AS DIFICULDADES ENFRENTADAS PELOS PROFESSORES DE EDUCAÇÃO
FÍSICA DAS ESCOLAS PÚBLICAS DO MUNÍCIPIO DE BRAÇO DO NORTE
João Fabrício Guimara SOMARIVA1
Diego Itibere Cunha VASCONCELLOS2
Thuiane Vieira de JESUS3
RESUMO: A Educação Física foi e continua descaracterizada devido à sua bagagem histórica e aos diferentes
papéis assumidos por ela na sociedade, sempre em nome de outras instituições. Ela ainda busca encontrar sua
real função na sociedade para que sua legitimação se concretize. Nesta busca incessante, o professor encontra
dificuldades para que a mesma seja vista e entendia como componente fundamental na formação social do
individuo. Desta maneira, objetivou-se identificar possíveis dificuldades no exercício da prática docente nas
aulas de Educação Física em escolas públicas do município de Braço do Norte. Buscou-se ainda, analisar de que
maneira estas dificuldades afetam sua prática pedagógica e quais medidas seriam necessárias para a superação
das dificuldades. Diante desse estudo, entendemos a necessidade imediata do planejamento de estratégias
especificas para a mudança do atual quadro. Desse modo, abre-se uma janela para que outros continuem o
trabalho iniciado aqui. Isso é o que desejamos
PALAVRAS-CHAVE: Educação Física; Professores; Dificuldades.
1. Introdução
A educação é o alicerce da sociedade. É através dela que um país se desenvolve e, no
Brasil, como na maioria dos países em desenvolvimento, encontra-se ainda muito defasada
(GUIMARÃES et al, 2001). A Educação Física escolar é parte do componente curricular e
também enfrenta dificuldades semelhantes com o agravante de encontrar-se marginalizada,
com professores cada vez mais insatisfeitos. Isso reflete diretamente na qualidade de sua
prática e na qualidade de vida do profissional de Educação Física.
Muito se tem discutido sobre as dificuldades da prática docente no âmbito escolar.
Publicações da área apontam a desmotivação como um dos principais problemas da educação
no Brasil. Como dificuldades encontradas apontadas em alguns estudos, destacam-se a falta
de material, de infraestrutura, a desmotivação por parte dos alunos, a avaliação e a definição
metodológica (TOKUYOCHI et al, 2008).
A identificação das dificuldades dentro de seu cotidiano profissional é imprescindível
para o planejamento de ações que garantam a melhoria das condições de trabalho e,
consequentemente, da qualidade do ensino da Educação Física. É aqui que este trabalho se
justifica.
O intuito de identificar possíveis dificuldades no exercício da prática docente nas aulas
de Educação Física nas escolas de Braço do Norte levou-nos a desenvolver este trabalho,
juntamente com a necessidade de discuti-las na busca de ações concretas na determinação de
seu desenlace.
1 Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade do Sul de Santa Catarina – UNISUL.
2 Mestre em Ciências do Movimento Humano pela Universidade do Estado de Santa Catarina - UFSC
3 Acadêmica de Educação Física do Centro Universitário Barriga Verde - UNIBAVE
1
2. A história da Educação Física e influências na prática pedagógica do professor.
De acordo com Gonçalves et al (2002), todas as atividades corporais como saltar,
pular, jogar, foram construídas em determinadas épocas históricas em resposta a determinados
estímulos, desafios ou necessidades humanas.
Para sobreviver e garantir sua subsistência, o homem estava constantemente
exercitando-se. Com isso, aprendeu naturalmente a caçar, pescar, nadar, construir,
lutar, defender-se - exercícios úteis que lhe permitiam satisfazer as suas principais
necessidades, impostas na sua relação com a natureza e com os outros homens.
(GONÇALVES et al, 2002, p.1).
A Educação Física sempre fez parte de nosso cotidiano, mesmo que de forma indireta.
Desde a pré-história o homem depende do movimento, do ato físico. Sua força, resistência e
velocidade garantiam sua sobrevivência. Quando nômades realizavam longas caminhadas em
busca alimentos e, durante estas jornadas corriam, saltavam, lutavam e nadavam. Com a
sedentarização, o homem passou a dominar novas técnicas ainda que rudimentares de
agricultura e domesticação de animais. Mas o importante é salientar que em ambos os
momentos, foi necessário o aprimoramento de habilidades físicas no desenvolvimento dos
gestos e da construção de ferramentas que possibilitassem maior sucesso garantindo a
sobrevivência (OLIVEIRA, 2008).
