COLÉGIO ESTADUAL “JOSÉ DOMINGUES DA COSTA”- ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO - CONGONHINHAS PARANÁ. PROJETO POLITICO PEDAGÓGICO Congonhinhas – Paraná 2011 Colégio Estadual “José Domingues da Costa”- Ensino Fundamental e Médio - Congonhinhas Paraná. 1- APRESENTAÇÃO. O Colégio Estadual José Domingues da Costa - Ensino Fundamental e Médio pretende que o aluno esteja na escola para nela se formar em busca da autonomia e de todos os requisitos que geram o bem individual e social e isso obviamente não significa que as demandas externas da sociedade, especialmente aquelas voltadas para o trabalho, não sejam respondidas também pela e na escola, mas significa sim, que qualquer que seja a demanda externa deve estar vinculada à defesa intransigente da vida, da solidariedade, da justiça e do bem. Professores e alunos devem ter visão de conjunto para percebermos as interligações dos saberes e, para isso, precisamos ser pesquisadores e aprendizes permanentes. Precisamos fortalecer o desenvolvimento de uma consciência que implique entendimento cognitivo sobre a natureza e compreensão visceral e afetiva do quanto pertencemos à sociedade, ao planeta e ao universo e nos leve à vivência amorosa da vida, a saber, cuidar, preservar, plantar e colher. O Colégio José Domingues da Costa, para além do seu espaço físico, comporta o mundo em que vivemos com sua complexidade, pluralidade, diferenças e desafios. E nela são ativadas as múltiplas dimensões da inteligência, e é também nela que as diferenças étnicas e religiosas se encontram. Portanto, que grande privilégio para o educador é ter em um mesmo espaço a imensidão do Planeta Terra! A vantagem de se ter o mundo na Escola é que nela o mundo pode ser transformado. Neste colégio o mundo está em aberto, em constante processo de formação. Nosso grande desafio é que este colégio seja um lugar onde se aprende o que é o bem e onde se pode realizá-lo através de práticas pedagógicas cotidianas. Tudo no mundo é dialético, essa é a lei das coisas, regida pelo caos e pelo cosmos e pelo sim – bólico (o que une) e pelo dia – bólico (o que desune). O efeito dialético da guerra é o triunfo do movimento pela paz através do mundo inteiro. Pretendemos que nossos alunos sejam cidadãos críticos, participativos na sociedade em que vivem, bem como na sociedade em geral, garantindo aos mesmos o acesso e a apropriação do conhecimento sistematizado, mediante a instauração de ambiente propício às aprendizagens significativas e às práticas de convivência democrática. A escola será organizada de forma adequada com o propósito de constituir um espaço favorável à plena formação do estudante. Em cumprimento de sua função primordial- Educação de qualidade - a escola tem como meta construir/instituir, de forma coletiva, um projeto Político pedagógico onde todas as instâncias colegiadas da escola possam participar efetivamente de forma democrática. As atividades curriculares serão organizadas conforme a Lei de Diretrizes e Bases e as Diretrizes Curriculares do Paraná sempre levando em conta a realidade em que o aluno está inserido. Os alunos realizarão suas atividades em salas de aulas, também na biblioteca, sala de informática e laboratório de ciências. Pretende-se que as práticas pedagógicas favoreçam a reflexão e a interação do estudante em atividades intelectuais. A escola estará favorecendo projetos de enriquecimento pedagógico, feiras de conhecimentos, oficinas com temas contemporâneos e relatos de experiências científicas. “... Não se parte daquilo que os homens dizem, imaginam ou representam, e tampouco dos homens pensados, imaginados ou representados para, a partir daí, chegar aos homens em carne e osso; parte-se dos homens realmente ativos e, a partir de seu processo de vida real, expõe-se também o desenvolvimento dos reflexos ideológicos e dos ecos desse processo de vida”. Marx 1.1 Identificação: COLÉGIO ESTADUAL JOSÉ DOMINGUES DA COSTA, ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO Código: 00018 Endereço AV. Manoel Ribas, 688 CEP:86320000 Centro CONGONHINHAS FONE: (43) 35541117 PARANÁ 1.2 Município: Congonhinhas Código: 0600 1.3 Dependência administrativa: Estadual Código: 02 1.4 NRE: Cornélio Procópio Código: 08 1.5 Entidade Mantenedora Governo do Estado do Paraná 1.6 Ato de autorização do Colégio: Resolução nº 2702/82 1.7Ato de reconhecimento do Colégio Resolução nº 3729/84 1.8 Ato Administrativo de aprovação do Regimento Escolar Localização do Colégio: Urbana – Distancia NRE 47 km E-MAIL: [email protected] 2 MARCO SITUACIONAL 2.1 – ASPECTOS HISTÓRICOS DA ESCOLA O Colégio Estadual José Domingues da Costa – Ensino Fundamental e Médio, está situado à Avenida Manoel Ribas, s/nº. Esta denominação foi dado em homenagem ao seu benemérito, Sr. José Domingues da Costa. O estabelecimento originou-se da Escola Normal de Grau Colegial de Congonhinhas, criada pelo Decreto nº 19.574 de 27 de setembro de 1965 e instalada no dia 12 de dezembro de 1965, expedida pelo Exmº. Sr. DR. Lauro Rego Barros, DD. Secretário de Educação e Cultura. Pela Portaria nº 6.515 de 17 de novembro de 1965, foi autorizado o funcionamento em período diurno, a partir do ano letivo de 1966, da Escola Normal de Grau Colegial de Congonhinhas. Conforme relatório existente no colégio, por volta de 1968 a Escola Normal de Grau Colegial de Congonhinhas, passa a se chamar Escola Normal Colegial Estadual "Alfredo Andersen”. Pelo parecer nº 309/79, é aprovado em caráter provisório, o projeto de implantação do Ensino de 2º Grau no Colégio Estadual José Domingues da Costa, de Congonhinhas, com a programação das habilitações Magistério e Básica em Comércio, para aplicação no novo ano letivo de 1980. Pela Resolução nº 2.702/82 de 04 de outubro de 1982, ficou autorizado a funcionar o Colégio Estadual José Domingues da Costa - Ensino de 2º Grau no município de Congonhinhas, resultante da reorganização da Escola Normal Colegial “Alfredo Andersen”. Fica o estabelecimento autorizado a ministrar as habilitações plenas Magistério e Básica em Comércio. Pela Resolução nº 2.500/85 de 23 de maio de 1985, fica autorizado o funcionamento da habilitação plena Técnica em Contabilidade. Art. 1º cessar definitivamente as atividades escolares da Habilitação Auxiliar de Contabilidade e Habilitação do Magistério pela resolução nº 2.279/97. Pela Resolução 2455/97 ocorre a autorização de funcionamento do Curso de Educação Geral. Pela Deliberação 003/98 C.E.E., o Colégio Estadual José Domingues da Costa - Ensino de 2º Grau, passa a denominar-se Colégio Estadual José Domingues da Costa - Ensino Médio. A partir do ano de 2008 autorizado pela resolução nº 3073/09 o Colégio Estadual José Domingues da Costa, passou a ofertar o ensino fundamental e passou a denominar-se Colégio Estadual José Domingues da Costa – Ensino Fundamental e Médio. O estabelecimento tem por objetivo maior, atender sua comunidade escolar com qualidade total, comungando assim, integralmente, com os objetivos propostos pela Secretaria de Estado da Educação. 2.2 ESPAÇO FÍSICO O espaço físico que o Colégio de:possui é: - 04 salas de aula, muita bem iluminada e arejada e 01 (uma) sala de aula provisória; - 01 biblioteca com 02 (dois) banheiros anexos; - 01 laboratório de informática, com 02 (dois) depósitos em anexo; - 05 banheiros; - 01 cozinha; - 01 pátio coberto; - 01 laboratório de Química, Física e Biologia; - 01 sala da direção; - 01 sala da secretaria; - 01 sala da Orientação e Documentação Escolar; - 01 sala dos professores; - 01 sala para entrega de leite; - 01 sala de depósito; - 01 quadra coberta; - 01 casa do caseiro; - Jardins em frente do colégio. Observação: O colégio possui um espaço que permite a movimentação de cadeirante, pelo fato de não possuir escadas de acesso ao prédio e nem nas suas dependências, porém a mesma não tem seu ambiente adaptado para receber os portadores de deficiências físicas não possui rampa, nem banheiro adaptados que permita a acessibilidade e promova a inclusão, no entanto a equipe de gestão já enviou projetos ao Governo de Estado pedindo a ampliação do prédio e as adaptações que se fazem necessárias. DAS INSTALAÇÕES E EQUIPAMENTOS: BENS DO PROGRAMA PROEM/INFORMÁTICA 13 CPUs; 13 Monitores de 14 polegadas; 03 Impressoras HP Deskjet 692; 01 Scanner de mesa (no momento sem uso, pois está com defeito); 01 HUB 10base T16 portas AT3016SL; 11 Estabilizadores; 13 Mesas para micro; 02 Mesas para impressora; 04 Cadeiras giratórias; 20 Cadeiras fixas. PROGRAMA GESAC 01 Antena Sat TX/RX Offset KV 1,2 LP Cross; 01 Sistema Telecom V. Sat Banda KV Receps. BENS ADQUIRIDOS DO PROEM 01 Televisor 21” tela plana; 10 Conjuntos escolares; 11 Mesas para leitura; 10 Mesas para microcomputador; 22 Cadeiras para digitador; 02 Armários de aço com 02 portas; 44 Cadeiras tubulares para biblioteca; 12 Estantes de aço com 07 prateleiras; 03 Mesas para impressora; 02 Mesas para professor; 01 Microcomputador PIII 800; 01 Impressora jato de tinta. BENS – FUNDEPAR 01 Televisor a cores 20”; 01 Videocassete 04 cabeças; 01 Suporte para TV, vídeo e receptor; 20 Conjuntos Escolares; 01 Microscópio Esteroscópio; 01 Torso humano anatômico; 02 Freezers de 400 litros – Programa Leite das Crianças; 01 Fogão semi-industrial de 04 bocas com forno; 01 Conjunto de mov. cinemática e dinâmica; 01 Globo terrestre físico; 01 Globo terrestre político; 01 Kit de Química, Física e Biologia. BENS ADQUIRIDOS PELO FUNDEF 177 Canecas em aço inox; 177 Colheres em aço inox; 177 Garfos em aço inox; 177 Pratos em aço inox; 01 Geladeira res. de 270 litros. 2.3 Oferta de turma O colégio organizou seu atendimento em três períodos sendo o período da manhã: ensino médio, 1º A, 1ºB, 2ºA, 2ºB, 3ºA e 3ºB; período da tarde: ensino fundamental, 6º ano A, 7º ano A, 8º ano A e 9º ano e período da noite: ensino médio: 1ºC, 2ºC, 3ºC, com o seguinte Horário de funcionamento: período da manhã 07:40 ás 12:00, período da tarde: 13:00 as 15:20 e o período da noite 19::00 as 23:10. Contamos com uma população de aproximadamente: 424 Alunos, 32 professores, 03 Auxiliares administrativos; 01 Secretario 01 Diretor, 01 Diretor auxiliar, 03 Professores pedagogos e 06 auxiliares de serviços gerais. FUNCIONARIO Nome : Vinculo Função Formação Anamary Queiróz Severino QFEB Agente Educacional II Gestão Publica Carlos Alberto Ferreira QPM Diretor Direito Clarice da S. Lara Fabri PSS Agente Educacional I Ensino Médio Helena Severino Alves QFEB Agente Educacional I Ensino médio Jandira Souza Maduenho QFEB Agente Educacional II Tec. Gestão Escolar Juliana Ap. Silva Moraes QFEB Agente Educacional I Naziria Lima de Luz PSS Agente Educacional II Ensino Médio Sérgio Aparecido Tozzo QFEB Secretario Ciências Biológicas Silvana Fabri Monteiro QFEB Agente Educacional I Ensino Médio Terezinha Pereira Trissoldi QFEB Agente Educacional I Ensino Médio Zilda Silva de Lima QFEB Agente Educacional I Pedagogia Ensino Médio PROFESSORES Nome : Vinculo Disciplina Formação Adriana de Souza Maduenho QPM Matemática /Física Matemática Ana Eliza Durães da Silva PSS Filosofia Pedagogia Adalcia Canedo da S. Nogueira QPM Professora Pedagoga Pedagogia Adalcira Canedo da Silva QPM Sociol/ Filosofia Pedagogia Alessandra Friderich Bernardes PSS Matemática Administração de Empresas Célia de Souza Alves QPM Língua Portuguesa Letras Cacilda de Jesus Azevedo QPM Ciências Ciências Cláudia C. Figueiredo Alves QPM Matemática Matemática Doracina Terezinha da Silva Rabelo PSS Geografia Geografia Edna de Fátima Oliveira PSS Matemática Matemática Ewerson Parucci Felix PSS Física Física Gisele Ilana Regalo de Mello QPM Geografia Geografia Iliédes Mendes Salles QPM L.E.M. Inglês Letras Irene Maria de Lima Gonçalves PSS Matemática Matemática Jeferson Parucci Felix QPM Língua Portuguesa Letras João Luiz Friedrich QPM Geografia Geografia Juliana Rosolem Maduenho PSS L.E.M. Inglês Letras Jurandir Lima da Luz PSS Artes Artes (acadêmico) Kellen C. Ribeiro da Rocha PSS Educação Física Educação Física Leandro Faustino da Silva PSS História História Luciano Simões dos Santos PSS Educação Física Educação Física Monica de Oliveira Mendes Nacour PSS Sociologia Pedagogia Renata Regina Fridech PSS Educação Física Educação Física Roseli Terezinha Kramel PSS Biologia Ciências hab. Biologia Rosana Célia Santos Paiva QPM Professor Pedagogo Pedagogia Sandra Regina Pires QPM Geografia Geografia Sandra Regina Landgraf QPM Biologia / Ciências Ciências hab. Biologia Silvia Regina Matis de Moraes QPM Química Química Sirlene de Fatima Boscardim QPM Sociologia Pedagogia Vanda A. Campos Antunes PSS Educação Física Educação Física Maria Texeira David Santos QPM Língua Portuguesa Letras Sonia Rodrigues QPM Matemática Acadêmica (Matemática) 2.4 CARACTERIZAÇÃO E EXPECTATIVAS DA POPULAÇÃO A SER ATENDIDA. O Colégio Estadual José Domingues da Costa. Ensino Médio da Cidade de Congonhinhas, sob a Jurisdição do Núcleo Regional de Educação de Cornélio Procópio com sede na Avenida Minas Gerais, 435,Centro, CEP: 86300-000, oferece a modalidade de Ensino Fundamental e Médio no período matutino, vespertino e noturno, com faixa etária 10 a 17 anos e alguns alunos com idades mais avançadas. A maioria dos educandos que o Colégio recebe é de situação sócioeconômica financeira de classe média baixa e baixa e 50% dos seus alunos são oriundos do campo, filhos de pequenos sitiantes, assentados, beneficiários do programa Banco da Terra e moradores dos patrimônios localizados na zona rural que sobrevive financeiramente da agricultura e os demais que vivem na zona urbana sobrevivem do comércio e de empregos informais. O coletivo escolar é composto por alunos de uma heterogeneidade religiosa e de diversas etnias. Os alunos do ensino Noturno são trabalhadores, e na maioria sobrevivem de trabalhos agrícolas, e alguns da confecção de roupas em uma fabrica na cidade, os mesmos necessita de uma atenção bastante significativa na faixa etária de 14 aos 40 anos. A escola possui alunos oriundos de Classe Especial DM e DV, temos uma aluna com deficiência visual (DV) que é atendida no Centro de Atendimento Especializado na área da deficiência visual ofertado pelo município, e alguns alunos oriundos de Classe Especial incluso, recebendo atendimento individualizado em sala e atendimento na sala de apoio à aprendizagem. Os pais em sua maioria trabalham na lavoura tendo pouca chance de acompanhar seus filhos, comparecendo esporadicamente à escola em exceto o ensino fundamental que conta com pais mais presentes. A partir do ano de 2012 o Colégio passará por uma reestruturação no atendimento do ensino fundamental anos finais em atendimento a lei 11.274, de 2006, que muda a duração do ensino fundamental de oito para nove anos e assim compreende que não haverá só uma mudança de nomenclatura, mas percebe a necessidade de reorganizar a proposta de trabalho, as metodologias aplicadas, a concepção de ensino, uma vez que o alunado é diferenciado e, portanto se faz necessário repensar a prática pedagógica, esta ação requer planejamento e diretrizes norteadoras para o atendimento do aluno em seu aspecto físico, psicológico, intelectual e social, com garantia de qualidade. Essa qualidade implica assegurar um processo educativo respeitoso e construído com base nas múltiplas dimensões e na especificidade do tempo da infância e da adolescência do qual também fazem parte os alunos que estamos recebendo. Os professores que aqui trabalham são habilitados e Pós-Graduados nas disciplinas que ministram, alguns são efetivos e outros contratados pelo Processo Seletivo Simplificado. A escola possui um professor Pedagogo para cada período, mas há uma política de trabalho coletivo onde a escola é vista como um todo, portanto o diálogo é freqüente e as ações pedagógicas são em conjunto. O diretor e os funcionários atendem os três períodos fazendo uma escala de trabalho, visando o bom atendimento aos educandos e a comunidade. Para cada realidade, a escola adota uma postura pedagógica, oportunizando o melhor atendimento à demanda do período, visando a qualidade do ensino-aprendizagem, sendo que a cada período temos realidade especificas, como o ensino noturno que exige metodologias diferenciadas, sendo que o mesmo atende alunos trabalhadores, o que não significa um barateamento do trabalho nem a simplificação de conteúdo, mas perceber que a maneira de conduzir o trabalho pedagógico deve ser diferenciado a fim de que as metodologias atinjam os resultados esperados na aprendizagem. 2.5 DESCRIÇÃO DA REALIDADE BRASILEIRA, DO ESTADO, DO MUNICÍPIO E DA ESCOLA. Nosso grupo é composto por pessoas colaborativas, que se unem em prol de um ensino mais humano e de qualidade. Sempre que se faz necessário todos desenvolvem o trabalho em união, ajudando-se mutuamente. O Brasil não fica á margem da história mundial e das conseqüências, nem sempre positivas, desse processo cujo modelo sócio – econômico é representado pelo crescente número de excluídos e pela contínua concentração de renda. A educação, sempre considerada como prioridade pelos órgãos governamentais, continua sendo elitista, onde os menos favorecidos lutam por uma escola pública mais eficiente e por um acesso à Universidade mais democrática e menos excludente. O ser humano fica, assim, reduzido a um mero instrumento de produção, consumo e prazeres. As mercadorias, o dinheiro, o erotismo e a exploração das emoções fortes valem mais do que a pessoa e seus valores. Nesse panorama, porém, a ciência e a tecnologia tiveram avanços significativos, revolucionando a produção, o próprio ambiente escolar e o comportamento das pessoas: internet, telefonia celular e outros meios de comunicação que oferecem ao homem comodidade, segurança e precisão. Com tudo isso, poderíamos supor uma grande melhoria de vida, mas sabemos que isso só ocorre com uma pequena parcela da sociedade, justamente com a minoria mais sintonizada com alógica do mercado. O Paraná há duas décadas implementou várias mudanças nos paradigmas da educação com a construção do Projeto Político Pedagógico, Conselho Escolar, Gestão Democrática, regulamentação e eleição para Diretor.Com o compromisso com a Educação, o Paraná foi um dos pioneiros na reforma educacional priorizado pela centralidade do currículo. A economia do município de Congonhinhas e a sustentabilidade dividem-se entre as culturas de soja, trigo, milho, café, as olericulturas, as fruticulturas e a pecuária com bovinocultura de corte e mista. As lavouras que tem maior representatividade no Município é cultivo de soja com 22,64% da área do município, que segue do trigo com 16%, café 6%, fruticultura 5%, e cultivo de olericultura. No município existem aproximadamente 300 produtores que exploram a bovinocultura de corte e bovinocultura mista, em torno de 1300 estabelecimentos com maior concentração de rebanho no Bairro do São Francisco do Imbaú e Santa Maria do Rio do Peixe, que representa em torno de 25% do Valor Bruto da Produção Agropecuária. Há pequenas concentrações de agricultores familiares como: 01(um) Banco da Terra com 63 famílias, 01 (um) Crédito Fundiário Fazenda Congonhinhas com 200 famílias e 01 (um) Assentamento Carlos Lamarca PRMA com 134 famílias E 01 (um) Assentamento Robson Vieira com 38 famílias, que estão localizada nos Bairros dos Alves, Água do Mojolo, Marabá e Valérios. O município não oferta muita opção na área de Lazer, temos o Clube de Campo para os associados, o Centro Cultural com poucos eventos, ginásio de Esporte, o Estádio Frei Demétrio, a Praça Central e as lanchonetes que é o ponto de encontro dos adolescentes. Na área cultural e educacional presenciamos grandes transformações, com implantação da Biblioteca Cidadão e a abertura do Centro de Eventos surgiu oportunidades para que todos tenham acesso a tecnologias, a informação e a diversos cursos que sendo ofertados por Instituições de nível superior como Universidade de Ponta Grossa entre outras. Congonhinhas não deixa de sofrer a crise que assola toda a sociedade, como a da perda de valores, a onda da violência, e o uso indiscriminado de drogas a discriminação social, racial e de gênero, mas podemos dizer que o município ainda tem uma característica voltada para pequenas cidades, do clima da tolerância, respeito entre as pessoas, da segurança e da amizade. Mas nossa conjuntura pouco “humanizante” há um aspecto bastante animador: nunca se viu na história do Brasil e do mundo tanta campanha em prol dos menos favorecidos. Parece que o mundo todo está saturado de guerras, de corrupção, de imperialismos gratuitos, de injustiças gritantes, de continuísmos políticos! A escola tem cumprido com as determinações recebidas e salientando ainda, estar sempre em constante inovação para melhoria de nossa comunidade. Pois compreende que a escola pública tem o compromisso com o ensino de qualidade que seja capaz de oferecer instrumentos e subsídios para as transformações sociais. Uma vez que a escola conta com grande número de alunos vindo do campo, a mesma assumirá um compromisso de educação voltada para essa particularidade, que é o vinculo com sujeitos sociais concretos, mas sem se desligar da universalidade, antes de tudo uma educação para a formação de seres humanos. A Instituição entende que a educação do campo se faz no diálogo com a teoria pedagógica, desde a realidade particular da classe trabalhadora do campo e o conhecimento mais amplo, construindo uma educação do povo do campo e não com ele, nem muito menos para ele. Para tanto pauta se na concepção da pedagogia critica, vinculada a objetivos políticos de emancipação e de luta por justiça e igualdade social. 2.6 - OBJETIVOS GERAIS PROPOSTOS PARA O TRABALHO PEDAGÓGICO Elaborar o Projeto Político Pedagógico visando à organização do trabalho escolar; Atender através de uma gestão democrática a elaboração do Projeto Político Pedagógico para que o mesmo venha de encontro a uma educação de qualidade; Organizar ações educativas que a escola desenvolve com finalidade em traçar metas para o Ensino Médio. Dar suporte as relações de trabalho visando à atitude de reciprocidade e solidariedade com a participação de todas as instâncias colegiadas; Determinar o coletivo da escola detalhando suas metas para chegar à educação almejada em detrimento do cumprimento da cidadania; Programar o tempo escolar, propondo períodos de estudos e reflexões envolvendo Equipe, Professor e educandos, com a finalidade de buscar informações sobre o que os alunos estão aprendendo e também sobre os conteúdos que eles não conseguiram assimilar, em vista de uma retomada do conteúdo; Investigar junto às instâncias colegiadas, para sugerir apoio ao trabalho pedagógico, em consonância a um ensino de qualidade; Contribuir para a continuidade das ações, descentralizando e democratizando as tomadas de decisões em todos os aspectos administrativos e pedagógicos em função às mudanças a uma educação emancipadora; Contribuir para uma prática Pedagógica com bases nas diretrizes curriculares do Ensino Fundamental e Médio através de estudos e reflexões, para uma tomada de decisão; Avaliar o encaminhamento do projeto Político Pedagógico numa visão crítica, analisando os problemas, bem como, esforçando-se para propor ações alternativas na superação dos mesmos; Valorizar a cultura popular como ponto de partida de um fazer pedagógico eficaz; Implementar projetos educacionais envolvendo os vários segmentos escolares; Contribuir para perfeita seleção de conteúdos significativos que a escola deve ensinar sistematicamente, construindo uma aprendizagem significativa, visando o tempo e o espaço na sala de aula, definindo o que será avaliado e as formas que forem adotadas para avaliação de uma educação emancipadora; Garantir em conjunto com as instancias colegiadas, segmentos da comunidade escolar e autoridades competentes a busca da política da igualdade, estética da sensibilidade e a ética da Identidade de forma a atender as necessidades presentes e futuras dos alunos visando uma sociedade mais justa e igualitária. 2.7 – Regime Escolar: O colégio Estadual José Domingues da Costa compreende que a avaliação tem uma função de diagnosticar o nível de apropriação do conhecimento, detectando as dificuldades e falha neste processo a fim de estabelecer ações de intervenções. Portanto considera que a mesma deverá ser continua, cumulativa e processual devendo refletir o desenvolvimento global do aluno e considerar as características individuais deste no conjunto dos componentes curriculares cursados, como preponderância dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos. A avaliação é realizada em função dos conteúdos, utilizando métodos e instrumentos diversificados, sendo vedado submeter o aluno a uma única oportunidade e a um único instrumento de avaliação, sendo coerente com as concepções e finalidades educativas e orientações educacionais deste Projeto Político Pedagógico. Dentro da visão de avaliação diagnostica, continua, cumulativa e processual a avaliação será durante todo o processo no decorrer do ano, observando o direito assegurado a recuperação de estudo que deverá ser de forma permanente e concomitante ao processo ensino e aprendizagem com atividades significativas, por meio de procedimentos didático-metodológicos diversificados. Os resultados das avaliações dos alunos serão registrados em documentos próprios, a fim de assegurar a regularidade e autencidade da vida escolar e os resultados da recuperação serão incorporados às avaliações. A promoção é o resultado da avaliação do aproveitamento escolar do aluno com a média mínima exigida de 6,0 (seis virgula zero), aliada a apuração da sua freqüência. A Média Anual (M.A) para cada disciplina corresponderá à Média Pondera dos registros de notas resultantes das avaliações realizadas, de dois semestres letivos: 1º S X 4 + 2º S X 6 = Média Anual (M.A) 10 2.8 ESTÁGIO Estágio é o ato educativo escolar supervisionado, desenvolvido no ambiente de trabalho, cujas atividades devem estar adequadas às exigências pedagógicas relativas ao desenvolvimento cognitivo, pessoal e social do educando, de modo a prevalecer sobre o aspecto produtivo. As instituições de Ensino da Rede Estadual, obrigatoriamente, deverão prever estágio não-obrigatório, conforme Instrução nº 006/2009-SUED/SEED e Lei nº 11788/2008, que dispões sobre o estágio de estudantes; Deliberação nº 02/2009Conselho Estadual de Educação. O Colégio Estadual José Domingues da Costa – Ensino Fundamental e Médio contempla em sua ação educativa o convênio para estágio de discentes regularmente matriculados mediante Termo de compromisso e Termo de convênio que será acompanhado por professor orientador designado pelo estabelecimento. 3 - MARCO CONCEITUAL O Colégio Estadual José Domingues da Costa compreende que o homem, no processo de transformação da natureza, instaura leis que regem a sua convivência com os demais grupos, cria estruturas sociais básicas que se estabelecem e se solidificam à medida que se vai constituindo sua formação humana. A escola, enquanto formação do homem só se justifica e se legitima diante da sociedade, ao cumprir a finalidade para a qual foi criada, a de desenvolver sua função social de formadora de sujeitos históricos, sendo um espaço de sociabilidade que possibilite a construção e a socialização do conhecimento produzido pela humanidade. Vemos através da história que a educação nunca teve claro em seus objetivos, uma educação voltada para a transformação social e sim para a manutenção da ordem, contexto este que propomos mudanças, haja vista que compreendemos que a escola publica deve estar voltada para os interesses dos filhos da classe trabalhadora que devem ter acesso ao conhecimento produzido pela humanidade, veiculados pelos conteúdos das disciplinas escolares com objetivo de construir uma sociedade justa, onde as oportunidades sejam iguais para todos. Os inúmeros problemas educacionais e o verdadeiro papel da educação formal são motivos de ampla discussão na sociedade hodierna. Urge empreender um esforço coletivo para vencer as barreiras e entraves que inviabilizam a construção de uma escola pública que eduque de fato para o exercício pleno da cidadania e seja instrumento real de transformação social, espaço em que se aprenda a aprender, a conviver e a ser com e para os outros; contrapondo-se ao atual modelo gerador de desigualdades e exclusão social que impera nas políticas educacionais de inspiração neoliberal. A construção de um Projeto Político pedagógico contribui para estabelecer novos paradigmas de gestão e de práticas pedagógicas que levem a instituição escolar a transgredir a chamada “Educação Tradicional”, cujo conteudismo de inspiração positivista está longe de corresponder às necessidades e aos anseios de todos os que participam do cotidiano escolar. A sociedade contemporânea tem passado por expressivas transformações de caráter político e econômico e a Escola Estadual José Domingues da Costa pretende acompanhar as mudanças, pois a escola é responsável pela promoção do desenvolvimento do cidadão, no sentido pleno da palavra. E ela que trabalha para formar cidadãos conscientes, capazes de compreender e criticar a realidade, atuando na busca da superação das desigualdades e do respeito ao ser humano. O Projeto Político Pedagógico desta escola é um compromisso definido coletivamente com interesses reais e coletivos da população majoritária. Na dimensão pedagógica a intenção é a formação do cidadão participativo, responsável, compromissado, crítico e criativo. O Projeto Político Pedagógico desta escola é fruto da interação entre os objetivos e prioridades estabelecidos pela coletividade, através da reflexão, as ações necessárias à construção de uma nova realidade. A partir das Diretrizes Curriculares Orientadoras da Educação Básica do Estado do Paraná o coletivo da escola construirá sua proposta curricular que subsidiará a elaboração do plano de trabalho docente, vinculado à realidade e às necessidades das diferentes turmas de atuação do professor. No plano de trabalho docente serão explicitados os conteúdos estruturantes, específicos e básicos, bem como as especificações metodológicas que fundamentam a relação ensino e aprendizagem, além dos critérios e instrumentos que objetivam a avaliação no cotidiano escolar. Optamos por uma ação pedagógica fundamentada na Pedagogia histórico-crítica onde a difusão dos conteúdos deve ser vivo, concreto, indissociáveis das realidades sociais. A escola é parte integrante de um todo social e seus membros estarão comprometidos em estudar cada vez mais a pedagogia históricocrítica, seus teóricos, e a corrente sócio-histórica. Percebemos que dificuldades existirão, tudo que é novo assusta, amedronta, causa resistências. 4 - MARCO OPERACIONAL 4.1 ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO ESCOLAR O desafio de transformar a escola num espaço onde se vivencia a plenitude da democracia implica a construção de uma política pública que contemple a participação e efetive os diversos atores sociais do universo escolar – Diretor e Equipe Técnico-Pedagógica, professores, alunos, pais e a comunidade escolar na formulação e na implementação da gestão democrática. Este processo deve acontecer de maneira harmoniosa. Mas não se pode pretender que a união em torno da democracia dentro da escola elimina conflitos ou divergências. Eles são parte intrínseca dessa construção e devem ser enfrentados. As mudanças e transformações na realidade educacional e se define através das políticas públicas e do financiamento da educação que assegure acesso ao cidadão a uma educação de qualidade. O Projeto Político Pedagógico da escola tem de estar voltado para a inclusão, atendendo a diversidade de alunos, independente de sua procedência socioeconômica, de orientação sexual, acúmulo intelectual e expectativas educacionais. Será contemplado nas disciplinas o trabalho relacionado à Educação do Campo, Cultura Afro-brasileira e Africana, Educação Fiscal, Educação Ambiental, História do Paraná, Educação Indígena, seguindo orientações de suas diretrizes educacionais especificas, que deverão ser abordadas durante todo o processo, considerando as reais necessidades e não em momentos estanques. Trata-se do espaço escolar contribuindo na construção de uma cultura democrática capaz de disseminar-se no corpo social. Seu avanço depende da vontade individual coletiva em todos os espaços sociais e é válido dizer que a democratização da escola cumpre o seu papel na democratização da sociedade, também é fundamental que se afirme que não haverá gestão democrática na escola se não houver democracia na sociedade. Também não pode ser vista com fim em si mesma, mas com mais uma frente de ação da cidadania na busca da construção democrática. A escola dará contribuição nessa sociedade eliminando as práticas autoritárias, desenvolvendo no seu interior uma cultura de participação de decisões coletivas e de convivência com as diferenças. A comunidade escolar deverá ser capaz de construir um programa de gestão que contemple uma proposta administrativa, pedagógica, produzindo coletivamente, estabelecendo um compromisso programático. Em relação ao contexto deve fazer parte da proposta e proceder de uma ampla análise para elaboração do projeto de ação, no sentido de imprimir na escola um caráter verdadeiramente político, público e popular. É preciso levar em conta a realidade na qual está inserida para, a partir daí, estabelecer a pertinência das práticas pedagógicas a serem utilizadas, partindo da cultura local, para depois inserir a escola na realidade cultural mais ampla e abrangente. Isso porque a escola não pode estar distante dos anseios da sociedade. É importante, nesse sentido de criar canais de participação efetiva da comunidade, por meio de atividades que levem pais, alunos, professores e funcionários a perceberem que podem vir à escola para falar, expressar, opinar e não apenas ouvir e perguntar, conquistando assim uma participação cada vez maior e mais expressiva da comunidade em relação ao projeto da escola. Tais considerações por parte da comunidade envolvida, devidamente refletida e considerada pelos profissionais da educação, vão sendo acrescentadas ao projeto de ação pedagógica por meio de um processo contínuo de construção coletiva da escola pública. Valorizar e incentivar a participação democrática que resultem na cooperação e na busca de uma nova qualidade de ensino geradora de valores éticos e humanistas, rumo às socializações do saber historicamente construído. O Colégio adota como política educacional a interação dos profissionais da educação do ensino fundamental anos inicias e finais e ensino fundamental anos finais e ensino médio através de grupos de estudo, reuniões pedagógicas, cursos de formação continuada, fórum e seminário para que o ensino e aprendizagem não sofram a fragmentação e sim que tenha continuação na ação do ensinar, a preocupação com essa interação já é objeto de estudo e prática efetiva dos gestores municipais e estaduais que realizam eventos proporcionando momento de reflexão e diálogo. Consciente da responsabilidade e compromisso com o cumprimento da lei de implantação do ensino de 09 anos o Colégio Estadual José Domingues da Costa intensificará a interação dos profissionais da educação para buscar atender com qualidade a proposta do ensino de 09 anos, buscando adotar metodologias coerentes com está proposta, reestruturando o currículo de forma atender a especificidade desses alunados, atento a fase de desenvolvimento, tendo conhecimentos do que é infância, do que é a adolescência e o que se tem como objetivo na garantia de que os mesmo terão uma educação de qualidade voltada para emancipação do sujeito e para transformação social. 4.2 - FILOSOFIA E PRINCÍPIOS DIDÁTICOS PEDAGÓGICOS O Ensino Fundamental anos finais, obrigatório e gratuito, tem por objetivo a formação básica do cidadão com duração de quatro anos, assim como o Ensino Médio, etapa final da educação básica, com duração mínima de três anos, terá como finalidade partindo de princípios definidos na LDB e Diretrizes Curriculares Orientadora do Estado do Paraná a preparação básica para o exercício da cidadania e continuidade de estudos. A nossa comunidade local tem sua economia baseada na agricultura, na agropecuária e no comércio. A renda per capita da população é baixa. A população é composta pela área rural e urbana e a taxa de crescimento populacional é pequena. Devido a origem agrícola muitos pais não tiveram acesso à escola ou apenas ao ensino fundamental incompleto, a profissão da maioria da população é ligada à agricultura, funcionários públicos, uma pequena fábrica de confecção e ao comércio. A moradia é boa, pelo menos o básico. Frente a esta realidade a escola deve trabalhar num sentido de oferecer meios para os alunos conhecer outras realidades, através de projetos, atividades extra-classe, acesso a pluralidade cultural. A escola deve proporcionar encontros, atividades, palestras, cursos para que a comunidade interaja com a escola, conheça-a, se responsabilize e queira atuar mais na escola. A ação dos professores, equipe pedagógica e direção são de trabalhar não apenas os conteúdos escolares, mas o lado emocional, social, familiar através de projetos, oficinas, seminários, excursões e outros eventos. Os pressupostos filosóficos - sociológicos consideram a educação como compromisso político do Poder Público para com a população, com vistas à formação do cidadão participativo, para um determinado tipo de sociedade. A educação é direito de todos e não deve se constituir em um serviço, uma mercadoria, sendo transformada num processo centrado na ideologia da competição e da qualidade para poucos. A Educação Básica deve estar alicerçada nas múltiplas necessidades humanas. O conhecimento é construído e transformado coletivamente, o processo de produção do conhecimento deve pautar-se, sobretudo, na socialização e na democratização do saber. O conhecimento escolar é dinâmico e não mera simplificação do conhecimento científico. O importante é a garantia da unicidade entre teoria e prática, conhecimento geral e especifico, conteúdo e forma e a discussão técnica e política. O Ensino Fundamental anos finais, tem como objetivo o desenvolvimento da cognição, para o pleno domínio de leitura, da escrita e do calculo, a compreensão do ambiente natural e sociocultural, das relações socioeconômicas e política, do fortalecimento dos vínculos de família, da valorização à diversidade étnica, de gênero e de orientação sexual, de credo, de ideologia e de condição socioeconômica. O Ensino Médio, através de seus conteúdos propostos e metodologias aplicadas, objetiva que o aluno possa demonstrar no final do processo: - Domínio dos princípios científicos e tecnologias que presidem a produção moderna; - Conhecimentos das formas contemporâneas de Linguagem; - Domínio dos conhecimentos de Filosofia e de Sociologia necessários ao exercício da cidadania. - O aluno será preparado para o prosseguimento em estudos, bem como a continuação da capacidade de aprender e a compreensão do mundo físico, social e cultural e a preparação para o trabalho (art. 35-36) A educação tem uma responsabilidade na edificação de um futuro mais solidário. Deve-se então ajudar a construir um componente ético a respeito das diversas culturas, valores e filosofias diferenciadas. A prática pedagógica propõe uma interação entre conteúdo e realidade concreta, visando à transformação da sociedade. O enfoque deve ser dado como produção histórico-social de todos os homens. 4.3 – CONCEPÇÃO DE HOMEM O homem é um ser inacabado, construindo-se ao longo da sua existência, pois, diferentemente dos outros animais, não nasce com suas capacidades desenvolvidas, como também possui a capacidade de aprender ao longo da vida. Ao nascer, inicia-se seu aprendizado, pois passa a fazer parte de uma sociedade, da qual deverá assimilar os hábitos, os padrões de comportamento, os valores, as normas, enfim, a cultura. O homem é um ser social, que cria sua própria representação da realidade e, em processo de ação e comunicação linguística, interage produzindo entendimento e construindo-se reciprocamente. A Educação busca a construção de um homem que se aproprie do conhecimento com sabedoria, que seja agente de transformação, produtor de conhecimento, um ser com consciência social e reflexivo na busca da equidade; um homem que entenda e perceba as suas singularidades, emoções e afetividade como produto do meio e de suas interações sociais cotidianas; que seja condutor ativo no processo de construção do real, e consciente do processo de produção do saber, para deste modo, contribuir para uma sociedade mais justa, menos excludente, com ações planejadas, que partilham e respeitam a diversidade. O colégio acredita ser possível formar um cidadão menos acuado e mais indignado, um cidadão que sabe mediar conflitos, propondo soluções criativas em favor da solidariedade humana e do equilíbrio ambiental. Para tanto esse sujeito necessita visualizar processos, enfim, ter uma visão sistêmica da realidade. Repudiando a tendência de o homem ser um ser competitivo e individualista, resultado das relações impostas pelo modelo de sociedade materialista ainda em vigor e, pretende oferecer uma educação voltada para emancipação do sujeito e transformação social. 4.4 – CONCEPÇÃO DE ADOLESCÊNCIA Até algum tempo atrás a adolescência era considerada meramente uma etapa de transição entre a infância e a idade adulta. Nas ultimas décadas, contudo, a adolescência vem sendo concebida como uma fase crucial do desenvolvimento humano, porque nela comina todo o processo da maturação biológica, psicológica, sociocultural do individuo e marca não só aquisição da imagem corporal definitiva como também estruturação final da personalidade. Portanto, torna-se importante compreender os adolescentes para ajudá-los a enfrentar as tarefas evolutivas que lhes cabem nessa etapa da vida e assumir posturas educacionais conscientes e claras, que facilitem o convívio harmônico das gerações, ou seja, a relação entre o adolescente e o professor. Desde que foi sancionada a Lei Federal 8.069 de 13 de julho de 1990, conhecida com Estatuto da Criança e do Adolescente, os direitos e deveres da criança e do (a) adolescente, as responsabilidades do Estado da sociedade e da família com futura da nova geração passam a ser considerados dentro de um novo paradigma e concepção que reconhece a criança e (o) adolescente como sujeito de direito, pessoas em condição peculiar de desenvolvimento e prioridade absoluta no que se refere às políticas. A Lei Coloca ainda que a criança e o adolescente gozam de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata esta Lei, assegurando-se-lhes, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, a fim de lhes facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, em condições de liberdade e de dignidade, sendo dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária. O adolescente vivencia um momento evolutivo de preparação para a maturidade, experimentando sentimentos conflituosos, mas passageiros, transitando no movimento de conquista de sua independência, até que se afirme em sua estabilidade e autoconfiança. Sendo assim, faz se necessário que se conceba a educação levando em consideração essa etapa que é diferente e muito importante para o adolescente. Neste sentido, a que se questionar em quais lugares o adolescente tem encontrado campo para refletir sobre suas questões e angústias pessoais, de modo a se situar em relação ao mundo em que vive. Tais reflexões desafiam educadores a desenvolverem novas formas de se olhar e trabalhar o aluno. 4.5 – CONCEPÇÃO DE CRIANÇA O lugar social da criança e as imagens da infância vão se alterando ao longo do tempo nas diferentes sociedades, reflexo das mudanças sociais mais globais que envolvem fatores econômicos, políticos, culturais e etc. Antes do século XIX as crianças eram tratadas como adultos em miniatura ou pequenos adultos. Os cuidados especiais que elas recebiam, quando os recebiam, eram reservados apenas aos primeiros anos de vida, e aos que eram mais bem localizados social e financeiramente. A partir dos três ou quatro anos, as crianças já participavam das mesmas atividades dos adultos. Na sociedade contemporânea ocorre uma transformação na concepção de infância na qual a criança passa ocupar um lugar central na dinâmica social. Com essa transformação, a família tornou-se o lugar de uma afeição necessária entre os cônjuges e entre pais e filhos, o que não existia antes. A criança passou de um lugar sem importância a ser o centro da família. O estudo do desenvolvimento da criança é necessário e indispensável para quem deseja trabalhar com essa fase da vida humana, hoje se estuda a criança e a infância como categorias construídas historicamente, o que nos abre possibilidades de compreendê-las de modo concreto, na sua expressão de vida. O interessante seria olharmos para a criança como um todo: com habilidades, limitações, potencialidades, sendo capaz de agir, interagir, descobrir e transformar o mundo. De acordo com o dicionário Aurélio, à infância, significa: período de vida que vai do nascimento à adolescência, no qual o crescimento se faz, concomitantemente, em todos os domínios e, que, seguindo os caracteres anatômicos, fisiológicos e psíquicos, divide-se em três estágios: primeira infância, de zero a três anos; segunda infância, de três a sete anos; e terceira infância, de sete anos até a puberdade. No entanto, sabemos que na infância acontece o alicerce do processo educativo, cuja finalidade é desenvolver a criança integralmente em todos os níveis: sociais, psicológicos, emocionais e cognitivos, sempre respeitando a especificidade dessa fase de desenvolvimento. Pensar a infância e a adolescência nessa nova perspectiva significa reconhecer que nessa fase da vida os indivíduos encontram-se em pleno desenvolvimento biopsicossocial e que, portanto, necessitam de atendimento e cuidados especiais para se desenvolverem plenamente. 