issn 1234-5678 FUNDAÇÃO INSTITUTO DE PESQUISAS ECONÔMICAS Nº 377 Fevereiro / 2012 índices Inflação Moderada em Janeiro p. I-3 Rafael Costa Lima Inflação no Setor de Obras Públicas Inicia o Ano com Aceleração! p. I-6 Denise C. Cyrillo Segundo Rafael Costa Lima, sem aumentos expressivos nos transportes coletivos, janeiro registra inflação de 0,66%, que pode ser considerada moderada para este mês, dados os reajustes do grupo Educação. No artigo deste mês, Denise Cyrillo analisa os índices de obras públicas, observando a continuidade da aceleração das taxas de crescimento dos preços dos insumos, neste início de ano. séries estatísticas Índice de Preços ao Consumidor Índice de Preços de Obras Públicas As ideias e opiniões expostas nos artigos são de responsabilidade exclusiva dos autores, não refletindo a opinião da Fipe p. I-9 Nesta seção, são apresentadas as séries estatísticas Fipe (IPC e IPOP) de 2011 a 2012. Conheça o IPC Fipe O Índice de Preços ao Consumidor do Município de São Paulo é o mais tradicional indicador da evolução do custo de vida das famílias paulistanas e um dos mais antigos do Brasil. Começou a ser calculado em janeiro de 1939 pela Divisão de Estatística e Documentação da Prefeitura do Município de São Paulo. Em 1968, a responsabilidade do cálculo foi transferida para o Instituto de Pesquisas Econômicas da USP e, posteriormente em 1973, com a criação da FIPE, para esta instituição. Informações sobre assinaturas: : (011) 3284-0612 : [email protected] INFORMAÇÕES FIPE É UMA PUBLICAÇÃO MENSAL DE CONJUNTURA ECONÔMICA DA FUNDAÇÃO INSTITUTO DE PESQUISAS ECONÔMICAS Conselho Curador Diretoria Pós-Graduação Juarez A. Baldini Rizzieri (Presidente) Andrea Sandro Calabi Denisard Cnéio de Oliveira Alves Elizabeth M. M. Querido Farina Miguel Colassuono Simão Davi Silber Vera Lucia Fava Diretor Presidente Dante Mendes Aldrighi Carlos Antonio Luque Diretor de Pesquisa Eduardo Haddad Diretor de Cursos Secretaria Executiva Domingos Pimentel Bortoletto Cicely M. Amaral fevereiro de 2012 Conselho Editorial Heron Carlos E. do Carmo Lenina Pomeranz Luiz Martins Lopes José Paulo Z. Chahad Maria Cristina Cacciamali Maria Helena Pallares Zockun Simão Davi Silber – issn 1234-5678 Editora-Chefe Assistente Fabiana F. Rocha Maria de Jesus Soares Preparação de Originais e Revisão Produção Editorial Alina Gasparello de Sandra Vilas Boas Araujo I-3 índices Inflação Moderada em Janeiro Rafael Costa Lima (*) A inflação medida pelo IPC-FIPE registrou alta de 0,66% em janeiro de 2012. Esta taxa foi levemente superior à de 0,61%, registrada em dezembro de 2011, mas também foi muito inferior à registrada em janeiro do ano anterior (1,15%). As apurações quadrissemanais foram 0,75% na primeira, 0,79% na segunda e 0,68% na terceira quadrissemana. A evolução do IPC-FIPE e de seus grupos componentes, no período em 2011, assim como o acumulado para o período, encontram-se resumidos na Tabela 1. Tabela 1 - IPC-FIPE e seus Grupos Componentes – Janeiro de 2012 IPC - FIPE Jan/12 (%) Índice Geral 0,66 Habitação 0,31 Alimentação 0,50 Transportes 0,31 Despesas Pessoais 0,87 Saúde 0,40 Vestuário 0,60 Educação 6,42 Fonte: Base de Dados do IPC-FIPE. Os grupos que mais contribuíram para a inflação de janeiro foram Educação, Alimentação e Despesas Pessoais. A alta significativa da