UNIVERSIDADE FEDERAL DE RONDÔNIA NÚCLEO DE EDUCAÇÃO CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA INCLUSÃO DOS PORTADORES DE NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS NO ENSINO REGULAR NO CONTEXTO DAS POLÍTICAS PÚBLICAS EDUCACIONAIS PORTO VELHO 2009 UNIVERSIDADE FEDERAL DE RONDÔNIA NÚCLEO DE EDUCAÇÃO CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA INCLUSÃO DOS PORTADORES DE NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS NO ENSINO REGULAR NO CONTEXTO DAS POLÍTICAS PÚBLICAS EDUCACIONAIS MARCIANITA PEDRI VALENÇA PORTO VELHO 2009 MARCIANITA PEDRI VALENÇA INCLUSÃO DOS PORTADORES DE NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS NO ENSINO REGULAR NO CONTEXTO DAS POLÍTICAS PÚBLICAS EDUCACIONAIS Monografia apresentada ao Departamento Acadêmico, da Universidade Federal de Rondônia, como requisito final para obtenção da graduação em Educação Física. Orientador:Professor Especialista Daniel Oliveira de Souza Porto Velho 2009 INCLUSÃO DOS PORTADORES DE NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS NO ENSINO REGULAR NO CONTEXTO DAS POLÍTICAS PÚBLICAS EDUCACIONAIS Marcianita Pedri Valença Esta monografia foi julgada e aprovada para obtenção da Graduação em Educação Física, da Universidade Federal de Rondônia. Professor(a): Daniel Oliveira de Souza Banca Examinadora Professor (a):_____________________________ Professor (a):_____________________________ Professor Mestre Ricardo Faria Santos Canto Porto Velho 2009 A Deus e a minha família, por me darem força e coragem para prosseguir nesta longa caminhada. A todas as pessoas que estiveram sempre ao meu lado, contribuindo para o meu crescimento intelectual, aos professores, ao meu orientador Daniel Oliveira de Souza, a Deus e a minha família. “Diferentes obstáculos em sua caminhada na direção deste objetivo e que para alguns, inclusive, os obstáculos são tão grandes que a distância a percorrer será enorme. Neles, porém, qualquer progresso é significativo”. Relatório Warnock (Grã-Bretanha, 1979). SUMÁRIO RESUMO 1. INTRODUÇÃO...................................................................................................01 1.1 Justificativa ......................................................................................................01 1.2. OBJETIVOS....................................................................................................02 1.2.1 Geral.............................................................................................................02 1.2.2 Específicos....................................................................................................02 1.3 QUESTÕES DE PESQUISA............................................................................03 2. REFERENCIAL TEÓRICO ...............................................................................04 2.1CONTEXTUALIZANDO A EDUCAÇÃO INCLUSIVA NO BRASIL..................................................................................................................04 2.1. 1 A CONSTITUIÇÃO FEDERAL.....................................................................05 2.1.2 A LDBEN, a Educação Especial e o Atendimento Educacional Especializado.........................................................................................................06 2.1.3 A Educação Especial e Sua História No Brasil.............................................08 2.1.4 A Educação Especial Na Atualidade.............................................................13 2.2 NECESSIDADES ESPECIAIS.........................................................................18 2.2.1 Diversidade na Escola..................................................................................18 2.2.2 Das Necessidades Educacionais Básicas Às Necessidades Educacionais Especiais................................................................................................................20 2.2.3 Da Interação Escolar A Educação Inclusiva.................................................22 3. METODOLOGIA................................................................................................24 3.1 DELIMITAÇÃO DO ESTUDO..........................................................................24 3.2 CARACTERÍSTICA DA PESQUISA................................................................25 3.3 ETAPAS DA PESQUISA..................................................................................25 3.4 INSTRUMENTO DE COLETA DE DADOS......................................................27 4 - APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS DADOS.................................................29 4.1. APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS DADOS OBTIDOS ATRAVÉS DE FORMULÁRIO.......................................................................................................29 4.2.APRESENTAÇÃO DOS DADOS OBTIDOS ATRAVÉS DE QUESTIONÁRIO....................................................................................................30 4.3. ANÁLISE DOS DADOS LEVANTADOS.........................................................31 5. CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES............................................................35 5.1 CONCLUSÕES................................................................................................35 5.2 RECOMENDAÇÕES........................................................................................37 6. REFERÊNCIAS.................................................................................................40 ANEXOS ...............................................................................................................45 LISTA DE TABELAS TABELA 1: QUANTIDADE DO CORPO DOCENTE.............................................29 TABELA 2: QUANTIDADE POR SEXO.................................................................29 TABELA 3: QUANTIDADE POR IDADE................................................................29 TABELA 4: QUANTIDADE POR TITULAÇÃO.......................................................30 RESUMO A pesquisa abordou o tema "INCLUSÃO DOS PORTADORES DE NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS NO ENSINO REGULAR NO CONTEXTO DAS POLÍTICAS PÚBLICAS EDUCACIONAIS", com o propósito de verificar como a educação especial evoluiu, como foram inseridas no ensino regular, as leis e normas que amparam os portadores de necessidades educativas especiais, a formação dos professores, enfim, uma série de questionamentos que condizem com a educação inclusiva. O estudo foi bibliográfico, com delineamento exploratório. Buscou-se conhecer e pesquisar sobre a Educação Especial, as Necessidades Educativas Especiais, as Políticas Públicas afins com o tema, etc. Utilizou-se no estudo autores previamente selecionados para este trabalho, para que no cruzamento e tratamento dos dados obtidos fosse possível encontrar respostas às perguntas que motivaram o presente estudo. Após a conclusão das leituras e da pesquisa de campo, constatou-se que houve uma grande evolução na Educação Inclusiva, mas, ainda necessita de uma série de inovações e responsabilidade por parte do poder público e dos demais envolvidos. Portanto, conclui-se que a INCLUSÃO DOS PORTADORES DE NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS NO ENSINO REGULAR NO CONTEXTO DAS POLÍTICAS PÚBLICAS EDUCACIONAIS evolui, em relação às leis determinadas e sancionadas, no entanto, o despreparo e o desconhecimento, fazem com que as ações existentes quase estagnem pela falta de recursos e interesse dos meios políticos. Unitermos: Educação Inclusiva, Políticas Públicas, Necessidades Educativas Especiais. ABSTRACT The research addressed the theme "Inclusion of individuals with SPECIAL NEEDS EDUCATION IN REGULAR EDUCATION POLICY IN THE CONTEXT OF PUBLIC EDUCATION" in order to see how the special education evolved, they were placed in regular education, laws and standards that protecting the carriers of special needs education, teacher training, finally, a series of questions that match the inclusive education. The study was bibliographic, with exploratory design. The aim was to know and search on Special Education, the Special Needs Education, the Public Policy with a view of the subject, and so on. It was used in the study authors previously selected for this work, so that the crossing and processing of data was possible to find answers to questions that motivated this study. Upon completion of the readings and field research, it was found that there was a big change in Inclusive Education, but still requires a number of innovations and accountability by the public administration and other involved. It was concluded that the inclusion of individuals with SPECIAL NEEDS EDUCATION IN REGULAR EDUCATION POLICY IN THE CONTEXT OF PUBLIC EDUCATION moves in relation to certain laws and punished, however, the unpreparedness and ignorance, make the existing shares almost flat by lack of resources and interest in political circles. Key words: Inclusive Education, Public Policy, Special Educational Needs. 1. INTRODUÇÃO A Educação Especial na política educacional brasileira, desde o final da década de cinqüenta, século passado, até os dias atuais, tem sido vista como uma parte indesejável e, muitas vezes, atribuída como assistência aos deficientes e não como educação de alunos que apresentam deficiência. (MENDES, acesso 2008). No Brasil, é grande a falta de atendimento adequado às necessidades escolares de crianças com dificuldades de aprendizagem, capaz de diminuir o índice de evasão e repetência escolar. (MAZZOTTA, 2003). A evolução das idéias e práticas relativas aos serviços para pessoas com deficiência e, a inserção escolar, colocam inúmeras questões aos educadores, especialistas. Conforme Mantoan (1997), os desafios a enfrentar são inúmeros e toda e qualquer investida no sentido de ministrar um ensino especializado aos alunos dependem de se ultrapassarem as condições atuais de estruturação do ensino escolar para deficientes. As escolas especiais têm papel fundamental no desenvolvimento de crianças, jovens e adultos com deficiência, pois, elas oferecem atendimento especializado, diferente de escolas regulares, que, na maioria dos casos, não tem nada a oferecer a essas pessoas "diferentes", que necessitam de estímulos diferentes, de adaptações, de aceitação. 