O mesmo autor relata ainda que muitos povos já praticavam a Educação Física e
discutiam seus pressupostos. Para algumas civilizações antigas, as atividades tinham caráter
terapêutico, esportivo, educacional, religioso ou para a guerra.
Segundo Gonçalves (1997), a Educação Física ao longo dos anos assumiu diferentes
papéis e diversos significados, conforme o momento histórico, e na maioria das vezes foi
utilizada como instrumento do poder para veiculação da ideologia dominante e preservação
do status quo.
De acordo com Castelani Filho (1988), os primeiros estímulos para a constituição da
Educação Física brasileira partiram da França através da ginástica. Moraes e Toledo (2009)
descrevem que:
"[...] a Educação Física sofreu e sofre influência da ginástica alemã, francesa e
sueca, com influência positivista; do militarismo, com a imposição por autoritarismo
e promoção de corpos viris e do desportismo, na defesa e honra a pátria amada” (p.
2071).
No Brasil, a Educação Física passou por diversas mudanças ao longo dos anos onde
eram chamadas de tendências. A primeira delas, ocorrida de 1889 a 1930, foi denominada de
Educação Física Higienista. Esta valorizava homens fortes, sadios, robustos, com condutas
morais e intelectuais para o desenvolvimento do Brasil. (GONÇALVES et al, 2002)
A educação física no Brasil, desde o século XIX, foi entendida como um elemento
de extrema importância pra o forjar daquele indivíduo “forte”, ”saudável”,
indispensável à implementação do processo de desenvolvimento do país [...]”
(CASTELANI FILHO, 1988, p 39).
Segundo Castelani Filho et. al (2009), a partir do final do século XVIII e início do
século XIX, os exercícios físicos eram tidos como “receitas” e “remédio”. E neste processo,
os médicos higienistas tinha importante destaque. A Educação Física nas escolas era
ministrada por instrutores físicos do exército e era entendida como uma atividade meramente
prática, onde seus profissionais atuavam como instrutores.
2
Para Castelani Filho (1988) a Educação Física no Brasil se confunde em muitos
momentos com a história dos militares. Um exemplo desta ligação deve-se ao fato da
presença de militares na formação dos primeiros professores de Educação Física. Tais
vínculos foram determinantes para a concepção da disciplina e suas finalidades, direcionando
o seu campo de atuação e a forma como devia ser ensinada (GUIMARÃES et al, 2001). Para
Gonçalves et al (2002), seu principal objetivo era obter uma juventude capaz de suportar o
combate, a luta e a guerra. Bracht (1992) relata que a Educação Física neste período tinha
com base o método ginástico francês, que fora adotado pelas instituições militares. Neste
contexto o professor era meramente o instrutor ou aplicador do método, sua função era a de
apresentar os exercícios, dirigir e manter a ordem e a disciplina. O papel do professor ainda
estava descaracterizado.
Já em 1945, a tendência Pedagogicista colocou a Educação Física como atividade
educativa, ou seja, disciplina comum aos currículos escolares. Ghiraldelli Júnior (1989) cita
que esta concepção deu à sociedade a necessidade de encarar a Educação Física, não somente
como atividade prática capaz de promover à saúde e disciplinar a juventude, mas também
encará-la como um ato pedagógico.
Na sequência, a Educação Física Competitivista pós 64, caracterizou-se pela
competição e pela superação individual onde havia a massificação do desporto visando
futuros campeões olímpicos (GONÇALVES et al, 2002). Após a Segunda Guerra Mundial, a
influência do esporte na escola cresce rapidamente. A escola era tida como um prolongamento
da instituição esportiva (CASTELANI FILHO et. Al, 2009). E novamente, a Educação Física
assume os códigos de outra instituição, surge assim o esporte na escola que esta diretamente
relacionada à instituição esportiva (BRACHT, 1992).
O papel do professor neste período passou a ser o de treinador. Este professor era
contratado em função de seu desempenho esportivo, ou seja, a definição de seu papel como
professor é inexistente (BRACHT, 1992). Nesta tendência, percebe-se que o professor possuía
apenas um olhar técnico sobre suas aulas. Ele estava ali exclusivamente para formar e
descobrir novos atletas que pudessem defender a pátria.
Darido (1999) aponta que em meados da década de 80 a Educação Física passou por
importante debate acadêmico, surgindo diversas concepções tendo em comum entre elas a
tentativa de romper com o modelo mecanicista vigente.
