitados os conteúdos estruturantes, específicos e básicos, bem
como as especificações metodológicas que fundamentam a relação ensino e
aprendizagem, além dos critérios e instrumentos que objetivam a avaliação no
cotidiano escolar.
Optamos por uma ação pedagógica fundamentada na Pedagogia
histórico-crítica onde a difusão dos conteúdos deve ser vivo, concreto, indissociáveis
das realidades sociais. A escola é parte integrante de um todo social e seus
membros estarão comprometidos em estudar cada vez mais a pedagogia históricocrítica, seus teóricos, e a corrente sócio-histórica. Percebemos que dificuldades
existirão, tudo que é novo assusta, amedronta, causa resistências.
4 - MARCO OPERACIONAL
4.1 ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO ESCOLAR
O desafio de transformar a escola num espaço onde se vivencia a plenitude da
democracia implica a construção de uma política pública que contemple a
participação e efetive os diversos atores sociais do universo escolar – Diretor e
Equipe Técnico-Pedagógica, professores, alunos, pais e a comunidade escolar na
formulação e na implementação da gestão democrática. Este processo deve
acontecer de maneira harmoniosa. Mas não se pode pretender que a união em torno
da democracia dentro da escola elimina conflitos ou divergências. Eles são parte
intrínseca dessa construção e devem ser enfrentados.
As mudanças e transformações na realidade educacional e se define
através das políticas públicas e do financiamento da educação que assegure acesso
ao cidadão a uma educação de qualidade.
O Projeto Político Pedagógico da escola tem de estar voltado para a
inclusão, atendendo a diversidade de alunos, independente de sua procedência
socioeconômica, de
orientação
sexual,
acúmulo
intelectual
e
expectativas
educacionais.
Será contemplado nas disciplinas o trabalho relacionado à Educação do
Campo, Cultura Afro-brasileira e Africana, Educação Fiscal, Educação Ambiental,
História do Paraná, Educação Indígena, seguindo orientações de suas diretrizes
educacionais especificas, que deverão ser abordadas durante todo o processo,
considerando as reais necessidades e não em momentos estanques.
Trata-se do espaço escolar contribuindo na construção de uma cultura
democrática capaz de disseminar-se no corpo social. Seu avanço depende da
vontade individual coletiva em todos os espaços sociais e é válido dizer que a
democratização da escola cumpre o seu papel na democratização da sociedade,
também é fundamental que se afirme que não haverá gestão democrática na escola
se não houver democracia na sociedade. Também não pode ser vista com fim em si
mesma, mas com mais uma frente de ação da cidadania na busca da construção
democrática.
A escola dará contribuição nessa sociedade eliminando as práticas
autoritárias, desenvolvendo no seu interior uma cultura de participação de decisões
coletivas e de convivência com as diferenças. A comunidade escolar deverá ser
capaz de construir um programa de gestão que contemple uma proposta
administrativa,
pedagógica,
produzindo
coletivamente,
estabelecendo
um
compromisso programático.
Em relação ao contexto deve fazer parte da proposta e proceder de uma
ampla análise para elaboração do projeto de ação, no sentido de imprimir na escola
um caráter verdadeiramente político, público e popular. É preciso levar em conta a
realidade na qual está inserida para, a partir daí, estabelecer a pertinência das
práticas pedagógicas a serem utilizadas, partindo da cultura local, para depois inserir
a escola na realidade cultural mais ampla e abrangente. Isso porque a escola não
pode estar distante dos anseios da sociedade.
É importante, nesse sentido de criar canais de participação efetiva da
comunidade, por meio de atividades que levem pais, alunos, professores e
funcionários a perceberem que podem vir à escola para falar, expressar, opinar e
não apenas ouvir e perguntar, conquistando assim uma participação cada vez maior
e mais expressiva da comunidade em relação ao projeto da escola.
Tais considerações por parte da comunidade envolvida, devidamente
refletida e considerada pelos profissionais da educação, vão sendo acrescentadas
ao projeto de ação pedagógica por meio de um processo contínuo de construção
coletiva da escola pública.
Valorizar e incentivar a participação democrática que resultem na
cooperação e na busca de uma nova qualidade de ensino geradora de valores éticos
e humanistas, rumo às socializações do saber historicamente construído.
O Colégio adota como política educacional a interação dos profissionais
da educação do ensino fundamental anos inicias e finais e ensino fundamental anos
finais e ensino médio através de grupos de estudo, reuniões pedagógicas, cursos de
formação continuada, fórum e seminário para que o ensino e aprendizagem não
sofram a fragmentação e sim que tenha continuação na ação do ensinar, a
preocupação com essa interação já é objeto de estudo e prática efetiva dos gestores
municipais e estaduais que realizam eventos proporcionando momento de reflexão e
diálogo.
Consciente da responsabilidade e compromisso com o cumprimento da lei
de implantação do ensino de 09 anos o Colégio Estadual José Domingues da Costa
intensificará a interação dos profissionais da educação para buscar atender com
qualidade a proposta do ensino de 09 anos, buscando adotar metodologias
coerentes com está proposta, reestruturando o currículo de forma atender a
especificidade desses alunados, atento a fase de desenvolvimento, tendo
conhecimentos do que é infância, do que é a adolescência e o que se tem como
objetivo na garantia de que os mesmo terão uma educação de qualidade voltada
para emancipação do sujeito e para transformação social.
4.2 - FILOSOFIA E PRINCÍPIOS DIDÁTICOS PEDAGÓGICOS
O Ensino Fundamental anos finais, obrigatório e gratuito, tem por objetivo
a formação básica do cidadão com duração de quatro anos, assim como o Ensino
Médio, etapa final da educação básica, com duração mínima de três anos, terá como
finalidade partindo de princípios definidos na LDB e Diretrizes Curriculares
Orientadora do Estado do Paraná a preparação básica para o exercício da cidadania
e continuidade de estudos.
A nossa comunidade local tem sua economia baseada na agricultura, na
agropecuária e no comércio. A renda per capita da população é baixa. A população
é composta pela área rural e urbana e a taxa de crescimento populacional é
pequena.
Devido a origem agrícola muitos pais não tiveram acesso à escola ou
apenas ao ensino fundamental incompleto, a profissão da maioria da população é
ligada à agricultura, funcionários públicos, uma pequena fábrica de confecção e ao
comércio. A moradia é boa, pelo menos o básico.
Frente a esta realidade a escola deve trabalhar num sentido de oferecer
meios para os alunos conhecer outras realidades, através de projetos, atividades
extra-classe, acesso a pluralidade cultural.
A escola deve proporcionar encontros, atividades, palestras, cursos para
que a comunidade interaja com a escola, conheça-a, se responsabilize e queira
atuar mais na escola. A ação dos professores, equipe pedagógica e direção são de
trabalhar não apenas os conteúdos escolares, mas o lado emocional, social, familiar
através de projetos, oficinas, seminários, excursões e outros eventos.
Os pressupostos filosóficos - sociológicos consideram a educação como
compromisso político do Poder Público para com a população, com vistas à
formação do cidadão participativo, para um determinado tipo de sociedade. A
educação é direito de todos e não deve se constituir em um serviço, uma
mercadoria, sendo transformada num processo centrado na ideologia da competição
e da qualidade para poucos.
A Educação Básica deve estar alicerçada nas múltiplas necessidades
humanas. O conhecimento é construído e transformado coletivamente, o processo
de produção do conhecimento deve pautar-se, sobretudo, na socialização e na
democratização do saber. O conhecimento escolar é dinâmico e não mera
simplificação do conhecimento científico. O importante é a garantia da unicidade
entre teoria e prática, conhecimento geral e especifico, conteúdo e forma e a
discussão técnica e política.
O Ensino Fundamental anos finais, tem como objetivo o desenvolvimento
da cognição, para o pleno domínio de leitura, da escrita e do calculo, a compreensão
do ambiente natural e sociocultural, das relações socioeconômicas e política, do
fortalecimento dos vínculos de família, da valorização à diversidade étnica, de
gênero e de orientação sexual, de credo, de ideologia e de condição
socioeconômica.
O Ensino Médio, através de seus conteúdos propostos e metodologias
aplicadas, objetiva que o aluno possa demonstrar no final do processo:
- Domínio dos princípios científicos e tecnologias que presidem a
produção moderna;
- Conhecimentos das formas contemporâneas de Linguagem;
- Domínio dos conhecimentos de Filosofia e de Sociologia necessários ao
exercício da cidadania.
- O aluno será preparado para o prosseguimento em estudos, bem como a
continuação da capacidade de aprender e a compreensão do mundo físico, social e
cultural e a preparação para o trabalho (art. 35-36)
A educação tem uma responsabilidade na edificação de um futuro mais
solidário. Deve-se então ajudar a construir um componente ético a respeito das
diversas culturas, valores e filosofias diferenciadas.
A prática pedagógica propõe uma interação entre conteúdo e realidade
concreta, visando à transformação da sociedade. O enfoque deve ser dado como
produção histórico-social de todos os homens.
4.3 – CONCEPÇÃO DE HOMEM
O homem é um ser inacabado, construindo-se ao longo da sua existência,
pois, diferentemente dos outros animais, não nasce com suas capacidades
desenvolvidas, como também possui a capacidade de aprender ao longo da vida. Ao
nascer, inicia-se seu aprendizado, pois passa a fazer parte de uma sociedade, da
qual deverá assimilar os hábitos, os padrões de comportamento, os valores, as
normas, enfim, a cultura.
O homem é um ser social, que cria sua própria representação da realidade e,
em processo de ação e comunicação linguística, interage produzindo entendimento
e construindo-se reciprocamente. A Educação busca a construção de um homem
que se aproprie do conhecimento com sabedoria, que seja agente de transformação,
produtor de conhecimento, um ser com consciência social e reflexivo na busca da
equidade; um homem que entenda e perceba as suas singularidades, emoções e
afetividade como produto do meio e de suas interações sociais cotidianas; que seja
condutor ativo no processo de construção do real, e consciente do processo de
produção do saber, para deste modo, contribuir para uma sociedade mais justa,
menos excludente, com ações planejadas, que partilham e respeitam a diversidade.
O colégio acredita ser possível formar um cidadão menos acuado e mais
indignado, um cidadão que sabe mediar conflitos, propondo soluções criativas em
favor da solidariedade humana e do equilíbrio ambiental. Para tanto esse sujeito
necessita visualizar processos, enfim, ter uma visão sistêmica da realidade.
Repudiando a tendência de o homem ser um ser competitivo e individualista,
resultado das relações impostas pelo modelo de sociedade materialista ainda em
vigor e, pretende oferecer uma educação voltada para emancipação do sujeito e
transformação social.
4.4 – CONCEPÇÃO DE ADOLESCÊNCIA
Até algum tempo atrás a adolescência era considerada meramente uma etapa
de transição entre a infância e a idade adulta. Nas ultimas décadas, contudo, a
adolescência vem sendo concebida como uma fase crucial do desenvolvimento
humano, porque nela comina todo o processo da maturação biológica, psicológica,
sociocultural do individuo e marca não só aquisição da imagem corporal definitiva
como também estruturação final da personalidade. Portanto, torna-se importante
compreender os adolescentes para ajudá-los a enfrentar as tarefas evolutivas que
lhes cabem nessa etapa da vida e assumir posturas educacionais conscientes e
claras, que facilitem o convívio harmônico das gerações, ou seja, a relação entre o
adolescente e o professor.
Desde que foi sancionada a Lei Federal 8.069 de 13 de julho de 1990,
conhecida com Estatuto da Criança e do Adolescente, os direitos e deveres da
criança e do (a) adolescente, as responsabilidades do Estado da sociedade e da
família com futura da nova geração passam a ser considerados dentro de um novo
paradigma e concepção que reconhece a criança e (o) adolescente como sujeito de
direito, pessoas em condição peculiar de desenvolvimento e prioridade absoluta no
que se refere às políticas.
A Lei Coloca ainda que a criança e o adolescente gozam de todos os direitos
fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que
trata esta Lei, assegurando-se-lhes, por lei ou por outros meios, todas as
oportunidades e facilidades, a fim de lhes facultar o desenvolvimento físico, mental,
moral, espiritual e social, em condições de liberdade e de dignidade, sendo dever
da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar,
com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à
alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à
dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária.
O adolescente vivencia um momento evolutivo de preparação para a
maturidade, experimentando sentimentos conflituosos, mas passageiros, transitando
no movimento de conquista de sua independência, até que se afirme em sua
estabilidade e autoconfiança. Sendo assim, faz se necessário que se conceba a
educação levando em consideração essa etapa que é diferente e muito importante
para o adolescente. Neste sentido, a que se questionar em quais lugares o
adolescente tem encontrado campo para refletir sobre suas questões e angústias
pessoais, de modo a se situar em relação ao mundo em que vive. Tais reflexões
desafiam educadores a desenvolverem novas formas de se olhar e trabalhar o
aluno.
4.5 – CONCEPÇÃO DE CRIANÇA
O lugar social da criança e as imagens da infância vão se alterando ao longo
do tempo nas diferentes sociedades, reflexo das mudanças sociais mais globais que
envolvem fatores econômicos, políticos, culturais e etc.
Antes do século XIX as crianças eram tratadas como adultos em miniatura ou
pequenos adultos. Os cuidados especiais que elas recebiam, quando os recebiam,
eram reservados apenas aos primeiros anos de vida, e aos que eram mais bem
localizados social e financeiramente. A partir dos três ou quatro anos, as crianças já
participavam das mesmas atividades dos adultos. Na sociedade contemporânea
ocorre uma transformação na concepção de infância na qual a criança passa ocupar
um lugar central na dinâmica social. Com essa transformação, a família tornou-se o
lugar de uma afeição necessária entre os cônjuges e entre pais e filhos, o que não
existia antes. A criança passou de um lugar sem importância a ser o centro da
família.
O estudo do desenvolvimento da criança é necessário e indispensável para
quem deseja trabalhar com essa fase da vida humana, hoje se estuda a criança e a
infância como categorias construídas historicamente, o que nos abre possibilidades
de compreendê-las de modo concreto, na sua expressão de vida. O interessante
seria olharmos para a criança como um todo: com habilidades, limitações,
potencialidades, sendo capaz de agir, interagir, descobrir e transformar o mundo.
De acordo com o dicionário Aurélio, à infância, significa: período de vida que
vai
do
nascimento
à
adolescência,
no
qual
o
crescimento
se
faz,
concomitantemente, em todos os domínios e, que, seguindo os caracteres
anatômicos, fisiológicos e psíquicos, divide-se em três estágios: primeira infância, de
zero a três anos; segunda infância, de três a sete anos; e terceira infância, de sete
anos até a puberdade. No entanto, sabemos que na infância acontece o alicerce do
processo educativo, cuja finalidade é desenvolver a criança integralmente em todos
os níveis: sociais, psicológicos, emocionais e cognitivos, sempre respeitando a
especificidade dessa fase de desenvolvimento.
Pensar a infância e a adolescência nessa nova perspectiva significa
reconhecer que nessa fase da vida os indivíduos encontram-se em pleno
desenvolvimento biopsicossocial e que, portanto, necessitam de atendimento e
cuidados especiais para se desenvolverem plenamente.
4.6 - DIRETRIZES CURRICULARES PARA O ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDÍO
A Escola tem como referência as Diretrizes Curriculares Orientadoras para o
Ensino Fundamental e Médio do Estado do Paraná, na elaboração das propostas
curriculares, tem o compromisso de explicitar de que forma organizou suas práticas
para corresponder às necessidades de aprendizagem de seus alunos sendo
imprescindível levar em consideração o perfil dos alunos atendidos, a faixa etária, as
séries/ano em que se encontram maiores dificuldades de se adaptarem á escola e
de se apropriarem dos conteúdos, além de suas condições sócio-econômicas,
culturais e religiosas. Somente a partir desses diagnósticos, e reconhecendo as
especificidades de cada um dos componentes curriculares e suas contribuições para
o processo de escolarização dos alunos, é que o coletivo da escola terá elementos
para decidir os encaminhamentos necessários á oferta do Ensino Fundamental e
Médio.
A escola pública precisa deixar bem claro a sua função a de emancipação
do sujeito, a formação do sujeito critico, a pratica social como ponto de partida e de
chegada, a análise dialética da realidade. Para reafirmar essa função apegamo-nos
ao dizeres de Saviani, que afirma “O fundamental hoje no Brasil é garantir uma
escola elementar que possibilite o acesso a cultura letrada para o conjunto da
população. Logo, é importante envidar todos os esforços para a alfabetização, o
domínio da língua vernáculo, o mundo dos cálculos, os instrumentos de aplicação
cientifica estejam disponível para todos indistintamente. Portanto, aquele currículo
básico da escola elementar (Português, Aritmética, História, Geografia, e Ciência) é
uma coisa que temos que recuperar.
Assumimos assim, um currículo disciplinar; Por entendermos á escola
como lugar de socialização do conhecimento, o qual deve ser tratado de maneira
contextualizado, estabelecendo relações entre as disciplinas e colocando sob
suspeita tanto a rigidez com que tradicionalmente se apresentam quanto ao estatuto
de verdade atemporal dado a eles, propondo que os conhecimentos contribuam para
a crítica às contradições sociais, políticas e econômicas presentes nas estruturas da
sociedade contemporânea e propiciam compreender a produção científica, a
reflexão filosófica, a criação artística,, nos contexto em que elas se constituem.
Como saber escolar, o conhecimento se explicita nos conteúdos das
disciplinas de tradição curricular, quais sejam: Arte, Biologia, Ciências, Educação
Física, Ensino Religioso, Filosofia, Física, Geografia, História, Língua Estrangeira
Moderna, Língua Portuguesa, Matemática, Química e Sociologia.
Nessa concepção de currículo, as disciplinas da Educação Básica terão,
em seus conteúdos estruturantes, os campos de Estudos que as identificam como
conhecimento histórico.
Dos conteúdos estruturantes organizam-se os conteúdos básicos a serem
trabalhados por série/ano, composto tanto pelos assuntos mais estáveis e
permanentes das disciplinas quanto pelo que se apresentam em função do
movimento históricos e das atuais relações sociais. Esses conteúdos, articulados
entre si e fundamentados nas respectivas orientações teóricos. - metodológicas,
farão parte da proposta pedagógica curricular das escolas.
4.7 - MATRIZ CURRICULAR PARA O ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO
A Matriz Curricular do Ensino Fundamental e Médio contemplará 75%
(setenta e cinco por cento) da carga horária na Base Nacional Comum e 25% na
Parte Diversificada.
A matriz Curricular conta com 25 (vinte e cinco) horas-aulas semanais, em
todos os turnos de atuação.
A distribuição do número de aulas para cada disciplina na Matriz Curricular
obedece ao princípio da equidade, pois cada disciplina tem sua especificidade e sua
importância na relevância do ensino-aprendizagem para atender os direitos do
cidadão quanto a Igualdade, Liberdade, Pluralismo de Idéias, valorização de
experiências significativas, valorização da educação/ trabalho/ práticas sociais e a
garantia do padrão de qualidade na educação.
As especificidades sociais, culturais e econômicas no âmbito regional e
local estarão sendo elencadas no interior de cada disciplina da Matriz Curricular, na
Base Nacional comum e na Parte Diversificada, devendo contemplar os conteúdos
elencados no artigo 26 da LDB – características regionais e locais da sociedade, da
cultura, da economia e da clientela.
A Base Nacional Comum para Ensino Fundamental deverá ser composta
pelos seguintes componentes curriculares: Artes, Ciências, Educação Física,
Geografia, História, Ensino Religioso, Língua Portuguesa e Matemática, com carga
horária mínima de 02 (duas) horas-aula e máxima de 04 (quatro) horas-aula
semanais.
A Parte Diversificada da Matriz Curricular para o Ensino Fundamental
deverá ser composta pela Disciplina de Língua Estrangeira Moderna, com carga
horária mínima de 02 (duas) horas-aula e máxima de 04 (quatro) horas-aula
semanais.
A Base Nacional Comum para o ensino Médio deverá ser composta pelos
seguintes componentes curriculares: Química, Física, Biologia, Arte, Educação
Física, Geografia, História, Língua Portuguesa e Matemática, Filosofia e Sociologia
com carga horária mínima de 02 (duas) horas-aula e máxima de 04 (quatro) horasaula semanais.
A Parte Diversificada da Matriz Curricular para o Ensino Médio deverá ser
composta pelas Disciplinas de e Língua Estrangeira Moderna - CELEM, com carga
horária mínima de 02 (duas) horas-aula e máxima de 04 (quatro) horas-aula
semanais.
A matriz curricular servirá de base estrutural para a consolidação do
trabalho pedagógico do professor, e o atendimento dos objetivos maiores que a
educação.
MATRIZ CURRICULAR DO ENSINO MÉDIO
MUNICÍPIO:
CONGONHINHAS
NRE 08 – CORNÉLIO PROCÓPIO
Estabelecimento: 00018 – Colégio Estadual José Domingues da Costa EFM
Entidade Mantenedora: Governo do Estado do Paraná
Curso: 009 – Ensino Médio
Ano de Implantação: Simultânea
Turno: Noite
Módulo: 40 semanas
Séries
Disciplinas
1º
2º
3º
Arte
-
-
2
Biologia
2
3
2
Educação Física
2
2
2
Base
Nacional
Filosofia
2
2
2
Comum
Física
2
2
2
Geografia
2
2
2
História
3
2
2
Língua Portuguesa
4
3
2
Matemática
3
3
3
Química
2
2
2
Sociologia
2
2
2
Subtotal
23
23
23
L.E.M - Espanhol
04
04
04
L.E.M Inglês
2
2
2
2
2
2
29
29
29
Diversificada Subtotal
Total Geral
Nota: Matriz Curricular de acordo com a LDB nº 9394/96
Congonhinhas, 25 de Agosto de 2011
___________________________
Carlos Alberto Ferreira
MATRIZ CURRICULAR DO ENSINO MÉDIO
MUNICÍPIO:
CONGONHINHAS
NRE 08 – CORNÉLIO PROCÓPIO
Estabelecimento: 00018 – Colégio Estadual José Domingues da Costa EFM
Entidade Mantenedora: Governo do Estado do Paraná
Curso: 009 – Ensino Médio
Ano de Implantação: Simultânea
Turno: Manhã
Módulo: 40 semanas
Séries
Disciplinas
1º
2º
3º
Arte
-
-
2
Biologia
2
3
2
Educação Física
2
2
2
Base
Nacional
Filosofia
2
2
2
Comum
Física
2
2
2
Geografia
2
2
2
História
3
2
2
Língua Portuguesa
4
3
2
Matemática
3
3
3
Química
2
2
2
Sociologia
2
2
2
Subtotal
23
23
23
L.E.M - Espanhol
04
04
04
L.E.M Inglês
2
2
2
2
2
2
29
29
29
Diversificada Subtotal
Total Geral
Nota: Matriz Curricular de acordo com a LDB nº 9394/96
MATRIZ CURRICULAR DO ENSINO FUNDAMENTAL
NRE: 08 – CORNÉLIO PROCÓPIO
MUNICÍPIO: 0600 - Congonhinhas
ESTABELECIMENTO: .: 00018 - Colégio Estadual José Domingues da Costa – Ens.
Fundamental e Médio
ENDEREÇO:
TELEFONE: (43) 3554-1117
ENTIDADE MANTENEDORA: GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ
CURSO: 4000
ENSINO FUNDAMENTAL: 6º / 9º ANO
TURNO: Tarde
MÓDULO: 40 SEMANAS
ANO DE IMPLANTAÇÃO: 2012
FORMA: SIMULTÂNEA
DISCIPLINAS / ANOS
6º
7º
8º
9º
Arte
2
2
2
2
Ciências
3
3
3
3
Educação Física
3
3
3
3
Ensino Religioso*
1
1
-
-
Geografia
3
3
4
3
História
3
3
3
4
Língua Portuguesa
4
4
4
4
Matemática
4
4
4
4
23
23
23
23
2
2
2
2
25
25
25
25
Total Geral
25
Matriz Curricular de acordo com a LDB nº 9394/96.
*Ensino Religioso – Disciplina de matrícula facultativa.
25
25
25
BASE
NACIONAL
COMUM
L.E.M. – Inglês
PARTE
DIVERSIFICADA
Subtotal
Congonhinhas, 25 de Agosto de 2011
___________________________
Carlos Alberto Ferreira
4.8 – A ORGANIZAÇÃO DA ENTIDADE
O Colégio Estadual José Domingues da Costa Ensino Fundamental e
Médio, organizará suas atividades didáticas pedagógicas em três turmas: no período
Matutino o ensino médio: 204 alunos em 06 turmas. No período Vespertino o ensino
fundamental: 120 alunos em 04 turmas e No período Noturno o ensino médio: 182
alunos em 04 turmas, em Ensino Regular.
O Horário das aulas será elaborado em função do aluno para que tenha o
melhor rendimento da aprendizagem, assegurando o cumprimento dos dias letivos e
horas/aulas estabelecidas.
Os espaços físicos escolares serão organizados da melhor forma possível
para o bom desenvolvimento do Currículo Escolar, sendo, a sala de aula, biblioteca,
laboratório de ciências (física, biologia e química) e informática.
Em relação ao horário de entrada e saída, será feito para atender as
necessidades dos alunos. No período matutino a entrada é às 07h40min (sete horas
e quarenta minutos) e a saída às 12h:00min (doze horas). No período vespertino a
entra é as 13h00min (treze horas) e a saída às 17h20min (dezessete horas e vinte
minutos), No período Noturno a entrada é às 19h:00min (dezenove horas) e a saída
às 23h:10min (vinte e três horas e dez minutos).
A distribuição das séries e turmas nos períodos de funcionamento será
feita conforme solicitação do aluno ou responsável, atendendo o que está previsto
no Regimento Escolar.
As turmas serão organizadas com alunos de séries distintas conforme
orientação do Conselho Estadual de Educação Secretaria de Estado da Educação e
Núcleo Regional de Educação.
Com relação ao horário das disciplinas, será elaborado atendendo
prioritariamente a questão didático-pedagógica em busca de uma melhor qualidade
de ensino, otimização de recursos e organização de sala de aula e outros ambientes
dispensados à aprendizagem do aluno.
Segundo as normas de convivência será de acordo com o Regimento
Escolar, procurando sempre a interação escola/família/comunidade, a relação
professor x aluno, aluno x aluno, professor x pessoal técnico administrativo, e
pedagógico.
Os alunos e pais serão recebidos e tratados com respeito e dignidade
para que haja sempre um crescimento pessoal e coletivo. Serão realizadas reuniões
para repasse de informações, interação da comunidade escolar e comunidade local,
elaboração do plano de ação de gestão, prestação de conta, avaliação do trabalho
de gestão, busca de sugestões e participação nas decisões, elaboração da Proposta
Pedagógica, quando necessário eleição do colegiado, será disponibilizado aos
membros da comunidade escolar e local o uso do laboratório de informática. Nos
eventos festivos, culturais e artísticos os pais e a comunidade local serão
convidados a participar e prestigiar permitindo que a escola ultrapasse os seus
portões e faça da escola uma verdadeira extensão da comunidade.
Os
resultados
da
aprendizagem
obtida
pelos
educandos
serão
comunicados aos mesmos através de boletins, e aos pais em reunião periódica, a
ser organizadas por turmas ou em períodos que atendam as necessidades dos pais.
Os problemas disciplinares que eventualmente ocorrem serão tratados
conforme o Regimento Escolar, sempre visando o melhor entendimento possível,
através de projetos, diálogos e um consenso entre administração, corpo docente,
alunos e família.
4.9 - PROJETOS DESENVOLVIDOS PELA ESCOLA
Sexualidade, DST e AIDS- Escola / Grêmio:
O medico junto com a enfermeira padrão são convidados à vir falar sobre
as doenças sexualmente transmissíveis, sua forma de contagio, sintomas. O
objetivo desta palestra é uma medida preventiva.
Caminhada Pela Paz/ todos da escolas:
Reúnem-se todas as escolas, são confeccionados
faixas e cartazes. Os
alunos vestidos de branco seguem em caminhada até a praça Nossa Senhora
Aparecida, onde é realizado
uma concentração com musicas
e
fala
das
autoridades.
Prevenção ao Uso de Drogas/ Orientação e Professores:
Palestra: O Delegado fala sobre o uso indevido de drogas, suas causas e
consequências tanto para a saúde quanto legais bem como a prevenção.
Apresentação de filmes com explicação, atividades e relatórios.
Rio Limpo/todos os membros da comunidade escolar
Todo ano em parceria com o Viveiro Municipal nos encaminhamos até o Rio
Congonhinhas onde plantamos mudas em sua margem.
Café da manhã/ Professores de Biologia, Química e Inglês:
Após estudos das substancias que compõem os alimentos presentes no café
da manhã faz-se uma confraternização onde cada grupo apresenta um alimento
e todos tomam o café juntos .
Datas Comemorativas/ professores Inglês, Historia e Artes:
Através de cartazes , poemas , musicas trabalha –se datas como : Dia
Mundial da Mulher , Dia dos Namorados , Dia das Mães, Dias dos Pais , Dia do
Estudante , Dia do Professor ... Envolvendo alunos de todas as séries
Aditivos Químicos/ Professor de Química
Com coleta de rótulos faz-se uma
analise
dos mesmos
quanto a
presença dos aditivos químicos e seus efeitos para a saúde do Homem
Projeto Folhas/ todos os Professores, Pedagogo e Diretor
É repassado a todo profissional as informações devidas dando suporte
quando se faz necessário .
Projeto FERA /CONSCIÊNCIA todos da comunidade escolar
Os alunos são incentivados à participar descobrindo seus talentos. Após
é realizado a seleção no município e os mesmos recebem o apoio necessário.
Jogos Escolares/ Professor de Educação Física:
Sobre a responsabilidade deste profissional os alunos são treinados nas
modalidades que mais se sobressaem e após inscrição recebem
participar
das competições regionais.
Programa
Agrinho
–
Parceria
Professores (Ensino Fundamental)
- Meio Ambiente
- Saúde
- Cidadania
- Trabalho e Consumo
SEBRAE
–
apoio para
Desenvolvido
pelos
Projeto – Consumismo – Todas as Disciplinas
Textos informativos, vídeos, musica, poesias, teatro, danças e apresentações a
comunidades.
Oficinas: Todas disciplinas com temáticas: gêneros e diversidades. Apoio e
coordenação Equipe Multidisciplinar
Após ser trabalhados conteúdos nas disciplinas despertando assim o
interesse e a criatividade dos alunos é realizado uma Mostra Pedagógica na escola
onde a comunidade é convidada a participar e são escolhidos os trabalhos que
serão enviados ao Com Ciência regional.
Semana da Consciência Negra
Durante a semana será desenvolvidas atividades de sensibilização para a
diversidade, apresentando elementos da cultura Afro - brasileira, debatendo o tema
sobre a diversidade resgatando a identidade histórica e valorização da cultura afro.
Atividade Complementares
Literatura e leitura – Professora de Língua Portuguesa
Direitos Sociais – Professor de História
4.10 DESAFIOS EDUCACIONAIS CONTEMPORÂNEOS
Os conhecimentos universais como os desafios do cotidiano podem e devem
ser discutidos como expressões históricas, políticas e econômicas da realidade. Tornam-se parte do conteúdo e, portanto, da proposta pedagógica curricular quando e
se inerentes à compreensão dos mesmos na totalidade e são desafios do cotidiano
que conduzem o coletivo escolar a buscar os fundamentos conceituais sobre os
mesmos, entendo-os nas dimensões históricas, sociais, políticas e econômicas, suscitando a busca por suportes concretos dados a compreensão dos mesmos em sua
concretude.
Os Desafios Educacionais Contemporâneo serão trabalhados em todas as
disciplinas e durante todo o processo educacional, não permitindo um trabalho
estanque e distante da realidade uma vez que os desafios educacionais é a própria
realidade do contexto em que o educando esta inserido, cabendo ao educador
proporcionar a problematização e o diálogo com estes conhecimentos
• Agenda 21;
• Educação Ambiental;
• Educação do Campo;
• Educação Fiscal;
• Enfrentamento à violência na escola;
• História e Cultura Afro-Brasileira, Africana e Indígena;
• Prevenção ao uso indevido de drogas;
• Relações de Gênero e Diversidade Sexual.
Trabalhar com os desafios educacionais contemporâneo requer do educador
não só o conhecimento da realidade em que ele está inserido assim como a sua
participação no enfrentamento dos problemas sociais de sua comunidade. Os
desafios podem ser abordados sob diversas maneiras, como leitura de reportagens
de jornais, livros, etc., brincadeiras de perguntas e respostas na caixinha, vídeo,
filmes, pesquisas, entrevistas, palestras, debates, visitas a localidades com culturas
diferentes, etc., de modo que sua abordagem associada ao trabalho com conteúdos
das disciplinas contribua para a formação de conceito e do senso crítico pelos
alunos.
Nessa prática serão propostas aos alunos a reflexão e a análise sobre a
diversidade cultural nacional, evidenciando diferenças e refletindo sobre os seus
contrastes e contradições, presentes na formação da população brasileira, em suas
matrizes étnicas: africana, asiática, indígena e européia.
Este trabalho tem o
objetivo de inserir os alunos no debate sobre as ações afirmativas que poderão fazer
algumas correções históricas sobre a presença e a importância das culturas na
composição demográfica do país.
4.11
AGENDA 21 ESCOLAR
No estado do Paraná, através de convênio firmado entre a Secretaria de Estado da Educação – SEED e a Companhia de Saneamento do Paraná – SANEPAR,
foi criado o programa “Construindo a Agenda 21 Escolar”, tendo como objetivo a elaboração e implementação de Agendas 21 Escolares nos estabelecimentos de ensino
da rede pública estadual para, através da Educação Ambiental, melhorar a qualidade de vida da comunidade escolar.
Agenda 21 é um importante documento elaborado durante a II Conferência
Mundial do Meio Ambiente, em 1992 (Eco-92/Rio-92), configura-se num plano de
ação de abrangência mundial para transformar o modelo de desenvolvimento atual
baseado na exploração ilimitada de recursos naturais que são limitados em um
modelo de desenvolvimento equitativo, que satisfaça as necessidades das gerações
atuais sem comprometer a capacidade de sobrevivência das gerações futuras, isto
é, num modelo de desenvolvimento sustentável. Esse documento propõe o
planejamento de ações de curto, médio e longo prazo, com objetivo de implantar o
desenvolvimento sustentável a nível local, regional e nacional.
Conforme determinação legal disposta na Política Nacional de Educação
Ambiental, os estabelecimentos de ensino devem desenvolver a Educação
Ambiental nas diversas disciplinas do currículo de ensino.
Paralelamente, em 2004 foi concluído o processo de construção da Agenda
21 Brasileira em conformidade com a Agenda 21 Global. Documento este que em
seu capítulo 28 – Iniciativas das autoridades locais em apoio à Agenda 21 – propõe,
entre suas atividades, que cada autoridade local deve iniciar um diálogo com seus
cidadãos, organizações locais e empresas privadas e aprovar uma Agenda 21 local.
De acordo com documento do programa “Construindo a Agenda 21 Escolar”,
esta - A Agenda 21 Escolar – é a proposta que resulta do estudo das Agendas 21
Global, Brasileira, Estadual e Local e dos diagnósticos levantados, a fim de ser
implementada nos meios de influência da escola, tanto nos seus próprios recintos
quanto no meio familiar e social, onde tal influência é exercida um processo em que
a comunidade escolar participa.
A Agenda 21 Escolar do Colégio Estadual José Domingues da Costa tem
como principais objetivos:
•
Levar conhecimentos aos educandos sobre as questões ambientais para
sensibilizá-lo sobre as ações humanas que causam a destruição do meio
ambiente;
•
Proporcionar reflexão sobre atitudes corretas que auxiliam na preservação do
ambiente;
•
Desenvolver a conscientização da população em geral quanto aos problemas
e a possíveis soluções relacionadas ao meio ambiente, através de
campanhas, distribuição de folder, passeatas etc...;
•
Realizar visitas de acompanhamento aos cuidados com a natureza;
•
Sensibilizar a comunidade escolar para valorizar o meio ambiente,
apresentando as conseqüências positivas do ato de preservação;
•
Incentivar o espírito de participação cidadã na defesa do meio ambiente local
e global, com enfoque na melhoria da qualidade de vida humana e na
preservação dos ecossistemas naturais;
•
Desenvolver intercâmbio de idéias de alunos, professores e comunidade nos
aspectos ligados a ecologia, preservação e respeito ao meio ambiente;
•
Envolver os alunos, com a colaboração dos professores, em trabalhos
práticos e escritos;
•
Sensibilizar o aluno que a qualidade de vida passa pela as ações em relação
aos cuidados com a nossa a importância da escovação dentária, asseio com
o corpo, material escolar e roupas.
Como temas principais foram elencados as seguintes problemáticas:
•
Consumismo;
•
Questão do lixo (reciclagem);
•
Higiene pessoal e escolar e do ambiente;
•
Água e seu uso consciente;
•
Prevenção ao uso de drogas;
•
Educação Sócio Ambiental;
•
Gravidez na adolescência.
Este trabalho apresenta aspecto sócio educativo que proporciona aos alunos
e a comunidade a possibilidade de conhecer o meio ambiente, seus componentes,
seus problemas e possíveis soluções, além de aprender e por em prática ações que
propiciem a solução de problemas locais e que contribuirá com a questão ambiental
global.
O Colégio Estadual José Domingues da Costa entende que, os alunos
crianças e jovens de hoje serão os adultos de amanhã, por isso as escolas devem
focar no objetivo de desenvolver a capacidade critica das novas gerações de
cidadãos com as competências necessárias para resolver os problemas ambientais
e sociais.
Portanto, a educação deve pautar seus objetivos em ensinar esses valores
ambientais, sociais e de saúde, que as crianças e jovens irão conservar para o resto
da sua vida, a integração desses valores nos currículos, bem como a promoção de
um melhor ambiente na escola trará para o aluno a promoção da verdadeira
cidadania e um melhor rendimento na qualidade de vida.
4.12
Educação Ambiental
A Instituição escolar é um espaço social e o local onde o aluno dá seqüência
ao seu processo de socialização. Comportamentos ambientalmente corretos devem
ser aprendidos na prática, no cotidiano da vida escolar, contribuindo para a
formação de cidadãos responsáveis. Certo sobre a importância da temática
ambiental e a visão integrada do mundo, no tempo e no espaço, a escola deverá
oferecer meios efetivos para que cada aluno compreenda os fenômenos naturais,
as ações humanas e sua conseqüência para consigo, para sua própria espécie,
para os outros seres vivos e o ambiente.
Atualmente as questões ambientais e a sua crise se impõem perante a
sociedade. Um dos instrumentos apresentados como meio para minimizar esta
problemática é a Educação Ambiental.
Com os conteúdos ambientais permeando todas as disciplinas do currículo e
contextualizados com a realidade da comunidade, a escola ajudará o aluno a perceber a correlação dos fatos e a ter uma visão holística, ou seja, integral do mundo
em que vive. Para isso a Educação Ambiental deve ser abordada de forma sistemática e transversal, em todos os níveis de ensino, assegurando a presença da dimensão ambiental de forma interdisciplinar nos currículos das diversas disciplinas e das
atividades escolares. Os conteúdos trabalhados serão necessários para o entendimento dos problemas e, a partir da coleta de dados, à elaboração de pequenos projetos de intervenção.
As questões ambientais foram inseridas nas PPC’s e nos PTD’s para que
sejam trabalhados na medida do possível nas disciplinas curriculares, permeando os
conteúdos específicos.
4.13
Educação do Campo
De acordo com artigo Educação do e no Campo postado no site
www.cefaprocaceres.com.br o campo, é compreendido a partir do conceito de
territorialidade, é o lugar marcado pela diversidade econômica, cultural e étnicoracial. É espaço emancipatório quando associado à construção da democracia e de
solidariedade de lutas pelo direito a terra, à educação, à saúde, à organização da
produção e pela preservação da vida. Mais do que um perímetro não-urbano, o
campo possibilita a relação dos seres humanos com sua própria produção, com os
resultados de seu trabalho, com a natureza de onde tira o seu sustento. Se
comprometida com a diversidade do trabalho e sua cultura, a educação terá também
especificidades que precisam ser incorporadas nos projetos político-pedagógicos.
Entendemos, no entanto, que o campo e a cidade são dois pólos de um continuam,
duas partes de um todo, que não podem se isolar, mas, antes de tudo, articulam-se,
completam-se e se alimentam mutuamente.
Pensar em Educação no Campo nos dias atuais requer reflexão sobre as
políticas públicas que vem sendo desenvolvidas em torno da valorização do homem
do campo e de suas especificidades. Tendo em vista que o aluno advindo da zona
rural não difere amplamente daquele residente na zona urbana, a função primeira da
escola é incentivar, valorizar e procurar demonstrar ao aluno do campo a
importância do trabalho agrícola para o bom andamento de um país.
O colégio tem como proposta trabalhar a Educação do Campo com base na
construção de uma base científica para a superação da dicotomia campo-cidade e a
articulação entre educação e desenvolvimento sustentável.
Nesse sentido a escola deve adaptar-se ao artigo 28 da LDB que prevê, entre
outros, conteúdos curriculares e metodologias apropriadas às reais necessidades e
interesses dos alunos da zona rural.
Tal adaptação faz-se necessária uma vez que o aluno poderá construir
conhecimentos concretos sobre o manejo e produção e assim utilizá-los na
construção de formas diversificadas de trabalhos dentro do campo, podendo obter
renda justa desse local e adquirir forças para continuar a habitar e cuidar da zona
rural.
Uma vez que, este estabelecimento de ensino conta com grande parte de seu
alunado oriundo do campo, o Colégio busca valorizar o conhecimento dos diferentes
sujeitos
da
aprendizagem,
considerando
o
desenvolvimento
das
pessoas
valorizando a escolarização inicial e continuada, e ao mesmo tempo, resgatando nas
áreas educativas as questões específicas de cada grupo, principalmente na busca
de fortalecer o amor e o cuidado pela Terra, compreendendo que dela poderá