1.1. JUSTIFICATIVA Como toda inovação, a inclusão implica em mudanças de paradigma, de conceitos e posições, que fogem às regras tradicionais do jogo educacional, ainda fortemente calcadas na linearidade do pensamento, no primado racional e da instrução, na transmissão dos conteúdos curriculares, na seriação dos níveis de ensino. Entre outras inovações, a inclusão também implica a fusão do ensino regular com o especial e em opções alternativas/aumentativas da qualidade de ensino para os aprendizes em geral (CASTRO, 2005). A Lei de Diretrizes e Bases (LBD/96), trata a Educação Especial como uma modalidade de educação escolar voltada para a formação do indivíduo, com vistas ao exercício da cidadania, que deve se realizar transversalmente, permeando a todos os níveis e demais modalidades de ensino nas instituições escolares. O desenvolvimento de escolas inclusivas como o modo mais efetivo de atingir a educação para todos deve ser reconhecida como uma política governamental chave e dado o devido privilégio na pauta de desenvolvimento na nação. Somente desta maneira que os recursos adequados podem ser obtidos. Mudanças nas políticas e prioridades podem acabar sendo inefetivas a menos que um mínimo de recursos requeridos seja providenciado. O compromisso político é necessário, tanto a nível nacional como comunitário para que se obtenham recursos adicionais e para que se reempregue os recursos já existentes. Ao mesmo tempo em que as comunidades devem desempenhar o papel-chave de desenvolver escolas inclusivas, apoio e encorajamento aos governos também são essenciais ao desenvolvimento efetivo de soluções viáveis (CASTRO, 1999). 1.2. OBJETIVOS 1.2.1. Geral Fixamos como objetivo geral desse trabalho, estudar e analisar as leis e normas que visam a inclusão dos portadores de necessidade educativas especiais no ensino regular, no contexto das políticas públicas educacionais, a fim de, auxiliar professores, escolas e a sociedade em geral, à implementação imediata de políticas que garantam a educação inclusiva nos sistemas educacionais. 1.2.2. Específicos • Conhecer as leis e normas existentes sobre o tema proposto; • Levantar junto ao corpo docente questões que elucidem o seu papel na educação dos PNEE; • Apontar potencialidades do educando com necessidades educativas especiais, oferecendo-lhes os meios para desenvolvê-las ao máximo. 1.3 QUESTÕES DE PESQUISA Além de estabelecer o objetivo geral e os específicos, algumas questões de pesquisa devem ser levadas em consideração para o bom desempenho da pesquisa: A) Quais são as Leis e Normas que garantem e Educação Inclusiva aos Portadores de Necessidades Educativas Especiais? B) O modelo de educação no Brasil está preparado para suprir as necessidades dos alunos Portadores de Necessidades Educativas Especiais? C) As escolas brasileiras estão equipadas adequadamente para essa Inserção desses alunos? D) O ensino regular está preparado para receber em “igualdade”, os PNEE? E) A formação do corpo docente é adequada a esse tipo de educação? O que falta? F) Qual é o papel da família nesse contexto? 2. REFERENCIAL TEÓRICO 2.1 CONTEXTUALIZANDO A EDUCAÇÃO INCLUSIVA NO BRASIL Para tratar do tema desta formação, é imprescindível conhecer o que nos move para apresentação desse trabalho - o direito de todos a uma escola de todos e para todos, sem exclusões, discriminação e preconceito. Esse trabalho busca distinguir inclusão dos portadores de necessidades educativas especiais no ensino regular, no contexto das políticas públicas educacionais. Ele também trata do sentido da Educação Especial, à luz das nossas leis, mas principalmente, segundo os referenciais inclusivos da Educação. No campo jurídico, uma das maiores preocupações é a aplicação eficaz do princípio da igualdade para se alcançar a justiça. Essa não é uma tarefa simples, pois o grande dilema é saber em qual hipótese “tratar igualmente o igual e desigualmente o desigual”, fórmula proposta ainda na Antiguidade, por Aristóteles (BINI, 2002). O direito de todos à educação tem peculiaridades: não é qualquer tipo de acesso à educação que atende ao princípio da igualdade de acesso e permanência em escola (art. 206, I, CF), bem como a garantia de Ensino Fundamental obrigatório (art. 208, I, CF), (CANOTILHO, 1991). De acordo com Canotilho (2002), em se tratando de crianças a adolescentes, principalmente, o seu direito à educação só estará totalmente preenchido: a) Se o ensino recebido visar ao pleno desenvolvimento da pessoa e ao seu acesso preparo para o exercício da cidadania, entre outros objetivos (art. 205, CF). b) Se for ministrado em estabelecimentos oficiais de ensino, em caso do ensino básico superior, nos termos da legislação brasileira de regência (CF, LDBEN, ECA e normas infralegais). c) Se tais estabelecimentos não forem separados por grupos de pessoas, nos termos da Convenção relativa à Luta contra a Discriminação no campo do ensino (1960). O Atendimento Educacional Especializado, chamado pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, de Educação Especial, apresenta duas facetas. A primeira, e mais conhecida, é a que levou à organização de escolas separadas, chamadas especiais ou especializadas, voltadas apenas para pessoas com deficiências, nas quais normalmente se pode cursar a Educação infantil e o Ensino Fundamental, ou seja, substituem totalmente o acesso a uma escola comum. Para os defensores desse tipo de ensino segregado, o aluno ali matriculado está tendo acesso à educação, pois, eles desconsideram os requisitos que mencionam acima para esta, extraídos da Constituição e dos tratados e convenções internacionais pertinentes, inclusive a Declaração Universal de Direitos Humanos. A segunda faceta da Educação Especial é a que vem sendo bastante propagada pelos movimentos que defendem a inclusão escolar, ou seja, a freqüência a um mesmo ambiente por alunos com e sem deficiência, entre outras características. Essa segunda faceta é a do Atendimento Educacional Especializado como apoio e complemento, destinado a oferecer aquilo que há de específico na formação de um aluno com deficiência, sem impedi-lo de freqüentar, quando na idade própria, ambientes comuns de ensino, em estabelecimentos oficiais comuns (BRASIL, 1997). 2.1.1 A Constituição Federal A Constituição Federal elegeu como fundamentos da República a cidadania e a dignidade da pessoa humana (art. 1º, inc. II e III), e como um dos seus objetivos fundamentais e promoção do bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação (art. 3º, inc. IV.) Garante ainda, expressamente, o direito à igualdade (art. 5º) e trata, nos artigos 205 e seguintes, do direito de TODOS à educação. Esse direito deve visar o “pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho” (art. 205.), (BASTOS, 2002). Além disso, elege como um dos princípios para o ensino, a “igualdade de condições de acesso e permanência na escola” (art. 206, inc. I), acrescentando que o “dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade da cada um” (art. 208, V). Portanto a Constituição garante a todos o direito à educação e ao acesso à escola. Toda escola, assim, reconhecida pelos órgãos oficiais como tal, deve atender aos princípios constitucionais, não podendo excluir nenhuma pessoa em razão de sua origem, raça, sexo, cor, idade, deficiência ou ausência dela (CARVALHO, 2008). 2.1.2 A LDBEN, Especializado. a Educação Especial e o Atendimento Educacional Segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDBEN – (art. 58 e os seguintes, “o Atendimento Educacional Especializado será feito em classes, escolas, ou serviços especializados, sempre que, em função das condições específicas dos alunos, não for possível a sua integração nas classes comuns do ensino regular”(art. 59 § 2º). O entendimento equivocado desse dispositivo tem levado à conclusão de que é possível à substituição do ensino regular pelo especial. A interpretação a ser adotada deve considerar que essa substituição não pode ser admitida em qualquer hipótese, independentemente da idade da pessoa. Isso decorre do fato de que toda a legislação ordinária tem que estar em conformidade com a Constituição Federal. A interpretação de um dispositivo legal precisa ser feita de forma que não haja contradições dentro da própria lei. A Constituição define o que é educação, não admitindo o oferecimento de Ensino fundamental em local que não seja escola (art. 206, inc. I) e também prevê requisitos básicos que essa escola deve observar (art. 205 e seguintes). 1- “Art. 4º.”. O dever do Estado com a educação escolar pública será efetivado mediante garantia de: I – Ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele não tiverem acesso na idade própria (“...)”. 