educação se deve ao fato de os reajustes de mensalidades dos cursos regulares estarem quase todos concentrados no mês de janeiro. Além disso, este é setor que tradicionalmente obtém reajustes acima da inflação dos últimos 12 meses. Mesmo assim, a alta de Educação foi similar à observada em janeiro de 2011. No grupo de Alimentação pesou a alta dos Produtos in Natura (2,56%), que costumam subir nesta época do ano por conta das chuvas na região Sudeste. Mesmo assim, esta alta foi inferior à observada nos dois anos anteriores (5,44% em 2011 e 4,44% em 2010). O grupo Despesas Pessoais pressionou a inflação ainda por conta das altas de passagens aéreas e Viagens (pacotes de viagens) que sobem nesta época por conta das férias escolares. Os demais grupos apresentaram variação moderada e responderam por aproximadamente 30% da inflação de janeiro. No Gráfico 1 a seguir observa-se a contribuição relativa dos itens que mais pesaram na inflação de janeiro. fevereiro de 2012 I-4 índices Gráfico 1 - Produtos que Mais Contribuíram para o IPC-FIPE de Janeiro de 2012 Fonte: Base de Dados do IPC-FIPE. Os dois primeiros itens são Ensino Superior (7,10%) e Ensino Fundamental (9,25%), ambos do grupo educação, que obtiveram reajustes bastante acima da inflação acumulada dos últimos 12 meses. Entretanto, não deveremos observar novos reajustes nestas mensalidades ao longo deste ano. Feijão (12,79%) e Passagens Aéreas (6,31%) são os únicos dois produtos que estavam entre as maiores altas de dezembro. A alta do Feijão se deve à quebra de safra no Sul do País, enquanto a alta das passagens se deve à forte demanda comum nos períodos de férias escolares. Os preços dos Tênis subiram (3,96%) por causa da redução da cota de importação deste produto. Por fim, contratos de assistência médica (0,64%) mantiveram a taxa de crescimento próxima do padrão desde o último reajuste concedido. Do Gráfico 1 também pode-se observar que a participação dos seis produtos com maiores altas foi de 45% da inflação de janeiro, ficando acima do observado em dezembro. Isto significa que a alta dos preços está mais concentrada do que no mês anterior. Isto tam- fevereiro de 2012 bém pode ser verificado através do índice de difusão, apresentado no Gráfico 2 a seguir. Gráfico 2 - Indicador de Difusão – Percentual de Produtos que Apresentaram Aumento de Preços em Janeiro de 2012 Fonte: Base de Dados do IPC-FIPE. O Gráfico 2 mostra que o percentual de produtos que apresentou alta de preços foi de 65,60%, um número alto, mas ainda inferior ao observado em dezembro. Isto significa que a inflação ainda está relativamente I -5 índices bem disseminada entre os produtos da base do IPC-FIPE. Uma taxa de inflação mensal de 0,6% não pode ser considerada baixa, mas levando-se em conta que a inflação de educação está concentrada em janeiro, este é um mês de forte sazonalidade. Portanto, a taxa pode ser considerada moderada tomando-se como referência a meta de inflação anual de 4,5%. O Gráfico 3 a seguir apresenta a inflação acumulada nos últimos 12 meses desde janeiro de 2009. Gráfico 3 - Série da Inflação Acumulada em 12 meses, de Janeiro de 2009 a Janeiro de 2012 Fonte: Base de dados do IPC-FIPE. O Gráfico 3 mostra que a tendência de desaceleração da inflação acumulada em 12 meses se mantém, tendo esta passado