Atuação Sindical Urgente Sindicato dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil no Estado de São Paulo 14 de outubro de 2008 Superintendente comparece a reunião do Conselho de Representantes O superintendente da 8ª Região Fiscal, Luiz Sérgio Soares, compareceu à reunião do Conselho de Representantes do SINDIFISP-SP, realizada no dia 9 de outubro. Também compareceu a nova superintendente-adjunta, Maria Inês Kiyoko Nagamine, filiada ao SINDIFISP-SP. No início de sua fala, o superintendente afirmou que declinou do primeiro convite para o cargo porque era presidente da DS do Unafisco em Belo Horizonte, mas que após vários convites resolveu assumir a superintendência por acreditar que uma administração democrática pode representar bons resultados. Nessa linha de raciocínio declarou que uma administração centralizadora aparentemente é mais eficiente, mas faz muito estrago e que por mais trabalhosa que seja a democracia é ela que constrói. Afirmou que está aberto a receber as entidades e os servidores e que aquele que estiver bem intencionado, cumprindo a lei, terá total apoio. Averbação por tempo de serviço A Diretoria e Conselho de Representantes expuseram que os Auditores Fiscais oriundos da Previdência Social estão encontrando inúmeras dificuldades para realizar a averbação de tempo de serviço porque as fichas funcionais ainda não ingressaram no sistema da Secretaria da Receita Federal do Brasil. O superintendente afirmou já ter se interado do problema e que está procurando uma solução, embora não dependa apenas da superintendência, mas também da Cogep. Informou que o INSS encaminhou as pastas funcionais e que a Digep não tem funcionários suficientes para passar todo o material para o sistema e que, inclusive, está estudando a possibilidade de contratar pessoal para realizar esse serviço. Burocratização Os diretores e os conselheiros também expuseram a questão da burocratização dentro da Secretaria da Receita Federal do Brasil o que dificulta os trabalhos de auditoria. Também expuseram que a falta de Auditores Fiscais tem prejudicado a Auditoria. O Núcleo Regional de Araraquara sugeriu que os Auditores Fiscais do Seort – Serviço de Orientação e Análise Tributária, possam realizar uma auditoria parcial para evitar evasão dos tributos em empresas que se reestruturam. Luiz Sérgio Soares garantiu que estudará o assunto principalmente o fluxo de atividades, para não prejudicar os trabalhos da Seort com mais atividades do que tem capacidade de absorver. Administrativos Os Auditores também expuseram os problemas gerados pela MP 441 que não permite mais o trabalho dos técnicos e analistas oriundos do INSS e a questão do desvio de função dos Auditores, oriundos da Previdência, para a realização do trabalho desses servidores. O Núcleo Regional de Piracicaba entregou um abaixo assinado em favor desses colegas. O superintendente disse que essa questão escapa do âmbito da Secretaria da Receita Federal do Brasil e que a sua solução cabe ao governo. Afirmou que já tratou do assunto com o coordenador geral da Cogep, Moacir das Dores, e que a própria secretária Lina Vieria declarou que a situação é absurda. Quanto ao desvio de função, o superintendente afirmou que a Lei 8.112 garante que isso ocorra em situação emergencial. Também afirmou que não é ofensa para a autoridade caso alguém ingresse com um pedido judicial contra essa questão. Quando questionado do porquê apenas os Auditores Fiscais da Previdência Social estão sofrendo esse desvio de função, respondeu que isso ocorre apenas porque os assuntos são relacionados à Previdência e um Auditor oriundo da Receita Federal encontraria maiores dificuldades. Unificação Também foi abordado que todo o peso da unificação do Fisco Federal recaiu sobre os Auditores oriundos da Previdência, pois apenas eles estão desempenhando novas funções e com pouco treinamento. Outro ponto abordado foi que cada um continua desempenhando suas funções, sem conhecer o todo. A superintendente-adjunta, Maria Inês, Inês afirmou que está sendo elaborado um plano de capacitação para facilitar a integração. Admitiu que existe uma certa resistência dos Auditores Fiscais oriundos da Receita Federal e que a mesma resistência não existe por parte dos ex-AFPSs. Progressão Quanto à questão dos Auditores que ingressaram após 2000 e não tiveram a mesma progressão dos Auditores oriundos da Receita e que agora, no mês de setembro, apenas alguns obtiveram a ascenção sem que os critérios tenham sido divulgados, Luiz Sérgio Soares declarou que isso foge da alçada da superintendência, porém solicitou que seja elaborado um documento expondo todas as questões da progressão. Carga Questionado sobre a dificuldade de um Auditor Fiscal, principalmente na cidade de São Paulo, receber uma carga de trabalho constituída de empresas localizadas em diferentes regiões da cidade, o superintende afirmou que isso, de um modo geral, não faz sentido e garantiu que averiguará esta questão. Abono de permanência Questionado pelo SINDIFISP-SP do porquê ainda não foi implantada a liminar do Sindicato garantindo o não pagamento do imposto de renda sobre o abono de permanência, o superintendente informou que desconhecia o fato, garantindo que verificará e encaminhará o assunto. Reversão Os diretores e os conselheiros abordaram que são inúmeros os pedidos de reversão que estão paralisados na administração. Luiz Sérgio Soares garantiu que tem assinado alguns pedidos de reversão, porém salientou que se houver “algum ruído” é melhor o Auditor Fiscal não voltar para a atividade. Declarou que “é preciso tomar cuidado para não trazer de volta quem tenha dado algum problema, mesmo que não exista nenhum processo administrativo”. Atividades sindicais Também foi exposto que algumas chefias têm imposto dificuldades para os filiados participarem de atividades sindicais e associativas. O superintendente declarou não ter notícia sobre essa dificuldade e que esse problema pode ser em algum lugar específico. Carteira funcional Os diretores e os representantes alertaram o superintendente de que os Auditores Fiscais da ativa ainda não possuem a carteira funcional da Secretaria da Receita Federal do Brasil e, também, solicitaram que seja expedida uma carteira aos aposentados. Luiz Sérgio Soares ponderou que a não expedição da carteira funcional pode ser por dificuldade de recursos. Informou que tradicionalmente vem suplementação no mês de novembro e pode ser que se consiga nessa época a expedição da carteira. Informou que o crachá permite o acesso a qualquer prédio da Receita. Reunião com delegados Também foi exposto ao superintendente que existem Delegacias que não realizam reuniões com o corpo funcional, diferente do que ocorria na Receita Previdenciária que mensalmente era realizada reunião para distribuição da carga de trabalho. Foi sugerido que os delegados sejam eleitos ao invés de nomeados. O superintendente afirmou que em breve iniciará uma rodada de reuniões em todas as Delegacias do Estado de São Paulo e que essas reuniões serão com todos os servidores, não apenas com os que têm cargo de chefia. Quanto a eleição de delegados, Luiz Sérgio Soares declarou que o processo democrático de escolha do administrador é uma alternativa que está sendo vista. Para ele, a eleição direta por si só pode ser capenga e queimar o sistema, sendo necessário contrair um banco de dados e reciclar os atuais ocupantes. Novo contato O SINDIFISP-SP entrou em contato hoje, 14 de outubro, com a superintendenteadjunta da 8ª Região Fiscal, Maria Inês Kiyoko Nagamine, para verificar os encaminhamentos dos assuntos tratados na reunião do Conselho de Representantes, uma vez que o SINDIFISP-SP continua recebendo questionamentos de seus filiados sobre todos esses temas. A superintendente-adjunta informou que algumas providências já estão sendo tomadas e que em breve enviará um relatório ao SINDIFISP-SP. Diretoria do SINDIFISP-SP