Uma nova geração de professores de Educação Física criticou as bases da Educação
Física dos anos 1960 e 1970, que estava voltada para o esporte de alto rendimento
(MAGALHÃES, 2005). O Brasil não se tornou uma potência esportiva com estava previsto, e
no meio acadêmico da área, essa visão foi duramente criticada (GÓIS JUNIOR et al, 2012).
Atualmente coexistem na área várias concepções que são o resultado da articulação de
diferentes teorias psicológicas, sociológicas e concepções filosóficas. Todas tendo em
comum, a busca de uma Educação Física articulada nas múltiplas dimensões do ser humano
(BRASIL, 1997)
Segundo Leucas (2012) tanto na Lei de Diretrizes e Bases (LDB) quanto os
Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) atribuem a Educação Física o mesmo valor
conferido aos demais componentes curriculares.
Os PCNs concebem a Educação Física como componente curricular responsável por
introduzir o individuo no universo da cultura corporal, que comtempla múltiplos
conhecimentos, produzidos e usufruídos pela sociedade, a respeito do corpo e do
movimento (BRASIL, 1997, p.15).
O artigo 26, terceiro parágrafo da LDB estabelece que: “a Educação Física integrada
com a proposta pedagógica da escola é componente curricular da Educação Básica, ajustando3
se as faixas etárias e as necessidades da população escolar, sendo sua prática facultativa nos
cursos noturnos” (BRASIL, 1996).
3. A marginalização da Educação Física
É visível a situação de marginalização em que se encontra a Educação Física,
decorrente, de um complexo histórico em que foi utilizada com finalidades diversas e, da má
qualificação de seus profissionais. Este fato contribuiu e ainda contribui para a constante
degradação da disciplina dentro de sua conturbada trajetória. (GUIMARÃES et al, 2001)
A Educação Física nas últimas décadas busca incessantemente sua identidade e sua
legitimidade (Peres, 2001). O fato negativo é que a mesma assumiu os pressupostos de outras
instituições sem levar em conta as questões sociais, históricas e culturais em que estas foram
criadas.
Além dos aspectos históricos, a conjuntura atual também tem levado a Educação
Física a ser marginalizada. Um exemplo desta situação dá-se pelo fato da aula de Educação
Física ser colocada em horários convenientes para outras disciplinas e não de acordo com as
suas necessidades específicas. Outro fator decorre da não integração da Educação Física no
momento do planejamento, discussão e avaliação do trabalho pedagógico da escola o que
ocasiona um distanciamento do professor de Educação Física do restante da equipe
pedagógica, situação que caracteriza a “pouca importância” do trabalho e da opinião do
professor da referida disciplina (op. cit. p.18).
Um estudo realizado por Jeber (1996) apontou que além dos fatores mencionados
anteriormente, inclui-se o constante distanciamento do professor de Educação Física da sala
de professores. Por terem sua própria sala, e pela visão distorcida que os docentes das demais
disciplinas têm da função dos professores de Educação Física, seu trabalho muitas vezes é
taxado com fácil, despreocupado e sem importância. O chamado “professor bola”, que muitas
vezes é confundido com “moleza”, pode ser na verdade esgotamento profissional.
No estudo sobre o esgotamento profissional do professor de Educação Física, Santini e
Molina Neto (2005), fazem a seguinte descrição:
Muitas vezes, quando se observa a aula de Educação Física no pátio de uma escola,
e vê-se os alunos jogando bola e o professor ao lado, costuma-se, de modo
precipitado, dizer: lá está um “professor bola”, um professor que não quer mais nada
com nada. Contudo, esse fato pode estar refletindo um processo, uma situação
dramática que enfrentam muitos professores de Educação Física: a Síndrome do
Esgotamento Profissional (SEP, 2005, p. 209).
A disciplina de Educação Física quase ficou excluída da última Lei de Diretrizes e
Bases, por estes pré-julgamentos e pela afirmação de considerá-la desnecessária ao currículo
escolar e que, graças a um projeto de lei apresentado, foi reconsiderada como essencial. Vega
(2002). Este fato evidencia a questão da fragilidade em que se encontra a Educação Física que
vem falhando na tentativa de se legitimar. Apesar de fazer parte do currículo, ela parece não
se colocar como área do conhecimento importante para a formação dos alunos (SOUZA
JÚNIOR, 1999, apud CARVALHO, 2006).
A Educação Física atualmente necessita de um olhar diferenciado e minucioso. Ela
pede para que se liberte da incompetência a que foi submetida historicamente (Santin, 2003).
