INFORMATIVO EDIÇÃO Nº 04 – ANO 2015 AMDEPRO ASSEMBLEIA LEGISLATIVA APROVA NOVA FONTE DE RECURSOS PARA FUNDO ESPECIAL DE APARELHAMENTO DA DEFENSORIA PÚBLICA Mais uma conquista para a Defensoria Pública do Estado. Na manhã desta quarta-feira (8), foi aprovado em Plenário, da Assembleia Legisla va do Estado, o projeto de lei 21/2015, de autoria do Poder Execu vo, que tem o obje vo de ins tuir uma fonte nova de receita para o Fundo Especial de Aparelhamento da Defensoria Pública. Seria acrescido, como já ocorre em diversos Estados do país, um percentual ao valor das custas e emolumentos dos cartórios extrajudiciais a ser des nado para o Fundo. A votação no plenário foi unanime e contou com a par cipação de vários membros da diretoria da Amdepro e da Defensoria Pública. O deputado Marcelino Tenório, que preside a Comissão de Cons tuição e Jus ça, reafirmou o compromisso com a Defensoria Pública e reconheceu a essencialidade dos trabalhos prestados. “A falta de estrutura é um mal a ser comba do”, declarou. O deputado Leo Moraes, disse que os deputados entenderam que a Defensoria Pública padece de uma precariedade muito grande, no que diz respeito a material, fisicamente e inclusive de defensores para atender e suprir as demandas de toda a população. “Afinal a Defensoria Pública faz o trabalho mais nobre e belo de todos que é de fato atender a quem mais precisa”. Leo Moraes destacou também que todas as trata vas e discussões nas quais a Defensoria Pública esteja inserida, irão sempre defender com unhas e dentes, “porque vemos que é de interesse direto do povo”. Para o presidente da Amdepro, André Vilas Boas, o projeto aprovado vai proporcionar que os serviços da Defensoria Pública sejam prestados de forma melhor e mais digna para o cidadão. Ressaltou que essa nova fonte ajudará a o mizar o tempo de resposta à demanda apresentada pelo assis do. “Essa vitória é uma conquista do cidadão vulnerável de Rondônia e consolida a Amdepro como en dade que, além da defesa dos seus membros, atua na busca incessante da emancipação social dos desfavorecidos”, destacou. Histórico A Amdepro se empenha na efe vação deste projeto desde março de 2014. Até a apresentação do projeto na Assembleia Legisla va, de inicia va do governo, foram necessárias muitas reuniões e análises. Numa destas reuniões foi possível constatar o interesse da Procuradoria Geral do Estado de caminhar juntamente com a Defensoria Pública nesta empreitada. Por isso o projeto apresentado trata conjuntamente do fundo da Defensoria e da Procuradoria, o que demandou um grande esforço dos envolvidos para a consolidação do texto base a s e r e nv i a d o p a ra a M e s a d e N e go c i a çã o Permanente, criada pelo Poder Execu vo. No dia 03 de março deste ano foi apresentado o projeto para a Assembleia Legisla va e lá recebeu o número 021/2015. Durante seu tramitar, o projeto recebeu parecer favorável à unanimidade das Comissões de Cons tuição e Jus ça e Redação e Comissão de finanças, Economia, Tributação e Orçamento. O projeto segue agora para a sanção do Governador do Estado. VEREADORES APROVAM DOAÇÃO DE TERRENO PARA DEFENSORIA PÚBLICA EM JI-PARANÁ Fortalecer a Defensoria Pública e possibilitar condições mais favoráveis para os defensores e principalmente para os assis dos. Foi seguindo esse pensamento que os vereadores de Ji-Paraná aprovaram na tarde dessa terça-feira (14), a doação de um terreno para construção da sede da Defensoria Pública. Essa nova conquista foi bastante comemorada pela Defensoria Pública seus membros. Para defensora Livia Cantadori, essa aprovação demonstra o alto reconhecimento, não só por parte dos poderes cons tuídos, mas como também de toda população ji-paranaense, da relevância e da excelência do trabalho desenvolvido pela Defensoria Pública na cidade. “A possibilidade de construção da segunda sede própria da Defensoria Pública do Estado em JiParaná representa um grande avanço da Ins tuição”, ressaltou. A comarca da DPE em Ji-Paraná, abrange dois núcleos separados, um que realiza o atendimento inicial, localizado no Shopping Cidadão, e outro que cumula atuação criminal e cível, localizado no centro da cidade, sendo o maior núcleo do interior do Estado, necessitando, há muito, de condições estruturais compa veis com alta demanda do núcleo. Para João Verde, defensor que também atende no núcleo de Ji-Paraná, o terreno garante para a população hipossuficiente mais garan as a ter direitos. Eduardo Weymar, defensor público, declarou que a inicia va só deu certo por empenho tanto da Amdepro e pela sensibilidade do prefeito Josualdo e dos vereadores que sempre foram muito solícitos com a ins tuição. Disse também que, “por se tratar de uma ins tuição permanente, nada mais justo que ter uma sede própria em cada comarca”. “A Defensoria precisava da doação desse terreno