4.6 - DIRETRIZES CURRICULARES PARA O ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDÍO A Escola tem como referência as Diretrizes Curriculares Orientadoras para o Ensino Fundamental e Médio do Estado do Paraná, na elaboração das propostas curriculares, tem o compromisso de explicitar de que forma organizou suas práticas para corresponder às necessidades de aprendizagem de seus alunos sendo imprescindível levar em consideração o perfil dos alunos atendidos, a faixa etária, as séries/ano em que se encontram maiores dificuldades de se adaptarem á escola e de se apropriarem dos conteúdos, além de suas condições sócio-econômicas, culturais e religiosas. Somente a partir desses diagnósticos, e reconhecendo as especificidades de cada um dos componentes curriculares e suas contribuições para o processo de escolarização dos alunos, é que o coletivo da escola terá elementos para decidir os encaminhamentos necessários á oferta do Ensino Fundamental e Médio. A escola pública precisa deixar bem claro a sua função a de emancipação do sujeito, a formação do sujeito critico, a pratica social como ponto de partida e de chegada, a análise dialética da realidade. Para reafirmar essa função apegamo-nos ao dizeres de Saviani, que afirma “O fundamental hoje no Brasil é garantir uma escola elementar que possibilite o acesso a cultura letrada para o conjunto da população. Logo, é importante envidar todos os esforços para a alfabetização, o domínio da língua vernáculo, o mundo dos cálculos, os instrumentos de aplicação cientifica estejam disponível para todos indistintamente. Portanto, aquele currículo básico da escola elementar (Português, Aritmética, História, Geografia, e Ciência) é uma coisa que temos que recuperar. Assumimos assim, um currículo disciplinar; Por entendermos á escola como lugar de socialização do conhecimento, o qual deve ser tratado de maneira contextualizado, estabelecendo relações entre as disciplinas e colocando sob suspeita tanto a rigidez com que tradicionalmente se apresentam quanto ao estatuto de verdade atemporal dado a eles, propondo que os conhecimentos contribuam para a crítica às contradições sociais, políticas e econômicas presentes nas estruturas da sociedade contemporânea e propiciam compreender a produção científica, a reflexão filosófica, a criação artística,, nos contexto em que elas se constituem. Como saber escolar, o conhecimento se explicita nos conteúdos das disciplinas de tradição curricular, quais sejam: Arte, Biologia, Ciências, Educação Física, Ensino Religioso, Filosofia, Física, Geografia, História, Língua Estrangeira Moderna, Língua Portuguesa, Matemática, Química e Sociologia. Nessa concepção de currículo, as disciplinas da Educação Básica terão, em seus conteúdos estruturantes, os campos de Estudos que as identificam como conhecimento histórico. Dos conteúdos estruturantes organizam-se os conteúdos básicos a serem trabalhados por série/ano, composto tanto pelos assuntos mais estáveis e permanentes das disciplinas quanto pelo que se apresentam em função do movimento históricos e das atuais relações sociais. Esses conteúdos, articulados entre si e fundamentados nas respectivas orientações teóricos. - metodológicas, farão parte da proposta pedagógica curricular das escolas. 4.7 - MATRIZ CURRICULAR PARA O ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO A Matriz Curricular do Ensino Fundamental e Médio contemplará 75% (setenta e cinco por cento) da carga horária na Base Nacional Comum e 25% na Parte Diversificada. A matriz Curricular conta com 25 (vinte e cinco) horas-aulas semanais, em todos os turnos de atuação. A distribuição do número de aulas para cada disciplina na Matriz Curricular obedece ao princípio da equidade, pois cada disciplina tem sua especificidade e sua importância na relevância do ensino-aprendizagem para atender os direitos do cidadão quanto a Igualdade, Liberdade, Pluralismo de Idéias, valorização de experiências significativas, valorização da educação/ trabalho/ práticas sociais e a garantia do padrão de qualidade na educação. As especificidades sociais, culturais e econômicas no âmbito regional e local estarão sendo elencadas no interior de cada disciplina da Matriz Curricular, na Base Nacional comum e na Parte Diversificada, devendo contemplar os conteúdos elencados no artigo 26 da LDB – características regionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e da clientela. A Base Nacional Comum para Ensino Fundamental deverá ser composta pelos seguintes componentes curriculares: Artes, Ciências, Educação Física, Geografia, História, Ensino Religioso, Língua Portuguesa e Matemática, com carga horária mínima de 02 (duas) horas-aula e máxima de 04 (quatro) horas-aula semanais. A Parte Diversificada da Matriz Curricular para o Ensino Fundamental deverá ser composta pela Disciplina de Língua Estrangeira Moderna, com carga horária mínima de 02 (duas) horas-aula e máxima de 04 (quatro) horas-aula semanais. A Base Nacional Comum para o ensino Médio deverá ser composta pelos seguintes componentes curriculares: Química, Física, Biologia, Arte, Educação Física, Geografia, História, Língua Portuguesa e Matemática, Filosofia e Sociologia com carga horária mínima de 02 (duas) horas-aula e máxima de 04 (quatro) horasaula semanais. A Parte Diversificada da Matriz Curricular para o Ensino Médio deverá ser composta pelas Disciplinas de e Língua Estrangeira Moderna - CELEM, com carga horária mínima de 02 (duas) horas-aula e máxima de 04 (quatro) horas-aula semanais. A matriz curricular servirá de base estrutural para a consolidação do trabalho pedagógico do professor, e o atendimento dos objetivos maiores que a educação. MATRIZ CURRICULAR DO ENSINO MÉDIO MUNICÍPIO: CONGONHINHAS NRE 08 – CORNÉLIO PROCÓPIO Estabelecimento: 00018 – Colégio Estadual José Domingues da Costa EFM Entidade Mantenedora: Governo do Estado do Paraná Curso: 009 – Ensino Médio Ano de Implantação: Simultânea Turno: Noite Módulo: 40 semanas Séries Disciplinas 1º 2º 3º Arte - - 2 Biologia 2 3 2 Educação Física 2 2 2 Base Nacional Filosofia 2 2 2 Comum Física 2 2 2 Geografia 2 2 2 História 3 2 2 Língua Portuguesa 4 3 2 Matemática 3 3 3 Química 2 2 2 Sociologia 2 2 2 Subtotal 23 23 23 L.E.M - Espanhol 04 04 04 L.E.M Inglês 2 2 2 2 2 2 29 29 29 Diversificada Subtotal Total Geral Nota: Matriz Curricular de acordo com a LDB nº 9394/96 Congonhinhas, 25 de Agosto de 2011 ___________________________ Carlos Alberto Ferreira MATRIZ CURRICULAR DO ENSINO MÉDIO MUNICÍPIO: CONGONHINHAS NRE 08 – CORNÉLIO PROCÓPIO Estabelecimento: 00018 – Colégio Estadual José Domingues da Costa EFM Entidade Mantenedora: Governo do Estado do Paraná Curso: 009 – Ensino Médio Ano de Implantação: Simultânea Turno: Manhã Módulo: 40 semanas Séries Disciplinas 1º 2º 3º Arte - - 2 Biologia 2 3 2 Educação Física 2 2 2 Base Nacional Filosofia 2 2 2 Comum Física 2 2 2 Geografia 2 2 2 História 3 2 2 Língua Portuguesa 4 3 2 Matemática 3 3 3 Química 2 2 2 Sociologia 2 2 2 Subtotal 23 23 23 L.E.M - Espanhol 04 04 04 L.E.M Inglês 2 2 2 2 2 2 29 29 29 Diversificada Subtotal Total Geral Nota: Matriz Curricular de acordo com a LDB nº 9394/96 MATRIZ CURRICULAR DO ENSINO FUNDAMENTAL NRE: 08 – CORNÉLIO PROCÓPIO MUNICÍPIO: 0600 - Congonhinhas ESTABELECIMENTO: .: 00018 - Colégio Estadual José Domingues da Costa – Ens. Fundamental e Médio ENDEREÇO: TELEFONE: (43) 3554-1117 ENTIDADE MANTENEDORA: GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ CURSO: 4000 ENSINO FUNDAMENTAL: 6º / 9º ANO TURNO: Tarde MÓDULO: 40 SEMANAS ANO DE IMPLANTAÇÃO: 2012 FORMA: SIMULTÂNEA DISCIPLINAS / ANOS 6º 7º 8º 9º Arte 2 2 2 2 Ciências 3 3 3 3 Educação Física 3 3 3 3 Ensino Religioso* 1 1 - - Geografia 3 3 4 3 História 3 3 3 4 Língua Portuguesa 4 4 4 4 Matemática 4 4 4 4 23 23 23 23 2 2 2 2 25 25 25 25 Total Geral 25 Matriz Curricular de acordo com a LDB nº 9394/96. *Ensino Religioso – Disciplina de matrícula facultativa. 25 25 25 BASE NACIONAL COMUM L.E.M. – Inglês PARTE DIVERSIFICADA Subtotal Congonhinhas, 25 de Agosto de 2011 ___________________________ Carlos Alberto Ferreira 4.8 – A ORGANIZAÇÃO DA ENTIDADE O Colégio Estadual José Domingues da Costa Ensino Fundamental e Médio, organizará suas atividades didáticas pedagógicas em três turmas: no período Matutino o ensino médio: 204 alunos em 06 turmas. No período Vespertino o ensino fundamental: 120 alunos em 04 turmas e No período Noturno o ensino médio: 182 alunos em 04 turmas, em Ensino Regular. O Horário das aulas será elaborado em função do aluno para que tenha o melhor rendimento da aprendizagem, assegurando o cumprimento dos dias letivos e horas/aulas estabelecidas. Os espaços físicos escolares serão organizados da melhor forma possível para o bom desenvolvimento do Currículo Escolar, sendo, a sala de aula, biblioteca, laboratório de ciências (física, biologia e química) e informática. Em relação ao horário de entrada e saída, será feito para atender as necessidades dos alunos. No período matutino a entrada é às 07h40min (sete horas e quarenta minutos) e a saída às 12h:00min (doze horas). No período vespertino a entra é as 13h00min (treze horas) e a saída às 17h20min (dezessete horas e vinte minutos), No período Noturno a entrada é às 19h:00min (dezenove horas) e a saída às 23h:10min (vinte e três horas e dez minutos). A distribuição das séries e turmas nos períodos de funcionamento será feita conforme solicitação do aluno ou responsável, atendendo o que está previsto no Regimento Escolar. As turmas serão organizadas com alunos de séries distintas conforme orientação do Conselho Estadual de Educação Secretaria de Estado da Educação e Núcleo Regional de Educação. Com relação ao horário das disciplinas, será elaborado atendendo prioritariamente a questão didático-pedagógica em busca de uma melhor qualidade de ensino, otimização de recursos e organização de sala de aula e outros ambientes dispensados à aprendizagem do aluno. Segundo as normas de convivência será de acordo com o Regimento Escolar, procurando sempre a interação escola/família/comunidade, a relação professor x aluno, aluno x aluno, professor x pessoal técnico administrativo, e pedagógico. Os alunos e pais serão recebidos e tratados com respeito e dignidade para que haja sempre um crescimento pessoal e coletivo. Serão realizadas reuniões para repasse de informações, interação da comunidade escolar e comunidade local, elaboração do plano de ação de gestão, prestação de conta, avaliação do trabalho de gestão, busca de sugestões e participação nas decisões, elaboração da Proposta Pedagógica, quando necessário eleição do colegiado, será disponibilizado aos membros da comunidade escolar e local o uso do laboratório de informática. Nos eventos festivos, culturais e artísticos os pais e a comunidade local serão convidados a participar e prestigiar permitindo que a escola ultrapasse os seus portões e faça da escola uma verdadeira extensão da comunidade. Os resultados da aprendizagem obtida pelos educandos serão comunicados aos mesmos através de boletins, e aos pais em reunião periódica, a ser organizadas por turmas ou em períodos que atendam as necessidades dos pais. Os problemas disciplinares que eventualmente ocorrem serão tratados conforme o Regimento Escolar, sempre visando o melhor entendimento possível, através de projetos, diálogos e um consenso entre administração, corpo docente, alunos e família. 4.9 - PROJETOS DESENVOLVIDOS PELA ESCOLA Sexualidade, DST e AIDS- Escola / Grêmio: O medico junto com a enfermeira padrão são convidados à vir falar sobre as doenças sexualmente transmissíveis, sua forma de contagio, sintomas. O objetivo desta palestra é uma medida preventiva. Caminhada Pela Paz/ todos da escolas: Reúnem-se todas as escolas, são confeccionados faixas e cartazes. Os alunos vestidos de branco seguem em caminhada até a praça Nossa Senhora Aparecida, onde é realizado uma concentração com musicas e fala das autoridades. Prevenção ao Uso de Drogas/ Orientação e Professores: Palestra: O Delegado fala sobre o uso indevido de drogas, suas causas e consequências tanto para a saúde quanto legais bem como a prevenção. Apresentação de filmes com explicação, atividades e relatórios. Rio Limpo/todos os membros da comunidade escolar Todo ano em parceria com o Viveiro Municipal nos encaminhamos até o Rio Congonhinhas onde plantamos mudas em sua margem. Café da manhã/ Professores de Biologia, Química e Inglês: Após estudos das substancias que compõem os alimentos presentes no café da manhã faz-se uma confraternização onde cada grupo apresenta um alimento e todos tomam o café juntos . Datas Comemorativas/ professores Inglês, Historia e Artes: Através de cartazes , poemas , musicas trabalha –se datas como : Dia Mundial da Mulher , Dia dos Namorados , Dia das Mães, Dias dos Pais , Dia do Estudante , Dia do Professor ... Envolvendo alunos de todas as séries Aditivos Químicos/ Professor de Química Com coleta de rótulos faz-se uma analise dos mesmos quanto a presença dos aditivos químicos e seus efeitos para a saúde do Homem Projeto Folhas/ todos os Professores, Pedagogo e Diretor É repassado a todo profissional as informações devidas dando suporte quando se faz necessário . Projeto FERA /CONSCIÊNCIA todos da comunidade escolar Os alunos são incentivados à participar descobrindo seus talentos. Após é realizado a seleção no município e os mesmos recebem o apoio necessário. Jogos Escolares/ Professor de Educação Física: Sobre a responsabilidade deste profissional os alunos são treinados nas modalidades que mais se sobressaem e após inscrição recebem participar das competições regionais. Programa Agrinho – Parceria Professores (Ensino Fundamental) - Meio Ambiente - Saúde - Cidadania - Trabalho e Consumo SEBRAE – apoio para Desenvolvido pelos Projeto – Consumismo – Todas as Disciplinas Textos informativos, vídeos, musica, poesias, teatro, danças e apresentações a comunidades. Oficinas: Todas disciplinas com temáticas: gêneros e diversidades. Apoio e coordenação Equipe Multidisciplinar Após ser trabalhados conteúdos nas disciplinas despertando assim o interesse e a criatividade dos alunos é realizado uma Mostra Pedagógica na escola onde a comunidade é convidada a participar e são escolhidos os trabalhos que serão enviados ao Com Ciência regional. Semana da Consciência Negra Durante a semana será desenvolvidas atividades de sensibilização para a diversidade, apresentando elementos da cultura Afro - brasileira, debatendo o tema sobre a diversidade resgatando a identidade histórica e valorização da cultura afro. Atividade Complementares Literatura e leitura – Professora de Língua Portuguesa Direitos Sociais – Professor de História 4.10 DESAFIOS EDUCACIONAIS CONTEMPORÂNEOS Os conhecimentos universais como os desafios do cotidiano podem e devem ser discutidos como expressões históricas, políticas e econômicas da realidade. Tornam-se parte do conteúdo e, portanto, da proposta pedagógica curricular quando e se inerentes à compreensão dos mesmos na totalidade e são desafios do cotidiano que conduzem o coletivo escolar a buscar os fundamentos conceituais sobre os mesmos, entendo-os nas dimensões históricas, sociais, políticas e econômicas, suscitando a busca por suportes concretos dados a compreensão dos mesmos em sua concretude. Os Desafios Educacionais Contemporâneo serão trabalhados em todas as disciplinas e durante todo o processo educacional, não permitindo um trabalho estanque e distante da realidade uma vez que os desafios educacionais é a própria realidade do contexto em que o educando esta inserido, cabendo ao educador proporcionar a problematização e o diálogo com estes conhecimentos • Agenda 21; • Educação Ambiental; • Educação do Campo; • Educação Fiscal; • Enfrentamento à violência na escola; • História e Cultura Afro-Brasileira, Africana e Indígena; • Prevenção ao uso indevido de drogas; • Relações de Gênero e Diversidade Sexual. Trabalhar com os desafios educacionais contemporâneo requer do educador não só o conhecimento da realidade em que ele está inserido assim como a sua participação no enfrentamento dos problemas sociais de sua comunidade. Os desafios podem ser abordados sob diversas maneiras, como leitura de reportagens de jornais, livros, etc., brincadeiras de perguntas e respostas na caixinha, vídeo, filmes, pesquisas, entrevistas, palestras, debates, visitas a localidades com culturas diferentes, etc., de modo que sua abordagem associada ao trabalho com conteúdos das disciplinas contribua para a formação de conceito e do senso crítico pelos alunos. Nessa prática serão propostas aos alunos a reflexão e a análise sobre a diversidade cultural nacional, evidenciando diferenças e refletindo sobre os seus contrastes e contradições, presentes na formação da população brasileira, em suas matrizes étnicas: africana, asiática, indígena e européia. Este trabalho tem o objetivo de inserir os alunos no debate sobre as ações afirmativas que poderão fazer algumas correções históricas sobre a presença e a importância das culturas na composição demográfica do país. 4.11 AGENDA 21 ESCOLAR No estado do Paraná, através de convênio firmado entre a Secretaria de Estado da Educação – SEED e a Companhia de Saneamento do Paraná – SANEPAR, foi criado o programa “Construindo a Agenda 21 Escolar”, tendo como objetivo a elaboração e implementação de Agendas 21 Escolares nos estabelecimentos de ensino da rede pública estadual para, através da Educação Ambiental, melhorar a qualidade de vida da comunidade escolar. Agenda 21 é um importante documento elaborado durante a II Conferência Mundial do Meio Ambiente, em 1992 (Eco-92/Rio-92), configura-se num plano de ação de abrangência mundial para transformar o modelo de desenvolvimento atual baseado na exploração ilimitada de recursos naturais que são limitados em um modelo de desenvolvimento equitativo, que satisfaça as necessidades das gerações atuais sem comprometer a capacidade de sobrevivência das gerações futuras, isto é, num modelo de desenvolvimento sustentável. Esse documento propõe o planejamento de ações de curto, médio e longo prazo, com objetivo de implantar o desenvolvimento sustentável a nível local, regional e nacional. Conforme determinação legal disposta na Política Nacional de Educação Ambiental, os estabelecimentos de ensino devem desenvolver a Educação Ambiental nas diversas disciplinas do currículo de ensino. Paralelamente, em 2004 foi concluído o processo de construção da Agenda 21 Brasileira em conformidade com a Agenda 21 Global. Documento este que em seu capítulo 28 – Iniciativas das autoridades locais em apoio à Agenda 21 – propõe, entre suas atividades, que cada autoridade local deve iniciar um diálogo com seus cidadãos, organizações locais e empresas privadas e aprovar uma Agenda 21 local. De acordo com documento do programa “Construindo a Agenda 21 Escolar”, esta - A Agenda 21 Escolar – é a proposta que resulta do estudo das Agendas 21 Global, Brasileira, Estadual e Local e dos diagnósticos levantados, a fim de ser implementada nos meios de influência da escola, tanto nos seus próprios recintos quanto no meio familiar e social, onde tal influência é exercida um processo em que a comunidade escolar participa. A Agenda 21 Escolar do Colégio Estadual José Domingues da Costa tem como principais objetivos: • Levar conhecimentos aos educandos sobre as questões ambientais para sensibilizá-lo sobre as ações humanas que causam a destruição do meio ambiente; • Proporcionar reflexão sobre atitudes corretas que auxiliam na preservação do ambiente; • Desenvolver a conscientização da população em geral quanto aos problemas e a possíveis soluções relacionadas ao meio ambiente, através de campanhas, distribuição de folder, passeatas etc...; • Realizar visitas de acompanhamento aos cuidados com a natureza; • Sensibilizar a comunidade escolar para valorizar o meio ambiente, apresentando as conseqüências positivas do ato de preservação; • Incentivar o espírito de participação cidadã na defesa do meio ambiente local e global, com enfoque na melhoria da qualidade de vida humana e na preservação dos ecossistemas naturais; • Desenvolver intercâmbio de idéias de alunos, professores e comunidade nos aspectos ligados a ecologia, preservação e respeito ao meio ambiente; • Envolver os alunos, com a colaboração dos professores, em trabalhos práticos e escritos; • Sensibilizar o aluno que a qualidade de vida passa pela as ações em relação aos cuidados com a nossa a importância da escovação dentária, asseio com o corpo, material escolar e roupas. Como temas principais foram elencados as seguintes problemáticas: • Consumismo; • Questão do lixo (reciclagem); • Higiene pessoal e escolar e do ambiente; • Água e seu uso consciente; • Prevenção ao uso de drogas; • Educação Sócio Ambiental; • Gravidez na adolescência. Este trabalho apresenta aspecto sócio educativo que proporciona aos alunos e a comunidade a possibilidade de conhecer o meio ambiente, seus componentes, seus problemas e possíveis soluções, além de aprender e por em prática ações que propiciem a solução de problemas locais e que contribuirá com a questão ambiental global. O Colégio Estadual José Domingues da Costa entende que, os alunos crianças e jovens de hoje serão os adultos de amanhã, por isso as escolas devem focar no objetivo de desenvolver a capacidade critica das novas gerações de cidadãos com as competências necessárias para resolver os problemas ambientais e sociais. Portanto, a educação deve pautar seus objetivos em ensinar esses valores ambientais, sociais e de saúde, que as crianças e jovens irão conservar para o resto da sua vida, a integração desses valores nos currículos, bem como a promoção de um melhor ambiente na escola trará para o aluno a promoção da verdadeira cidadania e um melhor rendimento na qualidade de vida. 4.12 Educação Ambiental A Instituição escolar é um espaço social e o local onde o aluno dá seqüência ao seu processo de socialização. Comportamentos ambientalmente corretos devem ser aprendidos na prática, no cotidiano da vida escolar, contribuindo para a formação de cidadãos responsáveis. Certo sobre a importância da temática ambiental e a visão integrada do mundo, no tempo e no espaço, a escola deverá oferecer meios efetivos para que cada aluno compreenda os fenômenos naturais, as ações humanas e sua conseqüência para consigo, para sua própria espécie, para os outros seres vivos e o ambiente. Atualmente as questões ambientais e a sua crise se impõem perante a sociedade. Um dos instrumentos apresentados como meio para minimizar esta problemática é a Educação Ambiental. Com os conteúdos ambientais permeando todas as disciplinas do currículo e contextualizados com a realidade da comunidade, a escola ajudará o aluno a perceber a correlação dos fatos e a ter uma visão holística, ou seja, integral do mundo em que vive. Para isso a Educação Ambiental deve ser abordada de forma sistemática e transversal, em todos os níveis de ensino, assegurando a presença da dimensão ambiental de forma interdisciplinar nos currículos das diversas disciplinas e das atividades escolares. Os conteúdos trabalhados serão necessários para o entendimento dos problemas e, a partir da coleta de dados, à elaboração de pequenos projetos de intervenção. As questões ambientais foram inseridas nas PPC’s e nos PTD’s para que sejam trabalhados na medida do possível nas disciplinas curriculares, permeando os conteúdos específicos. 4.13 Educação do Campo De acordo com artigo Educação do e no Campo postado no site www.cefaprocaceres.com.br o campo, é compreendido a partir do conceito de territorialidade, é o lugar marcado pela diversidade econômica, cultural e étnicoracial. É espaço emancipatório quando associado à construção da democracia e de solidariedade de lutas pelo direito a terra, à educação, à saúde, à organização da produção e pela preservação da vida. Mais do que um perímetro não-urbano, o campo possibilita a relação dos seres humanos com sua própria produção, com os resultados de seu trabalho, com a natureza de onde tira o seu sustento. Se comprometida com a diversidade do trabalho e sua cultura, a educação terá também especificidades que precisam ser incorporadas nos projetos político-pedagógicos. Entendemos, no entanto, que o campo e a cidade são dois pólos de um continuam, duas partes de um todo, que não podem se isolar, mas, antes de tudo, articulam-se, completam-se e se alimentam mutuamente. Pensar em Educação no Campo nos dias atuais requer reflexão sobre as políticas públicas que vem sendo desenvolvidas em torno da valorização do homem do campo e de suas especificidades. Tendo em vista que o aluno advindo da zona rural não difere amplamente daquele residente na zona urbana, a função primeira da escola é incentivar, valorizar e procurar demonstrar ao aluno do campo a importância do trabalho agrícola para o bom andamento de um país. O colégio tem como proposta trabalhar a Educação do Campo com base na construção de uma base científica para a superação da dicotomia campo-cidade e a articulação entre educação e desenvolvimento sustentável. Nesse sentido a escola deve adaptar-se ao artigo 28 da LDB que prevê, entre outros, conteúdos curriculares e metodologias apropriadas às reais necessidades e interesses dos alunos da zona rural. Tal adaptação faz-se necessária uma vez que o aluno poderá construir conhecimentos concretos sobre o manejo e produção e assim utilizá-los na construção de formas diversificadas de trabalhos dentro do campo, podendo obter renda justa desse local e adquirir forças para continuar a habitar e cuidar da zona rural. Uma vez que, este estabelecimento de ensino conta com grande parte de seu alunado oriundo do campo, o Colégio busca valorizar o conhecimento dos diferentes sujeitos da aprendizagem, considerando o desenvolvimento das pessoas valorizando a escolarização inicial e continuada, e ao mesmo tempo, resgatando nas áreas educativas as questões específicas de cada grupo, principalmente na busca de fortalecer o amor e o cuidado pela Terra, compreendendo que dela poderá assegurar as condições do desenvolvimento sustentável. 4.14 Educação Fiscal A Educação Fiscal pode ser entendida como uma prática educacional que tem como objetivo o desenvolvimento de valores e atitudes, competência e habilidades necessárias ao exercício dos direitos e deveres na relação recíproca entre cidadão e o estado, ou seja, a conscientização da sociedade. É no dia a dia da escola teremos oportunidade de trabalharmos a Educação Fiscal em seu currículo explícito e oculto, e em todas as disciplinas em diferentes aspectos, seja no contexto social, na relação do Estado com essa a sociedade, na gestão democrática dos recursos públicos e sua tributação. A proposta da Educação Fiscal é estimular o cidadão a refletir sobre a função socioeconômica dos tributos, possibilitar aos cidadãos o conhecimento sobre administração pública, incentivar o acompanhamento, pela sociedade, da aplicação dos recursos públicos e criar condições para uma relação harmoniosa entre o Estado e o cidadão. Todas as atividades são realizadas com base na concepção de educação da SEED, preconizada nas Diretrizes Curriculares para a Educação Básica. Dessa forma, por meio da formação continuada são oferecidos subsídios teóricometodológicos aos Profissionais da Educação para que estes realizem, na medida do possível, a abordagem pedagógica dos assuntos da Educação Fiscal, relacionando-os aos conteúdos historicamente acumulados. 4.15 Enfrentamento à violência na escola A violência pode ser definida como desrespeito aos limites do outro, de qualquer natureza: física ou verbal, moral e sexual. Ao mesmo tempo em que desperta medo e angústia, a violência é entendida como o uso da força física e do constrangimento psíquico para obrigar alguém a agir de modo contrário à sua natureza e ao seu modo de ser. No dicionário Aurélio, violência é constrangimento físico ou moral, o uso da força e da coação. A sociedade vem passando por várias mudanças de paradigmas as quais interferem na relação interpessoal que por muitas vezes acabam gerando violência, dois fatores são necessário ser levados em consideração. O primeiro é decorrente das circunstâncias em que grande parte das famílias vem convivendo muito pouco com seus filhos, evidencia-se, nesse fator, a ausência das mães por conta de grande envolvimento com a vida profissional, as quais, no passado, dedicavam mais à atenção e cuidados aos filhos. Conseqüentemente, um crescente número de crianças passou a ficar mais tempo longe de suas famílias, em horário integral e cada vez com idades mais prematuras. O segundo é em decorrência da reforma legal, iniciada a partir do Art. 227 da Constituição Federal de 1988 e, posteriormente, regulamentada pelo direito da criança e do adolescente, a completar dezoito anos de promulgação. Criou-se o mito da impunidade: contribui para este mito a insuficiência de informação, pois as notícias ignoram o sistema sócio-educativo. A idéia errônea de que o adolescente resulta impune ou se faz irresponsável, decorre de uma apreensão equivocada da Doutrina de Proteção Integral. O sistema sócio-educativo proposto pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) constrói todo um universo de recursos para dar conta da questão relativa à chamada “delinqüência juvenil”. Estes recursos estabelecem uma escala de sanções pedagógicas que são da advertência até a privação de liberdade, da mesma forma que para o adulto, sendo que para este, é considerada como penalidade. (Secretaria de Estado da Educação do Paraná - Caderno de Enfrentamento a Violência) A Constituição Brasileira, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a Normativa Internacional nessa área têm como base a teoria da universalidade dos direitos humanos e dos direitos peculiares a pessoa em desenvolvimento. O artigo 227 da Constituição e o artigo 4º do ECA (que o transcreve) definem os direitos da população infanto-juvenil brasileira, bem como os responsáveis por garanti-los. É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes a vida, a saúde, a alimentação,a educação, ao esporte, ao lazer, a profissionalização, a cultura, a dignidade, ao respeito, a liberdade, a convivência familiar e comunitária. (ECA, 1990) A violência praticada contra crianças e adolescentes têm raízes histórias, econômicas e culturais. Infelizmente, ainda causa estranheza o fato de crianças e adolescentes terem se tornado sujeitos de direitos a partir do advento do ECA, razão pela qual se explicam as reações contrárias ao Estatuto. A violência contra crianças e adolescentes é todo ato ou omissão cometido pelos pais, parentes, outras pessoas e instituições capazes de causar danos físico, sexual e/ou psicológico à vítima. Implica, de um lado, uma transgressão no poder/dever de proteção do adulto de da sociedade em geral e, de outro, numa coisificação da infância, isto é, uma negação do direito que crianças e adolescentes têm de serem tratados como sujeitos e pessoas em condições especiais de crescimento e desenvolvimento. Apesar das garantias democráticas, claramente expressas na Constituição de 1988 e no ECA, políticas públicas descomprometidas com o princípio constitucional da prioridade absoluta a crianças e adolescentes, tornam o Estado um dos principais responsáveis pela violência estrutural. O Colégio compreende que é necessário desenvolver ações diretas para reverter à questão da violência e instaurar um clima de respeito, harmonia e dignidade dos educandos: incluindo nos conteúdos das disciplinas momento de reflexão sobre questões sociais que dê conta de tratar da formação interior (moral, espiritual e ética) do aluno com o propósito de desenvolver o respeito pelos direitos humanos, em um primeiro momento, entre os que vivem na comunidade escolar e, posteriormente, nos demais espaços sociais que o aluno vier a transitar, conhecer os alunos, o seu contexto, seus familiares e a sua organização torna-se importante para que os profissionais da educação identifiquem a violência onde os alunos é a vitima ou praticante e compreender sua origem: A escola, sem a menor sombra de dúvidas, é um lugar privilegiado para não só instruir, mas educar, e também criar mecanismo para enfrentar a violência, e para isso faz-se necessário que os profissionais da educação conheçam os documentos que dão legalidade aos direitos e deveres do aluno tais como o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) a Constituição além de ter um olhar atento ao que acontece dentro da escola, sendo um bom ouvinte, demonstrando que o aluno é sujeito ativo e não passivo que está ali só para receber ordens, sem compreender que ele é sujeito produtor de conhecimento e formador de opinião. 4.16 História e Cultura Afro-brasileira, Africana e Indígena Em 10 de março de 2008, a Lei 11.645/08 alterou dispositivos da LDB tornando obrigatório a temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena” nas escolas, o Colégio Estadual José Domingues da Costa entende que a Lei por si só não é garantia do trabalho não estereotipado da História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena, o mesmo compreende a necessidade de reunir esforços e comprometimento dos educadores com o reconhecimento da multiplicidade de manifestações e identidades presentes no interior da escola, desvelando condições históricas em que se constituíram as diferentes classes. Na lei 11.645/08 no artigo 26-A versa o seguinte: Nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio, públicos e privados, torna-se obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena e no § 1º O conteúdo programático a que se refere este artigo incluirá diversos aspectos da história e da cultura que caracterizam a formação da população brasileira, a partir desses dois grupos étnicos, tais como o estudo da história da África e dos africanos, a luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil, a cultura negra e indígena brasileira e o negro e o índio na formação da sociedade nacional, resgatando as suas contribuições nas áreas social, econômica e política, pertinentes à história do Brasil. Esta temática está sendo amplamente discutido e inserido como componente curricular de caráter obrigatório nas instituições escolares de todo país. O ensino de história e cultura afro-brasileira e africana no Paraná se organiza sob a perspectiva de inclusão social, considerando a diversidade cultural e a memória paranaense. O Colégio busca adotar uma política de cumprimento a legislação, integrando o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena nos documentos, com espaço privilegiado no Projeto Político Pedagógico nas Propostas Pedagógicas Curriculares (PPC’s) e nos Planos de Trabalho Docente (PTD’s) procurando trabalhar esse desafio contemporâneo com o intuito de divulgar e consolidar conhecimentos, bem como atitudes, posturas e valores que conscientizem nossos educandos quanto a pluralidade étnico-racial e sua importância, tornado-os capazes de respeitar e valorizar a identidade cultural brasileira e africana. Isso significa que essa prática pedagógica deve ser cotidiana e, sobretudo, estar voltada para a promoção da igualdade racial e que haja emancipação política do sujeito, ou ainda, a construção de uma sociedade marcada por relações entre iguais. 4.17 Prevenção ao uso indevido de drogas É comum e aceita a idéia de que a prevenção é o melhor investimento a médio e longo prazo, principalmente quando se trata de prevenção ao uso indevido de drogas, e qual o papel da educação neste contexto? Trabalhar a questão do uso indiscriminado de drogas é por demais complexas, visto que devem ser consideradas as inúmeras variáveis relacionadas ao contexto social, histórico, cultural, psicológico e biológico dos sujeitos envolvidos. Portanto, é possível, de início, já constatar que a abordagem da ação preventiva deve compreender o problema de forma interdisciplinar e multidimensional. E, por outro lado, além daquelas variáveis, necessárias também se fazem, entre os profissionais da educação, a clareza e a distinção dos conceitos de uso, de abuso e de dependência de drogas, para que eles possam analisar as dimensões envolvidas na questão e para que suas ações tenham, de fato, efeitos educativos ou formadores. Para desenvolver um trabalho de prevenção ao uso de drogas devemos levar em consideração que o uso de drogas deve ser discutido dentro de um contexto mais amplo de saúde. As drogas, a alimentação, os sentimentos, as emoções, os desejos, os ideais, ou seja, a qualidade de vida entendida como bem-estar físico, psíquico e social, no sentido de levar o jovem a refletir sobre como viver de maneira saudável. O colégio tem incentivado a participação dos profissionais em formação continuada e grupos de estudos buscando conhecimentos para dar suporte à realização de uma ação pedagógica eficiente. Para que o trabalho atinja seu objetivo o colégio disponibiliza o uso de um conjunto de recursos didáticos, como filmes, livros, sítios e outros, que remetem a reflexão sobre os mais diversos assuntos no campo da prevenção ao uso indevido de drogas buscando uma ação dialógica com objetivo fornecer informações e educar os jovens a adotarem hábitos saudáveis e protetores em suas vidas. 4.18 Relações de Gênero e Diversidade Sexual No atual contexto as lutas pela igualdade de gênero, étnico-racial e também pelo respeito à diversidade tem sido constante. No Brasil tem se conquistado resultados positivo na ampliação e no exercício dos direitos, por parte de seus cidadãos. No entanto, há muitos desafios e barreiras a ser vencidos. As discriminações de gênero, étnico-racial e por orientação sexual, como também a violência homofóbica, são produzidas e reproduzidas em todos os espaços da vida social e infelizmente a escola, é um deles. A escola é influenciada pelos modos de pensar e de se relacionar da/na sociedade, ao mesmo tempo em que os influencia, contribuindo para suas transformações. Sendo assim, vemos na escola as possibilidades de contribuir para a alteração desse processo de discriminação e preconceito, pelos seus propósitos, pela obrigatoriedade legal e por abrigar distintas diversidades. Pois, a escola, cumprindo sua responsabilidade de formar cidadãs e cidadãos, deve oferecer mecanismos que levem conhecimento e respeito das culturas, das leis e normas. A diversidade no espaço escolar não pode ficar restrita às datas comemorativas, ou pior, invisibilizada, a diversidade está presente em cada entrelinha, em cada imagem, em cada dado, nas diferentes áreas do conhecimento, valorizando-o ou negando-a. A diversidade, devidamente reconhecida, é um recurso social dotado de alta potencialidade pedagógica e libertadora. O Colégio compreende a necessidade de promover uma prática educativa de enfretamento das desigualdades e valorização das diversidades que seja capaz de promover diálogos, convivências e o engajamento na promoção da igualdade, e para isso pretende rever as relações que se dão no ambiente escolar na perspectiva do respeito á diversidade e de construção da igualdade, contribuindo para a superação das assimetrias nas relações entre homens e mulheres, entre negros/as e brancos/as, entre brancos/as e indígenas entre homossexuais e heterossexuais para assim garantir a qualidade de educação para todos e todas. Além de incentivar que os profissionais busquem a formação continuada em cursos de capacitação e grupo de estudo o Colégio ainda reforça as orientações para prática dialogada e momentos de reflexão com a comunidade escolar e ainda propõem oficina pedagógica que propicie a participação e interação de todos, onde os educandos possam partilhar experiências, buscar soluções para conflitos e elaborar novos conceitos e redirecionar seu olhar e serem promotores de transformação no Brasil, tornado este um país respeitoso, justo, desprovido de preconceito e rico por sua diversidade. 