É a partir deste novo olhar que sua importância poderá ser ressignificada e reconhecida.
4
4. As dificuldades da prática do professor de Educação Física
Dentro da Educação Física, observa-se certa insegurança no que diz respeito às
dificuldades com a prática pedagógica, atravessadas pelo professor em seu cotidiano escolar.
Este fato pode ser atribuído às vivencias anteriores à formação do educador, pois é através
delas que este constrói experiências com o mundo esportivo, com a própria escola e com as
futuras relações com a profissão. (Costa, 1995).
O professor de Educação Física enfrenta muitas dificuldades no processo de ensinoaprendizagem, principalmente em escolas públicas. Dificuldades que muitas vezes acabam
desmotivando esse profissional.
O esgotamento profissional, anteriormente citado, é um dos fatores que dificultam a
prática do professor. De acordo com Santini e Molina Neto (2005) o profissional de Educação
Física se sente realizado e recompensado com a função de sua atividade, mas o cansaço e a
desilusão com a profissão e o desânimo para a docência, contribui para o baixo nível de
desempenho de sua função incutindo na qualidade do ensino. Portanto a frustração e o
esgotamento gerado pode gerar uma incapacidade de estabelecer um melhor relacionamento
professor-aluno.
Em relação aos materiais Bracht (2003), aponta a relação direta que estes possuem
com a qualidade das aulas do professor de Educação Física:
[...] a existência de materiais, equipamentos e instalações adequadas é importante e
necessária para as aulas de Educação Física, sua ausência ou insuficiência podem
comprometer o alcance do trabalho pedagógico (p. 39).
Os materiais são um suporte que auxiliam na prática pedagógica, pois os mesmos vão
dar ao aluno o conhecimento e a vivência prática. É comum ouvirmos queixas em relação a
este tópico. A falta de materiais adequados e em quantidades suficientes diminui o
aproveitamento das aulas e, consequentemente, acabam tonando-se desestimulantes.
Pesquisas como a de Canestraro, Zulai e Kogut (2008) apontam a falta de materiais com um
das principais dificuldades enfrentadas pelos professores de Educação Física.
Em relação ao espaço, Silva e Damázio (2008) relatam que a ausência ou precariedade
do espaço físico nas escolas para as aulas de Educação Física, podem ser observadas sob dois
aspectos: o da não valorização social desta disciplina (desvalorização de sua importância no
desenvolvimento integral do educando) e o descaso das autoridades para com a educação
destinada às camadas populares.
Espaços adequados para a realização das atividades, tanto as de cunho prático quanto
teórico, dão o professor melhores condições de trabalho e aos alunos qualidade na
aprendizagem. A existência (ou ausência) de um bom local também influencia diretamente na
motivação dos alunos e do professor no desenvolvimento de boas aulas.
Outra queixa comum entre toda a comunidade escolar diz respeito à questão
financeira, ou seja, os baixos salários, o que acarreta a sobrecarga de trabalho do professor,
que na maioria das vezes para conseguir uma renda mais digna, acaba trabalhando em várias
escolas e um mais de um período, ou procura outras ocupações além de lecionar, ou ainda
abandonam a profissão. Com o professor de Educação Física a história não é diferente. Este
acúmulo de tarefas influencia a prática pedagógica, pois o mesmo, devido esta sobrecarga,
fica sem tempo para melhor planejar e estruturar suas aulas, organizar sua vida pessoal e seu
acesso a bens culturais, como afirma Sampaio e Marin (2004):
5
Esse é um fator que incide pesadamente sobre a precarização do trabalho dos
professores, pois a pauperização profissional significa pauperização da vida pessoal
nas suas relações entre vida e trabalho, sobretudo no que tange ao acesso a bens
culturais (p. 1210).
Este fator vai influenciar diretamente no trabalho do professor que, por sua vez, já
chega à escola, desmotivado, insatisfeito e frustrado. A frequente rotina negativa desencadeia
uma série doenças alcançando consequências drásticas levando o profissional ao afastamento
do ambiente escolar.
Outra consequência que a baixa remuneração oferecida à profissão ocasiona é o
afastamento do jovem do exercício da docência. Hoje, observamos uma necessidade
emergencial de professores para várias disciplinas em todo país. Um estudo encomendado à
Fundação Carlos Chagas (FCC), mostra que apenas 2% dos estudantes do ensino médio têm
interesse em cursar pedagogia ou alguma licenciatura.