2 – “Art. 6º. É dever dos pais ou responsáveis efetuar a matrícula dos menores, a partir dos 7 anos de idade, no Ensino Regular Fundamental. “ A tendência atual é que o trabalho da Educação Especial garanta a todos os alunos com deficiência o acesso à escola comum, removendo barreiras que impedem a freqüência desses alunos ás turmas comuns do ensino regular. Essa modalidade deve disponibilizar um conjunto de recursos educacionais e de estratégias de apoio aos alunos com deficiência, proporcionando-lhes diferentes alternativas de atendimento, de acordo com as necessidades de cada um. A educação inclusiva garante o cumprimento do direito constitucional indisponível de qualquer criança ter acesso ao Ensino Fundamental, já que pressupõe uma organização pedagógica das escolas e práticas de ensino que atendam às diferenças entre os alunos, sem discriminações indevidas, beneficiando a todos com o convívio e crescimento na pluralidade (MANTOAN, 2002). A LDBEN trata no seu título V “Dos níveis e das Modalidades de Educação e Ensino”. De acordo com o artigo 21, a educação escolar é composta pela educação básica e pelo ensino superior. A educação básica, por sua vez, é composta das seguintes etapas escolares: Educação infantil, ensino fundamental Médio. Após tratar das etapas da educação básica, a LDBEN coloca a educação de jovens e adultos – EJA – como a única que pode oferecer certificado de conclusão equivalente ao ensino Fundamental e/ou Médio. Conforme o seu artigo 37, a EJA é a modalidade destinada a jovens e adultos “que não tiveram acesso ou continuidade de estudos no Ensino Fundamental e Médio na idade própria”. Portanto, está correto o entendimento de que a Educação Especial perpassa os diversos níveis de escolarização, mas ela não constitui um sistema paralelo de ensino, com seus níveis e etapas próprias. A Educação Especial deve estar sempre presente na educação básica e superior para os alunos com deficiência que dela necessitarem. Uma instituição especializada ou escola especial é reconhecida justamente pelo tipo de atendimento que oferece, ou seja, Atendimento Educacional Especializado. Sendo assim, essas escolas, não podem substituir, mas complementar as escolas comuns em todos os seus níveis de ensino. Conforme a LDBEN, em seu artigo 60, as instituições especializadas são aquelas com atuação exclusiva em Educação Especial, “para fins de apoio técnico e financeiro pelo Poder Público”. 2.1.3 A Educação Especial E Sua História No Brasil Inspirados em experiências concretizadas na Europa e Estadas Unidos da América do Norte, alguns brasileiros iniciaram, já no século XIX, a organização de serviços para atendimento a cegos, surdos, deficientes mentais e deficientes físicos. Mazzotta (2003) cita que a inclusão da "educação de deficientes", da "educação dos excepcionais" ou da "Educação Especial" na política educacional brasileira vem a ocorrer somente no final dos anos cinqüenta e início da década de sessenta no século XX, em tempos bastante tardios. No Segundo Império, afirma Mazzotta (2003), há registros de outras ações voltadas para o atendimento pedagógico ou médico-pedagógico aos deficientes. Em 1874 o Hospital Estadual de Salvador, na Bahia, hoje denominado Hospital Juliano Moreira, iniciou a assistência aos deficientes mentais. Tratava-se de assistência médica e não propriamente atendimento educacional. Em 1900, durante o 4° Congresso Brasileiro de Medicina e Cirurgia, no Rio de Janeiro, o Dr. Carlos Eiras apresentou a monografia intitulada: "A Educação e Tratamento Médico-Pedagógico dos Idiotas". Por volta de 1915 foram publicados três outros importantes trabalhos sobre a educação de deficientes mentais: 'A Educação da Infância Anormal da Inteligência no Brasil', de autoria do Professor Clementino Quaglio, de São Paulo; 'Tratamento e Educação das Crianças Anormais da Inteligência' e 'A Educação da Infância Anormal e das Crianças Mentalmente Atrasadas na América Latina', obras de Basílio de Magalhães, do Rio de Janeiro. Na década de vinte, o importante livro do Professor Norberto de Souza Pinto, de Campinas (SP), intitulado 'Infância Retardatária'. (MAZZOTTA, 2003). As obras supracitadas deram início às pesquisas científicas e ao atendimento a pessoas com deficiência no país. Em relação aos estabelecimentos de ensino regular, até 1950 havia quarenta instituições mantidas pelo poder público, sendo um federal e os demais estaduais, que prestavam algum tipo de atendimento escolar especial a deficientes mentais. (MAZZOTTA, 2003). Nesta mesma época, três instituições especializadas (uma estadual e duas particulares) atendiam deficientes mentais e outras oito (três estaduais e cinco particulares) dedicavam-se à educação de outros tipos de deficiências. As onze instituições especializadas destacavam-se: em Santa Catarina, no município de Joinville, o Colégio dos Santos Anjos, de ensino regular particular fundado em 1909, com atendimento a deficientes mentais. E, a Escola Especial Ulisses Pernambucano, estadual, especializada em deficientes mentais, instalada em 1941; criado em 1926, no Rio Grande do Sul, em Canoas o Instituto Pestalozzi, particular, especializado em deficientes mentais; em Porto Alegre, o Grupo Escolar Paula Soares, estadual, regular, com atendimento a deficientes mentais, criado em 1927. A Fundação Dona Paulina de Souza Queiroz, particular, especializada; Lar-Escola São Francisco e Grupo Escolar Visconde de Itaúna, com atendimento a deficientes mentais, criadas em 1950. (MAZZOTA, 2003). O Instituto Pestalozzi de Canoas, de acordo com Mazzotta (2003), criado por um casal de professores, introduziu no Brasil a concepção da ortopedagogia das escolas auxiliares, européias. Em 1927, o centro que era em Porto Alegre - RS foi transferido para Canoas - RS, como internato especializado no atendimento de deficientes mentais. Inspirado na concepção da Pedagogia Social do educador suíço Henrique Pestalozzi, o Instituto Pestalozzi do Rio Grande do Sul foi precursor de um movimento que, ainda que com divergências e variações, se expandiu pelo Brasil, e pela América do Sul. (MAZZOTTA, 2003). Em 1940, a Sociedade Pestalozzi de Minas Gerais instalou no município de Ibirité, nos arredores de Belo Horizonte, uma Granja-Escola na Fazenda do Rosário, proporcionando experiências em atividades rurais, trabalhos artesanais, oficinas e mantendo cursos para preparo de pessoal especializado. O deficiente auditivo também passa a ser atendido no Brasil com maior qualidade, pelo Instituto de Santa Terezinha em Campinas - SP, porém em 1933 foi transferido para São Paulo. (MAZZOTTA, 2003). Em São Paulo, em 1928 foi criado o Instituto de Cegos "Padre Chico", que em 1990 passou a chamar-se "Fundação Dorina Nowil" para cegos. O atendimento a deficientes físicos começou em São Paulo, na Santa Casa de Misericórdia, de forma escolar. Em 1931-1932 quando foi criada outra classe especial estadual, na Escola Mista do Pavilhão Fernandinho, que funcionava como modalidade de ensino hospitalar e em 1982 passaram a funcionar no Hospital Central da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, com dez classes especiais estaduais administrativamente classificadas como Escolas Isoladas sob a Jurisdição da 13° Delegacia de Ensino da Capital. (MAZZOTTA, 2003). Após, foi criado o Instituto Benjamin Constant - IBC para cegos, em 1942 e 1949, no Rio de Janeiro. Eles publicavam a revista brasileira para cegos a qual passou a ser distribuída gratuitamente as pessoas cegas que solicitassem, pela Portaria Ministerial n° 504 de dezessete de setembro de 1949. (MAZZOTTA, 2003). No período de 1951 a 1953 passou a realizar cursos de formação de professores em convênio com o Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos INEP, realizado pela Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro. (MAZZOTTA, 2003). Em 1957, através de convênios realizados com o governo consegue-se recursos para iniciar-se uma biblioteca. Neste período até 1993 iniciaram-se as oficinas em âmbito nacional para o atendimento educacional de crianças com deficiências mentais. (MAZZOTTA, 2003). Em 1973, por ato do Presidente Médici a APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) do Rio de Janeiro recebeu em comodato, uma área na rua Prefeito Olímpio de Melo, onde instalou o Centro de Treinamento Profissional. (MAZZOTTA, 2003). Em 1975, foi assinada a portaria n° 550 pelo Ministro Ney Braga, em vinte e nove de outubro, concebendo a CENESP (Centro Nacional de Educação Especial), abrangendo todas as deficiências. Conforme Mazzotta (2003, p. 56), o artigo 2° declara que: O CENESP tem por finalidade planejar, coordenar e promover o desenvolvimento da Educação Especial no período pré-escolar, nos ensinos de 1° e 2° graus, superior e supletivo, para os deficientes da visão, da audição, mentais, físicos, portadores de deficiências múltiplas, educandos com problemas de conduta e os superdotados, visando à sua participação progressiva na comunidade, obedecendo aos princípios doutrinários, políticos e científicos que orientam a Educação Especial. Observa-se que o órgão foi criado com a finalidade de incluir todas as deficiências no atendimento escolar desde a pré-escola até o superior incluindo até mesmo o ensino supletivo, promovendo, coordenando e planejando o desenvolvimento da Educação Especial no Brasil. Em quinze de março de 1990 as atribuições relativas à Educação Especial passaram a ser da Secretaria Nacional de Educação Básica - SNEB. Que, conforme Mazzotta (2003, p. 59): Aprovando a estrutura regimental do Ministério da Educação, o Decreto n° 99.678, de 8 de novembro de 1990, incluiu como órgão da SENEB o Departamento de Educação Supletiva e Especial - DESE, com competências específicas com relação à Educação Especial. O Instituto Benjamin Constant e o Instituto Nacional de Educação de Surdos ficaram vinculados a SENEB, para fins de supervisão ministerial, mantendo-se como órgãos autônomos. Até o final de 1991, passaram pelo DESE duas diretoras e a Coordenação de Educação Especial foi desativada. Todas as atribuições específicas da Educação Especial passaram, então, a serem exercidas pela nova diretora do DESE, Maria Luiza Mendonça Araújo, psicóloga e professora aposentada da Universidade de Brasília. (MAZZOTTA, 2003). No final de 1992, após a queda do Presidente Fernando Collor de Mello, houve outra reorganização dos Ministérios e na nova estrutura reapareceu a Secretaria de Educação Especial - SEJUSP, como órgão específico do Ministério da Educação e do Desporto. Para conduzí-la, foi nomeada Rosita Edler