de 6,84% em agosto de 2011 para 5,3% em apenas 5 meses. A queda deste indicador em relação a dezembro se deve ao fato da inflação de janeiro de 2011 ter sido de 1,15%, bastante acima da registrada neste mês. Numa análise superficial, pode-se concluir que a inflação de janeiro deste ano está numa trajetória muito diferente daquela de janeiro anterior. Contudo, é preciso levar em conta que em janeiro de 2011 foram concedidos reajustes significativos nas tarifas dos transportes públicos. Caso tivéssemos observado os mesmos reajustes este ano, a inflação registrada estaria próxima de 1%, bem mais próxima daquela registrada no mesmo mês do ano anterior. Portanto, ainda é cedo para concluir que a inflação já esteja numa trajetória muito inferior àquela registrada em 2011. (*) Professor Doutor da FEA-USP. (E-mail: [email protected]). fevereiro de 2012 I-6 índices Inflação no Setor de Obras Públicas Inicia o Ano com Aceleração! Denise Cavallini Cyrillo (*) O ano de 2012 iniciou-se com aceleração da inflação dos preços dos insumos empregados nas obras públicas acompanhadas pela FIPE. Como se pode verificar na Tabela 1, os quatro índices apresentaram variação positiva, entre 0,09% (PAV) e 0,85% (TER), todas superiores às calculadas em dezembro de 2011. Ao contrário do final do ano passado, quando os materiais empregados em obras pesadas sofreram deflação, em janeiro essa categoria de insumo registrou aumentos, independentemente do tipo de obra, menos expressivo para o IGE (0,03%), sendo o mais alto relativo ao índice de terraplenagem (0,23%). Os salários também alcançaram reajustes positivos, que variaram entre 0,04% (IGE) e 0,15% (PAV). Por outro lado, os equipamentos foram os únicos que apresentaram comportamento diferenciado entre os tipos de obras. Para as obras de terraplenagem e de edificações gerais, verificaram-se 1,5% e 0,54% , respectivamente, ao passo que houve decréscimo para os empregados nas obras de pavimentação (-0,18%) . Tabela 1 − Índices de Preços de Obras Públicas – Variação Mensal (%) – Janeiro de 2012 Índices Geral Materiais Equipamentos Serviços Mão de Obra IGE 0,10 0,03 0,54 0,86 0,04 TER 0,85 0,23 1,54 - 0,12 PAV 0,09 0,12 -0,18 - 0,15 SGPMO 0,13 0,15 - 0,88 0,05 Fonte: Banco de dados SIPOP/FIPE. Obs.: IGE - Índice Geral de Edificações, TER - Índice de Obras de Terraplenagem, PAV - Índice de Obras de Pavimentação, SGPMO - Índice de Serviços Gerais com Predominância de Mão de Obra. As variações dos preços médios dos insumos para as obras públicas, segundo setores de atividade, estão apresentadas na Tabela 2. No primeiro mês do ano, verifica-se que a maioria dos setores reajustou seus preços negativamente, com destaque para a Indústria de Material Elétrico/Comunicações (-5,97%). Apesar disso, o IGE ainda registrou variação positiva graças ao aumento observado na Indústria de Minerais não Metálicos (0,85%), cujos insumos têm importante participação no orçamento de tais obras. Para o índice de terraplenagem constata-se que, entre os setores fevereiro de 2012 que fornecem insumos para esse tipo de obra, apenas um deles registrou queda, a Indústria de Material de Transporte (-1,13%), que, entretanto, foi mais do que contrabalançada pelos aumentos expressivos no setor de Minerais Não Metálicos (1,55%), Mecânica (2,45%) e da Borracha (2,41%). Já para as obras de pavimentação, as variações foram de modo geral mais modestas, merecendo destaque as Indústrias da Borracha e Material de Transporte, com deflação de 1,02% e 0,84%, respectivamente, e a Indústria Mecânica, com aumento de 0,65%. I -7 índices Tabela 2 − Índices de Preços de Obras Públicas por Setor: Variação Mensal e Acumulada nos Anos de 2012 e de 2011 (%) IGE SETORES DE ATIVIDADES jan/12 dez/11 Acum 12 Acum 11 01- Extração Mineral -0,60 0,00 -0,60 8,28 02- Indústria de Minerais Não Metálicos 0,85 0,50 0,85 5,41 03- Indústria Metalúrgica -0,05 0,02 -0,05 1,91 TER PAV jan/12 jan/12 -0,34 1,55 0,11 2,45 0,65 -1,13 -0,84 04- Indústria Mecânica 1,11 0,45 1,11 5,55 05- Indústria Material Elétrico/Comunicações -5,97 -0,07 -5,97 5,75 06- Material de Transporte -0,32 -0,96 -0,32 3,12 07- Indústria de Madeira 0,22 -0,20 0,22 1,84 08- Indústria da Borracha -0,06 0,25 -0,06 2,20 2,41 -1,02 09- Indústria Química 0,51 0,38 0,51 9,10 -0,05 0,16 10- Indústria de Produtos Plásticos -0,67 0,07 -0,67 2,45 11- Serviços da Construção 0,95 0,33 0,95 3,23 Fonte: idem Tabela 1. A Tabela 3 apresenta o acumulado dos índices de obras O comportamento dos preços do setor, de qualquer o índice de Terraplenagem sai na dianteira, com um e serviços apresentado nos últimos meses de 2011, públicas para vários períodos desde a implantação do Plano Real. Neste início de ano, cabe indicar que aumento de 0,85%, como já mencionado, enquanto o SGPMO, que encerrou o ano com a inflação mais alta do segmento (7,45%), aparece na segunda posição. Já é fato conhecido que, nos últimos anos, esse índice assume a liderança das variações a partir de maio, quando ocorre o dissídio da maioria das categorias de mão de obra do setor da construção civil. O Gráfico 1 é ilustrativo, apresentando a evolução da inflação desde março de 2004, pontuando os níveis em dezembro de cada ano. Observa-se que o custo dos serviços gerais passou a liderar o aumento do nível geral de preços do setor a partir de 2010. Antes o seu comportamento era muito próximo ao do IGE. Nesse gráfico também se percebe que o PAV desacelerou seus reajustes a partir de 2008, cedendo sua posição em 2010, enquanto o índice de terraplenagem ainda se apresenta na rabeira apesar da tendência crescente dos últimos três anos. modo, dá mostras de aquecimento ante o panorama negativo da construção industrial de infraestrutura conforme os dados da CNI.1 Assim, cabe aguardar para ver se essa tendência se acentuará com o impacto dos investimentos necessários para o sucesso dos eventos esportivos que o Brasil sediará, cada vez mais urgentes, e da política monetária mais frouxa, que presenciamos! Tabela 3 − Índices de Preços de Obras Públicas – Variações acumuladas (%) Meses IGE TER PAV SGPMO Abr/1994 – Jan /2012 367,25 258,14 498,47 412,27 Abr/2004 – Jan /2012 73,20 29,40 65,02 76,81 Fev /2011 – Jan /2012 6,23 6,51 2,03 7,18 Jan /2012 – Jan /2012 0,10 0,85 0,09 0,13 Fonte: idem Tabela 1. fevereiro de 2012 I-8 índices Gráfico 1 – Índices de Obras Públicas (Março/2004 = 1) Fonte: Banco de dados SIPOP/FIPE. 1 Diário do Nordeste, 27/01/2012. fevereiro de 2012 (*) Pesquisadora da FIPE. (E-mail: [email protected]). I -9 séries estatísticas Índices de Preços ao Consumidor no Município de São Paulo – Julho de 1994 = 100 