A falta de interesse e desrespeito por parte dos alunos também se apresenta com um
fator que dificulta a prática da docência em Educação Física. Darido et. al (2006) entende que
os casos de indisciplina não são (ou pelo menos não deveriam ser) responsabilidade exclusiva
do professor. O comportamento do aluno na sala de aula deve ser uma incumbência do grupo
social a que o aluno pertence, da sua família e de todas as instâncias a qual o mesmo convive.
Os professores também convivem com as queixas dos colegas de outras disciplinas
devido à proximidade da quadra das salas de aula, como apontado por Betti (1992), segundo o
autor, durante as aulas de Educação Física nas escolas onde a quadra localiza-se bem próxima
as salas de aula, os alunos muitas vezes são impedidos pelo próprio professor de gritar e
torcer. A alegria das crianças é confundida com indisciplina. Ou seja, a “bagunça” durante as
aulas de Educação Física é observada pelos outros professores com falta de controle por parte
do professor para com sua aula, obrigando este a conter seus alunos para que isto não se torne
mais um problema, e que aumente ainda mais o afastamento dos professores de Educação
Física dos docentes das demais disciplinas.
A violência comum nas escolas também confere um fator de dificuldade do trabalho
do professor com apresentado no documento do estado de Santa Catarina intitulado Política
de educação, prevenção, atenção e atendimento às violências na escola (2011). Este
documento levanta a questão de como a violência deve ser abordada na escola e quais os
órgãos responsáveis por fiscalizá-la.
5. Decisões metodológicas
Esta pesquisa utilizou inicialmente como ferramenta metodológica uma pesquisa
bibliográfica, seguida de uma pesquisa descritiva e exploratória, aplicada e pesquisa de
campo, com abordagem quantitativo-qualitativa, utilizando o método monográfico.
A opção pela abordagem qualitativa de pesquisa se deu por esta ter a preocupação com
a interpretação dos significados atribuídos pelos sujeitos às suas ações, além de levar em
conta todos os componentes de uma situação em suas interações e influências recíprocas,
defendendo uma visão holística dos fenômenos (ANDRÉ, 2001).
Para aplicação prática, escolhe-se o modelo de pesquisa de campo, fase realizada após
o estudo bibliográfico, no objetivo de obter bom conhecimento sobre o assunto, e tem como
finalidade a elaboração de questionários, entrevistas ou observação participante, para servir de
base, ajudando a formular hipóteses. Também visa clarear conceitos, ajudar no delineamento
do projeto final da pesquisa e estudar pesquisas semelhantes, verificando os seus métodos e
resultados. (OLIVEIRA, 1997)
6
O Presente estudo foi realizado junto aos professores de Educação Física das Escolas
Públicas de Braço do Norte - SC. A pesquisa contou com a participação de 10 professores
escolhidos aleatoriamente.
O trabalho foi desenvolvido em momentos distintos: primeiramente, realizamos uma
pesquisa bibliográfica a fim de dar fundamento teórico ao tema em estudo. Buscamos
referências bibliográficas em livros, Internet e outros materiais referentes ao estudo.
Neste contexto, num segundo momento foi aplicado um questionário semiaberto ao grupo
escolhido. O questionário constituiu-se de quinze perguntas, das quais nove eram fechadas e
relacionadas à identificação, situação funcional, espaço, condições materiais, número de
alunos, relacionamento com a comunidade escolar, reconhecimento pela comunidade escolar
e reconhecimento financeiro. Já as perguntas abertas trataram de sua formação inicial, as
expectativas quanto às dificuldades, às dificuldades encontradas e, o que foi feito para superálas.
6. Resultados e discussão
Referindo-se as questões pertinentes à identificação e a situação funcional dos
professores entrevistados, cinco são do sexo feminino e cinco do sexo masculino, deste total,
quatro trabalham a mais de dez anos, um a nove anos e cinco entre um e dois anos na área.
No que se refere ao número de escolas em que lecionaram até os dias atuais (tabela 1),
observamos que cinco professores já atuaram em três escolas ou mais, fato este preocupante,
pois nossa amostragem não possui nenhum professor em final de carreira, o que evidencia
grande instabilidade gerada e a dificuldade que o profissional possui em criar vínculo com a
escola e consequentemente com a comunidade escolar.