assegurar as condições do desenvolvimento sustentável.
4.14
Educação Fiscal
A Educação Fiscal pode ser entendida como uma prática educacional que
tem como objetivo o desenvolvimento de valores e atitudes, competência e
habilidades necessárias ao exercício dos direitos e deveres na relação recíproca
entre cidadão e o estado, ou seja, a conscientização da sociedade.
É no dia a dia da escola teremos oportunidade de trabalharmos a Educação
Fiscal em seu currículo explícito e oculto, e em todas as disciplinas em diferentes
aspectos, seja no contexto social, na relação do Estado com essa a sociedade, na
gestão democrática dos recursos públicos e sua tributação.
A proposta da Educação Fiscal é estimular o cidadão a refletir sobre a função
socioeconômica dos tributos, possibilitar aos cidadãos o conhecimento sobre
administração pública, incentivar o acompanhamento, pela sociedade, da aplicação
dos recursos públicos e criar condições para uma relação harmoniosa entre o
Estado e o cidadão.
Todas as atividades são realizadas com base na concepção de educação da
SEED, preconizada nas Diretrizes Curriculares para a Educação Básica. Dessa
forma, por meio da formação continuada são oferecidos subsídios teóricometodológicos aos Profissionais da Educação para que estes realizem, na medida
do possível, a abordagem pedagógica dos assuntos da Educação Fiscal,
relacionando-os aos conteúdos historicamente acumulados.
4.15
Enfrentamento à violência na escola
A violência pode ser definida como desrespeito aos limites do outro, de qualquer natureza: física ou verbal, moral e sexual. Ao mesmo tempo em que desperta
medo e angústia, a violência é entendida como o uso da força física e do constrangimento psíquico para obrigar alguém a agir de modo contrário à sua natureza e ao
seu modo de ser. No dicionário Aurélio, violência é constrangimento físico ou moral,
o uso da força e da coação.
A sociedade vem passando por várias mudanças de paradigmas as quais interferem na relação interpessoal que por muitas vezes acabam gerando violência,
dois fatores são necessário ser levados em consideração. O primeiro é decorrente
das circunstâncias em que grande parte das famílias vem convivendo muito pouco
com seus filhos, evidencia-se, nesse fator, a ausência das mães por conta de grande envolvimento com a vida profissional, as quais, no passado, dedicavam mais à
atenção e cuidados aos filhos. Conseqüentemente, um crescente número de crianças passou a ficar mais tempo longe de suas famílias, em horário integral e cada vez
com idades mais prematuras.
O segundo é em decorrência da reforma legal, iniciada a partir do Art. 227 da
Constituição Federal de 1988 e, posteriormente, regulamentada pelo direito da criança e do adolescente, a completar dezoito anos de promulgação. Criou-se o mito da
impunidade: contribui para este mito a insuficiência de informação, pois as notícias
ignoram o sistema sócio-educativo. A idéia errônea de que o adolescente resulta impune ou se faz irresponsável, decorre de uma apreensão equivocada da Doutrina de
Proteção Integral. O sistema sócio-educativo proposto pelo Estatuto da Criança e do
Adolescente (ECA) constrói todo um universo de recursos para dar conta da questão
relativa à chamada “delinqüência juvenil”. Estes recursos estabelecem uma escala
de sanções pedagógicas que são da advertência até a privação de liberdade, da
mesma forma que para o adulto, sendo que para este, é considerada como penalidade. (Secretaria de Estado da Educação do Paraná - Caderno de Enfrentamento a
Violência)
A Constituição Brasileira, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a
Normativa Internacional nessa área têm como base a teoria da universalidade dos
direitos humanos e dos direitos peculiares a pessoa em desenvolvimento. O artigo
227 da Constituição e o artigo 4º do ECA (que o transcreve) definem os direitos da
população infanto-juvenil brasileira, bem como os responsáveis por garanti-los.
É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público
assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes a vida, a
saúde, a alimentação,a educação, ao esporte, ao lazer, a profissionalização, a
cultura, a dignidade, ao respeito, a liberdade, a convivência familiar e comunitária.
(ECA, 1990)
A violência praticada contra crianças e adolescentes têm raízes histórias,
econômicas e culturais. Infelizmente, ainda causa estranheza o fato de crianças e
adolescentes terem se tornado sujeitos de direitos a partir do advento do ECA, razão
pela qual se explicam as reações contrárias ao Estatuto. A violência contra crianças
e adolescentes é todo ato ou omissão cometido pelos pais, parentes, outras pessoas
e instituições capazes de causar danos físico, sexual e/ou psicológico à vítima.
Implica, de um lado, uma transgressão no poder/dever de proteção do adulto de da
sociedade em geral e, de outro, numa coisificação da infância, isto é, uma negação
do direito que crianças e adolescentes têm de serem tratados como sujeitos e
pessoas em condições especiais de crescimento e desenvolvimento.
Apesar das garantias democráticas, claramente expressas na Constituição de
1988 e no ECA, políticas públicas descomprometidas com o princípio constitucional
da prioridade absoluta a crianças e adolescentes, tornam o Estado um dos principais
responsáveis pela violência estrutural.
O Colégio compreende que é necessário desenvolver ações diretas para
reverter à questão da violência e instaurar um clima de respeito, harmonia e
dignidade dos educandos: incluindo nos conteúdos das disciplinas momento de
reflexão sobre questões sociais que dê conta de tratar da formação interior (moral,
espiritual e ética) do aluno com o propósito de desenvolver o respeito pelos direitos
humanos, em um primeiro momento, entre os que vivem na comunidade escolar e,
posteriormente, nos demais espaços sociais que o aluno vier a transitar, conhecer
os alunos, o seu contexto, seus familiares e a sua organização torna-se importante
para que os profissionais da educação identifiquem a violência onde os alunos é a
vitima ou praticante e compreender sua origem:
A escola, sem a menor sombra de dúvidas, é um lugar privilegiado para não
só instruir, mas educar, e também criar mecanismo para enfrentar a violência, e para
isso faz-se necessário que os profissionais da educação conheçam os documentos
que dão legalidade aos direitos e deveres do aluno tais como o Estatuto da Criança
e do Adolescente (ECA) a Constituição além de ter um olhar atento ao que acontece
dentro da escola, sendo um bom ouvinte, demonstrando que o aluno é sujeito ativo e
não passivo que está ali só para receber ordens, sem compreender que ele é sujeito
produtor de conhecimento e formador de opinião.
4.16
História e Cultura Afro-brasileira, Africana e Indígena
Em 10 de março de 2008, a Lei 11.645/08 alterou dispositivos da LDB
tornando obrigatório a temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena” nas
escolas, o Colégio Estadual José Domingues da Costa entende que a Lei por si só
não é garantia do trabalho não estereotipado da História e Cultura Afro-Brasileira e
Indígena,
o
mesmo
compreende
a
necessidade
de
reunir
esforços
e
comprometimento dos educadores com o reconhecimento da multiplicidade de
manifestações e identidades presentes no interior da escola, desvelando condições
históricas em que se constituíram as diferentes classes.
Na lei 11.645/08 no artigo 26-A versa o seguinte: Nos estabelecimentos de
ensino fundamental e de ensino médio, públicos e privados, torna-se obrigatório o
estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena e no § 1º O conteúdo
programático a que se refere este artigo incluirá diversos aspectos da história e da
cultura que caracterizam a formação da população brasileira, a partir desses dois
grupos étnicos, tais como o estudo da história da África e dos africanos, a luta dos
negros e dos povos indígenas no Brasil, a cultura negra e indígena brasileira e o
negro e o índio na formação da sociedade nacional, resgatando as suas
contribuições nas áreas social, econômica e política, pertinentes à história do Brasil.
Esta temática está sendo amplamente discutido e inserido como componente
curricular de caráter obrigatório nas instituições escolares de todo país. O ensino de
história e cultura afro-brasileira e africana no Paraná se organiza sob a perspectiva
de inclusão social, considerando a diversidade cultural e a memória paranaense.
O Colégio busca adotar uma política de cumprimento a legislação, integrando
o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena nos documentos, com espaço
privilegiado no Projeto Político Pedagógico nas Propostas Pedagógicas Curriculares
(PPC’s) e nos Planos de Trabalho Docente (PTD’s) procurando trabalhar esse
desafio contemporâneo com o intuito de divulgar e consolidar conhecimentos, bem
como atitudes, posturas e valores que conscientizem nossos educandos quanto a
pluralidade étnico-racial e sua importância, tornado-os capazes de respeitar e
valorizar a identidade cultural brasileira e africana. Isso significa que essa prática
pedagógica deve ser cotidiana e, sobretudo, estar voltada para a promoção da
igualdade racial e que haja emancipação política do sujeito, ou ainda, a construção
de uma sociedade marcada por relações entre iguais.
4.17
Prevenção ao uso indevido de drogas
É comum e aceita a idéia de que a prevenção é o melhor investimento a
médio e longo prazo, principalmente quando se trata de prevenção ao uso indevido
de drogas, e qual o papel da educação neste contexto?
Trabalhar a questão do uso indiscriminado de drogas é por demais
complexas, visto que devem ser consideradas as inúmeras variáveis relacionadas
ao contexto social, histórico, cultural, psicológico e biológico dos sujeitos envolvidos.
Portanto, é possível, de início, já constatar que a abordagem da ação preventiva
deve compreender o problema de forma interdisciplinar e multidimensional. E, por
outro lado, além daquelas variáveis, necessárias também se fazem, entre os
profissionais da educação, a clareza e a distinção dos conceitos de uso, de abuso e
de dependência de drogas, para que eles possam analisar as dimensões envolvidas
na questão e para que suas ações tenham, de fato, efeitos educativos ou
formadores.
Para desenvolver um trabalho de prevenção ao uso de drogas devemos levar
em consideração que o uso de drogas deve ser discutido dentro de um contexto
mais amplo de saúde. As drogas, a alimentação, os sentimentos, as emoções, os
desejos, os ideais, ou seja, a qualidade de vida entendida como bem-estar físico,
psíquico e social, no sentido de levar o jovem a refletir sobre como viver de maneira
saudável.
O colégio tem incentivado a participação dos profissionais em formação
continuada e grupos de estudos buscando conhecimentos para dar suporte à
realização de uma ação pedagógica eficiente. Para que o trabalho atinja seu objetivo
o colégio disponibiliza o uso de um conjunto de recursos didáticos, como filmes,
livros, sítios e outros, que remetem a reflexão sobre os mais diversos assuntos no
campo da prevenção ao uso indevido de drogas buscando uma ação dialógica com
objetivo fornecer informações e educar os jovens a adotarem hábitos saudáveis e
protetores em suas vidas.
4.18
Relações de Gênero e Diversidade Sexual
No atual contexto as lutas pela igualdade de gênero, étnico-racial e também
pelo respeito à diversidade tem sido constante. No Brasil tem se conquistado
resultados positivo na ampliação e no exercício dos direitos, por parte de seus
cidadãos. No entanto, há muitos desafios e barreiras a ser vencidos. As
discriminações de gênero, étnico-racial e por orientação sexual, como também a
violência homofóbica, são produzidas e reproduzidas em todos os espaços da vida
social e infelizmente a escola, é um deles.
A escola é influenciada pelos modos de pensar e de se relacionar da/na
sociedade, ao mesmo tempo em que os influencia, contribuindo para suas
transformações. Sendo assim, vemos na escola as possibilidades de contribuir para
a alteração desse processo de discriminação e preconceito, pelos seus propósitos,
pela obrigatoriedade legal e por abrigar distintas diversidades. Pois, a escola,
cumprindo sua responsabilidade de formar cidadãs e cidadãos, deve oferecer
mecanismos que levem conhecimento e respeito das culturas, das leis e normas.
A diversidade no espaço escolar não pode ficar restrita às datas
comemorativas, ou pior, invisibilizada, a diversidade está presente em cada
entrelinha, em cada imagem, em cada dado, nas diferentes áreas do conhecimento,
valorizando-o ou negando-a. A diversidade, devidamente reconhecida, é um recurso
social dotado de alta potencialidade pedagógica e libertadora.
O Colégio compreende a necessidade de promover uma prática educativa de
enfretamento das desigualdades e valorização das diversidades que seja capaz de
promover diálogos, convivências e o engajamento na promoção da igualdade, e para
isso pretende rever as relações que se dão no ambiente escolar na perspectiva do
respeito á diversidade e de construção da igualdade, contribuindo para a superação
das assimetrias nas relações entre homens e mulheres, entre negros/as e
brancos/as, entre brancos/as e indígenas entre homossexuais e heterossexuais para
assim garantir a qualidade de educação para todos e todas.
Além de incentivar que os profissionais busquem a formação continuada em
cursos de capacitação e grupo de estudo o Colégio ainda reforça as orientações
para prática dialogada e momentos de reflexão com a comunidade escolar e ainda
propõem oficina pedagógica que propicie a participação e interação de todos, onde
os educandos possam partilhar experiências, buscar soluções para conflitos e
elaborar novos conceitos e redirecionar seu olhar e serem promotores de
transformação no Brasil, tornado este um país respeitoso, justo, desprovido de
preconceito e rico por sua diversidade.
5 - COMPETÊNCIA DA EQUIPE DE DIREÇÃO, PEDAGÓGICA E
ADMINISTRATIVA
Através dos direitos assegurados pelos estatutos do magistério, terão de
utilizar-se das dependências das instalações e dos recursos materiais do
estabelecimento necessário ao exercício de suas funções.
Todas as instâncias participarão das discussões para implementação da
Proposta Pedagógica, sugerindo medidas facilitem um melhor funcionamento da
escola, requisitando material necessário à sua atividade, dentro das possibilidades
do estabelecimento de ensino.
A equipe Administrativa, Direção e Pedagógica deverá cumprir e fazer
cumprir horários e calendários escolares, manter assiduidade, comunicando atrasos
e faltas eventuais, bem como coordenar o processo de seleção de livros didáticos,
ainda cumprir e fazer cumprir as disposições do Regimento Escolar.
Secretário e Assistentes Administrativos: fica a cargo da secretaria
todo o serviço de escrituração escolar e correspondência do estabelecimento, notas
semestrais, relatórios final, digitação de provas ou trabalhos, apostilas, com
autorização da Direção do estabelecimento de ensino, devido ao custo dos trabalhos
a serem desenvolvidos. Quando solicitado participar de cursos especializados a
serem promovidos pelo N.R.E. ou pela Secretária de Estado da Educação.
Compete ao Secretário: cumprir e fazer cumprir as determinações dos
seus superiores hierárquicos, distribuir as tarefas decorrentes dos cargos da
secretaria aos seus auxiliares, devendo ainda, organizar e manter em dia a
coletânea de leis regulamentos, diretrizes, ordens de serviços, circulares, resoluções
e demais documentos, rever todo o expediente a ser submetido a despacho do
diretor. Ainda deve apresentar em tempo hábil, todos os documentos que deverão
ser assinados, organizar e manter em dia protocolo, arquivo e vida escolar do aluno,
autenticidade dos documentos escolares, manter em dia matrículas, transparências,
adaptação e conclusão do curso e zelar pelos bens públicos, comunicando a
Direção das irregularidades que venha ocorrer.
Compete ao Assistente Administrativo: cumprir determinações do
secretário, auxiliando na execução de todo serviço de escrituração escolar e
correspondências do estabelecimento. Zelar pelos materiais distribuídos pela
secretaria, participar de reuniões, cursos, encontros e outros eventos, tendo em vista
seu constante aperfeiçoamento profissional.
A escala de trabalho dos funcionários será estabelecida de forma que o
expediente da secretaria conte sempre com a presença de um responsável,
independente da duração do ano letivo, em todos os turnos de funcionamento do
estabelecimento. Quando ao período de férias escolares, poderá haver escala de
trabalho com horário especial.
Compete de auxiliar operacional: efetuar a limpeza e manter em ordem
as instalações escolares, providenciando o material e produtos necessários, efetuar
tarefas correlatas à sua função.
Compete de auxiliar operacional responsável pela Merenda: Preparar,
servir a merenda escolar, controlando-a quantitativamente e qualitativamente,
informar ao diretor do estabelecimento de ensino a necessidade de reposição do
estoque. Cabe à merendeira conservar o local de preparação da merenda em boas
condições de trabalho, procedendo a limpeza e arrumação.
Compete ao Corpo Docente: será de competência do Corpo Docente,
elaborar junto à Equipe Pedagógica, Direção, e outros elementos das instâncias
colegiadas, o currículo pleno do estabelecimento de ensino, em consonância com as
Diretrizes Pedagógicas do mantenedor. Ainda elaborar junto à Equipe Pedagógica
estratégias adequadas à utilização dos recursos didáticos disponíveis na escola;
procurar desenvolver atividades significativas em sala de aula tendo em vista a
apreensão do conhecimento pelo aluno.
Na aquisição do conhecimento, o professor deverá ter em mente a
avaliação do processo ensino-aprendizagem de forma ativa e crítica para que o
educando possa exercer sua autonomia.
Assegurar que no ambiente escolar não ocorra tratamento discriminativo
quanto à cor, raça, sexo, religião e classe social.
Será ainda meta do corpo docente participar de reuniões de estudo,
encontros, cursos, seminários e outros eventos, tendo em vista sua capacitação
continuada.
O docente estabelecerá processos de ensino-aprendizagem resguardando
o respeito humano, promovendo o relacionamento cooperativo de trabalho com os
colegas de profissão, alunos, pais e com os diversos seguimentos da comunidade.
Serão proporcionados planos de recuperação aos alunos que obtiverem
resultados de aprendizagem abaixo dos objetivos.
Participar de processos coletivos de avaliação do seu trabalho e da escola
tendo em vista o melhor rendimento do processo ensino-aprendizagem.
Ministrar os dias letivos e horas/aula estabelecidos, além de participar
integralmente dos períodos dedicados ao planejamento, à avaliação e ao
desenvolvimento da Educação.
Articular junto à direção o plano anual de trabalho com embasamento na
Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Estar sempre visando o envolvimento com
as famílias dos alunos e pessoas da comunidade, de forma que esse envolvimento
possa solidificar o trabalho pedagógico.
Compete aos pais quanto aos direitos e deveres perante o Colégio: o
pai ou responsável, além de direito outorgado por toda a legislação aplicável, terá
ainda que ser respeitado na condição de pai ou responsável podendo sugerir
medidas que viabilizem o melhor funcionamento das atividades da escola.
Ter conhecimento das disposições contidas neste regulamento, do
sistema de avaliação, ser informado no decorrer do ano letivo sobre a freqüência e
rendimento escolar, obtido pelo aluno através de boletim e reuniões.
Poderá recorrer no prazo estabelecido no sistema de avaliação da escola,
com pedido de revisão de notas. Assegurar autonomia na definição dos seus
representantes no conselho da escola, podendo também participar de agremiações
e associações.
Perante a Equipe Pedagógica, apresentar irregularidades detectadas no
processo administrativo, para possíveis correções.
Quanto aos deveres dos pais ou responsáveis, deverão matricular o aluno
na escola, garantir que a mesma atenda com qualidade suas funções, que são
transmissão e assimilação do saber elaborado. Assegurar o princípio constitucional
de igualdade de condições para o acesso e permanência do aluno na escola.
Propiciar condições para o comparecimento e permanência do aluno na
escola. Deverão proporcionar material escolar básico para as atividades escolares,
respeitar horários estabelecidos pela escola e ainda comparecer às reuniões
pedagógicas e/ou administrativas quando convocado. Enfim, cumprir as disposições
do regimento no que lhe couber.
Fica vetado de tomar decisões que venham a prejudicar o processo
pedagógico, interferir no trabalho do processo, retirar documentos do colégio sem
autorização.
Não poderá expor o filho a situações vexatórias ou aplicar penalidades
físicas ou morais dentro da escola.
Poderão
sofrer
advertência
verbal
com
registro
e
assinatura
e
comunicação das faltas ao Conselho Escolar se não cumprir seus deveres de
responsável pelo aluno na escola, para as providências cabíveis.
Compete ao aluno quanto aos direitos institucionais no ambiente
Escolar: todos os direitos outorgados pela legislação aplicável, principalmente no se
refere às disposições legais do Estatuto da Criança e Adolescente.
Ainda tomar conhecimento, no ato da matrícula ou reunião, das
disposições do Regimento Escolar do Estabelecimento de Ensino
Solicitar
orientação
dos
diversos
setores
do
estabelecimento,
especialmente dos pedagogos, professores e também participar de agremiações
estudantis, bem como utilizar os serviços e dependências escolares de acordo com
as normas vigentes, solicitar revisão de prova em 72 horas, a partir da divulgação da
mesma, por escrito.
Manter e promover relações cooperativas com professores, colegas e
comunidade,
Requerer transferência ou cancelamento da matrícula por si, quando
maior de idade, ou responsável.
Receber atendimento sempre que apresentar dificuldade na aquisição dos
conhecimentos, dentro da possibilidade da escola.
Ser informado sobre o Sistema de Avaliação da Escola, bem como
assegurar autonomia na definição dos seus representantes no Conselho Escolar.
Assim como direitos a aluno também tem deveres na escola, mantendo e
promovendo, relações cooperativas no ambiente escolar.
O aluno deve cooperar na manutenção da higiene e na conservação das
instalações escolares, se responsabilizando por danos ao patrimônio da escola que
vier a causar.
Manter o respeito aos colegas e todos os profissionais da escola.
Participar com interesse, assiduidade, pontualidade das atividades
programadas pela escola, bem como executá-las entregando-as em dia. O material
didático solicitado deve ser trazido todos os dias pelo aluno, para que ele possa
utilizá-lo inserindo-se com criatividade nas atividades escolares.
Ainda acatar as determinações emanadas dos funcionários, professores, e
direção da escola.
Algumas proibições e sanções poderão ocorrer na escola quando o aluno
deixar de cumprir os deveres que estão expressos no Regulamento Escolar,
podendo sofrer advertência verbal com registro, repreensão por escrito, suspensão
das atividades escolares, e encaminhamento das transgressões ao Conselho
Escolar para tomada de providências cabíveis. O aluno suspenso das aulas de um
profissional
permanecera
neste período
na biblioteca
onde
realizará
as
atividade como os demais em sala. Caso seja suspenso de todas as atividade ele
deverá copiar os conteúdos trabalhados
professor
em sua hora atividade dará
e após o termino da suspensão
o
atendimentos sanando as duvidas do
mesmo.
5.1 - PAPEL DA EQUIPE DE DIREÇÃO
À Equipe de Direção cabe a gestão dos serviços escolares, no sentido de
garantir o alcance dos objetivos educacionais do Estabelecimento de Ensino,
definidas no Projeto Pedagógico.
Compete ao Diretor: elaborar e submeter o Plano Anual de Trabalho à
aprovação do Conselho Escolar, bem como convocar e presidir as reuniões do
Conselho Escolar, tendo direito a voto somente nos casos de empate nas decisões
ocorridas nas assembléias.
Elaborar os planos de aplicação financeira e respectivas prestações de
contas e submeter à apreciação do Conselho Escolar, assim como elaborar as
diretrizes especificas da administração do estabelecimento de acordo com as
normas e orientações SEED.
Pode instituir grupos de trabalho ou comissões encarregados de estudar e
propor
soluções
para
atender
problemas
pedagógicas
e
administrativos
emergenciais. Propor à SEED ofertas de cursos, ampliando ou reduzindo número
de turnos e turmas e a composição de classe com aprovação do Conselho Escolar.
Ainda implantar diretrizes pedagógicas, aplicar normas, procedimentos e medidas
administrativas.
Analisar o regulamento da Biblioteca, manter o fluxo de informação entre o
estabelecimento e os órgãos da Administração Estadual de Ensino.
Cumprir e fazer cumprir a legislação em vigor, comunicando ao Conselho
Escolar e aos órgãos da administração, reuniões, encontros, grupos de estudos e
outros eventos.
5.2 - PAPEL DA EQUIPE PEDAGÓGICA
Cabe à Equipe Pedagógica elaborar com a direção o Plano Anual de
Trabalho de acordo com o LDB e Diretrizes Curriculares Nacionais.
Subsidiar a Direção com críticas para a definição do Calendário Escolar,
organização de classe, horário semanal, distribuição de aulas, elaborar com o corpo
docente, o currículo pleno do estabelecimento de ensino, em consonância com as
diretrizes pedagógicas da Secretaria de Estado da Educação.
Deve, assessorar e avaliar a implementação dos programas de ensino e
dos projetos pedagógicos desenvolvidos no estabelecimento de ensino.
Elaborar o Regulamento da Biblioteca Escolar, juntamente com o
responsável.
Quanto ao processo de ensino, deve acompanhar e atuar junto aos alunos
e pais no sentido de analisar os resultados da aprendizagem tendo em vista a sua
melhoria.
Deve subsidiar a Direção e o Conselho Escolar com dados sobre o ensino
e o rendimento do trabalho escolar.
Promover e coordenar reuniões sistemáticas de estudo para o
aperfeiçoamento profissional;
Elaborar planos de recuperação para alunos com baixo rendimento
escolar.
Elaborar com o Corpo Docente os planos de recuperação a serem
proporcionados aos alunos com transferências recebidas.
Propor à direção projetos de enriquecimento pedagógico, também
coordenar o processo de seleção de livros didáticos. Instituir avaliação do plano
anual do estabelecimento curricular a ser desenvolvido a partir do rendimento
escolar.
Participar sempre, quando convocado, de cursos, seminários, reuniões,
encontros, grupos de estudo e outros eventos.
Ainda exercer as demais atribuições do Regimento Escolar.
5.3 - INSTÂNCIAS COLEGIADAS
A educação nunca deixou de ser a via e o caminho da marcha e
crescimento da espécie humana. Afinal, a evolução do homem, se em parte foi
biológica, somente se efetivou com o imenso esforço histórico-social que o trouxe
até as alturas do presente desenvolvimento científico e cultural. E todo aquele
processo histórico pode, em rigor, ser considerado resultado do intercurso entre
condição humana e a educação.
A escola é uma organização que, como muitas outras, lida com pessoas.
A boa escola não resulta apenas da competência específica de seus diretores,
professores e funcionários, porque depende de como suas famílias tratam da
educação dos filhos, de como elas ajudam seus filhos a gostar e valorizar os
estudos, a perceber que têm futuro e que este já começa a ser construído ali, na sua
escola. A participação influi na democratização da gestão e na melhoria de ensino.
Todos os segmentos da comunidade podem compreender melhor o funcionamento
da escola, conhecer com mais profundidade os que nela estudam e trabalham,
intensificar seu envolvimento com ela e, assim, acompanhar melhor a educação ali
oferecida.
O sucesso da escola depende do clima institucional, da competência
didático-pedagógica da escola e da resposta dos alunos. Mas a verdade é que todos
esses fatores estão condicionados ao entrosamento entre escola e famílias.
A autonomia melhora muito as condições de integração dessas duas
metades da educação porque institui a gestão participativa, que submete os
processos decisórios às diferentes perspectivas dos professores, dirigentes,
funcionários e pais de alunos. Com isso, ela não só aumenta a sintonia entre as
várias partes, como melhora a qualidade das decisões.
A gestão participativa abrange diferentes níveis e áreas da administração
escolar. O nível mais alto tem estatura equivalente à da Diretoria da escola e do
Colegiado Escolar (também chamado de Conselho Escolar, Associação de Pais,
Mestres e Funcionários). Outro colegiado é o Conselho de Classe Participativo que
acompanha
as
atividades
pedagógicas
da
escola,
professores
e
alunos
representantes de turmas e Grêmio Estudantil, colegiados ou comissões que
surgiram no início da década de 80, funcionando em vários estados.
Participação significa intervenção dos profissionais da educação e dos
usuários (alunos e pais) na gestão da Escola. Há dois sentidos de participação
articulados entre si. Há a participação como meio de conquista da autonomia da
escola, dos professores, dos alunos, constituindo-se como prática formativa, como
elemento pedagógico, metodológico e curricular.
A construção de um Projeto Político Pedagógico necessita ser em
conjunto, entre professores, alunos, pais, funcionários e direção, com base na
realidade e da comunidade que a cerca. Essa produção é fruto de um trabalho
coletivo, que vivendo num contexto em transformação, decide unir forças no sentido
de organizar o Projeto da Escola, a qual os sujeitos estão envolvidos.
É a partir do diálogo coletivo de interrogação da prática e do diagnóstico
destas experiências significativas no cotidiano escolar, que se consegue iluminar as
relações pedagógicas estabelecidas neste ambiente.
A escola é muito mais do que um mero processo de ensino. “A escola é o
espaço privilegiado de totalidade do desenvolvimento humano, ela é espaço de
socialização, de cultura de saídas pedagógicas, de rituais e celebração”.
(GADOTTI,1993,p.43).
Vivemos um novo período na história da humanidade. O mundo mudou.
As pessoas mudaram. A simples constatação da velocidade com que ocorrem
transformações em nossa vida cotidiana já nos mostra que estamos diante de uma
nova sociedade, uma outra realidade que nos envolve e nos desafia.
5.4 - CONSELHOS ESCOLARES
1) CONSELHO ESCOLAR:
Um dos instrumentos da construção do espaço de participação, desafiador
e intrigante, é o Conselho Escolar que deve ser construído e implementado dentro
da Lei 9394/96, que dispõe sobre a Gestão Democrática do ensino público e dá
outras providências.
O Conselho Escolar é um órgão colegiado, consultivo e fiscalizador, e atua
nas questões técnicas, pedagógicas, administrativas e financeiras da unidade
escolar. Como órgão colegiado, adota a gestão participativa e democrática da
escola, a tomada de decisão consensual visando à melhoria da qualidade de ensino.
O Conselho Escolar é um órgão colegiado que tem como objetivo
promover a participação da comunidade escolar nos processos de administração e
gestão da escola, visando assegurar a qualidade do trabalho escolar em termos
administrativos, financeiros e pedagógicos.
O Conselho escolar é de natureza consultiva e deliberativa, constituído por
representantes de pais, professores, alunos e funcionários. Sua função é de atuar,
articuladamente com o núcleo de direção, no processo de gestão pedagógica,
administrativa e financeira da escola.
Em sintonia com a administração da Escola, visa tomar decisões coletivas
nas áreas administrativas, financeira e político - pedagógica.
Sua tarefa mais importante é acompanhar o desenvolvimento da prática
educativa e, nela, o processo ensino-aprendizagem. Assim, a função do Conselho
Escolar é fundamentalmente político pedagógica.
É política, na medida em que estabelece as transformações desejáveis na
prática educativa escolar.
É pedagógica, pois indica os mecanismos necessários para que essa
transformação realmente aconteça.
A primeira atividade do Conselho Escolar é discutir e delimitar o tipo de
educação a ser desenvolvido na escola, para torná-la uma prática democrática
comprometida com a qualidade socialmente referenciada.
O Conselho Escolar zela pela dimensão unitária do trabalho desenvolvido
na escola, resgatando a função educativa de todos que atuam no seu espaço.
No processo de avaliação do processo educativo o Conselho Escolar
precisa levar em conta:
a) Os resultados do SAEB;
b) As avaliações já desenvolvidas pela escola ou pelo seu
respectivo sistema;
c) A sua própria avaliação. Delas, devem ser analisadas
todas as dimensões do processo educativo:
- O contexto social;
- O processo de Gestão Democrática;
- As condições físicas, materiais e pedagógicas da escola,
o trabalho docente e o desempenho discente. Cada uma dessas dimensões possui
aspectos específicos a serem avaliados.
Avaliar o desempenho da escola em cada um desses aspectos e muito
importante para propor ações para sua melhoria.
Propor um cronograma para o desenvolvimento das ações e a
responsabilidade dos diversos segmentos sobre cada uma delas e também
instrumentos para a coleta de dados e informações para a avaliação como:
entrevistas, questionários e observações.
Os dados e as informações recolhidas e analisados pelo Conselho Escolar
precisam ser divulgados a toda a comunidade.
Dessa forma o Conselho Escolar estará dando uma contribuição
altamente relativa para que a educação desenvolvida pela escola possa ser
instrumento para a emancipação dos sujeitos sociais e para o cumprimento de seu
papel social que, em ultima instância, visa a construção de uma sociedade justa,
humana, solidária e igualitária.
COMPOSIÇÃO DO CONSELHO ESCOLAR – 2011
A atuação e representação de que qualquer dos integrantes do
CONSELHO ESCOLAR visará ao interesse maior dos alunos, inspirados nas
finalidades da Educação Publica, para assegurar o cumprimento da função da
ESCOLA que é ensinar.
Em virtude do exposto, a composição do CONSELHO ESCOLAR faz-se
necessário.
MEMBRO
FUNÇÃO
Carlos Alberto Ferreira
Rosana Célia Santos
Presidente (Diretor)
Representante da Equipe Técnico-
Anamary Queiroz Severino
Pedagógica
Representante
Célia de Souza Alves
Rosilene Aparecida Vitorino da Silva
Lucia Yara de Camargo
Aparecida de Fátima Lima da Costa
Pastor Célio da Silva Correia
Administrativa
Representante dos Professores – EM
Representante dos Alunos – EM
Representante dos Pais – EM
Representante dos Pais – EM
Representante do Segmento da
da
Equipe
Sociedade
2) CONSELHO DE CLASSE PARTICIPATIVO:
Nas escolas em que há certa clareza sobre a necessidade de mudança e
vontade política de promove-las as dificuldades encontradas não serão empecilho
para não se colocar a proposta em prática.
O conselho de Classe é parte do processo de avaliação desenvolvido pela
escola.
Entendemos que o Conselho de Classe pode ser um instrumento de
transformação da cultura escolar sobre avaliação em sala de aula.
O Conselho de Classe Participativo é o espaço de uma avaliação
diagnóstica da ação pedagógica e educativa da escola, feito pelos professores e
pelos alunos, à luz do Marco Operativo da Escola.
Essa avaliação realizada de forma participativa, como construção
conjunta, cumpre a função de ajudar na formação da subjetividade e criticidade do
professor e do aluno. Como processo auxiliar de aprendizagem, o Conselho deve
refletir a ação pedagógico-educativa e não apenas se ater a notas ou problemas de
determinados alunos.
O Conselho verificará se os objetivos, processos, conteúdos, relações
estão coerentes com o Referencial de Trabalho Pedagógico do colégio. Sob esse
ponto de vista o conselho é uma forma de avaliação de controle da realização do
Projeto Político Pedagógico.
Deve constituir-se numa ação pedagógica histórica, inserida dentro do
processo de vida que a escola vive, executada com um fim claro. Um espaço de
reflexão pedagógica em que o professor e o aluno se situem conscientemente no
processo que juntos desenvolvem. Não sendo apenas um espaço burocrático de se
“entregar as notas dos alunos à secretaria”.
Diz Pedro Demo: “Seja como for, é certo que não poderíamos ficar
somente com indicações externas ou do ponto de vista exclusivo do pesquisador
(professor), mas precisamos chegar à auto-avaliação, através da qual o processo
participativo não só se avalia mas também se forma”.
Primeira etapa do conselho de classe é a auto-avaliação do professor
sobre seu trabalho pedagógico durante o semestre. É importante porque a autocrítica nos ajuda na tomada de consciência de nossa própria ação e no sentido que
ela tem no contexto pedagógico;
Segunda etapa do conselho é a análise diagnóstica das turmas. A mesma
deve apontar causas, ou ao menos sugerir hipóteses de causas dos problemas que
o grupo apresenta, para que se possam propor ações concretas ou atitudes que
podem produzir modificações desejadas;
Terceira etapa do conselho ao as linhas de ações concretas, que têm
finalidade de definir o que se vai fazer em decorrência das necessidades apontadas,
para que a ação pedagógica seja eficaz, conjunta, tenha sentido e direção;
Quarta etapa do conselho são as análises dos casos mais relevantes de
cada turma. Não se trata de ver as notas que os alunos obtiveram, mas de tentar ver
o aluno como um todo, vendo além das nota;
Os Conselhos de Classe devem ser presididos pelo diretor da escola, que
tem o papel fundamental de criar as condições para que a equipe pedagógica possa
organizá-los de forma que sejam momentos de efetivo trabalho em prol dos objetivos
pedagógicos da escola, ou seja, o progresso do aluno.
Nos Conselhos de Classe, devem ser valorizadas as recomendações de
intervenções pedagógicas, das quais os professores podem se utilizar para melhoria
da sua prática cotidiana.
3) APMF – ASSOCIAÇÃO DE PAIS E MESTRES E FUNCIONARIOS:
Associação de Pais, Mestres e Funcionários é uma associação civil, com
personalidade jurídica própria e, portanto, responsável pelos seus atos. É
representada pelo seu Diretor Executivo. Esse responde pela Associação, até
mesmo em juízo.
Instituição auxiliar às atividades da escola, formada por pais, professores e
funcionários. Tem como objetivo auxiliar a direção escolar na promoção das
atividades administrativas, pedagógicas e sociais da escola, bem como arrecadar
recursos para complementar os gastos com o ensino, a educação e a cultura.
Associação civil, entidade jurídica de direito privado, vinculada à escola.
Funciona como órgão de representação dos pais, mestres e funcionários e gestão
da escola, em prol da qual trabalha, sem fins lucrativos.
Uma APMF é formada por um número ilimitado de sócios, que podem ser:
-
Pais e professores que desejarem se associar – sócios efetivos;
-
Alunos e ex-alunos, pais de ex-alunos, ex-professores e demais
membros
da
comunidade
interessados
na
problemática
sócio/educacional – sócio/colaboradores;
-
Todos aqueles que, por aprovação da Assembléia Geral, forem
considerados como prestadores de relevantes serviços à educação e á
APMF – sócio honorário.
A estrutura de funcionamento de uma APMF é composta pelos seguintes
órgãos de administração: Assembléia Geral, Conselho Deliberativo e Fiscal e
Diretoria.
RELAÇÃO DOS MENBROS DA DIRETÓRIA DA APMF “PEDRO DOMINGUES DA
COSTA”
NOME
RG
Valéria Ap. Lupo de Oliveira
Jucélia Ferreira do Vale
Jeferson Parucci Félix
Sandra Regina Pires
Sérgio Aparecido Tozzo
Irene Rosemeyre do Prado
Adejanira Martins
Maria Alves Leal
Rodrigo Carlos C. Bertello
26.849.441-1
5.357.444-5
4.100.541-6
5.367.448-8
5.150.373-2
5.924.384-5
7.187.511-3
4.981.262-0
7.094.375-1
FUNÇÃO
Presidente
Vice-Presidente
1.º Tesoureiro
2º Tesoureiro
1.ª Secretária
2.ª Secretária
Diretora Social
Diretora Cultural
Dir. de Esportes
CONSELHO FISCAL
NOME
RG
FUNÇÃO
Luciano dos Santos Simões
Maria Durães Cardoso
Zilda da Silva de Lima
6.112.935-9
652.049-9
6.191.167-7
Conselho Fiscal
Conselho Fiscal
Conselho Fiscal
4) GREMIO ESTUDANTIL:
O Grêmio Estudantil congrega todos os alunos deste estabelecimento,
tendo como finalidade social, desportiva, cultural e cívica.
Com estatuto próprio, registrado em cartório de pessoas jurídicas está
vinculado à Direção.
O Grêmio Estudantil deve lutar pela democracia permanente dentro e fora
da escola, através do direito de participação nos fóruns deliberativos adequados.
O patrimônio será constituído por contribuição de seus membros,
terceiros, subvenções, juros, correções, dividendos resultantes das contribuições,
rendimentos de bens moveis ou imóveis que possua ou venha a possuir,
rendimentos aferidos em promoções da entidade.
São instâncias deliberativas do Grêmio:
a) Assembléia Geral dos Estudantes, conselho de representante de
classe, diretoria do grêmio, conselho fiscal.
Deverão reunir-se ordinariamente, compor sua Diretoria para elaborar seu
plano de trabalho, fazer eleições para compor a chapa.
O estatuto poderá ser modificado, mediante proposta de seus membros. A
duração do mandato da Diretoria eleita será de 1 ano, a partir da sua posse.
COMPOSIÇÃO DO GRÊMIO ESTUDANTIL
NOME
Rosana de Oliveira
Mosés Antonio Vieira da Silva
Cintia Nunes dos Santos
Cristiano Romiro
Francisco de Oliveira
Tamires Caroline de Oliveira
Natalia Aparecida Moreira
Devid Aparecido Moreira
Gleice Endolin Mariano
Lucimara Mariano Ribeiro
RG
12.743.581-2
12.357.546-6
13.120.870-7
10648
-
FUNÇÃO
Presidente
Vice-Presidente
1.ª Secretária
2.º Secretário
1.º Tesoureiro
Diretor Social
Diretor de imprensa
Diretor de esporte
Diretor de Cultura
Diretor de saúde e Meio
Ambiente
5.5 - FUNÇÕES DO PROFESSOR REPRESENTANTE DE TURMA
1. Orientar os alunos quanto ao Regimento Escolar, Leis, Decretos, Deliberações,
Resoluções sobre assuntos do dia a dia do Colégio (funcionamento do colégio e
seus diversos setores, matrícula, calendário escolar, freqüência, aproveitamento,
dispensa de aulas de Educação Física, atestados);
2. Estar de posse do Regulamento Interno para orientar sua turma quanto a seus
direitos, deveres e sanções legalmente previstos e aprovados;
3. Informar sobre as sanções do Conselho Escolar e A.P.M.F., segundo
documentação da SEED;
4. Orientar os alunos sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069 de 13
de julho de 1.990) mediante o qual foi elaborado o Regulamento Interno do