e com certeza vai ser uma obra de imensa u lidade para a população de Ji-Paraná, principalmente aquelas pessoas que não possuem condições financeiras de pagar um advogado. Agora é trabalhar pela busca de recursos para a construção desse prédio”, frisou o prefeito. Inicia va As trata vas começaram em 2014, quando o presidente da Amdepro, André Vilas Boas juntamente com Eduardo Weymar, então coordenador do Núcleo de Ji-Paraná, enviaram um oficio para o prefeito da cidade, Josualdo Pires, solicitando a criação de um projeto de lei do Poder Legisla vo com a finalidade de doação de um terreno. Na mesma época a Amdepro realizou, naquele município, o projeto Defensoria Ideal – Não basta ser Defensoria, tem que ser ideal – que consiste em mostrar para o Estado como seria o trabalho da Defensoria Pública caso a estrutura da Ins tuição es vesse numa situação real – e convidou o presidente da Câmara de Vereadores, Nilton Cezar Rios, para ver que a estrutura não era c o n d i ze n t e c o m a d e m a n d a , e x p o n d o a necessidade de um prédio maior. Na ocasião, Nilton disse ter sido estagiário da Ins tuição e que lamentava a falta de estrutura, sica e pessoal, que prejudica principalmente a população menos favorecida, aceitando de pron dão ajudar a Defensoria. Até a escolha do terreno, que fica localizado na parte central da cidade, perto do Fórum e de fácil acesso para a população, varias reuniões aconteceram entre o prefeito, vereadores e o deputado federal Marcos Rogério. Próximo passo Weymar lembrou que o dinheiro gasto com o pagamento de aluguéis, poderá ser inves do, futuramente, no aparelhamento da ins tuição. Declarou que agora é preciso conseguir verba para a construção do novo prédio da Defensoria. “É fato que a DPE não possui recursos próprios para a construção, como foi feito com o prédio de Ouro Preto. Então vamos tentar outros meios para iniciar as obras o mais rápido possível”. Marcos Rogério, ainda durante as trata vas, se comprometeu a ajudar na construção. A DPE tem o prazo de 4 anos para iniciar as obras da nova sede. Outros recursos No começo desse mês, foi aprovado na Assembleia Legisla va do Estado o projeto do Poder Execu vo que ins tui uma fonte nova de receita para o Fundo Especial de Aparelhamento da Defensoria Pública. Seria acrescido, como já ocorre em diversos Estados do país, um percentual ao valor das custas e emolumentos dos cartórios extrajudiciais a ser des nado para o Fundo. AMDEPRO ENTREGA LIVROS ARRECADADOS PARA BIBLIOTECA FRANCISCO MEIRELLES Na ul ma quinta-feira (23) foram entregues na Biblioteca Municipal Francisco Meirelles, os livros infan s arrecadados durante a campanha que a Amdepro realizou para comemorar o Dia do Livro Infan l. A campanha, idealizada durante o planejamento de ações da Associação, contou com o apoio dos funcionários da Defensoria Pública e dos defensores públicos. “A leitura é de grande importância para o desenvolvimento da criança. Pesquisas indicam que o aluno leitor tem mais probabilidade de não repe r a série, por isso, precisamos fomentar a leitura”, comentou José Alberto Machado, defensor público. Para André Vilas Boas, que é o presidente da Amdepro, “incen var a leitura hoje, é preparar o cidadão para o amanhã”. Também enalteceu a parceria que a Amdepro tem com a biblioteca Francisco Meireles. Segundo ele, essa parceria é an ga e também inclui a realização de palestras, dentre outras a vidades focadas para a educação, cultura e responsabilidade social. Administradora da Biblioteca, Lucileyde Feitosa, fez questão de agradecer a todos, especialmente a pessoa de Ivanilce Ba sta, com quem teve início o trabalho conjunto entre a Francisco Meireles e a Amdepro. “Eles estão muito presente na biblioteca e esses livros representam que devemos sempre acreditar no ser humano, que é possível uma vida digna, o autoconhecimento, o ser mais crí co e querer o melhor. Esses livros também nos ensinam a sermos mais humanos, mais solidários na formação de vidas, e que é possível sonhar”, enfa zou. Os livros arrecadados na campanha e doados a biblioteca são os mais diversos. Muitos voltados para a cultura regional, o folclore, a ecologia, alguns tulos em braile e até grandes clássicos que levam a criança a viajar no tempo, exercitar o senso crí co e a imaginação. “O que estamos fazendo é uma ação de mobilidade social, para que as nossas crianças tenham um futuro melhor que a geração de seus pais”, disse José Alberto. ORGANIZAÇÕES DE DEFESA DA CRIANÇA E ADOLESCENTE SE REÚNEM COM RELATOR DA PROPOSTA DE REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL Representantes de organizações e movimentos sociais de defesa de direitos da criança e adolescente em Rondônia, es veram reunidos com o deputado federal Marcos Rogério (PDT/RO), relator da proposta favorável a redução da maioridade