Tabela 1 – Número de escolas em que lecionou até o momento
Categorias
Uma
Duas
Três ou mais
Total
Frequência
01
03
06
10
Porcentagem - %
10
30
60
100
Na tabela 2, tratamos sobre o espaço, materiais e número de alunos nas aulas
Educação Física. Quanto à opinião dos professores em relação à estrutura física, 40 % dos
entrevistados consideram o espaço destinado às aulas de Educação Física como regular e 30
% consideram o espaço inadequado. Essa realidade faz parte (infelizmente) do cotidiano do
professor. Numa pesquisa realizada com 2700 professores de Educação Física da rede
estadual de ensino de São Paulo, Tokuyochi et al. (2008), revelam dados coletados onde
4,81% dos professores não dispõem de espaço característico da Educação Física para o
desenvolvimento e 42,59% dos docentes entrevistados manifestaram que o espaço é
insuficiente.
É comum ouvirmos dos professores queixas pelo fato de terem de dividir o espaço
com outros professores, sobre as aulas sob o sol (nem todas as escolas possuem um espaço
coberto para a realização de atividades), e sobre locais adequados para os dias de chuva. Mas,
em ambos os estudos estas queixas não se confirmaram.
Já, referindo-se as condições materiais, podemos constatar que os profissionais, de
certo modo estão insatisfeitos com o que as escolas lhe proporcionam de apoio material (50%
7
regular e 10% insuficiente). Reportamo-nos novamente ao estudo de Tokuyochi et al. (2008),
que relatam que 81,18% dos professores da rede estadual de São Paulo, declaram insuficientes
as condições materiais para o exercício da profissão.
Como garantir a motivação para ensinar do professor sem lhe dar os recursos
necessários para sua prática? Entendemos que a mesma importância que os professores das
demais disciplinas atribuem ao giz e ao livro didático, é equivalente aos materiais para as
aulas do professor de educação Física.
Quanto ao número de alunos por turma também exposto na tabela 2, percebemos que
40 % dos entrevistados atendem em média vinte alunos por turma e 50 % trabalham com
turmas com vinte e cinco alunos em média. Entendemos que este número é muito satisfatório
e evidencia que as escolas de Braço do Norte estão abaixo da média de alunos por turma se
comparadas a outras regiões do país. Sampaio e Marin (2004) apresentam em seu estudo,
dados de 2001 divulgados pelo INEP, onde o número médio de alunos por turma era de 28,3,
numa escala que variava de 22,2 em Roraima a 32,9 em Alagoas, no ensino fundamental
regular, e 37,6 no Brasil variando de 30,9 em Roraima a 43,0 em Sergipe.
Tabela 2: Espaço, materiais e número de alunos nas aulas Educação Física.
Freq.
%
Espaço destinado às aulas
Adequado
Regular
Inadequado
03
04
03
30
40
30
Condições materiais
Suficiente
Regular
Insuficiente
03
05
01
30
50
10
Nº de alunos por turma
Vinte
Vinte e cinco
Mais de trinta
04
05
01
40
50
10
Na tabela 3, abordamos questões relativas ao relacionamento com direção, colegas de
trabalho e alunos. Na questão que diz respeito ao relacionamento com o corpo diretivo da
escola, 70% dos professores entrevistados classificaram seu relacionamento como bom. Com
os professores de outras disciplinas e com os alunos o número é ainda mais expressivo, 80%
consideraram como bom e 20% como regular. Em estudo realizado por Carvalho (2006) sobre
a visão dos professores de outras disciplinas em relação às aulas de Educação Física,
evidencia a visão distorcida que os mesmos possuem e revelam sua representação social por
estes professores: (a) entreter/brincar/recrear; (b) socializar; (c) auxiliar as outras disciplinas;
(d) exercitar/treinar/ensinar esporte; e (e) desenvolver o aspecto motor (psicomotricidade).
8
Tabela 3: Relacionamento com direção, demais professores e alunos.
Direção
Bom
Regular
Ruim
Professores de outras disciplinas
Bom
Regular
Ruim
Alunos
Bom
Regular
Ruim
Freq.
%
07
03
0
70
30
0
08
02
0
80
20
0
08
02
0
80
20
0
A tabela 4, trata do reconhecimento pela comunidade escolar e financeiro. Do total,
20% dos professores acreditam que sua profissão é reconhecida pela comunidade escolar,
20% discordam e acreditam que não são reconhecidos e 60% consideram que são
parcialmente reconhecidos. A partir destes números percebemos que os professores
entrevistados possuem, aparentemente, certo “negativismo” quanto à sua imagem para com
suas comunidades. Sabe-se que nos dias atuais o exercício da docência não é visto como uma
função nobre e importante para a sociedade.