Carvalho, psicóloga e professora universitária aposentada, que atuara como técnica do CENESP no Rio de Janeiro e na SESPE anterior, além da CORDE (Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência), em Brasília. (MAZZOTTA, 2003). No Brasil, em relação ao atendimento a pessoas com deficiência, observa-se na Constituição Federal e em diversos textos oficiais, a busca de organização de instituições especializadas gerenciadas pelos próprios pais. Este é um importante aspecto a ser organizado junto aos grupos de pais a fim de consolidar a tão desejada parceria entre sociedade civil e ação governamental. (MAZZOTTA, 2003). Por outro lado, mais recentemente se tem registrado a organização dos movimentos de pessoas com deficiência. Onde estes têm levado suas necessidades ao conhecimento dos organismos governamentais em todos os níveis da organização social e pouco a pouco percebe os fazendo esforços para assegurar que, de alguma forma, suas necessidades sejam satisfeitas de modo mais eficiente. Reconhecer a importância da participação das pessoas com deficiência no planejamento e na execução dos serviços e recursos a eles destinados é, sem dúvida, um imperativo de uma sociedade que pretende ser democrática. A capacidade de pressão dos grupos organizados por pessoas com deficiência tem sido evidenciada na própria elaboração da legislação sobre os vários aspectos da vida social, nos últimos dez anos no Brasil. A maior conquista está na Constituição Federal de 1988 e nas Constituições Estaduais a partir dela. Nesta constituição através do Capítulo V: da Educação Especial, nos Artigos 58, 59 e 60 com seus Parágrafos e Incisos determinam os direitos garantidos as pessoas com deficiências. (MEC, 1997). A Educação Especial brasileira segue o que determina a Lei de Diretrizes e Bases - LDB, buscando sempre a inclusão e o melhor atendimento aos alunos especiais. 2.1.4 A Educação Especial Na Atualidade A Educação Especial na atualidade tem sido presidida por princípios teóricos e filosóficos emanados da evolução conceitual e da definição de políticas próprias, enquanto área de conhecimento e campo de atuação profissional, buscando contribuir, de maneira intencional e planejada, para a superação de uma Educação Especial equivocada: o que responsabiliza o deficiente ou o seu meio próximo pelas dificuldades de aprendizagem e de adaptação; exerce uma função segregadora e excludente, e atua contra os ideais de inclusão e integração social de pessoas com deficiência e a garantia de sua plena cidadania. (OLIVEIRA, 2006). A literatura especializada aponta grandes avanços recentes, mas, ao mesmo tempo, revela imensas lacunas no conhecimento relativo a problemas que envolvem os indivíduos especiais, suas famílias, a escola e a comunidade; problemas cuja solução depende de investigação científica e de intervenção que seja cientificamente embasada e avaliada. (MENDES, acesso 2008). Em relação à inclusão, debater a educação inclusiva é hoje um fenômeno que requer posicionamento ideológico, em especial por, se tratar de uma ideologia importada de países desenvolvidos, que representa um alinhamento ao modismo, pois não se tem lastro histórico na realidade brasileira que a sustente; não se pode negar que na perspectiva filosófica a inclusão é uma questão de valor, ou seja, é um imperativo moral, e nem questioná-la dentro da ética vigente nas sociedades ditas democráticas, onde não se pode descartar que a adoção de diretrizes baseadas na educação inclusiva pode ser a única estratégia política com potencial para garantir o avanço necessário na Educação Especial brasileira. (OLIVEIRA, 2006). Em outros países, por exemplo, o movimento se assenta em contextos onde já existia um razoável acesso à educação, uma rede diversificada e melhor qualificada de serviços, nos quais a perspectiva de educação inclusiva representou apenas um passo natural em direção à mudança. (MENDES, acesso 2008). No Brasil a educação inclusiva é ainda uma história a ser construída, e as universidades podem contribuir para esse processo. Portanto, a ciência torna-se essencial para que a sociedade brasileira busque contribuir, de maneira intencional e planejada, para a superação de uma Educação Especial equivocada que atua contra os ideais de inclusão social e plena cidadania. Por outro lado, é necessário também que o processo de tomada de decisão política privilegie mais as bases empíricas fornecidas pela pesquisa científica sobre inclusão escolar. (MENDES, acesso 2008). No Brasil há procedimentos que geram dados que permitem subsidiar o acompanhamento de políticas públicas educacionais, que adotam a perspectiva da inclusão, sobre formação de professores (do ensino regular e especial) e estratégias pedagógicas inclusivas que podem ser adaptadas para a realidade brasileira. (ZANELLA, 2006). Mas, a mudança requer ainda um potencial instalado, em termos de recursos humanos, em condições de trabalho para que ela possa ser posta em prática, pois é na existência de pessoal cientificamente preparado, para identificar as armadilhas de concepções e procedimentos inadequados, que reside à possibilidade de alterar a realidade da Educação Especial no país. (ZANELLA, 2006). A universidade enquanto agência de formação, além de produzir conhecimento tem ainda à responsabilidade de qualificar os recursos humanos envolvidos, tanto em cursos de formação inicial quanto continuada, o que é um desafio considerável para o sistema brasileiro de ensino superior. (MENDES, acesso 2008). Assim sendo, o futuro da educação inclusiva em nosso país dependerá de um esforço coletivo, que obrigará a uma revisão na postura de pesquisadores, políticos, prestadores de serviços, familiares e indivíduos com deficiência, para trabalhar numa meta comum que seria a de para garantir uma educação de melhor qualidade para todos. (MENDES, acesso 2008). A partir do ano de 1981, foi declarado o Ano Internacional da Pessoa Deficiente, hoje considerado o embrião da educação inclusiva e, em 1983-1992 foi instituída a década das pessoas com deficiência nas Nações Unidas. A partir daí passou a ser pauta de discussões internacionais, como por exemplo, em 1994 foi realizada em Salamanca, na Espanha, a Conferência Mundial sobre Necessidades Educativas Especiais: Acesso e Qualidade, cujas discussões surgiu o documento Declaração de Salamanca sobre princípios, política e prática em Educação Especial, firmando-se a urgência de ações para uma educação capaz de reconhecer as diferenças, promover a aprendizagem e atender às necessidades de cada criança individualmente. Reuniu delegado de 92 governos e 25 Organizações não Governamentais (ONGs). Seu objetivo principal foi propor a adoção de linhas de ação em Educação Especial, dentro de uma política de escola inclusiva (MENDES, acesso 2008). Outro documento também importante é a Declaração Mundial de Educação para Todos, Conferência de Jomtien, Tailândia, 1990, Plano de Ação para satisfazer as necessidades básicas de aprendizagem, promovida pelas Nações Unidas para a educação, ciência e cultura (UNESCO), fundação das Nações Unidas para o desenvolvimento (PNUD) e Banco Mundial. O objetivo era traçar ações concretas para mudar até 2000 a situação do analfabetismo, incluindo a situação das pessoas com necessidades educacionais especiais. (ROSSETO, 2006). Em relação a esta trajetória histórica da Educação Especial, hoje vista na perspectiva de inclusão social e escolar dos alunos com deficiência, ainda destaca-se o documento: Política Nacional de Educação Especial (1994 - MEC). Este documento propunha-se estabelecer objetivos gerais e específicos referentes a interpretação dos interesses, necessidades e aspirações de pessoas com deficiência, condutas típicas e altas habilidades, modificando a terminologia de portador de deficiência para portador de necessidades especiais. Por meio deste documento, o Ministério da Educação estabelece como diretrizes da Educação Especial, apoiar o sistema regular de ensino para a inserção de pessoas com deficiência, e dar prioridade ao financiamento de projetos institucionais que envolvam ações de integração. (MEC,1994). Outro documento a ser mencionado é a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), 9394/96, de 20/12/96 em substituição a 4024/61 e 5692/71. O capítulo V caracteriza, em três artigos, a natureza do atendimento especializado e, para que os professores consigam atingir os seus objetivos é necessário que se tenha um serviço de apoio funcionando, que nos parágrafos da LDB, no artigo 58 , diz que: 1º Haverá quando necessário serviço de apoio especializado na escola regular, para atender às peculiaridades da clientela de Educação Especial. 2º O atendimento educacional será feito em classes, escolas ou serviços especializados, sempre que, em função das condições específicas dos alunos, não for possível a sua integração nas classes comuns de ensino regular. Deve a escola, institucionalizar o processo de inclusão, explicitando quais os procedimentos, princípios e finalidades dessa proposta de educação para todos. Dentro deste pressuposto, parte-se de uma escola articulada com uma sociedade que entenda a educação como fato social, político e cultural em oposição a uma escola padronizada e representante do status quo. (ROSSETO, 2006). A educação inclusiva, apesar de encontrar sérias resistências por parte de muitos, constitui uma proposta que objetiva resgatar valores sociais voltados com a igualdade de direitos e de oportunidades para todos. No entanto, para que esta inclusão se concretize, não é suficiente existirem leis que determinem a sua efetivação. (ROSSETO, 2006). É necessário refletir sobre certos conceitos, como por exemplo, concepção de homem, educação, e sociedade como seus determinantes econômicos, sociais e políticos. (ROSSETO, 2006). Tudo isto, pressupõe grandes avanços e mudanças na sociedade como um todo, acabando definitivamente com o preconceito, buscando analisar sobre quais seriam as condições necessárias à inclusão das pessoas com deficiência na atual escola pública, através de pesquisas, dados confiáveis e precisos, abandonando definitivamente discussões meramente opinativas, que não resultam na efetivação de uma Educação Especial séria e eficaz. (ROSSETO, 2006). Portanto, a realidade da Educação Especial brasileira ainda não é a adequada, mas percebe-se grande mobilização por parte de todos em relação a melhoria da mesma, e é claro que a Educação Física não fica de fora desse contexto. Conforme a LDB em seu artigo 26, no parágrafo 3º, a Educação Física está integrada a proposta pedagógica da escola, é componente curricular da educação básica, ajustando -se às condições da população escolar. 