5 - COMPETÊNCIA DA EQUIPE DE DIREÇÃO, PEDAGÓGICA E ADMINISTRATIVA Através dos direitos assegurados pelos estatutos do magistério, terão de utilizar-se das dependências das instalações e dos recursos materiais do estabelecimento necessário ao exercício de suas funções. Todas as instâncias participarão das discussões para implementação da Proposta Pedagógica, sugerindo medidas facilitem um melhor funcionamento da escola, requisitando material necessário à sua atividade, dentro das possibilidades do estabelecimento de ensino. A equipe Administrativa, Direção e Pedagógica deverá cumprir e fazer cumprir horários e calendários escolares, manter assiduidade, comunicando atrasos e faltas eventuais, bem como coordenar o processo de seleção de livros didáticos, ainda cumprir e fazer cumprir as disposições do Regimento Escolar. Secretário e Assistentes Administrativos: fica a cargo da secretaria todo o serviço de escrituração escolar e correspondência do estabelecimento, notas semestrais, relatórios final, digitação de provas ou trabalhos, apostilas, com autorização da Direção do estabelecimento de ensino, devido ao custo dos trabalhos a serem desenvolvidos. Quando solicitado participar de cursos especializados a serem promovidos pelo N.R.E. ou pela Secretária de Estado da Educação. Compete ao Secretário: cumprir e fazer cumprir as determinações dos seus superiores hierárquicos, distribuir as tarefas decorrentes dos cargos da secretaria aos seus auxiliares, devendo ainda, organizar e manter em dia a coletânea de leis regulamentos, diretrizes, ordens de serviços, circulares, resoluções e demais documentos, rever todo o expediente a ser submetido a despacho do diretor. Ainda deve apresentar em tempo hábil, todos os documentos que deverão ser assinados, organizar e manter em dia protocolo, arquivo e vida escolar do aluno, autenticidade dos documentos escolares, manter em dia matrículas, transparências, adaptação e conclusão do curso e zelar pelos bens públicos, comunicando a Direção das irregularidades que venha ocorrer. Compete ao Assistente Administrativo: cumprir determinações do secretário, auxiliando na execução de todo serviço de escrituração escolar e correspondências do estabelecimento. Zelar pelos materiais distribuídos pela secretaria, participar de reuniões, cursos, encontros e outros eventos, tendo em vista seu constante aperfeiçoamento profissional. A escala de trabalho dos funcionários será estabelecida de forma que o expediente da secretaria conte sempre com a presença de um responsável, independente da duração do ano letivo, em todos os turnos de funcionamento do estabelecimento. Quando ao período de férias escolares, poderá haver escala de trabalho com horário especial. Compete de auxiliar operacional: efetuar a limpeza e manter em ordem as instalações escolares, providenciando o material e produtos necessários, efetuar tarefas correlatas à sua função. Compete de auxiliar operacional responsável pela Merenda: Preparar, servir a merenda escolar, controlando-a quantitativamente e qualitativamente, informar ao diretor do estabelecimento de ensino a necessidade de reposição do estoque. Cabe à merendeira conservar o local de preparação da merenda em boas condições de trabalho, procedendo a limpeza e arrumação. Compete ao Corpo Docente: será de competência do Corpo Docente, elaborar junto à Equipe Pedagógica, Direção, e outros elementos das instâncias colegiadas, o currículo pleno do estabelecimento de ensino, em consonância com as Diretrizes Pedagógicas do mantenedor. Ainda elaborar junto à Equipe Pedagógica estratégias adequadas à utilização dos recursos didáticos disponíveis na escola; procurar desenvolver atividades significativas em sala de aula tendo em vista a apreensão do conhecimento pelo aluno. Na aquisição do conhecimento, o professor deverá ter em mente a avaliação do processo ensino-aprendizagem de forma ativa e crítica para que o educando possa exercer sua autonomia. Assegurar que no ambiente escolar não ocorra tratamento discriminativo quanto à cor, raça, sexo, religião e classe social. Será ainda meta do corpo docente participar de reuniões de estudo, encontros, cursos, seminários e outros eventos, tendo em vista sua capacitação continuada. O docente estabelecerá processos de ensino-aprendizagem resguardando o respeito humano, promovendo o relacionamento cooperativo de trabalho com os colegas de profissão, alunos, pais e com os diversos seguimentos da comunidade. Serão proporcionados planos de recuperação aos alunos que obtiverem resultados de aprendizagem abaixo dos objetivos. Participar de processos coletivos de avaliação do seu trabalho e da escola tendo em vista o melhor rendimento do processo ensino-aprendizagem. Ministrar os dias letivos e horas/aula estabelecidos, além de participar integralmente dos períodos dedicados ao planejamento, à avaliação e ao desenvolvimento da Educação. Articular junto à direção o plano anual de trabalho com embasamento na Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Estar sempre visando o envolvimento com as famílias dos alunos e pessoas da comunidade, de forma que esse envolvimento possa solidificar o trabalho pedagógico. Compete aos pais quanto aos direitos e deveres perante o Colégio: o pai ou responsável, além de direito outorgado por toda a legislação aplicável, terá ainda que ser respeitado na condição de pai ou responsável podendo sugerir medidas que viabilizem o melhor funcionamento das atividades da escola. Ter conhecimento das disposições contidas neste regulamento, do sistema de avaliação, ser informado no decorrer do ano letivo sobre a freqüência e rendimento escolar, obtido pelo aluno através de boletim e reuniões. Poderá recorrer no prazo estabelecido no sistema de avaliação da escola, com pedido de revisão de notas. Assegurar autonomia na definição dos seus representantes no conselho da escola, podendo também participar de agremiações e associações. Perante a Equipe Pedagógica, apresentar irregularidades detectadas no processo administrativo, para possíveis correções. Quanto aos deveres dos pais ou responsáveis, deverão matricular o aluno na escola, garantir que a mesma atenda com qualidade suas funções, que são transmissão e assimilação do saber elaborado. Assegurar o princípio constitucional de igualdade de condições para o acesso e permanência do aluno na escola. Propiciar condições para o comparecimento e permanência do aluno na escola. Deverão proporcionar material escolar básico para as atividades escolares, respeitar horários estabelecidos pela escola e ainda comparecer às reuniões pedagógicas e/ou administrativas quando convocado. Enfim, cumprir as disposições do regimento no que lhe couber. Fica vetado de tomar decisões que venham a prejudicar o processo pedagógico, interferir no trabalho do processo, retirar documentos do colégio sem autorização. Não poderá expor o filho a situações vexatórias ou aplicar penalidades físicas ou morais dentro da escola. Poderão sofrer advertência verbal com registro e assinatura e comunicação das faltas ao Conselho Escolar se não cumprir seus deveres de responsável pelo aluno na escola, para as providências cabíveis. Compete ao aluno quanto aos direitos institucionais no ambiente Escolar: todos os direitos outorgados pela legislação aplicável, principalmente no se refere às disposições legais do Estatuto da Criança e Adolescente. Ainda tomar conhecimento, no ato da matrícula ou reunião, das disposições do Regimento Escolar do Estabelecimento de Ensino Solicitar orientação dos diversos setores do estabelecimento, especialmente dos pedagogos, professores e também participar de agremiações estudantis, bem como utilizar os serviços e dependências escolares de acordo com as normas vigentes, solicitar revisão de prova em 72 horas, a partir da divulgação da mesma, por escrito. Manter e promover relações cooperativas com professores, colegas e comunidade, Requerer transferência ou cancelamento da matrícula por si, quando maior de idade, ou responsável. Receber atendimento sempre que apresentar dificuldade na aquisição dos conhecimentos, dentro da possibilidade da escola. Ser informado sobre o Sistema de Avaliação da Escola, bem como assegurar autonomia na definição dos seus representantes no Conselho Escolar. Assim como direitos a aluno também tem deveres na escola, mantendo e promovendo, relações cooperativas no ambiente escolar. O aluno deve cooperar na manutenção da higiene e na conservação das instalações escolares, se responsabilizando por danos ao patrimônio da escola que vier a causar. Manter o respeito aos colegas e todos os profissionais da escola. Participar com interesse, assiduidade, pontualidade das atividades programadas pela escola, bem como executá-las entregando-as em dia. O material didático solicitado deve ser trazido todos os dias pelo aluno, para que ele possa utilizá-lo inserindo-se com criatividade nas atividades escolares. Ainda acatar as determinações emanadas dos funcionários, professores, e direção da escola. Algumas proibições e sanções poderão ocorrer na escola quando o aluno deixar de cumprir os deveres que estão expressos no Regulamento Escolar, podendo sofrer advertência verbal com registro, repreensão por escrito, suspensão das atividades escolares, e encaminhamento das transgressões ao Conselho Escolar para tomada de providências cabíveis. O aluno suspenso das aulas de um profissional permanecera neste período na biblioteca onde realizará as atividade como os demais em sala. Caso seja suspenso de todas as atividade ele deverá copiar os conteúdos trabalhados professor em sua hora atividade dará e após o termino da suspensão o atendimentos sanando as duvidas do mesmo. 5.1 - PAPEL DA EQUIPE DE DIREÇÃO À Equipe de Direção cabe a gestão dos serviços escolares, no sentido de garantir o alcance dos objetivos educacionais do Estabelecimento de Ensino, definidas no Projeto Pedagógico. Compete ao Diretor: elaborar e submeter o Plano Anual de Trabalho à aprovação do Conselho Escolar, bem como convocar e presidir as reuniões do Conselho Escolar, tendo direito a voto somente nos casos de empate nas decisões ocorridas nas assembléias. Elaborar os planos de aplicação financeira e respectivas prestações de contas e submeter à apreciação do Conselho Escolar, assim como elaborar as diretrizes especificas da administração do estabelecimento de acordo com as normas e orientações SEED. Pode instituir grupos de trabalho ou comissões encarregados de estudar e propor soluções para atender problemas pedagógicas e administrativos emergenciais. Propor à SEED ofertas de cursos, ampliando ou reduzindo número de turnos e turmas e a composição de classe com aprovação do Conselho Escolar. Ainda implantar diretrizes pedagógicas, aplicar normas, procedimentos e medidas administrativas. Analisar o regulamento da Biblioteca, manter o fluxo de informação entre o estabelecimento e os órgãos da Administração Estadual de Ensino. Cumprir e fazer cumprir a legislação em vigor, comunicando ao Conselho Escolar e aos órgãos da administração, reuniões, encontros, grupos de estudos e outros eventos. 5.2 - PAPEL DA EQUIPE PEDAGÓGICA Cabe à Equipe Pedagógica elaborar com a direção o Plano Anual de Trabalho de acordo com o LDB e Diretrizes Curriculares Nacionais. Subsidiar a Direção com críticas para a definição do Calendário Escolar, organização de classe, horário semanal, distribuição de aulas, elaborar com o corpo docente, o currículo pleno do estabelecimento de ensino, em consonância com as diretrizes pedagógicas da Secretaria de Estado da Educação. Deve, assessorar e avaliar a implementação dos programas de ensino e dos projetos pedagógicos desenvolvidos no estabelecimento de ensino. Elaborar o Regulamento da Biblioteca Escolar, juntamente com o responsável. Quanto ao processo de ensino, deve acompanhar e atuar junto aos alunos e pais no sentido de analisar os resultados da aprendizagem tendo em vista a sua melhoria. Deve subsidiar a Direção e o Conselho Escolar com dados sobre o ensino e o rendimento do trabalho escolar. Promover e coordenar reuniões sistemáticas de estudo para o aperfeiçoamento profissional; Elaborar planos de recuperação para alunos com baixo rendimento escolar. Elaborar com o Corpo Docente os planos de recuperação a serem proporcionados aos alunos com transferências recebidas. Propor à direção projetos de enriquecimento pedagógico, também coordenar o processo de seleção de livros didáticos. Instituir avaliação do plano anual do estabelecimento curricular a ser desenvolvido a partir do rendimento escolar. Participar sempre, quando convocado, de cursos, seminários, reuniões, encontros, grupos de estudo e outros eventos. Ainda exercer as demais atribuições do Regimento Escolar. 5.3 - INSTÂNCIAS COLEGIADAS A educação nunca deixou de ser a via e o caminho da marcha e crescimento da espécie humana. Afinal, a evolução do homem, se em parte foi biológica, somente se efetivou com o imenso esforço histórico-social que o trouxe até as alturas do presente desenvolvimento científico e cultural. E todo aquele processo histórico pode, em rigor, ser considerado resultado do intercurso entre condição humana e a educação. A escola é uma organização que, como muitas outras, lida com pessoas. A boa escola não resulta apenas da competência específica de seus diretores, professores e funcionários, porque depende de como suas famílias tratam da educação dos filhos, de como elas ajudam seus filhos a gostar e valorizar os estudos, a perceber que têm futuro e que este já começa a ser construído ali, na sua escola. A participação influi na democratização da gestão e na melhoria de ensino. Todos os segmentos da comunidade podem compreender melhor o funcionamento da escola, conhecer com mais profundidade os que nela estudam e trabalham, intensificar seu envolvimento com ela e, assim, acompanhar melhor a educação ali oferecida. O sucesso da escola depende do clima institucional, da competência didático-pedagógica da escola e da resposta dos alunos. Mas a verdade é que todos esses fatores estão condicionados ao entrosamento entre escola e famílias. A autonomia melhora muito as condições de integração dessas duas metades da educação porque institui a gestão participativa, que submete os processos decisórios às diferentes perspectivas dos professores, dirigentes, funcionários e pais de alunos. Com isso, ela não só aumenta a sintonia entre as várias partes, como melhora a qualidade das decisões. A gestão participativa abrange diferentes níveis e áreas da administração escolar. O nível mais alto tem estatura equivalente à da Diretoria da escola e do Colegiado Escolar (também chamado de Conselho Escolar, Associação de Pais, Mestres e Funcionários). Outro colegiado é o Conselho de Classe Participativo que acompanha as atividades pedagógicas da escola, professores e alunos representantes de turmas e Grêmio Estudantil, colegiados ou comissões que surgiram no início da década de 80, funcionando em vários estados. Participação significa intervenção dos profissionais da educação e dos usuários (alunos e pais) na gestão da Escola. Há dois sentidos de participação articulados entre si. Há a participação como meio de conquista da autonomia da escola, dos professores, dos alunos, constituindo-se como prática formativa, como elemento pedagógico, metodológico e curricular. A construção de um Projeto Político Pedagógico necessita ser em conjunto, entre professores, alunos, pais, funcionários e direção, com base na realidade e da comunidade que a cerca. Essa produção é fruto de um trabalho coletivo, que vivendo num contexto em transformação, decide unir forças no sentido de organizar o Projeto da Escola, a qual os sujeitos estão envolvidos. É a partir do diálogo coletivo de interrogação da prática e do diagnóstico destas experiências significativas no cotidiano escolar, que se consegue iluminar as relações pedagógicas estabelecidas neste ambiente. A escola é muito mais do que um mero processo de ensino. “A escola é o espaço privilegiado de totalidade do desenvolvimento humano, ela é espaço de socialização, de cultura de saídas pedagógicas, de rituais e celebração”. (GADOTTI,1993,p.43). Vivemos um novo período na história da humanidade. O mundo mudou. As pessoas mudaram. A simples constatação da velocidade com que ocorrem transformações em nossa vida cotidiana já nos mostra que estamos diante de uma nova sociedade, uma outra realidade que nos envolve e nos desafia. 5.4 - CONSELHOS ESCOLARES 1) CONSELHO ESCOLAR: Um dos instrumentos da construção do espaço de participação, desafiador e intrigante, é o Conselho Escolar que deve ser construído e implementado dentro da Lei 9394/96, que dispõe sobre a Gestão Democrática do ensino público e dá outras providências. O Conselho Escolar é um órgão colegiado, consultivo e fiscalizador, e atua nas questões técnicas, pedagógicas, administrativas e financeiras da unidade escolar. Como órgão colegiado, adota a gestão participativa e democrática da escola, a tomada de decisão consensual visando à melhoria da qualidade de ensino. O Conselho Escolar é um órgão colegiado que tem como objetivo promover a participação da comunidade escolar nos processos de administração e gestão da escola, visando assegurar a qualidade do trabalho escolar em termos administrativos, financeiros e pedagógicos. O Conselho escolar é de natureza consultiva e deliberativa, constituído por representantes de pais, professores, alunos e funcionários. Sua função é de atuar, articuladamente com o núcleo de direção, no processo de gestão pedagógica, administrativa e financeira da escola. Em sintonia com a administração da Escola, visa tomar decisões coletivas nas áreas administrativas, financeira e político - pedagógica. Sua tarefa mais importante é acompanhar o desenvolvimento da prática educativa e, nela, o processo ensino-aprendizagem. Assim, a função do Conselho Escolar é fundamentalmente político pedagógica. É política, na medida em que estabelece as transformações desejáveis na prática educativa escolar. É pedagógica, pois indica os mecanismos necessários para que essa transformação realmente aconteça. A primeira atividade do Conselho Escolar é discutir e delimitar o tipo de educação a ser desenvolvido na escola, para torná-la uma prática democrática comprometida com a qualidade socialmente referenciada. O Conselho Escolar zela pela dimensão unitária do trabalho desenvolvido na escola, resgatando a função educativa de todos que atuam no seu espaço. No processo de avaliação do processo educativo o Conselho Escolar precisa levar em conta: a) Os resultados do SAEB; b) As avaliações já desenvolvidas pela escola ou pelo seu respectivo sistema; c) A sua própria avaliação. Delas, devem ser analisadas todas as dimensões do processo educativo: - O contexto social; - O processo de Gestão Democrática; - As condições físicas, materiais e pedagógicas da escola, o trabalho docente e o desempenho discente. Cada uma dessas dimensões possui aspectos específicos a serem avaliados. Avaliar o desempenho da escola em cada um desses aspectos e muito importante para propor ações para sua melhoria. Propor um cronograma para o desenvolvimento das ações e a responsabilidade dos diversos segmentos sobre cada uma delas e também instrumentos para a coleta de dados e informações para a avaliação como: entrevistas, questionários e observações. Os dados e as informações recolhidas e analisados pelo Conselho Escolar precisam ser divulgados a toda a comunidade. Dessa forma o Conselho Escolar estará dando uma contribuição altamente relativa para que a educação desenvolvida pela escola possa ser instrumento para a emancipação dos sujeitos sociais e para o cumprimento de seu papel social que, em ultima instância, visa a construção de uma sociedade justa, humana, solidária e igualitária. COMPOSIÇÃO DO CONSELHO ESCOLAR – 2011 A atuação e representação de que qualquer dos integrantes do CONSELHO ESCOLAR visará ao interesse maior dos alunos, inspirados nas finalidades da Educação Publica, para assegurar o cumprimento da função da ESCOLA que é ensinar. Em virtude do exposto, a composição do CONSELHO ESCOLAR faz-se necessário. MEMBRO FUNÇÃO Carlos Alberto Ferreira Rosana Célia Santos Presidente (Diretor) Representante da Equipe Técnico- Anamary Queiroz Severino Pedagógica Representante Célia de Souza Alves Rosilene Aparecida Vitorino da Silva Lucia Yara de Camargo Aparecida de Fátima Lima da Costa Pastor Célio da Silva Correia Administrativa Representante dos Professores – EM Representante dos Alunos – EM Representante dos Pais – EM Representante dos Pais – EM Representante do Segmento da da Equipe Sociedade 2) CONSELHO DE CLASSE PARTICIPATIVO: Nas escolas em que há certa clareza sobre a necessidade de mudança e vontade política de promove-las as dificuldades encontradas não serão empecilho para não se colocar a proposta em prática. O conselho de Classe é parte do processo de avaliação desenvolvido pela escola. Entendemos que o Conselho de Classe pode ser um instrumento de transformação da cultura escolar sobre avaliação em sala de aula. O Conselho de Classe Participativo é o espaço de uma avaliação diagnóstica da ação pedagógica e educativa da escola, feito pelos professores e pelos alunos, à luz do Marco Operativo da Escola. Essa avaliação realizada de forma participativa, como construção conjunta, cumpre a função de ajudar na formação da subjetividade e criticidade do professor e do aluno. Como processo auxiliar de aprendizagem, o Conselho deve refletir a ação pedagógico-educativa e não apenas se ater a notas ou problemas de determinados alunos. O Conselho verificará se os objetivos, processos, conteúdos, relações estão coerentes com o Referencial de Trabalho Pedagógico do colégio. Sob esse ponto de vista o conselho é uma forma de avaliação de controle da realização do Projeto Político Pedagógico. Deve constituir-se numa ação pedagógica histórica, inserida dentro do processo de vida que a escola vive, executada com um fim claro. Um espaço de reflexão pedagógica em que o professor e o aluno se situem conscientemente no processo que juntos desenvolvem. Não sendo apenas um espaço burocrático de se “entregar as notas dos alunos à secretaria”. Diz Pedro Demo: “Seja como for, é certo que não poderíamos ficar somente com indicações externas ou do ponto de vista exclusivo do pesquisador (professor), mas precisamos chegar à auto-avaliação, através da qual o processo participativo não só se avalia mas também se forma”. Primeira etapa do conselho de classe é a auto-avaliação do professor sobre seu trabalho pedagógico durante o semestre. É importante porque a autocrítica nos ajuda na tomada de consciência de nossa própria ação e no sentido que ela tem no contexto pedagógico; Segunda etapa do conselho é a análise diagnóstica das turmas. A mesma deve apontar causas, ou ao menos sugerir hipóteses de causas dos problemas que o grupo apresenta, para que se possam propor ações concretas ou atitudes que podem produzir modificações desejadas; Terceira etapa do conselho ao as linhas de ações concretas, que têm finalidade de definir o que se vai fazer em decorrência das necessidades apontadas, para que a ação pedagógica seja eficaz, conjunta, tenha sentido e direção; Quarta etapa do conselho são as análises dos casos mais relevantes de cada turma. Não se trata de ver as notas que os alunos obtiveram, mas de tentar ver o aluno como um todo, vendo além das nota; Os Conselhos de Classe devem ser presididos pelo diretor da escola, que tem o papel fundamental de criar as condições para que a equipe pedagógica possa organizá-los de forma que sejam momentos de efetivo trabalho em prol dos objetivos pedagógicos da escola, ou seja, o progresso do aluno. Nos Conselhos de Classe, devem ser valorizadas as recomendações de intervenções pedagógicas, das quais os professores podem se utilizar para melhoria da sua prática cotidiana. 3) APMF – ASSOCIAÇÃO DE PAIS E MESTRES E FUNCIONARIOS: Associação de Pais, Mestres e Funcionários é uma associação civil, com personalidade jurídica própria e, portanto, responsável pelos seus atos. É representada pelo seu Diretor Executivo. Esse responde pela Associação, até mesmo em juízo. Instituição auxiliar às atividades da escola, formada por pais, professores e funcionários. Tem como objetivo auxiliar a direção escolar na promoção das atividades administrativas, pedagógicas e sociais da escola, bem como arrecadar recursos para complementar os gastos com o ensino, a educação e a cultura. Associação civil, entidade jurídica de direito privado, vinculada à escola. Funciona como órgão de representação dos pais, mestres e funcionários e gestão da escola, em prol da qual trabalha, sem fins lucrativos. Uma APMF é formada por um número ilimitado de sócios, que podem ser: - Pais e professores que desejarem se associar – sócios efetivos; - Alunos e ex-alunos, pais de ex-alunos, ex-professores e demais membros da comunidade interessados na problemática sócio/educacional – sócio/colaboradores; - Todos aqueles que, por aprovação da Assembléia Geral, forem considerados como prestadores de relevantes serviços à educação e á APMF – sócio honorário. A estrutura de funcionamento de uma APMF é composta pelos seguintes órgãos de administração: Assembléia Geral, Conselho Deliberativo e Fiscal e Diretoria. RELAÇÃO DOS MENBROS DA DIRETÓRIA DA APMF “PEDRO DOMINGUES DA COSTA” NOME RG Valéria Ap. Lupo de Oliveira Jucélia Ferreira do Vale Jeferson Parucci Félix Sandra Regina Pires Sérgio Aparecido Tozzo Irene Rosemeyre do Prado Adejanira Martins Maria Alves Leal Rodrigo Carlos C. Bertello 26.849.441-1 5.357.444-5 4.100.541-6 5.367.448-8 5.150.373-2 5.924.384-5 7.187.511-3 4.981.262-0 7.094.375-1 FUNÇÃO Presidente Vice-Presidente 1.º Tesoureiro 2º Tesoureiro 1.ª Secretária 2.ª Secretária Diretora Social Diretora Cultural Dir. de Esportes CONSELHO FISCAL NOME RG FUNÇÃO Luciano dos Santos Simões Maria Durães Cardoso Zilda da Silva de Lima 6.112.935-9 652.049-9 6.191.167-7 Conselho Fiscal Conselho Fiscal Conselho Fiscal 4) GREMIO ESTUDANTIL: O Grêmio Estudantil congrega todos os alunos deste estabelecimento, tendo como finalidade social, desportiva, cultural e cívica. Com estatuto próprio, registrado em cartório de pessoas jurídicas está vinculado à Direção. O Grêmio Estudantil deve lutar pela democracia permanente dentro e fora da escola, através do direito de participação nos fóruns deliberativos adequados. O patrimônio será constituído por contribuição de seus membros, terceiros, subvenções, juros, correções, dividendos resultantes das contribuições, rendimentos de bens moveis ou imóveis que possua ou venha a possuir, rendimentos aferidos em promoções da entidade. São instâncias deliberativas do Grêmio: a) Assembléia Geral dos Estudantes, conselho de representante de classe, diretoria do grêmio, conselho fiscal. Deverão reunir-se ordinariamente, compor sua Diretoria para elaborar seu plano de trabalho, fazer eleições para compor a chapa. O estatuto poderá ser modificado, mediante proposta de seus membros. A duração do mandato da Diretoria eleita será de 1 ano, a partir da sua posse. COMPOSIÇÃO DO GRÊMIO ESTUDANTIL NOME Rosana de Oliveira Mosés Antonio Vieira da Silva Cintia Nunes dos Santos Cristiano Romiro Francisco de Oliveira Tamires Caroline de Oliveira Natalia Aparecida Moreira Devid Aparecido Moreira Gleice Endolin Mariano Lucimara Mariano Ribeiro RG 12.743.581-2 12.357.546-6 13.120.870-7 10648 - FUNÇÃO Presidente Vice-Presidente 1.ª Secretária 2.º Secretário 1.º Tesoureiro Diretor Social Diretor de imprensa Diretor de esporte Diretor de Cultura Diretor de saúde e Meio Ambiente 5.5 - FUNÇÕES DO PROFESSOR REPRESENTANTE DE TURMA 1. Orientar os alunos quanto ao Regimento Escolar, Leis, Decretos, Deliberações, Resoluções sobre assuntos do dia a dia do Colégio (funcionamento do colégio e seus diversos setores, matrícula, calendário escolar, freqüência, aproveitamento, dispensa de aulas de Educação Física, atestados); 2. Estar de posse do Regulamento Interno para orientar sua turma quanto a seus direitos, deveres e sanções legalmente previstos e aprovados; 3. Informar sobre as sanções do Conselho Escolar e A.P.M.F., segundo documentação da SEED; 4. Orientar os alunos sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069 de 13 de julho de 1.990) mediante o qual foi elaborado o Regulamento Interno do Estabelecimento, no concernente aos discentes; 5. Dar sugestões que visem o melhoramento da turma, desde dentro das normas estabelecidas em Regulamento Interno; 6. Avaliar a turma no seu aspecto coletivo e representá-la em Conselho de Classe; 7. Ser o intermediário entre alunos, professores de outras disciplinas, equipe técnico-pedagógica e direção, dentro do respectivo âmbito de competência; 8. Levar à equipe técnico-pedagógica, reivindicações de turma escritas e devidamente assinadas por seus representantes para que sejam triadas; 9. Orientar quanto à manutenção da higiene e apresentação da sala; 10. Aconselhar os alunos quando se fizer necessário; 11. Ser o mais possível amigo e comunicativo, primando pela ética profissional; 12. Prescindir da emoção exagerada como meio de garantir o diálogo; 13. Promover atividades complementares: campanhas, clubes de leitura, de higiene, sociais, recuperação e aprendizagem de alunos com defasagem de conteúdo; 14. Separar particularidades de profissionalismo; 15. Não se considerar o possuidor absoluto e exclusivo da verdade, mas estar aberto ao diálogo e às críticas construtivas. 5.6 - FUNÇÕES DOS ALUNOS REPRESENTANTES DE TURMAS - Comunicar aos colegas as ordens recebidas, bem como acompanhar a sua execução; - Ser o intermediário entre colegas e Professores; - Conduzir os alunos, quando necessário ou por solicitação dos Professores, à Direção ou à Orientação Educacional; - Atender às solicitações de material; - Dar sugestões que visem o melhoramento dos colegas, desde que dentro das normas da administração; - Colaborar com as serventes quanto à ordem, limpeza, apresentação de sua classe. Orientar os colegas a usar o cesto de papel e não colocar cascas de frutas; - Aconselhar os colegas, quando necessário; - Dentro do possível, inteirar-se dos direitos e deveres do corpo discente para orientar sua turma; - Orientar seus colegas com problemas relativos à freqüência e ao aproveitamento; - Ser, o mais possível, amigo e comunicativo; - Participar atividades complementares: campanhas, clube de leitura, de higiene, sociais, recuperação e aprendizagem dos colegas que necessitam; - Diálogo: é a capacidade de manifestar suas convicções e a prontidão para corrigir aquilo que nelas se encontra de errado após escutar as críticas correspondentes. Este valor se fundamenta na esperança de que é possível progredir na verdade num gesto de amor e de fé diante da pessoa. O diálogo se traduz em: • prescindir da emoção exagerada nas discussões; • não se considerar o possuidor absoluto e exclusivo da verdade. 5.7 Equipe Multidisciplinar O Colégio Estadual José Domingues da Costa Ensino Fundamental e Médio constituiu sua Equipe Multidisciplinar no intuito organizar as ações pedagógicas para trazer para o coletivo escolar a reflexão e a compreensão das relações presente que fortalece os atos de preconceitos e rejeição pelo que é visto como diferente, assim como propiciar momentos de conhecimentos, reflexão e diálogo que contribuirão para o fortalecimento das Relações Etnicorracias e para o Ensino de História e Cultura Africana, Afro-brasileira e Indígena, com objetivo de melhorar o relacionamento, o respeito, e a valorização proporcionando uma educação igualitária e democrática onde todos indistintamente são sujeitos históricos. A Equipe Multidisciplinar atuará coletivamente planejando ações concretas para a superação das manifestações e atitudes de preconceitos e discriminação racial ainda existentes nas escolas a partir de sujeitos que historicamente não são contemplados nos seus direitos dentro do processo de educação formal. A Equipe Multidisciplinar atenderá ao disposto na Instrução nº 010/10 – SUED/SEED que prevê as competências das Equipes Multidisciplinares que assim foi constituída neste colégio: Adriana de Souza Maduenho - Convidada Sergio Aparecido Tozzo – Agente Educacional II Rosana Célia Santos Paiva - Professora Pedagoga Roseli Terezinha Kramel - Professora da Área de Biológicas Rosana de Oliveira – Convidada (Representante estudantil – Grêmio) Silvia Regina Moraes - Professora da Área de Exatas Leandro Fautino de Souza - Professor da Área de Humanas Anamary Queiroz Severino – Agente Educacional II Patricia do Rocio Silva – Convidada Aparecida Cristina da Costa - Convidada 6 - RECURSOS DE QUE A ESCOLA DISPÕE PARA REALIZAR O PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO Contamos com os seguintes Recursos para realizar o projeto Político Pedagógico. Recursos Humanos: - Diretor; - Vice - diretor; - Professor Pdagogo; - Secretário; - Agente educacional; - Bibliotecárias; - Agentes operacionais. Recursos Físicos: - Sala de aula; - Biblioteca; - Sala de informática; - Pátio coberto; - Quadra de esporte coberta; - Banheiro para alunos, professores e funcionários; - Sala para professores; - Laboratório de ciências; (Química, Biologia e Física); Recursos Materiais: - Televisão; - Retro-projetor; - Quadro; - Vídeo; - Rádio; - Livros didáticos, literatura, etc. - Fitas e vídeos educativos; - Papel sulfite e contínuo; - Mimeógrafo; - Aparelho de DVD - DVDs educativos; - Computador. 6.1 - ORGANIZAÇÃO DO CALENDÁRIO ESCOLAR O calendário escolar será elaborado anualmente, conforme normas emanadas da Secretaria de Estado da Educação, pelo estabelecimento de ensino, apreciado e aprovado pelo Conselho Escolar e, após, enviado ao órgão competente para análise e homologação, ao final de cada ano letivo anterior à sua vigência. O calendário é discutido no coletivo da escola com a finalidade de prever atividades da semana pedagógica, feriados, recessos, planejamento, datas comemorativas, dias letivos, férias, formação continuada, cursos, reuniões, grupos de estudos, semana cultural e projetos diversos. O calendário escolar é submetido a critérios de análise, discussão nas instâncias colegiadas e posteriormente com o Parecer do Núcleo, homologando o mesmo. 6.2 - FORMAÇÃO INICIAL E CONTINUADA Será garantida a formação continuada aos profissionais que trabalham neste estabelecimento. Os profissionais da escola têm sua importância na realização dos objetivos do Projeto Político Pedagógico tendo papel fundamental no processo educativo, dependendo de seu trabalho em sala de aula, da convivência grupal, das relações inter-pessoais, das boas condições de trabalho, do equilíbrio e preparo profissional. A estabilidade do Corpo Docente também é um fator essencial que garante a continuidade do trabalho, proporcionando sua consolidação, o que incide sobre a consolidação de vínculos e dos processos de aprendizagem. Todos os profissionais efetivos que fazem parte do Corpo Docente do Colégio têm Curso Superior com Pós-Graduação. Os profissionais da Secretaria e Serviços Gerais têm Ensino Fundamental, Ensino de 2.º Grau e/ou Curso Superior. Parcerias entre o Colégio, Núcleo Regional de Educação, SEED, propõem para o ano de 2011, grupos de estudos aos sábados para professores e estudos pelo Grupo de Trabalho em Rede (GTR). O calendário para capacitação ofertada pela SEED para os profissionais está definido no início do mês de fevereiro e julho. Outros serão definidos ao longo do ano letivo. A capacitação continuada proposta pela Equipe Pedagógica para professores será definida no início do ano, assim como conteúdos e documentos, estudo e reflexão sobre a Linha Filosófica da escola, Avaliação Formativa e a fundamentação teórico/prática da concepção Histórico-Crítica. A formação continuada será grupo de estudos na escola bimestralmente como todo corpo docente, secretaria e serviços gerais com escolha de tema de interesse e um profissional da área se encarregará de repassar aos demais. A Hora atividade será individual por professor onde será realizado preparo de aulas, revisão planejamento, atendimento individualizado aos alunos e se necessário aos pais, leitura de documentos e pesquisa na internet. 6.3 - DIRETRIZES PARA A AVALIAÇÃO INSTITUICIONAL A avaliação Institucional é tarefa necessária para se cumprir as exigências de reorientação e renovação das ações educacionais e de posicionamento ético de todos os sujeitos envolvidos com a educação, na Rede Pública de Ensino do Paraná. A Avaliação Institucional é uma forma de se concretizar procedimentos administrativos e de caráter pedagógico que favoreça as transformações desejadas no Ensino Público e na Gestão Educacional, de maneira sistemática, no interior da rede educacional podendo assim resultar em melhorias significativas para a organização do sistema e para o bom desempenho do processo educativo, pautado em valores éticos e políticos claramente demonstrados no compromisso com as ações que irão produzir os avanços sociais. A Avaliação Institucional está fundamentada no pressuposto de que a avaliação traz uma melhor compreensão da realidade das escolas e do sistema educacional, e como conseqüência, elementos que facilitarão a promoção das transformações necessárias para o avanço da qualidade do ensino público e da gestão educacional. Propõe-se avaliar de forma sistemática o colégio, na perspectiva de uma avaliação crítica e transformadora, fiel à realidade educacional processual e evolutiva, abrangente e articulada, formativa e emancipadora e, principalmente, realizada coletivamente por todos aqueles que acreditam e se comprometem com a construção de uma educação de qualidade para os alunos. A escola é uma Instituição Pública de Educação. Ela cumpre uma finalidade que é coletiva, social e pública e, por conseguinte, tem importância para a sua comunidade escolar e para o conjunto da sociedade que a mantém. Interessa também ao sistema educacional em que está inserida, suas relações, determinações, possibilidades e limites, sua autonomia, enfim, sua forma de organizar-se e prestar o serviço público de educação a que se propõe. A natureza pública dos serviços de educação implica na responsabilidade coletiva para com os que dela fazem uso e para o conjunto da sociedade como em um todo, portanto avaliar a Educação Pública é também avaliar a função da Educação e o seu significado social. Alguns indicadores vão dar suporte à avaliação da escola, para ajudar a comunidade escolar na avaliação e na melhoria da qualidade da escola. Compreendendo seus pontos fortes e fracos, a escola tem condições de intervir para melhorar sua qualidade de acordo com os critérios e prioridades estabelecidas. Propomos alguns indicadores para avaliar os aspectos: Ambiente Educativo: a escola é um espaço de ensino-aprendizagem e vivência de valores, nela os educandos se socializam, brincam e experimentam a convivência com outros valores humanos. Portanto, é no ambiente educativo que o respeito, a alegria, a amizade e a solidariedade, a disciplina, o combate à discriminação e o exercício dos direitos e deveres são práticas que garantem a socialização e a convivência, desenvolvem e fortalecem a noção de cidadania e de igualdade entre todos Indicadores: 1- Amizade e solidariedade 2- Alegria 3- Respeito ao outro 4- Combate à discriminação 5- Disciplina 6- Respeito aos direito PRÁTICA PEDAGÓGICA O movimento educativo se radica na transferência sistemática do caráter humano do trabalho – a ciência, a arte e a cultura – de uma geração à sua seguinte. O núcleo da ação e, portanto, das metodologias pedagógicas, socialmente é constituído pelo conjunto de relações que os homens criam entre si e o conhecimento historicamente herdado. A prática pedagógica determina as relações entre os educadores, entre educadores e educandos, a estruturação da escola e do currículo, o princípio de como se adquire o conhecimento, a avaliação de todas as atividades. A prática pedagógica é uma ação planejada e refletida sobre as ações do professor no dia-a-dia da sala de aula. A escola realiza seu maior objetivo: fazer com que os alunos aprendam e adquiram o desejo de aprender cada vez mais e com autonomia. Para atingir esse objetivo, é preciso focar a prática pedagógica no desenvolvimento dos alunos, o que significa conhecê-los, compreender suas diferenças, demonstrar interesse por eles, conhecer suas dificuldades e incentivar suas potencialidades. Os homens vivem num mundo de informações, o que reforça a necessidade de planejar as aulas com base em um conhecimento sobre o que eles já sabem e o que precisam e desejam saber. INDICADORES 1- Proposta pedagógica definida e conhecida por todos. 2- Planejamento 3- Contextualização 4- Variedade de estratégias e dos recursos de ensino-aprendizagem 5- Incentivo a autonomia e ao trabalho coletivo 6- Prática pedagógica inclusiva AVALIAÇÃO A avaliação é parte integrante e fundamental do processo educativo. Por meio dela o professor fica sabendo como está a aprendizagem dos alunos e obtêm indícios para refletir e melhorar a sua própria prática pedagógica. Inclui uma avaliação inicial para o planejamento do professor e uma avaliação ao final de uma etapa de trabalho. A avaliação deve ser um processo, devendo acontecer durante todo o ano, em vários momentos e de diversas formas: trabalhos em grupo, observações em sala de aula, exercícios e tarefas de casa. Assim, o estudante pode exercitar e inter-relacionar suas diferentes capacidades, explorando seu potencial e avaliando sua compreensão dos conteúdos curriculares e seus avanços. O aluno pode fazer a auto-avaliação, possibilitando a tomada de consciência de seus avanços, suas dificuldades e suas possibilidades. A avaliação não será feita apenas referente à aprendizagem do aluno, mas também da escala como um todo. Indicadores: 1- Monitoramento do processo de aprendizagem dos alunos; 2- Monitoramento do processo de aprendizagem dos alunos; 3- Mecanismos de avaliação dos alunos; 4- Participação dos alunos na avaliação de sua aprendizagem; 5- Avaliação do trabalho dos profissionais da escola; 6- Acesso, compreensão e uso dos indicadores oficiais de avaliação da escola e das redes de ensino. GESTÃO ESCOLAR DEMOCRÁTICA A Gestão Escolar Democrática envolverá compartilhamento de decisões e informações, a preocupação com a qualidade da educação e com relação custobenefício e a transferência. Democratizar a gestão da educação requer, fundamentalmente, que a sociedade possa participar no processo de formulação e avaliação da política de educação e na fiscalização de sua execução, através de mecanismos institucionais. Compartilhará decisões com os pais, alunos, professores, funcionários e outras pessoas da comunidade na administração escolar. Isso significa tirar dos governantes e dos técnicos na área o monopólio de determinar os rumos da educação no município. Os conselhos escolares farão parte do coletivo da escola para orientar, opinar e decidir sobre tudo o que tem a ver com a qualidade da escola. Os conselhos participarão das reuniões pedagógicas, festas, exposições e apresentações dos alunos onde todas as instâncias estarão reunidas. Os alunos também opinarão através de conversas e questionários específicos. Alguns segmentos da comunidade estarão trabalhando em parceria com a escola. Dessa forma estarão proporcionando a qualidade do ensino. Para uma gestão democrática é preciso lidar com conflitos e opiniões diferentes. Portanto, a participação de todos na avaliação da escola se fará necessário. INDICADORES PARA A AVALIAÇÃO DA GESTÃO ESCOLAR DEMOCRÁTICA: 1- Informação democratizada 2- Conselhos escolares atuantes 3- Participação efetiva de estudantes 4- Parcerias locais e relacionamento da escola com os serviços públicos. 5- Tratamento aos conflitos que ocorrem no dia-a-dia da escola 6- Participação da escola no Programa Dinheiro Direto na Escola. 7- Participação em outros programas de incentivo à qualidade da educação do governo Federal, dos governos estaduais ou municipais. FORMAÇÃO E CONDIÇÕES DE TRABALHO DOS PROFISSIONAIS DA ESCOLA Todos os profissionais da escola são importantes para a realização dos objetivos do Projeto Político. Os professores são responsáveis pela concretização dos princípios político-pedagógicos em ensino-aprendizagem. Cada um dos demais professores tem um papel fundamental no processo educativo contido no resultado depende não só da sala de aula, mas também da vivência e da observação de atitudes corretas e respeitosas no cotidiano da escola, para tanto as responsabilidades exige boas condições de trabalho equilíbrio, conhecimento específico da disciplina. (preparo) Para tanto, os professores e funcionários que participarão da formação continuada que será oferecida no ano de 2011, pelo N.R.E, SEED e Equipe Pedagógica. INDICADORES PARA A AVALIAÇÃO 1- Habilitação; 2- Formação continuada; 3- Suficiência da Equipe Escolar; 4- Assiduidade da Equipe Escolar; 5- Estabilidade da Equipe Es AMBIENTE FÍSICO ESCOLAR Ambientes físicos escolares de qualidade são espaços educativos organizados, limpos, arejados, agradáveis, cuidado com as flores, árvores, móveis, equipamentos e materiais didáticos, adequados à realidade da escola, com recursos que permitam a prestação de serviços de qualidade aos alunos, aos pais e à comunidade além de boas condições de trabalho aos professores, diretores e funcionários em geral. Na gestão do espaço escolar buscaremos nos atentar para: - O bom aproveitamento dos recursos didáticos da escola: se está em bom estado, e que ele seja utilizado adequadamente; - Uma organização que favoreça o convívio entre as pessoas, que seja flexível e conte com as condições suficientes para o desenvolvimento das atividades de ensino e aprendizagem; - A qualidade dos recursos (os recursos atendem adequadamente as necessidades da escola); O ambiente escolar estará sendo avaliado através de 3 indicadores: 1- Suficiência: disponibilidade de material, espaço ou equipamento quando deles se necessita. 