Tabela 4: Reconhecimento pela comunidade escolar e financeiro
Freq.
%
Reconhecimento da comunidade escolar
Sim
Não
Parcialmente
02
02
06
20
20
60
Reconhecimento financeiro
Sim
Não
Parcialmente
0
05
05
0
50
50
Quando o assunto é reconhecimento financeiro, 50% dos profissionais entrevistados
consideram seus salários justos para a função que exercem e 50% consideram-no
parcialmente justo. Segundo o jornal o Globo (2012), o salário dos professores do Brasil
(educação básica), registrou na década passada, ganhos acima da média dos demais
profissionais com nível superior, mas foi insuficiente para mudar a realidade, isto é, o
magistério segue sendo a carreira de pior remuneração no país. O mesmo ainda divulga dados
a partir do censo do IBGE onde a renda média de um professor do ensino fundamental
equivalia, em 2000, a 49% do que ganhavam os demais trabalhadores também com nível
superior. E atualmente este número aumentou para 59%.
Quando nos reportamos à formação acadêmica dos entrevistados, perguntamos se os
mesmos foram alertados/informados sobre as possíveis dificuldades que poderiam vir a
enfrentar no exercício da docência. 60% dos entrevistados receberam informações sobre a
realidade da profissão, elencando questões como a deficiência material e sobre a realidade
social dos alunos. Já 40% dos entrevistados afirmaram não terem recebido as informações
9
necessárias sobre a realidade docente, afirmando que não estavam preparados para problemas
relacionados ao relacionamento, a resistência e a falta de vontade dos alunos.
Infelizmente ainda há instituições de ensino superior que deixam de preparar o
acadêmico para a real situação das escolas brasileiras, e isso faz com que o futuro professor
tenha uma visão de uma escola ideal e não real. Este ponto fica evidente na resposta de uma
das professoras entrevistadas. “Compreendi que na Universidade você aprende de tudo.
menos a lidar com o aluno”.
Para Darido et.al. (2006) o professor enquanto acadêmico é preparado para trabalhar
em uma situação de ensino-aprendizagem ideal, e com alunos e condições ideais nas quais
tudo ocorre de forma controlada e as ações são sempre eficazes, mas, na prática, a história é
outra.
A realidade encontrada pelos professores no início da docência é encontrada nas
respostas dos entrevistados de forma bem variada. Dos professores pesquisados, 30%
encontraram dificuldades relativas aos espaços reduzidos para a prática das aulas. Outros
30%, afirmaram que a agressividade por parte dos alunos é a dificuldade mais aparente. Já
20% da amostragem diz que as dificuldades estão relacionadas à falta de materiais, e ainda
10% atribuem os conflitos entre os integrantes da escola como seus maiores impedimentos no
inicio da docência escolar.
Tabela 6 – Realidade encontrada no início da docência
Categorias
Espaço Reduzido
Agressividade dos alunos
Falta de Materiais
Conflitos entre os integrantes da escola
Era o que esperava
Total
Frequência
03
03
02
01
01
10
Porcentagem - %
30
30
20
10
10
100
Em relação à superação das dificuldades encontradas na docência em Educação Física,
os professores entrevistados responderam de forma unânime, que buscaram formas de
sobrepujar os impedimentos da prática docente. A utilização do diálogo com os seus alunos se
mostrou a forma mais utilizada para a resolução de problemas. Para Kunz (1998, p. 41),
“saber se comunicar e entender a comunicação dos outros é um processo reflexivo e
desencadeia iniciativas do pensamento crítico”. Ou seja, é através do diálogo que a maior
parte dos professores soluciona as dificuldades enfrentadas, pois ele é um instrumento
imprescindível para que professor e aluno possam melhor se relacionar e resolver os conflitos
no âmbito escolar. A partir do momento que o professor se utiliza da didática comunicativa,
auxilia o aluno a entender melhor o próprio mundo.
10
Gráfico 1 - Formas encontradas para a superação das
dificuldades da prática docente
7%
Diálogo
7%
Estratégias Didáticas
Atividades estimulantes
40%
13%
Aperfeiçoamento na área
Troca de Experiências
Trabalhar valores
13%
20%
Fonte: os autores
Com relação aos obstáculos encontrados na prática pedagógica, O desrespeito por
parte dos alunos e a falta de espaço mostram-se como maiores ocorrências. A falta de respeito
dos alunos é uma questão muito discutida no campo pedagógico. Nas aulas de Educação
Física também é visível pelo fato dos alunos possuírem uma visão distorcida da mesma,
servindo apenas como um momento meramente recreativo sem função pedagógica. Em
relação à falta de espaço para a realização das aulas, Betti (1995) acredita que esta é uma
questão delicada, pois nem todas as escolas possuem um espaço adequado para a realização
da mesma. Isso infelizmente é um fato.