2.2 NECESSIDADES ESPECIAIS 2.2.1 Diversidade na Escola Tradicionalmente, a escola tem sido marcada em sua organização por critérios seletivos que tem como base a concepção homogeneizadora do ensino, dentro da qual alguns estudantes são rotulados. Esta concepção reflete um modelo caracterizado pela uniformidade na abordagem educacional do currículo: uma aula, um conteúdo curricular e uma atividade para todos na sala de aula. O estudante que não se enquadra nesta abordagem permanece à margem da escolarização, fracassa na escola e é levada à evasão. Muitas vezes o estudante é rotulado ou classificado por suas diferenças educacionais é excluído ou encaminhado à especialistas de áreas distintas ( fonoaudiólogos, fisioterapeutas, etc.) para receber atendimento especializado ( BELISÁRIO FILHO, 1999). O não reconhecimento da diversidade como um recurso existente na escola e o ciclo constituído pela rotulação, discriminação e exclusão do estudante, contribuí para aprofundar as desigualdades educacionais ao invés de combatêlas. A fim de equiparar as oportunidades para todos, os sistemas educacionais precisam promover uma reforma profunda, cuja característica central deve ser a flexibilização do conteúdo curricular e o modo como o currículo é incorporado à atividade escolar (BELISÁRIO FILHO, 1999). Em uma escola inclusiva, a situação de “desvantagem ou deficiência” do educando, não deve ser enfatizada. Ao invés disso, a escola deve adquirir uma melhor compreensão do contexto onde as dificuldades escolares se manifestem e buscar formas para tornar o currículo, mas acessível e significativo. Somente quando o sistema educacional consegue promover um ajuste relevante que responda de forma efetiva à diversidade da população escolar, é que a escola estará assegurando o direito de todos a uma educação de qualidade. Neste sentido, o reconhecimento e a abordagem da diversidade constituem o ponto de partida para evitar que as diferenças se transformem em dificuldades e desigualdades entre os estudantes. Isso pressupõe educar com base no respeito às peculiaridades de cada estudante e no desenvolvimento da consciência de que as diferenças resultam de um complexo conjunto de fatores, que abrange as características pessoais e a origem sócio-cultural, assim como as interações humanas. Esta concepção educacional com fundamento social e político atribui ao currículo importante valor de transformação na medida em que proporciona as mesmas oportunidades a todos os alunos (a)s e, desta forma, compensa desigualdades sociais e culturais (BUENO, 2001). Algumas idéias básicas próprias da educação inclusiva foram referidas por Alves (2001), destacando-se as seguintes: Levar sempre em consideração o fato de que as pessoas são diferentes e que, portanto, a escola deve ajudar cada um a desenvolver suas aptidões no contexto comum a todos, livre de seleção e da conseqüente classificação de alunos em diferentes tipos de instituições especializadas. Eliminar o espírito de competitividade, a partir do qual a visão de mundo se restringe a uma corrida na qual apenas alguns conseguirão chegar até o final. Oferecer oportunidades a todos para compensar as desigualdades existentes, mas sem educar para “formar pessoas iguais”. No entendimento à diversidade podem ser apontados alguns princípios, entre os quais, destacam-se: Personalização em lugar de padronização: reconhecer as diferenças individuais, sociais e culturais dos alunos (a)s, a partir das quais a ação educacional é orientada; Resposta diversificada versus resposta uniforme: permite adequar os processos de ensino-aprendizagem às diferentes situações; Heterogeneidade versus homogeneidade: este princípio realça o valor dos agrupamentos heterogêneos dos alunos como objetivo de educar com base em valores de respeito e aceitação das diferenças numa sociedade plural e democrática. 2.2.2 Das Necessidades Educacionais Básicas Às Necessidades Educacionais Especiais O conceito de diversidade é inerente à educação inclusiva e evidencia que cada educando possui uma maneira própria e específica de absorver experiências e adquirir conhecimento, embora todas as crianças apresentem necessidades básicas comuns de aprendizagem, as quais são expressas no histórico escolar e obedecem às diretrizes gerais de desempenho acadêmico. Tal concepção remete ao entendimento de que todos os alunos apresentam certas necessidades educacionais individuais que podem ocorrer em momentos diferentes durante a escolarização. Isto quer dizer que as diferenças individuaisaptidões, movimentações, estilos de aprendizagem, interesses e experiência de vida-são inerentes a cada ser humano e têm grande influência nos processos de aprendizagem que são únicos para cada pessoa. Muitas das crianças que enfrentam barreiras para aprender e participar na vida escolar são capazes de superá-las rapidamente sempre que suas necessidades são levadas em conta e ajuda compatível é oferecida. A origem das dificuldades do educando pode estar situada no âmbito das diferenças pessoais, culturais, sociais, ou ainda, no fato da escola não considerá-las. Segundo Blanco (2002), os diversos grupos sociais, étnicos e culturais dispõem de normas, valores, crenças, comportamentos distintos que, em geral, não fazem parte da cultura das escolas. A discrepância entre a cultura escolar e a cultura destas comunidades provoca impacto no rendimento dos estudantes que pertencem a estes grupos sociais e que pode se refletir no seu baixo nível de progresso educacional e, muitas vezes no, de aprendizagem. A este respeito, Blanco (2002), afirma que, com exceção nas áreas rurais e no meio indígena, na América Latina não se consta desigualdade de gênero na educação, mas há ocorrências de discriminação que se refletem nos conteúdos, nas expectativas, nos estilos de ensino e no material didático que tratam dos papéis sociais masculinos e femininos. O conceito de necessidades educacionais especiais teve origem no “Relatório de Warnock” (Grã-Bretanha, 1979), o qual afirma que nenhuma criança deve ser considerada ineducável, e que a finalidade da educação é a mesma para todos, por ser um bem a que todos têm o mesmo direito. Especificamente, com relação às dificuldades de aprendizagem, o relatório Warnock ressalta que: “afirmar ter uma aluno (a) com necessidades educacionais especiais é dizer que [o aluno (a)] tem maior dificuldade para aprender do que a maioria das crianças de sua idade, ou, ainda, que [o aluno (a)] tem uma deficiência que torna difícil a utilização das facilidades que a escola proporciona normalmente” Sassaki (1999), afirma que o conceito de necessidades educacionais especiais implica: Um caráter interativo (tanto dependente das características individuais como da resposta educacional); Um caráter dinâmico (varia em função da evolução do aluno e das condições do contexto educacional); Precisam ser definidas com base nos recursos adicionais por elas exigidos, bem como nas alterações curriculares que se tornam necessárias; Não implicam um caráter classificatório em relação aos alunos, ou seja, são definidas a partir do potencial de aprendizagem e de desempenho. Este enfoque representa um avanço em relação às respostas tradicionais do modelo clínico ou da abordagem compensatória que são usualmente disponibilizadas aos alunos (a)s que enfrentam barreiras para aprender nas escolas. A definição de necessidades educacionais especiais desloca, portanto, o foco de atenção do problema no aluno para o contexto educacional, ressaltando o fato de que as decisões sobre currículo adotadas pelas escolas, bem como as atividades de aprendizagem propostas, a metodologia utilizada, e o relacionamento estabelecido entre a comunidade escolar e seus alunos, exercem forte influência na aprendizagem. Em conseqüência, o papel representado pela escola é determinante nos resultados da aprendizagem, dependendo da qualidade da resposta educacional, é possível contribuir mais ou menos para minimizar ou compensar as dificuldades enfrentadas pelos estudantes (DUK, 1999). 