2- Qualidade: adequação do material, à prática pedagógica, boas condições de uso, conservação, organização, beleza, etc; 3- Bom aproveitamento: valorização e uso eficiente e flexível de tudo o que se possui. ACESSO, PERMANÊNCIA E SUCESSO NA ESCOLA Um dos principais desafios de nossas escolas é fazer com que crianças adolescentes nela permaneçam e consigam concluir os níveis de ensino em idade adequada, e que jovens e adultos também tenham os seus direitos educativos atendidos. Temos como metas buscar informações: - Quem são nossos alunos? Onde vivem? Quem são aqueles que mais faltam na escola? Quais suas dificuldades no processo ensino aprendizagem? E os que abandonaram ou se evadiram? Saber os motivos. - A escola fará um levantamento e montará o Projeto “FICA”, parta estar resgatando essas crianças para escola. INDICADORES PARA AVALIAR O ACESSO E PERMANÊNCIA DO ALUNO NA ESCOLA 1- Número total de falta dos alunos; 2- Abandono e evasão; 3- Atenção aos alunos com alguma defasagem da aprendizagem; 4- Atenção às necessidades educativas da comunidade. PLANO DE AÇÃO PARA ELABORAÇÃO DA AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL Através das dimensões propostas e seus respectivos indicadores, a escola formulará algumas questões para os alunos, pais, professores, diretores e outros componentes das instâncias colegiadas para estarem refletindo, dialogando e buscando alternativas para sugerir uma tomada de decisão sobre todos os aspectos e seguimentos da escola que estiverem apontando necessidade de estarem sendo redimensionados. (Sugestões) SEED – SUED Nome da Escola: Tempo avaliado: AVALIANDO A QUALIDADE DA EDUCAÇÃO Dimensão: Ambiente Educativo Indicadores: -Amizade e solidariedade; -Alegria; -Respeito ao outro; -Combate à discriminação. -Disciplina. -Respeito aos direitos da criança e do adolescentes. Problemas prioritários: ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ Ações (o que fazer): ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ Responsável: ___________________________________________________________________ Prazo: ___________________________________________________________________ Dimensão: Prática Pedagógica Indicadores: -Proposta definida e conhecida por todos. -Planejamento; -Contextualização; -Variedade de estratégias e dos recursos de ensino-aprendizagem; -Incentivo à autonomia e ao trabalho coletivo; -Prática Pedagógica inclusiva. Problemas prioritários: ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ Ações (o que fazer): ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ Responsável: ___________________________________________________________________ Prazo: ___________________________________________________________________ Dimensão: Avaliação Indicadores: -Monitoramento do processo de aprendizagem dos alunos. -Monitoramento do processo de aprendizagem dos alunos; -Mecanismos de avaliação dos alunos na avaliação de sua aprendizagem; -Avaliação do trabalho dos profissionais da escola; -Acesso, compreensão e uso dos indicadores oficiais de avaliação da escola e das redes de ensino. Problemas prioritários: ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ Ações (o que fazer): ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ Responsável: ___________________________________________________________________ Prazo: ___________________________________________________________________ Dimensão: Gestão Escolar Democrática Indicadores: -Informação democratizada; -Conselhos escolares atuantes; -Participação efetiva de estudantes, pais, mães e comunidade em geral; -Parcerias Locais e relacionamento da escola com os serviços públicos; -Tratamento aos conflitos que ocorrem no dia-a-dia da escola. Participação da escola no programa Dinheiro Direto na Escola; -Participação em outros programas de incentivo à qualidade da educação do Governo Federal, dos Governos Estaduais ou Municipais. Problemas prioritários: ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ Ações (o que fazer): ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ Responsável: ___________________________________________________________________ Prazo: ___________________________________________________________________ Dimensão: Formação e condições de trabalho dos profissionais do Colégio Indicadores: -Habilitação; -Formação continuada; -Suficiência da equipe escolar; -Assiduidade da equipe escolar; -Estabilidade da equipe escolar; Problemas prioritários: ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ Ações (o que fazer): ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ Responsável: ___________________________________________________________________ Prazo: ___________________________________________________________________ Dimensão: Ambiente físico escolar - Suficiência: disponibilidade de material, espaço ou equipamento quando deles se necessita; - Qualidade: adequação do material, à Prática Pedagógica, boas condições de uso, conservação, organização, beleza etc. Problemas prioritários: ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ Ações (o que fazer): ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ Responsável: ___________________________________________________________________ Prazo: _________________________________________________________________ Dimensão: Acesso, permanência e sucesso na escola Indicadores: -Número total de faltas dos alunos; -Abandono e evasão; -Atenção aos alunos com alguma defasagem de aprendizagem; -Atenção aos alunos com alguma defasagem de aprendizagem; -Atenção às necessidades educativas da comunidade. Problemas prioritários: ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ Ações (o que fazer): ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ Responsável: ___________________________________________________________________ Prazo: ___________________________________________________________________ Sugestões Metodológicas para trazer de volta alunos que abandonaram a escola: - Comunicar através da FICA o aluno logo após detectar sua ausência; - Através de amigos, telefone e recados entrar em contato com u aluno, para que o mesmo venha até a escola; - Conversar com a família e com o educando para verificar os motivos da ausência; - Formular um questionário para ser respondido pelo aluno (com ajuda dos pais se necessário) - Verificar as razões. - Dar suporte para promover o processo de readaptação dos alunos que voltarem a freqüentar as aulas durante o ano. 6. 4 - ACOMPANHAMENTO AOS EGRESSOS Para o atendimento aos alunos egressos, principalmente àqueles que se evadiram, que reprovaram e deixaram de voltar para escola ou mesmo aqueles que deixaram de estudar por alguns anos, as instâncias colegiadas do estabelecimento proporcionará uma avaliação diagnóstica para detectar o nível de conhecimento que cada aluno possa estar apresentando com o objetivo de fazer o atendimento coletivo e individual, para que se cumpra o direito a Educação garantida pela Constituição (art. 205 e 206) e pela LDB. A avaliação diagnóstica será realizada através de observações e atividades escritas para serem analisadas pelo professor, Equipe e alunos. Projetos de reforço estarão sendo disponibilizados em períodos alternados: como pré ou pós períodos de aula, podendo ser conferidos no período de hora-atividade do professor, dependendo da disponibilidade dos envolvidos. Para os alunos que terminaram o curso e que necessitam voltar ao colégio para realizarem seus estágios de curso superior, estará sendo ofertado um apoio da Equipe e dos professores para que ele possa estar fazendo observações em sala de aula, participando de projetos e podendo ministrar suas aulas com respaldo e disponibilidade dos vários segmentos da escola, como também de acesso aos conteúdos do currículo, ambientes e materiais didáticos disponíveis na escola. A preocupação maior é a qualidade do Ensino proporcionado pela escola com a finalidade de elevar o nível de conhecimento de nossos educandos, contribuindo para que o ensino da comunidade escolar, do estado, do país seja uma educação voltada para os que mais precisam dela, não esquecendo que essa maioria que precisa de especialização possa prosseguir seus estudos, como também, inserir-se no mercado de trabalho, onde o “conhecimento tácito” do indivíduo é tão importante no “mundo moderno” para estar aplicando nas eventualidades do dia-a-dia. Para os alunos que deixarem de freqüentar será preenchido a FICA, onde o Colégio estará procurando resgatá-lo. Caso o mesmo não consiga estará procurando o apoio do Conselho Tutelar para as devidas providências. 6.5 - AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM No cumprimento à LDB e Diretrizes Curriculares Nacionais, o Colégio Estadual José Domingues da Costa - Ensino Fundamental e Médio, apresenta seu Plano de Avaliação que dará suporte ao Ensino-Aprendizagem do ano de 2011. Algumas reflexões foram necessárias para que se buscasse uma definição de Avaliação que pudesse ir de encontro às necessidades de nossos educandos, porque a Avaliação constitui um elemento primordial na organização da prática pedagógica, na medida em que favoreça o processo de construção do conhecimento. A concepção Histórico-Crítica dará suporte ao trabalho pedagógico desse Estabelecimento de Ensino, por acreditamos está favorece uma prática pedagógica emancipadora, onde a relação interativa entre professor e aluno, sujeitos ativos, concretos, possam buscar meios de obter informações necessárias sobre o desempenho da aprendizagem. O professor é a autoridade competente que irá direcionar o processo pedagógico, interferir e criar condições necessárias à apropriação do conhecimento, enquanto especificidade da relação pedagógica. O papel da escola será a valorização do espaço social responsável pela apropriação do saber universal, a socialização do saber elaborado pela humanidade, entendendo a apropriação crítica e histórica do conhecimento enquanto instrumento de compreensão da realidade social e atuação crítica e democrática na transformação dessa realidade. Os conteúdos culturais universais, incorporados pela humanidade, serão reavaliados permanentemente face às realidades sociais. Técnicas de ensino diversificadas serão adotadas para dar o respaldo necessário como: trabalhos individuais e em grupos com elaboração de sínteses integradoras envolvendo discussão, debates e leituras. A Avaliação, em vista dessa concepção Histórico-Crítica, tem a função diagnóstica (permanente e contínua) por ser meio de obter informações necessárias sobre desenvolvimento da prática pedagógica, para a reformulação desta prática e dos processos de aprendizagem porque: pressupõe tomada de decisão, fazendo com que os envolvidos no processo tenham conhecimento dos resultados de sua aprendizagem e desse modo possam organizar-se para as mudanças que se fizerem necessárias, revendo o método da prática social, confrontando os saberes trazidos pelos alunos com o saber elaborado na perspectiva da apropriação de uma concepção científico/filosófica da realidade social, mediada pelo professor, incorporando a dialética como teoria da compreensão da realidade e como método de intervenção dessa realidade. Segundo o Regimento Escolar que dá respaldo à Prática Pedagógica desse Estabelecimento de Ensino a avaliação deve ser: - Diagnóstica – com o propósito de determinar a presença ou ausência de pré-requisitos, assim como identificar possíveis causas de dificuldades na aprendizagem, tendo em vista o avanço e o crescimento do educando e não a sua estagnação disciplinadora, exigindo do educador uma postura pedagógica clara e definida; - Formativa – realizada durante o processo ensino-aprendizagem, oportunizando a avaliação do educando como um ser único, individual, respeitando suas potencialidades e características pessoais, fornecendo elementos decisivos para prosseguimento dos conteúdos ou para a retomada de estudos dos mesmos, evitando-se a comparação dos alunos entre si, avaliando o seu desempenho em relação aos objetivos propostos para serem atingidos num período determinado; - Somativa – caracterizada pela avaliação global, cumulativa, que expressa a totalidade do aproveitamento escolar num processo contínuo, porém, terminal do período/ano letivo. Os instrumentos de avaliação serão diversificados: testes orais e escritos, trabalhos práticos, debates, sínteses, resumos, análises, participação em trabalhos coletivos e/ou individual, tarefas específicas, pesquisas, atividades complementares em classe, extra-classe e domiciliares, argüições, provas e outras modalidades propostas pelo professor. Para o Ensino Fundamental e Médio o resultado da avaliação de aprendizagem é expresso através de notas graduadas de 0 (zero) a 10,0 (dez vírgula zero). O rendimento mínimo para a classificação e aprovação é 6,0 (seis vírgula zero) por disciplina. Os resultados das avaliações de aprendizagem do período letivo são registrados em documentação própria a fim de ser assegurada a regularidade da vida escolar do aluno. A nota do período letivo é resultado da somativa dos valores atribuídos de cada instrumento de avaliação, sendo valores cumulativos em várias aferições, na seqüência e ordenação dos conteúdos. A média de conclusão por disciplina é obtida através de média aritmética ponderada das notas dos semestres constituindo-se na média anual. A avaliação da aprendizagem, processual, reflexiva e cumulativa, concorre, entre outros aspectos, para a definição do tempo e das formas de promoção do estudante. A ampliação do tempo escolar é imprescindível para o seu amadurecimento intelectual, afetivo e pedagógico. O resultado do desempenho escolar nos fornece condições para obtermos informações em determinado tempo das condições do aprendizado do aluno, mas não dá indicação do que é necessário. Por isso é preciso buscar as causas do sucesso ou do insucesso, examinando a lógica político-pedagógica que norteia o ambiente escolar, buscando o tempo necessário à aprendizagem (a recuperação paralela), através de situações mobilizadoras como: atividades e metodologias diversificadas, instrumentos tecnológicos – televisão, computadores, livros, e experiências significativas, etc. Se esse tempo e as experiências diversificadas não forem suficientes, a escola estará proporcionando projeto de recuperação de estudos. Na Recuperação Paralela o docente deverá pontuar ao aluno que não entendeu o conteúdo, de forma diferenciada, para que possibilite a compreensão do aluno. O conteúdo deverá ser retomado através de leituras, atividades para casa, pesquisa. Será realizada recuperação simultânea e concomitante na sala de aula. Logo após localizar a necessidade do educando, deverá acontecer intervenção no processo ensino aprendizagem. O docente deverá registrar no livro de Registro de Classe o (s) conteúdo (s) trabalhado (s), na recuperação se ainda permaneça a defasagem, a recuperação de conteúdos estará acontecendo durante as aulas, sendo que no final de cada semestre, o aluno que não atingir 6,0 de média, terá o direito de fazer recuperação paralela através de uma prova pontual, que valerá 6,0 pontos e somada às atividades do semestre. A média final da recuperação será substituída quando essa for superior à média anterior. Se mesmo assim, o aluno não conseguir sucesso, o colégio proporcionará a progressão parcial, em que o educando poderá prosseguir em seus estudos com a oportunidade de cursar a disciplina em que ele não obtiver sucesso. A Progressão Parcial é realizada mediante a reprovação do aluno em até 03 (três) disciplinas ou área de conhecimento da série, dando garantia de cursar o período subseqüente, concomitantemente às disciplinas ou áreas nas quais tenha reprovado. 6.6 - LINHAS DE AÇÃO 6.6.1 - DO DIRETOR Desenvolvimento de ações prática, simples no sentido de oportunizar o ingresso e permanência do aluno na escola; Envolvimento de toda a comunidade escola na definição de ações que venham contribuir para evitar o abandono e evasão precoce; Desistimulação, entre os alunos, professores e funcionários de qualquer atitude de preconceito; Realização de um trabalho coletivo no sentido de tornar a escola relevante na vida dos alunos; Realização de reuniões rápidas e objetivas e informativas; Manutenção de quadro de aviso constante e atualizado; Estabelecimento de normas de trabalho coletivo e orientação para sua efetivação; Estabelecimento de demanda de trabalho centrada nas idéias e não em pessoas; Orientação nas ações pedagógicas para que, conjuntamente, promovam a aprendizagem dos alunos e o desenvolvimento profissional do professor; Viabilização de transparências às ações e seus resultados; Informação aos alunos do seu rendimento escolar; Promoção de reuniões periódicas com os pais ou responsáveis para tratar de assuntos inerentes ao rendimento do aluno; Elaboração do calendário escolar que venha atender às necessidades dos alunos, dentro das normas da SEED; Elaboração de horário semanal de forma a atender as necessidades dos alunos; Criação de mecanismos para o professor repor imediatamente os conteúdos quando houver faltas do professor; Criação de mecanismos necessários para que haja recuperação de conteúdos de forma paralela ao longo do processo, quando detectado a defasagem dos alunos; Participação de todos os seguimentos na elaboração, execução e avaliação do PPP; Incentivação aos professores para sua formação continuada; Avaliação institucional pela comunidade escolar; Realização de Conselho de Classe participativo imediatamente após detectar avanços e/ou defasagem dos alunos, para as correções possíveis; Elaboração de projetos especiais para enriquecimento da aprendizagem do aluno. Realização de reuniões com as instancias colegiadas sempre que houver necessidade para melhorar o andamento do estabelecimento; Aplicação de todo os recursos financeiros em benefício do aluno; Estabelecimento de normas para manter em funcionamento adequado: a) Cantina escolar; b) Quadra esportiva; c) Laboratórios; d) Biblioteca; e) Gravação de vídeos TV escola; f) Secretaria, etc. Constantes consultas ao regimento escolar, bem como LDB e outras instruções do CEE e SEED para efetivar um ensino de qualidade e igualdade para todos. Trabalho articulado com a Equipe Pedagógica em todos os turnos com o objetivo de atender alunos com dificuldades de aprendizagem, atender pais e outros membros da comunidade. 6.6.2 - DA EQUIPE PEDAGÓGICA Promover junto ao Corpo Docente, reuniões pedagógicas para discutir assuntos referentes ao ensino-aprendizagem; Orientar os docentes no preenchimento do livro registro, referentes às atividades pedagógicas, freqüências, notas e outros registros; Vistar bimestralmente o livro registro; Estabelecer relação entre o planejamento, a prática e o registro de classe, auxiliando o professor sempre que necessário; Orientar os professores quanto ao livro registro quando houver alteração do calendário escolar por algum motivo; Garantir ao corpo discente a reposição dos conteúdos que não venham a ser trabalhados por ausência do professor, estabelecendo formas didáticas viáveis; Garantir aos alunos, atendimento pedagógico quando o mesmo necessitar de afastamento da escola, para tratamento de saúde ou alguns dos itens do anexo I da Instrução n° 13/04 –DIE/SEED; Tornar ciente, professores e alunos quanto à freqüência do total de horas obrigatórias na Lei 9394/96 de 20 de dezembro de 1996; Propor Projetos Especiais junto aos professores, para atender as dificuldades apresentadas pelos alunos, referente ao Ensino-Aprendizagem; Dar assistência Metodológica sempre que solicitada pelos professores; Garantir aos alunos atendimento de Orientação Educacional sempre que necessário; Sugerir aos professores propostas metodológicas de enriquecimento pedagógico em consonância aos conteúdos propostos; Proporcionar um trabalho voltado para o cumprimento dos direitos e deveres da escola; Criar mecanismos necessários para que haja recuperação de conteúdos de forma paralela ao longo do processo, quando detectado a defasagem do aluno; Participar junto ao corpo docente da escola da elaboração, execução e avaliação do P.P.P do Colégio; Oportunizar momentos reflexivos sobre a prática pedagógica atual; Viabilizar momentos de envolvimento de toda comunidade escolar na definição de ações que venham contribuir para evitar o abandono e evasão precoce; Realizar reuniões com as instâncias colegiadas, sempre que houver necessidade, para melhora o andamento do estabelecimento; Constantes consultas ao regimento escolar, bem como a LDB e outras instruções do CEE e SEED, para efetivar um ensino de qualidade para todos; Ler toda a correspondência recebida do NRE e demais informações, para auxiliar nas providências a serem tomadas dentro do prazo; Participar de reuniões com os pais; Auxiliar a direção; Convocar alunos e pais quando for necessário; 6.6.3 - EQUIPE ADMINISTRATIVA A Equipe Administrativa dará suporte ao funcionamento de todos os serviços do estabelecimento de ensino, proporcionando condições para que os mesmos cumpram suas funções; Os Serviços Gerais proporcionará a manutenção, preservação, segurança, merenda escolar, sendo coordenado e supervisionado pela Direção, ficando a ela subordinado; Os serventes efetuarão a limpeza e manterão em ordem as instalações escolares, providenciando o material e produtos necessários; As merendeiras prepararão e servirão a merenda escolar, controlando-a quantitativa e qualitativamente, informando ao Diretor do Estabelecimento a necessidade de reposição de estoque; Procurar estar sempre conservando o local de preparação da merenda em boas condições de trabalho, procedendo a limpeza e arrumação; A Secretaria terá como meta de trabalho os serviços de escrituração escolar e correspondência do estabelecimento, cumprindo e fazendo cumprir as determinações dos seus superiores hierárquicos; Distribuir as tarefas decorrentes dos encargos da Secretaria aos seus auxiliares; Redigir a correspondência que lhe for confiada; Rever todo o expediente a ser submetido a despacho do Diretor; Elaborar relatórios e processos a serem encaminhadas a autoridades competentes; Apresentar, em tempo hábil, todos os documentos que devam ser assinados; Organizar e manter em dia o protocolo, o arquivo escolar e o registro de assentamentos dos alunos de forma a permitir, em qualquer época, a verificação, identidade, regularidade da vida escolar do aluno, dar autenticidade aos documentos escolares, coordenar e supervisionar as atividades administrativas referentes à matriculas, transferências, adaptações e conclusão de curso; Zelar pelo uso adequado e conservação dos bens materiais distribuídos à secretaria; Comunicar à Direção toda a irregularidade que venha a ocorrer na secretaria. 6.6.4 SALA DE APOIO O colégio conta no com a sala de apoio à aprendizagem no contraturono para os anos finais do Ensino Fundamental, 6º ao 9º ano, com ação pedagógica para dar continuidades ao processo de democratização do ensino criando condições possíveis para que o direito à aprendizagem seja assegurado ao aluno e mesmo possa superar as dificuldades encontradas no processo de aprendizagem. Os alunos receberam atendimento de apoio nas disciplinas de Língua Portuguesas e Matemática, utilizando de metodologia diferenciadas e uma diversidade de materiais pedagógicos, será proporcionada a interação dos professores da sala comum e da sala de apoio para troca de experiência e avaliação do trabalho, todo trabalho realizado será acompanhado e orientado pela equipe pedagógica. 6.4.5 ATIVIDADES COMPLEMENTARES CURRICULARES DE CONTRATURNO A inserção das Atividades Complementares Curriculares de Contraturno está prevista na Instrução nº 004/2011-SUED/SEED, nas quais se encontra determinado que a elaboração de atividades deve ser feita pelo coletivo escolar, considerando as necessidades pedagógicas e sociais dos alunos e da escola. Sugere ainda que essas atividades estejam contempladas na Proposta Pedagógica Curricular (PPC), sendo esta uma parte do Projeto Político Pedagógico. As atividades de complementação curricular, embora tenham como base as Diretrizes Curriculares Orientadoras, não podem partir da iniciativa individual do professor, mas sim do coletivo da escola que compreende todos os segmentos da Comunidade Escolar. Essas atividades não devem ser especificadas em cada disciplina, mas sim inseridas ao final da Proposta Pedagógica Curricular. No entanto, não devem ter o caráter de anexo, nem de ação isolada, mas apresentar uma interrelação entre as atividades e a concepção das disciplinas. O Colégio conta com as seguintes atividades: Leitura e literatura: Objetivos: Identificar os principais gêneros textuais presente no ambiente virtual; Conhecer a organização e estrutura das redes sociais e tipologias textuais que circulam no âmbito da internet; Aprender a utilizar os novos gêneros textuais que estão presentes no cotidiano e que são indispensáveis para vivencia em sociedade; Destacar as diferentes vozes e interlocutores em textos recorrentes na internet. Formar leitores críticos e conhecedores dos diversos gêneros textuais. Direitos Sociais Objetivo: Possibilitar a implementação da lei 10.639/03 que torna a cultura africana parte do currículo escolar. Promover o conhecimento da cultura afro-brasileira em suas múltiplas manifestações, criando subsídios para discussões e reflexões de todos os envolvidos. Promover a consciência étnica dos alunos. PROPOSTA PPEDAGÓGICA DA ATIVDADE COMPLEMENTAR CURRICULAR EM CONTRATURNO PÚBLICO ALVO – ALUNOS DO ENSINO MÉDIO MACROCAMPO DIREITOS HUMANOS TURNO VESPERTINO CONTEÚDO A MITOLOGIA E A RECONSTRUÇÃO DA MEMÓRIA E HISTÓRIA AFRO-BRASILEIRA. • POSSIBILITAR A IMPLEMENTAÇÃO DA LEI 10.639/03 QUE TORNA A CULTURA AFRICANA PARTE DO CURRÍCULO ESCOLAR. • PROMOVER O CONHECIMENTO DA CULTURA AFRO BRAILEIRA EM SUAS MULTIPLAS MANIFESTAÇÕES, CRIANDO SUBSÍDIOS PARA DISCUSSÕES E REFLEXÕES DE TODOS OS ENVOLVIDOS. OBJETIVO • DIVISÃO DO PROJETO POR MÓDULOS TEMÁTICOS (TAIS COMO: A TEORIA DO RACISMO, ÁFRICA ANTES DA DIÁSPORA, MANIFESTAÇÕES CULTURAIS AFRO BRASILEIRAS E ENCAMINHAMENTO METODOLÓGICO A CONDIÇÃO DA MULHER NEGRA.) • PROMOÇÃO DE SARAIS DE LEITURA. • EXPOSIÇÃO DE MATERIAL MIDIÁTICO. • PROMOVER GRUPOS DE DISCUSSÃO/LEITURA. AVALIAÇÃO RESULTADOS ESPERADOS A AVALIAÇÃO SERÁ DIAGNÓSTICA, CONTÍNUA, PROCESSUAL INDIVIDUAL E/OU EM GRUPOS, TENDO OS OBJETIVOS DEFINIDOS SEMPRE QUE TRABALHADOS EM SALA DE AULA PARA O ALUNO: • PROMOVA A CONSCIÊNCIA ÉTNICA DOS ALUNOS; • MULTIPLICAÇÃO DAS EXPERIÊNCIAS ADQUIRIDAS NO PROJETO. PARA A ESCOLA: ESTIMULE OUTRAS AÇÕES, DA GESTÃO ESCOLAR E DAS DEMAIS DISCIPLINAS, QUE PRIORIZEM A TEMÁTICA AFRO-BRASILEIRA A PARTIR DO SUCESSO DESTE PROJETO. REFERENCIA BIBLIOGRAFICA PARA A COMUNIDADE: COMPREENDA A PARTICIPAÇÃO SÓCIOECONÔMICA E CULTURAL DA POPULAÇÃO NEGRA NA HISTÓRIA DAS SOCIEDADES MUNDIAIS DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS PARA A EDUCAÇÃO DAS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS E PARA O ENSINO DE HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA E AFRICANA; LEI 10.639; ESTÓRIAS QUILOMBOLAS – COLEÇÃO CAMINHOS DAS PEDRAS VOL.III; DIRETRIZES CURRICULARES DA EDUCAÇÃO BÁSICA DO PARANÁ. PÚBLICO ALVO: ALUNOS DO ENSINO FUNDAMENTAL II MACROCAMPO TURNO CONTEÚDO 2. Cultura e Artes, Matutino - Leitura, Música, Teatro, Artes Visuais e Danças. • Apresentar a biblioteca como instituição provedora de atividades diversificadas por meio de saraus que envolvam apresentação de poesia, conto, danças, livros, música, pintura e teatro. • Promover a familiaridade dos alunos com os diversos gêneros literários e manifestações culturais. • OBJETIVO Desenvolver o prazer de ir à biblioteca, de modo que esta seja fonte de lazer e diversão para os educandos. • Ampliar o repertório de obras (gêneros diversificados) que podem ser apresentados para a turma. • Propiciar o progressivo amadurecimento do aluno quanto a sua consciência de sujeito-leitor conteúdos serão trabalhados por temáticas, ENCAMINHAMENTO Os que METODOLÓGICO envolvam a combinação de leituras, pesquisas e atividades práticas, que serão desenvolvidos em quatro momentos. Primeiro momento será de sensibilização, através de música, textos, poesias, vídeos, obras de artes e outros elementos que despertem o interesse do aluno pela temática desenvolvida. Segundo momento será o momento de teorizar o conteúdo, através de estudos de textos informativos, análise obras literárias e de produção artística, produção de conceitos, pesquisas na internet, em livros e atividades propostas como produção de redação, poesia, versos, pinturas e desenhos etc. Terceiro momento será o de sentir e perceber, onde será colocado em prática todo o conhecimento adquirido através da atividade prática, como dança, teatro, poesia, música pinturas etc. Quarto momento será a finalização do tema estudado, onde serão avaliados os resultados, através da auto-avaliação, da reflexão, do diálogo e da exposição do resultado para a comunidade escolar. Todas as atividades serão desenvolvidas em grupo, para que haja a interação e socialização dos alunos, despertando o trabalho cooperativo e solidário. Será avaliado o interesse e o nível de participação por parte AVALIAÇÃO dos alunos nas atividades propostas e ainda a elaboração de um portfólio para registrar as atividades realizadas. PARA O ALUNO: Incentivar o prazer pela leitura e outras manifestações culturais e ainda mostrar a biblioteca como fonte de outras manifestações culturais. PARA A ESCOLA: Além de formar leitores críticos e conhecedores das diversas manifestações culturais a instituição de ensino em questão poderá utilizar-se desse RESULTADOS ESPERADOS público para incentivar novas atividades e manifestações de modo que elas também possam ser desenvolvidas no âmbito escolar. PARA A COMUNIDADE: Valorização do patrimônio histórico cultural que é a biblioteca como instituição semeadora de manifestações culturais. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BRONCKART, J. P. O gênero de texto e os tipos de discurso como formatos das interações propiciadoras de desenvolvimento. In: MACHADO, A. R.; MATENCIO, M. L. M. (Org.) Atividades de linguagem, discurso e desenvolvimento humano. Campinas, SP: Mercado de Letras, 2006. P. 121 – 160. COSSON, Rildo. Letramento Literário: teoria e prática. São Paulo: Contexto, 2007. COSSON, Rildo. Entre o cânone e o mercado: a indicação de textos na escola. In: PAULINO, G. FILIPOUSKI, Ana Mariza Ribeiro. A formação do leitor jovem: temas e gêneros da literatura. RS: Edelbra, 2009. GASPARIN, João Luiz. Uma didática para a Pedagogia Histórico-Critica, 4ª ed. rev. e ampl. Campinas, SP: Autores Associados, 2007. GOTLIB, N. B. Teoria do conto. São Paulo: Ática, 2003. PARANÁ, Secretaria de Estado da Educação. Diretrizes Curriculares de Língua Portuguesa para a Educação Básica. Curitiba: SEED, 2008. PARANÁ, Secretaria de Estado da Educação. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Etnico-raciais para o Ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana. Curitiba: SEED, 2008. SCHNEUWLY, Bernard. Gêneros e tipos de discursos: considerações psicológicas e ontogenéticas. In: SCHNEUWLY, Bernard; DOLZ, Joaquim (et al). Gêneros orais e escritos na escola. Campinas, SP: Mercado das Letras, 2004, p.21 – 39. SOLÉ, Isabel. Estratégias de leitura. 6ª ed. porto Alegre: Artmed, 1998. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. 27. ed. São Paulo: Saraiva, 1991. Artigo 205. DELORS, J. Educação: Um tesouro a descobrir. São Paulo: Cortez; Brasília: MEC: UNESCO, 1998. BRASIL. Lei nº 9394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Dário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, 1996. BRZEZINSKI, Iria. LDBN interpretada: diversos olhares se entrecruzam. São Paulo: Cortez, 1997. CARNEIRO, Moacir Alves. LDBN fácil. Petrópolis: Vozes, 1998. CARVALHO, R. E. Removendo barreiras à aprendizagem. Porto Alegre, 2000.p. 17. (5ª) Conferência Internacional sobre Educação de Adultos (V CONFINTEA). BRASIL. Decreto-lei nº 2494 de 10 de fevereiro de 1998. Regulamento o artigo 80 da LDB (Lei nº 9.394/96). Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, 10 fev. 1998. BRASIL. Deliberação nº 11, de 04 de agosto de 1999. Normas para credenciamento de instituições e autorização de cursos a distância de ensino fundamental para jovens e adultos, ensino médio e educação profissional de nível técnico no Sistema Estadual de Ensino do Paraná.Conselho Estadual de Educação, Curitiba, 04 ago. 1999. BRASIL. Deliberação nº 14, de 8 de outubro de 1999. Indicadores para elaboração da proposta pedagógica dos estabelecimentos de ensino da Educação Básica em suas diferentes modalidades. Conselho Estadual de Educação, Curitiba, 06 out. 1999. BRASIL. Deliberação nº 9, de 1 de outubro de 2001. Matrícula de ingresso, por transferência e em regime de progressão parcial; o aproveitamento de estudos; a classificação e a reclassificação; as adaptações; a revalidação e equivalência de estudos feitos no exterior e regularização de vida escolar em estabelecimentos que ofertem Ensino Fundamental e Médio nas suas diferentes modalidades. Conselho Estadual de Educação, Curitiba, 01 out. 2001. BRASIL. Deliberação nº 6, de 11 de novembro de 2005. Estabelece Normas para a Educação de Jovens e Adultos no Ensino Fundamental e Médio do Sistema de Ensino do Paraná.Conselho Estadual de Educação, Curitiba, 11 nov. 2005. BRASIL. Deliberação nº 6, de. 10 de novembro de 2006. Dispõe sobre as Normas Complementares às Diretrizes Curriculares Nacionais para a inclusão obrigatória das disciplinas de Filosofia e sociologia na Matriz Curricular do Ensino Médio nas Instituições de Ensino do Paraná. Conselho Estadual de Educação, Curitiba, 10 nov. 2006. BRASIL. Deliberação nº 01 de 10 de fevereiro de 2006. Normatiza a oferta da disciplina de Ensino Religioso no Ensino Fundamental no Sistema Estadual de Ensino. Conselho Estadual de Educação, Curitiba, 10 fev. 2006. BRASIL. Deliberação nº 6, de 15 de dezembro de 2009. Implantação do Ensino da Língua Espanhola no Sistema Estadual de Ensino do Paraná. Conselho Estadual de Educação, Curitiba, 15 set. 2009. BRASIL. Indicação nº 04, de 09 de agosto de 1996. Fixa normas para o Curso de Formação de Professores para a Educação Infantil, na modalidade de Estudos Adicionais, em nível de 2.º Grau. Conselho Estadual de Educação, Curitiba, 08 ago. 1996. BRASIL. Parecer nº 11/00, de 19 de julho de 2000. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação de Jovens e Adultos. Conselho Nacional de Educação, Brasília, 19 jul. 2000. BRASIL. Parecer nº 04, de 29 de janeiro de 1998. Diretrizes Curriculares para o Ensino Fundamental. Conselho Nacional de Educação, Brasília, 29 jan. 1998. BRASIL. Parecer nº 15, de 01 de junho de 1998. Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio. Conselho Nacional de Educação, Brasília, 15. abr. 1998. BRASIL. Resolução nº 03, de 26 de junho de 1998. Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio. Conselho Nacional de Educação, Brasília, 05 ago. 1998. COLETIVO DE AUTORES. Brasil: da nova LDB ao novo Plano Nacional de Educação. Campinas, 1998. COLETIVO DE AUTORES. Diretrizes curriculares estaduais para o Ensino Médio: Disciplina: Artes DEMO, Pedro. A nova LDBN– Ranços e Avanços. Campinas: Papirus, 1997. DRAIBE, Sonia Miriam; COSTA, Vera Lúcia Cabral; SILVA, Pedro Luiz Barros. Nível de Escolarização da População. Mimeog. Estatuto do Conselho Escolar. Estatuto da Associação de pais, mestres e funcionários. FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido, 40. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2005. GOLDEMBERG, Jose. Situação da Educação Brasileira e o Desenvolvimento nacional. São Paulo: Coleção CIEE, 1999. KUENZER, Acácia Zeneida. 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Resolução nº 3683/2008. Curitiba: SEED, 2008. SILVA, Eurides Brito da. A Educação Básica Pós-LDBEN. SOUZA, Paulo N. Silva; SILVA, Eurides Brito da. Como entender e aplicar a nova LDBEN. SOUZA, Paulo Nathanael Pereira de; SILVA, Eurides Brito da. Como entender e aplicar a nova LDBEN.1. ed. São Paulo: Pioneira Educ., 1997. VEIGA, Ilma Passos Alencastro. Projeto Político-Pedagógico: novas trilhas para a escola. In:______. Dimensões do Projeto Político-Pedagógico: novos desafios para a escola. Campinas: Papirus, 2001. VEIGA, Ilma Passos Alencastro. Inovações de projeto político-pedagógico: uma relação regulatória ou emancipatória?.Caderno Cedes, Campinas, v. 23, n. 61, p. 267-281, dez. 2003. VEIGA, Ilma Passos Alencastro. Projeto político-pedagógico: continuidade ou transgressão para acertar?. In:______. O que há de novo na educação superior: do projeto pedagógico à prática transformadora. Campinas: Papirus, 2000. 7 – PROPOSTA CURRICULAR PARA O ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO 7.1 ARTE APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA A história da Arte se tornou presente, com a generalização do ensino profissionalizante nas escolas públicas com o direcionamento às habilidades e técnicas, valorizando a cultura do povo. O ensino da arte passou a ter enfoque na expressividade, espontaneidade e criatividade. A valorização da arte encontrou espaço na pedagogia da Escola Nova. A partir dos anos 60 as produções e movimentos artísticos se intensificaram nas artes plásticas. Em 1980 surgem movimentos para valorização da educação partindo das influências da Pedagogia Histórico-Crítica.(Saviani 1980). Foi elaborado em 1990,o Currículo Básico para a Escola Pública do Paraná. Os PCNS em Arte tiveram como fundamentação a Metodologia Triangular. A nova LDB 9394/96 mantém a obrigatoriedade do ensino de arte nas escolas de Educação Básica. Durante 2003 a 2007 destaca-se uma carga horária mínima de duas aulas semanais, a aquisição de livros de música, teatro artes visuais e dança para a biblioteca do professor. O ensino de Arte amplia o repertório cultural do aluno a partir dos conhecimentos estéticos, artístico e contextualizado, aproximando do universo cultural da humanidade. O pensamento, a sensibilidade e a percepção articulam-se numa organização que expressa sentimentos, envolvendo o contexto histórico. A arte é criação e manifestação do poder criador do homem. O sujeito por meio de suas criações amplia e enriquece a realidade já humanizada pelo trabalho. A área de Arte está relacionada com elementos básicos das linguagens artísticas, produções/manifestações artísticas e elementos contextualizadores são base para a disciplina de Arte estruturando-a e não podem ser vistos como elementos limitadores ou segmentados.As diferentes formas de pensar o ensino de Arte são conseqüência do momento histórico no qual se desenvolveram, com suas relações sócioculturais, econômicas e políticas. OBJETIVO GERAL DA DISCIPLINA O estudo da Arte traz como essência a mímesis e a representação; a arte como expressão e o formalismo. Essas teorias apresentam um ponto em comum à todas as obras de arte servindo como base para um bom entendimento. Assim, o alunado, compreenderá os saberes da disciplina da Arte expressando as emoções, desenvolvendo a criatividade e saberá apreciar os valores estéticos presentes nas obras.O horizonte cultural do aluno deverá ser amplo, e é através dos conhecimentos estéticos que isto se dará. Será desenvolvido no aluno o sentido através: do conhecimento estético, do conhecimento artístico e do conhecimento contextualizado, pois segundo as diretrizes curriculares de arte para o ensino médio: A articulação dos conhecimentos estéticos, artísticos e contextualizados, aliados à práxis no ensino da arte, possibilita a apreensão dos conteúdos específicos da disciplina e das possíveis relações entre seus elementos constitutivos, balizando-se para isso nos conteúdos estruturantes propostos para esta disciplina. Justificativa, concepção, objetivos da disciplina Sendo a educação básica um processo que inicia no Ensino Fundamental e se concluiu no Ensino Médio, é necessário considerar as características e necessidades dos alunos nos diversos níveis de modalidades de ensino. No Ensino médio a arte é tratada numa dimensão ampliada, o professor, ao selecionar os conteúdos que irá desenvolver, enfocará essas formas de relação da arte com a sociedade, abordando o objeto de estudo por meio dos Conteúdos Estruturantes; Elementos Básicos da linguagem das Artes Visuais, Elementos Básicos da linguagem da música, Elementos Básicos da linguagem do teatro, Produções/Manifestações Artísticas e Elementos Contextualizadores. No Ensino Médio, é proposta uma retomada dos conteúdos do ensino fundamental e aprofundamento destes e outros conteúdos de acordo com a experiência escolar e cultural dos alunos dessa etapa de ensino. O enfoque cultural será abordado como resultante do trabalho que abrange as práticas sociais historicamente constituídos pelos sujeitos. Cada Cultura possui sua lógica, funcionando como uma lente da qual o homem se vê, se compreende, se inclui, se localiza, se insere na diversidade. O ensino de Arte ocupa uma posição privilegiada ao aprofundar a exploração das linguagens artísticas e ao reconhecer os conceitos e elementos comuns, presentes nas diversas representações culturais, pelos seus contextos. A seleção dos conteúdos poderá partir estabelecendo relações com os conteúdos presentes nas produções, manifestações locais, regionais, globais, das diversas linguagens artísticas. Em suas aulas, o professor poderá explicitar através das manifestações e produções artísticas. Esta materialização do pensamento artístico de diferentes culturas coloca-se com um referencial (signos), que poderá ser interpretado pelos alunos por meio do conhecimento dos códigos presentes nas linguagens artísticas. Outra questão importante por essas diretrizes diz respeito ao processo de releitura entendendo como fazer artístico, a leitura da obra de arte e a informação histórica. Considerar a integração das linguagens artísticas, às manifestações e produções artísticas culturais. Possibilitando o acesso e o estudo das informações visuais, musicais, cênicas e expressões corporais. Oferecer oportunidades ao aluno para aquisição do conhecimento, aliado à integração e à criatividade. CONTEÚDOS/ ENSINO FUNDAMENTAL Conteúdos Estruturantes: Artes visuais, música, teatro e dança: - Elementos Formais. - Composição. - Movimentos e períodos. Conteúdos Básicos: 6º ano ARTES VISUAIS - Ponto - Linha - Forma - Volume - Superfície - Dobradura - Ilustração - Análise de obras e grandes artistas - Folclore - Cor - Luz - Composição-Bidimensional, tridimensional, figurativa, abstrata, geométrica. - Desenho e pintura - Arte Pré-histórica, Egito, Grécia. - Arte paranaense MÚSICA - Altura - Duração - Timbre - Intensidade e densidade - Ritmo - Gênero - Melodia TEATRO - Expressões corporais, faciais, gestuais. - Personagens - Ação - Espaço cênico - Improvisação - Adereços DANÇA - Movimento corporal - Tempo - Espaço - Deslocamento - Formação - Técnica − Improvisação • 7º ano ARTES VISUAIS - Linha - Forma - Textura - Superfície - Volume - Cor - Luz - Dobradura - Ilustração - Análise de obras e grandes artistas - Arte paranaense - Composição-Bidimensional, tridimensional, figurativa, abstrata, geométrica. - Modelagem - Desenho e pintura - Colagem - Paisagem, natureza morta. - Arte romana, cristã primitiva e românica. - Arte popular brasileira e paranaense - Arte indígena MÚSICA - Altura - Duração - Timbre - Intensidade e densidade - Ritmo - Melodia - Gêneros, folclórica, popular. - Música africana, renascentista, neoclássica. TEATRO - Personagens - Expressões corporais, gestuais e faciais. - Ação - Espaço - Representação - Gêneros, comédia, drama. - Jogos teatrais - Improvisação - Mímica DANÇA - Movimento corporal - Tempo - Espaço - Gênero, folclórico, popular. - Coreografia - Formação - Dança brasileira, Paranaense, africana, indígena • 8ª ano ARTES VISUAIS - Linha - Forma - Textura-grafite - Superfície - Volume - Cor-contraste - Luz e sombra - Ampliação e redução - Composição, bidimensional, tridimensional, figurativa, abstrata - Desenho e pintura - Renascimento - Barroco - Impressionismo - Expressionismo - Colagem - Ilustração - Modelagem - Análise de obras de arte e grandes artistas - Arte paranaense, africana e indígena. - Tangran MÚSICA - Altura - Duração - Timbre - Intensidade - Instrumentos musicais - Gêneros TEATRO - Personagem - Espaço - Expressões - Dramatização - Mímica DANÇA - Movimento - Gênero - Espaço e tempo - Coreografia - Dança brasileira, paranaense, africana, indígena. • 9º ano ARTES VISUAIS - Linha - Forma - Textura - Superfície - Volume - Cor - Luz - Classificação de desenho - Simetria e Assimetria - Estrutura de encaixe - Estilização - Paisagens-cenas de cotidiano - Análise de obras-leitura e releitura - Grandes artistas - Cubismo - Abstracionismo - Surrealismo - Semana de arte de 1922 - Arte paranaense, africana e indígena. MÚSICA - Altura - Duração - Timbre - Intensidade e densidade - Ritmo - Gêneros - Instrumentos musicais TEATRO - Personagens - Expressões - Espaço - Dramatização - Mímica DANÇA - Movimento - Gênero - Espaço e tempo - Coreografia - Dança brasileira, paranaense, africana e indígena. CONTEÚDOS/ ENSINO MÉDIO CONTEÚDOS ESTRUTURANTES Artes visuais, música, teatro e dança: - Elementos Formais. - Composição. - Movimentos e períodos. CONTEÚDOS BASICOS ARTES VISUAIS - Ponto - Linha -Forma -Textura - Superfície -Volume - Cor - Luz MÚSICA - Altura - Duração - Timbre - Intensidade e densidade TEATRO - Personagem: expressões corporais, faciais, gestuais e vocais - Ação - Espaço cênico DANÇA - Movimento corporal - Tempo - Espaço ENCAMINHAMENTOS TEÓRICOS E METODOLÓGICOS A arte é um instrumento para apreensão do saber estético, implica na formação dos sentidos humanos e na compreensão mais efetiva da realidade humano – social. A análise da obra de arte implica na abordagem do valor estético do artístico, a partir das relações entre os modos de compor e as relações produto sociais de produção, nenhum modo de compor pode ser considerado absoluto, e o conjunto de conhecimentos técnicos por cada um desses modos, servem de base para toda criação artística. É fundamental considerar as determinações econômicas e sociais que interferem nas relações entre os homens, os objetos, para compreender a relatividade historicamente do valor estético e das diversas funções que a arte tem cumprido e que se relacionam com o modo de organização da sociedade. As transformações da sociedade determinam condições para uma nova atitude estética e esta nova sensibilidade não surge espontaneamente. A análise dos modos de compor, tendo como pressuposto as relações sociais de produção, é a perspectiva pela qual o professor deve desenvolver o seu trabalho, seja na apreciação das obras de arte, seja no ensino de arte. Uma obra de arte é antes de tudo uma criação do homem, a função essencial da disciplina de arte é ampliar, direcionar e enriquecer os conhecimentos do aluno para a produção de sua arte. METODOLOGIA Artes Visuais Sob os temas estabelecidos para o Ensino médio nas Artes Visuais o desenvolvimento dos conteúdos deverá contemplar os além da produção pictórica de conhecimento universal e artistas consagrados, também formas e imagens de diferentes aspectos, presentes nas sociedades contemporâneas. O cinema, televisão, vídeo-clipe e outros são formas artísticas, constituídas pelas quatro áreas de Arte, onde a imagem tem uma referência fundamental, compostas por imagens bidimensionais e tridimensionais. Os conteúdos devem estar relacionados com a realidade do aluno e do seu entorno. Considerando artistas, produções artísticas e bens culturais da região, bem como outras produções de caráter universal, dando ênfase ao cotidiano das crianças, adolescentes e jovens, alunos da escola pública. Uma obra de arte deve ser entendida como a forma pela qual o artista percebe o mundo, reflete sua realidade, sua cultura, sua época, criando uma nova realidade, dentre outros aspectos. Esse conjunto de conhecimentos deve ser o ponto de partida para que a releitura da obra componha a prática pedagógica, que inclui a experiência do aluno e a aprendizagem pelos elementos percebidos por ele na obra de arte. Estabelecer relações das artes visuais com as outras áreas artísticas, essa prática pedagógica promove uma forma de percepção mais ao se trabalhar com as manifestações populares e midiáticas, que são compostas por áreas artísticas. Dança Sob os temas estabelecidos para o Ensino da Dança é fundamental buscar no encaminhamento das aulas, a relação dos conteúdos próprios da dança com os elementos culturais que a compõem. É necessário rever as abordagens presentes e modificar a idéia que a Dança aparece somente como meio ou recurso “para relaxar', 'para soltar as emoções', 'para expressar-se espontaneamente', 'para trabalhar a coordenação motora' ou até 'para acalmar os alunos” (MARQUES, 2005, p.23). A dança tem conteúdos próprios, capazes de desenvolver aspectos cognitivos que, uma vez integrados aos processos mentais, possibilitam uma melhor compreensão estética da Arte. Música Sob os temas estabelecidos para o Ensino de Música é necessário desenvolver o hábito de ouvir os sons com mais atenção, de modo que se possa identificar os seus elementos formadores, as variações e as maneiras como esses sons são distribuídos e organizados em uma composição musical. Essa atenção vai propiciar o reconhecimento de como a música se organiza. Desde o nascimento até a idade escolar, a criança é submetida a uma grande oferta musical que tanto compõe suas preferências relacionadas à herança cultural quanto interfere na formação de comportamento e gostos instigados pela cultura de massa. Por isso, ao trabalhar uma determinada música, é importante contextualizála, apresentar suas características específicas e mostrar que as influências de regiões e povos, misturam-se em diversas composições musicais. No panorama musical, existe uma diversidade de estilos e de gêneros musicais, cada qual com suas funções correspondentes a épocas e regiões. Cada povo ou grupo cultural produz músicas diferentes ao longo de sua história; surgem assim, diferentes gêneros musicais, cada qual com suas funções correspondentes a épocas e regiões. Cada povo ou grupo cultural produz músicas diferentes ao longo de sua história; surgem, assim, diferentes gêneros musicais. Eles não são isolados; sofrem transformações com o tempo, por influência de outros estilos e movimentos musicais que incorporam-se e adaptam-se aos costumes, à cultura, à tecnologia, aos músicos e aos instrumentos de cada povo e de cada época. Na linguagem musical, a simples percepção, e memorização dos sons presentes no cotidiano não se caracteriza como conhecimento musical. Teatro Dentre as possibilidades de aprendizagem oferecidas pelo teatro na educação, destacam-se a: criatividade, socialização, memorização e a coordenação, sendo o encaminhamento metodológico, proposto pelo professor, o momento para que o aluno os exercite. Com o teatro, o educando tem a oportunidade de se colocar no lugar de outros, experimentando o mundo sem correr risco. A partir da linguagem teatral poderão ser explorados como conteúdo a dança, as possibilidades de improvisação e composição no trabalho com as personagens. RECURSOS Os recursos são necessários e utilizados como apoio de aprendizagem possibilitando ao professor atingir seus objetivos e para que o aluno tenha mais oportunidade de aprendizagem. São recursos que a escola oferece: livros, revistas, jornais, aparelhos de CDs e DVDs, TV, pen drive, retro-projetor, internet, etc... O aluno faz uso de todo material de uso do dia a dia nas aulas de artes, desenvolvendo melhor suas habilidades. A apreciação de imagens (obra de arte), pinturas e esculturas de grandes artistas favorecem o entendimento do aluno e despertam o senso estético no momento de produzir suas criações. Todo recurso que professor e aluno possam dispor para obterem informações e aprimorarem o conhecimento se faz necessário no processo ensino aprendizagem. CRITERIOS E INTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO De acordo com a LDBEN (n. 9394/96, art.24, inciso V) e com a Deliberação 07/99 do Conselho Estadual de Educação (capítulo I, art.8),a avaliação em Arte deverá levar em conta as relações estabelecidas pelo aluno entre os conhecimentos em arte e a sua realidade, evidenciados tanto no processo, quanto na produção individual e coletiva desenvolvidas a partir desses saberes é necessário referir-se ao conhecimento específico das linguagens artísticas, tanto em seus aspectos experiências quanto conceituais. É preciso que o professor tenha conhecimento da linguagem artística, bem como da relação entre o criador e o que foi criado. Ela exige fundamentação para que abra portas e aponte caminhos para o redimensionamento das práticas pedagógicas, pois o professor participa do processo e compartilha a produção do aluno. Avaliar exige, acima de tudo, que se defina aonde se quer chegar, que se estabeleçam os critérios, para, em seguida, escolherem-se os procedimentos, inclusive aqueles referentes a seleção dos instrumentos que serão utilizados no processo de ensino e de aprendizagem. O professor deve avaliar como o aluno soluciona os problemas apresentados e com0o ele se relaciona com os colegas nas discussões em grupo. As propostas podem ser socializadas em sala, refletir e discutir sua produção e a dos colegas, sem perder de vista a dimensão sensível contida na aprendizagem dos conteúdos da Arte. A fim de se obter uma avaliação efetiva individual e do grupo, são vários instrumentos de verificação, como diagnóstico inicial e o acompanhamento da aprendizagem no percurso e no final do período letivo, por meio de trabalhos artísticos, pesquisas e provas teóricas práticas. Todas as formas de expressão do aluno serão avaliada, abordando os aspectos estéticos e sua criatividade, pois segundo as diretrizes curriculares: “A avaliação em Arte supera dessa forma, o papel de mero instrumento de medição da apreensão de conteúdos, busca propiciar aprendizagens socialmente significativas para o aluno”. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALALEONA, Domingos. História da Música de João C. Caldeira Filho. São Paulo. Ricordi Brasileira, 1942. ARTE / vários autores. Curitiba: SEED – Pr, 2006. BIBLIOTECA MULTIMÍDIA, Centro Difusor de Cultura, Enciclopédia Digital, 1999. BOSI, Afredo. Reflexões sobre a arte. São Paulo: Ática, 1991. BRASIL, Leis de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 9394/96. CALDEIRA, Eny. Ensino da Arte:os primeiros e a influencia estrangeira na arteeducação em Curitiba. Tese de Mestrado. Universidade Federal do Paraná. 1998. DISTRITO FEDERAL, Currículo e Educação Básica das Escolas Públicas. Educação Artística - Distrito Federal, 1993. DUARTE JUNIOR, J. F. Fundamentos estéticos da educação. 4ª ed. Campinas, SP: Papirus, 1995. LOPONTE, l. G. O ensino da arte na nova LDB: resgate histórico e perspectivas. São Paulo: Perspectiva, 1996. MAGALDI, Panorama do Teatro Brasileiro. São Paulo, 1997. MARCHESI, Isaias Jr. Atividades de Educação Artística 1° Grau. São Paulo. Editora Ática, 1995. MORAIS, Frederico. Arte é o que Eu e Você Chamamos Arte. Rio de Janeiro. Editora Ática, 1995. OSTROWER, Fayga Perla. Universos da Arte. Rio de Janeiro. Campus,1989. PEIXOTO, M. I. Arte e grande público: a distância a ser extinta Campinas: Autores Associados, 2003. PILLAR, A . D. (org). A educação do olhar e o ensino das artes. Porto Alegre: Mediação, 1999. TAYLOR ( Shapiro). Dança em uma época de crise social: em Direção a uma visão transformadora de dança e educação. Revista Comunicação e Artes, 1994. TAVARES, Isis Moura. Educação Artística 1° grau.Curitiba Módulo, 1996. VYGOTSKY, Lev Semenovitch. Psicologia da arte. São Paulo: M. Fontes, 1999. 7.2 BIOLOGIA Apresentação Geral da Disciplina Este documento apresenta o relacionamento da disciplina de Biologia com os aspectos intrigantes da vida diária resultados das reflexões de alunos e professores que buscam alternativas de como viver e sobreviver diante do avanço da ciência, a evolução dos seres vivos e a vida do planeta Terra e seus habitantes. Tendo como objetivo o estudo da vida, a Biologia mostra-se presente no cotidiano de todo indivíduo. Durante todo o período da historicidade da ciência tentou-se conceituar a vida numa tentativa de explicá-la. Para compreender as diferentes concepções e suas indicações, buscou-se nas contribuições de cada momento histórico que a Ciência evoluía tanto em pressões religiosas, econômicas, políticas e sociais que impulsionaram mudanças conceituais no modo como o homem passou a compreender a natureza e suas contribuições para formação da proposta do desenvolvimento da disciplina de Biologia. Tanto o homem quanto os animais necessitam da sua relação com a natureza para viver e sobreviver. As condições essenciais à vida depende,exclusivamente da natureza e de tudo que oferecem para manterem sua espécie no planeta. No entanto, a atividade dos animais, em relação a natureza é biologicamente determinada para a sua existência de maneira a não agredir o ambiente, mantendo-o em equilíbrio homeostático, isto se processa de geração a geração, com poucas alterações. O homem embora pertencente a mesma linhagem animal, diferencia-se profundamente dos seus antecessores animais ao passar viver socialmente pelo trabalho, processo que transforma a natureza e seu desenvolvimento. A lei biológica que determina a vida dos animais difere da do homem pois as necessidades são diferentes bem como a forma que cada um explora os recursos naturais. Diante dessa diversidade, que é o objeto de estudo da Biologia, apropriar-se deste conceito, compreender o valor biológico de cada um, interpretar os fenômenos biológicos, significa ampliar as possibilidades de compreensão e participação efetiva nesse mundo. O conhecimento de Biologia subsidia o julgamento de questões polêmicas, que dizem respeito ao desenvolvimento, ao aproveitamento de recursos naturais, a sustentabilidade e a utilização de tecnologias que implicam numa intensa intervenção humana no ambiente, cuja análise deve levar em conta a dinâmica dos ecossistemas, dos organismos, enfim, o modo como a natureza se comporta e a vida se processa. O ensino e a aprendizagem da Biologia permite, a compreensão da natureza viva e dos limites dos diferentes sistemas explicativos, a contraposição entre os mesmos e a compreensão de que a ciência não tem respostas definitivas para tudo, sendo uma de suas características a possibilidade de ser questionada e de se transformar. Podendo permitir, ainda a compreensão de que os modelos na ciência servem para explicar tanto o que se pode observar diretamente, como também que só podemos interferir. Elementos da história e da filosofia da Biologia tornam possível aos alunos a compreensão de que há uma ampla rede de relação entre a produção científica e o contexto social, econômico e político. É possível verificar que a formulação, o sucesso ou o fracasso das diferentes teorias científicas estão associados a seu momento histórico. O aluno de Biologia deve ser capacitado para julgar as interpretações do homem no meio ambiente e reconhecer que é parte integrante deste meio, portanto deverá agir com responsabilidade diante da exploração dos recursos naturais, consciente desta ação, poderá utilizar a natureza sem agredi-la tanto. O objetivo educacional geral de se desenvolver a curiosidade e o gosto de aprender, praticando o questionamento e a investigação, pode ser promovido num programa de aprendizado escolar. A decisão sobre o quê e como ensinar em Biologia, no Ensino Médio, não se estabelece como uma lista de tópicos em detrimento de outra, por manutenção tradicional, ou por inovação arbitrária mas sim de forma a promover, no que compete à Biologia, o estudo da vida e de como ela acontece. As contribuições para a evolução da ciência estão presentes na historicidade, iniciada com o homem primitivo na condição de caçador e coletor, nas pinturas rupestres registrando o comportamento dos seres vivos e o interesse do homem em explorar a natureza, seguida das contribuições dos primeiros ensaios científicos de Platão, Aristóteles, Galileu e Leonardo da Vinci com os estudos da anatomia, Carl Von Linné com as categorias de classificação dos seres vivos, Lamarck e Darwin nos estudos sobre as características e evolução, Gregor Mendel com estudo da genética. Hoje leis, a teoria celular de Matthias Schleiden e Theodor Schwann, o microscópio de Leewenhoeck e tantos outros que, de algum modo, fizeram de seus estudos contribuições significativas para a humanidade, tendo como finalidade representar a construção da ciência, identificando cada momento de sua história para fundamentar aquilo de que trata a Biologia, a vida. Portanto, a Biologia faz parte da vida, desde uma simples bactéria a um organismo tão complexo e virtuoso como o homem. Deste modo o relacionamento entre a disciplina e o viver de cada um, aos olhos do aluno evidenciar o quanto a vida está presente a todo instante em qualquer lugar a todo momento. Daí a importância do seu estudo, que permite dar o mínimo de conhecimento a todos, para que possam opinar e criticar os avanços da ciência biológica com o objetivo de buscar sempre o melhor para a humanidade. Conteúdos Estruturantes Organização dos Seres Vivos História da Biologia Origem da vida Níveis de organização os seres vivos Mecanismos Biológicos Citologia Embriologia Histologia Reprodução Biodiversidade Ciclos biogeoquímicos Manipulação Genética Fatores de equilíbrio e desequilíbrio ecológico Organização dos Seres Vivos Vírus Reino Monera Reino Protista Reino Fungi Reino Plantae Reino Animalia Mecanismos Biológicos Nutrição Digestão Respiração Excreção Circulação Locomoção Coordenação e regulação Reprodução Biodiversidade Classificação dos seres vivos Categorias taxonômicas Nomenclatura científica Manipulação Genética Biotecnologia Organização dos Seres Vivos Evolução – teorias e evidências Genética de populações Mecanismos Biológicos Conceitos de citologia Material genético – núcleo, cromossomo, DNA, RNA e genes. Genética – Leis de Mendel, probabilidade, segregação independente, fator ABO e Rh, interação genética e herança ligada ao sexo. Biodiversidade Ecologia – estrutura dos ecossistemas, cadeia e rede alimentar, níveis tróficos, habitat e nicho ecológico, fluxo de energia e ciclo da matéria. Relações ecológicas – intra-específicas, interespecíficas, ecologia das populações. Sucessão ecológica. Ecossistemas. Manipulação Genética Biotecnologia – transgênicos, Projeto Genoma, clonagem e células-tronco. Aspectos bioéticos. Metodologia da Disciplina A Proposta em Biologia a respeito dos conteúdos estruturantes devem oportunizar a apropriação do conteúdo numa perspectiva de totalidade, ou seja, desenvolver o trabalho com os conceitos fundamentais e suas inter-relações. Os conteúdos estruturantes propostos em Biologia são: a) Organização dos seres vivos b) Mecanismos biológicos c) Biodiversidade d) Manipulação Genética Os conteúdos devem possibilitar o descobrimento das relações dentro de um mesmo eixo e com os demais eixos permitindo formar-se uma articulação entre os conteúdos na perspectiva mais abrangente da realidade. Perspectiva não como um conjunto de relações entre causa e efeito, relativas ao entendimento dos fenômenos, as leis, os princípios estabelecendo uma abertura para outras relações impostas pela ciência em movimento. Os métodos e técnicas que se propõe para o ensino de Biologia devem propiciar ao aluno a clareza dos assuntos bem como as idéias implícitas no contexto. O ensino aprendizagem deve ser executado através de metodologias diversificadas como: aulas dialógicas, leitura e interpretação, debates e discussões, utilização de recursos como vídeos, jornais, revistas, estudo em grupo, GVGO, prática social, problematização, instrumentalização, catarse e retorno à prática social. Tudo isto permitindo que o saber se faça, que o aluno tenha a oportunidade de buscar o conhecimento onde realmente está e que novos saberes possam tornar nossos alunos mais conscientes da vida que levam e do meio em que estão inseridos, participando de projetos como Educação ComCiência, Fera, Jogos Colegiais, Educação do Campo, Educação Fiscal e Agenda 21, tendo oportunidade de interagir com outros segmentos educacionais. Avaliação A avaliação é caracterizada com um processo que tem por objetivo explicitar o grau de compreensão da realidade emergente na construção dos conceitos, seja através de produções particulares do aluno bem como produções em grupo e com elaboração de seus próprios conceitos. É de grande importância a avaliação que permita ao aluno a crescer passo a passo na formulação de seus conceitos dentro da disciplina de Biologia, de forma progressiva e contínua. Considerando que as situações propostas pela vida induzem a todo o momento a avaliação, assim dentro do contexto da disciplina e das demais áreas presentes no currículo da escola esta se faz presente para poder criar momentos de reflexão diante daquilo que se ensina, de como é ensinado e como é aprendido. Considerando as produções individuais e em grupos, provas objetivas e dissertativas, relatórios, pesquisas, exposição oral, análise e interpretação de textos, tabelas e gráficos, experimentos práticos, construção de materiais didáticos e projetos. A avaliação, portanto, é um processo inerente a vida humana, pois as atitudes do homem e do meio em que vive estão em constante observação. Referências AMABIS e MARTHO. Fundamentos de Biologia Moderna. 3 ed. São Paulo: Moderna, 1995. APOSTILA MAXI. CARVALHO, W. Biologia em Foco. São Paulo: FTD, 2002. FAVARETTO, J. A. e MERCADANTE, C. Biologia. 2 ed. São Paulo: Moderna, 1996. GOVERNO do Estado do Paraná. Secretaria de Estado da Educação. Superintendência da Educação. Livro Didático Público Biologia Ensino Médio. Curitiba: SEED-PR, 2008. GOVERNO do Estado do Paraná. Secretaria de Estado da Educação. Superintendência da Educação. Diretrizes Curriculares de Biologia para o Ensino Médio. Versão Preliminar, 2006. GOWDACK, D. e MATOS, N. S. Biologia. São Paulo 7.3 CIÊNCIAS APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA Atualmente, nesta perspectiva, o ensino de ciências naturais permitirá aos alunos estabelecer relações entre o mundo natural (conteúdo da ciência), o mundo construído pelo homem (tecnologia) e seu cotidiano (sociedade). Essa abordagem potencializará a função social da disciplina pois, orienta uma tomada de consciência por parte dos alunos e, consequentemente influi na tomada de decisões desses sujeitos com agentes transformadores, proporcionando condições para identificar problemas, elaborar hipóteses para explicá-los, planejar e executar ações para investigá-los, analisar e interpretar os dados, propor e criticar as soluções, construindo, dessa forma, o seu próprio conhecimento. Aprender deve ser um processo contínuo, colocando o estudante como sujeito de sua própria aprendizagem e o professor como um mediador ou coordenador e dessa forma passando os conhecimentos científicos necessários para compreender e explicar os fenômenos da natureza e suas interferências no mundo, desenvolvendo programas para aprimorar o ensino de ciências, dentre eles a educação ambiental, a saúde, as relações entre a indústria e a agricultura ciência e tecnologia, homem e natureza. Transferindo ao educando, e compartilhando com ele, as responsabilidades pelo meio onde vivem, e a necessidade de contribuir para o bemestar da sociedade por meio do seu conhecimento da ciência e da tecnologia e tomada de decisões. Nossos jovens já são cidadãos, pretendemos que se tornem mais conhecedores mais participativos da nossa sociedade. Vivemos em um mundo onde as aplicações dos conhecimentos científicos são chamadas de tecnologia. Para os jovens, a tecnologia e, indiretamente, as Ciências fazem parte do seu cotidiano, não sendo propriamente símbolos de uma modernidade. Dessa maneira, parte das representações construídas por nossos alunos, vindas de seu ambiente social, através dos meios de comunicação (principalmente a TV) e partindo desse conhecimento prévio, confrontá-los com os seus conhecimentos acadêmicos e permite uma reinterpretação de suas visões de mundo, fundamental para esse processo permanente de aprender. Hoje, podemos encontrar nos rostos dos brasileiros traços fisionômicos e características dos povos africanos que contribuíram para a formação da cultura original brasileira, e mesmo sendo um dos povos mais numerosos na contribuição sobre discriminações. A partir das reflexões valorizar a igualdade e respeitar as diferentes culturas. Os desafios Educacionais Contemporâneos tais como: − Enfrentamento à violência na escola. − Educando relações étnico-raciais II. − Educação Ambiental. − Prevenção ao uso indevido de drogas. − Educação Fiscal. Serão trabalhados de forma interdisciplinar contextualizados nos conteúdos específicos de cada disciplina. OBJETIVOS GERAIS DA DISCIPLINA • Conhecer e compreender as transformações e, principalmente a integração entre os sistemas que compõem o corpo humano, suas funções de nutrição, coordenação, relação, regularização e reprodução, bem como as questões relacionadas à saúde e a sua manutenção, e procurando ter como princípio a prevenção; • Compreender também que as condições sócio-econômicas de vida podem favorecer a instalação de doenças. • Reconhecer a importância da biodiversidade e das ações humanas que interferem no ambiente; • Compreender as transformações ao longo da história e, adaptação dos seres vivos, diferentes ambientes da terra, sua diversidade, localização e caracterização; • Relacionar os fenômenos naturais envolvidos nos desequilíbrios ecológicos, com a qualidade de vida, desenvolvendo hábitos de preservação e conservação do ambiente; • Conhecer e identificar os conhecimentos físicos, químicos e biológicos em atividades do cotidiano; • Compreender os fenômenos naturais nas relações de transformação e interação entre matéria e a energia. • Compreender e utilizar recursos tecnológicos, percebendo que a ciência e a tecnologia não são neutras, e que o bom ou mau uso depende dos interesses; • Perceber que o desenvolvimento científico e tecnológico determina, contraditoriamente problemas graves não só para o meio ambiente como também para a sobrevivência da própria espécie; • Valorizar as diferentes culturas e suas contribuições, dando ênfase a cultura afro-brasileira. CONTEÚDOS ESTRUTURANTES • Astronomia; • Matéria; • Sistemas Biológicos; • Energia e Biodiversidade. 6º ANO Astronomia Conteúdos Básicos: • Universo • Sistema solar • Movimentos terrestres • Movimentos Celestes • Astros Matéria Conteúdos Básicos: Constituição da matéria • Sistemas Biológicos Conteúdos Básicos: Níveis de organização • Energia Conteúdos Básicos: • Formas de energia • Conversão de energia • Transmissão de energia Biodiversidade Conteúdos Básicos: • Organização dos seres vivos • Ecossistemas • Evolução dos seres vivos 7º ANO Astronomia Conteúdos Básicos: • Astros • Movimentos terrestres • Movimentos Celestes Matéria Conteúdos Básicos: • Constituição da matéria Sistemas Biológicos Conteúdos Básicos: • Célula • Morfologia e fisiologia dos seres vivos Energia Conteúdos Básicos: • Formas de energia • Transmissão de energia Biodiversidade Conteúdos Básicos: • Origem da vida • Organização dos seres vivos • Sistemática 8º ANO Astronomia Conteúdos Básicos: • Origem e evolução do Universo Matéria Conteúdos Básicos: Constituição da matéria • Sistemas Biológicos Conteúdos Básicos: • Célula • Morfologia e fisiologia dos seres vivos Energia Conteúdos Básicos: • Formas de energia Biodiversidade Conteúdos Básicos: Evolução dos seres vivos • 9º ANO Astronomia Conteúdos Básicos: • Astros • Gravitação Universal Matéria Conteúdos Básicos: Propriedades da matéria • Sistemas Biológicos Conteúdos Básicos: • Morfologia e fisiologia dos seres vivos • Mecanismos de herança genética Energia Conteúdos Básicos: • Formas de energia • Conversão de energia Biodiversidade Conteúdos Básicos: • Interações ecológicas METODOLOGIA DA DISCIPLINA O ensino de Ciência deve ser o meio para que professores e alunos compreendam criticamente as inter-relações, considerando articulação entre os conhecimentos físicos, químicos e biológicos. Isto deve concretizado a partir dos conteúdos pelos eixos metodologicamente, conduzem ao processo ensino aprendizagem. Em Ciências os procedimentos correspondem aos modos de buscar, organizar e comunicar o conhecimento. São bastante variados, a observação, a experimentação, a comparação, a elaboração de hipóteses e suposições, os debates orais sobres hipóteses, o estabelecimento de relações entre fatos, fenômenos e idéias, a leitura e a escrita de textos informativos, a elaboração de roteiros e pesquisas bibliográficas, a busca de informações em fontes variadas, a elaboração de questões para enquete, a organização de informações por meio de desenhos, tabelas, gráficos, esquemas e textos, histórias em quadrinhos, poesias, livros de literatura, jogos didáticos, painéis, murais, exposições e feiras. O confronto entre suposições e entre elas e os dados obtidos por investigação, elaboração de perguntas e problemas, a proposição para a solução de problemas e a participação nas campanhas promovidas pela Secretaria da Saúde. Os conhecimentos científicos de outras ciências para explicar os inúmeros fenômenos naturais que ocorrem no mundo. A química, a física, a biologia, a geociências, a astronomia. Em ciências, o desenvolvimento de postura e valores, envolvem muitos aspectos da vida social, da cultura, do sistema produtivo e das relações entre o ser humano e a natureza. A valorização da vida em sua diversidade, a responsabilidade em relação a saúde e o ambiente, bem como a consideração de variáveis que envolvam um fato, o respeito as provas obtidas por investigação e à diversidade de opiniões ou a interação dos grupos de trabalho, são elementos que contribuem para o aprendizado de atitudes de curiosidade, de persistência na busca e compreensão das informações, de preservação do meio ambiente e sua apreciação estética, de apreço e respeito à individualidade e a coletividade tem lugar no processo de ensino e aprendizagem, dando ênfase a inclusão de alunos principalmente aqueles que apresentam deficiência, transtornos globais do desenvolvimento (TGD) e altas habilidades, atendidos pela educação especial. Com o desenvolvimento metodológico podemos contemplar a vida cidadã a qual está inclusa no Temas Contemporâneos e é essencial a sociedade. AVALIAÇÃO DA DISCIPLINA A avaliação se dará ao longo do processo de ensino e de aprendizagem, por meio de uma interação diária com os alunos, considerando os aspectos como o conhecimento que os alunos possuem sobre determinados conteúdos, a prática social desses alunos, o confronto entre esses conhecimentos e os conteúdos específicos, as relações e interações estabelecidas por eles no eu progresso cognitivo, ao longo do processo de ensino e de aprendizagem e, no seu cotidiano. Por meio dos instrumentos avaliativos diversificados, os alunos podem expressar os avanços na aprendizagem, a medida em interpretem, produzem, discutem, refletem, analisam, justificam, se posicionam e argumentem defendendo o próprio ponto de vista. A avaliação no ensino de Ciências será conduzido conforme o desenvolvimento do aluno mediante os seguintes critérios: experimentação, pesquisas (de campo, bibliográficas, de laboratório, de improvisação na sala de aula); construção (muitas vezes improvisando a partir de sucata); oralidade; entrevistas; dramatizações; exposições, excursões e visitas; coletas e classificação (de dados, objetos, seres vivos) e artes plásticas (pintura, música, poesia e modelagem). Prova escrita (objetiva e subjetiva), considerando as concepções de ciência, tecnologia, sociedade, educação, aluno, processo de ensino e de aprendizagem, que orientará a continuidade da prática pedagógica ou seu redimensionamento, realizando intervenções coerentes com os objetivos previamente propostos para o ensino da disciplina. A avaliação assume o caráter formativo integrado ao processo de ensinoaprendizagem, permitindo ao aluno consciência de seu próprio desenvolvimento, em relação ao conhecimento e ao currículo. Simultaneamente, oferece ao professor dados para controlar e melhorar a sua prática pedagógica. Com o desenvolvimento metodológico podemos contemplar a vida cidadã a qual está inclusa nos Temas Transversais e é essencial a sociedade. Abordar conhecimentos físicos, químicos, e biológicos no ensino aprendizagem em todas as series, respeitando o nível cognitivo dos alunos, a realidade local, a diversidade cultural, as diferentes formas de apropriação dos conteúdos específicos e adotando uma linguagem coerente com a faixa etária, aumentando gradativamente o aprofundamento desses conteúdos. Desenvolver as atividades utilizando os mais variados recursos pedagógicos: TV multimídia, Pen drive, slides, fitas VHS, DVD’s, CD’s, CD- ROM’s educativos e soft-wares livres, microscópio, Torso humano, esqueleto, mapas. Divulgar a produção de seus alunos com intuito de promover a socialização dos saberes. BIBLIOGRAFIA BRASIL. Lei de Diretrizes e bases (LDB). BRASIL, Parâmetros Curriculares Nacionais – Ciências Naturais. MEC (3º e 4º ciclos), 1998. BRASIL, Diretrizes Curriculares de Ciências para o Ensino Fundamental. PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação. Currículo Básico para as Escolas Públicas do Paraná. Curitiba: Imprensa Oficial, 1992. PARANÁ, Secretaria de Estado da Educação – Superintendência da Educação. PARANÁ. Diretrizes Curriculares 130 7.4 EDUCAÇÃO FÍSICA APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA Historicamente a disciplina de Educação Física no Brasil, optou-se por retratar os movimentos sobre as práticas corporais a partir de teorias oriundas da Europa. O modelo de prática corporal pautava – se em prescrições de exercícios visando ao aprimoramento de capacidades e habilidades físicas como a força, a destreza, a agilidade e a resistência, além de visar à formação do caráter, da autodisciplina, de hábitos higiênicos, do respeito à hierarquia e do sentimento patriótico. A Educação Física ganha espaço na escola, uma vez que o físico disciplinado era exigência da nova ordem em formação. A educação do físico confundia-se com a prática da ginástica, pois incluía exercícios físicos baseados nos moldes médico higiênicos. No inicio do século XX, a disciplina de Educação Física tornou-se obrigatória nas instituições de ensino para crianças a partir de 6 anos de idade e para ambos os sexos. Educação Física no Brasil se confunde em muitos momentos de sua história com as instituições médicas e militares. Em diferentes momentos, essas instituições definiram seu caminho, delineando e delimitando seu campo de conhecimento, tornando-a um valioso instrumento de ação e de intervenção na realidade educacional e sócia [...] (SOARES,2004, p. 69). Esse período foi marcado pelo esforço de construção de uma unidade nacional, o que contribuiu sobremaneira para intensificar o forte componente militar nos métodos de ensino da Educação Física nas escolas brasileiras. A Educação Física no Brasil sofre a influência da ginástica, preponderando uma visão mecanicista e instrumental sobre o corpo, o qual a Educação Física tinha a tarefa de formar corpos saudáveis e disciplinados. No momento em que o esporte começou a se popularizar, passou a ser um dos principais conteúdos trabalhados nas aulas de Educação Física, que assumiram os códigos esportivos do rendimento, competição, comparação de recordes, regulamentação rígida e a racionalização de meios e técnicas. Trata-se não mais do esporte da escola, mas sim do esporte na escola. 131 Após a reforma Capanema a Educação Física tornou-se uma prática educativa obrigatória, desta vez com carga horária estipulada de três sessões semanais para meninos e duas para meninas, tanto no ensino secundário quanto no industrial, e com duração de 30 e 45 minutos por sessão ( CANTARINO FILHO, 1982). Na década de 70, manteve o caráter obrigatório da disciplina de Educação Física nas escolas, passando a ter uma legislação específica e sendo integrada como atividade escolar regular e obrigatória no currículo de todos os cursos e níveis dos sistemas de ensino. A educação física ficou, em alguns casos, subordinada a outras disciplinas escolares, tornando-se um elemento colaborador para o aprendizado de conteúdos diversos àqueles próprios da disciplina (SOARES, 1996, p. 09). Houve um movimento de renovação do pensamento pedagógico da Educação Física que trouxe várias proposições e interrogações acerca de legitimidade dessa disciplina como campo de conhecimento escolar. Tais propostas dirigiram criticas aos paradigmas da aptidão física e da esportivização. Entre as correntes ou tendências progressistas, destacaram-se as seguintes abordagens: • Desenvolvimentista: defende a idéia de que o movimento é o principal meio e fim da Educação Física. Constitui o ensino de habilidades motoras de acordo com uma seqüência de desenvolvimento. Sua base teórica é, essencialmente, a psicologia do desenvolvimento e aprendizagem; • Construtivista: defende a formação integral sob a perspectiva construtivista-interacionista. Inclui as dimensões afetivas e cognitivas ao movimento humano. Embora preocupada com a cultura infantil, essa abordagem se fundamenta também a psicologia do desenvolvimento. • Critico-superadora: baseia-se nos pressupostos da pedagogia histórico-crítica e estipula como objeto da Educação Física, a cultura corporal a partir de conteúdos como: o esporte, a ginástica, os jogos, as lutas e a dança. A abordagem metodológica crítico-superadora foi criada no início da década de 90. • Crítico-emancipatória: o movimento humano em sua expressão é considerado significativo no processo de ensino/aprendizagem, pois está presente em todas as vivências e relações expressivas que constituem o “ser no mundo”. 132 Linguagem pela a qual o ser humano se relaciona com o meio, tornando-se sujeito a partir do reconhecimento de si no outro. No contexto das teorizações críticas em Educação e Educação Física, no final da década de 1980 e início de 1990, no Estado do Paraná, tiveram início às discussões para a elaboração do currículo básico. O currículo básico, para a Educação Física, fundamentava-se na pedagogia histórico-crítica, identificando-se numa perspectiva progressista e crítica sob os pressupostos teóricos do materialismo histórico-dialético. Esse documento caracterizou-se por ser uma proposta avançada em que o mero exercício físico deveria dar lugar a uma formação humana do aluno em amplas dimensões. A Educação Física configurou-se em um projeto escolar que possibilitasse a tomada de consciência dos educandos sobre seus próprios corpos, não no sentido biológico, mas especialmente em relação ao meio social em que vivem. O currículo básico apresentava uma rígida listagem de conteúdos, os quais eram denominados pressupostos do movimento (condutas motoras de base ou formas básicas de movimento; condutas neuro motoras; esquema corporal; ritmo; aprendizagem objeto motora). No mesmo período, foi elaborado o documento intitulado reestruturação da proposta curricular do ensino de segundo grau, também para a disciplina de Educação Física. Foi fundamentada na concepção histórico crítica para resgatar o compromisso social da ação pedagógica da Educação Física. Essa proposta representou um marco para a disciplina, destacou a dimensão social da Educação Física e possibilitou a consolidação de um novo entendimento em relação ao movimento humano, como expressão da identidade corporal, como prática social e como uma forma do homem se relacionar com o mundo. O ensino da Educação Física na escola se manteve, em muitos aspectos, em suas dimensões tradicionais, ou seja, com enfoque exclusivamente do desenvolvimento das aptidões físicas, de aspectos psicomotores e na prática esportiva. Os avanços teóricos da Educação Física sofreram retrocesso na década de 1990 quando, após a discussão e aprovação da lei de Diretrizes e bases da Educação Nacional (LDB n. 9394/96), o Ministério da Educação (MEC) apresentou os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) para a disciplina de Educação Física, 133 que passaram a subsidiar propostas curriculares nos estados e Municípios brasileiros. Diante da análise de algumas das abordagens teóricas que sustentaram historicamente as teorizações em Educação Física Escolar no Brasil, desde as mais reacionárias até as mais criticas, opta-se, nestas Diretrizes Curriculares, por interrogar a hegemonia que entende esta disciplina tão-somente como treinamento do corpo, sem nenhuma reflexão sobre o fazer corporal. Partindo do seu objeto de estudo e de ensino, Cultura Corporal, a Educação Física se insere neste projeto ao garantir o acesso ao conhecimento e á reflexão crítica das inúmeras manifestações ou práticas corporais historicamente produzidas pela humanidade, na busca de contribuir com um ideal mais amplo de formação de um ser humano crítico e reflexivo, reconhecendo-se como sujeito, que é produto, mas também agente histórico, político, social e cultural. A concepção de educação física escolar de caráter esportivo foi duramente criticada pela corrente pedagógica da psicomotricidade que surgiu no mesmo período, valorizando a formação integral da criança, acreditando que está se dá no desenvolvimento independente de aspectos cognitivos, afetivos e motores. A Educação Física é uma disciplina que integra o educando na cultura corporal, o corpo é entendido em sua totalidade, ou seja, o ser humano é o seu corpo, que sente, pensa e age, formando o cidadão que irá produzi-la, reproduzi-la e transformá-la através dos jogos, dos esportes, das lutas, da ginástica e das danças, acontecerá o desenvolvimento corporal e a construção do saber sistematizado na busca do exercício crítico da cidadania e de uma melhor qualidade de vida. Ela é considerada como um meio educativo privilegiado, pois abrange o ser na sua totalidade, objetivando o equilíbrio, a saúde do corpo, a aptidão física para a ação e o desenvolvimento dos valores morais. Não se pode falar de um corpo fragmentado, mas de uma totalidade capaz de conectar pensamentos e movimentos através de ligações de sensibilidade. Nesta relação corpo e emoção o que importa não é o gesto pelo gesto, mas o significado deste diante do mundo. Corporeidade é transcendermos a classificação e conceituação das ciências físicas e biológicas do corpo ou mera mensuração ou quantificação do movimento humano. E fazer-se presente via corpo, que sente que pensa que age. Corpo que, ao expressar-se na história, traz suas marcas, desvelando-as. 134 Movimento como produção humana, e agente de transformação, pois as diferentes concepções de corporeidade vão sendo incorporadas ao comportamento dos homens, constituído, assim, a cultura corporal, decorrente de necessidades e interesses histórico sociais. O movimento objeto de estudo da Educação Física possui um significado histórico social. O movimento é inerente a todos os seres vivos, porem o movimento humano distingue dos demais pela linguagem, historicidade, intencionalidade e pelo seu sentido e significado. O esporte é entendido como uma atividade teórico-prático e um fenômeno social que, em suas várias manifestações e abordagens, pode ser uma ferramenta de aprendizado para o lazer, para o aprimoramento da saúde e para integrar os sujeitos em suas relações sociais. O esporte é uma construção social que institucionalizou temas lúcidos da cultura corporal e se projeta numa dimensão complexa de fenômeno que envolve códigos, sentidos e significados da sociedade que o constrói e a prática. Fenômeno sociocultural, produção humana e agente sócio educativo para a construção da subjetividade. O jogo (brincar e jogar são sinônimos) e a representação de um fenômeno social, cuja intencionalidade e curiosidade resultam num processo criativo para modificar, imaginariamente, a realidade e o presente. O jogo tem um papel fundamental para a humanização do individuo pela aquisição de hábitos, valores e atividades. Os alu8nos aprendem a se mover entre a liberdade e o limite e na relação interpessoal que se aprende colaborar, repartir, ceder, compartilhar experiências, expor e organizar idéias. Por essa característica, contribui significativamente no processo ensino aprendizagem. A dança é uma produção social que representa os diversos aspectos da vida do homem. É uma linguagem que permite exteriorizar sentimentos, emoções da afetividade vivida. A dança é uma forma de libertação do ser e promove a expressão de movimentos, contribui para a representação estilizada e simbólica da história social dos homens. A ginástica, forma de exercitação corporal, cujo agir (movimentos básicos) resulta da própria história dos homens, impregnada de sentido, significado, possibilitando concretas vivencias corporais para a constituição da subjetividade. 135 A ginástica deve dar condições ao aluno de reconhecer as possibilidades de seu corpo. O objeto de ensino deve ser as diferentes formas de representação das ginásticas. As lutas devem fazer parte do contexto escolar, pois se constituem das mais variadas formas de conhecimento da cultura humana, historicamente produzidas e repletas de simbologias. Ao abordar esse conteúdo, deve se valorizar conhecimentos que permitam identificar valores culturais, conforme o tempo e o lugar onde as lutas foram ou são praticadas. A luta propicia trabalho corporal, a aquisição de valores e princípios essenciais para a formação do ser humano, como, por exemplo: cooperação, solidariedade, o autocontrole emocional, o entendimento da filosofia que geralmente acompanha sua prática e, acima de tudo, o respeito pelo outro, pois sem ele a atividade não se realizará. A Educação Física ao longo de sua história buscou nas tendências pedagógicas (Desenvolvimentista, Construtivista, Crítica Emancipadora) sua identidade. Em hipótese alguma poderemos ser saudosistas ou incoerentes na possibilidade de apagarmos ou recusarmos os avanços que cada tendência promoveu. Hoje pretendemos analisar o corpo que agora interessa e a forma de existir. Esta disciplina permite ao educando exercer todas as suas potencialidades, desenvolve as funções mentais, a coordenação motora, a criatividade, a livre expressão e a sociabilidade, também auxilia no desenvolvimento global do indivíduo, isto é, no aspecto cognitivo, psicomotor e afetivo. OBJETIVOS GERAIS • Valorizar oportunizando as manifestações corporais partindo de diferentes possibilidades de expressão, proporcionando aos educandos uma prática escolar voltada para a busca da autonomia a partir do reconhecimento consciente de cada indivíduo; • Permitir à interação, o conhecimento, a partilha de experiência que viabilizem a reflexão e a inserção crítica do mundo; 136 • Favorecer a vivência social humana, oportunizando uma maior valorização das diferentes culturas; • Promover a humanização das relações sociais; • Propiciar atividades em quanto objetivo esteja na inclusão e participação. • Reconhecer a gênese da cultura corporal. CONTEÚDOS ESTRUTURANTES / BÁSICOS PARA ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO • Esporte: Coletivo Individual • Manifestações Esportivas: • Voleibol; • Handebol; • Futsal; • Basquetebol; • Atletismo; • Tênis de Mesa; • Xadrez; • Futebol; • Jogos e Brincadeiras: • Jogos e brincadeiras populares • Brincadeiras e cantigas de roda • Jogos de tabuleiro • Jogos Cooperativos • Jogos Motores • Jogos sensoriais • Jogos recreativos • Dança: 137 • Danças folclóricas • Danças de rua • Danças criativas • Danças circulares • Dublagem • Ginástica: • Ginástica rítmica • Ginástica circense • Ginástica geral • Ginástica Artística / Ginástica Olimpica • Ginástica Acrobática • Ginástica aeróbica • Ginástica laboral • Ginástica natural • Alongamento, relaxamento • Lutas: Lutas de aproximação Capoeira Lutas com instrumento mediador ENCAMINHAMENTO METODOLÓGICO No ensino fundamental pretende-se por meio das práticas corporais através do esporte, lutas, dança, ginástica, jogos, brinquedos e brincadeiras, ir além da dimensão motriz, levando em conta as várias experiências, manifestações pelo corpo de alegria, raiva, dor, violência, preconceito, sexualidade, etc. o tratamento dado na 7ª e 8ª série terá maior amplitude, complexidade e aprofundamento. Já o professor do Ensino Médio, ao trabalhar com o mesmo Conteúdo Estruturante, pode inserir questões envolvendo as diversas dimensões sociais em jogos que requeiram maior capacidade de abstração por parte do aluno. 