Tabela 8- Obstáculos da prática pedagógica
Categorias
Desrespeito dos alunos
Espaço
Falta de material
Vontade dos alunos
Conteúdos
Frequência
05
05
03
02
01
Ao tratarmos da questão relativa às medidas/estratégias que os docentes utilizaram
para mudar o panorama das dificuldades apontadas em suas aulas, as respostas foram bem
diversas. A maior ocorrência está ligada à necessidade de um maior apoio das políticas
públicas e, em sequência, a ampliação dos espaços destinados à realização das aulas de
Educação Física. Também foram citadas medidas relacionadas à qualificação acadêmica, a
troca de experiências (professores de outras disciplinas, outros professores de Educação
Física, direção, etc.).
11
Tabela 9- Medidas necessárias para a superação das dificuldades
Categorias
Melhores políticas públicas
Ampliação do espaço
Aquisição de material
Qualificação acadêmica
Trocas de experiências
Frequência
04
03
02
01
01
O fato dos professores analisados indicarem a melhora das políticas públicas como
sendo a medida principal para a superação das dificuldades é o retrato da educação brasileira e
é questionada por Marques; Pelicioni; Pereira (2007). Para os autores o Brasil “[...] não dispõe
de uma educação pública de qualidade por não ser esta uma prioridade do poder público”
(p.8). Ainda de acordo com os autores, a educação pública esta em crise devido ao despreparo
administrativo e ao desrespeito histórico do poder público, cabendo a essa esfera promover
um diálogo com o professor para encontrar soluções, para a calamidade em que se encontra a
educação pública brasileira.
7. Considerações finais
A Educação Física está inserida no currículo escolar e, junto com as demais disciplinas
procura atingir o desenvolvimento integral do aluno. O professor de Educação Física também
tem um papel fundamental para o alcance deste objetivo, pois geralmente é durante estas
aulas, onde os alunos demonstram suas frustrações, suas alegrias e inquietações.
A Educação Física encontra-se marginalizada. O professor é deixado de lado nas
decisões da escola por sua disciplina não ser considerada, importante. Fato este ocasionado
muitas vezes pela postura passiva que o próprio assume diante desta situação. Como
consequência, observamos a descaracterização da função social da Educação Física,
acarretando defasagem do ensino. Este estudo procurou verificar quais eram as dificuldades
enfrentadas pelos professores durante a prática pedagógica nas aulas de Educação Física, e de
que maneira estas possíveis dificuldades, interferem no desenvolvimento destas aulas.
Verificamos que os professores do município de Braço do Norte encontram como
maior dificuldade a falta de respeito por parte dos alunos e a falta de espaços adequados,
ambos na mesma proporção. Estas variáveis aparecem em diversas pesquisas, como
empecilhos no trabalho docente. A falta de respeito e vontade por parte dos alunos caracteriza
o quadro atual da educação na sociedade brasileira. Quanto à falta de espaços destinados a
prática das aulas, os professores em sua maioria precisam dividir com outros colegas
interferindo diretamente nos seus objetivos. Esta falta/redução de espaços desmotiva o
professor, e acaba deixando uma imagem irreal da aula. Na verdade acreditamos que estas
dificuldades possam ser superadas desde que família, escola e politicas públicas trabalhem
para a mudança dos parâmetros atuais.
Com base nesta pesquisa, também observamos a falta de apoio do poder público para
com a educação. É preciso um olhar mais direcionado quanto à qualidade do ensino no Brasil
para que o professor adentre em sala de aula motivado, beneficiando a todos neste processo. O
profissional realizado sempre procura melhorar e se aperfeiçoar, isso é benéfico para a
formação dos futuros profissionais e para a melhoria do atual quadro em que se encontra a
educação de nosso país.
Diante deste pensamento e da descoberta específica das dificuldades, faz-se necessário
que sejam traçadas estratégias específicas para a mudança do atual quadro. Desse modo, este
estudo abre uma janela para que outros continuem o trabalho iniciado aqui. Isso é o que
desejamos.
12
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As dificuldades enfrentadas pelos professores de educação física