2.2.3 Da Integração Escolar À Educação Inclusiva A educação inclusiva não constitui uma nova expressão para designar os alunos com necessidades educacionais especiais. O conceito de inclusão é mais amplo que o de integração porque enfatiza o papel da escola comum na sua tarefa de atender à totalidade dos alunos. A inclusão constitui um enfoque inovador para identificar e abordar as dificuldades educacionais que emergem durante o processo ensino-aprendizagem. O princípio da inclusão orienta as ações dirigidas à superação das práticas de ensino tradicionais, que consideram as limitações dos alunos para explicar as dificuldades de aprendizagem como resultadas da influência do contexto que cria barreiras ao sucesso escola (BUENO, 2001). Dessa forma, para Gallo (1999), a educação inclusiva representa um avanço no que diz respeito ao processo de inserção de pessoas com necessidades educacionais especiais nas escolas comuns porque tem como propósito principal facilitar a transição dos estudantes com, deficiências da escola especial à escola comum e oferecer suporte ao processo de aprendizagem e a participação de muitos estudantes, a educação inclusiva contribui para assegurar que as diferenças culturais, sócio-econômicas, individuais e de gênero não se transformem em desigualdades educacionais e, assim em desigualdades sociais. Paro ( 2001), afirma que, para avançar em direção ao desenvolvimento da educação inclusiva é necessário que as escolas progressivamente providencie uma série de condições que facilitam a oferta de resposta à diversidade. A experiência mostra que as escolas que conseguem bons resultados com todos os seus alunos caracterizam-se por: Terem atitudes de aceitação e valorização da diversidade por parte da comunidade educacional; Possuírem um projeto educacional institucional que contemple a atenção à diversidade; Evidenciarem presença de liderança e comprometimento, por parte da direção da escola, com a aprendizagem e a participação de todos os aluno e alunas; Realizarem trabalho conjunto e coordenado do corpo docente, permitindo a unificação de critérios, a adoção de um contexto conceitual compartilhado e a colaboração em torno de objetivos. Apresentarem adequação no nível de formação dos docentes, em termos de necessidades educacionais especiais e estratégias de atendimento è diversidade; Desenvolverem um currículo o mais amplo, equilibrado e diversificado possível e passível de ser adequado às necessidades individuais e sócio-culturais dos alunos; Estabelecerem critérios e procedimentos flexíveis de avaliação e promoção; Desenvolverem uma cultura de apoio e colaboração entra pais, professores e alunos. Disponibilizarem serviços permanentes de apoio e assessoramento, voltados para docentes, alunos e pais; Terem abertura e relação de colaboração com outros setores da comunidade. Oferecer uma educação que assegure participação e aprendizagem de qualidade para todos os alunos não apenas exigem o desenvolvimento da escola como um todo, mas é imprescindível que o processo de melhoria da escola se traduza em mudanças concretas na maneira de conduzir o processo de ensino e aprendizagem na sala de aula (WERNECK, 1998). 3. METODOLOGIA 3.1. DELIMITAÇÃO DO ESTUDO Para que se obtenha um resultado satisfatório é necessário que se faça uso de uma metodologia específica para nortear a pesquisa. A pesquisa deve atender aos objetivos do autor, uma vez que precisa ir ao encontro da solução para o problema levantado. (FURASTÉ, 2006). Para a realização deste estudo utilizou-se como a primeira etapa do processo a pesquisa de cunho bibliográfico e exploratório e de campo. Pelo fato de ter como principal finalidade desenvolver, esclarecer e tentar relacionar conceitos e idéias, para a formulação de abordagens mais condizentes com o desenvolvimento de estudos posteriores. O estudo exploratório tem o objetivo de "familiarizar-se com o fenômeno e obter uma nova percepção a seu respeito, descobrindo assim novas idéias em relação ao objeto de estudo". (MATTOS, 2004). As informações e os dados coletados foram analisados qualitativamente, onde na sua complexidade, o tema proposto, foi fundamentado pela reflexão resultante do cruzamento do referencial bibliográfico apresentado nos capítulos posteriores, sendo o elemento dinamizador e articulador do discurso construído na temática, para o tratamento dos dados e a redação final. - Área: Escola da rede pública de ensino, Escola Estadual de Ensino Fundamental Escola 21 de Abril. - Procedimento para coleta de dados: Pesquisa bibliográfica: fichamento, leitura de livros, jornais, revistas e Internet; Depoimentos, observação e utilização de conversas informais com os educandos e educadores da referida escola. - Coleta de Dados: Seleção dos dados: documentos obtidos por meio da pesquisa bibliográfica sobre o tema proposto para essa pesquisa; Interpretação dos dados obtidos a través da pesquisa de campo. 3.2 CARACTERÍSTICAS DA PESQUISA Segundo Gil (1996), para que um conhecimento possa ser considerado científico, torna-se necessário identificar as operações mentais e técnicas que possibilitam a sua verificação. Ou, em outras palavras, determinar o método que possibilitou chegar a esse conhecimento. Diante disso, utilizarse-à as técnicas da Pesquisa qualitativa, onde, basicamente, segundo Minayo (1998): “Busca entender um fenômeno específico em profundidade. Ao invés de estatísticas, regras e outras generalizações, a qualitativa trabalha com descrições, comparações e interpretações” (MINAYO, p.38, 1998). A pesquisa qualitativa é mais participativa e, portanto, menos controlável. Os participantes da pesquisa podem direcionar o rumo da pesquisa em suas interações com o pesquisador. A pesquisa qualitativa defende a idéia que, na produção de conhecimentos sobre fenômenos humanos e sociais, nos interessa muito mais compreender seus conteúdos do que descrevê-los. 3.3 ETAPAS DA PESQUISA O estudo será realizado em etapas: a) Levantamento bibliográfico: A pesquisa bibliográfica é desenvolvida a partir de material constituído principalmente de livros e artigos científico, bem como de materiais publicados na Internet. Segundo a pesquisa bibliográfica, afirma (ANDRADE 2003, p. 79): A pesquisa bibliográfica constitui o primeiro passo para todas as atividades acadêmicas. Uma pesquisa de laboratório ou de campo implica, necessariamente, a pesquisa bibliográfica preliminar. Seminários, painéis, debates, resumos críticos, monografias não dispensam a pesquisa bibliográfica. Porém, convém aos pesquisadores assegurarem - se das condições em que os dados foram obtidos, pois, podem comprometer em muito a qualidade da pesquisa, uma vez que as fontes muitas vezes apresentam dados coletados ou processados de forma equivocada. Ainda sobre a pesquisa bibliográfica, complementa (LIMA, p. 36,1999) dizendo que: A pesquisa bibliográfica consiste no exame de um manancial, para levantamento e análise de dados que já se produziu sobre determinado assunto que assumimos como tema de pesquisa científica. b) Pesquisa de campo para obtenção de dados para a pesquisa: A fim de procurar o aprofundamento das questões propostas, se fará uso do estudo de campo, estudando um único grupo e ressaltando a interação de seus componentes (GIL, 1996). A pesquisa de campo assim é denominada porque a coleta de dados é efetuada “em campo”, onde ocorrem espontaneamente os fenômenos, uma vez que não há interferência do pesquisador sobre eles. Pesquisa de campo é aquela utilizada com o objetivo de conseguir informações e/ou conhecimentos acerca de um problema, para o qual se procura uma resposta, ou de uma hipótese, que se queira comprovar ou, ainda, descobrir novos fenômenos ou as relações entre eles (MARCONI, LAKATOS, 1993, p. 52). As pesquisas de campo procuram muito mais o aprofundamento das questões propostas do que a distribuição das características da população segundo determinadas variáveis, apresentando assim uma maior flexibilidade, podendo ocorrer mesmo que seus objetivos sejam reformulados ao longo do processo de pesquisa. Na pesquisa de campo estuda-se um único grupo ou comunidade em termos de sua estrutura social, ou seja, ressaltando a interação de seus componentes. 3.4 INSTRUMENTOS DE COLETA DE DADOS Com isso, em campo, utilizar-se-á entrevista semi-estruturada. Caracteriza – se por não ser inteiramente aberta. Baseia-se apenas em uma ou poucas questões/guias, quase sempre abertas. Nem todas as perguntas elaboradas são utilizadas. E ainda, a utilização de um formulário, para que se obtenha dados objetivos quanto à estrutura docente. Durante a realização da entrevista pode-se introduzir outras questões que surgem de acordo com o que acontece no processo em relação às informações que se deseja obter (KUHNT, 1987). a) Interpretação e análise dos dados observados: Após a coleta, a fase seguinte do estudo, é a análise e interpretação dos dados. Esses dois termos estão estritamente relacionados, porém a análise tem como objetivo organizar e sumariar os dados de forma tal que possibilitem o fornecimento e respostas ao problema proposto para a investigação, já a interpretação tem como objetivo a procura do sentido mais amplo das respostas, o que é feito mediante sua ligação a outros conhecimentos anteriormente obtidos. Kuhnt (1987), analisando essas relações, define duas posturas indesejáveis aos sociólogos americanos; a dos que supervalorizam os dados empiricamente obtidos (“o empirismo abstrato”) e a dos que se perdem em construções teóricas (“as grandes teorias”). Poder- se -ia dizer que os primeiros estacionam na análise dos dados e os últimos rigorosamente não a praticam. Assim, o que se recomenda é o equilíbrio entre essas duas posturas, a fim de que os resultados da pesquisa sejam significativos, isto é os dados devem ser dispostos da melhor maneira para que o processamento flua concordante a pesquisa. Os sujeitos participantes da pesquisa serão dispostos através de formulários levantados para defini-los: quantidade, sexo, idade, formação, propostos na pesquisa. Esses dados quantitativos medem uma variável, ou um conjunto de variáveis, de forma objetiva e capaz de ser contados e processados matematicamente ou estatisticamente. Inicialmente, a análise dos dados quantitativos deverá ser feita utilizando-se os números absolutos coletados Andrade (2003). Ainda para coleta de dados utilizaremos as técnicas da pesquisa qualitativa. Para realizar uma análise adequada de dados qualitativos, é importante que o avaliador tenha esboçado previamente as categorias e/ou classificação e/ou grupos temáticos que deverá utilizar na análise dos dados (que devem ser revistas no processo de coleta e de análise propriamente dita) (GIL, 1996, p. 54). Na coleta de dados qualitativos o que importa é a representatividade dos mesmos. A rigor, não existe necessidade de definir uma amostra, porque o que importa é o significado