138 Um jogo de representação, com imagens de revistas ou jornais, poderia ser proposto, considerando conhecimentos assimilados desde o Ensino Fundamental. A partir de então, é possível problematizar as relações de poder e os conflitos surgidos no decorrer de sua prática, como foram solucionados e as semelhanças deste jogo com outras esferas da sociedade. Ao pensar o encaminhamento metodológico para as aulas de Educação Física na Educação Básica, é preciso levar em conta, inicialmente, aquilo que o aluno traz como referência acerca do conteúdo proposto, ou seja, é uma primeira leitura da realidade. Esse momento caracteriza-se como preparação e mobilização do aluno para a construção do conhecimento escolar. Após o breve mapeamento daquilo que os alunos conhecem sobre o tema, o professor propõe um desafio remetendo-o ao cotidiano, criando um ambiente de dúvidas sobre os conhecimentos prévios. Espera-se que o professor desenvolva um trabalho efetivo com seus alunos na disciplina de Educação Física, cuja função social é contribuir para que ampliem sua consciência corporal e alcancem novos horizontes, como sujeitos singulares e coletivos. Portanto, é necessário manter o foco na diversidade cultural percebendo, compartilhando e sistematizando as experiências vividas pela comunidade escolar, estabelecendo relações a partir do conhecimento que esta detém para a construção de seus saberes. Deve-se buscar permanentemente o conhecimento que dialogue, de forma dinâmica e histórica. Organizar um modelo próprio para esta modalidade de ensino e Educação Básica, que propicie condições adequadas, permitindo a satisfação das necessidades de aprendizagem dos educandos e suas especificidades, tendo em vista que a seleção de conteúdos e as respectivas metodologias para o seu desenvolvimento representem um ato político, pedagógico e social, tendo como referencia a realidade na qual onde educandos e educadores estão inseridos onde os educandos percebam que o conhecimento tem a ver com o seu contexto de vida e que é repleto de significação AVALIAÇÃO 139 A avaliação em educação física tem características e dificuldades comuns aos demais componentes curriculares. Ela deve servir para problematizar a ação pedagógica e não apenas atribuir um conceito ao aluno. A avaliação deve se caracterizar como um processo contínuo, permanente e cumulativo. ● A avaliação deve englobar os domínios, cognitivos, afetivos ou emocionais, sociais e motor; ● A avaliação deve referir-se as habilidades motoras básicas: ao jogo, o esporte, a dança, a ginástica, as lutas e a prática da aptidão física; ● A avaliação deve referir-se aos conhecimentos científicos relacionados à prática das atividades corporais de movimento; ● A avaliação deve levar em conta os objetivos específicos propostos pelo PPP (Projeto Político Pedagógico) da escola; ● A avaliação deve operacionalizar-se na aferição da capacidade do aluno expressar-se pela linguagem escrita e falada, sobre a sistematização dos conhecimentos relativos à cultura corporal de movimento e da sua capacidade de movimentar-se nas formas elaboradas por essa cultura. Os processos avaliativos incluem aspectos informais e formais, concretizados em observação sistemático-assistemática, e anotações sobre o interesse da participação e capacidade de cooperação prática do aluno, auto-avaliação, trabalhos, pesquisas, provas teóricas e práticas, resolução de problemáticas propostas pelo professor, elaboração e apresentação de coreografias de danças, táticas nos esportes coletivos. Recuperação paralela será efetivada logo após detectar dificuldade no educando. BIBLIOGRAFIA DIRETRIZES CURRICULARES DO ESTADO DO PARANÁ DE EDUCAÇÃO FÍSICA LIVRO DIDÁTICO DE EDUCAÇÃO FÍSICA- ENSINO MÉDIO 140 7.5 ENSINO RELIGIOSO APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA O Ensino Religioso, enquanto disciplina, tem, como pressuposto, contribuir para a formação de pessoas que tenham como uma de suas intencionalidades a busca de qualidade de vida em sociedade, constituindo-se num dos princípios do processo educativo, evitando assim à sociedade de exclusão, permeada pelos preconceitos e pela alienação na qual encontramo-nos inseridos. Nesse aspecto, a leitura dialética da realidade efetiva-se como uma possibilidade de compreender os elementos contraditórios presentes na sociedade, a diversidade de relações e, principalmente, os elementos de unidade possíveis à construção de uma sociedade justa, fraterna, igualitária, solidária, digna, em que o respeito ao princípio de liberdade seja considerado como busca e decisão coletiva, bem como reconhecer os elementos que divergem ou que contribuem para segmentar os grupos sociais. Neste contexto, a prática não pode ser arbitrária, mas apontar para o essencial, contribuindo para que se possa vislumbrar aspectos da realidade que propiciem a promoção de uma convivência comprometida com o social e com o outro. A Constituição Federal de 1988, em seu artigo 210, estabelece os conteúdos mínimos para o Ensino Fundamental, incluindo o Ensino Religioso como sendo de matrícula facultativa para o aluno, a ser ofertado, obrigatoriamente, nos horários normais de funcionamento das escolas públicas. Em decorrência dos princípios e fins para a organização da educação nacional, estabelecidos na Constituição Federal de 1988, foi aprovada a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº 9.394/96, desencadeando a organização e a aprovação de uma série de outras regulamentações, de acordo com as novas diretrizes estabelecidas pela referida legislação. 141 Nesse percurso, o Conselho Nacional de Educação (CNE), por meio da Resolução nº. 2 de 7 de abril de 1998, da Câmara de Educação Básica (CEB), instituiu as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental, incluindo o Ensino Religioso no conjunto das dez áreas de conhecimento que integram o Currículo Escolar do Ensino Fundamental. A Resolução nº. 02/98, aprovada em 29 de janeiro de 1998, fundamentada no Parecer nº. 04 estabeleceu as normas a serem observadas pelos sistemas de ensino sobre os aspectos considerados fundamentais na implantação das Diretrizes Curriculares para o Ensino Fundamental. Nesse contexto, é possível observar que a Educação Religiosa foi absorvida e ampliada em sua natureza e em toda sua extensão, assumindo a formatação de disciplina de Ensino Religioso, enquanto área do conhecimento. Assim, na perspectiva do materialismo histórico dialético, o Ensino Religioso terá como mediação os seguintes aspectos a serem contemplados em seu interior: → Desenvolver valores vinculados à preservação da vida, pois dentro da forma de pensar e agir das organizações sociais presentes no Planeta, tendo por lógica princípios liberais constatasse que o ser humano e a natureza adquirem o papel de mercadorias destinadas a cumprir os interesses de poucos nesta sociedade. → Reconhecer a subjetividade, pois seres sociais, homens e mulheres, se constituem enquanto seres com capacidades e visões de mundo distintas, frente aos contextos sociais diferenciados que determinam seu aspecto social e sua forma de intervir no mundo. → Compreender como a subjetividade se constitui e se manifesta na construção do bem estar coletivo ou na discriminação social e da exploração. → Compreender as mudanças operacionalizadas no grupo primário de convívio (família), assim como a estruturação econômica e de poder que as delimitam. Ao se referir ao primeiro núcleo coletivo de convívio do educando, o Ensino Religioso terá como centro de análise a busca do rompimento dos preconceitos quanto a sua forma de organização e o respeito entre seus membros. Em seu contexto de reflexão/ação, o Ensino Religioso priorizará o vínculo desse grupo primário de convívio a outras formas de organizações sociais, objetivando estabelecer princípios de ajuda mútua, a compreensão da origem da construção dos papéis sociais e de gênero e, principalmente, o papel do grupo primário de convívio/família na 142 construção da comunidade na qual esta se insere enquanto organização e agente de transformação da realidade. → Respeitar a diversidade e romper com as formas de discriminação, pois ao analisarmos os contextos de dominação no interior das relações capitalistas, constatamos que estes se baseiam em processos de discriminação, vinculados às questões de gênero (masculino e feminino), de geração (criança, jovem, adulto,idoso), de poder econômico, de regionalização (local de origem do sujeito), de etnia, de crenças, entre outros. → Desestimular a violência, pois compreende-se que a fome, a criminalidade, as formas de humilhação, o desemprego e a indiferença, entre outros fatores expostos no convívio social, são apresentados pelos meios de comunicação e apropriados pela população de uma forma geral como naturais e tendo origem no indivíduo, dissociado do contexto social. Fator este que naturaliza a violência como manifestação individual, em detrimento das causas e do contexto em que elas são produzidas. Sendo assim, busca-se recuperar os fatores que tornam o humano um ser de sentimentos, que expressa seus desejos e emoções e que tem, no princípio da razão, seu modo de ser. Se compreendermos a cultura religiosa ou a religiosidade como uma dimensão humana, estamos afirmando que esta se fundamenta nos princípios de cidadania, enquanto convívio social. No contexto religioso, não se pode negar que os indivíduos tenham o direito de professar uma fé, enquanto fenômeno religioso ou não, em diferentes tradições religiosas, como forma de construírem uma identidade pessoal e coletiva, tendo no respeito pela vida o estabelecimento de uma ordem de prioridades e de organização da prática do bem comum, por intermédio da transmissão de valores, do desenvolvimento de atitudes, do alargamento da consciência a respeito de direitos e deveres para consigo e para com os demais, considerando-se, ainda, os deveres para com a humanidade e com a natureza. OBJETIVOS GERAIS DA DISCIPLINA Como objetivo geral, se estabelece que os educandos e educadores envolvidos no processo de ensino dessa disciplina, tenham como ponto de reflexão o princípio da cidadania e do entendimento do outro; compreendendo que a religião corresponde a um conjunto de formulações e comportamentos que se referem a 143 uma forma de conceber a realidade (social e natural) como objetiva e, ao mesmo tempo, transcendente 6 , confrontando o indivíduo e o coletivo; gerando uma relação de intimidade e participação que, por sua vez, influencia os diversos setores da comunidade. → Contribuir para a formação da cidadania e convívio social baseado na relação entre Professor e aluno na alteridade e respeito às diferenças. → Proporcionar o conhecimento dos elementos básicos que compõem o fenômeno religioso, a partir das experiências religiosas recebidas no contesto do educando. → Analisar o papel das tradições religiosas na estruturação e manifestação das diferentes culturas e manifestações sócio culturais. → Possibilitar esclarecimentos sobre o direito à diferença: etnias, posição social, deficiências ou com dificuldades de assimilação, valorizando a liberdade do ser humano. → Construir por meio da reflexão, informação e vivência de valores éticos, o diálogo inter-religioso e conseqüentemente, a superação de preconceitos, tendo uma visão abrangente do sagrado. → Conhecer os diferentes grupos religiosos, presentes na realidade próxima, construindo o seu referencial de entendimento das diferenças e de respeito ao outro. → Proporcionar a aprendizagem ao educando o conhecimento da formação da idéia do sagrado na evolução da estruturação religiosa, percebendo-a como idéia referente para a vida. → Facilitar ao educando o conhecimento da evolução da estrutura religiosa no decorrer dos tempos. Assim como das ideologias religiosas que perpassam as redações dos textos sagrados e dos textos orais e aquilo que determina verdade sobre o sagrado para o grupo. OBJETIVOS ESPECÍFICOS → Possibilitar a compreensão das relações: homem; natureza; conhecimento e fé, como processos que compõem o ser em sociedade. Nesse contexto, remetemo-nos à idéia daquilo sobre o qual não temos controle quanto ao seu efeito. É nessa idéia que o conteúdo que ensinamos pode contribuir tanto para manter, quanto para transformar a realidade. 144 → Fé é entendida como força de mobilização das ações presentes tanto no campo científico quanto nos contextos de crença. → Analisar a diversidade social e cultural presente nas sociedades enquanto formas de identificação e pertencimento dos sujeitos a um dado grupo social, compreendendo que em processos diversos de organização existem elementos agregadores comuns. → Valorizar o ser humano, considerando-se a diferença enquanto lugar de crescimento e aprendizado; e, compreender as diferentes manifestações que exprimem o fenômeno religioso no interior do processo histórico da humanidade. CONTEÚDOS ESTRUTURANTES Entende-se por conteúdos estruturantes, os saberes, os conhecimentos de grande amplitude, conceitos ou práticas que identificam e organizam os campos de estudos a serem contemplados no ensino religioso, tais como: Paisagem Religiosa, Texto Sagrado e Símbolo. Símbolos: São linguagens que expressam sentidos, possuem a função de comunicar e exercem um papel relevante para a vida imaginativa e para a constituição das diferentes religiões no mundo. O símbolo, também pode ser definido como algo que veicula uma concepção, podendo ser uma palavra, um som, um gesto, um ritual, um sonho, uma obra de arte e etc. Textos Sagrados: Eles abrangem as comunicações expressas nas pinturas de corpos, paredes, quadros, nos vitrais, ícones, na combinação de sons, ritmo, na harmonia das músicas, nas danças, na disposição dos objetos de culto e rito. Enfim, abarcam diferentes formas de linguagens, além daquelas escritas ou transmitidas pela forma oral. Paisagem Religiosa: o lugar ou os espaços geográficos que remetem às experiências do sagrado. Os homens consagram certos espaços porque necessita viver e conviver, ele precisa locomover-se num mundo sagrado, que passam a assumir significados diversos, transformando-se num lugar especialmente simbólico, que resulta das crenças existentes entre as Tradições Religiosas. Conteúdos Básicos da 6º ano Organizações Religiosas; Lugares Sagrados; Textos Sagrados, orais e escritos; Símbolos Religiosos. 145 Conteúdos Básicos da 7º ano Temporalidade Sagrada; Festas Religiosas; Ritos; Vida e Morte. Temas 1ª Proposta: eu e minha realidade 1- Minha identidade: Caracterização do sujeito a partir dos gostos, desejos, sonhos e outros; O eu e o outro no grupo de educandos/educadores: constituindo novas identidades (identidade social); Minha história; Semelhanças e diferenças entre os indivíduos do grupo; Particularidades dos indivíduos na constituição dos grupos sociais. 2- Conhecendo o meu corpo: Respeito, valorização, aceitação e cuidados: higiene, saúde e alimentação. Conhecimento do meu EU físico: eu sob o olhar do outro; Os sentidos e seus órgãos sensoriais na descoberta da realidade, como forma de interpretação e codificação (natural, social, religiosa, política, cultural, econômica): Tato: manifestação dos afetos (carinho, agressão, vergonha, medo e outros) com relação ao outro. Audição: escutar e ouvir. O som como: expressão de sentimentos humanos (carinho, atenção, silêncio, agressividade etc.), manifestação da natureza e manifestação cultural. Como cada sujeito manifesta as sensações provocadas pela audição. A interação com os surdos. Olfato: Percepção dos odores agradáveis e desagradáveis. Odores individuais e coletivos, odores socialmente produzidos (perfumes, desinfetantes, essências, condimento, resultantes das condições materiais de vida) e odores resultantes das alterações hormonais, dentre outros. Paladar: Percepção dos sabores que são produzidos socialmente, diferenciando-se de cultura para cultura. Visão: Ver e enxergar. Percepção dos espaços (objetos, formas), pessoas, produções imagéticas, enquanto produção humana e possibilidade de interpretação da realidade e de interação. A interação com os cegos. 3- O homem e suas relações sociais (religiosa, política, cultural, econômica) com os recursos naturais (água, solo, fauna, flora, ar, sol): bem social e/ou mercadoria. 146 4- A transformação provocada pela interferência social na natureza pelas necessidades humanas: Abrigo (moradia); Vestuário (proteção); Alimento (manutenção da vida); O bem estar e a morte Amparo e desamparo/ proteção. 2ª Proposta: Eu e o outro imediato e o contexto escolar 1- Eu e o outro como seres únicos no contexto dos seres humanos: elementos comuns e elementos que nos diferenciam. Características físicas: altura, cor dos olhos, cor da pele, cor do cabelo, porte físico, entre outros; Características de gênero: sexualidade e papéis sociais (masculino e feminino); Características psicológicas que marcam a subjetividade: gostos, formas de expressar os sentimentos; Características familiares: forma de organização familiar (presença de pai e mãe ou não na organização familiar ou outra forma de organização), origens geográfica, características étnicas culturais de seu grupo de convívio familiar; A interação com o diferente. 2- A importância do outro em minha vida: a atuação dos membros da comunidade escolar para o desenvolvimento da ação educativa. A atuação dos profissionais da escola: limpeza, merenda, administrativo, docência, gestão; Atitudes frente à limpeza, à organização do espaço e ao desperdício de merenda escolar. 3- Eu e o outro imediato em espaços de convívio comum, responsabilidade pelo espaço que ocupamos de forma individual e coletiva. Eu e minha família no espaço da casa: espaços individuais e coletivos. 4- Respeito e cuidado com o ambiente físico; respeito e preservação dos espaços (ambiente) físico de convívio; responsabilidade pelos objetos de uso pessoal e coletivo e dos resíduos que são produzidos (lixo).Valorização e cuidado com os animais e vegetais que estão no espaço de convivência do educando; o ser humano e suas relações sociais (social, religiosa, política, cultural, econômica) com os recursos naturais (água, solo, fauna, flora, ar, sol) e sua inter-relação me dependência. 3ª Proposta: Eu e a realidade social (família/escola) e a natureza 1- Eu e a realidade social (família/escola): As várias formas de organização familiar e seu papel na manutenção da vida do educando, tanto material como 147 afetiva; Fatores que possibilitam um melhor convívio entre pais e as crianças; Preconceito em relação às diferentes formas de organização familiar. 2- Relações afetivas no cotidiano: As relações afetivas mediadas pelas relações sociais de produção; A afetividade manifestada entre educando/mãe, educando/pai, educando/irmãos, educando/familiares, educando/educadores e educadores/educadores; O reconhecimento pelas manifestações de afeto implícitas nas relações sociais: alimentação pronta, espaço de convívio limpo, compra de bens necessários, partilha de brinquedos, entre outras. 3- Ações coletivas ou individuais no cotidiano familiar: Ações comuns presentes no cotidiano da vida familiar tais como: lazer, trabalho, refeições, diálogo/reuniões, participação em atividades religiosas entre outras; Experiências da participação/colaboração de forma individual e/ou coletiva dos educandos no contexto familiar; As práticas desenvolvidas no interior das famílias que visam o bem estar de todos os seus membros. 4- Ações coletivas e individuais no cotidiano das ações escolares: Ações comuns presentes nos cotidiano da vida escolar, tais como: lazer, trabalho, refeições, diálogo/reuniões, participação em atividade religiosa, entre outras; As relações entre educando/mãe/escola, educando/irmãos/escola, educando/educadores/escola, educando/ familiares/escola, educadores/educadores/escola, educando/colegas/escola e educando/educadores/escola, educando/colegas/escola e educando/educador/fincionários/escolas. 4ª Proposta: Eu, a realidade social do bairro e a natureza 1- Valorização de si e do outro inserido no seu contexto social. Preservação do patrimônio público. 2- Valores éticos referentes à forma de pensar e agir da comunidade escolar e no meio social. As relações homem e natureza no processo de preservação da vida; Relações de poder/dominação/subordinação. 3- Consciência da responsabilidade na conservação e transformação da natureza: As formas de organização da sociedade capitalista voltadas ao consumismo; As necessidades produzidas pela sociedade do consumo. 148 4- O bem estar de cada um envolve seu meio social e o espaço físico: Casa/ escola/comunidade/bairro/ cidade/país e o Planeta; Relação entre homens e mulheres num contexto social de transformação; Relações de poder (gênero); A percepção do outro e do meio ambiente. 5ª Proposta: Eu na história da minha comunidade, as identidades religiosas, sua unidade e diversidades de crenças 1- A religião enquanto processo histórico: A que grupo pertenço (família; escola; igreja; clube), valores e elementos de identidade e diversidade; A história e a construção da Identidade Religiosa; Grupos religiosos existentes na comunidade. 2- A religião enquanto manifestação cultural e sua função social: Preservação da natureza; Vida; Paz; Valores; A unidade e o diverso. 3- A religião e seu papel subjetivo: A presença da religiosidade na vida das pessoas: valores, compromissos e comportamentos que esta desenvolve nos sujeitos. 4- A unidade e a diversidade das Crenças: Diferenças e semelhanças dos lugares sagrados (templos e igrejas); Símbolos que diferenciam os grupos religiosos; Elementos unificadores em prol da unidade e da vida. METODOLOGIA DA DISCIPLINA A Metodologia da disciplina do Ensino Religioso, não se reduz a determinar formas, métodos, conteúdos ou materiais a serem utilizados em sala de aula, mas pressupõe um constante repensar de ações que subsidiarão este trabalho. Esta metodologia deve ser dinâmica, permitindo a interação e o diálogo entre professor e aluno, tendo uma postura reflexiva perante a vida e o fenômeno religioso. O Ensino Religioso representa o espaço onde o cognitivo, o trabalho e a preocupação com a coerência entre os pressupostos pedagógicos e o desenvolvimento integral da pessoa, têm na prática um compromisso com a transformação social, ajudando a pessoa a humanizar-se consigo mesmo, com os outros, com o mundo e com o sagrado. Por isso a opção pelo método reflexivo o qual explica a realidade, permitindo a analisá-lo segundo certos parâmetros e possibilitar a vivência da afetividade e humanização. 149 Quanto à forma de apresentação dos conteúdos, explicita a intenção de partir de abordagens de manifestações religiosas ou expressões do sagrado desconhecidas ou pouco conhecidas dos alunos, para posteriormente inserir os conteúdos que tratam de manifestações religiosas mais comuns que já fazem parte do universo cultural da comunidade. Assim o Ensino Religioso não tem o compromisso de legitimar uma manifestação do sagrado em detrimento de outra, uma vez que aí escola não é um espaço de doutrinação, evangelização, de expressão de ritos, campanhas e celebrações. Esta também é uma forma de respeitar o direito a liberdade de consciência e à opção religiosa do educando, tratando possíveis diferenças psicológicas (introspecção, pessimismo, falta de sociabilidade) proporcionando caminhos para que os mesmos se integrem ao pleno espaço social exercendo sua Cidadania. De acordo com a Lei nº 11.645 que contempla a História e Cultura Afro Brasileira e Indígena, esse tema será trabalhado no decorrer do ano letivo dentro dos conteúdos estruturantes. CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO ESPECÍFICOS DA DISCIPLINA A avaliação é necessária em todos os empreendimentos humanos, passando por todas as dimensões: sociais, políticas, econômicas, religiosas, ideológicas etc. Dentre as orientações metodológicas para a disciplina de Ensino Religioso faz-se necessário destacar os procedimentos avaliativos a serem adotados, a avaliação poderá ser contínua, dinâmica e diagnóstica, mas de forma diferenciada de outras disciplinas, já que a mesma é de ordem facultativa e apresenta como diferenças em seu referencial “inexistência” de notas ou conceitos. Para atender a esse propósito, o professor terá que elaborar instrumentos que auxiliem a registrar o quanto o aluno e a turma se apropriaram ou tem se apropriado dos conteúdos tratados nas aulas de Ensino Religioso. Significa dizer o que se busca com o processo avaliativo é identificar em que medida os conteúdos passam a ser referências para a compreensão das manifestações do sagrado pelos alunos. Nesse sentido, a apropriação do conteúdo que fora antes trabalhado pode ser observado pelo professor em diferentes situações de ensino aprendizagem. O professor deverá avaliar, em que medida o aluno expressa uma relação respeitosa para com o colega de classe que além de ter opção religiosas diferentes da sua; poderá apresentar também características físicas e psicológicas peculiares, detalhando a questão que cada grupo, cada individuo, emprega conceitos 150 adequados, para referir-se às diferentes manifestações do sagrado. Destacando sempre os valores humanos e sócio políticos de cada indivíduo. O Ensino Religioso, por seu caráter educativo de refletir a ação (reflexão) de homens e mulheres em seu lugar de inserção social e, ao mesmo tempo, de ampliação desse olhar para a realidade globalizada, tem implícito, em seu encaminhamento metodológico os aspectos vinculados às mudanças de atitude frente à realidade. Dessa forma, a avaliação terá nas práticas desencadeadas pelo processo educativo escolar e no cotidiano social, o lugar de análise a respeito das contribuições dos temas discutidos. O Ensino Religioso pressupõe um processo avaliativo que possibilite a investigação sobre o que vem sendo compreendido pelos estudantes, a fim de que o educador possa intervir naquelas circunstâncias que se apresentarem como necessárias. Esta ação esta explicitada no encaminhamento teórico metodológico, no qual o pressuposto rever ou avaliar visa verificar se os objetivos estão sendo alcançados, no sentido de analisar as responsabilidades, avaliar a caminhada, perguntar pelas conseqüências das ações/atitudes e buscar estabelecer, de forma coletiva, como superar as dificuldades para dar continuidade ao processo. Dessa forma, esse pressuposto contribui para o processo de avaliação necessário à disciplina de Ensino Religioso. O diálogo com as outras áreas do conhecimento e, quando necessário, com os demais educadores e coordenadores que atuam junto à turma, é condição para alcançar um processo avaliativo coerente e consistente em relação aos objetivos propostos no plano de trabalho docente, visando à superação de possíveis fragmentações. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Diretrizes Curriculares de Ensino Religioso para o Ensino Fundamental – 2009. Fórum Nacional Permanente do Ensino Religioso. Ensino Religioso Capacitação para Novo Milênio. Ensino Religioso Sugestões Pedagógicas (Assintec) Ensino Religioso na Diversidade Cultural Religiosa do Brasil 151 7.6 FILOSOFIA Apresentação Geral da Disciplina A Filosofia no ensino médio tem por finalidade a formação pluridimensional e democrática, capaz de oferecer ao educando a possibilidade de compreensão das complexidades do mundo contemporâneo que quase sempre se manifesta de forma fragmentada. A construção, do saber filosófico deve considerar questionamentos, conceitos e categorias de pensamento no sentido de articular a totalidade espaço/temporal e sócio- histórico em que se dá o pensamento e a experiência humana. Esse caminho da busca da superação do caráter fragmentário da nossa realidade é em grande parte garantido pelo estudo da filosofia, que através do pensamento místico evoluiu da especulação sobre a origem do universo para a busca da essência humana e de sua relação com os outros. A principal preocupação será no sentido de passar uma visão de mundo em que os temas trabalhados deverão ser mostrados como elementos constantes em todos os períodos da história da humanidade, mas que são tratados filosoficamente de formas diferentes conforme o momento histórico e espaço/tempo em que se situam. O ensino da Filosofia procurará analisar conceitos morais antigos e modernos, identificar fontes de idéias, avaliar o inventário epistemológico e seu valor e mostrar que mesmo não havendo conclusões definitivas, há um direcionamento da sociedade em função dos valores éticos e morais vigentes, e que muitas questões estão longe de encontrar respostas pela ciência. Mas, que dentro dos princípios filosóficos tirados do senso comum e lapidados nas discussões dos grandes mestres da filosofia, foram incorporados à dinâmica da vida em sociedade pelo discernimento intelectual e filosófico e do bom senso. Mostrar que na relação do homem com seu semelhante baseada em seus sentimentos e afetividade não existem verdades absolutas, mas entendimento e aceitação do que a sociedade considera como adequado ao seu espaço. 152 Conteúdos Estruturantes 1. Do mito à filosofia O nascimento da Filosofia e o pensamento filosófico em Sócrates, Platão e Aristóteles. Aprendendo a ler e interpretar o mundo. 153 Como interpretamos a realidade e seus significados. A comunicação na leitura de textos. O homem pensante. Filosofia na comunidade. Mito e razão. Funções e características do mito. Conceito de mito e razão. A Cultura como base da condição humana: do ser animal para o ser humano. Natureza humana. 2. Teoria do Conhecimento e Filosofia da\Ciência O conhecimento na idade Moderna. O conhecimento científico, as ciências e sua construção a quem se destina e como desfrutá-lo. Sujeito e objeto do conhecimento. Tipos de conhecimentos. Senso comum, o saber de todos nós. O conhecimento comum ao bom senso, tarefa da Filosofia. Alcance do conhecimento. Distorções do conhecimento. 154 A grandeza do conhecimento. Nossa marca no mundo. Da dúvida à verdade com responsabilidade. 3. Ética. - O mundo dos valores. O que é valor. De onde vêm os valores. Ética e moral Levar vantagem em tudo. A moral dinâmica. O sujeito moral. A virtude. Obrigação e liberdade. As condições da liberdade. Cidadania. Progresso moral. Afetividade: razão e afetos. Paixão, amor e amizade. 155 Sexualidade. Namoro. Gravidez/aborto. Fugas. Drogas 4. Filosofia Política. O que é política. Estado, sociedade e poder. O mundo do trabalho. O trabalho na antiguidade. Ideologia: do capitalismo à globalização O valor do trabalho numa economia de mercado. 5. Estética. Arte e interpretação do mundo. Educação da sensibilidade. O belo, o feio e a conseqüente escolha. Formação da cultura. Cultura, diversidade cultural e indústria cultural. 156 Meios de comunicação de massa. Metodologia da disciplina A preocupação será no sentido de encaminhar discussões e debates utilizando-se da reflexão crítica sobre a realidade que leve o aluno a pensar, como as relações se desenvolvem no seu cotidiano e como são influenciadas e determinadas pela herança cultural e o passado herdado, sob a luz da história da própria Filosofia. Motivar o estudante a pensar, pesquisar, questionar, estabelecer relações e criar conceitos que lhe sirvam de referenciais ou modelos práticos de vida. Os conteúdos serão trabalhados através de leituras de textos de significação prática para as vivências do aluno, propondo discussões e análises dentro de uma perspectiva histórica que mostre caminhos diferentes e suas similaridades com o passado. Dentro desse processo metodológico, procurar construir espaços de problematização com os estudantes e fazê-los perceber que os problemas da vida real podem ser relacionados com problemas e soluções de outros espaços temporais e de visões também distintas. E pensar que elas podem ser repensadas e servir de parâmetros para muitas das questões de nosso tempo. Provocar questionamentos para o exercício de um pensamento coerente e crítico com boas argumentações levando-o a perceber que a reflexão e a tomada de decisões em função dela proporciona resultados melhores e mais justificados. A base das atividades compreenderá exposições e explicações de conteúdos, debates e discussões em grupo, pesquisa sobre temas e textos referentes aos assuntos abordados, leituras relacionadas aos conteúdos. Fazer uso de reportagens, palestras, músicas, representações teatrais, textos diversos, pesquisas práticas e teóricas, filmes, paródias, exposições, pinturas, painéis, charges, desenhos e muita criatividade. A aula de filosofia deve ser um espaço de problematização sob a mediação do professor. Isto se dá por meio de diálogo investigativo, de criação e provocação do pensamento, da busca, da compreensão, da imaginação, da comparação para 157 elaboração de respostas. O estudo Filosófico não pode prescindir de usar as ferramentas de análise das outras disciplinas do conhecimento uma vez que o estudo é interdisciplinar. Avaliação A avaliação deve estar centrada no educando como ser humano e ser político, mas é preciso que haja uma relação democrática entre educador e educando. A partir desses pressupostos todas as atividades desenvolvidas pelo aluno e seu progresso como ser humano serão consideradas através dos procedimentos: - Analisar e perceber o envolvimento do aluno com o conteúdo através de: discussões e debates em relação a temas sugeridos ou trazidos pelos alunos, evocados de textos literários, de revistas, periódicos ou de fatos vivenciados, ou da curiosidade dos alunos ou de sua comunidade. - Pesquisas práticas e teóricas elaboradas e organizadas com eles sobre os assuntos de interesse do grupo conforme suas vivências. - Análise e interpretação dessas pesquisas, utilizando-se dos dados estatísticos para uma reflexão sobre o significado dos dados apontados na pesquisa. - Filmes que abordem temáticas que venham de encontro ao interesse do aluno e suas formas de expressão. Trabalhar o conteúdo do filme em cima de um roteiro previamente elaborado. - Análise e interpretações de músicas que venham de encontro a um ou mais aspectos de sua construção cultural e de suas experiências de vida. - Trabalhos com textos: além da discussão, elaboração de idéias e sugestões, interpretações que os levem a reflexões, valorizando aquilo que os motiva a reformulações ou questionamentos. A avaliação deve ser concebida na sua função diagnóstica, isto é, ela não possui uma finalidade em si mesma, mas tem por função subsidiar e mesmo redirecionar o curso da ação do processo ensino-aprendizagem, tendo em vista garantir a qualidade do processo educacional, pois está construindo o saber 158 coletivamente. Ao avaliar o professor deve ter um profundo respeito pela pessoa e pelas posições dos estudantes mesmo que o professor não concorde com elas, pois deve se considerar é a atividades com conceitos, a capacidade de construir, de mudança e transformação do educando. Referências 1. ARANHA, Maria Lúcia de Arruda; MARTINS, Maria Helena Pires. Temas de Filosofia. 2 ed. – São Paulo: Moderna, 1.998. 2. ARENDT, Hannah. A condição humana. Rio: Forense Universitária, 2001. 3. CHAUÍ, Marilena. Convite à filosofia. São Paulo: Ática, 1995. (também disponível em: www.geocities.com/discursus/javanes/atividad..html) 4. DELEUZE, G. ; GNATTARI, R. O que é filosofia? Tradução: Bento Prado Jr. e Alberto Alonso Muñoz. Rio: Ed. 34, 1992. 5. Secretaria de Estado da Educação. DCE - Filosofia. Curitiba: SEED, 2006. 6. Secretaria de Estado da Educação/ Vários Autores. Filosofia. Cutitiba: SEED, 2006. 7. LUCKESI, Cipriano Carlos. Filosofia da Educação. São Paulo : Cortez, 1.991 8. MEKSENAS, Paulo. Sociedade, filosofia e educação. São Paulo: Loyola,1994. 9. Revista do Professor: Nova Escola – Edição: 179 – Janeiro/Fevereiro, 2005. 159 10. SÁTIRO, Angélica et al. Pensando melhor – iniciação ao filosofar. 4 ed. Reform. São Paulo: Saraiva, 2003. 11. SILVA, Rogério Antônio. Introdução à filosofia. (disponível em: www.geocities.com/discursus/textos/filosofia2.html) 12 . TELES, Maria Luiza Silveira. Filosofia para crianças e adolescentes. 4 ed. Petrópolis: Vozes, 2002. 13. VAZQUEZ, A.S. Ética. Rio: Cia. das Letras, 1992. 14. ZINGANO, Marco. Platão e Aristóteles – os caminhos do conhecimento. São Paulo: Odysseus, 2002 7.7 FÍSICA APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA Desde a antiguidade mais remota o homem busca compreender como e porque os fenômenos naturais ocorrem. As diferentes maneiras de explicar o mundo e as coisas que ele contém fazem parte da história da Ciência. Nesse contexto, a Física pode ser considerada uma Ciência que nasceu com as primeiras indagações sobre a natureza e seus fenômenos. As descobertas no campo da Física remontam à Pré-História. Assim quando o homem fez o arco para atirar uma flecha, ele estava incorporando conhecimentos elementares de mecânica. Posteriormente, as primeiras civilizações que surgiram na Mesopotânia e no Egito, aprenderam entre outras coisas, a transportar e levantar enormes blocos de pedras, a construir monumentos. Esses conhecimentos, obtidos na tentativa de resolver situações problemas práticos, não se apresentam até então como teorias explicativas da própria ciência. Essas soluções e invenções surgiram lentamente, misturados à religião. Com os gregos surgiu a tentativa de explicar o mundo por meio da razão. Ao procurar a razão de ser das coisas, os gregos formulam princípios explicativos do 160 movimento, da constituição da matéria. Na Idade Média com um desenvolvimento maior do comércio, criou-se um ambiente próprio para um desenvolvimento maior da base das Ciências. Foi nesse universo urbano que viveu Galileu Galilei. Suas contribuições tornaram-se fundamentais no campo da Física, algumas relacionadas com a hidrostática e a Dinâmica. Outro momento importante na constituição do conhecimento ligado à Física ocorreu no século XVII, com Isaac Newton e suas teorias inauguraram a nova Física, relacionada à física celeste, leis fundamentais dos movimentos. No século XVIII, o desenvolvimento industrial foi tão intenso onde ocorreu um grande aperfeiçoamento das máquinas a vapor. O cenário científico medieval, no século XX é marcado por uma nova revolução no campo da pesquisa da Física. Em 1905, Einstein propõe a teoria da relatividade, que completou a mecânica clássica, pois com isso o progresso tornouse ainda mais rápido, principalmente com o desenvolvimento da eletrônica e da computação. Ciências e tecnologias passaram, então, a caminhar juntas e o crescimento de uma depende cada vez mais do desenvolvimento da outra. Isso favoreceu numerosas áreas de pesquisa graças a contribuição da Física, da Química e da Matemática. Como vimos a Física, não é uma ciência com forma acabada e seus modelos prontos e insuperáveis procuraram-se recorrer a diversos tópicos da História da ciência para dar exemplos concretos de que a Física sendo uma das ciências mais antiga, é responsável por grande parte do desenvolvimento científico alcançado pela humanidade. Devemos ressaltar que o ensino da Física deverá representar um papel importante na formação de qualquer estudante. Independente da carreira que pretenda abraçar. É clara sua presença em nosso cotidiano, pois seu estudo visa penetrar nos mistérios da natureza, permitir-nos saber mais sobre a nossa relação com o mundo. 161 CONTEÚDOS ESTRUTURANTES/BÁSICOS CONTEÚDO ESTRUTURANTE - MOVIMENTO • Momentum e inércia • Conservação de quantidade de movimento (momentum) • Variação da quantidade • Movimento - Impulso • 2ª Lei de Newton • 3ª Lei de Newton e condições de equilíbrio • Conservação de quantidade de equilíbrio • Energia e o Princípio da Conservação da energia • Gravitação CONTEÚDO ESTRUTURANTE – TERMODINÂMICA • Aceleração Leis da Termodinâmica: • Lei zero da • Termodinâmica • 1ª Lei da • Termodinâmica • 2ª Lei da Termodinâmica CONTEÚDO ESTRUTURANTE - ELETROMAGNETISMO • Carga, corrente elétrica, campo e ondas eletromagnéticas • Força eletromagnética • Equações de Maxwell: Lei de Gauss para eletrostática/Lei de Coulomb, • Lei de Ampère, • Lei de Gauss magnética, • Lei de Faraday • A natureza da luz e suas propriedades CONTEÚDOS POR SÉRIE 1º ANO Momentum e inércia 2º ANO Aceleração Leis 3º ANO da Carga, corrente Conservação de Termodinâmica: elétrica, campo quantidade de Lei zero da e movimento Termodinâmica ondas eletromagnétic 162 (momentum) 1ª Lei da as Variação da quantidade Termodinâmica Força de eletromagnétic 2ª Lei da Termodinâmica Movimento - Impulso a 2ª Lei de Newton Equações 3ª Lei de Newton e Maxwell: Lei de condições de equilíbrio Gauss Conservação eletrostática/Lei de de para quantidade de equilíbrio de Coulomb, Energia e o Princípio da Lei de Ampère, Conservação Lei de Gauss da energia magnética, Gravitação Lei de Faraday A natureza da luz e suas propriedades METODOLOGIA DA DISCIPLINA É importante que o processo de ensino-aprendizagem, em Física, parta do conhecimento prévio dos alunos, sendo instaurado através de um diálogo constante entre alunos e os professores, considerando objetos, coisas e fenômenos que façam parte do universo vivencial do aluno. Os conceitos físicos e suas expressões devem ser apresentados de maneira simples e clara, possibilitando ao professor desenvolver as bases da Física e dando margem para aprofundar a discussão sobre os conteúdos, intermediando textos que apresentam conceitos físicos, leis e fórmulas, com outros, que contextualizam os temas, permitindo aos alunos compreenderem a interferência e participação da Física no cotidiano, e tornando o conhecimento significativo. Trabalhos que possam abordar atividades interdisciplinares que levará ao aluno a perceber que a Física está relacionada com outras áreas do conhecimento. Como parte integrante do aprendizado, muitos assuntos podem vir acompanhados de atividades práticas. Essas práticas, procuram colocar em ação os conteúdos conceituais, permitindo um desenvolvimento da capacidade de aprender. 163 Levando os alunos a participar dos projetos desenvolvidos na escola e no estado como: consciência, Fera e Agenda 21. AVALIAÇÃO Avaliar é mais do que aferir resultados finais ou definir sucesso e fracasso, avaliar significa acompanhar o processo de aprendizagem e os progressos de cada aluno, percebendo dificuldades e procurando contorná-las ou superá-las continuamente. À medida que os conteúdos são desenvolvidos, o professor deve adaptar os procedimentos de avaliação do processo, acompanhando e valorizando as atividades e todos os aspectos como: a compreensão dos conceitos físicos, a capacidade análise de um texto, a capacidade de elaborar relatórios sobre um experimento, etc. A avaliação de forma diagnóstica, formativa e somatória pode ser realizada através de provas dissertativas e objetivas, trabalhos individuais e coletivos, levando em conta também a participação espontânea ou mediada pelo professor, pelo espírito de cooperação, e mesmo pela pontualidade e a assiduidade. Esses instrumentos de avaliações são essenciais para obter um balanço periódico do aprendizado dos alunos, e também têm sentido de progressão. Ao elaborar os instrumentos de avaliação, deve-se considerar que o objetivo maior é levar os alunos à desenvolverem-se, enquanto cidadãos autônomos. REFERÊNCIAS SAMPAIO, José Luiz. Calçada, Caio Sergio Universo da Física, 1, 2, 3 para Ensino Médio. Editora Moderna, 2ª edição, Saão Paulo: atual, 2005. Coleção Universo da Física. Diretrizes Curriculares de Física para o Ensino Médio. BONJORNO, José Roberto – Clinton Ramos. Física Fundamental – volume único. PARANÁ, Djalma Nunes. Paraná Física – Volume 1. 164 7.8 GEOGRAFIA APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA A Geografia, enquanto ciência e disciplina, mostra a realidade e permite que seus conteúdos despertem no aluno uma leitura crítica do mundo. A análise acerca do ensino dessa disciplina começa pela compreensão do seu objeto de estudo: o espaço geográfico, produzido e apropriado pela sociedade onde Geografia Física e Geografia Humana se encontram. As Diretrizes Curriculares se apresentam como documento norteador para os professores de Geografia, a partir de questões epistemológicas, teóricas e metodológicas que estimulam a reflexão sobre essa disciplina e seu ensino. Problematizar a abrangência dos conteúdos desse campo do conhecimento, bem como reconhecer os impasses e contradições existentes são procedimentos fundamentais para compreender e ensinar o espaço geográfico no atual período histórico. O estudo da Geografia abrange grande complexidade de aspectos. O desenvolvimento dos meios de comunicação, o crescimento demográfico, a descoberta de novos meios de exploração da superfície terrestre, enfim, a evolução em geral , traz transformações na Geografia, na realidade e no plano do saber. A Geografia tem ascendido um papel muito importante. É impossível acompanhar e entender as mudanças, informações e os fatos ou fenômenos que ocorrem no mundo, sem conhecimentos geográficos. 