Estabelecimento, no concernente aos discentes;
5. Dar sugestões que visem o melhoramento da turma, desde dentro das normas
estabelecidas em Regulamento Interno;
6. Avaliar a turma no seu aspecto coletivo e representá-la em Conselho de Classe;
7. Ser o intermediário entre alunos, professores de outras disciplinas, equipe
técnico-pedagógica e direção, dentro do respectivo âmbito de competência;
8. Levar à equipe técnico-pedagógica, reivindicações de turma escritas e
devidamente assinadas por seus representantes para que sejam triadas;
9. Orientar quanto à manutenção da higiene e apresentação da sala;
10. Aconselhar os alunos quando se fizer necessário;
11. Ser o mais possível amigo e comunicativo, primando pela ética profissional;
12. Prescindir da emoção exagerada como meio de garantir o diálogo;
13. Promover atividades complementares: campanhas, clubes de leitura, de higiene,
sociais, recuperação e aprendizagem de alunos com defasagem de conteúdo;
14. Separar particularidades de profissionalismo;
15. Não se considerar o possuidor absoluto e exclusivo da verdade, mas estar
aberto ao diálogo e às críticas construtivas.
5.6 - FUNÇÕES DOS ALUNOS REPRESENTANTES DE TURMAS
-
Comunicar aos colegas as ordens recebidas, bem como acompanhar a sua
execução;
-
Ser o intermediário entre colegas e Professores;
-
Conduzir os alunos, quando necessário ou por solicitação dos Professores, à
Direção ou à Orientação Educacional;
-
Atender às solicitações de material;
-
Dar sugestões que visem o melhoramento dos colegas, desde que dentro das
normas da administração;
-
Colaborar com as serventes quanto à ordem, limpeza, apresentação de sua
classe. Orientar os colegas a usar o cesto de papel e não colocar cascas de
frutas;
-
Aconselhar os colegas, quando necessário;
-
Dentro do possível, inteirar-se dos direitos e deveres do corpo discente para
orientar sua turma;
-
Orientar
seus
colegas
com
problemas
relativos
à
freqüência
e
ao
aproveitamento;
-
Ser, o mais possível, amigo e comunicativo;
-
Participar atividades complementares: campanhas, clube de leitura, de higiene,
sociais, recuperação e aprendizagem dos colegas que necessitam;
-
Diálogo: é a capacidade de manifestar suas convicções e a prontidão para
corrigir aquilo que nelas se encontra de errado após escutar as críticas
correspondentes. Este valor se fundamenta na esperança de que é possível
progredir na verdade num gesto de amor e de fé diante da pessoa. O diálogo se
traduz em:
•
prescindir da emoção exagerada nas discussões;
•
não se considerar o possuidor absoluto e exclusivo da verdade.
5.7 Equipe Multidisciplinar
O Colégio Estadual José Domingues da Costa Ensino Fundamental e Médio
constituiu sua Equipe Multidisciplinar no intuito organizar as ações pedagógicas para
trazer para o coletivo escolar a reflexão e a compreensão das relações presente que
fortalece os atos de preconceitos e rejeição pelo que é visto como diferente, assim
como propiciar momentos de conhecimentos, reflexão e diálogo que contribuirão
para o fortalecimento das Relações Etnicorracias e para o Ensino de História e
Cultura Africana, Afro-brasileira e Indígena, com objetivo de melhorar o
relacionamento, o respeito, e a valorização proporcionando uma educação igualitária
e democrática onde todos indistintamente são sujeitos históricos.
A Equipe Multidisciplinar atuará coletivamente planejando ações concretas
para a superação das manifestações e atitudes de preconceitos e discriminação
racial ainda existentes nas escolas a partir de sujeitos que historicamente não são
contemplados nos seus direitos dentro do processo de educação formal.
A Equipe Multidisciplinar atenderá ao disposto na Instrução nº 010/10 –
SUED/SEED que prevê as competências das Equipes Multidisciplinares que assim
foi constituída neste colégio:
Adriana de Souza Maduenho - Convidada
Sergio Aparecido Tozzo – Agente Educacional II
Rosana Célia Santos Paiva - Professora Pedagoga
Roseli Terezinha Kramel - Professora da Área de Biológicas
Rosana de Oliveira – Convidada (Representante estudantil – Grêmio)
Silvia Regina Moraes - Professora da Área de Exatas
Leandro Fautino de Souza - Professor da Área de Humanas
Anamary Queiroz Severino – Agente Educacional II
Patricia do Rocio Silva – Convidada
Aparecida Cristina da Costa - Convidada
6 - RECURSOS DE QUE A ESCOLA DISPÕE PARA REALIZAR O PROJETO
POLÍTICO PEDAGÓGICO
Contamos com os seguintes Recursos para realizar o projeto Político
Pedagógico.
Recursos Humanos:
-
Diretor;
-
Vice - diretor;
-
Professor Pdagogo;
-
Secretário;
-
Agente educacional;
-
Bibliotecárias;
-
Agentes operacionais.
Recursos Físicos:
-
Sala de aula;
-
Biblioteca;
-
Sala de informática;
-
Pátio coberto;
-
Quadra de esporte coberta;
-
Banheiro para alunos, professores e funcionários;
-
Sala para professores;
-
Laboratório de ciências; (Química, Biologia e Física);
Recursos Materiais:
-
Televisão;
-
Retro-projetor;
-
Quadro;
-
Vídeo;
-
Rádio;
-
Livros didáticos, literatura, etc.
-
Fitas e vídeos educativos;
-
Papel sulfite e contínuo;
-
Mimeógrafo;
-
Aparelho de DVD
-
DVDs educativos;
-
Computador.
6.1 - ORGANIZAÇÃO DO CALENDÁRIO ESCOLAR
O calendário escolar será elaborado anualmente, conforme normas
emanadas da Secretaria de Estado da Educação, pelo estabelecimento de ensino,
apreciado e aprovado pelo Conselho Escolar e, após, enviado ao órgão competente
para análise e homologação, ao final de cada ano letivo anterior à sua vigência.
O calendário é discutido no coletivo da escola com a finalidade de prever
atividades da semana pedagógica, feriados, recessos, planejamento, datas
comemorativas, dias letivos, férias, formação continuada, cursos, reuniões, grupos
de estudos, semana cultural e projetos diversos.
O calendário escolar é submetido a critérios de análise, discussão nas
instâncias colegiadas e posteriormente com o Parecer do Núcleo, homologando o
mesmo.
6.2 - FORMAÇÃO INICIAL E CONTINUADA
Será garantida a formação continuada aos profissionais que trabalham
neste estabelecimento.
Os profissionais da escola têm sua importância na realização dos
objetivos do Projeto Político Pedagógico tendo papel fundamental no processo
educativo, dependendo de seu trabalho em sala de aula, da convivência grupal, das
relações inter-pessoais, das boas condições de trabalho, do equilíbrio e preparo
profissional.
A estabilidade do Corpo Docente também é um fator essencial que
garante a continuidade do trabalho, proporcionando sua consolidação, o que incide
sobre a consolidação de vínculos e dos processos de aprendizagem.
Todos os profissionais efetivos que fazem parte do Corpo Docente do
Colégio têm Curso Superior com Pós-Graduação.
Os profissionais da Secretaria e Serviços Gerais têm Ensino Fundamental,
Ensino de 2.º Grau e/ou Curso Superior.
Parcerias entre o Colégio, Núcleo Regional de Educação, SEED, propõem
para o ano de 2011, grupos de estudos aos sábados para professores e estudos
pelo Grupo de Trabalho em Rede (GTR).
O calendário para capacitação ofertada pela SEED para os profissionais
está definido no início do mês de fevereiro e julho. Outros serão definidos ao longo
do ano letivo.
A capacitação continuada proposta pela Equipe Pedagógica para
professores será definida no início do ano, assim como conteúdos e documentos,
estudo e reflexão sobre a Linha Filosófica da escola, Avaliação Formativa e a
fundamentação teórico/prática da concepção Histórico-Crítica.
A formação continuada será grupo de estudos na escola bimestralmente
como todo corpo docente, secretaria e serviços gerais com escolha de tema de
interesse e um profissional da área se encarregará de repassar aos demais.
A Hora atividade será individual por professor onde será realizado preparo de
aulas, revisão planejamento, atendimento individualizado aos alunos e se necessário
aos pais, leitura de documentos e pesquisa na internet.
6.3 - DIRETRIZES PARA A AVALIAÇÃO INSTITUICIONAL
A avaliação Institucional é tarefa necessária para se cumprir as exigências
de reorientação e renovação das ações educacionais e de posicionamento ético de
todos os sujeitos envolvidos com a educação, na Rede Pública de Ensino do
Paraná.
A Avaliação Institucional é uma forma de se concretizar procedimentos
administrativos e de caráter pedagógico que favoreça as transformações desejadas
no Ensino Público e na Gestão Educacional, de maneira sistemática, no interior da
rede educacional podendo assim resultar em melhorias significativas para a
organização do sistema e para o bom desempenho do processo educativo, pautado
em valores éticos e políticos claramente demonstrados no compromisso com as
ações que irão produzir os avanços sociais.
A Avaliação Institucional está fundamentada no pressuposto de que a
avaliação traz uma melhor compreensão da realidade das escolas e do sistema
educacional, e como conseqüência, elementos que facilitarão a promoção das
transformações necessárias para o avanço da qualidade do ensino público e da
gestão educacional.
Propõe-se avaliar de forma sistemática o colégio, na perspectiva de uma
avaliação crítica e transformadora, fiel à realidade educacional processual e
evolutiva, abrangente e articulada, formativa e emancipadora e, principalmente,
realizada coletivamente por todos aqueles que acreditam e se comprometem com a
construção de uma educação de qualidade para os alunos.
A escola é uma Instituição Pública de Educação. Ela cumpre uma
finalidade que é coletiva, social e pública e, por conseguinte, tem importância para a
sua comunidade escolar e para o conjunto da sociedade que a mantém.
Interessa também ao sistema educacional em que está inserida, suas
relações, determinações, possibilidades e limites, sua autonomia, enfim, sua forma
de organizar-se e prestar o serviço público de educação a que se propõe.
A natureza pública dos serviços de educação implica na responsabilidade
coletiva para com os que dela fazem uso e para o conjunto da sociedade como em
um todo, portanto avaliar a Educação Pública é também avaliar a função da
Educação e o seu significado social.
Alguns indicadores vão dar suporte à avaliação da escola, para ajudar a
comunidade escolar na avaliação e na melhoria da qualidade da escola.
Compreendendo seus pontos fortes e fracos, a escola tem condições de
intervir para melhorar sua qualidade de acordo com os critérios e prioridades
estabelecidas.
Propomos alguns indicadores para avaliar os aspectos:
Ambiente Educativo: a escola é um espaço de ensino-aprendizagem e
vivência de valores, nela os educandos se socializam, brincam e experimentam a
convivência com outros valores humanos.
Portanto, é no ambiente educativo
que o respeito, a alegria, a amizade e a solidariedade, a disciplina, o combate à
discriminação e o exercício dos direitos e deveres são práticas que garantem a
socialização e a convivência, desenvolvem e fortalecem a noção de cidadania e de
igualdade entre todos Indicadores:
1- Amizade e solidariedade
2- Alegria
3- Respeito ao outro
4- Combate à discriminação
5- Disciplina
6- Respeito aos direito
PRÁTICA PEDAGÓGICA
O movimento educativo se radica na transferência sistemática do caráter
humano do trabalho – a ciência, a arte e a cultura – de uma geração à sua seguinte.
O núcleo da ação e, portanto, das metodologias pedagógicas, socialmente é
constituído pelo conjunto de relações que os homens criam entre si e o
conhecimento historicamente herdado.
A prática pedagógica determina as relações entre os educadores, entre
educadores e educandos, a estruturação da escola e do currículo, o princípio de
como se adquire o conhecimento, a avaliação de todas as atividades.
A prática pedagógica é uma ação planejada e refletida sobre as ações do
professor no dia-a-dia da sala de aula. A escola realiza seu maior objetivo: fazer com
que os alunos aprendam e adquiram o desejo de aprender cada vez mais e com
autonomia. Para atingir esse objetivo, é preciso focar a prática pedagógica no
desenvolvimento dos alunos, o que significa conhecê-los, compreender suas
diferenças, demonstrar interesse por eles, conhecer suas dificuldades e incentivar
suas potencialidades.
Os homens vivem num mundo de informações, o que reforça a
necessidade de planejar as aulas com base em um conhecimento sobre o que eles
já sabem e o que precisam e desejam saber.
INDICADORES
1- Proposta pedagógica definida e conhecida por todos.
2- Planejamento
3- Contextualização
4- Variedade de estratégias e dos recursos de ensino-aprendizagem
5- Incentivo a autonomia e ao trabalho coletivo
6- Prática pedagógica inclusiva
AVALIAÇÃO
A avaliação é parte integrante e fundamental do processo educativo. Por
meio dela o professor fica sabendo como está a aprendizagem dos alunos e obtêm
indícios para refletir e melhorar a sua própria prática pedagógica. Inclui uma
avaliação inicial para o planejamento do professor e uma avaliação ao final de uma
etapa de trabalho.
A avaliação deve ser um processo, devendo acontecer durante todo o
ano, em vários momentos e de diversas formas: trabalhos em grupo, observações
em sala de aula, exercícios e tarefas de casa. Assim, o estudante pode exercitar e
inter-relacionar suas diferentes capacidades, explorando seu potencial e avaliando
sua compreensão dos conteúdos curriculares e seus avanços.
O aluno pode fazer a auto-avaliação, possibilitando a tomada de
consciência de seus avanços, suas dificuldades e suas possibilidades.
A avaliação não será feita apenas referente à aprendizagem do aluno,
mas também da escala como um todo.
Indicadores:
1- Monitoramento do processo de aprendizagem dos alunos;
2- Monitoramento do processo de aprendizagem dos alunos;
3- Mecanismos de avaliação dos alunos;
4- Participação dos alunos na avaliação de sua aprendizagem;
5- Avaliação do trabalho dos profissionais da escola;
6- Acesso, compreensão e uso dos indicadores oficiais de avaliação da escola e
das redes de ensino.
GESTÃO ESCOLAR DEMOCRÁTICA
A Gestão Escolar Democrática envolverá compartilhamento de decisões e
informações, a preocupação com a qualidade da educação e com relação custobenefício e a transferência. Democratizar a gestão da educação requer,
fundamentalmente, que a sociedade possa participar no processo de formulação e
avaliação da política de educação e na fiscalização de sua execução, através de
mecanismos institucionais.
Compartilhará decisões com os pais, alunos, professores, funcionários e
outras pessoas da comunidade na administração escolar. Isso significa tirar dos
governantes e dos técnicos na área o monopólio de determinar os rumos da
educação no município.
Os conselhos escolares farão parte do coletivo da escola para orientar,
opinar e decidir sobre tudo o que tem a ver com a qualidade da escola.
Os conselhos participarão das reuniões pedagógicas, festas, exposições e
apresentações dos alunos onde todas as instâncias estarão reunidas.
Os alunos também opinarão através de conversas e questionários
específicos.
Alguns segmentos da comunidade estarão trabalhando em parceria com a
escola. Dessa forma estarão proporcionando a qualidade do ensino.
Para uma gestão democrática é preciso lidar com conflitos e opiniões
diferentes. Portanto, a participação de todos na avaliação da escola se fará
necessário.
INDICADORES PARA A AVALIAÇÃO DA GESTÃO ESCOLAR DEMOCRÁTICA:
1- Informação democratizada
2- Conselhos escolares atuantes
3- Participação efetiva de estudantes
4- Parcerias locais e relacionamento da escola com os serviços públicos.
5- Tratamento aos conflitos que ocorrem no dia-a-dia da escola
6- Participação da escola no Programa Dinheiro Direto na Escola.
7- Participação em outros programas de incentivo à qualidade da educação do
governo Federal, dos governos estaduais ou municipais.
FORMAÇÃO E CONDIÇÕES DE TRABALHO DOS PROFISSIONAIS DA ESCOLA
Todos os profissionais da escola são importantes para a realização dos
objetivos do Projeto Político. Os professores são responsáveis pela concretização
dos princípios político-pedagógicos em ensino-aprendizagem.
Cada um dos demais professores tem um papel fundamental no processo
educativo contido no resultado depende não só da sala de aula, mas também da
vivência e da observação de atitudes corretas e respeitosas no cotidiano da escola,
para tanto as responsabilidades exige boas condições de trabalho equilíbrio,
conhecimento específico da disciplina. (preparo)
Para tanto, os professores e funcionários que participarão da formação
continuada que será oferecida no ano de 2011, pelo N.R.E, SEED e Equipe
Pedagógica.
INDICADORES PARA A AVALIAÇÃO
1- Habilitação;
2- Formação continuada;
3- Suficiência da Equipe Escolar;
4- Assiduidade da Equipe Escolar;
5- Estabilidade da Equipe Es
AMBIENTE FÍSICO ESCOLAR
Ambientes físicos escolares de qualidade são espaços educativos
organizados, limpos, arejados, agradáveis, cuidado com as flores, árvores, móveis,
equipamentos e materiais didáticos, adequados à realidade da escola, com recursos
que permitam a prestação de serviços de qualidade aos alunos, aos pais e à
comunidade além de boas condições de trabalho aos professores, diretores e
funcionários em geral.
Na gestão do espaço escolar buscaremos nos atentar para:
-
O bom aproveitamento dos recursos didáticos da escola: se está
em bom estado, e que ele seja utilizado adequadamente;
-
Uma organização que favoreça o convívio entre as pessoas, que
seja flexível e conte com as condições suficientes para o desenvolvimento
das atividades de ensino e aprendizagem;
-
A qualidade dos recursos (os recursos atendem adequadamente
as necessidades da escola);
O ambiente escolar estará sendo avaliado através de 3 indicadores:
1- Suficiência: disponibilidade de material, espaço ou equipamento
quando deles se necessita.
2- Qualidade: adequação do material, à prática pedagógica, boas
condições de uso, conservação, organização, beleza, etc;
3- Bom aproveitamento: valorização e uso eficiente e flexível de
tudo o que se possui.
ACESSO, PERMANÊNCIA E SUCESSO NA ESCOLA
Um dos principais desafios de nossas escolas é fazer com que crianças
adolescentes nela permaneçam e consigam concluir os níveis de ensino em idade
adequada, e que jovens e adultos também tenham os seus direitos educativos
atendidos.
Temos como metas buscar informações:
-
Quem são nossos alunos? Onde vivem? Quem são aqueles que
mais faltam na escola? Quais suas dificuldades no processo ensino
aprendizagem? E os que abandonaram ou se evadiram? Saber os motivos.
-
A escola fará um levantamento e montará o Projeto “FICA”, parta
estar resgatando essas crianças para escola.
INDICADORES PARA AVALIAR O ACESSO E PERMANÊNCIA DO ALUNO NA
ESCOLA
1- Número total de falta dos alunos;
2- Abandono e evasão;
3- Atenção aos alunos com alguma defasagem da aprendizagem;
4- Atenção às necessidades educativas da comunidade.
PLANO DE AÇÃO PARA ELABORAÇÃO DA AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL
Através das dimensões propostas e seus respectivos indicadores, a escola
formulará algumas questões para os alunos, pais, professores, diretores e outros
componentes das instâncias colegiadas para estarem refletindo, dialogando e
buscando alternativas para sugerir uma tomada de decisão sobre todos os aspectos
e seguimentos da escola que estiverem apontando necessidade de estarem sendo
redimensionados. (Sugestões) SEED – SUED
Nome da Escola:
Tempo avaliado:
AVALIANDO A QUALIDADE DA EDUCAÇÃO
Dimensão: Ambiente Educativo
Indicadores:
-Amizade e solidariedade;
-Alegria;
-Respeito ao outro;
-Combate à discriminação.
-Disciplina.
-Respeito aos direitos da criança e do adolescentes.
Problemas prioritários:
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
Ações (o que fazer):
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
Responsável:
___________________________________________________________________
Prazo:
___________________________________________________________________
Dimensão: Prática Pedagógica
Indicadores:
-Proposta definida e conhecida por todos.
-Planejamento;
-Contextualização;
-Variedade de estratégias e dos recursos de ensino-aprendizagem;
-Incentivo à autonomia e ao trabalho coletivo;
-Prática Pedagógica inclusiva.
Problemas prioritários:
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
Ações (o que fazer):
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
Responsável:
___________________________________________________________________
Prazo:
___________________________________________________________________
Dimensão: Avaliação
Indicadores:
-Monitoramento do processo de aprendizagem dos alunos.
-Monitoramento do processo de aprendizagem dos alunos;
-Mecanismos de avaliação dos alunos na avaliação de sua aprendizagem;
-Avaliação do trabalho dos profissionais da escola;
-Acesso, compreensão e uso dos indicadores oficiais de avaliação da escola e das
redes de ensino.
Problemas prioritários:
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
Ações (o que fazer):
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
Responsável:
___________________________________________________________________
Prazo:
___________________________________________________________________
Dimensão: Gestão Escolar Democrática
Indicadores:
-Informação democratizada;
-Conselhos escolares atuantes;
-Participação efetiva de estudantes, pais, mães e comunidade em geral;
-Parcerias Locais e relacionamento da escola com os serviços públicos;
-Tratamento aos conflitos que ocorrem no dia-a-dia da escola. Participação da
escola no programa Dinheiro Direto na Escola;
-Participação em outros programas de incentivo à qualidade da educação do
Governo Federal, dos Governos Estaduais ou Municipais.
Problemas prioritários:
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
Ações (o que fazer):
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
Responsável:
___________________________________________________________________
Prazo:
___________________________________________________________________
Dimensão: Formação e condições de trabalho dos profissionais do Colégio
Indicadores:
-Habilitação;
-Formação continuada;
-Suficiência da equipe escolar;
-Assiduidade da equipe escolar;
-Estabilidade da equipe escolar;
Problemas prioritários:
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
Ações (o que fazer):
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
Responsável:
___________________________________________________________________
Prazo:
___________________________________________________________________
Dimensão: Ambiente físico escolar
- Suficiência: disponibilidade de material, espaço ou equipamento quando deles se
necessita;
- Qualidade: adequação do material, à Prática Pedagógica, boas condições de uso,
conservação, organização, beleza etc.
Problemas prioritários:
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
Ações (o que fazer):
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
Responsável:
___________________________________________________________________
Prazo:
_________________________________________________________________
Dimensão: Acesso, permanência e sucesso na escola
Indicadores:
-Número total de faltas dos alunos;
-Abandono e evasão;
-Atenção aos alunos com alguma defasagem de aprendizagem;
-Atenção aos alunos com alguma defasagem de aprendizagem;
-Atenção às necessidades educativas da comunidade.
Problemas prioritários:
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
Ações (o que fazer):
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
Responsável:
___________________________________________________________________
Prazo:
___________________________________________________________________
Sugestões Metodológicas para trazer de volta alunos que abandonaram a
escola:
-
Comunicar através da FICA o aluno logo após detectar sua ausência;
-
Através de amigos, telefone e recados entrar em contato com u aluno, para
que o mesmo venha até a escola;
-
Conversar com a família e com o educando para verificar os motivos da
ausência;
-
Formular um questionário para ser respondido pelo aluno (com ajuda dos
pais se necessário)
-
Verificar as razões.
-
Dar suporte para promover o processo de readaptação dos alunos que
voltarem a freqüentar as aulas durante o ano.
6. 4 - ACOMPANHAMENTO AOS EGRESSOS
Para o atendimento aos alunos egressos, principalmente àqueles que se
evadiram, que reprovaram e deixaram de voltar para escola ou mesmo aqueles que
deixaram de estudar por alguns anos, as instâncias colegiadas do estabelecimento
proporcionará uma avaliação diagnóstica para detectar o nível de conhecimento que
cada aluno possa estar apresentando com o objetivo de fazer o atendimento coletivo
e individual, para que se cumpra o direito a Educação garantida pela Constituição
(art. 205 e 206) e pela LDB.
A avaliação diagnóstica será realizada através de observações e
atividades escritas para serem analisadas pelo professor, Equipe e alunos.
Projetos
de reforço estarão sendo disponibilizados
em
períodos
alternados: como pré ou pós períodos de aula, podendo ser conferidos no período
de hora-atividade do professor, dependendo da disponibilidade dos envolvidos.
Para os alunos que terminaram o curso e que necessitam voltar ao colégio
para realizarem seus estágios de curso superior, estará sendo ofertado um apoio da
Equipe e dos professores para que ele possa estar fazendo observações em sala de
aula, participando de projetos e podendo ministrar suas aulas com respaldo e
disponibilidade dos vários segmentos da escola, como também de acesso aos
conteúdos do currículo, ambientes e materiais didáticos disponíveis na escola.
A preocupação maior é a qualidade do Ensino proporcionado pela escola
com a finalidade de elevar o nível de conhecimento de nossos educandos,
contribuindo para que o ensino da comunidade escolar, do estado, do país seja uma
educação voltada para os que mais precisam dela, não esquecendo que essa
maioria que precisa de especialização possa prosseguir seus estudos, como
também, inserir-se no mercado de trabalho, onde o “conhecimento tácito” do
indivíduo é tão importante no “mundo moderno” para estar aplicando nas
eventualidades do dia-a-dia.
Para os alunos que deixarem de freqüentar será preenchido a FICA, onde
o Colégio estará procurando resgatá-lo. Caso o mesmo não consiga estará
procurando o apoio do Conselho Tutelar para as devidas providências.
6.5 - AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM
No cumprimento à LDB e Diretrizes Curriculares Nacionais, o Colégio
Estadual José Domingues da Costa - Ensino Fundamental e Médio, apresenta seu
Plano de Avaliação que dará suporte ao Ensino-Aprendizagem do ano de 2011.
Algumas reflexões foram necessárias para que se buscasse uma definição
de Avaliação que pudesse ir de encontro às necessidades de nossos educandos,
porque a Avaliação constitui um elemento primordial na organização da prática
pedagógica, na medida em que favoreça o processo de construção do
conhecimento.
A concepção Histórico-Crítica dará suporte ao trabalho pedagógico desse
Estabelecimento de Ensino, por acreditamos está favorece uma prática pedagógica
emancipadora, onde a relação interativa entre professor e aluno, sujeitos ativos,
concretos, possam buscar meios de obter informações necessárias sobre o
desempenho da aprendizagem.
O professor é a autoridade competente que irá direcionar o processo
pedagógico, interferir e criar condições necessárias à apropriação do conhecimento,
enquanto especificidade da relação pedagógica.
O papel da escola será a valorização do espaço social responsável pela
apropriação do saber universal, a socialização do saber elaborado pela humanidade,
entendendo a apropriação crítica e histórica do conhecimento enquanto instrumento
de compreensão da realidade social e atuação crítica e democrática na
transformação dessa realidade.
Os conteúdos culturais universais, incorporados pela humanidade, serão
reavaliados permanentemente face às realidades sociais.
Técnicas de ensino diversificadas serão adotadas para dar o respaldo
necessário como: trabalhos individuais e em grupos com elaboração de sínteses
integradoras envolvendo discussão, debates e leituras.
A Avaliação, em vista dessa concepção Histórico-Crítica, tem a função
diagnóstica (permanente e contínua) por ser meio de obter informações necessárias
sobre desenvolvimento da prática pedagógica, para a reformulação desta prática e
dos processos de aprendizagem porque: pressupõe tomada de decisão, fazendo
com que os envolvidos no processo tenham conhecimento dos resultados de sua
aprendizagem e desse modo possam organizar-se para as mudanças que se
fizerem necessárias, revendo o método da prática social, confrontando os saberes
trazidos pelos alunos com o saber elaborado na perspectiva da apropriação de uma
concepção científico/filosófica da realidade social, mediada pelo professor,
incorporando a dialética como teoria da compreensão da realidade e como método
de intervenção dessa realidade.
Segundo o Regimento Escolar que dá respaldo à Prática Pedagógica
desse Estabelecimento de Ensino a avaliação deve ser:
- Diagnóstica – com o propósito de determinar a presença ou ausência
de pré-requisitos, assim como identificar possíveis causas de dificuldades na
aprendizagem, tendo em vista o avanço e o crescimento do educando e não a sua
estagnação disciplinadora, exigindo do educador uma postura pedagógica clara e
definida;
- Formativa – realizada durante o processo ensino-aprendizagem,
oportunizando a avaliação do educando como um ser único, individual, respeitando
suas potencialidades e características pessoais, fornecendo elementos decisivos
para prosseguimento dos conteúdos ou para a retomada de estudos dos mesmos,
evitando-se a comparação dos alunos entre si, avaliando o seu desempenho em
relação aos objetivos propostos para serem atingidos num período determinado;
- Somativa – caracterizada pela avaliação global, cumulativa, que
expressa a totalidade do aproveitamento escolar num processo contínuo, porém,
terminal do período/ano letivo.
Os instrumentos de avaliação serão diversificados: testes orais e escritos,
trabalhos práticos, debates, sínteses, resumos, análises, participação em trabalhos
coletivos e/ou individual, tarefas específicas, pesquisas, atividades complementares
em classe, extra-classe e domiciliares, argüições, provas
e outras modalidades
propostas pelo professor.
Para o Ensino Fundamental e Médio o resultado da avaliação de
aprendizagem é expresso através de notas graduadas de 0 (zero) a 10,0 (dez
vírgula zero).
O rendimento mínimo para a classificação e aprovação é 6,0 (seis vírgula
zero) por disciplina.
Os resultados das avaliações de aprendizagem do período letivo são
registrados em documentação própria a fim de ser assegurada a regularidade da
vida escolar do aluno.
A nota do período letivo é resultado da somativa dos valores atribuídos de
cada instrumento de avaliação, sendo valores cumulativos em várias aferições, na
seqüência e ordenação dos conteúdos.
A média de conclusão por disciplina é obtida através de média aritmética
ponderada das notas dos semestres constituindo-se na média anual.
A avaliação da aprendizagem, processual, reflexiva e cumulativa,
concorre, entre outros aspectos, para a definição do tempo e das formas de
promoção do estudante.
A
ampliação
do
tempo
escolar
é
imprescindível
para
o
seu
amadurecimento intelectual, afetivo e pedagógico.
O resultado do desempenho escolar nos fornece condições para obtermos
informações em determinado tempo das condições do aprendizado do aluno, mas
não dá indicação do que é necessário. Por isso é preciso buscar as causas do
sucesso ou do insucesso, examinando a lógica político-pedagógica que norteia o
ambiente escolar, buscando o tempo necessário à aprendizagem (a recuperação
paralela),
através de situações mobilizadoras como: atividades
e metodologias
diversificadas, instrumentos tecnológicos – televisão, computadores, livros, e
experiências significativas, etc.
Se esse tempo e as experiências diversificadas não forem suficientes, a
escola estará proporcionando projeto de recuperação de estudos.
Na Recuperação Paralela o docente deverá pontuar ao aluno que não
entendeu o conteúdo, de forma diferenciada, para que possibilite a compreensão do
aluno.
O conteúdo deverá ser retomado através de leituras, atividades para casa,
pesquisa. Será realizada recuperação simultânea e concomitante na sala de aula.
Logo após localizar a necessidade do educando, deverá acontecer intervenção no
processo ensino aprendizagem.
O docente deverá registrar no livro de Registro de Classe o (s) conteúdo
(s) trabalhado (s), na recuperação se ainda permaneça a defasagem, a recuperação
de conteúdos estará acontecendo durante as aulas, sendo que no final de cada
semestre, o aluno que não atingir 6,0 de média, terá o direito de fazer recuperação
paralela através de uma prova pontual, que valerá 6,0 pontos e somada às
atividades do semestre. A média final da recuperação será substituída quando essa
for superior à média anterior.
Se mesmo assim, o aluno não conseguir sucesso, o colégio proporcionará
a progressão parcial, em que o educando poderá prosseguir em seus estudos com a
oportunidade de cursar a disciplina em que ele não obtiver sucesso.
A Progressão Parcial é realizada mediante a reprovação do aluno em até
03 (três) disciplinas ou área de conhecimento da série, dando garantia de cursar o
período subseqüente, concomitantemente às disciplinas ou áreas nas quais tenha
reprovado.
6.6 - LINHAS DE AÇÃO
6.6.1 - DO DIRETOR
 Desenvolvimento de ações prática, simples no sentido de oportunizar o ingresso e
permanência do aluno na escola;
 Envolvimento de toda a comunidade escola na definição de ações que venham
contribuir para evitar o abandono e evasão precoce;
 Desistimulação, entre os alunos, professores e funcionários de qualquer atitude
de preconceito;
 Realização de um trabalho coletivo no sentido de tornar a escola relevante na
vida dos alunos;
 Realização de reuniões rápidas e objetivas e informativas;
 Manutenção de quadro de aviso constante e atualizado;
 Estabelecimento de normas de trabalho coletivo e orientação para sua efetivação;
 Estabelecimento de demanda de trabalho centrada nas idéias e não em pessoas;
 Orientação nas ações pedagógicas para que, conjuntamente, promovam a
aprendizagem dos alunos e o desenvolvimento profissional do professor;
 Viabilização de transparências às ações e seus resultados;
 Informação aos alunos do seu rendimento escolar;
 Promoção de reuniões periódicas com os pais ou responsáveis para tratar de
assuntos inerentes ao rendimento do aluno;
 Elaboração do calendário escolar que venha atender às necessidades dos alunos,
dentro das normas da SEED;
 Elaboração de horário semanal de forma a atender as necessidades dos alunos;
 Criação de mecanismos para o professor repor imediatamente os conteúdos
quando houver faltas do professor;
 Criação de mecanismos necessários para que haja recuperação de conteúdos de
forma paralela ao longo do processo, quando detectado a defasagem dos alunos;
 Participação de todos os seguimentos na elaboração, execução e avaliação do
PPP;
 Incentivação aos professores para sua formação continuada;
 Avaliação institucional pela comunidade escolar;
 Realização de Conselho de Classe participativo imediatamente após detectar
avanços e/ou defasagem dos alunos, para as correções possíveis;
 Elaboração de projetos especiais para enriquecimento da aprendizagem do aluno.
 Realização de reuniões com as instancias colegiadas sempre que houver
necessidade para melhorar o andamento do estabelecimento;
 Aplicação de todo os recursos financeiros em benefício do aluno;
 Estabelecimento de normas para manter em funcionamento adequado:
a) Cantina escolar;
b) Quadra esportiva;
c) Laboratórios;
d) Biblioteca;
e) Gravação de vídeos TV escola;
f) Secretaria, etc.
 Constantes consultas ao regimento escolar, bem como LDB e outras instruções
do CEE e SEED para efetivar um ensino de qualidade e igualdade para todos.
 Trabalho articulado com a Equipe Pedagógica em todos os turnos com o objetivo
de atender alunos com dificuldades de aprendizagem, atender pais e outros
membros da comunidade.
6.6.2 - DA EQUIPE PEDAGÓGICA
 Promover junto ao Corpo Docente, reuniões pedagógicas para discutir assuntos
referentes ao ensino-aprendizagem;
 Orientar os docentes no preenchimento do livro registro, referentes às atividades
pedagógicas, freqüências, notas e outros registros;
 Vistar bimestralmente o livro registro;
 Estabelecer relação entre o planejamento, a prática e o registro de classe,
auxiliando o professor sempre que necessário;
 Orientar os professores quanto ao livro registro quando houver alteração do
calendário escolar por algum motivo;
 Garantir ao corpo discente a reposição dos conteúdos que não venham a ser
trabalhados por ausência do professor, estabelecendo formas didáticas viáveis;
 Garantir aos alunos, atendimento pedagógico quando o mesmo necessitar de
afastamento da escola, para tratamento de saúde ou alguns dos itens do anexo I da
Instrução n° 13/04 –DIE/SEED;
 Tornar ciente, professores e alunos quanto à freqüência do total de horas
obrigatórias na Lei 9394/96 de 20 de dezembro de 1996;
 Propor Projetos Especiais junto aos professores, para atender as dificuldades
apresentadas pelos alunos, referente ao Ensino-Aprendizagem;
 Dar assistência Metodológica sempre que solicitada pelos professores;
 Garantir aos alunos atendimento de Orientação Educacional sempre que
necessário;
 Sugerir aos professores propostas metodológicas de enriquecimento pedagógico
em consonância aos conteúdos propostos;
 Proporcionar um trabalho voltado para o cumprimento dos direitos e deveres da
escola;
 Criar mecanismos necessários para que haja recuperação de conteúdos de forma
paralela ao longo do processo, quando detectado a defasagem do aluno;
 Participar junto ao corpo docente da escola da elaboração, execução e avaliação
do P.P.P do Colégio;
 Oportunizar momentos reflexivos sobre a prática pedagógica atual;
 Viabilizar momentos de envolvimento de toda comunidade escolar na definição de
ações que venham contribuir para evitar o abandono e evasão precoce;
 Realizar reuniões com as instâncias colegiadas, sempre que houver necessidade,
para melhora o andamento do estabelecimento;
 Constantes consultas ao regimento escolar, bem como a LDB e outras instruções
do CEE e SEED, para efetivar um ensino de qualidade para todos;
 Ler toda a correspondência recebida do NRE e demais informações, para auxiliar
nas providências a serem tomadas dentro do prazo;
 Participar de reuniões com os pais;
 Auxiliar a direção;
 Convocar alunos e pais quando for necessário;
6.6.3 - EQUIPE ADMINISTRATIVA
A Equipe Administrativa dará suporte ao funcionamento de todos os
serviços do estabelecimento de ensino, proporcionando condições para que os
mesmos cumpram suas funções;
Os Serviços Gerais proporcionará a manutenção, preservação, segurança,
merenda escolar, sendo coordenado e supervisionado pela Direção, ficando a ela
subordinado;
Os serventes efetuarão a limpeza e manterão em ordem as instalações
escolares, providenciando o material e produtos necessários;
As merendeiras prepararão e servirão a merenda escolar, controlando-a
quantitativa e qualitativamente, informando ao Diretor do Estabelecimento a
necessidade de reposição de estoque;
Procurar estar sempre conservando o local de preparação da merenda em
boas condições de trabalho, procedendo a limpeza e arrumação;
A Secretaria terá como meta de trabalho os serviços de escrituração
escolar e correspondência do estabelecimento, cumprindo e fazendo cumprir as
determinações dos seus superiores hierárquicos;
Distribuir as tarefas decorrentes dos encargos da Secretaria aos seus
auxiliares;
Redigir a correspondência que lhe for confiada;
Rever todo o expediente a ser submetido a despacho do Diretor;
Elaborar relatórios e processos a serem encaminhadas a autoridades
competentes;
Apresentar, em tempo hábil, todos os documentos que devam ser
assinados;
Organizar e manter em dia o protocolo, o arquivo escolar e o registro de
assentamentos dos alunos de forma a permitir, em qualquer época, a verificação,
identidade, regularidade da vida escolar do aluno, dar autenticidade aos documentos
escolares, coordenar e supervisionar as atividades administrativas referentes à
matriculas, transferências, adaptações e conclusão de curso;
Zelar pelo uso adequado e conservação dos bens materiais distribuídos à
secretaria;
Comunicar à Direção toda a irregularidade que venha a ocorrer na
secretaria.
6.6.4 SALA DE APOIO
O colégio conta no com a sala de apoio à aprendizagem no contraturono para
os anos finais do Ensino Fundamental, 6º ao 9º ano, com ação pedagógica para dar
continuidades ao processo de democratização do ensino criando condições possíveis para que o direito à aprendizagem seja assegurado ao aluno e mesmo possa
superar as dificuldades encontradas no processo de aprendizagem.
Os alunos receberam atendimento de apoio nas disciplinas de Língua Portuguesas e Matemática, utilizando de metodologia diferenciadas e uma diversidade de
materiais pedagógicos, será proporcionada a interação dos professores da sala comum e da sala de apoio para troca de experiência e avaliação do trabalho, todo trabalho realizado será acompanhado e orientado pela equipe pedagógica.
6.4.5 ATIVIDADES COMPLEMENTARES CURRICULARES DE CONTRATURNO
A inserção das Atividades Complementares Curriculares de Contraturno está
prevista na Instrução nº 004/2011-SUED/SEED, nas quais se encontra determinado
que a elaboração de atividades deve ser feita pelo coletivo escolar, considerando as
necessidades pedagógicas e sociais dos alunos e da escola. Sugere ainda que
essas atividades estejam contempladas na Proposta Pedagógica Curricular (PPC),
sendo esta uma parte do Projeto Político Pedagógico.
As atividades de complementação curricular, embora tenham como base as
Diretrizes Curriculares Orientadoras, não podem partir da iniciativa individual do
professor, mas sim do coletivo da escola que compreende todos os segmentos da
Comunidade Escolar. Essas atividades não devem ser especificadas em cada
disciplina, mas sim inseridas ao final da Proposta Pedagógica Curricular. No entanto,
não devem ter o caráter de anexo, nem de ação isolada, mas apresentar uma interrelação entre as atividades e a concepção das disciplinas.
O Colégio conta com as seguintes atividades:
Leitura e literatura:
Objetivos:

Identificar os principais gêneros textuais presente no ambiente virtual;

Conhecer a organização e estrutura das redes sociais e tipologias textuais
que circulam no âmbito da internet;

Aprender a utilizar os novos gêneros textuais que estão presentes no
cotidiano e que são indispensáveis para vivencia em sociedade;

Destacar as diferentes vozes e interlocutores em textos recorrentes na
internet.

Formar leitores críticos e conhecedores dos diversos gêneros textuais.
Direitos Sociais
Objetivo:

Possibilitar a implementação da lei 10.639/03 que torna a cultura africana parte do currículo escolar.

Promover o conhecimento da cultura afro-brasileira em suas múltiplas manifestações, criando subsídios para discussões e reflexões de todos os envolvidos.

Promover a consciência étnica dos alunos.
PROPOSTA PPEDAGÓGICA DA ATIVDADE COMPLEMENTAR CURRICULAR EM
CONTRATURNO
PÚBLICO ALVO – ALUNOS DO ENSINO MÉDIO
MACROCAMPO
DIREITOS HUMANOS
TURNO
VESPERTINO
CONTEÚDO
A MITOLOGIA E A RECONSTRUÇÃO DA MEMÓRIA E HISTÓRIA
AFRO-BRASILEIRA.
• POSSIBILITAR A IMPLEMENTAÇÃO DA LEI 10.639/03 QUE
TORNA A CULTURA AFRICANA PARTE DO CURRÍCULO ESCOLAR.
• PROMOVER O CONHECIMENTO DA CULTURA AFRO BRAILEIRA EM SUAS MULTIPLAS MANIFESTAÇÕES, CRIANDO
SUBSÍDIOS PARA DISCUSSÕES E REFLEXÕES DE TODOS
OS ENVOLVIDOS.
OBJETIVO
• DIVISÃO DO PROJETO POR MÓDULOS TEMÁTICOS (TAIS
COMO: A TEORIA DO RACISMO, ÁFRICA ANTES DA DIÁSPORA, MANIFESTAÇÕES CULTURAIS AFRO BRASILEIRAS E
ENCAMINHAMENTO METODOLÓGICO
A CONDIÇÃO DA MULHER NEGRA.)
• PROMOÇÃO DE SARAIS DE LEITURA.
• EXPOSIÇÃO DE MATERIAL MIDIÁTICO.
• PROMOVER GRUPOS DE DISCUSSÃO/LEITURA.
AVALIAÇÃO
RESULTADOS ESPERADOS
A
AVALIAÇÃO
SERÁ
DIAGNÓSTICA,
CONTÍNUA,
PROCESSUAL INDIVIDUAL E/OU EM GRUPOS, TENDO OS
OBJETIVOS DEFINIDOS SEMPRE QUE TRABALHADOS EM
SALA DE AULA
PARA O ALUNO:
• PROMOVA A CONSCIÊNCIA ÉTNICA DOS ALUNOS;
•
MULTIPLICAÇÃO DAS EXPERIÊNCIAS ADQUIRIDAS NO
PROJETO.
PARA A ESCOLA: ESTIMULE OUTRAS AÇÕES, DA GESTÃO
ESCOLAR E DAS DEMAIS DISCIPLINAS, QUE PRIORIZEM A
TEMÁTICA AFRO-BRASILEIRA A PARTIR DO SUCESSO DESTE
PROJETO.
REFERENCIA BIBLIOGRAFICA
PARA A COMUNIDADE: COMPREENDA A PARTICIPAÇÃO
SÓCIOECONÔMICA E CULTURAL DA POPULAÇÃO NEGRA NA
HISTÓRIA DAS SOCIEDADES MUNDIAIS
DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS PARA A EDUCAÇÃO
DAS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS E PARA O ENSINO DE
HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA E AFRICANA;
LEI 10.639; ESTÓRIAS QUILOMBOLAS – COLEÇÃO CAMINHOS
DAS PEDRAS
VOL.III; DIRETRIZES CURRICULARES DA
EDUCAÇÃO BÁSICA DO PARANÁ.
PÚBLICO ALVO: ALUNOS DO ENSINO FUNDAMENTAL II
MACROCAMPO
TURNO
CONTEÚDO
2. Cultura e Artes,
Matutino
- Leitura, Música, Teatro, Artes Visuais e Danças.
• Apresentar a biblioteca como instituição provedora de
atividades diversificadas por meio de saraus que
envolvam
apresentação de poesia, conto, danças,
livros, música, pintura e teatro.
•
Promover a familiaridade dos alunos com os diversos
gêneros literários e manifestações culturais.
•
OBJETIVO
Desenvolver o prazer de ir à biblioteca, de modo que
esta seja fonte de lazer e diversão para os
educandos.
•
Ampliar o repertório de obras (gêneros diversificados)
que podem ser apresentados para a turma.
•
Propiciar o progressivo amadurecimento do aluno
quanto a sua consciência de sujeito-leitor
conteúdos serão trabalhados por temáticas,
ENCAMINHAMENTO
Os
que
METODOLÓGICO
envolvam a combinação de leituras, pesquisas e atividades
práticas, que serão desenvolvidos em quatro momentos.
Primeiro momento será de sensibilização, através de música,
textos, poesias, vídeos, obras de artes e outros elementos
que
despertem
o
interesse
do
aluno
pela
temática
desenvolvida.
Segundo momento será o momento de teorizar o conteúdo,
através de estudos de textos informativos, análise obras
literárias e de produção artística, produção de conceitos,
pesquisas na internet, em livros e atividades propostas como
produção de redação, poesia, versos, pinturas e desenhos
etc.
Terceiro momento será o de sentir e perceber, onde será
colocado em prática todo o conhecimento adquirido através
da atividade prática, como dança, teatro, poesia, música
pinturas etc.
Quarto momento será a finalização do tema estudado, onde
serão avaliados os resultados, através da auto-avaliação, da
reflexão, do diálogo e da exposição do resultado para a
comunidade escolar.
Todas as atividades serão desenvolvidas em grupo, para que
haja a interação e socialização dos alunos, despertando o
trabalho cooperativo e solidário.
Será avaliado o interesse e o nível de participação por parte
AVALIAÇÃO
dos alunos nas atividades propostas e ainda a elaboração de
um portfólio para registrar as atividades realizadas.
PARA O ALUNO: Incentivar o prazer pela leitura e outras
manifestações culturais e ainda mostrar a biblioteca como
fonte de outras manifestações culturais.
PARA A ESCOLA: Além de formar leitores críticos e
conhecedores
das
diversas
manifestações
culturais
a
instituição de ensino em questão poderá utilizar-se desse
RESULTADOS ESPERADOS
público para incentivar novas atividades e manifestações de
modo que elas também possam ser desenvolvidas no âmbito
escolar.
PARA A COMUNIDADE: Valorização do patrimônio histórico
cultural que é a biblioteca como instituição semeadora de
manifestações culturais.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BRONCKART, J. P. O gênero de texto e os tipos de discurso
como
formatos
das
interações
propiciadoras
de
desenvolvimento. In: MACHADO, A. R.; MATENCIO, M. L. M.
(Org.)
Atividades
de
linguagem,
discurso
e
desenvolvimento humano. Campinas, SP: Mercado de
Letras, 2006. P. 121 – 160.
COSSON, Rildo. Letramento Literário: teoria e prática.
São Paulo: Contexto, 2007.
COSSON, Rildo. Entre o cânone e o mercado: a indicação
de textos na escola. In: PAULINO, G.
FILIPOUSKI, Ana Mariza Ribeiro. A formação do leitor
jovem: temas e gêneros da literatura. RS: Edelbra, 2009.
GASPARIN, João Luiz. Uma didática para a Pedagogia Histórico-Critica, 4ª ed. rev. e ampl. Campinas, SP: Autores Associados, 2007.
GOTLIB, N. B. Teoria do conto. São Paulo: Ática, 2003.
PARANÁ, Secretaria de Estado da Educação. Diretrizes
Curriculares de Língua Portuguesa para a Educação Básica. Curitiba: SEED, 2008.
PARANÁ, Secretaria de Estado da Educação. Diretrizes
Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Etnico-raciais para o Ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana. Curitiba: SEED, 2008.
SCHNEUWLY, Bernard. Gêneros e tipos de discursos:
considerações
psicológicas
e
ontogenéticas.
In:
SCHNEUWLY, Bernard; DOLZ, Joaquim (et al). Gêneros
orais e escritos na escola. Campinas, SP: Mercado das
Letras, 2004, p.21 – 39.
SOLÉ, Isabel. Estratégias de leitura. 6ª ed. porto Alegre:
Artmed, 1998.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. 27.
ed. São Paulo: Saraiva, 1991. Artigo 205.
DELORS, J. Educação: Um tesouro a descobrir. São Paulo: Cortez; Brasília: MEC:
UNESCO, 1998.
BRASIL. Lei nº 9394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as Diretrizes e Bases
da Educação Nacional. Dário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília,
1996.
BRZEZINSKI, Iria. LDBN interpretada: diversos olhares se entrecruzam. São Paulo:
Cortez, 1997.
CARNEIRO, Moacir Alves. LDBN fácil. Petrópolis: Vozes, 1998.
CARVALHO, R. E. Removendo barreiras à aprendizagem. Porto Alegre, 2000.p.
17.
(5ª) Conferência Internacional sobre Educação de Adultos (V CONFINTEA).
BRASIL. Decreto-lei nº 2494 de 10 de fevereiro de 1998. Regulamento o artigo 80
da LDB (Lei nº 9.394/96). Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil,
Brasília, 10 fev. 1998.
BRASIL. Deliberação nº 11, de 04 de agosto de 1999. Normas para credenciamento
de instituições e autorização de cursos a distância de ensino fundamental para
jovens e adultos, ensino médio e educação profissional de nível técnico no Sistema
Estadual de Ensino do Paraná.Conselho Estadual de Educação, Curitiba, 04 ago.
1999.
BRASIL. Deliberação nº 14, de 8 de outubro de 1999. Indicadores para elaboração
da proposta pedagógica dos estabelecimentos de ensino da Educação Básica em
suas diferentes modalidades. Conselho Estadual de Educação, Curitiba, 06 out.
1999.
BRASIL. Deliberação nº 9, de 1 de outubro de 2001. Matrícula de ingresso, por
transferência e em regime de progressão parcial; o aproveitamento de estudos; a
classificação e a reclassificação; as adaptações; a revalidação e equivalência de
estudos feitos no exterior e regularização de vida escolar em estabelecimentos que
ofertem Ensino Fundamental e Médio nas suas diferentes modalidades. Conselho
Estadual de Educação, Curitiba, 01 out. 2001.
BRASIL. Deliberação nº 6, de 11 de novembro de 2005. Estabelece Normas para a
Educação de Jovens e Adultos no Ensino Fundamental e Médio do Sistema de
Ensino do Paraná.Conselho Estadual de Educação, Curitiba, 11 nov. 2005.
BRASIL. Deliberação nº 6, de. 10 de novembro de 2006. Dispõe sobre as Normas
Complementares às Diretrizes Curriculares Nacionais para a inclusão obrigatória das
disciplinas de Filosofia e sociologia na Matriz Curricular do Ensino Médio nas
Instituições de Ensino do Paraná. Conselho Estadual de Educação, Curitiba, 10
nov. 2006.
BRASIL. Deliberação nº 01 de 10 de fevereiro de 2006. Normatiza a oferta da
disciplina de Ensino Religioso no Ensino Fundamental no Sistema Estadual de
Ensino. Conselho Estadual de Educação, Curitiba, 10 fev. 2006.
BRASIL. Deliberação nº 6, de 15 de dezembro de 2009. Implantação do Ensino da
Língua Espanhola no Sistema Estadual de Ensino do Paraná. Conselho Estadual
de Educação, Curitiba, 15 set. 2009.
BRASIL. Indicação nº 04, de 09 de agosto de 1996. Fixa normas para o Curso de
Formação de Professores para a Educação Infantil, na modalidade de Estudos
Adicionais, em nível de 2.º Grau. Conselho Estadual de Educação, Curitiba, 08
ago. 1996.
BRASIL. Parecer nº 11/00, de 19 de julho de 2000. Diretrizes Curriculares Nacionais
para a Educação de Jovens e Adultos. Conselho Nacional de Educação, Brasília,
19 jul. 2000.
BRASIL. Parecer nº 04, de 29 de janeiro de 1998. Diretrizes Curriculares para o
Ensino Fundamental. Conselho Nacional de Educação, Brasília, 29 jan. 1998.
BRASIL. Parecer nº 15, de 01 de junho de 1998. Diretrizes Curriculares Nacionais
para o Ensino Médio. Conselho Nacional de Educação, Brasília, 15. abr. 1998.
BRASIL. Resolução nº 03, de 26 de junho de 1998. Diretrizes Curriculares Nacionais
para o Ensino Médio. Conselho Nacional de Educação, Brasília, 05 ago. 1998.
COLETIVO DE AUTORES. Brasil: da nova LDB ao novo Plano Nacional de
Educação. Campinas, 1998.
COLETIVO DE AUTORES. Diretrizes curriculares estaduais para o Ensino
Médio: Disciplina: Artes
DEMO, Pedro. A nova LDBN– Ranços e Avanços. Campinas: Papirus, 1997.
DRAIBE, Sonia Miriam; COSTA, Vera Lúcia Cabral; SILVA, Pedro Luiz Barros. Nível
de Escolarização da População. Mimeog.
Estatuto do Conselho Escolar.
Estatuto da Associação de pais, mestres e funcionários.
FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido, 40. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2005.
GOLDEMBERG, Jose. Situação da Educação Brasileira e o Desenvolvimento
nacional. São Paulo: Coleção CIEE, 1999.
KUENZER, Acácia Zeneida. Ensino Médio: construindo uma proposta para os que
vivem do trabalho. São Paulo: Cortez, 2000, p. 40.
MEKSENAS, Paulo. Sociologia da Educação. São Paulo: Cortez, 1994.
NAMO, Guiomar. As novas diretrizes para o ensino. São Paulo: CIEE, 1998
NISKIER, Arnaldo. Rumos da Educação Brasileira. São Paulo: Coleção CIEE,
1997.
OLIVEIRA, Thelma Alves de, et. al. Avaliação Institucional (Cadernos temáticos).
Curitiba: SEED – PR, 2004.
PARANÁ. Regimento Escolar do Colégio Estadual José Domingues da CostaEnsino Fundamental e Ensino Médio. Secretaria de Estado da Educação.
Parâmetros Curriculares Nacionais 2º segmento do Ensino Fundamental.
Parâmetros Curriculares Nacionais Ensino Médio.
SAVIANE, Demerval. A Nova Lei da Educação: limites e Perspectivas Campinas:
1.997.
SAVIANI, Demerval. Escola e Democracia. São Paulo: Cortez.
SECRETÁRIA DE ESTADO DO PARANÁ – Ensino Fundamental de nove anos.
Orientações Pedagógicas para os anos iniciais Curitiba Paraná – 2010.
SEED/PR. Projeto Viva Escola. Resolução nº 3683/2008. Curitiba: SEED, 2008.
SILVA, Eurides Brito da. A Educação Básica Pós-LDBEN.
SOUZA, Paulo N. Silva; SILVA, Eurides Brito da. Como entender e aplicar a nova
LDBEN.
SOUZA, Paulo Nathanael Pereira de; SILVA, Eurides Brito da. Como entender e
aplicar a nova LDBEN.1. ed. São Paulo: Pioneira Educ., 1997.
VEIGA, Ilma Passos Alencastro. Projeto Político-Pedagógico: novas trilhas para a
escola. In:______. Dimensões do Projeto Político-Pedagógico: novos desafios
para a escola. Campinas: Papirus, 2001.
VEIGA, Ilma Passos Alencastro. Inovações de projeto político-pedagógico: uma
relação regulatória ou emancipatória?.Caderno Cedes, Campinas, v. 23, n. 61, p.
267-281, dez. 2003.
VEIGA, Ilma Passos Alencastro. Projeto político-pedagógico: continuidade ou
transgressão para acertar?. In:______. O que há de novo na educação superior:
do projeto pedagógico à prática transformadora. Campinas: Papirus, 2000.
7 – PROPOSTA CURRICULAR PARA O ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO
7.1 ARTE
APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA
A história da Arte se tornou presente, com a generalização do ensino
profissionalizante nas escolas públicas com o direcionamento às habilidades e
técnicas, valorizando a cultura do povo. O ensino da arte passou a ter enfoque na
expressividade, espontaneidade e criatividade.
A valorização da arte encontrou espaço na pedagogia da Escola Nova.
A partir dos anos 60 as produções e movimentos artísticos se
intensificaram nas artes plásticas. Em 1980 surgem movimentos para valorização da
educação partindo das influências da Pedagogia Histórico-Crítica.(Saviani 1980). Foi
elaborado em 1990,o Currículo Básico para a Escola Pública do Paraná. Os PCNS
em Arte tiveram como fundamentação a Metodologia Triangular.
A nova LDB 9394/96 mantém a obrigatoriedade do ensino de arte nas
escolas de Educação Básica.
Durante 2003 a 2007 destaca-se uma carga horária mínima de duas
aulas semanais, a aquisição de livros de música, teatro artes visuais e dança para a
biblioteca do professor.
O ensino de Arte amplia o repertório cultural do aluno a partir dos
conhecimentos estéticos, artístico e contextualizado, aproximando do universo
cultural da humanidade. O pensamento, a sensibilidade e a percepção articulam-se
numa organização que expressa sentimentos, envolvendo o contexto histórico. A
arte é criação e manifestação do poder criador do homem. O sujeito por meio de
suas criações amplia e enriquece a realidade já humanizada pelo trabalho. A área
de Arte está relacionada com elementos básicos das linguagens artísticas,
produções/manifestações artísticas e elementos contextualizadores são base para a
disciplina de Arte estruturando-a e não podem ser vistos como elementos limitadores
ou segmentados.As diferentes formas de pensar o ensino de Arte são conseqüência
do momento histórico no qual se desenvolveram, com suas relações sócioculturais,
econômicas e políticas.
OBJETIVO GERAL DA DISCIPLINA
O estudo da Arte traz como essência a mímesis e a representação; a arte como
expressão e o formalismo. Essas teorias apresentam um ponto em comum à todas
as obras de arte servindo como base para um bom entendimento.
Assim, o alunado, compreenderá os saberes da disciplina da Arte expressando as
emoções, desenvolvendo a criatividade e saberá apreciar os valores estéticos
presentes nas obras.O horizonte cultural do aluno deverá ser amplo, e é através dos
conhecimentos estéticos que isto se dará.
Será desenvolvido no aluno o sentido através: do conhecimento estético, do
conhecimento artístico e do conhecimento contextualizado, pois segundo as
diretrizes curriculares de arte para o ensino médio: A articulação dos conhecimentos
estéticos, artísticos e contextualizados, aliados à práxis no ensino da arte, possibilita
a apreensão dos conteúdos específicos da disciplina e das possíveis relações entre
seus elementos constitutivos, balizando-se para isso nos conteúdos estruturantes
propostos para esta disciplina.
Justificativa, concepção, objetivos da disciplina
Sendo a educação básica um processo que inicia no Ensino
Fundamental e se concluiu no Ensino Médio, é necessário considerar as
características e necessidades dos alunos nos diversos níveis de modalidades de
ensino. No Ensino médio a arte é tratada numa dimensão ampliada, o professor, ao
selecionar os conteúdos que irá desenvolver, enfocará essas formas de relação da
arte com a sociedade, abordando o objeto de estudo por meio dos Conteúdos
Estruturantes; Elementos Básicos da linguagem das Artes Visuais, Elementos
Básicos da linguagem da música, Elementos Básicos da linguagem do teatro,
Produções/Manifestações Artísticas e Elementos Contextualizadores.
No Ensino Médio, é proposta uma retomada dos conteúdos do ensino
fundamental e aprofundamento destes e outros conteúdos de acordo com a
experiência escolar e cultural dos alunos dessa etapa de ensino. O enfoque cultural
será abordado como resultante do trabalho que abrange as práticas sociais
historicamente constituídos pelos sujeitos. Cada Cultura possui sua lógica,
funcionando como uma lente da qual o homem se vê, se compreende, se inclui, se
localiza, se insere na diversidade. O ensino de Arte ocupa uma posição privilegiada
ao aprofundar a exploração das linguagens artísticas e ao reconhecer os conceitos e
elementos comuns, presentes nas diversas representações culturais, pelos seus
contextos.
A seleção dos conteúdos poderá partir estabelecendo relações com os
conteúdos presentes nas produções, manifestações locais, regionais, globais, das
diversas linguagens artísticas. Em suas aulas, o professor poderá explicitar através
das manifestações e produções artísticas. Esta materialização do pensamento
artístico de diferentes culturas coloca-se com um referencial (signos), que poderá
ser interpretado pelos alunos por meio do conhecimento dos códigos presentes nas
linguagens artísticas.
Outra questão importante por essas diretrizes diz respeito ao processo
de releitura entendendo como fazer artístico, a leitura da obra de arte e a informação
histórica.
Considerar a integração das linguagens artísticas, às manifestações e
produções artísticas culturais. Possibilitando o acesso e o estudo das informações
visuais, musicais, cênicas e expressões corporais.
Oferecer oportunidades ao aluno para aquisição do conhecimento, aliado à
integração e à criatividade.
CONTEÚDOS/ ENSINO FUNDAMENTAL
Conteúdos Estruturantes:
Artes visuais, música, teatro e dança:
- Elementos Formais.
- Composição.
- Movimentos e períodos.
Conteúdos Básicos:
6º ano
ARTES VISUAIS
- Ponto
- Linha
- Forma
- Volume
- Superfície
- Dobradura
- Ilustração
- Análise de obras e grandes artistas
- Folclore
- Cor
- Luz
- Composição-Bidimensional, tridimensional, figurativa, abstrata, geométrica.
- Desenho e pintura
- Arte Pré-histórica, Egito, Grécia.
- Arte paranaense
MÚSICA
- Altura
- Duração
- Timbre
- Intensidade e densidade
- Ritmo
- Gênero
- Melodia
TEATRO
- Expressões corporais, faciais, gestuais.
- Personagens
- Ação
- Espaço cênico
- Improvisação
- Adereços
DANÇA
- Movimento corporal
- Tempo
- Espaço
- Deslocamento
- Formação
- Técnica
−
Improvisação
•
7º ano
ARTES VISUAIS
- Linha
- Forma
- Textura
- Superfície
- Volume
- Cor
- Luz
- Dobradura
- Ilustração
- Análise de obras e grandes artistas
- Arte paranaense
- Composição-Bidimensional, tridimensional, figurativa, abstrata, geométrica.
- Modelagem
- Desenho e pintura
- Colagem
- Paisagem, natureza morta.
- Arte romana, cristã primitiva e românica.
- Arte popular brasileira e paranaense
- Arte indígena
MÚSICA
- Altura
- Duração
- Timbre
- Intensidade e densidade
- Ritmo
- Melodia
- Gêneros, folclórica, popular.
- Música africana, renascentista, neoclássica.
TEATRO
- Personagens
- Expressões corporais, gestuais e faciais.
- Ação
- Espaço
- Representação
- Gêneros, comédia, drama.
- Jogos teatrais
- Improvisação
- Mímica
DANÇA
- Movimento corporal
- Tempo
- Espaço
- Gênero, folclórico, popular.
- Coreografia
- Formação
- Dança brasileira, Paranaense, africana, indígena
•
8ª ano
ARTES VISUAIS
- Linha
- Forma
- Textura-grafite
- Superfície
- Volume
- Cor-contraste
- Luz e sombra
- Ampliação e redução
- Composição, bidimensional, tridimensional, figurativa, abstrata
- Desenho e pintura
- Renascimento
- Barroco
- Impressionismo
- Expressionismo
- Colagem
- Ilustração
- Modelagem
- Análise de obras de arte e grandes artistas
- Arte paranaense, africana e indígena.
- Tangran
MÚSICA
- Altura
- Duração
- Timbre
- Intensidade
- Instrumentos musicais
- Gêneros
TEATRO
- Personagem
- Espaço
- Expressões
- Dramatização
- Mímica
DANÇA
- Movimento
- Gênero
- Espaço e tempo
- Coreografia
- Dança brasileira, paranaense, africana, indígena.
•
9º ano
ARTES VISUAIS
- Linha
- Forma
- Textura
- Superfície
- Volume
- Cor
- Luz
- Classificação de desenho
- Simetria e Assimetria
- Estrutura de encaixe
- Estilização
- Paisagens-cenas de cotidiano
- Análise de obras-leitura e releitura
- Grandes artistas
- Cubismo
- Abstracionismo
- Surrealismo
- Semana de arte de 1922
- Arte paranaense, africana e indígena.
MÚSICA
- Altura
- Duração
- Timbre
- Intensidade e densidade
- Ritmo
- Gêneros
- Instrumentos musicais
TEATRO
- Personagens
- Expressões
- Espaço
- Dramatização
- Mímica
DANÇA
- Movimento
- Gênero
- Espaço e tempo
- Coreografia
- Dança brasileira, paranaense, africana e indígena.
CONTEÚDOS/ ENSINO MÉDIO
CONTEÚDOS ESTRUTURANTES
Artes visuais, música, teatro e dança:
- Elementos Formais.
- Composição.
- Movimentos e períodos.
CONTEÚDOS BASICOS
ARTES VISUAIS
- Ponto
- Linha
-Forma
-Textura
- Superfície
-Volume
- Cor
- Luz
MÚSICA
- Altura
- Duração
- Timbre
- Intensidade e densidade
TEATRO
- Personagem: expressões corporais, faciais, gestuais e vocais
- Ação
- Espaço cênico
DANÇA
- Movimento corporal
- Tempo
- Espaço
ENCAMINHAMENTOS TEÓRICOS E METODOLÓGICOS
A arte é um instrumento para apreensão do saber estético, implica na
formação dos sentidos humanos e na compreensão mais efetiva da realidade
humano – social.
A análise da obra de arte implica na abordagem do valor estético do
artístico, a partir das relações entre os modos de compor e as relações
produto
sociais
de produção, nenhum modo de compor pode ser considerado absoluto, e o
conjunto de conhecimentos técnicos por cada um desses modos, servem de base
para toda criação artística.
É fundamental considerar as determinações econômicas e sociais que
interferem nas relações entre os homens, os objetos, para compreender a
relatividade
historicamente
do valor estético e das diversas funções que a arte tem cumprido
e que se relacionam com o modo de organização da sociedade.
As transformações da sociedade determinam condições para uma nova
atitude estética e esta nova sensibilidade não surge espontaneamente.
A análise dos modos de compor, tendo como pressuposto as relações sociais
de produção, é a perspectiva pela qual o professor deve desenvolver o seu trabalho,
seja na apreciação das obras de arte, seja no ensino de arte.
Uma obra de arte é antes de tudo uma criação do homem, a função essencial
da disciplina de arte é ampliar, direcionar e enriquecer os conhecimentos do aluno
para a produção de sua arte.
METODOLOGIA
Artes Visuais
Sob os temas estabelecidos para o Ensino médio nas Artes Visuais o
desenvolvimento dos conteúdos deverá contemplar os além da produção pictórica
de conhecimento universal e artistas consagrados, também formas e imagens de
diferentes aspectos, presentes nas sociedades contemporâneas.
O cinema, televisão, vídeo-clipe e outros são formas artísticas, constituídas
pelas quatro áreas de Arte, onde a imagem tem uma referência fundamental,
compostas por imagens bidimensionais e tridimensionais.
Os conteúdos devem estar relacionados com a realidade do aluno e do seu
entorno. Considerando artistas, produções artísticas e bens culturais da região, bem
como outras produções de caráter universal, dando ênfase ao cotidiano das
crianças, adolescentes e jovens, alunos da escola pública.
Uma obra de arte deve ser entendida como a forma pela qual o artista
percebe o mundo, reflete sua realidade, sua cultura, sua época, criando uma nova
realidade, dentre outros aspectos. Esse conjunto de conhecimentos deve ser o
ponto de partida para que a releitura da obra componha a prática pedagógica, que
inclui a experiência do aluno e a aprendizagem pelos elementos percebidos por ele
na obra de arte.
Estabelecer relações das artes visuais com as outras áreas artísticas, essa
prática pedagógica promove uma forma de percepção mais ao se trabalhar com as
manifestações populares e midiáticas, que são compostas por áreas artísticas.
Dança
Sob os temas estabelecidos para o Ensino da Dança é fundamental buscar
no encaminhamento das aulas, a relação dos conteúdos próprios da dança com os
elementos culturais que a compõem. É necessário rever as abordagens presentes e
modificar a idéia que a Dança aparece somente como meio ou recurso “para
relaxar', 'para soltar as emoções', 'para expressar-se espontaneamente', 'para
trabalhar a coordenação motora' ou até 'para acalmar os alunos” (MARQUES, 2005,
p.23).
A dança tem conteúdos próprios, capazes de desenvolver aspectos cognitivos
que, uma vez integrados aos processos mentais, possibilitam uma melhor
compreensão estética da Arte.
Música
Sob os temas estabelecidos para o Ensino
de Música
é necessário
desenvolver o hábito de ouvir os sons com mais atenção, de modo que se possa
identificar os seus elementos formadores, as variações e as maneiras como esses
sons são distribuídos e organizados em uma composição musical. Essa atenção vai
propiciar o reconhecimento de como a música se organiza.
Desde o nascimento até a idade escolar, a criança é submetida a uma grande
oferta musical que tanto compõe suas preferências relacionadas à herança cultural
quanto interfere na formação de comportamento e gostos instigados pela cultura de
massa. Por isso, ao trabalhar uma determinada música, é importante contextualizála, apresentar suas características específicas e mostrar que as influências de
regiões e povos, misturam-se em diversas composições musicais.
No panorama musical, existe uma diversidade de estilos e de gêneros
musicais, cada qual com suas funções correspondentes a épocas e regiões. Cada
povo ou grupo cultural produz músicas diferentes ao longo de sua história; surgem
assim, diferentes gêneros musicais, cada qual com suas funções correspondentes a
épocas e regiões. Cada povo ou grupo cultural produz músicas diferentes ao longo
de sua história; surgem, assim, diferentes gêneros musicais. Eles não são isolados;
sofrem transformações com o tempo, por influência de outros estilos e movimentos
musicais que incorporam-se e adaptam-se aos costumes, à cultura, à tecnologia,
aos músicos e aos instrumentos de cada povo e de cada época.
Na linguagem musical, a simples percepção, e memorização dos sons presentes
no cotidiano não se caracteriza como conhecimento musical.
Teatro
Dentre as possibilidades de aprendizagem oferecidas pelo teatro na educação,
destacam-se a: criatividade, socialização, memorização e a coordenação, sendo o
encaminhamento metodológico, proposto pelo professor, o momento para que o
aluno os exercite. Com o teatro, o educando tem a oportunidade de se colocar no
lugar de outros, experimentando o mundo sem correr risco.
A partir da linguagem teatral poderão ser explorados como conteúdo a dança,
as possibilidades de improvisação e composição no trabalho com as personagens.
RECURSOS
Os recursos são necessários e utilizados como apoio de aprendizagem
possibilitando ao professor atingir seus objetivos e para que o aluno tenha mais
oportunidade de aprendizagem.
São recursos que a escola oferece: livros, revistas, jornais, aparelhos de CDs
e DVDs, TV, pen drive, retro-projetor, internet, etc...
O aluno faz uso de todo material de uso do dia a dia nas aulas
de
artes, desenvolvendo melhor suas habilidades.
A apreciação de imagens (obra de arte), pinturas e esculturas de grandes
artistas favorecem o entendimento do aluno e despertam o senso estético no
momento
de produzir suas criações.
Todo recurso que professor e aluno possam dispor para obterem informações
e aprimorarem o conhecimento se faz necessário no processo ensino aprendizagem.
CRITERIOS E INTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO
De acordo com a LDBEN (n. 9394/96, art.24, inciso V) e com a Deliberação
07/99 do Conselho Estadual de Educação (capítulo I, art.8),a avaliação em Arte
deverá levar em conta as relações estabelecidas pelo aluno entre os conhecimentos
em arte e a sua realidade, evidenciados tanto no processo, quanto na produção
individual e coletiva desenvolvidas a partir desses saberes é necessário referir-se ao
conhecimento específico das linguagens artísticas, tanto em seus aspectos
experiências quanto conceituais.
É preciso que o professor tenha conhecimento da linguagem artística, bem
como da relação entre o criador e o que foi criado. Ela exige fundamentação para
que abra portas e aponte caminhos para o redimensionamento das práticas
pedagógicas, pois o professor participa do processo e compartilha a produção do
aluno.
Avaliar exige, acima de tudo, que se defina aonde se quer chegar, que se
estabeleçam os critérios, para, em seguida, escolherem-se os procedimentos,
inclusive aqueles referentes a seleção dos instrumentos que serão utilizados no
processo de ensino e de aprendizagem.
O professor deve avaliar como o aluno soluciona os problemas apresentados
e com0o ele se relaciona com os colegas nas discussões em grupo. As propostas
podem ser socializadas em sala, refletir e discutir sua produção e a dos colegas,
sem perder de vista a dimensão sensível contida na aprendizagem dos conteúdos
da Arte.
A fim de se obter uma avaliação efetiva individual e do grupo, são vários
instrumentos de verificação, como diagnóstico inicial e o acompanhamento da
aprendizagem no percurso e no final do período letivo, por meio de trabalhos
artísticos, pesquisas e provas teóricas práticas. Todas as formas de expressão do
aluno serão avaliada, abordando os aspectos estéticos e sua criatividade, pois
segundo as diretrizes curriculares: “A avaliação em Arte supera dessa forma, o papel
de mero instrumento de medição da apreensão de conteúdos, busca propiciar
aprendizagens socialmente significativas para o aluno”.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ALALEONA, Domingos. História da Música de João C. Caldeira Filho.
São Paulo. Ricordi Brasileira, 1942.
ARTE / vários autores. Curitiba: SEED – Pr, 2006.
BIBLIOTECA MULTIMÍDIA, Centro Difusor de Cultura, Enciclopédia Digital, 1999.
BOSI, Afredo. Reflexões sobre a arte. São Paulo: Ática, 1991.
BRASIL, Leis de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 9394/96.
CALDEIRA, Eny. Ensino da Arte:os primeiros e a influencia estrangeira na arteeducação em Curitiba. Tese de Mestrado. Universidade Federal do Paraná. 1998.
DISTRITO FEDERAL, Currículo e Educação Básica das Escolas Públicas.
Educação Artística - Distrito Federal, 1993.
DUARTE JUNIOR, J. F. Fundamentos estéticos da educação. 4ª ed. Campinas, SP:
Papirus, 1995.
LOPONTE, l. G. O ensino da arte na nova LDB: resgate histórico e perspectivas.
São Paulo: Perspectiva, 1996.
MAGALDI, Panorama do Teatro Brasileiro. São Paulo, 1997.
MARCHESI, Isaias Jr. Atividades de Educação Artística 1° Grau.
São Paulo. Editora Ática, 1995.
MORAIS, Frederico. Arte é o que Eu e Você Chamamos Arte.
Rio de Janeiro. Editora Ática, 1995.
OSTROWER, Fayga Perla. Universos da Arte. Rio de Janeiro.
Campus,1989.
PEIXOTO, M. I. Arte e grande público: a distância a ser extinta Campinas: Autores
Associados, 2003.
PILLAR, A . D. (org). A educação do olhar e o ensino das artes. Porto Alegre:
Mediação, 1999.
TAYLOR ( Shapiro). Dança em uma época de crise social: em
Direção a uma visão transformadora de dança e educação.
Revista Comunicação e Artes, 1994.
TAVARES, Isis Moura. Educação Artística 1° grau.Curitiba
Módulo, 1996.
VYGOTSKY, Lev Semenovitch. Psicologia da arte. São Paulo: M. Fontes, 1999.
7.2 BIOLOGIA
Apresentação Geral da Disciplina
Este documento apresenta o relacionamento da disciplina de Biologia com
os aspectos intrigantes da vida diária resultados das reflexões de alunos e
professores que buscam alternativas de como viver e sobreviver diante do avanço
da ciência, a evolução dos seres vivos e a vida do planeta Terra e seus habitantes.
Tendo como objetivo o estudo da vida, a Biologia mostra-se presente no cotidiano
de todo indivíduo. Durante todo o período da historicidade da ciência tentou-se
conceituar a vida numa tentativa de explicá-la. Para compreender as diferentes
concepções e suas indicações, buscou-se nas contribuições de cada momento
histórico que a Ciência evoluía tanto em pressões religiosas, econômicas, políticas e
sociais que impulsionaram mudanças conceituais no modo como o homem passou a
compreender a natureza e suas contribuições para formação da proposta do
desenvolvimento da disciplina de Biologia.
Tanto o homem quanto os animais necessitam da sua relação com a
natureza
para
viver
e
sobreviver.
As
condições
essenciais
à
vida
depende,exclusivamente da natureza e de tudo que oferecem para manterem sua
espécie no planeta. No entanto, a atividade dos animais, em relação a natureza é
biologicamente determinada para a sua existência de maneira a não agredir o
ambiente, mantendo-o em equilíbrio homeostático, isto se processa de geração a
geração, com poucas alterações. O homem embora pertencente a mesma linhagem
animal, diferencia-se profundamente dos seus antecessores animais ao passar viver
socialmente
pelo
trabalho,
processo
que
transforma
a
natureza
e
seu
desenvolvimento.
A lei biológica que determina a vida dos animais difere da do homem pois as
necessidades são diferentes bem como a forma que cada um explora os recursos
naturais.
Diante dessa diversidade, que é o objeto de estudo da Biologia, apropriar-se
deste conceito, compreender o valor biológico de cada um, interpretar os fenômenos
biológicos, significa ampliar as possibilidades de compreensão e participação efetiva
nesse mundo.
O conhecimento de Biologia subsidia o julgamento de questões polêmicas,
que dizem respeito ao desenvolvimento, ao aproveitamento de recursos naturais, a
sustentabilidade e a utilização de tecnologias que implicam numa intensa
intervenção humana no ambiente, cuja análise deve levar em conta a dinâmica dos
ecossistemas, dos organismos, enfim, o modo como a natureza se comporta e a
vida se processa.
O ensino e a aprendizagem da Biologia permite, a compreensão da natureza
viva e dos limites dos diferentes sistemas explicativos, a contraposição entre os
mesmos e a compreensão de que a ciência não tem respostas definitivas para tudo,
sendo uma de suas características a possibilidade de ser questionada e de se
transformar. Podendo permitir, ainda a compreensão de que os modelos na ciência
servem para explicar tanto o que se pode observar diretamente, como também que
só podemos interferir.
Elementos da história e da filosofia da Biologia tornam possível aos alunos a
compreensão de que há uma ampla rede de relação entre a produção científica e o
contexto social, econômico e político. É possível verificar que a formulação, o
sucesso ou o fracasso das diferentes teorias científicas estão associados a seu
momento histórico.
O aluno de Biologia deve ser capacitado para julgar as interpretações do
homem no meio ambiente e reconhecer que é parte integrante deste meio, portanto
deverá agir com responsabilidade diante da exploração dos recursos naturais,
consciente desta ação, poderá utilizar a natureza sem agredi-la tanto.
O objetivo educacional geral de se desenvolver a curiosidade e o gosto de
aprender, praticando o questionamento e a investigação, pode ser promovido num
programa de aprendizado escolar.
A decisão sobre o quê e como ensinar em Biologia, no Ensino Médio, não se
estabelece como uma lista de tópicos em detrimento de outra, por manutenção
tradicional, ou por inovação arbitrária mas sim de forma a promover, no que compete
à Biologia, o estudo da vida e de como ela acontece.
As contribuições para a evolução da ciência estão presentes na
historicidade, iniciada com o homem primitivo na condição de caçador e coletor, nas
pinturas rupestres registrando o comportamento dos seres vivos e o interesse do
homem em explorar a natureza, seguida das contribuições dos primeiros ensaios
científicos de Platão, Aristóteles, Galileu e Leonardo da Vinci com os estudos da
anatomia, Carl Von Linné com as categorias de classificação dos seres vivos,
Lamarck e Darwin nos estudos sobre as características e evolução, Gregor Mendel
com estudo da genética. Hoje leis, a teoria celular de Matthias Schleiden e Theodor
Schwann, o microscópio de Leewenhoeck e tantos outros que, de algum modo,
fizeram de seus estudos contribuições significativas para a humanidade, tendo como
finalidade representar a construção da ciência, identificando cada momento de sua
história para fundamentar aquilo de que trata a Biologia, a vida.
Portanto, a Biologia faz parte da vida, desde uma simples bactéria a um
organismo tão complexo e virtuoso como o homem. Deste modo o relacionamento
entre a disciplina e o viver de cada um, aos olhos do aluno evidenciar o quanto a
vida está presente a todo instante em qualquer lugar a todo momento. Daí a
importância do seu estudo, que permite dar o mínimo de conhecimento a todos, para
que possam opinar e criticar os avanços da ciência biológica com o objetivo de
buscar sempre o melhor para a humanidade.
Conteúdos Estruturantes
Organização dos Seres Vivos

História da Biologia

Origem da vida

Níveis de organização os seres vivos
Mecanismos Biológicos

Citologia

Embriologia

Histologia

Reprodução
Biodiversidade

Ciclos biogeoquímicos
Manipulação Genética

Fatores de equilíbrio e desequilíbrio ecológico
Organização dos Seres Vivos

Vírus

Reino Monera

Reino Protista

Reino Fungi

Reino Plantae

Reino Animalia
Mecanismos Biológicos

Nutrição

Digestão

Respiração

Excreção

Circulação

Locomoção

Coordenação e regulação

Reprodução
Biodiversidade

Classificação dos seres vivos

Categorias taxonômicas

Nomenclatura científica
Manipulação Genética
Biotecnologia

Organização dos Seres Vivos

Evolução – teorias e evidências

Genética de populações
Mecanismos Biológicos

Conceitos de citologia

Material genético – núcleo, cromossomo, DNA, RNA e genes.

Genética – Leis de Mendel, probabilidade, segregação independente, fator
ABO e Rh, interação genética e herança ligada ao sexo.
Biodiversidade

Ecologia – estrutura dos ecossistemas, cadeia e rede alimentar, níveis
tróficos, habitat e nicho ecológico, fluxo de energia e ciclo da matéria.

Relações ecológicas – intra-específicas, interespecíficas, ecologia das
populações.

Sucessão ecológica.

Ecossistemas.
Manipulação Genética

Biotecnologia – transgênicos, Projeto Genoma, clonagem e células-tronco.