de uma informação para a situação avaliada e não a quantidade de informantes que repetem essa mesma informação ou o número de vezes em que ela aparece. b )Universo da pesquisa A pesquisa será realizada em uma escola de rede pública de ensino, que atende ensino Fundamental, na cidade de Porto Velho – RO. 4. APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS DADOS 4.1. APRESENTAÇÃO DOS DADOS OBTIDOS ATRAVÉS DE FORMULÁRIO TABELA 1: Quantidade do corpo docente ENSINO RELAÇÃO FUNDAMENTAL TOTAL QNTD. 40 40 TABELA 2: Quantidade por sexo RELAÇÃO QNTD. SEXO MASCULINO 09 SEXO FEMININO 31 TABELA 3: Quantidade por idade IDADE 30 32 33 35 36 40 41 QUANTIDA DE 1 3 4 1 6 3 2 TOTAL 40 42 44 46 47 48 49 50 3 5 2 4 1 3 2 TABELA 4: Quantidade por titulação QUANTIDADE 40 APENAS GRADUAÇÃO 19 GRADUAÇÃO E ESPECIALIZAÇÃO 21 4.2. APRESENTAÇÃO DOS DADOS OBTIDOS ATRAVÉS DE QUESTIONÁRIO Ainda na apresentação dos dados levantados descreveremos as respostas obtidas através do questionário aplicado aos docentes: Quando perguntado sobre as Leis e Normas, que garante ensino adequado aos Portadores de Necessidades Educativas Especiais, se as mesmas são suficientes para a Educação Especial, a resposta foi unânime: não; Na segunda questão proposta, foi questionado se o modelo de educação no Brasil está preparado para suprir as necessidades dos alunos portadores de Necessidades Educativas Especiais, novamente não, foi a resposta obtida; Ainda na questão anterior, ou seja, o modelo de educação no Brasil está preparado para suprir as necessidades dos alunos portadores de Necessidades Educativas Especiais, um breve comentário foi explanado pelo corpo docente, e o desconhecimento, o despreparo das partes envolvidas na Educação Especial e ainda as barreiras políticas, foram apontados em tal comentário. Na próxima questão, apontaram que as escolas brasileiras não estão equipadas adequadamente para inserção dos alunos com Necessidades Educativas Especiais; Bem como, apontaram que o ensino regular também ainda não tem suporte suficiente para receber em igualdade os PNEE. Ainda, quanto a formação do corpo docente, também responderam que não é adequada as necessidades educativas especiais; Responderam que a participação da família do aluno PNEE é fundamental para a formação escolar, social e emocional. 4 .3. ANÁLISE DOS DADOS LEVANTADOS Após a aplicação do formulário e apresentação dos dados, podemos observar que, os docentes estão distribuídos uniformemente no ensino fundamental oferecido pela escola, ou seja, dos 40 docentes, todos, sem exceção lecionam e cumprem a carga horária exigida pela Secretaria do Estado da Educação, apresentando essa uniformidade comentada. Destes 40 docentes, 31 são do sexo feminino e 09 do sexo masculino. A idade do corpo docente varia de 30 a 50 anos, mostrando ainda, que esse corpo docente conta com uma parcela considerável de professores com a faixa etária considerada adulta e experiente, na educação, ou seja, essa experiência traz consigo uma série de questionamentos e aponta várias soluções viáveis para melhor atender os Portadores de Necessidades Educativas Especiais. No que diz respeito à formação desse corpo docente, observamos que a maioria, 21, possui graduação + especialização, contribuindo assim para uma melhor formação do corpo discente. Ainda no levantamento desses dados. Em relação ao tempo trabalhado com as pessoas com Necessidades Educativas Especiais, esse tempo varia de 05 a 10 anos. Continuando a análise dos dados levantados, partindo para os dados obtidos através do questionário, percebe-se que os professores consideram que as Leis e Normas, que garante ensino adequado aos Portadores de Necessidades Educativas Especiais, não são suficientes para a Educação Especial, mas de acordo com Alves (2001): Embora as leis sejam importantes no processo de transição para a inclusão, por si, leis não garantem mudanças significativas e não representam condição imprescindível para inicia-se a jornada rumo à inclusão. Contudo, as leis constituem um apoio fundamental ao desenvolvimento dos objetivos do processo e deve orientar os propósitos da mudança. (ALVES, 2001, p. 26). Todavia, as modificações que devem ser implementadas na legislação existente, deve favorecer a eliminação dos serviços segregados, pois estes concorrem com a essência do princípio da inclusão. Percebe-se nitidamente que o Brasil não está preparado para garantir educação adequada, aos alunos Portadores de Necessidades Educativas Especiais, ou seja, a Educação Inclusiva deve responder à diversidade de estilos, ritmos e necessidades educacionais especiais dos estudantes, a fim de apoiar o desenvolvimento de práticas pedagógicas inclusivas e recursos humanos ou materiais para a superação das barreiras à aprendizagem de qualquer aluno ou aluna que enfrente dificuldades para aprender, envolvendo dirigentes educacionais, gestores, as comunidades escolares e as organizações, indivíduos ou grupos existentes na comunidade que lutam pelo direito à educação de pessoas com Necessidades Educativas Especiais nas escolas da rede regular de ensino (TOURAINE, 1999). Porém, nota-se que a realidade educacional brasileira ainda tem dificuldades no que diz respeito à Educação Especial. Onde, o desconhecimento, o despreparo das partes envolvidas na Educação Especial e ainda as barreiras políticas, são alguns dos elementos. A maioria das escolas está longe de se tornar inclusiva. O que existe em geral são escolas que desenvolvem projetos de inclusão parcial, os quais não estão associados a mudanças de base nestas instituições e continuam a atender aos alunos com deficiência em espaços escolares semi ou totalmente segregados (MANTOAN, 1999, p. 45). Sem que a escola conheça os seus alunos e os que estão à margem dela, não será possível elaborar um currículo escolar que reflita o meio social e cultural em que ela se insere (MANTOAN, 1999). Ainda na análise dos dados coletados os docentes afirmaram que, as escolas brasileiras, não estão equipadas adequadamente para inserção dos alunos com Necessidades Educativas Especiais. A aprendizagem como centro das atividades escolares e o sucesso dos alunos como meta da escola - independentemente do nível de desempenho a que cada um seja capaz de chegar - são condições básicas para se caminhar na direção de escolas inclusivas. O sentido desse acolhimento não é a aceitação passiva das possibilidades de cada aluno, mas a receptividade diante de níveis diferentes de desenvolvimento das crianças e dos jovens. Afinal, as escolas existem para formas as novas gerações a não apenas alguns de seus futuros membros, os mais privilegiados (TOURAINE, 1999). A inclusão não implica no desenvolvimento de um ensino individualizado para os alunos que apresentam déficits intelectuais, problemas de aprendizagem e outros relacionados ao desempenho escolar (TOURAINE, 1999, p. 48). Na visão inclusiva, não se segregam os atendimentos escolares, seja dentro ou fora das salas de aula e, portanto, nenhum aluno é encaminhado a salas de reforço ou deverá aprender a partir de currículos adaptados para suas necessidades, segundo a decisão do professor ou do especialista. Na verdade, é o aluno que se adapta ao novo conhecimento e só ele é capaz de regular o seu processo de construção intelectual (WERNECK, 1999). Persiste a idéia de que as escolas consideradas de qualidade são aquelas que centram a aprendizagem nos conteúdos programáticos das disciplinas curriculares, exclusivamente. As que enfatizam o aspecto cognitivo do desenvolvimento e que avaliam o aluno, quantificando respostas. Suas práticas preconizam a exposição oral, a repetição, a memorização, os treinamentos, o livresco, a negação do valor do erro. São aquelas escolas que está sempre preparando o aluno para o futuro: seja este o próximo ano a ser cursado ( BUENO 2001). [...] é necessário que os professores conheçam a diversidade e a complexidade dos diferentes tipos de deficiências, para definir estratégias de ensino que desenvolvam o potencial do aluno. De acordo com a limitação apresentada é necessário utilizar recursos didáticos e equipamentos especiais para a sua educação buscando viabilizar a participação do aluno nas situações éticas vivenciadas no cotidiano escolar, para que o mesmo, com autonomia, possa otimizar suas potencialidades e transformar o ambiente em busca de uma melhor qualidade de vida. (BUENO, 2001, p. 68). Nesse contexto, a participação da família é fundamental para a formação escolar, social e emocional desse aluno. A família tem importante contribuição a dar à educação em geral e à aprendizagem de seus filhos em particular. A colaboração só pode ser obtida se ambos, profissionais e pais, valorizarem suas respectivas contribuições, cada um assumindo a parte que lhe cabe, para que se produza a colaboração. Se a meta final é de que a criança seja incluída ativamente à sociedade, é fundamental que tal situação se inicie no contexto familiar. A participação nas experiências cotidianas verificadas no lar e na comunidade são essenciais para o completo desenvolvimento do aluno (SASSAKI, 1999). 5. CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES 5.1 CONCLUSÕES Através desta pesquisa, constatou-se que a Inclusão dos Portadores de necessidades Educativas Especiais no Ensino Regular no Contexto das Políticas públicas Educacionais, ainda necessita de uma série de mudanças. As escolas públicas não têm correspondido às características individuais e socioculturais diferenciadas de seu alunado, funcionando de forma seletiva e excludente. O encaminhamento de alunos para escolas especiais ou a manutenção de classes especiais deveriam constituir exceção a ser recomendada quando a educação na classe regular mostrar-se incapaz de responder às necessidades educacionais ou sociais do educando, e desde que tal incapacidade seja demonstrada de forma inequívoca (Salamanca, 1994). Essas práticas quase sempre refletem apelos, expectativas e necessidades dos educadores, não correspondendo às reais necessidades dos educandos. A deficiência não deve ser tomada, isoladamente, como obstáculo ou impedimento que impossibilita o pleno desenvolvimento das potencialidades de uma pessoa. As restrições decorrem das estruturas excludentes e das condições objetivas dos diversos campos de atuação do contexto social. As escolas especiais , em nosso País, têm se tornado um dos mecanismos preferenciais dessa sociedade seletiva. Acolhendo um universo restrito de educandos, tais instituições legitimam ambientes segregadores de aprendizagem. Escolas inclusivas requerem novas estruturas e novas competências. A formação de educadores deve romper com a polaridade entre educação comum e especial, tendo como referência a diversidade e o aprendizado da inclusão. A viabilidade de inclusão dos alunos portadores de deficiência e necessidades educacionais especiais no sistema regular de educação requer o provimento de condições básicas, como reformulação de programas educacionais e formação permanente dos educadores, dentre outras coisas. As razões subjacentes a tais procedimentos costumam referir-se à falta de qualificação profissional e despreparo dos professores. Ou seja, a falta de condições e recursos adequados ao atendimento das necessidades educacionais especiais dos educandos, associada a uma formação segmentada dos educadores, justifica o despreparo, mobilizando mecanismos de resistência. A escola deve propor alternativa e soluções, instrumentalizando-se de todas as formas para lidar com as diferenças. Deve buscar o convívio produtivo com a diversidade. Alunos, professores, técnicos, especialistas, pais, agentes do poder público e comunidade, todos devem assumir o desafio da descoberta e a superação de limites, construindo novas competências referenciadas no paradigma da escola inclusiva. Esse alvo longínquo deverá mover nossas ações e intenções como uma utopia a ser conquistada. O educador deve ser capaz de transformar os valores vigentes estagnados, que atenda a diversidade dos homens, que solidifique o partilhar e cooperar nas relações sociais, sem ostentar a caridade, mas o respeito às particularidades; possibilitar a sociedade à convivência respeitando os limites, desenvolvendo um cidadão mais sociável numa sociedade tão exclusiva, com a certeza de que se está trabalhando para minimizar a discriminação em busca dos direitos humanos, onde a responsabilidade é de todos, sendo de vital importância para a inclusão dos especiais no mercado de trabalho, desempenhando seu papel para o verdadeiro exercício de cidadania. Enfim, diante do exposto no trabalho, percebe-se que a inclusão dos portadores de necessidades educativas especiais no ensino regular no contexto das políticas públicas ao longo do tempo ganhou algum espaço na sociedade, isto é, através da história em relação às leis determinadas e sancionadas; a capacitação profissional; cursos de extensão e de pós-graduação; a luta profissional em prol do tema; a conscientização da importância da Educação Inclusiva, bem como sua inclusão na sociedade, mas necessita que o poder público, assim como os pais e professores assumam realmente o seu papel de agente dinamizador dessa mudança, para que todos possam ter acesso à educação de qualidade, um dos direitos imprescindíveis para qualquer cidadão. 5.2 RECOMENDAÇÕES A nossa Constituição Federal elegeu como fundamentos da República a cidadania e a dignidade da pessoa humana (art. 1º, inc. II e III), e como um dos seus objetivos fundamentais a promoção do bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação (art. 3º, inc. IV). A inclusão escolar constitui uma proposta que representa valores simbólicos importantes, condizentes com a igualdade e de direitos e de oportunidades educacionais para todos, mas encontra ainda sérias resistências. Estas se manifestam, principalmente, contra a idéia de que todos devem ter acesso à escola comum. A dignidade, os direitos individuais e coletivos garantidos pela Constituição Federal impõem às autoridades e à sociedade brasileira a obrigatoriedade de efetivar essa política, como um direito público subjetivo, para o qual os recursos humanos e materiais devem ser canalizados, atingindo, necessariamente, toda e educação básica. Portanto, a constituição garante à todos o direito à educação e ao acesso à escola. Toda escola, assim reconhecida pelos órgãos oficiais como tal, deve atender aos princípios constitucionais, não podendo excluir nenhuma pessoa em razão de sua origem, raça, sexo, cor, idade, deficiência ou ausência dela. Novas práticas de ensino proporcionarão benefícios escolares para que todos os alunos possam alcançar os mais elevados níveis de ensino, segundo a capacidade de cada um, com os garante a constituição. Independentemente das diferenças próprias de cada aluno, o grande desafio é passar de um ensino transmissivo para uma pedagogia ativa, dialógica e interativa, que se contrapõe a toda e qualquer visão unidirecional, de transferência unitária, individualizada e hierárquica do saber. Certamente um professor que engendra e participa da caminhada do saber de seus alunos, como nos ensinou Paulo Freire (1978), conseguem entender melhor as dificuldades e as possibilidades de cada um e provocar a construção do conhecimento com maior adequação. Para ensinar a turma toda, parte-se da certeza de que as crianças sempre sabem alguma coisa, de que todo educando pode aprender, mas no tempo e de jeito que lhes são próprios. É fundamental que o professor nutra uma elevada expectativa por seus alunos O sucesso da aprendizagem está em explorar talentos, atualizar possibilidades, desenvolver predisposições naturais de cada aluno. As dificuldades, deficiências e limitações precisam ser reconhecidas, mas não devem conduzir ou restringir o processo de ensino, como habitualmente acontece. Não é possível individualizar o ensino para quem quer que seja, na medida em que não podemos controlar de fora o processo de compreensão de outra pessoa. O que é individual e intransferível é a aprendizagem, que é própria do aprendiz não é ditada nem comandada, definida ou adaptada por ninguém de fora, a não ser pelo sujeito do conhecimento, no caso, o aluno. O currículo dever ser adaptado às necessidades das crianças e não vice-versa. Escolas deveriam, portanto, prover oportunidades curriculares que seja apropriada à criança com habilidades e interesses diferentes. O conteúdo deve ser voltado a padrões superiores e às necessidades dos indivíduos com o objetivo de torná-los aptos a participar totalmente no desenvolvimento. O ensino deve ser relacionado às experiências dos alunos e a preocupações práticas no sentido de melhor motivá-los. A educação inclusiva requer dos professores especializados participação no processo avaliativo dos alunos, de modo a favorecer sua inclusão escolar; oferta de apoio especializado contingente às necessidades do aluno; reconhecimento da competência e do envolvimento do professor do ensino regular e da importância do seu papel na educação do aluno; participação no apoio aos pais por meio de orientação adequada e pertinente, visando a promoção humana e escolar do aluno com necessidades especiais. O desenvolvimento de escolas inclusivas como modo mais efetivo de atingir a educação para todos deve ser reconhecido como uma política governamental chave e dado o devido privilégio na pauta de desenvolvimento na nação. Somente desta maneira que os recursos adequados podem ser obtidos. Mudanças nas políticas e propriedades podem acabar sendo inefetivas a menos que um mínimo de recursos requeridos seja providenciado. O compromisso político é necessário, tanto a nível nacional como comunitário para que se obtenham recursos adicionais e para que se reempregue os recursos já existentes. Ao mesmo tempo em que as comunidades devem desempenhar o papel-chave de desenvolver escolas inclusivas, apoio e encorajamento aos governos também são essenciais ao desenvolvimento efetivo de soluções viáveis. REFERÊNCIAS ALVES, N. Formação de professores. Pensar e fazer. 2. ed. São Paulo: Cortez, 1993. _______. Rubem. A escola com que sempre sonhei sem pensar que pudesse existir. 3ª edição. 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As informações obtidas serão apenas transcritas, não sendo revelada idade, sexo, formação. 1- As Leis e Normas da Educação dos Portadores de Necessidades Educativas Especiais são suficientes para Educação Especial? ( ) Sim ( ) Não 1) O modelo de educação no Brasil está preparado para suprir as necessidades dos alunos portadores de Necessidades Educativas Especiais? ( ) Sim ( ) Não 2) De acordo com a pergunta anterior, faça um breve comentário. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ _____________________________________________________________ 4) As escolas brasileiras estão equipadas adequadamente para essa Inserção desses alunos? ( ) Sim ( ) Não 5) O ensino regular, assim como a rede pública de ensino, está preparado para receber em “igualdade”, os PNEE (Portadores de Necessidades Educativas Especiais) ? ( ) Sim ( ) Não 6) A formação do corpo docente é adequada a esse tipo de educação? O que falta? ( ) Sim ( ) Não ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ _____________________________________________________________ 7) Qual é o papel da família nesse contexto? ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ _____________________________________________________________ FORMULÁRIO Formulário informativo, os dados obtidos serão apenas transcritos, não sendo revelada a identidade. - Com quantas pessoas conta o corpo docente? - Quantos homens? Quantas mulheres? - Idade do corpo docente... variáveis. - Formação do corpo docente: Graduação, graduação e especialização. - Tempo na Educação Especial.