165 Quanto aos objetivos, a Geografia visa: desenvolver no aluno uma leitura crítica do mundo atual; compreender como ocorrem as transformações e a luta pela sobrevivência dentro da sociedade; analisar os problemas ambientais em escala local, regional e global; estimular o pensamento crítico, na busca de novas tecnologias no processo de apropriação e interação entre os lugares e territórios do mundo como novo paradigma da globalização; distinguir um mundo de contrastes, tradições, rupturas, comparando diferentes formas de viver, pensar e trabalhar, enfocando problemas da atualidade. O trabalho pedagógico realizado com a disciplina de Geografia pauta-se nas teorias críticas da educação dentro da pedagogia histórico-crítica, referenciado por todo material produzido por seus pensadores. Conteúdos Estruturantes • A Dimensão Econômica do Espaço Geográfico. • A Dimensão Política do Espaço Geográfico. • A Dimensão Socioambiental do Espaço Geográfico. • A Dimensão Cultural e Demográfica do Espaço Geográfico. Conteúdos Básicos Ensino Fundamental 6º ano • Formação e transformação das paisagens naturais e culturais. • Dinâmica da natureza e sua alteração pelo emprego de tecnologias de exploração e produção. • A formação, localização, exploração e utilização dos recursos naturais. • A distribuição espacial das atividades produtivas e a (re)organização do espaço geográfico. • As relações entre o campo e a cidade na sociedade capitalista. • A transformação demográfica, a distribuição espacial e os indicadores estatísticos da população. • A mobilidade populacional e as manifestações socioespaciais da diversidade cultural. • As diversas regionalizações do espaço geográfico. 7º ano • A formação, mobilidade das fronteiras e a reconfiguração do território brasileiro. 166 • A dinâmica da natureza e sua alteração pelo emprego de tecnologias de exploração e produção. • As diversas regionalizações do espaço brasileiro. • As manifestações socioespaciais da diversidade cultural. • A transformação demográfica, a distribuição espacial e os indicadores estatísticos da população. • Movimentos migratórios e suas motivações. • O espaço rural e a modernização da agricultura. • A formação, o crescimento das cidades, a dinâmica dos espaços urbanos e a urbanização. • A distribuição espacial das atividades produtivas, a (re)organização do espaço geográfico. • A circulação de mão-de-obra, das mercadorias e informações. 8º ano • As diversas regionalizações do espaço geográfico. • A formação, mobilidade das fronteiras e a reconfiguração dos territórios do continente americano. • A nova ordem mundial, os territórios supranacionais e o papel do Estado. • O comércio em suas implicações socioespaciais. • A circulação da mão-de-obra, do capital, das mercadorias e das informações. • A distribuição espacial das atividades produtivas, (re)organização do espaço geográfico. • As relações entre o campo e a cidade na sociedade capitalista. • O espaço rural e a modernização da agricultura. • A transformação demográfica, a distribuição espacial e os indicadores estatísticos da população. • Os movimentos migratórios e suas motivações. • As manifestações socioespaciais da diversidade cultural. • Formação, localização, exploração e utilização dos recursos naturais. 9º ano • As diversas regionalizações do espaço geográfico. • A nova ordem mundial, os territórios supranacionais e papel do Estado. • A revolução técnico-científico-informacional e os novos arranjos no espaço da 167 produção. • O comércio mundial e as implicações socioespaciais. • A formação, mobilidade das fronteiras e a reconfiguração dos territórios. • A transformação demográfica, a distribuição espacial e os indicadores estatísticos da população. • As manifestações socioespaciais da diversidade cultural. • Os movimentos migratórios mundiais e suas motivações. • A distribuição das atividades produtivas, a transformação da paisagem e a (re)rganização do espaço geográfico. • A dinâmica da natureza e sua alteração pelo emprego de tecnologias de exploração e produção. • O espaço em rede: produção, transporte e comunicações na atual configuração territorial. Ensino Médio − A formação e transformação das paisagens. − A dinâmica da natureza e sua alteração pelo emprego de tecnologias de exploração e produção. − A distribuição espacial das atividades produtivas e a (re)organização do espaço geográfico. − A formação, localização, exploração e utilização dos recursos naturais. − A revolução técnico-científica-informacional e os novos arranjos no espaço da produção. − O espaço rural e a modernização da agricultura. − O espaço em rede: produção, transporte e comunicação na atual configuração territorial. − A circulação de mão-de-obra, do capital, das mercados e das informações. − Formação, mobilidade das fronteiras e a reconfiguração dos territórios. − As relações entre o campo e a cidade na sociedade capitalista. − A formação, o crescimento das cidades, a dinâmica dos espaços urbanos e a urbanização recente. − A transformação demográfica, a distribuição espacial e os indicadores estatísticos da população. − Os movimentos migratórios e suas motivações. 168 − As manifestações socioespaciais da diversidade cultural. − O comércio e as implicações socioespaciais. − As diversas regionalizações do espaço geográfico. − As implicações socioespaciais do processo de mundialização. − A nova ordem mundial, os territórios supranacionais e o papel do Estado. Encaminhamento Metodológico A metodologia do ensino de Geografia deve permitir que os alunos se apropriem dos conceitos fundamentais da disciplina e compreendam o processo de produção e transformação do espaço geográfico. Os conteúdos devem ser trabalhados de forma critica e dinâmica, devendo-se considerar o conhecimento espacial prévio dos alunos para relacioná-lo ao conhecimento científico no sentido de superar o senso comum. O professor deve ter uma postura pedagógica emancipatória, que leve o aluno a pesquisar, individual e coletivamente, e ao questionamento. Faz-se necessário superar práticas pedagógicas onde o professor preocupa-se excessivamente em apenas vencer o conteúdo A diversificação dos encaminhamentos metodológicos dos conteúdos, com atividades que exijam pesquisa, leitura, interpretação, análise, investigação (pesquisa de campo), relacionando-os com problemas atuais, torna-se significativo para os alunos. A contextualização do conteúdo de Geografia deve situar o aluno historicamente nas relações políticas, sociais, econômicas, culturais, em manifestações espaciais concretas, nas diversas escalas geográficas. Sempre que possível, o professor deverá estabelecer relações interdisciplinares dos conteúdos geográficos em estudo, porém, sem perder a especificidade da Geografia. Deve ainda conduzir o processo de aprendizagem de forma dialogada, possibilitando o questionamento e a participação dos alunos para que a compreensão dos conteúdos e a aprendizagem crítica aconteçam. A finalidade é que o ensino de Geografia contribua para a formação de um sujeito capaz de interferir na realidade de maneira consciente e crítica. Partindo desses pressupostos metodológicos, o professor organiza o processo de ensino de modo que os alunos ampliem sua capacidade de análise do espaço 169 geográfico e formem os conceitos dessa disciplina de maneira cada vez mais rica e complexa. O caminho para a metodologia são vários e todos podem ser utilizados de acordo com a situação, desenvolvendo no aluno a prática da observação do meio em que vive. Avaliação A avaliação está voltada para a análise da produção do conhecimento do aluno. Deve ser formativa, diagnóstica e processual, acompanhando a aprendizagem dos alunos e norteando o trabalho do professor. Considerando que a avaliação é contínua, deve ocorrer durante todo o ano. Como também é dinâmica, várias formas de avaliar podem ser utilizadas, tais como: avaliações objetivas, dissertativas, orais; trabalhos individuais ou coletivos; pesquisas e atividades realizadas dentro e fora da sala de aula; leitura e interpretação de imagens e mapas; pesquisas de campo; apresentação de seminários; leitura de tabelas e gráficos; relatórios; construção de maquetes; entre outras. Nessa concepção de avaliação, considera-se que os alunos têm diferentes ritmos de aprendizagem, identificam-se dificuldades e isso possibilita a intervenção pedagógica a todo tempo. O professor pode, então, procurar caminhos para que todos os alunos aprendam e participem das aulas. Referências Bibliográficas Vários autores, Projeto Araribá. Ed. Moderna. São Paulo: 2006, 1ª edição. 5ª e 6ª séries. MOREIRA, Igor e Elizabeth Auricchio. Construindo o Espaço. Ed. Ática. São Paulo: 2010. 3ª edição. 7ª série. DIRETRIZES CURRICULARES DA EDUCAÇÃO BÁSICA, Secretaria de Estado da Educação do Paraná. Curitiba: 2008. VESENTINI, José Willian. Geografia Geral e do Brasil. Ed. Ática. São Paulo: 2009. 1ª edição. MARINA, Lúcia e Tércio Rigolim. Geografia Geral e do Brasil. Ed. Ática. São Paulo: 2008. 1ª edição. 170 PIFFER, Osvaldo. Geografia no Ensino Médio. Ed. IBEP. São Paulo: 2002. LUCCI, Elian Alabi e Anselmo Lázaro Branco. Geografia – Homem e Espaço – Ensino Fundamental. Ed. Saraiva. São Paulo: 2002. 18ª edição. VESENTINI, José Willian. Geografia – Natureza e Sociedade. Ed. Contexto. São Paulo: 1997. SENE, Eustáquio de, João Carlos Moreira. Trilhas da Geografia. Ed. Scipione. São Paulo: 2000. 1ª edição. PALHARES, J. M. Paraná – Aspectos da Geografia. Ed. Gransmil. Foz do Iguaçu: 2004. 3ª edição. 7.9 História Apresentação da Disciplina de História Entendemos ser de interesse de toda a comunidade escolar, apresentar a disciplina de História, desde que a historiografia entende ser o inicio da prática acadêmica, para que desta forma todos possam ter conhecimento dos usos estratégicos que a disciplina teve em sua trajetória. Nossa intenção é revelarmos que desde de sua fundação, a prática de se formar o saber histórico estava entrelaçado com a sociedade. A história passou a existir com a criação, no Rio de Janeiro, do Colégio Pedro II, em 1837. A formação de uma instituição que atendia aos filhos dos aristocratas do império, logo exigiria a construção de um passado próprio, que serviria de inspiração às gerações futuras, com isso, no mesmo ano foi criado o Instituto Histórico Geográfico Brasileiro (IHGB).Sua função foi financiar trabalhos de intelectuais, para que assim possam surgir elementos que identificariam o povo e seu país. Nesta lógica, o modelo de discurso estava expresso nas três raças formadoras da população: a branca (colono), a indígena (nativo da terra) e a negra (escravo). Dessa forma, a ideologia do branqueamento se sobressaía, estando presente nos currículos escolares até os primeiros anos da República. 171 Portanto, a disciplina no século XIX, teve o caráter norteador do projeto de nação que império achava necessário. A história, então, agiu como órgão político estratégico para se elaborar um sentimento de identidade nacional. Outro momento em que a disciplina de História e usada como projeto político-social foi na Era Vargas. A preocupação de formar um cidadão dotado de moral e civilidade engendrou os currículos e reafirmou o caráter coorporativo da disciplina. A História de hoje se especializou, e as demandas provindas das Diretrizes Curriculares direcionaram o ensino a um modelo de aprendizado multifacetário. Ou seja, as narrativas protagonizadas por grandes líderes e unilateral não possuem mais espaços. Agora, a preocupação é apresentar aos discentes outras variações do discurso tradicional e dialogar constantemente com outras áreas do conhecimento. Portanto, a História tem como objetivo de estudo os processos históricos relativos às ações e relações humanas praticadas no tempo e espaços, determinando os limites e possibilidades das ações dos sujeitos de modo a demarcar como estes podem transformar constantemente as estruturas sóciohistóricas. Além disso, outra função da História está em suprir as carências humanas fundamentada por meio de um conhecimento constituído por interpretações históricas. Essas interpretações são compostas por teorias que diagnosticam as necessidades dos sujeitos históricos e propõem ações no presente e projetos de futuro. Já a finalidade do ensino da Historia é a formação de um pensamento histórico a partir da produção do conhecimento, estimulando as ações conscientes dos sujeitos. Imbuídos nesse pensamento, a História tem o dever de fazer com que o passado passe a dialogar constantemente com o presente, para que o discente possa identificar as modificações e permanências presentes no tempo-espaço, determinando sua importância na formação do caráter crítico do cidadão. Desta forma, o ensino da História deve dotar o aluno de espírito critico, participativo, e que essas experiências possam se tornar um legado a serem exercidas nas decisões a serem tomadas ao longo de sua vida, em situações familiares, na sua comunidade, mais tarde, em seu trabalho etc. Levando-o a perceber sua participação na construção da coletividade. De acordo com as Diretrizes Curriculares, a História busca despertar reflexões a respeito de aspectos políticos, econômicos, culturais e socais. 172 Privilegiando a Historia do Brasil, a História regional (lei 13.381/81) e também inclui o estudo das trajetórias dos povos indígenas e afro-brasileiros (lei 10.639/03), haja vista a necessidade de estabelecermos relações entre a micro-história e os acontecimentos recorrentes dos grandes fatos históricos. Objetivos A intenção do estudo da História e das propostas acima revelados nos conduzem a direcionar nosso trabalho à objetivos que servem de mecanismos norteadores para a ação docente. Dessa forma estaremos contribuindo para que o processo possa seguir a coerência estipulada por este plano pedagógico curricular. Determinados como objetivos da disciplina: - Criticar, analisar e interpretar fontes documentais distintas, identificando e diversidade presente nas diferentes linguagens e contextos da sua produção. - Conhecer as diferentes concepções de tempo, memória e cultura como construções sociais históricas, situando as relações entre permanências e transformações. - Entender a articulação entre a história e a construção das identidades sociais. - Analisar temas e problemas da atualidade à luz do conhecimento historiográfico. - Estimular o contato dos alunos com diferentes indícios históricos, a fim de que possam julgar e definir opiniões sobre o processo analisado. Conteúdos Estruturantes / Básicos São considerados conteúdos estruturantes os conhecimentos de grande amplitude que identificam e organizam os campos de estudos de uma disciplina escolar. Em História constituem-se como a própria materialidade do pensamento histórico. Consideram-se conteúdos da disciplina de História: Relações de trabalho, relações de poder, relações culturais. Estes estão direcionados para os três segmentos do ensino médio, explorando uma maior complexidade conceitual na explicação e interpretação histórica dos conteúdos. 173 Já no segmento do ensino fundamental privilegia-se recortes temáticos que organizam os conteúdos básicos de acordo com a opção política e teóricometodológica de romper com a narrativa histórica tradicional, linear, do ponto de vista do vencedor. Orientados nesta lógica, seguem os seguintes conteúdos por seriação no ensino fundamental: Conteúdos Estruturantes: - Relação de Trabalho; - Relação de Poder; - Relação de Cultura; Conteúdos básicos: Da 6º ano: 8- Produção do conhecimento histórico; articulação da histórica com outras áreas do conhecimento; a humanidade e a História, arqueologia no Brasil; Surgimento, desenvolvimento da humanidade e grandes migrações; Povos indígenas no Brasil e no Paraná; as primeiras civilizações na América e África, Europa e Ásia; as civilizações gregas e romana; a formação das instituições políticas; Império Romano e Cristianismo; Povos Bárbaros na baixa Idade Média. Da 7º ano: 9- Os povos Bárbaros na alta Idade Média; A Europa e os reinos Merovíngio e Franco; O Feudalismo; O Império Bizantino; Cultura e religião no Oriente Médio e Ásia; Os Árabes e o Islamismo; China medieval; Cristianismo e Cruzadas; Desenvolvimento urbano na Europa medieval; Formação dos estados nacionais; Grandes navegações e descobertas no novo mundo; Reinos e sociedades africanas, Renascimento; Reformas religiosas; Civilizações précolombianas e o choque cultural; Povos indígenas no Brasil; Antigo Regime; Colonização na América Espanhola. Da 8º ano: 174 10- Colonização nas Américas portuguesa e inglesa; União Ibérica e os Holandeses no Brasil; As bandeiras: expansão e consolidação da colonização no Brasil; A mineração; Iluminismo; A primeira Revolução Industrial; A era das revoluções burguesas; Independência dos Estados Unidos; Independência na América Latina; Movimentos de contestação no Brasil colonial; A independência do Brasil; O primeiro reinado; Período regencial; A segunda Revolução Industrial; A unificação norte-americana; O segundo reinado. Da 9º ano: 11- Imperialismo e Capitalismo no século XIX; A guerra do Paraguai; Abolição da escravatura; Proclamação da República; República Velha ou primeira República; movimentos sociais na república velha; A grande Revolução Russa; A primeira Guerra Mundial; O mundo no entre – guerras; O Brasil na década de 1920; O nazifascismo na Europa; A Era Vargas e o Estado Novo; A segunda Guerra Mundial; A Guerra Fria e a bipolarização; De Vargas à Kubitschek: desenvolvimento nacional; O golpe militar de 1964; 20 anos de ditadura no Brasil; O mundo em crise nos anos 1970; O movimento de redemocratização e as “Diretas Já”; O fim da Guerra Fria; Os movimentos fundamentalistas; A era FHC e o neoliberalismo; As Esquerdas no Poder na America Latina. Conteúdos Estruturantes no Ensino Médio: 12-Relação de Trabalho; 13-Relação de Poder; 14-Relação de Cultura; Conteúdos Básicos: Introdução ao Estudo da História; Pré-história: a origem do Homem; As civilizações da Antiguidade: Egito, Índia, China, Hebreus, Gregos e Romanos; Cultura e poder na Antiguidade Clássica; A alta Idade Média; Império Bizantino; A formação dos Reinos Bárbaros; As transformações políticas religiosas e culturais; o renascimento urbano; O oriente medieval: Japão, China e Índia; Civilizações pré-colombianas; As sociedade modernas; Do feudalismo para o capitalismo; as monarquias nacionais; O renascimento cultural; As reformas religiosas; A descoberta e encontros no Novo 175 Mundo; A colonização no Brasil; As invasões estrangeiras; o Estado absolutista; a colonização européia nas Américas; A crise no Antigo Regime; Iluminismo; Revoluções burguesas; Os movimentos de independência nas Américas; A mineração no Brasil; A crise na colonização; Independência do Brasil; As revoluções liberais e o socialismo; A unificação italiana e Alemã; Primeiro Reinado; Regências; Segundo Reinado; Imperialismo e a difusão do capitalismo industrial; Neocolonialismo: a partilha da África e Ásia; A ciência e cultura no século XIX; O Brasil republicano: formação do novo regime; A primeira Guerra Mundial; O período entre – guerras; A era Vargas; o Brasil desenvolvimentista: de Vargas à Kubitschek; A segunda Guerra Mundial; A guerra fria; As ditaduras militares na América Latina; descolonização afro-asiático; O oriente médio; A crise na URSS; Brasil: o processo de abertura política; Globalização e neoliberalismo; A esquerda no poder na América Latina; Terrorismo. Metodologia: De acordo com a organização curricular para os ensinos, Fundamental e Médio, já expostos acima, a História do Brasil será privilegiada, estabelecendo relações com a história regional e, com outros contextos e espaços, como África, Ásia, America e Europa, pretendemos com isso romper com a visão quadripartite da História. O rigor quanto à cronologia dos fatos e “idades” históricas não existe, pois acreditamos que se assim o fosse comprometeríamos os recortes necessários para um entendimento mais amplo da historicidade dos fatos. No entanto, achamos de interesse fundamental que o aluno saiba diferenciar as épocas e estabelecer conexões sem que esse exercícios venha carregado de anacronismos. Pretendemos, assim, que o aluno terá condições de exercitar os procedimentos próprios de História, problematização das questões propostas, delimitação do objeto, exame do estado da questão, busca de informações, levantamento e tratamento adequado das fontes, percepção dos sujeitos históricos envolvidos, estratégia de verificação e comprovação de hipóteses, organização dos dados coletados, historicidade, proposta de explicação para os fenômenos estudados, elaboração da exposição, redação de textos e pratica interdisciplinar, 176 isso através do uso de diferentes documentos com imagens, canções, filmes, objetos arqueológicos, revistas, gibis, livros didáticos e outros. Avaliação: A avaliação terá função diagnóstica e não somente classificatória, será feita a partir de critérios, esses critérios serão elaborados partindo do próprio conteúdo que possibilitará ao aluno a reelaboração da sua visão de mundo, assegurando-lhe o questionamento e o domínio da realidade contemporânea. O processo avaliativo será também contínuo, cumulativo e participativo, pois a avaliação continuada permite um retrato do conjunto do aluno e da classe, também estimula o aluno a cada atividade. A verificação da aprendizagem será feita a partir do que é básico e do que é essencial, como as relações do homem com a natureza, do homem com o homem em seus diferentes tempos e espaços. O sistema de verificação de rendimento poderão ocorrer em provas objetivas, subjetivas, trabalhos, pesquisas relatório, atividades extra -classes, sínteses, etc. Quanto a recuperação paralela, os alunos que não alcançarem a nota mínima nas avaliações realização trabalhos, interpretações de textos, provas como forma de recuperar o conteúdo, anteriormente a aplicação das referidas recuperações, será realizada uma recuperação de estudos. Bibliografia: Bezerra, Holien Gonçalves. A História na sala de aula. São Paulo, Ed. Contexto, 2003. Piletti, Nelson e Arruda, José Jobsin de A. Toda a História: História Geral e História do Brasil. 3ª edição, Ed. Ática, São Paulo, 1995. Rodrigues, Joelza Ester Domingues. História em documento: imagem e texto. Ed. Renovada, São Paulo: FTD, 2009. Versão Preliminar das Diretrizes Curriculares para Ensino Médio. 177 7. 10 LINGUA INGLESA APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA O ensino da Língua Estrangeira sofre constantes interferências. Através do currículo é instigado a atender às expectativas e demandas sociais contemporâneas, garantindo às novas gerações a aprendizagem dos conhecimentos historicamente produzidos, visando mudanças curriculares. Faz-se necessário o estudo da LEM com o objetivo de facilitar o processo de dominação e promover a expansão da comunicação no que se refere à disciplina. A abordagem comunicativa orienta o trabalho em sala de aula, favorecendo aprendizagem e o uso da língua pelos alunos ainda que de forma limitada evidenciando uma concepção centrada numa perspectiva utilitarista de ensino na qual a língua é concebida enquanto sistema para a expressão do significado, dentro de um contexto histórico interativo de uso. Os princípios educacionais fundamentais orientam as necessidades da sociedade, garantindo a equidade no tratamento da LEM em relação às demais obrigatórias do currículo, garantir o resgate da função educacional, respeitando a diversidade cultural, identitária e lingüística da Educação Básica. Haja visto que todo professor deve trabalhar para que o aluno se torne capaz de interpretar diferentes textos, compreender e ser compreendido, de assumir a palavra como cidadão, de produzir textos nas mais variadas situações, uma vez que o letramento crítico envolve a análise e a criticadas relações estabelecidas entre texto, língua, poder, 178 grupos sociais e práticas sociais; enfatizando sobre a necessidade de que os sujeitos interajam ativamente com o discurso. Toda língua é uma construção histórica e cultural em constante transformação. A língua concebida como discurso, não como estrutura ou código a ser decifrado, constrói significados e não apenas os transmite. O sentido da linguagem está no contexto de interação verbal e não no sistema lingüístico. No ensino de LEM, a língua, objeto de estudo dessa disciplina, contempla as relações com a cultura, o sujeito e a identidade, pois ensinar e aprender línguas é também ensinar e aprender percepções de mundo e maneiras de atribuir sentidos, é formar subjetividades, é permitir que se reconheça no uso da língua os diferentes propósitos comunicativos, independentemente do grau de proficiência atingido. No que se refere a cultura Afro, propõe-se uma divulgação e produção de conhecimentos, formação de atitudes, posturas e valores que eduquem cidadãos para interagirem na construção de uma nação democrática, garantindo seus direitos e identidade valorizada. OBJETIVOS GERAIS DA DISCIPLINA Usar a língua em situações de comunicação oral e escrita; a) b) Vivenciar formas de participação que lhe possibilitem estabelecer relações entre ações individuais e coletivas; c) Compreender que os significados são sociais e historicamente construídos e, portanto, passíveis de transformação na prática social; d) Ter maior consciência sobre o papel das línguas na sociedade; e) Reconhecer e compreender a diversidade lingüística e cultural, bem como seus benefícios para o desenvolvimento cultural do país; f) Formar alunos críticos e transformadores através do estudo de textos que permitam explorar as práticas de leitura, da escrita e da oralidade, além de incentivar a pesquisa e a reflexão. CONTEÚDO CONTEÚDO ESTRUTURANTE -- Discurso como prática social 179 CONTEÚDOS BÁSICOS 6º ano GÊNEROS DISCURSIVOS: Diálogos, textos informativos, textos descritivos, sites, cartas, fotos, textos não - verbais, histórias em quadrinhos, poemas, filmes, textos narrativos, anúncios, música, álbum de família. LEITURA -- Tema do texto; -- Interlocutor; -- Finalidade; -- Aceitabilidade do texto; -- Informatividade; -- Elementos composicionais do gênero; -- Léxico; -- Repetição proposital de palavras. ESCRITA -- Tema do texto; -- Interlocutor; -- Finalidade do texto; -- Informatividade; -- Elementos composicionais do gênero. -- Concordância verbal e nominal. ORALIDADE -- Tema do texto; -- Finalidade; -- Papel do locutor e interlocutor; -- Elementos extralingüísticos: entonação, pausas, gestos; -- Adequação do discurso ao gênero; -- Turnos de fala; -- Variações lingüísticas. MARCAS LINGUÍSTICAS: coesão, coerência, pontuação, recursos gráficos, gírias, ortografia, função das classes gramaticais no texto. 180 -- Verbo to be ( forma afirmativa, negativa e interrogativa); -- Pronomes: pessoais, possessivos, tratamento, demonstrativos; -- Adjetivos; -- Expressões interrogativas; -- Verbos to like/ to have; -- Artigos; -- Plural dos nomes; -- Preposições; -- Presente contínuo; -- Forma imperativa; - Numerais; -- Vocabulário: alfabeto, saudações, profissões, objetos escolares, cores, família, animais, frutas, partes da casa, comidas, bebidas, sobremesas. 7º ano GÊNEROS DISCURSIVOS: cartão-postal, diálogos, textos informativos, anúncios, textos narrativos, e-mails, textos não- verbais, receitas, textos descritivos, horóscopos, blogs, guias, menu, tiras, música, convites, filmes, poemas. LEITURA -- Tema do texto; -- Interlocutor; -- Finalidade do texto; -- Informatividade; -- Situacionalidade; -- Informações explícitas; -- Discurso direto e indireto; -- Elementos composicionais do gênero; -- Léxico. ESCRITA -- Tema do texto; -- Interlocutor; -- Finalidade do texto; 181 -- Discurso direto e indireto; -- Elementos composicionais do gênero; -- Concordância verbal e nominal; -- Semântica ORALIDADE --Tema do texto; -- Finalidade; -- Papel do locutor e interlocutor; -- Elementos extralinguísticos; -- Adequação do discurso ao gênero; -- Turnos de fala; -- Variações linguísticas. MARCAS LINGUÍSTICAS: coesão, coerência, pontuação, recursos gráficos, ortografia, função das classes gramaticais no texto, gírias. -- Verbo to be; -- Numerais; -- Palavras interrogativas; -- Caso possessivo; -- Preposição; -- Verbo modal Can; -- Presente simples To have; -- Advérbios de frequência; -- Posição dos adjetivos; -- Futuro Going to; -- Imperativo; -- Pronomes; -- Vocabulário: Países e nacionalidade, partes do corpo, comidas e bebidas, dias da semana, meses do ano, horóscopo, clima, estações do ano, horas, aparelhos eletrônicos, esportes 8º ano 182 GÊNEROS DISCURSIVOS: textos informativos, textos descritivos, diálogos, textos não- verbais, biografias, textos jornalísticos, sinopses, textos narrativos, fábulas, tiras, músicas, anúncios, poemas, mapas, filmes, vídeo clip. LEITURA -- Conteúdo temático; -- Interlocutor; -- Finalidade do texto; -- Aceitabilidade do texto; -- Informatividade; -- Situacionalidade; -- Intertextualidade; -- Vozes sociais presentes no texto -- Elementos composicionais do gênero; -- Semântica; -- Léxico. ESCRITA -- Conteúdo temático; -- Interlocutor; -- Finalidade do texto; -- Informatividade; -- Situacionalidade; -- Intertextualidade; -- Vozes sociais presentes no texto; -- Elementos composicionais do gênero; -- Semântica: ambiguidade, significado das palavras; -- Concordância verbal e nominal. ORALIDADE -- Conteúdo temático; -- Finalidade; -- Aceitabilidade do texto; 183 -- Informatividade; -- Papel do locutor e interlocutor; -- Elementos extralinguísticos; -- Adequação do discurso ao gênero; -- Turnos de fala; -- Variações linguísticas; -- Elementos semânticos; -- Adequação da fala ao contexto; -- Diferenças entre o discurso oral e o escrito. MARCAS LINGUÍSTICAS: coesão, coerência, pontuação, recursos gráficos, gírias, funções das classes gramaticais. -- Pronomes possessivos; -- Palavras interrogativas; -- Passado simples do verbo To be ( forma afirmativa, interrogativa e negativa) -- Uso do there was e there were; -- Direções; -- Question tag; -- Passado simples dos verbos regulares ( forma afirmativa, negativa e interrogativa); -- Números cardinais; -- Passado simples dos verbos irregulares ( forma afirmativa, negativa e interrogativa); -- Passado progressivo ( forma afirmativa, negativa e interrogativa); - Futuro com “will”( forma afirmativa, negativa e interrogativa); 9º ano GÊNEROS DISCURSIVOS: textos informativos, diálogos, textos não- verbais, textos narrativos, provérbios, artigos, tiras, anúncios, poemas, slogan, filmes, músicas,vídeo clip. LEITURA -- Tema do texto; -- Interlocutor; -- Finalidade do texto; 184 -- Aceitabilidade do texto; -- Informatividade; -- Situacionalidade; -- Intertextualidade; -- Temporalidade; -- Discurso direto e indireto; -- Elementos composicionais do gênero; -- Significados das palavras; -- Léxico; -- Semântica. ESCRITA -- Tema do texto; -- Interlocutor; -- Finalidade do texto; -- Aceitabilidade do texto; -- Informatividade; -- Situacionalidade; -- Intertextualidade; -- Temporalidade; -- Discurso direto e indireto; -- Elementos composicionais do gênero; -- Significado das palavras; -- Relação de causa e consequência ente as partes e elementos do texto; -- Semântica; -- Ortografia; -- Concordância verbal e nominal. ORALIDADE -- Conteúdo temático; -- Finalidade; -- Aceitabilidade do texto; -- Informatividade; -- Papel do locutor e interlocutor; 185 -- Elementos extralinguísticos; -- Adequação do discurso ao gênero; -- Turnos de fala; -- Variações linguísticas; -- Elementos semânticos; -- Adequação da fala ao contexto; -- Diferenças entre o discurso oral e o escrito. MARCAS LINGUÍSTICAS: coesão, coerência, pontuação, recursos gráficos, gírias, funções das classes gramaticais. -- Pronomes reflexivos; -- Comparação dos adjetivos: grau comparativo e grau superlativo; -- Presente perfeito; -- Verbos modais: Can, may, should, must. ( forma afirmativa, negativa e interrogativa); -- Pronomes relativos. CONTEÚDOS ESTRUTURANTES 1. Discurso – Prática social sob seus vários gêneros: 1.1 Conhecimentos lingüísticos; 1.2 Conhecimentos discursivos; 1.3 Conhecimentos culturais e sócios – pragmáticos; 1.1.1 vocabulário, fonética e regras gramaticais; 1.2.1 Diferentes gêneros discursivos; 1.3.1 A forma como um grupo social vive e concebe a vida; 1.3.2 Os valores ideológicos, sociais e verbais que envolvem o em um contexto sócio- histórico particular; 2 Práticas de leitura: 2.1 Textos publicitários, jornalísticos, literários, informativos, de opinião; 2.2 Leitura de textos não verbais combinados com textos verbais; 3 Práticas de escrita: 3.1 Construção de textos e de sua coerência; 4 Prática de oralidade : 4.1 Textos literários; 4.2 Variação lingüística; 186 4.3 Textos orais pertencentes a diferentes discursos; CONTEUDOS POR SÉRIE 1º ANO 1.- Leitura 1.1.Leitura de textos literários, publicidade, jornalismo, médio. 2.- Escrita 2.1.- Produção de frases e pequenos textos pelo professor, com ajuda do dicionário, listas de verbos e elementos estruturantes de um texto como preposição. 2.2.- Produção de bilhetes com recados para colegas e professores. 2.3.- Produção de frases reflexivas para exposição. 3.- Fala e compreensão auditiva. 3.1.- Textos orais; 3.2.- Músicas; 3.3.- Vídeos; 3.4.- Diálogos. 4.- Gramática: Verbos; Pronomes; Preposições. 2º ANO 1.- Leitura 1.1.- Texto Literário 1.2.- Texto Publicitário 1.3.- Notícias 2.- Escrita: 2.1.- Cartas, frases, bilhetes; 2.2.- Texto Narrativo; 2.3.- Texto Descritivo; 187 2.4.- História em quadrinhos. 3.- Fala e compreensão auditiva. 4.- Conhecimentos Gramaticais: 4.1.- Verbos 4.2.- Preposição 4.3.- Pronomes 4.4.- Advérbios 4.5.- Artigos. 3º ANO 1.- Leitura: 1.1.- Texto Literário 1.2.- Texto publicitário 1.3.- Texto Jornalístico 1.4.- Mídia 2.- Escrita 2.1.- Texto Formal 2.2.- Texto informal 3.- Fala e compreensão auditiva. 3.1.- Enunciados orais. 4.- Conhecimentos Gramaticais: 4.1.- Vocabulário 4.2.- Pronúncia 4.3.- Ortografia 4.4.- Regras de formação das palavras e frases. 188 No que refere-se aos conteúdos relacionados a Educação do Campo, Educação Fiscal, Educação Ambiental, Cultura Afro Brasileira, Educação Indígena e Historia do Paraná, seguindo suas Diretrizes educacionais especificas, deverão ser trabalhados considerando as reais necessidades e interesses dos alunos, seus processos próprios de aprendizagem, finalidades, respeitando-se a diversidade e acolhendo as diferenças sem transformá-las em desigualdade, contemplando ainda os aspectos sociais, culturais, políticos, econômicos, de gênero, geração e etnia, sendo que enquanto Escola, devemos realizar um trabalho envolvendo todos os setores comprometidos com a universalização da Educação Escolar com qualidade social, constituindo um espaço publico de investigação e articulação de experiência e estudo, bem como para o desenvolvimento social, economicamente justo. Dentro de cada conteúdo Estruturante serão abordadas as demandas educacionais, afim de que possa trabalhar não somente as diferenças culturais mas sim as diferenças e identidade de cada um, abrindo espaço para que diminuam os preconceitos e garanta o sucesso escolar, atingindo o objetivo educacional de formar sujeito críticos, participativos, atuantes que façam parte da construção da história social, politica e cultural. Lembrando que todos os conteúdos elencados nas Diretrizes Curriculares são passíveis de flexibilidade para que as demandas educacionais possam ser amplamente discutidas e refletida pelo coletivo escolar. ENCAMINHAMENTOS METODOLÓGICOS O trabalho com a Língua Inglesa na sala de aula precisa partir do entendimento das línguas nas sociedades, não somente como meros instrumentos de acesso a informação, mas também como possibilidades de conhecer, expressar e transformar modos de entender o mundo e construir significados. A partir do conteúdo estruturante Discurso como prática social, serão trabalhadas questões linguísticas, sociopragmáticas, culturais e discursivas, bem como as práticas do uso da língua: leitura, oralidade e escrita. Propõe- se que, nas aulas, o professor aborde os vários gêneros textuais, em atividades diversificadas, analisando a função do gênero estudado, sua composição, a distribuição de informações, o grau de informação presente, a intertextualidade, os recursos coesivos, a coerência e, somente depois de tudo isso, a gramática em si. 189 A aula deve ser um espaço em que se desenvolvam atividades significativas, as quais explorem diferentes recursos e fontes, a fim de que o aluno vincule o que é estudado com o que o cerca. Em relação às reflexões discursivas ideológicas, estas dependem de uma interação primeira com o texto, não privilegiando a prática da leitura em detrimento às demais no trabalho em sala de aula, havendo uma completa mistura de linguagem escrita, visual e oral, através da utilização de recursos visuais e tecnológicos como : livro didático, dicionários, livros paradidáticos, fotos , cartazes, gravuras, cartões- postais, DVDs, vídeos, fitas de áudio, CD-ROOM, Internet, TV pendrive, etc. e do processo de inferência para auxiliar o trabalho pedagógico, através de leituras, debates, discussões, atividades em grupo e relatos de experiências. Quanto aos procedimentos interpretativos, alguns elementos que podem permitir a interpretação de grande parte dos sentidos produzidos no contato com textos, são a percepção das diferentes formações discursivas intra e interlínguas, a mobilização do conhecimento de mundo e da capacidade de abstração e reflexão dos alunos. O professor deve criar estratégias para que os sujeitos percebam a heterogeneidade da língua através do trabalho com a leitura, estabelecendo-se como importante, na medida em que permite o entendimento dos significados possíveis das estruturas apresentadas, uma vez que um texto pode apresentar várias possibilidades de leitura. Na abordagem de leitura discursiva, a inferência é um processo cognitivo relevante porque possibilita construir novos conhecimentos, a partir daqueles existentes na memória do leitor, os quais são ativados e relacionados às informações materializadas no texto. A oralidade tem como objetivo expor aos alunos a textos orais, pertencentes aos diferentes discursos, lembrando que na abordagem discursiva a oralidade é muito mais do que o uso funcional da língua, é aprender a expressar idéias. O trabalho pedagógico com o texto trará uma problematização e a busca por sua solução deverá despertar o interesse dos alunos para que desenvolvam uma prática analítica e crítica, ampliem seus conhecimentos linguístico – culturais e percebam as implicações sociais, históricas e ideológicas presentes num discurso no qual se revele o respeito ás diferenças culturais, crenças e valor 190 As atividades serão abordadas a partir de textos e envolverão, simultaneamente, práticas e conhecimentos mencionados, de modo a proporcionar ao aluno condições para assumir uma atitude crítica e transformadora com relação aos discursos apresentados. Para cada texto escolhido, deve – se trabalhar o gênero, o aspecto cultural, a variedade linguística e a análise lingüística. O trabalho com a escrita deve ser visto como uma atividade sociointeracional, ou seja, significativa. É importante que o professor direcione as atividades de produção textual definindo em seu encaminhamento qual o objetivo da produção e para quem se escreve, em situações reais de uso. Quanto ao trabalho com a História e Cultura Afro, Educação Ambiental, Prevenção ao uso indevido de drogas, Sexualidade, Educação para o trânsito, Violência serão realizados com os alunos, estudos, pesquisas, debates e produções individuais e coletivas. AVALIAÇÃO A função da avaliação é de subsidiar a construção da aprendizagem, assumindo o papel de auxiliar o educando no seu crescimento cultural. A mesma se constitui num instrumento facilitador na busca de orientações e intervenções pedagógicas ao longo do processo educativo, superando a concepção de mero instrumento de medição de apreensão de conteúdos. Cabe ao professor observar a participação ativa dos alunos, considerando que o engajamento discursivo na sala de aula se realiza por meio da interação verbal, lendo e comentando suas produções, incentivando a leitura e acompanhando o percurso desenvolvido pelo aluno, identificando suas dificuldades para que juntos possam superá-las. É importante considerar na prática pedagógica, avaliações diagnósticas, formativas e contínuas, desde que estas se articulem com os objetivos específicos e conteúdos definidos na escola, respeitando as diferenças individuais e escolares. É por meio dos resultados da avaliação que se pode implantar mudanças, alcançando resultados cada vez mais positivos. Sendo assim, a avaliação deverá acontecer através de diálogos dirigidos, trabalhos individuais e em grupo, observação da oralidade, pesquisas, produção de 191 textos, leitura, avaliações subjetivas e objetivas e a interação do aluno no desenvolvimento das aulas. REFERÊNCIAS AUN. Eliana, MORAES. Maria Clara Prete de. SANSANOVICZ. Neusa Bília. Get Together at the new English Point. 1. ed. São Paulo: Saraiva, 2005. BRASIL. Lei nº 10.639, de 9 de Janeiro de 2003, altera a lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional, para incluir no currículo oficial de rede de ensino a obrigatoriedade da temática “ História e Cultura Afro” e outras providências. AZEVEDO. Dirce Guedes de & GOMES. Ayrton de Azevedo. Blow up. São Paulo: FTD, 2003. Currículo Básico da Escola Pública do Paraná. Seed. Superintendência da Educação. Departamento de Ensino de 1º grau. Curitiba, 1990. Diretrizes Curriculares da Educação Básica. Língua Estrangeira Moderna. Inglês. Secretaria de Estado da Educação, 2008. JORDÃO. C.M. A língua estrangeira na formação do indivíduo. Curitiba, 2004. LIBERATO. Wilsom. English Information. São Paulo FTD, 2005 LUCKESI. C. C. Avaliação da aprendizagem escolar. São Paulo: Cortez,1995. ROCHA. Analuiza Machado & FERRARI, Zuleica Àgueda. Take your time. 3. ed. São Paulo: Moderna, 2004. 7.11 LINGUA PORTUGUESA 192 Apresentação Geral da Disciplina A linguagem é uma atividade humana, histórica e social. Ensinar a Língua Portuguesa é garantir um grau cultural mais elevado de modo a suprir suas necessidades culturais para um bom convívio em sociedade. Através da linguagem, o homem se reconhece como ser humano, pois ao se comunicar com outros homens e trocar experiências, se certifica de seu conhecimento do mundo e dos outros com quem interage. Isso, lhe permite compreender melhor a realidade em que está inserido e o seu papel como sujeito social. O ensino da Língua Portuguesa, numa visão contemporânea, precisa estar comprometido, tanto na oralidade quanto na escrita, com o processo de enunciação e do discurso, e sua prática deve estar relacionada a situações reais de comunicação. A língua existe na escola porque é importante fora dela. Aprender a língua não significa apenas aprender palavras, ou modo como elas devem ser organizadas, mas compreender os sentidos que elas têm para diferentes pessoas, e o modo como elas são utilizadas para comunicar o entendimento e a interpretação que estas pessoas têm sobre o mundo. Aprender uma língua significa ser capaz de produzir e interpretar textos, tais como eles existem fora da escola. Um projeto educativo comprometido com a democratização social e cultural atribui à escola a função e responsabilidade de contribuir para garantir a todos os alunos os sucessos aos saberes linguísticos necessários para a cidadania. Queremos que cada aluno se torne capaz de interpretar diferentes textos que circulam socialmente, de assumir a palavra como cidadão, de produzir textos nas mais variadas situações. Um bom argumento para se propor um ensino deve ser voltado ao desenvolvimento das atividades verbais - a fala, a leitura e a escrita – e não ao conhecimento da teoria da língua. Portanto, pela linguagem se expressam ideias, pensamentos e intenções e se estabelecem relações interpessoais anteriormente inexistentes e se influencia o outro alterando suas representações da realidade e da sociedade e o rumo de suas reações. Neste contexto, a língua é um sistema de signos específicos, históricos e sociais, que possibilita aos homens e mulheres significar o mundo e a sociedade. 