Habitação Alimentação Transportes Índice Geral Geral Industr. Semi elaborado In Natura Despesas Pessoais Educação Geral Transp. Coletivo Saúde Aluguel Veículo Próprio Vestuário Geral Fev/11 338.5948 294.8636 225.4173 323.8621 328.8507 423.7383 779.9146 498.3237 391.5018 668.6378 287.0988 125.8655 469.8077 508.0763 Mar 339.7759 295.1325 226.0377 321.4393 332.4746 424.8752 783.5887 503.5047 397.4596 673.0167 287.6844 125.8951 472.6335 508.7592 Abr 342.1587 296.4934 227.1792 321.9524 335.5341 426.3652 788.2025 510.7320 407.8417 673.0167 290.1349 126.7665 479.9764 508.9723 Maio 343.2300 297.0713 229.1883 322.5628 329.4629 427.3855 792.4966 511.6805 408.5138 673.0167 291.3242 128.1446 483.2906 509.4594 Jun 343.2719 295.3408 231.2815 316.6747 319.7698 428.8997 798.9698 507.0574 402.0711 673.0167 293.4768 129.6107 484.7767 509.7432 Jul 344.3161 295.9489 232.1934 317.1735 313.8090 430.8126 804.6584 508.3342 403.5663 673.0167 295.0422 128.6170 487.3800 511.1903 Ago 345.6713 298.6637 233.2734 324.0698 314.9384 432.2451 809.3761 508.9239 404.1553 673.0167 294.1969 129.6868 490.6069 511.2169 Set 346.5348 299.7801 330.1918 233.9072 307.2721 432.9829 813.5582 509.2292 404.5643 673.0167 294.6479 130.5135 493.6075 511.4955 Out 347.8693 301.3674 334.5289 235.6348 302.3613 435.8493 818.7072 508.6380 403.2968 673.0167 297.0083 129.5695 495.1006 511.4065 Nov 349.9632 303.6032 337.7226 236.7277 304.3811 437.6323 823.5752 509.8430 404.4172 673.0167 300.9015 131.3322 497.3613 511.6208 Dez 3520976 307.9624 346.3288 239.0415 308.6418 438.3969 828.6196 511.0049 406.0680 673.0167 304.6616 131.8251 498.5375 511.8147 Jan/12 354.4200 309.4908 345.6604 239.4196 316.5477 439.7515 833.6046 512.5901 406.2016 674.5168 307.2969 132.6114 500.5546 544.6855 Índices de Preços de Obras Públicas – Março de 1994 = 100 Edificações Pavimentação Terraplenagem Serv. Gerais Geral Mat. Constr. Mão de Obra Equip. Geral Mat. Constr. Mão de Obra Equip. Geral Mat. Constr. Mão de Obra Equip. Predom. M. O . Fev/11 440.832 398.955 520.627 333.630 586.769 668.383 515.589 316.396 336.812 536.264 531.135 227.000 478.629 Mar 441.986 401.334 520.384 333.858 586.697 668.099 516.486 316.682 336.939 537.272 532.474 226.672 479.538 Abr 442.518 403.060 519.493 329.529 587.202 669.045 516.796 315.701 334.691 537.599 532.232 223.418 479.819 Maio 459.072 404.311 560.397 328.864 591.845 671.945 547.762 315.695 337.570 540.035 557.927 223.469 503.152 Jun 463.663 406.939 571.371 338.053 597.337 675.666 566.964 321.749 341.495 540.193 585.879 225.494 509.133 Jul 464.759 408.836 571.476 339.811 598.886 676.330 566.537 327.208 345.085 540.581 585.462 230.474 510.053 Ago 465.404 410.026 571.693 338.660 597.173 674.864 566.583 323.943 345.063 541.433 587.040 229.959 510.674 Set 465.338 410.442 570.928 338.658 597.316 674.691 570.776 323.546 349.403 541.776 592.333 235.305 510.452 Out 465.770 410.435 570.798 340.161 598.554 675.495 572.090 326.272 354.660 544.232 596.038 241.424 510.798 Nov 466,418 411,700 570,865 337,451 597,982 675,792 571,916 571,916 352,583 543,620 598,263 238,422 511,360 Dez 466.803 412.633 570.404 336.989 597.922 675.620 571.273 323.043 355.134 542.188 597.837 242.559 511.615 Jan 467.252 412.739 570.659 338.805 598.475 676.453 572.154 322.458 358.147 543.452 598.533 246.289 512.273 fevereiro de 2012