Aspectos bioéticos.
Metodologia da Disciplina
A Proposta em Biologia a respeito dos conteúdos estruturantes devem
oportunizar a apropriação do conteúdo numa perspectiva de totalidade, ou seja,
desenvolver o trabalho com os conceitos fundamentais e suas inter-relações.
Os conteúdos estruturantes propostos em Biologia são:
a) Organização dos seres vivos
b) Mecanismos biológicos
c) Biodiversidade
d) Manipulação Genética
Os conteúdos devem possibilitar o descobrimento das relações dentro de
um mesmo eixo e com os demais eixos permitindo formar-se uma articulação entre
os conteúdos na perspectiva mais abrangente da realidade. Perspectiva não como
um conjunto de relações entre causa e efeito, relativas ao entendimento dos
fenômenos, as leis, os princípios estabelecendo uma abertura para outras relações
impostas pela ciência em movimento.
Os métodos e técnicas que se propõe para o ensino de Biologia devem
propiciar ao aluno a clareza dos assuntos bem como as idéias implícitas no
contexto.
O ensino aprendizagem deve ser executado através de metodologias
diversificadas como: aulas dialógicas, leitura e interpretação, debates e discussões,
utilização de recursos como vídeos, jornais, revistas, estudo em grupo, GVGO,
prática social, problematização, instrumentalização, catarse e retorno à prática
social. Tudo isto permitindo que o saber se faça, que o aluno tenha a oportunidade
de buscar o conhecimento onde realmente está e que novos saberes possam tornar
nossos alunos mais conscientes da vida que levam e do meio em que estão
inseridos, participando de projetos como Educação ComCiência, Fera, Jogos
Colegiais, Educação do Campo, Educação Fiscal e Agenda 21, tendo oportunidade
de interagir com outros segmentos educacionais.
Avaliação
A avaliação é caracterizada com um processo que tem por objetivo explicitar
o grau de compreensão da realidade emergente na construção dos conceitos, seja
através de produções particulares do aluno bem como produções em grupo e com
elaboração de seus próprios conceitos.
É de grande importância a avaliação que permita ao aluno a crescer passo a
passo na formulação de seus conceitos dentro da disciplina de Biologia, de forma
progressiva e contínua.
Considerando que as situações propostas pela vida induzem a todo o
momento a avaliação, assim dentro do contexto da disciplina e das demais áreas
presentes no currículo da escola esta se faz presente para poder criar momentos de
reflexão diante daquilo que se ensina, de como é ensinado e como é aprendido.
Considerando as produções individuais e em grupos, provas objetivas e
dissertativas, relatórios, pesquisas, exposição oral, análise e interpretação de textos,
tabelas e gráficos, experimentos práticos, construção de materiais didáticos e
projetos.
A avaliação, portanto, é um processo inerente a vida humana, pois as
atitudes do homem e do meio em que vive estão em constante observação.
Referências
AMABIS e MARTHO. Fundamentos de Biologia Moderna. 3 ed. São Paulo:
Moderna, 1995.
APOSTILA MAXI.
CARVALHO, W. Biologia em Foco. São Paulo: FTD, 2002.
FAVARETTO, J. A. e MERCADANTE, C. Biologia. 2 ed. São Paulo: Moderna, 1996.
GOVERNO
do
Estado
do
Paraná.
Secretaria
de
Estado
da
Educação.
Superintendência da Educação. Livro Didático Público Biologia Ensino Médio.
Curitiba: SEED-PR, 2008.
GOVERNO
do
Estado
do
Paraná.
Secretaria
de
Estado
da
Educação.
Superintendência da Educação. Diretrizes Curriculares de Biologia para o Ensino
Médio. Versão Preliminar, 2006.
GOWDACK, D. e MATOS, N. S. Biologia. São Paulo
7.3 CIÊNCIAS
APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA
Atualmente, nesta perspectiva, o ensino de ciências naturais permitirá aos
alunos estabelecer relações entre o mundo natural (conteúdo da ciência), o mundo
construído pelo homem (tecnologia) e seu cotidiano (sociedade). Essa abordagem
potencializará a função social da disciplina pois, orienta uma tomada de consciência
por parte dos alunos e, consequentemente influi na tomada de decisões desses
sujeitos com agentes transformadores, proporcionando condições para identificar
problemas, elaborar hipóteses para explicá-los, planejar e executar ações para
investigá-los, analisar e interpretar os dados, propor e criticar as soluções,
construindo, dessa forma, o seu próprio conhecimento.
Aprender deve ser um processo contínuo, colocando o estudante como sujeito de
sua própria aprendizagem e o professor como um mediador ou coordenador e dessa
forma passando os conhecimentos científicos necessários para compreender e
explicar os fenômenos da natureza e suas interferências no mundo, desenvolvendo
programas para aprimorar o ensino de ciências, dentre eles a educação ambiental, a
saúde, as relações entre a indústria e a agricultura ciência e tecnologia, homem e
natureza.
Transferindo
ao
educando,
e
compartilhando
com
ele,
as
responsabilidades pelo meio onde vivem, e a necessidade de contribuir para o bemestar da sociedade por meio do seu conhecimento da ciência e da tecnologia e
tomada de decisões. Nossos jovens já são cidadãos, pretendemos que se tornem
mais conhecedores mais participativos da nossa sociedade.
Vivemos em um mundo onde as aplicações dos conhecimentos científicos
são chamadas de tecnologia. Para os jovens, a tecnologia e, indiretamente, as
Ciências fazem parte do seu cotidiano, não sendo propriamente símbolos de uma
modernidade.
Dessa maneira, parte das representações construídas por nossos alunos, vindas
de seu ambiente social, através dos meios de comunicação (principalmente a TV) e
partindo desse conhecimento prévio, confrontá-los com os seus conhecimentos
acadêmicos e permite uma reinterpretação de suas visões de mundo, fundamental
para esse processo permanente de aprender.
Hoje, podemos encontrar nos rostos dos brasileiros traços fisionômicos e
características dos povos africanos que contribuíram para a formação da cultura
original brasileira, e mesmo sendo um dos povos mais numerosos na contribuição
sobre discriminações. A partir das reflexões valorizar a igualdade e respeitar as
diferentes culturas.
Os desafios Educacionais Contemporâneos tais como:
−
Enfrentamento à violência na escola.
−
Educando relações étnico-raciais II.
−
Educação Ambiental.
−
Prevenção ao uso indevido de drogas.
−
Educação Fiscal.
Serão trabalhados de forma interdisciplinar contextualizados nos conteúdos
específicos de cada disciplina.
OBJETIVOS GERAIS DA DISCIPLINA
•
Conhecer e compreender as transformações e, principalmente a
integração entre os sistemas que compõem o corpo humano, suas
funções de nutrição, coordenação, relação, regularização e reprodução,
bem como as questões relacionadas à saúde e a sua manutenção, e
procurando ter como princípio a prevenção;
•
Compreender também que as condições sócio-econômicas de vida podem
favorecer a instalação de doenças.
•
Reconhecer a importância da biodiversidade e das ações humanas que
interferem no ambiente;
•
Compreender as transformações ao longo da história e, adaptação dos
seres vivos, diferentes ambientes da terra, sua diversidade, localização e
caracterização;
•
Relacionar
os
fenômenos
naturais
envolvidos
nos
desequilíbrios
ecológicos, com a qualidade de vida, desenvolvendo hábitos de
preservação e conservação do ambiente;
•
Conhecer e identificar os conhecimentos físicos, químicos e biológicos em
atividades do cotidiano;
•
Compreender os fenômenos naturais nas relações de transformação e
interação entre matéria e a energia.
•
Compreender e utilizar recursos tecnológicos, percebendo que a ciência e
a tecnologia não são neutras, e que o bom ou mau uso depende dos
interesses;
•
Perceber que o desenvolvimento científico e tecnológico determina,
contraditoriamente problemas graves não só para o meio ambiente como
também para a sobrevivência da própria espécie;
•
Valorizar as diferentes culturas e suas contribuições, dando ênfase a
cultura afro-brasileira.
CONTEÚDOS ESTRUTURANTES
•
Astronomia;
•
Matéria;
•
Sistemas Biológicos;
•
Energia e Biodiversidade.
6º ANO
Astronomia
Conteúdos Básicos:
•
Universo
•
Sistema solar
•
Movimentos terrestres
•
Movimentos Celestes
•
Astros
Matéria
Conteúdos Básicos:
Constituição da matéria
•
Sistemas Biológicos
Conteúdos Básicos:
Níveis de organização
•
Energia
Conteúdos Básicos:
•
Formas de energia
•
Conversão de energia
•
Transmissão de energia
Biodiversidade
Conteúdos Básicos:
•
Organização dos seres vivos
•
Ecossistemas
•
Evolução dos seres vivos
7º ANO
Astronomia
Conteúdos Básicos:
•
Astros
•
Movimentos terrestres
•
Movimentos Celestes
Matéria
Conteúdos Básicos:
•
Constituição da matéria
Sistemas Biológicos
Conteúdos Básicos:
•
Célula
•
Morfologia e fisiologia dos seres vivos
Energia
Conteúdos Básicos:
•
Formas de energia
•
Transmissão de energia
Biodiversidade
Conteúdos Básicos:
•
Origem da vida
•
Organização dos seres vivos
•
Sistemática
8º ANO
Astronomia
Conteúdos Básicos:
•
Origem e evolução do Universo
Matéria
Conteúdos Básicos:
Constituição da matéria
•
Sistemas Biológicos
Conteúdos Básicos:
•
Célula
•
Morfologia e fisiologia dos seres vivos
Energia
Conteúdos Básicos:
•
Formas de energia
Biodiversidade
Conteúdos Básicos:
Evolução dos seres vivos
•
9º ANO
Astronomia
Conteúdos Básicos:
•
Astros
•
Gravitação Universal
Matéria
Conteúdos Básicos:
Propriedades da matéria
•
Sistemas Biológicos
Conteúdos Básicos:
•
Morfologia e fisiologia dos seres vivos
•
Mecanismos de herança genética
Energia
Conteúdos Básicos:
•
Formas de energia
•
Conversão de energia
Biodiversidade
Conteúdos Básicos:
•
Interações ecológicas
METODOLOGIA DA DISCIPLINA
O ensino de Ciência deve ser o meio para que professores e alunos
compreendam criticamente as inter-relações, considerando articulação entre os
conhecimentos físicos, químicos e biológicos. Isto deve concretizado a partir dos
conteúdos pelos eixos metodologicamente, conduzem ao processo ensino
aprendizagem.
Em Ciências os procedimentos correspondem aos modos de buscar,
organizar e comunicar o conhecimento. São bastante variados, a observação, a
experimentação, a comparação, a elaboração de hipóteses e suposições, os
debates orais sobres hipóteses, o estabelecimento de relações entre fatos,
fenômenos e idéias, a leitura e a escrita de textos informativos, a elaboração de
roteiros e pesquisas bibliográficas, a busca de informações em fontes variadas, a
elaboração de questões para enquete, a organização de informações por meio de
desenhos, tabelas, gráficos, esquemas e textos, histórias em quadrinhos, poesias,
livros de literatura, jogos didáticos, painéis, murais, exposições e feiras. O confronto
entre suposições e entre elas e os dados obtidos por investigação, elaboração de
perguntas e problemas, a proposição para a solução de problemas e a participação
nas campanhas promovidas pela Secretaria da Saúde.
Os conhecimentos científicos de outras ciências para explicar os inúmeros
fenômenos naturais que ocorrem no mundo. A química, a física, a biologia, a
geociências, a astronomia.
Em ciências, o desenvolvimento de postura e valores, envolvem muitos
aspectos da vida social, da cultura, do sistema produtivo e das relações entre o ser
humano e a natureza. A valorização da vida em sua diversidade, a responsabilidade
em relação a saúde e o ambiente, bem como a consideração de variáveis que
envolvam um fato, o respeito as provas obtidas por investigação e à diversidade de
opiniões ou a interação dos grupos de trabalho, são elementos que contribuem para
o aprendizado de atitudes de curiosidade, de persistência na busca e compreensão
das informações, de preservação do meio ambiente e sua apreciação estética, de
apreço e respeito à individualidade e a coletividade tem lugar no processo de ensino
e aprendizagem, dando ênfase a inclusão de alunos principalmente aqueles que
apresentam deficiência, transtornos globais do desenvolvimento (TGD) e altas
habilidades, atendidos pela educação especial.
Com o desenvolvimento metodológico podemos contemplar a vida
cidadã a qual está inclusa no Temas Contemporâneos e é essencial a sociedade.
AVALIAÇÃO DA DISCIPLINA
A avaliação se dará ao longo do processo de ensino e de aprendizagem, por
meio de uma interação diária com os alunos, considerando os aspectos como o
conhecimento que os alunos possuem sobre determinados conteúdos, a prática
social desses alunos, o confronto entre esses conhecimentos e os conteúdos
específicos, as relações e interações estabelecidas por eles no eu progresso
cognitivo, ao longo do processo de ensino e de aprendizagem e, no seu cotidiano.
Por meio dos instrumentos avaliativos diversificados, os alunos podem
expressar os avanços na aprendizagem, a medida em interpretem, produzem,
discutem, refletem, analisam, justificam, se posicionam e argumentem defendendo o
próprio ponto de vista.
A
avaliação
no
ensino
de
Ciências
será
conduzido
conforme
o
desenvolvimento do aluno mediante os seguintes critérios: experimentação,
pesquisas (de campo, bibliográficas, de laboratório, de improvisação na sala de
aula); construção (muitas vezes improvisando a partir de sucata); oralidade;
entrevistas; dramatizações; exposições, excursões e visitas; coletas e classificação
(de dados, objetos, seres vivos) e artes plásticas (pintura, música, poesia e
modelagem). Prova escrita (objetiva e subjetiva), considerando as concepções de
ciência, tecnologia, sociedade, educação, aluno, processo de ensino e de
aprendizagem, que orientará a continuidade da prática pedagógica ou seu
redimensionamento,
realizando
intervenções
coerentes
com
os
objetivos
previamente propostos para o ensino da disciplina.
A avaliação assume o caráter formativo integrado ao processo de ensinoaprendizagem, permitindo ao aluno consciência de seu próprio desenvolvimento, em
relação ao conhecimento e ao currículo.
Simultaneamente, oferece ao professor dados para controlar e melhorar a sua
prática pedagógica.
Com o desenvolvimento metodológico podemos contemplar a vida cidadã a
qual está inclusa nos Temas Transversais e é essencial a sociedade.
Abordar
conhecimentos
físicos,
químicos,
e
biológicos
no
ensino
aprendizagem em todas as series, respeitando o nível cognitivo dos alunos, a
realidade local, a diversidade cultural, as diferentes formas de apropriação dos
conteúdos específicos e adotando uma linguagem coerente com a faixa etária,
aumentando gradativamente o aprofundamento desses conteúdos.
Desenvolver as atividades utilizando os mais variados recursos pedagógicos:
TV multimídia, Pen drive, slides, fitas VHS, DVD’s, CD’s, CD- ROM’s educativos e
soft-wares livres, microscópio, Torso humano, esqueleto, mapas. Divulgar a
produção de seus alunos com intuito de promover a socialização dos saberes.
BIBLIOGRAFIA
BRASIL. Lei de Diretrizes e bases (LDB).
BRASIL, Parâmetros Curriculares Nacionais – Ciências Naturais. MEC (3º e 4º
ciclos), 1998.
BRASIL, Diretrizes Curriculares de Ciências para o Ensino Fundamental.
PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação. Currículo Básico para as Escolas
Públicas do Paraná. Curitiba: Imprensa Oficial, 1992.
PARANÁ, Secretaria de Estado da Educação – Superintendência da Educação.
PARANÁ. Diretrizes Curriculares
130
7.4 EDUCAÇÃO FÍSICA
APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA
Historicamente a disciplina de Educação Física no Brasil, optou-se por
retratar os movimentos sobre as práticas corporais a partir de teorias oriundas da
Europa. O modelo de prática corporal pautava – se em prescrições de exercícios
visando ao aprimoramento de capacidades e habilidades físicas como a força, a
destreza, a agilidade e a resistência, além de visar à formação do caráter, da
autodisciplina, de hábitos higiênicos, do respeito à hierarquia e do sentimento
patriótico.
A Educação Física ganha espaço na escola, uma vez que o físico disciplinado
era exigência da nova ordem em formação. A educação do físico confundia-se com
a prática da ginástica, pois incluía exercícios físicos baseados nos moldes médico
higiênicos.
No inicio do século XX, a disciplina de Educação Física tornou-se obrigatória
nas instituições de ensino para crianças a partir de 6 anos de idade e para ambos os
sexos.
Educação Física no Brasil se confunde em muitos momentos de sua história
com as instituições médicas e militares. Em diferentes momentos, essas instituições
definiram seu caminho, delineando e delimitando seu campo de conhecimento,
tornando-a um valioso instrumento de ação e de intervenção na realidade
educacional e sócia [...] (SOARES,2004, p. 69).
Esse período foi marcado pelo esforço de construção de uma unidade
nacional, o que contribuiu sobremaneira para intensificar o forte componente militar
nos métodos de ensino da Educação Física nas escolas brasileiras.
A Educação Física no Brasil sofre a influência da ginástica, preponderando
uma visão mecanicista e instrumental sobre o corpo, o qual a Educação Física tinha
a tarefa de formar corpos saudáveis e disciplinados.
No momento em que o esporte começou a se popularizar, passou a ser um
dos principais conteúdos trabalhados nas aulas de Educação Física, que assumiram
os códigos esportivos do rendimento, competição, comparação de recordes,
regulamentação rígida e a racionalização de meios e técnicas. Trata-se não mais do
esporte da escola, mas sim do esporte na escola.
131
Após a reforma Capanema a Educação Física tornou-se uma prática
educativa obrigatória, desta vez com carga horária estipulada de três sessões
semanais para meninos e duas para meninas, tanto no ensino secundário quanto no
industrial, e com duração de 30 e 45 minutos por sessão ( CANTARINO FILHO,
1982).
Na década de 70, manteve o caráter obrigatório da disciplina de Educação
Física nas escolas, passando a ter uma legislação específica e sendo integrada
como atividade escolar regular e obrigatória no currículo de todos os cursos e níveis
dos sistemas de ensino.
A educação física ficou, em alguns casos, subordinada a outras disciplinas
escolares, tornando-se um elemento colaborador para o aprendizado de conteúdos
diversos àqueles próprios da disciplina (SOARES, 1996, p. 09).
Houve um movimento de renovação do pensamento pedagógico da Educação
Física que trouxe várias proposições e interrogações acerca de legitimidade dessa
disciplina como campo de conhecimento escolar. Tais propostas dirigiram criticas
aos paradigmas da aptidão física e da esportivização. Entre as correntes ou
tendências progressistas, destacaram-se as seguintes abordagens:
•
Desenvolvimentista: defende a idéia de que o movimento é o principal
meio e fim da Educação Física. Constitui o ensino de habilidades motoras de acordo
com uma seqüência de desenvolvimento. Sua base teórica é, essencialmente, a
psicologia do desenvolvimento e aprendizagem;
•
Construtivista: defende a formação integral sob a perspectiva
construtivista-interacionista. Inclui as dimensões afetivas e cognitivas ao movimento
humano. Embora preocupada com a cultura infantil, essa abordagem se fundamenta
também a psicologia do desenvolvimento.
•
Critico-superadora:
baseia-se
nos
pressupostos
da
pedagogia
histórico-crítica e estipula como objeto da Educação Física, a cultura corporal a partir
de conteúdos como: o esporte, a ginástica, os jogos, as lutas e a dança.
A abordagem metodológica crítico-superadora foi criada no início da década
de 90.
•
Crítico-emancipatória: o movimento humano em sua expressão é
considerado significativo no processo de ensino/aprendizagem, pois está presente
em todas as vivências e relações expressivas que constituem o “ser no mundo”.
132
Linguagem pela a qual o ser humano se relaciona com o meio, tornando-se sujeito a
partir do reconhecimento de si no outro.
No contexto das teorizações críticas em Educação e Educação Física, no final
da década de 1980 e início de 1990, no Estado do Paraná, tiveram início às
discussões para a elaboração do currículo básico.
O currículo básico, para a Educação Física, fundamentava-se na pedagogia
histórico-crítica, identificando-se numa perspectiva progressista e crítica sob os
pressupostos teóricos do materialismo histórico-dialético.
Esse documento caracterizou-se por ser uma proposta avançada em que o
mero exercício físico deveria dar lugar a uma formação humana do aluno em amplas
dimensões. A Educação Física configurou-se em um projeto escolar que
possibilitasse a tomada de consciência dos educandos sobre seus próprios corpos,
não no sentido biológico, mas especialmente em relação ao meio social em que
vivem.
O currículo básico apresentava uma rígida listagem de conteúdos, os quais
eram denominados pressupostos do movimento (condutas motoras de base ou
formas básicas de movimento; condutas neuro motoras; esquema corporal; ritmo;
aprendizagem objeto motora).
No mesmo período, foi elaborado o documento intitulado reestruturação da
proposta curricular do ensino de segundo grau, também para a disciplina de
Educação Física. Foi fundamentada na concepção histórico crítica para resgatar o
compromisso social da ação pedagógica da Educação Física.
Essa proposta representou um marco para a disciplina, destacou a dimensão
social da Educação Física e possibilitou a consolidação de um novo entendimento
em relação ao movimento humano, como expressão da identidade corporal, como
prática social e como uma forma do homem se relacionar com o mundo.
O ensino da Educação Física na escola se manteve, em muitos aspectos, em
suas
dimensões
tradicionais,
ou
seja,
com
enfoque
exclusivamente
do
desenvolvimento das aptidões físicas, de aspectos psicomotores e na prática
esportiva.
Os avanços teóricos da Educação Física sofreram retrocesso na década de
1990 quando, após a discussão e aprovação da lei de Diretrizes e bases da
Educação Nacional (LDB n. 9394/96), o Ministério da Educação (MEC) apresentou
os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) para a disciplina de Educação Física,
133
que passaram a subsidiar propostas curriculares nos estados e Municípios
brasileiros.
Diante da análise de algumas das abordagens teóricas que sustentaram
historicamente as teorizações em Educação Física Escolar no Brasil, desde as mais
reacionárias até as mais criticas, opta-se, nestas Diretrizes Curriculares, por
interrogar a hegemonia que entende esta disciplina tão-somente como treinamento
do corpo, sem nenhuma reflexão sobre o fazer corporal.
Partindo do seu objeto de estudo e de ensino, Cultura Corporal, a Educação
Física se insere neste projeto ao garantir o acesso ao conhecimento e á reflexão
crítica das inúmeras manifestações ou práticas corporais historicamente produzidas
pela humanidade, na busca de contribuir com um ideal mais amplo de formação de
um ser humano crítico e reflexivo, reconhecendo-se como sujeito, que é produto,
mas também agente histórico, político, social e cultural.
A concepção de educação física escolar de caráter esportivo foi duramente
criticada pela corrente pedagógica da psicomotricidade que surgiu no mesmo
período, valorizando a formação integral da criança, acreditando que está se dá no
desenvolvimento independente de aspectos cognitivos, afetivos e motores.
A Educação Física é uma disciplina que integra o educando na cultura
corporal, o corpo é entendido em sua totalidade, ou seja, o ser humano é o seu
corpo, que sente, pensa e age, formando o cidadão que irá produzi-la, reproduzi-la e
transformá-la através dos jogos, dos esportes, das lutas, da ginástica e das danças,
acontecerá o desenvolvimento corporal e a construção do saber sistematizado na
busca do exercício crítico da cidadania e de uma melhor qualidade de vida.
Ela é considerada como um meio educativo privilegiado, pois abrange o ser
na sua totalidade, objetivando o equilíbrio, a saúde do corpo, a aptidão física para a
ação e o desenvolvimento dos valores morais. Não se pode falar de um corpo
fragmentado, mas de uma totalidade capaz de conectar pensamentos e movimentos
através de ligações de sensibilidade. Nesta relação corpo e emoção o que importa
não é o gesto pelo gesto, mas o significado deste diante do mundo.
Corporeidade é transcendermos a classificação e conceituação das ciências
físicas e biológicas do corpo ou mera mensuração ou quantificação do movimento
humano. E fazer-se presente via corpo, que sente que pensa que age. Corpo que,
ao expressar-se na história, traz suas marcas, desvelando-as.
134
Movimento como produção humana, e agente de transformação, pois as
diferentes concepções de corporeidade vão sendo incorporadas ao comportamento
dos homens, constituído, assim, a cultura corporal, decorrente de necessidades e
interesses histórico sociais.
O movimento objeto de estudo da Educação Física possui um significado
histórico social. O movimento é inerente a todos os seres vivos, porem o movimento
humano distingue dos demais pela linguagem, historicidade, intencionalidade e pelo
seu sentido e significado.
O esporte é entendido como uma atividade teórico-prático e um fenômeno
social que, em suas várias manifestações e abordagens, pode ser uma ferramenta
de aprendizado para o lazer, para o aprimoramento da saúde e para integrar os
sujeitos em suas relações sociais.
O esporte é uma construção social que institucionalizou temas lúcidos da
cultura corporal e se projeta numa dimensão complexa de fenômeno que envolve
códigos, sentidos e significados da sociedade que o constrói e a prática. Fenômeno
sociocultural, produção humana e agente sócio educativo para a construção da
subjetividade.
O jogo (brincar e jogar são sinônimos) e a representação de um fenômeno
social, cuja intencionalidade e curiosidade resultam num processo criativo para
modificar, imaginariamente, a realidade e o presente. O jogo tem um papel
fundamental para a humanização do individuo pela aquisição de hábitos, valores e
atividades. Os alu8nos aprendem a se mover entre a liberdade e o limite e na
relação interpessoal que se aprende colaborar, repartir, ceder, compartilhar
experiências,
expor
e
organizar
idéias.
Por
essa
característica,
contribui
significativamente no processo ensino aprendizagem.
A dança é uma produção social que representa os diversos aspectos da vida
do homem. É uma linguagem que permite exteriorizar sentimentos, emoções da
afetividade vivida. A dança é uma forma de libertação do ser e promove a expressão
de movimentos, contribui para a representação estilizada e simbólica da história
social dos homens.
A ginástica, forma de exercitação corporal, cujo agir (movimentos básicos)
resulta da própria história dos homens, impregnada de sentido, significado,
possibilitando concretas vivencias corporais para a constituição da subjetividade.
135
A ginástica deve dar condições ao aluno de reconhecer as possibilidades de
seu corpo. O objeto de ensino deve ser as diferentes formas de representação das
ginásticas.
As lutas devem fazer parte do contexto escolar, pois se constituem das mais
variadas formas de conhecimento da cultura humana, historicamente produzidas e
repletas
de
simbologias.
Ao
abordar
esse
conteúdo,
deve
se
valorizar
conhecimentos que permitam identificar valores culturais, conforme o tempo e o
lugar onde as lutas foram ou são praticadas. A luta propicia trabalho corporal, a
aquisição de valores e princípios essenciais para a formação do ser humano, como,
por exemplo: cooperação, solidariedade, o autocontrole emocional, o entendimento
da filosofia que geralmente acompanha sua prática e, acima de tudo, o respeito pelo
outro, pois sem ele a atividade não se realizará.
A Educação Física ao longo de sua história buscou nas tendências
pedagógicas
(Desenvolvimentista,
Construtivista,
Crítica
Emancipadora)
sua
identidade. Em hipótese alguma poderemos ser saudosistas ou incoerentes na
possibilidade de apagarmos ou recusarmos os avanços que cada tendência
promoveu. Hoje pretendemos analisar o corpo que agora interessa e a forma de
existir.
Esta disciplina permite ao educando exercer todas as suas potencialidades,
desenvolve as funções mentais, a coordenação motora, a criatividade, a livre
expressão e a sociabilidade, também auxilia no desenvolvimento global do indivíduo,
isto é, no aspecto cognitivo, psicomotor e afetivo.
OBJETIVOS GERAIS
• Valorizar oportunizando as manifestações corporais partindo de diferentes
possibilidades de expressão, proporcionando aos educandos uma prática escolar
voltada para a busca da autonomia a partir do reconhecimento consciente de cada
indivíduo;
• Permitir à interação, o conhecimento, a partilha de experiência que viabilizem
a reflexão e a inserção crítica do mundo;
136
• Favorecer a vivência social humana, oportunizando uma maior valorização
das diferentes culturas;
• Promover a humanização das relações sociais;
• Propiciar atividades em quanto objetivo esteja na inclusão e participação.
• Reconhecer a gênese da cultura corporal.
CONTEÚDOS ESTRUTURANTES / BÁSICOS PARA ENSINO FUNDAMENTAL
E MÉDIO
•
Esporte: Coletivo
Individual
•
Manifestações Esportivas:
•
Voleibol;
•
Handebol;
•
Futsal;
•
Basquetebol;
•
Atletismo;
•
Tênis de Mesa;
•
Xadrez;
•
Futebol;
•
Jogos e Brincadeiras:
•
Jogos e brincadeiras populares
•
Brincadeiras e cantigas de roda
•
Jogos de tabuleiro
•
Jogos Cooperativos
•
Jogos Motores
•
Jogos sensoriais
•
Jogos recreativos
•
Dança:
137
•
Danças folclóricas
•
Danças de rua
•
Danças criativas
•
Danças circulares
•
Dublagem
•
Ginástica:
•
Ginástica rítmica
•
Ginástica circense
•
Ginástica geral
•
Ginástica Artística / Ginástica Olimpica
•
Ginástica Acrobática
•
Ginástica aeróbica
•
Ginástica laboral
•
Ginástica natural
•
Alongamento, relaxamento
•
Lutas: Lutas de aproximação
Capoeira
Lutas com instrumento mediador
ENCAMINHAMENTO METODOLÓGICO
No ensino fundamental pretende-se por meio das práticas corporais através
do esporte, lutas, dança, ginástica, jogos, brinquedos e brincadeiras, ir além da
dimensão motriz, levando em conta as várias experiências, manifestações pelo
corpo de alegria, raiva, dor, violência, preconceito, sexualidade, etc. o tratamento
dado na 7ª e 8ª série terá maior amplitude, complexidade e aprofundamento.
Já o professor do Ensino Médio, ao trabalhar com o mesmo Conteúdo
Estruturante, pode inserir questões envolvendo as diversas dimensões sociais em
jogos que requeiram maior capacidade de abstração por parte do aluno.
138
Um jogo de representação, com imagens de revistas ou jornais, poderia ser
proposto, considerando conhecimentos assimilados desde o Ensino Fundamental. A
partir de então, é possível problematizar as relações de poder e os conflitos surgidos
no decorrer de sua prática, como foram solucionados e as semelhanças deste jogo
com outras esferas da sociedade.
Ao pensar o encaminhamento metodológico para as aulas de Educação
Física na Educação Básica, é preciso levar em conta, inicialmente, aquilo que o
aluno traz como referência acerca do conteúdo proposto, ou seja, é uma primeira
leitura da realidade. Esse momento caracteriza-se como preparação e mobilização
do aluno para a construção do conhecimento escolar.
Após o breve mapeamento daquilo que os alunos conhecem sobre o tema, o
professor propõe um desafio remetendo-o ao cotidiano, criando um ambiente de
dúvidas sobre os conhecimentos prévios.
Espera-se que o professor desenvolva um trabalho efetivo com seus alunos
na disciplina de Educação Física, cuja função social é contribuir para que ampliem
sua consciência corporal e alcancem novos horizontes, como sujeitos singulares e
coletivos.
Portanto, é necessário manter o foco na diversidade cultural percebendo,
compartilhando e sistematizando as experiências vividas pela comunidade escolar,
estabelecendo relações a partir do conhecimento que esta detém para a construção
de seus saberes.
Deve-se buscar permanentemente o conhecimento que dialogue, de forma
dinâmica e histórica. Organizar um modelo próprio para esta modalidade de ensino e
Educação Básica, que propicie condições adequadas, permitindo a satisfação das
necessidades de aprendizagem dos educandos e suas especificidades, tendo em
vista que a seleção de conteúdos e as respectivas metodologias para o seu
desenvolvimento representem um ato político, pedagógico e social, tendo como
referencia a realidade na qual onde educandos e educadores estão inseridos onde
os educandos percebam que o conhecimento tem a ver com o seu contexto de vida
e que é repleto de significação
AVALIAÇÃO
139
A avaliação em educação física tem características e dificuldades comuns aos
demais componentes curriculares. Ela deve servir para problematizar a ação
pedagógica e não apenas atribuir um conceito ao aluno.
A avaliação deve se
caracterizar como um processo contínuo, permanente e cumulativo.
● A avaliação deve englobar os domínios, cognitivos, afetivos ou emocionais,
sociais e motor;
● A avaliação deve referir-se as habilidades motoras básicas: ao jogo, o
esporte, a dança, a ginástica, as lutas e a prática da aptidão física;
● A avaliação deve referir-se aos conhecimentos científicos relacionados à
prática das atividades corporais de movimento;
● A avaliação deve levar em conta os objetivos específicos propostos pelo
PPP (Projeto Político Pedagógico) da escola;
● A avaliação deve operacionalizar-se na aferição da capacidade do aluno
expressar-se pela linguagem escrita e falada, sobre a sistematização dos
conhecimentos relativos à cultura corporal de movimento e da sua capacidade de
movimentar-se nas formas elaboradas por essa cultura.
Os processos avaliativos incluem aspectos informais e formais, concretizados
em observação sistemático-assistemática, e anotações sobre o interesse da
participação e capacidade de cooperação prática do aluno, auto-avaliação,
trabalhos, pesquisas, provas teóricas e práticas, resolução de problemáticas
propostas pelo professor, elaboração e apresentação de coreografias de danças,
táticas nos esportes coletivos.
Recuperação paralela será efetivada logo após detectar dificuldade no
educando.
BIBLIOGRAFIA
DIRETRIZES CURRICULARES DO ESTADO DO PARANÁ DE EDUCAÇÃO FÍSICA
LIVRO DIDÁTICO DE EDUCAÇÃO FÍSICA- ENSINO MÉDIO
140
7.5 ENSINO RELIGIOSO
APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA
O Ensino Religioso, enquanto disciplina, tem, como pressuposto, contribuir
para a formação de pessoas que tenham como uma de suas intencionalidades a
busca de qualidade de vida em sociedade, constituindo-se num dos princípios do
processo educativo, evitando assim à sociedade de exclusão, permeada pelos
preconceitos e pela alienação na qual encontramo-nos inseridos.
Nesse aspecto, a leitura dialética da realidade efetiva-se como uma
possibilidade de compreender os elementos contraditórios presentes na sociedade,
a diversidade de relações e, principalmente, os elementos de unidade possíveis à
construção de uma sociedade justa, fraterna, igualitária, solidária, digna, em que o
respeito ao princípio de liberdade seja considerado como busca e decisão coletiva,
bem como reconhecer os elementos que divergem ou que contribuem para
segmentar os grupos sociais.
Neste contexto, a prática não pode ser arbitrária, mas apontar para o essencial,
contribuindo para que se possa vislumbrar aspectos da realidade que propiciem a
promoção de uma convivência comprometida com o social e com o outro.
A Constituição Federal de 1988, em seu artigo 210, estabelece os conteúdos
mínimos para o Ensino Fundamental, incluindo o Ensino Religioso como sendo de
matrícula facultativa para o aluno, a ser ofertado, obrigatoriamente, nos horários
normais de funcionamento das escolas públicas.
Em decorrência dos princípios e fins para a organização da educação
nacional, estabelecidos na Constituição Federal de 1988, foi aprovada a Lei de
Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº 9.394/96, desencadeando a
organização e a aprovação de uma série de outras regulamentações, de acordo com
as novas diretrizes estabelecidas pela referida legislação.
141
Nesse percurso, o Conselho Nacional de Educação (CNE), por meio da
Resolução nº. 2 de 7 de abril de 1998, da Câmara de Educação Básica (CEB),
instituiu as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental, incluindo o
Ensino Religioso no conjunto das dez áreas de conhecimento que integram o
Currículo Escolar do Ensino Fundamental.
A Resolução nº. 02/98, aprovada em 29 de janeiro de 1998, fundamentada no
Parecer nº. 04 estabeleceu as normas a serem observadas pelos sistemas de
ensino sobre os aspectos considerados fundamentais na implantação das Diretrizes
Curriculares para o Ensino Fundamental. Nesse contexto, é possível observar que a
Educação Religiosa foi absorvida e ampliada em sua natureza e em toda sua
extensão, assumindo a formatação de disciplina de Ensino Religioso, enquanto área
do conhecimento.
Assim, na perspectiva do materialismo histórico dialético, o Ensino Religioso
terá como mediação os seguintes aspectos a serem contemplados em seu interior:
→ Desenvolver valores vinculados à preservação da vida, pois dentro da forma de
pensar e agir das organizações sociais presentes no Planeta, tendo por lógica
princípios liberais constatasse que o ser humano e a natureza adquirem o papel de
mercadorias destinadas a cumprir os interesses de poucos nesta sociedade.
→ Reconhecer a subjetividade, pois seres sociais, homens e mulheres, se
constituem enquanto seres com capacidades e visões de mundo distintas, frente aos
contextos sociais diferenciados que determinam seu aspecto social e sua forma de
intervir no mundo.
→ Compreender como a subjetividade se constitui e se manifesta na construção do
bem estar coletivo ou na discriminação social e da exploração.
→ Compreender as mudanças operacionalizadas no grupo primário de convívio
(família), assim como a estruturação econômica e de poder que as delimitam. Ao se
referir ao primeiro núcleo coletivo de convívio do educando, o Ensino Religioso terá
como centro de análise a busca do rompimento dos preconceitos quanto a sua
forma de organização e o respeito entre seus membros. Em seu contexto de
reflexão/ação, o Ensino Religioso priorizará o vínculo desse grupo primário de
convívio a outras formas de organizações sociais, objetivando estabelecer princípios
de ajuda mútua, a compreensão da origem da construção dos papéis sociais e de
gênero e, principalmente, o papel do grupo primário de convívio/família na
142
construção da comunidade na qual esta se insere enquanto organização e agente
de transformação da realidade.
→ Respeitar a diversidade e romper com as formas de discriminação, pois ao
analisarmos os contextos de dominação no interior das relações capitalistas,
constatamos que estes se baseiam em processos de discriminação, vinculados às
questões de gênero (masculino e feminino), de geração (criança, jovem,
adulto,idoso), de poder econômico, de regionalização (local de origem do sujeito), de
etnia, de crenças, entre outros.
→ Desestimular a violência, pois compreende-se que a fome, a criminalidade, as
formas de humilhação, o desemprego e a indiferença, entre outros fatores expostos
no convívio social, são apresentados pelos meios de comunicação e apropriados
pela população de uma forma geral como naturais e tendo origem no indivíduo,
dissociado do contexto social. Fator este que naturaliza a violência como
manifestação individual, em detrimento das causas e do contexto em que elas são
produzidas. Sendo assim, busca-se recuperar os fatores que tornam o humano um
ser de sentimentos, que expressa seus desejos e emoções e que tem, no princípio
da razão, seu modo de ser.
Se compreendermos a cultura religiosa ou a religiosidade como uma dimensão
humana, estamos afirmando que esta se fundamenta nos princípios de cidadania,
enquanto convívio social.
No contexto religioso, não se pode negar que os indivíduos tenham o direito
de professar uma fé, enquanto fenômeno religioso ou não, em diferentes tradições
religiosas, como forma de construírem uma identidade pessoal e coletiva, tendo no
respeito pela vida o estabelecimento de uma ordem de prioridades e de organização
da prática do bem comum, por intermédio da transmissão de valores, do
desenvolvimento de atitudes, do alargamento da consciência a respeito de direitos e
deveres para consigo e para com os demais, considerando-se, ainda, os deveres
para com a humanidade e com a natureza.
OBJETIVOS GERAIS DA DISCIPLINA
Como objetivo geral, se estabelece que os educandos e educadores
envolvidos no processo de ensino dessa disciplina, tenham como ponto de reflexão
o princípio da cidadania e do entendimento do outro; compreendendo que a religião
corresponde a um conjunto de formulações e comportamentos que se referem a
143
uma forma de conceber a realidade (social e natural) como objetiva e, ao mesmo
tempo, transcendente 6 , confrontando o indivíduo e o coletivo; gerando uma relação
de intimidade e participação que, por sua vez, influencia os diversos setores da
comunidade.
→ Contribuir para a formação da cidadania e convívio social baseado na relação
entre
Professor e aluno na alteridade e respeito às diferenças.
→ Proporcionar o conhecimento dos elementos básicos que compõem o fenômeno
religioso, a partir das experiências religiosas recebidas no contesto do educando.
→ Analisar o papel das tradições religiosas na estruturação e manifestação das
diferentes culturas e manifestações sócio culturais.
→ Possibilitar esclarecimentos sobre o direito à diferença: etnias, posição social,
deficiências ou com dificuldades de assimilação, valorizando a liberdade do ser
humano.
→ Construir por meio da reflexão, informação e vivência de valores éticos, o diálogo
inter-religioso e conseqüentemente, a superação de preconceitos, tendo uma visão
abrangente do sagrado.
→ Conhecer os diferentes grupos religiosos, presentes na realidade próxima,
construindo o seu referencial de entendimento das diferenças e de respeito ao outro.
→ Proporcionar a aprendizagem ao educando o conhecimento da formação da idéia
do sagrado na evolução da estruturação religiosa, percebendo-a como idéia
referente para a vida.
→ Facilitar ao educando o conhecimento da evolução da estrutura religiosa no
decorrer dos tempos. Assim como das ideologias religiosas que perpassam as
redações dos textos sagrados e dos textos orais e aquilo que determina verdade
sobre o sagrado para o grupo.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
→ Possibilitar a compreensão das relações: homem; natureza; conhecimento e fé,
como processos que compõem o ser em sociedade.
Nesse contexto, remetemo-nos à idéia daquilo sobre o qual não temos
controle quanto ao seu efeito. É nessa idéia que o conteúdo que ensinamos pode
contribuir tanto para manter, quanto para transformar a realidade.
144
→ Fé é entendida como força de mobilização das ações presentes tanto no campo
científico quanto nos contextos de crença.
→ Analisar a diversidade social e cultural presente nas sociedades enquanto formas
de identificação e pertencimento dos sujeitos a um dado grupo social,
compreendendo que em processos diversos de organização existem elementos
agregadores comuns.
→ Valorizar o ser humano, considerando-se a diferença enquanto lugar de
crescimento e aprendizado; e, compreender as diferentes manifestações que
exprimem o fenômeno religioso no interior do processo histórico da humanidade.
CONTEÚDOS ESTRUTURANTES
Entende-se por conteúdos estruturantes, os saberes, os conhecimentos de
grande amplitude, conceitos ou práticas que identificam e organizam os campos de
estudos a serem contemplados no ensino religioso, tais como: Paisagem Religiosa,
Texto Sagrado e Símbolo.
Símbolos: São linguagens que expressam sentidos, possuem a função de
comunicar e exercem um papel relevante para a vida imaginativa e para a
constituição das diferentes religiões no mundo. O símbolo, também pode ser
definido como algo que veicula uma concepção, podendo ser uma palavra, um som,
um gesto, um ritual, um sonho, uma obra de arte e etc.
Textos Sagrados: Eles abrangem as comunicações expressas nas pinturas de
corpos, paredes, quadros, nos vitrais, ícones, na combinação de sons, ritmo, na
harmonia das músicas, nas danças, na disposição dos objetos de culto e rito. Enfim,
abarcam diferentes formas de linguagens, além daquelas escritas ou transmitidas
pela forma oral.
Paisagem Religiosa: o lugar ou os espaços geográficos que remetem às
experiências do sagrado. Os homens consagram certos espaços porque necessita
viver e conviver, ele precisa locomover-se num mundo sagrado, que passam a
assumir significados diversos, transformando-se num lugar especialmente simbólico,
que resulta das crenças existentes entre as Tradições Religiosas.
Conteúdos Básicos da 6º ano
Organizações Religiosas;
Lugares Sagrados;
Textos Sagrados, orais e escritos;
Símbolos Religiosos.
145
Conteúdos Básicos da 7º ano
Temporalidade Sagrada;
Festas Religiosas;
Ritos;
Vida e Morte.
Temas
1ª Proposta: eu e minha realidade
1- Minha identidade: Caracterização do sujeito a partir dos gostos, desejos,
sonhos e outros; O eu e o outro no grupo de educandos/educadores: constituindo
novas identidades (identidade social); Minha história; Semelhanças e diferenças
entre os indivíduos do grupo;
Particularidades dos indivíduos na constituição dos grupos sociais.
2- Conhecendo o meu corpo: Respeito, valorização, aceitação e cuidados:
higiene, saúde e alimentação. Conhecimento do meu EU físico: eu sob o olhar do
outro; Os sentidos e seus órgãos sensoriais na descoberta da realidade, como forma
de interpretação e codificação (natural, social, religiosa, política, cultural,
econômica): Tato: manifestação dos afetos (carinho, agressão, vergonha, medo e
outros) com relação ao outro. Audição: escutar e ouvir. O som como: expressão de
sentimentos humanos (carinho, atenção, silêncio, agressividade etc.), manifestação
da natureza e manifestação cultural. Como cada sujeito manifesta as sensações
provocadas pela audição. A interação com os surdos. Olfato: Percepção dos odores
agradáveis e desagradáveis. Odores individuais e coletivos, odores socialmente
produzidos (perfumes, desinfetantes, essências, condimento, resultantes das
condições materiais de vida) e odores resultantes das alterações hormonais, dentre
outros. Paladar: Percepção dos sabores que são produzidos socialmente,
diferenciando-se de cultura para cultura. Visão: Ver e enxergar. Percepção dos
espaços (objetos, formas), pessoas, produções imagéticas, enquanto produção
humana e possibilidade de interpretação da realidade e de interação. A interação
com os cegos.
3- O homem e suas relações sociais (religiosa, política, cultural, econômica) com
os recursos naturais (água, solo, fauna, flora, ar, sol): bem social e/ou mercadoria.
146
4- A transformação provocada pela interferência social na natureza pelas
necessidades
humanas:
Abrigo
(moradia);
Vestuário
(proteção);
Alimento
(manutenção da vida); O bem estar e a morte Amparo e desamparo/ proteção.
2ª Proposta: Eu e o outro imediato e o contexto escolar
1- Eu e o outro como seres únicos no contexto dos seres humanos: elementos
comuns e elementos que nos diferenciam. Características físicas: altura, cor dos
olhos, cor da pele, cor do cabelo, porte físico, entre outros; Características de
gênero: sexualidade e papéis sociais (masculino e feminino); Características
psicológicas que marcam a subjetividade: gostos, formas de expressar os
sentimentos; Características familiares: forma de organização familiar (presença de
pai e mãe ou não na organização familiar ou outra forma de organização), origens
geográfica, características étnicas culturais de seu grupo de convívio familiar; A
interação com o diferente.
2- A importância do outro em minha vida: a atuação dos membros da
comunidade escolar para o desenvolvimento da ação educativa. A atuação dos
profissionais da escola: limpeza, merenda, administrativo, docência, gestão; Atitudes
frente à limpeza, à organização do espaço e ao desperdício de merenda escolar.
3- Eu e o outro imediato em espaços de convívio comum, responsabilidade pelo
espaço que ocupamos de forma individual e coletiva. Eu e minha família no espaço
da casa: espaços individuais e coletivos.
4- Respeito e cuidado com o ambiente físico; respeito e preservação dos
espaços (ambiente) físico de convívio; responsabilidade pelos objetos de uso
pessoal e coletivo e dos resíduos que são produzidos (lixo).Valorização e cuidado
com os animais e vegetais que estão no espaço de convivência do educando; o ser
humano e suas relações sociais (social, religiosa, política, cultural, econômica) com
os recursos naturais (água, solo, fauna, flora, ar, sol) e sua inter-relação me
dependência.
3ª Proposta: Eu e a realidade social (família/escola) e a natureza
1- Eu e a realidade social (família/escola): As várias formas de organização
familiar e seu papel na manutenção da vida do educando, tanto material como
147
afetiva; Fatores que possibilitam um melhor convívio entre pais e as crianças;
Preconceito em relação às diferentes formas de organização familiar.
2- Relações afetivas no cotidiano: As relações afetivas mediadas pelas relações
sociais de produção; A afetividade manifestada entre educando/mãe, educando/pai,
educando/irmãos,
educando/familiares,
educando/educadores
e
educadores/educadores; O reconhecimento pelas manifestações de afeto implícitas
nas relações sociais: alimentação pronta, espaço de convívio limpo, compra de bens
necessários, partilha de brinquedos, entre outras.
3- Ações coletivas ou individuais no cotidiano familiar: Ações comuns presentes
no cotidiano da vida familiar tais como: lazer, trabalho, refeições, diálogo/reuniões,
participação
em
atividades
religiosas
entre
outras;
Experiências
da
participação/colaboração de forma individual e/ou coletiva dos educandos no
contexto familiar; As práticas desenvolvidas no interior das famílias que visam o bem
estar de todos os seus membros.
4- Ações coletivas e individuais no cotidiano das ações escolares: Ações comuns
presentes nos cotidiano da vida escolar, tais como: lazer, trabalho, refeições,
diálogo/reuniões, participação em atividade religiosa, entre outras; As relações entre
educando/mãe/escola,
educando/irmãos/escola,
educando/educadores/escola,
educando/
familiares/escola,
educadores/educadores/escola,
educando/colegas/escola e educando/educadores/escola, educando/colegas/escola
e educando/educador/fincionários/escolas.
4ª Proposta: Eu, a realidade social do bairro e a natureza
1- Valorização de si e do outro inserido no seu contexto social. Preservação do
patrimônio público.
2- Valores éticos referentes à forma de pensar e agir da comunidade escolar e no
meio social. As relações homem e natureza no processo de preservação da vida;
Relações de poder/dominação/subordinação.
3- Consciência da responsabilidade na conservação e transformação da
natureza:
As formas de organização da sociedade capitalista voltadas ao
consumismo; As necessidades produzidas pela sociedade do consumo.
148
4- O bem estar de cada um envolve seu meio social e o espaço físico: Casa/
escola/comunidade/bairro/ cidade/país e o Planeta; Relação entre homens e
mulheres num contexto social de transformação; Relações de poder (gênero); A
percepção do outro e do meio ambiente.
5ª Proposta: Eu na história da minha comunidade, as identidades religiosas, sua
unidade e diversidades de crenças
1- A religião enquanto processo histórico: A que grupo pertenço (família; escola;
igreja; clube), valores e elementos de identidade e diversidade; A história e a
construção da Identidade Religiosa; Grupos religiosos existentes na comunidade.
2- A religião enquanto manifestação cultural e sua função social: Preservação da
natureza; Vida; Paz; Valores; A unidade e o diverso.
3- A religião e seu papel subjetivo: A presença da religiosidade na vida das
pessoas: valores, compromissos e comportamentos que esta desenvolve nos
sujeitos.
4- A unidade e a diversidade das Crenças: Diferenças e semelhanças dos
lugares sagrados (templos e igrejas); Símbolos que diferenciam os grupos religiosos;
Elementos unificadores em prol da unidade e da vida.
METODOLOGIA DA DISCIPLINA
A Metodologia da disciplina do Ensino Religioso, não se reduz a determinar
formas, métodos, conteúdos ou materiais a serem utilizados em sala de aula, mas
pressupõe um constante repensar de ações que subsidiarão este trabalho. Esta
metodologia deve ser dinâmica, permitindo a interação e o diálogo entre professor e
aluno, tendo uma postura reflexiva perante a vida e o fenômeno religioso.
O Ensino Religioso representa o espaço onde o cognitivo, o trabalho e a
preocupação
com
a
coerência
entre
os
pressupostos
pedagógicos
e
o
desenvolvimento integral da pessoa, têm na prática um compromisso com a
transformação social, ajudando a pessoa a humanizar-se consigo mesmo, com os
outros, com o mundo e com o sagrado.
Por isso a opção pelo método reflexivo o qual explica a realidade, permitindo a
analisá-lo segundo certos parâmetros e possibilitar a vivência da afetividade e
humanização.
149
Quanto à forma de apresentação dos conteúdos, explicita a intenção de partir de
abordagens de manifestações religiosas ou expressões do sagrado desconhecidas
ou pouco conhecidas dos alunos, para posteriormente inserir os conteúdos que
tratam de manifestações religiosas mais comuns que já fazem parte do universo
cultural da comunidade.
Assim o Ensino Religioso não tem o compromisso de legitimar uma manifestação
do sagrado em detrimento de outra, uma vez que aí escola não é um espaço de
doutrinação, evangelização, de expressão de ritos, campanhas e celebrações.
Esta também é uma forma de respeitar o direito a liberdade de consciência e à
opção
religiosa
do
educando,
tratando
possíveis
diferenças
psicológicas
(introspecção, pessimismo, falta de sociabilidade) proporcionando caminhos para
que os mesmos se integrem ao pleno espaço social exercendo sua Cidadania.
De acordo com a Lei nº 11.645 que contempla a História e Cultura Afro Brasileira
e Indígena, esse tema será trabalhado no decorrer do ano letivo dentro dos
conteúdos estruturantes.
CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO ESPECÍFICOS DA DISCIPLINA
A avaliação é necessária em todos os empreendimentos humanos, passando por
todas as dimensões: sociais, políticas, econômicas, religiosas, ideológicas etc.
Dentre as orientações metodológicas para a disciplina de Ensino Religioso faz-se
necessário destacar os procedimentos avaliativos a serem adotados, a avaliação
poderá ser contínua, dinâmica e diagnóstica, mas de forma diferenciada de outras
disciplinas, já que a mesma é de ordem facultativa e apresenta como diferenças em
seu referencial “inexistência” de notas ou conceitos.
Para atender a esse propósito, o professor terá que elaborar instrumentos que
auxiliem a registrar o quanto o aluno e a turma se apropriaram ou tem se apropriado
dos conteúdos tratados nas aulas de Ensino Religioso. Significa dizer o que se
busca com o processo avaliativo é identificar em que medida os conteúdos passam
a ser referências para a compreensão das manifestações do sagrado pelos alunos.
Nesse sentido, a apropriação do conteúdo que fora antes trabalhado pode ser
observado pelo professor em diferentes situações de ensino aprendizagem.
O professor deverá avaliar, em que medida o aluno expressa uma relação
respeitosa para com o colega de classe que além de ter opção religiosas diferentes
da sua; poderá apresentar também características físicas e psicológicas peculiares,
detalhando a questão que cada grupo, cada individuo, emprega conceitos
150
adequados, para referir-se às diferentes manifestações do sagrado. Destacando
sempre os valores humanos e sócio políticos de cada indivíduo.
O Ensino Religioso, por seu caráter educativo de refletir a ação (reflexão) de
homens e mulheres em seu lugar de inserção social e, ao mesmo tempo, de
ampliação desse olhar para a realidade globalizada, tem implícito, em seu
encaminhamento metodológico os aspectos vinculados às mudanças de atitude
frente à realidade.
Dessa forma, a avaliação terá nas práticas desencadeadas pelo processo
educativo escolar e no cotidiano social, o lugar de análise a respeito das
contribuições dos temas discutidos. O Ensino Religioso pressupõe um processo
avaliativo que possibilite a investigação sobre o que vem sendo compreendido pelos
estudantes, a fim de que o educador possa intervir naquelas circunstâncias que se
apresentarem como necessárias.
Esta ação esta explicitada no encaminhamento teórico metodológico, no qual o
pressuposto rever ou avaliar visa verificar se os objetivos estão sendo alcançados,
no sentido de analisar as responsabilidades, avaliar a caminhada, perguntar pelas
conseqüências das ações/atitudes e buscar estabelecer, de forma coletiva, como
superar as dificuldades para dar continuidade ao processo. Dessa forma, esse
pressuposto contribui para o processo de avaliação necessário à disciplina de
Ensino Religioso.
O diálogo com as outras áreas do conhecimento e, quando necessário, com os
demais educadores e coordenadores que atuam junto à turma, é condição para
alcançar um processo avaliativo coerente e consistente em relação aos objetivos
propostos no plano de trabalho docente, visando à superação de possíveis
fragmentações.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Diretrizes Curriculares de Ensino Religioso para o Ensino Fundamental – 2009.
Fórum Nacional Permanente do Ensino Religioso.
Ensino Religioso Capacitação para Novo Milênio.
Ensino Religioso Sugestões Pedagógicas (Assintec)
Ensino Religioso na Diversidade Cultural Religiosa do Brasil
151
7.6 FILOSOFIA
Apresentação Geral da Disciplina
A Filosofia no ensino médio tem por finalidade a formação pluridimensional e
democrática, capaz de oferecer ao educando a possibilidade de compreensão das
complexidades do mundo contemporâneo que quase sempre se manifesta de forma
fragmentada. A construção, do saber filosófico deve considerar questionamentos,
conceitos e categorias de pensamento no sentido de articular a totalidade
espaço/temporal e sócio- histórico em que se dá o pensamento e a experiência
humana.
Esse caminho da busca da superação do caráter fragmentário da nossa
realidade é em grande parte garantido pelo estudo da filosofia, que através do
pensamento místico evoluiu da especulação sobre a origem do universo para a
busca da essência humana e de sua relação com os outros.
A principal preocupação será no sentido de passar uma visão de mundo em
que os temas trabalhados deverão ser mostrados como elementos constantes em
todos os períodos da história da humanidade, mas que são tratados filosoficamente
de formas diferentes conforme o momento histórico e espaço/tempo em que se
situam.
O ensino da Filosofia procurará analisar conceitos morais antigos e
modernos, identificar fontes de idéias, avaliar o inventário epistemológico e seu valor
e mostrar que mesmo não havendo conclusões definitivas, há um direcionamento da
sociedade em função dos valores éticos e morais vigentes, e que muitas questões
estão longe de encontrar respostas pela ciência. Mas, que dentro dos princípios
filosóficos tirados do senso comum e lapidados nas discussões dos grandes mestres
da filosofia, foram incorporados à dinâmica da vida em
sociedade pelo
discernimento intelectual e filosófico e do bom senso.
Mostrar que na relação do homem com seu semelhante baseada em seus
sentimentos e afetividade não existem verdades absolutas, mas entendimento e
aceitação do que a sociedade considera como adequado ao seu espaço.
152
Conteúdos Estruturantes
1. Do mito à filosofia
O nascimento da Filosofia e o pensamento filosófico em Sócrates, Platão e
Aristóteles.