penal, aprovada na Comissão de Cons tuição e Jus ça (CCJ) da Câmara. A roda de conversa ocorreu nesta sexta-feira (17), no plenarinho da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB/ Seccional Rondônia, em Porto Velho. Par ciparam da reunião representantes: do Centro de Defesa da Criança e do Adolescente 'Maria dos Anjos' – Cedeca/RO, Francisco Marto; da Associação Nacional de Centros de Defesa da Criança e do Adolescente, Vinicius Valen n Raduan Miguel; da Comissão de estudos Cons tucionais da OAB/RO, Otavio Viana; Levante Popular da Juventude, Walisson Rodrigues; Centro Acadêmico de Direito da Universidade Federal de Rondônia/Unir, Maria Clara; o presidente do Comitê Estadual de Combate a Tortura, Ezequiel Roque do Espírito Santo, e o presidente da Amdepro, Andre Vilas Boas Gonçalves, representando o Conselho Estadual de Direitos Humanos. Na oportunidade, os representantes abordaram as conseqüências nega vas da aprovação da redução da maioridade, a violação de direitos humanos que a ngem os adolescentes, o descaso do Estado com a juventude, entre outros temas. Em resposta, o parlamentar destacou o atual cenário desfavorável da Câmara, que nos úl mos meses tem aprovado diversos projetos de endurecimento penal. “É um debate que precisa ser feito. A proposta defende a redução apenas para crimes hediondos: homicídio, tenta va de homicídio, estupro, seqüestro e latrocínio”, explicou. “Caso a proposta seja levada ao plenário antes da conclusão do relatório da comissão especial, corre o risco de ser aprovado com exceção para estes pos de crimes, mo vada pela pressão popular que é a favor da redução”, alertou citando a pesquisa do Data Folha. Segundo o representante da Anced, Vinicius Miguel, falta mais informações sobre o assunto. As esta s cas apontam que apenas um a três crimes violentos são come dos por adolescentes. “Punir mais esses adolescentes por uma porcentagem ínfimas de crimes, em termos totais, não vai significar grande coisa no combate ao crime e na redução da violência”, disse. Militante de direitos da criança e adolescente há mais de 20 anos, Francisco Marto disse que a aprovação dessa redução aumenta o risco de morte de adolescentes. “O Brasil não poder sua população jovem, que sofre com preocupante índice de extermínio, principalmente de jovens afrodescendentes e internos de unidades socioeduca vas”, destacou. Marcos Rogério enfa zou que está aberto para debates e esclarecimentos. Ele disse ainda, que audiências públicas serão realizadas na Câmara com a par cipação de especialistas para debater a proposta. A Anced é uma das ins tuições citadas para par cipar. Além disso, há possibilidade das audiências serem realizadas também nos estados e a Assembleia Legisla va de Rondônia, segundo o deputado, já manifestou interesse em realizar. Otavio Viana, representante da Comissão de Estudos Cons tucionais concluiu que a reunião com o deputado Marcos Rogério foi importante para marcar posição e destacar a resistência dos movimentos sociais a aprovação da redução da maioridade penal. COORDENADORES DAS COMISSÕES ESPECIAIS REÚNEM-SE NA SEDE DA ANADEP Coordenadores das Comissões Especiais da ANADEP reuniram-se na sede da ANADEP, em Brasília, nesta terça-feira (28), para avaliar os projetos e pautas que vêm sendo acompanhados pelos grupos. A ideia é traçar estratégias para serem desenvolvidas ao longo do ano. Segundo o presidente da ANADEP, Joaquim Neto, o trabalho desenvolvido pelas Comissões é primordial e tem uma finalidade estratégica. “A par cipação das Comissões Especiais é importante. Te m o s q u e d e s c e n t r a l i z a r o s t r a b a l h o s desenvolvidos e que são acompanhados pela nossa En dade. No Legisla vo há inúmeras pautas em tramitação e que têm ligação com a Defensoria Pública”, frisou. No encontro ficou definido que o trabalho das Comissões será diretamente ligado à diretoria para assuntos legisla vos da ANADEP e Escola Nacional dos Defensores Públicos (ENADEP). No campo legisla vo, o obje vo é que os defensores possam mapear e monitorar sugestões de projetos de lei; e redigir notas técnicas sobre os projetos. Já o apoio da ENADEP será realizado com a promoção de cursos, eventos e seminários com temas afetos à atuação das Comissões. Além disso, a Escola vai oferecer subsídios teóricos e prá cos para a atuação dos defensores. Para 2015, um dos primeiros seminários a ser desenvolvido será sobre o Novo Código de Processo Civil. Também presente no encontro, o diretor de comunicação da ANADEP, André Vilas Boas, pontuou que o trabalho feito pelas comissões deve ser replicado e funcionar como uma ferramenta para educação em direitos. Criadas em 2014, as Comissões têm por obje vo comum a troca de informações, experiências e funcionam como um es mulo ao debate com foco no atendimento a grupos vulneráveis.