193 Aprendê-la é aprender não somente palavras e saber combiná-las em expressões complexas, mas compreender significados culturais e com eles, os modos pelos quais as pessoas entendem a interpretar a realidade e a si mesmo. De acordo com a proposta baseada na Versão Preliminar da Diretrizes para Ensino Médio, e atendendo as leis 10.639/03 e 13.381/01, privilegiará o Estudo de História brasileira e paranaense, inserindo, quando o contexto pedir, a história afrobrasileira e africana, dentro da língua portuguesa trabalhando com leituras, debates, sobre a cultura afro-descendente através de poesias e a própria história. Objetivos Gerais Empregar a língua oral em diferentes situações de uso, sabendo adequá-la a cada contexto e interlocutor, descobrindo as intenções que estão implícitas nos discursos do cotidiano e posicionando-se diante dos mesmos; Desenvolver o uso da língua escrita em situações discursivas realizadas por meio de práticas sociais, considerando-se os interlocutores, os seus objetivos, o assunto tratado, os gêneros e suportes textuais e o contexto de produção/leitura; Refletir sobre os textos produzidos, lidos ou ouvidos, atualizando o gênero e tipo de texto, assim como os elementos gramaticais empregados na sua organização. Aprimorar, pelo contato com os textos literários, a capacidade de pensamento crítico e a sensibilidade estética dos alunos, propiciando através da literatura, a constituição de um espaço dialógico que permita a expansão lúdica do trabalho com as práticas da oralidade, da leitura e da escrita. CONTEÚDOS ESTRUTURANTES Linguagem oral Leitura Produção de texto Gramática 6º ano 194 Linguagem Oral Criação (histórias, quadrinhas, piadas, charadas, adivinhações, entre outros.); Relatos de acontecimentos, experiências pessoais, históricos, familiares, brincadeiras, mantendo-se a unidade temática; Leitura (ou declamação) em voz alta com pronúncia e entonações corretas. Leitura Leitura livre, sem interferências, descobrindo o prazer da leitura; Direcionar a leitura no sentido de trabalhar com hipóteses para a solução de situações-problemas; Prática da leitura de textos informativos de ficção, curtos e longos; Textos lúdicos: trava-línguas, quadrinhas, parlendas e piadas. Produção de textos História do aluno; bilhetes; Produção de textos relacionados à cultura Afro-brasileira e Africana na escola (poemas, contos e crônicas); Produção escrita de valorização da cultura dos povos do campo. Gramática Todo o conteúdo gramatical será desenvolvido a partir de exemplos retirados de textos trabalhados ou de situações criadas na sala de aula, o que possibilitará ao aluno entender que os elementos do universo humano (e as relações entre esses elementos) são respectivamente representados no universo da linguagem; Organização de parágrafos; Pontuação; Acentuação; Ortografia; Recursos gráfico-visuais (margem, título, etc.). 7º ano 195 Linguagem oral Relatos de experiências pessoais, históricos, familiares, brincadeiras, acontecimentos, eventos, textos lidos (literários ou informativos, etc...), enfatizando o modo de vida na zona rural; Depoimentos sobre situações significativas vivenciadas pelo próprio aluno ou pessoas de seu convívio; É indispensável um ambiente de tranqüilidade e ordem que possibilite a ele ser ouvido e/ou contestado pelo grupo; Confronto entre os mesmos níveis de registros de forma a constatar as similaridades e diferenças entre a modalidade oral e escrita. Leitura Direcioná-lo no sentido de trabalhar com hipóteses para a solução de situações- problema; Direcioná-lo para o levantamento de pistas que o levarão a uma interpretação mais completa do texto; Interpretação (análise de textos lidos); Leitura de temas que expressem questões relevantes sobre o racismo. Produção de textos Produção de textos de ficção (narrativos); informativos; Relatos de bilhetes, cartas, cartazes, avisos; Poemas, contos e crônicas relativos à cultura Afro-brasileira e africana na escola; Observação se o aluno escreve não apenas corretamente, mas expressivamente, com períodos formando parágrafos coerentes e compondo um texto coeso; Participação ativamente das atividades relacionadas à leitura ou exposição dos textos produzidos por todos em projetos, inclusive, valorizando adequadamente a dimensão da linguagem. Gramática A organização dos períodos deverá moldar-se ao raciocínio lógico do aluno e acompanhar, progressivamente, a evolução da complexidade de seu pensamento; 196 A sistematização dos conceitos visa à compreensão dos mecanismos da língua e a uma melhor performance do aluno no momento da produção de texto; Uso de recursos coesivos (conjunções, advérbios, pronomes, etc.). 8º ano Linguagem Oral Debates (assuntos lidos, acontecimentos, situações polêmicas contemporâneas, filmes, programas etc...); Uso do discurso oral para emitir opiniões, justificar ou defender opções tomadas, colher e dar informações, fazer e dar entrevistas, apresentar resumos, expor programações, dar avisos, fazer convites. Respeito à posição do outro durante debates e discussões; Aceitação de que podem existir outros pontos de vista diferente do seu próprio. Leitura Verbetes enciclopédicos, relatórios de experiências, artigos e textos didáticos; Fornecimento ao aluno do embasamento teórico que lhe permita reconhecer no texto recursos expressivos para atingir um determinado objetivo; Diferentes tipos e gêneros; Interpretação e análise dos textos lidos. Produção de textos Relatos de notícias, editoriais, cartas de leitor e entrevistas (textos de imprensa); Se ele maneja com razoável habilidade recursos discursivos que lhe permitem atingir os objetivos de escritor que quer conquistar seu leitor, adequando esses recursos às idéias que quer transmitir; Se ele transfere para os seus escritos os conhecimentos adquiridos no campo da gramática; Se sua produção, sendo diversificada, apresenta, para cada gênero, as condições mínimas necessárias para que se considerem apreendidas as estruturas narrativas, descritivas, poéticas e dissertativas bem como a combinação dessas estruturas, principalmente a visual e a escrita; 197 Se ele realmente incorporou os diferentes subsídios presentes nos textos com os quais trabalhou na exploração da escrita. Gramática Adequação à norma padrão (concordância nominal e verbal, regência verbal e nominal, conjunção verbal); Processos de coordenação e subordinação na construção das orações; Trabalho com a morfossintaxe; O desenvolvimento do pensamento abstrato deverá corresponder à interiorizarão de dois processos básicos de composição do período: a coordenação e a subordinação; A sistematização dos conceitos visa à compreensão dos mecanismos da língua e a uma melhor performance do aluno no momento da produção de texto. 9º ano Linguagem Oral Análise de entrevistas televisivas ou radiofônicas Capacidade de ouvir as outras palavras; Sínteses das ideias principais apresentadas pelos textos; Debates, seminários, júris simulados e outras atividades que possibilitem o desenvolvimento da argumentação; Pesquisa acerca dos países africanos que falam a Língua Portuguesa. Leitura . Estudo de obras literárias e artísticas de escritores e pintores negros; . Textos de divulgação científica e textos de publicidade (propagandas, classificados...); . Contextualização que permita inferir marcas ideológicas no texto; . Intertextualidade no sentido de perceber que os textos dialogam entre si. Produção de textos 198 . Produção de textos relacionados à cultura afro-brasileira e africana na escola (informativos/poéticos); . Incorporação dos diferentes subsídios presentes nos textos com os quais trabalhou na exploração da escrita; . Inteiração dos critérios estabelecidos, com a concordância do grupo, para a correção e avaliação das redações sob a orientação do professor e/ou colega no sentido de reescrever os textos para melhorá-los; . Apresentação realmente de melhoras significativas, a partir das observações apontadas no texto; . Relatórios, resumos de artigo e verbetes de enciclopédia (textos de divulgação científica); . Países africanos que falam a Língua Portuguesa e diferenças do Português falado e escrito entre eles; . Obras literárias de escritores negros. Gramática . Conscientização dos fenômenos linguísticos inicialmente analisados pelos alunos e, somente depois de esgotados os questionamentos lançados ao grupo/classe será feita a “amarração” final, seguida da correspondente conceituação; . O aprendizado dos elementos garantidores da coesão dos processos de coordenação e subordinação, devem voltar-se para o texto enquanto análise e produção. ENSINO MÉDIO Conteúdos Estruturantes. Prática Discursiva O texto verbal – oral ou escrito com experiências reais de uso da língua; A análise lingüística relativizando a gramática; Reflexão sobre o uso que faz da linguagem nos diferentes contextos e situações. No domínio da discursividade e do discurso enquanto prática social; Prática da Oralidade 199 Variedade de linguagem através das cantigas, narrativas, dos causos contados no seu grupo social, do diálogo dos falantes que a cercam no dia-a-dia ou até mesmo através do rádio, TV, e outras mídias. Prática da Leitura Relações estabelecidas entre textos, ou seja, a intertextualidade; Intersecção dos textos midiáticos com os literários, por meio das transposições que a linguagem cinematográfica; Textos literários do realismo midiático movimentando-os pelo tempo do imaginário. Textos da Literatura Africana, como base poesias, e a história em si. Prática da Escrita Composições a partir de conceitos e definições de diferentes modelos de textos. Escrita viva e real, feita na história. A produção escrita de diferentes tipos de textos, a partir das experiências sociais; : Variados gêneros, engendrados pelas necessidades humanas. Escrita viva e real baseada na história afro-brasileira e africana. Análise Linguistica e as Práticas Discursivas Regularidades, similaridades e diferenças dos elementos lingüísticos empregados em seus discursos ou textos. Hipóteses sobre as condições contextuais e estruturais em que os seus e outros textos são produzidos, oralmente e/ou por escrito; Leitura de textos é no interior destas e a partir destas que a análise lingüística se dá. Reflexão sobre as particularidades lingüísticas; Elementos verbais os recursos disponíveis da língua e os elementos extra verbais, reflexão lingüística, e análise da língua. Construção de conhecimentos, sistema lingüístico incluindo sua morfologia e sintaxe. Prática efetiva de diferentes instâncias sociais, através da leitura, escrita e oralidade. 200 Práticas de uso real da língua materna, práticas discursivas da Lingüística, Sociolingüística, Semiótica, Pragmática – Estudos literários, Semântica Morfologia, Sintaxe, Fonologia, Análise do Discurso, Gramáticas normativa, descritiva, de usos, entre outros, de modo a contribuir com o aprimoramento da competência lingüística dos estudantes. Conteúdos 1º ANO 1 – Leitura 1.1 Leitura de textos literários, crônicas, piadas, poemas, artigos científicos, romances, publicidade, reportagens, contos entre outros; 1.2 Estudo da análise da narrativa; 1.3 Literatura: gêneros literários; fase de trasição; 1.3.1 Escolas literárias: 1.3.2 Barroco em Portugal; 1.3.3 Barroco no Brasil; 1.3.4 Arcadismo. 2- Escrita 2.1 Produção de textos narrativos, 2.2 Produção de textos descritivos, 2.3 Reestruturação textual; 2.4 Exercícios complementares. 3- Análise lingüística (gramática contextualizada) 3.1 Verbo, substantivo, adjetivo, advérbio, preposição, interjeição, artigo, numeral (elementos estruturantes de um texto) 4- Oralidade 4.1 Debates, discussão coletiva, (em grupos) e individual. (Textos literários e nãoliterários). 201 2º ANO 1- Leitura 1.1 Texto Literário; 1.2 Texto Publicitário; 1.3 Texto Jornalístico, notícias. 1.4 Literatura: escolas literárias, Romantismo, Realismo, Naturalismo, Parnasianismo e Simbolismo, Poesia e sonorização. 2- Escrita 2.1 Produção de textos narrativos; 2.2 Produção de textos descritivos; 2.3 Produção de textos dissertativos. 2.4 Exercícios complementares. 3- Análise Lingüística (gramática contextualizada) 3.1Concordância verbal, concordância nominal advérbio, pronomes, artigos 3.2 Coerência e coesão. 4- Oralidade 3.1 Debates, exposição de trabalho oral, coletivo e individual (textos literários e não literários) . 3º ANO 1- Leitura 1.1 Texto Literário; 1.2 Texto Publicitário; 1.3 Texto Jornalístico; 1.4 Mídia. 1.5 Literatura: 1.5.1 Pré-Modernismo 202 1.5.2 As Vanguardas Européias, 1.5.3 O Modernismo no Brasil : 1ª, 2ª, 3ª Fases. 1.5.4 Estudo de autores contemporâneos. 2- Escrita 2.1 Texto formal (norma culta padrão) 2.2 Texto informal( linguagem coloquial) 2.3 Texto narrativos; 2.4 Texto dissertativos. 3- Análise Lingüística (gramática contextualizada) 3.1 Concordância verbal; 3.2 Concordância nominal; 3.3 Regência verbal; 3.4 Regência nominal; 3.5 Figuras de linguagem. 4- Oralidade 4.1 Debates, exposição de trabalho oral, coletivo e individual(literários e não- literários). Objetivos Demonstrar compreensão de textos orais, nos gêneros previstos para o ciclo esperando que o aluno realize, oralmente ou por escrito, retomadas de texto ouvidos, de forma que sejam preservadas as idéias principais. Atribuir sentido a textos orais e escritos, posicionando-se criticamente diante deles a fim de que o aluno identifique o ponto de vista e possa confrontar o texto lido com outros textos e opiniões. Selecionar procedimentos de leitura adequados a diferentes objetivos e interesses, ajustando sua leitura para compreensão e dedução de informações implícitas. 203 Produzir textos orais e redigir textos na modalidade escrita nos gêneros previstos para as séries para que o aluno possa monitorar seu desempenho durante o processo de produção, em função dos interlocutores. Escrever textos coerentes e coesos, observando as restrições impostas pelo gênero para que o aluno possa garantir a relevância das informações em relação ao tema, dos propósitos do texto; a continuidade temática, recursos linguísticos apropriados. Utilizar os padrões da escrita, observando regularidades linguísticas ortográficas e revisar os próprios textos empregando e com o objetivo de aprimorá-los, adequadamente os tempos verbais, a ortografia correta, sabendo utilizar dicionário para resolver dúvidas incorporando esses conhecimentos para escrever bons textos. Metodologia É importante trazer para a sala de aula todo tipo de texto. Para tanto o trabalho com a língua irá se pautar no domínio da língua oral, domínio da leitura e domínio da escrita. Expressar-se oralmente é algo que requer confiança em si mesmo, ou seja, depende consideravelmente de a escola constituir-se num ambiente que acolha a vez e a voz, a diferença e a diversidade. É preciso criar condições para que o aluno construa discurso próprio, expresse com objetividade e fluência nas ideias. Esta concepção de linguagem implica numa opção metodológica que auxilie o aluno a se apropriar da língua enquanto visão de mundo particularizado, mas na perspectiva da individualização a partir do coletivo. O trabalho com o domínio da leitura tem como finalidade a formação de leitores competentes e, consequentemente, de pessoas capazes de escrever com eficácia. Ler e compreender o que lê, identificando elementos implícitos, estabelecendo relações entre textos, atribuindo sentido e conseguindo justificar e validar a sua leitura a partir de localização de elementos discursivos. 204 Quando ao domínio da escrita, esta é uma prática indissociada da leitura, embora a escrita exija o registro em linguagem padrão, enquanto que na linguagem oral estão presentes as variações dialetais, a redundância, a mudança de assunto sem comprometer, a compreensão global. A análise e reflexão linguística deverão propiciar o pensar sobre a escrita, sobre o que ela representa, seus usos e funções. Recomenda-se a ênfase ao trabalho com textos ficcionais nas séries iniciais e com textos informativos nas séries posteriores. Os recursos utilizados pelo educador para que o trabalho tenha êxito são: Apoio a relação, a construção de autonomia e construção de conhecimentos; Contribuição para o desenvolvimento e organização de situações de ensino e aprendizagem; Diversificação do universo de fontes de informação; Contextualização do conteúdo escolar. Para que todo esse processo de ensino aprendizagem se efetive, o aluno deve ter acesso à biblioteca e a materiais de leitura variados, ou seja, precisamos de variedades para que possamos diversificar e atualizar a aprendizagem de nossos educandos. Quanto aos programas e projetos institucionais (Jogos Colegiais e FERA) são trabalhados cotidianamente por estarem inseridos enquanto conteúdo de determinadas disciplinas. No que refere-se aos conteúdos relacionados a Educação do Campo, Educação Fiscal, Educação Ambiental, Cultura Afro Brasileira, Educação Indígena e Historia do Paraná, seguindo suas Diretrizes educacionais especificas, deverão ser trabalhados considerando as reais necessidades e interesses dos alunos, seus processos próprios de aprendizagem, finalidades, respeitando-se a diversidade e acolhendo as diferenças sem transformá-las em desigualdade, contemplando ainda os aspectos sociais, culturais, políticos, econômicos, de gênero, geração e etnia, sendo que enquanto Escola, devemos realizar um trabalho envolvendo todos os 205 setores comprometidos com a universalização da Educação Escolar com qualidade social, constituindo um espaço publico de investigação e articulação de experiência e estudo, bem como para o desenvolvimento social, economicamente justo. Dentro de cada conteúdo Estruturante serão abordadas as demandas educacionais, afim de que possa trabalhar não somente as diferenças culturais mas sim as diferenças e identidade de cada um, abrindo espaço para que diminuam os preconceitos e garanta o sucesso escolar, atingindo o objetivo educacional de formar sujeito críticos, participativos, atuantes que façam parte da construção da história social, politica e cultural. Lembrando que todos os conteúdos elencados nas Diretrizes Curriculares são passíveis de flexibilidade para que as demandas educacionais possam ser amplamente discutidas e refletida pelo coletivo escolar. Avaliação Propomos que seja feita através de instrumentos como: provas dissertativas, provas objetivas, pesquisas, seminários, pesquisa de campo, atividade em grupo, portifólio, exposições, produção de textos, interpretação de dados para que possamos observar a praticidade dos alunos na realização das atividades propostas. Esta deve ser compreendida como um processo cumulativo, organizada com a finalidade de obter informações sobre as condições de aprendizagem do aluno. Mas, também que possibilite ao professor avaliar sua prática educativa, e por outro lado, ao aluno sobre seus avanços, dificuldades e possibilidades. Desse modo, para avaliar, o professor precisa colecionar os textos dos alunos e compará-los utilizando alguns critérios. Alguns desses critérios para avaliação são a observação dos problemas de oração, de coesão textual e de argumentação. Sendo importante para o professor não perder de vista a função diagnostica da avaliação. Os temas transversais serão contemplados permeando a disciplina de Língua Portuguesa nos diversos conteúdos numa interdisciplinaridade em forma de textos, debates, filmes. Referências Bibliográficas transversalidade e 206 ALFABETIZAÇÃO Solidária: Princípios Orientadores para Elaboração de Proposta Político Pedagógica. Brasília, 1999. BASSI, Cristina M. e LEITE, Márcia: Português: Leitura e expressão – 1º grau. São Paulo: Atual, 1996. ENSINAR E APRENDER – Língua Portuguesa – CENPEC - PARANÁ PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação. Superintendência de Educação. Departamento de Ensino de 1º grau. Língua Portuguesa e Literatura – 5ª à 8ª série. Curitiba, 1994. PARANÁ. Secretaria de Estado de Educação – Superintendência de Educação. Departamento de Ensino de 1º grau. Currículo Básico par a Escola Pública do Paraná. Curitiba, 1990. 7.12 MATEMÁTICA APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA Vendo a Matemática como um saber vivo, dinâmico e construído historicamente para atender às necessidades sociais e teóricas. Nesta perspectiva a aprendizagem efetiva da Matemática consiste no desenvolvimento de estratégias que possibilitam ao educando atribuir sentido e significado às idéias matemáticas e, sobre essas idéias, tornar-se capaz de estabelecer relações, justificar, analisar, discutir e criar. Nesse contexto, o ensino da Matemática, deverá ser um instrumento para a compreensão, a investigação, a interrelação com o ambiente, também deverá ser um agente modificador do indivíduo, provocando mais que simples acúmulo de conhecimento. 207 Por fim cabe a Matemática apresentar para o aluno o conhecimento de novas informações e instrumentos necessários para que seja possível a ele aprender a vida toda. O aluno deve fazer uso das tecnologias ligadas a Matemática, como a informática e uso das calculadoras. Assim ele estará transformando a sua realidade a partir dos conhecimentos e habilidades acadêmicas adquiridas na disciplina de Matemática. É necessário que o processo pedagógico em Matemática contribua para que o estudante tenha condições de constatar regularidades, generalizações e apropriação de linguagem adequada para descrever e interpretar fenômenos matemáticos e de outras áreas do conhecimento. É importante deixar claro que o método fundamental, no confronto entre contextos sócio-históricos, é a distinção temporal entre as experiências do passado e as experiências do presente. Tal distinção é realizada por meio dos conceitos e saberes que estruturam historicamente a disciplina de Matemática. Esse método também considera outros procedimentos, além das relações de temporalidade, tais como a contextualização social e a contextualização por meio da linguagem Matemática. CONTEÚDOS ESTRUTURANTES/BÁSICOS. ENSINO FUNDAMENTAL 6ºANO NÚMEROS E ALGEBRA 1- Sistema de numeração; 2 – Numeros Naturais 3 – Multiplos e divisores 4 – Potenciação e radiação; 5 - Números fracionários; 6- Números decimais. GRANDEZAS E MEDIDAS 1- Medidas de comprimento; 2- Medidas de massa; 3- Medidas de área; 4 - Medidas de volume; 5 – Medidas de tempos; 208 6- Medidas de ângulos; 7 – Sistema monetario. GEOMETRIAS 1 - Geometria Plana; 2- Geometria Espacial; TRATAMENTO DE INFORMAÇÃO 1 - Dados, tabelas e gráficos; porcentagem. 7ºANO NÚMEROS E ALGEBRA 1- Números inteiros; 2 - Números racionais; 3- Equação e inequação do 1º grau; 4- Razão e proporção; 5 – Regra de três simples GRANDEZAS E MEDIDAS 1 – Medidas de temperatura; 2 – Medidas de ângulos. GEOMETRIAS 1 - Geometria Plana; 2 - Geometria Espacial; 3 - Geometrias não-euclidianas. TRATAMENTO DE INFORMAÇÃO 1 – Pesquisa Estatitisca; 2 – Média aritimética; 3 – Moda e mediana; 4 – Juros simples. 8ºANO NÚMEROS E ALGEBRA 1 – Números Racionais e Irracionais; 2 – Sistema de Equação do 1º grau; 3 – Potências; 209 4 – Monômios e polinômios 5 – Produtos notaveis. GRANDEZAS E MEDIDAS 1 - Medidas de comprimento; 2 - Medidas de área; 3 - Medidas de Volume; 4 - Medidas de ângulos; GEOMETRIAS 1 - Geometria Plana; 2 - Geometria Espacial; 3 - Geometria Analítica; 4 - Geometrias não-euclidianas. TRATAMENTO DE INFORMAÇÃO 1 – Gráfico e informação; 2 – População e amostra. 9ºANO NÚMEROS E ALGEBRA 1 - Números Reais; 2 – Propriedades dos radicais; 3 – Equação de segundo grau; 4 – Teorema de pitágoras 5 – Equações Irracionais 6 – Equações Biquadradas; 7 – Regras de três composta. GRANDEZAS E MEDIDAS 1 – Relações métricas no Triângulo Retângulo; 2 – Trigonometria no Triângulo Retângulo. FUNÇÕES. 1 – Noções intuitiva de função afim; 2 - Noções intuitiva de função Quadratica GEOMETRIAS 1 - Geometria Plana; 2 - Geometria Espacial; 210 3 - Geometria Analítica; 4 - Geometrias não-euclidianas. TRATAMENTO DE INFORMAÇÃO 1 – Noções de Análise Combinatória; 2 – Noções de probabilidade; 3 – Estatistica; 4 – Juros Compostos. Ensino Médio NÚMEROS E ALGEBRA 5- Números Reais; 6- Números Complexos; 7- Sistemas lineares; 8- Matrizes e Determinantes; 9- Polinômios; 10- Equações e Inequações 11- Exponenciais, Logarítmicas e Modulares. GRANDEZAS E MEDIDAS 7- Medidas de Área; 8- Medidas de Volume; 9- Medidas de Grandezas Vetoriais; 10- Medidas de Informática; 11- Medidas de Energia; 12-Trigonometria. FUNÇÕES. Função Afim; Função Quadrática; Função Polinomial; Função Exponencial; Função Logarítmica; Função Trigonométrica; Função Modular; 211 Progressão Aritmética; Progressão Geométrica. GEOMETRIAS Geometria Plana; Geometria Espacial; Geometria Analítica; Geometrias não-euclidianas. TRATAMENTO DE INFORMAÇÃO Análise Combinatória; Binômio de Newton; Estudo das Probabilidades; Estatística; Matemática Financeira. No que refere-se aos conteúdos relacionados a Educação do Campo, Educação Fiscal, Educação Ambiental, Cultura Afro Brasileira, Educação Indígena e Historia do Paraná, seguindo suas Diretrizes educacionais especificas, deverão ser trabalhados considerando as reais necessidades e interesses dos alunos, seus processos próprios de aprendizagem, finalidades, respeitando-se a diversidade e acolhendo as diferenças sem transformá-las em desigualdade, contemplando ainda os aspectos sociais, culturais, políticos, econômicos, de gênero, geração e etnia, sendo que enquanto Escola, devemos realizar um trabalho envolvendo todos os setores comprometidos com a universalização da Educação Escolar com qualidade social, constituindo um espaço publico de investigação e articulação de experiência e estudo, bem como para o desenvolvimento social, economicamente justo. Dentro de cada conteúdo Estruturante serão abordadas as demandas educacionais, afim de que possa trabalhar não somente as diferenças culturais mas sim as diferenças e identidade de cada um, abrindo espaço para que diminuam os preconceitos e garanta o sucesso escolar, atingindo o objetivo educacional de formar sujeito críticos, participativos, atuantes que façam parte da construção da história social, politica e cultural. Lembrando que todos os conteúdos elencados nas 212 Diretrizes Curriculares são passíveis de flexibilidade para que as demandas educacionais possam ser amplamente discutidas e refletida pelo coletivo escolar. 3) FUNDAMENTOS METODOLÓGICOS DA DISCIPLINA No ensino médio, quando nas ciências se torna essencial uma construção abstrata mais elaborada da Matemática, não existe nenhuma atividade da vida contemporânea, da música à informática, do comércio à meteorologia, da medicina à cartografia, das engenharias às comunicações, em que a Matemática não compareça de maneira insubstituível para codificar, ordenar, quantificar e interpretar compassos, taxas, dosagens, coordenadas, tensões, freqüência, etc. É importante que o aluno construa as abstrações matemáticas, evitando a memorização indiscriminada de algarismos, de forma prejudicial ao aprendizado do aluno. É fundamental compreendermos que o problema não são os conteúdos e sim a forma de trabalhar os conteúdos. O ensino da Matemática tem apresentado de forma desarticulada distanciando do mundo vivido pelos alunos e professores, resolução de exercícios repetitivos ocorrendo assim a memorização e não a construção do conhecimento, apresentando uma matemática acabada. Partindo desta concepção a presente disciplina será desenvolvida através de: - Pesquisas. - Interpretação de gráficos. - Trabalhos individuais e em grupos. - Resolução de problemas (lógicos). - Vídeos. 213 4. AVALIAÇÃO Em todo processo pedagógico a avaliação é um item fundamental. Ela é algo mais do que buscar resultados, é um processo de observação e verificação de como os alunos aprendem os conhecimentos matemáticos e de que pensam os conhecimentos. Como parte integrante desse processo, o professor deve refletir sobre a avaliação como um todo. Ela deve ser contínua, dinâmica e, com frequência, informal, para que através de uma série de observações se possa emitir um valor sobre o progresso do aluno no aprendizado da matemática. Considerando que as principais funções da avaliação são: 1- Verificar se o aprendizado se aproxima dos objetivos propostos. 2- Orientar o trabalho do professor quando são detectadas dificuldades significativas na turma. Levamos em conta que as avaliações devem ser diversificadas, de maneira alguma restrita às provas escritas, examinando habilidades diversas: Resolução de problemas. Qualidade da participação do aluno nas aulas. Cálculo escrito e cálculo mental. Expressão verbal de idéias e conceitos matemáticos. Cumprimento de tarefas, trabalhos e pesquisas. Provas objetivas e subjetivas. Esperamos que desta forma a avaliação possa atingir seu objetivo que é orientar-nos em nossa prática docente. 5. REFERENCIAS SMOLE, Kátia Cristina Stocco. DINIz, Maria Ignez, Matemática – Ensino Médio volume 1,2,3. Editora Saraiva. São Paulo edição 2005, 2ª tiragem 2008. BARRETO, Benigno Filho e SILVA, Cláudio Xavier. Matemática. São Paulo: FTD, 214 2000. BONGIOVANNI, VISSOTO E LAUREANO. Matemática. São Paulo: Ática. 2001 GIOVANNI, José R., BONJORNO, José R., GIOVANNI, José R. Junior. Matemática Fundamental. São Paulo: FTD, 2000 LONGEN, Adilson. Matemática. Col. Nova Didática. Vol. 1, 2 e 3. Ed. Positivo, 1999 SILVA, Jorge Daniel e FERNANDES, Valter dos Santos. Matemática. Coleção Nova Didática, Vol. 1, 2 e 3. Ed. Positivo. YOUSSEF, Antonio Nicolau, FERNANDES, Vicente Paz e SOARES, Elizabeth. Matemática para o 2º Grau. São Paulo: Scipione, 1996. Diretrizes Curriculares da Rede Pública da Educação Básica do Estado do Paraná. 7.13 QUÍMICA APRESENTAÇÃO GERAL DADISCIPLINA A Química enquanto disciplina do Ensino Médio permite a construção e reconstrução de significados dos conceitos científicos em que o conhecimento químico é compreendido por meio do objeto de estudo da Química: substâncias e materiais. Para tanto os conhecimentos prévios dos educandos devem ser considerados pelo professor que, utilizando de abordagens históricas, econômicas, políticas, sociais e culturais, promove a formação de um sujeito crítico que possa agir de 215 modo consciente no meio em que vive, pois conhece os conceitos químicos presentes nos materiais por ele utilizados em seu cotidiano e compreende que a Ciência é uma construção humana. O ensino de Química que leva à alfabetização cientifica do sujeito deve estar centrado na inter-relação de dois componentes básicos: conhecimento químico e senso comum. Essa relação implica a compreensão de um mínimo necessário do conhecimento cientifico e tecnológico para além do domínio restrito dos conceitos de Química. Diz respeito ao entendimento das inter-relações sociais do sujeito, ao desenvolvimento da sua capacidade de participação através de atitude crítica e atuação transformadora na direção de uma sociedade justa. O ensino de Química tem por objetivo o seu reconhecimento como uma criação humana compreendendo os aspectos históricos e suas relações com o contexto cultural, socioeconômico e político, possibilitando o entendimento do seu meio e sua interação com ele, propiciando uma maior compreensão dos conceitos científicos para que sejam utilizados no entendimento das dinâmicas do mundo, e consequentemente, mude suas atitudes em relação a ele, inclusive no que se refere principalmente quanto aos problemas ambientais, caracterizado por ações que indicam consumo desenfreado, desperdício e visão de lucro. Cabe ao professor usar de estratégias de ensino, para levar o aluno a aproximarse cada vez mais dos conceitos desejados. Os saberes da Química devem ser ensinados oportunizando aos alunos o acesso ao conhecimento científico, como condição para o desenvolvimento da atitude cidadã. CONTEÚDOS ESTRUTURANTES E BÁSICOS CONTEÚDOS ESTRUTURANTES CONTEÚDOS BÁSICOS MATÉRIA MATÉRIA E SUA NATUREZA SOLUÇÃO VELOCIDADE DAS REÇÕES EQUILÍBRIO QUÍMICO BIOGEOQUÍMICA LIGAÇÕES QUÍMICAS REAÇÕES QUÍMICAS RADIOATIVIDADE 216 QUÍMICA SINTÉTICA GASES FUNÇÕES QUÍMICAS No que refere-se aos conteúdos relacionados a Educação do Campo, Educação Fiscal, Educação Ambiental, Cultura Afro Brasileira, Educação Indígena e Historia do Paraná, seguindo suas Diretrizes educacionais especificas, deverão ser trabalhados considerando as reais necessidades e interesses dos alunos, seus processos próprios de aprendizagem, finalidades, respeitando-se a diversidade e acolhendo as diferenças sem transformá-las em desigualdade, contemplando ainda os aspectos sociais, culturais, políticos, econômicos, de gênero, geração e etnia, sendo que enquanto Escola, devemos realizar um trabalho envolvendo todos os setores comprometidos com a universalização da Educação Escolar com qualidade social, constituindo um espaço publico de investigação e articulação de experiência e estudo, bem como para o desenvolvimento social, economicamente justo. Dentro de cada conteúdo Estruturante serão abordadas as demandas educacionais, afim de que possa trabalhar não somente as diferenças culturais mas sim as diferenças e identidade de cada um, abrindo espaço para que diminuam os preconceitos e garanta o sucesso escolar, atingindo o objetivo educacional de formar sujeito críticos, participativos, atuantes que façam parte da construção da história social, politica e cultural. Lembrando que todos os conteúdos elencados nas Diretrizes Curriculares são passíveis de flexibilidade para que as demandas educacionais possam ser amplamente discutidas e refletida pelo coletivo escolar. ENCAMINHAMENTO METODOLÓGICO O ensino de Química no Ensino Médio na qual os conteúdos estruturantes Matéria e sua Natureza, Biogeoquímica e Química Sintética são o ponto de partida para a compreensão do objeto de estudo: Substâncias e Materiais. A metodologia deve ser contextualizada para que a aprendizagem dos conhecimentos químicos parta de uma visão macroscópica de um fenômeno e seja 217 compreendida através da análise microscópica construindo, assim, os conceitos necessários para o entendimento de fenômenos de seu cotidiano. As atividades a serem desenvolvidas com os alunos devem ser diversificadas, como leitura e interpretação de textos, produção de textos, leitura e interpretação da Tabela Periódica, pesquisas bibliográficas, discussão de observações experimentais, apresentação de seminários incentivando as atividades interdisciplinares, contextualizadas e práticas, favorecendo ao aluno a construção do seu conhecimento através da leitura, observação, análise e interpretação de resultados. AVALIAÇÃO O processo avaliativo têm como finalidade não separar teoria e prática, e sim, observar a posição do aluno em relação à leitura de mundo, que espera-se, seja crítica nos debates conceituais, articule o conhecimento químico às questões sociais, econômicas e políticas, devendo ser capaz de construir o conhecimento a partir do ensino, da aprendizagem e da avaliação. As formas de avaliação tem a concepção ampla de preparar o aluno para ser um cidadão atuante na sociedade a qual está inserido. A avaliação deverá ser feita através de instrumentos diversificados que possibilitem as várias formas de expressão dos alunos como: leitura e interpretação de textos, produção de textos, leitura e interpretação da Tabela Periódica, pesquisas bibliográficas, discussão de observações experimentais, apresentação de seminários, provas objetivas e subjetivas, onde vários instrumentos poderão ser escolhidos de acordo com os critérios avaliados. Através desses instrumentos, avaliar-se-á o desenvolvimento cultural, intelectual e social do aluno em relação aos conhecimentos de Química. BIBLIOGRAFIA: PERUZZO, Tito Miragaia, Eduardo Leite do Canto Coleção base: química: volume único1 ed. São Paulo: moderna, 1999 QUÍMICA E SOCIEDADE: volume único, ensino médio/ Wildson Luiz Pereira dos Santos, Gersan de Souza Mói, (coord.) – São Paulo: Nova Geração, 2005. Livro didático público do Paraná Livro didático: Ricardo Feltre 218 PARANÁ/SEED/DEB. Diretrizes Curriculares da Educação Básica - Química. Curitiba: SEED/Jam3 Comunicação, 2008. 7.14 SOCIOLOGIA Apresentação da Disciplina A Sociologia deverá contribuir para a construção de uma leitura da realidade social, que ultrapasse os limites das primeiras impressões. Desta forma, a sociologia deve fornecer um arsenal teórico-metodológico que problematize as questões sociais a partir de uma perspectiva científica. Baseando-se na estrutura do pensamento moderno que pauta-se no contexto das transformações econômicas, políticas e culturais do século XIX que provocaram mudanças estruturais na sociedade em função do modo capitalista de produção, necessário se faz uma abordagem histórica da construção da Sociologia, usando referenciais clássicos de Dürkheim, Comte, Max Weber e Marx. Esse eixo programático servirá para explicar ou relacionar os conteúdos específicos trabalhados em cada momento. Um papel importante é procurar explicar a sociedade pela compreensão das diversas formas pelas quais os seres humanos vivem em grupos, comunidades e como se desenvolvem as relações sociais entre si, e que isso decorre de um projeto comum que atenda a vontade da maioria buscando sempre objetivos e interesses comuns visando à construção de um projeto coletivo. Mostrar que o que acontece na sociedade origina-se da forma como essa sociedade se organiza, como ela se construiu como ela se interpreta e qual é a expectativa de comportamento humano exigido em função disso. Orienta-se em teorias que nasceram de diferentes vertentes sociológicas conforme seu potencial explicativo (sua ciência), e serve como instrumento para a conservação ou transformação da sociedade, para a melhoria ou para degradação da vida humana. Deve pautar-se na busca de uma organização de conteúdo que contemple o trabalho como princípio norteador, visto ser ele o elemento organizador 219 da vida social que permite ao ser humano desenvolver uma ação-reflexão sobre a natureza, a fim de transformá-la segundo suas necessidades. Hoje vivemos em um mundo inundado de mudanças, marcado por enormes conflitos, tensões e divisões sociais. Temos possibilidades de controlar nosso destino e moldar nossas vidas para melhorar. A sociologia é o estudo da vida social humana, dos grupos e das sociedades, seu objeto de estudo é nosso próprio comportamento como seres sociais. Sua abrangência é extremamente vasta, incluindo desde a análise de encontros ocasionais entre indivíduos na rua até a investigação de processos sociais globais. Conteúdos Estruturantes/ Básicos 1- O surgimento da sociologia e as teorias sociológicas. 1. Formação e consolidação da sociedade capitalista e o desenvolvimento do pensamento social; 2. Teorias sociológicas clássicas: Augusto Comte, Emile Durkheim, Engels, Karl Mrax, Max Weber; 3. Pensamento social brasileiro; 2- Processo de socialização e as instituições sociais. 2.1 Processos sociais: primária, secundária, contato, relação, interação, grupos sociais; 2.2 Instituições sociais: familiares, escolares, religiosas e de reinserção social prisões, manicômios, asilos, etc. 3- Poder, política e ideologia. 3.1 Formação e desenvolvimento do Estado Moderno; 3.2 Democracia, autoritarismo, totalitarismo; estado no Brasil; 3.3 conceito de cidadania; 220 3.4 movimentos sociais no Brasil; 3.5 A questão ambiental e os movimentos ambientalistas; 3.6 A questão das ONG’s. 4- Direitos, cidadania e movimentos sociais. 4.1Direitos: civis, políticos e sociais; 4.2 Direitos humanos; 4.3 Conceito de cidadania; 4.4 Movimentos sociais no Brasil; 4.5 A questão ambiental e os movimentos ambientalistas; 4.6 A questão das ONG’s 5- Trabalho, produção e classes sociais. 5.1Conceito de trabalho nas diferentes sociedades; 5.2 Desigualdades sociais: estamentos, castas, classes sociais; 5.3 Organização do trabalho nas sociedades capitalistas e suas contradições; 5.4 Globalização e Neoliberalismo; 5.5 Relações de trabalho; 5.6 Trabalho no Brasil 6- Cultura e indústria cultural. 6.1 Desenvolvimento antropológico do conceito de cultura e sua contribuição na análise das diferentes sociedades; 6.2 Diversidade Cultura; 6.3 Identidade; 6.4 A indústria cultura; 221 6.5 Meios de comunicação de massa; 6.6 Sociedade de consumo; 6.7 Indústria Cultural no Brasil; 6.8 Questões de gênero; 6.9 Cultura afro-brasileira; 6.10 culturas indígenas No que refere-se aos conteúdos relacionados a Educação do Campo, Educação Fiscal, Educação Ambiental, Cultura Afro Brasileira, Educação Indígena e Historia do Paraná, seguindo suas Diretrizes educacionais especificas, deverão ser trabalhados considerando as reais necessidades e interesses dos alunos, seus processos próprios de aprendizagem, finalidades, respeitando-se a diversidade e acolhendo as diferenças sem transformá-las em desigualdade, contemplando ainda os aspectos sociais, culturais, políticos, econômicos, de gênero, geração e etnia, sendo que enquanto Escola, devemos realizar um trabalho envolvendo todos os setores comprometidos com a universalização da Educação Escolar com qualidade social, constituindo um espaço publico de investigação e articulação de experiência e estudo, bem como para o desenvolvimento social, economicamente justo. Dentro de cada conteúdo Estruturante serão abordadas as demandas educacionais, afim de que possa trabalhar não somente as diferenças culturais mas sim as diferenças e identidade de cada um, abrindo espaço para que diminuam os preconceitos e garanta o sucesso escolar, atingindo o objetivo educacional de formar sujeito críticos, participativos, atuantes que façam parte da construção da história social, politica e cultural. Lembrando que todos os conteúdos elencados nas Diretrizes Curriculares são passíveis de flexibilidade para que as demandas educacionais possam ser amplamente discutidas e refletida pelo coletivo escolar. Metodologia da Disciplina A proposta metodológica do ensino de sociologia utilizará análise e comparações de situações problemas sobre as diferentes realidades a partir de interpretações e observações, oriundas de exposições, leituras, explicações de 222 conceitos e das lógicas dos textos, análises, pesquisas de campo, bibliográfica ou outras que possibilitem discussões favorecedoras do desenvolvimento de um pensamento crítico e instigante. A construção metodológica se dará sempre em função da contextualização da história e das teorias da sociologia, consideradas fundamentais, mas numa perspectiva crítica e de visão de mundo atualizada e concreta. Deverá levar em conta o papel desse aluno, sua idade, sua construção cultural, seu modo de vida e suas expectativas pessoais e profissionais no meio em que vive. Seu principal foco será provocar no aluno sua curiosidade e interesse pelas coisas de seu cotidiano e de suas experiências de vida, para que ele procure rever e entender melhor seu espaço, seus conhecimentos e assim possa ser agente de reconstrução coletiva em seu meio social. Com a abordagem de temas atuais permitirá ao educando construir um pensamento sociológico identificado com a sociedade contemporânea, com os problemas e as contradições do processo de globalização, as manifestações de ordem social, religiosa, ética e cultural. Considerando a dinâmica metodológica, o importante é perceber o envolvimento do aluno com o conteúdo através de: discussões e debates em relação a temas sugeridos ou trazidos pelos alunos, evocado de textos literários, de revistas, periódicos ou de fatos vivenciados, ou da curiosidade dos alunos ou de sua comunidade. Pesquisas elaboradas e organizadas com eles sobre o espaço cultural ou social de suas vivências. Análise e interpretação dessas pesquisas, utilizando-se dos dados estatísticos para uma reflexão sobre o significado da quantidade em relação ao contexto social do qual ele é extraído. Filmes que abordem temáticas que venham de encontro ao interesse do aluno e suas formas de expressão. Trabalhar o conteúdo do filme em cima de um roteiro previamente elaborado. Análise e interpretações de músicas que venham de encontro a um ou mais aspectos de sua construção cultural. 223 Trabalhos com textos: além da discussão, elaboração de idéias e sugestões, interpretações que os levem à reflexões, valorizando aquilo que os motiva à reformulações ou questionamentos. Avaliação Conforme decisão coletiva do corpo docente e pedagógico as avaliações obedecerão às formas: processual, formativa diagnóstica e somativa, trabalhados de forma transparente e coletiva com os alunos, levando-se em conta as atitudes a prática social dos alunos que indiquem iniciativas, autonomia e criatividade para rever práticas de acomodações e ou transformação de elementos do senso comum para uma nova e positiva realidade. Referências AZEVEDO, F. Princípios de Sociologia: pequena introdução ao estudo da sociologia geral. 11a ed. São Paulo: Duas Cidades, 1973. ABRAMOVAY, Ricardo. O futuro das regiões rurais. Porto Alegre: Ed. UFRGS, 2003. ALBORNOZ, S. O que é o trabalho. São Paulo: Brasiliense, 1989. BOBBIO, Norberto. Estado, governo e sociedade. Por uma teoria geral da política. Rio: Paz e Terra, 1990. BOURDIEU, Pierre. A miséria no mundo. Petrópolis: Vozes, 2003. CHAUI, Maria Helena - Cultura e democracia – Discurso competente e outras falas. São Paulo, Cortez, 1990. CUCHE, D. A noção de cultura nas ciências sociais. Florianópolis: EDUSC, 1999. DAMATTA, Roberto. A casa e a rua: espaço, cidadania, mulher e morte no Brasil. Rio: Ed. Rocco, 1991. 224 DÜRKHEIM, Émile. As regras do método sociológico. São Paulo: Martins Fontes, 2003. FERNANDES, Florestan. Mudanças sociais no Brasil. São Paulo: Difel, 1979 GENTILI, Pablo. Neoliberalismo, Qualidade Total e Educação. São Paulo: Moderna, 1999. JUNIOR, C. P. História Econômica do Brasil. São Paulo: Brasiliense, 1973. Secretaria de Estado da Educação/ Vários Autores. Sociologia. Curitiba: SEED, 2006. MARX, K. e ENGELS, F. Textos sobre educação e ensino. São Paulo: Ed. Moraes, 1992. WEBER, Max. A ética protestante e o espírito do capitalismo. São Paulo: Pioneira, 1996. Secretaria de Estado da Educação. DCE. Sociologia. Curitiba: SEED, 2006. Forachi, Marialice. Sociologia e sociedade: leituras de introdução à sociologia. Rio de Janeiro: LTC, 2008 Fernades Florestan. Sociólogos – Brasil. São Paulo: Àtica,2008 Giddens Antony – Sociologia. Porto Alegre: Artmed,2005 225