Aprendendo a ler e interpretar o mundo.
153
 Como interpretamos a realidade e seus significados.
 A comunicação na leitura de textos.
 O homem pensante.
 Filosofia na comunidade.
 Mito e razão.
 Funções e características do mito.
 Conceito de mito e razão.
 A Cultura como base da condição humana: do ser animal para o
ser
humano.
 Natureza humana.
2. Teoria do Conhecimento e Filosofia da\Ciência
 O conhecimento na idade Moderna.
 O conhecimento científico, as ciências e sua construção a quem se
destina e como desfrutá-lo.
 Sujeito e objeto do conhecimento.
 Tipos de conhecimentos.
 Senso comum, o saber de todos nós.
 O conhecimento comum ao bom senso, tarefa da Filosofia.
 Alcance do conhecimento.

Distorções do conhecimento.
154

A grandeza do conhecimento.

Nossa marca no mundo.

Da dúvida à verdade com responsabilidade.
3. Ética.
- O mundo dos valores.
 O que é valor.
 De onde vêm os valores.
 Ética e moral
 Levar vantagem em tudo.
 A moral dinâmica.
 O sujeito moral.
 A virtude.
 Obrigação e liberdade.
 As condições da liberdade.
 Cidadania.
 Progresso moral.
 Afetividade: razão e afetos.
 Paixão, amor e amizade.
155
 Sexualidade.
 Namoro.
 Gravidez/aborto.
 Fugas.
 Drogas
4. Filosofia Política.
 O que é política.
 Estado, sociedade e poder.
 O mundo do trabalho.
 O trabalho na antiguidade.
 Ideologia: do capitalismo à globalização
 O valor do trabalho numa economia de mercado.
5. Estética.
 Arte e interpretação do mundo.
 Educação da sensibilidade.
 O belo, o feio e a conseqüente escolha.
 Formação da cultura.
 Cultura, diversidade cultural e indústria cultural.
156
 Meios de comunicação de massa.
Metodologia da disciplina
A preocupação será no sentido de encaminhar discussões e debates
utilizando-se da reflexão crítica sobre a realidade que leve o aluno a pensar, como
as relações se desenvolvem no seu cotidiano e como são influenciadas e
determinadas pela herança cultural e o passado herdado, sob a luz da história da
própria Filosofia.
Motivar o estudante a pensar, pesquisar, questionar, estabelecer relações e
criar conceitos que lhe sirvam de referenciais ou modelos práticos de vida.
Os conteúdos serão trabalhados através de leituras de textos de significação
prática para as vivências do aluno, propondo discussões e análises dentro de uma
perspectiva histórica que mostre caminhos diferentes e suas similaridades com o
passado.
Dentro desse processo metodológico, procurar construir espaços de
problematização com os estudantes e fazê-los perceber que os problemas da vida
real podem ser relacionados com problemas e soluções de outros espaços
temporais e de visões também distintas. E pensar que elas podem ser repensadas e
servir de parâmetros para muitas das questões de nosso tempo.
Provocar questionamentos para o exercício de um pensamento coerente e
crítico com boas argumentações levando-o a perceber que a reflexão e a tomada de
decisões em função dela proporciona resultados melhores e mais justificados.
A base das atividades compreenderá exposições e explicações de
conteúdos, debates e discussões em grupo, pesquisa sobre temas e textos
referentes aos assuntos abordados, leituras relacionadas aos conteúdos. Fazer uso
de
reportagens, palestras, músicas, representações teatrais, textos diversos,
pesquisas práticas e teóricas, filmes, paródias, exposições, pinturas, painéis,
charges, desenhos e muita criatividade.
A aula de filosofia deve ser um espaço de problematização sob a mediação
do professor. Isto se dá por meio de diálogo investigativo, de criação e provocação
do pensamento, da busca, da compreensão, da imaginação, da comparação para
157
elaboração de respostas.
O estudo Filosófico não pode prescindir de usar as ferramentas de análise
das outras disciplinas do conhecimento uma vez que o estudo é interdisciplinar.
Avaliação
A avaliação deve estar centrada no educando como ser humano e ser
político, mas é preciso que haja uma relação democrática entre educador e
educando. A partir desses pressupostos todas as atividades desenvolvidas pelo
aluno e seu progresso como ser humano serão consideradas através dos
procedimentos:
- Analisar e perceber o envolvimento do aluno com o conteúdo através de:
discussões e debates em relação a temas sugeridos ou trazidos pelos alunos,
evocados de textos literários, de revistas, periódicos ou de fatos vivenciados, ou da
curiosidade dos alunos ou de sua comunidade.
- Pesquisas práticas e teóricas elaboradas e organizadas com eles sobre os
assuntos de interesse do grupo conforme suas vivências.
- Análise e interpretação dessas pesquisas, utilizando-se dos dados estatísticos para
uma reflexão sobre o significado dos dados apontados na pesquisa.
- Filmes que abordem temáticas que venham de encontro ao interesse do aluno e
suas formas de expressão. Trabalhar o conteúdo do filme em cima de um roteiro
previamente elaborado.
- Análise e interpretações de músicas que venham de encontro a um ou mais
aspectos de sua construção cultural e de suas experiências de vida.
- Trabalhos com textos: além da discussão, elaboração de idéias e sugestões,
interpretações que os levem a reflexões, valorizando aquilo que os motiva a
reformulações ou questionamentos.
A avaliação deve ser concebida na sua função diagnóstica, isto é, ela não
possui uma finalidade em si mesma, mas tem por função subsidiar e mesmo
redirecionar o curso da ação do processo ensino-aprendizagem, tendo em vista
garantir a qualidade do processo educacional, pois está construindo o saber
158
coletivamente.
Ao avaliar o professor deve ter um profundo respeito pela pessoa e pelas
posições dos estudantes mesmo que o professor não concorde com elas, pois deve
se considerar é a atividades com conceitos, a capacidade de construir, de mudança
e transformação do educando.
Referências
1. ARANHA, Maria Lúcia de Arruda; MARTINS, Maria Helena Pires. Temas de
Filosofia. 2 ed. – São Paulo: Moderna, 1.998.
2. ARENDT, Hannah. A condição humana. Rio: Forense Universitária, 2001.
3. CHAUÍ, Marilena. Convite à filosofia. São Paulo: Ática, 1995. (também
disponível em: www.geocities.com/discursus/javanes/atividad..html)
4. DELEUZE, G. ; GNATTARI, R. O que é filosofia? Tradução: Bento Prado Jr. e
Alberto Alonso Muñoz. Rio: Ed. 34, 1992.
5. Secretaria de Estado da Educação. DCE - Filosofia. Curitiba: SEED, 2006.
6. Secretaria de Estado da Educação/ Vários Autores. Filosofia. Cutitiba: SEED,
2006.
7. LUCKESI, Cipriano Carlos. Filosofia da Educação. São Paulo : Cortez, 1.991
8. MEKSENAS, Paulo. Sociedade, filosofia e educação. São Paulo: Loyola,1994.
9. Revista do Professor: Nova Escola – Edição: 179 – Janeiro/Fevereiro, 2005.
159
10. SÁTIRO, Angélica et al. Pensando melhor – iniciação ao filosofar. 4 ed. Reform.
São Paulo: Saraiva, 2003.
11. SILVA, Rogério Antônio. Introdução à filosofia. (disponível em:
www.geocities.com/discursus/textos/filosofia2.html)
12 . TELES, Maria Luiza Silveira. Filosofia para crianças e adolescentes. 4 ed.
Petrópolis: Vozes, 2002.
13.
VAZQUEZ, A.S. Ética. Rio: Cia. das Letras, 1992.
14.
ZINGANO, Marco. Platão e Aristóteles – os caminhos do conhecimento.
São Paulo: Odysseus, 2002
7.7 FÍSICA
APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA
Desde a antiguidade mais remota o homem busca compreender como e
porque os fenômenos naturais ocorrem. As diferentes maneiras de explicar o mundo
e as coisas que ele contém fazem parte da história da Ciência.
Nesse contexto, a Física pode ser considerada uma Ciência que nasceu com
as primeiras indagações sobre a natureza e seus fenômenos.
As descobertas no campo da Física remontam à Pré-História. Assim quando o
homem fez o arco para atirar uma flecha, ele estava incorporando conhecimentos
elementares de mecânica.
Posteriormente, as primeiras civilizações que surgiram na Mesopotânia e no
Egito, aprenderam entre outras coisas, a transportar e levantar enormes blocos de
pedras, a construir monumentos.
Esses conhecimentos, obtidos na tentativa de resolver situações problemas
práticos, não se apresentam até então como teorias explicativas da própria ciência.
Essas soluções e invenções surgiram lentamente, misturados à religião.
Com os gregos surgiu a tentativa de explicar o mundo por meio da razão. Ao
procurar a razão de ser das coisas, os gregos formulam princípios explicativos do
160
movimento, da constituição da matéria.
Na Idade Média com um desenvolvimento maior do comércio, criou-se um
ambiente próprio para um desenvolvimento maior da base das Ciências. Foi nesse
universo urbano que viveu Galileu Galilei.
Suas contribuições tornaram-se fundamentais no campo da Física, algumas
relacionadas com a hidrostática e a Dinâmica.
Outro momento importante na constituição do conhecimento ligado à Física
ocorreu no século XVII, com Isaac Newton e suas teorias inauguraram a nova
Física, relacionada à física celeste, leis fundamentais dos movimentos.
No século XVIII, o desenvolvimento industrial foi tão intenso onde ocorreu um
grande aperfeiçoamento das máquinas a vapor.
O cenário científico medieval, no século XX é marcado por uma nova
revolução no campo da pesquisa da Física. Em 1905, Einstein propõe a teoria da
relatividade, que completou a mecânica clássica, pois com isso o progresso tornouse ainda mais rápido, principalmente com o desenvolvimento da eletrônica e da
computação.
Ciências e tecnologias passaram, então, a caminhar juntas e o crescimento
de uma depende cada vez mais do desenvolvimento da outra. Isso favoreceu
numerosas áreas de pesquisa graças a contribuição da Física, da Química e da
Matemática.
Como vimos a Física, não é uma ciência com forma acabada e seus modelos
prontos e insuperáveis procuraram-se recorrer a diversos tópicos da História da
ciência para dar exemplos concretos de que a Física sendo uma das ciências mais
antiga, é responsável por grande parte do desenvolvimento científico alcançado pela
humanidade.
Devemos ressaltar que o ensino da Física deverá representar um papel
importante na formação de qualquer estudante. Independente da carreira que
pretenda abraçar.
É clara sua presença em nosso cotidiano, pois seu estudo visa penetrar nos
mistérios da natureza, permitir-nos saber mais sobre a nossa relação com o mundo.
161
CONTEÚDOS ESTRUTURANTES/BÁSICOS
CONTEÚDO ESTRUTURANTE - MOVIMENTO
•
Momentum e inércia
•
Conservação de quantidade de movimento (momentum)
•
Variação da quantidade
•
Movimento - Impulso
•
2ª Lei de Newton
•
3ª Lei de Newton e condições de equilíbrio
•
Conservação de quantidade de equilíbrio
•
Energia e o Princípio da Conservação da energia
•
Gravitação
CONTEÚDO ESTRUTURANTE – TERMODINÂMICA
•
Aceleração Leis da Termodinâmica:
•
Lei zero da
•
Termodinâmica
•
1ª Lei da
•
Termodinâmica
•
2ª Lei da Termodinâmica
CONTEÚDO ESTRUTURANTE - ELETROMAGNETISMO
•
Carga, corrente elétrica, campo e ondas eletromagnéticas
•
Força eletromagnética
•
Equações de Maxwell: Lei de Gauss para eletrostática/Lei de Coulomb,
•
Lei de Ampère,
•
Lei de Gauss magnética,
•
Lei de Faraday
•
A natureza da luz e suas propriedades
CONTEÚDOS POR SÉRIE
1º ANO
Momentum e inércia
2º ANO
Aceleração
Leis
3º ANO
da Carga, corrente
Conservação
de Termodinâmica:
elétrica, campo
quantidade
de Lei zero da
e
movimento
Termodinâmica
ondas
eletromagnétic
162
(momentum)
1ª Lei da
as
Variação da quantidade Termodinâmica
Força
de
eletromagnétic
2ª Lei da Termodinâmica
Movimento - Impulso
a
2ª Lei de Newton
Equações
3ª Lei de Newton e
Maxwell: Lei de
condições de equilíbrio
Gauss
Conservação
eletrostática/Lei
de
de
para
quantidade de equilíbrio
de Coulomb,
Energia e o Princípio da
Lei de Ampère,
Conservação
Lei de Gauss
da
energia
magnética,
Gravitação
Lei de Faraday
A natureza da
luz
e
suas
propriedades
METODOLOGIA DA DISCIPLINA
É importante que o processo de ensino-aprendizagem, em Física, parta do
conhecimento prévio dos alunos, sendo instaurado através de um diálogo constante
entre alunos e os professores, considerando objetos, coisas e fenômenos que façam
parte do universo vivencial do aluno.
Os conceitos físicos e suas expressões devem ser apresentados de maneira
simples e clara, possibilitando ao professor desenvolver as bases da Física e dando
margem para aprofundar a discussão sobre os conteúdos, intermediando textos que
apresentam conceitos físicos, leis e fórmulas, com outros, que contextualizam os
temas, permitindo aos alunos compreenderem a interferência e participação da
Física no cotidiano, e tornando o conhecimento significativo.
Trabalhos que possam abordar atividades interdisciplinares que levará ao
aluno a perceber que a Física está relacionada com outras áreas do conhecimento.
Como parte integrante do aprendizado, muitos assuntos podem vir
acompanhados de atividades práticas. Essas práticas, procuram colocar em ação os
conteúdos conceituais, permitindo um desenvolvimento da capacidade de aprender.
163
Levando os alunos a participar dos projetos desenvolvidos na escola e no estado
como: consciência, Fera e Agenda 21.
AVALIAÇÃO
Avaliar é mais do que aferir resultados finais ou definir sucesso e fracasso,
avaliar significa acompanhar o processo de aprendizagem e os progressos de cada
aluno,
percebendo
dificuldades
e
procurando
contorná-las
ou
superá-las
continuamente.
À medida que os conteúdos são desenvolvidos, o professor deve adaptar os
procedimentos de avaliação do processo, acompanhando e valorizando as
atividades e todos os aspectos como: a compreensão dos conceitos físicos, a
capacidade análise de um texto, a capacidade de elaborar relatórios sobre um
experimento, etc. A avaliação de forma diagnóstica, formativa e somatória pode ser
realizada através de provas dissertativas e objetivas, trabalhos individuais e
coletivos, levando em conta também a participação espontânea ou mediada pelo
professor, pelo espírito de cooperação, e mesmo pela pontualidade e a assiduidade.
Esses instrumentos de avaliações são essenciais para obter um balanço periódico
do aprendizado dos alunos, e também têm sentido de progressão.
Ao elaborar os instrumentos de avaliação, deve-se considerar que o objetivo maior é
levar os alunos à desenvolverem-se, enquanto cidadãos autônomos.
REFERÊNCIAS
SAMPAIO, José Luiz. Calçada, Caio Sergio Universo da Física, 1, 2, 3 para Ensino
Médio. Editora Moderna, 2ª edição, Saão Paulo: atual, 2005. Coleção Universo da
Física.
Diretrizes Curriculares de Física para o Ensino Médio.
BONJORNO, José Roberto – Clinton Ramos. Física Fundamental – volume único.
PARANÁ, Djalma Nunes. Paraná Física – Volume 1.
164
7.8 GEOGRAFIA
APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA
A Geografia, enquanto ciência e disciplina, mostra a realidade e permite que
seus conteúdos despertem no aluno uma leitura crítica do mundo. A análise acerca
do ensino dessa disciplina começa pela compreensão do seu objeto de estudo: o
espaço geográfico, produzido e apropriado pela sociedade onde Geografia Física e
Geografia Humana se encontram.
As Diretrizes Curriculares se apresentam como documento norteador para os
professores de Geografia, a partir de questões epistemológicas, teóricas e
metodológicas que estimulam a reflexão sobre essa disciplina e seu ensino.
Problematizar a abrangência dos conteúdos desse campo do conhecimento, bem
como reconhecer os impasses e contradições existentes são procedimentos
fundamentais para compreender e ensinar o espaço geográfico no atual período
histórico.
O estudo da Geografia abrange grande complexidade de aspectos. O
desenvolvimento dos meios de comunicação, o crescimento demográfico, a
descoberta de novos meios de exploração da superfície terrestre, enfim, a evolução
em geral , traz transformações na Geografia, na realidade e no plano do saber.
A Geografia tem ascendido um papel muito importante. É impossível
acompanhar e entender as mudanças, informações e os fatos ou fenômenos que
ocorrem no mundo, sem conhecimentos geográficos.
165
Quanto aos objetivos, a Geografia visa: desenvolver no aluno uma leitura crítica
do mundo atual; compreender como ocorrem as transformações e a luta pela
sobrevivência dentro da sociedade; analisar os problemas ambientais em escala
local, regional e global; estimular o pensamento crítico, na busca de novas
tecnologias no processo de apropriação e interação entre os lugares e territórios do
mundo como novo paradigma da globalização; distinguir um mundo de contrastes,
tradições, rupturas, comparando diferentes formas de viver, pensar e trabalhar,
enfocando problemas da atualidade.
O trabalho pedagógico realizado com a disciplina de Geografia pauta-se nas
teorias críticas da educação dentro da pedagogia histórico-crítica, referenciado por
todo material produzido por seus pensadores.
Conteúdos Estruturantes
•
A Dimensão Econômica do Espaço Geográfico.
•
A Dimensão Política do Espaço Geográfico.
•
A Dimensão Socioambiental do Espaço Geográfico.
•
A Dimensão Cultural e Demográfica do Espaço Geográfico.
Conteúdos Básicos
Ensino Fundamental
6º ano
•
Formação e transformação das paisagens naturais e culturais.
•
Dinâmica da natureza e sua alteração pelo emprego de tecnologias de
exploração e produção.
•
A formação, localização, exploração e utilização dos recursos naturais.
•
A distribuição espacial das atividades produtivas e a (re)organização do espaço
geográfico.
•
As relações entre o campo e a cidade na sociedade capitalista.
•
A transformação demográfica, a distribuição espacial e os indicadores
estatísticos da população.
•
A mobilidade populacional e as manifestações socioespaciais da diversidade
cultural.
•
As diversas regionalizações do espaço geográfico.
7º ano
•
A formação, mobilidade das fronteiras e a reconfiguração do território brasileiro.
166
•
A dinâmica da natureza e sua alteração pelo emprego de tecnologias de
exploração e produção.
•
As diversas regionalizações do espaço brasileiro.
•
As manifestações socioespaciais da diversidade cultural.
•
A transformação demográfica, a distribuição espacial e os indicadores
estatísticos da população.
•
Movimentos migratórios e suas motivações.
•
O espaço rural e a modernização da agricultura.
•
A formação, o crescimento das cidades, a dinâmica dos espaços urbanos e a
urbanização.
•
A distribuição espacial das atividades produtivas, a (re)organização do espaço
geográfico.
•
A circulação de mão-de-obra, das mercadorias e informações.
8º ano
•
As diversas regionalizações do espaço geográfico.
•
A formação, mobilidade das fronteiras e a reconfiguração dos territórios do
continente americano.
•
A nova ordem mundial, os territórios supranacionais e o papel do Estado.
•
O comércio em suas implicações socioespaciais.
•
A circulação da mão-de-obra, do capital, das mercadorias e das informações.
•
A distribuição espacial das atividades produtivas, (re)organização do espaço
geográfico.
•
As relações entre o campo e a cidade na sociedade capitalista.
•
O espaço rural e a modernização da agricultura.
•
A transformação demográfica, a distribuição espacial e os indicadores
estatísticos da população.
•
Os movimentos migratórios e suas motivações.
•
As manifestações socioespaciais da diversidade cultural.
•
Formação, localização, exploração e utilização dos recursos naturais.
9º ano
•
As diversas regionalizações do espaço geográfico.
•
A nova ordem mundial, os territórios supranacionais e papel do Estado.
•
A revolução técnico-científico-informacional e os novos arranjos no espaço da
167
produção.
•
O comércio mundial e as implicações socioespaciais.
•
A formação, mobilidade das fronteiras e a reconfiguração dos territórios.
•
A transformação demográfica, a distribuição espacial e os indicadores
estatísticos da população.
•
As manifestações socioespaciais da diversidade cultural.
•
Os movimentos migratórios mundiais e suas motivações.
•
A distribuição das atividades produtivas, a transformação da paisagem e a
(re)rganização do espaço geográfico.
•
A dinâmica da natureza e sua alteração pelo emprego de tecnologias de
exploração e produção.
•
O espaço em rede: produção, transporte e comunicações na atual configuração
territorial.
Ensino Médio
−
A formação e transformação das paisagens.
−
A dinâmica da natureza e sua alteração pelo emprego de tecnologias de
exploração e produção.
−
A distribuição espacial das atividades produtivas e a (re)organização do espaço
geográfico.
−
A formação, localização, exploração e utilização dos recursos naturais.
−
A revolução técnico-científica-informacional e os novos arranjos no espaço da
produção.
−
O espaço rural e a modernização da agricultura.
−
O espaço em rede: produção, transporte e comunicação na atual configuração
territorial.
−
A circulação de mão-de-obra, do capital, das mercados e das informações.
−
Formação, mobilidade das fronteiras e a reconfiguração dos territórios.
−
As relações entre o campo e a cidade na sociedade capitalista.
−
A formação, o crescimento das cidades, a dinâmica dos espaços urbanos e a
urbanização recente.
−
A transformação demográfica, a distribuição espacial e os indicadores
estatísticos da população.
−
Os movimentos migratórios e suas motivações.
168
−
As manifestações socioespaciais da diversidade cultural.
−
O comércio e as implicações socioespaciais.
−
As diversas regionalizações do espaço geográfico.
−
As implicações socioespaciais do processo de mundialização.
−
A nova ordem mundial, os territórios supranacionais e o papel do Estado.
Encaminhamento Metodológico
A metodologia do ensino de Geografia deve permitir que os alunos se apropriem
dos conceitos fundamentais da disciplina e compreendam o processo de produção e
transformação do espaço geográfico. Os conteúdos devem ser trabalhados de forma
critica e dinâmica, devendo-se considerar o conhecimento espacial prévio dos
alunos para relacioná-lo ao conhecimento científico no sentido de superar o senso
comum.
O professor deve ter uma postura pedagógica emancipatória, que leve o aluno a
pesquisar, individual e coletivamente, e ao questionamento.
Faz-se necessário superar práticas pedagógicas onde o professor preocupa-se
excessivamente em apenas vencer o conteúdo
A diversificação dos encaminhamentos metodológicos dos conteúdos, com
atividades que exijam pesquisa, leitura, interpretação, análise, investigação
(pesquisa de campo), relacionando-os com problemas atuais, torna-se significativo
para os alunos.
A contextualização do conteúdo de Geografia deve situar o aluno historicamente
nas relações políticas, sociais, econômicas, culturais, em manifestações espaciais
concretas, nas diversas escalas geográficas.
Sempre que possível, o professor deverá estabelecer relações interdisciplinares
dos conteúdos geográficos em estudo, porém, sem perder a especificidade da
Geografia. Deve ainda conduzir o processo de aprendizagem de forma dialogada,
possibilitando o questionamento e a participação dos alunos para que a
compreensão dos conteúdos e a aprendizagem crítica aconteçam.
A finalidade é que o ensino de Geografia contribua para a formação de um
sujeito capaz de interferir na realidade de maneira consciente e crítica.
Partindo desses pressupostos metodológicos, o professor organiza o processo
de ensino de modo que os alunos ampliem sua capacidade de análise do espaço
169
geográfico e formem os conceitos dessa disciplina de maneira cada vez mais rica e
complexa.
O caminho para a metodologia são vários e todos podem ser utilizados de acordo
com a situação, desenvolvendo no aluno a prática da observação do meio em que
vive.
Avaliação
A avaliação está voltada para a análise da produção do conhecimento do aluno.
Deve ser formativa, diagnóstica e processual, acompanhando a aprendizagem dos
alunos e norteando o trabalho do professor.
Considerando que a avaliação é contínua, deve ocorrer durante todo o ano.
Como também é dinâmica, várias formas de avaliar podem ser utilizadas, tais como:
avaliações objetivas, dissertativas, orais; trabalhos individuais ou coletivos;
pesquisas e atividades realizadas dentro e fora da sala de aula; leitura e
interpretação de imagens e mapas; pesquisas de campo; apresentação de
seminários; leitura de tabelas e gráficos; relatórios; construção de maquetes; entre
outras.
Nessa concepção de avaliação, considera-se que os alunos têm diferentes ritmos
de aprendizagem, identificam-se dificuldades e isso possibilita a intervenção
pedagógica a todo tempo. O professor pode, então, procurar caminhos para que
todos os alunos aprendam e participem das aulas.
Referências Bibliográficas
Vários autores, Projeto Araribá. Ed. Moderna. São Paulo: 2006, 1ª edição. 5ª e 6ª
séries.
MOREIRA, Igor e Elizabeth Auricchio. Construindo o Espaço. Ed. Ática. São Paulo:
2010. 3ª edição. 7ª série.
DIRETRIZES CURRICULARES DA EDUCAÇÃO BÁSICA, Secretaria de Estado da
Educação do Paraná. Curitiba: 2008.
VESENTINI, José Willian. Geografia Geral e do Brasil. Ed. Ática. São Paulo: 2009.
1ª edição.
MARINA, Lúcia e Tércio Rigolim. Geografia Geral e do Brasil. Ed. Ática. São Paulo:
2008. 1ª edição.
170
PIFFER, Osvaldo. Geografia no Ensino Médio. Ed. IBEP. São Paulo: 2002.
LUCCI, Elian Alabi e Anselmo Lázaro Branco. Geografia – Homem e Espaço –
Ensino Fundamental. Ed. Saraiva. São Paulo: 2002. 18ª edição.
VESENTINI, José Willian. Geografia – Natureza e Sociedade. Ed. Contexto. São
Paulo: 1997.
SENE, Eustáquio de, João Carlos Moreira. Trilhas da Geografia. Ed. Scipione. São
Paulo: 2000. 1ª edição.
PALHARES, J. M. Paraná – Aspectos da Geografia. Ed. Gransmil. Foz do Iguaçu:
2004. 3ª edição.
7.9 História
Apresentação da Disciplina de História
Entendemos ser de interesse de toda a comunidade escolar, apresentar a
disciplina de História, desde que a historiografia entende ser o inicio da prática
acadêmica, para que desta forma todos possam ter conhecimento dos usos
estratégicos que a disciplina teve em sua trajetória. Nossa intenção é revelarmos
que desde de sua fundação, a prática de se formar o saber histórico estava
entrelaçado com a sociedade.
A história passou a existir com a criação, no Rio de Janeiro, do Colégio
Pedro II, em 1837. A formação de uma instituição que atendia aos filhos dos
aristocratas do império, logo exigiria a construção de um passado próprio, que
serviria de inspiração às gerações futuras, com isso, no mesmo ano foi criado o
Instituto Histórico Geográfico Brasileiro (IHGB).Sua função foi financiar trabalhos de
intelectuais, para que assim possam surgir elementos que identificariam o povo e
seu país. Nesta lógica, o modelo de discurso estava expresso nas três raças
formadoras da população: a branca (colono), a indígena (nativo da terra) e a negra
(escravo). Dessa forma, a ideologia do branqueamento se sobressaía, estando
presente nos currículos escolares até os primeiros anos da República.
171
Portanto, a disciplina no século XIX, teve o caráter norteador do projeto
de nação que império achava necessário. A história, então, agiu como órgão político
estratégico para se elaborar um sentimento de identidade nacional.
Outro momento em que a disciplina de História e usada como projeto
político-social foi na Era Vargas. A preocupação de formar um cidadão dotado de
moral e civilidade engendrou os currículos e reafirmou o caráter coorporativo da
disciplina.
A História de hoje se especializou, e as demandas provindas das
Diretrizes Curriculares direcionaram o ensino a um modelo de aprendizado
multifacetário. Ou seja, as narrativas protagonizadas por grandes líderes e unilateral
não possuem mais espaços. Agora, a preocupação é apresentar aos discentes
outras variações do discurso tradicional e dialogar constantemente com outras áreas
do conhecimento. Portanto, a História tem como objetivo de estudo os processos
históricos relativos às ações e relações humanas praticadas no tempo e espaços,
determinando os limites e possibilidades das ações dos sujeitos de modo a
demarcar como estes podem transformar constantemente as estruturas sóciohistóricas. Além disso, outra função da História está em suprir as carências humanas
fundamentada
por meio de um conhecimento constituído
por interpretações
históricas. Essas interpretações são compostas por teorias que diagnosticam as
necessidades dos sujeitos históricos e propõem ações no presente e projetos de
futuro. Já a finalidade do ensino da Historia é a formação de um pensamento
histórico a partir da produção do conhecimento, estimulando as ações conscientes
dos sujeitos.
Imbuídos nesse pensamento, a História tem o dever de fazer com que o
passado passe a dialogar constantemente com o presente, para que o discente
possa identificar as modificações e permanências presentes no tempo-espaço,
determinando sua importância na formação do caráter crítico do cidadão. Desta
forma, o ensino da História deve dotar o aluno de espírito critico, participativo, e que
essas experiências possam se tornar um legado a serem exercidas nas decisões a
serem tomadas ao longo de sua vida, em situações familiares, na sua comunidade,
mais tarde, em seu trabalho etc. Levando-o a perceber sua participação na
construção da coletividade.
De acordo com as Diretrizes Curriculares, a História busca despertar
reflexões a respeito de aspectos políticos, econômicos, culturais e socais.
172
Privilegiando a Historia do Brasil, a História regional (lei 13.381/81) e também inclui
o estudo das trajetórias dos povos indígenas e afro-brasileiros (lei 10.639/03), haja
vista a necessidade de estabelecermos relações entre a micro-história e os
acontecimentos recorrentes dos grandes fatos históricos.
Objetivos
A intenção do estudo da História e das propostas acima revelados nos
conduzem a direcionar nosso trabalho à objetivos que servem de mecanismos
norteadores para a ação docente. Dessa forma estaremos contribuindo para que o
processo possa seguir a coerência estipulada por este plano pedagógico curricular.
Determinados como objetivos da disciplina:
- Criticar,
analisar
e
interpretar
fontes
documentais
distintas,
identificando e diversidade presente nas diferentes linguagens e contextos da sua
produção.
- Conhecer as diferentes concepções de tempo, memória e cultura como
construções sociais históricas, situando as relações entre permanências e
transformações.
- Entender a articulação entre a história e a construção das identidades
sociais.
- Analisar temas e problemas da atualidade à luz do conhecimento
historiográfico.
- Estimular o contato dos alunos com diferentes indícios históricos, a fim
de que possam julgar e definir opiniões sobre o processo analisado.
Conteúdos Estruturantes / Básicos
São considerados conteúdos estruturantes os conhecimentos de grande
amplitude que identificam e organizam os campos de estudos de uma disciplina
escolar. Em História constituem-se como a própria materialidade do pensamento
histórico. Consideram-se conteúdos da disciplina de História: Relações de trabalho,
relações de poder, relações culturais. Estes estão direcionados para os três
segmentos do ensino médio, explorando uma maior complexidade conceitual na
explicação e interpretação histórica dos conteúdos.
173
Já no segmento do ensino fundamental privilegia-se recortes temáticos
que organizam os conteúdos básicos de acordo com a opção política e teóricometodológica de romper com a narrativa histórica tradicional, linear, do ponto de
vista do vencedor.
Orientados nesta lógica, seguem os seguintes conteúdos por seriação no
ensino fundamental:
Conteúdos Estruturantes:
-
Relação de Trabalho;
-
Relação de Poder;
-
Relação de Cultura;
Conteúdos básicos:
Da 6º ano:
8- Produção do conhecimento histórico; articulação da histórica com
outras áreas do conhecimento; a humanidade e a História, arqueologia no Brasil;
Surgimento, desenvolvimento da humanidade e grandes migrações; Povos
indígenas no Brasil e no Paraná; as primeiras civilizações na América e África,
Europa e Ásia; as civilizações gregas e
romana; a formação das instituições
políticas; Império Romano e Cristianismo; Povos Bárbaros na baixa Idade Média.
Da 7º ano:
9- Os povos Bárbaros na alta Idade Média; A Europa e os reinos
Merovíngio e Franco; O Feudalismo; O Império Bizantino; Cultura e religião no
Oriente Médio e Ásia; Os Árabes e o Islamismo; China medieval; Cristianismo e
Cruzadas; Desenvolvimento urbano na Europa medieval; Formação dos estados
nacionais; Grandes navegações e descobertas no novo mundo; Reinos e
sociedades africanas, Renascimento; Reformas religiosas; Civilizações précolombianas e o choque cultural; Povos indígenas no Brasil; Antigo Regime;
Colonização na América Espanhola.
Da 8º ano:
174
10-
Colonização nas Américas portuguesa e inglesa; União Ibérica e
os Holandeses no Brasil; As bandeiras: expansão e consolidação da colonização no
Brasil; A mineração; Iluminismo; A primeira Revolução Industrial; A era das
revoluções burguesas; Independência dos Estados Unidos; Independência na
América Latina; Movimentos de contestação no Brasil colonial; A independência do
Brasil; O primeiro reinado; Período regencial; A segunda Revolução Industrial; A
unificação norte-americana; O segundo reinado.
Da 9º ano:
11-
Imperialismo e Capitalismo no século XIX; A guerra do Paraguai;
Abolição da escravatura; Proclamação da República; República Velha ou primeira
República; movimentos sociais na república velha; A grande Revolução Russa; A
primeira Guerra Mundial; O mundo no entre – guerras; O Brasil na década de 1920;
O nazifascismo na Europa; A Era Vargas e o Estado Novo; A segunda Guerra
Mundial; A Guerra Fria e a bipolarização; De Vargas à Kubitschek: desenvolvimento
nacional; O golpe militar de 1964; 20 anos de ditadura no Brasil; O mundo em crise
nos anos 1970; O movimento de redemocratização e as “Diretas Já”; O fim da
Guerra Fria; Os movimentos fundamentalistas; A era FHC e o neoliberalismo; As
Esquerdas no Poder na America Latina.
Conteúdos Estruturantes no Ensino Médio:
12-Relação de Trabalho;
13-Relação de Poder;
14-Relação de Cultura;
Conteúdos Básicos:
Introdução ao Estudo da História; Pré-história: a origem do Homem; As civilizações
da Antiguidade: Egito, Índia, China, Hebreus, Gregos e Romanos; Cultura e poder
na Antiguidade Clássica; A alta Idade Média; Império Bizantino; A formação dos
Reinos Bárbaros; As transformações políticas religiosas e culturais; o renascimento
urbano; O oriente medieval: Japão, China e Índia; Civilizações pré-colombianas; As
sociedade modernas; Do feudalismo para o capitalismo; as monarquias nacionais; O
renascimento cultural; As reformas religiosas; A descoberta e encontros no Novo
175
Mundo; A colonização no Brasil; As invasões estrangeiras; o Estado absolutista; a
colonização européia nas Américas; A crise no Antigo Regime; Iluminismo;
Revoluções burguesas; Os movimentos de independência nas Américas; A
mineração no Brasil; A crise na colonização; Independência do Brasil; As revoluções
liberais e o socialismo; A unificação italiana e Alemã; Primeiro Reinado; Regências;
Segundo
Reinado;
Imperialismo
e
a
difusão
do
capitalismo
industrial;
Neocolonialismo: a partilha da África e Ásia; A ciência e cultura no século XIX; O
Brasil republicano: formação do novo regime; A primeira Guerra Mundial; O período
entre – guerras; A era Vargas; o Brasil desenvolvimentista: de Vargas à Kubitschek;
A segunda Guerra Mundial; A guerra fria; As ditaduras militares na América Latina;
descolonização afro-asiático; O oriente médio; A crise na URSS; Brasil: o processo
de abertura política; Globalização e neoliberalismo; A esquerda no poder na América
Latina; Terrorismo.
Metodologia:
De acordo com a organização curricular para os ensinos, Fundamental e
Médio, já expostos acima, a História do Brasil será privilegiada, estabelecendo
relações com a história regional e, com outros contextos e espaços, como África,
Ásia, America e Europa, pretendemos com isso romper com a visão quadripartite da
História.
O rigor quanto à cronologia dos fatos e “idades” históricas não existe, pois
acreditamos que se assim o fosse comprometeríamos os recortes necessários para
um entendimento mais amplo da historicidade dos fatos. No entanto, achamos de
interesse fundamental que o aluno saiba diferenciar as épocas e estabelecer
conexões sem que esse exercícios venha carregado de anacronismos.
Pretendemos, assim, que o aluno terá condições de exercitar os
procedimentos próprios de História, problematização das questões propostas,
delimitação do objeto, exame do estado da questão, busca de informações,
levantamento e tratamento adequado das fontes, percepção dos sujeitos históricos
envolvidos, estratégia de verificação e comprovação de hipóteses, organização dos
dados coletados, historicidade, proposta de explicação para os fenômenos
estudados, elaboração da exposição, redação de textos e pratica interdisciplinar,
176
isso através do uso de diferentes documentos com imagens, canções, filmes,
objetos arqueológicos, revistas, gibis, livros didáticos e outros.
Avaliação:
A avaliação terá função diagnóstica e não somente classificatória, será
feita a partir de critérios, esses critérios serão elaborados partindo do próprio
conteúdo que possibilitará ao aluno a reelaboração da sua visão de mundo,
assegurando-lhe o questionamento e o domínio da realidade contemporânea.
O processo avaliativo será também contínuo, cumulativo e participativo,
pois a avaliação continuada permite um retrato do conjunto do aluno e da classe,
também estimula o aluno a cada atividade.
A verificação da aprendizagem será feita a partir do que é básico e do que
é essencial, como as relações do homem com a natureza, do homem com o homem
em seus diferentes tempos e espaços.
O sistema de verificação de rendimento poderão ocorrer em provas
objetivas, subjetivas, trabalhos, pesquisas relatório, atividades extra -classes,
sínteses, etc.
Quanto a recuperação paralela, os alunos que não alcançarem a nota
mínima nas avaliações realização trabalhos, interpretações de textos, provas como
forma de recuperar o conteúdo, anteriormente a aplicação das referidas
recuperações, será realizada uma recuperação de estudos.
Bibliografia:
Bezerra, Holien Gonçalves. A História na sala de aula. São Paulo, Ed. Contexto,
2003.
Piletti, Nelson e Arruda, José Jobsin de A. Toda a História: História Geral e História
do Brasil. 3ª edição, Ed. Ática, São Paulo, 1995.
Rodrigues, Joelza Ester Domingues. História em documento: imagem e texto. Ed.
Renovada, São Paulo: FTD, 2009.
Versão Preliminar das Diretrizes Curriculares para Ensino Médio.
177
7. 10 LINGUA INGLESA
APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA
O ensino da Língua Estrangeira sofre constantes interferências. Através do
currículo é instigado a atender às expectativas e demandas sociais contemporâneas,
garantindo às novas gerações a aprendizagem dos
conhecimentos historicamente
produzidos, visando mudanças curriculares.
Faz-se necessário o estudo da LEM com o objetivo de facilitar o processo de
dominação e promover a expansão da comunicação no que se refere à disciplina.
A abordagem comunicativa orienta o trabalho em sala de aula, favorecendo
aprendizagem e o uso da língua pelos alunos ainda que de forma limitada
evidenciando uma concepção centrada numa perspectiva utilitarista de ensino na
qual a língua é concebida enquanto sistema para a expressão do significado, dentro
de um contexto histórico interativo de uso.
Os princípios educacionais fundamentais orientam as necessidades da
sociedade, garantindo a equidade no tratamento da LEM em relação às demais
obrigatórias do currículo, garantir o resgate da função educacional, respeitando a
diversidade cultural, identitária e lingüística da Educação Básica. Haja visto que todo
professor deve trabalhar para que o aluno se torne capaz de interpretar diferentes
textos, compreender e ser compreendido, de assumir a palavra como cidadão, de
produzir textos nas mais variadas situações, uma vez que o letramento crítico
envolve a análise e a criticadas relações estabelecidas entre texto, língua, poder,
178
grupos sociais e práticas sociais; enfatizando sobre a necessidade de que os
sujeitos interajam ativamente com o discurso.
Toda língua é uma construção histórica e cultural em constante
transformação. A língua concebida como discurso, não como estrutura ou código a
ser decifrado, constrói significados e não apenas os transmite. O sentido da
linguagem está no contexto de interação verbal e não no sistema lingüístico.
No ensino de LEM, a língua, objeto de estudo dessa disciplina, contempla as
relações com a cultura, o sujeito e a identidade, pois ensinar e aprender línguas é
também ensinar e aprender percepções de mundo e maneiras de atribuir sentidos, é
formar subjetividades, é permitir que se reconheça no uso da língua os diferentes
propósitos comunicativos, independentemente do grau de proficiência atingido.
No que se refere a cultura Afro, propõe-se uma divulgação e produção de
conhecimentos, formação de atitudes, posturas e valores que eduquem cidadãos
para interagirem na construção de uma nação democrática, garantindo seus direitos
e identidade valorizada.
OBJETIVOS GERAIS DA DISCIPLINA
Usar a língua em situações de comunicação oral e escrita;
a)
b)
Vivenciar formas de participação que lhe possibilitem estabelecer relações entre
ações individuais e coletivas;
c) Compreender que os significados são sociais e historicamente construídos e,
portanto, passíveis de transformação na prática social;
d) Ter maior consciência sobre o papel das línguas na sociedade;
e) Reconhecer e compreender a diversidade lingüística e cultural, bem como seus
benefícios para o desenvolvimento cultural do país;
f)
Formar alunos críticos e transformadores através do estudo de textos que permitam
explorar as práticas de leitura, da escrita e da oralidade, além de incentivar a
pesquisa e a reflexão.
CONTEÚDO
CONTEÚDO ESTRUTURANTE
-- Discurso como prática social
179
CONTEÚDOS BÁSICOS
6º ano
GÊNEROS DISCURSIVOS: Diálogos, textos informativos, textos descritivos,
sites, cartas, fotos, textos não - verbais, histórias em quadrinhos, poemas, filmes,
textos narrativos, anúncios, música, álbum de família.
LEITURA
-- Tema do texto;
-- Interlocutor;
-- Finalidade;
-- Aceitabilidade do texto;
-- Informatividade;
-- Elementos composicionais do gênero;
-- Léxico;
-- Repetição proposital de palavras.
ESCRITA
-- Tema do texto;
-- Interlocutor;
-- Finalidade do texto;
-- Informatividade;
-- Elementos composicionais do gênero.
-- Concordância verbal e nominal.
ORALIDADE
-- Tema do texto;
-- Finalidade;
-- Papel do locutor e interlocutor;
-- Elementos extralingüísticos: entonação, pausas, gestos;
-- Adequação do discurso ao gênero;
-- Turnos de fala;
-- Variações lingüísticas.
MARCAS LINGUÍSTICAS: coesão, coerência, pontuação, recursos gráficos,
gírias, ortografia, função das classes gramaticais no texto.
180
-- Verbo to be ( forma afirmativa, negativa e interrogativa);
-- Pronomes: pessoais, possessivos, tratamento, demonstrativos;
-- Adjetivos;
-- Expressões interrogativas;
-- Verbos to like/ to have;
-- Artigos;
-- Plural dos nomes;
-- Preposições;
-- Presente contínuo;
-- Forma imperativa;
- Numerais;
-- Vocabulário: alfabeto, saudações, profissões, objetos escolares, cores, família,
animais, frutas, partes da casa, comidas, bebidas, sobremesas.
7º ano
GÊNEROS DISCURSIVOS: cartão-postal, diálogos, textos informativos, anúncios,
textos narrativos, e-mails, textos não- verbais, receitas, textos descritivos,
horóscopos, blogs, guias, menu, tiras, música, convites, filmes, poemas.
LEITURA
-- Tema do texto;
-- Interlocutor;
-- Finalidade do texto;
-- Informatividade;
-- Situacionalidade;
-- Informações explícitas;
-- Discurso direto e indireto;
-- Elementos composicionais do gênero;
-- Léxico.
ESCRITA
-- Tema do texto;
-- Interlocutor;
-- Finalidade do texto;
181
-- Discurso direto e indireto;
-- Elementos composicionais do gênero;
-- Concordância verbal e nominal;
-- Semântica
ORALIDADE
--Tema do texto;
-- Finalidade;
-- Papel do locutor e interlocutor;
-- Elementos extralinguísticos;
-- Adequação do discurso ao gênero;
-- Turnos de fala;
-- Variações linguísticas.
MARCAS LINGUÍSTICAS: coesão, coerência, pontuação, recursos gráficos,
ortografia, função das classes gramaticais no texto, gírias.
-- Verbo to be;
-- Numerais;
-- Palavras interrogativas;
-- Caso possessivo;
-- Preposição;
-- Verbo modal Can;
-- Presente simples To have;
-- Advérbios de frequência;
-- Posição dos adjetivos;
-- Futuro Going to;
-- Imperativo;
-- Pronomes;
-- Vocabulário: Países e nacionalidade, partes do corpo, comidas e bebidas,
dias da semana, meses do ano, horóscopo, clima, estações do ano, horas,
aparelhos eletrônicos, esportes
8º ano
182
GÊNEROS DISCURSIVOS: textos informativos, textos descritivos, diálogos, textos
não- verbais, biografias, textos jornalísticos, sinopses, textos narrativos, fábulas, tiras,
músicas, anúncios, poemas, mapas, filmes, vídeo clip.
LEITURA
-- Conteúdo temático;
-- Interlocutor;
-- Finalidade do texto;
-- Aceitabilidade do texto;
-- Informatividade;
-- Situacionalidade;
-- Intertextualidade;
-- Vozes sociais presentes no texto
-- Elementos composicionais do gênero;
-- Semântica;
-- Léxico.
ESCRITA
-- Conteúdo temático;
-- Interlocutor;
-- Finalidade do texto;
-- Informatividade;
-- Situacionalidade;
-- Intertextualidade;
-- Vozes sociais presentes no texto;
-- Elementos composicionais do gênero;
-- Semântica: ambiguidade, significado das palavras;
-- Concordância verbal e nominal.
ORALIDADE
-- Conteúdo temático;
-- Finalidade;
-- Aceitabilidade do texto;
183
-- Informatividade;
-- Papel do locutor e interlocutor;
-- Elementos extralinguísticos;
-- Adequação do discurso ao gênero;
-- Turnos de fala;
-- Variações linguísticas;
-- Elementos semânticos;
-- Adequação da fala ao contexto;
-- Diferenças entre o discurso oral e o escrito.
MARCAS LINGUÍSTICAS: coesão, coerência, pontuação, recursos gráficos, gírias,
funções das classes gramaticais.
-- Pronomes possessivos;
-- Palavras interrogativas;
-- Passado simples do verbo To be ( forma afirmativa, interrogativa e negativa)
-- Uso do there was e there were;
-- Direções;
-- Question tag;
-- Passado simples dos verbos regulares ( forma afirmativa, negativa e interrogativa);
-- Números cardinais;
-- Passado simples dos verbos irregulares ( forma afirmativa, negativa e
interrogativa);
-- Passado progressivo ( forma afirmativa, negativa e interrogativa);
- Futuro com “will”( forma afirmativa, negativa e interrogativa);
9º ano
GÊNEROS DISCURSIVOS: textos informativos, diálogos, textos não- verbais,
textos
narrativos, provérbios, artigos, tiras, anúncios, poemas, slogan, filmes,
músicas,vídeo clip.
LEITURA
-- Tema do texto;
-- Interlocutor;
-- Finalidade do texto;
184
-- Aceitabilidade do texto;
-- Informatividade;
-- Situacionalidade;
-- Intertextualidade;
-- Temporalidade;
-- Discurso direto e indireto;
-- Elementos composicionais do gênero;
-- Significados das palavras;
-- Léxico;
-- Semântica.
ESCRITA
-- Tema do texto;
-- Interlocutor;
-- Finalidade do texto;
-- Aceitabilidade do texto;
-- Informatividade;
-- Situacionalidade;
-- Intertextualidade;
-- Temporalidade;
-- Discurso direto e indireto;
-- Elementos composicionais do gênero;
-- Significado das palavras;
-- Relação de causa e consequência ente as partes e elementos do texto;
-- Semântica;
-- Ortografia;
-- Concordância verbal e nominal.
ORALIDADE
-- Conteúdo temático;
-- Finalidade;
-- Aceitabilidade do texto;
-- Informatividade;
-- Papel do locutor e interlocutor;
185
-- Elementos extralinguísticos;
-- Adequação do discurso ao gênero;
-- Turnos de fala;
-- Variações linguísticas;
-- Elementos semânticos;
-- Adequação da fala ao contexto;
-- Diferenças entre o discurso oral e o escrito.
MARCAS LINGUÍSTICAS: coesão, coerência, pontuação, recursos gráficos, gírias,
funções das classes gramaticais.
-- Pronomes reflexivos;
-- Comparação dos adjetivos: grau comparativo e grau superlativo;
-- Presente perfeito;
-- Verbos modais: Can, may, should, must. ( forma afirmativa, negativa e
interrogativa);
-- Pronomes relativos.
CONTEÚDOS ESTRUTURANTES
1. Discurso – Prática social sob seus vários gêneros:
1.1 Conhecimentos lingüísticos;
1.2 Conhecimentos discursivos;
1.3 Conhecimentos culturais e sócios – pragmáticos;
1.1.1 vocabulário, fonética e regras gramaticais;
1.2.1 Diferentes gêneros discursivos;
1.3.1 A forma como um grupo social vive e concebe a vida;
1.3.2 Os valores ideológicos, sociais e verbais que envolvem o em um contexto
sócio- histórico particular;
2 Práticas de leitura:
2.1 Textos publicitários, jornalísticos, literários, informativos, de opinião;
2.2 Leitura de textos não verbais combinados com textos verbais;
3 Práticas de escrita:
3.1 Construção de textos e de sua coerência;
4 Prática de oralidade :
4.1 Textos literários;
4.2 Variação lingüística;
186
4.3 Textos orais pertencentes a diferentes discursos;
CONTEUDOS POR SÉRIE
1º ANO
1.- Leitura
1.1.Leitura de textos literários, publicidade, jornalismo, médio.
2.- Escrita
2.1.- Produção de frases e pequenos textos pelo professor, com ajuda do
dicionário, listas de verbos e elementos estruturantes de um texto como preposição.
2.2.- Produção de bilhetes com recados para colegas e professores.
2.3.- Produção de frases reflexivas para exposição.
3.- Fala e compreensão auditiva.
3.1.- Textos orais;
3.2.- Músicas;
3.3.- Vídeos;
3.4.- Diálogos.
4.- Gramática:
Verbos;
Pronomes;
Preposições.
2º ANO
1.- Leitura
1.1.- Texto Literário
1.2.- Texto Publicitário
1.3.- Notícias
2.- Escrita:
2.1.- Cartas, frases, bilhetes;
2.2.- Texto Narrativo;
2.3.- Texto Descritivo;
187
2.4.- História em quadrinhos.
3.- Fala e compreensão auditiva.
4.- Conhecimentos Gramaticais:
4.1.- Verbos
4.2.- Preposição
4.3.- Pronomes
4.4.- Advérbios
4.5.- Artigos.
3º ANO
1.- Leitura:
1.1.- Texto Literário
1.2.- Texto publicitário
1.3.- Texto Jornalístico
1.4.- Mídia
2.- Escrita
2.1.- Texto Formal
2.2.- Texto informal
3.- Fala e compreensão auditiva.
3.1.- Enunciados orais.
4.- Conhecimentos Gramaticais:
4.1.- Vocabulário
4.2.- Pronúncia
4.3.- Ortografia
4.4.- Regras de formação das palavras e frases.
188
No que refere-se aos conteúdos relacionados a Educação do Campo,
Educação Fiscal, Educação Ambiental, Cultura Afro Brasileira, Educação Indígena e
Historia do Paraná, seguindo suas Diretrizes educacionais especificas, deverão ser
trabalhados considerando as reais necessidades e interesses dos alunos, seus
processos próprios de aprendizagem, finalidades, respeitando-se a diversidade e
acolhendo as diferenças sem transformá-las em desigualdade, contemplando ainda
os aspectos sociais, culturais, políticos, econômicos, de gênero, geração e etnia,
sendo que enquanto Escola, devemos realizar um trabalho envolvendo todos os
setores comprometidos com a universalização da Educação Escolar com qualidade
social, constituindo um espaço publico de investigação e articulação de experiência
e estudo, bem como para o desenvolvimento social, economicamente justo.
Dentro de cada conteúdo Estruturante serão abordadas as demandas
educacionais, afim de que possa trabalhar não somente as diferenças culturais mas
sim as diferenças e identidade de cada um, abrindo espaço para que diminuam os
preconceitos e garanta o sucesso escolar, atingindo o objetivo educacional de
formar sujeito críticos, participativos, atuantes que façam parte da construção da
história social, politica e cultural. Lembrando que todos os conteúdos elencados nas
Diretrizes Curriculares são passíveis de flexibilidade
para que as demandas
educacionais possam ser amplamente discutidas e refletida pelo coletivo escolar.
ENCAMINHAMENTOS METODOLÓGICOS
O trabalho com a Língua Inglesa na sala de aula precisa partir do
entendimento das línguas nas sociedades, não somente como meros instrumentos
de acesso a informação, mas também como possibilidades de conhecer, expressar
e transformar modos de entender o mundo e construir significados.
A partir do conteúdo estruturante Discurso como prática social, serão
trabalhadas questões linguísticas, sociopragmáticas, culturais e discursivas, bem
como as práticas do uso da língua: leitura, oralidade e escrita.
Propõe- se que, nas aulas, o professor aborde os vários gêneros textuais, em
atividades diversificadas, analisando a função do gênero estudado, sua composição,
a distribuição de informações, o grau de informação presente, a intertextualidade, os
recursos coesivos, a coerência e, somente depois de tudo isso, a gramática em si.
189
A aula deve ser um espaço em que se desenvolvam atividades significativas,
as quais explorem diferentes recursos e fontes, a fim de que o aluno vincule o que é
estudado com o que o cerca.
Em relação às reflexões discursivas ideológicas, estas dependem de uma
interação primeira com o texto, não privilegiando a prática da leitura em detrimento
às demais no trabalho em sala de aula, havendo uma completa mistura de
linguagem escrita, visual e oral, através da utilização de recursos visuais e
tecnológicos como : livro didático, dicionários, livros paradidáticos, fotos , cartazes,
gravuras, cartões- postais, DVDs, vídeos, fitas de áudio, CD-ROOM, Internet, TV
pendrive, etc. e do processo de inferência para auxiliar o trabalho pedagógico,
através de
leituras, debates, discussões, atividades em grupo e
relatos de
experiências.
Quanto aos procedimentos interpretativos, alguns elementos que podem
permitir a interpretação de grande parte dos sentidos produzidos no contato com
textos, são a percepção das diferentes formações discursivas intra e interlínguas, a
mobilização do conhecimento de mundo e da capacidade de abstração e reflexão
dos alunos.
O professor deve criar estratégias para que os sujeitos percebam a
heterogeneidade da língua através do trabalho com a leitura, estabelecendo-se
como importante, na medida em que permite o entendimento dos significados
possíveis das estruturas apresentadas, uma vez que um texto pode apresentar
várias possibilidades de leitura.
Na abordagem de leitura discursiva, a inferência é um processo cognitivo
relevante porque possibilita construir novos conhecimentos, a partir daqueles
existentes na memória do leitor, os quais são ativados e relacionados às
informações materializadas no texto.
A oralidade tem como objetivo expor aos alunos a textos orais, pertencentes
aos diferentes discursos, lembrando que na abordagem discursiva a oralidade é
muito mais do que o uso funcional da língua, é aprender a expressar idéias.
O trabalho pedagógico com o texto trará uma problematização e a busca por
sua solução deverá despertar o interesse dos alunos para que desenvolvam uma
prática analítica e crítica, ampliem seus conhecimentos linguístico – culturais e
percebam as implicações sociais, históricas e ideológicas presentes num discurso
no qual se revele o respeito ás diferenças culturais, crenças e valor
190
As
atividades
serão
abordadas
a
partir
de
textos
e
envolverão,
simultaneamente, práticas e conhecimentos mencionados, de modo a proporcionar
ao aluno condições para assumir uma atitude crítica e transformadora com relação
aos discursos apresentados. Para cada texto escolhido, deve – se trabalhar o
gênero, o aspecto cultural, a variedade linguística e a análise lingüística.
O trabalho com a escrita deve ser visto como uma atividade sociointeracional,
ou seja, significativa. É importante que o professor direcione as atividades de
produção textual definindo em seu encaminhamento qual o objetivo da produção e
para quem se escreve, em situações reais de uso.
Quanto ao trabalho com a História e Cultura Afro, Educação Ambiental,
Prevenção ao uso indevido de drogas, Sexualidade, Educação para o trânsito,
Violência serão realizados com os alunos, estudos, pesquisas, debates e produções
individuais e coletivas.
AVALIAÇÃO
A função da avaliação é de subsidiar a construção da aprendizagem,
assumindo o papel de auxiliar o educando no seu crescimento cultural. A mesma se
constitui num instrumento facilitador na busca de orientações e intervenções
pedagógicas ao longo do processo educativo, superando a concepção de mero
instrumento de medição de apreensão de conteúdos.
Cabe ao professor observar a participação ativa dos alunos, considerando
que o engajamento discursivo na sala de aula se realiza por meio da interação
verbal,
lendo
e
comentando
suas
produções,
incentivando
a
leitura
e
acompanhando o percurso desenvolvido pelo aluno, identificando suas dificuldades
para que juntos possam superá-las.
É importante considerar na prática pedagógica, avaliações diagnósticas,
formativas e contínuas, desde que estas se articulem com os objetivos específicos e
conteúdos definidos na escola, respeitando as diferenças individuais e escolares. É
por meio dos resultados da avaliação que se pode implantar mudanças, alcançando
resultados cada vez mais positivos.
Sendo assim, a avaliação deverá acontecer através de diálogos dirigidos,
trabalhos individuais e em grupo, observação da oralidade, pesquisas, produção de
191
textos, leitura, avaliações subjetivas e objetivas e a interação do aluno no
desenvolvimento das aulas.
REFERÊNCIAS
AUN. Eliana, MORAES. Maria Clara Prete de. SANSANOVICZ. Neusa Bília. Get
Together at the new English Point. 1. ed. São Paulo: Saraiva, 2005.
BRASIL. Lei nº 10.639, de 9 de Janeiro de 2003, altera a lei nº 9.394, de 20 de
dezembro de 1996, que estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional,
para incluir no currículo oficial de rede de ensino a obrigatoriedade da temática “
História e Cultura Afro” e outras providências.
AZEVEDO. Dirce Guedes de & GOMES. Ayrton de Azevedo. Blow up. São Paulo:
FTD, 2003.
Currículo Básico da Escola Pública do Paraná. Seed. Superintendência da
Educação. Departamento de Ensino de 1º grau. Curitiba, 1990.
Diretrizes Curriculares da Educação Básica. Língua Estrangeira Moderna. Inglês.
Secretaria de Estado da Educação, 2008.
JORDÃO. C.M. A língua estrangeira na formação do indivíduo. Curitiba, 2004.
LIBERATO. Wilsom. English Information. São Paulo FTD, 2005
LUCKESI. C. C. Avaliação da aprendizagem escolar. São Paulo: Cortez,1995.
ROCHA. Analuiza Machado & FERRARI, Zuleica Àgueda. Take your time. 3. ed.
São Paulo: Moderna, 2004.
7.11 LINGUA PORTUGUESA
192
Apresentação Geral da Disciplina
A linguagem é uma atividade humana, histórica e social. Ensinar a Língua
Portuguesa é garantir um grau cultural mais elevado de modo a suprir suas
necessidades culturais para um bom convívio em sociedade.
Através da linguagem, o homem se reconhece como ser humano, pois ao se
comunicar com outros homens e trocar experiências, se certifica de seu
conhecimento do mundo e dos outros com quem interage. Isso, lhe permite
compreender melhor a realidade em que está inserido e o seu papel como sujeito
social.
O ensino da Língua Portuguesa, numa visão contemporânea, precisa estar
comprometido, tanto na oralidade quanto na escrita, com o processo de enunciação
e do discurso, e sua prática deve estar relacionada a situações reais de
comunicação.
A língua existe na escola porque é importante fora dela. Aprender a língua
não significa apenas aprender palavras, ou modo como elas devem ser organizadas,
mas compreender os sentidos que elas têm para diferentes pessoas, e o modo
como elas são utilizadas para comunicar o entendimento e a interpretação que estas
pessoas têm sobre o mundo. Aprender uma língua significa ser capaz de produzir e
interpretar textos, tais como eles existem fora da escola.
Um projeto educativo comprometido com a democratização social e cultural
atribui à escola a função e responsabilidade de contribuir para garantir a todos os
alunos os sucessos aos saberes linguísticos necessários para a cidadania.
Queremos que cada aluno se torne capaz de interpretar diferentes textos que
circulam socialmente, de assumir a palavra como cidadão, de produzir textos nas
mais variadas situações.
Um bom argumento para se propor um ensino deve ser voltado ao
desenvolvimento das atividades verbais - a fala, a leitura e a escrita – e não ao
conhecimento da teoria da língua.
Portanto, pela linguagem se expressam ideias, pensamentos e intenções e se
estabelecem relações interpessoais anteriormente inexistentes e se influencia o
outro alterando suas representações da realidade e da sociedade e o rumo de suas
reações. Neste contexto, a língua é um sistema de signos específicos, históricos e
sociais, que possibilita aos homens e mulheres significar o mundo e a sociedade.
193
Aprendê-la é aprender não somente palavras e saber combiná-las em expressões
complexas, mas compreender significados culturais e com eles, os modos pelos
quais as pessoas entendem a interpretar a realidade e a si mesmo.
De acordo com a proposta baseada na Versão Preliminar da Diretrizes para
Ensino Médio, e atendendo as leis 10.639/03 e 13.381/01, privilegiará o Estudo de
História brasileira e paranaense, inserindo, quando o contexto pedir, a história afrobrasileira e africana, dentro da língua portuguesa trabalhando com leituras, debates,
sobre a cultura afro-descendente através de poesias e a própria história.
Objetivos Gerais
Empregar a língua oral em diferentes situações de uso, sabendo

adequá-la a cada
contexto e interlocutor, descobrindo as intenções que estão
implícitas nos discursos do cotidiano e posicionando-se diante dos mesmos;
Desenvolver o uso da língua escrita em situações discursivas realizadas

por meio de práticas sociais, considerando-se os interlocutores, os seus objetivos, o
assunto tratado, os gêneros e suportes textuais e o contexto de produção/leitura;
Refletir sobre os textos produzidos, lidos ou ouvidos, atualizando o

gênero e tipo de texto, assim como os elementos gramaticais empregados na sua
organização.
Aprimorar, pelo contato com os textos literários, a capacidade de

pensamento crítico e a sensibilidade estética dos alunos, propiciando através da
literatura, a constituição de um espaço dialógico que permita a expansão lúdica do
trabalho com as práticas da oralidade, da leitura e da escrita.
CONTEÚDOS ESTRUTURANTES

Linguagem oral

Leitura

Produção de texto

Gramática
6º ano
194
Linguagem Oral
Criação (histórias, quadrinhas, piadas, charadas, adivinhações, entre outros.);
Relatos de acontecimentos, experiências pessoais, históricos, familiares,
brincadeiras, mantendo-se a unidade temática;
Leitura (ou declamação) em voz alta com pronúncia e entonações corretas.
Leitura
Leitura livre, sem interferências, descobrindo o prazer da leitura;
Direcionar a leitura no sentido de trabalhar com hipóteses para a solução de
situações-problemas;
Prática da leitura de textos informativos de ficção, curtos e longos;
Textos lúdicos: trava-línguas, quadrinhas, parlendas e piadas.
Produção de textos
História do aluno; bilhetes;
Produção de textos relacionados à cultura Afro-brasileira e Africana na escola
(poemas, contos e crônicas);
Produção escrita de valorização da cultura dos povos do campo.
Gramática
Todo o conteúdo gramatical será desenvolvido a partir de exemplos retirados
de
textos trabalhados ou de situações criadas na sala de aula, o que
possibilitará ao aluno entender que os elementos do universo humano (e as relações
entre esses elementos) são respectivamente representados no universo da
linguagem;
Organização de parágrafos;
Pontuação;
Acentuação;
Ortografia;
Recursos gráfico-visuais (margem, título, etc.).
7º ano
195
Linguagem oral
Relatos de experiências pessoais, históricos, familiares, brincadeiras,
acontecimentos, eventos, textos lidos (literários ou informativos, etc...), enfatizando o
modo de vida na zona rural;
Depoimentos sobre situações significativas vivenciadas pelo próprio aluno
ou
pessoas de seu convívio;
É indispensável um ambiente de tranqüilidade e ordem que possibilite a
ele ser
ouvido e/ou contestado pelo grupo;
Confronto entre os mesmos níveis de registros de forma a constatar as
similaridades e diferenças entre a modalidade oral e escrita.
Leitura
Direcioná-lo no sentido de trabalhar com hipóteses para a solução de
situações-
problema;
Direcioná-lo para o levantamento de pistas que o levarão a uma
interpretação mais completa do texto;
Interpretação (análise de textos lidos);
Leitura de temas que expressem questões relevantes sobre o racismo.
Produção de textos
Produção de textos de ficção (narrativos); informativos;
Relatos de bilhetes, cartas, cartazes, avisos;
Poemas, contos e crônicas relativos à cultura Afro-brasileira e africana na
escola; Observação se o aluno escreve não apenas corretamente, mas
expressivamente, com períodos formando parágrafos coerentes e compondo um
texto coeso;
Participação ativamente das atividades relacionadas à leitura ou exposição
dos textos produzidos por todos em projetos, inclusive, valorizando adequadamente
a dimensão da linguagem.
Gramática
A organização dos períodos deverá moldar-se ao raciocínio lógico do aluno e
acompanhar, progressivamente, a evolução da complexidade de seu pensamento;
196
A sistematização dos conceitos visa à compreensão dos mecanismos da
língua e a uma melhor performance do aluno no momento da produção de texto;
Uso de recursos coesivos (conjunções, advérbios, pronomes, etc.).
8º ano
Linguagem Oral
Debates
(assuntos
lidos,
acontecimentos,
situações
polêmicas
contemporâneas, filmes, programas etc...);
Uso do discurso oral para emitir opiniões, justificar ou defender opções
tomadas, colher e dar informações, fazer e dar entrevistas, apresentar resumos,
expor programações, dar avisos, fazer convites.
Respeito à posição do outro durante debates e discussões;
Aceitação de que podem existir outros pontos de vista diferente do seu próprio.
Leitura
Verbetes enciclopédicos, relatórios de experiências, artigos e textos didáticos;
Fornecimento ao aluno do embasamento teórico que lhe permita reconhecer no
texto recursos expressivos para atingir um determinado objetivo;
Diferentes tipos e gêneros;
Interpretação e análise dos textos lidos.
Produção de textos
Relatos de notícias, editoriais, cartas de leitor e entrevistas (textos de imprensa);
Se ele maneja com razoável habilidade recursos discursivos que lhe permitem
atingir os objetivos de escritor que quer conquistar seu leitor, adequando esses
recursos às idéias que quer transmitir;
Se ele transfere para os seus escritos os conhecimentos adquiridos no campo da
gramática;
Se sua produção, sendo diversificada, apresenta, para cada gênero, as condições
mínimas necessárias para que se considerem apreendidas as estruturas narrativas,
descritivas, poéticas e dissertativas bem como a combinação dessas estruturas,
principalmente a visual e a escrita;
197
Se ele realmente incorporou os diferentes subsídios presentes nos textos com os
quais trabalhou na exploração da escrita.
Gramática
Adequação à norma padrão (concordância nominal e verbal, regência verbal e
nominal, conjunção verbal);
Processos de coordenação e subordinação na construção das orações;
Trabalho com a morfossintaxe;
O desenvolvimento do pensamento abstrato deverá corresponder à interiorizarão de
dois processos básicos de composição do período: a coordenação e a subordinação;
A sistematização dos conceitos visa à compreensão dos mecanismos da língua e a
uma melhor performance do aluno no momento da produção de texto.
9º ano
Linguagem Oral
Análise de entrevistas televisivas ou radiofônicas
Capacidade de ouvir as outras palavras;
Sínteses das ideias principais apresentadas pelos textos;
Debates, seminários, júris simulados e outras atividades que possibilitem o
desenvolvimento da argumentação;
Pesquisa acerca dos países africanos que falam a Língua Portuguesa.
Leitura
. Estudo de obras literárias e artísticas de escritores e pintores negros;
. Textos
de
divulgação
científica e textos
de
publicidade (propagandas,
classificados...);
. Contextualização que permita inferir marcas ideológicas no texto;
. Intertextualidade no sentido de perceber que os textos dialogam entre si.
Produção de textos
198
. Produção de textos relacionados à cultura afro-brasileira e africana na escola
(informativos/poéticos);
. Incorporação dos diferentes subsídios presentes nos textos com os quais trabalhou
na exploração da escrita;
. Inteiração dos critérios estabelecidos, com a concordância do grupo, para a
correção e avaliação das redações sob a orientação do professor e/ou colega no
sentido de reescrever os textos para melhorá-los;
. Apresentação realmente de melhoras significativas, a partir das observações
apontadas no texto;
. Relatórios, resumos de artigo e verbetes de enciclopédia (textos de divulgação
científica);
. Países africanos que falam a Língua Portuguesa e diferenças do Português falado
e escrito entre eles;
. Obras literárias de escritores negros.
Gramática
. Conscientização dos fenômenos linguísticos inicialmente analisados pelos alunos
e, somente depois de esgotados os questionamentos lançados ao grupo/classe será
feita a “amarração” final, seguida da correspondente conceituação;
. O aprendizado dos elementos garantidores da coesão dos processos de
coordenação e subordinação, devem voltar-se para o texto enquanto análise e
produção.
ENSINO MÉDIO
Conteúdos Estruturantes.

Prática Discursiva
O texto verbal – oral ou escrito com experiências reais de uso da língua;
A análise lingüística relativizando a gramática;
Reflexão sobre o uso que faz da linguagem nos diferentes contextos e situações. No
domínio da discursividade e do discurso enquanto prática social;

Prática da Oralidade
199
Variedade de linguagem através das cantigas, narrativas, dos causos contados no
seu grupo social, do diálogo dos falantes que a cercam no dia-a-dia ou até mesmo
através do rádio, TV, e outras mídias.
Prática da Leitura

Relações estabelecidas entre textos, ou seja, a intertextualidade;
Intersecção dos textos midiáticos com os literários, por meio das transposições
que a linguagem cinematográfica;
Textos literários do realismo midiático movimentando-os pelo tempo do
imaginário.
Textos da Literatura Africana, como base poesias, e a história em si.
Prática da Escrita

Composições a partir de conceitos e definições de diferentes modelos de textos.
Escrita viva e real, feita na história.
A produção escrita de diferentes tipos de textos, a partir das experiências
sociais;
:
Variados gêneros, engendrados pelas necessidades humanas.
Escrita viva e real baseada na história afro-brasileira e africana.
Análise Linguistica e as Práticas Discursivas

Regularidades, similaridades e diferenças dos elementos lingüísticos empregados
em seus discursos ou textos.
Hipóteses sobre as condições contextuais e estruturais em que os seus e outros
textos são produzidos, oralmente e/ou por escrito;
Leitura de textos é no interior destas e a partir destas que a análise lingüística
se dá.
Reflexão sobre as particularidades lingüísticas;
Elementos verbais os recursos disponíveis da língua e os elementos extra
verbais, reflexão lingüística, e análise da língua.
Construção de conhecimentos, sistema lingüístico incluindo sua morfologia e
sintaxe. Prática efetiva de diferentes instâncias sociais, através da leitura, escrita e
oralidade.
200
Práticas de uso real da língua materna, práticas discursivas da Lingüística,
Sociolingüística, Semiótica, Pragmática – Estudos literários, Semântica Morfologia,
Sintaxe, Fonologia, Análise do Discurso, Gramáticas normativa, descritiva, de usos,
entre outros, de modo a contribuir com o aprimoramento da competência lingüística
dos estudantes.
Conteúdos
1º ANO
1 – Leitura
1.1 Leitura de textos literários, crônicas, piadas, poemas, artigos científicos,
romances, publicidade, reportagens, contos entre outros;
1.2 Estudo da análise da narrativa;
1.3 Literatura: gêneros literários; fase de trasição;
1.3.1 Escolas literárias:
1.3.2 Barroco em Portugal;
1.3.3 Barroco no Brasil;
1.3.4 Arcadismo.
2- Escrita
2.1 Produção de textos narrativos,
2.2 Produção de textos descritivos,
2.3 Reestruturação textual;
2.4 Exercícios complementares.
3- Análise lingüística (gramática contextualizada)
3.1 Verbo, substantivo, adjetivo, advérbio, preposição, interjeição, artigo, numeral
(elementos estruturantes de um texto)
4- Oralidade
4.1 Debates, discussão coletiva, (em grupos) e individual. (Textos literários e nãoliterários).
201
2º ANO
1- Leitura
1.1 Texto Literário;
1.2 Texto Publicitário;
1.3 Texto Jornalístico, notícias.
1.4
Literatura:
escolas
literárias,
Romantismo,
Realismo,
Naturalismo,
Parnasianismo e Simbolismo, Poesia e sonorização.
2- Escrita
2.1 Produção de textos narrativos;
2.2 Produção de textos descritivos;
2.3 Produção de textos dissertativos.
2.4 Exercícios complementares.
3- Análise Lingüística (gramática contextualizada)
3.1Concordância verbal, concordância nominal advérbio, pronomes, artigos
3.2 Coerência e coesão.
4- Oralidade
3.1 Debates, exposição de trabalho oral, coletivo e individual (textos literários e não
literários) .
3º ANO
1- Leitura
1.1 Texto Literário;
1.2 Texto Publicitário;
1.3 Texto Jornalístico;
1.4 Mídia.
1.5 Literatura:
1.5.1 Pré-Modernismo
202
1.5.2 As Vanguardas Européias,
1.5.3 O Modernismo no Brasil : 1ª, 2ª, 3ª Fases.
1.5.4 Estudo de autores contemporâneos.
2- Escrita
2.1 Texto formal (norma culta padrão)
2.2 Texto informal( linguagem coloquial)
2.3 Texto narrativos;
2.4 Texto dissertativos.
3- Análise Lingüística (gramática contextualizada)
3.1 Concordância verbal;
3.2 Concordância nominal;
3.3 Regência verbal;
3.4 Regência nominal;
3.5 Figuras de linguagem.
4- Oralidade
4.1
Debates, exposição de trabalho oral, coletivo e individual(literários e não-
literários).
Objetivos
 Demonstrar compreensão de textos orais, nos gêneros previstos para o ciclo
esperando que o aluno realize, oralmente ou por escrito, retomadas de texto
ouvidos, de forma que sejam preservadas as idéias principais.
 Atribuir sentido a textos orais e escritos, posicionando-se criticamente diante
deles a fim de que o aluno identifique o ponto de vista e possa confrontar o texto lido
com outros textos e opiniões.
 Selecionar procedimentos de leitura adequados a diferentes objetivos e
interesses, ajustando sua leitura para compreensão e dedução de informações
implícitas.
203
 Produzir textos orais e redigir textos na modalidade escrita nos gêneros
previstos para as séries para que o aluno possa monitorar seu desempenho durante
o processo de produção, em função dos interlocutores.
 Escrever textos coerentes e coesos, observando as restrições impostas pelo
gênero para que o aluno possa garantir a relevância das informações em relação ao
tema, dos propósitos do texto; a continuidade temática, recursos linguísticos
apropriados.
 Utilizar os padrões da escrita, observando regularidades linguísticas
ortográficas e revisar os próprios textos
empregando
e
com o objetivo de aprimorá-los,
adequadamente os tempos verbais, a ortografia correta, sabendo
utilizar dicionário para resolver dúvidas incorporando esses conhecimentos para
escrever bons textos.
Metodologia
É importante trazer para a sala de aula todo tipo de texto. Para tanto o trabalho com
a língua irá se pautar no domínio da língua oral, domínio da leitura e domínio da
escrita.
Expressar-se oralmente é algo que requer confiança em si mesmo, ou seja,
depende consideravelmente de a escola constituir-se num ambiente que acolha a
vez e a voz, a diferença e a diversidade. É preciso criar condições para que o aluno
construa discurso próprio, expresse com objetividade e fluência nas ideias.
Esta concepção de linguagem implica numa opção metodológica que auxilie o aluno
a se apropriar da língua enquanto visão de mundo particularizado, mas na
perspectiva da individualização a partir do coletivo.
O trabalho com o domínio da leitura tem como finalidade a formação de leitores
competentes e, consequentemente, de pessoas capazes de escrever com eficácia.
Ler e compreender o que lê, identificando elementos implícitos, estabelecendo
relações entre textos, atribuindo sentido e conseguindo justificar e validar a sua
leitura a partir de localização de elementos discursivos.
204
Quando ao domínio da escrita, esta é uma prática indissociada da leitura, embora a
escrita exija o registro em linguagem padrão, enquanto que na linguagem oral estão
presentes as variações dialetais, a redundância, a mudança de assunto sem
comprometer, a compreensão global.
A análise e reflexão linguística deverão propiciar o pensar sobre a escrita, sobre o
que ela representa, seus usos e funções.
Recomenda-se a ênfase ao trabalho com textos ficcionais nas séries iniciais e com
textos informativos nas séries posteriores.
Os recursos utilizados pelo educador para que o trabalho tenha êxito são:
 Apoio a relação, a construção de autonomia e construção de conhecimentos;
 Contribuição para o desenvolvimento e organização de situações de ensino e
aprendizagem;
 Diversificação do universo de fontes de informação;
 Contextualização do conteúdo escolar.
Para que todo esse processo de ensino aprendizagem se efetive, o aluno deve ter
acesso à biblioteca e a materiais de leitura variados, ou seja, precisamos de
variedades para que possamos diversificar e atualizar a aprendizagem de nossos
educandos.
Quanto aos programas e projetos institucionais (Jogos Colegiais e FERA) são
trabalhados
cotidianamente
por
estarem
inseridos
enquanto
conteúdo
de
determinadas disciplinas.
No que refere-se aos conteúdos relacionados a Educação do Campo,
Educação Fiscal, Educação Ambiental, Cultura Afro Brasileira, Educação Indígena e
Historia do Paraná, seguindo suas Diretrizes educacionais especificas, deverão ser
trabalhados considerando as reais necessidades e interesses dos alunos, seus
processos próprios de aprendizagem, finalidades, respeitando-se a diversidade e
acolhendo as diferenças sem transformá-las em desigualdade, contemplando ainda
os aspectos sociais, culturais, políticos, econômicos, de gênero, geração e etnia,
sendo que enquanto Escola, devemos realizar um trabalho envolvendo todos os
205
setores comprometidos com a universalização da Educação Escolar com qualidade
social, constituindo um espaço publico de investigação e articulação de experiência
e estudo, bem como para o desenvolvimento social, economicamente justo.
Dentro de cada conteúdo Estruturante serão abordadas as demandas
educacionais, afim de que possa trabalhar não somente as diferenças culturais mas
sim as diferenças e identidade de cada um, abrindo espaço para que diminuam os
preconceitos e garanta o sucesso escolar, atingindo o objetivo educacional de
formar sujeito críticos, participativos, atuantes que façam parte da construção da
história social, politica e cultural. Lembrando que todos os conteúdos elencados nas
Diretrizes Curriculares são passíveis de flexibilidade
para que as demandas
educacionais possam ser amplamente discutidas e refletida pelo coletivo escolar.
Avaliação
Propomos que seja feita através de instrumentos como: provas dissertativas,
provas objetivas, pesquisas, seminários, pesquisa de campo, atividade em grupo,
portifólio, exposições,
produção de textos, interpretação de dados para que
possamos observar a praticidade dos alunos na realização das atividades propostas.
Esta deve ser compreendida como um processo cumulativo, organizada com a
finalidade de obter informações sobre as condições de aprendizagem do aluno. Mas,
também que possibilite ao professor avaliar sua prática educativa, e por outro lado,
ao aluno sobre seus avanços, dificuldades e possibilidades.
Desse modo, para avaliar, o professor precisa colecionar os textos dos alunos e
compará-los utilizando alguns critérios.
Alguns desses critérios para avaliação são a observação dos problemas de
oração, de coesão textual e de argumentação.
Sendo importante para o professor não perder de vista a função diagnostica
da avaliação. Os temas transversais serão contemplados permeando a disciplina de
Língua
Portuguesa
nos
diversos
conteúdos
numa
interdisciplinaridade em forma de textos, debates, filmes.
Referências Bibliográficas
transversalidade
e
206
ALFABETIZAÇÃO Solidária: Princípios Orientadores para Elaboração de Proposta
Político Pedagógica. Brasília, 1999.
BASSI, Cristina M. e LEITE, Márcia: Português: Leitura e expressão – 1º grau. São
Paulo: Atual, 1996.
ENSINAR E APRENDER – Língua Portuguesa – CENPEC - PARANÁ
PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação. Superintendência de Educação.
Departamento de Ensino de 1º grau. Língua Portuguesa e Literatura – 5ª à 8ª série.
Curitiba, 1994.
PARANÁ. Secretaria de Estado de Educação – Superintendência de Educação.
Departamento de Ensino de 1º grau. Currículo Básico par a Escola Pública do
Paraná. Curitiba, 1990.
7.12 MATEMÁTICA
APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA
Vendo a Matemática como um saber vivo, dinâmico e construído
historicamente para atender às necessidades sociais e teóricas. Nesta perspectiva a
aprendizagem efetiva da Matemática consiste no desenvolvimento de estratégias
que possibilitam ao educando atribuir sentido e significado às idéias matemáticas e,
sobre essas idéias, tornar-se capaz de estabelecer relações, justificar, analisar,
discutir e criar.
Nesse contexto, o ensino da Matemática, deverá ser um instrumento
para a compreensão, a investigação, a interrelação com o ambiente, também deverá
ser um agente modificador do indivíduo, provocando mais que simples acúmulo de
conhecimento.
207
Por fim cabe a Matemática apresentar para o aluno o conhecimento de
novas informações e instrumentos necessários para que seja possível a ele
aprender a vida toda. O aluno deve fazer uso das tecnologias ligadas a Matemática,
como a informática e uso das calculadoras. Assim ele estará transformando a sua
realidade a partir dos conhecimentos e habilidades acadêmicas adquiridas na
disciplina de Matemática.
É necessário que o processo pedagógico em Matemática contribua para
que o estudante tenha condições de constatar regularidades, generalizações e
apropriação de linguagem adequada para descrever e interpretar fenômenos
matemáticos e de outras áreas do conhecimento.
É importante deixar claro que o método fundamental, no confronto entre
contextos sócio-históricos, é a distinção temporal entre as experiências do passado
e as experiências do presente. Tal distinção é realizada por meio dos conceitos e
saberes que estruturam historicamente a disciplina de Matemática. Esse método
também considera outros procedimentos, além das relações de temporalidade, tais
como a contextualização social e a contextualização por meio da linguagem
Matemática.
CONTEÚDOS ESTRUTURANTES/BÁSICOS.
ENSINO FUNDAMENTAL
6ºANO
NÚMEROS E ALGEBRA
1- Sistema de numeração;
2 – Numeros Naturais
3 – Multiplos e divisores
4 – Potenciação e radiação;
5 - Números fracionários;
6- Números decimais.
GRANDEZAS E MEDIDAS
1- Medidas de comprimento;
2- Medidas de massa;
3- Medidas de área;
4 - Medidas de volume;
5 – Medidas de tempos;
208
6- Medidas de ângulos;
7 – Sistema monetario.
GEOMETRIAS
1 - Geometria Plana;
2- Geometria Espacial;
TRATAMENTO DE INFORMAÇÃO
1 - Dados, tabelas e gráficos; porcentagem.
7ºANO
NÚMEROS E ALGEBRA
1- Números inteiros;
2 - Números racionais;
3- Equação e inequação do 1º grau;
4- Razão e proporção;
5 – Regra de três simples
GRANDEZAS E MEDIDAS
1 – Medidas de temperatura;
2 – Medidas de ângulos.
GEOMETRIAS
1 - Geometria Plana;
2 - Geometria Espacial;
3 - Geometrias não-euclidianas.
TRATAMENTO DE INFORMAÇÃO
1 – Pesquisa Estatitisca;
2 – Média aritimética;
3 – Moda e mediana;
4 – Juros simples.
8ºANO
NÚMEROS E ALGEBRA
1 – Números Racionais e Irracionais;
2 – Sistema de Equação do 1º grau;
3 – Potências;
209
4 – Monômios e polinômios
5 – Produtos notaveis.
GRANDEZAS E MEDIDAS
1 - Medidas de comprimento;
2 - Medidas de área;
3 - Medidas de Volume;
4 - Medidas de ângulos;
GEOMETRIAS
1 - Geometria Plana;
2 - Geometria Espacial;
3 - Geometria Analítica;
4 - Geometrias não-euclidianas.
TRATAMENTO DE INFORMAÇÃO
1 – Gráfico e informação;
2 – População e amostra.
9ºANO
NÚMEROS E ALGEBRA
1 - Números Reais;
2 – Propriedades dos radicais;
3 – Equação de segundo grau;
4 – Teorema de pitágoras
5 – Equações Irracionais
6 – Equações Biquadradas;
7 – Regras de três composta.
GRANDEZAS E MEDIDAS
1 – Relações métricas no Triângulo Retângulo;
2 – Trigonometria no Triângulo Retângulo.
FUNÇÕES.
1 – Noções intuitiva de função afim;
2 - Noções intuitiva de função Quadratica
GEOMETRIAS
1 - Geometria Plana;
2 - Geometria Espacial;
210
3 - Geometria Analítica;
4 - Geometrias não-euclidianas.
TRATAMENTO DE INFORMAÇÃO
1 – Noções de Análise Combinatória;
2 – Noções de probabilidade;
3 – Estatistica;
4 – Juros Compostos.
Ensino Médio
NÚMEROS E ALGEBRA
5- Números Reais;
6- Números Complexos;
7- Sistemas lineares;
8- Matrizes e Determinantes;
9- Polinômios;
10- Equações e Inequações
11- Exponenciais, Logarítmicas e Modulares.
GRANDEZAS E MEDIDAS
7- Medidas de Área;
8- Medidas de Volume;
9- Medidas de Grandezas Vetoriais;
10- Medidas de Informática;
11- Medidas de Energia;
12-Trigonometria.
FUNÇÕES.
 Função Afim;
 Função Quadrática;
 Função Polinomial;
 Função Exponencial;
 Função Logarítmica;
 Função Trigonométrica;
 Função Modular;
211
 Progressão Aritmética;
 Progressão Geométrica.
GEOMETRIAS
 Geometria Plana;
 Geometria Espacial;
 Geometria Analítica;
 Geometrias não-euclidianas.
TRATAMENTO DE INFORMAÇÃO
 Análise Combinatória;
 Binômio de Newton;
 Estudo das Probabilidades;
 Estatística;
 Matemática Financeira.
No que refere-se aos conteúdos relacionados a Educação do Campo, Educação
Fiscal, Educação Ambiental, Cultura Afro Brasileira, Educação Indígena e Historia
do Paraná, seguindo suas Diretrizes educacionais especificas, deverão ser
trabalhados considerando as reais necessidades e interesses dos alunos, seus
processos próprios de aprendizagem, finalidades, respeitando-se a diversidade e
acolhendo as diferenças sem transformá-las em desigualdade, contemplando ainda
os aspectos sociais, culturais, políticos, econômicos, de gênero, geração e etnia,
sendo que enquanto Escola, devemos realizar um trabalho envolvendo todos os
setores comprometidos com a universalização da Educação Escolar com qualidade
social, constituindo um espaço publico de investigação e articulação de experiência
e estudo, bem como para o desenvolvimento social, economicamente justo.
Dentro de cada conteúdo Estruturante serão abordadas as demandas
educacionais, afim de que possa trabalhar não somente as diferenças culturais mas
sim as diferenças e identidade de cada um, abrindo espaço para que diminuam os
preconceitos e garanta o sucesso escolar, atingindo o objetivo educacional de
formar sujeito críticos, participativos, atuantes que façam parte da construção da
história social, politica e cultural. Lembrando que todos os conteúdos elencados nas
212
Diretrizes Curriculares são passíveis de flexibilidade
para que as demandas
educacionais possam ser amplamente discutidas e refletida pelo coletivo escolar.
3) FUNDAMENTOS METODOLÓGICOS DA DISCIPLINA
No ensino médio, quando nas ciências se torna essencial uma
construção abstrata mais elaborada da Matemática, não existe nenhuma atividade
da vida contemporânea, da música à informática, do comércio à meteorologia, da
medicina à cartografia, das engenharias às comunicações, em que a Matemática
não compareça de maneira insubstituível para codificar, ordenar, quantificar e
interpretar compassos, taxas, dosagens, coordenadas, tensões, freqüência, etc.
É importante que o aluno construa as abstrações matemáticas,
evitando a memorização indiscriminada de algarismos, de forma prejudicial ao
aprendizado do aluno.
É fundamental compreendermos que o problema não são os
conteúdos e sim a forma de trabalhar os conteúdos.
O ensino da Matemática tem apresentado de forma desarticulada
distanciando do mundo vivido pelos alunos e professores, resolução de exercícios
repetitivos ocorrendo assim a memorização e não a construção do conhecimento,
apresentando uma matemática acabada.
Partindo desta concepção a presente disciplina será desenvolvida
através de:
-
Pesquisas.
-
Interpretação de gráficos.
-
Trabalhos individuais e em grupos.
-
Resolução de problemas (lógicos).
-
Vídeos.
213
4. AVALIAÇÃO
Em todo processo pedagógico a avaliação é um item fundamental. Ela é algo
mais do que buscar resultados, é um processo de observação e verificação de como
os alunos aprendem os conhecimentos matemáticos e de que pensam os
conhecimentos.
Como parte integrante desse processo, o professor deve refletir
sobre a avaliação como um todo. Ela deve ser contínua, dinâmica e, com frequência,
informal, para que através de uma série de observações se possa emitir um valor
sobre o progresso do aluno no aprendizado da matemática.
Considerando que as principais funções da avaliação são:
1- Verificar se o aprendizado se aproxima dos objetivos propostos.
2- Orientar o trabalho do professor quando são detectadas dificuldades
significativas na turma.
Levamos em conta que as avaliações devem ser diversificadas, de
maneira alguma restrita às provas escritas, examinando habilidades diversas:
 Resolução de problemas.
 Qualidade da participação do aluno nas aulas.
 Cálculo escrito e cálculo mental.
 Expressão verbal de idéias e conceitos matemáticos.
 Cumprimento de tarefas, trabalhos e pesquisas.
 Provas objetivas e subjetivas.
Esperamos que desta forma a avaliação possa atingir seu objetivo
que é orientar-nos em nossa prática docente.
5. REFERENCIAS
SMOLE, Kátia Cristina Stocco. DINIz, Maria Ignez, Matemática – Ensino Médio
volume 1,2,3. Editora Saraiva. São Paulo edição 2005, 2ª tiragem 2008.
BARRETO, Benigno Filho e SILVA, Cláudio Xavier. Matemática. São Paulo: FTD,
214
2000.
BONGIOVANNI, VISSOTO E LAUREANO. Matemática. São Paulo: Ática. 2001
GIOVANNI, José R., BONJORNO, José R., GIOVANNI, José R. Junior. Matemática
Fundamental. São Paulo: FTD, 2000
LONGEN, Adilson. Matemática. Col. Nova Didática. Vol. 1, 2 e 3. Ed. Positivo, 1999
SILVA, Jorge Daniel e FERNANDES, Valter dos Santos. Matemática. Coleção Nova
Didática, Vol. 1, 2 e 3. Ed. Positivo.
YOUSSEF, Antonio Nicolau, FERNANDES, Vicente Paz e SOARES, Elizabeth.
Matemática para o 2º Grau. São Paulo: Scipione, 1996.
Diretrizes Curriculares da Rede Pública da Educação Básica do Estado do Paraná.
7.13 QUÍMICA
APRESENTAÇÃO GERAL DADISCIPLINA
A Química enquanto disciplina do Ensino Médio permite a construção e
reconstrução de significados dos conceitos científicos em que o conhecimento
químico é compreendido por meio do objeto de estudo da Química: substâncias e
materiais.
Para tanto os conhecimentos prévios dos educandos devem ser considerados
pelo professor que, utilizando de abordagens históricas, econômicas, políticas,
sociais e culturais, promove a formação de um sujeito crítico que possa agir de
215
modo consciente no meio em que vive, pois conhece os conceitos químicos
presentes nos materiais por ele utilizados em seu cotidiano e compreende que a
Ciência é uma construção humana.
O ensino de Química que leva à alfabetização cientifica do sujeito deve estar
centrado na inter-relação de dois componentes básicos: conhecimento químico e
senso comum. Essa relação implica a compreensão de um mínimo necessário do
conhecimento cientifico e tecnológico para além do domínio restrito dos conceitos de
Química. Diz respeito ao entendimento das inter-relações sociais do sujeito, ao
desenvolvimento da sua capacidade de participação através de atitude crítica e
atuação transformadora na direção de uma sociedade justa.
O ensino de Química tem por objetivo o seu reconhecimento como uma criação
humana compreendendo os aspectos históricos e suas relações com o contexto
cultural, socioeconômico e político, possibilitando o entendimento do seu meio e sua
interação com ele, propiciando uma maior compreensão dos conceitos científicos
para que sejam utilizados no entendimento das dinâmicas do mundo, e
consequentemente, mude suas atitudes em relação a ele, inclusive no que se refere
principalmente quanto aos problemas ambientais, caracterizado por ações que
indicam consumo desenfreado, desperdício e visão de lucro.
Cabe ao professor usar de estratégias de ensino, para levar o aluno a aproximarse cada vez mais dos conceitos desejados. Os saberes da Química devem ser
ensinados oportunizando aos alunos o acesso ao conhecimento científico, como
condição para o desenvolvimento da atitude cidadã.
CONTEÚDOS ESTRUTURANTES E BÁSICOS
CONTEÚDOS ESTRUTURANTES
CONTEÚDOS BÁSICOS
MATÉRIA
MATÉRIA E SUA NATUREZA
SOLUÇÃO
VELOCIDADE DAS REÇÕES
EQUILÍBRIO QUÍMICO
BIOGEOQUÍMICA
LIGAÇÕES QUÍMICAS
REAÇÕES QUÍMICAS
RADIOATIVIDADE
216
QUÍMICA SINTÉTICA
GASES
FUNÇÕES QUÍMICAS
No que refere-se aos conteúdos relacionados a Educação do Campo, Educação
Fiscal, Educação Ambiental, Cultura Afro Brasileira, Educação Indígena e Historia
do Paraná, seguindo suas Diretrizes educacionais especificas, deverão ser
trabalhados considerando as reais necessidades e interesses dos alunos, seus
processos próprios de aprendizagem, finalidades, respeitando-se a diversidade e
acolhendo as diferenças sem transformá-las em desigualdade, contemplando ainda
os aspectos sociais, culturais, políticos, econômicos, de gênero, geração e etnia,
sendo que enquanto Escola, devemos realizar um trabalho envolvendo todos os
setores comprometidos com a universalização da Educação Escolar com qualidade
social, constituindo um espaço publico de investigação e articulação de experiência
e estudo, bem como para o desenvolvimento social, economicamente justo.
Dentro de cada conteúdo Estruturante serão abordadas as demandas
educacionais, afim de que possa trabalhar não somente as diferenças culturais mas
sim as diferenças e identidade de cada um, abrindo espaço para que diminuam os
preconceitos e garanta o sucesso escolar, atingindo o objetivo educacional de
formar sujeito críticos, participativos, atuantes que façam parte da construção da
história social, politica e cultural. Lembrando que todos os conteúdos elencados nas
Diretrizes Curriculares são passíveis de flexibilidade
para que as demandas
educacionais possam ser amplamente discutidas e refletida pelo coletivo escolar.
ENCAMINHAMENTO METODOLÓGICO
O ensino de Química no Ensino Médio na qual os conteúdos estruturantes
Matéria e sua Natureza, Biogeoquímica e Química Sintética são o ponto de partida
para a compreensão do objeto de estudo: Substâncias e Materiais.
A metodologia deve ser contextualizada para que a aprendizagem dos
conhecimentos químicos parta de uma visão macroscópica de um fenômeno e seja
217
compreendida através da análise microscópica construindo, assim, os conceitos
necessários para o entendimento de fenômenos de seu cotidiano.
As atividades a serem desenvolvidas com os alunos devem ser diversificadas,
como leitura e interpretação de textos, produção de textos, leitura e interpretação da
Tabela Periódica, pesquisas bibliográficas, discussão de observações
experimentais, apresentação de seminários incentivando as atividades
interdisciplinares, contextualizadas e práticas, favorecendo ao aluno a construção do
seu conhecimento através da leitura, observação, análise e interpretação de
resultados.
AVALIAÇÃO
O processo avaliativo têm como finalidade não separar teoria e prática, e sim,
observar a posição do aluno em relação à leitura de mundo, que espera-se, seja
crítica nos debates conceituais, articule o conhecimento químico às questões
sociais, econômicas e políticas, devendo ser capaz de construir o conhecimento a
partir do ensino, da aprendizagem e da avaliação.
As formas de avaliação tem a concepção ampla de preparar o aluno para ser um
cidadão atuante na sociedade a qual está inserido.
A avaliação deverá ser feita através de instrumentos diversificados que
possibilitem as várias formas de expressão dos alunos como: leitura e interpretação
de textos, produção de textos, leitura e interpretação da Tabela Periódica,
pesquisas bibliográficas, discussão de observações experimentais, apresentação
de seminários, provas objetivas e subjetivas, onde vários instrumentos poderão ser
escolhidos de acordo com os critérios avaliados.
Através desses instrumentos, avaliar-se-á o desenvolvimento cultural, intelectual e
social do aluno em relação aos conhecimentos de Química.
BIBLIOGRAFIA:
PERUZZO, Tito Miragaia, Eduardo Leite do Canto Coleção base: química: volume
único1 ed. São Paulo: moderna, 1999
QUÍMICA E SOCIEDADE: volume único, ensino médio/ Wildson Luiz Pereira dos
Santos,
Gersan de Souza Mói, (coord.) – São Paulo: Nova Geração, 2005.
Livro didático público do Paraná
Livro didático: Ricardo Feltre
218
PARANÁ/SEED/DEB. Diretrizes Curriculares da Educação Básica - Química.
Curitiba: SEED/Jam3 Comunicação, 2008.
7.14 SOCIOLOGIA
Apresentação da Disciplina
A Sociologia deverá contribuir para a construção de uma leitura da
realidade social, que ultrapasse os limites das primeiras impressões. Desta forma, a
sociologia deve fornecer um arsenal teórico-metodológico que problematize as
questões sociais a partir de uma perspectiva científica.
Baseando-se na estrutura do pensamento moderno que pauta-se no
contexto das transformações econômicas, políticas e culturais do século XIX que
provocaram mudanças estruturais na sociedade em função do modo capitalista de
produção, necessário se faz uma abordagem histórica da construção da Sociologia,
usando referenciais clássicos de Dürkheim, Comte, Max Weber e Marx. Esse eixo
programático servirá para explicar ou relacionar os conteúdos específicos
trabalhados em cada momento.
Um papel importante é procurar explicar a sociedade pela
compreensão das diversas formas pelas quais os seres humanos vivem em grupos,
comunidades e como se desenvolvem as relações sociais entre si, e que isso
decorre de um projeto comum que atenda a vontade da maioria buscando sempre
objetivos e interesses comuns visando à construção de um projeto coletivo.
Mostrar que o que acontece na sociedade origina-se da forma como
essa sociedade se organiza, como ela se construiu como ela se interpreta e qual é a
expectativa de comportamento humano exigido em função disso. Orienta-se em
teorias que nasceram de diferentes vertentes sociológicas conforme seu potencial
explicativo (sua ciência), e serve como instrumento para a conservação ou
transformação da sociedade, para a melhoria ou para degradação da vida humana.
Deve pautar-se na busca de uma organização de conteúdo que
contemple o trabalho como princípio norteador, visto ser ele o elemento organizador
219
da vida social que permite ao ser humano desenvolver uma ação-reflexão sobre a
natureza, a fim de transformá-la segundo suas necessidades.
Hoje vivemos em um mundo inundado de mudanças, marcado por enormes
conflitos, tensões e divisões sociais. Temos possibilidades de controlar nosso
destino e moldar nossas vidas para melhorar.
A sociologia é o estudo da vida social humana, dos grupos e das sociedades,
seu objeto de estudo é nosso próprio comportamento como seres sociais. Sua
abrangência é extremamente vasta, incluindo desde a análise de encontros
ocasionais entre indivíduos na rua até a investigação de processos sociais globais.
Conteúdos Estruturantes/ Básicos
1- O surgimento da sociologia e as teorias sociológicas.
1. Formação e consolidação da sociedade capitalista e o desenvolvimento do
pensamento social;
2. Teorias sociológicas clássicas: Augusto Comte, Emile Durkheim, Engels,
Karl Mrax, Max Weber;
3. Pensamento social brasileiro;
2- Processo de socialização e as instituições sociais.
2.1 Processos sociais: primária, secundária, contato, relação, interação, grupos
sociais;
2.2 Instituições sociais: familiares, escolares, religiosas e de reinserção social
prisões, manicômios, asilos, etc.
3- Poder, política e ideologia.
3.1 Formação e desenvolvimento do Estado Moderno;
3.2 Democracia, autoritarismo, totalitarismo; estado no Brasil;
3.3 conceito de cidadania;
220
3.4 movimentos sociais no Brasil;
3.5 A questão ambiental e os movimentos ambientalistas;
3.6 A questão das ONG’s.
4- Direitos, cidadania e movimentos sociais.
4.1Direitos: civis, políticos e sociais;
4.2 Direitos humanos;
4.3 Conceito de cidadania;
4.4 Movimentos sociais no Brasil;
4.5 A questão ambiental e os movimentos ambientalistas;
4.6 A questão das ONG’s
5- Trabalho, produção e classes sociais.
5.1Conceito de trabalho nas diferentes sociedades;
5.2 Desigualdades sociais: estamentos, castas, classes sociais;
5.3 Organização do trabalho nas sociedades capitalistas e suas contradições;
5.4 Globalização e Neoliberalismo;
5.5 Relações de trabalho;
5.6 Trabalho no Brasil
6- Cultura e indústria cultural.
6.1 Desenvolvimento antropológico do conceito de cultura e sua contribuição na
análise das diferentes sociedades;
6.2 Diversidade Cultura;
6.3 Identidade;
6.4 A indústria cultura;
221
6.5 Meios de comunicação de massa;
6.6 Sociedade de consumo;
6.7 Indústria Cultural no Brasil;
6.8 Questões de gênero;
6.9 Cultura afro-brasileira;
6.10 culturas indígenas
No que refere-se aos conteúdos relacionados a Educação do Campo, Educação
Fiscal, Educação Ambiental, Cultura Afro Brasileira, Educação Indígena e Historia
do Paraná, seguindo suas Diretrizes educacionais especificas, deverão ser
trabalhados considerando as reais necessidades e interesses dos alunos, seus
processos próprios de aprendizagem, finalidades, respeitando-se a diversidade e
acolhendo as diferenças sem transformá-las em desigualdade, contemplando ainda
os aspectos sociais, culturais, políticos, econômicos, de gênero, geração e etnia,
sendo que enquanto Escola, devemos realizar um trabalho envolvendo todos os
setores comprometidos com a universalização da Educação Escolar com qualidade
social, constituindo um espaço publico de investigação e articulação de experiência
e estudo, bem como para o desenvolvimento social, economicamente justo.
Dentro de cada conteúdo Estruturante serão abordadas as demandas
educacionais, afim de que possa trabalhar não somente as diferenças culturais mas
sim as diferenças e identidade de cada um, abrindo espaço para que diminuam os
preconceitos e garanta o sucesso escolar, atingindo o objetivo educacional de
formar sujeito críticos, participativos, atuantes que façam parte da construção da
história social, politica e cultural. Lembrando que todos os conteúdos elencados nas
Diretrizes Curriculares são passíveis de flexibilidade
para que as demandas
educacionais possam ser amplamente discutidas e refletida pelo coletivo escolar.
Metodologia da Disciplina
A proposta metodológica do ensino de sociologia utilizará análise e
comparações de situações problemas sobre as diferentes realidades a partir de
interpretações e observações, oriundas de exposições, leituras, explicações de
222
conceitos e das lógicas dos textos, análises, pesquisas de campo, bibliográfica ou
outras que possibilitem discussões favorecedoras do desenvolvimento de um
pensamento crítico e instigante. A construção metodológica se dará sempre em
função da contextualização da história e das teorias da sociologia, consideradas
fundamentais, mas numa perspectiva crítica e de visão de mundo atualizada e
concreta.
Deverá levar em conta o papel desse aluno, sua idade, sua
construção cultural, seu modo de vida e suas expectativas pessoais e profissionais
no meio em que vive. Seu principal foco será provocar no aluno sua curiosidade e
interesse pelas coisas de seu cotidiano e de suas experiências de vida, para que ele
procure rever e entender melhor seu espaço, seus conhecimentos e assim possa ser
agente de reconstrução coletiva em seu meio social.
Com a abordagem de temas atuais permitirá ao educando construir
um pensamento sociológico identificado com a sociedade contemporânea, com os
problemas e as contradições do processo de globalização, as manifestações de
ordem social, religiosa, ética e cultural.
Considerando a dinâmica metodológica, o importante é perceber o
envolvimento do aluno com o conteúdo através de: discussões e debates em relação
a temas sugeridos ou trazidos pelos alunos, evocado de textos literários, de revistas,
periódicos ou de fatos vivenciados, ou da curiosidade dos alunos ou de sua
comunidade.
Pesquisas elaboradas e organizadas com eles sobre o espaço cultural
ou social de suas vivências.
Análise e interpretação dessas pesquisas, utilizando-se dos dados
estatísticos para uma reflexão sobre o significado da quantidade em relação ao
contexto social do qual ele é extraído.
Filmes que abordem temáticas que venham de encontro ao interesse
do aluno e suas formas de expressão. Trabalhar o conteúdo do filme em cima de um
roteiro previamente elaborado.
Análise e interpretações de músicas que venham de encontro a um ou
mais aspectos de sua construção cultural.
223
Trabalhos com textos: além da discussão, elaboração de idéias e
sugestões, interpretações que os levem à reflexões, valorizando aquilo que os
motiva à reformulações ou questionamentos.
Avaliação
Conforme decisão coletiva do corpo docente e pedagógico as
avaliações obedecerão às formas: processual, formativa diagnóstica e somativa,
trabalhados de forma transparente e coletiva com os alunos, levando-se em conta as
atitudes a prática social dos alunos que indiquem iniciativas, autonomia e
criatividade para rever práticas de acomodações e ou transformação de elementos
do senso comum para uma nova e positiva realidade.
Referências
AZEVEDO, F. Princípios de Sociologia: pequena introdução ao estudo da sociologia
geral. 11a ed. São Paulo: Duas Cidades, 1973.
ABRAMOVAY, Ricardo. O futuro das regiões rurais. Porto Alegre: Ed. UFRGS, 2003.
ALBORNOZ, S. O que é o trabalho. São Paulo: Brasiliense, 1989.
BOBBIO, Norberto. Estado, governo e sociedade. Por uma teoria geral da política.
Rio: Paz e Terra, 1990.
BOURDIEU, Pierre. A miséria no mundo. Petrópolis: Vozes, 2003.
CHAUI, Maria Helena - Cultura e democracia – Discurso competente e outras falas.
São Paulo, Cortez, 1990.
CUCHE, D. A noção de cultura nas ciências sociais. Florianópolis: EDUSC, 1999.
DAMATTA, Roberto. A casa e a rua: espaço, cidadania, mulher e morte no Brasil.
Rio: Ed. Rocco, 1991.
224
DÜRKHEIM, Émile. As regras do método sociológico. São Paulo: Martins Fontes,
2003.
FERNANDES, Florestan. Mudanças sociais no Brasil. São Paulo: Difel, 1979
GENTILI, Pablo. Neoliberalismo, Qualidade Total e Educação. São Paulo: Moderna,
1999.
JUNIOR, C. P. História Econômica do Brasil. São Paulo: Brasiliense, 1973.
Secretaria de Estado da Educação/ Vários Autores. Sociologia. Curitiba: SEED,
2006.
MARX, K. e ENGELS, F. Textos sobre educação e ensino. São Paulo: Ed. Moraes,
1992.
WEBER, Max. A ética protestante e o espírito do capitalismo. São Paulo: Pioneira,
1996.
Secretaria de Estado da Educação. DCE. Sociologia. Curitiba: SEED, 2006.
Forachi, Marialice. Sociologia e sociedade: leituras de introdução à sociologia. Rio
de Janeiro: LTC, 2008
Fernades Florestan. Sociólogos – Brasil. São Paulo: Àtica,2008
Giddens Antony – Sociologia. Porto Alegre: Artmed,2005
225
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PPP2012 - COLÉGIO ESTADUAL JOSÉ DOMINGUES DA COSTA